O colapso da união Europeia...

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #75 em: Março 23, 2020, 07:52:23 pm »
A Alemanha tem um excedente económico gigantesco que acumulou ao longo destes anos, portanto isso não será problema para eles, até há meses eram criticados por não reinvestir na economia. Chegou o momento de investirem.
O resto dos países é que sofrem do mal do costume.
 

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #76 em: Março 28, 2020, 12:43:56 pm »
A Alemanha tem um excedente económico gigantesco que acumulou ao longo destes anos, portanto isso não será problema para eles, até há meses eram criticados por não reinvestir na economia. Chegou o momento de investirem.
O resto dos países é que sofrem do mal do costume.

A Alemanha está a sofrer enormes pressões, também internas, de pessoas muito influentes como Michael Hüther, o responsável do instituto de pesquisa patronal, o líder do IFO, Clemens Fuest, e o dirigente do Instituto de Política Marcroeconómica, Sebastian Dullien, entre outros e pedem a emissão de eurobonds equivalentes a 8% do PIB da Europa, ou seja mil biliões de euros. Se a Alemanha aceitar, a emissão avança mesmo que não participem os outros países que discordam da medida.

Para perceberem a grande diferença desta medida, é como se desaparecesse da dívida de cada país, 8% do valor do PIB, porque essa dívida não seria atribuída directamente a cada país, mas a uma entidade acima, como o BCE por exemplo ou o ESSM.
Para além desse muito importante contributo, pelo facto das dívidas dos países não agravarem (até esses 8%), ainda conseguiriam uma enorme vantagem económica contra qualquer outro país que era a injecção massiva de dinheiro sem aumentarem a dívida!!!! O BCE até podia eliminar essa dívida facilmente..... não é preciso explicar-lhes que eles sabem como se faz :)
« Última modificação: Março 28, 2020, 12:46:52 pm por Viajante »
 
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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #77 em: Março 29, 2020, 06:29:58 pm »
A Alemanha tem um excedente económico gigantesco que acumulou ao longo destes anos, portanto isso não será problema para eles, até há meses eram criticados por não reinvestir na economia. Chegou o momento de investirem.
O resto dos países é que sofrem do mal do costume.

A Alemanha está a sofrer enormes pressões, também internas, de pessoas muito influentes como Michael Hüther, o responsável do instituto de pesquisa patronal, o líder do IFO, Clemens Fuest, e o dirigente do Instituto de Política Marcroeconómica, Sebastian Dullien, entre outros e pedem a emissão de eurobonds equivalentes a 8% do PIB da Europa, ou seja mil biliões de euros. Se a Alemanha aceitar, a emissão avança mesmo que não participem os outros países que discordam da medida.

Para perceberem a grande diferença desta medida, é como se desaparecesse da dívida de cada país, 8% do valor do PIB, porque essa dívida não seria atribuída directamente a cada país, mas a uma entidade acima, como o BCE por exemplo ou o ESSM.
Para além desse muito importante contributo, pelo facto das dívidas dos países não agravarem (até esses 8%), ainda conseguiriam uma enorme vantagem económica contra qualquer outro país que era a injecção massiva de dinheiro sem aumentarem a dívida!!!! O BCE até podia eliminar essa dívida facilmente..... não é preciso explicar-lhes que eles sabem como se faz :)

Caro Viajante não querendo pedir muito, mas uma vez que trabalhas nessa área, poderias explicar melhor o que é o eurobonds?
A Vida é um teste e uma incumbência de  confiança.
 

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #78 em: Março 29, 2020, 07:08:27 pm »
A Alemanha tem um excedente económico gigantesco que acumulou ao longo destes anos, portanto isso não será problema para eles, até há meses eram criticados por não reinvestir na economia. Chegou o momento de investirem.
O resto dos países é que sofrem do mal do costume.

A Alemanha está a sofrer enormes pressões, também internas, de pessoas muito influentes como Michael Hüther, o responsável do instituto de pesquisa patronal, o líder do IFO, Clemens Fuest, e o dirigente do Instituto de Política Marcroeconómica, Sebastian Dullien, entre outros e pedem a emissão de eurobonds equivalentes a 8% do PIB da Europa, ou seja mil biliões de euros. Se a Alemanha aceitar, a emissão avança mesmo que não participem os outros países que discordam da medida.

Para perceberem a grande diferença desta medida, é como se desaparecesse da dívida de cada país, 8% do valor do PIB, porque essa dívida não seria atribuída directamente a cada país, mas a uma entidade acima, como o BCE por exemplo ou o ESSM.
Para além desse muito importante contributo, pelo facto das dívidas dos países não agravarem (até esses 8%), ainda conseguiriam uma enorme vantagem económica contra qualquer outro país que era a injecção massiva de dinheiro sem aumentarem a dívida!!!! O BCE até podia eliminar essa dívida facilmente..... não é preciso explicar-lhes que eles sabem como se faz :)

Caro Viajante não querendo pedir muito, mas uma vez que trabalhas nessa área, poderias explicar melhor o que é o eurobonds?

Sai já dentro de minutos, estou a terminar o artigo :)
 
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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #79 em: Março 30, 2020, 09:11:08 pm »
http://www.youtube.com/profile_videos?user=HSMW

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #80 em: Março 30, 2020, 09:57:14 pm »
https://twitter.com/RadioSavana/status/1244616250216546304

Mais sinais da tempestade...

Isso aconteceu no ano passado, no 1° Maio  2019 , mas é noticia de grande actualidade visto o clima anti-EU crescente em França :) 
« Última modificação: Março 30, 2020, 10:01:20 pm por legionario »
A pior das ditaduras é a que se disfarça de democracia
 

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #81 em: Março 30, 2020, 10:02:10 pm »
É só um exemplo. O twitter está infestado de situações semelhantes...

Tudo tem um inicio, um auge e um fim. Só espero que o da UE não seja tão cedo...
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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #82 em: Março 30, 2020, 11:29:41 pm »
A Alemanha tem um excedente económico gigantesco que acumulou ao longo destes anos, portanto isso não será problema para eles, até há meses eram criticados por não reinvestir na economia. Chegou o momento de investirem.
O resto dos países é que sofrem do mal do costume.

A Alemanha está a sofrer enormes pressões, também internas, de pessoas muito influentes como Michael Hüther, o responsável do instituto de pesquisa patronal, o líder do IFO, Clemens Fuest, e o dirigente do Instituto de Política Marcroeconómica, Sebastian Dullien, entre outros e pedem a emissão de eurobonds equivalentes a 8% do PIB da Europa, ou seja mil biliões de euros. Se a Alemanha aceitar, a emissão avança mesmo que não participem os outros países que discordam da medida.

Para perceberem a grande diferença desta medida, é como se desaparecesse da dívida de cada país, 8% do valor do PIB, porque essa dívida não seria atribuída directamente a cada país, mas a uma entidade acima, como o BCE por exemplo ou o ESSM.
Para além desse muito importante contributo, pelo facto das dívidas dos países não agravarem (até esses 8%), ainda conseguiriam uma enorme vantagem económica contra qualquer outro país que era a injecção massiva de dinheiro sem aumentarem a dívida!!!! O BCE até podia eliminar essa dívida facilmente..... não é preciso explicar-lhes que eles sabem como se faz :)

Caro Viajante não querendo pedir muito, mas uma vez que trabalhas nessa área, poderias explicar melhor o que é o eurobonds?
O tópico tem alguma complexidade, daí a demora do viajante, mas acho que posso dar uma achega.

Em primeiro lugar é preciso distinguir eurobonds de Eurobonds. Eurobonds sao titulos de divida numa divisa diferente do país onde foram emitidos.

Eurobonds com "E" maiusculo sao titulos de divida emitidos pela uniao Europeia (nao sei se apenas pelos países da zona euro ou toda a EU). A grande vantagem das Eurobonds é que os países com economias mais fracas terao acesso a juros mais baixos do que se financiassem individualmente. Em 2012 juros da Alemanha estvam muito perto do 0 quando os da divida portuguesa estavam acima dos 10%; Se existissem Eurobonds, Portugal teria poupado imenso em juros, mas alguem (neste caso os outros todos) teriam de os pagar. A desvantagem é que o preco de financiamento das economias mais fortes vai aumentar. Como a UE nao é um estado federal, os estados do norte nao querem estar a financiar copos e mulheres para os estados do sul, uma vez que nao vao poder interferir nas medidas para controlar o defice e a longo prazo afetará a sua economia.

Uma das coisas que se poderá fazer é castigar os países no acesso de eurobonds. Quem nao cumpre com o os defices estabelecidos, tem de se financiar sozinho. No fundo será o mesmo que temos agora, com a diferença das Eurobonds deixarem de ser uma miragem, para passarem a ser algo que alguns países tendo algum deslize, muito dificilmente conseguirao alcancar.

Neste contexto especifico do CV-19, lançar Eurobonds servirá de facto para permitir o acesso facil ao capital e despejá-lo na economia, mas nao resolverá o problema principal, que é o facto da Espanha e a Italia estarem sobrendividadas. ( Portugal também está, mas a nossa divida sao trocos). E a questao volta a colocar-se: em que sectores vai ser despejado o dinheiro, para reactivar a economia o mais rápido possível, e como, quem e em que circunstancias se decide isso.

Os 8% de divida nao desaparecerao, apenas tera um nome diferente e um novo credor, que com o passar do tempo vai-se esquecendo  ;D pois pequenos ajustes serao feitos pediodicamente ou emprestimos a empresas privadas .

Para mim, melhor que as Eurobonds, era o banco central oferecer um cheque de €500 ou €700 ao pessoal do norte da Europa (acima de frança) que só poderia ser usado se passassem 15 dias de ferias em Espanha ou Italia ( apresentaçao da factura do hotel seria mandatória).
« Última modificação: Março 30, 2020, 11:52:55 pm por miguelbud »
 

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #83 em: Março 31, 2020, 01:01:18 am »
A Alemanha tem um excedente económico gigantesco que acumulou ao longo destes anos, portanto isso não será problema para eles, até há meses eram criticados por não reinvestir na economia. Chegou o momento de investirem.
O resto dos países é que sofrem do mal do costume.

A Alemanha está a sofrer enormes pressões, também internas, de pessoas muito influentes como Michael Hüther, o responsável do instituto de pesquisa patronal, o líder do IFO, Clemens Fuest, e o dirigente do Instituto de Política Marcroeconómica, Sebastian Dullien, entre outros e pedem a emissão de eurobonds equivalentes a 8% do PIB da Europa, ou seja mil biliões de euros. Se a Alemanha aceitar, a emissão avança mesmo que não participem os outros países que discordam da medida.

Para perceberem a grande diferença desta medida, é como se desaparecesse da dívida de cada país, 8% do valor do PIB, porque essa dívida não seria atribuída directamente a cada país, mas a uma entidade acima, como o BCE por exemplo ou o ESSM.
Para além desse muito importante contributo, pelo facto das dívidas dos países não agravarem (até esses 8%), ainda conseguiriam uma enorme vantagem económica contra qualquer outro país que era a injecção massiva de dinheiro sem aumentarem a dívida!!!! O BCE até podia eliminar essa dívida facilmente..... não é preciso explicar-lhes que eles sabem como se faz :)

Caro Viajante não querendo pedir muito, mas uma vez que trabalhas nessa área, poderias explicar melhor o que é o eurobonds?
O tópico tem alguma complexidade, daí a demora do viajante, mas acho que posso dar uma achega.

Em primeiro lugar é preciso distinguir eurobonds de Eurobonds. Eurobonds sao titulos de divida numa divisa diferente do país onde foram emitidos.

Eurobonds com "E" maiusculo sao titulos de divida emitidos pela uniao Europeia (nao sei se apenas pelos países da zona euro ou toda a EU). A grande vantagem das Eurobonds é que os países com economias mais fracas terao acesso a juros mais baixos do que se financiassem individualmente. Em 2012 juros da Alemanha estvam muito perto do 0 quando os da divida portuguesa estavam acima dos 10%; Se existissem Eurobonds, Portugal teria poupado imenso em juros, mas alguem (neste caso os outros todos) teriam de os pagar. A desvantagem é que o preco de financiamento das economias mais fortes vai aumentar. Como a UE nao é um estado federal, os estados do norte nao querem estar a financiar copos e mulheres para os estados do sul, uma vez que nao vao poder interferir nas medidas para controlar o defice e a longo prazo afetará a sua economia.

Uma das coisas que se poderá fazer é castigar os países no acesso de eurobonds. Quem nao cumpre com o os defices estabelecidos, tem de se financiar sozinho. No fundo será o mesmo que temos agora, com a diferença das Eurobonds deixarem de ser uma miragem, para passarem a ser algo que alguns países tendo algum deslize, muito dificilmente conseguirao alcancar.

Neste contexto especifico do CV-19, lançar Eurobonds servirá de facto para permitir o acesso facil ao capital e despejá-lo na economia, mas nao resolverá o problema principal, que é o facto da Espanha e a Italia estarem sobrendividadas. ( Portugal também está, mas a nossa divida sao trocos). E a questao volta a colocar-se: em que sectores vai ser despejado o dinheiro, para reactivar a economia o mais rápido possível, e como, quem e em que circunstancias se decide isso.

Os 8% de divida nao desaparecerao, apenas tera um nome diferente e um novo credor, que com o passar do tempo vai-se esquecendo  ;D pois pequenos ajustes serao feitos pediodicamente ou emprestimos a empresas privadas .

Para mim, melhor que as Eurobonds, era o banco central oferecer um cheque de €500 ou €700 ao pessoal do norte da Europa (acima de frança) que só poderia ser usado se passassem 15 dias de ferias em Espanha ou Italia ( apresentaçao da factura do hotel seria mandatória).

Já respondi ao criar o novo tópico Coronabonds.
Com o duplo sentido de se referir a uma resposta comum ao coronavírus, mas também pelo facto de ser limitado e restrito a uma ajuda única de financiamento.

Para além do que referiu, ao ser criada uma massa monetária gigantesca e nova, a grande vantagem reside no facto de não aumentar o endividamento de cada país directamente, ajudando assim o rácio de dívida que vai disparar (pelo efeito de redução do PIB, a dívida absoluta mesmo não aumentando, o valor relativo vai disparar).

Permita-me discordar da afirmação de que dar um cheque aos povos nórdicos pode resolver o problema...... na minha opinião o turismo está no fim da linha a ser ajudado!!!! Porquê? Quem mora em Lisboa que diga os aspectos negativos que trouxe o turismo associado aos vistos gold (disparo do preço da habitação).

Em primeiro lugar devem de ser ajudadas as empresas industriais e até a agricultura e evitar e até limitar possíveis despedimentos.
Se sobrar dinheiro, então pode ser ajudado o turismo.

Palpita-me ainda que os estados vão ter de nacionalizar muitas empresas que interessam aos países!
 

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miguelbud

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #84 em: Março 31, 2020, 09:44:17 am »
Sim, de facto a industria e a agricultura deveriam ser os primeiros sectores a serem ajudados, e quem tem uma horta ou pequeno terreno é bom que comece a plantar legumes e batatas, pois os preços vao disparar. No entanto, cheques turismo para alemaes , holandeses e afins, seriam mais faceis de justificar perante a opiniao publica e como na Italia e Espanha tem regioes como o Algarve (onde se vive apenas de 4/5) esta medida acudiria ás necessidades imediatas de regioes mais pobres. Desta forma os governos ganhariam mais tempo para poderem investir nos motores da economia.

Nacionalizaçoes sao capazes de haver, mas acredito mais em emprestimos estatais com o estado a designar alguem para os "Boards" até estes serem pagos, o que certamente acontecerá com as transportadoras aereas.
 

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #85 em: Março 31, 2020, 11:35:15 am »
Sim, de facto a industria e a agricultura deveriam ser os primeiros sectores a serem ajudados, e quem tem uma horta ou pequeno terreno é bom que comece a plantar legumes e batatas, pois os preços vao disparar. No entanto, cheques turismo para alemaes , holandeses e afins, seriam mais faceis de justificar perante a opiniao publica e como na Italia e Espanha tem regioes como o Algarve (onde se vive apenas de 4/5) esta medida acudiria ás necessidades imediatas de regioes mais pobres. Desta forma os governos ganhariam mais tempo para poderem investir nos motores da economia.

Nacionalizaçoes sao capazes de haver, mas acredito mais em emprestimos estatais com o estado a designar alguem para os "Boards" até estes serem pagos, o que certamente acontecerá com as transportadoras aereas.

Na ajuda às transportadoras, no caso da TAP esta teria de encolher bastante, para servir apenas os interesses do país, se é nacionalizar por nacionalizar (não concordo) ainda tinham de explicar o que faz a ex-manutenção da VARIG dentro da TAP a dar prejuízos colossais todos os anos!!!!!! E não acredito que nos próximos tempos as contas da manutenção no Brasil vão melhorar!

Vamos ver quantas indústrias vão fechar portas......
 

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #86 em: Março 31, 2020, 02:42:09 pm »
Coronavírus: "Precisamos reconstruir a nossa soberania nacional e europeia", pede Emmanuel Macron
No local da PME Kolmi-Hopen, nos subúrbios de Angers, o chefe de estado disse que queria alcançar total independência..."

Simples mudança de tom ou mudança real de politica ?
À margem de uma viagem ao local da fábrica de máscaras da PME Kolmi-Hopen, nos subúrbios de Angers (Maine-et-Loire), Emmanuel Macron renunciou aos seus sotaques liberais tradicionais e optou por um discurso claramente mais soberanista.
O presidente francês falou da necessidade de recuperar a  autonomia da França  nas industrias estratégicas.

Estava a almoçar quando ouvi isto em direto, quase me engasguei.  Très bien chèr Président !  ;D
« Última modificação: Março 31, 2020, 02:43:59 pm por legionario »
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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #87 em: Maio 24, 2020, 11:07:34 am »
Países “frugais” apresentam plano alternativo de relançamento económico da UE
https://eco.sapo.pt/2020/05/23/paises-frugais-apresentam-plano-alternativo-de-relancamento-economico-da-ue/
Citar
Áustria, Holanda, Dinamarca e Suécia, os chamados países “frugais”, apresentaram este sábado um plano de estímulo ao relançamento económico da União Europeia (UE) que rejeita qualquer mecanismo de financiamento por dívida comum e defende uma distribuição através de empréstimo.

De acordo com a proposta apresentada pelo gabinete do chanceler austríaco, Sebastian Kurz, a ajuda de “emergência” destinada aos países mais afetados pela pandemia passa pela atribuição de “empréstimos únicos, em condições favoráveis, direcionado para atividades que mais contribuem para a recuperação, como pesquisa e inovação, fortalecendo o setor de saúde e uma transição verde”, segundo a agência France-Presse.

Esta proposta surge depois de a França e a Alemanha terem proposto um fundo de recuperação para a UE de 500 mil milhões de euros, financiado por emissão de dívida pela Comissão Europeia e distribuído a fundo perdido, através de subvenções, aos países e setores mais afetados pela crise.

A Comissão Europeia deverá apresentar a sua proposta para o fundo de recuperação, assim como para o orçamento da UE para 2021-2027, na próxima semana, propostas que têm depois de ser aprovadas pelo Conselho Europeu, constituído pelos chefes de Estado e de Governo dos 27 Estados-membros.
Para os quatro países europeus, o financiamento desse fundo por dívida comum “permitiria que as economias europeias menos disciplinadas e mais fracas beneficiassem indevidamente de um financiamento mais barato, graças às economias mais fortes dos países do Norte”. Em contrapartida, defendem que “os países envolvidos devem assumir um firme compromisso de implementar reformas de longo alcance e de respeitar o quadro orçamentário imposto”.

Alertam também para a necessidade de proteger as verbas a distribuir de eventuais “fraudes”, num processo de fiscalização que deverá envolver “os promotores europeus e os responsáveis pelo combate à corrupção”.

A proposta, rejeita a possibilidade de qualquer “aumento significativo” do orçamento da UE, conforme previsto no plano Macron-Merkel, argumentando que o documento “deveria ser modernizado e que poderiam ser redefinidas as prioridades nas áreas com menor probabilidade de contribuir para a recuperação”. Já sobre verbas associadas à prevenção e combate ao coronavírus, a proposta dos quatro países europeus sustenta que “poderiam ser privilegiadas ou aumentadas, temporariamente, dadas as previsões económicas sombrias para este ano”.

“Fundos adicionais para a UE, por mais que sejam financiados, pesarão ainda mais nos orçamentos nacionais”, reforçam os quatro países.

Esta semana, o primeiro-ministro português, António Costa, considerou “uma excelente proposta” o plano franco-alemão para a criação de um fundo de recuperação europeu de 500 mil milhões de euros baseado em subvenções. Por outro lado, considerou essencial “vencer a resistência” daqueles quatro Estados-membros que procuram travar avanços na União Europeia, advertindo que ou saem todos os países da atual crise ou não sai ninguém.

A saga continua nos próximos capítulos.  ::)
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"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: O colapso da união Europeia...
« Responder #89 em: Maio 27, 2020, 02:57:38 pm »
:-P

https://eco.sapo.pt/2020/05/27/portugal-vai-pagar-para-o-fundo-de-recuperacao-da-ue-este-grafico-diz-que-sim/

Não é nada disso que tenho lido e ouvido pelos responsáveis europeus e nacionais, aliás o governo nacional está muito contente com a proposta da Comissão. O estado português vai ter direito a fundo perdido a cerca de 15,5 mil milhões de euros (se for aprovado pelos 27, atenção) e ainda pode acrescer mais 10,8 mil milhões emprestados em condições muito vantajosas (só estes 10,8 mil milhões contam para o endividamento). E nada é dito sobre comparticipações nacionais.

Portugal pode ter acesso a um valor de perto de 50 mil milhões de euros, parte do tal pacote de recuperação e a outra do orçamento comunitário que está a ser negociado.

O jornalista não terá confundido a comparticipação portuguesa para o orçamento da UE? É que de facto já estamos a pagar à UE uns 2 mil milhões por ano, para recebermos 5 mil milhões em Fundos Comunitários, e por aí bate mais ou menos certo com o valor desse artigo.

Já o Fundo de Recuperação não é nada disso que está previsto. Mas posso estar enganado, mas olhe que já vi várias fontes, incluindo da própria UE!!!!

https://www.publico.pt/2020/05/27/economia/noticia/portugal-ir-buscar-26-mil-milhoes-novo-instrumento-recuperacao-economia-1918306
« Última modificação: Maio 27, 2020, 03:10:55 pm por Viajante »