Mísseis anti-navio futuros na Marinha

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JohnM

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Mísseis anti-navio futuros na Marinha
« em: Janeiro 04, 2026, 05:55:55 pm »
Antes de mais, Feliz 2026 para todos os membros do fórum. Voando a caminho de casa depois de passar a Ano Novo na casa dos sogros, comecei a “brincar” com a ideia de quais os mísseis anti-navio (lançado de superfície) seriam mais adequados para a marinha depois de 2030. No próximo post vou colocar a resposta do ChatGPT, assumindo que a frota de superfície futura será constituída por um misto de FREMM Evo e EPC, com as primeiras dedicadas a combate de alta intensidade no âmbito de grupos de batalha NATO, as as segundas dedicadas a operações de patrulha (ASW e SSW) no triângulo estratégico português.

No segundo post vou colocar a minha opinião…

Let the (civilized) debate begin…
 
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JohnM

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Re: Mísseis anti-navio futuros na Marinha
« Responder #1 em: Janeiro 04, 2026, 06:01:40 pm »
Below is a platform-specific force-planning assessment for the Portuguese Navy, tailored to:
   •   FREMM EVO — high-end ASW + full-spectrum warfare, NATO task groups
   •   European Patrol Corvette — lower-intensity tasks and Atlantic blue-water presence

I’ll focus on what missile best fits each hull’s role, then give a coherent fleet mix recommendation.

FREMM EVO — high-end ASW & NATO battlegroup combatant

What the platform demands
   •   Designed for high-intensity NATO operations
   •   Deep integration with allied ISR, C2, and ROE
   •   Needs command flexibility in crowded coalition battlespaces
   •   Missile count is limited → every shot must be controllable

Best-fit SSM: Harpoon Block II+

Why it fits FREMM EVO best
   •   Two-way datalink: critical for battlegroups (retarget/abort as ROE evolves)
   •   NATO standardization: lowest friction in multinational task groups
   •   Blue-water suitability: radar seeker is less penalized in Atlantic conditions
   •   Lifecycle logic: simpler sustainment during long NATO deployments

What FREMM gives Harpoon II+
   •   Excellent off-board targeting (air/maritime ISR)
   •   Cooperative engagement context that maximizes Harpoon’s network strengths

Trade-offs accepted
   •   Less stealthy than newer designs
   •   Compensated by task-group coordination, not solo penetration

Verdict for FREMM EVO

Harpoon Block II+ is the most operationally “NATO-correct” choice for a high-end Portuguese FREMM.

European Patrol Corvette (EPC) — Atlantic presence & lower-intensity combat

What the platform demands
   •   Smaller combat system and crew
   •   Operates independently more often
   •   Blue-water Atlantic patrols, fewer escorts
   •   Must survive first contact against stronger opponents

Best-fit SSM: Naval Strike Missile (NSM)

Why NSM fits EPC exceptionally well
   •   Passive IIR seeker: no emissions → ideal for lone ships
   •   Low observable design: compresses enemy reaction time
   •   Fire-and-forget simplicity: matches smaller crews and combat systems
   •   Range vs size efficiency: strong deterrence per launcher

Why EPC benefits more from NSM than Harpoon
   •   EPC cannot rely on battlegroup protection
   •   Survivability > network control at this tier
   •   NSM maximizes first-strike credibility for a small hull

Verdict for EPC

NSM gives the EPC disproportionate lethality and survivability for Atlantic blue-water patrols.

Why not the others (platform-specific)

Exocet MM40 Block 3c
   •   Strong European option
   •   Less standardized across NATO task groups than Harpoon
   •   Good alternative, but not best-in-class for either platform’s primary role

RBS15 Mk3
   •   Excellent missile
   •   Best synergy with Baltic-focused doctrines
   •   Higher integration friction for Portugal’s Atlantic/NATO profile

Teseo Mk2E
   •   Heavy, long-range, powerful
   •   Overkill for EPC; less interoperable than Harpoon for FREMM
   •   Better suited to navies built around “heavy salvo” doctrine

Why a mixed fleet makes sense
   •   FREMM = task-group brain → needs control & interoperability
   •   EPC = independent hunter → needs stealth & survivability
   •   Logistics still manageable (2 missile types, both NATO-standard)








 

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JohnM

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Re: Mísseis anti-navio futuros na Marinha
« Responder #2 em: Janeiro 04, 2026, 06:12:15 pm »
Muito rapidamente, concordo plenamente com a análise para a EPC, mas discordo da opção para a FREMM, porque o Harpoon será um míssil totalmente ultrapassado em 2030 e depois, mesmo na versão Block II+. A minha preferência seria para o LRASM lançado dos Adaptable Deck Launchers, ou para a versão supersónica do novo Stratus (o antigo FC/ASW), em desenvolvimento pelo RU/Franca/Italia, embora a filosofia de empregues seja muito diferente do LRASM. Qual é a vossa opinião?
 
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Drecas

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Re: Mísseis anti-navio futuros na Marinha
« Responder #3 em: Janeiro 04, 2026, 06:49:05 pm »
NSM para tudo (e "Sub-NSM") e JSM para a FAP, uma solução "simples" e eficaz

3SM também pode ser uma solução interessante para o futuro e terá integração nos submarinos U-212CD

Perdoem-me o off-topic, mas este post lembrou-me de algo que andava para dizer no das fragatas

Porquê tantos textos de ai em todo o lado?
Até que ponto é que neste fórum estão pessoas a trocar ideias se cada vez mais parece que metade das mensagens são testamentos de AI a "falaram" um com o outro?
 

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Duarte

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Re: Mísseis anti-navio futuros na Marinha
« Responder #4 em: Janeiro 04, 2026, 06:57:19 pm »
Outra discussão relacionada com esta... faz mais sentido termos uma esquadra de combatentes de superfície composta por:

1) Cinco fragatas FREMM -EVO

2) Três FREMM + três EPC

3) Três FREMM-EVO + três FREMM -General Purpose "light" (mesmo sistemas de propulsão, CMS, sensores, etc. mas menos armadas (por exemplo apenas 16 VLS, ou com 32 VLS, mas sem ter a dotação completa de mísseis,  apenas um UAV orgânico, e sem heli orgânico permanente, etc.. Ou seja 3 navios da mesma classe, que em caso de necessidade poderão receber o armamento e equipamento em falta em curto espaço de tempo.

4)  Três FREMM + três fragatas usadas doutra classe, compra de oportunidade?

A minha escolha é a terceira.
A FREMM é já uma família modular e multi-variante (ASW, AAW, GP, exportação, etc.), com o mesmo casco básico, propulsão (CODLOG) e sistema de combate principal, mas com diferentes configurações de VLS, sensores e armamento.

O que estou a propor é basicamente:
-Mesmo casco e propulsão (CODLOG, mesma configuração de máquinas).
-Mesmo CMS e sensores principais (radar, ESM, sonar).
-Redução do número de células do VLS (por exemplo, 16 em vez de 32).
-Sem helicópteros integrados, apenas suporte de UAVs.
-Menor capacidade de mísseis.
-Outras reduções reversíveis de configuração, não de design. "Fitted for, but not with".

Em termos de Mísseis anti-navio, não sendo especialista no assunto perguntei ao MS Copilot:

Citar
**The most sensible anti-ship missile (SSM) option for Portuguese FREMM EVO frigates is the MBDA *Naval Strike Missile (NSM)* or the *Exocet MM40 Block 3C*, depending on strategic priorities and industrial alignment.**

Here’s a breakdown of the top contenders and how they align with Portugal’s needs:

---

### 🔍 Comparison of SSM Options for Portuguese FREMM EVO

| Missile | Range | Guidance | Key Features | Fit with Portugal |
|--------|--------|-----------|----------------|-------------------|
| **NSM (Kongsberg/Raytheon)** | 185+ km | Imaging IR + GPS | Stealthy, sea-skimming, land-attack capable | Already selected for Portuguese VdG upgrade; NATO-standard |
| **Exocet MM40 Block 3C (MBDA)** | 200+ km | GPS + active radar | Proven, compact, land-attack capable | Strong EU industrial ties; used on current VdG class |
| **Teseo Mk2E (Otomat)** | 360+ km | INS + GPS + terminal radar | Long-range, land-attack capable | Italian integration synergy with FREMM EVO; heavier footprint |
| **RBS-15 Mk4 (Saab)** | 300+ km | GPS + radar + IR | Dual seeker, land-attack capable | Not currently in Portuguese inventory; less integration history |
| **Harpoon Block II+** | ~130 km | GPS + radar | Widely used, mature | Aging; not aligned with current Portuguese procurement trends |

Sources: [Meta-Defense](https://meta-defense.fr/en/2025/12/04/fremm-evo-fdi-portuguese-frigates-safe/)

---

### 🇵🇹 Strategic Fit for Portugal

- **NSM is the front-runner**: Portugal has already selected NSM for the *Vasco da Gama* class upgrade, making it the most logical choice for FREMM EVO as well. It offers:
  - **Commonality across platforms** (logistics, training, doctrine)
  - **Stealth and land-attack capability**
  - **Full NATO interoperability**
  - **Compact footprint**, ideal for flexible VLS or deck-mounted integration

- **Exocet MM40 Block 3C is a strong fallback**: MBDA’s European footprint aligns with broader EU defense cooperation. However, NSM is more modern and stealth-optimized.

- **Teseo Mk2E** would offer range and Italian synergy, but it’s heavier, more expensive, and not currently in Portuguese service.

---

### 🧭 Bottom Line

**NSM is the most sensible SSM for Portuguese FREMM EVOs** due to:
- Existing fleet integration
- NATO standardization
- Stealth and land-attack capability
- Compact, flexible deployment options

If Portugal wants to deepen EU industrial ties or co-develop future variants, **Exocet Block 3C** remains a viable alternative.

« Última modificação: Janeiro 04, 2026, 07:43:19 pm por Duarte »
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Duarte

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Re: Mísseis anti-navio futuros na Marinha
« Responder #5 em: Janeiro 04, 2026, 07:02:37 pm »

Porquê tantos textos de ai em todo o lado?
Até que ponto é que neste fórum estão pessoas a trocar ideias se cada vez mais parece que metade das mensagens são testamentos de AI a "falaram" um com o outro?

oops...  :mrgreen:

Eu uso AI constantemente no meu trabalho, para aperfeiçoar scripts e outros afins, para desenvolver e escrever policies de MDM para implementar e instalar software e resolver problemas técnicos. É uma ferramenta útil se usada com bom senso. Muitas vezes é para confirmar o que já sabemos ou suspeitamos e para testar teses e soluções planeadas.
« Última modificação: Janeiro 04, 2026, 10:02:25 pm por Duarte »
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Re: Mísseis anti-navio futuros na Marinha
« Responder #6 em: Janeiro 04, 2026, 08:16:01 pm »
Porquê tantos textos de ai em todo o lado?
Até que ponto é que neste fórum estão pessoas a trocar ideias se cada vez mais parece que metade das mensagens são testamentos de AI a "falaram" um com o outro?
É um questão pertinente… neste caso apenas a coloquei como prompt para a discussão… como disse, por exemplo, não co coeso nada com a sugestão de que o melhor míssil anti-navio do futuro é o Harpoon Block II+

Quanto há questão de “um para tudo”, também pensava assim, essencialmente por questões logísticas, mas as defesas AA modernas são tão eficazes, que a única maneira realista de ter sucesso é empregar um conjunto de meios, com diferentes tipos de trajetória e sistemas de controlo, por exemplo, usar NSM para fazer mission kill no radar e seguir com um míssil mais pesado para danificar em permanência. Ou saturar as defesas com mísseis “inferiores” e assim abrir caminho para os mais avançados… daí achar que este é um tópico pertinente…
 

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Bubas

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Re: Mísseis anti-navio futuros na Marinha
« Responder #7 em: Janeiro 04, 2026, 11:52:52 pm »
Organizado por AI. Discordam?


| Critério                              | TESEO MK2/E | Exocet MM40 B3c | RBS15 Mk4 |
| --------------------                  | -----------            | ---------------              | ---------          |
| Integração FREMM EVO | ⭐⭐⭐⭐⭐      | ⭐⭐⭐⭐                  | ⭐⭐⭐         |
| Alcance                             | ⭐⭐⭐⭐          | ⭐⭐⭐                      | ⭐⭐⭐⭐⭐  |
| Maturidade                      | ⭐⭐⭐⭐          | ⭐⭐⭐⭐⭐              | ⭐⭐⭐⭐      |
| Resistência EW                | ⭐⭐⭐⭐          | ⭐⭐⭐⭐⭐              | ⭐⭐⭐⭐½   |
| Dependência EUA          | ⭐⭐⭐⭐⭐       | ⭐⭐⭐⭐⭐              | ⭐⭐⭐⭐⭐  |
| Risco programa              | ⭐⭐⭐⭐⭐       | ⭐⭐⭐⭐⭐              | ⭐⭐⭐         |
| Potencial pós-2035        | ⭐⭐⭐⭐           | ⭐⭐⭐                     | ⭐⭐⭐⭐⭐  |
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