Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1140 em: Fevereiro 18, 2026, 11:51:22 am »
Que grande negócio. Os 4 Tejo no total custaram €25M e passado 10 ou 12 anos sao vendidos por €24M?

Isto cheira-me a esturro, mas deta vez somos nós os espertalhoes  :mrgreen:

25 milhões só no papel. Os contratos formalizados para cada navio, no máximo, deram 2 milhões por unidade. Os outros 4 milhões foi algures. Sei que o Alfeite chegou a cobrar por docagem um milhão e meio de euros.  :mrgreen:

Saudações :mrgreen:

P.S. Grande Negócio.  :mrgreen: Era já aproveitar a verba e comprar 3  bojador para a Marinha.  ;)

https://www.publico.pt/2021/05/07/sociedade/noticia/maior-embarcacao-gnr-patrulhamento-costeiro-custou-85-milhoes-euros-1961665

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Maior embarcação da Gnr para patrulhamento costeiro custou 8,5 milhões de euros



 

Isso é que era de valor  :G-beer2:

O tempo que passam a inventar 😮‍💨
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1141 em: Fevereiro 18, 2026, 12:41:41 pm »
Que grande negócio. Os 4 Tejo no total custaram €25M e passado 10 ou 12 anos sao vendidos por €24M?

Isto cheira-me a esturro, mas deta vez somos nós os espertalhoes  :mrgreen:

25 milhões só no papel. Os contratos formalizados para cada navio, no máximo, deram 2 milhões por unidade. Os outros 4 milhões foi algures. Sei que o Alfeite chegou a cobrar por docagem um milhão e meio de euros.  :mrgreen:

Saudações :mrgreen:

P.S. Grande Negócio.  :mrgreen: Era já aproveitar a verba e comprar 3  bojador para a Marinha.  ;)

https://www.publico.pt/2021/05/07/sociedade/noticia/maior-embarcacao-gnr-patrulhamento-costeiro-custou-85-milhoes-euros-1961665

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Maior embarcação da Gnr para patrulhamento costeiro custou 8,5 milhões de euros



 

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O tempo que passam a inventar 😮‍💨

Um segundo destes "ou parecido" há-de chegar à GNR para o ano. O mais ajuizado era pegar no dinheiro e comprar mais dois para a GNR e o que sobrasse investir em qualquer coisinha útil a uma Marinha de guerra, quem sabe uns mísseis ou umas peças de artilharia nos navios desarmados.
« Última modificação: Fevereiro 18, 2026, 12:42:09 pm por yuwanko »
 
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1142 em: Fevereiro 18, 2026, 01:52:28 pm »
O projecto dos novos NPC ficou em aguas de bacalhau?
 

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1143 em: Fevereiro 18, 2026, 05:48:24 pm »
Que grande negócio. Os 4 Tejo no total custaram €25M e passado 10 ou 12 anos sao vendidos por €24M?

Isto cheira-me a esturro, mas deta vez somos nós os espertalhoes  :mrgreen:

25 milhões só no papel. Os contratos formalizados para cada navio, no máximo, deram 2 milhões por unidade. Os outros 4 milhões foi algures. Sei que o Alfeite chegou a cobrar por docagem um milhão e meio de euros.  :mrgreen:

Saudações :mrgreen:

P.S. Grande Negócio.  :mrgreen: Era já aproveitar a verba e comprar 3  bojador para a Marinha.  ;)

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O tempo que passam a inventar 😮‍💨

Um segundo destes "ou parecido" há-de chegar à GNR para o ano. O mais ajuizado era pegar no dinheiro e comprar mais dois para a GNR e o que sobrasse investir em qualquer coisinha útil a uma Marinha de guerra, quem sabe uns mísseis ou umas peças de artilharia nos navios desarmados.

Na minha modesta opinião há muito que a Marinha se devia concentrar apenas na "Armada".
Deixar a Polícia Marítima e os cabos de mar a inspecionar as praias, o ISN e a vigilância da costa até às 12 milhas ou lá o que é, que ficariam para a GNR. Mesmo o Instituto Hidrográfico não me parece que deva ser um organismo tutelado pela Marinha - em estreita ligação, claro, mas não uma sua estrutura interna.

À Marinha competiria ser o braço armado da República Portuguesa para o mar (acima das 12 milhas), ter um corpo de fuzileiros e respectivos meios de combate, que começariam nos NPC. TUdo o que que fossem embarcações de menor tonelagem (e que não se destinassem a operações de apoio de combate e ou vigilância de portos e bases militares, por exemplo) ficariam para a GNR. Ou para uma Guarda Costeira, chamem-lhe o que quiserem.

Agora ter uma Marinha que se consome e tantas vezes se esgota nestas questiúnculas e guerras de alecrim e manjerona e se deixa ultrapassar completamente naquele que devia ser o seu fim ultimo (veja-se o estado a que chegou e em que se encontra...) é que não.

Mas 'prontes', é o que temos....
Cumprimentos,
 
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1144 em: Fevereiro 18, 2026, 07:01:58 pm »
Que grande negócio. Os 4 Tejo no total custaram €25M e passado 10 ou 12 anos sao vendidos por €24M?

Isto cheira-me a esturro, mas deta vez somos nós os espertalhoes  :mrgreen:

25 milhões só no papel. Os contratos formalizados para cada navio, no máximo, deram 2 milhões por unidade. Os outros 4 milhões foi algures. Sei que o Alfeite chegou a cobrar por docagem um milhão e meio de euros.  :mrgreen:

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P.S. Grande Negócio.  :mrgreen: Era já aproveitar a verba e comprar 3  bojador para a Marinha.  ;)

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Maior embarcação da Gnr para patrulhamento costeiro custou 8,5 milhões de euros



 

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O tempo que passam a inventar 😮‍💨

Um segundo destes "ou parecido" há-de chegar à GNR para o ano. O mais ajuizado era pegar no dinheiro e comprar mais dois para a GNR e o que sobrasse investir em qualquer coisinha útil a uma Marinha de guerra, quem sabe uns mísseis ou umas peças de artilharia nos navios desarmados.

Na minha modesta opinião há muito que a Marinha se devia concentrar apenas na "Armada".
Deixar a Polícia Marítima e os cabos de mar a inspecionar as praias, o ISN e a vigilância da costa até às 12 milhas ou lá o que é, que ficariam para a GNR. Mesmo o Instituto Hidrográfico não me parece que deva ser um organismo tutelado pela Marinha - em estreita ligação, claro, mas não uma sua estrutura interna.

À Marinha competiria ser o braço armado da República Portuguesa para o mar (acima das 12 milhas), ter um corpo de fuzileiros e respectivos meios de combate, que começariam nos NPC. TUdo o que que fossem embarcações de menor tonelagem (e que não se destinassem a operações de apoio de combate e ou vigilância de portos e bases militares, por exemplo) ficariam para a GNR. Ou para uma Guarda Costeira, chamem-lhe o que quiserem.

Agora ter uma Marinha que se consome e tantas vezes se esgota nestas questiúnculas e guerras de alecrim e manjerona e se deixa ultrapassar completamente naquele que devia ser o seu fim ultimo (veja-se o estado a que chegou e em que se encontra...) é que não.

Mas 'prontes', é o que temos....

A Polícia Marítima devia ser extinta, não faz sentido ter duas "Guardas Costeiras" deveria ser tudo concentrado na GNR, à semelhança do que a Espanha faz com a Guardia Civil.

O ISN deveria ser integrado na estrutura da ANEPC e o Instituto Hidrográfico no IPMA.

Mas assim devem contar para os 5% da despesa.
« Última modificação: Fevereiro 18, 2026, 07:05:45 pm por yuwanko »
 
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1145 em: Fevereiro 18, 2026, 08:55:41 pm »

Na minha modesta opinião há muito que a Marinha se devia concentrar apenas na "Armada".
Deixar a Polícia Marítima e os cabos de mar a inspecionar as praias, o ISN e a vigilância da costa até às 12 milhas ou lá o que é, que ficariam para a GNR. Mesmo o Instituto Hidrográfico não me parece que deva ser um organismo tutelado pela Marinha - em estreita ligação, claro, mas não uma sua estrutura interna.

À Marinha competiria ser o braço armado da República Portuguesa para o mar (acima das 12 milhas), ter um corpo de fuzileiros e respectivos meios de combate, que começariam nos NPC. TUdo o que que fossem embarcações de menor tonelagem (e que não se destinassem a operações de apoio de combate e ou vigilância de portos e bases militares, por exemplo) ficariam para a GNR. Ou para uma Guarda Costeira, chamem-lhe o que quiserem.

Agora ter uma Marinha que se consome e tantas vezes se esgota nestas questiúnculas e guerras de alecrim e manjerona e se deixa ultrapassar completamente naquele que devia ser o seu fim ultimo (veja-se o estado a que chegou e em que se encontra...) é que não.

Mas 'prontes', é o que temos....

Totalmente de acordo, mas a realidade é que a moda é "duplo uso" e até nalguns casos de uso singular na proteção civil.  Não só na Marinha, mas no Exército (RAME), e FAP com esquadras de voo dedicadas exclusivamente a missões de luta contra incêndios e proteção civil. Tudo isto deveria ser GNR, sob tutela MAI e só em caso de guerra passavam para o MDN.
« Última modificação: Fevereiro 18, 2026, 08:58:58 pm por Duarte »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1146 em: Fevereiro 18, 2026, 10:07:27 pm »
слава Україна!
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1147 em: Fevereiro 18, 2026, 11:03:37 pm »
 Um monumental "barrete" aos dominicanos.
 

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1148 em: Fevereiro 18, 2026, 11:59:30 pm »
Um monumental "barrete" aos dominicanos.

EU acho que isto foi uma operação de lavagem de dinheiro.....  :mrgreen: :mrgreen:
Cumprimentos,
 

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1149 em: Fevereiro 19, 2026, 07:10:54 am »
Que grande negócio. Os 4 Tejo no total custaram €25M e passado 10 ou 12 anos sao vendidos por €24M?

Isto cheira-me a esturro, mas deta vez somos nós os espertalhoes  :mrgreen:

25 milhões só no papel. Os contratos formalizados para cada navio, no máximo, deram 2 milhões por unidade. Os outros 4 milhões foi algures. Sei que o Alfeite chegou a cobrar por docagem um milhão e meio de euros.  :mrgreen:

Saudações :mrgreen:

P.S. Grande Negócio.  :mrgreen: Era já aproveitar a verba e comprar 3  bojador para a Marinha.  ;)

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O tempo que passam a inventar 😮‍💨

Um segundo destes "ou parecido" há-de chegar à GNR para o ano. O mais ajuizado era pegar no dinheiro e comprar mais dois para a GNR e o que sobrasse investir em qualquer coisinha útil a uma Marinha de guerra, quem sabe uns mísseis ou umas peças de artilharia nos navios desarmados.

Na minha modesta opinião há muito que a Marinha se devia concentrar apenas na "Armada".
Deixar a Polícia Marítima e os cabos de mar a inspecionar as praias, o ISN e a vigilância da costa até às 12 milhas ou lá o que é, que ficariam para a GNR. Mesmo o Instituto Hidrográfico não me parece que deva ser um organismo tutelado pela Marinha - em estreita ligação, claro, mas não uma sua estrutura interna.

À Marinha competiria ser o braço armado da República Portuguesa para o mar (acima das 12 milhas), ter um corpo de fuzileiros e respectivos meios de combate, que começariam nos NPC. TUdo o que que fossem embarcações de menor tonelagem (e que não se destinassem a operações de apoio de combate e ou vigilância de portos e bases militares, por exemplo) ficariam para a GNR. Ou para uma Guarda Costeira, chamem-lhe o que quiserem.

Agora ter uma Marinha que se consome e tantas vezes se esgota nestas questiúnculas e guerras de alecrim e manjerona e se deixa ultrapassar completamente naquele que devia ser o seu fim ultimo (veja-se o estado a que chegou e em que se encontra...) é que não.

Mas 'prontes', é o que temos....
depois lá acabavam meia dúzia de tachos
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1150 em: Fevereiro 19, 2026, 10:50:17 am »
Que grande negócio. Os 4 Tejo no total custaram €25M e passado 10 ou 12 anos sao vendidos por €24M?

Isto cheira-me a esturro, mas deta vez somos nós os espertalhoes  :mrgreen:

25 milhões só no papel. Os contratos formalizados para cada navio, no máximo, deram 2 milhões por unidade. Os outros 4 milhões foi algures. Sei que o Alfeite chegou a cobrar por docagem um milhão e meio de euros.  :mrgreen:

Saudações :mrgreen:

P.S. Grande Negócio.  :mrgreen: Era já aproveitar a verba e comprar 3  bojador para a Marinha.  ;)

https://www.publico.pt/2021/05/07/sociedade/noticia/maior-embarcacao-gnr-patrulhamento-costeiro-custou-85-milhoes-euros-1961665

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Maior embarcação da Gnr para patrulhamento costeiro custou 8,5 milhões de euros



 

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O tempo que passam a inventar 😮‍💨

Um segundo destes "ou parecido" há-de chegar à GNR para o ano. O mais ajuizado era pegar no dinheiro e comprar mais dois para a GNR e o que sobrasse investir em qualquer coisinha útil a uma Marinha de guerra, quem sabe uns mísseis ou umas peças de artilharia nos navios desarmados.

Na minha modesta opinião há muito que a Marinha se devia concentrar apenas na "Armada".
Deixar a Polícia Marítima e os cabos de mar a inspecionar as praias, o ISN e a vigilância da costa até às 12 milhas ou lá o que é, que ficariam para a GNR. Mesmo o Instituto Hidrográfico não me parece que deva ser um organismo tutelado pela Marinha - em estreita ligação, claro, mas não uma sua estrutura interna.

À Marinha competiria ser o braço armado da República Portuguesa para o mar (acima das 12 milhas), ter um corpo de fuzileiros e respectivos meios de combate, que começariam nos NPC. TUdo o que que fossem embarcações de menor tonelagem (e que não se destinassem a operações de apoio de combate e ou vigilância de portos e bases militares, por exemplo) ficariam para a GNR. Ou para uma Guarda Costeira, chamem-lhe o que quiserem.

Agora ter uma Marinha que se consome e tantas vezes se esgota nestas questiúnculas e guerras de alecrim e manjerona e se deixa ultrapassar completamente naquele que devia ser o seu fim ultimo (veja-se o estado a que chegou e em que se encontra...) é que não.

Mas 'prontes', é o que temos....
depois lá acabavam meia dúzia de tachos

Eça é que é eça, como diria o outro!!!!  :mrgreen: :mrgreen:
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1151 em: Fevereiro 19, 2026, 11:00:23 am »
Então só em caso de guerra é que as FA iam a correr aprender a usar esses meios?
Entretanto não podem usar os meios e manter niveis de treino e operacionalidade enquanto os usam?
Porque não podemos ter especialistas nas FA especializados nesses meios acumulando conhecimento util em tempo de guerra?


Na minha modesta opinião há muito que a Marinha se devia concentrar apenas na "Armada".
Deixar a Polícia Marítima e os cabos de mar a inspecionar as praias, o ISN e a vigilância da costa até às 12 milhas ou lá o que é, que ficariam para a GNR. Mesmo o Instituto Hidrográfico não me parece que deva ser um organismo tutelado pela Marinha - em estreita ligação, claro, mas não uma sua estrutura interna.

À Marinha competiria ser o braço armado da República Portuguesa para o mar (acima das 12 milhas), ter um corpo de fuzileiros e respectivos meios de combate, que começariam nos NPC. TUdo o que que fossem embarcações de menor tonelagem (e que não se destinassem a operações de apoio de combate e ou vigilância de portos e bases militares, por exemplo) ficariam para a GNR. Ou para uma Guarda Costeira, chamem-lhe o que quiserem.

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Mas 'prontes', é o que temos....

Totalmente de acordo, mas a realidade é que a moda é "duplo uso" e até nalguns casos de uso singular na proteção civil.  Não só na Marinha, mas no Exército (RAME), e FAP com esquadras de voo dedicadas exclusivamente a missões de luta contra incêndios e proteção civil. Tudo isto deveria ser GNR, sob tutela MAI e só em caso de guerra passavam para o MDN.
 

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1152 em: Fevereiro 19, 2026, 04:16:17 pm »
Então só em caso de guerra é que as FA iam a correr aprender a usar esses meios?
Entretanto não podem usar os meios e manter niveis de treino e operacionalidade enquanto os usam?
Porque não podemos ter especialistas nas FA especializados nesses meios acumulando conhecimento util em tempo de guerra?

Quais meios? O que está a ser sugerido é ter no MAI as unidades especializadas em fiscalização, combate a incêndios, etc.

Em caso de guerra, as FA não iam aprender a usar estes meios, quanto muito utilizariam com o pessoal afecto às ditas unidades, atribuindo-lhes apenas missões específicas.

Exemplo, aos helicópteros de combate aos fogos do MAI, podia ser atribuída a missão de transporte e MEDEVAC longe da linha da frente.
Às lanchas da hipotética Guarda Costeira podiam ser alocadas a vigilância de portos.
Militares da GNR podiam ser alocados ao reforço regional ou protecção de infraestruturas.

A ideia não seria ter pilotos da FAP a voarem em Canadair em combate, ou pessoal da Marinha a operar lanchas da GNR/Guarda Costeira.
 
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Duarte

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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1153 em: Fevereiro 19, 2026, 04:21:39 pm »
Então só em caso de guerra é que as FA iam a correr aprender a usar esses meios?
Entretanto não podem usar os meios e manter niveis de treino e operacionalidade enquanto os usam?
Porque não podemos ter especialistas nas FA especializados nesses meios acumulando conhecimento util em tempo de guerra?

As FA têm de treinar e operar com os meios que vão usar em guerra, porque só assim mantêm a competência técnica acumulada,
rotinas operacionais, cadeias de comando funcionais e a capacidade de mobilização real.

Há casos em que há mesmo duplo uso: os helis que fazem SAR também fazem transporte tático. Mas é ideal? Não sei, mas parece ter
funcionado bem durante umas décadas.

E em caso de guerra… sim, teriam mesmo de aprender tudo à pressa, porque temos esquadras dedicadas apenas a missões civis, luta
contra incêndios é o maior exemplo.
Há casos úteis de duplo uso: esquadra de transporte VIP também faz transporte de orgãos, e esquadras de transporte que fazem transporte de doentes
e evacuação médica de emergência, etc como missões secundárias.

O problema do “duplo uso” é que, na prática portuguesa, significa quase sempre uso singular para proteção civil, com as FA a servirem de
bombeiros, nadadores‑salvadores, polícia costeira, e tudo menos forças armadas.

E depois admiram‑se que a Marinha não tenha navios de combate, o Exército não tenha brigadas completas, a FAP tenha esquadras inteiras
dedicadas a missões que não são militares.

Se queremos FA capazes, então sim, precisamos de especialistas militares a operar meios militares todos os dias, mesmo em paz, para que em guerra não haja improvisos.

Isto é o que Portugal faz e que nenhum país com FA funcionais faz. Criar unidades militares dedicadas a missões civis permanentes
Exemplos:

Esquadras da FAP dedicadas a incêndios ou evacuação médica

RAME do Exército a fazer proteção civil.

Marinha a operar embarcações que são, na prática, de Polícia Marítima / Guarda Costeira

Isto não é duplo uso. É uso singular civil com farda militar.

É usar os parcos meios militares para tapar buracos de ministérios civis. Quando o MAI ou o Ambiente não têm meios, o MDN “empresta”.
O resultado é que as FA deixam de treinar. Os meios desgastam‑se em missões que não são militares. A prontidão militar cai. Estamos a criar
dependências permanentes.
Se a proteção civil depende estruturalmente das FA, então as FA deixam de ser FA e passam a ser uma reserva operacional do MAI.

Há pouquíssimos casos em que o “duplo uso” faz sentido estruturalmente para forças armadas. E quando faz, é porque não destrói a função
militar, não consome recursos, e não cria dependências permanentes.

Uma análise que normalmente ninguém faz: onde o duplo uso funciona, porque funciona, e porque em Portugal quase nunca é isso que acontece.

1. Quando o duplo uso é um subproduto, e não a missão principal
Exemplos internacionais:
Navios logísticos que em paz transportam carga civil ocasional (Noruega, Canadá).

Helicópteros SAR militares que também fazem evacuações médicas civis (Reino Unido, França).

Engenharia militar que apoia obras civis em catástrofes (EUA, Itália).

Porque funciona:
O meio é militar por natureza.
A missão civil é ocasional, não permanente.
O treino militar não é sacrificado.

2. Quando o duplo uso reforça a prontidão militar
Exemplos:

Unidades NBQ militares que respondem a acidentes industriais.

Equipas de mergulhadores militares que fazem buscas civis.

Meios de transporte militar que evacuam populações em catástrofes.

Porque funciona: 
A missão civil é idêntica à militar, apenas muda o contexto, não a competência. O treino militar é diretamente útil.

3. Quando o meio é demasiado caro para existir só para uso civil
Exemplo clássico:

Aeronaves SAR de longo alcance (C‑295, P‑3, A400M).

Navios polares usados para ciência e presença militar (Austrália, Chile).

Satélites militares que também fornecem dados civis.

Porque funciona: o  estado evita duplicação de meios, a missão militar continua a ser a primária. A missão civil é complementar e
não consome a capacidade.

Voltando ao tópico, a classe Tejo, desarmada como está (para não falar dos problemas "técnicos") é um caso de duplo uso "gone wrong".
Adeus e bons ventos.  :mrgreen:
Esperemos que sejam substituídos por navios com alguma capacidade de combate e sejam verdadeiros navios "duplo uso", ou então
passem para a GNR/Guarda Costeira.
« Última modificação: Fevereiro 19, 2026, 04:38:41 pm por Duarte »
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Re: Patrulhas Costeiros Classe "Tejo"
« Responder #1154 em: Fevereiro 19, 2026, 05:47:04 pm »
A excepção seria para o caso dos Merlin. Uma Guarda Costeira dificilmente teria capacidade financeira para sustentar uma frota assim, e a FAP também não deveria querer abdicar dos seus principais helis de transporte.

Portanto no caso dos Merlin continuariam a fazer SAR "oceânico" na FAP, e ainda as restantes missões de transporte que só estes helis conseguem fazer nas FA.