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Economia => Mundo => Tópico iniciado por: TOMKAT em Agosto 04, 2006, 06:01:10 pm

Título: Notícias da China
Enviado por: TOMKAT em Agosto 04, 2006, 06:01:10 pm
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Água do Tibete será transferida para rio Amarelo

 O transvase de água do Tibete para o Rio Amarelo, a fim de promover o desenvolvimento do empobrecido e seco oeste da China, será levado a cabo apesar das críticas dos ambientalistas, anunciou ontem um responsável chinês, sem contudo marcar uma data para o início das obras

"Quando o desenvolvimento económico e social do noroeste chegar a um certo nível e o potencial das medidas de economia de água se esgotar, o projecto será lançado", afirmou em conferência de imprensa Li Guoying, director do Comité de Conservação de Água do Rio Amarelo, dependente do Ministério de Recursos Hídricos.
Para Li, a obra é fundamental para que o esgotado Rio Amarelo, o segundo mais longo do país, afectado por contínuas secas, possa sustentar o desenvolvimento da região ocidental, um dos objectivos do actual Plano Quinquenal (2006-2010).
A obra constitui o chamado "ramal oeste" da transposição de águas do sul para o norte, um projecto faraónico iniciado em 2002. A finalização do programa está prevista para 2050 e deve atender à procura de água em Pequim e outras cidades.
Os outros dois ramais, o leste e o central, servirão para levar água do Yang Tsé, o rio mais longo do país, para o Amarelo, através de dois canais subterrâneos.
O ramal oeste, o mais difícil e caro devido às condições do relevo, levará a água através de 300 quilómetros de túneis e canais, saindo dos rios Yalong, Dadu e Jinsha, no sudoeste do país. O orçamento deste projecto é de cerca de 37.500 milhões de dólares norte-americanos, de um total de 62.500 milhões, segundo Li.
Na primeira fase, o ramal ocidental vai levar 4.000 milhões de metros cúbicos de água por ano; no segundo, 5.000 milhões e na terceira 8.000 milhões. A meta final é de 17.000 milhões de metros cúbicos anuais.
Durante a entrevista colectiva, Li anunciou também a entrada em vigor da primeira norma para regular o volume de água do rio Amarelo com o objectivo de conseguir um uso "sustentável" dos seus recursos e melhorar as condições ambientais nas suas margens poluídas.
O rio Amarelo atravessa, ao longo de 5.464 quilómetros, oito províncias chinesas. Com apenas 2% dos recursos hídricos do país, o rio precisa de fornecer água a 12% dos habitantes e 15% das plantações.

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Cidades chinesas terão mais 300 milhões de habitantes em 20 anos

 Os centros urbanos chineses vão absorver 300 milhões de camponeses nos próximos 20 anos, no maior êxodo rural registado no Mundo, segundo um estudo

Segundo um estudo divulgado ontem pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em 2010 a China terá 125 cidades com mais de um milhão de habitantes e 50 cidades com mais de dois milhões, que se juntam às mega cidades de Pequim e Xangai, que têm já na actualidade 15 e 17 milhões de habitantes, respectivamente.
O estudo refere que, apesar do crescimento que a China registou desde meados da década de 1980, a contribuição económica dos centros urbanos para a economia chinesa está muito abaixo da média dos países desenvolvidos, devido ao seu crescimento desmesurado, um problema que, segundo o PNUD, teria resolução se o governo incluísse a questão do crescimento urbano na sua estratégia nacional.
O governo chinês encoraja a migração das cidades para os campos para reduzir as diferenças de rendimentos entre a população rural e a urbana, tentando reduzir o número de camponeses para aumentar os seus rendimentos.
Calculam-se que vivam actualmente nas cidades chinesas entre 120 a 150 milhões de emigrantes rurais.
A população rural chinesa era de 745,44 milhões no final de 2005, ou 57 por cento do total, segundo o Departamento Nacional de Estatísticas da China.
A Academia Chinesa de Ciências Sociais calcula que o rendimento anual médio das famílias rurais será em 2006 de 340 euros 415 dólares americanos, contra um rendimento médio de 1.310 dólares nas cidades, se bem que este valor chega aos 4.000 dólares em Pequim e Xangai, as duas maiores cidades do país.
Desde 1978, quando a China iniciou o processo de reformas económicas, entre 120 e 140 milhões de pessoas abandonaram os campos em direcção às cidades.
Os emigrantes dos campos enchem cada vez mais as ruas cidades chinesas, onde desempenham os trabalhos sujos, arriscados, pesados e mal pagos que as populações urbanas, com maior poder económico, recusam.

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Autoridades de Guangdong encerraram 1.500 fábricas

 O chefe do Executivo de Hong Kong, Donald Tsang, está de visita a Guangdong. Tendo em conta a considerável contribuição que a província mais industrializada da China dá para a poluição atmosférica das duas regiões administrativas especiais, o anuncio do encerramento de um milhar e meio de unidades industriais poluentes surgiu como bandeira da despoluição

As autoridades da província de Guangdong anunciaram ontem terem encerrado, nos últimos três anos, 1.500 fábricas responsáveis por poluição, numa tentativa de diminuir a poluição no sul da China.
As cidades de Hong Kong e Macau, localizadas no delta do Rio das Pérolas, são gravemente afectadas com a poluição produzida na província de Guangdong.
O responsável do departamento de protecção ambiental de Guangdong, Li Qing revelou que o governo está a conceder subsídios a centrais de energia na região para instalarem dispositivos que permitem reduzir as emissões de dióxido de enxofre em 90 por cento.
O anúncio das medidas do governo de Guangdong coincide com a visita do Chefe do Executivo de Hong Kong, Donald Tsang, a Cantão para debater aspectos de cooperação bilateral nomeadamente os esforços conjuntos para combater a poluição do ar.
Apenas 18 por cento das fábricas na província de Guangdong possuem equipamentos que permitiram já a redução das emissões de gás na ordem das 200.000 toneladas.
Responsáveis do governo chinês revelaram que até ao final do próximo ano pelo menos metade das fábricas da província de Guangdong terão dispositivos destinados a reduzir substancialmente as emissões de dióxido de enxofre.
O governo de Hong Kong considera que caso as emissões sejam reduzidas nas fábricas de Guangdong a poluição em Hong Kong possa decrescer 15 por cento. Dados oficiais apontam para que 70 por cento das emissões de dióxido de enxofre que atingem Hong Kong são provenientes do continente chinês.
Li Qing revelou que nos últimos três anos foram vistoriadas mais de 110.000 fábricas e encerradas pelo menos 1.500, algumas das quais pertencentes a empresários de Hong Kong.
De acordo com as quotas distribuídas pelo Conselho de Estado chinês à província de Guangdong as emissões de dióxido de enxofre devem ser reduzidas de 1,29 milhões de toneladas por ano para 1,1 milhões de toneladas em 2010.


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Enviado por: JoseMFernandes em Novembro 04, 2006, 06:12:35 pm
Na abertura (hoje, em Pequim) da cimeira sino-africana, o presidente chines Hu Jintao realçou a vontade de estreitar os laços do seu pais com África e anunciou que a China iria duplicar  a sua ajuda aos países africanos, oferecer 4 000 milhoes €  em créditos e empréstimos, bem como a construção de escolas e hospitais.

"A China deseja apresentar-se como um importante parceiro económico e social da África, ao mesmo tempo que pretende encontrar nesse continente novos recursos energéticos e também um mercado para os seus produtos - 'sem desenvolvimento combinado entre China e África não haverá paz nem desenvolvimento global' declarou Jintao no seu discurso de abertura perante os dirigentes africanos que foram acolhidos na sede do parlamento chines, e continuou Jintao ' nesta nova era a China e Africa partilham cada vez mais interesses e necessidades comuns'.Na assistência a presença de 35 Chefes de Estado e 13 enviados especiais provenientes de África...Jintao prometeu ainda a criação de um fundo de desenvolvimento China-África, o compromisso de formar 15 000 trabalhadores africanos, duplicar em dois anos o número de bolsas para estudantes africanos, para lá da criação de hospitais, escolas e clinicas anti-malária, bem como o envio de jovens voluntários chineses para África...
Os dirigentes chineses prometeram também que seria aumentado o número de categorias de produtos a beneficiarem de taxas na importação proveniente de países africanos mais pobres e criar entre três e cinco zonas de cooperação económica.
As relações cada vez mais estreitas entre China e África tem sido objecto de críticas, com  alguns observadores a considerarem tratar-se de uma nova forma de colonialismo.Por outro lado militantes de direitos humanos acusam a China de ser conivente com os abusos cometidos  em países como o Sudão e Zimbabwe."
- Le Nouvel Observateur - 4/11/2006

Esta cimeira representa a maior reunião diplomática até hoje realizada na China e confirma (se tal fosse preciso) o interesse da China em África, que representam juntas como lembrou o Presidente chinês mais de um terço da população mundial.
Recordo que a China é neste momento o terceiro parceiro comercial em Africa (depois dos EUA e França), que o comércio sino-africano deverá ultrapassar os 40 000 milhões de € (cinco vezes mais que em 2000) sendo a Africa do Sul Angola e Sudao os primeiros parceiros comerciais africanos dos chineses.Lembremos que a China desde 1993 deixou de ser autosuficiente em petróleo (está já importando um terço das suas necessidades) e entre os seus principais fornecedores estão alguns paises africanos (Argélia,  Nigéria , Angola...).
À sede crescentemente avassaladora em matérias-primas da nova China é de acrescentar a necessidade de escoamento dos seus produtos a preço razoavel, nos mercados africanos, ao mesmo tempo que nao 'põe nenhuma condição politica na sua cooperação' dixit Jintao.
"A  politica chinesa em Africa poderá contribuir para manter tipos de governação política e económica que estão no centro dos entraves ao crescimento económico africano" lembrou  Pierre Braud investigador no Instituto de Estudos de Segurança (organismo dependente da Uniao Europeia).
Pessoalmente, não duvido que a África esta a seguir novos caminhos, e a Europa possívelmente cada vez terá menos a dizer em relação ao seu futuro político-económico ( feliz ou infelizmente)... embora quanto ao número também crescente dos seus refugiados isso já será caso diferente...
Título:
Enviado por: ricardonunes em Fevereiro 06, 2007, 11:39:47 am
O «namoro» chinês a África

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Depois de ter estado ontem na Namíbia, o presidente chinês chega hoje a Pretória e, quinta e sexta-feira, inicia uma visita a Moçambique. Neste périplo africano, Hu Jintao aposta no reforço dos laços económicos e diplomáticos com o continente.
O presidente chinês, Hu Jintao, chegou ontem à Namíbia, quinta etapa da sua visita a África destinada a reforçar os laços diplomáticos e económicos com o continente. O chefe de Estado chinês, que efectua a sua terceira visita a África desde que chegou ao poder, foi acolhido em Whindoek, proveniente da Zâmbia, por entre apertadas medidas de segurança.
Horas antes, Hu Jintao tinha terminado uma visita de três dias a este último país, onde assinou alguns acordos considerados milionários e que provocaram fortes críticas dos sindicatos e organizações sociais em Lusaca. Hu Jintao negociou a criação de uma zona económica e comercial que visa investir até 2010 mais de 800 milhões de dólares neste país e noutras nações vizinhas. Para além disso, prometeu cancelar a dívida externa zambiana para com Pequim e negociou um acordo de preferências tarifárias que transformam a China no maior investidor estrangeiro da Zâmbia.
Entretanto, hoje, Hu Jintao é aguardado em Joanesburgo para uma visita de dois dias à África do Sul que se centrará na zona de Pretória, a capital sul-africana. Classificada como de “importância histórica”, a visita é ilustrativa da grande ofensiva diplomática chinesa no continente africano, que leva desta vez Hu Jintao a oito nações em busca de consolidar uma crescente influência num continente rico em matérias-primas fundamentais para a economia chinesa.
Inundada por produtos «made in China», forçada a encerrar fábricas têxteis em resultado da «invasão» de produtos manufacturados a preços baixos e de qualidade muitas vezes duvidosa, a África do Sul não deixa de estender o tapete vermelho a Hu Jintao, muito por força da dívida de gratidão que o Congresso Nacional Africano (ANC, no poder desde 1994) tem com a China Popular pela apoio financeiro que deu ao movimento durante décadas de luta contra o regime do «apartheid».
Finalmente, o presidente chinês está, quinta e sexta-feira, em Moçambique para reforçar a “cooperação pragmática” entre Pequim e Maputo. Esta convicção foi expressa pelo ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Li Zhaoxing, num «artigo» escrito pelo chefe da diplomacia de Pequim.

 
O Primeiro de Janeiro (http://http)
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Enviado por: JoseMFernandes em Março 02, 2007, 04:59:28 pm
A passada terça-feira 27/2, foi considerada por muitos jornais e analistas financeiros  como 'terça-feira negra'.Para lá de se poder considerar exagerada essa expressão (sendo certo que foi a maior queda nos ultimos cinco anos em Wall Street) a verdade é que  foi visivel na maioria dos mercados mundiais.
A origem desta 'queda' explica-se pela excepcional baixa do mercado de Xangai (-8,8%).Nesse dia 'os investidores chineses fizeram tremer o mundo' escreveu o diario americano Los Angeles Times, que se interroga  'mesmo se os mercados americanos se estabilizaram depois de quarta-feira, os analistas e investidores questionam-se como pôde a baixa do mercado de Xangai arrastar  uma vaga de venda de acções, capaz de fazer estremecer o mundo inteiro'.
O vento de pânico  sopra a partir da Asia e 'isso reflecte o sinal de ansiedade latente dos investidores, que vem já de há alguns meses atrás, mais do que um hipotético declinio da economia asiatica' escrevia o  The New York Times 'estes movimentos caóticos são exacerbados pelo facto de os investidores particulares representarem 80% do mercado asiatico.Comparados com as grandes instituições financeiras, os particulares são bem mais sensiveis aos rumores ' (entenda-se.. medidas que aparentemente o governo chines iria tomar para impedir o sobreaquecimento economico)."A economia chinesa tem forças, são industriais...tem fraquezas, são financeiras" assim começava o editorial do jornal 'Le Monde' de 1-03 p.p " a China tornou-se um motor do  crescimento mundial, com fraquezas conhecidas e temidas a primeira das quais é a sobreavaliaçao( indice de 130% em 2006 e ja mais 14% desde o inicio deste ano), este excesso enervou os operadores e a possibilidade de 'aperto' no controle de liquidez pelo governo seria suficiente para a queda."
Lembremos que três quartas partes das empresas por acções são detidas pelo Estado e até ha pouco tempo apenas um terço dessas acções era negociavel(agora 45%), ou seja o Estado empobrece em relação directa com a descida das acções...além da existencia de acções reservadas aos investidores chineses e outras em USDolares...o que conduz a inumeras malversaçoes, acordos ilicitos etc...que a autoridade de controlo tem muita dificuldade em vigiar.A Bolsa na China é um fenomeno social popular ( empregados, reformados, donas de casa todos investem alegremente ao longo do dia).Uma crise financeira seria pois uma crise social...  por alguma razão o jornal  francês terminava questionando...'Fuga para a frente ?'
 
"Primeiros efeitos do despertar de um gigante adormecido" titulava o jornal South China Morning Post de Hong Kong "esta semana o mundo tomou consciência da verdadeira potência económica chinesa.Há cinco anos um acontecimento destes seria inimaginável" e conclui " não é a China já a quarta potência económica mundial ultrapassando a Alemanha ? O Japão esta já na sua linha de mira e até meados do século poderá levar a melhor sobre Estados-Unidos"
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Enviado por: Lancero em Março 13, 2007, 03:24:31 pm
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Aviação: China constrói aviões comerciais grande porte para competir com Airbus

Pequim, 13 Mar (Lusa) - A China quer desenvolver aviões comerciais de  grande porte até 2020 para competir com os gigantes Boeing e Airbus, numa altura em que o mercado de aviação chinês vive um período de grande expansão, diz hoje a imprensa estatal.          

        O objectivo, anunciado por um responsável da indústria de aviação, surg e na sequência de um ambiente de confiança resultante do aparente sucesso no des envolvimento do primeiro avião comercial chinês, o ARJ-21, um aparelho de média  dimensão que começará a voar no próximo ano.        

        Com a estimativa na procura de novos aparelhos de aviação a atingir as  2230 unidades até 2025, o Governo chinês espera conseguir ainda retirar dividend os para as empresas nacionais que controla, ao traçar novos planos de desenvolvi mento para o sector, segundo o jornal oficial chinês Beijing Daily.          

        Liu Daxiang, responsável da China Aviation Industry Corporation I, cita do pelo jornal, afirma que o programa de desenvolvimento de aviões de grande par te vai exigir novos avanços tecnológicos por parte da China.          

        Liu não avançou pormenores sobre o tamanho do aparelho, mas só os aviõe s com mais de 100 toneladas e capacidade superior a 200 passageiros é que são co nsiderados de grande porte.        

        A China abandonou nos anos 70 um projecto para construção deste tipo de aviões, mas recentemente tornou-se um dos maiores clientes da americana Boeing.  

        A empresa brasileira Embraer SA tornou-se em 2004 a primeira empresa pr odutora de aviões estrangeira a abrir uma fábrica na China, enquanto a Airbus as sinou um acordo no ano passado para instalar uma unidade no país para a construç ão do modelo médio A320.
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Enviado por: JoseMFernandes em Abril 04, 2007, 03:00:45 pm
A indústria automóvel chinesa, parece estar a entrar num ritmo de aceleração. Mesmo se até ao momento os carros chineses são (ainda) muito pouco vistos na Europa, já no Proximo-Oriente (o mercado sirio é ja basicamente chines) e no norte de África parecem ter boa aceitação, como se pode ler no artigo francês que transcrevo(e traduzi) a seguir.


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"Longe da sua presença discreta em Genebra em 2005 e no Mondial Auto em Paris em 2006 é uma autentica 'vaga' de viaturas chinesas que se apresenta no Salão Automóvel de Argel...potentes, descomplexadas imaginativas e ao alcance de todos.Ao lado de algumas 'celebridades como a Cherry uma miríade de marcas: GiantMotor, Foryota, JMC,Foton, Hafei e mesmo Jetta'made in China'.A lista de participantes é longa,  não devemos esquecer que existem mais de 140 grupos automóveis na China."Os Chineses dominam a ediçao de 2007, dentro de cinco anos talvez sejam quase os únicos a apresentar-se" diz um organizador.
Realmente a seu lado os construtores ocidentais fazem fraca figura.Alguns já baixaram os braços, como a Renault grande ausente do Salão.Outros acalmam os nervos gozando com marcas desconhecidas, divertem-se com técnicas rudimentares,e com o 'dejá-vu'.Mas na sombra nao podem deixar de estremecer "como lutar contra preços que desafiam toda a concorrência?" declara um construtor europeu "como combater esta estratégia de conquista absoluta?" e acrescenta "os construtores chineses tem todo o seu governo por trás a empurrar!Todos com um objectivo programado, que a industria chinesa possa representar 10% das trocas mundiais do sector até 2015. Nos nossos paises temos de nos sujeitar a regras e restrições.O carro tornou-se um assunto de vergonha.Alguns querem mesmo fazê-lo desaparecer das cidades.Que querem eles ao certo, desfazer a nossa indústria?O que se passa hoje na Argélia como ja aconteceu na Síria é o anúncio do fim programado das fabricas de automóveis na Europa !"
Este veredicto pode ser exagerado, mas ao vermos o ambiente dos argelinos a volta dos carros, é natural que essa ideia nos surja.Mas não sao só argelinos, mas também marroquinos e nacionais de outros paises africanos que se deslocaram.Todos com o mesmo raciocínio: finalmente carros novos acessiveis a populações que há muito tempo estavam habituadas a carros usados provenientes da Europa!
Tenham em conta os preços.O preço ao público de um minibus marca Wuling a 5 000 euros; pick-ups a 8500 euros e carros da gama baixa a 3000 euros.Em 2006 os chineses venderam 26000 carros na Argélia. "que importa a marca" diz um habitante de Constantina"desde que tenhamos um certo conforto!"A médio prazo as viaturas chinesas deverão deter 50% do mercado argelino, avaliado em 2007  num potencial de 160 000 viaturas.E nos concessionários e garagistas, a efervescência cresce.Nos arredores de Oran ou Argel os painéis publicitarios multiplicam-se  indicando que ali e em breve haverá a marca chinesa X !.
A China é ja o segundo mercado do mundo, com 4,4 milhões de carros em 2003, 5,1 em 2004, 5,9 em 2005 e 7,5 em 2006 e a produção deverá duplicar em três anos.Em 2012 a China será o primeiro produtor e mercado do mundo com uma capacidade de 20 milhoes de unidades.Segundo as estatisticas oficiais, a exportaçao automóvel ultrapassou pela primeira vez a importação de 11000 unidades em 2005 e  o excedente passou em 2006 a 137000, principalmente camiões e carros pequenos, que na sua maior parte foram exportados para o Próximo-Oriente, África e Ásia Central.Os indicadores de tendência preveem para 2007 um aumento de 450 000  carros.Em 2010 este numero devera passar de 2 milhões.
A forte vaga parece imparável.  


E na Europa? O consumidor europeu aceitaria o confronto dos seus carros tradicionais com os  chineses? Foram feitas sondagens e estudos de opinião e os resultados indicam que a ideia de fidelidade tradicional do consumidor europeu está a mudar e estariam dispostos a valorizar a novidade mas sobretudo o preço ( é a crise... pois nos anos 70 em estudos semelhantes, a propósito da entrada dos japoneses, apenas 1% dos europeus retinham esse argumento), não existindo pois um grande 'bloqueio psicológico' a compra de carros chineses, mesmo que segundo esses mesmos estudos a mudança nao se faria de hoje para amanhã.
De qualquer modo, temos de reconhecer que a penetração e aumento exponencial de vendas da industria automóvel chinesa no mercado global, irá colocar ainda mais problemas a indústria ocidental e europeia em geral, e até a Portugal em especial se reconhecermos o peso efectivo, a nivel de emprego e exportaçao, que este sector tem entre nós.
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 04, 2007, 03:36:26 pm
A diferença entre os Japoneses/Sul-Coreanos e os Chineses é que os primeiros fabricam com grande qualidade e os seus produtos são muito fiáveis e os Chineses...NÃO!
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Abril 04, 2007, 07:01:15 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
A diferença entre os Japoneses/Sul-Coreanos e os Chineses é que os primeiros fabricam com grande qualidade e os seus produtos são muito fiáveis e os Chineses...NÃO!


Estou de acordo consigo...
Mas repare por um lado na sobrevalorização do factor preço pelo consumidor actual (e nós com as milhares de 'lojas chinesas' abertas em Portugal sabemos alguma coisa sobre isso),  e por outro no crescimento e valorizaçao constante do 'know-how' chinês.Afinal muita (para não dizer  a maioria) da produção está baseada na China, basta observar a aparelhagem mais 'sofisticada' com marca 'ocidental' mas com os componentes  estampilhados 'made in China' (PC portateis ou não de topo de gama, consolas 3D, GPS... ).
Não abordei o aspecto da 'cópia' ilegal, e o problema grave que é (mesmo se os japoneses no inicio também assim fizeram despudoradamente), e que obviamente é muito prejudicial a vários níveis(considero mesmo imoral mas enfim, em negócios não devemos utilizar este termo).Ainda há semanas, numa exposição em Bruxelas efectuada perante as Instituiçoes Comunitarias por Associaçoes Empresariais Europeias pude observar  todo o tipo de material copiado 'descaradamente' na China.Vi-me perante a impossibilidade prática de distinguir na minha  mão  qual de dois  berbequins profissionais BOSCH, um autêntico e outro 'rigorosamente pirata made in China', era o verdadeiro, tiveram que me fazer ver os 'pormenores'; e haviam imensas frrramentas e peças auto igualmente 'contrafeitas'...Os industriais exigem medidas politicas e de fiscalizaçao muito fortes, que não sei se virão a tempo e a  ser inteiramente eficazes.
Outro caso foi-me contado, há dias,  por um ex-responsável na Siemens-Alsthom, aqui presente  na audição de uma Comissão Parlamentar... há poucos anos uma importante empresa chinesa pedira no ambito de um previsivel contrato para fornecimento de 'locomotivas', o envio de um exemplar a fim de ser testado 'in situ'.Passado bem mais de um ano, e após muito insistência, a locomotiva foi devolvida e o negócio ficara sem efeito.O que acontecera foi que os chineses a tinham desmontado meticulosamente, e a partir desse modelo puderam iniciar a sua própria produção 'de vento em popa'!
 
Cumprimentos
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Enviado por: SSK em Maio 26, 2007, 12:45:41 pm
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25-05-2007 13:46:59
Parceira da Petrobras, empresa lusa abre fábrica na China

Pequim, 25 Mai (Lusa) - A empresa portuguesa Euronavy, parceira da Petrobras, vai inaugurar neste domingo uma fábrica na China, onde produzirá tintas para vender à marinha de guerra chinesa, disse nesta sexta-feira um representante da empresa na Ásia.

"A Euronavy está apostando na China por tratar-se de um grande mercado que ainda não conhece o nosso produto", disse Zhang Yongeiao, administrador-geral da Euronavy China, em declarações à Agência Lusa em Pequim.

A Euronavy é a única empresa no mundo que faz tintas ecológicas para proteção do aço contra a corrosão, sendo inclusive a única fornecedora não-americana aprovada pela armada dos Estados Unidos.

"Além da marinha de guerra chinesa, já temos assegurados clientes muito bons como a Sinopec [maior petrolífera asiática em capacidade de refinação] e a central nuclear de Qingshan, na província orinetal de Zhejiang", acrescentou Zhang.

As estimativas de faturamento até ao final do ano da unidade chinesa da Euronavy giram em torno de 50 milhões de iuanes (R$ 13,4 milhões), um valor que, estimou Zhang, deverá ser dez vezes maior em 2010.

Zhang disse ainda que a Euronavy quer se concentrar apenas no mercado chinês nos dois primeiros anos de funcionamento da fábrica, apostando depois em mercados como Hong Kong, Japão e Coréia do Sul.

A primeira unidade industrial da empresa na China, com 21 mil metros quadrados, será instalada em Nantong, na província de Jiangsu, no leste da China, e empregará 200 pessoas.

Criada em 1982, a Euronavy é tem sede em Setúbal, na região de Lisboa, e espera fechar 2007 com um faturamento de 14,5 milhões de euros (cerca de R$ 40 milhõs) e 2,5 milhões de litros produzidos, segundo dados da empresa.

No Brasil, a colaboração desde 2002 com a Petrobras já garantiu a venda de tintas para sete plataformas petrolíferas.
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Enviado por: André em Agosto 05, 2007, 07:24:50 pm
China retira cartazes a exortar política de um só filho

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O governo chinês ordenou hoje que sejam retirados os cartazes e anúncios em que são utilizadas expressões demasiado severas ou de mau gosto para exortar às famílias que tenham apenas um filho, segundo informaram as autoridades.
Frases como «um novo bebé significa um novo túmulo» ou «tem menos crianças e mais porcos», que apareceram em algumas aldeias da China, serão proibidas e substituídas por 190 expressões escolhidas pela Comissão Nacional de Planeamento Familiar, informou a agência Nova China.

Alguns blogs e fóruns da Internet chineses dedicaram-se procurar e publicar fotografias dos cartazes com as expressões mais graves, do tipo «casas destruídas e vacas confiscadas se for rejeitado o pedido de aborto», o causou polémica entre os internautas.

A comissão que regula a política do «filho único» recomendou a utilização de frases mais positivas, do tipo «a mãe Terra está cansada de apoiar tantas crianças» ou «tanto meninos como meninas merecem o amor dos seus pais» (para evitar o abandono de crianças do sexo feminino em zonas rurais).

De acordo com a instituição, muitos dos actuais slogans «dão a impressão de estar simplesmente a forçar as pessoas a deixarem de ter mais bebés, causando equívocos e prejudicando a imagem do governo».

A comissão também criticou os erros de ortografia nesses cartazes, a fealdade da sua concepção ou a fraca qualidade da impressão.

A política do filho único, introduzida em 1979 para travar o crescimento demográfico da China - nação mais povoada do mundo -, estabelece que a maioria dos pais chineses só pode ter um descendente.

Há excepções que permitem às famílias rurais ter um segundo filho se o primeiro for rapariga. Também os casais de etnias minoritárias podem ter mais filhos.

A China assegura que esta política a ajudou a controlar a sua superpopulação e fará com que antes da metade deste século a sua população comece a diminuir, embora tenha efeitos secundários negativos, como o desequilíbrio de sexos, o envelhecimento da população ou o aumento de abandonos de crianças do sexo feminino no campo.

Pequim reconhece que a sua política choca com a ideia tradicional chinesa de que uma família é mais feliz quanto mais de filhos tiver, o que faz que em muitas zonas rurais os pais tenham numerosa descendência mas apenas registem uma ou duas das suas crianças.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Agosto 20, 2007, 11:52:39 pm
Fabricantes de automóveis com lucros de quase 3.000 M€

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Os fabricantes automóveis chineses registaram no primeiro semestre do ano um aumento de lucros de 65,8% atingindo os 9.980 milhões de dólares (2.949 milhões de euros), disse hoje a associação chinesa do sector.

Segundo a Associação dos Fabricantes de Automóveis da China, as 16 maiores empresas chinesas do sector tiveram receitas de 64.028 milhões de dólares (47.446 milhões de euros) entre Janeiro e Junho de 2007, um aumento de 26,58% face ao mesmo período de 2006.

Os dados, que a associação publicou na sua página na Internet demonstram que as três maiores empresas do sector FAW Wolkswagen, Shanghai Automotive Industry e Dongfeng Motor - tiveram cada uma receitas superiores a 10.531 milhões de dólares (7.803 milhões de euros).

Os dez maiores fabricantes automóveis chineses venderam 4,15 milhões de veículos no semestre, o que representa uma quota de mercado de 83%.

Os chineses compraram no primeiro semestre do ano 2,29 milhões de automóveis, mais 25,9% do que em igual período de 2006.

O sector automóvel chinês aumentou os seus lucros em 46% durante 2006, um crescimento baseado em fortes vendas após o declínio nos dois anos anteriores.

O parque automóvel da China no final de 2006 era de 38 milhões de carros, com o mercado chinês de automóveis a ter ainda espaço para crescer, uma vez que existem em média três carros para 100 chineses, contra uma média mundial de 12 veículos por 100 pessoas.

Apesar do número de carros por pessoa ser baixo, o número absoluto de veículos em circulação vem tornando-se demasiado grande para as infra-estruturas, com a congestão no trânsito a tornar-se um problema crónico em quase todas as cidades chinesas.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Setembro 03, 2007, 07:25:09 pm
Companhia aérea Chinesa Xiamen Airlines encomenda 25 aviões Boeing

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A transportadora aérea chinesa Xiamen Airlines encomendou 25 aviões 737-800 Next Generation ao construtor norte-americano Boeing, no valor de 1,9 mil milhões de dólares (1,39 mil milhões de euros), informa hoje a imprensa estatal chinesa.

«Esta encomenda permitirá ampliar nossa frota com os aviões de maior eficiência de consumo de combustível na sua classe», disse Yang Guanghua, presidente da Xiamen Airlines, citado pelo jornal económico oficial Economic Outlook.
De acordo com o responsável, o Boeing 737 permitirá à Xiamen Airlines reduzir os custos operacionais.

Segundo a companhia norte-americana, a construtora recebeu até ao final de Julho 7,153 mil encomendas de Boeing 737, com os 737 Next Generation a ocupar a maior parcela da lista de encomendas, cerca de quatro mil unidades.

A China assume-se cada vez mais como o maior mercado mundial para a venda de aviões e um dos mercados onde a concorrência entre a Boeing e a construtora europeia Airbus mais se faz sentir.

Segundo cálculos da Airbus, a China necessitará de três mil novos aviões durante os próximos 20 anos.

Segundo as mesmas estimativas, a grande maioria dos aviões, num total de 2.650, será de passageiros, com um mercado previsto de 289 mil milhões de dólares (211,85 mil milhões de euros).

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Setembro 04, 2007, 01:59:59 pm
Mais de mil empresas na lista negra ambiental

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A Administração Estatal de Protecção Ambiental (SEPA, na sigla inglesa) da China colocou 1.162 empresas e projectos na lista negra de contaminação ambiental só desde Julho, informa hoje a imprensa estatal chinesa.

Segundo Pan Yue, subdirector da SEPA, a agência encerrou 400 empresas, enquanto as restantes foram suspensas e multadas, com o objectivo de deter as emissões poluentes nas bacias dos rios Amarelo, Yangtse, Huaihe e Haihe, os maiores do país, refere a agência noticiosa oficial Nova China.

Pan alertou no entanto que o encerramento de algumas unidades ainda está longe de solucionar o problema da poluição ambiental no país.

«É necessário estabelecer um sistema de protecção ambiental para limitar o desenvolvimento de indústrias com altos consumos energéticos e altos níveis de emissões de poluentes», apelou.

Pan apelou ainda à criação de um sistema de avaliação dos funcionários públicos ao nível das províncias e das localidades que, para efeitos de promoção, tenha em conta o desempenho de acordo com padrões ambientais, uma exigência antiga da SEPA, a entidade fiscalizadora do sector ambiental, mas que o governo chinês ainda não implementou no terreno para além da criação de legislação vaga.

«Até ao estabelecimento do sistema, a SEPA fortalecerá a inspecção e a supervisão nas áreas onde há empresas e projectos que sejam consideradas possíveis ameaças ambientais», acrescentou o responsável.

A China foi incapaz de cumprir os objectivos definidos pelo governo para a redução do consumo energético e da poluição em 2006, demonstrando a dificuldade de proteger o ambiente no rápido crescimento económico.

Segundo a SEPA, a poluição atingiu já 70% dos rios e lagos da China, enquanto 90% dos lençóis de água subterrâneos nas cidades chinesas sofrem as consequências de emissões poluentes.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Setembro 05, 2007, 09:08:23 pm
China vai alimentar 100 mil casas a energia eólica

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Pequim vai instalar, a partir do final deste ano, um dos quatro parques eólicos previstos, com 33 turbinas eólicas, no noroeste da cidade, produzindo 100 milhões de watts que vão alimentar de energia 100 mil casas da capital, segundo o jornal China Daily.
O projecto permitirá uma poupança de 50 mil toneladas de carvão, reduzirá as emissões de dióxido de carbono em até 100 mil toneladas, as de dióxido de enxofre em 782 toneladas e as de monóxido de carbono em 11 toneladas.

Antes de chegar à população, a energia produzida pelas novas turbinas eólicas abastecerá as vilas olímpicas, durante os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

É a primeira parte de um projecto que terminará em 2010. Os seus responsáveis esperam dobrar a capacidade do parque.

Muitas empresas estrangeiras entraram no sector da energia eólica na China, entre elas a espanhola Gamesa, a dinamarquesa Vestas, a americana GEWind e a alemã Enercon.

Diário Digital
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Enviado por: André em Setembro 06, 2007, 04:51:30 pm
China prevê reduzir importações de minério de ferro

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A China vai reduzir as importações de minério de ferro, a segunda maior exportação brasileira para o país, devido ao aumento da produção interna e à redução na produção siderúrgica, diz hoje a imprensa estatal chinesa.

O jornal oficial China Daily, que cita dados da confederação chinesa do sector, afirma que as importações chinesas da matéria-prima vão crescer mais devagar.
«A procura doméstica de minério de ferro deverá aumentar cerca de 70 milhões de toneladas este ano. Como a produção interna é entre 40 e 45 milhões de toneladas, só precisamos de importar 30 milhões de toneladas», disse Zou Jian, presidente da Associação Chinesa de Minas e Metalurgias, citado pelo jornal.

As declarações de Zou surgem depois de uma delegação de industriais chineses de ferro e aço ter iniciado no Brasil negociações sobre os preços do minério de ferro para 2008 que, tal como em anos anteriores, passa por uma fase de disputas estatísticas sobre previsões de procura entre a parte chinesa e as empresas vendedoras.

A China é o maior consumidor mundial de minério de ferro, com as importações do país a atingir os 187,9 milhões de toneladas na primeira metade de 2007, mais 16,46% que em igual período do ano anterior.

A Austrália continua a ser o maior exportador da matéria-prima para a China, vendendo 37,95% do total, seguida da Índia, Brasil e África do Sul.

«O aumento de produção por parte das minas locais deverá fazer reduzir os aumentos dos preços do minério de ferro, uma vez que a produção das minas chinesas subiu 29,28% para as 321,28 milhões de toneladas», disse Chen Xianwen, da Associação Industrial de Ferro e Aço da China, ao China Daily.

«Em 2009 é também de esperar grandes quebras no preço e na produção de aço, devido às projecções de arrefecimento da economia mundial», acrescentou o responsável.

Diário Digital/Lusa
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Enviado por: André em Setembro 18, 2007, 01:59:40 pm
Boeing diz que China precisará de 3.400 aviões novos em 20 anos

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A China terá necessidade de 3.400 novos aviões nos próximos 20 anos, o que representa um investimento de 340 mil milhões de dólares (245,252 mil milhões euros), estima a norte-americana Boeing nas suas previsões de 2007 para o mercado da aviação comercial.

A construtora norte-americana acredita que 28.600 novos aviões serão entregues nos próximos 20 anos, o que representa cerca de 80% dos 36.400 aparelhos que estarão ao serviço em 2026, indica no estudo Perspectivas 2007.
«Para este período, a China constituirá o mercado mais forte em crescimento e o primeiro fora dos Estados Unidos para os aviões comerciais», sublinha a Boeing.

Graças, nomeadamente, «à capacidade de crescimento de 8,1 por cento ao ano», o tráfego aéreo chinês, que hoje representa «um pouco menos de um quinto do mercado interno norte-americano, deverá então passar para mais de metade», diz o fabricante norte-americano.

A frota do gigante asiático deverá quadruplicar nesse período e atingir 4.460 aparelhos, acrescenta. Dos 3.400 aparelhos necessários, 300 serão especializados em carga.

No final de Março, a frota civil chinesa era constituída por 1.026 aviões, segundo dados oficiais.

A Airbus tinha previsto em Fevereiro passado que a China teria necessidade de 3.000 aviões nos próximos 20 anos: 2.650 aviões de passageiros e 400 aviões de carga.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Setembro 23, 2007, 02:49:46 pm
China produzirá 8,5 milhões de veículos em 2007

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A produção de veículos da China aumentou 23,6% nos oito primeiros meses do ano, até 5,75 milhões. A Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis espera fechar o ano de 2007 com 8,5 milhões de unidades.

No final de 2006 o valor da produção de veículos do país foi 3,7% da produção nacional bruta, segundo números oficiais, divulgados hoje pela agência de notícias Xinhua.
O sector automóvel e outras indústrias relacionadas empregam um sexto da mão-de-obra de todo o país.

Entre Janeiro e Julho deste ano, a China exportou 294.000 veículos, 70,3% a mais que no mesmo período de 2006. No fim deste ano, espera-se que este número chegue a 500.000 unidades.

Diário Digital
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Enviado por: André em Setembro 27, 2007, 05:14:03 pm
Rolls-Royce na China

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A abertura de mais um showroom da Rolls-Royce ocorreu ontem em Xangai, China, onde o crescimento daquele construtor tem sido constante. Colin Kelly, director da Rolsl-Royce Motor Cars para a Ásia do Pacífico, esteve presente na abertura oficial, afirmando que aquele concessionário contribuirá para satisfazer os pedidos que têm recebido na área de Xangai.

Na cerimónia de abertura foi entregue mais um Phantom, contribuindo para o crescimento da marca que é superior em 15 por cento, relativamente ao período homólogo de 2006. A região da China é a terceira maior no que respeita a vendas de Rolls-Royce, atrás dos Estados Unidos e Reino Unido.

Autohoje
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Enviado por: André em Outubro 24, 2007, 05:45:34 pm
China lançou hoje a sua primeira missão à Lua

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A China lançou hoje a sua primeira missão à Lua, operação que marca o arranque do programa nacional para colocar um homem na superfície lunar em 2020.
O Chang´e I, aparelho que usa o nome da deusa que segundo a mitologia chinesa voou até à lua, partiu às 18:15 (11:15 em Lisboa) do centro aeronáutico de Xichang, na província de Sichuan, sudoeste do país.

«A operação é normal», ouviu-se a partir da sala de controlo, som repetido vezes sem conta na televisão estatal chinesa, que acompanhou o lançamento em directo.

Após desaparecer no céu, a emissão da CCTV mostrou uma simulação de computador mostrando o aparelho a dirigir-se para leste em direcção a Taiwan.

O aparelho deve entrar na órbita de transferência Terra-Lua a 31 de Outubro e chegar à órbita lunar a 05 de Novembro.

Os especialistas chineses esperam que a Cheng´e I envie a primeira imagem da Lua no final de Novembro, continuando depois as explorações científicas durante um ano.

O custo desta expedição para a China é de 1,4 mil milhões de renminbi (131 milhões de euros).

A Índia, outro país em desenvolvimento, vai lançar uma missão semelhante no próximo ano.

Durante o Congresso do Partido Comunista Chinês, que decorreu na semana passada na capital chinesa, o governo chinês anunciou os objectivos espaciais para os próximos cinco anos, que inclui a instalação em órbita de um «laboratório do céu».

Pequim planeia também enviar astronautas à superfície lunar, mas os cientistas e engenheiros chineses pensam já em futuras missões em Marte e outros planetas nas próximas décadas.

Os primeiros planos aeronáuticos chineses começaram na década de 1970, vinte anos após Mao Tse Tung, o criador da China comunista, afirmar que a nação asiática não podia sequer «lançar uma batata no espaço», mas os planos abortaram devido à Revolução Cultural, que mergulhou o país no caos político e económico.

Em 2003, Yang Liwei tornou-se o primeiro chinês no espaço ao abrigo de um projecto da Associação Nacional Espacial da China.

Passados dois anos, outros dois astronautas permaneceram em órbita da Terra durante cinco dias.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Novembro 12, 2007, 09:25:55 am
China deverá crescer mais de 11% no quarto trimestre

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A economia chinesa deverá manter o elevado ritmo de crescimento até final do ano, com um instituto estatal de investigação a prever uma expansão superior a 11% no último trimestre, informa hoje a imprensa estatal chinesa.

Cálculos do instituto, o Centro de Informação Estatal, apontam para uma expansão do produto interno bruto chinês (PIB) de 11,2% entre Outubro e Dezembro de 2007, contra 11,5 no terceiro trimestre do ano, segundo o jornal económico China Securities Journal.
«Uma vez que o crescimento económico se mantém a níveis elevados, a direcção básica da política macroeconómica deverá dar prioridade à prevenção do crescimento excessivo», refere o estudo.

A China já aumentou as taxas de juro cinco vezes ao longo do ano e, durante o passado fim-de-semana, anunciou o nono aumento das reservas bancárias, a quantidade de dinheiro que os bancos comerciais devem depositar no banco central.

O Centro de Informação Estatal prevê um crescimento de 11,4% do PIB chinês no total de 2007, com uma inflação de 4,6%, contra apenas 1,5 por cento em 2006.

A China está a tentar alterar a estrutura económica do país, tentando reduzir o crescimento do PIB e basear esse desenvolvimento mais no consumo doméstico do que nas exportações.

Mas, em Outubro, segundo dados hoje divulgados por Pequim, o excedente comercial chinês ultrapassou pela primeira vez os 27 mil milhões de dólares (18,4 mil milhões de euros) num só mês.

O crescimento do excedente deverá reforçar as acusações políticas da Europa e dos Estados Unidos, que consideram que Pequim conduz e apoia práticas comerciais injustas, nomeadamente a desvalorização artificial do reminbi, a divisa chinesa, tornando mais competitivas as exportações da China.

O excedente comercial chinês atingiu os 27,1 mil milhões de dólares (18,51 mil milhões de euros) em Outubro, segundo dados do Departamento Estatal de Alfândegas da China.

O excedente acumulado é de 212,4 mil milhões de dólares (145,1 mil milhões de euros) nos primeiros dez meses do ano, mais 59% do que no mesmo período em 2006, altura em que a China já tinha registado um excedente recorde de 177,5 mil milhões de dólares (121,28 mil milhões de euros).

A fazer crescer o excedente, as exportações chinesas aumentaram 22,3%, para os 107,7 mil milhões de dólares (73,5 mil milhões de euros), com as importações a subirem 25,5%, para os 80,7 mil milhões de dólares (55,13 mil milhões de dólares).

Diário Digital /Lusa
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Enviado por: André em Novembro 22, 2007, 04:17:02 pm
China pede fim das barreiras para importar alta tecnologia

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O governo chinês apelou hoje ao final das barreiras que proíbem a exportação para a China de artigos europeus de alta tecnologia e afirmou que tal medida reduzirá o défice da União Europeia (UE) no comércio com a China.
«Esperamos que através da coordenação bilateral, especialmente removendo barreiras sem sentido às exportações de produtos de alta tecnologia, as importações da China possam aumentar», disse Wang Xinpei, porta-voz do ministério chinês do Comércio, em conferência de imprensa de rotina.

Falando antes da cimeira UE-China em Pequim, a 28 de Novembro, Wang afirmou que o excedente chinês não é desproporcionado, quando posto no contexto do comércio externo global da China.

Produtos como computadores ultra-rápidos e maquinaria de precisão são alguns dos produtos de alta tecnologia que a China não pode importar da UE, sendo necessárias autorizações especiais.

Segundo dados comunitários, o bloco dos 27 países registou em 2006 um défice de 130 mil milhões de euros, que aumentou 25 por cento só nos primeiros oito meses de 2007. A manter-se o padrão actual de crescimento, segundo a Comissão Europeia, o défice deverá atingir os 170 mil milhões de euros até ao final do ano.

O desequilíbrio comercial, que Bruxelas inclui numa lista do que chama «desequilíbrio globais», será um dos temas mais importantes da Cimeira UE-China, na qual o primeiro-ministro português José Sócrates presidirá à delegação europeia, enquanto presidente em exercício do conselho da UE.

A Europa deverá pressionar Pequim a aumentar o valor do reminbi - a divisa chinesa - contra o euro. Só nos últimos 12 meses, o reminbi valorizou sete por cento contra a divisa europeia.

Bruxelas considera a diferença entre o reminbi e o euro como outro dos «desequilíbrios globais» e argumenta que a desvalorização da moeda chinesa torna as exportações da China para a Europa mais baratas, ao mesmo tempo que encarece as exportações europeias para a China.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Dezembro 05, 2007, 01:13:48 pm
China vai produzir 40% de todos os telemóveis do mundo

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A China deverá produzir cerca de 500 milhões de telemóveis até ao final de 2007, mais de 40% da produção total mundial, informa hoje a imprensa estatal chinesa.

A produção de telemóveis chinesa deverá também aumentar 41% em 2007 em comparação com 2006, refere a agência noticiosa oficial chinesa Nova China, que cita dados do Ministério das Indústrias de Informação chinês.

Do total da produção, a China vai exportar cerca de 400 milhões de aparelhos, segundo os mesmos dados.

Em 2007, a China registou 70,4 milhões de novos utilizadores de telemóvel, a juntar-se aos 513,4 milhões de chineses que já tinham telemóvel no final de 2006.

Segundo estimativas oficiais, o número de utilizadores deverá continuar a crescer com rapidez, à medida que os consumidores passam a ter diferentes números e aparelhos em simultâneo e à medida que os mercados das regiões rurais se desenvolvem.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 13, 2008, 01:08:44 pm
Importações de carros desportivos superaram as de ligeiros de passageiros em 2007

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fhelenwang.rdvp.org%2Fpacific%2Fuploaded_images%2Fchinacars2-767046.jpg&hash=a8a4d9641779a305416a9e1945df8a6b)

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O número de automóveis desportivos importados pela China em 2007 superou, pela primeira vez, as importações de ligeiros de passageiros, com o Japão a destacar-se como principal mercado fornecedor.

A China importou nos primeiros 11 meses de 2007 um total de 277.093 veículos (mais 37,6 por cento do que em 2006), dos quais 126.659 desportivos, disse hoje o director-geral do centro de comércio da China para as importações automóveis, Ding Honhxiang, citado pela agência oficial chinesa, Xinhua.

Embora sem os dados de Dezembro, Honhxiang calcula que a importação de carros para o mercado chinês tenha totalizado os 300 mil veículos no ano passado, mais 30 por cento do que em 2006.

Quanto aos países de origem, a Alemanha exportou 42 por cento dos ligeiros de passageiros, enquanto o Japão colocou no mercado chinês 48 por cento dos carros desportivos importados.

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul destacaram-se também como grandes exportadores, disse o responsável chinês.

Em 2006, a China destronou o Japão como segundo maior mercado mundial de automóveis (a seguir aos Estados Unidos), com vendas totais superiores a sete milhões de unidades (incluindo camiões e autocarros), das quais 3,8 milhões foram ligeiros de passageiros.

No ano passado, as vendas abrandaram para 5,99 milhões e deverão continuar a reduzir-se este ano, devido à previsível introdução de um imposto sobre o combustível e ao aumento do preço do petróleo nos mercados internacionais.

Segundo dados da associação chinesa de fabricantes de automóveis, o parque automóvel daquele país ascendia a 38 milhões de veículos no final de 2006.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 16, 2008, 07:09:19 pm
Lenovo, Tsingtao e Chery entre as marcas chinesas mais reconhecidas

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Os computadores Lenovo, a construtora automóvel Chery, a cerveja Tsingtao, os electrodomésticos Haier e a empresa de tecnologias da informação Huawei são as marcas «mais fortes e reconhecidas» fora da China, informou hoje a imprensa estatal chinesa.

Segundo um estudo recente da consultora internacional Interbrand, Lenovo, Tsingtao, Chery, Haier e Huawei são as seis marcas chinesas com maior presença internacional e mais probabilidade de se destacarem no mercado global, refere o jornal Economic Daily.
A análise da Interbrand baseou-se em questionários a especialistas em marketing e directores de empresas não chinesas sobre as possibilidades de entrada das principais marcas do gigante asiático no mercado mundial.

A Lenovo e a Tsingtao, a Haier, a Hauwei e a Chery, são as «embaixadoras da China», consideraram os especialistas.

No ranking de marcas, logo a seguir às «embaixadoras» chinesas, surgem a empresa de electrónica TCL, a empresa de telecomunicações ZTE, as marcas automóvel Geely e Brillance e os fabricantes de ar condicionado Gree e Midea.

O estudo destaca as oportunidades de sucesso a curto prazo da Lenovo no mercado mundial, a marca que «53 por cento dos inquiridos assinala como uma marca global emergente», referindo que a sua condição de único patrocinador chinês dos próximos Jogos Olímpicos de Pequim «vai fomentar a sua exposição e popularidade».

Segundo os resultados da investigação, um dos objectivos das empresas chinesas a curto prazo consiste em «superar os seus problemas de imagem e reputação», afirmando-se como «seguras, de prestígio ou de luxo», observaram os especialistas.

O conselheiro delegado da consultora, Gonzalo Brujó, destacou que «num questionário através da Internet a 569 profissionais de marketing, 69% dos entrevistados afirmou que o slogan made in China tinha repercussões negativas nas marcas».

«A palavra que mais se associa às marcas chinesas é, sem dúvida, barato», acrescentou Brujó, para quem «serão necessários pelo menos cinco anos até que as pessoas percam o medo do made in China».

Apesar desta má conotação, «nos próximos anos vamos testemunhar autênticos êxitos por parte destas marcas que ganharão terreno a outras mais conhecidas e aos seus concorrentes em baixos preços de países vizinhos», concluiu Brujó.

Para que a marcas chinesas ganhem uma percepção positiva, o estudo refere que, devem investir em investigação para desenvolver produtos de valor elevado que possam ser vendidos a preços mais altos.

«Sabemos que algum dia a China será reconhecida por algo mais que não os preços baixos», prevê Brujó, que acredita que a China vai superar a má reputação que existe com respeito à qualidade, tal como aconteceu com a Coreia do Sul e o Japão.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 21, 2008, 09:36:46 am
Porto de Xangai é o segundo maior do mundo em volume de carga

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O porto de Xangai, centro económico, industrial e financeiro da China, tornou-se em 2007 no segundo maior porto de carga do mundo, informou hoje a administração portuária da cidade.

No ano passado, Xangai ultrapassou Hong Kong como o segundo maior porto mundial em termos de gestão de contentores, operando 26 milhões de TEU (unidade de medição equivalente a um contentor de 6,25 metros), o que representa um aumento de 20 por cento em comparação com 2006, refere o Departamento de Portos e Transportes Marítimos de Xangai.

Xangai tem desde 10 de Janeiro uma nova ligação regular para o porto português de Sines, um serviço do armador suíço Mediterranean Shipping Company (MSC).

O porto da cidade chinesa tem 42 terminais para TEU e rotas para mais de 300 portos do mundo, segundo um comunicado na página na Internet do Departamento de Portos e Transportes Marítimos.

O porto de Singapura mantém-se como o maior do mundo em volume de TEU, com mais de 28 milhões operados em 2007.

Os resultados do ano passado ultrapassam os objectivos da administração do porto de Xangai, que se propôs no início de 2007 a movimentar durante o ano 25 milhões de TEU, mais quatro milhões do que em 2006.

Segundo os analistas, o aumento da importância de Xangai, no leste da China, deve-se à crescente atracção da cidade como a principal porta de entrada no mercado chinês, beneficiando também do aumento do ritmo empresarial das províncias em volta, que alimentam o sector de exportação da China.

O governo central chinês tem vindo a apostar no porto de Xangai como um dos motores do desenvolvimento da costa oriental da China, uma vez que a cidade se situa na foz do rio Yangtze, navegável até à província de Sichuan, no centro do país.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 21, 2008, 02:41:50 pm
Investimento estrangeiro aumentou 13,8% em 2007

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A China absorveu em 2007 um total de 82,7 mil milhões de dólares (56,4 mil milhões de euros) em investimento estrangeiro, um aumento de 13,8% em comparação com 2006, divulgou hoje o Ministério do Comércio chinês.

Fora do sector financeiro, o investimento estrangeiro atingiu 74,8 mil milhões de dólares (51 mil milhões de euros), com o investimento em bancos, seguradoras e acções na China atingir os 7,9 mil milhões de dólares (5,4 mil milhões de euros), mostram os dados que o Ministério do Comércio hoje publicou na sua página na Internet.
O aumento do investimento estrangeiro na China acontece apesar das políticas de Pequim para tentar reduzir a entrada de capitais no país, com legislação que visa abrandar o investimento no sector imobiliário e em industrias pesadas como a construção automóvel, onde a oferta de activos fixos, como máquinas de ferramentas e fábricas, já excede a procura.

Mesmo contra os esforços do governo central, os investidores continuam a entrar no mercado, tentando ainda aproveitar o rápido aumento do consumo por parte dos chineses e o crescimento das indústrias voltadas para a exportação.

O Ministério do Comércio chinês calcula também que o investimento chinês no estrangeiro tenha chegado aos 20 mil milhões de dólares (13,6 mil milhões de euros) em 2007, através das cerca de 120 mil empresas chinesas a operar fora do país.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 23, 2008, 12:30:23 pm
Governo diz que corrupção explica os acidentes em minas

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A corrupção é a principal responsável pelos acidentes frequentes nas minas de carvão chinesas as mais mortais do mundo, afirmou à imprensa chinesa o ministro da Administração Estatal de Segurança do Trabalho da China.

«O suborno e a troca de influências ainda existem entre um pequeno número de oficiais do governo», afirmou Li Yizhong, quando os jornalistas lhe pediram uma justificação para os frequentes acidentes nas minas chinesas.
Como exemplo, Li mencionou os resultados de uma investigação para apurar as causas da explosão numa mina localizada no nordeste do país, na província de Shanxi, que matou 28 pessoas em Maio do ano passado.

A investigação concluiu que um inspector das autoridades locais de segurança do trabalho recebia 1.500 renminbi (cerca de 143 euros) todos os meses pagos pelo dono de uma mina.

Em conferência de imprensa, o ministro afirmou que o problema da corrupção é seriamente agravado pela gestão caótica por parte dos responsáveis das minas, pela presença de gases inflamáveis em grande parte das minas chinesas e pelo desconhecimento das regras de segurança entre os mineiros.

«Uma razão mais profunda é a falta de treino e o desconhecimento dos 5,5 milhões de mineiros, dos quais 56% são trabalhadores migrantes», acrescentou Li.

O último acidente registou-se segunda-feira, quando uma explosão de gás deflagrou numa mina ilegal do nordeste da China e matou 20 pessoas.

A China é o maior produtor e consumidor mundial de carvão, com 73% do consumo energético do país a depender deste recurso natural.

Diário Digital /Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 28, 2008, 06:10:57 pm
China lança futuro rival da Airbus e Boeing

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A Baosteel, maior siderurgia chinesa e a Chinalco, maior produtora de alumínio do país, planeiam participar no consórcio de empresas chinesas que quer produzir aviões para concorrer com a Airbus e a Boeing, informa hoje a imprensa oficial chinesa.

As duas empresas juntam-se assim a outras companhias estatais e departamentos governamentais para desenvolver um avião de passageiros com mais de 150 lugares através de uma empresa a nascer antes da reunião anual, em Março, da câmara legislativa chinesa, refere o jornal financeiro oficial Shanghai Securities News.

O conselho de ministros chinês aprovou em Fevereiro de 2007 a criação da nova companhia, que, segundo os analistas, poderá tornar-se no futuro num rival da construtora europeia Airbus e da construtora americana Boeing.

O governo central chinês deverá ser o maior accionista da nova empresa, diz o Shanghai Securities News, com as construtoras estatais de aviões China Aviation Industry I (AVIC I) e AVIC II, as duas maiores do país, a ficar como segundos accionistas.

Diferentes governos locais e provinciais deverão deter participações mais pequenas, adianta o jornal.

Em Dezembro de 2007, a China lançou no mercado o primeiro avião regional de passageiros produzido no país, a ARJ-21, com capacidade para 70-90 passageiros, em concorrência directa com a construtora brasileira Embraer.

O ARJ-21 deverá fazer o primeiro teste de voo no próximo mês de Março.

Diário Digital / Lusa  
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Enviado por: André em Janeiro 30, 2008, 12:45:56 pm
China torna-se 2º maior produtor mundial em 2007

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A produção chinesa de ouro atingiu as 270,29 toneladas de ouro em 2007, mais 12,67% que em 2006, tornando a China no segundo maior produtor de ouro do mundo, informa hoje a imprensa estatal chinesa.

A descoberta, no ano passado, de cinco novas minas ajudou a aumentar a produção chinesa, ao mesmo tempo que outros grandes produtores como a África do Sul, Estados Unidos e a Austrália reduziram a produção nos últimos anos, refere a agência noticiosa oficial Nova China, que cita dados da Associação de Ouro da China.

«A África do Sul é o maior produtor de ouro desde 1905. No entanto, a China está desafiando essa posição», disse Zhou Hongtao, analista do sector, citado pela Nova China.

A África do Sul produziu em 2007 mais duas toneladas do que a China as 1,3 mil toneladas entre 2006 e 2010.

Entre o ano 2000 e 2006, a China foi o quarto maior produtor mundial de ouro.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 06, 2009, 12:27:11 pm
Mercado automóvel: China ultrapassou os Estados Unidos, pela primeira vez

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimages.businessweek.com%2Fss%2F05%2F08%2Fenvironment%2Fimage%2Ftraffic.jpg&hash=8e2f48b335e4ccf47ff4977b7db0aa49)

A China já destronou os Estados Unidos como o maior mercado de automóveis do Mundo, enterrando de vez a imagem de "reino das bicicletas", que até há pouco tempo lhe estava colada.

"É a primeira vez na História que a China ultrapassa os Estados Unidos nas vendas mensais de automóveis", afirmou um director da General Motors, Mike Digiovanni, citado hoje pelo jornal China Daily.

Segundo as contas do maior fabricante norte-americano do sector, a China vendeu cerca de 790.000 veículos em Janeiro, enquanto nos Estados Unidos as vendas rondaram os 657.000, uma queda de 37 por cento em relação a igual período de 2007 e o valor mais baixo dos últimos 26 anos.

As vendas na China também diminuíram, mas apenas oito por cento.

Digiovanni prevê que este ano o número de veículos vendidos na China possa atingir os 10,7 milhões, quase mais um milhão do que nos Estados Unidos.

No Japão, as vendas de automóveis em Janeiro desceram também acentuadamente (27,9 por cento), para apenas 174.300 unidades.

O Japão foi o segundo maior mercado de automóveis do Mundo até 2006, quando foi ultrapassado pela China.

Lusa
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Enviado por: André em Abril 18, 2009, 10:37:45 pm
Solução para a crise «exige que americanos poupem mais e gastem menos e chineses façam o contrário»


«Os economistas chineses concordam na necessidade de um reajustamento interno no sentido de terem uma balança económica interna mais saudável, entre poupança, investimento e consumo», afirmou, em declarações à Lusa, frisando que tal ideia já foi debatida entre Barack Obama e o líder chinês Hu Jintao.

Timothy Wright, que lecciona na Universidade de Sheffield, Inglaterra, falava à margem do seminário subordinado ao tema China Económica e Política Contemporânea que hoje terminou na Universidade do Minho, em Braga.

O curso foi organizado pelo Instituto Confúcio e pelo Centro de Línguas e Culturas Orientais, do Instituto de Letras e Ciências Humanas da Universidade do Minho.

Frisando que tal mudança de comportamento entre poupança e consumo também se aplica a países europeus, entre os quais o Reino Unido, Timothy Wright disse que os ajustamentos necessários à superação da crise global demorarão dez anos, acentuando que a mudança do paradigma das economias americana e chinesa «beneficiará toda a gente no globo».

«Dentro da China haverá mais dinheiro para investir em regiões pobres do interior e mais algumas dezenas de milhões de pessoas com acesso a uma vida melhor… E, por outro lado, ao consumirem mais, os chineses estarão a comprar bens e serviços a outros países o que beneficia o comercio mundial», frisou.

O especialista diz que, ao contrário do que se diz habitualmente, «a economia chinesa cresceu nos últimos 30 anos mais por via do investimento interno do que das exportações».

Garante que, se for usado um método correcto de avaliação, «as exportações chinesas não atingem, em termos de economia real, mais do que dez por cento do PIB chinês».

Em sua opinião, os governantes chineses têm tido um comportamento responsável em prol da estabilidade da economia mundial, tendo lançado um pacote de investimento interno de cinco mil milhões de dólares, falando-se agora no lançamento de um segundo pacote de igual dimensão.

Apesar da crise - sublinhou - o crescimento económico da China deve atingir este ano uma taxa que varia entre seis a oito por cento, o qual, sendo mais lento do que o dos últimos 20 anos, «supera largamente o que se verifica nos EUA e na União Europeia».

Em termos de politica interna, Timothy Wright defende que a China não deve evoluir para uma democracia do tipo ocidental nos próximos 20 a 30 anos, lembrando que, ainda há dias, a liderança chinesa reafirmou que «democracia ocidental, nunca».

Apesar disso, sublinha que «se tem registado uma evolução positiva em termos de direitos, quer ao nível individual quer de propriedade privada», dizendo que mesmo o Partido Comunista Chinês não está já completamente «acima da lei».

Lusa
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Enviado por: André em Maio 12, 2009, 02:17:03 pm
«É muito difícil compreender a China» diz Paul Krugman

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fgraphics8.nytimes.com%2Fimages%2F2007%2F11%2F07%2Fbooks%2Fpaul-krugman-190.jpg&hash=b8fd58d6198e489731a1370ef63a1049)

O Nobel da Economia Paul Krugman concordou que "para avançar, a China precisa de aumentar a procura interna", mas reconheceu ter "dificuldade" em compreender aquele país, revelou hoje a imprensa oficial chinesa.

"A China é um país onde compreender o que está realmente a acontecer é mais difícil do que nos outros países", disse Krugman numa das quatro conferências que realizou segunda e terça-feira em Pequim e Xangai.

Foi a primeira visita de Krugman à China e segundo o jornal oficial de língua inglesa, China Daily, o bilhete mais barato para assistir a uma das suas conferências custou 5.800 yuan (630 euros) – o equivalente ao salário de um professor universitário.

Krugman, 56 anos, galardoado pela Academia Sueca em 2008, manifestou-se muito preocupado com a crise económica global e admitiu que o mundo esteja a entrar numa “prolongada recessão”.

“Não faço ideia nenhuma qual será a fonte do próximo boom. De facto não sei. Estou muito preocupado que tenhamos uma prolongada recessão”, afirmou.

Sobre o elevado défice comercial norte-americano em relação à China, Krugman disse que “os Estados Unidos viveram muito tempo acima dos seus meios”, mas considerou que isso não pode durar e que as exportações chineses não podem contar com o mesmo crescimento que registaram até agora.

"Para avançar, a China precisa de gerar mais procura interna e os Estados Unidos necessitam de funcionar com um deficit mais pequeno", disse.

As exportações chinesas têm diminuído desde Novembro, e a queda registada em Fevereiro passado (25,7 por cento) foi mesmo a pior em mais de uma década.

Para compensar, o governo chinês preconiza o aumento da procura interna, o que oficialmente tem estado a acontecer.

O aumento é particularmente acentuado no domínio dos investimentos públicos em grandes infra-estruturas, que nos primeiros quatro meses deste ano subiram 30,5 por cento em relação a igual período de 2008.

Segundo o Banco Mundial, a economia chinesa deverá crescer este ano apenas 6,5 por cento – o mais baixo em quase duas décadas – mas o governo chinês espera atingir os 8 por cento, apenas menos um ponto que em 2008.

Lusa
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Enviado por: André em Julho 02, 2009, 01:21:51 pm
Empresa chinesa estuda aviões onde passageiros viajem de pé


A companhia aérea chinesa Spring Airlines considera a possibilidade de fabricar aviões que permitam que os passageiros viajem de pé, noticiou a emissora CFTV.

«A companhia está a estudar esta possibilidade há um ano, mas o processo de fabrico de um avião destas características é muito longo», declarou Zhang Wuan, porta-voz da Spring Airlines.

Segundo Zhang, tanto os assentos como a distância que há entre eles serão reduzidos para que o avião tenha maior capacidade.

Se for construído, o aparelho permitirá uma acomodação 40% maior de passageiros do que num avião tradicional, o que representará 20% de economia nos custos operacionais da linha e a redução do valor das passagens.

A ideia é que os passageiros se sentem em tamboretes que lhes permitam permanecer em pé ou sentados, mas sempre com o cinto de segurança.

A companhia aérea apresentará o seu plano às autoridades da aviação chinesa no final deste ano.

Lusa
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Enviado por: André em Julho 27, 2009, 03:53:49 pm
Ameaçados de despedimento, trabalhadores matam director


A compra da siderurgia pública chinesa Tonghua Iron and Steel foi anulada depois de o seu director-geral ter sido espancado até à morte por trabalhadores a quem acabava de anunciar despedimentos, noticiou hoje a imprensa chinesa.

Trata-se de um caso inédito na China, apesar de os conflitos sociais no país serem cada vez mais frequentes e por vezes violentos.

Os factos ocorreram sexta-feira na siderurgia Tonghua, principal produtor da província de Jinlin (nordeste), quando cerca de 3.000 operários pararam a produção e atacaram o director-geral, Chen Guojun, que acabava de os informar do despedimento de até 30.000 trabalhadores devido à compra da siderurgia pelo grupo privado Jianlong.

«Chen desiludiu e provocou os operários ao anunciar que a maior parte deles seria despedido nos três dias seguintes. A multidão enfureceu-se quando Chen disse que o número total de trabalhadores ia ser reduzido para 5.000», escreve o jornal China Daily.

Depois de espancarem violentamente o director-geral, os trabalhadores da Tonghua enfrentaram a polícia e impediram uma ambulância de se aproximar de Chen. Gravemente ferido, o director-geral acabou por morrer no hospital quando ao fim da tarde o conseguiram retirar da fábrica.

Um porta-voz do governo provincial de Jilin confirmou a morte do director-geral, mas recusou adiantar qualquer pormenor.

«O governo provincial decidiu suspender a fusão. A polícia está a investigar o homicídio», disse o mesmo porta-voz.

Segundo a agência Nova China, a compra da Tonghua foi suspensa «para impedir um agravamento da situação».

Esta era a segunda tentativa do grupo privado, com 17 filiais na China e sede em Pequim, de comprar a siderurgia, classificada no 244.º lugar na lista das 500 maiores empresas do país.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 09, 2009, 12:07:49 am
Pequim lança campanha para limpar imagem do 'Made in China'

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.hotcreative.co.nz%2Fimages%2Fportfolio%2Fnzinvest%2FmadeInChina.gif&hash=88e3877fca3fa96fad9a38d319b8c451)


'Made in China. Made with the World' é a assinatura da campanha criada pela DDB Guon.

'Made in China. Made in the World' é o lema da primeira campanha publicitária lançada pelo governo chinês a nível global, com o objectivo de mostrar que os produtos chineses são o resultado de uma parceria entre a China e o resto do mundo. E assim é também dado o primeiro passo para limpar a imagem negativa que o 'made in China' transporta - apesar de a China ser um dos maiores exportadores mundiais de produtos industriais, estes sempre foram considerados baratos mas de má qualidade e prejudiciais à saúde.

"O anúncio tem por base o conceito de cooperação e participação, com o objectivo de passar a mensagem de que a China dá a mão ao resto do mundo para desenvolver produtos de elevada qualidade para os consumidores", disse o ministro do comércio chinês ao jornal Global Times. E a mesma fonte acrescentou ainda que "na realidade, o ‘made in China' é equivalente a 'made in the world', sendo esta cooperação é benéfica tanto para a China como para o resto do mundo".

Ao longo do filme de 30 segundos desfilam vários produtos desenvolvidos na China mas que partilham a tecnologia ou então foram desenhados noutros países, valorizando, no final, a sua qualidade. Entre os vários produtos que aparecem contam-se uns ténis "produzidos na China com tecnologia americana", um iPod "feito na China com tecnologia de Sillicon Valley" ou uma modelo que desfila com roupas "criadas na China por designers franceses".

Com a criatividade a cargo da agência de publicidade DDB Guon, em Pequim, para o ministério do comércio chinês em parceria com algumas associações industriais e comerciais, a campanha publicitária arrancou no passado dia 23 de Novembro na CNN nos Estados Unidos bem como na Ásia, e na CNN Headline News, e deverá estar no ar durante seis semanas, ou seja, até ao início de Janeiro.

Para já está a ser bem recebida pelos analistas chineses, que consideram ser importante para o governo promover os produtos chineses. Em especial porque surge numa altura em que os Estados Unidos e a União Europeia estão cada vez mais preocupados com a invasão de produtos chineses. No entanto, agora os analistas também afirmam que é importante que o governo invista na melhoria da tecnologia, de modo a que a China não seja apenas um produtor para designers estrangeiros.

E este é o erro que muitos publicitários apontam a esta campanha, afirmando que continua a posicionar a China como a fábrica do mundo inteiro e reforça a ideia de que os seus bons produtos são vendidos sob outras marcas. Por isso, defendem que a China tem de evoluir do 'Made in China' para o 'Created in China'.

in Diário Económico
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Cabecinhas em Dezembro 09, 2009, 11:00:22 am
Conseguiram eles manter os produtos baratos elevando a qualidade dos mesmo... não me parece!
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Chicken_Bone em Dezembro 09, 2009, 12:14:23 pm
Num número significativo de casos é possível. Eles não tinham (ou têm, dependendo de quem) experiência e limitavam-se a copiar. Tendo alguma experiência, conseguem melhorar a qualidade e, diminuir custos. Mas duvido que baixem os preços.
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Cabecinhas em Dezembro 09, 2009, 03:56:33 pm
Então pegando na hipotética hipótese de eles melhorarem a qualidade e logo aumentar os custos de produção, presume-se que muitas empresas comecem a ver que terem as suas unidades fabris na China já não compense... UI o que isto pode dar! Já estou a ver a China a tremer por não conseguir manter os indíces de desenvolvimento que tinha.  :mrgreen:
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Chicken_Bone em Dezembro 09, 2009, 04:02:12 pm
ALGUÉM CHAME UM MÉDICO! MÉDICO! MÉDICO! Está aqui uma cabecinha a alucinar e a dizer coisas sem sentido!  :P
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Cabecinhas em Dezembro 09, 2009, 04:18:07 pm
Qual a parte que não faz sentido? A China produzir produtos de qualidade ou as empresas sairem de lá  :roll:
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Chicken_Bone em Dezembro 09, 2009, 04:44:50 pm
Pá, desculpa, mas eu estava (e estou) com preguiça para explicar os meus argumentos, por isso limitei-me a 'contra-argumentar', sem argumento. Para não ser mais parvo, vou argumentar, mas com muita preguiçaaaaa.

Imaginemos que Portugal é mais caro do que em China em um factor de 5 (acredito que seja bastante mais, mas não interessa muito por agora), ou seja o preço do mesmo objecto custa 5x mais do que fazê-lo na China. Grande parte dessa diferença é devido a salários.

Parte da razão dos produtos chineses não serem grande coisa, é por eles não saberem desenhar objectos ou ferramentas para fazerem esses objectos. Depois há o problema de não saberem controlar bem o processo de manufactura ou a qualidade dos produtos. Devido, em grande parte à invasão dos Chineses a países Ocidentais e a deslocalização da produção para a China, o chinocas têm vindo a aprender como corrigir aqueles problemas, o que lhe permite fazer melhores produtos a menor custo (porque saber como fazer mais, com menos erros) do que faziam antes.
Mesmo que eles cobrem mais pelos produtos de qualidade superior e que lhes custaram menos para fazer (devido ao tal aumento de conhecimento e experiência), a diferença salarial entre China e Portugal ainda é muito grande.

Os chinocas estão a fazer o mesmo que os Japoneses fizeram após a 2º GM - começaram por copiar e acabaram por serem os mais avançados.
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 27, 2009, 01:14:25 am
China poderá ultrapassar o Japão já em 2009


A China poderá ultrapassar o Japão e tornar-se a segunda maior economia do mundo já este ano, depois da anunciada revisão do crescimento do PIB em 2008, admitiram hoje especialistas chineses.
Em vez de 9 por cento, o Produto Interno Bruto chinês cresceu 9,6 por cento em 2008, anunciou sexta-feira o Serviço Nacional de Estatísticas do país.

Segundo os novos valores, o PIB chinês atingiu o ano passado 4,52 biliões de dolares, contra 4,9 biliões de dolares do PIB japones.

A revisão estreitou a diferença entre os dois países, e tendo em conta as previsões para 2009 (crescimento da economia chinesa acima de oito por cento e recessão japonesa), a China parece bem colocada para ultrapassar o Japão, indicou a agência noticiosa oficial chinesa. «Dado o forte crescimento da China, é só uma questão de tempo até o volume total da economia chinesa ultrapassar o do Japão», disse um investigador do governo chinês.

O mesmo especialista salientou, contudo, que «o mais importante é o valor do PIB per capita», o que no caso da China, significa «dividir por 1.300 milhões».

Pelas estimativas do Banco Mundial, em 2008, o PIB per capita na China era de 3.200 dólares, menos de um décimo do Japão (38.000 dolares) e um terço aquém da média mundial.

Até ao ano passado, os Estados Unidos eram a maior economia do mundo e o Japão a segunda, ainda à frente da China.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 08, 2010, 07:21:45 pm
China ultrapassa Alemanha na liderança das exportações


A Alemanha cedeu o lugar de primeiro exportador para a China, ao vender 734,6 mil milhões de euros nos onze primeiros meses de 2009, valor inferior a 1,2 biliões de euros facturados pelo gigante asiático no mesmo período.

Em Novembro, as exportações alemãs registaram um ligeiro recuo, de 1,6 por cento, quando comparadas com idêntico mês de 2008, para 70,6 mil milhões de euros, segundo um comunicado hoje divulgado pelo instituto alemão Destatis.

Assim, a China tirou à Alemanha o primeiro lugar como exportador mundial nos primeiros onze meses do ano passado.

Já em 2009, o vice-ministro do Comércio, Zhong Shan, no China Economic Forum, em Pequim, avançava com a hipótese de a China "muito provavelmente" ter ultrapassado a Alemanha como maior exportador mundial.

Segundo perspectivava o governante chinês, a quota da China nas exportações mundiais teria crescido de 8,86 por cento, no final de 2008, para os 9 por cento este ano.

A Organização Mundial do Comércio apontava para que na primeira metade do ano as exportações da China ascendessem a 363,7 mil milhões de euros, contra os 364,9 mil milhões exportados pela Alemanha no mesmo período

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 08, 2010, 01:43:22 pm
Economia de Xangai ultrapassa a de Hong Kong


A economia de Xangai ultrapassou Hong Kong pela primeira vez em 30 anos, ao alcançar em 2009 um produto interno bruto (PIB) de 218 mil milhões de dólares norte-americanos, enquanto Hong Kong se ficou pelos 211 mil milhões.

De acordo com os dados compilados pela agência de informação financeira Bloomberg, o PIB de Xangai, o centro económico e financeiro da China, registou em 2009 um aumento de 8,2 por cento para 218,3 mil milhões de dólares americanos (160 mil milhões de euros), enquanto que a economia de Hong Kong caiu 2,7 por cento para 210,7 mil milhões de dólares (154 mil milhões de euros).

Os resultados revelam que a economia de Xangai ultrapassou Hong Kong não só pela primeira vez desde 1981 como sete anos antes do projetado pelo Governo chinês, como consequência de 30 anos de abertura da China, que se transformou na terceira maior economia do mundo e no maior exportador a nível global.

Porém, o PIB per capita de Hong Kong continua a liderar, com 30.977 dólares americanos (22.658 euros), enquanto que Xangai fica-se ainda pelos 10.713 dólares (7.836 euros).

O crescimento de Xangai poderá vir a colocar em causa o estatuto de Hong Kong enquanto centro financeiro na Ásia, depois de ter perdido, também a favor de Xangai, a posição de maior porto e maior mercado bolsista da China.

Porém, o chefe do Executivo da ex-colónia britânica, Donald Tsang, salientou em declarações aos jornalistas que "Xangai não é uma ameaça" para o território ao defender que ambas as cidades poderão explorar "novas oportunidades de cooperação".

Donald Tsang acrescentou que o vice-primeiro ministro chinês, Wang Qishan, lhe garantiu recentemente que a posição de Hong Kong como centro financeiro internacional "não pode ser substituído, designadamente por razões de mercado, como o sistema legal e existência de talentos" na ex-colónia britânica.

As vantagens de Hong Kong residem num sistema legal baseado no do Reino Unido, taxas de impostos relativamente baixas e livre fluxo de fundos e o território tem estado a servir de balão de ensaio às transações internacionais em renmimbi, uma vez que a China ainda não autoriza uma total conversão da sua moeda, limitando a utilização internacional.

Na lista dos centros financeiros globais da consultora Z/Yen Group, baseada na análise de fatores como a atratividade das cidades e existência de serviços financeiros profissionalizados, Hong Kong surge em terceiro lugar e Xangai em décimo.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 17, 2010, 03:36:56 pm
UE critica proteccionismo na China


A União Europeia manifestou-se hoje preocupada com o proteccionismo e tratamento desigual das empresas europeias na China, mas criticou as pressões públicas para o governo chinês valorizar a sua moeda.

«Estamos preocupados por vermos procedimentos cada vez mais complicados», disse o embaixador da delegação da UE em Pequim, Serge Abou, a propósito de um certificado ministerial que as autoridades chinesas estão a pedir às empresas europeias para exportar para a China.

Segundo Serge Abou, aquela exigência implica «atrasos, custos mais elevados e procedimentos mais complicados».

«Uma pequena empresa fica desencorajada por tudo isto e prefere sair do mercado chinês e isso significa proteccionismo», afirmou.

Serge Abou exortou a China a «simplificar ou até suprimir esse procedimento», salientando que a UE é o maior mercado do mundo para as suas exportações e trata todas as empresas, europeias ou estrangeiras, «em pé de igualdade».

«Uma empresa chinesa ganhou um concurso para construir uma auto-estrada num pais europeu (Polónia). Gostaria que companhias europeias pudessem ganhar concursos para construir auto estradas em províncias chinesas», referiu o embaixador da União Europeia.

Quanto às crescentes pressões públicas da administração norte-americanas para a China valorizar a sua moeda, Serge Abou defendeu que o caso «não deve ser abordado de uma forma confrontacional».

«Não há interesse em usar o megafone e a pressão. Não penso que a pressão seja a melhor maneira de resolver questões muito complexas», disse.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: BC304 em Março 23, 2010, 08:36:41 pm
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Algo cheira mal na China

Se de repente Lionel Messi, estrela do Barcelona, não conseguisse ser espectacular num jogo, diríamos que algo cheira mal. Mas é isso que se passa com a China: a bolsa da economia mais pujante do mundo mostra sinais de esgotamento há meses. Apesar de os mercados estarem a marcar novos máximos há algum tempo, a bolsa chinesa continua a não mostrar sinais de subida. A partir da vulnerabilidade relativa do índice Shanghai Composite, digo que algo cheira mal. E esse algo pode ser o que muitos gigantes do mundo financeiro vêm alertando: a maior bolha imobiliária de sempre está na China.

Jim Chanos já disse que a China é como o Dubai mas mil vezes pior. Entretanto, o Goldman Sachs está a vender as propriedades que ali tem e em várias grandes cidades metade os prédios de escritórios estão vazios. Mas mais do que o alerta, importa saber quando vai rebentar a bolha - e disso ninguém fala. Digo eu que acontecerá quando os preços o determinarem. Quando assistirmos a uma súbita queda a pique do Shanghai Composite. Price action! Nada mais. Mesmo que nesse momento não haja razões para a queda.

E como é que isto pode afectar-nos? No mínimo, vamos assistir a uma quebra na procura de materiais de construção, como o ferro e o cobre. E se a coisa for mais grave, a procura de commodities em geral será afectada - excepção feita ao ouro. Se já estamos a assistir às dificuldades da bolsa chinesa, devíamos ter muita atenção às commodities. Ambas andam de mãos dadas.
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 11, 2010, 06:30:40 pm
China fecha duas mil fábricas para poupar energia


Pequim decidiu tomar medidas drásticas para reduzir a sua dependência energética do exterior, bem como para cumprir as metas na redução de emissões de CO2.

O governo chinês anunciou ontem o maior encerramento em massa de fábricas da História. Segundo o ministro da indústria chinês, Li Yizhong, um total de 2.087 indústrias pesadas vão fechar as portas até ao dia 30 de Setembro, de modo a cumprir os objectivos governamentais de melhorar a eficiência energética do país, ao mesmo tempo que reduz as emissões de carbono.

"Estas unidades obsoletas consomem muita energia, contaminam o meio ambiente e apresentam riscos de segurança. Também são a causa da baixa qualidade, ineficiência e fraca competitividade da nossa economia", afirmou Li, citado pelo jornal China Daily.

A lista de empresas obrigadas a fechar as portas inclui 762 cimenteiras, 279 empresas da pasta de papel, 175 produtoras de aço e 84 firmas produtoras de couro, afirmando Pequim que o seu desaparecimento vai melhorar a estrutura industrial e a produtividade do país.

Maior consumidor de energia

Os analistas notam que a decisão chinesa representa um passo significativo para o país conseguir reduzir a sua dependência energética do exterior, que é estrategicamente vital para Pequim.

"A China necessita de energia segura, barata e amiga do ambiente. O uso de energia do país quase duplicou na última década, e o uso de electricidade cresceu ainda mais depressa, tendo-se superado os EUA como o país que mais energia consome no mundo. Mas este crescimento preocupa as autoridades. Actualmente, o país tem que importar metade do petróleo que consome, e os receios sobre apagões, sustentabilidade energética e poluição do ar estão todos a contribuir para pressionar o governo" a eliminar todas as ineficiências energéticas que encontra, nota o Worldwatch Institute, que analisa a evolução das energias renováveis no mundo. A aposta chinesa é cada vez mais nas energias alternativas, tendo-se o país tornado num dos maiores produtores de painéis solares do planeta.

Menos emissões de carbono

Ironicamente, o anúncio do encerramento surge apenas dois dias depois do responsável norte-americano para as alterações climáticas, Jonathan Pershing, ter afirmado que a China se estaria a "afastar" dos compromissos alcançados em Copenhaga. Os analistas recordam que governo chinês havia anunciado no ano passado que vai reduzir até 2020 as suas emissões de carbono entre 40 a 45% relativamente a 2005, e que pelo menos 20% da sua energia irá ser alcançada através da energia renovável. É notado que a Pequim nunca quantifica em quanto irá reduzir as suas emissões de dióxido de carbono (CO2), prometendo ao invés que irá produzir cada vez mais com menos emissões.
"Quando a China promete algo, isso será cumprido. Este tipo de medidas pode ser tomado pelo governo", nota Fiath Birol, economista- chefe da Agência Internacional de Energia.

Diário Económico
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: P44 em Agosto 17, 2010, 05:10:04 pm
China celebra posição de 2ª economia mundial, mas admite fraquezas

De Susan Stumme (AFP) – Há 6 horas

PEQUIM — A China celebrou nesta terça-feira o fato de ter superado o Japão como segunda economia mundial, mas reconheceu que ainda tem muito trabalho pela frente para tirar milhões de habitantes da pobreza.

O Produto Interno Bruto (PIB) chinês no segundo trimestre foi de 1,3369 trilhão de dólares, contra US$ 1,2883 trilhão do Japão, segundo números oficiais divulgados na segunda-feira.

Assim, a Chino destronou o Japão como segunda economia mundial, um posto que os nipônicos ocupavam há 40 anos, atrás dos Estados Unidos.

Nos seis primeros meses do ano, no entanto, a atividade japonesa permaneceu levemente superior, com um PIB de 2,578 trilhões de dólares, contra US$ 2,532 trilhões da China.

Desde o início da política de reforma e abertura do país comunista no fim dos anos 70 por Deng Xiaoping, o PIB de China superou o da Grã-Bretanha, França e Alemanha, o que deu aos países em desenvolvimento um peso mais importante no Banco Mundial (Bird) e no Fundo Monetário Mundial (FMI).

Recentemente, a China, país mais povoado do mundo conquistou os de maior exportador mundial, principal mercado automobilístico e líder na produção de aço.

Mas o próprio governo admitiu que a China ainda tem muito trabalho pela frente e que está atrás de muitos países no que diz respeito à renda per capita.

"Não deveríamos estar preocupados apenas com o PIB, deveríamos estar atentos à renda per capita", declarou o porta-voz do ministério do Comércio, Yao Jian.

A renda per capita na China é de 3.800 dólares, o que deixa o país na 105ª posição no mundo. Dos 1,3 bilhão de habitantes, 150 milhões vivem abaixo da linha de pobreza estabelecida pela ONU.

"A qualidade do crescimento econômico chinês deve melhorar, seja em termos de qualidade de vida ou em termos de proteção ao meio ambiente, ciência ou tecnologia", destacou o porta-voz.

Apesar do PIB chinês ter superado o japonês, é preciso lembrar que o Japão tem uma população 10 vezes menor e que, portanto, é 10 vezes mais rico por habitante que a China.

"Ainda temos que preencher uma brecha enorme", admitiu Yao.

Para a imprensa, o fato da China ter se tornado a segunda economia mundial não muda o fato de que se trata de um país em desenvolvimento.

"A economía chinesa ainda está no nível de um país em desenvolvimento. A segunda economia mundial não equivale à segunda potência econômica mundial", afirma o Diário do Povo, órgão do Partido Comunista (partido único, no poder desde 1949).

Para o jornal oficial em inglês China Daily, a comunidade internacional "não deve esperar muito de uma economia em desenvolvimenlo e com uma renda per capita ainda frágil".

"Aqueles que querem que a China assuma responsabilidades internacionais ainda maiores apenas pelo tamanho de sua economia também devem considerar os enormes desafios em termos de desenvolvimento que o país enfrenta", completa.

Muitos analistas ocidentais pensam que a nova China deve exercer um papel de liderança muito maior a nível mundial em temas como diplomacia, defesa do meio ambiente ou direitos humanos.

Mas também é correto que o segundo lugar da China é muito relativo, em particular se for considerado que uma valorização do yuan em relação ao dólar - como pedem os parceiros comerciais de Pequim - permitiria ao Japão conservar o segundo lugar, atrás dos Estados Unidos.

De todos os modos, o objetivo da China é superar os Estados Unidos, o que pode acontecer dentro de 15 a 25 anos, segundo Li Hong, colunista do Diário do Povo.

"Nosso objetivo final é, naturalmente, alcançar o topo, suplantar os Estados Unidos", afirma.

http://www.google.com/hostednews/afp/ar ... cHGpXFItAw (http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5inky10BLyGgrzAYq_vcHGpXFItAw)
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 15, 2010, 11:49:06 am
Fábrica na China tinha deficientes mentais como «escravos»


A polícia chinesa prendeu o proprietário de uma fábrica de produtos químicos que empregava 12 doentes mentais “vendidos” por um asilo, no segundo caso de escravatura descoberto na China nos últimos três anos, revelou hoje a imprensa oficial.

Li Xinglin, patrão da Jiaersi Green Construction Material Chemical Factory, em Toksun, na região do Xinjiang, noroeste da China, foi detido na terça-feira, na província de Sichuan, juntamente com o filho, Li Chenglong.

O dono do asilo que “vendia” mão-de-obra para a fábrica, Zeng Lingquan, foi também detido e a fábrica, com cerca de 6.600 metros quadrados, foi encerrada.

Li Xinglin considerava o contrato com Zeng Lingquan "um ato de filantropia", disse o jornal China Daily.

Desde 1996, o mesmo asilo, situado na província de Sichuan, sudoeste da China, enviou pelo menos 70 deficentes para trabalhar em Pequim, Tianjin e outras cidades, indicou um responsável local.

Registada desde julho de 2006 como produtora de pó de talco e areia de quartzo, a fábrica foi descoberta há menos de uma semana por repórteres de um jornal local.

Residentes nas imediações contaram que as fábricas da região fechavam no inverno e os empregados recebiam no mínimo 150 yuan por dia (17 euros), mas na Jiaersi os operários trabalhavam o ano todo, sem receber qualquer pagamento, disse o Xinjiang Metropolis News.

Em 2007, na província de Shanxi, norte da China, foi descoberta uma fábrica de tijolos que durante três meses escravizou 32 trabalhadores.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 08, 2011, 04:23:30 pm
Renault suspeita da China no escândalo de espionagem industrial


O construtor automóvel francês Renault suspeita que os três altos quadros suspensos por alegada espionagem industrial estavam a passar à China os planos do veículo elétrico da marca, diz hoje o jornal francês Le Fígaro.

O jornal, que cita "diversas fontes internas" da Renault, dá conta de suspeitas que os três executivos da marca, "em posição particularmente estratégica na empresa", terão vendido patentes que não tinham sido ainda registadas a um ou mais intermediários, especialistas em informações económicas secretas.

Ainda citando fontes da marca francesa, o jornal diz que a Renault suspeita que o destinatário final dos segredos - sobre a bateria e o motor dos futuros veículos - tenha sido um cliente chinês, pista que os serviços secretos franceses estão também a seguir, diz o Fígaro, em notícias a que o construtor automóvel preferiu não responder.

O mais alto quadro suspenso da Renault, diz o Fígaro, é Jean-Michel Balthazard, membro da comissão de direção e diretor da divisão de projetos, que já tinha liderado o projeto do modelo Laguna 3, até 2005.

Os outros dois funcionários são Bertrand Rochette, adjunto de Balthazard e Matthieu Tenenbaum, adjunto do diretor do projeto de veículos elétricos.

A Renault planeia lançar os carros elétricos Fluence e Kangoo Express em meados de 2011 e os modelos Twizy e Zoe no final deste ano ou inícios do próximo.

Um escândalo de espionagem industrial já tinha abalado o construtor francês em 2007, quando uma revista divulgou fotografias e projetos de dois novos modelos que a Renault estava a desenvolver.

A Renault e a parceira Nissan têm vindo a apostar na produção de veículos elétricos, com o objetivo de lançar para o mercado diversos modelos até 2014, em resposta ao aumento da procura por meios de transporte mais amigos do ambiente.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 20, 2011, 06:46:41 pm
Economia chinesa cresceu 10,3 por cento em 2010

 
A economia chinesa cresceu 10,3 por cento em 2010, mais 1,1 pontos do que ano anterior, anunciou hoje o Gabinete Nacional de Estatísticas da China.
Aquele índice de crescimento ultrapassa a meta de «cerca de 8 por cento» preconizada pelo governo chinês e a média de 9,94 por cento registada na década anterior.

No último trimestre de 2010, o PIB cresceu 9.8 por cento, mais 0,2 pontos do que no trimestre anterior, e 11,9 por cento e 10,3 por cento no primeiro e segundo trimestres do ano, respectivamente.

Ao apresentar os resultados do desempenho da economia chinesa em 2010, o Gabinete Nacional de Estatísticas da China anunciou também que a produção industrial aumentou 15,7 por cento e as vendas a retalho, um dos principais indicadores do consumo interno, 18,4 por cento.

A produção de cereais subiu 2,9 por cento, para 546,41 milhões de toneladas, e o crescimento do investimento em património fixo abrandou 6,3 pontos, para 23,8 por cento, indicou a mesma fonte.

A China é a segunda maior economia do mundo, a seguir aos Estados Unidos.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: BC304 em Fevereiro 10, 2011, 04:53:45 pm
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The China Superpower Hoax

China must have the best public relations maestros in the world. How else would a country with a lower per capita income than Iran, Mexico and Kazakhstan, one of the worst environmental records of any major nation, endemic corruption, jails stuffed with dissenters, and a dictatorship, besides, be hailed by so many as the next global superpower?

Certainly China is big -- 1.3 billion people big, a fifth of the global population. As Forbes' columnist John Lee has written, China has long been the place for the world's biggest anything: the Great Wall, the 2008 Olympics, Tiananmen Square, the South China Mall in Dongguan, dams, consumption of cement and production of automobiles; most recently, China even had the world's biggest traffic jam -- an incredible 60 miles long -- which lasted a month and during which drivers were stuck in their cars for days at a time.

The world has never see anything like mega-nations the size of China (or India for that matter), and no one even knows if populations of this magnitude ultimately are sustainable. China's voracious need to supply its population and avoid the social explosions that have plagued its history has made it one of the world's largest consumers of natural resources, especially timber and energy, extracted from places like Africa, Southeast Asia and South America. With such large appetites, China has the ability to drive global markets, and, consequently, has become the new frontier where "get rich quick" investors and Western businesses go panning for gold by speculating in some hot Chinese start-up.

Unfortunately, the hype ignores a starker reality -- that China is barely holding it together. Contrarian voices like Hu Ping, the chief editor of Beijing Spring, a pro-human rights and democracy journal, try to humanize the conventional wisdom of economic statistics and facts that obscure reality. "With China portrayed in the news every day as an economic and political powerhouse, the rest of the world, at least those parts that treasure freedom and peace, should pay attention to the real China," says Hu.

The Paradox of China

To understand the "real" China, it is necessary to see it through the double lens of its paradoxical condition as both a major economy and a still-developing country. China is filled with contradictions and serious challenges. When I visited China in August and September of 2008, after the Olympics, the country that I saw, whether in Shanghai, Beijing or the rural areas, was a long, long way from being a global leader in any meaningful sense. Two hundred million people out of a working population of nearly 800 million are migrants, chafing at their lowly status and rotten wages.

Inequality is rampant. Returning from the rural areas -- where the vast majority of Chinese still live -- to cities is like a form of time travel, moving from feudal conditions where plowing is still done by water buffalo to a land of impressively jutting skyscrapers. Corruption is epidemic, whether in banks, the legal system or the political leadership at national, provincial and local levels, causing an estimated annual economic loss of approximately 15 percent of GDP, according to economist Hu Angang.

Even China's much-touted economic power has been misunderstood. Recently it was announced around the world that China had surpassed Japan to become the second-largest national economy. But compared to the United States and Europe, China is still an economic mini-me. Europe's gross domestic product is $17.5 trillion, according to the latest IMF figures, while the U.S.

figure is $14.8 trillion and China's is $5.4 trillion (by Europe, I mean the EU 27 plus Norway, Switzerland and Iceland).

Beyond economic output, more than three-fifths of China's overall exports and nearly all its high-tech exports are made by non-Chinese, foreign companies. Foreign companies take advantage of low Chinese wages to reprocess imports of semi-manufactured goods that are then shipped to Europe and the U.S. China remains, in essence, a subcontractor to the West, says Will Hutton, British political analyst and author of an influential book on China, "The Writing on the Wall." Despite China's export success, there are few great Chinese brands or companies. China needs to build them, says Hutton, but doing that in a one-party authoritarian state, where the party second-guesses business strategy for ideological and political ends, is impossible."

Because of China's climate of corruption and authoritarian secrecy, even the volume of industrial output has been questioned. Some doubt China's numbers and official reports. Investment guru James Chanos, who rose to prominence when he predicted the Enron meltdown (and pocketed a billion dollars shorting Enron stock), is shorting China now.

Says Chanos, "China is cooking its books. State-run companies are buying fleets of cars and storing them in parking lots and warehouses" to pump up state-mandated production figures. As evidence of this, experts point out that while car sales have been rising by a huge 20 percent per month, auto fuel usage seems to be rising by only 3-5 percent per month. Chanos also says China is plagued by an ominously growing real estate bubble in high-rise buildings, offices and condos. Much of China's high growth originally came from decades-long heavy investment in infrastructure, but increasingly it has been coming from construction. Chanos estimates that 50 percent to 60 percent of China's GDP now comes from alarming levels of overbuilding, virtually none of which is affordable to the average Chinese. "This is not affordable housing for the middle class; this is high-end condos in major urban areas and high-end office buildings, which no one is buying," says Chanos.

China is on this "treadmill to hell," he says, because so much of its GDP growth comes from construction which can't be sustained. If China were to slow down the construction industry, its GDP growth would go negative very quickly.

"That's not going to happen, because in China people are rewarded at almost every level of government for making their economic growth numbers. The easiest way to do that is put up another building. They're really hooked on this sort of heroin of real estate development to keep the numbers going," Chanos says.

Sino enthusiasts are betting that China's rulers, whom they see as having been competent stewards of a growing economy for decades, have the means to slowly let the air out of the bubble and avert disaster. But with entire building complexes--urban forests of office and condo high-rises--standing empty in China, Chanos and others are predicting a housing market crash like the one that occurred in the United States.

Walking an Environmental Tightrope Without a Net

The only thing cloudier than China's economic model is the sky over its major cities, so choked with smog that some days you can't see the high-rises a few blocks away. During the run-up to the 2008 Olympics in Beijing, many were concerned that athletes wouldn't be able to breathe the foul air. To try to clear the air, the government instituted an odd-even auto policy, i.e. cars with license plates ending in an even number could drive one day, odd numbers the next. People in Beijing told me that the skies had not been so clear in decades (and they were greatly chagrined when the authorities eventually reverted to the previous laissez-faire policy, resulting in unprecedented traffic jams that make India's look tame by comparison).

Four hundred thousand Chinese die every year of respiratory diseases caused by pollution. About 500 million rural Chinese -- equivalent to the population of the entire European Union -- still do not have access to safe drinking water. Acid rain, caused by sulfur dioxide emissions that belch from smokestacks of power plants, is endemic, with the state-run China Daily reporting that in Guangdong province -- China's most prosperous region, and also its most industrialized -- 53 percent of total rainfall in 2008 was acid rain.

Food scares, such as industrial toxins mixed into milk powder, pet food and cough syrup, have been frequent, and there have been instances of exported toys bearing lead paint and drywall containing highly toxic sulfur compounds that made brand-new homes in the U.S. and elsewhere unlivable.

These consumer dangers are additional manifestations of the amoral, corrupt, robber-baron business practices that have been unleashed in China. The 2008 earthquakes in western Sichuan province, which resulted in the collapse of more than 7,000 schoolrooms and thousands of deaths among schoolchildren, disproportionately impacted the poor who lived in areas where corruption had resulted in shoddy construction practices. The suicide rate among the elderly in rural areas is four to five times higher than the world average because 90 percent of the elderly have no retirement pension, even as there is a growing shortage of nursing home services, and so many elderly choose to quietly end their lives on a barren hillside or in a forest to avoid being a burden to their children. For all these reasons and more, China is plagued by 70,000 protests per year, many of them more like riots and quite violent (including occasional bombings), and had 300,000 labor disputes in 2006 alone, nearly double the number reported in 2001.

Young men and women I met in the cities had fled the Third World conditions in their farming villages only to accept the yoke of working in sweatshop factories or as bar waitresses, earning just enough to afford a bedroom shared with three others, four to a tiny room, two to a bed. Disposable income was practically nil and life was hard. Education is not a way out for most, since it is not free at any level and university is much too expensive for most young people to afford. The only hope they nurtured was that their country would one day be more affluent and some of that wealth would trickle down their way, as according to the Confucian virtues of "sacrifice" drilled into them by the ruling Communist Party. Recent strikes at factories producing products for Western corporations like Apple, Honda and others have managed to exact sizable wage increases of about 20 percent. But for most Chinese, life is a grim struggle and will remain so for years to come. Walking around China, even with all its tourist charms and ancient curiosities, it is hard to envision a superpower taking shape, no matter how far one peers into the future.

There's Gold in Them China Hills

Welcome to China Inc., this ancient land where the entire country is run like a giant corporation. Certainly the land of "capitalist communism" -- an oddball combination, to be sure -- has made some impressive gains with its roaring economic growth rates and in lifting several hundred million people out of the abject poverty of the Mao years. Over the past 30 years, China has sustained nearly double-digit growth, a remarkable run which has produced a growing middle class of perhaps 200 million to 300 million people. But an important qualifier is that China started from a very low level of GDP. By 2009, China's per capita GDP still was only $3,600, compared with $46,000 in the United States. China's metrics indicate significant challenges for years to come, and considering all its other economic and environmental ills, its past record is no guarantee of future success. Prophecies of its global leadership are premature at best.

Beyond economic and ecological indicators, the hallmark of a great power is when other nations want to emulate you. What made the United States the great power of the post-World War II era was not just its military might but its promise of economic betterment and freedoms -- glamorized by Hollywood, the best public relations machine ever -- which caused people from all over the world to want to flock to our shores. The City on the Hill inspired people toward an ideal, however much America itself didn't always live up to that ideal. But no one is banging down doors to get into China, and only the poorest countries aim to be like the People's Republic.

China inspires curiosity with its ancient history and huge population, but not envy or emulation. That will not change anytime soon, and perhaps never unless China at some point opens up its political and economic system. The absolute unwillingness of Communist Party authorities to tolerate any public reflection, let alone protest, during the 20-year anniversary in June 2009 of the Tiananmen Square crackdown exposed their great fear of their own people, as well as the lack of confidence among China's rulers in either their system or themselves. It remains to be seen how much of a "new China" will continue to emerge, but all these horizons certainly provide a different view of China from the one typically given by the Sino enthusiasts.

Given this reality, why does China receive so many rave reviews while Japan and Europe--which actually do a far better job of providing for their people--are treated with scorn and derision? The answer seems to boil down to the fact that China's high-growth economy has become the place where corporations can realize the quickest return for their quarterly profit sheets. To many awestruck pundits, China represents the future, or at least the future of business success.

But it is also the case that China's über-growth has become an ideological weapon in the hands of free market fundamentalists and pro-growth zealots.The Chinese economy and its high growth engine is used to browbeat other countries viewed as growing insufficiently. Europe and Japan are proof that high growth is not necessary to create the highest living standards in the world, yet in an ideological battle between free market fundamentalists and everyone else, China is a useful propaganda tool.

But once you peel back the curtain, as Toto did in "The Wizard of Oz," the China reality doesn't live up to Wall Street's hype. In fact, the hype actually is damaging to China, as it causes members of the U.S. Congress to propose foolish ideas such as protectionist measures, when in reality China needs different forms of assistance -- especially technical assistance -- from Europe, the U.S. and other developed powers. The entire world has a stake in China succeeding, both economically and in greening its economy and reducing its carbon emissions. The prospect of China as a "failed state" is too terrible to contemplate.

China has come a long way, but it has a long, long way to go. It's anyone's bet whether China will sink or swim. So much for superpower status.
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 05, 2011, 04:38:15 pm
Wen Jiabao reconhece que desenvolvimento da China é "desequilibrado"


O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, congratulou-se hoje com o crescimento económico da China, mas reconheceu que o desenvolvimento do país é «desequilibrado» e que a corrupção, aumento dos preços e outros problemas continuam a suscitar descontentamento.
«Estamos vivamente conscientes que continuamos a enfrentar um grave problema acerca do nosso desenvolvimento, que ainda não é bem equilibrado, coordenado e sustentável», disse Wen Jiabao no relatório apresentado à Assembleia Nacional Popular.

«Além disso, ainda não resolvemos, no fundo, um certo número de questões que as massas populares muito ressentem», acrescentou.

Entre as referidas «questões», Wen Jiabao mencionou «a desequilibrada distribuição» de recursos médicos, «aumentos exorbitante de preços» da habitação, «ilegal expropriação de terras» e «vertiginosa corrupção em algumas áreas».

«Temos de trabalhar incansavelmente para resolver estes problemas mais depressa de modo a satisfazer o povo», disse Wen Jiabao.

Em 2010, a economia chinesa cresceu 10,3 por cento (2,3 pontos acima da meta inicialmente anunciada), mas a inflação (3,3 por cento) excedeu o teto de três por cento apontado pelo governo.

No relatório de quase 39 páginas, lido hoje aos cerca de 3.000 delegados à Assembleia Nacional Popular, o primeiro-ministro chinês disse que «a primeira prioridade» do controlo macreconómico em 2011 será «manter o conjunto de preços estável». A inflação prevista, no entanto, subiu para quatro por cento.

«A China está ainda na primeira fase do socialismo e continuará a estar por muito tempo. Por isso devemos continuar a encarar o desenvolvimento como a nossa tarefa central», afirmou Wen Jiabao, que é também o 'numero 3' da hierarquia do Partido Comunista Chinês.

Constitucionalmente, a Assembleia Nacional Popular é «o supremo órgão do poder de Estado na China». Além do relatório do governo e do 12º Plano Quinquenal, a assembleia aprovará o orçamento, que segundo foi já revelado, prevê um aumento de 12,7 por cento nas despesas com a Defesa.

A reunião anual da Assembleia Nacional Popular, iniciada hoje, decorre durante nove dias no Grande Palácio do Povo, no centro de Pequim.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 07, 2011, 02:25:49 pm
China espera baixar saldo comercial com mais importações


As importações da China deverão aumentar este ano e o excedente comercial deverá diminuir, disse hoje o ministro do comércio do país, em resposta aos apelos de vários países para que a China permita o aumento do consumo interno.

O Governo chinês está a preparar para este ano a promoção dos gastos dos consumidores, respondendo às reivindicações dos Estados Unidos e de outros parceiros comerciais que se queixam do controlo do Governo face à moeda chinesa, o yuan, e das barreiras à importação.

Durante uma conferência de imprensa após a sessão anual da Assembleia Legislativa chinesa, o ministro do Comércio, Chen Deming, não quis dar uma previsão detalhada do comércio, mas disse que Pequim iria tentar agilizar os procedimentos de importação.

“Os nossos princípios de política de comércio exterior para este ano passam por estabilizar as exportações, promover a importação e reduzir o excedente" comercial, disse Chen Deming.

O responsável espera este ano que o crescimento das importações “seja relativamente rápido”, acrescentou, ao mesmo que afirma que “o rácio do excedente em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) deve cair”.

Ainda assim, a China não “descarta a possibilidade de ainda haver um excedente."

O ministro do comércio chinês disse ainda que não há planos para reduzir as exportações que dão empregos a milhões de chineses na indústria.

A China é o maior exportador mundial tendo registado um excedente comercial de 190 mil milhões de euros em 2010, abaixo dos 196 mil milhões de dólares registados no ano anterior.

Os analistas estão a prever que este ano um excedente comercial na ordem de 200 mil milhões de dólares.

Chen Deming defendeu ainda decisão de Pequim de limitar as exportações de metais raros, minerais exóticos e de outros produtos de alta tecnologia, justificando com os danos ambientais apesar de Pequim também estar a reservar a matérias-primas para os seus próprios produtores.

A China tem cerca de 30 por cento das reservas mundiais de metais raros, mas é responsável por 97 por cento da produção. Estados Unidos e Canadá, entre outros países que também possuem reservas, pararam com a mineração nos anos 1990 após a concorrência a baixos custos dos minérios chineses.

“Espero que outros países, que possuem abundantes reservas de metais raros, possam explorar os seus recursos", disse o ministro do comércio chinês.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Maio 23, 2011, 11:16:35 pm
Vendas da Porsche na China aumentaram 60% em 2010


As vendas da Porsche na China aumentaram 60 por cento em 2010, para quase 14 mil veículos, e este ano deverão exceder os 20 mil, disse um responsável do fabricante alemão citado hoje pelo jornal China Daily.

Nos primeiros quatro meses de 2011, a Porsche já registou mais de metade das vendas de 2010, projectando para o conjunto do ano um crescimento superior a 40 por cento, precisou o director executivo da Porsche-China, Helmut Broeker.

O maior sucesso daquela marca alemã assenta nos SUV da série "Cayenne", que representam 60 por cento das vendas da marca.

Segundo Helmut Broeker, a China tornou-se mesmo o segundo maior mercado mundial da Porsche, a seguir aos Estados Unidos, e no caso dos "Cayenne" já é o primeiro.

O modelo mais barato do SUV da Porsche custa cerca 893.000 yuan (96.600 euros) - cerca de 46 vezes mais do que o rendimento anual per capita nas zonas urbanas -, mas nas ruas de Pequim vêem-se também muitos "Cayenne Turbo", cujo preço ultrapassa os 2 milhões de yuan (216.380 euros).

A Porsche abriu o primeiro stand na China em 2001, em Pequim. Uma década depois, o número já vai em 31 e este ano deverão abrir mais dez, adiantou Helmut Broeker.

DN
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Junho 13, 2011, 12:30:32 pm
TGV Pequim-Xangai começa a rolar a 1 de Julho

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fi.telegraph.co.uk%2Fmultimedia%2Farchive%2F00798%2Fchina-bullet-1_798769c.jpg&hash=ce29a6b276e5aae13c3e140aa0adc7ce)

A linha ferroviária de alta velocidade Pequim-Xangai, a mais extensa do mundo com 1.318 quilómetros de comprimento, vai começar a funcionar a 1 de Julho, anunciou hoje o Ministério chinês dos caminhos-de-ferro.
Com a nova linha, a duração da viagem entre as duas principais cidades chinesas será reduzida para cerca de cinco horas, metade do melhor tempo actual.

A velocidade máxima será de 300 kms/hora, menos do que os 350 Kms/hora inicialmente projectados, e haverá também comboios um pouco mais lentos, que não ultrapassarão os 250 kms/hora.

O preço dos bilhetes também varia, entre 410 yuan (44 euros) e 1.750 yuan (186 euros), conforme a classe e velocidade.

“É a maior linha de alta velocidade construída de uma só vez e com os mais elevados padrões tecnológicos do mundo”, disse Hu Yadong, vice-ministro chinês dos Caminhos-de-ferro.

Mais de 1.500 testes foram conduzidos durante o ultimo mês e nos dias 25 e 26 de Maio um grupo de trinta académicos e peritos efectuou o seu próprio exame aquela infraestrutura, referiu o responsável.

“Todos os indicadores atingiram o mais alto nível internacional e a linha está totalmente pronta para entrar em funcionamento”, acrescentou.

O início da exploração comercial, anunciado hoje, coincide com o 90º aniversário da fundação do Partido Comunista Chinês.

A exploração começará com noventa comboios por dia em cada sentido, dois terços dos quais a 300 kms/hora, que irão atravessar sete províncias e grandes municipalidades (Pequim, Tianjin, Hebei, Shandong, Anhui, Jiangsu e Xangai) e os dois maiores rios do país: Amarelo e o Yangtze.

Nos comboios mais rápidos, a viagem demorará 4 horas e 48 minutos, menos três horas do que outros (os que circularão no máximo a 250 kms/hora).

A redução da velocidade, de 350 kms/hora para 300 kms/hora, “poupa muita energia” e proporciona “uma manutenção mais barata da linha”, disse Hu Yadong.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Julho 14, 2011, 09:32:16 pm
Linha Pequim-Xangai criticada no jornal oficial do Partido Comunista chinês


A linha de alta velocidade entre Pequim e Xangai foi duramente criticada num artigo do Diário do Povo, o órgão oficial do Partido Comunista chinês depois de sofrer três avarias devido a apagões nos últimos quatro dias. As falhas técnicas na mais extensa linha de alta velocidade do mundo, com 1.318 quilómetros, devido às fortes chuvas que afectam o centro do país fazem com que as pessoas «se sintam incomodadas e insatisfeitas com as viagens no comboio de alta velocidade», destaca o artigo de opinião na página do diário na Internet.

Os problemas técnicos provocaram atrasos até duas horas em cerca de 50 comboios da linha que liga as duas principais cidades chinesas e que abriu ao público a 1 de Julho, coincidindo com os 90 anos do Partido Comunista da China.

O Ministério dos Transportes Ferroviários tentou sair ileso das criticas ao assegurar que as avariais não provocaram situações de perigo para os viajantes, já que os comboios estão construídos para pararem em caso de faltas de energia.

Peritos citados hoje no diário South China Morning Post, que se publica em Hong Kong, atribuíram os problemas a falhas normais do início da actividade de um novo projecto e asseguraram que a linha precisa de tempo para melhorar.

No artigo do Diário do Povo também é criticado o serviço aos passageiros do comboio como a venda de bilhetes já que «é fácil adquirir, mas difícil de reaver o dinheiro no caso de atrasos».

«A velocidade dos comboios pode ser aumentada rapidamente, mas será difícil fazer melhorar ao mesmo tempo a qualidade do serviço», refere o jornal que assegura ainda que os responsáveis estatais do Ministério dos Transportes Ferroviários «têm o hábito de ignorar as necessidades e interesses dos passageiros».

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 29, 2011, 07:18:02 pm
Novo sistema de contagem quadruplica pobres


A população oficial chinesa que vive abaixo da linha da pobreza vai passar de 26,8 milhões para 100 milhões de pessoas, depois do governo chinês anunciar esta terça-feira que vai adoptar os padrões de linha da pobreza nacional, os mesmos usados pela ONU - indivíduos que vivem com menos de 1 dólar por dia.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, anunciou a mudança numa conferência sobre programas de alívio à pobreza esta terça-feira no Grande Palácio do Povo de Pequim, com a presença do presidente Hu Jintao, detalhou a agência oficial Xinhua.

Até ao momento, Pequim considerava pobre e, portanto, candidato a receber ajuda do Governo, aquele com receitas inferiores a 0,53 dólares, mas a partir de agora entrarão nesta classificação os que vivem com menos de 0,98 dólares.

A decisão foi tomada duas semanas depois de o Governo chinês revelar que nos últimos 10 anos o número de chineses a viver na extrema pobreza passou de 94,2 milhões de habitantes há uma década para os 26,8 milhões actuais. O novo número ultrapassa a primeira estimativa, chegando a 100 milhões de pessoas.

A alta no índice demonstra os esforços da China para se transformar numa sociedade acomodada na próxima década, destacaram os máximos lideres comunistas chineses.

«O nosso objectivo para 2020 é garantir que os pobres do país não tenham de se preocupar com alimentos e roupas. Também garantir o acesso à educação, serviços sanitários básicos e moradia», declarou o presidente Hu.

O regime comunista chinês garantiu que nos 30 anos de reforma e abertura económica saíram da pobreza entre 300 milhões e 400 milhões de pessoas no país.

Embora a China seja a segunda economia mundial em termos de produção total (PIB), a renda per capita chinesa ainda é muito baixa devido ao tamanho da sua população, o que a situa por volta do 100º posto no ranking de nações do planeta.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 10, 2011, 01:45:24 pm
Exportações abrandam na China devido à crise na Europa e EUA


O crescimento das exportações chinesas abrandou em Novembro, face à diminuição da procura dos Estados Unidos e Europa, com o superavit comercial a cair 35 por cento em relação a 2010 para 14,5 mil milhões de dólares (10,85 mil milhões de euros). Dados divulgados hoje indicam que as exportações cresceram 13,8 por cento para 174,5 biliões de dólares (130,68 mil milhões de euros), inferior aos 15,9 por cento de crescimento registados em Outubro.

Por sua vez, as importações cresceram 22,1 por cento para 159,9 mil milhões de dólares (119,7 mil milhões de euros), também abaixo do registado no mês passado, em que a China importou mais 28,7 por cento de produtos.

O excedente comercial da China com os Estados Unidos diminuiu ligeiramente em relação ao mês anterior, para 19,45 mil milhões de dólares (14,56 mil milhões de euros) em Novembro.

Foi também registado uma quebra no excedente comercial com os mercados europeus.

Face à diminuição da procura e crise na Europa e Estados Unidos, a China procura agora expandir as suas exportações para os mercados emergentes como a Austrália e Brasil, fornecedores asiáticos de componentes industriais e produtores ocidentais de equipamentos e bens de consumo.

O crescimento das exportações tem estado em queda desde que atingiu o pico máximo de quase 36 por cento, em Março.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 05, 2012, 12:35:03 pm
Excedente comercial chinês diminuiu em 2011


O excedente comercial da China desceu para cerca de 160 mil milhões de dólares (123,8 mil milhões de euros) em 2011, anunciou hoje o ministro chinês do Comércio, Chen Deming. No conjunto, o comércio externo da China terá aumentado 20 por cento em relação a 2010, indicou Chen Deming, sem especificar o montante das exportações e das importações.

A China tornou-se a maior potência exportadora do mundo em 2009, ultrapassando a Alemanha.

O seu crónico excedente comercial tem vindo, contudo, a cair, devido à diminuição da procura na Europa e nos Estados Unidos, os dois maiores mercados da China.

Em 2008, o excedente comercial chinês atingiu 295 mil milhões de dólares (228,3 mil milhões de euros), contra 196 mil milhões de dólares (151,6 mil milhões de euros) e 183,1 mil milhões de dólares (141,6 mil milhões de euros) em 2009 e 2010, respectivamente.

No livro Branco sobre o Comércio Externo divulgado há um mês, o governo chinês atribuiu aqueles à "globalização e divisão internacional do trabalho"

Segundo a mesma fonte, em 2010, mais de dois terços do excedente (68,4 por cento) foram facturados pelas empresas com capitais externos estabelecidas na China.


Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: HSMW em Janeiro 06, 2012, 06:52:22 pm
China recusa pagar taxa europeia sobre emissões de CO2
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 10, 2012, 07:12:08 pm
China reconhece problemas de corrupção no país


A China disse hoje que a corrupção no país ainda é um problema sério, mesmo tendo em conta a intensificação no esforço de combate ao crime. A agência oficial noticiosa Xinhua News Agency noticia hoje que o supervisor de disciplina do Partido Comunista Chinês entende que o combate à corrupção ainda é uma tarefa «árdua».

O PCC mostra-se ciente das altas expectativas da população no combate à corrupção, mas também de que o fenómeno «não pode ser erradicado no curto-prazo».

O próprio Presidente Hu Jintao já disse que a corrupção ameaça o controlo do partido exercido pelo partido.

Vários nomes sonantes da economia e da política chinesas foram condenados por este crime com penas severas nos últimos anos

SOL
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 09, 2012, 12:38:02 pm
China prevê aumentar salário mínimo 'pelo menos 13 por cento' até 2015


O governo chinês tenciona aumentar anualmente o salário mínimo «pelo menos 13 por cento até 2015», acima da média de 12,5 por cento registada nos últimos cinco anos, disse hoje a imprensa oficial. Instituído na década de 1990, o valor do salário mínimo chinês varia de região para região: Shenzhen, uma zona económica especial adjacente a Hong Kong, tem o mais alto - 1.500 yuan (180 euros) - enquanto em Chongqing, o mais populoso município do país, com cerca de 30 milhões de habitantes, é de apenas 870 yuan (104 yuan).

O plano divulgado na quarta-feira pelo governo chinês preconiza também que em 2015 o salário mínimo seja equivalente a 40 por cento dos respectivos salários médios, proporção que em algumas regiões se situa hoje entre 20 e 30 por cento.

O governo prevê ainda a criação de 45 milhões de postos de trabalho entre 2011 e 2015, o que permitirá manter o desemprego urbano abaixo dos 5 por cento, e a extensão dos contratos colectivos de trabalho até 80 por cento das empresas do país.

No final de 2010, apenas metade das empresas tinha aquele tipo de contratos, indicou a agência noticiosa oficial chinesa.

Comparado com a União Europeia, o salário mínimo na China continua baixo, mas já é cerca do triplo do vizinho Vietname, por exemplo, e mais elevado do que noutros países asiáticos onde muitas multinacionais estão também a instalar fábricas.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 22, 2012, 01:33:04 pm
Filho de Wen Jiabao nomeado presidente da China Satcom


Wen Yunsong, filho do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, foi nomeado presidente da China Satcom, a companhia de telecomunicações estatal, revelou hoje o diário South China Morning Post. O filho do chefe do Governo chinês, também conhecido como 'Winston' Wen, irá substituir Lei Fangpei, um engenheiro aeronáutico, à frente de uma das principais empresas de telecomunicações chinesas, revela o jornal sobre o caso, também noticiado na agência China News Service.

Segundo o diário, "Winston" Wen é um exemplo do interesse dos "príncipes" – como são conhecidos os filhos dos líderes chineses – em ocupar altos cargos no importante sector das telecomunicações chinesas, aproveitando a influência das suas famílias.

A China Satcom é um dos seis operadores de infra-estruturas de telecomunicações no país asiático com receitas anuais de 16.000 milhões de yuan (cerca de 1.920 milhões de euros) e com negócios terrestres e via satélite já que em três anos deverá estar a operar 15 satélites.

A vida dos familiares mais próximos dos líderes chineses está sempre rodeada de algum secretismo, mas "Winston" Wen, como outros 'príncipes' estudou nos Estados Unidos e criou a empresa de telecomunicações Unihub ou a financeira New Horizon Capital.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 27, 2012, 07:33:55 pm
Governo chinês anuncia «embargo» a carros de marca estrangeira para uso oficial


O governo da China vai suspender a compra de carros de marcas estrangeiras para uso oficial. A decisão tira fabricantes como a Audi da competição para atender autoridades e funcionários e fecha a porta de uma verba estimada em 13 mil milhões de dólares. Segundo a proposta apresentada hoje pelo Ministério da Indústria chinês, todos os 412 modelos aprovados para compra por órgãos governamentais serão de marcas chinesas.

Entre as maiores beneficiadas pela medida estão as fabricantes locais Dongfeng e Great Wall. A intenção do governo é proteger a indústria interna da competição de produtores internacionais.

Segundo analistas, o mercado chinês pode estar a entrar num processo de fecho inclusive para investimentos externos. O primeiro passo ocorreu com a suspensão dos incentivos a investimentos estrangeiros este ano, motivados pelo excesso de capacidade produtiva da indústria no país.

As marcas estrangeiras detinham cerca de 80% de participação no fornecimento de veículos ao governo, com a Audi a equipar perto de um terço das frotas estatais. No mercado total do país, as marcas estrangeiras vendem sete de cada dez carros vendidos.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Abril 05, 2012, 02:20:41 pm
Primeiro-ministro chinês apela ao fim do 'monopólio' dos grandes bancos


O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, apelou ao fim do «monopólio» da concessão dos empréstimos pelos grandes bancos, que diz impedirem as empresas de financiarem as suas necessidades de desenvolvimento, num discurso publicado hoje pela imprensa oficial. Wen Jiabao disse que o governo precisa de «quebrar este monopólio» para facilitar a circulação de capital privado na segunda maior economia mundial, em declarações publicadas hoje no sítio de internet da rádio nacional chinesa.

«No que respeita ao financiamento dos custos, deixem-me dizer honestamente que os nossos bancos estão a ter lucros demasiado fáceis. E isto acontece porquê? Porque uns quantos grandes bancos estão numa posição de monopólio», disse numa visita ao sul da China.

O primeiro-ministro chinês invocou as «grandes dificuldades» na obtenção de créditos, afirmando que «só através dos grandes bancos se conseguem empréstimos».

«O que podemos fazer agora para facilitar a circulação de capital privado no sistema financeiro é quebrar este monopólio», declarou.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: HSMW em Abril 13, 2012, 10:43:54 pm
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: HSMW em Abril 15, 2012, 05:20:04 pm
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Abril 21, 2012, 04:00:46 pm
China esgotaria a produção mundial de petróleo se tivesse tantos carros como os EUA


Se a percentagem de veículos na China fosse igual à dos Estados Unidos o consumo chinês de petróleo excederia largamente toda a produção mundial, indica um estudo divulgado hoje no China Daily. A China tornou-se em 2009 o maior mercado automóvel do mundo, mas o número de veículos, relativamente à população, é cerca de 14 vezes inferior ao dos Estados Unidos.

Pelas contas do jornal, em 2010, havia na China 58 veículos por mil habitantes, contra 840 nos Estados Unidos, 590 no Japão e 547 na Alemanha.

Na mesma altura, a procura de petróleo por parte da China rondava os 6 milhões de barris por dia.

Se a percentagem de veículos fosse igual à dos Estados Unidos, a procura chinesa nesse domínio chegaria aos 86,8 milhões de barris por dia, mais 12,8 milhões de barris do que a produção mundial em 2010.

Até há apenas vinte anos, a bicicleta era o único meio de transporte privado acessível à esmagadora maioria das famílias. Só em Pequim, a capital do "Reino das Bicicletas", havia cerca de 7,5 milhões - mais de uma por cada família.

Segunda maior economia do mundo, a seguir aos Estados Unidos, a China é também o país mais populoso, com cerca de 1.340 milhões de habitantes.

O Governo anunciou um reforço das leis antiterrorismo. Mas Hollande defendeu que a França já tem um sistema de protecção suficientemente musculado. O socialista prometeu ainda a retirada das tropas francesas do Afeganistão no final de 2012.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Maio 14, 2012, 11:07:20 pm
Estudo sobre crescimento na China mostra que dinheiro traz infelicidade



O crescimento económico dos últimos 20 anos na China geralmente foi alcançado com uma redução da felicidade, especialmente entre os elementos das classes menos favorecidas da sociedade, revelou uma análise publicada esta segunda-feira nos Estados Unidos.

O estudo, publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), baseia-se em seis pesquisas diferentes sobre satisfação auto-declarada com a vida desde 1990, período em que o produto interno bruto per capita da China quadruplicou.
 
«Há muitos que acreditam que o bem-estar é impulsionado pelo crescimento económico e que quanto mais rápido o crescimento, mais felizes são as pessoas. Não poderia haver um país melhor do que a China para testar essas expectativas», explicou o principal autor do estudo, Richard Easterlin, professor de economia da Universidade da Carolina do Sul (UCS).
 
«Mas não há evidências de um aumento evidente na satisfação de vida na China da magnitude que poderia esperar-se em vista da enorme multiplicação no consumo per capita», disse Easterlin, que é conhecido pelo seu trabalho nos anos 1970 sobre como a felicidade não costuma estar vinculada com a riqueza, chamado de Paradoxo de Easterlin.
 
«De facto, em termos gerais, as pessoas são subtilmente menos felizes, e a China saiu de um dos países mais igualitários do mundo em termos de satisfação com a vida para um dos menos» equitativos nestes termos, acrescentou.
 
Em 1990, 68% das pessoas pertencentes à classe mais rica e 65% das mais pobres reportaram altos níveis de satisfação.
 
Mas os números mais recentes demonstraram uma queda de mais de 23 pontos percentuais nas últimas duas décadas, segundo uma análise feita pela UCS com base em pesquisas de opinião realizadas pelos institutos Pew Research Center, Gallup e Horizon Research Consultancy Group, entre outros.
 
De acordo com o relatório do PNAS, apenas 42% dos chineses com renda mais baixa reportaram elevados níveis de satisfação com a vida em 2010.
 
Enquanto isso, a percentagem dos chineses mais ricos que se disseram satisfeitos com as suas vidas aumentou cerca de três pontos percentuais ou 71%.
 
«Não há evidências de uma tendência progressiva substancial na satisfação com a vida da magnitude que deveria ser esperada em vista da quadruplicação do PIB per capita ao longo do período estudado», revelou a pesquisa.
 
Enquanto as consultas não documentaram as razões deste declínio, é um fenómeno bem conhecido que «o crescimento das aspirações induzidas pelo aumento de salário mina o aumento na satisfação de vida relacionada ao próprio aumento de salário», destacou o estudo.
 
Segundo a pesquisa, outras razões podem incluir «a vida doméstica e a necessidade de se ter um trabalho para assegurá-la, assim como a saúde, amigos e familiares», acrescentou.
 
Tendências similares têm sido observadas na União Soviética e na Alemanha Oriental durante os períodos de transição.
 
Mas o estudo alertou que seria «um equívoco concluir, a partir da experiência de satisfação com a vida na China, e a de países em transição de forma mais genérica, que um retorno ao socialismo e a ineficácia total do planeamento central seriam benéficos».
 
Ao invés disso, os líderes deveriam observar que «trabalho e segurança salarial e laboral, juntamente com uma rede de segurança social, são de importância crítica para a satisfação da vida».
 
O estudo também aplaudiu o governo chinês pelos avanços nos últimos anos para «reparar a rede de segurança social», o que é descrito como «encorajador» para os cidadãos menos abastados do país.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Julho 05, 2012, 08:32:36 pm
Pequim começa a armazenar terras raras para fazer reserva estratégica


A China começou a armazenar terras raras, utilizando fundos estatais para constituir uma reserva estratégica destes minérios, usados na produção de bens de alta tecnologia, desde Iphones a mísseis, noticia hoje a imprensa chinesa. «Este é o início do trabalho, por parte da China, de compra e armazenamento estratégico de terras raras», diz o jornal financeiro chinês China Securities Journal, que não adianta, especificamente, quando teve início esse armazenamento.

A China assegura mais de 90 por cento da produção mundial de terras raras, e definiu limites de produção e de exportação nestes minerais indispensáveis às indústrias de alta tecnologia.

Segundo o China Securities Journal, foi o actual baixo preço deste material que levou à compra e armazenamento estratégico das terras raras, para utilizar estas reservas em eventuais futuras situações de escassez.

Os maiores parceiros comerciais da China, no mês passado, pediram à Organização Mundial do Comércio a criação de um painel de arbitragem das disputas sobre os limites chineses às exportações de terras raras, depois do falhanço de uma primeira ronde de negociações no quadro da instituição.

A União Europeia, os Estados Unidos e o Japão acusam a China de proteccionismo e dizem que os limites às exportações têm como objectivo beneficiar as empresas chinesas.

Pequim defende as suas políticas, justificando-as com políticas ambientais e com a necessidade de assegurar uma produção sustentável dos minerais e afirmando que elas estão de acordo com as regras que regulam o comércio internacional.

A China já tinha anunciado planos de constituição da reserva estratégica dos materiais, mas não tinha ainda dito publicamente que o armazenamento já tinha começado.

Segundo dados oficiais, as autoridades chinesas já atribuíram este ano às empresas do país licenças de exportação de 21.226 toneladas de metais raros, contra uma quota total de 30.200 toneladas, em 2011.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 30, 2012, 03:47:15 pm
China vai investir mais na Europa


O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse hoje que a China continuará a comprar títulos do Tesouro da União Europa, «depois de avaliar plenamente os riscos» do investimento. «A China aumentará a comunicação e as consultas com a União Europeia (UE), o Banco Central Europeu, importantes fundos monetários e os principais países para apoiar os membros da UE afetados pela crise da dívida soberana a enfrentar as dificuldades», disse Wen Jiabao, citado pela agência noticiosa oficial chinesa.

Wen Jiabao falava após um encontro com a chanceler alemã, Angela Merkel, que iniciou hoje a sua segunda visita à China em menos de um ano.

A União Europeia é o maior parceiro comercial da China.

«Fortalecer a cooperação prática entre a China e a União Europeia contribui para ultrapassar o problema da dívida soberana na Zona Euro», disse o primeiro-ministro chinês.

Segundo o relato da France Press, Wen Jiabao manifestou também as «sérias preocupações» da comunidade internacional acerca da possível saída da Grécia do euro e da disposição da Itália e Espanha para aceitarem «medidas globais de resgate».

«A solução destes problemas depende da determinação da Grécia, Espanha, Itália e outros países para procederem a reformas», disse o primeiro-ministro chinês.

Wen e Merkel copresidiram à segunda ronda das consultas intergovernamentais sino-germânicas, um mecanismo de diálogo e cooperação que foi instituído no ano passado e ilustra o crescente relacionamento entre os dois países.

A Alemanha é o maior parceiro comercial da China na União Europeia, assegurando quase metade das exportações dos ‘27’ para aquele país e mais de um quinto (22 por cento) das importações que a UE faz do país asiático.

A China, entretanto, tornou-se o principal destino do investimento externo alemão, ultrapassando pela primeira vez a Europa, e a Alemanha é o país europeu onde as empresas chinesas preferem investir.

«Temos com a China uma relação de trabalho muito estreita e ao mais alto nível (...) Em termos de cooperação económica, as relações entre a Alemanha e a China têm um futuro brilhante», disse Angela Merkel em Fevereiro em Pequim.

Em 2011, o comércio sino-alemão aumentou 18,9 por cento, para 169.200 milhões de dólares (134.690 milhões de euros).

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 11, 2012, 02:03:17 pm
Chineses tirados de casa à força, muitos espancados e mortos


Estão a aumentar os casos de chineses que são tirados das suas casas à força para que sejam construídas fábricas ou estradas. A Amnistia Internacional denuncia a situação que ameaça a estabilidade social e política do país. As demolições forçadas de habitações de cidadãos chineses tornaram-se muito frequentes. Décadas de crescimento económico fizeram como que disparasse a construção e o desenvolvimento imobiliário, forçando muitos habitantes a abandonarem as suas casas sem qualquer recompensa.

Pior: os que se recusam são vítimas de retaliação, muitos são espancados e até há casos de mortes, denuncia a Amnistia Internacional. Estes casos dispararam nos últimos três anos.

A AMI examinou em detalhe 40 casos de despejo e revela que nove culminaram na morte de pessoas que protestaram ou resistiram à expulsão. Num dos casos, uma mulher de 70 anos foi enterrada viva por uma retroescavadora enquanto tentava impedir os trabalhadores de demolirem a sua casa. Noutro caso, as autoridades tiraram um bebé à mãe e recusaram-se a entregá-lo enquanto a mulher não assinasse a ordem de despejo.

Outras vítimas que resistem acabam na prisão ou em campos de trabalho forçado. Além destes casos, muitos habitantes desesperados imolam-se pelo fogo.

SOL
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 25, 2012, 01:32:41 pm
China vai retomar construção de centrais nucleares


A China vai retomar a construção de centrais nucleares, suspensa após o desastre de Fukushima, no Japão, em 2011, anunciou hoje a imprensa oficial, citando um novo plano do Governo para o setor.

"Um pequeno número" de centrais nucleares, "todas localizadas nas zonas costeiras", será lançado até 2015, indicou o China Daily.
 
Antes do desastre de Fukushima, a China planeava construir 40 centrais nucleares, nomeadamente nas províncias de Hunan e Hubei, no interior do país.
 
O novo plano do Governo, adotado na quarta-feira passada, refere que a China retomará a construção de centrais nucleares "de maneira firme e ordenada", "a um ritmo razoável" e "cumprindo os mais elevados padrões internacionais de segurança".
 
O nuclear, na China, assegura apenas 1,8 por cento da eletricidade consumida no país, abaixo da média de 14 por cento nos outros países que utilizam aquele tipo de energia, diz o jornal.
 
O carvão continua a ser a principal fonte de energia na China, gerando cerca de 80 por cento da produção elétrica chinesa.
 
Em março de 2011, na sequência do desastre de Fukushima, o Governo chinês ordenou a realização de inspeções de segurança a todos os reatores em atividade no país ou em fase de construção e suspendeu a aprovação de novos projetos.
 
A China tem 13 reatores nucleares, ocupando o 11.º lugar no ranking mundial dos produtores de energia nuclear, atrás dos Estados Unidos da América (104 reatores), França, Japão, Rússia, Coreia do Sul, Índia, Reino Unido, Canadá, Alemanha e Ucrânia.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 10, 2012, 03:05:50 pm
Corrupção pode "provocar colapso" do Estado diz Hu Jintao


 O Presidente chinês, Hu Jintao, afirmou hoje que a China alcançou "históricos sucessos" na última década, tornando-se a segunda maior economia do mundo, mas advertiu que a corrupção poderá "provocar o colapso" do Partido Comunista e do Estado.

"A corrupção é uma questão de grande preocupação para o povo (...) Se não conseguirmos controlar bem essa questão, poderá ser fatal para o Partido e até causar o colapso do Partido e a queda do Estado", disse Hu Jintao no relatório apresentado ao 18.º Congresso do Partido Comunista Chinês (PCC).

O Presidente chinês, que é também secretário-geral do PCC, alertou igualmente que o país está confrontado com "muitas dificuldades", afirmando que "o desenvolvimento desequilibrado, descordenado e insustentável continua a ser um grande problema".

"A questão quanto ao caminho que devemos prosseguir é de vital importância para a sobrevivência do Partido, o futuro da China, o destino da nação chinesa e o bem-estar do povo", disse.

Hu Jintao defendeu o "socialismo com características chinesas" como a única via para "concluir a edificação de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspectos" e "acelerar a modernização e a grande renovação do país".

A expressão "socialismo com características chinesas" é evocada mais de 50 vezes ao longo das 46 páginas do relatório apresentado por Hu Jintao, ultrapassando largamente as referências ao marxismo-leninismo e ao Pensamento Mao Zedong.

A democracia é um dos "aspetos" da sociedade que o PCC pretende implantar, mas o Presidente chinês reafirmou que a China "nunca copiará um sistema político ocidental".

O 18.º Congresso do PCC, que irá escolher a liderança do país para a próxima década, decorre até quarta-feira no Grande Palácio do Povo, em Pequim.

Hu Jintao, que está a concluir o seu segundo e último mandato de cinco anos à frente do PCC, deverá ceder o cargo de secretário-geral do partido ao atual vice-presidente, Xi Jinping.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: HSMW em Novembro 14, 2012, 12:45:06 am
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 29, 2012, 06:40:27 pm
Chineses vão construir o mais alto arranha-céus


Uma empresa imobiliária chinesa tenciona construir o mais alto arranha-céus do mundo, com 220 andares, em apenas nove meses, anunciou hoje o jornal China Daily.

"Há partes do edifício que serão prefabricadas e montadas no local", disse um técnico da empresa explicando a rapidez da obra.

O edifício, projetado para Changsha, capital da província de Hunan, sul da China, terá 838 metros de altura, mais 20 metros que o atual arranha-céus mais alto do mundo, o Burj Khallifa, inaugurado há cerca de três anos no Dubai.

O projetado arranha-céus de Changsha, chamado "Sky City", terá 4.000 apartamentos, um hotel, escritórios, uma escola, um hospital, lojas e um restaurante, adiantou o promotor, Broad Group, ao China Daily.

Urbanistas ouvidos pelo jornal alertaram que em situações de emergência, um edifício com aquela dimensão "poderá ser uma armadilha mortal".

"Com tanta gente a viver e a trabalhar no edifício, haverá riscos", comentou Li Xun, vice-presidente da Academia Chinesa de Planeamento Urbano e Design.

A China é o país do mundo com mais arranha-céus em construção (239), disse o China Daily, citando um estudo de uma agência especializada norte-americano, sendo que o número diz respeito aos edifícios com mais de 200 metros de altura.

O mais alto arranha-céus chinês, com 492 metros, é o World Financial Center, em Xangai, mas ao lado deste está a ser construído um ainda mais alto, de 632 metros, com inauguração prevista para 2014.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 30, 2012, 01:30:08 pm
Novo líder chinês promete duplicar o rendimento da população até 2020


O novo líder do Partido Comunista Chinês (PCC), Xi Jinping, prometeu «trabalhar arduamente para assegurar que, no final desta década, o rendimento da população seja o dobro de 2010», noticiaram hoje os principais jornais do país.
 
"Toda a gente fala sobre um 'sonho chinês'. A renovação da nação chinesa é o maior sonho do país desde o inicio da era moderna", disse Xi Jinping durante uma visita ao Museu Nacional da China, na Praça Tiananmen, em Pequim, acompanhado pelos outros seis membros do Comité Permanente do Politburo do PCC, a cúpula do poder.
 
Xi Jinping, de 59 anos, substituiu há duas semanas o Presidente Hu Jintao no cargo de secretário-geral do PCC.
 
Na visita à exposição "O caminho para a renovação", patente naquele museu, Xi Jinping considerou "vital prosseguir a via do socialismo com características chinesas", iniciada há 33 anos com a política de "Reforma e Económica e Abertura ao Exterior".
 
"É tão difícil encontrar o caminho certo, é nesta via que prosseguiremos resolutamente a nossa causa", disse.
 
Xi Jinping é também presidente da Comissão Militar Central do PCC e em março de 2013 deverá assumir igualmente o cargo de Presidente da República Popular da China, completando a ascensão ao topo do poder de uma nova geração de lideres.
 
O "número dois" do Comité Permanente do Politburo, Li Keqiang, de 57 anos, deverá então ser nomeado primeiro-ministro.
 
No 18.º congresso do PCC, de 08 a 14 de novembro passado, o partido apontou como objetivo estratégico "completar em 2020 a construção de uma sociedade moderadamente próspera em todos os aspetos".
 
A China é já a segunda maior economia do mundo e o maior exportador, à frente do Japão e da Alemanha, mas devido à população (cerca de 1.340 milhões), o valor do Produto Interno Bruto 'per capita' rondará apenas os 6.000 dólares.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 16, 2012, 08:35:02 pm
China quer aumentar procura interna e abrir mais a economia em 2013


A China vai fazer do aumento da procura interna uma das principais prioridades para 2013, tal como aprofundar as reformas económicas e promover a abertura da economia, dizem os responsáveis chineses após a conferência económica central anual.

“Aumentar a procura interna será uma base estratégica para o desenvolvimento da economia da China no próximo ano”, noticia a agência chinesa Xinhua, citando um comunicado oficial divulgado após o fim da reunião de dois dias.

O mesmo indica que a China irá “aprofundar as reformas na sua economia” e “promover firmemente a abertura no próximo ano”.

A conferência económica é observada atentamente como um indicador sobre quais as políticas económicas a tomar pelo governo chinês no próximo ano. A reunião surge apenas semanas após a mudança de liderança no Partido Comunista, que acontece uma vez por década.

No congresso do partido em novembro, o presidente da China, Hu Jintao, disse que o país precisa de criar um novo modelo económico com uma maior ênfase nos consumidores domésticos.

O crescimento económico chinês abrandou significativamente este ano, com as autoridades a esperarem agora uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem dos 7,5%, abaixo dos 9,3% conseguidos o ano passado.

A economia chinesa tem nas últimas três décadas dependido de uma força laboral grande e de baixo custo para se tornar a maior produtora de bens a nível mundial ao exportar os mercados internacionais.

No entanto, Pequim espera agora atingir um crescimento mais equilibrado e precisa de aproveitar o potencial dos seus próprios consumidores, uma vez que as maiores economias, como é o caso dos Estados Unidos e da Europa, enfrentam dificuldades económicas e financeiras.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 26, 2012, 05:37:30 pm
Inaugurada maior linha ferroviária de alta velocidade do mundo


A China inaugurou hoje a maior linha ferroviária de alta velocidade do mundo, com 2.298 quilómetros, que une as cidades de Pequim e Cantão, no sul do país.
O primeiro “comboio-bala” saiu de Pequim às 09:00 locais (01:00 em Lisboa) e deverá chegar a Cantão oito horas depois, o que supõe menos 12 horas de viagem face a um comboio convencional.

Às 10:00 (02:00 em Lisboa) partiu um segundo “comboio-bala” de Cantão que deverá chegar a Pequim às 18:00 locais.

Estes “comboios-bala” chineses viajam a uma velocidade média de 300 quilómetros por hora e param nas principais cidades do interior da China, como Shijiazhuang, Zhengzhou, Wuhan e Changsha, passando por seis províncias onde vive quase metade da população nacional chinesa, cerca de 600 milhões de pessoas.

Com a abertura desta linha, a China afirma-se como líder mundial em alta velocidade ferroviária, com mais de 9.300 quilómetros em funcionamento em todo o país.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 31, 2012, 05:30:35 pm
Produção industrial na China atingiu valor mais elevado do último ano e meio


A produção industrial na China cresceu em Dezembro ao ritmo mais elevado no último ano e meio, indicam dados divulgados hoje pelo HSBC. De acordo com os indicadores da actividade industrial, o Purchasing Managers Index (PMI), com base num inquérito efectuado junto de mais de 400 empresas, fixou-se em 51,5 em Dezembro, ligeiramente acima dos 50,5 de Novembro.

Segundo os dados, este foi o crescimento mais elevado desde Maio de 2011. O índice mensal mede as actividades de produção numa escala de 100 pontos, sendo que quando está abaixo de 50 sugere uma contracção da produção.

O HSBC informou que as empresas que responderam ao inquérito informaram que os pedidos cresceram a um ritmo mais elevado do que em Novembro, mas que as novas encomendas para exportação diminuíram ligeiramente.

"O actual momento é susceptível de se manter nos próximos meses, numa altura em que a construção de infraestruturas é executada a grande velocidade e as condições do mercado de propriedades estabilizam", disse o economista-chefe do HSBC para a China, Qu Hongbin, em comunicado.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 06, 2013, 04:45:13 pm
China proíbe propaganda de artigos de luxo para «diminuir ostentação»


O governo da China proibiu hoje a publicidade de artigos de luxo nas estações de rádio e televisão no país, justificando que a medida visa combater «a ostentação, o desperdício e a corrupção».
 
O veto aos anúncios surge depois de o Partido Comunista manifestar preocupação com a corrupção. O futuro presidente, Xi Jinping, disse que o combate a actos ilícitos de funcionários públicos será um dos focos do seu mandato, que começa em Março.
 
Segundo a agência de notícias estatal Xinhua, os itens proibidos são produtos «muito caros», como relógios, selos raros e moedas de ouro. O órgão controlador dos meios de comunicação considerou que este tipo de publicidade refere valores incorrectos e contribui para uma ética social perversa.
 
«Na qualidade de importantes redutos culturais e ideológicos, os canais de rádio e televisão devem exercer plenamente o seu papel de educar as pessoas, mostrando as boas tradições chinesas e estilos de vida civilizados», disse um porta-voz do governo.
 
O regime comunista afirma que as restrições são parte da luta contra a corrupção, mas são anunciadas numa altura em que aumenta a insatisfação interna pelo enriquecimento repentino dos dirigentes políticos.
 
No ano passado, o Partido Comunista expulsou o dirigente Ling Jihua, depois de o filho morrer num acidente com um Ferrari de sua propriedade.
 
O caso mostrou a ostentação do membro do partido, decisiva para a sua saída. A suspeita de enriquecimento ilícito afectou também a família do actual primeiro-ministro, Wen Jiabao.
 
Em Setembro, o jornal New York Times informou que a família do chefe de governo acumulou 2,7 mil milhões de dólares (cerca de 2 mil milhões de euros) em «riquezas ocultas», notícia que o regime chinês classificou de caluniosa.
 
Além dos casos de enriquecimento, outro receio é o abuso de poder. Em Março, foi revelado o envolvimento do ex-dirigente da cidade de Chongqing, Bo Xilai, na morte do empresário britânico Neil Heywood, em Novembro de 2011.
 
A sua mulher, Gu Kailai, foi considerada culpada pelo assassínio. Xilai foi expulso do partido e é processado pela Justiça comum por abuso de poder ao encobrir o crime.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 07, 2013, 01:30:51 pm
China será o maior importador mundial de petróleo antes de 2015


A China poderá tornar-se o maior importador mundial de petróleo antes de 2015, ultrapassando os Estados Unidos, preveem especialistas do setor citados hoje na imprensa oficial chinesa.

Em 2012, a China importou em média 5,4 milhões de barris por dia, menos 2,01 milhões do que os Estados Unidos, mas no último mês do ano, as importações chinesas excederam os 6 milhões, enquanto as norte-americanas desceram para 5,98 milhões, indicou o China Daily.

"Alguns peritos chineses preveem que a China se torne o maior importador de petróleo em 2015, mas isso poderá acontecer até mais cedo dada a rápida transformação em curso", disse Niu Li, economista chefe de um grupo de reflexão do Governo, citado por aquele jornal.

O petróleo importado anualmente pela China, nomeadamente de Angola, o seu maior fornecedor, a seguir a Arábia Saudita, representou 58% do que o país consumiu em 2012, e, este ano, a percentagem deverá subir para 59,4 por cento.

Nos Estados Unidos, pelo contrário, as importações de petróleo estão a diminuir acentuadamente e ao longo do ano passado, desceram de 8,1 milhões de barris em janeiro para 5,98 milhões em dezembro.

Devido ao rápido aumento da produção interna, em 2030, os Estados Unidos poderão ser energeticamente auto-suficentes, disse o China Daily.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Junho 22, 2013, 05:55:32 pm
Rússia e China assinam acordo para aumentar venda de petróleo russo


A Rússia e a China assinaram hoje um acordo para aumentar a venda de petróleo russo a Pequim, num montante de 270 mil milhões de dólares em 25 anos.
O acordo foi assinado pelas companhias estatais russa Rosneft e chinesa CNPC, na presença do presidente russo, Vladimir Putin, por ocasião do fórum económico de São Petersburgo.

Antes, o "patrão" do grupo russo, Igor Setchin, tinha indicado à imprensa que este contrato referia-se a 365 milhões de toneladas, ou seja, um pouco menos de 15 milhões de toneladas por ano, em média. A entrega de crude poderá começar já este ano, acrescentou.

O acordo foi anunciado em Março, por ocasião da visita do presidente chinês, Xi Jinping, a Moscovo.

O objetivo é aumentar as exportações russas para a China, actualmente fixadas em 15 milhões de toneladas por ano, quando a segunda economia mundial precisa de energia para alimentar o crescimento.

Como vários grupos estatais russos, a Rosneft procura reforçar as relações comerciais com a China, numa altura em que os outros principais parceiros comerciais, na Europa, sofrem os efeitos da crise económica.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Julho 12, 2013, 03:12:30 pm
China planeia construir o túnel submerso mais extenso do mundo


O governo da China planeia a construção de um túnel submerso com 123 quilómetros para ligar as cidades costeiras de Dalian, na província de Liaoning, e Yantai, em Shandong, o qual seria o mais extenso do mundo.

O projecto será apresentado em breve ao Conselho de Estado da China (órgão Executivo) para que seja aprovado em definitivo, noticiou hoje o jornal Times Weekly.

O túnel incluirá uma linha de comboio de alta velocidade - até 220 km/h - e estradas com tráfego em ambos os sentidos.

Segundo Wang Mengshu, da Academia de Engenharia da China - o organismo que apresentará o projecto ao governo -, a viagem entre as duas cidades costeiras através do estreito de Bohai poderá ser realizada em apenas 40 minutos, enquanto actualmente uma viagem pode durar entre seis e oito horas de navio.

O custo estimado da construção será de 42,3 mil milhões de dólares (cerca de 32,4 mil milhões de euros), que serão financiados pelos governos provinciais de Shandong e Liaoning, além da companhia estatal de caminhos de ferro China Railway.

Segundo Wang, este valor poderia ser pago com o transporte de mercadorias, entradas fiscais e o aumento do turismo, além da economia que a construção pode representar depois de pronta.

O projecto em questão, com o objectivo de melhorar os contactos entre ambas as cidades e impulsionar a economia do país, foi proposto pela primeira vez em 1992 por um oficial da cidade de Yantaie, tendo o governo central ordenado um estudo para verificar a sua viabilidade um ano depois.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 07, 2013, 02:09:46 pm
O português, na China, é língua com emprego certo


Seis a sete milhões de novos licenciados saem anualmente das universidades chinesas, excedendo as ofertas de emprego disponíveis no mercado, mas Liu Jiantong não parece preocupada: "A China tem muitos negócios com o Brasil e outros países lusófonos". Liu Jiantong, 21 anos, é finalista do curso de português da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (Beiwai), a mais antiga licenciatura em língua portuguesa da República Popular da China, criada em 1961.

Durante quase vinte anos, aquele curso foi o único do género no país e até ao final da década de 1990 surgiu apenas mais um, em Xangai. Hoje, não contando com Macau e Hong Kong, há vinte universidades chinesas que ensinam português.

"O português tem um retorno do ponto de vista do emprego, o que não acontece com outras línguas", realça o embaixador de Portugal na China, Jorge Torres-Pereira.

Liu Jiantong diz o mesmo: "Os chineses que falam português são muito procurados".

Da província de Heilongjiang, na fronteira com a Sibéria, até a tropical ilha de Hainan, no Mar do Sul da China, há uma dezena de cidades chinesas onde se pode aprender português.

O número de estudantes ultrapassou os 1.100 em 2012 e no próximo ano, só em Pequim, deverão abrir mais dois cursos.

A maioria das licenciaturas apareceu na última década, coincidindo com a criação do Fórum Macau para Cooperação Económica e Comercial entre a China e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em 2003.

Segunda economia mundial, a seguir aos Estados Unidos, a China é hoje o maior parceiro comercial do Brasil e centenas de empresas chinesas operam em Angola.

Em 2012, a China Three Gorges pagou 2.700 milhões de euros por 21,3% do capital da EDP, tornando-se o maior accionista da eléctrica portuguesa. Foi uma das maiores aquisições feitas pela China na Europa.

A presença chinesa em Moçambique, Timor-Leste e outros países da CPLP é também cada vez mais forte.

Como todos os estudantes de português, logo na primeira aula, em Setembro de 2010, Liu Jiantong adoptou um nome português - Julieta. Tinha 18 anos.

"Gosto muito da história de Romeu e Julieta. Eu também quero encontrar o meu Romeu", disse.

Natural de Henan - província do centro da China, com cerca de 95 milhões de habitantes -, Julieta e nove colegas da Beiwai fizeram o terceiro e penúltimo ano na Universidade de Coimbra.

Foi a primeira vez que saiu da China: "Gostei muito, especialmente dos portugueses, que são muito simpáticos. O clima e a comida são óptimos".  Pelo que viu, desde Guimarães aos Açores, Portugal "tem pouca gente" e "há chineses em todas as terras do país". O português não é uma língua fácil. Pelo contrário: "No início foi difícil, sobretudo por causa da pronúncia e da gramática".

"A maneira de pensar também é diferente", acrescenta.

Mas, três anos depois, Julieta já sabe cozinhar "bacalhau à Brás", gosta de jogar futebol e admite até poder encontrar o seu Romeu em Portugal: "É possível", diz.

Por ora, vai gozando as últimas semanas das férias de verão: "Só vou começar a procurar emprego no segundo semestre (do ano lectivo 2013/14)".

O sonho de Julieta é simples: "Gostaria de viver alguns anos fora da China, trabalhar em Portugal, Brasil ou África, e depois voltar".

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 21, 2013, 10:56:08 pm
China terá em 2014 cerca de 100 milhões de cidadãos a viajar pelo mundo


A China terá no próximo ano 100 milhões de turistas a viajar pelo mundo, disse hoje em Macau Wang Ping, presidente da Câmara do Turismo da China, destacando os números e a importância dos visitantes do país. Ao intervir na conferência de imprensa de encerramento do Fórum de Economia de Turismo Global, que decorreu entre quarta-feira e hoje na Região Administrativa Especial de Macau, Wang Ping sublinhou que a China "tem investido muito" no mercado do turismo "melhorando as suas instalações" fruto de uma aprendizagem também feita no exterior.

Wang Ping lembrou, a propósito, que os turistas chineses são "conhecidos e reconhecidos" como aqueles que mais dinheiro gastam nos locais que visitam.

Por outro lado, acrescentou, há que reforçar a cooperação e a interligação regional potenciando as vantagens e a experiência de cada ponto de turismo.

O desenvolvimento do mercado turístico da China terá, contudo e na opinião de Jean-Claude Baumgarten, presidente do Conselho Mundial de Turismo e Viagens, de ficar adstrito a um Ministério do sector.

"Ter um Ministério do Turismo facilitaria, e muito, o desenvolvimento do turismo chinês e Macau pode servir de facilitador ajudando as províncias do continente na sua promoção internacional", considerou.

Por sua vez, Pansy Ho, secretária-geral do fórum, salientou a troca de experiências no encontro, de deixarem propostas e soluções para os problemas, numa partilha franca que faz do fórum de turismo um espaço especial no desenvolvimento da indústria a nível global.

"Queremos continuar a crescer, a tornarmo-nos mais internacionais e mais fortes na cooperação entre todos os pontos do globo porque o sector do turismo tem um grande potencial de crescimento", assinalou.

Pansy Ho, filha do magnata do jogo Stanley Ho, destacou ainda que além das experiências, a indústria do turismo deve também "partilhar o seu capital humano", promovendo assim o conhecimento que permite o desenvolvimento e defendeu Macau como uma "plataforma de excelência" para a realização de eventos globais capazes de promover o desenvolvimento.

"Temos de ser mais diversificados, atraentes para potenciar a nossa competitividade e nos próximos dez anos temos de investir mais para melhorar este papel de plataforma e potenciar as ligações", nomeadamente com o Delta do Rio das Pérolas, concluiu.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2013, 10:55:35 pm
China vai explorar 3 milhões de hectares de terras na Ucrânia


A China vai explorar três milhões de hectares de terra cultivável na Ucrânia, num plano que irá prolongar-se por 50 anos e será o maior projeto agrícola do gigante asiático no exterior. De acordo com o diário South China Morning Post, que se publica em língua inglesa em Hong Kong, uma das duas Regiões Administrativas Especiais da China, a iniciativa representa “um passo significativo nos recentes esforços da China para estimular as suas empresas nacionais a cultivar terras no exterior, à medida que cresce a procura de alimentos na China a par do processo de urbanização”.

Na primeira fase do projeto a Ucrânia disponibilizará 100.000 hectares de terra de elevada qualidade na região de Dnipropetrovsk, onde a China vai plantar produtos em grão e criar suínos.

A atribuição de terras será, depois, ampliada gradualmente até chegar a três milhões de hectares.

O acordo para a exploração das terras foi assinado em junho pela companhia chinesa china Xinjiang Production and Construction Corps (XPCC) e a ucraniana KSG Agro.

A XPCC, também conhecida como Bingtuan, é uma organização quase militar que se estabeleceu na província de Xinjinag nos anos de 1950 para explorar e habilitar áreas cultiváveis e consolidar defesas contra a então União Soviética.

Apesar da empresa não ter revelado o volume do investimento, a imprensa ucraniana indicou valores próximos dos 1.930 milhões de euros.

A China explora cerca de dois milhões de hectares de terras no exterior, entre eles 234.000 hectares na Argentina.

Os produtos colhidos e os animais criados nas terras ucranianas serão vendidos a preços preferenciais para duas empresas chinesas.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 01, 2013, 09:24:15 pm
China está prestes a superar a Índia no consumo de ouro


A China segue em passo acelerado para destronar a Índia como o maior comprador de ouro do mundo, segundo o Conselho Mundial de Ouro, entidade que reúne os produtores de referência do metal precioso. Segundo declarações de Albert Cheng, director-geral do CMO para o Extremo-Oriente, recolhidas à margem de uma conferência realizada em Roma: «Este ano, a China deverá ultrapassar a Índia».

Segundo o mesmo responsável, cujas declarações são citadas esta terça-feira pela AFP, a China deverá adquirir 1.000 toneladas (t) do metal precioso, perto de um quarto de um total de 4.400 toneladas de vendas previstas para este não no mercado global (2.800 t da produção mineira e 1.600 da revenda de ouro já em circulação).

O crescimento económico da China e ausência de regulação sobre a comercialização tem facilitado a aquisição de ouro pelas famílias na China, onde se estima que existem 100.000 lojas a vender ouro. Muito do ouro que chega a este mercado é refinado na Suíça e depois despachado para a China em barras de um quilograma.

Ainda, de acordo com Cheng, a China e a Índia (onde a procura tem caído nos últimos dois anos, devido à depreciação cambial da rupia e às taxas de importação) constituem o motor do mercado mundial de ouro. Juntas compram 60% de todo o ouro vendido no mundo.

Estatísticas da CMO, publicadas em agosto, indicam que a procura mundial de ouro decresceu 12% no segundo trimestre de 2013.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 11, 2013, 06:10:23 pm
China oferece a províncias prémio por redução de poluição


O governo chinês ofereceu uma recompensa de 590 milhões de euros a Pequim e outras cinco províncias próximas se implementarem com sucesso medidas para reduzir a poluição do ar até o final deste ano. As províncias de Tianjin, Hebei, Shanxi, Shandong, Mongólia Interior e Pequim, todas no norte do país, são consideradas as mais poluentes da China. Uma delas, Hebei, abriga sete das dez cidades mais poluídas da China.

Para receber o prémio, que será dividido entre as regiões, os governos locais devem encaminhar medidas como a instalação de filtros em indústrias, oferecer recompensas fiscais para empresas que diminuírem emissão de gases, fechar fábricas em dias de altos níveis de poluição e adoptar sistemas de circulação alternada de carros.

A recompensa faz parte do plano anunciado pelo Ministério do Ambiente em Janeiro para reduzir a poluição do ar no país em 25% nos próximos cinco anos.

As autoridades não estão preocupadas apenas com os efeitos da poluição sobre a saúde da população, mas também com o seu impacto sobre o turismo.

Segundo uma pesquisa do jornal Beijing Youth Daily, o número de visitantes à capital, Pequim, caiu em 50% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período no ano anterior.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: listadecompras em Novembro 29, 2013, 07:53:29 pm
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On the «bombshell» dropped by China on 20 November 2013 (I)
Valentin KATASONOV | 29.11.2013 | 00:00
 

Since 21 November, an article by well-known financial analyst and blogger Michael Snyder under the headline «China announces that it is going to stop stockpiling US dollars» has spread through the media like wildfire. (1)

Michael Snyder’s article

We quote: «China just dropped an absolute bombshell, but it was almost entirely ignored by the mainstream media. The central bank of China has decided that it is ‘no longer in China’s favor to accumulate foreign-exchange reserves’». Michael Snyder’s article predicts that China’s decision will have serious consequences for the United States. According to Snyder, even if this bombshell does not destroy America, it will still cause the country enormous damage. Can it all really be as the American analyst claims?

The bombshell itself, according to Snyder, was dropped on 20 November. It was dropped by a deputy governor at the People’s Bank of China in a speech at an economic forum being held at the Tsinghua University. «It’s no longer in China’s favor to accumulate foreign-exchange reserves», writes Bloomberg, quoting the official’s speech. According to the official, the appreciation of the yuan benefits more people in China than it hurts.

It is curious that Snyder, who is an experienced blogger («The Economic Collapse» blog) and a shrewd analyst, interpreted the official’s statement so emotionally. In our opinion, there is nothing particularly sensational in his words.

Firstly, similar statements have been made in China before (always very cautiously), but they never lead anywhere. At the end of the 1970s, China’s foreign-exchange reserves grew continuously. It is possible to count on the fingers of one hand the short periods of time (months, sometimes quarters) during which China’s accumulation of reserves stopped momentarily.

Secondly, the latest statement sounds really very vague. There is no mention, for example, of when exactly the central bank of China is going to stop buying foreign-exchange reserves. And the phrase itself – «It’s no longer in China’s favor to accumulate foreign-exchange reserves» – seems to be intentionally rhetorical.

Thirdly, if the central banks and treasuries of some country or other stop buying US Treasury securities and even reduce their US currency reserves, they do not usually announce it so loudly. For example, over the period from the end of January 2013 to the end of July, the Bank of Russia reduced its stockpile of US Treasury securities from USD 164.4 billion to USD 131.6 billion, which means that over the course of six months, it reduced its portfolio of US Treasury obligations by USD 32.8 billion, or by 20 percent. And you will notice that it was done without much fuss.

China in the iron embrace of the dollar

There is no need to say that much about the fact that the enormous and constantly growing foreign-exchange reserves were becoming a headache for the central bank’s senior management and the Chinese government. According to the Bloomberg agency’s calculations, over the period from the end of 2004 to the end of 2012, China’s foreign-exchange reserves (FER) grew by 721 percent and reached USD 3.3 trillion. While China’s share of the world’s FER stood at 14 percent at the end of 2004, by the end of 2012 this figure had increased to 30.2 percent. The agency estimates that at the end of 2012, US currency accounted for more than USD 2 trillion of China’s FER.

At the end of the third quarter of 2013, it amounted to USD 3.66 trillion, which exceeds the annual GDP of a country like Germany. China does not disclose the composition of its international reserves by currency. However, from time to time the People’s Bank of China organises a leaking of information on the issue. The first such information appeared in September 2010. The country’s official financial publication, China Securities Journal, reported that as at the middle of 2010, two thirds of its reserves (65 percent) were held in US dollars, 26 percent in euros, 5 percent in pound sterling and 3 percent in Japanese yen. At a later date, expert estimates emerged putting the share of US currency in Chinese reserves at approximately the 2010 level. At the same time, representatives of the European Central Bank (ECB) admitted that the share of the euro in China’s international reserves was extremely small. It should be borne in mind that, to date, the People’s Bank of China has entered into currency swap agreements (the exchange of national currency units) with approximately 20 countries. And the currencies of these countries are in the reserves of the People’s Bank of China.

The dollar was, and still is, the main currency in China’s international reserves. The US is China’s main trading partner, and all Chinese-American trade is conducted in dollars. Since China has a steady surplus in trade with the United States, there has been a continuous accumulation of US currency in China’s foreign-exchange reserves.

China’s dollar currency reserves are no more than US Treasury notes, which are extremely difficult to redeem. China is trying to do it, directing part of its reserves into special (sovereign) funds which can put money into Treasury securities and bank deposits, as well as into the stocks and shares of foreign companies in the real economic sector. The US and other countries in the west, however, are preventing investments like these in every way possible and are introducing various restrictions and prohibitions for sovereign fund investments under the pretext of «protecting national security». There are suspicions that China is trying to convert part of its international foreign exchange reserves into gold, and that these gold reserves do not amount to 1,000 tonnes (China’s official figures), but several times more. Moreover, the overwhelming majority of China’s dollar currency reserves are not serving the interests of China but of America, which receives virtually free credit from China.

On certain «mines» of Chinese manufacturing

If we are talking about the bombshells that China has dropped, or is preparing to drop, as part of its opposition to the United States, then we are not talking about the statement made by a deputy governor of the People’s Bank of China on 20 November this year. This statement could be compared to the explosion of the detonator. There have been quite a number of bombshells over the past three years, however. They have not yet exploded, but sooner or later they are going to explode. It would be more correct to call them delayed-action mines. Here are some of them:

1. The decision taken by the People’s Bank of China in the summer of 2010 to reinstate a «managed float» of the yuan.

2. The approval, in 2011, of the latest 12th Five Year Plan for China’s socio-economic development. The plan poses the problem of making the yuan an international currency, though it does not contain any kind of detailed explanation of what should be understood by the status of «international currency», or any algorithms for solving this problem.

3. The reaching of agreements between China and a number of other countries on a transition to the use of national currencies in mutual trade. Of these, China’s agreement with Japan, which stipulates the use of just the yuan and the yen in mutual payments, is particularly worth pointing out. Those involved are abandoning other currencies (including the US dollar). There is also an agreement on the mutual use of national currencies in payments between China and Russia.

4. The People’s Bank of China has also entered into currency swap agreements – i.e. the exchange of national currency units for the facilitation of mutual payments without using the US dollar – with a number of other countries (nearly 20 in total).

5. The agreement reached between China and Iran at the end of 2011-beginning of 2012 for the payment of oil supplied to China in yuan. There is a parallel agreement with Russia that such payments will be executed with the mediation of Russian banks.

6. Beijing’s appeal on 6 September 2012 to every country that supplies China with oil proposing that oil payments be made in yuan (China’s main oil suppliers are Saudi Arabia, Iran, Venezuela, Angola, Russia, Oman and the Sudan).

7. A statement by the central bank of Australia that it is planning on converting 5 percent of its international reserves into Chinese treasury bonds (this was preceded by talks between China and Australia).

8. The agreement reached in October 2013 between Beijing and London that currency trading between the yuan and pound sterling will begin at the Royal Exchange, as well as the permission given by the British authorities to Chinese banks, allowing them to open up branches in the City of London. The agreement between Britain and China virtually involves London’s transformation into a kind of offshore company for Chinese banks and financial companies. China previously entered into similar agreements with Hong Kong, Singapore and Taiwan.

9. The announcement in November 2013 by the President of the Shanghai Futures Exchange on the launch of a new financial instrument – a crude oil futures contract priced in yuan. It is assumed that this instrument will be used in the East Asia region.

10. The closed plenum of the Central Committee of the Communist Party of China held in November 2013, at which a plan was discussed for Chinese social and economic reforms for the period up to 2020. The outcome document, published after the plenum, says that one of the priorities of China’s economic policy is the transformation of the yuan into an international currency. An important tool for achieving this goal is called the rapid transition of the yuan to full currency convertibility.

In reality, each of the steps listed above are delayed-action mines. The explosions of these mines could change the world beyond recognition. Each of these steps are worthy of individual analysis. Take Beijing’s appeal to its oil suppliers with the suggestion that payments be made in yuan, for example, made on 6 September 2012. After discovering this secret information, Lindsey Williams called it the sensation of the 21st century. In his opinion, 6 September 2012 can be interpreted as the day that China launched a nuclear strike against America and the Federal Reserve, and as the beginning of the end of the oil-dollar standard that has existed for almost 40 years. Of course Williams, just like Michael Snyder, is creating an artificial effect of sensation. Clearly, no nuclear strike took place against America and the Federal Reserve on 6 September 2012. It was nothing but the next delayed-action mine being laid down.

All of the steps listed above are aimed at liberating China from the iron embrace of the American dollar on the one hand, and converting the yuan into an international currency on the other. It is true that there are big differences of opinion in the Chinese government about how these aims should be achieved and what should be understood by an «international» yuan. It is exactly for this reason that the decision was taken to make the latest plenum of the Central Committee of the Communist Party of China a closed plenum. Judging by a number of signs, it involved an extremely heated discussion, and the struggle between free marketeers and statists continued. The free marketeers are slowly but surely pulling the rope over to their side, although the statists are not laying down their arms. The wording of the outcome document is rather vague. Nevertheless, it is difficult not to notice the trend towards the future liberalisation of China’s economic policy.

The logic of Chinese liberals

Let us return to the statement by a deputy governor of the People’s Bank of China on 20 November this year. Its meaning becomes a little clearer if it is compared with the statement made several days before by the governor of the People’s Bank of China, Zhou Xiaochuan. He announced that the central bank would «mostly» abandon currency interventions. So these kinds of statements by Chinese central bank officials were not made from the time when the yuan’s fixed rate was cancelled. You will recall that up until 2005, the yuan had a fixed rate of exchange against the US dollar and other freely convertible currencies. Moreover, the rate was clearly undervalued, which stimulated the export of Chinese goods to the global market, including to America. It was this undervalued exchange rate for the yuan that became an important reason for China’s winning pace throughout the world it, and it caused an active surplus in the country’s balance of payments and trade. Under pressure from America and other rival countries, Beijing was forced to abandon the yuan’s fixed rate of exchange and switch to a so-called «managed float» of the national currency’s exchange rate. Firstly, this regime stipulated that fluctuations in the yuan’s exchange rate should be minimal (so as not to throw national manufacturing and trade out of gear). Secondly, the yuan should continue to be a «cheap» currency as before. And for this, so-called currency interventions were needed. These refer to the banal purchase of «green paper» by the central bank of China, or the creation of an artificially inflated demand for US currency, in other words. Hence the dollar’s inflated exchange rate and the yuan’s undervalued exchange rate. This is how the central banks of all the countries on the periphery of global capitalism act, however.

The logic of Chinese liberals is very simple: China does not need a stable and cheap yuan. It is far too costly for the country, since they have to concern themselves with the constant purchase of American currency and the accumulation of reserves. A completely free yuan does not need large reserves. Thus the headache that has been plaguing the country’s government for many years is disappearing, and the liberals would now like to put a lid on the matter.

(To be concluded...)

(1) Michael Snyder. China Announces That It Is Going To Stop Stockpiling US Dollars // The Economic Collapse, November 21st, 2013
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: listadecompras em Dezembro 04, 2013, 07:35:08 pm
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On the «bombshell» dropped by China on 20 November 2013 (II)
Valentin KATASONOV | 01.12.2013 | 00:00

The possible repercussions of «liberating» the yuan

We, however, are not going to put a lid on it as the Chinese liberals would like to do, but are going to continue examining the chain of cause and effect:

1. A free yuan would begin its own rapid rise; from cheap, it would quickly become expensive.

2. A rise in the yuan’s exchange rate would lead to a fall in the international competitiveness of Chinese goods. There would be a relatively rapid fall in the volume of exports, and imports would increase. China’s surplus trade balance would quickly switch from positive to negative.

3. The enormous foreign-exchange reserves that China has at the moment would, over several years, melt away like the winter snow melts into slushy puddles.

4. Chinese businesses, deprived of a market, would begin to grind to a halt, and millions and tens of millions of employees would find themselves out on the street. The real economic sector would quickly begin to deteriorate.

5. In order to stop businesses going bankrupt, and for the government to import essential goods, China would have to resort to help from foreign creditors and investors.

6. The West would give this kind of help willingly. As a result, assets in the Chinese economy would pass into the hands of transnational corporations, while in terms of external public debt, China would be in a worse position than Greece is today.

7. In dismantling its foreign exchange regulations for capital transactions, China could find itself completely unprotected from the impact of global financial crises. Speculators like Soros could start speculating on the fall of the yuan. China would then need their foreign-exchange reserves to withstand these financial speculators, but would no longer have them.

8. Very quickly, the yuan would become a weak currency, having lost even those few signs of an international currency it has now, in 2013. Moreover, the weakness of the yuan would not depend that heavily on whether the dollar maintains its own position or not. The yuan would be weak against the currencies of those countries that have preserved their real economic sectors.

The unfortunate experience of Japan

At this point, one could think of the dismal fate of Japan, which two decades ago seriously thought that the yen could draw level with the US dollar or even replace it. Incidentally, based on many relative economic indicators, the Japan at that time looked even better than China looks today. Present-day Japan is still in the world’s seven leading economically developed countries, although it now plays second fiddle.

Let us once again go back to the outcome document of the last plenum of the Central Committee of the Communist Party of China. It particularly highlights the need for the rapid currency liberalisation of China’s capital transactions. Put simply, in order to carry out cross-border transactions (the export and import of capital), Chinese and foreign investors should not experience any kind of difficulties in converting the yuan into foreign currencies or, likewise, foreign currencies into the yuan.

Why the hurry? Evidently, the Chinese liberals are working out their chess game more than one move at a time. They are aware that should the yuan’s exchange rate be liberalised, the country would very quickly be deprived of export revenue, with everything that that implies. They are aware of it, and are expecting export revenue to be replaced with money from foreign investors. The latter would require a full conversion of the yuan, of course, not only in order to invest their own dollars and euro into the Chinese economy, but also in order to freely withdraw investment income from the country in those same dollars and euro. However, replacing export revenue with foreign investment is an extremely complicated business. Suffice it to say that in 2012, revenue from Chinese exports amounted to nearly USD 2 trillion, while the influx of direct foreign investment in the Chinese economy was just USD 120 billion. No kind of currency liberalisation is able to guarantee complete substitution, if for no other reason than that the world does not yet have that amount of direct international investments. Also in 2012, direct cross-border investments as a whole consisted of just USD 1.3 trillion.

As global experience shows, the full liberalisation of capital transactions in countries on the periphery of global capitalism usually leads to speculators with their hot money, rather than strategic investors, swooping down on the country. Investors like these do not develop the economy, but pick at its assets and destabilise the work of those businesses still clinging to life. The full liberalisation of capital transactions at the end of the 1980s-beginning of the 1990s that took place in a number of ASEAN countries known back then as the «Asian Tigers» resulted in these tigers becoming pitiful kittens. The result of liberalising the movement of capital fully emerged during the financial crisis in Southeast Asia in 1998. It inflicted incalculable damage on the economies of these former tigers...

At the November plenum of the Central Committee of the Communist Party of China, emphasis was placed on stepping up the export of capital from China. A strong yuan is definitely needed to improve the efficiency of this kind of export. Following the cancellation of the yuan’s controlled rate of exchange, the Chinese currency’s exchange rate will go up for a time. I do not know how long this growth will continue. Maybe a year or two, but it is unlikely to be more than that. This is the time that capital should be withdrawn from China and invested in financial and non-financial assets in other countries. It seems that Chinese liberals are getting ready for the escape of capital (and their own capital at the same time) from the country of «victorious socialism». Liberal Chinese officials only need highbrow conversations on the yuan as an international currency and currency liberalisation for an escape from the country. As it happens, according to the international non-profit organisation Global Financial Integrity (GFI), during the first decade of the 21st century, capital was illegally removed from China to the tune of USD 2.74 trillion. In 2010 alone, the illegal withdrawal of capital amounted to USD 420 billion, which is approximately equal to one quarter of China’s total export revenue in that same year. The removal of capital from China is risky for its organisers and beneficiaries (corrupt officials and associated businessmen). It is these shady exporters of capital that are primarily lobbying for the speedy cancellation of all restrictions on the withdrawal of capital, the conversion of the yuan and its transformation into a strong currency.

On the fears of Michael Snyder

Let us once again return to Michael Snyder’s article. He is an American. Therefore, he is most concerned about the repercussions for America of the People’s Bank of China stopping any further accumulation of dollars. In his opinion, the brunt of the Chinese bombshell will fall on the United States. America has still not had time to recover from the events in October of this year. You will recall that government funding in the country was put on hold because the US Congress did not approve the federal budget for the next financial year. And the main reason why it was not approved is that the government had exhausted its borrowing limit. The events in October show how shaky the well-being of satiated America really is. It depends on countries like China that are faithfully buying up US Treasury bonds. In October this year, every tenth dollar of these bond loans was from China. Losing 1/10 of its loans would be keenly felt by America. What is more, other donors to Uncle Sam could follow China. The US Treasury’s loss of nourishment from China could lead to a sharp rise in interest rates on US government bonds, which could lead to a whole host of problems for the American economy. A significant rise in the percentage of so-called interest expenditure (expenditure on the servicing of public debt) in the federal budget, for example. A rise in the cost of loans and credit lines would also become unavoidable, which would put paid to any hopes of restoring the American economy as set forth in the quantitative easing programme.

Yes, Michael Snyder and other Americans do have cause for concern. For the moment, however, China cannot be regarded as the main reason for America’s troubles. The fact is that in September 2012, the US Federal Reserve System launched a third round of quantitative easing (QE). Its official aim was to restore the American economy, which was suffering from the financial crisis, and bring unemployment down to a safe level. To accomplish this, the FRS throws USD 85 billion into the finance and banking sector every month by purchasing the mortgage-backed securities of American banks on the secondary market (for USD 40 billion) and US Treasury obligations (for USD 85 billion). Quantitative easing has resulted in the Federal Reserve becoming the main buyer of Treasury securities over the last year. Foreign central banks and other buyers have found themselves with very little. Why the FRS made such a sharp turnaround over the last year is difficult to say at present. Maybe it is because Washington decided to insure itself against possible boycotts from central banks in other countries. From this it follows that: even if the statement by a high-ranking official from the People’s Bank of China on 20 November becomes a reality, i.e. the central bank of China stops buying American securities completely, the collapse of America will not happen immediately. The collapse of America might happen, but for a different reason – it will be because the Federal Reserve is unable to withstand the overload caused by the need to purchase enormous amounts of US Treasury bonds.

China anticipates difficult times ahead

For China to stop accumulating dollars, meanwhile, would be suicidal. The Chinese economy is like an aeroplane that has been circling in the air for a long time because the pilot cannot see a convenient place to land. The petrol is running out and there is a danger that the aeroplane is going to plummet to earth. Beijing could only have decided to stop its accumulation of dollars if it had an alternate airfield on which it was possible to land the aeroplane called the Chinese economy. This airfield should be understood to mean China’s domestic market. The Chinese government has been conscious of it for a long time and over the past ten years has made weak attempts to reorient its manufacturing industry and other sectors of the economy towards satisfying domestic demand and creating a single national economic system. The country continued to be dragged along its tracks by the West, however, until the end of the 1970s-beginning of the 1980s. The country was unable to move over to the rail tracks of independent economic development. China did not have a domestic market then, just as it does not now, which is why it depends on external markets and the American dollar.

It appears that any plans to reorient the Chinese economy towards the domestic market were put paid to at the November (2013) plenum of the Central Committee of the Communist Party of China. The Chinese government decided to continue its policy of further integrating China into the global economy, but the nature of this integration is changing before our very eyes. Beginning with Deng Xiaoping, China has spent the last three decades conquering the world’s commodities markets. The country turned into a global workshop serving half the world, and China was the model for a dependent type of industrial capitalism that had retained its socialist rhetoric. Socialism in China is understood to mean an eastern variety of state capitalism. Following the global economic crisis, since about 2010, something has emerged that Beijing finds completely unacceptable: China’s opportunities for the extensive development of the world’s commodities markets have been exhausted. The country’s economic growth rates have begun to slow, which is not yet a catastrophe, but it is worrying. Between 2010 and 2011, China’s party-state leadership agonisingly searched for a way out of the emerging impasse. The 12th Five Year Plan, adopted in 2011, implicitly reflected the adjustment of the country’s economic policy: an orientation towards the speedy development of its domestic financial market, the gradual opening up of this market to the outside world, and the development and conquest of the world’s financial markets. China’s leaders embarked upon a policy to transform industrial capitalism into financial capitalism.

Financial capitalism has already been long-established in the countries of the «Golden Billion», however. The West, and first and foremost the United States, does not need competition in the form of Chinese financial capitalism. China’s creation of its own domestic financial market, the partial internationalisation of the yuan, and full monetary and financial liberalisation are just speeding up China’s conquest by the Grandees of Western financial capital. There is a strong possibility that China is going to be facing some hard times in the years to come.
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 08, 2013, 01:43:01 pm
China registou o maior aumento de exportações desde 2009


A China registou, em Novembro, um superavit comercial na ordem dos 33.800 milhões de dólares (24.661 milhões de euros), o maior excedente mensal registado no país desde Janeiro de 2009, indicam dados oficiais hoje divulgados.

As exportações da China aumentaram 12,7% em Novembro, face ao período homólogo do ano passado, para 202.210 milhões de dólares (147.538 milhões de euros), enquanto as importações subiram 5,3%, em termos anuais, atingindo 168.400 milhões de dólares (122.869 milhões de euros), segundo dados da Administração-geral das Alfândegas chinesas.

A China é a segunda economia do mundo, a seguir aos Estados Unidos, e o maior exportador mundial, à frente da Alemanha e do Japão.

O excedente comercial de Novembro além de superior ao de Outubro - que totalizou 31.100 milhões de dólares (22.691 milhões de euros) - superou largamente a média das estimativas de alguns economistas, a qual apontava para 21.700 milhões de dólares (15.832 milhões de euros).

Em 2012, o excedente comercial da China atingiu 231.100 milhões de dólares (176.600 milhões de euros ao câmbio da altura).

No cômputo dos primeiros 11 meses do ano, o comércio externo chinês totalizou 3,8 biliões (2,7 biliões de euros), mais 7,7% comparativamente a igual período do ano passado.

A economia chinesa registou um crescimento de 7,7 % em 2012, um valor que representa o seu maior abrandamento desde 1999.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 22, 2014, 01:18:30 pm
Elites comunistas chinesas acumulam bens em paraísos fiscais


Os familiares de pelo menos cinco altos dirigentes do governo da China, bem como empresários de sucesso e grandes companhias estatais têm activos em paraísos fiscais das Caraíbas, segundo uma base documental divulgada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ).

Os dados, que foram publicados por vários meios internacionais como a BBC e os jornais The Guardian, Le Monde e El País, revelam que pelo menos 13 familiares dos principais dirigentes da China, entre os quais o presidente Xi Jinping e o ex-primeiro-ministro Wen Jiabao, utilizam esses paraísos fiscais. Aqueles somam-se 15 grandes empresários e companhias estatais chinesas.

No total, as informações do ICIJ, que foram baseadas em 2,5 milhões de documentos divulgados de duas companhias de serviços financeiros nas Ilhas Virgens Britânicas, mostram que mais de 21 mil clientes da China e Hong Kong utilizaram os paraísos fiscais.

Além disso, mencionam o papel de grandes bancos e empresas financeiras ocidentais como mediadores no estabelecimento de empresas nesses paraísos. Na China, ter contas em paraísos fiscais não é uma prática ilegal, mas suscita dúvidas sobre a riqueza acumulada pela elite chinesa no poder. Segundo o The Guardian, alguns cálculos estimam que, desde o ano 2000, saíram da China activos não detectados de 1 a 4 biliões de dólares.

As autoridades chinesas não têm obrigação de divulgar seus ativos, e nos últimos tempos endureceram sua oposição aos movimentos populares que tentam pressionar em favor de uma maior transparência dos dirigentes, em um país com profundas desigualdades sociais. De fato, os dados do ICIJ foram divulgados no mesmo dia do julgamento em Pequim do proeminente activista Xu Zhiyong, fundador do movimento «Novo Cidadão», que reivindica o respeito pela Constituição chinesa e um maior controlo sobre os líderes do país.

Xu foi detido em Julho de 2013 e é acusado de alterar a ordem pública, podendo ser condenado a cinco anos de prisão e existem poucas dúvidas de que seja declarado culpado. Entre os familiares de dirigentes que aparecem citados no relatório do ICIJ, encontra-se o cunhado do presidente Xi Jinping, Deng Jiahui, que possui metade de uma companhia imobiliária baseada nas Ilhas Virgens.

Além disso, é citado o filho de Wen Jiabao, Wen Yunsong, e o genro do ex-primeiro-ministro Liu Chunhang. O ex-primeiro-ministro já estava sob escrutínio depois de em 2012 o jornal New York Times publicar que a sua família tinha acumulado bens no valor de 2,7 mil milhões de dólares )cerca de 2 mil milhões de euros) durante a sua etapa no poder (2003-2013).

Outros familiares de dirigentes com contas em paraísos fiscais são a filha do ex-primeiro-ministro Li Peng, Li Xiaolin, alta executiva de uma empresa estatal de electricidade, e o genro do antigo líder chinês Deng Xiaoping, Wu Jianchang. O relatório menciona também que vários dos empresários de destaque na China, inclusivamente a mulher mais rica do país, Yang Huiyan, promotora imobiliária, e o fundador do gigante tecnológico Tencent, Pony Ma.

Muitas empresas chinesas recorreram a subsidiárias em paraísos fiscais para evitar impostos e as restrições aos fluxos de capital existentes na República Popular e para vender produtos a um custo mais baixo.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Julho 07, 2014, 06:40:31 pm
Voos directos entre a China e a Alemanha já são mais de 60 por semana


Mais de sessenta voos directos ligam semanalmente várias cidades da Alemanha e da China, ilustrando as crescentes relações económicas sino-germânicas e os "sólidos laços" entre os dois países, salientou hoje o jornal China Daily.

O número foi divulgado a propósito da visita que a chanceler Angela Merkel está a efectuar à China desde domingo e que constitui a sua sétima viagem àquele país em apenas nove anos.

A Alemanha é o maior parceiro comercial da China na Europa e o país da União Europeia que mais investe na nova potência emergente na Ásia Oriental, mas as relações sino-germânicas são também intensas no plano social.

Segundo refere o China Daily, o número de turistas chineses que visitam a Alemanha aumenta 20% ao ano, tendo atingido os dois milhões em 2012, disse ao China Daily o embaixador alemão na China, Michael Clauss.

Mais de 30.000 chineses estudam actualmente na Alemanha e cerca de 5.400 alemães fazem o mesmo na China, indicou o mesmo jornal.

De acordo com estatísticas da embaixada da China em Berlim, cerca de 2.300 empresas chinesas operam na Alemanha - nomeadamente nas áreas financeira, aviação, telecomunicações e maquinaria - num investimento global estimado em 4 mil milhões de dólares (2,94 mil milhões de euros).

Por outro lado, mais de 8.200 empresas alemãs já investiram na China 20 mil milhões de dólares (14,7 mil milhões de euros).

Em 2013, o comércio sino-alemão somou 161,56 mil milhões de dólares (116,17 mil milhões de euros) - , quase um terço das trocas comerciais entre a China e o conjunto da União Europeia - colocando a Alemanha no sexto lugar dos parceiros da China, a seguir aos Estados Unidos, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul e Taiwan.

A presença alemã na China é particularmente evidente nas ruas e avenidas das grandes cidades.

Este ano, as vendas de automóveis na China deverão subir para 17 milhões de unidades, quatro milhões das quais fabricados por empresas alemãs, prevê o China Daily.

Angela Merkel, 60 anos, assumiu a chefia do governo alemão em 2005 e desde então visitou a China sete vezes.    

Os líderes chineses são também visitantes assíduos da Alemanha. O presidente Xi Jinping foi recebido em Berlim em março passado e o primeiro-ministro, Li Keqiang, em Maios de 2013

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: marianah em Agosto 28, 2014, 11:05:54 am
http://info.abril.com.br/noticias/ti/20 ... cano.shtml (http://info.abril.com.br/noticias/ti/2014/08/autoridades-de-eua-e-china-se-reunem-apos-interceptacao-de-jato-norte-americano.shtml)
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 28, 2014, 07:34:58 pm
Citação de: "marianah"
http://info.abril.com.br/noticias/ti/2014/08/autoridades-de-eua-e-china-se-reunem-apos-interceptacao-de-jato-norte-americano.shtml


 :arrow:  viewtopic.php?f=15&t=397&start=120 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=15&t=397&start=120)
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 05, 2014, 02:23:29 pm
China vai precisar de mais 6.020 aviões nos próximos 20 anos


A China necessitará de mais 6.020 aviões nos próximos vinte anos para corresponder ao crescimento económico do país e ao aumento do turismo, segundo previsões da Boeing divulgadas hoje na imprensa chinesa.

O número, que representará quase 45% das vendas de aviões para toda a Ásia-Pacífico, traduz um aumento de 8% em relação às previsões feitas pela mesma empresa há apenas um ano, refere o Global Times.

Apenas cerca de um quarto dos novos aviões (1.400) irão substituir outros e os restantes (4.620) serão adicionados à frota.

Pelas contas da Boeing, um total de 6.930 aviões voarão nos céus da China em 2033.

A Boeing e Airbus dominam o mercado mundial da aviação civil, mas na China, a diferença entre as duas está a diminuir, com o fabricante europeu a recuperar terreno face à concorrente norte-americana.

Em 2013, a Boeing forneceu à China 143 e a Airbus 133.

"Nos últimos dez anos, o fosso entre a Airbus e a Boeing no mercado chinês tem vindo gradualmente a diminuir, e o crescente investimento da Airbus na sua fábrica de montagem em Tianjin (nordeste da China) dar-lhe-á uma vantagem sobre a Boeing", disse um analista chinês do sector citado pelo China Daily.

A economia chinesa, a segunda maior do mundo, a seguir à dos Estados Unidos da América, cresceu cerca de 7,5% no primeiro semestre de 2014.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 11, 2014, 04:35:07 pm
China absorveu num mês 10 vezes mais automóveis do que Portugal num ano inteiro


O mercado chinês de automóveis ligeiros de passageiros, incluindo os designados SUV, absorveu 1,5 milhões de unidades em agosto, o equivalente a 10 vezes o total de unidades novas matriculadas em todo o ano de 2013 no mercado português.

Segundo dados da associação chinesa de fabricante automóveis (CAAM, na sigla em inglês), a  China – atualmente o maior mercado mundial – absorveu (em termos de vendas) 1,5 milhões de automóveis só em agosto.

Globalmente, incluindo pesados (camiões e autocarros), o mercado cresceu 4%, com um total de 1,7 milhões de unidades comercializadas.

Comparativamente, segundo dados da associação europeia do setor (ACEA), o mercado português contabilizou 105,92 mil unidades novas matriculadas em todo o ano de 2013 (ligeiros novos de passageiros), um crescimento que rondou 11% face a 2012.

No segmento ligeiros de passageiros (com os SUV), o mercado chinês cresceu acima de 8%, evidenciando o terceiro mês consecutivo de desaceleração depois de ter crescido a dois dígitos em maio e junho.

As marcas de fabricante estrangeiros progrediram mais, em termos relativos, do que as locais (que mantêm a maior fatia do mercado e cujas vendas progrediram 5,7%). Os automóveis alemães venderam mais 22%, as japonesas cresceram 15% em vendas e as americanas 13%.

Diário Digital
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 14, 2014, 02:10:59 pm
China quer liderar energia nuclear em 2020


A China anunciou neste domingo que pretende tornar-se no líder mundial de energia nuclear em 2020, com a concretização de um plano ambicioso de ação que ficará totalmente desenhado em Abril.

O anúncio foi feito pelo director da Administração Nacional de Energia, Wu Xinxiong, que segundo o jornal South China Morning Post, citado pela agência Efe, falava para uma centena de assessores científicos e engenheiros num encontro em Pequim.

De acordo com o jornal, para conseguir alcançar este objectivo, a China terá de superar alguns “grandes obstáculos”, nomeadamente ao nível de conflitos de interesses, incertezas tecnológicas nas infraestruturas de nova geração, bem como a preocupação dos cidadãos relativa à segurança da energia nuclear.

Nos últimos anos, a China importou parte da tecnologia de reactores nucleares mais avançada do mundo, nomeadamente um projecto da americana Westinghouse e outro do gigante francês Areva.

O país tem neste momento três empresas nucleares em operação, a Companhia Geral de Energia Nuclear Estatal, a Companhia de Tecnologia de Energia Nuclear Estatal e a Companhia Nacional Nuclear da China.

A China está a construir dois reactores de terceira geração, ambos baseados em projectos importados do estrangeiro e a sua construção tem sido adiada devido a problemas técnicos.

A China tem actualmente 18 reactores nucleares activos e 28 em construção.

SOL
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 10, 2014, 02:25:15 pm
Mais longa viagem ferroviária da História ligou leste da China a Madrid

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.dn.pt%2Fstorage%2FDN%2F2014%2Fbig%2Fng3769965.jpg%3Ftype%3Dbig%26amp%3Bpos%3D0&hash=bcaa77443b560ea2767f7d1d73598c2a)

Viagem começou a 18 de novembro e terminou ontem, após 13 mil quilómetros. Demorou 21 dias.

A mais longa viagem ferroviária da História terminou terça-feira em Madrid depois de um comboio de mercadorias ter percorrido 13 052 quilómetros entre Yiwu, leste da China, e a capital espanhola, anunciou hoje a agência noticiosa oficial chinesa Xinhua. Trata-se de uma distância superior à que separa o Polo Norte do Polo Sul e demorou 21 dias.

O comboio saiu de Yiwu no dia 18 de novembro com 40 vagões, transportando 1.400 toneladas de mercadorias, nomeadamente enfeites de natal, e regressará de Madrid com presunto, azeite, vinho e outros produtos espanhóis. "É uma nova 'Rota da Seda' para o século XXI, com a diferença que agora, o comércio é nos dois sentidos", disse a presidente da Câmara de Madrid, Ana Botella, citada pela Xinhua.

Encarada como possível alternativa ao transporte marítimo, que demora o dobro do tempo, a viagem ferroviária atravessa oito países: China, Cazaquistão, Rússia, Bielorrússia, Polónia, Alemanha, França e Espanha. A locomotiva e a tripulação mudaram ao longo do percurso e foi necessário efetuar várias paragens para adaptar o comboio às diferentes bitolas da via-férrea.

Lusa
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 31, 2015, 06:32:53 pm
Como a China está a comprar a Europa

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fgreensavers.sapo.pt%2Ffiles%2Fcache%2F%2Flista-11%2F4198271834.jpg&hash=aedf69fc222e28b41fba299f26a640c3)

Há uma semana, a Hutchinson Whampoa anunciou a compra da rede de telecomunicações móveis britânica O2, detida pela Telefónica, por €14 mil milhões de euros, um valor invulgar nos tempos que correm mas que é apenas um dos mais recentes negócios entre empresas chinesas – a Hutchinson é de Hong Kong – e europeias.

Poucas semanas antes, a China National Chemical Corporation (ChemChina) entrou também no capital da italiana Pirelli, num negócio que avalia a empresa em €7,7 mil milhões e, mesmo em Portugal, as empresas chinesas já investiram €6,8 mil milhões nos últimos 15 anos.

Segundo o Quartz, há muito que o Governo chinês encoraja as empresas estatais a comprar multinacionais estrangeiras, uma forma de adquirir o seu conhecimento tecnológico e permitir um crescimento numa fase em que a economia interna arrefece. Por outro lado, a recessão económica europeia precisa do dinheiro chinês e, em muitos casos, as empresas são vendidas a preços muito simpáticos.

A queda recente do euro não fez mais do que tornar os negócios ainda mais atractivos para a China – só nos primeiros três meses de 2015, as empresas chinesas e de Hong Kong gastaram mais na Europa que em qualquer dos últimos 15 anos.

Todos os grandes negócios têm um país em comum, o Reino Unido. Entre 2000 e 2015, as empresas chinesas já investiram €86 mil milhões no país – quase metade do total investido na Europa. Segue-se a França, com €15,3 mil milhões, e a Itália, com €14,8 mil milhões.

Portugal encontra-se no 10ª lugar do ranking – note que estamos a falar da Europa e não da União Europeia – com os tais €6,8 mil milhões, logo a seguir à Alemanha que, estranhamente ou não, tem conseguido lidar com o apetite asiático.

Greensavers
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Abril 23, 2015, 12:53:21 pm
Jornal defende que a China "precisa de mais multimilionários"


Um jornal do Partido Comunista Chinês (PCC) defendeu que "a China precisa de ter mais multimilionários", argumentando que "a acumulação privada de riqueza não é incompatível com a justiça social" preconizada pelo sistema socialista.

"Se um dia metade dos mais ricos do mundo forem chineses, isso evidenciará os enormes sucessos alcançados pela China no seu processo de desenvolvimento económico e social", disse o Global Times, jornal de língua inglesa do grupo do Diário do Povo, o órgão central do PCC.

Num editorial intitulado "Ressentimento contra os ricos é exagerado", o jornal sustenta que a maioria dos ricos chineses "tem uma imagem positiva" e "são adorados como ídolos pelos jovens".

O texto reconhece que "o ódio à riqueza é particularmente virulento na internet", mas considera que "a inveja e a insatisfação não são os sentimentos dominantes acerca do crescente número de chineses multimilionários".

Empresários deixaram de ser inimigos

Na lista mundial dos multimilionários divulgada em Março passado pela revista norte-americana “Forbes”, correspondente a fortunas superiores a 1.000 milhões de dólares, a China continental tinha 213 nomes, mais 61 do que em 2014.

Um dos chineses melhor classificados, Wang Jianlin, presidente do Wanda Group, com uma fortuna avaliada em 22.600 milhões de euros, é também membro do Partido Comunista Chinês.

De acordo com os dados do Gabinete Nacional de Estatísticas da China, o rendimento anual disponível per capita no país China aumentou 84 vezes nos últimos 35 anos, atingindo 28.844 yuan (cerca de 4.400 euros) em 2014.

Constitucionalmente, a China define-se como "um estado socialista liderado pela classe trabalho e baseado na aliança operário-camponesa". O marxismo-leninismo continua a ser "um princípio cardial" do PCC.

Contudo, desde há cerca de duas décadas, o PCC passou a defender a "economia de mercado socialista" e a encorajar a iniciativa privada. Vistos outrora como "inimigos de classe", os empresários já podem filiar-se no PCC e muitos deles fazem parte dos órgãos de Estado.

O mais conhecido em Portugal é Guo Guangchang, presidente do grupo Fosun Group, o consórcio chinês que já comprou a companhia de seguros Fidelidade e é apontado como candidato à compra do Novo Banco.

Renascença
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 24, 2015, 03:50:14 pm
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: olisipo em Setembro 25, 2015, 09:04:13 am

Preliminar da indústria da China cai à mínima em seis anos

http://pt.euronews.com/2015/09/23/preli ... seis-anos/ (http://pt.euronews.com/2015/09/23/preliminar-da-industria-da-china-cai-a-minima-em-seis-anos/)
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 19, 2015, 08:12:41 pm
Corrupção: uma questão de vida ou de morte para Xi Jinping


A prisão do governador da importante província de Fujian é o mais recente episódio daquilo que o presidente chinês Xi Jinping classificou como uma "luta de vida ou de morte" contra a corrupção no país e no partido.

Su Shulin dirigiu ainda a Sinopec, uma das mais importantes petrolíferas chinesas, das dez mais lucrativas em 2014 e a 24.ª maior empresa estatal do país em volume de negócios, segundo a listagem da Forbes para 2015. Era governador de Fujian desde 2011, uma das mais ricas províncias da República Popular da China (RPC) e onde o desempenho de funções está frequentemente equacionado com a promoção para cargos de maior importância, em geral no centro político em Pequim.

Su, de 53 anos, é acusado de "violação de disciplina", expressão equivalente à prática de corrupção. Além de governador, era vice-secretário-geral do Partido Comunista Chinês (PCC) na província e considerado próximo do antigo responsável da segurança interna da RPC, Zhou Yongkang. Este último é o mais alto dirigente chinês até hoje a ser condenado por corrupção, tendo recebido uma sentença de prisão perpétua em junho. No seu trajeto, Zhou passara igualmente por empresas do setor petrolífero, área estratégica para a China e por onde passam alguns dos alinhamentos entre as fações que coexistem no PCC.

Este aspeto explica a prioridade dada pelo presidente Xi ao combate à corrupção no setor petrolífero, funcionando a atuação contra infratores como pretexto para afastar elementos de círculos distintos daquele a que pertence o líder chinês. Desde a chegada ao poder, em 2012, que Xi tem desenvolvido a mais ampla campanha contra a corrupção a que se tem assistido desde a fundação da RPC em 1949. Ainda recentemente garantiu que a campanha não pouparia nem "tigres" nem "moscas", referência, respetivamente, aos mais altos quadros e aos militantes comuns.

Poucos dias após o anúncio da prisão de Su, era comunicada em Pequim nova detenção: o responsável do Banco da Mongólia Interior, Yao Yongping, sob acusações de "prática de suborno, desvio de fundos e incapacidade em demonstrar a proveniência de bens e propriedades". Em setembro, um outro dirigente do mesmo banco fora detido sob as mesmas acusações. Ainda neste mês um outro banco regional, este na província de Dalian, viu o seu presidente investigado e detido. Desde 2013 que o setor bancário tem sido alvo de sucessivas investigações e prisões, a mais relevante, até ao momento, foi a do vice-presidente do Banco da Agricultura da China, uma instituição de dimensão nacional.

Não são apenas setores estratégicos, como a banca ou os petróleos, a serem alvo das investigações. Não há área de atividade, incluindo a cultura e os desportos, que não seja investigada. Com resultados. Em setembro, um ministro adjunto do Desporto, Xiao Tian, foi acusado de ter recebido "subornos", além de se aproveitar da posição que desempenhava para obter ganhos pessoais e "para terceiros". Xiao, cujo país ganhou em junho a organização dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, foi já expulso do partido e está sob investigação. A expulsão do PCC é o passo prévio a qualquer acusação formal, segundo o princípio de que o partido é constituído por figuras sem mancha e que os suspeitos não passam de "ovos podres" (uma das expressões empregadas na propaganda para os classificar) que, naturalmente, não merecem integrar a formação que dirige os destinos da China.

Para se ter uma ideia do combate à corrupção como instrumento político para o presidente Xi, estão recenseadas quase 120 investigações nos últimos três anos, a maioria com condenações. Em contrapartida, na década em que Hu Jintao esteve no poder, antes de ser sucedido por Xi, foram afastados ou presos 70 dirigentes envolvidos em casos de corrupção.

As relações sociais na China contemplam uma cultura de prendas como parte integrante do quotidiano em que, em especial no caso de altos quadros, a dimensão e natureza do que é oferecido será distinto do que sucede nos escalões mais baixos. Todavia, na maioria dos casos conhecidos, a existência de corrupção parece iniludível. Vejam-se os casos do presidente da Câmara de Lanzhou, Yuan Zhanting, que foi visto com, pelo menos, cinco relógios de luxo. Algo que nunca poderia adquirir com o o seu vencimento. Foi afastado de funções e investigado em dezembro de 2012. Ainda no mesmo ano, 12 quadros femininos do PCC, de médio e alto nível, foram afastados por "corrupção cosmética": tinham aceitado vouchers e cartões pré-pagos para tratamentos de beleza em troca de favorecimento em questões oficiais. Na mesma ocasião, um 13.º elemento, do sexo masculino, foi preso por usar fundos oficiais para pagar as idas aos salões de beleza da amante.

Um outro caso envolvendo relógios (e muito mais) sucedeu em 2013, quando o responsável pela segurança no trabalho na província de Xianxim, Yang Dacai, mais conhecido como "Irmão Relógio", foi preso e julgado ao não conseguir explicar, durante uma investigação como adquirira uma avultada fortuna.

Em 2014, as autoridades detiveram Cai Rongsheng, responsável pelas admissões de estudantes na Universidade de Renmin, em Pequim, quando tentava fugir do país. Mais uma vez, questões de suborno e luvas estiveram no centro do caso.

Luta política

Mas com o combate à corrupção, que o presidente Xi identificou corretamente como ameaça mortal para a hegemonia e legitimidade do PCC na sociedade chinesa, há uma dimensão de confronto político associado à questão. Em especial quando se trata de altos dirigentes, como Zhou Yongkang ou Bo Xilai, e está em causa diferentes conceções das prioridades políticas e económicas para o país.

Há um precedente no passado. Quando Deng Xiaoping começou a consolidar o poder foram afastados dezenas de responsáveis em várias áreas, oficialmente por comportamentos ilícitos, na prática por se oporem ao programa de abertura económica que aquele defendia.

Nos casos de mais alto nível - os referidos Zhou e Bo - qualquer deles era associado a grupos opostos ao presidente Xi ou ao seu programa político. E ambos advogavam um controlo mais estrito da economia, com Bo a ser considerado para posições na liderança máxima e Zhou a deter um completo controlo e uma ampla rede de influências e contactos em todo o aparelho de segurança que dominou, efetivamente, entre 2002 e 2012.

A corrupção não é só uma questão de vida ou de morte para o PCC. Pode ser também a forma de determinar se terão sucesso, ou não, as políticas de Xi Jinping para a sociedade chinesa.

DN
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: olisipo em Outubro 21, 2015, 07:47:11 pm

China assina acordo para construção de central nuclear no Reino Unido
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: olisipo em Outubro 29, 2015, 10:35:10 am
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: olisipo em Outubro 29, 2015, 09:04:04 pm
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Viajante em Novembro 11, 2016, 11:56:34 am
As cidades fantasma Chinesas (ou como nós conhecemos melhor, uma gigantesca bolha imobiliária)!

Título: Re: Notícias da China
Enviado por: HSMW em Dezembro 30, 2016, 12:50:49 am
Citar
Na China, uma ponte suspensa a 565 metros de altura, num desfiladeiro no sudoeste do país abriu ao tráfego automóvel, esta quinta-feira, a televisão estatal CCTV diz tratar-se da ponte mais alta do mundo
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 05, 2017, 09:35:24 pm
China investe 345 mil milhões €€ no combate à poluição


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 10, 2017, 07:55:44 pm
China quer controlar níveis da dívida corporativa


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 13, 2017, 05:11:13 pm
Exportações chinesas voltam a cair em 2016


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Abril 14, 2017, 11:05:12 am
Exportações chinesas aceleram em março ao ritmo mais elevado dos últimos dois anos


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Abril 29, 2017, 07:08:52 pm
Ao fim de 3 semanas, o primeiro comboio direto de Londres à China já chegou ao destino


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fthumbs.web.sapo.io%2F%3Fepic%3DMjAw0qacjSU6M2dvS3qEyfPcW2P51FV9PrL3nMwreziqmIQ6kIGMA1kv6EQ7r0L18MBkgWx%2Fh1Z1g7sJWsUBVqDl%2BFLmj%2Bc3p0owxHp%2BfWflYwk%3D%26amp%3BW%3D650%26amp%3BH%3D0%26amp%3Bdelay_optim%3D1&hash=43e9f6abab1c82ba363261a78bc33cf0)


O primeiro comboio de mercadorias a fazer o trajecto entre Londres e China, chegou este sábado ao seu destino depois de uma viagem de três semanas, fazendo lembrar as velhas expedições comerciais da Rota da Seda.

O comboio partiu no dia 10 de abril do porto londrino de Stanford-le-Hope, no estuário do Tamisa, em direção a Yiwu, na costa oriental chinesa. Durante esta madrugada, pelas 00H30 (em Lisboa), entrou na estação de Yiwu, uma cidade de cerca de dois milhões de habitantes ao sul de Xangai. A viagem durou dois dias a mais do que o previsto.

O comboio cruzou França, Bélgica, Alemanha, Polónia, Bielorrússia, Rússia e Cazaquistão. São mais de 12 mil quilómetros, sendo o trajecto Londres-Yiwu a segunda mais longa rota comercial do mundo, ficando "apenas a perder" distância para a rota China-Madrid, inaugurada em 2014.

Sendo uma opção mais barata do que a aérea e mais rápida do que a marítima, Londres é a décima quinta cidade europeia a celebrar uma ligação ferroviária à China para efetuar transporte de mercadorias.

Estas ligações ferroviárias aparecem no contexto das "novas Rotas da Seda", iniciativa lançada em 2013 pelo presidente chinês, Xi Jinping, com a esperança de firmar as relações comerciais da China, em particular com a Europa ocidental.

O comboio procedente de Londres continha whiskey, refrescos, produtos infantis e remédios destinados ao mercado chinês. Porém, sendo este um carregamento de volume limitado, "não falamos exatamente de uma idade de ouro do comércio sino-britânico", segundo Theresa Fallon, diretora do Centro de Estudos sobre Rússia, Europa e Ásia, em Bruxelas.

Os comboios vão transportar muito provavelmente mais mercadoria no futuro, especialmente no trajeto China-Europa, devido ao desequilíbrio comercial entre as duas economias, indicou Fallon à agência AFP. No entanto, alerta para o risco de que a rota da seda seja "num sentido único".

Segundo as autoridades de Yiwu, o comboio transportou "apenas" 88 contentores, muito menos do que um navio de carga, que pode transportar entre 10 a 20 mil unidades.

Por enquanto, o retorno do investimento não cobre os gastos estruturais, segundo um relatório publicado no ano passado pela Oxford Review of Economic Policy.


>>>> http://24.sapo.pt/vida/artigos/ao-fim-de-3-semanas-o-primeiro-comboio-direto-de-londres-a-china-ja-chegou-ao-destino
Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Julho 06, 2017, 12:11:47 pm
China e Alemanha estreitam laços


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 18, 2017, 09:11:03 pm
China promete "nova ronda de abertura económica"


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 28, 2017, 04:57:38 pm
China constrói estrada fotovoltaica


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 01, 2018, 04:09:12 pm
China proíbe comércio de marfim


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Agosto 03, 2018, 04:18:03 pm
Alemanha bloqueia ofensiva de grupos chineses


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 14, 2018, 09:20:37 pm
Xangai: a nova Silicon Valley


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 19, 2018, 11:23:04 am
China regista o menor crescimento em nove anos


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 13, 2018, 11:40:35 am
China: "Sol artificial" atinge 100 milhões de graus Celsius


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 14, 2019, 04:20:41 pm
Novo sistema de transportes de Hong Kong e do Delta do Rio das Pérolas



Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 31, 2019, 05:18:27 pm
China garante: "Olimpíadas 2022 serão ecológicas e sem corrupção"


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 05, 2019, 05:42:20 pm
Espanha e Portugal exportam carne de porco e presunto para a China



Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 05, 2019, 01:18:37 pm
Economia chinesa em abrandamento


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 08, 2019, 09:05:03 pm
Exportações chinesas sofrem a maior queda em 3 anos


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 10, 2019, 07:05:53 pm
Macau lidera ambicioso projeto para a Grande Baía


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 21, 2019, 04:27:43 pm
Itália recebe presidente chinês com olhos postos no comércio



Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 22, 2019, 11:55:29 am
O papel de Trieste na Nova Rota da Seda


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 23, 2019, 12:02:10 am
Xi Jinping responde a receios europeus em Roma



Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 23, 2019, 03:24:31 pm
Itália assina "nova rota da seda"



Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Março 24, 2019, 05:52:19 pm
Xi Jinping em França e no Mónaco



Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Abril 09, 2019, 04:14:09 pm
Cimeira da UE e China sem consenso


Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Abril 10, 2019, 07:27:42 pm
Nova Rota da Seda: A estratégia chinesa de conquista dos Balcãs



Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitano89 em Abril 22, 2019, 04:12:40 pm
Huawei com resultados positivos no primeiro trimestre



Título: Re: Notícias da China
Enviado por: Lusitaniae em Outubro 27, 2019, 02:33:14 pm
Leitura interessante no Japan Times, tradução automática:

A Europa tem que escolher um lado na rivalidade EUA-China

WASHINGTON - A Europa esteve no centro de quase todas as competições de grandes potências dos últimos 500 anos, como lar de um ou de ambos os protagonistas ou como o teatro decisivo da luta. Não mais: as guerras mundiais do século passado cuidaram disso. No entanto, as nações da Europa ainda são capazes de desempenhar um papel crítico no concurso definitivo deste século: aquele entre a China e a América. Ou podem permitir que o continente seja reduzido a uma região fraca e dividida que luta para fazer sentir sua influência.

A China deseja o último e tem uma estratégia para alcançá-lo. Os EUA devem preferir um conjunto ativo e capaz de aliados europeus, mas suas políticas muitas vezes foram jogadas nas mãos de Pequim.

O centro de gravidade geopolítica do mundo se move firmemente para o leste há décadas. A Ásia-Pacífico agora supera significativamente as participações da Europa no PIB global e nos gastos militares globais. E embora a rivalidade entre a Rússia e o Ocidente seja significativa, a luta transpacífica entre a China e os Estados Unidos é histórica.

A Europa poderia ser uma força crítica nessa competição, defendendo o sistema liderado pelos EUA que beneficiou tanto o continente. A União Europeia ainda é a segunda maior economia do mundo depois dos EUA, não é um trunfo pequeno em uma intensa competição geoeconômica. Alguns aliados - especialmente a França e o Reino Unido - ainda são capazes de projetar o poder global, e uma Europa relativamente rica pode melhorar suas forças militares de maneira impressionante se assim o desejar. Os países europeus também podem exercer considerável influência diplomática, especialmente através da UE e da OTAN. Talvez o mais importante seja a Europa, que continua sendo o grupo de democracias mais coerente do mundo, o que conta muito com a rivalidade entre um poder liberal e um liberal.

Houve alguns movimentos em direção a um maior ativismo europeu em relação à China. O Reino Unido e a França navegaram navios de guerra pelo Mar da China Meridional em resposta à agressão chinesa. A liderança da Alemanha tornou-se mais preocupada com as violações dos direitos humanos na China e os esforços para dominar as indústrias de alta tecnologia. Quando o presidente chinês Xi Jinping visitou a França no início deste ano, seu colega francês, Emmanuel Macron, disse que o tempo de "ingenuidade européia" na China havia terminado.

A Comissão Europeia, o ramo executivo da UE, começou a considerar a idéia de que a China é, como um documento de estratégia colocou, "um concorrente econômico na busca da liderança tecnológica e um rival sistêmico que promove modelos alternativos de governança". Propostas para fortalecer o escrutínio do investimento chinês e fortalecer as telecomunicações, a indústria e a inovação européias contra a influência e a predação chinesas estão ganhando força.

Da mesma forma, Jens Stoltenberg, secretário-geral da OTAN, alertou que "a China está se aproximando de nós" e pediu um aumento da cooperação europeia com aliados dos EUA na Ásia-Pacífico. Olhando para o futuro, pode-se imaginar a Europa, os EUA e as democracias da Ásia-Pacífico cooperando para expor e combater as operações de influência política chinesa, e talvez coordenando mais explicitamente sobre como gerenciar ameaças militares em várias regiões ao mesmo tempo. No entanto, o impacto da ação européia sobre a China dependerá de quanta unidade o continente conseguir, e nessa questão há sinais de problemas.

Mesmo quando algumas das principais potências da Europa - Alemanha, França, Reino Unido - se tornaram mais céticas em relação às políticas da China, muitos dos membros menores e mais pobres do continente, principalmente no sul e no sudeste, passaram a ver Pequim como uma fonte de extrema necessidade comércio e capital. Em 2017, por exemplo, os gregos eram mais propensos a nomear a China (53%) do que os EUA (36%) como o segundo parceiro mais importante do país, depois da UE. Uma onda de iliberalismo político em países como Hungria e Polônia criou rachaduras na unidade democrática do continente. Além disso, a UE está prestes a perder um de seus membros mais importantes, à medida que a Grã-Bretanha se aproxima do Brexit. A Europa tem potencial para ser um ator estratégico eficaz, mas pode não ter a coesão.

Esta é uma boa notícia para a China. Uma Europa coesa, próspera e democrática não ficará do lado da China em uma disputa com os EUA, porque o embate fundamental entre os valores liberais e o autoritarismo de Pequim permanecerá no caminho. Uma Europa que prosperou em um mundo liderado pelos EUA não se sentiria particularmente confortável em um sistema liderado por uma China mercantilista que exige deferência estrita das potências menores. O que a China pode esperar é uma Europa dividida e dependente - que é incapaz ou não quer ficar do lado decisivo de Washington por causa de suas próprias brechas internas, comprometendo o compromisso com o liberalismo e confiando na generosidade de Pequim. A China não pode conquistar a Europa, mas pode neutralizá-la, fraturando o continente e cooptando algumas peças.

É exatamente isso que Pequim está fazendo. Seguindo o precedente de seu comportamento econômico coercitivo na Ásia, a China usou a atração do comércio e dos investimentos para desencorajar os países europeus de criticar seus abusos políticos em casa ou suas políticas no exterior. A China está cultivando os estados menores, mais pobres e menos liberais da UE para minar a unidade europeia e melhorar sua influência com membros individuais. Pequim conseguiu um golpe nesta primavera ao induzir a Itália a se juntar à iniciativa "Cinturão e Rota". Para onde vai a influência econômica, seguirá influência política e diplomática.

Você pode pensar que Washington reagiria ao defender uma Europa democrática e unificada. Infelizmente, você estaria pelo menos parcialmente errado. O governo Trump adotou uma política tipicamente inconsistente em relação ao continente, pedindo à Europa que seja dura com a China, mesmo que os EUA sejam duros com a Europa.

O presidente dos EUA e seus assessores apoiaram vocalmente o Brexit, o que enfraquecerá a UE e removerá uma voz pró-americana desse órgão. Trump e diplomatas como Richard Grenell, embaixador dos EUA na Alemanha, tentaram capacitar populistas iliberais em todo o continente.

O governo forjou laços diplomáticos e militares mais estreitos com a Polônia - o que faz sentido em termos de conter a influência russa, mas não em conter a erosão dos valores democráticos da Europa - e Trump hospedou o decididamente iliberal Viktor Orban da Hungria na Casa Branca. O presidente falou da UE como um inimigo ("pior que a China") e usou tarifas como um golpe contra as economias européias.

Para ser justo, o governo Trump também tentou mobilizar a Europa contra as jogadas geopolíticas da China. Pressionou os estados europeus a não se associarem a empresas chinesas no desenvolvimento de redes de telecomunicações 5G, e pediu à OTAN que desempenhasse um papel maior no enfrentamento da ascensão do poder de Pequim. Depois de inicialmente resistir aos apelos de Bruxelas, o governo agora busca alistar a UE e o Japão em uma frente comum contra as práticas econômicas injustas de Pequim.

No entanto, muitos países europeus continuam preocupados em se alinhar muito de perto com Trump contra a China, porque temem que ele acabe por fechar um acordo bilateral com Pequim. Tão importante quanto qualquer cooperação entre EUA e Europa contra a China está ocorrendo em um contexto mais amplo, no qual os EUA frequentemente trabalham contra uma Europa forte e unida.

Trump tem suas razões para essa abordagem. Ele acredita que os EUA podem obter um melhor acordo comercial bilateral com um Reino Unido pós-Brexit, e parece pensar que os EUA podem maximizar sua influência com países europeus individuais, enfraquecendo a UE. Ele certamente simpatiza com os políticos europeus que criticam a integração e o globalismo da mesma maneira que ele. Essa estratégia pode ajudá-lo a vencer algumas negociações com aliados europeus. Não ajudará os EUA a vencer o jogo de maior valor com Pequim.

https://www.japantimes.co.jp/opinion/2019/10/07/commentary/world-commentary/europe-choose-side-u-s-china-rivalry/#.XbWqpOj7TRZ