Não me lembro de haver algum tópico com este tema.
O objectivo é simples, debater a presença militar portuguesa nos arquipélagos.
Presença dividida entre:
-permanente;
-destacamento temporários/sazonais (e em que moldes);
-exercícios.
Que se discuta esta presença com base em conceitos realistas (nada de colocar 1 bateria BMD em cada ilha, ou destacar 20 caças em cada arquipélago).
E que se divida a discussão entre:
-realidade actual - meios, recursos humanos, recursos financeiros e capacidades existentes;
-realidade a curto prazo - com base nos meios que estão planeados;
-ambição futura - meios a adquirir, novas doutrinas, reorganização estrutural, infraestruturas, etc.
Sinceramente, o que me preocupa mais é o arquipélago dos Açores:
Penso que em termos da FAP a BA4 tem condições (se estiver errado estejam à vontade para me corrigir) para manter de forma permanente alguns F16, assim como tem neste momento, acho que de forma rotativa, os C295 e os EH-101. Em termos de futuro, se avançarmos com a aquisição de drones para patrulhamento maritimo, então tb deveriamos ter também alguns destacados/permanentes nos Açores.
Alguém me sabe explicar porque é que não temos também um P3C destacado?
Em relação à Marinha, ter um NPO3S e um submarino permanente, é um "must have", assim como a capacidade de ter, de forma regular, uma fragata ou os tais futuros EPC's, se vierem.
A nivel de exercito também será necessário aumentar o numero de efetivos assim como ter meios AA capazes. Faria sentido ter também alguma artilharia?
A verdade é que o solo maritimo da região autónoma dos Açores é super rico e será uma questão de tempo, se o Trump, ou seguidores do Trump, continuarem na Casa Branca, mostrarem interesse nesse tipo de exploração. Não podemos correr o mesmo risco da Gronelândia e temos que demonstrar, que temos capacidade para defender o arquipélago, já.
Na Madeira, acho que uns C295, EH-101 e drones serão suficientes. Em termos navais um NPC e um NPO para os vários tipos de missões, incluindo combate ao narcotráfico, mas posso estar completamente enganado.