Substituição dos M113

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Red Baron

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Re: Substituição dos M113
« Responder #885 em: Janeiro 26, 2026, 09:15:10 pm »
Acho que uma parte vai ser de engenharia.
 

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dc

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Re: Substituição dos M113
« Responder #886 em: Janeiro 27, 2026, 01:30:27 pm »
Falando de requisitos NATO, esta informação é de 2016 e se calhar já desatualizada, mas dá uma ideia:



Mais aqui:
https://www.scribd.com/document/382349178/Capability-Codes-and-Capability-Statements-2016-Bi-sc-Nu0083

Não muda praticamente nada no debate.

Não menciona quantidades, nem variantes expectáveis.

Basta ler o 2.10, que explica que o batalhão pode ser apoiado por unidades orgânicas, ou por unidades conjuntas a ele alocadas.
 

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dc

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Re: Substituição dos M113
« Responder #887 em: Janeiro 27, 2026, 02:23:22 pm »
Faz tanto sentido como um oficial general e uma publicação da defesa confundirem IFV e APC. Se fosse a CNN ou SIC ou um jornal qualquer talvez...

A barreira linguística é mais que suficiente para se confundir siglas. Dada a falta de outras notícias acerca do assunto, provavelmente foi uma conversa verbal.

Citar
Pois pode ser uma ou outra a intenção do general e jornalista. Ambos fazerem o mesmo erro/ lapso é o menos provável acho eu.. O tempo dirá quem tem razão.
O segundo artigo parece ampliar o erro, ou confirma a minha tese. Comprarmos APC e IFV ao mesmo tempo não faz muito sentido. Os Pel.At. Mec terão 1 APC e 3 IFV? ou 2 IFV e 2 APC? Acho muito improvável. Talvez a viatura do comando do Pel. At. Mec seja um APC e as 3 restantes IFV? Só mesmo para poupar uns tostões? Parece cosia plausível cá no burgo.  ::)

Mas não há "ambos" neste caso. O erro pode ter sido do General, e o jornalista apenas colocou na notícia. O erro pode ter sido do jornalista, e o General não ter dito aquilo.

Agora o que não faz sentido nenhum, é usar o termo APC para representar as restantes versões. Quanto muito o termo AFV, este sim um termo mais genérico.

Ou podia simplesmente dizer "IFV and support variants".

O segundo artigo parece ser uma cópia do primeiro, e adiciona o dado dos 15M/veículo, que é o valor que aparece numa pesquisa Google.

Se for uma cópia do artigo original, com uma suposição do valor, não tem valor para o debate.
Se for um artigo com fundo de verdade, então sabe o valor e as 2 variantes em causa.

Citar
Ter um BIMec equipado exclusivamente com 90 Boxer na versão RCT30 também é improvável, e coisa inédita na NATO. Mas o preço unitário a ser igual `a compra alemã e holandesa confirmaria a tua tese, mas estes países estão a comprar a versão mais cara do RCT30, Schakal, €4,5MM por 222 boxer são €20M por viatura, um pouco mais caro.

Esse artigo ainda diz isto:
Citar
Furthermore, it covers optional additional services such as protection against anti-tank hand weapons, firing attack detection and firing attack identification as well as drone defence.

Não sei se isto implica sistemas Trophy ou não, nem o que vai fazer defesa contra drones. Mas certamente que isto aumenta o preço face aos 15M por viatura.

Citar
Se vierem 14 na versão Schakal para o ERec seria ideal.
Teremos que aguardar, é só. Eu prefiro que todos os Boxer para as Sec. At. Mec. sejam RCT30, claro.
Sendo mesmo 90 Boxer RCT30, só pode ser para equipar 2 BIMec, 2 com 45 Boxer cada, completando-se as versões de apoio mais tarde e usando Pandur até lá.

Não existe nenhum indicativo de que vamos ter 2 BIMec Boxer. Teria que ser uma mudança de última hora do Exército para a Brigada Média, porque até agora só mencionavam 1 Batalhão Boxer (-).

Não vejo problema nenhum que:
-face à menor capacidade de transporte de pessoal dos Boxer IFV face aos M-113/Pandur APC;
-face à capacidade ACar destas viaturas se equipadas com Spike;
-por serem numa versão IFV mais adequada à missão de reconhecimento;
-juntando o aumento do grau de conforto destas viaturas e à necessidade de descaracterizar as viaturas de comando.

Uns hipotéticos 90 Boxer RCT30 absorvessem 3 ou 4 missões que outrora teriam versões dedicadas - APC, IFV, ACar e PC.


Também não acharia estranho a tal ideia de ter os 90 RCT30 dividido entre BIMec, ERec e AgrMec com Leopard.


Também não me surpreendia que dos 90 Boxer, viessem 45/50 RCT30, e os restantes nas variantes de apoio... mas neste caso lá está, não se percebe o porquê da menção ao APC no artigo.
 

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Duarte

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Re: Substituição dos M113
« Responder #888 em: Janeiro 27, 2026, 04:43:00 pm »
A NATO não publica uma tabela fixa pública que diga: “Um batalhão de infantaria mecanizada médio deve ter x IFV ou y APC.”
Mas, e esta é a parte que importa aqui, a NATO impõe requisitos de capacidade que obrigam todos os batalhões médios a convergir para a mesma estrutura.

Embora a NATO não divulgue um número, as regras de capacidade tornam os números quase idênticos em todos os exércitos da NATO.

A NATO NÃO especifica a quantidade exata de veículos. Não existe nenhum documento público da NATO que diga: “Um batalhão médio deve ter 42 VCI” ou “Um batalhão médio deve ter 3 companhias × 14 veículos”.

Os documentos de planeamento classificados da NATO (MCR, Minimum Capability Requirements- Metas de Capacidade) definem as capacidades, e não a estrutura organizacional.

MAS os requisitos de capacidade da NATO impõem uma estrutura padrão. A NATO exige que um batalhão mecanizado médio tenha:

Mínimo de 3 companhias de manobra

Cada companhia capaz de ação mecanizada independente
Cada pelotão capaz de disparar e manobrar
Capacidade antitanque orgânica
Fogo indireto orgânico (morteiros)
Comando e Controlo totalmente digital
Mobilidade protegida para todos os soldados apeados

Estes requisitos ditam implicitamente o número de veículos. O resultado: todos os batalhões médios da NATO convergem para os mesmos números
Na Alemanha, Holanda, Lituânia, Itália, Reino Unido (futuro) e Noruega, a estrutura é quase idêntica.

Contagem padrão de veículos para um batalhão médio da NATO
36–42 IFV/APC nas companhias de manobra
3 companhias × 12–14 veículos cada

 + 6–12 veículos de apoio: porta-morteiros, veículos posto de comando, ambulâncias, recuperação, logística

Total: 42–54 veículos da classe Boxer por batalhão
Isto não está escrito num manual da NATO, mas é o padrão de facto da NATO porque é a única forma de satisfazer os requisitos de capacidade.

Porque é que o número é sempre de 12 a 14 por companhia?
Porque a doutrina mecanizada da NATO assenta em:

3 pelotões por companhia
4 veículos por pelotão

1 a 2 viaturas no comando da companhia

Isto resulta em:

3 × 4 = 12
3 x 4 +1 comando =13
ou
12 + 2 comando = 14
Isto é válido para: Alemanha (VCI Boxer), Países Baixos (Veículo Blindado de Transporte de Pessoal Boxer), Lituânia (VCI Boxer), Itália (Freccia), França (VBCI), Reino Unido (futuro Boxer MIV), Noruega (CV90), Dinamarca (Piranha V).

É universal na NATO. Nenhum batalhão de infantaria da NATO equipado com o Boxer possui algo próximo de 90 veículos Boxer. Em todos os exércitos que utilizam o Boxer o número de veículos por batalhão varia entre 40 e 55, nunca 90. Nem sequer a França, que antes da reforma “Au Contact”  tinha quatro companhias de manobra nos regimentos de infantaria, com 52 VBCI, chegou aos 90 IFVs por batalhão. Na atualidade os RI Franceses têm apenas  3 companhias de manobra. 90 veículos Boxer corresponde à frota inteira de IFVs de uma brigada, e não de um único batalhão. Mesmo na Alemanha, que tem alguns BI com 4 companhias de manobra, não chega a 90 IFVs. Um batalhão alemão com quatro companhias de manobra dispõe de aproximadamente 52 a 56 IFVs se equipados com os Puma, e de 48 a 52 APC/IFVs se equipados com Boxer.

O que isto significa para Portugal: os batalhões Boxer de Portugal seguirão a mesma estrutura:

36–42 IFV/APC Boxer por batalhão, mais 6–12 Boxers de apoio
Total: 42–54 Boxers por batalhão

Dizer que uma M-113 transporta mais que uma Boxer and daí precisamos 90 Boxer para substituir 50 M-113 não faz sentido. Se assim fosse todos os exércitos que substituíram M-113 também teriam 90 Boxer nos seus BI. Não é o caso.

Com 90 Boxers, Portugal pode formar dois batalhões médios completos, de acordo com o padrão da NATO, Mais as variantes de apoio para a brigada.
Será o que a FT-2045 prevê?

Se for mesmo para equipar um BIMec (-) do Agrup. mecanizado + ERec e VB de apoio (recuperação, especialmente teriam que ser Boxer também, ou na mesma categoria de peso e capacidades). Já ambulâncias e posto de comando, engenharia, etc.. podem bem ser Pandur (ou outra). Seriam necessários apenas 45 -50 Boxer, portanto 90 não faz sentido nesta tese.

Vejamos:
BIMec (-). 2 CAt x 14 + apoio,  4 morteiros, 2 posto comando, 2 recup. 2 amb. etc..  = 38 a 40 Boxer. Mesmo que fosse um BI completo a 3 CAt, acrescenta apenas 12-14 Boxer e restam 16 ou mais...
ERec. 17-19 máximo de  Boxer - 3 Pel Rec com 4 Boxer cada (RCT30 or Schakal), 1 posto comando, 1 recup. 1 amb. e talvez 2-4 morteiro

Onde ficam as restantes 30 Boxer?  :conf:

Se os extra são para equipar as unidades de Engenharia, AA, transmissões, etc. da brigada, serão todos IFV RCT30 como sugeriste?

Sendo o caso de os Boxer serem para os 2 BIMec, em que fica o tal Agrup. Mecanizado? 1 ECC Leopard 2A6 ou MLU vers. A7, 1 ERec, 1 ou 2 CAt.Mec , com M-113 na mesma? Até virem mais Boxer ou Bradley a preço de amigos, ou Marder usados doados? CV90 ou outra IFV lagartas nova? Vou supor que serão mais Boxer e abandonamos os IFV lagarta de vez.
« Última modificação: Janeiro 27, 2026, 07:40:54 pm por Duarte »
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Re: Substituição dos M113
« Responder #889 em: Janeiro 27, 2026, 09:05:12 pm »

Não vejo problema nenhum que:
-face à menor capacidade de transporte de pessoal dos Boxer IFV face aos M-113/Pandur APC;
-face à capacidade ACar destas viaturas se equipadas com Spike;
-por serem numa versão IFV mais adequada à missão de reconhecimento;
-juntando o aumento do grau de conforto destas viaturas e à necessidade de descaracterizar as viaturas de comando.

Uns hipotéticos 90 Boxer RCT30 absorvessem 3 ou 4 missões que outrora teriam versões dedicadas - APC, IFV, ACar e PC.

Totalmente de acordo. Qualquer IFV moderno com meios BMS e C2 consegue servir de VBPC, e com torres com ATGM, serve na missão anti-carro.
Mas é preciso morteiros orgânicos, viatura de recuperação, ambulância (Pandur podem servir neste caso, não sendo uma viatura combatente.)


Também não acharia estranho a tal ideia de ter os 90 RCT30 dividido entre BIMec, ERec e AgrMec com Leopard.

Esta é um possibilidade, mas acho algo estranha..  com a disponibilidade de Pandur MLU, estas poderiam equipar um ERec, libertando Boxer para equipar um segundo BI.
45 no BI Mec
17-19 no Rec
26-28 no BI (-) Agrup Mec.


Também não me surpreendia que dos 90 Boxer, viessem 45/50 RCT30, e os restantes nas variantes de apoio... mas neste caso lá está, não se percebe o porquê da menção ao APC no artigo.

Pois a dúvida é que versões seriam os Boxer além dos necessários ao BI.   ??? ???
Não faria mais sentido usar as Pandur nestas versões (engenharia, transmissões, ambulância, etc. Já existem, e irão ter MLU.

« Última modificação: Janeiro 27, 2026, 09:43:38 pm por Duarte »
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Re: Substituição dos M113
« Responder #890 em: Janeiro 27, 2026, 10:09:41 pm »
Boxer 8X8 para Portugal

https://tecnodefesa.com.br/boxer-8x8-para-portugal/

Citar
alguns dos M113 mais antigos não serão sucateados, pois está previsto que sejam convertidos em veículos robóticos controlados remotamente para uso como plataformas de apoio logístico e evacuação médica.

Isto bate certo com o plano FT2045 e o que sabemos... e fica explicado, pelo menos parcialmente, quais a versões de apoio do Boxer. Serão M-113 robotizados.  :mrgreen:
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Re: Substituição dos M113
« Responder #891 em: Janeiro 27, 2026, 10:22:23 pm »
Portugal to procure 90 Boxer 8x8 APCs via European SAFE program to form new medium brigade.

https://www.armyrecognition.com/news/army-news/2026/portugal-to-procure-90-boxer-8x8-apcs-via-european-safe-program-to-form-new-medium-brigade

Citar
Within the Portuguese Army, the Boxer is intended to form the backbone of a medium brigade that will operate alongside Pandur II 8x8 armored vehicles and Leopard 2A6 main battle tanks. Initial planning foresees the introduction of Boxer vehicles between 2026 and 2030, covering battalion headquarters, infantry companies, formations operating alongside Leopard tanks, and air defense batteries. A second phase between 2030 and 2040 is expected to extend Boxer use into combat support and service support roles, further broadening its presence across brigades. From 2045 onward, the Boxer is planned to become the primary vehicle of the medium brigade, marking a long-term shift toward a standardized wheeled armored fleet. Parallel to the Boxer introduction, Portugal plans to upgrade its Leopard 2A6 tanks to the Leopard A7+ standard to address obsolescence affecting the hull, turret, and powerpack.

@DC segundo este artigo, parece que os 90 Boxer iniciais serão para equipar:
Até 2032
1 BIMec -/+ 50? O atual BIMec pesado?
1 ou mais? Btr AAA 6 -12? Skyranger, RapidRanger em Boxer?
? unidades para "operar ao lado dos Leopard 2"  (ERec? CAtMec? ambos?)

Entre 2030 e 2040 Equipará o BEngCombate da Brigada Média, BApAvcs, CTrms
Ate 2045 os 3 BI

Citar
Planned air defense includes short-range Thales RapidRanger batteries, initially contracted in 2024 with options for additional Ground Master 200 radars and launchers, complemented by a Land Force 2045 objective to acquire three additional short-range batteries and a medium-range air defense battery under the European Sky Shield Initiative, with the IRIS-T SLM identified as the reference solution. Indirect fire capabilities are set to expand through the acquisition of 120 mm heavy mortars, 12 URO VAMTAC ST5 4x4 armored mortar carriers, and 36 CAESAr Mk2 155 mm self-propelled howitzers, with deliveries split evenly between 2029 and 2030.

Ground maneuver and support assets include about 230 new 4x4 armored vehicles to replace the cancelled JLTV program, two Bergepanzer BPz3 Büffel recovery vehicles, and two Panzerschnellbrücke 2 bridge layers. Additional assets include military bridges, MineWolf demining systems, and light mobility vehicles for rapid reaction units. Aviation and unmanned capabilities cover three UH-60 Black Hawk helicopters with an option for a fourth airframe, Hero 30 loitering munitions, multiple surveillance drones, portable anti-drone guns, and new ground surveillance radars. Logistics and sustainment investments include medium tactical trucks with armored cabins, island-deployed trucks, a 6x6 tank truck, inflatable diesel storage tanks, and a Role 2B military field hospital planned for delivery by 2026
« Última modificação: Hoje às 03:05:53 am por Duarte »
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Re: Substituição dos M113
« Responder #892 em: Hoje às 03:42:43 pm »
Relativamente à organização e alvos capacitários da NATO, não te podes esquecer que não sabemos qual é a métrica destes alvos.

Se a métrica for a quantidade de soldados de infantaria cada BIMec transporta (ex. 500), então o número de veículos vai variar consoante a sua capacidade de transporte.
Se a métrica for o número de viaturas, já não é o caso.

Nada impede que um BIMec ganhe mais uma ou duas CAt.
Pode ser escalável.

Citar
Totalmente de acordo. Qualquer IFV moderno com meios BMS e C2 consegue servir de VBPC, e com torres com ATGM, serve na missão anti-carro.
Mas é preciso morteiros orgânicos, viatura de recuperação, ambulância (Pandur podem servir neste caso, não sendo uma viatura combatente.)

Tendo em conta que até agora as notícias davam conta de IFV/APC e mais nada, a falta dessas variantes fazia-se sentir na mesma, quer tu tivesses 90 RCT30, quer tivesses um misto de IFV e APC, quer tenhas IFV e VSHORAD.

Eu falei em "4 funções" que o IFV consegue cumprir, mas tecnicamente até podem ser 4.5:

Citar
Details were limited but deliveries will include an engineering variant that will directly integrate engineering equipment (such as that used for mine clearance) into the existing Lithuanian IFV configuration

Com a instalação de sistemas destes em alguns IFV como a Lituânia:
https://www.pearson-eng.com/news/vector-makes-its-uk-debut-with-boxer/

Não faz a totalidade do trabalho de um veículo de engenharia, claro, daí ter dito 4.5.

Citar
Esta é um possibilidade, mas acho algo estranha..  com a disponibilidade de Pandur MLU, estas poderiam equipar um ERec, libertando Boxer para equipar um segundo BI.
45 no BI Mec
17-19 no Rec
26-28 no BI (-) Agrup Mec.

Nenhuma variante Pandur, exceptuando talvez a variante de vigilância do campo de batalha (apenas 4 veículos), oferece ao ERec aquilo que o Boxer RCT30 oferece. Dos sensores ao poder de fogo, passando pelo nível de protecção.

Mas ainda há muito por esclarecer. Por exemplo nesta Brigada Média, os Leopard estão incluídos? Se sim, vão integrar o ERec? Vamos ter ERec com Leopard e Boxer ou apenas Boxer? Vamos ter 2 ERec, o segundo com Pandur? Deixa de haver ERec, e passam a haver unidades de reconhecimento orgânicas a cada BIMec, com o ERec da Brigada a evoluir para "Esquadrão de Vigilância" com as 4 Pandur de Vigilância + drones?

Citar
Pois a dúvida é que versões seriam os Boxer além dos necessários ao BI.   ??? ???
Não faria mais sentido usar as Pandur nestas versões (engenharia, transmissões, ambulância, etc. Já existem, e irão ter MLU.

O problema deve ser mesmo a falta de Pandur suficientes nessas versões para apoiar 3 BIMec. Mas não sendo viaturas orgânicas aos BIMec, talvez sejam alocadas para o BIMec que esteja em missão.

Mas a mim interessava-me mais saber exactamente o que vai incluir o MLU Pandur.

É que falava-se em converter mais APC em IFV, e a minha dúvida é se com a vinda dos Boxer RCT30, esse plano se mantém. Se se mantiver, surgem questões relativas ao modelo da torre. Seriam mais RCT30 ou íamos optar por um 3⁰ modelo de 30mm?
 

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dc

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Re: Substituição dos M113
« Responder #893 em: Hoje às 04:04:43 pm »
Portugal to procure 90 Boxer 8x8 APCs via European SAFE program to form new medium brigade.

https://www.armyrecognition.com/news/army-news/2026/portugal-to-procure-90-boxer-8x8-apcs-via-european-safe-program-to-form-new-medium-brigade

Citar
Within the Portuguese Army, the Boxer is intended to form the backbone of a medium brigade that will operate alongside Pandur II 8x8 armored vehicles and Leopard 2A6 main battle tanks. Initial planning foresees the introduction of Boxer vehicles between 2026 and 2030, covering battalion headquarters, infantry companies, formations operating alongside Leopard tanks, and air defense batteries. A second phase between 2030 and 2040 is expected to extend Boxer use into combat support and service support roles, further broadening its presence across brigades. From 2045 onward, the Boxer is planned to become the primary vehicle of the medium brigade, marking a long-term shift toward a standardized wheeled armored fleet. Parallel to the Boxer introduction, Portugal plans to upgrade its Leopard 2A6 tanks to the Leopard A7+ standard to address obsolescence affecting the hull, turret, and powerpack.

@DC segundo este artigo, parece que os 90 Boxer iniciais serão para equipar:
Até 2032
1 BIMec -/+ 50? O atual BIMec pesado?
1 ou mais? Btr AAA 6 -12? Skyranger, RapidRanger em Boxer?
? unidades para "operar ao lado dos Leopard 2"  (ERec? CAtMec? ambos?)

Entre 2030 e 2040 Equipará o BEngCombate da Brigada Média, BApAvcs, CTrms
Ate 2045 os 3 BI

Isto parece ser a notícia mais completa até ao momento.

Mas as dúvidas mantém-se quanto às variantes. Se no artigo anterior era tudo RCT-30, nesse já falam em versões AA.

Se aqueles 1350M para 90 viaturas se confirmarem, dificilmente incluirá Slyranger 30, dado que cada Boxer nesta versão pode chegar aos 25M a unidade.

Só se para manter o valor médio nos 15M por veículo, vamos ter RCT30, APC e Skyranger 30, com a versão APC a permitir baixar o custo médio.

Ou então, vai mesmo ser RapidRanger.

Ou então, pelo RCT30 ter munição airburst, será improvisado como o Skyranger dos pobres.

Ou uma solução com os últimos 2 pontos.


De notar é a menção à modernização dos Leopard 2 para o padrão A7+. Confirma-se isto? É que o A7+ tipicamente inclui mais blindagem e até uma RWS.
 

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Duarte

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Re: Substituição dos M113 Novo
« Responder #894 em: Hoje às 05:19:20 pm »

Isto parece ser a notícia mais completa até ao momento.

Mas as dúvidas mantém-se quanto às variantes. Se no artigo anterior era tudo RCT-30, nesse já falam em versões AA.

Se aqueles 1350M para 90 viaturas se confirmarem, dificilmente incluirá Slyranger 30, dado que cada Boxer nesta versão pode chegar aos 25M a unidade.

Só se para manter o valor médio nos 15M por veículo, vamos ter RCT30, APC e Skyranger 30, com a versão APC a permitir baixar o custo médio.

Ou então, vai mesmo ser RapidRanger.

Ou então, pelo RCT30 ter munição airburst, será improvisado como o Skyranger dos pobres.

Ou uma solução com os últimos 2 pontos.


De notar é a menção à modernização dos Leopard 2 para o padrão A7+. Confirma-se isto? É que o A7+ tipicamente inclui mais blindagem e até uma RWS.

Para caber tudo dentro dos 1,35MM se calhar escolheram uma combinação de IFVs com RCT30 e APCs com RWS 12,7mm?

14 Schackal a 20M cada para o ERec   280M
14 RCT30  a 15M para as 3 CAtMec (1 no Comando da CAtMec e 1 por cada PelAtMec e 2 no Comando do BIMec = 210M
30 APC com RWS 12,7mm 10M cada = 300M
6 SkyRanger a 30M =180M
Restam 380M para as restantes 26 Boxer, em várias versões a 14M cada em preço médio. Dá certo...  até dá para mais alguns RCT30 talvez. As versões em falta seriam ambulância? recuperação?

O nosso MLUzinho Leopard 2 para a versão A7(-) não inclui a blindagem nem a nova peça 120mm... apenas o resto.

https://defensearchives.com/editorials/the-leopard-2a6-prt-portugals-mlu-plan-for-its-big-cat/

Versões AA do Boxer parece que existem várias:

Citar
| **Skyranger 30** | 30 mm + mísseis opcionais | Selecionado pela Alemanha | Sistema de defesa aérea Boxer mais maduro |
| **Skyranger 35** | 35 mm | Comercializado | Mais pesado, mais letal |
| **Mistral ATLAS RC** | Mistral 3 | Comercializado | Torre remota |
| **Mistral ALBI/SIMBAD-RC** | Mistral 3 | Comercializado | Leve |

| **Lançador Stinger** | FIM-92 | Comercializado | Integração com o Boxer disponível |

| **LMM/Martlet** | LMM | Comercializado | Foco nos contra-drones |

| **HEL Laser Boxer** | Laser | Protótipo | Futuro contra-drones |


« Última modificação: Hoje às 10:24:38 pm por Duarte »
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Re: Substituição dos M113 Novo
« Responder #895 em: Hoje às 07:42:14 pm »
Relativamente à organização e alvos capacitários da NATO, não te podes esquecer que não sabemos qual é a métrica destes alvos.

Se a métrica for a quantidade de soldados de infantaria cada BIMec transporta (ex. 500), então o número de veículos vai variar consoante a sua capacidade de transporte.
Se a métrica for o número de viaturas, já não é o caso.

Nada impede que um BIMec ganhe mais uma ou duas CAt.
Pode ser escalável.

Nada nos impede de ter mais, mas o mínimo são 3. Nada nos impede de ter 4 CAtMec nos BIMec. A Alemanha assim faz nalguns Bat. de Jaeger e Panzergrenadiers, a França já teve 4 Comp. de Combate nos regimentos de infantaria, e podemos até ter 5 ou mesmo 6 CAtMec. (mas assim seriam já 2 BI  ???) Nada nos impede a não ser a falta de pessoal. E dinheiro. 

Tendo em conta que até agora as notícias davam conta de IFV/APC e mais nada, a falta dessas variantes fazia-se sentir na mesma, quer tu tivesses 90 RCT30, quer tivesses um misto de IFV e APC, quer tenhas IFV e VSHORAD.

Eu falei em "4 funções" que o IFV consegue cumprir, mas tecnicamente até podem ser 4.5:

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Details were limited but deliveries will include an engineering variant that will directly integrate engineering equipment (such as that used for mine clearance) into the existing Lithuanian IFV configuration

Com a instalação de sistemas destes em alguns IFV como a Lituânia:
https://www.pearson-eng.com/news/vector-makes-its-uk-debut-with-boxer/

Não faz a totalidade do trabalho de um veículo de engenharia, claro, daí ter dito 4.5.

Sem dúvida que a plataforma Boxer é muito versátil. Devido ao peso e tamanho e sistema modular, as capacidades de adicionar armamento e outros sistemas são muitas. São mesmo um "canivete suíço" de blindados. Ou será canivete alemão?  :mrgreen: Foi uma escolha muito boa.

Também não acharia estranho a tal ideia de ter os 90 RCT30 dividido entre BIMec, ERec e AgrMec com Leopard.

Acertaste aqui nas unidades a receber os Boxer.  :G-beer2:
Até faz todo o sentido se analisarmos bem. As principais unidades de combate da brigada: 1 BIMec, ERec e a Btr. AA/ C-UAS. Um battlegroup inicial como prioridade.

Nenhuma variante Pandur, exceptuando talvez a variante de vigilância do campo de batalha (apenas 4 veículos), oferece ao ERec aquilo que o Boxer RCT30 oferece. Dos sensores ao poder de fogo, passando pelo nível de protecção.

Mas ainda há muito por esclarecer. Por exemplo nesta Brigada Média, os Leopard estão incluídos? Se sim, vão integrar o ERec? Vamos ter ERec com Leopard e Boxer ou apenas Boxer? Vamos ter 2 ERec, o segundo com Pandur? Deixa de haver ERec, e passam a haver unidades de reconhecimento orgânicas a cada BIMec, com o ERec da Brigada a evoluir para "Esquadrão de Vigilância" com as 4 Pandur de Vigilância + drones?

Tenho a certeza quase absoluta que os 6 Leopard não continuarão no ERec por várias razões:
 -A NATO prefere os CC todos agrupados numa unidade uniforme. Esq CC, Batalhão de CC ou Pel CC destacados em subagrupamentos.
- Isto era doutrina Americana. Ainda têm cavalry troops com 6× M1 Abrams e 13× M3 Bradley Cavalry Fighting Vehicles, mas a maioria estão equipados com Stryker
- Mal temos disponibilidade para formar um Esq. CC
- Falta de pessoal
- Falta de verba para os manter todos a funcionar, quanto mais fazer MLU como deve ser  ::)

O ERec/BrigMédia está lá no slide da apresentação da FT45.
Aposto que o ERec irá ter Boxer, espero que na versão Schakal. Os CC Leopard ficarão apenas no ECC do Agrup Mec.

Acho que os 6 irão para o GCC/BrigMec para instrução, formar um segundo ECC sem MLU parar defesa do TN (não adstrito `a NATO), formar um pool de reserva do GCC, para reserva de guerra e talvez até eventualmente servirem de vacas ao GCC.


O problema deve ser mesmo a falta de Pandur suficientes nessas versões para apoiar 3 BIMec. Mas não sendo viaturas orgânicas aos BIMec, talvez sejam alocadas para o BIMec que esteja em missão.

Mas a mim interessava-me mais saber exactamente o que vai incluir o MLU Pandur.

É que falava-se em converter mais APC em IFV, e a minha dúvida é se com a vinda dos Boxer RCT30, esse plano se mantém. Se se mantiver, surgem questões relativas ao modelo da torre. Seriam mais RCT30 ou íamos optar por um 3⁰ modelo de 30mm?

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O MLU Pandur incluirá:

Melhorias na proteção balística: blindagem adicionais de nível 4 da norma STANAG 4569.

Modernização do Sistema de Armas
Uma parte fundamental do MLU é a modernização dos sistemas de armas. Tanto da óptica como da protecção para o apontado, bem como a exploração de opções para uma solução de calibre médio mais capaz, um RWS de 30mm.
Há  discussões sobre a substituição da metralhadora básica de 12,7 mm em alguns VCIs por uma "estação de armas de calibre médio" (EACM) armada com um canhão automático de 30 mm para lhes conferir poder de fogo de um verdadeiro veículo de combate de infantaria (VCI). Isto incluiria também a possibilidade de integrar mísseis guiados anti-carro (ATGMs) como o Spike.
Os planos incluem miras modernas, possivelmente ópticas panorâmicas diurnas/nocturnas, controlo de tiro melhorado e capacidade de caça-ataque (permitindo ao comandante e ao artilheiro adquirir/engajar alvos independentemente).
Atualizações dos RWS Protector existentes: o  exército está a considerar um upgrade nas RWS Protector de 12,7 mm que já está instalada em alguns Pandur.

Digitalização e atualização da eletrónica:
EyeCommand Battle Management System: Integração de um BMS moderno para consciência situacional no campo de batalha, C2 e operações em rede.
Um esforço completo de digitalização para modernizar a eletrónica interna, os sensores e a arquitetura de dados.
Software de manutenção de UAS ManWinWin: Integração de ferramentas de gestão de manutenção para sistemas de UAS e veículos.

Melhorias de Mobilidade
Reabilitação geral dos sistemas mecânicos
Potenciais melhorias no motor e na suspensão: ainda não confirmado publicamente, mas consistente com os pacotes típicos de MLU e mencionado nas discussões de modernização.

https://www.janes.com/defence-news/portugal-seeks-to-upgrade-its-pandur-ii-afvs/

https://www.armyrecognition.com/news/army-news/army-news-2024/portugal-strengthens-infantry-combat-capabilities-by-modernizing-its-pandur-ii-8x8-apc

https://www.janes.com/osint-insights/defence-news/land/favs-2024-portugal-ponders-pandur-ii-prospects
« Última modificação: Hoje às 10:39:52 pm por Duarte »
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