Reformar e Modernizar as Forças Armadas

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P44

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4335 em: Fevereiro 15, 2026, 12:15:58 pm »
Durante os dias que estive em RIade tive o prazer de falar com alguns jornalistas Portugueses que tiverem no world defense show, e os mesmos disseram me em privado que o BE controla a maioria das redações de jornais como o ECO, e por aí em diante.

A RTP e até a SIC Notícias tem jornalistas que já criticaram o nosso investimento no rearmamento do país!
No caso da RTP o jornalista até referiu um número fora da caixa de que iriamos gastar 4 mil milhões em fragatas! Mais um que é péssimo em contas......

Eu pensava que o jornalista ía referir-nos quanto é que custou ao país o Governo de Sócrates (só no último ano de Governo, o déficite foi de 20 mil milhões de euros, num só ano!!!!!!), ou o Jornalista podia explicar-nos porque é que salvamos a TAP recentemente com 3,2 mil milhões de euros que nunca na vida vamos reaver (o caso da TAP é mais escandaloso quando até a empresa agora novamente pública, sangra a própria FAP com pilotos muito melhor remunerados!).

Mas o caso da esquerda é mais patético quando vemos o que eles fizeram com a frota dirigida à Palestina e agora que tinham oportunidade de brilhar, não querem saber dos estragos feitos pelas tempestades consecutivas ao centro do país!!!!!!!!
Quem vota principalmente no BE e os jornalistas que ponham os olhos nesta falta de tudo, a começar pelos princípios!!!!! Se bem que também doações de charros não sei se seriam de grande utilidade para a população aflita e necessitada!

Essa escumalha financiada pelo Hamas nem um pio deu em relação à repressão no Irão. Ficam apresentados .
Aquela nojenta anã que andou a concorrer a presidente e é contra barragens, absteve-se na resolução do PE que condenava a repressão no Irão
« Última modificação: Fevereiro 15, 2026, 12:16:40 pm por P44 »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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LM

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4336 em: Fevereiro 15, 2026, 12:26:58 pm »
Durante os dias que estive em RIade tive o prazer de falar com alguns jornalistas Portugueses que tiverem no world defense show, e os mesmos disseram me em privado que o BE controla a maioria das redações de jornais como o ECO, e por aí em diante.

A RTP e até a SIC Notícias tem jornalistas que já criticaram o nosso investimento no rearmamento do país!
No caso da RTP o jornalista até referiu um número fora da caixa de que iriamos gastar 4 mil milhões em fragatas! Mais um que é péssimo em contas......

Eu pensava que o jornalista ía referir-nos quanto é que custou ao país o Governo de Sócrates (só no último ano de Governo, o déficite foi de 20 mil milhões de euros, num só ano!!!!!!), ou o Jornalista podia explicar-nos porque é que salvamos a TAP recentemente com 3,2 mil milhões de euros que nunca na vida vamos reaver (o caso da TAP é mais escandaloso quando até a empresa agora novamente pública, sangra a própria FAP com pilotos muito melhor remunerados!).

Mas o caso da esquerda é mais patético quando vemos o que eles fizeram com a frota dirigida à Palestina e agora que tinham oportunidade de brilhar, não querem saber dos estragos feitos pelas tempestades consecutivas ao centro do país!!!!!!!!
Quem vota principalmente no BE e os jornalistas que ponham os olhos nesta falta de tudo, a começar pelos princípios!!!!! Se bem que também doações de charros não sei se seriam de grande utilidade para a população aflita e necessitada!

Onde é que podemos ver esse défice de 20 mil milhões? Foi em que ano?

Parece falso, o número.


Um bom negócio é vender por 500 milhões euros uma empresa que fatura 3000 milhões/ano, e que paga impostos em Portugal. Como se trata de uma péssima empresa, os interessados são os 2 tubarões europeus da aviação, que gostam muito de perder dinheiro. Certamente que depois de privatizada, a TAP deixará de contratar pilotos à FAP, talvez até devolva alguns.

(...)



E qual é o ditado "queres deixar de ser milionário? Compra uma companhia aérea..." - será que os impostos pagos em Portugal, sendo que as operações em Portugal irão continuar a pagar impostos e a dar emprego em Portugal, cobrem o capital / empréstimos que o Estado já colocou na companhia? 
« Última modificação: Fevereiro 15, 2026, 12:27:41 pm por LM »
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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nelson38899

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4337 em: Fevereiro 15, 2026, 06:56:54 pm »
Já agora, também me informaram que foram os serviços secretos tugas que encontraram as redes de droga que financiam o Hamas e que as linhas vêm do narco-estado da Guiné-Bissau e, ao que parece, também alegadamente financiaram a Flotilha 1 e vêm aí a 2.
"Que todo o mundo seja «Portugal», isto é, que no mundo toda a gente se comporte como têm comportado os portugueses na história"
Agostinho da Silva
 
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4338 em: Fevereiro 17, 2026, 03:27:55 pm »
Cumprimentos,
 

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4339 em: Fevereiro 17, 2026, 03:56:24 pm »
Se alguém conseguir publicar aqui o corpo da notícia....

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/defesa-portugal-recusa-austeridade-pedida-pela-alemanha-para-atingir-metas-da-nato

Não consigo ler a noticia mas diria que é mais que obvio que isso não vai acontecer, nem faria sentido de outra forma
 

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4340 em: Fevereiro 17, 2026, 10:12:30 pm »
Se alguém conseguir publicar aqui o corpo da notícia....

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/defesa-portugal-recusa-austeridade-pedida-pela-alemanha-para-atingir-metas-da-nato

Não consigo ler a noticia mas diria que é mais que obvio que isso não vai acontecer, nem faria sentido de outra forma

Porque ? Querem autonomia face aos USA ou não ?
 

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Duarte

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4341 em: Fevereiro 17, 2026, 10:39:14 pm »
Se alguém conseguir publicar aqui o corpo da notícia....

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/defesa-portugal-recusa-austeridade-pedida-pela-alemanha-para-atingir-metas-da-nato

Não consigo ler a noticia mas diria que é mais que obvio que isso não vai acontecer, nem faria sentido de outra forma

Citar
Resumo do artigo: “Defesa. Portugal recusa austeridade pedida pela Alemanha para atingir metas da NATO”
📌 Essência da notícia
Portugal rejeita a proposta alemã de aplicar medidas de austeridade para acelerar o cumprimento da meta dos 2% do PIB em Defesa definida pela NATO. O governo português considera que não faz sentido cortar noutras áreas para atingir o objetivo mais cedo, defendendo antes um crescimento gradual e sustentável do orçamento militar.

📌 Pontos principais
1. A Alemanha pressiona para metas mais rápidas
Berlim defende que todos os aliados devem atingir os 2% já em 2025–2026.

Para isso, alguns países teriam de fazer cortes orçamentais noutros setores, algo que Portugal recusa.

2. Posição de Portugal
O governo português afirma que:

Não vai aplicar austeridade para cumprir metas militares.

O compromisso com os 2% mantém‑se, mas num calendário próprio, alinhado com a capacidade económica nacional.

A prioridade é estabilidade orçamental, não medidas drásticas.

3. Contexto NATO
A guerra na Ucrânia levou vários países a acelerar o investimento em Defesa.

Portugal argumenta que já está a aumentar o orçamento militar, mas de forma responsável e previsível.

4. Reação política interna
O tema gera debate interno, mas o governo insiste que:

Austeridade não é opção.

O reforço da Defesa deve ser compatível com políticas sociais e crescimento económico.

📌 Em suma
Portugal diz “sim” ao reforço da Defesa, mas “não” a repetir políticas de austeridade para cumprir metas da NATO ao ritmo exigido pela Alemanha. A estratégia portuguesa é crescer, mas sem sacrificar outras áreas do Estado.
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
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"Even the dumbest among us can see the writing on the wall for Putin"
 

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Lightning

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4342 em: Fevereiro 17, 2026, 11:19:00 pm »
Se alguém conseguir publicar aqui o corpo da notícia....

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/defesa-portugal-recusa-austeridade-pedida-pela-alemanha-para-atingir-metas-da-nato

Não consigo ler a noticia mas diria que é mais que obvio que isso não vai acontecer, nem faria sentido de outra forma

O que diz na notícia não vai acontecer?
 

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sivispacem

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4343 em: Fevereiro 18, 2026, 12:01:37 am »
Se alguém conseguir publicar aqui o corpo da notícia....

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/defesa-portugal-recusa-austeridade-pedida-pela-alemanha-para-atingir-metas-da-nato

Não consigo ler a noticia mas diria que é mais que obvio que isso não vai acontecer, nem faria sentido de outra forma

Porque ? Querem autonomia face aos USA ou não ?

Sim e não. Depende... Vamos fazer o melhor possível. blablablabla

À boa maneira tuga pretende-se sol na eira e chuva no nabal...
Cumprimentos,
 

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dc

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4344 em: Fevereiro 18, 2026, 12:11:59 am »
Se o resumo feito pela IA que o Duarte postou está correcto, então o Governo, que andou a dizer que já em 2025 se ia atingir os 2% do PIB, acabou de admitir que os 2% iam ser atingidos "em calendário próprio".

Se até para os 2%, não só tentam arranjar truques contabilísticos, como mesmo com truques, não chegam aos 2%, como é que há quem tenha tanta fé de que vamos mesmo ultrapassar este valor, e ainda por cima chegar aos 3.5%.
 

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Charlie Jaguar

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4345 em: Fevereiro 18, 2026, 11:20:00 am »
Se alguém conseguir publicar aqui o corpo da notícia....

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/defesa-portugal-recusa-austeridade-pedida-pela-alemanha-para-atingir-metas-da-nato

 ;)

Citar
Política
Defesa. Portugal recusa “austeridade” pedida pela Alemanha para atingir metas da NATO
Da esquerda à direita, nenhum dos principais partidos aceita cortes no Estado Social para cumprir as metas de despesas na Defesa, que vão alcançar os 5% do PIB em 2035.

Valentina Marcelino, Luís Reis Ribeiro

Publicado a: 16 Fev 2026, 22:19

O debate sobre o financiamento do reforço da defesa europeia ganhou novo fôlego esta segunda-feira depois de o ministro dos Negócios Estrangeiros alemão ter defendido que os países europeus terão de rever prioridades orçamentais, admitindo cortes noutras áreas de despesa para cumprir as metas da NATO, adotando medidas de austeridade. Johann Wadephul classificou o reforço das capacidades militares como existencial e deixou um aviso direto aos parceiros da União Europeia. O governante defendeu que será necessário enfrentar “debates difíceis” e admitir cortes na despesa social e noutros setores para garantir a “capacidade de defesa da Europa”.

Em Portugal, o Governo tem afastado o cenário de comprometer a despesa social - Educação, Saúde e Segurança Social - com o reforço das capacidades na Defesa. O ministro da Defesa tem sido, aliás. bastante vocal nessa matéria, classificando até como “demagogia” essa “dicotomia”. Nuno Melo sustenta que “a soberania não deve ser vista em alternativa ao Estado social” e assegura que “o aumento do investimento não compromete o equilíbrio orçamental”. Por outro lado, os partidos ouvidos pelo DN, da esquerda à direita, rejeitam a ideia de financiar o reforço da Defesa à custa de cortes no Estado Social. Embora forças como o PCP ou o BE sejam mais céticas.


PSD: é possível reforçar a defesa sem sacrificar funções sociais

O coordenador do PSD para a Defesa, Bruno Vitorino, defende que o caminho seguido por Portugal mostra que é possível reforçar a defesa sem sacrificar funções sociais. “Julgo que Portugal tem mostrado que é possível cumprir as metas da NATO, através de valorização salarial, aquisição de capacidades e investimento em tecnologia e na sua própria indústria de defesa, sem ter que cortar em qualquer área social do Estado. Havendo crescimento económico e não havendo nenhuma alteração substancial da situação internacional, tal têm-se mostrado possível", afiança.

O social-democrata lembra que Portugal atingiu os 2% do PIB em defesa e destaca o papel das Forças Armadas em situações de emergência. “Conseguimos o cumprimento da meta dos 2% já no ano passado. Temos aproveitado, e bem, os programas comunitários. Naturalmente que o nosso país tem agora um novo desafio, de se reerguer do maior comboio de tempestades e cheias que há memória. Isso vai exigir recursos. Mas foi com a catástrofe que enfrentámos, que ficou provada a importância das forças armadas, também no apoio às populações", advoga.

Também o eurodeputado do PSD Hélder Sousa Silva, membro da Comissão de Defesa do Parlamento Europeu, rejeita a lógica de cortes sociais e aponta alternativas europeias de financiamento. “Não há milagres… e o orçamento não é ilimitado. Portugal sempre defendeu o recurso à dívida conjunta (defence bonds) para ultrapassar esta situação. A Alemanha sempre fugiu desta opção", afirma. O eurodeputado defende o recurso a instrumentos europeus de longo prazo: “Em Portugal o que tem sido feito é mais investimento, recorrendo ao SAFE, sem cortes no Estado social. (…) O SAFE é endividamento de longo prazo, com apoio da UE. Deveria continuar-se nesse sentido. A Alemanha não recorreu ao SAFE por opção própria… por isso tem necessidade de cortar no Estado social. Foi opção deles.”


PS diz que há verba para reforçar Defesa sem cortar no Estado Social

Do lado socialista, o coordenador do PS para a Defesa, Luís Dias, sustenta que a situação orçamental portuguesa permite compatibilizar compromissos NATO e proteção social. “Para o PS é claro. As contas públicas portuguesas, como o PS as deixou, permitem as duas coisas: atingir objetivos NATO, sem cortar no Estado social", sustenta. O socialista sublinha que a antecipação da meta dos 2% só foi possível devido à margem financeira existente: "a forma como o Governo da AD reduziu os prazos para a meta dos 2% também prova isso mesmo. Só o puderam fazer porque o país tinha meios para tal.”

Sobre as metas futuras até 5%, mantém a mesma linha: “foi esse o compromisso do nosso Governo. E do Sr. Ministro da Defesa Nacional na Assembleia da República (…) que não iria tocar no Estado social. Com um empréstimo de quase 6 mil milhões do SAFE não sei como não se cumprem as metas.” Sobre os apoios financeiros agora necessários para recuperação dos estragos causados pelas intempéries, defende a mobilização de "todos os apoios europeus possíveis. Coisa que até agora não foi feito. Mas no caso dos 2%, a meta era até dezembro. Até dezembro não houve tempestades. Esperemos que não seja desculpa pois iria descredibilizar Portugal internacionalmente”.


Esquerda acusa desvio de prioridades

À esquerda, as críticas são mais duras. O Livre considera que a abordagem alemã colide com a sua visão de defesa europeia. “As declarações do ministro alemão são contrárias ao posicionamento do LIVRE nesta matéria, já que defendemos que o investimento em Defesa deve ser feito de forma responsável, sem pôr em causa o Estado social e sem ser feito à custa do bem-estar e dos direitos fundamentais das pessoas e das famílias na União Europeia. Temos reiterado a importância de uma estratégia comum, através de uma Comunidade Europeia de Defesa e com investimentos de forma transparente, em equipamentos de uso dual, com respeito por princípios éticos, nomeadamente em relação ao uso de inteligência artificial, e com foco sobre a resiliência de infraestruturas críticas.”", declarou ao DN fonte oficial do partido.

O PCP vê nas declarações alemãs a confirmação de uma opção política de fundo. "As declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros alemão deixam claro o que já era evidente, a opção por desviar verbas da área social para prosseguir o caminho da corrida aos armamentos e da guerra. Deixa também claro que a prioridade não é a resolução dos problemas que afetam a vida dos povos dos países que integram a União Europeia, não é a melhoria das condições de vida, nem o combate à pobreza e às desigualdades. É tirar aos povos para alimentar os chorudos lucros da indústria do armamento, à custa da degradação das condições de vida, do ataque aos direitos e aos serviços públicos, o que o PCP entende ser absolutamente inadmissível. Tudo isto é o reflexo das opções políticas da União Europeia de aprofundamento do federalismo, do neoliberalismo e do militarismo e de uma maior concentração de poder. Não tem que ser assim, está nas mãos do povo português e dos povos impedir este enorme ataque aos direitos e condições de vida", sublinha fonte oficial do partido.

Já o Bloco de Esquerda enquadra o debate como um erro estratégico: “Cortar na saúde ou na educação para comprar armas aos Estados Unidos é um erro estratégico para o futuro da Europa. A autonomia da União Europeia é importante, mas isso implica que os Estados-Membro articulem entre si os recursos que já têm, sem depender dos apetites imperialistas de Donald Trump. Não pode implicar que se hipoteque o futuro de gerações inteiras, que as submetamos a uma nova austeridade, para gastar dinheiro na indústria da guerra".

O DN pediu também uma reação ao Chega, mas esta não chegou até ao momento.


Gastos com a Defesa vão mais que duplicar em Portugal

Na cimeira da NATO de Haia, no ano passado, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, comprometeu-se em subir fortemente a meta dos gastos com defesa (como exigem os Estados Unidos e muitos Estados europeus) para 5% ao fim de dez anos, isto é, em 2035. A preços atuais, correntes (assumindo que o PIB de referência é 307.000 milhões de euros), então, o compromisso do PM vai obrigar o país a mais do que duplicar os gastos com defesa, de 6.140 milhões (2025) para 15.350 milhões de euros em 2035. Ou seja, nessa altura, o país estará a gastar mais 9.210 milhões de euros por ano com o setor militar, a preços atuais. Esta parcela que advém da meta de 5% é dividida em dois tipos de gastos com defesa: despesa militar pura em armas e equipamentos mais despesa em reforço de infraestruturas, formação e tecnologias relacionadas.

A meta da despesa militar pura foi fixada por Montenegro em 3,5%, o que dá 10.745 milhões de euros em 2035 (uma vez mais, a preços atuais). A restante despesa (1,5% do PIB) corresponde a um gasto anual de 4.605 milhões de euros daqui a dez anos. É expectável que todos estes valores em euros calculados para 2025 venham a ser muito superiores em 2035 pois o PIB nominal deve subir bastante até lá. Só para se ter uma ideia, a previsão mais distante no tempo que existe para a economia portuguesa, a do Fundo Monetário Internacional (FMI), projeta um PIB português superior a 362 mil milhões de euros em 2030.

Dados das Finanças sobre a despesa pública efetiva consolidada indicam que, em 2025, a despesa foi de 17.144 milhões na Saúde, 7.350 milhões na Educação, 3.605 milhões no Ensino superior e 26.086 milhões em Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/defesa-portugal-recusa-austeridade-pedida-pela-alemanha-para-atingir-metas-da-nato
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

"(...) Que, havendo por verdade o que dizia,
DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA
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Luís Vaz de Camões (Os Lusíadas, Canto I - Estrofe 97)
 
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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4346 em: Fevereiro 18, 2026, 11:46:12 am »
Obviamente que não vão abrir os cordões à bolsa. Vocês ainda sonham
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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PTWolf

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4347 em: Fevereiro 18, 2026, 01:45:48 pm »
A postura o Governo parece-me correta e moderada.

Os investimentos na defesa irão continuar e temos investido como nunca. Mas 5% do PIB significaria sacrifícios no país que nenhum governo irá conceder pois é assinar a sua morte.
Alguem vai cortar apoios às pessoas que perderam tudo nas tempestades porque temos que comprar submarinos? Quem vai dizer ao país que teve que se reduzir no investimento da saude porque é preciso comprar anti-aereas?

Alguem aqui no seu perfeito juizo iria faze-lo?

O problema da defesa não é a % de investimento do Governo. O problema foi o desinvestimento que houve durante decadas, decadas!! E agora esperam que este governo em 2 ou 3 anos resolva 50 anos de desinvestimento?
Portugal terá que atingir os 3% reais do PIB em investimento e essa percentagem será suficiente para repor as maiores necessidades. Se existir um SAFE 2.0 então é aproveitar para adquirir novos caças e se possivel submarinos (plus AA).

Acho que todos concordamos que com novos caças, submarinos, AA a que se juntarão as novas fragatas, teremos umas FA com uma capacidade que muitos de nós só poderiamos sonhar até à pouco tempo atrás.
+ Anexos e outras opções
 
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Kalil

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4348 em: Fevereiro 18, 2026, 01:55:05 pm »
"Olhem-me para isto, malta. 🧐

Dados fresquinhos da execução orçamental 2025

Receita fiscal + contributiva +7,5% no ano. PIB nominal? ~5,7%.
Ou seja ( para crianças de 5 anos) : a carga fiscal efetiva SUBIU, mesmo com o Governo a gritar "cortámos IRS, alívio para as famílias!!"

IRS? Cortaram escalões, ajustaram taxas... e ainda assim IRS +9,3%, IVA +9,8%, contribuições sociais +8,3%.

Bracket creep  ( arrastão das taxas) em modo Deus
Salários sobem um bocadinho → empurram-te para escalão superior → o Estado come mais sem mexer uma palha. Receita fiscal total: 72.697 M€ (previsto 70.664 M€).

Sobrou +2 mil milhões. Parabéns, contribuinte.

Excedente orçamental? 1.298 M€ (~0,4% PIB).
Como conseguiram? Mais impostos do que o previsto + investimento público subexecutado em ~3 mil milhões.

Traduzindo-  cortaram obra pública para fingir que as contas batem certo, clássico.

Governo projeta carga fiscal 34,8% em 2025 e 34,7% em 2026.

 Realidade? Com esta elasticidade fiscal do car*alho, bracket creep + massa salarial a bombar + consumo resiliente → a carga efetiva fica colada nos 35% ou mais.

Alívio? Só na propaganda. Na carteira real, o povo que pague que s@fod@...

Prometem descida estrutural → arrecadação automática explode.

Anunciam excedente → graças a mais IRS/TSU e menos betão. Competitividade? 6.º pior sistema fiscal da OCDE para empresas.

"Power" de compra das famílias?  "Esforço fiscal" 13% acima da média UE.
Continuamos a ser o campeão da Eurozuela a sugar o rendimento sem dar retorno proporcional.

Parabéns a todos..."

https://x.com/i/status/2019043503548912101
 

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Re: Reformar e Modernizar as Forças Armadas
« Responder #4349 em: Fevereiro 18, 2026, 04:22:07 pm »
Têm de ser os trabalhadores por conta de outrem a sustentar esta gente toda
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas