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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: TOMKAT em Agosto 08, 2006, 02:51:17 am

Título: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: TOMKAT em Agosto 08, 2006, 02:51:17 am
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Sócrates no Brasil: Economia domina
Brisa nas estradas dos EUA e Canadá


Vasco Mello, o homem forte da Brisa – Auto-Estradas de Portugal, integra a comitiva do primeiro-ministro, José Sócrates, que parte hoje para o Brasil.

Mello, presidente da maior concessionária portuguesa de rodovias, vai assinar, durante a viagem oficial de quatro dias, um protocolo que permitirá à empresa alargar a sua actividade aos Estados Unidos e Canadá.

A Brisa associar-se-á à Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) – empresa brasileira que tem uma participação portuguesa de 18% e com a qual a Brisa explora já o mercado brasileiro – para se candidatarem à gestão de auto-estradas, túneis e vias rodoviárias nos Estados Unidos e Canadá.

O acordo será celebrado, quinta-feira, durante a visita de José Sócrates à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), onde estarão presentes os empresários brasileiros.

Além dos brasileiros, estarão também os 16 empresários portugueses, representantes da Banca, Telecomunicações, Indústria e Turismo, que acompanham o primeiro-ministro nesta sua primeira visita oficial ao Brasil, recheada de acordos.

A Brisa associa-se à CCR, a OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, representada pelo presidente executivo, o gestor brasileiro António Pires Monteiro, assina um protocolo com a Embraer – fabricante aeronáutico brasileiro que detém, em consórcio, 65% do capital da OGMA – com vista à expansão dos negócios a outros mercados, a Galp estabelece nova parceria com a Petrobrás e o primeiro-ministro inaugura uma plataforma logística virtual de produtos portugueses.

Tudo para ver se Portugal consegue equilibrar a balança comercial com o Brasil; entre Janeiro e Julho, as vendas de produtos portugueses para o Brasil totalizaram 123 mil milhões de euros contra 699 mil milhões de euros das exportações brasileiras para Portugal.

O Brasil está no grupo das quatro economias emergentes que em 2040 poderão representar 50% das maiores economias mundiais, segundo um estudo da Goldman Sachs.

Nos últimos dois anos as exportações de produtos brasileiros duplicaram assim como as importações, facto que alicia qualquer empresário português, sobretudo quando as previsões apontam para que em 2006/2007 ocorra um novo impulso económico sustentado no consumo. Afinal sempre são 180 milhões de pessoas que, ainda segundo as previsões, vão ver o seu poder de compra aumentado este ano em 3,7% face a 2005.

Durante a visita de Sócrates realiza-se, amanhã e depois, no Rio de Janeiro, uma reunião de alto nível dos Estados que integram o grupo de países em desenvolvimento G-20.

VISITA À VIVO COM MÁRIO LINO

Henrique Granadeiro é um dos empresários que integra a comitiva do primeiro-ministro e vai visitar a VIVO – operadora móvel brasileira detida em partes iguais pela Portugal Telecom e pela Telefónica – acompanhado pelo ministro da tutela, Mário Lino. Uma deslocação que tem uma interpretação política significativa, uma vez que está a decorrer a OPA lançada pela Sonaecom sobre a PT. Recorde-se que Belmiro de Azevedo anunciou que se a compra da PT fosse bem sucedida, a participação na VIVO seria para vender. Para além da operadora, Granadeiro desloca-se à PT Inovação um tem um encontro com os quadros da empresa e visita as instalações.

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COMITIVA EMPRESARIAL

Galp – Marques Gonçalves (presidente executivo): Empresa que em parceria com a Petrobrás pesquisa petróleo no Brasil e é responsável pela operação em 12 dos 20 blocos.

Empordef – José Mourato (presidente): Tutelada pelos ministérios da Defesa e Finanças tem actividade, no Brasil, ligada à construção naval e fabricação aeronáutica.

PT – Henrique Granadeiro (presidente):A Portugal Telecom internacionalizou-se no Brasil e participa na maior empresa de telecomunicações móveis da América do Sul.

TAP – Luiz Mor (vice-presidente):É a companhia aérea europeia com maior número de voos para o Brasil, 47 voos semanais, uma fatia importante da actividade.

Pestana – Pietro Luigi Valle (vice-presidente):O grupo hoteleiro está presente no Brasil, onde emprega 1200 pessoas. Em São Paulo, Sócrates fica hospedado no Pestana.

Vila Galé – Rebelo de Almeida (presidente): Presente desde 2000, abriu hotéis em Fortaleza, Salvador e Baía e tem previsto um resort para Ceará. Também exporta vinho.

BPI – Fernando Ulrich (presidente):O banco Itáu detém uma participação de 17,5% no BPI, trata-se do maior investimento brasileiro em Portugal.

CGD – Carlos Costa (administrador):Depois de ter tido participações em alguns bancos brasileiros, a Caixa equaciona a possibilidade de abrir balcões próprios.

EDP – Martins da Costa (administrador):No Brasil tem 3300 funcionários para servir quase dez milhões de pessoas em S. Paulo, Mato Grosso, Espiríto Santo e Tocantins.

Finatia – Eduardo Costa (vice-presidente):Desenvolve, desde 1994, actividades no Brasil nas áreas de mercados de capitais, assessoria financeira e ‘trade finance’.

Efacec – Cardoso Pinto (presidente):Tem filiais na Baía, Amazonas e S. Paulo, estado onde tem uma indústria para fabrico de sistemas de telecomunicações e electrónica.

PT inovação – Paulo Nordeste (presidente):Suporta a internacionalização do Grupo PT no Brasil e tem como objectivo vender a sua tecnologia no mercado sul-americano.

Banif – Paulo Pinto (presidente no Brasil):Adquiriu 51% do banco de investimento brasileiro (banco Primus), que tem ampliado o âmbito de acção à corretagem e câmbio.

Dão Sul – Casimiro Gomes (presidente):Tem vinhas no estado de Pernanbuco que, graças ao tempo, produzem em contínuo. O objectivo é chegar a um milhão de garrafas

Sofia Rêgo



http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=210789&idselect=9&idCanal=9&p=200

Salvé Brisa....

A Via Verde foi das melhores coisas que se fizeram (ciraram) neste país nas últimas décadas, e para fugir ao que é norma, a tecnologia e o conceito de a utilizar, não foi vendida a uma qualquer multinacional, julgo eu de que... :Palmas:
Título:
Enviado por: AugustoBizarro em Agosto 08, 2006, 05:34:15 am
A Via Verde, é um daqueles mitos que se criou, sem se saber muito bem porquê. E depois vai-se ouvindo dizer e repete-se a mentira.


1. A Tecnologia Via Verde não é Portuguesa.
2. De inovador tem tanto como um controlo remoto de TV


É comodo?  Sim claro que é.

Esta "tecnologia" (tenho uma certa dificuldade em chamar tecnologia a uma mera aplicação de infra-vermelhos com programação mínima, e confesso que ás vezes quando ouço pessoas a falar nisto, por momentos quase me interrogo se estarão a falar de Sondas Espaciais com alcance de 5 anos-luz) ,  é Norueguesa.

Se quizerem investigar, chama-se Q-Free   = Queue Free = Livre de Fila.

http://www.qfree.no (http://www.qfree.no)
http://www.qfree.no/a/?aid=a492&vn=736&mn=86 (http://www.qfree.no/a/?aid=a492&vn=736&mn=86)

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" For many years, Q-Free has been the preferred supplier of Portugal’s largest tollway operator, Brisa, and the co-operation continues although competitors are working hard to edge their way into the Portuguese market. "


Ora bem, esta "tecnologia" como muitas outras, é comprada para usar a expressão "em kit"  (como o famoso POSAT foi comprado em kit á Inglaterra) e depois fica tudo contente a dizer que Portugal desenvolveu algo inovador. (E aquele professor gordo (O pai (adoptivo) do satélite Português) com umas conversas um pouco estranhas, a colher louros e passando por competente, quando no fundo não desenvolvou absolutamente NADA. Limitou-se a encomendar uma KIT e a montar as peças , Com instruções! Onde está o mérito nisso?)

Eu não estou a dizer que tenha sido mal , tanto o POSAT, ou a Via verde ou o que for, mas que se diga a verdade, chega de mentiras agradáveis.

Eu gosto imenso que Portugal desenvolva coisas, e que tenha sucesso, mas uma coisa é querer outra coisa é distorcer os factos para criar uma realidade agradável que simplesmente não é verdade.

Passei uma boa parte da minha vida a ouvir estas "verdades" agradáveis, tais como que as nossas universidades são das melhores da Europa e outros disparates do género.

Este assunto da Via Verde é um tema tão recorrente, que eu penso que mereceria um tópico só para que ficasse bem claro que isto não foi inventado por Portugueses, e já agora,  este sistema com todas as vantagens que tem, deu lucro aos noruegueses, podendo ser fácilmente desenvolvido cá. E isto sim é que é grave. O que é que andam as universidades a fazer? com tanto "Investigador"? Nem uma porcaria dum sistema de infravermelhos conseguem fazer.

Tenho a certeza absoluta que Portugal no estado em que está ,não conseguiria desenvolver certo material bélico usado na Segunda Guerra Mundial. É um absurdo.


Por fim, Gostam da Via Verde, agradeçam á Noruega.

P.S.- Só para esclarecer uma coisa, um dos motivos porque este sistema não é usado em vários países é porque as portagens servem como tampão para a entrada de carros nas grandes cidades, e nesses casos, a ideia é precisamente fazer o condutor perder tempo, para não asfixiar o trânsito citadino num mar de carros. Tinha uma certa graça este sistema em Londres ou Paris.
Título:
Enviado por: pedro em Agosto 08, 2006, 11:32:44 am
As relacoes sao boas mas ainda se poderia fazer muito mais nas areas de defesa,economica etc...
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Marauder em Agosto 08, 2006, 02:35:53 pm
Citação de: "AugustoBizarro"
P.S.- Só para esclarecer uma coisa, um dos motivos porque este sistema não é usado em vários países é porque as portagens servem como tampão para a entrada de carros nas grandes cidades, e nesses casos, a ideia é precisamente fazer o condutor perder tempo, para não asfixiar o trânsito citadino num mar de carros. Tinha uma certa graça este sistema em Londres ou Paris.


Erg, em Londres as portagens do centro da cidade não são fisicas. É melhor repensar essa opinião.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Agosto 08, 2006, 04:24:42 pm
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Das portagens de auto-estrada para os parques e gasolineiras

A Via Verde iniciou-se há 15 anos pelo pagamento nas praças de portagem das auto-estradas geridas pela Brisa, mas o seu historial recente tem levado a tecnologia e o produto a alargar cada vez mais o seu âmbito de actuação. A Via Verde é já responsável por 550 mil transacções diárias e serve uma rede de auto-estradas de 1.402 quilómetros e 141 praças de portagem em todo o País. Mas, o utilizador pode também dispor desta forma de pagamento automática em mais de 35 parques de estacionamento, 90 bombas de combustível, assim como no acesso aos quatro bairros históricos da capital. Hoje em dia, um em cada três carros em Portugal já tem Via Verde a bordo e esta participada da Brisa a 75% já factura qualquer coisa como 24 milhões de euros por ano. A Brisa continua a ser o principal cliente da Via Verde, mas Auto-estradas do Atlântico, Lusoponte, AENOR e Mafratlântico já contam com este serviço. A entrada da Via Verde nos parques de estacionamento foi um sucesso imediato. Já existem 280 mil utilizadores regulares deste serviço, possibilitando 1,7 milhões de transacções durante o ano passado. A Via Verde já representa um terço dos pagamentos efectuados nos parques onde está instalada. Esta parceria entre a Via Verde e a Emparque resultou até na atribuição do prémio para "Melhor Solução Técnica" da European Parking Association.


Via Verde: Um Sucesso na Inovação Tecnológica "Made in Portugal"

A tecnologia Via Verde, desenvolvida em Portugal por técnicos nacionais, é um caso exemplar de como a tecnologia e a inovação dentro de portas pode ser tão avançada e tão eficiente como a que existe no estrangeiro. As soluções e o desenvolvimento alcançados são pioneiros a nível mundial
.

http://www.sibs.pt/noticia.php?id=116


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Via Verde foi o primeiro sistema de portagem electrónica do mundo e a sua tecnologia foi rapidamente imitada em outros países, como é o caso do E-ZPass norte-americano e do Sem Parar brasileiro.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Via_verde


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Desenvolvido pela Brisa em 1991, por alturas da abertura da auto-estrada Lisboa/Porto, a Via Verde foi um sucesso imediato junto dos automobilistas (nessa altura eram já 90 mil clientes) e um dos primeiros sistemas de controlo de tráfego da Europa.

Mas a grande conquista da Brisa aconteceu em 1995, altura em que este sistema, ainda experimental e limitado, foi substituído por um circuito activo aplicado a toda a rede concessionária que permitiu identificar e taxar os automobilistas independentemente do seu local de partida e de chegada. Com esse passo, a Brisa "ficará na história como a primeira empresa do mundo a aplicar um sistema de teleportagem dinâmica universal a todo um país", sublinha José Braga, director-geral de exploração daquela concessionária.


http://www.portugalhightech.com/apresentacao/casestudies/viaverde.aspx


O facto de os módulos serem fabricados no estrangeiro não retira mérito nenhum à inovação da aplicação do sistema. É um mero acto de gestão empresarial. Normalmente quem oferece o melhor preço consegue o contrato, seja uma empresa portuguesa, chinesa ... ou norueguesa.
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Agosto 09, 2006, 10:45:40 am
Citação de: "AugustoBizarro"
A Via Verde, é um daqueles mitos que se criou, sem se saber muito bem porquê. E depois vai-se ouvindo dizer e repete-se a mentira.

1. A Tecnologia Via Verde não é Portuguesa.
2. De inovador tem tanto como um controlo remoto de TV

É comodo?  Sim claro que é.



Correcto! Mas  falando em comodidade, porque nunca foi instaurado o sistema de portagens automaticas (sem portageiro) aceitando nao so notas e moedas como toda a especie de cartoes de debito e credito, como em França p.ex. ?
Claro que dispenso de comentar as vantagens...
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 05, 2007, 09:18:57 pm
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Brasil: Importações de produtos portugueses subiram 42,2% até Maio para 102,8 ME

Brasília, 05 Jun (Lusa) - As exportações portuguesas para o Brasil subiram  42,2 por cento nos cinco primeiros meses deste ano, face ao período homólogo  de 2006, para 138,372 milhões de dólares (102,802 milhões de euros), informou  hoje à Lusa fonte do governo brasileiro.  

   Já as exportações brasileiras para Portugal caíram 2,9 por cento em  relação ao mesmo intervalo de 2006 para 645,406 milhões de dólares (479,496  milhões de euros), segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria  e Comércio Exterior.  

   De Janeiro a Maio deste ano, as trocas comerciais entre os dois países  ascenderam a 783,778 milhões de dólares (582,297 milhões de euros), 2,8  por cento a mais que nos cinco primeiros meses de 2006.  

   No mês passado, o Brasil vendeu para Portugal o equivalente a 168,343  milhões de dólares (125,068 milhões de euros), enquanto as exportações portuguesas  para o mercado brasileiro somaram 31,654 milhões de dólares (23,516 milhões  de euros).  

   Os principais produtos portugueses vendidos para o Brasil em Maio foram  p-xileno (produto petroquímico), óleos lubrificantes sem aditivos, azeite,  moldes e cabos acrílicos.  

   Na pauta de exportação brasileira para Portugal, os destaques foram  petróleo, soja, laminados de ferro e aço, fumo, açúcar e carne bovina.  

     
Título:
Enviado por: comanche em Outubro 30, 2007, 06:34:08 pm
Brasil: Exportações portuguesas de azeite devem aumentar 25 por cento em 2007


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São Paulo, Brasil, 30 Out (Lusa) - As exportações portuguesas de azeite para o Brasil devem aumentar 25 por cento este ano para 48 milhões de euros, em relação a 2006, disse hoje à Lusa o presidente da Casa do Azeite de Portugal.

Luís Folque, que participou em São Paulo de uma acção de promoção do produto português, informou que o total das exportações deverá ascender a cerca de 16.000 toneladas.

"Este crescimento extraordinário é resultado da pujança da economia brasileira", salientou o responsável, referindo-se ao crescimento de cerca de cinco por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

O presidente da Casa do Azeite de Portugal, entidade com 65 associados, responsáveis por 95 por cento do azeite embalado português, disse que a meta em 2008 será manter a actual quota de mercado no Brasil.

"Nossa prioridade será fortalecer e solidificar nossa posição, defender a nossa quota de praticamente metade do mercado no Brasil, país que mais importa azeite português no mundo", salientou.

Luís Folque sublinhou que o recente reconhecimento por parte do governo brasileiro da marca portuguesa de azeite, antiga reivindicação dos produtores portugueses, reduziu as fraudes no mercado.

"Esse problema foi finalmente resolvido, e o azeite é exportado depois de embalado, em Portugal, com a marca oficial, garantia do controlo de qualidade do produto", disse.

O embaixador de Portugal em Brasília, Francisco Seixas da Cosa, sublinhou a importância do trabalho de combate às fraudes através da informação ao consumidor brasileiro.

"No endereço electrónico da embaixada na Internet há informações e advertências para acabar com as fraudes que são perigosas e que podem afectar a imagem do produto português", disse o diplomata.

A acção de promoção do azeite português, no Consulado Geral de Portugal em São Paulo, insere-se no programa governamental "Portuguese Choise & Taste" de fortalecimento de marcas de produtos alimentares.

Actualmente, a marca de azeite português Gallo é a mais vendida no Brasil, com vendas superiores à concorrente directa, a espanhola Carbonell.

Depois de Portugal, os principais fornecedores de azeite para o mercado brasileiro são Espanha, Argentina e Itália.

Título:
Enviado por: André em Novembro 02, 2007, 04:16:49 pm
Investimento português no Brasil soma 155 M€ até Setembro

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Os investimentos directos portugueses no Brasil atingiram nos nove primeiros meses do ano 224 milhões de dólares (155 milhões de euros), indica a Lusa citando fonte do Banco Central (BC) do Brasil.

Os maiores investimentos provenientes de Portugal este ano foram da Aero LB Participações, do sector de transportes (32 milhões de dólares), Alnilan, indústria de artigos de borracha e plástico (31 milhões de dólares), Galo, da área de intermediação financeira (22 milhões de dólares) e White Martins Gases Industriais, fabricação de produtos químicos (18 milhões de dólares).

Investimentos portugueses inferiores a um milhão de dólares - e por isso não discriminados pelo BC - totalizaram 55 milhões de dólares.

O retorno de investimentos para Portugal de Janeiro a Setembro foi de 207 milhões de dólares (143 milhões de euros).

De acordo com os dados do BC, Portugal encontra-se na 18ª posição na ordem dos maiores investidores estrangeiros no Brasil este ano.

Nos primeiros lugares estão os Países Baixos (7.156 milhões de dólares), Estados Unidos (4.401 milhões de dólares), Luxemburgo (2.392 milhões de dólares), Espanha (1.663 milhões de dólares) e Alemanha (1.546 milhões de dólares).

No acumulado de Janeiro a Setembro deste ano, os investimentos directos estrangeiros (IDE) somam 28.013 milhões de dólares (19.437 milhões de euros), o correspondente a três por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil.

Desse total, 77,3 por cento são novos investimentos.

A expectativa do BC é de que os investimentos estrangeiros no Brasil este ano superem a projecção de 32.000 milhões de dólares.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Novembro 14, 2007, 11:39:45 pm
Portugal e Brasil têm espaço para aumentar as suas trocas comerciais

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Portugal e Brasil têm espaço para aumentar as suas trocas comerciais, que este ano deverão ascender a cerca de dois mil milhões de dólares, defendeu hoje o embaixador brasileiro em Lisboa.

Celso Marcos Vieira de Souza salientou a um grupo de empresários brasileiros, que participa de uma missão comercial esta semana, em Portugal, que "há espaço para o aumento do comércio bilateral".

"As exportações portuguesas para o Brasil ainda são muito concentradas em produtos básicos, como azeites e bacalhau", disse o diplomata.

"Já o Brasil exporta para Portugal basicamente petróleo", salientou, ao receber os empresários, no Centro de Distribuição (CD) de produtos brasileiros, em Alverca.

"A aproximação comercial é essencial, uma vez que Portugal se distingue dos demais países europeus pela proximidade cultural com o Brasil", disse o diplomata.

Vieira de Souza salientou que o comércio bilateral tem crescido numa "velocidade extraordinária", nos últimos anos, estimulado pela estabilidade económica brasileira e pela adopção do euro por Portugal.

Criado pela Agência de Promoção de Exportação (APEX), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio do Brasil, o CD ocupa uma área de 2.000 metros quadrados.

O objectivo é apoiar a internacionalização de pequenas e médias empresas brasileiras no mercado europeu, a partir de Portugal, segundo o gerente operacional do CD, Adolfo Reis.

O CD de Lisboa insere-se na estratégia da APEX, que mantém estruturas semelhantes também nos Estados Unidos (Miami), Alemanha (Frankfurt), Polónia (Varsóvia) e nos Emirados Árabes (Dubai).

"Portugal espera o Brasil para iniciar novos negócios de braços abertos. O aumento das exportações brasileiras na Europa passa por Portugal", disse o responsável.

Lusa
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Enviado por: comanche em Janeiro 06, 2008, 03:58:50 pm
Brasil: Comércio com Portugal aumentou 20 por cento em 2007


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Brasília, 04 Jan (Lusa) - O comércio entre Brasil e Portugal aumentou 20 por cento no ano passado face a 2006 para 2.137 milhões de dólares (1.451 milhões de euros), informou hoje à Lusa fonte do governo brasileiro.

Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações brasileiras para Portugal subiram 22,3 por cento para 1.796 milhões de dólares (1.219 milhões de euros).

As exportações portuguesas para o Brasil também registaram um aumento (9,8 por cento) e somaram 340,991 milhões de dólares (231,573 milhões de euros).

Em Dezembro, o Brasil vendeu para Portugal o equivalente a 172,492 milhões de dólares (117,142 milhões de euros), enquanto as exportações portuguesas para o mercado brasileiro totalizaram 32,493 milhões de dólares (22 milhões de euros).

Os principais produtos portugueses vendidos para o Brasil no ano passado foram azeite, bacalhau, vinhos e óleos lubrificantes sem aditivos.

Na pauta de exportação brasileira para Portugal, o grande destaque foi o petróleo, que respondeu por 35,8 por cento do total de itens vendidos para o mercado português (644 milhões de dólares).

Os outros produtos brasileiros mais comprados pelos portugueses foram soja, milho e laminados de ferro e aço.

No geral, a balança comercial brasileira apresentou um saldo comercial no ano passado de 40,039 mil milhões de dólares (27,191 mil milhões de euros), resultado de exportações de 160,649 mil milhões de dólares e importações de 120,610 mil milhões de dólares.

Este saldo foi 13,8 por cento menor do que o verificado em 2006 (46,456 mil milhões de dólares).

Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 16, 2008, 12:11:53 pm
Turismo: Brasil recebeu mais portugueses em 2007 e quer investir 4 ME a promover novos destinos


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Lisboa, 16 Jan (Lusa) - O número de turistas portugueses a escolher o Brasil para passar férias terá subido em 2007, mas o país pretende continuar a investir, mais de quatro milhões de euros, para apresentar em Portugal destinos diferentes da habitual praia.

Em declarações à agência Lusa, a presidente da Embratur (entidade responsável pela promoção do turismo brasileiro) avançou que se regista actualmente "uma estabilidade" na evolução dos portugueses a deslocarem-se ao Brasil "proporcional à dimensão da população portuguesa".

Jeanine Pires refere as estimativas para 2007 que apontam para cerca de 340 mil portugueses a chegarem ao Brasil contra 312 mil em 2006, mantendo-se Portugal como o terceiro país emissor do mundo e o primeiro da Europa para o mercado brasileiro.

Aliás, reforça com dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) português que referem que no terceiro trimestre do ano passado o número de visitantes nacionais no Brasil subiu 12 por cento e "no quarto trimestre o acréscimo terá sido maior", segundo a presidente do Embratur.

Agora, a aposta do Brasil junto dos portugueses é apresentar destinos alternativos do sol e praia, o produto a que o país é mais associado, relacionados com a cultura, História e natureza.

O orçamento da Embratur para promoção em Portugal é de cerca de quatro milhões de euros em 2008, mas a este montante é necessário acrescentar as acções que cada Estado brasileiro tem autonomia para realizar, como explicou Jeanine Pires.

A responsável exemplifica com o valor total investido em promoção em Portugal no ano passado, de 4,9 milhões de euros.

E a participação na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que hoje se inicia, é um exemplo da actividade de promoção, mantendo-se a tradição de o Brasil ter o maior stand da feira, resultado de um investimento estimado por Jeanine Pires entre 600 mil e 800 mil euros.

Na 20ª edição da BTL a aposta do Brasil vai para Minas Gerais e Brasília, precisamente os destinos dos novos voos da TAP, sendo apresentados vários produtos típicos dos Estados próximos.

O nordeste do país não perde espaço de promoção e apresenta aos visitantes da feira "novidades tanto em termos de empreendimentos como de novas regiões a visitar", não deixa de lembrar a presidente a Embratur.

De salientar que a Embratur já está a divulgar o facto de o Brasil ter sido escolhido para organizar o Campeonato Mundial de Futebol em 2014 e pediu o apoio do jogador Liedson, do Sporting, que vai estar presente no stand.

"A estratégia é diversificar, desde 2007" e os novos voos da TAP para Brasília e Minas Gerais, este ano, vão abrir mais um conjunto de oportunidades para os operadores turísticos elaborarem pacotes de férias conjugando vários produtos, especifica Jeanine Pires.

Por outro lado, não se esquece de frisar a importância da complementaridade dos voos charter, principalmente na época alta.

Questionada acerca dos efeitos da valorização do real face ao euro, a responsável do sector turístico brasileiro não deixa de admitir que "as consequências foram fortes em Julho e Agosto, pois os pacotes de férias tinham sido comprados com um valor diferente".

E nessa altura, "notou-se mesmo uma descida no turismo internacional" para o Brasil, mas tal situação não impediu que 2007 apresentasse um crescimento de 14 por cento nas receitas turísticas, até Novembro, para 2,8 mil milhões de euros.

Segundo a Embratur, 30 por cento das viagens dos portugueses para fora da Europa, em deslocações de mais de seis a sete horas, destinam-se ao Brasil.

E com a proximidade crescente entre os dois povos, as visitas a amigos e parentes tem registado uma importância cada vez maior, refere.

Mas, o estreitar de relações entre Portugal e o Brasil também tem efeitos na área dos negócios que "está a expandir-se" principalmente em algumas cidades.

Além do mais conhecido nordeste, pelas suas praias, os portugueses chegam cada vez mais ao Rio de Janeiro e regiões circundantes ou a Florianópolis, no estado brasileiro de Santa Catarina, no sul do país.

Natal, Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador da Bahia ou Fortaleza são os destinos mais escolhidos para o lazer, enquanto São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte recebem mais portugueses que viajam por motivos profissionais, especifica a presidente da Embratur.

Quanto à motivação dos turistas portugueses, 57 por cento procuram ainda sol e praia, mas 17 por cento já vão ao Brasil por causas culturais e outros 17 por cento para passar uma férias em natureza e ecoturismo.

O turista português gasta, em média, por dia, 73,5 dólares (cerca de 50 euros) na área quando viaja em lazer e 165 dólares (111,7 euros) quando a deslocação é de negócios, o que dá um valor médio de 92 dólares (62,3 euros).

Título:
Enviado por: comanche em Fevereiro 13, 2008, 02:20:45 pm
Brasil: Investimentos portugueses aumentaram quase 50% para 357 milhões de euros em 2007


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Brasília, 13 Fev (Lusa) - Os investimentos directos portugueses no Brasil aumentaram 48,9 por cento em 2007, face ao ano anterior, para 519 milhões de dólares (357 milhões de euros), informou hoje à Lusa fonte do Banco Central (BC).

Os investimentos portugueses representaram 1,5 por cento do total investido pelos estrangeiros no Brasil (34,6 mil milhões de dólares) no ano passado.

A maior parte dos investimentos portugueses (324 milhões de dólares) foi aplicada no sector de serviços, nomeadamente na área financeira, com o banco Bradesco a liderar o ingresso de dinheiro proveniente de Portugal - 143 milhões de dólares, o equivalente no câmbio actual, a 98,4 milhões de euros.

O Bradesco é o maior banco privado brasileiro e é parceiro do grupo Espírito Santo.

O Bradesco e o BES mantêm uma parceria que inclui participações cruzadas de cerca de três por cento do capital.

Além disso, o Bradesco detém 20 por cento do BES Investimento do Brasil.

Na indústria brasileira, os portugueses investiram 53 milhões de dólares e na agricultura apenas quatro milhões de dólares.

Houve ainda operações inferiores a um milhão de dólares, não discriminadas pelo BC, que somaram mais de 80 milhões de dólares.

Além do Bradesco, destacaram-se no ano passado no ranking dos investidores portugueses a Aero LB Participações, do sector de transporte, que aplicou no Brasil 32 milhões de dólares, a Alnilan, indústria de artigos de borracha e plástico (31 milhões de dólares) e a White Martins Gases Industriais (18 milhões de dólares).

Portugal passou de 15º maior investidor estrangeiro no Brasil em 2006 para o 14º lugar no ano passado, atrás dos Países Baixos, Estados Unidos, Luxemburgo, Espanha, Alemanha, Ilhas Cayman, Bermudas, França, Reino Unido, Suíça, Canadá, Chile e Bahamas.

Os retornos de investimentos para Portugal totalizaram 230 milhões de dólares (158 milhões de euros), dos quais 160 milhões de dólares são do Bradesco.

Os investimentos directos estrangeiros (IDE) no Brasil registaram recorde no ano passado ao somar 34,6 mil milhões de dólares (23,8 mil milhões de euros), 84,3 por cento mais que o ingresso de 18,7 mil milhões de dólares no ano anterior.

Título:
Enviado por: André em Março 05, 2008, 08:38:37 pm
Missão empresarial portuguesa visita Estados de São Paulo e Minas Gerais em Abril

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Uma missão empresarial portuguesa visitará os estados de São Paulo e de Minas Gerais, entre 06 e 12 de Abril, no âmbito das comemorações dos 200 anos da chegada ao Brasil da família real portuguesa.

A delegação terá a participação de diversos sectores, com destaque para aqueles com maior potencial de exportação para o Brasil, identificados num recente estudo encomendado pelo Conselho das Câmaras Portuguesas de Comércio no Brasil.

A missão será organizada pela Associação Industrial Portuguesa - Confederação Empresarial (AIP-CE), em articulação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), com o apoio da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Brasileira (CCILB) e do Banco Espírito Santo.

A programação inclui seminários, ronda de negócios, visitas a empresas nos dois estados brasileiros e a abertura da "Exposição Museu de Azulejos Portugueses", em São Paulo.

Realizado no ano passado, o estudo "O Potencial de Exportação de Produtos Portugueses para o Brasil" identificou um mercado potencial de oito mil milhões de dólares para as exportações portuguesas.

O estudo identificou 120 produtos portugueses, divididos em 19 grupos, com grande competitividade no mercado internacional, e que podem ser exportados também para o Brasil.

Actualmente, esses produtos correspondem a 13,7 por cento do total das exportações portuguesas (4,6 mil milhões de dólares) e a 11 por cento das importações brasileiras (7,6 mil milhões de dólares).

As exportações portuguesas desses 120 produtos para o Brasil, entretanto, são apenas 42,5 milhões de dólares, entre 2004 e 2005, período de análise do estudo.

Entre os grupos analisados, três deles representam dois terços das exportações portuguesas e 61,5 por cento das importações brasileiras, como veículos, partes e peças, materiais eléctricos, máquinas e instrumentos mecânicos.

Actualmente, as exportações portuguesas para o Brasil estão concentradas em 18 produtos, com destaque para o azeite, responsável por 24 por cento do total.

Portugal exporta ainda minérios de cobre, óleos lubrificantes, máquinas e equipamentos, que juntos representaram apenas 0,3 por cento do total das importações brasileiras.

As exportações brasileiras para Portugal, por seu turno, estão concentradas em 20 produtos, com destaque para o petróleo bruto.

Lusa
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Enviado por: André em Abril 11, 2008, 06:57:50 pm
Potência emergente hesita em investir na ex-metrópole, onde compra pouco mais que bacalhau

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O Brasil afirma-se como potência económica global, mas os agentes económicos portugueses precisam de agressividade, mais do que a propalada afinidade cultural e linguística, para captar grandes investimentos e vender mais do que bacalhau e produtos tradicionais.

No Colóquio "1808-2008 E o Futuro das Relações Económicas Portugal-Brasil", que hoje terminou em Lisboa, dezenas de empresários, diplomatas e académicos foram praticamente unânimes no enaltecimento do actual momento da economia brasileira e da oportunidade que representa para Portugal e as empresas portuguesas, mas também foram identificados os constrangimentos às relações económicas bilaterais.

O embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, e o seu homólogo brasileiro, Celso Vieira de Sousa, assumem existir uma "incapacidade" de alargar o leque de exportações de Portugal para o Brasil e vice-versa, enquanto Luiz Felipe Lampreia - ex-embaixador brasileiro em Lisboa e actual administrador da Partex (Gulbenkian) - defende que a situação "dificilmente vai mudar".

As exportações portuguesas têm vindo a crescer, mas ainda são pouco significativas e de baixa incorporação tecnológica; a balança pende em larga medida para o lado do Brasil, que exporta derivados de petróleo.

Basílio Horta, presidente da AICEP Portugal Global, afirma "não se resignar aos valores" do comércio bilateral e investimento, "principalmente nesta fase", em que o Brasil está "em posição ascendente na cena económica mundial", mas afirma-se confiante na evolução futura.

Depois da CSN, que comprou a Lusosider, e da Embraer, que ganhou a privatização da OGMA, o próximo investimento significativo brasileiro pode ter como protagonista a Petrobrás, que projecta uma fábrica de biodiesel em parceria com a Galp, segundo disse à Lusa responsável pela área internacional de biodisel da petrolífera brasileira, José Cunha.

"A segunda geração de produção de biodiesel poderá ser, certamente, muito importante para Portugal", considerou Fernando Cunha, adiantando que o plano estratégico da Petrobrás contempla um investimento de 1,5 mil milhões de dólares entre 2008 e 2012 para expansão dos biocombustíveis.

Apesar do esforço oficial para promover Portugal como "rampa de lançamento" para o investimento na Europa, o fluxo é historicamente baixo, e no ano passado ficou-se por 92 milhões de euros, a 19ª posição no investimento directo estrangeiro total em Portugal; já Portugal foi o primeiro investidor estrangeiro no Brasil entre 1998 e 2000, e em 2006 e 2007 ocupou a 5ª posição.

Depois da entrada das "grandes" EDP, PT ou Cimpor, hoje o turismo parece ser o principal "íman" de investimento português no Brasil, estimando a Secretaria de Estado do Turismo da Bahia que o valor dos projectos de investimento ascenda actualmente a 600 milhões de dólares (379 milhões de euros).

Para António Pita de Abreu, administrador do grupo EDP, Portugal precisa de "elites e liderança" e "jogar ao ataque e não à defesa como tem acontecido", para poder afirmar-se num cenário de globalização, em que o Brasil promete ser um actor fundamental.

Se aos portugueses frustra a falta de investimento brasileiro, no Estado da Baía, onde há 200 anos D. João VI pisou pela primeira vez o solo brasileiro depois de mais um mês no alto mar, lamenta-se que o capital luso não vá muito além dos hotéis, estâncias e pousadas no litoral norte, permitindo desenvolver outros sectores da economia local.

Por seu lado, o embaixador Seixas da Costa aproveitou o colóquio, iniciado na quinta-feira, para pedir atenção das autoridades brasileiras para a necessidade de desburocratizar e simplificar a vida das empresas que querem investir.

Mesmo projectos realizados "de forma cuidadosa e cumprindo todas as regras", deparam-se muitas vezes e tardiamente com questões ambientais, de património histórico e demarcação de zonas indígenas, além de questões jurídicas, que atrasam ou põem mesmo em causa o licenciamento dos empreendimentos, disse Seixas da Costa.

Também presidente da CCILB - Câmara de Comércio e Industria Luso-Brasileira, António Bustorff, identifica "constrangimentos na legislação laboral, burocracia e fiscalidade" como entraves a um maior desenvolvimento das relações económicas e comerciais entre ambos os países.

Sem reservas quanto ao "potencial colossal" da economia brasileira e oportunides que apresenta para Portugal declarou-se Ricardo Salgado, presidente do grupo Espírito Santo, "cuja" ES Cultura organizou o evento em conjunto com o Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Salgado deu mesmo o BES como exemplo do que é possível fazer no "triângulo virtuoso" Península Ibérica - África - Brasil, principalmente através da associação entre empresas portuguesas e brasileiras, ideia também defendida pelo embaixador brasileiro, que apontou para Angola e para o exemplo Galp-Petrobras.

Os académicos Adriano Moreira e Armando Marques Guedes salientaram a importância de o "Atlântico Sul" lusófono se afirmar na cena global, mas Braga de Macedo, ex-ministro das Finanças e presidente do Instituto de Investigação Científica e Tropical, defendeu que a "dimensão económica da CPLP" não está a avançar, por falta de conhecimento mútuo entre os oito países lusófonos.

Luiz Filipe Lampreia apontou para outra importante oportunidade para as empresas portuguesas - tirar partido do envolvimento da Galp Energia enquanto accionista da sociedade que vai explorar uma das maiores reservas de petróleo mundiais, o Tupi, na Bacia de Santos, em parceria com a Petrobras.

O colóquio teve o patrocínio institucional do Presidente da República e terá uma segunda edição, em Outubro, em Salvador da Baía, Brasil.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: zocuni em Abril 23, 2008, 11:52:44 pm
É realmente tem bastantes investimentos no Brasil e o contrário?

Abraços,
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Enviado por: André em Outubro 26, 2008, 02:03:04 pm
Comércio Portugal-Brasil cresce 20% a cada ano

As trocas comerciais entre Portugal e Brasil têm crescido a uma taxa média de 20 por cento nos últimos cinco anos, e nos primeiros oito meses de 2008, as exportações aumentaram 27 por cento e as importações 15 por cento.
De Janeiro a Agosto deste ano, as importações provenientes do Brasil totalizaram 1.008 milhões de euros, um aumento de quase 15 por cento face aos 878 milhões no mesmo período do ano passado, indicam os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE).

Por outro lado, nos mesmos oito meses Portugal exportou para o Brasil bens no valor de 195 milhões de euros, mais 27 por cento que os 154 milhões do período homólogo de 2007.

O coeficiente de cobertura entre as exportações e importações no período em análise foi de 19,3 por cento, um acréscimo de 1,8 pontos percentuais face a 2007.

Quando analisados os últimos 5 anos, a taxa média de crescimento das importações e das exportações entre Portugal e Brasil de 2003 a 2007 foi, em ambos os casos, de cerca de 20 por cento.

De 2003 para 2006, as importações quase duplicaram, dos 660,6 milhões de euros para os 1.232 milhões de euros há dois anos.

«Apesar de o Brasil e Portugal representarem pouco um para o outro no volume de comércio total, os fluxos nos dois sentidos têm progredido mais do que a média do crescimento mundial do comércio. Está a haver uma maior convergência entre as duas economias em relação às médias mundiais e este crescimento têm-se cifrado na ordem dos dois dígitos em termos médios», explicou à Lusa o presidente da Câmara do Comércio e Indústria Luso-Brasileira, António Bustorff.

Este crescimento, explicou a mesma fonte, «decorre de um esforço recíproco de aproximação entre as duas economias, um maior fluxo de visitas e de missões empresariais e uma maior procura, sobretudo por parte dos portugueses, pelas oportunidades do mercado brasileiro».

No entanto, o investimento português no Brasil decresce há uma década. Dos 4.000 milhões de euros registados em 1998 este indicador baixou para os 373 milhões no ano passado.

Ricardo Espírito Santo, presidente do BES Investimento Brasil, declarou recentemente à Lusa que «o investimento directo estrangeiro de Portugal para o Brasil tem vindo a diminuir efectivamente, pois nos anos anteriores houve um volume muito grande de investimentos, que são difíceis de manter nos mesmos níveis por muito tempo».

Nos primeiros seis meses do ano, o investimento líquido de Portugal no Brasil foi de 166,9 milhões de euros, menos 2,5 por cento que os 171,1 milhões no mesmo período do ano passado, indicam os dados mais recentes do Banco de Portugal.

Sem contar com aquilo que as empresas desinvestiram, o investimento directo bruto de Portugal no Brasil no primeiro semestre deste ano ano foi de 526,7 milhões de euros, um acréscimo de 83 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

Se de Janeiro a Junho do ano passado o principal sector de investimento bruto foi a «actividade imobiliária, alugueres e serviços às empresas», com 186,2 milhões de euros investidos, no primeiro semestre deste ano o princiopal sector foi o das «actividades financeiras», com 261,1 milhões de euros.

Nos primeiros seis meses de 2007, o investimento bruto português na «actividade financeira» no Brasil tinha sido de 8,9 milhões de euros.

O Brasil tornou-se este semestre no terceiro maior destino de investimento directo português.

No sentido inverso, o investimento directo brasileiro em Portugal no primeiro semestre do ano foi de 13,5 milhões de euros, um descréscimo de 69 por cento face aos 43,7 milhões de euros de Janeiro a Junho do ano passado.

No entanto, o desinvestimento também caiu 90 por cento, pelo que em termos líquidos as empresas brasileiras investiram 10,1 milhões de euros em Portugal.

O investimento brasileiro em Portugal é historicamente pouco significativo, e, no ano passado, ficou-se pelos 92 milhões de euros, a 19ª posição no fluxo de investimento directo estrangeiro total em Portugal.

Lusa
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Enviado por: zocuni em Outubro 26, 2008, 04:42:44 pm
Como sabem,sou um português que vive no Brasil.E o que constacto é que nessas relações só tem um sentido (Brasil x Portugal) e que em questões de investimentos diretos o sentido é inversamente proporcional,ou seja (Portugal x Brasil).Está na hora de Portugal abrir o olho,perante tamanha esperteza externa.Laços familiares,é conversinha mole pra boi dormir,como se fala por aqui.
Acorda,Portugal.

Abraços,
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Enviado por: comanche em Outubro 30, 2008, 11:51:34 pm
Português deve ser língua global, defende Sócrates

"O património mais importante que temos é a língua, temos obrigação de o defender e só o podemos fazer em conjunto", disse o primeiro ministro português no final da cerimónia de assinatura de um dos acordos firmados em Salvador, durante a cimeira luso-brasileira.

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Portugal e o Brasil têm muito a fazer para dar uma nova justiça à globalização que o mundo vive e um dos objectivos é que no quadro das telecomunicações globais haja um espaço para o português, afirmou ontem (madrugada em Lisboa) em Salvador, Bahia, o primeiro-ministro português.

"O património mais importante que temos é a língua, temos obrigação de o defender e só o podemos fazer em conjunto", disse José Sócrates no final da cerimónia de assinatura do acordo entre a PT Inovação, o Governo da Bahia e a Universidade Estadual da Bahia para a concretização do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Software de Salvador, o segundo centro deste tipo que a PTI cria no Brasil.

"Este gesto da PT", acrescentou, "honra a agenda de Portugal e do Brasil, uma agenda com os olhos no futuro mas que honra a sua História. Este investimento da PT veio para ficar, porque veio do mais fundo de nós. E o mais fundo de nós é a língua", disse, sublinhando esperar "que o português possa ser uma língua universal".

Na cimeira luso-brasileira foram concretizados mais três acordos empresariais. A Galp assinou dois memorandos de entendimento, um com a Petrobrás e o Estado da Bahia, para estudar a viabilidade da implantação do projecto de produção de óleo vegetal, utilizando as culturas do dendê e do girassol; e outro só com a Petrobrás para que a Galp actue como operadora em blocos localizados em águas rasas nas bacias de Campos, Santos e Espírito Santo (e não só no onshore, como até aqui).

A EDP está também a ultimar um protocolo de parceria com a Petrobrás para estudo e possível desenvolvimento conjunto de duas centrais a gás natural, projectos hídricos e projectos eólicos e de biomassa.

A construtora Casais e o grupo brasileiro EGESA também assinaram um memorando de entendimento visando a participação em negócios de concessões de rodovias, estações de tratamento de águas, obras públicas e privadas, parcerias público privadas nos mercados do Brasil e restantes países da América Latina.

Por sua vez, a ADIRA e a SORG - Industria de Comércio de Máquinas, Lda. assinaram um acordo de intenções sobre um investimento conjunto numa unidade industrial em Limeira, São Paulo.

Trata-se de um projecto para fabrico e comercialização de máquinas ferramentas para corte e enformação de chapa, destinada ao mercado da América do Sul, com transferência de tecnologia do produto e do processo a partir da ADIRA. O investimento inicial é de 5 milhões de euros e a facturação prevista de 20 milhões, dando emprego a 50 pessoas.

A Dão Sul, através da Vinibrasil, empresa criada em 2002, tem em marcha um plano de investimentos de cerca de 10 milhões de euros para aumento da produção e criação de um enoturismo. O grupo português conta com uma área de 200 hectares de vinhas no Estado de Pernambuco, de um total de 1.600 hectares e ganhou recentemente o título de melhor vinho do Brasil.

Para fazer face à expansão da produção, a Vinibrasil vai criar uma distribuidora de vinhos para todo o território brasileiro, denominada Winebrands, em associação com um empresário brasileiro e outro húngaro.

Finalmente, a Youtsu, 'joint venture' entre a JP Sá Couto e a Prológica, assinou dois acordos, um com a brasileira Ogeda Computer para a distribuição do computador Magalhães no Brasil, e outro com a brasileira Visum Sistemas Electrónicos para parcerias na comercialização do Magalhães.


http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stori ... ies/438510 (http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/438510)
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Enviado por: Cabecinhas em Outubro 31, 2008, 01:34:38 am
Então não estraguem a língua portuguesa...
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Enviado por: Daniel em Janeiro 02, 2009, 05:29:04 pm
CGD entra no Brasil este mês com capital de 38 milhões de euros
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A Caixa Geral de Depósitos (CGD) iniciará este mês as operações no Brasil, com um capital de 123 milhões de reais (37,98 milhões de euros), informou hoje um responsável pela instituição portuguesa.

Diário Económico Online com Lusa


Rodolfo Lavrador, membro do conselho de administração da CGD, citado pelo jornal Valor Económico, disse que o foco de actuação do Banco Caixa Geral Brasil - S.A será apoiar as empresas portuguesas.

"Portugal é um mercado maduro. O crescimento orgânico é difícil e não faz sentido comprar bancos privados quando já se tem o domínio do mercado", disse o responsável, que acrescentou que "a estratégia foi crescer fora de Portugal e ajudar as empresas portuguesas que estão à procura de novos mercados".

Rodolfo Lavrador avançou que a CGD não planeia, como no passado, actuar como um banco comercial já que o mercado local é dominado por grandes instituições financeiras brasileiras.

"O mercado brasileiro está em fase de concentração e amadurecimento. Não era lícito retomar o projecto de 10 anos atrás e tentar novamente o retalho", realçou.

O Banco Caixa Geral Brasil vai iniciar as suas actividades em São Paulo, com planos de alargar as operações para o Rio de Janeiro e para a região Nordeste do país, onde também há investimentos portugueses.

"O Brasil sempre foi um mercado incontornável. É natural crescer no país dadas as afinidades históricas e culturais e pelo facto de ser o destino de muitos investimentos portugueses", disse.

Recorde-se que a autorização para a CGD iniciar as suas actividades no Brasil foi concedida pelas autoridades em Fevereiro do ano passado.

Em Setembro de 2005, a CGD vendeu a participação de 12% que detinha no capital do Unibanco, um dos maiores bancos brasileiros, através de uma oferta pública no mercado accionista.

A operação rendeu um encaixe ao banco português de 1,53 mil milhões de reais (473,7 milhões de
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Enviado por: Túlio em Janeiro 12, 2009, 07:30:05 pm
Não creio que um investidor o faça por patriotismo mas em busca de maiores e melhores oportunidades para seu dinheiro se multiplicar. Assim, quem investe no Brasil o faz por LUCRO e não por afeto, estamos crescendo mesmo em plena Grande Crise...

Senão vejamos:

 :arrow: Nossas reservas internacionais estavam em US$ 205,5 bilhões no dia 09/01/09. Mesmo nível do auge de 2008. Numa crise, as reservas vão ladeira abaixo, como se viu nos anos 90, quando o Brasil chegou a estar praticamente SEM reservas, sendo auxiliado com uns US$ 40 bilhões pelos EUA de Clinton em troca da assinatura do TNP.

 :wink:
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Enviado por: Chicken_Bone em Janeiro 12, 2009, 11:12:49 pm
Por outro lado, tb é o país em q há pessoal a perguntar aos portugueses se a língua que estão a falar é espanhol (como me aconteceu) ou francês (como aconteceu a um primo meu).

mas voltando ao tópico.... :)
O Brasil tb é o 6º país mais empreendedor do mundo.

Túlio, o que é o TNP?
Título:
Enviado por: Túlio em Janeiro 12, 2009, 11:24:20 pm
Aí, amigão, TNP é o Tratado de Não Proliferação de armas nucleares, que estávamos reticentes em assinar e - ao menos aparentemente, pelo visto - estamos doidos para denunciar, eis que o fulcro principal do TNP era - ou devia ser - o desarmamento nuclear total, incluindo EUA, Rússia, etc...  :wink:
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Enviado por: Chicken_Bone em Janeiro 12, 2009, 11:35:37 pm
Valeu, méu irremão :D

Já agora, é impressão minha ou o Brasil já não usa tanto o dólar como usava há uns anos atrás (imagino por causa da desvalorização impressionante do Real)?
Eu lembro-me qd era miúdo de ver que o Real valia cerca de 165 escudos (cerca d 0,825 euros), mas depois baixou para menos de 0,2 euros, se não estou em erro.
Título:
Enviado por: Túlio em Janeiro 13, 2009, 12:18:46 am
Bueno, estamos ainda atrelados ao dólar, eis que nossas reservas internacionais são indexadas nesta moeda. A questão do câmbio desvalorizado se prende mais à nossa vocação exportadora, quanto mais barata a nossa moeda, mais competitivos somos no exterior...  :wink:
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Enviado por: André em Abril 01, 2009, 06:16:01 pm
Unidas da SAG é maior investidor português no Brasil em 2009


A Unidas, empresa de aluguer de automóveis controlada pela portuguesa SAG - Soluções Automóvel Globais, investiu 21 milhões de dólares (15,9 milhões de euros) em Fevereiro no Brasil, apesar da crise mundial, informou hoje fonte do Banco Central.

Com este investimento, a empresa, líder no mercado brasileiro de terciarização de frotas, com cerca de 21 mil veículos, lidera o ranking dos maiores investidores portugueses no Brasil este ano.

O total de investimentos portugueses em Janeiro e Fevereiro caiu, entretanto, 74% em relação ao mesmo período do ano passado para 52 milhões de dólares (39,1 milhões de euros).

Portugal encontra-se actualmente no 13º lugar da lista dos maiores investidores estrangeiros no Brasil em 2009, respondendo por 1,8% do investimento estrangeiro.

Nas primeiras posições estão os Países Baixos (793 milhões de dólares), EUA (515 milhões de dólares), França (217 milhões de dólares) e Alemanha (174 milhões de dólares), seguidos por Austrália, Espanha, Ilhas Cayman, Japão, Luxemburgo, Suíça, Panamá e Bermudas.

Além da entrada de 21 milhões de dólares da Unidas no Brasil, houve investimentos em Fevereiro provenientes de Portugal da Lazam - MDS Corretora e Administradora de Seguros (nove milhões de dólares) e da EAPAR Participações (oito milhões de dólares).

O Banco Central do Brasil reviu a estimativa do ingresso de investimentos directos estrangeiros no país este ano de 30 mil milhões de dólares para 25 mil milhões de dólares, em consequência da crise internacional.

No ano passado, o valor desses investimentos no Brasil atingiu 45.060 milhões de dólares.

Lusa
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Enviado por: André em Abril 13, 2009, 03:49:59 pm
Portugal quer fazer a ponte entre Europa e América do Sul


A secretária de Estado dos Transportes encontra-se esta segunda-feira com o governo brasileiro para apresentar a «Plataforma Logística de Portugal». Responsáveis de cinco portos lusos vão estar no Brasil e na Argentina para captar tráfego naval.

Ana Paula Vitorino reúne-se esta segunda-feira em Brasília com membros do executivo brasileiro para apresentar as potencialidades dos portos de Leixões, Aveiro, Lisboa, Setúbal e Sines como pontos preferenciais de entrada e saída de mercadorias europeias e sul-americanas.

Depois do encontro em Brasília, com Ivan Ramalho (secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento) e Paulo Sérgio Passos (secretário-executivo do Ministério dos Transportes), Ana Paula Vitorino participa terça-feira na inauguração do pavilhão de Portugal na maior feira de logística da América do Sul, a Intermodal South America 2009, em São Paulo.

A secretária de Estado encontra-se ainda com o secretário-adjunto dos Portos e tem quarta-feira um almoço com empresários brasileiros, potenciais utilizadores do sistema logístico português, antes de partir para a Argentina.

O encontro desta segunda-feira é a primeira paragem de um périplo pelo continente austral para promover aquilo que o Governo e operadores lusos apelidam de «Plataforma Logística de Portugal».

Actualmente, apenas os portos de Setúbal, Sines e Lisboa mantêm um volume de trocas considerado «incipiente» com a América do Sul, mas o executivo português quer convencer governantes, empresários e operadores portuários do Brasil e da Argentina a elegerem cinco portos nacionais como ponto de contacto com a Europa, em detrimento de Espanha e da Europa do Norte.

O conceito da «Plataforma Logística de Portugal», que Lisboa ‘vende’ na América do Sul (à semelhança do que já fez na Ásia), engloba não só os portos nacionais como as estruturas ferro e rodoviárias existentes ou previstas que ligam Portugal ao resto da Europa, bem como as grandes plataformas logísticas que estão no papel, nomeadamente as do Poceirão e Vila Franca de Xira.

O executivo aposta ainda no advento das auto-estradas do mar, um conjunto de rotas marítimas europeias próximas da costa, de reduzido tempo de imobilização dos navios nos portos e procedimentos administrativos simplificados.

A aplicação das auto-estradas marítimas e a captação de novos volumes de tráfego da América do Sul, bem como a promoção de Portugal como ponto de triangulação entre o Velho Continente, África e as Américas são medidas que visam atingir o principal objectivo definido nas Orientações Estratégicas para o Sector Marítimo-Portuário, a duplicação do volume de carga movimentada pelos portos portugueses.

SOL
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Enviado por: Chicken_Bone em Abril 13, 2009, 04:00:49 pm
'Té que enfim! Os gajos já andam a falar na Plataforma Logística de Portugal há anos e não se tem visto, pelo menos a nível público, algo praticamente. Me deixa furibundo.

tenho dito.
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Enviado por: André em Abril 13, 2009, 06:04:56 pm
Portugal prepara o «pós-crise» em Brasília


Lisboa e Brasília vão colaborar nas redes de alta velocidade dos dois países. A capital portuguesa vai receber ainda um centro de negócios brasileiro e o governo do país sul-americano compromete-se a promover os portos portugueses junto do seu tecido empresarial.

Estas conclusões resultam de dois encontros bilaterais decorridos nesta segunda-feira na capital do Brasil entre a secretária de Estado dos Transportes portuguesa, Ana Paula Vitorino, e responsáveis do Executivo brasileiro.

Com Ivan Ramalho, Secretário Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior ficou firmado o compromisso por parte do governo brasileiro de promover as potencialidades de Portugal enquanto referência para as cadeias de logística na Europa atlântica junto dos empresários brasileiros.

Num outro encontro com Paulo Sérgio Passos, Secretário Executivo do Ministério dos Transportes, ficou prometido a celebração ainda este ano de um protocolo de colaboração entre Portugal e o Brasil para o desenvolvimento da rede ferroviária de alta velocidade.

À imagem de Portugal, o Brasil está a projectar uma linha de alta velocidade entre Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas numa extensão de 550 quilómetros. Numa primeira fase, Lisboa e Brasília querem partilhar experiências quanto ao planeamento da rede e à escolha do modelo institucional de exploração.

Futuramente, os dois governos querem incentivar empresas privadas a participarem no desenvolvimento e exploração das redes. Novidade ainda é o compromisso para a construção de um centro de negócios brasileiro no centro de Lisboa.

Os responsáveis portugueses e brasileiros da área dos transportes apalavraram ainda cooperar e estabelecer protocolos na área dos transportes urbanos e concessões rodoviárias.

Ana Paula Vitorino disse aos jornalistas que Portugal e Brasil estão «a trabalhar para o pós-crise». Noção partilhada pelo responsável do Ministério dos Transportes, que falou da necessidade de «antecipar a superação da crise».

Comércio luso-brasileiro em queda livre

Os encontros desta segunda-feira em Brasília acontecem dias depois da Secretaria brasileira do Comércio Exterior ter revelado dados que comprovam o impacto da crise nas trocas comerciais entre os dois países lusófonos.

Entre Janeiro e Março de 2009, as exportações brasileiras para Portugal caíram para metade do valor registado em período homólogo do ano passado, estimado em 347 milhões de dólares. Também as exportações de produtos portugueses para o Brasil caíram 20,1%,valendo neste período 84 milhões de dólares.

A missão de diplomacia económica de Portugal na América do Sul, que passa esta semana também por São Paulo e Buenos Aires, tenta preparar terreno para uma futura recuperação da economia internacional, tendo o principal objectivo da viagem a promoção dos portos portugueses junto dos empresários sul-americanos.

Ana Paula Vitorino veio ao Brasil mostrar que «os portos portugueses estão mais baratos e mais rápidos» e que estes foram «desburocratizados», sublinhando «um progresso notável», nos últimos quatro anos.

SOL
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Enviado por: comanche em Abril 25, 2009, 10:42:11 pm
Portugal apóia construção de trem-bala no Brasil

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Os governos português e brasileiro comprometeram-se, em 13 de abril, a promover as vantagens e potencialidades dos portos portugueses junto às empresas brasileiras que exportam produtos por via marítima para Portugal e União Européia. "Chegamos a um consenso quanto a divulgarmos junto dos exportadores brasileiros e empresas de logística as possibilidades que são oferecidas pelos portos portugueses para os exportadores brasileiros que vendem a Portugal e à União Européia", afirmou o secretário-executivo do ministério brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Ivan Ramalho.

Segundo ele, que falava aos jornalistas em Brasília, no final de uma reunião com a secretária portuguesa de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, não ficou definido um calendário para a concretização das ações de divulgação dos portos portugueses. "O que está aqui em causa é que nós [portugueses] podemos oferecer cadeias logísticas mais rápidas e baratas do Brasil para a Europa e da Europa para o Brasil", afirmou Vitorino, destacando a importância de demonstrar "que através dos nossos portos é mais barato e demora-se menos tempo".

Os portos portugueses, realçou, "estão desburocratizados, têm capacidade, tem uma eficiência ao nível do que de melhor se faz no mundo e são mais baratos para várias cadeia logísticas". Vitorino explicou que a ação de divulgação dos portos portugueses será apoiada pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX) e pela embaixada portuguesa no Brasil.

Os dois países assumiram também o compromisso de abrir um centro de negócios brasileiro em Lisboa. "Há um compromisso para abrir um centro de negócios em Lisboa, o que não existe hoje", afirmou Vitorino. No primeiro trimestre, as exportações do Brasil para Portugal totalizaram US$ 171 milhões, menos 50,6% do que no mesmo período de 2008, segundo dados do ministério do Comércio Exterior. Já as importações de produtos portugueses caíram 20,1% entre janeiro e março em comparação ao mesmo ciclo, totalizando US$ 84 milhões.

Cooperação em transporte
No final de uma reunião com secretário-executivo do Ministério dos Transportes do Brasil, Paulo Sérgio Passos, em Brasília, a secretária lusa de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, anunciou que a cooperação entre ambos países abrangerá projetos como a alta velocidade ferroviária, a logística e os sistemas ferroviários urbanos. "Não se trata apenas de partilhar experiências. Trata-se de discutir várias soluções possíveis para a implementação de vários tipos de projetos", acrescentou a secretária de Estado dos Transportes.

Ainda, este acordo "servirá de facilitador para uma segunda etapa", que será da competência das empresas privadas. "A segunda fase, que já não será da competência dos Estados mas sim das empresas privadas, servirá para abrir novas oportunidades para as empresas brasileiras poderem trabalhar em Portugal e para as empresas portuguesas poderem trabalhar no Brasil", explicou.

"Interessa-nos estabelecer um diálogo onde, pela convergência de interesses, possamos tirar proveitos mútuos", disse o secretário-executivo do Ministério dos Transportes do Brasil, Paulo Sérgio Passos, lembrando que o Brasil está dando os primeiros passos para a construção de uma linha de alta velocidade ferroviária entre o Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, com uma extensão de 550 quilômetros, um investimento de 8 bilhões (8 mil milhões) de euros. “Com essa experiência podemos ajudar o governo federal do Brasil a encontrar as melhores soluções para implantar o trem-bala que está sendo proposto para os trechos Rio de Janeiro-São Paulo e São Paulo-Campinas", disse Ana Paula Vitorino.

Ao Portugal Digital, Vitorino disse que conhece bem o Brasil - já fez mais de 20 visitas ao país -, mas esta é a primeira a trabalho. "O Brasil é meu destino preferencial de férias", contou. Com tantas visitas, sendo a última em 2003, a secretária de Estado consegue fazer um comparativo do que viu da última vez. "O que noto hoje é uma vontade mais firme e mais pró-ativa do Brasil de investir em infraestrutura e desenvolver mais o país. Notei uma postura mais profissional, mais forte, mais firme e com mais vontade de ir para a frente nesse setor”, exemplificou.

Depois de São Paulo, a secretária de Estado portuguesa e sua comitiva seguiram para Buenos Aires, Argentina.

Portos portugueses: promoção no Brasil
Os principais portos portugueses participaram da feira "Intermodal South America", que abriu na terça-feira 14 de abril, em São Paulo. A "Intermodal South America" é considerada a maior feira do setor logístico da América do Sul, e contou com a participação dos portos de Lisboa, Setúbal, Sines, Aveiro e Douro-Leixões. "O objetivo é atrair os empresários da região para os portos portugueses, mostrando as potencialidades da nossa cadeia logística", disse Natércia Cabral, presidente do Instituto Portuário e do Trabalho Marítimo (IPTM), citada pelo Portugal Digital.

A Intermodal de São Paulo reuniu nesta edição 450 expositores, pretendendo atrair 45 mil profissionais, de mais de 40 países. Consagrada como a mais importante feira na América Latina, a 15ª edição da Intermodal trouxe, em três dias de realização, as principais empresas do setor de logística, comércio exterior e transporte mundial. O evento apresenta tecnologia em serviços, equipamentos e produtos, inovação e informação impulsionando negócios e parcerias, servindo de plataforma para lançamentos, reforço de marca, joint-ventures, vendas e networking.


http://www.mundolusiada.com.br/POLITICA ... _abr09.htm (http://www.mundolusiada.com.br/POLITICA/poli421_abr09.htm)
Título:
Enviado por: André em Julho 19, 2009, 07:53:13 pm
Trezentos empresários da Bahia visitam Portugal


Mais de 300 empresários e autoridades locais da região brasileira do Oeste da Bahia estão em missão empresarial a Portugal para o desenvolvimento bilateral do comércio e do investimento.

A visita, que se iniciou na semana passada, vai continuar segunda-feira na região da Cova da Beira em reuniões com empresas de diversos sectores e associações empresariais.

A iniciativa é da prefeita [presidente de câmara] do município de Barreiras, Jusmari Oliveira, e apoiada pela Câmara Portuguesa de Comércio na Bahia, e na agenda de segunda e terça-feira estão encontros com associações empresariais e sectoriais no Fundão, Covilhã e Belmonte.

Os membros da comitiva brasileira têm esta segunda-feira um encontro de trabalho com os membros da Associação dos Municípios da Cova da Beira e empresários no Fundão e visitam o Parque Industrial do Tortosendo (Covilhã) para contactos com as empresas Joalpe, Frulact e Fitcom.

A formatação desta "missão", sublinham os organizadores, levou em consideração os interesses específicos demonstrados pelas entidades municipais patrocinadoras e dos empresários e associações/entidades a visitar em Portugal.

A missão empresarial e institucional, num programa que se estende por mais de uma semana e com mais de 300 participantes brasileiros e portugueses inscritos, acontece depois de identificadas na região brasileira de Barreiras algumas oportunidades para diversos sectores de actividade, desde a indústria à construção e infra-estruturas, agricultura e comércio.

A construção da via férrea que ligará o novo porto de Ilhéus ao grande "hub" e centro de logística projectado para Barreiras deverão ampliar as oportunidade de desenvolvimento do comércio e da indústria, consideram os responsáveis daquela região brasileira.

Há também um elevado déficit habitacional, calculado em 5.000 unidades, e a inexistência de centro de convenções e hotéis de qualidade que podem constituir oportunidades de investimento para os empresários portugueses.

O interesse e necessidade de desenvolver projectos na área das energias alternativas levou já esta missão empresarial e institucional a Beja para conhecer a segunda maior central fotovoltaica do mundo, e a uma reunião na Galp, numa aproximação com a empresa para possível produção na região de oleaginosas para bio-combustíveis.

Em Lisboa, onde iniciaram a visita, os membros desta missão brasileira tiveram encontros com a Confederação Internacional dos Empresários Portugueses e também com a Associação Comercial de Lisboa, para identificação de oportunidades de desenvolvimento de comércio e investimentos bilaterais.

Depois de dois dias na região da Cova da Beira, os empresários e autoridades da região Oeste da Bahia vão ainda ao Porto para apresentar as potencialidades da região às associações empresariais e comerciais do Norte de Portugal.

Lusa
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Julho 19, 2009, 08:15:45 pm
ó André, se conheceres o "bacano" (apeteceu-me escrever "à mouro") que escreveu o artigo, diz-lhe para ter calma, pq rapidamente encontrei erros!

1º (tv não seja erro)
Diz 300 empresários brasucas em 2 sítios, mas depois "com mais de 300 participantes brasileiros e portugueses inscritos", o que dá a entender que nos 300 e tal já estão incluídos muitos Portugueses.


"elevado déficit habitacional". Não preciso de dizer onde está o prob.


" investimento para os empresários portuguesas". Os empresários fizeram operações de mudança de sexo durante a escrita da frase, aparentemente.

Espero que o pessoal Português esteja preparado para falar Português com sotaque brasuca, de modo a serem entendidos. :D
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Maio 01, 2010, 11:30:41 pm
Lula e Sócrates reforçarão cooperação nas áreas de energia, turismo e ciência e tecnologia


A X Cimeira Brasil-Portugal, a ser realizada no próximo dia 19, em Lisboa, procurará dar ênfase a uma cooperação bilateral maior nas áreas de energia, turismo e ciência e tecnologia.

Segundo a embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, a reunião entre o Presidente brasileiro e o primeiro ministro José Sócrates deverá formalizar também o Ano de Portugal no Brasil (2011) e o Ano do Brasil em Portugal (2012), quando Lula da Silva já não estará na Presidência.

«A agenda entre os dois países é muito positiva e há grandes perspectivas de ampliação», afirmou ainda Maria Edileuza.

O Brasil tem interesse em ampliar os investimentos em Portugal e também as trocas comerciais, nomeadamente com a venda de diesel e querosene para aviões para o mercado europeu através de Portugal.

Durante a cimeira, deverá ser anunciada a criação de dois novos grupos de trabalho para as áreas de energia e turismo.

O Presidente Lula da Silva chega a Lisboa às 16h15 locais, após visitar Moscovo, Doha, Teerão e Madrid, onde participa na Cimeira UE-Brasil.

Após a reunião, Lula da Silva e Sócrates assinarão acordos para protecção da igualdade de género e para maior cooperação jurídica e farão uma declaração à imprensa.

Os dois líderes deverão participar também na cerimónia de entrega do Prémio Camões 2009 ao escritor e poeta cabo-verdiano Arménio Vieira.

O Presidente brasileiro regressa a Brasília na noite do dia 19.

SOL
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Maio 20, 2010, 07:45:33 pm
Lula da Silva diz que investimento brasileiro vai apoiar economia portuguesa
 

O Presidente do Brasil, Luíz Inácio Lula da Silva, garantiu em Lisboa a participação do seu país no apoio à economia portuguesa, através do investimento de empresas brasileiras em Portugal

«Eu estou feliz porque finalmente o Brasil e Portugal juntam-se numa coisa extraordinária e o potencial do Brasil pode ajudar a alavancar a economia portuguesa», disse Lula da Silva, na declaração conjunta com o primeiro-ministro, José Sócrates, após a X Cimeira Luso-brasileira.

Lula da Silva destacou o facto de mais de 600 empresas terem investido num passado recente 20 mil milhões de euros no Brasil, afirmando que chegou a hora de os empresários brasileiros investirem em Portugal.

Depois de reconhecer que o mundo atravessa actualmente uma crise sui generis, uma crise «que vai exigir sacrifícios», Lula da Silva salientou que o Brasil está a viver um «momento excepcional», e apresentou o seu país como «um caso de sucesso».

Referindo-se à cimeira Portugal-Brasil, considerou «muito importante» a assinatura dos sete acordos de cooperação política e empresarial, e elogiou os empresários portugueses pela «descoberta do Brasil», considerando ser agora chegada a hora de retribuir.

Os elogios estenderam-se ainda ao Governo de José Sócrates, a quem tratou por «companheiro», e referiu que foi preciso visitar Portugal «para descobrir um país onde uma empresa se cria em 30 minutos».

«O ministro da Indústria (brasileiro) vai ter que aprender com Portugal. Nós vamos ter que aprender com Portugal», acentuou.

A concluir, Lula da Silva confessou-se «muito cansado», justificando assim a não realização da prevista conferência de imprensa.

«Um Presidente da República não pode dizer que está cansado. Mas eu estou. Estou cansado. Estou a terminar uma viagem longa, que começou na Rússia e passou pelo Qatar, Irão, além de Espanha e Portugal», disse.

«Mas estou feliz», garantiu, terminando com votos de que sejam assinados mais acordos de cooperação, pelo menos até ao fim do seu mandato, a 31 de Dezembro deste ano.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Julho 06, 2010, 01:50:22 pm
Brasil espera mais investimentos da EDP e da Galp


O ministro de Minas e Energia brasileiro disse hoje esperar mais investimentos das empresas EDP e Galp no Brasil, mas nada adiantou sobre uma eventual aquisição de capital da petrolífera portuguesa pela Petrobras.

“Eu desconheço esse assunto”, respondeu à agência Lusa Márcio Pereira Zimmermann quando questionado sobre a possibilidade de a Petrobras, empresa de capitais maioritariamente estatais, entrar na Galp em substituição dos italianos da ENI.

O governante, que lembrou a atuação da Galp no Brasil, considerou existir uma “interação muito grande” com a Petrobras e defendeu a continuidade da parceria.

No Brasil desde 1999, a Galp Energia, em parceria com a Petrobras, está presente em cerca de 20 projetos, dos quais o campo Tupi – que tem reservas estimadas entre cinco e oito mil milhões de barris de petróleo e gás natural - é o principal.

O ministro brasileiro referiu ainda a experiência portuguesa e a da Petrobras em África, acreditando que neste continente pode ser potenciado mais trabalho para as duas empresas.

“São empresas, têm a lógica empresarial, mas o que tem ocorrido é, normalmente, a complementaridade”, declarou, considerando que esta traz “bons negócios para as duas empresas”.

Márcio Pereira Zimmermann, que hoje participou num fórum sobre energia na Expo 2010, em Xangai, na China, afirmou também que a EDP, no mercado brasileiro desde 1996, está a cumprir um “papel interessante” no país, adiantando existir “expetativa” de que a empresa “aumente os investimentos na área da geração”.

Apontando os “vários negócios de construção de hidroelétricas” que a empresa portuguesa tem realizado no Brasil, Márcio Pereira Zimmermann admitiu ainda que “com a expansão forte” que o país vai ter na área hidroelétrica nos próximos anos a EDP vai tornar-se um “forte ator”.

De acordo com o seu sítio na Internet, a EDP Energias do Brasil, criada em 2000, é uma holding que detém investimentos no setor de energia elétrica, estando presente no segmento de geração em seis estados e no segmento de distribuição em dois estados.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 16, 2010, 12:12:18 am
Madeira promove Zona Franca no Brasil


A Sociedade de Desenvolvimento da Madeira (SDM) promove até sexta-feira e em várias cidades do Brasil, a Zona Franca do arquipélago como uma plataforma para a internacionalização das empresas brasileiras.
A SDM, que administra o Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), anunciou a campanha de promoção numa nota divulgada hoje, na qual salienta que os mercados da América do Sul "revelam interesse crescente" pela praça financeira madeirense.

O programa promocional começou segunda-feira com reuniões em Belo Horizonte e no Rio de Janeiro, terminando com um conjunto de iniciativas em São Paulo, numa aposta num país que foi confirmado como a 8.ª economia mundial, com um mercado em expansão, refere a mesma nota.

A SDM está a apresentar as "vantagens do CINM ao nível do regime fiscal favorável e um conjunto de outras valias operacionais, que fazem da Madeira uma porta de entrada credível e competitiva para o mercado da União Europeia, para segmentos de actividade como os serviços e o comércio internacional e as sociedades holding", acrescenta.

Segundo o comunicado o CINM regista de momento 2.981 empresas nacionais e internacionais e tem conseguido captar investimento nos mercados italiano, espanhol, suíço e inglês, tendo-se revelado ainda um crescente interesse por parte de investidores sul e norte-americanos, da Europa de Leste e África.

A SDM é responsável pela gestão do CINM, que engloba ainda a Zona Franca Industrial e o Registo Internacional de Navios da Madeira (MAR).

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 02, 2010, 05:00:10 pm
Eleições/Brasil: relações com Portugal sairão sempre favorecidas


O ministro dos Negócios Estrangeiros português acredita que as relações com Portugal serão favorecidas qualquer que seja o próximo governo brasileiro e que no essencial a política externa do país se vai manter após as eleições de domingo.

Luís Amado falava à agência Lusa à margem da reunião ministerial sobre o reforço da mobilização dos recursos financeiros para os Países Menos Avançados que decorre em Lisboa.

“Há uma identificação clara de objetivos estratégicos comuns que reforçam os interesses das nossas relações bilaterais, no quadro de uma parceria estratégica, entre um país que tem uma presença forte na União Europeia [Portugal] e outro que se está a afirmar na América do Sul e no sul em geral e que se constitui como parceiro da UE”, afirmou.

Para o ministro, as relações Brasil-Portugal são “únicas” e "serão favorecidas com qualquer Governo”.

Quanto à política externa brasileira, Luis Amado também não prevê que haja grandes alterações.

“Acredito que a política externa brasileira, depois das orientações que lhe foram imprimidas por Lula, deverá manter-se no essencial porque têm projetado o país no plano internacional com contrapartidas muito importantes do ponto de vista económico e comercial”, disse.

O chefe da diplomacia portuguesa acredita que, depois das eleições de domingo, vai ser mantida a “via de afirmação externa do Brasil com o grande ator global que lidera hoje um processo de afirmação”, apesar de serem necessárias adaptações curto e médio prazo.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 25, 2010, 07:13:08 pm
Crescimento do Brasil atrai atenção das metalúrgicas portuguesas


O crescimento "robusto" da economia brasileira está a atrair a atenção de empresas metalúrgicas portuguesas, disse hoje à agência Lusa um responsável pelo sector.

Pedro Carvalho, da Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (Aimmap), que está a liderar uma missão empresarial a São Paulo, salientou as oportunidades que o Brasil pode oferecer ao sector português.

"Estamos a estudar as oportunidades, principalmente com o actual crescimento robusto [da economia] e grandes eventos que se aproximam", realçou, referindo-se ao Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, ambos a serem organizados pelo Brasil.

Composta por nove empresas, a missão empresarial realizou diversos contactos ao longo desta semana com potenciais parceiros em São Paulo, com o apoio da consultoria portuguesa Market Access.
Pedro Carvalho avançou que a missão foi o "início de uma sondagem", mas que pelo menos três empresas participantes da missão já manifestaram o interesse de abrir unidades próprias no Brasil.

O responsável disse que o proteccionismo agrícola europeu faz com que outros países elevem os seus impostos de importação para produtos industriais da Europa, como forma de retaliação.

No Brasil, por exemplo, esses impostos variam entre 25 a 80% do preço final dos produtos industriais, diminuindo a competitividade de marcas europeias no mercado local.

A saída para contornar a cobrança destes impostos é a criação de uma unidade local, nomeadamente no sector automóvel, onde fabricantes de auto-peças precisam estar próximos do cliente final.

Pedro Carvalho salientou ainda que as exportações do sector metalúrgico e metalomecânico aumentaram 16% nos oito primeiros meses deste ano face ao mesmo período de 2009, para cerca de 5 mil milhões de euros.

"O nosso sector tem sido o sustentáculo actual da economia portuguesa, isoladamente exporta mais que os demais sectores da economia".

Os principais mercados são países europeus como Espanha, França, Alemanha e Inglaterra, além de Angola, mais recentemente.

"Portugal precisa tirar proveito de sua localização geográfica, como fez há 500 anos, e aproveitar os laços históricos que nos unem ao Brasil", conclui.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Junho 27, 2011, 06:23:39 pm
Investimento português em empresas brasileiras cresce em Maio


O investimento direto de Portugal no capital de empresas brasileiras cresceu 22,2 por cento em Maio, para 22 milhões de dólares, contra 18 milhões de dólares no mesmo mês do ano passado. Entretanto, se for considerada a soma dos cinco primeiros meses do ano, os investimentos portugueses nas companhias brasileiras tiveram uma queda de 17,1 por cento, para 174 milhões de dólares, face aos 210 milhões de dólares no mesmo período de 2010.

Os dados fazem parte do relatório divulgado hoje pelo Banco Central do Brasil.

Segundo a nota, o total do investimento estrangeiro no capital das empresas brasileiras caiu 50,1 por cento em maio, em relação ao mesmo mês de 2010, para 3,2 mil milhões de dólares. Na comparação com os cinco primeiros meses do ano, houve uma subida de 69,9 por cento, para 26,5 mil milhões de dólares.

Descontados os retornos, o Brasil alcançou um saldo líquido de 2,2 mil milhões de dólares no investimento de estrangeiros em companhias do país em maio.

O retorno dos investimentos portugueses somou 4 milhões de dólares em maio, contra os 3 milhões de dólares em igual mês de 2010.

Nos cinco primeiros meses do ano, houve um retorno para Portugal 12 milhões de dólares investidos em empresas brasileiras. No mesmo intervalo de 2010, tinha havido um retorno de 80 milhões de dólares.

Portugal também registou um aumento dos empréstimos para companhias brasileiras, que passou de 35 milhões de dólares em maio de 2010 para 55 milhões de dólares no mês passado.

No período de Janeiro a Maio, o aumento foi de 5,9 por cento em relação a 2010, para 234 milhões de dólares.

A amortização dos empréstimos portugueses às companhias brasileiras manteve-se estável em maio, em 6 milhões de dólares. Nos cinco primeiros meses, os pagamentos caíram para 32 milhões de dólares, contra 37 milhões de dólares no ano passado.

Portugal ocupa o lugar 17º maior investidor no capital de empresas brasileiras, com 0,7 por cento do total de ingressos. Espanha e Estados Unidos, são alguns dos que encabeçam o ranking.

Em relação aos empréstimos intercompanhias, Portugal possui participação de 1,6 por cento no total e ocupa a 14ª posição.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Junho 30, 2011, 01:00:32 pm
Portugueses preferem férias a investir no Brasil


Portugal ocupa a sexta posição dos países com mais turistas em terras do Brasil e ocupa o 45º lugar como exportador. O investimento fica em 839,5 milhões de euros.

Brasil é uma verdadeira terra de oportunidades para os empresários portugueses. Multiplicam-se os exemplos de empresas portuguesas no país de Dilma Rousseff, mas as empresas brasileiras também começam a olhar para Portugal como uma excelente porta de entrada para o mercado Europeu. E o fraco crescimento económico da Europa e a relação privilegiada entre os dois países, sejam elas históricas ou culturais, potenciam esse mesmo reforço económico.

Mas, nem tudo está a correr de feição para o lado português. Para já os portugueses preferem fazer férias do que exportar ou investir no Brasil. Esta é um das principais conclusões que se podem retirar quando olhamos para os indicadores económicos que definem as relações bilaterais entre Portugal e o Brasil. Senão, vejamos. Portugal ocupa o 45º lugar como exportador e, quando falamos sobre investimento, concretamente o líquido (investimento menos o desinvestimento) fixou-se num montante um pouco acima dos 839,5 milhões de euros em 2010. E quanto a destino turístico Portugal ocupa a sexta posição dos países com mais turistas a visitar as terras de Vera Cruz.

Olhemos então para os números. Segundo o World Investment Report 2010, verifica-se uma tendência de crescimento dos valores globais de Investimento Directo Externo (IDE) no Brasil a partir de 2005, tendo registado um aumento de 30% em 2008. Isso permitiu ao país passar de uma quota de 1,3% do total IDE mundial em 2006 para uma quota de 2,7% em 2008. Um resultado que representa um montante que ascende a 45,1 mil milhões de dólares e que colocou o Brasil na 14ª posição no ‘ranking' de países que mais receberam IDE em 2009. Refira-se ainda que, de acordo com os dados publicados pelo Banco de Portugal, o Brasil, depois de ter sido o primeiro mercado de destino do investimento português em finais da década de 90 e início de 2000, apresentou períodos com ligeiras oscilações. Entre 2006-2010, o Brasil nunca desceu abaixo da 5ª posição (só registada em 2009) como país receptor de investimento, e evoluiu para o 3º mercado nos anos de 2006 e 2007 para voltar a cair um lugar (4º mercado) nos anos de 2008 e de 2010. Um resultado também muito conseguido por alguns investimentos turísticos portugueses no Brasil que tem como estratégia empresarial conquistar mais turistas lusos para aquele país. Investidores portugueses como o Grupo Vila Galé, Grupo Espírito Santo, Grupo Pestana, Dorisol, Oásis Atlântico, João Vaz Guedes, o Aquiraz Golf & Beach Villas no Ceará, como "o maior empreendimento turístico português", englobando oito hotéis, o Grupo Dom Pedro e a Solverde.

A par destes investimentos, temos a hidroeléctrica de Peixe Angical (no Estado do Tocantins) cuja construção foi da responsabilidade da EDP Energias do Brasil em parceria com a estatal Furnas, a par de outros investimentos da EDP e da Galp.

Trocas comerciais entre Portugal e Brasil

Também aqui os dados apontam para verdadeiras montanhas russas, sobretudo quando avaliamos a posição do Brasil como cliente de Portugal. Vejamos então por partes. Apesar do resultado positivo conseguido em 2010 com uma melhoria de quatro pontos no respectivo ranking (10ª posição), quando comparado com 2006 (14ª), os montantes das trocas comerciais entre os dois países têm pouca expressão. E quem o diz é a própria AICEP: "os fluxos comerciais envolvem valores relativamente baixos (sobretudo no caso das exportações nacionais)". Trocas comerciais que apresentam uma característica: estão muito concentradas numa gama reduzida de produtos (produtos agrícolas, máquinas e aparelhos, minerais e minérios, produtos alimentares e metais comuns que, no seu conjunto, representaram 80,4% das vendas para este mercado) e apresentam um baixo índice de coincidência entre si. Em 2009, contaram-se 1.089 empresas a exportar para o Brasil, enquanto em 2005 foram 1.032, segundo o levantamento realizado pela agência de promoção do investimento (AICEP).

Em relação à emissão de turistas portugueses para o Brasil, e segundo o Ministério do Turismo daquele país, Portugal posicionou-se como mercado emissor em 6º lugar, em 2008 (depois da Argentina, EUA, Itália, Alemanha e Chile), com 222.558 turistas (4,4%), contra o 3º lugar que ocupou em 2007, ano em que foi responsável por 280.438 turistas (5,6%), embora o número total de turistas que visitaram o Brasil em 2008, ao contrário do registado a nível geral, tenha subido cerca de 0,5%, face a 2007.

Diário Económico
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Julho 18, 2011, 10:03:54 pm
Portugal regista excedente comercial com o Brasil em Junho


Portugal registou em Junho e pela primeira vez este ano um saldo comercial positivo nas relações com o Brasil, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) brasileiro.

O azeite foi o principal produto exportado por Portugal para o Brasil, seguido do bacalhau.

Em Junho, Portugal exportou o equivalente a 55 milhões de dólares para o Brasil. Já as importações totalizaram 54 milhões de dólares. Com isso, a balança comercial ficou positiva em 1 milhão de dólares para Portugal.

O resultado deve-se, sobretudo, a uma redução brusca na venda de produtos brasileiros para Portugal. As exportações brasileiras caíram 82,5% em comparação com Maio e 60,9% em relação a Junho do ano passado.

A entrada de produtos portugueses no Brasil aumentou, mais em proporção menor na comparação em série. As vendas tiveram em Junho uma subida de 1,18% em relação ao mês anterior. Na comparação homóloga, houve um aumento de mais de 100%.

O arrefecimento da economia portuguesa e a valorização da moeda brasileira, o real, em relação ao euro e ao dólar ajudam a explicar os resultados da balança comercial.

No entanto, no acumulado dos seis primeiros meses de 2011, a balança comercial bilateral continua com saldo positivo para o Brasil, de 607 milhões de dólares.

De Janeiro a Junho, as importações de produtos portugueses pelo Brasil somaram 361 milhões de dólares, e as vendas para Portugal alcançaram 968 milhões de dólares.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 18, 2011, 05:11:31 pm
Tecneira ganha parque eólico no Brasil


A Tecneira, sub-holding para as energias renováveis do grupo português ProCME, ganhou uma licença para a instalação de um parque eólico no Brasil, um investimento de cerca de 74 milhões de dólares (51,8 milhões de euros). A ProCME avança, em comunicado, que o parque eólico será localizado em Paracuru, no Estado brasileiro do Ceará, e terá uma potência de 300 megawatts (MW).

Os trabalhos terão início em Janeiro de 2013 e "a exploração de energia, estimada em 124.392 MWh/ano, terá início em Março de 2014".

A Tecneira tem actualmente em operação e desenvolvimento, em Portugal e na Polónia, empreendimentos hídricos, eólicos, solares e de biomassa, num total de 240 MW.

O grupo ProCME já estava presente no Brasil, sendo responsável pela concessão de uma linha eléctrica de transmissão no Maranhão, de um contrato de manutenção de redes eléctricas com a Ampla (distribuidora de energia do Rio Janeiro) e pela construção e manutenção de redes de telecomunicações para a Telefónica.

Além do Brasil, o grupo português está presente no Peru, Chile, Colômbia, França, Angola, Polónia, Cabo Verde e África do Sul.

O grupo ProCME emprega mais de mil trabalhadores e gera um volume de negócios de cerca de 300 milhões de euros, segundo a informação disponível na sua página na internet.

Além da Tecneira, o grupo integra a CME - Construção e Manutenção Electromecânica (empresa de prestação de engenharia de construção) e a ProRESI (aterro para resíduos industriais não perigosos, situado na Ota, Alenquer).

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 03, 2011, 12:58:07 pm
Exportações para o Brasil cresceram mais de 50% até Julho


A fugir da crise na Europa, os empresários portugueses focaram-se no mercado brasileiro, o que levou a uma alta de 50,6% nas exportações para o Brasil, apenas nos primeiros sete meses do ano. De acordo com Arlindo Varela, representante da Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro, o crescimento ocorreu em função de um "redireccionamento" das exportações portuguesas, tradicionalmente voltadas para os parceiros europeus.

"Portugal sempre teve como foco de seu comércio exterior a União Europeia, com praticamente 80% de suas exportações destinadas aos parceiros europeus. Agora, com a redução do consumo nesses países, devido à crise, isso despertou o interesse em expandir as vendas no Brasil", explicou Varela à Lusa.

Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio brasileiro, o volume total negociado entre os dois países, no primeiro semestre deste ano, foi de 1,32 mil milhões de dólares (cerca de 574 mil milhões de euros), o que representou uma alta de 52 por cento em relação ao montante contabilizado no ano primeiro semestre do ano passado.

"O aumento ocorreu dos dois lados. Tanto Brasil exportou mais para Portugal, quanto Portugal exportou mais para o Brasil. Nossa balança comercial sempre fica superavitária para o Brasil, porém, proporcionalmente, tem havido um aumento maior das exportações portuguesas", destaca.

A considerar os sete primeiros meses do ano, de janeiro a julho, houve um aumento de 52,91% nas exportações brasileiras para Portugal, acompanhados de uma alta de 50,64% das exportações portuguesas para o Brasil.

O crescimento expressivo - que ele vê como uma tendência a ser esperada também para os próximos meses - teve ainda mais peso para Portugal, proporcionalmente, durante o passado.

Em 2010, as exportações portuguesas para o Brasil cresceram em 33%, em relação a 2009, enquanto as exportações brasileiras para Portugal aumentaram em 18%, na mesma base comparativa.

Varela explicou que os empresários portugueses tanto passaram a explorar mais os mercados nos quais já actuavam -- com destaque para produtos básicos e alimentos, como azeite, vinhos e bacalhau - como começaram a buscar outros nichos, até então pouco explorados.

"O Conselho realizou uma pesquisa e formulou uma lista dos mercados em que havia potencial de crescimento para produtos portugueses. São produtos que Portugal produz e o Brasil consome, mas ainda não compravam de fabricantes portugueses", explica.

A lista à qual se refere possui quase 50 itens que vão desde peixes secos e salgados (além do bacalhau) até peças de aparelhos eléctricos e electrónicos. A intenção é seguir o ritmo e buscar ainda novos sectores inexplorados.

Para tanto, ele lembra que no próximo dia 16 se realizará, no Rio de Janeiro, o 6º Encontro de Negócios Brasil-Portugal, que conta com o apoio do Conselho das Câmaras portuguesas.

O evento, que se tem realizado a cada dois anos, servirá como plataforma de debate para discutir as oportunidades de negócios entre os dois países, com foco nas potencialidades que virão a partir dos dois grandes eventos desportivos que o Brasil sediará em 2014 e 2016.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 17, 2011, 01:48:58 pm
Ministro pede ao Brasil para investir em Portugal


O ministro da Economia pediu ao Brasil para investir em Portugal, destacando a energia e os transportes como sectores de aposta.
Álvaro Santos Pereira falava no 6.º Encontro de Negócios Portugal/Brasil, no Rio de Janeiro, e aproveitou para convidar os empresários brasileiros a olhar para as «diversas oportunidades» que Portugal oferece, como a indústria naval, a aeronáutica, os transportes, a energia e a construção.

«Este é o momento ideal para investir e para apostar nos mercados financeiros. Este é o momento ideal para agarrar oportunidades de negócios, e desenvolver parcerias estratégicas empresariais», afirmou o ministro, citado pela Lusa, numa altura em que o país terá de realizar privatizações em algumas dessas áreas.

Na indústria naval, o Álvaro Santos Pereira referiu a «posição de destaque mundial como produtor e consumidor» e a «mudança histórica» que Portugal se prepara para fazer. Na aeronáutica, sublinhou as «oportunidades» do país no setor, desde a concepção à produção.

Também as plataformas logísticas, o «alargado conjunto de competências e expansão de enorme sucesso à escala global» na energia e a «capacidade operacional» das empresas de construção no «mercado lusófono» foram evidenciadas pelo ministro.

Portugal é, defendeu, uma «porta privilegiada de entrada na Europa» e um «parceiro ideal em África», uma vez que «passou de uma pequena economia a membro da maior economia do mundo em valor, com mais de 500 milhões de consumidores e uma força de trabalho de 240 milhões de pessoas».

Por isso, «o potencial do universo lusófono e das suas redes de negócios continentais é uma oportunidade» a que é preciso dar resposta, destacando os casos de Angola, Moçambique e Cabo Verde.

«Todos conhecemos, por exemplo, o potencial de negócios em Angola, que sobretudo desde 2003 é dos países com taxas de crescimento mais elevadas do mundo, mas lembro também que Moçambique cresce há 20 anos acima de sete por cento e que Cabo Verde é apresentado internacionalmente como um exemplo de estabilidade democrática e desempenho económico nos últimos 20 anos».

Reconhecendo a «relação privilegiada» entre os dois «países irmãos» e as «crescentes ligações» entre Portugal e Brasil, Álvaro Santos Pereira considera que há «muita margem» para alargar as parcerias. «O investimento entre os dois países permanece ainda bastante exíguo. Nos últimos 30 anos, Portugal investiu 27 mil milhões de euros no Brasil. Em 2010, este valor foi de 650 milhões de euros».

O governante disse ainda que «o investimento brasileiro em Portugal foi bem mais modesto» uma vez que, nas últimas três décadas, «o Brasil investiu 2.500 milhões de euros», o que significa que «Portugal investiu 10 vezes mais no Brasil do que o Brasil em Portugal» nesse período. No entanto, estes números «começam a dar sinais de que poderão estar a acabar», porque «nos últimos dois anos, o Brasil investiu tanto como nos últimos 30 anos» em Portugal.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: miguelbud em Novembro 04, 2011, 12:03:03 pm
Martifer ganha construção do terceiro estádio de futebol no Brasil

O estádio do Grémio de Porto Alegre é a nova obra, que no total está avaliada 719 milhões de euros.

A Martifer conquistou mais um "troféu" desportivo no Brasil, ao ganhar a construção do terceiro estádio de futebol naquele mercado. O novo alvo é o Estádio do Grémio de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul, junto à fronteira meridional do Brasil, mas que, ao contrário dos outros já arrebatados, não faz parte das infra-estruturas pré-seleccionadas para o Mundial de Futebol de 2014.

A obra prevê a construção do estádio de raiz, do qual toda a estrutura metálica ficará a cargo da Martifer, segundo apurou o Diário Económico junto de fontes brasileiras. O dono da obra é a OAS Empreiteiros, com quem a empresa de Oliveira de Frades está a trabalhar no projecto do estádio de São Salvador que ganhou recentemente.

Com capacidade para 55 mil pessoas e cinco anéis, a obra de Porto Alegre está integrada num complexo imobiliário composto por um hotel, centro comercial, centro de congressos, edifícios de apartamentos e zona de estacionamento. A conclusão da obra está prevista para Dezembro de 2012.

http://economico.sapo.pt/noticias/marti ... 30549.html (http://economico.sapo.pt/noticias/martifer-ganha-construcao-do-terceiro-estadio-de-futebol-no-brasil_130549.html)
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Julho 03, 2012, 10:07:12 pm
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 04, 2012, 09:33:12 pm
Portas destaca crescimento de exportações para o Brasil


O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, destacou hoje em São Paulo o aumento das exportações de Portugal para o Brasil, apesar da situação de crise económica, e defendeu que ainda existe potencial de crescimento.

“É extraordinário que Portugal e as empresas portuguesas consigam aumentar as exportações quando a economia está em recessão, e a maioria dos mercados importantes na Europa está em recessão ou estagnação”, disse Portas a jornalistasem São Paulo, onde está em viagem oficial, referindo um aumento de nove por cento nas exportações portuguesa para o Brasil no primeiro semestre deste ano.

O total das exportações para o Brasil em 2011, 1,58 mil milhões de euros, foi o maior valor desde sempre e Paulo Portas sublinhou hoje que é um bom sinal para a economia portuguesa o crescimento das exportações para mercados não tradicionais, os não europeus, como Brasil, China e países da África.

Portas defendeu que o relacionamento económico com o Brasil tem potencial para crescer ainda mais, já que os países são apenas os décimos clientes em exportações um do outro.

A deslocação de Paulo Portas ao Brasil inclui encontros com empresários e autoridadesem São Pauloe em Brasília, onde presidirá na sexta-feira à abertura do Ano de Portugal no Brasil.

De acordo com o chefe da diplomacia portuguesa, o principal objectivo da visita é “avançar” em diversos temas, como no contencioso do vinho, no reconhecimento dos títulos de engenharia e na participação de empresas portuguesas em obras de infraestrutura no Brasil.

Em relação ao vinho, o Governo brasileiro está a estudar uma salvaguarda para proteger a produção local, o que poderia implicar mais impostos sobre os produtores portugueses.

Portas afirmou que tanto os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Agricultura como os agricultores e institutos públicos ligados ao vinho “fizeram tudo o que estava ao seu alcance para proteger-se de uma taxa injusta”. As autoridades brasileiras devem decidir ainda este ano sobre a aplicação de novas taxas sobre as importações de vinho.

O ministro português participou hoje numa conferência para membros de instituições financeiras e no seminário “Caminho das Exportações”, com empresas portuguesas e brasileiras, promovido pelo jornal Expresso.

Na quarta-feira terá reuniões na Federação das Indústrias de São Paulo, com o governador do estado, Geraldo Alckmin, e com o reitor e estudantes da Universidade de São Paulo.

Portas parte depois para Brasília, onde tem agendados encontros com o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Abril 14, 2013, 03:50:16 pm
H3 expande negócio para o Brasil


A empresa portuguesa H3 espera obter uma faturação de sete milhões de euros no Brasil este ano, mais 133%, isto sem contar ainda com a abertura de lojas no Rio de Janeiro, disse um dos sócios fundadores à Lusa.

Em declarações à Lusa, António Cunha Araújo explicou que a cadeia de restauração portuguesa H3, especializada em hambúrgueres "gourmet", tem já nove lojas próprias no Brasil, em São Paulo, que faturaram sete milhões de reais em 2012 (três milhões de euros), assinalando que a marca vai agora "avançar para o Rio de Janeiro".

"No Brasil, apenas com estas nove lojas, prevemos alcançar um volume de negócios de 18 milhões de reais (sete milhões de euros) no final de 2013", disse o gestor.

A estratégia de expansão no Brasil passa por "dois tipos de operações em centros comerciais", explicou António Araújo, nomeadamente "a abertura de mais lojas próprias" e a expansão através de "franquias regionais" da marca por via de parceiros locais.

"Não é improvável que no Rio de Janeiro, até ao final de 2013, possamos ter mais uma ou duas lojas próprias. Tudo vai depender do momento e da oportunidade do negócio. Isso faz parte dos nossos planos", salientou.

A internacionalização da H3 no Brasil começou pela abertura de uma loja própria num "prestigiado centro comercial em São Paulo" no final de novembro de 2011, a que se seguiu outra em dezembro desse ano e as sete restantes em 2012.

"O investimento na primeira loja de São Paulo atingiu os 2,5 milhões de reais (cerca de um milhão de euros), o que não quer dizer que os restantes investimentos efetuados na abertura noutros centros comerciais atinjam este valor", precisou o gestor.

Quanto à expansão através do modelo de 'franquia regional', a marca portuguesa já está em duas lojas na Baía e uma no Recife.

A marca pode ter "uma boa expansão no Brasil", afirmou António Araújo, acrescentando que na decisão de entrada neste país pesaram, entre outros fatores críticos, a avaliação do "estágio do mercado em si mesmo" e o desenvolvimento do "fast-food".

No final de 2013, a empresa H3 espera abrir cinco lojas em São Paulo, tendo atualmente em Portugal 40 estabelecimentos.

Criada já num período de crise e depois de a H3 ter tido "uma experiência de internacionalização falhada" na Polónia, que serviu de "aprendizagem para os três fundadores" (Albano Mello, Miguel Van Uden e António Araújo), o segredo da cadeia de hambúrgares H3, onde o azul é a cor predominante, esteve na deteção de "uma falha de mercado" em Portugal.

"Não existia cá, nem mesmo em alguns países, um restaurante com as nossas características. Um restaurante [monoproduto (hambúrgueres)] que é rápido a servir e tem qualidade "gourmet", frisou o gestor.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Junho 10, 2013, 08:42:04 pm
Brasil tem interesse em ampliar relações comerciais com Portugal diz Dilma Rousseff


A Presidente brasileira, Dilma Rousseff, disse hoje em Lisboa que o Brasil tem interesse em ampliar as relações comerciais e os investimentos, elevando o "patamar de relacionamento" entre os dois países. "Nós temos todo o interesse em ampliar a nossa relação comercial e os investimentos recíprocos que temos entre os nossos países", disse Dilma Rousseff.

A chefe de Estado brasileira fez estas declarações depois de um encontro com o Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, em Belém.

As relações económicas entre os dois países celebram "um outro patamar de relacionamento entre nós, no campo dos investimentos directos externos", referiu Dilma, saudando os investimentos da Embraer em Portugal, com as duas unidades em Évora, e da Galp no Brasil, sobretudo nos campos de petróleo.

Dilma declarou ainda que o Brasil tem um olhar de preocupação com a crise financeira na Europa, que afecta a economia global.

"Nós temos uma preocupação muito grande com a situação social e com o desemprego" na Europa, referiu.

"Expressei ao Presidente o meu desejo de que estejam mais próximos os momentos que vão levar a uma retoma do crescimento" e a "uma melhoria da situação para populações europeias", acrescentou.

A Presidente Dilma Rousseff também destacou a assinatura do memorando de entendimento entre o governo brasileiro com o parque de tecnologia de Cantanhede, o Biocant Park, hoje assinado, e com o Laboratório Ibérico de Braga, que trabalha na área da nanociência.

Dilma disse que "reconhece um parente em cada esquina", referindo-se aos fortes laços culturais entre os dois países e assumiu que é necessário um reforço da cooperação na área da indústria criativa, como na produção cultural e moda.

A Presidente brasileira chegou por volta das 17:00 horas ao Palácio de Belém e foi recebida por Cavaco Silva, com honras militares.

Do encontro ainda participaram os ministros das Relações Exteriores dos Brasil, Antonio Patriota, da Educação, Aloízio Mercadante, e da Cultura, Marta Suplicy, e pelo lado português, esteve presente o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

Dilma Rousseff encontrou-se hoje com Mário Soares, num hotel de Lisboa, e vai reunir-se também com Pedro Passos Coelho, na residência oficial do primeiro-ministro português.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 17, 2013, 01:00:33 pm
Empresa brasileira prevê criar 50 postos de trabalho em Portalegre


Uma empresa brasileira que se dedica ao fabrico de implantes oftalmológicos vai instalar-se em Portalegre, num projecto que prevê criar, até 2017, 50 postos de trabalho, revelou hoje à agência Lusa a presidente do município.

Segundo Adelaide Teixeira, o projecto aponta para a criação de 20 postos de trabalho, numa primeira fase, e de 50, até 2017. "A maioria dos postos de trabalho será ocupada por pessoas com elevada qualificação", salientou.

A empresa Visiontech Medical Optics tem sede em Minas Gerais, no Brasil, e assume-se, segundo Adelaide Teixeira, como "a mais importante fábrica brasileira de produtos óticos", sendo que a unidade de Portalegre vai dedicar-se ao fabrico de lentes de contacto para implante ocular.

"A Câmara de Portalegre congratula-se com este negócio, porque também se envolveu, e fez a sua obrigação numa altura tão complicada. Este é um balão de oxigénio para Portalegre pelos empregos imediatos que vai gerar", afirmou a autarca.

Adelaide Teixeira disse acreditar que a fabricante brasileira "vai trazer" para Portalegre outras empresas "a reboque" e assegurou que o município "vai fazer tudo" para captar "mais investimentos" para a região.

A empresa vai ficar instalada na zona industrial de Portalegre, num espaço adquirido a um particular.

Adelaide Teixeira salientou que a empresa brasileira escolheu Portalegre para "aproveitar" o conhecimento de alguns parceiros comerciais que tem na região e na Europa, com vista às exportações.

"A proximidade com Espanha também é uma mais-valia e escolheram Portalegre porque viram abertura e empenhamento por parte da câmara para os ajudar com a possível isenção de taxas", acrescentou.

Neste processo, referiu, "esteve também envolvido o diretor regional de Economia do Alentejo, João Filipe Jesus, tendo sido ele que trouxe esta empresa até Portalegre e nós acompanhamos sempre de muito perto todo o processo".

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Março 15, 2014, 03:06:09 pm
Aicep: Exportação de serviços para o Brasil vai aumentar


O director do AICEP no Brasil, Carlos Moura, disse hoje que as empresas portuguesas já exportam 1.100 milhões de euros em serviços e estima que esta tendência vai afirmar-se com a realização do Campeonato do Mundo e as Olimpíadas. "As empresas portuguesas, seja em produtos, seja em serviços, têm muitas oportunidades no Brasil. Neste momento, o que encontramos é cada vez mais uma afirmação desta exportação de serviços de Portugal", disse Carlos Moura.

O responsável falava depois da assinatura do memorando de entendimento realizado na sexta-feira entre o Centro de Inovação e Engenharia - CEIIA e a gigante energética brasileiro - paraguaia Itaipu, para a criação de um laboratório de mobilidade inteligente e a produção de um carro eléctrico inteligente, projecto que considera "a prova de que os serviços portugueses vingam no mundo e no Brasil".

Segundo o responsável, Portugal já exporta cerca de 700 milhões de euros em termos de produtos de bens e cerca de 1.100 milhões de euros em serviços, sendo a tendência o aumento do número de empresas dos dois sectores, cuja média de crescimento é já "muito elevada" e situa-se nos 18 a 20%.

Carlos Moura frisa que esta exportação de produtos e serviços vai continuar, destacando os últimos face às necessidades do Brasil nos dois eventos mediáticos da Copa do Brasil (campeonato mundial), que começa em Junho, e os Jogos Olímpicos de 2016, lembrando "o grande plano de desenvolvimento de infra-estruturas do Brasil".

No terreno, explica, estão já novas empresas portuguesas a aproveitar as oportunidades, desde a área da construção, às engenharias, à ticketagem e aos sistemas de informação para estádios.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Junho 15, 2014, 09:00:36 pm
Pires de Lima lidera missão ao Brasil onde reunirá com empresas como a Embraer


O ministro da Economia lidera a partir de segunda-feira uma missão ao Brasil para promover as empresas portuguesas e captar investimento e onde terá encontros com a Embraer, InterCement, e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

O ministro da Economia, António Pires de Lima, que estará em visita de trabalho ao Brasil até quarta-feira, parte já hoje para São Paulo, o primeiro destino da viagem, acompanhado pelo secretário de Estado adjunto e da Economia, Leonardo Mathias, e pelo presidente da AICEP, Miguel Frasquilho.

Em São Paulo, Pires de Lima reúne-se logo na manhã de segunda-feira com o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) e depois com empresas brasileiras de diversos setores.

Segue-se ainda antes do almoço uma reunião do ministro e comitiva com a direção executiva da InterCement, empresa brasileira de capital privado controlada pela Camargo Corrêa, que adquiriu a Cimpor em 2012, assumindo o controlo da cimenteira portuguesa.

Às 13:00, é a vez do jogo Portugal-Alemanha, a que Pires de Lima e a comitiva vão assistir na companhia de personalidades da comunidade portuguesa, nas instalações do Consulado Geral em São Paulo.

O fim do dia será marcado por reuniões com empresários portugueses e termina com um jantar de trabalho com o presidente da Caixa Geral de Depósitos do Brasil, Henrique Cabral de Menezes, investidores e empresários.

Na terça-feira, Pires de Lima inaugura o “Centro Mais Negócios”, na Câmara Portuguesa de São Paulo, e desloca-se a São José dos Campos para uma visita de trabalho à sede da Embraer, a terceira maior construtora aeronáutica do mundo, que tem duas fábricas em Évora, a funcionar desde julho de 2012.

No terceiro e último dia da viagem (18 de junho), a missão ruma para sul, até à Foz do Iguaçu, onde o ministro e a comitiva visitarão a barragem de Itaipu, a maior geradora de energia limpa e a segunda maior barragem do mundo.

Os responsáveis terão também reuniões com autoridades locais, o Centro de Excelência para a Inovação da Indústria Automóvel (CEIIA) e outras entidades institucionais.

O CEIIA vai apresentar o “Laboratório de Mobilidade Inteligente” e Projeto VEI “Veículo Elétrico Inteligente”.

Lusa
Título: Re: Relações Portugal-Brasil
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 02, 2019, 08:07:19 pm
Marcelo Rebelo de Sousa no Palácio do Planalto para um "encontro de irmãos"