OS PORTUGUESES – uma perspectiva etnológica

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dremanu

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OS PORTUGUESES – uma perspectiva etnológica
« em: Outubro 07, 2004, 08:48:40 pm »
OS PORTUGUESES – uma perspectiva etnológica

Antes da nacionalidade

A nossa história não começou com D. Afonso Henriques. No séc. XII tinha já milénios e a Idade Média portuguesa nunca poderá ser entendida se não for enquadrada numa longa tradição civilizacional para a qual obscuros antigos Indoeuropeus do II milénio a.C. e varios outros povos pré-romanos deram uma contribuição fundamental.

No território português do Continente há vestígios de actividade humana desde o Paleolítico inferior. São atribuíveis ao homo erectus, anteneandertal, do qual há vestígios em outras regiões da Península Ibérica.

Mas os restos humanos mais antigos encontrados em Portugal são um dente de Columbeira (Bombarral) e pedaços de ossos de Salemas (Loures), em ambos os casos de neandertais, associados com indústria musteriense datável de há cerca de 30 mil anos. Na bacia do Côa, na Beira Alta interior, existem abundantes gravuras rupestres ao ar livre datáveis de há mais de 25 mil anos. É natural que os seus autores fossem cromagnons próximos dos de nordeste de Espanha e França. São de referir também gravuras rupestres do paleolítico na gruta de Escoural (Montemor-o-Novo).

Chegaram até nós, em Portugal, vários restos humanos de cromagnons, associados a indústrias do Paleolítico superior, como em Senhora da Luz (Rio Maior), Évora Monte, Salemas (Loures), Lapa da Rainha (Vimeiro), Correio-mor (Loures) e Casa Moura (Cesareda). Algumas manifestações artísticas do Epipaleolítico são de assinalar, como a arte rupestre do vale do Tejo, nomeadamente Fratel. Do Mesolítico, datável dos VII e VI milénios a.C., há notáveis vestígios, sobretudo os dos concheiros na região litoral, para sul do Mondego, sobretudo na margem sul do rio Tejo, antes do estuário, e na bacia do Sado. Naqueles se destacam os conhecidos concheiros de Muge, que deram numerosos esqueletos permitindo interessantes estudos antropológicos.

Eles revelam, no entanto, tipos menos homogéneos do que inicialmente se cria.

No entanto, o contributo dos povos do Paleolítico local (e em grande parte também do Epipaleolítico e do Mesolítico) para a formação étnica dos Portugueses deve ser considerado diminuto. Isto porque, como já evidenciou Cavalli-Sforza, o povoamentodo Neolítico é muitas vezes (talvez cerca de 100 vezes) mais denso do que o do Paleolítico, e o Neolítico foi trazido para a Europa por ondas de povoadores progredindo a partir do Médio Oriente. Acresce que, segundo aquele autor, tal asserção é confirmada pela paisagem genética da Europa, com base na
1ª componente principal dos genes dos Europeus.

O Neolítico começou em Portugal em meados do séc. VI a. C., ou seja mais de 3 mil anos após o seu início no Crescente Fértil. Importa destacar neste período algumas fases e manifestações. Em primeiro lugar um Neolítico antigo das regiões costeiras entre a Figueira da Foz e Sesimbra, em numerosas grutas naturais e artificiais, com vestígios de cerâmica cardial e epicardial; e no litoral baixo-alentejano e algarvio, em povoados ao ar livre, como Sines, Vale Pincel, Vale Vistoso e Salema com cerâmica cardial pobre e com outras decorações.

Depois durante o IV milénio os povos deste território viveram num segundo Neolítico, patente em grutas naturais e artificiais, sobretudo na Estremadura e no Alentejo. Nascidos no Neolítico, há a assinalar, desde a primeira metade do V milénio, os monumentos megalíticos (cistas, antas, dólmens, menires, cromlechs).

O Megalitismo teve abundante expressão em Portugal, nomeadamente no Algarve (Monchique), Alentejo, (regiões de Pavia, Elvas, Reguengos de Monsaraz e de Évora), e na Beira. Entre os objectos artísticos cultuais associados a estes monumentos, figuram as placas de xisto e os ídolos antropomórficos e miniaturas de báculos. O megalitismo continuou depois, sob a forma dos tholoi, no Calcolítico, tendo chegado mesmo à idade do Bronze. O Calcolítico é representado em Portugal por alguns núcleos importantes, entre os quais avulta o da Estremadura, desde os séculos iniciais do III milénio A.C. - Vila Nova de S. Pedro (Azambuja), Zambujal (TorresVedras), Leceia (Oeiras), Penedo de Lexim (Mafra), e vários outros.

No Calcolítico final em meados do III milénio A.C. surgiu aqui a cerâmica campaneiforme, cujos vestígios são abundantes em Portugal, nomeadamente na Estremadura, em locais como Cascais, Sintra, Loures, Vialonga, Rio Maior e Torres Vedras, e ainda em Palmela e Melides. A Idade do Bronze manifestou-se aqui desde cerca de 1800 a.C. com o Bronze inicial, com vestígios que embora localizados em todas as regiões de País, revelam regionalismos e assimetrias de desenvolvimento.
No Bronze Médio, que se inicou cerca de 1500 a.C. é de destacar sobretudo um contexto cultural de cariz mediterrânico no Alentejo e no Algarve. Mas no resto do País escasseiam os testemunhos arqueológicos.

No Bronze Final, a partir de cerca de 1200 a.C., há indícios do aparecimento duma nova ordem social. Terá tido origem então a cultura dos castros do norte de Portugal, o uso de artefactos, como as armas, característicos de outras regiões da Europa, a formação de povoados de altura fortificados no Alentejo, a introdução de elites com práticas ostentatórias e o aparecimento de carros de combate. No Alentejo surgiram as estelas decoradas com armas e escudos de chanfradura em V.

Desde a 2ª metade do II milénio a.C. sofreu o território hoje português invasões sucessivas de povos de língua indoeuropeia que, originários das estepes russas ou da Ásia Menor, foram progressivamente ocupando largas áreas da Europa. Na falta duma denominação autêntica e não obstante não serem uma só e coetânea etnia, têm sido designados por autores alemães como alteuropäische (antigos europeus), mas parece preferível chamar-lhes Antigos Indoeuropeus.

Aqui o estabelecimento destes povos foi suficientemente importante para quase anular, na toponímia, os vestígios das populações pré-indoeuropeias do Neolítico e do Calcolítico. O contributo dos povos pré-históricos de língua indoeuropeia para a nova ordem social do Bronze Final foi sem dúvida determinante. Alguns deles nómadas, dedicando-se à criação de gado, outros abandonando estabelecimentos agrícolas de fixação anterior em regiões mais a leste da Europa, trouxeram consigo novas técnicas, algumas delas aprendidas em áreas de influência das sociedades urbanas do Oriente.

Trouxeram também novas concepções culturais e misturaram-se aqui com as velhas populações oriundas do Neolítico e do Calcolítico, as quais, a acreditar nos vestígios toponímicos, acabaram por adoptar as línguas dos invasores. Esta evolução foi gradual, mas sofreu uma evidente aceleração no final do II milénio, inícios do I milénio a.C. Tornaram-se então mais nítidas as influências “orientalizantes”, atribuíveis ao estabelecimento de povos do Mediterrâneo oriental, aqui chegados no seguimento dessa grande movimentação de populações inteiras que ficaram conhecidas pelos “Povos do mar”, designação que lhes deram os Egípcios.

O I milénio a.C. viu, algum tempo depois, a chegada do ferro ao nosso território e, em finais de séc. VIII, da escrita semi-alfabética, trazida por uma população de língua luvita (ramo de língua anatólica indo-europeia próxima do hitita) proveniente, por via marítima, dum reino neo-hitita do sueste da Anatólia, a qual se instalou no Algarve e Baixo Alentejo.

Estes antepassados do baixo-alentejanos e algarvios vieram a ser conhecida por Cinetes e por Cónios. O mesmo milénio viu também o estabelecimento de dois povos de importância fundamental para a nossa história: os Túrdulos, herdeiros duma brilhante civilização nascida no Guadalquivir, com remota origem oriental, do noroeste da Anatólia, e os Celtas, que acederam à Península Ibérica provenientes da Europa central.

Os Túrdulos foram provavelmente os responsáveis pela estruturação norte-sul litoral do nosso território, que iria perdurar mais de 2000 anos, assim tendo talvez contribuído para as tendências autonómicas desta faixa em relação ao resto da Península.

Os Celtas acumularam-se em sucessivas vagas, a última das quais no séc. IV a.C., originária do centro-norte da Península Ibérica, ocupou o sul do Tejo. Os Celtas instalaram-se por todo o território do continente português e deixaram múltiplas heranças culturais.

Mas não foram só estes povos que aqui se estabeleceram. Há vestígios léxicos e toponímicos de Indo-iranianos, que associados a outras razões fazem supor seriamente que essa terá sido a raiz étnica predominante dos Lusitanos. E Trácios, Ilírios e Sardos terão contribuído para povoar várias áreas do território português.

Por outro lado, há outros povos que, contrariamente ao que se tem dito, parece terem estado ausentes do povoamento pré-romano.

Nem de Fenícios nem de Gregos há provas seguras da sua instalação em Portugal. Têm sido erroneamente qualificados como fenícios muitos restos arqueológicos orientalizantes do Bronze Final e da Idade do Ferro do litoral sul e oeste do País, os quais mais provavelmente serão anatólicos. A verdade é que os Fenícios (muito menos numerosos e ubíquos do que foi moda acreditar nas décadas de 70 e 80) não deixaram aqui qualquer rasto toponímico e muito menos vestígio epigráfico. Os seus contactos nestas longínquas paragens terão sido meramente comerciais. Não há evidência de Fenícios implantados a oeste de Huelva.

Houve apenas entrada de outros povos púnicos – os Cartagineses - em Portugal, sobretudo no terço sul do País, quando dos inícios das Guerras Púnicas. Mas tal representou uma ocupação predominantemente militar, como base para abertura de uma frente ocidental de ataque ao poderio romano, e foi certamente, na quase totalidade, uma ocupação efémera, sem sequelas toponímicas de vulto.

Os Gregos, que tiveram colónias em Espanha, também se não terão estabelecido em Portugal. É irrelevante para se sustentar o contrário, o facto de se terem achado alguns restos de cerâmica grega do período clássico, que nada prova no sentido de que populações gregas aqui se houvessem estabilizado. Pode, sim, ter havido entrada de gente provinda de algumas ilhas do mar Egeu e de vizinhos dos Gregos, como os Ilírios, os Trácios e os Anatólicos.

Muito menos se acham provas da presença de Iberos em território português. Estes, que povoaram o sul e levante de Espanha e são responsáveis por uma civilização técnica e culturalmente avançada, cuja origem é um quebra-cabeças para os investigadores, não chegaram, pelo menos em quantidade visível, ao território português.

A sucessiva entrada de populações alienígenas oriundas, por via continental, da Europa central e oriental e, por via marítima, da Anatólia e do Mediterrâneo oriental, levou à sua mistura sucessiva e à convivência entre elas. Aqui tinham de ficar, por não terem saída para ocidente. Esta confluência, em época de crescimento populacional, que indubitavelmente ocorreu, teria de ser sujeita a uma ordem política, sob pena de a inevitável instabilidade, provocada pelos choques culturais e pela relativa pressão demográfica, se constituir em factor de retrocesso. A ordem política geral não terá sido demandada pelos Celtas.

Mas viria efectivamente a ser tentada primeiro pelos Cartagineses, sob a direcção dos Barcas e finalmente instituída pelos Romanos após dois séculos de lutas, iniciadas em 218 a.C. com o desembarque do exército da república em Ampúrias.

A conquista romana do continente português completou-se em 19 a.C. Terá sido acompanhada e seguida de algum influxo e estabilização em Portugal de invasores pertencentes aos conquistadores. Não apenas militares e dirigentes civis, mas também elementos de classes laboriosas.

Contudo a epigrafia, a toponímia e as fontes históricas inculcam que grande parte da população, porventura a maior, continuou a ser de progénie autóctone, embora romanizada na língua, na onomástica, nos hábitos e na cultura. Com as invasões dos povos germânicos desde o séc. V d.C. ocorreram novos influxos étnicos na população de Portugal. No entanto, tais influxos são incomparavelmente menores do que o domínio de que esses povos aqui disfrutaram. Vândalos e Alanos passaram por aqui, fizeram guerra, mas não terão ficado muito tempo.

Os Suevos, sim, instalaram-se no norte de Portugal, ampliaram os seus domínios, de modo que chegaram a ser senhores de Lisboa e constituiram um reino que durou mais de século e meio, com capital em Braga. É provável que a existência desse reino independente, em luta contra outros povos invasores, haja contribuído bastante para a alimentação do impulso autonomista que culminou na nacionalidade portuguesa.

Os Visigodos vieram a dominar toda a Península Ibérica e também Portugal e geraram um reino duradoiro, que muito enformou a cultura da Alta Idade Média peninsular. Depois de terem incorporado o reino suevo (585), passaram a ser senhores da totalidade do território português, até a conquista muçulmana na 2ª década do séc. VIII.

No entanto Suevos e Visigodos corresponderam, segundo as estimativas, a escassa percentagem da população. E a sua influência étnica ficou confinada, na época, ao norte do Mondego, com especial destaque para a região de Entre-Douro-e-Minho. Eram uma minoria dominante, militar e politicamente. Não vale em contrário o argumento da abundante toponímia e antroponímia germânica do norte do País, uma vez que reflecte predominantemente a nomes da elite e que, como já o sustentou Piel, corresponde a onomástica não tanto de Godos ou Suevos, mas sobretudo a gente da “reconquista”, de raiz étnica também indígena.

A participação de populações norte-africanas na formação de Portugal até fins da Idade-Média tem dado lugar a algumas hesitações. Desde logo, não se trata apenas de Árabes, mas sim também de Berberes, que eram étnica e culturalmente muito distintos daqueles. Basta lembrar que tanto os Almorávidas como os Almôadas eram fundamentalmente guerreiros berberes. Depois, a ocupação muçulmana, que chegou a abranger em Portugal quase todo o território, confinou-se na maior parte do tempo ao sul do Douro.

Depois ainda, tratou-se fundamentalmente duma ocupação militar e económica. Não foi apenas assegurada pelo poder das armas, mas também pela força dum complexo económico de grande e intenso comércio, centrado no Mediterrâneo. O “povoamento” não terá sido portanto generalizado e substitutivo das populações hispano-romanas, mas sim, sobretudo levado a cabo por elites administrativas, económicas e culturais. Os povoados civis anteriores, decerto maioritários, permaneceram, sob tutela dos castelos e fortificações dos Maometanos.

De resto, grande parte dos vestígios onomásticos, seja da toponímia, seja da antroponímia, corresponde a moçárabes, isto é, a gente autóctone que se arabizara nos costumes e até na língua, conservando no entanto a religião cristã, ou a muladis, isto é, gente autóctone que se islamizou. Com a chamada reconquista, os militares e dirigentes muçulmanos abandonaram o território e, não havendo notícia de que tenha então havido conversões maciças de norte-africanos ao cristianismo, os que aqui ficaram foram sobretudo os que se confinaram às chamadas mourarias.

Não tem plausibilidade a ideia de que, com as invasões muçulmanas, as populações– predominantemente visigóticas - teriam emigrado todas para o norte da Península Ibérica, para depois, com a reconquista terem vindo reocupar as terras “ermadas” expulsando então as populações árabes que se teriam aboletado no sul. Quem se refugiou nas Astúrias foram basicamente as elites político-militares cristãs, realmente de predominância germânica.

Mas o território ficara povoado na mesma, pelas populações autóctones civis, enquadradas pelos muçulmanos, enquanto durou o domíno destes. Com a reconquista mudaram, sim, os senhores e a propriedade das terras na sua maior extensão, mas não tanto quem as cultivava. Ter-se-ão implantado novos núcleos urbanos. Contudo, na maior parte, mantiveram-se os que, sem interrupção de povoamento, se achavam desde muito tempo antes, espalhados pelo território.

Depois da nacionalidade

É de referir também a presença antiga de Judeus no território português, desde antes da nacionalidade. Essa presença foi mais ou menos pacífica até fins da Idade Média. No reinado de D. João II o papel judaico na história portuguesa alterou-se substancialmente, pela rápida entrada de cerca de duas centenas de milhar de Judeus, provenientes da expulsão de Castela e Aragão, ordenada pelos Reis Católicos. Instalaram-se predominantemente em povoações fronteiriças de Trás-os-
Montes, da Beira e do Alto Alentejo. Mas também em grandes centros urbanos.

Com D. Manuel I, foi ordenada a expulsão dos Judeus que se não convertessem à fé católica. A maior parte emigrou de novo, mas um bom número, em muitos casos sem grande sinceridade, converteu-se ao cristianismo, passando a constituir os chamados “cristãos-novos” ou “marranos”. Muito perseguidos e incomodados pela Inquisição, entre meados do séc. XVI e o último quartel do séc. XVIII, grande parte destes conversos emigrou para França, para a Holanda, para regiões do Mediterrâneo central e oriental, ou para o continente americano.

 Mas permaneceu em Portugal um importante número deles, embora num recenseamento de 1631, provavelmente pecando por defeito, se registem menos de 2000 famílias. Os Cristãos-novos foram-se misturando quase totalmente com o resto da população. Já em pleno séc. XIX deram entrada em Portugal várias famílias judaicas, ligadas ao comércio e às operações financeiras, na sua maioria oriundas do norte de África, as quais aqui se instalaram e se assimilaram na sociedade portuguesa.

Quanto aos Ciganos, as mais antigas fontes literárias que se lhes referem são da 1ª metade do séc. XVI. Por essa altura, foram tomadas medidas administrativas para bani-los e para impedir a sua entrada, mas sem qualquer eficácia. Desde a Idade Moderna até os dias de hoje muitas famílias ciganas se sedentarizaram ou assimilaram em Portugal, mas muitas outras, nómadas, continuam a percorrer o território do Continente.

Com a realização dos descobrimentos, e ainda em vida do Infante D. Henrique o Navegador, começaram a afluir ao continente português grande número de escravos, na sua maioria oriundos da África Negra. Certas estimativas apontam para que em fins do séc. XVI, os escravos representassem cerca de um décimo da população de Lisboa. E a sua presença não se limitava à capital, mas também a numerosos centros urbanos e mesmo explorações rurais do resto do País.

É certo que em muitos casos esses escravos não casavam nem procriavam. Mas mesmo assim, eram suficientemente importantes para já terem formado uma confraria própria no mosteiro de S. Domingos em Lisboa, nos princípios do séc. XVI. Depois vieram a participar em várias outras confrarias. Viajantes estrangeiros nos fins do séc. XVIII testemunham a existência, pelo menos na capital, de numerosos negros. Também há notícia da existência de numerosa gente antiga mulata em Alcácer do Sal e em Alter do Chão, no Alentejo.

Depois da independência portuguesa, não deixou de haver, ao longo dos tempos, significativa instalação aqui de gente europeia. Os contingentes mais representativos serão porventura os seguintes: Cruzados de diversas proveniências, Galegos, Castelhanos, Aragoneses, Biscainhos e Gascões, Genoveses e outros Italianos, Flamengos, Franceses, Alemães, Irlandeses, Ingleses, Boémios e Eslavos.
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

 

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