No entanto, temos que ser realistas. O orçamento não é ilimitado. As razões políticas e geo-estratégicas não podem ser "varridas debaixo do tapete".
Se aplicarmos a tua lógica de que "o F-35 é melhor e só devemos comprar o caça melhor, porque não fazê-lo põe os pilotos em risco" a todos os caças que Portugal já operou, faz sentido?
Não é comparável com o passado. Portugal quando não comprou o melhor caça da época, acabou por optar por um modelo muito mais barato. E quando eram em segunda-mão, eram baratérrimos, quase dados.
Actualmente fala-se numa alternativa pior (4.5G), que custa o mesmo que o modelo topo de gama (5G).
Isto é o equivalente a teres em cima da mesa a opção de um F-4 Phantom e do F-15, ambos custarem o mesmo, e ainda escolheres o F-
No caso dos F-16 havia opções melhores, mais eficazes e mais caras. Será que a compra F-16 foi má e não prestou? Segunda a tua lógica, sim foi a decisão errada...
O único erro na escolha dos F-16 no início dos anos 90, foi a versão, por não termos optado pelo Block 40 ou mesmo Block 50.
De resto, foi a escolha que fazia mais sentido, não perdendo nada para os adversários.
Já o segundo lote, foi a opção óbvia, que pecou foi por tardia e pela demora na modernização. Claro que nessa altura o ideal se calhar teria sido aproveitar a "boleia" dos EAU e ir buscar 20 Block 60 novos. Mas o dinheiro não dava para tudo.
Podias depois era dizer que a FAP devia era ter 2 modelos de caças, que podiam ter sido F-16 e F-15. Mas os custos eram proibitivos.
Portugal sempre optou pelo caça que podia operar, que podia comprar (ou receber a baixo custo) que cumprisse minimamente os requisitos. Sempre foi o caso. Nunca tivemos caças "state of the art". O nosso ambiente operacional, o nosso teatro de operações é mais perigoso que os da Suécia, da França, da Espanha?
Did Portugal ever field top‑tier fighter jets?
1. F‑84G Thunderjet (1953–1974)
Status at the time:
When Portugal received the F‑84G in the early 1950s, it was already becoming outdated in the US.
It was a modern jet for Portugal and a major leap from propeller aircraft, but not cutting‑edge by global standards.
Verdict:
➡️ Not state‑of‑the‑art, but a solid first‑generation jet that gave Portugal real jet capability.
2. F‑86F Sabre (1958–1980)
Status at the time:
The F‑86F was a legendary fighter, but by the time Portugal got it (late 1950s), it was no longer the top dog.
The US and USSR were already moving to supersonic fighters (F‑100, MiG‑19, MiG‑21).
Verdict:
➡️ Very capable, but not cutting‑edge when Portugal acquired it.
3. Fiat G.91 (1965–1993)
Status at the time:
A light strike/recon jet, not a high‑end fighter.
Useful for COIN and colonial war missions, but not a top‑tier air‑superiority platform.
Verdict:
➡️ Not state‑of‑the‑art, but well‑suited to Portugal’s needs.
4. A‑7P Corsair II (1981–1999)
Status at the time:
A very capable strike aircraft, but not a fighter and not cutting‑edge by the 1980s.
Portugal got refurbished US Navy A‑7Bs.
Verdict:
➡️ Strong strike capability, but not a top‑tier fighter.
5. F‑16A/B Block 15 (1994–present)
Status at the time:
When Portugal received its first F‑16s in the mid‑1990s, the Block 15 was not state‑of‑the‑art.
The cutting‑edge variants were Block 40/50 with LANTIRN, AMRAAM, and advanced avionics.
Verdict:
➡️ Modern, but not top‑tier.
Dado os conflitos europeus com o 6 gen, apostar nisso ainda por cima como observador teso, tem tudo para correr mal...
A solução é clara, F-35A !
É sem dúvida a única escolha viável em termos técnicos...a não ser que nos queiramos juntar-nos ao projeto 5G russo

Russia, Middle East mulling joint production of fifth-generation warplanes. https://tass.com/economy/2083533
Mas para comprarmos F-35, ignoramos as considerações geopolíticas?

Se o teu vizinho ameaça-te, insulta-te, vais fazer um negócio de biliões com ele? Eu não, mando-o mamar na
quinta pata do cavalo.
