Tensão em Moçambique

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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #75 em: Novembro 28, 2020, 09:06:42 pm »
Vamos enviar Comandos ? Paras ? Pandur ? ST5?


Fuzos está fora de hipótese, não possuem equipamento adequado, jeeps sem blindagem, coletes anti balas leves ou até armas modernas.

Restam os de sempre...

A menos que se lembrem de enviar F-16MLU....

Se lermos o que escreveste lá estamos a debater a realidade das limitações das nossas FT, SÓ são os Paras os Comandos, de vez em quando uns Fuzos e quanto a material agora são os Pandur e os Vamtac, sem AAA e sem ATGM nas viaturas e sem apoio de fogos dedicados, os PM, continuam em falta nas duas frotas, mas como vamos tendo uns morteiretes de 60, tudo bem !! :bang:

A realidade de Moçambique é muito diferente da da RCA.
Os turras de lá estão muito mais mentalizados para o combate, melhor armados e enquadrados que os grupos armados da RCA!
Se porventura ali empenhassemos um contigente terrestre para possivel combate, teria de ter um efectivo superior ao que está na RCA, pois teria que ser verdadeiramente independente em todos os sentidos, com várias, pelo menos duas, subunidades de manobra, apoio de fogos em todas as vertentes, parte logistica, MNT reforçadas, e não esquecer o apoio aéreo, que deveria ser constituído por um destacamento nunca inferior a três/quatro helis.



Para constituir tal força, estaremos a falar, no minimo dos minimos, de uns 300 elementos, e para mais e não para menos.

Se fossem os Fuzos a serem os escolhidos, o que acho ser o indicado, porque não atribuir-lhes uns 25 ST5 como VBL's, para equipar uma FFZ ??
Aliás quando foram adquiridos os Vamtac, teria sido correcto, claro que ainda vamos a tempo, colocar no CF um par de ST5, para que os Fuzos se familiarizassem na operação deste tipo de Blindado ligeiro, e, num futuro próximo se venham a adquirir mais umas quantas, já que os Fuzos nunca tiveram a sorte de ter os Pandur ao serviço, para serem atribuídas ao CF.

Abraços

Nesta situação, ST5, Pandur II, UH-60V com armamento (foguetes, metralhadoras) e UAV, do estilo Raven, seria os mínimos.

Agora vemos a necessidade de LPD, A-400M e A-330MRTT.

E mais não digo, porque estou farto de bater no cego.

deixa lá já não falta tudo, ainda temos alguns destes ......só para rirmos um pouco, da triste realidade de efectivos, Praças, e de equipamentos das FFAA !! :bang: :bang:



Abraços e BFS
« Última modificação: Novembro 28, 2020, 09:35:00 pm por tenente »
 

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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #76 em: Novembro 28, 2020, 11:25:28 pm »
10 milhões de habitantes, 41 em 189 países - a boa distância dos que estão atrás - do indice desenvolvimento... e temos o quê, operacional e capaz de ser deslocado? 1 SOTG, 2 companhias "paras", 1 comandos, 1 fuzos, 2 mecanizadas (Pandur) e 1 m113...? Mais um par de esquadrões Rec? Com falhas terríveis de apoio (VCB, morteiros, armas apoio tipo Carl Gustav, comunicações, ST5 e fuzileiros, etc). Enfim...
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #77 em: Novembro 29, 2020, 02:21:04 am »
Vamos enviar Comandos ? Paras ? Pandur ? ST5?


Fuzos está fora de hipótese, não possuem equipamento adequado, jeeps sem blindagem, coletes anti balas leves ou até armas modernas.

Restam os de sempre...

A menos que se lembrem de enviar F-16MLU....

Se lermos o que escreveste lá estamos a debater a realidade das limitações das nossas FT, SÓ são os Paras os Comandos, de vez em quando uns Fuzos e quanto a material agora são os Pandur e os Vamtac, sem AAA e sem ATGM nas viaturas e sem apoio de fogos dedicados, os PM, continuam em falta nas duas frotas, mas como vamos tendo uns morteiretes de 60, tudo bem !! :bang:

A realidade de Moçambique é muito diferente da da RCA.
Os turras de lá estão muito mais mentalizados para o combate, melhor armados e enquadrados que os grupos armados da RCA!
Se porventura ali empenhassemos um contigente terrestre para possivel combate, teria de ter um efectivo superior ao que está na RCA, pois teria que ser verdadeiramente independente em todos os sentidos, com várias, pelo menos duas, subunidades de manobra, apoio de fogos em todas as vertentes, parte logistica, MNT reforçadas, e não esquecer o apoio aéreo, que deveria ser constituído por um destacamento nunca inferior a três/quatro helis.



Para constituir tal força, estaremos a falar, no minimo dos minimos, de uns 300 elementos, e para mais e não para menos.

Se fossem os Fuzos a serem os escolhidos, o que acho ser o indicado, porque não atribuir-lhes uns 25 ST5 como VBL's, para equipar uma FFZ ??
Aliás quando foram adquiridos os Vamtac, teria sido correcto, claro que ainda vamos a tempo, colocar no CF um par de ST5, para que os Fuzos se familiarizassem na operação deste tipo de Blindado ligeiro, e, num futuro próximo se venham a adquirir mais umas quantas, já que os Fuzos nunca tiveram a sorte de ter os Pandur ao serviço, para serem atribuídas ao CF.

Abraços

Nesta situação, ST5, Pandur II, UH-60V com armamento (foguetes, metralhadoras) e UAV, do estilo Raven, seria os mínimos.

Agora vemos a necessidade de LPD, A-400M e A-330MRTT.

E mais não digo, porque estou farto de bater no cego.

deixa lá já não falta tudo, ainda temos alguns destes ......só para rirmos um pouco, da triste realidade de efectivos, Praças, e de equipamentos das FFAA !! :bang: :bang:



Abraços e BFS

Que vergonha !

Ao que se chegou....
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #78 em: Novembro 29, 2020, 11:51:13 am »
Mandem a GNR!
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #79 em: Novembro 29, 2020, 12:15:39 pm »
A escassez de material e de pessoal é do conhecimento geral, mas...

Não é Moçambique independente? Não se andaram a matar uns aos outros durante décadas? O que não lhes deve faltar é veteranos e material militar portanto porque raio nos vamos meter num buraco destes?
 
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #80 em: Novembro 29, 2020, 12:37:19 pm »
Interessa a Portugal / UE / NATO combater o fundamentalismo islâmico e Portugal ter influência geoestrategica no geral e nos PALOPs em particular... isso tb se consegue com "botas no chão"; mas como temos falta de músculo e 2x Comps infantaria ligeira de elite (e com pessoal apoio já seria complicado) não devem ser determinantes... um SOTG (ou Fuzos) para treino e coordenação já seria bom; para "vender" ao eleitor será a parte de ajudar e família de língua portuguesa.
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #81 em: Novembro 30, 2020, 11:48:05 am »
1. A região onde se inserem os combates é muito menor que a RCA.
2. Existindo capacidade para controlar as rotas marítimas, mais cedo ou mais tarde será possível anular o abastecimento dos rebeldes. Algo que a Marinha moçambicana tem vindo a tentar fazer, mas não tem meios de vigilância suficientes. (1 P-3 podia ajudar)
3. Tal como na RCA, não iríamos sozinhos. Seria sempre integrados numa força multinacional.
4. Existe um exército moçambicano capaz de combater, algo que não existe na RCA. Logo, mais importante que enviar tropas de combate, é necessário fornecer informações e reconhecimento ao Exército moçambicano, para antecipar movimentações dos rebeldes. (unidades de reconhecimento do exército ou UAVs?)
5. É preciso fazer uma campanha "hearts and minds" para manter a população local (maioritariamente muçulmana) afastada dos rebeldes. O exército moçambicano (maioritariamente do sul e cristã) precisa de assessoria nesta área. (Cento de Psicologia Aplicada do Exército e CTOE?)
6. A zona é de difícil acesso, mas as forças portuguesas conhecem-na bem desde a Guerra Colonial. Naquela região foi efectuada uma das operações com mais sucesso da Guerra do Ultramar:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Zeta
7. A existência de campos de gás na região levará a um apoio de potências estrangeiras a uma força multinacional de estabilização. É importante estar presente para não ficarmos de fora da partilha posterior de dividendos...
 
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #82 em: Novembro 30, 2020, 01:00:40 pm »
1. A região onde se inserem os combates é muito menor que a RCA.
2. Existindo capacidade para controlar as rotas marítimas, mais cedo ou mais tarde será possível anular o abastecimento dos rebeldes. Algo que a Marinha moçambicana tem vindo a tentar fazer, mas não tem meios de vigilância suficientes. (1 P-3 podia ajudar)
3. Tal como na RCA, não iríamos sozinhos. Seria sempre integrados numa força multinacional.
4. Existe um exército moçambicano capaz de combater, algo que não existe na RCA. Logo, mais importante que enviar tropas de combate, é necessário fornecer informações e reconhecimento ao Exército moçambicano, para antecipar movimentações dos rebeldes. (unidades de reconhecimento do exército ou UAVs?)
5. É preciso fazer uma campanha "hearts and minds" para manter a população local (maioritariamente muçulmana) afastada dos rebeldes. O exército moçambicano (maioritariamente do sul e cristã) precisa de assessoria nesta área. (Cento de Psicologia Aplicada do Exército e CTOE?)
6. A zona é de difícil acesso, mas as forças portuguesas conhecem-na bem desde a Guerra Colonial. Naquela região foi efectuada uma das operações com mais sucesso da Guerra do Ultramar:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Zeta
7. A existência de campos de gás na região levará a um apoio de potências estrangeiras a uma força multinacional de estabilização. É importante estar presente para não ficarmos de fora da partilha posterior de dividendos...

Essa de antecipar as movimentações dos rebeldes, lembra-me a eficácia do nosso serviço de info durante a guerra colonial, que até conseguia saber onde se iriam desenrolar alguns dos ataques da Frelimo, mas daí a saber quais os movimentos do movimento de guerrilha, vai uma distância enorme e uma exigência de meios que não possuímos nem País nenhum, possui para serem empenhados nessa zona.

Como é que podes firmar que a zona onde ocorrem os combates é menor que a RCA ??
Consegues circunscrever a zona onde na RCA se travam combates, bem combates não quando muito escaramuças ?
Nem tú nem ninguém o consegue afirmar, meu caro.

Uma guerra de guerrilha não se compadece com a extenção de uma Nação, o que se está a passar em Cabo Delgado, caso alguma força de contraguerrilha comece a operar nessa frente, depressa irá acontecer no Niassa e se for caso disso em Tete ou noutra Provincia de Moçambique, tal qual o que aconteceu em Angola e em Moçambique durante o período inicial da contrainsurgência.

As forças Portuguesas conhecem bem a zona desde a Guerra Colonial ???
Eu por acaso até conheço a  zona pois estive lá de 68 a 75, mas com o meu pai que estava a combater, agora afirmar que o nosso Exército, a conhece, onde já vai a guerra colonial e quem lá combateu há mais de quarenta e cinco anos.
não te iludas quanto á capacidade do Exército Moçambicano em combater esta ameaça/ataques, se fossem capazes de a combater o País não estava como está, a solicitar ajuda externa !

A provável, deus queira que Não, intervenção Portuguesa, o auxilio possivel a fornecer, que seria para ajudar os Moçambicanos, afinal Não É !!!
Afinal, a tal ajuda, não é mais que um motivo, para colher dividendos, os tais interesses das Nações, muito bem visto, sim senhor, os interesses acima de tudo, digamos que o mercenarismo de estado no seu melhor, que para nós poderia ser visto como uma intervenção Neo-Colonialista, pelos camaradas do PCP/BE/PEV e dos nossos merdia !!




Abraços
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #83 em: Novembro 30, 2020, 02:21:32 pm »
A população muçulmana em Moçambique está, geograficamente, delimitada em um espaço relativamente "pequeno" e, não esquecer, tem como vizinhos (que controlam grande parte da fronteira e interior) os macondes - pouco amigáveis ao islão. E a Tanzânia não apoia extremistas islâmicos.
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #84 em: Novembro 30, 2020, 02:24:22 pm »
1. A região onde se inserem os combates é muito menor que a RCA.
2. Existindo capacidade para controlar as rotas marítimas, mais cedo ou mais tarde será possível anular o abastecimento dos rebeldes. Algo que a Marinha moçambicana tem vindo a tentar fazer, mas não tem meios de vigilância suficientes. (1 P-3 podia ajudar)
3. Tal como na RCA, não iríamos sozinhos. Seria sempre integrados numa força multinacional.
4. Existe um exército moçambicano capaz de combater, algo que não existe na RCA. Logo, mais importante que enviar tropas de combate, é necessário fornecer informações e reconhecimento ao Exército moçambicano, para antecipar movimentações dos rebeldes. (unidades de reconhecimento do exército ou UAVs?)
5. É preciso fazer uma campanha "hearts and minds" para manter a população local (maioritariamente muçulmana) afastada dos rebeldes. O exército moçambicano (maioritariamente do sul e cristã) precisa de assessoria nesta área. (Cento de Psicologia Aplicada do Exército e CTOE?)
6. A zona é de difícil acesso, mas as forças portuguesas conhecem-na bem desde a Guerra Colonial. Naquela região foi efectuada uma das operações com mais sucesso da Guerra do Ultramar:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Zeta
7. A existência de campos de gás na região levará a um apoio de potências estrangeiras a uma força multinacional de estabilização. É importante estar presente para não ficarmos de fora da partilha posterior de dividendos...

Essa de antecipar as movimentações dos rebeldes, lembra-me a eficácia do nosso serviço de info durante a guerra colonial, que até conseguia saber onde se iriam desenrolar alguns dos ataques da Frelimo, mas daí a saber quais os movimentos do movimento de guerrilha, vai uma distância enorme e uma exigência de meios que não possuímos nem País nenhum, possui para serem empenhados nessa zona.

Como é que podes firmar que a zona onde ocorrem os combates é menor que a RCA ??
Consegues circunscrever a zona onde na RCA se travam combates, bem combates não quando muito escaramuças ?
Nem tú nem ninguém o consegue afirmar, meu caro.

Uma guerra de guerrilha não se compadece com a extenção de uma Nação, o que se está a passar em Cabo Delgado, caso alguma força de contraguerrilha comece a operar nessa frente, depressa irá acontecer no Niassa e se for caso disso em Tete ou noutra Provincia de Moçambique, tal qual o que aconteceu em Angola e em Moçambique durante o período inicial da contrainsurgência.

As forças Portuguesas conhecem bem a zona desde a Guerra Colonial ???
Eu por acaso até conheço a  zona pois estive lá de 68 a 75, mas com o meu pai que estava a combater, agora afirmar que o nosso Exército, a conhece, onde já vai a guerra colonial e quem lá combateu há mais de quarenta e cinco anos.
não te iludas quanto á capacidade do Exército Moçambicano em combater esta ameaça/ataques, se fossem capazes de a combater o País não estava como está, a solicitar ajuda externa !

A provável, deus queira que Não, intervenção Portuguesa, o auxilio possivel a fornecer, que seria para ajudar os Moçambicanos, afinal Não É !!!
Afinal, a tal ajuda, não é mais que um motivo, para colher dividendos, os tais interesses das Nações, muito bem visto, sim senhor, os interesses acima de tudo, digamos que o mercenarismo de estado no seu melhor, que para nós poderia ser visto como uma intervenção Neo-Colonialista, pelos camaradas do PCP/BE/PEV e dos nossos merdia !!




Abraços
1. A zona de acção das forças portuguesas na RCA é a RCA. Em Moçambique as movimentações dos rebeldes estão circunscritas à zona norte da região de Cabo Delgado, não tendo capacidade logística para avançar mais para sul. A Tanzânia tem apoiado os moçambicanos e tem vigiado o rio Rovuma. Sabe-se que as rotas de abastecimento dos rebeldes têm sido efectuadas por via marítima, daí que o controlo das rotas marítimas seja essencial. A capacidade de combater dos rebeldes depende da sua capacidade logística. Dependendo das rotas marítimas para sobreviver, e não tendo apoios por via terrestre, naõ têm capacidade para alargar o seu raio de acção para avançar para sul nem para se estabelecer no interior.

2. A guerrilha não tem apoio a nível nacional. Tem tido algum apoio a nível local devido ao descontentamento com o Governo, mas tratando-se de um movimento jihadista, mesmo a população muçulmana local não a vê com bons olhos. Isto também limita a sua capacidade de penetração no país.

3. O conhecimento do terreno estará de certeza documentado, não só em termos de cartografia da região, mas também em termos de conhecimento de locais estratégicos onde esconder uma guerrilha.

4. O exército moçambicano é pequeno e mal treinado. Apoiando a criação de unidades bem treinadas e coordenadas, além do fornecimento de informações e algum material, pode fazer uma grande diferença. Além disso a incorporação de mais homens do norte de Moçambique em unidades de defesa locais pode ajudar a manter a segurança na região.

5. Os Estados não têm amigos nem irmãos. Têm interesses.
A ideia de que devemos enviar tropas para conflictos de alta intensidade só porque somos amigos (e os moçambicanos já mostraram várias vezes que nem gostam assim tanto de nós) é muito bonita, mas estúpida. Nós temos alguns interesses estratégicos no país e devemos defendê-los. Além de que somos um dos principais investidores estrangeiros em Moçambique e não nos convém que esse investimento vá por água abaixo só porque alguém quer impôr a sua religião. Obter condições favoráveis de negócios através de ajuda militar é algo que Portugal faz desde o tempo dos Descobrimentos.

https://www.revistamilitar.pt/artigo/644


 
 
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #85 em: Dezembro 07, 2020, 07:48:04 pm »
Segundo o Nuno Rogeiro Moçambique comprou 7 helis militares de fabrico russo a uma empresa sul-africana Paramount Group.

Night Hawk (Mi-35)

Super 17 (Mi-17)

http://www.paramountgroup.com/capabilities/air/
 

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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #86 em: Dezembro 09, 2020, 05:51:04 pm »
Nenhum soldado para Moçambique. Quando era nosso, os traidores diziam, nem mais um soldado par a guerra !

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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #87 em: Dezembro 10, 2020, 09:16:29 am »
O boneco anda lá a passear, devem servir bons acepipes

https://mobile.twitter.com/JoaoCravinho/status/1336958745113485318
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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #88 em: Dezembro 13, 2020, 07:10:25 pm »
Moçambique: "Levaram-no e cortaram-lhe a cabeça"


 

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Re: Tensão em Moçambique
« Responder #89 em: Dezembro 15, 2020, 04:44:50 pm »
https://www.janes.com/defence-news/news-detail/growing-confidence-of-aswj-militants-presages-increasingly-sophisticated-attacks-over-expanded-area-of-operations-in-mozambiques-cabo-delgado

Growing confidence of ASWJ militants presages increasingly sophisticated attacks over expanded area of operations in Mozambique's Cabo Delgado

At least 25 soldiers were killed and 15 others were wounded during an ambush by Islamist militants in the village of Matambalale in Muidumbe district in Mozambique’s Cabo Delgado province on 29 November. Although at the time of writing no group claimed responsibility for the attack, the perpetrators are likely to be from Ahlu Sunna wal-Jamaa (ASWJ), a local non-state armed group that pledged allegiance to the Islamic State in July 2019 and which operates under the latter’s Wilayat Wasat Afriqiyya, or Central Africa Province. The ambush marks the deadliest attack targeting security forces in the province, recorded by Janes , since 27 October 2019 when at least 20 Mozambican soldiers and five Wagner-linked Russian mercenaries were killed during an ambush in the same district in Cabo Delgado.

Media reports citing an anonymous senior military official stated that the Islamic State-linked militants had attacked the convoy of Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) personnel as they were conducting military exercises amid recent attacks in nearby villages in the district. The military official stated that the militants had opened fire with “heavy weapons” as the military vehicles arrived at a densely-wooded area, before retreating into the forest. The ambush was conducted only days after at least 1,000 security force personnel successfully recaptured the district headquarters of Muidumbe on 19 November from Islamist militants, who had seized the town on an unspecified earlier date. During the 19 November offensive, 16 militants were killed and some of the militants’ logistics infrastructure was destroyed, according to police general commander Bernardino Rafael.