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Conflitos => Conflitos do Presente => Tópico iniciado por: Fábio G. em Maio 17, 2004, 11:31:05 am

Título: Iraque a ferro e fogo
Enviado por: Fábio G. em Maio 17, 2004, 11:31:05 am
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BAGDAD
Presidente do governo provisório morre em atentado
O presidente em exercício do governo provisório iraquiano, Ezzedin Salim, foi morto, segunda-feira, em Bagdad, devido a um atentado com um carro armadilhado, indicou à agência Reuters Hamed al-Bayati.  

  O presidente em exercício do executivo provisório iraquiano, Abdel Zahra Osmane Mohammad, conhecido por Ezzedine Salim, foi morto, segunda-feira, num atentado com um carro armadilhado, em Bagdad, indicaram fontes políticas iraquianas.

«Uma coluna estava prestes a entrar na zona verde quando se deu a explosão. Ezzedine Salim (que aguardava que a coluna entrasse) foi morto na explosão», afirmou o porta-voz do Conselho Supremo da Revolução Islâmica no Iraque e membro do executivo, Hamid al-Bayati.

Filósofo, escritor e activista político, Salim era um xiita líder do Movimento Dawa, na cidade de Bassorá, no sul do Iraque.

Dez iraquianos morreram e seis pessoas ficaram feridas, entre elas dois militares norte-americanos, na explosão numa das entradas da Zona Verde onde se encontra o quartel-general da coligação em Bagdad.

O general norte-americano Mark Kimmit declarou à estação de televisão norte-americana CNN que o rebentamento foi causado por um bombista suicida.

Soldados norte-americanos e polícias isolaram o sector, para onde se deslocaram pelo menos dez ambulâncias e vários veículos dos bombeiros.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 17, 2004, 11:34:55 am
Kerbala

Também em Kerbala se registarm mais combates onde morreram 5 milicianos e 32 ficaram feridos. Noutro incidente em Bagdad um Marine faleceu num tiroteio.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 17, 2004, 11:39:28 am
Reunião urgente do Conselho do Governo iraquiano

O Conselho iraquiano celebra esta manhã uma reunião de emergência depois da confirmação da morte de Ezedin Salim.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 17, 2004, 12:12:02 pm
Combates em Nassiria

Pelo menos 9 iraquianos e 1 soldado italiano morreram a passada madrugada nos duros combates entre os milicianos radicais chiitas e as tropas italianas. São os combates mais duros registados nos ultimos dias entre os seguidores de Al Sadr e as tropas da Coligação, ao menos mais 5 soldados ficaram feridos.

As coisas estão a piorar muito em Nassiria e aproxima-se o 30 Junho.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 17, 2004, 12:36:28 pm
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IRAQUE
EUA vão deslocar soldados estacionados na Coreia do Sul
Os Estados Unidos vão fazer deslocar para o Iraque parte dos 37 mil efectivos estacionados na Coreia do Sul, anunciaram hoje fontes oficiais de Seul.  

 
  Kim Sook, responsável pelo Departamento da América do Norte do Ministério sul-coreano dos Negócios Estrangeiros, revelou que «O governo norte-americano comunicou-nos que vai seleccionar alguns dos seus soldados que se encontram na Coreia do Sul para os enviar para o Iraque, de modo a responder ao agravamento da situação no país».

O assunto, acrescentou, a está a ser discutido agora pelas autoridades dos dois países, nomeadamente o número de soldados a deslocar.

A Coreia do Sul tem manifestado o receio de que uma diminuição da presença militar norte-americana no país possa enfraquecer a capacidade de resposta dos dois aliados em caso de ataque por parte da Coreia do Norte.

Washington já tinha anunciado ser sua intenção reduzir os efectivos na Coreia do Sul, aumentando ao mesmo tempo o seu potencial militar através da colocação de novas armas, incluindo sistemas de anti-míssil Patriot


Os EUA estão a ver a crescentes dificuldades no Iraque e este reforço é bem prova de isso, a situação é de guerra e tende a extender-se por mais cidades.
Título:
Enviado por: dremanu em Maio 17, 2004, 02:02:38 pm
Os Americanos têm que empregar algumas ações definitivas senão a coisa vai ficar cada vez pior.
Título:
Enviado por: europatriota em Maio 17, 2004, 04:44:39 pm
dremanu: os americanos devem "empregar algumas ações definitivas" ? O que é isso ? Uma "solução final" ? Bombas atómicas sobre Najaf e Bagdad ?  E a democracia ? Como se fazem votar democráticamente cemitérios ? Não estará a confundir democracia com nazismo ?

Cumprimentos democráticos e europeus
Título:
Enviado por: komet em Maio 17, 2004, 04:46:04 pm
europatriota, então defende que se continua esta barricada sem fim que custa vidas aos dois lados a cada minuto que passa suponho...
Título:
Enviado por: dremanu em Maio 17, 2004, 04:57:51 pm
Citação de: "europatriota"
dremanu: os americanos devem "empregar algumas ações definitivas" ? O que é isso ? Uma "solução final" ? Bombas atómicas sobre Najaf e Bagdad ?  E a democracia ? Como se fazem votar democráticamente cemitérios ? Não estará a confundir democracia com nazismo ?

Cumprimentos democráticos e europeus


Europatriota:

Vá passear e não se dirija mais a mim. As suas opiniões não me interessam para nada, nem me interessa debater nada com idiotas como vc já demonstrou ser.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 17, 2004, 07:59:11 pm
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IRAQUE
Soldados GNR debaixo de fogo em Nassíria
Nove iraquianos morreram e 14 ficaram feridos nos combates, domingo, entre milícias xiitas radicais e militares italianos, em que também estiveram envolvidos soldados da GNR, anunciou, segunda-feira, fonte hospitalar em Nassíria, no Iraque.  

  Segundo fonte hospitalar os combates de domingo foram os mais duros dos últimos dias, indicando que entre os iraquianos mortos figuram vários elementos das milícias de Moqtada al-Sadr.

Os soldados da GNR no Iraque estiveram debaixo de fogo, numa operação de reforço a posições defensivas em Libeccio, próximo de Nassíria, onde os militares italianos foram atacados.

Todos os elementos da GNR envolvidos saíram ilesos e já regressaram à sua base.

«A situação está calma hoje de manhã», afirmou, ainda, fonte hospitalar, acrescentando que as escolas, as lojas e os serviços oficiais da cidade, situada a 375 quilómetros a sul de Bagdad, estão encerradas.

Entretanto, ministério da Defesa italiano anunciou que um dos seis militares italianos feridos nos combates com milicianos xiitas em Nassíria morreu na noite de domingo.

Matteo Vanzan, 23 anos, originário da região de Veneza , tinha sido evacuado em estado grave depois do tiroteio, domingo, em Nassíria.
 


A situação começa a ser desajustada para a missão especifica da GNR, vamos ver o que acontece nos próximos dias.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 17, 2004, 08:39:27 pm
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IRAQUE
Granada de gás sarin causa dois feridos
Uma granada carregada com gás sarin explodiu depois de ter sido descoberta, no Iraque, por soldados da coligação. O incidente provocou apenas «uma pequena dispersão deste agente» tóxico que pode ser mortal.  

  O general Mark Kimmitt (na foto), responsável pelas operações militares da coligação no Iraque, declarou que esta granada de 155 milímetros foi depositada como uma bomba sobre uma estrada tendo sido detectado por uma caravana militar norte-americana.

«Dois sapadores receberam tratamento médico depois de terem ficado ligeiramente expostos a este agente neurotóxico», quando tentavam desactivar a munição, acrescentou o porta-voz.

Descoberta de gás sarin levanta dúvidas

Joseph Cirinsioni, especialista em questões iraquianas e de armamento, da Fundação Carnagie para a paz internacional, duvida da descoberta norte-americana.

«Julgo que o anúncio feito hoje não é especialmente importante. Em primeiro lugar não sabemos se é realmente gás sarin. Há um registo de falsas histórias do exército, de militares que encontram armas químicas, que são testadas no terreno acreditando que têm componentes químicos» mas testes rigorosos «mostram que não são nada disso», recordou.

«Não acredito que a história seja significativa. Este não é o início de uma grande descoberta de armas de destruição em massa. Estas armas simplesmente não existiam», frisou.



Será que são as 1as ADM. Mas se fôr mesmo gás Sarin é uma situação muito grave principalmente se fôr usado nas cidades contra os militares e civis.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 17, 2004, 09:11:01 pm
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IRAQUE
Países árabes podem integrar força multinacional
O ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Serguei Lavrov, disse, esta segunda-feira, que a força multinacional, encarregue de garantir a segurança no Iraque após a transferência de poderes, deverá incluir países árabes.  

 
  «Creio que a força multinacional vai continuar a integrar soldados norte-americanos e de outros países da coligação», disse Serguei Lavrov (na foto), adiantando que «a estes vão-se juntar provavelmente contigentes de outros países, nomeadamente árabes».

Segundo o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, os países árabes «vão decidir nesse sentido quando forem conhecidos os pormenores do mandato desta força internacional».

A forma multinacional, autorizada pela ONU e liderada pelos Estados Unidos, vai assumir funções após a transferência de poderes, a 30 de Junho deste ano.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 18, 2004, 11:30:49 am
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IRAQUE
Grã-Bretanha vai reforçar contigente
A Grã-Bretanha vai anunciar na próxima semana o envio de mais três mil soldados para o Iraque. O objectivo é tentar restabelecer a ordem no país antes da transferência de poderes, segundo o «Times».  

  Segundo o jornal, o primeiro-ministro britânico vai anunciar a decisão como fazendo parte de uma estratégia de retirada do Iraque, que estará relacionada com o acelerar da formação dos militares iraquianos.

Na passada segunda-feira, em Ancara, Tony Blair tinha dito que os militares britânicos iam permanecer em território iraquiano «até que o trabalho estivesse feito», adiantando que não ia ceder às críticas relativas ao modo como a coligação tem gerido a situação no país.

Contudo, há poucos dias, o Ministério britânico da Defesa tinha anunciado que ainda não estava tomada uma decisão definitiva quanto ao reforço da presença militar britânica.

«Os efectivos no Iraque estão constantemente a ser analisados», disse um porta-voz do Ministério, num comentário à notícia noticiada esta terça-feira pelo jornal, adiantando que «continuamos em conversações com os nossos parceiros da coligação sobre este assunto.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 18, 2004, 11:44:59 am
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IRAQUE
Gás sarin não revela existência de armas químicas, diz Blix
O antigo chefe dos inspectores da ONU no Iraque disse que a granada de gás sarin, usada na segunda-feira num ataque no Iraque, não revela a existência de armadas de destruição maciça no país.  

 
  Hans Blix, antigo ministro dos Negócios Estrangeiros da Suécia, disse não ter encontrado sinais de armas de destruição maciça no Iraque, antes do início da guerra e sublinhou que o ataque com gás sarin, ocorrido na passada segunda-feira, não altera a sua posição.

«Não é de todo absurdo [que a granada seja da guerra de 1991]», defendeu Hans Blix, sublinhando que «podem existir restos de granadas do passado e isso é uma coisa bem diferente de ter depósitos deste tipo de armas».

O antigo chefe dos inspectores disse ainda que para saber a origem do gás sarin «temos de conhecer mais sobre este caso», mas adiantou que a granada usada na segunda-feira, podieria ter sido escavada de um depósito de munições da primeira guerra do Golfo, em 1991.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 18, 2004, 11:51:11 am
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IRAQUE
Tony Blair recusa «saída rápida»
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, excluiu hoje a hipótese de uma «saída rápida» do Iraque e prometeu manter as suas tropas no terreno até à restauração da estabilidade.  

 
  «Não vamos ter uma saída rápida. Vamos continuar até o trabalho estar feito», afirmou Tony Blair numa conferência conjunta com o primeiro-ministro turco, em Ancara.

Blair admitiu que a situação está muito difícil, mas sublinhou que «não é tempo para fugir mas para enfrentar as dificuldades».

Questionado sobre se a Turquia estaria a pensar enviar tropas para o Iraque, o primeiro-ministro turco, Tayyip Erdogan, recordou que a proposta já tinha sido feita anteriormente mas foi recusada após a oposição do governo provisório iraquiano.

Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 18, 2004, 11:57:31 am
CIA deliberadamente enganada

A CIA e outras agências governamentais americanas, foram enganadas por diversas vezes na questão das ADM, admitiu Colin Powell, "Comprovou-se que a fonte era inexacta e falsa, em certos casos deliberadamente transmitida", disse Colin Powell na entrevista á NBC.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 18, 2004, 12:12:21 pm
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CONDOLEEZZA RICE
Próximas semanas no Iraque vão ser muito duras
Condoleezza Rice, conselheira de Segurança Nacional do presidente Bush, disse numa entrevista que as «próximas semanas [no Iraque] arriscam-se a ser verdadeiramente duras».  


  Segundo a conselheira do presidente norte-americano, «à medida que nos aproximamos da data de transferência de poderes [marcada para 30 de Junho] vão surgir tentativas cada vez mais fortes de impedir esse processo, pois uma situação de ocupação constitui um alvo mais fácil que um processo político em desenvolvimento».

Em declarações ao jornal francês «Le Figaro», Condoleezza Rice respondeu à «vontade crescente em alguns países» de retirarem do Iraque lembrando que houve quem não abandonasse a Europa «quando as coisas eram duras em 1942, em 1943, em 1944 e em 1945».

«Espero que os países, que hoje se colocam a questão se devem ficar ou partir, não se esqueçam da sua própria situação há 50 anos», acrescentou Rice. «Não temos o direito histórico de abandonar o povo iraquiano a si mesmo».

Quanto à questão das fotografias onde se vêem soldados norte-americanos a torturar e humilhar prisioneiros iraquianos, a conselheira do presidente Bush considerou que o caso é «horrível» e salientou que «os culpados vão ser punidos».
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 18, 2004, 01:44:55 pm
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IRAQUE
Forte explosão sacode Bagdad
Uma forte explosão sacudiu hoje o centro de Bagdad, algumas horas depois do funeral do presidente em exercício do Conselho de Governo, Ezzedine Salim, morto na terça-feira num atentado suicida.  

12:43
18 de Maio 04    
   
 
  A explosão foi sentida no centro da capital iraquiana cerca das 14:00 locais (11:00 de Lisboa), segundo os correspondentes no local da agência noticiosa France Presse.

Um porta-voz militar informou que o exército norte-americano estava a investigar a origem da explosão, sem, no entanto, precisar se estava prevista para a parte da tarde qualquer explosão controlada de munições

Ezzedine Salim foi atingido mortalmente na terça-feira pela explosão de uma viatura carregada de explosivos conduzida por um bombista suicida no perímetro de segurança da Zona Verde, onde se encontra o quartel-general da coligação dirigida pelos Estados Unidos no Iraque.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 18, 2004, 01:46:29 pm
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BREMER
Transferência de soberania deve avançar apesar de atentados
O administrador civil norte-americano no Iraque, Paul Bremer, afirmou hoje que a transferência de soberania para os iraquianos tem de ir para a frente apesar do assassínio de Ezzedine Salim num atentado suicida segunda-feira.  

11:55
18 de Maio 04    
   
 
  Paul Bremer - que falava hoje durante a cerimónia fúnebre de Ezzedine Salim, que era presidente em exercício do Conselho do Governo provisório iraquiano - afirmou ainda que «os terroristas estão a tentar parar a marcha iraquiana para a soberania e paz».

Os terroristas «não vão ter sucesso. Temos de continuar o processo político que originará um governo interino no próximo mês e eleições no próximo ano», adiantou Paul Bremer.

À cerimónia fúnebre de Ezzedine Salim também assistiu o enviado Lakhdar Brahimi, que está a consultar os membros do Conselho de governo iraquiano e outros iraquianos sobre a formação do futuro governo interino que iniciará funções depois da transferência de soberania a 30 de Junho.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 18, 2004, 01:56:06 pm
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IRAQUE
CIA diz que notícia de plano secreto é «falsa»
A CIA classificou, ontem, de «fundamentalmente falsa» a notícia da «New Yorker» sobre um plano secreto com recurso à violência, a presos iraquianos. Por outro lado, a Cruz Vermelha da Dinamarca acusou as autoridades de terem sido informadas sobre das violações dos direitos humanos no Iraque e no Afeganistão.  

12:20
18 de Maio 04    
   
 
  O porta-voz da CIA, William Harlow, afirmou, segunda-feira passada, que «a notícia do New Yorker é fundamentalmente falsa. Não existe qualquer programa CIA/Pentágono para maltratar ou humilhar os prisioneiros iraquianos».

Na sua última edição, a revista «New Yorker» anunciava que as sevícias aplicadas a presos iraquianos devem-se ao facto do secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, ter decidido o ano passado alargar à prisão de Abu Ghraib um programa secreto aprovado para o Afeganistão que previa a violência física e a humilhação sexual dos presos para obter informações sobre terroristas.

O autor da notícia, Seymour Hersh, é um reputado jornalista norte-americano de investigação que cita como fontes antigos e actuais membros dos serviços secretos.

Cruz Vermelha acusa autoridades dinamarquesas de silêncio cúmplice

O secretário-geral da Cruz Vermelha dinamarquesa acusou, terça-feira, o governo e o parlamento de Copenhaga de ter «traído os princípios humanos mais básicos» ao aceitar, segundo ele, as violações dos direitos humanos no Afeganistão e no Iraque cometidos por «países civilizados».

A Dinamarca como «signatária da convenção de Genebra, tem a obrigação de garantir que os seus aliados a respeitem, segundo o artigo 1º», disse Joergen Poulsen.

De acordo com o secretário-geral da Cruz Vermelha as autoridades dinamarquesas foram informadas das sevícias aplicadas a presos iraquianos, referindo-se, ainda, ao comportamento dos Estados Unidos relativamente aos detidos, no Afeganistão, transferidos para a base norte-americana de Guantanamo, em Cuba.
 
Título:
Enviado por: Guilherme em Maio 18, 2004, 02:15:20 pm
Quanto às tropas, os americanos pretendem diminuir o seu contigente e empregar mais soldados e policiais iraquianos, ou continuarão com o mesmo contigente atual após 30/06 ?
Título:
Enviado por: emarques em Maio 18, 2004, 03:57:37 pm
Acho que vi aí uma notícia em que se dizia que estavam a preparar-se para transferir algumas unidades da Coreia do Sul para o Iraque. Não devem estar a pensar reduzir muito a presença...
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 18, 2004, 05:28:24 pm
Sim é verdade vão transferir de imediato uma brigada com 3600 soldados da Coreia para o Iraque.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 18, 2004, 05:31:01 pm
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SADR CITY
Coligação e milicianos acordam trégua de dois dias
As forças norte-americanas e os milicianos xiitas fiéis ao líder radical xiita Moqtada Sadr, acordaram uma trégua de dois dias no bairro de Sadr City, em Bagdad, segundo adiantou o coronel Maarouf Allami, da polícia iraquiana.  

  O responsável policial adiantou que «a trégua iniciou-se na segunda-feira e será prolongada até quarta-feira de manhã. Foi acordada depois de discussões entre os chefes tribais de Sadr City e representantes da coligação, com o acordo dos responsáveis do movimento de Moqtada Sadr».

No entanto, «uma nova reunião deverá ter lugar na quarta-feira, sobre as formas de prolongar a trégua, que determinou que o exército norte-americano não entrará no bairro e que os milicianos desaparecerão das ruas», continuou Maarouf Allami.

O chefe do gabinete de Sadr, o sheikh Raad al-Azami, já afirmou que a trégua «tem como objectivo chegar a um acordo para a libertação de prisioneiros», detidos pela coligação no Iraque a 8 de Maio.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 20, 2004, 12:56:42 am
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IRAQUE
Fortes explosões registadas em Najaf
Uma série de fortes explosões abalou cidade santa de Najaf, no centro do Iraque, segundo jornalistas no local. As explosões deram-se pelas 23:00 locais (20:00 em Lisboa) e foram seguidas de intenso tiroteio.  

  A zona das explosões está a menos de dois quilómetros do mausoléu do imã Ali, no centro de Najaf, e tem sido regulamente atacada pelas milícias do chefe xiita radical Moqtada Sadr, com granadas de morteiro.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 20, 2004, 11:08:22 pm
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NAJAF
Violentos confrontos entre coligação e milicianos
Militares da coligação no Iraque e milicianos xiitas fiéis ao líder radical Moqtada Sadr envolveram-se em violentos confrontos na cidade de Najaf, segundo um correspondente da France Presse.  
 
  A cidade de Najaf é considerada como santa pelos xiitas. Os tiros de artilharia pesada foram ouvidos nas ruas, desertas, sendo que uma série de explosões, na zona da praça da Revolução e do cemitério local foram registadas pelas 23 :00 locais (20:00 em Lisboa).

Já na quarta-feira, a mesma zona foi alvo de outra série de explosões, tendo sido seguidas por intenso tiroteio, alegadamente entre os militares norte-americanos da coligação e as milícias de Moqtada Sadr.

A praça da Revolução fica a cerca de dois quilómetros do mausoléu do imam Ali, e tem sido um dos locais privilegiados pelas milícias para atacar as forças da coligação, com perto de 2500 militares naquele sector.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 21, 2004, 10:50:31 am
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Últimos militares espanhóis abandonam Iraque

Os militares espanhóis concluíram esta madrugada de sexta-feira a retirada do posto que ocupavam em Diwanya e dirigem-se para sul rumo à fronteira com o Koweit, concluindo a retirada do contingente militar espanhol do Iraque, noticia o site do El Mundo.



A retirada das tropas espanholas do Iraque foi um compromisso eleitoral do primeiro-ministro espanhol, José Luis Zapatero. Esta medida foi violentamente criticada por vários dos países da coligação, que a consideraram uma cedência aos terroristas, após os atentados de 11 de Março em Madrid.
O Exército norte-americano assumiu o comando da base espanhola.


Durante esta saida o "comboio" militar foi atacado por milicianos seguidores de Al Sadr causando ferimentos ligeiros num 1º Sargento espanhol.
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Enviado por: Fábio G. em Maio 21, 2004, 10:58:27 am
DN

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Bush adverte republicanos para aumento da violência

MANUEL RICARDO FERREIRA CORRESPONDENTE EM NOVA IORQUE

O Presidente dos EUA tentou ontem passar à ofensiva no que respeita ao Iraque. Em ano de eleições, George W. Bush reuniu-se com representantes e senadores republicanos no Capitólio, revelando-lhes a nova estratégia que irá pôr em prática até à transferência de administração - prevista para dia 30 de Junho -, comprometendo-se a informar semanalmente os americanos acerca dos progressos que, entretanto, forem registados.

Esta ofensiva - destinada, segundo o senador John McCain, a animar as hostes republicanas - tinha, de certa forma, começado na véspera, quando George W. Bush recebeu o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, com quem discutiu a «transferência completa de soberania» para os iraquianos.

Nas próximas duas semanas, deverão ser conhecidos os nomes do presidente interino do Iraque, além do primeiro-ministro e dos elementos que integrarão o Executivo que irá receber o poder do actual administrador do país, o norte-americano Paul Bremer. E se as listas de nomes continuam no segredo dos deuses, o certo é que Lakhdar Brahimi, representante especial do secretário-geral da ONU, já fez constar que delas não constará o nome de Ahmad Chalabi, líder do Congresso Nacional Iraquiano (CNI) e até à pouco um dos grandes protegidos de alguns sectores da Administração Bush.

Só que o afastamento de Ahmad Chalabi ficou selado, quando Paul Wolfowitz, subscretário da Defesa e antigo protector do exilado iraquiano, confirmou, na quarta-feira, que os EUA iam deixar de lhe pagar uma subvenção mensal.

Nenhum destes detalhes preencheu, no entanto, a conversa que Bush manteve no Capitólio, onde, segundo alguns dos seus interlocutores, transmitiu uma mensagem de confiança e optimismo. Sobretudo depois da erosão causada pelo escândalo das sevícias e torturas infligida a presos iraquianos na prisão de Abu Ghraib.

«Ficou claro para todos quem é que está a liderar este processo», frisou o congressista John Boehemer, no final do encontro. «Há meses que estava à espera disto: que o Presidente falasse às suas tropas». Um sentimento também partilhado pelo senador Rick Santorum. «São tempos difíceis para o país, mas é bom sentir que temos um líder forte, e que isso é decisivo».

Conclusões diferentes daquelas que foram expressas por John McCain, para quem o discurso de Bush se limitou «a conversa fiada para republicanos», sem que tivesse sido dito algo diferente daquilo que já se sabia.
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Enviado por: Fábio G. em Maio 21, 2004, 10:24:06 pm
TSF

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IRAQUE
Detido colaborador próximo de Sadr
O exército norte-americano prendeu, esta sexta-feira, em Kufa, perto da cidade santa de Najaf, um dos mais próximos colaboradores do dirigente xiita Moqtada Sadr, anunciou em comunicado o gabinete do líder radical.  

  «Mohammad Tabtabai Hakim e o seu guarda-costas foram presos pelos forças norte-americanas e o seu motorista foi morto no momento em que deixavam (a mesquita de) Kufa por uma estrada secundária para voltar a Najaf», segundo o comunicado.

Mohammad Hakim é um responsável religioso que fica por norma ao lado de Moqtada Sadr (na foto) quando este pronuncia as orações de sexta-feira, sendo considerado um dos maiores colaboradores do dirigente xiita.

Os soldados norte-americanos dispararam contra a viatura porque pensavam que na mesma estava Moqtada Sadr, afirmou um responsável do gabinete do líder radical que pediu o anonimato.
 
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Enviado por: Fábio G. em Maio 22, 2004, 12:56:44 am
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EUA
FBI preocupado com atentados suicidas
O FBI lançou um alerta em que admite a possibilidade de se realizarem atentados terroristas com «bombas humanas», no interior dos Estados Unidos. Segundo a televisão CNN a informação foi divulgada através de um boletim confidencial.  

  Uma fonte do FBI adiantou que as autoridades norte-americanas têm que estar em alerta sobre a possibilidade de serem realizados atentados suicidas nos Estados Unidos. «Bombas humana? É algo em que temos de pensar, que devemos estar conscientes, que devemos ter no espírito», disse.

No entanto, a mesma fonte sublinhou que «não há informações específicas» sobre eventuais ataques suicidas no país.

O alerta do FBI foi destinado apenas para as autoridades norte-americanas e difundido através das diversas antenas da polícia federal. A CNN adianta que o boletim semanal apela ainda à vigilância nos locais públicos, comboios, metros e pede vigilância aos agentes policiais, nomeadamente a movimentações de indivíduos com grandes casacos, numa altura em que as temperaturas são consideradas estivais nos EUA.

Os peritos da luta anti-terrorista mostram-se preocupados com a eventualidade de ocorrerem ataques suicidas no território, já que estes são quase impossíveis de neutralizar. Na quinta-feira, o Departamento de Segurança interna anunciou novas medidas contra o terrorismo, visando a rede ferroviária e as redes de metro norte-americanas.
 
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Enviado por: Fábio G. em Maio 22, 2004, 12:34:52 pm
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BAGDAD
Atentado suicida faz cinco mortos
Cinco pessoas morreram, sábado, devido a um atentado suicida que visou a casa de um adjunto do ministro iraquiano do Interior, em Bagdad, indicou um oficial norte-americano no local.  

  A polícia iraquiana também avançou que pelo menos cinco pessoas morreram enquanto a televisão Al-Jazira noticia que a explosão provocou seis mortos e cerca de duas dezenas de feridos.

A explosão danificou a casa de Youssef, membro do partido muçulmano xiita Dawa, mas o responsável sofreu apenas ferimentos ligeiros.

Entretanto, um soldado norte-americano morreu e três ficaram feridos num atentado com uma viatura armadilhada perto de Mahmudiyah, a 30 quilómetros de Bagdad.

Esta morte eleva para 793 o número de soldados norte-americanos mortos no Iraque desde o início da guerra em Março de 2003.
 
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Enviado por: Fábio G. em Maio 22, 2004, 10:11:56 pm
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Mundo

Milícias e EUA retiraram do centro de Karbala

Após mais de um mês de combates, os militares norte-americanos e as milícias xiitas do dirigente radical Moqtada Sadr retiraram-se este sábado do centro da cidade santa de Karbala.

Karbala, a 110 quilómetros a sul de Bagdad, é desde o início de Abril palco de confrontos diários que já provocaram a morte a vários elementos da coligação e entre as milícias xiitas do dirigente radical Moqtada Sadr.
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Enviado por: Fábio G. em Maio 22, 2004, 10:53:51 pm
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Coligação nega retirada de Karbala

As forças da coligação negaram este sábado que tenham retirado as suas forças da cidade santa de Karbala, no centro do Iraque.

A garantia surgiu por parte do general norte-americano Mark Kimmit que desmentiu assim as declarações de um alto responsável da milícia de Moqtada Sadr que tinha adiantado o contrário.
«Retirámos algumas das nossas forças de Karbala, mas estamos longe de se poder considerar isso uma retirada», disse.

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Enviado por: Fábio G. em Maio 23, 2004, 11:50:01 am
TSF

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IRAQUE
Combates fazem 20 mortos em Kufa
Vinte pessoas morreram e 54 ficaram feridas durante a noite de sábado em combates entre militares norte-americanos e milícias xiitas do líder radical Moqtada Sadr no interior de uma mesquita da cidade santa de Kufa, segundo fontes hospitalares.  

  Um porta-voz da coligação liderada pelos Estados Unidos confirmou, domingo, a morte de duas dezenas de elementos das milícias xiitas durante essa acção contra partidários de Moqtada Sadr.

No hospital de al-Furat al-Awsat de Kufa, o responsável dos serviços de urgências, Mohammad Abdel Kazem, afirmou ter recebido dez mortos e 11 feridos.

No hospital al-Hakim, um responsável dos serviços adiantou que deram entrada nesta unidade dez mortos e 43 feridos.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 23, 2004, 05:33:57 pm
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IRAQUE
Irão avisa os Estados Unidos sobre gravidade de situação
O Irão lançou um aviso formal aos Estados Unidos por via diplomática sobre a situação no vizinho Iraque, declarou, domingo, à imprensa o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hamid Reza Assefi.  

  O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hamid Reza Assefi, afirmou que «a situação no Iraque é grave e por essa razão lançamos um aviso necessário» aos Estados Unidos.

Este aviso foi transmitido pela embaixada da Suíça em Teerão, que representa os interesses norte-americanos no Irão face à inexistência de relações diplomáticas entre esta república islâmica e os Estados Unidos.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 23, 2004, 10:44:06 pm
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IRAQUE
Confrontos fazem 32 mortos
Trinta e dois membros das milícias de Moqtada Sadr morreram durante confrontos, este sábado à noite, com tropas norte-americanas, em Kufa, no centro do Iraque, segundo um novo balanço, avançado pela coligação anglo-americana.  

  O comunicado da coligação adianta que os militares da 1ª Divisão de Infantaria norte-americana «foram atacados a partir de dois edifícios diferentes: a faculdade técnica de Kufa e um prédio conhecido como tendo sido um dos palácios de Saddam».

O primeiro balanço apontava para 20 mortes entre os guerrilheiros iraquianos.

Entretanto, dois soldados norte-americanos foram mortos numa emboscada a um comboio militar perto da cidade de Fallujah. No ataque ficaram feridos outros cinco soldados.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 24, 2004, 10:56:14 am
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IRAQUE
EUA e Grã-Bretanha apresentam projecto de resolução
Os Estados Unidos e a Grã-Bretanha vão apresentar esta segunda-feira perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas um projecto de resolução sobre o Iraque destinado a apoiar a transição política no país.  

  O Conselho de Segurança irá manter consultas sobre o Iraque a partir das 10:00 (15:00 em Lisboa). Um alto responsável do departamento de Estado norte-americano indicou que os Estados Unidos tencionam fazer circular uma primeira moção de um projecto de resolução entre diferentes grupos «na ONU e entre os parceiros da coligação».

Washington e Londres desejam que uma resolução da ONU possa apoiar os esforços tendo em vista a transferência de soberania no Iraque para um governo interino iraquiano, prevista para 30 de Junho.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 24, 2004, 11:54:55 am
Publico

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Iraque
Dezoito iraquianos mortos em combates nocturnos em Sadr City
 
Dezoito iraquianos morreram e outros doze ficaram feridos em consequência de confrontos entre milicianos xiitas e tropas americanas na madrugada de hoje em Sadr City, bairro xiita do leste de Bagdad, segundo responsáveis de dois hospitais da capital.

Por seu lado, o capitão americano Brian O'Malley, responsável da primeira brigada de combate em Sadr City, falou em "26 milicianos mortos em confrontos esporádicos e limitados, que se produziram entre as 18h00 de ontem (14h00 de Lisboa) e as 06h00 de hoje (02h00 de Lisboa)".

No hospital de Al-Thaura, o médico Saddam Mathrour declarou à AFP ter recebido "17 mortos e seis feridos, incluindo uma mulher" e o director do hospital geral Sadr, o médico Abdul Jabbar Zubeidi afirmou ter recebido um morto e seis feridos.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 24, 2004, 11:59:51 am
Publico

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Data de transferência de poderes
EUA e Reino Unido querem prolongar imunidade das suas tropas depois de 30 de Junho
 
Os Estados Unidos e o Reino Unido vão apresentar ao Conselho de Segurança das Nações Unidas um projecto de resolução para o Iraque destinado a apoiar a transição política neste país a partir do próximo dia 30 de Junho. Ambos os países querem ampliar, depois dessa data, a imunidade judicial para as suas tropas.

A imunidade foi uma questão central para que as autoridades militares britânicas e norte-americanas apoiassem uma nova resolução da ONU sobre o Iraque, que se publicará em meados de Junho.

Um porta-voz da ONU precisou num breve comunicado que o Conselho manterá hoje um debate sobre o Iraque a partir das 10h00 (15h00 em Lisboa).

Os Governos de Washington e Londres reuniram-se com os outros 13 membros do Conselho de Segurança da ONU durante as duas últimas semanas para discutir o texto, que reconhecerá o novo governo iraquiano que receberá a transferência de poderes no próximo dia 30 de Junho.

Para além de reconhecer a presença de tropas estrangeiras no Iraque, os dois líderes da coligação ocupante querem obter uma extensão da imunidade de que gozam as suas tropas diante do Tribunal Penal Internacional, depois do fim da soberania, segundo avança o "The Observer".

O diário, que cita fontes militares, afirma que as forças do Reino Unido e dos EUA gozarão de protecção legal, pese embora as torturas infligidas aos presos iraquianos levadas a cabo por soldados norte-americanos e os alegados maus tratos levados a cabo por soldados britânicos.

Esses soldados só irão responder diante da lei dos seus respectivos países, precisa o "The Observer". "Queremos garantir que as tropas britânicas mantêm a imunidade que já têm em virtude da Ordem 17 [acordo assinado entre a Autoridade Provisória da Coligação que autorga protecção às forças britânicas e americanas no processo de ocupação do Iraque]", assinala um funcionário do Governo britânico consultado pelo diário.

Segundo o mesmo jornal, a nova resolução da ONU levantará o embargo de armas ao Iraque, permitirá ao país o armamento de um Exército de 80.000 efectivos que tomarão a seu cargo a segurança do país, uma vez que se retirem as forças da coligação.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 24, 2004, 01:47:19 pm
TSF

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IRAQUE
Explosão de carro armadilhado faz quatro mortos
Um carro armadilhado explodiu hoje a cerca de 500 metros da sede da Coligação em Bagdad, matando quatro pessoas, informou um porta-voz militar.  

  Segundo testemunhas, a explosão registou-se cerca das 13:15 locais (10:15 em Lisboa) e a zona foi imediatamente fechada por militares norte-americanos.

Várias ambulâncias convergiram para o local.

A explosão arrancou o tejadilho de um carro que se encontrava junto da entrada para a sede, matando os quatro ocupantes do veículo, todos estrangeiros, informou a polícia.

Militares norte-americanos tentaram retirar os corpos dos destroços do carro e fecharam a área atingida, segundo uma testemunha, Kamel Raji.

A explosão ocorreu a cerca de 50 metros da chamada «Porta dos Assassinos», uma das principais entradas na zona verde (de alta segurança) onde está instalada a sede da coligação em Bagdad.

O coronel norte-americano John Murray precisou que a explosão ocorreu cerca das 14:00 locais (11:00 em Lisboa) e que os militares estavam a tentar determinar a nacionalidade das vítimas mortais, que confirmou serem quatro.

«Ainda estamos a tentar determinar o que aconteceu exactamente. Pensamos que não se tratou de um atentado suicida, mas ainda estamos a falar com as testemunhas oculares», acrescentou.

As primeiras testemunhas ouvidas pelos jornalistas estrangeiros falaram de um carro armadilhado. Mohammed Naem, um sargento da polícia que viu o carro explodir, disse que o veículo era um jipe Toyota Land Cruiser blindado que se dirigia para o Centro de Convenções, na zona verde.

Um motorista de táxi, Mohammed Saleh, disse por seu lado ter ouvido um tiroteio depois da explosão. «Vi o tejadilho voar. O meu táxi estava parado a cerca de 20 metros do local quando se deu a explosão», acrescentou.
 
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Enviado por: Fábio G. em Maio 24, 2004, 04:39:09 pm
DD

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ONU: projecto de resolução dos EUA prevê presença no Iraque por mais um ano

O projecto de resolução do Conselho de Segurança da ONU apresentado pelos EUA e Reino Unido prevê um mandato de um ano para as tropas estrangeiras no Iraque, indicou esta segunda-feira o embaixador alemão junto das Nações Unidas, Gunter Pleuger.



O embaixador britânico, Emyr Jones Parry, por seu lado, garantiu que o projecto de resolução que será apresentado esta segunda-feira concede plena soberania ao Governo iraquiano.
O texto «sublinha de forma inequívoca que os iraquianos terão uma soberania total», acrescentou o diplomata.
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Enviado por: Fábio G. em Maio 24, 2004, 04:54:23 pm
DD

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Confrontos em Sadr City causaram 47 mortos desde sábado

Os confrontos entre milícias do líder radical xiita Moqtada Sadr e soldados norte-americanos no bairro xiita de Sadr City, em Bagdad, causaram a morte de 47 iraquianos no passado fim de semana, de acordo com um balanço feito esta segunda-feira pela coligação.

O responsável da 1ª brigada de combate em Sadr City, o capitão norte-americano Brian O'Malley, indicou que «26 milícias morreram durante confrontos esporádicos e limitados que ocorreram entre as 18:00 (15:00 em Lisboa) de domingo e as 06:00 (03:00) desta segunda-feira de manhã. O militar afirmou que 12 patrulhas norte-americanas saíram durante a noite em Sadr City.
Por outro lado, um porta-voz da coligação declarou que «cerca de 21 milícias» morreram em dois confrontos isolados no sábado.

O populoso bairro de Sadr City, feudo dos partidários do dirigente xiita Moqtada Sadr, é cenário habitual de escaramuças diárias entre as milícias e as tropas da coligação.
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Maio 24, 2004, 06:44:06 pm
Fabio G. continuas assim e chegas 1000 post num instante!  :)

Cumprimentos
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Enviado por: Fábio G. em Maio 24, 2004, 10:02:57 pm
DD

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Atentado atinge oleoduto iraquiano

Um atentado atingiu esta segunda-feira um oleoduto que transporta petróleo da cidade iraquiana de Kirkuk para Ceyhan, na Turquia, anunciou um responsável da companhia petrolífera iraquiana, Jumaa Ahmed.

A explosão ocorreu cerca das 16:00 horas portuguesas atingindo o oleoduto que une os campos petrolíferos de Kirkuk à estação de Dibis, situada 50 km a norte. O transporte do petróleo foi suspenso por forma a combater o incêndio que deflagrou.
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Enviado por: Fábio G. em Maio 24, 2004, 10:12:51 pm
DD

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Irão: grupo islâmico vai recrutar kamikazes para o Iraque

Um grupo radical islâmico vai começar na sexta-feira a recrutar voluntários para operações suicidas contra soldados norte-americanos e britânicos no Iraque, informa o diário conservador iraniano Kayhan.

«A inscrição dos primeiros voluntários começará na sexta-feira no fim da oração colectiva na praça Palestina», no centro de Teerão, declarou a secretária do grupo islâmico Comité para a Glorificação dos Mártires do Movimento Islâmico Mundial, Foruz Rajaifar, citada pelo jornal.
«O Comité entrará em contacto mais tarde com os voluntários inscritos. Muitas pessoas entraram em contacto com o Comité, mas deparámo-nos com obstáculos e o ambiente conservador dificulta muito o trabalho», acrescentou, o que supõe uma denúncia contra a maneira como as autoridades iranianas vêem a situação no Iraque.

«O nosso Comité tentará que os mujahidines (combatentes) em busca do martírio cumpram o seu velho sonho e mostrem a sua força a todo o mundo», susteve Rajaifar, que já tinha declarado ao Kayhan que as operações suicidas eram «o único meio eficaz para expulsar os norte-americanos e britânicos do Iraque».

«Hoje, obviamente, a arma mais eficaz são os muçulmanos que vão descalços pelo mundo», insistiu. «Este tipo de operações deu frutos durante a guerra entre o Irão e Iraque, na Palestina e Líbano», opinou.

Em Janeiro, este grupo, do qual se sabe muito pouco, dedicou um monumento ao «mártir» Jaled Eslamboli, assassino do ex-presidente egípcio Anuar el Sadat. Os Estados Unidos acusaram em várias ocasiões o Irão de permitir a entrada de activistas no Iraque através da sua fronteira, facto que as autoridades iranianas sempre desmentiram.
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Enviado por: Fábio G. em Maio 25, 2004, 01:53:48 pm
TSF

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IRAQUE
Granada de morteiro explode e faz dez feridos
Uma granada de morteiro explodiu hoje no interior do mausoléu do imã Ali na cidade santa xiita de Najaf (centro), ferindo dez pessoas, indicaram responsáveis do gabinete do dirigente radical xiita, Moqtada Sadr.  

  A parte superior de uma das portas cobertas de ouro do mausoléu, que leva ao túmulo de Ali, ficou danificada e os destroços ficaram espalhados pelo solo do mausoléu, segundo constatou um correspondente da agência France Presse no local.

Dez pessoas ficaram feridas na explosão, que ocorreu às 11:00 (08:00 de Lisboa) indicaram os responsáveis do gabinete de Sadr, acusando as tropas norte-americanas de serem as responsáveis do ataque.

Najaf é palco de violentos confrontos desde o princípio de Abril entre as tropas norte-americanas e os milicianos de Moqtada Sadr, líder religioso entrincheirado na cidade para escapar às forças da coligação, que o quer «morto ou vivo».

Cinco civis foram mortos e 18 ficaram feridos na cidade santa xiita vizinha de Kufa (centro) durante a madrugada de hoje durante os confrontos entre os milicianos xiitas e soldados norte-americanos, segundo fontes médicas.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 25, 2004, 06:01:22 pm
TSF

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IRAQUE
Granada de morteiro faz sete mortos e 45 feridos
Uma granada de morteiro explodiu hoje no interior do mausoléu do imã Ali na cidade santa xiita de Najaf (centro), o que provocou a morte a sete pessoas e feriu outras 45, segundo fontes médicas.  

16:55
25 de Maio 04    
   
 
  «Temos sete mortos e 45 feridos. Dez ficaram feridos no mausoléu», segundo médicos do hospital Hakim, em Najaf (170 quilómetros a sul de Bagdad).

A parte superior de uma das portas cobertas de ouro do mausoléu, que leva ao túmulo de Ali, ficou danificada e os destroços ficaram espalhados pelo solo do mausoléu, segundo constatou um correspondente da agência France Presse no local.

Anteriormente responsáveis do gabinete de Sadr adiantaram que dez pessoas ficaram feridas na explosão, que ocorreu às 11:00 (08:00 de Lisboa), acusando as tropas norte-americanas de serem as responsáveis do ataque.

Najaf é palco de violentos confrontos desde o princípio de Abril entre as tropas norte-americanas e os milicianos de Moqtada Sadr, líder religioso entrincheirado na cidade para escapar às forças da coligação, que o quer «morto ou vivo».

Cinco civis foram mortos e 18 ficaram feridos na cidade santa xiita vizinha de Kufa (centro) durante a madrugada de hoje durante os confrontos entre os milicianos xiitas e soldados norte-americanos, segundo fontes médicas.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 25, 2004, 09:10:10 pm
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WASHINGTON
Botas lembram soldados mortos no Iraque
Uma exposição de botas relembra os soldados norte-americanos que morreram no Iraque. As botas pertenceram às vítimas e estão actualmente nos jardins em frente do Capitólio, em Washington.  

20:26
25 de Maio 04    
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ftsf.sapo.pt%2Fimagens%2F2004%2F05%2Fnoticias%2Fimgs%2F25%2Fgrande%2Fcapitolio.jpg&hash=3114ed17042910e40b4f4df0c324ad8b)
A iniciativa é do «American Friends Service Committee», que pretende levar mais de 800 pares de botas dos uniformes de combate, devidamente identificados com o nome dos militares norte-americanos a que pertenciam e que foram mortos no Iraque, por, pelo menos, mais dez cidades dos Estados Unidos.

http://www.afsc.org/ (http://www.afsc.org/)
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 25, 2004, 09:20:41 pm
DD

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Espanha gastou 370 milhões de euros com tropas no Iraque

O governo espanhol gastou perto de 370 milhões de euros com o envio e manutenção de tropas no Iraque, anunciou esta terça-feira o ministro da Defesa espanhol, José Bono.

Deste montante, 83 milhões de euros correspondem à entrega de fundos espanhóis à Conferência de Doadores e 262 são gastos estritamente militares. A organização da Conferência e outras ajudas implicaram o gasto de 24 milhões de euros.
O ministro da Defesa recordou que 13 espanhóis morreram no país – 11 militares e dois jornalistas – e que duas empresas espanholas obtiveram a possibilidade de comprar, a preço de mercado, 15 milhões de barris de crude.

Trata-se da Cepsa e Repsol-YPF, enquanto que a Soluziona tem um contrato com uma companhia norte-americana no valor de 1. 500 milhões de dólares, dos quais apenas se concretizaram 20 milhões de dólares para reparação de centrais de energia no Iraque


Estes 370M gastos davam para pagar a construção do LHD que pretendem.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 26, 2004, 12:26:34 am
TSF
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IRAQUE
Pentágono confirma descoberta de gás sarin
Um projéctil de 155 milímetros descoberto no Iraque, no dia 17 de Maio, continha gás sarin, anunciou um porta-voz do Pentágono, com base nos resultados de testes suplementares.  

23:41
25 de Maio 04    
   
 
  «Testes suplementares revelaram que se tratava mesmo de sarin», declarou o coronel Barry Venable.

«Estamos a analisar os novos riscos que isso coloca às nossas actividades e aos nossos militares no Iraque», acrescentou o porta-voz do Pentágono.

O obus de artilharia com gás sarin explodiu quando foi descoberto por soldados da coligação, provocando «uma muito fraca dispersão daquele agente», referiu no dia 17 de Maio um porta-voz do exército norte-americano no Iraque.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 26, 2004, 10:01:45 am
TSF

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IRAQUE
Trabalhadores russos mortos em emboscada
Dois trabalhadores russos morreram e cinco outros ficaram feridos na sequência de uma emboscada feita perto de uma central eléctrica de Bagdad. Trata-se do segundo ataque ocorrido este mês contra trabalhadores russos.  

09:00
26 de Maio 04    
   
 
  O clínico Adham Saadoun, do Hospital de Yarmouk, afirmou que o ataque ocorreu perto da central eléctrica de Dora. Os cinco feridos foram transportados para o Hospital de Yarmouk, encontrando-se alguns em estado crítico.

Na sequência deste ataque, a empresa Interenergoservis decidiu repatriar todo o pessoal no país.

As empresas russas têm desempenhado um papel importante na reconstrução de infra-estruturas, nomeadamente da indústria eléctrica, mas têm sido alvo de ataques mortíferos.

A 10 de Maio dois trabalhadores russos contratados pela empresa Interenergoservis foram raptados depois de o veículo em que seguiam ter sido atacado em Musayyib, cerca de 60 quilómetros a sul de Bagdad. Um terceiro trabalhador foi morto durante o ataque.

Os homens, Alexander Gordienko e Andrei Meshcheryakov, foram libertados 10 dias depois, após conversações mediadas por personalidades religiosas e políticas iraquianas.

Desde então, centenas de trabalhadores de empresas russas foram retirados do Iraque, mas a maioria decidiu permanecer no país.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 26, 2004, 10:20:20 am
DN

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Tropas, petróleo e fundos suscitam onda de críticas
CADI FERNANDES
A presença das forças da coligação por um período mínimo de um ano no Iraque, o controlo dos recursos petrolíferos e a gestão dos fundos destinados à reconstrução do país são os principais engulhos no conceito de «soberania total» plasmado por americanos e britânicos no projecto de resolução apresentado na segunda-feira ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A tal ponto que Washington e Londres se chegam a contradizer. O secretário de Estado americano, Colin Powell, assegura que, mesmo após 30 de Junho, data para a transferência de soberania, os militares dos EUA vão continuar a obedecer apenas às ordens do seu comando, o que implica o direito de se defenderem quando se sentirem atacados. Direito com o qual a «estreita cooperação» com o Governo transitório iraquiano não pode interferir.

Ao falar assim, directamente, Powell não foi apanhado de surpresa. Ao contrário do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, que, questionado sobre o mesmo assunto, começou por dizer tratar-se de uma «questão difícil», avançou pela perspectiva de que as tropas ficarão sob comando americano e «consentimento» iraquiano, e acabou a reconhecer o «direito de veto» de Bagdad. «A decisão final cabe ao novo Governo iraquiano.» Até porque «é isso que significa a soberania».

Idem para o controlo dos recursos petrolíferos. Relegando o texto anglo-americano para a categoria de «boa base de discussão», o Presidente francês lembrou precisamente ao seu homólogo americano, no telefonema que este lhe fez, que urge definir sem subterfúgios quem controla o quê. O petróleo e a segurança. E nem o facto de se aproximar a passos largos o 60.º aniversário do desembarque dos Aliados na Normandia, que levará Bush a França a 5 e 6 de Junho, inibiu Jacques Chirac de vincar a sua posição. Secundada, a milhares de quilómetros de distância, pelo presidente em exercício do Conselho de Governo transitório iraquiano. Ghazi al-Yauar, para além das reservas que lhe suscita a questão militar, entende que deve ser Bagdad a controlar o petróleo e os fundos internacionais destinados à reconstrução e ao desenvolvimento do país, actualmente sob a alçada americana.

Já a Rússia fica à espera. Não comenta o projecto de resolução antes de ser revelada a composição do novo Governo iraquiano.

EXPLOSÃO. No terreno, já caem obuses sobre mausoléus. Aconteceu ontem em Najaf: a queda do projéctil, cuja origem - americana ou das milícias - ainda é desconhecida, causou a morte de sete pessoas e danificou a parte superior de uma das portas, cobertas de ouro, do mausoléu onde se encontra o túmulo do imã Ali, um dos principais locais santos para os xiitas.

Em Kerbala, soldados americanos dinamitaram o que restava da mesquita de Al-Mokhayam, depois de a terem praticamente destruído em combates com as milícias.

Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 26, 2004, 05:30:35 pm
TSF

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IRAQUE
«New York Times» enganado durante a guerra
O «New York Times» admitiu que foi enganado na sua cobertura à guerra no Iraque, em 2003, por informações falsas transmitidas por exilados iraquianos. Os editores do jornal norte-americano afirmam «lamentar não ter reexaminado as afirmações».  

16:54
26 de Maio 04    
   
 
  Os editores do «New York Times» assinam um texto com o título «O New York Times e o Iraque», onde explicam que muitos dos artigos da cobertura da guerra, escritos por diferentes jornalistas, dependiam das informações transmitidas por iraquianos no exílio, que tinham como prioridade a queda do regime de Saddam Hussein.

«Sabemos que várias coberturas não foram tão rigorosas como deveriam ter sido. Lamentamos não ter sido mais combativos e não ter reexaminado as afirmações, à medida que novas provas iam surgindo», refere o texto.

A credibilidade das fontes iraquianas acabou por ser posta em causa à medida que se foi conhecendo a situação no Iraque.

«Complicando a tarefa dos jornalistas, os dados fornecidos pelos exilados foram confirmados com entusiasmo pelos oficiais da administração norte-americana, convencidos da necessidade de intervir no Iraque», acrescentam os responsáveis do diário norte-americano.

Os editores sublinham ainda a intenção de «prosseguir um trabalho determinado para restabelecer a realidade».
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 26, 2004, 05:32:58 pm
TSF

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IRAQUE
Dezenas de milicianos xiitas mortos em Nadjaf e Bagdad
Dezenas de milicianos ligados ao chefe radical xiita Moqtada Sadr morreram, esta madrugada, em confrontos com o exército norte-americano em Nadjaf e em Bagdad. Os números dos EUA não coincidem com os dos serviços de saude.  

16:26
26 de Maio 04    
   
 
  O general Mark Kimmitt, director adjunto das operações da coligação, disse em conferência de imprensa que no total mais de 100 milicianos xiïta perderam a vida nos confrontos de Nadjaf e Bagdad.

No entanto, fontes hospitalares indicam que apenas nove iraquiano morreram e 33 ficaram feridos nos confrontos que decorreram perto do cemitério da cidade xiita de Nadjaf.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 26, 2004, 05:38:26 pm
SIC

Aperta o cerco a Al Sadr.

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Detido familiar de Moqtada Sadr
 
Operação norte-americana em Najaf ao início do dia

O cunhado do líder xiita Moqtada Sadr foi detido esta quarta-feira em Najaf. Sayyed Riad al-Nouri, juntamente com um dos seus colaboradores, foi detido por soldados norte-americanos.
 
SIC Online

"As forças norte-americanas detiveram Sayyed Riad al-Nouri, um dos colaboradores mais próximos de Moqtada Sadr (na foto) e seu cunhado", adiantou o xeque Fuad al-Turfi.

A detenção ocorreu por voltas da 1h00 (hora de Lisboa). Os soldados norte-americanos cercaram a residência de Riad al-Nouri. "Prenderam também três dos meus irmãos, que trabalhavam no escritório de Sadr", adiantou.

Esta operação visava também a detenção do próprio Fuad al-Turfi. "Como não me encontrava em casa, detiveram os meus três irmãos", disse.

Os soldados tentaram ainda apanhar Jaber al-Khafaji, chefe do Tribunal islâmico, criado por Moqtada Sadr. Cercaram o edifício, mas acabaram por não o encontraram.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 26, 2004, 10:34:33 pm
TSF

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IRAQUE
Governo quer «devolução» do palácio presidencial
O presidente em exercício do conselho de governo provisório iraquiano, Ghazi al-Yaouar, pediu às forças da coligação para que abandonem o Palácio Presidencial a 30 de Junho, data da transferência de poderes no Iraque.  

21:30
26 de Maio 04    
   
 
  A coligação anglo-americana ocupa o palácio presidencial desde a queda do regime de Saddam Hussein, mas Ghazi al-Yaouar defende que «o palácio é um símbolo de soberania e foi construído nos anos 50», antes da subida de Saddam Hussein ao poder no Iraque, em 1979.

«Não aceitamos que o palácio seja utilizado pelos norte-americanos e não entendo que estes venham a utilizá-lo em permanência. Não deverá haver outra bandeira senão a iraquiana», acrescentou.

O Palácio Presidencial em Bagdad é actualmente a sede da Autoridade Provisória da Coligação, administrada pelos Estados Unidos
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 26, 2004, 10:44:03 pm
DD

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Mais de 100 milicianos xiitas mortos durante a noite no Iraque

Mais de 100 milicianos xiitas foram mortos durante a madrugada desta quarta-feira, em consequência dos violentos confrontos com as forças da coligação na cidades de Bagdad e Najaf, declarou um porta-voz do exército norte-americano.

Em conferência de imprensa, o general norte-americano Mark Kimmitt revelou que «um número muito grande» de milicianos foram mortos durante a noite. Segundo o responsável militar, em Bagdad morreram perto de 100 xiitas, enquanto os confrontos na cidade sagrada de Najaf resultaram na morte de cerca de 30 milicianos.
Ainda esta quarta-feira, as forças norte-americanas no Iraque capturaram Riyadh al-Nouri, tenente e cunhado do líder radical Moqtada al-Sadr, na cidade de Najaf. Segundo um porta-voz de al-Sadr, Fuad al-Tourfi, a detenção ocorreu durante a noite, na casa do braço direito do líder xiita.

Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 27, 2004, 11:00:02 am
TSF

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IRAQUE
Moqtada Al-Sadr aceita cessar-fogo em três cidades
O líder radical xiita, Moqtada Al-Sadr aceitou, juntamente com um conselho de religiosos iraquianos, levar a cabo um cessar-fogo em três cidades do Iraque, segundo avançaram responsáveis norte-americanos.  

07:26
27 de Maio 04    
   
 
  «Parece que resolveram pacificamente a situação em Najaf, Kufa e Kerbala [sul do Iraque]», segundo adiantou um responsável norte-americano, para quem este é «um êxito muito significativo».

Um outro responsável avançou que as tréguas são o resultado dos esforços dos religiosos xiitas para tentar convencer o líder radical xiita, Al-Sadr, a terminar com os confrontos com a coligação.

Assim, segundo o acordo entre ambas as partes, as milícias de Al-Sadr terminam de imediato com as acções de violência e com os ataques contra as tropas da coligação. Têm ainda de abandonar os edifícios governamentais que ocupam naquelas cidades.
 
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Enviado por: Fábio G. em Maio 27, 2004, 05:39:56 pm
TSF

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IRAQUE
EUA suspendem ofensivas contra xiitas de Najaf
As forças norte-americanas suspenderam as ofensivas contra as milícias xiitas da cidade santa de Najaf. Os EUA pretendem agora transferir gradualmente a responsabilidade da segurança para os iraquianos e retirar da cidade.  

16:46
27 de Maio 04    
   
 
  O exército dos Estados Unidos vai gradualmente transferir a responsabilidade da segurança da cidade para a polícia iraquiana, disse Dan Senor (na imagem), porta-voz das forças de coligação.

«Assim que as forças de segurança assumirem responsabilidade pela segurança pública a restabelecerem a lei e a ordem, as forças da coligação vão regressar às suas bases fora de Najaf», disse Dan Senor.

No entanto, a coligação «vai manter unidades de prevenção em sítios estratégicos da cidade, como o edifício do governador e as esquadras da policia iraquiana», acrescentou.

«Até lá, as forças da coligação vão suspender as operações ofensivas. Contudo, durante o processo as forças vão preservar o direito de se defenderem», conclui o porta-voz.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 27, 2004, 05:44:10 pm
RN reforça contigente no Iraque.

TSF

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GRÃ-BRETANHA
Hoon anunciou envio de mais 370 soldados para o Iraque
Trezentos e setenta soldados vão chegar ao Iraque para reforçar as forças da coligação, elevando para 8900 o número de militares britânicos naquele país, anunciou, quinta-feira, o ministro da Defesa, Geoff Hoon.  

14:21
27 de Maio 04    
   
 
  O ministro da Defesa britânico anunciou, hoje, na Câmara dos Comuns que haverá «um acréscimo de 370 homens, o que elevará para 8900 o número total dos militares britânicos», no Iraque.

A imprensa britânica deu a entender durante várias semanas que centenas de soldados poderiam ser enviados como reforço, nomeadamente, para compensar a partida do contingente espanhol.

Dois em cada três britânicos opõem-se ao envio de mais tropas para o Iraque, segundo uma sondagem publicada, terça-feira, pelo jornal «The Guardian».
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Enviado por: Fábio G. em Maio 27, 2004, 08:56:29 pm
DD

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EUA pedem a Ancara para colocar aviões em base turca

O Governo norte-americano pediu esta quinta-feira autorização à Turquia para deslocar 48 aviões de combate para uma base naquele país, que tinha sido utilizada no passado para vigiar o céu iraquiano, informa a imprensa turca.



Washington está a discutir com Ancara a deslocação dos aviões para a base de Incirlik, no sul do país, segundo o diário Milliyet e o canal de televisão NTV. Esta foi a base utilizada pelos aviões norte-americanos e britânicos durante a operação «Relógio do Norte», que ficou concluída em Abril de 2003.
Esta operação foi iniciada após a Guerra do Golfo, em 1991, com o objectivo de impedir que as forças iraquianas atacassem as populações curdas do norte do Iraque.

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Enviado por: Fábio G. em Maio 28, 2004, 11:08:08 am
TSF

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IRAQUE
Membro do governo escapa a ataque
Um membro do Conselho do governo provisório do Iraque, Salama al Khafaji, saiu ilesa de um ataque mas que o filho que a acompanhava terá sido raptado.  

10:35
28 de Maio 04    
   
 
  Salama al Khafaji seguia numa coluna de três viaturas entre Najaf e Bagdad e foi alvo de uma emboscada por homens armados. Al Khafaji escapou mas o filho, Ahmed Fadel de 18 anos, desapareceu.

Salama al-Khafaji, uma xiita que integrou o conselho do governo em Dezembro, afirmou que o seu guarda-costas pessoal foi morto e que um outro segurança ficou ferido.

Os atacantes, provavelmente quatro, abriram fogo e trancaram-nos nas três viaturas, afirmou Salama al-Khafaji.

Esta emboscada ocorreu dez dias depois do assassínio com um carro armadilhado de outro membro do Conselho do governo provisório do Iraque, Ezzadine Salim, também ele xiita.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 28, 2004, 11:16:11 am
TSF

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IRAQUE
Dois jornalistas japoneses morreram em serviço
Dois jornalistas japoneses e um intérprete iraquiano foram mortos, quinta-feira, quando o veículo em que seguiam foi atingido por um foguete anti-tanque, a sul de Bagdad.  

10:55
28 de Maio 04    
   
 
  O director do hospital de Mahmudiya, Imad al-Maleki afirmou, hoje, que «um japonês e o seu intérprete iraquiano estão na morgue, mas a polícia informou-me de que vai trazer o corpo de um outro japonês».

Segundo o porta-voz do primeiro-ministro Junichiro Koizumi, os corpos não foram identificados como sendo os dos dois jornalistas nipónicos desaparecidos, Shinsuke Hashida, 61 anos, e o sobrinho Kotaro Ogawa, 33. No entanto, funcionários do hospital disseram à embaixada do Japão que os mortos são japoneses.

O veículo em que os jornalistas seguiam incendiou-se durante o ataque, quem conseguiu sair do carro antes que este explodisse, adiantou uma nota do Ministério dos Negócios Estrangeiros nipónico.
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Enviado por: Fábio G. em Maio 28, 2004, 08:11:00 pm
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IRAQUE
Iyad Allawi nomeado primeiro-ministro
Iyad Allawi é o novo primeiro-ministro do governo iraquiano, depois de ter sido nomeado pelo Conselho do governo iraquiano. O novo chefe do governo toma posse a 30 de Junho, dia da transferência de soberania para os iraquianos.  

18:09
28 de Maio 04    
   
 
  O Conselho do governo iraquiano nomeou por unanimidade Iyad Allawi para o cargo de primeiro-ministro, informou um dos membros do conselho, Mahmud Otham.

O novo chefe do governo iraquiano é um muçulmano xiita, médico, que esteve vários anos no exílio.

A reunião do Conselho do governo iraquiano aconteceu numa sessão extraordinária realizada num local desconhecido por razões de segurança.

O administrador civil norte-americano no Iraque, Paul Bremer, já felicitou Iyad Allawi pela sua nomeação.

O enviado especial da ONU para o Iraque, Lakhadar Brahimi, «respeita» a proposta do Conselho do governo iraquiano de escolher Iyad Allawi para primeiro-ministro do Iraque
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 28, 2004, 08:14:21 pm
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IRAQUE
Bush e Putin «de braço dado»
O presidente dos EUA, George W. Bush, e o homólogo russo, Vladimir Putin, estão dispostos a trabalhar em conjunto em questões fundamentais iraquianas, como a nova resolução da ONU ou a preparação de eleições.  

19:47
28 de Maio 04    
   
 
  «Os dois presidentes sublinharam a importância de continuar a trabalhar em conjunto, agora que avançamos no Iraque, nomeadamente sobre a resolução do Conselho de Segurança da ONU, e sobre a preparação das eleições no país nos próximos meses», explicou Scott McClellan, porta-voz da Casa Branca, citando uma conversa telefónica entre Bush e Putin.

Os dois chefes de Estado «estão de acordo sobre a importância de demonstrar ao povo iraquiano que os seus interesses são tidos em conta», acrescentou McClellan durante a
conferência de imprensa diária.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 29, 2004, 01:09:35 pm
DN

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Ligações a militares e à segurança podem explicar escolha de Allawi
ARMANDO RAFAEL
É muçulmano, xiita e foi um dos mais destacados opositores ao regime de Saddam Hussein. A partir do próximo dia 30 de Junho, será para o Governo que Iyad Allawi vier entretanto a formar que os EUA irão transferir o poder que neste momento detêm no Iraque.

Neurologista de profissão, Iyad Allawi, de 59 anos, viu ontem os seus colegas do Conselho de Governo Provisório proporem o seu nome por unanimidade, reforçando o que parece ser uma escolha consensual entre EUA e ONU, para qual terá contribuído o Reino Unido, onde Allawi viveu exilado entre 1978 e Abril do ano passado.

Conselho de Governo Provisório, EUA, ONU e Reino Unido acabaram, assim, por optar pelo nome do líder do Acordo Nacional Iraquiano (ANI) - organização que ao longo dos anos atraiu muito dos militares que romperam com Saddam - em detrimento de outras alternativas. Entre as quais estavam, ou estiveram, personalidades como Mouwafak al-Rabii, Hussain Shahristani ou Mahdi al-Hafud. Já para não mencionar o controverso Ahmed Chalabi, líder do Conselho Nacional Iraquiano (CNI), estrutura que disputou à ANI a liderança da oposição que, no exílio, contestava o regime de Bagdad.

O que explica também porque é que muitos analistas, nomeadamente norte-americanos, fizeram questão de sublinhar que Iyad Allawi representava o contraponto de Chalabi, querendo com isso sustentar que a escolha de Allawi constituía uma vitória do Departamento de Estado dos EUA, da CIA, do Reino Unido e dos serviços secretos britânicos, que, desta vez, se tinham imposto aos falcões do Pentágono e ao próprio vice-presidente Dick Cheney, que nunca esconderam a sua preferência por Chalabi.

Com ou sem razão, o facto é que o nome de Ayad Allawi mereceu o apoio generalizado das diversas tendências iraquianas representadas no Conselho de Governo Provisório: xiitas, sunitas e curdos. Uma decisão bem expressa na declaração proferida por Rajja Habib Khuzai, outra médica que integra o Conselho. «É a melhor escolha para este período crítico que estamos a viver. É um iraquiano que voltou do exílio para trabalhar a favor do país. Não foi dos que voltaram para trabalharem para si próprios».

Resta saber como será a reacção do iraquiano anónimo ao nome de Allawi, sabendo-se, desde já, que ele é considerado demasiado laico pelos líderes religiosos radicais e que os seus longos anos de oposição não tenham conseguido apagar o período da sua juventude em que integrou as fileiras do Baas.

O que talvez explique também parte das suas ligações aos militares que desertaram das fileiras do regime, juntando-se ao Acordo Nacional Iraquiano.

Ao ponto de os EUA terem chegado a acreditar, depois da Guerra do Golfo de 1991, que a organização liderada por Iyad Allawi poderia derrubar Saddam através de um golpe. Especialmente, quando, em 1995, organizaram a fuga dos dois genros do ditador para a Jordânia.

Não conseguiram. Mas nem Allawi nem o ANI perderam as suas ligações aos meios de segurança, como prova o facto de Ali Allawi, irmão de Iyad, ser ministro da Defesa no seio da Autoridade Provisória, e de ambos se terem oposto - sem sucesso - ao desmantelamento das forças armadas e da polícia, nas semanas que se seguiram ao derrube de Saddam.

Uma opção que os EUA têm vindo a corrigir nas últimas semanas e que poderá ter contribuído agora para esta escolha.
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Enviado por: Fábio G. em Maio 29, 2004, 01:29:35 pm
JN

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Trégua rebenta em Kufa e mostra divisões xiitas

Estranho golpe

Ahmad Al-Rubaye/afp


Elmano Madail textos
A trégua acordada anteontem pelo jovem radical xiita Moqtada al-Sadr e a coligação ocupante do Iraque durou menos de 24 horas na cidade de Kufa, vizinha de Najaf, a sul de Bagdade: na manhã de ontem, uma patrulha norte-americana foi atacada, por elementos doExército de Mehdi, com tiros e granadas, num confronto de que resultaram dois feridos entre os ocidentais, e três mortos e oitos feridos no grupo iraquiano.
O incidente terá ocorrido quando um carro blindado dos EUA se aproximou da principal mesquita da cidade, onde Sadr usualmente prega o Islão, embora não o tenha feito ontem, por estar acossado em Najaf, para desgosto de milhares de homens que afluíram àquele
templo, glorificando o seu nome: "Moqtada, Moatada! Ó Deus, conduz-nos à vitória!", gritavam, dispostos a dar a vida para seguir o novo líder das massas xiitas iraquianas, segundo a AFP.
Na sua ausência, um sermão foi lido em seu nome pelo xeque Jaber al-Khafagi, que desferiu violento ataque contra os demais cléricos xiitas, tornando clara a dissensão que grassa no seio daquela comunidade que congrega 60 por cento da população iraquiana: "O inimigo entra na cidade (Najaf) e bombardei-a, e vocês nada dizem; o túmulo do imã Ali é profanado, e nada dizem; o vosso povo está sob a bota do ocupante e continuam silenciosos". Confirmando as previsões dos analistas que especulam sobre uma guerracivil quando a coligação deixar o país - não obstante ter sido dado, ontem, mais um passo rumo à soberania do povo iraquiano com o anuncio do primeiro-ministro do Governo de transição -, um imã xiita moderado foi objecto de atentado em Najaf, originando acusaç
ões mútuas entre Sadr e o clero afecto a Sistani (ver caixa).
Atentado contra imã
O xeque Saddredine Al-Kubbanji, imã xiita moderado que acabara de pregar no mausoléu de Ali, em Najaf, onde se encontravam milicianos do radical Sadr, foi visado, ontem, pelos tiros de um homem isolado. Detido, foi levantada a suspeita de que estaria às ordens de Sadr, cujo gabinete logo desmentiu, insinuando tratar-se antes de uma encenação dos moderados xiitas para lhe minarem a base de apoio.Que foi manifesto, entretanto, a Ali Sistani em Bagdade por centenas de xiitas e sunitas, gritando: "Estamos às tuasordens Ali" Sistani.
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Enviado por: Fábio G. em Maio 30, 2004, 01:12:42 pm
TSF

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IRAQUE
Blair tenciona reduzir efectivos britânicos até final de 2005
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, declarou hoje à BBC-televisão que «espera verdadeiramente uma redução importante das tropas britânicas no Iraque até ao final do próximo ano».  

12:09
30 de Maio 04    
   
 
  «Espero verdadeiramente que até final do próximo ano tenhamos uma importante redução dos efectivos britânicos», disse.

Uma decisão sobre o eventual envio de reforços militares britânicos para o Iraque será tomada «nas próximas semanas», declarou igualmente o primeiro-ministro.

O ministro da Defesa, Geoff Hoon, anunciou na quinta-feira o envio de 370 homens suplementares para o Iraque, o que fará elevar o número de efectivos militares britânicos naquele país para 8.900 homens.

A imprensa aponta desde há várias semanas que o governo britânico tenciona enviar três mil soldados suplementares para o Iraque, para substituir o contingente espanhol.
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Enviado por: Fábio G. em Maio 31, 2004, 11:34:41 am
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IRAQUE
Um soldado norte-americano morto a sul de Bagdad
Um soldado norte-americano foi morto e outros dois ficaram feridos, a sul de Bagdad, depois do veículo onde seguiam ter passado por cima de uma bomba artesanal, segundo um comunicado das forças da coligação.  

07:00
31 de Maio 04    
   
 
  «Três soldados da primeiro divisão blindada ficaram feridos quando o seu veículo passou por cima de um engenho explosivo de fabrico artesanal a sul de Bagdad», pode ler-se no documento, que adianta que o incidente ocorreu no domingo às 18:40 locais (15:40 em Lisboa).

Após o incidente, os soldados, que na altura se encontravam todos feridos, foram transportados para um hospital militar onde um deles acabou por morrer.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Maio 31, 2004, 11:53:08 am
JN

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Os combates entre as tropas da coligação no Iraque e os milicianos do radical xiita Moqtada al Sadr, agrupados sob o denominado Exército do Mehidin, continuaram ontem na cidade santa xiita de Najaf, erodindo ainda mais a frágil trégua acordada entre Sadr e
a coligação, com os bons ofícios exercidos por clérigos xiitas, no dia 27. Os confrontos ocorreram perto de um cemitério onde testemunhas, citadas pela agência Efe, juraram ter ouvido fortes explosões causadas pelo disparo de morteiros. no mesmo dia, em Bagdade, dois mercenários morreram e três outros ficaram feridos, aparentemente todos ocidentais, num ataque às três viaturas em que seguiam. Meia dúzia de outras pessoas que escapou ilesa ao ataque entrou com as suas armas numa quarta viatura que fugiu, segundo testemunha citada pela AFP.
Não obstante o aumento anunciado das despesas relativas à segurança no terreno, com o acréscimo de 500 milhões de dólares no orçamento da Autoridade Provisória da Coligação, nomeadamente para contratar mais mercenários que, de acordo com o "Washington Post", actuarão claramente como extensão das forças militares no terreno (dada a falta de soldados na coligação, que o Reino Unido poderá compensar com o envio de 3000 homens), aqueles dois incidentes parecem ter sido os únicos a ocorrer num país que ainda
no mês de Abril se encontrava a ferro e fogo.
É como se todo o país, guerrilheiros radicais incluídos, estivesse na expectativa de conhecer a composição final do novo Governo Interino Iraquiano (com um presidente, dois vices e 26 ministérios), depositário da soberania do país a 30 de Junho, e que deveria ter sido anunciada ontem. Não foi. A mais dura batalha do Iraque transferiu-se, assim, para o plano diplomático, travada em torno da escolha do novo presidente daquele Governo e dos titulares dos ministérios-chave.
A reunião dos políticos iraquianos com os três homens encarregados de formar o novo Executivo - o enviado da ONU, Lakhdar Brahimi, o pró-cônsul dos EUA, Paul Bremer, e o enviado da Casa Branca, Robert D. Blackwill -, iniciada na noite de anteontem, prosseguiu sem conclusões. Simplesmente, o Governo Provisório - formado por iraquianos que estiveram no exílio - quer impor as suas escolhas aos EUA, o que já conseguiu com o primeiro-ministro, o xiita Ayad Allawi, contrariando Brahimi.
Para presidente, a escolha dos EUA e da ONU recai sobre o sunita moderado Adnan Pachachi, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros nos anos 60, antes de Saddam Hussein tomar o poder; os iraquianos preferem, todavia, o xeque tribal sunita e detentor da Presidência rotativa do Governo, Ghazi Ywar.
As vice-Presidências também estão a ser disputadas, com dois nomes em análise: Ibrahim Jafari, do Partido Dawa (xiita) e Rowsch Schaways, do Partido Democrático do Curdistão. Para ministro das Finanças, foi ventilado Adel Abdel-Mehdi, do Supremo Conselho para a Revolução Islâmica, e Sameer Shaker Sumaidaie para ministro do Interior. Os curdos poderão ficar com o Ministério da Defesa para Hoshyar Zubari (actual ministro dos Negócios Estrangeiros, que esteve em Lisboa a semana passada) , que seria substituído no actual cargo pelo curdo Barham Salih.
Irão não coopera
O Irão não irá cooperar com as tropas da coligação, nomeadamente as norte-americanas, na reconstrução do Iraque. De acordo com o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hamid Reza Assefi, "o Irão não pode cooperar com uma força ocupante que cometeu, nos últimos dias, os crimes mais bárbaros contra os lugares santos" xiitas no Iraque, disse, referindo-se aos confrontos em Abril e Maio nas cidades de Najaf e Kerbala.
Troféu presidencial
O presidente dos EUA, George W. Bush, guarda no Salão Oval da Casa Branca uma recordação do maior inimigo da família, a pistola que Saddam Hussein tinha na altura em que foi detido, em Dezembro, pelos soldados dos EUA em Dawr, próximo de Tikrit, norte do Iraque, e gosta imenso de exibi-la às visitas. "Gosta realmente de mostrá-la", afirmou uma das pessoas que pode observá-la na residência presidencial, garantindo que Bush "estava mesmo orgulhoso" do seu troféu.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 01, 2004, 11:17:20 am
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IRAQUE
Al Yawer aceitou presidência depois de recusa de Pachachi
O presidente do Conselho de Governo iraquiano, Ghazi Mashal Ajil al Yawer, aceitou esta terça-feira a presidência do país depois do ministro dos Negócios Estrangeiros Adnan Pachachi ter recusado o cargo.  

08:55
01 de Junho 04    
   
 
  Al-Yawer aceitou a presidência do país para quebrar o impasse em torno da selecção do novo governo, que deverá assumir o poder a 30 de Junho.

Os Estados Unidos defendiam para a presidência o nome de Pachachi, 81 anos, enquanto a maioria dos membros do Conselho de Governo apoiam al-Yawer.

O emissário das Nações Unidas para o Iraque, Lakhdar Brahimi, já confirmou a nomeação de Ghazi Al-Yawer para a presidência do Iraque, e anunciou a designação do xiita Ibrahim Jaafari e do curdo Roj Nuri Shawis para vice-presidentes.

«Dei, domingo, ao primeiro-ministro designado, Iyad Allaui, as minhas recomendações relativamente à composição do seu gabinete (...)», disse num comunicado.

«Tenho a honra e o privilégio de anunciar que a composição é a seguinte: Ghazi Al-Yawer, presidente, Ibrahim Jaafari (do partido Al-Dawa), vice-presidente, e Roj Nuri Shawis (do Partido democrático do Curdistão), vice-presidente», escreveu Brahimi.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 01, 2004, 11:21:49 am
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  BAGDAD
Iraquianos passam a controlar voos civis
Pela primeira vez desde a queda do regime de Saddam Hussein, os controladores aéreos iraquianos voltaram a controlar os voos civis, com partida e chegada a Bagdad, segundo ministro australiano da Defesa.  

10:05
01 de Junho 04    
   
 
  Até agora, o tráfego aéreo do aeroporto de Bagdad era gerido pelo exército australiano e dirigido pelos norte-americanos. Estas forças vão manter o controlo dos voos militares, mas abriram mão dos voos civis, segundo o ministro Robert Hill.

«Enquanto os nosso controladores aéreos trabalham para uma transferência total dessa actividade, essa transição parcial dos voos civis para os controladores iraquianos vai permitir-lhes adquirir uma experiência importante, que pode ser supervisionada pelo nosso pessoal», disse o ministro australiano da Defesa.

Esta passagem de funções pretende abrir caminho à transferência de soberania no Iraque, que tem data marcada para 30 de Junho.
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Enviado por: Fábio G. em Junho 01, 2004, 11:41:35 am
DD

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Explosões em Bagdad causam pelo menos 25 mortos

Pelo menos 25 pessoas morreram e cerca de 20 ficaram feridas na sequência de várias explosões registadas esta terça-feira perto da sede da União Patriótica do Curdistão em Bagdad, disse a polícia local.



A sede daquele partido curdo situa-se nas proximidades do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraquiano, à entrada da Zona Verde, onde se encontra o quartel-general da coligação.
As explosões registaram-se após a nomeação de Ghazi al Yawar como novo presidente do Iraque.

Num outro incidente, 11 civis morreram após a explosão de um carro-bomba perto de uma base militar norte-americana na cidade de Bayji, no norte do país.

01-06-2004 11:16:03
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 01, 2004, 09:18:49 pm
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IRAQUE
Mundo de olhos postos no novo governo
O emissário da ONU, Lakhdar Brahimi, pediu ao povo iraquiano para que «ajude» o novo Governo a construir um Iraque livre. A Conselheira para a Segurança dos EUA, Condoleezza Rice, considera que foi dado um passo positivo para o futuro do país.  

16:28
01 de Junho 04    
   
 
  A formação de um novo governo iraquiano é um passo positivo para o futuro de um Iraque livre, disse esta terça-feira, a Conselheira para a Segurança Nacional do presidente norte-americano, Condoleezza Rice.

George W. Bush sublinhou, por seu lado, que ainda subsistem numerosos desafios mas que a formação de um governo interino é uma etapa importante para o futuro de um Iraque livre e democrático.

«É um dia verdadeiramente histórico para o Iraque», frisou o primeiro-ministro britânico Tony Blair.

O emissário da ONU, Lakhdar Brahimi exortou hoje o povo iraquiano a «dar uma oportunidade e ajudar o novo governo» a construir um Iraque unido e democrático, na cerimónia de investidura do novo Governo.

Por outro lado, o secretário geral da Liga Árabe, Smr Moussa demonstrou-se satisfeito com a nomeação de Ghazi al-Yaouar, «um patriota reconhecido», para a presidência do Iraque.

O Koweit e o Bahrein também já felicitaram o novo chefe de Estado. Os dois países esperam implementar relações positivas e estreitas com o vizinho iraquiano.

«É um patriota iraquiano recohecido», disse à agência do Egipto, MENA.

No dia em que o novo governo iraquiano toma posse, depois da dissolução do anterior, o clima tem estado conturbado no Iraque.

Para além de sete explosões em Bagdad, que provocaram 25 mortos, existe também notícia de um soldado norte-americano morto no oeste do país, segundo o exército dos Estados Unidos.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 02, 2004, 12:00:48 pm
TSF

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BAGDAD
Explosão de carro faz quatro mortos
Quatro pessoas foram mortas e 34 ficaram feridas, das quais cinco crianças, na explosão de um carro armadilhado, esta quarta-feira, a norte de Bagdad, indicou a policia.  

11:22
02 de Junho 04    
   
 
  Um porta-voz da polícia, Mohammad Abdel Aziz, declarou que «foram transportados para o hospital quatro mortos e 34 feridos».

Perto das 12:00 (hora local), ocorreu uma primeira explosão à passagem «de uma coluna norte-americana pela rua Omar Abdel Aziz, em Adhamiyah. A coluna de militares não foi atingida, mas uma mulher ficou ferida», precisou a mesma fonte.

«Depois os habitantes aproximaram-se do Chevrolet vermelho que havia explodido, quando ocorreu uma nova e mais forte explosão, ferindo e matando curiosos», acrescentou.

A raio de destruição à volta do veiculo armadilhado é enorme, segundo um repórter da France Press.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 02, 2004, 12:21:44 pm
TSF

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IRAQUE
Dois homens ameaçados de execução
As televisões árabes Al-Arabiya e a Al-Jazeera mostraram um vídeo de dois homens, um egípcio e um turco, no qual afirmam que foram raptados no Iraque e que estão a ser ameaçados de execução.  

11:49
02 de Junho 04    
   
 
  No vídeo os homens com a cara coberta afirmam que vão julgar os reféns de acordo com a lei islâmica. Quando foi apresentado o vídeo na Al-Arabiya, o locutor afirmou que os dois reféns foram acusados de traição.

O homem egípcio foi citado como tendo afirmado que estava a transportar bens para o exército norte-americano. No vídeo, o egípcio agarrava no que pareciam ser os seus documentos de identidade.

O locutor da Al-Jazeera afirmou que os raptores tinham pedido aos governos egípcio e turco para condenar acções tais como trabalhar para o exército norte-americano para assegurar a libertação dos reféns.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 02, 2004, 01:17:45 pm
DD

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Iraque firmará acordos de segurança temporários com coligação

O novo primeiro-ministro iraquiano, Iyad Alawi, afirmou que o governo que chefia firmará acordos de «segurança» com a coligação dirigida pelos Estados Unidos, enquanto espera que as forças iraquianas possam assumir as respectivas responsabilidades.



«Os acordos de segurança serão firmados com as forças da coligação, sob a tutela das Nações Unidas (...), e estas forças ajudarão a manter a segurança até que as forças iraquianas sejam capazes de assumir as suas responsabilidades», declarou Alawi ao diário jordano Al Arab Al Yum.
Alawi afirmou que espera um recrudescimento da violência no Iraque, mas sublinhou que «as forças do mal e do terror» não afectarão o processo de estabilização do Iraque, acrescenta o diário.

O novo governo interino iraquiano assumiu terça-feira as respectivas funções.

02-06-2004 12:58:06
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 03, 2004, 12:52:56 pm
DD

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Rússia insatisfeita com versão da resolução sobre Iraque

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Yuri Fedotov, afirmou esta quinta-feira que a nova versão do projecto de resolução sobre o Iraque apresentada pelos EUA e Reino Unido «não aclara as muitas preocupações» de Moscovo e pediu que esta seja reformulada.



«A nova versão apresentada a 1 de Junho tem em conta certos comentários feitos pela Rússia e outros membros do Conselho de Segurança da ONU, porém nem todos», declarou.
«O objectivo da resolução deve ser mostrar o caminho para a entrada da democracia no Iraque», acrescentou.

03-06-2004 12:02:54
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 03, 2004, 03:01:32 pm
TSF

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  LÍDER SUPREMO IRANIANO
Novo governo iraquiano «às ordens» dos EUA
O Líder Supremo do Irão, ayatollah Ali Khamenei, acusou hoje o novo governo provisório do Iraque de estar «às ordens» dos norte-americanos, num discurso transmitido pela televisão pública de Teerão.  

13:54
03 de Junho 04    
   
 
  «Humilhar os iraquianos, violar as iraquianas, arrombar as porta de casas iraquianas, instalar um governo (que está) às ordens, eis o que acontece quando se elimina o religioso do político», afirmou o Líder Supremo.

As declarações do ayatollah Ali Khamenei foram feitas perante dezenas de milhar de iranianos, entre as quais as mais altas personalidades do regime, reunidas no mausoléu do Imã Khomeiny para comemorar o XV aniversário da República islâmica.

As palavras de Khamenei suscitaram entre a multidão palavras já habituais como «morte à América», mas também outras menos habituais, como «morte à Inglaterra», aliada dos Estados Unidos na guerra contra o Iraque.
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 04, 2004, 12:06:51 am
SIC

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2004-06-03 21:58  
Ataque frustrado
 
Embaixada italiana em Bagdade alvo de uma tentativa de atentado
   
A embaixada de Itália no Iraque foi hoje alvo de uma tentativa de atentado. Cinco granadas de morteiro explodiram nas imediações da representação diplomática. Dois iraquianos morreram e três ficaram feridos.
 
SIC Online
 
As granadas de morteiro acabaram por explodir à porta de um restaurante e atingiram ainda duas lojas, nas imediações da embaixada.

Esta tentativa de ataque à representação diplomática de Roma em Bagdade acontece na véspera da visita do Presidente dos EUA, George W. Bush, a Itália. A capital italiana está a reforçar as medidas de segurança para a visita oficial do presidente norte-americano.

O primeiro encontro de Bush vai ser com o presidente italiano. Depois, será recebido em audiência pelo Papa João Paulo II. É o primeiro encontro entre ambos, desde o início do conflito militar no Iraque. Recorde-se que João Paulo II foi uma das principais vozes contra a guerra.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 04, 2004, 12:20:08 am
TSF

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IRAQUE
MNE pede plena soberania na futura resolução
O ministro iraquiano dos Negócios Estrangeiros pediu, esta quinta-feira, perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, que a futura resolução sobre o Iraque dê ao governo interino «plena soberania».  

22:36
03 de Junho 04    
   
 
  O Iraque «deve ter uma palavra a dizer» sobre a presença das forças internacionais no seu território depois da transferência de soberania», sublinhou Hoshyar Zebari perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Esta referência deve estar expressa na nova resolução sobre o Iraque, defendeu o ministro iraquiano dos Negócios Estrangeiros.

Reconhecendo que o seu país não tem níveis de segurança suficientes, o responsável acrescentou que o Estado ainda «precisa de assistência da força multinacional para trabalhar com as forças iraquianas».

As tropas internacionais devem ficar «mais algum tempo» mas não por tempo indeterminado, sublinhou.

O Conselho de Segurança da ONU tem em discussão o projecto de resolução, elaborado pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha, que irá determinar as condições da transferência de poderes para o governo interino iraquiano a 30 de Junho. A votação decorrerá nos próximos dias.

Antes do início da reunião desta quinta-feira, o Departamento de Estado norte-americano mostrou-se confiante de que a resolução será aprovada, depois das alterações sugeridas pela França e Rússia. Washington não revelou que pontos foram modificados.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 04, 2004, 12:21:46 am
TSF

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IRAQUE
Espanha favorável à resolução anglo-americana
A posição do governo espanhol a propósito do projecto de resolução revisto para o Iraque, apresentado pelos EUA e Grã-Bretanha, é favorável, anunciou esta quinta-feira o primeiro-ministro José Luis Zapatero.  

19:53
03 de Junho 04    
   
 
  O primeiro-ministro de Espanha considera que a resolução de Washington e Londres sobre o Iraque é «favorável e construtiva».



«Desejamos que o processo de soberania seja o mais rápido possível, que a integridade territorial no Iraque seja garantida, que os iraquianos tenham o mais depressa possível o seu próprio processo eleitoral e que as forças militares fiquem no local o menor tempo possível», disse José Luis Zapatero, numa conferência de imprensa conjunta com o homólogo britânico, Tony Blair, no Nº10 de Downing Street, em Londres.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ftsf.sapo.pt%2Fimagens%2F2004%2F06%2Fnoticias%2Fimgs%2F03%2Fgrande%2Fzapatero_blair.jpg&hash=550d4c7c0a0d80f11414ad5a95d6b2a6)


Agora são tão amiguinhos... :twisted:
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 05, 2004, 12:09:52 pm
JN

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Relatório critica as tropas da coligação


As Nações Unidas acusaram, ontem, tropas da coligação de cometerem "sérias violações dos direitos humanos" no Iraque, afirmando ser urgente a introdução de medidas que garantam a protecção futura das populações e o julgamento dos responsáveis pelos abusos.

"As sérias violações de direitos humanos e do direito humanitário que ocorreram não podem voltar a acontecer", lê-se no texto de um relatório sobre a situação dos direitos humanos no país, divulgado pelo Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos.

O texto refere terem-se registado "sérios problemas de direitos humanos que têm de ser reconhecidos", entre os quais o facto de muitas pessoas terem sido detidas, "sem se saber publicamente quantas, por que razões, onde foram detidas, em que condições e como foram tratadas".

"O tratamento de prisioneiros iraquianos foi reconhecido pelos líderes da coligação como uma nódoa nos seus esforços de levar liberdade ao Iraque", assinala-se noutro passo. O relatório recorda que as forças da coligação foram para o Iraque para "ajudar a trazer liberdade ao país", que "todos aceitam as boas intenções dos governos da coligação" e que ninguém atribui a estes "a intenção de violar os direitos de cidadãos iraquianos". Embora duro, o texto final deste relatório, que era aguardado com alguma expectativa, acaba por não utilizar linguagem incisiva, fruto de negociação com os EUA.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 05, 2004, 12:10:55 pm
JN

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EUA cedem à Polícia controlo de cidades xiitas
 
 
Polícias iraquianos já patrulham as ruas de Najaf


As forças norte-americanas aceitaram retirar-se de algumas posições nas cidades xiitas de Najaf e Kufa e confiar a segurança nos lugares santos à Polícia iraquiana, no âmbito de uma trégua com os milicianos radicais de Moqtada Sadr, informou, ontem, um oficial do Exército.

"O governador de Najaf anunciou que a Polícia iraquiana vai colocar-se em redor e no interior de sectores sensíveis próximos dos lugares santos. As forças da coligação retirar-se-ão e encarregar-se-ão dos sectores fora dos lugares santos em Najaf e Kufa", disse o capitão Douglas Duecker.

O chefe radical xiita Moqtada Sadr garantiu que "retirará as forças das cidades se a polícia garantir a segurança dos lugares santos" e é "o que esperamos que ele faça", acrescentou.

Pouco antes, um responsável do "Exército de Mehdi" anunciara o propósito de retirar os seus combatentes das ruas de Kufa e Najaf.

Mas, em Bagdade, quatro soldados norte-americanos foram mortos e cinco ficaram feridos num ataque contra a coluna militar em que seguiam no limite do bairro xiita de Sadr City. No mesmo bairro, quatro iraquianos foram mortos e outras 11 pessoas ficaram feridas - três das quais soldados norte-americanos -, em confrontos entre milicianos do líder xiita radical Moqtada Sadr e tropas dos EUA.  
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 05, 2004, 12:13:20 pm
DD

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Iraque: EUA e Reino Unido apresentam nova versão de resolução

Os Estados Unidos e o Reino Unido apresentaram esta sexta-feira no Conselho de Segurança das Nações Unidas uma nova versão do seu projecto de resolução sobre o Iraque, anunciou o Departamento de Estado norte-americano.



O novo texto sublinha de forma mais explícita a plena soberania do Iraque após a transição de poder de 30 de Junho e precisa que as futuras autoridades do país terão direito a participar na decisão sobre a presença de forças militares estrangeiras no Iraque, revelou o porta-voz adjunto do Departamento de Estado norte-americano, Adam Ereli.
A nova versão do projecto de resolução esclarece ainda que o mandato da força internacional termina quando acabar o processo político no Iraque, o que está previsto para acontecer em Dezembro de 2005.

O documento apresenta «resposta a todos os pontos de vista apresentados pelo Governo iraquiano e pelos outros membros do Conselho de Segurança», declarou Adam Ereli, sem, contudo, esclarecer quando é que o texto será votado pelo organismo.

O projecto de resolução dos dois países foi apresentado no dia 24 de Maio, mas vários países pediram que fossem introduzidas algumas alterações, reclamando que o texto fosse mais preciso sobre a data da saída das forças da coligação e sobre a sua relação com o novo poder de Bagdad.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 05, 2004, 12:33:30 pm
CM

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IRAQUE: BAIXAS NORTE-AMERICANAS SOBEM A 600  
Quatro soldados norte-americanos morreram, esta sexta-feira, quando uma explosão atingiu a viatura em que seguiam, na zona este da capital iraquiana, Bagdad. Estas baixas elevam a 600 o número de morte em acção entre as forças dos EUA desde o início da invasão do Iraque.  
d.r.
 
O ataque desta manhã causou ferimentos em outros cinco soldados. O veículo atingido ficou em chamas, sendo o local isolado de imediato por outras forças norte-americanas. As causas da explosão estão ainda por apurar.

Testemunhas no local afirmam que os militares dispararam uma granada sobre um veículo que seguia num caminho situado em campo aberto, na zona este de Bagdad.

No entanto, é frequente a detonação de bombas colocadas nas estradas do Iraque mais frequentemente usadas pelas forças norte-americanas.  
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 05, 2004, 03:47:21 pm
DD

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Bush: resolução sobre o Iraque será aprovada em uma semana

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assegurou, este sábado, após reunir-se com o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, em Roma, que a ONU aprovará a nova resolução sobre o Iraque no prazo máximo de uma semana.



O novo projecto de resolução, apresentado sexta-feira à noite pelos EUA e pela Grã-Bretanham, inclui já várias exigências de diversos países e contempla a possibilidade do novo Governo iraquiano pedir o fim do mandato da força internacional estacionada no Iraque.
Bush e Berlusconi estiveram reunidos no Palácio de Villa Madama, no Norte de Roma, para analisar a situação no Iraque, naquele que foi o último acto oficial do presidente norte-americano em Itália antes de partir para França, onde participará nas celebrações do 60.º aniversário do desembarque da Normandia.

05-06-2004 13:04:33
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 06, 2004, 02:58:02 pm
TSF

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IRAQUE
Ataque a centro de recrutamento
Pelo menos seis pessoas foram mortas pela explosäo de um carro bomba à entrada de um centro de recrutamento militar.  

13:13
06 de Junho 04    
   
 
  O ataque deu-se na cidade de Tayi (30 quilómetros a norte de Bagdad), difundiu este domingo a rádio iraniana.

O atentado causou ainda duas dezenas de feridos, entre os quais dois soldados norte-americanos.

Fontes militares da coligaçäo admitiram ter conhecimento de «um número indeterminado de mortos e feridos».

O centro de recrutamento militar de Tayi está instalado em anexo a um quartel das forças dos Estados Unidos.

Um outro centro de recrutamento iraquiano foi atacado na sexta-feira em Mossul, no norte do país, tendo ficado feridas pelo menos oito pessoas
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 06, 2004, 02:58:34 pm
TSF

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IRAQUE
O regresso da pena de morte
O novo ministro da Justiça iraquiano, Malek Dohane al-Hassan, revelou hoje à imprensa que o seu país vai restabelecer a pena de morte após 30 de Junho.  

13:37
06 de Junho 04    
   
 
  Assim, o antigo presidente Saddam Hussein poderá vir a ser condenado à pena capital.

«A pena de morte apenas está suspensa no Iraque, mas com o regresso da soberania nada obrigará a manter essa suspensäo. Pretendemos restabelecê-la para casos muito específicos», acrescentou Hassam.

A pena de morte foi suspensa no Iraque em Abril de 2003 pelo antigo chefe do Comando Central norte-americano (Centcom), o general Tommy Franks, após a queda de Bagdad às mäos dos norte-americanos.

«Na época de Saddam Hussein, 120 crimes eram passíveis de pena de morte, mas nós vamos reduzir esse número", acrescentou o novo ministro da Justiça iraquiano.

A pena capital contempla «por exemplo, os responsáveis pelas valas comuns ou os que delapidaram as riquezas petrolíferas», disse o ministro.

«Muita gente pergunta-me se Saddam Hussein pode escapar à pena de morte. Para mim, a questäo é muito simples: ele foi o chefe das Forças Armadas e desertou. Segundo as suas próprias leis, este crime já é passível de pena de morte», sublinhou.
 
Título: A queda de um sonho imperial
Enviado por: Rui Elias em Junho 07, 2004, 12:57:16 pm
Seria fastidioso estar sempre a repetir os mesmos argumentos.

Apenas cabe realçar que os EUA já reconheceram o lamaçal em que se meteram e que até Bush já reconheceu que nem todos os combatentes iraquianos são terroristas, como a propaganda ocidental tentou fazer passar durante meses.

A gota que fez transbordar o copo foram as imagens das torturas aos prisioneiros o que retirou a credibilidade e a superioridade moral aos invasores.

E a queda do director da CIA por motivos "familiares" foi o primeiro passo para a reviravolta política da Casa Branca.

Os EUA perderam politicamente esta guerra, e mais cedo ou mais tarde perdê-la-ão militarmente, a menos que saiam rapidamete, e que o governo a ser empossado a 30 de Junho tenha um mínimo de credibilidade internacional.

De outro modo o atoleiro eternizar-se-há.
Título: Fábio G
Enviado por: Rui Elias em Junho 07, 2004, 01:00:32 pm
Com o devido respeito:

Porque é que você coloca tantos pots seguidos?

Pretende bater o record de intervenções neste forum? :wink:
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 07, 2004, 01:08:56 pm
TSF

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IRAQUE
Explosões perto da mesquita de Kufa causam «muitas vítimas»
Várias explosões foram hoje ouvidas num complexo próximo da mesquita de Kufa, quando se incendiaram munições utilizadas por elementos de milícia de Moqtada Sadr, segundo testemunhas e membros do grupo xiita.  

11:50
07 de Junho 04    
   
 
  Chamas e fundo ergueram-se acima do edifício, ao mesmo tempo em que se ouviam explosões secundárias.

Bombeiros e ambulâncias acorreram ao local, onde estavam entrincheirados elementos da milícia de Sadr, o exército al-Madhi.

Abbas Khoder, um dos membros da milícia afirmou que estava dentro da mesquita quando ouviu a explosão, tendo então visto «estilhaços e fogo».

«Havia muitas pessoas do al-Mahdi dentro da mesquita, assim como visitantes», disse, adiantando que «há muitas vítimas».
 


E porque é que voçê bate sempre na mesma tecla, de que a Espanha tem isto e nós deviamos ter isto e aquilo e quantidade, etc... :wink:
Título: Fébio G
Enviado por: Rui Elias em Junho 07, 2004, 02:01:20 pm
Tem razão. Mas é aquilo que penso e preconizo.

Touchê ! :wink:
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 08, 2004, 11:10:47 am
SIC

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2004-06-08 09:27  
Luso-americano morto no Iraque
 
Notícia foi confirmada ontem
 
 
 
   
Morreu um militar luso-americano no Iraque no passado fim-de-semana. O sargento Humberto Timóteo, de 25 anos, faleceu sábado de manhã em Bagdade no seguimento de uma explosão no veículo militar onde seguia.
 
Lusa
 
 
 
 
A notícia da morte do sargento Humberto Timóteo, residente em Newark, EUA, foi confirmada pela família do soldado que só teve conhecimento da tragédia ontem à tarde.

Integrado numa força da Guarda Nacional de Nova Jersey, o sargento Timóteo morreu quando a resistência iraquiana accionou uma bomba à passagem do veículo militar em que seguia.

Morreu no mesmo incidente o soldado Ryan E. Doltz, de 26 anos, também de Nova Jersey e do mesmo contingente da Guarda Nacional.

As autoridades militares só divulgaram o nome destes dois militares ao fim do dia de segunda-feira, após cumprido o processo de notificação dos familiares das vítimas.

Na sexta-feira, tinham morrido no leste de Bagdade em incidente semelhante cinco militares, dois dos quais da mesma força de intervenção da Guarda Nacional de Nova Jersey a que pertencia o sargento Humberto Timóteo. Neste incidente de sexta-feira, registaram-se ainda cinco feridos.

Segunda-feira não eram ainda conhecidos pormenores
sobre a chegada do corpo do sargento Timóteo aos Estados Unidos nem quaisquer outros pormenores sobre o funeral.

Um americano de Estarreja

O sargento Humberto Timóteo, que foi para os Estados Unidos em 1985, era natural de Veiros, Estarreja.

Depois de cumprir o serviço militar no exército norte-americano, durante o qual esteve destacado na Coreia, Humberto Timóteo alistou-se na Guarda Nacional de Nova Jersey, mantendo o seu emprego no sector de carga da Continental Airlines.

Até segunda-feira à noite, e desde o início da ocupação do Iraque em Março de 2003, morreram no Iraque 829 militares norte-americanos, dos quais 613 em combate.

O número de militares norte-americanos feridos elevava-se segunda-feira a 4690.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 10, 2004, 12:41:44 pm
DD

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EUA vão enviar mais 5.000 soldados para o Iraque este Verão

O Pentágono vai aumentar o número de tropas no Iraque para 145.000 este Verão, aumentando assim em cinco mil o número de militares no país, em reconhecimento das dificuldades continuadas das forças da coligação em manter a segurança no país.



As cinco mil tropas pertencem aos Marines. O envio está previsto para Agosto, informa o jornal Usa Today. O periódico acrescenta que o número de tropas pode ser superior a 145.000, devido a um maior número de substituições.
09-06-2004 18:22:56
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 11, 2004, 11:29:24 am
Ainda havemos de esperar, não muito tempo, para ver no que o Iraque se vai tornar, se governado por um governo fantoche.

A ida do presidente iraquiano ao encontro do G-8 traduz uma forma dos americanos e ingleses apresentarem o novo "eleito" pelos ocupantes aos mais reticentes da invasão, como a Rússia, a Alemanha e a França.

Mas lembrem-se de que para além dos conflitos e resistência iraquiana sunita e xiita não estar terminada, apesar de algum abrandamento nas acções, os curdos do norte ainda não apresentaram a factura aos americanos pelo seu apoio à invasão.

E penso que a factura será pesada.

Mais uma razão para que estratégicamente a Turquia caminhe rápidamente para preencher os requisitos para a sua entrada na União Europeia.

Estratégicamente a Turquia já não tem a importância para os EUA que teve no passado.
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 11, 2004, 11:40:46 am
Rui, sabendo todos nós que criticar é fácil ( e quase todos nós nos opusemos à invasão iraquiana ) gostaria de o ver a si a propor soluções ( hipotéticas claro ) e alternativas à acção actual da coligação no Iraque.

O que acha que se deveria fazer? O que se está a fazer bem e o que se está a fazer mal?

Uma coisa já entendi: para si se a a coligação decidir ficar mais tempo no Iraque são "nazis violadores da liberdade". Se decidirem retirar de imediato são "invasores que fogem com o rabo entre as pernas".  :idea:
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 11, 2004, 11:58:53 am
TSF

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Bomba explode à passagem de coluna norte-americanos
Explodiu, esta sexta-feira, uma bomba à passagem de uma coluna militar norte-americana, na auto-estrada que liga o Iraque à Jordânia. A detonações aconteceu a dois quilómetros de Fallujah e não provocou vítimas.
 
( 10:13 / 11 de Junho 04 )

 
 
 
«Cerca das 08:10 (05:10 em Lisboa) explodiu uma bomba na auto-estrada, depois de passar uma coluna norte-americana de três ou quatro veículos», disse Marwan Ali, uma testemunha.

A mesma fonte adiantou que «apenas a viatura de um civil ficou ligeiramente danificada» e que «ninguém ficou ferido».

Entretanto, um soldado norte-americano, que ficou ferido na sequência de um atentado, na passada quarta-feira, a leste de Bagdad, morreu vítima dos ferimentos infligidos, segundo adiantou o exército dos Estados Unidos, em comunicado.
 
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 11, 2004, 12:04:58 pm
Ricardo Nunes:

Folgo em saber que a maioria dos colegas deste forum foram contra  a invasão (embora eu pensasse o contrário).

Como compreenderá tenho que ser muito comedido nas minhas considerações sobre este conflito, mas acho que lhe posso dizer que o mal está feito.

Não cabe a quem sempre se opôs à invasão, por princípio arranjar agora soluções para um conflito apresentado como libertador, e que rápidamente se percebeu que foi:

1 - Motivado pelas 3 mentiras (ADM's, ligações  do regime de Saddam ao terrorismo islamista  democratização da região, tendo como apêndice a resolução do conflito israelo-palestiniano).

2 - Não foi a invasão bem recebida pela maioria da população iraquiana, ao contrário da propaganda ocidental, nomedamente pelos xiitas, maioritários, e vítimas do jugo de Saddam, mas que preferem implantar um regime islâmico, que pró-ocidental (e ainda se há-de tornar evidente a influência que o Irão tem tido nos últimos meses no desenrolar dos acontecimentos).

Quanto a soluções, cabe pois a quem se meteu no atoleiro encontrá-las e não a quem se opôs a ele.

Mas agora, que a situação é a que é, há que não enveredar por um governo fantoche baseado no de Karzay.

Esse será o primeiro erro de palmatória, porque nunca será representativo e será visto pela população como um governo de traidores e vendidos ( a fazer lembrar a França de Vichy).

Julgo que os ocupantes terão que encontrar rápidamente um grupo (um conselho minimamente representativo da população e passar o poder político para esse conselho (a data de 30 de Junho é apenas simbólica, pois o satus quo manter-se-á, e até que se realizem eleições muita água há-de correr pelo Tigre e muitos roquetes hão-de ser disparados.

Porque nem sequer se sabe quantos eleitores há no Iraque.

Se a ideia é formar uma espécie de "constituinte" é porque sabem que nunca mais haverá acordo.

Exportar modelos ocidentais à força faz lembrar de facto as cruzadas e nesse caso estão a dar razão aos fanáticos seguidores das teses dos waabitas.

Creio que uma democracia orgânica surgida do conjunto da sociedade iraquiana, com poderes locais que se congregassem numa figura minimamente aceitável por todos seria o ideal, mas dado o extremar de posições a que se chegou, parece-me impossível.

O que preconizo é um modelo federal, básicamente dividido em 4 grandes regiões (norte para os curdos, centro-oeste para os sunitas, centro e centro leste, incluíndo Bagdad para xiitas e sul para os xiitas)

Bagdad seria uma espécie de capital federal com uma pequena região circundante.

Mas só uma mão de ferro, pelo menos nos primeiros tempos é que conseguiria levar qualquer plano a bom porto.

E a mão de ferro deverá ser iraquiana e não americana.

Esse foi o pecado original desta aventura militar.

Quanto a uma retirada apressada, esta não acontecerá já que a restência iraquiana tem características diferentes da guerrilha do Vietname, que nos útimos anos lutou de forma mais convencional.
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 11, 2004, 12:23:13 pm
Concordo consigo, Rui, embora a "mão de ferro" me deixe algumas dúvidas...  :wink:

Também acho que é importante restabelecer a legitimidade democrática, por forma a criar um poder forte que se possa auto-sustentar, ao contrário do que se passa no Afganistão. Assim, seria possível afastar gradualmente as tropas americanas, que são um dos principais focos de descontentamento.

Depois é preciso conciliar os diversos desejos autonómicos, com a necessidade de manter um estado unido, e aí o modelo federal é capaz de ser o mais interessante...
Título: Con pesar...
Enviado por: ferrol em Junho 11, 2004, 01:30:21 pm
Transcribo agora o titular dun xornal español que de seguro algúns coñecen:
http://www.larazon.es/noticias/noti_nac06.htm (http://www.larazon.es/noticias/noti_nac06.htm)
Citar
Tropas aliadas se mofaron de las españolas en su retirada con insultos, cacareos y huevos de gallina

Portugueses y polacos, con banderas blancas, se burlaban de la Legión camino de Kuwait

Só unhas liñas para amosa-la repulsa a esta situación. Os militares só recibían ordes superiores, e durante a súa estancia no país comportáronse como calquera outro continxente.

Queixome da baixa catadura moral tanto dos soldados que se burlaron como dos mandos que permitiron as burlas. E vexo que entre os portugueses tamén hai xente con poucos escrúpulos. Unha mágoa, tiña mellor concepto da súa xente.

Son cousas que non se esquencen e que algúns teremos en conta.
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 11, 2004, 01:34:03 pm
Ferrol, com o devido respeito, se isso aconteceu realmente, então lamento pelo comportamento das nossas forças... mas tenho sérias dúvidas sobre a veracidade dessa notícia.

Se isso tivesse acontecido, os media portugueses teriam feito imediatamente um barulho dos diabos  :?  Parece-me algo estranho, nada típico do comportamento das forças portuguesas em operações internacionais...
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 11, 2004, 01:43:01 pm
Em caso de ser verdade, acho que é vergonhoso.

Da parte da nossa GNR que nem sequer é uma força militar, é duplamente vergonhoso, já que vergonha deviam ter esses mercenários que estão a participar na ocupação de um país, e que em nada contribuem para a sua pacificação.

Ainda para mais, quando se sabe que a GNR tem estado mais entretida a proteger-se a si própria no perímetro do quartel que outra coisa, enquanto esperam que acabe a comissão de serviço muito bem remunerada (pelo menos em comparação com a generalidade dos funcionários públicos, e nomeadamente em relação aos seus colegas da GNR que por cá andam sem participarem na ocupação de um país soberano, e que ganham bastante mal).

Mas como disse há que saber se é mesmo verdade.
Título: Re: Con pesar...
Enviado por: dremanu em Junho 11, 2004, 06:05:15 pm
Citação de: "ferrol"
Transcribo agora o titular dun xornal español que de seguro algúns coñecen:
http://www.larazon.es/noticias/noti_nac06.htm (http://www.larazon.es/noticias/noti_nac06.htm)
Citar
Tropas aliadas se mofaron de las españolas en su retirada con insultos, cacareos y huevos de gallina

Portugueses y polacos, con banderas blancas, se burlaban de la Legión camino de Kuwait
Só unhas liñas para amosa-la repulsa a esta situación. Os militares só recibían ordes superiores, e durante a súa estancia no país comportáronse como calquera outro continxente.

Queixome da baixa catadura moral tanto dos soldados que se burlaron como dos mandos que permitiron as burlas. E vexo que entre os portugueses tamén hai xente con poucos escrúpulos. Unha mágoa, tiña mellor concepto da súa xente.

Son cousas que non se esquencen e que algúns teremos en conta.



Apesar de ter o seu quê de cómico, não acredito que sejá verdade. Creio que o sector ocupado pela GNR nem está próximo do sector onde se encontravam os Espanhoís.
Título:
Enviado por: NVF em Junho 11, 2004, 07:38:27 pm
Isto cheira-me completamente a tanga. Então e nem sequer há umas fotos para confirmar? Não acredido que os soldados espanhóis não tenham levado umas máquinas digitais.

Qual o verdadeiro interesse que estará por detrás destas calúnias (é o que são até prova e mcontrário)?
Título:
Enviado por: papatango em Junho 11, 2004, 09:54:38 pm
É necessário notar sempre a origem das noticias e quem as emite.

O jornal La Razon, é conhecido pelo seu discurso neo-nazista e por ter entre os seus colaboradores gente ligada aos movimentos neo-nazis das Jons e Falange.

São o que de mais baixo se pode fazer em Espanha, no que respeita a jornalismo. Ou seja, trata-se de um pasquim, parecido com uma mistura entre um jornal que havia em Portugal há uns anos, chamado "Jornal do Incrível", com "O Diabo".

Portanto, a seguir vão publicar noticias do estilo:  "muçulmana com barbas deu á luz um mouro com cabeça de macaco", ou " Retirada das tropas Espanholas, negociada com os Marcianos que andam a sobrevoar a peninsula"

De notar que não falam nos Italianos (onde os GNR's estão incluidos) nem sequer nos ingleses. Se fossem os Italianos ou os Ingleses (o que faría muito mais sentido porque há 83 deles para cada português a opinião pública não ficaría tão irritada. Mas não! São os Polacos, os Portugueses e os soldados dos paises sul-americanos. Porquê?
Pois porque a audiência deste pasquim considera Polacos, Portugueses e Sul-Americanos como gente inferior. Assim, a "invenção" tem mais sentido e irrita mais as pessoas da extrema-direita.

Há que ler as coisas no devido contexto, e há que saber quem as escreve para entender. E este jornal nunca deixou de insultar Portugal sempre que lhe foi possível.

De notar ainda que o tom da notícia tem o objectivo de dizer: A culpa disto tudo é do Zapateiro. Ou seja: Propaganda política e golpes baixos, de uma imprensa que podía aprender alguma coisa com a imprensa portuguesa.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Tiger22 em Junho 11, 2004, 11:35:54 pm
Citação de: "papatango"
Pois porque a audiência deste pasquim considera Polacos, Portugueses e Sul-Americanos como gente inferior.

 :rir:  :rir:

Eu particularmente acho que 1 português vale por 3 espanhóis. :nice:

Foi sempre assim a longo da história.
Título:
Enviado por: dremanu em Junho 11, 2004, 11:37:25 pm
Citação de: "papatango"
É necessário notar sempre a origem das noticias e quem as emite.

O jornal La Razon, é conhecido pelo seu discurso neo-nazista e por ter entre os seus colaboradores gente ligada aos movimentos neo-nazis das Jons e Falange.

São o que de mais baixo se pode fazer em Espanha, no que respeita a jornalismo. Ou seja, trata-se de um pasquim, parecido com uma mistura entre um jornal que havia em Portugal há uns anos, chamado "Jornal do Incrível", com "O Diabo".

Portanto, a seguir vão publicar noticias do estilo:  "muçulmana com barbas deu á luz um mouro com cabeça de macaco", ou " Retirada das tropas Espanholas, negociada com os Marcianos que andam a sobrevoar a peninsula"

De notar que não falam nos Italianos (onde os GNR's estão incluidos) nem sequer nos ingleses. Se fossem os Italianos ou os Ingleses (o que faría muito mais sentido porque há 83 deles para cada português a opinião pública não ficaría tão irritada. Mas não! São os Polacos, os Portugueses e os soldados dos paises sul-americanos. Porquê?
Pois porque a audiência deste pasquim considera Polacos, Portugueses e Sul-Americanos como gente inferior. Assim, a "invenção" tem mais sentido e irrita mais as pessoas da extrema-direita.

Há que ler as coisas no devido contexto, e há que saber quem as escreve para entender. E este jornal nunca deixou de insultar Portugal sempre que lhe foi possível.

De notar ainda que o tom da notícia tem o objectivo de dizer: A culpa disto tudo é do Zapateiro. Ou seja: Propaganda política e golpes baixos, de uma imprensa que podía aprender alguma coisa com a imprensa portuguesa.

Cumprimentos



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Os Castelhanos são muito esquisitos...hahahahahahah...
Título:
Enviado por: NVF em Junho 11, 2004, 11:37:58 pm
Caro PT,

Obrigado por nos elucidar. De facto, o site não é grande coisa, além de que nunca tinha ouvido falar no jornal em si. Felizmente, que este tipo de jornalismo já não abunda em Portugal (só nos resta o 24 horas).
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 15, 2004, 01:51:25 pm
Massacres e torturas de Abu Ghraib foram ordenadas ao mais alto nível e eram sistemáticas ! Criminosos ao TPI ! :shock:

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Ordens eram para tratar presos iraquianos como cães»
15-06-2004 12:40  

Ex-responsável pela prisão de Abu-Ghraib diz que se tentou «reproduzir» Guantanamo em Bagdad

A comandante americana responsável pelas prisões americanas no Iraque na época em que soldados praticaram abusos contra prisioneiros iraquianos disse que o escândalo é resultado da introdução de métodos de interrogatório semelhantes aqueles praticados na base de Guantánamo, em Cuba.

A general Janis Karpinski disse à BBC que uma decisão de alto nível abriu a possibilidade para que os presos fossem tratados «como cães». Adianta ainda que o comandante geral das forças dos Estados Unidos no Iraque, general Ricardo Sanchez, deveria ser questionado sobre o que sabe dos abusos.

Um soldado envolvido em tortura na cadeia de Abu Ghraib, em Bagdad, já foi sentenciado e outro seis aguardam julgamento em tribunal marcial.

Karpinski dirigia a unidade de polícia militar responsável por Abu Ghraib e outras prisões iraquianas. A General foi suspensa das funções, mas não foi indiciada.

Karpinski afirmou que a inteligência militar ocupou parte da prisão de Abu Ghraib para tornar os interrogatórios mais compatíveis com o modelo de interrogatório praticado aos acusados de «terrorismo» mantidos no campo de detenção de Guantánamo.

A general declarou que o actual chefe das prisões no Iraque, general Geoffrey Miller, antes responsável por Guantánamo, a visitou em Bagdad e disse: «Na baía de Guantánamo aprendemos que os prisioneiros devem conquistar cada coisa que possuem».

«Ele disse que eles são como cãe e que se os deixarem acreditar em algum momento que são mais que um cão, perdem o controlo sobre eles», acrescentou Karpinski.

A general repetiu que nada sabia sobre a tortura e humilhação de presos em Abu Ghraib, e disse que serviu como bode expiatório na história.

Um alto militar americano que investigou os abusos atribuiu a culpa aos soldados ¿ disse não ter provas de que houvesse «uma política ou ordem directa dada aos soldados para os abusos».

Mas Karpinski pensa que os soldados não tiraram as fotos por vontade própria.

«Sei que a unidade da polícia militar à qual aqueles soldados pertenciam não estava em Abu Ghraib por tempo suficiente para estar tão segura a ponto de uma noite resolverem tirar os detentos das celas, empilhá-los e tirar fotos deles próprios em várias posições».

A ex-comandante acha que mais detalhes sobre o que aconteceu serão revelados ao longo dos julgamentos dos soldados.


 
 
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 15, 2004, 02:02:39 pm
Sobre a GNR no Iraque:

Também li em La Razón os alegados insultos e enxovalhos de alguns GNR's às tropas espanholas. Ignoro se corresponde à verdade, mas há que admitir que tal se poderia ter passado. A ser assim, é escandaloso e os responsáveis devem ser severamente punidos.

Tanto mais que apenas temos 128 GNR's no Iraque (e já são demais...) que estes não lutam, nem patrulham e que se remetem ao quartel, limitando-se a coçar os ... enquanto rezam para que não lhes caiam umas morteiradas em cima (há dias 6 soldados europeus foram mortos por morteiros na zona polaca). Nestas condições não me parece que possam ter autoridade moral para criticar seja quem for. Tanto mais que a atitude mais honrosa foi a dos espanhóis que retiraram de uma terra que nunca deviam ter ocupado e onde eram OBJECTIVAMENTE cúmplices dos massacres e torturas infligidas a esse valente povo pelos criminosos americanos !

A GNR está no Iraque apenas para americano ver. Nada fazem de útil nem para nós nem para os iraquianos. E ganham 6000 euros por mês enquanto estão lá !!! Como se fossemos ricos...

Trata-se do resultado de uma traição a Portugal e à Europa do ... e da miserável ..., que acabam de ser severamente punidos nas urnas pela sua traição ! As nossas desculpas aos amigos espanhóis que foram enxovalhados por esses irresponsáveis.
Título:
Enviado por: typhonman em Junho 15, 2004, 02:35:53 pm
O europatriota está cá com uns tiques...

Não se esqueça que a velha Europa, ou melhor um dos países da velha europa cometeu a atrocidade de matar 6 milhões de judeus, invadir uma data de países e subjugou outros tantos...

Não me venha com essa treta agora do patriotismo europeu, porque isso não existe.. Veja-se os resultados da abstenção nas recentes eleições europeias...

Como disse a uns anos atrás o T Coronel da Foraça Aérea Brandão Ferreira num artigo publicado na mais alto acho que de 1988, a união europeia não está unida pelo coração, é uma união pelo estomâgo, agora faça uma reflexão...

EuroPatriota, com esse discurso parece os nossos "amigos" do BE.. :roll:
Título:
Enviado por: typhonman em Junho 15, 2004, 02:37:52 pm
O Durão pode não estar a governar bem, mas isso não é razão para insultos...
O mesmo se aplica à oposição...
Título:
Enviado por: papatango em Junho 15, 2004, 04:01:44 pm
Gostei bastante das notas do Sr. Europatriota.
Fiquei a saber que afinal os terroristas são muito boa gente, que afinal assassinam á morteirada, e que é uma coisa muito pró-europeia amandar morteiros sobre os nossos compatriotas da GNR, que matar portugueses é uma coisa muito patriótica.

Fiquei a saber que o regime assassino do Sr. Saddam Hussein, era muitissimo bom e que toda a corja de criminosos que o apoiava e que enchia o c* com o dinheiro do petroleo, deixando um dos países mais ricos do mundo na mais abjecta miséria, afinal era um regime muito patriótico.

Embora tenha entendido a opinião, pessoalmente continuo a achar o que sempre achei.

O regime de Saddam era um regime odioso.
Nem todos os algozes que mataram e assassinaram estão na cadeia.
Os assassinos que ainda andam na rua a matar e a assassinar iraquianos, são o equivalente á PIDE, se em 1974 não tivesse sido “desmobilizada”

A PIDE tería certamente resistido (como organização patriótica que era) a esta coisa anti-patriótica que é o direito de votar, por muito imperfeita que a democracía seja em muitos aspectos. A PIDE tería certamente morto portugueses á morteirada, como alguns confirmaram, que chegaram a pensar nisso, mas não tinham morteiros á mão.

Os bandidos e os assassinos não são, nem nunca foram patriotas, nunca lutaram pela liberdade ou pelo direito do povo, lutam para que a sua Máfia chule, e roube o mais possível. Estiveram habituados a chular e a roubar durante décadas e agora não querem deixar que as coisas estabilizem, porque os chulos têm mais dificuldade em arranjar trabalho num país normal.

Defender os terroristas iraquianos é objectivamente a mesma coisa que defender assassinos.

Mas o Sr. “euro”-Patriota, tem o direito de defender a PIDE iraquiana, porque a democracia (em que o senhor não acredita e da qual desdenha) lhe dá esse direito.

Tenho muitas duvidas de que  algum militar da GNR tenha feito o que é referido na noticia do pasquim “castelhano” (neste caso o termo castelhano aplica-se).

Cumprimentos
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 15, 2004, 04:06:15 pm
Thyphonman:

Essa dos 6 milhões foi antes da constituição da CEE, não foi ? Pois, é que hoje uma guerra entre Estados-membros seria imposível na Europa e França e Alemanha (que se chacinaram aos milhões em 3 guerras em menos de 70 anos) são aliados e pensam mesmo em fusionar os dois países (para além da Grande Fusão que é a Grande Europa). A UE pôs termo à guerra civil europeia que durou quase sem interrupções quase um milénio... Acha pouco ? Acha que aí não há coração ? Lembre-se que Portugal é um país periférico que quase não participou nas Grandes guerras e em todo o seu cortejo de horrores. Para milhões de europeus (a maioria esmagadora dos 700 milhões que somos) a Grande Europa é o projecto do novo século. Ou a Grande Europa ou então a total irrelevância mundial. Dentro de 30/50 anos a China será a maior potência mundial, e há ainda a Rússia, Índia, Brasil, Nação árabe unida, alem dos decadentes EEUU... A Europa unida poderá dirigir por consensos e sabedoria (além do poderio militar, just in case...) o mundo, evitando a catástrofe nuclear para que os neo-nazis busho-sharonescos nos pretendem arrastar...
Título:
Enviado por: Lince em Junho 15, 2004, 04:07:16 pm
europatriota:

Não é a primeira vez que utiliza palavras obscenas neste fórum. Parece ser que o não leu as Regras ou então faz caso omisso delas. Caso este tipo de linguagem continue da sua parte, seremos obrigados a tomar as medidas adequadas para manter a boa educação, os debates sérios e a cordialidade no nosso fórum.

P.S. Antes de pedir desculpas temos que ter a certeza que erramos. Penso que não é o caso, mas se tiver as provas das referidas afrontas faça o favor de as aqui colocar. :roll:
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 15, 2004, 04:39:52 pm
Caro europatriota, estou curioso para ver essas referidas provas. E já agora, a resposta que dá ao nosso membro papatango.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 15, 2004, 04:47:00 pm
Caro Papatango:

Primeiro: não está em causa a democracia no Iraque, mas o seu petróleo e a subjugação da Nação árabe para tentar assegurar a impunidade dos roubos de petróleo e de terras (na Palestina). É sobretudo uma guerra por procuração de SSharon (o estado fundamentalista israelita é a pior ditadura da região, tipo apartheid sul africano, em que só 40% dos residentes de jure têm direito a voto e a cidadania (7 milhões de palestinianos estão privados desse direito e ainda sofrem massacres e humilhações diárias... até que a Palestina seja libertada pela nação árabe e um novo Saladino).

Sadam é um agente dos americanos (invadiu por conta deles o Irão em 1980...) e sempre recebeu armas deles (tal como Noriega e Bin Laden, que a partir de certa altura deixaram de ser úteis). Aliás, protegem-no da justiça iraquiana que o quer julgar...

Mas vamos a um exemplo: durante a ditadura salazarista, nós que por hipótese tínhamos muito petróleo, eramos invadidos por americanos que destruiam todas as nossas infraestruturas, massacravam 15.000 civis com bombardeamentos selváticos (shock and awe) e outros tantos soldados das Forças armadas portuguesas (nacionais e não "salazaristas", note-se). Diziam que vinham libertar-nos da ditadura e chamavam terroristas às forças da resistências que heróicamente lhes armavam emboscadas com meios rudimentares.

Que posição tomava você ? Seria patriota ou colaboracionista ? E acha que os patriotas seriam "salazaristas" ? Ou você desconhece que a maioria esmagadora da oposição democrática  pegaria em armas contra o invasor e lutaria ao lado de quaisquer outras forças nacionalistas ? Não sabe distinguir sórdidos desígnios imperialistas de subjugação e rapina da grotesca propaganda ? Democracia ? Quantas centenas de ditaduras não apoiaram e continuam a apoiar os EEUU, como hoje a de Musharraf, do Koweit e de Israel ?

Sabe que as invasões francesas também nos queriam impôr "as luzes e o liberalismo" ? Isso era a propaganda para enganar tolos... De facto, queriam-nos anexar e roubaram todo o ouro das igrejas e conventos que encontraram... E os patriotas que os repeliram não eram anti-liberais, eram apenas patriotas.  A prova é que dez anos depois tinhamos uma revolução liberal...

Conclusão: a resistência iraquiana defende heróicamente a sua Pátria de ocupantes estrangeiros (mercenários, ladrões de petróleo e torcionários) que tratam ostensivamente os patriotas presos "como cães" !!!  A soldadesca ocupante só têm que se queixar de si mesma. As leis da guerra ordenam abater todo o ocupante e ladrão de terras. Um ocupante é um terrorista e deve ser tratado como tal, seja na França ou Rússia dos anos 40, seja na Palestina e Iraque de hoje. Quanto à nossa GNR, foi atraída com vencimentos principescos (1200 contos por mês) e vendeu a alma ao diabo, esquecendo a honra e a dignidade militar (segundo a qual a sua função deveria ser apenas defender a Pátria, não subjugar a dos outros). Quando defendemos a Pátria vencemos sempre (Aljubarrota), mesmo em inferioridade numérica, quando tentamos oprimir os outros (Toro, Alcácer-Quibir...) fomos derrotados... e bem.

Acresce que 70% dos portugueses criticaram violentamente a invasão do Iraque e o envolvimento anti-patriótico das nossas autoridades e forças militarizadas nessa aventura de irresponsáveis militaristas... a soldo de Washington. A nossa Pátria é a Europa e Portugal, cujas bandeiras flutuam ao vento na nossa terra... não os EEUU imperiais e arrogantes e criminosos de guerra... Esses acabarão em Haia no TPI... e, espero, na forca, tal como os seus modelos nazis em Nuremberga. Viva a Europa !
Título: Terrorista diz que vida está difícil no Iraque
Enviado por: Tiger22 em Junho 15, 2004, 05:21:14 pm
Portugal Diário 2004/06/15

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Carta, divulgada na Internet e cuja autenticidade não foi possível apurar, terá sido escrita por um jordano.

O líder de um grupo de terroristas iraquianos escreveu alegadamente uma carta a Bin Laden afirmando que as forças da coligação estão a apertar cada vez mais o cerco e a vida a tornar-se mais difícil.

A carta, divulgada segunda-feira em sites da Internet e cuja autenticidade não foi possível apurar, terá sido escrita por Abu Musab al-Zarqawi, um jordano cujo grupo reivindicou a responsabilidade pela decapitação do norte-americano Nicholas Berg.

O líder terrorista acrescenta que os combatentes iraquianos estão a correr contra o tempo numa tentativa de formar batalhões que possam tomar conta do país «quatro meses antes da formação do prometido governo iraquiano, esperando estragar os seus planos».

Al-Zarqawi refere-se alegadamente à constituição do governo saído das eleições previstas para Janeiro do próximo ano.

Está prevista a intensificação dos ataques terroristas aos soldados e polícias iraquianos, considerados como «o olho, o ouvido e a mão dos ocupantes», no que será uma nova fase do combate, antes que «eles tomem o controlo totalmente».

As autoridades norte-americanas consideram que al-Zarqawi é o líder de uma organização terrorista independente, embora seja aliado de Bin Laden.


 :P  :lol:  :lol:
Só espero que após isto, se vá à procura dos cúmplices dos assassinos que cá na Europa (com a França à cabeça) lhes deram cobertura, tanto no momento actual como no passado à custa de chorudos contratos para a exploração de petróleo e grupo onde sem dúvida alguma podemos incluir a Rússia. Enfim, aqueles que poderíamos chamar de euroassassinos, eurooportunistas ou eurocorruptos.
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 15, 2004, 05:24:07 pm
Caro europatriota permita-me tecar alguns comentários à sua intervenção.

Você chega a uma conclusão politicamente correcta e que à primeira vista é bastante tentadora. Contudo esquece-se de referir alguns factos importantes baseando-se apenas na sua interpretação pessoal do assunto.

Comecemos pelo mais simples: concordar e apoiar a estratégia de um país, qualquer que ele seja, não significa que se siga a política desse país cegamente, como alguns ramos políticos tanto tentam passar para opinião pública. Tal como eu não aceitaria que nos chamassem "cãezinhos" de Chirac, se a posição do nosso governo tivesse sido contra o conflito iraquiano, também não aceito que nos chamem seguidores de Bush. Afinal de contas  numa questão que tem apenas 2 lados, é difícil que todos, excepto um, se coloquem de um dos lados não é?
A facilidade com que incrimina os norte-americanos por um apoio a certos regimes, até certo ponto compreensível mas não justificável pela Guerra fria que se vivia, contrapõe com a sua indisponibilidade de criticar, por exemplo, o governo francês pela venda de armamento, tecnologia nuclear e apoio ao governo de Saddam Hussein, do qual a ELF gerou a maior fortuna alguma vez vista. Claro, não lhe convém criticar a França.  (*) ( ler o artigo no final deste post )
Notei que nestes aspectos o senhor é bastante faccioso.

Quando vossa excelência diz:
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A nossa Pátria é a Europa e Portugal

Porque coloca 1º a Europa e só depois Portugal? Peço desculpa, é óbvio que não fez isso de propósito estou certo mas devo-lhe dizer que a minha pátria é Portugal. Apenas e só Portugal. A união europeia, por agora, não passa apenas disso - uma união. E, como deve saber, foram mais os países da Europa a 25 que apoiaram os EUA do que aqueles que não o fizeram. Logo, o senhor está a contradizer-se.

Quanto à sua comparação com o regime salazarista, ela é justificável, embora sejam situações completamente diferentes. O mesmo se passou com a Sérvia durante a crise do Kosovo, em 1999. Mas nem Salazar, nem Milosevic, se comparou a Saddam que representa um grau de brutalidade incomparável.

Uma pequena nota antes de continuarmos:
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Democracia ? Quantas centenas de ditaduras não apoiaram e continuam a apoiar os EEUU, como hoje a de Musharraf, do Koweit e de Israel ?
Eu devo ser o membro mais ignorante e desatento deste fórum. Não fazia a mínima ideia que Israel tinha passado de uma democracia parlamentar para um regime déspota.  :roll:

Quanto à situação Iraquiana em si. Gosto da sua argumentão que, subjectivamente, é de facto correcta. Agora, após uma análise objectiva da situação, posso concluir que o senhor só diz disparates.

Começando pelo mais simples:
A luta pela suposta liberdade iraquiana é absurda. A transição dar-se-á a 30 de Junho e, como espero que entenda, não se entende porque é que uma luta armada surgiria antes do momento crucial para a democracia iraquiana. Esta é de facto uma luta pelo poder dentro das diversas facções iraquianas.
Outra das coisas que não entendo é que nenhum dos grupos que lutam contra as forças da coligação referem nos seus comentários a liberdade iraquiana e a democracia iraquiana. A única razão que apontam para a sua luta é a presença dos infiéis em solo iraquiano. A mim parece-me que existe uma maior fumentação religiosa e fanática nesta luta do que propriamente o interesse na democracia e liberdade iraquiana? Não concorda?
Avaliando agora aqueles que lutam, podemos entender que no geral são estrangeiros ( os autores de atentados suícidas ) e normalmente seguidores de alguma fação ( Al-Sadr por exemplo, que não tem qualquer interesse num Iraque livre ).

O que eu não entendo é que se a luta armada está assim tão interessada no bem estar do povo iraquiano porque é que não esperou pela transição de poder? Afinal de contas aqui está a grande diferença: a coligação nunca entrou no Iraque com o intuito de o conquistar e lá permanecer. Será que é capaz de entender isso?

Outro ponto em que estamos totalmente em desacordo é a morte de vidas civis iraquianas que, quando provocadas pelos americanos são martires, e quando provocadas pelos "terroristas" são colaboracionistas.
Um homem, sua mulher e 2 filhas são colaboracionistas apenas por estarem, casualmente, a passar em frente de um blindado americano quando um bombista suicida se decide explodir?
Isto é para si um colaboracionista? Por amor de Deus.

Outra questão interessante é a GNR, e a sua motivação. Eu vejo-a como soldados que após a ordem de ida para o Iraque se ofereçam como voluntários, sendo claro o dinheiro uma das motivações. Você vê-os como mercenários ocupantes. Está no seu direito. Eu prefiro pensar que muitos dos que para lá foram, foram mentalizados que estavam lá para ajudar a estabilizar a situação e para apoiar o povo iraquiano.

Espero que compreenda as diferenças. Formular opiniões politcamente correctas sob um ponto de vista subjectivo é fácil europatriota. Mas por outro lado ignorante e irresponsável. Pessoalmente detesto visões bi-polares do mundo. Ou se está bem ou mal. As coisas não são assim. Tal como a coligação muitas vezes agiu incorrectamente também as mílicias iraquianas que de momento existem são grupos sem qualquer respeito pela vida humana guiadas por um anti-americanismo cego e um ódio aos ocidentais. Nenhuma destas facções tem como objectivo a implementação de uma democracia nem muito menos a liberdade no Iraque. Se o tivessem então não teriam qualquer problema em esperar e negociar até ao 30 de Junho.

Despeço-me como vossa excelência se despediu no seu post, mas com uma pequena modificação: viva Portugal!


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(*) - Artigo interessante, em que a França se recusa a perdoar a dívida iraquiana. Este artigo não pretende de maneira nenhuma criticar a posição da França face a este assunto, mas mesmo assim não deixa de ser curioso.

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Bush Fails to Gain G-8 Agreement on Amount of Iraq Debt to Cut

June 9 (Bloomberg) -- U.S. President George W. Bush failed to reach agreement with other Group of Eight leaders on the amount of Iraq's estimated $120 billion in debt to be cut after France pressed to limit relief to 50 percent.

Bush wanted an agreement to write off the ``vast majority'' of Iraq's debt, a U.S. official said yesterday. France sought a G-8 endorsement for ``substantial'' relief, defined by the Paris Club group of creditor nations as 50 percent, a French official said today. Both spoke on condition of anonymity.

German Deputy Economics Minister Alfred Tacke said G-8 leaders want to grant ``substantial'' debt relief. The official G-8 statement included no indication on the amount to be cut and said details would be worked out by the Paris Club. The U.S. expects the amount to be more than half, a Bush administration official said, speaking on condition of anonymity.

``Debt reduction is critical if the Iraqi people are to have the opportunity to build a free and prosperous nation,'' the G-8 statement said.

France doesn't want to write down more than half of Iraq's debt because the nation's oil reserves, second- largest in the world, make it better able to pay than some other nations seeking debt relief, Catherine Colonna, a spokeswoman for French President Jacques Chirac, said yesterday.

Iraq's Resources

``Iraq is a country which has resources,'' Colonna said. ``There are very strong points leading us to believe that treating 50 percent of Iraq's debt would be appropriate.''

More discussion is needed on the amount of debt to forgive, said a Japanese official who spoke on condition he not be named.

The 19 nations in the Paris Club, including the U.S., Japan, Russia and France, hold $42 billion in Iraqi debt, the IMF reported in May.

Iraq owes Japan $4.11 billion, of which almost nine- tenths is insurance payments related to trade. Late payment charges bring the total to about $7 billion, according to Japan's foreign ministry.

Canada is prepared to forgive the C$750 million ($552 million) it is owed by Iraq once the Paris Club forges an agreement. Canada also has promised C$300 million over five years to help Iraq rebuild.

Canadian Prime Minister Paul Martin, 65, said he wouldn't send troops to Iraq because he has none to spare after deployments in Afghanistan and Haiti. He said Canada, which is already helping to train Iraqi police officers, may do more to help the country establish democratic institutions such as courts.

``We are certainly prepared to participate,'' Martin said at press conference. ``I do not believe we will be participating with further troop movements, but we are certainly going to participate with expertise.''
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 15, 2004, 05:26:26 pm
Caros amigos:

Procurei a notícia da La Razón (é a segundo jornal da direita mais importante em Espanha, depois do El Mundo, e não um "pasquim falangista" :) ) do dia 11 de Junho.  Ainda que um ou outro detalhe possa não ser inteiramente exacto, parece-me impossível que algo não tenha acontecido...

Aqui está a notícia:

"
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viernes 11 de junio de 2004
Tropas aliadas se mofaron de las españolas en su retirada con insultos, cacareos y huevos de gallina

Portugueses y polacos, con banderas blancas, se burlaban de la Legión camino de Kuwait La enseña nacional fue quitada de la puerta de Base España ocho días antes de empezar el repliegue El cuartel español sufrió constantes cortes de luz y agua cuando comenzó la retirada

Los militares españoles que se encargaron del repliegue se limitaban a cumplir órdenes, y de verdad que las cumplieron, con celeridad y profesionalidad. Pero su retirada de Iraq no fue entendida ni bien vista por los contingentes de otros países, que, mientras los españoles abandonaban Diwaniya camino a Kuwait, les insultaron y se burlaron de ellos. Según ha podido saber LA RAZÓN, efectivos de los contingentes polaco y portugués «despidieron» a las tropas españolas enseñándoles banderas blancas en señal de burla, cacareando a los legionarios y lanzándoles huevos. La tropa española se retiró «llorando», según algunos de sus miembros, y también tuvo que soportar ocasionales burlas de soldados sudamericanos.

Las tropas españolas no fueron despedidas por las polacas y portuguesas con tan buenas maneras como la mujer de la imagen

Diego Mazón
Madrid- El repliegue de las tropas españolas de Iraq ha estado siempre rodeado de un mutismo y un hermetismo que hacía difícil saber cómo y en qué condiciones se estaba produciendo, cuáles eran las sensaciones de los soldados, o cómo fue recibida la retirada por parte de los otros países presentes allí. Pues no todo fue un camino de rosas, según ha podido saber LA RAZÓN de militares que participaron en aquel repliegue, aunque por raciones obvias se mantiene en el anonimato su nombre y su graduación.
   Con la salida de los últimos efectivos del Contingente de Apoyo al Repliegue de Diwaniya se cerraba una retirada prometida una y mil veces durante la campaña electoral por el entonces candidato socialista. Pero el camino a Kuwait del último contingente iba a resultar, cuando menos, denigrante para algunos de los integrantes del contingente español. Muchos de los miembros de la coalición no entendieron la salida de las tropas españolas, y tampoco que éstas cumplían órdenes de su Gobierno, por lo que la tomaron con los soldados. Antes de que llegaran a la frontera kuwaití, las tropas españolas fueron insultadas y vilipendiadas por soldados portugueses, polacos, y algunos sudamericanos, que les mostraban banderas blancas, les cacareaban a su paso e incluso les llegaron a tirar huevos de gallina, según han confirmado a este periódico fuentes militares. Miembros del contingente de tropas sudamericanas también les mostraban el dedo medio y les insultaban, aunque sus burlas fueron menos frecuentes que las de polacos y portugueses.
   Llorando. Después de que el presidente del Gobierno, José Luis Rodríguez Zapatero, ordenase, nada más alcanzar la presidencia, la retirada de las tropas de Iraq, los militares españoles se pusieron manos a la obra para cumplir la orden. Y en menos tiempo de lo esperado, las tropas abandonaban el campamento de Diwaniya, «llorando, con la sensación de irnos con el rabo entre las piernas». Se limitaban a cumplir órdenes.
   Dada la orden, y ocho días antes de que comenzara el repliegue propiamente dicho, la bandera española desapareció de la puerta de Base España, para sorpresa de las tropas. Otro mástil fue instalado en las dependencias interiores del acuartelamiento, para poder cumplir con el arriado diario de la enseña nacional.
   Una vez comenzada la retirada, un grupo de americanos comenzó a tomar posiciones en la antigua base española, deparando una nueva sorpresa al contingente. En vez de una agrupación de marines, entraron en la base trescientos reservistas norteamericanos, que rondaban los cincuenta años, pertenecientes a una unidad de transmisiones, vestidos con camisetas deportivas y pantalones cortos. Días después de la entrada de los reservistas comenzaron a llegar miembros de una unidad del segundo regimiento acorazado de caballería americana, en su mayoría hispanos, para tomar posiciones dentro de la base.
   Aunque las citadas fuentes señalan que la despedida de los norteamericanos fue correcta, otras fuentes indican que algunos soldados del Ejército estadounidense reprodujeron las burlas a los españoles en el puerto de Kuwait, cuando el contingente encargado del repliegue se preparaba para partir hacia España.
   Cortes de luz. A partir del día dieciocho de mayo, ya en plena operación de repliegue, la base española comenzó a sufrir cortes de luz, de teléfono y de agua, aunque estos últimos no supusieron un problema, dado que el contingente español tenía almacenada suficiente agua. Estos cortes, cuya autoría se desconoce, se mantuvieron durante todo el tiempo que duró el repliegue.
   Las fuentes consultadas por este diario señalaron asimismo que la relación de los españoles con los iraquíes era buena, y que nunca hubo problemas con los oriundos, que incluso hacían servicios dentro de la base, aunque éstos fueran, en ocasiones, menos efectivos de lo esperado. Por ejemplo, un iraquí acudía cada cuatro o cinco días a limpiar las letrinas de Base España, intervalo demasiado amplio para mantener la higiene adecuada, y otro se hizo cargo del supermercado norteamericano cuando estos asumieron el mando de la base anteriormente ocupada por las tropas españolas"
 
 
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 15, 2004, 05:34:43 pm
Amigo Tiger, on se calme ! :lol:

Ainda hoje li que tinham pedido ao "governo" (fantoche) iraquiano que concedesse a imunidade judicial aos 20.000 mercenários (fazem de tudo, até torturas...) civis americanos que estão no país...

Decididamente, na "democracia" à americana, nem todos são iguais perante a lei, como na EUROPA !

De qualquer modo, penso que você deve estar a receber um aviso do nosso moderador... :)
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 15, 2004, 05:40:03 pm
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Decididamente, na "democracia" à americana, nem todos são iguais perante a lei, como na EUROPA !


 :lol:  :lol:

Peço desculpa, não evitei o riso. Como é bom ser ingénuo. Tenho saudades do tempo em que eu o era.
Título:
Enviado por: papatango em Junho 15, 2004, 05:41:15 pm
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Primeiro: não está em causa a democracia no Iraque
Errado: É exactamente a Democracía que está em causa. Não há nenhuma Democracía árabe. Uma democracia num pais que é 80% árabe, será uma grande vitória. Por isso é que muito regime dictatorial da região está aflito.

Não há nenhuma relação entre a Palestina e o Saddam. A não ser o facto de o Saddam dar uns dolares ás familias dos terroristas fanáticos (grandes democratas) que se rebentavam contra autocarros de crianças que ía para a escola (crianças imperialistas, sionistas, claro).

Uma democracía na região, é um incomodo, porque o povo árabe, não sabe o que é esse bicho e é  conduzido pelas TVI’s lá do sitio a acreditar que todo o ocidente é decadente  e sexualmente depravado.

O Petroleo, é um argumento interessante (embora não passe de um bom argumento) para criar a ideia de que a democracia é uma coisa má, e que por trás dela estão as grandes empresas americanas. Alias, o interesse principal dos árabes também é o petroleo, e o interesse principal dos franceses (grande povo benemérito) é igualmente o petroleo. A oposição francesa á guerra no Iraque, é uma oposição “subsidiada” pelas petroliferas francesas. Os franceses são um povo de mercenários, tanto negoceiam com Hitler, como criam a capacidade nuclear de Israel, como vendem tecnologia nuclear ou armas ao Iraque.

Já havia petroleo no Iraque antes do Sharon, Já havia fundamentalismo wahabita no século XIX, ainda nem se pensava em criar um estado de Israel. Argumentos há-os como os chapéus, há muitos. O argumento do petróleo, é apenas mais um.


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Mas vamos a um exemplo: durante a ditadura salazarista, nós que por hipótese tínhamos muito petróleo, eramos invadidos por americanos...

Uma comparação impossível, e é aqui que reside o cerne do seu erro de interpretação. Nós não tinhamos uma ditadura com as características da ditadura do Saddam. Ao contrário do Iraque, somos um estado unitário, por isso, grande parte dos dispositivos repressivos iraquianos que se destinaram a conter os Curdos e os Chiitas, não existiam em Portugal. Portanto, as razões para a invasão, não poderiam ocorrer, porque o problema não é o petroleo, é o regime despótico assassino. Lembre-se dos milhares que o Saddam matou. Era como se o Salazar tivesse mandado lançar gás de mostarda sobre a cidade da Guarda, por exemplo.
No Iraque, os Chiitas e os Sunitas, não consideraram isso um grande problema, mas em Portugal, os portugueses sentiriam isso de uma forma diferente.

Acha que se alguém entrasse em Portugal para depôr um homem capaz de assassinar 15.000 portugueses, ía ser  muito mal recebido? O senhor vive onde?
O periodo de transição para a democracía no Iraque é inferior ao periodo de transição entre 25 de  Abril de 1974 e 25 de Abril de 1976 quando ocorreram as primeiras eleições para a Assembleia da Republica. Quer ainda mais rapidez?

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Sabe que as invasões francesas também nos queriam impôr "as luzes e o liberalismo" ?

Ó Sr. europatriota...
Sabe que nesse tempo o governo da nação estava no Rio de Janeiro?
Sabe que o país estava ocupado pelos ingleses?
Que eu saiba, não costumamos atacar aqueles que nos vêm ajudar, mesmo que para defender os seus proprios interesses. QUANTAS VEZES ATACÁMOS OS INGLESES?
Os Ingleses também eram um exercito de ocupação, ou não ?
O povo sempre soube entender e distinguir amigo de inimigo, mesmo que os “amigos” ás vezes não sejam perfeitos.

Um pedacinho de estudo de história não lhe faria mal nenhum.


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Conclusão: a resistência iraquiana defende heróicamente a sua Pátria...

É a sua conclusão, que do meu ponto de vista se baseia em pressupostos errados, no entanto respeito-a

Eu concluo que um grupo de terroristas, gente sem futuro e que sabe que não vai ter “cabidela” no futuro Iraque, faz tudo para matar, desorganizar e levar o desespero a todas as casas, porque gente desesperada é mais facil de conduzir.

Nada é tão bom para os terroristas, como gente aterrorizada, assustada e facilmente impressionável. Contra isso há que manter o sangue frio, continuar em frente, com a certeza de que quem se bate por convicções, mesmo que com muitas pedras pelo caminho, acaba sempre por vencer quem se bate em nome de preconceitos religiosos. Acaba sempre por vencer quem em nome de um fanatismo suicida, é capaz de assassinar crianças em nome de um Deus, que os mandará para o inferno, se alguma vez chegarem á sua presença.

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Acresce que 70% dos portugueses criticaram violentamente a invasão do Iraque


Há sondagens para todos os gostos e depende da pergunta, e da forma de colocação da pergunta, também já houve sondagens realizadas, em que 52% das pessoas achavam que a GNR se devería manter. A forma de colocar a pergunta é absolutamente condicionante numa sondagem, portanto essa sondagem que aponta serve apenas para justificar os seus pontos de vista, só isso e nada mais que isso.

Eu naturalmente não discuto qual é a sua pátria, mas a minha, garanto que não é a Europa, o que aliás nem sei o que é nem para que serve. Sei no entanto que normalmente, durante toda a nossa história  essa sua amada Europa só serviu para nos roubar, para nos explorar e para nos dar umas esmolas com a união europeia, como se séculos de roubos pagassem umas quantas migalhas. Essa sua Europa apoiava os chamados movimentos “de libertação” para mais facilmente poder explorar os territorios que eram portugueses. Essa sua Europa, que no caso da sua amada França continua descaradamente a ter colonias como por exemplo a Guiana - sem que agora ninguém se levante contra a tirania - que faz com que parte da população autoctone tenha um nivel de vida 90% inferior aos colonos franceses.

Essa sua querida Europa tem muito que se lhe diga, e tem muito, mas muito que andar para nos convencer que quem nos explorou durante séculos, de repente virou santo, e que tem a mais pequena legitimidade para me dizer que, porque sou europeu, tenho que obedecer ás instruções de algum Frances, ou Alemão. Em Nuremberga, recorde-se foram julgados os homens que também queriam uma Europa que duraría mil anos.

Chamavam-lhe III Reich.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Tiger22 em Junho 15, 2004, 05:50:14 pm
A questão do TPI é muito simples.
 Os Europeus aceitam-no e os americanos não pelo simples facto de que na hora da verdade só eles é que avançam (como foi o caso da ex-Jugoslavia onde a atitude cobarde dos europatriotas permitiu a chacina de milhares de pessoas inocentes) enquanto os europatriotas (ou europeus) preferiam ver o conflito em directo através da CNN sentados no sofá, mas intervir... naaa ta queto… que vão eles. E é obvio que quem anda a chuva é quem precisa do guarda-chuva não é quem fica em casa no quentinho da lareira…
Título:
Enviado por: papatango em Junho 15, 2004, 05:53:27 pm
Citação de: "Europatriota"
Procurei a notícia da La Razón (é a segundo jornal da direita mais importante em Espanha, depois do El Mundo, e não um "pasquim falangista"  ) do dia 11 de Junho. Ainda que um ou outro detalhe possa não ser inteiramente exacto, parece-me impossível que algo não tenha acontecido...


Fico esclarecido com as suas certezas sobre o mau comportamento dos militares portugueses.

O senhor dá crédito a um pasquim que passa o tempo a dizer mentiras - e quando pode a insultar  Portugal. Quando tal publicação vomita uma mentira (e é mentira até que uma fonte independente o confirme) - que é objectivamente um insulto aos militares portugueses - o senhor imediatamente acredita e assume que quando uma folhe Castelhana diz quanquer coisa contra Portugal, está automaticamente certa.

Já entendi qual é o seu sentido patriotico.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: NVF em Junho 15, 2004, 06:15:16 pm
Até parece que voltámos ao tempo pré-guerra  :mrgreen:

Este maniqueísmo dos imperialistas/usurpadores vs terroristas/fundamentalistas fazem-me uma confusão!
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 15, 2004, 06:42:01 pm
Caro Ricardo Nunes,

Sobre a questão da dívida iraquiana à França: primeiro, uma democracia não perdoa dívidas (pelo menos totalmente) a países riquíssimos como o Iraque. O problema deste é ser SOBERANO e não ocupado por inimigos da Nação árabe, como os nazis bushistas, protectores do carniceiro e ladrão de terras SSharon.  Não é dinheiro (a não ser os biliões roubados pelos americanos...). Os perdões de dívidas são para países africanos e outros verdadeiramente necessitados. Depois, um perdão de 50% poderia ser aceite, mas a um governo democrático e legítimo do Iraque não a um "governo" fantoche sem qualquer representatividade popular, composto de agentes da CIA e que sem proteção da soldadesca ocupante  seria justiçado na rua em 24 horas.

Aliás, o dinheiro que a França perdoaria só serviria para pagar os 1000 dólares diários que os 20.000 mercenários chulam no Iraque (6.000 contos por mês cada !!!), além do petróleo roubado e dos contratos milionários concedidos "livremente" apenas a companhias americanas. Se julgam que a Europa ia ajudar os ALI Babas neocons  a saquearem mais o Iraque, podem tirar o cavalinho da chuva...

Ora, a resistëncia iraquiana está farta de exigir eleições. Mas, os "democráticos" EEUU preferem "governos" fantoches porque receiam um governo democrático iraquiano, que segundo as últimas sondagens será inevitavelmente presidido por Al Sadr (graças aos americanos... que o transformaram num herói nacional !). Sobre democracia...estamos falados !

Sobre a Europa e Portugal. Temos há 12 anos duas nacionalidades que se sobrepõem: a europeia e a portuguesa. Não repararam nos vossos passaportes iguais aos de qualquer concidadão europeu (da União) ? Nem nas bandeiras europeias em todas as cerimónias oficiais e edifícios públicos ? E viram aí alguma americana ?  Sabem que um francês não é estrangeiro em Portugal e vice-versa ? Pois, basta-lhe ter um B.I. Já um americano precisa de passaporte...porque é estrangeiro. Não seria melhor conhecerem mais as leis da Nossa Pátria Europeia e Portuguesa ?
E é óbvio que o Todo precede a parte. Sou europeu, português e portuense. Ou deveria dizer na ordem inversa ? Não, L'Europe d'abord ! Europe first !
 

Israel uma democracia ? Bem, então também a Africa do Sul pré-Mandela também era uma "democracia dessas". Os brancos tinham partidos eleições e liberdade para eles. A Maioria negra via o "one man, one vote" pelo canudo... tal como na Palestina, os residentes actuais ou exilados de religião muçulmana e cristã (7 milhões) não têm direito de voto nem direito à nacionalidade (excepto uma minoria de 1,2 milhões, de cidadãos árabes israelitas de 2ª classe, que não podem viver onde querem nem integrar as forças armadas...), são remetidos para bantustões cada vez mais pequenos devido a constantes roubos de terras pela "raça eleita" (os judeus). Democracia ? Are you kidding ?

Democracia só haverá quando o estado fundamentalista e teocrático sionista for aniquilado pela Nação árabe em armas e substituido por uma Palestina democrática e laica para palestinianos muçulmanos, judeus (não nazi-sionistas) e cristãos de boa vontade, com base no princípio one man, one vote. Se a maioria for muçulmana, como é provável, o governo será de maioria muçulmana. tal como na A. do Sul o governo é de maioria negra. Democracia oblige...

Sobre o ocupação do Iraque: você diz que não é ocupação... Não será melhor ouvir a opinião dos iraquianos que exigem TODOS o fim da ocupação ? Até o colaboracionista Chalabi (Let my people go!) ! Qualquer governo saído de umas eleições ordenará a saída imediata dos terroristas--torcionários-ladrões de petróleo americanos do país... Essa é a verdade que todos os jornalistas estrangeiros testemunham no dia a dia no Iraque ! Logo, há ocupação assassina e rapina de riquezas, e por isso há RESISTÊNCIA ! Os EEUU regressarão do Iraque com uma lição, tal como do Vietname... pode escrever...

Saudações europatrióticas ! Rule Europe ! Bibauropa !
Título:
Enviado por: komet em Junho 15, 2004, 06:49:53 pm
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Sou europeu, português e portuense. Ou deveria dizer na ordem inversa ? Não, L'Europe d'abord ! Europe first !

Muito antes de haver o conceito de união europeia, já existamos como nação, e é nesses tempos que sinto orgulho, não sei onde está o orgulho lusitano desde que entramos na UE...

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Decididamente, na "democracia" à americana, nem todos são iguais perante a lei, como na EUROPA !


Ou você vive num bunker ou então.. foi uma boa piada.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 15, 2004, 06:57:34 pm
Caro Tiger 22:

Já percebemos todos que democracia e o Estado-de-direito não são o seu forte... :)

Porque, de facto, em democracia há princípios incontornáveis, e um deles é seguramente o da igualdade de todos perante a lei. Em muitos países está mesmo escrito nos tribunais... sem isso, não há democracia ! É tão simples como isso, e todas as cambalhotas jurídicas são inúteis...

Um estado que não assina o tratado que institui o TPI NÃO É DEMOCRÁTICO ! E o caso agrava-se se essse estado nega estar vinculado a todo o direito internacional e a todos os tratados ratificados (sobre o ambiente, as armas nucleares, as minas pessoais, a tortura, os prisioneiros de guerra, etc.). Foi assim que começou Hitler... também este queria um império mundial, desdenhava do direito internacional, torturava e chamava terroristas a todos os resistentes... Acabou mal...

No que diz respeito a Portugal, foi uma atitude miserável de traição aos valores democráticos e ocidentais que durão tenha aceitado vergar-se ao diktat americano de exigir a imunidade de cidãos americanos em território português em relação a crimes de guerra e contra a humanidade da alçada do TPI de Haia. Durão e a sua amigo da Defesa insultam os portugueses ao considerarem-nos inferiores em direitos aos americanos, mesmo em Portugal. Um militar português, se cometer um crime de guerra pode (e deve, em determinadas circunstâncias) ser julgado pelo TPI. Assumimos esse compromisso. Um americano...não ! E isto é o que diz e aceita Durão !!! Se isto não é traição à Pátria...


E as leis que punem os crimes de guerra fazem-se para aqueles que fazem a guerra, não para os que fazem a paz... como é óbvio. Senão, nunca seriam aplicadas... Dura lex sed lex...
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 15, 2004, 07:19:48 pm
Sem querer meter-me na discussão que está a ficar feia ( e concordo na generalidade com o que diz o Ricardo Nunes e o Paaptango), não resisti a comentar o seguinte:

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A questão do TPI é muito simples.
Os Europeus aceitam-no e os americanos não pelo simples facto de que na hora da verdade só eles é que avançam (como foi o caso da ex-Jugoslavia onde a atitude cobarde dos europatriotas permitiu a chacina de milhares de pessoas inocentes) enquanto os europatriotas (ou europeus) preferiam ver o conflito em directo através da CNN sentados no sofá, mas intervir... naaa ta queto… que vão eles. E é obvio que quem anda a chuva é quem precisa do guarda-chuva não é quem fica em casa no quentinho da lareira…


UI, estou a ver que percebe a questão do TPI a fundo! Então os americanos, por serem os "salvadores do mundo", a melhor nação à face da Terra ( excepto  Portugal é claro) podem torturar, matar e cometer os crimes que pretendem, em todas as suas guerras "libertadoras" ?
Isto claro, porque essa corja de bandidos que dá pelo nome de europeus ( e que só querem é saquear Portugal), tem sempre medo de fazer o que devia.

Já agora, proponho o abandono pelos EUA das convenções de Genebra e Haia. Como todas as guerras que eles empreendem são justas,  o resto do Mundo irá perceber todo e qualquer "excesso" que pelo caminho seja cometido...

@Europatriota : posso concordar com algumas das suas posições, mas nunca com o modo como as defende e exprime.
Título:
Enviado por: papatango em Junho 15, 2004, 07:38:00 pm
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essa corja de bandidos que dá pelo nome de europeus ( e que só querem é saquear Portugal), tem sempre medo de fazer o que devia.
:mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:
Título:
Enviado por: Tiger22 em Junho 15, 2004, 08:12:34 pm
europatriota e Spectral:

A questão não é de perceber ou não (podemos discutir a questão do TPI quando quiserem) a questão jurídica, a questão é perceber a questão pratica. Simples.  

Obviamente que quem mais arrisca (e de facto os europeus nesse aspecto somos uma nulidade e ora estamos contra o “Imperialismo” americano ora estamos a suplicar que venham ou vão a um ponto qualquer pôr ordem dado que não temos capacidade militar para isso, o que só significa que não queremos arriscar o pêlo) quer sempre maior protecção, dado que, se assim não for, qualquer comu… comum… ou europatriota pode apresentar uma queixa nesse mesmo TPI contra um qualquer General, Diplomata ou até Presidente norte-americano, por um soldado ter dado um par de estalos a um prisioneiro na sua posse. É ai que esta o cerne da questão. E como todos sabemos o amor que principalmente na Europa os comu… têm pelos EUA, está-se mesmo a ver o que aconteceria…
Título:
Enviado por: typhonman em Junho 15, 2004, 08:15:13 pm
EuroPatriota, você é k sonha..
(Os cidadãos europeus estão rotulados de educados...)
lolollolllolol

Brasil Super Potência...

Caro Ricardo Nunes, tente ler o artigo do T CORONEL Brandão Ferreira da Mais Alto de 1988 ou 89 e veja o artigo sobre a UE...

A outro artigo interessante sobre as ameaças a Portugal no inicio dos anos 90..
Título:
Enviado por: Guilherme em Junho 15, 2004, 08:22:12 pm
O que o Brasil tem a ver com a conversa?
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 15, 2004, 08:22:57 pm
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Obviamente que quem mais arrisca (e de facto os europeus nesse aspecto somos uma nulidade e ora estamos contra o “Imperialismo” americano ora estamos a suplicar que venham ou vão a um ponto qualquer pôr ordem dado que não temos capacidade militar para isso, o que só significa que não queremos arriscar o pêlo) quer sempre maior protecção, dado que, se assim não for, qualquer comu… comum… ou europatriota pode apresentar uma queixa nesse mesmo TPI contra um qualquer General, Diplomata ou até Presidente norte-americano, por um soldado ter dado um par de estalos a um prisioneiro na sua posse. É ai que esta o cerne da questão. E como todos sabemos o amor que principalmente na Europa os comu… têm pelos EUA, está-se mesmo a ver o que aconteceria…


Para sua informação o sistema não funciona assim. Entre muitos outros pormenores para evitar situações como a que descreveu, os governos dos países ocidentais teriam sempre uma palavra a dizer sobre os processos que seguissem para a frente.

O TPI poderia ter tido um papel importante no Iraque. Mesmo com todas as garantias, os americanos recusaram-se a cooperar com ele e pior, ameaçaram outros países que se lhe pretendiam juntar...

Mas claro, nada devemos temer, porque o heróico e puro G.I. lá há-de estar a proteger-nos, sempre alerta e vigiante contra os pérfidos  co... comu...( vcs já sabem do que tou a falar  8) ), a fonte de todo o mal no mundo, etc, etc.

Não é só a cassete deles que é repetitiva  :wink:
Título:
Enviado por: Tiger22 em Junho 15, 2004, 08:40:00 pm
Citação de: "Spectral"
Para sua informação o sistema não funciona assim. Entre muitos outros pormenores para evitar situações como a que descreveu, os governos dos países ocidentais teriam sempre uma palavra a dizer sobre os processos que seguissem para a frente.


Não. Não é assim. Se assim fosse isso esvaziaria o carácter de independência que um qualquer tribunal deve possuir. :wink:
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 15, 2004, 09:20:58 pm
Citação de: "Typhonman"
Caro Ricardo Nunes, tente ler o artigo do T CORONEL Brandão Ferreira da Mais Alto de 1988 ou 89 e veja o artigo sobre a UE...


Caro Typhonman, eu gostaria mas infelizmente não possuo nenhum número da Mais Alto desses 2 anos. Será que é possível que me envie uma transcrição do artigo?
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 15, 2004, 09:40:05 pm
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Não. Não é assim. Se assim fosse isso esvaziaria o carácter de independência que um qualquer tribunal deve possuir.


Olhe que é/era ( nunca mais se ouviu falar de nada). A fase de intereferência dos governos processava-se antes da situação chegar ao nível dos tribunais, mais ao nível da acusação.

Um exemplo semelhante: com a nova legislação, na Bélgica podia-se apresentar queixa contra crimes contra a Humanidade cometidos em qualquer parte do mundo. Imediatamente alguns "espertinhos" meteram um processo contra os Estados Unidos ( já não sei porque razão...), mas o Governo Belga bloqueou o processo aí.

Afinal, Nuremberga e Tóquio não foram tribunais completamente "livres" e "independentes", mas sua existência e actividade foram essenciais. Porque não continuar o seu espírito ?
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 15, 2004, 10:41:18 pm
O direito internacional e o TPI e a Europa

A Europa sabe o que é a guerra, a devastação, os genocídios: desde a Idade Média que andou numa permanente guerra civil. No séc. XX a guerra tornou-se total. Já não morrem só uns milhares ou dezenas de milhares de soldados de cada lado. Morrem milhões de soldados e milhões de civis de cada lado. Só na II Guerra morreram 30 milhões de europeus (contra só 100.000 americanos na Europa ! E ainda dizem que os europeus não lutam...).

Com o aparecimento das armas nucleares, tornou-se claro que se houvesse uma outra guerra mundial seria a última, porque nuclear...
por isso, surgiu a CEE para substituir a rivalidade e a corrida às armas pela cooperação e integração económica e política dos beligerantes.  A maior conquista da CEE é a PAZ ! Nunca esqueçam isso. A paz eterna de que falava Kant, um grande europeu. E a receita europeia, baseada na cooperação, nas negociações, no consenso e num direito internacional aperfeiçoado, pode e deve ser alargada a todo o mundo. Essa é a missão da Europa. Mas para isso deve rearmar-se maciçamente !

De facto, garantir a paz na Europa já não chega para a nossa segurança. Se SSharon decidir, por causa do roubo de alguns territórios e lugares santos, provocar uma guerra mundial com o mundo islãmico arrastando os EEUU (a Europa não alinha), a segurança europeia estará em perigo. Os mísseis nucleares (em breve a bomba atómica será possuida por uma dúzia de países islâmicos...) poderão também cair aqui, pelo menos na Europa colaboracionista !

A Europa deve armar-se para poder meter na ordem os estados párias que desrespeitam o direito internacional, anexam territórios e procuram irresponsávelmente desencadear guerras apocalípticas. É sobretudo o caso de Israel !

Se tivessemos FA capazes e com a devida dimensão, ocupariamos a Palestina, poriamos fim ao genocídio dos palestinianos e convocaríamos eleições para eleger um governo democrático de maioria (one man, one vote). O mundo árabe acalmar-se-ia de imediato e o perigo de uma guerra mundial passaria. Se a Europa não o fizer,  vão fazê-lo eles, mais tarde ou mais cedo... Todo o Mediterrâneo é nossa zona de influência, e não se justifica que haja por aqui porta-aviões e bases americanas. Devem sair da Europa...   A coboiada nunca teve uma guerra a sério (e por isso acha uma catástrofe os 2800 mortos do 9/11 !! E se tivessem 20 milhões como os russos na WWII ?). São irresponsáveis e perigosos...

P.S. Noto nalguns uma certa crispação, face a um debate mais franco... Não vejo razão para tal, e o forum só ganha em interesse e audiência com discussões mais acaloradas...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 15, 2004, 10:46:40 pm
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Se tivessemos FA capazes e com a devida dimensão, ocupariamos a Palestina, poriamos fim ao genocídio dos palestinianos e convocaríamos eleições para eleger um governo democrático de maioria (one man, one vote). O mundo árabe acalmar-se-ia de imediato e o perigo de uma guerra mundial passaria.

 :shock:

Está a brincar não está? Estou curioso europatriota: qual foi a sua posição relativa à intervenção no Kosovo em 1999?

Citar
A coboiada nunca teve uma guerra a sério


Está a referir-se aos Estados Unidos? Apercebe-se do rídiculo que a sua afirmação? Fala de guerra a sério? Afinal de contas, existem guerras a brincar ou menos sérias?
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 15, 2004, 11:49:16 pm
Ricardo Nunes:

Eu falo sempre a sério, sobretudo em questões políticas. A Paz do mundo é um assunto eminentemente sério. E a situação no Médio Oriente uma panela de pressão prestes a explodir. A Europa diagnostica bem o mal, mas não tem remédios para o curar... O mundo árabo-islãmico está-se a preparar para a médio ou longo prazo libertar a Palestina e Jerusalém dos cruzados sionistas. A custa de milhões de baixas, se for preciso. E quem poderá criticá-los por tentarem recuperar pela força o que pela força lhes foi roubado, tanto mais que a ONU, os EEUU e a Europa se revelam incapazes, por parcialidade ou impotência, para restabelecer a legalidade e a democracia ?

E, sendo assim, ninguém poderá garantir que, pelo jogo de alianças, não haja um risco de derrapagem no sentido de uma conflagração mundial... Daí, o interesse da nossa segurança em despoletar essa situação explosiva. SE JÁ SOMOS 450 MILHÕES (E PODEREMOS CHEGAR AOS 700 MILHÕES), PODEREMOS TER umas FFAA de vátrios  MILHÕES DE HOMENS.
 
Quanto ao Kosovo, apoiei a intervenção para impedir o genocídio dos kosovares e uma repetição de Sebrenica. Mas os bombardeamentos aéreos ultrapassaram a meu ver o uso razoável da força... Mas se no Kosovo, houve cerca de 1.000 vítimas mortais la limpeza étnica, na Palestina, desde 48, há já umas centenas de milhar... e poderá haver milhões. E, no entanto, os EEUU limitam-se a insultar a resistência ao invasor, chamando-lhes "terroristas"...

Sim, a coboiada não sabe o que são guerras a sério, como a Europa. A maior que teve foi a da Secessão em 1860, e só tiveram meio milhão de mortos. Na I e II Guerras só chegaram no fim e tiveram poucas baixas. Na II só tiveram a primeira intervenção decisiva na Europa 10 meses antes do fim e cinco anos após o início da guerra, quando esta já estava ganha, sobretudo pelos russos que se bateram sózinhos durante 3 anos contra 70% das forças nazis, com 20 milhões de baixas...

Morreram 300 vezes mais europeus que  americanos na Europa na II guerra, além de cidades inteiras devastadas e economias e infraestruturas destruídas, dezenas de milhões de deslocados, etc. Tudo isso a América nunca conheceu e daí a sua visão acoboiada e irresponsável da guerra . Daí afirmarem ridiculamente que o 9/11 (2800 vítimas) mudou o mundo.... e fez prescrever o direito internacional !!!

E os bombardeamentos de Hiroxima , Nagasaqui ou Dresden, entre outros,  mudaram o quê ? E os 20.000 a 30000 mortos desta guerrra do Iraque ?
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 16, 2004, 08:46:59 am
Tiger 22:
Você disse:

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se assim não for, qualquer comu… comum… ou europatriota pode apresentar uma queixa nesse mesmo TPI contra um qualquer General, Diplomata ou até Presidente norte-americano,


Ora, acontece que há muitos patriotas que não são de esquerda, entre os quais aqui o seu amigo. Se em toda a Europa (mesmo naquela que tem governos colaboracionistas e não patrióticos) a percentagem de cidadãos opostos à guerra do Iraque varia entre os 60% e os 95%, é fácil de verificar que ela vai muito além do eleitorado de esquerda...

Ser de direita não é forçosamente sinónimo de ser colaboracionista, nem o patriotismo é monopólio da esquerda. Há muitos governos de direita europatrióticos, como os da França, Bélgica, Luxemburgo, Grécia, Austria, etc. Mas nesta questão as categorias tradicionais de esquerda e direita são de pouca valia. A clivagem passa mais pelo patriotismo (ou não) dos europeus, pela primazia (ou não do direito internacional e dos direitos humanos), pela defesa da paz e da sobrevivência da humanidade contra o holocausto nuclear provocado por neo-nazis busho-ssharonescos, etc.

Também De Gaulle era da direita anti-comunista e no entanto, lutou ao lado dos comunistas contra os nazis (para estes, é claro, era também comunista...). No meu caso sou liberal, de direita, portanto, e defendo os valores ocidentais que os neocons americanos desprezam. A Europa é hoje o farol da Liberdade e dos valores ocidentais. Os EEUU de Bush  e os estado racista-apartheidesco de Israel são opostos a esses valores e não fazem parte do Ocidente. Sobretudo, pretendem precipitar com a sua loucura imperialista, tal como Hitler, o Mundo numa catástrofe. É simples... :)
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 16, 2004, 10:11:10 am
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Sim, a coboiada não sabe o que são guerras a sério, como a Europa. A maior que teve foi a da Secessão em 1860, e só tiveram meio milhão de mortos. Na I e II Guerras só chegaram no fim e tiveram poucas baixas. Na II só tiveram a primeira intervenção decisiva na Europa 10 meses antes do fim e cinco anos após o início da guerra, quando esta já estava ganha, sobretudo pelos russos que se bateram sózinhos durante 3 anos contra 70% das forças nazis, com 20 milhões de baixas...


Caro europatriota, face a afirmações como esta eu fico espantando. Completamente espantado.
Por duas razões: o senhor assume que sem os americanos, a 2ª grande Guerra estava ganha. Permita-me discordar. Foi precisamente pela sua intervenção que ficou ganha mais cedo. Aliás, no Pacífico, fora umas centenas de australianos, quem lutou sozinho foram os americanos. Depois, continua a fazer distinções com as baixas. O senhor é que sabe.
85% das vítimas da II grande guerra foram civis, logo se comparar as mortes de forças combatentes norte-americanas com outras forças verá que estão proporcionais.

 Diz que os americanos apenas interviram na Europa 10 meses antes da guerra ( e secalhar foi por isso que após a Normandia a guerra foi ganha, por causa dos americanos ). Mas está  enganado. Que eu saiba tanto a Sicília ou a Itália fazem parte da Europa ( da sua Europa suponho que não ). Logo 1943 seria a data mais correcta. Mas pense lá bem, temos a intervenção no Norte de África. Afinal 1942.

Caro europatriota, não é que está enganado por 2 anos?  :lol:

Por amor de Deus deixe-se de comentários ridículos. Os EUA foram tão importantes na 2ª grande guerra como a farinha é para o pão.
Todas as forças aliadas foram importantíssimas e os russsos, sem o apoio americano e britânico, não tinham prevalecido como prevaleceram.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 16, 2004, 10:46:13 am
Caro Ricardo Nunes:

Repito: em Junho de 44, cinco anos (!!!) depois do começo da guerra (9/39), os russos já estavam na Polónia e há ano e meio que avançavam AVASSALADORAMENTE desde os confins da Ucrânia (Estalinegrado, 2 milhões de mortos, a maior batalha da história) para Berlim. Foi em Junho de 44 que os EEUU tiveram a sua primeira intervenção de monta na Europa (e mesmo assim só envolvendo na fase final 2 milhões de homens, contra os 10 milhões de russos em armas...). Sicília e sul de Itália foram apenas escaramuças menores, dados os escassos efectivos envolvidos. O mesmo se diga de Norte de Africa, onde apenas algumas divisões se degladiavam (o Afrika Korps, corpo de exército de Rommel, era um corpo, não um exército e muito menos um grupo de exércitos, e ainda menos vários grupos de exército, como acontecia na frente leste).

É claro que em Junho de 44 a guerra já estava ganha e a abertura da frente ocidental permitiu apenas antecipar o seu fim de alguns meses...
Valentia teria sido fazê-lo em 41 ou princípios de 42. Aí sim ! Mas então os americanos teriam uns milhões de baixas...

Parece dar a entender que as baixas civis não contam. mas é claro que contam. Numa guerra total como as guerras modernas, contam e muito. Senão porque é que os EEUU usaram bombas atómicas sobre civis no Japão, obtendo a rendição imediata ? Mas, mesmo contando só as baixas militares a disparidade do esforço de guerra é flagrante: mais de 7 milhões de russos cairam no campo de honra porque lutaram durante 4 anos sós contra 70% das forças nazis e aliadas (280 divisões e as melhores). Os americanos lutaram durante 10 meses no fim da guerra contra apenas 15% das forças hitlerianas que guarneciam a muralha do Atläntico, forças que eram as mais fracas do seu exército e que gostavam de se render quase sem luta. Todas as cidades libertadas, como Paris, foram-no quase sem luta. No leste houve luta casa a casa até ao último homem e todas as capitais libertadas ficaram em ruinas. Só na batalha final de Berlim cairam 250.000 russos ! 2,5 vezes o número das baixas totais de americanos na Europa ! Quem lutou foram os europeus, quem morreu foram os europeus e quem libertou a Europa dos nazis foram os europeus (russos e resistências nacionais). Esta é a verdade histórica. Os EEUU não são libertadores da Europa. Chegaram demasiado tarde e verteram pouco sangue para isso... Somos nós os europeus os heróis dessa batalha ! E é um insulto a esses heróis caídos afirmar que foram os EEUU que ganharam a guerra, quando a sua contribuição para a vitória foi tão reduzida. Mesmo no Pacífico, de que eu não falei, e onde os EEUU foram decisivos, a importância das batalhas não se compara à Europa. Os americanos tiveram aí 150.000 mortos, sete vezes menos do que as baixas de Estalinegrado e 4 vezes menos que as de Leninegrado...

A II Guerra foi sobretudo europeia e foi travada sobretudo no leste da Europa, tal como a IG o tinha sido a ocidente, na fronteira franco-alemã. São os factos contra as fantasias de Hollyhood ! Repito, a coboiada militarmente é uma anedota e está a ser batida pela heróica resistência iraquiana !

Saudações europatrióticas !
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 16, 2004, 11:16:18 am
Eu não acredito naquilo que estou a ler. Nós até podemos ter lido os mesmo livros, ter entrevistado os mesmos veteranos ou ter visto os mesmos documentários mas temos então uma interpretação bem diferente dos factos.

A campanha italiana foi uma pequena escaramuça? Vossa excelência molda os factos aquilo que lhe é mais conveniente. É a conclusão a que cheguei.

Dia D em 1941 ou 1942? Mas você julga que a guerra é uma brincadeira de crianças? Que é avançar e pronto? Por amor de Deus, use a sua inteligência. Uma operação como a "Overlord" demora anos a planear, afinal de contas foi a maior invasão naval da história humana. Para si é tudo mais simples - é enviar os homens e pronto. Tenha juízo.

O papel dos EUA na libertação da Europa foi preponderante. Eu compreendo o seu anti-americanismo mas não retire à história e aos factos aquilo que eles representam para sua própria satisfação pessoal.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 16, 2004, 12:43:13 pm
Pois, você não contradita os factos e números que indiquei e que vêm em todo o lado e depois admira-se da conclusão necessária que deles se extrai...

Quer um exemplo das escaramuças em Itália ? Olhe as forças aliadas envolvidas no desembarque de Anzio, perto de Roma em 1944:

Citar
the invasion force consisted of the U.S. 3d Infantry Division; the British 1st Infantry Division and 46th Royal Tank Regiment; the U.S. 751st Tank Battalion, the 504th Parachute Infantry Regiment of the 82d Airborne Division, and the 509th Parachute Infantry Battalion; two British Commando battalions; and three battalions of U.S. Army Rangers. The U.S. 45th Infantry Division and Combat Command A (CCA), a regimental-size unit of the U.S. 1st Armored Division, were directed to land as reinforcements once the beachhead was established.


Quer dizer: 3 divisões, mais 7 batalhões e 3 regimentos avulsos, ou seja, mais ou menos 4 divisões no total, cerca de 40.000 homens. Acha isto uma grande invasão ou ofensiva ? Por isso é que os alemães apenas tinham na frente ocidental 15% das suas tropas e 70% no leste...

Sabe que a invasão alemã de junho de 41 (operação Barbarossa) tinha 180, repito 180 divisões (4 milhões de homens) ? Que o Exército vermelho tinha em 44/45 10 milhões de homens em armas a lutarem na frente, de Murmansk ao Mar negro ? Cinjamo-nos aos factos e aos números...  Como negar que as operações no ocidente até ao dia D na Normandia (e mesmo esta, enfim...) não passavam de escaramuças, de picadelas de mosquito nas costas da besta nazi ?

Quanto ao atraso da intervenção americana, deixe-se de histórias. Precisaram de 2 anos para a preparar ? Desculpas de mau pagador, é o que é ! Borregaram, baldaram-se (como o Bush ao Vietname...), porque tinham milhões de russos a suportarem heróica e sangrentamente a investida da besta nazi durante anos e anos... se quisessem verdadeiramente contribuir a sério para derrotar o nazismo, podiam ter desembarcado em Portugal, Espanha, Turquia, em Murmansk, no Irão (para chegarem ao Cáucaso), etc. etc.

Amélias é o que são esses cóbois. No campo de honra baldam-se e atrasam-se 5 anos a chegar à guerra (essa nem o Solnado...) e depois fazem mil filmes em Hollyhood a armarem-se em "heróis e libertadores da Europa" (como se esta não tivesse lutado e derrotado só a besta nazi tendo 300 vezes mais baixas que os "libertadores"...)  

Por isso é que eu digo, os EEUU não sabem o que é uma guerra a sério, porque nunca a tiveram no seu próprio solo, com os seus civis a serem exterminados aos milhões e os seus soldados a lutarem contra milhões e a morreram aos milhões. Os europeus sabem o que é a verdadeira guerra, porque a fizeram (não puderam esperar pelo fim nem preparar convenientemente a resposta, porque o inimigo não lhes deu tempo...) e por isso são hoje responsáveis e AMANTES DA PAZ e não cóbois de cabeça esquentada...armados em mata-mouros !

Saudações europatrióticas ! Bibauropa !
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 16, 2004, 12:57:53 pm
Eu sobre este assunto tenho as minhas opiniões mas tenho que manter o meu actual low profile.

No entanto posso dizer que o que o Europatriota escreve, de um modo apaixonado e apimentado parece-me por damais evidente.

Quanto ao monopílio que a "direita" terá sobre patriotismo, não corresponde à verdade, já que como os colegas terão notado, eu por exemplo situo-me numa área de "esquerda" e patriotismo português, e vontade para a construção de uma Europa unida económicamente, politicamente e militarmente não me falta.

Uma Europa que não seja um contraponto aos EUA e à emergência da Rússia, mas sim uma Europa que possa ter capacidade para transmitir os seus valores humanistas, sem tiques neo-colonias e cruzadísticos da actual administração americana, sem querer impor os valores ocidentais de cima para baixo a povos com outras tradições  e culturas, ao pior estilo da "outorga" da liberdade.

E a prova de que esse é o caminho errado é o fracasso político da intervenção americana junto da sociedade iraquiana, apesar dos iraquianos se terem livrado da tirania de Saddam.

A liberdade é o povo que a conquista.

O povo iraquiano pode ter sido massacrado no tempo da tirania de Saddam, como o é o povo líbio sob a tirania do bom ditador reabilitado pelo ocidente, de seu nome Kaddafy.

Saddam também serviu os interesses do ocidente enquanto foi útil, como o é a monarquia saudita, que em matéria desrespeito pelos direitos humanos não fica atrás da de Saddam em requinte.

Uma Europa forte e unida poderia passar a pôr o actual regime terrorista de Telavive em sentido.

Seria a forma da Europa ganhar o respeito e amor dos outros povos e contribuir de uma forma positiva para a justiça e fim do terrorismo de estado de Sharon.

Se se inteviu na Sérvia a propósito das "perseguições" aos kosovares de etnia albaneza, porque não intervir rápidamente na Palestina?

Se se argumenta com os actos terroristas dos extremistas do Hamas, o que dizer das actuações o UÇK? Que se tratava de uma organização de beneficência?

Dois pesos e duas medidas, mais uma vez?

Milosevic ao pé de Sharon e restantes conselheiros é um autêntico militante da paz mundial.

Só que um está no Tribunal de Haia, e Sharon ocupa a cadeira do poder no único estado do médio oriente que reconhecidamente possui armas de destruição maciça.

E para complementar esta triste comédia, os EUA agora pedem a imunidade para os civis americanos no Iraque (leia-se "seguranças" que fazem o trabalho sujo, no lugar dos militares regulares, numa espécie de Waffen SS do século XXI).

Porque por detrás das guerras há políticas e opções, e não podemos fugir das questões políticas para discutir os conflitos armados.

Com serenidade
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 16, 2004, 01:02:59 pm
Acho que devia mudar o sue nick para euroign****** ficava-lhe que nem uma luva. Fico estupefacto com a forma como menospreza o esforço de todos os militares americanos que lutaram na II GM e diz que os EUA não foram importantes para a derrota da Alemanha. Voçê faz-me rir. :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: emarques em Junho 16, 2004, 01:40:29 pm
Citação de: "europatriota"
Quer um exemplo das escaramuças em Itália ? Olhe as forças aliadas envolvidas no desembarque de Anzio, perto de Roma em 1944:

Citar
the invasion force consisted of the U.S. 3d Infantry Division; the British 1st Infantry Division and 46th Royal Tank Regiment; the U.S. 751st Tank Battalion, the 504th Parachute Infantry Regiment of the 82d Airborne Division, and the 509th Parachute Infantry Battalion; two British Commando battalions; and three battalions of U.S. Army Rangers. The U.S. 45th Infantry Division and Combat Command A (CCA), a regimental-size unit of the U.S. 1st Armored Division, were directed to land as reinforcements once the beachhead was established.

Quer dizer: 3 divisões, mais 7 batalhões e 3 regimentos avulsos, ou seja, mais ou menos 4 divisões no total, cerca de 40.000 homens. Acha isto uma grande invasão ou ofensiva ? Por isso é que os alemães apenas tinham na frente ocidental 15% das suas tropas e 70% no leste...

Anzio não foi uma "grande ofensiva", foi uma acção de envolvimento. (E permita-me discordar dos seus números: The battle of Anzio begun on January 22 1944 with the landing of 110.000 american and british troops under the command of general Lucas em http://anzio.netfirms.com/ (http://anzio.netfirms.com/) ) O objectivo do desembarque em Anzio não era a invasão da Itália, porque isso já eles tinham feito. O objectivo era flanquear as 15 divisões alemãs colocadas em posições defensivas na linha Gustav. E, na perpectiva de ter sido uma operação amfíbia, foi enorme. Foram usados todos os meios de desembarque disponíveis no Mediterrâneo. Não é a mesma coisa transportar um corpo de exército por mar e lançar um exército através das planícies russas.

Citar
Sabe que a invasão alemã de junho de 41 (operação Barbarossa) tinha 180, repito 180 divisões (4 milhões de homens) ?


Sabe que fez mal as contas, repito, fez mal as contas? :P) sofreram tantas baixas? Porque queriam. Os alemães mostraram sempre muito espanto pela forma como os russos estavam dispostos a sofrer dez baixas por cada uma que causassem aos alemães. A doutrina soviética foi de usar as vidas dos soldados para poupar munições de artilharia, enquanto a doutrina inglesa e americana foi de usar fogo de artilharia para poupar os soldados. Há uma razão para os grandes generais soviéticos terem todos a fama de "carniceiros".

Só porque os americanos não estavam dispostos a tomar as posições defensivas alemãs com uma vaga de homens quando podiam perfeitamente assentar-lhe com um obus em cima não quer dizer que "não saibam o que é a guerra".

Citar
... se quisessem verdadeiramente contribuir a sério para derrotar o nazismo, podiam ter desembarcado em Portugal, Espanha, Turquia, em Murmansk, no Irão (para chegarem ao Cáucaso), etc. etc.

E para que é que os americanos iam lançar ainda mais tropas na frente russa, no caso de Murmansk ou da "grande caminhada para o Cáucaso"? E como seriam recebidos pelo Estaline? A URSS já recebia em Murmansk tudo o que queria: material americano em grandes quantidades. Quanto ao atraso: os americanos entraram na guerra em Dezembro de 1941. Em 1942 estavam a desembarcar no norte de África (com um exército ainda muito mal preparado), e em 1943 já estavam na Itália.

Quanto aos outros cenários... Não deixaria de ter piada atacar um país neutro para conseguir atacar o inimigo. Não foi isso que a Alemanha fez em 1914? O que é que lhes chamaram na altura? Bárbaros. "Remember poor Belgium!"

Citar
(como se esta não tivesse lutado e derrotado só a besta nazi tendo 300 bvezes mais baixas que os "libertadores"...)


Por essa forma de ver as coisas, a França não sabe o que é uma guerra. Os nazis mataram muitos mais ucranianos do que franceses. Ou do que teriam matado americanos se tivessem conquistado uma parte dos EUA.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 16, 2004, 02:37:28 pm
emarques:

A diferença de números em relação ao desembarque de Anzio pode ter a ver com o desembarque em si mesmo (no dia D), e os reforços que chegaram nos meses seguintes. Também na Normandia desembarcaram no Dia D cerca de 150.000 soldados e nos meses seguintes quase dois milhões... E é claro que a mini-ofensiva de Anzio estava ligada à ofensiva a sul de Roma em Monte Cassino, onde havia mais efectivos. Il n'empêche (para chatear anti-franceses), essas forças eram ridículas em relação às que lutavam na frente leste.

Quanto à Operação Barbarossa, remeto-o para o Beaver "Estalinegrado", onde este fala de 4.050.000 soldados invasores no dia 21 de Junho de 41 (nos meses seguintes utrapassaram os 6 milhões), dos quais três quartos eram alemães. Agora se as divisões alemãs só tinham 15.000 homens e não 20.000... se só tinham 15.000 então eram mais divisões... mas já vi várias vezes o número de 180. E a frente ia da Lapónia finlandesa às margens do Mar Negro... 3.000 km...

Quanto á qualidade, em 41/42 não havia decerto no mundo melhores divisões que as alemãs, especialmente as Panzer e as SS. Os russos é que sabem o que passaram... Quanto às divisões americanas, não me parece que tivessem poder de fogo superior... a não ser se fala de cobertura aérea, que era de facto era muito superior, mas isso é exterior à própria divisão. Em tanques e artilharia não havia no mundo em 44/45 forças mais poderosas do que as russas. A maior barragem de artilharia da história foi a que precedeu a batalha de Berlim. Julgo que eram 110.000 bocas de fogo que transformaram a noite em dia, com particular destaque para as katiuchas (o mais belo instrumento de guerra quando em acção) e o seu silvo estridente... E não era só quantidade. O T-34 por exemplo foi considerado o melhor tanque médio da guerra e o que melhor se adaptava ao teatro de guerra do leste, onde se deram as maiores batalhas de blindados da história.

Quanto aos russos siberianos (uma minoria), deixe lá isso. Também a maior parte das forças britânicas eram australianos, neo-zelandeses, indianos, etc. A táctica russa das vagas humanas só foi utilizada massivamente na primeira parte da guerra, em desespero de causa para deter forças muito superiores em poder de fogo. Quando passaram a ter mais blindados, tanques, artilharia e aviões que os nazis, bem os utilizavam antes de atacar... A principal causa das baixas russas não foi essa, mas sim que lutaram sós durante 4 anos contra 70% das melhores forças nazis e aliadas... Os americanos chicken-hawks que consideram uma catástrofe sem precedentes os 2.800 mortos do 9/11, entrariam em colapso, logo que tivessem o primeiro milhão de vítimas militares e civis. Os russos tiveram 20 milhões e estavam prontos a sacrificarem 2 ou 3 vezes mais. Essa é a diferença que ditou a vitória...

E repito, se os americanos quisessem verdadeiramente ser heróis da luta anti-nazi e ser os grandes libertadores da Europa, os russos ficariam radiantes e arranjavam-lhes de certeza bons lugares na sua frente de 3.000 km contra os nazis... Agora contra a falta de tomates dos americanos é que não tinham remédio... E exigir direitos de passagem a países neutros como nós, não era problema. Não exigiram eles as Lajes em 43 ? Ou as cediamos ou eles as ocupavam... Mainada !

Até posso reconhecer que essa táctica dos EEUU (baldarem-se o mais possível e só aparecerem na Europa no fim, quando a Alemanha já estava moribunda para colher os louros) podia ser a que melhor servia os interesses dos EEUU. O que não posso aceitar é que eles, tendo-se assim acobardado e remetido a um papel menor no esforço de guerra, se queiram agora vangloriar de "libertadores da Europa" ! Mistificações históricas, não ! E honra aos milhões de europeus que cairam no campo de honra ! E, claro, Bibauropa !
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 16, 2004, 02:47:31 pm
Ò Europatriota:

Você está muito à frente...

É muito jogo :wink:

Mas de qualquer modo, e apesar dos seus argumento correctos, não se pode escamotear o papel que os EUA tiveram, nomeadamete ao nível de ajuda financeira e logística à URSS durante a guerra.

Claro que depois, através do Plano Marshall acabaram por ajudar a Europa na reconstrução, mas como condição a de esta comprar quase tudo aos EUA, pelo que o encaixe acabou por compensar as despesas da guerra.
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 16, 2004, 02:51:37 pm
Citar
Quanto á qualidade, em 41/42 não havia decerto no mundo melhores divisões que as alemãs, especialmente as Panzer e as SS. Os russos é que sabem o que passaram... Quanto às divisões americanas, não me parece que tivessem poder de fogo superior... a não ser se fala de cobertura aérea, que era de facto era muito superior, mas isso é exterior à própria divisão. Em tanques e artilharia não havia no mundo em 44/45 forças mais poderosas do que as russas. A maior barragem de artilharia da história foi a que precedeu a batalha de Berlim. Julgo que eram 110.000 bocas de fogo que transformaram a noite em dia, com particular destaque para as katiuchas (o mais belo instrumento de guerra quando em acção) e o seu silvo estridente... E não era só quantidade. O T-34 por exemplo foi considerado o melhor tanque médio da guerra e o que melhor se adaptava ao teatro de guerra do leste, onde se deram as maiores batalhas de blindados da história.

As divisões americanas da 2ªGM eram as únicas efectivamente *modernas*, porque eram as mais motorizadas ( em termos de transportes, camiõe, jipes, etc) de todas. Apenas os ingleses no teatro europeu lhes chegavam perto.

Nº de divisões alemãs: não tenho aqui os números mas os alemães em apenas 1 ano duplicaram o número de divisões Panzer. Como ? Dividiram o numero de tanques e blindados em cada uma por dois ( O Hitler queria sempre mais)  :wink:

Citar
Quanto aos russos siberianos (uma minoria), deixe lá isso. Também a maior parte das forças britânicas eram australianos, neo-zelandeses, indianos, etc. A táctica russa das vagas humanas só foi utilizada massivamente na primeira parte da guerra, em desespero de causa para deter forças muito superiores em poder de fogo. Quando passaram a ter mais blindados, tanques, artilharia e aviões que os nazis, bem os utilizavam antes de atacar... A principal causa das baixas russas não foi essa, mas sim que lutaram sós durante 4 anos contra 70% das melhores forças nazis e aliadas... Os americanos chicken-hawks que consideram uma catástrofe sem precedentes os 2.800 mortos do 9/11, entrariam em colapso, logo que tivessem o primeiro milhão de vítimas militares e civis. Os russos tiveram 20 milhões e estavam prontos a sacrificarem 2 ou 3 vezes mais. Essa é a diferença que ditou a vitória...


Berlim também foi um massacre completo, devido à pressa soviética em entrar na cidade. E não foi propriamente o início da guerra.
O 11 de Setembro não tem nada a ver com estas situações. foi um acto terrorista cometido em tempo de paz, e não podes ser comparado com baixas na 2ªGM ( eu pensava que não era preciso dizer isto, mas...)


E europatriota, ainda não explicou como é que a URSS consegui manter todo essa máquina de guerra em funcionamento. Só um pequeno exemplo, que certamente já foi referido por aqui. Veja se consegue encontrar  o número total de camiões e locomotivas ao serviço do Exército Vermelho. E depois encontre a proveniência deles ( é mais fácil do que a 1ª pergunta). Olhe que não dizem "made in Moscow"...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 16, 2004, 03:02:18 pm
europatriota, prometo-lhe que é o último comentário que faço sobre este assunto. Pode estar descansado que o vou deixar em paz!  :lol:  :wink:
Título:
Enviado por: emarques em Junho 16, 2004, 03:20:32 pm
Citação de: "http://www.historylearningsite.co.uk/operation_barbarossa.htm"
The attack started at 03.00, Sunday morning June 22nd 1941. In total the Germans and her allies used 3 million soldiers,  3580 tanks, 7184 artillery guns, 1830 planes  and
750,000 horses.

E sim, os americanos tinham muito mais bocas de fogo por divisão que os soviéticos ou alemães. Mesmo no fim da guerra. E mais de 60% das baixas de uma guerra são causadas pela artilharia. Além disso, uma divisão de infantaria americana tinha mais tanques que uma divisão blindada alemã... Os americanos puseram "apenas" 100 divisões no terreno porque não tinham capacidade de produção de material e munições para ter mais que isso e manter os níveis de ajuda material aos outros aliados.

Citar
Não exigiram eles as Lajes em 43 ? Ou as cediamos ou eles as ocupavam... Mainada !


Por acaso acho que foram os ingleses que fizeram mais planos para invadir os Açores (e a Madeira, e Cabo Verde. E as Canárias. Uma alegria), e foram os Holandeses e Australianos que invadiram Timor primeiro.

E o Estaline não queria mais tropas na frente russa, o que ele queria era outra frente. Foi o que ele pediu sempre. Mas queria uma frente na França, embora o Churchill quisesse continuar pela Itália e tomar os Balcãs. O que o "tio Josef" queria era continuar pela Alemanha dentro e "libertar os povos oprimidos do jugo capitalista", e se andassem "porcos capitalistas" alegremente combatendo na gloriosa pátria russa podia ser que se lembrassem de contestar o direito de conquista da URSS sobre todas essas repúblicas que eles "libertaram".

Os americanos consideram uma catástrofe sem precedentes o ataque ao WTC porque foi o maior ataque terrorista da história. Não porque tenha sido um número incrível de baixas, mas pelas circunstâncias que rodearam essa perda de vida. Afinal, eles perderam muito mais soldados em qualquer uma das guerras em que intervieram desde que existem. A capital deles já foi incendiada por invasores estrangeiros. Mas um ataque como aquele dói. Como também doeu o 11 de Março em Espanha, embora o número de pessoas seja "apenas" um quinto das vidas perdidas para o terrorismo em Espanha.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 16, 2004, 05:30:48 pm
Efectivos da Barbarossa: os numeros andam todos à volta de 3 milhões de alemães e cerca de um milhão de aliados (romenos, húngaros, eslovacos, italianos, finlandeses, etc.). Por exemplo este site alemão, fala em mais de 3.600.000 homens no dia 22/6/41:

Citar
Der Wehrmacht standen für den ”Kreuzzug Europas gegen den Bolschewismus” 153 Divisionen mit knapp über drei Millionen Soldaten, 3.600 Panzern und 600.000 Motorfahrzeugen zur Verfügung. Hinzu kamen 600.000 Soldaten aus den verbündeten Staaten Rumänien, Ungarn, Finnland, Slowakei und Italien. Die sowjetische Rote Armee umfaßte 4,7 Millionen Soldaten. Nur knapp die Hälfte von ihnen war allerdings bei Beginn des Angriffs im Westen stationiert.


Mas o fundamental na guerra (como no futebol) é o espírito, o moral, a resistência o espírito de corpo e nisso os russos de 41/45 bateram todos os recordes.

Lajes, claro que falava de anglo-americanos. Foram os ingleses os primeiros a falar, mas não houve negociações, propriamente ditas. Houve apenas um "Como é ? Vocês dão a base voluntariamente ou nós ocupamo-la ?" e Salazar respondeu "Não, ora essa, a gente dá".... Mainada !

Claro que Estaline insistia sobretudo sobre a abertura de uma frente ocidental (que durou 3 anos a aparecer... porque os valentes americanos estavam a tomar lanço...), mas decerto que não recusaria um lugar de camarote à camonada na extensa frente leste, se estes gostassem mesmo de guerra a sério, versão hard core (para homens de barba rija) e não apenas de escaramuças na peluda que era então a "frente" ocidental. Eles recusaram... Pois...

Mas havia tropas não russas lutando ao lado destes. Polacos, checos, etc. e mesmo franceses (Esquadrilha Niemen).

Quanto ao maior ataque terrorista da história foi seguramente um destes três: Hiroxima, Nagasaqui ou Dresden. Mas mesmo ataques a civis mais pequenos como Hamburgo, Darmstadt ou Pforzeim provocaram cada um mais de dez vezes as vítimas do 9/11... Ninguém vai tirar esse título aos camones. São eles os maiores terroristas da história !

O 9/11 ? Eu considerá-lo-ia antes uma acção de guerra, de retaliação pelas centenmas de milhares de mortos infligidos aos iraquianos pelos bombardeamentos constantes durante 12 anos e pelo embargo (só a Unicef fala em meio milhão de crianças mortas de fome, de falta de medicamentos ou de cancros e outras doenças provocadas pelo urânio empobrecido utilizado na Guerra do Golfo).

Para não falar dos cerca de 100.000 soldados iraquianos mortos selvaticamente em violação das Convenções de Genebra já depois de terem iniciado a retirada do Iraque (autoestrada da morte em Bassorá, além da divisão inteira soterrada no deserto quando os tanques americanos passaram deliberadamente sobre as saídas dos abrigos profundos em que se acoitavam... também já depois da rendição).

Crimes de guerra miseráveis que, na  ausência de uma força aérea ou mísseis árabes capazes, foram vingados, com uma extraordinária organização militar e heroísmo, por alguns patriotas árabes. Os EEUU devem aprender que quando matam milhares de iraquianos ou deixam os SSharonescos fazerem o mesmo aos palestinianos, também poderão morrer... é a lição a tirar...

Se a nação árabe retaliasse aos bombardeamentos  americanos com uma ataque de bombardeiros estratégicos (se os tivesse) sobre Nova Iorque, já não seria terrorismo, mas guerra legítima ? Não vejo em que é que a diversidade dos meios seja relevante. RETALIAR A AGRESSÕES ILEGAIS É SEMPRE LEGAL, INDEPENDENTEMENTE DOS MEIOS UTILIZADOS.

Morrem inocentes ? Pois morrem, como em todas as guerras, ou o que foi Hiroxima ? E quem não tem cão caça com gato ! Defender o contrário significaria que os que têm inferioridade militar (ou não têm de todo exército, como os palestinianos) nunca poderiam retaliar e só tinham de comer e calar ! Isso é que era bom ! Quem tem honra (e os árabes têm-na) tem a obrigação moral de vingar as afrontas recebidas por si, pela família, pela tribo ou pela Nação, incluindo a Nação árabe ! Por isso, os palestinianos preferem morrer, levando consigo alguns ladrões de terras sionistas, do que continuar humilhados. A morte é então uma libertação para a glória eterna, o martírio, o Panteão dos Heróis ! E por isso os americanos serão escorraçados do solo iraquiano ! Vão aprender a respeitar os outros povos...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 16, 2004, 05:39:15 pm
O heroísmo russo: um testemunho alemão de Estalinegrado:

Citar
At Stalingrad, the Wehrmarcht had met its match. The soldiers had an uneasy feeling they were fighting men of nearly superhuman strength and resilience. The wounded Russian rarely cried out. Hoffman, a German officer, confided to his diary that Russian's displayed an "insane stubbornness." He said they are, "fanatics...wild beasts...not men, but some kind of cast iron creatures; they never get tired and are not afraid of fire."


Quem estuda verdadeiramente a história da II Guerra mundial chega à mesma conclusão...
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 16, 2004, 06:17:13 pm
Citar
Para não falar dos cerca de 100.000 soldados iraquianos mortos selvaticamente em violação das Convenções de Genebra já depois de terem iniciado a retirada do Iraque (autoestrada da morte em Bassorá, além da divisão inteira soterrada no deserto quando os tanques americanos passaram deliberadamente sobre as saídas dos abrigos profundos em que se acoitavam... também já depois da rendição).


Estou a ver que nem se dá ao trabalho de pesquisar para saber o que diz.
100000 ( ou mais ) é o número apontada para o total de mortos iraquianos durante as seis semanas da guerra.
O episódio da estrada de Bassorá durou apenas uma noite, em que a aviação da coligação atacou o exército iraquiano que retirava para Bassorá. Embora se possa questionar a necessidade deste ataque, nada nele indicia uma violação das Convenções de Genebra.
Ocorreram incidentes de tanques a passarem sobre a entrada de abrigos, mas foi aquando do assalto às trincheiras perto do Kuwait.

SE se tivesse dado ao trabalho de procurar, então teria encontrado informações sobre o ataque (melhor dizendo masssacre) que a 24ª Divisão Americana efectuou sobre uma unidade iraquiana em retirada, depois de ter sido proclamado o cessar-fogo.  :roll:

http://www.library.cornell.edu/colldev/mideast/irqrep.htm

Quanto ao resto, estou a ver que, como outros, já tem a cassete gravada e limita-se a repeti-la.
Título:
Enviado por: NVF em Junho 16, 2004, 06:26:28 pm
Independentemente do número de baixas que cada país teve e dos sacrifícios dos povos europeus — os nºs são inquestionáveis —, nada obrigou os americanos a intervir no TO europeu. E mesmo que só tivessem perdido um soldado devíamos continuar a estar-lhes agradecidos.
Título:
Enviado por: komet em Junho 16, 2004, 06:47:57 pm
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Citação:
At Stalingrad, the Wehrmarcht had met its match. The soldiers had an uneasy feeling they were fighting men of nearly superhuman strength and resilience. The wounded Russian rarely cried out. Hoffman, a German officer, confided to his diary that Russian's displayed an "insane stubbornness." He said they are, "fanatics...wild beasts...not men, but some kind of cast iron creatures; they never get tired and are not afraid of fire."


Quem estuda verdadeiramente a história da II Guerra mundial chega à mesma conclusão...


Certamente com o oficial soviético a ameaçar com o revólver mosin nagant do outro lado da linha, qualquer um teria "tomates".

Os açores nao foram dados de mao beijada, houve de facto negociações, apesar de Salazar não estar sequer em posição de exigir fosse o que fosse, Churchill invocou a antiga aliança Portugal - Inglaterra, talvez com a intenção de arrefecer os animos  :P
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 16, 2004, 08:08:28 pm
Spectral:
Você confirma o que eu disse, à parte alguns pormenores. De facto 100.000 mortos é o número total de baixas iraquianas (contra 150 americanos mortos) . O que denota desde logo uso desproporcionado da força e tratamento como subhomens dos iraquianos. Não houve combates. Apenas um MASSACRE aéreo que durou um mês. No deserto e sem cobertura aérea... Mas depois do cessar-fogo e retirada do Koweit houve crimes de guerra impunidos. O massacre da estrada da morte durou cinco horas de tiro aos patos sobre centenas de veículos e blindados encurralados no deserto. Os aviadores americanos imobilizaram primeiro a longa coluna pulverizando as duas extremidades. Entre 10.000 a 20.000 soldados e suas famílias e outros refugiados morreram esturricados. As fotografias andam pela Internet...

Ao contrário do que você diz, segundo a Convenção de Genebra, matar soldados que já manifestaram inequivocamente a intenção de suspender hostilidades (eles retiravam da frente...) é mesmo crime de guerra. Não tenho presente o artigo, mas é verdade...

Aliás, tal proibição corresponde a uma lei da natureza. Já viu nos animais machos um atacar outro depois deste manifestar a sua submissão (numa luta por território ou por fêmeas) e afastar-se ? Pois é...

Quanto à divisão iraquiana (10.000 soldados) soterrada deliberadamente pelos tanques que passaram sobre as entradas dos abrigos, depois da rendição, temos outro crime de guerra. Não me venha dizer que foi durante a luta, porque não houve. Quando depois de um bombardeamento terrível de 35 dias os tanques avançaram os sobreviventes sairam dos abrigos e renderam-se em massa. Só que uns não tiveram tempo. FORAM SOTERRADOS VIVOS !  Percebe agora melhor o 9/11 ?
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 16, 2004, 09:51:56 pm
Retirado do Fórum Militar Conjunto, post de José Eduardo:

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Os interesses
Hermínio Santos - DD

Os dois países europeus que mais se têm afirmado como campeões da soluções pacíficas para resolver os problemas do mundo por oposição ao belicismo norte-americano, preparam-se para assinar um acordo com Israel sobre venda de material militar. Se pensarmos que esses dois países – a França e a Alemanha – são os que mais têm criticado a forma como o governo de Sharon tem lidado com a questão palestiniana e a carta branca dada por Bush ao primeiro-ministro israelita em questões como os raides mortíferos contra líderes do Hamas, o intercâmbio militar torna-se verdadeiramente surpreendente.
Segundo o jornal israelita Ha’aretz o contrato com a França está avaliado entre os 150 e os 200 milhões de dólares e é o maior negócio militar entre os dois países desde 1967, ano em que os franceses impuseram um embargo de armas por causa da Guerra dos Seis Dias. Com a Alemanha, os israelitas assinaram um acordo para comprarem 100 veículos blindados de transporte de tropas, um negócio avaliado em 50 milhões de dólares. Parte do dinheiro será obtido através de fundos que os EUA disponibilizam para ajudar militarmente Israel. Por isso é que os veículos serão montados em território norte-americano.

Ambos os negócios foram fechados durante a Eurosatory, uma exposição de armas de defesa terrestre e aérea inaugurada na segunda-feira em Paris. Estes negócios são a prova de que para lá dos discursos e das intenções e acima das preocupações com o mundo estão os interesses dos países, quer eles sejam superpotências, potências médias ou candidatas a potências, ou mesmo grupos terroristas, que actuam cada vez mais com objectivos e interesses precisos, de preferência carimbados com um banho de sangue. Interesses estratégicos, económicos e políticos que sempre foram a ambição e a perdição da Humanidade ao longo dos séculos.

A França já tinha dado um exemplo pouco credível antes da guerra no Iraque, provando que a hipocrisia continua a ser uma imagem de marca da diplomacia internacional. Os franceses também acreditavam que Saddam Hussein escondia algo aos inspectores da ONU mas não queriam ir para o conflito armado, preferiam a pressão. Só que essa pressão teria de ser feita pela máquina militar de guerra dos EUA, já instalada na zona do Golfo Pérsico. Mais uma vez – tal como aconteceu em várias situações no século passado – um país europeu queria beneficiar do chapéu de chuva norte-americano para defender os seus interesses estratégicos. É por estes episódios que a Europa não pode ser levada a sério quando pretende falar em voz alta sobre política externa e de segurança.


É esta a grande "Europa" que o torna patriota?  :wink:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 16, 2004, 10:49:38 pm
A resistência iraquiana continua a golpear o soldadesca ocupante !

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Tres soldados muertos y 23 heridos en el ataque a una base de EEUU
 
BAGDAD.- Tres soldados de EEUU murieron y más de 20 resultaron heridos cuando una base militar estadounidense fue atacada con cohetes en la ciudad de Balad, 90 kilómetros al norte de Bagdad. Según fuentes militares estadounidenses, el ataque se produjo a las 13.00 hora local (9.00 gmt), y no se produjeron detenciones.

Por la mañana, tres extranjeros y cinco iraquíes fueron asesinados en un atentado cometido en Ramadi, al norte del país
.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 16, 2004, 10:58:20 pm
Eis um relato de alguém (Melanie, comentadora no Expresso Online) que vai frequentemente ao Iraque ao serviço da Cruz Vermelha Internacional:

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IRAQUE A FERRO E FOGO
Segundo afirmaram esta manhã colegas a situação está mesmo muito má.Ataques a tudo o que se pareça estrangeiro e quanto às tropas da coligação e os que trabalham para eles nem se fala.Para os atacantes não passam de ladrões prontos a roubar-lhes e que a causa da falta de àgua luz e de medicamentos deve-se ao facto de esses mesmos estrangeiros não querem que os iraquianos tenham acesso ao minimo.Opiniões.Como não tenho visto nem lido notícias estes dias não sei se foi noticiado a morte de mais de 36 mercenários.Americanos ingleses sul africanos,canadianos italianos e 2 franceses.Os ditos seguranças que afinal não passam de mercenários são o alvo preferido juntamente com os militares.No sábado alguns colegas acordaram com um estrondo de uma explosão ao sairem descobriram um todo terreno com 5 homens a arder.Foi impossivel salvar algum.Dizem ainda eles que muitos grupos estão a preparar-se para depois do dia 30.E que não se escondem muito,O ritmo do fabrico de bombas e armas caseiras está a todo vapor.Moqtada e seus homens fazem concorrência aos outros,diga-se que são os mais insubordinados e mal preparados,mas mesmo assim e apesar das elevadas baixas continuam a provocar muitos estragos,e a aterrorizar os iraquianos em geral.Para os que aqui escreveram quando Saddan foi preso que o problema estava resolvido,e que os amigos chiitas iriam ajudá-los a dar cabo dos sunitas,mais uma vez digo que uma coisa é o que vemos na tv e lemos nos jornais e outra é a realidade do terreno,Essa nada tem a ver com as nossas simpatias politicas ou sonhos.A realidade é bem mais dura.Como diz o Mango um verdadeiro pincel.A prova é que a coligação e a maior parte da imprensa continua sem noticiar a gravidade da situação no terreno.Penso que o numero de mortos infelizmente muito elevado só interessam aos familiares.Entretanto no Sudão estamos próximos de mais uma tragédia humana.Mas quem se interessa?Afinal não há petróleo ou diamantes.Assim vai o mundo.

 
Também li noutro lado que muitos polícias iraquianos trabalham com a Coligação (para ganhar uns dólares) de dia, e à noite... para a resistência, fazendo ataques. No dia 30 deixa de haver polícia colaboracionista. Todos se vão colocar às ordens de Al Sadr ou de outros dirigentes da resistência...
Título:
Enviado por: emarques em Junho 17, 2004, 03:21:20 am
Citação de: "europatriota"
Efectivos da Barbarossa:

Vamos deixar os números de soldados alemães que fizeram a ofensiva. Afinal, que sejam 3 milhões ou 5 não muda o facto de ser um ataque enorme e não...

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Lajes, claro que falava de anglo-americanos. Foram os ingleses os primeiros a falar, mas não houve negociações, propriamente ditas. Houve apenas um "Como é ? Vocês dão a base voluntariamente ou nós ocupamo-la ?" e Salazar respondeu "Não, ora essa, a gente dá".... Mainada !

Mas é que não se tratou de "anglo-americanos". Na verdade, o acordo das Lajes contemplava apenas as forças britânicas. Em troca Portugal recebeu pagamentos importantes e o acordo só foi conseguido invocando a "Velha Aliança". Os americanos não podiam usar as Lajes. Os americanos foram autorizados a usar as Lajes um ano mais tarde em troca da garantia de que Timor-Leste seria devolvido a Portugal, e de que forças portuguesas seriam incluídas numa eventual invasão do território. (mais valia ter pedido mais dinheiro e material... :roll: ) uso de escudos humanos em combate.

Citar
Percebe agora melhor o 9/11 ?


Não. Porque é que os episódios de uma guerra a um dos inimigos do fanatismo islâmico (porque o Saddam era-o) justifica um ataque dos fanáticos islâmicos a civis inocentes nos EUA? (Sim, também penso que um ataque de fanáticos islâmicos a civis nos EUA não justifica outra guerra com o anti-islamista do Saddam)

Bolas, que "tijolo" de post que isto vai ficar...

Edit : pois ficou... e agora já lhe tirei uns pedaços, mas cheira-me que ainda vai ser um testamento de respeito.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 17, 2004, 10:41:44 am
Caro emarques:

De facto esse massacre de Nanquim em 1937 pelos japoneses figura no top ten das barbaridades, entre os outros feitos da mesma igualha quase todos da autoria da camonada.

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converteu-se numa das maiores atrocidades da história contemporânea - o "estupro de Nanquin" (Nanjing Datusha). Visando a humilhação total dos chineses, o Alto Comando japonês permitiu que por três semanas suas tropas submetessem os habitantes da venerável cidade ao saque e a um bárbaro e indiscritível massacre que vitimou (entre torturados, fuzilados e mulheres estupradas) mais de 300 mil civis chineses - um verdadeiro, mas esquecido holocausto oriental.


Mesmo assim, o conjunto dos bombardeamentos americanos sobre uma Alemanha e um Japão moribundos em 1945 mataram para cima de 1 milhão de civis apenas para aterrorizar (daí o terrorismo) e por esse meio obter uma capitulação com poucas perdas militares...

Não é que o ataque dos EEUU a esses países agressores não fosse legítimo, o problema é que houve excesso manifesto de legítima defesa e uso desproporcionado e desnecessário (à vitória) sobretudo sobre civis ! That's the point...
 
Sobre Estaline: por acaso nunca ouvi falar de os americanos se oferecerem ou serem convidados para participar na frente leste. O que interessava era que aliviassem a pressão esmagadora dos nazis sobre os russos que resistiam a toda a Europa nazi de então (toda a Europa, excepto 4 neutrais e a GB neutralizada na sua ilha, era então aliada dos nazis e havia divisões SS de todos os países ocupados, como a SS Charlemagne, composta de franceses, a divisão azul espanhola, etc.). E isso podia ser feito (era até mais lógico) na frente ocidental... mas se os EEUU tivessem insistido em participar mesmo no "coração da luta", alegando que um desembarque directo em território inimigo era mais arriscado do que em Murmansk (p. exº), tenho a certeza que os russos não recusariam, dado que a sua situação em 41/42 era absolutamente desesperada... Tinham tido 5,7 milhões de prisioneiros, dos quais só sobreviveram 40%...

Quanto aos "feitos" comunistas na Polónia em 39 e em toda a Europa oriental no pós-guerra, estamos de acordo. Eu só falo dos russos de 41/45 como defensores da Mãe-Pátria e da Europa, não como comunistas.

Sobre o 9/11: há de facto que vê-lo como um acto de guerra em retaliação pelos massacres cometidos na Guerra do Golfo e nos bombardeamentos e embargo dos 12 anos seguintes, além do apoio à opressão sionista sobre os irmãos palestinianos. Acto de legítima defesa e não de agressão. A paranóia que os bushistas espalham sobre o ódio ao ocidente dos árabes islâmicos é grotesca. Os árabes só querem viver em paz, não querem invadir o ocidente nem têm inveja do nosso nível de vida. Só são inimigos dos que os atacam e massacram e que lhes roubam terras e riquezas, os bussho-ssharonescos e todos os que os apoiam, tal como o ex-maoista recauchutado Durão... Não do Ocidente, que na sua maioria não é busho-ssharonesco...

Moahmed Atta e os outros protagonistas do 9/11 viviam há muito no ocidente tinham estudos superiores, admiravam a nossa cultura, alguns eram mesmo ricos, mas eram árabes feridos na sua honra de patriotas pela forma vergonhosa como os árabes são tratados pelos EEUU e Israel. Só isso. E a moral árabe postula a vingança, como dever de honra. Por isso tomaram sobre si a responsabilidade de com o seu martírio golpearem o coração dos opressores e assassinos dos irmãos árabes iraquianos e palestinianos. É simples. Nada tem a ver com os valores do ocidente, o capitalismo, o nosso way of life ! Mas apenas com a punição de um crime cometido contra a Nação árabe. Se não percebermos isto, não percebemos nada...

Não são os árabes que mataram centenas de milhares de soldados ocidentais depois de estes se terem rendido, nem impuseram aos EEUU um embargo que condenasse à miséria esse  país riquíssimo, à fome e à doença as suas crianças (meio milhão de criaças iraquianas mortas), não são os árabes que expulsam americanos das suas terras remetendo-os para campos de refugiados, chamando-lhes "terroristas" e massacrando-os a todo o momento... Será que a Alemanha vencida continuou a ser bombardeada durante 12 anos e impedida de vender os seus produtos, sendo condenada à miséria ? Então porquê tal tratamento desumano ao Iraque ? Quem matou mais iraquianos foram os americanos com as 2 guerras e o embargo, não o assassino Saddam...

Sobre a Guerra do Golfo: se você acha que matar 100.000 e ter apenas 150 baixas (e quase todas por friendly fire...)  é guerra legítima e uso proporcionado da força... então tá bem... Eu chamo-lhe MASSACRE e crime de guerra, por excesso de legítima defesa.

Você deve saber que por questões de honra muitas vezes um exército muito inferior não se pode render sem oferecer primeiro um "baroud d'honneur"(último combate de uma guerra perdida para salvar a honra)...

Cabe ao mais forte travar esse combate com a retenção necessária para permitir posteriormente a rendição em condições honrosas... é A ÉTICA MILITAR, percebe ? Coisa que a camonada assassina ignora e despreza ostensivamente, tal como faz ao direito internacional...

Um exemplo: os 4.000 portugueses que defendiam em 1961 Goa não tinham qualquer hipótese contra as dezenas de milhares de indianos, a sua aviação e a esquadra que os cercava. Mas Salazar proibia a rendição e pedia-lhes que lutasem até ao último homem (loucura do Botas...).  Logo, o que eles fizeram foi um baroud d'honneur, a que os indianos responderam como gentlemens fardados... O aviso Afonso de Albuquerque largou amarras e dirigiu-se quixotescamente contra a esquadra indiana. Esta acertou-lhe com uma só salva no leme, o barco ficou ingovernável e foi encalhar na praia. Mas o comandante salvou a honra...

Gostaria você como português que os indianos, abusando desproporcionadamente da sua força, tivessem bombardeado selvaticamente os 4.000 soldados (com Mausers !!!) durante 1 mês com B-52, B-1, B-2 e Tomahwaks, massacrando a maior parte deles, quando  não constituiam nenhuma ameaça para o exército indiano ? Acharia isso conforme à ética militar ? Gostaria que tivessem pulverizado o Afonso de Albuquerque matando toda a tripulação ? Você decerto chamaria os piores nomes a esses "monhés assassinos"... E então admira-se que os árabes e muçulmanos de todo o mundo odeiem a coboiada assassina e considerem heróis Bin Laden e os mártires do 9/11 ?

Sobre o massacre da estrada da morte: não me venha com hiistórias. O governo iraquiano já tinha anunciado a todo o mundo a sua retirada do Koweit e qualquer militar sabe distinguir uma retirada desordenada  e com civis de um movimento estratégico em ordem de batalha. Os assassinos aviadores (que nunca leram as Convenções de Genebra...) bem sabiam que se tratava de um massacre gratuito e ilegal pelos comentários alarves que soltavam enquanto bombardeavam a coluna durante 5 horas ("é como atirar a sitting ducks"  "vamos fazê-los derreter como manteiga", etc.).

Conclusão: no 9/11 os americanos tiveram muito menos do que mereciam e se não arripiam caminho ainda vão apanhar com umas malas-bombas nucleares nos cornos. Os árabes já as têm, vindas da Ucrânia e do Casaquistão, ao que parece...
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 17, 2004, 01:54:35 pm
DD

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Ataque suicida em Bagdad causou 35 mortos e 138 feridos

O atentado suicida que esta quinta-feira se registou em Bagdad causou 35 mortos e 138 feridos, segundo o balanço official do Ministério da Saúde iraquiano.



«O atentado causou a morte de 35 pessoas, e outras 138 ficaram feridas, segundo um balanço definitivo», afirmou um alto funcionário do Ministério.
O atentado ocorreu cerca das 9:00 horas locais (6:00 em Lisboa) à entrada da antiga base aérea de Al Muzana, convertida actualmente na base militar dos EUA e no centro de recrutamento do novo Exército do Iraque

17-06-2004
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 17, 2004, 02:00:37 pm
Esta é a tragédia humana despoletada por quem não seguiu os conselhos da grande maioria das populações mundiais e de quem seguiu em frente em desrespeito pela posição da maioria dos países na altura presentes no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Numa atitude de autêntico despotismo iluminado, de um punhado de visionários que um ano após esta aventura trágica, vê despedaçarem-se os sonhos de uma pacificação da região.

Uma guerra sem sentido que destapou a tampa da Caixa de Pandora.

Uma tragédia para todos, iraquianos, sobretudo, mas também para a vida dos ocupantes.

Onde  e qunado irá parar isto?
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 17, 2004, 03:05:35 pm
JN

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Al-Qaeda ameaça executar refém americano
 
Islamitas ameaçam executar o engenheiro Paul Johnson

O movimento terrorista al-Qaeda ameaçou, em comunicado, executar um refém americano raptado há cinco dias na Arábia Saudita, a menos que o regime de Riade aceite libertar até amanhã os militantes do grupo detidos naquele país.

As autoridades sauditas, porém, já avisaram que recusam "negociar com terroristas" e a Embaixada dos Estados Unidos disse "estar a desenvolver todos os esforços necessários" para libertar o refém, "mas sem fazer quaisquer concessões".

Através de um vídeo e um comunicado difundidos na Internet, o suposto chefe da al-Qaeda na Península Arábica, Abdel Aziz al-Mouqrin, sustenta que, "se os tiranos do Governo saudita quiserem que o seu patrão, Paul Johnson, seja libertado, devem libertar os mujahedines detidos. Caso contrário, executá-lo-emos".

O vídeo, transmitido também pelas cadeias árabes al-Jazira (Qatar) e al-Arabiya (Dubai), mostra o refém de olhos vendados. Johnson, um engenheiro aeronáutico de 49 anos, foi raptado no passado sábado, no mesmo dia em que, em Riade, outro americano foi assassinado pelos islamitas.

As autoridades sauditas estão empenhadas em erradicar as diferentes células da al-Qaeda infiltradas no país. Desde o ano passado, diferentes atentados levados a cabo pelos terroristas causaram dezenas de vítimas. Em resposta, o regime de Riade tem multiplicado as acções policiais e as detenções, supondo-se que estejam na cadeia cerca de 700 suspeitos de pertencerem ao movimento liderado por Osama bin Laden. JMA  
 
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 17, 2004, 03:12:04 pm
TSF

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Londres envia mais 270 soldados
Londres decidiu enviar 270 soldados suplementares para o Iraque, elevando o número total de soldados britânicos para 9200, segundo anunciou o ministro da Defesa, Geoff Hoon.
 
( 14:07 / 17 de Junho 04 )

 
 
 
«Vai haver um aumento de 270 homens no terreno, elevando o total de homens para cerca de 9200», indicou Geoff Hoon.

O ministro da Defesa britânico adiantou ainda que os soldados vão partir para o terreno a 21 de Junho.

«Este é um ligeiro aumento», disse Hoon, adiantando que as tropas se vão revezar, dado que reentram no país duas unidades.
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 17, 2004, 08:16:19 pm
Europatriota, ia a responder-lhe, mas vejo que o emarques já referiu o que eu queria dizer sobre a retirada para Bassora.

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Ao contrário do que você diz, segundo a Convenção de Genebra, matar soldados que já manifestaram inequivocamente a intenção de suspender hostilidades (eles retiravam da frente...) é mesmo crime de guerra.

Alguma vez na história da guerra retirar da frente de batalha é uma demonstração "inequívoca" da vontade de suspender hostilidades ? Como já lhe disse, foi uma decisão moralmente questionável, mas não pode ser atacado com base nas Convenções.

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Quanto à divisão iraquiana (10.000 soldados) soterrada deliberadamente pelos tanques que passaram sobre as entradas dos abrigos, depois da rendição, temos outro crime de guerra. Não me venha dizer que foi durante a luta, porque não houve. Quando depois de um bombardeamento terrível de 35 dias os tanques avançaram os sobreviventes sairam dos abrigos e renderam-se em massa. Só que uns não tiveram tempo. FORAM SOTERRADOS VIVOS ! Percebe agora melhor o 9/11 ?


Uma fonte seria interessante. Como já lhe disse conheço  alguns destes relatos, mas são casos isolados e passados durante o assalto às linhas iraquianas.
Se diz que não houve luta terrestre, no Iraque, então sugiro-lhe que faça mais umas pesquisas. Só para começar, por exemplo "73 Easting" ou "Medina Ridge" devem dar bons resultados...

E a sua comparação com o 11 de Setembro continua a ser ridícula.
Já agora, acha que a Europa devia ter apoiado o Saddam em '91 ?  :roll:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 18, 2004, 09:15:43 am
Os "cristãos" bushistas e pró-bushistas negam aos cristãos palestinianos (algumas centenas de milhares) o direito de retorno às suas casas e terras na Palestina-Israel. Mas aceitam que 250.000 russos cristãos (não judeus, portanto) vivam em Israel, terra com a qual nada (nem os seus longínquos antepassados) têm a ver...

Citar
Na entrevista, Arafat deixa em aberto a possibilidade de exigir, em futuras negociações, que um número indeterminado de refugiados regresse às suas casas em Israel, em particular um grupo de 200 mil que residem no Líbano em condições muito difíceis.

«Porque é que os cristãos da Rússia têm o direito de viver em Israel e os palestinianos cristãos não?», questionou o líder da ANP em alusão aos mais de 250 mil russos não judeus que chegaram a Israel na última década.


Isto é, há "cristãos" traidores que apoiam os massacres, roubos de terras e de lugares santos a que a judiaria-nazi seguidora de SSharon, Bibi  e Mofaz submete os cristãos (além dos muçulmanos) palestinianos...

Se isto não é traição...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 18, 2004, 09:30:16 am
Spectral:

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Você disse:Alguma vez na história da guerra retirar da frente de batalha é uma demonstração "inequívoca" da vontade de suspender hostilidades ?


Não se tratou apenas de retirar. Houve uma declaração prévia do Governo iraquiano divulgada em todo o mundo de que as suas tropas iriam retirar de imediato do território do Koweit, e a ocupação deste território era o único "casus belli" do conflito e o seu fim a única exigência da ONU. Quer-me dizer que os  sobreviventes das dizimadas divisões iraquianas (depois dos 35 dias de bombardeamento infernal, que sepultou dezenas de milhares nos seus abrigos do deserto...) estavam a retirar para irem atacar noutro lado ? Ora, ora ! Acha isso mínimamente credível ?

Quer dizer, se os 4.000 portugueses de Goa em 1961 fossem apanhados a embarcar com as suas Mausers em navios de transporte ou cargueiros, a fim de evacuarem o território, os indianos podiam mandá-los todos para o fundo do mar, alegando que iam apenas retirar para Diu a fim de aí continuarem a resistência...

Não percebeu ainda que o racismo (tal como os nazis, tratam os adversários não como meros inimigos, mas como Untermenschen ou subhomens...) e cinismo assassino da camonada fará ainda derramar o sangue de muitos americanos e seus aliados em todo o mundo ? Há 1,5 bilião de muçulmanos no mundo...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 18, 2004, 10:12:55 am
Caro europatriota, respeito as suas opiniões, mas no que diz respeito à estratégia utilizada na guerra do golfo aconselho-o a investigar e a ler mais um  pouco.

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Não se tratou apenas de retirar. Houve uma declaração prévia do Governo iraquiano divulgada em todo o mundo de que as suas tropas iriam retirar de imediato do território do Koweit, e a ocupação deste território era o único "casus belli" do conflito e o seu fim a única exigência da ONU. Quer-me dizer que os sobreviventes das dizimadas divisões iraquianas (depois dos 35 dias de bombardeamento infernal, que sepultou dezenas de milhares nos seus abrigos do deserto...) estavam a retirar para irem atacar noutro lado ? Ora, ora ! Acha isso mínimamente credível ?

Quando se refere à campanha aérea da coligação ( isto inclui EUA, Inglaterra, França, Itália, Arábia Saudita, Qatar, e muitos outros ) como infernal e causadora de um massacre, é perfeitamente normal que assim o seja.
A guerra não é um jogo de equilíbrios nem de crianças. A guerra não é uma brincadeira, e todos sabemos que, quando se decide atacar, ataca-se a sério. Se se tivesse dado ao trabalho de investigar saberia que o Iraque possuia na altura o 4º maior exército do mundo com uma força aérea bastante eficaz. É perfeitamente normal que as forças da coligação usassem todo o poder ao seu dispor, e bem, para eliminar tal ameaça. Não tente encontrar problemas onde eles não existiram.

A questão da tal declaração de retirada é interessante. Que eu saiba, só no final das 100 horas de batalha terrestre é que ouve de facto um compromisso por parte do governo iraquiano de se retirar. E isto porque a coligação parou o seu avanço para negociações. Nunca antes.

Citar
estavam a retirar para irem atacar noutro lado ? Ora, ora ! Acha isso mínimamente credível ?


Devo-lhe dizer que é bastante credível. Aliás, perfeitamente lógico.
Passo à explicação: a estratégica de guerra terrestre da guerra do golfo consistiu em 1 ataque frontal através da fronteira Arábia Saudita/Koweit realizado pelos Marines norte-americanos. Esta força iria sofrer o grosso das baixas mas iria manter "ocupados" as forças iraquianas. Enquanto isso acontecia tropas aerotransportadas da coligação eram destacadas para o deserto iraquiano e o grosso das forças mecanizadas da coligação ( as divisões blindadas americanas e os batalhões franceses e britânicos ) que tinham sido movimentados para a fronteira mais a Oeste, de um modo oculto,  inciariam um movimento de foice através do deserto iraquiano de modo a cortar a saída do Koweit. Este movimento ficou conhecido como o "Varrimento Avé Maria". Aconteceu que esta estratégia foi tão bem sucedida que os Iraquianos arriscavam-se a perder 140 000 homens para a coligação. Logo, a única solução tinha sido retirar para o próprio Iraque, ou então enfrentavam a maior rendição da 2ª metade do séc. XX.
Foi neste contexto, ainda em hostilidades, que se deu o episódio da autoestrada da morte.
 

Ah, e continuo sem saber a sua resposta à minha pergunta de outro post: é aquela a europa que o torna patriota?
- veja o post com a notícia de vendas de armas por parte da Alemanha e da França a Israel, neste topic, página anterior salvo erro -

Cumprimentos e, bibaportugal!  :wink:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 18, 2004, 11:26:54 am
Caro Ricardo Nunes:

A sua resposta está cheia de incoerências e derrota-se a si própria. Vejamos: a questão era saber se a retirada da autroestrada da morte (já depois do anúncio da retirada do Koweit) era um verdadeiro fim de hostilidades ou mera manobra táctica para prosseguir o combate. O que diz você, mesmo supondo que a sua explicação é boa, o que falta demonstrar: que essa coluna procurava apenas furtar-se à rendição através da manobra de envolvimento (o tal "varrimento avé maria"). Isto é, você confirma que havia fim de hostilidades, até porque escapar à rendição (mas eles nem sabiam decerto, com as comunicações interrompidas que poderiam ser cercados: estavam apenas a obedecer às ordens de retirada) não é combater, é FUGIR ao combate ou aprisionamento.

Aliás, qual era o problema de serem aprisionados ? Centenas de milhares foram aprisionados e libertados poucas semanas depois... se os americanos quisessem aprisionar os da autoestrada da morte (tinham o direito de fazê-lo, segundo as leis da guerra) que o fizessem,  o QUE NÃO PODIAM ERAM EXECUTÁ-LOS SUMARIAMENTE COMO FIZERAM. Dá para entender ?

Sabe, ao contrario do que pensa a camonada bushista, o direito intrernacional é uma coisa muito séria e aplica-se a todos. E não é com desculpas esfarrapadas e cínicas que se justifica a execução sumária de 10.000 a 20.000 pessoas...

Logo, você confirma o que eu disse e que todo o mundo sabe. Tratou-se de um massacre em larga escala de forças em retirada que tinham suspendido as hostilidades. Logo, CRIME DE GUERRA E GRAVE! Mais grave que o de Sebrenica, onde os massacrados foram 7.000... Você meu caro, desconhece o direito internacional de guerra... e a sua cínica argumentação não convenceria nenhum juíz...Constituiria mesmo circunstância agravante.

Aliás, repito, basta atentar em que foram mortos no total mais de 100.000 iraquianos contra 150 americanos, estes quase todos em friendly fire. isso diz tudo ! 4ª exército do mundo ? Aviação iraquiana ? Deixe-se de balelas, onde os viu ? Pois se os aviões podiam ser abatidos a dezenas de Km, sem sequer avistarem o inimigo... E o mesmo se diga dos blindados: enterrados no deserto, sem inimigo à vista para atirarem, eram destruídos um a um por um inimigo invisível, disparando de 10 ou 20 ou mais  Km os seus mísseis. Uso desproporcionado da força é crime de guerra. Quando o adversário baixa a guarda e renuncia ao objectivo militar em litígio (no caso, o Koweit) suspende-se o combate, na vida animal, no boxe ou na guerra.

Na guerra entre militares cavalheiros respeitadores da ética e do direito da guerra, é claro. O que se passou foi um massacre contrário à ética militar e  merecedor de uma forca à Nuremberga... ou de vários 9/11...

Claro, a soldadesca cóboi não são militares, nem têm honra nem ética militares: são mercenários assassinos que declaram desprezar e não reconhecer o direito internacional e que praticam massacres, torturas e execuções sumárias em série. Pagarão por isso, mais cedo ou mais tarde...

Saudações Europatrióticas !
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 18, 2004, 11:34:41 am
Caro europatriota. A deturpação que faz da minha mensagem é impressionante.

Estou convencido que, embora sejamos os dois portugueses, você fala uma língua completamente diferente da minha, pois pelos vistos não entende nada daquilo que eu digo.

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Aliás, repito, basta atentar em que foram mortos no total mais de 100.000 iraquianos contra 150 americanos, estes quase todos em friendly fire. isso diz tudo ! 4ª exército do mundo ? Aviação iraquiana ? Deixe-se de balelas, onde os viu ?


Então agora a coligação tem culpa da incompetência iraquiana? Tem culpa da inferioridade das armas iraquianas? Isto é impressionante.  :lol:

Olhe, ainda tou à espera da sua resposta sobre a venda de armas por parte da Alemanha e França a Israel. Não se anda a tentar escapar pois não?  :lol:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 18, 2004, 11:41:27 am
P.S.

Você falou ainda de uns vagos fornecimentos militares alemães e franceses a Israel no valor de 200 milhões de dólares ? Isso são ninharias, meu caro ! 200 milhões ? O que é isso comparado aos 13 biliões que Israel recebeu A FUNDO PERDIDO, E NÃO EM VENDAS, dos EEUU só este ano, para poder continuar a massacrar palestinianos e a roubar-lhes terras ? E isso acontece todos os anos (3 biliões é o mínimo que os EEUU dão por ano a Israel ! Dão, disse eu. Porque vender, tem vendido biliões e biliões... Quer comparar ? Até porque, como você disse, a França suspendeu há quase 40 anos as vendas militares a Israel. Se fez agora uma venda simbólica foi talvez para provar a sua boa-vontade e demonstrar que não é "anti-semita"...Mainada ! Não dá para perceber logo ?

Sim, tenho imenso orgulho em ser europeu, em viver numa Europa onde (ao contrário da Coboilândia do Al Bushone) o direito (internacional, incluído), os direitos humanos, a manutenção da paz mundial, os valores da verdadeira democracia liberal são princípios sagrados e activamente defendidos. Somos o farol da civilização mundial e abateremos um a um todos os totalitarismos. Ontem foi o nazismo e o comunismo. Amanhã será o Bussho-ssharonismo. E o TPI julgará nas próximas décadas muitos criminosos de guerra made in USA...pode escrever...

Bibauropa ! :)
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 18, 2004, 12:07:56 pm
Ricardo:

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Então agora a coligação tem culpa da incompetência iraquiana? Tem culpa da inferioridade das armas iraquianas? Isto é impressionante.  


Presumindo que você é militar, tenho de concluir que o ensino do direito internacional da guerra, anda muito por baixo nalgumas academias... :) , o que é preocupante...

Não está em causa a inferioridade de armas de um dos lados, que se verifica aliás em quase todos os conflitos bélicos. É DE USO DESPROPORCIONADO DA FORÇA, contrário ao direito e ética militares, que falo. Nunca ouviu falar disso ? Eu já o expliquei claramente.

Segundo o direito e a ética militar (na ausência dos quais um militar deixa de o ser, para se transformar num gangster, terrorista ou bandido armado, num combatente ilegal, em suma, passível da justiça do TPI), o uso legítimo da força limita-se ao necessário para alcançar o objectivo militar em causa (na ocorrência era libertar o Koweit...). Não a aniquilar totalmente o inimigo, DEPOIS DE ESSE OBJECTIVO SER ALCANÇADO por vitória, ou rendição ou outro meio equivalente. Elementar...

Mas onde a existência de crimes de guerra é flagrante é nos massacres da autoestrada da morte e da divisão enterrada viva, já depois do fim das hostilidades !

O balanço de baixas da Guerra do Golfo demonstra à saciedade que alguns dias de bombardeamentos teriam chegado par quebrar a resistência iraquiana e forçá-los a retirar. ERA ÓBVIO PARA QUALQUER OBSERVADOR QUE SE TRATAVA DE UM MERO "BAROUD D'HONNEUR" POR PARTE DOS IRAQUIANOS, DADO QUE ESTES (OS MILITARES, NÃO SADDAM) NÃO ERAM BURROS E SABIAM PERFEITAMENTE QUE A SUA INFERIORIDADE MANIFESTA EM ARMAMENTO NÃO LHES DAVA QUALQUER POSSIBILIDADE DE RESISTIREM INDEFINIDAMENTE A UM ATAQUE.

Logo, o que os americanos deviam ter feito era utilizar apenas a força necessária para permitir a reconquista do Koweit e uma rendição honrosa ao exército iraquiano, pelo facto de ter oferecido durante algum tempo uma resistência simbólica. Não fazê-lo viola as leis da guerra (de todas as guerras de todos os tempos) e demonstra que a camonada nazi trata os iraquianos não como adversários, mas como Untermenschen a exterminar incondicionalmente. E esse racismo assassino, demonstrado também na Palestina e na guerra actual, pode levar o Islão e aliados a uma guerra mundial,  como a II Guerra anti-nazi... A guerra é uma coisa séria, não é como nos filmes do Rambo nem nas consolas de jogos...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 18, 2004, 12:31:39 pm
Oiça, aquilo que eu quero que o senhor entenda, na mais ínfima essência é o seguinte: é bonito estar aqui a escrever e a descernir sobre estas atitudes que, por um lado ambos achamos incorrectas mas que eu acho que embora evitáveis foram justificadas, e o senhor pensa que não. O que eu quero realmente que perceba é que, numa situação de combate, seja a nível estratégico ou táctico, têm de se tomar decisões rápidas. Tem de se optar e, neste caso concreto, quando ainda decorriam hostilidades , as opções eram simples: ou deixá-los escapar ( e relembro que nesse momento da tomada de decisão ainda não existia nenhuma posição ofical do governo iraquiano que indicasse que eles se iam render ou retirar ) ou então tentar "cortar-lhes" a saída. Claro que foi uma decisão difícil, e hoje todos a vemos como evitável pois sabemos como acabou a guerra, mas na altura, naquele momento, face aos perigos enfrentados e na prespectiva de um militar da coligação aquele pareceu ser a opção mais lógica. Especialmente sabendo que tudo começou como "alvos de oportunidade" sem qualquer intenção de provocar tamanha destruição.
É giro estar aqui sentado e, recorrendo à demagogia, criticar aquela atitude, mas vosssa excelência deveria saber ( ou secalhar não ) que numa situação de combate tudo é possível. Compreenda: estava-se em guerra. Hoje todos vemos aquele "ataque" como desnecessário, mas na altura foi a opção mais visível e lógica.
Agora é giro o senhor criticá-la. Claro, não há nada mais fácil, mas por amor de Deus, tente compreendê-la e avalie as diversas variáveis que estavam em jogo na altura em que a decisão foi tomada.

Não se preocupe, o ensino em qualquer uma das academias está óptimo.  :wink:
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 18, 2004, 01:11:03 pm
TSF

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Bomba fere três polícias em Nassiriyah
Três polícias iraquianos ficaram feridos, na passada quinta-feira, devido à explosão de uma bomba em Nassiriyah, segundo avançaram as autoridades daquela cidade. Em Baaqouba, foram registados confrontos.
 
( 11:50 / 18 de Junho 04 )

 
 
 
«Fomos informados de que fora colocada uma bomba numa avenida do centro da cidade», disse o tenente Radi Mohammad, porta-voz da polícia de Nassiriyah, adiantando que «enviámos uma patrulha para o local e a bomba explodiu, ferindo três agentes».

Perto de Baaqouba, a nordeste de Bagdad, foram registado confrontos entre militares norte-americanos e homens armados, quando uma patrulha dos Estados Unidos ficou sob fogo inimigo. Ao ripostarem, os soldados norte-americanos mataram dois atacantes, segundo fonte militar.
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 18, 2004, 01:20:49 pm
Europatriota: por mim a discussão está acabada. Não tenho paciência para estar a falar para paredes. Acho que já lhe disse o que tinha a dizer. Se quer continuar no seu joguinho de palavras fundamentalista, continua à vontade. Não é melhor que os neo-conservadores ou os fundamentalistas árabes.

Ricardo, o negócio Israel-Alemanha é para 100 Dingo's, que são uma espécie de camião blindado. Apenas servem para patrulhas e não para assaltos às cidades palestinianas. Para isso eles têm os Merkavas, Achzarits e semelhantes.


http://www.jedsite.info/4x4afv/delta/dingo_series/dingo-series.html
Eu pelo menos não queria entrar com "isto" num cenário de guerra urbana.

Além que no negócio parece que Israel vai vender mísseis LAHAT à Alemanha.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 18, 2004, 01:36:24 pm
Caro Ricardo Nunes:

Pois, o que interessa não é o que eu penso ou que você pensa sobre a questão, mas o que o direito e a ética militar impõem como conduta a seguir  em tais situações. É claro que há muitas situações dúbias na guerra, que embora possam ser anti-éticas, escapam à alçada do direito. O Direito da guerra (ainda) não é tão  completo e eficaz como o direito penal dos crimes comuns, por exemplo. Está em formação e não é reconhecido por alguns... O que não impede que barbaridades como as de Sebrenica caiam claramente na sua alçada. A função do direito da guerra é limitar a sua inerente desumanidade. A guerra já é feia em si, mas se se respeitarem as regras éticas e legais, fica mais suportável. Lembre-se que durante muitas gerações, as boas maneiras foram observadas na guerra. Não foi von Richthoffen, o barão vermelho e ás da aviação alemã da I Guerra, depois de ser abatido, objecto de um funeral com todas as honras e tiros de salva por parte do Exército Francês em plena guerra-carnificina ? Von Paulus e os seus 18 generais foram mortos ou torturados depois da rendição em Estalinegrado ? Napoleão e a sua guarda imperial foram aniquilados após a derrota em Waterloo ? Não, pois, porque os verdadeiros militares sabem e sempre souberam que matar no campo de honra tem regras, e que quando o inimigo baixa a guarda e pára de combater ou ripostar, o combate cessa, por mais violento que tenha sido...

A camonada de hoje não partilha ostensivamente desse código de valores, segundo todas as notícias que nos chegam e as suas próprias declarações. Chegam a torturar, asfixiar, espancar até à morte e sodomizar prisioneiros... Uma ralé de mercenários asassinos, um "exército" de gangsters e de ladrões de petróleo comandado por lunáticos neo-nazis que querem dominar o mundo pelo terror...

Sobre as barbaridades da Guerra do Golfo, que você pretende apresentar como meras derrapagens num ambiente de guerra, e insistindo que elas tiveram lugar já depois de as hostilidades cessarem, só lhe lembro uma coisa:

Por que é que todas as outras tropas no mesmo teatro de guerra iraquiano, incluindo as britânicas, consideram os americanos "cóbóis irresponsáveis e trigger-happy" autores sistemáticos de friendly fires sobre os próprios aliados (para não falar das dezenas de casamentos e outras festividades no Iraque ou Afeganistão que já metralharam indiscriminadamente) ? Porque será que isso não acontece com as outras tropas, europeias quase todas ? Porque estas conhecem e respeitam o direito internacional e as leis e a ética da guerra. Têm rules of engagement conformes a essas regras (e não tipo "disparar primeiro e perguntar depois") e são punidos quando as violam. É simples...

Não, os factos de que falamos não são derrapagens inevitáveis em clima de guerra (que sei existirem sempre) .  Aliás, um massacre de 5 horas sobre alvos que não ripostam nunca é uma derrapagem inevitável. É um massacre  deliberado. E por isso é que tais barbaridades só são praticadas pelo exército americano... Não é por acaso... Como não foi por acaso que a retaliação, o 9/11, aconteceu nos EEUU... A bom entendedor...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 18, 2004, 01:41:22 pm
Obrigado pela correcção Spectral.  :wink:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 18, 2004, 02:51:35 pm
Só para retomar uma velha questão:

Os Merkava já servem para outra coisa para além de demolidores de casebres?
Título:
Enviado por: emarques em Junho 18, 2004, 02:58:04 pm
Citação de: "europatriota"
A sua resposta está cheia de incoerências e derrota-se a si própria. Vejamos: a questão era saber se a retirada da autroestrada da morte (já depois do anúncio da retirada do Koweit) era um verdadeiro fim de hostilidades ou mera manobra táctica para prosseguir o combate. O que diz você, mesmo supondo que a sua explicação é boa, o que falta demonstrar: que essa coluna procurava apenas furtar-se à rendição através da manobra de envolvimento (o tal "varrimento avé maria"). Isto é, você confirma que havia fim de hostilidades, até porque escapar à rendição (mas eles nem sabiam decerto, com as comunicações interrompidas que poderiam ser cercados: estavam apenas a obedecer às ordens de retirada) não é combater, é FUGIR ao combate ou aprisionamento.


Pense bem nisto. Os americanos tinham um plano para rodear e capturar ou destruir as forças invasoras. As forças quase rodeadas começam a alterar as suas posições para escapar a esse envolvimento. O que fazem os americanos? Impedem os iraquianos de escapar ao cerco.

Compare com as acções dos soviéticos em Estalinegrado. Cercaram o VI Exército alemão, e foram matando alemães até que se rendessem. Se o gen. Paulus tivesse tentado escapar ao cerco, acha que os soviéticos iam dizer "Por quem é, faz favor de passar!", ou que iam tentar impedir a fuga dos alemães?

A situação é a mesma. Os comandantes americanos num caso, e os soviéticos no outro, tinham a obrigação de destruír a capacidade inimiga de continuar as hostilidades.

Quanto a acreditar em hipotéticas declarações do Iraque, acho que toda a gente sabe quanto valia a palavra do governo iraquiano.

Quanto à hipótese que pôs de a União Indiana ter atacado os transportes que retirariam as tropas portuguesas, se o tivessem feito sem receber a rendição das tropas portuguesas isso seria realmente uma acção criminosa. Ninguém acusa os alemães de terem cometido um crime de guerra ao atacar as embarcações que faziam a retirada de Dunquerque.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 18, 2004, 06:46:41 pm
Caro emarques.

Acho que você faz uma grande confusão ! E comparações só são válidas com situações equivalentes...

Citar
Os americanos tinham um plano para rodear e capturar ou destruir as forças invasoras. As forças quase rodeadas começam a alterar as suas posições para escapar a esse envolvimento. O que fazem os americanos? Impedem os iraquianos de escapar ao cerco.


Ora, em 1991 a coligação internacional sob mandato da ONU , onde havia franceses, sírios, egípcios sauditas, etc, e em quantidade (não como agora, em contingentes simbólicos) NÃO TINHAM NENHUM PLANO NEM MANDATO PARA DESTRUIR AS FORÇAS INVASORAS, como você diz. Está a ver mais de 100.000 soldados árabes a "destruirem as forças invasoras"  também árabes ? Nada disso. O MANDATO ERA APENAS LIBERTAR O TERRITÓRIO DO KOWEIT, e o ataque às forças iraquianas estava apenas autorizado na medida em que fosse necessário à libertação desse território. Era esse o único plano "legal". Aliás, nem acredito que tivessem mesmo um plano secreto para ir mais além disso. A prova é que não exploraram o êxito indo até Bagdad...

Sendo assim, após o anúncio de acatamento da resolução da ONU pelo governo iraquiano (você não se lembra, mas todo o mundo se lembra na ONU) seguido de execução imediata da retirada, havia tecnicamente suspensão de hostilidades. É como no boxe: soou o gong e a luta pára. Lembro que o mandato da ONU que a coligação implementava no terreno exigia apenas a retirada do Koweit, NÂO a rendição ou capitulação do exército iraquiano fora do território do Koweit, o que estaria fora dos seus poderes.   É importante ter este facto fundamental em conta ! Mas para isso é preciso que se reconheça a primazia do direito internacional...

A coluna em retirada, de dia, sem camuflagem, a monte (sem distâncias de segurança) e com civis, era obviamente um movimento típico de tropas em retirada de território ocupado (e único objecto do litígio) após uma cessação de hostilidades.

Ou você julga que os iraquianos eram loucos para se moverem de dia numa coluna compacta de milhares de veículos apinhados de gente e sem qualquer defesa aérea  e camuflagem se não acreditassem que a guerra tinha acabado, por terem cumprido a exigência da ONU ?

 É  ÓBVIO QUE PARA ELES A GUERRA TINHA ACABADO. TAL  COLUNA SÓ É ALVO MILITAR PARA UM EXÉRCITO DE GANGSTERS ASSASSINOS QUE NÃO RECONHECEM O DIREITO INTERNACIONAL E A REGRAS DA ÉTICA MILITAR, COMO O EXÉRCITO CAMONE. E se há enganos que duram o tempo de uma rajada, não há enganos que duram 5 horas...

Tratou-se de um Sebrenica em maior escala e executado pela aviação e helicópteros e não por pelotões de atiradores. Uma execução sumária  em massa, um miserável crime de guerra.

A comparação com Estalinegrado é improcedente, porque os alemães em Estalinegrado não foram executados após a rendição. Leia as memórias de Von Paulus. Se se refere aos outros alemães que se terão escapado do cerco (foram poucos e só através de aviões), a esses não se aplica o princípio, porque a Alemanha não tinha anunciado nem nunca anunciou a retirada da Rússia e de todos os países aliados ocupados. Por isso os russos foram até Berlim. Mas no dia 1 de Maio de 1945, quando Doenitz, após o suicídio de Hitlet anunciou a capitulação, A GUERRA ACABOU e mais nenhuma coluna militar alemã em retirada foi atacada !

A comparação com Goa também é disparatada ! Pense lá: qual era o objectivo do exército indiano ? Libertar Goa,  Damão e Diu e instaurar aí a soberania indiana, ou aniquilar sobretudo e em qualquer caso o exército português, MESMO QUE ESTE ABANDONASSE A DEEFESA DA SOBERANIA PORTUGUESA DESSES TERRITÓRIOS ? É que a política é que comanda a guerra e não o contrário...

É claro que o objectivo era o primeiro e por isso atacar o exército português em retirada para a metrópole (na hipótese que coloquei) seria CRIME DE GUERRA e contrário aos usos militares. Repito: numa guerra há necessariamente um litígio sobre algo (normalmente um território, mas não só). Por isso é que há guerra... logo, se uma das partes cede à outra, com ou sem luta prévia, o objectivo em disputa, JÁ NÃO HÁ RAZÃO PARA A CONTINUAÇÃO DE HOSTILIDADES E FAZÊ-LO CONSTITUI CRIME DE GUERRA.

As FA americanas são actualmente um bando de gangsters fora-da-lei que não reconhecem nem respeitam o direito internacional (Convenções de Genebra sobre tratamento de prisioneiros de guerra e sobre a tortura, nomeadamente). E O OCIDENTE E OS SEUS VALORES NADA TEM A VER COM ESSA HORDA DE ASSASSINOS ODIADA EM TODO O MUNDO !

E é por isso, não é por acso, que os EEUU recusam ratificar, AO CONTRÁRIO DE TODO O MUNDO CIVILIZADO, o tratado que institui o TPI !!! Os gangsters não querem ser julgados pelos seus crimes ! Tal como os seus modelos nazis, que no entanto foram enforcados por sentença de um tribunal que não reconheciam... Com a camonada assassina acontecerá o mesmo dentro de algumas décadas, quando já não forem os mais fortes... A China e a Grande Europa, entre outros chefiarão o mundo numa coligação conta o eixo do mal yankee-sionista...Se até lá estes não ganharem juízo, o que me parece difícil...

Europa über alles ! Rule Europe ! Allez européens ! Forza Europa ! Arriba Europa ! BIBAUROPA !
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 18, 2004, 07:01:07 pm
Parece-me óbvio que com o seu uso constante de letras maiusculas se sente exaltado. É normal, mas por favor tenha calma.

Não traga Boxe ao barulho, porque de boxe percebo eu - praticamente mais ou menos regular. :wink:
Ao contrário do que refere não existem "ding´s" na guerra nem muito menos houve uma declaração iraquiana oficial que referisse que as suas tropas estavam a retirar do Iraque. Não é simplesmente por umas tropas estarem a marchar para norte em vez de para sul que se vai supor que estas se renderam. Gostaria que nos elucidasse se tal declaração houve mesmo. Pessoalmente desconheço-a.

Quando retoricamente critica o ponto de vista do emarques - comparação com Estalinegrado - encontra-se, mais uma vez, a cometer um erro. As situações são exactamente semelhantes, e sempre o serão. Sempre que uma força se encontre à beira de ser cercada esta tentará escapar. Isto é o essencial.
O episódio da auto-estrada da morte começou isoladamente, quando alguns pilotos detectaram "alvos de oportunidade". A partir daí foi uma escalada de bombardemantos durante 18 horas tendo sido impossível quantificar qual o resultado de tais bombardeamentos.

Mas, acima de tudo, aquilo que mais me choca não é o seu ponto de vista nem a sua opinião, inteiramente legítima. É o facto de você pensar que alguns actos, nomeadamente este, foram cometidos intencionalmente de modo a provocar um massacre. Tal é um perfeito absurdo.
E aqui é que reside a diferença.
Você encontra-se constantemente a criticar a política de presença norte-americana no Iraque, lamenta as mortes iraquianas na guerra como todos nós e sente um ínfimo prazer quando um soldado da coligação é abatido. Aquilo que eu nunca o vi fazer foi lamentar as centenas de mortes de civis iraquianos que ocorrem todos os dias em ataques bombistas, suícidas, por todo o Iraque.

Vossa excelência considera tais mortes legítimas? Qual é o objectivo de matar 30 civis iraquianos, mulheres e crianças, que por acaso passavam ao pé de um centro de recrutamento do exército iraquino? O que é que estes homens fizeram de mal? Continua a achar que é uma luta pela liberdade? Então porque é que tentam atingir os postos da polícia e do exército iraquiano?
Entenda de uma vez por todas que os principais motivos dos acontecimentos que estamos a observar não é a libertação do Iraque, mas sim uma luta pelo poder de modo a estabelecer outro estado quiçá absolutista.
Título:
Enviado por: papatango em Junho 18, 2004, 07:08:11 pm
Citação de: "euro'patriota'"
logo, se uma das partes cede à outra, com ou sem luta prévia, o objectivo em disputa, JÁ NÃO HÁ RAZÃO PARA A CONTINUAÇÃO DE HOSTILIDADES E FAZÊ-LO CONSTITUI CRIME DE GUERRA.

Embora o autor destas linhas já tenha demonstrado o total disparate das suas afirmações, lembro apenas uma coisa ao senhor euro”patriota”

Pela sua ordem de ideias os seus amigos comunistas soviéticos também cometaram crimes contra a humanidade ao atacar incessantemente um exercito derrotado. Atacaram, sem cessar os alemães em retirada, e cumprindo todas as máximas da cartilha vermelha que o senhor defende, atacaram e afundaram navios apinhados de civis no mar do norte.

As tropas russas estiveram envolvidas em toda a sorte de depravações sexuais na alemanha, o que era muito natural como disse Estalina utilizando as palavras “...depois de tantos combates não é nada de estranho que um homem se queira divertir com uma mulher...”

Além do mais, tendo os russos em cima de si, uma diluviana quantidade de assassinios na consciencia e as mãos tão vermelhas de sangue que ainda hoje não secou, o senhor não deixa de considerar essa corja de assassinos como combatentes patrióticos cujo objectivo era chegar a Paris e roubar, violar e destruir tudo o que houvesse para roubar e destruir.

Porque é que os seus amigos soviéticos não pararam? A Alemanha já estava derrotada.

Um exercito quando retira não pode deixar de se atacar, é uma regra básica da guerra. Evitar que o inimigo se reagrupe para que depois nos volte a atacar. É por isso que os seus amigos russos, atacaram os outros seus amigos franceses na campanha da Russia. Imagine que os pérfidos russos atacaram o exército francês quando este se retirava da Russia.

Toda a sua argumentação é um completo disparate e um completo e total contrasenso.

O senhor europatriota escreve muito, mas no final não diz nada, é como estar a falar para uma parede.

Cada palavra, cada afirmação, cada frase é um contrasenso e uma total contradição com o que diz no post anterior.

Se eu fosse mal educado, pedia-lhe para ter vergonha, mas como não sou, peço-lhe apenas para ter juizo.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 18, 2004, 07:46:28 pm
Papatango:

Você de facto diz disparates e nem se dá ao trabalho de ler atentamente o que escrevo. Senão não colocava questões tão despropositadas.

Já expliquei que sou de direita, pelo que não tenho que defender comunistas enquanto tais. Pelo contrário, cumpre-me denunciar os seus crimes (maiores do que os nazis, mas, diferença essencial, cometidos quase exclusivamente sobre os seu próprio povo e não sobre estrangeiros). O facto de você considerar sistematicamente comunistas, mesmo após desmentidos largamente fundamentados, quem defende os valores ocidentais atacados pela clique nazi-bushista, dá uma triste imagem de si, meu caro...

À parte os crimes de Katyn (contra polacos) e dezenas de milhares de violações de mulheres (não de homens como os larilas yankees...) alemãs, crime de somenos importância naquele contexto de milhões de mortos, não conheço crimes de guerra russos significativos...  

E lembro-lhe, pormenor fundamental, que os russos eram os agredidos (tiveram 20 milhões de mortos) e exerciam a legítima defesa. Que se foram até Berlim é porque não houve capitulação incondicional dos nazis (era essa a exigência de todos os Aliados, não apenas dos russos). Acresce que , como bons aliados, os russos lutavam pela libertação de TODOS os países ocupados e não apenas do seu país. Para isso é que servem as alianças... E lembro-lhe que mesmo em 8 de maio de 45, data da capitulação, os nazis ainda ocupavam totalmente várias cidades costeiras francesas e a Dinamarca e a Noruega... onde já não foram atacados, rendendo-se sem resistência.

É por isso que o conhecimento do direito internacional é importante para todos os militares. No Golfo (1991) o objectivo legal (o mandato da ONU)era libertar apenas o Koweit (porque Saddam não era Hitler, nem queria conquistar, como este, todo o mundo, apenas o pequeno Koweit...). Em 41/45 o objectivo era a capitulação incondicional das tropas nazis que ocupavam dezenas de países e que nunca aceitaram discutir a capitulação (como queriam os militares alemães conjurados do atentado de Julho de 44, que foram executados aos milhares). Uma cessação de hostiliadaees só seria imperativa em caso de capitulação alemã e evacuação de todos os países ocupados. Como nunca aceitaram negociar...

Repito, os objectivos militares são sempre extra-militares, isto é, políticos, e os objectivos políticos devem estar subordinados ao direito internacional e às resoluções da ONU, imperfeito "governo mundial".
Título:
Enviado por: komet em Junho 18, 2004, 08:28:18 pm
Citar
À parte os crimes de Katyn (contra polacos) e dezenas de milhares de violações de mulheres (não de homens como os larilas yankees...) alemãs, crime de somenos importância naquele contexto de milhões de mortos, não conheço crimes de guerra russos significativos...



Lol, sinto que estou sempre a bater na mesma tecla, usar soldados como "carne pa canhão" não é a seu ver um crime de guerra? Assim como os massacres soviéticos, ao seu próprio povo, é mais legítimo que o genocídio nazi só por ser em "casa"? Se morreram 20 milhões deve ter sido mais por capricho político do que por bom senso militar.
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 18, 2004, 09:26:22 pm
Pegando na mesma citação que o komet utilizou:

Citar
À parte os crimes de Katyn (contra polacos) e dezenas de milhares de violações de mulheres (não de homens como os larilas yankees...) alemãs, crime de somenos importância naquele contexto de milhões de mortos, não conheço crimes de guerra russos significativos...


Está a brincar não está? Mesmo tendo opiniões diferentes nunca pensei que você chegasse a este ponto.
Menos importância? Então é pelo facto de acontecer muitas vezes que tem menos importância? Para si a morte ou violação de um inocente alemão vale menos que a morte ou violação de um iraquiano? Caro amigo, podem ter havido milhões de mortos na 2ª GG mas isso não diminui o a responsabilidade de quem cometeu estes crimes.
Para quem critica tão abertamente Dresden e Hiroshima o senhor fecha muito os olhos a estes crimes. Que dualidade de critérios impressionante.

Pessoalmente já penso como o papatango: cada palavra sua, cada afirmação, cada frase é um contrasenso e uma total contradição com o que diz no post anterior.

Cumprimentos e "biba" Portugal!
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 18, 2004, 10:05:38 pm
Ricardo:

Eu falei apenas nas violações sistematicas das alemãs (uma delas po exemplo foi a falecida mulher de Helmut Kohl, quando tinha 12 anos)...

As violações são sempre um crime, mas francamente, na lista de todos os enormes crimes cometidos durante a guerra, as violações são sem dúvidas os mais benignos... sobretudo quando cometidos por quem tinha sofrido 20 milhões de baixas, 13 milhões dos quais civis. Mortos, não violados... note-se.

Os alemães civis também foram vítimas de muitos crimes de guerra, mas quase todos pelos anglo-americanos. É que os selvaticos bombardeamentos da Alemanha por milhares de bombardeiros que já não encontravam qualquer oposição da Luftwaffe ou da DCA não destruiram apenas as infraestruturas industriais e de transporte. Visaram conscientemente também cidades cheias de refugiados com bombas incendiárias para causar (já na altura...) um grande "schok and awe", que é uma maneira mais digerível de referir TERRORISMO.  

Digamos que cerca de 95% das baixas militares alemãs foram causadas pelos russos e que cerca de 95% das baixas civis alemãs foram causadas pela aviação americana (já agora até em França: no dia D morreram mais de 6.000 soldados americanos nas praias da Normandia, uma escaramuça, em termos comparativos..., E 20.000 FRANCESES CIVIS NOS BOMBARDEAMENTOS SELVATICOS DE CAEN, ST. LO E OUTRAS CIDADES !!!).

Já Katyn e outros massacres de oficiais e membros da inteligentsia polaca em 41, foram sem dúvida os maiores crimes de guerra dos russos.
Os mais de 20 milhões de mortos russos pelo estalinismo nos anos 20 e 30 são um dois maiores crimes de sempre da humanidade, mas não tem nada a ver com o tema aqui discutido, a II Guerra.
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 18, 2004, 10:22:33 pm
Mentiras, mentiras e mais mentiras.

Daqui a pouco vai sugerir que os bombardeamentos aliados na França tinham por objectivo destrur a infra-estrutura económica do país, de modo a deixá-lo dependente do apoio financeiro americano no pós-guerra.

Mas nem vou estar a apontar as mentiras que está a dizer, porque já se viu que não liga minimamente ao que os outros dizem.

Continue no seu mundo imaginário...
Título:
Enviado por: papatango em Junho 18, 2004, 11:01:45 pm
Senhor europatriota, naturalmente como todos os outros participantes, já entendi, que o seu objectivo não é discutir nada, mas apenas insultar os outros. Ou melhor, insultar a inteligencia dos outros (o que é mais grave)

Citar
Os alemães civis também foram vítimas de muitos crimes de guerra, mas quase todos pelos anglo-americanos.
Como se os Russos fossem melhores. Além do mais o ataque final a Berlim do seu ponto de vista foi injustificado, dado o país não ter capacidade para lutar.

Citar
Digamos que cerca de 95% das baixas militares alemãs foram causadas pelos russos e que cerca de 95% das baixas civis alemãs foram causadas pela aviação americana
Dê-me uma fonte, por amor de Deus. Onde é que o sr. foi buscar isto?
Dê-me um titulo, um documento, uma referência, porque senão toda a gente vai pensar que estes dados vêm de uma cabeça demente.

Citar
Os mais de 20 milhões de mortos russos pelo estalinismo nos anos 20 e 30 são um dois maiores crimes de sempre da humanidade, mas não tem nada a ver com o tema aqui discutido, a II Guerra.
O tema aqui discutido é a guerra no Iraque, deu-se ao trabalho de ler o título do thread?

O Sr. sabe lêr?

Citar
Já expliquei que sou de direita
Após uma estudada análise dos seus posts, eu acho que o Sr. mora no 2º - Direito e que a campainha da porta lhe subiu á cabeça

Citar
(porque Saddam não era Hitler, nem queria conquistar, como este, todo o mundo, apenas o pequeno Koweit...).

O Koweit, é pequenininho, pode ser conquistado á vontade. Claro que do seu ponto de vista, como Portugal é um país pequeno também pode ser conquistado á vontade.
Só os países grandes é que têm direito a não ser invadidos, os pequenos não
Mas não era voce que era o paladino do direito internacional?

Você é um poço de disparatadas contradições, a começar pelo seu nick, que é em si uma contradição, pois patriota implicaría a existência de uma pátria, e a Europa não é nem nunca será uma pátria, a não ser na cabeça de loucos como Hitler, Napoleão e um certo participande de um forum militar na internet.

Sr. Europatriota, entre os poucos momentos de lucidêz que eventualmente tenha, tome umas Aspirinas ou uns Panadois, porque se você não consegue ver a situação ridicula onde já chegou, com contradições em cima de contradições, onde cada frase está em contradição com o que disse anteriormente, onde cada disparate que diz é rematado com uma imbecilidade ainda maior, então eu acho que devemos quotizarnos todos para lhe pagar assistência médica.

cumprimentos
e as meus votos de melhoras.
Título:
Enviado por: typhonman em Junho 19, 2004, 02:16:45 am
Europariota, aconselho-o a ir a um psiquiatra.
Caro papatango e spectral, não percam rempo com reacionários inuteis...

Europatriota, se fosse esperto via k ninguem o respeita,  as suas ideias não tem o minimo de lógica.
Vá viver para Bruxelas.
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 19, 2004, 01:01:14 pm
Citação de: "TSF"
Civil português morreu no Iraque
Um civil português, que trabalhava numa empresa de telecomunicações, morreu esta manhã no Iraque, na sequência da explosão de uma bomba à passagem da viatura em que seguia, na região de Bassorá.  
 
( 10:28 / 19 de Junho 04 )
 
O cidadão português chama-se Roberto Carlos e trabalhava para a empresa de telecomunicações Al-Atheer, avança a France Presse citando fontes policiais e hospitalares.

O homem encontrou a morte quando a viatura em que seguia, na zona de Bassorá, deflagrou um engenho explosivo colocado na estrada.

Contactada pela TSF, a embaixada portuguesa em Bagdad diz que não tinha conhecimento da presença deste cidadão no Iraque. A embaixada diz que está a tentar reunir mais informações.

De acordo com a representação diplomática lusa em Bagdad, o número de portugueses a trabalhar no Iraque não chega a cinco e entre eles não constava o nome deste português.

Com o português morreram também dois iraquianos que seguiam na viatura todo-o-terreno, da empresa de telecomunicações: um polícia destacado para a protecção das instalações petrolíferas e um civil que trabalhava no sector petrolífero.

O motorista da viatura e um outro passageiro ficaram feridos.

A Al-Atheer é uma empresa de telefones móveis que explora uma licença no sul do Iraque.

 
fonte: http://www.tsf.pt/online/internacional/interior.asp?id_artigo=TSF150764

R.I.P.  :cry:
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 19, 2004, 01:01:15 pm
TSF

Citar
Civil português morreu no Iraque
Um civil português, que trabalhava numa empresa de telecomunicações, morreu esta manhã no Iraque, na sequência da explosão de uma bomba à passagem da viatura em que seguia, na região de Bassorá.  
 
( 10:28 / 19 de Junho 04 )

 
 
 
O cidadão português chama-se Roberto Carlos e trabalhava para a empresa de telecomunicações Al-Atheer, avança a France Presse citando fontes policiais e hospitalares.

O homem encontrou a morte quando a viatura em que seguia, na zona de Bassorá, deflagrou um engenho explosivo colocado na estrada.

Contactada pela TSF, a embaixada portuguesa em Bagdad diz que não tinha conhecimento da presença deste cidadão no Iraque. A embaixada diz que está a tentar reunir mais informações.

De acordo com a representação diplomática lusa em Bagdad, o número de portugueses a trabalhar no Iraque não chega a cinco e entre eles não constava o nome deste português.

Com o português morreram também dois iraquianos que seguiam na viatura todo-o-terreno, da empresa de telecomunicações: um polícia destacado para a protecção das instalações petrolíferas e um civil que trabalhava no sector petrolífero.

O motorista da viatura e um outro passageiro ficaram feridos.

A Al-Atheer é uma empresa de telefones móveis que explora uma licença no sul do Iraque.
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 19, 2004, 01:02:01 pm
Está a ver, Fábio, as grandes mentes pensam em conjunto  :wink:  Ganhei-lhe por uns segundos...  8)
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 19, 2004, 01:15:07 pm
É verdade ...  :lol:
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 19, 2004, 02:00:03 pm
O 1º português a falecer no Iraque. Que descanse em paz.  :cry:
Título:
Enviado por: komet em Junho 19, 2004, 02:31:58 pm
Segundo português.
O primeiro era soldado americano, mas nasceu em Portugal.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 19, 2004, 02:39:16 pm
Spectral:

"Mentiras, mentiras e mais mentiras" ? Eu diria antes, ignorância, ignorância, ignorância... sua, é claro. Os vinte mil mortos civis franceses ( o triplo das baixas americanas em Omaha Beach...) em Caen e noutras cidades da Normandia durante o dia D vêm em todos os livros sobre a matéria e foram recordados nas recentes reportagens televisivas sobre o 60º aniversáriom do dia D... Mas você  parece que não lê nem vê televisão...

A razão invocada para tais bombardeamentos era impedir os reforços e abastecimentos alemães e foram precedidos de panfletos anunciando os bombardeamentos. Mas os panfletos foram afastados pelo vento ou apreendidos pelos alemães. De qualquer modo, por exemplo, em Caen poucos alemães terão sido mortos, mas a cidade foi arrasada... tal como quase todas as cidades portuárias francesas noutras ocasiões: Rouen, Havre, Brest, St. Nazaire, Lorient, La Rochelle, Royan, etc, mas também do interior como a industrial St- Ètienne... Em cada uma dessas cidades, além das infraestruturas militares alemãs,  o saldo de danos colaterais foi superior a 10.000 mortos civis...

Meu caro, acho que você tem arrogância a mais e cultura e boas maneiras a menos... além de que não cumpre as suas próprias promessas...
Título:
Enviado por: komet em Junho 19, 2004, 03:13:45 pm
Citar
Os vinte mil mortos civis franceses ( o triplo das baixas americanas em Omaha Beach...) em Caen e noutras cidades da Normandia durante o dia D


É um facto.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 19, 2004, 03:20:56 pm
Papatango e Thyphoman:

Tenho tido aqui algumas boas trocas de ideias com alguns participantes deste forum, que sabem replicar, mas convosco não me lembro...

Tenho respondido a todos os contra-argumentos que me têm apresentado, mesmo a alguns pouco consistentes. Mas há argumentos tão indigentes que não merecem resposta, porque revelam incapacidade de argumentar e raciocinar além de desconhecimento total da história.

Um só exemplo de argumentos disparatados:

Citar
O Koweit, é pequenininho, pode ser conquistado á vontade. Claro que do seu ponto de vista, como Portugal é um país pequeno também pode ser conquistado á vontade. Só os países grandes é que têm direito a não ser invadidos, os pequenos não. Mas não era voce que era o paladino do direito internacional?

Ora eu não disse nada disso. Basta (saber) ler. O que eu disse é que no caso do Iraque de 91, apenas estava em causa a anexação do pequeno Koweit, enquanto na WWII estava em causa a anexação de quase toda a Europa pelos exércitos nazis. Isto para explicar que num caso a exigência dos aliados e da ONU era apenas a evacuação do Koweit pelo exército iraquiano (e não a capitulação do Iraque), enquanto que em 45 a exigência dos aliados era a capitulação incondicional da Alemanha... Parece simples de compreender, não ? Mas quando não se sabe discutir, desconversa-se e desvirtuam-se os argumentos da contraparte...

Digamos que se participo neste forum é porque há alguns participantes com nível que o merecem, mas que esse não é o vosso caso, caros papatango e typhonman, tanto mais que recorrem a "argumentos" como estes:

Citar
Sr. Europatriota, entre os poucos momentos de lucidêz que eventualmente tenha, tome umas Aspirinas ou uns Panadois, porque se você não consegue ver a situação ridicula onde já chegou, com contradições em cima de contradições, onde cada frase está em contradição com o que disse anteriormente, onde cada disparate que diz é rematado com uma imbecilidade ainda maior, então eu acho que devemos quotizarnos todos para lhe pagar assistência médica

Citar
Europariota, aconselho-o a ir a um psiquiatra.
Caro papatango e spectral, não percam rempo com reacionários inuteis...


Os moderadores devem andar distraídos... :)

Assim, peço a vossa compreensão para o facto de não desejar ter mais conversas com os autores de tais pérolas...
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 19, 2004, 04:09:27 pm
Não faço a minima ideia do que os moderadores possam fazer em relação á citação do Typhonman, visto ele não lhe ter insultado directamente...

Citar
Assim, peço a vossa compreensão para o facto de não desejar ter mais conversas com os autores de tais pérolas...


Bem, pela primeira vez gostei da sua atitude Europatrita *ironia*

Não vale a pena discutir com pessoas com melhores argumentos do que você, as suas ideias são...bem não quero ser impulsivo.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 19, 2004, 04:28:28 pm
TSF

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MNE confirma morte de português
O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) confirmou este sábado a morte de um civil português, 36 anos, natural de Elvas, na sequência da explosão de uma bomba perto de Bassorá, no Iraque.  
 
( 14:01 / 19 de Junho 04 )
 
A morte do cidadão português foi confirmada pela embaixada do Reino Unido em Bagdad, disse o sub-director-geral dos Assuntos Consulares das Comunidades Portuguesas do MNE, Simões Bento, à Lusa. A explosão ocorreu perto da cidade de Bassorá, onde estão instaladas as tropas britânicas.

A mesma fonte adiantou que a GNR de Elvas está a tentar contactar um irmão da vítima para o informar pessoalmente da morte.

Só depois de dada a notícia pessoalmente, o Ministério entrará em contacto com a família para tratar da trasladação do corpo para Portugal.

De acordo com o MNE, o português chama-se António José Monteiro Abelha e trabalhava numa empresa de telecomunicações.

Simões Bento acrescentou que este cidadão não estava registado na embaixada portuguesa em Bagdad, o que estará a dificultar o contacto com a família.

A GNR de Elvas já informou a família do cidadão português. Fonte da corporação adiantou que os pais da vítima foram informados pessoalmente por uma patrulha da Guarda Nacional Republicana de Elvas.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 19, 2004, 04:32:54 pm
DD

Citar
Londres e Washington estudam envio de força da NATO para Iraque

Londres e Washington estão a estudar o envio para o Iraque de uma força da Nato destinada a prestar apoio ao governo interino a partir de 30 de Junho, noticiou este sábado o Guardian.



Os soldados seriam retirados temporariamente da Nato e classificados como «força internacional sob comando britânico», de modo a tornar a operação politicamente aceitável para os outros membros da Aliança, nomeadamente a França e a Alemanha, que se opuseram à guerra no Iraque, acrescenta o jornal.
Os soldados seriam retirados do corpo de intervenção rápida da NATO, estacionado na Alemanha sob o comando do general britânico Richard Dannatt, com reforço de um grupo de combate igualmente britânico.

O projecto deverá ser aprovado na cimeira de Istambul, a 28 e 29 de Junho, na véspera da devolução da soberania aos iraquianos, a 30 de Junho.

19-06-2004 14:57:26
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 19, 2004, 04:58:34 pm
Caro Europatriota:

Numa coisa tem razão, não cumpri a minha promessa.

Mas já que continua na sua, vou lhe dar um exemplo. Aprenda a diferença entre os termos "Dia D" e "Batalha da Normandia" . Depois vai descobrir que esse número de cerca de 20000 mortos civis foi atingido durante toda  batalha pela Normandia, concentrado-se a maior parte dessas mortes em Caen.

A batalha da Normandia durou entre os desembarques a 6 de Junho e 7 de Julho ( é discutível: há fontes que a classificam em mais tempo), com a queda de Caen depois de uma brutal batalha urbana entre as tropas alemãs e as britânicas.

Se não acredita em mim, pode consultar este link oficial da "Prefecture du Calvados":

http://www.calvados.pref.gouv.fr/pref_14/60eme/scripts/gen/edition/page.php?page_id=47&lg=2

Só mais um conselho: já que sabe tanto, então certamente tem a obrigação de saber que nos desembarques do dia D havia mais soldados das outras nações juntas do que americanos. Portanto pare de apresentar este evento decisivo para a libertação da Europa como uma aventura dos cowboys apalhaçados americanos.

Muito obrigado pela atenção prestada.
Pode ter a certeza que não vou voltar a dirigir-me a si.
Se procedesse da mesma maneira para comigo agradecia.

Cumptos
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 19, 2004, 05:36:53 pm
O Estado Federal Europeu dotou-se de uma Constituição:

Citar
Acordo sobre Constituição
 
Os dirigentes da União Europeia adoptaram formalmente a Constituição Europeia hoje, em sessão plenária na cimeira de Bruxelas, anunciou um porta-voz da presidência irlandesa da UE.
 
«O Conselho Europeu (cimeira) chegou a acordo sobre a Constituição», declarou.O ministro dos Negócios Estrangeiros alemão, Joschka Fischer, confirmou a informação, bem como diplomatas de várias delegações.
 
Segundo fontes da comissão, a Polónia bateu-se até ao fim dos trabalhos da cimeira pela inclusão de uma referência
 
às raízes cristãs da Europa no preâmbulo do tratado constitucional.
 
O acordo histórico sobre a primeira Constituição europeia foi halcançado, em Bruxelas, em reuniões bilaterais entre a presidência irlandesa da União Europeia e cada um dos 25 Estados-membros, segundo fontes diplomáticas.

A Europa federal existe e até já tem Constituição federal. 25 países para já fazem parte desta Estado Federal. 475 milhões de concidadãos europeus rejubilam com este avanço !  Em Portugal, os partidos maioritários (80% do eleitorado) são europeístas e defendem a Europa Federal !

BIBAUROPA !

Entretanto, para alguns, incapazes de verem a realidade e perdidos na sua imaginação delirante, dizem que a Europa não existe a não ser para Napoleão, Hitler e MOI (fico todo babado... :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 19, 2004, 05:45:49 pm
Europatriota, não estou interessado em entrar em polémicas políticas, ou sobre o Iraque, mas queria só esclarecer uma questão: com esta Constituição Europeia, ainda não foi constituída uma Federação. Numa Federação, um conjunto de Estados não soberanos submete-se à autoridade do Estado Federal, soberano; não têm direito de secessão. Não existe um tratado constitutivo, e as revisões constitucionais podem ser aprovadas por uma maioria de estados (nos EUA, 4/5 dos Estados Federados)

Na União Europeia, temos um conjunto de estados soberanos (embora cada vez menos), que aceitam o exercício em conjunto de uma série de funções de soberania. Mesmo a constituição Portuguesa, a mais aberta à recepção, quer formal, quer material, do Direito Internacional e Comunitário, não é líquido que este último prevaleça sobre a nossa Constituição (isto dito pelo Professor Jorge Miranda, um dos nossos mais brilhantes constitucionalistas).
Na UE existem tratados constitutivos cuja alteração exige unanimidade , e cada estado retém o direito de abandonar a organização.

Assim, percebo o seu entusiasmo sobre a aprovação desta "Constituição", mas peço-lhe que se informe antes de fazer declarações precipitadas...
Título:
Enviado por: papatango em Junho 19, 2004, 06:27:21 pm
"?" Europatriota "?"

Não acredito ser necessário entrar em mais dialogos consigo. Todas as suas argumentações são baseadas em preconceitos e não em ideias sãs.

O senhor terá os seus problemas que o levam a ter o comportamento que tem e a pura e simplesmente ignorar a argumentação apresentada e que lhe demonstra (a si e a qualquer pessoa com dois palminhos de testa) o total absurdo e a enormidade das contradições em que entra.

O seu preconceito toldou-lhe a capacidade de raciocínio, que eventualmente já terá tido no passado.

Pedi-lhe humildemente em variadissimos posts, que me aponte a origem da sua argumentação, de onde vêm as suas estatísticas, de onde vêm os seus numeros.

Aos costumes, disse nada.

Á velha antiga portuguesa, você acha que isto é só falar, que o pessoal acredita. Vivemos num país de boateiros e onde os mentirosos nunca são inculpados, por causa do sistema judicial vigente. Nunca se vai para a cadeia por difamação. Essa é a sua cultura, a cultura da impunidade, fala, fala, insulta e disparata e não apresenta nenhuma prova, nenhum estudo, nenhum raciocinio coerente, medido, razoável e argumentado.

O senhor apenas deita "postas de pescada" e depois quer que gente séria lhe dê algum crédito.

Para que lhe dêm crédito, primeiro mostre-se digno dele.

Cresça e apareça.

E sim, filho...

Depois a gente compra-lhe a playstation.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 19, 2004, 08:19:08 pm
JNSA:

Trata-se de uma federação formada não de uma só vez, mas através de pequenos passos, pelo qua a sua natureza vai mudando paulatinamente.  No princípio, e independentemente da designação, era uma união aduaneira, depois mercado comum, com o euro, união económica e monetária e com Mastricht União (política) Europeia. Os traços federais já existem há muito (a solidariedade fiscal a favor das regiões mais desfavorecidas através dos fundos de coesão e a primazia do direito comunitário e do Tribunal Europeu são traços tipicamente federais), mas têm-se multiplicado nos últimos tempos, acentuando cada vez mais o carácter federal da União Europeia.

Com esta Constituição, que prevê a eleição de um Presidente da União, de um Ministro dos Negócios Estrangeiros e processos de decisão sobretudo maioritários, mesmo em questões de defesa ou politica externa, os traços federais da construção são manifestos e tornam-se prevalecentes. E com os processos de cooperação reforçada a Europa avançará mais rapidamente, mesmo quando alguns queiram ficar para trás. A prazo teremos umas Forças armadas europeias, uma agência de armamentos (tal como o Airbus é hoje o melhor avião civil do mundo, teremos os melhores caças, helis, mísseis, porta-aviões, comunicações, etc. ), que será a componente essencial da Nato. Poderemos então proteger os EEUU da subversão dos neocons... :)

O gigante que somos economicamente, a maior potência exportadora do mundo, verá a sua primazia económica reforçada quando o euro suplantar o dólar como meio de pagamento internacional (está próximo...), será também um gigante político e militar !

É incompreensível e pouco patriótico que alguns europeus (!!!) defendam que uma potência com quase 500 milhões de habitantes seja protegida militarmente por uma Coboilândia não europeia que , para mais, renega actualmente os valores ocidentais e proclama-se hiperpotência mundial com o direito de invadir e roubar o que quiser unilateralmente ...
Só a Grande Europa poderá neste contexto manter e impor a paz no mundo ! O Mundo precisa de nós !
BIBAUROPA !
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 19, 2004, 08:27:00 pm
Ó (PT)HKFlash (14:09):

Tui és aquele rapazinho de 15 anos que de vez em quando vem aqui mandar uma bocas, não é ?

Pois, mas olha que o Paulinho também começou aos 15 anos a meter-se na política e depois deu naquilo que deu... não, não é disso que estou a falar... deu em Ministro da Defesa para desgraça de todos os militares...

Por isso, CHICHI E CAMA, JÁ, que amanhã tens escola e ainda nem fizeste os deveres de casa... :wink:
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 19, 2004, 09:09:14 pm
Caro ( pseudo ) europatriota, devo dizer que a sua atitude me repugna por completo.
A idade do membro HKflash não é para aqui chamada e não influencia a validade das opiniões por ele emitidas. Acho inadmissível que o senhor use a idade como argumento. Devo-lhe confessar que tal atitude lhe fica extremamente mal e revela muito da sua personalidade. Acho que devia ter vergonha.

Quanto à Europa, já vi que o senhor sonha acordado e pelos vistos não tomou a devida atenção, como já é hábito, à mensagem que o JNSA escreveu e muito bem.
Uma europa unida nunca existirá enquanto cada estado lutar pelos seus interesses e não pelo bem comum de uma europa unida. Infelizmente é isso que temos hoje em dia. Um estado, qualquer que ele seja, diz uma coisa em público, mas acaba por fazer outra. Mas continue a acreditar na sua visão unipessoal do assunto que, daqui a uns bons anos, logo vemos se tinha razão ou não. Pessoalmente não acredito num estado europeu nos próximos 50 a 100 anos. As diferenças culturais, políticas, económicas, linguísticas e de interesses são tão grandes que não consigo antever tal estado. A União Europeia é isso mesmo - uma união e não um estado. E, sempre que o interesse individual de um país ou a sua constituição se sobrepuser à europeia, nunca terá o seu tão querido país "europeu". Existem demasiadas diferenças e disputas entre nós - europeus - que têm de ser diminuídas. Até lá, continue a sonhar. Sempre fez bem.

Despeço-me com um conselho: mude de atitude. Se não tem argumentos para contrapor e nem sequer provas possui para suportar as opiniões que emite, então está na altura de mudar de postura.

Biba Portugal!

PS
Só uma pequena nota. Sabe o que o senhor me fez lembrar com esta afirmação?
 
Citar
Só a Grande Europa poderá neste contexto manter e impor a paz no mundo ! O Mundo precisa de nós !
BIBAUROPA !
Um americano demasiado nacionalista. Com uma pequena diferença. É europeu. Estou a ver que, entre si, e um dos "falcões" norte-americanos só existe uma diferença: a nacionalidade. [/size]
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 19, 2004, 09:25:36 pm
Europatriota, a sua argumentação veio exactamente ao encontro do que eu disse - ainda não existe uma Federação Europeia...

Os "traços federais", para usar a sua expressão, não constituem uma Federação, quer em termos jurídico-constitucionais, quer em termos fáticos... Ainda nem sequer existe um federalismo imperfeito, como no caso brasileiro...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 19, 2004, 09:51:29 pm
Ricardo:

Você hoje está mal disposto.. :wink:
Eu e 80% dos meus concidadãos da Pátria Europeia, queremos, e estamos muito contentes :P

Faço-lhe lembrar um americano nacionalista ? Nada disso, a forma de a Europa manter a paz no Mundo é através da imposição do direito internacional e da ONU, do TPI, etc., não por processos terroristas e unilaterais, como a Coboilândia... Mas era ainda preciso explicar-lhe isto ?
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 19, 2004, 09:57:29 pm
Citar
Ricardo:

Você hoje está mal disposto..  Espero que lhe passe. Já não se pode brincar com o nosso cadete ?


Não estou mal disposto caro euro"patriota". Apenas não gosto de o ver a si a utilizar argumentos como a idade com outros membros. Pensava que o senhor era mais inteligente do que isso. Pelos vistos enganei-me.  :wink:

Tente ser mais humilde no uso das suas palavras. Já não é um conselho, é um pedido.
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 19, 2004, 10:02:12 pm
Citação de: "europatriota"
E a Constituição Europeia tem a primazia sobre as constituições dos Estados federados, tal como nos EEUU. Não vê que os países que aderiram tiveram de alterar as suas constituições para as tornarem conformes à Constituição europeia (que já existia em sentido material: era o Tratado de Roma ) ? Se um país membro adoptar no plano interno principios constitucionais contrários à Constituição Federal, só tem 2 soluções: ou a altera ou é expulso da Federação. A transferência de poderes de soberania para a União/Federação já é enorme e vai intensificar-se...


Claramente o europatriota não tem a mínima ideia do que é Direito Constitucional, e isso ficou bem expresso nesta sua frase. Se a Constituição Europeia fosse semelhante à dos EUA, ou seja, se tivesse primado sobre as constituições estaduais, então ela derrogá-las-ia nos princípios que lhe fossem contrários. O que acontece é que as Constituições Estaduais têm que ser alteradas para se coadunarem com a Constituição Europeia, o que revela o seu carácter prevalecente, ou pelo menos, inderrogável... Como bem disse, um país, se não concordar com a Constituição, "ou a altera [a sua Constituição] ou é expulso da Federação" e há ainda uma terceira hipótese, que é abandoná-la. Quer a segunda, quer a terceira hipótese revelam que a UE não é uma Federação, pois os Estados Federados não podem abandonar a Federação...

E isto não sou eu que inventei - vem nos manuais de Ciência Política e Direito Constitucional do Prof. Jorge Miranda, Professor Catedrático, Deputado na nossa Assembleia Constituinte, e um dos autores da Constituição - pelas suas afirmações, duvido que saiba mais do que ele...

P.S.
Não é que isso interesse, mas eu nem sou contrário a um alargamento dos poderes da UE...
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 20, 2004, 12:21:59 am
E já agora, europatriota, esta "Constituição", que na prática é um tratado, ainda depende da aprovação nos diversos países... Basta que alguns milhares de votantes no Luxemburgo, em Malta ou no Chipre queiram, e a "Constituição" não será implementada...
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 20, 2004, 02:03:55 am
Citar
Você hoje está mal disposto..  Espero que lhe passe. Já não se pode brincar com o nosso cadete ?

Citar
Cadete? Caro amigo, não sou cadete de nenhuma academia. Parece-me lógico, porque se o fosse não teria a liberdade de tempo para participar neste fórum. Felizmente agora tenho-a.

Ricardo penso que ele se referia a mim, mas como disse, "penso".

Citar
Ó (PT)HKFlash (14:09):

Tui és aquele rapazinho de 15 anos que de vez em quando vem aqui mandar uma bocas, não é ?

Pois, mas olha que o Paulinho também começou aos 15 anos a meter-se na política e depois deu naquilo que deu... não, não é disso que estou a falar... deu em Ministro da Defesa para desgraça de todos os militares...

Por isso, CHICHI E CAMA, JÁ, que amanhã tens escola e ainda nem fizeste os deveres de casa...


1. Sim, eu sou o rapaz(tire o zinho sff que eu sou alguém) e não venho para aqui mandar bocas, simplesmente não suporto os argumentos que usa, que não têm nem pés nem cabeça. Eu uso estes foruns para aprender, verbo que ao que parece você não conheçe, e para transmitir ideias, opiniões e informação.

2. Meu caro senhor eu estou apenas a transmitir o meu pensamento, e penso que tenho direito a expressa-lo e você sabe muito bem qual a minha opinião sobre este assunto não sabe?Espero não ter de repetir. Além disso eu não sou aspirante a politico mas antes a militar.

3. Meu amigo não sabia que aos domingos não há escola?Bem nunca pensei que fosse ignorante a esse ponto, mas enfim :roll:  já para não dizer que as aulas para mim, já acabaram.

Espero que fique esclarecido, de vez!
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 20, 2004, 02:41:41 am
JNSA:

Acho que neste forum não interessa entrar em muitas subtilezas jurídicas.
A hipótese de uma constituição de um estado-membro violar a constituição europeia é um pouco académica, dado que os principios fundamentais  e os direitos fundamentais são praticamente os mesmos. Os valores democraticos são condição sine qua non da adesão. O respeito das minorias nacionais por exemplo levou a Turquia, eterna candidata, a alterar a sua Constituição. O mesmo aconteceu na Eslováquia.  Depois também há um âmbito de competência exclusivo da constituição nacional, segundo o princípio da subsidariedade, sobretudo em matérias não comunitarizadas. Havendo violação por uma norma constitucional, as pressões políticas europeias seriam decerto bastante eficazes...

Já a interpretação e aplicação do direito interno infraconstitucional é desde há muito feita em conformidade com o direito comunitário primário e derivado, intervindo em caso de dúvida o Tribunal Europeu (federalismo judiciário).

Todos os Estados-menbros mantêm o direito de abandonar a União. E há outros exemplos disso. A federação checoslovaca dissolveu-se pacificamente... e na própria União Soviética as repúblicas tinham o direito de secessão, que aliás exerceram após a queda do muro...
 Julgo que nos EEUU tal direito não existe, por razões óbvias: o exercício desse direito pelos Estados do Sul levou em 1860 a uma guerra civil sangrenta...

Que acontece se um ou mais Estados-membros não ratificarem a Constituição ? Primeiro, sofrem terríveis consequências económicas, como disse Blair aos anti-europeus ingleses... O comércio da GB é quase todo com a União e já o facto de não ter o euro faz-lhe perder muito investimento que foge aos riscos cambiais...

Depois, julgo que está previsto (é essa a ideia do núcleo duro, pelo menos) que a não ratificação por um ou dois  países não impedirá a entrada em vigor da constituição em relação aos restantes. Os que não ratificarem ficarão numa espécie de 2ª divisão durante um período a definir, findo o qual ou ratificam ou saiem da União.
Não é necessária a unanimidade, como até aqui. A 25 seria suicídio...

E poderá haver cooperações reforçadas entre os países mais europeístas, em matéria de defesa, por exemplo. Isto é, o ritmo da integração europeia vai acelerar e os que não quiseram acertar o passo ficarão para trás, enquanto não quiserem participar nessas cooperações reforçadas...
Título:
Enviado por: emarques em Junho 20, 2004, 03:44:03 am
Se não me engano:

- Nenhum dos novos membros faz parte do espaço Schengen;
- Menos de metade dos membros da União fazem parte da "zona-Euro".

Se sim, esses traços federalistas ainda precisam de se espalhar um bocado...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 20, 2004, 09:41:55 am
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JNSA:

Acho que neste forum não interessa entrar em muitas subtilezas jurídicas.


Claro europatriota, não lhe convém não é?  :lol:
Título:
Enviado por: NVF em Junho 20, 2004, 11:53:00 am
Citação de: "Ricardo Nunes"
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JNSA:

Acho que neste forum não interessa entrar em muitas subtilezas jurídicas.

Claro europatriota, não lhe convém não é?  :lol:


Penso que era mais do género: não vale a pena o esforço, por que a maioria dos participantes do forum são uns ignorantes.

Europatriota,

Como disse anteriormente, até posso concordar com algumas das suas posições, mas a sua arrogância, o seu maniqueísmo e a sua incapaciadade (não exclusiva, é claro) para ouvir os outros são, no mínimo, extremamente irritantes.

Um conselho: vá apanhar um bocado de sol e ar fresco, talvez lhe faça bem.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 20, 2004, 02:25:02 pm
emarques:

Citar
- Nenhum dos novos membros faz parte do espaço Schengen;
- Menos de metade dos membros da União fazem parte da "zona-Euro".


Está certo, mas ainda estaria mais certo se você tivesse acrescentado:
Nenhum dos novos membros faz AINDA parte do espaço Shengen, e
Metade (13, contra 12, mas estes com 300 milhões de habitantes...) AINDA não adoptaram o euro...

Porque os novos membros manifestaram a intenção de aderir a esses espaços logo que reunam as condições... Logo, a situação actual não se deve na qualquer reserva ou reticência anti-federal...

Mesmo na GB, quer o governo quer os empresários, defendem a adopção do euro, por razões económicas... mas os tablóides rosbifes não querem... mas lá terão que aceitar mais terde ou mais cedo...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 20, 2004, 02:32:18 pm
NVF:
Deixe-se de manias de perseguição...
A minha observação ao JNSA deve-se apenas ao facto de ele pretender entrar numa discussão jurídica tão técnica e bizantina (saber se o facto de as constituições nacionais se terem de adaptar à Constituição Europeia, e antes, ao Tratado de Roma, demonstrava ou não a primazia desta) que não teria nenhum interesse para não juristas.
Título:
Enviado por: NVF em Junho 20, 2004, 02:48:05 pm
Euro, perdoe-me o juízo de intenções — capacidade que, ao contrário de si, eu ainda não refinei —, mas assentava-lhe que nem um luva. Ainda por cima, depois do paternalismo que demonstrau em relação ao Flash.

Curiosamente, o paternalismo é algo que caracteriza as relações da Europa com o chamado 3º mundo — em particular com África.
Título:
Enviado por: komet em Junho 20, 2004, 02:52:04 pm
Suspeito que isto ainda vai acabar em topic locked.
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 20, 2004, 03:57:09 pm
Caros companheiros
Tenho lido com estupefacção as diatribes que têm escrito neste Forum e confesso, embora tivesse desistido de entrar em discussão de tão baixo nivel, não resisti e aqui estou a dar a minha opinião.
Não sobre o tópico inicial, mas sim sobre o baixo nível a que este tópico chegou. Em relação ao companheiro Europatriota ou será "Eurofanático?", quero lembrar que os extremismos conduziram sempre a situações trágicas como por exemplo no Irão com os fanáticos religiosos. A própria Al-Qaeda é consequência de extremismi religioso, mais que nacionalismo muçulmano. Houve muita coisa que disse com a qual eu concordo, também não morro de amores pelos EUA, mas isso não significa que me alegre com as mortes de soldados americanos no Iraque ou que tenha ficado contente com o 11 de Setembro, antes pelo contrário. Para que os seus argumentos sejam levados em conta é preciso que você respeite os outros e os seus argumentos. As suas observações infelizes sobre o companheiro [PT]HKFlash são de um baixo nível preocupante, porque indiciam uma mente preconceituosa e com complexos de superioridade, que pelos vistos se julga infalível. O Hitler, o Franco, o Mussolini e o Salazar também pensavam assim!!!!
Tenha um pouco mais de humildade e quando não tenha razão reconheça-o. Aos restantes colegas de Forum apelo a que não entrem neste tipo de diálogo nem se deixem arrastar pela maneira de argumentar do companheiro Europatriota e que tentem elevar a discussão.
Gostaria de lhes expressar as minhas opiniões sobre a política americana mas não quero lançar mais achas para a fogueira, pelo menos agora.
Cumprimentos para todos
JLRC
Título:
Enviado por: NVF em Junho 20, 2004, 05:10:27 pm
Não pude evitar, JLRC, mas será que você se apercebeu que essas ilustres personalidades que menciona são todas europeias?  :twisted:
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 20, 2004, 05:23:05 pm
Citação de: "europatriota"
A minha observação ao JNSA deve-se apenas ao facto de ele pretender entrar numa discussão jurídica tão técnica e bizantina (saber se o facto de as constituições nacionais se terem de adaptar à Constituição Europeia, e antes, ao Tratado de Roma, demonstrava ou não a primazia desta) que não teria nenhum interesse para não juristas.


Bem, europatriota, você veio aqui levianamente afirmar que a UE era uma Federação; eu demonstrei juridicamente que isto não é verdade; você nem parece ter lido a minha resposta, ou se leu, a sua capacidade de interpretação é diminuta; depois, na sua resposta, contraditoriamente, veio apoiar os meus argumentos; não conseguiu rebater qualquer das minhas afirmações, e depois ainda vem dizer que eu estou a entrar numa discussão bizantina... :?  Por mim, esta discussão fica por aqui...
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 20, 2004, 06:33:11 pm
Citação de: "NVF"
Não pude evitar, JLRC, mas será que você se apercebeu que essas ilustres personalidades que menciona são todas europeias?  :twisted:


É verdade, mas como me estava a dirigir a um "Europatriota", achei oportuno. Mas poderia por exemplo ter falado no presidente Roosevelt (o 1º, não o Franklin) que para fazer o canal do Panamá não exitou em retalhar um país, roubando-lhe parte do seu território para fazer um estado fantoche, o actual Panamá, ou podia falar em Peron, Pinochet e em muitos outros, não percebo a sua observação. Só quiz demonstrar o perigo dos fanatismos e da infalibilidade. Sinceramente não apanhei o sentido da sua observação.
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 20, 2004, 06:45:35 pm
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Bem, europatriota, você veio aqui levianamente afirmar que a UE era uma Federação; eu demonstrei juridicamente que isto não é verdade


Você demonstrou juridicamente o quê ? Eu não vi nada... Já leu ao menos a Constituição portuguesa ? Sabe você o que é uma federação ? E só leu Jorge Miranda ? Olhe que há muitos outros constitucionalistas, incluindo outros europeus...

Como disse , não interessa aqui desenvolver muito questões técnicas. A Constituição portuguesa só pelos portugueses pode ser alterada. Mas se por hipótese (académica, dado que há verdadeiramente uma comunidade de princípios gerais do direito na Europa) ela violasse  num ponto essencial (a proibição da discriminação em razão da nacionalidade, por exemplo) a CONSTITUIÇÃO EUROPEIA (e antes desta, o tratado de Roma, que já era a verdadeira constituição material da Europa), e se não fosse alterada, a única saída seria a expulsão de Portugal da União...

Quem é que lhe disse que se a Constituição federal não revogar directamente a norma constitucional contrária de um estado federado já não há federalismo ? Conhece algum exemplo disso ? A UE é uma união (federal) de Estados livres de sairem a qualquer momento, mas que enquanto se mantêm na União estão claramente vinculados às normas e decisões maioritárias desta. Sobre isso não há dúvidas !

E acha que numa simples comunidade intergovernamental ou mercado comum, haveria lugar a pagamentos de biliões dos países  mais ricos aos menos desenvolvidos (Portugal já recebeu mais de 40 biliões de euros...) ou não acha que isso denota claramente uma solidariedade federal entre os vários estados federados ? Ou para você o federalismo está bem quando se trata de receber, mas não quando se trata de manifestar solidariedade com o Todo de que somos parte ? Conhece mercados comuns com Presidente, com Ministro dos Negócios estrangeiros, com política externa comum e com decisões por maioria (55% dos estados e 65% da população) que vinculam todos, mesmo os que votaram contra ?

Deixe-se de disparates... e veja mas é se é um bom patriota da sua Pátria Federal, a Europa ! BIBAUROPA !
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 20, 2004, 06:55:56 pm
Sobre o nível da discussão neste thread: não acham  que é apesar de tudo o debate mais elevado de todo o forum ? Onde se discutem abertamente questões mais interessantes da actualidade, com exposição de pontos de vista contrários, isto é, verdadeiro debate ?

E temos um critério objectivo para chegar a essa conclusão: o do número de comentários...

Ou pensarão alguns que os frequentadores do forum  preferem as discussões de "baixo nível" ? Eu acho que não: se acorrem preferencialmente a este debate é porque o consideram de nível superior a outros...

Pelo menos eu não presumo do baixo nével dos meus colegas de forum...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 20, 2004, 06:59:38 pm
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Sobre o nível da discussão neste thread: não acham que é apesar de tudo o debate mais elevado de todo o forum ?

Não.

Citar
Eu acho que não: se acorrem preferencialmente a este debate é porque o consideram de nível superior a outros...


Caro amigo, longe disso! Apenas gosto de mandar uma boa gargalhada ao ler os seus comentários!  :lol:  :lol:

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 20, 2004, 07:00:55 pm
TSF

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Violência aumenta em vésperas da transição do poder
A violência no Iraque está a aumentar no momento em que se aproxima a data da transferência do poder para os iraquianos, marcada para dia 30 deste mês. Depois desta data o ex-presidente Saddam Hussein passará para a autoridade do novo Governo do Iraque.  
 
( 15:38 / 20 de Junho 04 )

Segundo um responsável da coligação Saddam Hussein e nove outros responsáveis do antigo regime vão passar para a autoridade do governo iraquiano mas ficarão sob a guarda dos americanos.

Esta mudança deverá acontecer pouco depois da transferência de poderes a 30 de Junho, numa altura em que a violência aumenta no país.

Este domingo mo centro de Bagdad uma bomba artesanal matou uma pessoa e feriu três outras. A norte do Iraque, um chefe tribal que integrava o conselho local de Tikrit (a 180 quilómetros de Bagdad) foi abatido, esta manhã, por desconhecidos.

Já a Sul, equipas de peritos estão a trabalhar nas reparações de dois oleodutos sabotados.

No sábado, em Bassorá, um civil português António Monteiro Abelha, de 35 anos, morreu depois de um engenho explosivo ter destruído a viatura em que seguia.

Neste mesmo dia um norte-americano e dez iraquianos morreram na sequência de confrontos entre membros da resistência e tropas norte-americanas a oeste do Iraque, noticiam hoje as agências internacionais.

Na quinta-feira, um atentado suicida contra um centro de recrutamento do exército em Bagdad fez 35 mortos e 141 feridos.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 20, 2004, 07:04:20 pm
TSF

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 • IRAQUE
Moqtada al-Sadr entre os convidados para a Conferência Nacional
O líder radical xiita Moqtada al-Sadr foi convidado a participar, no final de Julho, numa conferência realizada para nomear um Conselho Nacional, apesar do mandado de detenção de que é alvo, anunciou este domingo um responsável iraquiano.
 
( 17:42 / 20 de Junho 04 )

«Foi enviado um convite a Moqtada al-Sadr», afirmou, em conferência de imprensa, em Bagdad, o presidente do comité encarregue de preparar esta conferência, Fuad Maassum.

«Moqtada al-Sadr começou a transformar a sua milícia em organização política, o que é considerado um passo positivo e a corrente que dirige tem muita influência no país», acrescentou Maassum, para justificar este convite.

O responsável acrescentou que cerca de mil pessoas, representantes de todas as correntes políticas, regiões e as tribos do Iraque, foram convidadas para esta conferência, que deverá nomear um Conselho Nacional, composto por 100 membros.

Este organismo, uma espécie de Parlamento, acompanhará o governo interino, para o qual a coligação vai transferir o poder a 30 de Junho até à eleição de uma Assembleia Nacional, que deverá ter lugar até Janeiro de 2005.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 20, 2004, 07:07:19 pm
TSF

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Saddam Hussein poderá enfrentar pena de morte

Saddam Hussein poderá vir a enfrentar a pena de morte se for considerado culpado pelo tribunal de crimes de guerra, disse à BBC Salem Chalabi, que está a organizar os processos de acusação contra o ex-ditador iraquiano.



Salem Chalabi explicou que a lei iraquiana permitia a execução de assassinos e violadores, mas uma moratória imposta recentemente pela coligação suspendendo a pena capital terá que ser levantada pelo governo interino para permitir a condenação à morte.
Chalabi acrescentou que centenas ou milhares de iraquianos têm acorrido junto das autoridades judiciais para apresentar provas contra os dirigentes do antigo regime, mas sublinhou ser improvável que os julgamentos se iniciem antes de pelo menos um ano.

Salem Chalabi – sobrinho de Ahmed Chalabi, que já foi o «melhor amigo» dos EUA no Iraque, mas que agora está desacreditado – está a organizar os processos contra Saddam e contra outros ex-dirigentes suspeitos de crimes de guerra.

Chalabi, director do tribunal iraquiano para os crimes de guerra, disse que estão a decorrer «intensas negociações» com a coligação sobre o tratamento a dar a Saddam Hussein. A aplicação da pena de morte é muito polémica no seio da coligação, com países como o Reino Unido a opor-se fortemente à sua imposição.

Acrescentou que espera que Saddam possa ficar «relativamente depressa» sob custódia iraquiana depois da transição de poderes, a 30 de Junho, juntamente com outros «alvos altamente valiosos» que estão sob custódia da coligação.

20-06-2004 15:35:04
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 20, 2004, 08:56:39 pm
Europatriota, eu estava decidido a não continuar esta discussão, mas já que passou à fase do ataque pessoal sinto-me no direito de responder.

Citação de: "europatriota"
Você demonstrou juridicamente o quê ? Eu não vi nada... Já leu ao menos a Constituição portuguesa ? Sabe você o que é uma federação ? E só leu Jorge Miranda ? Olhe que há muitos outros constitucionalistas, incluindo outros europeus...

Se o europatriota se desse ao trabalho de ler outros tópicos que não este, saberia que eu sou estudante de Direito; como tal a sua afirmação inicial carece de qualquer fundamento.

Não gosto de me "armar", mas no exame de Ciência Política e Direito Constitucional tirei uma das três melhores notas entre cerca de 300 alunos. Para além disso, as minhas afirmações são baseadas no estudo de eminentes constitucionalistas e especialistas em Direito Comunitário (a minha Prof. de Introdução ao Direito é uma das maiores especialistas portuguesas em Direito Comunitário e Internacional Público). A menos que o europatriota seja um catedrático com provas dadas, o que não é o que se retira dos seus argumentos, então não lhe dou qualquer credibilidade para discutir estas posições.

Parte do programa de Ciência Política é o estudo dos modelos de estado, entre os quais a Federação - pelas suas palavras depreendo que sei muito melhor do que você o que ela é.

Citação de: "europatriota"
Como disse , não interessa aqui desenvolver muito questões técnicas.

Isso é que interessa, visto que é a Ciência Constitucional e Política que dá a definição do que é uma Federação.

Citação de: "europatriota"
Mas se por hipótese (académica, dado que há verdadeiramente uma comunidade de princípios gerais do direito na Europa) ela violasse num ponto essencial (a proibição da discriminação em razão da nacionalidade, por exemplo) a CONSTITUIÇÃO EUROPEIA (e antes desta, o tratado de Roma, que já era a verdadeira constituição material da Europa), e se não fosse alterada, a única saída seria a expulsão de Portugal da União...

Quantas mais vezes é que tenho que dizer que numa Federação, um Estado não pode ser dela expulso, ou dela sair (secessão). Uma Federação é um Estado Composto, sendo um dos seus princípios, a unidade do Estado - se um Estado pode abandonar a UE ou dela ser expulso, então a UE não é uma Federação.

Citação de: "europatriota"
Quem é que lhe disse que se a Constituição federal não revogar directamente a norma constitucional contrária de um estado federado já não há federalismo ? Conhece algum exemplo disso ? A UE é uma união (federal) de Estados livres de sairem a qualquer momento, mas que enquanto se mantêm na União estão claramente vinculados às normas e decisões maioritárias desta. Sobre isso não há dúvidas !


A Constituição de um Estado Federal prevalece sobre a de um Estado Federado por razões hierárquicas; o Direito Comunitário prevalece, em alguns casos, sobre o Direito Português, por razões de divisão de competência (leia os artigos 7º e 8º da Constituição, se os souber interpretar)

Se a Constituição da UE não revoga nos pontos contrários as constituições dos Estados, sendo estes a alterar livremente as suas, então ela não tem força para as derrogar, logo não tem prevalência hierárquica.

Numa Federação, um Estado não é livre de a abandonar (sabe o que foi a Guerra Civil Americana?)

Por outro lado fala de decisões maioritárias (típicas de Federações), mas na realidade os tratados da UE só podem ser alterados por unanimidade, o que excluí o modelo federal, na qual a Constituição pode ser imposta aos Estados.


Pelo seu constante discurso, não espero que compreenda, ou muito menos aceite os meus argumentos. Ficam apenas para registar a minha posição sobre o assunto, assente num estudo muito mais aturado do que o seu.

Como tal, não voltarei a intervir nesta discussão.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 20, 2004, 11:18:07 pm
Que presunção, que arrogância, que ignorância a sua, meu caro JNSA !!! Vejam este naco de prosa de um fedelho-caloiro que fez o primeiro ano de Direito:

Citar
Ficam apenas para registar a minha posição sobre o assunto, assente num estudo muito mais aturado do que o seu.

Espero que os seus professores não leiam os disparates que escreveu aqui...

Citar
numa Federação, um Estado não pode ser dela expulso, ou dela sair (secessão). Uma Federação é um Estado Composto, sendo um dos seus princípios, a unidade do Estado - se um Estado pode abandonar a UE ou dela ser expulso, então a UE não é uma Federação
.

Onde é que você leu isso ? Então a URSS e a Checoslováquia não eram federações  com direito de secessão, que até foi exercido em ambas ? Uma federação não substitui os níveis de governo estaduais. O direito de secessão ou a sua ausência são absolutamente irrelevantes para caracterizar uma federação. E há uma multi-level-governance...de acordo com o princípio da subsidariedade.

Os tratados CE só podiam ser alterados por unanimidade, certo, mas já leu a nova Constituição europeia ? Então vai verificar que afinal sempre há federalismo constitucional. Esse era aliás um dos 2 últimos pontos em que o modelo federal não "explicava" inteiramente a construção europeia. Está superado. O outro é a a falta de um poder fiscal federal. As receitas da União são colectadas pelos Estados-membros. Mas esse ponto ainda será mais fácil de corrigir no futuro.

Mas olhe: há dezenas de milhares de artigos sobre o assunto que você poderá consultar via Internet para colmatar a sua ignorância´, como, p. ex. "Who is afraid of a European Federation - How to constitutionalise a Multi-level Governances System", de T. Börzel e T. Risse. Eis um excerto:
 
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Fischer proposes a `European Federation' composed of a `European Parliament and a European government which really do exercise legislative and executive power within the Federation.' This European federation is to be based on a constitutional treaty which regulates, among others, the `division of sovereignty' between the European institutions and the nation-states (...) The question is not whether national sovereignty exclusively resides in the Member States or whether it is to be transferred to the European Union, but how to organise the division and sharing of sovereignty rights between the various levels of government.

Yet, if we compare the current structure of the EU to the concept of `federation' as used in the literature on federalism, the EU looks like and behaves like a federation, except for two major features. First, the EU lacks `taxing and spending' power. Second, the Member States continue to be masters of the constitutive treaties, at least formally speaking.


Fisher é o MNE alemão, um dos "pais" da Constituição, e como todos eles fala sempre em União Federal... Porque não lhes escreve a dizer que estão enganados... :)

P.S. Já agora, se você tem um ano de estudo do direito, eu tenho algumas dezenas de anos, nomeadamente  no domínio do direito comunitário e ciência política, com várias pós-graduações. Fui assistente durante vários anos antes de ir trabalhar para a Europa nas mesmas áreas, pelo que conheço bem a Europa e o Mundo, o suficiente para saber que os países europeus não integrados na Grande Europa seriam irrelevantes no Mundo, enquanto que unidos serão o centro desse Mundo...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 21, 2004, 12:24:47 pm
Democracia...à americana...é bastante semelhante ao regime de Saddam... :o

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New Abuse Charges

Classified sections of the military's prisoner abuse report detail sexual assaults on women detainees

By VIVECA NOVAK AND DOUGLAS WALLER

06/20/04 "Time Magazine" -- Could the abuse of prisoners in Iraq have gone beyond the beatings and sexual humiliation already alleged? Unreleased, classified parts of the report on prison abuse from Major General Anthony Taguba, which were read to TIME, contain indications of mistreatment of female prisoners. In a Feb. 21 statement to Taguba, Lieut. Colonel Steven L. Jordan, former head of the Abu Ghraib interrogation center, said he had received reports "that there were members of the MI [Military Intelligence] community that had come over and done a late-night interrogation of two female detainees" last October. According to a statement by Jordan's boss, Colonel Thomas Pappas, three interrogators were later cited for violations of military law in their handling of the two females, ages 17 and 18. Senate Armed Services Committee investigators are probing whether the two women were sexually abused. The Pentagon declined to comment.

Meanwhile, a class action filed in California on behalf of former detainees raises the specter of brutal physical abuse.

One plaintiff, identified only as Neisef, claims that after he was taken from his home on the outskirts of Baghdad last November and sent to Abu Ghraib, Americans made him disrobe and attached electrical wires to his genitals. He claims he was shocked three times. Although a vein in his penis ruptured and he had blood in his urine, he says, he was refused medical attention. In another session, Neisef claims, he was held down by two men while a uniformed woman forced him to have sex with her. "I was crying," said Neisef, 28. "I felt like my whole manhood was gone." The class action also claims that detainees were raped in prison. On June 6, Neisef was released, after a U.S. civilian told him, he says, that he had been wrongly accused by informants. A U.S. military spokesman in Baghdad confirms that a prisoner with Neisef's ID number was released on that date, and TIME has obtained a copy of his release order. But the Pentagon would not comment on the specifics of Neisef's account.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 21, 2004, 12:29:05 pm
Bombardeamentos matam mais 20 civis em Falujah... para variar... Se a "democratização" continua, não vão sobrar iraquianos...

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Iraq: US Attack in Fallujah Killed Only Civilians
VOA News
20 Jun 2004, 11:21 UTC

Iraqi military officers in the city of Fallujah say there is no sign any insurgents were in a house flattened during a U.S. attack that reportedly killed at least 20 civilians.
The Iraqi officers say Sunday women and children were among those killed, but an investigation produced no evidence foreign insurgents had used the house.  
 
U.S. General Mark Kimmitt said U.S. forces had intelligence that members of militant leader Abu Musab al-Zarqawi's terrorist network were in the house at the time of the attack Saturday.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 21, 2004, 03:35:40 pm
Sob o manto diáfano da fantasia bushista, a nudez crua da realidade iraquiana...

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Sondagem: 92% dos iraquianos
vêem americanos como "ocupantes"

Uma sondagem recente, realizada em seis grandes cidades do Iraque e difundida pela agência FP avalia que 92% das pessoas entrevistadas consideram as tropas norte-americanas e britânicas presentes no país como "ocupantes". Para 3% trata-se de "forças de manutenção de paz", enquanto outros 2%, concordando com o presidente norte-americano George W. Bush, vêem nelas "libertadores".

A sondagem mostra, segundo a AFP, "uma forte degradação da imagem das instituições criadas pelos americanos depois da queda do regime de Saddam Hussein", em especial a Autoridade Provisória da Coalizão (CPA, na sigla em inglês). A taxa dos iraquianos que dizem confiar na CPA é hoje de 11%, contra 47% em novembro passado.

Sadr tornou-se o mais popular

O jovem clérigo xiita Moqtada Sadr, que em abril liderou uma insurreição com epicentro em Najaf, é hoje o mais popular dos iraquianos. Para 40% ele tem uma imagem muito melhor que três meses atrás, e para 41% uma imagem apenas melhor. Para presidente da República, o nome mais citado foi o de outro líder xiita, al-Dawa.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 21, 2004, 03:54:01 pm
JLRC:

Descuipe discordar de si neste ponto, mas julgo que o nível de  discussão aberta e franca entre pessoas que defendem bem pontos de vista diferentes em relação a um conflito do presente não está baixo.

Apesar de uma linguagem por vezes apimentada, o nível até está elevado e é salutar que a divergência de opiniões, desde que fundamentadas como as do Europatriota e de outros mais americanófilos se mantenha, para o bem do forumdefesa.com.

Se não, corremos o risco disto se tornar numa homilía ou nuam liturgía religiosa em que todos estão de acordo com todos (para não falar numa espécie de congresso do PCP :wink: ).

Se a Administração tem um forum sobre conflitos do presente, terá que saber prever a divergência de opiniões e como este conflito que resultou na invasão do Iraque é polémico pelas mentiras em que se baseou, é natural que também aqui a discussão se mantenha.
Título:
Enviado por: NVF em Junho 21, 2004, 06:12:36 pm
Citação de: "JLRC"
Citação de: "NVF"
Não pude evitar, JLRC, mas será que você se apercebeu que essas ilustres personalidades que menciona são todas europeias?  :?

Quanto ao nível do debate, este tem oscilado e, àparte os insultos, até tem um nível acima da média — até parece um debate político-académico.

Na minha modesta opinião, o Europatriota gerou alguns anticorpos iniciais dada a sua entrada fulgurante (por exemplo, as referências às gonadas masculinas) mas, sinceramente, o tema actual até é interessante e contribui para o enriquecimento cultural e político dos participantes.

JNSA,

O Europatriota antecipou-se, mas ia justamente questioná-lo sobre as federações da URSS e da Checoslováquia. Quanto ao exemplo norte americano, caso a Confederação tivesse ganho, como era? E a Juguslávia? Então a definição de Federação está dependente do resultado da guerra resultante da secessão? Desde já, agradeço os vossos esclarecimentos.

Um leigo em Direito.
NVF
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 22, 2004, 02:20:50 am
Citação de: "Rui Elias"
JLRC:

Descuipe discordar de si neste ponto, mas julgo que o nível de  discussão aberta e franca entre pessoas que defendem bem pontos de vista diferentes em relação a um conflito do presente não está baixo.


Caro Rui Elias

Quando me referi a um nível baixo estava precisamente a falar dos insultos e outros impropérios utilizados. Não penso que sejam argumentos a serem utilizados por pessoas civilizadas, fazem-me lembrar outros tempos em que, quando me queriam calar, se punham aos berros e aos insultos.
Quanto ao assunto em discussão e às opiniões expressas, pese algum fanatismo de parte a parte, tenho de confessar que está um forum interessante, sobretudo a partir do momento em que o Europatriota moderou a linguagem e se limitou aos argumentos, e como ele é bom a argumentar!!!!
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 22, 2004, 01:01:45 pm
Citação de: "NVF"
JNSA,

O Europatriota antecipou-se, mas ia justamente questioná-lo sobre as federações da URSS e da Checoslováquia. Quanto ao exemplo norte americano, caso a Confederação tivesse ganho, como era? E a Juguslávia? Então a definição de Federação está dependente do resultado da guerra resultante da secessão? Desde já, agradeço os vossos esclarecimentos.


A possibilidade de secessão é juridicamente excluída da definição de Federação, ou seja, numa Federação, um Estado Federado, depois de a integrar, não tem direito a exigir a recuperação da independência aos órgãos federais.

Como é lógico, se a Federação desaparecer ou os seus órgãos decidirem (inconstitucionalmente) desagregá-la, se houver um golpe de Estado, ou se o Estado Federado ganhar num conflito militar com a Federação, ele consegue tornar-se independente - mais aí já temos uma situação que não faz parte da definição de Federação. Uma das razões que justificou a guerra dos Estados do Norte vs Confederados nos EUA foi exactamente por não se considerar que um Estado Federado tivesse direito à independência; se ele a conquistasse pela guerra, aí teríamos outra situação.

Um exemplo é a desagregação da Federação Jugoslava, que se processou por guerras.

Em Portugal, um Estado Unitário Descentralizado, um dos princípios é a unidade do Estado, ou seja, se a Madeira quiser ser independente, não o pode pedir à AR, e esta não lha pode conceder. Mas se a Madeira nos ganhasse numa guerra, então teria conquistado o seu Direito à independência.

Cumptos.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 22, 2004, 01:46:05 pm
"A Grande Europa, respeitadora do direito internacional, da dignidade dos povos e da paz mundial deve unir-se, rearmar-se e liderar o mundo rumo à Paz Perpétua kantiana"

Oh não...
Mais abstrações utópicas!
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 22, 2004, 03:24:42 pm
Citação de: "Rui Elias"
JLRC:



Caro Rui Elias

Quando me referi a um nível baixo estava precisamente a falar dos insultos e outros impropérios utilizados. Não penso que sejam argumentos a serem utilizados por pessoas civilizadas, fazem-me lembrar outros tempos em que, quando me queriam calar, se punham aos berros e aos insultos.
Quanto ao assunto em discussão e às opiniões expressas, pese algum fanatismo de parte a parte, tenho de confessar que está um forum interessante, sobretudo a partir do momento em que o Europatriota moderou a linguagem e se limitou aos argumentos, e como ele é bom a argumentar!!!!
Cumprimentos
JLRC


Pode crer.

Eu e ele já somos velhos conhecidos de outros fóruns, mais políticos.

E olhe que com ele a "camonada BuSSho-SSharonesca", como ele gosta de dizer, acaba sempre por bater em retirada.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 22, 2004, 04:23:58 pm
Luso, olhe que não...

Você disse:

Citar
Oh não...
Mais abstrações utópicas!


Olhe que o projecto europeu já conseguiu em 50 anos abolir de facto a guerra entre os estados membros, que se tinham guerreado durante séculos quase inenterruptamente... Acha pouco ou utopia ? Não, é a realidade... e por isso os povos europeus, que bem conhecem a guerra (até demais...) são tão apegados a este projecto.

Já pensou por que é que houve uma guerra tão fraticida na ex-Jugoslávia ? Pois, porque esses povos (ainda) não fazem parte da União Europeia...

Logo, a  Grande Europa tem a responsabilidade histórica de promover a adopção do "método europeu" de dirimir conflitos a nível mundial, até porque hoje há armas nucleares e não haverá vencedores (a não ser à Pirro...) em qualquer novo conflito generalizado...

Essa a sua missão histórica, completamente oposta à do Eixo do mal bussho-ssharonesco...
Título:
Enviado por: Lince em Junho 22, 2004, 04:49:25 pm
Citação de: "europatriota"
Essa a sua missão histórica, completamente oposta à do Eixo do mal bussho-ssharonesco...

Caro europatriota:

Essas comparações e esse jogo de letras “ss” já começam a “chatear”. Importa-se de se limitar a discutir os assuntos em questão e a referir as fontes para as suas afirmações?
Agradeceria especialmente que nos fornecesse a fonte para afirmar o seguinte:

Citação de: "europatriota"
Conclusão: no 9/11 os americanos tiveram muito menos do que mereciam e se não arripiam caminho ainda vão apanhar com umas malas-bombas nucleares nos cornos. Os árabes já as têm, vindas da Ucrânia e do Casaquistão, ao que parece...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 22, 2004, 06:17:12 pm
Caro europatriota,

Citar
Essa a sua missão histórica, completamente oposta à do Eixo do mal bussho-ssharonesco...


Mais uma afirmação filosófica e poética da realidade vista pelos seus olhos. Algo que me parece que o senhor não entende é que a Europa, neste caso os seus países, não existem para trazer a paz ao mundo ou a amizade entre nações.
Penso que o senhor já é suficientemente crescidinho para perceber que as nações lutam pelos seus interesses e por aquilo que acham que é melhor face à presente situação, independentemente se, moralmente, é o mais correcto ou não.
Algo que me preocupa bastante, é o seu uso contínuo da expressão Europa como se de um país se tratasse. Verdade seja dita: nem sequer uma política externa temos ainda em comum. Logo, a sua referida missão para a "Europa" é claramente utópica.

A pressuposta "inocência" e "virgindade" que vossa excelência atribui à "Europa" - apresentando-a como o salvador de todos os males - é o 1º passo para uma política arrogante e, salvo seja, autoritária.

Cumprimentos,

PS
Aproveito para o convidar a participar em outras discussões e tópicos no fórum defesa, não se cingindo simplesmente a esta questão. Verá que poderá aprender muito com outros membros aqui presentes.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 22, 2004, 09:11:09 pm
Caro Lince:

1) Pois, as comparações. Não sou só eu a fazê-las... Freitas do Amaral já salientou os paralelismos perturbantes entre a visão neo-conservadora do mundo e a ideologia nazi.

O desprezo de todo o direito internacional e tratados assinados, o culto absoluto da Força militar, a missão trancendente, divina ou não, de dominar o mundo através da guerra, o conceito de guerra preventiva (sem provocação ou agressão prévia da outra parte), as torturas e execuções sumárias em campos de concentração e extermínio (Konzentrations- und Vernichtungslager), como Guantanamo, Abu Graibh, Samarra, Bagadad ,Cabul ou Bagram, entre outros espalhados pelo mundo, qual gulague neo-con,   tratando as vítimas como sub-homens (Untermenschen) sem direitos de qualquer espécie, tudo isso releva da barbárie nazi e nada tem a ver com os valores democráticos e liberais do Ocidente...

O mesmo se diga mutatis mutandis do carniceiro Sharon e das suas SS Tsahal, as tropas de ocupação: o conceito de "povo eleito" por um deus privativo e não universal lembra a raça superior ariana, a Herrenvolk (a raça de senhores, por oposição aos Untermenschem). E o que é que distingue a missão divina de conquistar pelas armas, extermínio e limpeza étnica um Grande Israel (Eretz Israel), do projecto hitleriano de conquistar Espaço Vital (Lebensraum) a leste, exterminar a população aí residente e construir a Grande Alemanha, o Reich dos 1000 anos ?

Como vê, quando utilizo o paralelismo nazi em relação ao eixo busho-sharonesco, faço-o com base em argumentos sólidos. Os falcões neo-cons e likudistas têm um projecto comum de domínio mundial de matriz nazi e devem imperativamente ser contidos pela Europa e pelo Mundo, se quisermos impedir esses irresponsáveis militaristas de nos precipitarem o num Armaggedon apocalíptico.

2)  Pede-me ainda que indique a fonte de uma afirmação sobre a eventual posse por forças árabes de bombas nucleares miniaturizadas que poderiam usar como meio de dissuasão de futuras ocupações/intervenções em terra árabe, ou como retaliação a novos massacres e humilhações sofridas, a exemplo do 9/11...

Vi invocada essa possibilidade em 2 ou 3 artigos de imprensa lidos na internet durante estes últimos 2 anos... que não arquivei, obviamente. Nada é certo em matéria nuclear... Até a posse por Israel de armas de destruição maciça (lá está, dois pesos e duas medidas...o que é intolerável e insultuoso para a dignidade da nação árabe...), de que ninguém duvida é negada por Israel... O que é certo é que já há oficialmente uma bomba islâmica (Paquistão), que segredos nucleares foram passados a outras potências islâmicas e que algumas destas, a começar pelo Irão, já terão a referida arma ou estarão muito próximas desse objectivo, esencial para se furtarem à chantagem nuclear dos nazi-sionistas e poderem resolver a questão palestiniana no campo de honra e convencionalmente...

Esses esforços de se dotar da arma nuclear proliferaram e inrtensificaram-se sobretudo a partir da invasão do Iraque pelos bushistas... Todos viram então que o Iraque só foi invadido porque Bush e Bliar sabiam não existirem tais armas no Iraque e que ao mesmo tempo um país (Coreia do Norte) que afirmava desafiadoramente dispor dessa arma...não foi invadido !!! A lição de Bush foi pois: obtenham rapidamente armas nucleares ou serão invadidos (sobretudo se tiverem petróleo...).

Para além  disso, nesses artigos referia-se que a Al Queda poderia já com elevada probabilidade dispor de armas nucleares da dimensão de uma mala adquiridas na Ucrãnia (com um milhão de dólares aí pode-se comprar tudo...) ou no islâmico Casaquistão e proviriam dos enormes arsenais da ex-União soviética... Eu, se fosse a Bush, não abusava muito da força, até porque os árabes, que vêem todas as noites na Al Jazira as barbaridades busho-sharonescas da Palestina e Iraque, estão fartos e sedentos de vingança... Também os alemães ficaram surpreendidos com a reação heróica dos supostamente Untermenschen russos... É perigoso desprezare humilhar  o adversário..
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 22, 2004, 09:29:02 pm
P.S.

Reparei agora no emblema (AOE) que figura no seu post. Presumo que se trate da Associação de Operações Especiais (Rangers) . Isso faz-me recordar os bons tempos que passei como oficial miliciano em Lamego, na Cruz Alta e em Penude, verdadeiro farwest militar, e nas provas especiais (Largada, Fantasma, Dureza 11, 24 horas e outras de que já não me lembra o nome). A Messe e o Salão de chá na baixa e as patrulhas e exercícios nas Meadas, Meijinhos, Cambres, Armamar, Vilar, S.João de Tarouca. Tempos de aprendizagem, de exercício e sacrifício físicos, de companheirismo, de comando de homens, de espírito cívico e patriótico...

Sou um defensor acérrimo do serviço militar obrigatório, pelas suas virtualidades cívicas (um exército de cidadãos), e tenho pena que as novas gerações não tenham a possibilidade de frequentar mais essa escola de vida insubstituível...
Título:
Enviado por: Luso em Junho 22, 2004, 10:02:51 pm
"Olhe que o projecto europeu já conseguiu em 50 anos abolir de facto a guerra entre os estados membros, que se tinham guerreado durante séculos quase inenterruptamente... Acha pouco ou utopia ? Não, é a realidade... e por isso os povos europeus, que bem conhecem a guerra (até demais...) são tão apegados a este projecto.

Já pensou por que é que houve uma guerra tão fraticida na ex-Jugoslávia ? Pois, porque esses povos (ainda) não fazem parte da União Europeia...

Logo, a Grande Europa tem a responsabilidade histórica de promover a adopção do "método europeu" de dirimir conflitos a nível mundial, até porque hoje há armas nucleares e não haverá vencedores (a não ser à Pirro...) em qualquer novo conflito generalizado...

Essa a sua missão histórica, completamente oposta à do Eixo do mal bussho-ssharonesco..."

Sim!
Sim, sim...
Pois!
Ah, claro!
Concerteza!
Tem toda a razão!




Ah... esse Rosseau...
Título:
Enviado por: dremanu em Junho 22, 2004, 11:12:32 pm
Citação de: "Luso"
"Olhe que o projecto europeu já conseguiu em 50 anos abolir de facto a guerra entre os estados membros, que se tinham guerreado durante séculos quase inenterruptamente... Acha pouco ou utopia ? Não, é a realidade... e por isso os povos europeus, que bem conhecem a guerra (até demais...) são tão apegados a este projecto.

Já pensou por que é que houve uma guerra tão fraticida na ex-Jugoslávia ? Pois, porque esses povos (ainda) não fazem parte da União Europeia...

Logo, a Grande Europa tem a responsabilidade histórica de promover a adopção do "método europeu" de dirimir conflitos a nível mundial, até porque hoje há armas nucleares e não haverá vencedores (a não ser à Pirro...) em qualquer novo conflito generalizado...

Essa a sua missão histórica, completamente oposta à do Eixo do mal bussho-ssharonesco..."

Sim!
Sim, sim...
Pois!
Ah, claro!
Concerteza!
Tem toda a razão!

Ah... esse Rosseau...


Luso is the best! :mrgreen:
Título:
Enviado por: Luso em Junho 22, 2004, 11:16:45 pm
"Luso is the best!"

 :G-beer2:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 23, 2004, 02:13:06 pm
Europatriota:

Sabe porque é que à porta da Base de Guantanamo não se vê um letreiro que diz "Arbeit Macht Frei"?

Porque os prisioneiros que lá se encontram, cujo estatuto ainda ninguem soube explicar com clareza, têm tido dificuldades em trabalhar, porque estão há dois anos com correntes nos pés e nas mãos.

É caso para dizer que finalmente em Cuba apareceram imagens de prisioneiros políticos.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 23, 2004, 04:30:34 pm
Luso:

Rousseau, não. Kant, esse sim, talvez o maior filósofo de todos os tempos, é o pai da conceito de Paz Perpétua, que só encontrou concretização histórica com a CEE e UE... Rousseau é o menos interessante dos liberais inspiradores da Revoluçãp Francesa, até porque serviu de modelo a certas perversões jacobinas e a certos projectos educativos pós-modernos que subverteram as nossas escolas... Montesquieu e Locke são muito mais importantes...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 23, 2004, 04:38:36 pm
Rui Elias.

Claro, Guantanamo e os ostros gulagues bushistas são remakes dos KZ's nazis. E é irónico que num mesmo território (Cuba), Bush e Fidel, cada um na sua ponta da ilha, cometam em concorrência aberta as maiores violações dos direitos humanos... Qual a autoridade de Bush, que ordenou pessoalmente massacres e torturas, para criticar o Grande Fuzilador barbudo ? Só no Iraque, nos últimos 2 anos, Bush já assassinou mais pessoas (30.000 civis e militares) que os 17.000 que o "Lider máximo" fuzilou desde 1959... :(
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 23, 2004, 04:53:15 pm
Ricardo Nunes:

Pelos vistos, você é adepto do realismo político ou "Realpolitik", segundo o qual os países movem-se sobretudo por interesses e não por princípios ou ideias universais. É uma posição muito mais razoável que a dos neo-cons da administração Bush (verdadeiros trotskystas de direita que crêem na Guerra Permanente). Muitos realistas (Kyssinger, p. ex) distanciaram-se da política de Bush, não por violar  direito internacional, mas por isolar os EEUU e ser contrária aos interesses nacionais.

No caso da Europa, um ponto de vista realista, leva às mesmas consequências e posições, que uma posição mais normativa ou kantiana, como a minha. É que o interesse das potências europeias não é destruirem-se todos os vinte ou trinta anos para se reconstruirem penosamente durante alhgumas décadas, para se tornarem de novo a destruir reciprocamente, com milhões de mortos à mistura, sobretudo agora que há armas de destruição maciça...

Ao defenderem o primado do direito internacional e os procedimentos multilaterais e consensuais, as potências europeias não fazem mais do que TAMBÉM defenderem os seus interesses nacionais, ainda que prefiram explicar as suas posições pela submissão voluntária a uma legalidade internacional  cada vez mais exigente, condição sine qua non de sobrevivência da Humanidade.

Não esqueça que Portugal é um país periférico que não experimentou senão muito levemente, os horrores absolutos que foram as duas guerras mundiais. Para um russo, alemão ou francês, entre outros, a prevenção da guerra não é uma abstracção, é uma necessidade absoluta, um imperativo moral e, felizmente, uma realidade, hoje na Europa (UE)...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 24, 2004, 12:02:59 pm
A resistência parece intensificar-se...

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Ataques coordenados no Iraque causam pelo menos 23 mortos

As milícias de Abu Musab al Zarqawi, o líder da Al Qaeda no Iraque, lançaram uma onda de ataques coordenados contra esquadras da polícia, transformando várias das principais cidades sunitas iraquianas em verdadeiros campos de batalha, onde já morreram pelo menos 23 pessoas, incluindo três soldados norte-americanos.

Baquba, Falluja e Ramadi são algumas das cidades atingidas pelos ataques, que se estenderam pouco depois a Mossul (390 quilómetros a norte de Bagdad), onde a explosão de quatro carros-bomba causou pelo menos sete mortos. Mais tarde foram ouvidas mais três explosões, enquanto a estação de televisão local lançava apelos à população para permanecer em casa.
Os helicópteros norte-americanos estão a bombardear algumas zonas de Baquba, onde os ataques rebeldes acusaram pelo menos 15 mortos.

O jordano Abú Mussab al Zarqawi reivindicou, em comunicado, a onda de ataques contra as forças de segurança e a coligação. No texto adverte os iraquianos para «que acatem as ordens da resistência e não abandonem as suas casas».
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 24, 2004, 12:13:14 pm
Resistëncia não é terrorismo. É a ocupação que é terrorista...


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The struggle for sovereignty

Democracy in Europe grew out of popular action against unrepresentative rule; the resistance in Iraq is part of the same story

Karma Nabulsi
Wednesday June 23, 2004
The Guardian

The United States and Britain claim to be handing sovereignty to Iraq next week. In fact, the occupying power cannot legally transfer sovereignty on June 30 for one simple reason: it does not possess it. Sovereignty is vested in the Iraqi people, and always has been: before Saddam Hussein, after him, under the martial law of the American proconsul Paul Bremer today.
This fact is reflected in the language of the most recent UN resolution - 1546, on June 8 - as well as previous ones, all of which "reaffirm the sovereignty and territorial integrity of Iraq". The constant need of George Bush and Tony Blair to claim sovereignty reflects more than a misunderstanding of the laws of war and basic international law. It demonstrates an alarming ignorance of the democratic structures of the very countries they were elected to represent. This ignorance also provides us with some clues as to why they have no understanding either of what they are doing in Iraq, or what is happening on the ground there.

When the formal apparatus of a state crumbles during invasion and occupation, and authority is exercised by a foreign military power, sovereignty returns to its bearers, a country's citizens. Sovereignty is vested in the people, and not in the apparatus of state. This is the fundamental principle from which modern democracies draw their legitimacy, and the basis for all representative government. It is also the cornerstone of modern international law.

This doctrine of popular sovereignty has been set out in classical texts and in the modern era, most famously by philosophers such as John Locke, Jean Jacques Rousseau and John Stuart Mill. It can be seen in the constitutions and founding documents of the French and American revolutions, and of representative international institutions such as the UN.

Yet these are not abstract theories of state. They reflect a solid custom of political engagement that dates from the emergence of democratic systems in 18th-century Europe. It is only because of this custom of resistance and the collective practices of popular sovereignty by generations of ordinary people that these principles are now embedded in every democratic legal system and governing institution. It is from this tradition of resistance to unrepresentative rule that Europe draws its own democratic culture, its notion and practice of citizenship, public space and political activism, and the role and responsibilities of the state.

It was the principle of popular sovereignty that was fought for by generations of Europeans from the late 18th century and throughout the 19th in order to establish democracies in the face of foreign military conquest and imperial rule. It was equally this principle that guided the actions and legitimacy of the underground resistance and the allies in the second world war, and it is the very same principle that guides the resistance today in Palestine and Iraq. Democracy is a product of these struggles, and moreover this historical practice is itself the essence of popular sovereignty in action, its very articulation.

The quest for representative government was at the heart of the battle against a variety of unrepresentative regimes in 19th-century Europe: the Polish struggle for emancipation against the Russian and Prussian armies in the 18th and 19th centuries; the Russian partisans who fought Napoleon's army and later the Nazi invaders; Italian republicans such as Mazzini and Carlo Bianco who fought underground with republican associations for more than 30 years against the Austrian empire and the papal states; the popular resistance in India to British rule; the political and military resistance in South Africa. All characterise a single political tradition, that of popular sovereignty.

These customs of active engagement by citizens to free and rule themselves illustrate two important historical lessons that tie us to the present relationship between an occupier and an occupied people. The first is that the struggle for liberty is universal, not imported, and emerged from concrete historical conflicts. The second is that today's democratic institutions are the product of these very struggles.

The most important lesson of our common history is that those organised political engagements against injustice are what created the political culture that ensured the stability of the democratic institutions that emerged.

It is not only after one possesses democratic institutions that one practices democracy, nor is democracy merely a set of institutions or mechanisms such as elections. Democracy only holds if it emerges by customary practice in the public sphere, and in the case of Europe this custom developed through organised resistance to unrepresentative rule over generations.

So the popular struggle for liberty has been, in the case of established democracies in Europe, the necessary route to gain those liberties, and to hold them. All the rights enjoyed today across Europe were hard won by political mobilisation, imprisonment and armed resistance, by organisational structures working underground for a common purpose at great risk over generations.

This common purpose did not emanate from above, from bureaucrats or technocrats, from the minds of political theorists or commentators, from the "transfer" of democratic ideas, liberal armies or even Rousseau.

The young men who defended Jenin refugee camp in the West Bank and Rafah refugee camp in Gaza, and who recently won back the Iraqi cities of Falluja and Najaf from the occupying power, are not the terrorists - or the enemies of democracy. They are our own past torchbearers, the founding citizens of popular sovereignty and democratic practice, the very tradition that freed Europe and that we honoured on D-day.

· Karma Nabulsi is a research fellow at Nuffield College, Oxford. Her book Traditions of War: Occupation, Resistance and the Law is published in paperback this summer by OUP
Título:
Enviado por: papatango em Junho 24, 2004, 12:52:24 pm
Comunicado dos amigos de um certo participante de um certo forum na internet.

INVASOR COREANO PATRIOTICAMENTE RETALHADO

O invasor Sul-coreano Kim Song-Il, teve a sua cabeça patrióticamente serrada do resto do corpo (Alá seja louvado).

Este individuo invadiu o Iraque no passado mês, com o objectivo de destruir o Iraque com traduções de árabe para coreano, com as quais se pretendia humilhar a pátria árabe e terra de Alá, o misericordioso, protector dos crentes. Alá o Akhbar.

Aqui vemos uma fotografia dos corajosos combatentes árabes, que exaltando a sua grande coragem, cobriram a cara. Também se pode ver uma fotografia do imundo tradutor coreano, depois de ter cobardemente chorado e suplicado para que a sua reles vida fosse poupada.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.rnw.nl%2Fhotspots%2Fassets%2Fimages%2FhostagefromKorea.jpg&hash=89b412508bfcbbd85b1420fa401ba507)

Não há desculpa para estes perigosos invasores que nos vêm invadir com a sua tecnologia de traduções. Cabeça serrada é o seu destino.

Depois do acto patriótico de serrar a cabeça do tradutor-invasor - Alá seja louvado - a carcaça imunda deste invasor, foi armadilhada e cheia de explosivos, para que os invasores da cruz-vermelha ou os traidores dos hospitais  iraquianos possam igualmente morrer como cobardes, que não fazem outra coisa que não seja salvar vidas (o que é obviamente um insulto a Alá).

Os patriotas desejam ainda protestar contra a imunda campanha de censura que está a ser feita pela miserável imprensa ocidental, por estar a censurar as imagens da serração da cabeça do invasor coreano. O sangue é salvador e sinal de limpeza. A ofensa feita por um tradutor de inglês, só pode ser limpa com o sangue a brotar de uma cabeça serrada.

Alá é grande.
O islão deve unificar-se, armar-se e guiar o mundo para a paz universal Kantiana
Alá O Alkhbar.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 24, 2004, 01:49:32 pm
- Inch´ Allah!
Título:
Enviado por: komet em Junho 24, 2004, 02:03:35 pm
lol papatango :wink:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 24, 2004, 03:32:46 pm
BUSH E RUMSFELD ORDENARAM PESSOALMENTE TORTURAS...

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Bush reserved right to torture

President vowed he would never exercise power, memos say
The Associated Press

WASHINGTON - President Bush claimed the right to waive antitorture laws and treaties covering prisoners of war after the invasion of Afghanistan, and Defense Secretary Donald Rumsfeld authorized guards to strip detainees and threaten them with dogs, documents released yesterday show.
The papers were handed out at the White House in hopes of blunting allegations the administration authorized torture against al-Qaeda prisoners from Afghanistan and Iraq.

MAS AGORA, BUSH CONTINUA  A MENTIR:

Citar
"I have never ordered torture," Bush said. "I will never order torture. The values of this country are such that torture is not a part of our soul and our being."


ELES MENTEM, ELES PERDEM...
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 24, 2004, 04:08:02 pm
Curioso como alguns colegas deste forum parecem fazer tábua raza do facto de que alguns fenómenos terroristas no Iraque e da expansão do islamismo sunita obscurantista ter aparecido só após a invasão mal fundamentada pelos cruzados anglo-americanos e seus caniches.

E lembrem-se que o próprio Bush já afirmou que nem todos os resistentes iraquianos são terroristas.



Euro:

Você ainda tem munições?

A mim já só me restam alguns explosivos caseiros...

Não me empresta umas AK 47?
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 24, 2004, 05:57:31 pm
Se ainda tenho munições ? Olhe, a internet é um paiol inesgotável...
Esta é de um tipo da CIA...

Citar
CIA insider says U.S. fighting wrong war
Anonymous career officer makes bold claims in book about U.S. war on terror
By Andrea Mitchell
NBC News
A career CIA officer claims in a new book that America is losing the war on terror, in part because of the invasion of Iraq, which, he says, distracted the United States from the war against terrorism and further fueled al-Qaida’s struggle against the United States. The author, who writes as “Anonymous,” is a 22-year veteran of the CIA and still works for the intelligence agency, which allowed him to publish the book after reviewing it for classified information.

In an interview with NBC’s Chief Foreign Affairs Correspondent Andrea Mitchell, he calls the U.S. war in Iraq a dream come true for Osama bin Laden, saying, “Bin Laden saw the invasion of Iraq as a Christmas gift he never thought he’d get.” By invading a country that’s regarded as the second holiest place in Islam, he asserts, the Bush administration inadvertently validated bin Laden’s assertions that the United States intends a holy war against Muslims.

In his book, titled "Imperial Hubris," he calls the Iraq invasion "an avaricious, premeditated, unprovoked war against a foe who posed no immediate threat,” arguing against the concept of pre-emptive war put forward by President Bush as justification for the Iraq war.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 24, 2004, 07:04:38 pm
Sobre o tradutor coreano decapitado

Foi mais uma vítima da guerra, uma entre milhares. Só que teve a cara nos media. Mas entre 10.000 a 15.000 civis iraquianos (além de outros tantos militares que cairam defendendo heróicamente a Pátria de invasores muito mais armados) foram carbonizados pelos bombardeamentos anglo-americanos e não tiveram sequer ultimatos, nem fotos.

É pois hipocrisia singularizar uma só vítima (entre os ocupantes ilegais)de um conflito, esquecendo que as verdadeiras vítimas (e muitíssimo mais numerosas) são as dos ocupados que não pediram para serem invadidos..

Este coreano podia ter optado por não colaborar numa invasão (trabalhava para uma empresa coreana que alimentava as tropas de ocupação...), podia ter ficado na Coreia, onde nada lhe aconteceria, mas quis voluntariamente correr riscos, sabendo que os iraquianos excutam todos os traidores e colaboracionistas das tropas de ocupação. Se quis correr riscos, teve o que merecia, até porque estava avisado do que lhe podia acontecer. Deixemo-nos de hipocrisias. Guerra é guerra e a resistência ao ocupante é juridica e moralmente legítima. Ocupantes, no Iraque, Palestina ou Timor, são terroristas a abater... Mainada !
Título:
Enviado por: papatango em Junho 24, 2004, 07:09:41 pm
Citação de: "Rui Elias"
Curioso como alguns colegas deste forum parecem fazer tábua raza do facto de que alguns fenómenos terroristas no Iraque e da expansão do islamismo sunita obscurantista ter aparecido só após a invasão mal fundamentada pelos cruzados anglo-americanos e seus caniches.


Talvez seja porque há gente que acredita que os assassinios que diariamente ocorrem no Iraque, são efectuados exactamente pelos mesmos assassinos que Saddam utilizava.

A diferença é que antes tinham emprego e era o estado que lhes pagava para matar, em silêncio. Quando havia protestos o governo de Saddam, mandava deitar armas quimicas sobre a "oposição".

Os atentados são efectuados por assassinos no desemprego, que vêm o seu fim inevitavel a chegar. O Iraque está prestes a ter o seu próprio governo, e quando isso acontecer, eles sabem que as regras passam a ser outras.

Na prática, os terroristas iraquianos são uma Máfia que pretende que o seu negocio de "protecção" continue.

Portanto Rui Elias, essa Máfia já existia. O que os americanos fizeram, foi desaloja-la e agora ela já não pode actuar escondida, por isso tem que trabalhar ás claras.

No fim, a diferença não é nenhuma.

Claro que há quem queira acreditar que estamos perante uma sublevação. Mas claro, também há quem acredita no Pai Natal, e eu respeito as crenças de todos.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 24, 2004, 07:12:11 pm
Caro europatriota, entende que a decapitação de um civil tradutor, em trabalho para uma agência de ajuda internacional ( ONG ), apenas pela sua nacionalidade é um acto de defesa legítimo?

Aqui é que reside a diferença: se a coligação matou civis iraquianos foi sem qualquer intenção. Sem qualquer intenção de os vitimizar. Enquanto que estas decapitações são inúteis, não têm qualquer propósito e ainda por cima destinam-se apenas a causar o terror através da morte de alguém que, para além de não ter nada a ver com a posição da coligação, está lá apenas para ajudar.

O que eu acho hipócrito, repugnante e digno de alguém que não merece respeito é o facto de o senhor não condenar esta morte. Simplesmente limita-se a desculpar a acção destes assassinos. É impressionante.

Despeço-me, mais uma vez: BIBAPORTUGAL.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 25, 2004, 09:51:04 am
Caro Ricardo Nunes.

O tradutor mercenário não trabalha para uma ONG, mas sim para uma empresa comercial coreana que abastece o exército americano em refeições. Isto é, ocupava um lugar que normalmente deveria caber ao exército americano (intendência, logística), se este não tivesse optado pelo outsourcing ou privatização da guerra (as escoltas de transportes ou a personalidades ocupantes ou colaboracionistas, a guarda de instalações e até as torturas foram "privatizadas"..). O que não impede que se deva  considerar toda essa gentalha, sedenta de vencimentos principescos pagos com petróleo iraquiano roubado,  parte integrante da soldadesca ocupante e, como tal, alvo legítimo...

E diga-me, quando se bombardeiam bairros inteiros com bombas incendiárias e de fragamentação, pode-se estar e boa fé ao pretender-se que não se visava deliberadamente matar milhares de civis ? Você ainda acredita no Pai Natal ?

Os mercenários que acorrem ao Iraque, apesar de saberem ser indesejados pelo povo iraquiano em luta contra o ocupante (é assim que 92% considera as tropas US), fazem-no para ganhar fortunas roubadas ao povo iraquiano, para apoiarem a os ocupantes nazi-bushistas e pró-sharonescos e o seu "governo" fantoche, e sabem muito bem o risco que correm. Por isso é que ganham fortunas. Não se podem, pois, queixar dos riscos em que a sua cupidez e abandalhamento moral, os faz incorrer... Foram (bem) pagos para isso, então que aguentem...

Os ocupantes serão escorraçados do Iraque e da Palestina pela heróica resistência iraquiana e pan-árabe: os criminosos de guerra Bush e Bliar serão justiçados a seu tempo, pelo TPI ou por um qualquer patriota árabe que vingará os mártires caídos...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 25, 2004, 10:18:50 am
Peço desculpa. O sul coreano trabalhava para uma ONG na área da segurança chamada NKTS e não para o exército norte-americano.

O que me impressiona é o facto de você achar que isso torna legítimo a morte desse cidadão sul-coreano. Não existe nada neste mundo que legitime raptar uma pessoa, exigir qualquer coisa e depois, à frente das câmaras, serrar-lhe a cabeça. Mas claro, para si, qualquer morte de estrangeiros no Iraque é legítima, e continua a pensar que  é uma luta pela liberdade. Viva no seu mundo. Os ignorantes são os felizes.

Citar
E diga-me, quando se bombardeiam bairros inteiros com bombas incendiárias e de fragamentação, pode-se estar e boa fé ao pretender-se que não se visava deliberadamente matar milhares de civis ? Você ainda acredita no Pai Natal ?


Dê-me uma prova. Dê-me um relatório. Dê-me uma foto. Dê-me algo que me prove que a coligação bombardeou intencionalmente um bairro civil com bombas de fragmentação.
Ah, e sim, acredito no Pai Natal. E na mãe natal e nas amigas das filhas do pai natal. Umas meninas trés jolie.

Já agora satisfaça-me a curiosidade: ontem por quem torceu no jogo de Portugal? É que sendo "europatriota" sinto-me ambíguo ao tentar adivinhar quem terá apoiado.  :lol:
Título:
Enviado por: papatango em Junho 25, 2004, 10:58:45 am
SONDAGEM
Bagdad, 20/6
Uma sondagem efectuada no Iraque, indica que 92% da população iraquiana considera que os americanos são uma força ocupante e não um exército de libertação.

A sondagem foi realizada entre os dias 16 e 17 de Junho, em Bakuba, entre os patriotas defensores.
Decorre neste momento um inquérito, para determinar quem foram os responsáveis pelos 8% de respostas “desfavoráveis”.

Logo que termine o inquérito, os 8% identificados serão “convenientemente tratados”.


Alá o Akhbar
= = =


É incrivel, como num país como o Iraque, com uma incrivel diversidade cultural, e mesmo linguistica (no norte) se conseguem fazer sondagens. São sondagens á americana, pergunta-se á familia do assassinado se é favorável á pena de morte.

há quem não tenha noção do ridículo.

Mas enfim, mesmo os títeres beneficiam das vantagens que lhes dá a democracia.

Gostaría no entanto de deixar claro, para quem eventualmente não o entenda, que no que me diz respeito, vi a entrada no Iraque como um erro, e o comportamento dos americanos como pouco sociável, e decorrente de um sistema educacional incapaz de olhar para o mundo e voltado para o umbigo, com todos os problemas daí decorrentes.

Acho que a actual administração americana é das mais infelizes que os Estados Unidos alguma vez tiveram.

Mas, a américa do norte, é uma democracía. Se os americanos o determinarem o governo acaba. O povo americano é muito jovem, e acredita em soluções fáceis e rápidas. É evidente que a actual administração americana consegue ganhar qualquer guerra, e não consegue ganhar a paz.

No entanto, neste momento o que está feito está feito. A saída é absolutamente impossível e sair do iraque sería uma traição aos iraquianos (como a que ocorreu no caso do Koweit).

Sair hoje do Iraque era a mesma coisa que ocupar a Alemanha em 1945 e dois meses depois, sair deixando a Gestapo e as SS prontas para voltarem ao poder.

Agora que isto começou, só há um caminho.

Quando Kemal Ataturk, pai da Turquia moderna decidiu transformar o país, foi uma enorme revolução, de dimensões impensáveis. Ele até mudou da escrita árabe, para o alfabeto latino (notem, que não mudou para o Cirilico/Grego, mas sim para o Latino).

Esta mudança foi um sacrilégio, na que era na altura a mais poderosa e populosa nação muçulmana do mundo. Na religião muçulmana o Corão, é a justificação, a prova definitiva da existência de Deus, e para os mais fundamentalistas tem que estar em Árabe. No entanto a Turquia até isso  mudou.

A mudança que se vai fazer no iraque não será nem de perto nem de longe tão significativa, no entanto, o iraque tem possibilidades e capacidades para se adaptar a um sistema democrático, mesmo que seja um sistema de "democracía vigiada" por muito tempo.

Qualquer povo do mundo tem o direito á liberdade. E a liberdade não se conquista com um estalinho nos dedos. Custa, custa muito, e muitas vezes muitas vidas.

O desespero dos terroristas é fanático, assassino, cruel, mortal, vergonhoso, indecoroso, e mesmo, nojento, mas é uma etapa (evitável se os terroristas não existissem) para chegar a um sistema mais justo.

Não podemos basear o nosso juizo, na situação no Iraque nos ultimos meses, nem na administração de um governo que ainda nem tem quatro anos de duração nos E.U.A..

A História tem um tempo diferente e uma escala muito diferente.

A falta de entendimento da História é a unica razão de alguns dos disparates que temos ouvido por estes lados nos ultimos tempos.

Como sempre, o fanatismo e o extremismo cura-se com estudo, leitura e inteligência.

Quem se recusa a estudar, a analisar calmamente, a reconhecer que ás vezes os outros sabem mais que nós, continuará eternamente a bater na mesma tecla, sem entender que ninguém lhe liga, porque toda a gente entendeu o vazio da argumentação.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 25, 2004, 01:12:59 pm
Ao contrário do que pretende o wishful thinking de alguns, a sondagem foi feita em 6 cidades e não apenas numa, confirmando, aliás, a impressão de todos os observadores no terreno. Só os líricos bushistas é que ainda esperam encontrar ADM's (elas existem, de facto, mas em Israel...) e acolhimentos entusiásticos às tropas ocupantes com "sweets and roses". O acolhimento tem sido muito mais que entusiástico, tem sido...EXPLOSIVO !

E quando se realizarem eleições livres (a camonada não as  quer... prefere nomear fantoches...)  o vencedor será o mais patriota, o mais coerentemente anti-ocupantes. Para já, segundo as sondagens, é Moqtada Al Sadr ! Por isso é que os americanos querem matá-lo. É que ele pode ganhar as eleições ! Tal como os ssharonescos pretendem matar Arafat, presidente eleito da Palestina... Democracia ? No kidding...


Citar
Sondagem: 92% dos iraquianos
vêem americanos como "ocupantes"

Uma sondagem recente, realizada em seis grandes cidades do Iraque e difundida pela agência FP avalia que 92% das pessoas entrevistadas consideram as tropas norte-americanas e britânicas presentes no país como "ocupantes". Para 3% trata-se de "forças de manutenção de paz", enquanto outros 2%, concordando com o presidente norte-americano George W. Bush, vêem nelas "libertadores".

A sondagem mostra, segundo a AFP, "uma forte degradação da imagem das instituições criadas pelos americanos depois da queda do regime de Saddam Hussein", em especial a Autoridade Provisória da Coalizão (CPA, na sigla em inglês). A taxa dos iraquianos que dizem confiar na CPA é hoje de 11%, contra 47% em novembro passado.

Sadr tornou-se o mais popular

O jovem clérigo xiita Moqtada Sadr, que em abril liderou uma insurreição com epicentro em Najaf, é hoje o mais popular dos iraquianos. Para 40% ele tem uma imagem muito melhor que três meses atrás, e para 41% uma imagem apenas melhor. Para presidente da República, o nome mais citado foi o de outro líder xiita, al-Dawa.


O governo fantoche já nem ousa sair da zona verde, onde se acoberta sob a proteção do seu dono, o Gauleiter Bremer (que em breve vai ser substituido pelo Gauleiter Negroponte, travestido de "embaixador"). É que tem medo das recepções entusiásticas do seu próprio povo... mas a sua hora chegará...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 25, 2004, 01:34:14 pm
A PIADA DO ANO:

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vi a entrada no Iraque como um erro, e o comportamento dos americanos como pouco SOCIÁVEL,
:lol:  :lol:  :lol:

Quer-se dizer: a camonada, movida pelo cheiro a petróleo e pela preocupação de proteger o Tio SSharon, da ira de uma malta a quem tinha roubado terras, invade ilegalmente o Iraque, mandando às urtigas a ONU e o direito internacional, e assassina em bombardeamentos selváticos (a que chamou sintomáticamente "shock and awe"...) entre 10.000 a 15.000 civis (números de várias ONG's) e outros tantos militares do exército nacional, que mais não faziam do que cumprir o seu dever patriótico de defender a Pátria de terroristas e gangsters internacionais. E o massacre continua. Só em Fallujah há um mês foram 600 civis...

Será este massacre de 30.000 iraquianos um acto hediondo ? Crime de guerra, crime contra a humanidade ? Terrorismo internacional ? Pirataria de ladrões de petróleo ?

NADA DISSO ! Diz-nos um tal Papatango. Trata-se apenas de um acto POUCO SOCIÁVEL !!!  Isto é, um descuido involuntário (tal como um envergonhado traque em reunião mundana...), de desculpável descortesia, sem dúvida devida ao nervosismo dos campeões da democracia...

Palavras para quê ? Il est tout dit...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 25, 2004, 01:49:19 pm
2ª Piada do ano:

Citar
O sul coreano trabalhava para uma ONG na área da segurança chamada NKTS e não para o exército norte-americano.
:lol:  :lol:  :)
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 25, 2004, 02:06:08 pm
Citar
Quer-se dizer: O coreano não trabalhava para os americanos, mas sim para a NKTS. Esta é que trabalhava para os americanos... Topam ?

Caro amigo, como deve saber as empresas de segurança privadas trabalham para as empresas que as contratam e não para a coligação ( não diga só americanos pois a coligação envolve muitos outros países ).
ONG é a sigla de Organização Não Governamental - com ou sem fins lucrativos.

Citar
É evidente que todos os que forem apanhados serão decapitados pela resistência depois de chorarem como umas amélias para a Al Jaziira... 6.000 contos por mês pagam isso tudo...não ? E depois, essa jagunçada não gosta de emoções fortes ? Então... "Aguenta, não chora !" (copyright Arqº Taveira)...


Se não fosse caso para chorar eu até juraria que estava num espectáculo de Stand Up comedy.  :roll:

Diga-me uma coisa caro europatriota, e peço-lhe uma resposta sucinta, num único post sem qualquer comentário não relacionado: como comenta as centenas de mortes civis provocadas pelos seus tão adorados "paladinos" da liberdade em atentados e ataques suícidas?

Mais uma pequena nota: tanto eu como o papatango ( e muitos outros ) estivemos contra a intervenção no Iraque. Sempre achámos que era a maneira incorrecta de lidar com a situação e que a política norte-americana foi precipitada. Mas como o papatango disse, e bem, agora que se está lá deve-se tentar fazer o melhor trabalho possível porque ( sabe Deus as voltas que o mundo dá ) até pode ter sido um conflito benéfico. Agora, sentar-se à sombra da bananeira, como o senhor faz, simplesmente a criticar e a celebrar a morte de qualquer estrangeiro que lá pereça é simplesmente impressionante.
O senhor tem direito à sua opinião mas existem certas coisas que ultrapassam o limite do razoável. Eu diria-lhe para ter juízo, mas julgo que já não é uma criança.

Com os melhores cumprimentos.
Título:
Enviado por: papatango em Junho 25, 2004, 02:44:12 pm
Citação de: "Ricardo Nunes"
Já agora satisfaça-me a curiosidade: ontem por quem torceu no jogo de Portugal? É que sendo "europatriota" sinto-me ambíguo ao tentar adivinhar quem terá apoiado


Bem, estava no Estádio da Luz um individuo parecido com este, em cima de um banquinho,  com uma bandeirinha da União Europeia.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.clownplanet.com%2Fimg%2FFotos%2Ffotosbig%2Fbozo_mexico.jpg&hash=66c84dc3906250a0612291c1343b6b44)
Acho que estava a torcer pelo árbitro  :shock:

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Luso em Junho 25, 2004, 02:47:10 pm
É a tal coisa: quando as abstracções são mais valorizadas que a vida humana é fugir!
Título:
Enviado por: Luso em Junho 25, 2004, 02:49:33 pm
"Acho que estava a torcer pelo árbitro"

 :mrgreen:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 25, 2004, 03:34:26 pm
Não as ONG's não são empresas comerciais... :)

E que diz você aos 10.000 civis iraquianos (NO MÍNIMO) abatidos pelos bushistas para derrubarem um ditador aliado que deixou de o ser ( e que não mataram, antes pelo contrário, protegem, porque sabe demais sobre os EEUU...) ? Aqui está uma estimativa baseada em aturada pesquisa no terreno de uma verdadeira ONG (iraqbodycount.org):

Citar
700 named in Iraq's death toll after a year of slaughter

As the anniversary of the Iraq invasion approaches, Iraq Body Count has been able to establish the names of almost 700 civilians killed in Iraq between March 19th 2003 and February 29th 2004 as a direct consequence of the US/UK invasion and subsequent occupation.

The list, periodically updated and permanently available on the Iraq Body Count website http://www.iraqbodycount.net/names.htm (http://www.iraqbodycount.net/names.htm) , details (where known) name, age, gender, place of death, cause of death, and the media sources from which they were obtained.

Although this list provides details for less than 7% of the 10,000 civilians reported killed during the same period (see http://www.iraqbodycount.net/bodycount.htm (http://www.iraqbodycount.net/bodycount.htm) ), it is the closest so far to a truly comprehensive accounting and memorial for the civilian dead in Iraq. Among the 692 deaths listed there are 106 females, 421 males and 94 known to be under 18 years of age.

As world opinion increasingly turns against the US-led coalition for the lies that forced war on a powerless country, and for the chaos into which Iraq has now sunk, the human details pieced together in the Iraq Body Count list paint in graphic and poignant form the terrible, true cost of this war: the pointless loss of husbands, wives, sons and daughters of a proud but suffering people.

John Sloboda, co-founder of Iraq Body Count said "We hope that many organisations, agencies, and web-sites will wish to refer to this list and carry a link to it. Now, in this anniversary week, it has never been more important for us to offer the respect to those victims of war and civil disorder that has been denied them by the US and UK governments, as well as by the officials in Baghdad that they control."

For further information please email press@iraqbodycount.org



Claro que você fica engasgado e não responde. Pergunta apenas por algumas dezenas que foram ontem mortas em atentados da resistência. Já reparou que eram quase todos "polícias" ao serviço e pagos pelo  ocupante ? Assim a modos como a "milícia" de Vichy, cujos membros foram fuzilados às centenas aquando da Libertação em 44 ? Todo o colaboracionista sabe o que o espera... Há também algumas vítimas colaterais ? Há sempre, numa guerra, mas muitíssimo menos que os 10 a 15 mil civis mortos pelo ocupante... e de que você não fala...pois...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 25, 2004, 03:39:36 pm
Euro 2004 ? Claro que torci por Portugal, tal como muitas centenas de portugueses da cidade onde vivo...

A vantagem da União Europeia é que as guerras entre os seus membros agora só são futebolísticas...

E por que é que o facto de ser um europatriota me impediria de torcer  por Portugal ? Também o facto de ser português não me impede de torcer pelo Maior...o FC Porto, Carago !
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 25, 2004, 03:50:16 pm
Citar
É a tal coisa: quando as abstracções são mais valorizadas que a vida humana é fugir!


Luso: estamos de acordo. Quando se assassinam 30.000 pessoas numa guerra preventiva à revelia do direito internacional e da ONU, em nome de uma abstracção, a Democracia, que na versão americana, parece ser compatível com torturas, execuções sumárias, assassinato dos principais candidatos a eleições, adiamento indefinido destas, nomeação de colaboracionistas para um governo "fantoche" que apenas obedece às tropas de ocupação, mesmo depois de 30/6, então... é fugir...
Título:
Enviado por: Luso em Junho 25, 2004, 05:26:42 pm
"E por que é que o facto de ser um europatriota me impediria de torcer por Portugal ? Também o facto de ser português não me impede de torcer pelo Maior...o FC Porto, Carago"

Num acreditem! Este home num é do Nuorte!
Fuago!

Amigos: vamos manter esta discussão apenas aqui neste sub-forum para não infectar os outros, está bem?
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 25, 2004, 05:43:45 pm
Citação de: "europatriota"
E que diz você aos 10.000 civis iraquianos (NO MÍNIMO) abatidos pelos bushistas para derrubarem um ditador aliado que deixou de o ser ( e que não mataram, antes pelo contrário, protegem, porque sabe demais sobre os EEUU...) ?
Claro que você fica engasgado e não responde.


Pelo contrário europatriota. Lamento essas mortes tal como lamento qualquer perda de vidas humanas. Nunca fiquei "engasgado" e nunca disse o contrário.
Por outro lado vossa excelência não lamenta, mas sim comemora, a perda de vidas de estrangeiros apressando-se a chamar-lhes mercenários ( claro, um tradutor, coitado, é um mercenário ).
Aqui é que está o importante: a sua dualidade de critérios quando se refere a vidas humanas é perfeitamente impressionante. Toda a vida humana é preciosa e o senhor teima em fazer uma distinção que tende para o perfeito absurdo. É este o primeiro passo para uma política ciníca e abstracta. E pelos vistos o senhor vai em frente.
Pessoalmente? As suas atitudes começam a meter-me nojo.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 25, 2004, 08:29:38 pm
"Pessoalmente? As suas atitudes começam a meter-me nojo."

- Ricardo!
Foste bruto!!!  :mrgreen:

Estou a gostar desta discussão!!  :mrgreen:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 25, 2004, 11:09:28 pm
Você acha errada a intervenção no Iraque. Mas depois acrescenta:

Citar
Mas como o papatango disse, e bem, agora que se está lá deve-se tentar fazer o melhor trabalho possível


Quer dizer, segundo a sua tese, e extrapolando:
 
1) Os nazis fizeram mal em invadir a França, Polónia, Russia, etc. Mas (imaginemo-nos em 1941), agora que estão lá,retirar seria um disparate. Devem permanecer e fazer o melhor trabalho possível. Afinal ainda há lá muitos judeus e Untertmenschen russos a exterminar...

2) Um energúmeno tarado entrou na casa de uma vizinha apetitosa e pimba, violou-a. Crime horrendo, estamos de acordo. Mas, que fazer agora ? Deve o tarado deixar a pobre vítima de perna aberta a meio do "trabalhinho" ? Nada disso, diz você, deve continuar e fazer o melhor possível. Por que não sodomizar a vítima à maneira de Abu Graibh ?

3) Você vai pela rua e um drogado pifa-lhe a carteira. Está mal ! Não se faz ! É feio ! Mas, bem ou mal, está feito e agora só há que terminar a tarefa o melhor possível. Fugir com o cacau...

Saberá você que quando algo é ilegal a solução jurídica é restabelecer o statu quo ante ? E não consumar a violação ? Os EEUU e respectivos caniches são detestados pelos iraquianos  e só têm que sair... a bem ou a mal...É simples...Os EEUU são no Iraque o problema, não a solução...

E eu não me sento à sombra da bananeira. A minha presença em alguns fora prova-o. Apoio activamente a heróica resistência iraquiana e regozijo-me com os  golpes crescentes que esta desfere na soldadesca ocupante...

A hora é de luta, nietzcheana ou não...contra a camonada bushista em todo o caso (só se perdem as que caiem no chão)... o que do ponto de vista da defesa dos valores democráticos é pedagógicamente muito interessante... :)
Título:
Enviado por: komet em Junho 25, 2004, 11:20:26 pm
A questão é que o objectivo agora passa por tentar estabelecer uma democracia no Iraque (talvez o modo de a impor seja menos democrático mas enfim..), mas com a actual disputa pelo poder dos vários grupos (que são denominados incorrectamente resistencia iraquiana, porque até parece que estão a defender o povo de alguma coisa) torna a coisa complicada, e saír neste momento é abandonar o país ao fundamentalismo islâmico, e dada a sua aparente preocupação com o povo iraquiano civil, não sei como pode consentir isso, mais uma vez parece-me irracional continuar a defender o que defende, e que o seu anti-americanismo (e a coligação nao é só USA) só demonstra que sente apenas ódio cego sem qualquer tipo de ponderação, e acaba por fazer figuras parvas porque defende o povo iraquiano achando que deviam ser entregues a um tipo de tirania muito mais implacável.

Isto  foi só para desenferrujar o teclado, porque ´sei que vou ser completamente ignorado para variar...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 25, 2004, 11:38:47 pm
Citação de: "komet"
A questão é que o objectivo agora passa por tentar estabelecer uma democracia no Iraque (talvez o modo de a impor seja menos democrático mas enfim..), mas com a actual disputa pelo poder dos vários grupos (que são denominados incorrectamente resistencia iraquiana, porque até parece que estão a defender o povo de alguma coisa) torna a coisa complicada, e saír neste momento é abandonar o país ao fundamentalismo islâmico, e dada a sua aparente preocupação com o povo iraquiano civil, não sei como pode consentir isso, mais uma vez parece-me irracional continuar a defender o que defende, e que o seu anti-americanismo (e a coligação nao é só USA) só demonstra que sente apenas ódio cego sem qualquer tipo de ponderação, e acaba por fazer figuras parvas porque defende o povo iraquiano achando que deviam ser entregues a um tipo de tirania muito mais implacável.


Ora nem mais. Mas enquanto eu vejo isso, o komet vê isso e todos os outros vemos isso, o senhor europatriota tende em não ver isso e, com base em comparações ridiculas, continua fiel à sua ( pseudo ) teoria.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 26, 2004, 11:17:58 am
Komet:

Você afirma que o objectivo agora é tentar estabelecer uma democracia no Iraque. Mas depois acrescenta:

Citar
e saír neste momento é abandonar o país ao fundamentalismo islâmico,


Quer dizer: você contradiz-se e acaba por confessar que o objectivo afinal não é tentar estabelecer uma democracia, mas exctamente impedi-la. De facto, todos sabem que se houver eleições livres quem ganhará por larga margem é aquilo que você chama "fundamentalismo islâmico", e designadamente Moqtada Al Sadr, que os EEUU consideram terrorista e pretendem abater... para manterem no poder Alawi, agente da CIA e traidor, que nem 0,1% dos votos pode conquistar...

E se os EEUU estão dominados por fundamentalistas protestantes (rednecks da Bible Belt) e judeus (pró-Likud e SSharon), porque razão não haveriam os iraquianos de poder escolher fundamentalistas islâmicos ? Podemos preferir outras opções políticas, mas, como democratas, temos de respeitar as escolhas dos outros povos quando elegem o governo DELES.

Ou você é como os gonçalvistas de 75, que, com apenas 12% dos votos, queriam impor a "democracia" deles aos restantes 88% ?
Título:
Enviado por: papatango em Junho 26, 2004, 02:40:17 pm
Entre um período de convulsão social e a estabilidade, tem que haver sempre um periodo de estabilização.

Isto é algo de simples de entender para a maioria das pessoas (embora claro, haja excepções).

Em Portugal, também existiu um periodo de estabilização, embora tal periodo, para as transformações que o país sofreu, tenha sido relativamente curto. Portugal foi capaz de votar numa eleição ocorrida apenas 1 ano após a revolução, porque o regime anterior era formalmente uma democracía parlamentar (embora todos saibamos que na realidade não o era).

Portanto, o sistema não sofreu uma alteração profunda. Essa é a razão pela qual, o periodo de transição foi relativamente curto, embora, só com a primeira revisão da constituição, com o fim do conselho da revolução, o periodo de transição tenha terminado.

A situação no Iraque é muito mais complexa, e correspondería em Portugal, a uma transição do absolutismo monarquico, para a democracía parlamentar. Numa situação como esta, não sería possível marcar eleições rapidamente, porque o sistema pura e simplesmente não funcionaría.

Em Angola, quando o MPLA e a UNITA chegaram a acordo e marcaram eleições, foi exactamente disto que me lembrei. As eleições foram marcadas para demasiado cedo, e o resultado foi uma eleição apressada, que resultou no que todos sabemos. É necessário cuidado. Muito cuidado, para evitar males maiores.

No Iraque a situação é complicada, e a juntar ás vitimas da guerra, há as vitimas dos terroristas, que são muito mais numerosas, e as vitimas de Saddam, que se contam na casa das centenas de milhar. Há demasiadas feridas, houve demasiados assassinios, demasiada brutalidade.

Sair do Iraque sería deixar o país nas mãos das SS-Chiitas e deixar o país cair no caos da orgia Taliban de morte, violação degradação, assassinio. Sería transformar o Iraque num novo Afeganistão. Matar os maridos, condenar as mulheres á prostituir-se ou a mendigar nas ruas para alimentar os filhos famintos.

É triste que haja gente que aceita tão facilmente a morte, a prostituição, o tráfico de droga dos fanáticos Taliban estrangeiros, o assassinio do proprio povo, pelos antigos carrascos de Saddam, agora elevados á condição de “patriotas” por gente de vistas curtas e “inteligência” duvidosa.

Quem é que ganharía com qualquer concessão aos terroristas?

Ganharíam os Taliban
Ganharíam os terroristas estrangeiros.
Ganharíam as seitas religiosas xiitas
Ganharíam as empresas de construção francesas, sempre prontas a colaborar.
Ganharía a Máfia russa, com um grande mercado para vender armas.
Ganharía a Máfia siciliana com acesso mais simples aos grandes campos de papoilas que imediatamente despontariam de forma patriótica nas margens do rio Eufrates.
Ganharíam os fanáticos Waabi, que transformariam novamente o Iraque num enorme campo de morte. Un enorme Auschwitz, sob a bandeira de Alá, fazendo lembrar a divisão SS criada na segunda guerra mundial por Heinrich Himmler.

Sim, não nos esqueçamos de que lado estiveram os fanáticos muçulmanos. Estiveram do lado dos Nazis. O anti-semitismo Nazi, juntou-se ao anti-semitismo muçulmano.

Isto são factos históricos (é chato não é ?).

Claro que para alguns, os factos não contam, nada, afinal isto do Iraque não passa de um enorme Big Brother, os factos, a razão e a História, são irrelevantes. Como diria a Teresa Guilherme, “isso agora não interessa nada”

Não é caso para ficarmos indignados
É apenas caso para sorrir. Sorrir de pena

Cumprimentos
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 26, 2004, 03:18:18 pm
Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá,blá, blá,
Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá,blá, blá,
Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá,blá, blá,
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Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá,blá, blá

Tanto blá-blá para "explicar" que os iraquianos (Nação mais antiga do mundo com mais de 4.ooo anos) ainda não estão "preparados para eleições"... :wink:

Já em Israel o fundamentalismo religioso judeo-nazi pode continuar no poder, embora à custa de excluir a maioria da população de jure do direito ao voto !!! :o
Claro, são o "Povo Eleito"... Já agora, eleito por quem ?

Entretanto a camonada fundamentalista lá vai empochando mais uns biliões em petróleo e assassinando mais umas centenas de iraquianos... e alguns candidatos dados como favoritos nas sondagens...
Título:
Enviado por: emarques em Junho 26, 2004, 03:42:36 pm
Citar
SSharon

Ao contrário do que lhe possam ter dito, A repetição incessante de uma afirmação não a torna mais verdadeira. E a repetição incessante de uma piada não a torna mais engraçada (o George Bush parece que também partilha da crença da repetição). Por isso gostava de lhe pedir que parasse de usar o "trocadilho" acima. É que acaba por fartar...

Citar
Pergunta apenas por algumas dezenas que foram ontem mortas em atentados da resistência. Já reparou que eram quase todos "polícias" ao serviço e pagos pelo ocupante ?

Continuo a achar muito interessante como as forças da coligação com bombas guiadas por laser e GPS e "munições inteligentes" de todo o tipo nunca consegue acertar num único inimigo (são todos civis inocentes vítimas do imperialismo) enquanto os valentes combatentes iraquianos, usando apenas bombas artesanais na beira da estrada e carros-bomba nunca acertam num único civil inocente. É realmente curioso. A indústria armamentista americana tem que estudar melhor o conceito de explosivos largados à toa, porque parecem ser muito mais precisos que tudo o que eles produzem...

Alguns excertos de uma notícia sobre um atentado em Bagdade:

Citar
Car bomb kills 35 in Baghdad

BAGHDAD, Iraq (CNN) -- At least 35 people were killed and 145 others wounded Thursday morning in Baghdad when an apparent suicide car bomber targeted an Iraqi army recruitment center, the Iraqi Health Ministry said.

(...)

None of the 175 would-be recruits lined up inside the facility's gate was killed or injured, and there weren't any American or Iraqi army casualties, (...)

A white sport utility vehicle -- apparently packed with artillery rounds -- detonated outside the Iraqi Civil Defense Corps center, Murray said.

Most of the wounded were on a bus traveling near the vehicle when it exploded around 9 a.m. (1 a.m. ET), he said.

Murray said the casualties were "innocent civilians that just happened to be on the street when this bomb went off."(...)

Mas claro que isto é tudo um complot da CNN, na verdade todas essas pessoas no autocarro eram perigosos colaboracionistas.

Citar
La veille, dans l'ouest de Bagdad, une voiture piégée a explosé dans le quartier de Harthiyah, faisant au moins quatre morts et 21 blessés, selon des témoins et des sources médicales. L'explosion s'est produite près de la maison d'un ex-dirigeant du parti Baas, Naïm Haddad, qui a été blessé ainsi que sa femme et ses trois enfants.


Mais um grupo de malvados colaboracionistas... Os filhos do homem eram de certeza espiões a soldo dos americanos.

Além disso, não é suposto os resistentes serem polícias iraquianos fora de serviço? Porque é que andam a tentar matar possíveis recrutas? Será para desviar as suspeitas dos americanos?
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 26, 2004, 03:57:12 pm
Caro europatriota, penso que este post do emarques foi bastante elucidativo.

Agora, de uma forma muito sucinta responda-me: condena e lamenta estas mortes civis? Como as caracteriza? Danos colaterais? Danos necessários?

Respeitosamente,
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 26, 2004, 07:02:01 pm
Caros emarques e Ricardo Nunes:

"SSharon" não é uma piada nem um trocadilho, infelizmente. Designa de  de forma abreviada o carniceiro de Sabra e Chatila, Jenin e Gaza, um criminoso de guerra, um porco nazi. O que se poderia (se houvesse argumentos...) era questionar a justiça intrínseca da qualificação. Mas como é evidente que a designação é correcta e não é contestada não vejo nenhuma razão para a alterar... Seria traição à luta dos palestinianos, com a qual mais de 80% dos cidaãos europeus são solidários. Se isso chateia alguém, tant pis...

Não defende a criminosa criatura um regime de apartheid onde a maioria palestiniana (7milhões) não tem direito de voto (a não ser 1,2 milhões, e se não se reproduzirem muito...), sendo a maioria expulsa de terras e casas suas e perseguida e massacrada de campo de refugiados em campo de refugiados, confinada a guettos isolados um dos outros, sem poder trabalhar, comerciar, estudar, etc. ? Não defende esse nazi que os judeus são um "povo eleito" a quem o seu deus privativo concede terras roubadas  aos sub-homens palestinianos? Não chama SSharon, como os nazis, os resistentes palestinianos à ocupação,  "terroristas" ? Não ordena aos snipers das SS Tsahal atirar à cabeça das crianças que atiram pedras aos tanques, tendo já sido mortas 500, só na II Intifada ? Portanto, sobre o bandalho SSharon, estamos conversados...

Até porque se você invoca o nome desse terrorista ( que só os EEUU apoiam na ONU...) sem denunciar os seus crimes, e parecendo apenas chocado com a qualificação de nazi do mesmo, perde toda a autoridade moral para fazer qualquer reparo sobre o Iraque ou outro país...
Título:
Enviado por: komet em Junho 26, 2004, 07:02:25 pm
Citar
Caro europatriota, penso que este post do emarques foi bastante elucidativo.

Agora, de uma forma muito sucinta responda-me: condena e lamenta estas mortes civis? Como as caracteriza? Danos colaterais? Danos necessários?

Respeitosamente,

Só precisa de ler a resposta dele ao meu post, para perceber que o povo iraquiano quer ser dominado, massacrado, torturado por um sistema "político" pro-fundamentalista, é nesses que as pessoas vão votar!!! E é assim que o nosso amigo os quer ver, e viveram felizes para sempre. (ou n)

Citar
De facto, todos sabem que se houver eleições livres quem ganhará por larga margem é aquilo que você chama "fundamentalismo islâmico",


europatriota, já ouviu falar em propaganda? Seria no mínimo interessante ver a sua reacção, se os EUA saíssem e daqui a uns meses se vissem imagens na tv de execuçoes em massa de suspeitos de colaboracionistas através da Al'Jazeera, o estrangulamento ao desenvolvimento económico do país a provocar ainda mais pobreza, fome, doenças, mais tarde teria pessoas a implorar aos EUA para IMPOR uma democracia no país, não tenha minima dúvida meu amigo  :wink:

Na prática é tão simples como isto. Se numas eleições futuras, com a coligação fora do Iraque, ganharem os fundamentalistas islãmicos, o problema é deles, porque aí sim, acredito na democracia. Votar em tempo de activa propaganda de guerra... é como decidir naquele momento se devo dar um muro ou não a alguem q me acabou de cuspir cara, é preciso pensar a frio...
Se eu fosse iraquiano, e um familiar meu fosse morto numa troca de tiros ou bombardeamentos, naturalmente teria um ódio mais um menos como o seu e nunca votaria em nada que tivesse a ver com os americanos, e claro que os meus camaradas fundamentalistas usariam essa morte para me crescer o ódio aos americanos... acredita na democracia como a temos no ocidente quando as pessoas estão tão influenciaveis? Eu não. Imponha-se uma democracia, e depois, logo se vê.

Com tudo isto tenho a impressão de me estar sempre a repetir outra vez lol...
Título:
Enviado por: komet em Junho 26, 2004, 07:06:31 pm
Citar
SSharon" não é uma piada nem um trocadilho, infelizmente. Designa de de forma abreviada o carniceiro de Sabra e Chatila, Jenin e Gaza, um criminoso de guerra, um porco nazi.


Um dos poucos assuntos em que concordo consigo.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 26, 2004, 07:41:38 pm
Caros emarques e Ricardo Nunes:

Quanto aos atentados da resistência à ocupação ilegal pelos cruzados aliados dos sionistas-genocidas de palestinianos:

Referia-me aos antentados da véspera, dirigido contra esquadras da polícia colaboracionista (só em Mossul foram mortos 60 em 5 esquadras..). A citação feita no seu post refere-se a outro atentado em que morreram 35 candidatos à incorporação no exército fantoche, em Bagdad. Li muitas notícias sobre esses atentado e todas confirmavam que não morreram americanos, nem membros do exército fantoche, mas apenas candidatos à incorporação neste que formavam uma longa fila na rua. Mas não vou entrar na discussão de cada concreto atentado. Não nego que haja já muitas mortes colaterais, mas em numero insignificante em comparação com as causadas pelo ocupante.

E não me venham com ironias a propósito da precisão dar armas americanas. Mesmo com armas precisas é preciso "intelligence", informações correctas, e os americanos não as têm, porque são detestados e mesmo com milhões de dólares de prémios (que não pagam) e torturas nazis sobre prisioneiros, a camonada não sabe nada do adversário e por isso atira indiscriminadamente sobre bairros inteiros (como em Fallujah) com as suas armas "precisas" causando massacres... Ainda ontem foram mais 25 em Fallujah...

O que é preciso salientar é que não há dois beligerentes no Iraque em posição de igualdade jurídica. Não, um (EEUU e caniches) é ocupante, criminoso de guerra, ladrão de petróleo, genocida e violador ostensivo da legalidade internacional. Outro, a resistência iraquiana e pan-árabe, é constituído por forças legítimas de patriotas que lutam ao abrigo do direito internacional contra a soldadesca ocupante, os mercenários yankees. Logo, TODAS as mortes causadas pelo invasor ilegal configuram crimes de guerra, sejam as vítimas militares, sejam civis. E são muito mais numerosas (entre 20 a 30 vezes superiores às causadas pela resistência...).

E as baixas causadas pela resistência são todas legítimas, porque a sua luta é legal. Nomeadamente, os calaboracioinistas são traidores e só podem merecer a morte. Foi assim também na Europa em 1945: não só em França, Itália, Jugoslávia e Rússia foram executados milhares de "collabos". Até nas pacíficas Bélgica, Noruega (Quisling & C.ª) e outros países ocidentais houve dezenas de fuzilamentos. Como podemos criticar os iraquianos por aplicarem a mesma regra ?

Em conclusão: a resistência, necessariamente legítima,  não tem que se justificar, embora os escassos danos colaterais sejam sempre lamentáveis. Não se deve cair em  manipulaçoes buxistas: são os buxistas que têm de responder (no TPI) pelos cerca de 30.000 crimes de guerra que cometeram na sua guerra criminosa no Iraque. A resistência tem apenas que continuar a cumprir o seu dever patriótico: libertar a terra iraquiana dos cruzados bushistas... abatendo o maior número possível deles (o mesmo se diga em relação aos "profiteurs de guerre" que acorrem ao Iraque para humilharem o povo ocupado e auferirem ordenados milionários... autênticos abutres, como o coreano chorão...).

Não vamos pois inverter papeis. Os réus são os buxistas, não a resistência.. :wink:
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 26, 2004, 08:03:20 pm
Caro europatriota, estou feliz consigo. Fez-me mandar uma grande gargalhada. Há muito tempo que alguém não me fazia rir assim - não de piada, mas de desprezo e pena.

A razão? É esta:

Citar
E as baixas causadas pela resistência são todas legítimas, porque a sua luta é legal.


Esta sua frase é simplesmente única. Impressionante. Digna de constar nos anais da história e na página de qualquer prefácio de um livro de Rui Zink.

Claro. São todas legítimas. A resistência agora decide executar 2000 civis à queima roupa, sem qualquer razão, e você caracterizava tais mortes como justificáveis.
Aliás, sendo assim, e como eu tenho direito de lutar pela minha casa e minha propriedade, vou matar todos os meus vizinhos porque o meu direito a auto-defesa é legal e, quem sabe, eles não vão trabalhar para os seus "amigos" bushistas.

Tenha juízo! Informe-se, cultive-se ou faça o que entender. Mas prometa-me uma coisa - não volte a escrever "pérolas" dessas ou eu ainda morro de tanto rir.  8)

Com os meus melhores e mais sinceros cumprimentos,
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 26, 2004, 08:08:04 pm
Caro Komet:

Não sejamos tão pessimistas: Al Sadr ganhará porque pertence ao grupo maioritário (Chiita) e porque se portou como um herói face ao ocupante. Tem razão, neste momento os iraquianos votarão em massa no que fôr mais corajoso na resistência à ocupação. E trucidarão, se puderem, os bandalhos do governo fantoche (que deverão fugir antes nos helis dos patrões...). Mas não haverá após a vitória repressão em massa sobre os simples polícias e soldados do exército fantoche, porque todos sabem que o fizeram sobretudo para terem algum dinheiro...

E depois nem todos os "fundamentalistas" são como os talibans. A Turquia também tem um governo "fundamentalista" e vai entrar para a UE... mesmo o Irão, mera semi-democracia, já não é a barbaridade de há 20 anos... E os iraquianos estão fartos de ditadores assassinos. Al Sadr viu o seu pai e outros familiares serem executados por Saddam...
Logo, quando o foco de perturbação (soldadesca ocupante e caniches) deixar o país, tudo se normalizará rapidamente. Mas enquanto um só soldado ocupante pisar o Iraque, haverá maca e da grossa...
Título:
Enviado por: papatango em Junho 26, 2004, 08:41:36 pm
Citação de: "somebody"
Não sejamos tão pessimistas: Al Sadr ganhará porque pertence ao grupo maioritário (Chiita) e porque se portou como um herói face ao ocupante

O Bandido e bandoleiro AlSadr, deixará as armas, logo que o preço adequado seja pago. É naturalmente mais um árabe corrupto abandalhado e vendido, que quando o preço certo for bom, deixará as armas e passará a dedicar-se ao negocio das papoilas ou da prostituição, como bom mafioso que é. Estou certo que há aí muito apoiante dele, que dara "algo" e oito tostões para colaborar no negócio.

Citação de: "somebody"
Mas não haverá após a vitória repressão em massa sobre os simples polícias e soldados do exército fantoche, porque todos sabem que o fizeram sobretudo para terem algum dinheiro...
Após a vitória da democracía, naturalmente que não. Se os terroristas ganhassem, claro que matariam quem encontrassem pela frente, como fizeram quando os Taliban traficantes de droga chegaram ao poder no Afeganistão. As formas preferidas foram a forca, mas também houve milhares de balas na cabeça e cabeças decepadas.

Com o hábito que os nossos amigos terroristas estão a ganhar por serrar as cabeças, provavelmente será assim que os Taliban pretendem serrar as cabeças dos Iraquianos, desde as crianças aos velhos, como é seu timbre e tradição histórica. Vide Saddam.


Citação de: "somebody"
E depois nem todos os "fundamentalistas" são como os talibans. A Turquia também tem um governo "fundamentalista"  
Todo o fundamentalismo é por definição assassino, cruel, destuidor, violador, corrupto, reles e canalha, não necessáriamente por esta ordem.

Defender o fundamentalismo é defender a morte, a destruição a violação, o assassinio, o julgamento sumário, a miséria e a estupidez.

Se a Turquia é fundamentalista, eu aqui oficialmente me declaro Com Com... Comun.
Isso que vocês sabem.
Vá a Ankar ou a Istambul e depois fale, por exemplo quando vir o que estão a fazer os Turcos com a igrueja de Haja Sofia.

Meu Deus, ao que pode chegar a falta de conhecimento. A incultura é inimiga do raciocinio são.


Citação de: "somebody"
Logo, quando o foco de perturbação (soldadesca ocupante e caniches) deixar o país, tudo se normalizará rapidamente
Será uma normalização que se medirá na proporção directa dos assassinios.

Considerando a composição étnica do Iraque e mesmo que os terroristas tivessem muitos iraquianos do seu lado, provavelmente o numero de assassinios levados a cabo pelos terroristas nunca sería inferior a um milhão de mortos.

O que certa gente quer é que aconteça o mesmo que em Timor depois de referendo ou no Ruanda, saiam, saiam depressa, para que possamos matar chacinar e violar á vontade. Para calar um país, a unica forma conhecida e MATAR, MATAR e MATAR, de que maneira for.

Já sabemos que por estes lados haverá seguramente "gente" que se oferecerá de bom grado para pegar um aviãp aos berros de Alah o Akbar, e ir com um facão para o Iraque cortar cabeças a quem quer que seja que apareça pela frente.

Blargh
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 26, 2004, 09:15:53 pm
"Somebody" esqueceu-se de tomar as comprimidos... :)
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 26, 2004, 10:53:02 pm
Citação de: "europatriota"
"Somebody" esqueceu-se de tomar as comprimidos... :)


Vá europatriota, vá lá tomar o seu Prozac que já está na hora!
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 26, 2004, 11:07:21 pm
TSF

Citar
IRAQUE
Atentado em Hilla faz 17 mortos e cerca de 40 feridos
Uma bomba explodiu na cidade iraquiana de Hilla, acerca de cem quilómetros a sul de Bagdad, e causou 17 mortos civis e cerca de 40 feridos. A informação foi adiantada pelo general norte-americano Mark Kimmit, no Iraque.
 
( 20:29 / 26 de Junho 04 )

 
 
 
O alto responsável militar da coligação no Iraque afirmou que «as suspeitas indicam que terá sido uma viatura armadilhada e o balanço do atentado está actualmente em 17 mortos e 40 feridos».

Um porta-voz da coligação, o tenente Robert Strzelecki, confirmou também que «a explosão se deu às 20:45 locais [17:45 em Lisboa], perto da antiga mesquita Saddam, em Hilla», uma cidade na região sob comando polaco.
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 26, 2004, 11:08:59 pm
Citação de: "Fábio G."
TSF

Citar
IRAQUE
Atentado em Hilla faz 17 mortos e cerca de 40 feridos
Uma bomba explodiu na cidade iraquiana de Hilla, acerca de cem quilómetros a sul de Bagdad, e causou 17 mortos civis e cerca de 40 feridos. A informação foi adiantada pelo general norte-americano Mark Kimmit, no Iraque.
 
( 20:29 / 26 de Junho 04 )

 
O alto responsável militar da coligação no Iraque afirmou que «as suspeitas indicam que terá sido uma viatura armadilhada e o balanço do atentado está actualmente em 17 mortos e 40 feridos».

Um porta-voz da coligação, o tenente Robert Strzelecki, confirmou também que «a explosão se deu às 20:45 locais [17:45 em Lisboa], perto da antiga mesquita Saddam, em Hilla», uma cidade na região sob comando polaco.


Baixas legítimas segundo o nosso amigo europatriota.  :roll:
Título:
Enviado por: emarques em Junho 26, 2004, 11:30:31 pm
Citação de: "europatriota"
"SSharon" não é uma piada nem um trocadilho, infelizmente. Designa de  de forma abreviada o carniceiro de Sabra e Chatila, Jenin e Gaza, um criminoso de guerra, um porco nazi. O que se poderia (se houvesse argumentos...) era questionar a justiça intrínseca da qualificação. Mas como é evidente que a designação é correcta e não é contestada não vejo nenhuma razão para a alterar... Seria traição à luta dos palestinianos, com a qual mais de 80% dos cidaãos europeus são solidários. Se isso chateia alguém, tant pis...


Quanto ao Sharon ser ou não um grandecíssimo ... a-hã, não discuto, tem razão. A política do governo israelita é desastrosa e injusta (além de muitos outros epítetos que se lhe podiam dirigir). E o que é trágico é que o Sharon não é o mais radical do partido dele... Agora, quanto ao "SSharon", não é a designação correcta porque não é esse o nome do homem. Como tal, é um trocadilho, e não precisa de estar sempre a fazê-lo. A primeira vez que alguém o usou até terá sido bem metido, mas agora é simplesmente uma piada gasta que toda a gente repete. Não seja o "Cassette Europatriota", seja o europatriota (tout court, na mesma maré francófona).

Quanto à forma abreviada, Sharon é ainda mais curto, e acho que ninguém vai achar que se está a referir à Sharon Stone... Mas não lhe chame nazi. Chame-lhe "Likudista", que penso que daqui a alguns anos será um nome com tão má fama como "nazi".

Quanto às vítimas do tal atentado, repare na frase "None of the 175 would-be recruits lined up inside the facility's gate was killed or injured, and there weren't any American or Iraqi army casualties, (...)". Ou seja, a maior parte, senão todas as vítimas do atentado eram civis que estavam ali por acaso.

E quanto à justificação de que as vítimas dos atentados resistentes são justificadas pela causa da luta... :roll:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 27, 2004, 12:16:49 pm
Mossad ataca no Iraque...

Há dias li na Internet um extenso artigo sobre as actividades da MoSSad (desculpem, mas a palavra tem mesmo dois SS, eles lá sabem porquê...) no Iraque. Aparentemente, e vendo que os seus pupilos camones se estão a enterrar no pântano, a malta da Mossad resolveu pôr em pratica a sua própria agenda para o Iraque  pós-Bush...

É claro que estão lá presentes desde o início. A Mossad tem muito mais experiência do Médio Oriente do que os rednecks camones. Como semitas, não se distinguem dos semitas árabes e muitos falam perfeitamente o árabe, língua próxima do hebraico...

Ora segundo o artigo, "o povo eleito" elegeu o Curdistão iraquiano como base de operações para toda a região. A partir daí monitorizam tudo o que se passa no Irão e Síria (neste país estão por detrás da recente rebelião de curdos). O seu plano é impedir o Iraque de se transformar na maior potência árabe, como já foi no passado (o Iraque sempre foi considerado a Prússia árabe, e já Saladino, o vencedor dos cruzados no séc. XI era iraquiano...) e por isso apostam em força no separatismo curdo, tanto mais que as relações com a Turquia, fortemente oposta a tal projecto, esfriaram ultimamente...

E apostam também na guerra civil iraquiana entre sunitas e chiitas. Daí, não ser preciso ser bruxo para deduzir que o ataques como o de ontem em Hilla (23 vítimas) junto a uma mesquiata chiita, tal como muitos outros na zona chiita (lembro-me do maior, com seis bombas em, Karbala, durante a pregrinação anual) são obra da Mossad. A prova de que os americanos são mesmo incapazes de proteger os iraquianos dos terroristas internacionais da Mossad...

Mais uma prova de que só haverá paz no Médio Oriente quando a Nação árabe liquidar de vez os nazi-sionistas e as suas AMD's, o seu apartheid e a sua ideia de um Reich dos mil anos (Eretz Israel) para o "Povo Eleito"... :o

A Palestina será laica, democrática e habitada em paz por crentes das três religiões do Livro, segundo o princípio "one man, one vote". Claro que democracias a sério não interessam aos EEUU, meras marionettes da judiaria nazi-likudista interrnacional...
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 27, 2004, 12:26:55 pm
TSF

Citar
VIOLÊNCIA
Iraque a «Ferro e Fogo»
Ontem, pelo menos 23 pessoas morreram e 58 ficaram feridas em Hilla, 100 quilómetros a sul de Bagdad, durante a explosão de uma viatura armadilhada. Já hoje, duas explosões abalaram hoje de manhã a Zona Verde de Bagdad.
 
( 09:51 / 27 de Junho 04 )

 
 
 
Pelo menos 23 pessoas morreram e 58 ficaram feridas em Hilla, 100 quilómetros a sul de Bagdad, durante a explosão de uma viatura armadilhada, informou hoje o hospital local e o Ministério da Saúde iraquiano.

Este balanço é diferente do avançado hoje pelo comando militar norte-americano que dava conta de 40 mortos e 22 feridos em resultado daquele atentado.

Segundo o director do hospital de Hilla, Mohammad Dhia Bayram, estão registados 23 mortos e 58 feridos, alguns dos quais em estado muito grave e que poderão aumentar o número de mortos.

Estas informações foram confirmadas por um responsável do Ministério da Saúde em Bagdad que centraliza os dados sobre vítimas de atentados, Chihab Ahmad.

A viatura armadilhada explodiu numa zona comercial sem qualquer presença de elementos da força de ordem iraquiana e de soldados da coligação liderada pelos Estados Unidos, indicaram alguns populares.

Duas explosões na Zona Verde

Duas explosões abalaram hoje de manhã a Zona Verde, o perímetro de segurança no centro de Bagdad onde se encontra o quartel-general da coligação liderada pelos Estados Unidos, segundo jornalistas da agência francesa AFP.

As duas detonações foram ouvidas pouco depois das 11:15 (08:15 em Lisboa) e uma coluna de fumo branco elevou-se do interior do perímetro, ao nível da porta chamada dos Assassinos, próxima da ponte Al-Jumhuriyah sobre o Tigre.

Ignora-se até ao momento a origem das explosões.
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 27, 2004, 12:59:22 pm
Citar
E apostam também na guerra civil iraquiana entre sunitas e chiitas. Daí, não ser preciso ser bruxo para deduzir que o ataques como o de ontem em Hilla (23 vítimas) junto a uma mesquiata chiita, tal como muitos outros na zona chiita (lembro-me do maior, com seis bombas em, Karbala, durante a pregrinação anual) são obra da Mossad.


Impressionante. Como lhe falta a argumentação que lhe sempre faltou ( pois contra factos não existem argumentos ) o senhor apressa-se a defender os seus amigos "terroristas" e a mandar as culpas para o seu eterno inimigo - os isrealitas.

O que ignorantemente o senhor não entende é que é do interesse de Israel a presença de um estado arábe democrático tal como a Jordânia.

Até que me apresente provas concretas, e não me basta um citação sua do género "não é preciso ser bruxo" que apenas representa a sua opinião deturbada dos factos, e eu já entendi que sobre Médio Oriente até os meus 2 cães ( lindos meninos ) estão mais bem informados que o senhor, eu vou ter de simplesmente continuar com a mesma reacção de sempre: impressionado. Impressionado com a sua falta de caracter, falta de visão, falta de bom senso e, acima de tudo, falta de humildade de reconhecer que por vezes também está errado e que os seus "paladinos" são assassinos que lutam, não pelo povo, mas pelo poder no país.

Saudações,
Título:
Enviado por: Luso em Junho 27, 2004, 01:59:46 pm
Oh mui nobre Europatriota!

Eu escutei a voz da razão que emana de si!
Eu serei de hoje em diante um paladino da Paz Perpétua Kantiana!
E estou certo que os meus amigos deste fórum também - VERDADE??!
Como foi possível termos sido tão cegos durante tanto tempo????


- Viva a Paz Perpétua Kantiana!!!!!!
- Viva a PPK!!!!
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 27, 2004, 02:04:49 pm
Boa piada, ó Ricardo !

Citar
é do interesse de Israel a presença de um estado arábe democrático tal como a Jordânia
:lol:  :)

2) 2ª piada: o interesse de Israel é a presença de estados árabes democráticos ? Essa é boa !  :lol:  :lol:
Então se Israel/Palestina é um país em que a maioria é árabe (8 milhões) e é privada do voto e do direito de residência por uma minoria racista, apartheidesca e fundamentalista de religião judaica...

Por que não começa Israel por estabelecer uma democracia no seu território fazendo eleições abertas a todos os residentes de jure segundo o princípio "one man, one vote", o que implicaria  que a maioria demográfica árabe chegasse ao poder ? Sim, Israel deve começar por democratizar-se e transformar-se, assim, numa verdadeira democracia laica (de maioria árabe) ? Parece que você percebe tanto do Médio Oriente como eu de chinês... Peça lições aos seus cães..

Mas, por favor, não me faça rir tanto... o médico disse-me que tenho uma úlcera... e se for preciso peça ao "somebody" alguns comprimidos...  8)
Título:
Enviado por: Luso em Junho 27, 2004, 02:24:12 pm
Jovem Ricardo!
Eu já lhe falei dos amanhãs radiosos, iluminados pela Paz Perpétua Kantiana?
Se não, temos que falar!!!
Ouve com atenção, meu jovem, as palavras do Profeta!
Falai, oh Europatriota!!!
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 27, 2004, 02:56:29 pm
Citação de: "Luso"
Jovem Ricardo!
Eu já lhe falei dos amanhãs radiosos, iluminados pela Paz Perpétua Kantiana?
Se não, temos que falar!!!
Ouve com atenção, meu jovem, as palavras do Profeta!
Falai, oh Europatriota!!!


Caro Luso, já sinto dentro de mim um poder inexplicável! Foram as palavras do grande profeta que me tocaram no coração!
Como pude ser assim tão cego durante tanto tempo?  :wink:  :roll:
Não me parece algo viável.
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 27, 2004, 02:58:24 pm
Ah! Já me esquecia! Então sempre tomou o Prozac?  :wink:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 27, 2004, 04:22:22 pm
Caro Ricardo:

Negativo, terá que se contentar com a minha intuição...  Afinal, quem é o profeta ? :) Mas, o argumento "a quem aproveita o crime" não costuma falhar...além de que os sionistas são mestres em terrorismo, desde os tempos da Hagganh, Irgun e Stern... Que o digam os ingleses que até enforcaram alguns...por terrorismo...

E, depois,  é impossível obter uma confirmação da Mossad. Eles nem sequer confirmam o que toda a gente já sabe há 40 anos: que eles têm AMD'S...

P.S. Para o  Prozac , é melhor dirigir-se ao seu amigo "somebody"... a não ser que ele já tenha engolido os comprimidos todos. Há mais de 24 horas que se acalmou...
Título:
Enviado por: Luso em Junho 27, 2004, 04:41:18 pm
Europatriota, o nosso Querido Líder!
Europatriota, o Profeta da Luz!
Europatriota, o Filho Consubstancial ao Pai!
Kant é nosso Pai e Europatriota o seu Profeta!

- Europatriota o Akbar!!!

 :Bajular:  :Bajular:  :Bajular:  :Bajular:
Título:
Enviado por: Luso em Junho 27, 2004, 04:44:58 pm
"Agora mais a sério:
Caro europatriota, ainda estou à espera que me apresente as provas em que baseou as suas afirmações. Ou devo confiar simplesmente na sua intuição?  
Não me parece algo viável."

Ricardo, oh Jovem vibrante e viril!!
Tem fé!
O Paraíso está à tua frente! Não rejeites Kant e Europatriota - o seu profeta!

- Kant o Akbar!
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 27, 2004, 04:56:02 pm
Citação de: "europatriota"
Negativo, terá que se contentar com a minha intuição...  


Então peço desculpa pois não considero a sua intuição uma verdade universal. Tento reger-me por factos concretos nas opiniões que emito, não em intuições.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 27, 2004, 05:00:17 pm
Ricardo, deixa-te guiar pela Luz!
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 27, 2004, 05:28:38 pm
Citação de: "Luso"
Ricardo, deixa-te guiar pela Luz!


 :lol:
Título:
Enviado por: papatango em Junho 27, 2004, 06:55:10 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg13.photobucket.com%2Falbums%2Fv39%2Fpapatango%2FSaef.jpg&hash=821863c508eb2584fc674d26272cd7c6)
Título:
Enviado por: komet em Junho 27, 2004, 07:55:46 pm
LOL
Este papatango  :lol:  :lol:  :twisted:  :twisted:
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 27, 2004, 09:01:21 pm
Caro papatango, 5 estrelas.

 :lol:  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: Luso em Junho 27, 2004, 09:24:10 pm
Esse número é o da semana passada...
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 27, 2004, 11:10:27 pm
Caro Papatango:

Tenho de reconhecer que você é um artista e tem muita imaginação.
Cumprimentos
JLRC
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 01:39:31 am
Papatango, essa matou-me! :rir:  :lol:

Cumprimentos ,
Flash
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 28, 2004, 09:08:53 am
Há progressos no Iraque: a coboiada US agora já dá treino à Resistência !!! Bravo ! :nice:

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New Iraqi police fight US troops who trained them

By Damien McElroy in Baghdad

06/27/04 "The Telegraph" -- With american fighter jets and helicopters buzzing the skies overhead, an officer in Iraq's new police force approaches a group of fighters on Fallujah's front lines with an urgent call to arms.

"I need a man who can use an RPG," says Omar, who wears the uniform of a first lieutenant. Four hands shoot up and a cry rings out: "We are ready." He chooses a young man, Bilal, and they drive to an underpass on the outskirts of the city.

There, on Highway One, an American Humvee is driving east. Bilal aims and fires his rocket propelled grenade, turning the vehicle into a smoking, twisted, metal carcass. The fate of its occupants is unknown.

First Lt Omar is sworn to uphold the law and fight the insurgency that threatens Iraq's evolution into a free and democratic state. Instead, he is exploiting his knowledge of US tactics to help the rebel cause in Fallujah.

"Resistance is stronger when you are working with the occupation forces," he points out. "That way you can learn their weaknesses and attack at that point."

An Iraqi journalist went into Fallujah on behalf of the Telegraph on Wednesday, a day on which an orchestrated wave of bloody rebel attacks across the country cost more than 100 lives.

Inside the Sunni-dominated town, he met police officers and units of the country's new army who have formed a united front with Muslim fundamentalists against the Americans, their resistance focused on al-Askeri district on the eastern outskirts of the town.

That morning, US marines had taken up "aggressive defence" positions on one side of Highway One. On the other side, militant fighters were dug in, ready for battle.

Their preparations were thorough. Along the length of a suburban street in al-Askeri, they had dug foxholes at the base of every palm tree. Scores of armed men lined the streets. Most had scarves wrapped around their heads but others wore the American-supplied uniform of Unit 505 of the Iraqi army, and carried US-made M-16 rifles. Yet more were dressed in the olive green uniforms worn by Saddam Hussein's armed forces. Since April, when a US offensive failed to crush an uprising by Islamic fighters and Ba'athist loyalists, Fallujah has been effectively a no-go area for American troops.

A newly formed, 2,000-strong force known as the Fallujah brigade, led by a Saddam-era general, Mohammed Latif, was supposed to disarm the rebels. Instead, the town remains a hotbed of resistance. Now, once again, US military pressure is being brought to bear.
 
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 28, 2004, 09:17:42 am
A visão bushista da democracia: TORTURAR TAMBÉM É DEMOCRÁTICO ! :amazing:

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’Torture in a good cause’
by Ignacio Ramonet

“The United States is committed to the worldwide elimination of torture and we are leading this fight by example. I call on all governments to join with the US and the community of law-abiding nations in prohibiting, investigating, and prosecuting all acts of torture and in undertaking to prevent other cruel and unusual punishment”
President George Bush, Washington Post, 27 June 2003

THE trap of colonial war is closing on the invading forces in Iraq. Like French troops bogged down in an earlier era in Algeria, the British in Kenya, the Belgians in the Congo, the Portuguese in Guinea-Bissau and the Israelis today in Gaza, US armed forces are now realising that crushing military superiority is not enough to save them from hostage-taking, ambushes and other deadly assaults. For soldiers on the ground the occupation of Iraq is fast becoming a descent into hell.

The characteristics of colonial war are usually arrogance on the part of the occupiers, who believe that they belong to a superior race (more civilised, more advanced), are contemptuous of the colon-ised and sometimes refuse to admit that the colonised are even human (1).

This colonial sense of superiority all too easily leads occupying forces, in the name of some higher sacred mission - defending good against evil, protecting civilisation, defending democracy - into disproportionate use of force. In Falluja in April, for example, US forces were intent on punishing those who had mutilated the bodies of four security guards killed in an attack. The forces bombarded civilian residential areas and killed 600 people, including many children.

In this context the US broadcast network CBS decided to break the media silence. In its programme, 60 Minutes II, on 28 April, it showed the first photographs of the savage treatment of Iraqi prisoners by US jailers in Abu Ghraib. These trophy images shocked the world. The report was proof that torture was happening in Iraq. The programme was ready at the start of April, but Pentagon pressure delayed its broadcast for three weeks. The chairman of the US joint chiefs of staff, General Richard Myers, personally contacted anchorman Dan Rather and asked him to postpone the programme, arguing that it would endanger the lives of the troops in the "battle of Falluja".

There was official pressure to get the broadcast cancelled. Only when CBS heard that the journalist Seymour Hersh (2), working for the New Yorker magazine, was planning to publish fresh photographs alongside extracts from a damning report prepared by General Antonio Taguba (3) did the network decide to go ahead.

Initially the media had complied with US government instructions that banned pictures of dead US soldiers in Iraq (4) and the media had also censored such pictures on the basis that they were "not very patriotic". Fox News host Bill O’Reilly said: "By using those graphic images of the torture, CBS has given the enemies of America a powerful weapon. And that’s disturbing."

President Bush went on air to announce that he was shocked. The defence secretary, Donald Rumsfeld, stepped forward to deny all prior know ledge of these practices. Both blamed the excesses on a few black sheep. They were lying. Just as they had lied about the weapons of mass destruction and Saddam Hussein’s supposed relations with Osama bin Laden.

The brutality against Iraqi prisoners was public knowledge. Besides Taguba’s report, both the International Committee of the Red Cross and Amnesty International had reported on systematic brutality in accounts that had been circulating for months. As early as December 2002 the Washington Post (5) had revealed that prisoners accused of belonging to al-Qaida had been held in inhuman conditions by the US at Bagram airbase in Afghanistan and had been tortured. Some had died as a result of their maltreatment.

Other prisoners had been sent to secret prisons on the island of Diego Garcia or to friendly countries - Egypt and Jordan - known for torture. Around 600 prisoners, whose identities are still unknown, were sent to Guantanamo Bay, where Red Cross inspectors are still denied access; Guantanamo tested the techniques subsequently extended to occupied Iraq. An officer in charge of the prisoners said: "If you don’t violate someone’s human rights some of the time, you probably aren’t doing your job." In a discussion of the treatment of prisoners J Cofer Black, head of the CIA counter-terrorism centre, said succinctly: "There was a before 9/11, and there was an after 9/11. After 9/11, the gloves come off." This climate of legitim acy and impunity opened the way to general brutality against Iraqi prisoners. "Torturing in a good cause" is now seen as a grim exploit that merits souvenir photos. If only to remind those involved that colonial wars are always immoral.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 28, 2004, 10:07:56 am
BuSSh, tal como o seu modelo, Hitler, defende um novo tipo de guerra sem respeito pelo "obsoleto" direito internacional ! Heil BuSSh !
Eis a prova. Compare e veja se descobre diferenças... :o

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Bush and Hitler: What The 'Torture Memos' Reveal

by Edward Spannaus

06/27/04 -- In the Spring of 1941, as Nazi Germany was preparing to invade the Soviet Union, Adolf Hitler issued an infamous edict which has become known as the "Commissar Order," to govern the conduct of German armed forces on the Eastern Front. This order provides a largely-unnoticed precedent for the "legal" rationalizations found in a number of hitherto-secret Bush Administration legal memoranda, which have recently come to light.

As is documented in William L. Shirer's The Rise and Fall of the Third Reich, Hitler outlined this policy during a meeting with the heads of the three armed services and key army field commanders early in March 1941: "The war against Russia will be such that it cannot be conducted in a knightly fashion. This struggle is one of ideologies and racial differences and will have to be conducted with unprecedented, unmerciful, and unrelenting harshness. All officers will have to rid themselves of obsolete ideologies.... German soldiers guilty of breaking international law will be excused. Russia has not participated in the Hague Convention and therefore has no rights under it."

On May 13, 1941, Field Marshal Wilhelm Keitel, the head of the Armed Forces High Command, issued an order in Hitler's name, severely limiting functions of the military courts martial system, and virtually giving immunity to German forces for war crimes against Russians: "With regard to offenses committed against enemy civilians by members of the Wehrmacht, prosecution is not obligatory, even where the deed is at the same time a military crime or offense." Yhe army was explicitly instructed to go easy on any such German offenders, "remembering in each case all the harm done to Germany since 1918 by the 'Bolsheviki.' "

Underlying such orders was the legal philosophy set forward by the "Crown Jurist of the Third Reich," Carl Schmitt, whose writings have unfortunately undergone a revival in the United States in recent years. Schmitt contended that, in times of emergency and crisis, the actions of the Leader were not subordinate to justice, but constituted the "highest justice." In passages which remind one of the legal defenses of "necessity" and "self-defense" posed by John Ashcroft's Justice Department (DOJ) today, Schmitt wrote: "All law is derived from the people's right to existence. Every state law, every judgment of the courts, contains only so much justice, as it derives from this source. The content and the scope of his action, is determined only by the Leader himself."

'A New Kind of War'
President George W. Bush's counsel, Alberto Gonzales, addressed a memorandum to the President on Jan. 25, 2002, about four months into the "war of terrorism." Gonzales noted that Bush had called the war against terrorism "a new kind of war," which "renders obsolete" and "quaint" some of the provisions of the Geneva Convention on the treatment of prisoners of war. And Gonzales warned the President that he and other officials stood in potential danger of being prosecuted for war crimes; he suggested steps that could be taken by Bush to set up "a solid defense to any future prosecution"—most importantly, to declare that the Geneva Convention did not apply to the war against Taliban and Al-Qaeda in Afghanistan.
 
 
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 28, 2004, 12:27:45 pm
Handover antecipado no Iraque !   :lol:

Mas, nada de ilusões: o fantoche "soberano" não pode dar ordens ao exército ocupante, NEM SEQUER À POLÍCIA "IRAQUIANA" !    :roll:
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 12:33:31 pm
Meu caro amigo europatriota, nunca mais vou partilhar este forum consigo...eu posso ser um pouco pró-americano mas estive contra esta guerra, mas o seu anti-americanismo (e n anti-Bush) é tão grande que você nem merece resposta!
Os termos que usa, os tipos de posts, a ALEGRIA que mostra ao ver soldados americanos mortos são deveras lamentáveis. Eu pessoalmente vou passar a ignorá-lo a partir deste momento!

Já agora, vá para o Iraque e junte-se á resistência e mate os americanos que quiser, mas cuidado: eles podem confundi-lo com um americano e dar-lhe um tiro na testa, ou decapitá-lo quem sabe :roll: ...
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 28, 2004, 12:35:30 pm
DD

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Radicais islâmicos anunciam a captura de marine dos EUA

Radicais islâmicos anunciaram, esta madrugada de segunda-feira, ter feito prisioneiro um marine dos Estados Unidos, que ameaçam decapitar, caso os prisioneiros iraquianos detidos nas prisões do país não sejam libertados.



A notícia foi avançada pela estação de televisão Al-Jazeera, que mostrou imagens de um homem vendado, vestido de camuflado e exibindo na mão um cartão de identificação dos marines do EUA.
Segundo o cartão de identificação, o home chama-se Wassef Ali Hassoun e estava no activo, algo que o comando norte-americano confirma, tal como confirma o desaparecimento do homem com esse nome, ainda que não afirme taxativamente que o prisioneiro exibido pelas câmaras da Al-Jazeera é o mesmo que desapareceu a 21 de Junho.

Segundo a BBC, os grupos islâmicos já utilizaram, no passado, cartões de identificação de militares dos EUA falsos, tentando passar a ideia de que tinham conseguido fazer prisioneiros entre os soldados norte-americanos.

Ao mesmo tempo, a Al-Jazeera afirma que o prisioneiro é de origem paquistanesa, enquanto o comando militar norte-americano diz que o soldado desaparecido, membro do 1.º Corpo Expedicionário de Marines, é descendente de libaneses.

Ainda segundo a Al-Jazeera, o homem foi capturado pelo auto-intitulado grupo «Resposta Islâmica», um tentáculo das Brigadas da Revolução de 1920, numa referência às forças que fizeram frente aos ingleses após a I Guerra Mundial.

28-06-2004 9:45:11
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 28, 2004, 12:48:01 pm
JN

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Rumsfeld compara ataques com ofensiva do Tet
 
 
Rumsfeld em Istambul  


Jorge Monteiro Alves

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Donald Rumsfeld, comparou a actual vaga de violência no Iraque com a ofensiva do Tet, que em 1968 marcou uma viragem psicológica na guerra do Vietname, mas garantiu que esta campanha não atingirá os seus objectivos.

Falando aos jornalistas antes da abertura da cimeira da OTAN em Istambul, Rumsfeld reconheceu que a ameaça dos radicais ligados à al-Qaeda de decapitar três reféns turcos no Iraque visa apenas perturbar a cimeira, que começa hoje em Istambul (ver Em Foco e mais noticiário nesta página).

"Temos informações segundo as quais a al-Qaeda está apostada em perturbar as reuniões internacionais, como esta cimeira e como os Jogos Olímpicos, por exemplo", sublinhou o secretário da Defesa americano.

Segundo Rumsfeld, o Pentágono sabe que os extremistas hostis à presença de força americanas no Iraque estudaram a ofensiva do Tet, motivo por que querem atingir civis de países aliados dos Estados Unidos e alvos fáceis de atingir, de forma a capitalizarem os respectivos efeitos psicológicos.

"O choque psicológico - veiculado através da televisão e dos jornais - resultante de ataques espectaculares é o resultado pretendido e foi isso que sucedeu no Tet. Será que isso vai voltar a repetir-se? Penso que não."

Recorde-se que, em 1968, as forças vietcong (comunistas do Sul) e vietminh (comunistas do Norte) lançaram uma ofensiva generalizada contra as tropas americanas e os seus aliados sul-vietnamitas durante as festas do Tet (novo ano lunar), tendo o ataque, que durou vários dias e causou pesadas baixas, impressionado profundamente a opinião pública americana, que seguiu os combates através da televisão.

Apesar de a ofensiva se ter saldado por um fracasso militar para as forças comunistas de Hanói, do ponto de vista político foi uma vitória tremenda, pois os norte-americanos convenceram-se que o Governo os estava a enganar quando assegurava que estava a ganhar a guerra.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 28, 2004, 01:01:42 pm
Olha, o miúdo amuou... :o
Que chatice... 8)
Título:
Enviado por: komet em Junho 28, 2004, 01:14:37 pm
Voltamos ao mesmo  :roll:
Qual de vocês era o puto ?
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 01:25:29 pm
Eu já  disse tudo o que tinha a dizer komet, não vou continuar com esta discussão

END FIM FINI
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 28, 2004, 01:48:12 pm
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Investigador da CIA Condena Guerra Contra o Terror
Segunda-feira, 28 de Junho de 2004
Público


Invasão do Iraque é "uma guerra premeditada, contra um inimigo que não constituía ameaça imediata, mas cuja derota oferecia vantagens económicas"

Um novo livro de um investigador da CIA que liderou a "task force" sobre Osama bin Laden ataca a forma como a Administração de George W. Bush aborda os terroristas islâmicos, critica duramente a decisão de invadir o Iraque e censura os responsáveis por tentarem criar uma democracia de estilo ocidental no Afeganistão.

O autor, que assina com "Anónimo", argumenta que não foi o desprezo pela liberdade, democracia ou cultura ocidental que levou Bin Laden a lançar uma guerra contra a América, mas antes o seu desdém pelas políticas americanas e acções no mundo muçulmano, particularmente a relação entre os EUA e Israel.

Altos responsáveis americanos, defende o livro, levaram erradamente os americanos a acreditar que o mundo islâmico está ofendido pela ênfase filosófica da nação nos direitos e liberdades individuais, e que "os muçulmanos nos odeiam e atacam pelo que nós somos e pensamos, e não pelo que fazemos." "A ênfase e a ameaça letal à segurança nacional dos EUA vêm, não do facto de os muçulmanos estarem ofendidos com aquilo que a América é, mas sim da sua percepção plausível de que as coisas que eles mais amam e prezam - Deus, islão, fraternidade, e solo muçulmano - estão a ser atacados pela América", escreve em "Imperial Hubris: Why the West Is Losing the War on Terror", acabado de publicar pela editora Brassey's.

O livro defende que Bin Laden conseguiu apoio entre os muçulmanos ao convencê-los que o islão estava a ser atacado pelos EUA e que era da sua responsabilidade defender a sua fé: "Quando o islão é atacado, cada muçulmano sabe que o seu dever pessoal é lutar".

A solução apresentada pelo autor ao problema e as suas previsões para o futuro são negras, com base na sua perspectiva de que os campos de treino produziram não milhares de terroristas, mas talvez "uma centena de milhar ou mais".

"Enquanto as políticas americanas não mudarem, os muçulmanos estarão motivados a tornarem-se insurrectos", escreve, os EUA terão de "matar muitos milhares destes combatentes numa guerra que só agora começou".

O autor do livro é um veterano com 22 anos de CIA que ocupa uma alta posição no contraterrorismo. Não publicou o livro com o seu nome devido ao papel que tem na agência, e pediu às organizações noticiosas que o não revelassem por razões de segurança. Foi encarregue da secção que seguia Bin Laden entre 1996 e 1999, altura em que, queixa-se, os líderes "subestimaram informações secretas" e "ignoraram avisos repetidos" sobre os perigos na abordagem aos terroristas islâmicos.

Os responsáveis dos serviços secretos americanos não estão agradados com o tom e conclusões do livro, e estão a assistir com surpresa ao aumento das vendas. Na sexta-feira, foi o 13º livro mais vendido pela Amazon.com, muito acima do 325º lugar da semana anterior.

A CIA fez uma revisão do livro antes da publicação e determinou que não continha informação confidencial. "Isso não quer dizer que estejamos contentes com ele", disse um alto responsável na sexta-feira. "Preferíamos que os nossos responsáveis deixassem as suas visões pessoais como pessoais, mas não estamos em posição de o impedir de exprimir as suas opiniões por escrito durante o seu tempo livre". (...)

O autor condena a decisão de invadir o Iraque em 2003, afirmando que as "acções preventivas" são necessárias, mas contra "a ameaça iminente de Bin Laden, a Al-Qaeda e seus aliados" e não contra Saddam Hussein. Descreve a invasão do Iraque como "uma guerra premeditada, não provocada, contra um inimigo que não constituía ameaça imediata, mas cuja derrota oferecia vantagens económicas". Compara-a à guerra americana de 1846 contra o México.

O petróleo, diz, está no centro dos interesses americanos nos países muçulmanos, levando os EUA a apoiar "as tiranias muçulmanas que Bin Laden e outros islamistas procuram destruir".

A política da Administração Bush para o Afeganistão é descrita como um falhanço porque se baseia na criação de uma democracia de estilo ocidental com tolerância religiosa e direitos para as mulheres, tudo caracterizado como um "anátema para a cultura afegã política e tribal". "Estamos a conseguir enganar-nos a nós próprios" no Afeganistão, defende. A revolta taliban "vai aumentar gradualmente de intensidade, mortalidade e popularidade, e em última análise levar Washington a aumentar maciçamente a sua presença, ou a retirar". E nem os EUA, nem os seus parceiros "construíram alguma coisa política e economicamente que sobreviva à retirada das forças americanas ou da NATO". Exclusivo PÚBLICO/ Washington Post
Título:
Enviado por: emarques em Junho 28, 2004, 01:54:32 pm
Europatriota, gostava que me confirmasse se a lista seguinte são realmente as suas opiniões. Foi pelo menos isso que deu a entender até agora.

- Toda a Europa tem que se unir sob o escudo da paz, e todos os países que se encontram no continente serão obrigados a submeter-se a essa grande união em nome da paz (resistance is futile, you will be assimilated...);

- Os americanos são um bando de energúmenos que invadem países para impor a sua visão do mundo;

- A Grande Europa tem que se armar para invadir Israel e lhes impôr a democracia representativa e os critérios da paz;

- Os americanos são uns grandes cabr*es que matam milhares de civis inocentes de cada vez que tentam matar um resistente iraquiano;

- Porreiros são os resistentes que matam apenas umas insignificantes dezenas de civis inocentes cada vez que tentam matar um combatente americano ou de um dos seus aliados. Perdão, caniches (sabe que o caniche é considerado um dos cães mais inteligentes?);

- O George Bush e o Ariel Sharon estão numa forte competição para ver quem é o anti-cristo (ou anti-Kant?);

- O George Bush tem uma visão completamente maniqueísta do mundo, e todas as opiniões dele são distorcidas por essa visão cruzadística da realidade;

- Todas as pessoas que discordam consigo (europatriota) estão obviamente contra si e partilham a visão cruzadística de George Bush;

- Os americanos vêm todos os outros habitantes do mundo como "untermenschen";

- Razão tem o Michael Moore, os americanos são mesmo uma ralé sub-humana e não há um que se aproveite;

- Os jovens também são ralé sub-humana e as suas opiniões são completamente indignas de nota.



Penso que isto é uma boa enumeração de todos os pontos de vista com que nos brindou até agora. Se estou enganado, faça favor de me tentar explicar porquê. Até porque infelizmente não consigo encontrar um botão para o incluír numa "ignore-list".
Título:
Enviado por: komet em Junho 28, 2004, 01:59:45 pm
LOL, bem apanhada ó emarques ^^

Matar é errado!
Matemos os assassinos!!!

Violar é mau!
Sodomizemos os violadores!!!


Basicamente...  :roll:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 28, 2004, 03:22:32 pm
Fábio G.

O que Rumsfeld disse, ao comparar a resistência à ofensiva do Tet, já eu o tinha dito aqui, aquando da revolta dos Xiitas de Faludja e Najaf.

O que Rumsfeld disse, sem o dizer é que esta intervenção foi um fracasso político e que está militar e politicamente condenada ao fracasso.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 28, 2004, 03:39:17 pm
PapaTango:

1. Em relação às suas posições sobre Al Sadr e da sua aparente confusão entre a resistência de Al Sadr e dos xiitas com  as dos membros do BAAS, relembro-o que recentemente o próprio Bush já recoheceu que nem todos os combatentes iraquianos são terroristas, e que ele trambém não gostaria de ver um dia os EUA ocupados por outro país.

Mas repare que não cabe a quem sempre se opõs à guerra arranjar agora soluções para o problema que eles criaram, apesar da insistência americana para que outros agora também contribuam para a continuidade do regime fantoche que tomará posse esta semana.

Regimes como o de Petain ou Laval, ou ainda a palhaçada do regime da República de Saló, de Mussolini, nunca tiveram grande popularidade, nem um futuro brilhante.

Relembro-o ainda que Al Sadr e a sua família foram perseguidos pelo regime laico de Saddam.

Finalmente, realço que Rumsfeld já comparou a actual situação no Iraque como se fosse um reedição da grande Ofensiva do Tet, o que não augura nada de bom para o moral dos ocupantes.

Finalmente quanto ao coreano e ao americano decapitados.

É de lamentar a tragédia que se abateu no Iraque após a ocupação, tal como a tragédia de 12 anos de sanções e de bombardeamentos selectivos (embora com alguns danos colaterais).

No tempo de Saddam a ditadura era feroz para com os opositores, mas não era hábito o regime autorizar que grupos islamistas radicais decapitassem os estrageiros que visitassem ou trabalhassem no país.



2. Em relação ao seu site, parabéns porque em certos aspectos é mais completo e funcional que o do Exército.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 28, 2004, 03:50:10 pm
Gauleiter Bremer nomeia 20 caniches antes de entregar o poder ao fantoche Allawi e partir... (agora o dono do Iraque é o embaixador Negroponte, na sua enorme embaixada, onde Allawi vai todos os dias a despacho, para ouvir "his master's voice"...)


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Paul Bremer impõe a sua lei

Na véspera da transição do poder da coligação para o Governo interino, o administrador americano no Iraque, Paul Bremer, lançou uma série de éditos que visam eternizar a influência dos EUA sobre Bagdade, sustenta o "Washington Post". Duas dúzias de iraquianos submissos a Washington foram nomeados para os cargos de grande relevo por vários anos e terão o efeito de entravar quaisquer medidas tomadas pelos futuros governos de Bagdade que possam contrariar os interesses dos EUA.

Entre as nomeações mais polémicas está um painel de sete iraquianos que constituirá uma comissão com o poder de desqualificar para eleições partidos políticos ou candidatos. Outros cargos de extrema importância - como o de conselheiro de segurança ou o chefe dos serviços secretos - serão da responsabilidade directa de Ayad Allawi, o primeiro-ministro interino escolhido por Washington." in "JN" de hoje
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 28, 2004, 03:54:16 pm
Bravo, Komet ! :lol:

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Sodomizemos os violadores!!!


Por mim, pode ir de imediato para Abu Graibh e começar já...

Bon courage !
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 28, 2004, 03:58:18 pm
emarques:

Há muitas imprecisões no seu "resumo". Para as aclarar teria que repetir muito do que já disse em extensos posts... Sugiro que os releia, nos seus tempos livres...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 28, 2004, 04:37:23 pm
Citação de: "europatriota"
emarques:

Há muitas imprecisões no seu "resumo". Para as aclarar teria que repetir muito do que já disse em extensos posts... Sugiro que os releia, nos seus tempos livres...


Por favor europatriota, então faça-nos o senhor o seu resumo, de modo a não existirem essas imprecisões.
Eu sei que tem escrito posts extensos mas que, no fundo, nunca dizem nada, mas suponho que, como qualquer pessoa minimamente inteligente, consiga fazer um resumo sucinto  - sem entrar em demagogias nem em passeios - das suas posições... ou estarei enganado?  :shock:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 28, 2004, 05:06:28 pm
Aqui vai um resumo à Rui:

Uma guerra baseada em mentira, uma invasão ao arrepio das Nações Unidas, uma fidelidade canina da Inglaterra, mais de uns caniches de ocasião e uma ocupação militar mal vinda pelos vários sectores da sociedade iraquiana.

Resistência de sectores sunitas e xiitas, uns seguidores do Baas, outros mais islamistas sunitas, outros com laivos de terrorismo vindos de organizações radicais próximas da chamada Al Qaidda.

Preparação de um regime fantoche sujeito à enorme embaixada americana em Bagdad e um regime fantoche que passará a receber diáriamente os ditames de Washingtron através do Negroponte.

Um exército futuramente formado pelos paísas da NATO apoiantes da guerra.

Muitas mortes e um país destruído.

O petróleo que nunca mais começa a correr para pagar os custos da invasão.

Democratização da região e resolução do conflito e ocupação da Pelestina pelos carniceiros de Telavive nunca mais resolvida.

Continuação do terrorismo de estado de Sharon perante o assobiar para o lado de Washington e da UE.

Muitos mortos quer entre os agredidos quer entre os invasores e ocupantes.

Finalmente uma fractura que marcou a certidão de óbito da política externa comum da UE.

Mais resumido que isto não há.

E já me ia esquecendo:

As ADM' e as ligaçãoes de Saddam ao terrorismo islamistas não existem nem existiram.
Título:
Enviado por: emarques em Junho 28, 2004, 05:44:26 pm
Sim, Rui, esse até é um bom resumo do que se passa no Iraque. Posso discordar com um ou outro ponto, que possivelmente interpreto de forma ligeiramente diferente (por exemplo, como já disse ao europatriota, o caniche é um cão muito inteligente, e ser seguido por ele é melhor que ser seguido por buldogues :))
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 28, 2004, 06:33:00 pm
Caro emarques:

Aí vai uma correcção não exaustiva ao seu resumo:

1) Nenhum país europeu, mesmo já membro, é obrigado a permanecer na União. Sempre foi assim mas a nova Constituição europeia prevê especificamente esse direito de saída (art 59º, salvo erro). Será que a Suiça ou Noruega se sentem ameaçadas de "anexação" ? Nunca ouvi ...

2) Depois nunca disse que os americanos são energúmenos. Refiro-me sempre a bushistas ou neocons. Mesmo quando falo se coboiada ou camonada refiro-me apenas a esses sectores políticos. Como liberal admiro muitas contribuições dos EEUU para a civilização moderna... Bush, não é a América, como Hitler não é a Alemanha (outro país que muito admiro, a locomotiva da Grande Europa...)

3) A Grande Europa não tem que invadir Israel.. Tem é que ser uma potência militar ao nível da sua importância cultural e económica para poder substituir no Médio Oriente a papel dos EEUU, mas em sentido mais imparcial e vinculado ao direito internacional e resoluções da ONU...

Israel compreenderia imediatamente que "teria" de cumprir imediatamente a legalidade internacional, quando 3 ou 4 porta-aviões da Grande Europa com uma poderosa task force a bordo pairasse ao largo da Palestina. Mas em caso de massacres em Gaza, p.exº, é óbvio que deveriamos fazer o mesmo que no Kosovo, desembarcar imediatamente e conter as SS Tsahal fora das regiões palestinianas. A longo prazo, porém, a única solução é a sul-africana: eleições para todos (muçulmanos, judeus e cristãos) com um governo de maioria... e um embargo total decretado pela Europa (tal como ao regime do apartheid) faria maravilhas nesse sentido...

4) Nem todas as pessoas que discordam de mim em alguns pontos são bushistas...e essa sobre os jovens nem sequer percebi...
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 06:57:54 pm
Bem, agora decidi voltar, visto que já começei a perceber as ideias do sr.europatriota, e como percebi vou responder, visto eu ter uma mentalidade parecida em relação a certos pontos do resumo dele:

1. Você só se refere aos Bushistas? Então as Forças Armadas Norte-Americanas são sem duvida Bushistas sengundo os seus posts que li á algum tempo.

2. Sinceramente acho que o facto de os E.U.A. nos salvaram 2 vezes nas guerras mundias prova a sua atitude em relação para com a Europa, ou seja, sempre foram aliados e tiveram boas relações até á entrada de Bush para presidente dos E.U.A.

3. Do ponto de vista militar e economico defendo uma Europa independente dos E.U.A. mas temos de admitir que eles são um exemplo em termos politicos (mais uma vez, até o Bush assumir o cargo de Presidente) ou já se esqueceram que eles foram o primeiro país a ter um sistema liberal?

4. Europatriota a Europa não respeita o "direito internacional" ao contrario do que o que você tem na sua assinatura porque  o RU está no Iraque (isto segundo as suas opiniões)

5. Os E.U.A. protegeram a Europa Ocidental ( isto foi o que se conseguiu salvar) da USSR, e penso que ninguém neste forum gostaria de ver Portugal parte da USSR.

6. Como já disse, agora que os E.U.A. invadiram o Iraque, defendo (e esta é uma opinião fixa) que estes e os Ingleses permaneçam para reparar os danos provocados, ou seja, bombardeamentos, etc etc

7. Sinceramente acho que os Árabes são muito, passo a expressão, burros! Politicamente acho que deviam ser independentes dos E.U.A. (e não um estado fantoche) mas quem é que não gostaria de ser um aliado economico dos E.U.A.? Caramba, se aceitassem os americanos ficavam a primeira potência no Médio Oriente, mas como eles têm um cerboro do tamanho de uma noz, não me parece que aceitem este factor muito positivo.

Conclusão: os E.U.A. nunca deixaram de ser um país muito importante neste planeta.

Cumprimentos
Título: Europa em guerra?
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 07:00:02 pm
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Israel compreenderia imediatamente que "teria" de cumprir imediatamente a legalidade internacional, quando 3 ou 4 porta-aviões da Grande Europa com uma poderosa task force a bordo pairasse ao largo da Palestina. Mas em caso de massacres em Gaza, p.exº, é óbvio que deveriamos fazer o mesmo que no Kosovo, desembarcar imediatamente e conter as SS Tsahal fora das regiões palestinianas. A longo prazo, porém, a única solução é a sul-africana: eleições para todos (muçulmanos, judeus e cristãos) com um governo de maioria... e um embargo total decretado pela Europa (tal como ao regime do apartheid) faria maravilhas nesse sentido...


Se os estados unidos não invadem Israel, acha que a Europa o fazia?Deve estar a brincar! Tirando alguns países, a Europa só tem países cagados de medo da guerra. A França nem parece a mesma desde 1990.

Não me lembro da Europa ter participado na tentativa de Pacificação da Somália por exemplo.
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 28, 2004, 07:37:57 pm
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Não me lembro da Europa ter participado na tentativa de Pacificação da Somália por exemplo.


Durante a presença da ONU no país houve destacamentos da Itália e da Suécia, pelo menos.

Aquando da "Batalha de Mogadíscio", os Rangers americanos que fizeram o assalto eram elementos exteriores às forças da ONU lá colocadas. As tropas que os tiraram da confusão incluiam americanos da 10ª Div Montanha ( estes sim integrados na missão da ONU) e pasquitaneses.
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 08:12:38 pm
Spectral:

Eu vi o filme "Black Hawk Down", olhe para a minha assinatura. :lol:
Título:
Enviado por: emarques em Junho 28, 2004, 08:21:44 pm
Citação de: "europatriota"
Caro emarques:

Aí vai uma correcção não exaustiva ao seu resumo:

1) Nenhum país europeu, mesmo já membro, é obrigado a permanecer na União. Sempre foi assim mas a nova Constituição europeia prevê especificamente esse direito de saída (art 59º, salvo erro). Será que a Suiça ou Noruega se sentem ameaçadas de "anexação" ? Nunca ouvi ...

Ah, bom, devo ter percebido mal. É que fala-se tanto da "inevitabilidade da federação"...

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2) Depois nunca disse que os americanos são energúmenos. Refiro-me sempre a bushistas ou neocons. Mesmo quando falo se coboiada ou camonada refiro-me apenas a esses sectores políticos. Como liberal admiro muitas contribuições dos EEUU para a civilização moderna... Bush, não é a América, como Hitler não é a Alemanha (outro país que muito admiro, a locomotiva da Grande Europa...)

Ah, bom, é que o tom das suas mensagens dava a entender que se referia a todos os estado-unidenses da história. Portanto, apenas os republicanos são energúmenos sub-humanos. :P

Já agora, acho curioso como na Europa se chama "liberal" a uma pessoa de direita, enquanto nos EUA esse termo é usado para a esquerda deles. E o mais curioso é que as ideias dos liberais de ambos os lados do Atlântico são bastante próximas. A política estado-unidense é tão "à direita" que assusta... Já agora, viram a notícia de que a candidatura do Bush criou um filme em que surgem o Kerry, o Al Gore e o Hitler? :rofl:

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3) A Grande Europa não tem que invadir Israel.. Tem é que ser uma potência militar ao nível da sua importância cultural e económica para poder substituir no Médio Oriente a papel dos EEUU, mas em sentido mais imparcial e vinculado ao direito internacional e resoluções da ONU...

Israel compreenderia imediatamente que "teria" de cumprir imediatamente a legalidade internacional, quando 3 ou 4 porta-aviões da Grande Europa com uma poderosa task force a bordo pairasse ao largo da Palestina. Mas em caso de massacres em Gaza, p.exº, é óbvio que deveriamos fazer o mesmo que no Kosovo, desembarcar imediatamente e conter as SS Tsahal fora das regiões palestinianas. A longo prazo, porém, a única solução é a sul-africana: eleições para todos (muçulmanos, judeus e cristãos) com um governo de maioria... e um embargo total decretado pela Europa (tal como ao regime do apartheid) faria maravilhas nesse sentido...

Citação de: "europatriota"
Se tivessemos FA capazes e com a devida dimensão, ocupariamos a Palestina, poriamos fim ao genocídio dos palestinianos e convocaríamos eleições para eleger um governo democrático de maioria (one man, one vote). O mundo árabe acalmar-se-ia de imediato e o perigo de uma guerra mundial passaria. Se a Europa não o fizer, vão fazê-lo eles, mais tarde ou mais cedo... Todo o Mediterrâneo é nossa zona de influência, e não se justifica que haja por aqui porta-aviões e bases americanas. Devem sair da Europa... A coboiada nunca teve uma guerra a sério (e por isso acha uma catástrofe os 2800 mortos do 9/11 !! E se tivessem 20 milhões como os russos na WWII ?). São irresponsáveis e perigosos...

Isto está na página 10 deste tópico (custou a encontrar). Soa extraordinariamente a invadir Israel para lhes impôr a democracia representativa...

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4) Nem todas as pessoas que discordam de mim em alguns pontos são bushistas...e essa sobre os jovens nem sequer percebi...


Referia-me às suas respostas ao [PT]HKFlash. Devo dizer-lhe francamente que não vejo porque é que a idade dele deva ser trazida à baila sempre que escreve uma resposta.
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 08:29:01 pm
emarques só uma correção: é [PT]HKFlash  :wink:

E sinceramente europatriota: então vamos invadir Israel?Ai que riso, eu ainda morro um dia destes! Se a europa nem ia para a Joguslávia ia para Israel? Ainda por cima Israel não é o Iraque nem o Afeganistão!

Enfim, alguém anda a dormir pouco e a sonhar acordado...
Título:
Enviado por: emarques em Junho 28, 2004, 08:31:46 pm
Citação de: "[PT
HKFlash"]emarques só uma correção: é [PT]HKFlash  :oops: Corrigido...

Também, que raio de nome... ;)
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 08:42:48 pm
:wink:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 28, 2004, 09:38:24 pm
emarques e Flash:

Nem sequer sou  contra todos os republicanos americanos, só contra os neo-cons e fundamentalistas cristãos da Bible belt ou zionist christians.
Mas há muitas outras correntes republicanas anti-guerra: os conservadores tradicionais ou "old right" (Pat Buchanan é o mais conhecido, vejam o www.antiwar.com (http://www.antiwar.com) e os adeptos da realpolitik (Kissinger e o próprio C. Powell).

Os neocons são trotskystas de direita (acreditam na Revolução democrática mundial e na Guerra Permanente...), são quase todos judeus e muitos são ex-extremistas de esquerda (como em Portugal). São aliados do Likud israelita e têm um verdadeiro projecto imperialista mundial (basta ler "A Estratégia para um novo século"...) . Perigosíssimos... Se não fossem travados arrastariam, como Hitler, o mundo para uma guerra mundial...

Sobre Israel: não há contradição entre as minhas afirmações. As
ultimas citadas referiam-se ao cenário catástrofe, ao mais negativo. Israel deve ser metido na ordem, no interesse da Paz mundial e da segurança europeia. E se os sharonescos se obstinassem as coisas poderiam ficar mesmo muito feias no futuro...para eles, é claro. Mas um jogo forte de pressões diplomáticas e militares (com FA ao nível da grande potência que é a Europa de 500/700 milhões de habitantes, é claro...) e económicas (80% do comércio de Israel é com a UE...), não seria preciso chegar a vias de facto. Mas Gaza, por exemplo, deveria ser ocupada rapidamente, para dar credibilidade à nossa política... É a questão mais importante e perigosa para a paz da actualidade...e tem que ser resolvida de vez. Ou nós, Europa, o fazemos, ou o fazem os árabes, com todos os riscos de derrapagem...

Sobre a UE: todos poderão saír, mas não acredito que algum país o faça, porque as consequências económicas seriam desastrosas. Está é previsto que a Constituição será considerada em vigor quando 4/5 dos estados-membros a ratificarem. Os recalcitrantes serão então postos contra a parede e intimados a ratificarem num certo prazo ou a...abandonarem a União. Não haverá, pois, "empatas" a obstaculizarem indefinidamente a Grande Europa... 8)
Título:
Enviado por: Luso em Junho 28, 2004, 09:55:19 pm
Desculpe mas só parei aqui em adoração ao Mestre...
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 10:10:27 pm
Mas europatriota, a UE tem muitos defeitos, o principal é a produção, ou seja, estão nos a pagar para não produzirmos e o dinheiro que chega a meu ver não compensa!

A UE tem feito vários progressos  mas está longe da perfeição: você tem que admitir isso! E nunca será perfeita. Apesar de tudo os pequenos mandam pouco, os médios querem mandar, etc ou seja ainda não existe igualdade!

A europa não atacará Israel a menos que os E.U.A. o façam e estes últimos o máximo que poderiam fazer era aplicar sanções economicas, mas isto é muito arriscado visto os judeus controlarem a economia mundial (o que tabém afectaria a europa não dúvide! Para mim, aquela guerra é eterna, nunca chegarão a um acordo! Tanto os israelitas como os árabes são casmurros, e se o são agora, não deixaram de ser tão cedo...
Título:
Enviado por: emarques em Junho 28, 2004, 10:12:24 pm
Citação de: "europatriota"
Sobre a UE: todos poderão saír, mas não acredito que algum país o faça, porque as consequências económicas seriam desastrosas. Está é previsto que a Constituição será considerada em vigor quando 4/5 dos estados-membros a ratificarem. Os recalcitrantes serão então postos contra a parede e intimados a ratificarem num certo prazo ou a...abandonarem a União. Não haverá, pois, "empatas" a obstaculizarem indefinidamente a Grande Europa... 8)


Ou seja, "Resistance is futile, you will be assimilated". :roll: Isto parece-me um erro de todo o tamanho. Não há "empatas" que obstaculizam coisa nenhuma. Os países mais euro-cépticos podem não querer fazer parte de tudo, mas nunca me pareceu que quisessem impedir fosse quem fosse de seguir com o que quiserem. Se a Alemanha e a França quiserem fazer o "Anschluss", isso é com eles, e os ingleses não têm nada contra. Só não os obriguem a entrar também nisso. Os verdadeiros bloqueios vêm dos países que insistem em avançar para o federalismo e não querem deixar ninguém para trás. Francamente não vejo o que tenha a União a ganhar com a exclusão da Grã-Bretanha, por exemplo. Enquanto lhes disserem: "Nós vamos indo, anda ter connosco quando quiseres", o Reino Unido vai avançando ao seu ritmo, mudando os padrões de pesos e medidas, etc, enquanto os outros avançam ao seu, e criam uniões monetárias, e federações, e exércitos, e mais sei lá o quê. Mas quando lhes disserem "integrem-se ou ficam de fora", corre-se sempre o risco de que os britânicos digam mesmo "então ficamos de fora", e não vejo que vantagem a União Europeia terá tirado disso.
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 10:15:36 pm
Emarques muito bem falado! :)
Título:
Enviado por: JNSA em Junho 28, 2004, 10:16:15 pm
Bem, só para ajudar um bocado à confusão, e (até tenho medo de dizer isto  :wink: ) aos Israelitas para se retirar; qualquer acção destes seria encarada como um acto de guerra.
-pedir à autoridade palestiniana para declarar o seu território como um protectorado desse país (temporariamente apenas, claro). Israel seria então obrigada a retirar.

Qualquer uma destas acções impediria os israelitas de realizar acções punitivas sobre a população, o que gradualmente faria com que estas retirassem a sua base de apoio aos terroristas, bem como as razões, morais ou objectivas, para estes realizarem os seus ataques...

Bem sei que esta solução nunca será posta em prática, mas estou convencido que um líder político com um bom par de "cojones" seria capaz de a levar a cabo, mesmo sem grandes meios militares...


Ou então sou só eu que estou bêbado, o que é possível tendo em conta a maneira como abri este post...  :lol:  :wink:
Título:
Enviado por: Luso em Junho 28, 2004, 10:41:54 pm
Uma pergunta, Mestre:

Ainda entendeis que os Estados Unidos da América representam o Demo neste mundo?
Ou será apenas mais uma das suas armadilhas para desviar os Bem Aventurados do Bom Caminho?


http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/ (http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/)

"Supreme Court" arrasa justiça "Cuba Libre" de Bush: detidos em Guantanamo podem recorrer aos tribunais dos EUA.
Como se esperava, o Supreme Court acaba de decidir, por confortável maioria (6-3) que os tribunais federais dos EUA têm jurisdição sobre os casos dos alegados terroristas detidos na base de Guantanamo (Cuba).

Numa decisão histórica para a afirmação do primado do Estado de Direito, o Supreme Court, sem julgar, para já, do mérito de qualquer dos casos, veio afirmar que beneficiam daquela jurisdição os cidadãos estrangeiros, detidos num território estrangeiro sob controlo do governo federal norte-americano, ainda que este não detenha soberania sobre o referido território.

Esta decisão arrasa os argumentos da administração Bush que procuravam colocar os detidos em Guantanamo num verdadeiro “limbo” jurídico e judiciário, à revelia do direito internacional e da Constituição dos EUA e sem possibilidade de controlo jurisdicional independente e imparcial das detenções e subsequentes “processos”.

Contrariando esta perigosa deriva securitária e totalitária, a decisão agora proferida engrandece a justiça e a democracia norte-americanas, reafirmando que a luta contra o terrorismo internacional pode e deve ser feita dentro da legalidade internacional e com observância dos princípios do Estado de Direito, sob pena da destruição dos valores pelos quais alegadamente estamos a lutar.

Com a devida vénia, transcrevem-se extractos da notícia hoje publicada pelo The Washington Times...



Guantanamo prisoners have access to court

Washington, DC, Jun. 28 (UPI) -- The U.S. Supreme Court ruled 6-3 Monday that U.S. courts have jurisdiction over terror suspects being held at the U.S. base in Guantanamo Bay, Cuba.
The ruling is a major blow to the Bush administration, which said the prisoners were beyond the reach of the courts.
(…)
A U.S. appeals court ruled the courts do not have jurisdiction of the detainees, but the Supreme Court reversed.
The high-court majority said the federal courts' jurisdiction extends to aliens being held in foreign territory controlled by the United States, even if this country does not have "ultimate sovereignty."
The Supreme Court did not rule on the merits of the detainees' cases, only that they have the right to bring them to court."
Título:
Enviado por: emarques em Junho 28, 2004, 10:47:34 pm
Eu só achei curioso que se critique tanto os americanos por quererem impor um sistema de governo aos iraquianos e depois se advogue o uso da força para resolver a questão palestiniana. :roll: )
Título:
Enviado por: Luso em Junho 28, 2004, 11:01:27 pm
"Quanto ao resto, infelizmente até é capaz de ser verdade que a solução do conflito só se possa dar com uma interposição militar. Mas convinha ver se se consegue que os israelitas "vejam a luz" antes de começar a enfiar as tropas nos navios..."

- Exactamente!

É por isso que eu defendo que o Mestre - O Magnífico e Inefável Europatriota, Grande Arquitecto da Paz Perpétua Kantiana - vá missionar para a Terra Santa!

Já estou a ver os escribas de amanhã:

"Epístola de Europatriota aos Judeus"

Ou

"Naqueles tempos, estava Europatriota em cima de um Mekava quando se dirigiu aos palestinianos e judeus e disse:(...)"

 :Bajular:  :Bajular:  :Bajular:

- Ouvi Europatriota a nossa voz!
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 11:04:27 pm
Vou me armar em spammer mas que se dane!

Luso:

use o
Citar
para citar o que outros utilizadores escrevem! Coloque o texto entre o parenteses rectos virados de costas um para o outro como nas imagens...é que já estou farto de o ver a usar aspas  :)
Título:
Enviado por: komet em Junho 28, 2004, 11:07:56 pm
Citar
Sinceramente acho que o facto de os E.U.A. nos salvaram 2 vezes nas guerras mundias prova a sua atitude em relação para com a Europa, ou seja, sempre foram aliados e tiveram boas relações até á entrada de Bush para presidente dos E.U.A.

 :roll:

"World War II Debt

2.58 p.m.

Lord Laird asked Her Majesty's Government:

What steps they will take to mark the final repayment of Second World War debt to the United States Government when £244 million is paid in 2006.

Lord McIntosh of Haringey: My Lords, the Government have no current plans to mark the completion of the repayment of the United Kingdom's World War II debt to the United States Government.

8 Jul 2002 : Column 439

Lord Laird: My Lords, I thank the Minister for his reply. Does he recognise the concern at the recent disclosure that the USA is still demanding war debt repayment from the United Kingdom, almost 60 years after the war? In view of the UK rightly standing alongside the United States to defend freedom around the world, do the Government consider that that freedom comes at a price? In view of the United States' recent imposition of tax on steel imports from the UK, what do the Government consider to be the state of the special relationship?"

---------

Citar
Sinceramente acho que os Árabes são muito, passo a expressão, burros! Politicamente acho que deviam ser independentes dos E.U.A. (e não um estado fantoche)


O problema é garantir que não suba outro "Saddam" ao poder.
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 28, 2004, 11:10:35 pm
Exacto komet!

Em relação ao pagamento do R.U. aos E.U.A. a culpa é deles! Já na 1ª GM eles pagaram aos E.U.A. porque não o fazer na segunda?

Ah pois, é que o dinheiro parece relativamente pouco mas ajuda sempre...
Título:
Enviado por: Luso em Junho 28, 2004, 11:37:28 pm
"é que já estou farto de o ver a usar aspas"

Parece-me que vais ter dois trabalhos, meu HK fabricado sobre licença!
Vá lá! Tem respeito pelos velhotes!
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 29, 2004, 02:06:08 am
Hehe...eu estava a brincar! :wink:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 29, 2004, 08:49:18 am
Depois da "democracia" à americana (sem eleições, sem direitos humanos, sem recurso aos tribunais e com torturas, massacres violações e execuções sumárias do, povo "libertado") temos a "soberania" à americana, sem poder sobre as forças militares e policiais e sem controlo do orçamento... Assim também já Angola e Moçambique eram "países soberanos" antes da independência... Enfim, Al Bushone y sus muchachos continuam a insultar a inteligência do mundo... :o

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A Pseudostate Is Born
By Adam Hochschild

06/28/04 -- Some fifteen years ago, while writing about apartheid-era South Africa, I visited one of its nominally independent black "homelands." This crazy quilt of territories was a control mechanism the white regime had come up with in a country where whites were vastly outnumbered by South Africans of other colors. For the most part rural slums, the homelands, also known as Bantustans, made up about 13% of the nation's land. I was driving across miles of veldt where blacks were trying to scratch a living from eroded or unyielding patches of earth that white farmers didn't want, interspersed with shantytowns of shacks constructed out of corrugated metal, discarded plasterboard, and old automobile doors. Suddenly, looming out of this desolate landscape like an ocean liner in a swamp, was a huge office building, perhaps 4 or 5 stories high and 150 yards long, with a large sign saying, in English and Afrikaans, "South African Embassy."

I remembered that building the other day when reading about the new U.S. Embassy that will open in Baghdad this week. With a staff of more than 1,700 -- and that may be only the beginning -- it will be the largest diplomatic mission in the world. Just as our embassy will be considerably more than an embassy, so the Iraqi state that will officially come into being in its shadow next Wednesday, after the speechmaking and flag-raising are over, will be considerably less than a state.

With nearly 140,000 American troops on Iraq's soil, plus tens of thousands of additional foreign soldiers and civilian security guards armed with everything from submachine guns to helicopters, most military power will not be in Iraqi hands, nor will the power of the budget, largely set and paid for in Washington.

If the new Iraq-to-be is not a state, what is it? A half century ago one could talk about colonies, protectorates, and spheres of influence, but in our supposedly post-colonial world, the vocabulary is poorer. We lack a word for a country where most real power is in the hands of someone else, whether that be shadowy local militias, other nations' armies, or both. Pseudostate, perhaps. From Afghanistan to the Palestinian Authority, Bosnia to Congo, pseudostates have now spread around the globe. Some of them will even be exchanging ambassadors with Iraq.

Pseudostates, in fact, are nothing new. They have a long and fascinating history, and two notable groups of them had surprising fates near the twentieth century's end.

One collection was those "homelands" of South Africa, four of which were formally granted independence. The so-called South African Embassies evolved seamlessly out of the white-controlled administrations that had run these territories when they were still called "Native Reserves," just as the U.S. Embassy in Baghdad will begin life in the very same Republican Palace from which occupation administrator L. Paul Bremer III has run Iraq for the last year. The South African government invested large sums in equipping the homelands with everything from foreign ministries to luxurious, gated residential compounds for cabinet members and their families. Collaborating chiefs were made heads of state, and their territories were given flags, national anthems and coats of arms. But when a coup temporarily deposed the hand-picked president of Bophuthatswana -- seven separate islands of desperately poor land and poor people spread out across hundreds of miles -- it was the South African army that promptly restored him to power.

As South Africa made its miraculous transition to majority rule in the early 1990s, the homelands as separate political entities swiftly vanished. The former foreign ministries and embassies were put to other uses and the only people to whom the past trappings of homeland independence still matter today are collectors who do a lively trade in the former territories' stamps.

Another group of pseudostates, however, had a very different fate. The Soviet Union was composed of 15 "Soviet Socialist Republics" -- entities, like those in South Africa, set up on ethnic lines as mechanisms of control. These, too, were decked out with the external symbols of sovereignty, and in the case of two Soviet pseudostates, you didn't even have to go there to see their flags. For Byelorussia and the Ukraine had something South Africa's homelands never got: seats at the United Nations, a concession Stalin wrung from the Allies at the end of World War II.

I traveled through a number of these pseudostates in the course of reporting from the old Soviet Union, and we hardheaded journalists always knew, despite Soviet propaganda, that these so-called republics were nothing of the sort and never would be. After all, they had no armies and no independence; Russians migrated to them in large numbers, knowing that ultimate power resided in Moscow. (They could even be dissolved at Moscow's will: A short-lived 16th Soviet Socialist Republic along the Finnish border disappeared with little ado in 1956.) And yet, in that other great transformation of the early ‘90s, unexpected by hardheaded realists and dogmatic Communists alike, it was the Soviet Union itself that evaporated. Almost overnight its 15 pseudostates turned into real ones. Their coming to life left millions of surprised and unhappy ethnic Russians stranded outside Russia.

The Iraq that will come into being this Wednesday does not closely resemble either the South African homelands or the old Soviet republics. But their histories, however different, might suggest the same lesson to American planners: pseudostates often turn out quite differently than their inventors intend, for their very creation is an act of hubris. And the larger and more unstable the pseudostate, the greater the hubris and the more likely that imperial plans will go awry. Washington's hopes for what Iraq will be in five or ten years, or even in five or ten months, may prove as unreliable as its predictions that U.S. invasion troops would be greeted with cheers and flowers and would be home in a year.

Clearly White House strategists have a set of hopes, already somewhat battered, for what the Iraqi pseudostate will evolve into: a willing home for the permanent military bases the Pentagon is building in the country; an oil reservoir safely under U.S. influence; and a strategic ally against militant Islam, all with the façade, at least, of democracy. On the other hand, with its vast oil wealth and restive population, at some point Iraq could take a very different path, and embody the religious fervor of its Shiite majority, demand that U.S. forces leave, try to cancel reconstruction contracts with U.S. firms, and reverse the privatization of state assets now under way. Of course, it's not necessarily a matter of going entirely down one path or the other. Iraq may well take on some characteristics from each--or might fracture into Sunni, Shiite, and Kurdish entities, or follow a path no "expert" can now guess.

Whatever happens -- whether Iraq dissolves in pieces, is seen largely as a compliant U.S. satellite, or becomes a cheeky avatar of Arab defiance of the West -- its territory seems likely to continue to be what it has rapidly become in recent months, a literal and figurative minefield for U. S. troops and a hotbed of Al Qaeda recruitment. The volatile, unpredictable nature of pseudostates, and their role as incubators of troubles that can come back to haunt their creators, has certainly been no great historical secret. Perhaps that was why one of the candidates in the 2000 Presidential election said, "I don't think our troops ought to be used for what's called nation-building." The candidate was George W. Bush.  
 
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 29, 2004, 09:18:54 am
A "democracia" à americana: empresários americanos também têm imunidade no Iraque ! É fartar, vilanagem ! E a oposição armada (99% do eleitorado) será impedida de participar nas eleições "livres"!!! Entretanto mais terroristas mercenários continuam a ser abatidos pela heróica resistência iraquiana !


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Others are more controversial. On Saturday, Bremer signed an edict that gives U.S. and other Western civilian contractors immunity from Iraqi law while performing their jobs in Iraq. The idea outrages many Iraqis, including Othman, who said the law allows foreigners to act with impunity even after the occupation.

If they know they have full immunity, they will do anything they want because they know no one can do anything about it,'' Othman said. The law states that contractors can still be prosecuted under the laws of their home country.

A Bremer elections law restricts certain candidates from running for office, banning parties with links to militias, for instance
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 29, 2004, 11:18:11 am
Europatriota:

"Israel compreenderia imediatamente que "teria" de cumprir imediatamente a legalidade internacional, quando 3 ou 4 porta-aviões da Grande Europa com uma poderosa task force a bordo pairasse ao largo da Palestina. Mas em caso de massacres em Gaza, p.exº, é óbvio que deveriamos fazer o mesmo que no Kosovo, desembarcar imediatamente e conter as SS Tsahal fora das regiões palestinianas(...)"

Ora aí está o que uma vez preconizei noutro forum de um nosso conhecido jornal, mas só se na Europa houvesse uma política externa verdadeiramente comum, um respeito genuíno pelos direitos humanos e não interresses como os que se verificaram no Kosovo, ou pelo menos um estado com uma liderança com "tomatolas" para acabar com o terrorismo de estado de Sharon, Mofaz e Olmert.

Como disse o JNSA bastava que na Faixa de Gaza e em alguns pontos da Cisjordânia, a pedido de um país árabe e da AP (que está inoperacional, mas não está juridicamente extinta) uma força aerotransportada descesse para patrulhar as ruas e que simultâneamente se colocassem uns navios militares ao largo de Telavive, para que aí se visse a "coragem" do carniceiro de Telavive.

Não o estava a ver mandar abater um C-130 que fosse de um país da NATO.

Mas infelizmente estamos longe desse tempo, já que a Europa está fracturada, e enquanto os EUA apadrinharem Israel, ninguem levantará um dedo para defender a Palestina.


P.S.

(PT) HK Flash:

"(...)mas isto é muito arriscado visto os judeus controlarem a economia mundial(...)"

De que página do Mein Kampf é que retirou esta frase? :mrgreen:
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 29, 2004, 11:40:57 am
DD

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Americano raptado em Abril foi executado esta madrugada

Um soldado norte-americano capturado em Abril no Iraque foi executado, esta madrugada, em resposta à política dos EUA para o país de Saddam Hussein. Imagens da execução foram colocadas no ar pelo canal de televisão árabe Al-Jazeera, que difundiu ainda um comunicado dos raptores.



Com apenas 20 anos, o soldado Keith Maupin havia sudo capturado após um ataque a Oeste de Bagdad, a 9 de Abril, tendo o Pentágono confirmado que o militar era refém das forças leais a Saddam Hussein no dia 23 de Abril.
Já esta madrugada de terça-feira, a família de Maupin foi informada, pela estação de televisão norte-americana ABC, da existência de um vídeo que, aparentemente, mostrava a sua execução, assassinado com uma bala na cabeça.

A ABC refere ainda que um responsável norte-americano já admitiu, sob anonimato, que o homem vendado que os terroristas assassinaram poderá mesmo ser o jovem militar norte-americano.

29-06-2004 8:15:23
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 29, 2004, 11:55:17 am
DD

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Libertados três turcos sequestrados no Iraque

Três turcos sequestrados no Iraque foram libertados esta terça-feira por um grupo armado, segundo acaba de informar a cadeia de televisão do Qatar Al Jazeera, que cita um comunicado do referido grupo.



Os terroristas, vinculados a Abú Musab al Zarqaui, da Jordânia, anunciaram que decidiram libertar os reféns após as manifestações na Turquia contra o presidente dos EUA, George W. Bush.
Fontes diplomáticas turcas em Istambul haviam informado esta manhã que cinco cidadãos permaneciam reféns no Iraque, três deles - Abdulselam Bakir, Mehmet Bakir e Mustafa Bal - por um grupo vinculado à Al Qaeda que ameaçava decapitá-los.

Estes três, que trabalhavam para uma empresa de reparação de sistemas de ar-condicionado, foram sequestrados no início de Junho e os terroristas ameaçavam decapitá-los caso as empresas turcas continuassem a trabalhar para os norte-americanos no Iraque.

Os outros dois reféns - Murat Kizil e Soner Sarcali – foram sequestrados também no início de Junho, mas por um outro grupo.

29-06-2004 10:40:30
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 29, 2004, 12:37:57 pm
TSF

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IRAQUE
Libertados mais detidos de Abou Ghraib
Cerca de 250 prisioneiros iraquianos foram libertados, esta terça-feira, pelo exército norte-americano da prisão de Abou Ghraib, a oeste de Bagdad, um dia após a transferência de poderes para as autoridades iraquianas.
 
( 11:42 / 29 de Junho 04 )

 
 
 
Três autocarros cheios de detidos das províncias de Diyala (norte de Bagdad) e de Taamin (mais a norte) saíram da prisão cerca das 10:00 locais (06:00 em Lisboa). Dez minutos depois saíram outros dois autocarros com prisioneiras da província de Bagdad.

Os autocarros foram depois escoltados por veículos militares, tendo sido acompanhados pelo voo de alguns helicópteros norte-americanos, até à base da Guarda Nacional iraquiana, na localidade de Al-Amiriya.

Mais tarde, os prisioneiras puderam sair do autocarro para se juntarem aos familiares e amigos. Em declarações aos jornalistas, muitos dos detidos disseram que foram detidos sem razão.
Título:
Enviado por: emarques em Junho 29, 2004, 02:33:18 pm
Esse Adam Hochschild que escreveu sobre os pseudo-estados esqueceu-se de outro grupo. Os EUA também têm 50 pseudo-estados, ou estados fantoche, pelos critérios que ele usa para as repúblicas soviéticas. E os estados de uma federação europeia também o serão... :roll:
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 29, 2004, 02:38:50 pm
Eu acho que qualquer país deve ter uma oportunidade para demonstrar o que consegue fazer.

E neste caso, só o tempo o dirá se:

1. Os americanos apreendem com os erros.

2. Se eles são uns porcos imperialistas.

3. Se os arábes são realmente os casmurros/burros.

Resta esperar.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 29, 2004, 03:25:36 pm
A ocupação continua... e a palhaçada do "handover" ( a comparar com os de Hong Kong e Macau...) não enganou ningém. Para já só os EEUU e a sua colónia Koweit reconheceram o "governo" do grunho-fantoche-sabujo manipulado por Negroponte... o novo Gauleiter !

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(...)The big question, though, is whether the handover will make things better or worse. The US and British hope it will take some steam out of the insurgency because the troops in Iraq are, technically, no longer an occupation force.

Legal niceties, however, are unlikely to cut much ice with the insurgents - so long as foreign troops remain, they will provide both a sitting target and a rallying point for discontent.

It can also be argued that the US-led occupation, and popular opposition to it, has helped to unite Iraqis and prevent the numerous ethnic, religious and political elements from fighting amongst themselves. That could now begin to change, with rival factions seeking to test their strength in relation to each other.

Officially, the new government's task is to prepare for elections next January, and then dissolve itself. However, it could easily be deflected from that path, and there are already hints that the prime minister, Ayad Allawi, is thinking of declaring a state of emergency.

In the Middle East, states of emergency, once declared, can last for decades, providing a ready excuse for authoritarian rule.

Over recent weeks, Washington has explained away much of the violence in Iraq as predictable during "the run-up" to the handover of power - implying that it would die down once the transfer was completed. We shall soon see how much truth there is in that.

At first, trouble in Iraq was blamed on "pockets" of resistance from Ba'athists in the Sunni triangle. We were assured it would subside when Saddam Hussein was captured, but it didn't.

After that, Moqtada al-Sadr, the radical Shia cleric, became the villain behind the show, only to be eclipsed by the al-Qaida leader, Abu Musab Al-Zarqawi (rumours of whose capture were denied by US officials earlier today).

Blaming the violence on a few key individuals is a way of raising hopes it will end - but it fundamentally underestimates the seriousness of the problem.

"It is the insurgents in Iraq who will determine how much genuine authority the newly sovereign government will have," an Associated Press correspondent noted this morning, adding, ominously, that it was also the insurgents' activity that had forced the pace of Mr Bremer's premature handover of power to the Iraqis. , in The Guardian
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 29, 2004, 03:33:09 pm
A república fantoche que os alemães arrajaram para Mussolini no norte da Itália não foi reconhecida por ninguem, e teve vida curta, tal como o próprio Mussolini.

Também este governo fantoche iraquiano inspirado no de Karzay, o vendido do Afeganistão, terá vida curta.

A grande semelhança entre este novo regime iraquiano e o de Saddam é que ambos foram arranjados pela força das armas e ambos não foram eleitos.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 29, 2004, 03:36:33 pm
A heróica resistência iraquiana comemora a tomada de posse do Governo fantoche abatendo e "despachando" para Arlington os restos carbonizados de mais três terroristas ladrões de petróleo. Hurrah !

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Bomba mata três marines e fere dois em Bagdad

Três marines norte-americanos morreram e outros dois ficaram feridos esta terça-feira em Bagdad, na explosão de uma bomba à passagem da caravana em que seguiam, indicou um comunicado militar norte-americano.
Título:
Enviado por: emarques em Junho 29, 2004, 03:38:53 pm
Acho que também deviamos retirar o nosso reconhecimento ao governo fantoche criado pelos britânicos e americanos em França, sob o comando do Gauleiter De Gaulle... :roll: Afinal, o território deles foi tomado por forças anglo-americanas, o exército fantoche dos "franceses livres" foi armado e treinado pelos americanos...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 29, 2004, 03:47:40 pm
e ontem mais um caniche britânico (enviado pelo euro-traidor Blairdalhoca) deixou de ladrar... :lol:

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The toll of British dead from the war and its aftermath
29 June 2004

The death of a British soldier in Basra yesterday brings the total number of fatalities among UK service personnel during military operations in Iraq to 60.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 29, 2004, 03:49:39 pm
e-marques:

Mas há uma diferença:

De Gaulle sempre se demarcou do regime fantoche de Vichy e de Patain e Laval, e sempre, de acordo com as forças de que dispunha, colaborou na preparação do desembarque aliado, através de acções da resistência.

E depressa se viu que De Gaulle não foi um caniche dos americanos na Europa.



Euro:

Já sabemos que a retro-escavadora de Arlington não tem tido descanso, e consta que o Pentágono já abriu concurso para mais uma, mas escusa de dar esses gritos de alegria pela morte de jovens que não passam de carne para canhão (apesar de voluntários) dos desígnios do Obberkomando instalado no Pentágono.
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 29, 2004, 03:52:11 pm
emarques:

 Só que De Gaulle, a resistência e as FFI tinham o apoio da esmagadora maioria da população (como se viu nas eleições...), além de que a invasão dos aliados não foi ocupação porque foi aceite e desejada pelos franceses, ao passo que o Fantoche Allawi (agente confirmado da CIA  :o ) nem 1% de votos terá em eleições livres... E acabará com um alfange pelo pescoço abaixo...

Quanto às SS yankees, o ódio que lhe dedicam os iraquianos e 1,5 bilião de muçulmanos fica evidente com a clandestina e antecipada cerimónia de tomada de posse do Fantoche Allawi, empregado da CIA... E os nazis até se passeavam livremente (desarmados, nas esplanadas e teatros) por Paris, enquanto que em Bagdad só circulam de blindado e o menos possível... A ocupação bushista do Iraque é muito mais odiada que a da França pelos nazis...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 29, 2004, 04:13:30 pm
E ainda há-de descer mais...

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Popularidade de BUSH ao nível mais baixo

O índice de aprovação do presidente George W. Bush situa-se nos 42%, o nível mais baixo desde que foi eleito, em 2000, segundo uma sondagem NYT/CBS, divulgada esta terça-feira, a qual revela ainda que 60% dos norte-americanos consideram que a guerra no Iraque não valeu a pena.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 29, 2004, 04:14:55 pm
O Fantoche Allawii, que ontem tomou posse no bunker, não fosse a população iraquiana exceder-se nos festejos e atingir o bunker (vulgo "zona verde") com o fogo de artifício, já pediu a continuação da presença da GNR por lá, ou o ministro Figueiredo Lopes está agora em compasso de espera, perante a nova situação política criada em Portugal?
Título:
Enviado por: emarques em Junho 29, 2004, 04:22:13 pm
Citação de: "Rui Elias"
e-marques:

Mas há uma diferença:

De Gaulle sempre se demarcou do regime fantoche de Vichy e de Patain e Laval, e sempre, de acordo com as forças de que dispunha, colaborou na preparação do desembarque aliado, através de acções da resistência.

E depressa se viu que De Gaulle não foi um caniche dos americanos na Europa.


Bem, o Allawi também se demarcou do Saddam Hussein, e viveu no exílio de 1971 até que os americanos entraram no Iraque. E em 1996 esteve envolvido numa tentativa de golpe para depor Saddam.

Agora se vai ou não ser um agente dos americanos, não sei, nem ninguém sabe. Porque ao de Gaulle deram-lhe tempo para fazer alguma coisa antes de lhe chamarem caniche.

Quanto à data escolhida, penso que é uma forma de "salvar a face", ao tornar possível defender que não "esperaram até à última" para entregar o poder, tendo-o feito antes do prazo máximo definido. Claro que ter frustrado possíveis planos para atentados no dia 30 também será um bónus.
Título:
Enviado por: komet em Junho 29, 2004, 04:29:37 pm
Citar
e ontem mais um caniche britânico (enviado pelo euro-traidor Blairdalhoca) deixou de ladrar...   :lol:


O seu desprezo pela vida, aliado ao seu fraco sentido de humor, deixa-o pouco atrás desses que tão mal fala.

É impressão minha ou está a tratá-los como untermensch? Ah pois é, dear hipocrisy...
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 29, 2004, 04:32:28 pm
O melhor cartoon sobre a posse do governo fantoche:

http://www.guardian.co.uk/cartoons/stev ... 93,00.html (http://www.guardian.co.uk/cartoons/stevebell/0,7371,1249793,00.html)

 :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: europatriota em Junho 29, 2004, 04:37:19 pm
Komet:

Desprezo pela vida alheia manifesta quem desencadeia guerras preventivas com "overwhelming power" num "shock and awe" que causou 30.000 mortos, não quem se limita, depois de atacado selváticamente, a defender a Pátria e a repelir os cruzados ladrões de petróleo... :wink:
Título:
Enviado por: komet em Junho 29, 2004, 04:41:34 pm
Ah!
Peço desculpa, nao sabia que era iraquiano  :wink:
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Junho 29, 2004, 04:58:31 pm
Caro europatriota, já estou a entender alguns dos seus pontos de vista "neo-colonialistas". Aqui estão 2 deles:

- Qualquer país que é aliado dos Estados Unidos é sua colónia ( como o Koweit que o senhor referiu ).
- Qualquer país que partilhe da mesma visão dos Estados Unidos numa dada questão - qualquer que ela seja - é um caniche.

Então, vamos observar o mundo há sua maneira: dezenas de colónias americanas e centenas de caniches.

O que eu mais admiro é a sua dualidade de opiniões, ou seja, se um país apoiou os EUA nesta questão é caniche mas se apoiou a Alemanha e França então já não se pode considerar um seguidismo cego. Não, nesse caso, para si, a questão já é outra.
Depois, da grande Europa de que fala, eu vejo ( ou vi, na dada altura ): Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Dinamarca, Holanda, Noruega - extra-UE - com uma posição semelhante à dos EUA. França, Alemanha e Bélgica claramente contra e numa posição neutral o Luxemburgo, a Irlanda, a Suécia e a Grécia.
São 6 grandes caniches ( fora outros países do recente grupo dos 10 ). Se uns são caniches, então como chamaria a um apoiante das políticas francesas? De certo um Pitbull seguidista das políticas de Chirrac. Estarei enganado?

Mas o grande profeta europatriota continua a brindar-nos com pérolas como esta:
Citar
Desprezo pela vida alheia manifesta quem desencadeia guerras preventivas com "overwhelming power" num "shock and awe" que causou 30.000 mortos

Claro, porque o senhor nunca demonstrou desprezo pela vida alheia e, que eu saiba, o facto de uma pessoa fazer algo não legitima essa acção. Não é pelo meu vizinho matar a sua mulher que eu farei o mesmo com a minha presumindo que isso é uma atitude correcta.
Vejemos os seus grandiosos comentários a favor da vida dos soldados, sem qualquer desrespeito pela vida alheia:

Citar
e ontem mais um caniche britânico (enviado pelo euro-traidor Blairdalhoca) deixou de ladrar... :P

Caro profeta, o senhor fala fala fala e fala e fala fala fala fala fala fala fala fala fala e fala fala fala, mas nunca consegue dizer nada de jeito limitando-se, de uma forma simplista tal e qual como uma peixeira em dia de campanha do PCP, a dizer mal daquilo que vê. Se é azul escuro é porque é azul escuro, se é azul claro é porque é azul claro.

Lembra-se de uma página chamada Ilovetheiraqiinformationminister.com ? Onde o grande tesouro das citações deste ministro ía sendo publicado?
Estou a pensar criar o Iloveeuropatriota.com para ir lá incluindo as suas maravilhosas quotes, contradição atrás de contradição. Ainda me encontro incrédulo, mas quem sabe.  :wink:

Estas discussões fazem-me mal à cabeça. Num sentido literal. Pois cada vez que leio um dos seus posts bato com a cabeça no teclado como quem diz: "Fod***, outra vez? Impressionante!".

Com os melhores e mais sinceros cumprimentos, vergo-me humildemente perante o grande profeta da paz kantiana!
Título:
Enviado por: komet em Junho 29, 2004, 05:47:55 pm
Ricardo Nunes, desafio-o a ler cada página deste thread, parecem copias umas das outras quase à letra lol

É sempre o novo ciclo todas as páginas "E não lhe dirigo mais palavra", na página seguinte o nosso europatriota arranja novas barbaridades para nós comentarmos ou simplesmente passarmos um bom momento de risada  :lol:
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 29, 2004, 07:03:42 pm
Citar
Desprezo pela vida alheia manifesta quem desencadeia guerras preventivas com "overwhelming power" num "shock and awe" que causou 30.000 mortos, não quem se limita, depois de atacado selváticamente, a defender a Pátria e a repelir os cruzados ladrões de petróleo...  

Citar
e ontem mais um caniche britânico (enviado pelo euro-traidor Blairdalhoca) deixou de ladrar...  

Citar
A heróica resistência iraquiana comemora a tomada de posse do Governo fantoche abatendo e "despachando" para Arlington os restos carbonizados de mais três terroristas ladrões de petróleo. Hurrah !


Tal como o Ricardo Nunes, eu bem tento ignorar este homem mas é impossivel!

O meu objectivo neste forum passou a ser simples: "Get an ignore list" "Get an ignore list" "Get an ignore list" "Get an ignore list" "Get an ignore list" "Get an ignore list"
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 29, 2004, 07:06:53 pm
Acabou-se esta palhaçada, eu vou abrir um novo topico de votação e vamos ver quantos é que estão pelo profeta e quantos estão pelas pessoas que raciocinam.

Isto sem ofender os utilizadores que estão pelo profeta, porque eu dúvido que existam pessoas que tenham exactamente a mesma opinião.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 29, 2004, 10:16:01 pm
"A heróica resistência iraquiana comemora a tomada de posse do Governo fantoche abatendo e "despachando" para Arlington os restos carbonizados de mais três terroristas ladrões de petróleo. Hurrah ! "

- Com esta merece que se lhe vá ao focinho, imbecilóide idiota!

Pedro Marcos
Título:
Enviado por: Luso em Junho 29, 2004, 10:47:22 pm
"A Grande Europa, respeitadora do direito internacional, da dignidade dos povos e da paz mundial deve unir-se, rearmar-se e liderar o mundo rumo à Paz Perpétua kantiana"

" heróica resistência iraquiana comemora a tomada de posse do Governo fantoche abatendo e "despachando" para Arlington os restos carbonizados de mais três terroristas ladrões de petróleo. Hurrah ! "

-  dignidade dos povos!

Tu sabes lá o que quer dizer a palavra "dignidade", imbecil!
O que te falta é a atenção dos teus paizinhos que não te deram a suficiente, garotelho!
Cada vez me surpreendo com o nível baixo a que pode chegar uma pessoa...

Não haverá aí uma alma caridosa que envie a este nudibrânquio um daqueles vírus à Fernando Rocha?
Título:
Enviado por: Lince em Junho 29, 2004, 10:57:08 pm
Citação de: "europatriota"
A heróica resistência iraquiana comemora a tomada de posse do Governo fantoche abatendo e "despachando" para Arlington os restos carbonizados de mais três terroristas ladrões de petróleo. Hurrah !

Citação de: "Rui Elias"
Já sabemos que a retro-escavadora de Arlington não tem tido descanso, e consta que o Pentágono já abriu concurso para mais uma, mas escusa de dar esses gritos de alegria pela morte de jovens que não passam de carne para canhão (apesar de voluntários) dos desígnios do Obberkomando instalado no Pentágono.


Sem comentários.

Até sempre.
Título:
Enviado por: komet em Junho 29, 2004, 11:05:37 pm
Pois, acabou-se a "festa".
 :wink:

Já não era sem tempo.

O Rui também foi?? Hmm parece-me exagerado...
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 29, 2004, 11:07:31 pm
Pois, já mandei uma mensagem ao Lince...resta esperar!

Europatriota vou ter saudades suas! :rir:
Título:
Enviado por: emarques em Junho 29, 2004, 11:09:42 pm
Sim, o que o Rui fez foi dizer para não dar gritos de alegria com a morte de pessoas (apesar de o ter feito de forma... característica...).
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 29, 2004, 11:10:10 pm
Pois, bem estão os bans estreados.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 29, 2004, 11:10:53 pm
Ao Senhor Moderador apresento os meus cumprimentos e saúdo-o pela forma equilibrada como exerce as suas atribuições.
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 29, 2004, 11:18:47 pm
Não vou comentar sobre a 1ª pessoa, pois as suas acções eram por demais evidentes. O seu comportamento estava mesmo a pedi-las.

Quanto ao Rui, bem... Ele estava a  dizer que não concordava, mas a maneira como ela se exprimiu foi extremamente infeliz. No entanto não o compararia com as expressões da 1ª pessoa. Se este, e era o que mais me impressionava, parecia acreditar piamente no que dizia (e via-se a sua reacção quando era contradito), no Rui pareceu-me sempre mais um exagero de retórica.


PS:@ [pt]hkflash, parece que já tinha havido uns problemas entre o Rui e a administração há uns tempos atrás...

Já agora, não seria melhor começar uma thread nova sobre o Iraque ?
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 29, 2004, 11:20:49 pm
Ou talvez limpar os post dos utilizadores banidos, os meus e de outros que estavam off-topic.

Mas se calhar não era má ideia Spectral, por mim começa uma nova, esta foi arrasada.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 29, 2004, 11:31:53 pm
"Ou talvez limpar os post dos utilizadores banidos, os meus e de outros que estavam off-topic.

Mas se calhar não era má ideia Spectral, por mim começa uma nova, esta foi arrasada."

Não era má ideia, não senhor.
Este fórum distinguia-se dos outros pela cordialidade com que os seus intervenientes se regiam apesar das ideias contrárias aqui expressas. E que deverão poder continuar a fazê-lo desde que dentro de limítes mínimos de sociabilidade.
E respeito.
Título:
Enviado por: komet em Junho 29, 2004, 11:33:46 pm
Por mim também acho...

Já agora, acham que a minha sig está grande demais? :s
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Junho 29, 2004, 11:39:55 pm
Ta porreira Komet  :wink:

Se está grande são te posso reponder, parece-me rasoavel mas isso é com os mods
Título:
Enviado por: emarques em Junho 29, 2004, 11:54:57 pm
O que me parece é que o avião está um bocado torto... ;)
Título:
Enviado por: komet em Junho 29, 2004, 11:57:00 pm
Citar
O que me parece é que o avião está um bocado torto...


Não imagina o que me custou apanhar o avião de um angulo que nao ficasse encandeado com o sol, e que desse para ver os homenzinhos a saltar do B-17.. depois tive que "apertar" a imagem para ter uma disposiçao mais horizontal.. enfim  :P
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 30, 2004, 12:09:29 am
Ó komet, se  a imagem ficasse um bocadinho mais na horizontal ainda melhor!
Mas no fundo, a sig condiz com o komet ( o avião está claro  8) ): algo "barrigudo", e que não seguia as linhas horizontais de um Spitfire ou de um Me262  :wink:
Título:
Enviado por: FinkenHeinle em Junho 30, 2004, 12:14:51 am
Citação de: "komet"
Por mim também acho...

Já agora, acham que a minha sig está grande demais? :s


Se está grande ou não, isso é discutível. Agora, que está lindo, ninguém discute. Parabéns Komet...
Título:
Enviado por: Luso em Junho 30, 2004, 09:16:40 am
Está grandita, está, Komet.
Não te esqueças que o mais importante é o que tens para dizer e não a imagem!  :wink:
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 30, 2004, 03:39:05 pm
DD

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Iraque vai restabelecer a pena de morte

O presidente iraquiano, Ghazi Al Yauar, anunciou que o Governo do Iraque decidiu restabelecer a pena de morte após a transferência de poderes, na passada segunda-feira.



Numa entrevista publicada esta quarta-feira no diário árabe Asharq al Awsat, o presidente explica que houve uma reunião, pouco após a transferência de poderes, durante a qual decidiu-se restabelecer a pena capital, acrescentando que a decisão será anunciada «num futuro próximo».
Um porta-voz do governo iraquiano confirmou que a questão foi analisada em Conselho de Ministros e que as decisões serão anunciadas «ainda hoje (quarta-feira) ou amanhã (quinta-feira)».

30-06-2004 9:32:18
Título:
Enviado por: Fábio G. em Junho 30, 2004, 06:41:44 pm
DD

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Tropas da coligação estiveram à beira de conflito com Irão em 2003

O comando militar norte-americano no Iraque ordenou às tropas britânicas para prepararem uma ofensiva terrestre de grande envergadura contra as forças iranianas que, há um ano, cruzaram a fronteira e se apoderaram de território em disputa, disse um alto responsável britânico citado pelo Daily Telegraph.



O jornal acrescenta que um ataque iria certamente provocar um conflito aberto com o Irão, pelo que os britânicos decidiram resolver a questão através dos canais diplomáticos.
«Se tivéssemos atacado as posições iranianas, abriríamos as portas do inferno. Teríamos os iranianos à frente e os insurrectos a atacar-nos na retaguarda», disse uma fonte da Defesa.

O incidente foi revelado por um alto responsável britânico não identificado, durante uma conferência que decorreu na semana passada em Londres, noticiada na edição desta quarta-feira da Defence Analysis.

Um porta-voz do Ministério da Defesa disse, entretanto, que «alguns postos de observação iranianos na fronteira foram reposicionados, mais ou menos cerca de um quilómetro para o interior do território iraquiano».

O incidente iniciou-se em Julho do ano passado, quando os Guardas Revolucionários entraram cerca de um quilómetro no interior do Iraque, a norte e leste de Bassorá, numa aparente tentativa de reocupar território que alegavam pertencer ao Irão.

O general Ricardo Sanchez ordenou então aos britânicos para se prepararem para enviar milhares de tropas para atacar as posições da Guarda Revolucionária.

A Guarda Revolucionária integra 125 mil soldados, o que lhe dá uma dimensão 25% superior à da totalidade do exército britânico, sendo equipada com 500 tanques, 600 veículos blindados de transporte de pessoal e 360 peças de artilharia.

O incidente prolongou-se durante uma semana e foi resolvido com uma conversa telefónica entre o ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, Jack Straw, e o seu homólgo iraniano, Kamal Kharrazi, disseram responsáveis britânicos.

A Guarda Revolucionária iraniana foi responsável pela captura de oito marinheiros britânicos na semana passada, acusados de terem cruzado ilegalmente a fronteira marítima com o Irão.

Os oito homens, que iam entregar barcos de patrulha ao serviço de patrulha iraquiano, foram entretanto libertados, depois de terem sido exibidos com os olhos vendados na televisão iraniana.

30-06-2004 15:57:22
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 02, 2004, 10:26:27 am
DD

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Ataque contra hotéis em Bagdad faz três feridos

Três pessoas ficaram feridas esta sexta-feira num ataque com morteiros contra o recinto onde se encontram os hotéis internacionais em Bagdad, segundo acaba de informar a rádio nacional iraquiana.



Um dos morteiros atingiu o décimo andar do Hotel Sheraton, sem, todavia, ter causado vítimas. Um outro foi lançado contra o Hotel Bagdad, tendo ferido três pessoas.
Segundo as primeiras informações, os morteiros foram disparados a partir de um autocarro na praça Ferdus, contígua ao Hotel Sheraton. Após os disparos, os atacantes fugiram num carro.

02-07-2004 9:57:20

Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 02, 2004, 11:38:12 am
TSF

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IRAQUE
Dois cidadãos turcos libertados «a troco de nada»
Dois cidadãos turcos feitos reféns no Iraque foram libertados pelos seus captores, anunciou hoje um responsável diplomático da Embaixada turca em Bagdad.
 
( 10:29 / 02 de Julho 04 )

 
 
 
«Para honrar o povo turco muçulmano e após o arrependimento dos dois reféns decidimos libertá-los a troco de nada», disse um dos homens mascarados que aparece no vídeo.

A libertação dos dois reféns tinha sido anunciada pelos sequestradores num vídeo emitido esta sexta-feira pela estação de televisão Al-Jazeera.

Os raptores, que se identificaram como pertencendo à Brigada Mujaidine, disseram que libertariam os reféns sem condições.

 
Título:
Enviado por: NVF em Julho 02, 2004, 08:11:39 pm
Citação de: "Lince"
Citação de: "europatriota"
A heróica resistência iraquiana comemora a tomada de posse do Governo fantoche abatendo e "despachando" para Arlington os restos carbonizados de mais três terroristas ladrões de petróleo. Hurrah !

Citação de: "Rui Elias"
Já sabemos que a retro-escavadora de Arlington não tem tido descanso, e consta que o Pentágono já abriu concurso para mais uma, mas escusa de dar esses gritos de alegria pela morte de jovens que não passam de carne para canhão (apesar de voluntários) dos desígnios do Obberkomando instalado no Pentágono.

Sem comentários.

Até sempre.


Oh Lince, és um verdadeiro democrata, apologista da discussão e do debate. Grande moderador! Continua a dirigir o teu fórum democraticamente e um dia todos serão como tu, com a mesma opinião.

Como já deves ter percebido, não tenciono voltar a estas paragens, com grande pena minha, pois há por aqui gente muito interessante (assim de cabeça, quase todos, a excepção és mesmo tu). De qualquer modo, se te der prazer, bane-me à vontade que eu até gosto.
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Julho 02, 2004, 09:25:40 pm
Citação de: "NVF"
Citação de: "Lince"
Citação de: "europatriota"
A heróica resistência iraquiana comemora a tomada de posse do Governo fantoche abatendo e "despachando" para Arlington os restos carbonizados de mais três terroristas ladrões de petróleo. Hurrah !

Citação de: "Rui Elias"
Já sabemos que a retro-escavadora de Arlington não tem tido descanso, e consta que o Pentágono já abriu concurso para mais uma, mas escusa de dar esses gritos de alegria pela morte de jovens que não passam de carne para canhão (apesar de voluntários) dos desígnios do Obberkomando instalado no Pentágono.

Sem comentários.

Até sempre.

Oh Lince, és um verdadeiro democrata, apologista da discussão e do debate. Grande moderador! Continua a dirigir o teu fórum democraticamente e um dia todos serão como tu, com a mesma opinião.

Como já deves ter percebido, não tenciono voltar a estas paragens, com grande pena minha, pois há por aqui gente muito interessante (assim de cabeça, quase todos, a excepção és mesmo tu). De qualquer modo, se te der prazer, bane-me à vontade que eu até gosto.


Não entendo qual é o interesse de continuar esta discussão.  :roll:

Se por um lado concordo consigo NVF - na moral da tomada de decisão - por outro penso que tal indicação não seria necessária.
Este fórum é, como todos os outros, propriedade de um certo número de pessoas e estas têm o direito de o gerir como bem entenderem. Seja democraticamente ou não. É tal e qual o regime militar - todos sabemos que está cá para defender a democracia mas que, dentro dele, esta não existe.

Não quero comentar se foi a atitude correcta ou não ( até porque penso que o caso do Rui Elias e do Europatriota era bem diferentes ) mas como utilizador usual do fórum defesa gostaria de salientar que apoio a decisão do moderador/administrador.
Espero que não deixe de participar no fórum por causa deste incidente.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 02, 2004, 10:43:39 pm
DD

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Exército polaco confirma detecção de armas químicas no Iraque

As forças armadas polacas confirmaram esta sexta-feira ter encontrado no Iraque obuses e ogivas contendo gás cyclosarin. Numa conferência de imprensa, o general Marek Dukaczeusky, chefe dos serviços secretos militares, adiantou que os militares compraram 17 rockets e dois morteiros com agentes químicos no final de Junho.

As forças armadas polacas confirmaram esta sexta-feira ter encontrado no Segundo o responsável, o armamento foi adquirido no centro-sul do Iraque, a dois indivíduos que foram identificados. As análises levadas acabo por especialistas norte-americanos confirmaram que continham cyclosarin, muito provavelmente, restantes do conflito contra o Irão, nos anos 80.
As forças armadas norte-americanas já vieram a público, no entanto revelar que apenas dois dos rockets tiveram resultados positivos no despiste de sarin. Uma discrepância que ainda não foi explicada.

02-07-2004 22:00:44
Título:
Enviado por: JNSA em Julho 02, 2004, 11:46:26 pm
Citação de: "Ricardo Nunes"
Citação de: "NVF"
Citação de: "Lince"
Citação de: "europatriota"
A heróica resistência iraquiana comemora a tomada de posse do Governo fantoche abatendo e "despachando" para Arlington os restos carbonizados de mais três terroristas ladrões de petróleo. Hurrah !

Citação de: "Rui Elias"
Já sabemos que a retro-escavadora de Arlington não tem tido descanso, e consta que o Pentágono já abriu concurso para mais uma, mas escusa de dar esses gritos de alegria pela morte de jovens que não passam de carne para canhão (apesar de voluntários) dos desígnios do Obberkomando instalado no Pentágono.

Sem comentários.

Até sempre.

Oh Lince, és um verdadeiro democrata, apologista da discussão e do debate. Grande moderador! Continua a dirigir o teu fórum democraticamente e um dia todos serão como tu, com a mesma opinião.

Como já deves ter percebido, não tenciono voltar a estas paragens, com grande pena minha, pois há por aqui gente muito interessante (assim de cabeça, quase todos, a excepção és mesmo tu). De qualquer modo, se te der prazer, bane-me à vontade que eu até gosto.

Não entendo qual é o interesse de continuar esta discussão.  :wink: )
Título:
Enviado por: Lince em Julho 02, 2004, 11:54:08 pm
Citação de: "NVF"
Oh Lince, és um verdadeiro democrata, apologista da discussão e do debate. Grande moderador! Continua a dirigir o teu fórum democraticamente e um dia todos serão como tu, com a mesma opinião.

Caro NVF:

Neste fórum nunca ninguém foi e nunca ninguém será “expulso” por expor os seus pontos de vista. Só que uma coisa é debater ideias e opiniões de forma “civilizada” e outra é recorrer ao mais baixo nível para “festejar” e “congratular-se” com a morte seja lá de quem for. Ou será que partilha e subscreve as frases acima proferidas?
Também gostaria de o informar que ambos os utilizadores foram avisados um sem número de vezes de que deveriam modificar o seu comportamento, fazendo, como aliás se pode verificar, caso omisso desses mesmos avisos.

Citação de: "NVF"
Como já deves ter percebido, não tenciono voltar a estas paragens, com grande pena minha, pois há por aqui gente muito interessante (assim de cabeça, quase todos, a excepção és mesmo tu). De qualquer modo, se te der prazer, bane-me à vontade que eu até gosto.


Lamento e espero que reconsidere a sua decisão.
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Julho 02, 2004, 11:56:30 pm
João sem dúvida, mas como eu tive o cuidado de salientar considero os casos do Rui e do Europatriota bastante diferentes.

Eu disse, e continuo a afirmar - não comento as expulsões. Mas se foi essa a decisão do moderador eu apoio-a.
Título:
Enviado por: komet em Julho 03, 2004, 12:04:23 am
Só venho reforçar a minha opinião de q a meu ver o Rui não devia ter sido banido, se algum mal fez, a gravidade q  fosse daria talvez para suspensão temporária.. mas isto sou só eu.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 03, 2004, 12:04:02 pm
TSF

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IRAQUE
Ogivas encontradas são inofensivas
As ogivas que os serviços de informações militares polacos encontraram no Iraque não continham nem gás mostarda nem gás sarin, anunciou a Força Multinacional.
 
( 23:49 / 02 de Julho 04 )

 
 
 
Quinta-feira, o ministro da Defesa polaco anunciou a descoberta no Iraque de «mais de dez» ogivas com gás de combate. Uma informação inicialmente avançada pelo secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld.

No entanto, após a realização de análises, a Força Multinacional no Iraque fez saber que as ogivas em causa não continham nem gás mostarda nem gás sarin.

«Estas 16 ogivas estavam vazias e não havia nelas qualquer substância química», refere a Força Multinacional em comunicado.

Em outras duas ogivas, encontradas em meados de Junho, foi detectada uma quantidade insignificante de gás sarin.

Estas ogivas datavam da guerra Irão-Iraque (1980-1988), pelo que, devido à «deterioração e pequena quantidade de agentes químicos, teriam pouco ou nenhum impacte se a guerrilha os tivesse utilizado contra as forças da coligação».
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 03, 2004, 12:07:20 pm
TSF

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IRAQUE
Marine norte-americano sucumbe a ferimentos
Um marine norte-americano morreu, sábado, devido a ferimentos contraídos na sexta-feira durante uma operação militar na província de Al-Anbar, a oeste de Bagdad, indicou oexército dos Estados Unidos, em comunicado.
 
( 10:28 / 03 de Julho 04 )

 
 
 
O soldado «morreu devido a ferimentos sofridos na sexta-feira durante uma operação de manutenção da segurança», refere um comunicado do exército norte-americano, sem fornecer pormenores sobre o incidente.

Dois outros marines norte-americanos foram mortos na sexta-feira no Iraque, na região de Fallujah, um deles em combate e outro que fora ferido no dia anterior.

A província de Al-Anbar é um bastião de ataques contra as forças norte-americanas, com focos de revolta sunitas em Fallujah e Ramadi.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 03, 2004, 01:10:11 pm
JN

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Dois marines mortos e roquetes contra hotéis
Ceerwan Aziz / reuters
 
Dois marines norte-americanos morreram, ontem, no Iraque. Um deles morreu de ferimentos resultantes de combates, anteontem, na cidade sunita de Fallujah; e o outro foi atacado quando estava a tentar manter a segurança naquela cidade, a Oeste de Bagdade. Estas baixas elevam para 636 os soldados norte-americanos mortos em combate no Iraque e 222 em acidentes.

Em Bagdade, a guerrilha iraquiana disparou dois roquetes contra dois hotéis, um dos quais habitado pelos jornalistas e empresários estrangeiros. Cinco iraquianos ficaram feridos.

O primeiro roquete atingiu o 10º andar do "Sheraton" e o segundo explodiu no parque de estacionamento do "Bagdad Hotel". Os dois engenhos foram disparados a partir de uma camioneta estacionada na Praça Ferdous, perto dos hotéis Sheraton e Palestina, que estão protegidos por um perímetros de várias centenas de metros.

As autoridades anunciaram que um motorista paquistanês foi libertado pelos sequestradores, que chegaram a ameaçar que o iriam decapitar. Hafeez, 26 anos, trabalhava para uma empresa norte-americana.

Por sua vez, o Ministério da Defesa Britânica anunciou que vai levar a Tribunal o soldado britânico que disparou ilegalmente contra uma criança iraquiana de 13 anos, depois da Amnistia Internacional denunciar a violência do Exército.
Título:
Enviado por: dremanu em Julho 04, 2004, 03:53:35 pm
Leiam este artigo que saiu na revista "Time" da semana passada.
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Meet The New Jihad

A TIME investigation reveals how insurgents in Iraq aim to create an Islamic state and turn the country into a terrorist haven
By MICHAEL WARE/FALLUJAH

The safe house lies on the outskirts of Fallujah in a neighborhood where no Americans have ventured. Inside, a group of Arab sheiks has gathered to discuss the jihad they and their followers are waging against the U.S. The men wear white robes and long beards and greet each other solemnly. They are all Iraqi, but their beliefs are those of the strict Wahhabi strain of Islam repressed under Saddam Hussein. Unlike most Iraqi sitting rooms, this one has no pictures adorning its walls or a television or radio nestled in a corner. Such luxuries are forbidden, just as they were under the Taliban in Afghanistan. At the back of the room are a few men from Saudi Arabia, who stand silently as one of the sheiks, the group's leader, addresses me in Arabic and stilted English. The war in Iraq, he says, is one of liberation, not just of a country but of Muslim lands, Muslim people, Islam itself. There is no room for negotiation with the enemy, no common ground. What he and his men offer is endless, righteous resistance. "Maybe this war will take a long time," he says. "Maybe this is a world war."

After the meeting, they adjourn to the garden and drink sweet black tea in the twilight. As they lecture me on Islam, a roar cuts across the conversation. From the other side of the farmhouse, less than 50 yds. away, a missile soars over us with a thunderous screech—bound for a nearby encampment housing U.S. Marines. "Allahu akbar," they all mutter—God is great. Minutes later, the imam makes the evening call to prayer. The 50 militants gathered at the safe house form tight lines behind one of the imams and bow reverently in prayer. Then some leave to get ready to try to kill more Americans.

While the U.S. hopes that the fighting and dying in Iraq will begin to dissipate after the hand-off of power to an interim Iraqi government this week, militants like these sheltered outside Fallujah are just as determined to wreak more carnage. The ruthlessness of the insurgents was evident across Iraq last week, as guerrillas launched a wave of attacks that were stunning in their scale and coordination. In a single day, insurgents attacked in six cities, blowing up police stations, seizing government buildings, ambushing U.S. forces and killing more than 100 people, including three American soldiers. Though U.S. commanders continue to say they can contain the insurgency, Iyad Allawi, the incoming Iraqi Prime Minister, said he may impose martial law once he takes office, a move that would at least temporarily suspend many of the liberties the U.S. ostensibly intended to bring to Iraq. "We were expecting such an escalation, and we will witness more in the next few weeks," Allawi said. "We will deal with it, and we will crush it."

The insurgents have no intention of laying down their arms. Indeed, the nature of the insurgency in Iraq is fundamentally changing. Time reported last fall that the insurgency was being led by members of the former Baathist regime, who were using guerrilla tactics in an effort to drive out foreign occupiers and reclaim power. But a Time investigation of the insurgency today—based on meetings with insurgents, tribal leaders, religious clerics and U.S. intelligence officials—reveals that the militants are turning the resistance into an international jihadist movement. Foreign fighters, once estranged from homegrown guerrilla groups, are now integrated as cells or complete units with Iraqis. Many of Saddam's former secret police and Republican Guard officers, who two years ago were drinking and whoring, no longer dare even smoke cigarettes. They are fighting for Allah, they say, and true jihadis reject such earthly indulgences.

Their goal now, say the militants interviewed, is broader than simply forcing the U.S. to leave. They want to transform Iraq into what Afghanistan was in the 1980s: a training ground for young jihadists who will form the next wave of recruits for al-Qaeda and like-minded groups. Nearly all the new jihadist groups claim to be receiving inspiration, if not commands, from Abu Mousab al-Zarqawi, the suspected al-Qaeda operative who the U.S. believes has masterminded the insurgency's embrace of terrorism. Al-Zarqawi's group kidnapped three Turkish workers last Saturday and threatened to behead them within 72 hours unless Turkish companies withdrew from Iraq. And now the conditions are ripening for the insurgents to turn their armed struggle into a political movement that aims to exploit the upheaval and turn parts of Iraq into Taliban-style fiefdoms. A potential leader is Sheik Mahdi Ahmed al-Sumaidai, a hard-line Salafi imam recently released from Abu Ghraib prison and now based in Baghdad's radical Ibn Taimiya Mosque. Mujahedin leaders and U.S. military and intelligence officers in Iraq say many jihadists are also rallying behind Harith al-Dhari, who leads the Association of Muslim Scholars, Iraq's most significant Sunni organization. Al-Dhari, who operates out of the Mother of all Battles Mosque, is said to have played a key role in mobilizing fighters during April's uprising in Fallujah; during a gathering of militants there on April 9, one of his lieutenants called on Muslims outside Iraq to join the fight. As a result, al-Dhari has built support among both Iraqi and foreign insurgents, who believe he may emerge as a figure akin to Taliban leader Mullah Omar.

Insurgents also say al-Zarqawi may have intended last week's onslaught to be even more catastrophic. As militants attacked in cities like Fallujah and Baqubah, a cell of an Iraqi resistance group working with al-Zarqawi roamed Baghdad, insurgent sources told Time. Working in small teams in separate cars, the insurgents cased targets and waited for their commanders, including al-Zarqawi himself, to issue strike orders. When the cell didn't receive the call, it withdrew and waited for another opportunity to attack.

U.S. intelligence officials say they now believe Iraq is a magnet for fanatical Muslims around the world. "It's become the proving ground," says a senior U.S. intelligence official. The jihadists are convinced they can continue fighting indefinitely. "Jihad is not made by us," says a midlevel insurgent leader. "It is made by the Prophet and will continue to Judgment Day." With the U.S. ceding political power to Iraqis this week, here's an inside look at how the new jihadists operate and the threats they pose to stability in Iraq. The Godfather

Before the U.S. invaded iraq last spring, al-Zarqawi was a fringe player on the global terrorist stage. According to U.S. intelligence officials, the 37-year-old Jordanian spent months traveling from Afghanistan to Iran to Georgia, offering his services as a terrorism consultant to Islamist groups. His firmest prewar connections were with Ansar al-Islam, a Kurdish-based militant group associated with al-Qaeda. Intelligence officials suspect that last spring al-Zarqawi fled to Iran and joined the terrorist group's leadership there before slipping back into Iraq.

Over the past six months, al-Zarqawi's profile in jihadi circles has risen with the increase in terrorist attacks in Iraq, including suicide bombings. Through aggressive use of the Internet, al-Zarqawi has promoted himself and his group, Attawhid wal Jihad, or Unity and Holy War. A senior U.S. military official says the U.S. believes that al-Zarqawi played a chief role in the coordination of last week's violence and is gearing up for more. "This guy knows his [stuff]," says the official.

From what Iraqi members of jihadist groups closely affiliated with al-Zarqawi's network describe, the Jordanian operates more as a godfather-style mafioso than a traditional military commander. Insurgent commanders told Time that al-Zarqawi does not direct day-to-day operations but guides strategy and is involved in the planning of major operations. Al-Zarqawi possesses an unmatched ability to persuade and indoctrinate. "Some of the emirs just have to sit with him and listen," says a senior Fallujah-based commander, "and they walk away committed to him."

Al-Zarqawi's role at the center of the insurgency was cemented in April, during the standoff between militants and U.S. Marines in Fallujah. Foreign fighters from throughout the Middle East, including Syria and Saudi Arabia, manned the barricades alongside Iraqi fighters during the Marines' offensive. This kind of on-the-ground cooperation was rare in the past, according to Iraqi cell leaders, in part because foreigners were viewed as terrorists interested only in major attacks against civilian targets. Now foreigners team up with Iraqis to employ more traditional guerrilla tactics, such as roadside ambushes and mortar attacks against U.S. forces.

Despite al-Zarqawi's efforts to attract Iraqi insurgent groups into his network, his inner circle of lieutenants and bodyguards is said to consist entirely of foreign fighters. No one can pinpoint how many are operating in Iraq, partly because they remain shadowy even to those who work with them. "The foreigners trust no one, not even their own clothes," says an Iraqi resistance fighter. He adds that al-Zarqawi has become an inspirational figure, like Osama bin Laden, for militants who espouse his methods and religious fervor. "Most are not members of his group in a formal sense," says the insurgent. "But everyone, especially the foreigners in Iraq who share his ideals of jihad, considers himself part of Attawhid wal Jihad."

The lieutenants

Among those who have thrown their support behind the jihad is insurgent leader Abu Ali. A ballistic-missile specialist in Saddam's Fedayeen militia, he fought U.S. troops during the invasion and has served as a resistance commander ever since, organizing rocket attacks on the green zone, the headquarters of the U.S. administration in Baghdad. When interviewed by Time last fall, he spoke of a vain hope that Saddam would return and re-establish a Baathist regime. But at a recent meeting near a rural mosque, he said he is fighting to rid all Muslim lands of infidels and to set up an Islamic state in Iraq. "The jihad in Iraq is more potent than it was in Afghanistan in the 1980s because the insurgents today have better weapons and are developing new ones," he says.

The insurgency's shift toward a religious outlook is in part driven by financial necessity: the capture of Saddam and his henchmen drained the insurgency of its former sources of funding. That forced Iraqi groups to turn to foreign financiers in places like the gulf, and they have demanded that the insurgents adopt a more radical religious identity. "After we rolled up Saddam, we hit them pretty hard, and this is what they turned to," says a senior U.S. military official. "It would appear there are not only some marriages of convenience but also some groups that have crossed over to the jihadi side." One such group, whose leaders met with Time, is the Kata'ib al-Jihad al-Islamiyah, or Battalions of Islamic Holy War. Founded by frontline officers from Saddam's intelligence services and the Republican Guard who once shunned terrorist attacks that killed innocent Iraqis, the group represents a significant Iraqi wing of al-Zarqawi's network. The group's leaders say they now accept mass-casualty attacks as legitimate; they claim that innocents killed in such strikes go straight to paradise. A fund-raising video made by the group and given to Time shows its members citing exhortations by bin Laden and referring to fundamentalist interpretations of the Koran. Kata'ib has incorporated foreign fighters into its cells. One member says the group has formed an entirely foreign unit, dubbed the Green Brigade. The group's commanders say their fighters joined last week's attacks against U.S. Marines in Fallujah and helped lead the uprising in Baqubah.

Kata'ib has drawn new members from the ranks of former detainees at Abu Ghraib. Scores of men like Abu Mustafa, a former military officer, say they spent their time in jail studying Salafi Islam and receiving lessons in jihad from bearded Iraqis and detainees who came from places like Syria and Saudi Arabia. Abu Mustafa claims that cellblocks have secretly become mini-madrasahs, or religious schools. "We studied hard every day and often into the night," he says. The U.S. has released hundreds of detainees in recent weeks, supplying the insurgency with a fresh crop of jihadists. "There was one man who didn't even know how to pray," says Abu Mustafa. "When he got out, he was like an imam and is one of our most ferocious fighters on the front line."

The Future of Jihad

The U.S. does not believe that the insurgency has an organized command structure; even al-Zarqawi's network seems to be less a military unit than a decentralized terrorist operation. Iraqi commanders say the shape of the network shifts constantly, with no formal membership of any one group. The amorphous nature of the resistance also means it has the potential to spread more easily into the Sunni heartland, where U.S. forces are still struggling to maintain order. Fallujah is already a terrorist sanctuary; insurgent sources say the safe haven is set to expand into Baqubah and Samarra.

With U.S. forces stretched thin and Iraqi security forces still months away from being able to assert authority, the fear is that the al-Zarqawi-led jihadists may carve out their own fiefdoms across the country from which they can recruit and train zealots to join their struggle—a version of the northwest province in Pakistan, which al-Qaeda has turned into a safe haven. The insurgents' aspirations are growing. Abdullah, a midlevel leader of Kata'ib, says he's happy U.S. troops are staying in Iraq: it means he can be part of the jihad. Asked what the jihadists will do if U.S. forces finally pull out, one of Abdullah's comrades offers this answer: "We will follow them to the U.S."


With reporting by Massimo Calabresi/Washington and Aparisim Ghosh and Vivienne Walt/Baghdad
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 05, 2004, 03:12:13 pm
DD

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Alawi vai pedir aos EUA que bombardeiem países vizinhos

O primeiro-ministro interino iraquiano, Iyad Alawi, advertiu esta segunda-feira os países vizinhos que vai pedir aos EUA que os bombardeiem se estes não travarem a entrada no Iraque de radicais islâmicos através das suas fronteiras.



Em declarações ao canal de televisão árabe Al-Hurra, criado e financiado pelos EUA, o chefe do governo iraquiano acusou alguns dos Estados que fazem fronteira com o Iraque – sem precisar quais – de apoiarem a instabilidade neste país.
Na véspera, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraquiano, Hoshyar Zibari, referiu-se directamente à Síria e ao Irão, acusando-os de manter fronteiras permeáveis e de favorecer a entrada de radicais no Iraque.

05-07-2004 14:03:20
Título:
Enviado por: [PT]HKFlash em Julho 05, 2004, 06:06:58 pm
É isso mesmo! Acabem com eles!
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Julho 05, 2004, 08:13:12 pm
Parece-me uma declaração sem sentido e apenas com objectivos propagandisticos.

É simplesmente irrisório e ilógico.
Título:
Enviado por: komet em Julho 05, 2004, 09:10:05 pm
E dá mais ares de ser um governo fantoche...
Título:
Enviado por: JLRC em Julho 05, 2004, 09:36:37 pm
Citação de: "Lince"


Caro NVF:

Neste fórum nunca ninguém foi e nunca ninguém será “expulso” por expor os seus pontos de vista. Só que uma coisa é debater ideias e opiniões de forma “civilizada” e outra é recorrer ao mais baixo nível para “festejar” e “congratular-se” com a morte seja lá de quem for. Ou será que partilha e subscreve as frases acima proferidas?
Também gostaria de o informar que ambos os utilizadores foram avisados um sem número de vezes de que deveriam modificar o seu comportamento, fazendo, como aliás se pode verificar, caso omisso desses mesmos avisos.  


É óbvio que esta afirmação é demagógica. Está claro para todos que o que aconteceu foi pura censura. Neste forum ciganos, negros e árabes foram classificados com nomes do mais degradante que há, foi inclusivamente advogado o extermínio dos árabes, porque, diziam, eles eram tão selvagens que não tinham direito à existência. Qual foi a medida tomada contra quem fez tais afirmações? Nenhuma. Isto significa que se podem denegrir os ciganos, os negros, os árabes, etc impunemente, mas ai de quem diz mal dos cowboys do outro lado do Atlântico. O caso do Rui Elias então é para mim um grande mistério. Quem é que ele insultou, que mentira disse, que calúnia levantou? Dizer que Arlington está quase tão movimentado como quando da guerra do Vietnam? É verdade, ou será que dizer a verdade em relação aos americanos é proibido?
Está claro para mim e pelo que li, está claro para muitos companheiros do Forum que houve dois companheiros (em pleno Portugal de Abril), que foram expulsos por terem ideias diferentes do poder instituído neste Forum e de alguns companheiros com ideias xenófobas e racistas. Eu também não concordei com algumas expressões utilizadas pelo companheiro Europatriota e por isso resolvi não intervir mais, mas nunca me passou pela cabeça exigir que o amordaçassem. A censura acabou com o 25 de Abril.
VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Cumprimentos
JLRC

PS : Caro NVF, peço-lhe que reconsidere a sua atitude e volte para este Forum. A sua presença faz-nos falta.
Título:
Enviado por: Falcão em Julho 06, 2004, 02:00:50 am
Citação de: "JLRC"
É óbvio que esta afirmação é demagógica.

Não, não é demagógica, é a realidade. Neste fórum podemos dar o nosso ponto de vista seja ele qual for sempre e quando isso seja feito de forma civilizada. Dar vivas pelas mortes de soldados, fazer “piadas” desse mesmo facto, chamar “Coreano chorão” ao infeliz que foi decapitado selvaticamente enquanto era filmado, digamos que não é uma forma civilizada de defender um qualquer ponto de vista. Não o é para aquilo que eu chamo de civilização. Muitos mais exemplos poderiam ser referidos.

Citação de: "JLRC"
Está claro para todos que o que aconteceu foi pura censura.

Eu chamo a isto "pena" ou "sanção" pelo incumprimento de regras básicas, não só deste fórum mas de qualquer debate sério que não um vulgar "Big Brother".

Citação de: "JLRC"
Neste forum ciganos, negros e árabes foram classificados com nomes do mais degradante que há, foi inclusivamente advogado o extermínio dos árabes, porque, diziam, eles eram tão selvagens que não tinham direito à existência. Qual foi a medida tomada contra quem fez tais afirmações? Nenhuma.

A maior parte dos avisos de quem viola as regras do fórum são enviados por mensagens privadas. Por outro lado nunca vi nenhuma dessas acusações a que se refere. Pode-me dar exemplos?

Citação de: "JLRC"
Isto significa que se podem denegrir os ciganos, os negros, os árabes, etc impunemente, mas ai de quem diz mal dos cowboys do outro lado do Atlântico.

Não está a acusar-nos de sermos racistas pois não? Ou esta?
É que esse é um dos “ideais” que mais odiamos.

Citação de: "JLRC"
O caso do Rui Elias então é para mim um grande mistério. Quem é que ele insultou, que mentira disse, que calúnia levantou? Dizer que Arlington está quase tão movimentado como quando da guerra do Vietnam? É verdade, ou será que dizer a verdade em relação aos americanos é proibido?


O Rui Elias já tinha sido sancionado por constantemente “festejar” a morte de soldados no Iraque (não só americanos). A última graçola que motivou a primeira expulsão foi precisamente a ultima que motivou a sua expulsão definitiva e que daquela vez ele sob palavra de honra e reconhecendo que se excedeu (além de piadas de muito mau gosto de cariz sexual contra diversas pessoas que foram logo eliminadas) prometeu nunca mais violar as regras do fórum só que… durou pouco tempo.

Citação de: "JLRC"
Está claro para mim e pelo que li, está claro para muitos companheiros do Forum que houve dois companheiros (em pleno Portugal de Abril), que foram expulsos por terem ideias diferentes do poder instituído neste Forum e de alguns companheiros com ideias xenófobas e racistas. Eu também não concordei com algumas expressões utilizadas pelo companheiro Europatriota e por isso resolvi não intervir mais, mas nunca me passou pela cabeça exigir que o amordaçassem. A censura acabou com o 25 de Abril.
VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Já lhe mostrei que não é assim. É importante mencionar (embora isso não influenciasse a nossa decisão) que recebemos 27 e-mail´s e mensagens privadas a pedir a expulsão dos dois utilizadores em questão.
É importante também lembrar que não devemos confundir liberdade, seja ela de expressão ou de acção com Libertinagem ou Anarquia, dois grandes problemas que colocam as nossas sociedades e democracias de hoje em dia em perigo e são usadas e aproveitadas precisamente por aqueles que a querem destruir.

Ou será que para si estas duas frases ou pensamentos merecem palmas?

Citação de: "europatriota"
A heróica resistência iraquiana comemora a tomada de posse do Governo fantoche abatendo e "despachando" para Arlington os restos carbonizados de mais três terroristas ladrões de petróleo. Hurrah !

Citação de: "Rui Elias"
Já sabemos que a retro-escavadora de Arlington não tem tido descanso, e consta que o Pentágono já abriu concurso para mais uma, mas escusa de dar esses gritos de alegria pela morte de jovens que não passam de carne para canhão (apesar de voluntários) dos desígnios do Obberkomando instalado no Pentágono.


Nós e muitos amigos do fórum pensamos que não.

Cumprimentos e obrigado pela sua participação no ForumDefesa.com
Título:
Enviado por: Tiger22 em Julho 06, 2004, 02:35:44 am
Citação de: "Falcão"
Citação de: "JLRC"
É óbvio que esta afirmação é demagógica.

Não, não é demagógica, é a realidade. Neste fórum podemos dar o nosso ponto de vista seja ele qual for sempre e quando isso seja feito de forma civilizada. Dar vivas pelas mortes de soldados, fazer “piadas” desse mesmo facto, chamar “Coreano chorão” ao infeliz que foi decapitado selvaticamente enquanto era filmado, digamos que não é uma forma civilizada de defender um qualquer ponto de vista. Não o é para aquilo que eu chamo de civilização. Muitos mais exemplos poderiam ser referidos.

Citação de: "JLRC"
Está claro para todos que o que aconteceu foi pura censura.

Eu chamo a isto "pena" ou "sanção" pelo incumprimento de regras básicas, não só deste fórum mas de qualquer debate sério que não um vulgar "Big Brother".

Citação de: "JLRC"
Neste forum ciganos, negros e árabes foram classificados com nomes do mais degradante que há, foi inclusivamente advogado o extermínio dos árabes, porque, diziam, eles eram tão selvagens que não tinham direito à existência. Qual foi a medida tomada contra quem fez tais afirmações? Nenhuma.

A maior parte dos avisos de quem viola as regras do fórum são enviados por mensagens privadas. Por outro lado nunca vi nenhuma dessas acusações a que se refere. Pode-me dar exemplos?

Citação de: "JLRC"
Isto significa que se podem denegrir os ciganos, os negros, os árabes, etc impunemente, mas ai de quem diz mal dos cowboys do outro lado do Atlântico.

Não está a acusar-nos de sermos racistas pois não? Ou esta?
É que esse é um dos “ideais” que mais odiamos.

Citação de: "JLRC"
O caso do Rui Elias então é para mim um grande mistério. Quem é que ele insultou, que mentira disse, que calúnia levantou? Dizer que Arlington está quase tão movimentado como quando da guerra do Vietnam? É verdade, ou será que dizer a verdade em relação aos americanos é proibido?


O Rui Elias já tinha sido sancionado por constantemente “festejar” a morte de soldados no Iraque (não só americanos). A última graçola que motivou a primeira expulsão foi precisamente a ultima que motivou a sua expulsão definitiva e que daquela vez ele sob palavra de honra e reconhecendo que se excedeu (além de piadas de muito mau gosto de cariz sexual contra diversas pessoas que foram logo eliminadas) prometeu nunca mais violar as regras do fórum só que… durou pouco tempo.

Citação de: "JLRC"
Está claro para mim e pelo que li, está claro para muitos companheiros do Forum que houve dois companheiros (em pleno Portugal de Abril), que foram expulsos por terem ideias diferentes do poder instituído neste Forum e de alguns companheiros com ideias xenófobas e racistas. Eu também não concordei com algumas expressões utilizadas pelo companheiro Europatriota e por isso resolvi não intervir mais, mas nunca me passou pela cabeça exigir que o amordaçassem. A censura acabou com o 25 de Abril.
VIVA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Já lhe mostrei que não é assim. É importante mencionar (embora isso não influenciasse a nossa decisão) que recebemos 27 e-mail´s e mensagens privadas a pedir a expulsão dos dois utilizadores em questão.
É importante também lembrar que não devemos confundir liberdade, seja ela de expressão ou de acção com Libertinagem ou Anarquia, dois grandes problemas que colocam as nossas sociedades e democracias de hoje em dia em perigo e são usadas e aproveitadas precisamente por aqueles que a querem destruir.

Ou será que para si estas duas frases ou pensamentos merecem palmas?

Citação de: "europatriota"
A heróica resistência iraquiana comemora a tomada de posse do Governo fantoche abatendo e "despachando" para Arlington os restos carbonizados de mais três terroristas ladrões de petróleo. Hurrah !

Citação de: "Rui Elias"
Já sabemos que a retro-escavadora de Arlington não tem tido descanso, e consta que o Pentágono já abriu concurso para mais uma, mas escusa de dar esses gritos de alegria pela morte de jovens que não passam de carne para canhão (apesar de voluntários) dos desígnios do Obberkomando instalado no Pentágono.

Nós e muitos amigos do fórum pensamos que não.

Cumprimentos e obrigado pela sua participação no ForumDefesa.com



 :Palmas:  :Palmas:
Título:
Enviado por: Tiger22 em Julho 06, 2004, 02:58:50 am
JLRC:

Já reparou nas bandeiras no topo do fórum? Acha que um fórum que se diz lusófono e o é de facto poderia ser racista?
Sinceramente…
O europatriota e o Rui Elias foram muito bem expulsos, dê-se ao trabalho de ler este tópico desde o início. O Rui Elias teve até o desplante de colocar uma piada “porca” e de baixo nível sobre 2 ministros actuais, que foi eliminada após umas horas de ser colocada.
Apoio a expulsão e parece-me ridículo invocar a liberdade de expressão para apoiar as barbaridades destes 2 “senhores”. Liberdade sim, impunidade não.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 06, 2004, 11:54:37 am
DD

Citar
Operação militar conjunta em Falluja causa 12 mortos

O exército norte-americano e as forças de segurança iraquianas lançaram na noite de segunda-feira uma operação militar em Falluja que se saldou com a morte de pelo menos 12 pessoas.



Trata-se da primeira ocasião em que uma operação militar recebe o aval do governo do primeiro-ministro Iyad Allawi, depois de ter sido previamente consultado pelo exército dos EUA. O bombardeamento tinha como objectivo o líder da Al Qaeda no Iraque, Al Zarqawi.
As novas forças de segurança iraquianas forneceram ao exército norte-americano a informação que permitiu lançar a operação, indicou Allawi.

«Durante uma série de consultas entre representantes do governo (interino) e as forças da coligação, os serviços de segurança iraquianos facilitaram a informação que permitiu a ofensiva contra um lugar conhecido como «refúgio seguro» de Al Zarqawi», explicou Allawi, em comunicado.

O povo iraquiano não tolerará as acções de grupos terroristas, nem de aqueles que colaborarem com grupos estrangeiros, tais como a rede de Al Zarqawi», acrescenta a nota.

«Lançámos quatro bombas de 250 quilogramas e outras duas de 500 quilogramas sobre o objectivo», assegurou o porta-voz das forças multinacionais, sem precisar se Zarqawi estava ou não na casa durante o ataque.

06-07-2004 11:41:33
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Julho 06, 2004, 03:08:36 pm
Notícia bastante interessante, vale a pena ler:

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Iraqi Group Threatens to Kill Al-Zarqawi


By TAREK EL-TABLAWY, Associated Press Writer

BAGHDAD, Iraq - A group of armed, masked Iraqi men threatened Tuesday to kill Jordanian militant Abu Musab al-Zarqawi if he did not immediately leave the country, accusing him of murdering innocent Iraqis and defiling the Muslim religion.


The threats revealed the deep anger many Iraqis, including insurgent groups, feel toward foreign fighters, whom many consider as illegitimate a presence here as the 160,000 U.S. and other coalition troops.

In a videotape sent to the al-Arabiya television station, a group calling itself the "Salvation Movement," questioned how al-Zarqawi could use Islam to justify the killing of innocent civilians, the targeting of government officials and the kidnapping and beheading of foreigners.

"He must leave Iraq (news - web sites) immediately, he and his followers and everyone who gives shelter to him and his criminal actions," said a man on the video.

The video marked the first time that an Iraqi group made such a public threat against al-Zarqawi.

It was issued a day after U.S.-led coalition forces, who have been targeting al-Zarqawi, launched an air strike in the restive city of Fallujah on a suspected safe house used by his followers. The attack killed 15 people, witnesses said.

In the video, three men, their faces covered with Arab headscarves, were flanked by rocket propelled grenades and an Iraqi flag. The man speaking had a clear Iraqi accent.

"We swear to Allah that we have started preparing ... to capture him and his allies or kill them and present them as gift to our people." the man said. "This is the last warning. If you don't stop, we will do to you what the coalition forces have failed to do."

Al-Zarqawi, said to be connected to al-Qaida, is believed to be behind a series of coordinated attacks on police and security forces that killed 100 people only days before U.S. forces handed over power to an Iraqi interim government.

His followers have also claimed responsibility for the beheading of American businessman Nicholas Berg and South Korean translator Kim Sun-il.

The attacks have led to fears that religious fanatics and Saddam loyalists may be joining forces to fight both the multinational force and the new Iraqi government, increasing violence that has wracked the country since the fall of Saddam Hussein (news - web sites) 14 months ago.

The military announced Tuesday that three U.S. Marines assigned to the 1st Marine Expeditionary Force were killed while on duty in Western Iraq. Two died in action Monday in Anbar province, while a third died of his wounds later Monday.

In the town of Latifiya, 25 miles south of Baghdad, two police officers were seriously injured Tuesday when gunmen opened fire on their patrol car before fleeing, said police Lt. Hazim Abdul-Kadhim.

In the town of Yayieji, about 20 miles southwest of the northern city of Kirkuk, a roadside bomb exploded, just missing an Iraqi police car, but severely injuring a bystander, according to Col. Sarhat Qadir from the Kirkuk police force.

Four explosions were heard outside Fallujah on Tuesday, but the nature of the blasts was not known.

In Baghdad, the U.S. military said Tuesday that troops had fired on a car that failed to heed warnings to stop at a checkpoint, killing one child and wounding a second.

NATO (news - web sites) officials met Tuesday with Iraqi Defense Minister Hazem Shaalan as part of a fact-finding mission to carve out a possible future role for the alliance in the country.


"The purpose of this visit is to find out what needs to be done and present that in a report, and the political decision has to be taken in Brussels," said U.S. Adm. Greg Johnson, head of the delegation that included British and Italian military officials.

The interim government of Prime Minister Iyad Allawi has been trying to find a way to stem violence.

On Monday, U.S forces dropped two tons of bombs on a purported militant safe house in Fallujah, killing 15 members of one family, according to witnesses, and turning the building into a 30-foot-deep pit of sand and rubble.

The Fallujah attack was the fifth airstrike in the past two weeks in the area where the U.S. military says al-Zarqawi's network has safe houses.

Rescue workers in Fallujah picked up body parts after the U.S. airstrike, witnesses said. Video from Associated Press Television News showed the explosion had thrown bricks blocks away. Blood was splashed on a nearby wall.

Men gathered at the pit where the house had been and pulled out clothes, including a young child's shirt, from the rubble.

"Is this acceptable to the Iraqi government?" asked an angry man at the scene, who declined to identify himself. "Where are human rights?"

Yasser Abed, 17, said 15 members of his family, including 12 children, were killed in the air strike. Abed, his father and a brother were out of the house at the time of the attack, he said. Hospital officials said at least 10 people were killed. Previous U.S. air strikes in Fallujah have killed dozens.

The military said it had dropped four 500-pound bombs and two 1,000-pound bombs. The attack used guided weapons and underscored the resolve of coalition and Iraqi forces "to jointly destroy terrorist networks within Iraq," the military said.

Allawi issued an unprecedented statement saying his government provided intelligence for the location of the al-Zarqawi safe house so the strike could "terminate those terrorists, whose booby-trapped cars and explosive belts have harvested the souls of innocent Iraqis without discrimination, destroying Iraqi schools, hospitals and police stations."

Allawi appealed to all Iraqis to report the activities of insurgents.

"The sovereign Iraqi people and our international partners are adamant that we will put an end to terrorism and chase those corrupt terrorists and will uproot them one by one," he said in the statement.
Título:
Enviado por: Luso em Julho 06, 2004, 05:19:39 pm
Ressuscitou a "Sacred Sword of the Patriotic League"!  :mrgreen:
Ou então são verdadeiros patriotas e que merecem o meu respeito.
Título:
Enviado por: JLRC em Julho 07, 2004, 12:37:08 am
Citação de: "Falcão"
 
A maior parte dos avisos de quem viola as regras do fórum são enviados por mensagens privadas. Por outro lado nunca vi nenhuma dessas acusações a que se refere. Pode-me dar exemplos?


Não está a pedir que seja bufo, pois não? É que eu não tenho jeito para escrever mensagens particulares a fazer queixinhas de outros colegas. Infelizmente parece que houve 27 queixinhas (cerca de 18%, uma minoria felizmente).
Com isto encerro a minha participação nesta discussão.
Cumprimentos
JLRC

PS : Não penso que seja racista, nem deixo de pensar, não o conheço, mas que neste forum já foram produzidos escritos racistas, isso foram.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 07, 2004, 11:37:44 am
DD

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EUA apreendem 1,7 toneladas de material nuclear no Iraque

Os EUA acabam de anunciar que apreenderam mais de 1,7 toneladas de material radioactivo no Iraque numa operação secreta desencadeada no passado mês. Segundo um comunicado do secretário da Energia norte-americano, Spencer Abraham, emitido esta quarta-feira, esta operação teve como objectivo manter material potencialmente perigoso longe do alcance dos terroristas.



Além das 1,77 toneladas de urânio enriquecido, foram ainda apreendidas mil toneladas de «substâncias altamente radioactivas» em pó, o que as torna altamente dispersáveis e, consequentemente, perigosas.
Segundo o comunicado, o material foi encontrado numas instalações nucleares a 23 de Junho, tendo sido embalado por 20 especialistas dos laboratórios do Departamento de Energia norte-americano.

Posteriormente, o material foi colocado a bordo de um avião militar e levado para fora do país, numa acção que contou com a colaboração do Departamento de Defesa. Actualmente, está armazenado em instalações do Departamento de Energia.

Segundo o comunicado, a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e as autoridades iraquianas foram informadas desta operação antes da transferência de poderes, a 28 de Junho.

07-07-2004 10:54:17
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 07, 2004, 12:34:53 pm
TSF

Citar
IRAQUE
Confrontos em Bagdad matam dois guardas nacionais
Foram registados, esta quarta-feira de manhã, confrontos nas ruas centrais de Bagdad, que opuseram membros da guerrilha aos guardas nacionais iraquianos e às forças norte-americanas. Pelo menos dois polícias iraquianos morreram.
 
( 12:01 / 07 de Julho 04 )
 
Os confrontos registados esta quarta-feira nas ruas de Bagdad provocaram a morte de pelo menos dois guardas nacionais iraquianos, tendo ficado outros dez feridos, segundo Abou Nour, da Guarda nacional iraquiana.

As forças de segurança iraquianas dispararam sobre os elementos de guerrilha a partir dos seus blindados e helicópteros de combate. Os soldados norte-americanos perderam um dos seus veículos, segundo uma testemunha.

Os confrontos desencadearam-se esta quarta-feira de manhã, pouco depois das 10:00 locais (07:00 em Lisboa), no centro de Bagdad, perto de um posto da política. Seguiu-se uma troca de tiros, segundo um elemento da polícia.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 08, 2004, 07:07:02 pm
DD

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Marine de origem libanesa sequestrado no Iraque aparece em Beirute

O fuzileiro norte-americano de origem libanesa, sequestrado no Iraque, e que se temia estar morto foi entregue na embaixada dos EUA em Beirute, anunciou esta quinta-feira o Departamento de Estado.



De acordo com o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, o marine Wassef Ali Hassoun «está na embaixada dos EUA em Beirute. «Conseguimos recuperá-lo», acrescentou.
08-07-2004 19:04:12
Título:
Enviado por: dremanu em Julho 09, 2004, 04:02:40 pm
Germany biggest offender in covert sale
of weapons to Baghdad, says G2 report

The biggest offending European nation in supplying illicit arms to Iraq is Germany, reports G2, even while Chancellor Gerhard Schroeder has joined France's Prime Minister Jacque Chirac as the leading cheerleaders for giving international arms inspectors more time to determine if Iraq is in violation of United Nations resolutions.

According to the latest issue of G2 Bulletin, Iraq's own reports to the United Nations Security Council show that German firms made up the bulk of suppliers for Iraq's weapons of mass destruction programs.

"Even while playing the role of peacemaker looking only for solid proof of arms violations by Iraq, German Chancellor Gerhard Schroeder knows the truth – that he and his country have provided much of the equipment and expertise Iraq has needed to reinvigorate its efforts to build weapons of mass destruction," the newsletter reports.

The German intelligence agency BND is believed to have served as a silent partner in a Hamburg front company, Water Engineering Trading or WET, which facilitated the export of materiel needed for such arms, the report says. Half of the precursor materials and a majority of the tools and the technology for their conversion into weapons were sold to Iraq by German firms -- both prior to and after the 1991 Gulf War.

The German firm Preussag is the leading supplier of chemical agents and production equipment to Iraq, according to documents turned over to the U.N. by Baghdad. Preussag is a subsidiary of Europe's largest travel agent and tour operator TUI. It is also a company that has been very supportive of Schroeder. In early 1998, when Schroeder was running for re-election as prime minister of the state of Lower Saxony, he had the state buy 51 percent of Preussag's troubled steel division to the tune of $500 million, claiming that 12,000 jobs were at stake. Schroeder went on to win the crucial election, setting him up to become chancellor.

Included on the Iraqi suppliers' lists are other German corporate names: Hoechst, Daimler-Benz, Siemens, Kloeckner, Carl Zeiss, Schott Glas, Karl Kolb-Pilot Plant and WTB (Walter Thosti Boswau). The WTB undertaking was supported by a credit guarantee for several hundred million German marks by Hermes, a German government export and credit insurer. Rhein-Bayern supplied Iraq with eight mobile toxicological labs housed in sand-colored, camouflage-painted Magirus trucks.
Título:
Enviado por: Spectral em Julho 09, 2004, 06:45:32 pm
Citação de: "Dremanu"
...


A afirmação que a Alemanha vendeu armas WMD (ou convencionais) é demagógca e ridícula.

Como é do conhecimento geral, empresas alemãs participaram nois programas de WMD do Iraque, que contava com o financiamento e supervisão dos EUA, como também espero que seja do conhecimento geral...
Título:
Enviado por: papatango em Julho 09, 2004, 07:39:44 pm
Relativamente ao tema da expulsão ou auto-suspensão, de alguns membros deste forum, gostaría apenas de tecer uns comentários.

Acredito ser insuspeito de defender os “escritos” do participante Europatriota, o que aliás se pode verificar pelas minhas próprias respostas, onde, mesmo tentando ver o ridiculo em que o mesmo tinha caído, produzi alguns textos, de teor mais ou menos contrários, demonstrando que qualquer dos lados deste conflito no Iraque tem razão.

Não gosto que participantes como este “Europatriota”  :roll:  me venham tentar ensinar alguma coisa, partindo do principio de que eu e outras eventuais pobres almas que por aqui andam, somos simples verbos de encher, e que não temos capacidade de discernimento para, olhando para as notícias conhecidas, ajuizar pelos nossos proprios meios sobre quem tem ou não razão. A liberdade do Sr. Europatriota acaba onde a liberdade dos outros começa, e a minha liberdade foi colocada em causa (pelo menos essa é a minha interpretação)

Estamos portanto conversados quanto a essa questão.

Noto no entanto, que num forum de discussão, há, como é natural, posições convergentes assim como as há divergentes. Quando as pessoas discutem, tomam posições, esgrimem argumentos, conforme permite o seu nível cultural, ou nível de conhecimentos.

Até aqui tudo bem. Num forum de discussão, como na vida, há pessoas que se expressam de determinada forma, quando na realidade têm um problema de comunicação, que leva a que os restantes tenham uma ideia diferente dessa pessoa (melhor ou pior).

Forums de discussão, há-os por todo o lado, mas os forums de discussão são feitos pelos participantes. São estes, que em ultima instância produzem o seu conteúdo. E se produzem o seu conteúdo, também são de alguma forma responsáveis pelo que dizem, e pela forma como respondem ou contra-argumentam.

O moderador, neste forum, parece não ter entendido isso.

Quando num forum com estas características, sem o conhecimento dos participantes (que são quem dá conteúdo ao fórum) há participantes que são expulsos, e que são avisados por mensagem privada, é a nossa capacidade de discernimento, como participantes do fórum, que está a ser posta em causa. Ou seja, somos capazes de produzir mensagens (de maior ou menor qualidade) mas não temos nenhuma capacidade, por pequena que seja, para decidir ou opinar sobre quem deve ou não deve falar.

Eu reconheço o direito de quem promoveu este espaço a geri-lo a seu bel-prazer. No entanto, não posso deixar de expressar um certo mal-estar, não com a expulsão, mas sim com o processo que levou á expulsão.

Muitas pessoas aqui, não gostam da ideia de censurar ninguém, mas expulsar um membro do fórum quando este ultrapassou os limites não será visto como tão negativo se os moderadores tornarem públicos os avisos.

Lembro ainda que, os moderadores têm neste formato, a possibilidade de bloquear cada topico. Há ainda a possibilidade de suspender um participante por algum tempo (o que permite por exemplo esfriar os ânimos).

Têm ainda a possibilidade de, em casos como a expulsão, colocar a questão a votação dos participantes (forma mais democrática) e levar em conta esta votação, para tomar a decisão de expulsar ou não. Ou seja, é uma forma aberta de legitimar uma expulsão, utilizando a votação como elemento de consulta, não decisivo.

A transparência nas decisões é sempre positiva, e servirá para evitar que as pessoas acabem a pensar que podem elas mesmas ser alvo de censura, pois afinal, pode-se sempre dizer que o participante A ou B foi avisado por mensagem privada e por isso, expulso.

Só os meus dois dedos de prosa.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: dremanu em Julho 09, 2004, 08:05:30 pm
Citação de: "papatango"
Têm ainda a possibilidade de, em casos como a expulsão, colocar a questão a votação dos participantes


Eu voto a favor do uso desta opção!


E tenho a certeza que o Europatriota iria receber 100% de votação para ser banido.
Título:
Enviado por: Lince em Julho 09, 2004, 08:07:37 pm
Obrigado pela sua opinião papatango.

Contudo gostaria de lhe lembrar que o problema não são as opiniões senão o carácter insultuoso e de desrespeito total com que se expressam essas mesmas opiniões. Só isso. Aqui qualquer pessoa poderá defender as suas ideias sejam elas quais forem, mas não permitiremos que se ultrapassem os limites do respeito e da decência de uma sã discussão.
Título:
Enviado por: JLRC em Julho 09, 2004, 08:31:33 pm
Citação de: "papatango"
No entanto, não posso deixar de expressar um certo mal-estar, não com a expulsão, mas sim com o processo que levou á expulsão.

Muitas pessoas aqui, não gostam da ideia de censurar ninguém, mas expulsar um membro do fórum quando este ultrapassou os limites não será visto como tão negativo se os moderadores tornarem públicos os avisos.

Lembro ainda que, os moderadores têm neste formato, a possibilidade de bloquear cada topico. Há ainda a possibilidade de suspender um participante por algum tempo (o que permite por exemplo esfriar os ânimos).

Têm ainda a possibilidade de, em casos como a expulsão, colocar a questão a votação dos participantes (forma mais democrática) e levar em conta esta votação, para tomar a decisão de expulsar ou não. Ou seja, é uma forma aberta de legitimar uma expulsão, utilizando a votação como elemento de consulta, não decisivo.

A transparência nas decisões é sempre positiva, e servirá para evitar que as pessoas acabem a pensar que podem elas mesmas ser alvo de censura...


Estou 100% de acordo com o companheiro Papatango. Um processo de expulsão é a penalidade mais grave que se pode dar a um membro de um Forum e tem de ser transparente para evitar os mal entendidos que as 2 recentes expulsões provocaram.
Cumpts
JLRC
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 09, 2004, 09:40:23 pm
DD

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Baixas da coligação no Iraque são mais de mil

O número de baixas da coligação no Iraque ultrapassou o milhar esta semana, com as mortes de três soldados dos EUA quarta e quinta-feira. Só entre os militares norte-americanos, registaram-se 881 óbitos.



De acordo com a CNN, no total, o número de baixas da força multinacional, tanto em combate como em situações acidentais, é de 1002, desde o início da ofensiva no Iraque, em Março no ano passado. Não há dados concretos sobre o número de mortos entre os iraquianos.


Foi encomendada a uma empresa americana a contagem de mortos no Iraque , tanto da parte da Coligação como da parte dos Iraquianos. Calcula-se que já terão morto cerca de 13000 civis e mais de 30000 militares Iraquianos.
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Enviado por: Fábio G. em Julho 10, 2004, 02:34:01 pm
DD

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Filipinas não vão retirar soldados do Iraque antes do prazo previsto

As Filipinas anunciaram este sábado que não vão ceder às exigências dos raptores de um cidadão daquela nacionalidade, ameaçado de morte no Iraque.

As autoridades de Manila asseguram que não vai retirar as suas tropas do Iraque antes do prazo previsto para o regresso dos militares, agendado para o fim de Agosto.
Angelo de la Cruz, de 46 anos, trabalhava numa empresa saudita, tendo sido raptado no Iraque.

O canal de televisão árabe al Jazeera já mostrou imagens, nas quais se vêem Angelo de la Cruz a apelar ao Governo de Manila para retirar as suas tropas do País.

10-07-2004 13:31:57
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 10, 2004, 09:21:56 pm
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Iraque vai designar 43 embaixadores
O Iraque vai designar 43 embaixadores para países do Médio Oriente, Europa, Ásia e Estados Unidos, segundo anunciou, este sábado, o ministro iraquiano dos Negócios Estrangeiros.
 
( 15:15 / 10 de Julho 04 )

«A nossa primeira prioridade é restaurar a representação internacional do Iraque e vou anunciar dentro em breve a nomeação de 43 embaixadores de forma a restaurar a imagem do novo governo iraquiano», disse Hoshyar Zebari (na foto), ministro iraquiano dos Negócios Estrangeiros.

No passado, o Iraque já teve 77 embaixadores no estrangeiro. Agora, o novo governo iraquiano pretende ultrapassar esse número.

«Vamos começar por esta primeira etapa [de 43 embaixadores] mas a nossa intenção é restabelecer a nossa representação em todas as embaixadas que fecharam e abrir novas embaixadas», adiantou o ministro Zebari.

O ministro dos Negócios Estrangeiros adiantou ainda que para os países árabes vizinhos serão destacados cerca de 20 embaixadores. Entre os países que vão receber os novos embaixadores estão a Síria e o Irão. Também a África do Sul vai acolher um embaixador iraquiano.
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Enviado por: Fábio G. em Julho 12, 2004, 02:00:31 pm
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Sequestradores de sul-coreano recusam oferta de resgate

Os sequestradores de um refém filipino ameaçado de execução no Iraque recusaram uma oferta de um resgate feita pelo governo filipino em troca da respectiva libertação, disse um diplomata que acompanha o processo.



«Os sequestradores mantêm-se fiéis à sua causa e disseram que não podiam ser comprados», declarou o diplomata, que pediu o anonimato.
Islamistas membros de um grupo denominado Exército Islâmico no Iraque, ameaçam matar Angelo de la Cruz, um condutor de camião de 46 anos, se Manila não antecipar para 20 de Julho a retirada do pequeno contingente de 51 militares e polícias do Iraque, prevista para 20 de Agosto.

12-07-2004 12:43:30
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Enviado por: komet em Julho 12, 2004, 02:06:12 pm
É um erro sequer tentar negociar com eles, tem que se fazer a todo o custo por os ignorar, o que não é fácil quando são compatriotas, mas entre uma vida ou muitas outras... acho que não há muitas dúvidas. Tem que se fazer entender estes sequestradores que raptar pessoas e as executar não lhes serve os seus propósitos para assim se sentirem menos tentados a fazê-lo.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 12, 2004, 05:52:17 pm
É uma questão dificil. É dificil um Governo ficar indiferente a uma vida humana, é dificil a opinião publica desse pais ver que o Governo não faz tudo o possivel para evitar essa morte, e a imprensa criticaria qualquer Governo que tomasse essa atitude, veja-se o que aconteceu penso eu na Coreia do Sul depois das imagens daquele sul-coreano a ser decapitado, a televisão sul-coreana entrou em casa da familia desse sul-coreano e a mãe e a irmão choravam desesperadamente deitadas e ajoelhadas no chão ao ver as imagens, e isso choca toda a opinião publica de um pais ainda mais se o Governo se mostrar indiferente ou não tentar por todos os meios possiveis evitar essa morte.

E mesmo se se tomasse essa atitude de ignorar estas situações, duvido que elas terminassem por completo, porque esses grupos usam estas acções também como factor de afirmação da sua força e da sua intenção de acabar com a presença de civis estrangeiros no Iraque.
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Enviado por: Fábio G. em Julho 12, 2004, 06:00:32 pm
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Al Yawar anuncia amnistia para combatentes iraquianos

O presidente do Iraque, Ghazi al Yawar, adiantou esta segunda-feira, que será anunciada «nos próximos dias» uma amnistia para os iraquianos que combateram contra as forças da coligação e estejam dispostos entregar as armas.



Numa entrenvista publicada ao jornal britânico Finantial Times, al Yawar explicou que «ofereceremos uma amnistia àqueles que não tenham cometido actos demasiado horríveis, a todos excepto homicidas, violadores e sequestradores».
O chefe de Estado mostrou-se ainda disposto a retomar o diálogo com o líder radical xiita Moqtada al Sadr, caso este entregue as armas e envie um advogado para responder perante a Justiça pela morte do dignatário xiita, Abdel Majid al Joi, assassinado em Abril de 2003.

Declarações que vão contra as pretensões dos EUA, que defendem que al Sadr deverá responder em pessoa pelo crime. Para o presidente iraquiano, o caso pode ser tratado «de forma que preserve a dignidade» do visado.

Al Yawar adiantou ainda que o Iraque terá muito gosto em receber militares voluntários provenientes do Iémen, do Egipto ou de Marrocos, mas não de países vizinhos, como é o caso da Jordânia. Isto porque caso as tropas estrangeiras viessem de um vizinho directo, «haveria um conflito de interesses. Poderia ser visto de forma positiva por parte da opinião pública iraquiana, mas ser considerado hostil por outros», explicou.

12-07-2004 16:56:34
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Enviado por: Fábio G. em Julho 12, 2004, 06:12:23 pm
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Dirigente iraniano exige pena de morte para Saddam

O início da guerra contra o Irão faz parte dos crimes mais importantes cometidos pelo ex-presidente iraquiano Saddam Hussein, que por isso «merece a pena de morte», declarou esta segunda-feira o líder do Conselho Supremo da Revolução Islâmica no Iraque (CSRII, um dos principais partidos xiitas do país), Abdelaziz Hakim.



«A guerra contra o Irão, que deixou centenas de milhar de mortos entre os iranianos e os iraquianos, faz parte dos crimes de Saddam, bem como a guerra contra o Koweit e os outros crimes contra os iraquianos», declarou Hakim, numa conferência de imprensa em Teerão.
Hakim reuniu-se em Teerão com vários funcionários iranianos, em particular com o presidente Mohamed Katami. «A pena de morte existe no Iraque e muitos dos crimes cometidos por Saddam» merecem a pena de morte, acrescentou.

Saddam Hussein declarou em 1980 a guerra contra o Irão, que durou até 1988 e deixou um milhão de mortos nos dois lados, segundo estimativas não oficiais.

Os dirigentes iranianos, que vão apresentar uma queixa contra Saddam Hussein, lamentaram nos últimos dias que o Tribunal Especial Iraquiano (TEI) tenha omitido a guerra contra o Irão entre as acusações contra o mandatário, derrubado pelas forças da coligação EUA/Reino Unido. O presidente do TEI, Salem Chalabi, deverá deslocar-se em breve ao Irão.

12-07-2004 16:46:29
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Enviado por: Fábio G. em Julho 12, 2004, 06:17:13 pm
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UE pede ao Iraque abolição da pena de morte

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) formularam esta segunda-feira um pedido formal ao seu homólogo iraquiano, Hoshyar Zebari, para abolir a pena de morte no Iraque, que foi instaurada poucas horas após a transferência de soberania, no final de Junho.



«Primeiro falámos entre nós. A nossa política não se alterou e expressámos isso ao nosso colega. Deixámos uma mensagem muito clara e esperamos ter transmitido um pouco as nossas ideias», declarou o ministro dos Negócios Estrangeiros holandês e presidente de turno do Conselho de Ministros da UE, Bernard Bot, em conferência de imprensa. O responsável iraquiano, por seu lado, afirmou que esta medida tem um carácter provisório com o único objectivo de desencorajar os criminosos. «Trata-se de uma decisão muito delicada porque os países da UE já aboliram a pena de morte. Num Iraque livre e democrático aspiramos a não ter a pena capital», declarou Hoshyar Zebari.
Relativamente às relações entre a UE e o Iraque, Zebari pediu um presença política da instituição europeia «mais visível» no país, defendendo a abertura de uma delegação da UE em Bagdad.

12-07-2004 16:02:44
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 12, 2004, 06:24:09 pm
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IRAQUE
Armas e explosivos apreendidos em Bagdad
Quatro toneladas de TNT, 20 lançadores de foguetes Katyusha e 550 armas foram confiscados em apenas uma semana em Bagdad, no âmbito de um «plano de defesa» colocado em prática a 1 de Julho, anunciou esta segunda-feira o comandante da Guarda Nacional.  
 
( 16:15 / 12 de Julho 04 )
 
«Na primeira semana (do plano), deitámos a mão a 550 armas e quatro toneladas de TNT» em Bagdad, explicou aos jornalistas o general Modher al-Mawla Al-Rachidi.

O responsável escusou-se a adiantar os locais concretos onde estavam as armas e explosivos apreendidos, apenas garantiu que foram detidas várias pessoas e que 28 avenidas estão a ser vigiadas «24 sobre 24 horas».

De acordo com o general, Bagdad está dividida em oito secções, onde estão estacionadas oito divisões da Guarda Nacional.

Rachidi recordou ainda a descoberta, a 07 de Julho, de uma viatura «armadilhada», que estava estacionada «perto da embaixada do Japão», no bairro de Karrada.

O responsável indicou, também, que «dez terroristas» foram mortos, nove detidos - quatro dos quais armados -, e dois outros, feridos, estão sob vigilância num hospital.
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Enviado por: Fábio G. em Julho 13, 2004, 12:52:58 am
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Filipinas vão retirar tropas do Iraque

As Filipinas vão retirar as suas forças militares do Iraque «tão cedo quanto possível», afirmou esta segunda-feira o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros filipino, Rafael Seguis, num comunicado divulgado pela estação de televisão do Qatar al Jazeera.

Manila cede, desta forma, às exigências de um grupo armado iraquiano que ameaçou executar um refém filipino caso as Filipinas não retirassem os seus militares do país.
«Em resposta ao vosso pedido, as Filipinas vão retirar as suas forças humanitárias tão cedo quanto possível», referiu Seguis.

12-07-2004 23:50:12


Decisões como estas só dão mais força e moral a estes grupos para que continuem a usar esta táctica.
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Enviado por: Fábio G. em Julho 13, 2004, 01:08:22 pm
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Khamenei: raptos e execuções no Iraque são obra de agentes israelitas e dos EUA

O líder supremo iraniano, ayatollah Ali Khamenei, acredita que «agentes israelitas e americanos» estão por detrás da onda de sequestros e decapitações no Iraque, noticia esta terça-feira a agência iraniana IRNA.

«Suspeitamos seriamente que os agents americanos e israelitas levam a cabo estes actos terroristas», afirmou Khamenei durante uma reunião com o primeiro-ministro de Singapura, Goh Chok Tong, que se encontra em visita oficial a Teerão.
«Não podemos acreditar que as pessoas que sequestram cidadãos filipinos e decapitam cidadãos norte-americanos possam ser muçulmanos», acrescentou.

13-07-2004 10:44:19
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Enviado por: Fábio G. em Julho 13, 2004, 01:23:45 pm
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Austrália reforça contingente militar no Iraque

A Austrália vai enviar mais 30 soldados para o Iraque para reforço da protecção aos diplomatas e instrutores militares destacados no país, anunciou esta terça-feira o ministro da Defesa, Robert Hill.



Com este reforço, que mantém o contingente australiano no Iraque abaixo do limite de 950 homens fixado pelo governo, o número de militares australianos no país ascende a 880.
O contingente agora enviado, que inclui seis véiculos blindados, permitirá às forças australianas dispor de maior flexibilidade e reduzir a sua dependência das forças norte-americanas, referiu o ministro.

13-07-2004 8:47:09
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Enviado por: Fábio G. em Julho 13, 2004, 10:52:41 pm
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Filipino raptado no Iraque deverá ser libertado esta terça-feira

O cidadão filipino sequestrado no Iraque deverá ser libertado ainda esta terça-feira, avançou a televisão norte-americana CNN citando fontes diplomáticas no Iraque. Os raptores respondem assim positivamente ao anúncio do governo de Manila de que mandaria retirar o seu contingente no país.



De acordo com as fontes citadas pela CNN, Angelo de la Cruz, de 46 anos, será libertado num local ainda não conhecido, depois do governo filipino ter decidido fazer regressar os 51 homens colocados no Iraque antes de de 20 de Agosto.
Esta terça-feira, o governo de Manila mantinha o silêncio quanto às negociações com os sequestradores. Fontes oficias das Filipinas referiram apenas ter-lhes sido pedido para não falar da situação, adiantando que as negociações estavam num ponto crítico e difícil.

13-07-2004 19:07:54
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Enviado por: Fábio G. em Julho 13, 2004, 10:58:17 pm
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Executado um dos dois reféns búlgaros no Iraque, diz Al-Jazeera

Um dos dois reféns búlgaros que tinham sido raptados no Iraque já foi executado, avança esta terça-feira a cadeia de televisão árabe Al-Jazeera.



Na passada sexta-feira, um grupo de insurgentes iraquianos vinculados ao líder radical jordano Abu Musab al-Zarqawi ameaçava executar os dois reféns búlgaros, caso o Exército dos EUA não libertasse todos os presos no Iraque até sábado.
De acordo com a estação de televisão, o mesmo grupo alega já ter executado um dos reféns e ameaça matar o outro durante as próximas 24 horas, caso os Estados Unidos não satisfaçam as suas exigências.

Este é o mesmo grupo que reivindicou o sequestro e posterior execução do refém norte-americano Nicholas Berg e do intérprete sul-coreano Kim Sun-il.

13-07-2004 21:31:16
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Enviado por: Fábio G. em Julho 13, 2004, 11:19:11 pm
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Até 60 mil iraquianos trabalham na reconstrução do país

Entre 30 mil e 60 mil iraquianos trabalham actualmente na reconstrução do Iraque, em projectos financiados pelos Estados Unidos, revelou esta terça-feira em Bagdad o director do Gabinete de Projectos e Contactos dos EUA, o almirante David Nash.

«As pessoas pensam que a reconstrução não está a funcionar, mas entre 30 mil a 60 mil iraquianos trabalham diariamente nos projectos», adiantou Nash. «Temos cerca de 1200 projectos em curso, de um total de 2300», acrescentou.
Até 30 de Junho, os Estados Unidos tinham atribuído contratos no valor de seis milhões de dólares (4,87 milhões de euros), cerca de um terço dos 18,4 milhões de dólares (14,9 milhões de dólares) destinados à recponstrução do país, adiantou ainda o responsável.

13-07-2004 16:55:11
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 14, 2004, 12:17:29 pm
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Sete mortos e 20 feridos em atentado em Bagdad (actual.)

Pelo menos sete pessoas morreram e mais de 20 ficaram feridas na manhã desta quarta-feira num atentado com um carro armadilhado em Bagdad, próximo à sede do governo iraquiano e da embaixada dos EUA, segundo informou o Exército norte-americano e a polícia iraquiana.



Três elementos da Guarda Nacional iraquiana e quatro civis morreram e 20 ficaram feridas, declarou aos jornalistas o coronel Mike Murray do Exército norte-americano.
14-07-2004 8:30:52
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Enviado por: Fábio G. em Julho 14, 2004, 03:30:21 pm
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Bulgária garante que vai manter os militares no Iraque

A Bulgária anunciou, esta quarta-feira, que pretende manter o seu contingente militar estacionado no Iraque, isto apesar de radicais iraquianos terem decapitado um dos dois cidadãos búlgaros raptados e ameaçarem matar o segundo, caso a Bulgária não abandone o país de Saddam Hussein.

«Defendemos que a Bulgária deve continuar contribuindo para a reconstrução, estabilização e desenvolvimento democráticos do Iraque, cumprindo os compromissos internacionais que resultam das resoluções da ONU», afirmam o presidente e o primeiro-ministro da Bulgária, respectivamente, Gueorgui Parvanov e Simeon de Sabóia Cottburgo-Gotha, numa declaração conjunta proferida na capital, Sófia.
Bulgária tem, neste momento, no Iraque, um contingente de 470 homens que, sob o comando polaco, estão encarregues de garantir a segurança em Kerbala, a cidade santa xiita a sul de Bagdad.

14-07-2004 12:23:41
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 14, 2004, 06:33:07 pm
DN

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Ministro iraquiano pede ajuda urgente à NATO
LUMENA RAPOSO
Hoshyar Zebari, chefe da diplomacia de Bagdad, instou ontem a Aliança Atlântica para que lance «o mais rapidamente possível» a sua promessa de formar o exército iraquiano. O apelo de Zebari foi feito durante a sua visita à sede da NATO, em Bruxelas.

«É preciso que essa formação, que nos foi prometida em Istambul, seja realizada o mais breve possível. Precisamos dela. Estamos, de facto, a correr contra o tempo», disse Zebari, numa conferência de imprensa. E adiantou: «Obviamente, queremos que esta formação se faça no interior do Iraque.» O ministro, que qualificou a sua visita à NATO de «dia histórico» para o Iraque, sublinhou ser ainda bem-vinda toda a «ajuda suplementar».

A promessa a que se referia Zebari foi feita ao Iraque durante a cimeira da NATO, nos finais de Junho, em Istambul. Os dirigentes da Aliança Atlântica deram, então, luz verde para uma ajuda à formação das forças de segurança iraquianas. Mas as modalidades dessa ajuda estão por definir e são actualmente objecto de análise pelos responsáveis militares da Aliança, cujos parceiros políticos ainda não chegaram a acordo sobre a forma de concretizar a promessa feita: os EUA advogam uma presença visível da NATO no Iraque, enquanto a França - que contraria esta posi-ção - defende que a formação e treino dos militares iraquianos devem ser feitos fora do Iraque ou por países, individualmente, e numa base de relações bilaterais.

RETIRADA. Os EUA manifestaram-se ontem decepcionados com a decisão do Governo filipino de retirar as suas tropas do Iraque «logo que possível».

«Estamos decepcionados por ouvir tais declarações num momento em que o Iraque luta pela sua estabilidade e paz», disse o porta-voz do Departamento de Estado, Richard Boucher, adiantando: «Esperamos uma clarificação sobre o que significam tais declarações em termos de retirada dos filipinos».

Raphael Seguis, vice-ministro dos Negócios Estrangeiros filipino, anunciou ontem de manhã que as tropas do seu país deixarão o Iraque «logo que possível». A sua declaração foi, depois, corroborada pelo chefe da diplomacia, Delia Albert, o que fez com que o embaixador dos EUA em Manila se encontrasse com a Presidente Arroyo.
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Enviado por: Fábio G. em Julho 14, 2004, 06:39:12 pm
SIC

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2004-07-14 17:15  
Governador de Mossul morto
 
Três atentados distintos no Iraque fazem 14 mortos e pelo menos 40 feridos
 
O governador da cidade de Mossul, no norte do Iraque, foi esta tarde assassinado, bem como outras duas pessoas que o acompanhavam, quando estavam a caminho de Bagdade. Esta manhã, num outro atentado na capital iraquiana, dez pessoas morreram e pelo menos 40 ficaram feridas quando um carro-bomba explodiu perto da sede do Governo provisório, na Zona Verde. Num terceiro atentado, foi morto em Bagdade o director-geral do Ministério da Indústria iraquiano.

 
A morte do governador de Mossul foi já confirmada pelo porta-voz do governo local à agência France Press. Osama Kachmoula ”foi morto na região de T’loul al-Baj, 110 quilómetros a sul de Mossul, com duas pessoas que o acompanhavam”, declarou o porta-voz, sem no entanto especificar as circunstâncias da morte.

”Os corpos do governador e dos seus dois acompanhantes foram transportados para o hospital da cidade de Baiji”, a cerca de 300 quilómetros a norte de Bagdade, acrescentou Hazem Jalaoui.

Poucas horas depois, as agências de notícias davam conta da morte de outro responsável iraquiano, desta vez Bagdade o director-geral do Ministério da Indústria, Sabir Karim, morto quando saia de sua casa a caminho do trabalho, em Bagdade.

Atentado na Zona Verde

Esta manhã, dez pessoas morreram e pelo menos 40 ficaram feridas em Bagdade quando explodiu um carro-bomba, provavelmente conduzido por um suicida.

O primeiro-ministro interino Iyad Alawi qualificou de ”criminosos” os autores deste atentado, o mais mortífero na capital iraquiana desde a transferência de poder, a 28 de Junho.

”Esta é uma agressão flagrante contra o povo iraquiano. Vamos levar os criminosos perante a Justiça”, garantiu Allawi, acrescentando acreditar que o atentado desta manhã surgiu em resposta às detenções feitas nos dois últimos dias.
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Enviado por: Fábio G. em Julho 14, 2004, 10:55:13 pm
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Recolher obrigatório em Mossul depois de assassinato de governador

O Conselho de Governo de Mossul, no norte do Iraque, decretou um recolher obrigatório na cidade e reforçou também as patrulhas e pontos de controlo, na sequência do atentado que vitimou o governados local, Osama Kachmula. O dignatário foi assassinado quando se dirigia a Bagdad esta quarta-feira.



A circulação na cidade está proibida entre as 21:30 e as 03:00 horas locais.
O governador de Mossul foi assassinado na região de Tul al Baj, a 110 quilómetros da cidade. Kachmula foi vítima de um dos poucos ataques contra um detentor desta cargo desde a queda do regime de Saddam Hussein, há 15 meses.

14-07-2004 18:57:16
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Enviado por: Fábio G. em Julho 14, 2004, 11:55:18 pm
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Detidos cinco iraquianos que planeavam actos «terroristas»

Uma unidade de intervenção da Polícia iraquiana deteve esta quarta-feira, perto da cidade santa xiita de Kerbala, cinco cidadãos do Iraque, suspeitos de planear actos «terroristas», anunciou um porta-voz das autoridades, Agman Michaui.

«Cinco pessoas suspeitas de planear actos terroristas foram detidas», anunciou. As forças apreenderam ainda um carro roubado, no qual se encontravam engenhos explosivos, armas e lança-rockets, adiantou ainda.
Em Kerbala, o comandante da Guarda Nacional indicou que as suas forças detiveram 47 pessoas por posse de passaportes falsos. «Estas pessoas confessaram durante os interrogatórios que se preparavam para ir para o estrangeiros para seguir um treino paramilitar com o objectivo de cometer actos terroristas no Iraque», sublinhou o responsável.

14-07-2004 19:58:03
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Enviado por: Fábio G. em Julho 15, 2004, 01:34:21 pm
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Refém filipino no Iraque continua vivo

O cidadão filipino sequestrado no Iraque continua vivo, indicou esta quinta-feira o embaixador filipino Roy Cimatu, enviado especial no Médio Oriente, numa cadeia de televisão local.



«Esta é a informação de que dispomos», respondeu o diplomata, questionado a partir de Bagdad pela cadeia GMA sobre a situação de Angelo de la Cruz, o camionista de 46 anos sequestrado na semana passada no Iraque.
«Esperamos a sua libertação e, com todas as nossas orações, esperamos poder conseguir a sua libertação e que possa voltar para a sua família», acrescentou.

Na sequência do rapto, as Filipinas anunciaram que retirariam as tropas que destacaram para o Iraque, em resposta à exigência dos raptores.

15-07-2004 12:46:21
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Enviado por: Fábio G. em Julho 15, 2004, 01:40:56 pm
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Iraque deteve «peixe graúdo» da Al Qaeda, anuncia Allawi

O primeiro-ministro do Iraque, Iyad Allawi, anunciou esta quinta-feira que os serviços de segurança iraquianos detiveram «peixe graúdo» da rede terrorista Al Qaeda, entre os quais o condutor do jordano Abú Mussab al Zarqawi, líder de um grupo vinculado à organização dirigida por Osama bin Laden.



«Durante os dois ou três últimos dias, detivemos peixe graúdo, incluindo o condutor do dirigente da Al Qaeda no Iraque, Abú Mussab al Zarqawi, e duas pessoas, um tunisino e um marroquiano, que planeavam operações contra as forças norte-americanas», indicou Allawi, numa entrevista ao diário árabe Al Hayat, publicada esta quinta-feira.
Segundo Allawi, os detidos «começaram a cooperar com os investigadores e as autoridades judiciais» iraquianas.

Indicou ainda que partidários da Al Qaeda e do ex -presidente iraquiano, Saddam Hussein, dispunham de um orçamento de «mil milhões de dólares» para efectuar ataques no Iraque.

«Somas enormes, acima dos mil milhões de dólares, estão à disposição de algumas pessoas e são utilizadas para financiar crimes contra o povo iraquiano, como o que se cometeu hoje», afirmou, numa referência ao atentado de ontem em Bagdad.

Allawi evocou ainda a «presença na Síria, Jordânia, Grécia e Líbano de pessoas chave do antigo regime» de Saddam Hussein e lamentou que os elementos do anterior regime «continuem a exercer (a partir da Síria) um papel destrutivo no Iraque». Acrescentou que, em breve, «serão lançados mandatos de captura internacionais contra eles».

No entanto, sublinhou que a presença destes ex-dirigentes naqueles países de refúgio não significa que «os governos sírio ou jordano estejam ao corrente» das respectivas actividades.

15-07-2004 12:14:28
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Enviado por: Fábio G. em Julho 16, 2004, 12:33:42 am
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IRAQUE
Polícia encontrou corpo que pode ser de refém búlgaro
A polícia iraquiana encontrou um cadáver sem cabeça no rio Tigre, a cerca de 200 quilómetros de Bagdad, que poderá ser o de um refém búlgaro decapitado. O corpo foi entregue às forças norte-americanas.
 
( 21:54 / 15 de Julho 04 )

 
 
 
O general da polícia iraquiana Salem Haj Issa, encarregado da segurança na província de Ninive, confirmou que a polícia encontrou quarta-feira à noite um corpo sem cabeça, envergando um fato cor-de-laranja, e que o entregou às forças norte-americanas para identificação.

O general escusou-se, contudo, a confirmar a hipótese de se tratar do cadáver do refém búlgaro.

O governo búlgaro indicou que foram enviadas impressões digitais do corpo para a Bulgária para se proceder à identificação.

Antes, o ministro dos Negócios Estrangeiros búlgaro, Solomon Passi, reconhecia serem poucas as probabilidades de salvar o refém búlgaro sequestrado pelo grupo Tawhid wal Jihad (Unificação e Guerra Santa) do jordano Abu Al-Zarqaui, que executou um primeiro refém e ameaçou fazer o mesmo com o segundo, dando um ultimato que terminou quarta-feira à noite.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 16, 2004, 11:08:24 am
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Filipinas iniciam retirada de contigente militar do Iraque

A secretária dos Negócios Estrangeiros filipina, Delia Albert, anunciou que o comandante das forças militares no Iraque, juntamente com outros 10 oficiais, vai abandonar o país esta sexta-feira e que o restante contigente vai ser retirado «em breve».



«O governo filipino chamou o responsável pelo contigente humanitário das Filipinas no Iraque. Ele vai deixar o Iraque hoje (sexta-feira) juntamente com 10 membros do contingente humanitário filipino», anunciou a responsável à televisão daquele país, revelando que as restantes forças militares vão abandonar o Iraque «em breve».
Apesar das críticas dos Estados Unidos e de outros países presentes no Iraque, o governo de Manila decide assim avançar com a decisão de retirar as tropas daquele país, numa tentativa de salvar o refém filipino que foi sequestrado na semana passada.

16-07-2004 9:09:05
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 17, 2004, 11:28:48 am
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Confrontos no Iraque já mataram 23 militares dos EUA em Julho

Os confrontos no Iraque já provocaram a morte de 23 militares norte-americanos este mês de Julho, elevando para 555 o número de baixas sofridas pelos EUA desde 1 de Maio do ano passado, data em que o presidente, George W. Bush, declarou o fim das principais operações militares no país, revelam os dados do Departamento de Defesa norte-americano.



A última vítima mortal contabilizada foi um sargento da Polícia Militar, falecido num hospital nos EUA devido aos ferimentos sofridos na sequência da explosão de um carro armadilhado em Mosul, a 24 de Junho. A estes números somam-se 13 militares americanos que morreram em situações «não hostis», Segundo o Pentágono.
16-07-2004 21:08:27
Título:
Enviado por: Fábio G. em Julho 18, 2004, 01:41:01 pm
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IRAQUE
Aviação norte-americana bombardeou rebeldes em Fallujah
A aviação dos Estados Unidos bombardeou este domingo posições dos rebeldes em Fallujah, na parte ocidental do Iraque, informou fonte militar norte-americana em Bagdad.
 
( 10:26 / 18 de Julho 04 )

Pelo menos 11 pessoas morreram durante o ataque dos aviões de guerra norte-americanos, segundo indicaram testemunhas e fontes hospitalares em Fallujah, cidade situada a 50 quilómetros a oeste de Bagdad.

As forças norte-americanas procuram desde há várias semanas, nesta localidade iraquiana situada na conflituosa província de Al-Anbar, a pista do jordano Abu Musab Al Zarqaui, acusado por Washington de ser um dos cérebros da Al-Qaida.
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Enviado por: Fábio G. em Julho 21, 2004, 03:17:19 pm
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Autoridades sauditas encontraram cabeça de engenheiro dos EUA decapitado

As autoridades sauditas encontraram, durante uma operação anti-terrorista em Riade, a cabeça do engenheiro norte-americano Paul Johnson, decapitado a 18 de Junho na capital saudita por um grupo próximo da Al Qaeda, indicou esta quarta-feira o Ministério do Interior saudita, citado pela BBC.



Johnson tinha sido sequestrado a 13 de Junho pela Al Qaeda, que ameaçou executá-lo se as autoridades sauditas não libertassem os militantes da rede detidos no reino. A sua morte foi anunciada num comunicado divulgado na Internet, junto ao qual a organização terrorista difundiu duas fotografias do cadáver da vítima.
21-07-2004 13:37:02
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Enviado por: Fábio G. em Julho 29, 2004, 11:03:09 am
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Powell apoia envio de tropas muçulmanas para o Iraque

O secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, afirmou esta quinta-feira em Yeddah, cidade saudita perto do Mar Vermelho, que apoia claramente o projecto para enviar tropas muçulmanas para o Iraque.



No final de um encontro com o primeiro-ministro iraquiano, Iyad Allawi, que também está de visita à Arábia Saudita, o chefe da diplomacia norte-americana afirmou que esta ideia é «interessante e bem-vinda».
Powell acrescentou ainda que este projecto tem como principal objectivo «criar forças suplementares para trabalhar no Iraque».

29-07-2004 10:51:30

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Enviado por: Fábio G. em Agosto 01, 2004, 09:26:45 pm
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IRAQUE
Libertados 128 detidos da cadeia de Abu Ghraib
Cento e vinte e oito prisioneiros detidos na cadeia iraquiana de Abu Ghraib, nos arredores de Bagdad, foram postos em liberdade este domingo, informaram fontes da polícia.
 
( 16:38 / 01 de Agosto 04 )

 
 
 
A polícia referiu que 44 desses detidos serão encaminhados para a capital, Bagdad, e os restantes seguirão em autocarros para as suas terras de origem no interior do país.

Centenas de presos desta penitenciária foram postos em liberdade nas últimas semanas, após a transferência do poder no Iraque para o novo executivo nacional.

A prisão de Abu Ghraib, que durante a governação do derrubado presidente Saddam Hussein foi um dos mais temidos centros de detenção e tortura do antigo regime iraquiano, converteu-se em Abril passado no centro das atenções internacionais após a divulgação de sevícias a prisioneiros pelas tropas dos Estados Unidos.

Segundo o general norte-americano Geoffrey Miller, responsável pelo presídio, em Maio havia ali 3.800 detidos, número que aumentou consideravelmente com o encarceramento sistemático de presumíveis terroristas e delinquentes de direito comum, nomeadamente ladrões e
traficantes de droga.
Título:
Enviado por: Fábio G. em Agosto 03, 2004, 07:43:37 pm
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Governo dos EUA achou «essencial» revelar potenciais ataques

O secretário norte-americano da Segurança Interna, Tom Ridge, assegurou esta terça-feira que o governo norte-americano considerou «essencial» tornar pública a informação sobre potenciais objectivos terroristas, assim como elevar o nível de alerta, embora se confirme que os ditos documentos remontam aos anos de 2000 e 2001.



Segundo Ridge, independentemente da antiguidade dos dados, elevar o nível de alerta «torna mais difícil aos terroristas alcançar os seus objectivos». De momento, as autoridades procuram, no entanto, determinar se os autores dos relatórios encontram-se ainda no país para efectuar ataques.
Mesmo assim Ridge assegurou que a informação obtida pelos terroristas não provém de membros infiltrados nas instituições ameaçadas, entre as quais se encontram o New York Stock Exchange e o Citigroup Center de Nova Iorque. «Não há indícios de que a Al Qaeda tenha conseguido introduzir-se nestes edifícios», afirmou.

Os dados nas mãos dos terroristas parecem ter sido actualizados há relativamente pouco tempo, já que existe uma ampliação da dita informação registada no passado mês de Janeiro.

Contudo, alguns democratas sugeriram que a publicação da informação achada tem mais de oportunismo político do que de risco real perante um ataque terrorista, ao que Ridge respondeu que o Departamento de Segurança Interna «não faz política» já que o se trabalho é unicamente «identificar o perigo».

03-08-2004 19:37:18
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Enviado por: Fábio G. em Agosto 06, 2004, 10:43:56 pm
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Iraque: 1200 milicianos leais a al Sadr renderam-se em Najaf

A polícia iraquiana anunciou esta sexta-feira que 1200 guerrilheiros leais ao líder religioso xiita Moqtada al Sadr se renderam na cidade santa de Najaf, na sequência dos violentos combates com as tropas norte-americanas dos últimos dois dias.



De acordo com o gabinete do director geral da polícia do Iraque, «a operação combinada das forças militares iraquianas e da força multinacional foi um êxito total». O comunicado refere-se às acções militares levadas a cabo desde quinta-feira, que envolveram ataques da aviação norte-americana.
As autoridades adiantam que «mais de 1200 criminosos renderam-se às forças iraquianas e voltou a ser instaurada a segurança na cidade santa de Najaf». «A operação vai continuar até que esta cruel e ilegal seja reprimida», acrescenta o texto.

Na sequência da acção militar dos últimos dias, o Exército norte-americano já anunciou que pelo menos 300 milicianos do exército de Mehdi morreram. No entanto, fontes hospitalares afirmam que se registaram apenas 59 mortos.

06-08-2004 21:04:11
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Enviado por: Fábio G. em Agosto 08, 2004, 08:46:44 pm
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Moqtada al-Sadr recusa-se a desarmar milícias

O líder radical xiita Moqtada al-Sadr desafiou este domingo a autoridade do primeiro-ministro interino iraquiano, Iyad Allawi, ao recusou-se a desarmar as forças fiéis ao «Exército de Mahdi», seus seguidores.



«Ontem (sábado), Allawi pediu a Al-Sadr para participar no processo eleitoral, e hoje (domingo) pede-lhe que desarme a sua milícia. Apenas está a tentar pescar algo em águas revoltas», precisou Hazim Al-Ajari, porta-voz de Al-Sadr, em declarações à cadeia de televisão Al Jazeera.
Allawi regressou este domingo a Bagdad após uma visita de algumas horas a Najaf, durante a qual tentou persuadir o líder xiita a controlar os rebeldes, que combatem há dois dias contra as forças da coligação.

«O Exército de Mahdi é uma milícia popular com uma carga ideológica. Nem sequer a «Maryaiya xiita» (Conselho Superior de Clérigos) nos pediu o desarmamento», assegurou Al-Araji à cadeia de televisão do Qatar.

08-08-2004 14:21:11
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Enviado por: Fábio G. em Agosto 08, 2004, 08:51:11 pm
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Iraque restabelece pena de morte

O governo interino iraquiano voltou a introduzir na sua legislação a pena capital para os assassinos e aqueles que ameacem a segurança do país, segundo anunciou este domingo um porta-voz do governo de Iyad Allawi.



«Ontem (sábado) anunciamos a amnistia, hoje (domingo) a pena de morte», precisou Gourgis Sada, acrescentando que a decisão está tomada.
A pena de morte, estabelecida na era de Saddam Hussein, foi abolida pelas autoridades da coligação após a queda do antigo regime.

08-08-2004 14:09:46
Título:
Enviado por: JLRC em Agosto 09, 2004, 01:18:48 pm
Army Moving Equipment From Korea to Iraq
 
 
(Source: US Army; issued Aug. 4, 2004)
 
 
 PUSAN, Korea --- The Army has begun moving equipment from the 2nd Infantry Division in Korea for duty in Operation Iraqi Freedom.  
 
The vessels Cape Hudson and Cape Horn are now carrying the equipment of the unit’s 2nd Brigade to Southwest Asia. The vessels were loaded simultaneously during the last week in July by transporters with the 837th Transportation Battalion, in Pusan, Korea.  
 
The Surface Deployment and Distribution unit loaded 1,700 pieces of cargo aboard the ships for use by the brigade’s 3,600 soldiers. As part of the deployment, the 837th transporters loaded 80 containers of ammunition at the Chinhae Ammunition Pier aboard the Cape Inscription. The loading was assisted by Korean Navy sailors from the base.  
 
The move of troops deployed in Korea to another hot spot in the world is unprecedented in the half-century American military presence in Korea. The troops represent about 10 percent of United States military forces in Korea. Upon the completion of their tour in Iraq, the soldiers will return to the United States.  
 
“As a whole, this is one of the most successful deployments this theater has seen in some time,” said Lt. Col. Rich Kramer, 837th commander. “From the United States Forces Korea staff down to the deploying unit, I couldn’t be happier with the support and coordination provided to this operation.  
 
“Everyone learned a lot and without the teamwork, this operation wouldn’t have been executed as smoothly as it was.”  
 
The transporters were supported by soldiers with the 20th Area Support Group and the 1-38th Field Artillery Battalion.  
 
Teamwork and coordination was praised by Capt. Chris Wolfe, 837th operations officer. “Everyone knew their responsibilities,” said Wolfe. “Together, we worked to provide a quick, safe and efficient upload operation for 2nd Brigade’s equipment.”  
 
NCOs said advance planning was essential for the mission’s success. “This was a great opportunity to assist the deploying unit on all facets of deployment operations and it gave the battalion a chance to conduct the harder tasks of deploying a unit rather than receiving a unit,” said Sgt. 1st Class Gerald Sprague, 837th operations NCO.  
 
Sprague is one of a number of the battalion’s soldiers who will see the operation at both ends. A number of 837th personnel will be reassigned to work at SDDC Southwest Asia, at the port of Ash Shuiaba, Kuwait.  
 
Soldiers of the 2nd Infantry Division will arrive in Southwest Asia in September to fall in on the equipment aboard the Cape Hudson and Cape Horn.  
 
-ends-
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Enviado por: JLRC em Agosto 20, 2004, 01:56:18 pm
Dutch Soldiers in Iraq to Receive Additional Protection
 
 
(Source: Radio Netherlands; issued Aug. 19, 2004)
 
 
 Defence Minister Henk Kamp has announced that the Netherlands will send 60 soldiers and additional armored vehicles to Iraq to defend Dutch troops based in the south of the country.  
 
The move follows the death earlier this week of a Dutch soldier in a clash with Iraqi insurgents. Five other Dutch soldiers were injured in the fighting. The incident led to calls for more protection for Dutch troops stationed in Iraq  
 
-ends-
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Enviado por: JLRC em Agosto 26, 2004, 08:42:01 pm
Iraqi American Recounts Saddam Capture
Associated Press
August 25, 2004

 
ST. LOUIS - Back in the Iraq he once fled, Samir couldn't see down the darkened hole enough to see who was hiding there.

Acting as a civilian translator for U.S. troops massed a few miles south of Tikrit, the Iraqi-American told the cowering man to surrender or die. Soldiers were ready to pitch a grenade into the pit when the man inside slowly thrust his hands into the light, giving up.

When he helped pull the man out, Samir gasped.

It was Saddam Hussein.

By his account, Samir greeted the deposed ruler - the man with a $25 million bounty on his head as then one of the world's most-wanted fugitives - with a few punches, kicks and profane insults.

"I wanted to say, `You did this all to us, and you still don't want to leave Iraq alone,'" said Samir, now living in St. Louis.

Requesting that his last name not be used, given fear of reprisals from Saddam loyalists or anti-American forces, Samir prizes that day like the beads he gave last month to a thankful President Bush.

"I feel so good, I feel so good," said Samir, 34.

Samir bolted Iraq in 1991, leaving behind four brothers, three sisters and his parents. He made his way to Saudi Arabia and lived in a refugee camp for more than three years before reaching American soil "like a dream come true."

He spoke no English, picking up the language while working for a boiler-galvanizing company and auto-repair shops. By March 2003, he heeded the call for civilian translators to be used overseas.

"I really wanted to be part of this," he said.

As he had hoped, Samir eventually got shipped to Iraq before being returned to the United States when his contract expired last fall. Samir quickly re-signed, insisting "I was wanting to go back there to help."

One of Saddam's family members provided the information that triggered the December raid that led Samir and some 600 troops to a walled compound on a farm near Saddam's hometown.

In front of a mud-brick shack, troops with the 4th Infantry Division pulled back a carpet on the ground, cleared away the dirt and revealed a Styrofoam panel. Underneath, there was a 6-foot-deep vertical tunnel; a pipe provided air.

"Saddam could have stayed in that hole for years, and no one would know," Samir said.

When the hole was exposed, the mystery man inside repeatedly implored, "Don't shoot, don't kill me!'"

"You need to come out before they kill you," Samir shouted into the hole.

Eventually, the man stuck one arm into the light, then the other.

The former ruler looked haggard, with a wild, graying beard and ratty hair. "He looked old and miserable," Samir says.

When Samir called the man names, the ousted ruler retorted, "`Don't talk to me. I'm Saddam Hussein,'" Samir recalled. "I said, `You are nobody.'"

Samir cherishes a photo of him helping pin Saddam to the ground. Before returning to the United States, Samir said his family told him to thank Bush for helping liberate Iraq.

Last month, Samir got his chance.

When Bush came to campaign July 20 in the St. Louis suburb of St. Charles, Samir was just one of two people tapped to meet privately with the nation's commander in chief.

"I said, `I want to give you a message, speaking from my heart. I want to thank you for what you've done to Iraq,'" Samir said.

Bush tapped the man on the shoulder and replied, "Good work. I'm proud of your help with the military."

Before the meeting, Samir had scoured his possessions for something to give to Bush. He came across beads his parents had given him the last time he was in Iraq, hoping they would keep him safe.

"For the president, it's worth it," Samir recalled.

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Enviado por: Ricardo Nunes em Agosto 31, 2004, 09:52:08 pm
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NEPALESE KILLED IN IRAQ

By KIM HOUSEGO, Associated Press Writer

BAGHDAD, Iraq - A video purporting to show the methodical, grisly killings of 12 Nepalese construction workers kidnapped in Iraq (news - web sites) was posted Tuesday on a Web site linked to a militant group operating in Iraq.

The slayings would mark the largest number of foreign hostages killed at one time by insurgents in Iraq who have seized more than 100 hostages in recent months in their drive to destabilize the country and force coalition troops and foreign workers to withdraw.

In Katmandu, Napal's Foreign Minister Minister Prakash Sharan Mahat said officials were still checking the reports and the government had called an emergency Cabinet meeting.

"If it is true it is shocking because there were no demand or deadlines ... that makes it even more shocking," Mahat said before the meeting.

In a village south of the Nepalese capital, relatives informed of the Web site pictures by reporters said they were shocked and accused the government of not trying hard enough to free the hostages.

The 12 had been reported kidnapped Aug. 20.

Nepalese Ambassador to Qatar Shyamananda Suman said he had heard the hostages were killed before the Web site posting.

"Despite our efforts, this unfortunate incident has taken place," he said. "It is sad."

In a separate hostage case, the French government prepared Tuesday for crisis talks to save the lives of journalists Christian Chesnot and Georges Malbrunot, who are being held by a different militant group, demanding that France rescind its ban on head scarves in French schools.

The video of the Nepalese showed a masked man in desert camouflage apparently slitting the throat of a blindfolded man lying on the ground. The blindfolded man moaned and a shrill wheeze was heard. The masked man then displayed the head to the camera before resting it on the body.

Other footage showed a man firing single shots from an assault rifle into the back of the heads of 11 others. Blood seeped from their bodies into the sand.

A statement on the Web site signed "Ansar al-Sunna Army" vowed to keep fighting the Americans in Iraq.

"America today has used all its force, as well as the help of others, to fight Islam under the so-called war on terror, which is nothing but a vicious crusade against Muslims," the statement said.

At the end of the four-minute video, a man read another statement off-camera, vowing to fight the Iraqi government.

"We will work on exterminating them until the last fighter," he said.

The group also threatened anyone else working with U.S. forces here, saying executions would befall "every agent, traitor and spy."

Iyad Mansoor, director-general of the Morning Star Company, a Jordan-based services firm that employed the Nepalese construction workers, said he had no independent information on the men's fate.

"I'm shocked to hear such news," he told The Associated Press.

In London, the Muslim Council of Britain condemned the killing of the Nepalese hostages and urged the Iraqi captors of the two French journalists to release them immediately.

"We categorically reject and deplore the practice of kidnapping and murdering innocent civilians and regard these acts as repugnant and wholly contrary to basic Islamic principles," the council's secretary general, Daud Abdullah, said in a statement.

On Sunday, a tape on the same Web site showed the 12 Nepalese.

"The Americans assured us that the situation in Iraq is stable and not dangerous," said one of the men, who was draped in an American flag. The other 11 men surrounded him and were holding their passports. "America lied to us. ... The situation here is not under American control."

The 12 Nepalese were traveling in two cars on Aug. 19 when they disappeared after crossing the border from Jordan. The next day, a Web statement from the little known Ansar al-Sunna Army claimed to be holding them and demanded Nepal stop sending workers to Iraq.

Nepal has sent no troops to Iraq despite requests from the United States. Armed Nepalese personnel work for security firms guarding foreign contractors in Iraq.

Iraq has been ravaged by a 16 month insurgency, marked by kidnappings, car bombings, assassinations and other attacks.

On Tuesday, U.S. and Iraqi officials discussed ways to step up aid to Najaf and a war-battered Sadr City slum in Baghdad after rebel Shiite cleric Muqtada al-Sadr called on his followers to end their uprising there.

Interim Prime Minister Ayad Allawi told tribal leaders from Sadr City — scene of fierce clashes between U.S. forces and al-Sadr's militia — that the government had allocated $115 million for projects there to improve public services including water, electricity and sewage.

"The resumption and the stability of life in your city and in the whole of Iraq is a very important issue," Allawi said.

Meanwhile, James Jeffrey, the second-ranking U.S. diplomat in Baghdad, met with Gov. Adnan al-Zurufi in the holy city of Najaf to assess the "immediate needs of the city" and examine ways to rebuild it. Parts of Najaf, particularly around the Old City, were heavily damaged during three weeks of fighting.

U.S. and Iraqi officials have repeatedly complained that sabotage, fighting and assassinations of government officials across the country has badly hampered efforts to rebuild the country after years of war and crushing international sanctions.

On Tuesday, unidentified gunmen shot dead Ibrahim Ismael, the head of the education department in the northern city of Kirkuk, said police Col. Sarhat Qadir. Three of Ismael's bodyguards were also wounded and were being treated at a local hospital.

In calling for his fighters to stop attacks on U.S. and Iraqi forces, Al-Sadr's aides said Monday the cleric was considering joining the political process.

Al-Sadr has backed off other commitments in the past, but a truce would be a major victory for Allawi by removing a serious insurgency and` potentially bringing many of the Shiite cleric's followers into the effort to build a peaceful democracy.

Also Tuesday, conflicting reports continued about the state of Iraq's vital oil exports after a series of pipeline attacks over the weekend.

Two top officials with the state-run South Oil Co. said on condition of anonymity that exports had been shut down from the south, which accounts for 90 percent of the country's oil exports, since late Sunday. Witnesses at the port in the Faw Peninsula said no tankers were seen in the port since Sunday.

Iraq's other export avenue, a northern pipeline to the Turkish port of Ceyhan, also carried no oil Monday, an oil official in Ceyhan reported.

However, South Oil Co. spokesman Samir Jassim said exports were running at 800,000 barrels a day, about half the normal flow.

Iraq's crucial industry has been the target of repeated attacks by insurgents in recent months. Iraqi officials, fearful of scaring off buyers worried about the unstable oil flow here, have often been unwilling to give information about the effect of the attacks on exports.
Título:
Enviado por: P44 em Setembro 01, 2004, 08:25:09 am
Citação de: "Fábio G."
DD

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Iraque restabelece pena de morte

O governo interino iraquiano voltou a introduzir na sua legislação a pena capital para os assassinos e aqueles que ameacem a segurança do país, segundo anunciou este domingo um porta-voz do governo de Iyad Allawi.



«Ontem (sábado) anunciamos a amnistia, hoje (domingo) a pena de morte», precisou Gourgis Sada, acrescentando que a decisão está tomada.
A pena de morte, estabelecida na era de Saddam Hussein, foi abolida pelas autoridades da coligação após a queda do antigo regime.

08-08-2004 14:09:46


AH GANDAS "DEMOCRATAS".....

:mrgreen:
:evil:  :twisted:
Título:
Enviado por: JLRC em Setembro 01, 2004, 07:41:10 pm
U.S. Jets Fire On Afghan Village
Associated Press
September 1, 2004

 
KABUL, Afghanistan - U.S. warplanes bombed an Afghan village in the heat of a battle between U.S.-led forces and insurgents, killing more than a dozen people and striking the camp of a Danish relief group.

The clash late Monday in Kunar province highlights the risks relief workers face in lawless and impoverished regions of southern and eastern Afghanistan, where coalition forces often clash with Taliban rebels.

The U.S. military said the airstrikes countered an attack by militants on American and Afghan soldiers and that it had killed more than a dozen rebels.

But Afghan officials said the dead included five unarmed civilians.

Kunar Gov. Sayed Fazel Akbar said the incident began when assailants fired at Afghan and U.S. military camps near Mano Gai, 105 miles east of the capital, Kabul.

"Then the American planes came and bombarded Weradesh village," where the fire had originated, Akbar said. "Several houses were destroyed."

Akbar said five civilians were killed in the American bombardment - two men, two children and a woman - but blamed the militants for the bloodshed.

"If the enemy comes into the villages and opens fire on the government and coalition, we are obliged to respond," he said.

The Danish Committee for Aid to Afghan Refugees, or DACAAR, which had a team working in Weradesh, said several bombs were dropped and that its staff believed eight villagers were killed.

The group's 14 staff members fled their darkened camp just before it was caught by one bomb, said Gorm Pedersen, DACAAR's director in Kabul. One worker was slightly injured and much of the group's equipment was damaged.

"Our people decided to take shelter," Pedersen said. "It was while they were running from the camp to the village that they were hit."

U.S. soldiers visited the village early Tuesday and told DACAAR staff to draw up an assessment of the damage, Pedersen said.

American spokesman Sgt. Maj. Keith Butler said warplanes had fired various ordnance on targets, including one laser-guided bomb that hit a vehicle used by militants.

He said the military had no information about the presence of the aid group in the area.

The military insisted no civilians had been hit by American forces, whereas insurgents "fired indiscriminately at villagers" during the four-hour battle.

"All the coalition fire was precision fire," Butler said.

Akbar, the provincial governor, said about 12 militants were killed.

The U.S. military said seven children, one coalition soldier and two Afghan soldiers were flown to the main American base at Bagram, north of Kabul. Four required surgery and one child later died, Butler said.

The spokesman said troops chased one militant into a house where he blew himself up with a hand-grenade to avoid capture, slightly injuring four of the children.

Civilians have repeatedly fallen victim to violence in Afghanistan that has surged ahead of a landmark presidential election Oct. 9.

A bomb in an Islamic school in southeastern Afghanistan killed nine children and their teacher on Saturday. The U.S. military has suggested it was targeted for teaching "progressive" subjects.

On Sunday, a car-bomb exploded outside an American firm training Afghan police in Kabul, killing as many as 10 people, including three Americans. The Taliban claimed the attack, which struck a grim parallel with attacks on police facilities in Iraq.

Afghan authorities seized more than a half ton of explosives and arrested three people on Monday in Chahar Asyab, just south of Kabul, a senior intelligence official said. It was not clear if the men were suspected in Sunday's blast or what they planned to do with the explosives.

Neither the military nor Akbar said which militant group might have been involved in the fighting in Kunar. But the area is considered a stronghold of fighters loyal to renegade warlord Gulbuddin Hekmatyar.

Several relief organizations have tried to maintain their operations in the east, despite a spate of roadside bombings and clashes between militias, rebels and U.S.-allied forces.

Militant attacks across much of the deprived south and east of the country have already left a vast swath of the country off-limits for international aid groups.

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Título:
Enviado por: JLRC em Setembro 06, 2004, 07:05:26 pm
Iraqi Army Opens $165 Million Base at An Numaniyah
 
 
(Source: US Central Command; issued Sept. 3, 2004)
 
 
 AN NUMANIYAH, Iraq --- The Iraqi flag was raised over the newly refurbished and rebuilt forward training base Sept. 1 in a base opening ceremony on the station’s parade grounds, signaling an end to the roughly $165 million Coalition project.  
 
The opening coincides with the arrival of the Iraqi Intervention Force’s 3rd Battalion recruits who join two other battalions currently training at the base. An Numaniyah will serve as the Iraqi army’s 2nd Brigade headquarters. The base is a step toward rebuilding the nation said the 5th Division commander.  
 
Since renovation began early this year Coalition efforts have included work on existing buildings – mostly shells without windows, electricity, and septic systems – and also the addition of new structures, sewers, electricity, air conditioning, security and various other projects on the base.  
 
Located roughly 90 miles southeast of Baghdad, in the Wasit Province, the base was formerly a project under construction by Yugoslavian contractors for the former regime. It will now operate as a training base for new recruits and serve as the home station for three battalions of the Iraqi Intervention Force – the Iraqi army’s counterinsurgency wing.  
 
In addition to serving as a much-needed training base for the Iraqi armed forces, the base employs roughly 2,000 workers from surrounding areas in the province. Local citizens have been in on the project from the ground up, helping or employed in many critical aspects including school construction and refurbishments, medical assistance and water projects.  
 
Joining bases in Al Kasik, Kirkuk, Taji, and Kurkush, An Numaniyah may also include base housing for soldiers’ families to join personnel serving at the post. Two base dining facilities will be complete in the coming months as well with the capacity to feed roughly 3,000 soldiers each.  
 
An Iraqi Police Services regiment is also slated to commence special military operations in urban terrain training – counterinsurgency instruction – with the arrival of a large officer class sometime toward the end of September.  
 
There are about 2,500 garrisoned and training soldiers at An Numaniyah.  
 
-ends-
Título:
Enviado por: JLRC em Setembro 08, 2004, 08:19:30 pm
Thousandth US Soldier Killed In Iraq
 
 
(Source: Radio Netherlands; issued Sept. 8, 2004)
 
 
 The White House has announced the death of the thousandth US soldier since the start of the Iraqi war 18 months ago. Around 14 US troops were killed in various clashes throughout Iraq on Tuesday.  
 
For the second day running there was heavy fighting between American soldiers and Iraqi insurgents in the Baghdad district Sadr City. At least 34 Iraqis were killed in the fighting. The US air force bombed rebel positions in Fallujah on Tuesday, killing up to a hundred people.  
 
The death of the thousandth US soldier is playing a role in the presidential campaign. Democratic candidate John Kerry referred to it as “a tragic milestone.”  
 
-ends-
Título:
Enviado por: Normando em Setembro 15, 2004, 03:04:27 am
Publico.pt

14-09-2004

A explosão de um carro armadilhado em frente a uma esquadra de polícia no centro de Bagdad matou pelo menos 47 pessoas e feriu mais de cem, segundo o mais recente balanço fornecido pelo Ministério da Saúde.

O carro armadilhado explodiu à entrada da esquadra de Al Karj, em frente a uma série de lojas que se encontravam cheias de gente no momento da explosão, às 07h00 de Lisboa.

Uma nuvem de fumo cobriu de imediato todo o sector, considerado um bastião dos fiéis a Saddam Hussein, na margem ocidental do rio Tigre. O atentado ocorreu na rua Haifa. No domingo passado morreram nesta mesma rua 13 pessoas, entre elas duas crianças, e 59 ficaram feridas, depois de várias horas de combates entre tropas norte-americanas e rebeldes armados.

Num outro incidente, doze polícias e um civil morreram num ataque armado lançado por desconhecidos contra o veículo em que seguiam, em Baquba, a norte de Bagdad, segundo informaram fontes policiais.

Grupo de Al-Zarqawi reivindica autoria de atentado em Bagdad
 
Um comunicado atribuído ao grupo liderado pelo jordano Abu Mussab Al-Zarqawi, alegado líder da Al-Qaeda no Iraque, reivindica a autoria do atentado desta manhã contra o quartel-general da polícia iraquiana, no centro de Bagdad, que matou 47 pessoas.

"Com a vontade de Alá, um dos leões das Brigadas dos Mártires conseguiu atacar um centro de recrutamento do corpo da polícia infiel", afirma um comunicado publicado no sítio ansarnet.ws/vb, assinado pelo grupo Tawhid wal Jihad (Unicidade e Guerra Santa).

Segundo a nota, cuja autenticidade não foi ainda verificada, a operação terá sido perpetrada por um único bombista-suicida, cuja identidade não é revelada.

Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, o ataque, ocorrido na movimentada rua Haifa, fez 47 mortos e 114 feridos. Até ao momento havia apenas a indicação de que a explosão tinha sido provocada por um carro armadilhado.

Numa outra nota, divulgada pouco antes, o Tawhid wal Jihad assumiu a responsabilidade pela autoria de outro ataque ocorrido esta manhã, contra um mini-autocarro que transportava polícias iraquianos, em Baquba, a norte de Bagdad. Segundo um responsável policial, o veículo foi barrado por dois automóveis, onde seguiam vários homens armados, que abriram fogo contra o autocarro, matando 12 polícias e um civil.

"Os heróis do Tawhid wal Jihad punem com mão de ferro todos os que ousam trair a religião e a honra e atacaram em Baquba um carro que transportava dez membros da polícial infiel, matando-os", lê-se na nota.

O grupo chefiado por Zarqawi, que os EUA afirmam ser o líder operacional da Al-Qaeda no Iraque, reivindicou vários atentados no país desde a queda do regime de Saddam Hussein, visando em particular as forças policiais e os militares americanos. O grupo, de dimensão desconhecida, mas que contará nas suas fileiras com combatentes de outros países da região, reivindicou também o sequestro e execução de cidadãos estrangeiros a trabalhar no país.

A coligação liderada pelos militares americanos oferece uma recompensa de 25 milhões de dólares por informações que conduzam à captura do jordano.  

Ah! Grande resistente que este Zarqawi é. Vai tudo a direito: civis, policias, soldados...
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Setembro 15, 2004, 05:02:46 pm
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"O grupo que raptou os dois jornalistas franceses no Iraque divulgou, esta sexta-feira, um comunicado num «site» da Internet acusando a França de «crimes» e qualificando-a de «inimiga dos muçulmanos».
Num longo texto, onde não constava qualquer referência sobre o destino dos sequestrados, o Exército Islâmico do Iraque apresenta aquilo que designa como uma lista de "crimes cometidos pela França" em vários países, nomeadamente, na Argélia, na Tunísia e no Egipto.«A França distinguiu-se pela sua guerra contra o Islão e os muçulmanos e cometeu carnificinas contra a nação (islâmica)», escreve o grupo, salientando que «nenhuma pessoa livre e crente pode esquecer esta página» da história da França.
Título:
Enviado por: Normando em Setembro 16, 2004, 01:44:15 am
Ai, ai Chirac, põe-te fino senão daqui a uns mesitos estás a tirar os restos da torre Eiffel do rio Sena...
Título:
Enviado por: JLRC em Outubro 05, 2004, 11:36:30 pm
Iraqi Border Patrol Gets New Equipment
 
 
(Source: US Central Command; issued Oct. 4, 2004)
 
 
 MOSUL, Iraq --- The Iraqi Border Patrol battalion received 40 Jeep Liberties and 1,500 body armor vests Sept. 29, equipment that will further their ability to ensure the safety and security of Iraq as its citizens prepare for elections in January.  
 
The body armor vests were purchased by Task Force Olympia with funds from the Commander’s Emergency Response Program at a cost of $832,500. The vehicles were purchased in Baghdad by Multi-National Security and Transition Command, Iraq.  
 
Training and equipping the Iraqi Security forces is the key to ensuring the safety and security of Iraq. Multi-National Forces are working with Iraqi government officials to ensure the IBP are prepared to provide security during the upcoming elections.  
 
Iraqi government officials have long recognized the border of Iraq as an entry point for terrorists, weapons and money coming into the country. The donation of this equipment is important in preventing terrorists and smugglers from crossing into the country illegally.  
 
-ends-
Título:
Enviado por: JLRC em Outubro 08, 2004, 09:07:17 pm
Comprehensive Report of the Special Advisor to the DCI on Iraq’s WMD
 
 Source: Central Intelligence Agency
 
 Ref: no reference
 
 Issued Oct. 6, 2004 in PDF format
 
 
 More than 1,000 pages, 200GB in PDF

This report relays the findings of the Special Advisor to the Director of Central Intelligence on Iraq's Weapons of Mass Destruction (i.e., the final report by the Iraq Survey Group). Although media attention has focused mainly on its finding that Iraq had no weapons of mass destruction at the time of the US invasion, the report includes detailed factual information on a variety of Iraqi programs, including delivery systems, nuclear, chemical warfare and biological warfare programs. Also provided is information on Iraq’s strategic intent and its finance and procurement arrangements.  
Because of the report’s size, it has been broken down into three main sections (each about 60 GB), while the “key findings” from each section have been extracted by the CIA and are provided as a separate, much smaller PDF file. The CIA says an HTML version is being prepared. The link below is to the report’s download page.  
 
 
 (PDF format)
 
 Full text
Título:
Enviado por: JLRC em Outubro 13, 2004, 01:50:57 pm
Iraqi Police Officers Receive 10,000 Pistols
 
 
(Source: US Central Command; issued Oct. 11, 2004)
 
 
 BAGHDAD, Iraq --- The Multinational Security Transition Command – Iraq delivered 10,000 9mm Glock pistols to the Baghdad Public Service Academy, Saturday, for distribution to Iraqi Police Service recruits attending the school.  
 
The delivery is just part of the overall distribution of Glocks earmarked for Iraqi Police Service officers received in country by the multinational command two weeks ago. In addition to Saturday’s issue, a 10,000-plus Glock shipment from the large delivery also went out to Iraqi Police Service advisors in the various Major Support Commands for issue to officers already in service throughout the country. The two distributions raise the total Glocks delivered in the past week to more than 20,000 pistols.  
 
The Multinational Security Transition Command – Iraq’s Civilian Police Assistance Training Team – tasked with assisting the Iraqi government to train, mentor, and equip its civil security forces – will distribute the remaining weapons in the coming weeks.  
 
The Glock is an extremely durable lightweight steel and polymer composed Austrian-made pistol largely regarded as one of the most reliable weapons in the world as well as the law enforcement weapon of choice.  
 
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Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Outubro 13, 2004, 03:45:08 pm
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US teams 'tried to free hostages'
 
 
Mr Armstrong's killing reportedly spurred rescue teams to try again
American rescue teams tried at least twice to free two US citizens and a Briton taken hostage in Iraq and later killed, sources say in Washington.
Eugene Armstrong and Jack Hensley were killed soon after their abduction on 16 September while British man Kenneth Bigley was beheaded last week.

Rescuers acting on intelligence reports reportedly went to two sites in Baghdad but on both occasions found nothing.

"They just got there and nobody was there," the unnamed sources said.

All three men, who had been working as engineers in Iraq, were killed on camera by an Islamist group believed to be led by Jordanian-born militant Abu Musab al-Zarqawi.

Mr Bigley, 62, was allowed by his captors to issue desperate appeals for his release on video before he was finally beheaded, three weeks after his capture.

Iraqi reports say he tried to flee from his captors shortly before his death.

Two attempts

According to a US source, rescue attempts were carried out early on in the hostage drama - the first when all three of the hostages were thought to be still alive and the second after the first American, Mr Armstrong, had been killed.

"We don't really know whether the men were ever at the spots," one official told Reuters news agency on condition of anonymity.

"But there were attempts to get them."

US defence officials insisted at the time that considerable efforts were being made to try to get the hostages released.

On Tuesday, UK Foreign Secretary Jack Straw told the Commons that an intermediary had passed messages to the militants holding Mr Bigley, urging them not to kill their captive.

"But at no stage did they abandon their demands relating to the release of women prisoners, even though they were well aware that there are no women prisoners in British custody in Iraq."

He added that there would be "a full internal review of what we have done, a look at whether there were other things could have done which might have made a difference".

"I genuinely don't think there are, however," he said.

Mr Bigley's family, meanwhile, thanked the public for its support.

Mr Bigley's 65-year-old brother, Stan, said the display of solidarity had made the family's three-week ordeal "a little more bearable".


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Source: U.S. tried twice to rescue hostages
Intelligence led to 'dry holes,' says official with direct knowledge
Tuesday, October 12, 2004 Posted: 8:54 PM EDT (0054 GMT)

 
 
BAGHDAD, Iraq (CNN) -- The United States tried twice to rescue the two Americans and one British citizen held hostage in Iraq, according to a U.S. official with direct knowledge of the attempts.

The attempts involved deploying U.S. military as well as other government personnel on two separate occasions. Intelligence led the rescue teams to two locations in Baghdad, the official said.

Both times, the source said, the missions came up with "dry holes."

There was evidence at both locations that people had been there, but they were empty when the U.S. teams arrived, the official said.

"A lot of people had a lot of sleepless nights trying to find them," the official said.

It's not clear whether the hostages were moved, or whether the intelligence was faulty and the hostages were never there.

Americans Eugene Armstrong and Jack Hensley, along with the Briton, Kenneth Bigley, were kidnapped September 16 from their home in Baghdad.

The first rescue attempt came when all three men were still alive, the source said.

The second attempt came after Armstrong was killed September 20, the source said.

All three hostages were eventually beheaded. According to the official, no U.S. personnel were wounded or killed in either mission.

The U.S. military does not discuss specific details of rescue missions or the intelligence that led the missions to be undertaken. But U.S. Special Forces train constantly for rescue missions, and the United States has said it always searches for hostages and tries to do everything possible to rescue them.

Seven mosques raided
Iraqi security forces, backed by U.S. Marines and soldiers, launched a series of raids Tuesday on seven mosques in the central city of Ramadi, the U.S. military said.

"Our participation in these raids has been limited to supporting Iraqi security forces," U.S. Brig. Gen. Joseph F. Dunford said.

Ramadi is in the restive "Sunni Triangle" area about 70 miles (113 kilometers) west of Baghdad.

Insurgents have used mosques at times to stage attacks on U.S. and Iraqi forces.

"The mosques are suspected of participating in a spectrum of insurgent activity, including harboring known terrorists, storing illegal weapons caches, promoting violence against the Iraqi people and encouraging insurgent recruitment," said a coalition news release.

"The raids are an effort to search the mosques for known terrorists and insurgents, illegal weapons caches and insurgent propaganda."

The U.S. military said the mosques are considered holy sites and are not targeted unless they are used in the insurgency.

On Monday, the U.S. military launched an airstrike against a mosque in Hit -- a town about 30 miles (48 kilometers) northwest of Ramadi -- amid a battle with about 100 insurgents who had attacked U.S. Marines from inside the building.

Also Tuesday, U.S.-led forces launched airstrikes in Falluja that destroyed a meeting center and a safe house used by the Jordanian militant Abu Musab al-Zarqawi's network, the U.S. military said.

The military said "successful precision" strikes took place around midnight and 4 a.m. (5 and 9 p.m. Monday ET).

The first strike destroyed a restaurant and a neighboring building in central Falluja, a witness said. The restaurant owner said four employees were inside at the time of the strike.

A statement from the U.S. military said the building was used as a center by al-Zarqawi to hold terrorist meetings.

"Terrorists frequently planned operations from this location. Plans included targeting Iraqi governmental leadership, Iraqi security forces, coalition forces and innocent Iraqi citizens," the military said.

"The location had been under the terrorist organization's control for more than a year, and innocent civilians knowingly stayed away."

In the second airstrike, the military's statement said, "Intelligence sources tracked and confirmed that al-Zarqawi associates were using the safe house at the time of the strike. The terrorists at the site had been involved in planning suicide attacks and kidnappings."

That attack destroyed a house in a neighborhood in eastern Falluja. Hospital sources said four people died in the airstrike.

U.S. warplanes have been making daily bombing runs in Falluja in recent weeks, targeting safe houses and other locations they believe are linked to al-Zarqawi.

Al-Zarqawi has been blamed for fomenting unrest in Iraq through the insurgency, carrying out attacks against U.S. forces, Iraqi government officials and other Iraqis.

His Unification and Jihad group also has been blamed for numerous beheadings of foreigners in Iraq, including the killings of American Nicholas Berg, and Armstrong, Hensley and Bigley.

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Enviado por: JLRC em Outubro 14, 2004, 10:52:14 pm
Iraqi Air Force Set to Receive Additional Aircraft
 
 
(Source: US Department of Defense; issued Oct. 13, 2004)
 
 
 BAGHDAD, Iraq --- The Iraqi air force’s 70th Squadron will take possession of the first two SAMA CH2000 light air surveillance aircraft Oct. 29, in Basrah, as the first delivery of an addition to the force that will number eight to 16 aircraft.  
 
In standing up the balance of the aircraft, the Iraqi air force will receive two CH2000 airplanes per month – deliveries kicking off in December – with final deliveries completing the $5.8 million acquisition at the end of March.  
 
The SAMA CH2000 is a two-seat single engine-prop airplane equipped with forward- looking infrared – a multi-sensor imager offering high performance, precision, and high level imaging, officials said. The aircraft also will be equipped with state-of- the art communications systems guaranteeing continuous and secure air and land communications using various bandwidths, and are capable of day and nighttime missions.  
 
“This is the second stage of building the air force,” Iraqi Air Force Commanding General Maj. Gen. Kamal al-Barzanjy said. “There will be many stages in the future.”  
 
The first stage began a month ago in Basrah, with solo Iraqi air force operations commencing with two previously acquired Australian-made SB7L-360 Seeker reconnaissance aircraft. The additions to the Seeker force will enhance the surveillance capacity to cover the entire country as Iraqi air force missions continue to concentrate on infrastructure and border security.  
 
“We will cover all lands in Iraq from two flight circles based in Basrah and Kirkuk and reaching down to Baghdad,” Barzanjy said. “With these airplanes we can cover pipelines, electrical facilities and our borders.”  
 
The special imaging capabilities of the new aircraft complement the similarly equipped Seeker aircraft. Operations will continue out of Basrah with the 70th Squadron crews and will be supported from Kirkuk when a second squadron stands up early next year, officials said.  
 
The air force also will continue to coordinate flight missions with Iraqi and multinational forces on the ground. Both squadrons are due to be fully operational by September 2005.  
 
-ends-
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Enviado por: Paisano em Outubro 16, 2004, 01:09:27 am
Pelotão americano recusa-se a cumprir missão no Iraque

Bagdá - O Comando Central dos EUA confirmou que estão sendo investigadas notícias de que vários soldados de uma unidade de reservistas recusaram-se a participar de uma missão no Iraque. Segundo o jornal The Clarion-Ledger, de Jackson, Mississippi, um pelotão de 17 soldados da 343ª Companhia de Oficiais da Intendência recusou-se a sair em uma missão de entrega de combustível na quarta-feira, na base de Taji, norte do Iraque, alegando que seus veículos estavam em mau estado e que não havia escolta armada adequada.

Parentes dos soldados disseram ao jornal que os eles consideraram a missão perigosa demais, e que vários foram detidos depois de se recusar a obedecer as ordens. A negativa de toda uma unidade de realizar uma missão numa zona de guerra constituiria um preocupante ato de indisciplina. Um comunicado do Comando Central garantiu que tratou-se de um incidente "isolado".

Fonte: O Estado de São Paulo
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Outubro 16, 2004, 12:25:31 pm
Uma excelente, mas pequena, reportagem fotográfica efectuada pela TIME:

 :arrow: http://www.time.com/time/photoessays/ramadi/ (http://www.time.com/time/photoessays/ramadi/)
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Enviado por: JLRC em Outubro 20, 2004, 05:51:08 pm
Australia to Assist Fijian Deployment to Iraq
 
 
(Source: Australian Department of Defence; issued Oct. 19, 2004)
 
 
 The Australian Defence Force will provide assistance to a Fijian military contingent preparing to deploy under United Nations (UN) auspices to Iraq.  
 
Defence Minister Robert Hill and Foreign Affairs Minister Alexander Downer announced today that Australia will provide support with training, equipment and related logistics, following a request from the Government of Fiji.  
 
Fiji will contribute a guard contingent and a personal protection detachment to the UN Assistance Mission to Iraq (UNAMI).  
 
Australia strongly supports UN efforts to establish a significant presence in Iraq, involving the full range of agencies and with appropriate security protection.  
 
Australia welcomes Fiji’s contribution to UNAMI and is pleased to support them through the provision of equipment and training.  
 
We are keen to ensure the UN can deploy sufficient personnel to fulfill its mandate to advise and support the Independent Electoral Commission of Iraq on the process for holding elections.  
 
We strongly encourage the international community to support the Iraqi people on their path to democracy.  
 
There are currently about 920 Australian Defence Force personnel in the Middle East, as part of multinational efforts to develop a secure and stable environment in Iraq.  
 
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Enviado por: JLRC em Outubro 20, 2004, 05:52:29 pm
Iraq: U.S. Rejects Saudi Proposal for Muslim UN Force
 
 
(Source: Radio Free Europe/Radio Liberty; issued Oct. 19, 2004)
 
 
 PRAGUE --- The rejection of the Saudi plan provides a new measure of the difficulties Washington is having in convincing Muslim states to join the security effort in Iraq on terms both sides can live with.  
 
The White House said yesterday that it would not support the Saudi initiative due to objections by U.S. field commanders in Iraq and Iraqi government officials.  
 
Spokesman Scott McClellan said the Iraqi government had some concerns about having troops from a neighboring country inside Iraq. He said the multinational commanders also had some concerns about forces operating outside the chain of command structure.  
 
Phillip Mitchell, a military specialist at the International Institute for Strategic Studies in London, says the commanders of the multinational forces consider a single chain-of-command structure in Iraq essential for field operations.  
 
“Without coordinated command-and-control of all forces on the ground there is a very distinct possibility of confusion,” Mitchell said. “And without any coordination it’s quite possible that operations being carried out by, let’s say, forces under one command and operations being carried out by forces under a separate command, those two forces could clash and we could see clashes of ‘Blue on Blue’ [allied forces mistakenly attacking each other due to poor communications].” This week’s rejection of the Saudi proposal could mark the end of the longest-standing initiative from a Muslim state to involve Muslim forces in securing Iraq.  
 
The Saudi plan, first proposed in July, envisioned organizing a force of 20,000 to 30,000 soldiers from Muslim states to serve under UN control and help stabilize Iraq -- a task now mostly in U.S. hands.  
 
The plan contains several unresolved questions. Among these are which countries would contribute troops and who would pay for the deployment.  
 
Riyadh had earlier ruled out sending any of its own troops after the Iraqi government said it would not welcome troops from neighboring states for fear of potential political interference in Iraq’s domestic affairs. Instead, the Saudis sought to interest countries outside the immediate region, including Algeria, Bangladesh, Indonesia, Malaysia, Morocco, and Pakistan.  
 
The Saudi plan sought to rally support among Muslim states by stressing the troops would be under a command structure controlled by the UN. Riyadh also said any deployment of Muslim troops should be offset by comparable decreases in the number of coalition troops in Iraq.  
 
Both of those conditions appeared to be a concession to widespread feeling in the Muslim world that the United States acted unilaterally in invading Iraq and without a specific UN resolution. Muslim governments have been reluctant to join the U.S.-led coalition over the past 18 months for fear of appearing to approve of Washington’s military action.  
 
The failure of the Saudi initiative could now spell the end to any immediate prospects of Muslim states taking part in securing Iraq.  
 
Those prospects were already uncertain as many of the countries Riyadh initially mentioned as potential contributors to the Muslim force have hesitated to volunteer their troops.  
 
Pakistan’s President Pervez Musharraf early on said Islamabad would send troops only if other Muslim countries decided to do so.  
 
“In principal, Pakistan would like to help, if we can contribute to any peace and harmony [in] Iraq. But we need to look into the fact of whether the people of Iraq want us to come there, first of all,” Musharraf said. “Then other Muslim countries [must] decide to join so that Pakistan is not the only country. And [then there is] the issue of [a] UN mandate and those arrangements when Pakistan accepts.”  
 
Indonesia said earlier this year that it would not support the idea unless it was under a UN framework.  
 
Libyan leader Muammar Ghadaffi said two months ago the Saudi proposal would only be feasible if coalition troops withdrew first, so that Muslim soldiers would not be regarded as part of an occupying force.  
 
Washington’s rejection of the Saudi initiative comes after U.S. Secretary of State Colin Powell initially welcomed the initiative as a starting point for discussions earlier this year.  
 
U.S. State Department spokesman Richard Boucher said in July the United States would support the Saudi goal and maintain discussions on the matter.  
 
But in rejecting the proposal yesterday, U.S. officials gave no indication of whether they or Iraqi officials would now launch alternative efforts to persuade Muslim states to contribute troops to the multinational force.  
 
Shortly after Iraq’s sovereign government took power in late May, interim Prime Minister Iyad Allawi sent letters to the governments of Bangladesh, Bahrain, Egypt, Morocco, Tunisia, Oman, and Pakistan formally requesting troop contributions.  
 
Only two states with predominantly Muslim populations have so far contributed units to the U.S.-led coalition -- Azerbaijan and Kazakhstan.  
 
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Título:
Enviado por: JLRC em Outubro 20, 2004, 05:53:47 pm
Ministerial Statement to the House of Commons by Secretary of State for Defence, Geoff Hoon
 
 
(Source: UK Ministry of Defence; issued Oct. 19, 2004)
 
 
 Mr. Speaker, with permission I would like to make a statement about the deployment of UK forces in Iraq.  
There has been considerable speculation in the media over the past several days about the United Kingdom deploying forces outside its current area of operations in southern Iraq.  
 
The only relevant fact is that the UK military received a request on 10 October from the US military command in Iraq for assistance.  
 
Such requests and discussions between allies are routine. There is regular dialogue with our Coalition allies and with the Iraqi security forces on all aspects of operations in Iraq. Requests for assistance form part of these exchanges. The actual disposition of Coalition Forces in Iraq has been adjusted regularly since the end of combat operations. The Danish contingent, for example, has taken on a greater share of responsibility within MND(SE), and the Japanese have deployed a 500 strong contingent into the Dutch Area of Operations.  
 
This particular request, if agreed, would involve UK land forces operating outside MND(SE). It is worth bearing in mind that Royal Air Force personnel have been operating over the whole of Iraq when required to support the Coalition, and that some British personnel are based in Baghdad to support Coalition operations. Other British land forces have previously operated outside MND(SE).  
 
Iraqi security forces and Coalition forces have recently been involved in intensified operations to restore areas under the control of militants and terrorists to the authority of the Iraq Interim Government. Recent operations in Najaf, in Samarra, and in North Babil have been undertaken as part of this effort. The political process is moving ahead as a result of these actions.  
 
This strategy is designed to increase pressure on and deal with those terrorists who are trying to prevent the rebuilding of Iraq, and who threaten the holding of free elections in January.  
 
The US request is for a limited number of UK ground forces to be made available to relieve US forces to allow them in turn to participate in further operations elsewhere in Iraq to maintain the continuing pressure on terrorists. The request does NOT ask for UK troops to be deployed to Baghdad City, nor to Fallujah.  
 
We are obviously considering this request. There are a number of issues that require assessment, including: timing; the length of the potential operation; command and control arrangements; logistics; and which forces would be the most appropriate to conduct the operation. None of these details have as yet been decided, and a UK reconnaissance team will deploy to the area tomorrow to provide further information which will inform the Chiefs of Staff. I expect the final recommendation from the Chief of the Defence Staff by the middle of the week.  
 
All these factors require careful consideration. Once we have made a decision, I will inform the House in the usual way.  
 
Speculation over the weekend has focused on the suggestion that the request is somehow political, and its timing linked to elections. I want to make clear that the request is a military request. And although it is linked to elections, it is not linked to the US elections, but with efforts to create the best possible security situation in which to hold the Iraqi elections in January.  
 
A number of commentators have voiced concerns about UK forces coming under US command, and about rules of engagement. If we agree to this request, the arrangements will ensure that Uk forces have a specific task; they will be responsible for a particular area. There are no practical difficulties for UK forces operating alongside those from the US. Our forces are fully engaged with all of our Coalition partners at every level of planning. On a daily basis, UK forces work alongside forces from Italy, from Denmark, and other nations including Poland, the Netherlands, and Japan. This is a matter of routine and is an effective and practical way of ensuring coherence both in our own area and with those areas that surround it.  
 
UK rules of engagement are more than adequate for tasks of the type envisaged. There is no need to adjust them. They will provide proper protection for UK forces, as they have during operations in volatile areas in our own sector, such as in Al Amarah.  
 
It is worth noting that, as the capabilities of the Iraqi security forces develop, they will expand the areas under their independent control. As a result, Coalition forces will need to become more able to act flexibly in support of Iraqi security forces, as they in turn take on greater responsibility for the protection of Iraqi civilians and property.  
 
The Government remains totally committed to holding free elections in January. And to seeing a government in Iraq that takes its rightful place in the international community, and one that delivers prosperity and a new future for the Iraqi people. This is something that should unite all sides of the House. It is right that the United Kingdom should do what it can to contribute to this fundamental strategic objective.  
 
-ends-
Título:
Enviado por: JLRC em Outubro 20, 2004, 05:56:26 pm
Ministerial Statement to the House of Commons by Secretary of State for Defence, Geoff Hoon
 
 
(Source: UK Ministry of Defence; issued Oct. 19, 2004)
 
 
 Mr. Speaker, with permission I would like to make a statement about the deployment of UK forces in Iraq.  
There has been considerable speculation in the media over the past several days about the United Kingdom deploying forces outside its current area of operations in southern Iraq.  
 
The only relevant fact is that the UK military received a request on 10 October from the US military command in Iraq for assistance.  
 
Such requests and discussions between allies are routine. There is regular dialogue with our Coalition allies and with the Iraqi security forces on all aspects of operations in Iraq. Requests for assistance form part of these exchanges. The actual disposition of Coalition Forces in Iraq has been adjusted regularly since the end of combat operations. The Danish contingent, for example, has taken on a greater share of responsibility within MND(SE), and the Japanese have deployed a 500 strong contingent into the Dutch Area of Operations.  
 
This particular request, if agreed, would involve UK land forces operating outside MND(SE). It is worth bearing in mind that Royal Air Force personnel have been operating over the whole of Iraq when required to support the Coalition, and that some British personnel are based in Baghdad to support Coalition operations. Other British land forces have previously operated outside MND(SE).  
 
Iraqi security forces and Coalition forces have recently been involved in intensified operations to restore areas under the control of militants and terrorists to the authority of the Iraq Interim Government. Recent operations in Najaf, in Samarra, and in North Babil have been undertaken as part of this effort. The political process is moving ahead as a result of these actions.  
 
This strategy is designed to increase pressure on and deal with those terrorists who are trying to prevent the rebuilding of Iraq, and who threaten the holding of free elections in January.  
 
The US request is for a limited number of UK ground forces to be made available to relieve US forces to allow them in turn to participate in further operations elsewhere in Iraq to maintain the continuing pressure on terrorists. The request does NOT ask for UK troops to be deployed to Baghdad City, nor to Fallujah.  
 
We are obviously considering this request. There are a number of issues that require assessment, including: timing; the length of the potential operation; command and control arrangements; logistics; and which forces would be the most appropriate to conduct the operation. None of these details have as yet been decided, and a UK reconnaissance team will deploy to the area tomorrow to provide further information which will inform the Chiefs of Staff. I expect the final recommendation from the Chief of the Defence Staff by the middle of the week.  
 
All these factors require careful consideration. Once we have made a decision, I will inform the House in the usual way.  
 
Speculation over the weekend has focused on the suggestion that the request is somehow political, and its timing linked to elections. I want to make clear that the request is a military request. And although it is linked to elections, it is not linked to the US elections, but with efforts to create the best possible security situation in which to hold the Iraqi elections in January.  
 
A number of commentators have voiced concerns about UK forces coming under US command, and about rules of engagement. If we agree to this request, the arrangements will ensure that Uk forces have a specific task; they will be responsible for a particular area. There are no practical difficulties for UK forces operating alongside those from the US. Our forces are fully engaged with all of our Coalition partners at every level of planning. On a daily basis, UK forces work alongside forces from Italy, from Denmark, and other nations including Poland, the Netherlands, and Japan. This is a matter of routine and is an effective and practical way of ensuring coherence both in our own area and with those areas that surround it.  
 
UK rules of engagement are more than adequate for tasks of the type envisaged. There is no need to adjust them. They will provide proper protection for UK forces, as they have during operations in volatile areas in our own sector, such as in Al Amarah.  
 
It is worth noting that, as the capabilities of the Iraqi security forces develop, they will expand the areas under their independent control. As a result, Coalition forces will need to become more able to act flexibly in support of Iraqi security forces, as they in turn take on greater responsibility for the protection of Iraqi civilians and property.  
 
The Government remains totally committed to holding free elections in January. And to seeing a government in Iraq that takes its rightful place in the international community, and one that delivers prosperity and a new future for the Iraqi people. This is something that should unite all sides of the House. It is right that the United Kingdom should do what it can to contribute to this fundamental strategic objective.  
 
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Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Outubro 24, 2004, 11:57:36 am
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Bodies of 49 Iraqi army recruits found near Baquba: police

The bodies of 49 new Iraqi army recruits have been found near the town of Baquba, north-east of Baghad, the police chief of the province of Diyala said today.

"We have found the bodies of 49 new recruits executed on the road between Baladruz and Badra," said Walid Khaled Abdelsalamam.

Police said insurgents appeared to have intercepted the soldiers as they were travelling home on leave and forced them to lie on the ground before shooting them.

"They were all executed, we found them executed," Interior Ministry spokesman Adnan Abdul-Rahman said.

He said the soldiers had been travelling in three minibuses, which were all burned-out wrecks after the attack.

The soldiers were based at Kirkush, about 90km north-east of Baghdad.

A senior security official, who asked not to be named, said the soldiers were unarmed and wearing civilian clothes.

They were mostly from the mainly Shiite Muslim cities of Basra, Amara and Nassiriya in southern Iraq.

"It appears that they were ambushed by a large, well-organised force with good intelligence," the source said.

The attack was another blow to the efforts of the interim government to develop Iraqi security forces to tackle a raging insurgency that US-led forces have failed to quell.

Members of Iraq's security forces are a favourite target in an insurgency that flared up in the aftermath of last year's US-led invasion and which US and Iraqi officials are desperate to crush.

--AFP/Reuters

 :arrow: http://www.reuters.com/newsArticle.jhtm ... ID=6589834 (http://www.reuters.com/newsArticle.jhtml?type=worldNews&storyID=6589834)

Impressionante. Paz às suas almas.

Cada vez mais admiro os membros das forças de defesa iraquianas. É preciso muita coragem para fazer aquilo que fazem.
Entretanto aqui ficam umas imagens da força de ellite iraquiana ICTF (Counter Terrorism Force) - cerca de 800 homens - que estão a ser treinados pelas forças americanas fora do Iraque.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcache.gettyimages.com%2Fcomp%2F51523847.jpg%3Fx%3Dx%26amp%3Bdasite%3DMS_GINS%26amp%3Bef%3D2%26amp%3Bev%3D1%26amp%3Bdareq%3DCB608CE4AF1E57329F5053424AF5B48AA9C30E9B9B114CE8&hash=a1a64b6e041cf63681cc6e12c552caf4)

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BAGHDAD, IRAQ: An Iraqi ICTF (Counter Terrorism Force) soldier stands to attention during an inspection 20 October 2004, at an undisclosed location in Iraq. The force which is being trained by the US military in a neighboring country is made up of up to 800 men and will be deployed in Iraq to retrieve 'HVT' or high value targets.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcache.gettyimages.com%2Fcomp%2F51523896.jpg%3Fx%3Dx%26amp%3Bdasite%3DMS_GINS%26amp%3Bef%3D2%26amp%3Bev%3D1%26amp%3Bdareq%3DCB608CE4AF1E5732D029FF8919CC9339A9C30E9B9B114CE8&hash=2ceab15e5aa5de2e9408f1a9a5dc314d)

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BAGHDAD, IRAQ: An Iraqi ICTF (Counter Terrorism Force) soldier with night goggles attached to his helmet is seen during an inspection 20 October 2004, at an undisclosed location in Iraq. The force which is being trained by the US military in a neighboring country is made up of up to 800 men and will be deployed in Iraq to retrieve 'HVT' or high value targets.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcache.gettyimages.com%2Fcomp%2F51523884.jpg%3Fx%3Dx%26amp%3Bdasite%3DMS_GINS%26amp%3Bef%3D2%26amp%3Bev%3D1%26amp%3Bdareq%3DCB608CE4AF1E5732EDB81D69AB5E0D85A9C30E9B9B114CE8&hash=7f7526803b6706634b66e65261aa65f6)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcache.gettyimages.com%2Fcomp%2F51523864.jpg%3Fx%3Dx%26amp%3Bdasite%3DMS_GINS%26amp%3Bef%3D2%26amp%3Bev%3D1%26amp%3Bdareq%3DCB608CE4AF1E5732B51B7DF27C39D58AA9C30E9B9B114CE8&hash=2462730848466ae674984e13d54c499c)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcache.gettyimages.com%2Fcomp%2F51523880.jpg%3Fx%3Dx%26amp%3Bdasite%3DMS_GINS%26amp%3Bef%3D2%26amp%3Bev%3D1%26amp%3Bdareq%3DCB608CE4AF1E5732C259095A1C2B17EAA9C30E9B9B114CE8&hash=4ddd04a0f2b620de11918bce96dd1794)

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BAGHDAD, IRAQ: Iraqi ICTF (Counter Terrorism Force) soldiers take part in a show case operation 20 October 2004, at an undisclosed location in Iraq. The force which is being trained by the US military in a neighboring country is made up of up to 800 men and will be deployed in Iraq to retrieve 'HVT' or high value targets.
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Enviado por: komet em Outubro 24, 2004, 12:57:40 pm
Não tinham armas melhorzinhas?  :twisted:
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Enviado por: JLRC em Novembro 04, 2004, 03:29:10 pm
Hungary to Withdraw Troops from Iraq by End of March  
 
 
(Source: Voice of America news; issued Nov. 3, 2004)
 
 
 Hungary says it will withdraw its 300 troops from Iraq by the end of March, 2005.  
 
Prime Minister Ferenc Gyurcsany said the Hungarian contingent will stay until elections are held in Iraq. He said it was not possible, however, for the troops to remain in the war-torn country past the March pull-out date. His comments came at a ceremony in Budapest marking the end of the military draft in Hungary.  
 
Polls show most Hungarians oppose the troop presence in Iraq.  
 
The current mandate of the Hungarian units in Iraq expires at the end of the year. But Hungarian officials expressed confidence lawmakers will extend the term for three months.  
 
In an interview last month, Mr. Gyurcsany said Hungary would wait until after the U.S. presidential election to make a decision on whether to keep the troops in Iraq.  
 
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Enviado por: JLRC em Dezembro 10, 2004, 07:21:52 pm
Shortage of Vehicle Armor Becomes Issue for US Soldiers in Iraq  
 
 
(Source: Voice of America news; issued Dec. 9, 2004)
 
 
 WASHINGTON --- Bush administration officials continue to react to a complaint from an American soldier headed for Iraq that U.S. forces deployed for battle there are not getting the vehicle armor they need to protect themselves from attacks. The issue came up during a visit to the troops in Kuwait by Defense Secretary Donald Rumsfeld Wednesday and continues to reverberate around Washington.  
 
A U.S. military commander in Kuwait says soldiers headed for Iraq still do not have all the armor they need to protect their vehicles from explosives and mortar shells being fired at them by Iraqi insurgents on a daily basis.  
 
A day after Defense Secretary Donald Rumsfeld was questioned about the shortages by a soldier who will soon be deployed to Iraq, Army Lieutenant General Steve Whitcomb told reporters about 2,000 more fully armored Humvees are still needed. "Our goal and what we're working towards is that no wheeled vehicle that leaves Kuwait going into Iraq is driven by a solder that does not have some level of armored protection on it," he said.  
 
The Kuwait-based general took questions from reporters at the Pentagon following Wednesday's pointed exchange between Secretary Rumsfeld and Specialist Thomas Wilson, one of several thousand soldiers headed for battle. "Why do we soldiers have to dig through local landfills for pieces of scrap metal and compromised ballistic glass to up-arm our vehicles and why don't we have those resources readily available to us?"  
 
The question drew cheers and applause from fellow soldiers and criticism, including from lawmakers on Capitol Hill, over the way Secretary Rumsfeld responded. "It's a matter of production and capability of doing it. As you know, you go to war with the army you have, not the army you might want or wish to have at a later time," he said.  
 
Secretary Rumsfeld said he expects the army to do its best to provide the badly needed armor to protect against the insurgency, the strength of which he admits was underestimated.  
 
At the White House President Bush told reporters the concerns of soldiers heading into battle are being addressed. "We expect our troops to have the best possible equipment. And if I were a soldier overseas wanting to defend my country, I would want to ask the Secretary of Defense the same question," he said.  
 
But critics of the Bush administration's handling of the Iraq war see the shortage of armored vehicles as an indication that the Pentagon failed to plan adequately for the aftermath of the fall of Saddam Hussein.

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Enviado por: JLRC em Dezembro 10, 2004, 07:22:27 pm
Pentagon Installing Additional Armor on Vehicles in Iraq  
 
 
(Source: Voice of America news; issued Dec. 9, 2004)
 
 
 The Pentagon says it has a well planned schedule to improve the armor of military vehicles in Iraq.  
 
In a briefing Thursday, Lieutenant General Steven Whitcomb said the military had enough resources and was installing additional armor on military vehicles already in Iraq and Kuwait.  
 
He acknowledged, however, the increased armor would not protect troops from improvised explosive devices detonated from underneath the vehicles.  
 
General Whitcomb stressed that increasing the armor on vehicles is just one part of the Army's strategy to protect troops. He said a high priority is finding and stopping the insurgents from building the explosive devices.  
 
The briefing comes one day after Defense Secretary Donald Rumsfeld, visiting troops in Kuwait, was asked by service members why their vehicles were not adequately protected.  
 
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Título: Feridos em acção Iraque & Afeganistão
Enviado por: Normando em Dezembro 25, 2004, 01:27:06 am
Escreve-se aqui tanto sobre armas, dispositivos improvisados e sistemas de armamento imensamente devastadoras e letais. Também discute-se a eficácia da protecção conferida pelos veículos usados pelos soldados da coligação. Pois bem, eu proponho que sigam o link e leiam as palavras de quem sofreu na carne os efeitos da guerra (neste caso, soldados dos EUA a recuperar dos ferimentos no centro médico Walter Reed).

http://www.thememoryhole.org/war/wounded/ (http://www.thememoryhole.org/war/wounded/)

O link seguinte é para um foto-ensaio de médicos norte-americanos apresentado no New England Journal of Medicine (vejam o "slide presentation). Tem imagens um bocado fortes.

http://content.nejm.org/cgi/content/full/351/24/2476 (http://content.nejm.org/cgi/content/full/351/24/2476)
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Enviado por: komet em Dezembro 25, 2004, 02:12:32 am
É sempre bom lembrar isso Normando,  falando por mim, tenho sempre isso em mente  :wink:
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Enviado por: Paisano em Janeiro 08, 2005, 10:21:17 pm
EUA reenviam ao Iraque soldados mutilados

Fonte: O Globo

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WASHINGTON. Não tem uma perna? Falta-lhe um braço? É cego de um olho? Isto não é problema para o Pentágono. Ainda que um soldado tenha sofrido danos como estes no Iraque, ele pode voltar para lá depois de uma temporada de recuperação num centro médico nos EUA. Pelos cálculos do Exército, pouco mais de 900 dos 10.252 feridos no Iraque até o momento — e que perderam até 30% de sua capacidade física (paralisia, perda de um membro ou de um olho) — estão aptos a voltar à ativa, inclusive no Iraque.

— Na nossa opinião, uma vez que um sujeito se transforma em soldado será sempre um soldado. E o Exército está buscando maneiras de manter esses feridos na ativa, em vez de aposentá-los sob o ponto de vista médico — disse o tenente-general Franklin L. Hagenbeck, vice-chefe de pessoal do Exército.

Capitão diz que levará uma perna mecânica extra

Aproximadamente 3% dos militares feridos em ação no Iraque sofrem amputações. É o dobro do índice registrado na Segunda Guerra Mundial. A maioria é tratada no Centro Médico do Exército Walter Reed, em Washington, onde representantes do Sistema de Apoio a Soldados Incapacitados — entidade conhecida como DS3, criada em abril — os visitam para saber quem está disposto a voltar à ativa.

O capitão David Rozelle, de 31 anos, é um dos que optaram por voltar à linha de frente em vez de passar para a reserva. Uma mina anti-tanque destruiu o pé direito e parte da perna. Depois de receber uma perna mecânica e passar nove meses em recuperação — fez natação, levantamento de pesos e se habituou a correr com a perna artificial — ele está prestes a embarcar para comandar no Iraque o Terceiro Regimento da Cavalaria Mecanizada.

— Vou levar uma perna adicional comigo para a guerra. E se precisar de outra mandarei um e-mail para meu médico solicitando outra — disse ele, bem humorado.

Também sem uma perna, o cabo Garth Stewart, de 23 anos, contou que vai operar um morteiro:

— Tenho dificuldades para correr longas distâncias. Por isso vou passar a operar uma arma grande, em pontos fixos.

A reciclagem de militares feridos é uma nova política informal do Exército, que nada comenta sobre a dificuldade de recrutar soldados para enviar ao Iraque. Ainda não há regras escritas: a volta à ativa é apresentada a eles como opção. Mas a perspectiva é de que essa iniciativa se torne praxe. O próprio presidente George W. Bush, ao visitar recentemente soldados que sofreram amputação, disse a eles:

— Quando falamos sobre baixas forçadas por questões médicas estamos falando sobre uma outra era e um outro tipo de militar. Esta é uma nova era e este é um novo Exército. Hoje, se soldados feridos querem permanecer nas fileiras e são capazes de realizar o serviço, nós os ajudamos a permanecer.

Bush reconheceu ontem que a rebelião em áreas sunitas no Iraque pode atrapalhar as eleições do próximo dia 30. Mas insistiu na realização do pleito.

— Quatro das 18 províncias (onde há rebelião) são lugares onde terroristas estão tentando impedir a votação — disse.

O presidente citou dados revelados quinta-feira pelo comandante das tropas em terra no Iraque, o tenente-general Thomas Metz, segundo os quais mais de um terço do território iraquiano é área de risco. Bush também discordou da afirmação do ex-assessor de Segurança Nacional Brent Scowcroft de que as eleições, em vez de ajudarem a reconciliar etnias, religiões e tribos iraquianas, poderão aprofundar os conflitos.

O presidente Jacques Chirac pediu ontem que jornalistas franceses não viajem mais para o Iraque.
Título:
Enviado por: Miguel em Janeiro 08, 2005, 10:55:44 pm
:evil:

Seria melhor para eles restabelecer o serviço miltar obrigatorio, porque pelo que vejo estão la por muitos anos(Vietnamização do conflito).
Título:
Enviado por: Paisano em Janeiro 21, 2005, 04:54:03 pm
Construtora tira brasileiros do Iraque após seqüestro

Fonte: www.defesanet.com.br (http://www.defesanet.com.br)

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Engenheiro da Odebrecht pode ter sido levado por criminosos comuns

Um dia depois do desaparecimento de um de seus funcionários, a construtora Norberto Odebrecht decidiu ontem retirar todos os brasileiros do Iraque e levá-los para a Jordânia. Mesmo sem notícias do brasileiro desaparecido (a empresa não revela seu nome por questões de segurança), cresceu a hipótese de que ele tenha sido seqüestrado por criminosos comuns, em um incidente sem conotação política.

- Na área em que a Odebrecht opera no Iraque não houve um grande número de ataques de rebeldes - afirmou o diplomata Paulo Joppert, encarregado do departamento que cuida do Iraque na embaixada do Brasil na Jordânia.

Aparentemente, o brasileiro foi seqüestrado durante uma emboscada em que morreram um britânico e um iraquiano da empresa de segurança britânica Janusian Security Risk Management. O incidente ocorreu na manhã de quarta-feira em Baiji, 250 quilômetros ao norte de Bagdá. Ontem, o grupo radical islâmico Ansar al-Sunna, vinculado à Al-Qaeda, assumiu a responsabilidade por um ataque em Baiji em um comunicado na Internet, mas não fez menção ao brasileiro.

Após tentar sem sucesso obter mais informações sobre o episódio, o Itamaraty repassou à Odebrecht a responsabilidade de apurar o paradeiro de seu funcionário. O argumento é de que seria mais fácil e prático o contato direto entre a empresa e o governo local do que a intermediação diplomática desde a Jordânia (o governo brasileiro espera a diminuição da violência para reativar sua embaixada no Iraque).

Desaparecido seria carioca

Antes que fosse desautorizado a falar sobre o caso pelo Itamaraty, Joppert disse que, no caso de o brasileiro ter sido seqüestrado por terroristas, pouco importará o fato de o Brasil ter sido contra a invasão americana do Iraque:

- A experiência recente mostra que os terroristas não cedem apenas por isso.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, acrescentou que o governo não tem condições de assegurar a proteção aos brasileiros que vivem no Iraque.

- É um local extremamente complexo, um lugar de altíssimo risco e, como governo, não temos nenhuma maneira de dar proteção. As pessoas que estão lá estão conscientes disso. Mas tenho a esperança que isso se resolva - disse Amorim.

O responsável pelas operações da Odebrecht no Iraque, Glaiber Faria, afirmou que "os cinco ou seis" funcionários da empresa serão levados para a Jordânia até seja revisto o esquema de segurança. Outro funcionário da empresa, que não quis se identificar, disse que o brasileiro desaparecido é um engenheiro carioca. A exigência de não divulgar o nome do seqüestrado estaria sendo feita pela seguradora, para não criar problemas em futuras negociações.

A única informação confirmada pela construtora é de que ele trabalhava havia cerca de um ano nas obras de reforma de uma usina termelétrica em Baiji. Na noite de ontem, a Odebrecht divulgou nota pedindo "compreensão em relação aos aspectos de segurança que limitam a disponibilidade de informações". O comunicado também informou que "não houve desdobramentos do fato" ontem.

Odebrecht foi subcontratada por empresa dos EUA

Como é de conhecimento público que a reconstrução do Iraque depois da guerra caberia a empresas de países que apoiaram a invasão americana, foi surpresa para muitos brasileiros a atuação da Odebrecht em território iraquiano. Conforme fontes do mercado e ligadas ao grupo, a empresa contratada para a reforma de uma usina termelétrica em Baiji é uma subsidiária do grupo brasileiro sediada em Miami, subcontratada pela americana Bechtel, uma das maiores construtoras do mundo - faturamento de US$ 16,3 bilhões em 2003 -, com sede em San Francisco.

Embora tenham circulado rumores sobre a atuação de outras empreiteiras brasileiras no Iraque, uma das mais citadas, a Camargo Corrêa, assegurou ontem que não está nem nunca esteve envolvida em obras no país. Conforme Michel Alaby, diretor de comércio exterior da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, como as atividades econômicas do Iraque ainda estão longe da normalidade, os negócios com o país são feitos por meio de três países da região - Jordânia, Síria e Emirados Árabes Unidos. Alaby, que retornou ontem ao Brasil vindo da Jordânia, disse não ter informações sobre outras empresas nacionais em atividade no Iraque. Na avaliação de especialistas do mercado, a remuneração elevada faz empresas e funcionários aceitarem o grande risco das atividades.

Conforme o Itamaraty, a embaixada brasileira em Bagdá teve redução de status desde a Guerra do Golfo, em 1990. Sem diplomatas nem funcionários do quadro do Ministério de Relações Exteriores, o país só mantém um contratado, o libanês naturalizado brasileiro Awny al-Dairy, para tomar conta do patrimônio e dos arquivos da embaixada.

Década de 80 marcou auge dos negócios Brasil-Iraque

Awny, a mulher e os dois filhos são os únicos brasileiros que permanecem no país oficialmente. Isso não significa que as relações diplomáticas entre os países tenham sido rompidas. Os funcionários da Odebrecht não constavam dos registros do Itamaraty, o que não constitui irregularidade.

Glaiber Faria, responsável pela operação da Odebrecht no Iraque, é um brasileiro com experiência no país. Comandou durante as décadas de 70 e 80 os negócios iraquianos da Mendes Júnior. Conforme fontes ligadas à empresa, a Mendes Júnior chegou a ter 30 mil funcionários no país, que trabalharam principalmente na abertura de ferrovias e rodovias. Faz parte do folclore da companhia a exigência do ex-presidente Saddam Hussein de que a pavimentação das estradas fosse semelhante à das européias, que não acumula água - uma excentricidade e tanto em um país onde chove pouco. No entanto, um contrato que envolveu o governo iraquiano, a construtora e o Banco do Brasil até hoje está em disputa judicial - em Nova York.

A década de 80 marcou o auge dos negócios entre Brasil e Iraque. Fernando Siqueira, diretor da Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet), lembra que, no final dos anos 70, a estatal brasileira descobriu petróleo em uma área já explorada por outras empresas - o campo de Majnoon, ao norte de Basra. Em troca das elevadas compras de óleo bruto, o Brasil exportou mais de 100 mil automóveis Passat entre 1983 e 1988, todos quatro portas - conhecidos no Iraque como Brazilis.
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Enviado por: Paisano em Janeiro 26, 2005, 06:39:04 pm
Acidente com helicóptero americano no Iraque deixa 31 mortos, diz CNN

Fonte: Folha de São Paulo
 
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Um helicóptero que carregava marines [fuzileiros navais] americanos a oeste do Iraque caiu no deserto, segundo informações do Exército dos Estados Unidos. A rede de TV americana CNN informou a morte de 31 soldados, citando fontes militares, mas ainda não há confirmação oficial.

Se confirmado, este será o mais mortífero acidente com forças norte-americanas no Iraque.

Uma fonte do Pentágono, citada pela agência de notícias Associated Press, disse que o helicóptero era um CH-53 Sea Stallion, que pode transportar, normalmente, 37 passageiros. Não há informações sobre quantas pessoas estavam dentro da aeronave.

O helicóptero caiu à 1h20 [6h20 de Brasília] na cidade de Rutbah, que fica a 354 km a oeste da capital Bagdá, durante operações de segurança na região. A aeronave transportava militares da 1º Divisão Marine.

Uma equipe de resgate está no local e militares já iniciaram uma investigação para determinar as causas do acidente.

O Exército americano perdeu ao menos 33 helicópteros desde março de 2003, quando o Iraque foi invadido, segundo um estudo do Instituto Brookings. Ao menos 20 deles foram abatidos por rebeldes, segundo a pesquisa.

O mais mortífero acidente envolvendo helicópteros e soldados americanos aconteceu em 15 de novembro de 2003, na cidade de Mossul, quando dois helicópteros Black Hawk colidiram ao tentar escapar de disparos de insurgentes. O choque deixou 17 soldados mortos e feriu cinco.

Ainda em novembro de 2003, um helicóptero de carga foi abatido por míssil perto de Fallujah, a oeste da capital, matando 16 soldados americanos e ferindo 26.
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Enviado por: Paisano em Fevereiro 22, 2005, 01:28:15 pm
Jovens americanos fogem do recrutamento militar

Fonte: Tribuna da Imprensa

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WASHINGTON - As dificuldades de recrutamento no exército dos Estados Unidos aumentam, entre outras razões, devido ao prolongamento da ocupação no Iraque, informou ontem o "Washington Post". Segundo dados do próprio exército e declarações de oficiais militares citados pelo jornal, os objetivos de alistamento deste ano podem correr sério risco. Para fazer frente à redução do número de soldados na ativa, o exército cortou praticamente pela metade o período de treinamento entre o dia em que o novo recruta assina seu contrato e o que é considerado preparado para entrar em ação.

Segundo o "Post", uma das prioridades consiste em aumentar o número das brigadas de combate necessárias para o cronograma de rodízio no Iraque e fazer frente a novas contingências. Os oficiais citados pelo jornal asseguram que há sinais preocupantes no sentido de que os jovens e seus pais são mais cautelosos ante a possibilidade do alistamento voluntário.

O chefe de pessoal do exército, o general Franklin Hagenbeck, assegura que cada vez são mais freqüentes as respostas de que tem que esperar para ver como evoluem as coisas no Iraque. Outras fontes citadas pelo jornal concordam em que será difícil conseguir as metas de recrutamento fixadas para este ano, mas asseguram que ainda não há uma crise neste sentido.

O secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, assegurou no último dia 7 que não se pode falar de uma situação crítica e expressou sua confiança em que o aumento de incentivos, sobretudo econômicos, possa atrair mais militares e reter os que já estão alistados.

A maioria das unidades na ativa do exército e a Infantaria da Marinha passaram um ano no Iraque e algumas inclusive foram destacadas ali duas vezes. Diante da escassez de soldados na ativa, quase 48% das forças do exército que operam no Iraque e Afeganistão estão compostas por efetivos da Guarda Nacional e da Reserva.

As perdas de soldados que deixam o exército quando seu contrato termina se limitaram graças a uma norma que os obriga a continuar no serviço se suas unidades estão perto da data de serem desdobradas. Além disso, aumentaram as gratificações, com bônus de até US$ 10 mil.

Ataques

Três soldados norte-americanos morreram e oito ficaram feridos ontem em um ataque da insurgência no Sul de Bagdá, informou um comunicado do comando militar norte-americano. Segundo o comunicado, o ataque ocorreu na zona de Ad Dora, quando uma bomba explodiu ante a passagem de um veículo com militares que transportava um companheiro ferido em um acidente de trânsito.

Várias testemunhas disseram que a explosão aconteceu por volta das 8h em uma estrada de Ad Dora, e destruiu parcialmente dois veículos militares. De acordo com fontes militares, os insurgentes também atiraram contra o helicóptero de resgate norte-americano que tentou retirar as vítimas do local do ataque, o que não conseguiu.

Os corpos sem vida de oito caminhoneiros iraquianos que tinham sido dados por desaparecidos eram enquanto isso encontrados no leito do rio Tigre, em uma zona ao sul de Bagdá, informaram fontes policiais.

Nenhum dos grupos insurgentes do Iraque se responsabilizou até o momento pelo seqüestro e assassinato dos motoristas.

Fontes policiais informaram, além disso, que outro motorista foi baleado por um grupo de pistoleiros perto da cidade de Baquba, cerca de 65 quilômetros ao Norte de Bagdá. Na mesma área, um grupo de insurgentes queimou três caminhões que transportavam alimentos e outros materiais com destino às forças norte-americanas no Iraque.
Título:
Enviado por: Janus em Fevereiro 22, 2005, 04:02:59 pm
Obrigado pelo post, Paisano.  Depois de ter lido a notícia do Washington Post a que este artigo se refere (http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A40469-2005Feb20_2.html), reparei que o artigo da Tribuna da Imprensa tinha alguns erros.  Por exemplo, naquele artigo lê-se o seguinte:

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Para fazer frente à redução do número de soldados na ativa, o exército cortou praticamente pela metade o período de treinamento entre o dia em que o novo recruta assina seu contrato e o que é considerado preparado para entrar em ação.

Na verdade, o artigo do Post indica que o exército cortou pela metade o número de dias entre o dia em que o novo recruta assina o seu contrato e o dia em que começa o treinamento básico (boot camp), o que é uma coisa completamente diferente do dia “em que é considerado preparado para entrar em acção.”  Nada indica que o treinamento em si foi reduzido.  Leiam o original em Inglês:

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Meanwhile, the Army is rushing incoming recruits into training as quickly as it can. Compared with last year, it has cut by 50 percent the average number of days between the time a recruit signs up and enters boot camp. It is adding more than 800 active-duty recruiters to the 5,201 who were on the job last year, as attracting each enlistee requires more effort and monetary incentives.

O artigo da Tribuna também diz que:

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Diante da escassez de soldados na ativa, quase 48% das forças do exército que operam no Iraque e Afeganistão estão compostas por efetivos da Guarda Nacional e da Reserva.

Não é bem assim.  Em primeiro lugar, o número “48%” não aparece no artigo do Post.  E o Post não indica que há uma “escassez” de soldados na ativa; o que diz é o seguinte:

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Because the Army is the main U.S. military ground force, its ability to draw recruits is critical to the nation's preparedness to fight current and future wars. The Army can sustain its ranks through retaining more experienced soldiers -- and indeed retention in 2004 was 107 percent -- but if too few young recruits sign up, the force will begin to age. Moreover, higher retention in the active-duty Army translates into a dwindling stream of recruits for the already troubled Army Guard and Reserve.

Isto quer dizer que o exército tem conseguido reter praticamente todos os seus soldados; a preocupação é em recrutar soldados novos (o que é uma preocupação maior para a reserva do que para a ativa).  Mas mesmo aí o problema está a ser exagerado.  O artigo do Post indica que desde Outubro 2004 (o começo do ano fiscal 2005), o exército recrutou mais de 22 mil soldados, excedendo a sua meta por mais de 100:

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Army officials say the challenge is not yet a crisis. As of Jan. 31, the Army tallied 22,246 active-duty recruits for fiscal 2005, exceeding the year-to-date mission by more than 100.

Isto indica que na realidade, desde o princípio do ano, o recrutamento tem acelerado; o problema que o artigo do Post aponta no seu segundo parágrafo é que pela primeira vez desde 2001, o recrutamento na sua média para o ano fiscal de 2005 (Outubro 2004 até o presente) está a 18.4%, quando a meta é de 25%.


Citar
For the first time since 2001, the Army began the fiscal year in October with only 18.4 percent of the year's target of 80,000 active-duty recruits already in the pipeline. That amounts to less than half of last year's figure and falls well below the Army's goal of 25 percent.

É verdade que o exército americano de hoje em dia tem 300 mil menos soldados do que em 1991, mas isto não é por falta de voluntários, mas sim é consequência de um limite imposto pelo congresso americano.  

O artigo do Post não indica que menos pessoas estão interessadas em entrar em contacto com as centrais de recrutamento, mas sim que estão a demorar um pouco mais que nos últimos quatro anos a concretizarem a sua decisão de assinarem o contracto:  querem falar pessoalmente com os “recrutadores,” e esperam e reflectem um pouco mais antes de se decidirem.  Vejam:

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"The youngsters that are joining us are spending more time with the recruiters before they raise their right hand," [Lt. Gen. Hagenbeck] said. Today, most prospective enlistees contact the Army via the Internet, he said, asking numerous questions that require more recruiters to answer online and follow up with phone calls.

But few candidates will join up before meeting a recruiter in person and spending significant amounts of time with one, he said. "They ultimately want to see a soldier, a recruiter, and talk to them eyeball to eyeball," he said. As a result, "the recruiter who could go out and recruit two people this week might be consumed with recruiting that one."


Não me parece que mais jovens americanos estejam a “fugir” do serviço militar hoje do que anteriormente, mas sim que estão a reflectir mais seriamente antes de decidirem vestir a farda. No fim, estes recrutas talvez serão ainda mais dedicados à sua nova profissão do que aqueles que tomam uma decisão impulsiva.  Mas também é verdade que se o exército continuar a recrutar pessoal com menos rapidez que nos últimos quatro anos, eventualmente não conseguirão subsituir imediatamente, um por um, os soldados que se aposentam ou deixam a ativa.
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Fevereiro 22, 2005, 05:55:33 pm
Aplaudo a sua resposta Janus.

Aqui está mais uma prova que por vezes aquilo que se lê é claramente manipulado e nem sempre corresponde à verdade. Tanto de um lado como de outro.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Paisano em Fevereiro 22, 2005, 11:44:04 pm
GNR prepara regresso

Fonte: www.defesanet.com.br (http://www.defesanet.com.br)

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Iraque - norte-americanos elogiam portugueses

Lisboa--22 Fevereiro 2005  - Um oficial superior da GNR ( Guarda Nacional Republicana)voou ontem para a Roménia a fim de participar numa reunião de chefes das forças internacionais que operam no Iraque. Apesar do secretismo de que a agenda do MSTCI (Comando de Segurança Multinacional para a Transição no Iraque) está rodeada, o Correio da Manhã apurou que a presença do militar em Bucareste foi requerida por via da importância que as chefias militares americanas atribuem ao desempenho na GNR no Iraque.

Na reunião estarão chefes militares dos diversos países da coligação, liderados por generais americanos do CentCom(ver apoios). Forte receptividade junto das populações, baixas zero e moral elevado são atributos que os americanos reconheceram aos homens da GNR.

A participação desta força portuguesa na preparação das forças de segurança iraquianas ou a eventual operação junto à capital iraquiana conjugada com forças norte-americanas são hipóteses cada vez com mais força.

Um estudo detalhado da missão desempenhada pelos portugueses está agora a ser compilado por militares do CentCom.

Para alguns chefes militares norte-americanos, a fórmula portuguesa aplicada no Iraque é a ideal. Quer no número de homens, na distribuição por subunidades e até no tipo de equipamento escolhido. Tudo está a ser estudado. O mito de "Timor" parece agora ultrapassado. Uma fonte próxima do Comando-Geral da GNR afirmou ao CM que "a missão em Nassíria vem provar que não foi apenas a sorte conjugada com algum saudosismo que fizeram o sucesso da nossa missão em Timor".

Desde Novembro do ano passado que os norte-americanos revelam interesse pelos métodos utilizados pela GNR na sua actuação entre os rios Tigre e o Eufrates.

O bom senso, os conhecimentos militares aprendidos noutras frentes e a adaptação à realidade são os ingredientes. Tudo regado com disciplina e simpatia à portuguesa parece ser a receita para o bom desempenho dos militares da GNR.

O tempo de melhor rendimento dos militares em missão é de quatro meses. E a GNR fez as suas rotações a de acordo com esse ritmo, ao longo de vinte dias de cada vez - o que permitia a transmissão de conhecimentos dos militares que partiam para os que acabavam de chegar.

Já em Novembro foi requerido ao então primeiro-ministro português, Pedro Santana Lopes, que a GNR participasse na formação das forças políciais iraquianas.

O CM apurou ainda que a GNR já tem parte do material didáctico a postos, assim como formadores, caso haja uma eventual decisão nesse sentido tomada pelo novo primeiro-ministro, eleito ontem, José Sócrates.

Para já, encontram-se em regime de prontidão 127 militares portugueses, caso seja necessário fazer regressar a força para o território da antiga Babilónia.

SEGREDOS DE UMA MISSÃO DE SUCESSO

O Subagrupamento Alfa fez rotações de quatro em quatro meses. E logo, então, despertou o interesse militar internacional. As rotações foram feitas ao longo de vinte dias.

Os que ficavam adquiriam conhecimento no terreno com quem partia. Uma boa relação com as populações é vital a qualquer exército estrangeiro. A GNR fez chegar mantimentos às populações carenciadas. A relação foi tão positiva que há relatos de bandeiras portuguesas nos carros terem contribuído para evitar confrontos. Ao ponto de o comando militar italiano solicitar que as viaturas portuguesas não as ostentassem... No teatro de operações, os italianos tiveram 19 baixas. A GNR zero. Italianos e romenos nem inglês quiseram aprender. Os oficiais da GNR dominam inglês e muitos operacionais da força regressaram a saber frases na língua local. As viaturas blindadas, que a GNR adquiriu no estrangeiro (Protetto), foram reforçadas com adaptações, algumas a partir de material retirado dos chaimites, como a protecção do atirador. Na retaguarda, as famílias foram consideradas factor de grande valor estratégico para a moral dos militares - existindo uma comissão de acompanhamento com dois capitães, duas assistentes sociais, uma psicóloga e um padre.

MISSÃO

CENTCOM

O Centro de Controlo e Comando Operacional das forças armadas norte-americana está instalado na base de Tampa, no Estado da Florida. As unidades integradas na coligação presente no Iraque são coordenadas pelo destacamento do CentCom em Doha, Qatar

QUATRO FERIDOS

A GNR embarcou a 12 de Novembro de 2003 para o Iraque, integrando a unidade italiana MSU, que é controlada pelo comando da divisão britânica (MND). Foram 420 os militares envolvidos e apenas quatro ficaram feridos sem gravidade. A GNR desempenhou missões de ordem pública e inactivação de explosivos, entre outras.
Título:
Enviado por: Paisano em Fevereiro 24, 2005, 03:31:10 am
Citação de: "Ricardo Nunes"
Aplaudo a sua resposta Janus.

Aqui está mais uma prova que por vezes aquilo que se lê é claramente manipulado e nem sempre corresponde à verdade. Tanto de um lado como de outro.

Cumprimentos,

Prezado Ricardo Nunes, o texto do Janus é bem claro ao dizer:

Citação de: "Janus"
Depois de ter lido a notícia do Washington Post a que este artigo se refere (http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/ar ... b20_2.html (http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A40469-2005Feb20_2.html)), reparei que o artigo da Tribuna da Imprensa tinha alguns erros.


Ou seja, o Janus firma que o artigo da Tribuna da Imprensa possuia alguns erros e não que era manipulado.

Além do mais, como já escrevi em um outro tópico: Sou leitor da Tribuna da Imprensa desde 1977 e jamais li um artigo ou reportagem desse jornal em que houvesse qualquer tipo de manipulação.

Um abraço.
Título:
Enviado por: Janus em Fevereiro 24, 2005, 11:10:59 am
Paisano, na minha opinião acredito que nem sempre sabemos quando os factos estão a ser manipulados--da mesma maneira que nem sempre sabemos quando uma tradução ou interpretação está a ser fiel ao original.  Na verdade, acredito que os factos estão sempre a ser interpretados de uma maneira ou outra--a manipulação sendo um tipo (desonesto, talvez) de interpretação.

Se um jornalista faz erros por ignorância ou desleixe e não por manipulação, o resultado é, no fim de contas, o mesmo:  quem lê os seus artigos deve ter bastante cautela.

Um abraço.
Título:
Enviado por: Paisano em Março 06, 2005, 02:55:59 pm
Marido de jornalista italiana acusa EUA de tentar matá-la

Fonte: O Estado de São Paulo

Citar
Roma - Pier Scolari, marido da jornalista italiana Giuliana Sgrena - ferida por tropas americanas horas depois de ter sido libertada pelos rebeldes que a seqüestraram no Iraque - acusou neste sábado os militares dos EUA de terem preparado "uma emboscada" para matá-la. "Ela tinha muitas informações e os militares americanos não queriam que ela saísse viva do Iraque", disse.

No confuso acidente, na estrada que liga o centro de Bagdá ao aeroporto internacional da capital iraquiana, morreu o agente do serviço secreto italiano Nicola Calipari. Giuliana ficou ferida no ombro e no pulmão.

A jornalista retornou hoje a Roma e foi levada diretamente do aeroporto para um hospital, onde se recupera. Ela negou a alegação das tropas americanas de que o carro em que estava com Calipari e outras duas pessoas - que também ficaram feridas - estivesse em alta velocidade e que o motorista desobedeceu uma ordem dos soldados para parar.

"Uma chuva de fogo caiu sobre o carro. Já havíamos passado por todos os controles e estávamos a 700 metros do terminal quando os tiros começaram. Americanos e italianos já tinham sido avisados da passagem de nosso carro", disse Giuliana.

Em suas primeiras declarações ao descer do avião em Roma, Giuliana, de 56 anos, afirmou não ter sido maltratada durante o período de cativeiro. Ela foi seqüestrada no dia 4, quando se dirigia à Universidade de Bagdá para uma entrevista.
Título: Fotos - Iraque
Enviado por: Normando em Março 08, 2005, 07:49:55 pm
Deixo aqui dois links. Um para um site com fotos ilustrativas do quotidiano do conflito que lavra no Iraque. O outro com fotos de tropas americanas a desenterrarem Migs no deserto iraquiano.

http://ppoopp.host.sk/war/index.htm (http://ppoopp.host.sk/war/index.htm)
http://xpda.com/junkmail/junk155/buriedJets.htm (http://xpda.com/junkmail/junk155/buriedJets.htm)
Título:
Enviado por: Miguel em Março 09, 2005, 09:28:13 pm
Cada dia traz o seu lote de dramas no Iraque :?: Iraque novo Vietname? Fim do Império Americano?
Título:
Enviado por: TOMKAT em Março 16, 2005, 06:47:34 pm
Berlusconi anunciou a saída dos militares italianos do Iraque.
 :?
Espanha retirou as suas tropas após o 11 de março, apesar de ser promessa eleitoral do psoe, é impossível separar os 2 factos.
 :?
Aí sim teriamos um vietname/parteII, e pressinto que os américas vão sair do Iraque duma forma tão atabalhuada (e apressada) como saíram do vietname.
Que grande (em)Bush(te) :roll:
Título:
Enviado por: Miguel em Março 16, 2005, 07:34:38 pm
Qual Guerra os EUA vencerem ?

respota : nenhuma :lol:

I Guerra Mundial apenas auxiliaram os aliados como na II

Coreia ? empate

Vietname ? derrota

Libano em 86 ? derrota depois do massacre dos 250 Marines por um camião suicida

Golfo em 90 ?

Balkas ? apenas limitarem-se a apoiar a Europa
Título:
Enviado por: Miguel em Março 16, 2005, 07:39:43 pm
:D
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Março 16, 2005, 07:44:06 pm
As guerras não são ganhas por meras individualidades, mas por conjuntos. Nesse aspecto as vitórias norte-americanas são bastantes.
Em relação a conflitos mais recentes, caro Miguel, deve estar equivocado. A ordem do "quem apoiou quem" está trocada não está? Relembro-lhe que as aeronaves europeias envolvidas na operação "Allied Force" não ultrapassavam as 100, enquanto que as americanas chegaram a ser mais de 1200.  :roll:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Março 18, 2005, 03:33:28 pm
ontem na Sic (a horas impróprias, madrugada dentro)
do programa This World da BBC
um militar americano no Iraque a ser entrevistado disse que a maioria dos seus colegas de unidade são ex-presidiários, antigos traficantes ou consumidores de droga, que foram para as FAs para se tentarem reabilitar para a sociedade  :?
Título:
Enviado por: Normando em Março 21, 2005, 02:48:17 am
Pois é Miguel, os EUA nunca ganharam uma guerra ou conflito militar, nem sequer uma batalhazita... por isso é que hoje em dia ainda são uma colónia da Coroa Britânica e tremem perante as aspirações do vizinho México.
Você está claramente equivocado relativamente aos conflitos em que os EUA intervieram (e seu desfecho), a importância dessa intervenção (é melhor estudar o tema da 2ª GM, por exemplo) e com que estatuto a intervenção foi feita (no Líbano, por exemplo, os EUA integravam uma força multinacional). Já para não falar de outras guerras (frias) que não se chegaram a travar...
Que um gajo não goste dos EUA, ou da actual Administração Bush ou da cultura de Hollywood, da Coca-Cola e do McDonalds, é uma coisa. Agora, daí a sanear ou reescrever a História vai uma grande distância.
Título: Vídeo de um Abrahams atingido por RPG
Enviado por: Normando em Abril 12, 2005, 05:34:38 pm
Ir a: http://www.ogrish.com/archives/injured_ ... _2004.html (http://www.ogrish.com/archives/injured_soldiers_in_tank_in_fallujah_Apr_10_2004.html)

E sacar o vídeo: ' fallujahtank.wmv'
Título: Fotos dramáticas de soldados
Enviado por: Normando em Abril 12, 2005, 05:46:49 pm
Esta sequência de fotos retrata o impressionante esforço de soldados para salvar os seus camaradas feridos, debaixo de fogo e arriscando a sua própria vida. Neste caso são Marines dos EUA.
Na 1ª foto vemos um soldado a arrastar outro ferido.
Na 2ª foto chega um 3ª soldado para ajudar.
Na 3ª foto vemos o soldado que arrastava o ferido na 1ª foto a tombar.
Na 4ª foto já só vemos 2 corpos no chão.

http://www.ogrish.com/archives/3_us_sol ... _2004.html (http://www.ogrish.com/archives/3_us_soldiers_shot_1_fatally_iraq_war_Dec_19_2004.html)

Vocês do fórum que são ou foram militares no activo é que devem engolir em seco ao ver isto.
Título:
Enviado por: Normando em Abril 12, 2005, 11:16:14 pm
Perdas materiais e financeiras dos EUA no Iraque

Pamela Hess
UPI Pentagon Correspondent

The Army has lost at least $570 million worth of weapons and equipment, including 20 helicopters, since the Iraq war began. (...) It lost 13 AH-64 Apache attack helicopters and five UH-60 Hueys, as well as two CH-47 Chinooks. It is seeking money to replace the helicopters and the tanks and ground vehicles it lost from the fiscal year 2005 supplemental request submitted to Congress two weeks ago. (...) The Army is spending about $2 billion refurbishing vehicles like tanks, Bradley Fighting Vehicles and Humvees that have seen exceptional use in Iraq. One official said a Bradley typically drives 800 miles a year during peacetime exercises, and some Bradleys in the Iraq war are logging that much distance in a single month.
The Army will also spend $3.3 billion replacing ground vehicles and buying additional ones to increase its inventory. The money will buy 4,528 up-armored Humvees, 1,645 regular Humvees, 93 Bradleys, 456 trucks and more than two dozen other vehicles.
It will also buy 13 Shadow unmanned aerial vehicles for monitoring insurgent movements for $172 million.
The Army will spend more than $1 billion on over 41,000 additional radio sets to enable all vehicles in convoys - among the most dangerous missions in Iraq because of the prevalence of improvised bombs - to have inherent communications ability.(...) begin the Army's effort to break its large divisions down into smaller, more numerous and more maneuverable and independent brigade combat teams.
Operations and maintenance will use the largest portion of the supplemental request - a total of $30 billion.(...) $250 million to pay increased death benefits to the families of the 1,638 service members killed in Iraq and Afghanistan.

Artigo completo: http://www.washtimes.com/upi-breaking/2 ... -7217r.htm (http://www.washtimes.com/upi-breaking/20050225-060053-7217r.htm)
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 29, 2005, 11:54:24 am
EUA vão enviar soldados-robôt para o Iraque

Equipados com um arsenal poderoso e um sistema de vídeo, os novos robôs de combate constituem o último recurso do exército norte-americano para combater as hostes inimigas

O exército norte-americano vai enviar para o Iraque um contingente de 18 robôs que se destinam a ajudar os efectivos no terreno, e acções de campanha.
Baseados num modelo para desactivar bombas - o TALON -, usado pelo exército norte-americano desde 2000, integram quatro câmaras com sistema de visão nocturna e zoom, e são comandadas remotamente.
Os autómatos, com cerca de 1 metro de altura, podem ser apetrechados com vários tipos de armas (M249, M240, M16, entre outras) e estão equipados com lagartas, para uma maior mobilidade em todos os tipos de terreno, podendo circular a cerca de 6 Km/h.

Os robôs, batizados SWORDS (Special Weapons Observation Reconnaissance Detection Systems), são produzidos pela Foster-Miller e antecipam alguns dos projectos em curso para o sector da defesa dos
EUA, a cargo de emprezas como a Lockheed Martin e a General Dynamics,os denominados "Sistemas de Combate Futuros". Cada unidade custa cerca de 200 mil dólares.

Os sistemas podem disparar com precisão a cerca de 800 metros de distância do alvo, e são tidos como uma solução segura e eficaz para interceptar facções rebeldes em solo iraquiano, sujeitando os militares norte-americanos e menos riscos. As baterias oferecem uma autonomia entre 1 e 4 horas, dependendo da missão.
As unidades de controlo, com cerca de 13,5 kg, integram dois joysticks e um ecrãn de vídeo, além dos vulgares botões que comandam as diversas funções. O fabricante admite, no entanto, que os robõs possam vir a receber um comando compacto, com formas semelhantes ás de uma consola de vídeojogos portátil.
O grupo partirá para o Iraque a partir de Março ou Abril.

fontehttp://www.ciberia.aeiou.pt
Título: Cachorro-Bomba, a nova arma dos terroristas
Enviado por: papatango em Maio 26, 2005, 11:43:52 pm
Parece que os terroristas iraquianos, em desespero de causa, e por estarem a ficar sem matéria prima para os atentados suicidas, recorreram agora a outra estratégia.

Hoje, Quinta Feira, dia 26 de Maio de 2005, os terroristas iraquianos efectuaram o primeiro atentado utilizando para o efeito um Cão-Bomba, devidamente artilhado e acondicionado com explosivos.

Não se sabe, se o cachorro terá direito à sua quota de virgens (cachorras, claro), no paraiso.

Este tipo de estratégia não é novo, tendo já sido utilizado um Burro, carregado de explosivos, em 2003. Do ponto de vista do conflito, ao invés de implicar uma nova táctica, esta nova faceta do conflito apenas permite concluir que os terroristas se encontram numa situação algo complicada, com clara falta de matéria prima, para os seus atentados suicidas.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Normando em Agosto 02, 2005, 06:22:42 pm
Segundo o site icasualties.org, já morreram 1806 soldados (em sentido amplo) dos EUA no Iraque desde o início da invasão em Março de 2003, sendo que 44 eram mulheres. Desses, 1402 (77.5%) morreram em situações hostis ou de combate, enquanto 404 (22.5%) faleceram em circunstâncias não relacionadas com o combate (acidentes, doenças, suicídios, etc). Daqueles 1402 tombados em circunstâncias violentas, 448 (32%) morreram em resultado da explosão dos designados IED (improvised explosive devices). Já ficaram feridos quase 14,000 soldados norte-americanos. Os piores meses para os EUA foram Abril de 2004 (135 mortos) e Novembro de 2004 (137 mortos). O menos mortífero foi Fevereiro de 2004 (20 mortos). Em média, morrem 62 GIs por mês no Iraque. Baghdad é, de longe, a localidade onde mais GIs morreram (400), seguida da província de Al-Anbar, Fallujah, Ramadi e Mossul. 73% dos mortos dos EUA são brancos, 11% são latino-americanos e 11% são afro-americanos. California e Texas são os estados que mais soldados perderam no Iraque. O U.S. Army foi o ramo que mais homens viu tombar (49% do total de mortos), seguido dos Marines (26%) e da National Guard (13.5%). 60% (1076) dos mortos tinham entre 21 e 30 anos, e 18% (325) tinham 18-20 anos.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Agosto 03, 2005, 03:09:12 pm
Este tópico ainda exite? :oops:

Mas desde lá para cá as perspectivas mudaram bastante.

"Terroristas" ou "resistentes", o facto é que a situação está longe de estar composta, e o governo iraquiano é um governo de papel, aprisionado na "zona verde" de Bagdad.

Como já tinha escrito, há várias resistências e várias tendências, e o início de uma guerra civil.

A Pax Americana não é efectiva.

Ontem morreram mais 7 americanos em combate, no que não pode ser encarado como um acto de terrorismo.

Mas esperemos mais um ano, para ver no que dá... :?
Título:
Enviado por: Rui Elias em Agosto 03, 2005, 04:17:33 pm
Citar
03/08/2005 - 09h16
Explosão de bomba no Iraque mata 14 marines

da Folha Online.br

Em mais um forte golpe contra os Estados Unidos, rebeldes iraquianos mataram nesta quarta-feira 14 marines (fuzileiros navais) durante a passagem de um comboio americano pela cidade de Hadhita (220 km a noroeste da capita Bagdá). A ação, confirmada pelo Exército dos EUA, matou também um tradutor iraquiano.

Esse é o segundo maior ataque na região contra soldados americanos nos últimos três dias. Nesta segunda-feira, seis marines morreram no vale do Eufrates, também em Haditha, ao entrarem em confronto com insurgentes.


Andrea Comas/Reuters

Meninos choram a ver seu pai ser detido por americanos
Haditha é localizada da Província de Al Anbar (oeste), considerada o berço da insurgência sunita no Iraque, e uma das regiões mais perigosas do país desde que os americanos invadiram o território iraquiano, em março de 2003.

As cidades de Fallujah --um dos maiores bastiões rebeldes e uma das primeiras cidades a sofrer uma grande ofensiva americana-- e Ramadi, considerada também um reduto de insurgentes, se localizam em Al Anbar.

Ao menos 1.820 soldados americanos morreram no Iraque desde o início da guerra, em 2003, segundo estimativas do próprio Exército. No mês passado, mais de 60 militares morreram, muitos deles em Al Anbar.

Nos últimos dois meses, o Exército americano lançou duas grandes ofensivas na província, na tentativa de pôr fim na atividade insurgente da região.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/mund ... 6338.shtml (http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u86338.shtml)
Título:
Enviado por: dremanu em Agosto 03, 2005, 04:20:06 pm
Citação de: "Rui Elias"
Este tópico ainda exite? :oops:

Mas desde lá para cá as perspectivas mudaram bastante.

"Terroristas" ou "resistentes", o facto é que a situação está longe de estar composta, e o governo iraquiano é um governo de papel, aprisionado na "zona verde" de Bagdad.

Como já tinha escrito, há várias resistências e várias tendências, e o início de uma guerra civil.

A Pax Americana não é efectiva.

Ontem morreram mais 7 americanos em combate, no que não pode ser encarado como um acto de terrorismo.

Mas esperemos mais um ano, para ver no que dá... :D

E indo directo ao assunto...é certo que o governo Iraquiano é em grande parte só no papel, mas, o que é que vc acha que os Americanos deviam fazer de imediato para resolver a situação?
Título:
Enviado por: Rui Elias em Agosto 04, 2005, 03:32:37 pm
Dremanu:

Obrigado pelas boas vindas.

Relativamente à sua questão:

Sair de lá, e entregar o problema a uma força multinacional, no quadro da ONU, e com maioria de participação de países árabes.

A Liga Árabe poderia ser um aliado de peso para a resolução do conflito.

A manutenção dos americanmos e ingleses no Iraque agravará a situação a prazo, ainda mais do que já está.
Título:
Enviado por: emarques em Agosto 05, 2005, 02:24:52 pm
Citar
   
Elusive sniper saps US morale in Baghdad

Commanders weigh their options as 'Juba' notches up more kills

Rory Carroll in Baghdad
Friday August 5, 2005
The Guardian

They have never seen Juba. They hear him, but by then it's too late: a shot rings out and another US soldier slumps dead or wounded.

There is never a follow-up shot, never a chance for US forces to identify the origin, to make the hunter the hunted. He fires once and vanishes.

Juba is the nickname given by American forces to an insurgent sniper operating in southern Baghdad. They do not know his appearance, nationality or real name, but they know and fear his skill.

Article continues
"He's good," said Specialist Travis Burress, 22, a sniper with the 1-64 battalion based in Camp Rustamiyah. "Every time we dismount I'm sure everyone has got him in the back of their minds. He's a serious threat to us."

Gun attacks occasionally pepper the battalion's foot and mounted patrols, but the single crack of what is thought to be a Tobuk sniper rifle inspires particular dread.

Since February, the killing of at least two members of the battalion and the wounding of six more have been attributed to Juba. Some think it is also he that has picked off up to a dozen other soldiers.

(...)



http://www.guardian.co.uk/usa/story/0,1 ... 24,00.html (http://www.guardian.co.uk/usa/story/0,12271,1542824,00.html)
Título:
Enviado por: Luso em Agosto 19, 2005, 09:25:38 pm
Citar
More Red-on-Red
By Bill Roggio
"We have had enough of his nonsense. We don't accept that a non-Iraqi should try to enforce his control over Iraqis, regardless of their sect -- whether Sunnis, Shiites, Arabs or Kurds.''
- Sheik Ahmad Khanjar, leader of the Sunni Albu Ali clan, referring to Abu Musab al Zarqawi


Red-on-red incidents between al Qaeda and Sunni insurgents are nothing new in Anbar province. We saw numerous instances of this when al Qaeda attempted to impose its will on the Sunnis in Qaim along the Syrian border. However the Washington Post provides a new twist to the internecine warfare between the foreign jihadis and local Sunni fighters. Sunnis have taken up arms against al Qaeda to protect their Shiite neighbors [hat tip Rantburg]. In Ramadi.

Rising up against insurgent leader Abu Musab Zarqawi, Iraqi Sunni Muslims in Ramadi fought with grenade launchers and automatic weapons Saturday to defend their Shiite neighbors against a bid to drive them from the western city, Sunni leaders and Shiite residents said. The fighting came as the U.S. military announced the deaths of six American soldiers.
Dozens of Sunni members of the Dulaimi tribe stablished cordons around Shiite homes, and Sunni men battled followers of Zarqawi, a Jordanian, for an hour Saturday morning [note - Omar states this is Iraq's largest tribe]. The clashes killed five of Zarqawi's guerrillas and two tribal fighters, residents and hospital workers said. Zarqawi loyalists pulled out of two contested neighborhoods in pickup trucks stripped of license plates, witnesses said [note – to put it more plainly, al Qaeda had to run away!].

The leaders of four of Iraq's Sunni tribes had rallied their fighters in response to warnings posted in mosques by followers of Zarqawi. The postings ordered Ramadi's roughly 3,000 Shiites to leave the city of more than 200,000 in the area called the Sunni Triangle. The order to leave within 48 hours came in retaliation for alleged expulsions by Shiite militias of Sunnis living in predominantly Shiite southern Iraq.

"We have had enough of his nonsense," said Sheik Ahmad Khanjar, leader of the Albu Ali clan, referring to Zarqawi. "We don't accept that a non-Iraqi should try to enforce his control over Iraqis, regardless of their sect -- whether Sunnis, Shiites, Arabs or Kurds.''


Zarqawi is in a bind. His plan to foment civil war between Sunnis and Shiites is now being opposed by his Sunni "allies". Sunni tribes are tiring of his violence against fellow Iraqis, even against non-Sunnis. Al Qaeda must stop the election to ratify the constitution to further deny the Iraqi government legitimacy. Sunni clerics are beginning to encourage their followers to vote. Zarqawi responds by using the only tools he understands – threats, intimidation, violence.

Zarqawi's movement posted statements in Ramadi pledging to kill Sunni clerics in the west for urging Sunnis to take part in the country's next elections.
"We, al Qaeda in Iraq, announce that we will apply the religious punishment for apostasy upon whoever calls for creation of the constitution. You, preacher at the podium of prophecy, be a speaker of truth, doer of good and rallier for the rule of sharia," or Islamic law, the statement said.


In the eyes of al Qaeda, all who oppose them are infidel, even their natural allies such as Sunni preachers in Iraq who oppose the US presence. This will ultimately be Zarqawi and al Qaeda's undoing, provided the West can muster the political will to continue the fight.



É bom ver os iraquianos de diferentes "fés" a colaborar para meter o Zarqawi na ordem. Assim sim.
Título:
Enviado por: Normando em Agosto 20, 2005, 03:52:04 am
A ser verdade este episódio em Ramadi só nos podemos regozijar. É absolutamente notável e encorajador que sunitas peguem em armas contra o facínora do Zarqawi para protegerem os moradores Xiitas. Isto é precisamente o contrário do que o cabeçilha da Al-Qaeda no iraque almejava e mostra ao mundo que os Iraquianos (Sunitas, Xiitas, Cristãos, etc) estão fartos e não são estúpidos. Espero sinceramente que esta oposição a Zarqawi ganhe repercussão e se reproduza noutras regiões iraquianas de maioria sunita. Basta de jihadistas fanáticos a massacrar crianças inocentes ao tentar atingir o soldado dos EUA que lhes entrega guloseimas; basta de atentados contra fieis que oram nas mesquitas; basta de bombas-humanas contra hospitais e pessoal hospitalar que acodem aos feridos de um atentado anterior; basta...
Título:
Enviado por: Miguel em Outubro 16, 2005, 11:00:20 am
Iraque vai a votos hoje!
Título:
Enviado por: TOMKAT em Outubro 17, 2005, 07:24:36 pm
Notícia do Sunday Times de hoje.

Um Oficial da RAF vai enfrentar um tribunal militar por se recusar a ir para o Iraque por acreditar que a guerra no Iraque é ilegal.

É o 1º oficial britânico a enfrentar uma acusação criminal por questionar a legalidade da guerra no Iraque.

Já tinha participado em operações quer no Afganistão quer no Iraque,
mas depois de estudar os aspectos legais da guerra, recusou-se a regressar ao Iraque.

Notícia completa em
http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2087-1828054,00.html
Título:
Enviado por: Normando em Novembro 08, 2005, 10:00:49 pm
Fotos captadas após um IED ter atingido um Humvee:

http://www.ogrish.com/archives/attack_o ... _2005.html (http://www.ogrish.com/archives/attack_on_us_convoy_in_iraq_april_2005_Nov_08_2005.html)

Segundo a legenda, a explosão causou pelo menos um morto e um ferido grave.

Desde já vos digo que não se vêem corpos ou cadáveres, mas as imagens são bem demonstrativas do poder destrutivo dos explosivos improvisados usados contras os comboios militares no Iraque
Título:
Enviado por: Normando em Novembro 08, 2005, 10:04:01 pm
Pequeno video alegadamente mostrando vítimas (cinco) de Juba, disponivel para download em:

http://www.ogrish.com/archives/baghdad_ ... _2005.html (http://www.ogrish.com/archives/baghdad_sniper_juba_a_video_compilation_from_insurgency_group_Nov_04_2005.html)
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 08, 2005, 10:29:48 pm
O Canal 1 (pago pelos contribuintos) difundiu no Jornal das 20h00 uma "peça de reportagem" sobre o uso de "armas químicas" pelos Estados Unidos no Iraque, com entrevistas de "ex-militares" que viveram os combates no Iraque. E a arma química foi...

Tchan, tchan!!!!

-Fósforo Branco!
-WP!
-Willy Pete!

Pelos vistos, e pelo mesmo critério, a pólvora e a gasolina também serão armas químicas.
E a notícia dada com sensacionalismo.
Falsos. Falsos...
Título:
Enviado por: emarques em Novembro 09, 2005, 01:15:35 am
Citação de: "Luso"
O Canal 1 (pago pelos contribuintos) difundiu no Jornal das 20h00 uma "peça de reportagem" sobre o uso de "armas químicas" pelos Estados Unidos no Iraque, com entrevistas de "ex-militares" que viveram os combates no Iraque. E a arma química foi...

Tchan, tchan!!!!

-Fósforo Branco!
-WP!
-Willy Pete!

Pelos vistos, e pelo mesmo critério, a pólvora e a gasolina também serão armas químicas.
E a notícia dada com sensacionalismo.
Falsos. Falsos...

Isso é produto da RAI. Já chegou cá? Bolas, quando querem trabalham depressa. :mrgreen:
Título:
Enviado por: Normando em Novembro 09, 2005, 03:48:38 am
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Odd Happenings In Fallujah
By Dahr Jamail
19 January, 2005

“The soldiers are doing strange things in Fallujah,” said one of my contacts in Fallujah who just returned. He was in his city checking on his home and just returned to Baghdad this evening.

Speaking on condition of anonymity he continued, “In the center of the Julan Quarter they are removing entire homes which have been bombed, meanwhile most of the homes that were bombed are left as they were. Why are they doing this?”

According to him, this was also done in the Nazal, Mualmeen, Jubail and Shuhada’a districts, and the military began to do this after Eid, which was after November 20th.

He told me he has watched the military use bulldozers to push the soil into piles and load it onto trucks to carry away. This was done in the Julan and Jimouriya quarters of the city, which is of course where the heaviest fighting occurred during the siege, as this was where resistance was the fiercest.

“At least two kilometers of soil were removed,” he explained, “Exactly as they did at Baghdad Airport after the heavy battles there during the invasion and the Americans used their special weapons.”

He explained that in certain areas where the military used “special munitions” 200 square meters of soil was being removed from each blast site.

In addition, many of his friends have told him that the military brought in water tanker trucks to power blast the streets, although he hadn’t seen this himself.

“They went around to every house and have shot the water tanks,” he continued, “As if they are trying to hide the evidence of chemical weapons in the water, but they only did this in some areas, such as Julan and in the souk (market) there as well.”

He first saw this having been done after December 20th.

Again, this is reflective of stories I’ve been told by several refugees from Fallujah.

Just last December, a 35 year-old merchant from Fallujah, Abu Hammad, told me what he’d experienced when he was still in the city during the siege.

“The American warplanes came continuously through the night and bombed everywhere in Fallujah! It did not stop even for a moment! If the American forces did not find a target to bomb, they used sound bombs just to terrorize the people and children. The city stayed in fear; I cannot give a picture of how panicked everyone was.”

“In the mornings I found Fallujah empty, as if nobody lives in it,” he’d said, “Even poisonous gases have been used in Fallujah - they used everything - tanks, artillery, infantry, poison gas. Fallujah has been bombed to the ground. Nothing is left.”

In Amiriyat al-Fallujah, a small city just outside Fallujah where many doctors from Fallujah have been practicing since they were unable to do so at Fallujah General Hospital, similar stories are being told.

Last month one refugee who had just arrived at the hospital in the small city explained that he’d watched the military bring in water tanker trucks to power blast some of the streets in Fallujah.

“Why are they doing this,” explained Ahmed (name changed for his protection), “To beautify Fallujah? No! They are covering their tracks from the horrible weapons they used in my city.”

Also last November, another Fallujah refugee from the Julan area, Abu Sabah told me, “They (US military) used these weird bombs that put up smoke like a mushroom cloud. Then small pieces feel from the air with long tails of smoke behind them.”

He explained that pieces of these bombs exploded into large fires that burnt peoples skin even when water was dumped on their bodies, which is the effect of phosphorous weapons, as well as napalm. “People suffered so much from these, both civilians and fighters alike,” he said.

My friend Suthir (name changed to protect identity) was a member of one of the Iraqi Red Crescent relief convoys that was allowed into Fallujah at the end of November.

“I’m sure the Americans committed bad things there, but who can discover and say this,” she said when speaking of what she saw of the devastated city, “They didn’t allow us to go to the Julan area or any of the others where there was heavy fighting, and I’m sure that is where the horrible things took place.”

“The Americans didn’t let us in the places where everyone said there was napalm used,” she added, “Julan and those places where the heaviest fighting was, nobody is allowed to go there.”

On 30 November the US military prevented an aid convoy from reaching Fallujah. This aid convoy was sent by the Iraqi Ministry of Health, but was told by soldiers at a checkpoint to return in “8 or 9 days,” reported AP.

Dr. Ibrahim al-Kubaisi who was with the relief team told reporters at that time, “There is a terrible crime going in Fallujah and they do not want anybody to know.”

With the military maintaining strict control over who enters Fallujah, the truth of what weapons were used remains difficult to find.

Meanwhile, people who lived in different districts of Fallujah continue to tell the same stories.

Outro:

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My first impression was that Jamail's eyewitness might have been describing one of the "non-lethal" chemical weapons of the type the Russians reluctantly admitted they had deployed during the Chechen hostage rescue attempt that subsequently killed 117 hostages along with the Chechen terrorists.

Um Marine que esteve nos combates em Novembro 2004 ("Operação Phantom Fury"):

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"In preparation for the assault, artillery guns dropped white phosphorus or Willy Pete on the city. (...) As the rounds came in, they burst in the air several hundred feet above the ground. They streaked towards the ground in little spider trails burning bright orange. The WP hit the ground creating a thick white smoke screen but it still burned bright orange on the ground. This lit up the battlefield for the main effort, and created a smoke screen."
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 09, 2005, 01:44:31 pm
Um dos meu contactos em Fallujah - que prefere o anonimato - diz que está tudo bem, está tudo ordeiro, nos cafés ouve-se Madredeus e à noite, durante os jogos do FC Porto, ouvem-se sonoros "Pinto da Costa o´ahkbar"...
A cerveja já é tolerada e a Super Bock Stout é a preferida.

Se o meu contacto anónimo disse é porque é verdade.

E se escrever em inglês mais verdade fica.


Quanto à utilização de WP ou de um obus de 155 num bairro habitado por civis o resultado é o mesmo: trágico e lamentável.
Título: Marines Quiet About Brutal New Weapon
Enviado por: Normando em Novembro 15, 2005, 08:53:32 pm
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Marines Quiet About Brutal New Weapon

War is hell. But it’s worse when the Marines bring out their new urban combat weapon, the SMAW-NE. Which may be why they’re not talking about it, much. This is a version of the standard USMC Shoulder Mounted Assault Weapon but with a new warhead. Described as NE - "Novel Explosive"- it is a thermobaric mixture which ignites the air, producing a shockwave of unparalleled destructive power, especially against buildings. A post-action report from Iraq describes the effect of the new weapon: "One unit disintegrated a large one-storey masonry type building with one round from 100 meters. They were extremely impressed." Elsewhere it is described by one Marine as "an awesome piece of ordnance." It proved highly effective in the battle for Fallujah. This from the Marine Corps Gazette, July edition: "SMAW gunners became expert at determining which wall to shoot to cause the roof to collapse and crush the insurgents fortified inside interior rooms."

The NE round is supposed to be capable of going through a brick wall, but in practice gunners had to fire through a window or make a hole with an anti-tank rocket. Again, from the Marine Corps Gazette:

"Due to the lack of penetrating power of the NE round, we found that our assaultmen had to first fire a dual-purpose rocket in order to create a hole in the wall or building. This blast was immediately followed by an NE round that would incinerate the target or literally level the structure."

The rational for this approach was straightforward:

"Marines could employ blast weapons prior to entering houses that had become pillboxes, not homes. The economic cost of house replacement is not comparable to American lives...all battalions adopted blast techniques appropriate to entering a bunker, assuming you did not know if the bunker was manned."

The manufacturers, Talley, make bold use of its track record, with a brochure headlined Thermobaric Urban Destruction." The SMAW-NE has only been procured by the USMC, though there are reports that some were 'borrowed' by other units. However, there are also proposals on the table that thousands of obsolete M-72 LAWs could be retrofitted with thermobaric warheads, making then into effective urban combat tools. But in an era of precision bombs, where collateral damage is expected to be kept to a minimum, such massively brutal weapons have become highly controversial. These days, every civilian casualty means a few more “hearts and minds” are lost. Thermobaric weapons almost invariable lead to civilian deaths. The Soviet Union was heavily criticized for using thermobaric weapons in Afghanistan because they were held to constitute "disproportionate force," and similar criticisms were made when thermobarics were used in the Chechen conflict. According to Human Rights Watch, thermobaric weapons "kill and injure in a particularly brutal manner over a wide area. In urban settings it is very difficult to limit the effect of this weapon to combatants, and the nature of FAE explosions makes it virtually impossible for civilians to take shelter from their destructive effect." So it’s understandable that the Marines have made so little noise about the use of the SMAW-NE in Fallujah. But keeping quiet about controversial weapons is a lousy strategy, no matter how effective those arms are. In the short term, it may save some bad press. In the long term, it’s a recipe for a scandal. Military leaders should debate human right advocates and the like first, and then publicly decide "we do/do not to use X". Otherwise when the media find do find out – as they always do - not only do you get a level of hysteria but there is also the charge of “covering up.”

Autor: David Hambling (www.defensetech.org (http://www.defensetech.org))

Este escritor acaba o artigo escrevendo:

Citar
I'm undecided about thermobarics myself, but I think they should let the legal people sort out all these issues and clear things up. Otherwise you get claims of “chemical weapons” and “violating the Geneva Protocol.” Which doesn't really help anyone. The warfighter is left in doubt, and it hands propaganda to the bad guys. Just look at what happened it last week’s screaming over white phosphorous rounds.


E eu concordo com ele.
Título:
Enviado por: Leonidas em Novembro 18, 2005, 03:07:08 am
Saudações guerreiras.

Citar
Iraque: Primeiro pedido parlamentar nos EUA de retirada «imediata» das tropas

Um parlamentar democrata veterano da guerra do Vietname apresentou hoje a primeira proposta oficial de retirada «imediata» das tropas norte-americanas do Iraque com o argumento de que «esta guerra não progride» como as autoridades dizem.


http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=202203

Isto é já um sinal nequívoco de que mais uma vez o EUA estão a capitular. Se retirarem dão a mão á palmatória, ou seja, o reconhecimento que afinal não serviu de nada terem feito a idiotice que fizeram e um sinal de cobardia, no entanto, se ficarem arriscam-se a continuar a serem contínuamente assediados e mortos. Pois, quem tem ## tem medo.

Á "super-potência": Não basta parecer, meus caros, é preciso ser.
Quem semeia ventos colhe tempestades.

(o problema é que continuamos associados a esta questão e que pela qual, longe vá o agoiro, mas ainda teremos que abrir um tópico de seu nome "Al - Quaid ataca Portugal".)  

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Normando em Novembro 18, 2005, 03:43:09 am
Caro Leónidas, acha mesmo que o facto de UM congressista DEMOCRATA ter apresentado uma proposta de retirada do Iraque é um "sinal inequívoco de que os EUA estão a capitular? Ainda se fossem parlamentares republicanos... Bem mais relevantes são os sinais de incómodo da Administração Bush (o Diabo que o carregue), os movimentos sociais anti-guerra, os gastos militares, as baixas, o esgotamento da FA Americanas, etc.
Título:
Enviado por: Leonidas em Novembro 18, 2005, 04:59:40 am
Saudações guerreiras, Normando.

Citação de: "Normando"
Caro Leónidas, acha mesmo que o facto de UM congressista DEMOCRATA ter apresentado uma proposta de retirada do Iraque é um "sinal inequívoco de que os EUA estão a capitular? Ainda se fossem parlamentares republicanos... Bem mais relevantes são os sinais de incómodo da Administração Bush (o Diabo que o carregue), os movimentos sociais anti-guerra, os gastos militares, as baixas, o esgotamento da FA Americanas, etc.

Sim, exatamente. Isto diz todo:

Citar
«esta guerra não progride»
Citar
«É uma política falida envolta numa ilusão», disse o democrata John Murtha...
Citar
O futuro do nosso país está em risco.

Citar
«Os Estados Unidos e as forças da coligação fizeram tudo o que podiam, mas é chegado o momento de mudar de direcção«, defendeu Murtha, ao apresentar a moção na Câmara dos Representantes.


Exatamente, o Democrata continua com razão e esta é uma "desculpa" esfarrapada. É muito diferente de dizer que fizeram todo o que era necessário , coisa em que jamais acreditaria e acreditarei, pois o tempo não volta para trás. Estas coisas evitam-se. Agora estão a sofrer com a política da terra queimada incrementado por um ódio cego de uma américa também ela a precisar de reformas nos seus valores. Nem todos são culpados, é certo, porém, como nação, a culpa tem de ser atribuida no seu conjunto.

Quanto ao diabo que o carregue, aí estamos de acordo. Mais, diria que o mais aconcelhável era o diabo que o asse. Nem sei como é que ele consegue ir para a cama e dormir. Por mim já tinha ardido no inferno mesmo antes de ser presidente. Quantos não foram os que morreram pela caneta dele, como governador do Texas?

Cumprimentos
Título: Video 101stAirborne Division Iraque
Enviado por: Normando em Dezembro 16, 2005, 07:50:46 am
Video from the first deployment of the 101st airborne division to iraq including the shootout with saddams sons.

Banda Sonora inclui: Jimmy Hendrix, AC/DC, Kid Rock...

http://www.youtube.com/watch.php?v=w9_8FiaaYhk (http://www.youtube.com/watch.php?v=w9_8FiaaYhk)
Título:
Enviado por: Miguel em Dezembro 27, 2005, 06:36:09 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg445.imageshack.us%2Fimg445%2F4968%2Fdocu00401cl.th.jpg&hash=59c8eb084edecebda78983e924f94657) (http://http)

T72 pulverizado
Título:
Enviado por: TOMKAT em Dezembro 29, 2005, 10:05:12 pm
A "resistência" iraquiana está,... a ficar sem argumentos, enlouqueceram de vez, ou então, provavelmente o mais próximo da realidade, não passa de um bando de ímbecis mal informados, com muita "matéria tóxica" a correr pelas veias.

Agora, segundo a comunicação social, um grupo ainda desconhecido, raptou 2 cidadãos franceses, e pasme-se, exigem a retirada das tropas francesas do Iraque, como contrapartida para a libertação dos franceses. :roll:

França não tem militares estacionados no Iraque, e foi um país que sempre se opôs ao conflito desencadeado pelos americanos.
Título:
Enviado por: Normando em Janeiro 17, 2006, 04:10:22 pm
EUA perdem 3 helis em nove dias no Iraque: dia 7 de Janeiro um UH-60 Black Hawk foi caiu perto de Tal Afar fazendo 12 mortos (8 deles militares); dia 13 foi a vez de um OH-58D Kiowa Warrior se despenhar próximo de Al Sukar provocando a morte dos 2 tripulantes; ontem, dia 16, um helicóptero Apache AH-64 caiu nos arredores de Bagdad provocando  a morte dos dois tripulantes do aparelho. Aparentemente, e segundo relatos de testemunhas, todos estes incidentes foram resultado de acções hostis da guerrilha iraquiana.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Fevereiro 02, 2006, 05:08:35 pm
Informação retirado do site http://www.strategypage.com

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg132.imageshack.us%2Fimg132%2F278%2Fusab7ur.png&hash=8de37ecad75855fca6a19ccf02d754c9)

 :roll:
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Março 19, 2006, 01:11:31 pm
"Os Serviços de Informaçao americanos começaram a disponibilizar 'on-line' na quinta-feira 16 de março, documentos apreendidos no Iraque esperando que o 'poder da blogosfera' os ajude a analisar cerca de 48 000 caixas de informaçoes respeitantes a guerra contra o terrorismo.
Os primeiros documentos consultaveis parecem tratar-se de copias provenientes do regime de Saddam Hussein,  alguns provenientes dos serviços secretos iraquianos e escritos em arabe, mas outros sao documentos ou traduçoes em ingles, de textos referentes a Al-Qaida e "capturados durante as recentes operaçoes de guerra contra o terrorismo", "esperamos fazer irromper o poder da blogosfera para analisar este material", declarou o presidente da Comissao sobre Informaçao da Camara dos Representantes, Pete Hoekstra, que desde ha muito vinha defendendo esta publicaçao.
"O pessoal da Informaçao tem de se concentrar sobre o presente, e nao tem o tempo nem a energia de analisar documentos de ha 3 a 15 anos atras, e permitindo ao publico examina-los poderemos reduzir em varios anos o tempo necessario para conhecer devidamente este potencial tesouro de informaçoes" declarando ainda  que estima em cerca de dois milhoes o numero de documentos potencialmente publicaveis."
(adaptaçao minha de noticias nos jornais franceses desta semana)

Segue-se o 'site'  em questao (quem sabe se havera algum interessado em ajudar este projecto :) ).

http://fmso.leavenworth.army.mil/products-docex.htm (http://fmso.leavenworth.army.mil/products-docex.htm)
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 11, 2006, 11:23:00 am
Lista de meios aéreos perdidos até ao momento no Iraque

Helicopteros:
AH-64 Apache: 19
OH-58 Kiowa: 13
UH-60 Black Hawk: 10
AH-1 Cobra: 7
CH/MH-53 Pave Low: 5
CH-46 Sea Knight: 4
CH-47 Chinook: 4
H-3 Sea King: 2
UH-1 Iroquois: 2
Agusta Bell-412: 1
PZL W-3 Sokół: 1
SA 330 Puma: 1
Westland Lynx: 1

 Asa Fixa:
F/A-18 Hornet: 3
C-130 Hercules: 2
A-10: 1
AV-8 Harrier: 1
F-14 Tomcat: 1
F-15 Eagle: 1
F-16 Falcon: 1
S-3 Viking: 1
Tornado GR4: 1

de:
http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Co ... es_in_Iraq (http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Coalition_aircraft_crashes_in_Iraq)


Alguém consegue fornecer explicações para um tão grande número de Apaches perdidos?
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Junho 08, 2006, 09:18:15 am
Citação de: "Diário Digital"
PM iraquiano anuncia morte do jordano al-Zarqawi (act.)

O primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, anunciou hoje que o chefe da organização terrorista Al Qaeda no Iraque, o jordano Abu Musab al-Zarqawi, foi morto quarta-feira à noite.
Nouri al-Maliki disse que Abu Musab al-Zarqawi foi morto juntamente com sete colaboradores no norte do Iraque, num ataque das forças norte-americanas.

Abu Musab al-Zarqawi era o terrorista mais procurado no Iraque por ser considerado responsável pela campanha sangrenta de bombistas suicidas no país.

Estava ligado a Osama bin Laden, líder da Al Qaeda, desde 2004.


 ys7x9
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Junho 08, 2006, 10:08:10 am
Temos confirmação ( se é que isso é possível........) ou será mais um rumor ou caso de má identificação?????
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Junho 08, 2006, 10:41:07 am
Segundo o comandante das forças norte-americanas no Iraque, a identificação do corpo foi feita através das impressões digitais, do rosto e de cicatrizes.
Título:
Enviado por: dremanu em Junho 08, 2006, 05:05:18 pm
Já está com o Allah!

O sonho do Bush deve ser capturar o Bin Laden. Se isso acontecer então é que ele vai ser o heroí.
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 27, 2006, 12:16:47 pm
Custo desta guerra foi cifrado até agora em 319 biliões de dólares, com o custo mensal a atingir os prováveis 8 biliões ainda este ano.

http://www.middle-east-online.com/english/?id=16743 (http://www.middle-east-online.com/english/?id=16743)

 Não é para todas as bolsas..
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 29, 2006, 12:32:20 pm
Rússia: Presidente quer vingança
Putin manda matar raptores

Citar
O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou às forças especiais do país que “encontrem e eliminem” os assassinos dos quatro diplomatas russos feitos reféns no Iraque, noticiou a agência Interfax, que cita os serviços de Imprensa do Kremlin.

O chefe dos Serviços de Segurança, Nikolai Patrushev, já prometeu levar a bom termo a missão de que foi incumbido, embora tenha reconhecido que ela será demorada e difícil. Recorde-se que os sequestros foram reivindicados pelo grupo Conselho da Shura Mujahideeen, que exigiu a retirada da Rússia da Tchetchénia.

REBELDES CONTACTAM

Entretanto, a Câmara Baixa do Parlamento russo condenou os assassínios e responsabilizou “as forças ocupantes do Iraque”.

A ordem de Putin surge no dia em que o primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki, anunciou que foi contactado por grupos rebeldes interessados em iniciar o diálogo para a reconciliação nacional. Maliki não adiantou pormenores nem revelou que grupos o contactaram e aproveitou para clarificar que a amnistia anunciada no âmbito do plano de reconciliação não inclui os autores dos ataques contra a força multinacional no país.

Fonte: Correio da Manhã
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 30, 2006, 11:51:16 am
As baixas americanas no Iraque estão a aumentar
 http://www.spacewar.com/reports/US_Casu ... q_999.html (http://www.spacewar.com/reports/US_Casualties_Rising_In_Iraq_999.html)
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 02, 2006, 12:01:09 pm
Não se metam com os russos...

   http://www.strategypage.com/htmw/htterr ... 60629.aspx (http://www.strategypage.com/htmw/htterr/articles/20060629.aspx)

   Umas técnicas contra-terrismo pouco ortodoxas..mas eficientes  :shock:
Título:
Enviado por: Lancero em Setembro 21, 2006, 04:29:27 pm
Iraque: Números de mortos civis sobe novamente, novo recorde - ONU

Nações Unidas, Nova Iorque, 21 Set (Lusa) - O número de civis mortos no Iraque em Julho e Agosto atingiu os 6.599, um recorde muito superior a estimati vas iniciais e que retrata a grave crise inter-religiosa que grassa no país, anu nciou hoje a ONU.

        O relatório do gabinete de Direitos Humanos da Missão de Assistência da s Nações Unidas no Iraque apresenta dados baseados numa série de indicadores, re ferindo sinais preocupantes de actos de tortura e detenções ilegais, o increment o das actividades das milícias radicais e de esquadrões de morte, e o aumento da s "mortes por honra" de mulheres.

        Esta situação coloca novas questões à capacidade das forças norte-ameri canas e iraquianas para levarem a paz a Bagdad, onde ocorreu a maioria das morte s violentas.

        O governo iraquiano, instalado em 2006, "enfrenta actualmente uma rotur a generalizada da lei e ordem, que representa um sério desafio às instituições d o Iraque", adianta o documento.

        Segundo a ONU, que divulga estes números bimensalmente, as mortes civis em Julho atingiram um pico sem precedentes de 3.590 pessoas, uma média de mais  de cem por dia. O número de Agosto foi de 3.009 pessoas, segundo o relatório.

        O número menor em Agosto pode ter-se devido a uma campanha de segurança em Bagdad, embora tenha sido contrabalançada por um aumento dos ataques em outr as zonas, incluindo na cidade de Mossul, no norte.

        No período anterior, a ONU tinha registado menos de 6.000 mortes - 2.66 9 em Maio e 3.149 em Junho. Em Abril, tinham-se verificado 1.129 mortes, e em Ja neiro 710.

        Do total em Julho e Agosto, o documento refere que 5.106 das mortes se  registaram em Bagdad.

        O relatório atribui muitas das mortes às tensões sectárias crescentes q ue arrastaram o Iraque para a beira da guerra civil.

        "Estes números reflectem o facto de terem continuado mortes indiscrimin adas de civis em todo o país, ao mesmo tempo que são encontrados centenas de cor pos exibindo sinais de torturas severas e assassínios ao estilo de execução", di z a ONU.

        "Esses assassínios são praticados por esquadrões da morte ou por grupos armados, com conotações sectárias ou de vingança", acrescenta.

        No fulcro dos dados da ONU estão números de vítimas que combinam duas c ontagens: do Ministério da Saúde, que regista as mortes nos hospitais, e do Inst ituto de Medicina Legal de Bagdad, que conta os corpos não identificados que rec ebe.

        Os investigadores da ONU que compilaram o relatório notaram que era pro vável que estes números sejam mais baixos do que a realidade.

        Os militares norte-americanos tinham inicialmente declarado uma quebra  acentuada do número de mortos em Agosto, mas a estimativa foi revista em alta de pois de os Estados Unidos terem revelado que não contaram pessoas mortas por bom bas, morteiros, foguetes ou outros ataques em massa.

        Hoje, o Iraque foi novamente palco de actos de violência generalizada,  com 33 mortos, entre os quais 24 membros das forças de segurança.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Outubro 21, 2006, 01:11:04 am
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Iraque: Bush admite que situação é difícil


Washington, 20 Out (Lusa) - O Presidente norte-americano, George W. Bush, admitiu hoje que a situação no Iraque é difícil e disse que vai discutir com as chefias militares uma eventual mudança de táctica para combater a escalada de violência no país.

Setenta e quatro soldados norte-americanos morreram no Iraque já em Outubro, que poderá tornar-se no mês mais mortífero para as forças dos Estados Unidos em perto de dois anos.

"Uma das razões porque se vêem mais baixas é que o inimigo está activo, e as nossas tropas também, juntamente com as iraquianas", declarou Bush numa breve entrevista à agência noticiosa Associated Press.

Adiantou ter consultas previstas nos próximos dias com o general John Abizaid, responsável militar norte-americano para o Médio Oriente, e com o general George Casey, que comanda as forças multinacionais lideradas por Washington no Iraque.

"Estamos constantemente a ajustar a nossa táctica para podermos alcançar os objectivos e, nesta altura, é difícil", disse o Presidente.

Bush declarou frequentes vezes que os objectivos dos Estados Unidos no Iraque continuam a ser os mesmos: um país que se possa sustentar, governar-se e ajudar a combater o terrorismo.

Em declarações na quinta-feira, durante uma reunião eleitoral, Bush rejeitou a possibilidade de os soldados norte-americanos saírem derrotados do Iraque, 24 horas após ter admitido pela primeira vez uma analogia possível com um episódio da guerra do Vietname.

RP.

Lusa/Fim


Fonte lusa.pt

Começa a mudança de discurso dos norte-americanos em relação ao Iraque?
Finalmente devem se estar a aperceber do vespeiro onde se foram meter e da pouca consistência das suas políticas em relação ao "problema" iraquiano.

Politicamente, o conflito no Iraque tem cada vez mais semelhanças com o conflito do Vietname.
Título:
Enviado por: Marauder em Outubro 21, 2006, 08:42:13 am
Ontem na CNN tiveram a mostrar um video adquirido aos fundamentalistas, de uma equipa de snipers que andava a limpar soldados americanos.

A ideia que dá é que eles se movem de carro. Dão um tirito e bazam.

O video tem uns 10 hits.

Um ex-sniper americano diz que o gajo se não é pro é semi, visto a calma que tem ao abater os alvos.

Não mostravam o momento em que eles eram abatidos, somente até ao som do disparo. Os EUA devem estar ainda com aquela "censura" de não ver mortos americanos na TV..
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Outubro 21, 2006, 11:47:08 am
Falando em sniper's quais as vossas opiniões sobre o suposto "Juba" - o sniper de Bagdad ?

Mito urbano ou uma equipa de elementos calculistas e extremamente eficazes ?

http://www.abcnews.go.com/WNT/story?id=1604797 (http://www.abcnews.go.com/WNT/story?id=1604797)
http://en.wikipedia.org/wiki/Juba_%28sniper%29 (http://en.wikipedia.org/wiki/Juba_%28sniper%29)
Título:
Enviado por: Jose M. em Outubro 21, 2006, 12:43:18 pm
Um Snipper é um elemento muito perigoroso, ainda mais numa cidade como Bagdag. Nesse meio tenhe muitas facilidades para o combate sem riscos.
No Vietnam um snipper dos USA chegou as 93 mortes acreditadas.
Ë possivel que nao sejan 1000 mortes e que o Juba sejan varias pessoas, mais nessas condiçoes de guerra "nao convencional" um snipper posse facer muitos estragos.
Título:
Enviado por: Lancero em Outubro 21, 2006, 09:12:07 pm
Citação de: "Marauder"
Ontem na CNN tiveram a mostrar um video adquirido aos fundamentalistas, de uma equipa de snipers que andava a limpar soldados americanos.


http://www.cnn.com/2006/WORLD/meast/10/ ... index.html (http://www.cnn.com/2006/WORLD/meast/10/19/iraq.sniper.video/index.html)
Título:
Enviado por: Yosy em Outubro 22, 2006, 08:00:40 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
Falando em sniper's quais as vossas opiniões sobre o suposto "Juba" - o sniper de Bagdad ?

Mito urbano ou uma equipa de elementos calculistas e extremamente eficazes ?

http://www.abcnews.go.com/WNT/story?id=1604797 (http://www.abcnews.go.com/WNT/story?id=1604797)
http://en.wikipedia.org/wiki/Juba_%28sniper%29 (http://en.wikipedia.org/wiki/Juba_%28sniper%29)


Não me surpreenderia nada que fosse verdade. Um (ou mais) nacionalista, do antigo exército de Saddam, provavelmente da Guarda Républicana; nunca um terrorista, visto que parece que só abate americanos.
Título:
Enviado por: Marauder em Outubro 22, 2006, 08:38:05 pm
Citação de: "Yosy"
Não me surpreenderia nada que fosse verdade. Um (ou mais) nacionalista, do antigo exército de Saddam, provavelmente da Guarda Républicana; nunca um terrorista, visto que parece que só abate americanos.


Pode ser...mas muito provávelmente poderá ser um terrorista...na minha opinião.

No meu entender, os elementos da Al-qaeda e associados estão mais interessados em abater americanos do que andar a fomentar a guerra civil iraquiana...afinal isso é que faz mover a causa fundamentalista :wink:
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Outubro 30, 2006, 05:53:34 pm
:arrow: Juba Sniper (http://http)

Este vídeo não deve ser visionado por pessoas sensíveis.

Pelas características das imagens, distância em relação aos alvos, altura em relação ao solo, dificuldade em identificar a origem dos disparos, etc., não estaremos em presença do mesmo método que utilizou o tristemente célebre Sniper de Washington?

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg129.imageshack.us%2Fimg129%2F3296%2Fsmdg7.jpg&hash=9d17962fa18938d411427639cf271890)
Título:
Enviado por: komet em Outubro 30, 2006, 07:55:33 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
:arrow: Juba Sniper (http://http)

Este vídeo não deve ser visionado por pessoas sensíveis.

Pelas características das imagens, distância em relação aos alvos, altura em relação ao solo, dificuldade em identificar a origem dos disparos, etc., não estaremos em presença do mesmo método que utilizou o tristemente célebre Sniper de Washington?

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg129.imageshack.us%2Fimg129%2F3296%2Fsmdg7.jpg&hash=9d17962fa18938d411427639cf271890)


Quanto a isso parto-me todo a rir quando nas notícias falam de Juba como se fosse um único homem, ao melhor estilo do Vassilij Zaitsev... e dizem ainda que o "Juba" tem uma espingarda super especial de corrida XPTO GT TDi... lol... enfim. Mal sabem que são espingardas com mais de trinta anos.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Outubro 30, 2006, 08:15:22 pm
Também não acredito que seja só um homem. Penso que seja uma compilação de imagens de ataques aos americanos, propaganda para desmoralizar as tropas.
Entretanto o dito "Juba" vai tendo tempo para manter um site e um blog.

http://jubaonline.org/ (http://jubaonline.org/)
http://juba-online.blogspot.com/ (http://juba-online.blogspot.com/)
Título:
Enviado por: Luso em Outubro 30, 2006, 08:31:29 pm
Bom...
Parece que há um modus operandi comum: disparo de dentro de um carro, certamente uma carrinha, ou uma pick-up com caixa aberta e coberta com lona. Estão a ver aquelas caixas de carga de madeira?
Seria fácil alterar uma dessas caixas para que as ranhuras tivessem a forma de grade, permitindo aberturas pouco chamativas de detrás das quais se pudesse efectuar o disparo. E absorver luz e disfarçar o som.
Mas isso exigiria uma caixa de carga com cerca de 2,4m de comprimento.
A título de exemplo...
http://www.citroen.pt/citroenempresas/d ... _CARGA.pdf (http://www.citroen.pt/citroenempresas/docs/6_TABELA_CAIXAS_DE_CARGA.pdf)

Uma Toyota Dyna S 30.23 tem uma caixa de carga com a dimensão mínima de 2,770m x 1,735m, o que é bem razoável para esconder/abrigar o sniper, esperar umas horas depois do sucedido e depois escapar.

Vejo que poderá haver uma câmara de vídeo acoplada à mira.

Os jihadistas utilizam o SVD, mas também referências a M24 capturados a snipers americanos mortos (Plaster John, Ultimate Sniper, 2.ª edição)

Espero que hajam alguém a estabelecer o perfil dos moços que andam a fazer este serviço e do próprio serviço para lhes dar o tratamento adequado.
Título:
Enviado por: komet em Outubro 30, 2006, 10:20:05 pm
O que não deve faltar também são edifícios em ruína ou abandonados a partir dos quais podem disparar um tiro limpo e saír descontraídamente pelas traseiras...
Título:
Enviado por: Luso em Outubro 30, 2006, 11:13:59 pm
Deslocam-se de automóvel.
Podem ver a reportagem do Der Spiegel

(Atenção: imagens violentas)

http://video.google.com/videoplay?docid ... a%2Bsniper (http://video.google.com/videoplay?docid=-5123868758473905598&q=juba%2Bsniper)
Título:
Enviado por: P44 em Outubro 31, 2006, 04:01:52 pm
U.S. troops abandon checkpoints around Sadr City

http://www.yahoo.com/s/426276 (http://www.yahoo.com/s/426276)
Título:
Enviado por: komet em Outubro 31, 2006, 09:09:11 pm
http://www.youtube.com/watch?v=3dtRJf5vo0c (http://www.youtube.com/watch?v=3dtRJf5vo0c)

Neste video, soldados americanos num humvee recebem fogo inimigo de um outro carro, de imediato perseguem-nos até abaterem pelo menos um... fica na dúvida se era um civil inocente que fugia dos tiros ou de facto quem abriu fogo sobre eles...
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 31, 2006, 09:34:09 pm
Citação de: "komet"
http://www.youtube.com/watch?v=3dtRJf5vo0c

Neste video, soldados americanos num humvee recebem fogo inimigo de um outro carro, de imediato perseguem-nos até abaterem pelo menos um... fica na dúvida se era um civil inocente que fugia dos tiros ou de facto quem abriu fogo sobre eles...


É mesmo à Americano..."get some"!  :twisted:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Novembro 05, 2006, 12:30:30 pm
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Iraque: Encerrada audiência que condenou à morte Saddam Hussein

Bagdad, 05 Nov (Lusa) - O juiz Rauf Rachid Abdel Rahmane encerrou hoje a audiência do Supremo Tribunal Penal iraquiano, após ter pronunciado a condenação à morte de três dos oito acusados no processo de Doujail, entre os quais o antigo presidente Saddam Hussein.

Saddam Hussein foi também condenado a 10 anos de prisão por "crime contra a humanidade (tortura)" e a outros 10 anos por "deslocação de população".

Para além de Saddam Hussein, foram condenados à pena capital um dos seus três meios-irmãos e antigo chefe dos serviços de informações, Barzan al-Tikriti, e o antigo presidente do tribunal revolucionário, Awad Ahmed Al-Bandar.

Os regulamentos do tribunal prevêem um procedimento automático de recurso em casos de condenação à morte, o que poderá fazer adiar por várias semanas ou meses a execução da sentença.

O antigo vice-presidente, Taha Yassine Ramadan, foi condenado a prisão perpétua.

Três antigos responsáveis locais do partido Baas, Abdallah Kadhem Rueid , o seu filho Mezhar Abdallah Roueid e Ali Daeh Ali, foram condenados a 15 anos de prisão por "homicídio voluntário".

Um único dos oito acusados, outro antigo responsável local do Baas, Mohammed Azzam al-Ali, foi ilibado, conforme requisitado pelo procurador público, Jaafar al-Mussaui.

A audiência durou menos de 40 minutos e encerra um processo que decorreu desde 19 de Outubro de 2005 a 27 de Julho de 2006.

Saddam Hussein, que dirigiu o país com mão de ferro de 1979 até à queda do regime em Abril de 2003, e sete antigos responsáveis do seu regime, eram acusados pelo massacre de 148 aldeões xiitas de Doujail, mortos em represálias após um atentado falhado contra o ex-presidente em 1982.

Durante a leitura da sentença de hoje, Saddam Hussein tentou várias vezes interromper o juiz, gritando "Viva o Iraque, vivam os iraquianos" e obrigando o juiz a falar mais alto do que ele.

JMS.

Lusa/Fim



 
"Coitado" do Saddam... depois de morrer enforcado, ainda vai ficar 20 anos preso... :roll:
Título:
Enviado por: Marauder em Novembro 05, 2006, 09:30:32 pm
Citação de: "TOMKAT"

"Coitado" do Saddam... depois de morrer enforcado, ainda vai ficar 20 anos preso... :wink:
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 06, 2006, 02:21:25 pm
Robert Fisk: This was a guilty verdict on America as well

Published: 06 November 2006

So America's one-time ally has been sentenced to death for war crimes he committed when he was Washington's best friend in the Arab world.
 America knew all about his atrocities and even supplied the gas - along with the British, of course - yet there we were yesterday declaring it to be, in the White House's words, another "great day for Iraq". That's what Tony Blair announced when Saddam Hussein was pulled from his hole in the ground on 13 December 2003. And now we're going to string him up, and it's another great day.

Of course, it couldn't happen to a better man. Nor a worse. It couldn't be a more just verdict - nor a more hypocritical one. It's difficult to think of a more suitable monster for the gallows, preferably dispatched by his executioner, the equally monstrous hangman of Abu Ghraib prison, Abu Widad, who would strike his victims on the head with an axe if they dared to condemn the leader of the Iraqi Socialist Baath Party before he hanged them. But Abu Widad was himself hanged at Abu Ghraib in 1985 after accepting a bribe to put a reprieved prisoner to death instead of the condemned man. But we can't mention Abu Ghraib these days because we have followed Saddam's trail of shame into the very same institution. And so by hanging this awful man, we hope - don't we? - to look better than him, to remind Iraqis that life is better now than it was under Saddam.

Only so ghastly is the hell-disaster that we have inflicted upon Iraq that we cannot even say that. Life is now worse. Or rather, death is now visited upon even more Iraqis than Saddam was able to inflict on his Shias and Kurds and - yes, in Fallujah of all places - his Sunnis, too. So we cannot even claim moral superiority. For if Saddam's immorality and wickedness are to be the yardstick against which all our iniquities are judged, what does that say about us? We only sexually abused prisoners and killed a few of them and murdered some suspects and carried out a few rapes and illegally invaded a country which cost Iraq a mere 600,000 lives ("more or less", as George Bush Jnr said when he claimed the figure to be only 30,000). Saddam was much worse. We can't be put on trial. We can't be hanged.

"Allahu Akbar," the awful man shouted - God is greater. No surprise there. He it was who insisted these words should be inscribed upon the Iraqi flag, the same flag which now hangs over the palace of the government that has condemned him after a trial at which the former Iraqi mass murderer was formally forbidden from describing his relationship with Donald Rumsfeld, now George Bush's Secretary of Defence. Remember that handshake? Nor, of course, was he permitted to talk about the support he received from George Bush Snr, the current US President's father. Little wonder, then, that Iraqi officials claimed last week the Americans had been urging them to sentence Saddam before the mid-term US elections.

Anyone who said the verdict was designed to help the Republicans, Tony Snow, the White House spokesman, blurted out yesterday, must be "smoking rope". Well, Tony, that rather depends on what kind of rope it might be. Snow, after all, claimed yesterday that the Saddam verdict - not the trial itself, please note - was "scrupulous and fair". The judges will publish "everything they used to come to their verdict."

No doubt. Because here are a few of the things that Saddam was not allowed to comment upon: sales of chemicals to his Nazi-style regime so blatant - so appalling - that he has been sentenced to hang on a localised massacre of Shias rather than the wholesale gassing of Kurds over which George W Bush and Lord Blair of Kut al-Amara were so exercised when they decided to depose Saddam in 2003 - or was it in 2002? Or 2001? Some of Saddam's pesticides came from Germany (of course). But on 25 May 1994, the US Senate's Committee on Banking, Housing and Urban Affairs produced a report entitled "United States Chemical and Biological Warfare-related Dual-use exports to Iraq and their possible impact on the Health Consequences (sic) of the Persian Gulf War".

This was the 1991 war which prompted our liberation of Kuwait, and the report informed Congress about US government-approved shipments of biological agents sent by American companies to Iraq from 1985 or earlier. These included Bacillus anthracis, which produces anthrax; Clostridium botulinum; Histoplasma capsulatum; Brucella melitensis; Clostridium perfringens and Escherichia coli. The same report stated that the US provided Saddam with "dual use" licensed materials which assisted in the development of chemical, biological and missile-system programmes, including chemical warfare agent production facility plant and technical drawings (provided as pesticide production facility plans).

Yes, well I can well see why Saddam wasn't permitted to talk about this. John Reid, the British Home Secretary, said that Saddam's hanging "was a sovereign decision by a sovereign nation". Thank heavens he didn't mention the £200,000 worth of thiodiglycol, one of two components of mustard gas we exported to Baghdad in 1988, and another £50,000 worth of the same vile substances the following year.

We also sent thionyl chloride to Iraq in 1988 at a price of only £26,000. Yes, I know these could be used to make ballpoint ink and fabric dyes. But this was the same country - Britain - that would, eight years later, prohibit the sale of diphtheria vaccine to Iraqi children on the grounds that it could be used for - you guessed it - "weapons of mass destruction".

Now in theory, I know, the Kurds have a chance for their own trial of Saddam, to hang him high for the thousands of Kurds gassed at Halabja. This would certainly keep him alive beyond the 30-day death sentence review period. But would the Americans and British dare touch a trial in which we would have not only to describe how Saddam got his filthy gas but why the CIA - in the immediate aftermath of the Iraqi war crimes against Halabja - told US diplomats in the Middle East to claim that the gas used on the Kurds was dropped by the Iranians rather than the Iraqis (Saddam still being at the time our favourite ally rather than our favourite war criminal). Just as we in the West were silent when Saddam massacred 180,000 Kurds during the great ethnic cleansing of 1987 and 1988.

And - dare we go so deep into this betrayal of the Iraqis we loved so much that we invaded their country? - then we would have to convict Saddam of murdering countless thousands of Shia Muslims as well as Kurds after they staged an uprising against the Baathist regime at our specific request - thousands whom webetrayed by leaving them to fight off Saddam's brutal hordes on their own. "Rioting," is how Lord Blair's meretricious "dodgy dossier" described these atrocities in 2002 - because, of course, to call them an "uprising" (which they were) would invite us to ask ourselves who contrived to provoke this bloodbath. Answer: us.

I and my colleagues watched this tragedy. I travelled on the hospital trains that brought the Iranians back from the 1980-88 war front, their gas wounds bubbling in giant blisters on their arms and faces, giving birth to smaller blisters that wobbled on top of their wounds. The British and Americans didn't want to know. I talked to the victims of Halabja. The Americans didn't want to know. My Associated Press colleague Mohamed Salaam saw the Iranian dead lying gassed in their thousands on the battlefields east of Basra. The Americans and the British didn't care.

But now we are to give the Iraqi people bread and circuses, the final hanging of Saddam, twisting, twisting slowly in the wind. We have won. We have inflicted justice upon the man whose country we invaded and eviscerated and caused to break apart. No, there is no sympathy for this man. "President Saddam Hussein has no fear of being executed," Bouchra Khalil, a Lebanese lawyer on his team, said in Beirut a few days ago. "He will not come out of prison to count his days and years in exile in Qatar or any other place. He will come out of prison to go to the presidency or to his grave." It looks like the grave. Keitel went there. Ceausescu went there. Milosevic escaped sentence.

The odd thing is that Iraq is now swamped with mass murderers, guilty of rape and massacre and throat-slitting and torture in the years since our "liberation" of Iraq. Many of them work for the Iraqi government we are currently supporting, democratically elected, of course. And these war criminals, in some cases, are paid by us, through the ministries we set up under this democratic government. And they will not be tried. Or hanged. That is the extent of our cynicism. And our shame. Have ever justice and hypocrisy been so obscenely joined?

 :arrow: http://news.independent.co.uk/world/fis ... 959051.ece (http://news.independent.co.uk/world/fisk/article1959051.ece)
Título:
Enviado por: Pantera em Novembro 06, 2006, 05:06:36 pm
Citação de: "Marauder"
Citação de: "TOMKAT"

"Coitado" do Saddam... depois de morrer enforcado, ainda vai ficar 20 anos preso... :wink:


acho muito bem que o executem,animais destes não merecem viver....
quem o defende deveria era ter o mesmo destino que as vitimas deles.
Por cá também já se aplicava a pena capital a muita gente
Título:
Enviado por: komet em Novembro 12, 2006, 05:19:08 am
Alguém me sabe identificar esta arma? Luso?...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.undermars.com%2Fimages%2Fmars0822.jpg&hash=a3a32b488e588ba064bce42084bdce30)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.undermars.com%2Fimages%2Fmars0823.jpg&hash=1b352001a345412a5676cae3cce342cd)

De repente parecia-me uma SVT, mas esta é claramente bolt-action por isso está fora de questão... :
Título:
Enviado por: Jose M. em Novembro 12, 2006, 07:01:29 am
Acho que é uma SVT 40, nao?

http://world.guns.ru/rifle/rfl06-e.htm

Capturada no Iraque?

Cumprimentos.
Título:
Enviado por: komet em Novembro 12, 2006, 09:35:58 am
Citação de: "Jose M."
Acho que é uma SVT 40, nao?

http://world.guns.ru/rifle/rfl06-e.htm

Capturada no Iraque?

Cumprimentos.


Se reparar bem, a zona de madeira que cobre o cano é muito maior na SVT, o próprio cano não é igual. Alem disso esta não parece ser semi-auto como a SVT
Título:
Enviado por: komet em Novembro 12, 2006, 09:41:04 am
Parece que encontrei... SKS Jugoslava..

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fworld.guns.ru%2Frifle%2Fsks_yugo.jpg&hash=7fb71a4680c904ba1d868a6697a2285b)

Citar
Yugoslavian SKS (Type 59/66), with muzzle grenade launcher and grenade front sight



Como é que isto foi parar ao Iraque?  :?
Título:
Enviado por: Jose M. em Novembro 12, 2006, 12:37:22 pm
http://world.guns.ru/rifle/rfl01-e.htm

Um presente do Pai Natal?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 12, 2006, 11:14:43 pm
Eu preferia esta:

http://world.guns.ru/rifle/rfl12-e.htm (http://world.guns.ru/rifle/rfl12-e.htm)  :wink:
Título:
Enviado por: Artic Fusion em Novembro 12, 2006, 11:53:14 pm
Hmmm, como o calibre 5.56mm deixou de ser fiavel passaram para as armas dos anos 40 hehe...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Novembro 17, 2006, 02:08:34 am
Citar
Iraque: Prisão perpétua para soldado EUA que violou menina e matou a família

Fort Campbell, Kentucky, 16 Nov (Lusa) - Um soldado norte-americano, que se declarou culpado de violar uma adolescente de 14 anos e assassinar os membros da sua família, foi condenado, hoje, a prisão perpétua, revelou fonte judicial.

O soldado James Baker, um dos quatro militares acusados da violação e dos assassínios cometidos em Março deste ano, em Mahmudiya (Iraque), tinha-se de clarado culpado 24 horas antes, para evitar uma possível pena de morte.

Ao mesmo tempo, Baker acedeu a ser testemunha de acusação contra os outros três acusados.

Em virtude deste acordo, Baker não cumprirá mais de 90 anos de prisão e tem a possibilidade de solicitar a liberdade condicional, revelou o coronel Ric hard Anderson, que presidiu ao tribunal marcial contra Baker em Fort Campbell (Kentucky).

"Este tribunal condena-o a ser confinado para o resto da sua vida, com a possibilidade de obter a liberdade condicional", assinalou Anderson ao ler a sentença.

Os procuradores recusaram comentários sobre o julgamento porque ainda não ocorreu o julgamento dos outros três soldados.

Na audiência do tribunal marcial também compareceu, hoje, o sargento Paul Cortez, que pode ser condenado à morte se for declarado culpado de violência e assassínio.

O julgamento de Cortez terá início a 07 de Dezembro.

TM.

Lusa/fim


Esta notícia traz à memória um detalhe esquecido neste conflito (que creio já foi postado neste tópico), que é o facto de que muitos dos militares norte-americanos serem criminosos de delito comum que se voluntariam para o serviço militar para escaparem a penas de prisão nos EUA.

Talvez este facto explique muitas das atitudes pouco recomendáveis, que alguns militares norte-americanos praticam no Iraque.
Título:
Enviado por: routechecker em Novembro 19, 2006, 12:15:31 pm
Em francês, infelizmente nao encontro o artigo em Inglés.
Idependenyemente das considerações/opiniões do autor do artigo, é de estranhar a pouca divulgação dada a estas imagens.......
rgds

Citar
Le mardi 10 octobre 2006 en fin de soirée, la résistance irakienne a attaqué par des tirs au mortier et à la roquette la base américaine Falcon (zone connue sous le nom d'al Saqr en Irak), la plus grande base militaire américaine en Irak, située à 13 Km au sud de la "Zone Verte", une zone sous très haute surveillance où sont stationnés les unités militaires et diplomatiques US à Bagdad. Cette base américaine Falcon a été prévue pour héberger un grand nombre de soldats américains appartenant principalement à la 4e Division d'Infanterie, rattachée à Fort Bliss, Texas. Au moment de l'attaque, il y avait environ 3000 hommes à l'intérieur du camp, également rempli de stocks de munitions, de carburant, de tanks et de véhicules blindés militaires.

L'attaque particulièrement dévastatrice aurait fait environ 300 morts, des soldats américains, et des Marines, ainsi que des agents de la CIA et des traducteurs US. Il y a eu aussi 165 blessés graves et 39 blessés légers. 9 avions gros porteur marqué du sigle de la Croix Rouge ont été vu par des journalistes étrangers, atterrissant et décollant emportant les morts et les blessés. En plus, 122 soldats irakiens ont été tués ainsi que 90 sérieusement blessés qui ont été évacués vers l'hôpital militaire américain d'al-Habbaniyah situé à environ 70 Km de Bagdad.

Mais silence complet du côté des autorités militaires américaines, de l'administration Bush aux abois à quelques semaines d'élections législatives aux US avec une opinion publique de plus en plus remontée contre la guerre en Irak, et des medias serviles là bas et ici.

Cette attaque a provoqué des dégâts matériels considérables à Camp Falcon : destructions de pans entiers de murs, de miradors, le matériel militaire hébergé sur place touché: des hélicoptères Apache, des tanks, de nombreux véhicules blindés tout terrain ont également été détruits. L'armée américaine a perdu la majeure partie de ses véhicules de transport, et la totalité de ses réserves de munitions et de son carburant. Camp Falcon est devenu le Ground Zéro militaire américain en Irak.

Cette attaque a provoqué un gigantesque incendie. Les stocks de carburant et de munitions ont commencé à exploser provoquant des explosions massives qui pouvaient être entendues et vues à des kilomètres de là. De véritables champignons type explosion nucléaire peuvent être vu sur deux vidéos l'une d'Aljazeera (il faut attendre plusieurs minutes pour voir le champignon) et l'autre de soldats américains stationnés dans les environs. Une explosion nucléaire dure environ 50 millisecondes.

Video d'Al Jazeera http://www.cyberspaceorbit.com/Tactical ... InIraq.wmv (http://www.cyberspaceorbit.com/TacticalNukeDetonatedInIraq.wmv)

Video http://youtube.com/watch?v=LlM3BDojdLo&...ted&search= (http://youtube.com/watch?v=LlM3BDojdLo&...ted&search=)

Traduction des informations données

Le titre sous l'image:

Urgent : "Une série d'explosions suite à un incendie dans un hangar de munitions dans une base américaine située au sud de la capitale irakienne".

Journaliste : Une série d'explosions a secoué la capitale irakienne Baghdad vers 22h et deux heures après l'incendie prend de l'ampleur comme en témoignent les flammes et la fumée et les explosions s'intensifient.

Selon des témoin visuels dont celui qui parle de Baghdad (= Nizar Esamarai) l'incendie s'est déclaré dans le hangar après des tirs de roquettes sur ce hangar. Il semble que deux heures après l'incendie il est impossible de le maîtriser. Des éclats de bombes et de roquettes sont projetés très loin, à plus de 20 Km de la base (là où habite le témoin).

Des patrouilles de police, de l'armée et de la garde nationale parcourent la région pour s'assurer de la sécurité des habitants en les avertissant des risques de chute de roquettes sur les maisons et donc du danger de s'exposer. Parallèlement des hélicoptères américains survolent la région "intensément" (tel que dit par le témoin ndlt). Ce très grand hangar, (qui renferme une très grande quantité de munitions dont le détail n'est pas donné ndlt) est essentiel car il alimente les troupes et casernes de la région (selon le témoin ndlt).

L'armée américaine assure qu'il n'y a pas de victimes et que la cause est un incendie qui s'est déclaré dans le hangar alors que les responsables du gouvernement disent ne pas connaître la cause de l'incendie. Après la grande lumière due à la dernière explosion (celle qui arrive à l'écran ndlt ) le journaliste essaye de rappeler le témoin pour des explications mais la liaison et rompue.

Traduction par Abida. Z notre correspondante à Alger.

C'est ce qui a été dit sur cet incendie et les explosions sur cette chaîne de TV. Le journaliste insistait sur l'intensité des explosions, les flammes et la fumée.

Les explosions sont également toutes décrites comme « immenses » par les reporters de la BBC, qui mentionnent qu'elles ont continué pendant toute la nuit. Selon Andrew North, correspondant de la BBC à Bagdad, les explosions ont commencé vers 23 heures locales (21 heures, heure de Londres) et devenaient "de plus en plus fréquentes" à mesure que les énormes incendies s'étendaient à toute la base, ponctués de terribles explosions lorsque de nouveaux dépôts de carburant et de munitions étaient atteints par le feu.

Une deuxième vidéo, cette fois tournée par des soldats américains http://youtube.com/watch?v=UBMqTpDnitA& ... ed&search= (http://youtube.com/watch?v=UBMqTpDnitA&mode=related&search=) montre plus clairement ces « champignons » de fumée noire. Certaines de ces explosions sont d'une telle puissance qu'elles aveuglent la caméra qui filme mais qui se trouve pourtant à une grande distance de celles-ci. Les soldats qui commentent pendant le tournage parlent d'une onde de choc puissante, et s'inquiète de la direction du vent, indiquant qu'ils se préoccupent d'éventuelles retombées soit chimiques et ou radioactives. Le tournage s'accompagne de bruits de sirènes.

Parmi les munitions stockées à Camp Falcon, il y avait, les troupes américaines en utilisent en Irak (à Fallujah par exemple), des bombes au phosphore (nuages blancs sur les vidéos) et des bombes à l'Uranium Appauvri (explosions avec multiples flammèches comme visualisées sur des vidéos de la prise de Bagdad en 2003 où des bombes à l'UA ont été utilisées). Les dégâts pour les populations environnantes et pour la population mondiale, car les particules à l'UA ne reconnaissent pas les frontières, de telles explosions de bombes à l'UA sont inqualifiables.

La question qui se pose c'est : n'y avait il pas non plus une ou des minies bombes tactiques nucléaires d'entreposées là pour servir éventuellement à une attaque nucléaire contre les installations nucléaire iraniennes ? Cette question peut se poser en lien avec les nuages type champignon atomique vus sur les vidéos.

Mais, une explosion nucléaire aurait provoqué un énorme cratère sur place, les pays voisins auraient été mis en état d'alerte maximum à cause de la pollution radioactive de l'air et de l'eau (ceci dit, les conséquences de la catastrophe de Tchernobyl a bel et bien été passée sous silence ici en France), de nombreuses victimes seraient à déplorer tant chez les américains que chez les irakiens des alentours suite à ces explosions, la contamination radioactive auraient également touchés les sauveteurs sauf s'ils étaient munis d'équipements de protection.

La question pour le moment reste sans réponse.

Ces minis bombes nucléaires dites pénétrantes, sont d'environ 1 kilotonne (1000 tonnes d'explosifs) appelée dans le jargon militaire « small built » armes, (armes de petit format).

Un article de la BBC d'août 2003 rapportait la tenue d'une conférence sur le développement de ces « mini bombes atomiques » à StratCom, les quartiers généraux du commandement stratégique US au Nebraska. Il y a été discuté des besoins en armes nucléaires qui produisent de petites quantités de radiation, des armes à pénétration profonde pour attaquer des bunkers, et d'armes de taille plus grande avec des effets radioactifs plus puissants pour détruire des agents chimiques et biologiques.

Ces mini bombes atomiques, constituent avec les bunker busters plus puissantes ce qu'on appelle les « Earth Penetrator Weapons » (EPWs). Elles sont facilement utilisables via le système GPS de guidage satellite. Le concept d'utilisation de ces mini bombes nucléaires remonte à 2001 et leur utilisation fait partie d'une nouvelle stratégie en matière de politique nucléaire impulsée par l'actuel ministre de la défense américain Donald Rumsfeld. Une nouvelle Triade devait remplacer l'ancienne consistant en largage de bombes par air, tirs de missiles équipés de têtes nucléaire par voie terrestre et maritime (navires de guerre et sous marins).

La nouvelle Triade comprend :

* La totalité de la première Triade
* Des systèmes de Défense incluant le système national de défense par missile ou la défense par missile anti balistique.
* Une infrastructure revitalisée qui fournirait des capacités nouvelles au moment opportun pour affronter des menaces émergeantes et cela veut dire des mini bombes et autres même type d'armements, et la capacité de concevoir et de les construire dans une programmation quinquennale.



L'un des objectifs de ces minis bombes nucléaires seraient d'attaquer les caches clandestines souterraines (protection pour les militants et leurs munitions) de ceux déclarés « terroristes » par l'administration américaine ou les centres de commande souterrains d'un pays ennemi.
Ces armes nucléaires seraient dites « propres », d'après leurs promoteurs, car elles ne provoqueraient aucune destruction externe, puisque utilisées dans des cavités profondes. Les radiations et le nuage radioactif seraient ainsi contenus. En réalité il y aura des retombées radioactives provoquant mort et maladies pour plusieurs milliers voire millions de personnes et des catastrophes écologiques,

Une chose est sûre, d'importantes quantités d'armes à l'UA ont été détruites à Camp Falcon le 10 octobre près de Bagdad en Irak. La contamination à l'échelle planétaire continue non stop.
Título:
Enviado por: Miguel em Dezembro 06, 2006, 05:10:28 pm
o fim do Império Americano no Iraque

 :arrow: Le rapport remis mercredi matin au président américain George W. Bush préconise bien un retrait de l’essentiel des troupes de combat américaines en Irak au premier trimestre 2008. Un peu plus tôt, la Maison blanche avait affirmé le contraire. Selon le document, «la mission principale des forces armées américaines en Irak devrait évoluer vers un soutien apporté à l'armée irakienne, qui devrait prendre en charge les opérations de combat».
 
Rédigé par une commission indépendante coprésidée par l'ancien secrétaire d'Etat américain, James Baker, ce document souligne que la situation en Irak est «grave» et «se détériore» et ce, notamment à cause de l’incapacité du gouvernement irakien à assurer la sécurité et la réconciliation nationale. Le rapport recommande ainsi de le menacer de perdre le soutien «politique, militaire et économique» des Etats-Unis si ce dernier ne fait pas des progrès en la matière.
 
Mais le rapport n’épargne pas non plus l’administration américaine. Il l’enjoint d’instaurer «un dialogue direct avec l'Iran et la Syrie pour qu'ils s'engagent à avoir une politique constructive vis-à-vis de l'Irak et des autres questions régionales». Le groupe d’étude estime par ailleurs que la situation en Irak ne pourra pas s'améliorer sans un engagement renouvelé des Etats-Unis en faveur de la résolution du conflit israélo-palestinien.
 
George W. Bush a promis mercredi d'étudier «très sérieusement » ces propositions. Il a également invité le Congrès à le faire. Le président américain a toutefois précisé que les parlementaires «ne seront pas d'accord avec toutes les propositions, et nous non plus nous ne serons probablement pas d'accord avec chaque idée (…). C'est cependant une occasion de travailler ensemble. »

Mercredi, le Premier ministre britannique Tony Blair a admis que la guerre n'était pas en train d'être gagnée en Irak. La veille, le futur patron du Pentagone, Robert Gates lui-même, avait reconnu la même chose.



2008 começo da retirada
Título:
Enviado por: Jose M. em Dezembro 30, 2006, 06:09:00 am
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Sadam, ejecutado en la horca
La muerte del ex presidente de Irak se ha producido hacia las 6.00 hora local (4.00 en España). Junto a Sadam han sido ejecutados dos de sus antiguos asesores, incluido su hermanastro Barzan al Tikriti, según ha declarado Mariyem Al Rais, la asesora del primer ministro iraquí. El presidente estadounidense, George W. Bush, ha asegurado que el dictador iraquí ha sido ejecutado tras un juicio "justo"


http://www.elpais.com/
Título:
Enviado por: ricardonunes em Dezembro 30, 2006, 11:48:16 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg409.imageshack.us%2Fimg409%2F3460%2Fprimerasimagenesejecucinf5.jpg&hash=3257eee41e545320de12df990e555196)
Título:
Enviado por: typhonman em Dezembro 30, 2006, 07:55:19 pm
Menos um agitador no mundo, assasino para a forca. Agora falta o Bin Laden, Kim II etc
Título:
Enviado por: superbuzzmetal em Dezembro 30, 2006, 09:48:24 pm
Ora ai está, democracia em acção  :roll:
Título:
Enviado por: Pantera em Dezembro 31, 2006, 01:33:06 pm
Citação de: "Typhonman"
Menos um agitador no mundo, assasino para a forca. Agora falta o Bin Laden, Kim II etc


nem mais grande amigo.
menos um assassino no mundo.
por acaso ontem vi um pouco de TV em que se falava da morte das 150 pessoas pelo qual ele foi condenado à morte.
parece que houve pessoas que tentaram matar Saddam,e ele vingou-se no povo...verdadeiramente incrivel.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Dezembro 31, 2006, 06:13:46 pm
Iraque: Baas incita a «atacar sem piedade» americanos e Irão

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O dissolvido partido iraquiano Baas exortou este sábado os iraquianos a «atacarem sem piedade» os ocupantes norte-americanos e o Irão, mas a não mergulharem o Iraque numa guerra civil, para vingar a execução do antigo presidente Saddam Hussein.
«Hoje é o vosso grande dia. Ataquem sem piedade o inimigo comum no Iraque: a América e o Irão», lê-se num comunicado difundido pelo Baas na Internet.

«Que a vossa resposta destruidora - prossegue o texto - seja a intensificação da vossa jihad contra a ocupação e contra o Irão, evitando transformar a vossa jihad numa guerra civil, porque é isso que querem o Irão e a América».

Noutro passo, o partido do deposto regime iraquiano apela aos intelectuais árabes para que «denunciem o papel criminoso do Irão na destruição organizada no Iraque, em coordenação directa com a América, para mudar a identidade árabe do Iraque e ligá-lo à Pérsia».

Quarta-feira, o Baas ameaçou atacar alvos norte-americanos em todo o mundo se Saddam Hussein fosse executado.

Diário Digital / Lusa

30-12-2006 18:54:00


Acho que agora é que a confusão se vai generalizar.

Bem, para quem estiver interessado em visionar, o video (http://http) da execução gravado por um telemóvel.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Dezembro 31, 2006, 06:20:55 pm
E para fomentar mais a confusão

Iran Grants Iraq $1 bln Loan

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TEHRAN (Fars News Agency)- Iran announced here on Friday that it would grant a one-billion-dollar loan to Iraq.
According to a report by the Iranian Ministry of Economic Affairs and Finance, the loan paid in the form of credit is a further measure by Iran to help reconstruction of Iraq.

Speaking in a meeting with Iraq's Minister of Finance Bayan Jabr, Iran's Minister of Economic Affairs and Finance Davoud Danesh Ja'fari said the loan is aimed at assisting the Iraqi government with the reconstruction of that country in areas of mutual interest.

"The Iraqi side has undertaken to use Iranian experts and contractors for the execution of that country's infrastructural projects which should be specified through earlier coordination with Iran," he said.

For his part, the Iraqi finance minister reminded that the agreement followed the rather lengthy negotiations between the two countries' heads of state, and added, "No doubt, the two sides' negotiations would not have reached a conclusion if it were not for the strong support of the Iranian and Iraqi senior officials."

He said that experts in his ministry had predicted mutual agreement on the grant of loan by the Iranian government but not in the near future, adding, "And we are truly happy to see that the agreement has been signed by the two countries only a few days after the budget bill was introduced to the Iraqi parliament."

Jabr appreciated the Iranian side for its sincere cooperation and industrious efforts in this regard.

He also pointed out that according to the agreement, the credit would used for the construction and completion of power plants, roads, hospitals, schools, and some other infrastructural possibilities.

The Iraqi finance minister and his accompanying entourage arrived here in Tehran on Monday and attended talks with Iran's first Vice-President, Cooperation Minister and Foreign Minister prior to the meeting with Danesh Ja'fari.

Earlier during a visit to Tehran by Iraqi President Jalal Talabani, Iran announced that it would give the Baghdad government a $1 billion line of credit.

The financial arrangements were revealed on the third and final day of Talabani's meetings here with Iran's political elite, including the Iranian President.

At the meeting, Ahmadinejad made clear that Iran would support Iraq's government in setting a timetable for US troops to leave the country.

In an interview with the Chicago Tribune in Tehran, Iranian Foreign Minister Manouchehr Mottaki said that in addition to the line of credit, Ahmadinejad and Talabani had signed "hundreds of millions of dollars" worth of no-bid contracts and trade pacts for Iraqi reconstruction. Under the agreements, Iran will help rebuild schools, hospitals, pipelines and power plants.

Iran's gestures underscored its deep religious bond with its Shiite-majority neighbor but also what some believe is its desire to displace the US as a powerbroker in Iraq. They were announced as possible tensions surfaced in the US-Iraq relationship when a summit between Iraqi Prime Minister Nouri al-Maliki and President Bush in Amman was postponed by a day.

Ahmadinejad had invited Talabani to Tehran to explore possible ways to bring calm to Iraq.

Following the meeting, Talabani said in a press conference that the two countries "had complete agreement" in three days of talks. Talabani, who has had good relations over the years with both Iranian and US leaders, has been portrayed as pivotal in finding support for Iraq from Iran, a longtime US adversary.

"We can clearly say that the trip has been 100 percent successful," Talabani said. "And I would like to give the Iraqi nation the good news that the fruitful result of this trip will soon be seen by them."

Talabani met with top ministers in the government and the Supreme Leader of the Islamic Revolution Ayatollah Seyed Ali Khamenei, and he indicated that the Iranian elite are well informed of the threat that the violence has posed to the region.

Ahmadinejad was specific in his statement about how he regarded the daily car bombs and mortar attacks that have nearly paralyzed Iraq and have been blamed largely on feuding Shiite and Sunni Muslim factions.

"Terrorist acts are the most shameful acts you can do," Ahmadinejad said. "This is not a help to the Iraqi nation."


Fars News Agency (http://http)
Título:
Enviado por: Pantera em Dezembro 31, 2006, 06:41:31 pm
muita parra e pouca uva
com Saddam ou não morto a verdade é que a violência é sempre grande
Título:
Enviado por: Miguel em Janeiro 01, 2007, 09:57:03 am
3000 militares mortos no Iraque

 :arrow: http://icasualties.org/oif/ (http://icasualties.org/oif/)
Título:
Enviado por: Lightning em Janeiro 01, 2007, 11:30:46 am
Citação de: "Miguel"
3000 militares mortos no Iraque

 :arrow: http://icasualties.org/oif/ (http://icasualties.org/oif/)


A CNN também tem um registo de baixas interessante, neste os "numeros" tem cara, nome, idade, naturalidade, unidade militar e motivo da morte

Iraque:
http://edition.cnn.com/SPECIALS/2003/ir ... 06.12.html (http://edition.cnn.com/SPECIALS/2003/iraq/forces/casualties/2006.12.html)

Afeganistão:
http://edition.cnn.com/SPECIALS/2004/oe ... 06.12.html (http://edition.cnn.com/SPECIALS/2004/oef.casualties/2006.12.html)
Título:
Enviado por: superbuzzmetal em Janeiro 01, 2007, 10:13:18 pm
Para quem desconhece o relacionamento de Saddam com a cia, aqui vai um video informativo  :wink:
http://www.youtube.com/watch?v=PtCS65DtoSw&watch_response
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 01, 2007, 10:32:11 pm
:G-Ok:

Agora só falta uns com o relacionamento dos EUA com os Talibã, o apoio ás ditaduras da América Latina, etc, etc...
Título:
Enviado por: typhonman em Janeiro 01, 2007, 11:01:25 pm
Vocês esquecem-se que era tempo da guerra fria... Mas sei que para vocês o grande Satã são os EUA e Israel :lol:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 01, 2007, 11:13:25 pm
E quando é que terminou a Guerra Fria?
E por quanto tempo os EUA (CIA) continuaram (continuam) com o mesmo tipo de "politicas"?
O problema são mesmo eles, os EUA, criam problemas e depois andam a pedir apoios a terceiros para os resolver.
Mais recentemente temos o caso do Iraque e do Afganistão.
Mas os casos repetem-se, e vão-se repetir, enquanto se der ouvidos a dementes como ao Texano que governa os EUA.
Título:
Enviado por: Yosy em Janeiro 02, 2007, 01:09:50 am
Citação de: "ricardonunes"
E quando é que terminou a Guerra Fria?
E por quanto tempo os EUA (CIA) continuaram (continuam) com o mesmo tipo de "politicas"?
O problema são mesmo eles, os EUA, criam problemas e depois andam a pedir apoios a terceiros para os resolver.
Mais recentemente temos o caso do Iraque e do Afganistão.
Mas os casos repetem-se, e vão-se repetir, enquanto se der ouvidos a dementes como ao Texano que governa os EUA.


 :Palmas:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 04, 2007, 09:57:12 pm
Reforço das tropas americanas no Iraque anunciado na próxima semana

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O Presidente dos EUA, George W. Bush, deverá anunciar em breve o envio de mais soldados para o Iraque, avançam hoje os media do país.

Os números variam entre os nove mil e os 40 mil militares, para reforçar o contingente de 130 mil soldados americanos actualmente no Iraque.

Não foi ainda avançada qualquer data para o muito aguardado discurso do Presidente norte-americano sobre o Iraque. No mês passado, o debate sobre a guerra intensificou-se, com críticas à forma como a Administração Bush está a lidar com a situação no terreno.

As estações de televisão norte-americanos mais influentes sublinham que o Presidente Bush ainda não chegou a uma decisão final, mas alguns jornais avançam que o anúncio do reforço do contingente no Iraque poderá ser feito na próxima semana.

A CBS News, que cita fontes militares americanas, afirma que Bush deverá anunciar o destacamento de mais nove mil soldados e a colocação em estado de alerta de mais 11 mil, no Kuweit e nos EUA. Duas brigadas de 7500 militares serão destacadas para Bagdad, enquanto que 1500 marines serão enviados para a província sunita de Al-Anbar, segundo o mesmo canal. Outra brigada ficará em estado de alerta no Kuwait e outras duas nos Estados Unidos.

Por seu lado, a CNN anunciou que o Presidente dos EUA vai destacar entre 20 e 40 mil militares e que a declaração deverá ser feita no início da próxima semana.

O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, garantiu ontem que o Presidente ainda não tomou uma decisão final.



publico (http://http)
Título:
Enviado por: Pantera em Janeiro 05, 2007, 09:24:40 am
Citação de: "ricardonunes"
E quando é que terminou a Guerra Fria?
E por quanto tempo os EUA (CIA) continuaram (continuam) com o mesmo tipo de "politicas"?
O problema são mesmo eles, os EUA, criam problemas e depois andam a pedir apoios a terceiros para os resolver.
Mais recentemente temos o caso do Iraque e do Afganistão.
Mas os casos repetem-se, e vão-se repetir, enquanto se der ouvidos a dementes como ao Texano que governa os EUA.


pois em parte tem razão meu caro.
Mas agora eu pergunto-lhe quando os outros têm problemas a quem pedem ajuda?
Veja a coreia do sul e o japão?A quem pedem ajuda?
E o governo colombiano mais no combate às FARC e ao tráfico de droga?
E o combate ao terrorismo global,quem mais contribui para esse mesmo combate ?
E já agora,qual o país do mundo que mais ajuda económica dá?

O mais engraçado é que toda a gente critica o EUA no entanto no tempo da guerra fria a europa principalmente parecia um cãozinho na necessidade que tinha de ter os EUA a seu lado por causa do comunismo.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 06, 2007, 04:54:29 pm
Governo iraquiano ameaça críticos da execução de Saddam Hussein

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O primeiro-ministro do Iraque, Nuri al-Maliki, avisou hoje que o país poderá rever as suas relações com as nações que criticaram a execução do ex-Presidente Saddam Hussein, questão que classifica como um "assunto interno".

O xiita assinalou hoje o Dia do Exército com um discurso em que vincou que Saddam Hussein teve um julgamento justo e que a sua execução por enforcamento, ocorrida a 30 de Dezembro, foi realizada em prol da união do Iraque.

Além das várias opiniões internacionais que se fizeram ouvir depois do enforcamento do ex-ditador, o vídeo que começou a circular na Internet e que mostra oficiais xiitas a provocar Saddam quando este enfrentava a forca enfureceu os árabes sunitas e aumentou a tensão sectária no país dilacerado pela guerra e pela rebelião contra a presença de tropas estrangeiras.

"A execução do ditador é um assunto interno. Diz respeito ao povo iraquiano e só a ele e rejeitamos e condenamos todas as afirmações oficiais e não-oficiais feitas por alguns governos", comentou o primeiro-ministro iraquiano. "O governo iraquiano pode ter de reconsiderar as suas relações com qualquer país que não respeite a vontade do povo iraquiano", alertou.

Nuri al-Maliki não precisou qualquer país, mas a sua acusação surge poucos dias depois do Presidente egípcio, Hosni Mubarak, ter juntado a sua voz ao coro de críticas de países árabes sunitas que lamentam as imagens do enforcamento e que descreveu como sendo "nojentas e bárbaras".

No discurso, Maliki prosseguiu defendendo que "a execução do tirano não foi uma decisão política como os inimigos do povo iraquiano estão a tentar mostrar. A decisão foi tomada depois de um julgamento longo e justo que o tirano não merecia".

O enforcamento de Saddam Hussein gerou uma vaga de protestos entre os sunitas iraquianos, que marcharam em várias cidades em protesto contra a execução.


Publico (http://http)

Depresa se adptaram á "democracia" Americana.
Quem concorda conosco é nosso amigo, quem não concorda é inimigo.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 11, 2007, 03:03:47 pm
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Soldado americano morto na guerra é jovem, branco, do Texas ou Califórnia

   
 
Jovem, branco e nascido no Texas ou na Califórnia. É este o retrato-robô do soldado americano morto no Iraque, onde o número de baixas já ultrapassou as três mil.

Quase quatro anos após a invasão do Iraque, em Março de 2003, e enquanto Bush se preparava para anunciar a nova estratégia para aquele país, o anúncio da morte do perito Dustin Donica, a 31 de Dezembro, foi a última má notícia de um ano de 2006 complicado para o exército dos EUA. Aos 22 anos, o texano - o 3000.º soldado americano a morrer desde o início da guerra - encaixa na perfeição no retrato-robô do militar dos EUA morto no Iraque.

Das 3017 baixas registadas até agora (12 ainda não foram confirmadas pelo Departamento de Defesa), 74,9 % são brancos, 11% são hispânicos e 9,6% negros. Estes números são semelhantes à percentagem destas comunidades na população dos EUA, mas contrastam, sobretudo no caso dos negros, com a sua representação nas forças armadas.

O facto de as minorias étnicas contarem apenas para uma pequena percentagem dos mortos no Iraque vem contrariar todas as ideias feitas. Historicamente, os negros alistavam-se no exército em proporções superiores à da sua percentagem na população. Mas, nos últimos anos, o número de alistamentos baixou radicalmente: de 23,3% em 2000 para 13,5% em 2005. Nesse mesmo ano, os negros constituíam 19,5% do total dos efectivos das forças armadas. Tendência contrária regista-se entre a comunidade hispânica, cujo forte crescimento se reflectiu nos alistamentos, tendo passado a representar 11,3% dos efectivos. Segundo os dados do Pen- tágono, os brancos constituem 63% dos efectivos; número bastante inferior ao das baixas no Iraque.

Numas forças armadas muito jovens, não surpreende que os menos de 25 anos constituam 53% das baixas, enquanto apenas 22% tinham mais de 30 anos. As mulheres - 14,9% dos efectivos das forças armadas dos EUA - contam para 2% das baixas. Desde a invasão que levou ao derrube do regime de Saddam Hussein, morreram no Iraque 66 militares americanas. Os estados mais afectados são os gigantes Califórnia, com 307 mortos, e Texas, com 269.

Com a violência a atingir o pico - como admitiu o próprio Pentágono -, Dezembro foi o terceiro pior mês desde o início da guerra para o exército americano, que perdeu 115 homens no Iraque. Este número de baixas apenas foi suplantado em Abril (135) e Novembro (137) de 2004. A maioria das baixas registou-se no triângulo sunita (Bagdad-Tikrit- Ramadi) Mas nem todas as mortes foram provocadas pela violência: 20% (585 militares) tiveram uma causa "não hostil". Destas, 65% foram motivadas por acidentes, enquanto 16% (93 soldados) foram suicídios.