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Exército Português / Re: Rangers, Comandos, Paras, etc
« Última mensagem por Cabeça de Martelo em Janeiro 22, 2026, 05:14:44 pm »144.º Curso de Comandos
Exercício Operacional de Fim de Curso.
Olhem só o que os ignorantes da Austria mandaram para a operação Dadalus na Suiça como protecção ao Fórum Económico Mundial... Pilatus PC-7 da Força Aérea Áustria, armados com 2 "pods" HMP-250 metralhadora pesada FN M3P cal. 12,7x99mm (250 munições).
Onde já se viu aviões a hélice armados a fazer alguma coisa util que não treino, básico claro.
Mais valia enviar drones ou jatos, ou... coisa e tal...
https://x.com/ee_espadaescudo/status/2014006619374293117?s=61
Tu nunca pescas nada do assunto, nem das questões que se levantam, mas insistes em debitar porcaria aqui.
Começas por comparar uma missão de policiamento num local onde a ameaça é virtualmente zero, com o emprego que se quer dar aos ST em TOs externos com riscos mais elevados.
Por uma Força Aérea que ainda está espera de UCAVs e de treinadores a jacto, e que tem apenas 15 caças a jacto, e portanto não lhes resta muita coisa senão desenrascar com o que têm.
Depois usas o emprego daqueles meios por um país que não tem mais nada, como "prova" da sua utilidade, sem que as aeronaves tenham de facto lidado com uma ameaça real.
E depois ignoras que existe uma grande diferença entre:
-ter pilotos instrutores com formação para disparar metralhadoras e largar bombas burras;
-ter pilotos de uma esquadra de treino que de repente têm que obter (e manter) certificações para armamento guiado, mais pessoal de terra treinado para manusear o dito armamento, e ainda pensar em destacamentos.
Tudo isto tem custos, que são injustificáveis numa esquadra que era suposto fazer apenas treino mantendo custos no mínimo, e ainda por cima para usar uma aeronave de combate que só pode operar em baixa intensidade, o que reduz o retorno de investimento.
A questão nunca foi a utilidade ou não de uma aeronave a hélice para outras funções, mas sim a realidade portuguesa em que temos falta de pilotos, falta de pessoal de terra, poucas munições para as principais aeronaves de combate (F-16 e P-3), e resolvem piorar esta situação ao comprar STs para funções de combate, exigindo mais destes recursos para sustentar essa frota.
Quem nos dera a nós que os ST se ficassem pelo uso de metralhadoras e bombas burras. Era de maneira que a pegada logística da frota era mais reduzida, e sobrava verba para armar como deve ser os F-16 e P-3.

Um dos principais problemas dos destacamento (pelo menos da FAP), é a questão do pessoal. Já tivemos problemas associados a isso, com o destacamento Merlin.
Qualquer destacamento vai ter que ter isto em conta.
Eu não sei qual o molde que seria mais favorável para os pilotos/tripulações.
Provavelmente propunha testar algo deste género no caso dos F-16 nos Açores:
-destacamento de pilotos durante 14/15 dias
-destacamento permanente de pelo menos 6 F-16 (2 QRA, 2 parelha de reserva, 2 manutenção)
-pessoal de terra oriundo da região
-equipamento e armamento fixo com 4 pods Lightning, 4 pods EW, AMRAAM, AIM-9L e X, Harpoon (partilhados com os P-3) e Paveway (munição ar-superficie low-cost, até à compra de APKWS).
Na Madeira, e em tempo de paz, aumentava a regularidade das visitas de F-16, oriundos de Monte Real ou Lajes, mas sem criar destacamento.
No caso dos P-3, provavelmente aplicava algo idêntico. Destacava permanentemente 3/4 dos 11 P-3 planeados, com pessoal de terra local, e tripulação rotativa de 14/15 dias.
O futuro
Sabendo que dificilmente o futuro MPA seria adquirido numa quantidade tão elevada quanto os 11 P-3 que a FAP pretende, o destacamento dos Açores provavelmente daria lugar a uma unidade permanente de UCAVs ASW/ASuW, e eventualmente o mesmo modelo de UCAV em variante AEW.
Em termos de caças provavelmente manteria o mesmo racional, mas desta feita com o futuro caça.


Na noticia da FAP indica 12 de Outubro de 2022. Erro da FAP.
https://www.emfa.pt/noticia-3909-missao-de-vigilancia-pesca-na-regiao-dos-acores
Saudações
Usaram uma imagem de arquivo, foi uma notícia tipo serviços mínimos.
