O Reapetrechamento da Marinha

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Duarte

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2955 em: Fevereiro 03, 2026, 03:55:47 pm »

Porque carga de água é que estás a incluir nessa lista as 2 VdG?  ???

Porque estão a sofrer MLU para operarem durante mais 10 anos. Assim sendo teremos a certa altura, 3, e possivelmente até 4 classes de fragatas em simultâneo!
Em 2030 já teremos pelo menos 2 FREMM EVO. As duas VdG MLUzinho ainda servirão durante mais 5 anos pelo menos. Podem estar encostadas no Alfeite até, sei lá.. mas até as FREMM atingirem FOC ainda vai levar uns tempos além de 2030.  As BD continuarão a navegar até 2034-35? Encomendar A200 pelo meio, para entrega neste período 2034-36? isto faz sentido?


Comprando 3 A200, a MGP ficaria com 3 FREMM EVO e 3 A200, mais os 10 NPO que não contam para a estatística.

Depois a questão seria perceber se sempre substituímos os NPO1S e 2S já na década de 30, e se sim por que navios (EPC, mais Meko A200, mais NPO3S ou uma hipotética variante 4S), ou se continuariam ao serviço até fazerem 35/40 anos.


Também fico confuso é com a parte em que ter 2 modelos de fragata é um problema a nível logístico, mas operar 2 modelos de caças não seria.

Eu concordo que, visto de fora, fazia mais sentido encomendar mais FREMM EVO, mas também era bom que a malta fosse coerente.

É que neste caso, 3 FREMM EVO + 3 A200 provavelmente sairia mais barato do que comprar 6 FREMM EVO. Já na questão dos caças, comprar 2 modelos sai mais caro do que comprar um só modelo (se o n⁰ de aviões for igual).


Agora, suponho que este alegado interesse nas A200, possa ter outras motivações que não estão à vista. Tanto pode ser a questão do preço de cada navio, como pode ser uma avaliação feita às A200 em comparação com as EPC no que respeita ao comportamento em alto mar, como pode ser algum negócio "governo a governo" com algum tipo de vantagem, como pode ser isto tudo somado.

Tanto quanto sabemos, a MGP podia receber um proposta para 3 A200 mais 1 submarino pelo preço de 3 FREMM EVO. Ou 3 A200 pelo preço de 2 FREMM EVO, e as A200 construídas em Portugal ou algo assim.


Apesar de não fazer grande sentido do ponto de vista prático, é prematuro fazer julgamentos face a essa opção, sem saber detalhes. Suponho que não tenha sido uma invenção caída do céu.

Podem haver muito boas razões para comprar as A200.  Um negócio com SSK seria bom com certeza, mas sem sabermos os detalhes apenas especulamos.
O tal mix high-low que parece que a Marinha queria ter poder ser a razão principal? Mas isto era no tempo das vacas magras  :mrgreen:
Agora com o SAFE e um potencial SAFE 2.0, acho muito preferível termos 5-6 FREMMM e o low bem podem ser os 10 NPOs, e a seus eventuais substitutos: MMPC , PPA EVO, ou outro meio mais ligeiro que as FREMM, mas mais capaz que um NPO.


« Última modificação: Fevereiro 03, 2026, 03:57:49 pm por Duarte »
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Pilotasso

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2956 em: Fevereiro 03, 2026, 06:52:41 pm »
As FCX30 e 40, são um conceito ainda no papel, enquanto as MEKO 200 estão prontas a ser construídas. Podíamos dar a volta com as PPA EVO mas tenho duvidas que sejam opção se for para navios mais baratos que as FREMM EVO.
 

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LM

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2957 em: Fevereiro 03, 2026, 07:30:35 pm »

No caso do Golfo da Guiné, e costa Ocidental de África em geral, a prioridade devia ser boas relações e acordos de defesa com Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Ambos os países funcionam quase como porta-aviões permanentes, e também como FOB e ponto de apoio naval no exterior.

E esta presença/projecção de poder divide-se em 2 etapas:
-Infraestruturas - era preciso investir para transformar pelo menos um aeroporto em cada um dos países em Base Aérea/Aeródromo Militar, e transformar/construir um cais para atracar e reabastecer navios da Marinha;

-Meios militares - que incluem caças modernos e capazes (nada de 4.5G), armamento, MPA, capacidade AAR, capacidade de transporte estratégico (própria ou consórcio SAC), UAVs/UCAVs, USVs e UUVs, baterias AA para defender os aeródromos, fragatas modernas (a somar às 3 FREMM), mais 2 submarinos, navio/s com capacidade de desembarque anfíbio, helicópteros, capacidade logística em geral, equipamento contentorizado para os NPO, etc. Exército e Fuzileiros modernos.

Algums meios já temos ou estão em vias de ser adquiridos, outros precisamos de mais quantidade, outros não temos nada.

Preferencialmente estes meios teriam uso tanto a nível da defesa do país, como para missões na Europa, como para projecção de força, evitando ter equipamento "mono-missão".

O objectivo seria ter capacidade de escalar a presença, consoante a ameaça.
Pode começar com um NPO em luta contra a pirataria, passando para um NPO em funções ASuW contra embarcações pequenas recorrendo a Spike NLOS e/ou módulos contentorizados de loitering munitions (ex. Hero 400), indo até 1 submarino com capacidade land-attack e uma força tarefa com 2/3 fragatas e navio anfíbio.
Meios aéreos era igual, desde presença ocasional de um C-295 ou Lus-222, passando por UCAVs estacionados, culminando em destacamentos robustos com caças, MPAs, baterias AA...

Isto...
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Subsea7

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2958 em: Fevereiro 03, 2026, 11:28:11 pm »
Com a visita do Mistral, o sonho molhado da MGP voltou ao de cima...Não era mau BHP 140...
 
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Duarte

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2959 em: Hoje às 12:18:19 am »
Com a visita do Mistral, o sonho molhado da MGP voltou ao de cima...Não era mau BHP 140...

Vai ser preciso dobrar o Corpo de Fuzileiros e triplicar a frota de helis da Marinha.  :G-beer2:
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Charlie Jaguar

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2960 em: Hoje às 09:03:55 am »
Com a visita do Mistral, o sonho molhado da MGP voltou ao de cima...Não era mau BHP 140...

Seguiram do Alfeite 2 autocarros cheios para ir espreitar o bicho à Rocha do Conde d'Óbidos.



Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

"(...) Que, havendo por verdade o que dizia,
DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA
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Luís Vaz de Camões (Os Lusíadas, Canto I - Estrofe 97)
 

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Duarte

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2961 em: Hoje às 12:53:06 pm »
Com a visita do Mistral, o sonho molhado da MGP voltou ao de cima...Não era mau BHP 140...

Seguiram do Alfeite 2 autocarros cheios para ir espreitar o bicho à Rocha do Conde d'Óbidos.

2 autocarros cheios de pessoal do estado-maior e dos GT da "força  anfíbia 2035"  :mrgreen:

Sonho molhado é verdade, por mais que seria do meu agrado termos um LHD destes. Mas Portugal não tem nenhuma missão que exija um navio de assalto anfíbio de 21.000 toneladas.
O Mistral foi concebido para países que necessitam de: desembarcar uma força do tamanho de um batalhão, realizar assaltos anfíbios com apoio de helis, destacar helicópteros médios e pesados ​​​​em grande número, executar grandes operações humanitárias, comandar forças-tarefa multinacionais

Portugal não realiza nenhuma destas operações em grande escala. A capacidade expedicionária de Portugal é atualmente no máximo uma ou duas unidades de escalão de uma companhia, de infantaria ligeira. Um Mistral é simplesmente demasiado grande para as missões que Portugal de facto realiza.

A Marinha Portuguesa tem capacidade para tripular um Mistral, mais 2 fragatas BD, 2 submarinos, 4 (10 eventualmente) navios de patrulha oceânica (NPO)
2 (3) fragatas da classe VdG, 3 FREMM EVO, etc?

A verdadeira necessidade de Portugal são os NPOS e fragatas, e não um LHD
A lista de prioridades da Marinha é: SSKs, Fragatas (FREMM EVO), NPO3S, Navios auxiliares NRE+, Contramedidas de minas, Vigilância marítima, NPC e LF

Portugal precisa de presença, patrulha, busca e salvamento, apoio a submarinos, integração com a NATO e não de um LHD

A capacidade anfíbia já está corretamente dimensionada, a força anfíbia de Portugal (Fuzileiros) é: um grupo de batalhão de infantaria ligeira, otimizada para a operar em ambiente fluvial e costeiro e não concebida para assaltos anfíbios em larga escala a longa distância.

O nosso requisito de navio anfíbio é 1 navio da dimensão de um LPD (8.000 a 12.000 toneladas), não um LHD de 21.000 toneladas

Um LPD de pequena dimensão (como a classe italiana improved San Giorgio class/BDSL/ Al Fulk ou um Damen Enforcer 11.000) é uma opção muito mais adequada.

O Mistral está otimizado para o transporte de helicópteros e Portugal não dispõe de  helis que chegue. Não se justifica um porta-helicópteros sem helicópteros. Só se for para operar drones, mas mesmo assim há soluções mais adequadas..

O LHD da classe Mistral é grande demais, demasiado caro, requer uma tripulação além dos nossos recursos humanos, inadequado para as missões, incompatível com o orçamento da Marinha, e desnecessário para a escala dos Fuzileiros. Um LPD mais pequeno (8.000 a 12.000 toneladas) é a opção mais adequada para Portugal.

« Última modificação: Hoje às 12:54:20 pm por Duarte »
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2962 em: Hoje às 02:04:58 pm »
Se vos oferecessem buffet vocês também não iam não 😈
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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sivispacem

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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2963 em: Hoje às 02:25:12 pm »
Se vos oferecessem buffet vocês também não iam não 😈

Aposto que alguns até tupperware levaram....  :mrgreen:
Cumprimentos,
 
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2964 em: Hoje às 02:44:22 pm »
Com a visita do Mistral, o sonho molhado da MGP voltou ao de cima...Não era mau BHP 140...

Seguiram do Alfeite 2 autocarros cheios para ir espreitar o bicho à Rocha do Conde d'Óbidos.

2 autocarros cheios de pessoal do estado-maior e dos GT da "força  anfíbia 2035"  :mrgreen:

Sonho molhado é verdade, por mais que seria do meu agrado termos um LHD destes. Mas Portugal não tem nenhuma missão que exija um navio de assalto anfíbio de 21.000 toneladas.
O Mistral foi concebido para países que necessitam de: desembarcar uma força do tamanho de um batalhão, realizar assaltos anfíbios com apoio de helis, destacar helicópteros médios e pesados ​​​​em grande número, executar grandes operações humanitárias, comandar forças-tarefa multinacionais

Portugal não realiza nenhuma destas operações em grande escala. A capacidade expedicionária de Portugal é atualmente no máximo uma ou duas unidades de escalão de uma companhia, de infantaria ligeira. Um Mistral é simplesmente demasiado grande para as missões que Portugal de facto realiza.

A Marinha Portuguesa tem capacidade para tripular um Mistral, mais 2 fragatas BD, 2 submarinos, 4 (10 eventualmente) navios de patrulha oceânica (NPO)
2 (3) fragatas da classe VdG, 3 FREMM EVO, etc?

A verdadeira necessidade de Portugal são os NPOS e fragatas, e não um LHD
A lista de prioridades da Marinha é: SSKs, Fragatas (FREMM EVO), NPO3S, Navios auxiliares NRE+, Contramedidas de minas, Vigilância marítima, NPC e LF

Portugal precisa de presença, patrulha, busca e salvamento, apoio a submarinos, integração com a NATO e não de um LHD

A capacidade anfíbia já está corretamente dimensionada, a força anfíbia de Portugal (Fuzileiros) é: um grupo de batalhão de infantaria ligeira, otimizada para a operar em ambiente fluvial e costeiro e não concebida para assaltos anfíbios em larga escala a longa distância.

O nosso requisito de navio anfíbio é 1 navio da dimensão de um LPD (8.000 a 12.000 toneladas), não um LHD de 21.000 toneladas

Um LPD de pequena dimensão (como a classe italiana improved San Giorgio class/BDSL/ Al Fulk ou um Damen Enforcer 11.000) é uma opção muito mais adequada.

O Mistral está otimizado para o transporte de helicópteros e Portugal não dispõe de  helis que chegue. Não se justifica um porta-helicópteros sem helicópteros. Só se for para operar drones, mas mesmo assim há soluções mais adequadas..

O LHD da classe Mistral é grande demais, demasiado caro, requer uma tripulação além dos nossos recursos humanos, inadequado para as missões, incompatível com o orçamento da Marinha, e desnecessário para a escala dos Fuzileiros. Um LPD mais pequeno (8.000 a 12.000 toneladas) é a opção mais adequada para Portugal.



Boas,
o 140 Mistral de 12000 ton, é o que a Marinha tem em mente. Em 2005 esteve no concurso para o LPD...
 
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Re: O Reapetrechamento da Marinha
« Responder #2965 em: Hoje às 04:46:57 pm »
Que salada  :mrgreen:
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas