ARMADA AUSTRALIANA

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Lightning

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Re: ARMADA AUSTRALIANA
« Responder #285 em: Agosto 10, 2025, 02:21:24 pm »
Continua-se a brincas às Defesas... tanto cá como lá.

Até na Rússia  :mrgreen:.


Mas a realidade é que um muro ou vedação, câmaras de vigilância e patrulhas de segurança já não são suficientes. Actualmente é fácil demais "ir por cima" com estes pequenos drones de super mercado.
« Última modificação: Agosto 10, 2025, 02:22:40 pm por Lightning »
 

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Re: ARMADA AUSTRALIANA
« Responder #286 em: Agosto 11, 2025, 12:57:15 pm »


Updated rendering of Australian Hunter class frigates showing substantial re-design of CEAFAR radar array.
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Viajante

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Re: ARMADA AUSTRALIANA
« Responder #287 em: Agosto 13, 2025, 12:34:12 am »
"Pacifista" Japão rompe barreira histórica com mega-acordo militar com Austrália

A Mitsubishi Heavy Industries vai fornecer fragatas avançadas a Camberra num negócio de 6,5 mil milhões de dólares, consolidando a entrada de Tóquio no competitivo mercado global de armamento.



 O Japão está prestes a concretizar a primeira grande venda internacional de equipamento militar com capacidades letais desde a Segunda Guerra Mundial, num sinal claro de que Tóquio quer ganhar espaço como exportador de armas num cenário global de tensões crescentes.

A escolha da Mitsubishi Heavy Industries (MHI) pelo governo australiano como fornecedora preferencial para um novo lote de fragatas, num negócio avaliado em 6,5 mil milhões de dólares (5,6 mil milhões de euros ao câmbio atual), marca uma viragem na política de defesa nipónica. O acordo, anunciado esta semana e que deverá ser fechado no início de 2026, é visto pelos analistas como um modelo para futuras exportações japonesas de navios de guerra, mísseis e sistemas de radar, de acordo com o Financial Times.

 “Este é um avanço significativo para o Japão”, afirmou Hirohito Ogi, investigador no Institute of Geoeconomics e antigo responsável do Ministério da Defesa, sublinhando que o negócio poderá incentivar outras empresas do sector a procurar oportunidades no mercado externo.

A MHI apresentou à Austrália uma versão melhorada da sua fragata da classe Mogami, capaz de operar com apenas 90 tripulantes, contra os 120 necessários no modelo proposto pela alemã Thyssenkrupp, mas com maior autonomia e capacidade de armamento. Além disso, prometeu entregar o primeiro navio até 2029, colmatando a lacuna criada pela retirada das fragatas da classe Anzac e assegurou compatibilidade com a Marinha dos EUA. Apesar do preço inicial mais elevado, Camberra defendeu que os custos operacionais e de manutenção mais baixos tornavam o projeto mais competitivo a longo prazo.

 A transação surge num momento em que os fabricantes de armamento beneficiam do aumento da despesa militar global, alimentada pelos conflitos na Ucrânia e no Médio Oriente e quando os aliados de Washington na região do Indo-Pacífico reforçam as suas forças a pensar  no crescimento chinês. O mercado internacional também enfrenta constrangimentos de oferta, o que, segundo Ogi, criou espaço para a proposta japonesa: “Os EUA não conseguem responder a toda a procura dos seus aliados. A Austrália precisava das capacidades que o Japão podia disponibilizar”.

Desde que, em 2014, Tóquio levantou a proibição quase total às exportações de armas, em vigor desde o final dos anos 1960, poucos contratos relevantes foram concretizados. A derrota frente à França, em 2016, na disputa por um contrato de 35 mil milhões de dólares para fornecimento de submarinos à Austrália, foi um marco frustrante. Desta vez, contudo, o governo japonês lançou uma campanha mais articulada e adaptada às necessidades do cliente.

 O negócio também ganha relevância geopolítica por ocorrer em paralelo com discussões sobre a colaboração nipónica em tecnologias submarinas autónomas no âmbito do pacto AUKUS, que une Austrália, Reino Unido e EUA. Os analistas acreditam que a cooperação em fragatas poderá abrir caminho para parcerias em áreas como tecnologias furtivas, defesa aérea e até sistemas espaciais. No entanto, a exportação de armas é um assunto sensível, uma vez que a exportação de armas letais tem de respeitar vários critérios, como por exemplo, o país que as importa não pode estar envolvido num conflito ativo.

Ainda assim, o Japão enfrenta limitações internas. O aumento previsto do orçamento de defesa para 2% do PIB até 2027, contra os atuais 1,8%, já está a pressionar a capacidade industrial. “Não conseguimos construir fábricas rapidamente. É preciso formar pessoas, transferir técnicos de outras áreas e recrutar fora, mas isso é muito difícil”, alertou Yoshinori Kanehana, presidente da Kawasaki Heavy Industries.

 Dos 11 navios previstos, três serão construídos no Japão e os restantes na Austrália, com a parceira local Austal. Especialistas avisam que a falta de experiência japonesa em manutenção e gestão de cadeias de fornecimento no estrangeiro pode criar dificuldades. No entanto, se o projeto for cumprido, o Japão poderá conquistar espaço entre os exportadores de defesa.

“Há muitos países de médio porte que não conseguem pagar por equipamento norte-americano”, lembra Corey Wallace, professor na Universidade de Kanagawa. “O Japão tem agora uma oportunidade única para provar que pode ser um fornecedor de confiança no mercado global de armas”.

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/mundo/detalhe/pacifista-japao-rompe-barreira-historica-com-mega-acordo-militar-com-australia#loadComments

11 fragatas novas por 5,6 mil milhões de euros!
« Última modificação: Agosto 13, 2025, 12:38:08 am por Viajante »
 
Os seguintes utilizadores agradeceram esta mensagem: Duarte, PTWolf

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LM

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Re: ARMADA AUSTRALIANA
« Responder #288 em: Agosto 13, 2025, 09:07:46 am »
Parece um excelente produto - mais um concorrente para o mercado das fragatas "ocidentais".

Sobre a tripulação reduzida - uma das "lições" das actividades dos Houthis no Mar Vermelho não foi que manter tripulações reduzidas em "stress" demasiado tempo era um problema?
Quidquid latine dictum sit, altum videtur
 

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Re: ARMADA AUSTRALIANA
« Responder #289 em: Agosto 13, 2025, 07:41:11 pm »
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Cabeça de Martelo

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Re: ARMADA AUSTRALIANA
« Responder #290 em: Agosto 20, 2025, 03:52:34 pm »
Contra a Esquerda woke e a Direita populista marchar, marchar!...

 

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Duarte

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Re: ARMADA AUSTRALIANA
« Responder #291 em: Dezembro 06, 2025, 03:52:12 am »
слава Україна!
“Putin’s failing Ukraine invasion proves Russia is no superpower".
"Every country has its own Mafia. In Russia the Mafia has its own country."
"Even the dumbest among us can see the writing on the wall for Putin"
 

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Re: ARMADA AUSTRALIANA
« Responder #293 em: Janeiro 26, 2026, 08:21:20 pm »
Former Royal Australian Navy Anzac-class frigate HMAS Anzac (FFH 150) in Henderson, Western Australia - January 26, 2026 SRC: FB- Royal Australian Navy Days
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Re: ARMADA AUSTRALIANA
« Responder #294 em: Hoje às 07:26:35 am »


 At the Indo-Pacific 2025 naval exhibition in Sydney, Rear Admiral Stephen Hughes, Head of Navy Capability for the Royal Australian Navy (RAN), outlined a strategic pivot toward a more automated and lethal surface fleet. Central to this vision is the acquisition of 11 Upgraded Mogami-class frigates from Mitsubishi Heavy Industries (MHI), a deal valued at approximately $10 billion (AUD).

As the RAN prepares for its lowest hull count since World War II, dropping to nine vessels during the transition, Hughes emphasized that the move is an exchange of "quantity for high-end capability."

Rear Admiral Hughes identified four pillars that will define the RAN’s capability through the 2030s: 🔻

📌 Surface Combatants: Transitioning from the aging Anzac-class to the Mogami and Hunter-class fleets.

📌 Submarines: Sustaining the Collins-class while integrating nuclear-powered AUKUS assets.

📌 C5I: Enhancing Command, Control, Communications, Computing, Intelligence.

📌 Autonomy: Rapidly scaling the Ghost Shark (UUV), Speartooth (LUUV), and Bluebottle (USV) programs.

The Upgraded Mogami-class frigate (or "New FFM") is a generational leap for the Royal Australian Navy, providing a "1-for-1.5" capability boost over the aging Anzac-class. By doubling the displacement to 6,200 tonnes, the Mogami significantly increases both firepower and endurance. 🔻

📌 Massive Arsenal: Its 32 "Strike Length" cells can house a mix of long-range Tomahawk cruise missiles or up to 128 ESSM Block 2 interceptors, offering far superior air defense and strike options.

📌 Smart Design: Advanced automation, including a 360-degree augmented reality "Advanced Integrated CIC", cuts the required crew in half. This directly addresses Australia’s naval recruitment challenges.

📌 Persistence: With a 10,000-nautical-mile range and high mechanical reliability, these ships are designed to remain on station in the Indo-Pacific for nearly 10 months of the year.

While utilizing a Japanese hull and sensor suite, including the UNICORN integrated mast and OPY-2 AESA radar, the Australian variants will be customized with Western weaponry: 🔻

📌 Air Defense: ESSM Block 2 and SeaRAM.

📌 Surface Strike: Naval Strike Missiles (NSM).

📌 Anti-Submarine: Mark 54 Lightweight Torpedoes.

📌 VLS Capacity: The 32-cell "strike length" silos provide the latent capability to carry Tomahawk cruise missiles or SM-6 long-range interceptors.

Transition and Industrial Plan: The "no-change" requirement for the first vessels is designed to prevent "customer-injected" delays, ensuring the first delivery remains on track for 2029. 🔻

📌 Global Build: The first three ships will be built at MHI’s Nagasaki shipyard in Japan to secure early production slots.

📌 Sovereign Build: The remaining eight ships will be constructed at the Henderson Defence Precinct in Western Australia under a Strategic Shipbuilding Agreement with Austal.

📌 Maintenance Synergy: Australia will "ingest" the Japanese data-driven maintenance system, allowing for real-time monitoring of gas turbines and diesels across a combined fleet of over 35 vessels between the two nations.

"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
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