Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial

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Vitor Santos

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #16 em: Maio 01, 2019, 03:58:01 pm »
RENDIÇÃO DA 148ª DI À FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA


Há 74 anos, a Força Expedicionária Brasileira forçou a capitulação de milhares de soldados alemães na Itália

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A trajetória da Força Expedicionária Brasileira, durante os combates na Segunda Guerra Mundial, reservou momentos marcantes. Uma dessas ocasiões ocorreu entre os dias 29 e 30 de abril de 1945, quando a FEB forçou a rendição de quase 20 mil soldados inimigos, a maioria deles da 148ª Divisão de Infantaria do Exército da Alemanha. Essa foi a única unidade alemã a render-se integralmente no Teatro de Operações do Norte da Itália antes do armistício de 2 de maio daquele ano. Um feito memorável dos nossos pracinhas, que cruzaram o Atlântico para lutar contra o nazifascismo e pela liberdade.

A rendição da 148ª DI ocorreu no contexto da ofensiva fnal de 1945, que culminou com as Tomadas de Monte Castello (21 de fevereiro) e Montese (14 de abril). Já fragilizado por quase seis anos de guerra, o Exército Alemão estava se desmantelando e em rota de fuga pelo norte da Itália, rumo à fronteira com a Áustria. Com o objetivo de cortar a retirada do inimigo, o comandante da FEB, General Mascarenhas de Moraes, decidiu aproveitar grande parte das viaturas orgânicas da Artilharia Divisionária para o transporte da infantaria brasileira.

A ocupação de Vignola marcou o início das ações, que empurraram as tropas inimigas para o norte. A perseguição teve como desfecho o cerco dos alemães nos arredores da cidade de Fornovo di Taro. A 148ª DI alemã tinha à sua frente o 1º Batalhão do 6º Regimento de Infantaria (6º RI), enquanto o 11º RI estava posicionado à retaguarda. O comando da FEB ordenou o ataque, bombardeando o inimigo com a artilharia, enquanto os alemães revidavam com seus canhões. Na tarde do dia 27 de abril, o comandante do 6º RI, Coronel Nelson de Mello, aceitou o oferecimento do padre Dom Alessandro Cavalli para mediar o cessar-fogo.

Depois de contatos com o General Mascarenhas, foi enviado um ultimato aos alemães. O conteúdo do documento, escrito em italiano pelo padre, era um chamado ao bom senso das tropas cercadas, já sem munição e sem meios de reação. Os apelos surtiram efeito. Na noite do dia 28 de abril, teve início o processo de rendição. Os entendimentos foram realizados no Posto de Comando do 6º RI. Logo após, o Coronel Nelson de Mello deixou o PC e deslocou-se para o Quartel-General da Divisão para comunicar a decisão do comandante da 148ª DI alemã, sendo autorizado pelo General Mascarenhas de Moraes a receber a rendição incondicional.

O processo durou da meia-noite às 5h30 do dia 29 de abril. Ficou estabelecido que a artilharia brasileira cessaria fogo. As unidades alemãs apresentar-se-iam às 13h, entregando, inicialmente, seus feridos, única exigência dos alemães, que foi aceita pelo comando da FEB por questões humanitárias.

Cerca de 20 mil homens, a maioria da 148ª DI, além de integrantes da 90ª Divisão Panzer Granadier e de italianos da Divisão Bersaglieri (San Marco e Monte Rosa), foram encaminhados para grandes áreas descampadas da região de Ponte Scodogna. Os soldados alemães, em grandes flas, depuseram as armas observados pelos pracinhas brasileiros. Posteriormente, foram removidos para os campos de prisioneiros de guerra em Modena e em Florença, mantidos pelo Exército Norte-Americano.

A rendição foi fnalizada às 18 horas do dia 30 de abril.

FONTE:  http://www.eb.mil.br/web/noticias/noticiario-do-exercito/-/asset_publisher/MjaG93KcunQI/content/rendicao-da-148-di-a-forca-expedicionaria-brasilei-1
 

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mafets

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #17 em: Maio 28, 2019, 11:47:07 am »



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E O BRASIL USOU SOMENTE O CAÇA P-47D THUNDERBOLT NA SEGUNDA GUERRA?
.
Não. Nesta rara fotografia, vemos um Curtiss P-40K acidentado, durante a guerra, pertencente ao 1°ELO.
O Esquadrão, embrião da Força Aérea Brasileira, participou da composição da Força Expedicionária Brasileira durante a Segunda Guerra Mundial, com um pequeno contingente de 30 homens para integrar a Esquadrilha de Ligação e Observação, pertencente à Artilharia Divisionária e destinada aos trabalhos de regulação do tiro de artilharia, de observação do campo de batalha e às missões de ligação. Os pilotos e o pessoal de manutenção dos aviões eram da Força Aérea Brasileira; os observadores aéreos eram oficiais do Exército, da Arma de Artilharia. Empregado entre 1942 e 1954, o P-40 Warhawk foi a primeira aeronave da FAB capaz de realizar missões de caça e defesa aérea no Brasil durante a Segunda Grande Guerra. Com ele a FAB forjou a estrutura da sua Aviação de Caça. Ao término do conflito, todos os P-40 foram concentrados em Canoas, vindo a se tornar sinônimo de 1º/14º Grupo de Aviação – Esquadrão “Pampa”, unidade que teve o privilégio de usar os Warhawks por uma década até a sua desativação.

Fonte: Almanaque Militar

Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

http://mimilitary.blogspot.pt/
 
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Vitor Santos

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Re: Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Segunda Guerra Mundial
« Responder #18 em: Dezembro 01, 2019, 01:28:52 am »
Os 75 anos de Monte Castelo, a primeira vitória brasileira na 2ª Guerra

Confronto tinha como objetivo enfraquecer a presença nazifascista no norte da Itália. Incursões duraram três meses, na reta final do conflito global


Em 25 de novembro de 1944, começava a mais importante incursão brasileira na Segunda Guerra Mundial: a batalha de Monte Castelo, que aconteceu no front italiano do conflito.

A Segunda Guerra Mundial teve início em 1939 e, por cerca de três anos, o Brasil se manteve neutro no conflito. Isso mudou em 1942, quando o país anunciou seu apoio aos Aliados, liderados por EUA, Reino Unido, França e União Soviética, declarando guerra às forças do Eixo, representadas por Alemanha, Japão e Itália.

O presidente do Brasil era Getúlio Vargas, que havia assumido poderes ditatoriais após do regime do Estado Novo em 1937. Marcado pelo autoritarismo, o nacionalismo e o anticomunismo, o regime tinha diversas semelhanças com o regime fascista da Itália. Por pressão popular e por uma campanha dos Estados Unidos pedindo para que os países das Américas se unissem, o Brasil se posicionou ao lado dos Aliados.

Um ano depois, em 1940, Vargas assinou a portaria ministerial que culminou na criação da FEB, a Força Expedicionária Brasileira, criada especialmente para representar o país no conflito.

Ao todo, a FEB contou com cerca de 25 mil homens, e tinha como símbolo uma cobra fumando um cachimbo - uma resposta a uma anedota popular da época, segundo a qual seria mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil entrar na guerra.

A batalha no norte da Itália

Em 25 de novembro de 1944, a FEB chegou em Monte Castelo, a 60 km da cidade Bolonha. O envio das tropas brasileiras foi parte de uma série de esforços dos Aliados para romper a chamada Linha Gótica, uma série de pontos estratégicos ocupados por forças nazifascistas no norte da Itália.


As quatro primeiras ofensivas foram realizadas em dezembro daquele ano. O preparo dos exércitos do Eixo e o inverno europeu fizeram com que a FEB não tivesse êxito na missão. O cenário mudou apenas em fevereiro de 1945.

Com a ajuda de tropas de elite dos EUA, os soldados brasileiros cercaram o monte e emboscaram italianos e alemães. Com a base tomada, os Aliados, que já haviam conquistado posições importantes no sul da Itália, puderam avançar até a cidade de Bolonha.

Ao todo, cerca de 450 soldados brasileiros morreram nos três meses da batalha de Monte Castelo, a primeira vitória brasileira na Segunda Guerra. A segunda conquista no conflito aconteceu em abril de 1945, na batalha de Montese, que também tinha como objetivo enfraquecer a Linha Gótica. Nesse conflito, parte da ofensiva final dos Aliados na Itália, mais 420 soldados brasileiros morreram.

O cenário mundial na época

A batalha de Monte Castelo aconteceu na reta final da Segunda Guerra Mundial. O desfecho do conflito ocorreu por uma confluência de fatores. Em março de 1945, as tropas da União Soviética tomaram a cidade de Viena, na Áustria, e nas semanas seguintes o bloco recuperou diversas cidades dominadas pelos nazistas.

No mês seguinte, em 28 de abril, a Resistência italiana matou, a tiros, o ditador Benito Mussolini, causando a dissolução do Partido Fascista Republicano. No dia seguinte, as forças alemãs na Itália se renderam.

Cercado pelos soviéticos em Berlim e temendo um destino similar ao de Mussolini, Adolf Hitler cometeu suicídio em seu bunker em 30 de abril de 1945. Nos dias 7 e 8 de maio, cerca de uma semana depois da morte do ditador, as tropas nazistas se renderam na Europa.

Apesar disso, os combates no oceano Pacífico continuaram. Em agosto, os americanos bombardearam as cidades de Hiroshima e Nagasaki com ogivas nucleares, matando cerca de 220 mil pessoas. A bomba atômica acelerou o processo de rendição do Japão, finalizado em setembro de 1945.

Depois do fim oficial da guerra, a Alemanha foi dividida em dois blocos, um capitalista, ocupado pelos Aliados, e outro comunista, sob o jugo da União Soviética. A divisão deu início à Guerra Fria, uma série de conflitos indiretos e disputas estratégicas entre americanos e soviéticos que se estendeu até 1991.

Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/expresso/2019/11/25/Os-75-anos-de-Monte-Castelo-a-primeira-vit%C3%B3ria-brasileira-na-2%C2%AA-Guerra
 

 

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