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Força Aérea Portuguesa / Re: Substituiçao dos F-16's
« Última mensagem por Pilotasso em Hoje às 10:27:39 am »...e se quisermos manter-nos relevantes na aliança não deveremos comprar os aviões 20 anos depois dos demais.
Não quero ser chato, mas...
tenho um 5G que a única vantagem parece ser a furtividade. Ou outrosparecem ser mais rápidos mais manobraveis em dogfight, levam mais carga, tem maior alcance...
Se estiver errado digam e eu apago.
Depois temos os outros 4,5 que não são furtivos, mas tem o resto das coisas...
Agora alguem descobre um radar que acaba com a furtividade dos 5gen.
Como é que os 4,5gen perdem?
Eles já eram detetados antes, nada muda ai. Deixam de ser alvos de caças furtivos pois esses agora deixaram de se esconder.
Os 4,5 gen perdem como? Isto se a revolução for a detecção dos 5gen.
2KF‑21 e Kaan não são opções maduras
Não é uma questão de “excluir automaticamente”. É uma questão de risco tecnológico e operacional:
- não estão certificados
- não têm IOC real
- não têm integração NATO
- não têm histórico de fiabilidade
- não têm cadeia logística estabelecida
- não têm armamento ocidental totalmente integrado
- não têm garantias de preço ou prazos
Portugal não pode ser "cliente beta" de um caça que ainda não existe operacionalmente.
Entrar já num programa 6ª geração é fantasia
FCAS e GCAP são:
- programas de 300–400 mil milhões
- com entrada mínima de vários milhares de milhões
- com prazos de entrega pós‑2045
- com risco político gigantesco. E se a França ou Alemanha fiquem sob um regime de extrema-direita alinhado com Moscovo?
- com incerteza tecnológica enorme
Portugal não tem escala industrial, nem orçamento, nem massa crítica para entrar como parceiro pleno.
No máximo seria “cliente tardio”, como no Eurofighter.
As tuas quatro opções são sensatas, mas têm limites
Opção 1 Agarrar os F‑16 por 3–4 anos
É razoável.
Mas não resolve o problema estrutural: os F‑16 acabam em 2030–2032. E esperar não torna as alternativas melhores, só mais caras.
Opção 2 Comprar F‑16 usados e entrar num programa 6G
F‑16 usados são caros, escassos e exigem modernização. E entrar num programa 6G parece irrealista para Portugal.
É uma solução temporária que custa quase tanto como uma definitiva.
No entanto, temos que ser realistas. O orçamento não é ilimitado. As razões políticas e geo-estratégicas não podem ser "varridas debaixo do tapete".
Se aplicarmos a tua lógica de que "o F-35 é melhor e só devemos comprar o caça melhor, porque não fazê-lo põe os pilotos em risco" a todos os caças que Portugal já operou, faz sentido?
No caso dos F-16 havia opções melhores, mais eficazes e mais caras. Será que a compra F-16 foi má e não prestou? Segunda a tua lógica, sim foi a decisão errada...
Há muitos factores a ter em conta: políticos, orçamento, capacidade real de operar um caça, soberania e não dependência de terceiros, etc. Toda a tecnologia torna-se obsoleta com o tempo. Este processo acelera cada vez mais.
Termos o melhor caça do mundo (hoje) de nada serve se estão parados por falta: de peças, de update, de dinheiro, de cooperação e boa vontade dos nossos "aliados".
Mitigação do risco geo-estratégico e técnico: compor a frota com mais que um modelo diferente.
Kill switch não há. Pelo menos não na forma que geralmente se pensa.
O que existe é má fé dum suposto "aliado", retórica, ameaças à soberania europeia, e insultos. Ignorar isto tudo e insistir em comprar F-35 a todo o custo é algo que me deixa perplexo.
Todos os operadores do F-35 dependem de infraestrutura de software partilhada, sistemas globais de manutenção e logística, ciclos de atualização comuns, componentes controlados para exportação pelos EUA
Isto cria interdependência muito forte. Em princípio os países operadores de F-35 mantêm a soberania operacional. Decidem quando os seus F-35s voam, onde voam, como são usados, etc
Não há nenhuma prova que os EUA não podem desativar remotamente as aeronaves de outro país. O software e o suporte são cooperativos, não coercivos. O F-35 utiliza um sistema global de apoio.
Mas se as relações políticas colapsassem, os EUA poderiam atrasar o apoio ou tentar interferir de alguma forma nestes sistemas? Esta é uma ferramenta de pressão diplomática/económica e não um "botão de desligar" técnico. Isto é semelhante ao funcionamento de muitos programas de defesa avançados (Eurofighter, A400M, Patriot, etc.).
Nenhuma aeronave da NATO possui capacidade de paragem remota. Não existe nenhum mecanismo que permita aos EUA carregar num botão e impedir o voo de um F-35. Isso violaria: regras de soberania da NATO, acordos de controlo de exportação, direito internacional, tratados bilaterais de defesa.
Todos sabemos que os tratados internacionais são sagrados, que os acordos comerciais nunca devem ser violados e que a soberania de outros países da NATO é muito respeitada. Claro.