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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Mundo => Tópico iniciado por: typhonman em Fevereiro 10, 2007, 03:30:28 am

Título: NATO-Russia
Enviado por: typhonman em Fevereiro 10, 2007, 03:30:28 am
http://www.guardian.co.uk/russia/articl ... 57,00.html (http://www.guardian.co.uk/russia/article/0,,2008657,00.html)

Ai estão os planos russos para confrontar a NATO com a colocação do sitema Anti-Missil Americano.

Li no JN que os russos ameçam sair do tratado CFE(Convencional Forces in Europe), alguem sabe mais alguma coisa?

http://usinfo.state.gov/journals/itps/0 ... ocombe.htm (http://usinfo.state.gov/journals/itps/0897/ijpp/slocombe.htm)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Pantera em Fevereiro 11, 2007, 05:41:30 pm
Citação de: "Typhonman"
http://www.guardian.co.uk/russia/article/0,,2008657,00.html

Ai estão os planos russos para confrontar a NATO com a colocação do sitema Anti-Missil Americano.

Li no JN que os russos ameçam sair do tratado CFE(Convencional Forces in Europe), alguem sabe mais alguma coisa?

http://usinfo.state.gov/journals/itps/0 ... ocombe.htm (http://usinfo.state.gov/journals/itps/0897/ijpp/slocombe.htm)


O sistema anti-missil pouco ou nada pode fazer contra misseis inter-continentais ou misseis com um alcance de 4000 quilometros, alias nem mesmo misseis que tenham pequenos alcance, não se poderá dizer que esse sistema possa ser fiàvel. Estas criticas da Rússia não fazem grande sentido.
Título:
Enviado por: typhonman em Fevereiro 20, 2007, 12:15:18 am
http://www.areamilitar.net/noticias/not ... ?nrnot=329 (http://www.areamilitar.net/noticias/noticias.aspx?nrnot=329)

Alguem sabe se os EUA ja se desfizeram de todos os seus misseis Pershing II?
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 14, 2007, 10:07:49 pm
E hoje marca o dia em que a Russia abandona o tratado CFE (Conventional forces europe), na pratica podem mobilizar homens e armas bem junto da fronteira OTAN.
Título:
Enviado por: SSK em Julho 15, 2007, 06:51:46 pm
E o que é que os países da OTAN estavam a fazer com os misseis junto às fronteiras da Russia.

Isto é como o respeito, quem quer paz tem que dar paz...
Título:
Enviado por: SSK em Agosto 07, 2007, 06:49:32 pm
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Rússia oferece parceria estratégica à NATO
Um responsável do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo afirmou recentemente que a Rússia está a oferecer uma parceria estratégica à NATO como alternativa ao plano dos EUA, que querem implementar um sistema de defesa anti-míssil na Europa de Leste. Como alternativa, a Rússia propõe o uso comum de uma estação de radar “alugada” ao Azerbeijão.


2007/07/31

Ler mais... :arrow: http://en.rian.ru/russia/20070726/69715508.html


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Rússia propõe sistema anti-míssil
Moscovo vai apresentar uma nova proposta aos EUA e à NATO sobre a criação, em parceria, de um sistema global de defesa anti-mísseis, até 2020.

“Propomos a criação, aproximadamente até ao ano 2020, de um sistema global único de defesa contra mísseis, com participação equitativa de muitos Estados e com o acesso de todos eles ao comando desse sistema”, afirmou o vice-primeiro-ministro russo, Serguei Ivanov, numa entrevista recente à cadeia televisiva Rossia. O convite feito pelo dirigente russo dirige-se não só aos EUA e aos estados-membros da NATO, mas também a outros países europeus.

Ivanov referiu ainda que está disposto trocar “tecnologias militares muito sensíveis”, que iriam favorecer todos e gerar “um clima de maior confiança entre si” e alertou para o facto de que a instalação dos mísseis norte-americanos na “Velha Europa" "não somente criaria uma ameaça militar à Rússia, como fariamaumentar os riscos políticos” para todos os países europeus.

“Se as nossas propostas forem aceites, desaparecerá a necessidade de a Rússia colocar novos mísseis na parte ocidental do país, designadamente na região de Kalininegrado”, concluiu Ivanov.
2007/07/31
Título:
Enviado por: raphael em Junho 20, 2008, 02:02:39 pm
Citação de: "Typhonman"
E hoje marca o dia em que a Russia abandona o tratado CFE (Conventional forces europe), na pratica podem mobilizar homens e armas bem junto da fronteira OTAN.


Já um pouco fora de prazo mas... A Rússia abandonou o tratado CFE, porque alguns dos países que entretanto aderiram à NATO, já foram do Pacto de Varsóvia e/ou não tinham ratificado o referido tratado.
Título:
Enviado por: Lightning em Setembro 25, 2008, 11:06:02 pm
Como não encontrei nenhum tópico especifico sobre a NATO decidi colocar aqui esta informação, mas se estiver mal agradeço que coloquem no topico correcto.

É uma lista que encontrei no site na NATO, em que está indicado por pais, todos as missões em que esses paises participam e com que tipo de forças, navais, aéreas e terrestres.

http://www.nato.int/issues/commitment/index.html (http://www.nato.int/issues/commitment/index.html)
Título:
Enviado por: André em Março 19, 2009, 10:44:27 pm
Secretário-geral da NATO "confuso" com declarações de Medvedev sobre rearmamento de FA russas


O secretário-geral da NATO afirmou hoje estar "confuso" sobre as palavras do presidente russo, Dimitri Medveded, que na terça-feira apontou o alargamento da Aliança Atlântica a leste como uma das razões para o rearmamento das Forças Armadas russas.

Questionado pelos jornalistas num encontro no quartel-general da organização sobre se considerou o anúncio do presidente Medvedev como uma ameaça para o futuro, o secretário-geral da NATO, Jaap de Hoop Scheffer, respondeu negativamente mas disse estar "um pouco confuso" com os argumentos de Moscovo e defendeu que a Aliança "terá sempre" um papel defensivo.

"Não, não considero [uma ameaça], estou um pouco confuso com o argumento do alargamento da NATO, porque a NATO foi sempre e será sempre uma aliança defensiva e acho que Medveded percebe muito bem que a NATO não tem nem terá nenhum objectivo ofensivo", declarou o responsável máximo da Aliança Atlântica.

"Deste ponto de vista estou um pouco confuso com a argumentação usada pelo presidente Medveded, mas é só o que tenho a dizer sobre este assunto", acrescentou Scheffer.

Na terça-feira, Moscovo anunciou um novo processo de "modernização" do Exército e da Marinha russas, a começar em 2011.

Na sua intervenção, Medvedev justificou a decisão com os conflitos que estão a acontecer em algumas regiões do mundo e referiu a expansão da Aliança Atlântica a países do antigo Pacto de Varsóvia.

"Uma análise da situação político-militar do mundo mostra que há potenciais conflitos que são significativos em várias regiões", disse o chefe de Estado russo, acrescentando que "as tentativas da NATO de alargar a sua infra-estrutura não têm diminuído".

O secretário-geral da NATO falou ainda da decisão de retomar as relações diplomáticas com a Rússia, tomada na reunião informal de ministros dos Negócios Estrangeiros há duas semanas, e frisou que tal não significa que a Aliança "tenha passado a concordar" com Moscovo.

As relações entre a NATO e a Rússia estavam "congeladas" desde o final do Verão passado, aquando da invasão da Geórgia pelas Forças Armadas russas.

"Temos uma discordância fundamental com a Rússia em relação à invasão da Geórgia e ao que se passou a seguir, o reconhecimento da Rússia da Abecázia e da Ossétia do Sul e a intenção de Moscovo de possuir bases militares naqueles territórios é algo que a Aliança não pode aceitar", advogou.

Jaap de Hoop Scheffer lembrou, contudo, que há aspectos onde NATO e Rússia devem "concertar posições" como no "Afeganistão, na luta contra o terrorismo ou na luta contra o narcotráfico".

Na conversa com os jornalistas, o holandês enumerou alguns dos principais temas que vão ser abordados próxima cimeira da NATO, em Estrasburgo/Kehl, que comemora os 60 anos da organização, como o regresso da França à estrutura militar da NATO, a apresentação da Declaração de Segurança da Aliança e o alargamento a novos membros - na cimeira franco-alemã a adesão da Croácia e Albânia deverá ser formalmente anunciada.

Sobre o Afeganistão, o secretário-geral reiterou o que tem dito por diversas vezes, que há uma necessidade de reforçar os contingentes presentes naquele território e que a missão da ISAF é a "prioridade operacional da NATO neste momento".

Lusa
Título:
Enviado por: André em Abril 06, 2009, 06:28:57 pm
General Mattis diz que Rússia não pode ser vista como ameaça


O comandante estratégico para a transformação da NATO, o general James Mattis, considerou hoje que «a longo prazo há razões de optimismo» para as relações com a Rússia e salientou que a Aliança não vê Moscovo «como uma ameaça».

Questionado pelo deputado socialista João Soares sobre a necessidade de «transformar» o relacionamento com a Rússia durante uma conferência no Parlamento sobre os desafios da Aliança Atlântica, o general norte-americano defendeu mais «transparência e dialogo saudável para que não haja noções erradas para ninguém».

João Soares interrogou ainda o responsável máximo pela transformação das estruturas e capacidades da NATO sobre se «não há que considerar de uma forma diferente» as relações diplomáticas com aquele país», referindo que «muitos ainda vêem a Rússia como a antiga União Soviética», o que chamou de «clichés da Guerra Fria».

«Temos de reconhecer que a Rússia está ligada à Aliança Atlântica em termos de segurança. A curto prazo poderemos ter alguns problemas, mas a longo prazo acho que há razões para ser optimista», afirmou o general Mattis, que também lidera o Comando Conjunto de Forças dos Estados Unidos, cujo quartel-general fica em Norfolk, no estado de Virgínia.

«Nós não os vemos como ameaça», afirmou o general, que disse também que caso vá a Moscovo, irá «tentar mostrar aos oficiais russos que a NATO não é uma ameaça para eles».

Ao longo da sua intervenção, o general norte-americano sublinhou ainda que o futuro da NATO tem de passar pela «resposta às ameaças não convencionais» e ao «irregular warfare», algo que deve ser feito através de «um sistema militar integrado».

«As boas ideias hoje em dia valem milhões para nós, temos de trabalhar juntos ou teremos problemas, nenhuma nação consegue defender-se por si só», concluiu o militar.

A abrir a conferência estiveram o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e o deputado socialista e presidente da comissão parlamentar de Defesa, Miranda Calha, perante uma audiência de mais de 100 pessoas, constituída por vários responsáveis políticos e militares.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Abril 20, 2009, 05:55:05 pm
Moscovo apresenta ultimato à NATO


A Rússia não irá restabelecer contactos com a NATO ao nível militar se a Aliança Atlântica não desistir da realização de manobras na Geórgia, declarou hoje Dmitri Rogozin, embaixador russo junto da NATO.

«Se não houver uma reacção (aos protestos da Rússia contra a realização das manobras), iremos tomar medidas concretas. Posso já anunciar uma: o encontro de chefes dos Estados-Maiores Rússia-NATO, marcado para 07 de Maio», será suspenso, declarou Rogozin ao canal televisivo russo Vesti-24.

As manobras da NATO na Geórgia, cuja realização está prevista para o período entre 06 de Maio e 01 de Junho, estão a ser mal recebidas na capital russa, que as considera uma ingerência nos assuntos internos desse país.

Dezanove países vão participar nos exercícios Cooperative Longbow/Cooperative Lancer 09, organizados pela NATO na Geórgia e que, segundo uma nota emitida pela Aliança hoje, terão como objectivo «aperfeiçoar a coordenação entre a NATO e os países que participam no seu Programa Associação para a Paz, em particular no que diz respeito às operações anti-crise autorizadas pela ONU e auspiciadas pela NATO».

Prevê-se a participação de um total de 1.300 militares da Albânia, Arménia, Azerbaijão, Bósnia e Herzegovina, Canadá, Cazaquistão, Croácia, Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Espanha, Geórgia, Grã-Bretanha, Grécia, Hungria, Macedónia, Moldávia, República Checa, Sérvia e Turquia.

A primeira etapa prevê um exercício de chefes dos Estados Maiores em Tbilissi, capital georgiana, enquanto a segunda fase compreende manobras de campo a nível de batalhões e irá ter lugar na base militar de Vaziani, de 18 de Maio a 01 de Junho.

Lusa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HaDeS em Abril 22, 2010, 11:51:35 pm
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Otan desafia Rússia e diz que manterá armas nucleares na Europa

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) afirmou nesta quinta-feira que manterá seu arsenal nuclear na Europa, considerado parte essencial de sua defesa.

Em recado à Rússia, que se opõe publicamente ao crescimento da Otan nos seus arredores, a aliança atlântica afirmou que gostaria que Moscou retirasse seu arsenal de perto das nações-membros como gesto de confiança, caso ela venha a retirar seu arsenal do continente.

Os ministros de Relações Exteriores dos países da Otan começam esta noite o debate sobre o futuro da política nuclear de defesa da organização, pouco após a Cúpula de Segurança Nuclear nos EUA determinar um compromisso global pela segurança de material nuclear e de Washington e Moscou assinaram acordo para maior redução de seus arsenais nucleares.

O secretário-geral da aliança, Anders Fogh Rasmussen, disse, em entrevista coletiva que a Otan deve fazer o que puder dentro de um "compromisso ativo" para apoiar os esforços internacionais a favor do desarmamento --mas que é favorável à manutenção das armas táticas.

Cinco países da aliança (Alemanha, Bélgica, Holanda, Luxemburgo e Noruega) convocaram o debate para a retirada das armas nucleares americanas armazenadas no continente. A ideia é que a Otan dispõe de armamento atômico estratégico dos EUA e Reino Unido, enquanto outro Estado-membro, a França, possui armas nucleares, mas que não estão incorporadas à estrutura militar aliada.

Os Estados Unidos preferem, primeiro, negociar uma retirada paralela de numerosas armas táticas russas com Moscou, em seguida ao tratado Start 2 recentemente concluído sobre a redução dos armamentos estratégicos dos dois países.

Em discurso preparado para o evento, a secretária de Estado, Hillary Clinton, afirma que "enquanto as armas nucleares existirem, a Otan permanecerá como uma aliança nuclear". "Como uma aliança nuclear, dividir riscos e responsabilidades nucleares é essencial", dirá.

Não é o caso de retirar unilateralmente as 240 bombas, próprias para serem lançadas de aviões, que estão em cinco países (Alemanha, Bélgica, Holanda, Itália e Turquia), defendem alguns aliados --mesmo porque estes engenhos são considerados ultrapassados 20 anos após o fim da Guerra Fria.

Outras nações da Europa Oriental e Central defendem sua retirada porque simbolizam, para eles, o guarda-chuva atômico americano, comentou um diplomata europeu.

O chefe da diplomacia alemã, Guido Westerwelle, partidário declarado de uma retirada das bombas atômicas de seu país, afirmou em Tallinn "que já era tempo de fazer avançar o desarmamento, aí compreendido o nuclear".

A versão final do documento, que não apresenta modificações profundas desde 1999, deverá, depois, ser submetido a uma reunião de cúpula da Otan no final de novembro, em Lisboa.

Reforma

Rasmussen explicou que, durante a primeira sessão da reunião de dois dias na capital da Estônia, recebeu o forte apoio ministerial a várias ideias que apresentou para conseguir "profundas reformas" na organização, para uma melhor gestão dos recursos.

Rasmussen insistiu na urgência de mudanças profundas na Otan. Segundo ele, a aliança "tem uma estrutura de quartéis-generais própria da Guerra Fria que já não pode ser permitida".

"Nossa sede é um paraíso para as pessoas que gostem de comitês, mas eu não sou uma delas e tenho certeza que podemos agilizar as coisas nesta área", disse Rasmussen.

A ideia é apoiada por França e o Reino Unido, segundo diplomata europeu.

Folha de São Paulo
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: João Vaz em Outubro 07, 2010, 05:36:37 pm
Visão Geoestratégica Norte-Americana da Europa, séc. XXI

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Flh6.ggpht.com%2F_IQ96q154h2A%2FTKubp_fXwqI%2FAAAAAAAAKAM%2FJgliBCcF80M%2Fs800%2F6American_Europe.jpg&hash=7366e7bad09a3994bb7a730fdf2845be)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 07, 2010, 05:39:30 pm
Mentira, à anos que não temos as taxas de crescimento do Brasil... :(
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Outubro 07, 2010, 06:12:49 pm
Germany!!  :banana:
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 23, 2010, 05:22:54 pm
Rússia, parceiro indispensável?
Alexandre Reis Rodrigues
 
 
 
Há visões muito diferentes, no seio da NATO, sobre a necessidade e forma de fazer progredir o relacionamento com a Rússia. Como conciliar essas visões, sob a forma de uma política coerente, é um dos mais importantes desafios a que o novo conceito estratégico da Aliança deve responder.

A Europa divide-se entre duas posições extremas. Por um lado, os que continuam a olhar a Rússia como uma ameaça à sua segurança e vêm na NATO a garantia da sua defesa. Por outro lado, os que procuram activamente um entendimento com Moscovo, sob a ideia de que não pode haver, verdadeiramente, uma segurança europeia global sem a participação da Rússia; inclui-se nos argumentos deste grupo o papel que a Rússia pode ter na solução dos problemas energéticos da Europa, no médio prazo, pelo menos.

Mas não é apenas por estas diferentes visões no campo europeu que a questão do estabelecimento de uma parceria com a Rússia se tornou muito complexa. É também, em grande parte, pela posição da própria Rússia e dos EUA. Washington precisa, no seu próprio interesse, de melhorar o relacionamento com a Rússia mas não se mostra disposto a alterar a essência da política de contenção da Rússia – evitar o regresso ao anterior estatuto de potência imperial. No entanto, também não subscreve os receios dos que avaliam a situação a Leste como prioritária para NATO (são principalmente os três países do Báltico). Os EUA consideram importante a segurança a Leste mas, obviamente, não vêm na Rússia uma ameaça à Europa. Pelo que se disse atrás, esta posição acaba por em nada ajudar a resolver a divisão entre os europeus.

A postura russa é a principal dificuldade. Logo, em primeira instância, porque nada tem feito - bem ao contrário - para ajudar a enterrar o passado do domínio soviético, para fazer esquecer as razões de queixa que as antigas Repúblicas da União e países satélites conservam desses tempos e impedir que essas lembranças continuem a interferir no futuro. Depois, porque a utilização que Moscovo faz dos seus recursos energéticos tem frequentemente contornos de coacção, em especial, na vizinhança próxima, aproveitando a dependência, nalguns casos quase total, que se verifica nesses países (100% em relação ao gás, no caso da Lituânia, Letónia, Finlândia, por exemplo).

Moscovo quer uma nova arquitectura de segurança para a Europa. Alega, pela voz do Presidente Medvedev, que a actual não permite resolver os conflitos com eficácia por excesso de fragmentação na forma como os europeus se relacionam internacionalmente, em matéria de segurança e defesa (NATO, UE, OSCE, etc.). No entanto, as razões de fundo da sua proposta decorrem de não ter qualquer voz activa nas duas primeiras instituições, as que, de facto, cuidam da segurança e defesa na Europa.

Moscovo já concluiu que os instrumentos de participação que a NATO lhe tem oferecido não lhe dão qualquer capacidade de participação efectiva, de ser ouvida como um igual, de ter influência no respectivo processo de decisão. Aceitou o que lhe foi proposto porque, estando impotente para parar o alargamento da NATO, viu nos mecanismos que então a Aliança criou - primeiro o Political Joint Committee e depois o NATO/Russia Council - alguma possibilidade de participação útil. Esta esperança levou um primeiro golpe com a crise do Kosovo e depois desapareceu com os alargamentos por que a NATO passou, em particular, o de 2004 em que nove dos 12 membros admitidos vinham precisamente da área de influência soviética, nomeadamente, os três países do Báltico que constituíam o caso mais sensível para Moscovo.

O que o Presidente Medvedev pretende precisamente ainda não se tornou claro, mal grado ter entretanto avançado com uma proposta de Tratado. Presume-se, que agora, de forma mais realista do que no início deste processo, já não pretende substituir o que existe, nem tentar dissociar a participação dos EUA da defesa da Europa. Em alternativa, defende um arquitectura que englobe as organizações existentes num novo quadro de compromissos, assente no princípio de que as medidas a implementar têm que ter em atenção os interesses de todas as partes. Refiro-me ao nº1 do artigo 2º da proposta apresentada, regra que, na prática e se aceite, introduziria o direito de veto a, por exemplo, um novo alargamento da NATO, se a Rússia alegasse que afectaria os seus interesses.

Têm sido dados alguns passos para tentar demonstrar que a organização de segurança existente, incluindo as mudanças recentemente feitas, não está feita contra a Rússia; inclui-se aqui, por exemplo, a mudança de percurso decidida pelo Presidente Obama na área da defesa anti-míssil. Mas a verdade é que também não está a ser feita com Moscovo, pelo menos na óptica do Kremlin, como acima explicado. Aliás, a possibilidade, que continua em aberto, do alargamento da NATO continuar e, eventualmente, incluir a Ucrânia deixa escassas perspectivas de melhoria do relacionamento, menos ainda de estabelecimento de uma parceria com finalidade prática, isto é, que nos permita conseguir o que necessitamos em troca do que possamos ceder.

Não é este, no entanto, o problema central. À partida, uma parceria com a Rússia na área da segurança europeia estará sempre limitada pelo facto de esse sector estar centralizado em duas instituições (NATO e UE) de que a Rússia não faz parte, e com as quais mantém apenas ligações muito ténues. Não se imagina que esta situação se possa alterar proximamente; há explicações dos dois lados que não permitem prever outro desfecho. Da parte da Rússia, porque não é essa a prioridade; como se viu acima, o objectivo de Moscovo é a construção de uma nova arquitectura de defesa e não a sua integração na existente. Da parte dos aliados, porque a “desejabilidade” de participação da Rússia na segurança europeia, embora consensual para vários países europeus, não tem força suficiente para levar o colectivo a alterar a política de “incorporação”, que tem sido seguida desde o fim da Guerra Fria, por uma estratégia de “integração” implicando a aceitação da inclusão da Rússia nos processos de decisão dessas duas instituições.

Não quer isto dizer que não existe margem de manobra para tentar mudar, de algum modo, esta realidade; existe alguma, para já, no funcionamento do NATO-Russia Council (NRC), mas sob condições. O Relatório do Grupo de Peritos refere a principal quando recomenda que a agenda do NRC passe a responder às preocupações de segurança de ambas as partes («Allies should work with Russia to ensure an agenda for the NRC that responds in a frank and forward looking way to the security concerns of both sides ...»). O NRC é o único mecanismo disponível para desenvolver formas de cooperação susceptíveis de se traduzirem por uma maior inclusão da Rússia e induzirem uma maior transparência no relacionamento, isto é, darem uma maior e mais eficaz dimensão ao esforço de “incorporação”. Há, portanto, que tentar continuar a explorar a sua potencialidade, mudando o respectivo estatuto onde necessário.

Parece-me ser também sob uma perspectiva idêntica que a UE tem agora para apreciação uma iniciativa da Chanceler Merkel e do presidente Medvedev para a criação do Euro-Russia Political and Security Committee (a que a França e Polónia já aderiram). Vamos ter oportunidade a curto prazo de verificar até que ponto esta iniciativa europeia poderá inspirar a NATO para seguir um caminho semelhante.

Jornal Defesa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HaDeS em Abril 14, 2011, 03:50:34 am
Citar
Marine Le Pen retira França da NATO se chegar ao poder
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.dn.pt%2Fstorage%2FDN%2F2011%2Fbig%2Fng1501287.jpg%3Ftype%3Dbig%26amp%3Bpos%3D0&hash=e2692e345493f979305769b4977193a9)

O partido de extrema-direita francês Frente Nacional (FN) retirará a França da NATO e criará um relacionamento privilegiado com a Rússia se chegar ao poder nas próximas eleições presidenciais, disse hoje a líder da FN, Marine Le Pen.

"Os interesses de França estão na Europa, mas numa 'grande Europa', especialmente numa parceria com a Rússia", disse Marine Le Pen, citada pela agência russa Ria Novosti, durante uma reunião com a imprensa estrangeira na sede do partido em Nanterre, nos arredores de Paris.

Marine Le Pen, que sucedeu ao pai, Jean-Marie Le Pen na liderança da FN, afirmou que se vencer as eleições presidenciais, marcadas para Abril de 2012, tratará de rever o relacionamento de Paris com os Estados Unidos, para que não assente num "alinhamento sistemático".

Le Pen diz que também terminará a participação francesa na NATO, lembrando que a Frente Nacional sempre foi contra a participação da França na Aliança Atlântica.

A passagem da líder da extrema-direita francesa à segunda volta das presidenciais de 2012 é dada como muito provável por várias sondagens realizadas em França. Le Pen justificou hoje o aumento da sua popularidade com a "traição" do actual Presidente, Nicolas Sarkozy, em relação às suas promessas eleitorais.

Marine Le Pen prometeu também defender a "recuperação do controlo das fronteiras nacionais" na Europa e a saída de França da zona euro.
http://www.dn.pt/inicio/globo/interior. ... cao=Europa (http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=1829620&seccao=Europa)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Camuflage em Abril 14, 2011, 06:59:56 pm
Sair da Nato concordo, mas para uma força europeia que defenda dos interesses da UE, saltar debaixo de uma potencia para uma pseudo-potencia, não faz grande sentido.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Abril 14, 2011, 07:45:45 pm
Citação de: "Camuflage"
 uma força europeia que defenda dos interesses da UE

Da UE? Da França? Ou da Alemanha? Ou de Portugal ou da Grécia?
Cuidado com essa expressão hoje em dia. Onde começam os interesses da UE e acabam os interesses dos países...
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Camuflage em Abril 14, 2011, 08:40:58 pm
UE = 27 países nada mais e nada menos. A falta de uma só voz na UE deriva do facto dos restantes 25 países serem chulos de 2 deles, logo fazem o que os credores mandam e pouco pio.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Julho 25, 2014, 03:07:31 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Ffbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net%2Fhphotos-ak-xpf1%2Ft31.0-8%2Fs960x960%2F10547038_745573878799279_257386012288815514_o.jpg&hash=3145a1f22c1d19dae8c325a91b14999e)


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fscontent-b-mad.xx.fbcdn.net%2Fhphotos-xpa1%2Ft31.0-8%2Fs960x960%2F10462379_746551562034844_6789970087881217367_o.jpg&hash=383099ceb6a3feff152bbcf0b178bfa4)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2014, 11:15:30 pm
NATO defende "novos planos" de defesa face à "ameaça russa"


O secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen, disse que "a agressão russa" contra a Ucrânia justifica a preparação de "novos planos de defesa" para a Europa, numa entrevista publicada hoje pelo jornal francês Midi Libre.

"Vamos reforçar os exercícios militares e preparar novos planos de defesa. A agressão russa foi um sinal de alarme e criou uma nova situação na segurança na Europa", disse Rasmussen.

O dirigente da NATO lamentou que os dirigentes russos vejam "a NATO como um adversário", porque considerou ser necessário "desenvolver uma cooperação frutuosa entre o Ocidente e a Rússia".

"É preocupante, porque eu acho que a ambição do presidente Putin é estabelecer uma esfera de influência nos países vizinhos. Vou encorajar os países da NATO a aumentarem os seus investimentos em defesa. Durante os últimos cinco anos, a Rússia tem aumentado os seus gastos na defesa em 50%, os países da NATO reduziram os seus em 20%, em média. Isso não é sustentável. É preciso inverter esta tendência", acrescentou. As declarações de Rasmussen fazem eco de afirmações do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que no sábado defendeu que a NATO deve repensar o seu "relacionamento a longo prazo" com a Rússia e reforçar a sua capacidade de responder rapidamente a qualquer ameaça, numa carta enviada ao Secretário-Geral da NATO e aos outros líderes dos 27 países-membros da organização.

Rasmussen considerou, ainda, que a queda do Boeing da Malaysia Airlines, abatido a 17 de julho na Ucrânia, foi um "crime de guerra". "Temos um conjunto de informações de que os separatistas, apoiados pelos russos, são culpados", disse o líder da Aliança, falando pela primeira vez sobre este desastre.

Lusa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: typhonman em Agosto 08, 2014, 04:08:44 am
Em vossa opinião, em que é que a NATO deve investir para melhor as capacidades militares?

-Caças Stealth ?

-Novos Bombardeiros?

-Forças Terrestres bem equipadas?

 
e as nossas Forças?

-Maior capacidade de ataque para a Força Aérea?

-Maior grau de modernização do Exército ? (Artilharia,Arma Ligeira,Comunicações,Anti-Carro)

-Modernização dos Meios de Superficíe Navais (Helis; Misseis etc)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: nelson38899 em Agosto 08, 2014, 02:43:27 pm
Citação de: "typhonman"
Em vossa opinião, em que é que a NATO deve investir para melhor as capacidades militares?

-Caças Stealth ?

-Novos Bombardeiros?

-Forças Terrestres bem equipadas?

 
e as nossas Forças?

-Maior capacidade de ataque para a Força Aérea?

-Maior grau de modernização do Exército ? (Artilharia,Arma Ligeira,Comunicações,Anti-Carro)

-Modernização dos Meios de Superficíe Navais (Helis; Misseis etc)

Eu diria que o futuro passa por executar as velhas missões, ou seja, melhorar a nossa defesa contra submarinos. Quanto ao exercito a ideia deveria passar por melhorar o sistema anti aéreo e defesa de costa.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 08, 2014, 03:16:26 pm
Citação de: "typhonman"
Em vossa opinião, em que é que a NATO deve investir para melhor as capacidades militares?

e as nossas Forças?

-Maior capacidade de ataque para a Força Aérea?

-Maior grau de modernização do Exército ? (Artilharia,Arma Ligeira,Comunicações,Anti-Carro)

-Modernização dos Meios de Superficíe Navais (Helis; Misseis etc)

Mandar abaixo e começar de novo.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 27, 2014, 09:47:05 am
NATO cria bases no leste da Europa para controlar russos


A NATO vai criar novas bases no leste da Europa como resposta à crise na Ucrânia e para conter um potencial conflito com a Rússia, disse ontem o secretário-geral da organização. Anders Fogh Rasmussen referiu, em declarações ao jornal The Guardian, esperar que na cimeira da próxima semana, em Cardiff (País de Gales), se resolvam as divisões dentro dos 28 países da NATO e que se chegue a um acordo sobre o envio de homens para as fronteiras da Rússia. Até agora a única base existente no leste da Europa fica na Polónia.

De acordo com este responsável, outro dos objetivos é aumentar a segurança da Ucrânia, modernizar as suas forças armadas e ajudar o país a combater a ameaça russa.
"Vamos adotar o que chamamos um plano de ação de prontidão com o objetivo de conseguir atuar rapidamente neste novo ambiente de segurança na Europa. Já temos uma coisa chamada força de resposta da NATO, cujo objetivo é ser capaz de ser acionada com rapidez se necessário. Agora, a nossa intenção é desenvolver o que eu chamo ponta de lança, com uma força de resposta em muito, muito elevada prontidão", explicou o antigo primeiro-ministro dinamarquês ao jornal britânico. A Polónia e os três estados bálticos que pertenciam à União Soviética - Lituânia, Estónia e Letónia - têm sido bastante ativos em chamar a atenção para a ameaça russa e têm pedido uma maior intervenção da NATO.

No entanto, a criação de bases permanentes no leste da Europa não é consensual, com países como Espanha, França e Itália a mostrarem-se contra, e Estados Unidos e Reino Unido a favor. De acordo com uma fonte da organização ouvida pelo The Guardian, a Alemanha está indecisa, mas não quer provocar a Rússia. "O objetivo é que um potencial agressor saiba que se pensar em atacar um aliado da NATO irá enfrentar não só soldados desse país mas também tropas da NATO. E isso é que é importante", sublinhou Rasmussen.

Este "potencial agressor" neste momento tem um nome: a Rússia, liderada por Vladimir Putin, que chegou a ser considerada um "parceiro estratégico" da Organização do Tratado do Atlântico Norte. "É seguro dizer que ninguém esperava que a Rússia arrebatasse terra pela força. Assistimos também a uma notável mudança na abordagem e capacidade militar russa desde, por exemplo, a guerra na Geórgia, em 2008. Temos visto os russos a melhorar a sua capacidade de agir rapidamente. Eles podem dentro de um muito, muito curto espaço de tempo converter um grande exercício militar numa operação ofensiva", disse o secretário-geral da NATO em entrevista ao The Guardian e outros cinco jornais europeus.

Rasmussen afirmou ainda que a Rússia concentrou milhares nas fronteiras com o leste da Ucrânia e tem disparado artilharia contra território ucraniano. "Temos relatos de várias fontes que mostram um animado envolvimento da russo em destabilizar o leste da Ucrânia. Temos visto artilharia a disparar através da fronteira e também dentro da Ucrânia. Temos visto uma escalada militar russa ao longo da fronteira. Muito claramente, a Rússia está envolvida na desestabilização do leste da Ucrânia... Vemos uma sofisticada combinação de guerra tradicional misturada com informações e, principalmente, com operações de desinformação. Será preciso mais do que a NATO para combater efetivamente esse tipo de guerra híbrido", referiu o dinamarquês, que será substituído a 1 de outubro pelo norueguês Jens Stoltenberg à frente da organização.

DN
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 01, 2014, 07:24:44 pm
NATO estuda resposta ao comportamento “agressivo” da Rússia


O secretário-geral da Aliança Atlântica disse hoje que os líderes dos países aliados vão aprovar esta semana um plano de acção para dotar a organização de uma resposta ao comportamento "agressivo" da Rússia na crise ucraniana.

"Vamos assegurar a capacidade e a preparação da Aliança Atlântica, capaz de defender os aliados de qualquer ataque", disse Anders Fogh Rasmussen em conferência de imprensa em Bruxelas sobre a Cimeira da NATO que se vai realizar no País de Gales, esta semana.

Rasmussen explicou que os chefes de Estado e de Governo dos 28 países da NATO vão analisar o Plano de Acção Rápida (RAP na sigla em inglês) que vai fazer com que a Aliança Atlântica fique mais "ágil do que nunca", reforçando a defesa colectiva dos Estados membros.

"O plano é a resposta ao comportamento agressivo da Rússia, mas também permite que a NATO responda aos diferentes desafios de segurança, de onde quer que venham", disse Rasmussen.

O secretário-geral da organização disse também que a nova força vai ser composta por vários milhares de soldados, em esquema de rotação pelos vários países, mas ressalvou que ainda "é muito cedo" para fornecer números concretos.

"Vai reforçar-se de forma significativa a capacidade de resposta da NATO. Vai desenvolver-se aquilo que se pode chamar 'vanguarda' da nossa capacidade de resposta: uma força de acção muito rápida e que pode ser projectada em pouco tempo", afirmou.

Sobre o mesmo assunto sublinhou que a projecção da força vai acontecer "dentro de dias".

Rasmussen acrescentou que a nova força "vai estar preparada para responder quando for necessário e com o apoio de meios terrestres, aéreos e marítimos, e das forças especiais a qualquer ameaça dos aliados".

Os líderes da NATO e dos países associados à Aliança Atlântica, além dos Estados que formam a missão aliada no Afeganistão (ISAF) vão participar esta semana na cimeira que vai ter lugar em Newport, perto de Cardiff, no País de Gales.

Na mesma cimeira também vai ser analisada a situação no Iraque e no Afeganistão, entre outros assuntos, mas o encontro vai estar centrado, essencialmente, na crise ucraniana e nas relações, cada vez mais deterioradas, entre a Rússia e os aliados.

A NATO, que assinala 65 anos, vai realizar a cimeira de Cardiff num momento considerado "crucial" por Rasmussen, devido à crise na Ucrânia e ao incremento do extremismo islâmico, assim como a fragilidade de Estados como o Afeganistão e o Iraque.

O Plano de Acção Rápida (RAP) vai garantir aos Estados "forças e equipamentos nos locais e momentos adequados", reforçou Rasmussen sublinhando que a presença aliada no Leste da Europa vai prolongar-se durante o tempo que for necessário.

A NATO, afirmou, "não quer atacar ninguém" mas sim responder aos "perigos e ameaças que são cada vez mais presentes e visíveis".

Durante a Cimeira do País de Gales está prevista uma reunião entre o secretário-geral da NATO e o presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, a quem os aliados já demonstraram apoio devido à "agressão" da Rússia na região Leste ucraniana.

Rasmussen voltou a dizer que o comportamento de Moscovo configura uma "violação flagrante" dos acordos firmados entre a NATO e a Rússia.

Para o líder da Aliança Atlântica, a Rússia, depois do fim da Guerra Fria, não considera a NATO como um parceiro.

"Não podemos ser ingénuos nem termos ilusões. Enfrentamos uma realidade em que a Rússia nos considera como adversários. Temos de adaptar-nos a esta situação."

Sobre a possibilidade de Kiev pedir, no futuro, a adesão à NATO, Rasmussen disse que o assunto será devidamente analisado.

Lusa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 07, 2014, 04:23:55 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 29, 2014, 09:52:53 pm
Bombardeiros russos interceptados ao largo de Portugal


Dois aviões bombardeiros estratégicos russos Tu-95 Bear H foram interceptados esta quarta-feira pela Força Aérea Portuguesa ao largo da costa nacional.

Segundo a Aliança Atlântica, o incidente insere-se num inusitado aumento da actividade da aviação militar russa no espaço aéreo europeu registado nas últimas 48 horas.

Os dois bombardeiros tinham sido detectados pela primeira vez cerca das 3h da madrugada por radares noruegueses. Nesse momento, voavam junto a outros dois Tu-95 e quatro aviões de reabastecimento. Interceptados por caças F-16 da Noruega, duas das aeronaves rumaram a Sul, tendo sido identificados mais tarde por Portugal.

A NATO refere que a Rússia não partilhou os planos de voo desta formação e que os aviões não estão a responder aos controladores aéreos civis. A Aliança Atlântica afirma que este comportamento pouco usual representa “um risco potencial para a aviação civil”.

Os Tu-95 são bombardeiros estratégicos que costumam realizar longas patrulhas aéreas. Estas patrulhas eram frequentes durante a Guerra Fria e regressaram após 15 anos de interrupção, em 2007, já na era Putin, com avistamentos destas aeronaves no Atlântico e também no Pacífico, junto às costas norte-americana e japonesa.

O episódio desta terça-feira no Atlântico junta-se a outro semelhante no Báltico e outro sobre o Mar Negro.

Recorde-se que a Rússia e os aliados encontram-se num momento de grande tensão política e militar após a recente invasão e anexação de parcelas do território ucraniano por parte de Moscovo.

SOL
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 03, 2014, 07:20:30 pm
Rússia quer mostrar com manobras aéreas que é uma "grande potência"


O comandante supremo da NATO na Europa, o general norte-americano Philip Breedlove, acha que é esta a mensagem das incursões.

"A minha opinião é que estão a enviar-nos uma mensagem. Estão a dizer que são uma grande potência", disse Breedlove, em declarações aos jornalistas. Moscovo, segundo o comandante supremo das forças aliadas na Europa, quer mostrar que pode exercer influência sobre as resoluções da Aliança Atlântica.

Na semana passada, a NATO informou sobre uma série de movimentações aéreas russas (com caças, bombardeiros de longo curso e aviões de abastecimento) sobre a zona do Báltico, Mar do Norte e no Oceano Atlântico, dias antes da realização das eleições nas regiões separatistas e pró-russas de Donetsk e Lugansk, no leste da Ucrânia, que decorreram no domingo passado.

Entre terça e quarta-feira, foram intercetados vários aviões russos, manobras que também envolveram caças F-16 da Força Aérea Portuguesa, ao serviço da NATO, que intercetaram e escoltaram dois aviões militares russos que se encontravam em espaço aéreo sob jurisdição de Portugal. Na sexta-feira, a NATO informou que aviões russos tinham voltado a sobrevoar a Europa, tendo detetado múltiplos voos, incluindo de dois aparelhos Tupolev 95 que foram escoltados por F-16 da Força Aérea Portuguesa.

Desde o início de 2014 até à data, a NATO levou a cabo mais de uma centena de interceções à aviação militar russa, o que triplica o número de registos do ano passado. Embora a atividade aérea russa sobre a Europa esteja a aumentar desde o ano passado, as manobras verificadas na semana passada têm um carácter inédito, porque é a primeira vez que Moscovo envia grandes formações de aviões de guerra, explicou o general da Força Aérea norte-americana. Philip Breedlove, que também assume a chefia das forças norte-americanas na Europa, indicou que, no passado, as manobras aéreas russas eram realizadas por pequenos grupos de um ou dois aparelhos.

"O que vimos na semana passada era uma formação maior e mais complexa de aeronaves, avançando um pouco mais. Eu diria uma trajetória de voo um pouco mais provocativa", disse o general norte-americano. Os voos foram motivo de "preocupação" e "não acrescentam ou contribuem para uma situação segura e estável", afirmou Breedlove.

Sobre as eleições realizadas no domingo nas regiões separatistas no leste da Ucrânia -- Estados Unidos e a União Europeia já consideraram o escrutínio como ilegítimo -, o general norte-americano considerou que ainda é muito cedo para dizer como o ato eleitoral vai afetar a situação de segurança no território ucraniano, referindo, no entanto, que não foi útil para os esforços de resolução do conflito.

Breedlove disse ainda ser favorável ao aumento da presença de forças norte-americanas na Europa de Leste através de destacamentos temporários, em coordenação com as medidas já tomadas para tranquilizar os parceiros da Aliança naquela região.

Lusa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Camuflage em Novembro 05, 2014, 09:51:55 pm
Marinha escolta navio russo para fora das águas portuguesas: http://observador.pt/2014/11/05/marinha ... rtuguesas/ (http://observador.pt/2014/11/05/marinha-escolta-navio-russo-para-fora-das-aguas-portuguesas/)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 08, 2014, 03:17:51 pm
Top Spymaster Explains How Russian Intelligence Sees the US
Alexander Mercouris

This is an edited version of an interview Nikolai Patrushev, the Secretary of Russia’s Security Council, gave to the official government newspaper Rossiskaya Gazeta.

Patrushev is one of Putin's most important advisors on national security.  His position is similar in some ways to that of the US President’s National Security Adviser.

As important about what Patrushev does, is who he was.  He is Russia’s most senior intelligence official.  

He has served continuously in intelligence since he joined the KGB in 1975 and was from 1999 to 2008 chief of Russia’s FSB – the successor organization to the KGB.  He left this post to become the Secretary to Russia’s Security Council.

One of Patrushev’s key jobs is to collate intelligence information provided by Russia’s various intelligence agencies and to provide it to Putin and to Russia’s other key foreign policy decision makers.

In this interview Patrushev gives insight into what Russia’s intelligence agencies are telling the Kremlin.  Thus we learn that Russian intelligence:

1. Did not expect Yanukovych to fall because of the Maidan protests;

2. Did however warn the Kremlin long ago that a pro-Western coup in Ukraine was only a question of time because of massive US subversion in the country.

We also get an idea of how Russian intelligence sees the world.

According to its view US hostility to Russia is an unvarying “constant” because Russia, irrespective of its system of government, resists US policies aimed at achieving world hegemony and because the US wants to control Russia’s immense natural resources in order to seal its hegemony.  

Russia’s ties to China and India and the emergence of the BRICS bloc have merely provoked the US to intensify its campaign against Russia.  Events such as the war in Afghanistan in the 1980s, the rebellion in Chechnya in the 1990s, the Georgian attack on South Ossetia in 2008 and the February coup this year in Ukraine, are all simply manifestations of US policies targeted at Russia.

One does not have to agree with every part of this view.  For example the claim that the USSR collapsed because of a US engineered fall in oil prices as part of some carefully thought out US “strategy of vulnerabilities”, though widely believed and not just in Russia, is a myth and serves as a typical case of a spymaster’s belief in external, conspiratorial causes for events that actually had purely domestic, structural and sometimes even accidental causes.  

Patrushev also undoubtedly overstates the degree of coherence in US policy and the extent to which US policy is always and invariably hostile to Russia.

There is however much that is compelling about this view and it is easy to understand why within Russia it is becoming increasingly influential.  

From a Russian point of view it is not difficult to see US policy since the USSR’s break up (eg. NATO’s eastern expansion, the tearing up of the ABM Treaty and positioning of anti-ballistic missiles in eastern Europe, the US support for “colour revolutions” in the countries of the former USSR, the US support for anti-government groups within Russia itself, the US’s wars of intervention in many parts of the world and last but by no means least the ferocious US media campaign against Russia) as unremittingly hostile towards Russia.  

For the increasing number of Russians who hold this view (including its intelligence community) the US backed coup in Ukraine was the final proof.


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Russian Intelligence failed to Predict Yanukovych’s February Overthrow

Our specialists were warning of the high probability of an escalation of the situation in Ukraine in the context of political and economic instability, particularly under external influence. At the same time it should be acknowledged that the probability of an imminent instant seizure of power in Kiev with the support of militant groups of open Nazis was not considered at that time. Let me remind you that prior to the coup you mentioned, Moscow was implementing in full all its partnership commitments to Kiev.

We were constantly providing material and financial aid, without which Ukraine was in no condition to cope with economic difficulties that had become chronic in nature. To support our neighbours, material and financial resources amounting to tens of billions of dollars were mobilized. Unfortunately for many people in Ukraine this aid became, in time, so customary that its importance for the country’s survival was simply forgotten.

Russian Intelligence Did Predict a Pro US Coup in Ukraine

As for longer-term predictions, the Ukraine crisis was an entirely expected outcome of systematic activity by the United States and its closest allies.

For the past quarter of a century this activity has been directed towards completely separating Ukraine and the other republics of the former USSR from Russia and totally reformatting the post-Soviet space to suit American interests. The conditions and pretexts were created for colour revolutions, supported by generous state funding.

Thus, Victoria Nuland, US assistant secretary of state for European and Eurasian affairs, has repeatedly stated that during the period 1991 through 2013 Washington spent 5bn dollars on “supporting the desire of the people of Ukraine for stronger, more democratic government”.

According to figures from open sources alone, for instance US Congress documents, the total amount of state funding for various American programmes of “aid” to Ukraine in the period 2001 through 2012 came to at least 2.4bn dollars. That is comparable with the annual budget of some small countries. The US Agency for International Development spent about 1.5bn dollars, the State Department nearly half a billion, and the Pentagon more than 370m dollars.

According to congressional records, organizations such as the Millennium Challenge Corporation, the Peace Corps, and the Open World Centre took part in Ukrainian aid programmes, in addition to the well-known USAID and other departments. It is not hard to guess for whom and why American volunteers and staffers of diplomatic missions have been “opening the world” throughout the 23 years since the breakup of the Soviet Union.

….. as a result of this activity…..an entire generation was raised that is completely poisoned with hatred of Russia and with the mythology of “European values”. It has not yet realized that these values, even in the positive sense of the term, are not actually designed for Ukrainians. Nobody intends to set about boosting living standards in Ukraine or establishing these young people in Europe, which is itself having great difficulty coping with extremely serious challenges and threats.

The Coup in Ukraine is a Disaster First and Foremost for Ukraine itself

I think the “sobering up” of the Ukrainians will be harsh and painful. It remains to be hoped that this will happen relatively quickly, and a whole string of objective factors could promote that.

I would like to note another factor that is of fundamental significance. Irrespective of the subsequent development of events, the significance of the one for the other – Russia and Ukraine – will persist. Ukraine will simply not be able to develop successfully without Russia, whether anyone likes it or not.

……whereas for Russia the total severance of …….links would be a painful blow, for Ukraine it would be disastrous. It is no accident that current President Petro Poroshenko was obliged, in the wake of his ousted predecessor, to raise the question of postponing the implementation of economic section of the already signed association agreement between Ukraine and the EU. It is to be expected that the victory euphoria of other Kiev rulers will also give way to more sober assessment of the real state of affairs.

US Policy towards Russia today simply continues US Policy towards the USSR during the Cold War

…... if the catastrophe in Ukraine had not happened some other grounds would have been found to step up the policy of “containment” of our country. This course has been pursued unswervingly for many decades; only the forms and tactics of its implementation change.

As you know, after World War II the confrontation between the USSR and the West headed by the United States took the form of a “cold war”. The military-political component of this standoff was entrusted to the North Atlantic Treaty Organization (NATO), formed on the initiative of the United States on 4 April 1949. An analysis of NATO’s practical activity indicates that in creating the alliance the United States was pursuing two main objectives.

First, a military bloc directed against the USSR was formed under American leadership.

Second, Washington forestalled the emergence in Western Europe of an autonomous grouping of states that could have competed with the United States. It should be recalled that the territory of the United States itself, which essentially established unilateral military control over the allies, is not included in NATO’s zone of responsibility.

After the breakup of the USSR and the termination of the Warsaw Pact, which united Europe’s socialist countries and which by definition represented the main danger to NATO, not only was the bloc not disbanded, it began to expand even more in quantitative and military terms.

The US Engineered the USSR’s Collapse by Identifying its “Points of Vulnerability”

In the cold war period a whole string of ideological doctrines emerged in the West that served as justification for an anti-Soviet political course. One of the authors of this kind of research was Zbigniew Brzezinski, an American political scientist and statesman of Polish extraction. He established the so-called strategy of “vulnerabilities” in relation to the USSR, and under President Reagan this became the basis of American policy towards our country…….The identification and definition of “vulnerabilities” and the task of organizing ways of converting them into substantial problems for the USSR were entrusted to the US Central Intelligence Agency.is work, first and foremost economists but also experts from the business world who had real experience of business wars with competitors. As a result of large-scale analytical work, the USSR’s “vulnerabilities” in the political, economic, ideological, and other spheres were defined and systematically studied.

Our country’s main “vulnerability,” as defined by the CIA, was its economy. After detailed modelling, the American experts identified its “weakest link”, namely the USSR budget’s extremely high dependence on the export of energy resources. A strategy of provoking the financial and economic bankruptcy of the Soviet state was formulated, envisaging two interconnected objectives: the bringing about of a sharp reduction in revenue to the USSR’s budget from foreign trade, combined with a substantial increase in expenditure on resolving problems created from outside.

A reduction in world oil prices was envisaged as the main measure for reducing the income side of the budget. This was successfully achieved by the mid-1980s when, as a result of US collusion with the rulers of a number of oil extracting countries, an artificial surplus of crude was created on the market and oil prices fell almost by a factor of four.

A growth in the Soviet Union’s expenditure was provoked in several areas: the transition from the strategy of American opposition to the USSR in Afghanistan to the strategy of dragging it deeply into the Afghan war; the incitement of antigovernment demonstrations in Poland and other states in the socialist camp with a view to provoking Moscow into additional expenditures on stabilizing the situation in Eastern Europe; the whipping up of the arms race, among other things by introducing the SDI [Strategic Defence Initiative] bluff, and so forth.

It should be said that at that time the Americans succeeded in achieving their objectives. The outcome of their activity was a substantial excess in the USSR’s expenditure over income, which ultimately provoked a profound economic crisis that extended into the political and ideological spheres. Shortsighted attempts by the Soviet leadership to alleviate the situation through foreign financial aid gave Washington additional levers of influence over Moscow. The “recovery” measures proposed by the West and implemented through the IMF and the World Bank to liberalize foreign trade without a smooth transition from the previous monopoly system led to the final collapse of the economy.

In the assessment of American experts, it was the strategy of “vulnerabilities”, which demonstrated the colossal effectiveness of economic variety of cold war compared with “hot” war,that was decisive in promoting the elimination of the USSR and the Warsaw Pact.

The US Backed Coup in Ukraine and Sanctions are part of a US Strategy of “Points of Vulnerability” aimed at Russia

……The coup d’etat in Kiev, accomplished with clear US support, followed the classical pattern tried and tested in Latin America, Africa, and the Middle East. But never before has such a scheme affected Russian interests so profoundly.

Analysis shows that by provoking Russia into retaliatory steps the Americans are pursuing the very same objectives as in the 1980s with regard to the USSR. Just like back then, they are trying to identify our country’s “vulnerabilities”. At the same time, incidentally, they are pursuing the objective of neutralizing European economic competitors who have, in Washington’s opinion, grown excessively close to Moscow.

……Washington has always sought to have levers of pressure on Russia. Thus, in 1974 the famous Jackson-Vanik Amendment was adopted, restricting trade relations with our country. It appeared to have completely lost its relevance immediately after the breakup of the USSR, but it was still in force right up to 2012, when the so-called “Magnitsky List” was promptly adopted in its place.

The current sanctions are in the same category. The US Administration’s activity in the Ukrainian sphere is taking place within the framework of an updated White House foreign policy course aimed at holding on to American leadership in the world by means of the strategic containment of the growing influence of the Russian Federation and other centres of power. In this context Washington is actively making use, on its own terms, of NATO’s potential, seeking to use political and economic pressure to prevent any vacillations on the part of its allies and partners.

Yugoslavia was a Dress Rehearsal and Russia’s Weaknesss under Yeltsin let it Happen

In the 1990s the Russian Federation, for well-known reasons of an internal and external nature, lost the dominant influence in the Balkans that the Soviet Union had enjoyed and embarked on the path of conciliation with the West. It was in the Balkans that the unilateral and totally uncompensated surrender by Russia of its positions in the international arena was manifested most distinctly. In 1991-1996 the bodies that shaped our country’s foreign policy did not officially even have any such concept as “national interest”. They nurtured groundless expectations of gratitude for obedience from the Western partners and some kind of special benefit for our country from close and unconditional cooperation with the United States. In practice our American partners almost immediately stopped taking us seriously and only gave us a condescending “slap on the shoulder”, so to speak, from time to time.

The NATO bloc, under cover of peacekeeping and without encountering serious objections from our side, operated increasingly confidently outside its own zone of responsibility, sought the rights to lease strategic infrastructure facilities for lengthy periods, and effectively brought the organs of military command and control of a number of Balkan countries under its own control by various means. The Alliance’s subunits became firmly established in the region. Other states taking part in peacekeeping missions, including Russia, set themselves no such objectives, having reconciled themselves to the role of junior partners and preferring not to see the self-evident fact: The war in the Balkans could perfectly well be regarded as a rehearsal and a prologue to larger-scale steps to redivide the world.

The US “War on Terror” Gave Russia only a Temporary Respite

……Encouraged by the weakening and subsequent elimination of the USSR, American ruling circles did everything possible to ensure dominance over the major sources of raw materials resources in our country and in Central Asia, as well as the transit routes for their export. Washington planned to extend its sphere of direct influence to the regions of the Black Sea, the Caucasus, and the Caspian.

All these territories were named a US zone of strategic national interests. The only remaining obstacle to the realization of the Americans’ plans to take complete control of the corresponding deposits and transport corridors was Russia, which preserved its military potential to inflict unacceptable damage on the United States.

American strategists saw the solution to this difficulty in the final collapse of the system of state power and the subsequent dismemberment of our country. The first region that was supposed to leave Russia was the North Caucasus.

Particular importance was attached to Chechnya, which declared its independence and was temporarily under the effective control of the West. Extremists and their supporters in Russia were offered support by the special services of Britain, the United States, and allies in Europe and the Islamic world.

In these conditions the Russian leadership adopted a firm, principled stance of defending the unity of the state. Ultimately, as a result of the firm political will displayed by Russian President Vladimir Putin and at the cost of enormous efforts, it proved possible to stop attempts to detach Chechnya from Russia and then to consolidate the Republic’s place within the Federation.

After 11 September 2001 the world community recognized the terrorist threat as the main threat and a global threat, reaching the understanding that countering this threat requires common efforts. As a result there was, in particular, a slight weakening of the West’s attacks on Russia because of its campaign against international terrorists in the Caucasus, while we did not object to the operation by the Americans and their allies in Afghanistan. The announcement of the formation of a broad antiterrorist coalition followed.

At that time Washington displayed a certain readiness to collaborate, although in actual fact it did not intend to abandon the policy of “containment” with regard to Russia. More and more new NATO facilities moved up to our borders. International law was supplanted by the law of force (let us recall the aforementioned dismemberment of Yugoslavia, followed by Serbia, the occupation of Iraq, and the invasion of Afghanistan by the so-called coalition forces).

Russia’s post 1999 Revival and its forging Alliances with China, India and the other BRICS Has Alarmed the US

After 7-8 August 2008, when the Georgian leadership, with US support, attempted to annihilate South Ossetia, the world once again changed substantially.

Everything was staked on surprise. The Georgian dictator believed that a military incursion on the opening day of the international Olympic Games would put Russia in a difficult position, and the Georgians, taking advantage of this, would carry out their “blitzkrieg”. However, the Russian leadership reacted promptly to the sharp deterioration in the situation and the necessary measures were adopted to halt the aggression.

After the August events in the Caucasus, Washington was clearly alarmed by Russia’s obvious intention to take its place among the world powers of the 21st century and uphold the principle of equal opportunities and full autonomy in global politics. And also to convert the state’s financial income from the exploitation of natural resources into real economic and defence potential and human capital.

The American leadership clearly also disliked the prospects of Russia’s collaboration with China and India, the introduction of the practice of summits in the BRICS format, the successful activity of other organizations in which Russia occupies leading positions (the CSTO [Collective Security Treaty Organization], the SCO [Shanghai Cooperation Organization], and the EAEC [Eurasian Economic Community]), and the formation of the Customs Union.

In the context of the growing world financial and economic crisis, major new players in the international arena such as the PRC, India, Brazil, and Iran as well as the growing economies of Southeast Asia and South Korea became increasingly significant factors for the United States. Hence, incidentally, the emergence of new conceptual principles such as the American-Chinese special partnership, the strategic collaboration between the United States and India, the establishment of direct dialogue between Washington and Iran, and so forth.

Indications of the need to resume the beneficial dialogue with Russia on a whole range of issues began to emerge from the new administration of President Barack Obama. This positive inclination on the part of the American authorities could only be welcomed.

However, it soon became clear that Washington is not inclined towards real cooperation. It confined itself to mere statements of friendliness and the devising of certain negotiation tracks from which the benefit to Russia, in the end, proved almost zero. After a while even totally nonbinding positive dialogues of this kind came to an end and the US attitude towards our country began once again to be reminiscent of cold war times.

The US aims to gain Control of Russia’s Energy, Food and Water Resources to Seal its Domination

……specialists are certain that no real substitute for hydrocarbons as the basis of power generation will emerge in the next few decades. Furthermore the understanding prevails in the West that the total capacity of nuclear, hydro, wind, solar, and other power stations will meet no more than one-fifth of world demand.

Nor should another important aspect be forgotten. In the modern world we can observe a steady growth in the shortage of food and drinking water for the growing population of the planet. The absence of the most elementary means of existence pushes desperate people into manifestations of extremism and involvement in terrorism, piracy, and crime. This is one reason for the acute conflicts between countries and regions and also for mass migration.

The shortage of water and irrigated land is not infrequently the cause of friction, for instance, between the Central Asian republics. The problem of water resources is acute in a number of other countries in Asia and particularly in Africa.

Many American experts, in particular former US Secretary of State Madeleine Albright, assert that there are vast territories “under Moscow’s power” that it is incapable of exploiting and which therefore “do not serve the interests of all humanity”. Assertions continue to be heard about the “unfair” distribution of natural resources and the need to ensure so-called “free access” to them for other states.

The Americans are convinced that people must be thinking in similar terms in many other states, particularly those neighbouring on Russia, and that in the future they will, as is nowadays the custom, form “coalitions” to support the corresponding claims on our country. As in the case of Ukraine, it is proposed to resolve problems at Russia’s expense but without taking its interests into account.

The Threat to Russia from the US is “Constant” and “Thaws” Never Last

Even during periods of a relative thaw in relations between Russia (the USSR) and the United States, our American partners have always remained true to such notions.

Therefore irrespective of the nuances in the behaviour of the Americans and their allies the Russian leadership still faces this task as a constant: To guarantee the territorial integrity and sovereignty of the Motherland, to defend and multiply its riches, and to manage them correctly in the interests of the multiethnic people of the Russian Federation.


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Source URL (retrieved on 11/08/2014 - 15:10): http://russia-insider.com/en/military_p ... ow_russian (http://russia-insider.com/en/military_politics_ukraine_opinion/2014/11/07/11-10-57am/top_spymaster_explains_how_russian)
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[1] http://www.facebook.com/sharer.php?u=ht ... ow_russian (http://www.facebook.com/sharer.php?u=http://russia-insider.com/military_politics_ukraine_opinion/2014/11/07/11-10-57am/top_spymaster_explains_how_russian)
[2] https://twitter.com/share?text=Top+Spym ... ow_russian (https://twitter.com/share?text=Top+Spymaster+Explains+How+Russian+Intelligence+Sees+the+US&url=http://russia-insider.com/military_politics_ukraine_opinion/2014/11/07/11-10-57am/top_spymaster_explains_how_russian)
[3] https://plus.google.com/share?url=http: ... ow_russian (https://plus.google.com/share?url=http://russia-insider.com/military_politics_ukraine_opinion/2014/11/07/11-10-57am/top_spymaster_explains_how_russian)
[4] http://www.linkedin.com/shareArticle?mi ... &title=Top (http://www.linkedin.com/shareArticle?mini=true&url=http://russia-insider.com/military_politics_ukraine_opinion/2014/11/07/11-10-57am/top_spymaster_explains_how_russian&title=Top) Spymaster Explains How Russian Intelligence Sees the US
[5] http://russia-insider.com/print/859 (http://russia-insider.com/print/859)
[6] http://russia-insider.com/en/military_p ... ow_russian (http://russia-insider.com/en/military_politics_ukraine_opinion/2014/11/07/11-10-57am/top_spymaster_explains_how_russian)
[7] http://russia-insider.com/user/92 (http://russia-insider.com/user/92)
[8] http://russia-insider.com/en/military_p ... qus_thread (http://russia-insider.com/en/military_politics_ukraine_opinion/2014/11/07/11-10-57am/top_spymaster_explains_how_russian#disqus_thread)

 :arrow: http://russia-insider.com/en/print/859 (http://russia-insider.com/en/print/859)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 14, 2014, 10:47:19 am
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Novembro 23, 2014, 10:55:44 pm
Citar
No âmbito do agravamento do conflito no leste da Ucrânia, Vladimir Putin comenta as sanções internacionais contra a Rússia e empresários russos, numa entrevista divulgada nos meios de comunicação nacionais.

Citar
This is the biggest British force sent to Eastern Europe since 2008.
Exercise Black Eagle sees the UK's lead armoured battle group (currently King's Royal Hussars) working with the 11th Polish Armoured Cavalry Brigade.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 26, 2014, 12:43:22 pm
EUA vão colocar carros de combate e blindados na Europa de Leste


Os EUA vão colocar 150 carros de combate e veículos blindados em vários países membros da NATO, parte dos quais na Europa de Leste, para participarem em exercícios, revelou um general norte-americano.

Este projecto integra a operação “Determinação Atlântica”, destinada a tranquilizar os Estados bálticos bem como a Polónia, inquietos em particular com as manobras da Federação Russa na Ucrânia. Para além da deslocação dos blindados, os EUA vão também enviar tropas terrestres, de forma regular, durante alguns meses, para participarem em exercícios conjuntos nesses países.

Cerca de uma cinquentena de veículos blindados já estão no solo europeu. Uma centena de carros de combate Abrams M1 e Bradley vão ser “pré posicionados” na Alemanha, e eventualmente em outros locais, quando as tropas norte-americanas fizerem os exercícios conjuntos com os soldados dos seus parceiros da NATO, adiantou o general Ben Hodges, que está estacionado na Estónia à AFP.

“As tropas virão participar nos exercícios, depois regressam. O equipamento ficará”, acrescentou este general, que assumiu há três semanas a chefia das forças norte-americanas deslocadas na Europa.

Lusa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 26, 2014, 05:15:10 pm
NATO preocupada com militarização da Crimeia


O comandante militar da NATO considerou hoje que a militarização da península da Crimeia, anexada pela Rússia em março, poderá ser utilizada por Moscovo para exercer o controlo ao longo de toda a região do Mar Negro. "Estamos muito preocupados com a militarização da Crimeia", disse o general norte-americano Philip Breedlove durante uma conferência de imprensa em Kiev.

"Os equipamentos que estão prontos a ser instalados na Crimeia (...) mísseis de cruzeiro e mísseis antiaéreos têm capacidade para alcançar a totalidade da [região] do Mar Negro", referiu.

O comandante das forças norte-americanas na Europa garantiu que a NATO também receia a instalação de armas nucleares na península e que "está a vigiar" a situação.
Na quarta-feira, o ministério da Defesa russo anunciou a deslocação de 14 aviões de caça, incluídos numa esquadrilha de 30 aparelhos que vai ficar estacionada na península, decidiu reativar uma estação de radares antimíssil e investir mais de 1,75 mil milhões de euros no reforço da sua frota do Mar Negro.
Breedlove deslocou-se a Kiev para conversações com os líderes ucranianos sobre a situação no país, que está a suscitar a mais grave crise entre o ocidente e Moscovo desde o final da Guerra fria.

A liderança de Kiev suscitou uma forte reação da Rússia ao confirmar recentemente a disposição de aderir ao bloco militar aliado, alegando o envolvimento da Rússia na guerra civil no leste do país e que já provocou cerca de 4.300 mortos desde abril.

Apesar de a eventual adesão da Ucrânia à NATO permanecer como um objetivo ainda distante, o general Breedlove disse que a Aliança está a fornecer treino às forças ucranianas para permitir que se aproximem "das táticas, técnicas e procedimentos da NATO", mas insistiu que qualquer decisão sobre a adesão de um novo país é da responsabilidade dos líderes políticos.

Lusa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Crypter em Novembro 26, 2014, 09:09:06 pm
Citação de: "Lusitano89"
EUA vão colocar carros de combate e blindados na Europa de Leste


Os EUA vão colocar 150 carros de combate e veículos blindados em vários países membros da NATO, parte dos quais na Europa de Leste, para participarem em exercícios, revelou um general norte-americano.

Lusa

Nós contamos os cc com os dedos das mãos. Eles têm tantos que até dá para "deixar ficar.."
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Get_It em Novembro 26, 2014, 09:19:39 pm
O USMC também consegue dar-se ao luxo de deixar montes de equipamento na Noruega desde os anos 80: The Pentagon Is Stuffing Caves in Norway Full of Tanks (http://https).

É da maneira que não têm de se preocupar com o transporte a logística em caso de conflito e a indústria militar norte-americana agradece.

Cumprimentos,
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 27, 2014, 10:24:03 am
Citação de: "Crypter"
Citação de: "Lusitano89"
EUA vão colocar carros de combate e blindados na Europa de Leste


Os EUA vão colocar 150 carros de combate e veículos blindados em vários países membros da NATO, parte dos quais na Europa de Leste, para participarem em exercícios, revelou um general norte-americano.

Lusa

Nós contamos os cc com os dedos das mãos. Eles têm tantos que até dá para "deixar ficar.."

Pior do que isso, nós contamos os militares que podem equipar os poucos CC que temos. O desfalque é total!
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 01, 2014, 12:50:42 pm
Secretário-geral da NATO pede transparência sobre voos russos


O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, pediu hoje a Moscovo "maior transparência e previsibilidade" na sua actividade aérea nas fronteiras dos países aliados como Portugal, onde a Força Aérea interceptou, em Outubro, quatro bombardeiros russos.

"Tudo o que contribua para uma maior transparência, maior previsibilidade, será de grande importância e reduzirá o risco de acidentes e incidentes que possam ficar fora de controlo", sublinhou Stoltenberg, na sua conferência de imprensa mensal.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa) referiu ainda o "aumento substancial" dos voos militares russos nas fronteiras aliadas, especialmente na zona do mar Báltico, sendo que houve já episódios de violação do espaço aéreo na organização.

Os voos militares russos - em que os aviões não se identificam nem dão informação do plano de voo -- tem obrigado à intervenção de caças aliados, que os interceptam.

Tal aconteceu por duas vezes em Portugal, em Outubro, em que caças F-16 da Força Aérea Portuguesa interceptaram aviões militares russos a sobrevoar o espaço aéreo internacional sob jurisdição portuguesa.

Em ambos os casos trataram-se de bombardeiros Tupolev-95, que foram escoltados para fora do referido espaço aéreo.

Os dois bombardeiros Tupolev-95 interceptados no dia 29 de Outubro estavam a 100 milhas da costa portuguesa (185 quilómetros de Peniche), enquanto os outros dois do mesmo modelo interceptados dois dias depois pelos F-16 portugueses encontravam-se a 90 milhas (170 quilómetros) do Porto.

Lusa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Dezembro 11, 2014, 12:51:45 pm
Os nossos F-16 em grande destaque na Euronews.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Spotter21 em Dezembro 22, 2014, 05:14:11 pm
Foram proporcionadas novas fotos pela Força Aérea da Noruega na zona do Báltico, obtidas por caças F-16 durante as missões de intercepção aos aviões russos.


Aviões Russos na zona dos Bálticos (http://http)

Obrigado

Jorge Ruivo
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Dezembro 23, 2014, 11:12:32 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Dezembro 26, 2014, 11:11:39 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Janeiro 02, 2015, 06:29:04 pm
Armamento russo com capacidade nuclear.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Fevereiro 08, 2015, 12:01:38 am
E o Exército português irá integrar esta força na Lituânia.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: RicardoL em Fevereiro 08, 2015, 05:33:08 pm
NATO parece ter um certo medo da Rússia, PUTIN se aproveita disso, as potências europeias se enfraqueceram de mais graças a essa política imbecil de austeridade!
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 17, 2015, 04:57:04 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 20, 2015, 12:25:23 pm
Citação de: "HSMW"
E o Exército português irá integrar esta força na Lituânia.

Algém acredita que a OTAN está preparada? Eu não.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Edu em Fevereiro 20, 2015, 04:57:31 pm
A principal questão nem é estar preparada, é que simplesmente não há qualquer vontade por parte dos membros mais influentes da NATO e arriscar uma guerra total por causa da Ucrânia.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: mafets em Fevereiro 21, 2015, 10:55:40 am
Citação de: "Edu"
A principal questão nem é estar preparada, é que simplesmente não há qualquer vontade por parte dos membros mais influentes da NATO e arriscar uma guerra total por causa da Ucrânia.
Mais depressa a NATO manda carradas de armas e instrutores para a Ucrânia do que intervêm.  :wink:
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcdn.uncommonwisdomdaily.com%2Fmedia%2Fuwd%2Fissues%2F2015%2F012315-pm-img-01.jpg&hash=f13d7c1875234d37d1a463d5fe52f6e6)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fstatic01.nyt.com%2Fimages%2F2015%2F02%2F09%2Fopinion%2F09mearsheimer%2F09mearsheimer-articleLarge.jpg&hash=4fa61b3df54afbe3ba281a7783bdb44d)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Forientalreview.org%2Fwp-content%2Fuploads%2F2015%2F02%2F1-HssFga4monOLvr4Y09n-6A.png&hash=407851cb2e3fcf2e09e432f1c55040d2)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fnews.bbcimg.co.uk%2Fmedia%2Fimages%2F77381000%2Fjpg%2F_77381418_ukraine_rebel_forces_20140904_624.jpg&hash=3cdd2e80cc15a4acb17c4adccc3a9fed)
Mas em termos de "preparação" os Russos não estão melhor que a NATO. Putin e o Kremlin, além das chefias militares é que o dão a intender.  :wink:
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.moscowtopnews.com%2Fimage%2Farticle%2F2%2F2%2F1%2F1221.jpeg&hash=dc0e01c5e412cfb46980096a421d4289)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fs3.reutersmedia.net%2Fresources%2Fr%2F%3Fm%3D02%26amp%3Bd%3D20150116%26amp%3Bt%3D2%26amp%3Bi%3D1016796965%26amp%3Bw%3D580%26amp%3Bfh%3D%26amp%3Bfw%3D%26amp%3Bll%3D%26amp%3Bpl%3D%26amp%3Br%3DLYNXMPEB0F0OK&hash=9d89bb3bc64702f07c4efdca29c53c09)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.technologijos.lt%2Fupload%2Fimage%2Fn%2Ftechnologijos%2Fkaryba%2FS-40379%2F184544100.jpg&hash=c9977aab7b88c2d04c58b759801226b1)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.kommersant.com%2Fphoto%2F512%2FNews%2F2008%2F09%2F04%2F%2FKMO_088203_00001_1m.jpg&hash=80fcd0e81b633ace2002949cb4247217)

Cumprimentos
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Fevereiro 27, 2015, 05:19:16 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: typhonman em Fevereiro 27, 2015, 06:10:47 pm
Vamos de G-3 ?
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Edu em Fevereiro 28, 2015, 12:14:49 am
Ui... isto ainda vai dar molho.

NATO e Rússia em exercícios tao perto uns dos outros...
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Março 11, 2015, 06:24:55 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Março 11, 2015, 09:10:23 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Março 17, 2015, 01:58:34 pm
A NATO realiza exercícios no Mar Negro no aniversário da anexação russa de Crimeia


Navios norte-americanos, do Canadá, Turquia, Alemanha, Italia e Roménia simulam ataques aéreos e através de submarinos perto da costa romena de Constança, a 300 quilômetros de Crimeia, que foi anexada por Rússia há um ano.

A Rússia tem acusado à NATO de estar a realizar "jogos de guerra agressivos" e já avisou que esta presença perto da fronteira russa pode ter consequências na resolução do conflito da Ucrânia. Na semana passada, o ministro da Defesa de Moscovo garantiu que as forças armadas russas começaram a realizar exercícios militares de larga escala no sul da Rússia, incluindo na Crimeia.

Recorde-se que a Roménia, antigo aliado da União Soviética, se juntou à NATO em 2004 e agora é um dos paises europeus que vai receber unidades de comando com soldados nacionais e da aliança, prontas a responder a qualquer ação russa.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Março 21, 2015, 01:36:21 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Março 22, 2015, 12:06:10 am

Rússia ameaça à Dinamarca: a Marinha desse país se tornaria alvo dum ataque nuclear russo caso ela participe do sistema anti-mísseis da NATO.

A Dinamarca planeja fornecer uma ou mais fragatas e poderosos radares a esse sistema.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Março 30, 2015, 04:42:25 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Abril 15, 2015, 07:07:33 pm
Russians inspectors arrive at NATO war games  off Scotland

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.telegraph.co.uk%2Fmultimedia%2Farchive%2F03266%2Fsubmarine_3266050b.jpg&hash=0fc2584ca050ff85b792b1f9e2617261)
An Allied submarine near the Scottish coast during Exercise Joint Warrior
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.telegraph.co.uk%2Fmultimedia%2Farchive%2F02614%2FFaslane_2614728b.jpg&hash=e07cabbeecc55a6e047ee547435cb0b7)
HMS Ambush will take part in submarine hunting drills as part of Exercise Joint Warrior
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.telegraph.co.uk%2Fmultimedia%2Farchive%2F03044%2FTyphoon_3044578b.jpg&hash=1e6624d26451d74c42e3b53854231aae)
An RAF Typhoon intercepting a Russian Bear aircraft in international air space off the British coast in 2014

Citar
Russian military inspectors are attending massive naval war games off the coast of Scotland. The British Ministry of Defence has been forced to accept a four-day visit of military experts from Moscow under a European arms control treaty.

 The visit takes place as 55 warships and more than 70 aircraft and 13,000 soldiers, sailors and airmen from 14 nations gather for exercise Joint Warrior. It is held every six months, but the current manoeuvres are the biggest they have ever been.

It is the first time that Russian inspectors attend NATO manoeuvers since relations between  Russia and the alliance plummeted after the annexation of Crimea . NATO has withdrawn all cooperation from Russia in protest at its aggression in Ukraine and stepped up exercises to try to reassure Eastern allies who feel threatened by the Kremlin.Western officers have not made similar inspections in Russia since 2010.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: FranciscoDuarte em Abril 26, 2015, 10:24:52 pm
Motards russos vão fazer viagem de 6000km de Moscovo a Berlim, em celebração dos 70 anos do fim da segunda Guerra Mundial. O que pensar disto?

http://pt.blastingnews.com/internaciona ... 65789.html (http://pt.blastingnews.com/internacional/2015/04/motociclistas-pro-russos-viajam-de-moscovo-ate-berlim-00365789.html)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: psaa em Abril 27, 2015, 07:23:48 pm
Citação de: "FranciscoDuarte"
Motards russos vão fazer viagem de 6000km de Moscovo a Berlim, em celebração dos 70 anos do fim da segunda Guerra Mundial. O que pensar disto?

http://pt.blastingnews.com/internaciona ... 65789.html (http://pt.blastingnews.com/internacional/2015/04/motociclistas-pro-russos-viajam-de-moscovo-ate-berlim-00365789.html)

Não vão porque a Polónia e Alemanha não vão permitir:

http://pt.euronews.com/2015/04/25/polonia-proibe-entrada-de-motards-russos/

http://www.dnoticias.pt/actualidade/mundo/512964-alemanha-e-polonia-proibem-entrada-de-motards-russos
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: FranciscoDuarte em Abril 27, 2015, 09:15:39 pm
Muito interessante. Creio que isto ainda vai derramar mais alguma tinta, ainda assim. Afinal, eles disseram que ninguém os impediria.

Muito obrigado pela partilha.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Crypter em Maio 09, 2015, 09:49:01 pm
Impressive NATO War Game Lead by Polish Armed Forces - Nato Force Training in Poland

Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Maio 09, 2015, 11:05:18 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Maio 12, 2015, 08:15:45 pm
NATO anti-submarine joint exercise "Dynamic Mongoose 2015"


NATO is carrying out since eight days its biggest anti-submarine warfare exercise this year in the North Sea for drills focused on detecting and defending against submarines. More than a dozen surface vessels are participating in it. Ten NATO allies are joined this year for the first time by Sweden.

Among the ships taking part in this exercise: the Ticonderoga-class cruiser USS Vicksburg (CG-69), the following frigates: the Canadian  Fredericton (FFH 337), the British Portland (F-79), the French Letouche-Tréville (D-646), the Spanish Blas de Lezo (F-104), the Dutch Tromp (F-803), the Norwegian Fridtjof Nansen (F-310), built in Spain, the Turkish Göksu (F-497), the Polish corvete ORP Kaszub 240, the Swedish submarine Gotland,  the German submarine U-33 (S183), the German tanker FGS Spessart (A-1442) and the Norwegian research vessels NRV Alliance and H.U. Sverdrup.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Maio 26, 2015, 06:28:21 pm
12,000 troops involved in Russia combat exercises

• The drill comes as several NATO nations are involved in training of their own in Scandinavia

http://www.upi.com/Top_News/World-News/ ... 1432653954 (http://www.upi.com/Top_News/World-News/2015/05/26/12000-troops-involved-in-Russia-combat-exercises/4881432653954)

Citar
Russia-began a four-day military exercise involving 12,000 troops and as many as 250 combat aircraft, in a show of combat readiness. (...) The Russian Defence Ministry described it as a "massive surprise inspection" to test combat readiness.(..)

 The exercises coincide with the "Arctic Challenge Exercise", a fighter jet exercise this week of nearly 100 planes and 4,000 troops in sub-Arctic Scandinavia (...) [Planes from three no-Nato countries, Switzerland (http://http), Sweden and Finland take part in this exercise].

 "We are concerned by the size, scale and frequency of Russia's snap exercises", a NATO official told CNN. "Three of them (prior exercises) have included some 80,000 troops. Some of them have been used to deploy troops to annex Crimea, mass forces on Ukraine's borders and support the separatists" She added NATO typically announces its large-scale military drills months in advance. (...)

http://www.independent.co.uk/news/world ... 75692.html (http://www.independent.co.uk/news/world/russia-begins-hugue-surprise-air-force-drill-on-same-day-as-nato-start-arctic-training-10275692.html)

http://actualidad.rt.com/actualidad/175 ... candinavia (http://actualidad.rt.com/actualidad/175717-aviones-otan-ejercicios-escandinavia)

http://www.aereo.jor.br/2015/05/25/come ... -de-junho/ (http://www.aereo.jor.br/2015/05/25/comeca-o-exercicio-artic-challenge-2015-que-vai-ate-4-de-junho/)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Junho 18, 2015, 04:53:38 pm
Ministro polaco diz que o tempo de paz na Europa "já acabou"

Explicação? "Há cada vez mais crises a eclodir em volta da Europa. Não é só a crise entre a Ucrânia e a Rússia, mas também o ISIS e uma série de outras crises no norte da África".

Os atuais conflitos e crises junto às fronteiras da Europa demonstram que o tempo de paz vivido no continente após o fim da Guerra Fria "já acabou", afirmou hoje o ministro da Defesa da Polónia, Tomasz Siemoniak. O ministro falava em conferência de imprensa ao lado do secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, depois de assistirem ao primeiro exercício militar da nova força de reação rápida da Aliança em Zagan, no sudoeste da Polónia.

"Depois de dezenas de anos de paz, esse período pacífico pós-Guerra Fria já acabou", disse o ministro. "Porque há cada vez mais crises a eclodir em volta da Europa. Não é só a crise entre a Ucrânia e a Rússia, mas também o ISIS e uma série de outras crises no norte da África", acrescentou, utilizando o acrónimo anteriormente utilizado pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

Siemoniak frisou que a Europa tem de fazer mais pela sua defesa, considerando ser tarefa de todos os governantes europeus "convencer a opinião pública de que tem de estar disposta a fazer mais, antes que seja tarde demais".

Depois das notícias de que os Estados Unidos planeiam destacar milhares de tropas e armamento pesado no leste europeu, a que a Rússia respondeu anunciando o reforço do seu arsenal nuclear, Stoltenberg disse hoje que a presença militar aliada na Europa de Leste vai ser discutida na reunião de ministros da Defesa da NATO da próxima semana em Bruxelas.

O exercício a que os dois responsáveis assistiram hoje envolve cerca de 2.100 soldados da Alemanha, Bélgica, Estados Unidos, Holanda, Hungria, Lituânia, Noruega, Polónia e República Checa visa testar a prontidão da nova força de reação rápida, decidida na Cimeira da NATO de 2014.

Lusa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Junho 24, 2015, 01:03:05 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Junho 24, 2015, 09:40:47 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Junho 24, 2015, 11:03:37 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Edu em Julho 01, 2015, 12:18:16 pm
Rússia revê a legalidade da independência dos países do Báltico

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4654121

Russian prosecutor general receives MP request to review recognition of Baltic States

Citar
The office of Russia’s Prosecutor General has received a request by two members of the State Duma to review the 1991 decision made by the Soviet Union to recognize the independence of the Baltic States.

The two deputies reportedly come from the ruling United Russia party. They claim the split of the Baltic States from the USSR was unconstitutional. The decision to recognize their independence “cemented the separation from the USSR of a strategically important territory, the loss of sea ports and areas of water, led to the disintegration of the country’s unified defense environment and to the disruption of economic links to the Baltic republics,” they said addressing the Prosecutor General’s Office, according to Rossiyskaya Gazeta.

Russian law requires the office of the Prosecutor General to review the request as it would any other. “Indeed, [the Office] has received an address by deputies, which is currently being reviewed in accordance with the demands of the Russian law, like any other address we receive,” RIA Novosti quotes a representative of the Office.

The Interfax news agency quotes a “source familiar with the situation” as saying: “Legally speaking, the decision to recognize the independence of the Baltic States is flawed, as it was taken by a non-constitutional body.”

Despite the request’s questionable fate, top Lithuanian politicians have already reacted, calling it a provocation.

“Our independence was bought with the blood of Lithuanians. No one can encroach on it. We are the only ones to decide our fate,” Lithuanian president Dalia Grybauskaite said, as reported by Delfi, a Baltic news portal.

Foreign Minister Linas Linkevicius called the request “legally, morally and politically absurd” and said it is “viewed as at least a provocation.”

Vladimir Putin’s press secretary Dmitry Peskov told reporters on Wednesday that the Kremlin was not aware of the initiative of Russian lawmakers who had asked prosecutors to probe the legality of the Baltic Republics’ breakaway from the Soviet Union. “And frankly speaking, I personally find it difficult to understand the essence of this initiative,” Peskov added.

The independence of Latvia, Lithuania and Estonia was recognized by the USSR’s State Council on September 5, 1991. The State Council was a temporary body which included the President of the USSR as well as the leaders of 10 allied republics.

The Soviet Union’s constitution at the time necessitated a referendum and a transitional period in order to settle disputed matters, neither of which took place.

http://rt.com/politics/270781-prosecutor-review-baltic-independence/

Depois admiram-se que a NATO coloque um cada vez maior numero de forças militares nos países bálticos.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Julho 07, 2015, 03:18:07 pm
Baltops 2015
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Julho 09, 2015, 11:45:13 am
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 11, 2015, 12:57:33 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi2.cdn.turner.com%2Fcnnnext%2Fdam%2Fassets%2F130309152731-general-joseph-dunford-horizontal-large-gallery.jpg&hash=6cc56017cdcf6fa93dea301452941a17)

Incoming Joint Chiefs chairman calls Russia, China top threats

http://www.militarytimes.com/story/mili ... n/29912233 (http://www.militarytimes.com/story/military/capitol-hill/2015/07/09/dunford-confirmation-hearing-russia-china-top-threats-joint-chiefs-of-staff-chairman/29912233)
Citar
In terms of national security threats, the headline-grabbing Islamic State militants that the US is seeking to subdue in Iraq, are less of concern than Russia and China, the incoming chairman of the Joint Chiefs of Staff said Thursday.

Commandant of the Marine Corps Gen. Joseph Dunford, in line to assume the nation's highest military post later this summer,  cited Russia's nuclear weapon stockpile and aggressive,  unpredictable actions as reasons that nation presents the most serious near-time threat to worldwide stability.

He also cited China's military strength and North Korea's erratic international actions as other top concerns, listing the Islamic State threat in Iraq and Syria below the potential actions of those countries  (...)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Agosto 02, 2015, 09:08:23 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 08, 2015, 06:10:27 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 13, 2015, 10:35:36 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Agosto 14, 2015, 07:26:11 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fs1.ibtimes.com%2Fsites%2Fwww.ibtimes.com%2Ffiles%2Fstyles%2Fv2_article_large%2Fpublic%2F2015%2F07%2F26%2Fnato-turkey.jpg&hash=e84b2d0a05f28623c16446d32953724c)

NATO Denies War Plans Against Russia Amid Increased Military Exercises From Both Sides

http://www.ibtimes.com/nato-denies-war- ... s-20511261 (http://www.ibtimes.com/nato-denies-war-plans-against-russia-amid-increased-military-exercises-both-sides-20511261)
Citar
NATO  responded forcefully Wednesday to a report that suggested the 28-country alliance and Russia were heading toward all-out war. The report, written by the European Leadership Network, a London-based policy think-tank, said that the increased level of military exercises by both sides could make an actual conflict more likely.

  NATO denied claims in the report that it was organizing exercises with "war plans in mind", instead suggesting that it was actually Russia that was preparing the conflict. (...)

 The NATO press release noted that Russia had conducted more than 4,000 military exercises in 2015, which it contends is 10 times more exercises that the alliance has done in the same time period. "Moreover, Russia has incorporated nuclear and nuclear-capable forces in its recent exercises". (...)

 :arrow: A news-item on the report by the European Leadership Network

http://www.theguardian.com/world/2015/a ... ports-says (http://www.theguardian.com/world/2015/aug/12/russia-and-nato-war-games-increase-risk-of-real-clash-reports-says)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Camuflage em Agosto 14, 2015, 08:21:47 pm
Com o Obama a cortar na Defesa é preciso criar-se novos inimigos para vender armas...
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: RicardoL em Agosto 15, 2015, 07:11:46 pm
Citação de: "Camuflage"
Com o Obama a cortar na Defesa é preciso criar-se novos inimigos para vender armas...

Sim, como os EUA podem justificar um orçamento militar de 600 bilhões de dólares sem um inimigo real. A última do Pentagono é que as forças armadas precisam de mais dinheiro porque atualmente não tem condições satisfatórias de enfrentar a Rússia em uma guerra.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Camuflage em Agosto 15, 2015, 08:55:53 pm
Fora a vertente da ciberguerra iniciada oficialmente em 2010, desde então a China faz capa em muitos jornais.
Curiosamente em Portugal decidiu seguir-se a mesma vertente, as Secretas parece que vão ter poderes reforçados, apesar de ninguém justificar qual é a ameaça, bem como desde dezembro de 2011 surgem "ataques dos anonymous" a instituições públicas, sem nada de relevante ocorrer, mas ainda esta semana saiu uma noticia da inspecção geral das finanças a dizer que não estamos protegidos contra ataques informáticos.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Agosto 20, 2015, 10:59:19 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Agosto 24, 2015, 09:53:04 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.cbc.ca%2F1.3201132.1440364632%21%2FcpImage%2FhttpImage%2Fimage.jpg_gen%2Fderivatives%2F16x9_620%2Festonia-ooland.jpg&hash=d3873e35f38d796f5a7cab2177de049f)

Estonian prime minister and Polish president meet in Tallinn, Estonia, on Sunday

Polish president urges NATO to bolster its eastern flank

http://www.cbc.ca/news/world/polish-pre ... -1.3201129 (http://www.cbc.ca/news/world/polish-president-urges-nato-to-bolster-its-eastern-flank-1.3201129)

Citar
Poland's new president called on Sunday for NATO to  move troops to its eastern flank, bringing a message of solidarity to Estonia and other Baltic states nervous about Russian ambitions. (...) Duda spoke of the "resurgent imperial tendencies" in the region and said that since the world is changing, NATO should as well. (...)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Agosto 26, 2015, 10:24:02 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fusarmy.vo.llnwd.net%2Fe2%2Fc%2Fimages%2F2015%2F08%2F06%2F404899%2Fsize0.jpg&hash=e34bb90ee9f9401ad2af79dac654c2e3)

The biggest airborne exercise since the cold war has begun in Germany
with paratroops from eight NATO countries

http://www.stripes.com/news/storied-air ... e-1.364758 (http://www.stripes.com/news/storied-airborne-unit-returns-to-europe-for-nato-exercise-1.364758)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 27, 2015, 05:03:09 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Agosto 28, 2015, 10:32:09 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fsi.wsj.net%2Fpublic%2Fresources%2Fimages%2FWO-AW837_POLAND_P_20150614185312.jpg&hash=a4085c31f46e5a9f4a6c015de509a92c)

US to deploy heavy weapons in Poland by 2016

http://m.militarytimes.com/daily-news/2 ... -2016.html (http://m.militarytimes.com/daily-news/2015/08/28/us-to-deploy-heavy-weapons-to-poland-in-2016.html)

Citar
Poland's defense minister said Thursday the United States would deploy heavy weapons to the EU state next year, as the regional tensions run high over Russia and the conflict  in Ukraine.

Washington has said in June it would store battle tanks, infantry fighting vehicles and other heavy weapons for as many as 5,000 American troops in several Baltic and Eastern Europe countries.

  "We expect this deployment to take place in 2016", Polish Defence Minister Tomasz Siemoniak told local news agency PAP.  

He said two locations for the weaponry had been identified in the west and northeast of the country following talks with the United States but he would not specify the exact locations.

Siemoniak added that the terms would be finalised during a meeting of the NATO defense ministers in Brussels in early October. (...)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Setembro 01, 2015, 04:26:16 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 01, 2015, 05:18:07 pm
NATO ativa unidades na Lituânia, Letónia, Estónia, Polónia, Bulgária e Roménia


"A NATO ativou oficialmente as unidades de integração na Lituânia, Letónia, Estónia, Polónia, Bulgária e Roménia", indicou a porta-voz, Asta Galdikaite.

O ministro Linas Linkevicius congratulou-se com "um sinal claro de que a NATO assume de forma séria os seus compromissos".

"É uma mensagem clara, quer para os aliados, quer para a outra parte, que recentemente fez aumentar a tensão", disse Linkevicius, em declarações à agência noticiosa AFP, mas sem mencionar diretamente a Rússia.

A Aliança Atlântica anunciou que o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, vai participar na quinta-feira, em Vilnius, nas cerimónias que devem assinalar formalmente a abertura dos centros de comando.

Cada centro deve incluir 40 oficiais e terá por missão facilitar o deslocamento da nova força de reação ultrarrápida da NATO e coordenar os exercícios.

Esta iniciativa é a mais recente decidida pela NATO na região após a anexação da Crimeia pela Rússia, em março de 2014. A Aliança tinha vindo a multiplicar os exercícios no terreno e o envio de navios e aviões de combate, enquanto Washington anunciou a instalação de diverso equipamento militar, incluindo artilharia e carros de combate.

Na terça-feira, a Letónia confirmou que dois 'drones' de vigilância norte-americanos 'Predator 70' e 70 pilotos foram colocados na sua base aérea de Lielvarde para duas semanas de exercícios. Oficias dos serviços de informações militares polacos e dos três países bálticos também vão integrar os exercícios.

DN
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 11, 2015, 09:30:53 pm
Reino Unido interceta dois aviões russos perto do seu espaço aéreo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fthumbs.web.sapo.io%2F%3Fepic%3D%2BO1w6N3GvlNMa8fUlLxX3LQ1DBdj0oHXAP1B%2FvBWoxA4vuQSKprwh%2FOq5yXUv2JlH9zqXNUIHrXdZbphZWDzwBqdY6KSs0Ijkni0XHm5Ooc8P2c%3D%26amp%3BW%3D756%26amp%3BH%3D425%26amp%3Bcrop%3Dcenter%26amp%3Berrorpic%3Dtransparent%26amp%3Bdelay_optim%3D1%26amp%3Btv%3D2&hash=1043750b1f0c2f668f21c4478e4c0d42)


Os caças-bombardeiros 'Typhoon' da RAF, que partiram da base Lossiemouth na Escócia, escoltaram na quinta-feira os bombardeiros pesados supersónicos russos Tupolev TU-160 e afastaram-nos de uma zona considerada "área de interesse para o Reino Unido", assinalou o ministério.

Nos últimos meses registaram-se diversos incidentes semelhantes com efetivos militares russos, o último em abril, quando as forças armadas britânicas escoltaram para fora do seu espaço três vasos de guerra e dois aviões militares russos.

Em 29 de janeiro, o ministério dos Negócios Estrangeiros britânico convocou o embaixador da Rússia em Londres, Alexander Yakovenko, após a interceção de dois bombardeiros russos no espaço aéreo britânico.

Em outubro de 2014 a NATO informou ter detetado um "inabitual" aumento dos voos de aviões militares russos no espaço aéreo europeu.


Lusa
Título: Norte-americanos admitem potência militar da Rússia
Enviado por: Pellegrino Ernetti em Outubro 15, 2015, 11:57:06 pm
NEW YORK TIMES

http://www.nytimes.com/2015/10/15/world/middleeast/russian-military-uses-syria-as-proving-ground-and-west-takes-notice.html?mwrsm=Email&_r=1


Especialistas norte-americanos admitem potência militar da Rússia


Duas semanas depois do início da operação da Força Aeroespacial russas contra o grupo terrorista Estado Islâmico na Síria, especialistas militares citados pelo jornal norte-americano New York Times avaliaram capacidades aumentadas do exército russo.


Segundo o artigo, a Força Aeroespacial russa realiza diariamente mais ataques contra os terroristas do que a coalição liderada pelos EUA realiza em um mês.

Duas semanas de ataques aéreos e de mísseis na Síria deram à inteligência ocidental e aos oficiais militares uma apreciação mais profunda da transformação que o exército russo teve sob a gerência do presidente Vladimir Putin, que mostra a capacidade de realizar operações fora das suas fronteiras e a capacidade de novos armamentos, tácticos e estratégicos”.

De acordo com New York Times, após o colapso da União Soviética, o exército russo estava em decadência:

“Isso também permitiu aos oficiais e analistas ter uma visão mais ampla no exército que por cerca de quarto de século que após o colapso da União Soviética foi vista como decadente, com a potência insignificante, tão prejudicado por sistemas velhos e tão consumido pela corrupção que não representava ameaça real fora das suas fronteiras”.

A mídia mundial presta atenção especial a cada passo da Rússia e esta atenção intensificada por vezes está no limitar da agressão. Mais cedo nesta semana, a representante oficial do Ministério do Exterior russo, Maria Zakharova, declarou que a Rússia enfrentou uma agressão informática sem precedentes após o início da operação na Síria.

Desde o 30 de setembro, a pedido do presidente sírio Bashar Assad, a Rússia iniciou ataques localizados contra as posições do Estado Islâmico na Síria, usando aviões Su-25, bombardeiros Su-24M, Su-34, protegidos por caças Su-30SM. Segundo os dados mais recentes, as Forças Aeroespaciais russas realizaram, desde o início da operação, cerca de 450 ataques contra as posições dos terroristas, destruindo cerca de 300 militantes, assim como postos de comando, campos de treinamento e arsenais.

Além disso, os navios da Frota do Mar Cáspio lançaram 26 mísseis de cruzeiro contra os territórios controlados pelos jihadistas. A precisão de ataque é de cerca de 5 metros. Os alvos dos ataques são estabelecidos com base nos dados de reconhecimento russo, sírio, iraquiano e iraniano.

O embaixador sírio na Rússia, Riad Haddad, confirmou que as missões aéreas são realizadas contra organizações terroristas armadas, e não contra grupos da oposição política ou civis.

Segundo os dados do Estado-Maior russo, os militantes do EI sofrem danos significativos e mudam de táctica espalhando as suas tropas e escondendo-se em povoações. Na linha de contacto com as forças governamentais sírias, eles perderam a maior parte das munições e material bélico e uma série de grupos que fazem parte do Estado Islâmico já são prontos a deixar a zona de hostilidades.

O presidente russo Vladimir Putin anteriormente confirmou que os prazos da operação aérea russa na Síria são limitados pela operação ofensiva dos militares sírios e excluiu a possibilidade de uso das Forças Armadas russas em hostilidades terrestres.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Outubro 22, 2015, 11:16:47 am
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Outubro 31, 2015, 10:29:44 pm

What is the NATO Response Force (NRF)?
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Novembro 13, 2015, 06:29:26 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nato.int%2Fnato_static_fl2014%2Fassets%2Fpictures%2Fstock_2015%2F20151110_151110-sg-nordefco_rdax_775x440.jpg&hash=f38d3e41d63e901e9f4313d934d3aa2b)

NAto Secretary-General Jens Stoltenberg during a vist to Stockolm on November 10

NATO to deepen Nordic Presence Through Sweden, Finland

http://www.defensenews.com/story/defense/policy-budget/warfare/2015/11/12/nato-deeper-presence-through-sweden-finland/75642104

  Nordic governments have welcomed NATO's intention to strengthen its military presence in this Nordic-Baltic region through closer cooperation with non-aligned partners Sweden and Finland.

NATO's plans were outlined by Secretary-General Jens Stoltenberg during two days of talks between Nordic and Baltic defense ministers in Stockholm, which ended Tuesday. 

NATO's higher military profile in the Nordic region is to be achieved largely through more numerous and  visible joint exercises with the Nordic Partnership for Peace cooperation states Sweden and Finland. (...)

Stoltenberg cited the "use of force to change the borders of Ukraine" together with the increasing and more assertive military activities by Russia in the Baltic Sea area, as a fundamental justification for NATO's move to deepenits mmilitary presence in the Nordic region.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 20, 2015, 07:14:17 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Dezembro 02, 2015, 04:01:09 pm

Expansão da NATO nos Balcãs enerva Rússia 
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 11, 2015, 03:50:51 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Crypter em Janeiro 10, 2016, 01:55:31 pm
Stryker APC Vs Dutch CV90 na neve..

Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 22, 2016, 01:40:41 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 02, 2016, 05:42:20 pm
NATO saúda intenção norte-americana de reforçar presença militar na Europa


O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, saudou hoje em comunicado a proposta dos Estados Unidos de reforçar “de forma significativa” a sua presença militar na Europa.

A Aliança Atlântica respondeu de forma positiva à decisão hoje emitida pelo departamento de Defesa dos Estados Unidos, que pretende solicitar cerca de 583 mil milhões de dólares (537 mil milhões de euros) no seu orçamento para 2017, com importantes aumentos de fundos canalizados para o combate ao grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico (EI) e à estratégia norte-americana na Europa.

O chefe do Pentágono, Ashton Carter, indicou que os EUA planeiam um aumento significativo da sua presença militar no território europeu.

“O orçamento solicitado, caso seja aprovado, vai quadruplicar o financiamento, até aos 3.400 milhões de dólares [3.130 milhões de euros] em 2017 para a força norte-americana na Europa”, acrescenta o comunicado.

A NATO indicou que esta verba permitirá financiar forças norte-americanas mais rotativas, maior formação e exercícios e mais ferramentas de combate e infraestrutura.

Para a Aliança “isso constitui um claro sinal do firme compromisso dos Estados Unidos pela segurança europeia”.

“Vai ser uma contribuição importante e oportuna à dissuasão e defesa coletiva da NATO”, acrescentou Stoltenberg.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, apresentará na próxima semana a proposta orçamental para o ano fiscal de 2017, que se inicia em outubro.


Económico
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Março 21, 2016, 01:03:08 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Março 31, 2016, 10:44:59 am
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Abril 01, 2016, 01:23:57 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Abril 08, 2016, 03:00:31 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Abril 14, 2016, 09:10:43 pm

Caças russos realizam voos "agressivos" no Báltico sobre destroyer dos EUA
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Abril 14, 2016, 09:22:45 pm


Marinha dos EUA na Lituânia: "Não cederemos espaço", depois do incidente com aviôes russos
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Viajante em Abril 14, 2016, 09:26:20 pm
Os russos gostam de provocar, mas podem ter o azar de encontrar alguém que não esteja com meias medidas, como fizeram os Turcos quando abateram o caça no ano passado!!!!
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Crypter em Abril 14, 2016, 10:15:17 pm
Já à uns anos atrás correu o rumor que os caças conseguiram "desligar" o radar AEGIS do USS Donald Cook! Será que o voltaram a fazer  8)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 15, 2016, 10:49:42 am
O fabricante do sistema já disse que o referido avião não dispunha na altura desse sistema.

Citar
By the way, nowadays Khibiny is being installed on Su-30, Su-34 and Su-35, so the famous April attack in the Black sea on USS Donald Cook by Su-24 bomber jet allegedly using Khibiny complex is nothing but a newspaper hoax. The destroyer's buzzing did take place. This EW system can completely neutralise the enemy radar, but Khibiny are not installed on Su-24.

http://www.kret.com/en/news/3669/

Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Abril 16, 2016, 02:29:21 pm

That time (1968) a Soviet bomber crashed into the sea after buzzing a U.S. aircraft carrier *

http://theaviationist.com/2016/04/14/that-time-a-soviet-bomber-crashed-into-the-sea-after-buzzing-a-u-s-aircraft-carrier/

* According to "Cold War Warriors" the footage was considered classified by the Soviets and never shown in Russia until 2008.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Abril 24, 2016, 09:33:04 am

NATO mantem calma perante as provocações de aviões russos
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: NVF em Abril 24, 2016, 06:23:58 pm
A nova iteração russa da 'guerra relâmpago' (Blitzkrieg 3) parece ter abalado os nossos aliados americanos. Texto longo mas interessante.

The Secret U.S. Army Study That Targets Moscow

http://www.politico.com/magazine/story/2016/04/moscow-pentagon-us-secret-study-213811 (http://www.politico.com/magazine/story/2016/04/moscow-pentagon-us-secret-study-213811)

Citar
Lieutenant General H.R. McMaster has a shaved head and gung-ho manner that only add to his reputation as the U.S. Army’s leading warrior-intellectual, one who often quotes famed Prussian general and military theorist Carl Von Clausewitz. A decade ago, McMaster fought a pitched battle inside the Pentagon for a new concept of warfare to address the threat from Islamist terrorists and insurgents in Afghanistan, Iraq and other trouble spots. Now, his new mission is more focused. Target: Moscow.

POLITICO has learned that, following the stunning success of Russia’s quasi-secret incursion into Ukraine, McMaster is quietly overseeing a high-level government panel intended to figure out how the Army should adapt to this Russian wake-up call. Partly, it is a tacit admission of failure on the part of the Army — and the U.S. government more broadly.

“It is clear that while our Army was engaged in Afghanistan and Iraq, Russia studied U.S. capabilities and vulnerabilities and embarked on an ambitious and largely successful modernization effort,” McMaster told the Senate Armed Services Committee last week. “In Ukraine, for example, the combination of unmanned aerial systems and offensive cyber and advanced electronic warfare capabilities depict a high degree of technological sophistication.”

In Ukraine, a rapidly mobilized Russian-supplied rebel army with surprisingly lethal tanks, artillery and anti-tank weapons has unleashed swarms of unmanned aerial vehicles and cyberattacks that shut down battlefield communications and even GPS.

The discussions of what has been gleaned so far on visits to Ukraine—and from various other studies conducted by experts in and out of government in the U.S. and Europe—have highlighted a series of early takeaways, according to a copy of a briefing that was delivered in recent weeks to the top leadership in the Pentagon and in allied capitals.

U.S. military and intelligence officials worry that Moscow now has the advantage in key areas. Lighter armored vehicles like those the Army relied on heavily in Iraq and Afghanistan are highly vulnerable to its new weapons. And main battle tanks like Russia’s T-90—thought to be an anachronism in recent conflicts—are still decisive.

McMaster added that “Russia possesses a variety of rocket, missile and cannon artillery systems that outrange and are more lethal than U.S. Army artillery systems and munitions.” Its tanks, meanwhile, are so improved that they are “largely invulnerable to anti-tank missiles,” says retired General Wesley Clark, who served as NATO commander from 1997 to 2000 and has been sounding the alarm about what the Ukraine conflict means for the U.S. military.

Also on display in Ukraine to an alarming degree: Moscow’s widespread political subversion of Ukrainian institutions, part of what experts are now calling “hybrid warfare” that combines military power with covert efforts to undermine an enemy government. Russia has since then also intervened with ground forces and airstrikes in Syria—apparently somewhat successfully—and flexed its muscles in other ways. This week, two Russian fighter jets and a military helicopter repeatedly buzzed a U.S. Navy warship in the Baltic Sea, despite radio warnings.

McMaster’s response is the Russia New Generation Warfare Study, whose government participants have already made several unpublicized trips to the front lines in Ukraine. The high-level but low-profile effort is intended to ignite a wholesale rethinking—and possibly even a redesign—of the Army in the event it has to confront the Russians in Eastern Europe.

It is expected to have profound impact on what the U.S. Army will look like in the coming years, the types of equipment it buys and how its units train. Some of the early lessons will be road tested in a major war game planned for June in Poland. Says retired Army Chief of Staff General Gordon Sullivan: “That is all designed to demonstrate that we are in the game.”

Among those who have studied the Russian operation in Ukraine closely is Phillip Karber, president of the Potomac Foundation and former Marine who has made 22 trips to Ukraine since 2014. “Few in the West have paid much attention to Russia’s doctrinal pivot to ‘New Generation War’ until its manifestation in Ukraine,” says Karber. Another surprise, he adds, “is the relative lack of Western attention, particularly given the unexpected scale and duration of the conflict, as well as the unanticipated Russian aggressiveness in sponsoring it.

Karber says the lethality of new Russian munitions has been striking, including the use of scatterable mines, which the U.S. States no longer possesses. And he counts at least 14 different types of drones used in the conflict and reports that one Ukrainian unit he was embedded with witnessed up to eight drone flights in a single day. “How do you attack an adversary’s UAV?” asks Clark. “Can we blind, disrupt or shoot down these systems? The U.S. military hasn’t suffered any significant air attacks since 1943.”

The new Army undertaking is headed by Brigadier General Peter L. Jones, commandant of the U.S. Army Infantry School at Fort Benning, Georgia. But it is the brainchild of McMaster, who as head of the Army Capabilities Integration Center at Fort Eustis, Virginia, is responsible for figuring out what the Army should look like in 2025 and beyond.

Clark describes McMaster’s effort as the most dramatic rethinking since the collapse of the Soviet Union. “These are the kind of issues the U.S. Army hasn’t worked since the end of the Cold War 25 years ago.”

The question is why the U.S. government—and the Army in particular—has once again allowed its attention to be diverted for so long that it has been caught by surprise by a major development like Russia’s enhanced capabilities. While Russian President Vladimir Putin undertook an aggressive military buildup, the U.S. Army actually drew up plans to shrink the active-duty force by some 40,000, from about 490,000 to 450,000 over the next several years. That plan is now in question. A bill recently proposed in the House of Representatives would halt the reduction. And last month, the Alaska delegation successfully got the Pentagon to back down on its plans to deactivate an airborne brigade. One of the justifications that were cited: a newly belligerent Russia.

There is also a question about whether McMaster is the general for the job. For most of his career, McMaster has been a controversial figure. In a book he published earlier in his career, Dereliction of Duty: Johnson, McNamara, the Joint Chiefs of Staff, and the Lies That Led to Vietnam, he attacked the generals of the Vietnam era for not admitting frankly that the war was unwinnable. Yet later, when McMaster pushed for a complex strategy of counterinsurgency in Iraq and Afghanistan, critics said McMaster and his fellow so-called “COIN-dinistas” misrepresented and oversold their own war-fighting strategy. Counterinsurgency calls not just for fighting insurgents but for a kind of “hearts-and-minds” campaign to win over local populations through reconstruction, policing and economic progress that usually takes at least a decade.

But the U.S. never intended to stay in Afghanistan or Iraq for that long.

Now reality is taking McMaster in precisely the direction that some of his critics said he and the other COIN specialists needed to focus on more in the first place: orienting the Army to what it does best, confronting conventional adversaries. The question is whether the U.S. military is able to adopt a realistic approach to Russian aggression without getting the nation into World War III.

Oddly enough, the model for the new effort is the Army’s detailed study of a war fought 43 years ago, one that most people have forgotten about. As a guide to this new major review, Politico has learned, McMaster is dusting off the Army’s landmark after-action review of the Yom Kippur War between Israel and Moscow’s then-proxies, Egypt and Syria.

***

In October 1973, as America's painful odyssey in the jungles of Vietnam was winding down, a war broke out thousands of miles away that would profoundly change the U.S. Army.

Tank losses in the first six days of the Yom Kippur War were greater than the entire U.S. tank inventory stationed in Europe to deter the Soviet Union when Egypt and Syria launched the surprise attack on Israel. In the most recent major armored battles, during World War II three decades earlier, opposing tank armies faced off at an average of 750 yards. In the Yom Kippur War, it was 3,000 yards or more, a far bigger killing field.

In the aftermath, Army Chief of Staff General Creighton Abrams dispatched a pair of generals to walk the battlefields of smoldering armor, obtain damaged Russian equipment and find out what the Army “should learn from that war.”

“The Yom Kippur War had a shock effect on the U.S. Army,” recalls Karber, who participated in what came to be known as the Starry-Baer panel, named for the officers who oversaw it. “It challenged decades of accumulated assumptions.”

What the Army learned from the Yom Kippur War was that “powerful new antitank weapons, swift-moving formations cutting across the battlefield, and interaction between ground formations and the air arm showed how much the world around our Army had changed as we focused on Vietnam,” as one summary of the Starry-Baer report put it. General Donn Starry’s own description of the circumstances four decades ago could easily describe what the Army is confronting today, if the word Vietnam were replaced with Iraq or Afghanistan, and the Soviet Union with Russia.

“Military attention turned back to the nation’s commitment to NATO Europe,” Starry wrote back then. “We discovered the Soviets had been very busy while we were preoccupied with Vietnam. They had revised operational concepts at the tactical and operational levels, increased their fielded force structure and introduced new equipment featuring one or more generations of new technology.”

Fast forward to 2016. After a decade and a half of counterinsurgency operations in Iraq, Afghanistan and beyond—longer than even in Vietnam—decades of assumptions about warfare are once again being re-evaluated. McMaster and other top generals have concluded that while the United States was bogged down in the Middle East, Moscow focused its energies on rebuilding its own forces to potentially counter America’s tactics.

The 53-year-old McMaster was one of those who spent the past decade or so re-orienting the Army away from traditional war-fighting. But he is widely considered one of the service’s top strategic thinkers and his supporters insist he is the best person to figure out how to respond. “He learns and he thinks about what could be and what should be,” says Sullivan, the retired Army chief of staff.

McMaster’s pioneering tactics in confronting the Iraq insurgency after the 2003 invasion were rewarded with a key role under General David Petraeus in rewriting the Army’s field manual on counterinsurgency operations. It was not an easy undertaking. The U.S. military had not focused on counterinsurgency operations in the decades since the war in Vietnam. As a colonel and brigade commander in 2005 in Iraq’s western Al Anbar province, McMaster helped pioneer a strategy that came to be known as “clear, hold, build”—in which swarms of U.S. forces backed by airstrikes secured a city or town and built up the local security forces until they were deemed ready to maintain security while local government institutions could mature.

But getting the Army as an institution to focus on training and buying the necessary equipment to fight bands of terrorists and guerrillas hidden in population centers—instead of big tank formations like the Iraqi Republican Guard it clobbered in the 1991 Persian Gulf War—proved extremely challenging.

The steady erosion of public support for the conflict—and growing angst in Congress about the seeming lack of an end game—didn’t help.

What is taking place in Ukraine, however, is seen as a game-changer. McMaster and the study team he has put together believe their work could have huge impact on what the Army buys, how it trains and how its units are structured for years to come—maybe even as much as the Yom Kippur War did.

***

The Army has a long history of trying to learn from wars it didn’t fight—and fold the battlefield lessons into its own arsenal.

A decade before the carnage of the American Civil War, George McClellan, who later became the commander of the Union Army, was an official observer of the European armies engaged in the Crimean War, which Russia lost to an alliance of France, Britain, the Ottoman Empire and Sardinia. That conflict is widely considered the first modern war, in which mass-produced rifles, explosive shells, mines and armored landing craft were first used. John Pershing, who commanded allied forces in World War I had also previously observed the Russo-Japanese War.

But the current thinking of McMaster and his top aides on what the Ukraine war might mean for the U.S. is eerily parallel to the experience of the early 1970s. That is when the U.S. military had been distracted by another guerrilla war, in Vietnam, while Russia’s military grew bolder and more sophisticated, posing a new threat to NATO, the Western military alliance.

It’s not the actual 1973 war that the Army believes parallels the modern-day conflict in Ukraine but rather the Army’s approach afterward in digesting its lessons—and folding them into its own war plans. The study of that earlier war “serves as a useful model for analyzing the conflict in Ukraine,” says Colonel Kelly Ivanoff, a field artillery officer and top aide to McMaster, who adds that the detailed undertaking to study the 1973 war was to “profoundly influence the development of the U.S. Army for the next 15 years.”

The Russia New Generation Warfare study will “examine the Ukraine theater for implications to Army future force development, with emphasis on how Russian forces and their proxies employed disruptive technologies,” he added.

The effort, which is just getting underway, is focused on 20 separate “warfighting challenges”—including maintaining communications in the face of cyberattacks; developing a greater degree of battlefield intelligence; redesigning Army combat formations and tactics; and identifying new air defenses, weapons and ways to employ helicopters.

Indeed, where the Yom Kippur War analogy reaches its limits, say close observers, is the way in which Russia has also employed other, nonmilitary power—first during the Russian military annexation of the Ukrainian peninsula of Crimea in 2014 and then in its ongoing proxy war in eastern Ukraine.

“They looked at what we were doing in the early ’90s and some of what we were saying we wanted to do and went one better,” said Sullivan, who served as Army chief of staff from 1991 to 1995 and now runs the Association of the U.S. Army, an advocacy group. “They started adding the special operating forces, which included diplomats, people who were subverting [the Ukrainian government] from the inside. It’s a hybrid.”

Now, he said, the Army is trying to apply “what we learned about the way they are using their little green men—people who are subverting the governments.”

That is not to say that the Russian Army and its proxies are 10 feet tall. The Ukrainian Army is credited with deterring an all-out Russian invasion. And the briefing that has been shared at the highest levels of the Army and with a number of foreign allies points out that the Russian military shrank dramatically in size between 1985 and 2015. And its biggest weakness is widely considered its conscript army, which has limited training and suffers from poor morale.

General Starry, who led the Yom Kippur War after-action review, concluded that the quality of the soldiers ultimately can carry the day—not numbers. “It is strikingly evident,” he wrote later, “that battles are yet won by the courage of Soldiers, the character of leaders, and the combat experience of well-trained units.”

But combined with Moscow’s efforts to upgrade its nuclear forces, what has been on display in eastern Ukraine and more recently in its military foray into Syria is expected, at least by the generals, to change the U.S. Army for a long time to come.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Abril 24, 2016, 06:51:08 pm

NATO mantem calma perante as provocações de aviões russos
0:32 "já que a russia não faz nada sem motivo"
Por favor Olisipo não precisamos deste tipo de informação made in Brasil...
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Abril 25, 2016, 05:04:28 pm
Citação de: HSMW
0:32 "já que a russia não faz nada sem motivo"
Por favor Olisipo não precisamos deste tipo de informação made in Brasil...

De facto, não é uma informação made in Brasil . É a reprodução literal das declarações, acertadas ou não, do tenente general alemão Joachim Wundrak, "executive director of the NATO Joint Air Power Competence Centre", em Uedem (Alemanha) durante um recente "press meeting" para falar das ações russas no Báltico.

Cumprimentos.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Maio 04, 2016, 05:52:12 pm
Latvian troops direct US artillery fire in the latest show of solidarity between the two Allies


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Maio 06, 2016, 11:30:14 am


Moscovo responde ao aumento das forças da NATO na fronteira russa com a criação de três novas divisões militares

http://pt.euronews.com/2016/05/04/moscovo-responde-ao-aumento-das-forcas-da-nato-na-fronteira-russa-com-tres/
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Maio 13, 2016, 03:54:49 pm

U.S. missile shield. Romanian defence site goes live amid  Russian criticism 
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Maio 13, 2016, 07:42:58 pm


Putin condemns the placement of an air defence system in Romania
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Maio 16, 2016, 04:30:45 pm
A defesa antimíssil da Europa. Uma ameaça emergente para a Rússia?
Alexandre Reis Rodrigues


“Ameaça emergente” é a expressão usada por Putin para descrever o modo como a Rússia encara o escudo de defesa antimísseis balísticos que os EUA têm vindo a estabelecer na Europa.

A etapa mais recente deste processo foi a inauguração da base de intercetores instalada na Roménia (Deveselu), no passado dia 6 de maio. Pouco antes, em março, tinha sido constituída a “Task Force 64” da 6ª Esquadra (Mediterrâneo), cujo comandante passa a responder perante o EUCOM, no campo operacional e tático, pela defesa antiaérea e antimíssil integrada, na respetiva área de responsabilidade. Ficam sob o seu comando as instalações na Roménia e os quatro cruzadores “Aegis” com intercetores de mísseis balísticos, que já se encontram baseados em Rota (Espanha).

A declaração de Putin é surpreendente mas não é uma reação inesperada. Desde sempre que Moscovo mostrou oposição à iniciativa dos EUA em construir um escudo de defesa antimísseis balísticos e o correspondente abandono unilateral do Tratado Antimísseis Balísticos (Tratado ABM). A rota de colisão começou nessa altura. Entrou agora numa fase de relacionamento dos EUA/Europa (NATO) com a Rússia que já inclui alguns contornos iniciais de uma corrida aos armamentos. O assunto é preocupante para muitos, nomeadamente Chuck Hagel, ex-secretário da Defesa americana, que vê esse desfecho como inevitável, se nada for feito para o contrariar.

De facto, está a entrar-se num ciclo perigoso que apanha a Europa impreparada para lidar eficazmente com a crise. Em resposta à decisão americana de colocar três brigadas em rotação na Europa, entre outras medidas desenhadas para “sossegar” o Leste da Europa (Polónia e Bálticos, em particular) em função da questão ucraniana, Putin promete alterar o orçamento da Defesa para fazer face à ameaça que representa o escudo de defesa antimíssil e posicionar três divisões perto das fronteiras sul e sudoeste.

Esboroa-se assim a teoria desenvolvida, à volta de 2009, por Fogh Rasmussen, como secretário-geral da NATO, de que a criação de um sistema de defesa antimíssil europeu seria uma oportunidade de estabelecer um novo campo de parcerias com a Rússia. Já se sabia que não seria mas não se quis contestar. Era fácil ver também que a justificação da iniciativa estava mal apresentada em termos técnico-militares.

Por exemplo, nunca chegou a ficar clara a razão da urgência apresentada para o combate à ameaça de mísseis balísticos, num contexto de segurança em que avultam muitas outras que não estão a ser devidamente enfrentadas e se apresentam como mais prováveis (em especial as originadas por atores não estatais). À referência sobre a proliferação de mísseis balísticos, com a menção de haver no mundo 31 países com essa capacidade, ficou a faltar o esclarecimento de que a maioria desses países tem apenas mísseis com curto e médio alcances (18 países têm os velhos SCUDs com alcance na ordem dos 300 quilómetros). Ficou sem se perceber a razão da prioridade dada à defesa antimísseis balísticos, perante a ameaça paralela dos mísseis de cruzeiro para a qual – já então diziam vários especialistas – as defesas são inadequadas. Este assunto já se debatia antes da Cimeira da NATO em Lisboa, que aprovou o projeto de defesa antimísseis balísticos para a Europa, mas curiosamente nunca o vi ser referido pela NATO.

Para os EUA, a razão apresentada para a instalação do chamado “Third Site”  do seu escudo antimíssil balístico - vinda do tempo da administração Bush - decorria da necessidade de conter o Irão, então referido como podendo estar dotado de mísseis balísticos intercontinentais por volta de 2015.

Obama alterou este propósito limitando a capacidade de interceção a mísseis de alcances médio e intermédio, num processo mais flexível para avançar por fases (“European Phased Adaptive Approach”). Tratou-se de reconhecer que o progresso do Irão no campo dos mísseis intercontinentais não tinha evoluído de acordo com a avaliação anterior mas, para muitos observadores, a alteração foi entendida também como uma forma de tornar o assunto mais aceitável para Moscovo.

A partir da Cimeira da NATO em Lisboa, este sistema passou a ser apresentado como a contribuição dos EUA para o sistema NATO de proteção da Europa contra a ameaça de mísseis balísticos, aprovado nessa ocasião.

Naturalmente, o assunto não pode ser discutido apenas em termos técnico-militares. Aliás, como se viu pelo dito acima, nem sequer se encontram nesse campo os argumentos mais úteis para o justificar. Precisamos de ter presente que o tema tem uma dimensão político-estratégica, na qual prevalece o objetivo americano de dispor de um sistema antimíssil balístico global que, a prazo, desincentive a proliferação de arsenais de mísseis e de armas nucleares.

É precisamente com a dimensão estratégica do sistema de defesa antimíssil que Putin se mostra preocupado e é em função dele que procura reagir, malgrado as explicações dadas pelos EUA de que o sistema não está pensado para as capacidades da Rússia. O que quer que os EUA digam sobre os propósitos do sistema não é fator de planeamento em que Moscovo se queira basear. Compreende-se porquê. Se fossem os EUA e a Europa a estar numa posição semelhante à da Rússia, reagiriam certamente numa base de raciocínio semelhante. Não se arriscam questões de segurança com base em intenções que podem mudar a qualquer momento. A base de planeamento será sempre a capacidade que a outra parte tem ao seu dispor. Intenções só contam se existe uma relação sólida de confiança mútua, o que não é caso dos EUA e Rússia.

Para Moscovo, o escudo de defesa antimísseis balísticos americano encerra dois perigos de dimensão estratégica: 1. Tem potencial para desvalorizar a dimensão nuclear da Rússia, que é a garantia restante de manutenção do seu estatuto de grande potência. Mesmo que apenas diminua a eficácia da sua capacidade nuclear, isso é quanto basta para ser considerado um elemento desestabilizador, a somar à desvantagem que tem acumulado no campo convencional e, sobretudo, nas novas tecnologias; 2. Cria o risco de lançar a Rússia numa corrida aos armamentos, do que teve uma experiência desastrosa no passado. Numa economia que vive uma fase extremamente complexa, esse risco chega na pior altura, mas, como se referiu acima, já está a ser corrido.

Esta posição de Moscovo tem sido, regra geral, muito criticada e considerada sem fundamento na invocação de que o escudo antimíssil afeta a segurança da Rússia. Mas se se pretende evitar o círculo vicioso acima referido, será altura de ponderar no que diz um trabalho publicado no âmbito do Strategic Studies Institute e do US Army College Press:

«The history needs to be considered from both the U.S. and the Soviet sides, because it helps
provide a framework for understanding the current Russian objections and points to likely future
developments in the Russian stance. It will also show that some of the russian objections to
U.S.plans, which are perceived as irrational by the current U.S. leadership, in fact, precisely mirror
U.S. statements and atitudes from previous decades
».

As expectativas de que a situação possa mudar são baixas, mas poderá ajudar a melhorá-las ter também presente que nenhuma das partes tem vantagem em a manter tal como está. Os EUA vão sentir-se pressionados a voltar a “investir” mais seriamente na defesa da Europa, contra o interesse de colocarem o foco das suas atenções na Ásia/Pacífico. A Rússia ficará mais afastada da possibilidade de algum dia vir a fazer parte de um novo quadro de segurança europeia e terá que investir muito mais para encontrar uma resposta militar à altura da vulnerabilidade em que perceciona a sua situação. A Europa passará a contar com mais apoio militar dos
EUA, mas num quadro de segurança que não lhe interessa manter, estando incapaz de lidar com a Rússia sem apoio dos EUA.


>>> http://database.jornaldefesa.pt/escudo_de_protecao_antimissil/JDRI%20187%20150516%20defesa%20antimissil.pdf
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Maio 19, 2016, 09:37:45 am


New footage of two Russian Su-22M attack aircraft and a Ka-27 helicopter buzzing USS Donald Cook in the Baltic Sea on April 11 and 12, 2016
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Maio 19, 2016, 10:55:29 am
Why is NATO membership important to Montenegro?


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Maio 20, 2016, 10:40:30 am


NATO assina acordo com Montenegro, irritando a Rússia
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Maio 20, 2016, 12:40:39 pm
Montenegro military: NATO-ready



Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Maio 20, 2016, 04:44:45 pm


Stoltenberg diz que não quer "nova Guerra Fria"
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Junho 06, 2016, 02:08:02 am
Polónia: Receio da Rússia leva ao aumento dos efetivos militares
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Junho 06, 2016, 02:23:37 pm
Breve antevisão da cimeira da NATO em Varsóvia
Alexandre Reis Rodrigues



Estamos quase exatamente a um mês da Cimeira da NATO em Varsóvia (8/9 de julho). Os temas a abordar e as principais linhas de orientação devem já estar definidos. Alguns têm sido genericamente referidos, em recentes discursos do secretário-geral, numa espécie de preparação da opinião pública. Nesta altura só deve faltar acertar os detalhes do comunicado final.

Na minha antevisão, que se baseia também numa interpretação do que tem sido discutido nos fora de debate à volta do evento, a Cimeira vai servir sobretudo para formalizar políticas que vêm de trás, não sendo de esperar quaisquer novidades, quando muito uma ou outra “roupagem” nova na apresentação dos temas habituais.

Numa perspetiva geral, espera-se que a Cimeira venha a assumir o reconhecimento formal de que a NATO tem agora o desafio de duas frentes, a leste (Rússia) e a sul (instabilidade no Norte de África e emigração clandestina). Este assunto será, certamente, um tema central do comunicado, mas a prioridade que receberá na prática e os seus desenvolvimentos vão girar sobretudo à volta da frente leste, à luz da deterioração do relacionamento com a Rússia.

A resposta a estes dois desafios traduzir-se-á pelo que alguns chamam o “regresso a casa”, num processo que se iniciou em Lisboa e que porá agora fim a mais de uma década em que a NATO bem se esforçou por deixar claro que não pretendia ser uma espécie de “polícia do mundo”, embora na realidade fosse esse o caminho que estava a seguir. Esse objetivo, muito dinamizado pelos EUA, sempre claramente excedeu a vontade política e determinação da maioria dos países europeus. Acabou por cair por falta de capacidades militares no lado europeu, para ser prosseguido com a necessária credibilidade. Talvez o comunicado final relembre a necessidade de não se chegar ao extremo oposto de reduzir a defesa à dimensão das fronteiras formais.

Esse “regresso”, em termos de dispositivo militar, concretizar-se-á sobretudo por uma maior presença militar, dando-se assim maior substância ao caminho iniciado em Gales para responder à preocupação do leste europeu em relação à Rússia. Embora ainda não se conheçam todos os detalhes, já ficou claro que aumentará o número de batalhões deslocados na zona e que haverá mais material preposicionado e novas infraestruturas de apoio. A Polónia tem insistido em que é preciso muito mais. À falta de ter a resposta pretendida, acaba de anunciar a decisão de criar uma força de defesa territorial com cerca de 35.000 paramilitares voluntários, alegadamente concebida para combater as ameaças híbridas.

O tema do alargamento da NATO vai permanecer na agenda com o destaque habitual mas, pelo que me tem sido dado observar, poderá ser apresentado de forma algo nova no que respeita à Ucrânia e Geórgia. Em vez de confirmar que continuam com o seu lugar reservado, como prometido na Cimeira de Bucareste, o secretário-geral da NATO limita-se a garantir que se vierem a decidir-se pela adesão o respetivo processo será tratado como o de qualquer outro país e com a recusa de quaisquer interferências externas. Se for assim, estará a pôr-se um ponto final na política de incentivar a Ucrânia e a Geórgia a aderirem à Aliança. Pena é que não tenha sido esta a posição assumida desde o início. A dificuldade é pôr esta visão numa linguagem que não seja interpretada como cedência perante Moscovo.

A eterna questão do “burden-sharing” - termo que na linguagem diplomática da NATO, se refere à necessidade de reduzir o fosso que separa os contributos europeus dos americanos para o esforço coletivo, quer em dimensão, quer em qualidade, ou seja, a indispensabilidade de os membros europeus da Aliança atribuírem mais recursos financeiros à Defesa – poderá vir a ser apresentada sob uma nova perspetiva.

O argumento invocado parte da ideia de que o que verdadeiramente importa - mais do que saber a que ritmo vão os países aproximar-se da meta dos 2% do PIB - é a forma como tencionam gastar esse dinheiro. Esta nova aproximação faria bem mais sentido, em termos conceptuais e na prática. Tornaria tudo mais transparente e abriria possibilidades de cooperação que não têm estado disponíveis. Se for esse o caminho adotado, à partida teríamos algo a saudar mas calculo que seja difícil que os países venham a trocar o anterior compromisso financeiro por um novo baseado em capacidades.

Irá prosseguir também a chamada componente europeia do escudo de defesa antimíssil americano que a NATO encara como o contributo dos EUA para a defesa de todo o território europeu, projeto aprovado na Cimeira de Lisboa. Porém, tirando o que os EUA já concretizaram na Roménia e se preparam para concluir até 2018 na Polónia, não me parece que a NATO consiga anunciar qualquer progresso percetível, embora tenham passado seis anos desde o seu lançamento. Afinal, os europeus não interiorizaram a urgência com que o então secretário-geral da NATO apresentou a proposta em Lisboa. Na verdade, essa urgência sempre me pareceu mais derivada de razões políticas do que de uma avaliação da ameaça. Tratou-se de integrar na NATO uma iniciativa americana que estava a ser conduzida bilateralmente, então com a Roménia e com a República Checa.

A questão final, como um dos tópicos estratégicos, será a do relacionamento com a União Europeia que a NATO declara desejar passar para um novo nível de colaboração, na área do combate às ameaças híbridas, à cibersegurança e à segurança marítima. Neste caso particular não sei minimamente o que se poderá esperar. Provavelmente nada de útil, que é o resultado prático de mais de uma década de promessas mútuas de entendimento.


>>> http://database.jornaldefesa.pt/organizacoes_internacionais/nato/JDRI%20191%20060616%20nato.pdf
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Junho 07, 2016, 01:38:43 am
Crescem as tensões entre a NATO e a Rússia
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Junho 18, 2016, 08:51:28 am


Exercício Anakonda 16: demonstração final
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Crypter em Junho 18, 2016, 10:32:48 am
De facto a NATO parece-me demasiado ansiosa por algo mais.. Ou saberão algo que nós não?

Eu pessoalmente não consigo perceber o pq de um reforço tão grande de meios naquela zona.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Junho 21, 2016, 08:27:12 am

NATO military power: massive military drills Anakonda 16
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: mafets em Junho 21, 2016, 09:33:24 am
http://defesanacionalpt.blogspot.pt/ (http://defesanacionalpt.blogspot.pt/)
Citar
APROVADO CONCURSO PÚBLICO PARA A CONSTRUÇÃO DA ESCOLA DE COMUNICAÇÕES DA NATO
O Conselho de Ministros aprovou a resolução proposta pelo Ministério da Defesa Nacional (MDN), que prevê o lançamento de um concurso público para a construção da escola da NATO de comunicações e sistemas de informação.

Instalada no Reduto Gomes de Freire, em Oeiras, a empreitada desta Escola será integralmente financiada pela Aliança Atlântica, num investimento total cujo valor ultrapassa 20 milhões de euros. Estima-se ainda que a sua realização demore três anos.

O MDN desenvolveu os projectos de arquitectura e engenharia para a construção da nova Escola, dos quais faz parte a construção de um edifício e a adaptação da messe existente no Reduto Gomes Freire.

Ciberdefesa

A Escola permitirá potenciar um conjunto de capacidades de grande importância para a Defesa Nacional, contribuindo significativamente para a afirmação de Portugal como um centro de desenvolvimento de know how e conhecimento nos domínios da ciberdefesa.

O Ministro da Defesa Nacional, José Alberto Azeredo Lopes, tem – de resto - reafirmado que Portugal «deve assumir um papel crucial no processo de desenvolvimento de capacidades de ciberdefesa, sobretudo ao nível da educação, treino e qualificação dos recursos humanos». (Fonte: MDN)

Cumprimentos
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Junho 22, 2016, 04:35:24 pm
NATO seria incapaz de contrariar invasão russa dos países bálticos


General norte-americano Ben Hodges considera que não conseguiriam chegar a tempo de defender os Estados bálticos se a Rússia atacasse

Um dos chefes da Nato na Europa considerou hoje que a Aliança Atlântica é hoje incapaz de defender os países do Báltico de uma invasão das forças russas, em declarações ao diário alemão Die Zeit.

"É verdade que a Rússia demoraria menos tempo a conquistar os Estados bálticos do que nós a chegar para os defender", disse o general norte-americano Ben Hodges, comandante das forças terrestres da NATO, à margem do exercício militar aliado Anaconda-16, em curso na Polónia, em declarações que serão publicadas esta quinta-feira pelo diário alemão e divulgadas hoje pela agência France Presse.

O Anaconda 16 envolve a participação de 31 mil soldados de 24 países, que combatem um agressor imaginário chamado "União dos Vermelhos", que tem como alvo os países bálticos e norte da Polónia.

As manobras militares decorrem dias antes da cimeira da Aliança Atlântica em Varsóvia nos próximos dias 8 e 9 de julho, que deverá consagrar o reforço da presença militar aliada no leste da Europa.

Criticados pela Rússia, estes exercícios são oficialmente manobras polacas e não da NATO, numa tentativa de atender à sensibilidade de Moscovo, de acordo com o general norte-americano.

"Alguns países, como a Alemanha ou a França, entendem que seria demasiado provocador em relação à Rússia chamar 'exercícios da NATO' a estas manobras", disse Ben Hodges.

O reforço do flanco oriental da NATO, a mais importante alteração desde o final da Guerra Fria, deve ser decidido formalmente na cimeira da Varsóvia, e é uma resposta aliada à anexação da Crimeia pela Rússia e ao conflito no leste da Ucrânia.

Este reforço traduzir-se-á, nomeadamente, na deslocação para os países bálticos, Polónia, Roménia e Bulgária, por períodos rotativos de nove meses, de unidades militares que formarão, no total, uma brigada blindada.


>>> http://www.dn.pt/mundo/interior/nato-seria-incapaz-de-contrariar-invasao-russa-dos-paises-balticos-diz-general-5242436.html
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Junho 22, 2016, 09:18:55 pm


Rússia prepara-se para possível ofensiva NATO
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Viajante em Junho 23, 2016, 05:39:02 pm
Porque é que os vizinhos têm medo da Rússia?

José Milhazes

18/6/2016,

A Rússia tem muitos motivos para ser respeitada pelos outros povos, mas o Kremlin não distingue qual a diferença entre “ter respeito” e “ter medo”, considerando que só com o medo poderá impor respeito

Ao falarmos das relações entre a União Europeia e a Rússia ou entre a Rússia e os seus vizinhos europeus, é preciso compreender a razão que os leva a ter medo dela e não os acusar de anti-russismo ou de coisas ainda mais graves.

Frequentemente, os dirigentes de Moscovo não distinguem qual a diferença entre “ter respeito” e “ter medo”. E isto é difundido sistematicamente pela propaganda oficial tanto para dentro, como para fora do país.

Isto bem a propósito de um artigo de opinião do embaixador Francisco Seixas da Costa: “Com a NATO não se brinca!”, publicado no Jornal de Notícias.

É difícil não concordar com ele quando aponta algumas das missões da NATO nos nossos dias: “A Rússia, não sendo um inimigo, não é um poder qualificável de plenamente democrático, por não oferecer garantias de se subordinar a um quadro de respeito estrito pelo Direito Internacional, pelo que necessita de conhecer, com clareza, as “linhas vermelhas” que não deve ultrapassar, na observância do equilíbrio de poderes posterior à Guerra Fria. E só a NATO as pode definir”.

Porém, é curioso assinalar como o embaixador continua o seu raciocínio: “O que escrevi levar-me-ia a louvar a NATO e o seu trabalho, não fora o facto de a organização ter sido visivelmente “raptada”, nos últimos anos, por uma agenda de pendor radical, que soma algumas tentações de proselitismo político-militar dos EUA com a paranoia de alguns países que o alargamento da NATO colocou junto às fronteiras da Rússia — a tal “nova Europa” que Donald Rumsfelt se gabava de pôr em choque com o resto do continente”.

Aqui penso que seria útil analisar o que “provoca a paranoia de alguns países que o alargamento da NATO colocou junto às fronteiras da Rússia”. É fácil para académicos ou políticos falar disso quando se está a milhares de quilómetros dos países que vizinham com a Rússia, mas aqui colocam-se várias questões: Não foram os povos desses países que decidiram de livre vontade aderir à NATO? E o que os levou a tomar essa decisão?

As respostas a essas perguntas têm profundas raízes históricas: o medo do “vizinho gigante”, e a actual política externa do Presidente russo Vladimir Putin apenas lhes dá razão uma vez mais. Putin já ultrapassou duas importantes “ligas vermelhas”: ocupou parte do território da Geórgia em 2008, invadiu e ocupou a Crimeia e parte do Leste da Ucrânia. E habitantes de países como a Estónia, Lituânia, Letónia, Polónia, etc. perguntam: se Putin ocupou esses territórios, o que poderá impedi-lo de ir mais longe? Porque será que o orçamento militar da Rússia tem crescido em flecha nos últimos dez-quinze anos?

É esse medo que os levou a integrar a NATO, mas grande parte dos cidadãos desses países coloca ainda mais uma pergunta: se, antes, a Europa nos atraiçoou várias vezes para “não abalar os equilíbrios geopolíticos”, porque é que não o fará agora em nome da recuperação económica ou de quaisquer outras “razões” embrulhadas em palavras bonitas?

Neste contexto, é difícil compreender como um embaixador português tão ilustre escreva o seguinte: “O que se passou na Ucrânia, a reboque de uma União Europeia que teve a insensatez de se deixar arrastar para políticas claramente provocatórias, que de modo irresponsável se permitiram abalar equilíbrios geopolíticos que haviam provado ser marcos da segurança coletiva, mostrou que “brincar” com a História pode ter um elevado preço”.

Pergunta-se: mas será que foi a Ucrânia que invadiu a Rússia? Os ucranianos não têm direito a decidir os destinos do seu país? Posso concordar com a crítica feita pelo embaixador à União Europeia, mas isso não pode ser motivo para violações grosseiras e ostensivas do Direito Internacional por parte dos dirigentes russos.

Quanto ao “não abalar os equilíbrios estratégicos”, esta frase fez-me recuar à era do Acordo de Munique e do Pacto Molotov-Ribbentrop (1938), documentos que permitiram à Alemanha nazi dar início à mais sangrenta guerra da História. Em Munique, foram sacrificados os interesses dos checoslovacos; o pacto germano-soviético determinou os destinos da Polónia e dos países do Báltico.

Por isso, agora, quando tanto se fala sobre a necessidade do levantamento das sanções contra a Rússia em resposta à ocupação militar da Crimeia e do Sudeste da Ucrânia, é preciso ter em conta que elas foram tomadas por essas razões e não começar a ir ao encontro do Kremlin que propõe que se esqueça a Crimeia e que “apenas resta” normalizar o resto da questão.

Se a União Europeia e NATO aceitarem esta fórmula, isso, na Rússia, será apresentado como um grande êxito de Vladimir Putin no campo externo e restará apenas saber qual será a próxima vítima. Além disso, será também o reconhecimento de interesses especiais da Moscovo no espaço pós-soviético, queiram os países vizinhos desse espaço ou não.

A Rússia tem muitos motivos para ser respeitada pelos outros povos, mas os dirigentes de Moscovo não distinguem qual a diferença entre “ter respeito” e “ter medo”, ou melhor, consideram que só com o medo poderão impor respeito. Por isso, não me apresso a condenar Donald Rumsfelt ou a “paranoia” pelo alargamento da NATO a Leste.

Estou de acordo com o embaixador Seixas Santos quando escreve que “com a paz também não se brinca”, mas a História já mostrou que, para isso, é preciso estar pronto para defender eficazmente essa paz.

E garanto-lhe que não faço parte da “escola que faz do ultra-atlanticismo o seu “fond de commerce””, mas daquela que viveu e vive por dentro uma realidade também pouco estudada nos nossos meios académicos: a memória histórica dos povos e o seu reflexo na política externa.

http://observador.pt/opiniao/porque-e-que-os-vizinhos-tem-medo-da-russia/
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: FoxTroop em Junho 23, 2016, 08:34:27 pm
Nem sei bem o que pensar deste texto do Milhares tal é a quantidade de peças soltas e sem nexo.... Ao mais alto nível do pensamento dos "estrategas" ocidentais que estão a levar isto para o limite. A janela de oportunidade para fazer o que se queria acabou quando a Rússia respondeu como respondeu na Geórgia. A partir daí este tipo politica e actuação equivale a andar à paulada a um ninho de vespas e com um pau bem curto. Talvez quando a facção apologista de medidas drásticas ganhar a mão de cima nos equilíbrios que regem a vida politica russa e Putin, este "fazedor de opiniões" entenda o que está em jogo.

Putin tem toda a razão quando afirma que actalmente as politicas ocidentais são dirigidas por amadores sem nenhum sentido de Estado nem capacidade de discernimento geo-estratégico e geo-politico.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Viajante em Junho 23, 2016, 09:46:32 pm
"Com a NATO não se brinca!"

Francisco Seixas da Costa

A NATO anunciou que vai reforçar militarmente os contingentes de que dispõe no Leste europeu, junto às fronteiras da Rússia. Não é popular, no discurso português de segurança e defesa, discutir, ainda que minimamente, as opções americanas que sobredeterminam de forma decisiva as políticas da Aliança. No nosso país, o obsessivo interesse em sermos "bem-vistos" do outro lado do Atlântico tem-nos conduzido a um acrítico seguidismo, teorizado por uma escola que faz do ultra-atlanticismo o seu "fond de commerce". No limite, lembremos, foi o que nos levou à vergonha da "cimeira das Lajes".

Penso, com a maior sinceridade, que a NATO - esse heterónimo dos EUA - continua a justificar-se e que o nosso país tem um interesse estratégico em dela continuar a fazer parte. A Aliança mudou de natureza com o fim da Guerra Fria, mas persistem cenários de risco que a continuam a justificar.

A Rússia, não sendo um inimigo, não é um poder qualificável de plenamente democrático, por não oferecer garantias de se subordinar a um quadro de respeito estrito pelo Direito Internacional, pelo que necessita de conhecer, com clareza, as "linhas vermelhas" que não deve ultrapassar, na observância do equilíbrio de poderes posterior à Guerra Fria. E só a NATO as pode definir.

O que escrevi levar-me-ia a louvar a NATO e o seu trabalho, não fora o facto da organização ter sido visivelmente "raptada", nos últimos anos, por uma agenda de pendor radical, que soma algumas tentações de proselitismo político-militar dos EUA com a paranoia de alguns países que o alargamento da NATO colocou junto às fronteiras da Rússia - a tal "nova Europa" que Donald Rumsfelt se gabava de pôr em choque com o resto do continente. O que se passou na Ucrânia, a reboque de uma União Europeia que teve a insensatez de se deixar arrastar para políticas claramente provocatórias, que de modo irresponsável se permitiram abalar equilíbrios geopolíticos que haviam provado ser marcos da segurança coletiva, mostrou que "brincar" com a História pode ter um elevado preço.

Portugal é um país frágil, nomeadamente em matéria de segurança e defesa. Depende bastante da NATO, pelo não quer ser visto nesse contexto, ainda que minimamente, como um "trouble-maker". Além disso, um Governo como o atual, que é olhado com elevada suspeição pelos meios atlanticistas, está talvez mais condicionado do que qualquer outro, pelo que será sensível ao senso comum, prevalecente nos corredores das Necessidades e do Restelo, de que "com a NATO não se brinca".

Até posso estar de acordo com isso. Mas espero que Lisboa, no âmbito de uma NATO que parece embalada por um perigoso tropismo jingoísta, que olha Moscovo como se tratasse da capital da URSS, saiba ter coragem para dizer, alto e bom som, que com a paz também não se brinca.

*EMBAIXADOR

http://www.jn.pt/opiniao/francisco-seixas-da-costa.html

Tem a ver com uma resposta a um artigo do Embaixador Francisco Seixas da Costa publicada no JN.
Importa referir que o sr Milhazes é formado em História, na Rússia e sobre a Rússia, sendo inclusivamente doutorado em História. Mas como o seu motivo de estudo versa sobre a história da Rússia e a relação do PCP com o homólogo Partido Comunista Russo, está explicado uma parte do seu pensamento político.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: FoxTroop em Junho 23, 2016, 10:50:32 pm
"Com a NATO não se brinca!"

Tem a ver com uma resposta a um artigo do Embaixador Francisco Seixas da Costa publicada no JN.
Importa referir que o sr Milhazes é formado em História, na Rússia e sobre a Rússia, sendo inclusivamente doutorado em História. Mas como o seu motivo de estudo versa sobre a história da Rússia e a relação do PCP com o homólogo Partido Comunista Russo, está explicado uma parte do seu pensamento político.

Como doutorado em História, embora verse sobre as relações soviéticas e o PCP, com todas a "nuances" que isso causou na nossa História Nacional, Milhares mostra um enorme e, na minha opinião, perplexo desconhecimento da realidade russa actual, assim como dos fantasmas históricos que a moldam.

A "mentalidade de cerco" é uma peça fundamental para entendermos as linhas pelas quais as politicas russas são traçadas, A "paranóia" russa de voltar a ser invadida não é menor a qualquer "paranóia" de polacos ou lituanos que os russos voltem e os russos não esquecem que foram aqueles quilómetros a mais que os alemães tiveram de percorrer a conquistar os estados bálticos que compraram o tempo para aguentar Leninegrado, ou que os dias que os alemães perderam a acabar de atravessar o resto da Polónia foram também fulcrais.(Por falar em Polónia, considero a mesma a maior ameaça à paz na Europa, mas isso são outros 500)

A irritação russa e o seu complexo de "cerco" cresce cada vez mais e confirma-se por toda uma série de situações que, se fossem passadas junto à fronteira de um RU, de uma França ou dos USA causariam certamente outro tipo de respostas.

De resto concordo em quase tudo do que o embaixador escreveu, só me falha essa do actual governo ser visto com suspeição pelos "atlantistas" aka FLAD e seus minions. Só se for por ser apoiado pelo PCP e BE porque o PS sabe-se muito bem ao que provém.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Crypter em Junho 24, 2016, 08:28:08 pm
Até que ponto toda esta confusão gerada pelo Brexit poderá ser usada por Putin para fazer alguma jogada mais arriscada?
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Viajante em Junho 24, 2016, 10:28:26 pm
Até que ponto toda esta confusão gerada pelo Brexit poderá ser usada por Putin para fazer alguma jogada mais arriscada?

Obviamente que as grandes potências não vêem com bons olhos o sucesso da UE. Os estados unidos sempre tentaram minar a UE e o Euro (principalmente o euro que é a grande ameaça ao dólar). Basta lembrar como é que começou a guerra contra o Iraque, quando o Saddam Hussein (criado e treinado pela CIA nos anos 70) ousou trocar o dólar pelo euro na venda do petróleo pelo Iraque!!!!!

Tirando os Bretões e os Gauleses que possuem armas nucleares, que outro país europeu pode bater o pé aos EUA ou Rússia, isoladamente? Porque é que a NATO está a avançar rapidamente para aglutinar os antigos países do bloco leste? Porque não há uma federação europeia? Porque não há um exército da UE com vários milhões de soldados? Porque as super-potências e os bretões não deixam!!!!!!
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Pedro E. em Junho 25, 2016, 12:35:30 am
Citar
Milhares mostra um enorme e, na minha opinião, perplexo desconhecimento da realidade russa actual, assim como dos fantasmas históricos que a moldam.

Jose Milhazes, um toto com tempo de antena
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Pedro E. em Junho 25, 2016, 12:44:31 am
 
Até que ponto toda esta confusão gerada pelo Brexit poderá ser usada por Putin para fazer alguma jogada mais arriscada?

o crypter sempre a ver fantasmas, e cronico. o que a lavagem cerebral nao faz as pessoas. parabens a propaganda ocidental.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Crypter em Junho 25, 2016, 09:51:42 am
Até que ponto toda esta confusão gerada pelo Brexit poderá ser usada por Putin para fazer alguma jogada mais arriscada?

o crypter sempre a ver fantasmas, e cronico. o que a lavagem cerebral nao faz as pessoas. parabens a propaganda ocidental.

LOL! essa foi gira. Deixa-me ir ali dar um passeio à Crimeia. Ups! Ou então à Abecásia.. Ah espera!

Se percebesses alguma coisa de estratégia militar ou mesmo de história militar vias que este espaço temporal(inicio de Verão) em que nos encontramos era a altura ideal para um movimento mais agressivo Russo se aquela cabecinha pensadora do Putin tivesse essa intenção. E agora com a confusão instalada no seio da UE e por consequência na Nato (basta ver o que se passou no parlamento Russo com Urras ao fim dessas mesmas instituições..) é mais uma acha para a fogueira para a mente perturbada que governa um dos maiores países do mundo.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Junho 25, 2016, 11:48:51 am


NATO exercise "Saber Strike 16": 2,000 troops from 14 countries in Lithuania, Latvia and Estonia
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Pedro E. em Junho 25, 2016, 12:42:59 pm
Até que ponto toda esta confusão gerada pelo Brexit poderá ser usada por Putin para fazer alguma jogada mais arriscada?

o crypter sempre a ver fantasmas, e cronico. o que a lavagem cerebral nao faz as pessoas. parabens a propaganda ocidental.

LOL! essa foi gira. Deixa-me ir ali dar um passeio à Crimeia. Ups! Ou então à Abecásia.. Ah espera!

Se percebesses alguma coisa de estratégia militar ou mesmo de história militar vias que este espaço temporal(inicio de Verão) em que nos encontramos era a altura ideal para um movimento mais agressivo Russo se aquela cabecinha pensadora do Putin tivesse essa intenção. E agora com a confusão instalada no seio da UE e por consequência na Nato (basta ver o que se passou no parlamento Russo com Urras ao fim dessas mesmas instituições..) é mais uma acha para a fogueira para a mente perturbada que governa um dos maiores países do mundo.

sim , aconselho o crypter a ir passear a crimeia e abecasia para ver com olhos de ver o que e a realidade.
a provincia da crimeia votou em massa em marco de 2014 para se reunificar com a russia, quanto a abecasia e um estado independente que foi atacado pela georgia, tendo esta ultima sofrido as naturais consequencias da agressao que exerceu.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: FoxTroop em Junho 26, 2016, 06:47:15 pm
Não acredito em nenhum movimento deliberado por parte da Rússia. Até ao momento as acções russas foram de resposta e reacção a movimento contrários que são considerados ameaça critica ao que os russos consideram zonas de contenção. Moscovo vai ficar a observar a fogueira lenta em que isto do Brexit se tornou e utilizar o tempo comprado com isto para consolidar e apetrechar-se para o que aí vem. Não tem necessidade nem ganho nenhum e iniciar agora uma acção que seria imediatamente utilizada para focar as atenções neles. Pragmatismo e sentido estratégico têm pautado as suas acções e não é agora que Putin vai fazer diferente.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: mafets em Junho 26, 2016, 09:30:00 pm
Até que ponto toda esta confusão gerada pelo Brexit poderá ser usada por Putin para fazer alguma jogada mais arriscada?
Para que? Com a tendência de harakiri que os lideres dos principais países europeus e os líderes da UE têm, é só esperar sentado que o "céu lhes caia em cima da  cabeça" como temiam os gauleses. Já temos um possível referendo na Escócia à independência, da Irlanda do Norte espera-se referendar a união com a Irlanda, etc, etc e a reacção dos cabecilhas europeus no mínimo é de ir às lágrimas de tanto riso. Aliás, já assim podiam convocar uma Reunião da Comunidade do Carvão e do Aço, podia ser que alguém mas letrado soubesse pelo menos o que diz o artigo 50 do tratado de Lisboa. Portanto só tem de esperar... sentado.   ;D ::) :P
Citar
Now EU turns nasty: European leaders order Britain to leave 'as soon as possible' as Commission chief Juncker warns split 'won't be an amicable divorce'
A French minister called on PM David Cameron to be replaced within days
Prime Minister will also be shut out of the key summit on Brexit's impact
Britain’s EU Commissioner, Lord Hill, was forced to step down yesterday
By NICK CRAVEN FOR THE MAIL ON SUNDAY
PUBLISHED: 00:04 GMT, 26 June 2016 | UPDATED: 06:30 GMT, 26 June 2016


Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-3660292/Now-EU-turns-nasty-European-leaders-order-Britain-leave-soon-possible-Commission-chief-Juncker-warns-split-won-t-amicable-divorce.html#ixzz4CieoaqmP
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Saudações
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Junho 30, 2016, 11:30:49 pm

Putin acusa NATO e estende mão à Turquia
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 02, 2016, 09:59:40 am

Putin admite diálogo com NATO mas avisa Finlândia
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 05, 2016, 10:17:13 am


NATO envia 4 mil soldados para conter ofensivas da Rússia
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Julho 06, 2016, 10:30:38 pm
EUA assinam "parceria de defesa" com a Geórgia



Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Julho 07, 2016, 03:24:03 pm
Angela Merkel estende a mão à Rússia e lança desafio à NATO


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 07, 2016, 05:44:23 pm


Why Nato's Warsaw summit is the most significant since the Cold War

http://www.telegraph.co.uk/news/2016/07/07/why-natos-warsaw-summit-is-the-most-significant-since-the-cold-w/
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: FoxTroop em Julho 07, 2016, 09:09:28 pm


NATO envia 4 mil soldados para conter ofensivas da Rússia

Ao ler isto fui a correr aos site noticiosos, esperando ver colunas blindadas russas a caminho de Berlim, enquanto apurava os ouvidos para o som dos nossos F a rasgar direito ao mar para interceptar as hordas de Tu's russos e dando graças por estar numa zona cuja possibilidade de levar com um impacto directo de uma petardo de umas megatoneladas é praticamente inexistente.
Mas depois pensei, "espera lá, a NATO enviou 4000 soldados, ora com todo esse pessoal certamente o Ivan comuno-bebado, todo atascado em vodka já foi desbaratado e já devemos estar é às portas do Kremlin"

Afinal... nada disso o Euro continua (e estamos na Final), na Torre Eiffel não há bandeiras brancas hasteadas, os berlinenses não estão a fugir para oeste à frente dos T's russos ou os nossos valorosos 4.000 (diga-se de passagem que esses 4000 davam um epopeia bem melhor que a dos 10.000 de Xenofonte) estão às portas do Kremlin. É, apenas e só um titulo ao nível de tudo o resto que tem sido postado.....
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 08, 2016, 11:36:16 am


Cimeira de  Varsóvia: NATO bate o pé a Moscovo
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 08, 2016, 10:15:06 pm

Cimeira da NATO sob fundo de tensões com a Rússia
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 09, 2016, 12:05:01 pm

NATO aprova envio de quatro batalhões para o leste da Europa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 10, 2016, 09:49:26 am


NATO lança pacote de apoio à Ucrânia
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Julho 10, 2016, 06:05:29 pm
Four NATO battalions deploying to Estonia, Latvia, Lithuania and Poland.


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 11, 2016, 12:43:31 pm


What has NATO decided to do about issues facing the south of the of the Alliance?
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 14, 2016, 02:17:40 pm

NATO e Rússia tentam "discussões abertas e sinceras"
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 28, 2016, 09:42:24 am

Defensas no Sul da Rússia reforçadas por "aumento das forças da NATO"
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Julho 31, 2016, 11:08:07 am

Is a new Cold War heating up?
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 02, 2016, 02:16:15 pm
The "Lisa case": Germany as a target of Russian disinformation

The media storm surrounding a fake story about a Russian-German girl, who had reportedly been raped by Arab migrants, was a wake up call for German political elites earlier this year. For the first time, they clearly saw the links between Russian domestic and foreign media campaigns against Germany and Russian politics at the highest level. The German government promptly advised the Federal Intelligence Service (BND) in coordination with the Foreign Office to check Russian sources of manipulation of German public opinion.

Germany‘s leading role in the Ukraine crisis, Angela Merkel's consequent position on sanctions against Russia and her leadership in Europe make the German government a core target of Russian disinformation.

The “Lisa case“ also shows not only the failure of Germany's partnership for modernisation with Russia but also the dysfunctionality of Russia's attempts to use personal ties and informal networks to influence German decision-making and policy when it comes to the current crisis and, in particular, the person of Chancellor Merkel. While the German government remains strongly committed to keeping channels for dialogue open, we see a complete loss of trust in relations which will be very hard to rebuild in the forseeable future.

Areas of Russian influence
Because of its close social, political and economic interweavement with Russia, Germany is a special case in relations with Moscow. Over the past 25 years, the goal of German elites was always to build up trust via networks and to support "change through interweavement with Russia" at all levels.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nato.int%2Fdocu%2Freview%2F2016%2FAlso-in-2016%2Flisa-case-germany-target-russian-disinformation%2Ffiles%2F3381_tn718.jpg&hash=959de1fbefde317c5772c7690e7de893)
Chancellor Angela Merkel’s leadership role in Europe, in particular with regard to the Ukraine crisis and sanctions against Russia, makes the German government a target of Russian disinformation. © EC Europa

Under Putin's leadership these ties have increasingly been used in the opposite direction, aimed at influencing both bilateral relations and Germany's Russia policy in Europe. As a result we observe many non-transparent networks of relations which are partly linked to economic interests. This became visible in energy projects like Nord Stream, where former Chancellor Gerhard Schröder is chairman of its supervisory board, as well as in former Stasi networks at Gazprom Germania.
The Russian leadership has actively promoted informal and non-transparent networks, exchanges and selection of participants in institutions and circles initated by Germany, such as the German-Russian Forum. As a result, the cooperative approach of the German side, opened channels for the Russian leadership to influence German politics and public. Until the Ukraine crisis, there was a lack of understanding among German decision-makers about the nature and goals of Putin‘s system of power, including the basics for a counter strategy. Despite all the offers of dialogue with Russia, this is now changing.
The role of the German government in the Ukraine crisis has led to an increase in Russian activities in the country and the activation of existing networks. Russian media and politics use and promote anti-EU, anti-US and anti-establishment groups to influence the mood of German society.
We observe three areas of Russian influence: first, Russian foreign media like RT and Sputnik; second, growing links with German populist parties on the right and left margins of the political spectrum; third, the use of its network of former politicians and institutions for dialogue to try to shape German decision-making on Russia in the current discussion on sanctions.
Russian foreign media
Russian media operating in Germany are the media platform Sputnik including the newsagency RIA Novosti, the German speaking radio programme "Voice of Russia", the TV Channel RT via Ruptly TV and the German speaking branch RT Deutsch.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.nato.int%2Fdocu%2Freview%2F2016%2FAlso-in-2016%2Flisa-case-germany-target-russian-disinformation%2Ffiles%2F3382_tn718.jpg&hash=c62c98bb18a306053fe313408b3a070b)
“Just what we needed
The state-owned Russian propaganda channel RT has recently come to the market with a German offering.
It is frightening how they lie and twist stories.“
- a screen grab from RT shows headline from Zeit Online

RT Deutsch produces the TV show "the missing part" which aims to show a different picture of events to that in German mainstream media. According to their website, the main goal is to "build up a counter-public as well as show media manipulation" in the German public discourse. RT Deutsch, for instance, broadcasts live coverage of the demonstrations of the anti-Islam movement PEGIDA. Russian foreign media cooperate with system-critical journalists, pseudo experts and conspiracy media like Compact. They give a platform to rightwing populist party representatives of Alternative for Germany (AfD) or representatives of the leftwing parliamentarian party "Die Linke" who promote the lifting of sanctions or arguments about Ukraine known from Russian disinformation campaigns.
These Russian media are not successful in reaching the broader German public, they are rather a niche product for special social groups. Nevertheless, it is important to note that they are increasingly linked with websites of right and leftwing networks, that they give platforms to representatives from populist parties and that they use social media and these connections to bring their content into the public sphere and the mainstream media. Of course, all these Russian foreign channels widely reported on the “Lisa case“.
Party landscape
Over decades, the Social Democratic partie (SPD) played a central role in the conceptualisation of Germany's Russia and Eastern Europe policy. The partnership for modernisation is based on the traditional social democratic concept of "change through interweavement" first with the Soviet Union and, after 1991, with the Russian Federation. The annexation of Crimea, the shooting down of Malaysia Airlines flight MH17 and the war in eastern Ukraine have become a reality check for Germany's Russia policy.
Despite their limited popularity in his own party, SPD Foreign Minister Frank-Walter Steinmeier has supported the sanctions against Russia. In the past, it tended to be the older generation of the SPD (like the former Chancellors Gerhard Schröder or the recently deceased Helmut Schmidt) who advocated for understanding with Russia. However, in the current public discussion, it was SPD Vice-Chancellor and Economy Minister Sigmar Gabriel who argued several times for a gradual abolition of sanctions and publicly supported the extension of the Nord Stream pipeline during meeting with Putin in Moscow in October 2015.

Members of both the biggest opposition party in the Bundestag "Die Linke" and the rightwing populist party AfD have developed links with Russian state institutions. The deputy parliamentary party leader of "Die Linke", Wolfgang Gehrke, traveled together with a party collegue to the separatist region of Donetsk to supply "relief aid" and meet the leaders of the so called "People‘s Republic".
The deputy party speaker of AfD, Alexander Gauland, visited the Russian embassy in November 2014 and supported a regular exchange with the Russian side. The head of AfD‘s youth organization, Markus Frohnmaier, is reported to have participated in a congress of pan-Slavic groups in Belgrade in 2014 and to have had meetings with Robert Schlegel – formerly a leading member of the pro-Putin Youth organisation "Nashi" and now responsible for party contacts abroad for the leading pro-Kremlin party United Russia.
Russian networks
The past 15 years have seen the development of a network of "Russia friendly" experts, journalists and politicians who have been active during the Ukraine crisis. The German-Russian Forum has become a key institution of these networks. It also organises the Petersburg Dialog – a civil society platform founded by former Chancellor Gerhard Schröder and President Putin in 2001.
Both institutions are actually directed more towards business interests and elite dialogue, than exchanges among civil society. Former SPD Chairman and Minister-President of Brandenburg Mathias Platzeck has become the Chairman of the German-Russian Forum. He publically espouses Russian positions on the Ukraine crisis, for instance, demanding that the Russian annexation of Crimea be legalised retrospectively as being “acceptable“ for both sides.

Beside the right and leftwing populist networks, several former politicians, economists and journalists spread Russian disinformation arguments in mainstream media. They take part in talk shows in national public TV and give interviews in the main newspapers and have much more effect on opinion-making than Russian foreign media – but they use arguments known from Russian media.
What is new with the Lisa case?
The case of Lisa dominated the headlines and impacted on German public discussion for two weeks in January 2016. The 13 year old Russian-German girl had gone missing for 30 hours and was reported by First Russian TV to have been raped by migrants. The story turned out to be fake (the German police were able to establish that she had been with a friend that night) but was intensively reported in Russian domestic and foreign media, and ended in diplomatic tensions between Germany and Russia.
In the “Lisa case“ we see evidence, for the first time, of several of the different Russian elements of influence that are described in this article working in a coordinated way:
-   A journalist from the First Russian TV channel picked up the case of the Russian-German girl and brought it to the main news in Russia;
-   Russian foreign media like RT, Sputnik and RT Deutsch reported on the case;
-   Social media as well as rightwing groups distributed the information on the internet;
-   Demonstrations were organised via Facebook involving representatives of the German-Russian minority (Deutschlandrussen) as well as neo-Nazi groups;
-   Russian foreign media in Germany reported from these demonstrations, which brought it to the German mainstream media;
-   Finally, at the top political level, Russian Foreign Minister Sergej Lavrov made two public statements about his concerns about the inability of the German police and legal system to take such cases seriously because of political correctness.
As a result of the “Lisa case“ and the different Russian activities in the context of the Ukraine conflict, we are seeing a shift in Germany from the dominance of the economy over politics to a dominance of politics over the economy. Russia has become a security risk, the relations are increasingly politicised and securitised.
As media reports after a leak, the new German White Book for security has identified Russia as one out of the country’s main challenges. According to its authors, the Russian leadership is not only questioning the post-Cold War security order in Europe but is also using "hybrid instruments for a targeted blurring of bounderies between war and peace" and "digital communication to influence public opinion" in Germany.

http://www.nato.int/docu/review/2016/Also-in-2016/lisa-case-germany-target-russian-disinformation/EN/index.htm?utm_campaign=160801%2Bnr%2Blisa%2Bcase&utm_source=facebook&utm_medium=smc

Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Viajante em Agosto 02, 2016, 03:40:06 pm
Não me admira nada que a Rússia esteja a tentar manipular por todas as formas o ocidente, em especial a Alemanha e pelas razões referidas no artigo. Já era esperado. Daqueles lado não se espera nada de bom. A Merkl que o diga, uma vez que viveu sempre na Alemanha de leste até à queda do muro.

RT, Sputnik and RT Deutsch (órgãos de comunicação social muito isentos de facto, e muitas vezes referidos por aqui!!!!!)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Agosto 02, 2016, 04:23:57 pm
Excelente, caro Cabeça de Martelo. Permita um vídeo de Lavrov, sobre o falso "caso Lisa", em que acusa o Governo alemão de ter ocultado a notícia.

O mais paradoxal é que Ruptly tem Berlim, não Moscovo,  como sede central.

Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 31, 2016, 01:57:58 pm
US Marines on the Black Sea



Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Setembro 01, 2016, 10:24:40 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.defensetech.org%2Fwp-content%2Fuploads%2F2016%2F08%2FRussian-A2AD-AUGUST-2016-01.png&hash=70dc2d1d618e564ef289c7f5f03e7698)

http://www.defensetech.org/2016/08/30/detailing-russian-surface-to-air-missile-coverage-in-europe/
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Pedro E. em Setembro 02, 2016, 01:22:22 pm

para paises que foram invadidos pela Russia, como dizem alguns foristas daqui, e estranho que nem a Ucrania, nem a Georgia sejam membros da NATO

http://www.nato.int/cps/en/natohq/nato_countries.htm

Como explicam os estimados comentadores esta contradicao? Sera que a historia esta mal contada? hum...
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Setembro 23, 2016, 05:29:55 pm

The VJTF (or Very High Readiness Joint Task Force) is NATO’s spearhead force designed to react to a crisis situation at short notice.

The Land component is comprised of approximately 5,000 troops from 14 nations, made up of armour, infantry and artillery. These units exercised together recently near Sennelager in Germany, displaying their ability to respond quickly in the event of a crisis.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Outubro 27, 2016, 11:48:12 am

NATO deploys biggest show of force since Cold War against Russia

http://www.dailymail.co.uk/news/article-3876672/Nato-squares-Putin-Russia-beefs-military-Europe-s-border-West-responds-biggest-force-Cold-War.html
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 28, 2016, 04:18:00 pm
http://www.nato.int//multi/2016/pdf/20161027-enhanced-forward-presence.pdf
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Outubro 31, 2016, 11:22:41 pm


Lituânia distribui manual sobre como a população deve reagir caso o país seja invadido pela Rússia
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Novembro 02, 2016, 10:51:00 am


Russia's Posturing Causes Concern in Baltic Nations
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Novembro 04, 2016, 09:31:09 pm

NATO Secretary General: "We are not in a Cold War"
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Novembro 07, 2016, 03:32:20 pm
(https://static.independent.co.uk/s3fs-public/styles/article_large/public/thumbnails/image/2016/07/26/09/poland-nato.jpg)

"The Times": "Huge NATO land army to meet Russian aggression"

http://www.thetimes.co.uk/edition/news/huge-nato-land-army-to-meet-russian-aggression-xsdnldzkq

Hundreds of thousands of NATO troops will be put on a higher state of alert amid growing tensions with Russia, the head of the Alliance has indicated.

NATO commanders want to prepare a substantial land force capable of deterring Russian aggression.

Jens Stoltenberg, the Alliance's secretary-general, did not give precise figures, but Sir Adam Thomson, Britain's outgoing permanent representative to NATO,  said he thought that the goal was to speed up the response time of up to 300,000 military personnel to about two months. At present a force of this size could take up to 180 days to deploy.

The troops would act as a "follow-on force" to Nato's existing response force, which can be deployed to a warzone within days (...)
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Crypter em Novembro 08, 2016, 09:12:22 am
Comparativo de quem tem o pénis maior..

Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Novembro 29, 2016, 09:34:29 am

Reino Unido vai enviar militares para a Polónia para enfrentar eventual ameaça russa
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: olisipo em Dezembro 05, 2016, 09:57:58 am


NATO Winter Training Exercise Iron Sword 2016 in Lithuania
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 03, 2017, 02:15:37 pm
US Iron Brigade arrives in Poland for Atlantic Resolve 2017


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 15, 2017, 09:17:08 pm
Novo míssil russo deixa NATO preocupada


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Março 15, 2017, 09:54:18 am
Romania sends troops to Poland as part of NATO’s presence on its eastern flank
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Abril 04, 2017, 11:12:26 am
Lituânia teme ataque relâmpago russo


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Abril 13, 2017, 10:49:02 am
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Maio 19, 2017, 12:52:06 pm
Spanish troops prepare to deploy to Latvia


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 19, 2017, 03:14:43 pm
A Estratégica Militar Russa : impacto na Defesa dos Países da União Europeia

Autor: Ribeiro, Paulo

A atual postura agressiva da Rússia tem originado sentimentos diversos nos países da União Europeia. Tendo perdido a sua influência desde o colapso da União Soviética, a Rússia está disposta a usar todos os instrumentos do seu poder nacional, incluindo o militar, para recuperar o estatuto de superpotência mundial. A expansão da NATO e da União Europeia a Leste é vista como um obstáculo para a consecução deste objetivo. Pretendeu-se com este estudo identificar os objetivos e as linhas de ação estratégicas russas, analisar a sua estratégia militar, as respostas da NATO e da União Europeia, e dos países desta última organização, face à estratégia militar russa. O estudo recorreu à bibliografia sobre esta temática, a artigos de opinião, e ainda a entrevistas e a inquéritos por questionário, a académicos e a militares especialistas nesta matéria. Da investigação realizada, concluiu-se que, o grande impacto na defesa dos países da União Europeia, face à estratégia militar russa, é a necessidade desses países reforçarem a sua capacidade militar de forma credível, e fomentarem uma maior cooperação entre eles e entre a organização a que pertencem e a NATO. Simultaneamente, haverá que convencer a Rússia que ninguém, do Ocidente, quer “entrar” em Moscovo.

 :arrow: http://comum.rcaap.pt/bitstream/10400.26/17359/1/TII_CPOG%202015-2016_VERS%C3%83O_FINAL_SILVA_RIBEIRO.pdf

Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Maio 29, 2017, 12:45:07 pm
Jovens polacos preparam-se para a invasão da Rússia


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Junho 01, 2017, 02:32:18 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Junho 07, 2017, 09:05:38 pm
NATO: Bandeira de Montenegro hasteada


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Junho 08, 2017, 01:53:32 pm
Montenegro é o mais novo membro da NATO


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 02, 2017, 03:35:17 pm
EUA defendem futuro dos Balcãs na direção oposta à Rússia


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: typhonman em Agosto 02, 2017, 11:20:44 pm
Nos por cá compramos 5 helis e NPOs fortemente armados  ;D ;D
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Setembro 15, 2017, 07:57:16 pm

Exercícios conjuntos a decorrer entre a Rússia e a Bielorrússia.
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: mafets em Setembro 16, 2017, 10:19:23 am

Exercícios conjuntos a decorrer entre a Rússia e a Bielorrússia.
Será que já sabem dos nossos Tejo? Devem ter ficado impressionados e a tremer de medo (já nem os navios de pesquisa  mandam para  cá) ... ::) :jok:
(https://photos.marinetraffic.com/ais/showphoto.aspx?photoid=2329248&size=1600)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.marinha.pt%2Fpt-pt%2Fmedia-center%2Fgaleria-digital%2FPublishingImages%2Fmeios-operacionais%2Fnrp-tejo%2Ftejo3.jpg%3Fw%3D1600%26amp%3Bh%3D629&hash=4ee49953211c3d0308f821a7f0e58107)

Cumprimentos
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 26, 2017, 08:42:51 pm
NATO: "Rússia forneceu dados errados sobre exercícios ZAPAD"


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 16, 2017, 03:38:10 pm
Baltic Sea security - a shared priority for Sweden and NATO


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 23, 2017, 12:26:11 pm
EUA planearam fingir ataque russo para começar guerra na década de 1960

Informação consta num dos documentos tornados públicos sobre o assassínio do presidente J.F. Kennedy. Plano dos EUA era construir réplicas ou comprar aviões soviéticos para atacar alvos norte-americanos

A administração norte-americana considerou planear um falso ataque, utilizando aviões russos, para justificar o início de uma guerra com a URSS ou os seus aliados na década de 1960. A informação consta num documento recentemente tornado público, que faz parte do acervo de ficheiros relativos ao homicídio do presidente John F. Kennedy. São mais de 2800 ficheiros que, nas últimas semanas, têm vindo a ser analisados e escrutinados.

O documento sobre o falso ataque descreve uma reunião que terá tido lugar no dia 22 de março de 1962 e contou com membros do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, que discutiram uma sugestão do então procurador-geral norte-americano, Robert Kennedy, irmão do presidente J.F.K.. Robert Kennedy propunha que os EUA adquirissem aviões militares soviéticos ou fabricassem réplicas de Mig-17, Mig-19 ou Ilyushin Il-14. Os custos de tal empreitada chegaram a ser analisados: construir um MIG-19 que os não-especialistas confundissem com um avião russo podia chegar aos 44 milhões de dólares, ao passo que conceber uma réplica de um Ilyushin Il-14 seria "extremamente difícil e moroso", terão concluído os responsáveis.

Perante este cenário, a CIA sugeriu então que fosse adquirido material soviético original, através de pilotos que desertaram ou comprando-o de um país que não fizesse parte do Pacto de Varsóvia. A agência apresentou ainda três cenários em que os aviões poderiam ser utilizados, acrescenta a Newsweek, que analisou o documento, incluindo operações para confundir pilotos inimigos no ar ou atacar instalações de países adversos, e uma "operação de provocação na qual um avião soviético parecesse atacar os EUA ou forças aliadas para oferecer uma desculpa para uma intervenção norte-americana".

Entre os responsáveis que estiveram na reunião relatada no documento agora divulgado contam-se o procurador-geral dos EUA, Robert Kennedy, o diretor da CIA, John McCone, ou o conselheiro para a segurança nacional McGeorge Bundy.

Não é a primeira vez que se ouve falar deste plano para simular um ataque russo: em 2001, o historiador Robert Dallek assinalava esta hipótese num livro - An Unfinished Life: John F. Kennedy, 1917-1963 - atribuindo a ideia ao então diretor da CIA, John McCone.

O documento que prova a veracidade do plano foi revisto pela última vez pela CIA em fevereiro de 1998 e um selo mostra que deixou de ser confidencial em março de 2016. Mas estranhamente, assinala a Newsweek, na capa, no local onde devia estar escrita a data do ficheiro, aparece apenas 00/00/00.

Documento original :arrow: https://www.archives.gov/files/research/jfk/releases/docid-32977055.pdf

Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Julho 17, 2018, 10:46:24 am
NATO mantém porta aberta ao leste europeu


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Julho 19, 2018, 07:33:29 pm
Putin critica as políticas "insensatas" da NATO pede mais cooperação


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 20, 2018, 03:37:23 pm
Ofereceu sexo para trabalhar em organização americana e recebia instruções de alto funcionário russo

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimages-cdn.impresa.pt%2Fexpresso%2F2018-07-19-_102568772_butinafacebook.jpg%2Foriginal%2Fmw-860&hash=85da60fcb2a4d6c117d0d4267b8c76a7)
MARIA BUTINA/FACEBOOK

A alegada agente do Kremlin Maria Butina está detida desde domingo e assim deverá continuar até ao seu julgamento por existir perigo de fuga. “Em pelo menos uma ocasião, ofereceu sexo em troca de uma posição numa organização de interesse especial”, refere a acusação. O nome da organização não é revelado, mas as redes sociais de Butina mostram que frequentava eventos da Associação Nacional de Armas (NRA, na sigla inglesa)

HÉLDER GOMES

Uma alegada agente do Kremlin ofereceu sexo em troca de um emprego numa organização americana. A informação foi divulgada depois de Maria Butina, que está presa desde domingo, ter comparecido esta quarta-feira num tribunal de Washington. Devido às suas ligações aos serviços de informação russos, um juiz federal considerou existir perigo de fuga e, por isso, Butina continuará detida até ao seu julgamento.

Com 29 anos, enfrenta acusações por não se ter registado como agente estrangeira e de conspirar contra o Governo dos EUA. No entanto, não está acusada de espionagem e o seu caso não faz parte da investigação sobre a possível interferência russa nas eleições americanas de 2016.

O Ministério russo dos Negócios Estrangeiros afirmou que a prisão de Butina se destinava a minar os “resultados positivos” da cimeira entre o Presidente dos EUA, Donald Trump, e o seu homólogo russo, Vladimir Putin, em Helsínquia, na segunda-feira. Por seu turno, a defesa alega que Butina tem cooperado com o Governo norte-americano há vários meses.

BUTINA TERÁ OFERECIDO SEXO PARA TRABALHAR NA NRA

As acusações apresentadas na quarta-feira revelam que Butina vivia com um norte-americano de 56 anos, mantendo com ele uma “relação pessoal”. Contudo, “em pelo menos uma ocasião, ofereceu sexo a outra pessoa em troca de uma posição numa organização de interesse especial”. O nome da organização não é revelado, mas as redes sociais de Butina mostram que frequentava eventos da Associação Nacional de Armas (NRA, na sigla inglesa).

O Departamento de Justiça alega ainda que Butina trabalhava “sob a direção e controlo” de um alto funcionário russo, cujo nome não é revelado mas que lhe dava indicações através de mensagens online.

Apesar de este caso não fazer parte da investigação à intromissão russa nas eleições americanas, um mês antes da votação, Butina terá enviado uma mensagem privada via Twitter ao seu contacto, dizendo “agora, tudo tem de ficar quieto e cuidadoso”. E na noite da votação, terá escrito: “Vou dormir. São três da manhã aqui. Estou pronta para novas ordens”.

http://expresso.sapo.pt/internacional/2018-07-19-Ofereceu-sexo-para-trabalhar-em-organizacao-americana-e-recebia-instrucoes-de-alto-funcionario-russo#gs.lMwsf9Q
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 01, 2018, 03:05:19 pm
Realist World
The Players Change, but the Game Remains
By Stephen Kotkin

Geopolitics didn’t return; it never went away. The arc of history bends toward delusion. Every hegemon thinks it is the last; all ages believe they will endure forever. In reality, of course, states rise, fall, and compete with one another along the way. And how they do so determines the world’s fate.

Now as ever, great-power politics will drive events, and international rivalries will be decided by the relative capacities of the competitors—their material and human capital and their ability to govern themselves and their foreign affairs effectively. That means the course of the coming century will largely be determined by how China and the United States manage their power resources and their relationship.

Just as the free-trading United Kingdom allowed its rival, imperial Germany, to grow strong, so the free-trading United States has done the same with China. It was not dangerous for the liberal hegemon to let authoritarian competitors gain ground, the logic ran, because challengers would necessarily face a stark choice: remain authoritarian and stagnate or liberalize to continue to grow. Either way, the hegemon would be fine. It didn’t end well the first time and is looking questionable this time, too.

China will soon have an economy substantially larger than that of the United States. It has not democratized yet, nor will it anytime soon, because communism’s institutional setup does not allow for successful democratization. But authoritarianism has not meant stagnation, because Chinese institutions have managed to mix meritocracy and corruption, competence and incompetence, and they have somehow kept the country moving onward and upward. It might slow down soon, and even implode from its myriad contradictions. But analysts have been predicting exactly that for decades, and they’ve been consistently wrong so far.

Meanwhile, as China has been powering forward largely against expectations, the United States and other advanced democracies have fallen into domestic dysfunction, calling their future power into question. Their elites steered generations of globalization successfully enough to enable.

https://www.foreignaffairs.com/articles/world/2018-06-14/realist-world?cid=realist_061418
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 02, 2018, 05:14:10 pm
Geórgia acolhe exercícios militares com a NATO


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: jpthiran em Agosto 02, 2018, 08:15:52 pm
Os Georgianos estão-se a pr a jeito, para levar na tola outra vez!...

Já deu mau resultado uma vez!...

parece que não chegou!...
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Crypter em Setembro 19, 2018, 02:54:17 pm
Andamos nós aqui a discutir os Canhões do Yamato pros nossos patrulhitas, ou a compra de umas incríveis 5 unid de helicópteros de instrução e depois temos estes..

É bom para nos abrir os olhos para a realidade pura e dura..
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 04, 2018, 06:10:58 pm
EUA e Rússia em nova corrida às armas?


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: typhonman em Outubro 16, 2018, 11:40:23 pm
Andamos nós aqui a discutir os Canhões do Yamato pros nossos patrulhitas, ou a compra de umas incríveis 5 unid de helicópteros de instrução e depois temos estes..

É bom para nos abrir os olhos para a realidade pura e dura..

Por cá vamos brincando aos Koalas e aos meios de "duplo uso"...
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 10, 2018, 12:27:26 pm
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 06, 2019, 06:15:15 pm
Stoltenberg diz que Rússia tem seis meses para voltar ao tratado



Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: perdadetempo em Fevereiro 22, 2019, 06:48:25 pm
Um documento que dá as suas razões para a história dos 2% servir para resolver muito pouco ou nada.

https://csis-prod.s3.amazonaws.com/s3fs-public/publication/190221_NATO_Burden_Sharing_Commentary.pdf (https://csis-prod.s3.amazonaws.com/s3fs-public/publication/190221_NATO_Burden_Sharing_Commentary.pdf)

e mais detalhado:

https://csis-prod.s3.amazonaws.com/s3fs-public/publication/180816_NATO_Burden_Sharing_0.pdf (https://csis-prod.s3.amazonaws.com/s3fs-public/publication/180816_NATO_Burden_Sharing_0.pdf)

Cumprimentos,
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Abril 04, 2019, 09:55:21 pm
NATO quer salvar tratado entre EUA e Rússia



Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Abril 17, 2019, 11:00:53 am
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: HSMW em Abril 19, 2019, 06:43:20 pm

Russia 2019+ Military Doctrine
Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Maio 27, 2019, 01:08:51 pm
NATO Experts | What is NATO doing beyond its borders?


Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: Lusitano89 em Junho 03, 2019, 05:40:40 pm
Macedónia do Norte integra NATO em 2020



Título: Re: NATO-Russia
Enviado por: zocuni em Novembro 01, 2019, 01:21:23 pm
E ao que parece teremos mais um membro OTAN, a Ucrânia mais um barulho que vamos comprar.