Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"

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Duarte

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1185 em: Fevereiro 22, 2026, 04:02:42 pm »
Eu também suponho que os 24M sejam para os 4 navios, incluindo os trabalhos neles. Mas também pode ser só a compra, ficando a despesa de os colocar a navegar na mesma parcela da modernização.

Munições e essas coisas suponho que façam parte da segunda parcela. Despachar as munições de 40mm e 20mm faz todo o sentido, se não pretendemos usar em mais lado nenhum.

O único contexto em que veria como racional guardar munições de 40mm, era se desenvolvessemos um upgrade para transformar as Bofors numa RWS (pegando no que está a ser feito para a RWS nacional). Mas duvido que isso acontecesse, ou que existam munições suficientes para o justificar.

Eu não falei nos Sea Sparrow nem Harpoon, apenas no canhão de 76mm, radar. Eventualmente algum módulo de combate à poluição ou assim.

E eu não sei os objectivos da R. Dominicana. Podem achar útil (e uma oportunidade única de ter) um canhão mais poderoso em navios, com mais capacidade anti-aérea, anti-navio e de ataque a alvos em terra. Principalmente se emparelhado com um radar director de tiro, e um radar capaz de detectar ameaças aéreas e de superfície.

Duvido que incluam Harpoon e Sea Sparrow (certamente dependentes da aprovação americana). Mas que seria um salto de capacidades brutal, lá isso seria.

Terei pena é se não lhes conseguirmos vender uns drones nacionais, nem que os incluíssemos no pacote, servindo de soft-power + "publicidade" para a região.

A peça de 76mm seria possível, mas talvez overkill para as necessidades e missões previstas: luta contra o narcotráfico e crime organizado do outro lado da ilha (Haiti), patrulha da ZEE e controle de imigração ilegal vinda do Haiti. Será que ainda existem estes módulos 76mm na Dinamarca ou foram vendidas à Lituânia?
A quantia do pacote de upgrades opcionais é bem clara, até 24,37M, portanto devem ter algo muito específico em mente, não é uma quantia aleatória.

Bofors 40mm é muito mais provável como parte do pacote de 24M? Ou será upgrade extra? Acho uma 12,7mm pouco para as necessidades da RD.
Utilizar canhões Bofors de 40 mm e Oerlikon de 20 mm dos stocks portugueses para os navios da classe Tejo da Marinha Dominicana é absolutamente plausível, é uma das poucas opções realistas de modernização que se enquadram nos limites estruturais da plataforma, na cadeia logística existente da Marinha Dominicana, e de armamento excedente disponível em Portugal. Só das corvetas BA devem existir pelo menos oito Bofors 40 mm/L70?
Uma solução simples e viável e compatível com a doutrina da Marinha Dominicana.

Os upgrades de 6M extra devem ser talvez uma arma RWS tipo Marlin, mais EO, IR, etc?

Eu acho que já vendemos viaturas (da Jacinto talvez?), para a polícia nacional da RD. Estarei enganado? Vender drones também não seria fora das possibilidades.
« Última modificação: Fevereiro 22, 2026, 05:13:42 pm por Duarte »
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1186 em: Fevereiro 22, 2026, 05:46:05 pm »
Eu não vou dizer se é ou não overkill para eles a peça de 76mm. Não sei os planos, nem até que ponto a chance de terem um navio com essa capacidade seja demasiado aliciante para eles se limitarem a algo menor.

Módulos acho que ainda devem haver, já que Portugal não recebeu nenhum. Sei que as Iver têm trocado o seu canhão príncipal por uma versão mais moderna do canhão de 76mm, 2 por navio, por isso em princípio devem sobrar pelo menos os canhões. O módulo em si não sei, mas aqui vemos as quantidades de módulos que existiam:

https://en.wikipedia.org/wiki/StanFlex

19 deles eram das OM 76mm.

Poderão ter algo muito específico para os 24.37M, ou é simplesmente o câmbio.

48.37M de euros dá muito perto de 3500M de pesos dominicanos. O orçamento para eles pode até 3500M tanto quanto sabemos.

Drones nacionais faziam todo o sentido para combate ao narcotráfico e patrulha marítima. Infelizmente às vezes parece que não queremos exportar nada. Pelo menos 3 empresas de drones nacionais, e ninguém é capaz de apresentar as suas soluções a vários países? Já com os NPO foi igual.
 

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Duarte

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1187 em: Fevereiro 24, 2026, 04:51:14 am »

Além de drones, ainda vamos vender uns Tucanitos à RD  c56x1
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1188 em: Março 01, 2026, 08:53:44 am »
Estão a ver? O mal está cá dentro...

https://x.com/i/status/2028026269552525729
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1189 em: Março 01, 2026, 03:55:00 pm »
Estão a ver? O mal está cá dentro...

https://x.com/i/status/2028026269552525729

Deviam era agradecer, já não voltam a pôr lá os pés  ;D
 

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1190 em: Março 01, 2026, 05:16:35 pm »
Estão a ver? O mal está cá dentro...

https://x.com/i/status/2028026269552525729

Deviam era agradecer, já não voltam a pôr lá os pés  ;D

Estarão com saudades? :bang:
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1191 em: Março 01, 2026, 05:27:31 pm »
Militares do NRP Mondego tentam travar venda do navio
Processo judicial visa preservar provas após recusa de missão ocorrida ao largo do Porto Santo, na Madeira, em 2023

https://www.dnoticias.pt/2026/3/1/483107-militares-do-nrp-mondego-tentam-travar-venda-do-navio/

"Preservar provas"? Ao fim de 3 anos? Este pessoal anda ver demasiados crime dramas.  :mrgreen:
« Última modificação: Março 01, 2026, 06:43:00 pm por Duarte »
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1192 em: Hoje às 01:58:15 pm »

Além de drones, ainda vamos vender uns Tucanitos à RD  c56x1

Porque carga de água é que haveriam de se incluir esses aviões no negócio? As trotinetes são feitas no Brasil, se eles as quisessem, comprariam certamente ao Brasil, até porque não precisam de "versão NATO". E Portugal não ganharia nada com a compra de STs pela RD.
 

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1193 em: Hoje às 02:41:34 pm »
Militares do NRP Mondego tentam travar venda do navio
Processo judicial visa preservar provas após recusa de missão ocorrida ao largo do Porto Santo, na Madeira, em 2023

https://www.dnoticias.pt/2026/3/1/483107-militares-do-nrp-mondego-tentam-travar-venda-do-navio/

"Preservar provas"? Ao fim de 3 anos? Este pessoal anda ver demasiados crime dramas.  :mrgreen:


Aposto que a ideia veio deste senhor.

António Garcia Pereira é o advogado que assumiu a defesa dos 13 marinheiros do navio NRP Mondego, que se recusaram a navegar por razões de segurança em março de 2023. A sua atuação tem sido crítica, denunciando os processos disciplinares como "pré-decididos" e questionando a falta de independência no Supremo Tribunal Administrativo sobre o caso.
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1194 em: Hoje às 02:56:11 pm »
Militares do NRP Mondego tentam travar venda do navio
Processo judicial visa preservar provas após recusa de missão ocorrida ao largo do Porto Santo, na Madeira, em 2023

https://www.dnoticias.pt/2026/3/1/483107-militares-do-nrp-mondego-tentam-travar-venda-do-navio/

"Preservar provas"? Ao fim de 3 anos? Este pessoal anda ver demasiados crime dramas.  :mrgreen:


Aposto que a ideia veio deste senhor.

António Garcia Pereira é o advogado que assumiu a defesa dos 13 marinheiros do navio NRP Mondego, que se recusaram a navegar por razões de segurança em março de 2023. A sua atuação tem sido crítica, denunciando os processos disciplinares como "pré-decididos" e questionando a falta de independência no Supremo Tribunal Administrativo sobre o caso.
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O parvalhão proletário que pediu aos professores 10 mil euros por um "parecer"

Devia ser para comprar gasoil para o iate
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1195 em: Hoje às 03:49:19 pm »
Há muitos montes de merda de abril, parasitas do Estado,  que só têm palco porque os cordeiros mansos permitem.

Até agora, como servia para denegrir o CEMA, todos achavam os "heróis do Mondego" militares exemplares.
Nunca achei, não porque até não pudessem existir problemas no navio, mas porque há assuntos que não podem ser tratados com a ligeireza que aconteceu, tornando informações importantes sobre a operacionalidade de meios militares, do conhecimento geral, sem autorização.
Eu, que não era militar, enquanto fornecedor,  sabia de situações provavelmente muito mais delicadas e mantive o dever de sigilo a que estava obrigado.
Estes senhores, com outros deveres e obrigações,  deram informações que nunca poderiam ter dado.
Deviam ter sido julgados em tribunal militar e expulsos da MP. Simples.
Mas no país dos heróis das redes sociais e dos danoninhos de chumbo, o circo continua.
O povo adora este tipo de enredo, e a classe política também. E agradece.  No fundo,  serve para denegrir as FA's...
Giro era cair o negócio por causa desta palhaçada.
E depois querem que isto vá para a frente... :bang:
« Última modificação: Hoje às 04:30:19 pm por Lampuka »
João Pereira
 

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1196 em: Hoje às 04:09:53 pm »
Há muitos montes de merda de abril, parasitas do Estado,  que só têm palco porque os cordeiros mansos permitem.

Até agora, como servia para denegrir o CEMAH, todos achavam os "heróis do Mondego" militares exemplares.
Nunca achei, não porque até não pudessem existir problemas no navio, mas porque há assuntos que não podem ser tratados com a ligeireza que aconteceu, tornando informações importantes sobre a operacionalidade de meios militares, do conhecimento geral, sem autorização.
Eu, que não era militar, enquanto fornecedor,  sabia de situações provavelmente muito mais delicadas e mantive o dever de sigilo a que estava obrigado.
Estes senhores, com outros deveres e obrigações,  deram informações que nunca poderiam ter dado.
Deviam ter sido julgados em tribunal militar e expulsos da MP. Simples.
Mas no país dos heróis das redes sociais e dos danoninhos de chumbo, o circo continua.
O povo adora este tipo de enredo, e a classe política também. E agradece.  No fundo,  serve para denegrir as FA's...
Giro era cair o negócio por causa desta palhaçada.
E depois querem que isto vá para a frente... :bang:

Estou tentado a concordar; principalmente os graduados tinham responsabilidades que não é um "motim" que resolve, é uma quebra de disciplina que teve acolhimento porque, eles incluídos, consideram um "emprego" da Função Publica e não o deve ser... mas a tentação de "bater no sistema" e, principalmente no CEMA da altura fez "ver a árvore e esquecer a floresta".     
« Última modificação: Hoje às 04:10:27 pm por LM »
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Duarte

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1197 em: Hoje às 04:32:09 pm »

Porque carga de água é que haveriam de se incluir esses aviões no negócio? As trotinetes são feitas no Brasil, se eles as quisessem, comprariam certamente ao Brasil, até porque não precisam de "versão NATO". E Portugal não ganharia nada com a compra de STs pela RD.

Mas quem é que disse que estavam incluídos no negócio?  ??? 
Há quem não deixa passar uma oportunidade de falar mal..    :-X

A República Dominicana poderia candidatar-se à NATO até.  :mrgreen:
« Última modificação: Hoje às 04:36:39 pm por Duarte »
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1198 em: Hoje às 04:39:19 pm »
Citar
mas a tentação de "bater no sistema" e, principalmente no CEMA da altura fez "ver a árvore e esquecer a floresta".

Nem mais... demasiado "futebolismo" nas opiniões.

O "petinga" (alguém se lembra) quer é palco...

João Pereira
 

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dc

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1199 em: Hoje às 04:40:37 pm »
Eu acho que uma coisa é olhar para a questão disciplinar, outra é a questão do estado da Marinha.

Noutros países, bem mais relevantes que nós, a questão da operacionalidade de meios é tornada pública sem problemas. Sabe-se por exemplo as taxas de disponibilidade de várias frotas de aeronaves de combate da USAF. Vão dizer que é num patrulha costeiro que se traçam os limites?  ???

A disponibilidade da frota F-35 é estrategicamente menos importante que a disponibilidade do Mondego? Mas está tudo maluco?

A questão estratégica nada mais é que uma desculpa esfarrapada. Quanto muito podem dizer que 2 errados não fazem 1 certo, agora fingir que as chefias da MGP e também Governos até então não tinham culpa nenhuma, e que cada militar deve sujeitar-se a fazer o que lhe mandam independentemente do estado do equipamento ou da função que lhe é incumbida, não faz sentido nenhum.

Agora fico curioso para saber qual é a linha que separa uma insubordinação aceitável de uma inaceitável. Se um oficial pede a um soldado para decapitar um civil, como é? Se um oficial exige que um militar transporte uma munição instável, com risco de explosão, resta ao militar aceitar? E se for para operar um submarino avariado? Um veículo sem travões? Um avião com pouca fiabilidade de motores? É aceitar tudo, e esperar que haja um acidente para se começar a resolver os problemas?

O erro do CEMA, foi ter vindo mentir a público de que não havia qualquer problema com o navio. Navio este que poucos dias depois voltou a avariar. Se em público é assim, então imagine-se nos "bastidores", onde um militar queixa-se que determinado equipamento não está em condições, e nada é feito nem tornado público. E assim se vive nas Repúblicas das Bananas.
 
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