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Conflitos => Conflitos do Presente => Tópico iniciado por: Jorge Pereira em Janeiro 28, 2011, 09:55:43 pm

Título: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Jorge Pereira em Janeiro 28, 2011, 09:55:43 pm
Aquilo que se está a passar na Tunísia, Egipto, e Iémen pode ser o início de uma autêntica reviravolta no mundo árabe com amplas consequências para nós, e para o resto do mundo.

Vamos seguir com atenção todos estes acontecimentos.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 28, 2011, 10:11:54 pm
Consequências especialmente para nós. O escudo avançado que "protegia" a margem Sul do Mediterrâneo foi à vida. Agora, os do Sul da Europa passam a ser a fronteira do fanatismo islamico. Talvez agora se comece a pensar realmente em Defesa nesta Nação.

Para o resto do Mundo, passa a mensagem que o "Ocidente" já não tem fôlego ($ ou €) para sustentar os seus fantoches e, se calhar, certas "monarquias" da zona (cheias de "pitroil" só por acaso) começam a olhar para a Índia e a China com outros olhos.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Janeiro 28, 2011, 10:16:29 pm
Parece que os restantes foristas estavam com vergonha para criar este tópico.  :lol:  

De qualquer modo, parece que se acendeu o rastilho.
Para quem crê que estamos rodeados de estados aliados ou amigáveis, que não necessitamos de sistemas de defesa nas nossas ilhas ou mesmo no território nacional.
Que as nossas alianças são suficientes para a nossa defesa.

Vejam como estes países instáveis podem cair da noite para o dia.
Mudam-se os governos, mudam-se as vontades.
E a paz é o intervalo entre as guerras.

Vamos ver até onde vai arder...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 28, 2011, 10:51:04 pm
"Mumiaarak" acabou de dissolver o governo e que amanhã nomeará um novo governo, além de prometer reformas sociais, económicas e politicas. Também afirmou que era ele ou o caos (onde raio é que eu já ouvi isto  :lol: )
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Janeiro 28, 2011, 11:35:47 pm
Curiosa, a actuação da policia argelina nos ultimos confrontos, relativamente ao aumento dos preços, (tal como em 2008 em Oran por causa  do clube local em que os tumultos puseram o centro da cidade a ferro e fogo), em comparação com a manif. da semana passada do RCD, em que Argel estava perfeitamente controlada, em contra-partida nos outros tumultos foi o deixar andar, deixar queimar sem fazer muitas baixas, isto é, até se pode dizer, uma boa gestão dos estragos.
Aliás a nossa embaixada pediu o recenseamento às empresas de todos os tugas.
Mas, se o Egipto cai, temos o caldo entornado, pois o vazio de poder será ocupado pelos Frères Musulmans.
São neste momento de revolta espontânea e inopinada os únicos com estrutura para ocuparem a cadeira de poder.
Na Tunísia, até ao momento não há um interlocutor válido, mas maralha nas ruas com o corão nas mãos é mato, e isto não é nada de admirar.
O FIS na Argélia, ganhou umas eleições aparentemente válidas, precisamente com o trabalho de sapa feito nos bairros de lata.
 Não há um único regime democrático nos ditos países arabes, há quando muito umas ditaduras mais ou menos liberais, o resto são umas monarquias medievais, uns réis que tratam o pais como um quintal, uns sheiks que vão organizar umas futeboladas, e os ditadores com 30 anos de casa.
Quem está a esfregar as mãozinhas é o Bin-Laden, pois o AQMI, pelo menos nesta zona deve estar a apanhar a boleia, senão a apanhou já.
Pois, a fronteira, e muito por culpa dos totós da Europa, está às portas, e julgo que os imigras mouros da europa, se ainda não se mexeram, foi, porque foram apanhados de surpresa pela onda tunisina.
Bem podem os Camones, abanarem, pois se o Mubarak cai, (e espero que não), isto não para por aqui.
Estou neste momento a ouvir o Obama a botar a faladura do costume, a apoiar o amigo( e não pode fazer outra coisa) Mubarak.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Desertas em Janeiro 29, 2011, 02:08:36 am
Será que todo o Norte de África e o resto do Médio Oriente entrará em convulsão?
 Estaremos no início duma transformação política e talvez religiosa dessas áreas ?
Que sinais pode a Europa e o Ocidente dar às populações destes países em convulsão para evitar o alastrmento do fundamentalismo Islamico?
Estas são algumas perguntas que me ocorrem de momento  e para as quais gostaria de saber as vossas opiniões.

Um Abraço
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Janeiro 29, 2011, 08:38:37 am
Evitar o alastramento do fundamentalismo islâmico, na Europa, só arrumando a casa.
Porque ele vai bater-nos á porta.
A sobranceria e o desprezo pelos valores ocidentais, são de  raiz religiosa, que está na génese do imobilismo doutrinário islâmico. Quase que sou levado a dizer que a raiz do atraso dos países árabes advém precisamente, da leitura literal que fazem do corão, a aparente riqueza dos sauditas, só se mantém enquanto os USA apoiarem os reizinhos sauditas, pois quando isso deixar de acontecer, será vê-los nas ruas de corão nas mãos.
Como já referi, não há sociedade laica, não há um puro direito civil, este, está misturado com o direito religioso.
Se são pobres a salvação está em Deus, se são ricos, temos que voltar aos caminhos da pureza e a salvação está em Deus.
 Esperemos que o Mubarak se aguente.
Não sei porquê mas o Kadafi anda muito calado.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Janeiro 29, 2011, 03:24:39 pm
Estas movimentações só estão a ocorrer nos países com ditadores autocráticos relativamente liberais.
E o Egipto, como a Tunisia são relativamente liberais quando comparados com a Libia ou com a Siria.

Tanto Libios quanto Sirios, como os iranianos, dispoem de sistemas de repressão muito mais brutais e por isso a população tem menos tendência a revoltar-se.
Na Siria ou na Libia, toda a gente sabe que se alguem for preso por ser contra o regime, depois da pessoa, vão buscar a familia para a matar ou prender.

No entanto, mesmo nesses países as coisas podem deixar de funcionar.
Os regimes comunistas da Europa de leste também possuiam as máquinas de repressão mais eficientes do mundo, mas não deixaram de entrar em colapso por isso.

O direito à liberdade e a ansia das pessoas pela liberdade podem ser imprevisíveis.
O problema é que essa ânsia é facilmente aproveitada por interesseiros e espertos.
No mundo islâmico, são os extremistas fundamentalistas islâmicos. Os muftis fanáticos, que aguardam nos minaretes para começar a vomitar ódio.

Esses são o problema.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: linergy em Janeiro 29, 2011, 03:49:55 pm
Imagens ao vivo e entrevistas: http://www.presstv.ir/live/llnw/ (http://www.presstv.ir/live/llnw/)

É o 25 de Abril deles, só que é muito difícil ultrapassar a nossa fase, vamos ao longo do tempo ver se é efectivamente composto um governo secreto, ou se há alguma criatividade e se consegue criar uma forma de governo superior às falsas democracias de hoje!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Desertas em Janeiro 29, 2011, 05:11:06 pm
Citar
Egito: Ministro da Aviação Ahmad Chafic nomeado primeiro-ministro - TV estatal
Cairo, 29 jan (Lusa) - O ministro da Aviação egípcio, o general Ahmad Chafic, foi hoje encarregado de formar um novo governo por decreto do presidente Hosni Mubarak, sucedendo a Ahmad Nazif, anunciou a televisão estatal.
 O anúncio surge num dia em que presidente Hosni Mubarak, no poder há 29 anos, nomeou um vice-presidente pela primeira vez (o chefe dos serviços secretos, Omar Suleiman) e está numa reunião de emergência com os seus colaboradores.
Dezenas de milhar de egípcios desafiaram hoje o recolher obrigatório (14:00 em Lisboa, 16:00 no Cairo), no quinto dia de uma sangrenta revolta contra o regime de Hosni Mubarak. Mais de 50 pessoas morreram em cinco dias.

http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stori ... ies/628935 (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/628935)

São já algumas medidas , mas julgo que ainda não são suficientes. A ver vamos como corre o recolher obrigatório hoje .
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: alphaiate em Janeiro 31, 2011, 11:50:29 am
Há algo que me faz estranhesa! Alguém tem que estar a financiar isto tudo, não nasceu do "vazio"!
Já notaram que só as "ditaduras" pró-ocidentais estão em convulsão?

enfim.. Roma desarmou as legiões... esqueceu os seus valores... e heis que os godos se preparam para invadir o império...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 31, 2011, 12:44:15 pm
Egipto. O que está à vista? Mudança de liderança ou de regime?
Alexandre Reis Rodrigues

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fnationalpostnews.files.wordpress.com%2F2011%2F01%2F0128egypt.jpg%3Fw%3D620&hash=77e0be6a39f40acdb2d50bf7a6f0dfdd)
 
 
Algo de importante vai certamente mudar no Egipto, na sequência da onda de desobediência civil em que o país mergulhou, como que seguindo a insurreição que depôs na Tunísia o Presidente Ben Ali. Não é previsível, porém, o que acontecerá no Cairo. Pode haver apenas uma mudança de liderança, sem modificação de políticas, ou uma alteração radical na postura externa pró-ocidental do País, em paralelo com reformas internas. Numa situação extrema, poderá surgir um Estado islamita, hipótese com que sonham os radicais islamitas mas que terá a oposição da hierarquia militar.

Mubarack pode recuperar o controlo do país, com a ajuda das Forças Armadas, circunstância em que nada mudaria; esta possibilidade já pareceu mais remota do que se apresenta hoje. Noutro cenário, pode ser compelido a abandonar o poder pela hierarquia militar. Esta conseguiu, por algum tempo, ter o controlo da situação, depois das forças de segurança o terem perdido e terem sido retiradas de cena por ordem do Ministro de Interior, para deixar o assunto ser resolvido pelo Exército. Foi uma espécie de presente envenenado, para deixar claro que o Exército sozinho também não conseguirá repor a normalidade. De facto, a situação voltou em breve a roçar o caos, a situação actual. Se continuar a deteriorar e o clima de boa receptividade que os militares usufruem junto da população desaparecer, estes poderão sentir-se compelidos a “convencer” o Presidente a afastar-se em nome do regresso à ordem. Entretanto, admite-se que as forças de segurança vão regressar para uma acção decisiva com o apoio do Exército.

Em qualquer caso, com grande probabilidade, será das mãos das Forças Armadas, mais do que no Governo, que se encontrará uma saída para a crise. O Governo acolheria de bom grado um claro envolvimento dos movimentos islamitas nas manifestações, em especial a Irmandade Muçulmana, o que confirmaria as acusações que Mubarack lhes faz e lhe permitiria actuar sem contemplações e, provavelmente, com uma regular base de apoio. A oposição islamita, no entanto, não lhe faz a vontade; embora muito longe de ter uma frente unida, está a actuar cautelosamente, eventualmente nos bastidores. A sua participação nas acções de rua faz-se sem qualquer associação visível com a Irmandade Muçulmana.

Quem dá a cara são sobretudo os jovens, os que sofrem mais com a crise de desemprego (a rondar no seu caso 40%, enquanto que em termos médios anda pelos 10%) e constituem cerca de 60% da população (abaixo dos 30 anos). A questão é muito séria; segundo um estudo da Population Action International 80% dos conflitos mundiais entre 1970 e 1999 começaram em países com mais de 60% de jovens. Uma população jovem, de facto, tanto pode proporcionar progresso como problemas; depende das oportunidades que se lhes dêem. No entanto, para haver uma mudança vai ser preciso mais do que os jovens e as manifestações; vai depender de como os acontecimentos serão aproveitados pelas organizações políticas e de como estas se entenderão com as Forças Armadas. El Baradei, ex-director da Agência Internacional de Energia Atómica, que entretanto regressou ao país para liderar a oposição, já disse que vai entrar em contacto com os militares.

De facto, estes têm sido o garante da estabilidade nacional desde 1952, data da fundação da moderna República, quando Nasser, coronel do Exército, depôs o regime monárquico que o Reino Unido apoiava. Desde aí, a Presidência do País não mais saiu das mãos dos militares; com Sadat até 1981 e desde aí com Mubarak, oficial general da Força Aérea. A entrega do cargo de 1º Ministro a um ex-Chefe de Estado Maior da Força Aérea, Ahmed Shafiq, numa tentativa de Mubarak de retomar o controlo não pode deixar de ser lida nessa perspectiva. Como se esperava, a medida não resultou porque os descontentes querem romper com o passado.

Poderá ser de novo das “fileiras” que sairá um novo líder se, de facto, a situação evoluir para a retirada de Mubarak; para alguns observadores, as Forças Armadas estão a preparar condições para a sua retirada. Quanto tempo vão esperar depende da forma como a situação evoluir; se a população se começar a virar contra os militares, então não haverá grande espera. Gamal Mubarak, filho do Presidente e há muitos anos referido como o “sucessor”, não tem, de momento, qualquer hipótese séria de ser escolhido pelo Partido Nacional Democrático. Entretanto, consta que Mubarak e Habib al-Adly, o ministro do Interior, os dois alvos principais dos descontentes, já negociaram a sua continuação no poder, pelo menos nos tempos mais próximos.

Obviamente, o assunto não é apenas interno do Egipto, o maior país da região e como que o centro de gravidade do mundo árabe; a crise tem uma dimensão regional para todo o Médio Oriente e particularmente para o conflito entre Israel e a Palestina. Enquanto se mantiver o acordo de paz assinado por Sadat, há mais de 30 anos, os outros países árabes também não hostilizarão Tel Aviv. Mas se houver uma alteração radical de política externa egípcia pode ficar em causa o triângulo EUA-Israel-Egipto e agravar-se-ão as dificuldades de Washington em tentar manter a situação sob controlo.

El Baradei pode ser uma esperança para o Ocidente, como alternativa à eventual chegada ao poder do Irmandade Muçulmana o que seria um enorme revés para o Ocidente em geral e para os EUA em particular. Veremos se é uma boa hipótese para os egípcios e se consegue o apoio das Forças Armadas. No entanto, uma mudança para um regime interno moderado, com prováveis cedências à oposição islamita, pode encerrar o assunto apenas por breve período. O registo histórico de situações semelhantes, como lembra Leslie H. Gelb (Council on Forein Relations), mostra que, muito frequentemente, se os moderados não têm sucesso a curto prazo, seguem-se outros ditadores.
 
Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Janeiro 31, 2011, 02:07:59 pm
Seja como for, os resultados nunca serão bons para o Ocidente. E, penso, que quanto mais tempo durar este momento, pior. O "Rosna Mumiarak" já deveria ter saído, deixando aos militares (da nova geração) os encargos da Nação, dispersando a principal razão das manifestações e deixando que a oposição se dividisse entre si para a futura luta de poder. Assim apenas está a dar tempo para que a oposição fundamentalista (que tem estado muito sossegada em parte por ter sido apanhada de completa surpresa pelos acontecimentos) se organize.

Temo que se o Exército decidir carregar os extremistas ficaram na mó de cima e boa parte da oposição laica e ocidentalizada irá virar-se para o extremismo como única forma de lutar contra o "sistema", além do perigo do Exército poder cindir-se.

Dê o que der, já perdemos, agora serve apenas a limitação de estargos. Quem parece estar cada vez mais com o "credo na boca" são os Israelitas e a Casa de Saud.

Os juros da tretas e canalhices da admistração dos neocons/GWB estão agora a ser bem pagos e somos nós aqui, na Europa, que estamos na cara do "bicho".
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Vital em Janeiro 31, 2011, 08:50:02 pm
Alguém me esclarece, o porque de ser o GOE da PSP, a unidade escolhida para embarcar na aeronave da FAP que efectuará o repatriamento de portugueses no Egipto?
Cumprimentos
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PereiraMarques em Janeiro 31, 2011, 09:03:48 pm
Provavelmente por uma questão legal, porque não são militares.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Duarte em Janeiro 31, 2011, 09:07:24 pm
Citação de: "FoxTroop"
Os juros da tretas e canalhices da admistração dos neocons/GWB estão agora a ser bem pagos e somos nós aqui, na Europa, que estamos na cara do "bicho".

:conf:

Que tem uma coisa a ver com a outra?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Vital em Janeiro 31, 2011, 09:21:05 pm
Também imaginei que fosse por questões legais, pois de outro modo, muito provavelmente seriam enviados militares especializados de algum ramo das FA.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Desertas em Fevereiro 01, 2011, 11:30:25 am
Algumas notícias da RR.

Citar
Nunca antes do meio-dia (10h00 em Lisboa). O embaixador português no Cairo, Aristides Vieira, considera que só a partir dessa hora os portugueses que se encontram no Egipto serão levados para o aeroporto.


 
Portugueses já começaram a chegar à embaixada
À embaixada, já começaram a chegar os cidadãos que querem voltar para Portugal. “As pessoas irão chegando pelos próprios meios e depois será a embaixada a providenciar o transporte até ao aeroporto”, conta António Neves, jornalista da agência Lusa no Egipto, em serviço especial para a Renascença.

“Esta viagem poderá demorar bastante tempo, porque a estrada fica bastante congestionada com todo o tráfego carros, táxis, autocarros a caminho do aeroporto, de pessoas que tentam partir do Cairo para outros destinos”, adianta, explicando ainda que, “devido ao recolher obrigatório, há uma janela de cerca de seis horas durante a qual todo o tráfego aéreo do dia terá que se resolver.

A hora exacta de partida do C-130 que trará os portugueses para Lisboa não está, portanto, definida.

Ontem, o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, garantia que, se necessário, se realizará na quarta-feira um segundo voo de repatriamento.

Citar
Um segundo C-130 da Força Aérea Portuguesa está já em Creta, na Grécia, pronto para repatriar mais cidadãos portugueses retidos no Egipto.

A Renascença sabe que este segundo aparelho saiu ontem de Portugal e que aguarda apenas por ordem do Ministério dos Negócios Estrangeiros para se dirigir para o Cairo.

A caminho da capital egípcia está já um outro aparelho da Força Aérea, para repatriar um primeiro grupo de cidadãos portugueses.

Este C-130 está preparado para transportar até 70 pessoas, que seguem a esta hora em dois autocarros para o aeroporto – uma viagem demorada, já que milhares de cidadãos tentam deixar o Cairo e, devido ao recolher obrigatório, só durante cerca de seis horas é que se fazem partidas e chegadas de aviões a este aeroporto.

À principal praça do Cairo continuam a chegar milhares de egípcios para um protesto contra o regime de Hosni Mubarak. A oposição espera reunir um milhão de pessoas.

http://www.rr.pt/informacao_detalhe.asp ... did=140129 (http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=140129)

Um Abraço
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Desertas em Fevereiro 01, 2011, 11:37:15 am
Citação de: "Vital"
Alguém me esclarece, o porque de ser o GOE da PSP, a unidade escolhida para embarcar na aeronave da FAP que efectuará o repatriamento de portugueses no Egipto?
Cumprimentos

Porque se não estou em erro os mesmos vão ficar no Cairo a garantir a segurança da embaixada . Tarefa essa que normalmente é exercida pelo GOE, por vezes com o apoio do Corpo de Intervenção como aconteceu em Bagdad e Dili.

Um Abraço
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cunha em Fevereiro 01, 2011, 08:43:34 pm
Há quem defenda, e não obstante o facto de Persas Xiitas e Arabés Sunitas não se morderem desde a sucessão de Máomé, que estas revoltas em parte estão a ser fomentadas pelo Irão Xiita de modo a fazer cair os regimes Sunitas pró-EUA e pró-Israel tanto na Peninsula Arábica/Médio Oriente como no Norte de Africa.

O que é certo, é que os paises com problemas foram apenas aqueles que têm boas relações com os EUA, caso da Tunisia, Iémen e Egipto que é talvez o maior aliado dos EUA e de Israel no médio Oriente, e o fio da balança, juntamente com a Arábia Saudita.

Na Libia nada, se bem que o regime lá é muito mais opressivo como já foi dito e bem.

Pois bem se a queda de Mubarak representar uma transição por exemplo para um moderado como El-Baradei penso que os EUA/Israel não terão que se preocupar. A grande questão que se poe aqui, é se isto não será apenas um ponto de passagem para a instauração de regimes radicais islamicos no norte de África e no Médio Oriente, e ai as coisas complicam-se.

O próprio ayatola Khatami já se saiu com está.

Citar
Revolta no mundo árabe é repetição da Revolução Iraniana, diz aiatolá Ahmad Khatami
Publicada em 28/01/2011 às 11h23m
O Globo

TEERÃ - A queda do ex-ditador da Tunísia Zine al-Abidine Ben Ali e os protestos que se espalham por países como o Egito e o Iêmen são uma demonstração de que a Revolução Iraniana está sendo repetida, afirmou nesta sexta-feira o aiatolá Ahmad Khatami. O movimento derrubou a monarquia no Irã, em 1979, e passou o poder para os aiatolás. Até agora, as manifestações não assumiram caráter religioso nos países que enfrentam protestos.

- Um Oriente Médio Islâmico está tomando forma - disse Khatami durante seu sermão na reza de sexta-feira. - Um novo Oriente Médio está emergindo com base no Islã, (...) baseado na democracia religiosa.

O aiatolá afirmou que o ex-presidente da Tunísia, deposto em dezembro por uma revolta popular, copiou as políticas de xás iranianos que comandaram o país até a Revolução e teve um destino semelhante ao deles. A TV estatal iraniana tem veiculado uma extensa cobertura dos protestos em países árabes.

- Isso é tradição de Deus: aqueles que enfrentam a religião estão fadados ao fracasso - afirmou o religioso.

http://extra.globo.com/noticias/mundo/r ... 55163.html (http://extra.globo.com/noticias/mundo/revolta-no-mundo-arabe-repeticao-da-revolucao-iraniana-diz-aiatola-ahmad-khatami-955163.html)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Fevereiro 01, 2011, 09:01:08 pm
Ainda vão chorar muito, pelo Mubarak  :twisted:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 01, 2011, 09:20:13 pm
A contagem já começou
José Eduardo Moniz


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F1.bp.blogspot.com%2F_NWmZSZw4u8Q%2FTT8p08eAN0I%2FAAAAAAAAAl4%2F178mOOWjbWw%2Fs1600%2FEgypt%252BJan%252B25.jpg&hash=da77ed46df5b7b8b5e9133d9af2e1a2e)

O Norte de África está a ameaçar converter-se num anel de imprevisibilidade, mesmo às portas da Europa.

Foi em Nova Iorque, vestida de branco e cercada por um impenetrável abraço gelado, que acompanhei o eclodir da situação no Egipto. Aquilo que, no Ocidente, mais se receava está a acontecer. Depois da Tunísia, o país das pirâmides, das múmias e das esfinges está a ser abalado por ondas de contestação que varrem as ruas. Apear Mubarak da presidência e implantar um modelo assente em pressupostos democráticos parecem constituir os objectivos primordiais da agitação que tomou conta do Cairo e das principais cidades.

Ninguém arrisca um prognóstico sobre o que irá passar-se, mas todos sabem que, muito mais preocupante do que os actos de vandalismo que já se registaram, é não se saber prever o que resultará de tudo isso. O fantasma do fundamentalismo alastra na região e gera grossas nuvens de apreensão.

Quem se seguirá ao Egipto? A Argélia, já com a instabilidade a inflamar ainda mais as debilidades do sistema? A Líbia, controlada com mão de ferro por Kahdafi, um ditador no poder, há anos e anos? Marrocos, com instituições políticas igualmente frágeis?

O Norte de África está a ameaçar converter-se num anel de imprevisibilidade, mesmo às portas da Europa. Os ventos que por lá sopram apontam para mudanças dramáticas. Os tumultos que abalam o Egipto são consequência natural da falta de visão que circunscreveu o sistema político a um modelo autocrático e ferreamente controlado. Mais uma vez, a História se encarrega de demonstrar que nem tudo se controla pela força e que a lei da bala não substitui a capacidade de agir antecipando cenários. Eram muitos os sinais que deixavam transparecer um panorama explosivo.

O descontentamento das populações, nomeadamente, dos mais jovens, com a falta de perspectivas e de emprego, com a corrupção e o nepotismo, permitia perceber que o caldeirão em que o país se transformara acabaria por rebentar. Não tendo actuado de modo a condicionar e conduzir, ele próprio, a mudança que se antevia como inevitável, Mubarak é empurrado pela dinâmica das ruas para ajustamentos que se revelam insuficientes perante as circunstâncias. Em vez de reformar, o que se lhe depara é o caminho da reforma forçada. A preocupação que assola Washington e as capitais europeias tem razão de ser, em função dos interesses geopolíticos e do peso específico da região na economia mundial

Diário Económico
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: cromwell em Fevereiro 01, 2011, 10:17:28 pm
Citação de: "P44"
Ainda vão chorar muito, pelo Mubarak  :roll:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 01, 2011, 10:49:35 pm
Egipto. O que está à vista? Mudança de liderança ou de regime? (Actualização 1)
Alexandre Reis Rodrigues
 
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.labourlist.org%2Fuploads%2F623d7152-0924-d004-9958-13572de96e7f.jpg&hash=a3abaa255b9575d5fe8f39211302db30)
 
Até há nove dias atrás - ainda não tinham começado as manifestações de protesto - a grande prioridade da comunidade ocidental era a preservação da estabilidade no Egipto. O tempo de alguma pressão sobre Mubarak para “abrir” o regime, de que Bush foi um dos protagonistas, não resistiu ao desfecho das eleições na Palestina que deu a vitória ao Hamas. Acabaram por prevalecer as preocupações sobre a segurança de Israel, de que o Egipto se tinha tornado pedra-chave em 1978, data do Acordo de Paz, a prioridade do combate ao terrorismo e islamismo radical, e a segurança das fontes de abastecimento de petróleo na região.

Agora pretende-se uma transição ordeira para um regime democrático, uma «verdadeira democracia e um diálogo nacional», para usar as próprias palavras da Secretária de Estado americana; mas com uma ressalva: a de que não resulte daí um «regime que fomente a violência e o caos», acrescentou depois Hilary Clinton. Faz sentido a preocupação mas não se sabe como isso poderá ser garantido, quando a principal força da oposição é a Irmandade Muçulmana que não dá essa garantia e não se vêm outros movimentos políticos com força suficiente para evitar esse desfecho de uma forma democrática.

Mubarack, entretanto, deu mais uma contribuição para evitar que a oposição se una, encarregando o recentemente nomeado Vice-Presidente (Suleiman) de vir a público para mostrar disponibilidade do regime para falar com a oposição e prometer a repetição das eleições de Novembro para o Parlamento em todos os distritos onde os tribunais reconheceram ter havido fraudes. Recorde-se que o Partido de Mubarack garantiu então a ocupação de 209 dos 211 lugares possíveis no Parlamento. A facção pragmática da oposição verá aqui uma saída da crise mas as outras continuarão, muito provavelmente, a insistir que só aceitam negociar directamente com os militares.

A divisão da oposição pode interessar directamente a Mubarak mas dificilmente interessará ao País. A Mubarak pode vir a permitir-lhe ter argumentos, em face da continuação prolongada do caos de que a população não gosta (principalmente quando o pão aumentou quatro vezes de preço nos últimos dias), para actuar ao seu estilo contra os que não se mostrem disponíveis para entrar em acordos. Ao País em geral e em particular para os que desejam voltar ao seu dia a dia tão cedo quanto possível não interessa porque a falta de um representante único dos descontentes vai prolongar o impasse em que o País se encontra. Mubarack pode ter a expectativa de que o prolongamento da situação vai cansar os que protestam e a seu tempo causar baixas por desistência mas pode acontecer exactamente o contrário: aumentar a impaciência e agravar-se o conflito.

Estará o Exército à altura de conter a crise? Para já contenta-se em manter uma estabilidade mínima marcando claras linhas vermelhas de protecção das instituições. Não contando com a polícia para o primeiro controlo da segurança do país e não desejando pôr em causa o crédito de prestígio de que desfruta na população, não lhe resta senão tentar contemporizar o mais possível. Até quando? Provavelmente até ao momento que se sentir que a sua autoridade fica irremediavelmente em causa.
 
Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 02, 2011, 10:39:35 am
Citação de: "Duarte"
Citação de: "FoxTroop"
Os juros da tretas e canalhices da admistração dos neocons/GWB estão agora a ser bem pagos e somos nós aqui, na Europa, que estamos na cara do "bicho".

:conf:

Que tem uma coisa a ver com a outra?

Está tudo relacionado.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Fevereiro 02, 2011, 05:19:04 pm
Citação de: "cromwell"
Citação de: "P44"
Ainda vão chorar muito, pelo Mubarak  :roll:


Se o Norte de África cair nas mãos dos fundamentalistas...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Fevereiro 02, 2011, 05:58:49 pm
Gás lacrimogéneo e "cocktail molotov" em confrontos entre manifestantes
02 de Fevereiro de 2011, 17:18

O discurso de ontem do presidente egípcio Hosni Mubarak parece ter incendiado os ânimos nas ruas do Cairo. Granadas de gás lacrimogéneo e bombas incendiárias improvisadas foram hoje lançados na zona dos confrontos entre manifestantes contra e pró-Hosni Mubarak. Há pelo menos 500 feridos.



A praça Tahrir, no Cairo, tem sido o epicentro das manifestações contra o regime e é hoje palco de uma onda de violência entre manifestantes pró e contra Mubarak.

Após terem sido ouvidos disparos tornou-se visível uma nuvem branca de gás lacrimogéneo na zona da batalha campal em que manifestantes que apoiam o presidente egípcio tentam forçar a entrada na Praça Tahrir envolvendo-se em confrontos com manifestantes anti-regime que lhes impedem a passagem.

Testemunhas indicaram à Agência Lusa que terão também sido lançados "cocktail molotov" na zona dos confrontos, onde os manifestantes dos dois lados lançam pedras uns contra os outros.

Pelo menos 500 pessoas ficaram feridas, informaram fontes médicas à AFP.

A Agência France Press (AFP) dá conta de centenas de pessoas que protestavam contra o presidente Hosni Mubarak que ficaram feridas a pedradas em confrontos com partidários do regime.

Uma equipa de reportagem da CNN foi também agredida ao ficar retida entre os dois grupos opositores.

Os correspondentes da AFP no local relataram ainda que partidários do presidente egípcio Hosni Mubarak atiravam blocos de pedra sobre os manifestantes da oposição, do telhado de prédios que dão para a praça, que se tornou nesta quarta-feira um campo de batalha entre os dois lados.

Os apoiantes de Mubarak foram também avistados em cima de cavalos e camelos a agredir os protestantes anti-governo.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, já veio condenar a violência, considerando "inaceitável" qualquer ataque contra manifestantes pacíficos no Egipto. "Estou profundamente preocupado com a violência contínua no Egipto", declarou Ban, que está em Londres.

"Qualquer ataque contra os manifestantes pacíficos é inaceitável e eu condeno-o energicamente", acrescentou, pedindo "moderação" a todas as partes envolvidas.

@AFP

http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1126639.html (http://noticias.sapo.pt/info/artigo/1126639.html)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cunha em Fevereiro 03, 2011, 01:42:37 am
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cunha em Fevereiro 03, 2011, 01:44:08 am
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Miguel em Fevereiro 03, 2011, 06:13:10 pm
Por volta do 20 deste mes, inicia as manifestaçoes em Marrocos.

Alguem se lembra quando cerca de 6/8 anos eu tinha previsto estes acontecimentos no Norte de Africa? Ate tinha feito uma ficçao Tempestade Dom Sebastiao  :mrgreen:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: typhonman em Fevereiro 03, 2011, 09:33:41 pm
Agora é no Iémen....
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 03, 2011, 10:43:14 pm
Irmandade Muçulmana quer anular tratado de paz com Israel se chegar ao poder


A Irmandade Muçulmana egípcia quer anular o tratado de paz com Israel se chegar ao poder, numa entrevista de um dirigente do movimento ao canal televisivo japonês NHK TV.

Rashad al-Bayumi disse que o tratado de paz com Israel será abolido depois de formado um governo provisório com o movimento e outras formações da oposição no Egito.

«Depois do Presidente (egípcio Hosni) Mubarak sair e ter sido formado um governo interino, existe a necessidade de dissolver o tratado de paz com Israel», disse Al-Bayumi.

O Egipto foi o primeiro país árabe a reconhecer Israel oficialmente, tendo assinado um acordo de paz com o governo israelita em 1979. É também um importante mediador do conflito israelo-palestiniano.

Presente nos protestos anti-governamentais no Egito, a Irmandade Muçulmana suscitou receios expressos em meios de comunicação social de poder tomar o poder. É um movimento islâmico fortemente conservador, que defende o regresso às regras do Corão. Nas eleições legislativas de 2010 não conseguiu obter qualquer lugar no parlamento.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 04, 2011, 12:31:01 pm
Egipto. O que está à vista? Mudança de liderança ou de regime? (Actualização 2)
Alexandre Reis Rodrigues
 
 
Mubarak optou por um caminho cheio de riscos para tentar sair airosamente da crise; começou por fazer algumas promessas, aparentemente pensadas para trazer para o seu lado a fracção pragmática da oposição - os que pensam que se já esperaram 30 anos bem podem agora esperar oito meses até às próximas eleições. Resolveu apostar também no cansaço dos manifestantes, agora já no décimo primeiro dia de demonstrações com confrontos entre facções pró e contra a agravarem-se de dia para dia. Presumivelmente, Mubarak espera que os incidentes que começaram a verificar-se, já não sendo apenas demonstrações de protesto, lhe dão margem suficiente de legitimidade para exigir que o Exército se interponha entre as partes e imponha a ordem.

No entanto, as Forças Armadas ainda não terão feito a opção final sobre o caminho a adoptar. As forças estacionadas na Praça Tahrir, que supostamente deviam controlar a situação, mantêm-se, de forma estranha, quase indiferentes ao que se passa à sua volta; nem sequer impediram, como é elementar, que a multidão acabasse por os envolver totalmente, ficando dessa forma quase de mãos atadas. Nesta postura, vai ser muito difícil mudarem para uma postura de intervenção activa, como a situação o exige. Quanto mais demorarem a decidir-se por recuperar o controlo da situação mais esta se agravará e mais difícil será então resolvê-la. Terão muito provavelmente que chamar outras forças; as que têm estado no terreno dificilmente terão condições de actuar.

Mubarak não tem outro apoio a que possa recorrer mas nem mesmo este recurso está a gerir inteligentemente. Ao nomear um militar (ex-Chefe do Estado Maior da Força Aérea) para o cargo de Vice-Presidente, está a dar ao País a imagem que, afinal, as Forças Armadas continuam a funcionar como a tábua de salvação do regime. Quando a população não tiver dúvidas sobre isso, então a imagem quase mítica de que o Exército beneficia junto dos egípcios começará a esvanecer-se rapidamente e acabará o crédito de confiança que dispõe para gerir o processo de transição. De algum modo isso já está acontecer; o aproveitamento político do prestígio dos militares, que tentou fazer com a nomeação do Vice-Presidente, já não chegou para evitar que a oposição não aceite essa decisão desde o primeiro momento.

Os EUA e agora também a UE, em particular os cinco que objectivamente se manifestaram sobre a situação (França, Reino Unido, Alemanha, Itália e Espanha), insistem que a transição “deve começar já” embora em nenhuma circunstância refiram que o processo deve começar pela saída do Presidente. Começa, no entanto, a ficar explícito que é precisamente isso que esperam a fim de evitar maior deterioração da situação. Fica a incógnita preocupante do rumo que o País poderá tomar a partir daí; em especial, saber se a oposição secular conseguirá organizar-se em tempo oportuno e de modo eficaz a “travar o passo” aos avanços da Irmandade Muçulmana. Obviamente, os interesses ocidentais sairão seriamente comprometidos se a queda do regime se processar em favor de grupos radicais ou de um regime que questione a paz com Israel. No entanto, o risco, pelo menos, não é imediato. Não havendo nenhuma força política por detrás dos manifestantes, para já o processo de transição será liderado pelas Forças Armadas. Depois será um processo político impossível de prever e como tal preocupante.

Para o curto prazo, o interessante é uma notícia posta a circular ontem referindo que Israel, contra os termos de um Acordo de 2005 com o Egipto (na sequência dos Acordos de Paz), tinha autorizado o estacionamento de dois batalhões do Exército egípcio (cerca de 800 homens) em Sharm-el-Sheikh, na Península do Sinai; é um movimento curioso porque nada explica essa movimentação e começou-se a especular com o facto de Mubarak ter uma residência nessa zona. É possível que o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas egípcias esteja a considerar uma solução de saída minimamente digna à volta dessa possibilidade, com o apoio de Israel e dos EUA. Se esta associação tem de facto consistência então temos aí um sinal de que um primeiro desfecho da situação poderá estar para breve.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 05, 2011, 12:39:06 pm
Agora é só mesmo um questão de tempo. Tempo para que os ficheiros e documentos compremetedores da actuação criminosa da policia secreta e da identificação dos seus membros sejam destruidos. Tempo para que se apaguem os registos das actividades criminosas do regime do "Mumiarak". Agora é só esperar um pouco.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: typhonman em Fevereiro 05, 2011, 09:48:26 pm
Se a irmandade tomar o poder, as FA´s egípcias,se o acordo de paz for quebrado, terão argumentos para iniciar uma luta contra Israel?

Capacidade possuem, M-1A1,F-16,Apache...

O que quero saber, é se os oficiais moderados das FA´s egipcias irão na onda dos fundamentalistas...Que nos leva a questão de fornecer armas avançadas a países que podem tornar-se instáveis...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 06, 2011, 12:24:03 am
Citação de: "typhonman"
Se a irmandade tomar o poder, as FA´s egípcias,se o acordo de paz for quebrado, terão argumentos para iniciar uma luta contra Israel?

Capacidade possuem, M-1A1,F-16,Apache...

O que quero saber, é se os oficiais moderados das FA´s egipcias irão na onda dos fundamentalistas...Que nos leva a questão de fornecer armas avançadas a países que podem tornar-se instáveis...


Não acredito que o acordo seja quebrado. Quanto muito será ajustado em alguns pontos. Quanto à Irmandade, é certo que tem uma facção de pendor mais fundamentalista, mas na sua vasta maioria são islamistas moderados. A melhor comparação com eles é o regime turco. Creio que o que se passa no Egipto é mais pernicioso para outros países árabes (principalmente para a Casa de Saud) que para Israel.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Fevereiro 06, 2011, 09:06:50 am
Caro Fox Troop
ISLAMISTAS MODERADOS???????????????? Não há, pode haver muçulmanos mais ou menos acomodados às benesses do mundo ocidental, bom wiskey, boas noites passadas no casino, restaurantes de luxo, etc., etc., mas estas não são no fundo muçulmanos, são uma espécie de,,,,,
O povão nem nos pode ver, pois está convicto que os males do mundo (deles) advém do ocidente, o Mubarak é culpado porque se deixou corromper pelo mundo ocidental.
Nesta guerra o pior que nos pode acontecer é subestimar o adversário.
A Irmandade vai tomar o poder, tanto na Tunísia como no Egipto, com todas as nefastas consequências políticas e económicas que daí advierem.  

PS: Citando o jornal El-Watan de hoje acerca do rapto da turista italiana na zona de Djanet
Diálogo entre os raptores e o guia turístico,,,,Je lui ai dit que c`etait (a agência de viagens) Tènère de Kherrani, ils m`ont dit: Dis-lui qu`ìl doit arrêter cette activité. Elle est contraire aux principes de l`Islam
É sempre o mesmo problema,,, tudo é contrário ao princípios do dito,,      
Att
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 06, 2011, 04:08:17 pm
FoxTroop, você tem que dizer aqui ao pessoal que pinga é que bebe, porque é de certeza da boa.

A Irmandade Muçulmana é uma organização terrorista, gerida pelos piores assassinos e escroques depravados que há no Egipto.
A IRMANDADE MUÇULMANA não tem absolutamente nada de moderado. Pretende a instauração de uma ditadura Islâmica sob a batuta dos imãs das mesquitas.

Deixe-se mas é de bebedeiras, que Alá não gosta de alcool e castiga os infiéis ...  :mrgreen:

O problema egipcio é complicado e a solução do problema passa por mostrar às pessoas que a Irmandade Muçulmana e os extremistas fanáticos não são uma organização de beneméritos bonzinhos, mas sim aquilo que eles mostram ser sempre que chegam ao poder:
Escroques criminosos.
O terroristas e assassinos da Irmandade Muçulmana são a inspiração dos terroristas islâmicos do governo criminoso do Hamas.
Eles são o chão que criou bastardos e assassinos como o testa de ferro do Bin Laden (há quem diga que é o Bin Laden que é o testa de ferro), Aiman Al-Zawahiri

As pessoas que no Egipto protestam, estão fartas de crises, e não querem soluções a prazo e ponderadas. Eles querem uma solução para amanhã.
Como dizia uma reportagem da BBC, há gente nas praças do Cairo, que está à espera de uma mudança de governo para poder ganhar dinheiro, porque precisa casar ainda este ano, ou no máximo para o ano.

O que vai acontecer quando de aqui a um ano eles perceberem que as mudanças são mínimas ?
Vão-se revoltar outra vez. E como não há soluções milagrosas que resolvam o problema da falta de dinheiro, eles  vão voltar-se exactamente para o sector dos milagres, prometidos pelos terroristas.

Quem está a gerir as coisas neste momento, está a tentar aproveitar o facto de os extremistas fanáticos quererem aparecer como moderados (estão a mentir com todos os dentes, mas isso é pouco significativo agora).
O objectivo é conseguir que quando a Democracia falhar - E A DEMOCRACIA FALHARÁ porque a actual mentalidade árabe é incompatível com a democracia - a população veja a Irmandade Muçulmana e os fanáticos islâmicos como parte do problema e não como parte da solução.

A ideia de que o Egipto pode seguir uma via turca, é um disparate de todo o tamanho, inventado por analistas sem o mais pequeno sentido prático e sem conhecimento histórico algum.
Os turcos nada têm a ver com os árabes. São sociedades em muitos aspectos diametralmente opostas. O problema no egipto não é um problema do Islão, é um problema do mundo árabe, onde os problemas são agravados pela interpretação literal do livro sagrado, resultado de o livro ter sido ditado por Deus em árabe.
Comparar turcos com egipcios, é a mesma coisa que comparar finlandeses com italianos. São todos brancos e cristãos. Mas o facto de serem brancos e cristãos, não faz com que um país se possa comparar ao outro.

Quanto ao exército:
O exército egípcio nunca deixará a irmandade muçulmana tomar o poder.
Antes disso, haverá um golpe de estado.
O exército governa o Egipto desde a revolução que destronou o rei Faruk. O exército colocou no poder o Gamal Abdel Nasser, o Anwar el Saddat e o Hosni Mubarak. Isso não vai mudar agora.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Fevereiro 06, 2011, 09:14:54 pm
É costume dizer-se que a história não se repete, mas isto quase que é tirado a papel químico com o devido afastamento, com a situação do Sr. Chamberlain, á chegada a Londres em 1938, a acenar com o papelinho, com o qual tentou evitar o inevitável, devido precisamente, a ser aquilo que estamos a querer ser hoje.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Pedro_o_Tuga em Fevereiro 06, 2011, 09:37:54 pm
Sim, realmente tem tudo a ver.....  :roll:

Primeiro foram os judeus, depois os comunas, agora os muçulmanos.. Que inimigo arranjaremos a seguir? ETs?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Fevereiro 06, 2011, 10:12:32 pm
Sr.Pedro
Dê uma vista de olhos pelo - Coisas do Diabo - que tem lá a resposta.
Att.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano Invicto em Fevereiro 06, 2011, 10:27:43 pm
- Quem manda no Egipto é o exército e ponto final.

- E podem estar descansados que a Irmandade Muçulmana, esse grupo de "benfeitores" que o senhor FoxTroop diz não serem radicais, dificilmente tomarão o  o poder no Egipto, porque isso significaria num futuro próximo um provável conflito com Israel e a aniquilação do exército Egipcio.

-  3 ou 4 dezenas de F-16 Sufa Israelistas punham a força áerea e o exército Egipcio de pantanas.

- E os generais Egipcios sabem disso, e não querem isso, a guerra dos 6 dias serviu-lhe de exemplo e eles sabem que tecnológicamente as forças armadas isrelitas estão noutro patamar.

- Espero que o senhor FoxTroop não me insulte novamente, como já me fez no tópico das presidencias, apenas por não partilhar das opiniões dele.

- Em relação á questão da Turquia, que é o único pais muçulmano com uma democracia real e consolidada, a verdade que aquilo se mantêm assim porque os extremistas islamicos são controlados e reprimidos fortemente por Erdogan e companhia.

- Islão e democracia não funcionam, a não ser às custas da repressão dos radicais islamicos, o perigo do Egipto é passar de uma ditadura, para uma democaracia frágil e dai para um Teocracia Islamica.

- A ver vamos.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 07, 2011, 12:20:31 am
Sim, sim, eu é que fumo ou bebo ou o raio  :roll:

Diga-me lá a principal razão para esta revolta? O que é que a fez saltar para as ruas? Porque é que o Exército não a esmagou como era suposto aquando da ordem de retirada da policia das ruas e a entrada em cena do Exército? Porque raio é que a Irmandade Muçulmana está a assumir as negociações com o Governo?!!!!!

Meu caro, o Sr, já provou em muitas das suas intervenções neste fórum que sabe pensar e analisar por sí e considero-o uma pessoa bastante inteligente, por isso deixe de papaguear cartilhas ideológicas. Pode servir para muitos, mas aqui bate noutra porta, a não ser que tenha outros propósitos e aí......


Caro Lusitano Invicto, com esta disse tudo:

Citar
Em relação á questão da Turquia, que é o único pais muçulmano com uma democracia real e consolidada, a verdade que aquilo se mantêm assim porque os extremistas islamicos são controlados e reprimidos fortemente por Erdogan e companhia

PS: e que raio de medo é esse da minha pessoa?!!! Trauma é?!!! Freud explica  :D
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 07, 2011, 12:48:36 pm
Citar
Diga-me lá a principal razão para esta revolta? O que é que a fez saltar para as ruas? Porque é que o Exército não a esmagou como era suposto aquando da ordem de retirada da policia das ruas e a entrada em cena do Exército? Porque raio é que a Irmandade Muçulmana está a assumir as negociações com o Governo?!!!!!

Razões da revolta ?

- Além da necessidade de liberdade que acaba por atingir toda a gente, a revolta tem a ver com a situação economica.
A crise afecta de facto todos os países, uns mais que outros, e a gestão dos assuntos do Estado, quando menos eficiente cria ainda mais problemas.

O exército não esmagou a revolta, porque não há um grupo específico de pessoas nessa revolta. Se ela fosse apenas uma revolta dos extremistas islâmicos seria bastante diferente concerteza.
Alám disso, o que explica a actual situação é também a personalidade de quem se senta na Casa Branca.
Se fosse o Bush, perguntava se quem estava na praça eram os bons ou os maus e se fossem os maus, perguntava para que serviam os tanques que os americanos fornecem ao Egipto.

A Irmandade Muçulmana não está a assumir coisa nenhuma. Apenas foi divulgada a intenção de ouvir os extremistas, no que é uma óbvia tentativa de os comprometer com a solução do problema, para no futuro evitar que eles ganhem mais força com o apoio dos muitos desiludidos que hoje ainda têm ilusões.

A somar a isto tudo, lembro a curiosa comparação que se pode fazer entre os países com regimes mais pro-ocidentais e os regimes islâmicos que mantiveram um cariz Socialista / Marxista.
Também foram anunciadas revoltas na Siria, mas ninguém se mexeu com medo dos camaradas do Partido Socialista Sirio.
Da Libia nem se fala. O Kadafi está à espreita com a policia secreta e com a menos secreta também.

Também se deveria falar nisso, mas aparentemente, os governos essas democracias socialistas de paredes de vidro e de amanhãs que cantam estão em completa sintonia com as massas populares que se exprimem colectivamente através das organizações locais do partido ...  :roll:  :roll:

Não é estranho ?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 07, 2011, 07:08:59 pm
O que é e o que vai fazer a Irmandade Muçulmana no Egipto?
Alexandre Reis Rodrigues
 
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F4.bp.blogspot.com%2F_323tsxmpXic%2FTUhlVkfXpVI%2FAAAAAAAAG1E%2FKnYrpbJWBmA%2Fs320%2F12454B14-2434-45F9-9971-76C848E4D4E6.jpg&hash=6fb54e26b7b14abf3a9bf503df431584)
 
A Irmandade Muçulmana, que pode estar hoje bem mais perto de finalmente participar num futuro governo egípcio, tem uma história atribulada, com poucos anos de existência legal, no Egipto. Criada em 1928, como uma organização religiosa (da’wa) e um movimento social para prestar serviços de assistência, nunca seguiu o caminho linear e claro traçado inicialmente e que não previa actuar como um partido político.

Por mais do que uma vez enveredou por orientações não aprovadas pelo seu fundador (Hasan al-Banna), nomeadamente quando criou um “braço armado” secreto para lutar contra a ocupação estrangeira (do Reino Unido no Egipto e de Israel na Palestina) e mais tarde utilizou-o para assassinar um juiz que condenara um seu militante. Este último acto, em 1948, valeu-lhe a primeira ilegalização, ainda pelo regime monárquico, um ano antes de o seu fundador ser assassinado.

A segunda ilegalização veio em 1954, dois anos depois do golpe militar que derrubou a Monarquia (Free Officers Movement) quando um dos seus membros tentou assassinar Nasser, o líder da revolta, e este começou a vê-la como contrária à revolução levada a cabo pelos militares e decidida a impor a “sharia” no País. O facto de ter ajudado o Free Officers Movement a deitar abaixo a Monarquia de nada acabou por valer para a sua continuação como movimento autorizado.

Com Sadat, que sucedeu a Nasser em 1970, ganhou alguma liberdade de actuação como contrapartida da renúncia à violência que a organização fez por essa altura, mas não chegou a ser legalizada. Neste momento, encontra-se banida à luz da revisão constitucional de 2007 que não permite partidos com conotações ou bases religiosas.

A postura política e ideológica foi também evoluindo ao longo do tempo, mas a organização esteve sempre longe de ser um movimento monolítico, situação que permanece hoje e torna difícil a sua caracterização. Já na era ”Nasser” se verificavam duas correntes opostas, uma que defendia o radicalização, o jihadismo (liderada por Sayyid Qutb, um estranho que se tornou ideólogo e foi executado em 1966 sob a acusação de conspiração para derrubar o Governo), e a que optava por cautela (chefiada por Hasan al-Hudaybi).

Em 1984, contra o parecer de alguns dirigentes que receavam compromissos com outras forças políticas, a Irmandade começou a concorrer a eleições (sindicatos, Parlamento, etc.) inicialmente com os seus membros na qualidade de jovens parceiros dos Partidos legalizados e depois como independentes (nas eleições de 2005 obteve 88 lugares). Esta situação repercutiu-se internamente através de pressões internas para reformas, a partir de 1990, o que, mais tarde, em 1996, deu origem a divisões. É nesta altura que emana da organização o Central Party, cujos lideres depois, entre 2004 e 2005, ajudam a criar o “Movement for Change”, agora de algum modo renascido pelas movimentações de protesto na Praça Tahrir.

A diversidade interna parece ser sobretudo o resultado do confronto entre duas gerações: a dos jovens (reformistas) que pretendem ver a Irmandade evoluir para um movimento islamita moderado, eventualmente do género do Partido AKP da Turquia (Turkey’s Justice and Development Party que se encontra no poder) e a dos conservadores que não se mostram disponíveis para fazer concessões. Alguns analistas reconhecem uma tendência intermédia, a que se poderia dar o nome de “conservadores pragmáticos” e que inclui os membros com experiência parlamentar.

Não é claro, no entanto, com que flexibilidade - se alguma - estas facções encaram a posição tradicional de recusa de apoio ao Acordo de Paz que o Egipto fez com Israel em 1975, em Camp David. Muito embora, no seu conjunto, a Irmandade Muçulmana procure seguir uma estratégia que permita a sua participação no processo político de abertura em que se espera o Egipto possa agora entrar e pareça prevalecer a corrente pragmática, os mais conhecedores do seu funcionamento apontam ambiguidades e falta de transparência.

Só duas coisas parecem claras de momento, segundo as declarações mais recentes dos seus líderes: se chegarem ao poder farão um referendo sobre os Acordos de Paz e não negociarão com o Governo enquanto Mubarak não se retirar da cena política. Vejamos estas duas eventualidades.

A hipótese de um referendo não se põe no curto prazo por dois motivos. Em primeiro lugar, porque as Forças Armadas, muito dependentes da assistência dos EUA, não o permitiriam. Em segundo lugar, porque a hipótese de chegarem ao poder em condições de impor essa decisão é remota; a sua base de apoio, presentemente à volta de 20% e em declínio (The Economist, 5 February 2011), é insuficiente para subirem isoladamente ao poder, objectivo que, aliás, a actual liderança recusa. Mal grado o elevado número de membros (300.000) e a influente rede de instituições que gere um pouco por todo o País (hospitais, escolas, bancos, negócios, fundações, etc.) a Irmandade Muçulmana está longe de ser consensual e de ser capaz de se ocupar sozinha, sem a concorrência de outras organizações, dos assuntos religiosos. Em qualquer caso, com ou sem referendo à vista sobre o Acordo de Paz com Israel, o tempo do Egipto como aliado fiel dos EUA já pertence à história.

A recusa de negociar antes que Mubarak se demita pode ser, de momento, um dos principais obstáculos à procura de um entendimento para saída da crise. O Presidente, para já, mostra-se determinado em ficar («I am a military man and it is not my nature to abandon my duties»), no que pode estar a ser ajudado pela evolução da situação, com os manifestantes a começar a dar sinais de cansaço, como aliás Mubarak previa. Mas a qualquer momento a situação pode mudar; não é possível prever. O que parece incontornável, em qualquer caso, é que como dizia Ed Husain, do Council on Foreign Relations, sem a participação da Irmandade Muçulmana não haverá legitimidade no que quer que aconteça daqui para a frente no Egipto.
 
Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 09, 2011, 03:10:51 pm
Uma análise interessente.

Noto no entanto, especialmente em Portugal quando vejo os nossos analistas de pacotilha, que continua a ser muito criada a ideia de que se pode comparar a Turquia com o Egipto.

Ainda ontem ouvi aquele cérebro do Luis Filipe de Menezes debitar mais teorias politicas que poderiam perfeitamente ser originarias da leitura do Tintin, o qual ainda assim devia ter mais senso e informação sobre politica internacional que a maioria dos politicos portugueses.

Em primeiro lugar, tenta-se comparar o actual partido de governo da Turquia, um partido democratico que aceita as regras da democracia, convive com elas, enquanto ao mesmo tempo acomoda perceitos religiosos.
O partido que governa a Turquia, seria visto como uma organização de ocidentais depravados pela maioria dos imãs criminosos da Irmandade Muçulmana.
A Turquia, além de não ser um país árabe, passou por um doloroso processo de ocidentalização forçada cpós o final da II guerra mundial, embora mesmo ainda durante o Império otomano, uma parte consideravel do país fosse essencialmente europeia.

Nao podemos nunca esquecer que durante alguns séculos, a Turquia foi uma das maiores potências europeias.
Nós olhamos tanto para o Atlântico, que nos esquecemos de que ainda andava o Afonso de Albuquerque pela India, quando os Turcos estavam às portas da capital austríaca, Viena.
E eles nunca deixaram a Europa e ainda hoje, resta uma pequena parte do território que a Turquia ocupava na Europa.

Quando o Sutão Mahmed II conquistou Constantinopla, 76 anos antes do primeiro cerco de Viena, proclamou-se imperador do império romano do oriente.
A Turquia otomana afirmava-se como uma potência da Europa. Praticamente todos os países dos balcãs ficaram sob influência turca, e queira-se ou não, o ocupado também influencia o ocupante.

E isso faz-se sentir até aos dias de hoje.
O Egipto, ao contrário, é apenas uma réstia do que foi a gloria dos reino dos Farós. Quando o império romano conquistou o Egipto, os egipcios referiam que tinham há milhares de anos atrás, sido muito mais poderosos que os próprios romanos.

Mas hoje, são apenas um povo árabe, resultado da expansão do islamismo a partir do século V.
Mas a glória do antigo Egipto, que lhes poderia permitir uma via própria e a afirmação de uma maneira de ser própria, estava enterrada há milénios debaixo dos tumulos de faraós esquecidos.
O Egipto, passou a ser mais um bocado dos califados e emiratos da região.

É por isso que podemos até comparar o Egipto com a Tunisia em alguns aspectos, mas não podemos comparar a população turca com a população egípcia.

De um lado estão os herdeiros do Império Otomano, que há pouco mais de um Século ainda ocupavam uma área da Europa equivalente à Alemanha, e cujo império caiu, resultado de uma guerra europeia, em que caíram o império alemão o austro-hungaro e o russo, ligando ainda mais a Turquia à Europa.

Do outro lado está o Egipto. Potência dominante do Médio oriente até ao Alto Nilo (e muito mais uma potência africana que mediterrânica) há quatro mil anos atrás, mas que hoje não passa apenas de mais um país árabe, que vive de mostrar as pirâmides construidas por egípcios há muito tempo desaparecidos.

A influência do Islão faz-se sentir ali mais que em muitos outros lugares, porque a densidade demográfica e a riqueza do vale do Nilo tornaram sempre a área apetecida e por isso centro especialmente importante para a divulgação da palavra do Profeta.

Na Turquia vemos industrias, empresas comerciais que vendem novos produtos, que têm capacidade para inventar, que aparecem nas feiras internacionais. Já tive contactos com empresas que trabalhavam à Sexta-feira da parte da manhã (durante o inverno), porque assim tinham a vantagem de pode contactar com o resto das empresas europeias que continuavam a trabalhar dado a sexta feira só ser dia santo para os islâmicos.
Eu nunca vi uma empresa egipcia em nenhuma das principais feiras internacional daquelas que conheço, em Birmingham na Inglaterra, em Milão, em Hannover ou Dusseldorf  na Alemanha.
Mas estou farto de ver empresas turcas.

E é isto que faz a diferença.
Comparar esta realidade com a realidade do Egipto, para quem já teve a oportunidade de estabelecer relações nomeadamente comerciais com os turcos, é quase de morrer a rir à gargalhada.

Mas com todo o suporte e capacidade industrial que os turcos têm, eles continuam a ser mais pobres que Portugal.
Os Egipcios até podem olhar para a Turquia com alguma inveja, mas não entendem, que precisariam de uma revolução de mentalidades muito maior que aquela da praça Tahrir, onde quem faz mais barulho continuam a ser os fanáticos islâmicos da Irmandade Muçulmana, que entre trabalhar e criar uma empresa, e rebentar-se para ser martir, optam sempre pela segunda hipótese.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Fevereiro 10, 2011, 09:24:22 am
O que motiva a agitaçao em alguns paises arabes (e em alguns paises europeus : Grecia, Servia,...) sao razoes puramente economicas. As ricas (e pouco democraticas) monarquias do golfo cujos principes e emires distribuem os dividendos do petroleo pela populaçao,  nao conhecem até esta data qualquer tipo de revolta popular.

Em alguns paises arabes como a Tunisia, o Egipto, os Emiratos Arabes Unidos, etc,  qualquer estrangeiro que queira investir no pais tem que obrigatoriamente dar sociedade a um cidadao nacional, isto explica porque razao alguns lideres arabes têm fortunas colossais : os grandes investidores estrangeiros tiveram que ceder 10 ou 20% do seu negocio ao tiranete local. Uma parte da populaçao de alguns paises arabes tambem beneficia com este sistema pois se algum europeu quizer investir nas arabias tem que "dar sociedade" a um arabe ; este na maior parte dos casos limita-se a "emprestar" o seu nome e a receber os dividendos do negocio enquanto o investidor se ocupa de tudo o resto.

Querer impor conceitos politicos e sociais ocidentais (como a democracia) às sociedades arabes, nao tem funcionado muito bem. De cada vez que os povos arabes votam livre e democraticamente, escolhem lideres e sistemas politicos incompativeis com a nossa democracia ocidental e com a nossa segurança.
Quando os islamistas radicais do FIS ganharam democraticamente as eleiçoes na Argelia em 1992, os governos europeus e americano apressaram-se a encorajar um golpe militar muito pouco democratico que colocou na prisao ou assassinou os vencedores das eleiçoes e provocando com este facto, uma horrivel guerra civil na Argelia. A mesma coisa na Palestina quando os "terroristas" do HAMAS ganharam as eleiçoes...

Sendo as razoes da revolta de cariz economico e nao politico,  podemos esperar um alastramento, nao somente pelo mundo arabe, mas tambem pelo resto do mundo, sobretudo nas regioes onde a crise se faz sentir cada vez mais, levando ao desespero das pessoas.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabecinhas em Fevereiro 10, 2011, 12:48:15 pm
Só nos países árabes?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 10, 2011, 04:16:42 pm
Mumiarak está de saída. Segundo a Al Jazeera, deve hoje anunciar a resignação hoje. Sem dúvida que, ter deixado a situação chegar ao ponto de total caos, de modo a que "o povo acabasse por se cansar e ir para casa", foi de génio   :)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 10, 2011, 04:17:57 pm
É aparentemente mais grave nos países árabes, e especialmente naqueles mais influenciados pelo ocidente, onde o nível de liberdade é maior que nas ditaduras de cariz marxista como a Libia ou a Siria (e como foi o Iraque).

A revolução do mundo árabe não é novidade nenhuma, pois já houve várias. O problema é que são normalmente esmagadas pelo ditador de serviço, com terror sanguinário.
Os países que optaram por ter relações especiais com o ocidente, têm o problema de ter que responder também perante as opiniões publicas dos países ocidentais.
Como a América sustenta o exército egípcio, o que a opinião publica americana pensa, acaba por influenciar a decisão dos governos.

Já as ditaduras assassinas de cariz marxista, como a Siria ou a Libia, não têm esse problema, porque não há possibilidade de as influenciar.
É por isso que ninguém se refere ao terror e à brutalidade criminosa do regime assassino do Partido Socialista de Hassad na Siria. É por isso que o genocida Bakir do Sudão, apoiado pela ditadura comunista chinesa, pode exterminar centenas de milhares de pessoas no Darfour, porque não tem o apoio de um país ocidental, e na China ninguém pode criticar o governo de Pequim por apoiar um genocida criminoso.
E por questões de vantagem económica, muitos fecharam os olhos ao terror assassino de outro camarada socialista o grande benfeitor dos povos, Muamar Kadafi. Este último está caladinho que nem uma ratazana amedrontada, pois as recentes relações com o ocidente podem provocar problemas.

Teremos que esperar para ver no que tudo isto vai dar.
Sabemos que os criminosos marxistas, estão a esfregar as mãos e pedem aos santos (se houver santos comunistas) que haja mortes, muitas mortes, para que eles possam subir ao poder e fazer o que sempre souberam fazer melhor: ROUBAR.

É igualmente importante o apoio da ditadura iraniana que o criminoso assassino Ahmadinejad dá aos terroristas da Irmandade Muçulmana.
O apoio desta hiena iraniana, e dos Imãs da mesquita de Qom,  é uma prova de que por detrás do protesto estão terroristas e assassinos que apenas aguardam a altura certa para chegar ao poder,  e impor o seu regime de ódio e terror cruel.

Por isso sinceramente, entre um ladrão como o Mubarak (a acreditar nos relatos de que juntou biliões de dólares de comissões de contratos) e os ladrões e assassinos lascivos da Irmandade Muçulmana, que venha o diabo e escolha.

O primeiro ministro da Inglaterra, já veio dizer, como já tinha dito a Merkel na Alemanha, que o multi culturalismo falhou. Ainda vão ter que passar mais dez séculos, para que sociedades diferentes aceitem viver em paz.
De nossa parte, da parte ocidental, não se pode dizer que não tenha havido um esforço. Eu pessoalmente aceito os islâmicos, aceito até que tenham as suas mesquitas e pratiquem os seus rituais. Como  cidadão informado e bastante liberal, eu não tenho problema com a religião muçulmana. A religião que eles pregam, é a religião do Deus único. O Deus de Maomé, é exactamente o mesmo Deus de Jesus Cristo. Eu já li o Corão, e ao contrário de muitos, não li nada que me espantasse ou me deixasse preocupado.

Mas esta canalha assassina (apoiada indirectamente pelo marxismo internacional e pelo anti-americanismo fanático das viúvas do debochado e perverso regime da russia comunista), não querem nada disso. Insistem numa INTERPRETAÇÃO ABUSIVA, DISTORCIDA, CRIMINOSA do livro sagrado dos muçulmanos.

Querem utilizar o multiculturalismo, para nos destruir.
Aproveitar o Islão, para em nome da religião destruir a liberdade
É por isso que tantas Hienas marxistas torcem desesperadamente pelos criminosos islâmicos e pelos terroristas, porque afinal a luta do terroristas e a luta dos marxistas é só uma e resume-se numa só frase:

Odio à liberdade do Homem.

E ser contra a Liberdade ,é ser contra os principais direitos que estão expressos nos livros sagrados das três principais religiões monoteistas.
Deus criou o Homem: E estabeleceu o Direito à Vida
Deus criou o mundo para o Homem. deu-lhe regras, mas deu-lhe também o direito de escolher o seu caminho, mesmo que esse caminho não fosse o melhor: E estabeleceu o Direito à Liberdade.


Onde cheirar a estas Irmandades Muçulmanas, estão sementes de ódio !
Ódio contra todos nós !
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Edu em Fevereiro 10, 2011, 06:44:18 pm
Quem é que o "criminoso assassino Ahmadinejad" matou para ser um criminoso assassino? Assim derrepente não estou a ver, que eu saiba Israel é que andou a matar cientistas Iranianos...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 10, 2011, 07:23:14 pm
Egipto. O que está à vista? Mudança de liderança ou de regime? (Actualização 3)
Alexandre Reis Rodrigues

 
Em muitos espíritos continuam as dúvidas sobre se o que está a acontecer no Egipto é causa de preocupação ou de contentamento. Na verdade, tanto pode ser uma coisa como outra; ninguém sabe. Tudo depende de como vai evoluir a situação, presentemente envolvida numa extrema incerteza e alternando entre períodos em que os protestos parecem estar a consolidar-se e alargar-se a outras zonas do país e outras ocasiões em que a estratégia do Governo parece estar a resultar.

Já aqui falamos da opção do Governo em tentar dividir a oposição e jogar com o tempo para cansar os manifestantes - hoje no décimo sétimo dia de protestos - sem, no entanto, ir para o confronto directo, o que motivaria uma séria condenação internacional do regime. O objectivo será “aguentar” Mubarak até ter uma solução para a sua saída airosa e, entretanto, evitar o caos. O problema é que será preciso, em troca, fazer algumas concessões à oposição.

A reunião entre o Vice-Presidente e os representantes convocados pelo Governo, no dia seis de Fevereiro, em que foram retomadas promessas feitas pelo Presidente, foi um primeiro passo no sentido de dar algo em troca e de algum modo um sucesso; conseguiu trazer para a mesa a Irmandade Muçulmana, que anteriormente se declarava indisponível para negociar antes da saída de Mubarack.

Uma próxima reunião - se realizável - será certamente bem mais difícil; em especial se as desconfianças de que o Governo faz manipulações se acentuarem; el Baradei, por exemplo, aceite pela oposição como representante, não foi convidado. Pior, não houve qualquer representação dos jovens, a quem a oposição deve grande parte dos protestos iniciais. A forma como Suleiman tentou corrigir à posteriori este segundo erro é revelador da táctica pouco “limpa” do Governo; reuniu-se depois com um grupo de jovens de um movimento de que anteriormente ninguém tinha ouvido falar (Movimento 25 de Janeiro) e que saiu da reunião a concordar com a ideia de Mubarak continuar. O Movimento Seis de Abril, que de facto existe e esteve por detrás dos protestos, já reagiu com a acusação de que o outro não tem qualquer representatividade (O Movimento Seis de Abril começou em 2008 através do Facebook e rapidamente agregou 70000 participantes; Ahmad Maher, co-fundador do Movimento, foi preso pouco depois).

Que pode o Governo oferecer mais à oposição? A hipótese mais falada, de momento, passou a ser a da utilização do pretexto da necessidade periódica de Mubarak deslocar-se para tratamento numa clínica alemã; uma vez fora, seria fácil arranjar argumentação para não voltar. A possível ida para uma residência que tem em Sharm-el-sheik deixou, entretanto, de ser referida. A sua eventual colocação fora da gestão corrente dos assuntos do País, restringindo-o a uma função meramente “decorativa”, opção proposta por um grupo de “Wise Men” que participou também na reunião de seis de Fevereiro, foi rejeitada.

Este tema leva-nos directamente para a questão central de saber se pode o Egipto iniciar algum processo sério de transição continuando Mubarack no poder. A administração americana pareceu inicialmente acreditar que não era possível, quando Obama referiu que o processo devia começar já; embora nunca tenha sido explícito sobre o destino de Mubarack, ficou o entendimento de que se pretendia a sua saída. De momento, já não é assim; veio a clarificação de que o processo de mudança deve ser conduzido por Mubarack. Talvez tenha sido isso o que acabou por recomendar o enviado especial do Presidente Obama depois de se encontrar com Mubarack. Um mau sinal: indica que os EUA vão a reboque dos acontecimentos, sem uma estratégia própria.

Quem decide, no entanto, serão os militares, aliás, como tem sido habitual. O Egipto, mal grado outras aparências, tem funcionado como uma ditadura militar desde 1952, data do golpe do então coronel Nasser. Presentemente, metade do Governo, incluindo o topo (Presidente, Vice-Presidente, 1º Ministro e ministro da Defesa) é composta por ex-militares; 80% dos governadores espalhados por todo o País vieram também das fileiras das Forças Armadas. Poderá um Governo deste tipo conduzir um processo de liberalização, quando a crise por que o País está a passar parece estar a ser aproveitada para ajustar contas com a elite empresarial que Gamal Mubarack, filho do presidente, liderava?

Há muitas tensões à volta desta luta de interesses; o peso que o Exército tem na economia do País não é obviamente estranho a isso. Não obstante a opacidade que rodeia todos os assuntos militares, alguns observadores não hesitam em situar esse peso entre 30 e 45% da economia; outros, avaliam-no entre os 10 e 15%. Ao certo só se sabe que o Ministry of Military Production emprega 400.000 civis, gere 16 fábricas e produz muitos bens que não têm natureza militar: água engarrafada, azeite, extintores, computadores, cimento, etc.

Naturalmente, as Forças Armadas negam esta situação; dizem que 85% da economia está privatizada. É verdade que Sadat deu passos concretos para abertura da economia, depois de duas décadas de socialismo. Mubarack também introduziu alguma liberalização mas o sector do Estado continua com um peso grande. Gamal, ao liderar uma corrente de maior abertura, colocou-se em rota de colisão com os interesses da Velha Guarda militar, nada disponível para alterar o statuo quo. O resultado está à vista: foi demitido, juntamente com o seu círculo próximo, da liderança do Partido Nacional Democrático, de que Mubarak continua a ser presidente. De nada lhe valeu o estatuto que o pai lhe foi construindo e cujo esperado desfecho, há pouco mais de um mês atrás, ainda era a sucessão na Presidência do País.

Que se pode esperar desta situação? Uma mudança drástica do regime, como está implícito nas pressões que a administração americana e a UE têm feito, é muito pouco provável. Quando muito apenas o indispensável para desmobilizar os protestos.
 
Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 10, 2011, 10:55:33 pm
Citação de: "Edu"
Quem é que o "criminoso assassino Ahmadinejad" matou para ser um criminoso assassino? Assim derrepente não estou a ver, que eu saiba Israel é que andou a matar cientistas Iranianos...

Assim de repente, também não estou a ver quem é que o Hitler matou para ser considerado um criminoso...
Afinal, esse grande socialista nacionalista alemão, nunca na vida matou ninguém (além dele próprio).
Outro grande democrata, Estaline, também é apenas uma alma caridosa, que não é nem foi responsável pela morte de ninguém.

Poupe-nos de campanhas de defesa do terror, há já demasiada canalha dessa...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Fevereiro 10, 2011, 11:18:57 pm
Caro PT
Parabéns por ter lido o Corão.
Mas, conseguiu entende-lo e orientar-se no meio daquelas contradições todas?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 11, 2011, 12:01:12 am
PILAO251 -> É engraçado, mas há duas maneiras de ler o Corão.

Você pode começar pelas Suras conforme elas estão numeradas, começando pela Abertura, a Vaca, A tribo de Omran, etc...

Mas pelo menos na versão que eu tenho, há igualmente uma leitura cronologica. Ou seja, lendo as várias Suras cronologicamente, o Corão pode ser de alguma forma comparado à Biblia.

Outra questão importante é a das traduções. Aparentemente existe muita discussão entre os clérigos especialistas nestas coisas, relativamente à interpretação dada às palavras. Só em árabe será possível entender verdadeiramente o Corão, pelo que a minha leitura, como a de qualquer ocidental está sempre muito limitada.
O Corão, aparentemente tem uma estrutura que o transforma num monumento literário de tal forma perfeito quando lido em árabe, que a sua criação não poderia ter outra origem que não fosse a divina.

Na versão que li, porque me dei ao trabalho de ler de forma cronologica, acabei por encontrar a maioria dos ensinamentos que se encontram na Biblia, com a diferenças naturais e conhecidas.
O nascimento de Jesus Cristo por exemplo, é de origem divina, mas ele mão nasce de uma virgem.

Há já bastante tempo, quando coloquei a questão da violência a quem percebe mais disto que eu, recebi uma explicação curiosa ainda que nada religiosa.

Assim:

O Corão é de tal forma perfeito do ponto de vista estético, que se tornou necessário em várias passagens encontrar os termos e as expressões da lingua árabe que melhor se adaptavam para atingir essa perfeição estética do ponto de vista linguistico.

Conseguiu-se a perfeição, a custo de um texto que acaba por permitir interpretações violentas que estão basicamente em contradição com o espirito geral da obra.

Esta contradição evidentemente é negada pelos muçulmanos por uma razão simples.

Se existe essa contradição, e se as palavras e os versos estão organizados como estão por necessidade do autor e para maior erudição da obra, então, o Corão teria que ter sido escrito pelos homens. Muito inteligentes, mas homens.

E isso é a mesma coisa que dizer que a palavra de Deus, não é a palavra de Deus, e que o Islão, é todo ele uma farsa.



Amanhã temos alguem a explodir-se neste fórum... :mrgreen:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Edu em Fevereiro 11, 2011, 01:04:15 am
Citação de: "papatango"
Citação de: "Edu"
Quem é que o "criminoso assassino Ahmadinejad" matou para ser um criminoso assassino? Assim derrepente não estou a ver, que eu saiba Israel é que andou a matar cientistas Iranianos...

Assim de repente, também não estou a ver quem é que o Hitler matou para ser considerado um criminoso...
Afinal, esse grande socialista nacionalista alemão, nunca na vida matou ninguém (além dele próprio).
Outro grande democrata, Estaline, também é apenas uma alma caridosa, que não é nem foi responsável pela morte de ninguém.

Poupe-nos de campanhas de defesa do terror, há já demasiada canalha dessa...

Bem relativamente a Hitler está errado, acontece que ele foi um valoroso soldado da 1ª grande guerra que se voluntarizou para a frente de batalha tendo sido inclusive vitima do famoso gás mostarda, dificilmente passou sem ter matado alguém (isto só a titulo de curiosidade).

Mas caro Papatango, fale-me dos genocidios comandados por Ahmadinejad, os assassinatos, terriveis quando comparados com os cientistas Iranianos assassinados por Israel ,as torturas crueis, muito piores do que se fazem nos países civilizados, por exemplo pelos E.U.A. em guantanamo. Torturas estas que aparentemente agora são responsaveis pela não entrada de Bush II na Suiça.

Já ouvi chamarem muita coisa a Ahmadinejad mas criminoso e assassino não, peço desculpa pela minha aparente ignorancia.

Cumprimentos
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 11, 2011, 01:59:14 am
Citar
Já ouvi chamarem muita coisa a Ahmadinejad mas criminoso e assassino não, peço desculpa pela minha aparente ignorancia.

Por mim, a sua ignorância está desculpada.
Se o seu cérebro não dá para mais, é provavelmente vontade de Alah, e eu não posso nada contra a vontade de Deus.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Chico Xavier em Fevereiro 11, 2011, 02:35:12 pm
A amnistia Internacional é apenas um grupozeco que defende terroristas,nunca ouvi essa gente condenar os ataques terroristas.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Desertas em Fevereiro 11, 2011, 03:34:34 pm
Citação de: "papatango"
Citação de: "Edu"
Quem é que o "criminoso assassino Ahmadinejad" matou para ser um criminoso assassino? Assim derrepente não estou a ver, que eu saiba Israel é que andou a matar cientistas Iranianos...

Assim de repente, também não estou a ver quem é que o Hitler matou para ser considerado um criminoso...
Afinal, esse grande socialista nacionalista alemão, nunca na vida matou ninguém (além dele próprio).
Outro grande democrata, Estaline, também é apenas uma alma caridosa, que não é nem foi responsável pela morte de ninguém.

Poupe-nos de campanhas de defesa do terror, há já demasiada canalha dessa...

Citação de: "papatango"
Citar
Já ouvi chamarem muita coisa a Ahmadinejad mas criminoso e assassino não, peço desculpa pela minha aparente ignorancia.

Por mim, a sua ignorância está desculpada.
Se o seu cérebro não dá para mais, é provavelmente vontade de Alah, e eu não posso nada contra a vontade de Deus.

Embora esteja a sair um pouco off-topic , permitam-me dizer algo .
O Sr. Ahmadinejad , e outros dirigentes ou pessoas influentes nalguns países árabes  fazem-me lembrar algums Papas na altura das cruzadas .
Eles também não mataram ninguém , julgaram-se enviados por Deus  , e incitaram o fanatismo religioso .
Uma coisa que nunca compreendi nalguns países muçulmanos , é que se andarem a matarem-se uns aos outros é normal , se perseguirem pessoas de outra religião também é normal e a vontade de Alah , mas se mesmo num país estrangeiro alguém dizer algo em relação aos seus profetas desaba o mundo e os outros são infieis e pecadores e declara-se-lhes uma jihad . ACORDEM!!!!!!!!!!! A Europa já passou por isso entre os séculos XI e XV  . Não estejam com mentalidades de há 6 séculos atrás.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 11, 2011, 03:42:06 pm
Eu tento sempre separar a questão religiosa, da interpretação politica que vários grupos dão à religião.

Parte do mundo árabe utiliza o Corão mais ou menos como os cristãos do ocidente utilizaram a Biblia para justificar as cruzadas.
Os cristãos ortodoxos, por exemplo, consideravam os cristãos da igreja de Roma (Na altura não havia protestantes) como uma espécie de fanáticos perigosos.
Aliás, quando Constantinopla caiu, muitos cristãos ortodoxos disseram que preferiam ser governados pelos muçulmanos, que pelos cristãos de Roma, exactamente por causa do fanatismo religioso.

Mas era outro tempo histórico. Hoje, são os grupos de muçulmanos que se apresentam como fanáticos.



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VOLTANDO AO TEMA
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Tudo leva a crer que o Mubarak, embora tenha feito ontem um discurso desafiante em que afirmou o seu patriotismo, terá cedido parte do poder executivo ao vice-presidente.
Segundo várias notícias ele terá abandonado o Cairo.
Parece que pretende manter uma saída institucional e garantir uma transição sem grandes convulsões.
Eles  estão a tentar evitar que o poder caia na rua.

Mubarak continuará a ser o presidente, mas pelo menos parte dos seus poderes executivos terão já sido transferidos para o vice-presidente.
Mubarak continuará a ser o comandante das forças armadas.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Desertas em Fevereiro 11, 2011, 03:49:40 pm
Citação de: "papatango"
Eu tento sempre separar a questão religiosa, da interpretação politica que vários grupos dão à religião.

Parte do mundo árabe utiliza o Corão mais ou menos como os cristãos do ocidente utilizaram a Biblia para justificar as cruzadas.
Os cristãos ortodoxos, por exemplo, consideravam os cristãos da igreja de Roma (Na altura não havia protestantes) como uma espécie de fanáticos perigosos.
Aliás, quando Constantinopla caiu, muitos cristãos ortodoxos disseram que preferiam ser governados pelos muçulmanos, que pelos cristãos de Roma, exactamente por causa do fanatismo religioso.

Mas era outro tempo histórico. Hoje, são os grupos de muçulmanos que se apresentam como fanáticos.

Nem mais !
A quarta Cruzada foi inclusivamente um saque a Constantinopola .
http://pt.wikipedia.org/wiki/Quarta_Cruzada

Um Abraço
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: cromwell em Fevereiro 11, 2011, 04:19:02 pm
Mubarak demitiu-se.

É oficial. Agora é o vice-presidente a tomar o poder. E na minha opinião, a coisa não vai ficar gira.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 11, 2011, 04:51:50 pm
Isto faz lembrar a « Evolução na Continuidade » da Primavera Marcelista.

Os militares retiraram um militar da presidência e colocaram outro militar na presidência.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: cromwell em Fevereiro 11, 2011, 04:57:02 pm
Citação de: "papatango"
Isto faz lembrar a « Evolução na Continuidade » da Primavera Marcelista.

Os militares retiraram um militar da presidência e colocaram outro militar na presidência.

Exactamente. Nada mudou.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Fevereiro 11, 2011, 10:54:54 pm
Como é que dizia o Churchil ? - Alguma coisa tem que mudar, para que tudo fique na mesma.

Mas neste caso, não tenho muita esperança que assim seja, a Irmandade está só à espera de meter, a cabecinha, depois o resto é pescoço.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 11, 2011, 11:30:38 pm
E não deixa de ser engraçada a reacção de alguns dos islamistas radicais.

No Irão. os Imãs aflitos congratulam-se com a revolução popular que comparam à revolução de 1979, quando os iranianos ainda não esqueceram os milhares de mortos nas ruas das cidades iranianas, e a revolta esmagada com uma crueldade mongol pela GESTAPO do regime assassino de Ahmadinejad.

Na faixa de Gaza os assassinos do HAMAS, chegaram ao poder como um movimento contra a corrupção da FATAH (verdadeira aliás), mas hoje, transformaram-se numa Mafia que vive do contrabando, da corrupção e da extorsão.
Até na faixa de Gaza já houve protestos contra o HAMAS, mas esses protestos foram logo debelados.

E o caso mais sintomático é o do regime do Partido Socialista da Siria.
É o mais brutal e criminoso de todos os regimes brutais e criminosos do médio oriente.
No entanto, está toda a gente caladinha e ninguém protesta.

Não acham engraçado... :roll:  :roll:  :roll:

De qualquer forma Israel deve colocr as barbas de molho, ainda que eu ache que a questão egipcia é diferente.
O Egipto, como tem sido afirmado por vários observadores nunca teve um exército com tradição de reprimir o povo, por isso a reacção do exército egipcio não é assim tão anormal.

Na Siria e no Iraque dos Partidos Baas Socialistas, o exército exterminou comunidades inteiras por protestarem contra o governo.
Eu acho que grave realmente, seria um protesto contra a casa real saudita.

A Arábia Saudita, funciona mais ou menos como os Emiratos, só que os emires não são autónomos.
Os ingleses mantiveram-se até aos anos 70 numa quantidade de emiratos (Qatar, Dubai, Fujaira, Ras Al-Kaima, Barem, Abu-Dhabi etc.)
Desses, o Qatar  e o Barem decidiram ficar como estados independentes e os outros juntaram-se numa federação que conhecemos como Emiratos Arabes Unidos.
Na Arábia Saudita, existem também vários emires e principes, mas estão dependentes do Emir dos Crentes, e líder da família Saúd, designada como família protectora dos lugares santos.

Aliás, Arábia Saudita, é basicamente a área controlada pelo clã Saúd, na peninsula arábica.
Se alguns desses principes se desentendem, e se voltam a re-arranjar as alianças entre si (coisa extremamente comum antes da criação da Arábia Saudita), então será um Deus-nos-acuda.

A estabilidade em toda a peninsula arábica, depende da capacidade dos Saud para defender os lugares santos. Se isso não for possível, nem sei o que poderia acontecer. Os Xiitas, poderiam aparecer para salvar a situação. E o ódio entre árabes e judeus, não é nada quando comparado ao nível de ódio que pode haver entre árabes e persas.

O Egipto é importante, sim, mas enquanto os militares receberem dinheiro da América...
O extremismo islâmico tem que ficar na gaveta.
A Irmandade Muçulmana, é no entanto uma organização de terror. Sobre isso não pode haver dúvida.
Eles tentarão no futuro próximo aparecer como um partido aceitável para um sistema ocidental.
Mas diz-nos a experiência, que não há povo mais dissimulado e desleal que o árabe.

Os árabes não têm os mesmos conceitos de obrigação perante a palavra dada que existem no ocidente. Isso é o próprio Corão que permite, ao determinar que Deus tudo desculpa, se houver justificação.
Por isso, quando um árabe diz que vai fazer uma coisa, eu só acredito quando vir.

Ainda ontem, depois do primeiro discurso do Mubarak, vimos os jovens a dizer que estavam dispostos a morrer pela democracia no Egipto.
Entre morrer pela Democracia e morrer por Deus, em nome do Corão, conforme mandará a Irmandade Muçulmana dentro de alguns meses, vai uma distância igual a ZERO !

O palco está montado.

Aguardemos.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cunha em Fevereiro 12, 2011, 03:57:59 pm
Pois bem, tirar o ditador Mubarak para meter o espião turturador Suleiman, seria chover no molhado, e as manisfestações continuariam.

Os americanos viram que não dava, e então vem a ordem para Mubarak sair, e a decisão foi tomada depois do anuncio da delegação de poderes a Suleimen, que não foi aceite pelo povo, que continuou na rua, dai este volte face em 24 horas.

Caso contrário iamos ter um banho de sange no Egipto.

O que os EUA querem é uma transição  suave e pacífica, sem mudar muita coisa, fazer um mínimo de concessões democráticas e manter o alinhamento incondicional aos EUA, mas banho se sangue é que não.

Daí a renuncia de Mubarak e a passagem do poder para os militares.

Mais uma vez, e desde o golpe de estado de 52 contra a monarquia pró-Inglaterra que o poder caí nas maõs dos militares, mas quem manda ainda é Mubarak, Suleiman e os EUA, não pensem o contrário.

Vamos ver se Suleiman consegue segurar as pontas, ou  então pode ter o mesmo destino de Sadat.

Apesar de a versão oficial dizer que Sadat foi morto por extremistas islamicos, sabemos, ou melhor quem anda informado sabe que não foi assim tão linear assim, e que houve mão de secretas ocidentais no assasinato de Sadat, e Suleiman e Mubarak não saem com as mãos limpas deste processo, tendo sido eles que mais ganharam com isso porque subiram ao poder no Egipto.

Falta agora saber se os 1300 milhões de doláres em ajudas militares que os EUA mandam para o Egipto, e os 30 anos de “mentoring” militar a que os Generalato Egipcio está sujeito desde o inico da decada de 80 será suficiente ( ou não ) para os manter aliados e fiéis aos EUA.

Aqui é que está a questão?

E Omar Suleiman, se não o maior, um dos maiores espiões do médio oriente,  que comanda  a secrteta egipcia, a Mukhabarat desde o inicio dos anos 90, neste momento deve-se roer com esta questão, de certeza que deve ter grande parte das altas patentes egipcias sob escuta.

Contudo Suleiman sempre foi agente duplo, e não se esqueçam que a China está a entrar em força em Africa e tem muito dinheiro para gastar!!!!!!!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 12, 2011, 07:30:20 pm
Espanha deve estar atenta ao que se passa em Marrocos


Espanha poderá vir a ser surpreendida com uma revolta em Marrocos tal como aconteceu com a França em relação à Tunísia e aos EUA relativamente ao Egipto. Muitas dos factores que originaram a queda do regime ditatorial tunisino e os fortes protestos contra a ditadura egípcia estão também presentes nas exigências feitas pelos jovens marroquinos.

Estes já se estão a mobilizar, através da Internet, para uma manifestação marcada para dia 20 de Fevereiro, sendo uma incógnita qual será a adesão da população e como vai reagir o regime a este protesto.

"O que sabemos é que a combinação de altas temperaturas, ar seco e ventos fortes incrementam substancialmente a probabilidade de um incêndio", alerta o El País numa análise sobre a situação marroquina. O jornal espanhol lembra que em Marrocos os jovens representam quase um terço da população e desses 82% estão desempregados, muito mais que na Tunísia (56%) ou no Egipto (73%)

A taxa de desemprego de jovens marroquinos com estudos secundários é igualmente elevada (58%) e o mercado laboral do sector privado continua sem conseguir dar resposta às necessidades de emprego dos mais qualificados, precisamente os que usam mais a Internet.

Apenas o sector público continua a engordar com o crescimento económico do país. Além disso, segundo o último inquérito realizado pelo Instituto Gallup, 80% dos marroquinos estão frustrados com as dificuldades diárias, uma insatisfação superior à registada na Argélia, Tunísia e Egipto.

DN
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 14, 2011, 07:38:34 pm
Citar
Manifestantes antigovernamentais envolveram-se hoje, segunda-feira, em confrontos em Teerão com as forças de segurança, que usaram gás lacrimogéneo, segundo testemunhos recolhidos pela agência AFP.

Além de gás lacrimogéneo, a polícia utilizou projécteis cheios de tinta para dispersar vários milhares de manifestantes reunidos em pequenos grupos perto da praça Azadi (Liberdade) na zona oeste da capital, de acordo com as mesmas fontes.

"Morte ao ditador" foi um dos "slogans" antigovernamentais gritados pelos manifestantes, que também queimaram alguns caixotes do lixo, disseram as testemunhas, que não deram conta de feridos ou detenções.

A manifestação não foi autorizada pelas autoridades e os "media" estrangeiros foram alertados para não se deslocarem à praça para observar a situação, como acontece em cada manifestação ou tentativa de manifestação da oposição no Irão nos últimos 18 meses.

dn.pt
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 15, 2011, 03:13:40 pm
O mais incrivel, é que existe uma corja imunda de fanáticos, que são capazes de defender o «Javardo» Ahmadinejad e o seu regime nazi repugnante.
Criticam o Mubarak e os malvados americanos e assobiam para o lado, quando os nazistas iranianos reprimem as manifestações.

Se a hipocrisia pagasse imposto, havia países a nadar em dinheiro  :roll:  :roll:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 15, 2011, 07:10:47 pm
Egipto. O que está à vista? Mudança de liderança ou de regime? (Actualização 4)
Alexandre Reis Rodrigues
 
 
Emitem-se muitas e variadas opiniões sobre o futuro do Egipto, mas na verdade o que se diz hoje arrisca-se a valer tanto como o que dizia Mubarak, menos de 24 horas antes de abandonar a Presidência: que se manteria no seu posto conforme era da sua obrigação. Não ficou, para bem da solução imediata da crise que já ia em 300 mortos e vários milhares de feridos, segundo a contagem das Nações Unidas.

Sobre o futuro nem os egípcios podem estar seguros do que se seguirá; muito menos os que observam de fora. Trata-se de uma situação para ir seguindo dia a dia, para ver que tendência tende a prevalecer. O mais importante é verificar se a saída de Mubarak, obviamente forçada pelo Exército, vai ser utilizada para mudar o regime ou para o “aguentar” embora com algumas roupagens novas. Para já apenas se pode especular; é o que a maioria faz, mesmo até sobre as origens do que aconteceu.

George Friedman tem uma versão interessante do sucedido; diz que tudo começou meses atrás com a perspectiva de Mubarak fazer-se suceder pelo seu filho Gamal, o qual, pelas suas ligações à elite empresarial e nenhum laço com os militares, representaria, de facto, um desafio directo ao regime, controlado pelas Forças Armadas desde 1952, quando Nasser derrubou a monarquia. Para Friedman, foram os militares e não os que se manifestavam na Praça Tahir, que derrubaram o Presidente.

Há pelo menos um ponto em que desde já se pode dar a razão a Friedman. De facto, não fosse a acção dos militares (melhor dizendo a falta de acção) as manifestações de protesto teriam tido um desfecho diferente.

Até onde estará disposto a ir o Supremo Comando das Forças Armadas, que entretanto assumiu todos os poderes? Que interpretação de democracia irão usar? A concepção ocidental, uma nova ordem liberal ou um modelo menos flexível, algo do género de uma “democracia tutelada”, como o instituído na Turquia e no qual os militares exigiam dos políticos o compromisso de aceitação dos fundamentos seculares do Estado? Se é esta a hipótese mais plausível, será que a Irmandade Muçulmana está disposta a levar o seu processo de adaptação ao ponto de prescindir de todas as habituais exigências? O que defendia anteriormente era uma «Islamic Source of Lawmaking» querendo isto significar que não obstante a possibilidade de o Parlamento aprovar leis não conformes com a religião islâmica, haveria sempre o recurso ao Tribunal Constitucional em caso de objecção religiosa.

A grande dificuldade será acabar com o fosso que existe entre a sociedade civil que pensa, no essencial, segundo as regras e crenças muçulmanas e os militares, juntamente com a elite burocrática que os apoia, que apostam no estreitamento dos laços com o Ocidente, em particular os EUA, uma aproximação que a população não aprecia. Naturalmente, este é um dos temas com potencial maior impacto no equilíbrio regional e em especial no conflito Israel/Palestina, a questão que verdadeiramente preocupa Israel.

Mubarak orientou a sua presidência de 30 anos sob a bandeira da estabilidade política com os custos conhecidos. Agora, o que está pela frente para os egípcios é uma caminhada a partir do zero e sem destino claramente definido. A Constituição encontra-se suspensa até uma comissão nomeada pelos militares redigir uma nova, para o que foi dado, segundo anunciado, um prazo de dois meses; depois haverá um referendo. A Assembleia Nacional foi dissolvida; o Conselho Supremo das Forças Armadas assumirá a condução da transição, durante os próximos seis meses, altura para que prometem eleições.

É um calendário apertado principalmente para um País que, em resultado da lei de emergência ainda em vigor e das restrições impostas por Mubarak, encontra-se quase num vazio político e que possivelmente vai passar, entretanto, por alguma turbulência. Os primeiros sinais surgiram quase de imediato com uma demonstração de polícias e de condutores de ambulâncias a reclamar melhores salários e condições de trabalho. Quanto mais os militares forem desviados para conter a instabilidade social mais atrasos será de esperar no processo de transição ou seja mais impaciência por parte da oposição. Tudo muito incerto, portanto; salvo num ponto que importa destacar: o compromisso de manter intacto o Acordo de Paz com Israel, já anunciado pelo Conselho Supremo das Forças Armadas.
 
Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 15, 2011, 08:23:24 pm
Obama cita Egipto como exemplo e louva a «coragem» dos iranianos


O presidente norte-americano, Barack Obama, advertiu hoje os seus aliados do mundo árabe do risco de uma revolução nos seus países, semelhante à do Egipto, se travarem as aspirações democráticas da população. Disse ainda esperar que os iranianos dêem continuação ao desafio feito aos seus dirigentes.

«Não se pode exercer o poder pela força, indefinidamente», afirmou Obama em conferência de imprensa na Casa Branca. «Todas as sociedades precisam de consentimento, num nível ou noutro».

«Enviamos uma mensagem forte aos nossos aliados na região dizendo "tomemos o exemplo do Egipto mais que o do Irão"» declarou Obama, quatro dias após a queda do presidente egípcio Hosni Mubarak.

«A mensagem que temos a transmitir tanto aos amigos como aos inimigos, antes mesmo das manifestações no Egipto, é dizer que o mundo mudou», declarou o presidente dos Estados Unidos, que tinha feito uma declaração sobre o assunto, no Cairo, em 2009.

«Há no Médio Oriente uma jovem geração dinâmica, em busca de uma oportunidade. E se governamos um destes países, precisamos de levar em conta as mudanças, não podemos permitir-nos sermos arrastados» (pelos acontecimentos), acrescentou o presidente norte-americano.

Mubarak, aliado dos Estados Unidos durante 30 anos, foi encurralado pelos protestos de rua até à sua demissão, realizada menos de um mês após a de outro dirigente do mundo árabe, o tunisino Ben Ali.

Desde o afastamento de Mubarak na semana passada, foram realizadas manifestações noutros países da região: Argélia, Iémen e Bahrein.

No Irão, milhares de pessoas dirigiram-se em pequenos grupos na segunda-feira para o centro de Teerão, em resposta ao apelo dos líderes da oposição, o ex-primeiro-ministro Mir Hossein Mussavi e o ex-presidente do Parlamento, Mehdi Karubi, apesar da proibição das autoridades.

As manifestações, durante as quais duas pessoas foram mortas e nove polícias ficaram feridos, são as primeiras no período de um ano. Visavam oficialmente apoiar os movimentos populares no Egipto e na Tunísia.

Barack Obama considerou «irónico» o facto de os líderes iranianos no poder «fazerem menção de celebrar o que acontece no Egipto, quando na realidade praticam exactamente o contrário, agredindo pessoas que tentam exprimir-se pacificamente».

«Espero que o povo do Irão continue a ter a coragem de expressar a sua sede de liberdade e o seu desejo de ter um governo representativo», disse o presidente norte-americano.

Sobre a situação no Egipto, Obama considerou que havia «evidentemente ainda muito trabalho a fazer», mas «o que vimos até então é positivo», afirmou.

«O Egipto precisará de ajuda para construir as instituições democráticas e reforçar a economia afectada pelos acontecimentos», disse.

«O conselho supremo das forças armadas está no comando e reafirmou que os tratados com países como Israel e os compromissos internacionais seriam respeitados», congratulou-se o presidente norte-americano.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 18, 2011, 09:15:46 pm
Príncipe saudita teme rebelião caso rei não faça reformas


Um membro da família real saudita afirmou hoje que a Arábia Saudita pode ser afectada pela onda de revoltas populares que tomou conta do mundo árabe, a menos que o rei Abdullah corra para adoptar reformas básicas, informou a rede BBC.

O príncipe Talal bin Abdul-Aziz Al Saud disse à BBC em árabe que «qualquer coisa pode acontecer» se o rei Abdullah Bin Abdul Aziz não se decidir por um programa de transformação política para o país.

«O rei Abdullah (...) é a única pessoa que pode realizar estas reformas», destacou.

«Quando ele deixar o trono, e que isso ainda leve muitos anos para acontecer, problemas latentes virão à superfície, e eu já alertei para isto em muitas ocasiões. Precisamos de resolver os problemas ainda nesta vida», indicou Talal.

O príncipe considerou ainda que, se as autoridades sauditas «não prestarem mais atenção às exigências do povo, qualquer coisa pode acontecer neste país».

Talal defende a implementação de reformas na Arábia Saudita há muitos anos, tendo fundado o grupo político liberal Movimento dos Príncipes Livres em 1958 como resposta à hostilidade entre os antigos reis Saud e Faisal.

É improvável que Talal, ex-embaixador saudita na França, seja um dia coroado rei da Arábia Saudita, justamente devido ao seu envolvimento com o Movimento dos Príncipes Livres.

Líderes do mundo árabe acompanham com ansiedade os acontecimentos na região, principalmente os protestos inspirados pelas bem sucedidas rebeliões na Tunísia e no Egipto.

O Iémen, Bahrein e Líbia enfrentaram violentos protestos esta semana, e a situação está longe de se acalmar.

«Bem, o que está a ocorrer na região de facto surpreendeu-me», admitiu Talal.

«Eu não esperava isto, e ninguém mais esperava que fosse acontecer o que aconteceu. Isto significa que qualquer nação do mundo, principalmente no terceiro mundo, pode ser surpreendida com uma revolta dessas», declarou.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cunha em Fevereiro 20, 2011, 08:49:23 pm
Bem, Mubarak caiu, e agora?  Eleições?

Em relação á democracia, o único periodo de democracia do Egipto, foi um periodo curto na decada no fim da decadade 40 antes do golpe de estado de 52.

Num cenário de eleições é muito provável que a Irmandada Muçulmana caso não ganhe fique muito perto disso, e assuma o poder numa coligação com outros partidos, e ai o que é que os EUA vão fazer, promover outro golpe de estado?

Pois, aqui é que está o medo dos EUA e dos neo-conservadores de Washington.

Para além disso, a irmandade muçulmana nos ultimos 30 anos tem feito um trabalho de base no apoio das populações, do egipto, que lhe pode dar muitos votos.

Estes tipos defendem uma especie de pan-arabismo e a criação de uma nação arabe que agemine os paises arabes todos ,no fundo é uma utopia, porque os próprios povos árabes são bastante difentes entre si, um Egipcios não tem nada a ver com um Saudita, mas que eu saiba esse pan-arabIsmo não é pecado.

Na europa não se defende o dito projecto europeu, muito perigoso para Portugal,  visto que este mesmo projecto europeu visa a entrega do nosso pais aqui ao mau vizinho do lado, isto sim é que me preocupa, a soberania do meu pais.

Se na europa é possivel este projecto europeu, porque é que eles não podem ter um projecto árabe?

A mim como Português o que me interessa acima de tudo é que é que o petroleiros continuam a passar no canal do Suez, para não vermos o preço dos combustiveis a disparar.

Mas não estou minimamente preocupado com a perda de influência dos EUA e do lobby sionista naquela zona. Nem gosto nada de ver o meu pais metido nestas trapalhadas que os EUA criaram no médio oriente fruto de guerras energéticas e falsas como as do Iraque.

Por mais que me custe dizê-lo, esta é a verdade, admiro os EUA mas não posse deixar de discordar com algumas medidas e acções da politica externa dos EUA.

Os EUA têm que se deixar de excesso de neo-consevadorismo e de imperialismo, o mundo está farto  disto, aliás não só o mundo, vejam o que diz o nosso Ramalho Eanes numa conferencia aqui há uns tempos, que a nova ordem mundial americana se está a transformar numa nova desordem mundial.

http://admiravelmundonovo-1984.blogspot ... s-eua.html (http://admiravelmundonovo-1984.blogspot.com/2010/10/portugal-e-os-eua.html)

Em relação a Israel, os judeus tem todo o direito de viver naquela terra, e eu sou totalmente a favor disso, Israel faz falta naquela zona, e devem lá viver todos em paz uns com os outros, Israelitas e arabes.

O pais arabe que não pensar assim, seja o Egipto seja outro, mete-se em problemas sérios, pois Israel põe-os em fitas em meia dúzia de dias, com o poderio militar de que dispõe.

Mas mesmo os Israelistas têm que pôr a mão na consciencia,  iniciar conversações sérias para formar um estado palestiniano, e acabar é o com gueto a céu aberto da palestina, isso tem que acabar, são desumanas as condições em que aquela gente vive.

Só assim o medio oriente terá paz.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Fevereiro 20, 2011, 09:05:32 pm
O Egito já foi...
Agora o Barém, a Líbia e o pior de todos, Marrocos. Só falta a Argélia.
O assunto já é debatido entre os nossos Generais e Almirantes.

O perigo é real, e o tempo para preparativos, MLU's e testes de mar está a acabar.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 20, 2011, 09:17:56 pm
Citação de: "HSMW"
O Egito já foi...
Agora o Barém, a Líbia e o pior de todos, Marrocos. Só falta a Argélia.
O assunto já é debatido entre os nosso Generais e Almirantes.

O perigo é real, e o tempo para preparativos, MLU's e testes de mar está a acabar.

Então eles que preparem as pedras e os paus, porque é o que vai sobrar para Portugal, quando a fabrica em Espanha começar a ter capacidade apenas para fornecer ao exercito vizinho.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 21, 2011, 12:36:30 am
Citar
Muamar Gadafi, según algunas informaciones a escapado del país con destino a Venezuela, como ha asegurado este domingo el secretario adjunto de la Embajada libia en Pekín, Husein Sadeq al Misurati, quien ha anunciado su dimisión y que se suma a la revuelta en una entrevista en directo en el canal de televisión panárabe Al Yazira. La cadena Al Arabiya también ha informado de noticias aún sin confirmar de la partida de Gadafi hacia un país extranjero. Ninguna fuente oficial se ha pronunciado sobre la presunta huida de Gadafi.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 21, 2011, 12:54:05 pm
Filho de Kadhafi promete reformas e ameaça com guerra civil

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Finfo-wars.org%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F02%2F8274.jpg&hash=f82f4c2c4a789e3859dc3709d5459c71)

Num discurso feito na televisão estatal líbia ontem à noite, Saif al-Islam Kadhafi, o filho de Muammar Kadhafi, prometeu que o regime levaria a cabo um conjunto de reformas, mas também ameaçou os revoltosos com uma guerra civil.

Segundo relata a Al-Jazeera, Saif Kadhafi prometeu para daqui a dois dias uma reunião sobre reformas  constitucionais, acrescentando que os líbios deviam «esquecer o petróleo e a gasolina» e preparar-se para serem ocupados «pelo Ocidente» se não se chegar a um entendimento.

«Vocês podem pedir democracia e direitos, nós podemos falar sobre isso e devíamos ter falado sobre esse assunto há mais tempo» disse Saif, «mas ou é desta forma ou é a guerra, e em vez de chorarmos 200 mortes, iremos chorar centenas de milhares de baixas».

O filho de Kadhafi assegurou ainda que o seu pai continua apoiado pelo exército - apesar de relatos de que em algumas cidades do país houve militares não se opuseram e alguns até alinharam com os protestos. «Lutaremos até ao último minuto, até à última bala», ameaçou.

Numa intervenção feita depois de a revolta ter chegado à capital, Tripoli, Saif Kadhafi culpou bandidos, estrangeiros e islamistas pela situação que o país vive.

E considerou que a situação na Líbia não é a mesma da do Egipto e da Tunísia:  «A Líbia é diferente, se houver perturbação divide-se em vários estados» disse.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 21, 2011, 07:46:52 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Festaticos03.cache.el-mundo.net%2Felmundo%2Fimagenes%2F2011%2F02%2F21%2Fportada%2F1298305031_0.jpg&hash=287f2186df39925d1c5fc58fd21ca324)

Caças líbios aterraram há pouco tempo atrás no aeroporto de Malta. Provavelmente os pilotos recusaram a ordem de atacar os manifestantes, acção esta que terá causado centenas de mortos.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 21, 2011, 07:56:18 pm
Polémica na Bélgica por armas vendidas à Líbia


O governo regional da Valónia (sul da Bélgica), criticado por ter autorizado a venda de armas à Líbia, informou que pretende averiguar se o armamento foi utilizado na repressão dos protestos contra o regime de Muamar Kadhafi.

O embaixador belga em Tripoli obterá informações sobre o uso final das armas interrogando as «autoridades líbias e outros contactos», informou Christopher Barzal, porta-voz do ministro-presidente valão Rudy Demotte.

O governo regional concedeu em 2009 à empresa belga FN Herstal, da qual possui 100% do capital, uma licença para exportar para a Líbia 367 fuzis, além de metralhadoras P90, outras armas e munições, tudo por um valor de 9,4 milhões de dólares.

Também permitiu a venda de material menos letal por 7,2 milhões de dólares.

As armas deveriam ser destinadas exclusivamente às forças de elite do Exército líbio para uma «missão de protecção dos comboios de ajuda humanitária para Darfur», mas a Liga Belga dos Direitos Humanos suspeita que possam ter sido usadas para reprimir os protestos.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Fevereiro 21, 2011, 08:37:40 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Festaticos03.cache.el-mundo.net%2Felmundo%2Fimagenes%2F2011%2F02%2F21%2Fportada%2F1298305031_0.jpg&hash=287f2186df39925d1c5fc58fd21ca324)

Caças líbios aterraram há pouco tempo atrás no aeroporto de Malta. Provavelmente os pilotos recusaram a ordem de atacar os manifestantes, acção esta que terá causado centenas de mortos.
Mirage 1? Estamos perante um dos momentos decisivos para o futuro do séc XXI.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 21, 2011, 09:09:22 pm
yep é um mirage F1.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.shutterspeed.nl%2Fimages%2Flibya09.jpg&hash=21eddf4dbbb08f2747df49e253325aaa)

Citar
A Dassault começou no início de 2009 os trabalhos de recuperação de vários Mirage F1 líbios. Os aviões não voavam desde há mais de 12 anos, devido às sanções da ONU. Inicialmente, a força aérea líbia operava 16 Mirage F1AD, 6 Mirage F1BD bilugares e 16 Mirage F1ED de Defesa Aérea. Os aviões recuperados em Franca são os bilugares e a versão de Defesa Aérea já que as missões de ataque ao solo estão a ser cumpridas pelos Su-22 e MiG-23MLD da força aérea líbia.

A entrada ao serviço dos F1 vai dar à Força Aérea Líbia uma capacidade de defesa aérea líbia importante e suficiente até que este país do norte de África decida comprar um caça de 4,5 geração russo, como se espera que venha a acontecer brevemente, sendo a escolha muito provavelmente o Sukhoi-30 já operado atualmente pela vizinha Argélia.

http://movv.org/2010/01/03/a-libia-torna-a-operar-o-mirage-f1/
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Crypter em Fevereiro 21, 2011, 09:45:48 pm
Tenho uma dúvida, os nossos C-130 estão a ir para estas missões de repatriamento com alguma Task force de segurança?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: sergio21699 em Fevereiro 21, 2011, 09:56:01 pm
Suponho que levem uma equipa da UPF, digo eu.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cunha em Fevereiro 21, 2011, 11:28:34 pm
Já está no you tube.


Bem, o kadafi perdeu 1/6 da frota, tinha 12 Mirages, ficou com 10.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cunha em Fevereiro 21, 2011, 11:38:17 pm

O petroleo já subiu, a Libia é um dos principais fornecedosres de Portugal, e para além disso Portugal e as empresas Portuguesas concentram muitos interesses na Libia. A situação parece estar a descambar, e isso pode-nos tocar pela pele directamente.

Parece que Kadaffi, o grande amigo e pode-se dizer mesmo "aliado politico" de Sócrates no norte de África, perdeu o controlo da situação na zona leste do pais e em Benghazi, controla a zona Oeste e Tripoli.

O filho diz que o exército está fiel a Kadaffi, e ameaça com guerra civil e que o pais se partirá.

Vamos ver, os próximos dias serão decisivos, mais uma vez as forças armadas é que vão decidir.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Fevereiro 21, 2011, 11:55:02 pm
Citar
já que as missões de ataque ao solo estão a ser cumpridas pelos Su-22 e MiG-23MLD da força aérea líbia.

Parece que estes Mirages também cumprem essa missão. Aquilo são pods para rockets (como se diz em português? Suportes para foguetes?)

Os EUA condenam a repressão das manifestações. Mas só porque têm de condenar? Hipocrisia ao mais alto nível?

Nações como estas só se governam com mão de ferro! O Saddam tinha mão no Iraque e vejam agora.

Ou será que somos nós que estamos a ficar moles? Habituados a consecutivos anos de paz, democracia, luxos, casamentos gay...
Ou talvez traumatizados por séculos de guerra mas principalmente pela 2ª GG?    

Talvez a bonança só venha depois da grande tempestade. E as nuvens estão a ficar cada vez mais escuras...


Vou é comprar mais umas centenas de 9mm.  :idea:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Fevereiro 22, 2011, 12:32:19 am
Esta revolta do mundo Arabe é um virar de pagina da historia, ainda nao se sabe onde isto vai terminar!
 Pode muito bem acabar tudo ainda pior do que estava!

É preciso estar atento, se as diversas tribos da libia entram em guerra umas com as outras,  podem muito bem arrastar para o conflito os paises vizinhos que tambem estao em convulsao social.
A divisão Politica do Norte de Africa  assim como todo o Continente em si, durante a era do colonialismo nao respeitou os territorios historicos das diversas tribos que são o elo fundamental da sociedade daquela regiao! corremos o risco de ver desencadear uma guerra Regional mesmo as portas da Europa

E se o Norte de Africa fecha a torneira do Gaz  á Europa vai ser muito dificil!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Fevereiro 22, 2011, 12:44:11 am
Citação de: "HSMW"
Citar
Talvez a bonança só venha depois da grande tempestade. E as nuvens estão a ficar cada vez mais escuras...


Vou é comprar mais umas centenas de 9mm.  :idea:


Olha que eu so tenho uma carabina .22 achas que chega?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Desertas em Fevereiro 22, 2011, 12:53:27 am
Julgo que se o governo de kadaffi cair, existirão mudanças em todo o Norte de África , que poderão estender-se ao médio oriente . A ver vamos .
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Jorge Pereira em Fevereiro 22, 2011, 03:05:01 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fskp00.epimg.net%2FImagenes%2F7F%2FA4%2F1298382054-6b9ec5ba688da03556f0d1f0d01d915d.jpg&hash=19a5084b03e8641f15181676b1812320)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 22, 2011, 07:40:38 pm
Ataques na Líbia podem ser crimes contra a humanidade, diz ONU

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.alternativenews.org%2Fenglish%2Fimages%2Fstories%2Fnews%2F2011%2Fjanuary_2011%2Fnavi_pillay.jpg&hash=868cb288da2ff1b16214e432e50f601d)


A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos, Navi Pillay, pediu hoje uma investigação internacional sobre os ataques contra os manifestantes anti-regime na Líbia, afirmando que podem equivaler a crimes contra a humanidade.

Em comunicado, Navi Pillay pediu o fim imediato das violações dos direitos humanos e denunciou «o uso de metralhadoras, franco-atiradores e aviões militares contra os manifestantes».

«Ataques disseminados e sistemáticos contra a população civil podem equivaler a crimes contra a humanidade», disse Pillay, que já foi juíza da ONU para crimes de guerra.

Além disso, investigadores independentes da ONU para os direitos humanos divulgaram um comunicado conjunto condenando as violações na Líbia, que incluem uso de munição real para reprimir dissidentes, a prisão de advogados, activistas e jornalistas e o corte de linhas telefónicas e da Internet.

«Ao promover um massacre contra o próprio povo, o governo da Líbia é culpado por cometer graves violações dos direitos humanos que podem equivaler a crimes contra a humanidade», disse Christof Heyns, relator especial da ONU para execuções extrajudiciais, sumárias ou arbitrárias.

Juan Mendez, relator especial da ONU para a tortura, denunciou o uso «ilegítimo» da força contra os manifestantes e afirmou que as autoridades líbias precisam de entender que os responsáveis poderão ser accionados pela justiça internacional.

Lusa
Título: Norte de África
Enviado por: JQT em Fevereiro 22, 2011, 07:48:43 pm
Será alguém da velha guarda do forismo militar se lembra disto?

http://forumarmada20398.yuku.com/topic/ ... astrofista (http://forumarmada20398.yuku.com/topic/645/Norte-de-frica-cen-rio-catastrofista)

Digamos que eu, em 2003, sempre acertei nalguma coisa... :D

JQT
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Falcão em Fevereiro 22, 2011, 11:02:17 pm
E depois desta repressão sanguinária, se sobreviver,  o ocidente vai continua a receber o Gadafi como um grande líder?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 22, 2011, 11:24:03 pm
Luís Amado alerta para ameaça de forças radicais se apoderarem do processo


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F3.bp.blogspot.com%2F_ezaUKpkJ4Tc%2FSXSFDASI0qI%2FAAAAAAAAKTg%2FrpmcYN__lDo%2Fs400%2FLuisAmado.jpg&hash=c16887226343d11ae2ca2060b1311d2a)

Luís Amado alertou hoje, em Bruxelas, para a necessidade de a Europa «agir rapidamente para «renovar as relações com o mundo árabe» e impedir que as forças islâmicas mais radicais se apoderem dos processos democráticos em curso.

«Parece-nos absolutamente inadiável e urgente que esse processo avance o mais rapidamente possível, sob pena de as forças islâmicas mais radicais se apoderarem dos processos democráticos» como o processo de Paz no Médio Oriente, disse o chefe da diplomacia portuguesa no final de uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE).

Para Luís Amado, se isso acontecesse, «seria dramático para a segurança e estabilidade de toda a região».

O responsável português adiantou que se trata da «situação mais séria» com que a Europa se confronta desde o fim da II Guerra Mundial, no que diz respeito às relações de vizinhança.

Luís Amado recordou que os regimes comunistas e a sua ideologia eram «hostis à Europa» e que neste momento assistimos ao «colapso» de um conjunto de governos que, apesar de tudo, cooperavam com a UE no âmbito da Política de Vizinhança.

O responsável português defendeu que «a grande ameaça» com que a Europa se confronta na região é a do «radicalismo religioso, ideológico, agressivo, relativamente a valores e princípios» com que os europeus organizam a sua vida colectiva.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitanian em Fevereiro 23, 2011, 04:46:40 pm
Citar
Ministro do Interior junta-se aos revoltosos e diz que Kadhafi vai suicidar-se
23 de Fevereiro, 2011
O ministro do interior da Líbia, Abdul Fattah Yunnes, em declarações à cadeia de televisão Al Arabiya, disse ter-se «juntado à revolução popular em curso no seu país».
Avançou também que tinha dado ordens às suas forças para «não apontarem armas a líbios», tendo negado ainda responsabilidades nos massacres cometidos no país nos últimos dias.

O antigo responsável contou ainda que, recentemente, um ajudante de Muammar Kadhafi tinha tentado atingir o líder líbio a tiro num comício, mas que falhou o alvo e feriu outra pessoa. Disse ainda à Al Arabiya que «o regime de Kadhafi acabou», sugerindo que o dirigente não abandonará o país mas que provavelmente se suicidará.

SOL


Ui, agora complica-se para o Khadafi. Mas acho que é um dos `oportunistas´ que se aproveitam das coisas para depois lucrar com ela. Mas posso estar errado. Afinal basiei isso no que aconteceu com alguns dos `revolucionarios´ que lucraram á custa dos outros. :snipersmile:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Duarte em Fevereiro 24, 2011, 01:34:36 am
O que é que acham do facto do presidente Obama ter exigido a demissão de Mubarak, que ao fim ao cabo era aliado, que embora ditador, nunca mandou os militares atirar sobre o povo. No caso de Gadafi, que anda a mandar os militares atirar sobre os manifestantes, nem uma palavra, muito menos a exigir a sua demissão? Não acham estranho..?  :conf:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Pedro_o_Tuga em Fevereiro 24, 2011, 01:52:39 am
Citação de: "Duarte"
O que é que acham do facto do presidente Obama ter exigido a demissão de Mubarak, que ao fim ao cabo era aliado, que embora ditador, nunca mandou os militares atirar sobre o povo. No caso de Gadafi, que anda a mandar os militares atirar sobre os manifestantes, nem uma palavra, muito menos a exigir a sua demissão? Não acham estranho..?  :conf:

O Mubarak mandou os tanques carregarem sobre os manifestantes, mas os comandantes dos carros de combate mandanram-no dar uma volta.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 24, 2011, 07:44:52 am
Citação de: "Pedro_o_Tuga"
Citação de: "Duarte"
O que é que acham do facto do presidente Obama ter exigido a demissão de Mubarak, que ao fim ao cabo era aliado, que embora ditador, nunca mandou os militares atirar sobre o povo. No caso de Gadafi, que anda a mandar os militares atirar sobre os manifestantes, nem uma palavra, muito menos a exigir a sua demissão? Não acham estranho..?  :conf:

O Mubarak mandou os tanques carregarem sobre os manifestantes, mas os comandantes dos carros de combate mandanram-no dar uma volta.

Estamos a falar de duas realidades diferentes:

- Egipto; exercito controlado pelos americanos e que tinha uma visão ocidental das coisas
-Libia, país anti americano, em que o exercito ainda vive na sombra do antigo pacto com os comunas, logo os americas não podem intervir.

Apesar de haver muita gente a criticar os americas, não vejo ninguem as criticar os grandes apoiantes do lider libio, ou seja, a china e a russia. Esses sim é que devia pressionar o kadafi a demitir-se, como fizeram os americas no egipto.

Agora reparo esses dois países não são democracias, por isso deixem lá.

Para acabar, faria todo o sentido a UE efectuar um bloqueio naval à libia, com o objectivo de impedir a entrada de armas russas e chinesas na Libia, mas por outro lado é melhor não, senão os chineses ameaçam que não  continuam a comprar divida da europa e a russia fecha a torneira do gas.

Logo o melhor é meter o rabo entre as pernas e deixar que os massacres continuem.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Fevereiro 24, 2011, 07:51:02 am
Boas!

Eu acho que Portugal devia enviar o LPD para evacuar os portugueses da Libia em vez de serem resgatados a conta-gotas de C130!  :mrgreen:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 24, 2011, 07:56:44 am
Citação de: "chaimites"
Boas!

Eu acho que Portugal devia enviar o LPD para evacuar os portugueses da Libia em vez de serem resgatados a conta-gotas de C130!  :mrgreen:

Seria um bom teste para ele, antes de ser vendido à nigeria
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: manuel liste em Fevereiro 24, 2011, 10:19:32 am
http://www.libyafeb17.com/ (http://www.libyafeb17.com/)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 24, 2011, 01:07:46 pm
Citar
13h09Le correspondant de CNN annonce sur Twitter que des témoins lui assurent que les pilotes qui refusent les ordres du régime sont exécutés dans une base proche de Tripoli.

http://www.lexpress.fr/actualite/monde/afrique/libye-les-journalistes-sans-visa-traites-comme-des-terroristes_965791.html
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Fevereiro 24, 2011, 04:54:46 pm
Citação de: "nelson38899"
- Egipto; exercito controlado pelos americanos e que tinha uma visão ocidental das coisas
-Libia, país anti americano, em que o exercito ainda vive na sombra do antigo pacto com os comunas, logo os americas não podem intervir.

Pois...
Esta é a realidade desagradavel, de que muita gente não gosta de falar e assobia para o lado.
Criticam o Kadafi, mas esquecem que as bases do seu regime, são marxistas e que o seu exército e as suas milicias são milicias revolucionárias que não tiveram nenhuma influencia dos malditos capitalistas ocidentais.

O resultado está à vista.

Citação de: "Falcão"
E depois desta repressão sanguinária, se sobreviver, o ocidente vai continua a receber o Gadafi como um grande líder?
Pessoalmente não me parece que possamos dizer que o ocidente alguma vez haja recebido o Kadafi como um grande líder.

Há algo que não podemos esquecer de forma nenhuma e que torna a Líbia um caso especial.
O ocidente considera, do meu ponto de vista, que o sistema revolucionario (ainda que profundamente corrupto, como todos os regimes marxistas) é na Libia, o melhor antídoto contra o extremismo islâmico da Alqaeda do Magreb.

A Libia é um caso complicado, porque tem petróleo, coisa que não acontecia no Egipto nem na Tunisia nem acontece no Yemen. Ocorre no Bahreim, mas aí os problemas são completamente distintos, pois o Bahreim está a nadar em dólares, o problema prende-se com o facto de os xiitas serem a maioria mas a monarquia ser sunita.

O Kadafi, voltou a ser aceite, quando negociou com o ocidente por um lado a entrada de empresas ocidentais, que fecham os olhos à repressão do regime. Por outro a contenção do extremismo islâmico.
Não é por acaso que a Al Qaeda do Magreb se colocou contra o Kadafi.

Ninguém reparou no caso raro, de o ocidente e a Alqaeda estarem do mesmo lado neste caso ?

A verdade é que ninguém pode prever o que se está a passar no mundo árabe.
Pode ser uma revolução que acabará com um pan-arabismo hostil ao ocidente, ou então poderá ser uma espécie de revolução francesa do mundo árabe.

No entanto, isto não acontecerá sem muita violência.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Fevereiro 24, 2011, 05:16:45 pm
Os paises ocidentais tem é que deixar de ser dependentes do petroleo e gas desses paises!

Quando isso acontecer eles ficam la na terrinha deles a comer areia!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 24, 2011, 07:22:34 pm
NATO não vai intervir na crise da Líbia


O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, afirmou que a aliança militar do Ocidente não vai ter qualquer intervenção no conflito na Líbia. Fogh Rasmussen afirmou nesta quinta-feira que não recebeu qualquer pedido nesse sentido e que, de qualquer forma, qualquer intervenção teria de ser baseada num mandado das Nações Unidas.

Os comentários do secretário-geral foram feitos em Kiev à margem de uma visita oficial à Ucrânia.

Fogh Rasmussen declarou que os acontecimentos na Líbia não ameaçam nenhum membro da NATO, mas podem originar uma crise de refugiados em massa.

As manifestações populares da Líbia têm vindo a ser abafadas através da violência, o que faz prever a possibilidade de uma guerra civil.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Fevereiro 26, 2011, 02:24:01 am
Boas!

O cenario esta cada vez mais negro!  uma guerra civil  parece cada vez mais inevitável!


Citar

Em novo discurso, Kadafi convoca povo líbio para a guerra

"O povo líbio ama Kadafi", disse o ditador à multidão. Ele afirmou ainda que "todos os arsenais serão abertos para armar apopulação",


 O ditador líbio Muamar Kadafi discursou nesta sexta-feira para uma multidão reunida na Praça Verde de Trípoli e convocou seus seguidores e a população a se preparar para defender o país, segundo imagens divulgadas pela televisão estatal. Ele também manteve uma postura desafiadora frente aos apelos da comunidade internacional para acabar com a repressão violenta aos protestos. A União Europeia (UE) aprovou sanções contra a Líbia e o Conselho de Direitos Humanos da Organizações das Nações Unidas (ONU) recomendou que o país seja suspenso da entidade. Os rebeldes, que já ocuparam diversas regiões da Líbia e se dirigiram à capital onde cinco deles foram mortos, também tomaram controle da cidade e do terminal portuário petrolífero de Marsa El-Brega, no Golfo de Sirta
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Fevereiro 26, 2011, 02:55:29 am

Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 27, 2011, 06:04:49 pm
Mugabe terá enviado mercenários para ajudar Kadhafi


O presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, enviou mercenários para a Líbia para prestar apoio ao aliado líder líbio. A notícia foi avançada este domingo pelo Sunday Times.

O jornal já tinha adiantado, na semana passada, que centenas de soldados e elementos da Força Aérea do Zimbabwe viajaram para a Líbia num voo charter para ajudarem Muammar Kadhafi.

Fontes dos serviços secretos do Zimbabwe referiram que algumas das tropas eram da Quinta Brigada, conhecida pela sua intervenção perante a rebelião em Matabeleland na década de 80, que matou 20 mil civis.

Na base deste apoio terá estado um acordo secreto entre o líder líbio e o chefe das Forças Armadas do Zimbabwe. Para além de militares deste país, outros da Costa do Marfim, Chade e Maurícias foram também enviados para território líbio.

A Bola
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Fevereiro 27, 2011, 09:34:27 pm
O descontrolo é quase total, pois 2 Hercúles foram evacuar cerca de 150 trabalhadores ingleses, das petrolíferas no meio do deserto e não foi certamente o Kadafi que lhes deu permissão. Segundo a noticia, a protecção era feita por SAS.
Sky News
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: nelson38899 em Fevereiro 28, 2011, 10:44:27 am
o kadafi ja parece o antigo ministro de informação iraquiano. Mas valia demitir-se do que passar por um boneco engraçado.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 28, 2011, 12:40:11 pm
Kadhafi será julgado pelo Tribunal Penal Internacional


O presidente da Líbia, Muammar Kadhafi, será julgado pelo Internacional (TPI), em Haia, na Holanda por crimes contra a humanidade e de guerra e acusações de violações aos direitos humanos, a pedido do Conselho de Segurança da ONU.

Paralelamente, representantes dos Estados Unidos e de vários países europeus reúnem-se hoje, em Genebra, para analisar a adopção de mais sanções à Líbia.

As informações são do Departamento de Estado norte-americano e também das Nações Unidas. Há denúncias de que pessoas foram enterradas vivas na Líbia, durante os protestos, e bombardeamentos atingiram as cidades de Trípoli, capital líbia, e Benghazi.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, afirmou que os membros do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas vão analisar nesta segunda-feira alternativas para ampliar as sanções à Líbia. Hillary negou as acusações de que os Estados Unidos estimulam as manifestações que ocorrem não só na Líbia, mas noutros países muçulmanos.

«Essa mudança que está a varrer toda a região é proveniente de dentro das sociedades, não está a vir de fora. Mas cada país é diferente e cada um deve lidar com as exigências do seu próprio povo e buscar caminhos que conduzam à mudança», disse a secretária de Estado.

No sábado, o Conselho de Segurança determinou que as autoridades líbias cooperem com o TPI nas suas investigações sobre a crise que atinge a Líbia desde 15 de Fevereiro. Porém, o país não é signatário do Estatuto de Roma, que criou o Tribunal Penal Internacional. Na resolução, o órgão condenou o que ocorre na Líbia.

«É um ataque generalizado e sistemático em curso na Líbia contra a população civil que pode constituir crimes contra a humanidade», referiu.

Efectivamente, o tribunal passou a actuar em 1996. O órgão foi criado com o objectivo de julgar indivíduos e não os Estados – o que é uma tarefa do Tribunal Internacional de Justiça. São levadas ao Tribunal Penal Internacional denúncias como genocídios, crimes de guerra e contra a humanidade.

Já foram indiciados 78 suspeitos, dos quais a maioria é sérvia, croata e árabe. Foram condenados o croata-bósnio Drazen Erdemovic e o sérvio-bósnio Dusan Tadic, além do líder nacionalista sérvio-bósnio Radovan Karadzic.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Março 01, 2011, 09:11:19 am
Algo começa a cheirar mal aqui na terra do Bouteflika.
Há grossas manifs contra o desemprego em frente as Wilayas(Câmaras Municipais), desde domingo passado, as quais estão fechadas, com policia a carregar no povão nas cidades de Tizi-Ouzou e Boumerdes.
Att
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Vicente de Lisboa em Março 01, 2011, 10:39:37 am
Citação de: "PILAO251"
Algo começa a cheirar mal aqui na terra do Bouteflika.
Há grossas manifs contra o desemprego em frente as Wilayas(Câmaras Municipais), desde domingo passado, as quais estão fechadas, com policia a carregar no povão nas cidades de Tizi-Ouzou e Boumerdes.
Att
Esperemos que sim. Se bem que, a seguir a regra da escalada que temos visto até agora, a coisa fosse feia na certa.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 01, 2011, 07:25:17 pm
Intervenção da NATO na Líbia só em último caso diz Santos Silva


O ministro português da Defesa, Augusto Santos Silva, defendeu hoje em Maputo que a eventual imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia ou uma intervenção da NATO devem ser em último caso «e sempre sob mandato da ONU».

No quadro de uma visita oficial de três dias a Moçambique, e a propósito das sanções decretadas pela comunidade internacional contra o Governo líbio, Santos Silva afirmou ainda que «a área territorial que o coronel Muammar Kadhafi controla é cada vez mais pequena».

«Grande parte do território líbio está fora das estruturas leais a Kadhafi, e deram-se passos importantes do ponto de vista humanitário, com a chegada de organizações humanitárias nas áreas que já escaparam ao seu controlo», realçou Augusto Santos Silva.

«Há discussões em curso no Conselho de Segurança das Nações Unidas e também no quadro da União Europeia. O Conselho de Segurança já aprovou um primeiro conjunto de medidas, de sanções dirigidas ao que resta do poder que rodeia Muammar Kadhafi», sublinhou Santos Silva.

As sanções decretadas pelas Nações Unidas contra o líder líbio, a sua família e colaboradores mais próximos incluem o congelamento de bens, proibição de viagens e embargo da venda de armamento.

Centenas de pessoas já morreram na Líbia, na sequência da rebelião contra Muammar Kadhafi, no poder há mais de 42 anos, mas o líder líbio, encurralado na capital Tripoli, já disse que prefere morrer como um mártir, combatendo até ao fim.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 01, 2011, 08:46:55 pm
Centenas de jovens do Mali e do Níger chamados por Kadhafi


Centenas de jovens tuaregues do Mali e do Níger, incluindo ex-rebeldes, foram recrutados por Muammar Kadhafi para ajudarem na repressão da revolta popular que já controla grande parte da Líbia, afirmaram hoje responsáveis regionais do Mali.

"Estamos mais do que preocupados", disse à agência de notícias AFP Abdu Salam Ag Assalat, presidente da assembleia regional de Kidal, no nordeste do Mali, explicando que esses jovens "estão a subir em massa" para a Líbia.

Quer Muammar Kadhafi "resista ou caia", o responsável regional teme consequências para toda a região, resultantes do envolvimento dos mercenários do Mali e do Níger.

"É muito perigoso para nós (…), isso acabará por ter um impacto para a nossa região", afirmou Abdou Salam Ag Assalat, uma opinião também partilhada pelo autarca de Kidal, Arbacane Ag Bazayak, que, citado pela AFP, disse temer que esses jovens venham a ser "um perigo para toda a sub-região".

Abdu Salam Ag Assalat explicou que as autoridades regionais "estão a tentar dissuadi-los" em deixarem o Mali rumo a Líbia, sobretudo os antigos rebeldes, uma tarefa "nada fácil" porque "para eles há dólares e armas".

"Tudo isso assusta-me, verdadeiramente, porque um dia [os jovens] vão voltar com as mesmas armas para desestabilizar a região do Sahel", afirmou o responsável.

Abdu Salam Ag Assalat garantiu que na Líbia já estará "um ex-líder dos rebeldes tuaregues do Mali" e que há toda uma rede organizada que trata da viagem destes jovens: "Kadhafi (…) sabe quem chamar, eles fazem viagens em grupos. É no Chade que parece haver uma ponte aérea".

Os tuaregues são um povo nómada de cerca de 1,5 milhões que está dividido entre o Níger, Mali, Argélia, Líbia e o Burkina Faso.

O líder líbio, Muammar Kadhafi, é acusado de ter contratado mercenários africanos para reprimir a revolta popular, iniciada a 15 de fevereiro, e espalhar o terror no país, mas esta informação ainda não pode ser confirmada.

Há no entanto, vários relatos de testemunhas – incluindo de antigos membros do regime de Kadhafi – que dão conta do envolvimento de mercenários africanos na repressão da oposição líbia.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cunha em Março 01, 2011, 09:14:05 pm
No meio de tudo isto, há e como não poderia deixar de ser muita desinformação e contra-informação. Por vezes abre-se os telejornais e só se vê mentiras, acho que a qualidade da informação nos países ditos ocidentais deixa muito a desejar, no fundo a informação está cada vez mais inquinada e basicamente contam-nos apenas o que interessa.
Eu sinceramente não gosto que me atirem areia para os olhos porque conheço minimamente  este dossier, Kadaffi não é santo nenhum, mas passou de besta a bestial em pouco tempo porque tinha petróleo, foi recebido nas melhores e mais respeitáveis salas de jantar da Europa, e fez contratos milionários com a elite europeia no que respeita á exploração de petróleo e gás. De repente volta á condição de pária novamente, porque a revolução do jasmim na Tunisia abriu aporta para encostar um anti-imperialista.
A revolução do jasmim começou como algo puro e genuíno, contudo as forças que se movem por detrás da cortina aproveitaram-se logo disto para jogar as suas pedras.No Egipto, foi o Irão a tentar minar a aliança americana, aqui são os EUA, por motivos óbvios a tentar derrubar Kadaffi.Nada que me surpreenda.
Mas de tudo, o que mais me impressiona é a desinformação.
Foi dito que o kadaffi tinha fugido para a Venezuela, pelos vistos foi mentira. Que o kadaffi bombardeou civis na líbia, o embaixador Português desmentiu, bem como outro embaixador ou embaixadora não sei de que pais que falava na televisão, nos jornais e telejornais dizem que a situação é caótica, os Portugueses quando chegam dizem que não.
Bem, em quem devemos acreditar?
Diz-se também que kadaffi tem mercenários a atirar sobre os manifestantes, quanto a isto parece haver sérias evidências, mas Mubarak também os tinha, o que não faltava no Cairo eram snipers, aliás viu-se na Sic ou na Tvi um tipo a ser alvejado.
Se kadaffi vai ser acusado de crimes de guerra, então Mubarak e Suleiman devem ser os próximos, é tudo farinha do mesmo saco.
A comunicação social engana a opinião pública, o cenário está a ser montado, primeiro as sanções, não tarda nada estão ai a sugerir uma invasão da Líbia, pelos vistos os EUA já têm 2 navios de guerra a caminho do mediterrâneo carregado de marines, depois uns anos mais tarde é que vamos descobrir que as provas são falsas, será?
Bem, isto faz-me lembrar outra invasão ocorrida ali para os lados do Iraque, e outra campanha de intoxicação que fomos vitimas pelo ano de 2003.
Para além disso, quem anda informado sabe que a rebelião começou em Benghazi, desencadeada pela Frente de Salvação da Líbia, organização apoiada pelas secretas interessadas que trataram de armar estes indivíduos para montar o cenário da guerra civil.
E não foi por acaso que Benghazi surgiu como o pólo da rebelião, é na Cirenaica que operam as principais petrolíferas internacionais, e é ali a desembocadura dos pipe-lines gasíferos e petrolíferos que ligam a Líbia á Europa.
Nada acontece por acaso, cada um defende os seus interesses, sempre foi assim, e sempre será, eu só estou é digamos, enfastiado de tanta desinformação, e em abono da verdade é bem que se diga, de alguma hipocrisia.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 02, 2011, 12:26:47 am
Nós temos que tentar perceber - dentro do possível - o que é verdade e o que não é.

A afirmação de que o Kadafi tinha fugido para a Venezuela originou da oposição líbia e não seria estranho, dado que se trata de regimes marxistas dirigindo por facínoras loucos ou semi-loucos.
O que se diz do Kadafi também se pode aplicar ao maluco do Hugo Chavez.

A verdade é que este tipo de regimes jogaram com a desconfiança do ocidente relativamente ao fundamentalismo islâmico. Para o ocidente, acabou sendo preferivel uma ditadura que perseguia os fanáticos religiosos que um regime fanático às portas da Europa.

Isso é assim tão dificil de entender ?

A ideia era no entanto que os ditadores moderassem a sua actuação.
Kadafi não tem nada a ver com Mubarak. Os dois são resultado de processos diferentes. Enquanto que um se retirou pressionado pelos americanos o outro, um marxista árabe, não pode ser condicionado por nada, porque já não há União Soviética.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Vicente de Lisboa em Março 02, 2011, 11:42:38 am
Estardes a fazer muita matemática ideológica para explicar algo que não o precisa: O Kadafi é maluco, o Mubarak não. O Egipto tem um Estado e Forças Armadas que são distintos do regime, a Líbia não.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: brunopinto90 em Março 02, 2011, 06:53:40 pm
Vi no teletexto da RTP1, que há suspeitas ou parece que a Líbia dispõe de armas de destruição maciça.
Será isto verdade?

Armas biológicas, químicas, nucleares, a líbia tem disto?

A líbia já teve e fez um acordo de desmantelação e redução ou até mesmo a "extinção".
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 02, 2011, 08:36:08 pm
Kadhafi contra-ataca em redor do petróleo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fa57.foxnews.com%2Fstatic%2Fmanaged%2Fimg%2FWorld%2F604%2F341%2F022411_libyagun.jpg&hash=e6b291bc6e8ae27b5fa954aebe34ad43)

O líder Muammar Khadafi prometeu na quarta-feira «espetar com força dois dedos nos olhos de quem desafia a Líbia». A maneira mais eficaz de o fazer é usar a sua Força Aérea, o que aconteceu hoje numa batalha pela cidade de Brega, o segundo centro de hidrocarbonetos do país.
Brega, a meio do Golfo de Sirthe entre Trípoli e Benghazi, foi o palco da primeira ofensiva que confirma que Muammar Kadhafi não pretende vender barata a liderança.

Desta vez, perdeu, no final de um dia de combates dentro da cidade, em torno do campus universitário - Brega tem um reputado instituto de engenharia dos petróleos -, do complexo industrial e do pequeno aeroporto que serve a região, encravada entre o Mediterrâneo e o grande deserto.

Na batalha de Brega, Kadhafi usou a sua aviação, a arma mais temível para os rebeldes e para a população civil. Os revoltosos não dispõem de um exército que possa competir com as forças governamentais em treino e em armamento.

Um avião de caça bombardeou, durante a tarde, um grupo de revoltosos, junto dos quais se encontravam os enviados da Lusa e da SIC à crise líbia. Não houve vítimas mas o ataque aéreo teve o condão de operar mudanças na rejeição de uma intervenção armada estrangeira.

«Alguém venha acabar com isto», gritava um jovem após a primeira passagem do caça. Alguém de fora, da América, da Grã-Bretanha, de Itália? «Não interessa de onde. Mas alguém tem que impedir Kadhafi de usar estas armas assassinas contra o seu povo!»

O líder líbio anunciou nos últimos dias que vai «lutar até à última gota de sangue» e insiste que o levantamento popular de 17 de Fevereiro, a que se juntou parte do exército nos dias seguintes, não passa de obra de «terroristas» e de jovens drogados pela Al Qaeda.

Em Benghazi, segunda cidade do país e capital da rebelião, um primeiro ataque das forças governamentais sobre Ajdabiya, a 75 quilómetros de Brega, teve o efeito de uma chamada à realidade. A euforia revolucionária em que a cidade estava mergulhada nos últimos dias arrefeceu de repente e a população compreendeu a fragilidade da situação no leste.

A mobilização geral de voluntários foi acelerada pelo Conselho Nacional Independente que, desde domingo, assegura a face da Líbia «libertada» durante o período de transição.

Brega, que armazena e escoa grande parte da produção líbia de petróleo e gás natural, poderia ter sido hoje a primeira etapa numa inversão da situação a favor de Kadhafi.

Com o ataque rechaçado, porém, os rebeldes pensam que Brega pode, pelo contrário, ser o ponto de partida da tão esperada ofensiva final sobre Tripoli. Os rebeldes, como mostraram hoje na planície desértica de Ajdabiya e Brega, dispõem de todo o tipo de armamento, de velhas caçadeiras a metralhadoras, passando por obuses, granadas anti-tanque e baterias antiaéreas.

Mas, sobretudo, como hoje gritaram os combatentes sob «os dois dedos nos olhos» espetados do céu pelo caça de Kadhafi, «Alá é grande!»

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Jorge Pereira em Março 02, 2011, 11:36:25 pm
Citação de: "brunopinto90"
Vi no teletexto da RTP1, que há suspeitas ou parece que a Líbia dispõe de armas de destruição maciça.
Será isto verdade?

Armas biológicas, químicas, nucleares, a líbia tem disto?

A líbia já teve e fez um acordo de desmantelação e redução ou até mesmo a "extinção".

Umas toneladas (+-9) de armas químicas (gás mostarda) parece que tem.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: typhonman em Março 03, 2011, 09:18:41 pm
Vi em rodapé nas noticias que "militares portugueses estão prontos para a acção" no que toca ao conflito Líbio..

Suponho eu que se a NATO intervier é com ataques aéreos, logo lá irão os F-16MLU com as JDAM e GBU´s..
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: nelson38899 em Março 04, 2011, 10:10:27 am
Citação de: "typhonman"
Vi em rodapé nas noticias que "militares portugueses estão prontos para a acção" no que toca ao conflito Líbio..

Suponho eu que se a NATO intervier é com ataques aéreos, logo lá irão os F-16MLU com as JDAM e GBU´s..

Olha que não, estavam-se a referir às fragatas e submarinos que temos de momento na área.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HaDeS em Março 04, 2011, 01:34:25 pm
(https://lh5.googleusercontent.com/-GLneiqbqDIE/TW7KsWhZ6lI/AAAAAAAAAfQ/NOxwjCrRt5g/s1600/militaryexport_to_libia.png)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 04, 2011, 03:23:29 pm
Não estou a ver ataques maciços contra grande coisa por parte de meios que não sejam os americanos.
Só os americanos têm capacidade para manter uma zona de restrição de voo e essa zona de restrição precisa de aeronaves em porta-aviões, caso contrário a maior parte do combustível gasta-se nos voos de e para a Libia.

A base aérea de Trapani, na Sicilia fica a quase 600km de Tripoli. Os aviões têm que sair de Trapani, voar 600km patrulhar o ar durante uma determinado período e voltar para trás (mais 600km). Podem efectuar reabastecimento em voo, mas isso complica ainda mais a operação e aumenta os riscos. No entanto não é impossível, já se fez mais ou menos isso na Sérvia.

Na Libia oriental, pode-se utilizar a base de Souda (se não me equivoco) que fica em Creta na Grécia.

O problema é que a zona de exclusão precisa também de se estabelecer na Libia central, especialmente na praça forte de Kadafi, a cidade de Sirte.
A sul de Sirte, encontra-se a maior base aérea da Libia: Gurdabiya (e por alguma razão está naquele lugar).
A base de Gurdabiya teria que ser completamente arrasada e mesmo assim, sabemos que as pistas de uma base aérea podem ser reparadas com alguma facilidade.

Portanto, os americanos precisam de um porta-aviões para manter a No-Fly-Zone no centro e com dificuldade podem ser utilizadas as bases na Sicilia e em Creta para manter a exclusão a ocidente e a oriente.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Edu em Março 04, 2011, 07:15:37 pm
Sob essa lógica os franceses também o podem fazer, com a vantagem acrescida de possivelmente poderem utilizar bases aéreas no Chade...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 04, 2011, 09:23:29 pm
Essa lógica é a decorrente da situação táctica.

Os Franceses não têm o numero de porta-aviões dos americanos, ainda no passado mês de Outubro o único porta-aviões deles foi à pressa para o estaleiro por causa de mais um problema.
Não há qualquer comparação possível entre a capacidade dos americanos e a dos franceses. Além do mais um só porta-aviões americano transporta o dobro dos aviões de combate do porta-aviões francês.

É quando a coisa fica preta, que percebemos o que são forças militares a sério e forças militares de parada.
O meio mais eficiente dos franceses são os porta-helicópteros, e já enviaram um deles para as águas da Líbia.

Uma base aérea, não é apenas uma pista para os aviões pousarem. É um dispositivo de grande complexidade que tem que estar preparado para a miríade de problemas de manutenção que mesmo por pequenos que sejam podem deixar uma aeronave no chão.
Além disso, uma pista no meio do deserto não serve. Os franceses eventualmente poderiam a muito custo, operar cinco ou dez aviões a partir de Ndjamena no Chade, mas atacar Tripoli a partir de Ndjamena é a mesma coisa que atacar Tripoli a partir da base do Montijo (estão mais ou menos à mesma distância).


Ou pedem aos americanos para fazer o trabalho sujo, ou ninguém tem tomates, corda, ou meios para o fazer.
A maioria dos libios que pedem na televisão que os americanos ataquem o Kadafi, facilmente apareceriam nas ruas a queimar bandeiras americanas e de Israel.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Miguel em Março 04, 2011, 10:44:43 pm
Este caso serve para mostrar que muitas forças armadas apenas existem no papel.

Tempo atraz os Franceses queriam vender Rafales. E que serve Rafales sem a logistica e o pessoal?

No papel a Libia tinha uma força aérea superior a nossa FAP.
20 Mirages F1 modernizados,120 Mig23,40 SU23 etc....

Podemos estar tranquilos que com os nossos 30/40 F16MLU ainda estamos superiores aos 24 F16 e Mirages F1 dos Marroquinos.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Luso-Efe em Março 05, 2011, 12:34:17 am
Uma imagem vale por mil palavras.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg708.imageshack.us%2Fimg708%2F7240%2F18403717367733726101036.jpg&hash=3412c1f7368acec6207793f85675909d)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: GI Jorge em Março 05, 2011, 12:32:35 pm
Citação de: "papatango"
A maioria dos libios que pedem na televisão que os americanos ataquem o Kadafi, facilmente apareceriam nas ruas a queimar bandeiras americanas e de Israel.

Agora é que o papatango disse tudo...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 05, 2011, 12:40:53 pm
Citação de: "Luso_efe"
Uma imagem vale por mil palavras.

O Luso_efe que me desculpe, mas o que a imagem que você colocou diz, é muito sobre a ideologia de quem a montou.
Faltam na imagem as caras dos dois maiores assassinos e criminosos depois do Saddam Hussein:

Ahmadinejad do Irão e o Hassad da Siria.
[/size]
Permito-me mesmo adiantar, que se não fosse a situação na Líbia, até o Kadafi teria sido retirado do grupo de imagens.

Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo.
Um falso democrata, também ... :mrgreen:

É melhor dizer já que não o estou a acusar de ser o autor da imagem, mas acho que devemos sempre chamar a atenção das pessoas para estes pequenos detalhes que no final são mais significativos pelos líderes que faltam na imagem, que pelos que lá estão.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 05, 2011, 12:51:12 pm
Citação de: "Miguel"
Este caso serve para mostrar que muitas forças armadas apenas existem no papel.

Tempo atraz os Franceses queriam vender Rafales. E que serve Rafales sem a logistica e o pessoal?
No papel a Libia tinha uma força aérea superior a nossa FAP.
20 Mirages F1 modernizados,120 Mig23,40 SU23 etc....
Podemos estar tranquilos que com os nossos 30/40 F16MLU ainda estamos superiores aos 24 F16 e Mirages F1 dos Marroquinos.

Por acaso já pensei nessa questão.
Na verdade o exército e as forças armadas libias no geral têm meios enormes, mas na realidade o que estamos a ver são recontros de gente com metralhadoras na mão e cujas armas mais pesadas são morteiros de 80mm ()ou calibre aproximado)
De resto só a força aérea consegue fazer alguma coisa.

O Kadafi tem dois modelos diferentes de Mirage F1 um adequado para ataque ao solo,mas aparentemente têm sido velhos Sukhoi a fazer ataques.
É em casos de combate, que a baixa qualidade do material russo se torna mais evidente, mas o Kadafi continua a ter alguns trunfos na manga.
Ele ainda conta com pelo menos 50 tanques T-72 e também tem (já vimos imagens) vários sistemas autopropulsados 2S1 «Gvodzika» de 122mm e 2S3 «Akatsia» de 152mm.
O Kadafi ainda não utilizou artilharia pesada, tanto quanto sabemos.

Também sabemos que as forças pesadas que possui, são de pouca utilidade nas ruas das cidades e que a maioria da população vive nas cidades. Logo, a não ser que Kadafi decida bombardear cidades inteiras, não serve para grande coisa a artilharia.
De qualquer forma morrerá muita gente.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Luso-Efe em Março 05, 2011, 10:56:16 pm
Citação de: "papatango"
Citação de: "Luso_efe"
Uma imagem vale por mil palavras.

O Luso_efe que me desculpe, mas o que a imagem que você colocou diz, é muito sobre a ideologia de quem a montou.
Faltam na imagem as caras dos dois maiores assassinos e criminosos depois do Saddam Hussein:

Ahmadinejad do Irão e o Hassad da Siria.
[/size]
Permito-me mesmo adiantar, que se não fosse a situação na Líbia, até o Kadafi teria sido retirado do grupo de imagens.

Apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo.
Um falso democrata, também ... :!:

Eu simplesmente vi esta imagem na blogosfera aqui há uns dias, como estava lá o Kadafi e o Mubarak copiei, e depois ontem pus aqui. Só isso.  :idea:

Tem toda a razão quando diz que falta o Hasser, eu nem sequer reparei nesse pormenor, estava lá o Kafafi e o Mubarak e para mim foi o quanto bastou. O amadinejad por mim também pode cair, mas esse não é árabe, é de outro campeonato e a separá-lo deste turbilhão está o Iraque.

Mas se quiser eu tiro a imagem. :!:

Cumprimentos.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: sergio21699 em Março 05, 2011, 11:33:17 pm
Citação de: "Luso-Efe"

Para mim, estes califas são todos farinha do mesmo saco, por mim podem cair todos, não me preocupo minimamente com esta gente, o que me preocupa é Portugal, o meu pais, a minha pátria, nem quero perder muito tempo neste tópico com estes tipos. :idea:

O problema é que com a globalização, estas revoltas no mundo árabe tem influência em todo o mundo como no preço do petróleo por exemplo.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: brunopinto90 em Março 06, 2011, 05:21:11 pm
Já ouviram falar da captura dos tres fuzileiros holandeses na libia, tenho estado a pesquisar mas nadam, alguém tem informações sobre isso?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Março 06, 2011, 05:30:48 pm
Citar
Dutch soldiers hostage in Libya

by Roy Klopper
AMSTERDAM - Dutch Colonel Gaddafi holds three soldiers of the navy, their Lynx helicopter and a citizen of our country caught. They fell into the hands of his troops after a failed liberation in the Libyan city of Sirte.

Photo: Ministry of Defence

That the Ministry of Defence confirmed Wednesday night against The Times. The departments of Defense and Foreign Affairs is currently consulting feverishly with the Libyan authorities on the release of the detained three-man helicopter crew. Their families in the Netherlands has been informed of the tragic developments.

The two evacuees that the soldiers from the desert came to pick up a Dutchman and a European whose nationality is not disclosed, are now by the Libyan authorities safely delivered to the Dutch embassy in Tripoli, reports dDefensie-spokesman Otte Beeksma. From here they safely leave the country yesterday.

The trio, the three Dutch soldiers left Sunday at the end of the day with the helicopter aboard the frigate Hr. Ms. Tromp. This warship of the Royal Navy was two days earlier for the Libyan coast arrived. The trio was in Sirte, about 450 km east of the capital Tripoli, a Dutch citizen who pick up by the riot-stricken Arab country wanted to leave.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: brunopinto90 em Março 07, 2011, 01:00:45 pm
O EUA tem no mar vermelho o USS ENTERPRISE (só este porta-aviões é que anda?), tem um USS Kearsarge, "WASP LHD CLASS" e o USS PONCE, "Austin-class amphibious transport dock" cruzaram o canal do suez, tudo junto têm mais 110 aeronaves (se forem com todo o poderio, o que não acredito) e mais de 4,000 fuzileiros, grande poderio!

Ouvi e vi esta noticia na rtp1 e no site deles, alguém pode confirmar?

Já agora já abriram um tópico sobre os fuzileiros dos EUA, é que eles para mim não são totalmente "elite", eles são 240,000, é quase metade do exército, equanto no reino unido e nós nem chega a 10%
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: brunopinto90 em Março 07, 2011, 01:02:23 pm
Chegaram ao Mar Mediterrâneo dois navios de guerra norte-americano. O objectivo dos Estados Unidos é pressionar cada vez mais a Líbia.

Fonte oficial confirmou que o «USS Ponce» e o «USS Kearsarge» que estavam no mar Vermelho atravessaram o canal do Suez na quarta-feira.

Entretanto o porta-aviões «USS Enterprise», que também se encontra no mar Vermelho, não recebeu indicação por parte do Governo norte-americano para se dirigir para o Mediterrâneo.

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=250291 (http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=250291)

 
E é capaz, dos EUA, transferir mais navios para a libia, já que a 6ª frota é baseada em nápoles, assim os EUA pode enviar muitos mais navios e helicópteros e não sei se têm lá fuzileiros, vamos ver como as coisas correm, já que os EUA só têm um navio na itália USS Mount Whitney (LCC-20).
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: manuel liste em Março 08, 2011, 10:58:21 am
El gobierno español devuelve a su país a 3000 refugiados egipcios, anuncia que seguirá repatriando a otros refugiados africanos desde Túnez y envía medicinas a los hospitales de Bengasi. La agencia oficial al desarrollo AECID pide abrir un pasillo de ayuda humanitaria hasta Bengasi, con permiso internacional

http://www.elmundo.es/elmundo/2011/03/0 ... 49795.html (http://www.elmundo.es/elmundo/2011/03/08/espana/1299549795.html)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Março 08, 2011, 12:10:09 pm
Citação de: "brunopinto90"
Já agora já abriram um tópico sobre os fuzileiros dos EUA, é que eles para mim não são totalmente "elite", eles são 240,000, é quase metade do exército, equanto no reino unido e nós nem chega a 10%

Se quiseres podes comparar o USMC a um exército europeu, os US Marines são uma força expedicionária de meios combinados (meios navais, terrestres e aéreos), bem treinada (no combate convencional), bem equipada e capaz de operar autonomamente.

Na minha opinião é o que eu gostava que a NRF e os EUBG fossem, em sonhos, isto é, equiparaveis a um MEF e a um MEU respectivamente.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HaDeS em Março 08, 2011, 05:57:14 pm
O Ocidente e o seu velho vicio de bombardear países alheios, bom lá vamos nós de novo.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: brunopinto90 em Março 08, 2011, 07:24:56 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "brunopinto90"
Já agora já abriram um tópico sobre os fuzileiros dos EUA, é que eles para mim não são totalmente "elite", eles são 240,000, é quase metade do exército, equanto no reino unido e nós nem chega a 10%

Se quiseres podes comparar o USMC a um exército europeu, os US Marines são uma força expedicionária de meios combinados (meios navais, terrestres e aéreos), bem treinada (no combate convencional), bem equipada e capaz de operar autonomamente.

Na minha opinião é o que eu gostava que a NRF e os EUBG fossem, em sonhos, isto é, equiparaveis a um MEF e a um MEU respectivamente.

eu não quero comparar nada os USMC aos europeus, eles tem:
Aviação
Logistica
Unidades Terrestres
Comando


eles organizam-se em Marine Air-Ground Task Force
MEF
MEU (special operations capable)

os USMC têm a aviação própria (os EUA têm dinheiro)

por exemplo com aviação da força aérea
com uma força de fuzileiros portugueses (se fôssemos 10,000 fuzileiros (3,000 era usado nisto), com mais uns de apoio -uma espécie de "3 Commando Brigade")
força de logística tipo com "troupes de marine" (se tivessemos, na minha imahginação fertil tem - não liguem a isto).
Comando (vários ramos   nisto tudo teriamos  para aí 30,000

com 3x30,000 teriamos 90,000 com mais 10,000 de apoio teriamos 100,000 fuzileiros)


isto tudo é uma brincadeira, não liguem a isto.



Citar
Na minha opinião é o que eu gostava que a NRF e os EUBG fossem, em sonhos, isto é, equiparaveis a um MEF e a um MEU respectivamente.

Apoiado!, mas com estas unidades de exército regular era possível estas unidades operar com autonomia.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 09, 2011, 07:20:21 pm
NATO analisará opções de intervenção militar na Líbia

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.topnews.in%2Ffiles%2Fnato2_0.jpg&hash=8c54f481a66625b97abb8b787e8f2cd8)

Os ministros de Defesa da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) pretendem analisar na quinta-feira em Bruxelas as opções de intervenção militar na Líbia, entre as quais a possível imposição de uma zona de exclusão aérea, um bloqueio marítimo à entrada de armas e a criação de um corredor para fornecer ajuda humanitária.

A Aliança, por enquanto, não tem «nenhuma intenção» de empreender ações militares, repetiram os líderes da NATO nos últimos dias, mas quer estar preparada para fazê-lo rapidamente em caso de necessidade.

Por isso, os países encarregaram as autoridades militares da organização de estudar e planear «um amplo leque» de alternativas, que na quinta-feira serão apresentadas aos ministros.

A NATO, segundo fontes diplomáticas, adoptou três princípios que deveriam ser cumpridos antes de qualquer acção militar na Líbia: uma «necessidade demonstrável» de acção internacional, uma «clara base legal» e «um firme apoio regional».

O primeiro dos casos seria, por exemplo, caso se detectasse uma «grande necessidade humanitária» ou houvesse bombardeamentos em «grande escala» contra a população, afirmou hoje um importante oficial americano.

Já a base legal para intervenções militares requer principalmente a aprovação de um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobretudo no caso de opções como a zona de exclusão aérea.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: manuel liste em Março 10, 2011, 10:14:11 am
http://www.elmundo.es/elmundo/2011/03/0 ... 93&numero= (http://www.elmundo.es/elmundo/2011/03/09/internacional/1299703001.html?a=4b76076c21853eec2e0ceed082f3b459&t=1299751593&numero=)

Citar
Mohamed VI de Marruecos reformará la Constitución para dar más poder al Parlamento

Gran noticia para los marroquíes y también para España  :D
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: manuel liste em Março 10, 2011, 10:29:37 am
http://www.elpais.com/articulo/espana/e ... inac_7/Tes (http://www.elpais.com/articulo/espana/emisario/Zapatero/reunio/cupula/insurgente/Libia/elpepuesp/20110310elpepinac_7/Tes)

Citar
Un emisario de Zapatero se reunió con la cúpula insurgente en Libia
El Consejo Nacional pidió a Pablo Yuste el reconocimiento diplomático español

Citar
En contraposición, Zapatero se negó ayer a atender una llamada del propio Muamar el Gadafi. Fuentes gubernamentales explicaron que Gadafi telefoneó al presidente español como parte de una amplia ofensiva diplomática dirigida a frenar una posible intervención militar internacional, lo que incluyó el envío de emisarios a Portugal, Bruselas o Malta. Pero Zapatero, como otros mandatarios europeos, optó por no atender su llamada, por considerar que Gadafi -a quien el Consejo de Seguridad de la ONU ha llevado ante la Corte Penal Internacional por crímenes contra la humanidad- ya no es un interlocutor válido.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 10, 2011, 08:09:52 pm
Sonhos e realidades na revolta árabe
João Mattos e Silva *

A situação política nos países árabes da margem sul do mediterrâneo é explosiva: para os seus governos, quase todos ditaduras, para os seus povos, que sofrem uma nova onda de violência da repressão, para o equilíbrio geo-estratégico da região, já anteriormente periclitante, para Israel que se vê cada vez mais isolado e ameaçado, para a Europa e os EUA, uns vizinhos, outros aliados de regimes que agora se desmoronam como baralho de cartas, desde sempre viciadas.

Na Europa, e também nisso somos muito europeus, alguns políticos e a comunicação social praticamente toda, embandeiraram em arco com a revolta dos povos contra os seus governos, dizendo que clamam pela democracia e pela liberdade e que se revêem no modelo ocidental, que lhes vai chegando pela internet, pelas redes sociais e pelos mais modernos meios de comunicação, como os telefones portáteis, que usaram para convocar as manifestações pacíficas que, depois, degeneraram em violentas, depois da violência dos poderes ameaçados no seu combate. Apressada asserção, julgo eu. Esquecem-se ou ignoram ou querem fazer valer os seus ideais e valores sobre a realidade, que o fundamentalismo islâmico está em muitos casos visível por detrás da justa revolta dos povos oprimidos e que sem essa opressão – quer seja de chiitas sobre sunitas, quer seja laica - têm o campo aberto para impor regimes teocráticos. Não aprenderam nada com o derrube da monarquia persa, que não sendo um regime democrático de modelo ocidental era bem mais democrático e ocidental do que o dos ayatollhas que se lhe seguiu, com o aplauso geral e o apoio, mais ou menos disfarçado, de França e EUA.

É evidente que as ditaduras nesses países é, aos meus olhos de democrata ocidental, intolerável. É evidente, também, que o apoio dos países europeus e dos EUA a esses regimes por razões estratégicas e a sua condenação, agora, pelas mesmíssimas razões e na esperança de que o que se lhe seguir não se volte contra eles, é igualmente intolerável. Como também é intolerável que se não procure ver e compreender que, neste caso concreto, como noutros de outras latitudes, o modelo de democracia ocidental não é exportável para aplicação imediata, que há que contar com a cultura dos seus povos, com o percurso histórico que, devido a vários factores, entre os quais os religiosos, têm vindo a percorrer e que querer impor um modelo político – por mais desejável que aos nossos olhos seja – é um erro crasso que custará ao Ocidente mais do que muitos, porque irrealistas, poderão supor.

É curioso, nesta revolta que grassa nos países árabes, constatar que todas essas abomináveis ditaduras substituíram monarquias com o beneplácito ocidental, em nome da liberdade que nunca veio a existir depois e que, nas monarquias árabes, com excepção do Barhein e da Arábia Saudita (onde ainda não se registaram movimentos de revolta) e que são monarquias absolutas, as reivindicações não tiveram como objecto os regimes, mas os governos e as suas políticas, salvaguardando a figura dos seus reis. Se o Ocidente não quiser meter a cabeça na areia, especialmente os EUA que sempre apoiaram o derrube das monarquias com a única excepção do Japão e que é na Ásia a única democracia moderna, e não conseguir perceber o seu significado, esperemos que em nome da utopia não assistamos ao fim das monarquias jordana e marroquina e ao início de regimes teocráticos islâmicos, sem liberdade e uma terrível ameaça para o Ocidente e sobretudo para a Europa aqui tão perto.

Confundir os desejos e as ideologias – por mais belos e justos que possam parecer – com as realidades, é um erro que se paga caro.

* Nota: o texto publicado é da exclusiva responsabilidade do autor.

Diário Digital
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Jorge Pereira em Março 17, 2011, 11:43:27 am
E agora?

Depois dos EUA e a UE lhe tirarem (e bem) o tapete, Muamar Gadafi está prestes a esmagar a revolta (air power rules!). Não se conseguiu um consenso para uma zona de exclusão aérea. Gadafi resiste e mantém o poder.

E agora?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: GI Jorge em Março 17, 2011, 12:45:05 pm
Agora apertamos-lhe a mão, pedimos-lhe que venha até ao parlamento e pedimos um acordo quanto ao preço do petróleo.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Março 17, 2011, 01:51:06 pm
E ainda queriam que o Cavaco criticasse este conflito. Que apoiasse abertamente um dos lados.
Preferiu não se pronunciar e bem. Olhem a volta que isto deu!

Agora os supostos amigos que a Líbia tinha, desde o levantamento do embargo, prontamente se ofereceram para dar a facada nas costas.
Esses bem podem agora ir comprar petróleo aos to*****!

E nós como ficámos vistos no meio disto tudo?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Camuflage em Março 17, 2011, 08:02:49 pm
Citar
ups

O ocidente precipitou-se. Kadhafi continua dono e senhor de uma das maiores reservas de petróleo barato. Daqui a dois meses os rebeldes são exilados políticos. Daqui a seis meses temos business as usual. Daqui a um ano vamos estar a saudar os avanços da líbia a caminho da democracia. Daqui a dois voltamos a ter campismo nas capitais europeias
.

in: http://31daarmada.blogs.sapo.pt/4842883.html (http://31daarmada.blogs.sapo.pt/4842883.html)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 17, 2011, 10:46:53 pm
ONU estabelece zona de exclusão aérea e autoriza recurso à força

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.bu.edu%2Fpardee%2Ffiles%2Fnews-cms%2Fphotos%2Fun-logo2.png&hash=22a8b8b7a505d030a4afac95d189be9a)

O Conselho de Segurança da ONU estabeleceu hoje uma zona de exclusão aérea na Líbia, autorizando «todas as medidas necessárias» para a proteção de civis e áreas civis povoadas sob ameaça, referindo explicitamente a cidade de Bengazi.

A resolução foi aprovada com 10 votos a favor, incluindo Portugal, cinco abstenções e nenhum voto contra.

O texto exclui explicitamente «qualquer tipo de ocupação estrangeira em qualquer parte do território líbio».

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Jorge Pereira em Março 17, 2011, 11:08:35 pm
Reviravolta conseguida graças à França, Reino Unido e Estados Unidos. Os primeiros ataques estão por horas. Primeiros alvos: Defesas antiaéreas, radares, bases aéreas e centros de comando…as usual!

Agora sim, parece o fim do Muamar…
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Março 18, 2011, 12:26:57 am
Espero agora que a ONU também autorize uma zona de exclusão sobre o Bahrein, cujas autoridade não têm pejo em disparar sobre protestantes desarmados.

Puro cinismo e hipocrisia e um erro terrível. Mais uma Jugoslávia.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 18, 2011, 02:20:06 am
Cinismo é comparar um tirano socialista assassino, que já matou milhares de pessoas em alguns dias, com um monarca feudal habituado a dar uns tabefes nos filhos para que eles se comportem sem perceber que eles já não são crianças.

A sua hipocrisia não tem de facto limites.

Eu até aceito uma Zona de Exclusão Aérea sobre o Bahreim, mas nesse caso, onde está a Zona de Exclusão sobre o Irão do assassino Ahmadinejad ? e a Zona de Exclusão sobre a Siria do camarada socialista Hassad ? e a zona de exclusão sobre a China onde os camaradas socialistas chacinaram os turkmenos ?
Em todos estes lugares o terror assassino dos socialistas matou mais pessoas numa hora, que todos os que morreram no último mês do Bahreim.

A vida é um valor absoluto, é verdade.
Quem mata uma pessoa mata a Humanidade.
Não podemos  contar vidas.

Mas podemos contar os cadáveres que os assassinos Marxistas deixaram no chão. E essa contagem, é tão devastadora, tão terrivel, que mostra quão hipocrita é quem faz uma comparação obscena como a que você fez acima.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HaDeS em Março 18, 2011, 04:54:37 am
Citar
Filho de ditador líbio diz que seu pai
financiou campanha de presidente da França

Saif al Islam, filho do ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, afirmou nesta quarta-feira (16) que seu pai financiou a campanha eleitoral do presidente da França, Nicolas Sarkozy, e pediu ao governante europeu que devolva esse dinheiro porque ele "decepcionou" a população líbia.

- A primeira coisa que peço a esse palhaço é que devolva o dinheiro aos líbios. Demos essa ajuda para que agisse em favor do povo líbio, mas ele nos decepcionou.

Saif al Islam concedeu uma entrevista à rede televisiva Euronews. No trecho do vídeo antecipado pela emissora, que será transmitida nesta noite, Islam, que já foi considerado o sucessor da "Presidência hereditária" líbia instaurada por Gaddafi, ressaltou que pode provar o financiamento à campanha de Sarkozy, pois possui "todas as contas bancárias, documentos e movimentações [financeiras]".

- Fomos nós que financiamos sua campanha. Temos todos os detalhes e estamos prontos para revelá-los.

"Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe."


Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: linergy em Março 18, 2011, 10:55:12 am
A máfia internacional já esta a fazer das suas.. http://www.youtube.com/watch?v=TGZLwRAY3h0 (http://www.youtube.com/watch?v=TGZLwRAY3h0)
----
http://www.youtube.com/watch?v=ZyeYtT-LxgY (http://www.youtube.com/watch?v=ZyeYtT-LxgY)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Março 18, 2011, 09:54:01 pm
Citação de: "papatango"
Cinismo é comparar um tirano socialista assassino, que já matou milhares de pessoas em alguns dias, com um monarca feudal habituado a dar uns tabefes nos filhos para que eles se comportem sem perceber que eles já não são crianças.

A sua hipocrisia não tem de facto limites.

Eu até aceito uma Zona de Exclusão Aérea sobre o Bahreim, mas nesse caso, onde está a Zona de Exclusão sobre o Irão do assassino Ahmadinejad ? e a Zona de Exclusão sobre a Siria do camarada socialista Hassad ? e a zona de exclusão sobre a China onde os camaradas socialistas chacinaram os turkmenos ?
Em todos estes lugares o terror assassino dos socialistas matou mais pessoas numa hora, que todos os que morreram no último mês do Bahreim.

A vida é um valor absoluto, é verdade.
Quem mata uma pessoa mata a Humanidade.
Não podemos  contar vidas.

Mas podemos contar os cadáveres que os assassinos Marxistas deixaram no chão. E essa contagem, é tão devastadora, tão terrivel, que mostra quão hipocrita é quem faz uma comparação obscena como a que você fez acima.

 :lol:  :roll:

O Sr. sabe muito bem a razão da intrevenção na Líbia e por isso deixe-se de falsos moralismos, porque se existe aqui um hipocrita cínico, é o Sr., sempre caladinho como um rato fascio-comunoide, enquanto no Egipto a policia matava a torto e a direito, ou sobre protesto no Bahrein ou na própria Casa de Saud. Mas esses são "aliados" por isso podem matar, perdão, quero dizer, dar "tabefes nos filhos". Aliás, ainda bem à pouco tempo, o lunático líbio era recebido com todas as honras nas mais ilustres capitais europeias. Um fascio-comuna tão hipocrita que, enquanto fala dos mortos feitos na Líbia num conflito que o Sr. sabe muito bem que é quase tribal, esquece muito convenientemente as largas centenas de milhar de "efeitos colaterais" feitos pelos USA e amigos no Iraque, Afeganistão e afins.

Se a Europa tivesse tido um pouco de tacto, agora não era obrigada a ir ao lodo na Líbia. Afirmei mais que uma vez, em outros fóruns, que era cedo para tomar partidos, porque tudo se jogaria na 1ª Sexta-Feira de orações. Se Kadhafi aguentasse, teria o conflito na mão e a única maneira era uma intervenção extrangeira. Agora entraram num sitio que vai levar a situações quase impossiveis de gerir. Como vai ser quando na Arábia Saudita, rebeldes pedirem o apoio da ONU, perante a repressão que vai haver? Quem vai sair altamente benficiado com a repressão brutal que está a haver no Bahrein?

Por isso deixe-se de idiologices da treta e de ódios de estimação birrentos. O Sr. pode bem mais que isso, como já aqui demostrou várias vezes.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Camuflage em Março 18, 2011, 09:57:36 pm
E o Darfur? Não vão mandar para lá ninguém?
E para a Somália?
Ou Coreia do Norte? Ah este tem supostamente umas bombas atómicas não conta.

Entretanto lembrei-me disto: http://www.youtube.com/watch?v=J8H6RomGjJM (http://www.youtube.com/watch?v=J8H6RomGjJM) curioso aos anos que foi e ainda continua actual.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 19, 2011, 12:47:05 am
Foxtroop não se faça de parvo. Eu já esgotei há muito tempo a minha paciência para aturar criançolas reguilas e você percebeu perfeitamente o que eu disse.

Não é honesto comparar os seus camaradas da revolução verde que bombardeiam a população civil com artilharia pesada de 155mm e atacam indiscriminadamente cidades avisando a população para fugir porque vão matar todos os rebeldes, com um monarca feudal do golfo.

Você parece o mafioso nazi do berloque de esquerda que utiliza as palavras e joga com as palavras como mandava o Goebels. Mentindo ou dizendo meias verdades.
A situação no Bareim não é equivalente à Libia, por causa da dimensão. O Bahreim é uma ilhota desértica com uma única cidade enquanto a Líbia é vinte vezes maior que Portugal e onde existe uma situação de guerra civil com exércitos dos dois lados.
Além disso, no Bahreim os pedintes vão pedir esmola de mercedes-benz e os problemas que existem são resultado da tensão entre sunitas e xiitas. Um pobre no Bahrei recebe salário de 1500 euros por mês.
Sabe quanto recebe um pobre na Libia ?


Qualquer pessoa normal, percebe as diferenças de que falo e não inventa disparates como o nosso Spinner de serviço.
É sempre conveniente arranjar maneira de culpar os malvados americanos esses animais fascistas e capitalistas que são ao origem de todos os males no mundo e não têm vergonha de estar a atacar o Kadafi que já matou o exército e os mercenários matar milhares, enquanto um monarca feudal maluco, mandou a policia remover as tendas dos manifestantes na Praça Pérola em Manama, enquanto matou umas dezenas de pessoas.

Todos os mortos são de lamentar. Mas não é honesto comparar a Líbia com o Bahreim.
A comparação só a faz, que está irritado com o facto de mais um ditador criminoso de estrelinha vermelha se deparar com o poder do malvado ocidente.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Março 19, 2011, 08:11:44 pm
Existe de fato uma diferença entre a Libia e o Barein. Nos paises do golfo pérsico as comunidades xiitas, instigadas pelo Irao, tentam destabilizar os regimes pro-ocidentais. Na Libia, nao é o Irao a destabilizar mas sim a França and friends a aproveitar os antagonismos tribais libios para se instalar duravelmente no pais. O petroleo torna-se raro...

Eu até nem critico que a França ou os EUA queiram assegurar o seu "bife", tenho pena é que Portugal continue uma coisinha amorfa, uma potenciazinha, que apesar do seu grande potencial (espaço lusofono, ZEE), nao da sinais de vida.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 19, 2011, 08:27:21 pm
Disparate total inventado nas últimas 12 horas.

Se não tivesse sido a França o primieiro país a atacar a Líbia e tivessem sido os ingleses, agora teriamos comentários a explicar que os ingleses é que estavam interessados no petróleo.
Como foram os franceses, agora são os franceses, que querem o petróleo.
Curiosamente o país europeu mais independente em termos energéticos com 75% da energia eléctrica produzida por centrais nucleares.

O argumento utilizado pelos fanáticos árabes já começa a cansar. A ideia de que foram os franceses a instigar a revolta é completamente estúpida, porque toda a gente sabe que o que se passou na Libia, é resultado do que se passou na Tunisia, influenciado pelo que se passou no Egipto e tem a ver com a manutenção de regimes ditatoriais nos paíse sárabes há anos.

A ideia de que os franceses instigaram alguma coisa é ainda mais estúpida, quando sabemos que os próprios franceses estavam na cama com o Kadafi, junto com ingleses, italianos e até com o Sócrates.
Se não houvesse revolta nas ruas, os franceses, como os outros todos, tinham olhado para o lado e tinham, continuado a fazer negócios.

Porque razão os franceses instigariam alguma coisa se recebiam combustível de um Kadafi que até estava dócil para com o ocidente ?

A revolta Árabe, é isso mesmo, UMA REVOLTA DOS ÁRABES. E tem a ver com o desejo normal do ser humano de ser livre.
Nós podemos até considerar que é um conceito abstracto, mas isso somos nós, que temos a liberdade de dizer o que queremos, sem ter medo que o governo nos entre em casa e nos meta uma bala na cabeça.

É a situação económica, a falta de saídas profissionais, mas acima de tudo a falta de liberdade para protestar, que fez caír o regime da Libia  o do Egipto e está a protestar contra o Kadafi.

O que muda no regime de Kadafi, como no regime de Bashar Al-Assad da Siria, é que é uma ditadura que desenvolveu estruturas de repressão típicas de um estado marxista.
Essas estruturas são as mais eficientes estruturas repressivas que existem.

As estruturas de repressão das monarquias absolutas são diferentes e explicam-se por outras razões. As monarquias absolutas, nomeadamente a mais importante de todas - a saudita - justificam-se com o direito divino (protecção das duas mesquitas) ou com o direito histórico, que muitas vezes está fundado também na religião, pois o Emir é o protector dos crentes e vem dessa protecção o direito de governar.

Por essa razão, os regimes árabes republicanos não conseguem encontrar legitimidade para lá da repressão brutal.
Tunisia, Libia, Egipto, Siria, Irão e Yemen, são repúblicas com estruturas de repressão distintas, onde as mais pro-ocidentais acabaram por aceitar uma transição ainda que controlada.
As mais brutais, normalmente as anti-americanas resistem pela força das armas, e esse é o caso da Libia.

Não adianta continuar com o mesmo argumento de sempre, que justifica tudo com o petróleo.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Março 21, 2011, 12:05:15 pm
Citar
Deserção de um dos principais oficiais do exército, blindados em Sanaa
11:16
21 março

Um dos principais oficiais do exército iemenita, o general Ali Mohsen al-Ahmar, anunciou hoje aos «media» que se juntava à contestação contra o Presidente Ali Abdallah Saleh.
Deserção de um dos principais oficiais do exército, blindados em Sanaa

De acordo com a agência noticiosa francesa AFP, vários blindados tomaram posições hoje na capital iemenita, nomeadamente em redor do palácio presidencial, na sequência do anúncio do general Al-Ahmar.

«Anunciamos que apoiamos e protegemos os jovens que protestam na Praça da Universidade em Sanaa», anunciou o general Al-Ahmar, comandante da primeira divisão blindada, num discurso transmitido pela cadeia de televisão do Qatar, Al-Jazira. Na intervenção, o general afirmou falar em nome dos seus oficiais.


http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Desercao-de-um-dos-principais-oficiais-do-exercito-blindados-em-Sanaa.rtp&article=426136&visual=3&layout=10&tm=7
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PereiraMarques em Março 21, 2011, 01:07:02 pm
Citação de: "chaimites"
Citar
Deserção de um dos principais oficiais do exército, blindados em Sanaa
11:16
21 março

Um dos principais oficiais do exército iemenita, o general Ali Mohsen al-Ahmar, anunciou hoje aos «media» que se juntava à contestação contra o Presidente Ali Abdallah Saleh.
Deserção de um dos principais oficiais do exército, blindados em Sanaa

De acordo com a agência noticiosa francesa AFP, vários blindados tomaram posições hoje na capital iemenita, nomeadamente em redor do palácio presidencial, na sequência do anúncio do general Al-Ahmar.

«Anunciamos que apoiamos e protegemos os jovens que protestam na Praça da Universidade em Sanaa», anunciou o general Al-Ahmar, comandante da primeira divisão blindada, num discurso transmitido pela cadeia de televisão do Qatar, Al-Jazira. Na intervenção, o general afirmou falar em nome dos seus oficiais.


http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Desercao-de-um-dos-principais-oficiais-do-exercito-blindados-em-Sanaa.rtp&article=426136&visual=3&layout=10&tm=7

Provavelmente apenas um "golpe palaciano" no interior do próprio regime. Parece que este General é meio-irmão do actual Presidente  :roll:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 21, 2011, 09:42:10 pm
Aparentemente não é um golpe palaciano, porque o ministro da defesa já disse que apoiava o presidente, que aliás é um militar.

O que acontece é que os «revoltosos», que até agora apenas disseram que vão proteger os manifestantes, são da mesma tribo do presidente.

Cheira-me a intervenção dos americanos, que estavam à espera disto. Mantiveram um porta-aviões na região just in case.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Março 22, 2011, 03:09:37 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg5.imageshack.us%2Fimg5%2F9062%2F800xcx.jpg&hash=07d371427bd3122df763735f24c1f993)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg823.imageshack.us%2Fimg823%2F2226%2F800xe.jpg&hash=7e7aac91c008eefc6d1c5b48dffa8b26)

http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?195684-Todays-Photos-Monday-21th-March-2011&p=5540384&viewfull=1#post5540384
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Março 22, 2011, 06:28:32 pm
Este tipo de imagens só faz é tornar radical os ocidentais aumentado o ódio e a intolerancia para com os muçulmanos.
Como um amigo meu me disse um vez:
"Era os americanos começarem a largar bombas atomicas em Marrocos e acabar no Paaquistão, acabava-se logo esta mer**!"
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 23, 2011, 03:10:04 pm
Agora, os árabes tentam meter Israel ao barulho.

O regime do Partido Socialista Bahas na Siria já não consegue aguentar os protestos contra a corrupção. Ontem massacrou dezenas de pessoas no sul do país.
Agora, curiosamente aparece uma bomba em Israel (não foi um bombista suicida) e as atenções na região, passaram por um toque de magia da Gloriosa Siria Popular e Socialista e dos seus massacres para os malvados israelitas.

Não se pode dizer que não utilizam o cérebro.
Foi a mesma táctica do Saddam durante a 1ª guerra do golfo, mas agora Israel deve cair na armadilha, muito por causa dos extremistas judeus vindos da Russia.

Isto está bonito, realmente...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Março 23, 2011, 04:22:49 pm
A Siria e o Yemen que se cuidem ! o ministro dos negocios estrangeiros do Napoleão Sarkozi, Alain Juppé, ja aconselhou o presidente Yemenita a largar as amarras. A França quer lembrar ao mundo os seus pergaminhos de patria dos direitos do Homem e da Liberdade. Mais uma voltinha em vista para o Charles de Gaulle ?

Este Alain Juppé que ainda ha bem pouco tempo foi corrido da politica francesa por corrupção (quando era presidente da Câmara de Bordeus ), esteve exilado no Canada e proibido de exercer cargos politicos , volta agora à cena politica francesa com a pica toda, ao lado de Sarkozi, outro defensor dos direitos humanos...tambem metido em varios escandalos envolvendo "malas com dinheiro" para financiar a sua ascençao politica. Os sagrados valores da democracia e da liberdade estao entre boas mãos !

Para financiar estas aventuras guerreiras, a França pode contar, entre outras coisas, com os milhões que os bancos franceses lucram a emprestar dinheiro a Portugal com juros altissimos, nao fosse a França um dos paises que mais ganha com a especulaçao criminosa que põe Portugal de joelhos.

Sarkozi queria (quer) criar a sua Uniao Mediterranica . Sera o grupo naval do Charles de Gaule um dos instrumentos para concretizar essa politica ? Se é, bem pode Sarkozi dizer "au revoir" aos seus sonhos, pois nenhum chefe de estado africano confia neste traidor oportunista, que ora  dorme com eles, ora os põe fora da cama a pontapés.

Estranhamente, ao lêr os jornais franceses constatamos uma estranha unanimidade da parte dos partidos representados no parlamento e da inteligentzia francesa em favor deste intervencionismo guerreiro  e so os nacionalistas e anti-europeistas da Frente Nacional (extrema direita) é que se manifestam contra esta guerra.

Nao vale a pena ficarmos descansados, pois o provavel sucessor de Sarkozi é um outro ex-presidiario (esteve preso por corrupção 6 meses na ala dos VIP's da prisão de Fleuy Merogis) : Dominique Strauss-Kahn, ex-membro do PC francês, atualmente socialista e  diretor geral do FMI, membro influente do Grand Orient de France e da comunidade israelita francesa.

Que autoridade moral têm estes politicos europeus para dar liçoes aos libios ou sirios ?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Pedro_o_Tuga em Março 23, 2011, 04:43:42 pm
Citação de: "Lightning"
Este tipo de imagens só faz é tornar radical os ocidentais aumentado o ódio e a intolerancia para com os muçulmanos.
Como um amigo meu me disse um vez:
"Era os americanos começarem a largar bombas atomicas em Marrocos e acabar no Paaquistão, acabava-se logo esta mer**!"

Questiono a inteligencia do seu amigo.  :lol:

Em relação as imagens.. meh, malucos há em todos os sitios. Se espera procurar alguma reaçao negativa procure outro lado.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Março 23, 2011, 05:35:39 pm
Citação de: "Pedro_o_Tuga"
Questiono a inteligencia do seu amigo.  :lol:

Em relação as imagens.. meh, malucos há em todos os sitios. Se espera procurar alguma reaçao negativa procure outro lado.

Lol eu também questiono, mas há pessoas que podem reagir assim, ao ver tamanho extremismo da parte de alguns muçulmanos, que fiquem a pensar que não há outra hipotese de resolver este problema, o Bush também dizia "Ou estão conosco ou estão com os terroristas!"
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabecinhas em Março 23, 2011, 05:48:21 pm
Imagino a revolução na Indonésia...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HaDeS em Março 24, 2011, 03:30:04 pm
Com o desenrolar da guerra na Líbia ficou claro que muitos interesses estão em jogo. Primeiro o Sarkozy cuja as pesquisas na França indicam que não será reeleito busca na guerra se firmar internamente, ao mostra que é um lider forte e que a França ainda é uma potência influênte, mesmo atacando o país africano miserável que utiliza equipamentos militares da década de 60. Segundo tanto a França quanto a Inglaterra buscam futuramente substituir a Italia e seus negócios na Líbia. Ocupando o espaço dos italianos, o que despertou a irá de Berlusconni que ameaçou paralisar as atividades miliatres nas bases italianas usadas, caso a Otan não assume o comando da missão. E por último os EUA tiveram de entrar, porque não podem deixar que outro país assuma a liderança nesses ataques, isso poderia ser interpretado por potências rivais como um sinal de fraqueza, então mesmos meio desgostosos os EUA tiveram de atuar também. O que tem gerado um certo desconforto em Whasington, a medida que vários meios questionam porque os EUA se envolveram nessa guerra, sendo que já estão em duas e ambas se mostraram um desastre.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 24, 2011, 04:26:59 pm
Citar
ficou claro que muitos interesses estão em jogo. Primeiro o Sarkozy cuja as pesquisas na França indicam que não será reeleito busca na guerra se firmar internamente, ao mostra que é um lider forte
Claro  :roll:  :roll:  :roll:

Citar
atacando o país africano miserável que utiliza equipamentos militares da década de 60
Mais uma vez engana-se. A maioria dos armamentos operacionais da Libia, que nos anos 70 tinha a renda per capita mais alta do continente africano é dos anos 80, com uma pequena parte fornecida no final dos anos 70 (1978 e 1979).
A fraqueza da Líbia não tem necessáriamente a ver com a idade do material, mas sim com a sua manutenção e operacionalidade.
Para matar civis, não é necessária uma força muito considerável.
O problema, é quando o ditador percebe que a população está farta.

E esse é o principal problema.

Não adianta inventar intenções obscuras, porque o que se passa na Líbia, é o mesmo que se passa na Siria e que se passou na Tunisia e no Egipto e no Yemen.
AS populações estão fartas de regimes autocráticos.

Enquanto que nos regimes autocráticos com ligações à America, os americanos podem tentar forçar a saida dos ditadores (caso do Egipto, da Tunisia e que está a ser tentado no Yemen), nos regimes autocráticos que foram fundados e apoiados pela União Soviética (Líbia e Siria são os casos mais evidentes) foram criadas estruturas de repressão típicas do Estado Socialista, que levam os ditadores a não sair sem ser com guerra e sem massacres, que são normais nos regimes marxistas, onde a violência e a brutalidade são vistas como uma coisa revolucionária e positiva.


Essa é a verdade, para lá da propaganda marxista e dos spinners do costume.

Aqueles que sempre viram Kadafi como um camarada ( um pouco excentrico mas um camarada), podem até fazer criticas envergonhadas, mas lá bem no fundo todos nós percebemos a irritação, a raiva e o ódio que sentem à América, porque está a cair mais uma ditadura de estrelinha vermelha.


Agora mesmo na Siria, o Camarada Bashar-Al-Assad e o Partido Socialista Bahas, estão a massacrar a população no sul do país.

Se o ocidente não fizer nada (e claramente não tem meios de intervir em todo o lado), será acusado de deixar o porco socialista chacinar a população.
Malvados americanos, Malvados franceses, que não intervêm porque a Siria não petroleo, hipócritas, cobardes etc...
Esse vai ser o teor do discurso que vamos ouvir, se os massacres contra o povo sirio continuarem.

Mas se amanhã ocorresse um ataque contra a Siria, os mesmos atacariam com ferocidade de hienas, os malvados ocidentais, que querem enfraquecer a Siria, que querem apoiar Israel, que querem destruir o país porque é aliado do Irão  e querem destruir a Siria porque apoia o movimento do povo palestiniano.


Quem quiser pensar pela sua própria cabeça, que ajuíze por si...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Camuflage em Março 24, 2011, 07:50:53 pm
Se o problema dos regimes apoiados pela URSS é o líder, então porque não o eliminam ou capturam? Esse é que é o engodo "vamos só lá controlar o regime, até o presidente decidir desistir por iniciativa própria..." isto nem cabe na cabeça de ninguém!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 24, 2011, 08:44:25 pm
O problema dos regimes que foram apoiados pela antiga URSS e pela RDA na criação das estruturas repressivas, é o regime que foi criado e não apenas o ditador.
O ditador é um problema, mas também é problema o grupo de pessoas que o cercam e que vivem desse sistema repressivo.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 24, 2011, 08:55:02 pm
Síria diz que vai avaliar reivindicações e critica «exageros»


O governo sírio, do presidente Bashar al Assad, fez hoje a sua primeira declaração oficial desde o início das manifestações no país, depois de seguidos protestos e confrontos entre opositores e forças de segurança em Deraa, no sul. «Deraa é parte do nosso amado país. Não há rancor entre o governo e a população. Todas as reinvindicações do povo estão nas mãos dele (Bashar al Assad)», disse a assessora do governo, Bouthaina Shaaban, numa declaração transmitida pela TV estatal da Síria.

«As autoridades estão a analisar seriamente as legítimas reinvindicações dos manifestantes», acrescentou.

No entanto, não foram anunciadas reformas no país. Pela manhã, o governo tinha anunciado que novas medidas seriam divulgadas «em breve».

Ao comentar as notícias sobre os confrontos de quarta-feira entre soldados e opositores na mesquita Al Omari, Shaaban classificou as reportagens de «exageradas».

«Hoje quando procurei alguns jornalistas, eles disseram que não acreditam no que nós dissemos, e sim no que estão a dizer em Londres, noutros locais, porque é nisso que vocês querem acreditar», disse a assessora.

Segundo ela, o presidente deu instruções «claras» para que os soldados das forças de segurança «não atirassem contra os manifestantes». No entanto, Shaaban admitiu que podem «ter acontecido» erros.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Jorge Pereira em Março 25, 2011, 12:12:20 am
Citação de: "Lusitano89"
Síria diz que vai avaliar reivindicações e critica «exageros»


O governo sírio, do presidente Bashar al Assad, fez hoje a sua primeira declaração oficial desde o início das manifestações no país, depois de seguidos protestos e confrontos entre opositores e forças de segurança em Deraa, no sul. «Deraa é parte do nosso amado país. Não há rancor entre o governo e a população. Todas as reinvindicações do povo estão nas mãos dele (Bashar al Assad)», disse a assessora do governo, Bouthaina Shaaban, numa declaração transmitida pela TV estatal da Síria.

«As autoridades estão a analisar seriamente as legítimas reinvindicações dos manifestantes», acrescentou.

No entanto, não foram anunciadas reformas no país. Pela manhã, o governo tinha anunciado que novas medidas seriam divulgadas «em breve».

Ao comentar as notícias sobre os confrontos de quarta-feira entre soldados e opositores na mesquita Al Omari, Shaaban classificou as reportagens de «exageradas».

«Hoje quando procurei alguns jornalistas, eles disseram que não acreditam no que nós dissemos, e sim no que estão a dizer em Londres, noutros locais, porque é nisso que vocês querem acreditar», disse a assessora.

Segundo ela, o presidente deu instruções «claras» para que os soldados das forças de segurança «não atirassem contra os manifestantes». No entanto, Shaaban admitiu que podem «ter acontecido» erros.

Lusa

Ou muito me engano ou dentro de pouco tempo vamos ter que abrir um tópico novo dedicado à Síria.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: RicardoL em Março 25, 2011, 01:23:49 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.aereo.jor.br%2Fwp-content%2Fuploads%2F%2F2011%2F03%2Fnato-bombs-convoy.gif&hash=88e0250c1d235d92b9deb3ea77b0bb00)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 25, 2011, 01:29:24 am
A Síria é outro jogo completamente diferente.
Fronteira com o Iraque
Fronteira com a Turquia
E o problema mais complicado de todos: Fronteira com Israel.

Aconteça o que acontecer, podemos esperar sempre que o regime tente atrair Israel para um conflito, para conseguir solidariedade árabe e simpatia dos países muçulmanos.
Aliás os recentes problemas em Israel, dificilmente não deixam de estar relacionados.
Há anos que não havia problemas e agora, exactamente quando a situação síria piora, há um atentado em Israel, que nem sequer foi suicida.
O facto de não ser suicida e não ter sido sequer reclamado por ninguém, é sintomático.

Mas não há clima para atacar todos os ditadores.
Há que esperar que eles desistam, ou entendam que o tempo está a chegar ao fim.

Depois de tudo isto, haverá o problema mais bicudo de todos.
O problema das monarquias do Golfo. Bahreim, Emiratos Árabes, Oman, Koweit (a Jordânia não é uma monarquia do golfo, mas é uma monarquia árabe)

Não são ditaduras no sentido estrito do termo e qualquer transição será sempre dificil e complicada.
Os monarcas absolutos confundem os bens do país, com os bens da família.
Podem tentar evoluir para monarquias parlamentares, mas o parlamento e o primeiro-ministro vão querer controlar o dinheiro.

Bicudo mesmo é a Arábia Saudita. Alterar o regime, implica alterações dramáticas, sobre quem tem o direito de guardar os lugares santos.
Ninguém vai querer mexer na monarquia saudita.
É um vespeiro, em que ninguém tem interesse em por a mão.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Março 29, 2011, 07:03:11 pm
Revoluçoes arabes e OTPOR

Todos  constatamos, alguns com uma certa surpresa (pois a Tunisia e o Egito sao aliados tradicionais dos EUA ), o apoio imediato que os EUA deram aos movimentos revolucionarios na Tunisia, Egito e agora na Libia.
Todos reparamos tambem que, enquanto os serviços de segurança da Tunisia ou do Egito tentavam controlar as respectives rebeliões, os EUA aconselharam os ex-ditadores a nao bloquearem os acessos ao Facebook e ao Tiwitter, no que foram obedecidos…na intenção de enviar ao mundo sinais de abertura e numa tentativa vã de apaziguar os amotinados com um pacote de medidas dos quais fazia parte o livre acesso a estas duas importantes redes sociais.

Recuando um bocado no tempo, lembro-me de têr lido em qualquer parte que durante as manifestaçoes no Irão aquando das ultimas eleições neste pais, os EUA pediram à Tiwitter para adiar uma operação de manutenção no seu servidor a fim de não pertubar as comunicações entre os opositores do regime .

Lê-se aqui e ali na net que talvez estas duas redes sociais, Facebook e Twitter,  façam parte de um projeto americano extremamente eficaz,  um plano para a promoção da « democracia » em todo o mundo; um plano em que a OTPOR é um dos principais instrumentos.

Para começar, não liguem à semelhança entre os logotipos, (um punho fechado), dos movimentos de revolta na Tunisia, Egito e Marrocos e a organização OTPOR (atual CANVAS :  Center for Applied Non Violent Action and Stratégies), talvez nao passe de uma coincidência !

A OTPOR, uma organização sérvia, essencialmente constituida por estudantes e dirigida por Srdja Porpovic , foi a responsavel pela queda do regime de Slobodan Milosevic, e este logotipo do punho fechado sobre um fundo preto era para parodiar o regime bolchevique instalado no pais.

Os estudantes sérvios nao estavam « sozinhos » no seu combate contra o regime . Nos principios do ano 2000, um grupo de membros da OTPOR, deslocou-se à Hungria, ao hotel Hilton de Budapeste, em suposta viagem de estudo. Na realidade foram encontrar-se com Robert Helvey, antigo coronel do exército americano e especialista nos movimentos de subversão e  de revolta. O objetivo deste encontro era formar os estudantes sérvios nas técnicas de resistência não violenta de Gene Sharp , (Nota : Gene Sharp escreveu um manual que descreve as 198 taticas para derrubar um regime).

Robert Helvey  trabalha para o Albert Einstein Institution, uma das  fundações americanas que financiaram a OTPOR. As outras são a Freedom House e a Open Society, fundações cujos dirigentes e funcionarios sao na sua maioria ex-membros da CIA ou antigos militares : James Woolsey (antigo diretor da CIA), Steve Forbes, Samuel Huntington, Donald Rumsfeld, Paul Wolfowitz, …
As ligações destas fundações com a CIA e com grupos de interesses « discretos« , são do conhecimento geral e obtêm-se facilemente muitas referencias na net.

A OTPOR não se ficou por aqui e depois da queda de Milosevic, transformou-se numa escola para ensinar as mesmas técnicas revolucionarias. Esta escola chama-se CANVAS e aqui se ensina tambem a arte de bem utilizar as redes sociais com fins politicos.
O Egito e a Tunisia sendo dos paises arabes com mais gente ligada à net, a coisa tornou-se mais facil para os ativistas egipcios ou tunisinos como Ahmed Maher, um egipcio que com o apoio da Freedom House, se deslocou a Belgrado, na Sérvia, para ai ser treinado por Srdja Popovic, ex-discipulo do guru americano Gene Sharp e fundador de CANVAS (ex-OTPOR).

Talvez os movimentos revolucionarios nas arabias nao sejam tão inocentes ou expontâneos como nos querem fazer crer ! Mas aqui fica a questão : sera por puro altruismo que as citadas fundações americanas e o seu « braço armado » OTPOR-CANVAS apoiam estas revoltas ? Ou, pelo contrario, existe uma grande estratégia oculta em curso de execuçao ?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 29, 2011, 08:28:12 pm
Portanto, encontrar formas de as pessoas falarem umas com as outras, sem a censura do Estado, é resultado da acção de algum grupo conspirativo ?
Calculo que quando os portugueses se juntaram para vencer os espanhóis em Aljubarrota, também tivesse sido resultado do twitter ...  :mrgreen:

Há um ponto em que a maluqueira atinge um ponto em que já só com forte doses de qualquer medicamento.

É evidente que as redes sociais permitem e possibilitam este tipo de movimentações populares.
Serão todos absolutamente espontâneos ?

É claro, ABSOLUTAMENTE CLARO, que há sempre alguém que começa.
Ou você acha que as últimas iniciativas deste tipo em Portugal, nasceram por obra e graça do divino espirito santo ?

Toda a gente se aproveita da liberdade que a Internet permite, e é por isso que os regimes ditatoriais investem gigantescas fortunas para tentar impedir  Internet de se transformar num veículo de liberdade.

A Grande pátria socialista chinesa por exemplo, vai investir mais de 60.000 milhões de dólares em meios de repressão para defender a ditadura, a maior parte dos quais destinados a policiar a internet e impedir as redes sociais de prosperar.
A Grande Pátria Democrática Islâmica do Irão, também é dos países mais activos na repressão da Internet.

A China já comercializa software desenvolvido, para tracejar a origem dos «twits» do twitter. Esse software foi utilizado pelo genocida socialista Bashar al-Assad para prender pessoas nas últimas semanas.
Várias crianças (menores de idade, e tanto quanto li, um deles com 14 anos) foram aprisionadas pela polícia e por causa disso, houve mais manifestações no sul do país.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cunha em Março 29, 2011, 10:53:15 pm
Face ao que se está a passar na Líbia, onde literalmente se deitou lenha para a fogueira, esta operação apenas vai servir para agravar a situação, e à instabilidade que se mantém mesmo na Tunísia e Egipto, isto para não falar da Síria, Iémen, Arábia saudita e Catar, impõe-se um enorme e inquietante ponto de interrogação sobre tudo isto?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Março 30, 2011, 10:57:00 am
O que os "intervencionistas" não dizem é que esta série de revoluções "expontaneas" no mundo arabe tem como objetivo final a China . A grande balança da estratégia mundial tem dois pratos, um deles pende a favor da China , com os seus excedentes comerciais e a divida americana de que é propriétaria. Os Eua não querem ficar reféns da China e o contra-peso que encontraram de maneira a restablecer um certo equilibrio é o controlo dos fornecedores de petroleo dos chineses. Nesta optica, talvez que a Venezuela, um dos fornecedores potenciais de petroleo à China, se deva preparar tambem para fazer face a uma revolução libertadora.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 30, 2011, 04:16:42 pm
Não é novidade nenhuma que as ditaduras têm problemas com todo o sistema que dê à população algum tipo de liberdade.

Quando apareceu a imprensa, também se considerou que era uma invenção do Diabo, porque permitia a divulgação de ideias diferentes das oficiais da Igreja.

Os regimes opressores, não gostam da liberdade. Isso é um facto.
Quem pode estar espantado com a existência de movimentos que pretendem defender e expandir essa liberdade ?
Toda a gente sabe que as ditaduras têm dificuldade em existir se houver liberdade
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Março 30, 2011, 05:30:56 pm
Pois sim, mas os EUA/França/GBR e seus aliados, nao estão a travar um combate pela liberdade dos povos nem pela democracia, mas sim pelos interesses dos trusts que dominam o mundo Global. Estes trusts constituem uma verdadeira oligarquia à escala mundial que despreza as naçoes e as especificidades culturais : eles querem nivelar tudo através dum sistema unico a que chamam errada e abusivamente de democracia. O que os preocupa (aos trusts) não é a falta de liberdade dos libios ou dos iranianos, mas sim a falta de liberdade que têm Total , BP, Monsanto, etc.  para fazerem o que querem, onde querem e quando querem.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 30, 2011, 07:04:05 pm
Citar
pois sim, mas os EUA/França/GBR e seus aliados, nao estão a travar um combate pela liberdade dos povos nem pela democracia, mas sim pelos interesses dos trusts que dominam o mundo Global
Bom, essa é a sua opinião, e desculpe-me mas do meu ponto de vista é uma opinião completamente disparatada.

Parte do principio de que a Liberdade é uma criação dos Trusts que dominam o mundo global.

A Russia soviética e os assassinos comunistas desenvolveram exactamente esse raciocínio para explicar as diferenças entre os dois sistemas e defender o terror e a opressão que caracterizaram os regimes comunistas/marxistas/socialistas.

Os comunistas chamaram à democracia «Democracia Burguesa»
Para distinguir essa democracia das ditaduras assassinas que matavam, violavam e torturavam inocentes, e que se auto-demominavam REPÚBLICAS DEMOCRÁTICAS E POPULARES.
ERA TUDO FEITO MUITO REVOLUCIONARIAMENTE E DEMOCRATICAMENTE. ERA TORTURA DEMOCRÁTICA E REVOLUCIONÁRIA COMPLETAMENTE ANTI-CAPITALISTA.  :mrgreen:  :mrgreen:

A historieta dos trusts e restante estrumeira, é apenas desculpa das ditaduras e dos regimes criminosos que escaparam à queda do muro de Berlim, e que continuam desesperadamente a tentar encontrar justificação para continuarem a matar.

É POR ISSO QUE SENDO O KADAFI UM PORCO ASSASSINO, AINDA CONTINUAM A APARECER PESSOAS A DEFENDE-LO COM BASE NOS ARGUMENTOS RIDICULOS E PATETICOS DOS TRUSTS, MALDITOS CAPITALISTAS E AFINS.

Em nenhum lugar do mundo, empresas como a MONSANTO ou a BP são mais atacados que nos países da Europa ou nos Estados Unidos.
A BP, por causa do que aconteceu no Golfo do México vai levar uma talhada monstruosa.

Se aquilo tivesse acontecido na China, PAGAVA-SE UNS MILHÕES A UM PORCO CORRUPTO QUALQUER DO PARTIDO COMUNISTA E OS CHINESES ERAM OBRIGADOS A BEBER O PETRÓLEO SE FOSSE PRECISO E A CALAR O BICO, SOB PENA DE MORTE.

Essa é a verdade.
Todos sabemos que é assim.
Mesmo aqueles que não se conformam com o resultado da Guerra Fria.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Março 30, 2011, 07:07:31 pm
Nota: Entretanto o grande camarada socialista Bashar Al-Assad, presidente da Síria, já disse que a culpa é da comunicação social internacional, e de uma conspiração para derrubar a grande democracia Siria.

Onde é que ele se terá inspirado para descobrir esta conspiração dos malvados capitalistas  :mrgreen:  :mrgreen:  :mrgreen:  ?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 30, 2011, 09:33:33 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 01, 2011, 10:54:48 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HaDeS em Abril 05, 2011, 06:21:33 pm
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Otan piorou o conflito na Líbia, dizem rebeldes; Qatar enviará armas a grupos anti-Gaddafi
Os rebeldes líbios fizeram um acordo com o Qatar para receber o novo armamento que precisam com urgência e estão em negociações com o Egito na tentativa de fechar o mesmo acordo, segundo fontes da direção insurgente em Benghazi, reduto dos opositores do ditador Muammar Gaddafi, entrevistados pela agência de notícias EFE.

As fontes também afirmaram que desde que a Otan tomou o comando da operação aliada a situação “mudou totalmente para pior”, já que seus bombardeios se repetem sobre as mesmas áreas, em vez de serem localizados nos arredores de Misrata e outras regiões onde seriam mais efetivos.

Nesta segunda-feira, confrontos entre os rebeldes e as forças de Gaddafi tiveram como palco pelo quarto dia consecutivo a cidade petrolífera de Brega.

Segundo a correspondente da “Al Jazeera”, SueTurton, os rebeldes conseguiram avançar em direção a oeste com ajuda dos ataques das forças de coalizão, depois de terem recuado devido à ofensiva das forças do governo.

Ainda de acordo com a repórter, os insurgentes estão com receio de avançar pela estrada principal, na costa de Brega, devido às suspeitas de que as forças de Gaddafi teriam colocado minas ao longo da rodovia.
Operações podem durar seis meses

As operações dos aviões britânicos que participam na manutenção da zona de exclusão aérea na Líbia durarão pelo menos seis meses, afirmou o chefe da Real Força Aérea britânica (RAF) em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”.

“Estamos planejando com base em pelo menos seis meses e a partir de então veremos”, declarou o marechal Stephen Dalton. Segundo ele, a Líbia é a atual prioridade da RAF e a operação, no momento, era sustentável e não coloca em perigo os esforços britânicos em outros lugares.

Já os Estados Unidos informaram que vão retirar seus aviões do espaço aéreolíbio na tarde de hoje, segundo informações da “Associated Press”, citando um oficial da Otan. Durante a manhã desta segunda-feira, os aviões americanos permanceram na ativa devido a um pedido do órgão. Não foi informado se a retirada será permanente ou temporária.
Itália reconhece conselho de oposição a Gaddafi

A Itália reconhece o opositor Conselho Nacional de Transição (CNT) líbio como “único interlocutor legítimo” e considera que as propostas de saída da crise do regime de Gaddafi “não são confiáveis”, afirmou nesta segunda-feira o ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini.

“A Itália decidiu reconhecer o Conselho”, declarou Frattini após um encontro com um enviado do CNT, Ali Al Issawi.

“O regime de Trípoli está enviando pessoas à Grécia para fazer propostas. Estas propostas não são confiáveis. Não é possível aceitá-las”, disse Frattini em referência a uma visita no domingo de um enviado do regime a Atenas para negociar uma saída para a crise na Líbia.

FONTE: UOL

Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: akko em Abril 07, 2011, 02:21:54 am
É delicioso dissecar as análises Ocidentais sobre as Revoltas no Mundo Árabe, lembra fatalmente a historiografia, Ocidental, sobre as Santas Cruzadas que contrasta radicalmente com a visão árabe do mesmo acontecimento e o «Santas» das Cruzadas desmoronam perante massacres, purgas e violações, que hoje seriam consideradas como um Crime Contra a Humanidade.

Para analisar cabalmente o fenómeno divulgado como «Revolta no Mundo Árabe» é fundamental, em primeira instância, perceber que há o Mundo Árabe e as Nações Muçulmanas. Depois é vital compreender a legitimidade aclamada de alguns regimes, fazendo inevitavelmente a destrinça entre os regimes déspotas, republicanos e monárquicos assim como aqueles que forçosamente coabitam com organizações radicais armadas e poderosas.

Se não sabemos porque é que o Hizbulah não fez uma ofensiva no norte de Israel, quando o Estado hebreu bombardeava o Hamas em Gaza, sul de Israel, e quando o Hizbulah e o Hamas são as duas principais organizações armadas visceralmente anti-Israel... estamos longe de compreender o fenómeno revolucionário em curso.

Inequivocamente, também, se não compreendermos o sunismo e o xiismo, assim como factores que os unem, desunem e combatem entre si, estamos perante uma monumental e perigosa lacuna. Por fim, apesar de poder alongar-me nesta lista, é inevitável conhecer e compreender também, sem preconceitos, o que significa Islamismo, Salafismo, Charia, Fatwa,  etc etc e muito etc.

Depois deste exaustivo exercício iremos compreender que as ditas Revoluções o Mundo Árabe apenas têm um denominador comum, as redes sociais da internet, tal como estas têm em qualquer acção insurreccional, pacifica ou não, em todo o mundo. Em nada mais poderemos fazer o paralelo entre os cenários tunisino, egípcio, líbio, jordano, sírio, libanês, iemenita ou, de forma emergente, marroquino. A absurdidade de incluir neste conjunto, árabe, o Irão é como incluir o país que alberga a maior população muçulmana no planeta, a Indonésia que árabe, indiscutivelmente, também não é.

O famoso efeito dominó revolucionário é uma ficção. A aspiração de Liberdade é a ilusão que o Ocidente pretende ver ocorrer nestes países... em breve surgirá a realidade e o Ocidente compreenderá, finalmente, porque é que os libertários tantas vezes gritaram, e gritam, Allah Akbah.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Abril 07, 2011, 11:25:23 am
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É delicioso dissecar as análises Ocidentais sobre as Revoltas no Mundo Árabe, lembra fatalmente a historiografia, Ocidental, sobre as Santas Cruzadas que contrasta radicalmente com a visão árabe do mesmo acontecimento e o «Santas» das Cruzadas desmoronam perante massacres, purgas e violações, que hoje seriam consideradas como um Crime Contra a Humanidade.
Também seria delicioso ver como os árabes na sua versão «colorida» da História, falam da libertação da Peninsula Ibérica, após a entrada dos exércitos de Tarik no ano de 711.
É impressionante ver como os árabes pintaram a História de cores brilhantes à medida que avançavam e impunham os seus preceitos regras e religião, a gente que não tinha pedido para ser invadida. O que foi a expansão da religião muçulmana pelo mundo a menos que uma cruzada islâmica ?
Nesta História, não há nem santos nem demónios.

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Para analisar cabalmente o fenómeno divulgado como «Revolta no Mundo Árabe» é fundamental, em primeira instância, perceber que há o Mundo Árabe e as Nações Muçulmanas
Estas questões por acaso até já têm sido referidas com algum detalhe neste fórum. Que mundo árabe e mundo muçulmano são coisas distintas, é das coisas que tem sido sempre lembrada, quando alguém se esquece do facto.

Citar
Se não sabemos porque é que o Hizbulah não fez uma ofensiva no norte de Israel, quando o Estado hebreu bombardeava o Hamas em Gaza, sul de Israel, e quando o Hizbulah e o Hamas são as duas principais organizações armadas visceralmente anti-Israel... estamos longe de compreender o fenómeno revolucionário em curso.
Também já discutimos essas questões aqui, e estamos fartos de saber que o Hezbollah é um movimento Xiita controlado pelos imãs pedófilos das mesquitas de Qom, e pelo regime terrorista do criminoso Ahmadinejad do Irão, enquanto que os terroristas do Hamas são Sunitas.
Os terroristas iranianos apoiam o Hamas apenas por conveniencia. Se não houvesse Israel, matavam-se uns aos outros.
A somar à diferença entre sunitas e xiitas, está o facto de o principal país xiita ser persa e não árabe, quando árabes e persas se odeiam mais que árabes e judeus (embora esse ódio seja disfarçado pelas conveniências).

Citar
O famoso efeito dominó revolucionário é uma ficção. A aspiração de Liberdade é a ilusão que o Ocidente pretende ver ocorrer nestes países... em breve surgirá a realidade e o Ocidente compreenderá, finalmente, porque é que os libertários tantas vezes gritaram, e gritam, Allah Akbah.
O efeito dominó existe. Tanto que os países que tiveram até ao momento problemas até estão ao lado uns dos outros. Tunisia, Líbia e Egipto.
A Síria e o Iraque também se incluem neste grupo repúblicas laicas.

Nas republicas laicas, é onde se notará mais o problema dos extremistas islâmicos. Há evidentemente activistas islâmicos em muitos desses movimentos.
O que se deve estudar é a possibilidade de, embora existindo, esses movimentos serem na realidade uma minoria. Além disso, gritar Allah-o-Akbar é ainda mais comum nas repúblicas laicas.
Uma minoria que, no caso do Egipto, foi até apanhada de surpresa.

É evidente que se tiverem toda a liberdade para promoverem as suas teorias de governo islâmico eles podem conseguir vantagens e até ganhar eleições.
É por isso que se fala tanto no modelo turco.
Não porque os turcos sejam árabes (que também não são), mas porque a Turquia ainda tem uma democracia tutelada pelo exército, sendo o exército a garantia de que o extremismo islâmico não acabará por controlar um processo de abertura que será lento.
Na Turquia, a ocidentalização do país demora há quase um século (e o processo turco foi radical, e a expressão mais dramática dessa mudança, está na introdução do alfabeto latino num país islâmico).

Mas na verdade, o que acontece é que parece que há árabes que também acham que a Liberdade é um valor importante.
Já se os movimentos democráticos podem de facto triunfar, é duvidoso. A solução mais lógica, será a da criação de regimes laicos, que instituam regras democráticas, mas que mantenham um controlo por parte do exército (que tem que ser laico).

Isto impedirá que numa eleição um grupo islâmico ganhe, e subverta a democracia.
Tal subversão é por definição anti-democrática, mesmo que tenha maioria.
Nenhum povo tem legitimidade para votar democraticamente o fim da democracia, porque tal voto constitui uma violação da liberdade das gerações futuras, às quais o fim da democracia retiraria a liberdade de escolher.

A democracia tem sempre que ser mantida, porque é uma garantia de liberdade para aqueles que ainda não votam e mesmo para aqueles que ainda não nasceram.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Luso-Efe em Abril 08, 2011, 11:39:14 pm
Citação de: "akko"
A aspiração de Liberdade é a ilusão que o Ocidente pretende ver ocorrer nestes países... em breve surgirá a realidade e o Ocidente compreenderá, finalmente, porque é que os libertários tantas vezes gritaram, e gritam, Allah Akbah.

Independentemente das motivações das revoltas, você toca num ponto importante, eu também já estou farto de abrir a televisão e ouvi-los dizer Allah, Allah.

E o mais inquietante de tudo é que eu não sei muito bem o que eles defendem, para além de dizerem que querem liberdade, e de insistentemente berrarrem alto e bom som Alá é grande.

Eu só não os quero ver com esta ladainha muito perto do Algarve.

Cumprimentos.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Abril 09, 2011, 08:34:59 pm
Citação de: "papatango"
Nenhum povo tem legitimidade para votar democraticamente o fim da democracia, porque tal voto constitui uma violação da liberdade das gerações futuras, às quais o fim da democracia retiraria a liberdade de escolher.

A democracia tem sempre que ser mantida, porque é uma garantia de liberdade para aqueles que ainda não votam e mesmo para aqueles que ainda não nasceram.

Offtopic:

Eu sei que este tópico não é sobre o do iberismo, mas penso o mesmo que aqui está escrito em relação a esse assunto.
Acho que nenhuma geração de Portugueses pode votar democraticamente o fim da independencia, pois está a por em causa gerações futuras ao obriga-los a serem Espanhois apesar de poderem preferir serem Portugueses, além disso os actuais Portugueses que quererm ser Espanhois não tem problema nenhum em irem para lá viver e trabalhar se for esse o desejo deles, pois estando ambos os paises na União Europeia todo esse processo está facilitado.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: GI Jorge em Abril 10, 2011, 12:12:51 am
E só para dar a minha opinião rapidinho:

Nenhuma destas gerações podem decidir que Portugal fique espanhol, pela simples razão de que Portugal não lhes pertence, nem a elas, nem a mim, nem a nenhum de nós. Portugal pertence aqueles que caíram a defender esta grandiosa nação, e não são morangadas nem jornalistas de vão de escada que podem fazer ou dizer o contrário. Assim, e basicamente, nenhum de nós pode dar algo que não tem, e é isto que acontece com Portugal. Se ele não é nosso, como podemos dá-lo?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 13, 2011, 07:30:26 pm
Soldados sírios baleados por recusarem disparar sobre manifestantes

 
Elementos das forças de segurança sírias balearam nove soldados após estes se terem recusado a disparar contra os manifestantes que protestavam na cidade de Banias, no noroeste da Síria. De acordo com o The Guardian, a informação foi avançada por várias testemunhas que se encontravam no local.

Dos múltiplos soldados que se recusaram a seguir uma reacção armada contra os protestos em Banias, nove foram baleados por forças de segurança do regime de Bashar al-Assad.

Os órgãos de comunicação social do governo de Assad refutaram a informação, ao invés transmitindo outra versão dos acontecimentos: os nove soldados terão sido mortos na sequência de um ataque de um grupo rebelde armado.

Os reais contornos dos acontecimentos ainda estão a ser apurados, pois são vários os relatos divulgados nos últimos dias, que dão conta da ocorrência de conflitos armados na região em torno de Banias.

Um representante da oposição ao regime de Bashar al-Assad disse que forças pró-governo atacaram duas aldeias perto de Banias. Os grupos apoiantes do regime têm sido os principais precursores da violência que se tem feito sentir nos últimos dias.

Face ao recente escalar de violência, os apelos à intervenção externa têm sido mais visíveis.

A Declaração de Damasco, o grupo pró-democracia líder no país, apelou à Liga Árabe a imposição de sanções ao regime de Bashar al-Assad, alegando que a violência promovida pelas forças do regime já causou mais de 200 mortos.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HaDeS em Abril 14, 2011, 06:08:56 pm
Agora que começaram a guerra tinham que ir até o fim, está claro que os rebeldes sozinhos não vão tirar o lider Líbio do poder, uma invasão por tera era necessário para trazer ordem ao país, mas ao que tudo indica não vai ocorrer, os libios podem se preparar para anos de guerra civil.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 26, 2011, 07:12:13 pm
Nações europeias exigem o fim da repressão na Síria


A França, Itália e Reino Unido apelaram esta terça-feira à implementação de medidas que visem o cessar da violência e repressão na Síria, numa altura em que as autoridades do regime reforçaram a violência contra os manifestantes pacíficos. A França e Itália elaboraram conjuntamente um comunicado oficial em que apelam à União Europeia (UE) e NATO uma intervenção na Síria face aos recentes desenvolvimentos no país, avança a BBC.

O comunicado foi divulgado no seguimento de uma conferência de imprensa em Roma onde estiveram presentes Nicolas Sarkozy e Silvio Berlusconi, os respectivos primeiros-ministros de França e Itália.

Berlusconi sublinhou a necessidade de pôr fim à violência na Síria, revelando: «Enviamos um forte pedido para que as autoridades em Damasco cessem a repressão violenta».

Por sua vez, Nicolas Sarkozy excluiu uma eventual intervenção militar sem uma resolução da ONU face à situação que se vive no país, que classificou de «inaceitável».

«Não vamos enviar tanques. O exército contra os manifestantes e a brutalidade são inaceitáveis», frisou ao diário francês Le Figaro, adiantando: «Estamos do lado dos povos árabes nas suas aspirações à conquista da liberdade».

A Inglaterra, através do seu ministro dos Negócios Estrangeiro, William Hague, apelou igualmente ao fim da violência na Síria. «Temos que ver actos de reforma genuínos ao invés da repressão», apontou.

Após o presidente Bashar al-Assad ter anunciado o levantamento do estado de emergência - que vigorava há 48 anos no país -, a violência e repressão voltaram a intensificar-se na última semana, que apenas em dois dias resultou em mais 120 mortes.

Uma eventual intervenção militar na Síria só seria encetada após a aprovação formal de uma resolução da ONU que a sustentasse, tal como aconteceu com a intervenção que ainda decorre na Líbia.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 28, 2011, 06:56:29 pm
Presidente sírio isolado à medida que aumenta o número de mortos


Membros do partido Baath demitem-se há medida que o exército do Presidente Bashar al-Assad faz cada vez mais mortos, cujo número já ascende aos 500. Ao mesmo tempo que a comunidade internacional demora em condenar oficialmente a violência na Síria, dentro do partido único o número de dissidentes aumenta e está neste momento nos 230. Fontes diplomáticas avançam que, também dentro do exército, há registos de dissensões.

Os ex-membros do Ba ath procuram demarcar-se das acções do Presidente Assad e acusam-no de estar a chacinar o seu próprio povo ao ordenar ao exército que atire contra casas, mesquitas e igrejas.

Estas notícias surgem num momento em que o Conselho de Segurança das Nações Unidas está profundamente dividido e ainda não conseguiu gerir as tensões entre os vários membros de forma a emitir uma declaração conjunta que condene o regime sírio.

O esboço da comunicação, que foi proposta pela França, Grã-Bretanha, Alemanha e Portugal, sofreu a oposição de vários membros do Conselho de Segurança, entre os quais a Rússia, Líbano e Índia.

Dera, onde os protestos contra o regime de Assad começaram há seis semanas está cercada por tropas há dias e a privação faz-se sentir cada vez mais. Os habitantes sofrem com a escassez de comida, água e remédios.

Na quarta-feira passada ouviram-se tiros e explosões e dezenas de tanques entraram na cidade, onde, de acordo com relatos, os corpos dos protestantes são armazenados em camiões refrigerados.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 03, 2011, 10:45:18 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Desertas em Maio 04, 2011, 01:17:46 am
Julgo que se o presidente Bashar al-Assad cair , provavelmente teremos várias mudanças no Médio-Oriente , sobretudo na Síria, no Líbano , e nos territórios Palestenianos . Será que após a queda de Bashar al-Assad , o processo de paz no Médio-Oriente terá novo folgo e chegará a "bom porto" ?

Um Abraço
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 04, 2011, 09:55:10 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 06, 2011, 12:05:16 pm
Protestos nos países árabes podem ser "primavera" ou "tsunami", diz ElBaradei


Os movimentos de revolta nos países árabes podem ser uma «primavera árabe» ou um «tsunami», considera o Nobel da Paz egípcio Mohamed ElBaradei, que espera que se trate do primeiro caso. «Pode ser uma primavera árabe pode ser um tsunami, que são diferentes. Claro que gostaria que fosse uma primavera árabe», disse quinta-feira, no âmbito das Conferências do Estoril, que hoje terminam.

Mohamed ElBaradei, Nobel da Paz e antigo director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, falará na tarde de hoje, antes da sessão de encerramento, sobre o tema "A Natureza das Revoluções no Magrebe".

«É óbvio que não gostaria de ver outra Líbia ou Síria, gostava de ver evolução, não explosão. Isto exige muito trabalho, muito educação, uma mudança de mentalidades», adiantou a propósito das revoltas populares que estão a acontecer em vários países árabes do norte de África.

Lembrou que nos países em causa, Tunísia, Egipto, Líbia, Síria, Iémen, «as pessoas viviam na repressão, não eram encorajadas, nem podiam pensar por si próprias ou dizer o que pensavam».

«Agora de repente estão livres e têm que gerir essa liberdade de forma organizada, coordenada e inclusiva. Espero que no final as coisa caminhem na direcção certa», disse.

Mohamed ElBaradei disse também pensar que o Irão quer ter a capacidade para desenvolver uma arma nuclear, o que não significa querer ter a própria arma.

«Penso baseado na minha experiência, na minha leitura da mente iraniana, penso que o que querem é ter a capacidade, o "know how" para poder desenvolver uma arma nuclear num curto período de tempo se a situação mudar ao nível da segurança. Não tenho a certeza de que queiram ter a sua arma nuclear neste momento», declarou.

O prémio Nobel da Paz, que recebeu em 2005 conjuntamente com a AIEA (que dirigiu entre 1997 e 2009), considerou que para os iranianos dizerem que podem construir uma arma nuclear é como comprar uma «apólice de seguro, sem se tornarem abertamente um estado com armas nucleares».

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 07, 2011, 08:20:26 pm
Elbaradei pede calma no processo de transição no Egipto


Mohamed Elbaradei defendeu a instauração de um regime parlamentar no Egipto durante a palestra que deu no último dia das Conferências do Estoril. O Nobel da Paz de 2005 admitiu porém que o país precisa de uma sociedade civil mais forte para que tal sistema possa ser implementado.
Apresentado como «possível futuro Presidente do Egipto» por Clara Ferreira Alves, o antigo líder da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) disse que «só agora começam a ser constituídos os partidos», que precisam de tempo para se «enraizar» na sociedade egípcia.

Como tal, Elbaradei defende «calma» no processo de transição e deu o exemplo do 25 de Abril de 1974 em Portugal para dizer que «o mais difícil é gerir a revolução e não realizá-la». O homem que diz que passou de «herói a diabo do dia para a noite» por ter «apoiado os pedidos de democracia» que se faziam na rua, reforçou a ideia dizendo que «o que é feito no período de transição tem um impacto enorme nas próximas décadas».

«Democracia não é apenas realizar eleições. É preciso organização, partidos, sindicatos, movimentos activistas. E nada disso existe ou está enraizado no Egipto», disse depois de lembrar que durante o regime de Hosni Mubarak «os partidos e os sindicatos faziam parte do Governo».

Elbaradei considerou «pouco claro» o processo que gerou a actual «Constituição interina» e defendeu que a definição da Carta Magna definitiva para o país deveria realizar-se antes das eleições legislativas e presidenciais: «O Presidente não deve ser eleito sem conhecer a Constituição que define as suas competências».

Sobre a origem das revoluções árabes, Elbaradei afirmou que «durante anos» os regimes prejudicaram os países com «corrupção e opressão». Mas foi quando «atacaram a dignidade das pessoas que ficaram condenados», lembrando o jovem tunisino Mohammed Bouazizi que se incendiou na rua como protesto por não o deixaram trabalhar.

O homem que venceu o Nobel pelo trabalho realizado na AIEA admitiu ainda que o «povo árabe está ressentido com a Europa e os Estados Unidos por terem sido coniventes com regimes autoritários em nome da chamada estabilidade regional».

Elbaradei disse que os norte-americanos deveriam ter tido uma «reacção mais sóbria» ao anúncio da morte de Bin Laden: «A eliminação e Bin Laden é uma boa coisa mas não significa que a al-Qaeda tenha acabado».

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 09, 2011, 07:37:24 pm
Síria: Estádios transformados em prisões, acusam ONGs


As forças de segurança sírias estão a transformar estádios de futebol em prisões, segundo a CNN, que cita como fontes duas organizações de direitos humanos. O Observatório Sírio de Direitos Humanos disse que pessoas foram detidas na cidade central de Homs e em Banias, na costa mediterrânea - o alvo mais recente das operações intensificadas de repressão lançadas pelo presidente Bashar Assad contra manifestantes -, além de outras regiões.

«A repressão continuou hoje em toda a Síria, aumentando o número de detidos, que já ascende a milhares», disse um porta-voz do grupo.

Outras organizações de direitos humanos também manifestaram preocupação com a violência por parte das forças de segurança do país.

«Nós condenamos o uso contínuo da violência e da excessiva força pelas autoridades sírias contra as manifestações pacíficas dos cidadãos da Síria», lê-se num comunicado assinado por seis organizações e divulgado no site da Organiação Nacional de Direitos Humanos da Síria.

O comunicado também expressa a «profunda preocupação» com os presos.

«Pedimos às forças de segurança que interrompam as prisões arbitrárias e fora da lei, no que constitui um flagrante da violação dos direitos humanos e da liberdade garantida pela Constituição de 1973«, lê-se ainda o manifesto.

A turbulência na Síria começou a 18 de Março, quando manifestantes, inspirados pelos levantamentos ocorridos em vários pontos do mundo árabe, promoveram uma marcha na cidade de Deraa, no sul do país. Inicialmente Assad acenou com vagas promessas de reforma, e no mês passado revogou o estado de emergência que vigorava no país havia 48 anos.

Como os protestos persistiram, enviou o exército para sufocar os protestos públicos, primeiro para Deraa e depois para outras cidades, deixando claro que não arriscaria perder o controlo estreito que a sua família exerce sobre a Síria há 41 anos.

O Observatório Sírio diz que 621 civis e 120 soldados e agentes de segurança foram mortos desde que os protestos começaram. Outro grupo sírio de defesa dos direitos humanos, Sawasiah, avalia em mais de 800 o número de civis mortos.

Na semana passada um diplomata ocidental estimou que cerca de 7.000 pessoas foram detidas, mas o Observatório disse que outras 400 ou 500 foram presas desde então só em Banias.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 13, 2011, 12:47:37 pm
Repressão na Síria já deixou entre 700 e 850 mortos


Entre 700 e 850 pessoas morreram na Síria na repressão das manifestações, disse hoje a ONU, adiantando também que outras milhares foram detidas pelas forças do Governo desde meados de Abril.  «Não podemos verificar estes números, mas há listas pormenorizadas e acreditamos que são genuínos», disse hoje o porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Rupert Colville.

Assinalou que os últimos relatórios recebidos dão conta de bombardeamentos na cidade de Homs e da detenção de opositores e activistas dos direitos humanos em rusgas casa a casa.

O organismo apelou uma vez ao Governo de Bashar al-Assad para que «deixe de utilizar a força e as detenções maciças como meios para silenciar os seus opositores».

Colville revelou que a Alta Delegacia para os Direitos Humanos está em contacto com as autoridades sírias para tentar que uma missão investigadora da ONU possa entrar em país e verificar as denúncias recebidas.

Essa missão de alto nível, criada por decisão dos Governos que integram o Conselho de Direitos Humanos da ONU, partirá para a Síria tão em breve quanto receba autorização, mas se não a obtiver viajará aos países vizinhos para, dali, realizar as suas indagações.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, falou por telefone esta semana com o presidente sírio para pedir-lhe que colabore com essa missão.

Colville sustentou que na repressão dos protestos na Síria ocorreram «graves violações dos direitos humanos» e lembrou que há muitas denúncias sobre o uso de tanques e franco-atiradores em várias cidades.

Revelou que a resposta do Governo foi que vários polícias e militares morreram nos protestos.

Por essa razão, acrescentou, «a missão quer entrar no país e estabelecer, pelos seus próprios meios, quem foi assassinado, quando, porquê e como».

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 13, 2011, 07:56:15 pm
Obama discursa dia 19 sobre revoltas no mundo árabe


O Presidente norte-americano, Barack Obama, fará quinta-feira no Departamento de Estado um discurso sobre as revoltas no mundo árabe e no Norte de África, indicou hoje o porta-voz da Casa Branca Jay Carney. O discurso de quinta-feira será, disse Carney, “bastante completo e abrangente” sobre o que tem acontecido na região desde meados de dezembro de 2010 quando se iniciou um movimento de protesto na Tunísia que levou à saída do país do presidente Zine El Abidine Ben Ali, a 14 de Janeiro, depois de 23 anos no poder.

Segundo o porta-voz, Obama refletirá sobre a vontade daqueles povos de ter democracia e lançará um apelo aos governos desses países para “responder através de um diálogo político pacífico”.

O anúncio da data do discurso de Obama foi feito no mesmo dia em que deve ser anunciada a demissão do emissário norte-americano para o Médio Oriente George Mitchell, segundo informações prestadas por um responsável norte-americano em Washington à agência noticiosa francesa AFP.

Depois de vários meses de discrição em relação ao dossier israelo-palestiniano, a secretária de Estado Hillary Clinton sugeriu em abril uma nova abordagem para a política norte-americana na região.

Clinton defendeu também que o reinício do diálogo entre Israel e os palestinianos era uma “necessidade imediata” à luz da revolta árabe.

Mitchell, um antigo senador democrata que participou nas negociações de paz na Irlanda do Norte, é um reputado negociador cuja nomeação, após a tomada de posse de Obama em Janeiro de 2009, foi vista como um sinal da importância que a nova administração dava à paz entre Israel e os palestinianos.

Apesar das frequentes visitas de Mitchell à região, os esforços norte-americanos fracassaram face à recusa das partes em chegarem a um compromisso suficiente para relançar um diálogo directo.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 19, 2011, 09:32:28 pm
Obama apoia reformas no Médio Oriente


O presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, discursou esta quinta-feira sobre a onda de protestos que tem assolado o Médio Oriente e a ajuda económica que o país vai prestar ao Egipto e Tunísia.

Barack Obama dirigiu o seu discurso em torno dos protestos que têm ecoado no mundo árabe. Citado pela CNN, as primeiras palavras do presidente dos EUA visaram o papel do país na «transição democrática» nas nações onde os protestos foram espoletados.

«Sabemos que o nosso futuro está ligado a esta região [Médio Oriente] pelas forças da economia e segurança, da história e da fé», proferiu, ao apontar que os protestos inseridos na "Primavera Árabe" «dizem que uma mudança não pode ser ignorada».

O líder do executivo norte-americano sublinhou que a política do país seria a de promover reformas e transições democráticas na região, num impulso que começará no Egipto e na Tunísia, países que foram o ponto de partida da onda de revoltas ao destituírem os seus presidentes, respectivamente Hosni Mubarak e Ben Ali.

Obama delineou o apoio dos EUA numa simples mensagem: «Se tomarem os riscos que a reforma [democrática] representa, terão o apoio total dos EUA».

«Vamos opor-nos às tentativas de qualquer grupo em restringir os direitos de outros e de agarrar o poder através da coerção e não do consenso (…) pois a região nunca vai atingir o seu potencial se mais de metade da sua população for impedida de atingir o seu próprio potencial», enfatizou.

Barack Obama frisou depois que «não quer um Egipto democrático atolado em dívidas», ao revelar que os EUA vão propor na cimeira do G8 um plano de ajuda económica ao Egipto e Tunísia, que vai passar pela disponibilização de um pacote de ajuda na ordem dos quase 700 milhões de euros, a par do perdão da dívida avaliada num valor semelhante.

A ajuda económica norte-americana vai visar principalmente a amortização da dívida de ambos os países para que estes possam investir antes no desenvolvimento das suas economias.

Obama finalizou o seu discurso ao abordar ainda o conflito na Líbia contra Muammar Kadhafi, «que não tem controlo sobre o país», e o confronto Israelo-Palestiniano, onde «nem a paz pode ser imposta nem a demora sem fim poderá acabar com o problema», que, idealiza, só terá «paz duradoura [quando houver] dois estados para dois povos».

O discurso de Barack Obama surge um dia depois do líder norte-americano ter anunciado a imposição de sanções a Bashar al-Assad, presidente sírio, e a seis outros responsáveis do regime que é acusado de violação dos direitos humanos.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 06, 2011, 09:53:17 pm
TV estatal eleva para 80 nº polícias mortos em emboscada na Síria


Um novo balanço da TV estatal da Síria elevou para 80 o número de políicias e agentes de segurança mortos numa emboscada de «grupos armados» em Jisr al-Shughour, uma área onde as forças de segurança realizaram violentas operações contra manifestações de oposicionistas.
Segundo a TV, os polícias foram atacados quando atendiam uma chamada de moradores por protecção contra os grupos armados, não identificados. A TV estatal classificou a acção de massacre.

Os grupos armados estariam a esconder-se em casas e disparar contra soldados e civis, sem discriminação. Os grupos estariam ainda a usar moradores como escudos humanos durante as trocas de tiros e terão explodido ainda um posto dos correios, queimado edifícios do governo e mutilado corpos.

Pelo menos 37 agentes terão sido mortos num posto de controlo da polícia, segundo a TV, que não diz onde estavam as demais vítimas.

A notícia não pôde ser confirmada de forma independente. O governo sírio restringiu a actuação da imprensa e expulsou repórteres estrangeiros no meio da onda de revoltas pela queda do ditador Bashar al Assad.

Desde sábado, as forças de segurança conduzem operações militares em Jisr al-Shughour para conter os movimentos oposicionistas. Um activista ouvido pela rede de TV CNN diz que a cidade é um reduto da opositora Irmandade Muçulmana.

Grupos de direitos humanos afirmam que ao menos 35 moradores foram mortos na região desde sábado.

Desde o início, Assad culpou «grupos estrangeiros» de incitar os protestos contra o seu regime, visando a desestabilizar o país.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 10, 2011, 06:00:34 pm
Primeiro-ministro turco diz que regime da Síria é uma "atrocidade"


O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou o regime sírio de «atrocidade» e de não se comportar «humanamente» em relação aos contestatários, informou hoje a agência noticiosa Anatólia. “Falei com Assad (o presidente sírio Bashar al-Assad) há quatro ou cinco dias. Mas eles (os sírios) subestimam a situação. E infelizmente, não se comportam humanamente”, declarou Erdogan numa entrevista divulgada pela televisão na quinta-feira à noite, segundo a Anatólia.

Erdogan descreveu o modo como mulheres foram mortas pelas forças de segurança sírias como uma “atrocidade”, considerando que a repressão das manifestações na Síria é “inaceitável”. Neste contexto, a Turquia não pode defender a Síria, declarou.

Erdogan, que muitas vezes declarou ser um “amigo” do presidente Assad, pediu por diversas vezes reformas urgentes na Síria, face à contestação sem precedentes no país desde 15 de Março.

No total, 2.500 sírios fugiram para o sul da Turquia, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Ahmet Davutoglu.

Mais de 1.100 civis foram mortos e pelo menos 10.000 detidos na repressão contra a contestação ao regime de Assad, de acordo com associações de defesa dos direitos humanos.

O presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Jakob Kellenberger, pediu hoje a Damasco um "acesso imediato" às zonas afectadas pela violência, declarando-se pronto a deslocar-se pessoalmente à Síria para se encontrar com as autoridades.

O objectivo da CICV é “avaliar as condições das pessoas detidas”, indica Kellenberger num comunicado.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 15, 2011, 05:32:54 pm
Síria cometeu execuções e tortura em grande escala

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.thehollandbureau.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2011%2F05%2FSyria-revolt.jpg&hash=1889dc9ba0cb9ed2a34c44133a933e92)

O governo da Síria cometeu crimes sérios em grande escala, como execuções, tortura e detenções em massa, durante a repressão dos protestos pró-democracia dos últimos três meses, segundo um relatório da ONU sobre a crise no país hoje divulgado.
O documento afirma que pelo menos 1.100 pessoas terão sido mortas, muitas delas civis desarmados, e 10 mil detidas, segundo números apresentadas por grupos de defesa dos direitos humanos sírios e pessoas que fugiram do país para fugir à violência.

As denúncias contra o governo incluem «o uso excessivo da força para conter manifestantes, detenções arbitrárias, execuções sumárias e tortura», refere o documento.

«As denúncias mais sérias dizem respeito ao uso de munição real contra civis desarmados, inclusivamente por franco-atiradores posicionados no cimo de edifícios e o envio de tanques para áreas densamente povoadas por civis», acrescentou.

Cidades inteiras foram cercadas, como Deraa (no sul da Síria), impedindo a fuga de civis e a entrada de ajuda humanitária e mantimentos.

O governo sírio não permitiu a entrada dos investigadores da ONU no país.

O documento da ONU refere também que helicópteros militares dispararam contra civis durante a recente operação na cidade de Jisr Al-Shughour (no norte do país).

A Síria diz que a operação foi em resposta ao assassínio de 120 membros das forças de segurança que terão sido mortos por «gangues armados». Já testemunhas dizem que os soldados foram executados por se recusarem a disparar contra civis.

Nesta quarta-feira, a Síria fez um apelo para que os mais de 8 mil habitantes de Jisr Al-Shughour que fugiram nos últimos dias para a Turquia voltem ao país.

Um comunicado militar sírio diz que o Exército continua a perseguindo «remanescentes de organizações terroristas armadas» nas montanhas em redor da cidade.

O comunicado acrescenta que as Forças Armadas sírias preparam uma «operação limitada» na cidade de Maarat Al-Numan, próxima de Jisr Al-Shughour.

Testemunhas dizem que uma grande quantidade de tanques estão nos arredores da localidade. Milhares de pessoas fugiram da cidade antes do início da violência.

Refugiados sírios na Turquia dizem que tropas leais ao presidente da Síria, Bashar al-Assad queimaram terras e colheitas como forma de punição colectiva às partes do país que aderiram aos protestos.

Ainda hoje, milhares de pessoas realizaram uma manifestação na capital síria, Damasco, a favor do governo.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 16, 2011, 01:24:49 pm
Rússia e China contra interferência estrangeira no mundo árabe


Rússia e China são contrários a interferências estrangeiras nos distúrbios no mundo árabe, afirmaram hoje os presidentes dos dois países, que são pressionados pelas potências ocidentais para exercer maior pressão sobre o regime sírio. «As duas partes acreditam que a busca de soluções para a situação nos países do Médio Oriente e norte da África deve decorrer no campo legal e por meios políticos», afirma-se um comunicado assinado pelos presidentes Dmitri Medvedev e Hu Jintao.

«Forças externas não devem interferir nos processos internos dos países da região», acrescenta o texto.

Moscovo já manifestou oposição a que o Conselho de Segurança da ONU adopte qualquer resolução sobre a Síria, numa posição que se distancia da posição ocidental perante a repressão neste país.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Julho 13, 2011, 05:52:38 pm
A “Primavera” árabe!!!

Com o título - L´Islamisme sort ses griffes - saiu um artigo no El-Watan de 12 de Julho passado, o mais liberal dos jornais argelinos que julgo ser revelador.

Na Tunísia, começa a ser norma nas mesquitas pregar que a guerra necessária é entre os que estão dentro” os crentes” e os que estão fora “ os ímpios”, estes novos Imans, em nome da “verdade” e actuando nos bairros mais pobres espalham a propaganda islamista.
Isto não acontecia no antigo regime pois a entrada nas mesquitas era proibida fora das horas das orações.
As cadeias televisivas do Irão, da Arábia Saudita  ou mesmo do Quatar, que passam 24 horas com récitas do Corão, (igual ás cadeias evangélicas dos EUA), preparam o futuro eleitorado.
 O partido islamista Tahrir, e os salafistas começam a reivindicar, uma postura social segundo a Sharia.
Nos bairros pobres já impera o véu islâmico, graças a estes tele-imans.
No passado 3 de Julho, sobre o pretexto de impedir os “não crentes” de organizar um encontro do Partido Comunista da Tunísia, POCT, estes foram fisicamente agredidos.
No dia 7 de Julho a autora ( ainda por cima, uma mulher) do filme – Ni Allah, ni maitre ,Nádia Fani, foi atacada violentamente, tendo estes apelando ao governo para impedir a passagem do filme nas salas de Tunis, sobre o pretexto de que era um atentado à sacralidade de Deus e à dignidade árabe-musulmana do povo tunisino.
Aos gritos de  “Allah akbar”, uma cinquentena de islamistas atacaram, 26 de Junho, o cinema Afric`Art, para impedir a projecção do filme.
Os bares começam a ser atacados e vandalizados, como no caso do popular e conhecido bar, o Le Paun, que foi destruídos pelos barbudos.
As (Maisons Close) casas de put… , por sua vez estão na mira dos islamistas, pretendendo purificar os bairros.
Outro incidente, este mais grave, foi a interdição de entrada de turistas europeus na mesquita Okba Ibn Nafaa em Kairouan, no passado 20 de Junho.
Em Ariana, os salafistas desceram às praias para interditarem as mulheres de tomar banho em fato de banho
Em Ibn Sina nos arredores de Tunis, estes armados de machados e outras armas brancas, percorreram os salões de festas, onde decorriam as celebrações de estudantes por terem alcançado o bacharelato, afim de verificarem que não se consumia álcool.  

Last but not Least, advogados, foram bastonados pelos islamistas reunidos defronte do Tribunal de Tunis, que reclamavam a libertação dos seus irmãos acusados no processo do ataque ao cinema Afric`Art.  

A propaganda é simples: - Toda a laicidade é apóstata e contrária ao Islão
Culpando todo o mal ao anterior presidente e suas ligações ao Ocidente, propagandeiam que só no Corão se podem redimir.

No Egipto as coisas são mais suaves porque a tropa, ainda não perdeu o controlo da onda, mas que andam a arranhar, andam.

De qualquer modo na Europa só aprenderão quando levarem nas orelhas.
 Por enquanto, escudo--me nos políticos correctos, nos que tem amigos árabes moderados, nos que acham que a chuva no vizinho não me molha, e cantando e rindo lá vamos, ……    
   

Com a devida vénia ao El-Watan
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 15, 2011, 09:47:17 pm
A questão síria
Alexandre Reis Rodrigues


Não é provável que o regime imposto à população síria pelo Presidente Bashad al-Assad consiga resistir por muito tempo ao clima de insurreição que alastra por todo o País; mas a mudança, seja ela qual for, não vai ser fácil nem irá concretizar-se rapidamente. Entre outras razões, porque os Países com capacidade de influência sobre o decurso dos acontecimentos internos, embora desaprovando a forma como o regime lida com a oposição, também não querem o seu colapso sem uma alternativa credível à mão.

Para alguns observadores, a maior pressão que Washington começou a fazer recentemente, para que Assad abandone o poder, pode precisamente significar que existe uma solução que pode ser apoiada. A recente deslocação de Davutoglu, ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia a Damasco, também a “reclamar” o fim da forma radical como Assad lida com a situação, que se estima ter causado cerca de 1700 mortos (2400 segundo o Local Coordination Committee), pode ter uma leitura idêntica.

Como se esperava, Assad não mostra abertura para lidar com a oposição nem para evitar excessos de violência às suas manifestações, nomeadamente quando diz que continuará a actuar contra os grupos que tentam desestabilizar o País. Mas ao acrescentar que se encontra receptivo à ajuda de países amigos na procura de uma solução para a crise, está, pelo menos, a dizer que não ignora a importância de um apoio externo que ajude o regime a sobreviver, neste momento o seu objectivo principal.

A Turquia, com ambições de potência regional e partilhando uma fronteira comum de 850 quilómetros com a Síria e tendo dado abrigo a mais de 10.000 refugiados que tentam escapar ao caos em que o regime os colocou, é com certeza um desses países. A grande incógnita, porém, é saber até que ponto estará disposta a envolver-se e de que forma; uma das possíveis “cartas em cima a mesa” será a exigência, como contrapartida, de um maior distanciamento em relação a Teerão, um tópico de agenda que os EUA, certamente, não deixarão de fazer notar como sendo do seu maior interesse.

Estas circunstâncias transformam o problema interno da Síria numa questão internacional que pode ter grandes repercussões no conturbado Médio Oriente. A generalidade dos Países árabes da região (Arábia Saudita, Kuwait, Qatar, Bahrain, Egipto) já fizeram regressar às respectivas capitais os seus embaixadores em Damasco e não têm hesitado em exigir maior contenção na forma de lidar com a oposição, muito embora internamente, não sigam o que apregoam. À semelhança da Turquia e EUA, estão todos unidos pelo interesse comum em ver Damasco distanciar-se de Teerão, possibilidade que uma mudança de regime deixaria em aberto.

Existe alguma boa perspectiva de este desfecho vir a concretizar-se no futuro próximo? Vai depender da forma como o Presidente Assad avaliar a importância relativa da ajuda que Teerão ou Ancara lhe poderão dar para garantir a sobrevivência do regime, inclinando-se para um lado ou outro, consoante a percepção das respectivas vantagens. De momento, esse jogo tenderá a favorecer Teerão, que é peça-chave da estratégia de segurança da Síria em relação a Israel mas tudo vai depender, em última instância, na forma como a oposição interna síria se conseguir organizar para dar maior consistência aos dois principais riscos que Assad enfrenta: o possível desmembramento da minoria alawita que detém o poder e uma eventual ruptura no seio das Forças Armadas. Nestes dois aspectos específicos talvez Ankara possa influenciar a precipitação de uma crise interna a que seria difícil Assad resistir.

A recente substituição do general Ali Habib de 72 anos como ministro da Defesa, em circunstâncias algo confusas, pode incluir alguns elementos de ligação com as duas possibilidades atrás citadas mas não se sabe ao certo. É de admitir que a oposição se tenha aproveitado de uma simples demissão por motivos de doença, seguida do falecimento no dia seguinte, para montar uma história de dissidências internas entre os quatro clãs dos alawitas e de discordância do general quanto ao emprego das Forças Armadas na repressão da oposição, o que terá levado ao seu subsequente assassinato.

Segundo algumas fontes, o substituto de Habib, o general Rajiha, também tem o mesmo tipo de reservas e estará, como o seu antecessor, em conversações com os EUA. Terá sido escolhido por ser cristão (a 1ª vez que um cristão assume o posto de MDN), precisamente como forma de Assad alargar a esse sector (10% da população) a estreita base de apoio que tem entre os alawitas (12%). Obviamente, estes temas precisam de ser acompanhados de perto mas as hipóteses de manobras de contra-informação obrigam a alguma cautela na sua ponderação.

Em qualquer caso, há duas figuras-chave da cena síria que por serem especialmente importantes no actual contexto, precisam de ser observadas. São os que estão a gerir a actual campanha militar: o irmão (Maher) mais novo do Presidente que chefia a Guarda Republicana e o cunhado (Asef Shawkat) que desempenha as funções de Vice-Chefe do estado Maior do Exército. Conseguirá o clã Assad manter-se unido para sobreviver? É da resposta a essa pergunta que de momento mais depende o desfecho da crise síria.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 20, 2011, 06:57:51 pm
UE endurecerá sanções contra a Síria


Os países da União Europeia (UE) decidiram hoje endurecer as atuais sanções impostas ao regime sírio e continuar a estudar novas medidas, entre as quais um embargo às importações de petróleo. Os embaixadores dos 27 membros da UE decidiram aumentar a pressão sobre o Governo de Bashar al Assad e, por isso, acrescentarão 15 novos nomes e várias entidades à sua lista de sancionados na próxima semana, segundo uma fonte do bloco.

Além disso, encarregaram o corpo diplomático europeu de preparar um possível embargo sobre o petróleo sírio e novas sanções contra companhias vinculadas ao regime.

Os representantes dos Estados-membros mantiveram hoje um encontro especial para analisar os próximos passos a serem dados, depois que a UE e os Estados Unidos exigiram na quinta-feira, pela primeira vez de forma explícita, a saída de Assad do poder.

Washington já determinou novas sanções, como o congelamento de todos os bens do Governo sírio sujeitos à jurisdição norte-americana e a proibição aos americanos de se envolverem em qualquer transação da qual o regime de Assad participe.

A ordem também proíbe as importações de petróleo e seus derivados de origem síria.

A UE deve seguir uma linha similar, mas ainda não determinou todas as novas medidas que serão adotadas.

As opções consideradas pelos membros da UE são ampliar o círculo de sancionados para incluir companhias que apoiam o regime e um embargo a todas as importações de petróleo.

Segundo uma fonte do bloco, os embaixadores encarregaram a Alta Representante da UE, Catherine Ashton, de avançar na preparação desses dois planos e uma atenção especial para que as medidas atinjam exclusivamente as autoridades e não prejudiquem a população.

Nos próximos dias, o Serviço de Ação Exterior trabalhará nos pormenores para apresentar propostas concretas aos Estados-membros, que são os encarregados de sua aprovação.

Enquanto isso, o Parlamento Europeu pediu hoje o aumento da pressão sobre o regime sírio e pediu aos países que «detenham todos os negócios com o regime de Assad».

«As nossas sanções devem ser claras e efetivas», afirmou o presidente do Parlamento Europeu, Jerzy Buzek, em comunicado.

O político polaco salientou que os responsáveis pela repressão terão que pagar pelas suas ações e considerou que o regime sírio «perdeu toda a sua legitimidade».

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Agosto 22, 2011, 10:24:17 am
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Violentos combates estão a ser travados esta manhã em redor da residência do líder líbio em Tripoli, depois de os rebeldes terem assumido no domingo o controlo de vários bairros da capital, observou um jornalista da AFP no local.

Vários combates estão também a ser travados no sul da capital e cerca das 06:30 locais (05:30 em Lisboa) eram ouvidos tiros junto ao hotel Rixos, onde está alojada a imprensa internacional, de acordo com o repórter da AFP em Tripoli.

Diplomata diz que Kadhafi ainda está na sua residência. O líder líbio apelou à população para sair de casa e desempenhar o seu dever: "Mortos ou vivos venham, vão a Tripoli, venham de todo o lado", disse. "As mulheres que sabem usar armas devem sair e usá-las", continuou.
Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HaDeS em Agosto 22, 2011, 04:21:54 pm
Mais um país que cairá nas mãos da irmandade mulçumana que é anti sionista e ocidente.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 22, 2011, 09:07:54 pm
Repressão da revolta popular na Síria já fez 2.200 mortos, revela ONU


A repressão da contestação na Síria já provocou 2.200 mortos, declarou hoje a Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos do Homem, Navi Pillay, na abertura de uma sessão extraordinária do Conselho dos Direitos Humanos da ONU.

Esta reunião destina-se a intensificar a pressão sobre o regime de Damasco  e a provar que as atrocidades cometidas pelas forças de segurança sírias  podem "constituir crimes contra a humanidade".  

As violações dos direitos humanos "continuam" na Síria, afirmou a responsável,  considerando que "a dimensão e a natureza destes atos podem constituir crimes  contra a humanidade".  

A sessão foi convocada a pedido de 24 países membros, incluindo os quatro  países árabes do Conselho - Arábia Saudita, Jordânia, Qatar e Kuwait - e  deverá pronunciar-se sobre um projeto de resolução que apela "às autoridades  sírias para cessarem imediatamente todos os atos de violência contra a população".

O texto pede ainda "o envio urgente de uma comissão de inquérito independente"  para "dirigir as investigações sobre as violações dos direitos humanos na  Síria ocorridas desde março" e identificar os seus autores, garantindo que  estes terão de responder pelos atos praticados.  

Num relatório divulgado na quinta-feira, uma missão de peritos mandatada  pela Alto Comissariado para os Direitos Humanos fez um inventário das atrocidades  cometidas pelas forças de segurança sírias que podem constituir "crimes  contra a humanidade" e podem levar a intervenção do Tribunal Penal Internacional  (TPI).  

Impedida de entrar na Síria, esta missão visitou os países vizinhos,  exceto o Líbano, e recolheu depoimentos de muitos sírios que fugiram do  país.  

O documento assinala que civis são submetidos a "torturas e outros procedimentos  degradantes e desumanos por parte das forças de segurança e do exército"  na Síria, onde o regime de Bachar al-Assad reprime uma revolta popular iniciada  a 15 de março.  

O relatório aponta ainda "uma aparente vontade de atirar a matar" dado  que muitas das vítimas foram atingidas a tiro na cabeça e no peito.  

O embaixador da Síria na sede da ONU em Genebra, Faisal al-Hamwi, considerou  que este relatório reproduz uma "série de mentiras".  

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 01, 2011, 10:27:39 pm
UE deve declarar embargo petrolífero à Síria na sexta-feira


A União Europeia (UE) deverá adoptar oficialmente na sexta-feira um embargo às importações de petróleo sírio que só entrará em vigor para os actuais contratos a 15 de Novembro, a pedido da Itália, anunciaram hoje fontes diplomáticas. A UE vai também alargar o congelamento de bens e interdição de vistos a quatro empresários acusados de financiar o regime de Bashar al-Assad e a três empresas, incluindo um banco, disseram as fontes citadas.

«Estas medidas devem ser validadas durante o dia de sexta-feira pelos governos europeus, que estão actualmente a ser consultados», indicou uma das fontes.

O acordo de princípio sobre o embargo petrolífero tinha sido alcançado ao nível de peritos na segunda-feira.

Contudo, a Itália conseguiu durante as conversações desta semana que para os contratos já assinados entre companhias petrolíferas europeias e a Síria (abrangendo duas companhias controladas pelo Estado - a Syria Petroleum e a Sytrol) os compromissos assumidos possam ser cumpridos até 15 de Novembro, segundo vários diplomatas.

«Os italianos insistiram para obter um adiamento a fim de não perturbar demasiado as empresas importadoras europeias», referiu um dos diplomatas citado pela AFP.

As novas sanções europeias ao regime de Bashar al-Assad surgem depois de outras medidas já adoptadas contra 50 figuras e entidades ligadas ao regime e à repressão em curso no país, mas são as primeiras que incidem no sector petrolífero.

A UE compra 95 por cento do petróleo exportado pela Síria, o que representa entre um quarto e um terço das receitas do país.

Os Estados Unidos já decretaram um embargo à importação de petróleo sírio, mas é uma sanção sobretudo simbólica uma vez que os norte-americanos não importam petróleo da Síria.

A repressão do movimento de contestação popular que começou na Síria em meados de Março já fez mais de 2.200 mortos, segundo a ONU.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Snowmeow em Setembro 03, 2011, 05:07:22 pm
Citação de: "HaDeS"
Mais um país que cairá nas mãos da irmandade mulçumana que é anti sionista e ocidente.
Ser "anti-sionista" não é problema, quando se sabe o que é verdadeiramente o sionismo... :twisted:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: linergy em Setembro 04, 2011, 01:27:25 pm
Abdel hakim Belhaj is now the military boss in Tripoli.
He has long been linked to both the CIA and al Qaeda.
http://aangirfan.blogspot.com/2011/09/l ... nd-al.html (http://aangirfan.blogspot.com/2011/09/libyas-top-man-has-links-to-cia-and-al.html)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HaDeS em Setembro 05, 2011, 03:10:33 pm
Enquanto, metade da população da Somália morre de fome e NINGUÉM faz nada! Pobre Somália, se tivesse petróleo poderia ter um futuro mais afortunado.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 05, 2011, 10:32:59 pm
Depois do embargo ao petróleo UE admite mais sanções à Síria


A União Europeia (UE) admitiu aplicar mais sanções além do embargo ao petróleo da Síria para pressionar o regime de Bashar al-Assad, cujas forças de segurança mataram pelo menos 27 pessoas nos dois últimos dias. «Se Bashar al-Assad não saír, se não houver mudança de regime, será necessário aumentar a pressão sobre a Síria», declarou o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, à margem de uma reunião da UE.

O seu homólogo alemão, Guido Westerwelle, afimou que «não se pode excluir que, se a repressão continuar, a Europa discuta medidas suplementares».

A União decretou na sexta-feira um embargo às importações de petróleo sírio, esperando convencer o regime a recuar na repressão violenta da revolta contra o regime que decorre desde março.

Os Estados Unidos previram hoje que a decisão europeia terá «um impacto directo» na capacidade do regime para financiar a repressão, uma vez que os países europeus importam 95 por cento do petróleo da Síria.

Por seu turno, a Rússia condenou o embargo, argumentando que as sanções decretadas unilateralmente «destroem a possibilidade de uma abordagem comum face a uma crise». Tanto a Rússia como a China se opuseram às sanções e boicotaram uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas que as discutiu.

O presidente do Comité Internacional da Cruz Vermelha, Jakob Kellenberger, chegou hoje à capital da Síria, Damasco, para discutir um melhor acesso da organização aos detidos e às zonas onde se verifica a violência.

Segundo os revoltosos, cinco pessoas morreram hoje em operações das forças de segurança e do exército e um outro homem não resistiu aos ferimentos que sofreu na sexta-feira, o que eleva para 27 o número de mortos nas últimas 24 horas.

Dezenas de milhares de pessoas manifestaram-se sexta-feira por todo o país, com as forças de segurança a abrirem fogo para dispersar as multidões, matando 21 civis.

«Estamos prontos a morrer como mártires aos milhões», declaram os promotores da página «revolução síria» na rede social da internet Facebook.

Segundo as Nações Unidas, a violência no país já matou pelo menos 2200 pessoas desde meados de março, na sua maioria civis. Os revoltosos alegam que mais de dez mil pessoas foram presas desde essa altura.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 06, 2011, 01:23:49 pm
ONU pede à comunidade internacional para intervir na Síria


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, lançou um alerta à comunidade internacional para intervir com urgência na Síria.
Enquanto Ban Ki-moon fazia apelos a uma intervenção militar, proferiu fortes declarações de condenação à violência que o presidente da Síria está a levar a cabo sobre a sua população.

O secretário-geral da ONU disse que já é altura de os membros das Nações Unidas se unirem e tomarem «medidas coerentes».

Ban Ki-moon, que estava na Nova Zelândia para uma reunião de líderes do Pacífico, afirmou aos jornalistas que as aspirações do povo sírio devem ser ouvidas e respeitadas.

O representante máximo da ONU disse ainda que Bashar Assad precisa de tomar medidas «imediatas, corajosas e decisivas antes que seja tarde demais». Mas logo corrigiu: «Já é demasiado tarde, na verdade. Se demorar mais e mais dias, muitas pessoas serão mortas entretanto».

A ONU estima que 2200 pessoas já morreram na Síria desde que a revolução teve início há cinco meses.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 06, 2011, 02:54:31 pm
Citação de: "HaDeS"
Enquanto, metade da população da Somália morre de fome e NINGUÉM faz nada! Pobre Somália, se tivesse petróleo poderia ter um futuro mais afortunado.

O problema é que se alguém mete-se lá os pés eram logo rotulados de imperialistas e coisa pior. Por mim é deixá-los em paz...nem que seja do caixão.

A eles e a todos os outros.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Digo em Setembro 06, 2011, 07:44:18 pm
Como o meu avo diz: Preso por ter cão preso por não ter
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 30, 2011, 11:50:56 am
NATO descarta intervenção militar Síria ou outro país árabe


O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, descartou hoje uma intervenção militar da Aliança Atlântica «na Síria ou em qualquer outro país» da região com as mesmas características da realizada na Líbia. «Não temos a intenção de intervir na Síria ou noutro país» do Médio Oriente, assinalou Rasmussen durante uma conferência em Bruxelas.

O secretário-geral argumentou que, ao contrário da operação que a Aliança ainda desempenha na Líbia, e que ajudou a derrubar o regime de Muammar Kadhafi, a NATO não conta «com o mandato das Nações Unidas».

Além disso, destacou que, no caso da Líbia, a NATO também contava com o apoio ldo de outros países árabes - Jordânia, Qatar e Emirados Árabes Unidos, por exemplo -, algo que não ocorre noutros casos.

Neste sentido, segundo Rasmussen, as condições registadas na Líbia «não se dão em nenhum outro caso», pelo que a Aliança não tem qulaquer plano para agir na Síria ou no Iémen, outro país árabe com conflitos entre o Governo e a população.

Desde o início das manifestações, em fevereiro deste ano, o presidente sírio, Bashar al Assad, exerce brutal repressão sobre a população, que exige a queda do seu regime e reformas democráticas.

A ONU estima que cerca de 2.700 civis já morreram até ao momento devido à repressão do Governo sírio.

No Iémen, o presidente Ali Abdullah Saleh também atacou a sua própria população a fim de deter os protestos contra o seu Governo que acontecem desde o princípio do ano.

Os membros europeus e norte-americanos da Otan não querem intervir nem na Síria nem no Iémen, entre outros fatores, devido às reservas da maioria dos países do Médio Oriente quanto a uma operação armada.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 06, 2011, 08:05:39 pm
Repressão do regime sírio atinge activistas sediados no estrangeiro


A repressão das forças do regime de Bashar al-Assad chega além-fronteiras. Activistas sediados no estrangeiro têm sofrido ameaças por parte de representantes do regime sírio, que já recorreu até à agressão e tortura de familiares dos activistas que se encontram em território sírio.
Os mais de seis meses de protesto na Síria têm sido acompanhados, invariavelmente, por uma onda de repressão do regime que, nas últimas semanas, tem escalado nos seus níveis de violência. Ao todo, tanto a ONU como os grupos de activistas sírio elevam para mais de três mil o número de mortes causadas pela repressão.

A par da violência promovida em território sírio, surgem agora relatos por parte da Amnistia Internacional (AI) de ameaças dirigidas a activistas no estrangeiro e também de actos de tortura cometidos sobre os seus familiares na Síria. Entre os relatos, são mais de 30 os casos de intimidação e ameaça.

O britânico The Guardian dá conta de relatos provenientes da Suécia, Reino Unido, França e EUA. Paralelo a quase todos os casos é a abordagem aos activistas, feita por responsáveis das embaixadas sírias nesses países, que intimidaram os activistas através de ameaças à sua vida e à dos seus familiares.

«Não penses que estás protegido, conseguimos apanhar-te em qualquer lado. É melhor que pares com o que estás fazer [protestos]. És um traidor». Estas foram as palavras relatadas por Ghias Aljundi, activista sírio sediado no Reino Unido, ao dar conta das intimidações que lhe foram dirigidas.

Um activista que manifestou o seu protesto diante da Casa Branca, em Washington, nos EUA, soube depois que os seus pais tinham sido agredidos em Homs, cidade síria onde residem. Há cerca de cinco semanas, três activistas foram atacados, em Paris, por indivíduos que exibiam bandeiras pró-Assad.

Os três activistas foram posteriormente informados pela polícia francesa que dois dos agressores dispunham de passaportes diplomáticos e, como tal, não podia ser tomada qualquer acção policial sobre eles.

Os focos de protestos que emigrantes/activistas sírios protagonizam no estrangeiro não escapam, portanto, às teias da repressão de Bashar al-Assad. A AI apela à comunidade internacional para trabalhe rumo ao fim da repressão promovida por uma regime sírio que, defende Ghias Aljundi, «está moralmente na bancarrota».

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: linergy em Outubro 13, 2011, 07:08:02 am
O Problema nos países árabes é o mesmo que na Europa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: GI Jorge em Outubro 13, 2011, 05:20:22 pm
Citação de: "linergy"
O Problema nos países árabes é o mesmo que na Europa

Demasiados teóricos da conspiração?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: linergy em Outubro 14, 2011, 12:56:39 am
Os arabés estão mais bem informados, tanto que alguns não têm aluminio pulverizado por cima.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: linergy em Outubro 14, 2011, 01:05:15 am
A politica é controlada por dinheiro, como hoje pudemos ver, não existe nenhuma democracia (governo pelo povo), existe um grupo perito em estupidificar a população,

e um grupo a tentar educa-la
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: GI Jorge em Outubro 14, 2011, 05:06:53 pm
Citação de: "linergy"
Os arabés estão mais bem informados, tanto que alguns não têm aluminio pulverizado por cima.

Mas se calhar usam-no para embrulhar as sandes.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 14, 2011, 06:58:02 pm
Primavera Árabe já custou mais de 55 mil milhões de dólares


As rebeliões no Médio Oriente e Norte de África este ano custaram mais de 55 mil milhões de dólares aos países envolvidos, segundo um novo relatório, mas o aumento no preço do petróleo - uma das consequências dos movimentos da chamada Primavera Árabe - acabou por beneficiar outros países produtores. Uma análise estatística de dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), feita pela consultoria de risco político Geopolicity, mostrou que os países que tiveram as rebeliões mais sangrentas - Líbia e Síria - sofreram também prejuízos financeiros maiores, vindo o Egipto, Tunísia, Bahrein e Iémen em seguida.

Juntos, esses países viram 20,6 mil milhões de dólares serem eliminados do seu PIB, além de sofrerem prejuízos de 35,3 mil milhõesde dólares nas suas contas públicas, por causa da redução da arrecadação e dos aumentos de gastos.

Enquanto isso, grandes produtores de petróleo, como Emirados Árabes, Arábia Saudita e Koweit, conseguiram evitar protestos significativos - até porque puderam aumentar a distribuição das receitas, como resultado da alta nos preços do petróleo. Para esses países, o PIB cresceu.

No começo do ano, o barril do petróleo tipo Brent era negociado a cerca de 90 dólares. Chegou a quase 130 em Maio, para cair para os 113 dólares actuais.

«Como resultado, o impacto geral da Primavera Árabe em todo o mundo árabe foi ambíguo, mas positivo em termos agregados», afirmou o relatório, estimando que até Setembro a produção económica da região teve uma alta de 38,9 mil milhões de dólares, em relação ao mesmo período do ano anterior.

A Líbia parece ter sido o país mais afectado, já que a guerra civil paralisou a actividade económica - inclusive as exportações de petróleo - num valor estimado em 7,7 mil milhões de dólares, ou 28 por cento do PIB. O custo total para as contas públicas foi estimado em 6,5 mil milhões de dólares.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Outubro 26, 2011, 12:08:31 am
Primavera Árabe??????????

Um caralh......., Na Tunísia os islamistas vão ganhar as eleições que serão as ultimas por muito tempo, na Líbia temos a sharia, coisa moderna e democrática, e no Egipto, tá a queimar igrejas e tratar da saúde dos "não crentes".

O que me vale são os amigos muçulmanos dos meus amigos e os politicos esclarecidos que há por essa Europa fora.

Segundo me consta em Veneza não há mesquitas, porque é que o governo italiano não os deixa rezar nas ruas, especialmente durante as cheias??

Vou pastar até a Austrália pois os ares são mais saudáveis, pelo menos o 1º ministro é directo e claro.


Cantando e rindo
 
PS: Escrito em completo desacordo com o Acordo.
 
E o que me lixa é não puder estar dia 12 em Lisboa com a rapaziada
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Novembro 13, 2011, 03:51:30 pm
Na Síria:
http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... n-Uprising (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?204322-Syrian-Uprising)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 15, 2011, 09:53:30 pm
Turquia rompe com Assad e ameaça cortar fornecimento de electricidade à Síria


O primeiro-ministro da Turquia, Recep Erdogan, disse que a Turquia perdeu a confiança no regime sírio e já ameaçou cortar o fornecimento de electricidade ao país caso a violência continue. «Neste momento estamos a fornecer electricidade à Síria», disse o ministro da Energia turco, Taner Yildiz, «mas se a Síria continuar neste caminho temos de rever as nossas decisões».

As empresas turcas fornecem ao país uma média de 2 biliões de quilowatts/hora de electricidade por ano, o que corresponde a cerca de 10 por cento do consumo anual de energia da Síria. Por outro lado, a própria Síria produz um excesso de cerca de 10 biliões de quilowatts/hora, o que implica que não fique significativamente prejudicada com o corte da Turquia.

«O corte pode afectar algumas partes da Síria durante um curto período de tempo, mas isso não implica uma grande perda», adiantou Necdet Pamir, analista de energia turco.

A verdade é que a Turquia, que era um velho aliado do estado sírio, tem vindo a manifestar publicamente o seu desagrado face à acção do regime de Bashar al-Assad. Apesar de não ser membro da Liga Árabe, não hesitou em aplaudir a decisão do organismo, que no sábado anunciou a suspensão da Síria.

Mas se os sinais de descontentamento já se faziam sentir, o ataque, no sábado, de manifestantes pró-Assad à embaixada turca em Damasco foi talvez o momento decisivo para o fim daquilo que ainda restava da aliança entre os dois países. O primeiro-ministro turco afirmou que condenava vivamente «o ataque à bandeira turca» e exigiu a Assad que punisse os responsáveis pela demonstração de desrespeito face à Turquia e às suas missões diplomáticas.

Dirigindo-se ao presidente sírio pelo nome próprio, «Bashar…tens de encontrar os culpados e puni-los», Erdogan deixou patente que a relação entre a Turquia e a Síria está mesmo a entrar em colapso.

«Nenhum regime consegue sobreviver por via da morte ou prisão de oponentes», prosseguiu Erdogan. «Ninguém pode construir um futuro em cima de sangue e opressão».

O governo da Turquia já tinha começado, aliás, a impor sanções à Síria com o embargo de armas, e até já abriu as suas fronteiras aos sírios que procuram escapar ao clima de violência.  Além disso, já deu abrigo a um grupo preponderante da oposição síria. Tudo para se desvincular do regime de Assad.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 17, 2011, 12:25:06 pm
Rússia: Ataque de desertores na Síria parece «guerra civil»


O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, disse hoje que o ataque de desertores do Exército sírio contra um complexo de inteligência se parecia com um ato de guerra civil e reiterou o pedido de Moscovo para abertura de negociações entre o regime Sírio e os seus opositores. Acrescentou que tais negociações deveriam ocorrer na sede da Liga Árabe.

«Assistimos a notícias na televisão indicando que uma nova força, o chamado Exército Livre da Síria, creio, organizou um ataque contra um edifício do governo pertencente às forças armadas sírias. Isto já é completamente igual a uma verdadeira guerra civil», disse Lavrov a jornalistas, após um encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros da índia, S.M. Krishna, em Moscovo.

O ataque ao complexo de inteligência na periferia da capital síria, Damasco, ocorreu na madrugada de quarta-feira.

A Rússia pediu ao ditador sírio, Bashar Assad, a implementação mais rápida das reformas prometidas, mas disse que os seus opositores também têm culpa pela violência.

Segundo a Organização das Nações Unidas, mais de 3.500 pessoas morreram desde o início da repressão do governo contra manifestantes, há oito meses.

A Rússia e a China vetaram, no mês passado, uma resolução no Conselho de Segurança da ONU que teria condenado o regime de Assad pela violência.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 29, 2011, 12:11:04 am
Governo sírio cometeu "crimes contra a humanidade"


As «tropas sírias mataram centenas de crianças e cometeram outros crimes contra a humanidade» desde que os conflitos começaram em Março. Foi esta a conclusão do inquérito das Nações Unidas apresentado esta segunda-feira. A comissão responsável pelo relatório entrevistou 223 vítimas e testemunhas, incluindo soldados desertores do exército sírio, num extenso inquérito que teve início em Setembro.

«O leque de crimes inclui assassínio, tortura, violação e outras formas de violência sexual», avançou o presidente da comissão de inquérito, Paulo Sergio Pinheiro, professor de nacionalidade brasileira. «Temos evidências bastante sólidas para fazer estas afirmações».

De acordo com as conclusões apuradas, pelo menos 256 crianças foram mortas nas mãos das forças do governo, tendo algumas sido torturadas até à morte e agredidas sexualmente. Mas o relatório vai mais longe e adianta que uma criança de 2 anos foi mesmo morta a tiro para evitar que se tornasse numa manifestante anti-governo.

O relatório prossegue, dizendo que as autoridades fizeram uso excessivo da força para «disparar indiscriminadamente contra protestantes desarmados» e que a «tortura se aplicou igualmente a adultos e crianças». «Numerosas testemunhas indicam que os rapazes mais novos eram expostos a torturas sexuais em frente a homens adultos», continua a ler-se.

Entre detalhes do relatório, chega a informação de que as forças do governo teriam 'listas negras' de pessoas procuradas pelas autoridades e ordens para disparar directamente sobre os todos os manifestantes que tentassem passar pelos 'checkpoints' das forças de segurança.

E não fica por aqui. Ao que a comissão de inquérito conseguiu apurar, os feridos que eram levados para os hospitais militares eram torturados por militares disfarçados de médicos, alegadamente com a cumplicidade e ajuda do verdadeiro pessoal médico.

Durante os últimos nove meses de conflitos entre manifestantes anti-governo e as forças leais a Bashar al-Assad multiplicaram-se assim as prisões arbitrárias e as detenções ilegais. Muitos dos presos foram torturados, privados de alimentos e de ajuda médica, e milhares de pessoas foram sequestradas ou estão dadas como desaparecidas.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Duarte em Novembro 29, 2011, 03:18:21 am
Citação de: "GI Jorge"
Citação de: "linergy"
O Problema nos países árabes é o mesmo que na Europa

Demasiados teóricos da conspiração?

 :lol:  :G-beer2:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Dezembro 18, 2011, 11:01:31 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 21, 2011, 04:37:53 pm
A Turquia e a Arábia Saudita perante a crise síria
Alexandre Reis Rodrigues
 
 
Ninguém arrisca uma previsão sobre quanto tempo pode ainda durar a situação de impasse em que se encontra a Síria; nem o regime do Presidente Bashar Al-Assad consegue fazer regressar a ordem e calma, nem a oposição consegue controlar qualquer área significativa do País, conforme aconteceu, por exemplo, na Líbia.

Mas não é apenas isso que é diferente entre as situações nos dois Países. Não obstante as deserções no Exército tenham ultimamente aumentado na Síria, não atingiram nem a dimensão nem a importância que tiveram na Líbia, aliás logo desde o início do conflito. Na Síria, estão limitadas aos postos médios e mais baixos preenchidos pelos sunitas; os postos mais elevados e as unidades mais importantes estão “nas mãos” da minoria alwita do Presidente.

Também ao contrário do que acontece na Líbia, na Síria as divisões sociais e étnicas não têm claras demarcações geográficas. Torna-se, por isso, impossível que surja uma área, como Benghazi, onde a maioria não alwita se possa concentrar e organizar contra o regime. Diferente da Líbia é ainda o facto de a insurreição não conseguir mostrar uma frente unida. Na Síria, a oposição divide-se entre dois ramos: O Free Syrian Army, que garante ter organizado 22 batalhões formados com desertores, e o Syrian National Council. Este último, ao contrário do primeiro, só agora é que começa a dar alguns passos no abandono da política inicial de rejeição de qualquer forma de violência na luta contra a ditadura.

Este conjunto de situações torna muito difícil a organização de qualquer esforço internacional para forçar o Presidente Assad a pôr cobro à opressão que exerce sobre a oposição e à violência com que as Forças Armadas sírias estão a lidar com os protestos. Acresce ainda, e de novo ao contrário do que se verificou na Líbia, que, por oposição da Rússia e China, não existe qualquer possibilidade de fazer passar uma Resolução no Conselho de Segurança que permitisse uma intervenção. Esta situação impede uma abordagem internacional mais robusta, se é que os Países com capacidade militar para a concretizar estivessem dispostos a seguir esse caminho; parece muito claro que não estão.

Como se tudo isto não fosse mais do que suficiente para deixar o regime sírio quase de mãos livres para continuar a lidar com a situação na mesma linha, começou recentemente a referir-se que, não sendo possível depor Assad e não havendo argumentos para conter o Irão, então o mal menor é deixar prolongar a crise. A expectativa é que o regime se vá progressivamente desgastando. Conforme está amplamente reconhecido, as ambições regionais de Teerão dependem em parte importante de manter o apoio seguro de Damasco. Assim, enquanto a crise durar, Teerão - tendo que se manter ocupado em continuar a apoiar o regime sírio e garantir a segurança interna contra intrusões e sabotagens - estará menos disponível para aproveitar a retirada americana do Iraque dando mais alguns passos como a futura potência regional.

A Turquia e a Arábia Saudita, os mais diretamente interessados no desfecho desta situação, estão obviamente a movimentar-se, mas com algumas limitações importantes. Embora abertamente contra o regime de Assad e em oposição a qualquer movimentação iraniana para se aproximar do objetivo de tornar o Irão na potência regional, vão continuar a ser pragmáticos.

O que isso significa para Ancara é ter presente que a primeira prioridade é evitar instabilidade na fronteira, o que condiciona os apoios dados aos dois movimentos da oposição síria, aliás, ambos com a sua liderança em território turco. Em segundo lugar, é não descartar o apoio de Teerão, de que precisam para combater o movimento separatista curdo, um objetivo comum aos dois Países.

Para Riade, pragmatismo significa não pôr de lado um eventual entendimento com o Irão, se o apoio diplomático/militar de que precisam dos EUA não estiver seguro. Esta hipótese está em aberto desde que não conseguiram convencer a administração Obama a não retirar do Iraque, condição, na perspetiva saudita, de manutenção do equilíbrio regional.

Calcula-se que o recente encontro (13 Dezembro) do ministro da Defesa saudita com o general James Mattis (CENTCOM) poderá ter servido precisamente para dar garantias de que não faltará o apoio americano que possa ser necessário. Fica a dúvida, porém, sobre o teor das conversações que na véspera o ministro do Interior saudita e provável próximo monarca terá tido com o ministro iraniano da Intelligence que visitou Riade. Para a Arábia Saudita, a crise síria é uma prioridade. Porém, a segurança do Reino ainda é mais; será esta, portanto, a ditar as opções.
 
Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 02, 2012, 02:45:26 pm
Síria: Regime de família Assad tem os dias contados


Os dias do regime do presidente sírio Bashar al-Assad estão contados e restam poucas semanas para a sua família no poder, afirmou hoje o ministro israelita da Defesa, Ehud Barak.

"Para a família Assad restam apenas poucas semanas para exercer o poder na Síria", declarou o ministro na Comissão Parlamentar de Relações Exteriores e Defesa. "Na atual situação é impossível prever o que vai acontecer depois da queda de Bashar al-Assad", completou.

O regime sírio enfrenta desde março um movimento de revolta popular sem precedentes, que foi violentamente reprimido. Ehud Barak, ligado ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, afirmou recentemente que "a queda de Assad seria uma bênção para o Médio Oriente".

Israel está preocupado com a instabilidade da situação na Síria, especialmente com o futuro da colina estratégica de Golã, ocupada por Israel desde 1967 e anexada em 1981. Quase 20.000 colonos mudaram-se para o local e Damasco exige a restituição integral da área para formalizar a paz com Israel.

Os militantes opositores sírios celebraram neste domingo a chegada de 2012 com novas manifestações para reclamar a saída do poder de Bashar al Assad, cujas forças de ordem continuam reprimindo com violência.

Novo ano arranca com nova vaga de violência


Em Hama (centro), um menino de sete anos foi vítima dos tiros disparados contra o carro onde seguia com o pai, informou ontem o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), com sede na Grã-Bretanha, que apelidou a criança de "primeiro mártir de 2012".

Na região de Homs (centro), três civis morreram nas mãos de milícias favoráveis ao regime. Na província de Damasco, 20 manifestantes que hastearam a bandeira síria da independência foram feridos pelas tropas, precisou o OSDH.

Os "jovens da Revolução" celebraram a chegada de 2012 com fogo de artifício e com pedidos de saída do poder de Assad, que enfrenta, desde meados de março, o movimento de protestos.

Na cidade de Idleb (noroeste), centenas de pessoas cantaram hinos pela "unidade nacional e de fraternidade entre islâmicos e cristãos". Numa das ruas da cidade foram colocadas juntas o símbolo do Crescente Vermelho e da Cruz. Vídeos mostraram imagens de manifestações noutras cidades do país.

Num comunicado, os comités locais de coordenação (LCC), que organizam os protestos, anunciaram a morte de 5.862 civis em 2011 pelas forças de segurança na Síria. Entre as vítimas estão 395 crianças.

Sapo/AFP
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 11, 2012, 09:35:49 pm
Navio russo interceptado no Chipre com armas para a Síria


Um navio russo carregado com armas para a Síria foi interceptado pelaa autoridades cipriotas, segundo avança a edição online do jornal The Guardian. O barco, carregado com 60 toneladas de armamento dirigia-se para o porto de Latakia.

Segundo conta o jornal, o cargueiro MV Chariot, que havia zarpado de São Peterburgo no início de Dezembro passado, foi forçado a atracar no porto de Limassol (Chipre) devido a condições metereológicas adversas no mar.

Segundo as autoridades cipriotas de inspecção marítima, o navio ia carregado com quatro contentores, contendo «material perigoso» com manifesto de carga a indicar a `Siria como o destino.

Citando a rádio cipriota, o jornal britânico refere que se tratava de 60 toneladas de armamento (munições). Enretanto, segundo a mesma fonte, o navio foi autorizado a levantar ferro de Limassol mas com o destino alterado.

A Rússia é um dos principais apoiantes do regime de Al Assad.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 13, 2012, 10:18:15 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 15, 2012, 04:22:03 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 17, 2012, 07:05:13 pm
Líder rebelde pede intervenção estrangeira na Síria


Um comandante militar rebelde da Síria pediu hoje ao mundo que proteja os civis do seu país, e criticou os monitores da Liga Árabe por serem incapazes de conter a repressão do governo contra manifestantes.

A ONU diz que mais de 5.000 pessoas, a maioria civis, já foram mortas em 10 meses de repressão de protestos contra o presidente Bashar al Assad.

O governo diz estar a enfrentar «terroristas armados» que, patrocinados pelo exterior, já terião matado mais de 2.000 soldados e polícias.

O líder rebelde Riad al Asaad, que comanda a partir da Turquia o grupo Exército Sírio Livre, defendeu uma intervenção internacional para substituir a missão árabe, que termina nos próximos dias.

«A Liga Árabe e os seus monitores fracassaram na sua missão, e embora respeitemos e apreciemos os nossos irmãos árabes pelos seus esforços, pensamos que eles são incapazes de melhorar as condições na Síria ou de resistir a esse regime», disse.

«Por essa razão, pedimos-lhes que entreguem a questão ao Conselho de Segurança da ONU, e pedimos à comunidade internacional que intervenha, porque ela é mais capaz de proteger os sírios nesta altura do que os nossos irmãos árabes», acrescentou.

A missão árabe monitoriza a implementação de um acordo de paz que prevê a desmilitarização das cidades, a libertação de manifestantes presos e o estabelecimento de diálogo entre governo e oposição.

Assad, no poder desde 2000, promete fazer reformas, mas disse já que irá esmagar os «terroristas» com «mão de ferro».

A rebelião popular começou de forma pacífica, tendo como inspiração a chamada «Primavera Árabe», mas ganha cada vez mais contornos de uma guerra civil, com a participação de militares desertores e de outros rebeldes armados em confronto com as forças do governo.

A agência estatal de notícias Sana disse hoje que foguetes disparados por militantes mataram um oficial militar e cinco subordinados deste num posto de controlo rural nos arredores de Damasco, deixando também sete feridos.

Na véspera, segundo a agência, homens armados mataram um brigadeiro leal a Assad.

Na cidade de Homs, ativistas disseram que um tanque fez disparos contra o bairro de Khalidiya, após uma noite de protestos contra o presidente. Um vídeo no YouTube mostrou uma multidão dançando e agitando a antiga bandeira da Síria, abandonada depois de o partido Baas, de Assad, assumir o poder, em 1963.

Os ativistas também disseram que houve confrontos entre rebeldes e soldados no bairro. Houve relatos também de que um homem foi morto a tiro numa barreira militar em Qatana, subúrbio de Damasco, e que um ativista foi morto por um franco-atirador em Khan Sheikhoun, no noroeste do país.

O mandato da missão da Liga Árabe termina na quinta-feira, e o bloco irá em breve decidir se retira os 165 monitores do país ou prolonga a sua permanência.

A Liga pode remeter o caso da Síria ao Conselho de Segurança, mas a China e a Rússia têm usado o seu poder de veto nessa instância para impedir qualquer ação internacional contra Assad.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Janeiro 18, 2012, 12:09:01 pm
O russo continua a apoiar o ditador (que grande novidade), mas mesmo ele já foi contactado pelos rebeldes sírios que lhe garantiram a utilização das facilidades militares russas na Síria, que eles usam durante a tradicional viagem de inverno para tirar os navios da esquadra do mar do norte de Murmansk.

Já a China está numa posição muito mais complicada e tenta convencer os árabes de que «no passa nada». Se o Irão der problemas e o golfo ficar fechado, a China fica numa posição periclitante e só os árabes podem salvar a situação.
Neste momento eles estão a trabalhar a todo o vapor em oleodutos para garantir o escoamento do petróleo que passa pelo estreito de Ormuz.
Só deverá haver guerra ou um ataque contra os iranianos, quando a produção dos estados do golfo puder ser transferida para fora do golfo por oleodutos.
A Arábia Saudita já tem um sistema de oleodutos que permite transferir o petróleo para os portos no mar vermelho.

O problema é que os maiores portos estão no golfo e será necessário trabalhar dia e noite para garantir o abastecimento.
Se os sauditas tiverem capacidade para transferir o petróleo para a costa do mar vermelho, então o golfo pode ser fechado e quando for fechado a China fica numa situação complicada se não estiver de boas com os árabes.

Como os russos têm petróleo para eles, não são afetados pelo problema.
Os russos normalmente têm que ser comprados pelos árabes.
Eu contaria com uma qualquer compra de material militar por parte de um país árabe aos russos. Normalmente é assim que eles são convencidos.

Mas de qualquer das formas nenhum país árabe tem ao mesmo tempo dinheiro e capacidade militar para enviar tropas para a Síria. O único país da região que pode intervir, não é árabe e chama-se Turquia.

Está tudo nas mãos dos turcos e são os turcos que podem fazer pender os pratos da balança definitivamente.

Os americanos não têm nada a ganhar na Síria, ainda que Israel lhes peça (O Obama não é das pessoas mais bem vistas em Israel) e os europeus estão todos falidos.
Fartaram-se de gastar armamento na Líbia e os governos têm que por as finanças em ordem. As opiniões públicas, entre gastar dinheiro em armas e em pensões para os reformados, não pensará duas vezes.
Além disso, vêm aí eleições.
Uma intervenção precisa de um «click» que force os governos a fazer alguma coisa.
No caso da Líbia foi o avanço contra Benghazi e a ameaça do Kadafi de chacinar a população, mas se ocorrer algo parecido na Síria, os europeus não podem fazer nada por causa da distância.

A não ser que os britânicos consigam autorização para atuar a partir de Chipre, com o beneplácito dos turcos.
Israel também poderá dar uma mãozinha, arrasando todas as bases aéreas sírias e destruindo a força aérea síria, as pistas e os sistemas de radar.
Têm que o fazer secretamente, pois se a coisa dá para o torto, então os sírios podem unir-se em volta do ditador porque o país está a ser atacado.

É dramático como estes ditadores se agarram ao poder.
O Bashar vai sair de qualquer maneira. Quando as coisas chegam a este ponto deixa de haver o que fazer.
O ódio da população contra os governantes só tende a aumentar.

Estamos a ver na Síria o que queriam que tivesse acontecido na Líbia.

Aqueles que criticam a intervenção na Líbia deveriam ter vergonha na cara, porque está à vista o resultado de não fazer nada.

Um povo não consegue libertar-se dos seus opressores quando eles estão armados.
A estória de os povos resolveres os problemas sozinhos, é um conto do vigário contado pelos apoiantes das ditaduras.

Bashar matará milhões se isso for o necessário para se manter no poder.
É um criminoso, desde os 15 anos, em que participava nas sessões de tortura aos opositores ao regime.

Está habituado a matar. Vive e convive bem com a violência e a morte. Foi ensinado assim, não conhece outro mundo.

Merece ser apanhado num esgoto, como o Kadafi ou o Saddam Hussein.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PereiraMarques em Janeiro 18, 2012, 01:20:29 pm
Citação de: "papatango"
É um criminoso, desde os 15 anos, em que participava nas sessões de tortura aos opositores ao regime.

Está habituado a matar. Vive e convive bem com a violência e a morte. Foi ensinado assim, não conhece outro mundo.

O homem até é Médico (Oftalmologista)  :mrgreen:  ... só se treinasse arrancar olhos...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 18, 2012, 06:52:07 pm
Oposicionista  sírio teme que rebeldes criem «caos sem fim»


O grupo Exército Sírio Livre, formado principalmente por desertores das forças do regime de Bashar Assad, ameaça arrastar a Síria para um «caos sem fim», disse hoje o influente ativista da oposição Michel Kilo.

Em entrevista ao jornal francês Le Fígaro, expõe as divergências no seio da oposição síria a respeito de usar ou não a força para tentar derrubar o ditador Assad, há 10 meses alvo de uma rebelião popular inicialmente pacífica.

Essas divisões fazem com que potências ocidentais se mostrem relutantes em apoiar explicitamente os rebeldes, que deixam a Síria cada vez mais perto de uma guerra civil.

Kilo, um escritor que passou seis anos preso por desafiar a liderança de Assad, acrescentou que o ditador está «desesperado» e a tentar regionalizar o conflito.

O general Mostafa Ahmad Sheikh, o mais graduado militar a ter abandonado o ditador nos últimos meses, criou um conselho militar para coordenar as ações do Exército Sírio Livre.

«Ele quer atacar 400 mil pessoas com apenas alguns milhares de soldados que não formam um Exército», afirmou Kilo, salientando que Sheikh «vai colocar o país num caos sem fim. É uma loucura».

Kilo, que participa no Comité Nacional pela Mudança Democrática, disse que a situação na Síria chegou a um impasse, pois nem os manifestantes nem o regime querem recuar.

Segundo ele, Assad mostra ser um «homem desesperado»" quando, por um lado, oferece amnistia por crimes eventualmente cometidos durante a rebelião, mas, por outro, promete usar mão de ferro para punir os «terroristas» que atuam contra o seu regime.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Janeiro 21, 2012, 11:46:42 am
Citar
O homem até é Médico (Oftalmologista) :mrgreen: ... só se treinasse arrancar olhos...

A alegação sobre a participação de Bashar nas torturas é realmente essa. Embora eu tenha que adimitir que pode haver exagero.

Há várias alegações sobre o tema e a primeira vez que a vi, foi há alguns anos no Expresso.
Muitas delas estão relacionadas com a passagem de Bashar pelo hospital militar de Tishrin, onde ele esteve entre 1988 e 1992, entre os 23 e os 27 anos. Nesta altura ele já era maior de idade.
É igualmente importante que depois dos 27 anos e com quatro anos de experiência, ele tenha ido para a Grã Bretanha para aperfeiçoar a sua técnica.

Já quanto à participação dos filhos de Bashar nas torturas foram várias vezes noticiadas.
No entanto, confesso que não estou de posse da informação onde há bastante tempo li as alegações.

Mas para aguentar uma ditadura no poder, o sucessor tem que demonstrar a sua fibra e a sua qualidade de liderança para que todos o possam seguir.
Esta era a norma no Partido Socialista Bahas, que também foi seguida no Iraque, onde os dois filhos do Saddam também se dedicavam a torturar os opositores ao regime.

Bashar esteve à altura.
A elite manteve-o no poder.
E ele está a mostrar que aprendeu bem as lições.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 10, 2012, 12:32:26 pm
Síria: Situação «é muito pior» do que aparece nas notícias


Três jornalistas portugueses entraram clandestinamente na Síria, passaram cinco dias no Norte do país, e contam agora que a situação “é muito pior” do que aparece nas notícias.“A situação está terrível”, resume, por telefone, o jornalista Tiago Carrasco, que, juntamente com o fotojornalista João Henriques e o operador de câmara João Fontes, dá corpo ao projeto “A Estrada da Revolução”, que pretende fazer o percurso Istambul-Lisboa, passando pelos países da Primavera Árabe.

O que se está a passar na Síria “é muito pior” do que o que mostram as televisões. Há pessoas a serem “assassinadas por nada”, diz Tiago Carrasco, como o caso, a que assistiu, de "duas miúdas que apanhavam batatas quando foram bombardeadas” por artilharia pesada.

“O sistema de repressão do regime é matar às cegas, sem critério nenhum”, diz. É de tal ordem que “ninguém acredita" que os atiradores do presidente Bashar al-Assad sejam sírios, "porque custa-lhes acreditar que um sírio possa matar assim outros sírios”.

Já de regresso a Antalya, na Turquia, Tiago Carrasco descreve a Síria como um país onde “as pessoas vivem para a revolução" e "estão na rua de manhã à noite, a protestar". Até porque "sentem que vão morrer, que eles serão os próximos”. Há até quem tenha deixado de beber álcool e de ter relações sexuais para ser “um melhor mártir”.

Os três portugueses entraram na Síria no dia 02 à noite e passaram cinco dias na região de Idleb, no Norte, “conhecida por oferecer muita resistência” e que está sob o controlo do Exército Sírio-Livre (ESL) desde agosto.

Entraram clandestinamente pela fronteira com a Turquia, traficados pela associação Syrian High Rescue Office, que está a distribuir ajuda humanitária à população (alimentos, medicamentos) e também armas para o ESL.

Nas montanhas entre Idleb e Allepo, nas cidades de Binnich e Taftanaz, onde a população é totalmente sunita (uma das correntes do islão), os três portugueses encontraram uma região “muito bem controlada” pelo ESL. Mas “é um exército muito precário”, diz. “Não estão minimamente organizados. (…) O armamento que têm é o que roubaram quando desertaram do exército e o que conseguem capturar nos combates”.

“Um professor de matemática, um agricultor… há de tudo [no ESL]. São pessoas que sabem manejar uma arma”, refere.

A elite no poder é alauíta (vertente da corrente islâmica xiita) e neste conflito “há uma divisão religiosa evidente”. Mas “não é um conflito religioso”.

Para já, todos reivindicam “uma Síria de um só povo”, mas Tiago Carrasco antecipa que tudo se prolongue até “uma guerra civil”. O ESL “ainda não tem capacidade de ataque”, mas “todos os dias há militares a desertarem” e “vai fortalecer-se de dia para dia”.

As pessoas estão “pelos cabelos” num país de partido único – em que “as crianças, logo na escola primária, são obrigadas a filiar-se no Baath”, partido de Bashar al-Assad –, num país em que a televisão é controlada.

A Síria já era um dos países eleitos na viagem que os três portugueses estão a fazer de Istambul, na Turquia, a Lisboa. Tentam agora chegar ao Líbano sem passar pela Síria.

“Não podemos voar, que é uma das regras do projeto, nem temos dinheiro para isso”. Vão tentar obter lugar num navio de contentores que parte no domingo. Seguir-se-ão Jordânia, Israel, Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Marrocos.

À semelhança do projeto anterior em que os três estiveram envolvidos – “Road to World Cup”, uma viagem de Lisboa a Joanesburgo, rumo ao Mundial de Futebol que se realizou na África do Sul em 2010 –, também este resultará em livro e documentário, podendo já ser acompanhado via blogue.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 12, 2012, 01:52:48 pm
Líder da Al-Qaeda apoia rebelião na Síria em vídeo na Internet


O líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, manifestou o seu apoio ao movimento de contestação na Síria num vídeo divulgado em fóruns jihadistas, informou hoje o centro americano de monitorização dos sítios islâmicos na Internet (SITE).

No vídeo intitulado "Adiante, leões da Síria" e divulgado no sábado, Ayman al-Zawahiri acusa o regime de Bachar al-Assad de crimes contra os seus cidadãos e elogia os que se revoltam contra o governo sírio, de acordo com o SITE.

No vídeo de mais de oito minutos, Zawahiri surge diante de uma cortina verde e encoraja os sírios a não confiarem mais nos governos ocidentais e árabes, que impõem, segundo alega, um regime subserviente ao oeste.

O líder da Al-Qaeda apela aos muçulmanos da Turquia, Jordânia e do Líbano para apoiarem a rebelião e derrubarem o regime atual que qualifica de anti-islâmico.

A repressão levada a cabo pelo regime sírio no país já causou desde março do ano passado mais de 6.000 mortos, de acordo com as Nações Unidas.

Os representantes dos países membros da Liga Árabe reúnem-se hoje no Cairo para discutir a crise na Síria.

Ayman al-Zawahiri sucedeu a Osama bin Laden na liderança da Al-Qaeda após a morte do fundador da rede terrorista em maio de 2011 pelas forças especiais americanas no Paquistão.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Camuflage em Fevereiro 12, 2012, 07:55:42 pm
No caso da Líbia cagaram para os votos contra da Rússia e China, na Síria não há pitroil, já não interessa... vamos todos fingir que a França e RU andam a repor stocks de armas.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Digo em Fevereiro 12, 2012, 08:08:23 pm
Não e bem assim, na Líbia a China e a Rússia não votaram contra nem a favor, agora a é que eles votam contra, mas aposto que se a Nato fizesse qualquer coisa toda a gente iria critica-la.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Fevereiro 12, 2012, 09:43:10 pm
a Al-Qaeda ao lado dos americanos!!!! É com cada piada!

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimagens.publico.pt%2Fimagens.aspx%2F371473%3Ftp%3DUH%26amp%3Bdb%3DIMAGENS%26amp%3Bw%3D350%26amp%3Bt%3D1329082575%2C7092&hash=52194253e545ef747ffabda722f103a2)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Fevereiro 12, 2012, 11:28:40 pm
Para a Casa de Saud, esta queda em dominó dos regimes seculares árabes, tem sido um festim. Uma a uma, essas nações estão a cair nas mãos dos sauditas, financiadores do extremismo islamico e inimigos jurados do nosso modo de vida. Estamos a alimentar uma hiena que nos vai morder a mão, tudo para uns miseros lucros de alguns e a muito curto prazo.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 20, 2012, 05:45:04 pm
O que pode salvar Assad no curto prazo
Alexandre Reis Rodrigues
 


O conflito interno que grassa na Síria não vai resolver-se proximamente. Enquanto as Forças Armadas continuarem unidas e leais a Assad e a oposição não se mostrar capaz de ultrapassar as divergências que impedem uma actuação coordenada, o Presidente disporá de uma relação de forças no terreno que lhe é favorável e vai permitir-lhe continuar a manter a mesma linha para fazer tentar vergar a oposição.

A indignação do Ocidente e da opinião pública mundial vai intensificar-se com o crescimento contínuo de mortes provocadas pelos confrontos, neste momento na ordem das 7000 (mais 70.000 deslocados internamente e 25.000 que procuraram refúgio no exterior). No entanto, depois do veto russo e chinês, a impedir a aprovação da Resolução proposta ao Conselho de Segurança das Nações Unidas - que visava obrigar Assad a entregar o poder ao seu vice-presidente para a formação de um governo de unidade nacional e subsequentes eleições - o desfecho da situação fica quase exclusivamente nas mãos da oposição.
 
Moscovo procura demonstrar que não obstante o veto à Resolução está empenhado em resolver a crise; não só não lhe interessa agravar o relacionamento com os EUA como não quer vir a ser apontado como responsável pela oportunidade perdida de evitar uma guerra civil. Foi sob esse propósito que, no seguimento da reunião do Conselho de Segurança, enviou o ministro dos Negócios Estrangeiros Lavrov a Damasco para tentar pôr as partes a negociar.

Para que essa iniciativa tivesse hipóteses de ser bem sucedida teria que ter surgido muito mais cedo. Neste momento, o que a oposição espera não são incentivos para negociar; é receber apoios para continuar a resistência. É o que os Países da Liga Árabe prometem fazer; e, como concluíram que o apoio diplomático não vai chegar, comprometeram-se a garantir «all kinds of political and material support».
 
Apoio material significa ajuda financeira e, certamente, fornecimento de armamento, o que, aliás, está a acontecer há algum tempo e vai, provavelmente, tornar inevitável uma guerra civil e a caminhada para um impasse que agravará ainda mais as dificuldades por que está a passar toda a população.

Para o Presidente Assad não são más notícias. Vai-se entrar cada vez mais no terreno da confrontação aberta que é o que lhe convém para tirar partido das vantagens que tem: a superioridade em armamento, que passará a usar mais indiscriminadamente, e o argumento, que vai passar a invocar, de que tem de defender as minorias ameaçadas (cristão, alawitas, druzos, etc.) pelo radicalismo sunita.
 
Estas circunstâncias darão a Assad alguma confiança, no curto prazo, sobre as hipóteses de ultrapassar a crise. Externamente, o Presidente sabe que tem vários trunfos do seu lado. O Irão é o principal e mais decisivo porque vai continuar a fazer tudo para que Assad não caia. Israel e Jordânia, embora condenando o regime de Assad, não apoiarão a oposição, porque não arriscam vir a confrontar-se com uma mudança para um desconhecido que pode, eventualmente, trazer instabilidade fronteiriça, que apesar de tudo não tem existido. Iraque e Líbano, predominante xiitas, não verão com bons olhos uma tomada de poder pelos sunitas.
 
Rússia e China são dois casos diferentes. Ao vetarem a Resolução deram uma ajuda preciosa ao Presidente Assad mas as suas motivações tem uma dimensão que excede largamente a questão da sobrevivência política de Assad. Têm, em geral, a ver com a relação de forças e de influência com os EUA no Médio Oriente e, em particular, com o não quererem permitir uma nova intervenção tipo-Líbia que consideram ter excedido o mandato dado pelo Conselho de Segurança. Se a qualquer momento a relação de forças no terreno tornar insustentável a manutenção de Assad não será Moscovo nem Pequim que o irão salvar.

Moscovo não vai deixar de medir bem o apoio que entretanto for dando a Assad, por várias razões. Primeira, porque tendo as suas próprias ambições para o Médio Oriente, tem que controlar as pretensões concorrentes de hegemonia regional de Teerão, muito dependentes do sucesso de Presidente sírio. Segunda, não pode pôr-se abertamente contra a Liga Árabe, de cujo apoio também depende para a estratégia atrás referida. Terceira, tem que salvaguardar os direitos de utilização da base naval de Tartus, a única que possui no exterior, independentemente do regime que controlar o País. Quarta e última razão, sabe que, com a crise económica e social porque está a passar a Síria, é arriscado “apostar” exclusivamente e sem condições em Assad, um Presidente a prazo, mesmo para a maioria da população síria.

A aprovação de uma Resolução pela Assembleia Geral das Nações Unidas, no passado dia 16 fevereiro, a apoiar os esforços da Liga Árabe e a condenar «as violações sistemáticas e alargadas dos direitos humanos e liberdades fundamentais pelas autoridades sírias» não terá qualquer efeito prático a curto prazo porque, ao contrário do que acontece no Conselho de Segurança, limita-se a indicar um caminho, a definir uma orientação (é “non biding”).

Em qualquer caso, nem Moscovo nem Pequim podem ignorar o facto de a Resolução, “exigindo” às autoridades sírias «pôr imediatamente um ponto final em todas as violações de direitos humanos e ataques contra civis», ter sido aprovada por 137 Estados membros e apenas com 12 votos contra e 17 abstenções. A prazo esta pressão e as sanções em vigor acabarão por surtir o efeito pretendido, mas o factor tempo, não obstante as incógnitas, vai jogar, para já, a favor de Assad.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 24, 2012, 07:40:43 pm
Porque é que o mundo não intervém na Síria?


Os bombardeamentos tornam-se mais violentos, os jornalistas ocidentais pedem para ser retirados das zonas de combate e a comunidade internacional fica a olhar enquanto o número de mortos aumenta. Os sírios não percebem e interrogam-se «de que está o mundo à espera para nos ajudar?»
Os EUA, a União Europeia, a Liga Árabe e a Turquia reforçaram as sanções contra o regime e Bashar al-Assad reforçou a violência contra os sírios. As sanções parecem não resultar no terreno, mas intensificam o debate: será que a comunidade internacional devia esforçar-se mais para colocar um fim ao derramamento de sangue?

Por várias razões, os Estados estão hesitantes em avançar com uma intervenção na Síria. Aqui ficam as razões, destacadas pela CNN, que levam as nações mundiais a manterem-se à margem deste conflito.


Não há consenso

No ano passado, o Conselho de Segurança impôs restrições ao espaço aéreo líbio e decidiu «por todos os meios necessários» proteger o povo líbio da violência do exército de Muammar Kadhafi.

No caso da Síria, não há consenso no Conselho de Segurança: China e Rússia - aliadas de Bashar al-Assad - vetaram a resolução que teria dado legitimidade a uma intervenção das Nações Unidas. De acordo com Fareed Zakaria, essa intervenção já «não pode acontecer através da ONU. Terá de ser uma operação unilateral da NATO, logo, sem legitimidade internacional».


Ninguém sabe ao certo quem são os rebeldes

Quem manda na oposição síria? Os rebeldes estão unificados? São de confiança? Podem constituir uma real ameaça às forças bem organizadas do regime?

Na Líbia, os rebeldes tinham uma base - um reduto forte em Benghazi - que resistia a Kadhafi. Ou seja, dominavam parte do território.

Na Síria isso não se acontece, os activistas não dominam nenhuma parte do território, «estão encurralados em pequenos enclaves que estão sob bombardeio constante», explica Nic Robertson, da CNN, que esteve no país há algumas semanas atrás.

Para além disso, a ideia de que é demasiado arriscado armar ou apoiar uma 'entidade sem identidade' reúne muitos apoiantes.

 

Dividir para reinar

A Síria é um país dividido. Os entre 20 a 30 por cento da população (de cristãos e shiitas) que apoia Assad teme os rebeldes, que são na sua maioria muçulmanos sunitas.

A mensagem que Assad passa aos seus apoiantes é a de que apenas ele pode providenciar segurança e que, se a maioria sunita chegar ao poder, os cristãos e shiitas irão perder as suas casas e os seus negócios.

Por outro lado, al-Assad beneficia do apoio, por enquanto praticamente incondicional, do seu exército – que é muito mais forte, melhor equipado e mais unido do que o da Líbia.

 
A geografia

A intervenção na Líbia foi facilitada porque a maior parte dos alvos se localizava junto do Mediterrâneo e, dessa forma, ao alcance a partir das bases da NATO em Itália.

A costa da Síria é muito menor que a da Líbia e é pouco provável que os países que a circundam – Iraque, Líbano, Jordânia, Israel e Turquia – se disponham a acomodar o aparato militar necessário para uma missão no país.

A topografia também é uma preocupação, por ser mais montanhosa que a Líbia, os combates na Síria seriam mais penosos e mortíferos.

 

Ainda se acredita que as sanções podem funcionar

Susan Rice, embaixadora norte-americana nas Nações Unidas, afirma que os EUA preferem «não alimentar um conflito que pode degenerar numa guerra civil em larga escala». Acreditam que o regime está no seu limite e que com o aumento «da pressão internacional, a economia ficará completamente asfixiada».

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Março 16, 2012, 06:03:02 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 18, 2012, 08:45:51 pm
Porque não se intervém militarmente na Síria ??
Alexandre Reis Rodrigues


Há uma forte corrente de opinião internacional inconformada com a situação na Síria e que se interroga sobre a dualidade de critério que o não intervir militarmente representa em relação à opção adotada no caso da Líbia. Compreende-se facilmente a indignação se tivermos em conta que o número de baixas (estimadas em 8.000, precisamente ao fim de um ano de insurreição) já excedeu cinco vezes o que se verificava na Líbia, na véspera da intervenção e o facto de que cerca de 500 mortes correspondem a crianças. Há também 70.000 deslocados dentro do país e mais alguns milhares de refugiados nos países vizinhos (Turquia - 11.000 em seis campos de refugiados -, Líbano e Jordânia). Já nada parece faltar para podermos classificar a situação como uma dramática crise humanitária.

No entanto, o único campo em que a comunidade internacional tenta movimentar-se é o político/diplomático e imposição de sanções, e, mesmo assim, de forma limitada pelo veto da Rússia e China à Resolução proposta pelo Ocidente, no Conselho de Segurança, exigindo ao Presidente Assad que pare de atacar a população do seu país. Moscovo e Pequim, considerando que a autorização dada no caso da Líbia foi excedida, não se mostram dispostos a dar de novo luz verde, mesmo tratando-se de uma Resolução em que não se fala de intervenção militar. Obviamente, a situação seria diferente se estes dois membros permanentes do Conselho de Segurança se juntassem abertamente às pressões internacionais para que o regime sírio deixe de usar a força militar contra os seus dissidentes.
 
Resta saber se estamos num impasse. Luis Peral, do Institute for Security Studies da União Europeia, acha que não porque a responsabilidade que cabe ao Conselho de Segurança pela manutenção da paz e estabilidade no mundo, embora primária, não é exclusiva. Existem outras organizações internacionais que podem tomar a iniciativa, se a situação assim o exigir. É uma questão de passar a usar o argumento de que se trata de uma situação humanitária que, constituindo uma ameaça à paz e estabilidade regional, exige ação militar, sob o exclusivo propósito de criar espaço para essa intervenção. Peral defende que o uso desta argumentação facilitaria uma decisão de actuar, em vez da invocação do “direito de proteger” (“right to protect, R2P”), que implica subsequente responsabilização criminal das autoridades sírias.
 
Esta iniciativa caberia em princípio ao Inter-institutional Standing Committee, que, para além de poder recorrer ao Conselho de Segurança a solicitar uma Resolução que crie condições de intervenção para prestação de ajuda, pode ainda (em caso de continuação do impasse), em segundo recurso, invocar a Resolução 377 A (V) Uniting for Peace. Esta Resolução permite “recomendar” à Assembleia Geral das Nações Unidas, uma ação coletiva, incluindo o uso de força, sob a ideia de que a Assembleia detém uma “responsabilidade subsidiária” à do Conselho de Segurança, no que respeita à manutenção da paz e estabilidade no mundo.

Perguntar-se-á porque não são usados estes mecanismos; porque decidiram as Nações Unidas deixar o assunto entregue apenas ao UN High Commissioner for Human Rights que, malgrado o excelente trabalho que tem feito para apurar a dimensão real da crise, não tem instrumentos para intervir? Porque só agora começa o secretário-geral da ONU a falar do crescente risco de uma grave situação humanitária?
 
Luis Peral adianta algumas explicações sobre a inação das agências humanitárias, que considera lamentável perante o contínuo agravamento da situação. A mais relevante é a que resulta do facto de a Síria ser o terceiro país do mundo que abriga refugiados estrangeiros; de momento, cerca de meio milhão de palestinianos e mais de 100.000 iraquianos. É compreensível que haja preocupações quanto a uma eventual participação da Agência de Refugiados numa iniciativa a pedir ao Conselho de Segurança uma intervenção militar, o que a acontecer poderia levar o regime sírio a negar acesso aos refugiados palestinianos e iraquianos que abriga. O Comité Internacional da Cruz Vermelha também não toma qualquer iniciativa porque prefere trabalhar discretamente com o Crescente Vermelho Sírio que tem acesso livre por todo o País.
 
Estas circunstâncias estão certamente a contribuir para a continuada exclusão do recurso a uma intervenção militar, mas não a explicam na totalidade. Se a comunidade internacional quisesse intervir militarmente, teria encontrado formas de contornar o bloqueio em que se encontra o Conselho de Segurança, como tem acontecido em situações anteriores. Aliás, Luis Peral também reconhece essa possibilidade quando diz: «all states of the international community are entitled to undertake action preferably as a coalition in favor of the victims on purely humanitarian grounds, since international law cannot and should not be invoked by one or two countries for the only reason that they sit at the Security Council».
 
A questão verdadeiramente decisiva é que se os EUA não vão intervir - não interessando agora as suas razões - então não existe qualquer outra possibilidade de utilização de força, por maior vontade que possa haver, da parte dos europeus, em pôr fim à tirania e opressão do regime do Presidente Assad. Esta situação, para quem não a conhecia, ficou muito clara na intervenção na Líbia que revelou as lacunas elementares do dispositivo europeu, por falta de valências que só os EUA possuem, por exemplo, na capacidade de supressão de defesa aéreas que, no caso da Síria, constituem um desafio muito mais exigente do que o posto pelas forças de Kadhafi, na Líbia.

Nestas circunstâncias, goste-se ou não, resta apenas esperar que a pressão político diplomática internacional, as sanções e os apoios à oposição síria vão diminuindo cada vez mais a possibilidade de o regime sobreviver. O colapso pode acontecer “amanhã” mas poderá também demorar, ninguém sabe. As expectativas de resolução da crise, em qualquer caso, não deverão ser altas porque o regime, embora hediondo, não é fraco nem está tão isolado como seria desejável para cair rapidamente.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: cromwell em Março 19, 2012, 07:09:19 pm
Documentos secretos revelam papel de Assad na repressão síria

Citar
Foram entregues à Al Jazeera por um alto funcionário do regime

A cadeia televisiva Al Jazeera, com sede no Qatar, teve acesso a documentos confidenciais do regime sírio sobre a repressão da contestação popular. Estas novas informações revelam que as ordens para as operações contra os rebeldes são assinadas pessoalmente pelo presidente sírio, Bashar al-Assad.

A Al Jazeera diz ter recebido centenas de documentos de Abdel Majid Barakat, até há pouco tempo um dos altos funcionários do regime, que tinha a função de coligir a informação secreta que chegava de toda a síria sobre a gestão da crise.

Contudo, Barakat era mais do que um funcionário do regime. Durante meses, a informação que agregava, na coordenação das várias agências de inteligência no país, era passada aos rebeldes.

Quando sentiu que a sua posição estava comprometida e que corria risco de vida, Barakat fugiu do país e foi para a Turquia, segundo explica o correspondente da Al Jazeera neste país James Bays.

O repórter dá conta que, através da análise dos documentos secretos que o antigo funcionário do regime sírio levou consigo, se percebe um envolvimento profundo do presidente Bashar al-Assad na repressão.

«Todas as tardes, às 19:00 horas em Damasco, há uma reunião de todos chefes de inteligência e segurança que analisam o que se passou no país ao longo do dia, fazem planos e preparam as ordens para dia seguinte», explica o jornalista.

«Estas ordens vão então para o gabinete do presidente na manhã seguinte e ele próprio assina todas estas ordens, que depois se cumprem», acrescenta.

Além de revelarem um regime desesperado por manter o controlo de Damasco, os documentos dão conta ainda dos planos para esmagar os protestos em Aleppo e Idlib.

Fica-se a saber ainda que o governo espiou os monitores da Liga Árabe que estiveram na Síria no final do ano passado.

A AL Jazeera diz ter razões para acreditar na autenticidade dos documentos, garantindo que foram analisados durante vários dias por duas equipas da cadeia televisiva.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Abril 14, 2012, 07:21:18 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 25, 2012, 07:27:24 pm
A Primavera Arábe
Adriano Moreira


A preocupação orçamental que absorve as atenções e desacordos dos governantes ocidentais não tem permitido avaliar se a chamada primavera árabe pode não apenas aumentar, com natureza diferente, as exigências que a União Europeia enfrenta, como por exemplo redefinir o conteúdo do conceito do direito - dever de intervenção. Este teve uma demonstração eficaz no caso da Líbia com o resultado final da liquidação do regime de Kadhafi, mas não levando até agora à conclusão de que a situação iemenita e síria se encontram abrangidas pela mesma premissa.

De facto, a evolução internacional em relação ao movimento que a semântica logo apelidou de democracia em movimento teve como primeira resposta, de acordo com a prudência tradicional, uma política de acompanhamento, evidente no discurso que Obama, em 19 de maio de 2011, dedicou à situação do Egito, longamente considerado um apoio estável dos interesses ocidentais.

Mas um discurso que admitia, e sem muito cuidado com as entrelinhas, uma adaptação que acompanhasse a mudança, já considerada portanto eventual.

Esta atitude, não privativa, de expectativa, passou a ser de intervenção casuística quando as ameaças de Kadhafi, em termos de repressão contra a população insurgente, levou o Conselho de Segurança, em 17 de março de 2011, pela Resolução de 1973, a estabelecer a zona de exclusão aérea sobre a Líbia, autorizando o uso de todos os meios, exceto as tropas terrestres.

Acontece que a Rússia, a China, a Índia, o Brasil e a Alemanha se abstiveram. É evidente que os interesses relacionados com as fontes de energias não renováveis, o risco de se agudizarem as migrações que ameaçam fazer do Mediterrâneo um cemitério, a segurança ameaçada desse mar podem ser facilmente motivos presentes na deliberação, quer dos que votaram, até dos que se abstiveram, esta uma atitude que abre caminho a afirmar, no resultado final, que este foi sempre o da simpatia dos prudentes.

Mas talvez seja possível não ignorar duas componentes deste movimento, que já é um turbilhão, da chamada primavera árabe, a começar por um traço habitual de muitas revoluções ocidentais.

Em primeiro lugar o facto de ter sido um movimento popular que desafiou as estruturas políticas, algumas apoiadas num poder militar evidente, e garante da estabilidade que interessava às dependências ocidentais. Se o movimento das populações mudou a estabilidade política, não mudou os interesses nem as necessidades ocidentais, em primeiro lugar europeias, aconselhando a unidade, sem a necessidade de minorar os valores frequentemente esquecidos pelo relativismo agora em vigor, e pelo pragmatismo de sempre.

Uma perceção logo evidenciada pela intervenção francesa, na data em que os EUA precisam de moderar a sua convicção de superpotência.

Facto que parece ter estado ausente, não obstante a abertura do Conselho de Segurança para a intervenção Líbia, na circunstância de a situação equivalente noutros países, como a Sérvia e o Iémen, não ter desencadeado a mesma evolução da diplomacia de acompanhamento para o exercício do direito de intervenção, porque as exigências da desordem, em que se traduzem os movimentos populares contra os poderes instalados, conduzem a própria comunidade internacional a reconhecer-se na situação de exiguidade de meios.

E particularmente os EUA a reconsiderarem a função de gendarmes do mundo, uma maneira menos suave de moderar, mas não a perder, a convicção de nação indispensável.

Esta última fórmula corresponde melhor ao que hoje se espera dos EUA no mundo, portanto não necessariamente com o unilateralismo de superpotência que vai perdendo atualidade para todos os países.

Sobretudo, a crise mundial, incluindo a falta de recursos, que se reflete na falta de vontade das sociedades civis para intervenções armadas, longas, custosas, e até hoje pouco eficazes, não aconselha a deixar desviar as políticas preventivas e repressivas, baseadas na proteção das populações e dos seus direitos, para a imagem de ser uma defesa de hegemonias, o que fatalmente incluirá a perigosa conclusão de que a intervenção é a favor de interesses puramente ocidentais.

DN
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Camuflage em Abril 25, 2012, 09:17:26 pm
Uma rica mudança, apoiar salafistas para derrubar regimes que não representavam ameaça nos anos mais recentes em nome de uma suposta "liberdade" que jamais terão.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 27, 2012, 07:15:33 pm
Situação na Síria «pode deteriorar-se», referem os Emirados Árabes Unidos


O chefe da diplomacia dos Emirados Árabes Unidos disse hoje em Lisboa que as propostas da ONU sobre a Síria estão a ser ignoradas por Damasco e que a situação pode "deteriorar-se" ainda mais.

"Neste momento a situação na Síria não segue a direção certa. Apelamos para o regime assumir os compromissos relacionados com as propostas de Kofi Annan. É evidente que a Liga Árabe e o Conselho de Segurança estão a monitorar de perto esta missão. Annan não é apenas representante da ONU mas também da Liga Árabe e o sucesso da missão é extremamente importante", disse hoje Abdullah Bin Zayed Al Nhyan, após a assinatura de acordos de cooperação com Portugal.
 
"Toda a comunidade internacional condena o regime Sírio. A grande responsabilidade, neste momento é do regime de Damasco por não estar a comportar-se da forma correta no respeito pela sobrevivência do povo sírio" sublinhou o ministro dos Negócios Estrangeiros dos Emiratos Árabes Unidos, que recordou que a reunião da Liga Árabe realizada na quinta-feira conseguiu convergência de pontos de vista sobre o conflito.
 
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, disse hoje que a atitude do Presidente sírio, Bashar al-Assad para com as Nações Unidas tem sido insuficiente.
 
"A Síria é um drama diário. O presidente Assad não percebeu as mudanças que se anunciaram e não foi capaz de fazer as reformas importantes. É impossível para a comunidade internacional aceitar que um regime político dispare sobre a sua própria população como tem acontecido na Síria e a verdade é que, apesar da entrada dos primeiros observadores das Nações Unidas o cumprimento por parte do regime sírio do acordado nas Nações Unidas é manifestamente insuficiente", disse Paulo Portas.
 
Os dois ministros assinaram hoje acordos de cooperação nas áreas das energias renováveis e eficiência energética, educação e investigação científica.
 
Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Abril 30, 2012, 11:01:25 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 01, 2012, 06:33:33 pm
A encruzilhada egípcia
Alexandre Reis Rodrigues


Finalmente, estão oficializados os resultados da primeira volta das eleições presidenciais de 23/24 de maio no Egito. É um facto, praticamente sem precedentes na história do mundo árabe: a realização de eleições sem se saber o seu possível desfecho! Parece extraordinário, mas é exatamente assim. Não fosse a “Primavera Árabe”, em vez do processo em curso, teria provavelmente havido a “eleição” do filho Gamal Mubarack para passar a ocupar a Presidência. Tudo mudou tanto que, agora, o que este tem à frente são acusações de corrupção que o levarão a julgamento. É um marco histórico para o povo egípcio em direção à liberdade de escolher o seu destino. Veremos se o será também para as Forças Armadas, embora noutro sentido. Se será desta vez que vão abandonar o poder, a que têm estado ininterruptamente ligadas desde o a fundação da moderna República, em 1952, com Nasser. Entre outros, este é um dos grandes desafios do processo.
 
O desfecho desta situação é, de momento, imprevisível. O que os ocidentais imaginaram inicialmente – uma democracia ao estilo ocidental – foi um erro crasso de avaliação. Se lá se chegar, algum dia, não será, certamente, no curto/médio prazo. Como lembrava o professor Pilippe Schmidt, numa mesa-redonda organizada pelo Instituto de Defesa Nacional, há dois dias, na insurreição que levou ao derrube de Mubarack nunca se gritou por democracia; a palavra de ordem era liberdade. São coisas bem diferentes, importa notar. Aliás, nas circunstâncias atuais, a ideia de democracia, no Médio Oriente, deixou de beneficiar da natureza apelativa que tinha há alguns anos atrás; simplesmente porque deixou de estar associada a prosperidade, ou seja, a uma economia a funcionar, que é o que a grande maioria dos egípcios aspira.

O Egito encontra-se apenas numa fase muito inicial de um processo de transição em que quase tudo continua em aberto, não obstante o Supremo Conselho das Forças Armadas e a Irmandade Muçulmana (os dois principais atores) tudo estejam a fazer para controlar em função dos seus propósitos políticos. O desfecho tanto pode ser uma espécie de regresso de uma “velha-guarda”, sob o controlo das Forças Armadas, embora disposta a fazer concessões aos islamitas, ou a instituição de um regime islâmico ou de inspiração islâmica. A primeira hipótese é representada por Ahmed Shafik que recolheu 23,66% dos votos; a segunda, é protagonizada por Mohamed Morsi com 24,77%. A maioria dos votantes, que não se revê nem num nem outro, vão ter agora que optar, provavelmente sob o critério do mal menor.
 
Shafik, general reformado da Força Aérea egípcia e o último primeiro-ministro de Mubarack, é para alguns a imagem de tudo contra o que os rebeldes da Praça Tahir protestaram e corresponde, na prática, uma primeira evidência de que a revolução falhou; para outros, será a resposta aos receios de mudar, à preferência pela continuidade. A sua passagem à segunda volta tem desencadeado violentos protestos, incluindo, para além das habituais manifestações na praça Tahir, o assalto e destruição do seu quartel-general de campanha. Segundo uma lei aprovada pela Câmara Baixa do Parlamento e ratificada pelo Conselho Supremo das Forças Armadas, que exclui do processo de candidaturas antigos colaboradores diretos de Mubarak, não deveria ter-lhe sido permitido concorrer. Foi, aliás, o que aconteceu, por essa ou outras razões, a dez dos 23 candidatos iniciais, incluindo Khairat el-Shater, o candidato original da Irmandade Muçulmana e, Suleiman, o antigo vice-presidente de Mubarack e chefe dos serviços secretos. Como conseguiu Shafik escapar a este crivo só parece poder ser explicado pelo controlo que as Forças Armadas continuam a deter sobre a situação. Segundo a AFP (notícia de 29 maio), ainda falta o Supremo Tribunal Constitucional anunciar o resultado do exame da constitucionalidade da lei que excluiu dez candidatos, o que está previsto para 11 de junho. Não é fácil imaginar o que sucederá se decidirem pela sua inconstitucionalidade, com a segunda volta marcada para cinco dias depois (16/17 junho).

Morsi foi a segunda escolha da Irmandade Muçulmana, depois do revés de verem rejeitado, como acima se referiu, o candidato original, mas os resultados alcançados pelo Partido da Justiça e Liberdade, que representa a Irmandade, não parecem ter sido afetados. Calcula-se que os egípcios optaram por manter a lealdade à organização, que ao longo do tempo, nunca deixou de ajudar os mais necessitados, designadamente na saúde e na instrução. Morsi, um milionário de 62 anos, que foi o número dois do Supremo Guia da Irmandande e o seu estratega principal (“deputy of the Supreme Guide’s Muslim Brotherwood, and chief strategist”), tem sido olhado como alguém bem posicionado para relançar a economia, um dos fatores mais decisivos de sucesso do processo de transição. É alguém para quem os EUA olham positivamente, mas esse aspeto, possivelmente, cada vez pesa menos.

O curioso deste processo é a inversão da decisão que a Irmandade tinha tomado ainda antes de lançado o processo eleitoral, quando optou por não apresentar nenhum candidato a presidente. Conhecida, ultimamente, por preferir uma postura cautelosa, a Irmandade procura não afastar os mais receosos de uma mudança radical de regime. Aparentemente, consideraram ter atingido o seu objetivo para o curto prazo, com a vantagem adquirida nas eleições legislativas, que lhes dá capacidade de assumir as responsabilidades pela formação de um novo Governo. Terão mudado de opinião sob o receio de as eleições presidenciais gerarem um presidente próximo do Conselho Supremo das Forças Armadas, que pudesse vir a cercear o espaço de manobra do Governo.

No entanto, ninguém consegue imaginar minimamente como será o futuro. A incógnita do que será a Constituição ainda se encontra por resolver e esta é uma questão-chave. O Parlamento continua a tentar um acordo que permita a constituição de uma comissão de 100 membros que se encarregue da redação do novo texto, num prazo de seis meses, mas sem qualquer sucesso até agora. É uma situação insólita porque os egípcios vão eleger um presidente, não sabendo os seus poderes. Aliás, nem sequer saberão, por essa altura, que tipo de regime, afinal, terá o Egito. O diferendo sobre o papel dos valores religiosos islâmicos como uma das fontes da legislação ou a sua fonte única continua em aberto. O que a Irmandade defendia inicialmente era o conceito “Islamic Source of Legislation” que permitiria levar a um Tribunal Constitucional todas as leis que levantassem objeções religiosas. Não é como se compreenderá um tema fácil para grande parte da população egípcia, muito menos para os militares que querem continuar a ser os guardiões de um regime secular. Um conflito interno é uma possibilidade que continua à vista.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Junho 02, 2012, 11:56:36 am
Citação de: "FoxTroop"
Para a Casa de Saud, esta queda em dominó dos regimes seculares árabes, tem sido um festim. Uma a uma, essas nações estão a cair nas mãos dos sauditas, financiadores do extremismo islamico e inimigos jurados do nosso modo de vida. Estamos a alimentar uma hiena que nos vai morder a mão, tudo para uns miseros lucros de alguns e a muito curto prazo.


Este post devia ser emoldurado!!!^^^^
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Junho 04, 2012, 05:49:31 pm
The Houla Hoaxsters

Another “Benghazi moment” – this time in Syria
by Justin Raimondo, June 04, 2012


It was supposed to be another “Benghazi moment” – an incident so horrific that it would spark Western military intervention in Syria’s increasingly violent civil war. The massacre at Houla was reported to be just such a moment: Syria’s security forces stand accused of killing 32 children under ten years of age, and more than 60 adults, by bombing the rebel-held village of Houla. Photos of the massacre soon appeared on Twitter: and on YouTube, videos of the slaughter, uploaded by anonymous “activists,” appeared on cue. There was just one problem with this “evidence” of a massacre committed by the Syrian government – much of it was completely made up.

Take the photo the BBC used to illustrate the atrocity: it showed a young boy jumping over piles of corpses neatly laid out in preparation for burial. Very dramatic, and very disturbing – except it wasn’t a photo of anything that happened in Houla. Instead, it was a photo taken by Marco Di Lauro in Iraq, in 2003, and appropriated from his web site. :arrow: http://www.marcodilauro.com/portfolio/w ... id=album-8 (http://www.marcodilauro.com/portfolio/war-religion/#num=content-316&id=album-8)
 The stolen photo was accompanied by a caption that read:
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.antiwar.com%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2012%2F05%2Fjammas.hussain20120529022619250.jpg&hash=91fb232a16b9a0ecd3adaa2848a2caf3)

“Photo from Activist. This image – which cannot be independently verified – is believed to show bodies of children in Houla awaiting funeral.”

“Somebody is using illegally one of my images for anti yrian propaganda on the BBC web site front page,” Di Lauro says, “I almost fell off my chair when I saw it.” When confronted by Di Franco, BBC editors took it down, and, by way of explanation, pointed to the caption as somehow exonerating.

Yet it is the very phrasing of that caption that condemns them out of their own mouths, the key word being believed. Why was it believed by the BBC when they received it from some anonymous “activist”? Because it suited their propagandistic purposes – that is, the purposes of the British government, which runs and funds the BBC, just as the Syrian government runs and funds their own state-controlled media. The photo was believed to be an accurate representation of events taking place in Houla because the editors wanted to believe it.

It isn’t just the photos purporting to show the massacre, it’s the “reporting” that is also thrown into doubt: after all, these accounts are all coming from the very same “activists” who have no compunctions about supplying fake photos to the very same media who report their every word as gospel. It is claimed the Syrian army bombarded Houla, and yet the photos shows people with their throats cut, and shot in the head at very close range: this seeming contradiction required a revision of the “activist”-supplied narrative, which was duly changed to depict government-controlled “militias” coming into the village after the bombardment. Yet even this hasty revisionist version didn’t cover all the bases: for example, one of the victims was a candidate in Syria’s recent elections who had refused to stand down at the demand of opposition “activists.” He, too, was brutally murdered, and the question is – by whom?

The BBC’s falling for – or enabling – “activist” fakery is hardly the only such incident: there was the case of “Syria Danny,” whose on-camera antics were exposed in flagrante delicto as he staged a Syrian army “attack” for the benefit of CNN. And don’t forget the fake “blogger” who purported to be “Amina Abdallah Araf al Omari,” a 35-year-old lesbian living in Damascus, supposedly kidnapped by the Syrian regime and abused. “Amina” turned out to be a middle-aged married American schmuck and “Middle Eastern activist,” one Tom MacMaster, studying for a degree at the University of Edinburgh, in Scotland. The cause of “Amina” was taken up by those ubiquitous Syrian “activists” and trumpeted by their online propaganda apparatus – which has sprung up with weed-like rapidity. That’s what a healthy infusion of money from Western governments will buy you.

Yet even all that money apparently can’t buy competent sock-puppets, with amateurs like MacMaster, “Syria Danny,” and whoever supplied the BBC with Di Lauro’s photo running wild.

Speaking of running wild with enormous amounts of taxpayer dollars, the rebels – already receiving cash, arms, and other emoluments from Saudi Arabia, Qatar, and the Gulf sheikdoms – have already handed a $12 billion bill for “post-Assad development” to the Western “Friends Group,” led by Germany. That, you can be sure, is just the beginning. With the Eurozone going down into the economic abyss, and the Germans berating their Greek (and now Spanish and Italian) partners as unproductive free riders, one has to wonder about German priorities. The British, too, are on the hook, having just upped the amount they’re sending – at a time when government subsidies to the very needy are on the chopping block. And of course there’s no telling how many American tax dollars have been funneled in “non-lethal” aid to the rebels-who-couldn’t-get-their-lies-straight, but one thing is clear: their American trainers and advisers have their work cut out for them.

The US State Department has posted aerial photos of Syrian troops massed near the village, which purportedly show the government was in control of the area when the massacre occurred. The Syrians, for their part, claim they were in a defensive posture, and “activist”-supplied videos are unreliable for all the reasons detailed above. We will probably never know the truth about what happened at Houla – at least, not before the regime-changers in Western capitals and their Saudi allies kick the propaganda ball over the goal post.

Remember that the aim of war propaganda is to create a general impression, not to establish the truth (or falsehood) of any particular disputed fact. The idea is to hurl as many accusations against the target as rapidly as possible, without regard for their source, so as to generate the kind of murkiness where the truth can be created, rather than merely reported. It’s all about establishing a narrative, and any bothersome facts cropping up and getting in the way are hurriedly kicked aside.

Amid all the loud lamentations over the Syrian regime’s brutality, one fact downplayed by Western media outlets is that there are over 60 different rebel militias operating in Syria, whose activities are indistinguishable from the shabihas, or pro-government militias, which are getting the brunt of the blame. As the Washington Post reports:

“As the shabiha’s ranks and violence have grown and widened, groups have sprung up to counter them. Analysts say shabiha-style militias made up of the Sunni Muslims who represent the majority of the population have also started to emerge in regions such as Homs province, where Houla is located and where Sunni and Alawite communities sit side by side, increasing the potential for sectarian violence.”

In funding and arming rebel groups, whose violence is now being unleashed on civilians caught in the middle, the US and its allies are actively undermining Kofi Annan’s peace plan, which the Syrians have accepted. The rebels are determined to destroy the plan, which leaves them out of power: they won’t be happy until they’ve given the West a pretext to intervene militarily. As Hillary Clinton’s public pronouncements acquire a certain shrillness, that prospect is becoming increasingly likely.

By supporting the “Free Syrian Army,” the US and its allies are openly engaged in another Libya-style intervention, with the same radical Islamists as their armed wing, while a supposedly “secular” and “democracy”-oriented “youth movement” serves as the public face of a deeply reactionary rebel army.

Imagine, for the moment, that some group of foreign powers were involved in financing and arming a “Free American Army,” which launched attacks on US army bases and carried out terrorist acts – car bombings, as have occurred in Damascus, for example – in Washington, D.C. Imagine this rebel army had acquired footholds in key areas, and called for the overthrow of the “regime” in Washington. Do we even have to ask what would be the reaction of the US government?

The Western powers are intent on establishing international rules of governance they have no intention of applying to themselves, and, in this instance, are utilizing the United Nations as their chosen instrument. However, it is by no means certain the UN will go along with the game plan, as Annan’s peace plan – which calls for mutual disarmament and an end to hostilities – would indicate. In which case, the West will do everything it can to undermine the Annan plan and destabilize Syria to the point where they can declare it a “failed state” – and move in for the kill.

The “activist”-authored narrative of a ruthless dictator slaughtering his own people – complete with fake photos, phony videos, and tall tales legitimized as “news” – is aimed at a Western audience. In Syria – where the majority fears the opposition as much, or more, than the dictator Assad – they know better. Unfortunately for them, they have no power to stop the Western-initiated juggernaut headed in their direction.

http://original.antiwar.com/justin/2012 ... hoaxsters/ (http://original.antiwar.com/justin/2012/06/03/the-houla-hoaxsters/)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Luso em Junho 05, 2012, 11:38:59 am
O pessoal já está a abrir mais os olhos. Lentamente, mas está a abrir.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 06, 2012, 07:27:24 pm
Moscovo prepara tropas para combater no estrangeiro


O Ministério da Defesa da Rússia começou a preparação intensiva de tropas especiais para ações no estrangeiro, nomeadamente na Síria, revela hoje o Nezavissimaia Gazeta.

Segundo o jornal, que cita fontes nesse ministério, estão a ser treinadas a divisão aerotransportada de Pskov, a brigada militar N.º 15 de Samara, bem como duas divisões chechenas Ocidente e Oriente.

A divisão de Pskov é uma das mais bem treinadas das Forças Armadas da Rússia. Os seus militares participaram em operações de paz no Kosovo (1999-2001), nas duas guerras da Chechénia (1994-1996 e 1999-2007) e na guerra contra a Geórgia, em agosto de 2008.

Quanto às divisões chechenas, elas pertencem à Direção de Reconhecimento (Espionagem) Central (GRU) das Forças Armadas russas. Os seus soldados combateram contra a guerrilha separatista na Chechénia, realizaram operações de manutenção de paz no Líbano e destacaram-se na guerra contra a Geórgia.

O Nezavissimaia Gazeta acrescenta que já estão prontas para ações militares na Síria unidades especiais de fuzileiros da Armada do Mar Negro, que se encontravam no navio de guerra russo Smetlivii, quando este, em maio, esteve na base russa situada no porto sírio de Tarus.

A imprensa russa receia que a Rússia e os países ocidentais se vejam no limiar de um conflito armado como já aconteceu, em 1999, no Kosovo, quando a NATO bombardeou a Jugoslávia sem a sanção da ONU. Então, tropas especiais russos ocuparam o aeroporto de Pristina.

"Fonte no Ministério da Defesa revelou que, para que tropas russas combatam fora do país, nomeadamente na Síria, é preciso uma decisão política da direção da Rússia e as respetivas resoluções da ONU. Mas as tropas russas já treinam operações de paz tanto como parte de forças multinacionais possíveis, como separadamente", sublinha o jornal.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 09, 2012, 04:01:52 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 13, 2012, 04:12:01 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 15, 2012, 05:22:19 pm
Intervir militarmente na Síria?
Alexandre Reis Rodrigues



O plano de paz de Kofi Annan, mal-grado o apoio geral que recebeu, incluindo da Rússia e China, não alterou minimamente a situação interna na Síria. Nada faz Assad retroceder com a extrema violência com que tem enfrentado a oposição. Depois do massacre de Houla que provocou 100 mortos entre a população, no final de maio, veio o massacre de Qubeir, com 78 mortos, a 7 de Junho; foram quatro, nas duas últimas semanas.
 
Os Governos francês e britânico passaram a admitir uma eventual intervenção militar. William Hague, ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, considera a situação já próxima da que existia na Bósnia na década de 90. Israel, talvez pressionado pelos EUA, passou a admitir que a saída de cena de Assad é uma boa solução e um ministro chegou a defender explicitamente que era necessária uma intervenção militar para pôr fim ao “genocídio”. Benjamin Netanyahu disse praticamente o mesmo: «This is a slaughter carried out not only by the Syrian Government. It has been helped by Iran and the Hezbolah». Anteriormente, Israel dizia que preferia lidar com o atual regime, não sabendo o que poderia vir a seguir, eventualmente um regime islamita mais hostil. Hoje, admite que continuando a fazer pressão sobre a Síria está a enfraquecer-se o Irão.
 
Os EUA, pela voz de Hilary Clinton, dizem que a saída de Assad não é uma pré-condição para a negociação de uma solução para o conflito, mas deve ser parte do seu desfecho final. Lavrov, em nome do Governo russo, diz que, se o povo sírio mostrar vontade inequívoca de que Assad entregue o poder, encarará essa saída favoravelmente. Para Moscovo, o essencial é preservar o relacionamento privilegiado que tem com a Síria, independentemente de quem assuma as responsabilidades pela governação do país. A Rússia precisa desse relacionamento, entre outras razões, pelo apoio logístico que aí tem garantido para a operação das suas forças navais no Mediterrâneo (portos de Tartus e Lataquia).
 
Nos EUA, como é habitual, há alguma variedade de opiniões mas o consenso parece privilegiar as opiniões de Zbigniew Brzezinski e Kissinger. Brzenziski recomenda que se tenha em atenção o contexto regional; isto é, se a Turquia, a Arábia Saudita e alguns outros países árabes se puserem de acordo sobre uma linha de aceção que possa resolver o problema, então os EUA devem avançar com todo o seu apoio. Mas também alerta que o processo não será como foi o da intervenção na Líbia, no qual, aliás, os EUA tiveram um papel acessório.
 
Kissinger mostra-se relutante com a possibilidade de uma intervenção, perguntando se os EUA têm alguma obrigação de apoiar qualquer levantamento popular contra um regime ditatorial, mesmo tratando-se de um importante para a manutenção do atual sistema internacional. Dá um exemplo: se a Arábia Saudita começar a enfrentar um movimento de contestação do regime, com levantamento popular, deverão os EUA deixar de a considerar aliada? Se o objetivo de uma intervenção é depor o responsável pelo regime, o que poderá garantir que o vácuo resultante não originará um problema ainda maior, com as diferentes fações a digladiarem-se pelo poder e os países vizinhos sem uma posição comum sobre o que fazer?
 
No caso da Líbia havia muitas dúvidas sobre a natureza da oposição e sobre as suas possibilidades concretas de se organizar devidamente para pôr o país no rumo certo. No caso da Síria, a situação é muito mais complexa. O que se sabe já ao certo é que inclui fações mais antiocidentais que o atual regime e que integra simpatizantes da al Qaeda ” vindos do Kuwait, Arábia Saudita, Paquistão e Argélia, o que pode ser uma indicação de que a al Qaeda entrou num apoio mais concreto à insurreição. É um grupo muito heterogéneo que tem de tudo: cristãos, curdos, muçulmanos, líderes religiosos e os seus seguidores, radicais de extrema-esquerda e reformistas liberais. Não se entendem sequer sobre a liderança do Conselho Nacional Sírio, cujo dirigente (Ghalioun, um secular que vive em Paris) apresentou recentemente a demissão, entre outros motivos, por pressão dos Comités de Coordenação Local que ameaçaram sair da coligação, sob a acusação de que a direção da coligação estava a ser mais autocrática do que Assad.

Os Comités queriam um cristão a liderar o Conselho, sob a ideia de que dessa forma seria mais fácil atrair outras minorias religiosas que, por mera questão de sobrevivência, se têm mantido alinhadas com os Alauitas. No entanto, quem acabou por ser eleito, com unanimidade, foi Abdulbaret Sieda, um académico curdo que vive na Suécia, tido como moderado e bem colocado para trazer os curdos para o processo, o que não aconteceu até agora. A preponderância da Irmandade Muçulmana, na composição do Conselho é outra realidade que levanta reservas internas e externas suscetíveis de condicionar os apoios (principalmente da Arábia Saudita); é provável, no entanto, que com a nova direção esta situação venha a ser corrigida. Em qualquer caso, como se pode esperar que, a curto prazo, a oposição possa ter a coesão mínima para se organizar numa frente comum?
 
Os mais chocados com a brutalidade do regime sírio pressionam uma intervenção, sob a alegação de que se trata de defender valores. Lembram o que o presidente Obama ainda recentemente voltou a dizer: «preventing mass atrocities and genocide is a core national-security interest and a core moral responsability of the United States». São os adeptos da tese que as intervenções devem tanto ter a vertente da defesa de interesses como a de defesa de valores e que chamam a atenção para a iniciativa da administração de criar na Casa Branca o “Atrocities Prevention Board”, o último sinal que os EUA quiseram passar, em termos de imagem para o mundo, sobre a importância que atribuem à defesa de valores. Têm, no entanto, que ter presente o que também disse o Presidente logo a seguir, ao reconhecer como são limitadas as atuais possibilidades de intervir: «but we cannot control every event», o que deixa o assunto nas mãos da diplomacia e, mais concretamente, da imposição de sanções.

Podemos estar perante o regresso dos EUA aos princípios da chamada “doutrina Powell”, abandonada durante a administração Bush e que exigia o uso da força máxima, uma vitória rápida, apoio claro da opinião pública americana e uma estratégia de saída. Ou seja, um conjunto de condições que, de tão difícil de reunir hoje, mais parece estar desenhado para pôr os EUA numa postura isolacionista.
 
Assad sabe que, pelo menos no curto prazo, está a salvo de uma intervenção militar externa mas o desgaste e desautorização interna que está a sofrer vão tornar-se fatais para a conservação futura do poder, se a oposição mantiver o mesmo nível de contestação, consolidando posições e expandido a área que controla (norte e centro). Aparentemente, é o que está a conseguir, fazendo aumentar as deserções e baixas nas Forças Armadas e de Segurança (243 baixas nos últimos dez dias), mas com enormes dificuldades. O seu “braço armado”, que dá pelo nome de “Exército Livre da Síria”, é uma estrutura fragmentada em mais de 100 grupos (há quem fale em 300) e que com os jihadistas, que se lhe têm juntado recentemente, dificilmente poderá ser gerida com a eficácia que a desproporção de meios exigiria. O impasse vai prolongar-se e continuará a custar muitas vidas. Ao fim de um ano e meio são cerca de nove mil (13000 segundo a oposição) mas a tendência é de mais violência porque, quanto mais o Exército sofrer reveses, mais escalará o conflito. Quantas vítimas mais custará esta situação?

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Junho 17, 2012, 11:58:39 am
Espantoso..... Com que então Kissinger e Brzezinski estão reluntantes porque isso pode implicar que os USA podem ter de usar o inefável R2P contra um aliado!..... Yep.... como alguma vez tivessem tido problemas de consciência pela dualidade de critérios evidenciada  :roll:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: RicardoL em Junho 18, 2012, 05:06:16 am
Porque a Otan ainda não interviu?! afinal do que ela tem medo?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 18, 2012, 12:33:36 pm
Navios de guerra russos preparam-se para zarpar rumo à Síria


Dois navios de guerra russos estão a concluir os preparativos para zarpar rumo ao porto sírio de Tartus com o objectivo de garantir a defesa dos interesses nacionais da Rússia no país árabe, disse hoje um porta-voz do Estado-Maior da Armada russa à agência Interfax. A bordo dos navios vai um grande grupo de elementos da marinha russos, segundo a Marinha.

«A tripulação do Nikolai Filchenkov e do Cesar Kunikov, juntamente com os praças, podem garantir se for necessário a segurança dos cidadãos russos e evacuar parte do material do ponto de manutenção técnico» que é o porto de Tartus para a Rússia, explicou o porta-voz militar.

O oficial esclareceu que a ordem de preparar os navios para a missão chegou de improviso.

A aviação militar está pronta para cobrir os navios de guerra se estes forem enviados para a Síria a fim de evacuar os cidadãos russos, assegurou no sábado o vice-comandante-em-chefe da Força Aérea, o general Vladimir Gradusov.

O porto sírio de Tartus, que acolheu uma base soviética em tempos da Guerra Fria, é atualmente um centro de manutenção e abastecimento para a frota russa do Mar Negro.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: whiskey01 em Junho 19, 2012, 05:42:47 pm
Citação de: "RicardoL"
Porque a Otan ainda não interviu?! afinal do que ela tem medo?

A NATO anda a toque de caixa dos americanos. Trata-se de uma questão diplomática sensível. Ainda há pouco tempo a NATO entrou pela Líbia adentro. Qualquer pessoa com o mínimo conhecimento destas coisas sabe que, para haver ataques aéreos coordenados, é necessário forças especiais no terreno para assinalar alvos de maior importância estratégica. Além disso, não me vão dizer que os rebeldes (que na maioria eram civis armados sem qualquer disciplina de fogo) derrotaram um exercito sem qualquer ajuda. E os snipers que assolavam as ruas das cidades líbias? Obviamente houve "counter-sniping", e não é qualquer indíviduo que sabe fazer isso. Isto para dizer que a NATO não participou só com apoio aéreo.

Entrar na Síria poderia levantar questões a nível de controlo do mundo árabe por parte da NATO. Agora com o apoio dos Russos, a situação tornou-se bem mais confortável.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Junho 19, 2012, 09:52:01 pm
Citação de: "whiskey01"
Entrar na Síria poderia levantar questões a nível de controlo do mundo árabe por parte da NATO. Agora com o apoio dos Russos, a situação tornou-se bem mais confortável.

 :?  :?  Não percebi, apoio dos russos a quê ou a quem?!!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: sergio21699 em Junho 19, 2012, 11:01:30 pm
Deve estar a falar disto:

Citar
Obama e Putin «de acordo» com fim da violência na Síria
Presidentes dos Estados Unidos e da Rússia assumiram convergência de posições durante cimeira do G20


Os presidentes dos Estados Unidos e da Rússia assumiram, nesta segunda-feira, estar de acordo com o fim da violência na Síria, sem mencionarem a discordância que dividiu os dois países na abordagem ao conflito e ao governo de Bashar al-Assad.

«Concordamos que é preciso parar com a violência na Síria», assumiu Barack Obama, ao lado de Vladimir Putin, citado pela Reuters, durante a cimeira do G20, que decorre no México.

Obama disse, ainda, que os dois líderes desejam uma «solução política» para a Síria e prometeram «trabalhar com outros protagonistas internacionais», incluindo Kofi Annan, para encontrar uma resolução.

http://www.tvi24.iol.pt/internacional/siria-conflito-obama-putin-g20-tvi24/1356038-4073.html
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 19, 2012, 11:42:33 pm
http://en.rian.ru/world/20120620/174133925.html (http://en.rian.ru/world/20120620/174133925.html)
Citar
Doctors have declared former Egyptian President Hosni Mubarak, toppled last year, clinically dead, the Egyptian state news agency MENA reported.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: whiskey01 em Junho 20, 2012, 12:44:32 pm
Citação de: "FoxTroop"
:? :? Não percebi, apoio dos russos a quê ou a quem?!!

Citação de: "sergio21699"
Deve estar a falar disto:

É disso, juntamente com mais dois ou três "posts" abaixo.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 21, 2012, 07:32:42 pm
Coronel sírio aterra na Jordânia e pede asilo político


Um coronel sírio que pilotava um caça MiG-21 aterrou esta quinta-feira numa base militar da Jordânia. O que inicialmente parecia uma aterragem de emergência, revelou ser afinal a primeira deserção das Forças Armadas do Governo sírio nos últimos 15 meses de revolução sangrenta contra Bashar al-Assad. A notícia foi confirmada pelo ministro da Informação do reino da Jordânia, Sameeh Maaytah, que acrescentou que o piloto sírio pediu asilo político à Jordânia e que estava a «ser ouvido».

O homem, que foi identificado como sendo o Coronel Hassan Hammadeh, ajoelhou-se na pista em jeito de oração assim que o avião aterrou na base aérea militar de King Hussein, em Mafraq, a cerca de 70km a norte da capital Amã.

A aterragem do caça de fabrico russo foi inicialmente noticiada pela televisão estatal síria como uma «aterragem de emergência», sendo que o regime sírio nega tratar-se de uma deserção.

Para a oposição, por sua vez, esta primeira deserção de um membro das Forças Armadas representa um enorme triunfo. A verdade é que as Forças Armadas são consideradas globalmente bastante leais ao Governo sírio pelo que uma deserção indicia o início da fragilidade de uma das alianças mais rígidas da Síria.

Um porta-voz do Exército Livre da Síria – da oposição – confirmou mesmo que foi o exército rebelde quem monitorizou a actividade do piloto até ao momento em que aterrou de forma segura na vizinha Jordânia.

Apesar de o coronel sírio ter pedido asilo político àquele reino, esta é uma questão sensível para um país que, estando ali mesmo ao lado, não quer ser arrastado para o conflito.

Entre o número de pessoas que já procuraram refúgio na Jordânia contam-se cerca de 125 mil refugiados, incluindo centenas de dissidentes do exército e da polícia síria. A juntar-se a estes, abriu-se hoje aquilo que parece ser a primeira brecha nas Forças Armadas do regime.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 22, 2012, 11:42:19 pm
Caça turco abatido pela Síria


O avião de caça turco que hoje foi dado como desaparecido na costa da Síria foi abatidos pelos sírios, afirmou esta noite, em Ancara, o gabinete do primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan após uma reunião de crise.

"Após a avaliação de dados obtidos no quadro dos trabalhos de busca e salvamento pelas instituições competentes e pelos serviços de informações sabemos que o nosso avião foi abatido pela Síria", indicou o comunicado, acrescentando que "as operações de busca e salvamento prosseguem para encontrar os dois pilotos".

A Turquia, diz o documento, "dará a conhecer a sua atitude definitiva e tomará com determinação as medidas que se impõem quando tudo ficar esclarecido sobre este incidente".

O caça F-4 Phantom desapareceu dos radares turcos às 11.58 (09.58) no mar a sudoeste da província turca de Hatay, limítrofe com a Síria , segundo o estado maior turco. Erdogan, citado pela AFP, precisou numa conferência de imprensa que o incidente aconteceu a oito milhas náuticas ao largo da cidade síria de Latakia.

O comunicado do primeiro-ministro da Turquia, país membro da NATO, não dá mais detalhes sobre a natureza da missão que estava a ser levada a cabo pelo F-4 nas proximidades do território sírio.

Testemunhas na cidade costeira síria de Latakia indicaram ao serviço árabe da BBC que as forças de defesa aéreas da Síria tinham abatido um avião não identificado perto de Ras al-Basit.

O canal de televisão libanês Al-Manar, controlado pelo movimento xiita libanês Hezbollah, noticiou, por sua vez, que fontes das forças de segurança da Síria disseram que "as defesas aéreas sírias abateram um avião de guerra turco e atingiram um outro dentro do espaço aéreo sírio".

As relações entre a Turquia e a Síria, outrora aliados, desgastaram-se fortemente desde o início da revolta contra o Presidente sírio Bachar al-Assad, em março de 2011.

DN
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 22, 2012, 11:52:29 pm
Agora é que vai! Atacaram um membro da NATO!  :?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PereiraMarques em Junho 23, 2012, 12:35:24 am
Um "clássico" Casus Belli.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 23, 2012, 12:43:45 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi201.photobucket.com%2Falbums%2Faa257%2Fomererkmen%2FRF-4E1low.jpg&hash=7e5e3c2a42d65d924693e2ae9490c8a3)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.militaryphotos.net%2Fforums%2Fattachment.php%3Fattachmentid%3D182369%26amp%3Bd%3D1340372059&hash=5cb0ab01f0895ea7a9737b19e1e81371)
Parece que era um RF-4E em missão de reconhecimento no espaço aéreo sírio...  :arrow: Aqui (http://http)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Junho 23, 2012, 01:44:31 pm
Uma clara violação do espaço aéreo sírio. O PM turco já veio dizer que o avião pode ter entrado "acidentalmente" em território sírio. O que é certo é que nos ultimos meses, tem sido concentradas forças turcas em numero assinavável na fronteira turco-síria o que levou os sírios a desviar as suas melhores unidades do dispositivo junto a Israel para norte, concentrado as mesma na zona de fronteira com a Turquia, num claro dispositivo de contenção.

O ultimo estado árabe secular, entalado entre 3 grandes interesses regionais e 2 mundiais. Nada invejável a posição da Síria....
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: RicardoL em Junho 23, 2012, 06:09:32 pm
F-4? Meu deus! Não sabia que membros da Otan na europa ainda usavam peças de museu. Não é atoa que quando ocorre uma intervenção da aliança, os EUA respondem por 80 a 90% do material bélico, porque se for depender apenas na europa essas intervenções seriam sempre um fiasco.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 23, 2012, 07:23:48 pm
Diz o roto ao nu...  :mrgreen:
Agora a sério, os F-4 (e não sei se os RF-4E também) foram modernizados em Israel.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Junho 24, 2012, 10:50:40 am
Vai escalar. Os turcos estão a afirmar que o abate se deu em águas internacionais e que o avião acabou por se despenhar em território sírio.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: whiskey01 em Junho 24, 2012, 09:32:52 pm
Citação de: "RicardoL"
F-4? Meu deus! Não sabia que membros da Otan na europa ainda usavam peças de museu.

Mas ainda há alguma dúvida de que o F-4, modernizado como está, é um excelente caça-bombardeiro e um bom interceptor? Não é à toa que certas forças aéreas (Inglesa, Japonesa, Sul-Coreana, Alemã...) ainda os usam. Embora, na grande maioria dos casos, estejam todos em via de ser substituidos por outras aeronaves mais capazes (ou que, supostamente, serão mais capazes), como o F-35, o Phantom II ainda é uma mais valia em qualquer força aérea, disso não tenhas dúvidas.

Citação de: "RicardoL"
se for depender apenas na europa essas intervenções seriam sempre um fiasco.

Ai seriam? Não sabia que a guerra convencional se resumia apenas ao poder aéreo. Estás-te a esquecer que, na Europa, temos o Leopard 2A6 (os alemães já estão a desenvolver o A7), que só é o melhor carro de combate do planeta;  o Eurofighter Typhoon, o Panavia Tornado (dos melhores caças-bombardeiros que existe), isto para não ter de falar em sistemas anti-aéreos, armas ligeiras, APC's, AIFV's e por aí fora.  

Voltanto ao tema, isto já se estava a prever. Na volta, o avião era um drone e os turcos andaram por lá a picar o miolo aos sírios para ver se estes faziam asneira, por isso é que ninguém sabe dos pilotos. Mas se realmente haviam pilotos dentro do pássaro, eles chegaram a ejectar-se? É que assim que levaram com o aviso de míssil, devem ter feito manobras de evasão e, antes disto, comunicado que estavam a ser atacados por SAM's sírios.. Nestas situações é procedimento os pilotos avisarem que foram identificados por um radar inimigo (spike), trancados (lock) e alvejados. Não me vão dizer que eles comeram com o míssil e nem deram por nada...

E não sei se se vai invocar o Casus Belli por causa de um só avião abatido, mas veremos.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: DiogoAA em Junho 25, 2012, 11:11:20 am
Citação de: "whiskey01"
Voltanto ao tema, isto já se estava a prever. Na volta, o avião era um drone e os turcos andaram por lá a picar o miolo aos sírios para ver se estes faziam asneira, por isso é que ninguém sabe dos pilotos. Mas se realmente haviam pilotos dentro do pássaro, eles chegaram a ejectar-se? É que assim que levaram com o aviso de míssil, devem ter feito manobras de evasão e, antes disto, comunicado que estavam a ser atacados por SAM's sírios.. Nestas situações é procedimento os pilotos avisarem que foram identificados por um radar inimigo (spike), trancados (lock) e alvejados. Não me vão dizer que eles comeram com o míssil e nem deram por nada...

E não sei se se vai invocar o Casus Belli por causa de um só avião abatido, mas veremos.

Bom, já foram encontradas as botas :D. e ao que parece os pilotos não usaram de facto os ejectores... assim como segundo a mesma fonte não parece terem sido utilizados os paraquedas, juntando as peças os dois pilotos ( a confirma a existencia dos mesmos) foram mortos. o que complica ainda mais as coisas para a Síria - http://www.hurriyetdailynews.com/boots-of-missing-turkish-pilots-found-.aspx?pageID=238&nID=23972&NewsCatID=338 -

gostava tanto de poder acreditar sem a minima dúvida nos midia, sabendo que podem ser sempre manipulados não sei no que acreditar, certamente vou acompanhar e tirar as minhas conslusões
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Crypter em Junho 25, 2012, 12:20:58 pm
Segundo o AreaMilitar: Turquia pediu reunião urgente dos países da OTAN / NATO...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 25, 2012, 03:35:50 pm
Mais 33 militares do exército sírio procuram refúgio na Turquia


Trinta e três soldados do exército da Síria, entre os quais um general e dois coronéis, procuraram refúgio na Turquia na noite de domingo, informou hoje a agência de notícias turca Anadolu. Os militares estavam juntamente com um grupo de 224 cidadãos sírios que cruzaram a fronteira próxima as cidades de Reyhanli e Yayladagi, no sul da Turquia.

Os soldados, que chegaram à Turquia juntamente com as suas famílias, foram enviados pelas autoridades turcas para o campo de refugiados de Apaydin, situado na província de Hatay.

A agência de notícias Dogan acrescenta que entre os 33 militares refugiados havia mais dois comandantes e um tenente.

Com a chegada desses militares, já são 13 os generais sírios que procuraram refúgio na Turquia.

No dia 16, outro general sírio procurou refúgio na Turquia com a sua mulher e os seus sete filhos, destaca hoje a imprensa local, enquanto outros 63 soldados se refugiaram no país eurasiático na última semana.

Por outro lado, um dos militares sírios que tinha chegado ferido à Turquia na última semana, morreu na noite de domingo num hospital público em Yayladagi.

Os soldados sírios são abrigados em acampamentos separados dos restantes refugiados que estão nesse país árabe e sob medidas de segurança mais restritas.

Segundo a imprensa turca, o acampamento de Apaydin está situado a apenas três quilómetros da fronteira com a Síria e conta com 575 tendas.

A nova fuga de militares sírios regista-se enquanto se agrava a tensão entre a Turquia e a Síria, já que as forças do regime de Bashar Al Assad derrubaram um avião turco na última semana.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 25, 2012, 04:55:39 pm
UE condena ataque contra avião turco e exige que Síria permita investigação


A União Europeia (UE) condenou hoje o «inaceitável» derrube de um avião militar turco pela Síria e exigiu que Damasco permita uma investigação sobre o ocorrido.  O pedido foi feito por 27 ministros dos Negócios Estrangeiros (MNE) da UE, reunidos no Luxemburgo. «A União Europeia assinala que este assunto deve ser investigado em profundidade e urgentemente. Pedimos que a Síria coopere totalmente com a Turquia e permita uma investigação imediata», lê-se no documento assinado pelos ministros.

Além disso, os ministros elogiaram a «responsável reação inicial da Turquia» face ao incidente. O governo de Ancara decidiu notificar o ataque à NATO, que analisará o caso terça-feira, bem como ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Os ministros também condenaram a repressão exercida pelo regime sírio contra as revoltas populares e voltaram a exigir a renúncia do presidente do país, Bashar al Assad.

A UE apoiou o plano de paz do enviado especial da ONU, Kofi Annan, e pediu ao resto da comunidade internacional que aumente a pressão sobre Damasco.

Hoje, os 27 MNE aprovaram a décima sexta ronda de sanções contra o regime sírio desde o início do conflito no país, acrescentando uma pessoa e seis entidades à «lista negra».

Ascende já 49 o número de entidades que tiveram os resptivos ativos bloqueados, enquanto a lista de pessoas (que também não podem entrar na Europa) inclui 129 nomes.

«Enquanto a repressão continuar, a UE continuará a impor sanções contra o regime», advertiu em comunicado a chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: RicardoL em Junho 25, 2012, 10:16:54 pm
Citação de: "RicardoL"
se for depender apenas na europa essas intervenções seriam sempre um fiasco.
Citar
Ai seriam? Não sabia que a guerra convencional se resumia apenas ao poder aéreo. Estás-te a esquecer que, na Europa, temos o Leopard 2A6 (os alemães já estão a desenvolver o A7), que só é o melhor carro de combate do planeta;  o Eurofighter Typhoon, o Panavia Tornado (dos melhores caças-bombardeiros que existe), isto para não ter de falar em sistemas anti-aéreos, armas ligeiras, APC's, AIFV's e por aí fora.  

A Alemanhã está reduzido seu número de leopard para apenas 204, número insignificante do ponto de vista militar.
http://www.areamilitar.net/noticias/not ... nrnot=1123 (http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=1123)
A outrora poderosa Royal Navy não opera mais nenhum porta-aviões, seu número de navios caiu drasticamente e opera menos aviões militares que antes da Primeira guerra mundial. Holanda se quer tem tanques de guerra.
http://www.naval.com.br/blog/page/2/?s= ... z1yqFAlFk6 (http://www.naval.com.br/blog/page/2/?s=cortes#axzz1yqFAlFk6)
Ítalia e Espanha não parar de cortar investimentos, a Ítalia por exemplo, frequentemente avisa que vai comprar menos F-35 que inicialmente.
Por tudo isso e muito mais o Gates deu um alerta, indicando que os países da europa ocidental caminham para irrelevância militar.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 26, 2012, 02:51:47 pm
Pelos vistos o tópico mudou de  "Revolta no Mundo Árabe", para "Europa é muita forte/frouxa" (riscar o que não interessa).  :lol:

Se assim for não estou a ver como os Turcos podem pegar nisto para justificar uma guerra, a não ser que isto tudo tenha sido planeado.

PS: os Turcos salvo erro têm estes F-4 só para reconhecimento e nessa função são muito bons.

PS2: os países da UE ao contrário dos EUA, não gostam de estourar o dinheiro que não têm em coisas que não vão precisar. Alguma vez os EUA precisaram do F-22?

PS3: continuemos este offtopic no local apropriado, ok?! :wink:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 26, 2012, 05:23:34 pm
NATO considera «inaceitável» ataque da Síria a avião turco


A NATO considerou hoje «inaceitável» a destruição de um avião de combate turco pela Síria na sexta-feira e manifestou apoio e solidariedade a Ancara, afirmou o secretário-geral da Aliança, Anders Fogh Rasmussen.  «Consideramos este ato inaceitável e condenamo-lo nos termos mais enérgicos. Os Aliados expressaram o seu forte apoio e solidariedade à Turquia», declarou Rasmussen, sublinhando que a NATO continua envolvida na questão.

Rasmussen assegurou que na reunião dos embaixadores, solicitada pela Turquia no fim de semana, «não se discutiu» o artigo 5º do Tratado da Aliança Atlântica, que estabelece que os aliados podem recorrer ao uso da força caso um dos seus Estados-membros seja atacado.

Segundo fontes da Aliança, no encontro de hoje as autoridades da Turquia especificaram que não têm intenção, pelo menos no momento, de invocar o artigo 5º, e fizeram questão de esclarecer que as mensagens nesse sentido não passaram de especulações.

O secretário-geral da NATO salientou que a «segurança da Aliança é indivisível» e sublinhou que todos os países-membros estão «com a Turquia num espírito de clara solidariedade».

Segundo Rasmussen, a NATO acompanhará «de perto e com grande atenção» tudo o que está a acontecer na Turquia, principalmente, na sua fronteira sudeste.

Questionado sobre que medidas poderiam ser tomadas em caso de um novo incidente deste género, Rasmussen respondeu que espera que algo assim «não volte a repetir-se», salientando que a situação não deve agravar-se neste sentido.

«Se algo ocorresse, os aliados estariam ao corrente dos eventos, seguindo de perto e, se necessário, consultando e discutindo o que mais poderia ser feito», explicou.

Rasmussen insistiu que o ocorrido é «completamente inaceitável» e disse esperar «que a Síria tome todas as medidas necessárias para evitar novos incidentes deste género no futuro».

O jato F-4 Phantom turco foi derrubado pela Síria na sexta-feira, e enquanto Damasco alega que o aparelho tinha invadido o respectivo espaço aéreo, a Turquia diz que o avião estava em espaço aéreo internacional.

O governo turco descreveu o acto como «uma séria ameaça» à paz regional, que ocorre enquanto se agravam as tensões relacionadas com o conflito sírio e se especula sobre uma intervenção internacional no país árabe.

Numa carta ao Conselho de Segurança da ONU, a Turquia descreveu o incidente como «um ato hostil das autoridades sírias contra a segurança nacional turca».

O governo turco disse que o incidente «não ficará sem punição», mas salientou que Ancara não visa adoptar qualquer ação militar contra a Síria.

No âmbito da NATO, a Turquia - que é membro da aliança militar - pediu uma reunião dos embaixadores em Bruxelas, invocando o artigo 4º do organismo, que permite que qualquer país-membro faça consultas caso acredite que a sua segurança esteja ameaçada.

É a segunda vez que aquele artigo é invocado na história da NATO, tendo a primeira vez sido também pela Turquia, em 2003, quando Ancara pediu assistência para garantir a respetiva segurança face à iminente guerra do Iraque.

Qualquer medida da NATO dependeria da aprovação dos seus 28 países-membros.

O secretário-geral da NATO disse diversas vezes que a aliança precisaria de um mandado internacional - além de apoio regional - para iniciar qualquer ofensiva internacional na Síria.

No ano passado, a aliança comandou ataques aéreos contra alvos líbios após receber um mandato do Conselho de Segurança da ONU, com apoio da Liga Árabe.

No caso da Síria, porém, a Liga Árabe não concordou com uma intervenção militar, temendo que o conflito sírio pudesse ter efeitos profundos no Médio Oriente. Além disso, a Rússia e a China - membros com poder de veto no Conselho de Segurança da ONU - têm constantemente protegido a Síria de sanções internacionais.

O governo turco tem sido um dos mais fortes críticos à repressão síria às manifestações contra o regime do país árabe.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Luso em Junho 27, 2012, 07:03:04 pm
A este último do Lusitano, respondo com este:

http://www.guardian.co.uk/politics/2009 ... blair-bush (http://www.guardian.co.uk/politics/2009/jun/21/iraq-inquiry-tony-blair-bush)




Confidential memo reveals US plan to provoke an invasion of Iraq

Jamie Doward, Gaby Hinsliff and Mark Townsend
The Observer, Sunday 21 June 2009

A confidential record of a meeting between President Bush and Tony Blair before the invasion of Iraq, outlining their intention to go to war without a second United Nations resolution, will be an explosive issue for the official inquiry into the UK's role in toppling Saddam Hussein.

The memo, written on 31 January 2003, almost two months before the invasion and seen by the Observer, confirms that as the two men became increasingly aware UN inspectors would fail to find weapons of mass destruction (WMD) they had to contemplate alternative scenarios that might trigger a second resolution legitimising military action.

Bush told Blair the US had drawn up a provocative plan "to fly U2 reconnaissance aircraft painted in UN colours over Iraq with fighter cover". Bush said that if Saddam fired at the planes this would put the Iraqi leader in breach of UN resolutions.

The president expressed hopes that an Iraqi defector would be "brought out" to give a public presentation on Saddam's WMD or that someone might assassinate the Iraqi leader. However, Bush confirmed even without a second resolution, the US was prepared for military action. The memo said Blair told Bush he was "solidly with the president".

The five-page document, written by Blair's foreign policy adviser, Sir David Manning, and copied to Sir Jeremy Greenstock, the UK ambassador to the UN, Jonathan Powell, Blair's chief of staff, the chief of the defence staff, Admiral Lord Boyce, and the UK's ambassador to Washington, Sir Christopher Meyer, outlines how Bush told Blair he had decided on a start date for the war.

Paraphrasing Bush's comments at the meeting, Manning, noted: "The start date for the military campaign was now pencilled in for 10 March. This was when the bombing would begin."

Last night an expert on international law who is familar with the memo's contents said it provided vital evidence into the two men's frames of mind as they considered the invasion and its aftermath and must be presented to the Chilcott inquiry established by Gordon Brown to examine the causes, conduct and consequences of the Iraq war.

Philippe Sands, QC, a professor of law at University College London who is expected to give evidence to the inquiry, said confidential material such as the memo was of national importance, making it vital that the inquiry is not held in private, as Brown originally envisioned.

In today's Observer, Sands writes: "Documents like this raise issues of national embarrassment, not national security. The restoration of public confidence requires this new inquiry to be transparent. Contentious matters should not be kept out of the public domain, even in the run-up to an election."

The memo notes there had been a shift in the two men's thinking on Iraq by late January 2003 and that preparing for war was now their priority. "Our diplomatic strategy had to be arranged around the military planning," Manning writes. This was despite the fact Blair that had yet to receive advice on the legality of the war from the Attorney General, Lord Goldsmith, which did not arrive until 7 March 2003 - 13 days before the bombing campaign started.

In his article today, Sands says the memo raises questions about the selection of the chair of the inquiry. Sir John Chilcott sat on the 2004 Butler inquiry, which examined the reliability of intelligence in the run-up to the Iraq war, and would have been privy to the document's contents - and the doubts about WMD running to the highest levels of the US and UK governments.

Many senior legal experts have expressed dismay that Chilcott has been selected to chair the inquiry as he is considered to be close to the security services after his time spent as a civil servant in Northern Ireland.

Brown had believed that allowing the Chilcott inquiry to hold private hearings would allow witnesses to be candid. But after bereaved families and antiwar campaigners expressed outrage, the prime minister wrote to Chilcott to say that if the panel can show witnesses and national security issues will not be compromised by public hearings, he will change his stance.

Lord Guthrie, a former chief of the defence staff under Blair, described the memo as "quite shocking". He said that it underscored why the Chilcott inquiry must be seen to be a robust investigation: "It's important that the inquiry is not a whitewash as these inquiries often are."

This year, the Dutch government launched its own inquiry into its support for the war. Significantly, the inquiry will see all the intelligence shared with the Dutch intelligence services by MI5 and MI6. The inquiry intends to publish its report in November - suggesting that confidential information about the role played by the UK and the US could become public before Chilcott's inquiry reports next year.



A coisa na Síria tresanda, fede a subversão Anglo-americana.
É uma zona engraçada. Meggido é ali ao ladeco.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PereiraMarques em Junho 28, 2012, 12:16:00 am
Citação de: "Luso"

fly U2 reconnaissance aircraft painted in UN colours

LOL?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 28, 2012, 01:10:31 am
Erdogan diz que Turquia não tem intenção de atacar a Síria


O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, assegurou hoje que a Turquia não tem a intenção de atacar a Síria, depois de um caça turco ter sido derrubado na sexta-feira pelo país vizinho.  «A Turquia, o povo turco, não tem intenção de atacar» a Síria, disse o primeiro-ministro, citado pela agência de notícias Anatolia, no lançamento do primeiro avião militar de fabrico turco, designado por Hurkus.

Na véspera, num discurso perante os deputados do seu partido Justiça e Desenvolvimento (AKP, islamita), o primeiro-ministro disse que a Turquia responderá «com determinação» a qualquer violação da sua fronteira e classificou como «ditador sanguinário» o presidente sírio Bashar al-Assad.

«Qualquer elemento militar procedente da Síria que represente um risco e um perigo de segurança para a fronteira turca será considerado um alvo» militar, afirmou.

«Este último acontecimento mostra que o regime de Assad se converteu numa ameaça aberta e próxima tanto para a segurança da Turquia como para o seu próprio povo», disse Erdogan referindo-se à queda do avião.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 28, 2012, 06:47:09 pm
Rússia entrega três helicópteros de guerra à Síria


«A Síria é nossa amiga e cumprimos as nossas obrigações para com os nossos amigos», foi assim que a Rússia justificou a entrega de três helicópteros de ataque ao regime de Bashar al-Assad. Quem o disse foi Alexander Fomin, chefe do serviço de operações técnico-militares russo, que explicou à RIA, agência noticiosa da Rússia, que a entrega das armas de guerra se refere a um «contrato de 2008, que estipulava a reparação de três helicópteros Mi-25». Ora, Fomin, explica que os mesmos estão, agora, «prontos para serem entregues».

De acordo com o The Guardian, já no mês passado a Rússia tinha procurado fazer chegar, por mar, à Síria não só três helicópteros, como também sistemas de defesa aérea. O navio que transportava o material bélico, e que navegava com uma bandeira das ilhas Curaçao, ter sido interceptado e exposto pela marinha britânica junto da costa da Escócia.

O navio regressou à Rússia e foi 'reequipado' com uma bandeira russa. Ainda assim, a Rússia pode optar por entregar o material de guerra não só por mar, mas também pelo ar, terá avançado uma fonte diplomática e militar não identificada à Interfax.

Apesar de isolada na cena internacional, a Rússia recusa retirar o seu apoio ao regime de Assad, um dos seus últimos aliados no Médio Oriente.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Junho 28, 2012, 10:07:23 pm
Citação de: "Lusitano89"
O navio que transportava o material bélico, e que navegava com uma bandeira das ilhas Curaçao, ter sido interceptado e exposto pela marinha britânica junto da costa da Escócia.

O navio não foi interceptado por ninguém. O seu seguro foi cancelado por pressão do governo britânico o que obriga o navio a regressar ao porto de origem pois fica impedidio de entrar em qualquer outro porto podendo ser apresado.


Citação de: "Lusitano89"
O navio regressou à Rússia e foi 'reequipado' com uma bandeira russa.

A mensagem que os russos estão a dar é por demais clara. Ao hastear o pavilhão russo o navio passa a ser território russo. Ao embarcar como capitão um oficial da Armada Russa e uma força de protecção armada deixa claro o que significará qualquer tentativa de bloqueio ou abordagem ao navio por parte de outra nação.

A Síria é vital para a Rússia e creio que uma "linha vermelha" está a ser pisada muito para além do aconselhado.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Luso em Junho 28, 2012, 11:55:12 pm
Citar
A Síria é vital para a Rússia e creio que uma "linha vermelha" está a ser pisada muito para além do aconselhado.

Nem mais.
Andam a por tudo a jeito para uma guerra a sério. Para certos moços é uma situação "win-win".
Vamos estar também atentos ao Vaticano, que pelos vistos está mesmo interessado em controlar Jerusalém. Há muita coisa a convergir para aquela zona.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 02, 2012, 07:55:07 pm
Um Governo de Transição para a Síria?
Alexandre Reis Rodrigues


Kofi Annan conseguiu que o “Action Group on Syria” aprovasse um novo plano para tentar trazer a paz e estabilidade à Síria, procurando combinar o plano original com novas medidas, incluindo a criação de um governo de transição, englobando representantes do actual regime e da oposição. Poderá este passo significar que o fim da crise está agora mais próximo?

No entanto, continua a haver muitas “nuvens” no horizonte. A Rússia bloqueou qualquer menção a exigências de saída de al Assad e a China esclareceu que não aceitaria soluções impostas. A oposição não quer ouvir falar em acordo que admita a permanência de al Assad no poder. Não é conhecida qualquer reacção da Síria. Ao certo só se sabe que, no conjunto, as razões de pessimismo levam vantagem quase total sobre as de optimismo. Basta ver o que aconteceu ao anterior plano de seis pontos de Annan, também recebido de braços abertos por todos mas que cedo se revelou um fracasso. Teve, porém, uma vantagem importante, como, certamente, terá também este. Uniu a comunidade internacional num esforço diplomático para levar al Assad a dar o devido espaço à oposição e pôr fim à forma brutal como lida com a insurreição.
 
De resto, o que se alterou, desde a primeira iniciativa de Annan, foi apenas para pior. O número de vítimas e de refugiados continuou a aumentar de semana para semana, com notícias de cada vez mais violência. Nem sequer foram garantidas condições de segurança mínimas para permitir a actuação dos observadores que a ONU tinha no terreno, tendo a missão acabado por ser suspensa. Al Assad não se mostrou sensível a pressões diplomáticas, nem disposto a honrar compromissos.
 
É difícil imaginar porque poderá reagir de forma diferente, desta vez. O que, normalmente, dita mudanças de postura neste tipo de situações é uma nova avaliação da relação de forças. Como veremos seguidamente, não é evidente que a situação tenha evoluído ao ponto de levar al Assad a concluir que chegou a altura de fazer compromissos. Acresce que tendo as partes chegado a um ponto em que o confronto se tornou uma questão de sobrevivência, o primeiro a ceder correrá grande risco.

A minoria, alauita e os seus apoiantes druzos, cristãos e os homens de negócios que vivem à sombra do regime, sabe que a partir do momento que perder o controlo da situação será dizimada ou terá que abandonar o país. A oposição está sob o risco de ver a história a repetir-se com algo semelhante ao que fez, em 1982, o então presidente Hafez al Assad, pai do actual presidente: uma repressão brutal que fez mais de vinte mil vítimas.

Assad sabe que a possibilidade de o regime ter que se confrontar com uma intervenção externa é algo remoto. Porque hão-de os EUA intervir agora, se não o fizeram em 1982? Nada se conjuga em favor dessa eventualidade. Intervenções humanitárias passaram a ser uma opção pouco provável depois da aprovação da nova estratégia de segurança americana que orienta o foco da atenção americana para a Ásia. Em ano de eleições, o Presidente Obama não vai envolver-se numa “aventura” que possa fazer perigar a sua recandidatura. Rússia e a China opõem-se frontalmente a essa eventualidade.

Não obstante o inconformismo que a França e o Reino Unido têm mostrado para com a situação, com insistentes recomendações à necessidade de intervir, não se espera qualquer acção unilateral dos europeus, quer por motivos políticos, quer por razões essencialmente militares. As condições no terreno são quase o oposto das da Líbia: território cerca de dez vezes mais pequeno, população três vezes maior e concentrada sobretudo em duas grandes cidades, fáceis de controlar pelo regime: Damasco e Aleppo. Ou seja, risco muito elevado de uma campanha aérea provocar danos colaterais, e falta de espaço onde a oposição se possa organizar com segurança.
 
As condições militares, propriamente ditas também diferem muito das encontradas na Líbia; em grande parte, graças ao reequipamento que tem sido assegurado pela Rússia, nas áreas da defesa anti-aérea (mísseis “Pantsyr S1” e “Bunk M2”), anti-navio (míssil de cruzeiro “Yakhont”) e aviação (aviões de combate “Yak-130” e helicópteros “MI 25”). Moscovo, defendendo-se das críticas, tem argumentado que se trata de meios exclusivamente destinados auto-defesa o que, na generalidade, é verdade mas os helicópteros podem ter um papel no combate às forças da oposição.
 
O sistema sírio de defesa aérea é, no mínimo, um sistema capaz. O abate de um “Phantom” (F-4) turco no passado dia 22 junho, embora por si só não chegue para avaliar a eficácia das defesas é, em qualquer caso, um sinal de credibilidade e uma indicação de que o regime tem as suas forças em alerta permanente. Tratou-se de uma situação de onde a Síria saiu com uma imagem militar reforçada. Tudo isto combinado torna improvável uma intervenção externa.
 
Como evoluirá a situação no futuro próximo depende do grau de coesão que al Assad conseguir manter, quer nas Forças Armadas, quer nas elites do País, que, regra geral, o apoiam. Estas últimas não quererão, sobretudo, arriscar uma mudança para o desconhecido mas regularão a sua postura em função da situação; segundo o Jerusalem Post de 22 de Junho, algumas estarão preparadas para “desertar” se a situação se complicar. O que será decisivo, neste sector, é a forma como decorrerá a aplicação de sanções económicas e financeiras, que, como é habitual, com as habituais conivências externas, não têm resultado tão eficazmente quanto seria desejável.

No que respeita às Forças Armadas, no essencial a integridade tem sido mantida, não obstante algumas deserções recentes. Houve duas mais significativas: um coronel piloto-aviador que desertou para a Jordânia no seu avião e um general que procurou refúgio na Turquia. Globalmente, terão havido mais algumas centenas, talvez milhares, de desertores, mas a níveis de responsabilidade que não são decisivos para alterar o desfecho da situação. No entanto, não existe informação credível sobre este assunto. A oposição tende a empolar os números; o regime a desvalorizá-los. Em qualquer caso, tudo o que é essencial está nas mãos da etnia alauita ou sob a sua dependência; por exemplo, os pilotos de aviões de caça são maioritariamente sunitas mas as equipas de apoio em terra são aluitas; oficiais generais que não são alauitas (caso do que desertou) não detêm cargos operacionais relevantes. Os pilotos dos helicópteros, que podem ser decisivos para deter a insurreição, são todos alauitas!

É verdade que o “Exército Livre da Síria” tem conseguido ultimamente causar alguns reveses ao regime, graças a melhor organização e maior disponibilidade de meios, mas não parece que isso possa chegar para uma mudança radical na postura de al Assad. Vai ser necessário continuar a ajudar a oposição, mas esse é precisamente um dos desafios sobre o qual os principais intervenientes ainda não têm um entendimento comum. A Turquia pretende favorecer a facção da Irmandade Muçulmana; a Arábia Saudita confia mais nos salafitas que tem estado a infiltrar e quer a Irmandade sob estreito controlo; os EUA preocupam-se com o aproveitamento da situação pela al Qaeda, tendo reservas sobre a posição saudita. Enquanto esta situação se mantiver, Assad beneficiará de um espaço de manobra que não deveria ter.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 03, 2012, 12:35:32 pm
Centros de tortura multiplicam-se na Síria

 :arrow: http://www.hrw.org/interactive-map-syri ... re-centers (http://www.hrw.org/interactive-map-syria-torture-centers)

Antigos reclusos e dissidentes do regime sírio de Bashar al-Assad falaram e deixaram o pior cenário a descoberto: as prisões arbitrárias, os desaparecimentos forçados, os locais, as agências responsáveis e os métodos utilizados nas sessões de tortura que se multiplicaram por mais de 27 centros criados para esse efeito durante os últimos 16 meses de conflito. O cenário foi denunciado pela Human Rights Watch, que se baseou em 200 entrevistas conduzidas desde o deflagrar da revolução anti-regime em Março de 2011.

Reunidos os testemunhos e cruzadas as informações, a organização dos Direitos Humanos redigiu um relatório multimédia intitulado 'Arquipélago de Tortura', onde inclui mapas com a localização dos centros de tortura, vídeos divulgados por antigos detidos e esboços das técnicas utilizadas nas sessões.

«Publicando a sua localização, identificando os responsáveis e descrevendo os seus métodos, estamos a deixá-los sob observação para que não escapem a responder por estes crimes horríveis», afirmou Ole Solvang, investigador no Observatório dos Direitos Humanos.

Divulgado esta terça-feira, o relatório de 81 páginas desenha padrões sistemáticos de maus-tratos - já classificados como crimes contra a humanidade - que apontam claramente para uma política de tortura levada a cabo pelas forças de segurança do governo sírio.

Os principais pólos de tortura reúnem-se ao longo de toda a região ocidental do país, destacando-se cidades como a capital Damasco e alguns dos principais redutos rebeldes que mais têm sido afectados ao longo do conflito. São eles Aleppo, Idib, Homs, Daraa e Latakia.

Entre os métodos descritos pelas testemunhas incluem-se espancamentos prolongados, muitas vezes com objectos como cabos e cassetetes, uso de electricidade, queimaduras com ácido, agressões sexuais e extracção de unhas.

Apesar de a maior parte das vítimas entrevistadas se tratar de homens entre os 18 e os 35 anos de idade, também se incluem mulheres, crianças e idosos.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 04, 2012, 02:30:16 pm
Autoridades turcas localizaram corpos de pilotos de caça abatido pela Síria


Os corpos dos dois pilotos do caça F-4 da Força Aérea turca abatido a 22 de Junho pelas forças sírias sobre o Mediterrâneo foram localizados, anunciaram esta quarta-feira as autoridades turcas.As operações de busca decorriam desde o dia do incidente, que gerou uma forte tensão entre Ancara e Damasco.

Esta semana foi enviado para a área de buscas um navio especializado, que irá permitir a recolha dos destroços do aparelho, que se encontram a cerca de mil metros de profundidade.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 06, 2012, 03:15:25 pm
General sírio desertou e segue para Paris, confirma MNE francês


O ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, confirmou hoje que um general sírio que era bastante próximo do ditador Bashar al Assad desertou e está a caminho de Paris.
 
«Posso confirmar que ele desertou e está a caminho de França», disse Fabius durante um encontro dos Amigos da Síria, que reuniu líderes mundiais e rebeldes sírios em Paris.
 
O general Manaf Tlas - comandante da Guarda Republicana Síria e que estudou no colégio militar com Assad - voou para a Turquia esta semana. Trata-se do oficial de maior prestígio a desertar do exército desde o início da crise.
 
Tlass foi afastado das suas funções há mais de um ano por ser considerado «pouco fiável».
 
O oficial, filho do general Mustafah Tlass, ex-ministro da Defesa e amigo de Hafez al-Assad, pai do atual chefe de Estado, integrou a classe privilegiada do regime.
 
Natural de Rastan, na província de Homs (centro), hoje nas mãos dos rebeldes, este sunita de 40 anos foi amigo de infância de Bashar al-Assad.
 
Tlass tentou coordenar missões de conciliação entre o poder e os rebeldes em Rastan e em Deraa (sul), mas não teve sucesso. Há meses abandonou o uniforme e estava em Damasco, onde deixou crescer o cabelo e a barba.
 
Outra fonte na capital síria afirmou que a ruptura do general com o regime aconteceu após um ataque em março contra Baba Amr, um bairro de Homs controlado pelos rebeldes. Ele recusou-se a liderar a unidade que recebeu a missão de reconquistar o setor e Bashar al-Assad tê-lo-á afastado do cargo.
 
De acordo com amigos do general, toda a família de Tlass está no estrangeiro, incluindo o seu irmão Firas, um empresário que mora no Dubai.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Julho 11, 2012, 11:50:38 pm
Citar
Navios de guerra russos dirigem-se para porto sírio de Tartus

Lusa 10 Jul, 2012, 17:21 / atualizado em 10 Jul, 2012, 17:21

Um grupo de navios de guerra russos, com destaque para o Admiral Tchabanenko, um vaso de luta antissubmarina, deixou hoje Severomorsk, no noroeste da Rússia, rumo ao porto sírio de Tartus, a única base naval russa no Mediterrâneo.

Segundo a agência Interfax, citando uma fonte político-diplomática, o grupo é também composto por três navios de transporte de fuzileiros navais.

Dois outros navios, entre os quais o Iaroslav Mudri, vaso patrulha da Frota do Báltico, irão juntar-se a esse grupo.

"Está programado que esse grupo naval entrará no porto sírio de Tartus, onde se encontram instalações para a manutenção de navios de guerra", precisa a fonte, sublinhando que esta operação "não está ligada ao agravamento da situação na Síria".

"No porto de Tartus, os navios irão reabastecer combustíveis, água e víveres", sublinhou a fonte político-diplomática.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 12, 2012, 07:45:53 pm
Embaixador sírio em Bagdad deserta e convoca exército à «revolução»


O embaixador da Síria no Iraque, Nauaf Fares, pediu ao exército sírio que se «una imediatamente às fileiras da revolução», em comunicado difundido pela estação de televisão Al-Jazeera após a «deserção» do diplomata.«Declaro a minha deserção como representante da República Árabe Síria no Iraque e a minha saída do partido Baas» (no poder), diz o diplomata num vídeo divulgado pela Al-Jazeera no Qatar.

«Peço a todas as pessoas dignas e livres da Síria, especialmente aos militares, que se unam de imediato às fileiras da revolução», afirma o embaixador - que não revela o seu paradeiro - acrescentando: «voltem os canhões contra os criminosos deste regime que mata o seu povo».

«Todos os jovens da Síria devem unir-se imediatamente à revolução para afastar o pesadelo e este bando que tem semeado a corrupção e a destruição do Estado e da sociedade na Síria por mais de 40 anos», incitou.

Fares pede ainda aos militantes do Baas que desertem porque o regime transformou o partido «num instrumento de repressão do povo e às suas aspirações de liberdade e dignidade».

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 19, 2012, 11:30:42 pm
Portugal recusa argumento do veto russo e chinês na ONU


Portugal rejeitou hoje no Conselho de Segurança o principal argumento da Rússia e da China no veto à resolução dos países ocidentais sobre a Síria, e previu «consequências graves» da inacção do organismo.

Apresentado pelo Reino Unido, e subscrito por Portugal, Alemanha e Estados Unidos, o projecto de resolução teve hoje votos favoráveis de 11 membros do Conselho de Segurança, as abstenções de África do Sul e Paquistão e o voto contra da Rússia e da China, que defenderam que a ameaça de sanções abria caminho a uma intervenção militar no país.

Para o embaixador de Portugal junto da ONU, Moraes Cabral, o texto «excluía claramente qualquer possibilidade de intervenção militar».

«Ao contrário do que alguns argumentaram, a imposição de sanções na eventualidade de incumprimento continuado não seria automática, requereria outra resolução do Conselho de Segurança», adiantou o diplomata.

O principal objectivo, afirmou, era dar mais força ao Plano Annan, prevendo consequências para o seu incumprimento, por forma a «assegurar o fim da violência imediato e promover um ambiente no terreno sem o qual a reconfigurada UNSMIS não poderá levar a cabo tarefa mandatada».

O projecto renovava o mandato da missão de observadores da ONU para a Síria (UNSMIS) por 45 dias e ameaçava aplicar sanções, caso o governo sírio não deixe de usar armas pesadas e não retire dos centros populacionais no prazo de dez dias.

A intervenção do diplomata português foi mais moderada que a de outros pares ocidentais, sobretudo da embaixadora norte-americana.

Susan Rice considerou o veto duplo «ainda mais perigoso e deplorável» do que os anteriores, em Outubro de 2011 e Fevereiro deste ano.

Perante o assunto mais importante na agenda, o Conselho de Segurança «falhou totalmente» e teve «outro dia negro», adiantou Rice, prometendo «intensificar o trabalho» fora do órgão da ONU para «pressionar o regime de Bashar al-Assad e prestar ajuda aos carenciados».

Mark Lyall Grant, embaixador britânico na ONU, defendeu que as preocupações russas e chinesas em relação a uma intervenção militar eram irracionais e o veto significa «mais sangue derramado e uma descida para a guerra civil».

Para o embaixador francês, Gerard Araud, o veto foi mais uma manobra «para ganhar tempo para o regime esmagar a oposição», e Peter Wittig, embaixador da Alemanha, afirmou que a resolução era uma «hipótese realista, talvez a última, de quebrar o ciclo vicioso de violência» na Síria.

Após a votação, o embaixador português sublinhou que a violência tem tendência a agravar-se e que as forças armadas sírias continuam a usar «indiscriminadamente tanques, artilharia pesada e helicópteros» contra populações civis.

Lamentou «não tenha sido possível» manter uma pressão «unida, sustentada e eficaz» do Conselho de Segurança «sobre todas as partes e as autoridades sírias, em particular, à luz das responsabilidades primárias que tem no plano Annan».

«Portugal está profundamente desapontado que o Conselho não tenha conseguido manter-se unido em torno Plano Annan e dos esforços do enviado especial», disse.

A incapacidade de o fazer tem «consequências graves», afirmou Moraes Cabral.

Os países ocidentais «tentaram ao máximo manter a unidade do Conselho», afirmou, e Portugal continua disponível para alcançar dentro do Conselho de Segurança medidas de «apoio significativo e eficaz aos esforços» do enviado especial.

Os últimos acontecimentos em Damasco «sublinharam dramaticamente a necessidade de uma acção urgente e concertada do Conselho», declarou.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HaDeS em Julho 20, 2012, 05:24:35 am
Portugal segue aquilo que seus lideres dizem (EUA e as grandespotências da europa ocidental), nada mais!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Julho 20, 2012, 10:52:46 am
Patético !

Portugal diz o que o governo acha que faz sentido, conforma a sua interpretação do que a população acha. E o que disse faz todo o sentido.

A ditadura russa e a ditadura chinesa estão a proteger um assassino e não querem aceitar o principio da não intervenção porque acham que um governo tem o direito de chacinar a sua própria população.
E isso foi o que o Putin fez com os massacres contra a população Chechena (com o beneplácito dos europeus, que protegeram Putin) e é o que a China faz ainda hoje contra as minorias étnicas do país.

E nem sequer é preciso ser muito inteligente para perceber isso.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Luso em Julho 20, 2012, 12:12:38 pm
Olha aí a FLAD em grande.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Julho 21, 2012, 02:13:01 am
Não é simples nem deixa de ser.

Eu fiz um comentário sobre a sua afirmação, implicando que Portugal fez o que lhe mandaram.
A sua afirmação parte do principio de que os restantes países do mundo não têm principios e não sabem o que é melhor ou pior.

Portugal já tinha embaixadores e diplomatas quando ainda não se tinha descoberto a América.
E nestas coisas, o tempo conta muito.

Quanto à questão Síria propriamente dita ela é como é.

Há um criminoso marxista (como todos os marxistas) que está no poder, que rouba e que mata, apoiado por uma estrutura repressiva criada ao mesmo tempo que muitas outras na região, com o apoio da KGB russa e da STASI da RDA (na maior parte dos casos).
Onde os marxistas criaram essas estruturas de repressão, os ditadores aguentam-se mais tempo.
Onde a presença ocidental se fez sentir, houve transições mais pacíficas.
Mesmo assim, como se viu na Líbia, os ditos liberais ganharam as eleições.

A Russia não gosta de intervenções, porque os dirigentes russos vivem numa paranoia total, acreditando que se aceitarem o principio, no futuro poderiam ver uma intervenção estrangeira dentro do seu próprio territorio, porque os russos acreditam que um governo pode fazer tudo, mesmo assassinar a sua própria população.

As democracias, naturalmente têm o direito de criticar este estado de coisas.
Os ataques terroristas são uma consequência da manutenção do ditador no poder.
Não deixa de ser engraçada a preocupação com os atentados terroristas contra o regime assassino do Assad.
Quando os terroristas são contrários ao malvado ocidente, aí já pode ...  :mrgreen:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Julho 23, 2012, 02:32:10 pm
ÁSIA/SÍRIA - Uma irmã de Damasco: "Rezamos para que tudo termine, não confiamos na revolução"

Damasco (Agência Fides) - Os refugiados continuam batendo na porta do Santuário de Tabbaleh, dedicado à Conversão de São Paulo, em Damasco. Os frades franciscanos da Custódia da Terra Santa e as Irmãs Franciscanas Missionárias do Coração Imaculado de Maria, que administram a Igreja, acolheram oito famílias e garantem o sustento a mais de 45 famílias cristãs e muçulmanas. Eles são os refugiados de Damasco, as vítimas civis dos confrontos entre as forças do exército regular e grupos revolucionários que nos últimos dias abalaram a cidade.
"Caminhamos na esperança e consolamos todos, nesta hora trágica", disse à Fides Pe. Romualdo Fernandez OFM, Reitor do Santuário, informando uma multidão de pessoas que vêm todos os dias para rezar na Igreja, e se formam círculos espontâneos de cristãos e muçulmanos que rezam juntos pela paz e pedem a proteção de Deus e da Virgem Maria.
Suo Yola, uma das religiosas franciscanas que a cada dia ajuda as famílias de refugiados, disse à Fides: "Estamos fazendo nosso melhor para ajudar as famílias deslocadas. As pessoas choram e esperam por tempos melhores. O custo de vida é muito alto, não se encontram remédios, o impacto do embargo que sofremos caiu todo sobre a população civil e sobre os mais pobres. Esperamos e rezamos para que esse sofrimento termine em breve. Não temos confiança nos "revolucionários". Quais são os revolucionários que prejudicam o povo? Eles prejudicaram todos, cristãos e muçulmanos, muitas famílias que perderam tudo".
"Nessas ações armadas e neste sofrimento - prossegue a religiosa - a religião nada tem a ver. Com os muçulmanos sempre vivemos lado a lado e continuaremos a fazê-lo. O governo sírio até agora foi secular, garantiu segurança e estabilidade para a Síria. Hoje temos apenas desordem, insegurança, caos e sofrimento. E o que vai acontecer amanhã? Mas sabemos, como cristãos, que Deus nos protege e a nossa esperança está viva. E como cristãos, temos uma certeza: nunca abandonaremos a Síria". (PA) (Agência Fides 21/7/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HaDeS em Julho 23, 2012, 07:26:13 pm
Portugal (históricamente) sempre esteve sobre a esfera de influência de um a grande potência e em uma das poucas vezes que tentou sair protagonizou uma das cenas mais covardes da história quando sua corte correu para o Brasil com medo das tropas napoleonicas. Enquanto várias nações se impunham bravamente contra o poderoso exército francês a corte portuguesa fez os que os portugueses sabem fazer de melhor nessas crises, ficar neutro ou correr, neste caso preferiram a segunda via.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Julho 23, 2012, 10:28:19 pm
Citação de: "HaDeS"
Portugal (históricamente) sempre esteve sobre a esfera de influência de um a grande potência e em uma das poucas vezes que tentou sair protagonizou uma das cenas mais covardes da história quando sua corte correu para o Brasil com medo das tropas napoleonicas. Enquanto várias nações se impunham bravamente contra o poderoso exército francês a corte portuguesa fez os que os portugueses sabem fazer de melhor nessas crises, ficar neutro ou correr, neste caso preferiram a segunda via.

Total ignorancia, analfabetismo histórico, má-fé ou simples trollagem. Qual foi a nação ou reino sobre qual Portugal se abrigou durante a construção do seu vasto Império?!!! Lutou sim e bravamente, contra nações e impérios bem maiores em gente e meios, impondo a sua coragem e valentia que ainda hoje é motivo de lenda entre inumeros Povos pelo globo terrestre.

Idiota, a sua descabida afirmação é um insulto ao próprio Brasil, que apenas é o que é hoje em termos territoriais pela visão desse tal Rei e Povo que "correu". Sem a ida da Corte para o Brasil e a centralização que a mesma depois promoveu nesse imenso território, o mais certo, segundo a vasta maioria dos historiadores, seria acontecer ao território português na América do Sul o mesmo que aconteceu ao território espanhol. Dividir-se em inumeras republiquetas que, perante a superioridade dos territórios espanhois, seriam absorvidas uma a uma, numa qualquer Argentina ou Paraguai.

Ignorante acéfalo, o Brasil deve o que é, com todas as virtudes e defeitos, a Portugal e a essa Corte e Rei que na sua ignomínia idiota acusa de fugirem. Leia a História de Portugal e compare com a de outras nacções e impérios e veja se alguma Nação na História da Humanidade fez tanto com tão poucos e orgulhe-se do legado que é a sua nação em vez de vir para aqui ofender Portugueses e Brasileiros.  :evil:  :evil:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Duarte em Julho 23, 2012, 11:04:20 pm
Citação de: "FoxTroop"
Citação de: "HaDeS"
Portugal (históricamente) sempre esteve sobre a esfera de influência de um a grande potência e em uma das poucas vezes que tentou sair protagonizou uma das cenas mais covardes da história quando sua corte correu para o Brasil com medo das tropas napoleonicas. Enquanto várias nações se impunham bravamente contra o poderoso exército francês a corte portuguesa fez os que os portugueses sabem fazer de melhor nessas crises, ficar neutro ou correr, neste caso preferiram a segunda via.

Total ignorancia, analfabetismo histórico, má-fé ou simples trollagem. Qual foi a nação ou reino sobre qual Portugal se abrigou durante a construção do seu vasto Império?!!! Lutou sim e bravamente, contra nações e impérios bem maiores em gente e meios, impondo a sua coragem e valentia que ainda hoje é motivo de lenda entre inumeros Povos pelo globo terrestre.

Idiota, a sua descabida afirmação é um insulto ao próprio Brasil, que apenas é o que é hoje em termos territoriais pela visão desse tal Rei e Povo que "correu". Sem a ida da Corte para o Brasil e a centralização que a mesma depois promoveu nesse imenso território, o mais certo, segundo a vasta maioria dos historiadores, seria acontecer ao território português na América do Sul o mesmo que aconteceu ao território espanhol. Dividir-se em inumeras republiquetas que, perante a superioridade dos territórios espanhois, seriam absorvidas uma a uma, numa qualquer Argentina ou Paraguai.

Ignorante acéfalo, o Brasil deve o que é, com todas as virtudes e defeitos, a Portugal e a essa Corte e Rei que na sua ignomínia idiota acusa de fugirem. Leia a História de Portugal e compare com a de outras nacções e impérios e veja se alguma Nação na História da Humanidade fez tanto com tão poucos e orgulhe-se do legado que é a sua nação em vez de vir para aqui ofender Portugueses e Brasileiros.  :evil:  :evil:

 :Palmas:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Julho 23, 2012, 11:12:17 pm
Excelente resposta Fox!  :G-beer2:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 24, 2012, 03:17:31 pm
Citação de: "HaDeS"
Portugal (históricamente) sempre esteve sobre a esfera de influência de um a grande potência e em uma das poucas vezes que tentou sair protagonizou uma das cenas mais covardes da história quando sua corte correu para o Brasil com medo das tropas napoleonicas. Enquanto várias nações se impunham bravamente contra o poderoso exército francês a corte portuguesa fez os que os portugueses sabem fazer de melhor nessas crises, ficar neutro ou correr, neste caso preferiram a segunda via.

HaDes, quando a família real fugiu para o Brasil quem foi para aí foram as grandes famílias, não o povinho. O povinho ficou e suportou 3 invasões e suportou os "aliados" (britânicos). Que eu saiba (pelo que ensinaram-me na escola), Portugal "nasceu" à quase 900 anos, o que é hoje é o território nacional (tirando a RAA e a RAM) foi conquistado muito ano dos "espanhóis terem conquistado o que é hoje Espanha. Na verdade quando eles conquistaram o último reino muçulmano no sul da Península já nós andávamos a conquistar SOZINHOS cidades no norte de África aos mesmos mouros. Depois disso foi dar porrada sozinhos a meio mundo, foi conquistar aos poucos um dos maiores impérios da história quando eramos uns meros 1 milhão de pessoas. Mesmo quando fazíamos parte do império dos Filipes, o que é hoje o teu país foi conquistado aos indígenas à força pelas armas SOZINHOS!

Depois quando demos com os pés no último dos Filipes aguentamos décadas de guerra com meio mundo, de seguida foram os Franceses liderados pelo baixote córsego, depois tivemos uma guerra civil que destruiu o pouco que ainda estava de pé. Depois foram as guerras em áfrica (várias), revoluções, quedas de regimes.

Meu caro, quando o mundo acabar só vai sobrar os insectos e os Portugueses, porque nós somos poucos, feios e maus...mas enquanto que uns vêm e vão nós continuamos por cá, pequenos, poucos, feios e maus... somos mesmo assim e sabes que mais daqui a 200 anos metade dos países que hoje em dia olham de cima para o meu país e para o meu povo já desapareceram e de certeza que haverá um fórum defesa lá do sitio com pessoas não muito diferentes destas a dizer que Portugal está nas últimas e com um tipo qualquer a dizer que somos cobardes... mas ainda estarão por cá os netos dos meus netos a falar uma espécie de Português mal amanhado e a queixarem-se que não têm tosto no bolso.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Julho 24, 2012, 06:17:10 pm
Citação de: "HaDeS"
Portugal (históricamente) sempre esteve sobre a esfera de influência de um a grande potência e em uma das poucas vezes que tentou sair protagonizou uma das cenas mais covardes da história quando sua corte correu para o Brasil com medo das tropas napoleonicas. Enquanto várias nações se impunham bravamente contra o poderoso exército francês a corte portuguesa fez os que os portugueses sabem fazer de melhor nessas crises, ficar neutro ou correr, neste caso preferiram a segunda via.

Então o que me diz dos governos no exilio formados em Londres durante a 2ª Guerra Mundial?  Sempre me parece melhor ideia do que o que os Belgas fizeram (e acho que os Franceses também "os de Vichy"), que foi, renderam-se, tornaram-se governos fantoche dos Nazis, e todos os nacionais que lutassem pelos aliados ou fizessem parte da resistência eram condenados à morte se fossem apanhados.  As cortes de Portugal ao menos continaram em Portugal (o Brasil era Portugal, o que se fez foi transferir a capital de Portugal "Europa" para Portugal "América"), os Austriacos e outros paises que perderam batalhas contra a França para aceitar a paz tiveram que pagar grandes somas de ouro e ceder territorio à França.

Citar
HaDes, quando a família real fugiu para o Brasil quem foi para aí foram as grandes famílias, não o povinho. O povinho ficou e suportou 3 invasões e suportou os "aliados" (britânicos). Que eu saiba (pelo que ensinaram-me na escola), Portugal "nasceu" à quase 900 anos, o que é hoje é o território nacional (tirando a RAA e a RAM) foi conquistado muito ano dos "espanhóis terem conquistado o que é hoje Espanha. Na verdade quando eles conquistaram o último reino muçulmano no sul da Península já nós andávamos a conquistar SOZINHOS cidades no norte de África aos mesmos mouros. Depois disso foi dar porrada sozinhos a meio mundo, foi conquistar aos poucos um dos maiores impérios da história quando eramos uns meros 1 milhão de pessoas. Mesmo quando fazíamos parte do império dos Filipes, o que é hoje o teu país foi conquistado aos indígenas à força pelas armas SOZINHOS!

Depois quando demos com os pés no último dos Filipes aguentamos décadas de guerra com meio mundo, de seguida foram os Franceses liderados pelo baixote córsego, depois tivemos uma guerra civil que destruiu o pouco que ainda estava de pé. Depois foram as guerras em áfrica (várias), revoluções, quedas de regimes.

Meu caro, quando o mundo acabar só vai sobrar os insectos e os Portugueses, porque nós somos poucos, feios e maus...mas enquanto que uns vêm e vão nós continuamos por cá, pequenos, poucos, feios e maus... somos mesmo assim e sabes que mais daqui a 200 anos metade dos países que hoje em dia olham de cima para o meu país e para o meu povo já desapareceram e de certeza que haverá um fórum defesa lá do sitio com pessoas não muito diferentes destas a dizer que Portugal está nas últimas e com um tipo qualquer a dizer que somos cobardes... mas ainda estarão por cá os netos dos meus netos a falar uma espécie de Português mal amanhado e a queixarem-se que não têm tosto no bolso.

Boa Cabeça, esse texto devia ser guardado e lido daqui a 100 anos pelos portugueses que por cá andarem :G-beer2: .
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 24, 2012, 08:10:32 pm
«Dias de Assad estão contados», diz chefe da Liga Árabe


O chefe da Liga Árabe, Nabil Elaraby, afirmou que o governo sírio do presidente Bashar al-Assad está com os dias contados, numa entrevista hoje publicada no jornal pan-árabe Al-Hayat. Falando após uma reunião da Liga Árabe, que pediu a Assad para renunciar, o secretário-geral Elaraby também disse que o tempo para falar sobre reformas políticas acabou.

«Agora não há discussões sobre reforma política, mas sobre transferência de poder», disse.

Ministros da Liga Árabe que se reuniram em Doha no domingo pediram para que Assad abandonasse o poder, acrescentando que a Liga Árabe iria ajudar a fornecer uma saída segura para ele e a sua família.

Questionado sobre quanto tempo o governo de Assad poderia sobreviver, Elaraby disse ao al-Hayat: «Não posso definir um período, mas o regime não pode continuar por muito longo tempo».

Conforme definido pelas resoluções da Liga Árabe, adotadas no domingo, Elaraby disse que em breve se irá deslocar à China e Rússia com o primeiro-ministro do Qatar, Sheikh Hamad bin Jassim al-Thani, que preside ao comité da Liga Árabe sobre a Síria.

A China e a Rússia usaram já o poder de veto no Conselho de Segurança da ONU por três vezes para bloquear resoluções feitas para pressionar Assad e acabar com o conflito na Síria.

«A nossa mensagem aos russos será, com clareza e franqueza, que a decisão de veto que tomaram é vista como sendo contra os interesses árabes. Esperamos uma revisão do assunto, especialmente tendo em vista que eles sabem que os dias do actual regime na Síria estão contados», afirmou.

Elaraby também pediu para a oposição síria se unir e formar um governo de transição.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: 3520 em Julho 25, 2012, 04:25:59 am
No caso da revolta síria é importante referir os precedentes, visto que na Primavera Árabe todos os casos são diferentes.

O pai de Bashar al-Assad, Hafez al-Assad, serviu como ministro da defesa da Síria antes de tomar o poder em 1970. Depois de sua ascensão ao poder, ele estabeleceu o seu Partido Baath como a única entidade política legítima na Síria. A recente onda de violência perpetrada pelo regime de Assad não é sem precedente. Em 1982, a Síria enfrentou uma insurgência islâmica que ameaçou a estabilidade do governo de Assad. Para sufocar a insurgência, Assad ordenou um ataque contra a cidade de Hama que deixou dezenas de milhares de civis mortos. Grande parte do ressentimento do povo surgiu, não só pela actual crise, mas também pelas insurgências islâmicas durante os anos 1980, que resultou na consolidação da família Assad no poder por parte da Alawite da Síria (seita xiita do Islão), num país de maioria muçulmana sunita.

Após manifestações generalizadas que começaram em março de 2011, o governo de Bashar al-Assad moveu-se rapidamente para suprimir os protestos. O governo sírio tem sido assediado nas cidades de Homs, Hama, Daraa, Idlib, Aleppo, Dimashq Rif, e Latakia. A cidade de Homs, que recebeu extensa cobertura dos media, é cercada por forças do governo e está sujeita a constante bombardeamentos de artilharia, ataques de infantaria mecanizada, escassez de alimentos, água e tratamento médico. De acordo com a Organização das Nações Unidas, mais de 7.000 pessoas foram mortas como resultado da tentativa do governo para reprimir a insurreição.

A Liga Árabe, que desde então suspendeu a Síria da filiação, não teve sucesso na mitigação da intensidade dos ataques do governo. A resolução da ONU para condenar a conduta Assad e que solicitava que ele se demiti-se, foi vetada pela Rússia e China no Conselho de Segurança da ONU. Após o fracasso desta resolução na ONU, o exército sírio aumentou a ferocidade e brutalidade de sua repressão, especialmente na cidade de Homs. Financiamento do Irão também tem contribuído para a capacidade Síria para resistir às duras sanções da ONU destinadas a isolar e dificultar as operações militares do regime.

Mapa não muito recente das zonas de conflito:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg827.imageshack.us%2Fimg827%2F6191%2Fsyriadivision201221v3.png&hash=ed1e170fc9a1010f78b3bd609c9da0c0) (http://http)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: 3520 em Julho 25, 2012, 04:47:37 am
Citação de: "HaDeS"
Portugal (históricamente) sempre esteve sobre a esfera de influência de um a grande potência e em uma das poucas vezes que tentou sair protagonizou uma das cenas mais covardes da história quando sua corte correu para o Brasil com medo das tropas napoleonicas. Enquanto várias nações se impunham bravamente contra o poderoso exército francês a corte portuguesa fez os que os portugueses sabem fazer de melhor nessas crises, ficar neutro ou correr, neste caso preferiram a segunda via.

Então para ti outras nações imporem-se bravamente é trocar o seu rei por primos e enteados do Napoleão?

Perceba que a actual integridade territorial Brasileira se deve à mudança da corte Portuguesa. Perceba também que na época a corte não foi para o estrangeiro, mas sim para território da coroa.

Meu caro, vá estudar em vez de dizer asneiras e falar dessa maneira lasciva de Portugal, como o típico Brasileiro pseudo-nacionalista e ignorante. Estas a cuspir na história do teu próprio país.

Sempre me disseram, se queres analisar acontecimentos históricos e questões actuais de geo-politica usa a cabecinha e não o coração.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 25, 2012, 01:08:26 pm
General da Guarda Republicana confirma deserção e pede unidade pós-revolução


O general de brigada Manaf Tlas, pertencente ao círculo mais próximo do presidente sírio, Bashar-al Assad, confirmou a sua deserção e pediu aos seus compatriotas que se unam e olhem para uma Síria pós-revolucionária, na sua primeira aparição pública desde que abandonou o país, no início deste mês.  «Falo-vos a como um membro desertor do Exército sírio que renuncia à violência criminosa. Falo-vos como um dos filhos da Síria», disse Tlas, que até ao momento permanecera em silêncio, numa declaração  transmitida terça-feira à noite pela emissora Al Arabiya.

Tlas é filho do ex-ministro da Defesa Mustafa Tlas, que ocupou o cargo entre 1972 e 2003 e era considerado um dos homens da velha guarda do falecido presidente Hafez al-Assad, pai de Bashar al-Assad.

O general da Guarda Republicana, o corpo de elite do regime de Damasco, pediu aos «honoráveis oficiais do exército sírio que não aceitem os actos criminosos na Síria».

Tlas lançou um apelo à unidade entre os sírios para «promover a estabilidade do país e reconstruir uma Síria livre e democrática», manifestando o desejo de que o futuro do país não se baseie na «vingança, na exclusão e no monopólio».

Além disso, defendeu os membros das Forças Armadas sírias, porque, «apesar dos seus erros, essas tropas honoráveis não participaram no assassínio; são uma extensão do Exército Livre Sírio (ELS)», integrado por desertores.

Tlas, que está exilado em França, é o oficial sírio de mais alta patente a desertar das fileiras do regime desde o início da rebelião, em março de 2011.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: papatango em Julho 25, 2012, 03:36:07 pm
Citar
Portugal (históricamente) sempre esteve sobre a esfera de influência de um a grande potência e em uma das poucas vezes que tentou sair protagonizou uma das cenas mais covardes da história quando sua corte correu para o Brasil com medo das tropas napoleonicas. Enquanto várias nações se impunham bravamente contra o poderoso exército francês a corte portuguesa fez os que os portugueses sabem fazer de melhor nessas crises, ficar neutro ou correr, neste caso preferiram a segunda via.
Citação de: "3520"
Meu caro, vá estudar em vez de dizer asneiras e falar dessa maneira lasciva de Portugal, como o típico Brasileiro pseudo-nacionalista e ignorante. Estas a cuspir na história do teu próprio país.


Eu diria mais ou menos a mesma coisa.
O mais preocupante no Hades, é o total desconhecimento da História, que demonstra estar completamente a leste do que realmente aconteceu. É infelizmente caso comum.

A «fuga» da familia real, normalmente descrita de forma ridicula por vários setores da sociedade brasileira, mas também portuguesa (há que dize-lo) foi uma opção tática, que permitiu a Portugal ser com a Russia, o único país da Europa que realmente fez frente a Napoleão.

Aliás o próprio Napoleão reconheceu isso nas suas memórias.
Ser capaz de organizar a remoção de milhares de pessoas de Lisboa para o Rio de Janeiro, e organizar a saída em completo segredo nas barbas dos franceses, é algo que nunca ninguém fez na história do mundo.

E historicamente, Portugal sempre assumiu as posições que lhe eram mais convenientes.

O grave, é não entender isso, quando já está registado no fórum há bastante tempo.
Deve portanto concluir-se que andou apenas a olhar para o que estava escrito, mas não aprendeu nada...  :roll:



Cumprimentos
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Julho 26, 2012, 07:59:37 am
Uma outra visao dos acontecimentos : a agencia de noticias do Vaticano, através dos testemunhos dos religiosos catolicos que vivem e trabalham  na Siria.

 " ÁSIA/SÍRIA - Grupos islamistas em ação em Damasco: as vítimas são civis cristãos e refugiados iraquianos

Damasco (Agência Fides) - Grupos islamistas radicais, nas fileiras dos revolucionários, semeiam o terror entre os civis em Damasco. Quem sofre as consequências são todos aqueles que são considerados "leais", fiéis ao regime de Bashar al Assad. Entre as vítimas, referem fontes de Fides em Damasco, estão também cristãos do subúrbio de Bab Touma e os refugiados iraquianos que ocupavam os subúrbios de Oujaira e Sada Zanaim.
O grupo rebelde islamista "Liwa al-Islam" ("A Brigada do Islão"), que nos dias passados reivindicou a morte de altos generais do governo Assad, esta manhã matou uma inteira família cristã em Bab Touma. Entre os fiéis locais, conta uma fonte de Fides, há consternação e indignação pelo ataque aos civis indefesos. Os militantes de "Liwa al-Islam" bloquearam o carro de uma cristão, Nabil Zoreb, público oficial civil, pediram que saísse do carro com sua esposa, Violet, e os dois filhos, George e Jimmy, matando-os à queima roupa. Os militantes do grupo estão muito ativos sobretudo na região de Duma e em outras regiões a leste de Damasco, onde realizaram outros atos criminosos.
Além disso, no sudeste de Damasco, combatentes islamistas do grupo "Jehad al nosra", próximos à Irmandade muçulmana, atacaram as casas dos refugiados iraquianos, saqueando-as, queimando-as e obrigando seus ocupantes a fugir. O ataque foi noticiado inclusive por meios de comunicação ocidentais, como a BBC. Segundo os refugiados iraquianos, "grupos de terroristas muçulmanos nos atacaram e nos seguiram". A maior parte dos grupos que atua no sudeste de Damasco é considerada próxima à Irmandade muçulmana, enquanto os membros do grupo "Liwa al Islam" são de ideologia wahhabita. (PA) (Agência Fides 23/7/2012) "

"...Segundo fontes confiáveis de Fides, são cerca de 200 mil os deslocados internos de Damasco, que se transferiram de um bairro a outro da cidade ou nos diversos subúrbios, para fugir dos combates. Os grupos revolucionários, de fato, estão se posicionando nos bairros, edifícios e habitações de civis, que se encontraram, portanto, no meio do fogo cruzado..."



Observar os acontecimentos a partir de diversos angulos permite-nos avaliar melhor as coisas.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 26, 2012, 12:30:49 pm
Assad «é profundamente desequilibrado», diz ex-conselheiro do presidente sírio


Ayman Abdel Nour, ex-membro do partido Baas sírio e ex-conselheiro do presidente Bashar al Assad, foi um dos reformistas com quem Bashar Assad se cercou quando chegou ao poder, em 2000. Obrigado a exiliar-se alguns anos depois, descreve hoje Assad como um homem «profundamente desequilibrado, que acredita que foi escolhido por Deus». Fundador do site noticioso All4Syria, em 2003, que quebrou o monopólio do governo sobre os media, inicialmente este cristão sírio queria acreditar que o novo presidente conseguiria mudar o regime por dentro. Não demorou a desiludir-se. O acesso ao seu site, uma lufada de pluralismo dentro de um país abafado pela polícia secreta, foi cortado em 2004.

Entretanto, o jovem tecnocrata afastou-se do governo para tomar a direçcão de um projecto de ajuda europeu na Síria. No entanto, a sua liberdade de expressão e o facto de o seu site continuar acessível a partir do exterior irritaram o poder. Obrigado a exilar-se em 2007, Ayman Abdel Nour vive hoje entre o Dubai e Montreal, de onde dirige o All4Syria, que pretende ser uma fonte de informação independente sobre a revolução síria.

Numa entrevista ao jornal francês Le Monde, Ayman afirma que Bashar «é um homem profundamente desequilibrado, que acredita que os manifestantes são todos fantoches do Qatar». «Ele acha que foi escolhido por Deus para conduzir a Síria e esse impulso começou nos anos 2000, à medida que as elites políticas, militares e religiosas do país o iam exaltando», acrescenta, prevendo que «acabará como Kadhafi: Um homem escolhido por Deus não pode fugir».

Mostrou-se ainda optimista quanto ao fim do regime, partilhando a ideia do Exército Livre Sírio de que os dias de Bashar al Assad estão contados, mas sublinhou nunca perder de vista o indefectível apoio de Moscovo a Damasco. «Mesmo que o regime caia, os russos podem ajudá-lo a refugiar-se na costa, perto de Tartus e Latakia, uma região de povoamento alauíta (uma seita dissidente do xiismo, de onde saiu o clã no poder) onde Al Assad poderia criar um mini-Estado.

Sobre a situação em Damasco, Nour disse que a destruição que o presidente sírio causou nos bairros de Midan ou de Mezzeh, onde arrasou parques alegando que rebeldes estariam ali a esconder-se, «enojaram a população».

«A famosa maioria silenciosa, que a propaganda do regime tinha encoberto com medo da revolução, está a abrir os olhos, entendeu que o regime está disposto a arrasar Damasco para salvar a cabeça», considerou. «Recentemente tive contactos com algumas das mais importantes famílias da burguesia sunita, os Shakhashero, Al-Azem, Al-Aidi e Sorbaji. Elas já não querem mais ouvir falar em Bashar. Algumas foram-se embora para Beirute», acrescentou.

Questionado pelo Le Monde sobre o papel da diplomacia, Nour disse não querer mais essa «diplomacia receosa», que atribui a «sua impotência à Rússia».

«Foi assim que nos vemos a correr o risco de encontrar um país cortado em três, com um reduto alauíta, um Estado curdo e um Estado sunita. A unidade da Síria está ameaçada. E não só por Bashar e os seus acólitos. As potências ocidentais estão a ter um papel nefasto», frisou.

Ayman Abdel Nour defendeu que os países ocidentais devem permitir que o Exército Livre Sírio (ELS) se muna de armas realmente eficientes. «Ele está a começar a equipar-se com lança-foguetes antitanques, mas são modelos antigos, que só funcionam contra os tanques mais antigos do exército sírio. Precisamos também de lança-foguetes terra-ar, contra os helicópteros. Sei que os ocidentais temem que essas armas caiam em mãos erradas ou que elas alimentem acertos de contas após a queda do regime. Mas estão errados. Não haverá vazio de poder. Estaremos prontos», garantiu.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Julho 26, 2012, 01:45:03 pm
Para além dos desiludidos  e dos descontentes com o regime Sirio, todos eles certamente com as suas razoes legitimas, existem aqueles que todos os dias sofrem no terreno as consequencias duma revoluçao instigada, financiada e armada a partir do exterior. Todos os meios sao bons para tirar do caminho  o unico aliado do Irao na regiao que é a Siria.

Na Libia, os que sobreviveram aos combates continuam a viver na opressao... com a agravante de tambem viveram agora na penuria e no ostracismo. Mais nenhum média ocidental fala da Libia pois os verdadeiros objectivos da "Nomenklatura Global"  foram atingidos : o controlo dos seus recursos. E que dizer dos milhoes de cristaos do Iraque e da Libia ? Ninguem se preocupa com a sua liberdade e com a sua segurança ? Nao têm eles tambem o direito de ser livres, tao livres como o sao os muçulmanos da europa ? Porque razao têm eles que fugir das suas terras onde sempre viveram, porque razao sao eles perseguidos e massacrados ? Sobretudo agora, que supostamente o Iraque e a Libia sao paises democraticos...

Mais um testemunho dos que estao no terreno :

"ÁSIA/SÍRIA - O Diretor das POM: "Alep paralisada pelos combates, os cristãos no terror"

Alep (Agência Fides) - "Há dois dias que Alep está paralisada pelos combates. A situação é muito grave. Sentimos de contínuo tiros. As pessoas estão fechadas em casa, os escritórios estão fechados, as atividades comerciais paradas. Os confrontos estão-se a aproximar dos bairros cristãos constituindo um grave perigo para os fiéis. As pessoas não querem a guerra e a violência: o mundo que nos ajude a reencontrar a paz!": é o forte testemunho feito à Agência Fides por Pe. Jules Baghdassarian, sacerdote greco-católico de Alep e Diretor nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM) na Síria.
O diretor disse à Fides: "Os combatentes do Exército Livre Sírio querem tomar o coração de Alep e no coração existem as igrejas e as casas dos cristãos. Os gangues armados revolucionários pertencem à maioria islamica, temos testemunhas disso, e os cristãos têm medo da violência.
O povo de Alep não quer a revolução, ama a paz. As famílias cristãs e muçulmanas estão cansadas da violência..."
Mesmo do ponto de vista humanitário, a situação é crítica: "Temos já muitos refugiados que vieram de Homs" - prossegue. "Como Pontifícias Obras Missionárias acolhemos e estamos prestando assistência a 30 famílias de Homs. As igrejas estão muito comprometidas com a ajuda humanitária aos refugiados, que continuam aumentando. Temos grande necessidade de ajuda".
"Os bispos católicos - refere-se Pe. Jules -  vao-se encontrar amanhã no Arcebispado greco-católico e acredito que farão um apelo para o cessar-fogo e a paz. Pensamos que a política deve fazer algo pela paz e a reconciliação. Como cristãos, a nossa esperança é a reconciliação.
Pedimos à comunidade internacional e à União Europeia para nos ajudar a encontrar a paz, e não a fomentar a guerra!" (PA) (Agência Fides 25/7/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 26, 2012, 06:37:08 pm
Turquia admite perseguir o PKK na Síria


O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou o regime de Damasco de ter "confiado" várias zonas do Norte da Síria ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) e avisou que a Turquia poderá vir a exercer o seu direito de perseguir, na Síria, os rebeldes curdos do PKK.

Erdogan anunciou hoje que a constituição de uma zona tampão em território sírio era uma das alternativas possíveis para lutar contra o PKK na Síria.

"Neste momento, o regime de Assad está reagrupado em Damasco, está preso aí, e também em parte na região de Lataquia. No Norte, confiou cinco províncias aos curdos, à organização terrorista", declarou o chefe do Governo turco num programa televisivo transmitido pelo Kanal 24 e citado pela AFP.

"Estes últimos tentam criar uma situação conforme aos seus interesses afixando retratos do líder da organização separatista", disse, referindo-se ao PKK, que desde 1984 luta contra Ancara num conflito que já fez mais de 45 mil mortos.

Erdogan aproveitou ainda para avisar Damasco que considera a instalação do PKK por Damasco, ou do seu ramo sírio, Partido da União Democrática, perto da fronteira turca como um gesto "dirigido contra" a Turquia. "Será preciso uma resposta da nossa parte a esta atitude", sublinhou.

DN
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 27, 2012, 12:53:19 pm
ONU acusa Damasco de arrasar áreas civis sem se preocupar com a população


A alta comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, acusou hoje o regime sírio de arrasar zonas controladas pela oposição sem se preocupar com a população civil que as habita. «Depois de uma povoação ou um bairro ser cercado pelo Exército, é cortada a distribuição de água, electricidade e comida», denunciou a alta comissária em comunicado divulgado hoje, reiterando a sua preocupação com a comissão de crimes de guerra e contra a Humanidade.

Pillay assinalou que após o isolamento das povoações há intensos bombardeamentos de artilharia e aéreos, depois dos quais entram os tanques e as forças terrestres «que, segundo as nossas informações, frequentemente executam de froma sumária pessoas suspeitas de lutar ao lado da oposição».

«Às vezes, os corpos dos executados ou assassinados de outra maneira são queimados ou levados para outros locais», acrescentou a alta funcionária da ONU, que também acusou as forças armadas da oposição de cometer execuções extrajudiciais e praticar torturas.

Pillay lembrou que o direito humanitário internacional estabelece claramente que os civis devem ter a oportunidade de abandonar as zonas que serão atacadas militarmente, mas indicou que isso só ocorreu «em algumas ocasiões» na Síria nos últimos meses.

«Recebi informações ainda não confirmadas de atrocidades, incluindo assassinatos extrajudiciais e ataques de franco-atiradores, contra civis durante os recentes combates em diversos bairros de Damasco», disse Pillay, que também alertou sobre o forte aumento da presença militar em torno de Aleppo.

Pillay indicou que compete aos tribunais internacionais chegar a uma conclusão sobre o que está a acontecer na Síria, que vive um conflito interno desde março de 2011.

«Estou convencida, tendo como base as provas reunidas por parte de diversas fontes críveis, de que foram cometidos, e que continuam a ser cometidos, crimes contra a Humanidade e crimes de guerra», disse a alta comissária da ONU.

Aos seus autores, Pillay deixou a mensagem de que «não devem crer que escaparão à Justiça, porque o mundo não esquece nem perdoa crimes como estes». Acrescentou que «isto se aplica tanto às forças da oposição como às forças governamentais e seus aliados».

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Julho 29, 2012, 09:03:40 pm
Muitos parabens ao José Rodrigues dos Santos e ao Paulo Dentinho pela peça sobre a Siria que vimos hoje no telejornal das 20h.
O Paulo Dentinho recolheu depoiamentos de origens diversas e fez uma excelente analise sobre o conflito e os interesses em jogo. A RTP mostrou que sabe fazer outra coisa melhor do que o "copiar/colar" das agencias noticiosas francesa ou americana.
Parabens RTP ! Parabens Paulo Dentinho e Rodrigues dos Santos !!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Julho 30, 2012, 12:46:16 pm
Para quem esta interessado no tema "Siria" e procura uma fonte de informaçoes mais séria do que os panfletos de propaganda habituais : basta digitar no Google : "THE LEBANONIZATION OF SYRIA" ou na versao original em francês : "SYRIE, UNE LIBANISATION FABRIQUEE".

Trata-se de um trabalho sério e nao tem nada a vêr com os relatorios feitos pelos "altos-comissarios" e "altas comissarias" que arranjaram emprego na ONU da mesma maneira que os nossos Sampaios , Guterres e companhia .
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Julho 30, 2012, 01:23:22 pm
Citação de: "scrupulum"
Muitos parabens ao José Rodrigues dos Santos e ao Paulo Dentinho pela peça sobre a Siria que vimos hoje no telejornal das 20h.
O Paulo Dentinho recolheu depoiamentos de origens diversas e fez uma excelente analise sobre o conflito e os interesses em jogo. A RTP mostrou que sabe fazer outra coisa melhor do que o "copiar/colar" das agencias noticiosas francesa ou americana.
Parabens RTP ! Parabens Paulo Dentinho e Rodrigues dos Santos !!
É verdade! Tenho reparado nisso nos últimos dias. Aliás a RTP sempre cobriu no terreno os conflitos mais recentes.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 31, 2012, 02:00:50 pm
Vejam até ao fim.


Gostam de ser manipulados? :arrow: http://www.prisonplanet.com/shocking-vi ... hters.html (http://www.prisonplanet.com/shocking-videos-reveal-truth-behind-syrian-freedom-fighters.html)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 01, 2012, 02:15:41 am
O fim de Assad
Alexandre Reis Rodrigues


Na crise síria não é apenas o possível, melhor dizendo, o provável desmoronar do regime que está em jogo; é também o precário equilíbrio geoestratégico em que a região vive. Qualquer que seja o desfecho da crise, esse equilíbrio vai alterar-se; só não se sabe em que sentido, porque há várias saídas possíveis.

Em face da desagregação da base de apoio de Assad, agora iniciada com a deserção de algumas figuras de relevo (diplomatas, militares e políticos), uma mudança completa de regime tornou-se plausível, embora continue a não ser certa. Também não se sabe se a saída da situação virá a ser favorável ao Ocidente e um passo seguro para a democracia, mesmo que Assad acabe por cair. A única coisa certa é que a situação geral no país e na região se tornará mais complexa e difícil de gerir.
 
Há um fundado receio de que a guerra civil em que o país caiu – situação reconhecida pelo Comité Internacional da Cruz Vermelha – não termine com a deposição de Assad, o atual objetivo principal da oposição. Pode, muito facilmente, prolongar-se entre os sectores mais radicais e religiosos extremistas da oposição síria, com cada vez mais protagonismo na condução da luta armada, e os moderados que desejam uma saída de natureza secular. Uma vez caído o regime de Assad, pode também haver a tentação de dissolver todas as instituições existentes, o que inviabilizaria um processo minimamente ordeiro de transição. Sabe-se bem como será difícil depois recolher todas as armas distribuídas às milícias e grupos rebeldes.
 
O que quer que aconteça não vai permanecer confinado às fronteiras sírias. Os vizinhos estão a começar a posicionar-se de modo a salvaguardar os seus interesses elementares de segurança e a não deixar de tirar todo o partido possível das mudanças que podem estar próximas. Alguns desses interesses, muito provavelmente, entrarão em rota de colisão. A preferência da Turquia em ver surgir uma solução protagonizada pela Irmandade Muçulmana vai colidir com o interesse saudita em limitar a ascendência que esta tem conseguido, nomeadamente no Egipto. Teerão, se concluir que não consegue salvar Assad pode optar por fomentar uma insurreição prolongada, para evitar a tomada do poder pelos sunitas. Se o Irão não tiver sucesso na atual estratégia de procura de hegemonia regional, o que depende da manutenção de Assad no poder, então o Iraque poderá recalcular o interesse em manter o atual relacionamento estreito com Teerão.

Ancara receia que a situação no norte da Síria venha trazer instabilidade fronteiriça. Acaba de deslocar para a província de Kilis, um novo contingente militar, incluindo blindados e baterias de mísseis, aparentemente como resposta ao facto de os rebeldes terem passado a controlar o "check-point” de Anadan, a noroeste de Aleppo, o que lhes dá liberdade de movimentação entre esta cidade e a fronteira turca. O facto da minoria curda na Síria estar a controlar algumas cidades do norte, aliás, com o apoio de Assad, levanta receios de possíveis futuras ligações com o Kurdistan Working Party.

Mesmo sendo perfeitamente claro que não haverá qualquer intervenção militar externa, a Rússia continua a insistir em mostrar-se em frontal oposição a essa possibilidade. Moscovo persiste nessa ideia não porque ache necessário mas para tirar partido dessa postura, aparecendo aos olhos sírios como o grande desencorajador de qualquer aventura ocidental em território sírio para forçar uma solução rápida da crise. No entanto, percebendo que Assad pode não se aguentar muito mais tempo, Moscovo vai adaptando a postura ao interesse estratégico de não perder as facilidades que tem no porto de Tartus, aliás o único ponto de apoio logístico da marinha russa no Mediterrâneo (atualmente, também importante para apoio das unidades navais empenhadas no combate à pirataria no Golfo de Áden e Índico). Precisa de preservar também a posição privilegiada de principal fornecedor de armamento (78%) e garante da respetiva logística, o que implica deixar campo aberto para entendimento com as forças políticas que passarão a controlar o país. Procura, por isso, demarcar-se do futuro de Assad tentando, sobretudo, evitar a imagem de protetor de uma ditadura que lançou o país numa feroz guerra civil. É uma pretensão quase impossível de conseguir.
 
Para os EUA há também muito em jogo. Se o regime sírio cair, então o Presidente Obama verá consagrada a sua opção de substituir a estratégia de contra-insurreição usada na década anterior, através de campanhas terrestres, sempre prolongadas, por formas subtis de influenciar os acontecimentos que não implicam o envolvimento em confrontos diretos. Washington verá Moscovo e Pequim registarem um importante revés político-diplomático e Teerão sofrer um malogro na sua aspiração de liderança regional. Mas o assunto não se encerrará com a queda do regime de Assad. Pode até exigir um maior envolvimento internacional a partir daí.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Agosto 01, 2012, 11:37:36 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"

Muitos mais:

 :arrow: http://www.prisonplanet.com/shocking-vi ... hters.html (http://www.prisonplanet.com/shocking-videos-reveal-truth-behind-syrian-freedom-fighters.html)

Impressionante... O lado oculto da "liberdade".
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Agosto 02, 2012, 09:40:36 am
FONTE  :
CIRET-AVT  :  SIRYE, UNE LIBANISATION FABRIQUEE



" Na primavera de 2011, un cheikh (rebelde) de Hama retirou a sua djellaba dizendo que so voltaria a revesti-la quando 300 Alauitas fossem executados. Voltou a vesti-la depois do massacre...
No principio da revolta, a partir de Londres os "Irmãos Muçulmanos" instigaram os manifestantes anti-regime : "Se quiserem vêr o dossier Siria na ONU, é preciso matar pelo menos alguns milhares de pessoas.."

"... Segundo a Madre Agnes Mariam de la Croix, carmelita superior do convento Saint Jacques l'Intercis (região de Damasco) :  em 6 de dezembro 2011 em Homs, mais de 100 pessoas foram mortas, muitas delas esquartejadas e cortadas aos bocados, mulheres violadas e a quem cortaram os seios. Um jovem cristão, recém-casado, foi assassinado porque recusou participar numa manifestaçao ao lado dos rebeldes. Um comerciante sunita foi morto porque tinha acabado de vender qualquer coisa a um policia..."

O lider kurdo Omar Oussi explica que este tipo de exações não é carateristico da cultura siria e que sao praticas salafistas importadas.
Os rebeldes revestem uniformes da policia e do exército para praticar os seus crimes. Para contrariar este método, as forças de segurança mudam regularmente de uniforme..."

O relatorio que cito e que voltarei a citar merece sêr lido !
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2012, 04:42:31 pm
"Missão de Annan estava condenada ao fracasso" diz John McCain


O senador norte-americano John McCain afirmou na quinta-feira que a missão de Koffi Annan como mediador da ONU e Liga Árabe para o conflito na Síria estava "condenada ao fracasso desde o início".

Numa intervenção no Senado norte-americano, McCain, um dos republicanos mais ativos no campo da política externa dos EUA e que foi candidato presidencial em 2008, atribuiu também à Casa Branca a responsabilidade do fracasso da missão de Annan.

Para McCain, o fracasso da missão de Annan não foi uma surpresa, porque "estava baseada nas premissas de que Bashar al-Assad poria fim aos massacres do seu povo e que os observadores da ONU poderiam chegar e colocar-se entre duas forças combatentes, ignorando totalmente os fundamentos do conflito".

O senador atacou duramente a postura "vergonhosa" do presidente norte-americano, Barack Obama, por não intervir na Síria, considerando que "quanto mais tempo durar o conflito, maior é o perigo de extremistas e jihadistas combaterem".

McCain considera "inocente e absurdo" que Obama baseie a sua política em relação à Síria na não intervenção, na ideia de que a Rússia pedirá ao presidente sírio, Bashar al-Assad, para abandonar o poder e de que a missão de Annan teria êxito com um regime que já deixou claro que não está disposto a render-se.

"Os que chegarem ao poder depois da saída de Assad vão lembrar-se que os Estados Unidos mantiveram-se à margem", alertou.

O senador observou que existe também um "risco muito grave" de que o vazio de poder em Damasco possa levar grupos terroristas a controlar armas químicas.

"Quanto mais caos, desordem e frustração houver na Síria, mais provável é que [armas químicas] venham a cair nas mãos erradas", realçou. Segundo McCain, "a resistência necessita de uma zona segura" à semelhança do que aconteceu na Líbia com Bengazi, que serviu de centro das operações da oposição.

Os Estados Unidos acusaram na quinta-feira a China e a Rússia de serem responsáveis pela demissão de Kofi Annan por terem bloqueado várias resoluções no Conselho de Segurança da ONU.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 05, 2012, 05:24:11 pm
Primeiro astronauta sírio deserta do exército


O general Mohamed Ahmed Faris, um aviador que se tornou o primeiro astronauta sírio no final dos anos 1980, fugiu este domingo para a Turquia depois de desertar do exército do regime, informou a agência de notícias Anatolia, citada pela France Press.Antes de cruzar a fronteira com a Turquia, Faris visitou a sede do ELS (Exército Livre da Síria) em Aleppo, num sinal de solidariedade com as forças rebeldes que lutam contra as tropas de Assad.

Segundo a agência Anatolia, esta era a quarta tentativa de deserção de Faris, que fez parte de uma equipa soviética na estação espacial MIR em 1987.

Dezenas de comandantes militares de alto escalão do exército sírio cruzaram a fronteira com a Turquia nos últimos meses.

A Turquia já acolheu mais de 45.000 refugiados que fogem do conflito e também desertores do exército sírio num campo de alta segurança e que está separado daquele que é reservado aos civis.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Agosto 11, 2012, 12:34:56 am
Citar
Libyan fighters from the group Liwa al-Ummah led by Housam Najjair training Syrian fighters. Housam is from Ireland but went to Libyan to fight with the Tripoli Brigade's who were trained by Qatari Special Forces:
:arrow: [Link] (http://http)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 11, 2012, 03:24:37 pm
EUA e Turquia criam grupo de trabalho sobre a Síria


A secretária de Estado norte-americana e o seu homólogo turco anunciaram hoje que os seus países estão a criar uma estrutura formal para se preparar para o pior cenário possível na Síria, incluindo um eventual ataque químico.

Numa conferência de imprensa no final de uma reunião em Istambul, Hillary Clinton e Ahmet Davutoglu disseram que os dois países estabeleceriam um grupo de trabalho para responder à crise na Síria, onde as condições estão a deteriorar-se.

O grupo irá coordenar respostas políticas, militares e dos serviços de informações, para o caso de um ataque químico, o que resultaria em emergências médicas e num aumento do número de refugiados a fugir da Síria.

Segundo a chefe da diplomacia norte-americana o grupo é necessário para explorar os "pormenores reais" de potenciais novas crises.

"Temo-nos coordenado de perto ao longo do conflito, mas agora precisamos de entrar nos pormenores reais de um planeamento operacional deste tipo", disse Clinton.

Entre as contingências para as quais os EUA e a Turquia querem preparar-se está "a horrível possibilidade de serem usadas armas químicas", acrescentou.

"O que é que isso significaria em termos de resposta, assistência médica e humanitária e, claro, o que precisa de ser feito para garantir que aquelas armas nunca serão usadas e nunca cairão nas mãos erradas", afirmou.

Na conferência de imprensa, a secretária de Estado norte-americana afirmou que existem "ligações" entre o grupo chiita libanês Hezbollah, o Irão e a Síria, o que "prolonga a vida do regime" de Bashar Al-Assad.

"Continuamos a fazer pressão do exterior. Anunciámos ontem em Washington sanções destinadas a expor e a quebrar os laços entre o Irão, o Hezbollah e a Síria, que prolongam a vida do regime Assad", disse Clinton.

Hillary Clinton afirmou ainda que "a Síria não deve tornar-se um santuário para os terroristas do PKK", movimento armado que combate o governo turco.

A secretária de Estado disse "partilhar as preocupações" da Turquia sobre esse assunto, afirmando que a Síria não pode tornar-se um santuário para os rebeldes turcos, "nem agora, nem depois da queda do regime" do presidente Bashar al-Assad.

Clinton afirmou-se preocupada que "os terroristas do PKK e da Al-Qaeda se aproveitem da luta legítima do povo sírio para promover a sua própria agenda".

O ministro turco dos Negócios Estrangeiros, cujo país combate o PKK desde 1984, defendeu que "não há lugar para um vazio de poder na Síria", já que isso poderia beneficiar os rebeldes do PKK.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 11, 2012, 05:31:02 pm
«O fim está próximo para Assad», diz chefe da espionagem alemã


O chefe do sector de espionagem da Alemanha, Gerhard Schindler, disse que o governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, parece estar nos seus momentos finais porque o seu Exército está esgotado pelas baixas, deserções e soldados que mudaram de lado. Schindler, que é director dos serviços secretos BND, afirmou que o Exército de Assad, outrora com 320 mil homens, perdeu cerca de 50 mil deles desde o início da revolta contra o seu regime, há 17 meses.

As unidades pequenas e flexíveis da oposição foram minando a força do Exército com tácticas de guerrilha, disse ao jornal alemão Die Welt, em entrevista publicada este sábado.

«Há uma porção de indicadores de que começou o fim do jogo para o regime», declarou Schindler. «Isso (as perdas do Exército) inclui aqueles que ficaram feridos, os que desertaram e os cerca de 2.000 a 3.000 que passaram para o lado da oposição armada. A erosão no meio militar continua.»

Embora o controlo de Assad sobre o país enfraqueça à medida que o levante se intensifica, as forças do governo tem vantagem esmagadora de poder de fogo sobre os rebeldes, que possuem pouco armamento.

No entanto, Schindler observou que as pequenas unidades dos rebeldes estão a sobrepor-se ao poderio militar de Assad por se valerem de rapidez e capacidade de manobra para atacar rapidamente em emboscadas.

«Por causa do seu pequeno tamanho, não são um alvo fácil para o Exército de Assad», disse. «O Exército regular está a enfrentar um grupo variado de combatentes. A receita do sucesso são as tácticas de guerrilha. Elas estão a partir as costas ao Exército.»

Assad luta contra um rebelião que procura pôr fim a quatro décadas do poder da sua família na Síria.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Agosto 14, 2012, 09:14:55 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Camuflage em Agosto 14, 2012, 09:52:11 pm
Ao ouvir estes maluquinhos a berrar fico com a sensação que a Al Qaeda anda a ser financiada pelos EUA para deitar abaixo o regime sírio. Isto vai dar bronca.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Agosto 15, 2012, 01:17:22 am
Citação de: "Camuflage"
Ao ouvir estes maluquinhos a berrar fico com a sensação que a Al Qaeda anda a ser financiada pelos EUA para deitar abaixo o regime sírio. Isto vai dar bronca.

Não são apenas os EUA. Este site já foi aqui colocado pelo Cabeça de Martelo.
http://www.prisonplanet.com/shocking-vi ... hters.html (http://www.prisonplanet.com/shocking-videos-reveal-truth-behind-syrian-freedom-fighters.html)
É tirar as conclusões...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 22, 2012, 02:15:51 pm
Crise síria arrasta confrontos entre sunitas e alauitas ao Líbano


O palco principal continua a ser a cidade de Alepo, no norte da Síria, mas a guerra que opõe as forças do governo de Bashar al-Assad aos rebeldes do Exército Livre da Síria já chegou ao Líbano. Ontem, terça-feira, pelos menos duas pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas em confrontos entre muçulmanos sunitas e alauitas na cidade norte de Tripoli.

De acordo com a cadeia televisiva do Qatar, Al-Jazeera, o ataque foi desencadeado por um homem armado, afecto à maioria sunita do distrito de Baba al-Tabbaneh, que abriu fogo com armas e granadas contra os rivais alauitas de Jebel Mohsen. Os confrontos começaram na segunda-feira ter-se-ão arrastado até ao dia de ontem, não obstante a intervenção das tropas libanesas.

Entre os feridos, asseguram médicos e residentes, contam-se 6 militares e mais de 50 civis.

O episódio do último dia vem substanciar a ideia de que a guerra que se trava na Síria desde Março do ano passado se prende mais com as complexas divergências religiosas do que com divergências de cariz político e social. E quanto mais sectária se torna a violência na Síria, mais difícil é impedir que se alastre além-fronteiras.

O certo é que Bashar al-Assad, da minoria alauita, governa de forma autocrática um país de maioria sunita. E não há olhos para os meios quando o fim é  travar a maioria.

Braço-de-ferro por Alepo

Entretanto prossegue a batalha por Alepo, a maior cidade síria sem descanso à mais de um mês. Entre bombardeamentos e confrontos directos, tanto os rebeldes como as forças do regime reivindicam sucessivas vitórias no terreno.

Por um lado, o Exército Livre da Síria afirma controlar perto de dois terços da cidade. «Neste momento controlamos mais de 60 por cento e a cada dia que passa vencemos em novos distritos», garantiu Abdel Jabbar al-Okaidi, coronel dissidente. Por outro, fonte das forças de segurança de Damasco assegura, em declarações à Al-Jazeera, que «os terroristas» têm a ilusão de estar a ganhar terreno porque «ocasionalmente saem dos distritos que estão sob o seu controlo e atacam outros para poderem afirmar que controlam esta e aquela rua».

Para as forças do Governo, «é o exército quem está a progredir». Alheios a estas disputas estão as vítimas dos ataques dos últimos dias. Só ontem nas várias cidades sírias morreram 198 pessoas, segundo dados do Observatório sírio para os Direitos Humanos. Só em Alepo, foram 24 mortes, onde se incluem mulheres e crianças.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 28, 2012, 08:32:34 pm
França vai intervir caso Damasco utilize armas químicas


O Presidente francês, François Hollande, considerou ontem que a eventual utilização de armas químicas por Damasco será "causa legítima para uma intervenção direta" e assegurou que a França "reconhecerá, quando for formado, o governo provisório da nova Síria"

Numa referência à Síria e ao discursar na Conferência dos embaixadores que hoje decorreu no Eliseu, o chefe de Estado gaulês sustentou que a eventual utilização pelo regime do Presidente Bashar al-Assad de armas químicas no atual cenário de guerra seria "uma causa legítima de intervenção direta" da comunidade internacional.

"Digo-o com a solenidade que convém: permanecemos muito vigilantes com os nossos aliados para impedir a utilização de armas químicas pelo regime [sírio] e que será para a comunidade internacional uma causa legítima de intervenção direta", disse o chefe de Estado numa alocução perante cerca de 200 embaixadores franceses reunidos em Paris.

"O desafio ultrapassa a Síria e relaciona-se com a segurança do Médio Oriente, em particular a independência e estabilidade do Líbano", observou.

O Presidente norte-americano, Barack Obama, também admitiu recentemente que o recurso às armas químicas pelo regime de Damasco, ou inclusive a sua deslocação no interior do território, constituíam para Washington uma "linha vermelha", e não afastou a hipótese de uma intervenção militar.

Em paralelo, e numa alusão à situação no país, Hollande sublinhou a necessidade em "intensificar os esforços para que a transição política ocorra rapidamente" e apelou à oposição síria para "formar um governo provisório, inclusivo e representativo que possa tornar-se no legítimo representante da nova Síria".

Numa referência aos esforços diplomáticos relacionados com a crise na Síria, o inquilino do Eliseu sublinhou a importância dos "parceiros árabes" garantirem a formação de um governo provisório pela oposição.

Na semana passada, durante a receção a uma delegação do Conselho Nacional Sírio (CNS, oposição), Hollande tinha "encorajado" esta organização, que reúne a maioria das correntes da oposição, "a organizar um amplo conclave de todas as forças da oposição" sírias.

Após alertar para os riscos da proliferação nuclear, definidos como "a mais grave das incertezas", Hollande sublinhou ainda que a posição da Rússia e da China - que têm vetado as resoluções do Conselho de Segurança da ONU destinadas a impor sanções a Damasco - "enfraquece" as capacidades das Nações Unidas.

O Presidente francês confirmou ainda a sua presença na cimeira da Organização Internacional da Francofonia, prevista para outubro em Kinshasa, capital da República Democrática do Congo (RDCongo).

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 30, 2012, 10:48:33 am
Ó Hades, muito sinceramente tu vens para um fórum Português cuspir na cara do pessoal? Para quê? Com que intuito? Não gostas do pessoal, ó meu amigo tens bom remédio, não voltas a escrever no fórum e acabou. Eu não vou para o DB ofender os Brasileiros ou o Brasil, não é de bom tom. Dito isto, volto ao teu texto:

Brasil - Maior país da América do Sul, grande parte da sua fronteira foi conquista de Portugueses, maior ecónomia dessa região, um país em franco crescimento. Tem IMENSOS problemas, problemas esses que foram criados pelos Brasileiros e devem ser resolvidos pelos Brasileiros (pelo menos é isso que eu defendo senão passem para cá a Amazónia que as Corporações Norte-Americanas e Europeias sabem como "salvaguardar" os direitos dos pobres indigenas :shock:

Hong Kong tem quase 7 milhões de habitantes e um PIB per capita de 37,400$, Macau tem meio milhão de habitantes e um PIB per capita de 36.357$. Hong Kong foi o resultado de uma guerra do ópio, Macau foi uma oferta do Imperador Chinês ao Rei Português pela Armada Portuguesa ter limpo o Mar da China de Piratas. Já agora o PIB per capita chinês é de apenas 8.394$, por isso acho que foi um bom negócio para a China, certo?!

Angola, depois de décadas de guerra civil estão em paz e em forte crescimento e ainda bem porque há muita empresa Portuguesa que está a aguentar esta crise graças aos seus investimentos por lá. Mais uma vez chamar esse país de fracasso só pode ser brincadeira, certo?! :shock:

Moçambique, depois de décadas de guerra civil estão em paz e em forte crescimento, não está a ter o mesmo crescimento que Angola, mas isso é derivado à falta de recursos naturais e por ser um país mais seco. Mas tem um regime democrático, e o crescimento é relativamente estável.

Guiné-Bissau é um narco-estado, sem grandes perspectivas de grandes mudanças a médio prazo. O povo vivia sem dúvida muito melhor nos anos 60/70 do que agora.

Timor Leste depois de décadas de ocupação são livres muito graças aos esforços dos governos Portugueses e ao sangue derramado pelos militares Portugueses naquele país. Tem um enorme fundo graças ao petróleo, mas ainda tem muito que crescer porque na prática ainda é um país tribal.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 30, 2012, 10:50:37 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "HaDeS"
Portugal (históricamente) sempre esteve sobre a esfera de influência de um a grande potência e em uma das poucas vezes que tentou sair protagonizou uma das cenas mais covardes da história quando sua corte correu para o Brasil com medo das tropas napoleonicas. Enquanto várias nações se impunham bravamente contra o poderoso exército francês a corte portuguesa fez os que os portugueses sabem fazer de melhor nessas crises, ficar neutro ou correr, neste caso preferiram a segunda via.

HaDes, quando a família real fugiu para o Brasil quem foi para aí foram as grandes famílias, não o povinho. O povinho ficou e suportou 3 invasões e suportou os "aliados" (britânicos). Que eu saiba (pelo que ensinaram-me na escola), Portugal "nasceu" à quase 900 anos, o que é hoje é o território nacional (tirando a RAA e a RAM) foi conquistado muito ano dos "espanhóis terem conquistado o que é hoje Espanha. Na verdade quando eles conquistaram o último reino muçulmano no sul da Península já nós andávamos a conquistar SOZINHOS cidades no norte de África aos mesmos mouros. Depois disso foi dar porrada sozinhos a meio mundo, foi conquistar aos poucos um dos maiores impérios da história quando eramos uns meros 1 milhão de pessoas. Mesmo quando fazíamos parte do império dos Filipes, o que é hoje o teu país foi conquistado aos indígenas à força pelas armas SOZINHOS!

Depois quando demos com os pés no último dos Filipes aguentamos décadas de guerra com meio mundo, de seguida foram os Franceses liderados pelo baixote córsego, depois tivemos uma guerra civil que destruiu o pouco que ainda estava de pé. Depois foram as guerras em áfrica (várias), revoluções, quedas de regimes.

Meu caro, quando o mundo acabar só vai sobrar os insectos e os Portugueses, porque nós somos poucos, feios e maus...mas enquanto que uns vêm e vão nós continuamos por cá, pequenos, poucos, feios e maus... somos mesmo assim e sabes que mais daqui a 200 anos metade dos países que hoje em dia olham de cima para o meu país e para o meu povo já desapareceram e de certeza que haverá um fórum defesa lá do sitio com pessoas não muito diferentes destas a dizer que Portugal está nas últimas e com um tipo qualquer a dizer que somos cobardes... mas ainda estarão por cá os netos dos meus netos a falar uma espécie de Português mal amanhado e a queixarem-se que não têm tosto no bolso.

Já agora gostava que responde-se a isto.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Setembro 07, 2012, 10:06:56 pm
Revolta no mundo árabe Taliban style...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Setembro 12, 2012, 08:47:13 pm
Embaixador dos EUA morto em ataque a embaixada  Americana em benghazi Libia



Chamem o Kadhafi para por esta gente  na ordem!
Cada vez estou mais convencido este tipo de gente só pode ser govenado por um ditador que esfole  e corte cabeças
A liberdade que eles queriam era esta!!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 21, 2012, 08:10:45 pm
Um mundo mais perigoso
Alexandre Reis Rodrigues


Embora muito ansiada e louvada, a "primavera árabe” tornou o mundo mais perigoso. Pode ser que seja uma situação passageira, própria de uma transição que afinal mal começou. De facto, foi-se pouco além de remover os ditadores e organizar eleições que, embora tendo decorrido regularmente, não fazem sozinhas uma democracia. Há novas constituições em preparação para serem submetidas a escrutínio público e, obviamente, uma grande esperança de que a estabilidade social e a segurança acabarão por chegar para ficar.
 
Os novos governos, inexperientes, fracos e sem qualquer base política de apoio organizado parecem mais receosos de se parecerem, em autoritarismo, com os anteriores e hesitam em assumir as suas responsabilidades; as forças de segurança, desacreditadas por décadas de repressão ao serviço de regimes autoritários, não conseguem manter a ordem. As populações têm finalmente a liberdade por que reclamavam mas não a sabem interpretar, nem como fazer uso dela; depois de décadas a verem os seus governos a controlar tudo, não compreendem como no Ocidente não se proíbem os insultos e humilhações ao Profeta e seus seguidores. Assumem a situação como uma comprovação da perceção instalada no mundo muçulmano de que, afinal, diga-se o que se disser, o Ocidente, liderado pelos EUA, continua em guerra contra o Islão.

Os graves incidentes ocorridos no Egipto e Líbia, na sequência da divulgação de um vídeo que ofende os islamitas, produzido por um anónimo nos EUA, aí estão a demonstrar como é extremamente precária a situação.
 
O assalto à embaixada americana no Cairo fez-nos lembrar Teerão em 1979, mas com uma diferença essencial; aí, a sublevação foi fomentada pelo próprio regime iraniano. Desta vez, foi o regime egípcio que não foi capaz de se mostrar à altura da situação e proteger, como era da sua estrita obrigação, a embaixada. Valha o facto de os EUA tudo terem feito para não deixar escalar a situação, contendo o uso da sua segurança própria o que a ter-se verificado levaria, certamente, a baixas entre os assaltantes e dado uma dimensão ainda mais complexa ao incidente.

Na Líbia, o assalto ao consulado americano, em Bengasi, teve uma natureza totalmente diferente. Foi uma ação planeada por "profissionais” bem armados, do grupo "Ansar al-Shariya”, um dos vários grupos extremistas que o governo não consegue controlar e que beneficiam do muito armamento distribuído à população durante a sublevação contra Kadhafi. O embaixador Stevens, para a generalidade dos líbios, foi um alvo errado; era uma figura de que todos gostavam pelo esforço que fazia para os ajudar a resolver os seus problemas. Obviamente, al Zawahiri não pensava desta maneira; aliás, na véspera, tinha responsabilizado os EUA e o embaixador pela morte do chefe da al Qaeda na Líbia, por um drone.  

É curioso comparar as reações oficiais em ambos os países. Na Líbia, apareceu de imediato um pedido de desculpas e a promessa de punir os responsáveis, o que permitiu ao Presidente Obama dizer que "seria feita justiça”. No Egipto, o Presidente Morsi pareceu mais interessado em reclamar dos EUA uma ação contra os que fizeram uma afronta ao Profeta do que garantir todos os esforços para que a segurança da embaixada americana não voltaria a ser violada. Até Baradei, fez uma declaração que foge ao essencial da questão: «Humanity can only live in harmony when sacred beliefs and the prophets are respected». Note-se que por alturas do assalto, estava de visita ao Cairo uma grande delegação de empresários americanos para dar seguimento a projetos de investimento externo de que o Egipto precisa desesperadamente. Acabou, por ficar tudo suspenso, inclusive uma moratória da dívida egípcia (mil milhões de um total de três).
 
Tornou-se evidente como é hoje incrivelmente fácil criar graves incidentes internacionais com repercussões por todo o mundo. Está à distância de um "clique” na internet para publicar um vídeo, fotografias ou cartoons considerados insultuosos para o islamismo. Tanto pode partir de um irresponsável, desejoso de notoriedade e incapaz de medir as prováveis consequências do seu ato, como ser fruto de uma ação pensada exatamente para provocar instabilidade e caos.

Esteja ou não na origem destas situações, quem as aproveita é a al Qaeda. Tem por esta via uma forma fácil e eficaz de minar o novo relacionamento que se começava a estabelecer entre o Ocidente e as "democracias” resultantes da chamada "Primavera Árabe”, comprometendo todo o processo. O terreno dificilmente poderia ser mais propício para a atuação de provocadores e extremistas islâmicos, pelas razões atrás apontadas.

Em consequência do atual incidente o registo de mortes vai em 16: quatro na Líbia e doze no Afeganistão em resultado de um ataque suicida em protesto. Do anterior caso – os cartoons publicados pelo jornal dinamarquês Jyllands Posten em 2005 – resultaram, dois anos depois, oito vítimas mortais em resultado de um ataque à embaixada dinamarquesa no Paquistão. Ainda existe o caso de uma jovem paquistanesa, de catorze anos e deficiente, para quem se pede uma condenação à morte por ter queimado algumas páginas do Corão. Não obstante toda esta loucura, o semanário francês Charlie Hebdo anunciou que publicará vários cartoons na edição de 19 setembro. Laurent Fabius, ministro dos Negócios Estrangeiros francês, ordenou um reforço de segurança em todas as embaixadas em países muçulmanos.
 
A continuar a faltar um mínimo de bom senso, estamos a permitir que a interpretação - quanto a mim errada - de liberdade de expressão e liberdade religiosa que está a ser usada nestes casos, mais próxima de liberdade de insultar e provocar do que liberdade de escolha, dê origem a um grave problema de segurança.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Setembro 23, 2012, 11:39:40 pm
Começam também a surgir vídeos de combates do lado das forças do Governo Sírio.

 :arrow:FONTE (http://http)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Outubro 03, 2012, 10:01:22 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Outubro 04, 2012, 03:41:15 pm
WILLIAM ENGDAHL A "RUSSIA TODAY":
«França faz o papel de pistoleiro dos Estados Unidos na Síria»

REDE VOLTAIRE | 17 DE SETEMBRO DE 2012

«A França está se encarregando de prover os rebeldes sírios com dinheiro e artilharia por conta dos Estados Unidos, que não querem sujar as mãos antes das eleições presidenciais de novembro», declarou o professor norte-americano William Engdahl ao canal de televisão Russia Today.

Segundo uma fonte diplomática citada pela agência britânica Reuters, a mencionada ajuda está chegando, desde a passada sexta-feira, a cinco autoridades locais de supostas «zonas libertadas» nas províncias sírias de Deir al-Zor, Alepo e Idlib.

Na sua entrevista à Russia Today, William Engdahl, conhecido pelas suas acertadas análises e investigações sobre temas geopolíticos, sublinha que esse tipo de actuação não pode senão agravar o derramamento de sangue na Síria.

RT: Porque é que a França está a envolver-se tanto na Síria? Que busca Paris com o seu apoio aos rebeldes?

William Engdahl: Penso que França está sendo um «vendedor de paz» muito desonesto em todo este processo. Penso que está actuando, se quisermos, como um agente do Departamento de Estado norte-americano até que passem as eleições nos Estados Unidos. Obama não quer meter-se no que seria um complicado conflito direto na Síria até que os eleitores estado-unidenses se tenham pronunciado. Penso que a França está a fazer o papel de pistoleiro a soldo e que a ideia de entregar artilharia pesada a estas chamadas «zonas tampão» é do mais cínico que se pode imaginar. Isto vai fomentar a guerra civil, vai fomentar o derramamento de sangue, tudo menos paz. É, portanto, uma das jogadas mais perigosas de todo o envolvimento da OTAN na Síria nos últimos 18 meses..."  fonte : Voltairenet.org

Podemos tambem deduzir à luz dos ultimos acontecimentos que a Turquia é a proxima peça a avançar no tabuleiro...
Este "ataque" sirio a uma aldeia turca é no minimo tao conveniente como a historia do arsenal quimico que motivou a invasao do Iraque.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Outubro 04, 2012, 08:34:36 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 05, 2012, 01:25:38 am
Resposta da Turquia pode arrastar Nato para o conflito na Síria


A intervenção turca representa uma importante escalada no conflito que, de interno, se poderá tornar explicitamente regional.

A Turquia atacou ontem, com tiros de artilharia, alvos militares no interior da Síria. A acção dos turcos foi em resposta a uma bomba do exército sírio que atingiu uma aldeia fronteiriça matando alguns civis.

Apesar de não haver números concretos, fontes da Síria garantem que na resposta morreram alguns soldados sírios.

A intervenção da Turquia representa uma importante escalada no conflito que, de interno, se poderá tornar explicitamente regional. Sendo Estado-membro da Nato, os restantes parceiros dessa organização poderão ver-se envolvidos na questão.

Os turcos invocaram o tratado da Nato para convocar uma reunião de emergência em Bruxelas. Entretanto a ONU deverá discutir uma condenação do bombardeamento na Turquia, mas a Rússia, aliada da Síria, vai procurar amenizar os termos e a linguagem.

Mediante este cenário ambos os países procuraram desdramatizar a situação. As autoridades sírias dizem que estão a tentar apurar as responsabilidades pelo ataque que matou os civis turcos. Já a Turquia afirmou que não tem interesse em entrar em guerra com a Síria, mas que tem capacidade para proteger as suas fronteiras. O Governo turco já disse que mantém abertos os canais políticos e diplomáticos.

O conflito na Síria tem grandes implicações regionais. A luta interna opõe rebeldes da maioria sunita ao regime de maioria alauita, um ramo do Islão xiita. O Irão, a grande potência xiita do Médio Oriente, apoia o regime de Bashar al-Assad, enquanto a Turquia apoia os rebeldes, permitindo que os grupos armados se organizem e agrupem do seu lado da fronteira. Damasco acusa Ancara de armar e financiar os “terroristas”, mas a Turquia nega qualquer envolvimento.

Certo é que a queda do regime de Assad seria vista com bons olhos por Ancara e por grande parte do mundo árabe sunita, uma vez que isolaria o Irão, cortando, por exemplo, as linhas que permitem aquele país armar e financiar o Hezbollah, o partido xiita que domina actualmente o cenário político e militar no Líbano.

Renascença
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Outubro 09, 2012, 10:16:04 am
« ANTE OS NOSSOS OLHOS »
A caminho de uma retirada ocidental da Síria

por Thierry Meyssan
REDE VOLTAIRE | DAMASCO (SIRIA) | 8 DE OUTUBRO DE 2012

A situação militar na Síria virou em desfavor daqueles que esperavam em Washington e Bruxelas conseguir mudar o regime pela força. As duas tentativas sucessivas de tomada de Damasco falharam e é agora claro que este objectivo não poderá ser atingido.

A 18 de julho, uma explosão decapitava o Conselho de segurança nacional e dava o sinal para uma vasta ofensiva de dezenas de milhares de mercenários convergindo da Jordânia, do Líbano, da Turquia e do Iraque em direção à capital. Depois de alguns dias de batalha encarniçada Damasco foi salva, com a fracção da população hostil ao governo escolhendo por patriotismo ajudar o Exército nacional mais do que apoiar l’ASL.

A 26 setembro, jihadistas da Al-Qaida penetravam no perímetro do ministério da Defesa, disfarçados de soldados sírios e munidos de falsos documentos. Eles queriam fazer rebentar os seus cintos de explosivos no gabinete do Estado-maior, mas não conseguiram atingir uma proximidade suficiente do seu alvo e foram abatidos. Uma segunda equipa devia apoderar-se da televisão nacional e lançar um ultimato ao Presidente, mas não conseguiu aproximar-se do edifício porque o acesso tinha sido bloqueado nos minutos seguintes ao primeiro ataque. Uma terceira equipa dirigiu-se para a sede do governo e uma quarta devia atacar o aeroporto.
m ambos os casos, a OTAN, que coordenava as operações desde a sua base turca d’Incirlink, esperava provocar uma fractura no seio do Exército árabe sírio e apoiar-se em certos generais para derrubar o regime. Mas os generais em questão tinham sido identificados como traidores muito tempo antes e privados de qualquer posto de comando efectivo. Nada se passou pois de significativo e o poder sírio ainda saiu reforçado destes dois golpes falhados. Ele encontrou a legitimidade interior necessária para se permitir passar à ofensiva e esmagar rapidamente o ASL.

Estes fracassos fizeram cair a arrogância aqueles que garganteavam de véspera afirmando que os dias de Bachar el-Assad estavam contados. Assim sendo, em Washington, os partidários da retirada estão em vias de se impor. A questão não é agora saber quanto tempo mais se aguentará o « regime de Bachar », mas se é mais caro para os Estados-Unidos continuar esta guerra ou pará-la. Continuá-la, é provocar o afundamento económico da Jordânia, é sacrificar os seus aliados no Líbano, é arriscar a guerra civil na Turquia, e é ter de proteger Israel deste caos. Pará-la, é deixar os Russos se reinstalar no Próximo-Oriente e é reforçar o Eixo da Resistência em detrimento dos sonhos expansionistas do Likoud.

Ora se a resposta de Washington têm em conta o parâmetro israelita, ela não valoriza mais a opinião do governo Netanyahu. Este acabou por indispor tanto em razão das suas manipulações de bastidores no assassinato do embaixador Chris Stevens, como por causa da sua estonteante ingerência na campanha eleitoral U.S. Em definitivo, se, se encarar a proteção a longo prazo de Israel e não as exigências extravagantes de Benjamin Netanyahu, a presença russa é a melhor solução. Com 1 milhão de Israelitas russófonos, jamais Moscovo deixará perigar a sobrevivência desta comunidade.

Aqui é necessário voltar atrás. A guerra contra a Síria foi decidida pela administração Bush, a 15 setembro 2001 aquando de uma reunião em Camp David, como nomeadamente o atestou o general Wesley Clark. Após ter sido adiada várias vezes, a ação da OTAN teve de ser anulada por motivo dos vetos russo e chinês. Um « plano B » foi então posto em pé : recorrer a mercenários e à ação secreta visto que a movimentação de soldados uniformizado se tinha tornado impossível. Não tendo o ESL, entretanto conseguido uma única vitória contra o Exército árabe sírio, muitos prognosticaram que o conflito seria interminável e minaria progressivamente Estados da região, incluindo-se Israel. Neste contexto, Washington concluiu a 30 junho um acordo com a Rússia em Genebra, sob a batuta de Kofi Annan.

No entanto, os belicistas fizeram descarrilar este acordo organizando fugas de informação na imprensa sobre o engajamento ocidental secreto no conflito ; fugas que forçaram Kofi Annan à demissão súbita. O partido da guerra jogou os seus dois trunfos a 18 de julho e a 26 setembro e perdeu. Desde logo, foi implorado a Lakhdar Brahimi, o sucessor de Annan, para ressuscitar e implementar o Acordo de Genebra.

Durante este tempo, a Rússia não ficou parada. Ela conseguiu obter a criação de um ministério sírio da Reconciliação nacional, ela supervisionou e protegeu a reunião em Damasco dos partidos da oposição nacional, ela organizou contactos entre os estados-maiores U.S. e Sírio, e ela preparou a implementação de uma força de paz. As duas primeiras medidas foram encaradas de forma superficial pela imprensa ocidental e as duas últimas foram ostensivamente ignoradas.

Contudo, como o revelou o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, a Rússia respondeu aos temores do estado-maior U.S. relativos às armas químicas sírias. Ela pode conferir que estas estavam estocadas em lugares suficientemente seguros para não cair nas mãos do ESL, ser desviadas pelos jihadistas e usadas por estes cegamente, salvo mudança de regime. Ela pode assim dar garantias credíveis ao Pentágono que a manutenção no poder de um líder que provou o seu sangue-frio como Bachar el-Assad é uma situação mais manejável, inclusive para Israel, que a extensão do caos à Síria.

Principalmente, Vladimir Putin acelerou os projetos da Organização do Tratado de segurança Colectiva (OTSC), a Aliança defensiva anti-OTAN reunindo a Arménia, a Bielorússia, o Cazaquistão, o Quirguistão, o Tadjiquistão e claro a Rússia. Os ministros dos Negócios Estrangeiros da OTSC adotaram uma posição comum sobre a Síria. A logística foi preparada para um eventual posicionamento de 50 000 homens. Um acordo foi assinado entre a OTSC e o departamento onusino de manutenção da paz para que os « chapkas azuis » possam ser colocadas nas zonas de conflito sob mandato do Conselho de segurança. E manobras comuns ONU/OTSC terão lugar em outubro no Cazaquistão sob o título « Fraternidade inviolável » para finalizar a coordenação entre as duas organizações intergovernamentais.

Nenhuma decisão será oficializada pelos Estados Unidos durante a sua campanha eleitoral presidencial. Assim que esta esteja terminada, a paz será concebível.

Thierry Meyssan
Tradução
Alva
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Outubro 09, 2012, 10:49:46 am
Manifestação contra a guerra em Istambul

A Turquia tem sido palco desde ha varios meses de  manifestações contra a guerra com a Siria. As primeiras realizaram-se sobretudo nas regiões arabe e kurda mas nesta ultima quinta-feira 4 de outubro realizou-se pela primeira vez em Istambul uma enorme manifestação que atravessou a capital turca com o slogan : "esta guerra nao é nossa".

A escolha do governo de Erdogan de entrar em guerra ao lado da OTAN contra a Libia e depois de apoiar esta guerra secreta contra a Siria teve como consequencia uma quebra brutal na economia turca, ja que a Libia e a Siria faziam parte do grupo dos seus principais parceiros comerciais. Para além do aspeto economico que é ressentido pela população turca em geral, temos o facto de varios sectores da sociedade turca como os kurdos, arabes e alaouitas se sentirem solidarios com o governo e a população siria.

extraido do "réseau Voltaire"
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 09, 2012, 05:43:56 pm
NATO pede a Turquia e Síria que evitem escalada do conflito na fronteira


O secretário-geral da NATO apelou hoje à Turquia e à Síria para «evitarem a escalada» do conflito e para agirem com moderação.
«Esperamos que os dois países ajam com moderação e evitem uma escalada da crise», declarou Anders Fogh Rasmussen aos jornalistas na abertura da reunião, em Bruxelas, dos ministros da Defesa dos 28 países membros da NATO, incluindo a Turquia.

Rasmussen saudou «a moderação» de Ancara, que «tem o direito de se defender no âmbito do direito internacional».

Desde o bombardeamento, na quarta-feira passada, da cidade turca fronteiriça de Akçakale, que causou a morte de cinco civis turcos, as tropas de Ancara estão a responder aos disparos provenientes do território sírio.

O exército regular sírio é considerado o responsável por estes incidentes.

«A Turquia pode contar com a solidariedade da NATO e nós temos planos preparados para defender o país, se for necessário», disse o secretário-geral da organização, acrescentando esperar que estes planos «não venham a ser precisos».

Rasmussen reiterou a posição da NATO a favor de uma «mensagem forte e unida» da comunidade internacional para o regime de Bashar Al-Assad, com o objectivo de encontrar «uma solução política» para a crise.

Na reunião, que termina na quarta-feira, participa o ministro da Defesa português, José Pedro Aguiar-Branco.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 10, 2012, 02:23:10 pm
Turquia ameaça com "resposta ainda mais forte" a Síria


O Responsável máximo das forças armadas turcas garantiu que estas estão prontas para reagir de forma decisiva, se continuarem os bombardeamentos sírios sobre o território do seu país.

O chefe de estado-maior das forças armadas da Turquia, general Necdet Ozel, deixou claro que será desferida uma "resposta ainda mais forte" sobre as unidades sírias que, regularmente, disparam tiros de artilharia sobre território turco.

O general Ozel proferiu estas declarações na localidade fronteiriça de Akçakale, onde na passada semana morreram cinco civis turcos devido a ataques da artilharia síria. Desde então, o exército turco tem respondido taco a taco a todos os disparos das forças do regime de Damasco. Segundo Ozel, estas sofreram "baixas significativas".

O chefe militar turco realiza neste momento uma inspeção às áreas fronteiriças onde já se produziram incidentes, muitas delas onde se encontram refugiados sírios, cerca de cem mil.

A Turquia tem reforçado os mais de 900 quilómetros de fronteira com a Síria, mobilizando um significativo dispositivo militar, com tanques e baterias de artilharia.

No plano interno, O Conselho Nacional Sírio (CNS), principal plataforma política da oposição, anunciou que vai instalar a sua direção em território sob controlo do Exército Sírio Livre (ESL) dentro "de poucos dias".

Do lado das forças fiéis ao regime de Bachar al-Assad, estas prosseguem o cerco à cidade de Homs, onde algumas áreas continuam sob controlo de elementos do ESL, prevendo-se para breve uma grande ofensiva. "Homs pode ser recuperada dentro de horas ou dias, verificando-se a progressão do exército em todas as frentes", escreve hoje o diário Al-Watan, ligado ao regime de Damasco, citado pela AFP.

Em Damasco e na segunda cidade da Síria, Alepo, continuam a registar-se combates, segundo o Observatório Sírio dos Direitos do Homem e segundo alguns media árabes, que citam testemunhos no terreno.

DN
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 15, 2012, 02:07:24 pm
Armas enviadas para Síria por Arábia Saudita e Qatar ficam em grupos islamitas


A maioria das armas enviadas em segredo para a Síria, por iniciativa da Arábia Saudita e do Qatar, vai mais para as mãos dos grupos rebeldes islamitas do que para organizações laicas apoiadas pelo Ocidente, avança hoje o jornal The New York Times.
 
 Com base em fontes anónimas, o jornal afirma que esta é a conclusão de vários relatórios confidenciais apresentados ao presidente Barack Obama e a outras autoridades norte-americanas.
 
As fontes lamentam que não exista um sistema centralizado para coordenar a entrega das armas e controlar para que grupos são destinadas, afirma o NYT.
 
Segundo o jornal, o director da CIA, David Petraeus, viajou em sigilo para a Turquia no mês passado para tentar enquadrar o fornecimento.
 
O objectivo de Petraeus, de acordo com o NYT, era supervisionar o processo que «consiste em analisar e, por fim, constituir a oposição (ao regime de Bashar al-Assad) com a qual os americanos pensam poder trabalhar», acrescenta a publicação, que cita uma fonte diplomática do Médio Oriente não identificada.
 
A CIA também enviou agentes para a Turquia para ajudar a orientar a ajuda, mas não tem informações sobre os rebeldes e sobre as várias facções activas na Síria.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Outubro 17, 2012, 06:34:56 pm
« A ARTE DA GUERRA »
Síria : A Otan visa o gasoduto
por Manlio Dinucci

É como geografo que Manlio Dinucci examina a guerra na Síria : a colocação das forças da OTAN e a coalizão ad hoc que a Aliança formou, mas sobretudo o móbil estratégico. O verdadeiro jogo do conflito não é a mudança de regime, mas o fecho da saída mediterrânica para o gás iraniano e o controlo das reservas de gás sírias.

A declaração de guerra, hoje em dia, está fora de moda. Para fazer a guerra é preciso pelo contrário encontrar ainda um casus belli. Como o projétil de morteiro que, partido da Síria, fez 5 vítimas na Turquia. Ancara ripostou a canhonaços, enquanto o parlamento autorizou o governo de Erdogan a efectuar operações militares na Síria. Um cheque em branco para a guerra, que a OTAN está pronta a pagar.

O Conselho Atlântico denunciou « os actos agressivos do regime sírio na fronteira sul-oriental da Otan », pronta a desencadear o artigo 5 que leva à assistência com meios bélicos o país membro atacado. Mas já está em acção o « não-artigo 5 » — introduzido durante a guerra contra a Jugoslávia e aplicado contra o Afeganistão e a Líbia — que autoriza operações não previstas pelo artigo 5, fora do território da Aliança. Eloquentes são as imagens de edifícios de Damasco e Alepo devastados por muito potentes explosivos : obra não de simples rebeldes, mas de profissionais de guerra infiltrados. Cerca de 200 especialistas das forças de elite britânicas SAS e SBS — reporta o Daily Star — operam desde há meses na Síria, com unidades norte-americanas e francesas. A força de choque é constituída por um amontoado armado de grupos islamitas (até ontem qualificados por Washington de « terroristas ») provindo do Afeganistão, Bósnia, Chechénia, Líbia e outros países. No grupo d’Abou Omar al-Chechen — relata o enviado do Guardian em Alepo — as ordens são dadas em árabe, mas têm de ser traduzidas em checheno, tadjique, turco, em dialecto saudita, em urdu, francês e algumas outras línguas.

Munidos de falsos passaportes (especialidade da CIA), os combatentes afluem às províncias turcas de Adana e de Hatay, fronteiriças da Síria, onde a CIA abriu centros de formação militar. As armas chegam sobretudo da Arabia saudita e do Catar que, como na Líbia, fornecem também forças especiais. O comando das operações encontra-se a bordo de navios da OTAN no porto de Alexandrete. Entretanto, no Monte Cassioum, junto à Síria, a OTAN construiu uma nova base de espionagem electrónica, para juntar à estação de radar de Kisecik e à base aérea de Incirlik.

Em Istambul foi aberto um centro de propaganda onde dissidentes sírios, formados pelo Departamento de Estado dos US, confecionam as notícias e os vídeos que são difundidos pelas redes de satélite. A guerra da OTAN contra a Síria está já pois em acção, com a desculpa oficial de ajudar o país a libertar-se do regime de Assad. Como na Líbia, aproveitou-se uma ponta das fracturas internas para provocar o desabamento do Estado, ao instrumentalizar a tragédia na qual as populações são arrasadas.

O objectivo é o mesmo : Síria, Irão e Iraque assinaram em julho de 2011 um acordo para um gasoduto que, do presente até 2016, deveria ligar a jazida iraniana de South Pars, a maior do mundo, à Síria e daí ao Mediterrâneo. A Síria, onde foi descoberta uma outra enorme jazida perto de Homs, pode tornar-se um hub de corredores energéticos alternativos aos que atravessam a Turquia e a outros percursos, controlados pelas companhias norte-americanas e europeias. Por isto se quer atacá-la e ocupá-la .

Isto é claro, na Turquia, para os 129 deputados (um quarto) que se opõem à guerra e para os milhares de pessoas que se manifestaram gritando o slogan « Não à intervenção imperialista na Síria ».

NT.  Manlio Dinucci

Geógrafo e geopolítico. Últimas publicações : Geograficamente. Per la Scuola media (3 vol.), Zanichelli (2008) ; Escalation. Anatomia della guerra infinita, DeriveApprodi (2005).
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Outubro 17, 2012, 06:41:14 pm
Turquia o pretexto da OTAN

A Turquia mentiu para responsabilizar a Síria pela morte de civis
Rede Voltaire | 12 de Outubro de 2012

Damasco nega ter aceitado culpa por ataque. A Turquia mentiu ao dizer que a Síria se desculpou e aceitou a responsabilidade pelo ataque mortal ao povo turco que colocou ambos os países à beira de uma guerra, segundo revela o sítio Infowars.com.

O representante sírio na ONU, Bashar al-Jaafari, afirmou que expressou as condolências, mas não apresentou desculpas, pela morte de cinco civis em solo turco por causa de um projétil procedente de território sírio esta quarta-feira. “Não se tratou de desculpas, mas sim de uma manifestação de solidariedade com os civis”, disse o diplomata aos jornalistas.

Al Jaafari sublinhou que o seu Governo continua a investigação sobre o ataque e que é preciso prestar atenção aos grupos armados de insurgentes sírios que actuam na zona fronteiriça, que com frequência cruzam a fronteira para fugir do avanço das tropas sírias.

O representante sírio desmentiu assim a amplamente difundida declaração do vice-primeiro- ministro turco, Besir Atalay, que disse esta quinta-feira, um dia depois do ataque, que a Síria admitia a sua responsabilidade no bombardeio que deixou cinco civis mortos e que oficialmente tinha pedido desculpas pelo incidente. "Reconheceram-no e prometeram que isto não se voltaria a repetir”, afirmou Atalay à imprensa, momentos depois de ser aprovada a moção do Parlamento que autorizou o Governo a enviar tropas para o estrangeiro.

Segundo o portal Infowars.com, era essencial para a Turquia conseguir a culpabilidade da Síria pelo ataque aos olhos da comunidade internacional, que sonoramente condenou o regime de Bashar al Assad pese a clara falta de provas, considerando o facto de o primeiro-ministro Tayyip Erdogan imediatamente ter exigido aos Estados Unidos a declaração de uma zona de exclusão aérea sobre a Síria.

A página web também se refere a uma gravação que mostra insurgentes sírios presumivelmente na zona do ataque e na posse de morteiros e projeteis iguais aos que tombaram no povoado turco. Após a morte de civis a 3de outubro, a Turquia respondeu com fogo de artilharia contra alvos sírios próximos à fronteira nesta quarta e quinta-feira.

A OTAN e a ONU condenaram o ataque perpetrado a partir do território sírio, mas abstiveram-se de comentar a resposta turca. Além do mais, esta sexta-feira vários media turcos informaram que as Forças Armadas abriram fogo de novo contra a Síria, assim que outro projétil de morteiro, presumivelmente lançado a partir da Síria, caíra em território fronteiriço turco.

Como os outros membros da OTAN, a Turquia apoia os insurgentes que combatem as forças governamentais da Síria no conflito, que se prolonga desde março de 2011.

Tradução
Alva
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Outubro 17, 2012, 07:14:57 pm
Mi-8 abatido na Síria.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Outubro 18, 2012, 12:22:27 pm
ÁSIA/SÍRIA - O bispo católico-armênio Marayati: a visita da delegação do Sínodo "motivo de esperança para os cristãos e todos os habitantes da Síria"

Aleppo (Agência Fides) - "A notícia de que uma delegação do Sínodo dos Bispos, em andamento em Roma, irá à Síria é um motivo de esperança para os cristãos e para todos os habitantes da Síria. Todos nós esperamos que a visita tenha o perfil de um verdadeira missão de paz, para pedir a reconciliação entre as partes que lutam. "Foi o que disse à Agência Fides o Arcebispo de Aleppo dos católicos armênios, Boutros Marayati. Na cidade mártir há meses no centro de bombardeios e confrontos entre exército governamental e milícias dos insurgentes, a possibilidade de ser visitado por uma delegação de cardeais e bispos provenientes de Roma é um sinal forte: "A visita anunciada faz entender como a Santa Sé e os bispos de todo o mundo têm se preocupado com o destino de todos os povos do Oriente Médio. Seria bom que viesse a Aleppo. Estamos esperando. Se a delegação vir, ficaremos felizes", disse Dom Marayati.
Segundo o chefe da comunidade católica armênia de Aleppo, a missão dos pastores católicos na Síria pode realmente abrir uma janela para a solução do conflito sírio, precisamente devido ao seu perfil sui generis: "Até agora - explica a Fides o Arcebispo Marayati - houve perda terrível para todos. Mortes, destruição, deslocados, vidas em fuga. A história nos ensina que, por vezes, os inimigos podem encontrar acordo e com o tempo se reconciliar. Até mesmo na Europa os povos travaram guerras e agora são amigos e trabalham juntos em paz. Mas isso exige um intermediário que saiba falar ao coração ferido das pessoas, não usando apenas a linguagem do cálculo político. A delegação do Sínodo pode ter essa função diplomática no sentido humano. Testemunhando a paixão pela dignidade humana partilhada por muçulmanos, judeus e cristãos, podemos tentar salvar os homens, mulheres e crianças que sofrem aqui e esperam a salvação, numa situação que parece sem esperança".
Sobre os motivos que alimentam o conflito, Boutros Marayati convida evitar leituras superficiais e enganadoras: "Os bispos - disse à Fides - conhecem bem a situação. Não é apenas uma questão de reformas democráticas pedidas. Nesta terrível situação entrou de tudo. A situação é complicada. Entre outras coisas, o que é preocupante é o aumento do fanatismo religioso. Quando a religião se torna violenta e se combate em nome de Deus, está em risco o acordo com os irmãos de outras religiões, que aqui vivem há muito tempo. Também por isso, espero com anseio a chegada aqui na Síria de cardeais e bispos de Roma: tudo que se move a favor do povo sírio, de qualquer lado venha, será abençoado pelo Senhor". (GV) (Agência Fides 17/10/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Outubro 20, 2012, 03:07:56 pm
ÁSIA/SÍRIA - "Viver como cristãos no inferno de Aleppo": o testemunho de um sacerdote

Aleppo (Agência Fides) -
Os cristãos em Aleppo são vítimas de morte e destruição pelos combates que há meses afetam a cidade. Os bairros cristãos, nos últimos tempos, têm sido atingidos por forças rebeldes que lutam contra o exército regular e isso tem causado um êxodo de civis. Foi o que disse numa mensagem enviada à Agência Fides um sacerdote greco-católico de Aleppo, cuja Fides prefere garantir o anonimato por razões de segurança.
A mensagem, intitulada "Viver como um cristãos no inferno de Aleppo", explica: "Por muito tempo os cristãos de Aleppo viveram em bairros próximos uns dos outros: Sulaymaniyah, Aziziyah, Villas, Telefon Havaii, Al Jabiriyah, Al Maydan, Al Surian e Al Tilal. Estas áreas estão atualmente sob o controle do exército regular sírio, enquanto que as áreas vizinhas são ocupadas pela oposição armada. Por isso, os nossos bairros são cotidianamente objetos de bombardeios e tiroteios entre os rebeldes. Os bombardeios são às vezes cegos, sem um objetivo, e isso provoca graves danos às casas, ou vítimas inocentes como os passantes".
O sacerdote falou à Fides sobre as últimas vítimas na comunidade: "Os nossos últimos mártires são: Fadi Samir Haddad, Elias Abdel Nour, Nichan Vartanian, Vartan Karbedjian, Maria Fahmeh e o pequeno Joëlle Fahmeh, todas vítimas inocentes". Ele fala também sobre os danos às estruturas: "Foi atingido o arcebispado greco-católico em Tilal, com pesados danos e ferindo Pe. Imad Daher. Ataques com morteiros danificaram a igreja de São Miguel Arcanjo e um mosteiro importante das irmãs em Aziziyya; um edifício pastoral da comunidade greco-católica, chamado "A Esperança" foi atingido, matando três pessoas e causando dezenas de feridos entre os civis". Também o convento dos padres franciscanos em Sulaymaniyah foi atingido e ficou em parte inutilizável.
Enquanto isso, prossegue o texto, "as bombas continuam caindo sobre o bairro Almidan, de maioria armênia, lançadas por grupos da oposição armada, que está localizada em Bustan el-Bacha: eles mataram várias pessoas, feriram muitas outras e destruíram muitas casas". Alguns grupos, da oposição, onde se encontram também grupos jiahadistas, "atiram contra as casas e edifícios cristãos, para forçar os ocupantes a fugirem para depois tomar posse", conclui o texto. (PA) (Agência Fides 19/10/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Outubro 25, 2012, 06:56:34 pm
ÁSIA/SÍRIA - Um sacerdote ortodoxo sequestrado em Damasco

Damasco (Agência Fides) - O sacerdote greco-ortodoxo Pe. Fadi Jamil Haddad, pároco da Igreja de Santo Elias em Qatana, subúrbio de Damasco, foi sequestrado por um grupo armado não identificado. Segundo informações enviadas à Agência Fides, os sequestradores que três dias atrás levaram outros dois homens, pediram à família do sacerdote e sua igreja um resgate de 50 milhões de libras sírias (mais de 550 mil euros). A comunidade cristã greco-ortodoxa está muito preocupada com o destino do sacerdote e dos outros dois homens sequestrados. Segundo o que foi referido à Fides por membros da comunidade greco-ortodoxa de Damasco esta manhã grupos armados na galáxia da oposição síria perpetraram ataques com morteiros contra o povoado cristão de Kafarbohom, perto de Hama, matando duas pessoas e ferindo outras duas. Um grupo armado entrou no povoado e sequestrou 20 mulheres pedindo aos seus familiares um resgate de 10 milhões de libras sírias (cerca de 150 mil euros) com a ameaça de matá-las. Segundo fontes de Fides, estes episódios confirmam que nesta fase do conflito as comunidades cristãs estão sob pressão, por várias razões: porque estão cada vez menos envolvidas nas fileiras dos rebeldes armados; por vinganças privadas, ou por simples motivos de especulação e busca de dinheiro da parte de grupos armados presentes no território. Dentre as várias comunidades cristãs na Síria, a greco-ortodoxa é a maior (com cerca de 500 mil fiéis) e está concentrada principalmente na parte ocidental do país e em Damasco. (PA) (Agência Fides 24/10/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Outubro 27, 2012, 11:56:56 am
Mais um feito heroico dos terroristas apoiados pelas "democracias" ocidentais

ÁSIA/SÍRIA - Uma bomba no funeral de Pe. Fadi Haddad, "mártir da reconciliação e da harmonia"

Damasco (Agência Fides) - Uma bomba explodiu na manhã desta sexta-feira durante o funeral de Pe. Fadi Jamil Haddad, sacerdote ortodoxo sequestrado e encontrado morto ontem, em Damasco (veja Fides 25/10/2012). Segundo fontes locais de Fides, a explosão matou dois civis e alguns militares. Na missa fúnebre, celebrada na Igreja de Santo Elias em Qatana pelo Patriarca greco-ortodoxo Ignatius IV Hazim estavam presentes milhares de fiéis cristãos comovidos e desolados pela perda do sacerdote.
Num comunicado do Patriarcado greco-ortodoxo de Antioquia enviado à Agência FIdes, se define Pe. Haddad como um "mártir da reconciliação e da harmonia". De fato, o sacerdote "se empenhou numa nobre missão humanitária para libertar um membro de sua paróquia que tinha sido sequestrado alguns dias atrás". Na mediação, Pe. Fadi foi sequestrado junto como o outro intermediário. Os sequestradores pediram um resgate milionário e depois o mataram. A nota do Patriarcado ortodoxo conta a terrível tragédia: O corpo de Pe. Fadi Haddad foi encontrado na manhã de 25 de outubro na área de Drousha. O seu corpo apresentava sinais de tortura e mutilações. Foi identificado por Pe. Elias el-Baba, sacerdote da cidade de Hina e foi transportado para a clínica da cidade. O Patriarcado foi informado de seu martírio: "o sangue inocente e sem mancha é um sacrifício pela reconciliação e harmonia". A nota enviada à Agência Fides prossegue: "Condenamos com força este ato bárbaro contra os civis, inocentes e homens de Deus, que se esforçam em ser apóstolos da paz". São homens que mantêm unidos os corações, enfaixam as feridas do sofrimento, confortam os doentes, reforçam os fracos nessas circunstâncias difíceis. Expressamos a profundidade de nossa tristeza por estes atos bárbaros que são sem precedentes na longa história de nossa amada nação, construída sobre os alicerces do amor, cooperação, paz e harmonia".
O Patriarcado convida "todos os cidadãos, as organizações humanitárias e os homens de boa vontade a condenarem sequestros, homicídios, destruições, roubos, agressões contra a segurança e bem-estar dos cidadãos".
"Convidamos todos ao diálogo, paz e harmonia" - prossegue - "para por fim ao banho de sangue inocente que se realiza a cada dia".
O texto exorta os cristãos a "permanecerem firmes na fé e na esperança do poder de Deus que quer que tenhamos vida e a tenhamos em abundância" (Jo 10,10) ", e os convida a "permanecer em sua terra e na sua nação, olhando para o futuro com a força de Deus".
"Peçamos a Deus, conclui o Patriarca Ortodoxo, que o martírio de Pe. Fadi Haddas seja um sacrifício oferecido em favor dos filhos desta nação e pela trégua nos acontecimentos dolorosos que vivemos neste tempo".
Pe. Fadi Jamil Haddad nasceu na cidade de Qatana em 2 de fevereiro de 1969. Estudou teologia em Damasco e no Líbano. Casou-se e foi ordenado sacerdote em 1995 por sua Beatitude o Patriarca Ignazio IV Hazim. Era pároco na Igreja greco-ortodoxa de Santo Elias, em Qatana. Uma fonte do Patriarcado frisa que ele "era amado por todos os grupos religiosos e não tinha tomado posição no conflito em curso na Síria, mas era fortemente comprometido pela reconciliação da Síria". (PA) (Agência Fides 26/10/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Novembro 03, 2012, 11:44:37 am
ÁSIA/SÍRIA - Morto o último cristão que permaneceu no centro de Homs; atingida a casa dos Jesuítas

Homs (Agência Fides) - Foi morto o último cristão que permaneceu no centro de Homs, depois da evacuação da população civil. Elias Mansour, 84 anos, cristão greco-ortodoxo, não quis abandonar sua casa, na rua Wadi Sayeh, porque tinha que cuidar do seu filho Adnane, portador de deficiência, mesmo consciente de que sua vida estava em perigo. A área de Wadi Sayeh - habitada por cristãos e muçulmanos sunitas - ainda está no centro de combates entre o exército regular e os rebeldes. Os rebeldes se instalaram nos bairros Khalidiyeh, Bab houd, Bustan diwan, Hamidiyeh, até as ruas de Wadi Sayeh e Ouret al shayyah. As forças do exército regular os circundam. Como refere a Fides um sacerdote greco-ortodoxo, Elias Mansour foi morto ontem. Nos dias precedentes, havia dito que não deixaria sua casa por nenhum motivo e que, se encontrasse os rebeldes, "recordaria a eles os Dez Mandamentos e as Sagradas Escrituras". O funeral será hoje numa igreja ortodoxa. Um sacerdote ortodoxo está tentando contatar seu filho, que necessita de cuidados especiais, mas não se conhece seu paradeiro.
No entanto, como informam fontes de Fides, esta manhã a casa dos jesuítas no bairro Hamidiyeh foi atingida durante os combates que se realizam cotidianamente. Os jesuítas e os refugiados que se encontravam ali naquele instante viveram momentos de medo, mas estão bem. (PA) (Agência Fides 31/10/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Novembro 03, 2012, 11:57:18 am
« SOB OS NOSSOS OLHOS »
Os maus perdedores da crise síria

por Thierry Meyssan
REDE VOLTAIRE | BEIRUTE (LÍBANO) | 28 DE OUTUBRO DE 2012

Aquando de uma mesa redonda em Ancara, o almirante James Winnefeld, chefe de estado-maior adjunto dos E.U., confirmou que Washington revelaria as suas intenções em relação à Síria, logo após terminar a eleição presidencial de 6 novembro. Ele deu claramente a entender aos seus interlocutores turcos que um plano de paz tinha já sido negociado com Moscovo, que Bachar el-Assad ficará no poder e que o Conselho de segurança não autorizaria a criação de zonas tampões. Pelo seu lado, o secretário-geral adjunto da ONU encarregue das operações de manutenção da paz, Hervé Ladsous, confirmou que estava em vias de estudar as possibilidades de colocação de capacetes azuis na Síria.

Todos os actores da região se preparam pois para um cessar-fogo imposto por uma força onusina composta principalmente por tropas da Organização do Tratado de segurança colectiva (Arménia, Bielorússia, Cazaquistão, Quirguistão, Rússia, Tadjiquistão). De facto, isto significa que os Estados-Unidos prosseguem a sua retirada da região, iniciada no Iraque, e aceitam aí a partilha da sua influência com a Rússia.

Simultaneamente, o New York Times revelou que as conversações diretas vão ser retomadas entre Washington e Teerão, no exacto momento em que os Estados-Unidos se aplicam a afundar a moeda iraniana. De forma clara, após 33 anos de containement (cerco-NdT), Washington admite que Teerão é uma potência regional incontornável, mesmo que continue a sabotar a sua economia.

Esta nova realidade faz-se às custas da Arabia saudita, da França, de Israel, do Catar e da Turquia que apostavam todos numa mudança de regime em Damasco. Esta heteróclita coligação divide-se agora entre os que reclamam um prémio de consolação e aqueles que tentam sabotar o processo em curso.

De repente, Ancara mudou de alvo. Recep Tayyip Erdogan, que se afirmava pronto para o pior, tenta reconciliar-se com Teerão e Moscovo. Alguns dias após ter insultado os Iranianos e feito molestar diplomatas russos, tornou-se todo mesuras. Ele aproveitou a cimeira da Organização de Cooperação Económica em Baku para se encontrar com o presidente Mahmoud Ahmadinejad. Propôs-lhe colocar em acção um complexo dispositivo de discussão sobre a crise síria que permitisse quer à Turquia quer à Arabia saudita evitar ficar a ver passar os comboios. Preocupado em não humilhar os vencidos, o presidente iraniano mostrou-se aberto a esta iniciativa.

O Catar, pelo seu lado, está já à procura de novos espaços para as suas ambições. O emir Hamad ofereceu-se uma viagem a Gaza e arvorou-se em protetor do Hamas. Ele veria com bons olhos o derrube do rei da Jordânia, a transformação do reino hachemita numa república palestiniana e a instalação no poder dos seus protegidos da Irmandade dos Irmãos muçulmanos.

Restam Israel e a França que constituíram uma frente da recusa. A nova geopolítica daria uma garantia de protecção para o Estado de Israel, mas colocaria um fim ao seu estatuto partícular na cena internacional e arruinaria os seus sonhos expansionistas. Tel-Aviv seria despromovida ao escalão de potência secundária. Quanto à França, ela perderia a sua influência na região, e incluindo o Líbano. È neste contexto que os serviços secretos dos dois Estados conceberam uma operação para fazer falhar o acordo EUA-Rússia-Irão. Mesmo na hipótese desta operação falhar, ela deveria permitir sempre apagar as provas da ingerência na crise síria.

Primeiro a França fez circular um rumor segundo o qual o presidente Bachar el-Assad teria encomendado ao Hezbollah o assassinato de cinco personalidades libanesas : o chefe das Forças de segurança interna, o director das forças do ministério do Interior, o grande mufti, o patriarca maronita e o antigo Primeiro- ministro Fouad Siniora. Depois, Paris sacrificou Michel Samaha — que lhe servia de agente de ligação com os serviços sírios, mas tinha acabado de cair em desgraça em Damasco e se tinha pois tornado dispensável. — O brilhante e versátil político caiu numa armadilha montada pelo general Wassam el-Hassan — chefe das FSI e ele próprio agente de ligação com os salafistas. — Depois, Paris sacrificou o general Wissam el-Hassan, que não só seria inútil em caso de paz na Síria, mas perigoso porque sabia de mais. Assim o boato francês concretizou-se: o primeiro em relação à lista dos alvos está morto, e uma personalidade pró-síria foi presa ao preparar um atentado contra um outro alvo da lista.
No centro desta maquinação, encontramos o general Benoît Puga. Este antigo comandante das Operações especiais e director do Serviço de Informação militar francês foi chefe de estado-maior Conselheiro do presidente Nicolas Sarkozy e foi mantido no seu posto pelo presidente François Hollande. Proclamando um apoio incondicional à colonização judia da Palestina e relações privilegiadas com os neoconservadores dos EU, ele relançou a política colonial da França na Costa do Marfim, na Líbia e na Síria. Era o agente tratando ao mesmo tempo de Michel Samaha e de Wissam el-Hassan. Ele é hoje em dia o homem forte em Paris. Numa violação das instituições democráticas, governa sozinho a política da França no Próximo-Oriente, mesmo que esta atribuição não corresponda às suas funções oficiais.

Thierry Meyssan
Tradução
Alva
Fonte
New Orient News (Líbano)
         
Thierry Meyssan
Intelectual francês, presidente fundador da Rede Voltaire e da conferência Axis for Peace. Publica análises de política estrangeira na imprensa árabe, latino-americana e russa. Último livro publicado: L’Effroyable imposture : Tome 2, Manipulations et désinformations (éd. JP Bertand, 2007).
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 03, 2012, 07:40:06 pm
Oposição descarta diálogo sem a saída de ditador sírio


Figuras importantes da oposição síria reunidas em Amã, capital da Jordânia, descartaram a possibilidade de diálogo com o regime sem a saída do ditador Bashar al-Assad, segundo um comunicado emitido sábado, na véspera de um encontro crucial da principal coligação da oposição exilada em Doha.

 A reunião de Amã analisou «os meios de unir esforços da oposição para estar à altura dos sacrifícios realizados pelo combatentes no país e para obter o apoio internacional, regional e árabe necessário para derrubar o regime de Bashar al-Assad», afirma o texto.

O encontro quer preparar a reunião ampliada do Conselho Nacional Sírio (CNS), prevista para domingo em Doha, segundo Mohamed al Otri, porta-voz do ex-primeiro-ministro da Síria Riyad Hijab, que desertou em Agosto e esteve presente no encontro de Amã.

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, pediu ao CNS, principal organismo da oposição no exílio, que supere as respectivas divisões e amplie a representatividade dos que combatem na Síria e a todas as comunidades sírias.

«Os participantes na reunião de Amã na quinta-feira concordaram em considerar a saída de Assad e do seu grupo no poder como uma condição "sine qua non" para o início de qualquer diálogo que tente encontrar uma saída que não seja a militar, se isto ainda for possível», acrescenta o comunicado.

Em Damasco, o jornal governamental As Saura afirma hoje que não existirá uma negociação com o CNS, que define como um grupo de mercenários.

«As declarações de (Hillary) Clinton sobre o CNS não são novas. O mundo inteiro sabe que foi formado por círculos sionistas de Washington, Ancara, Doha e Riade, e que não representa e não representará nenhum dos sírios honestos que resistem à política de agressão e de ocupação», afirma o jornal.

«É impossível unificar a oposição, já nenhum se diferencia em nada dos combatentes mercenários extremistas. Eles nunca foram sírios e jamais serão», salienta.

O governo dos Estados Unidos rebateu sexta-feira a acusação do CNS de que Washington gostaria de remodelar o Conselho.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Fernando Negro em Novembro 09, 2012, 11:12:25 am
É tudo uma operação, em grande escala, da CIA.

E já vi que há quem esteja a ler bons fontes ("Rede Voltaire") que explicam um pouco desta história. ;)

É o chamado "tudo ou nada"...

Os EUA apenas controlam/controlavam alguns dos países árabes. E, nalguns que têm regimes ditatoriais, decidiram instigar revoltas com o objectivo: de colocar fantoches seus no poder; e, ao mesmo tempo, de destruir esses mesmos países.

A parte de colocar fantoches, toda a gente percebe. Mas, quem não entenda a parte do "destruir", lembre-se dos valiosos recursos naturais que estes países têm no seu subsolo. Quanto menos população houver num país, mais pobre esta for e menos desenvolvido esse país estiver, menos dos seus próprios recursos naturais são consumidos pela população local.

E reparem na duplicidade de princípios... Na Líbia, por exemplo, apoia-se abertamente a revolta. No Bahrein... Alguém aqui sabe o que se passa no Bahrein?

Sobre a Síria, o dito "Exército Livre da Síria" é um exército de fundamentalistas islâmicos a tentar derrubar um governo laico, que quer manter o seu país desenvolvido e que respeita a diversidade de religiões. É também um exército composto maioritariamente por estrangeiros, que não têm nada de lá estar a impor a sua vontade num país alheio. Estrangeiros esses que pertencem à al-Qaeda. (Então agora os nossos governos andam a apoiar a al-Qaeda?!)

E sobre isto, podem ver no interessante debate que se segue o que uma rapariga síria, pertencente a uma família que foi perseguida pelo regime de Assad, tem, a dada altura (a partir dos 24m), a dizer sobre a situação no seu país.



Comecem a ler e a ver: http://www.infowars.com/ (http://www.infowars.com/) | http://www.prisonplanet.com/ (http://www.prisonplanet.com/) | http://www.danielestulin.com/ (http://www.danielestulin.com/) | http://www.globalresearch.ca/ (http://www.globalresearch.ca/) | http://www.corbettreport.com/ (http://www.corbettreport.com/) | http://tarpley.net/ (http://tarpley.net/) | http://www.voltairenet.org/en (http://www.voltairenet.org/en) | http://www.presstv.ir/ (http://www.presstv.ir/) | http://rt.com/ (http://rt.com/)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Novembro 09, 2012, 12:16:56 pm
Existe desde ha muito tempo um pacto entre o governo dos EUA e os chamados "Irmãos Muçulmanos".
Os EUA (e o resto da Nomenklatura Global) apoiam a tomada de poder pelos "Irmãos Muçulmanos" nos paises arabes, enquanto estes se comprometem a respeitar 2 condições : o reconhecimento do estado de Israel e o sistema de economia de mercado. Tudo o resto é secundario, mesmo o destino das comunidades cristãs do Oriente. A este proposito veja-se o que sucedeu aos cristãos do Iraque (obrigados a abandonar o pais para nao serem massacrados), e o que esta a suceder no Egipto e na Libia.
Na Siria, sao os relatos e os pedidos de socorro do clero catolico e ortodoxo que os media ocidentais ignoram. Sao apelos desesperados apenas difundidos por muito poucas vozes que no ocidente sao boicotadas pelos orgãos de comunicação social. Porquê ? porque estes media sao propriedade ou estão sob controlo apertado da Nomenklatura politico-financeira.
Uma exceção é a FIDES... mas quem é que "liga" à Agencia de noticias do Vaticano ?

ÁSIA/SÍRIA - Os esforços da Igreja para libertar os cristãos sequestrados e ajudar os deslocados

Aleppo (Agência Fides) - Há um esforço em andamento da Igreja para tentar libertar dez cristãos sequestrados nos últimos dias por um grupo armado, enquanto estavam a bordo de um ônibus que viajava de Aleppo a Beirute (veja Fides 6/11/2012). Trata-se de sete armênios, como referido à Fides, ao quais se acrescenta outra família cristã: Bechara Rabbat, sua esposa Mary Rose Saghirv e seu filho Jorge. Conforme relatado à Agência Fides por Dom Youssef Anis Abi-Ad, arcebispo maronita de Aleppo, dez foram sequestrados na área de Sarakeb por homens armados não identificados, "Estamos muito preocupados. Não sabemos quem as prendeu. Estamos tentando identificar os sequestradores para fazer contato com eles. O jovem jesuíta Pe. Murad Abi Seif e muitas famílias estão trabalhando para tentar resolver o caso". "Os sequestrados são pessoas inocentes e fora de toda lógica de conflito, mas - nota o Arcebispo - dentre os rebeldes há muitas facções e grupos, o que complica as coisas".
A emergência sequestros é apenas um aspecto da obra de Dom Anis Abi-Aad. Numa situação cada vez mais dramática, o Arcebispo passa a maior parte de seu tempo encontrando-se com os refugiados, confortando os aflitos, ajudando os necessitados. Com um "Bom Pastor" visita os centros para refugiados e os desabrigados, e também os hospitais para "aliviar o sofrimento do povo sírio, mostrando solidariedade para com todos, sem exceção: esta é a missão da Igreja". "Não fazemos distinção entre cristãos e muçulmanos sírios - explica numa mensagem enviada à Fides - mas a coordenação de todas as Igrejas de diferentes denominações, é muito ocupada com as ajudas". As famílias mais ricas de Aleppo, ressalta, foram para o Líbano ou para o litoral, mas "mais da metade da população ainda está na cidade e se recusa sair de suas casas, não obstante os combates: por isso aumenta o número de vítimas".
Como cristãos maronitas, acrescenta, "estamos ajudando 450 pessoas de diferentes religiões e comunidades, alojadas em duas escolas de nossa comunidade". Escolas e mesquitas acolhem os refugiados e oferecem assistência enquanto "os jesuítas, com a ajuda das Irmãs Franciscanas, preparam mais de 6.000 refeições por dia, que são distribuídas para as famílias desabrigadas, acampadas em vários lugares". O bispo observa a grande solidariedade entre os civis, "que choram e sofrem", e sublinha que "na Síria não há um problema de sectarismo". "A nossa esperança e o nosso maior desejo - conclui - é a paz: por isso rezamos intensamente". (PA) (Agência Fides 8/11/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Fernando Negro em Novembro 09, 2012, 02:00:42 pm
scrupulum,


É tal e qual como diz. E ainda mais que isso... A Irmandade Muçulmana é - de acordo com um ex-agente do MI6 (http://http) e também com um ex-agente do KGB (http://http) - uma criação do Império Britânico (que agora é publicamente visto como Império Anglo-Americano). Sendo um dos objectivos desta Irmandade o de servir de entrave ao desenvolvimento cultural - e, consequentemente, económico - nos países muçulmanos, tudo com o objectivo final - que mencionei na minha colocação anterior - de não permitir às populações locais que se desenvolvam muito economicamente e que consumam muito dos seus próprios recursos naturais.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Novembro 10, 2012, 12:43:02 pm
ÁSIA/SÍRIA - O flagelo do sequestro, mais de 1.700 no conflito sírio: apelo por um jornalista estadunidense

Beirute (Agência Fides) - Austin Tice, jornalista americano raptado na Síria em 13 de agosto passado e colaborador do "Washington Post" e do grupo "McClatchy Newspapers", é uma das vítimas mais famosas, mas o flagelo do sequestro no conflito sírio tem atualmente pelo menos 1.753 vítimas, a maioria civis. Os sequestros são usados por grupos armados presentes na galáxia da oposição síria ou infiltrados, para obter resgate, por vingança, ou pela troca de prisioneiros.
O jornalista norte-americano Austin Tice, 31 anos, vem de uma família católica que hoje chegou a Beirute hoje: seus pais, Marc e Deborah Tice, católicos fervosoros, lançaram um SOS e anunciam à Fides que nos próximos dias farão um apelo aos sequestradores para a liberação de Austin. Num vídeo postado no youtube o jornalista é tomado com força por militantes islâmicos gritando "Alá é grande". Dentre outras histórias de sequestros, assinaladas a Fides, está a dos dois irmãos Pe. Naïm Garbi, Reitor do Seminário greco-católico de Raboueh, sequestrados de seu povoado de Dmeineh Sharkieh, perto Qusayr, em junho de 2012.
No caso dos sete cristãos armênios sequestrados por um grupo armado nos últimos dias, enquanto estavam viajando de ônibus de Aleppo para Bierute (veja Fides 6 e 8/11/2012), parece que os sequestradores exigiram, em troca de sua liberdade, a libertação de 150 soldados e militantes da oposição síria, capturados pelo exército regular.
Segundo os comitês locais de iniciativa "Mussalaha" ("Reconciliação") - o movimento popular que reúne dezenas de famílias e tribos sírias, de todas as religiões - somando todos os casos que ocorrem nas áreas de Damasco, Aleppo, Homs, Daraa, e Deir Ezzor, hoje, os sequestrados estão em torno de 1.753, mas continuamente são assinalados novos casos.
O sequestro de civis "é um drama humano que - afirmam fontes da Igreja na Síria - deve chamar a atenção da comunidade internacional". Os civis são instrumentalizados por grupos armados ou grupos jihadistas presentes no território (segundo as últimas estimativas seriam mais de 2.000 grupos): por causa da fragmentação dessas bandas, de sua heterogênea origem e identidade, de sua total autonomia de ação, se propagam desordens, banditismo e tentativas de poluir o conflito sírio com sectarismo e jihadismo. Algumas dos sequestros, como no caso de Pe. Fadi Haddad (veja Fides 25/10/2012), acabam de forma bárbara, com torturas e decapitação dos reféns. (PA) (Agência Fides 9/11/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Fernando Negro em Novembro 11, 2012, 03:58:16 pm
Apenas uma clarificação, relativamente a um meu anterior comentário.

Quando falei em "tudo ou nada", estava a falar em países, como o Egipto, que eram apenas parcialmente controlados - que é, aliás, a situação em que, pelo que sei, se encontravam/encontram a maior parte dos países árabes - pois, são muito poucos os que estão sob controlo efectivo. A maior parte estavam/estão numa espécie de meio termo, entre o ser e o não ser, efectivamente, controlado. Daí a expressão que usei "tudo ou nada" - que quer dizer "vamos lá ver se conseguimos mas é controlar totalmente estes países, com o risco de a aposta não ser bem sucedida e, consequentemente, perdermos qualquer tipo de controlo"...

O muito conceituado historiador e brilhante investigador, Webster Tarpley (http://http), explica, no seguinte vídeo, a situação em que se encontrava o mencionado Egipto.

Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 12, 2012, 05:27:59 pm
O primeiro teste à política externa turca
Alexandre Reis Rodrigues


Sem ter qualquer ameaça existencial pela frente, com um crescimento económico que a coloca na invejável posição de 15ª maior economia mundial e tendo resolvido o conflito latente entre a visão secular da sociedade - de que os militares eram os principais guardiães - e a conceção religiosa que procura dar um lugar privilegiado ao islamismo, a Turquia poderia estar hoje numa posição ideal para expandir e consolidar a hegemonia regional a que começou a aspirar depois do fim da Guerra Fria. Não está nessa posição porque uma das bandeiras da estratégia estabelecida para esse fim – relacionamento sem problemas com os vizinhos – está sob a ameaça da crise por que está a passar a Síria. Ancara tomou uma posição de apoio claro à oposição ao regime de Assad e, ao assumir esta postura, colocou-se numa rota de colisão com Damasco e Teerão, que encara a sobrevivência de Assad essencial para a prossecução dos seus projetos regionais.

Deixaram de estar reunidos, ou pelo menos estão sob ameaça, os pressupostos definidos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Ahmet Davutoglu, para alargamento da área de influência turca, que assentavam num relacionamento com vizinhos isento de percalços e numa “ofensiva pacífica” centrada num crescendo do intercâmbio comercial na região (que cresceu quase sete vezes entre 2002 e 2009). A crise síria, obrigando Ancara a tomar partido, veio anular os anteriores esforços de aproximação com Damasco e Teerão e tornar remota a possibilidade de os objetivos turcos serem aceites a nível regional sem contestação. Se esta situação se agravar poderá acabar por minar também a imagem que a Turquia ainda goza em largos setores da opinião pública no Médio Oriente como exemplo de País que conseguiu fazer a síntese do islamismo com a democracia.

Esta nova situação repercutir-se-á internamente em vários planos: num receio crescente da população turca quanto a um possível envolvimento numa situação de conflito armado com a Síria; em instabilidade entre os 23 milhões de turcos da comunidade Alevi (o equivalente a toda a população síria), que sempre foi próxima dos alauitas que apoiam Assad; e em prováveis novas dificuldades com os militantes do PKK que serão usados pelo Irão e Síria para criar dificuldades ao Governo de Erdogan. A possibilidade de deflagração de um conflito alargado parece não ser hipótese por que o regime turco quererá enveredar mas a continuação das provocações sírias com bombardeamentos esporádicos de povoações turcas próximas da fronteira, a que Ancara não deixará de responder, pode, a qualquer altura, tornar a situação intolerável para a Turquia.

As notícias de uma próxima deslocação de baterias de defesa antimíssil (Patriot) para a zona de fronteira com a Síria, que estaria em preparação pela NATO, dá um
sinal da gravidade dos receios existentes. A avaliação de ameaças subjacente a esta decisão não terá, certamente, deixado de ter presente o abate do avião de reconhecimento turco. O problema curdo, que Erdogan vinha tentando encarar sob uma perspetiva de envolvimento político e económico em vez de o tratar como insurreição, pode tornar-se de novo mais complexo. Basta que Damasco e Teerão tenham sucesso nas tentativas em curso para ajudar os curdos do PKK contra Ancara, o que está a ser feito de duas maneiras.

Por um lado, explorando as divisões dos curdos iraquianos entre o Partido afeto a Barzani (o aliado preferencial da Turquia) e o Partido criado à volta do clã de Talibani, o atual Presidente do Iraque. Erdogan procura apostar num relacionamento privilegiado com o governo Regional do Curdistão, sob a presidência de Barzani, trocando promessas de apoio financeiro e comercial com um compromisso dos curdos iraquianos em não darem margem de manobra e facilidades ao PKK. Mas as interferências externas de Teerão, principalmente, e as rivalidades entre os dois clãs curdos são um sério obstáculo às pretensões turcas.

Por outro lado, a Síria, deixando entrar em caos a região curda do norte, ao longo da fronteira com a Turquia, criou uma situação de que o PKK se pode aproveitar para criar dificuldades a Ancara. Damasco decidiu retirar as suas Forças Armadas da região e usa o desentendimento entre os curdos sírios, divididos entre ajudar as forças da oposição e combater a sua presença, o que contraria os propósitos turcos e abre uma porta para o PKK também se envolver.

Como se desenvolverá o futuro próximo, no que respeita a Ancara, depende da avaliação que o Governo de Erdogan fizer das duas opções principais: continuar a tentar a gerir os desenvolvimentos da situação ou intervir, caso o rumo dos acontecimentos se torne intolerável. Quer num caso, quer noutro, a Turquia vai ter que ponderar de novo as vantagens e desvantagens de voltar ao relacionamento estreito que tinha com os EUA, até ao momento em que optou por não apoiar a invasão do Iraque e não permitir o estacionamento de parte das forças americanas. Não podendo resolver sozinha a complexa situação criada pela crise Síria e envolvimento direto do Irão, será, certamente, inevitável um regresso à situação anterior a 2003.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 14, 2012, 01:23:09 pm
EUA acolhem nova coligação da oposição síria e prometem mais ajuda
 

A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, descreveu hoje como um passo importante a formação de uma coligação de oposição na Síria, que pode ajudar o governo norte-americano a direccionar melhor a sua ajuda, mas não lhe manifestou reconhecimento total ou disponibilizou armamento.

A França foi a primeira potência europeia a reconhecer a nova coligação de oposição síria como o único representante do povo sírio e disse, na terça-feira, que vai analisar se armará os rebeldes contra o presidente Bashar al-Assad.
 
Seis Estados do Golfo Árabe reconheceram a coligação na segunda-feira, mas os Estados Unidos querem ver a nova oposição demonstrar que pode influenciar os acontecimentos no território do país.
 
«Há muito tempo ue nós pedimos este tipo de organização. Queremos ver se esse impulso será sustentado», disse Hillary a jornalistas na cidade australiana de Perth.
 
«À medida que a oposição síria dá estes passos e demonstra a sua eficácia em promover o avanço da causa de uma Síria unificada, democrática e pluralista, estaremos preparados para trabalhar com eles e para oferecer assistência ao povo sírio», afirmou.
 
Após 20 meses de revolta sangrenta, grupos de oposição sírios fragmentados fecharam um acordo no Qatar no domingo para formar uma coligação liderada pelo clérigo de Damasco Mouaz Alkhatib, que fez um apelo por reconhecimento internacional.
 
Hillary anunciou uma verba adicional de 30 milhões de dólares em ajuda às pessoas afectadas pela guerra na Síria, após uma reunião em Perth com o seu homólogo australiano, Bob Carr, o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, e o homólogo australiano deste, Stephen Smith.
 
O auxílio será fornecido através do Programa Mundial de Alimentos, que está a fornecer ajuda alimentar a mais de um milhão de pessoas na Síria e cerca de 400 mil refugiados em países vizinhos, como a Turquia, Jordânia, Líbano e Iraque.
 
Os fundos adicionais elevam a ajuda humanitária dos EUA aos afectados pela crise síria para quase 200 milhões de dólares, disse Hillary.
 
Os EUA disseram que, apesar de não fornecerem armamentos aos opositores internos de Assad e de estarem a limitar a ajuda à assistência humanitária não-letal, reconhecem que alguns dos seus aliados estão a oferecer assistência com armamento.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Novembro 15, 2012, 06:14:17 pm
Ja andam ha meses a dizer que o governo sirio esta por um fio. Ja andam ha meses a "assistir" os terroristas da oposição siria mas a realidade é que o governo sirio se mantem de pedra e cal. Porquê ? porque o governo sirio tem o apoio da maior parte da população : é esta que serve nas forças armadas e na policia sirias pois o governo sirio não contrata mercenarios como os democratas da oposição.
As "democracias" do Golfo assim como algumas  "democracias" ocidentais bem se esgotam no financiamento dos mercenarios e dos terroristas que massacram o povo sirio, mas até agora : em vão  :roll:

A França e os EUA fariam melhor em financiar a multidão de miseraveis que têm em casa. Nos EUA aquilo é uma pouca vergonha com gente a passar mal, sem acesso aos serviços de saude, a dormir na rua. Em França, so em Paris,não se passa um inverno sem que morram de frio dezenas de pessoas sem abrigo ; existem filas interminaveis de gente com um saco de plastico na mão a pedir comida diante das portas do "Secours Populaire" ou do "Secours Catholique", para não falar dos bairros de barracas que se vê um pouco por todo o lado no periférico de Paris.

Porque não vão financiar os opositores que se batem pela democracia na China ou na Arabia Saudita ?  Hipocritas !
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Edu em Novembro 15, 2012, 07:09:06 pm
Citação de: "scrupulum"
Ja andam ha meses a dizer que o governo sirio esta por um fio. Ja andam ha meses a "assistir" os terroristas da oposição siria mas a realidade é que o governo sirio se mantem de pedra e cal. Porquê ? porque o governo sirio tem o apoio da maior parte da população : é esta que serve nas forças armadas e na policia sirias pois o governo sirio não contrata mercenarios como os democratas da oposição.
As "democracias" do Golfo assim como algumas  "democracias" ocidentais bem se esgotam no financiamento dos mercenarios e dos terroristas que massacram o povo sirio, mas até agora : em vão  :Palmas:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Novembro 16, 2012, 11:01:31 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 19, 2012, 06:03:10 pm
NATO diz que estudaria pedido turco de mísseis na fronteira com a Síria


O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, disse hoje que a organização estudaria com urgência um pedido da Turquia para instalar uma série de mísseis na fronteira com a Síria, se Ancara assim o solicitasse.  A intenção é diminuir os efeitos dos confrontos entre o governo de Bashar Assad e os rebeldes sírios, que já dura há mais de 20 meses e deixou mais de 30 mil mortos. A Turquia é um dos países mais afectados pelo conflito.

Rasmussen disse que a operação será autorizada apenas em caso de solicitação formal turca e com a única finalidade de garantir a segurança da Turquia.

«Se recebermos um pedido, ele será tratado com urgência. A Turquia pode contar com a solidariedade dos seus aliados», afirmou.

A declaração foi feita no meio de uma reunião de ministros da Defesa da União Europeia. No mesmo evento, o ministro alemão Thomas de Maizière disse que o governo turco pedirá hoje a ajuda da NATO para instalar o armamento.

A Turquia está em negociação com os aliados da NATO sobre como reforçar a segurança na sua fronteira de 900 quilómetros com a Síria, após inúmeras bombas lançadas durante a guerra civil na Síria terem caído em território turco.

Desde Outubro, o governo turco aumenta as restrições em relação à Síria, como bloqueios a aviões que passam sobre o respectivo território e disparos em represália em caso de bombardeamento vindos da Síria.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Novembro 19, 2012, 07:19:55 pm
Devem ser Patriots?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Novembro 22, 2012, 10:33:15 pm
Citar
Publicado às 22/11/2012

FSA TV channel (Safa).
FSA Cleric calls on extermination of Alawaites in Syria.
Alawite population is about 2 Million in Syria, many have been massacred by FSA throughout the Syrian crisis.

FSA Free Syrian Army is accused of war crimes & crimes against humanity by the UN,HRW.
Free Syrian Army's crimes against humanity including execution of captured anti-revolution civilians.

Citação de: "Lightning"
Devem ser Patriots?
Confirma-se.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 22, 2012, 11:18:52 pm
Rússia opõe-se a mísseis e pede ajuda à Turquia para mediar crise síria


A Rússia opôs-se esta quinta-feira à instalação de mísseis da NATO na fronteira da Turquia com a Síria e pediu que o governo turco ajude a mediar a crise política no país vizinho.

Na quarta-feira, as autoridades turcas pediram à aliança militar do Ocidente que enviasse mísseis Patriot para controlar os confrontos na região de fronteira, que aumentam desde o início de Outubro.
 
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Alexandr Lukashevich, disse que a instalação dos mísseis é um sinal perigoso e aconselhou que os turcos usem o seu poder de influência sobre a oposição síria para incentivar o diálogo diplomático.
 
«O nosso conselho é que os colegas turcos usem a sua influência com a oposição síria para chegar o mais rápido possível a um diálogo interno, e não mostrem a sua força dando uma guinada perigosa à situação».
 
O representante afirmou que o país esperará a resposta da NATO sobre o pedido turco para dar uma versão definitiva sobre o tema. «Tais iniciativas não levam optimismo para uma solução política rápida na Síria».
 
A Rússia resiste a condenar o regime de Bashar Al-Assad pela violência dos confrontos na Síria e vetou três vezes resoluções contrárias ao país no Conselho de Segurança da ONU.
 
As autoridades turcas pediram os mísseis Patriot para proteger a fronteira pela terceira vez. Nas outras duas vezes, o armamento foi instalado na fronteira do Iraque, durante a Guerra do Golfo, em 1991, e na guerra dos EUA com o Iraque, em 2003.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Novembro 23, 2012, 12:28:29 pm
ÁSIA/SÍRIA - Igreja profanada por bandidos. Depois, as decorações devolvidas e uma cerimônia de reconciliação

Homs (Agência Fides) -

 Um ato de vandalismo, e em seguida, o pedido de desculpas e reconciliação. É o que aconteceu em Qara, na Diocese de Homs (Síria ocidental), onde no dia 19 de novembro, a antiga igreja dos santos Sérgio e Bacco, do século VI, foi profanada por vândalos que forçaram a porta. Os vândalos roubaram mais de 20 ícones (dos séculos XVIII e XIX), antigos manuscritos e decorações sacras. Profanaram o altar e tentaram roubar um famoso fresco do século XII, "A Virgem do leite". Para tentar extirpá-lo, causaram danos e provocaram dois cortes na figura de Nossa Senhora.
Assim que a notícia foi divulgada em Qara, cidade sob controle da oposição síria, começou um forte movimento de solidariedade em todas as comunidades. Chefes de família, líderes de tribos, líderes muçulmanos e de outras confissões visitaram a igreja e manifestaram tristeza e solidariedade ao sacerdote greco-católico pe. Georges Luis que, com um padre greco-ortodoxo, continua a celebrar missas para as poucas famílias cristãs de Qara, mantendo acesa a chama da fé. O Patriarca greco-ortodoxo Inácio IV Hazim e o Patriarca greco-católico Gregórios III Laham foram avisados e exortaram o governo e a oposição a garantirem a segurança no país que, segundo eles, "está afundando no caos", visto os atos de banditismo, sequestros, agressões, massacres, bombardeios de áreas residenciais.
Os fiéis cristãos e muçulmanos de Qara se reuniram em vigílias de oração. Ontem, 21 de novembro, a festa da Apresentação da Virgem no Templo, aconteceu o que a comunidade local definiu como "um milagre". De manhã, um caminhão com homens mascarados chegou à igreja. O grupo pediu para se encontrar com Pe. Georges. Conforme relatado à Fides pelo sacerdote, os homens lhe disseram: "Não apreciamos o que fizeram os nossos companheiros. Pedimos-lhe de nos perdoar. Nós somos uma comunidade, um povo, uma nação. A sua segurança é a nossa. Vocês estão sob a nossa responsabilidade". A maioria dos objetos roubados - também destinados ao mercado de contrabando - foram devolvidos, com grande alegria e alívio para todos. Pe. Georges serviu um café árabe para hóspedes e muitas outras pessoas do bairro aderiram ao momento de convívio. A população local comemorou o fato oferecendo doces nas ruas. A final com o signo da reconciliação que o movimento local "Mussalaha" gostou e favoreceu. (PA) (Agência Fides 22/11/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 26, 2012, 01:05:02 pm
Povo sírio é quem deve decidir destino de Assad diz Medvedev


O povo sírio é quem deve decidir o destino do presidente sírio Bashar al-Assad, afirmou hoje o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, que condenou o apoio de França à Coligação da Oposição síria como «totalmente inaceitável em relação ao direito internacional».
 
 Em entrevista concedida à AFP e ao jornal Le Figaro por ocasião da sua visita a Paris, hoje, Medvedev afirmou que «o desejo de modificar o regime de um terceiro país reconhecendo uma força política como única representante da soberania nacional não me parece algo civilizado».
 
«O povo sírio, incluindo estas forças (da oposição), é quem deve decidir o destino de Assad e do seu regime. Mas é conveniente que estas forças (da oposição) cheguem ao poder por vias legais, e não graças às entregas de armas por parte de terceiros países», acrescentou o primeiro-ministro.
 
«A Rússia não apoia nem o regime de Assad, nem a oposição. Nós temos uma posição neutra», afirmou Medvedev, destacando que a única solução era a abertura de negociações entre as partes em conflito e a organização de novas eleições.
 
Ao ser interrogado sobre a continuação das entregas de armas russas à Síria, Medvedev sustentou que «esta cooperação militar continua a ter um carácter legal» e destacou que não existe um embargo da ONU às entregas de armas à Síria.
 
«Tudo o que fornecemos são armas destinadas a defender-se contra uma agressão externa», afirmou.
 
A decisão do governo francês de reconhecer a oposição como «o único representante do povo sírio» e de pedir o levantamento do embargo ao fornecimento de armas aos opositores do regime de Bashar al-Assad é «muito discutível», declarou Medvedev, que hoje à noite inicia uma visita de trabalho a França.
 
«Devo lembrar que, segundo os princípios do direito internacional aprovados pela ONU em 1970, nenhum governo, nenhum Estado, deve iniciar uma ação destinada a derrubar pela força o regime existente num terceiro país», sublinhou o chefe do governo russo.
 
O presidente francês, François Hollande, que se reunirá com Medvedev durante a visita, recebeu no dia 17 de Novembro o presidente da nova Coligação da oposição síria, Ahmad Moar al-Khatib.
 
O primeiro-ministro também expressou a sua preocupação face à crise na União Europeia, que considerou uma «séria ameaça» para a Rússia.
 
Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 26, 2012, 01:32:22 pm
Turquia garante que mísseis são apenas defensivos


A Turquia reafirmou hoje que os mísseis "Patriot", que Ancara pediu à NATO para instalar junto à fronteira com a Síria, são apenas defensivos e excluiu categoricamente a utilização para lançamento de ataques.

"O sistema será instalado por razões puramente defensivas, contra uma eventual ameaça da Síria", assegurou o estado-maior das Forças Armadas turcas em comunicado. Os mísseis antiaéreos não serão utilizados "para operações ofensivas" ou para criar "uma zona de exclusão aérea" sobre a Síria, sublinhou o texto.

A Turquia pediu, na semana passada, aos parceiros da Aliança Atlântica a instalação de mísseis "Patriot" junto à fronteira com a Síria, provocando a irritação do regime do presidente sírio, Bashar al-Assad, e pondo em alerta os principais aliados de Damasco, Rússia e Irão.

Desde sexta-feira, que o chefe da diplomacia turco, Ahmet Davutoglu, se tem empenhado em acalmar os três países, insistindo no caráter puramente defensivo dos mísseis.

O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, assegurou ao ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, durante uma conversa telefónica, que a instalação dos mísseis "é unicamente defensiva" e que não pretende "de forma alguma criar uma zona de exclusão aérea ou promover operações ofensivas", afirmou o porta-voz de Rasmussen.

Os restantes 27 países membros da NATO deverão responder em breve ao pedido oficializado na quarta-feira pela Turquia.

Uma missão de especialistas da NATO é aguardada hoje em Ancara para encontros com responsáveis militares turcos.

Na terça-feira, a missão deverá deslocar-se ao sudoeste da Turquia, junto à fronteira com a Síria, para determinar o local e a quantidade de mísseis a instalar.

De acordo com fonte militar turca, poderão ser instaladas quatro a seis baterias em Malatya, Diyarbakir e Sanliurfa (no sul da Turquia), o que implicará o estacionamento de cerca de 400 soldados dos três países da NATO que possuem o sistema "Patriot": Estados Unidos, Países Baixos e Alemanha.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 27, 2012, 10:35:19 am
Japão endurece sanções contra regime de Bashar al-Assad


O Japão anunciou hoje o endurecimento das sanções contra a Síria, com o congelamento de activos de 36 indivíduos e 19 organizações vinculadas ao regime de Damasco para aumentar a pressão sobre o presidente sírio, Bashar al-Assad.
 
A decisão, aprovada hoje pelo Gabinete do primeiro-ministro, Yoshihiko Noda, no âmbito da lei nacional de divisas e comércio internacional, amplia o número de indivíduos sujeitos a esse tipo de sanções no Japão para 59 e o de entidades para 35.

Entre as pessoas afectadas a partir de hoje encontra-se o governador do Banco Central da Síria, Mayaleh Adib, e 35 ministros, vice-ministros e assessores do Governo de Assad.

A lista de entidade inclui os Ministérios da Defesa e do Interior da Síria, além do Gabinete de Segurança Nacional e empresas do sector petrolífero como a Syrian Petroleum Company (SPC) e a Syrian Company for Oil Transport (SCOT).

Com as novas medidas, as empresas japonesas precisarão de solicitar a autorização do Governo para realizar transações financeiras com aquelas pessoas e organizações.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão explicou através de comunicado que as sanções foram ampliadas a fim de contribuir para os esforços internacionais que visam solucionar a crise na Síria.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Novembro 30, 2012, 11:36:38 am
ÁSIA/SÍRIA - Carros-bomba em Jaramana difundem o terror entre os cristãos

Damasco (Agência Fides) - Dentre as vítimas do atentado perpetrado ontem de manhã no subúrbio de Damasco, Jaramana, estão oito cristãos, grego-católicos e greco-ortodoxos. É o que confirma à Agência Fides padre Nicolas Haddad, do mosteiro Greco-católico de San Germano, pertencente à Sociedade missionária de São Paulo. A tragédia, realizada com dois carros-bomba explodidos de manhã cedo, causou a morte de mais de 50 pessoas, em maioria muçulmanos e drusos. "Dentre eles" - conta padre Nicolas "havia muitos jovens e estudantes. O atentado foi preparado para matar o máximo de pessoais possível: quando explodiu o primeiro carro-bomba, o povo se aproximou e foi a vez da segunda bomba explodir. Dentre os mais de cem feridos, pelo menos dez são cristãos".
O subúrbio de Jaramana - contrariamente a outras áreas da periferia de Damasco - não havia sido atingido pela repressão do regime. No bairro, foram organizados comitês cidadãos com a intenção de preservar a área do conflito entre grupos rebeldes e exército governamental.
Jaramana é conhecida pela consistente presença de comunidades cristãs e drusas. Muitos refugiados cristãos provenientes de Homs e de outras áreas atingidas pela guerra civil encontraram refúgio lá.
O atentado - cuja técnica foi a mesma dos anteriores reivindicados por Al Qaida no Iraque - foi atribuído por fontes oficiais a grupos não identificados de "terroristas", termo com o qual o governo indica os grupos da insurreição armada. A oposição, por sua vez, define o massacre como uma operação da 'inteligência' síria, insistindo no fato que a área de Jaramana é fortemente infiltrada por aparatos de segurança do governo. "Em todo caso, quem quer que fossem os mandantes, o objetivo era terrorizar os cristãos, estão conseguindo" - explica à Agência Fides padre Romualdo Fernandez OFM, reitor do Santuário damasceno dedicado à Conversão de São Paulo: "Metade dos professores de nossas escolas não vieram dar aulas ontem. Esta tragédia, depois de Bab Tuma de um mês atrás, difundiu um pânico enorme. Depois do Iraque, agora é a Síria que está se esvaziando de cristãos. Dão todo o dinheiro que têm para chegar ao Líbano e dali, fugir do Oriente Médio. Enquanto isso, as potências estrangeiras e a comunidade internacional jogam lenha na fogueira ao invés de forçar as partes a negociar uma solução do conflito, colocando fim neste massacre". (GV) (Agência Fides 29/11/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Dezembro 01, 2012, 12:31:11 pm
SÍRIA - Um jovem cristão da oposição: "As minorias esmagadas no conflito"

Hassaké (Agência Fides) - As minorias da sociedade síria, vulneráveis e indefesas, são esmagadas num conflito que cresce em intensidade, se caracteriza cada vez mais como luta entre diferentes facções, se transforma em sectarismo e confessionalismo: foi o que disse numa nota enviada à Agência Fides, um jovem cristão, que foi com sua família para Hassaké, contando a experiência da cidade de Ras al-Ain, cidade na fronteira com a Turquia, na Alta Mesopotâmia. A população civil na área além do Eufrates (leste da Síria), foi devastada pelo conflito que provocou um êxodo de civis, que se refugiaram sobretudo nas cidades de Hassaké e Kamishly. Dali os bispos locais fizeram um apelo urgente à comunidade internacional e ao Papa, "para evitar uma catástrofe humanitária" (veja Fides 22 e 23/11/2012). Em Ras al-Ain, tomada por tropas do Exército Livre em 8 de novembro, hoje estão em curso confrontos entre facções militares curdas e árabes, antes aliadas contra o exército regular sírio, sinal do nível de conflito geral que aumenta. O jovem cristão, que diz ser da oposição síria e pede anonimato por razões de segurança, explica em seu testemunho enviado à Agência Fides a situação dramática das minorias (árabes, curdos, sírios, assírios e cristãos), na Mesopotâmia.
No meio da noite, as 2h da manhã de 8 de novembro, os moradores de Ras al-Ain foram acordados pelo som de explosões, helicópteros e metralhadoras. Eram os combatentes do Exército Livre e os helicópteros turcos que desceram em território sírio, que facilmente conquistaram a passagem da fronteira e a cidade. Os militares iniciaram a sequestrar casas de civis para usá-las como posições de combate. Entre as casas apreendidas, a do meu avô, onde havia mulheres, crianças e minha avó paralisada. Todos os civis foram expulsos de suas casas de pijama, sem poder levar documentos, dinheiro ou qualquer outra coisa. Os militares e os combatentes foram mais longe: com uma lista foram de casa em casa em busca dos seus inimigos. Dentre estes havia os nomes de pais de famílias cristãs. Porquê?".
"Pelo que já foi dito - disse o jovem - não se deve concluir que o nosso povo é dividido pelo ódio sectário. Sem a intervenção de um vizinho da minha família, um muçulmano sunita que suplicava aos homens armados de não fazer mal à minha família, teríamos morrido. Somos salvos e fugimos. A população de Ras al-Ain, muçulmanos e cristãos, curdos e árabes, sírios e assírios, viveu durante décadas em paz e fraternidade. Mas agora querem colocar um contra o outro. Por quê?".
O texto continua: "Em Ras al-Ain, as vítimas não eram apenas cristãs, mas os cristãos foram os únicos a serem imediatamente expulsos de suas casas, levando crianças no colo, fugindo pelas ruas cheias de cadáveres. Tal intervenção é a de um exército de invasores e não de um exército de libertadores, como se define o Exército da oposição".
A nota recebida pela Fides continua: "Curdos, árabes e cristãos, mais de 70 mil pessoas fugiram, a maioria para Hassakè. Em poucas horas, a cidade se transformou em cidade-fantasma. Os alawitas tiveram pouca sorte: foram mortos por serem alawitas. Uma das vítimas era um professor de escola que tanto amou a cidade e instruiu durante muitos anos jovens de todas as famílias. Milicianos o procuraram, prenderam e mataram diante da esposa e dos filhos, que foram sequestrados".
O dramático testemunho se conclui: "Hoje, as ruas estão paralisadas. Um ônibus que faz a linha de Hassaké a Aleppo foi parado e todos os passageiros identificados, para eliminar os que não eram sunitas. Mas quem deu às milícias a ordem de matar com critérios religiosos? E mesmo que o critério não fosse confessional, que direito têm de matar civis inocentes? O direito internacional estabelece que, mesmo em guerra, garantir a sobrevivência e os direitos dos civis é dever dos conquistadores. Mas aparentemente este princípio não é observado pelas facções militares dos rebeldes. Por quê? Sempre acusamos o regime destes desastres. Agora, falamos de crimes que vimos com nossos olhos, perpetrados pelo Exército livre sírio". (PA) (Agência Fides 30/11/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 03, 2012, 02:27:05 pm
Hillary adverte Síria sobre uso de armas químicas


A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, advertiu hoje a Síria sobre o possível uso de armas químicas nos confrontos contra opositores e que Washington está a estudar uma eventual retaliação caso aquelas armas sejam utilizadas.  Num encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros da República Checa, Karel Schwarzenberg, Hillary não deu pormenores sobre as ações.

«Nós deixamos as nossas visões muito claras: isso é uma linha vermelha para os Estados Unidos. Não vou dizer como agiremos caso haja provas consistentes de que o regime de Assad tenha usado armas químicas, mas certamente planeamos algo para o caso de isso acontecer».

Hillary voltou a condenar a ofensiva militar do governo sírio contra a população civil e lembrou a condenação internacional a Assad. Pediu ainda que a Coligação Nacional Síria seja ampliada para poder representar o país.

Horas depois, o regime sírio rejeitou o uso das armas. «Nós repetimos exaustivamente que não vamos usar esse tipo de armas, se elas estiverem disponíveis, contra o nosso povo em nenhuma circunstância», indicou o mne, em comunicado.

Damasco possui uma quantidade indeterminada de mísseis com armas químicas, o que preocupa as potências ocidentais e vizinhos como Turquia e Israel. Com o aumento da presença de militantes da Al Qaeda entre os rebeldes, cresceu o receio pelo uso indevido do armamento.

Desde o início dos confrontos, em Março de 2011, pelo menos 40 mil pessoas morreram em todo o país, segundo activistas. A ONU informou que mais de 400 mil saíram do país e outros 2,5 milhões se deslocaram internamente.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 03, 2012, 06:43:30 pm
Mísseis da NATO na Turquia vão agravar tensão na Síria


A intenção da Turquia de instalar mísseis terra-ar Patriot da NATO na fronteira "vai exacerbar" a tensão na Síria, declarou hoje o Presidente russo, Vladimir Putin.

"Colocar meios adicionais na fronteira não acalma a situação, pelo contrário, vai exacerbá-la", disse Putin, em declarações aos jornalistas durante uma visita de trabalho a Istambul. O presidente russo constatou que os dois países não chegaram a um entendimento quanto à Síria.

"A Rússia e a Turquia não aproximaram as suas posições sobre a forma de resolver a situação na Síria", declarou Putin após um encontro com o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan.

O chefe de Estado russo disse que apesar das divergências o seu país, um dos aliados do regime de Bashar al-Assad, mantém o diálogo com a Turquia, que exige a saída do poder do presidente sírio.

"Vamos estar em contacto com a Turquia para continuarmos a trabalhar juntos sobre a forma de normalizar a situação na Síria", afirmou Putin.

A aviação turca enviou caças F-16 para a fronteira com a Síria como "medida de precaução" depois de as forças governamentais sírias terem bombardeado posições rebeldes numa localidade perto de território turco, indicou à France Presse um diplomata turco.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 05, 2012, 12:40:44 am
NATO aprova envio de mísseis para a fronteira da Turquia


O secretário-geral da NATO anunciou hoje, em Bruxelas, que os aliados concordaram enviar mísseis "Patriot" para a Turquia, e que ninguém deve pensar em atacar o país. “A quem pensar atacar a Turquia, nós dizemos: nem pensem nisso”, disse Anders Fogh Rasmussen.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança Atlântica expressaram unanimemente “graves preocupações” sobre o eventual uso de armas químicas pelo regime de Damasco, acrescentou.

“O uso de armas químicas será inaceitável”, continuou o secretário-geral da NATO.

Rasmussen informou ainda que a Alemanha, a Holanda e os Estados Unidos vão fornecer os mísseis "Patriot" para o sistema de defesa a instalar na fronteira da Turquia, a pedido de Ancara e no "quadro da solidariedade” entre os aliados.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Dezembro 05, 2012, 11:40:12 am
A OTAN e as democracias saudita, qatari, etc  preparam-se para a invasão da Siria. Ha sinais que não mentem :

- Por um lado, assiste-se a uma preparação psicologica da opinião publica através da mediatização do argumento "armas quimicas". O presidente Obama, a esposa do ex-presidente Clinton, o Ramussen : todas estas sumidades planetarias aparecem diariamente nos media ocidentais a ameaçar o governo Sirio caso este empregue as armas quimicas...apesar do emprego destas armas ter sido admitido pelo governo sirio somente em caso de invasão.  

- Por outro lado, a OTAN começou a instalar os sistemas defensivos de misseis Patriot para parar a uma retaliação siria, mais do que certa, em caso de ataque da OTAN. Ninguem consegue imaginar que a Siria tome a iniciativa de agredir a Turquia, sobretudo nesta altura, em que no teatro de operaçoes interno, ela tem a maior das dificuldades em vencer os mercenarios financiados e armados do exterior.
A OTAN justifica a instalação dos Patriot com o pedido de ajuda da Turquia. A Turquia, um dos paises mais fortes militarmente da OTAN, tem medo de uma invasão siria ? Porque razão a Siria atacaria a Turquia ?

O que esta em jogo  :

A Siria é o ponto de passagem mais curto e barato para o petróleo e gás proveniente do Iraque/Koweit,  que de outra maneira tem que passar pelo canal do Suez.
A Siria detém no seu subsolo reservas provadas de 240 biliões de metros cubicos de gas natural.
Acessoriamente, a Siria é um dos principais aliados do Irão e do povo palestino e é tambem um dos principais adversarios de Israel, o qual continua a ocupar ilegalmente uma parte do territorio sirio, o Golan.
Para piorar ainda o "dossier", a Siria alberga o unico ponto de apoio da Russia no mediterraneo, a base de Tartus.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Dezembro 09, 2012, 06:31:50 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.militaryphotos.net%2Fforums%2Fattachment.php%3Fattachmentid%3D191772%26amp%3Bd%3D1355073844&hash=205ad64256861631548a28d15f893240)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.militaryphotos.net%2Fforums%2Fattachment.php%3Fattachmentid%3D191771%26amp%3Bd%3D1355073834&hash=00bc8e47aabcf60537032fe6e8e02d72)
Na Siria já andam bonbardear com... minas navais.  :shock:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 10, 2012, 05:55:29 pm
Receio de que Síria use armas químicas é justificável, mas pouco provável


O receio de que o regime sírio utilize armas químicas contra a população é justificável, mas é pouco provável que tal aconteça, concluiu um grupo de especialistas reunidos no Bahrein, que consideram que se trata, sobretudo, de uma forma de pressão.  O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, advertiu numa reunião sobre segurança regional para o risco de que Damasco utilize armas químicas ou biológicas e mencionou vários «cenários perigosos», incluindo a possibilidade de que estas armas possam «cair nas mãos de outros» grupos.

O senador norte-americano John McCain considerou, por sua vez, que os Estados Unidos e o mundo árabe precisarão de tomar «uma decisão muito, muito difícil: a de saber se é preciso fazer algo e, nesse caso, o que fazer face ao perigo de ver Bashar al-Assad reunir estas armas de destruição em massa».

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Naci Koru, que também participava no encontro em Manama, organizado pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS) e realizado de sexta-feira a domingo, lembrou que os receios eram justificados porque «o regime sírio perdeu a razão e toda a legitimidade».

A comunidade internacional intensificou nos últimos dias as advertências a Assad, temendo que este decida recorrer a armas químicas.

Responsáveis norte-americanos que pediram para não ser identificados afirmaram que o Exército sírio introduziu gás sarin em bombas com a intenção de lançá-las.

Mas Dina Esfandiary, pesquisador do programa de não proliferação e de desarmamento do IISS, recomenda prudência. «Embora seja pouco provável que Assad recorra às suas armas químicas, não podemos ter certeza», disse. «Acredito que, se a comunidade internacional traçar claramente quais são as linhas vermelhas, o regime sírio não utilizará armas químicas», acrescentou.

Outros especialistas afirmam que os movimentos detectados não significam necessariamente que estas armas estejam carregadas e consideram que o regime pode estar a armazenar as suas reservas nas regiões que controla.

Damasco reconheceu pela primeira vez que possui armas químicas no dia 23 de Julho. No sábado, as autoridades afirmaram que as suas tropas nunca usarão aquelas armas.

A Rússia, aliada do regime sírio, afirmou que Damasco não tem «intenção alguma» de recorrer ao uso de armas químicas para fazer os rebeldes recuarem.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 13, 2012, 05:40:58 pm
Rússia admite que governo sírio está a "perder o controlo"


É um dos principais aliados da Síria no seio da comunidade internacional, mas já reconhece que a guerra está longe de estar ganha. As forças do presidente Bashar al-Assad «estão a perder cada vez mais controlo e território», admitiu esta quinta-feira Mikhail Bogdanov, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo. «Infelizmente não podemos descartar a possibilidade de uma vitória da oposição síria», acrescentou o ministro em declarações à agência de notícias russa ITAR-TASS. Esta é a primeira declaração conhecida de uma oficial russo de que o governo sírio pode sair derrotado do conflito que já ganhou proporções de guerra civil. A Rússia, em parceria com a China, sempre se opôs a uma intervenção militar naquele país por alegar que se tratava de um conflito interno.

«É preciso olhar os factos nos olhos – o governo está a perder mais e mais controlo sobre uma enorme parte do território do país», continuou.

Perante este cenário, Bogdanov admitiu ainda que a Rússia está a planear uma eventual evacuação de milhares de cidadãos sírios, por considerar «absolutamente inaceitável» que a «morte de milhares de pessoas» seja o «preço a pagar para a queda do Presidente».

Entretanto, em Damasco, pelo menos 16 pessoas perderam a vida esta quinta-feira na sequência da explosão de um carro-bomba em Qatana, nos subúrbios da capital. De acordo com a agência de notícias local SANA, entre os mortos contam-se pelo menos sete crianças e duas mulheres. 25 outras pessoas terão ficado feridas.

A guerra civil entre as forças do governo de Bashar al-Assad e as forças da oposição cada vez mais organizadas já se arrasta desde Março de 2011 e já vitimou perto de 40 mil pessoas, segundo dados disponibilizados por activistas.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: scrupulum em Dezembro 14, 2012, 01:52:58 pm
ÁSIA/SÍRIA - O Bispo maronita de Latakia: "Cristãos no alvo de islâmicos radicais e de bandidos"

Latakia (Agência Fides) - Na região de Latakia, Tartus e Tal khalakh, e no "Vale dos Cristãos", "existe o caos: milícias islâmicas e bandos criminosos estão aproveitando a situação de instabilidade geral. Os civis cristãos são alvo de sequestros e de grupos armados cuja ideologia é fundamentalista": é o alarme lançado por Dom Elias Sleiman, Bispo maronita de Latakia que, em nota enviada à Agência Fides, expressa fortes temores pelo futuro da população cristã da Síria.
"Os cristãos, um décimo da população cristã - recorda o Bispo - não tomam posição em favor de alguma facção nesta luta, mas querem apenas paz, diálogo e reconciliação no país. Pela nossa fé, não acreditamos na violência, mas na reconciliação. Agora tememos fortemente os islâmicos radicais: existem muitos mercenários fundamentalistas que querem alterar a natureza do povo sírio e instigar à guerra confessional".
"Os cristãos - explica - mesmo que ameaçados, não pegam nas armas porque não querem poder. Queremos paz e não armas - como recordou o Papa Bento XVI em sua visita ao Líbano". Expressando o temor de que a Síria "se transforme num outro Iraque, com um êxodo de massa dos fiéis", Mons. Sleiman reitera que "a Igreja síria, em suas diversas expressões e confissões, é solidária com aqueles que querem permanecer em suas terras". Por isto, acrescenta, "fazemos muito pelos refugiados que somando o Vale dos cristãos, Latakia, Tartus, são mais de 100 mil. Os refugiados cristãos chegaram aqui porque havia mais estabilidade em relação a outras áreas, onde há fortes combates. Mas agora, o conflito chegou aqui e a estabilidade está se perdendo, enquanto aumenta o caos". "Nossa terra é uma terra de mártires, não a deixaremos - profetiza o Bispo - mesmo estando ou quando estivermos sob pressão. Somos forte na fé, não obstante as provações, e tentamos sempre ser um fator de coesão e um sinal de reconciliação na sociedade síria, hoje e amanhã" - conclui. (PA) (Agência Fides 13/12/2012)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Dezembro 16, 2012, 09:52:00 pm
A mesma operação vista de dois lados opostos em Daraya.

Exército Sírio.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 18, 2012, 06:29:03 pm
Rússia prepara-se para retirar cidadãos da Síria com navios


O governo russo enviou navios de guerra para o Mar Mediterrâneo para o caso de ter que retirar cidadãos da Síria, noticiou hoje a agência de notícias Interfax. No que pareceu ser o mais claro sinal até agora de que a Rússia está a fazer preparativos firmes para uma possível retirada, cinco navios, incluindo dois de ataque, um petroleiro e um de escolta, deixaram um porto do Mar Báltico na segunda-feira, segundo uma fonte da Marinha russa.

Os navios seguiram para o Mediterrâneo e podem permanecer ali por um período indeterminado, relatou a Interfax. «Eles estão a caminho da costa da Síria para ajudar uma possível retirada de cidadãos russos... Os preparativos foram realizados à pressa e eram fortemente confidenciais», afirmou a fonte, segundo a agência.

O Ministério da Defesa escusou-se a comentar, mas indicou em comunicado que três navios partiram para a região para realizar «actividades para proteger embarcações civis».

Não ficou claro se este é o mesmo grupo de navios a que a fonte se referiu, ou se outro grupo enviado para oferecer proteção a qualquer operação envolvendo a Síria.

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Mikhail Bogdanov, disse na semana passada que considerava possível que os opositores do ditador sírio, Bashar Assad, ganhassem o confronto e que a Rússia estava a estudar preparativos para uma possível retirada.

Moscovo é o maior fornecedor de armas da Síria e tem-se mantido um aliado fiel a Assad durante a revolta de 21 meses, tendo-o já protegido de três resoluções consecutivas da ONU destinadas a pressioná-lo.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 22, 2012, 05:12:36 pm
Que desfecho pode ter o conflito sírio ?
Alexandre Reis Rodrigues

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2F0%2F07%2FSyriancivilwarcollage2.png&hash=933fa6d3514e8749ef42378bb1d67e4a)


Lakhdar Brahimi, enviado especial das Nações Unidas e da Liga Árabe, já alertou para a possibilidade de a Síria se tornar num estado falhado. Entre esse desfecho e a possibilidade de um governo de maioria sunita, Assad pode muito bem optar pela primeira hipótese, como o mal menor.

Ao desistir de exercer qualquer controlo sobre a região a norte, que os curdos dominam com ambições separatistas que colidem com os objetivos da oposição, pode ter dado o primeiro passo nesse sentido. Aliás, também quase abandonou a região leste, onde o Exército Livre da Síria controla várias cidades, os campos petrolíferos da província de Deir el-Zour e tomou diversas bases militares. É a solução de “balcanização”, para garantir um enclave aluita ao longo da costa, como forma de, em desespero, assegurar a sobrevivência da minoria que tem apoiado o regime. Poderão estar envolvidos, sob esta perspetiva, cerca de 500.000 pessoas. A composição muito fragmentada da população síria, em termos étnicos e religiosos, facilita este desfecho.

A alternativa de abandono do País com a entrega do poder a um Governo de Transição, como o Ocidente lhe exige, é uma hipótese que pode estar em preparação, conforme alguns rumores vindos a público relacionando uma digressão do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros sírio pela América Latina, com visitas ao Equador, Cuba e Venezuela, com possível pedido de asilo. Assad terá bem presente o que sucedeu anteriormente a outros ditadores que optaram por ficar para lutar (Saddam Hussein e a Khadafi). A sua saída, porém, enfrenta duas dificuldades.

Primeira dificuldade. Não é provável que Assad abandone o poder sem garantia de imunidade, um compromisso que o Ocidente não tem dado sinal de querer anuir, por entender que tem que “pagar” pelas atrocidades que tem cometido contra o seu próprio povo.

Segunda dificuldade. O seu círculo próximo não o deixará retirar-se sem garantias de idêntica imunidade e a obtenção de um compromisso de que a comunidade aluita e outras minorias que apoiaram o regime serão poupadas. Trata-se de uma luta pela sobrevivência de uma comunidade e não apenas pela do seu líder; esta circunstância transforma radicalmente a natureza do conflito e torna muito mais complexo encontrar uma saída.

Não se vê quem possa responder por este último compromisso. Ao fim de quase dois anos de um conflito extremamente feroz que fez 40.000 mortos, não parece haver espaço para uma reconciliação nacional nem para um clima de confiança que permita ter fundada esperança que não haverá “ajuste de contas” da oposição com a minoria que tem governado o País.

O fim de Assad, em que alguns vêm a solução da crise, é uma condição necessária para o fim da violência mas não é condição suficiente. Assad já não governa o País. Na verdade, nem consegue garantir a segurança na capital e no aeroporto internacional que serve Damasco. É apenas como que o principal “senhor da guerra” num país em guerra civil. Levou o seu País a um ponto em que as perspetivas de uma transição minimamente segura é algo em que ninguém acredita ser possível. Nem mesmo Moscovo que intensificou os preparativos de recolha de algumas dezenas de milhares de cidadãos russos que lá vivem, tendo deslocado navios de guerra para a área.

A oposição conseguiu, recentemente, algum progresso agrupando-se numa coligação (“National Coalition of Syrian Revolucionary and Opposition Forces”) mas não conseguiu identificar um líder que pudesse assumir as funções de primeiro-ministro nem a constituição de um governo provisório. É difícil imaginar que reúna condições para liderar um processo de transição para uma democracia. Um fim razoável para este conflito não parece ser possível. A região vai passar a viver com mais um foco de grave instabilidade em que as várias potências com pretensões de liderança regional se vão confrontar indiretamente.

O principal braço armado da oposição (“Free Syrian Army”) passou a ter um comando unificado mas esse progresso, embora importante, não garante por si só que o cenário de lutas entre fações para a conquista do poder, depois de vencido o inimigo comum, tenha sido posto de lado. O mais difícil será integrar grupos ligados ao islamismo radical e próximos da al Qaeda. Um dos que mais têm contribuído, no terreno, para a queda do regime – o grupo “Jabhat al-Nusra” – criou a reputação de não cuidar de evitar danos colaterais e foi excluído da estrutura do “Free Syrian Army” e da liderança política da oposição. Tem uma agenda política própria que visa um governo baseado na “sharia” que transcende o derrube do atual regime.

Tem-se falado ultimamente na possibilidade de o regime, em desespero de causa, usar o seu poderoso arsenal de armas químicas contra as forças da oposição, o que já deu origem aos mais sérios alertas, designadamente por parte dos EUA, que classificou essa possibilidade como um «trágico erro que terá consequências». Embora pareça estar confirmado que tem havido preparativos para o eventual uso dessas armas, a sua efetiva utilização não faria sentido por vários motivos. Iria isolar e condenar ainda mais o regime e, certamente, justificar uma intervenção militar externa que apressaria o seu fim; seria uma espécie de suicídio. Não chegaria também para parar a oposição que atua primariamente em áreas urbanas, onde essas armas perdem grande parte da sua eficácia.

Assad talvez esteja apenas a tentar deixar transparecer essa possibilidade para negociar uma saída. Se assim for tratar-se-á de uma espécie de “acto final”; se não for será a entrada do conflito numa nova fase cujo desfecho será certamente ainda mais desastroso.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 23, 2012, 01:55:19 am
Moscovo "não convidará Assad" para se refugiar na Rússia


O ministro russo dos Negócios Estrangeiros afirmou, em declarações divulgadas hoje, que Moscovo apreciará que um qualquer país ofereça asilo ao presidente sírio, Bashar al Assad, mas deixou claro que a Rússia não o fará, caso Assad deixe o poder.

A Rússia tem usado reiteradamente o seu direito de veto, a par da China, no Conselho de Segurança das Nações Unida para proteger o seu aliado da imposição de sanções internacionais, mas tem-se afastado progressivamente do Presidente sírio à medida que a guerra civil no país se torna mais sangrenta.

As declarações de Sergei Lavrov divulgadas hoje por agências internacionais foram proferidas a bordo de um avião, no regresso do chefe da diplomacia russa a Moscovo depois de participar quinta e sexta-feira em Bruxelas na cimeira UE-Russia.

Lavrov indicou que países na região - que não identificou - pediram à Rússia para transmitir a Assad a oferta de asilo.

Questionado sobre se Moscovo poderá vir a oferecer refúgio ao líder sírio, Lavrov respondeu que "a Rússia afirmou publicamente que não convidará o presidente Assad". "Se houver alguém disposto a dar-lhe garantias, é bem-vindo", afirmou.

Lavrov indicou ainda que o governo sírio reuniu o seu arsenal químico em um ou dois locais, de vários no país onde tinha espalhado estas armas, para o manter a salvo de cair nas mãos dos rebeldes.

"De acordo com a informação que temos, assim como segundo as informações dos serviços secretos norte-americanos e europeus, o governo [sírio] está a fazer tudo para garantir a sua segurança", disse Lavrov. "O governo sírio concentrou o arsenal em um ou dois centros, ao contrário do passado, em que as armas estavam espalhadas pelo país", acrescentou.

Os serviços de informações norte-americanos estão convencidos de que o regime de Assad está a aprontar armas químicas e, de acordo com a AP, pode estar suficientemente desesperado para considerar a hipótese de as usar.

Por outro lado, tanto Israel como os Estados Unidos expressaram publicamente a preocupação de que as armas possam cair nas mãos de militantes se o regime sucumbir.

Lavrov não deu qualquer indicação de que Moscovo possa vir a mudar de posição relativamente à imposição de sanções à Síria. Em vez disso, criticou o ocidente por não conseguir fazer sentar a oposição à mesa das negociações de paz com o governo sírio, afirmando que "a cabeça do presidente sírio é mais importante para eles do que salvarem vidas humanas".

O ministro acrescentou que o enviado das Nações Unidas para a Síria, Lakhdar Brahimi, visitará Moscovo para conversações antes do final do ano.

O conflito na Síria, que começou em março de 2011 como um levantamento popular contra o regime de Bashar Al-Assad e se transformou numa guerra civil, já provocou pelo menos 44 000 mortos.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Dezembro 23, 2012, 04:19:16 pm
"A necessidade faz o engenho"

Rebeldes Sirios constroem carrro de combate
 com  control de fogo playstation



Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 24, 2012, 06:57:18 pm
Ativistas e ONG acusam tropas sírias de terem utilizado gás desconhecido em Homs


Ativistas e o Observatório Sírio dos Direitos  Humanos (OSDH) acusaram hoje as tropas sírias de terem utilizado um gás  desconhecido até agora contra a rebelião em Homs (centro).

A OSDH cita ativistas na cidade que afirmam que seis rebeldes morreram  na noite de domingo para hoje no bairro de Khaldiyé depois de terem inalado  um gás inodoro disparado pelas forças governamentais.  

A organização não-governamental (ONG), que se apoia numa larga rede  de militantes e de médicos no terreno, fala de "um gás que se liberta sob  a forma de fumo branco quando as granadas chocam com uma superfície". "Poderá tratar-se de um gás nunca utilizado até agora, que provoca tonturas,  dores de cabeça e, nalguns caso, convulsões", adianta o OSDH.  

O diretor desta ONG, Rami Abdel Rahmane, afirmou à agência noticiosa  francesa AFP, por telefone, que "não se trata de uma arma química", embora  se desconheça se "é proibida a nível internacional ou não". "Os militantes afirmam que não se trata de uma arma convencional e é  a primeira vez que estes sintomas são relatados", disse ainda.  

O OSDH, sediado no Reino Unido, apelou à Cruz Vermelha Internacional  para enviar imediatamente uma equipa médica especializada a Homs, onde alguns  bairros estão cercados há seis meses pelo exército, para socorrer os feridos  e realizar um relatório sobre a utilização daquele gás.  

A rede de militantes antirregime dos Comités Locais de Coordenação (CLC)  denunciou igualmente a utilização pelo exército de "granadas com gás" em  Homs. "Este gás provoca graves dificuldades respiratórias e o retraimento  da íris", afirmam os CLC.  

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 26, 2012, 10:03:30 pm
O Egipto tem uma nova constituição. Terá também estabilidade ?
Alexandre Reis Rodrigues


Com a conclusão da segunda volta do referendo constitucional, o Presidente Morsi e a Irmandade Muçulmana conseguiram ver aprovada a nova constituição. Na primeira volta, tinham obtido 57% de votos a favor; terminaram o processo com 64% de aprovação. Não restam dúvidas de que, à semelhança das primeiras eleições legislativas, não lhes será difícil ganhar as que obrigatoriamente terão que se seguir à entrada em vigor da nova constituição. Isto é, não havendo surpresas (que ninguém espera), acabarão por ganhar tudo em que se submeteram ao voto popular.

No entanto, não obstante as sucessivas vitórias nas urnas, estes resultados não vão ser sinónimos de estabilidade. O País está muito dividido, com largos setores da população a considerarem que a constituição não reflete devidamente a composição da sociedade egípcia. No entanto, a oposição, embora recentemente reunida numa Frente de Salvação Nacional, não se mostra capaz de se organizar para ter expressão política útil. Prevendo que não conseguiria vencer o referendo, optou por tentar boicotá-lo, sem sucesso como se viu. O pior está para vir quando se tornar incontornável começar a cortar nos subsídios que têm amenizado as dificuldades económicas em que a população vive e for indispensável aumentar os impostos para pagar o empréstimo pedido ao FMI.

O Poder Judicial, com uma estrutura ainda dominada por nomeações feitas por Mubarack (o seu “último bastião”) e com um largo setor que se mostra muito crítico da Irmandade Muçulmana, demorará algum tempo a adaptar-se à nova situação e à provável perda de algumas prerrogativas que o anterior regime lhes concedia. Muito politizado, tem procurado interferir em todo o processo - obviamente para não facilitar a vida ao Presidente Morsi - aproveitando as ambiguidades e vazios resultantes da falta de uma constituição e dos diferendos iniciais de Morsi com o Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA). Só não se envolveu no processo de substituição da liderança do CSFA, que Morsi conseguiu conduzir com grande habilidade. Daqui para a frente terá que se conformar com o facto de que não lhe cabe fazer leis.

Os militares continuarão a ser a principal incógnita. De momento, parecem ter desistido de evitar, como fizeram durante quase um ano e meio, que o Egipto passasse a ter um governo civil, democraticamente eleito. A maioria dos observadores considera que se contentarão em controlar os desenvolvimentos políticos, em função dos resultados eleitorais, não se envolvendo no dia-a-dia da governação mas mantendo-se prontos para intervir se entenderem que a situação o exige. Sabendo que a Irmandade Muçulmana não terá dificuldades, pelo menos no curto prazo, em continuar a ganhar as eleições e tendo conseguido ver aceites e consagradas na constituição praticamente todas as suas exigências de autonomia, terão optado por tentar mostrar-se neutrais. Resta saber como interpretarão, na prática, a sua neutralidade se os protestos se agravarem e deixarem de ter hipótese de negociarem com o poder civil uma saída de qualquer eventual crise futura, como fizeram, entretanto, com o Presidente Morsi.

Presume-se que os militares estão a olhar cuidadosamente para as experiências por que passaram o Paquistão e a Turquia, quer na tentativa de fazer seguir o País para uma democracia com raízes islâmicas, quer no modelo adotado para as Forças Armadas, acautelando os erros que os outros cometeram. Ao contrário do que fizeram os militares turcos, que optaram pelo “confronto” com o Justice and Development Party, os egípcios procuram desenvolver uma relação de trabalho com a Irmandade Muçulmana. Neste aspeto, estarão a seguir a via adotada pelos generais paquistaneses que, em função da sua própria experiência, passaram derelação hostil para uma relação de cooperação com o Pakistan People’s Party. Se vão conseguir evitar todos os sobressaltos por que passou o relacionamento civil-militar no Paquistão, nas últimas três décadas, é algo muito incerto.

No entanto, como a Irmandade Muçulmana também precisa do apoio militar, o entendimento sobre uma fórmula que não afaste totalmente os militares da cena política, evitando o que aconteceu na Turquia, parece possível, pelo menos no curto prazo. Depois será, provavelmente, mais difícil até porque a situação de privilégio que os militares conseguiram manter - não fazendo sentido numa democracia - será contestada, mais tarde ou mais cedo; se não for pela Irmandade Muçulmana será pelos partidos liberais que, aliás, já se manifestaram nesse sentido. Os militares vão precisar destes partidos para equilibrar o seu relacionamento político.

Em qualquer caso, é bom ter presente que a questão egípcia nunca estará limitada às suas fronteiras. Estamos a falar de um país que é geralmente considerado como o centro do mundo árabe e o equilíbrio precário em que toda a região se encontra não está imune ao que suceder no seu interior. Qualquer alteração da política interna egípcia, com reflexos nas relações exteriores, precisa de ser cuidadosamente gerida, em particular se alterar o relacionamento com os EUA e levantar interrogações sobre o acordo de paz com Israel.

Por um lado, algum distanciamento em relação a Washington é já patente; por outro lado, o tema Israel, tal como tem estado abordado desde o tempo de Sadat, não é consensual, principalmente agora que a Irmandade Muçulmana chegou ao poder. Neste segundo ponto, os militares não vão permitir “tocar”; no primeiro, vai imperar, pelo menos para já, a dependência em que o Egipto se encontra para evitar o colapso financeiro e poder continuar a receber ajuda militar. Estas duas circunstâncias vão obrigar Morsi a ser cauteloso mas tudo continua precário.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Dezembro 27, 2012, 07:43:46 pm
:shock:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 28, 2012, 02:25:26 pm
Moscovo pressiona Assad a dialogar com a oposição


A Rússia pressiona o regime do Presidente da Síria, Bachar al-Assad a fazer o "máximo" para concretizar as intenções de diálogo com a oposição, de forma a encontrar uma solução para a resolução do conflito sírio.

"Temos incentivado ativamente o regime sírio para fazer o seu máximo para alcançar as suas intenções de diálogo com a oposição", disse o chefe da diplomacia russa, Sergei Lavrov, em conferência de imprensa, realizada no final da reunião com o seu homólogo egípcio Mohamed Amr.

Após a chegada a Moscovo do ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, é ainda esperado na capital russa o emissário da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi. "Vamos encontrar-nos para analisar uma solução geral" para a crise síria, "com vista para ambos os lados" do conflito.

A Rússia é um dos últimos apoiantes do regime de Damasco e terá, em conjunto com a China, vetado todos os projetos apresentados pelo Conselho de Segurança da ONU que condenam as ações de Assad, fechando a porta a sanções ou mesmo ao uso de força imposto. "A comunidade internacional não deve incentivar qualquer uma das partes para a violência ou para pedidos de pré-condições (...) deve ser o povo sírio a decidir", afirmou Lavrov.

Um vice-ministro russo, Mikhail Bogdanov, afirmou à agência russa Ria Novosti que a diplomacia do país enviou um convite ao chefe da Coligação Nacional Síria, a principal plataforma da oposição, para participar nas negociações para a resolução do conflito, marcadas para o próximo sábado.

Também o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Loukachevitch, apelou à resolução rápida do conflito, advertindo a comunidade internacional para "iniciativas energéticas e determinadas para cessar o derramamento de sangue".

Os responsáveis pela diplomacia de Moscovo voltaram ainda a desmentir um possivel plano russo-americano para a resolução do conflito, que, conforme anunciado pela imprensa internacional, consistia na formação de um Governo de transição mas com a manutenção da totalidade de poderes de Bachar al-Assad até final do seu mandato, em 2014.

No terreno, a capital, Damasco, tem vindo a ser bombardeada por ataques aéreos, depois de uma noite fortemente marcada por atentados e combates, que afetaram vários bairros da cidade. Conta o Observatório Sírio dos Direitos Humanos que "a aviação bombardeou pela primeira vez a aldeia de Al-Assal Ward, na região de Kalamoun, matando um civil, ferindo dezenas de outras pessoas e destruindo muitas casas".

O Exército retirou-se ontem de várias zonas circundantes à capital, temendo mais ataques contra postos militares e bombardeamentos da aviação rebelde.

Noutras partes do território um homem foi baleado por um atirador no acampamento de refugiados palestinianos em Deraa, no Sul do país, enquanto que mais confrontos e bombardeamentos se têm feito sentir também na fronteira com a Jordânia. Os bairros de Aleppo e de Deir Ezzor, bem como as províncias de Homs e Hama foram também palco de combates entre as forças pró-regime e a rebelião.

De acordo com o último relatório do OSDH a violência vivida na quinta-feira provocou um total de 142 mortos em todos o país, incluindo 55 civis, 45 rebeldes e 42 soldados. Desde março de 2011 que a revolta popular, violentamente reprimida pelo regime, se transformou num conflito armado. Esta semana, o número de mortos ultrapassou os 45 mil.

DN
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Janeiro 06, 2013, 03:06:11 am
:N-icon-Axe:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 06, 2013, 11:25:51 am
Presidente sírio agradece a Rússia, China e Irão por não interferirem no conflito


O Presidente da Síria, que hoje se dirigiu à nação num raro discurso público, agradeceu à Rússia, à China e ao Irão por não interferirem no sangrento conflito que opõe regime e forças da oposição.

No teatro da Casa da Cultura e das Artes, em Damasco, repleta de apoiantes que se levantam frequentemente, batendo palmas e de punhos erguidos, Bashar al-Assad, que governa desde a morte de seu pai, em 2000, constatou que "os inimigos" da Síria têm uma "agenda para a divisão" do país.

O Presidente sírio transmitiu ainda que não encontrou "parceiros" a nível interno para uma solução política, que ponha fim à guerra civil que dura desde março de 2011 e já causou mais de 60 mil mortos, segundo as Nações Unidas.

Recusando negociar com "fantoches do Ocidente", Bashar al-Assad realçou que o facto de não existirem "parceiros" para o diálogo não significa que o regime não esteja "interessado numa solução política".

Lamentando o sofrimento do povo sírio, Bashar al-Assad apontou responsabilidades às forças da oposição "criminosas" e recusou admitir que existe uma revolta popular contra o regime, há quatro décadas dirigido pelo clã a que pertence.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 10, 2013, 06:03:20 pm
Há fim à vista para o conflito sírio?
Alexandre Reis Rodrigues


Ao fim de 22 meses de luta, 60.000 mortos, 500.000 refugiados em países vizinhos, dois milhões e meio de deslocados dentro do seu próprio país e uma extensíssima destruição de propriedade continua a não haver qualquer “luz ao fundo do túnel” que é o conflito sírio.

Brahimi, o representante das Nações Unidas não se cansa de realçar que sem um acordo político, dentro em breve, o país pode entrar em colapso. Um dos riscos é que se venha a transformar em algo como a Somália, isto é, dividido em regiões dominadas cada uma por um grupo étnico ou seita que não reconhece o governo central. Em resumo, um estado falhado numa das zonas do mundo de maior instabilidade. Bashar al Assad, tentando fazer esquecer que é ele próprio a origem do problema, procura caracterizar a situação como fruto de interferências externas, numa conspiração dos salafitas visando a hegemonia regional dos sunitas. É, no entanto, precisamente contrário. É a instabilidade interna causada pelo seu regime despótico que, extravasando para o exterior, está a dar espaço a uma disputa pela liderança da região, envolvendo o Irão, a Turquia, o Iraque e os Estados do Golfo. Obviamente, Israel nunca se alheará desta disputa e, considerando necessário, tomará a iniciativa de intervir. As reduzidas perspetivas de estabilidade e paz para o Médio Oriente agravar-se-ão. Muito perigosamente se o Irão conseguir manter Assad no poder.

A Síria tem umas Forças Armadas de relativamente grande dimensão. Deviam ser suficientes para controlar a totalidade do país, porque nem sequer a habitual limitação de emprego em operações de contrainsurreição, que deveria exigir um muito maior controlo do uso da força, sejam tema a que Bashar al Assad preste qualquer atenção. O problema é que, em relação a parte delas, Assad terá sempre dúvidas de lealdade e isso limita as opções militares sobretudo ao emprego das forças de elite e a medidas de precaução quando utiliza outras (evitando a sua exposição a confrontos mais exigentes e infiltrando elementos dos serviços secretos). Não podendo controlar a totalidade do território, por falta de meios, Bashar segue a alternativa tradicional de concentração do esforço militar nas cidades e regiões que considera mais importantes, deixando cair as outras zonas nas mãos da oposição, para depois as bombardear e negar acesso a recursos vitais, isolando-as. Segue uma espécie de estratégia de “barricada” combinada com o controlo das vias de comunicação principais, mas, mesmo com este objetivo mais restrito, o seu sucesso tem sido limitado, logo a começar numa das principais vias de comunicação: a que vai da fronteira com a Jordânia até Aleppo no norte, passando por Damasco e Holmes, um ponto estratégico que tem sido palco de confrontações sucessivas entre as forças do regime e as do Exército Livre da Síria.

Poderá esta situação ter qualquer saída antes que o País entre irreversivelmente em colapso? Quantas mais mortes, refugiados, deslocados e propriedade destruída serão necessários para demonstrar que com a continuação de Assad no poder não haverá qualquer desfecho aceitável para a crise? Assad não só perdeu qualquer espaço de negociação como também já deixou passar a oportunidade de se afastar. Está sob o controlo das elites e comunidades que o têm mantido e que agora, não havendo alternativas, não vão permitir que ela as abandone. Sabe que introduzir reformas também não é opção. Num futuro sistema representativo, os aluitas e demais minorias que o apoiam, graças ao regime de proteção de que têm beneficiado, deixarão de ter o controlo do País, perante os 60% de sunitas. Vinganças e retaliações serão o desfecho expectável destes quase dois anos de luta e décadas de ditadura.

Brahimi está no seu papel de tentar um acordo negociado entre as partes, mas as hipóteses de sucesso são, neste tipo de circunstâncias, extremamente reduzidas,por várias razões. Primeiro, porque o ponto de partida para isso - o desarmamento da oposição – é algo que nenhum dos seus líderes encarará como possível. Não existe um governo legítimo nem instituições que garantam a observação e cumprimento do que for acordado. Se desarmarem ficam à mercê de Assad. Segundo, não existe qualquer resquício de confiança mútua entre as partes. Terceiro, qualquer acordo duradouro não pode deixar de envolver as potências regionais, mas como vimos atrás, os respetivos objetivos estão longe de convergir. Para o Irão, a manutenção de Assad é essencial para o seu projeto de liderança regional.

Quarto, a observação de qualquer eventual acordo terá que ficar sob o controlo de uma força internacional (10.000 efetivos?) a colocar no terreno, como, aliás, já deixou antever Brahimi, mas a disponibilidade de os sírios aceitarem a presença das Nações Unidas suscita dúvidas. Receiam que poderá ser um braço de interferência externa, nomeadamente por parte dos EUA, que recentemente colocou na lista de organizações terroristas um dos grupos que mais tem contribuído para desaires por que têm passado as Forças Armadas sírias.

A grande dificuldade desta situação é que se um acordo é muito difícil, senão já impossível pelas razões acima apontadas, a alternativa de uma vitória da oposição poderá não ser um bom desfecho para a estabilidade regional. É muito grande o risco de o futuro vir a ser dominado por vinganças e retaliações contra os responsáveis pelo regime deposto, lutas entre as várias fações, oportunidade de infiltração da al Qaeda e, eventualmente, pouco empenho em enveredar por uma democracia liberal. Por outras palavras, estamos perante um mais um conflito para durar.

Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 17, 2013, 10:00:17 am
Reino Unido defende resposta internacional na Síria se violência continuar


O ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, defendeu hoje em Sydney que a comunidade internacional deve estar preparada para uma maior intervenção na Síria se a violência se mantiver este ano.

Hague, que se encontra em território australiano para participar na reunião anual entre Londres e Camberra, que terá lugar na sexta-feira em Perth, salientou que o seu país, como a Austrália, são a favor de uma transição política pacífica na Síria.

Mas, "se a violência continuar e não houver desenvolvimentos diplomáticos, a comunidade internacional deve estar preparada para redobrar a sua resposta, o que inclui considerar formas de enviar ajuda à oposição síria", disse.

Este ano "não podem morrer mais 60 mil civis sírios", apontou o ministro britânico num discurso proferido no Centro de Investigação Menzies, em Sydney.

Hague também considerou como "muito provável" a ocorrência de uma "convergência de crises" em 2013 "se o conflito na Síria continuar, se o processo de paz no Médio Oriente se mantiver paralisado e se o Irão não entrar em negociações significativas sobre o seu programa nuclear".

O ministro britânico apelou para os Estados Unidos voltarem a centrar os seus esforços na busca de um acordo no Médio Oriente, onde a "situação é grave e as consequências do fracasso [de não se alcançar a paz] seriam extremamente sérias".

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Janeiro 18, 2013, 10:57:44 pm
:shock:


Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 20, 2013, 01:55:33 pm
Quem exige demissão de Assad, quer violência na Síria diz MNE


O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Walid Muallem, rejeitou qualquer discussão sobre a saída do Presidente, Bashar al-Assad, declarando na televisão estatal que aqueles que colocam essa condição prévia querem que a violência prossiga na Síria.

Segundo Muallem, norte-americanos e russos não chegaram a acordo durante o seu último encontro em Genebra sobre a Síria, porque "não entendem a mesma coisa por período de transição".

"O lado norte-americano persiste em colocar como condição a mudança de regime político, através da demissão do Presidente, ignorando o facto de que o comandante de um navio não salta em primeiro lugar do barco que se afunda", explicou.

"Enquanto os norte-americanos e aqueles que conspiram (contra a Síria), entre os quais alguns sírios, insistirem nesta condição, isso significa que eles querem a continuação da violência e a destruição da Síria", acrescentou.

Para o chefe da diplomacia sírio, "ninguém pode dizer quem é legítimo, o povo sírio é quem tem a decisão final, através da sua livre escolha nas urnas".

"Ninguém pode permitir-se atacar a Presidência, isso é inaceitável", frisou.

A oposição quer igualmente como condição prévia para qualquer negociação a saída de Assad, contestado desde há quase dois anos no seu próprio país e que coloca, por seu lado, como condição indispensável para qualquer transição a possibilidade de se candidatar à sua própria sucessão.

O ministro dos Negócios Estrangeiros sírio criticou também o enviado internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, já alvo de críticas das autoridades e da imprensa oficial.

No final de dezembro, durante a sua visita a Damasco, "adotou uma posição que retoma a dos Estados Unidos e do Golfo (...) que conspiram contra a Síria. Dessa forma, saiu do âmbito da sua missão e traiu a sua missão de mediador, pois um mediador não coloca um dos lados contra o outro", sustentou Muallem.

A Síria está desde março de 2011 mergulhada numa revolta popular que se transformou em guerra civil, durante a qual já foram mortas mais de 60 mil pessoas, segundo a ONU.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 21, 2013, 08:53:09 pm
Rússia envia aviões para retirar cidadãos da Síria


O governo russo anunciou o envio de dois aviões para Beirute, no Líbano, como parte do esforço para a retirada dos seus cidadãos da Síria, face à guerra civil instalada no país. Apesar de o conflito - entre forças governamentais do presidente, Bashar Assad, e rebeldes - se arrastar por mais de 22 meses, esta é o primeira resgate de civis feito por Moscovo.

«Sob ordens da liderança da Federação Russa, o Ministério de Emergências está a enviar dois aviões para Beirute para que todos os russos que quiserem possam deixar a Síria», declarou a porta-voz do ministério à agência de notícias russa Interfax.
 
As duas aeronaves partirão em direcção à capital libanesa na terça-feira. O ministério estima transportar cerca de 100 pessoas na operação.
 
Durante anos, a Síria foi o principal aliado da Rússia na região. Desde o início do conflito, Moscovo foi a principal protectora estrangeira do regime ditatorial de Assad, enquanto boa parte das potências do Ocidente defendem a sua saída do poder. O conflito já causou mais de 60 mil mortes, segundo a ONU.
 
A presença de diversas empresas russas na Síria fez com que diversos cidadãos do país se instalassem por lá. A costa do país, no Mediterrâneo, é palco da maior manobra naval russa em anos - agências russas citam autoridades militares que afirmam que os navios foram posicionados para que pudessem ser usados num eventual esforço de retirada de pessoas da região.
 
Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 23, 2013, 12:55:38 pm
Presidente Assad chama "leoas sírias" para o combate


O exército de Bashar al-Assad está a ficar com falta de efetivos devido a deserções e baixas em combate e está a recorrer ao recrutamento de mulheres para defender o país.

O presidente Bashar al-Assad recrutou um exército de mulheres para assegurar a proteção de pontos chave e colmatar a falta de efetivos do exércio causada pelas numerosas baixas e deserções que se têm verificado nos últimos tempos.

Segundo avança o jornal britânico Daily Mail, mais de 500 mulheres foram recrutadas para a nova força paramilitar, conhecida como as "Leoas para a Defesa Nacional", que estão a ser treinadas no campo militar de Wadi al-Dahab, na cidade de Homs.

As recrutas fazem parte da recentemente criada "Força de Defesa Nacional" (com 10 mil efetivos) e uma peça chave do plano de Assad para acabar com a rebelião no país, numa tentativa desesperada de reconquistar várias cidades que cairam nas mãos das forças rebeldes.

Abu Rami, porta-voz dos rebeldes, afirmou ao jornal britânico The Independent que está surpreendido com o recrutamento de mulheres no país. "Estou verdadeiramente surpreendido, é a primeira vez que vejo uma coisa destas". Para Rami, este recrutamento "desesperado" é "uma desculpa para quando algumas destas mulheres forem mortas pelas nossas forças serem usadas como propaganda internacional". Mas, ressalva, "numa guerra, qualquer pessoa armada é um alvo legítimo".

As "Leoas para a Defesa Nacional" não estão atualmente envolvidas em combates.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 24, 2013, 12:49:00 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 27, 2013, 09:08:40 pm
Fim do regime de Assad está mais perto, diz Medvedev


O primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, considerou hoje que o regime do Presidente sírio Bashar Assad está cada vez mais perto do fim.

"Parece-me que a cada dia, a cada semana, a cada mês que passa, as hipóteses de conservação [do poder por Assad] são cada vez menores. Mas repito uma vez mais que isso deve ser o povo sírio a decidir. Não pela Rússia, nem pelos Estados Unidos, nem por qualquer outro país", declarou, em entrevista ao canal televisivo CNN.
 
Esta é a primeira vez que um dirigente russo admite publicamente a queda do regime de Bashar Assad. Medvedev baseia a sua opinião no facto de Bashar Assad ter cometido erros na realização de reformas políticas.
 
"O Presidente Assad errou na realização de reformas políticas. Ele devia ter feito tudo muito mais depressa, conquistar para o seu lado parte da oposição moderada que estava pronta a sentar-se com ele à mesa das conversações. Isso foi um erro significativo seu, talvez mesmo fatal", explicou.
 
O primeiro-ministro russo revelou: "Telefonei várias vezes a Assad e disse-lhe: realize reformas, sente-se à mesa das conversações. Repito uma vez mais: considero que, infelizmente, a direção da Síria mostrou não estar pronta para isso."
 
Segundo Medvedev, o principal agora para a comunidade internacional é garantir o processo de reconciliação nacional, porque, caso contrário, a violência irá continuar na Síria.
 
"Ou o processo de reconciliação nacional decorre sob o controlo da comunidade mundial, ou haverá uma guerra civil interminável, não há terceira solução", frisou, acrescentando que a Rússia está pronta a participar neste processo.
 
O dirigente russo defende que "em caso algum se deve permitir o derrube da atual elite política através de ações armadas, porque a guerra civil nesse país continuará durante décadas, com ou sem Assad.
 
"Por conseguinte, a tarefa da comunidade mundial, de todos os países: Estados Unidos, europeus e potências regionais como a Arábia Saudita, Qatar e outros países, consiste em sentar as partes à mesa das conversações e não apenas exigir que Assada saia, depois ou será executado, como aconteceu com Kaddafi, ou levado de maca para o tribunal, como acontece com Hosni Mubarak", concluiu.
 
Segundo dados da ONU, a guerra civil na Síria, que dura há já dois anos, provocou mais de 60 mil mortos, centenas de milhares de edifícios foram destruídos.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 28, 2013, 10:28:42 am
Única boa solução é a queda de Assad diz MNE francês


O ministro francês dos negócios estrangeiros, Laurent Fabius, considerou hoje dramática a situação na Síria, onde já morreram cerca de 70.000 pessoas, e afirmou que "a única boa solução é que Bashar (Al-Assad) caia, quanto antes melhor".

"A situação na Síria é absolutamente dramática. Há quase 70.000 mortos, todos os dias morrem centenas e Bashar continua a assassinar o seu povo", disse o ministro em entrevista à televisão France 2.

Fabius, que hoje de manhã abre em Paris uma reunião de apoio aos opositores da Coligação Nacional Síria (CNS), descartou o risco de a queda do regime do presidente Al-Assad levar os integristas ao poder.

Para o ministro francês, a CNS "comprometeu-se a reconhecer a totalidade das comunidades" do país e as vidas dos dirigentes da oposição são uma garantia de que manterão o compromisso: "São em geral pessoas que passaram vários anos das suas vidas na prisão, precisamente porque não querem o terrorismo e o extremismo".

O governante destacou que na reunião de hoje, organizada pelo governo francês, participam mais de cinquenta países e organizações regionais para apoiar a oposição a Bashar Al-Assad.

Segundo o seu gabinete, esta reunião tem, em primeiro lugar, uma dimensão política, para tentar que cada vez mais Estados se juntem ao "reconhecimento da CNS como representante legítima do povo sírio".

Também tem uma dimensão financeira, na sequência da conferência que se dedicou à oposição síria a 12 de dezembro na cidade marroquina de Marraquexe.

A reunião de Paris, que reúne altos funcionários em representação de cada delegação, visa também abordar as questões humanitárias do conflito.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 29, 2013, 01:15:06 pm
Chefe militar adverte sobre risco de colapso de Estado no Egipto


O chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Egipto, Abdel Fattah al Sisi, advertiu hoje para o risco de colapso do Estado devido aos protestos violentos da oposição do Egipto. Desde sexta-feira, mais de 60 pessoas morreram no país.
 
Os protestos ocorrem quando de celebra o 2º aniversário  anos de lembrança da revolta que derrubou o ex-ditador Hosni Mubarak, em 2011, e dias após o veredicto que condenou à morte 21 envolvidos no massacre durante um jogo de futebol em Port Said, que deixou 74 mortos em Fevereiro de 2012.
 
Devido à violência dos protestos, o presidente Mohamed Mursi decretou no domingo o recolher obrigatório em três cidades do país e pediu ao Parlamento que autorizasse o uso do Exército na segurança pública, o que foi aprovado pelo Legislativo na segunda-feira.
 
Em mensagem na página do Exército na rede social Facebook, o comandante militar disse que os desafios económicos, políticos e sociais que o Egipto enfrenta representam «uma verdadeira ameaça à segurança do Egipto e à coesão do Estado egípcio».
 
«A continuação do conflito entre as diferentes forças políticas e as suas diferenças em relação ao comando do país podem levar ao colapso do Estado e ameaçam gerações futuras. A continuação desse cenário sem ser resolvido conduzirá a consequências graves que influenciarão a estabilidade», acrescentou.
 
Considerando esse cenário, Sisi defendeu que as Forças Armadas continuem a controlar o país e sejam «o bloco coeso e sólido» em que o Estado repousa. Também apoiou o toque de recolher em Suez, Port Said e Ismailia, que, para o chefe militar, são cidades estratégicas.
 
No entanto, reconheceu que os militares enfrentam o dilema de não poder interferir no direito de livre manifestação dos cidadãos, mas precisam de proteger locais cruciais que afectam asegurança nacional. Por isso, pediu que as manifestações da oposição sejam pacíficas.
 
Na segunda-feira, o Parlamento do Egipto autorizou que as Forças Armadas se juntem à polícia para controlar os protestos no país. De acordo com a nova lei, as forças armadas podem prender civis e encaminhar as queixas para o Ministério Público para que sejam julgadas por tribunais civis.
 
O envio do exército para as ruas foi usado para controlar os ânimos dos opositores em diversas ocasiões pela junta militar que governava o país até junho e pelo próprio Mursi. Na semana passada, as tropas foram usadas para garantir a segurança no Cairo, em Suez e em Port Said.
 
O lei aprovada pelo Senado é parte de uma série de medidas anunciadas por Mursi após cinco dias de manifestações violentas contra seu governo nas principais cidades do país, que coincidiram com os dois anos do início da revolta que levou à queda do ditador Hosni Mubarak.
 
A violência tomou proporções maiores em Port Said, onde foi divulgada no sábado a condenação à pena de morte de 21 acusados de terem provocado o massacre num estádio de futebol da cidade, em Fevereiro de 2012, em que 74 pessoas morreram. Nos protestos de há três dias registaram-se 32 mortes.
 
O presidente também propôs mais uma ronda de diálogos nacionais, tal como aconteceu durante os protestos de Dezembro contra a nova Constituição. Tal como no mês passado, o evento foi novamente boicotado pela oposição.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 02, 2013, 06:15:31 pm
Rússia alerta para riscos de armar a oposição síria


O ministro dos negócios estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, alertou que armar a oposição síria pode no futuro voltar-se contra os países que o fizeram, criticando a forma como o Ocidente lida com aquele conflito.Na sua intervenção na Conferência de Segurança de Munique (MSC), o ministro pôs em causa a forma como a NATO e os países do ocidente estão a enfrentar os "principais problemas da actualidade", nomeadamente a primavera árabe, as guerras na Síria e no Mali e a ameaça nuclear do Irão.

"A forma como a NATO encara os problemas não ajuda", disse, acrescentando que a comunidade internacional deveria "adoptar uma abordagem mais global", não centrada nos interesses exclusivos da Europa e dos EUA.

Em concreto, alertou para o risco de apoiar a oposição ao regime de Bashar al-Assad com armas, pelo perigo de esse armamento se virar no futuro contra os países que o forneceram.

Advertiu ainda sobre a "ambígua" e incoerente política do Ocidente, acusando-o - sem citar casos concretos - de cooperar com governos não democráticos e recusar fazê-lo com outros, além de não apoiar alguns líderes democráticos.

"Quando é que é legítimo e quando é que não é?", questionou Lavrov várias vezes.

O chefe da diplomacia russa defendeu que devem ser decididas "algumas regras" comuns e transparentes, apoiando de forma coordenada "as reformas democráticas", mas sem "impor regras e modelos externos".

Na sua opinião, é possível alcançar o fim da violência mediante um diálogo inclusivo, com todos os actores implicados em cada conflito, "especialmente com o mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas".

No entanto, Lavrov deixou a porta aberta a uma nova forma de colaboração entre a aliança atlântica e a Rússia e pediu que as palavras de cooperação se convertam em actos.

"Está na hora de cancelar as nossas dúvidas anteriores e está na hora de nos concedermos um crédito de confiança mútua", disse Lavrov .

Também no MSC, o vice-presidente norte-americano, Joe Biden manifestou o desejo de que a comunidade reforce o seu apoio à oposição síria, afirmando que Bashar al-Assad "já não é capaz de dirigir a nação".

No total, estão em Munique 90 delegações nacionais, uma dezena de chefes de Estado e de Governo, 70 ministros da defesa e dos assuntos estrangeiros e 60 directores executivos de grandes empresas.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 02, 2013, 06:55:35 pm
Poder egípcio tenta explicar-se após brutalidade policial, oposição pede queda de Mursi


O poder egípcio tem estado hoje envolto em grande polémica após a difusão de imagens de um homem nu agredido pela polícia na véspera em frente ao palácio presidencial, durante manifestações contra o presidente Mohamed Mursi, que causaram a morte de uma pessoa.
 
A Frente de Salvação Nacional (FSN), principal coligação opositora egípcia, anunciou o seu apoio aos «apelos do povo» pela queda do regime do presidente islamita e pelo seu julgamento por «assassínios e tortura».
 
Em comunicado, a FSN afirma que «adere totalmente aos apelos do povo egípcio e das suas forças vivas em favor da queda do regime da tirania e (pelo fim da) hegemonia da Irmandade Muçulmana», formação islamita da qual Mursi é proveniente. O comunicado foi divulgado após uma reunião da FSN realizada neste sábado.
 
Antes, o primeiro-ministro Hicham Qandil foi alvo de manifestantes durante a manhã na Praça Tahrir, no centro do Cairo, testemunhando pessoalmente a tensão política reinante.
 
O vídeo divulgado pela televisão e na Internet mostra polícias agredindo um homem com cassetetes, e arrastando-o depois de lhe terem arrancado as roupas. O homem foi colocado depois numa carrinha blindada estacionada perto do palácio do chefe de Estado.
 
A presidência egípcia declarou-se «entristecida com as imagens chocantes de alguns polícias a tratar um manifestante sem respeito pela dignidade humana e pelos direitos humanos».
 
A oposição evocou métodos dignos dos tempos do presidente Hosni Mubarak, derrubado por uma revolta popular em 2011.
 
O Ministério do Interior pediu desculpas, mencionando um «acto isolado» e anunciou a abertura de uma investigação. Antes, os opositores já tinham pedido a demissão do titular da pasta, Mohamed Ibrahim.
 
O homem agredido, Hamadah Saber Mohamed Ali, um operário de 50 anos, foi detido «em posse de 18 cocktails Mololov e de duas latas de combustível», indicou o procurador, citando os primeiros elementos da investigação.
 
No fim de 2011, a imagem de uma manifestante usando o véu arrastada por soldados nas imediações da Praça Tahrir, deixando o seu sutiã e a sua barriga à mostra, provocou indignação em todo o mundo.
 
Hoje, manifestantes lançaram pedras e garrafas contra a comitiva do primeiro-ministro na Praça Tahrir, noticiou a rede de televisão local Dream Live.
 
O gabinete do chefe do governo indicou que Qandil tinha sido alvo de «jovens e agitadores». O primeiro-ministro postou no Facebook que «preferiu evitar um confronto entre essas pessoas e o pessoal de segurança».
 
Dezenas de opositores ao poder estão instalados há meses numa aldeia de tendas na praça simbólica do centro da cidade, ponto de concentração de manifestantes desde o levantamento contra Hosni Mubarak.
 
A polícia anti-motins estava hoje mobilizada nas imediações do palácio presidencial após uma noite de muita confusão.
 
A calma voltou durante a manhã, mas as ruas adjacentes estavam cheias de pedras que tinham sido lançadas pelos manifestantes, e o muro do conjunto do palácio estava coberto de slogans contra Mursi, com os lemas «É preciso derrubar o regime» e «Liberdade», entre outros.
 
Além de um jovem de 23 anos morto perto do palácio presidencial, cerca de uma centena de pessoas ficaram feridas na sexta-feira nas manifestações no Cairo e noutras cidades do país, segundo fontes médicas.
 
Desde o início da nova onda de violência no Egipto no dia 24 de Janeiro, na véspera do 2º aniversário da revolta que derrubou o presidente Hosni Mubarak, cerca de 60 pessoas morreram.
 
A presidência reafirmou, entretanto, em comunicado o seu compromisso «em proteger a liberdade de expressão e de reunião» e a sua vontade de manter «a evolução democrática» do país.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 03, 2013, 01:47:34 pm
Obama recusou proposta de Hillary para dar armas a rebeldes sírios


O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, rejeitou no ano passado um plano apresentado pela então secretária de Estado, Hillary Clinton, e antigo diretor da CIA, David Petraeus, para armar a oposição síria, noticiou o New York Times.

Numa notícia publicada no sábado na sua página de internet, o New York Times refere que o plano foi elaborado por Hillary Clinton e David Petraeus em meados do ano passado, numa altura em aumentava a escalada de violência na Síria e cresciam as críticas à inação dos Estados Unidos, segundo fontes do governo norte-americano.

A ideia de Clinton e de Petraeus incluia o treino de combatentes "aos quais seriam fornecidas armas", de acordo com o New York Times, escreve a agência Efe.

O diário afirma que o plano "continha riscos", mas que também oferecia a "potencial recompensa" de criar aliados com os quais os Estados Unidos poderiam trabalhar durante o conflito e após uma eventual queda do regime de Bashar Al Asad.

A então chefe da diplomacia norte-americana e o ex-diretor da CIA apresentaram a sua proposta à Casa Branca, mas esta foi rejeitada.

O Presidente Barack Obama opôs-se à entrega de armas aos rebeldes sírios, argumentando que estas poderiam cair nas mãos de grupos extremistas que estão envolvidos no conflito, que vai a caminho dos dois anos.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 04, 2013, 02:03:31 pm
Irão diz que Israel se vai arrepender de ataque à Síria


Um alto funcionário do governo do Irão disse hoj que Israel se vai arrepender de ter feito um ataque à Síria na última quarta-feira. A acção foi denunciada pelo regime sírio e diplomatas norte-americanos, mas não foi confirmada oficialmente por Israel.
 
As autoridades sírias dizem que um centro de pesquisa militar foi atacado na cidade de Jamraya, perto de Damasco e da região dos Montes Golã. Diplomatas norte-americanos também afirmam que houve um bombardeamento, mas que este atingiu um comboio de transporte de mísseis para o grupo radical libanês Hezbollah.
 
Em visita a Damasco, o secretário do Conselho Superior Nacional do Irão, Saeed Jalili, disse que o mundo islâmico não permitirá uma agressão contra os sírios. Para ele, os países muçulmanos devem prever a agressão contra o mundo islâmico e ter uma resposta adequada para provar a sua união.
 
«O regime sionista (Israel) vai-se arrepender do ataque. Hoje tanto o povo como o governo sírio tratam a questão com seriedade e a comunidade islâmica está a apoiar a Síria», acrescentou.
 
Jalili afirma que Israel e os seus aliados (em referência aos países ocidentais) querem debilitar o regime de Bashar Al-Assad para diminuir a resistência ao Estado judaico e pediu uma solução negociada para o fim do conflito sírio, que dura há 22 meses.
 
O Irão é o principal aliado do regime sírio na região, tal como Damasco é o maior apoiante da República Islâmica. Os dois países possuem cooperação militar há 30 anos, o que levou a acusações dos rebeldes de que combatentes de Teerão entraram no conflito sírio. O Irão no entanto nega participação nos confrontos.
 
Domingo, o jornal The New York Times afirmou que o suposto ataque israelita provocou danos ao principal centro sírio de investigação de armas biológicas e químicas.
 
Segundo fontes do exército dos EUA, os danos foram provocados pelas bombas que eram transportadas no veículo supostamente bombardeado por Israel.
 
No domingo, o ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, admitiu implicitamente que o ataque aconteceu, mas sem dar mais pormenores.
 
«Isso que aconteceu há alguns dias mostra que quando dizemos uma coisa, cumprimos. Dissemos que não pensamos que se possa permitir que sistemas sofisticados de armas sejam transferidos para o Líbano», afirmou.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 04, 2013, 10:32:32 pm
TV síria mostra imagens de centro atacado por Israel



A televisão oficial síria mostrou hoje à noite imagens que apresentou como sendo das instalações militares atacadas este semana pela aviação israelita.

As imagens, que não têm data, constituem "um vestígio da agressão israelita", referiu a televisão.

Em diferentes planos, as imagens mostraram um edifício que não estava destruído, mas com os vidros das janelas partidos. Num pátio foram mostrados veículos carbonizados.

As forças armadas sírias afirmaram que a aviação israelita bombardeou, na quarta-feira de manhã, um centro de investigação militar situado entre Damasco e a fronteira libanesa.

As autoridades sírias disseram que duas pessoas morreram e cinco ficaram feridas no ataque, que provocou ainda "danos consideráveis" e a destruição parcial de um edifício.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 06, 2013, 04:57:46 pm
Mulher torna-se sniper para vingar a morte dos filhos



Uma antiga professora de inglês tornou-se numa sniper mortal ao serviço das forças rebeldes que lutam contra o regime de Bashar al-Assad, numa cruzada para vingar a morte dos seus dois filhos durante a guerra civil.

A mulher, de 36 anos, que dá pelo nome de guerra de "Guevara", percorre as ruas de Alepo com a sua espingarda com mira telescópica em busca de soldados das forças governamentais. De acordo com as últimas informações "Guevara" já abateu, pelo menos, quatro homens de Assad.

Segundo o jornal norte-americano New York Post as memórias das suas filhas, de 7 e 10 anos, mortas num bombardeamento aéreo, não a deixam sentir remorsos. "Primeiro prometi aos meus filhos que lhes ia garantir um futuro melhor. Mas agora, que estão mortos, só lhes posso oferecer a vingança", diz.

"Faz-me sentir bem", diz a sniper, "sempre que abato um grito: Yes!"

Vestida com o seu já conhecido camuflado e com a cabeça coberta pelo tradicional hajib, "Guevara" é das raras mulheres soldado aceites pela conservadora sociedade muçulmana.

Originária dos territórios palestinianos, "Guevara" aprendeu a usar armas num campo de treino do Hamas, no Líbano.

DN
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 13, 2013, 07:33:32 pm
Rússia vende armas de defesa antiaérea ao regime sírio


A Rússia continua a venda de armas de defesa à Síria, nomeadamente sistemas de defesa antiaéreos, admitiu hoje Anatoli Isáykin, director-geral do Rosoboronexport, o consórcio estatal russo para a exportação de armamento.

Isaykin alegou que «não há sanções» do Conselho de Segurança da ONU que impeçam as exportações de armas para a Síria.
 
«Continuamos a cumprir as nossas obrigações contratuais de provisão de armas. Mas não são armas de carácter ofensivo», explicou o funcionário, adiantando que a Rússia não vende «tecnologia aérea» à Síria.
 
A Rússia, aliada do ditador sírio Bashar al-Assad, juntamente com a China usaram seu poder de veto como membros permanentes no Conselho de Segurança de ONU para bloquear resoluções que ameaçam sanções ao regime sírio.
 
No ano passado, a então secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, acusou a Rússia de vender helicópteros ao regime do ditador Bashar al Assad.
 
Isáykin desmentiu os rumores de que o Rosoboronexport forneceu à Síria armamento no valor de mil milhões de dólares e negou a venda de sistemas de mísseis de ataque Iskander.
 
O total de mortos na guerra civil na Síria aproxima-se de 70 mil, de acordo com dados da ONU divulgados terça-feira pelo Alto Comissariado de Direitos Humanos.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 15, 2013, 05:55:48 pm
Oposição síria procura parceiros «sem sangue nas mãos»


A coligação de oposição na Síria está pronta para negociar a saída do presidente Bashar al-Assad com qualquer membro do seu governo que não tenha participado na repressão militar da revolta, afirmaram hoje membros da coligação.
 
As autoridades sírias não deram qualquer resposta formal às várias ofertas de negociações nas últimas semanas. Mas responsáveis dizem que não podem aceitar pré-condições sobre a saída de Assad e rejeitaram o que dizem ser nada mais que iniciativas de media.
 
O abismo político entre as partes, juntamente com o impasse diplomático entre as potências mundiais que evitam uma intervenção eficaz, permitiu que os confrontos no terreno continuassem, com quase 70 mil mortos em 22 meses de conflito, segundo estimativa da ONU.
 
O líder da oposição, Moaz Alkhatib, fez uma oferta de negociações no mês passado sem consultar a coligação sobre o processo político.
 
O ministro dos Negócios Estarngeiros da Síria, Walid al-Moualem, deve visitar Moscovo, um dos principais aliados de Assad, ainda este mês. A Rússia também espera a visita de Alkhatib em breve em busca de um avanço para acabar com a mais sangrenta das revoltas da Primavera Árabe.
 
No entanto, os membros da coligação dizem que não há data definida para uma viagem de Alkhatib a Moscovo e o Ministério dos Negócios Estrangeiros da Síria minimizou sugestões de que Moualem e Alkhatib poderiam reunir-se lá, afrimando que qualquer diálogo deve ocorrer na Síria.
 
Uma reunião durante a noite do politburo de 12 membros da coligação no Cairo apoiou a iniciativa de Alkhatib, embora tenha definido directrizes para quaisquer negociações de paz que serão apresentadas para aprovação pela assembleia plena na próxima quinta-feira.
 
«Essas directrizes estipulam que Bashar al-Assad, e todos os líderes de segurança e militares que participaram no assassínio do povo sírio e cujas mãos estão manchadas de sangue não têm lugar na Síria do futuro», disse o membro da coligação Abdulbaset Sieda à Reuters, no Cairo, após a reunião.
 
«Nós concordámos em tranquilizar os irmãos sírios do Partido Baas (no poder) cujas mãos não estão manchadas com o sangue do povo sírio que eles são parceiros da Síria», acrescentou.
 
 O programa mundial de alimentos da ONU afirmou hoje que cerca de 40.000 pessoas fugiram de Shaddadeh para a capital provincial Hasakah, a 45 quilómetros a norte.
 
Em Damasco, o combate continuou na fronteira de áreas centrais que as brigadas rebeldes invadiram depois de romper as linhas defensivas das forças de Assad no nó rodoviário, há duas semanas.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 17, 2013, 01:57:09 pm
Primavera Árabe: Balanço precário


Após dois anos de Primavera Árabe, democracia e estabilidade permanecem uma miragem no Norte de África. A história não terminou, e um olhar breve sobre os três países protagonistas da vaga revolucionária árabe de 2011 – Tunísia, Líbia e Egipto – mostra que ainda é incerto o destino dos seus frágeis processos políticos.

No primeiro, berço da contestação popular que naquele ano havia de contagiar boa parte da bacia mediterrânica, os tunisinos voltam a deparar-se com um braço-de-ferro entre os dois blocos que derrubaram o regime de Ben Ali – os islamistas reunidos em torno do partido Ennahda, vencedor incontestado das primeiras eleições livres, e as forças progressistas que formavam a oposição secular à antiga ditadura de Tunis. O assassínio, dia 6 de Fevereiro, do líder esquerdista Chokri Belaid mergulhou novamente o país no caos.

Pelo menos uma pessoa morreu em vários dias de protestos contra o Governo liderado pelo Ennahda, movimento suspeito de estar por trás da morte do político. Hamadi Jebali, primeiro-ministro e membro da formação islamista, tenta agora constituir um Executivo inteiramente composto por tecnocratas independentes para responder ao descontentamento popular, mas enfrenta a oposição do seu próprio partido.

Na terça-feira, o chefe da diplomacia tunisina Rafik Abdessalem, cunhado do líder do Ennahda Rached Ghannouchi, admitiu que a formação poderá abandonar o Governo. No mesmo dia, porém, o partido convocou para o fim-de-semana uma manifestação de apoio ao movimento islamista.

Sindicatos e patronato, assim como os partidos seculares Congresso para a República (do Presidente Moncef Marzouki) e Ettakol, estão com Jebali, mas é também considerável a base de apoio da ala dura do Ennahda. Nos últimos dias, e perante o receio de uma nova vaga de crime e anarquia, impõem-se nas ruas tunisinas milícias de jovens salafistas que defendem a aplicação da charia, a lei islâmica.

A nova crise política vem atrasar ainda mais o longo processo de redacção de uma nova constituição, mais de um ano após a eleição da assembleia constituinte. Sem o novo documento, não será possível eleger o substituto do actual, desgastado e impopular Executivo interino.

Anarquia em Trípoli, intolerância no Cairo

Na vizinha Líbia, o segundo aniversário do início do levantamento armado que derrubaria o ditador Muammar Kadhafi foi assinalado na sexta-feira sob o peso de fortes medidas de segurança. O país encerrou as fronteiras ocidental (com a Tunísia) e oriental (com o Egipto) perante o receio de uma acção armada contras as autoridades de Trípoli. Nas últimas semanas, movimentos seculares, religiosos, autonomistas, federalistas e até saudosistas do antigo regime convocaram protestos contra um Executivo crescentemente acusado de corrupção e de protelar reformas prometidas.

O Governo interino continua a lutar pelo efectivo controlo do país. Bengazi, a segunda cidade líbia, é hoje um território praticamente independente sob gestão de uma miríade de milícias armadas com o arsenal herdado de Kadhafi. É também, desde Janeiro zona interdita a ocidentais por recomendação dos Executivos europeus e norte-americano. Várias companhias aéreas internacionais suspenderam os voos para a Líbia por razões de segurança.

Esta semana, num encontro em Paris com representantes de países aliados, o Governo líbio solicitou ajuda financeira e operacional para proteger as fronteiras, integrar milicianos nas forças armadas nacionais e controlar um fluxo de armas e combatentes que alimenta grupos extremistas em todo o Sahel, nomeadamente o Mali, e o Médio Oriente.

No Egipto, prossegue a competição entre religiosos conservadores e opositores seculares pelo controlo das ruas. A repressão policial aumentou após semanas de violência em que política, futebol e regionalismos exacerbados vitimaram dezenas de pessoas. Depois da circulação de um vídeo que revelou mais um caso de tortura às mãos das autoridades, o site YouTube foi barrado pela justiça do Cairo. Mantém-se também a exigência de demissão do Governo da Irmandade Muçulmana de Mohamed Morsi por parte da Frente de Salvação Nacional de Mohamed El Baradei, Amr Moussa e Hamdeen Sabahi, entretanto ameaçados de morte pelo clérigo salafista Mahmoud Shaaban.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Fevereiro 17, 2013, 05:31:27 pm
Citar
Após dois anos de Primavera Árabe, democracia e estabilidade permanecem uma miragem no Norte de África

Até parece que isso é de admirar. :roll:

só ingénuos poderiam acreditar que estes conflitos se destinavam a trazer "democracia e liberdade" aos povos desses países.

Aqui temos mais um exemplo da agenda dos "libertadores":


Citar
Maghreb jihadists flock to Syria
2013-02-13

Thousands of Maghreb youths may now be fighting in Syria, waging war not for a new democratic government, but for an Islamist state, experts say.

By Jemal Oumar for Magharebia in Nouakchott – 13/02/13

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fmagharebia.com%2Fcocoon%2Fawi%2Fimages%2F2013%2F02%2F13%2F130213Feature1Photo1.jpg&hash=2ad8069dea3ab8d0fa95c07a5d187d8c)
[AFP/Aamir Qureshi] Syrian fighters are being joined by young jihadists from North Africa, according to multiple reports.

In the wake of the Arab Spring, a number of Maghreb young people have decided to continue their struggle by taking up arms and joining jihadists in Syria.

The young Maghreb militants have linked up with Syrian opposition groups seeking to topple the regime of Bashar al-Assad, including al-Qaeda affiliate Jabhat al-Nusra. Al-Qaeda in the Islamic Maghreb fighters are reportedly among the latest arrivals to the Syria battle.

"Young people from different Maghreb countries are fighting alongside these organised groups in Syria," confirmed Lies Boukraa, who heads the Algiers-based African Centre for Studies and Research on Terrorism (CAERT).

"Those young people primarily belong to different jihadist groups that have sworn allegiance to the parent al-Qaeda organisation, and the policy of the latter says that any country witnessing a war against regimes is a suitable land for jihad," Boukraa told Magharebia.

"Therefore, those young jihadists have to join that jihad to realise al-Qaeda's goals for establishing an Islamic state after the fall of existing regime," he added.

Boukraa said that he did not have accurate statistics about the number of Maghreb young people in Syria. However, he warned against the potential fallout from the presence of foreign fighters in a post-war Syria.

"In case al-Assad's regime falls, problems will arise in Syria between the jihadist groups that seek to establish an Islamic regime and the secular opposition, exactly like what happened in other countries where secular regimes were toppled in Maghreb and elsewhere," he said.

A number of press reports have documented Maghreb fighters in Syria. El Khabar reported in December that several Maghreb fighters were killed in a recent Syrian air strike on Idlib.

El Khabar cited Al Vourghan Brigade, which fights alongside Jabhat al-Nusra, as saying that an Algerian man with an alias of Abou Khaithama was killed in an air strike launched by Syrian fighter planes, and that at least two more Algerians, eight Moroccans and a large number of Libyans were also killed.

The Algerian newspaper also disclosed the names of a few of the fighters killed alongside al-Qaeda-affiliated Jabhat al-Nusra in Syria. The jihadists reportedly included Algerians, Tunisians, Mauritanians and a large number of Libyans.

Meanwhile, Kapitalis on February 4th published a "preliminary list" of 28 names of Tunisian jihadists known to have been killed fighting in Syria.

"The presence of those young people is expected if we take into consideration that jihadist ideology doesn't recognise borders or political divisions of states," explained Mauritanian journalist Said Ould Habib. "The terrorists have their own logic in dividing countries between land of kufr, land of jihad, and land of Islam and they call Syria the Levant."

"Islamist movements usually take advantage of armed chaos in countries witnessing revolutions and their goals and strategies are temporarily unified with the revolutionaries," Ould Habib added.

According to the analyst, these movements "reveal their true intentions once victory has been achieved".

"Then they start planning to establish an Islamic state because they basically reject democracy and the concept of freedom and civil state," he added.

The analyst noted that some Maghreb fighters in Syria have infiltrated the country from Iraq, using their old network of ties.


Arabi-press.com reported similar information December 26th, saying many Libyan fighters from Benghazi, Derna, Zintan, and Misrata were in northern Syria.

They reportedly represented 40% of fighters. The most prominent among them are Khalid al-Aqouri and Mehdi al-Harati, former commander of Tripoli Martyrs Brigade in Libya and now a commander in Syria.

A number of the Maghreb fighters joined the Syrian conflict after being urged by radical imams. France 24 reported last August that some of the fighters received religious recommendations from Maghreb salafist sheikhs who blessed the "praiseworthy jihad in Syria" and called for "supporting" the fighters there.

This content was commissioned for Magharebia.com.

http://magharebia.com/cocoon/awi/xhtml1 ... feature-01 (http://magharebia.com/cocoon/awi/xhtml1/ar/features/awi/features/2013/02/13/feature-01)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 18, 2013, 04:25:45 pm
ONU diz que está na altura de ativar a justiça internacional na Síria


Está na altura de "pôr em marcha a justiça" internacional em relação à Síria, afirmou hoje Carla del Ponte, da comissão de inquérito independente da ONU, na apresentação de um relatório sobre a escalada de violência no país.

"Está na altura de dar lugar à justiça, nós sugerimos o Tribunal Penal Internacional", disse Del Ponte numa conferência de imprensa em Genebra, acrescentando que a comissão não tem poder para isso mas pode fazer pressão.

"Somos capazes de identificar os responsáveis por estes crimes, os que decidem, organizam e planeiam", prosseguiu Carla Del Ponte, referindo-se a uma lista de responsáveis que "é secreta porque cabe aos tribunais abrir inquéritos formais e redigir acusações".

No final do mandato da comissão, em março, essa lista vai ser entregue à Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navanethem Pillay.

O relatório, o segundo da comissão, aponta para uma escalada da violência na Síria e um aumento dos crimes de guerra cometidos tanto pelas forças do regime como pela oposição.

"A profundidade da tragédia síria reflete-se de maneira aguda no número das suas vítimas. As experiências atrozes relatadas pelos sobreviventes dão conta de graves violações dos direitos humanos, crimes de guerra e crimes contra a humanidade", lê-se no relatório, de 131 páginas.

"A dinâmica destruidora da guerra civil não tem apenas efeitos na população civil, como também reduz a nada toda a complexa estrutura social do país, põe em risco as gerações futuras e ameaça a paz e a segurança em toda a região", acrescenta o documento.

A comissão, criada em 2011 pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, nunca foi autorizada a visitar a Síria, onde o regime do presidente Bashar al-Assad trava desde março de 2011 uma guerra civil com forças opositoras, conflito que, segundo a ONU, já fez mais de 70.000 mortos.

Num primeiro relatório, publicado em agosto de 2012, os peritos entrevistaram mais de 1.000 pessoas, entre autores e vítimas, tendo acusado as duas partes em conflito de crimes de guerra.

Neste novo relatório, baseado em quase 450 entrevistas, a comissão indica que a situação se agravou, numa espiral de violência, com ambos os lados a cometerem crimes de guerra, precisando contudo que as forças do regime cometeram mais crimes.

"A situação de direitos humanos na Síria continuou a deteriorar-se", "o conflito tornou-se mais sectário e a condução das operações mais radical e militarizada", afirma o relatório.

A maioria dos rebeldes que combatem o regime são muçulmanos sunitas, enquanto os detentores do poder e seus apoiantes são membros da comunidade alauita, uma ramificação do Islão xiita.

O documento responsabiliza as forças do regime e milícias suas aliadas por "crimes contra a humanidade, assassínios, torturas, violações (...) desaparecimentos forçados e outros atos desumanos".

Os grupos armados da oposição, lê-se no documento, "cometeram crimes de guerra, incluindo assassínios, atos de tortura, sequestros e ataques a bens protegidos", embora sem "a intensidade nem a escala das cometidas pelas forças governamentais".

"É imperativo encontrar os responsáveis das duas partes por todos os crimes", afirma o relatório.

A comissão constatou, por outro lado, que a oposição armada conseguiu nos últimos meses "substanciais avanços militares" no norte e centro do país.

Apesar de continuar dividida, a oposição "amadureceu e tornou-se uma força capaz de pôr em questão o controlo do Governo sobre o país e de atacar objetivos estratégicos, como explorações petrolíferas e aeroportos".

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 23, 2013, 02:35:25 pm
Oposição síria suspende a atividade no estrangeiro


A Coligação da oposição síria anunciou hoje a suspensão da participação em vários encontros no estrangeiro para denunciar o "silêncio internacional sobre os crimes" cometidos pelo regime contra a população.

O anúncio surge quando o conflito, do qual já resultaram mais de 70 mil mortos, segundo a ONU -- Organização das Nações Unidas, vai entrar no terceiro ano e sem qualquer solução à vista.

A oposição síria explica num comunicado que suspende a participação na próxima reunião dos Amigos do Povo Sírio, prevista para 29 de fevereiro em Roma (Itália), bem como as deslocações à Rússia, fiel aliada do regime de Bashar al-Assad, e aos Estados Unidos.

Considerando "vergonhosa" a atitude da comunidade internacional, a Coligação sublinha no comunicado que interpreta "o silêncio internacional sobre os crimes cometidos quotidianamente contra o povo como uma participação na matança" na Síria.

"Consideramos particularmente os dirigentes russos como responsáveis ética e politicamente porque continuam a apoiar o regime pelas armas", adianta.

O chefe da Coligação, Ahmed Moaz al-Khatib, era esperado nas próximas semanas em Moscovo (Rússia).

Al-Khatib também era esperado em Washington (Estados Unidos) pelo subsecretário de Estado norte-americano William Burns, que o convidou durante a reunião dos Amigos do Povo Sírio, a 12 de dezembro, em Marrocos.

O Amigos do Povo Sírio, que agrupa países ocidentais e árabes que se opõem ao regime de Bashar al-Assad, reconheceu em dezembro a Coligação como "o único representante legítimo" da população síria.

"Não podemos continuar a ouvir declarações que não são acompanhadas de ações [...]. O mundo tem a responsabilidade de proteger [os sírios] de um carniceiro", sublinhou o porta-voz da Coligação, Walid al-Bounni, numa referência ao Presidente sírio.

"Queremos dizer [aos países que apoiam a oposição, incluindo os Amigos do Povo Sírio]: se são verdadeiros amigos, ajudem-nos a parar os massacres, que estão a ser cometidos contra o nosso povo", adiantou.

A oposição síria pediu em numerosas ocasiões à comunidade internacional para fornecer armas aos rebeldes que combatem o regime, mas o porta-voz não se referiu de forma clara a esta questão.

Reunida desde quinta-feira no Cairo (Egito), a oposição síria anunciou na sexta-feira tencionar formar um governo encarregado de gerir os territórios controlados pelos rebeldes.

Al-Bounni precisou que a Coligação se vai reunir a 02 de março em Istambul, na Turquia, para decidir a composição e o líder deste governo "provisório".

Referindo-se à escolha do líder e à composição do governo, Al-Bounni afirmou que é "necessário um governo de tecnocratas".

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 28, 2013, 12:11:40 pm
Hollande espera "solução política rápida" na Síria


O Presidente François Hollande disse hoje durante a sua visita a Moscovo que acredita ser possível chegar a uma decisão política sobre o conflito sírio nas próximas semanas, um tema que deverá abordar hoje com o seu homólogo Vladimir Putin.

"Eu penso que nas próximas semanas vamos conseguir encontrar uma solução política, que permitirá por fim à escalada do conflito", disse o Presidente de França à rádio Ecos de Moscovo, noticia a AFP.

"Vai depender muito da posição do Presidente Putin e da nossa posição também, claro. Devemos finalmente iniciar o processo do diálogo político que ainda não foi iniciado no território da Síria", disse Hollande.

O Presidente francês disse que pretende discutir a transição política na Síria e a necessidade de o Presidente Bashar al-Assad abandonar o poder, durante o encontro de hoje à tarde com o Presidente russo Vladimir Putin.

François Hollande reafirmou que a França, tal como outros países ocidentais, pediu a resignação de Bashar al-Assad, enquanto a Rússia mantém que devem ser os sírios os únicos a decidir o seu destino.

"Nós percebemos muito bem que a oposição síria está a crescer e que se está a tornar cada vez mais legítima, está a tomar algumas responsabilidades pelo futuro do país. E esta oposição não pode encetar um diálogo com Bashar al-Assad", disse Hollande.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 28, 2013, 08:43:12 pm
Portugal defende resolução «firme» contra violações dos direitos humanos na Síria


Portugal considerou hoje «prioritário» que o Conselho dos Direitos Humanos da ONU aprove, na sessão que começou esta semana em Genebra, uma resolução sobre a Síria «com uma firme responsabilização dos autores de violações de direitos humanos». Numa intervenção no Conselho de Direitos Humanos, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, Luís Brites Pereira, denunciou a «sistemática violação dos direitos humanos e a tragédia humanitária que se perpetuam na Síria».

Segundo Luís Brites Pereira, o mais recente relatório da comissão independente de inquérito não deixa dúvidas quanto a «atrocidades planeadas e cometidas pelo regime», «abusos perpetrados pela oposição», «crimes de guerra e crimes contra a humanidade que se cometem naquele país».

A comunidade internacional tem «um dever para com as vítimas do conflito - garantir que os autores destes terríveis crimes sejam responsabilizados pelos seus atos», afirmou.

«Consideramos prioritário que esta sessão aprove uma resolução sobre a Síria com uma firme responsabilização dos autores de violações de direitos humanos e direito internacional humanitário», afirmou o secretário de Estado, num discurso divulgado em vídeo no site das Nações Unidas.

Brites Pereira defendeu que «a resolução seja aprovada pela primeira vez por consenso, mostrando a unidade e o firme compromisso de todos na condenação da barbárie na Síria».

O secretário de Estado afirmou que Portugal subscreveu uma carta dirigida ao Conselho de Segurança da ONU para que a situação na Síria seja levada ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Em meados de janeiro, um grupo de 57 países, liderados pela Suíça, pediu por carta ao Conselho de Segurança para incumbir o TPI de investigar as acusações de «crimes de guerra e de crimes contra a humanidade» na Síria.

A Rússia, aliada de Damasco e membro permanente do Conselho de Segurança (com direito a veto), considerou na altura a iniciativa inoportuna.

Segundo a ONU, o conflito na Síria já fez, desde março de 2011, mais de 70 mil mortos.

No discurso em Genebra, Brites Pereira disse ainda que Portugal apresentou a candidatura ao Conselho de Direitos Humanos para o triénio 2015-2017, lembrando que apesar de participar nos trabalhos deste órgão «desde a sua génese», o país nunca foi membro.

«Sabem que Portugal estará à altura das expectativas na defesa e promoção dos direitos humanos», afirmou.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 03, 2013, 02:53:14 pm
Assad pronto para negociar mas recusa abandonar poder


O Presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse que está pronto para dialogar com a oposição não armada, mas excluiu demitir-se, numa entrevista publicada hoje pelo jornal britânico Sunday Times."Estamos prontos para negociar com todos, incluindo os rebeldes que deponham as armas", disse o Presidente sírio numa entrevista gravada na semana passada na sua residência em Damasco.

"Podemos estabelecer um diálogo com a oposição, mas não podemos dialogar com terroristas", acrescentou.

Em finais de fevereiro, durante uma visita a Moscovo, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Síria, Walid al-Mouallem, afirmou pela primeira vez que o regime sírio está disponível para dialogar com os rebeldes para por fim à guerra civil no país que dura há cerca de dois anos e já causou mais de 70 mil mortos, segundo as Nações Unidas.

Os rebeldes rejeitam qualquer negociação antes da saída de Bashar al-Assad do poder, uma eventualidade excluída pelo próprio na entrevista ao Sunday Times. "Nenhum patriota pode pensar em viver fora do seu país. Sou como todos os patriotas sírios", explicou ao jornal na entrevista registada em vídeo.

Deixar o poder não resolverá a atual crise na Síria, disse Assad, que sempre rejeitou os apelos dos países ocidentais e de vários países árabes nesse sentido.

"Se este argumento for correto, então com a minha partida acabarão os confrontos. É claramente absurdo, como o testemunham os recentes precedentes da Líbia, Iémen e Egito", argumentou.

O Presidente sírio criticou ainda a atitude de Londres, favorável ao levantamento do embargo europeu sobre envio de armas. "Como podemos esperar que reduzam a violência se querem enviar material militar para os terroristas e não tratam de facilitar o diálogo entre os sírios", questionou. Para Assad, o Reino Unido não tem tido um papel construtivo na Síria "desde há décadas ou mesmo séculos" e está "decidido a militarizar" a crise síria.

"Não esperamos que um pirómano atue como bombeiro", disse o presidente sírio.

A entrevista do Presidente sírio surge numa altura em que as Nações Unidas se afirmam prontas "para facilitar o diálogo" na Síria.

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e o mediador internacional para a Síria, Lakhdar Brahimi, encontraram-se no sábado, na Suíça, para discutir as recentes declarações do Governo sírio e da oposição.

No final do encontro, informaram que as Nações Unidas "estão prontas para facilitar o diálogo entre uma delegação sólida e representativa da oposição e uma delegação do Governo sírio credível e habilitada".

Também no sábado, o Irão, um dos principais aliados do regime Sírio, apresentou Bashar al-Assad como o Presidente legítimo da Síria, anunciando a sua participação nas eleições presidenciais de 2014.

No terreno, os combates continuam e hoje pelo menos 34 membros das forças do regime foram mortos no interior de uma academia da polícia na província de Alepo, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

No sábado, pelo menos 156 pessoas terão morrido em confrontos em todo o país, segundo o balanço do OSDH, que deu conta de dezenas de soldados e rebeldes mortos em combates na cidade de Raqa, norte da Síria.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 03, 2013, 03:00:18 pm
UE autorizou países a darem formação militar à oposição síria, diz Der Spiegel


A União Europeia (UE) autorizou os países-membros a enviar, de imediato, para a Síria instrutores militares para apoiar a oposição, noticia hoje o semanário alemão Der Spiegel. A publicação, que cita fontes do Governo alemão, adianta que esta decisão foi tomada numa reunião em Bruxelas na semana passada.

Segundo o Der Spiegel, no encontro foi decidido que os Estados-membros podem fornecer «apoio técnico» aos grupos opositores que lutam contra as forças de segurança fieis ao Presidente Bashar al-Assad, além de «equipamento não mortal».

No entanto, acrescenta o semanário alemão, na reunião os 27 "deixaram claro" que no conceito de "apoio técnico" se inclui a "formação militar" de rebeldes.

"Em Bruxelas, dá-se como certo que o Reino Unido e talvez também a França enviarão instrutores militares" para a Síria, adianta o Der Spiegel, que descarta a possibilidade de que a Alemanha venha a fazer o mesmo.

A notícia do Der Spiegel é divulgada no mesmo dia em que, numa entrevista ao jornal britânico Sunday Times, o Presidente da Síria, Bashar al-Assad, acusou o Reino Unido de querer "militarizar" e "incendiar" a crise na Síria e apelou aos países ocidentais para que não armem os rebeldes.

O conflito sírio, que dura há dois anos, causou a morte a mais de 70 mil pessoas e fez milhares de deslocados e refugiados.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Março 03, 2013, 03:27:07 pm
Espero que os instrutores saibam falar checheno...

Mundo hipócrita...  :N-icon-Axe:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Março 03, 2013, 05:35:48 pm
O nome que agora se dá à malta de OE que vai combater para essas zonas é de "instrutores militares"?!!! Então não eram "consultores militares"?!!!  :lol:  :lol:  Até dá dó......
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Março 04, 2013, 12:22:38 am
Citação de: "FoxTroop"
O nome que agora se dá à malta de OE que vai combater para essas zonas é de "instrutores militares"?!!! Então não eram "consultores militares"?!!!  :lol:  :mrgreen: no sudoeste asiatico, Afeganistão, Angola, etc :lol:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Março 04, 2013, 10:04:03 am
cooperação com a al-qaeda é sempre bom
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Março 04, 2013, 05:56:10 pm
Citação de: "P44"
cooperação com a al-qaeda é sempre bom

Mantém os teus amigos perto... e os inimigos ainda mais perto.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Março 04, 2013, 08:53:06 pm
Bem, pelo menos, enquanto esta canalha jihadista anda a rebentar-se contra outros muçulmanos na Síria, Líbia e afins, não anda a semear IED's e a fazer tiro ao "pato" às forças da OTAN no Afeganistão. A jorda toda é que está a criar-se um gigantesco Afeganistão mesmo à porta da Europa e, pior ainda, a agenda destes tipos só tem um fito. Paquistão e as suas nukes.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: typhonman em Março 05, 2013, 05:29:07 pm
Enquanto isso, cá pelo burgo vendem-se F-16MLU e não há dinheiro para operações  :mrgreen:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Março 05, 2013, 06:40:54 pm
Citação de: "typhonman"
Enquanto isso, cá pelo burgo vendem-se F-16MLU e não há dinheiro para operações  :mrgreen:

É a receita para o desastre, essa confusão toda à nossa porta, os Americanos a fazerem as malas daqui para fora, e nós (a Europa) em vez de tentarmos compensar essa saida, ainda estamos a diminuir mais a Defesa.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Março 07, 2013, 02:29:15 pm
mais uma boa ação dos grandes libertadores e defensores da liberdade e democracia


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Rebeldes sírios detêm observadores da ONU nas colinas de Golã
Atualizado em  6 de março, 2013 - 18:34 (Brasília) 21:34 GMT

Cerca de 20 observadores das Nações Unidas foram detidos por rebeldes sírios na região das colinas de Golã, área de instabilidade na fronteira entre a Síria e Israel. Relatos iniciais apontam que eles poderiam ser filipinos.


Em um vídeo postado mais cedo na internet, homens armados que se identificaram como rebeldes sírios aparecem ao lado de veículos com as letras UN (ONU, na sigla em inglês).

Os observadores da entidade monitoravam um cessar-fogo entre a Síria e Israel no local que já foi palco de conflitos entre os dois países. A ONU mantém observadores na região desde 1974, data do último confronto.

As Nações Unidas já deslocaram uma equipe para avaliar a situação.
'Mártires de Yarmouk'

O vice-porta-voz da ONU, Eduardo del Buey, disse que os observadores estavam em uma "missão de suprimentos de rotina" quando foram abordados por homens armados no posto de observação 58, ao longo da fronteira.

Ele acrescentou que o posto havia sido danificado e seus funcionários haviam sido retirados no fim de semana passado, após fortes combates nas proximidades.

No vídeo publicado na internet, um dos homens armados diz pertencer ao grupo "Mártires de Yarmouk", uma das brigadas rebeldes que lutam na guerra civil síria e querem a saída do presidente Bashar al-Assad.

A guerra já dura quase dois anos e já deixou mais de 70 mil mortos e um milhão de refugiados, segundo a ONU.

A gravação foi circulada pelo Observatório Sírio para Direitos Humanos, com base em Londres.

Já o Exército Livre da Síria, a principal força de luta dos rebeldes, condenou a detenção dos observadores.

Um de seus líderes, o general Salim Idriss, disse à BBC que "farei tudo o que eu puder para liberá-los".

O Conselho de Segurança das Nações Unidas também condenou a ação e exigiu a soltura imediata do grupo.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticia ... s_jp.shtml (http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/03/130306_siria_gola_onu_observadores_jp.shtml)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 08, 2013, 05:18:31 pm
Assad não sairá e Rússia não pressionará diz MNE russo


O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Lavrov, disse estar convencido de que o presidente sírio, Bashar al-Assad, não deixará o poder e insistiu que o seu país não tem «em absoluto» a intenção de pedir a sua saída, numa entrevista à BBC. «Não cabe a nós decidir quem devem governar a Síria. Os sírios devem decidir», declarou o ministro, reiterando assim a posição russa no conflito sírio, que, segundo a ONU, causou já quase 70.000 mortes em dois anos.

Ao ser questionado se existia alguma possibilidade de a Rússia pressionar Assad para que deixe o poder, respondeu: «Em absoluto. Sabem que temos por princípio não intervir nas mudanças de regime. Somos contrários a interferir nos conflitos internos».

«Assad não sairá, sabemos com certeza. Todos os que estão em contacto com ele sabem que não exagera», afirmou Lavrov.

A Rússia, que fornece armas a Damasco, bloqueou, ao lado da China, todos os projectos de resolução do Conselho de Segurança da ONU que condenavam o regime de Assad.

Também hoje, o ex-primeiro-ministro sírio e dissidente Riad Hijab pediu ao Conselho de Segurança da ONU que garanta a protecção do povo sírio e autorize o fornecimento de armas à oposição.

«Pedimos aos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU que assumam as suas responsabilidades para proteger o povo sírio», declarou Hijab durante uma reunião em Doha do seu partido, o Grupo Nacional Livre.

Hijab criticou os que dizem «temer que a Síria caia nas mãos de extremistas ou em guerra civil», para justificar a oposição ao fornecimentode armas ao Exército Sírio Livre (ELS, rebeldes).

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 09, 2013, 05:27:56 pm
Rebeldes sírios libertam observadores da ONU na fronteira com a Jordânia


Os 21 observadores filipinos da ONU sequestrados perto dos Montes Golã foram entregues hoje pelos rebeldes sírios às Nações Unidas e às autoridades jordanas na fronteira entre a Síria e a Jordânia, indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH). A associação adiantou que a operação decorreu na zona fronteiriça do vale de Al Yarmouk, onde foram libertados os observadores, capturados na quarta-feira como reféns na aldeia síria de Al Yumla.

Um porta-voz da denominada Brigada dos Mártires de Yarmouk confirmou ao OSDH a entrega dos observadores, que, segundo a sua versão, haviam «permanecido como hóspedes» os quatro últimos dias em Yumla.

Os observadores filipinos foram sequestrados na quarta-feira passada pelos rebeldes e fazem parte da missão da ONU nos Montes Golã (UNDOF), que supervisiona o cumprimento do cessar-fogo entre Israel e Síria nessa região, ocupada pelo Estado judeu na Guerra dos Seis Dias, de 1967.

Após o sequestro, a UNDOF suspendeu as patrulhas nocturnas na área e ordenou a retirada de seus militares em duas zonas especialmente expostas ao fogo cruzado.

O Conselho de Segurança da ONU e o secretário-geral deste organismo, Ban Ki-moon, condenaram a retenção dos observadores e exigiram a sua libertação «imediata e incondicional».

Numa gravação de vídeo divulgada há dois dias, os observadores apareciam vestidos com uniforme militar no interior de uma casa e um deles, identificado como capitão do batalhão, assegurava que estavam a salvo.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 15, 2013, 12:38:27 pm
Síria ameaça atacar rebeldes no Líbano


A Síria alertou que pode atacar rebeldes escondidos no vizinho Líbano, se o exército libanês não entrar em acção, noticiou hoje a agência de notícias estatal Sana. O Ministério dos Negócios Estrangeiros sírio disse ao ministério homólogo libanês, na noite de quinta-feira, que um «grande número» de militantes tinha cruzado a fronteira no norte do Líbano para a cidade síria de Tel Kalakh ao longo dos últimos dois dias, afirmou a Sana.

«A Síria espera que o lado libanês impeça que esses grupos terroristas armados usem as fronteiras como um ponto de travessia, porque eles estão a visar o povo sírio e a violar a soberania da Síria», disse a mensagem diplomática.

O documento disse que a "paciência da Síria não é ilimitada", embora "as forças sírias contiveram-se, até agora, em atacar gangues armadas dentro do território libanês."

Combates perto da fronteira resultaram num grande número de vítimas, segundo a Sana, antes de os atiradores recuarem para o país vizinho.

O Líbano tem uma política de «dissociação» com a guerra civil de dois anos na Síria, mas as autoridades afirmam que sentem que o seu país está cada vez mais em risco de ser arrastado para um conflito que a ONU afirma já ter matado mais de 70 mil sírios.

O Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, António Guterres, disse na sexta-feira que o conflito sírio ameaça a existência do Líbano.

«A comunidade internacional deve reconhecer que a crise síria representa uma ameaça existencial para o Líbano.... e deve mostrar um apoio muito maior do que tem feito até agor», disse a jornalistas, em Beirute.

Acredita-se que mais de um milhão de sírios procuraram refúgio no Líbano.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: PILAO251 em Março 16, 2013, 10:12:53 pm
http://www.youtube.com/embed/RtgbvotqVFE?rel=0 (http://www.youtube.com/embed/RtgbvotqVFE?rel=0)

O Futuro da "Primavera" Árabe

Assad, limpa-os a todos que os meus netos vão agradecer.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 17, 2013, 02:27:34 am
Ativistas revelam deserção de general do exército pró-Assad


Um general das forças sírias leais ao regime de Bashar al-Assad desertou com a ajuda dos rebeldes, segundo um vídeo divulgado no sábado pelos ativistas da oposição.

De acordo com o vídeo, cuja autenticidade não pode ser verificada, o general Mohammed Khalluf, responsável pelo departamento de logística e abastecimento do exército regular, saiu da Síria na sexta-feira, numa deserção organizada pelos rebeldes.

A estação Al-Arabiya indicou que o general fugiu com um filho também militar, o capitão Ezzedine Khalluf.

A deserção só foi anunciada no sábado, depois de os envolvidos terem chegado à Jordânia.

Desde o início da revolta contra o regime de Assad, agora transformada em guerra civil, vários altos responsáveis civis e militares têm saído do país, juntando-se às fileiras da oposição.

A violência na Síria provocou, desde março de 2011, mais de 70 mil mortos e um milhão de refugiados, segundo a ONU.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Março 20, 2013, 06:06:39 pm
e aí está a SHARIA dos "libertadores", levados ao colo pelas potências ocidentais. Dedicado aos ingénuos...

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Islamic law comes to rebel-held Syria
Video: The Washington Post’s Liz Sly and David Ignatius look back at bloody war in Syria. As the conflict rages on, in the rebel-held areas of Syria, Jabhat al-Nusra is widely identified as the leading force behind Islamic laws.

By Liz Sly, Published: March 19

ALEPPO, Syria — The evidence was incontrovertible, captured on video and posted on YouTube for all the world to see. During a demonstration against the Syrian regime, Wael Ibrahim, a veteran activist, had tossed aside a banner inscribed with the Muslim declaration of faith.

And that, decreed the officers of the newly established Sharia Authority set up to administer rebel-held Aleppo, constitutes a crime under Islamic law, punishable in this instance by 10 strokes of a metal pipe.

The beating administered last month offered a vivid illustration of the extent to which the Syrian revolution has strayed from its roots as a largely spontaneous uprising against four decades of Assad family rule. After mutating last year into a full-scale war, it is moving toward what appears to be an organized effort to institute Islamic law in areas that have fallen under rebel control.

Building on the reputation they have earned in recent months as the rebellion’s most accomplished fighters, Islamist units are seeking to assert their authority over civilian life, imposing Islamic codes and punishments and administering day-to-day matters such as divorce, marriage and vehicle licensing.

Numerous Islamist groups are involved, representing a wide spectrum of views. But, increasingly, the dominant role is falling to Jabhat al-Nusra, also known as the al-Nusra Front. The group has been designated a terrorist organization by the United States for suspected ties to al-Qaeda[/size] but is widely respected by many ordinary Syrians for its battlefield prowess and the assistance it has provided to needy civilians.

Across the northeastern provinces of Deir al-Zour and Raqqah, where the rebels have been making rapid advances in recent weeks, Jabhat al-Nusra has taken the lead both in the fighting and in setting out to replace toppled administrations. It has assumed control of bakeries and the distribution of flour and fuel, and in some instances it has sparked tensions with local fighters by trying to stop people from smoking in the streets.

Here in the war-ravaged city of Aleppo, more than half of which has been under rebel control since July, Jabhat al-Nusra is also widely identified as the leading force behind the Hayaa al-Sharia, which loosely translates as the Sharia Authority and is known simply as the Hayaa.

Based out of the city’s former Eye Hospital, which was damaged during the fighting and then occupied by Jabhat al-Nusra as its headquarters, the Hayaa is also backed by other rebel units, including the Tawhid Brigade, the city’s biggest fighting force, and the Ahrar al-Sham, a homegrown Islamist force that has played a relatively minor role in Aleppo but is powerful in several other provinces.

Islamic administration

These days, the bomb-scarred former hospital has taken on the semblance of a wartime city hall, with people milling in and out seeking permits to carry a gun or transport fuel through checkpoints, complaining about neighbors, reporting thefts and informing on people suspected to be regime loyalists.

At the gate, a guard dressed in a black shalwar kameez, the tunic-and-pants outfit traditionally worn in Pakistan but alien to Syria, refuses admittance to women unless they are clad in an abaya, a full-length cloak, something that is common in conservative Syrian communities but is far from ubiquitous.

Inside, in a sparse, dingy office, a burly man who identified himself as the head of the authority and gave his name as Abu Hafs, received what he said was the first journalist to be admitted to the facility. Seated beside him was a slight, heavily bearded man with a scholarly air who did most of the talking but who refused to give his name because, he said, he was speaking on behalf of Abu Hafs.

The two men refused to identify the group they belong to or who was behind the creation of the Hayaa, except to say that it has the support of the biggest battalions operating in Aleppo, “one of which isn’t comfortable with the media,” according to Abu Hafs, an apparent reference to the media-shy Jabhat al-Nusra.

Conferring often, the men said the body had been set up at the request of the people of Aleppo after the units involved in creating it had won their trust, through “their honesty on the battlefield and the fact that they are not interested in looting,” the spokesman said.

A wide range of cases are adjudicated, including kidnapping, murder, marriage and divorce, he said, and the authority has a department that administers issues such as property and vehicle ownership.

The codes applied are “derived from the Islamic religion,” the spokesman said, but the most extreme Islamic punishments, such as cutting off the hands of thieves, are not imposed because Islamic law requires that they be suspended during war.

Instead, he said, sentences of five to 40 lashes for offenses such as drug abuse, adultery and theft are handed down, so that wrongdoers can return to their families, which otherwise might be deprived of wage earners if they were kept in prison. “It is not a big punishment, and we don’t use heavy pipes — they are small pipes — to tell him off,” the spokesman said.

For many Aleppo residents weary of the months of chaos after the takeover of their neighborhoods by unruly rebel fighters who have looted homes and shaken down civilians, the authority is welcomed as an attempt to restore order. The Hayaa has won plaudits for targeting some of the city’s most notorious rebel battalions, and one of its top leaders, a Jabhat al-Nusra commander known as Abu Omar, was killed in a confrontation this week with one of them.

Rival activists vexed

Inevitably, however, the assertion of Islamic laws is sparking tensions with the more secular opposition activists, who look askance at the creeping Islamization of the revolution that they say they started.

Among those who have fallen afoul of the authority is Othman al-Haj Othman, a respected activist and physician renowned for his role in treating those injured in the shelling and airstrikes that persist on a daily basis. He was detained last week by armed men dispatched by the Hayaa after he removed a poster from the wall of his hospital inscribed with the Muslim declaration of faith and was held overnight in a cell at the former Eye Hospital.

More than 50 people were held in the same cell, he said on his release the following morning, adding that he saw at least three other cells containing a similar number of people. Calling Othman’s detention a “mistake,” Abu Hafs’s spokesman said the authority apologized to him — after an outcry by activists in Aleppo and beyond.

But Othman didn’t seem mollified. “They think the same way as Bashar. There is no difference,” he said, in reference to the Syrian president, as he stepped out of the hospital gates to be greeted by supporters, who had staged a small demonstration to demand his release.

“Those people don’t represent the revolution. They don’t understand the revolution,” he said. “They have power, they have guns, but they don’t have support. When there are free elections, you will see.”

Whether there will be free elections anytime soon is in doubt. Jabhat al-Nusra has denounced elections as anti-Islamic, and Abu Hafs and his spokesman refused to discuss whether there would be elections.

With President Bashar al-Assad showing no sign that he is prepared to give way, the Islamists gaining ground in the areas he no longer controls and Western countries still refusing to arm more-moderate battalions, “Jabhat al-Nusra will grow stronger and stronger,” said Mohammed Najib Banna, an Islamist jurist who belongs to a rival effort to set up a judiciary in Aleppo that has been eclipsed by the Hayaa. Last month, the authority’s gunmen surrounded the courthouse where the United Judicial Council had installed itself, detained all those inside, including judges, note-takers and bodyguards, and imprisoned them at the former Eye Hospital.

They were freed the following day, and negotiations are underway to merge the two councils. But the talks have not borne fruit, in part because of ideological differences, the jurist said.

“Their ideology comes from outside Syria, and, unfortunately, it is the same ideology they tried to apply in Afghanistan and Iraq. They failed there, and now they are trying here,” he said.

In the dingy storefront in one of the Aleppo neighborhoods where activists still organize regular peaceful protests against the regime, Ibrahim, widely known by his nickname, Abu Mariam, dismissed the beating he received as “nothing.”

It didn’t hurt, he said, because the pipe was thin, “like the ones used in a toilet. It was just a reprimand, a way of saying, ‘Don’t do it again.’ ”

And it won’t happen again, he said, because he and his fellow activists have since made peace with the local Islamist protesters whose attempts to usurp a demonstration by Ibrahim’s group prompted him to toss aside their flag.

“We as Syrians feel it is more important to focus on toppling the regime,” said Ibrahim, a wiry, 30-year-old truck driver who joined the revolt in its first weeks two years ago. “It is not in our interest to open a second front in our revolution. We have one enemy now; we don’t want to end up with two.”

“I think the real war will start after toppling the regime,” he added, reflecting the fears of many Syrians that their war has only just begun.

http://www.washingtonpost.com/world/mid ... story.html (http://www.washingtonpost.com/world/middle_east/islamic-law-comes-to-rebel-held-syria/2013/03/19/b310532e-90af-11e2-bdea-e32ad90da239_story.html)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 21, 2013, 06:40:12 pm
ONU investigará suposto uso de armas químicas na Síria


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon disse hoje que a ONU vai iniciar uma investigação a pedido do governo sírio para apurar as alegações de uso de armas químicas no país. «Decidi conduzir uma investigação das Nações Unidas sobre o possível uso de armas químicas na Síria», disse o secretário-geral aos repórteres. Segundo ele, a investigação vai focar-se no «incidente específico que me foi trazido à atenção pelo governo sírio».

A Síria pediu na quarta-feira que seja investigado o suposto uso de armas químicas por «grupos terroristas» perto da cidade de Aleppo, no norte do país, disse o embaixador da Síria na ONU, Bashar Jaafari.

As mortes de 26 pessoas num ataque perto de Aleppo na terça-feira tornou-se o foco de uma guerra de informação entre o ditador Bashar Assad e a oposição, que se acusam uns aos outros de fazer uso de armamentos químicos.

Segundo a oposição síria, houve um segundo ataque na terça-feira em Damasco, além do que o governo reportou em Aleppo.

Enviados britânicos e franceses disseram depois de uma reunião do Conselho de Segurança na quarta-feira que querem que as Nações Unidas investiguem ambos os ataques. A Rússia disse que o pedido do Ocidente nada mais era do que uma tentativa de atrasar a investigação da ONU, uma acusação rejeitada pelos europeus.

Ban deixou claro que o foco da investigação seria o ataque de Aleppo.

«É claro que estou ciente de que existem outras alegações de casos semelhantes envolvendo o suposto uso de armas químicas», disse, acrescentando que a ONU irá cooperar com a Organização para a Proibição de Armas Químicas e a Organização Mundial da Saúde (OMS).

«A total cooperação das partes será essencial. Enfatizo que isso inclui acesso ilimitado», afirmou. «Reiterei esse ponto nas minhas comunicações com as autoridades sírias».

«Há muito trabalho por fazer e isso não vai acontecer da noite para o dia, obviamente é uma missão difícil», disse Ban. «Tenho a intenção de que esta investigação comece tão cedo quanto seja possível na prática».

Frisou que o seu anúncio «deveria servir como lembrete inequívoco de que o uso de armas químicas é um crime contra a humanidade».

«Americanos e europeus disseram que não há evidências que sugiram que houve um ataque com armas químicas. Se confirmado, seria a primeira vez que esse tipo de armamento foi usado no conflito, que já dura há dois anos e que se estima que tenha matado 70 mil pessoas.

Cerca de um milhão de pessoas estão refugiadas, segundo estimativas na própria ONU.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Março 24, 2013, 09:23:09 pm
Israel anuncia ter destruído alvos na Síria


Israel anunciou hoje que destruiu alvos dentro da Síria, em resposta a um ataque a veículos militares israelitas nos Montes Golã vindo do lado sírio da fronteira. Segundo o porta-voz do exército, Ofir Gendelman, as forças israelitas destruíram um 'ninho' de metralhadoras de onde, por duas vezes nas últimas 24 horas, foram alvejadas patrulhas fronteiriças israelitas.

Um porta-voz do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, defendeu que o incidente foi um ataque deliberado e não balas perdidas de uma troca de tiros no lado sírio da fronteira, onde se têm registado confrontos entre rebeldes e tropas leais ao regime de Bashar Al-Assad.

Depois de um segundo incidente no domingo, os soldados israelitas "responderam com disparos precisos dirigidos ao posto sírio de onde foram alvejados", segundo o exército.

O ministro da Defesa, Moshe Yaalon, afirmou que o incidente foi "grave" e que não iria permitir "o exército sírio ou qualquer outro elemento violar a soberania israelita disparando" sobre Israel.

Há três semanas, os Montes Golã foram atingidos por um obus disparado da Síria.

Israel reforçou a vigilância na fronteira, receando um ataque de militantes islamitas que combatem as forças do governo sírio.

As províncias setentrionais da Síria, junto à fronteira com a Jordânia e Israel, têm-se tornado campos de batalha crescentemente importantes, onde também as forças leais ao Presidente Bashar al-Assad têm vindo a concentrar-se.

Na quarta-feira, os rebeldes capturaram pelo menos três vilas próximo da fronteira com Israel, mas terão sido posteriormente rechaçados pelas forças governamentais.

Segundo o Observatório, os rebeldes terão sofrido baixas pesadas, mais de 50 homens, mostrando a força com que os militares de Assad estão a lutar por estas áreas.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Março 28, 2013, 06:32:44 pm
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The zone when they operated how you see Russians are right Kurds kick them from their areas. That is why some parts of the north look clear, they divided their activities in "Fronts" but are many factions without a common central leadership in Easy words a total Chaos
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ffotos.subefotos.com%2Faf5f732734dafd46a9b0b2c497acb21fo.jpg&hash=de02807e5369d08246238ac70d05a3fc)
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Syrian Islamic Liberation Front activities and logos
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ffotos.subefotos.com%2Fef9687040b256a15fcdcc5a5a9913fd8o.jpg&hash=86136245ff8ce4885c125cc12cbb90ae)
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The different Islamic terrorist factions (they are a lot)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ffotos.subefotos.com%2F2450849a7be3b4efa4a43aee6a6a5cb5o.jpg&hash=8b12c698a911308f412f6165aaef49bc)
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The Syrian Liberation Front was established in September 2012 as a coalition of roughly 20 Islamist groups. Although the SLF is not incorporated directly into the Free Syrian Army

The Syrian Islamic Front was formed on December 21, 2012, and is composed of Islamist groups that conform to a fairly dogmatic Salafist ideology.

Jabhat Nusra has claimed responsibility for over 600 attacks across the country-including over 40 suicide attacks. Jabhat Nusra is the most prominent Salafi-jihadist organization in Syria and is associated with al-Qaeda in Iraq (AQI).


Some "moderated" Syrian Army officers defectors and terrorists leaders.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ffotos.subefotos.com%2F5b5cd18b0b0c6310e19e01a8d713af8eo.jpg&hash=56398e7e0d20e3b5b7e153fed9c71d63)

 :arrow: Fonte (http://http)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Abril 02, 2013, 07:58:33 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Abril 02, 2013, 11:35:23 pm
A partir de 1:15.   :shock:  :shock:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Abril 03, 2013, 06:58:45 pm
HSMW:

 Definitivamente Ala não gosta dele, ele fez tudo para ir para o "paraiso" mas Ala não o quer la!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 03, 2013, 09:18:52 pm
600 europeus podem ter-se juntado aos rebeldes na Síria


O número de cidadãos europeus que se juntaram aos rebeldes sírios pode chegar aos 600, segundo um estudo britânico hoje publicado.

"Entre 140 e 600 europeus partiram para a Síria desde o início de 2011", segundo Aaron Y. Zelin, um dos autores do estudo do Centro Internacional para o Estudo da Radicalização (International Center for the Study of Radicalization, ICSR), da universidade King's College London.

Esses "jihadistas", precisou, são oriundos de países como Espanha, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda ou Finlândia.

"Até 441 europeus podem estar ainda no país", palco de uma guerra civil que já fez mais de 70.000 mortos, acrescentou.

As estimativas do ICSR baseiam-se em cerca de 250 "divulgações de martírio" colocadas em 'sites' de grupos radicais e em mais de 450 notícias de 'media' árabes e ocidentais.

A grande diferença entre os números apresentados (140-600) corresponde, segundo Zelin, à diferença entre uma estimativa mais conservadora, baseada em casos confirmados, e uma estimativa mais ampla, baseada em informações dos governos ou dos 'media' que não foram inteiramente confirmadas.

Por país de origem, e segundo a estimativa mais alta, o estudo concluiu que até 134 combatentes tenham partido do Reino Unido, 107 da Holanda, 92 de França, 85 da Bélgica, 78 da Dinamarca, 40 da Alemanha, 13 da Finlândia e 6 de Espanha.

Os outros países identificados no estudo são Albânia, Áustria, Bulgária, Irlanda, Kosovo e Suécia.

"Como em anteriores conflitos, o retrato está longe de estar completo e provavelmente vai continuar assim durante anos. Não há nenhum verdadeiro censo dos combatentes estrangeiros e as fontes publicamente disponíveis são inevitavelmente incompletas", afirmou Aaron Zelin.

O estudo contradiz por outro lado a tese do regime de Bashar al-Assad de que muitos rebeldes são estrangeiros, ao estimar que os combatentes estrangeiros constituem menos de 10% das forças da oposição.

Zelin refuta também a ideia de que todos os estrangeiros a combater na Síria sejam radicais islâmicos.

"Nem todas as pessoas que se juntaram aos rebeldes são da Al-Qaeda e só um número muito pequeno pode vir a envolver-se alguma vez em atividades terroristas depois de regressar à Europa", afirmou.

"Mas seria errado concluir que esses indivíduos que treinaram e combateram na Síria não representam uma ameaça potencial", acrescentou.

Segundo o estudo, em março, a Holanda aumentou o nível de alerta terrorista para "importante", tendo em consideração o risco colocado por "jihadistas" que regressem da Síria.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 06, 2013, 02:35:57 pm
Queda do regime sírio vai desestabilizar o Médio Oriente diz Bashar al-Assad


O Presidente sírio, Bachar al-Assad, confrontado com uma rebelião desde há dois anos, avisou na sexta-feira que a queda do seu regime teria um "efeito dominó" no Médio Oriente e desestabilizaria a região "durante muitos anos".

Em entrevista a meios de comunicação turcos, qualificou o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, cujo governo apoia os rebeldes, de "idiota" e "imaturo".

Para Al-Assad, "todos sabem que se houver divisão da Síria, ou se as forças terroristas conseguirem o controlo do país, haverá um contágio direto aos países vizinhos", afirmou na entrevista à televisão Ulusal e ao jornal Aydinlik, difundida integralmente na página da Presidência síria na rede social Facebook.

"Depois vai haver um efeito dominó em países talvez longe do Médio Oriente, a oeste, a leste, no norte e no sul. Isto significa uma instabilidade durante muitos anos, inclusive décadas", preveniu.

A entrevista foi realizada na terça-feira e a presidência síria foi divulgando extratos durante vários dias no Facebook.

Nos primeiros extratos divulgados, Assad acusou Erdogan de ter mentido sobre o conflito na Síria, que já fez, segundo a Organização das Nações Unidas, mais de 70 mil mortos em dois anos.

O incêndio na Síria vai propagar-se à Turquia. Infelizmente, [Erdogan] não vê esta realidade", afirmou Al-Assad, que acusou o dirigente turco de "trabalhar com Israel para destruir a Síria", contrapondo que "o Estado sírio não caiu e os sírios resistiram".

Na continuação, Al-Assad afirmou que "o governo turco contribui de maneira discreta para matar o povo sírio (...). Erdogan procura reproduzir o passado negro entre os Árabes e os Turcos", referindo-se ao império otomano, que dominou vastas regiões árabes durante quatro séculos.

"Não podemos permitir a dirigentes idiotas e imaturos que destruam esta relação" entre turcos e árabes, acrescentou, referindo-se sempre a Erdogan.

Disse ainda que "falta legitimidade" à Liga Árabe, em reação à decisão da organização de atribuir o lugar da Síria à oposição.

Al-Assad recusa sair do poder e designa os rebeldes que pretendem o derrube do seu regime como "terroristas".

Associou ainda a abertura de um diálogo com a oposição à não-ingerência do estrangeiro. "É preciso que seja um diálogo inter-sírio, sem interferência estrangeira. É a última linha vermelha. Este país pertence a todos os sírios. Eles podem discutir o que quiserem", assegurou.

O chefe da coligação oposicionista, Ahmed Moaz al-Khatib, disponibilizou-se no final de janeiro a realizar discussões diretas com representantes do regime, tendo como único objetivo a saída de Al-Assad. Disse depois que o regime tinha fechado a porta a tais negociações, ao continuar a fazer bombardeamentos através da Síria.

Al-Assad atacou ainda a Irmandade Muçulmana da síria, que é considerada a componente mais influente da oposição. "A nossa experiência com eles ao longo de 30 anos diz-nos que se tratam de oportunistas, que utilizam a religião para conseguirem objetivos pessoais", disse.

A Irmandade Muçulmana tinha promovido um levantamento, nos anos 80, contra Hafez al-Assad, pai de Bachar, que foi brutalmente reprimido, com dezenas de milhares de mortos, em Hama, no centro do país, em 1982.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Abril 11, 2013, 05:40:13 pm
:roll:

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Jabhat al-Nusra jura fidelidade a Al-Qaeda e se torna uma milícia poderosa na Síria

O mais poderoso grupo rebelde na Síria jurou lealdade formalmente ao líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahri, segundo uma gravação postada ontem.


O grupo al-Nusra, movimento mais extremista mais forte na Síria, emitiu uma declaração de apoio a Al-Qaeda.

Abu Mohammad al-Golani, líder do grupo sírio, disse: "Os filhos da al-Nusra renovam sua promessa (de fidelidade) para o Sheik da Jihad Ayman al-Zawahri e declara obediência".

Braços armados da Al-Qaeda no Iraque e Exército Livre da Síria já haviam juntado oficialmente suas fileiras contra as forças do presidente Bashar Al-Assad e assim formaram uma força militar formidável no Oriente Médio.

A fusão do Estado Islâmico no Iraque e o Jabhat al-Nusra forma uma nova entidade que poderia ser um adversário ainda mais forte na Luta para derrubar o regime de Assad e se tornar um ator dominante em um futuro novo regime.

O novo grupo, chamado 'Estado Islâmico no Iraque e o Levante' ressalta a crescente confiança os músculos dos radicais islâmicos que lutam ao lado dos rebeldes na guerra civil da Síria. Ele também reforça as afirmações do governo sírio de que o regime está lutando contra terroristas e a revolta é um plano estrangeiro.

Enquanto os EUA e seus aliados europeus e do Golfo estão preocupados com a crescente proeminência de radicais islâmicos entre os rebeldes, a fusão é improvável para solicitar uma mudança no apoio internacional. No ano passado, Washington declarou que o Jabhat al-Nusra tinha ligações com a Al-Qaeda e designou uma organização terrorista.

Para tentar combater a crescente influência do Jabhat al-Nusra e outros extremistas islâmicos na guerra civil, os EUA e seus aliados têm impulsionado o seu apoio à facções rebeldes considerados mais moderados.

Os EUA e outros países também têm intensificado apoio encoberto aos rebeldes no terreno, ajudando a coordenar a transferência de novas armas e treinamento dos mesmos na Jordânia, segundo autoridades. Os rebeldes que recebem treinamento são tribos seculares, principalmente muçulmanos sunitas do centro e do sul da Síria que já serviram no exército e ou a polícia.

A fusão entre os rebeldes sírios e a Al-qaeda foi confirmada pelo líder do Estado Islâmico do Iraque, Abu Bakr al-Baghdadi, em uma mensagem de áudio de 21 minutos postado em sites de radicais islâmicos. Um site ligado ao Jabhat al-Nusra conhecido como al-Muhajir al-Islami, confirmou a fusão.

Juntos, os grupos irão agora ser reconhecidos como Estado Islâmico no Iraque e o Levante, disse al-Baghdadi.


O Levante é o nome tradicional de uma região do sul da Turquia para o Egito, no Mediterrâneo Oriental.

"É hora de anunciar o Levante para o povo e o mundo inteiro, que o Jabhat al-Nusra é apenas uma parte do Estado Islâmico do Iraque", disse al-Baghdadi.

Al-Baghdadi disse que o grupo iraquiano estava fornecendo metade do seu orçamento para o conflito na Síria e que o Jabhat al-Nusra não teria um líder regional, mas que seria liderado pelos povos da Síria.

O anúncio surge dois dias depois do líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, pedir aos combatentes islâmicos na Síria para unir os seus esforços para derrubar Assad.

O Jabhat al-Nusra, que acolheu os militantes de todo o mundo muçulmano em suas fileiras, fez segredo de suas ligações através da fronteira iraquiana, mas até agora não tinha oficialmente se declarado como parte da Al-Qaeda.

O Jabhat al-Nusra surgiu pela primeira vez em um vídeo publicado on-line em janeiro de 2012. Desde então, tem demonstrado o seu talento e crueldade no campo de batalha. O grupo assumiu a responsabilidade por muitos dos atentados mais mortais suicidas contra as instituições do governo sírio e instalações militares. O sucesso do grupo ajudou a alimentar uma onda de sua popularidade entre os combatentes rebeldes, embora também surgiu como uma fonte de atrito com brigadas mais moderados e seculares na Síria.
http://codinomeinformante.blogspot.com. ... de-al.html (http://codinomeinformante.blogspot.com.br/2013/04/jabhat-al-nusra-jura-fidelidade-al.html)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: typhonman em Abril 12, 2013, 02:56:46 pm
São os Ingleses ou Franceses que lhes querem enviar armas ?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Abril 22, 2013, 08:08:48 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 23, 2013, 01:15:37 pm
Inteligência militar israelita diz que «Assad utiliza armas químicas» na Síria


Um funcionário da inteligência militar israelita acusou hoje o regime do presidente sírio Bashar al-Assad de utilizar armas químicas contra a rebelião.

«Assad utiliza armas químicas na Síria», afirmou o general Itai Brun, chefe do sector de investigação e análise do departamento de inteligência militar do exército israelita, em declarações divulgadas na conta oficial das forças armadas no Twitter .

«As pupilas que se contraem, a baba que sai da boca e outros sinais que vimos demonstram o uso de armas químicas mortais», afirmou o general Brun numa intervenção durante uma conferência internacional sobre a segurança, da qual a rádio militar divulgou um trecho.

«Que armas químicas? Aparentemente Sarin», acrescentou.

As agências de inteligência norte-americanas investigam o possível uso de armas químicas por parte do regime sírio contra os rebeldes, como suspeitam alguns países europeus, declarou há alguns dias um funcionário norte-americano.

Algumas informações sobre o possível uso de um agente químico muito suspeito nos recentes combates na Síria estão a ser analisadas pelos serviços de espionagem, mas até ao momento não foram tiradas conclusões, explicou o funcionário, que pediu anonimato.

É possível que tenham sido utilizadas armas químicas de forma limitada e muito localizada, e não em grande escala, acrescentou.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Abril 23, 2013, 04:12:32 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.defense-aerospace.com%2Fbase%2Futil%2F144485_1.jpg&hash=49f6c73cd3d3fe3fd0a8ea713f9c86f5)
The €1.9bn sale to Qatar of Leopard 2A7 tanks and PzH self-propelled guns is raising eyebrows in Germany, where the vehicles are made, because of the emirate’s record. (KMW photo)

German Firm Arms Qatar with Tanks
   
   
(Source: Deutsche Welle German radio; issued April 21, 2013)
 

German arms manufacturer Kraus-Maffei Wegmann (KMW) has just closed a billion dollar deal with Qatar that was five years in the making. On Thursday (18.04.2013), the Munich-based company announced that it signed a contract to deliver 62 Leopard 2 tanks and 24 self-propelled howitzers to the emirate. The price for the arms: roughly 1.9 billion euros ($2.48 billion).

Before the deal, Qatar owned old tanks and artillery from France and South Africa, according to KMW. Now the country wants to scrap the old weapons and modernize its 8,500-man army with the German manufacturer's new weapon systems. As reported vaguely by news agencies, armament experts say Qatar wants to be prepared for a possible conflict with Iran. That sounds convincing to political scientist and Middle East expert Werner Ruf.

"One reason is definitely that Qatar is among the nations in the Gulf who consider Iran a real threat, and who want to arm themselves against that threat," he told DW.

What is the armament for?

But one of the most important factors in such large weapons deals is money, Ruf said.

"Weapons are the goods that elicit the highest sums of bribery," he said. "That makes for great earnings on the side for the person in charge of choosing the weapons."

Qatar expert and political scientist Hamadi El-Aouni from the University of Berlin said he thinks the Gulf state wants the tanks to support friendly groups in other countries.

"It's not impossible that that these weapons will be shipped off somewhere," he told DW. "I assume toward Syria, via Turkey. Or possibly Lebanon."


El-Aouni said he not believe Qatar is purchasing the weapons to protect itself from Iran.
Home to a large US Air Force base, he said the United States would protect Qatar if it came to a confrontation with Iran.

Limited rights

The opposition parties in Germany heavily criticize the arms deal with Qatar. They point to the country's autocratic government and lack of respect for human rights. Ruf and El-Aouni agreed with this assessment. The Arab news channel Al Jazeera in Qatar once stood for independent reporting and free access to news, but today its broadcasts are mostly filled with foreign propaganda, Ruf added.

There is also no opposition allowed in Qatar, El-Aouni said: "With very few exceptions, there is no freedom of expression. The emir and his family, as well as Qatar's government, remain off-limits." Qatar might not be a visible police state, but there are always secret observers watching you, El-Aouni added.

The fact that Qatar supported the rebels during many of the Arab Spring conflicts doesn't mean that the country whole-heartedly supports democracy. They saw their own interests at stake, according to El-Aouni.

"Qatar hasn't support the young people's revolution so that democracies could rise in countries like Tunisia, Libya and Egypt. Qatar just assumed that the revolution would eventually lead to Islamist states and an Islamist community," he said, adding that the country only held up a smoke screen of democracy.


That pseudo-democracy became visible in Qatar's approach to foreign policy, Ruf said.

"The way they reacted to the uprising in Bahrain definitely gave them away," he said. "While Al Jazeera praised the Arab Spring movement, the government sent tanks to Bahrain to support Saudi Arabia's course of action: smothering the Bahrain uprising in blood."

The West looks the other way


Ruf said political and strategic reasons were behind the West's decision not to criticize the situation in Qatar more openly.

"I believe that there's a trend toward a new international order behind all this," he said. "The US can't do everything they want anymore. They are moving their military power to the Pacific and are putting together a new security power in the Gulf region."

Saudi Arabia and Qatar, members of the Gulf Cooperation Council, are the new powers, according to Ruf.These countries in turn work to secure their power by trying to make Arab nations, specifically those of the Arab Spring, more Islamist.

"You can see this in Egypt, and also in Tunisia, where huge amounts of money are spent to help the Islamists, and where this money is used to recruit thousands of fighters for the conflicts in Syria and Mali," Ruf said, adding that human rights and democracy don't have roles to play.


He added that Germany's behavior is hypocritical, too: when Islamists march into Mali, everyone condemns it. "But at the root of all that, where human rights are abused systematically, every day, such as in Qatar and Saudi Arabia above all, the West just looks the other way."

Ruf quoted German Foreign Minister Guido Westerwelle as proof for legitimization of authoritarian Gulf states. He said Westerwelle said that Saudi Arabia was an anchor of stability and that Qatar helped hold that anchor down.

-ends-

http://www.defense-aerospace.com/articl ... aves.html# (http://www.defense-aerospace.com/article-view/release/144485/german-arms-to-qatar-makes-waves.html#)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 23, 2013, 09:55:43 pm
Ban Ki-moon quer fim do abastecimento de armas


O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) apelou hoje ao fim do abastecimento de armas das partes beligerantes na Síria, mas o seu homólogo da Liga Árabe diz que não é possível.

Ban Ki-moon fez o apelo durante uma reunião com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, e o primeiro-ministro do Qatar, xeque Hamad bin Jassem Al-Thani, cujo país tem sido acusado por Damasco de armar os rebeldes.

"O secretário-geral [da ONU] apelou à interrupção do fornecimento de armas para as partes do conflito sírio. Mais armas apenas significam mais morte e destruição", disse o porta-voz da organização, Martin Nesirky.Mas Al-Arabi minimizou a ideia, quando falou aos jornalistas. "Se houver um acordo político ou o início de uma solução política, isso poderia acontecer, mas neste momento não penso que seja possível", disse.

"O Governo está a obter armas de algumas partes, pelo que se o outro lado obtiver armas de outras partes, penso que se pode conseguir algum tipo de equilíbrio", disse o dirigente da liga Árabe. O chefe do governo do Qatar não falou à imprensa.

Uma reunião da Liga Árabe, na capital do Qatar, Doha, em março, deu aos seus estados-membros o "direito" de oferecer aos sírios todos os meios de autodefesa, incluindo armas.

Ban, Al-Arabi e Al-Thani também discutiram o impasse nos esforços para acabar com o conflito, que já entrou no seu terceiro ano e causou mais de 70 mil vítimas mortais, pelas estimativas de ONU. Ban, Al-Arabi e o enviado conjunto da ONU e da Liga Árabe para a Síria, Lakhdar Brahimi, tiveram uma reunião à parte, por entre especulações de que este poderia pedir a demissão.

"Alguma coisa tem de ser feita, mas não apareceram ideias específicas", disse Al-Arabi, insistindo que todas as partes continuam a "apoiar a missão conjunta" de Brahimi, porque a ONU e a Liga Árabe têm "o mesmo objetivo" de acabar o conflito e estabelecer um Gverno democrático.

Sobre o futuro de Brahimi, Al-Arabi afirmou: "Estamos muito satisfeitos com ele e acabei de dizer isto agora" [durante a reunião].

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 26, 2013, 01:19:02 pm
Provas do uso de armas químicas são muito graves, diz Cameron


O primeiro-ministro britânico, David Cameron, declarou hoje que as crescentes provas do uso de armas químicas pelo regime sírio são «muito graves».

Cameron disse concordar com o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que o recurso a este tipo de armas representa uma «linha vermelha» para a comunidade internacional, mas sublinhou que a resposta deve ser política e não militar.

«Isto é muito grave. E penso que as declarações do Presidente Obama estavam absolutamente corretas, que isto deve ser, para a comunidade internacional, uma linha vermelha para que se faça mais», afirmou à estação britânica BBC.

"Sempre defendi que devíamos fazer mais", disse.

Para o primeiro-ministro britânico, a questão é: "como é que aumentamos a pressão".

"Na minha perspetiva, o que precisamos de fazer - e já estamos a fazer algumas destas coisas - é apoiar a oposição, trabalhar com eles, treiná-los, guiá-los e ajudá-los para pressionar o regime e para que se possa levar isto [a guerra] ao fim", acrescentou.

Sobre se estas declarações significam colocar tropas britânicas no terreno, na Síria, Cameron afirmou: "Não quero ver isso e não penso que isso vá acontecer. Mas penso que podemos aumentar a pressão sobre o regime, trabalhar com os nossos parceiros, trabalhar com a oposição, de modo a conseguir o resultado certo".

Na quinta-feira, os Estados Unidos declararam, pela primeira vez, que a Síria teria usado armas químicas contra as forças rebeldes, mas sublinharam que as agências de informações ainda não tinham certeza absoluta e estavam a investigar mais.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros britânico confirmou ter também provas "limitadas, mas convincentes" do uso de agentes químicos no conflito que a ONU afirma ter causado mais de 70.000 mortos desde março de 2011.

"São provas limitadas, mas há provas crescentes do uso de armas químicas, provavelmente pelo regime", afirmou Cameron.

"Isto é muito grave, é um crime de guerra e devemos levá-lo a sério", disse.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Abril 27, 2013, 11:25:23 am
será assim estilo "ADMs no Iraque"????

lembro-me do furão burroso também jurar a pés juntos ter visto as "provas".

Até hoje estou á espera que admita que se enganou.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Abril 27, 2013, 12:19:37 pm
Por acaso, mas só por acaso, os primeiros relatos de uso de armas químicas vieram do Exercito Sírio e foram os "rebeldes" que as usaram tentando depois transferir a culpa para o lado do Assad. Nessa mesma altura foram divulgados os mails internos de uma conhecida "empresa" inglesa e, como já se sabia que ia dar porcaria da grossa, os pedidos de Assad para que fosse investigado o ataque com arma químicas foram convenientemente esquecidos na ONU e o assunto desapareceu por completo dos meios de comunicação social comerciais. Assim como desapareceu os diversos assuntos sobre toda uma serie de massacres supostamente feitos pelo Exército Sírio que afinal e após o inicio das investigações, se descobriu terem sido feitos pelos "libertadores" tchetchen....errr.... quer dizer sírios em operações ao melhor estilo da chusma de criminosos do UÇK e com o aval dos governos dos países "Amigos da Síria"
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Abril 27, 2013, 02:23:34 pm
Israel sugere invasão da Síria após suspeitas sobre armas químicas


O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Zeev Elkin, afirmou hoje que o governo dos Estados Unidos e a comunidade internacional não têm outra alternativa a não ser uma acção militar para «assumir o controlo dos arsenais de armas químicas sírias».

As declarações de Elkin à rádio do Exército surgem um dia depois de os EUA e o Reino Unido anunciarem suspeitas de que o governo sírio estaria a utilizar a substância química sarin contra os grupo armados opositores na guerra civil que atinge o país árabe.

«Está claro que, se existir vontade dos Estados Unidos e da comunidade internacional, podem actuar militarmente e assumir o controlo dos arsenais químicos sírios, o que acabará com todas as preocupações», disse Elkin. O serviço de inteligência israelita também corrobora as informações dos norte-americanos e britânicos.

O presidente dos EUA, Barack Obama, tem afirmado que , caso o regime do presidente sírio Bashar Al-Assad recorra a esse artifício, ultrapassaria uma «linha vermelha» e justificaria uma acção mais directa dos norte-americanos no conflito.

"A partir do momento que a comunidade internacional compreende que foram ultrapassadas as linhas vermelhas e que, efetivamente, foram usadas armas químicas, perceberá que não há outra opção a não ser atuar assim, ao invés de deixar as coisas na imprecisão", afirmou Elkin.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Abril 29, 2013, 02:01:07 pm
Citação de: "FoxTroop"
Por acaso, mas só por acaso, os primeiros relatos de uso de armas químicas vieram do Exercito Sírio e foram os "rebeldes" que as usaram tentando depois transferir a culpa para o lado do Assad. Nessa mesma altura foram divulgados os mails internos de uma conhecida "empresa" inglesa e, como já se sabia que ia dar porcaria da grossa, os pedidos de Assad para que fosse investigado o ataque com arma químicas foram convenientemente esquecidos na ONU e o assunto desapareceu por completo dos meios de comunicação social comerciais. Assim como desapareceu os diversos assuntos sobre toda uma serie de massacres supostamente feitos pelo Exército Sírio que afinal e após o inicio das investigações, se descobriu terem sido feitos pelos "libertadores" tchetchen....errr.... quer dizer sírios em operações ao melhor estilo da chusma de criminosos do UÇK e com o aval dos governos dos países "Amigos da Síria"


ah pois é... :roll:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Maio 01, 2013, 10:45:29 pm
Estamos sempre a cometer os mesmos erros, já no mundo clássico os Gregos e depois os Romanos andaram a "Helenificar" o mundo à força, porque para eles era o melhor para os povos "bárbaros", era a evolução, era melhorar as condições de vida, educação, saúde, à conta disso um incontável número de guerras e de mortos.

Depois decidimos "cristianizar" o mundo, porque queríamos salvar todas as pessoas do mundo do inferno, mesmo contra a vontade deles claro, porque os outros não sabem o que querem, toma lá mais guerras.

Agora andamos a "democratizar" o mundo, a democracia é o melhor regime politico que se pode ter, eles é que não sabem, mais do mesmo, não aprendemos...

Quando dá nas noticias que um pais (Iraque, Afeganistão, etc) vão ter as primeiras eleições livres nos telejornais é uma grande festa, até parece que todos os atentados suicidas nos mercados são um mal menor ... :N-icon-Axe:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 02, 2013, 07:33:06 pm
China opõe-se a armas químicas e à intervenção militar na Síria


O governo da China declarou que se opõe tanto ao uso de armas químicas na Síria como a uma intervenção militar no país árabe, enquanto os Estados Unidos continuam a avaliar se é verdade que o regime de Bashar al Assad realizou ataques deste tipo contra as forças rebeldes.

A porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Hua Chunying, disse hoje firmemente que a potência asiática não apoia o uso de armas químicas, «independentemente de quem as utilize».

«O que é importante é que todas as partes parem a violência o mais rapidamente possível», enfatizou a porta-voz.

Qeustionada sobre se a China, como já sugeriram os Estados Unidos, se juntaria a uma intervenção militar se fosse comprovado que o governo sírio fez uso de armas químicas, Hua respondeu: «Opomo-nos a ambas: tanto à intervenção militar como ao uso de armas químicas».

Washington ainda está a  investigar se o regime de Damasco cruzou o que Barack Obama definiu como uma «linha vermelha», que poderia desencadear uma intervenção na guerra síria.

Por enquanto, os serviços de inteligência norte-americanos concluíram, com «diversos graus de confiança», que foram usadas armas químicas, presumivelmente pelo regime do presidente Assad.

Por seu turno, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, exigiu do governo sírio um «acesso completo» a esse país para que uma equipa de especialistas possa determinar se o armamento foi usado.

A China, tal como a Rússia, opôs-se pelo menos duas vezes a aumentar as sanções contra Damasco no Conselho de Segurança da ONU, do qual é membro permanente, e rejeita qualquer tipo de ingerência no país árabe.

Hua voltou a salientar que Pequim quer estimular a negociação política na Síria e fez um apelo à comunidade internacional para que «aumente os esforços para encontrar uma solução pacífica para o conflito de forma responsável».

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 02, 2013, 09:27:18 pm
O drama Sírio
Alexandre Reis Rodrigues


Não existe de momento qualquer saída minimamente segura para a crise em que está envolvida a Síria. Passou o tempo em que um acordo com Assad para a instalação de um novo governo e a sua saída voluntária de cena se apresentava como tendo boas hipóteses de proporcionar uma solução razoável. Com a proliferação de grupos radicais islâmicos que combatem o regime – estando a ter, aliás, um papel determinante - a hipótese de um regime pós Assad liberto de jihadismo é cada vez mais remota. Não se pense, porém, que as dificuldades resultantes desse provável desfecho se confinarão às fronteiras sírias. Vão-se repercutir, direta ou indiretamente, por toda a região, nomeadamente, o Líbano, Turquia, Iraque, Jordânia e Israel, aumentando a instabilidade.

Agora, no entanto, existe um dado novo que pode influenciar os próximos desenvolvimentos. O reconhecimento pelos EUA de que terão sido usadas armas químicas, pelo menos em duas ocasiões. O assunto consta de um carta enviada pelo Presidente Obama ao Congresso, em que se fala de indícios de utilização, em escala limitada, de gás “sarin”. À luz de anteriores declarações do Presidente, o regime sírio passou uma “linha vermelha” que exigiria a intervenção dos EUA, mas essa recomendação, que seria o corolário lógico da posição inicialmente expressa pela administração americana, não consta da carta.

Não obstante, os serviços de informações de mais três Países (França, Israel e Reino Unido) reclamarem terem reunido as mesmas evidências, Obama mostra-se disposto a aguardar uma investigação independente conduzida pelas Nações Unidas, que será desencadeada tão cedo o regime sírio dê luz verde para avançar. Ganha assim algum tempo precioso sem pôr em risco a credibilidade do anúncio formal de que a violação da “linha vermelha” acarretaria consequências.

Entretanto, Obama vai avançando com algumas medidas que acalmarão os mais impacientes com a sua aparente inação e, ao mesmo tempo, tentam levar o Presidente Assad a ponderar o caminho a seguir, entre a possibilidade, agora mais próxima, de vir a sofrer uma intervenção externa que, de imediato, poria fim à“dinastia” Assad, ou aceitar a negociação da sua saída para instalação de um novo regime, a hipótese que melhor serviria a comunidade internacional. É sob essa perspetiva que deve ser interpretada a carta enviada ao Congresso e a decisão de estabelecer um núcleo inicial de um quartel-general, com cerca de 300 militares, na Jordânia. Esta medida, avançada sob a justificação de treinar as Forças Armadas jordanas e colaborar na gestão dos campos de refugiados sírios instalados no País, é, paralelamente, um sinal inequívoco de que com essa presença foi dado o primeiro passo concreto para uma eventual intervenção ulterior. Ainda não se trata, no entanto, de algo que possa ser classificado como alteração da postura militar.

Em qualquer caso, perante a existência de vítimas de uso de armas químicas, não se imagina que a investigação das Nações Unidas possa concluir diferentemente dos serviços de informações atrás referidos. Quando os EUA dizem que se trata de uma conclusão que precisa de ser apoiada em mais factos (conclusão obtida com «varying degrees of confidence») não estão apenas a ser cautelosos. Calcula-se que estão sobretudo a ganhar mais algum espaço de interpretação, à luz da experiência do Iraque e do Afeganistão, do que é a “linha vermelha” que não aceitam ver ultrapassada.

Na verdade, o discurso tem sido alterado ao longo do tempo. Inicialmente, Washington passou uma imagem bem menos condescendente que a atual. Ficou a perceção de que, na sua interpretação, os preparativos para o emprego de armas químicas só por si seriam motivo suficiente de intervenção: «A red line for us is if we see a whole bunch of chemical weapons moving around or being used». Os preparativos, no entanto, terão acontecido em dezembro, com o carregamento de ogivas, conforme então referiu o secretário da Defesa, Leon Pannetta, mas nada chegou a acontecer. O que se diz agora é que se forem reunidas provas definitivas e claras então os EUA consultarão amigos e aliados para decidir o rumo de ação, estando todas as opções em cima da mesa.

Em vez de uma posição inicial que era perfeitamente clara quanto à inevitabilidade de consequências, Obama hoje joga deliberadamente em alguma ambiguidade e sobretudo na diluição do conceito de “linha vermelha”. Compreende-se que tenha que ser assim; no ponto em que a crise interna se encontra, acelerar o seu desfecho pode facilmente encaminhá-la para uma situação ainda mais gravosa para o equilíbrio regional.

Em qualquer caso o tempo disponível para preparar o próximo passo é limitado. Primeiro porque quanto mais tarde se intervir, mais radicalizadas estarão as posições das partes e maior será a probabilidade de a resultante ser um Estado islâmico dominado por fações jihadistas. Segundo, porque mesmo que não seja possível confirmar que foi o regime que utilizou armas químicas – teoricamente, pode ter sido a oposição – nem por isso Assad deixa de ser responsável por não ter garantido a sua guarda e, obviamente, no mínimo, algo terá que ser feito para que, pelo menos, não se repita.

De facto, o espaço disponível para os EUA não correrem o risco de ficarem com a imagem de que afinal estavam a fazer “bluff” sírio vai aumentando se nada for feito perante a esperada confirmação das evidências. É um ponto que precisa de ser gerido com cuidado porque o Irão e Coreia do Norte, a quem também foram impostas “linhas vermelhas” sobre os respetivos programas nucleares, tirarão ilações sobre o significado concreto de uma “linha vermelha”.

Como margem de manobra, Washington só pode contar com o facto de nunca ter clarificado como interviria. A ideia de uma ação militar ficou subentendida, desde logo, mas o leque de modalidades possíveis, embora largo, apresenta-se muito complexo e cheio de desafios. A única que resolveria em definitivo a questão da eliminação dos “stocks” de armas químicas exigiria uma intervenção maciça no terreno (tipo Iraque), está fora de questão. Outras modalidades que os especialistas referem, para o mesmo fim, dificilmente estarão isentas de danos colaterais, porque exigem antes a supressão das defesas aéreas.

Infelizmente, o drama sírio já não se resume à questão das armas químicas. Mesmo que uma intervenção militar resolva esse aspeto, como parece ser indispensável, fica por resolver o fim da guerra civil em que o País mergulhou. E isso, como se tem visto, é algo que os EUA, mesmo com o apoio direto da Europa, não poderão ambicionar.


Jornal Defesa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 04, 2013, 12:52:49 pm
Barack Obama afasta intervenção militar dos EUA na Síria


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que não vê para já a possibilidade das forças militares norte-americanas intervirem no conflito da Síria, apesar de reconhecer que não pode excluir qualquer cenário enquanto líder militar dos EUA.

«Regra geral não excluo coisas como líder militar porque as circunstâncias mudam e quero ter a certeza que tenho sempre todo o poder dos Estados Unidos à nossa disposição para defender as necessidades americanas da segurança nacional. Dito isto, não prevejo um cenário onde botas americanas a pisarem terreno sírio não só fosse bom para a América mas também fosse bom para a Síria», afirmou.

Barack Obama, que falava na Costa Rica respondia assim à especulação que tem vindo a crescer de que os EUA podiam estar a preparar-se para mudar a sua posição de não fornecer armas aos rebeldes sírios após a Casa Branca ter dito na semana passada que o regime do presidente Bashar al-Assad teria usado armas químicas contra o seu próprio povo.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 04, 2013, 01:30:37 pm
Israel bombardeou a Síria na noite de quinta para sexta-feira


Israel realizou na noite de quinta para sexta-feira um ataque aéreo na Síria que teve como alvo um carregamento de armas dirigido ao grupo militante Hezbollah baseado no vizinho Líbano, informou a imprensa norte-americana. A estação de televisão norte-americana CNN noticiou na sexta-feira que os serviços secretos norte-americanos e ocidentais estavam a analisar informações que indicam como provável um ataque aéreo levado a cabo por Israel na noite de quinta para sexta-feira, altura em que aviões de guerra israelitas sobrevoaram o Líbano.

Mas os Estados Unidos não acreditam que os aviões israelitas tenham entrado no espaço aéreo sírio para realizar os raides, acrescentou a CNN.

Um oficial norte-americano disse à NBC News que os ataques estariam provavelmente ligados à entrega de sistemas para armas químicas.

Todavia, a CNN citou oficiais que disseram que não havia razão para acreditar que Israel tenha atingido instalações de armazenamento de armas químicas.

A Casa Branca e o Pentágono escusaram-se a comentar as notícias.

Mas o senador republicano Lindsey Graham, da Carolina do Sul, foi citado como tendo dito publicamente, num evento de angariação de fundos organizado pelo Partido Republicano, que Israel tinha de facto bombardeado a Síria.

"Israel bombardeou a Síria esta noite", disse Graham, sem avançar mais pormenores, segundo o sítio de notícias Politico.

Em caso de confirmação, esta seria a segunda vez este ano que Israel conduzia ataques aéreos sobre a Síria.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 05, 2013, 01:53:21 pm
Israel bombardeia centro de investigação militar em Damasco




A aviação israelita atacou na madrugada de domingo um centro de investigação militar nos arredores da capital síria, destruindo parte do arsenal de destruição maciça do regime de Bashar al-Assad.

O bombardeamento provocou enormes explosões que foram sentidas em Damasco como um sismo. Vídeos amadores mostram bolas de fogo e uma nuvem em forma de cogumelo, num cenário reminiscente de uma detonação nuclear.

O ataque ao centro de pesquisa em armamento de Jamraya foi já reivindicado pelas forças armadas israelitas, que justificam a acção com o perigo de transferência de armas de destruição maciça para grupos radicais anti-israelitas como o libanês Hezbollah.

Este é o segundo ataque hebraico à Síria esta semana. Na sexta-feira, foi bombardeada uma coluna de veículos junto à fronteira com o Líbano que estaria a transportar mísseis.

Este novo envolvimento de Telavive na guerra civil síria alimenta receios de um alastramento da violência a todo o Médio Oriente. As autoridades israelitas já colocaram baterias anti-míssil Iron Dome no norte do país, perante a possibilidade de actos de retaliação contra cidades como Haifa.

Ainda na Síria, a semana ficou marcada por acusações de massacres de civis em áreas sunitas da costa mediterrânica. Nos últimos dias, aumenta também a especulação sobre o uso de armas químicas no conflito e sobre a possibilidade de uma intervenção internacional - hipótese que os Estados Unidos colocam para já de parte.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 05, 2013, 02:35:16 pm
Ataque de Israel na Síria é "declaração de guerra"


O ministro-adjunto dos Negócios Estrangeiros da Síria, Faisal al Mekdad, disse hoje que o ataque de hoje a um centro de investigação nos arredores de Damasco representa "uma declaração de guerra" da parte de Israel.

Em declarações à estação de televisão norte-americana CNN, o governante considera que o ataque desta manhã a dois depósitos de armas e a um centro de investigação -- cuja autoria continua a ser imputada aos israelitas mas sem confirmação oficial - representa uma aliança entre terroristas islâmicos e Israel.

O ministro sírio diz mesmo que a Síria irá retaliar contra Israel à sua maneira e a seu tempo.

Meios de comunicação sírios e opositores disseram hoje que Israel terá sido responsável por um novo ataque aéreo a dois depósitos de armas e a um centro de investigação nos arredores de Damasco.

Segundo refere a agência noticiosa oficial Sana, o ataque terá provocado várias explosões e um número indeterminado de vítimas.

Relatos de alguns residentes do bairro periférico de Qudseyya dizem que se avistaram aviões por altura das explosões que terão ocorrido no Centro de Investigação e Estudos Científicos e de dois depósitos de armas nas zonas de Jamaraya e Al Hama, segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

O ataque, pelo qual Israel não se responsabilizou, tal como um outro na madrugada de sexta-feira perto de um aeroporto em Damasco, que tem sido imputado às forças israelitas, terá provocado um grande incêndio na zona dos montes de Qasium, que rodeiam a capital síria, segundo vídeos difundidos por ativistas sírios na Internet.

A televisão estatal síria noticia este ataque como uma "agressão israelita" e que teria sido acompanhada de "tentativas de grupos terroristas de tomar postos de controlo militares em várias zonas" do país, mas as forças do regime de Bashar al-Assad terão conseguido repelir o ataque, causando "mortos e feridos" entre os rebeldes.

A Israel tem sido imputado também um ataque aéreo realizado perto do aeroporto de Damasco na madrugada de sexta-feira, tendo como alvo mísseis iranianos que deviam ser entregues ao Hezbollah.

O Exército israelita fez questão de dizer que não faz qualquer comentário sobre estes ataques e as notícias que imputam a Israel a autoria dos dois ataques.

No entanto, jornal israelita Haaretz noticia que o primeiro-ministro de Israel terá convocado uma reunião de emergência do Governo israelita para discutir a situação antes da sua partida para a China, em visita oficial, que acabou por ser adiada por umas horas.

Segundo a Sky News, altos responsáveis do regime sírio também estarão reunidos a discutir a situação e possíveis formas de retaliação.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 06, 2013, 01:11:09 pm
ONU adverte contra escalada após ataque de Israel na Síria


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, advertiu contra uma escalada preocupante da situação na Síria depois do ataque de Israel a alvos perto de Damasco, no domingo, tendo como alvo o que as autoridades israelitas disseram ser mísseis iranianos relacionados com militantes do Hezbollah.

Responsáveis israelitas disseram que o ataque, o segundo em 48 horas, não estava ligado à guerra civil na Síria. Em vez disso, foi direcionado para impedir que o libanês Hezbollah, aliado do Irão, recebesse armas que poderiam ser usadas para atacar Telavive caso Israel avance com as ameaças de atacar instalações nucleares iranianas.

O Irão nega as acusações israelitas e ocidentais de que se empenha em adquirir armas atómicas, uma longa disputa que agora ameaça a cruzar-se com a luta sangrenta na Síria.

A ONU disse que Ban apelou a todos os lados «para agirem com sentido de responsabilidade para evitar uma escalada do que já é um conflito devastador e altamente perigoso».

O governo do presidente sírio, Bashar al-Assad, acusou Israel de ajudar efectivamente «terroristas islâmicos» da Al Qaeda e disse que os ataques «abriram a porta para todas as possibilidades».

Apesar da reação síria, as autoridades israelitas disseram que, assim como após um ataque semelhante na mesma área em Janeiro, calculavam que Assad não iniciaria uma disputa com um vizinho bem armado por estar preocupado com a sua sobrevivência em casa.

O senador republicano dos EUA John McCain disse no domingo que os ataques aéreos podem adicionar pressão sobre Washington para intervir na Síria, apesar de o presidente Barack Obama dizer que não tem planos de enviar tropas terrestres.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 07, 2013, 12:50:47 pm
Rebeldes sírios terão usado armas químicas


As Nações Unidas dizem ter recolhido testemunhos «fortes, concretos mas não incontestáveis» que apontam para o uso de gás de nervos (sarin) por parte dos rebeldes sírios.

A informação foi revelada a uma televisão helvética pela suíça Carla del Ponte, ex-magistrada dos tribunais da ONU para a ex-Jugoslávia e o Ruanda, que integra agora uma comissão de inquérito internacional sobre violações de direitos humanos na Síria.

Os testemunhos incriminatórios partem de «vítimas, médicos e hospitais», acrescentou Del Ponte. «Fiquei estupefacta quando recebemos as primeiras indicações de que a oposição estaria a utilizar gás sarin», disse.

A revelação não mereceu comentários adicionais por parte das Nações Unidas, que sublinhou não ter «conclusões cabais» sobre o uso de armas químicas por rebeldes sírios nem pelo regime de Bashar al-Assad.

O uso de gás sarin, vinte vezes mais letal que cianeto, está proibido pela lei internacional.

Estas novas alegações surgem depois do regime de Damasco ter sido acusado nos Estados Unidos do uso de armas químicas. A administração Obama, porém, pede dados conclusivos antes de decidir se tomará uma acção sobre o que no passado foi considerada uma «linha vermelha» que precipitaria uma intervenção militar internacional na Síria.

O regime sírio e a aliada Rússia também pedem uma averiguação internacional e independente sobre as várias alegações.

No terreno, a guerra civil síria ficou marcada nos últimos dias por um ataque aéreo israelita de grande envergadura contra um centro de desenvolvimento de armamento de destruição maciça nos arredores de Damasco e pelo massacre de populações sunitas na costa mediterrânica.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 12, 2013, 12:56:21 am
Ancara acusa regime sírio de estar ligado aos atentados na Turquia


O Governo da Turquia acusou o regime sírio de estar ligado aos autores do atentado na localidade fronteiriça de Reyhanli, que causou hoje a morte a pelo menos 43 pessoas, diz a agência de notícias francesa AFP.

"Já se apurou qual a organização responsável pelo atentado e as pessoas que lhe estão ligadas. Os atacantes estão vinculados ao regime sírio", afirmou, em conferência de imprensa, o ministro turco do Interior, Muammer Guler.

O vice-primeiro-ministro Besir Atalay, também presente na conferência de imprensa realizada na cidade de Antakya, uma vila próxima de Reyhanli, disse, por seu lado, que os autores do atentado não vieram do outro lado da fronteira, na Síria, mas que estavam na Turquia.

"De acordo com as nossas informações, os autores do atentado vieram do interior do país", declarou Besir Atalay, acrescentando que o número de mortos aumentou para 43.

Duas viaturas armadilhadas explodiram perto da Câmara Municipal e do posto de correios de Reyhanli, na província de Hatay, junto à fronteira com a Síria, cerca das 13:45 locais (10:45 em Lisboa), danificando gravemente estes edifícios.

Pelo menos 43 pessoas morreram e outras 100 ficaram feridas devido às explosões causadas por dois carros armadilhados nesta pequena cidade do sul da Turquia, próxima da fronteira com a Síria.

Da centena de feridos, 29 encontram-se em estado grave.

As explosões ocorreram um dia depois da divulgação de que nas fileiras da organização terrorista Al-Qaeda estão cerca de 2.000 cidadãos turcos, que vivem no próprio país, segundo o jornal diário Cumhuriyet.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Maio 14, 2013, 01:43:02 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 16, 2013, 12:59:09 pm
BBC tem acesso a evidências de uso de armas químicas na Síria


A BBC obteve acesso a evidências que reforçam relatos de que uma cidade síria terá sido alvo de um ataque com armas químicas no mês passado.

Testemunhas contaram a um correspondente da BBC que visitou Saraqeb, no norte do Síria, que helicópteros do governo lançaram pelo menos dois artefactos contendo um gás venenoso.

O governo nega rumores de que esteja a usar agentes químicos no conflito, que já dura há dois anos e, segundo a ONU, deixou 80 mil mortos.

Em Abril, a cidade de Saraqeb, a sudoeste de Aleppo, foi vítima de bombardeamentos por forças do governo.

Médicos do hospital local disseram à BBC terem atendido oito pessoas que sofriam de problemas respiratórios. Algumas estavam a vomitar e outras estavam com as pupilas contraídas. Uma mulher, Maryam Khatib, morreu.

Vídeos a que a BBC teve acesso parecem sustentar a descrição dos médicos, mas é impossível verificá-los de forma independente.

O filho de Khatib, Mohammed, que também ficou ferido no ataque, conta que foi a correr ajudar a mãe.

«O cheiro era horrível, sufocante», disse à BBC. «Parecia que eu tinha morrido, não conseguia ver nada. Não consegui ver nada durante três ou quatro dias», conta.

Um médico que atendeu a mãe de Mohammed disse que os seus sintomas correspondiam a envenenamento por organofosforado, um composto orgânico altamente usado como pesticida. As amostras foram enviadas para testes.

Hamish de Bretton-Gordon, ex-oficial-comandante do Regimento Britânico Químico Biológico Radiológico Nuclear, disse que os depoimentos e evidências vindas de Saraqeb «eram fortes, porém incompletos».

Acrescentou que, recentemente, em Saraqeb e noutros lugares da Síria, pessoas ficaram doentes e morreram após apresentar sintomas de ataques por agentes químicos, como o gás nervoso sarin ou organofosforado.

O responsável não visitou o local ou testou evidências, mas obteve acesso ilimitado ao material recebido pela BBC.

Tanto a Grã-Bretanha como os Estados Unidos já mencionaram haver evidências crescentes de que o governo sírio tenha usado agentes químicos. No entanto, o presidente Barack Obama afirmou que os serviços de inteligência norte-americanos que investigam o possível uso de armas químicas na Síria não recolheram provas suficientes até agora.

Os rebeldes que lutam contra o governo também têm sido acusados de usar os agentes, mas negam as acusações.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Maio 17, 2013, 09:50:08 am
Citar
É mau terem partido. E péssimo voltarem

por FERREIRA FERNANDES Hoje

As vezes, a ferida dolorosa não deixa ver chegar uma doença mortal - no dia em que temos um panarício não nos apetece ir fazer análises ao cancro do cólon. As manchetes só sobre crise económica tapam-nos a mecha a ir para o paiol. Já ouviu falar dos belgas na Síria? Jovens de Bruxelas e Antuérpia partem para a guerra santa. Segundo a universidade londrina King"s College, há 500 europeus na Síria a combater. Desses, diz o jornal Le Monde, 300 são belgas. Depois da cerveja e chocolates, a outra especialidade: ser mobilizado pela Al-Qaeda. De facto, os combatentes belgas vão para a brigada Al-Nosra, o principal grupo djihadista sírio. Termo de comparação: aquele Abu Sakkar que arrancou o coração de um soldado governamental e o trincou (há vídeo) é só chefe da brigada Al-Farouq, que é perseguida pelos da Al-Nosra por serem moderados. Os emigrantes muçulmanos belgas estão desolados com a facilidade de recrutamento dos seus filhos em Bruxelas - é conhecido o caso de dois rapazes de 14 e 16 que partiram. Esses pais, naturalmente, anseiam pelo regresso. Ora, isso não será uma boa notícia para todos. A Argélia ganhou uma guerra civil com os seus jovens regressados do Afeganistão. Desta vez, não serão só jovens combatentes que partiram de cabeça quente e voltarão com ela a ferver. É que voltam para o coração da Europa, para o Estado e nação mais frágeis da União. Junte-se a isso a demografia: em 2030, Bruxelas tem maioria muçulmana.

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interio ... 0Em%20Foco (http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3224522&seccao=Ferreira%20Fernandes&tag=Opini%E3o%20-%20Em%20Foco)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Maio 18, 2013, 03:41:58 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 19, 2013, 03:30:17 pm
Assad reafirma que não vai deixar o poder


O presidente sírio, Bashar al-Assad, reafirmou ontem que não vai deixar o poder, antes do final do mandato, em 2014, quando Damasco era alvo de um novo atentado mortífero.

Numa rara entrevista à agência noticiosa oficial argentina Telam e ao jornal argentino Clarin, o chefe de Estado, contestado há mais de dois anos por uma rebelião armada, mostrou-se e deixou entender que em 2014 será candidato à sucessão.

"Demitir-me seria fugir", declarou Al-Assad, considerando que "sobre a questão de saber quem deve sair e quem deve ficar (...) é ao povo sírio que o determinará nas eleições presidenciais de 2014".

O presidente sírio disse estar cético relativamente à conferência internacional, pedida por Moscovo e Washington para encontrar uma solução para o conflito, e acusou o Ocidente e a oposição de querem fazer fracassar qualquer iniciativa de diálogo para pôr fim a mais de dois anos de conflito, que causou mais de 94.000, de acordo com uma organização não governamental (ONG).

Apontou "numerosos países ocidentais que não querem uma solução na Síria", que acusou novamente de apoiarem "os terroristas", termo que Al-Assad usa para designar os rebeldes.

O presidente sírio afirmou ter "recebido bem a aproximação norte-americana-russa", apesar de não se ter pronunciado sobre a participação do regime no diálogo previsto com a oposição, durante aquela conferência internacional.

A oposição vai decidir, a 23 de maio, se participa ou não neste diálogo.

Esta conferência vai basear-se na declaração de Genebra, assinada pelas grandes potências em junho de 2012, que prevê o fim das hostilidades e [a constituição de] um governo de transição, sem mencionar a saída de Al-Assad, principal ponto de discórdia entre russos e norte-americanos.

Moscovo, aliado de Damasco, a quem fornece armas, defende que Al-Assad deve manter-se no poder até às eleições. Washington exigiu já em diversas ocasiões a demissão do presidente sírio, condição essencial da oposição para participar em qualquer iniciativa de paz.

No terreno, um atentado causou três mortos no bairro de Rukneddine, na zona norte de Damasco, de acordo com a televisão estatal síria, que denunciou um "ataque terrorista".

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), ONG com sede em Londres, afirmou que oito pessoas, quatro civis e quatro membros das forças do regime, morreram na explosão de uma bomba que visou veículos das forças armadas.

A televisão transmitiu imagens que mostravam um autocarro danificado, junto a prédios de habitação, e equipas de socorro a transportar corpos carbonizados.

Uma série de atentados foi registada nos últimos meses em Damasco. Num dos ataques, no final de abril, o alvo foi o primeiro-ministro sírio, Wael al-Halaqi, que saiu ileso, de acordo com a agência noticiosa francesa AFP.

No centro do país, os rebeldes tomaram o controlo de quatro localidades alauítas, minoria de Al-Assad, após a retirada do exército no final de várias semanas de combates, disse o OSDH.

A ONG acrescentou que "os residentes tinham abandonado, desde o início dos combates, as localidades", a partir de agora nas mãos dos rebeldes, na maioria sunitas.

Fonte governamental disse à AFP que o pai do vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Fayçal Moqdad foi sequestrado, durante o dia, por rebeldes numa localidade da província de Deraa (sul).

O OSDH afirmou que "estavam a decorrer as negociações" para a libertação do octogenário, pai de uma das principais "vozes" do regime sírio.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Maio 19, 2013, 09:35:51 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 23, 2013, 08:36:59 pm
Hezbollah perdeu 75 combatentes desde o inicio da guerra civil na Síria


O movimento radical xiita libanês Hezbollah perdeu 75 combatentes desde o início da sua participação na guerra civil na Síria, há vários meses, sobretudo na cidade de Qousseir, disse uma fonte do grupo.

No Hezbollah, «foram 57 mortos e outros 18 que não resistiram aos ferimentos desde o início da participação na guerra na Síria», disse a fonte.

Rami Abdel Rahman, director do Observatório Sírio  dos Direitos Humanos (OSDH), indicou que 46 membros do Hezbollah morreram na cidade de Qousseir desde domingo, e outros 10 anteriormente noutras localidades da província.

O Hezbollah participa há vários meses na guerra civil na Síria, ao lado das forças do regime de Bashar al-Assad. Primeiro declarou que desejava defender as 13 localidades sírias de fronteira onde vivem libaneses xiitas e depois o mausoléu de Sayeda Zeinab, perto de Damasco, local de peregrinação importante para esta comunidade.

As forças do movimento cercaram, ao lado do exército sírio, a localidade de Qousseir, perto do Líbano, e iniciaram uma ofensiva no domingo contra a cidade de 25.000 habitantes, segundo o OSDH.

De acordo com Wadah Sharara, estudioso da organização, o Hezbollah tem 20.000 combatentes, incluindo entre 5.000 e 7.000 milicianos. Entre 800 a 1.200 combateram em Qousseir.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 24, 2013, 12:23:41 pm
Regime sírio está disposto a participar em conferência internacional


O regime sírio está disposto a participar na conferência internacional para a regulação política do conflito no país, anunciou hoje Aleksander Lukashevich, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.

«Com satisfação destacamos que recebemos de Damasco a confirmação sobre a disposição do Governo sírio de tomar parte na conferência internacional sobre a Síria», disse em conferência de imprensa Lukashevich, citado pelas agências locais.

O diplomata russo destacou que o objectivo dessa conferência é «que os próprios sírios possam encontrar uma solução política para um conflito destrutivo para o país e para a região».

Esta semana, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Faiçal al Miqad, disse em Moscovo que o regime de Bashar al Assad anunciará em breve se participa na conferência internacional proposta pela Rússia e Estados Unidos.

«Quando regressarmos a Damasco, informaremos às autoridades sobre os resultados das negociações em Moscovo e então tomaremos uma decisão definitiva sobre a participação na conferência», assinalou.

Miqad, cujo pai foi recentemente sequestrado por grupos rebeldes, fez essas afirmações após manter consultas com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov.

«Quero salientar que as autoridades da Síria sempre estarão no grupo que busca a regulação pacífica da crise síria. Infelizmente, tais esforços não são apoiados por aqueles que buscam a continuidade da violência e do derramamento de sangue na Síria», concluiu Miqad.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 26, 2013, 01:00:40 pm
Síria: Rebelião encurralada


A batalha de Qusair poderá tornar-se num ponto de viragem na guerra civil síria. As forças do regime de Bashar al-Assad fizeram importantes avanços nos últimos dias para controlar a cidade situada na rota entre Damasco, no interior sírio, e a costa mediterrânica – onde os alauitas pró-Assad predominam. A conquista da localidade poderá devolver continuidade territorial ao regime. Para a oposição, a perda de Qusair, junto à fronteira libanesa, fecha uma das portas de entrada de armamento e de combatentes no país.

A importância da batalha é tal que levou o movimento radical xiita pró-iraniano Hezbollah, do vizinho Líbano, a reforçar as fileiras de Assad em Qusair. Pelo menos 28 combatentes libaneses foram mortos nos últimos dias. Os hospitais da milícia no Líbano, onde operam médicos iranianos, estão a receber os feridos e a apelar à população para doar sangue. Do lado rebelde, predominantemente sunita, a Coligação Nacional Síria (CNS) chama combatentes de todo o país para as trincheiras. A violência alastrou para o lado libanês, com distúrbios entre sunitas e alauitas em Trípoli.

O revés militar da oposição vem somar-se a outros obstáculos no caminho de uma aguardada cimeira em Genebra onde os dois lados em conflito deveriam discutir uma saída política para a crise. A CNS, principal coligação rebelde, financiada pelo Qatar (pelo menos 3 mil milhões de dólares canalizados para o conflito), declarou esta semana que não participará no encontro se os EUA não enviarem armas para as forças opositoras de Assad. «Para as negociações terem um mínimo de substância, temos de alcançar um equilíbrio militar, sem o qual o regime continuará a ditar o que quiser», disse o comandante militar Salim Idriss. Esta hipótese, no entanto, continua fora dos planos da Casa Branca, que permanece decidida a não ser arrastada para uma nova guerra. Para os rebeldes, a exigência ganha força após um recente envio de armamento russo para Damasco.

A CNS continua a exigir ainda a demissão de Assad como pré-condição para qualquer acordo. Por fim, permanece a discórdia em torno da lista de participantes da cimeira. Os rebeldes não querem o Irão na reunião, e entre os próprios opositores há facções que recusam estar juntas à mesa.

Perante a intransigência da CNS, outro grupo rebelde sírio, o Comité Nacional de Coordenação (CNC), alerta para o risco fatal de um boicote à diplomacia. «A via militar é um beco sem saída», defende o líder Haitham Manna. Outro ponto de cisão é a radicalização da rebelião, com vários opositores a distanciarem-se de elementos extremistas como Abu Sakkar e a sua Brigada Omar al-Farouq, este mês filmado a comer órgãos de um soldado abatido. O acto invulgar suscitou a condenação de organizações internacionais como a Human Rights Watch, que alerta para o crescente número de «crimes de guerra» cometidos pelos rebeldes.

SOL
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Maio 26, 2013, 01:17:14 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Maio 26, 2013, 06:19:04 pm
Dois vídeos semelhantes mas de lados opostos.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 27, 2013, 07:38:44 pm
Jornalistas do Le Monde denunciam armas químicas


O exército sírio recorreu a armas químicas contra as forças rebeldes que controlam os arredores de Damasco, afirmam dois repórteres do jornal francês Le Monde presentes no local em abril e maio e cujo relato é hoje publicado.

Os enviados especiais do Le Monde "foram testemunhas durante dias a fio" da utilização de explosivos químicos e dos seus efeitos nos combatentes na frente de Jobar, "bairro à saída de Damasco onde a rebelião penetrou em janeiro", escreve o repórter Jean-Philippe Rémy.

A 13 de abril, o fotógrafo Laurent Van der Stockt viu também os combatentes "começarem a tossir, e depois a colocarem máscaras de gás, sem pressa aparentemente, mas, na realidade, já expostos. Os homens agacham-se, ficam sufocados, vomitam".

Os jornalistas recolherem igualmente testemunhos da utilização destes produtos "num círculo mais largo" em redor da capital síria.

Num vídeo filmado por Laurent Van der Stock e que pode ser visto em http://www.monde.fr (http://www.monde.fr) combatentes e médicos falam dos sintomas provocados por estes produtos: dificuldades respiratórias, dores de cabeça, pupilas contraídas, náuseas.

"Se não são assistidos imediatamente, morrem", testemunha sob anonimato um médico do hospital Al-Fateh de Kaffer Battna, no reduto rebelde na região de Ghutta, às portas de Damasco.

Foram feitas análises (das vítimas) e decorrem investigações, afirmam os médicos.

"Os gases são utilizados nas frentes de forma pontual, evitando lançamentos massivos que constituiriam facilmente provas irrefutáveis", escreve Jean-Philippe Rémy, enquanto o regime sírio nega a utilização de armas químicas.

O artigo cita também "uma fonte ocidental bem informada", segundo a qual o poder sírio recorre "a misturas de produtos, nomeadamente com gás lacrimogéneo para confundir pistas e a descoberta de sintomas".

A ONU lançou um novo apelo, na quarta-feira, a Damasco para deixar os seus peritos em armas químicas investigar na Síria, tendo em conta "as informações cada vez mais numerosas" sobre o emprego dessas armas no conflito.

Porém, Nikolai Patruchev, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, disse hoje não existirem provas de que o regime do Presidente sírio, Bashar al-Assad, empregou armas químicas contra a oposição armada.

"Ultimamente, os Estados Unidos e outros países expressaram a sua preocupação pelo emprego de armas químicas sírias, mas, até agora, não há provas de que tenham sido empregues pelas forças governamentais", declarou Patruchev numa entrevista à agência Interfax.

Patruchev acrescentou que a Rússia advertiu várias vezes o Governo de Damasco da inadmissibilidade do emprego de armas químicas nas ações militares.

"As autoridades sírias recusaram as suspeitas dos nossos parceiros ocidentais e declararam publicamente que não utilizaram armas de destruição massiva no conflito interno", acrescentou.

Ao mesmo tempo, Patruchev sublinhou que "os grupos armados ilegais" que atuam na Síria não fizeram qualquer declaração sobre o não emprego por eles de armas químicas.

"Quanto à destruição das armas químicas sírias, essa decisão só pode ser tomada pelo Governo sírio", concluiu.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 28, 2013, 02:03:11 pm
França vai analisar amostras recolhidas na Síria


As autoridades francesas vão analisar amostras recolhidas na Síria por dois jornalistas que noticiaram que o exército estava a usar armas químicas contra os rebeldes, indicou hoje fonte oficial, citada pela agência noticiosa francesa AFP.

O alto responsável do Governo francês, que falou sob a condição de anonimato, afirmou que as amostras foram entregues às autoridades pelos jornalistas, mas sem especificar o tipo de amostras em causa. "Concordámos em analisá-las", disse.

À semelhança dos EUA e do Reino Unido, a França já procedeu à análise das suas próprias amostras e concluiu que existiam "indícios mas não provas formais" do uso de armas químicas na Síria, acrescentou.

Os enviados especiais do diário Le Monde dizem que foram "testemunhas e durante dias seguidos" do uso de explosivos químicos e dos seus efeitos sobre os combatentes na frente de Jobar, "um bairro situado à saída de Damasco onde a rebelião entrou em janeiro".

Os jornalistas indicaram ter reunido relatos de testemunhas sobre a utilização de armas químicas numa vasta área em torno de Damasco.

Esta segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, Laurent Fabius, referiu-se, em Bruxelas, a "crescentes suspeitas sobre a utilização de armas químicas" na Síria pelo exército, fazendo uma alusão a indícios do "uso localizado" das mesmas.

As Nações Unidas lançaram um novo apelo a Damasco para deixar os seus peritos em armas químicas investigar na Síria, tendo em conta "as informações cada vez mais numerosas" sobre o recurso a essas armas no conflito.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 29, 2013, 02:30:43 pm
Síria terá novos massacres sectários se guerra não acabar


A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse hoje que haverá mais massacres e mais migrações massivas da população na Síria por razões sectárias se a guerra civil se prolongar.

«Se a situação actual persistir ou se deteriorar ainda mais, haverá mais massacres sectários. A incitação à violência por motivos religiosos ou étnicos, bem como a participação de cada vez mais combatentes estrangeiros são sinais premonitórios de mais violência», sustentou.

Navi inaugurou uma sessão de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU convocada para exigir que o regime sírio retire o cerco sobre a cidade de Al Qusair.

O ataque à cidade provocou a morte de centenas de pessoas. Além disso, milhares de moradores estão sem água, alimentos, electricidade e medicamentos.

O cerco começou no ano passado, mas intensificou-e nos últimos meses com uma intervenção militar das forças governamentais e das suas milícias para recuperar o seu controlo, que tinha caído nas mãos de grupos opositores.

Al Qusair é considerado, pela sua localização geográfica, um lugar estratégico para ambos os grupos.

«As forças do governo e as suas milícias filiadas realizaram actos de castigo colectivo contra a população civil que acredita que simpatize com a oposição», indicou Navi.

No entanto, a alta comissária também enfatizou que o desprezo na Síria pelos princípios mais básicos do direito internacional não se limita ao governo e que «muitos grupos armados opositores lançaram operações militares dentro de áreas povoadas por civis».

Navi disse que «alguns desses grupos executam prisioneiros das forças pró-governo e das suas milícias», e também são responsáveis por cada vez mais «sequestros de civis, assassínios e ameaças de represálias contra a população que se percebe como partidária do governo».

No seu discurso perante o Conselho de Direitos Humanos, a alta comissária pediu para todos transmitirem uma mensagem inequívoca de que «este conflito não deve ser estimulado com armas, munição, política ou religião».

Também pediu aos países que têm influência em alguma das duas partes do conflito que os façam entender «claramente que estão unidos e não tolerarão mais massacres».

A Rússia e a China exercem uma clara influência sobre o regime de Bashar al Assad, enquanto os Estados Unidos, certos países árabes - principalmente Turquia e Qatar - assim como alguns europeus fazem no campo rebelde.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Maio 31, 2013, 12:52:34 am
E restantes partes desta ofensiva:

 :arrow: Fonte (http://http)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: P44 em Maio 31, 2013, 09:30:56 am
Citar
30 de Maio de 2013•08h55 • atualizado às 09h29
Doze radicais islâmicos com gás sarin são presos na Turquia

Foram detidos na Turquia 12 supostos membros do grupo islamita radical sírio Frente al Nusra, ligado à Al Qaeda, em posse de dois quilos de gás sarin, segundo informações de três jornais turcos desta quinta-feira.

As prisões, realizadas por unidades turcas de inteligência e antiterrorismo, ocorreram na terça-feira na província de Adana. Os jornais citam fontes policiais anônimas e até agora não há uma confirmação oficial da apreensão do material químico por parte das autoridades turcas.

Segundo o jornal Zaman, os detidos explicaram à polícia que pretendiam transferir o material para a Síria, enquanto o Taraf informou que os suspeitos foram detidos três dias antes de cometer um ataque.

Em 10 de abril, a Frente al Nusra, que combate o regime sírio de Bashar al Assad, assegurou que é leal à rede terrorista Al Qaeda e ao seu líder, Ayman al-Zawahiri.

As forças de segurança turcas intensificaram sua atividade nas últimas semanas depois do duplo atentado com carro-bomba perpetrado na cidade de Reyhanli, na fronteira com a Síria, que matou 53 pessoas em 11 de maio.

O governo turco acusou o regime de Assad de estar por trás do ataque, algo negado por Damasco. O gás sarin é considerado pelas Nações Unidas uma arma de destruição em massa desde 1991 e tanto o regime de Assad como a oposição se acusam de ter utilizado a substância durante o conflito na Síria.

No início de maio, a magistrada suíça Carla del Ponte, membro da comissão especial criada pela ONU para investigar os crimes perpetrados durante a guerra civil na Síria, afirmou que reuniu informações que apontam que grupos rebeldes podem ter usado armas químicas no conflito.

"Dispomos de testemunhas sobre a utilização de armas químicas, e em particular de gás sarin. Não por parte do governo, mas dos opositores", explicou.

A oposição turca acusa o governo do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan de financiar e treinar membros da oposição síria, entre os quais poderiam estar radicais islâmicos.

http://noticias.terra.com.br/mundo/euro ... aRCRD.html (http://noticias.terra.com.br/mundo/europa/presos-na-turquia-12-radicais-islamicos-com-gas-sarin,847fdf70a20fe310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Maio 31, 2013, 10:55:10 am
Assad fala de «pressão popular» para combate contra Israel


O Presidente sírio Bashar al-Assad afirmou hoje que existe na Síria uma «verdadeira pressão popular» para abrir uma frente de combate nos montes Golã contra Israel, que ocupa o planalto desde 1967.

«Existe uma clara pressão popular para abrir a frente de resistência [contra Israel] nos Golã (...). Existem diversos fatores, [incluindo] as contínuas agressões israelitas», indicou Al-Assad numa entrevista à Al-Manar, a cadeia televisiva do movimento xiita libanês Hezbollah, aliado de Damasco.

O líder de Damasco, confrontado com uma revolta popular desde março de 2011 que degenerou em guerra civil, afirmou ainda que não hesitará em apresentar-se às eleições presidenciais de 2014 «se o povo quiser», e manifestou confiança na vitória das suas tropas.

«Esta questão será decidida no momento oportuno (...). Se sentir que existe uma necessidade de me apresentar como candidato, e isso será decidido após consultar o povo, não hesitarei em fazê-lo», declarou o chefe de Estado sírio, cujo afastamento do poder é exigido pela oposição.

Numa referência ao sangrento conflito na Síria, Al-Assad manifestou-se «muito confiante» na vitória das suas tropas contra as diversas formações rebeldes que combatem as forças de Damasco.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 01, 2013, 01:35:25 pm
Secretário-geral da NATO rejeita intervenção militar na Síria


O secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, rejeitou, esta sexta-feira, uma intervenção militar do Ocidente na Síria, mas advertiu que para a Aliança Atlântica há uma «linha vermelha»: a segurança do seu aliado, a Turquia.

«Acho que todo o mundo percebe que qualquer intervenção militar estrangeira poderia ter imprevisíveis repercussões regionais», sustentou Rasmussen, em declarações à CBS, após uma reunião na Casa Branca com o Presidente norte-americano, Barack Obama. segundo «E é por essa a razão que é tão importante que se centrem as atenções na procura por uma solução política», aditou.

O conflito na Síria foi um dos principais assuntos sobre a mesa no encontro de sexta-feira com o Presidente norte-americano, segundo disse o secretário-geral da NATO, numa outra entrevista posterior concedida à cadeia televisiva CNN.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 02, 2013, 02:01:11 pm

 :shock: E a torre a cair do céu aos 0:42!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 04, 2013, 02:44:33 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Jorge Pereira em Junho 05, 2013, 11:52:32 pm
Citação de: "HSMW"

 :shock: E a torre a cair do céu aos 0:42!

Brutal!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Junho 06, 2013, 12:53:16 am
alguém do forum já esteve na Siria desde que começou a guerra? a título individual qual será a melhor maneira de o fazer? entrar pela fronteira com a turquia?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: typhonman em Junho 06, 2013, 03:49:23 am
vais combater com os rebeldes contra o regime ?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Junho 07, 2013, 12:03:51 am
quero ver com os meus olhos o que se anda lá a passar
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: typhonman em Junho 07, 2013, 09:52:02 am
eu sei de um BE radical, que está motivado para ir para lá lutar, já deixou crescer a barba e tudo...

Quiz ir para o Afeganistão, mas não teve tomates suficientes.


A ver se cumpre e vai pa síria... !!!
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 10, 2013, 07:06:19 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Junho 12, 2013, 02:00:31 pm
Citação de: "mafarrico"
quero ver com os meus olhos o que se anda lá a passar


 tem cuidado podes ver o teu figado feito em pataniscas :mrgreen:  :mrgreen:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Junho 13, 2013, 08:17:27 pm
esta operação deve acontecer para o final do ano. entretanto tenho que poupar algum dinheiro e quero aprender algum árabe básico.

vou entrar em contacto com alguns jornalistas que já estiveram na Siria, saber das suas experiências. quando atravessar a fronteira maldita sei que as minhas chances de sobrevivência devem estar abaixo dos 50%. mas nesta altura da minha vida é para lá que eu quero ir.

um abraço
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 13, 2013, 10:31:14 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fabload.de%2Fimg%2Fsy77623auh.jpg&hash=a1d805fa571d420c046e42c1b7e5ab7e)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fabload.de%2Fimg%2Fsy778e7z6e.jpg&hash=1bcfec0399edf4c11d054a57a47a5ab0)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fabload.de%2Fimg%2Fsy77933y0w.jpg&hash=91158d3aeb990894f053bb95f3021d37)
Massacre de crianças...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: FoxTroop em Junho 13, 2013, 11:59:05 pm
Sim, massacre de crianças. Por parte de quem é que já é outra história. Porque uma "criança" destas é duplamente perigosa. Completamente cega pela ideologia incutida pelos criminosos, os verdadeiros criminosos que lhe lavam o cérebro e a mandar ir rebentar-se em nome da Fé, não tem calo nem maturidade, expõe-se deliberadamente, ataca sem medir a situação, actua no campo de batalha sem qualquer consideração pelas mais básicas regras de salvaguarda da sua própria sobrevivência. Um "criança" destas é para abater à vista, porque ela não mede nada também não se pode esperar que seja tomada qualquer lampejo de consciência por ela.


Citação de: "mafarrico"
esta operação deve acontecer para o final do ano. entretanto tenho que poupar algum dinheiro e quero aprender algum árabe básico.

vou entrar em contacto com alguns jornalistas que já estiveram na Siria, saber das suas experiências. quando atravessar a fronteira maldita sei que as minhas chances de sobrevivência devem estar abaixo dos 50%. mas nesta altura da minha vida é para lá que eu quero ir.

um abraço

Quando atravessares a fronteira as tuas chances vão estar a zero, um belo e redondo zero. Convence-te que nesse preciso momento és um morto e que cada minuto, cada segundo de vida que passa é um segundo a mais.
A 50% estão agora as tuas chances, pois ainda podes reflectir ou, visto que agora os "amaricados" dizem que têm prova inequívocas (essa é para rir) de uso de sarin por parte do Assad, pode ser que bombardeiem aquilo acabando com a guerra lá para começar uma outra a nível global e bem mais quente. Assim vais ter o prazer de assistir ao vivo e a cores no conforto da tua própria casa, ou do que restar dela.

Oh Cabeça, a tua malta que foi catada lá com um grupo de servos da Merkel, em "turismo" pela Síria, alguma vez se soube mais alguma coisa deles ou aconteceu-lhe como aos francius?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Junho 14, 2013, 03:59:07 am
Citação de: "mafarrico"
esta operação deve acontecer para o final do ano. entretanto tenho que poupar algum dinheiro e quero aprender algum árabe básico.

vou entrar em contacto com alguns jornalistas que já estiveram na Siria, saber das suas experiências. quando atravessar a fronteira maldita sei que as minhas chances de sobrevivência devem estar abaixo dos 50%. mas nesta altura da minha vida é para lá que eu quero ir.

um abraço

  Mas o que é que tu vais la fazer?
  queres ser turista de guerra?
  ja pensas-te bem em tudo?  
   coisas tão simples como onde vais comer, beber, dormir...nem a lingua deles sabes........
 
ve la este video de um camionista  japones que foi fazer turismo de guerra para a Siria


se pecisares tens aqui uma agencia especializada em turismo em zonas de guerra
http://www.warzonetours.com/
 
 se morreres eu não quero saber disso, não penses que te estou a incentivar
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 14, 2013, 10:46:19 am
Citação de: "FoxTroop"
Sim, massacre de crianças. Por parte de quem é que já é outra história. Porque uma "criança" destas é duplamente perigosa. Completamente cega pela ideologia incutida pelos criminosos, os verdadeiros criminosos que lhe lavam o cérebro e a mandar ir rebentar-se em nome da Fé, não tem calo nem maturidade, expõe-se deliberadamente, ataca sem medir a situação, actua no campo de batalha sem qualquer consideração pelas mais básicas regras de salvaguarda da sua própria sobrevivência. Um "criança" destas é para abater à vista, porque ela não mede nada também não se pode esperar que seja tomada qualquer lampejo de consciência por ela.


Citação de: "mafarrico"
esta operação deve acontecer para o final do ano. entretanto tenho que poupar algum dinheiro e quero aprender algum árabe básico.

vou entrar em contacto com alguns jornalistas que já estiveram na Siria, saber das suas experiências. quando atravessar a fronteira maldita sei que as minhas chances de sobrevivência devem estar abaixo dos 50%. mas nesta altura da minha vida é para lá que eu quero ir.

um abraço

Quando atravessares a fronteira as tuas chances vão estar a zero, um belo e redondo zero. Convence-te que nesse preciso momento és um morto e que cada minuto, cada segundo de vida que passa é um segundo a mais.
A 50% estão agora as tuas chances, pois ainda podes reflectir ou, visto que agora os "amaricados" dizem que têm prova inequívocas (essa é para rir) de uso de sarin por parte do Assad, pode ser que bombardeiem aquilo acabando com a guerra lá para começar uma outra a nível global e bem mais quente. Assim vais ter o prazer de assistir ao vivo e a cores no conforto da tua própria casa, ou do que restar dela.

Oh Cabeça, a tua malta que foi catada lá com um grupo de servos da Merkel, em "turismo" pela Síria, alguma vez se soube mais alguma coisa deles ou aconteceu-lhe como aos francius?

Sabes tanto quanto eu... :?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Junho 14, 2013, 08:35:55 pm
Citação de: "FoxTroop"
ou aconteceu-lhe como aos francius?

O que é que aconteceu?
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lightning em Junho 14, 2013, 08:39:51 pm
Citação de: "chaimites"
ve la este video de um camionista  japones que foi fazer turismo de guerra para a Siria


se pecisares tens aqui uma agencia especializada em turismo em zonas de guerra
http://www.warzonetours.com/
 
 se morreres eu não quero saber disso, não penses que te estou a incentivar

Grandes maluquinhos, não fazia ideia deste negócio, para estes tipos os desportos radicais já não devem dar "pica", ou talvez viciados em jogos de guerra que querem algo mais real.

Se os governos não contratam as PMC, elas tem que procurar financiamento em algum lugar... nem que seja a fazer escoltas a turistas :? .
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Junho 14, 2013, 11:11:06 pm
Não há coincidências.

Hoje tive uma GRANDE chamada de atenção.

Tempo para reflectir, para reorientar.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: typhonman em Junho 15, 2013, 01:36:29 am
aproveite e leve consigo algum material para os rebeldes, chicoms, chest rigs, etc etc

e alguma camuflagem urbana, AT de preferência
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 15, 2013, 12:43:09 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 16, 2013, 01:03:07 am
Está quase, quase...
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: chaimites em Junho 16, 2013, 04:41:52 am
Citação de: "Lightning"
Citação de: "chaimites"
........................

Grandes maluquinhos, não fazia ideia deste negócio, para estes tipos os desportos radicais já não devem dar "pica", ou talvez viciados em jogos de guerra que querem algo mais real.

Se os governos não contratam as PMC, elas tem que procurar financiamento em algum lugar... nem que seja a fazer escoltas a turistas :? .

  O turismo em zonas de guerra e perigosas  é um negócio crescente e parece que ha clientes dispostos a pagar mais de 8000€ por 12 dias na linha da frente
 
 
Citar

War-zone vacations pitched to tourists
 
 Think of a packaged vacation, and Iraq likely doesn't come to mind.

But a Swiss-based travel agency is offering just that: organized tours of six war-torn or inaccessible places not typically on the average traveller's destination list, but likely flagged on many governments' "avoid all travel" list.

The destinations include Afghanistan, Iraq, Iran, North Korea, Somaliland and Sudan, with plans to add trips to Yemen, Burma, Colombia, Sierra Leone and Liberia.

The agency, Babel Travel, partnered with Robert Young Pelton, author of The World's Most Dangerous Places and an avid explorer who runs a website,

Kevin Pollard, founder and managing director of Babel Travel, says he contacted Pelton about creating the trips because he wanted to tap into the "extraordinary access" and "range of on-the-ground contacts" Pelton has accumulated during his three decades in conflict zones.

The trips won't appeal to every budget. A trip lasting 11 to 22 days can cost from $8,000 to $19,000 Cdn, excluding airfare and insurance.

"This is a trip for those who 'do,' not watch," the website proclaims.

The agency promises the highest level of security and requires that customers be fully insured. While baggage loss and trip cancellation insurance would suffice for many vacations, kidnapping and terrorism are additional worries in countries fighting wars.

Dubbed "cultural engagement" trips, Pelton designed each trip to include a local and western leader. He says it's important for people to understand such inaccessible countries.

"People are sick of the same old places and mass travel and are looking for something new and exciting," Laing said. That such "frontier travel" is risky adds to the appeal, giving travellers an "element of prestige."

And, she said, it has an added benefit: "[It's] great for dropping into a dinner party conversation."


   http://comebackalive.com/category/adventures/travel/
 
 http://www.hinterlandtravel.com/afghan_upcoming.htm#northcentral
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 18, 2013, 06:23:12 pm
Morre jovem italiano que combatia com os rebeldes na Síria


Um jovem italiano que se convertera ao islão e morreu na Síria enquanto combatia com os rebeldes contrários ao regime de Bashar al-Assad, noticiou hoje a imprensa italiana.

Giuliano Ibrahim Delnevo, de 23 ou 24 anos, nascido em Genova, norte da Itália, foi identificado graças ao passaporte que levava no bolso.

Delnevo convertera-se ao islão em 2008 e era investigado pela justiça italiana por ligações a actividades suspeitas, segundo o procurador de Génova, Michele Di Lecce, segundo o site do jornal La Repubblica.

O jovem italiano, cuja família não tem ligações com a religião islâmica, entrou na Síria em 2012 a partir da Turquia e uniu-se aos extremistas sírios com o apoio dos combatentes chechenos que operam com os rebeldes, de acordo com o jornal Il Corriere della Sera.

Pelo menos 800 europeus combatem com os rebeldes na Síria, segundo a imprensa.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 18, 2013, 07:47:46 pm
Guterres alerta para risco de alastramento do conflito


O alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, António Guterres, alertou hoje para o perigo de a guerra civil síria alastrar ao resto da região e pediu ajuda urgente para os países vizinhos que acolhem refugiados.

"Cada vez há um risco maior de o conflito na Síria se alargar a outros países vizinhos. A comunidade internacional deveria superar as suas divisões e trabalhar unida para parar a luta, se queremos evitar que as chamas da guerra se espalhem pelo Médio Oriente", afirmou Guterres em Beirute.

O ex-primeiro-ministro português está no Líbano para uma visita oficial, recordando a urgente necessidade de fundos para poder ajudar os refugiados sírios e os países que os recebem.

Para o Líbano, são precisos 1,2 mil milhões de euros, defendeu Guterres num encontro com o primeiro-ministro libanês, Najib Mikati.

Esta quantia inclui 335 milhões de euros para ajudar o governo libanês a satisfazer as necessidades dos refugiados, uma vez que naquele país não há campos de refugiados e os deslocados pela guerra são alojados em casas de amigos, conhecidos, familiares e em edifícios públicos.

"Não há cidade ou aldeia no Líbano que não acolha refugiados sírios. O Líbano é um pequeno país com um grande coração", afirmou.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: typhonman em Junho 20, 2013, 12:38:10 pm
Citação de: "Lusitano89"
Morre jovem italiano que combatia com os rebeldes na Síria


Um jovem italiano que se convertera ao islão e morreu na Síria enquanto combatia com os rebeldes contrários ao regime de Bashar al-Assad, noticiou hoje a imprensa italiana.

Giuliano Ibrahim Delnevo, de 23 ou 24 anos, nascido em Genova, norte da Itália, foi identificado graças ao passaporte que levava no bolso.

Delnevo convertera-se ao islão em 2008 e era investigado pela justiça italiana por ligações a actividades suspeitas, segundo o procurador de Génova, Michele Di Lecce, segundo o site do jornal La Repubblica.

O jovem italiano, cuja família não tem ligações com a religião islâmica, entrou na Síria em 2012 a partir da Turquia e uniu-se aos extremistas sírios com o apoio dos combatentes chechenos que operam com os rebeldes, de acordo com o jornal Il Corriere della Sera.

Pelo menos 800 europeus combatem com os rebeldes na Síria, segundo a imprensa.

Lusa



não tenho pena nenhuma  :lol:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Junho 20, 2013, 01:12:18 pm
Presidente libanês diz que Hezbollah cometeu erro com envolvimento na Síria


O presidente do Líbano, Michel Suleiman, considerou que o grupo xiita Hezbollah, aliado do regime de Damasco, cometeu um erro ao envolver-se no conflito sírio porque aumentou a tensão no Líbano, em entrevista publicada esta quinta-feira no jornal Al Safir.

«Se (o Hezbollah) participar na batalha de Aleppo e morrerem mais dos seus combatentes, a tensão aumentará. Eles devem parar em Al Qusair e regressar ao Líbano», disse o líder.

Suleiman referia-se às últimas ofensivas do regime de Bashar al Assad, que no dia 5 de Junho recuperou o controlo da cidade de Al Qusair, perto da fronteira com o Líbano, com o apoio do Hezbollah, e lançou uma operação em Aleppo pouco depois contra os rebeldes, que ainda continua.

Na opinião de Suleiman, os incidentes no Líbano continuarão se o Hezbollah continuar com o seu envolvimento no conflito na Síria.

Nesse sentido, o presidente lembrou que durante o diálogo nacional libanês se chegou a um acordo entre os diferentes grupos políticos para manter o Líbano afastado das crises regionais, especialmente da guerra na Síria.

«Tínhamos chegado a um consenso sobre a declaração de Baabda (do diálogo nacional) para evitar interferências, mas infelizmente nem todas as partes estão comprometidas com ela», lamentou.

Suleiman salientou que o Hezbollah é um movimento de resistência, que inclusivamente conta com um dia festivo, 24 de Maio, que lembra a retirada israelita do sul do país.

Além disso, afirmou que a ideia de resistência, defendida pelo grupo xiita, está incluída no programa de governo dentro de um trinómio que inclui o exército e o povo.

No entanto, o Hezbollah «actua por conta própria e não leva em consideração nem o exército, nem o povo», afirmou.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 21, 2013, 06:06:20 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 26, 2013, 11:01:51 pm
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(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi1252.photobucket.com%2Falbums%2Fhh561%2Fz973ca%2F184629_1000.jpg&hash=2471882278e0787b813638482d7f67e8)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi1252.photobucket.com%2Falbums%2Fhh561%2Fz973ca%2F184630_1000.jpg&hash=ec04054ae50882870d1c5cf371c5a5dd)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi1252.photobucket.com%2Falbums%2Fhh561%2Fz973ca%2F184936_1000.jpg&hash=837c259af2bb2c9659d2107cfed73fcb)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi1252.photobucket.com%2Falbums%2Fhh561%2Fz973ca%2F184941_1000.jpg&hash=55a752553466e69aa2dfe7dc8ac57507)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2FC9ZbZq1.jpg&hash=e8d28b90d93a0851cc150fa1c6f0e4e3)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2FlqEGBf2.jpg&hash=98cbba73e7393a82ad0eec087ce15dbd)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimgur.com%2FXPoX11Z&hash=c1435e44a181f01c31534dbddcf2e096)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2Ft97NIMU.jpg&hash=df0ee7d7a69d54998616244b0c306b4f)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.imgur.com%2FgoIREgs.jpg&hash=8ab8c1553eadcaf10ae092618cc278b3)

Next level... Líbano
 :arrow:  http://www.militaryphotos.net/forums/sh ... es/page400 (http://www.militaryphotos.net/forums/showthread.php?126638-Lebanese-Army-Pictures/page400)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Junho 27, 2013, 08:40:33 pm
http://www.independent.co.uk/incoming/a ... rnalSearch (http://www.independent.co.uk/incoming/a-return-to-homs-the-atmosphere-here-is-poisoned-by-fear-of-a-kind-i-have-only-ever-seen-once-before-8677413.html?origin=internalSearch)

A return to Homs: ‘The atmosphere here is poisoned by fear of a kind I have only ever seen once before’

Some 400,000 have fled the centre, held by rebels, and are scattered across the city
Patrick Cockburn Author Biography  Thursday 27 June 2013


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.independent.co.uk%2Fincoming%2Farticle8677409.ece%2FALTERNATES%2Fw460%2F32-atmospherepoison-afpgt.jpg&hash=bfc5afaa88deff4e5de3b820c6a0802b)



Khalid is too frightened of travelling the 100 miles from Homs to Damascus to ask officials if they know what happened to his three sons, who disappeared 16 months ago as government troops over-ran the rebel stronghold of Baba Amr. He has not heard anything from them since and does not know if they are alive or dead, though he has repeatedly asked the authorities in Homs, Syria’s third-largest city, about them.

Khalid, a thick-set man of 60 with grizzled white hair – who used to be a construction worker until he injured his back – says he dare not make the journey to Damascus because “as soon as the soldiers at the checkpoints on the road see I come from a place like Baba Amr, with a reputation for supporting the rebels, they are likely to arrest me”. He explains that he cannot risk being detained because he has a wife and four daughters who rely on him. He is the last man left in his family since his sons went missing.

Syria is full of parents trying to keep their children alive or simply seeking to find out if they are already dead. It is as if both sides in the civil war are in a competition to see who can commit the worst atrocities. A few days before I spoke to Khalid I saw a picture on the internet of a fresh-faced 23-year-old soldier called Youssef Kais Abdin from near the port city of Latakia. He had been kidnapped a week earlier by the al Qa’ida-affiliated Jabhat al-Nusra while serving in the north-east of Syria, close to the Iraqi border. The next his parents heard of Youssef was a call from their son’s mobile at 4am from al-Nusra telling them to look for a picture of their son online. When they did so, they saw his decapitated body in a pool of blood with his severed head placed on top of it.

The Syrian conflict is a civil war with all the horrors traditionally inflicted in such struggles wherever they are fought, be it Syria today or Russia, Spain, Greece, Lebanon or Iraq in the past. For the newly appointed American National Security Adviser Susan Rice, David Cameron or William Hague to pretend that this is a simple battle between a dictatorial government and an oppressed people is to misrepresent or misunderstand what is happening on the ground.

Evidence that both sides have committed supporters prepared to fight to the death is borne out by the estimate of some 100,000 dead published this week by the pro-rebel Syrian Observatory for Human Rights. It concludes that fatal casualties come almost equally from the two sides in the civil war: broadly 25,000 of them government soldiers, 17,000 pro-government militia, 36,000 civilians and 14,000 rebel fighters, though the last two figures in particular are probably understated.

Homs, an ancient city at the centre of a province with a population of two million, is a good place to judge the course of the war. It was an early scene of anti-government action in 2011 in the course of which peaceful protests turned into irregular but devastating warfare. Most of Homs today is controlled by the Syrian army, aside from a few important areas including the Old City in the centre, which is held by rebels. Some 400,000 people have fled from here and are now scattered across the rest of the city. The houses they leave behind are occupied by opposition fighters, a fair number of whom are non-Syrian jihadi volunteers intent on waging holy war. “It is very difficult to talk to the Salafi [Islamic fundamentalists] in the Old City,” says Monsignor Michel Naaman, a Syriac Catholic priest who used to live there and who has sought to mediate and arrange ceasefires between the Free Syrian Army and government forces.

But the political geography of Homs is not just divided between pro- and anti-government forces but has grey areas of uncertain or disputed control, where hundreds of thousands of people are trying to survive pressures from both sides. They live in an atmosphere poisoned by fear of a kind I have not seen since Baghdad at the height of the sectarian civil war in 2006-7. Where else in the world would not just vulnerable refugees but army generals surrounded by armed guards make me promise not to reveal their names for fear that they and their families might be targeted for retaliation?

Homs is full of people who are refugees within their own city. A lowly government civilian employee, who gave his name as Walid but did not want his exact job identified, told me how he had been forced to move twice.

“I was living in al-Khalidiya when I was kidnapped by the Free Syrian Army because I worked for the government,” he said. “Fortunately, I knew somebody in the group who said I was a good man and they let me go, but the shock of my kidnap killed my father who died of a heart attack.” Munir moved to another area on the outskirts of northern Homs call al-Waar, where neither government nor rebels are in full control. He said, “I had to leave again because the rebels would set up checkpoints at night and ask people if they were Sunni or Alawite or they would ask for money or take your car.”  

I had some experience of al-Waar, the district from which Munir had to flee a second time. It is a large area in the north of Homs with high-rise buildings and plenty of accommodation with a population that has risen to 700,000 from 150,000 before the crisis. I had asked to visit a military hospital there earlier this week, had received permission and was guided there by security men in a civilian car. We took a highly circuitous route, driving west out of the city and then circling back to avoid “hot areas”.  Earth embankments started to appear on roads indicating they were not secure, including the main highway north to Hama. Our guides consulted with soldiers at checkpoints, which were more and more heavily fortified, as to whether it was safe to go ahead and we finally reached the hospital gates, only to be told that the head of the unit would not let us in without a permit from military intelligence.

Some people in Homs flee because they are in areas that support the rebels and others because they are known to work for the government. Most simply want to get to a place of safety. In Homs this is often means taking refuge in a school where the government provides food, water and the basics of life. At one school (again the person in charge asked me not to identify it), where I had met Khalid whose three sons were missing, I talked to Abu Nidal who worked in Homs water and sanitation department. He, too, came from Baba Amr and had left there for two months during the heavy fighting in 2012 when the Syrian army stormed it. “We went back and stayed six or seven months but [in March this year] the rebels came back, the situation was very bad and we had to leave again.” He said Baba Amr was now empty and when I drove past it the entrance to the district was blocked by rubble and there was nobody to be seen on the road beyond.

The policy of the government, as expressed by the Governor Ahmad Munir, is not to storm areas in Homs it does not control unless other options have been exhausted. He said he was trying to deal with each case “without a special military operation”. He had just arranged for the Syrian army to move into the rebel town of Tal Kalakh near the Lebanese border and for 39 local FSA leaders to surrender. He did not expect the same thing to happen in the Old City because “there are lots of gangs and nobody to negotiate with”. The storming of the rebel stronghold of Qusayr earlier this month may have made other communities more determined to avoid similar destruction.

Rickety local ceasefires do not solve the Syrian crisis but they do prevent a lot of people being killed, jailed or driven from their homes. The fact that people in Homs have become inured to living in a constant state of terror does not make their suffering any better. “It must be very dangerous to be a young man of military age here in Syria,” I said to a group of refugees in Homs, leading them to laugh dryly and respond: “No, you are wrong. They kill men in their 60s and 70s as well!” I asked if they expected things to get better and they dolefully shook their heads.

By pledging at a meeting in Qatar last weekend to send more arms and equipment to the rebels, the 11-member so-called “Friends of Syria”, including the US, UK, France, Saudi Arabia, Qatar and Turkey, decided in effect to stoke the civil war in Homs and the rest of Syria. To pretend it is not a civil war or to support the rebel side as somehow uniquely representative of the Syrian people flies in the face of demonstrable facts. West of Homs in the port city of Tartus on the Mediterranean there is a long wall with pictures of many of the 2,000 young men from the city killed fighting as soldiers for the government in the last two years. The Syrian state, in control of most of the country, is not going to implode just because the rebels receive fresh supplies of money and arms.

As for Khalid and his hopeless search for his three missing sons, he says, “I wish the Free Syrian Army and the government would leave ordinary people out of it and go and fight each other.”
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Junho 28, 2013, 06:38:04 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Julho 07, 2013, 01:52:02 pm
Estes sim sabem desenrascar!  :shock:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 09, 2013, 08:53:55 pm
Portugal exige fim da violência no Egipto e defende inclusão da Irmandade Muçulmana


O ainda ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, afirmou hoje que Portugal acompanha a posição europeia de exigir o fim da violência do Egipto e defendeu que a transição democrática no país deve incluir a Irmandade Muçulmana.

«A interrupção de um processo constitucional e democrático é sempre uma circunstância muito preocupante. Nós acompanhamos a posição europeia de exigir a cessação da violência», afirmou Paulo Portas.

Numa audição ordinária na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, o ainda ministro da tutela afirmou que o «carácter inclusivo» da transição democrática «inclui a Irmandade Muçulmana, que venceu as eleições democráticas».

Portugal acompanha os «esforços diplomáticos que têm sido feitos pelos países europeus para ajudar a conter a violência e permitir que haja um processo democrático, constitucional e permitir que permita a um pais tão determinante na região como o Egipto e com a história que o Egipto tem, evitar qualquer espectro de guerra civil ou de conflito».

O Egipto mergulhou na violência após o afastamento de Morsi e na segunda-feira mais de 50 pessoas foram mortas durante uma manifestação de apoio a Morsi realizada no Cairo.

A Irmandade Muçulmana, que apoiou a candidatura presidencial de Morsi e defende o regresso do presidente deposto, considerou que os confrontos foram «um massacre» e que «soldados» e «polícias» dispararam sobre a multidão.

O exército, citado pelo jornal governamental Al-Ahram, deu uma outra versão, afirmando que «terroristas armados» atacaram as instalações da guarda.

O economista Hazem al-Beblawi, antigo ministro das Finanças, foi hoje nomeado primeiro-ministro interino do Egipto e o prémio Nobel da Paz (2005) Mohamed ElBaradei, uma figura da oposição laica egípcia, foi o nome escolhido para a vice-presidência do país, cargo que terá como principal foco as relações internacionais, anunciou hoje o porta-voz da Presidência egípcia, Ahmed al-Muslimani.

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Julho 10, 2013, 03:03:24 am
Citar
Translation from LiveLeak

00:10 while on the left there is a struggle for the safety of the route on the right troops begin the liberation of industrial facilities.


00:20 infantry supported by tanks and infantry fighting vehicles have to attack several buildings. The buildings are a large number of well-protected firing points, making it difficult to attack.


00:33 street on which the infantry will move forward, sweep many snipers and machine-gun crew.
00:42 manufactures armored reconnaissance.
1:00 tank cover each other without giving grenade pop out militants.
1:22 rear covers BMP tanks.
1:58 comes into action the infantry.
02:10 under heavy enemy fire, the soldiers can not attack and have to go forward, hiding behind the tanks.
2:52 tankers to bring the problem to the nearest infantry attacked the building.
3:35 to bring the infantry to the barricades that would jerk to the left she could break into the building.
4:50 gunmen fired at the tanks.
4:58 cannon BMP helps them to calm down.
5:10 only as observers detect enemy tanks opened fire.
5:33 militants are trying to get the infantry, but it is protected.
6:25 slowly but surely, the soldiers are coming forward.
9:42 emplacements in the attacked building is finally destroyed.
9:50 tanks suppress fire on the infantry, leading off with the other buildings, these homes will be the next target.
10:47 And now, under the cover of the left tank, infantry goes to the assault.
11:02 purged of militants building.
11:25 by completing the task, the machine returned.

Parece que finalmente aprenderam como se faz...  :roll:
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Julho 11, 2013, 08:10:13 pm
https://www.gov.uk/government/uploads/s ... 47_ISC.PDF (https://www.gov.uk/government/uploads/system/uploads/attachment_data/file/211553/31176_HC_547_ISC.PDF)

http://www.bbc.co.uk/democracylive/hous ... s-23256225 (http://www.bbc.co.uk/democracylive/house-of-commons-23256225)

Citar
Syria
65. The Syrian Government has not explicitly confirmed details of its chemical weapons capability although it has spoken, in hypothetical terms, about using such weapons to deter foreign invaders. There is no doubt amongst the UK intelligence community that the Syrian regime possesses vast stockpiles of these deadly weapons.

SYRIA’S CHEMICAL WEAPONS STOCKS
Open source assessments vary considerably, but suggest that Syria’s stockpiles of chemical weapons include the following:
• Mustard gas (sulphur mustard): yellow or brown oily liquid which causes blisters and burns to the skin and, if inhaled, can damage the lungs. Symptoms may only emerge hours after exposure.• Sarin: a clear, colourless liquid which attacks the central nervous system and can be spread as a gas or liquid; just a few drops on the skin can be fatal. It was used in a 1995 attack on the Tokyo underground system which killed 13 and injured over 1,000.• Ricin: a highly toxic protein derived from the castor oil plant, ricin is poisonous if inhaled, injected or ingested; a few grains of this white powder can cause organ failure and death in a matter of days.• Vx: the deadliest nerve agent ever created, Vx is a clear or amber-coloured oily liquid. A fraction of a drop absorbed through the skin can kill in minutes.***.

66. In December 2012 the foreign Secretary said that he had seen evidence that Syria was preparing to use its chemical weapons,75 and in January 2013 SIS told us that “the most worrying point about our intelligence on Syria’s attitude to chemical weapons is how low a threshold they have for its use.”76 Since then, there have been multiple reports in the media that sarin may have been used in small quantities against, and possibly by, Syrian opposition forces, and in June the US, UK and french governments said that they have high confidence that the Assad regime has used chemical weapons on a small scale.

67. The security of these chemical weapons stocks is also of serious concern. The Chief of SIS noted the risk of “a highly worrying proliferation around the time of regime fall.”77 There has to be a significant risk that some of the country’s chemical weapons stockpile could fall into the hands of those with links to terrorism, in Syria or elsewhere in the region – if this happens, the consequences could be catastrophic. ***.78

75 ‘UK’s Hague confirms ‘evidence’ of Syria chemical arms plans’, BBC News, 8 December 2012.76 Oral Evidence – SIS, 24 January 2013.77 Oral Evidence – SIS, 24 January 2013.78 Oral Evidence – Foreign Secretary, 22 November 2012.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 12, 2013, 01:57:36 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Julho 14, 2013, 08:49:07 pm
Marc Ginsberg, a former Mideast adviser to President Jimmy Carter, reviewed the week’s events in the Middle East. Topics included Egypt and U.S. response thus far, the future of the Muslim Brotherhood in the Mideast, and potential U.S. role in the civil war in Syria. He also responded to telephone calls and electronic communications.

http://www.c-spanvideo.org/program/MarcG (http://www.c-spanvideo.org/program/MarcG)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Julho 15, 2013, 03:50:38 pm
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translation of russian:
0:13 In this part will not be told about the battle.
0:17 We show syrian troops before battle.
0:22 We show them, without embellishment.
0:42 After a few minutes they will go clean the country from bandits.
2:05 They are all very different, unites them in one thing, love of homeland.
2:28 No one will answer, whether they all come back. But they know what for they are fighting.
5:33 Armored vehicles come back to pick up next group of solders.
10:13 Footage of battle in the next part (Part 7)
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The Operation in Al Qaboun: Roadworks - Part 7.1

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ffotos.subefotos.com%2Fc3c887b7757cae2a03135be41c63c212o.png&hash=ea1c67c8835c88830014908b1806bf0f)
(Clicar para aumentar.)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Julho 19, 2013, 09:31:01 pm
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00:12-00:15 Cleanup of the terrorists near the road goes on.
00:16-00:21 The third group of troops goes to battle.
00:51-00:55 Each group has its sector.
01:06-01:09 Two tanks patrol the road section
01:09-01:15 to safeguard the assault troops from a sudden attack from any side.
02:34-02:37 RPG hit.
02:38-02:45 The engine cut out and the crew is getting out.
03:32-03:34 The fellows come to help in time
03:34-03:39 destroying the bandits who try to capture the tanker.
04:26-04:31 The militants start a mortar shelling
04:35-04:40 but the tank recovery continues.
04:48-04:52 One of the crew members has died unfortunately,
04:52-04:58 a sniper's bullet got him.
05:08-05:15 The terrorists have spotted the observation post and are firing upon it.
05:38-05:41 Their firing points are discovered immediately.
05:44-05:47 This was the first one.
06:00-06:07 The tank destroys the second one too having crept up softly.
06:31-06:36 A spare machine comes shining its steel to replace the damaged one
06:36-06:41 and assault troops reinforcement follows it.
07:49-07:52 A group of the militants tries to break out to the road
07:52-07:56 wishing to avoid elimination on the right flank of cleanup.
07:57-08:02 APC's main gun and machine guns set them free from these hassles.
08:42-08:46 Militants hold the last house by the road.
08:46-08:49 They are encircled but don't want to surrender.
08:51-08:55 The soldiers don't regret it that much.
10:11-10:13 The mission is complete.
10:13-10:15 Machines pick up the tired fighters.
10:15-10:20 The wounded come first.
11:01-11:04 Syrian Army took incurred losses during this fight.
11:04-11:08 Two were killed and twelve were wounded.
11:09-11:12 More than 150 terrorists were destroyed.
11:29-11:36 ANNA-News Agency. Marat Musin, Vasily Pavlov, Igor Nadyrshin, Victor Kuznetsov. Syria.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 26, 2013, 12:46:31 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Julho 27, 2013, 12:57:50 am
Em circunstâncias normais os E.U.A já tinham entrado na Siria, mas desta vez o Putin está a fazer um braço de ferro tremendo. Deu um murro na mesa. Aguardemos próximos episódios.

http://www.independent.co.uk/news/world ... 28429.html (http://www.independent.co.uk/news/world/americas/pentagon-warns-against-syria-intervention-which-could-cost-us-1bn-a-month-8728429.html)

Pentagon warns against Syria intervention which could cost US '$1bn a month'

Warning comes as the US and Britain concede that Assad could remain in power for a long while, albeit controlling only a portion of his country

   Rupert Cornwell Tuesday 23 July 2013


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.independent.co.uk%2Fincoming%2Farticle8728481.ece%2FALTERNATES%2Fw460%2FMartin-Dempsey-EPA.jpg&hash=0ac368c8bd27cd4488d04b6b79a7b1cf)




The Pentagon's top uniformed official has given one of the clearest signals yet of the reluctance of the Obama administration to intervene militarily in the Syrian civil war, warning that to do so would cost billions of dollars annually and possibly backfire against US interests.

In a letter to the Senate Armed Committee, General Martin Dempsey, chairman of the Joint Chiefs of Staff, set out five options, ranging from training and arming the opposition to establishing buffer zones or or a no-fly zone and direct strikes against regime targets. The pricetag would vary from $500m a year to $1bn a month, as well as thousands of troops.

His warning came as the US and allies including Britain have begun to concede that after his recent successes on the battlefield, President Bashar al-Assad could remain in power for a long while, albeit controlling only a portion of his country.

Thus far, after considerable delay and pressure from some on Capitol Hill for more robust action, Mr Obama has approved shipments of only light arms and ammunition in a CIA covert operation, using funds from the agency’s existing budget. That move was endorsed last week by the House and Senate Intelligence committees. The shipments are expected to start soon, analysts here say.

Anything more, Gen. Dempsey warned in his letter, could have “unintended consequences” for Washington – not least an implosion of the regime that could open the door to extremists, or “unleash the very chemical weapons we seek to control.” The direct use of force could moreover damage US combat readiness elsewhere.

Nor did the letter even mention broader non-military obstacles to intervention, including Russia’s steadfast opposition at the United Nations to more forceful action, and polls here which show that after Iraq and Afghanistan, a majority of Americans are against another US war in the Middle East, and all that it might involve.

Gen Dempsey left no doubt that those misgivings are shared by the military brass. “We have learned from the past 10 years,” he wrote, “that it is not enough to simply alter the balance of military power without careful consideration of what is necessary in order to preserve a functioning state.” The decision to use force “is not one that any of us takes lightly. It is no less than an act of war,” he added.

In two years of civil war, over 90,000 people have died, while 1.7m have been made refugees. Syria’s population is around 23m.

http://www.telegraph.co.uk/news/worldne ... going.html (http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/syria/10202544/Face-the-truth-about-President-Bashar-al-Assad-hes-not-going.html)

Face the truth about President Bashar al-Assad: he’s not going

Regime change in Syria looks very unlikely despite the lengthy civil war. It’s bad news for the region, and for the West

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.telegraph.co.uk%2Fmultimedia%2Farchive%2F02627%2Fassad_2627563b.jpg&hash=d1f0712f4c1d0b8d4d9491ba0964020f)
With the support of Russia and Iran, President Assad has strengthened his grip on the country Photo: EPA

By Con Coughlin 8:13PM BST 25 Jul 2013

With bitter fighting continuing to afflict large tracts of Syria and an estimated 5,000 people losing their lives each month, predicting the outcome of the country’s brutal civil war might appear somewhat premature. And yet, for all the sacrifices made by rebel fighters during the past two years, the likelihood that the conflict will end with President Bashar al-Assad still clinging to power in Damascus grows stronger by the day.

The resilience of the Assad clan in withstanding the rebels’ desperate attempts to end its 50-year domination of Syria’s political landscape has taken most Western leaders by surprise. This time last year the White House confidently predicted that the regime could only survive for a few more weeks after the president’s brother-in-law and the Syrian defence minister were killed in a bomb attack against the country’s national security headquarters.

On reflection, though, that event seems to have been the turning point in the revival of the regime’s fortunes, not least because it persuaded Iran to take urgent action to prevent its long-standing regional ally from biting the dust. Teams of Revolutionary Guard officers were dispatched to Damascus to turn Syrian loyalists into competent fighters, while Hizbollah, the Iranian-controlled militia based in southern Lebanon, was ordered to send experienced combatants to reinforce the president’s cause.

The result is that, aided by deep divisions within opposition ranks, pro-Assad forces have managed to turn the tables on the rebels, and have consolidated their grip over large swathes of the country. Rather than confidently predicting the president’s imminent demise, Western leaders must now reconcile themselves to the possibility that his regime will survive for years to come.

Not even President Obama’s belated decision this week to channel arms to vetted rebel groups – taking care they do not fall into the hands of Islamist fighters linked to al-Qaeda – is likely to make a tangible difference. Without military support from the West, the rebels have little chance of making headway against Assad’s Iranian-backed forces, with the result that the prospect of the tyrant being toppled in the near future looks increasingly remote.



That certainly seems to be the view gaining currency in Washington, where General Martin Dempsey, the chairman of the Joint Chiefs of Staff, last week told Congress he believed the Syrian president would still be in power this time next year.

But even if Assad does somehow manage to hang on, it will be a hollow victory. For a start, he is unlikely to regain control of the whole country, no matter how much backing he gets from his Russian and Iranian allies. Like neighbouring Lebanon after its own 15-year civil war, Syria faces de facto division along sectarian lines, with Assad’s Alawite clansmen clinging to their traditional stronghold in the coastal mountain ranges, and significant portions of other regions falling under the control of opposition groups – including Islamist militants who have successfully infiltrated the opposition’s ranks. Indeed, one of the greatest fears facing Israeli policymakers is that, once the Syrian conflict has ended, the Jewish state could find itself dealing with another radical Islamist enclave on its doorstep, similar to Hamas in Gaza and Hizbollah in southern Lebanon.

Nor is Israel the only regional neighbour that stands to suffer if Syria fractures. To date, an estimated two million refugees have fled the civil war, seeking sanctuary in Turkey, Lebanon and Jordan, where the sheer size of the refugee encampments is placing the host governments under severe strain. The UN predicts the figure could rise to three million by next year, and the US is in the process of setting up a divisional military headquarters in Jordan, ostensibly to help with humanitarian assistance, but also to lend moral support to the Jordanian royal family, long-standing allies of the West.

Arguably the most worrying consequence of Assad’s survival, though, will be the sense of empowerment it will lend those countries, such as Russia and Iran, that have given Damascus their unstinting support. As for the Russians, they will take satisfaction from the fact that an important ally has been saved, and that they retain access to the Syrian port of Tartus, Moscow’s only naval base in the Mediterranean.

Assad’s survival will also be regarded as a triumph in Tehran, where Hassan Rowhani, the country’s president-elect is said to be reviewing Iran’s nuclear programme. Had the West succeeded in its stated goal of achieving regime change in Syria, Iran would have been left isolated and under pressure to make concessions. But if Assad survives, the West will look weak, and Mr Rowhani may conclude Iran has nothing to fear from politicians who have no stomach for military intervention.
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: Lusitano89 em Julho 28, 2013, 02:15:39 pm
Escalada da violência no Egipto pode levar ao desastre, alerta ONU


A Alta Comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, advertiu hoje que a escalada de violência no Egipto pode levar o país «ao desastre». Em comunicado, também solicitou que as partes em conflito deixem de lado as suas diferenças e abram um diálogo nacional para restaurar a ordem através de eleições diplomáticas e pacificadoras.

No governo egípcio, há discursos conflituosos a respeito da violência. O ministro do Interior, Mohammed Ibrahim, disse ontem que evacuaria os acampamentos islâmicos e hoje reafirmou que a polícia confrontará «com toda a dureza» as tentativas de «invejosos» de desestabilizar o país. Já o vice-presidente Mohammed El-Baradei, Nobel da Paz de 2005, escreveu no Twitter que «condena energicamente o uso da força e as mortes» no país.

«Esta situação está a levar o país ao desastre», escreveu Pillay. «Estou preocupada com o futuro do Egipto se o Exército e outras forças de segurança, bem como alguns manifestantes, continuarem com os confrontos e com a agressão como bandeiras. Os activistas da Irmandade Muçulmana têm o direito de protestar pacificamente como qualquer outra pessoa».

Na madrugada de sábado, as forças de segurança do Egipto atacaram um acampamento de apoiantes de Mohammed Mursi, o presidente eleito deposto por um golpe militar no começo de Julho. O governo já reconheceu 72 mortos. Segundo Pillay, «é extremamente urgente que se leve a cabo uma investigação confiável e independente, e se ela concluir que as forças de segurança usaram força excessiva, os oficiais responsáveis devem ser levados à Justiça».

Lusa
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Agosto 07, 2013, 09:02:16 pm
http://srhrl.aaas.org/geotech/syria/AAA ... ective.pdf (http://srhrl.aaas.org/geotech/syria/AAAS_Aleppo_Retrospective.pdf)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: HSMW em Agosto 09, 2013, 06:11:40 pm
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Agosto 10, 2013, 08:18:58 pm
http://www.nytimes.com/video/landing/co ... middleeast (http://www.nytimes.com/video/landing/conflict-in-syria/100000001997657/index.html?ref=middleeast)
Título: Re: Revolta no Mundo Árabe
Enviado por: mafarrico em Agosto 13, 2013, 12:05:14 am
http://www.independent.co.uk/news/world ... 56447.html (http://www.independent.co.uk/news/world/middle-east/revealed-what-the-west-has-given-syrias-rebels-8756447.html)

Revealed: What the West has given Syria's rebels
Britain has so far handed over equipment worth £8m - but can it help on the front line?

KIM SENGUPTA  Sunday 11 August 2013



The holy month of Ramadan is over and both sides in Syria’s civil war are preparing for a new round of attrition. Now, documents obtained by The Independent and extensive talks on the ground have revealed the level of equipment sent by the West to Syria’s rebels – divided between the Islamists and more moderate factions – to equip them for the fight.

After a series of reverses in the battlefront, opposition forces have recently struck back, taking control of a strategically important military air base they had been trying to overrun during months of fierce clashes. Menagh, north of Aleppo, was captured last week after a suicide attack that breached regime fortifications and unnerved the defending troops. Two and half years on from the start of the uprising against Basher al-Assad, the most potent weapons in the armoury of the opposition in their most notable recent triumph were not tanks or missiles, but human bombs.

The best case scenario for the rebels now would appear to be attempts at a land-grab to create a position of strength before the much-delayed ceasefire talks, “Geneva II”, take place in the autumn. The alternative is continuing, relentless blood-letting, which has already cost more than 100,000 lives in the deadliest chapter of the Arab Spring.

The British Government is considering sending weapons to the moderate rebel fighters, arguing that a failure to do so would not only further empower President Assad but also weaken future potential Western allies. The bulk of the arms that get into opposition areas in Syria go to Islamist rebels, courtesy of wealthy benefactors in the Gulf, especially Qatar.

So far the UK has sent around £8m of “non-lethal” aid, according to official papers seen by The Independent, comprising five 4x4 vehicles with ballistic protection; 20 sets of body armour; four trucks (three 25 tonne, one 20 tonne); six 4x4 SUVs; five non-armoured pick-ups; one recovery vehicle; four fork-lifts; three advanced “resilience kits” for region hubs, designed to rescue people in emergencies; 130 solar powered batteries; around 400 radios; water purification and rubbish collection kits; laptops; VSATs (small satellite systems for data communications) and printers. In addition, funds have been allocated for civic society projects such as inter-community dialogue and gathering evidence of human rights abuses. The last “gift” to the opposition, announced by William Hague last week, is that £555,000 worth of counter-chemical warfare equipment is on standby.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.independent.co.uk%2Fincoming%2Farticle8757879.ece%2FALTERNATES%2Fw460%2Fsyria-2.jpg&hash=d3ed1b4ad6d5bc2cf93189cf74635846)
Free Syrian Army fighters walk through debris in the old city of Aleppo

The items, channelled through the Free Syrian Army (FSA), are of use to the opposition, but they will have little impact on the fighting. Even the chemical equipment may not be of much use without adequate training. Potential users need the ability to assess threats and calculate the correct dosage for medication, along with an appreciation of differing field conditions, stressed Hamish de Bretton-Gordon, who has served with the UK’s specialist biosecurity forces and is in favour of sending the WMD kit to the rebels.

Any military aid from Britain will not arrive until Parliament returns from its summer break. Last month the Commons approved by 114 votes to one a motion calling for the “explicit consent” of MPs, in both debate and vote, before weapons are sent to Syria.

France was instrumental, alongside the UK, in lifting the European Union arms embargo on Syria which would allow supplies to be sent to the rebels. But the messages from the Hollande government on the issue have been ambiguous. Last month Foreign minister Laurent Fabius stated that it would not be possible to send weapons as they may fall into the wrong hands and end up being used against France.

French fears are informed by the country’s experiences during the recent intervention in Mali, when French forces encountered surface-to-air missiles that had been looted from Libya. Some of the stock was brought to Mali by Tuareg tribesmen who had been in the pay of  Muammar Gaddafi, while others had come from Islamist rebels who had been fighting his regime.

The French had provided arms on the ground in the Libyan conflict, airlifting around 40 tonnes to the rebels in the Nafusa mountains in the west in preparation for the assault on Tripoli. Some Syrian opposition commanders in Jordan and Lebanon have claimed that French-supplied weapons – assault rifles, pistols and ammunition – have already arrived, although this is strongly denied by Paris.

Instead both France and Britain, say they are exploring high-tech methods to ensure any weapons supplied in the future are tracked and can be de-activated if they come to the possession of hostile groups. In essence this would apply to missiles, the tools the opposition need the most to counter Assad’s warplanes and armour.

But weap