Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama

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Duarte

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8190 em: Fevereiro 08, 2026, 12:03:26 am »
Eu vou continuar a bater no ceguinho, a partir do momento em que comprarmos as Fremm Evo, só faz sentido que o que vier for também da Fincantieri. Já coloquei aqui a Fragata equivalente às Meko A200, também temos a versão FC das EPC que prometem ser extremamente silenciosas, armadas e equipadas qb com equipamentos europeus.

As Meko A200 era criar confusão a todos os níveis. Ter o Zé Marinheiro a trabalhar com armamentos e equipamentos totalmente diferentes, de classe para classe para mim não faz sentido.

Acho que a Fincantieri será capaz de desenvolver um modelo "light" ou "low" para complementar as FREMM EVO, com propulsão, sensores e, armamento e logística similar?
Mini-FREMM?   c56x1 Talvez algo que possa ser construído em Portugal?

algo assim?

Citar
“Como seria uma fragata ligeira, versão low‑cost da FREMM EVO, construída em Portugal?”


🇵🇹 FREMM EVO Light – Fragata Ligeira Portuguesa (Construída em Portugal)
Deslocamento: 3.500–4.500 t
Comprimento: 105–118 m
Velocidade: 27–29 nós
Autonomia: 5.000–6.000 nm
Tripulação: 90–120 + destacamentos
Construção: Arsenal do Alfeite + WestSea

A ideia é simples:
➡️ Manter o ADN FREMM EVO, mas numa plataforma mais pequena, modular e barata, com 60–70% da capacidade de combate de uma fragata média.

1. Arquitetura e Filosofia
A FREMM EVO Light seria:

Uma fragata de média intensidade, não um OPV armado

Compatível com o CMS, sensores e armas da FREMM EVO

Construída localmente, com módulos fornecidos por Fincantieri/Leonardo

Focada em ASW, defesa aérea local e ASuW

Com forte capacidade de drones, como o MPSS

É o equivalente português a uma MEKO A200 “low‑end”, uma F110 reduzida, ou uma FREMM “cut‑down”.

2. Armamento (realista, integrável e dentro do envelope)
🔹 Canhão principal
1× 76 mm

Comum à FREMM EVO

Ideal para AA, superfície e apoio a terra

Leve, compacto, fácil de integrar

🔹 VLS – Defesa aérea
16 células CAMM / CAMM‑ER

Defesa aérea local e de ponto

Alcance 25–45 km

Lançamento frio → ideal para navios mais pequenos

Integração simples com radar AESA médio

Opcional (versão “alta”):
24 células.

🔹 Mísseis antinavio
4–8× NSM

Leves, furtivos, ideais para navios médios

Portugal provavelmente irá nesta direção

🔹 ASW
Sonar de casco

VDS/TASS leve (Thales CAPTAS‑2 ou equivalente)

2× lançadores triplos de torpedos

Helicóptero ASW (S‑70 ou NH90)

UUV/USV ASW (modular)

Isto dá‑lhe ASW credível, mas não ao nível da FREMM EVO (que usa CAPTAS‑4).

🔹 CIWS / Defesa de ponto
1× 35 mm Millennium ou 30 mm CIWS

Montado sobre o hangar

Defesa antimíssil e anti‑drone

🔹 Armas secundárias
2–4× 30 mm RCWS

Para assimétricos e escoltas

3. Sensores e CMS
🔹 Radar principal
AESA de médio alcance 
Exemplos realistas:

Leonardo Kronos

Thales NS100

Hensoldt TRS‑4D

Não precisa do radar dual‑band da FREMM EVO.

🔹 CMS
CMS comum com a FREMM EVO (versão reduzida)

Reduz custos de treino

Simplifica logística

Permite operações em rede com as FREMM EVO

🔹 ESM/ECM
ESM completo

Soft‑kill MASS

ECM ativo opcional

4. Aeronaves e drones
1× helicóptero médio (hangar + convés)

2–4 UAV VTOL

UUV/USV modulares

Pequeno mission bay para drones e módulos ASW/MCM

5. Capacidades operacionais
✔️ ASW forte para o Atlântico
Com CAPTAS‑2 + helicóptero + UUV, é excelente para patrulha oceânica ASW.

✔️ Defesa aérea local
CAMM dá proteção ao navio e a unidades próximas.

✔️ ASuW credível
NSM + UAV → capacidade de combate naval real.

✔️ Operações de soberania
Ideal para Madeira, Açores, Golfo da Guiné.

✔️ Custo muito inferior à FREMM EVO
Estimativa: €350–450 milhões por navio, dependendo dos sensores.

6. Construção em Portugal – é realista?
Sim, desde que:

Casco e integração feitos em Portugal (Alfeite + WestSea)

Sistemas de combate, radar, VLS e armas fornecidos por Itália/França/Holanda

Supervisão técnica de Fincantieri/Leonardo

Treino e certificação alinhados com FREMM EVO

Navios logísticos

Navios de investigação

Lanchas rápidas

Construir uma fragata média é um salto, mas perfeitamente possível com apoio externo.

7. Resumo rápido
FREMM EVO                                     FREMM EVO Light
Deslocamento   7.000–8.000 t       3.500–4.500 t
Radar   Dual-band avançado          AESA médio
VLS   32 células                                  16–24 células
ASW   CAPTAS‑4                                CAPTAS‑2
SSM   8                                                4–8
Helicóptero   1                                  1
Custo   €1.0–1.2 B                            €350–450 M
Construção   Itália                            Portugal + módulos
« Última modificação: Fevereiro 08, 2026, 12:40:50 am por Duarte »
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8191 em: Fevereiro 08, 2026, 08:24:05 am »
A Fincantieri tem mais modelos que as Fremm e as PPA. Basta pesquisar FCx30 e FCx40.
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8192 em: Fevereiro 08, 2026, 09:59:35 am »
Isso já foi abordado aqui, mas tal como as EPC é um projecto no papel. A dica que a MGP estava a analisar a MEKO 200 tem o seu mérito por ser uma fragata pronta a ser adquirida, e é mais capaz.
 
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8193 em: Fevereiro 08, 2026, 02:37:15 pm »
Isso já foi abordado aqui, mas tal como as EPC é um projecto no papel. A dica que a MGP estava a analisar a MEKO 200 tem o seu mérito por ser uma fragata pronta a ser adquirida, e é mais capaz.

Com a encomenda das 3 FREMM a receber até 2030, e o MLU das VdG a avançar, haverá ainda necessidade e pressa em encomendar fragatas off-the-shelf tão depressa? Não se pode esperarar até 2029/30?

Só se for para aproveitar um SAFE 2.0 e fazer a compra em conjunto com a Alemanha? É de supor que uma eventual compra de A200 tivesse muitos elementos em comum com a FREMM, sensores, CMS, sonar?, armas em comum, etc. Na medida do possível...?
Quais elementos que poderiam ser standardizados entre a as duas classes? Estou a imaginar que em termos de comunicações, Link‑11/16/22, radar de navegação, e peças de 76mm, RWS, torpedos.

Se Portugal adquirir as fragatas FREMM EVO e mais tarde as MEKO A-200:

O resultado seria a utilização de dois CMS, conjuntos de sensores, sistemas de propulsão e famílias de mísseis antiaéreos completamente diferentes.
As únicas semelhanças significativas seriam: torpedos MU90, canhão 127/64 LW ?, mísseis Exocet, Teseo ou NSM, canhão 76/62 STRALES, sistemas de comunicação NATO, RWS comuns.
Todos os outros componentes seriam diferentes?
É exatamente por isso que acho que seria um erro. Numa marinha que terá apenas 6 fragatas (com sorte) ter duas classes tão divergentes é um erro, sai caro e é ineficiente. No mínimo, havendo duas classes, deveriam compartilhar muito mais componentes.
« Última modificação: Fevereiro 08, 2026, 04:33:27 pm por Duarte »
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8194 em: Fevereiro 08, 2026, 05:32:33 pm »
Isso já foi abordado aqui, mas tal como as EPC é um projecto no papel. A dica que a MGP estava a analisar a MEKO 200 tem o seu mérito por ser uma fragata pronta a ser adquirida, e é mais capaz.

Com a encomenda das 3 FREMM a receber até 2030, e o MLU das VdG a avançar, haverá ainda necessidade e pressa em encomendar fragatas off-the-shelf tão depressa? Não se pode esperarar até 2029/30?

Só se for para aproveitar um SAFE 2.0 e fazer a compra em conjunto com a Alemanha? É de supor que uma eventual compra de A200 tivesse muitos elementos em comum com a FREMM, sensores, CMS, sonar?, armas em comum, etc. Na medida do possível...?
Quais elementos que poderiam ser standardizados entre a as duas classes? Estou a imaginar que em termos de comunicações, Link‑11/16/22, radar de navegação, e peças de 76mm, RWS, torpedos.

Se Portugal adquirir as fragatas FREMM EVO e mais tarde as MEKO A-200:

O resultado seria a utilização de dois CMS, conjuntos de sensores, sistemas de propulsão e famílias de mísseis antiaéreos completamente diferentes.
As únicas semelhanças significativas seriam: torpedos MU90, canhão 127/64 LW ?, mísseis Exocet, Teseo ou NSM, canhão 76/62 STRALES, sistemas de comunicação NATO, RWS comuns.
Todos os outros componentes seriam diferentes?
É exatamente por isso que acho que seria um erro. Numa marinha que terá apenas 6 fragatas (com sorte) ter duas classes tão divergentes é um erro, sai caro e é ineficiente. No mínimo, havendo duas classes, deveriam compartilhar muito mais componentes.

Nós já somos clientes da TKMS de longa data com as VDG e continuaríamos com as novas MEKO 200, na realidade a novidade aqui é a relação com FICANTIERI.
As VDG e BD têm pouco valor militar, se tivermos oportunidade de comprar a MEKO A-200 com condições vantajosas até 2030 poderíamos vender as VDG e BD pouco tempo depois das provas de mar das novas classes.
Eu não percebo porque, para equipamento novo surge sempre a questão das linhas logísticas quando isso não foi obstáculo no passado para as BD VS VDG. Corrijam-me se não estou enganado mas geralmente as VDG até continuaram a ter maior prontidão que as BD? (no sentido se a TKMS é um bom fabricante deveríamos continuar a ter meios desse fabricante, não?)
 
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8195 em: Fevereiro 08, 2026, 05:55:12 pm »

Nós já somos clientes da TKMS de longa data com as VDG e continuaríamos com as novas MEKO 200, na realidade a novidade aqui é a relação com FICANTIERI.
As VDG e BD têm pouco valor militar, se tivermos oportunidade de comprar a MEKO A-200 com condições vantajosas até 2030 poderíamos vender as VDG e BD pouco tempo depois das provas de mar das novas classes.
Eu não percebo porque, para equipamento novo surge sempre a questão das linhas logísticas quando isso não foi obstáculo no passado para as BD VS VDG. Corrijam-me se não estou enganado mas geralmente as VDG até continuaram a ter maior prontidão que as BD? (no sentido se a TKMS é um bom fabricante deveríamos continuar a ter meios desse fabricante, não?)

Nada contra a A200 nem a TKMS. Não seria uma má escolha em si. Apenas acho estranho enveredarmos por uma nova classe de fragatas logo após termos escolhido outra há tão pouco tempo?  ???  Mas se o negócio for bom...  :G-beer2:
Imagino que as chefias da Marinha vêm na conjuntura atual uma oportunidade única a não perder, com ameaças de dois lados, programa SAFE e outro SAFE 2.0 no futuro.

Não depender de apenas uma fonte para meios de combate principais nos três ramos das forças armadas, sejam fragatas, ou cacas, ou outros tem os seus benefícios, mas também tem um custo. Querermos apoiar e estabelecer boas relações com os aliados, tanto do norte como do sul também tem a sua lógica. Comprar Mistral 140 à França seria um esforço para agradar a todos os aliados principais, especialmente depois da não escolha das FDI.  c56x1

As BD foram uma compra de ocasião, se houvesse dinheiro e vontade, tínhamos comprado mais 2-3 Meko 200/360 e feito um MLU às atuais há 16-18 anos atrás...
Mesmo assim as BD têm mais em comum com as VdG do que as A200 terão com as FREMM EVO.

A Marinha tem um longo historial de ter mais que uma classe de fragatas (e estarem INOP por longos períodos por falta de pessoal, material, dinheiro, pecas e manutenção, etc.) , portanto nada de novo.  ::)  Não "apostar tudo no mesmo cavalo" tem a sua lógica, mas também tem um preço. Se houver de facto um aumento para 3,5% talvez possamos pagar a factura.

Quanto à questão da operacionalidade, VdG vs BD, acho que as BD têm sido "pau para toda a obra" ultimamente e as VdG andam desaparecidas (excepto a que está em MLU de momento).
« Última modificação: Fevereiro 08, 2026, 07:00:42 pm por Duarte »
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8196 em: Fevereiro 08, 2026, 09:08:59 pm »
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8197 em: Fevereiro 08, 2026, 09:42:33 pm »
Isso já foi abordado aqui, mas tal como as EPC é um projecto no papel. A dica que a MGP estava a analisar a MEKO 200 tem o seu mérito por ser uma fragata pronta a ser adquirida, e é mais capaz.

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Eu não percebo porque, para equipamento novo surge sempre a questão das linhas logísticas quando isso não foi obstáculo no passado para as BD VS VDG. Corrijam-me se não estou enganado mas geralmente as VDG até continuaram a ter maior prontidão que as BD? (no sentido se a TKMS é um bom fabricante deveríamos continuar a ter meios desse fabricante, não?)

As VdG e as BD têm muito mais coisas em comum do que as Freem e as A200 ( que não têm nada em comum). Isso facilitou imenso a integração das BD quando elas vieram.

Mísseis anti-navio Harpoon
Mísseis superfície-ar Sea Sparrow
Os lança torpedos...
« Última modificação: Fevereiro 08, 2026, 09:44:39 pm por Cabeça de Martelo »
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8198 em: Fevereiro 08, 2026, 10:48:37 pm »
Thales com fartura...

Confirmar as FREEM-Evo, ver o que vai sair das EPC (e o que há nesse momento); antes perceber o que a Marinha planeia com 2x BD + 2xVdG... estas ultimas com radares novos mas intervenção menos profunda que as BD tiveram (e sem VLS).
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Duarte

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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8199 em: Fevereiro 08, 2026, 10:50:38 pm »
:arrow: https://x.com/i/status/2012092699260965181

Desconhecia este projeto!  Mas já somos mirones observadores em tanto projetos, que já perdi a conta...  :mrgreen:

Estes ECV vão substituir que navios? As 2 BD? VdG? Não há nada a substituir em 2040-2045.

Este projeto parece que não compete com os EPC/MMPC. Eles são programas diferentes, com objetivos diferentes, para navios de classes completamente distintas. Na verdade, eles são complementares dentro da estratégia naval europeia.

ECV Fragata de 5.000–7.000 toneladas (high‑end combat/ alta intensidade)
Focado em: AAW, ASW, ASuW, C‑UAS, EW, integração de drones, operações de combate de alta intensidade
Entrada em serviço prevista para 2040–2045

A EPC (European Patrol Corvette) ou MMPC é: um navio médio, 2.500–3.500 t, focado em patrulha oceânica, segurança marítima, ASuW ligeiro, presença naval
Capaz de alguma guerra anti‑superfície e anti‑submarina, mas não é um “high‑end frigate”
Entrada em serviço prevista para 2030–2035
É o substituto natural de: NPOs armados, corvetas, fragatas ligeiras antigas, navios de presença oceânica

https://eda.europa.eu/news-and-events/news/2026/01/15/eda-hosts-shipbuilders--signatory-countries-for-new-family-of-warships

https://eda.europa.eu/docs/default-source/eda-factsheets/ecv-hlr-factsheet-1.pdf

Citar
Europe’s most ambitious naval collaboration in decades, the European Combat Vessel (ECV) is a modular, multipurpose
warship designed to safeguard Europe’s maritime security and global sea lines of communication.
Built on a systemsto-the hull approach, it strengthens EU defence cohesion, standardisation and defragmentation,  while remaining fully coherent with NATO targets.
Following the 2024 CARD cycle and the November 2024 Ministerial Steering Board, seven EU Member States—Belgium, Cyprus, Greece, Italy, the Netherlands, Portugal and Spain—signed a Letter of Intent to develop a new ECV class for the 2040 horizon, with the ambition to become a future EU flagship capability. Work is progressing rapidly under the EDA framework, with the harmonised High-Level Requirements already under national endorsement.
Why it matters
• Catalyst for EU naval defragmentation, standardisation and communality
• Reinforces pan-European collective strength and economies of scale
• Bridges future naval missions while modernising European fleets
• Strong European footprint, leveraging state-of-the-art technologies and PESCO initiatives

A multi-domain capable vessel
The ECV will differ significantly from traditional vessels. Prioritizing an open, system(s)-of-systems modular design, it can meet varied operational needs, from protecting critical infrastructure to countering advanced undersea threats, and addressing global challenges at all domains, wherever EU interests call.
Economies of scale, standardisation, industrial cooperation.
A joint procurement approach will enable us to reduce the costs of equipment, training and logistics. It will also enable the development of shared naval schools across Europe, fostering a new generation of crews trained to common standards.
The establishment of common logistics chains will generate synergies, optimize resource allocation and reduce redundancies, thereby strengthening both sustainability and resilience across the European defence ecosystem.
Industrial dimension and economic benefits
By leveraging the combined capabilities of Europe’s leading shipyard consortia and supporting industries, the project will create thousands of jobs, drive innovation and strengthen Europe’s industrial and technological base
« Última modificação: Fevereiro 08, 2026, 11:00:11 pm por Duarte »
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8200 em: Fevereiro 08, 2026, 11:07:37 pm »
Já vais ter 3 fragatas "high-end" (ideal eram 4, mas...); as ECV estão previstas para quando as BD/VdG já têm de estar substituídas; as EPC/MMPC são "substituto natural de: NPOs armados, corvetas, fragatas ligeiras antigas, navios de presença oceânica" e nós temos que arranjar dinheiro para mais SSK e, pelos vistos, LPD e "F-35"... em quais apostas?  :mrgreen:
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8201 em: Fevereiro 08, 2026, 11:19:15 pm »
Já vais ter 3 fragatas "high-end" (ideal eram 4, mas...); as ECV estão previstas para quando as BD/VdG já têm de estar substituídas; as EPC/MMPC são "substituto natural de: NPOs armados, corvetas, fragatas ligeiras antigas, navios de presença oceânica" e nós temos que arranjar dinheiro para mais SSK e, pelos vistos, LPD e "F-35"... em quais apostas?  :mrgreen:

Se for mesmo para cumprir os 3,5%...   Puxa aí o livro de cheques e o cartão VISA SAFE sem limites e carência de 10 anos  :mrgreen:
« Última modificação: Fevereiro 08, 2026, 11:41:35 pm por Duarte »
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Re: Substituição das Fragatas Classe Vasco da Gama
« Responder #8202 em: Fevereiro 08, 2026, 11:58:59 pm »
Já vais ter 3 fragatas "high-end" (ideal eram 4, mas...); as ECV estão previstas para quando as BD/VdG já têm de estar substituídas; as EPC/MMPC são "substituto natural de: NPOs armados, corvetas, fragatas ligeiras antigas, navios de presença oceânica" e nós temos que arranjar dinheiro para mais SSK e, pelos vistos, LPD e "F-35"... em quais apostas?  :mrgreen:

Então para quê Meko A200? Ou as ECV serão Meko A200 com várias opções (modulares) de armamento e sensores?  ???
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