Novos Sistemas de Defesa Aérea

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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #105 em: Dezembro 03, 2019, 01:04:36 pm »
Não sei, nem faço ideia, limito-me a interpretar o que está escrito e parece-me que o que está escrito no caderno de encargos é: aquisição de 08 veículos equipados com um SHORAD novo (Mistral?), 08 terminais para sistemas legacy (Stinger, com os terminais possivelmente instalados nos 08 veículos novos para poderem controlar, ou transmitir info de alvos para os Stinger?) e 02 radares de curto alcance.  Mas o que interessa aqui é o nível extremamente baixo de proteção conferido por este sistema; pouco mais serve que para conferir alguma proteção contra helis e UAVs a baixa altitude. Em suma, mais equipamento para utilizar em cenários de baixa intensidade, como as fragatas e os NPOs da Marinha.
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dc

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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #106 em: Dezembro 03, 2019, 02:02:34 pm »
Se fosse para levantar baterias de médio/longo alcance com Patriot ou Nasams, ainda aceitava o baixo número devido aos custos dos sistemas e mísseis. Aliás, até seria uma excelente aquisição 8 lançadores de Nasams, 4 radares Sentinel e respectivos sistemas de comando e controlo, pelo menos já se criavam valências neste sector que hoje é uma grande lacuna nas FA.

Sistemas de curto alcance teriam de ser pelo menos uns 30 lançadores MPCV ou idêntico (20 no mínimo dos mínimos), à razão de 3 lançadores por radar, para serem usados pelos 3 ramos consoante as necessidades de cada missão.

E por fim substituir-se os Bitubos por Oerlikon GDF, dois canhões por radar, numa quantidade total de pelo menos 30 canhões. À semelhança dos sistemas anteriores, seriam destacados para os diferentes ramos consoante a missão.
 
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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #107 em: Dezembro 03, 2019, 02:31:31 pm »
Manter a "escola"... tal como com os Leo2A6 é para manter a "escola", uma capacidade residual mas que existe.
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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #108 em: Dezembro 03, 2019, 02:38:58 pm »
Manter a "escola"... tal como com os Leo2A6 é para manter a "escola", uma capacidade residual mas que existe.

No Exército Russo um Batalhão de Carros de Combate tem 44 CC, o Exército Português tem 37. Está longe de ser o ideal, mas nada do que temos está lá perto, por isso até não destoa do que é o Exército Português.

PS: eu sei perfeitamente que não temos todos os Leopard operacionais, nem temos recursos humanos e financeiros para tal.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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mafets

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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #109 em: Dezembro 03, 2019, 02:51:09 pm »
Mania de inventar a pólvora...

https://www.raytheon.com/au/capabilities/products/evolved-seasparrow-missile-essm

Citar
Versatile Defense at Sea and Ashore
Evolved Seasparrow Missile (ESSM®) is an international cooperative upgrade of the RIM-7 Seasparrow Missile. ESSM provides self-defense battlespace and firepower against high-speed, highly maneuverable anti-ship missiles in the naval environment.

ESSM Moves from Water to Land

Raytheon Missile Systems, along with a global industrial partnership, has introduced an initiative that expands the missile’s original mission from sea-based to ground-based air defense arena. ESSM used in a ground-based application will build on the proven capabilities of the ship-based application by providing the same air defense capability against the full threat spectrum, including aircraft, high and low velocity air threats, and high divers.

ESSM is the third Raytheon missile to be successfully fired from the NASAMS launcher (joining AMRAAM and AIM-9X). The benefits of adding ESSM to Ground-Based Air Defense are:

Extended range.
An additional complementary capability.
A common logistics infrastructure and procurement for nations that already have ESSM in their Naval inventory.
ESSM currently has more than 2,000 proven rounds in service or in production with another 1,500 rounds anticipated. It is likely that ESSM will be supported through 2030 and beyond, based on current customer requirements.



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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #110 em: Dezembro 03, 2019, 03:11:22 pm »
Manter a "escola"... tal como com os Leo2A6 é para manter a "escola", uma capacidade residual mas que existe.

No caso de AA de médio ou longo alcance, não há escola para manter visto que nunca tivemos sistemas do género. No nosso caso seria mesmo para criar uma base e rotinas nestes tipo de equipamentos. A aquisição de uma maior quantidade mais tarde fica assim facilitada.

Mania de inventar a pólvora...

https://www.raytheon.com/au/capabilities/products/evolved-seasparrow-missile-essm

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Evolved Seasparrow Missile (ESSM®) is an international cooperative upgrade of the RIM-7 Seasparrow Missile. ESSM provides self-defense battlespace and firepower against high-speed, highly maneuverable anti-ship missiles in the naval environment.

ESSM Moves from Water to Land

Raytheon Missile Systems, along with a global industrial partnership, has introduced an initiative that expands the missile’s original mission from sea-based to ground-based air defense arena. ESSM used in a ground-based application will build on the proven capabilities of the ship-based application by providing the same air defense capability against the full threat spectrum, including aircraft, high and low velocity air threats, and high divers.

ESSM is the third Raytheon missile to be successfully fired from the NASAMS launcher (joining AMRAAM and AIM-9X). The benefits of adding ESSM to Ground-Based Air Defense are:

Extended range.
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A common logistics infrastructure and procurement for nations that already have ESSM in their Naval inventory.
ESSM currently has more than 2,000 proven rounds in service or in production with another 1,500 rounds anticipated. It is likely that ESSM will be supported through 2030 and beyond, based on current customer requirements.



Saudações

Não deixa de ser necessária a aquisição do sistema Nasams, mas tendo este sistema a capacidade de lançar tanto os AIM-120, como AIM-9X e os ESSM, parece-me claramente um sistema bastante completo.
E já que fazemos parte do consórcio do ESSM Block 2...
 

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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #111 em: Dezembro 04, 2019, 01:04:54 am »
A Espanha comprou Patriot à Alemanha em duas ocasiões diferentes, mas segundo alguns não precisamos disso porque ninguém nos vem atacar. Mas já nem vou por aí: podiam adquiri-se sistemas Skyguard usadas à Itália e equipá-los com Sea Sparrow desactivados pela Marinha. Ficava-se com um sistema limitado, mas bastante mais capaz e com maior alcance em distância e altitude do que o que está disponível ou planeado. Mas ficava-se sempre com o problema de os sistemas de armas não poderem passar de ramo para ramo (parece que só funciona com bases e hospitais).
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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #112 em: Dezembro 04, 2019, 03:18:29 pm »
Eu diria que a necessidade de um sistema de médio alcance no mínimo, é bastante real. Então qualquer missão com um destacamento aéreo de aeronaves da FAP, por exemplo, em África, não podia/deveria usufruir de cobertura aérea na base em que estivessem estacionadas as ditas aeronaves? Fossem helicópteros, P-3, 390, F-16... uma bateria de médio alcance seria, a meu ver, essencial.

Mesmo no caso de uma força "expedicionária" de fuzileiros, ou de Pandur ou o que fosse, sistemas AA para cobrir uma área mais vasta seriam igualmente necessários, ainda para mais tendo fragatas muito limitadas nesta capacidade.

E o dinheiro não será certamente problema. Além de sistemas AA não serem algo super caro, gastámos sem problemas 900 milhões em aeronaves de transporte... Se somos assim tão ricos, 200/250 milhões dariam quase de certeza para 8 Nasams (com ESSM ou Amraam) + radares e C2, 20 MPCV + radares e respectivos veículos, e ainda para 20 Oerlikon GDF mais respectivos directores de tiro. E do nada teríamos uma defesa aérea minimamente digna e com margem para expansão caso seja necessário.
 

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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #113 em: Dezembro 04, 2019, 03:58:38 pm »
A questão era o que  sacrificaremos se investirmos 200 milhões em um sistema AA de médio alcance... o que deixávamos de adquirir.
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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #114 em: Dezembro 04, 2019, 04:23:28 pm »
A questão era o que  sacrificaremos se investirmos 200 milhões em um sistema AA de médio alcance... o que deixávamos de adquirir.
E um sistema AA de curto alcance serve para que se ainda por cima temos o Stinger? Se o problema é colocar sobre rodas...





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« Última modificação: Dezembro 04, 2019, 04:26:49 pm por mafets »
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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #115 em: Dezembro 04, 2019, 11:42:00 pm »
A questão era o que  sacrificaremos se investirmos 200 milhões em um sistema AA de médio alcance... o que deixávamos de adquirir.

Atenção que quando falei em 200 milhões é em vários tipos de sistemas, e não só nos de médio alcance. Tudo o que seria para adquirir também seria para substituir os bitubos e os Chaparral. Além de que falei em 200 milhões por alto, possivelmente com recurso a sistemas em segunda-mão e gerindo bem a coisa, com pouco mais de metade deste valor conseguíamos sistemas decentes.

E idealmente esses 200 milhões não seriam retirados a nenhum outro programa e é um investimento que pode ser feito gradualmente num prazo de 10 anos. Mas teria de ser feito antes de 2030, porque depois dessa altura, irão cair todos os grandes programas de substituições nas Forças Armadas, nomeadamente caças e fragatas, o que não deixará muita margem para AA e sistemas vistos como "secundários".
 

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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #116 em: Dezembro 05, 2019, 01:02:07 am »
Temos Stinger? De certeza?
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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #117 em: Dezembro 05, 2019, 03:49:20 am »
Não me digas que os Stinger também foram gamados?  :mrgreen:
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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #118 em: Dezembro 05, 2019, 07:28:59 am »
Se calhar passou a validade.
 

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Re: Novos Sistemas de Defesa Aérea
« Responder #119 em: Dezembro 05, 2019, 08:50:06 am »
Admira-te!
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