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Conflitos => Conflitos do Futuro => Tópico iniciado por: typhonman em Janeiro 06, 2004, 05:55:24 pm

Título: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: typhonman em Janeiro 06, 2004, 05:55:24 pm
Este tópico não vai agradar nada aqueles que consideram a relação entre Portugal e espanha uma relação de fraternidade e de amizade na construção europeia...
A fonte de um eventual conflito que eu prevejo( e já comentada em revistas da especialidade incluindo na MAIS ALTO) é  a falta de água!!
Estima-se que lá para 2050 a situação se agrave, e como todos nós sabemos a maior parte dos nascentes de rios importantes se encontra em Espanha, bastava fazer alguma barragens para deixar Lisboa/Porto " secos" assim como outras zonas de Portugal!
E como nós sabemos a água é indispensável á vida...
Por isso se houvesse algum bloqueio a este liquido precioso, qual deveria ser a atitude de portugal? Ficar sem fazer nada? Bem se isso acontece-se neste momento era a unica hipótese que tinha-mos... :cry:
Título: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Tiger22 em Janeiro 07, 2004, 10:57:34 pm
É uma situação provável, mas antes, temos que ter em consideração que a Espanha tal e qual a conhecemos hoje em dia tem os dias contados, a meu ver no máximo 15 anos, dada a importância dos movimentos separatistas que crescem de dia para dia. Veja-se o caso Vasco, a Catalunha e mais recentemente o caso da Andaluzia !!!. Os independentistas encontraram a fórmula para lutar correctamente pela sua causa soberanista: a não violência e a via politico-legal que os estatutos autonómicos permitem. Por tudo isto, e se essa crise a volta da água se vier a verificar, provavelmente teremos que discutir o problema com mais 2 ou 3 repúblicas que se venham a formar dentro da península.
Título:
Enviado por: typhonman em Janeiro 08, 2004, 12:49:25 pm
Sim concordo consigo!
Vai acontecer o que aconteceu a Juguslávia...
Eu moro perto da fronteira e apanho Tv espanholas, as noticias de separatismos são cada vez maiores nalguns territórios exactamente os que referiu atrás, Catalunha, País Basco, Andaluzia e mesmo na Galiza já há bastantes adeptos da independência ou união a Portugal 8)
Espanha é uma espécie de união não pelo coração ou estomâgo mas sim uma união " tirada a ferros"..
Espero que isso aconteça!!! :D
Título:
Enviado por: Ricardo Nunes em Janeiro 08, 2004, 09:43:17 pm
Pessoalmente não acredito na remota hipótesse de um conflito entre as nossas as 2 nações.

Sem dúvida que a questão da água é realmente preocupante mas penso ( espero! ) que nunca iria dar uma origem a um conflito armada, mas sim provavelmente terríveis negociações políticas.

Quanto à questão da divisão de Espanha, é sem dúvida muito interessante. Completamente de acordo com vocês: é o país com maior indíce de regiões com intenções separatistas. Contudo penso que o comum espanhol já se apercebeu nas vantagens do país unificado, isto pois a Espanha caminha a largos passos para se afirmar a 4ª maior economia da Europa ultrapassando a Itália. Contudo existem verdadeiros núcleos de fieis e românticos sempre fieis às suas origens, e tem cada vez maior expressão. Mas para o bem de Espanha, espero que esta se mantenha unida. Se bem que para o bem de Portugal seria engraçado vê-la dividida.  :twisted:

Intressante também, e centro de grande polémica e mesmo conflito entre os nossos 2 países, são as questões de Olivença e das Selvagens. Ora aí está um tema interessante.
Título: Saúdos e reflexións
Enviado por: ferrol em Janeiro 09, 2004, 11:27:31 am
No principio, e por cuestión de cortesía, penso que debo presentarme. Escribo desde a Galiza, na Espanha, atopei este novo forum a través do anuncio no forum da Armada e non quixen perde-la oportunidade de coñecer as opinións dos meus benqueridos veciños destes temas e participar delas.

Vaia esta mensaxe para saúdar a tódolos foristas e agradece-lo esforzo na creación deste novo medio de comunicación entre nós.

Para escomenza-la miña participación no forum, quixera comentar un pouco este tema desde o meu particular punto de vista:

Coido que a amizade entre as nosas nacións está hoxe fora de toda dúbida, no eido da OTAN e a UE. Somos compañeiros nesta viaxe e por moito tempo.

Non vexo a rivalidade pola auga moi clara, porque os ríos que desembocan en Portugal, (Tello e Douro, principalmente) non son moi usados na Espanha para regadíos, xa que as zonas por onde pasan se adican na Espanha ó cultivo de cereais e forraxe, que necesitan pouca auga. Outra cousa é o caso do Levante (desde Valencia deica Almería) que necesita auga para o cultivo do arroz, por exemplo. E ninguén falou na Espanha (que eu saiba) de trasvases de auga do Tello ou o Douro.

O caso dos separatismos é unha cuestión política, xa que só un 14% dos vascos, un 12% de cataláns e un 8% de galegos votaron nas ultimas eleccións a partidos separatistas. Outra cousa distinta é que cada un tente saca-lo mellor proveito das inversións estatais e tirar avantaxe das súas pretensións políticas, cousa que é o cerne da democracia, a discusión e o enfrontamento de ideas. Espanha non se separa, levamos 500 anos xuntos, e iso crea necesidades e sentimentos comúns.

¿Cal é, xa que logo, o meirande inimigo de Portugal? Pois creo que non ten, se acaso a reclamación marroquina das Canarias e illotes portugueses cercanos, pero iso non é unha ameaza real.

En fin, saudos, feliz ano novo a todos e sorte para este novo forum.
Título:
Enviado por: papatango em Janeiro 09, 2004, 08:22:35 pm
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Vai acontecer o que aconteceu a Juguslávia...
Eu moro perto da fronteira e apanho Tv espanholas, as noticias de separatismos são cada vez maiores nalguns territórios exactamente os que referiu atrás, Catalunha, País Basco, Andaluzia e mesmo na Galiza já há bastantes adeptos da independência

Peço desculpa, mas acho que as noticias da morte da Espanha têm sido bastante exageradas.

Temos que nos lembrar de que sendo a Espanha na realidade um Estado-Federal, embora a constituição não o reconheça. Por isso existe uma natural tendência para as várias regiões "lutarem" entre si. Mas esta luta, é muito mais um aluta por benefícios económicos que outra coisa.

As regiões, muitas vezes abanam as bandeiras do separatismo, mais como uma forma de pressão que com qualquer intuito separatista real.

É como o Alberto João, de vez em quando a falar dos colonialistas de Lisboa. Tem que se entender este tipo de coisas.

Embora seja evidente que as tentações separatistas também existe, e não faría sentido ignora-la.

País Basco e Catalunha são as regiões mais propensas a este tipo de exigência, mas não acredito que alguma vez haja uma evolução para independências. Será muito mais provavel a associação de Estados e a constituição de uma Federação.

A realidade é que as várias nações da Espanha aprenderam (á força, admito-o) a viver umas com as outras, e mesmo durante a guerra-civil, a proclamação da República da Catalunha, foi feita, dentro da República Espanhola, não havendo um impeto independentista.

O Estado-Espanhol, que para a maioria dos Portugueses é uma incarnação da demoníaca Castela - desde que em liberdade - deverá continuar unido por força das suas próprias necessidades e por força da reapolitik europeia.

Na Europa, ninguém quer uma Espanha aos bocados, por uma simples razão:

Se os Catalães, os Bascos e os Galegos, têm direito a um estado, então, também os Bascos da França têm esse direito. Os escoceses, seriam os seguintes e os estados alemães e regiões italianas começariam os planos para a independência. A França não conseguiría justificar a continuação da sua presença na Corsega. A Italia, tería dificuldades em impedir a volta do Reino/Republica da Sardenha, que tem relações históricas com a Catalunha.

A União Europeia, quer criar uma Europa de Estados, e evitar de todas as formas uma Europa de Nações. Para assim, os principais Estados, reforçados pelas várias nações que a constituem, poderem mais facilmente dominar.

Portugal fica um bocado de fora disto tudo, porque a nação Corresponde ao Estado, e por isso temos alguma dficuldade em apreender muitas destas "nuances" e dos porblemas que muitos dos Estados Europeus têm neste domínio.

Igualmente se deve dizer que algo como a Jugoeslávia, sería catastrófico para Portugal. Mesmo não estando metidos nun conflito Ibérico, e não sei se isso sería possível, não nos podemos esquecer das nossas relações económicas com a Espanha na sua totalidade, e que 50% das nossas exportações têm que passar pela Espanha para chegar aos mercados europeus.

Além do mais, Portugal sería um dos destinos de eventuais refugiados. Já estão a ver os problemas que uma catástrofe dessas tería para a economia Portuguesa.

O Algarve sería interessante, apenas a uns quilometros de uma país em guerra?

A Ligação  que muita gente estabelece entre os nomes Espanha e Portugal, implicaría que mesmo que estivessemos totalmente em páz, muita gente não dissociaría uma coisa da outra.



Citação de: "Ferrol"
O caso dos separatismos é unha cuestión política, xa que só un 14% dos vascos, un 12% de cataláns e un 8% de galegos votaron nas ultimas eleccións a partidos separatistas.


Estou de acordo, mas uma coisa é o separatismo integral, outra coisa é o aumento das competências políticas das autonomias.

O Ibaretxe tem uns 40% e é criticado como se fosse o Diabo em pessoa - e ele é a parte "conservadora" do governo Basco. O tipo da Catalunha, Carod Rovira, ficou com 17% e agora a CiU está na oposição - O que é que o Ferrol acha que vai caracterizar o Artur Maas, na oposição ? - Um partido nacionalista catalão, de repente vai ter um discurso pró Madrid?.

Na Galiza o BNG tem 20 a 24% dos votos, e mais de metade dos Galegos vota PP unicamente por causa do velhote.

Portanto a situação parece um bocado confusa.

Aos de cá, a melhor coisa é rezar para que tudo se passe da melhor forma.

Isto não impede no entanto a discussão académica dos temas, de que tratarei futuramente.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Tiger22 em Janeiro 09, 2004, 09:04:18 pm
Caro papatango:
 
Não me parece que o estado actual do separatismo seja um exagero. Veja o caso Vasco, onde se está muito perto de convocar um referendo, onde o resultado mais provável será a aprovação do plano Ibaretxe que prevê um estado livre associado à Espanha, ou seja, uma maneira elegante e disfarçada para, quando assim o entenderem decretarem a independência total. Por outro lado o actual governo da Catalunha, procura exactamente o mesmo, com a agravante de que o referendo catalão poder surgir quando o Vasco já tiver sido aprovado. Que pode fazer o estado central e a Europa? Nada. Trate-se de uma luta pacífica, pelo que esse cenário de conflito que descreveu, nunca o verá. É esse precisamente o triunfo dos independentistas, uma luta pacífica, onde o controlo que eles têm sobre escolas e a cultura regional lhes permitiu ao longo de 20 anos, fazer uma "lavagem intelectual e cultural" de esse fenómeno que eles tanto odeiam chamado de identidade nacional (a espanhola claro). Por outro lado ao contrário do que pensa, eu acho que a Europa e principalmente os países grandes gostariam de ver uma Espanha dividida e fragmentada, já que seria menos um estado a "fazer-lhes concorrência" e penso que, Portugal em particular teria tudo a ganhar.

Cumprimentos
Título: Re:
Enviado por: JNSA em Janeiro 12, 2004, 06:55:00 pm
Este tópico é bastante interessante - um possível conflito Portugal/Espanha, pela gestão dos recursos hídricos. Aliás, esta é uma das causas que os geopolíticos têm apresentado como determinantes para os conflitos futuros... Mas sinceramente, creio que há muito mais probabilidade de ocorrerem em África/Médio e Próximo Oriente, do que na Península Ibérica, isto por uma série de razões, sendo a principal delas a integração europeia.

Embora eu não morra de amores, nem pela UE, nem pela Espanha, a verdade é que o fortalecimento da União Europeia é uma realidade actual, sê-lo-á ainda mais daqui a 10/15 anos, e não sei se daqui a 50 anos, como o Typhoonman sugeriu como data possível para o conflito, não se terá já entrado numa Federação/Confederação Europeia...

A possibilidade de Portugal invadir uma Espanha unida é inconcebível. Quanto a uma Espanha dividida, as probabilidades de ela se fragmentar são, na minha opinião, e mais uma vez por causa da UE, cada vez mais remotas.

A Espanha caminhará possivelmente para uma Federação, e não para a criação de novos Estados independentes, visto que os movimentos independentistas tenderão a ser abafados pelo interesse da "comunidade internacional" ( leia-se os países europeus que têm focos de separatismo interno )... E acreditem que eu gostaria, do ponto de vista puramente económico-político, de ver a Espanha dividida... era menos um país a fazer-nos sombra... Mas duvido que venha a acontecer.

Citar
Temos que nos lembrar de que sendo a Espanha na realidade um Estado-Federal, embora a constituição não o reconheça.


Caro papatango, embora haja divergência de opiniões sobre essa matéria, a Espanha não é, actualmente uma Federação. É, ou um Estado Regional, ou um Estado Unitário descentralizado... Eventualmente está próximo de um Federalismo Imperfeito, como no Brasil.


De qualquer modo, os actuais movimentos políticos na Catalunha e País Basco, parecem-me mais formas de obter concessões por parte de Madrid, do que um avanço para a independência. Eventualmente o que poderá acontecer é, num estádio mais adiantado da UE ( já como Federação ), que a Espanha venha a ser dividida em Estados Federados. E aí, Portugal já não poderá entrar em guerra com a Espanha - seria uma guerra civil!  :shock:  ( que raio de perspectiva!! )

Abraços
João Albuquerque
Título:
Enviado por: komet em Janeiro 12, 2004, 09:21:54 pm
Voçês estão a ver tudo ao contrário, da maneira que isto está nós vamos é ser anexados à Espanha lol  :P
Título: Non creo, non sei...
Enviado por: ferrol em Janeiro 15, 2004, 03:25:17 pm
Citação de: "komet"
Voçês estão a ver tudo ao contrário, da maneira que isto está nós vamos é ser anexados à Espanha.

Bon, tal e como está o sistema, as empresas grandes mercan ás máis pequenas, para gañar mercados e clientes.

Tan certo é que os bancos españois mercan outros em Portugal como que a Caixa Geral ou CimPor merca na Espanha. E o normal xogo dos peixes grandes que comen os pequenos.

A política portuguesa depende en parte da espanhola (a entrada na Comunidade Europea, as políticas pesqueiras rexionais, etc) en tanto en quanto defendemos intereses semellantes.

Penso en todo caso, que o conflicto máis probable sexa polas cuestións da pesca, fartos os pescadores de Huelva do acoso da Marinha Portuguesa, por exemplo.


Citação de: "Tiger22"
Que pode fazer o estado central e a Europa?


Aplica-la lei espanhola. A lei prohíbe a convocatoria de referendos se non é en todo o Estado, e se se convocan os convocantes enfróntanse ó cárcere entre 3 e 5 anos.

A nosa transición á democracia fíxose coa idea de "á lei pola lei", cambiando as antiguas leis da dictadura cos recursos que permitían esas mesmas leis. Tendo eso en conta, só se pode cambiar unha lei xeral do Estado, como son os Estatutos Autonómicos co permiso dunha outra lei xeral, aprobada polo Congreso e o Senado espanhol, previa consulta en referendo a todos os espanhois. Polo tanto, calquera consulta nun so territorio é inválida.

Do mesmo xeito, penso que se confunde o termo "Nacionalista" co de "independentista", e non son o mesmo.
Os empresarios Bascos e Cataláns son na maioría nacionalistas, porque queren mellorar as condicións das empresas bascas e catalanas antes que as de Murcia ou de Castela, por exemplo, pero non son independentistas, porque saben que nin Catalunha nin o Pais Basco sós poden competir nunha economía globalizada como a que vivimos.

A maior escala é o mesmo que se comparamos Europa e os USA. Cada estado europeo só non pode competir cos americanos, pero en conxunto sí, gañando competitividade, clientes e mercados.

Saúdos desde a Galiza.
Título:
Enviado por: papatango em Janeiro 17, 2004, 06:38:52 pm
Citação de: "Ferrol"
Aplica-la lei espanhola. A lei prohíbe a convocatoria de referendos se non é en todo o Estado, e se se convocan os convocantes enfróntanse ó cárcere entre 3 e 5 anos.


Tenho que dizer que pessoalmente acho que as questões nacionalistas em Espanha têm muito mais a ver com resistências a coisas como as migrações internas que outra coisa qualquer.

No entanto, a lei, deve de facto ser universal para todos, e deve existir o "Primado da Lei".

No entanto a lei, existe para servir os povos, que necessitam de um código de leis para gerir a nação ou país. OPortanto as leis servem para defender os cidadãos.

A lei do estado espanhol pode proíbir um referendum, que não seja a nível nacional, mas não será essa proibição em si mesma uma negação da liberdade?

Senão vejamos: Quando Timor se tornou independente da Indonesia, devería ter havido um referendum em toda a Indonésia para decidir sobre a independência de Timor?

Se o argumento da maior abrangência do referendum fosse válido, então teríamos que aceitar - por absurdo - que amanhã, o governo de Espanha podería pedir um referendum ibérico para decidir anexar Portugal á Espanha.

Ora, em tal referendum, votariam todos os cidadãos da peninsula, e sendo que os portugueses representam 20% desse total, logo podiamos pura e simplesmente desaparecer por via administrativa, porque a nossa dimensão demográfica/eleitoral nunca nos permitiría - mesmo que votassemos todos contra -  defender a nossa independência por meios pacificos.

Portanto, impedir um referendum no País-Basco, argumentando que tería sempre que ser um referendum nacional é um absurdo anti-democrático.

Imagine você, que amanhã a maíoria dos Espanhois queria abandonar a União Europeia, e tinha que haver um referendum a nível europeu para decidir. Se a Europa não estivesse de acordo, mesmo que todos os espanhois votassem a favor, a Espanha nunca sería livre de saír da U.E.

Isso faría sentido?
Isso sería justo ?

Não me parece,

O pior de toda esta história está portanto há vista.
Ou seja, havendo um impedimento constitucional, o que se está a dizer é que não havendo uma forma legal de o povo se expressar, então o povo tem que se expressar de forma violenta.

Essa é a mensagem que a proíbição constitucional deixa no ar, e é nessa mensagem que está o problema. Ou seja, quando a lei instituida, impede um povo de decidir o que quer e o impele a concluir por um caminho violento, por falta de saída legal/constitucional pacífica.

Cumprimentos
Título: Pequenas inquedanzas
Enviado por: ferrol em Janeiro 21, 2004, 10:35:00 am
Vou tratar de respostar dun modo sinxelo ó amigo papatango, ó cal leo habitualmente noutros foros, sempre con boas razóns.

Quixera introduci-lo concepto de soberanía nesta discusión. A soberanía do pobo español reside no parlamento, que é a expresión da democracia popular.

A partires de ahí, debo lembrar que o Estatuto de Autonomía basco foi aprobado polo parlamento español, o cal significa que só o parlamento español pode aprobar unha reforma.

Asemade, se a reforma é o suficientemente grande como para ter que modifica-la Constitución española, aprobada polo pobo español, nese caso debe se-lo pobo español de novo o que aprobe as modificacións necesarias para que as dúas leis (Constitución e Estatuto) non se contradigan nun novo referendum.

Comprendo que este sexa un tema un pouco aburrido. Calquera comparación con outros países ou situacións é pouco útil, porque Espanha ten unha organización territorial, social e política única. Parécese algo a Irlanda, Timor, os Lander alemáns, pero ten suficientes diferencias como para non poder ser comparado con eles.

Máis nada. Un saudiño desde a Galiza.
Título:
Enviado por: Tiger22 em Janeiro 26, 2004, 10:37:15 pm
Diário de Notícias 2004/01/26

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Madrid 'seca' rios portugueses

PEDRO ALMEIDA VIEIRAEspecial para o DN
Madrid tem estado a «secar» os rios portugueses para fazer frente a um Inverno pouco pluvioso. Há dias, à entrada em Portugal, o Tejo já não tinha caudal. No fim de Dezembro, a mesma situação verificou-se no Guadiana. A escassez de água em pleno Inverno augura um ano de problemas para a produção hidroeléctrica portuguesa e mesmo para o enchimento da barragem de Alqueva, que, há cerca de dois anos, fechou as comportas. Estas situações estão em claro desrespeito pelo convénio luso-espanhol dos rios internacionais, sobretudo no caso do Guadiana, em que o caudal nunca pode ser nulo em quaisquer circunstâncias.

No último boletim hidrológico do Ministério do Ambiente de Espanha, do dia 19, o caudal da estação de Alcântara - a jusante da barragem espanhola com o mesmo nome, junto à fronteira - apresentava um registo de «0,00 metros cúbicos por segundo (m3/s)». Esta ocorrência verificou-se na semana em que o Governo de Aznar aprovou um transvase de 140 hectómetros cúbicos de água (equivalente a cerca de 15% do volume de armazenamento da albufeira de Castelo de Bode) desde o Tejo até à bacia do Segura, que ocorrerá durante o primeiro trimestre do ano.

Idêntica situação ocorreu também no Guadiana: na estação de Badajoz, a 29 de Dezembro, consta o caudal de «0,00 m3/s».

Embora o convénio, assinado no final de 1998, tivesse como objectivo primordial fazer cessar os repetidos cortes de caudal nos rios internacionais, os casos de «fecho da torneira» não têm cessado. Apesar de Lisboa nunca ter denunciado estes casos, certo é que desde 2000, ano da entrada em vigor do último convénio dos rios internacionais, Madrid tem sistematicamente cortado o fluxo de água no Tejo e Guadiana junto à fronteira portuguesa, por vezes durante vários meses. E estas situações nem sequer têm sido exclusivas dos períodos de Verão.

A estação de Alcântara, no Tejo, teve já 36 registos de caudal nulo, enquanto a de Badajoz, no Guadiana, apresentou 26. O Douro tem apresentado variações, mas nunca atingindo caudais nulos, o que se compreende pela maior pluviosidade.

A situação de «torneira fechada» foi particularmente grave em 2002. Entre 7 de Julho e 20 de Outubro desse ano, apenas em duas semanas se registou caudal afluente a Portugal vindo da barragem espanhola de Alcântara.

No caso do Tejo, apesar dos caudais nulos, Madrid pode não estar a desrespeitar o convénio dos rios internacionais, pois o regime não especifica caudais mínimos, apenas volumes anuais. Isso significa que, no limite, Espanha pode cumprir as normas do convénio só no Outono e Inverno, secando o rio durante o Verão.

Mas, em relação ao Guadiana, Madrid está claramente a desrespeitar o convénio. Para este rio, o acordo já estipula que, em nenhuma circunstância, a Espanha poderia reduzir o caudal em Badajoz para menos de 2 m3/s, situação que, contudo, se verificou em 9 semanas em 2003, 13 semanas em 2002 e em 4 semanas em 2000.

Ao DN, Orlando Borges, presidente do Instituto da Água, «não confirma estas situações de desrespeito espanhol». «No mês passado, fizemos uma avaliação do convénio; Espanha tem cumprido», afiança. Opinião distinta tem Eira Leitão, secretário-geral do Conselho Nacional da Água, órgão consultivo do Ministério do Ambiente. «É quase criminosa a atitude de Espanha em relação à gestão dos rios internacionais, em desacordo com a Directiva-Quadro da Água emanada da União Europeia», diz. Hélder Spínola, presidente da Quercus, também critica os governos português e espanhol. «Não se pode continuar a gerir os recursos hídricos como se não houvesse valores ecológicos e sociais a preservar; o convénio existe há quatro anos e a situação não tem melhorado.»


Nem de propósito  :roll:  :roll:
Título: Outro!
Enviado por: Luso em Janeiro 26, 2004, 10:59:26 pm
"Ao DN, Orlando Borges, presidente do Instituto da Água, «não confirma estas situações de desrespeito espanhol». «No mês passado, fizemos uma avaliação do convénio; Espanha tem cumprido», afiança."

Só mesmo um tipo desses é que chega a presidente de organismo público. Está tudo bem. Não fazer ondas e ser simpático. Logo mentiroso e cobarde.

Este é um dos responsáveis pela nossa miséria.
Título:
Enviado por: Cody em Setembro 05, 2005, 11:23:50 pm
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É uma situação provável, mas antes, temos que ter em consideração que a Espanha tal e qual a conhecemos hoje em dia tem os dias contados, a meu ver no máximo 15 anos, dada a importância dos movimentos separatistas que crescem de dia para dia. Veja-se o caso Vasco, a Catalunha e mais recentemente o caso da Andaluzia !!!. Os independentistas encontraram a fórmula para lutar correctamente pela sua causa soberanista


Amigos portugueses,creo q desde alli se ve un poco exagerado el separatismo español.
Tanto en Cataluña como en el Pais Vasco el movimiento independentista es una minoria.Aun mas en Cataluña donde el partido independentista apenas consiguio votos.

En Andalucia la gente se siente muy española,y para nada se quieren separar.Alli la mayoria de los coches llevan en la parte de atras una banderita de España.Para nada Andalucia quiere la independencia.

En Galicia el partido mas votado es el PP.Principal partido que defiende la unidad de España.Galicia y los gallegos se sienten muy Españoles.

Y lo mas importante.....la constitucion española dice en su principal articulo,q solo con el permiso de todos los españoles una comunidad puede sonseguir la independencia.Y ese caso nunca se dará.

Yo he vivido en Cataluña muchos años,y aunque sea cierto q hay catalanes q no se sienten españoles,la mayoria si lo sienten.

En fin amigos.....lo que dije antes,desde alli se ve muy exagerado el movimiento independentista.Y España sera España durante muchisimos años.Y con mas fuerza aun al estar en la UE.
Título:
Enviado por: Cody em Setembro 05, 2005, 11:27:57 pm
Por cierto,esa guerra de la q hablais del agua es muy dificel q se dé.

Si algunos de nuestros paises sufriera tal sequia,se solucionaria por via democratica y con grandes obras de ingeniria e infraestructuras.Pero dudo mucho llegasemos a una guerra.
Título:
Enviado por: typhonman em Setembro 05, 2005, 11:35:45 pm
Com os espanhois não é assim, basta ver os problemas que deu o rio Ebro " el transvase del Ebro".
Título:
Enviado por: Cody em Setembro 05, 2005, 11:39:00 pm
Claro,pero todo eso se resuelve hablando en el parlamento.Nunca con la guerra.
Título:
Enviado por: typhonman em Setembro 06, 2005, 08:52:28 pm
Cody essa foi para rir.. :lol:
Título:
Enviado por: SSK em Agosto 07, 2007, 06:35:03 pm
Pode não ser o melhor tópico mas aqui vai

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Sarkozy e Kadhafi assinam acordo nuclear e militar
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Líbia, Moummar Kadhafi, respectivamente, assinaram em Tripoli um acordo que prevê o estudo e o fornecimento de um reactor nuclear à Líbia para dessalgar água do mar.

Apesar de o estadista francês ter assegurado não haver "nenhuma ligação" entre um eventual fornecimento à Líbia de um reactor nuclear e a libertação das enfermeiras búlgaras, a verdade é que o acordo surgiu 24 horas depois da libertação, a par de notícias sobre outros desenvolvimentos de negócios entre os dois países - incluindo a venda de vários navios patrulha destinados ao ministério do Interior líbio.

"A única ligação que se pode fazer é que, se as enfermeiras não fosse libertadas, eu não teria vindo", disse Sarkozy.

O secretário-geral da presidência francesa, Claude Guéant, explica que o objectivo do acordo consiste em fornecer à Líbia um reactor nuclear que lhe permite responder a uma das suas necessidades básicas, ou seja, fornecer água potável ao país. "A água potável é rara na Líbia, pois o objectivo é permitir a dessalgar da água do mar" pela energia nuclear, acrescentou.

O governante francês considera o acordo um sinal político forte que significa que os países que respeitam as regras internacionais sobre a energia nuclear, como a Líbia, podem dispor de um equipamento que lhes é necessário para as necessidades civis.

Sarkosy, em resposta às críticas quanto ao fornecimento de energia nuclear a um país árabe, disse que o Ocidente deveria confiar no uso pacífico dessa tecnologia por parte dos países árabes, sob o risco de provocar uma guerra de civilizações.

No comunicado conjunto tornado público no final das conversações entre os dois estadistas, os dois países manifestam a vontade de dar um novo impulso nas relações bilaterais, bem como no estabelecimento de uma parceria estratégica.
2007/07/31
Título:
Enviado por: Hoomer Simpson em Março 06, 2008, 09:53:37 am
Un saúdo a todos... Neste tópico trataronse 2 temas: o conflicto da auga e o "separatismo" español.
No primeiro caso, non son enxeñeiro, mais non consego plantexarme cómo se pode cortar o curso de dous rios como o Douro e o Teixo para que non cheguen a Portugal...Por moito encoro que se faga, sempre o río o encherá e pasará por enriba da presa (eso si non a reventa antes), e como a Meseta está inclinada cara o Atlántico non hai forma de virar estes rios do seu curso natural (mesmo tendo en conta que van encaixonados entre os montes de León, o Sistema Central e os Montes de Toledo...)!nin sequera poderiamos facer un lago xigante na Meseta ate a fronteira para reter os rios¡ :oops:  :lol:
Título:
Enviado por: manuel liste em Março 06, 2008, 11:53:44 am
Estimado paisano de Springfield: cando hai seca os encoros non enchen  :wink:

No entanto, non debemos crer nun eventual conflicto pola auga entre España e Portugal que non poda ser solucionado nunha reunión de subsecretarios...
Título:
Enviado por: Hoomer Simpson em Março 06, 2008, 06:43:43 pm
estimado paisano...cando hai seca os encoros non enchen porque se manteñen as comportas abertas para evitar que seque o curso inferior do río, xa que si se pecharan e o río non estivera seco, tarde ou cedo as augas rebasarían a presa. E do que se trata aqui era de deixar sen auga Portugal, o cal requeriría pechar as comportas, e consumir mais auga da que estes rios aportan ao encoro, cousa bastante dificil porque estamos a falar do Douro e do Teixo, non do Lagares....
Cumprimentos
Título:
Enviado por: TOMSK em Outubro 08, 2008, 12:26:03 am
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Alerta máximo - Portugal e Espanha em risco
Sem água potável já em 2025
Portugal e Espanha serão os dois países europeus mais afectados pelo aquecimento global em 2025, ano em que não haverá água potável na Península Ibérica, segundo previsões das Nações Unidas. A escassez dos recursos hídricos, provocada pelo aumento da temperatura, resultado do aquecimento, afectará milhões.

A explicação, esclarece Anthímio de Azevedo, está no posicionamento do anticiclone dos Açores que tem vindo a mudar a sua localização. 'A tendência é ficar mais a Sudeste, num triângulo formado entre as ilhas Britânicas, Açores e Península Ibérica, bloqueando as superfícies frontais que trazem chuva para Portugal e Espanha', sustenta, acrescentando que o percurso dessas massas de ar será alterado: 'Os países mais afectados serão as ilhas Britânicas, que já estão a ser fustigadas com inundações, e os do Norte da Europa.Quando as massas de água chegarem à Península Ibérica, já vêm sem chuva.'


Era já tempo de os dois países começarem a cooperar numa solução conjunta para este problema. :amazing:
Título:
Enviado por: Ataru em Outubro 08, 2008, 12:31:29 am
O mais provavel é os espanhois armarem se em espertos e fecharem as barragens, depois quem se lixa somos nós...
Título:
Enviado por: TOMSK em Outubro 08, 2008, 01:14:48 am
Citação de: "Ataru"
O mais provavel é os espanhois armarem se em espertos e fecharem as barragens, depois quem se lixa somos nós...


Por isso é que era melhor prevenir que remediar...
Título:
Enviado por: Kawa em Outubro 09, 2008, 12:26:07 am
Citação de: "Ataru"
O mais provavel é os espanhois armarem se em espertos e fecharem as barragens, depois quem se lixa somos nós...


Pues ya sabe, vayan construyendo presas en ese lado  :roll:
Título:
Enviado por: TOMSK em Outubro 18, 2008, 12:35:48 am
Citação de: "Kawa"
Citação de: "Ataru"
O mais provavel é os espanhois armarem se em espertos e fecharem as barragens, depois quem se lixa somos nós...

Pues ya sabe, vayan construyendo presas en ese lado  :?  :lol:
Título:
Enviado por: Kawa em Outubro 18, 2008, 12:39:47 am
Citação de: "TOMSK"
Citação de: "Kawa"
Citação de: "Ataru"
O mais provavel é os espanhois armarem se em espertos e fecharem as barragens, depois quem se lixa somos nós...

Pues ya sabe, vayan construyendo presas en ese lado  :?  :roll:
Título:
Enviado por: TOMSK em Outubro 18, 2008, 12:47:41 am
Citação de: "Kawa"
Citação de: "TOMSK"
Citação de: "Kawa"
Citação de: "Ataru"
O mais provavel é os espanhois armarem se em espertos e fecharem as barragens, depois quem se lixa somos nós...

Pues ya sabe, vayan construyendo presas en ese lado  :?  :roll:


Se os " malvados castellanos" :P  fechassem as barragens, era perfeitamente aceitável. Estão a defender os interesses do povo espanhol!

Mas não creio que isso aconteça. Aliás eu acho que não há razão para iniciarmos mais uma discussão PortugalvsEspanha neste tópico.
Não faz qualquer sentido...
Título:
Enviado por: Kawa em Outubro 18, 2008, 12:49:50 am
Ya se hizo, 5 posts más arriba por Ataru
Título:
Enviado por: TOMSK em Outubro 18, 2008, 12:56:50 am
Citação de: "Kawa"
Ya se hizo, 5 posts más arriba por Ataru


E agora vai fazer birra?  :lol:  :wink:
Esqueça lá o que ele disse...
Título:
Enviado por: Ataru em Outubro 18, 2008, 03:51:18 pm
O que eu digo é perfeitamente natural, mesmo que perceba que espanha fizesse uma coisa dessas, de forma a salvaguardar o bem estar do seu povo não podia simplesmente "fechar a torneira" sem "dar cavaco" a ninguem.
Título:
Enviado por: dannymu em Fevereiro 25, 2009, 09:42:14 pm
Eu pessoalmente acho que com tanto mar que Portugal tem, devia-se investir em desalinização para fazer água potável. Os Israelitas fazem isso e logo não sofrem com secas e cortes de água. Claro que isso custaria muito dinheiro mas de certeza que não seria mais caro que fazer uma invasão a Espanha pois tal invasão não só custaria dinheiro como custaria imensas vidas. Além disso cidades Portuguesas podiam ser destruidas ou arruinadas pelos espanhois e depois gastava-se um dinheirão na reconstrução.
Título:
Enviado por: Cláudio C. em Fevereiro 25, 2009, 11:24:36 pm
Citação de: "dannymu"
Eu pessoalmente acho que com tanto mar que Portugal tem, devia-se investir em desalinização para fazer água potável. Os Israelitas fazem isso e logo não sofrem com secas e cortes de água. Claro que isso custaria muito dinheiro mas de certeza que não seria mais caro que fazer uma invasão a Espanha pois tal invasão não só custaria dinheiro como custaria imensas vidas. Além disso cidades Portuguesas podiam ser destruidas ou arruinadas pelos espanhois e depois gastava-se um dinheirão na reconstrução.


Completamente de acordo!

Saudações
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 25, 2009, 11:28:17 pm
Citação de: "dannymu"
Portugal tem, devia-se investir em desalinização para fazer água potável. Os Israelitas fazem isso e logo não sofrem com secas e cortes de água...


E além disso atiram projecteis contra às nuvens para faze-las descarregar ...  :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: dannymu em Fevereiro 25, 2009, 11:52:41 pm
Citação de: "André"
Citação de: "dannymu"
Portugal tem, devia-se investir em desalinização para fazer água potável. Os Israelitas fazem isso e logo não sofrem com secas e cortes de água...

E além disso atiram projecteis contra às nuvens para faze-las descarregar ...  :lol:  :lol:


Até não é má ideia! Aparentemente os chineses fazem isso para não ter chuva ou para terem mais chuva.

Só não usem projécteis que infectem a chuva! :lol:
Título:
Enviado por: Lightning em Fevereiro 26, 2009, 01:27:13 am
Citação de: "dannymu"
Citação de: "André"
Citação de: "dannymu"
Portugal tem, devia-se investir em desalinização para fazer água potável. Os Israelitas fazem isso e logo não sofrem com secas e cortes de água...

E além disso atiram projecteis contra às nuvens para faze-las descarregar ...  :lol:  :lol:

Até não é má ideia! Aparentemente os chineses fazem isso para não ter chuva ou para terem mais chuva.

Só não usem projécteis que infectem a chuva! :lol:


Nós já fizemos isso de disparar para as nuvens.
http://www.centrofundao.com/mpcore.php? ... e&sid=2115 (http://www.centrofundao.com/mpcore.php?name=Noticias&file=article&sid=2115)
(os quimicos foram disparados atravez do sistema de disparo de flares)
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Fevereiro 26, 2009, 02:07:48 am
A resposta e des-salinacao por osmosis, e nao sao os israelitas os lideres mundiais... Somos nos na G. E.
Tenho muito orgulho de ter contribuido para hoje termos membranas faceis de construir e baratas!
Título:
Enviado por: dannymu em Fevereiro 26, 2009, 10:54:22 am
Citação de: "oultimoespiao"
A resposta e des-salinacao por osmosis, e nao sao os israelitas os lideres mundiais... Somos nos na G. E.
Tenho muito orgulho de ter contribuido para hoje termos membranas faceis de construir e baratas!

Desculpe-me a minha ignorância sobre o assunto mas o que é esse "G. E."? E em que zonas de Portugal a desalinação é feita?

E alguém sabe se esse programa de disparar para as nuvens continua a ser feito (e com mais regularidade)?
Título:
Enviado por: oultimoespiao em Fevereiro 27, 2009, 02:52:31 am
Citação de: "dannymu"
Citação de: "oultimoespiao"
A resposta e des-salinacao por osmosis, e nao sao os israelitas os lideres mundiais... Somos nos na G. E.
Tenho muito orgulho de ter contribuido para hoje termos membranas faceis de construir e baratas!
Desculpe-me a minha ignorância sobre o assunto mas o que é esse "G. E."? E em que zonas de Portugal a desalinação é feita?

E alguém sabe se esse programa de disparar para as nuvens continua a ser feito (e com mais regularidade)?


GE=General Electric
Título:
Enviado por: dannymu em Fevereiro 27, 2009, 10:02:31 am
Citação de: "oultimoespiao"
Citação de: "dannymu"
Citação de: "oultimoespiao"
A resposta e des-salinacao por osmosis, e nao sao os israelitas os lideres mundiais... Somos nos na G. E.
Tenho muito orgulho de ter contribuido para hoje termos membranas faceis de construir e baratas!
Desculpe-me a minha ignorância sobre o assunto mas o que é esse "G. E."? E em que zonas de Portugal a desalinação é feita?

E alguém sabe se esse programa de disparar para as nuvens continua a ser feito (e com mais regularidade)?

GE=General Electric

Muito obrigado pela informação! :D
Título:
Enviado por: Mike23 em Maio 28, 2009, 05:40:03 pm
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Poluição vinda de Espanha deixa o Tejo internacional verde

28.05.2009
Ricardo Garcia

O Tejo internacional está completamente coberto de verde, devido à poluição vinda de Espanha. A situação este ano é a pior de sempre, alerta a associação ambientalista Quercus.

Apesar de integrar um parque natural, criado em 2000, o troço internacional do rio recebe uma elevada carga de poluição orgânica de Espanha. Todos os anos, esta situação leva à proliferação de algas e de plantas aquáticas – em especial a azola e a lentilha-de-água. Do fim da Primavera ao princípio do Outono, é usual verem-se extensas manchas verdes a flutuar no rio.

Mas nunca a situação esteve tão grave como agora. Segundo Samuel Infante, dirigente local da Quercus, o tapete verde agora é contínuo e estende-se por cerca de 50 quilómetros, cobrindo toda a extensão em que o Tejo faz fronteira entre Portugal e Espanha. “O problema está-se a agravar”, afirma.

Samuel Infante afirma que as principais causas são a poluição dos esgotos e dos fertilizantes utilizados na agricultura ao longo dos 800 quilómetros de extensão do rio em território espanhol.


http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia ... idCanal=92 (http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383521&idCanal=92)


 :evil:  :evil:
Título:
Enviado por: cromwell em Maio 28, 2009, 09:24:27 pm
Citação de: "Mike23"
Citar

Poluição vinda de Espanha deixa o Tejo internacional verde

28.05.2009
Ricardo Garcia

O Tejo internacional está completamente coberto de verde, devido à poluição vinda de Espanha. A situação este ano é a pior de sempre, alerta a associação ambientalista Quercus.

Apesar de integrar um parque natural, criado em 2000, o troço internacional do rio recebe uma elevada carga de poluição orgânica de Espanha. Todos os anos, esta situação leva à proliferação de algas e de plantas aquáticas – em especial a azola e a lentilha-de-água. Do fim da Primavera ao princípio do Outono, é usual verem-se extensas manchas verdes a flutuar no rio.

Mas nunca a situação esteve tão grave como agora. Segundo Samuel Infante, dirigente local da Quercus, o tapete verde agora é contínuo e estende-se por cerca de 50 quilómetros, cobrindo toda a extensão em que o Tejo faz fronteira entre Portugal e Espanha. “O problema está-se a agravar”, afirma.

Samuel Infante afirma que as principais causas são a poluição dos esgotos e dos fertilizantes utilizados na agricultura ao longo dos 800 quilómetros de extensão do rio em território espanhol.

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia ... idCanal=92 (http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383521&idCanal=92)


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Título:
Enviado por: Jose M. em Maio 29, 2009, 06:41:24 am
Citação de: "cromwell"
Citação de: "Mike23"
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Poluição vinda de Espanha deixa o Tejo internacional verde

28.05.2009
Ricardo Garcia

O Tejo internacional está completamente coberto de verde, devido à poluição vinda de Espanha. A situação este ano é a pior de sempre, alerta a associação ambientalista Quercus.

Apesar de integrar um parque natural, criado em 2000, o troço internacional do rio recebe uma elevada carga de poluição orgânica de Espanha. Todos os anos, esta situação leva à proliferação de algas e de plantas aquáticas – em especial a azola e a lentilha-de-água. Do fim da Primavera ao princípio do Outono, é usual verem-se extensas manchas verdes a flutuar no rio.

Mas nunca a situação esteve tão grave como agora. Segundo Samuel Infante, dirigente local da Quercus, o tapete verde agora é contínuo e estende-se por cerca de 50 quilómetros, cobrindo toda a extensão em que o Tejo faz fronteira entre Portugal e Espanha. “O problema está-se a agravar”, afirma.

Samuel Infante afirma que as principais causas são a poluição dos esgotos e dos fertilizantes utilizados na agricultura ao longo dos 800 quilómetros de extensão do rio em território espanhol.

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia ... idCanal=92 (http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383521&idCanal=92)


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La refinería no se quiere hacer en Balboa, sino en la zona de Villafranca de los Barros-Almendralejo (Badajoz). La empresa es que se llama Balboa (del grupo Gallardo). Aunque sea un off-topic ¿qué se piensa en Portugal de ésta refinería?

Por cierto, esos casi 50 km son los que corresponden al Embalse de Cedillo. Creo que no hace falta explicar qué sucede en el agua cuando se estanca y hace calor (como suele hacer en ésta zona del mundo)
Título:
Enviado por: Daniel em Maio 29, 2009, 08:35:44 pm
cromwell
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Realmente, não têm respeito nenhum pelo ambiente e pela parte portuguesa do Tejo!


Mas o pessoal ainda não abriu os olhos :!:  como isso e em muito mais, os espanhóis estão se burrifando para portugal e os portugueses, só não vê quem não quer, depois vêm falar de acordos, amizade etc etc  tretas. c34x
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 29, 2009, 10:08:27 pm
Sabem porque é que a Lagoa das Sete Cidades perdeu as duas cores caracteristicas? Porque a lagoa está cheia de limos causadas pelos fertilizantes utilizados na agricultura. Pelos vistos também não podemos bater no peito, não é?!
Título: ACONSEJARÍA VIVAMENTE....
Enviado por: VICTOR4810 em Maio 30, 2009, 01:40:11 pm
A mas de un forero preocupado por la futura falta de "auga" que en la actualidad bebiera menos "vinho" y así se evitaría sufrir alucinaciones y el siempre desagradable cometido de evidenviando sus deseos ofender a los demás.
    No veo a la cruel Espanha dejando sin água a Portugal ni a nuestro ilustre forero ¿acompañado por el guerreiro Miguel?, invadiendo Espanha para restablecer el suministro hídrico.
    Es peligrosa el água suelta pero lo es mas el vinho (a juzgar por las deposiciones de alguos).¡¡¡¡
Título:
Enviado por: dannymu em Julho 08, 2009, 02:32:07 pm
Citação de: "Mike23"
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Poluição vinda de Espanha deixa o Tejo internacional verde

28.05.2009
Ricardo Garcia

O Tejo internacional está completamente coberto de verde, devido à poluição vinda de Espanha. A situação este ano é a pior de sempre, alerta a associação ambientalista Quercus.

Apesar de integrar um parque natural, criado em 2000, o troço internacional do rio recebe uma elevada carga de poluição orgânica de Espanha. Todos os anos, esta situação leva à proliferação de algas e de plantas aquáticas – em especial a azola e a lentilha-de-água. Do fim da Primavera ao princípio do Outono, é usual verem-se extensas manchas verdes a flutuar no rio.

Mas nunca a situação esteve tão grave como agora. Segundo Samuel Infante, dirigente local da Quercus, o tapete verde agora é contínuo e estende-se por cerca de 50 quilómetros, cobrindo toda a extensão em que o Tejo faz fronteira entre Portugal e Espanha. “O problema está-se a agravar”, afirma.

Samuel Infante afirma que as principais causas são a poluição dos esgotos e dos fertilizantes utilizados na agricultura ao longo dos 800 quilómetros de extensão do rio em território espanhol.

http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia ... idCanal=92 (http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1383521&idCanal=92)


 :evil:  :evil:


Mas isso não é surpresa absolutamente nenhuma. Afinal de contas existe um ditado que diz que "de espanha nem bom vento nem bom casamento".

Quero ver o que os espanhois dizem se Portugal descarregar tóxicos em águas espanholas.
Título:
Enviado por: YOMISMO em Julho 10, 2009, 11:48:14 am
Tengo la solución:

Portugal debe instalar depuradoras en su parte del rio Tajo; otra solución sería la de prohibir el uso en todo el Mundo de los fertilizantes, no solo en España, también en Portugal.

Otra solución: si España no cumple alguna ley medioambiental que Portugal denuncia a España ante la UE.

Lo que si tienen que tener claro que desde el nacimiento del Tejo, Guadiana, Minho, etc hasta la entrada én territorio portugués estás aguas son ESPAÑOLAS y es el Gobierno de España quien decide lo que se hace.

Pasa lo mismo con el Danubio y resto de rios del mundo que pasan por varios paises.

Creo que España se porta muy bien con Portugal en el tema de rios e incluso se ha dejado que Portugal haga grandes embalses como Alqueva aun en detrimento de agricultores de España.

Este es otro topic para cerrar ya que no nos lleva a otro sitio que el enfrentamiento "irreal" entre españoles y tugas.

Saludos.
Título:
Enviado por: Rui Conceicao em Julho 10, 2009, 12:06:39 pm
Existe a barragem do Chança(chanza), feita na fronteira entre os 2 países e utilizada para o regadio dos pomares de Huelva.
Ai a agua é só para o lado Espanhol.

Atenção que eu não sou anti Espanha nem a favor, tenho costela galega e amigos  Espanhóis, mas sou cem por cento Português.
Título:
Enviado por: cromwell em Julho 10, 2009, 03:51:26 pm
Citação de: "YOMISMO"
Tengo la solución:

Portugal debe instalar depuradoras en su parte del rio Tajo; otra solución sería la de prohibir el uso en todo el Mundo de los fertilizantes, no solo en España, también en Portugal.

Otra solución: si España no cumple alguna ley medioambiental que Portugal denuncia a España ante la UE.
Lo que si tienen que tener claro que desde el nacimiento del Tejo, Guadiana, Minho, etc hasta la entrada én territorio portugués estás aguas son ESPAÑOLAS y es el Gobierno de España quien decide lo que se hace.

Pasa lo mismo con el Danubio y resto de rios del mundo que pasan por varios paises.

Creo que España se porta muy bien con Portugal en el tema de rios e incluso se ha dejado que Portugal haga grandes embalses como Alqueva aun en detrimento de agricultores de España.

Este es otro topic para cerrar ya que no nos lleva a otro sitio que el enfrentamiento "irreal" entre españoles y tugas.

Saludos.


Isso seria possível, se o Socrates não tivesse dito que a sua prioridade é Espanha, Espanha, Espanha. :x

E as águas não são espanholas, e nem são portuguesas.

Pertencem à Natureza.

E dizer que Espanha pode fazer o que quiser com os rios é incorrecto visto que à programas luso-espanhois para a protecção dos rios.

O problema é que os castelhanos nunca cumprem as suas promessas, tal como fizeram no Tratado de Viena, devido à questão de Olivença.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: zeNice em Outubro 28, 2009, 12:01:01 am
Citação de: "P44"
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg527.imageshack.us%2Fimg527%2F9742%2Fagua1v.jpg&hash=94717369d68f9dde380d41c1cc0869f9)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg257.imageshack.us%2Fimg257%2F6215%2Fscan0002sd.jpg&hash=57d2ba3627c535f95ef70e66d6e58733)

(artigo do Expresso de 24-10-2009)

No tópico viewtopic.php?f=22&t=8827 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=22&t=8827)

Pelos vistos nem deve chegar a 2050.
Título: Re:
Enviado por: dannymu em Outubro 28, 2009, 01:23:22 am
Citação de: "Tiger22"
Caro papatango:
Trate-se de uma luta pacífica, pelo que esse cenário de conflito que descreveu, nunca o verá. É esse precisamente o triunfo dos independentistas, uma luta pacífica, onde o controlo que eles têm sobre escolas e a cultura regional lhes permitiu ao longo de 20 anos, fazer uma "lavagem intelectual e cultural" de esse fenómeno que eles tanto odeiam chamado de identidade nacional (a espanhola claro). Por outro lado ao contrário do que pensa, eu acho que a Europa e principalmente os países grandes gostariam de ver uma Espanha dividida e fragmentada, já que seria menos um estado a "fazer-lhes concorrência" e penso que, Portugal em particular teria tudo a ganhar.

Cumprimentos
E é bem feito. Os espanhóis cometeram genocídio cultural sobre Olivença e destruiram tudo o que era Português em Olivença. Eles fizeram uma "lavagem intelectual e cultural" em Olivença e agora está na altura deles saborearem o seu próprio veneno e de verem a "Espanha" a desmembrar-se, o que mataria quaisquer ideias/sonhos de uniões ibéricas com Portugal.

O desmembramento da Espanha fará com que Portugal seja a maior potência ibérica e isso permitirá a Portugal ter poder em termos militares, diplomáticos, económicos e politicos. Por consequência isso fará com que Olivença nos seja devolvida e assegurará a nossa soberania sobre as Ilhas Selvagens. E claro que o risco de União Ibérica será quase totalmente reduzido, o que significa que a independência e soberania de Portugal estarão melhor protegidas.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: YOMISMO em Outubro 28, 2009, 05:49:00 pm
España dividida...Portugal siendo el estado ibérico más fuerte.......si, si, si, sería el climax sexual para más de un forista portugués.

Ni cuando Castilla era Castilla y Galicia era Galicia podían con nosotros (eso sí, conseguían defenderse) dudo mucho que a eso que algunos llaman Estado portugués tenga algo de fuerza que subsistir frente a cualquier Estado español en caso de crisis.

Olvídense de conquistas e historias raras que España solo mira hacia el Sur en cuanto a problemas (los de casa ya nos arreglamos, estamos aconstumbrados) y recuerden que Portugal limita al Atlántico y a España...nada más (y será así aunque Cataluña y Euskadi se separasennnnn , que no va a pasar).

Siempre les quedará hacer desalinizadoras de agua marina MUY GRANDES para su propio autoconsumo (es una solución cara pero es una solución).
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: typhonman em Outubro 30, 2009, 11:06:41 pm
Citar
Em Vila Velha de Ródão voltaram a ver-se gravuras rupestres há muito submersas. No Tejo Internacional, um manto de algas verdes (eutrofização) cobriu 50 quilómetros de troço durante cerca de cinco meses, quando o habitual era este fenómeno acontecer só no Verão. E quem desceu o rio de canoa entre Alpiarça e Santarém, há uma semana, encontrou vários troços com apenas dois palmos de água.
A redução do caudal tem uma explicação: Madrid "não cumpriu a convenção" que regula os rios luso-espanhóis, revelou ao Expresso Orlando Borges, vice-presidente da Comissão portuguesa que tutela a Convenção de Albufeira que dita as regras do aproveitamento sustentável das bacias hidrográficas comuns. Em causa estão 200 milhões de metros cúbicos de água que não passam o Tejo para cá da fronteira.
Se os caudais continuarem a diminuir e a poluição do Tejo se mantiver, os ecossistemas do rio serão postos em causa tal como as actividades que deles dependem.
Situação preocupante
"A situação é preocupante sobretudo agora que entrou em vigor o novo regime de caudais que impõe mínimos mensais e semanais", admite Orlando Borges, que tutela o Instituto da Água (Inag). Feitas as contas, no início de Outubro, concluíram que os nossos vizinhos só passaram 2500 milhões de metros cúbicos de água quando estavam previstos 2700 milhões. Detectada a falha, as autoridades nacionais notificaram as de Madrid, que responderam quarta-feira argumentando que o incumprimento se deveu à falta de chuva. Para corrigir a situação, iniciaram-se conversações e "as autoridades espanholas garantem que a água será reposta", esclarece o embaixador Santa Clara Gomes, que preside à Comissão.
Entretanto, novas manobras se preparam do lado de lá da fronteira que deixam em alerta os senhores que tutelam as águas do lado de cá. Fala-se em novos transvases do Tejo que põem em causa o futuro do rio. "Oficialmente dizem-nos que não há projecto nenhum", garante Orlando Borges. Porém sabe-se que a Junta da Estremadura anunciou um segundo transvase do Tejo, a partir da albufeira de Valdecanas, com o objectivo de 'salvar' o parque natural de Tablas de Daimiel. Este parque (com uma área equivalente ao concelho de Portalegre) está a arder devido a uma seca que se prolonga há cinco anos.
A agricultura intensiva esgotou os aquíferos do país vizinho e Bruxelas já avançou com um processo contra Madrid por causa da catástrofe ecológica. A concretizar-se, o transvase atravessará a bacia do Guadiana o que levará as comunidades locais a quererem alguma da água para elas. A guerra da água já agita as autonomias espanholas.
Queixa na Europa em equação
Porém, Madrid não poderá autorizar o transvase sem consultar Lisboa e sem realizar uma Avaliação de Impacte Ambiental. E Portugal pode sempre recorrer a Bruxelas acusando Madrid de violar a Directiva-Quadro da Água ou a convenção de Ramsar. Tal dependerá das negociações que se seguirem. Para já são os ambientalistas reunidos no Movimento pelo Tejo que estão a equacionar "avançar com uma queixa junto do provedor europeu de justiça pelo facto de a Comissão Europeia não fiscalizar o cumprimento da directiva-quadro da água".
Este será o primeiro passo, segundo o porta-voz Paulo Constantino. Pedro Serra, presidente da empresa Águas de Portugal e vogal da Comissão que tutela as bacias luso-espanholas, critica os espanhóis: "Criaram um problema e estão a procurar uma solução que nos causa a nós problemas". Este será um assunto quente nas mãos da nova ministra do Ambiente.

A minha prioridade é ESPANHA,ESPANHA E ESPANHA!  :N-icon-Axe:  :N-icon-Axe:
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: dannymu em Outubro 30, 2009, 11:38:39 pm
Citação de: "typhonman"
Citar
Em Vila Velha de Ródão voltaram a ver-se gravuras rupestres há muito submersas. No Tejo Internacional, um manto de algas verdes (eutrofização) cobriu 50 quilómetros de troço durante cerca de cinco meses, quando o habitual era este fenómeno acontecer só no Verão. E quem desceu o rio de canoa entre Alpiarça e Santarém, há uma semana, encontrou vários troços com apenas dois palmos de água.
A redução do caudal tem uma explicação: Madrid "não cumpriu a convenção" que regula os rios luso-espanhóis, revelou ao Expresso Orlando Borges, vice-presidente da Comissão portuguesa que tutela a Convenção de Albufeira que dita as regras do aproveitamento sustentável das bacias hidrográficas comuns. Em causa estão 200 milhões de metros cúbicos de água que não passam o Tejo para cá da fronteira.
Se os caudais continuarem a diminuir e a poluição do Tejo se mantiver, os ecossistemas do rio serão postos em causa tal como as actividades que deles dependem.
Situação preocupante
"A situação é preocupante sobretudo agora que entrou em vigor o novo regime de caudais que impõe mínimos mensais e semanais", admite Orlando Borges, que tutela o Instituto da Água (Inag). Feitas as contas, no início de Outubro, concluíram que os nossos vizinhos só passaram 2500 milhões de metros cúbicos de água quando estavam previstos 2700 milhões. Detectada a falha, as autoridades nacionais notificaram as de Madrid, que responderam quarta-feira argumentando que o incumprimento se deveu à falta de chuva. Para corrigir a situação, iniciaram-se conversações e "as autoridades espanholas garantem que a água será reposta", esclarece o embaixador Santa Clara Gomes, que preside à Comissão.
Entretanto, novas manobras se preparam do lado de lá da fronteira que deixam em alerta os senhores que tutelam as águas do lado de cá. Fala-se em novos transvases do Tejo que põem em causa o futuro do rio. "Oficialmente dizem-nos que não há projecto nenhum", garante Orlando Borges. Porém sabe-se que a Junta da Estremadura anunciou um segundo transvase do Tejo, a partir da albufeira de Valdecanas, com o objectivo de 'salvar' o parque natural de Tablas de Daimiel. Este parque (com uma área equivalente ao concelho de Portalegre) está a arder devido a uma seca que se prolonga há cinco anos.
A agricultura intensiva esgotou os aquíferos do país vizinho e Bruxelas já avançou com um processo contra Madrid por causa da catástrofe ecológica. A concretizar-se, o transvase atravessará a bacia do Guadiana o que levará as comunidades locais a quererem alguma da água para elas. A guerra da água já agita as autonomias espanholas.
Queixa na Europa em equação
Porém, Madrid não poderá autorizar o transvase sem consultar Lisboa e sem realizar uma Avaliação de Impacte Ambiental. E Portugal pode sempre recorrer a Bruxelas acusando Madrid de violar a Directiva-Quadro da Água ou a convenção de Ramsar. Tal dependerá das negociações que se seguirem. Para já são os ambientalistas reunidos no Movimento pelo Tejo que estão a equacionar "avançar com uma queixa junto do provedor europeu de justiça pelo facto de a Comissão Europeia não fiscalizar o cumprimento da directiva-quadro da água".
Este será o primeiro passo, segundo o porta-voz Paulo Constantino. Pedro Serra, presidente da empresa Águas de Portugal e vogal da Comissão que tutela as bacias luso-espanholas, critica os espanhóis: "Criaram um problema e estão a procurar uma solução que nos causa a nós problemas". Este será um assunto quente nas mãos da nova ministra do Ambiente.

A minha prioridade é ESPANHA,ESPANHA E ESPANHA!  :N-icon-Axe:  :N-icon-Axe:

Ou seja a prioridade é TRAIÇÃO, TRAIÇÃO E TRAIÇÃO. Isso faz lembrar o Blair que dizia que a sua prioridade era "Education, education and education". Coincidência? Eu não acredito pois o Labour e PS têm ideias semelhantes. E no Reino Unido eu vejo muito bem o que 12 anos com o Labour Party fizeram e olho com preocupação para o que o PS poderá fazer nos próximos anos.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Daniel em Novembro 30, 2009, 07:14:16 pm
Esgotos de Madrid no Tejo


Citar
A Espanha está a canalizar os esgotos de Madrid para o rio Tejo e a desviar a água limpa das nascentes do rio para as regiões turísticas.

E tem mais, já o disse que essa gentinha não respeita ninguém nem a eles próprios, as palavras ditas pelo antigo presidente da França acerca desse povo diz tudo, de qualquer maneira o futuro falara por si, nós enquanto Portugal saberemos responder.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Snowmeow em Abril 24, 2010, 02:39:57 pm
Citação de: "Daniel"
Esgotos de Madrid no Tejo


Citar
A Espanha está a canalizar os esgotos de Madrid para o rio Tejo e a desviar a água limpa das nascentes do rio para as regiões turísticas.
Madri, aprenda com Penápolis:
http://www.daep.com.br/principal/esgoto.php (http://www.daep.com.br/principal/esgoto.php)
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: zeNice em Julho 22, 2010, 09:40:34 pm
Gostava que me ajudassem a tirar uma dúvida/curiosidade que tenho a algum tempo.

O objectivo das Forças Armadas Portuguesas é a defesa da Nação, a nossa Pátria.

Em termos de números, quantidade apenas, Portugal é capaz de se defender contra uma País como por exemplo a Holanda?

Tendo em conta o efectivo dos Militares no Exército, Marinha e Força Aérea, e todo o tipo de veículos de guerra.

Digo Holanda apenas pelo tamanho do País, para não dizer por exemplo EUA, digo Holanda que até é mais pequeno que Portugal.
Não porque ache que vá haver algum conflito, nem com Holanda nem com nenhuma outra Nação.

Outra curiosidade que tenho é: imaginando a situação, já em conflito. Nós (Portugal) somos capazes de comecar a produzir por nós próprios material de guerra (aviões, tanques, artilharia, etc), ou teriamos de comprar tudo?
Suponho que não temos indústria quase nenhuma desse tipo.


Cumprimentos
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: sergio21699 em Julho 22, 2010, 09:57:46 pm
A pouca industria que tinhamos, alguém achou boa ideia acabar com ela, acho que agora não temos nada.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: GI Jorge em Julho 22, 2010, 10:04:24 pm
Citação de: "sergio21699"
A pouca industria que tinhamos, alguém achou boa ideia acabar com ela, acho que agora não temos nada.

entao quem produz as muniçoes, nao so para armas ligeiras como artilharia?
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: sergio21699 em Julho 22, 2010, 10:08:43 pm
Acho que vêm de Espanha, mas posso tar a dizer uma barbaridade :|
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: GI Jorge em Julho 22, 2010, 10:43:01 pm
se isso for mesmo assim, e desculpem a linguagem, quem foi  o idiota armado em estúpido que se lembrou de:
a) comprar as raçoes de combate
b)comprar as munições
a Espanha? deve ter sido porque como sempre fomos aliados e tal...
ai, não, esperem lá... durante estes 900 anos, tínhamos uma guerra com eles de 100 em 100 anos...

Já agora, a próxima está agendada para quando?

ps: desculpem lá outra vez, mas esta situação é tão estúpida, por amor de deus...
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Snowmeow em Julho 23, 2010, 12:55:56 pm
Citação de: "GI Jorge"
se isso for mesmo assim, e desculpem a linguagem, quem foi  o idiota armado em estúpido que se lembrou de:
a) comprar as raçoes de combate
b)comprar as munições
a Espanha? deve ter sido porque como sempre fomos aliados e tal...
ai, não, esperem lá... durante estes 900 anos, tínhamos uma guerra com eles de 100 em 100 anos...

Já agora, a próxima está agendada para quando?

Talvez, quando o próximo presidente de Portugal reclamar Olivença... :twisted:
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 23, 2010, 12:57:26 pm
Citação de: "zeNice"
Gostava que me ajudassem a tirar uma dúvida/curiosidade que tenho a algum tempo.

O objectivo das Forças Armadas Portuguesas é a defesa da Nação, a nossa Pátria.

Em termos de números, quantidade apenas, Portugal é capaz de se defender contra uma País como por exemplo a Holanda?

Tendo em conta o efectivo dos Militares no Exército, Marinha e Força Aérea, e todo o tipo de veículos de guerra.

Digo Holanda apenas pelo tamanho do País, para não dizer por exemplo EUA, digo Holanda que até é mais pequeno que Portugal.
Não porque ache que vá haver algum conflito, nem com Holanda nem com nenhuma outra Nação.

Outra curiosidade que tenho é: imaginando a situação, já em conflito. Nós (Portugal) somos capazes de comecar a produzir por nós próprios material de guerra (aviões, tanques, artilharia, etc), ou teriamos de comprar tudo?
Suponho que não temos indústria quase nenhuma desse tipo.


Cumprimentos

Zé com o fim do SMO atmbém acabou-se práticamente com as unidades territoriais (excepção so RG das regiões Autónomas), com isso ficamos com poucas unidades, e essas unidades com poucos militares. Os novos recrutas são de uma qualidade baixissima, e aposto que em caso de haver uma real possibilidade de guerra a maior parte rescindia de contracto. O Exército neste momento está mal equipado, mal treinado e péssimamente financiado. A Força Aérea tem falta de pilotos, a Marinha de marinheiros (e ainda mais os que querem ser tripulantes dos Navios da Armada).

Pessoalmente acredito que se houvesse uma guerra de surpresa as Forças Armadas eram derrotadas numa questão de dias. Se não fosse assim tanta surpresa e voltassemos a ter SMO, um orçamento digno desse nome e houvesse uma noção por parte dos portugueses que é preciso defendar a pátria...talvez desse para fazer alguma coisa.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 23, 2010, 12:58:29 pm
Citação de: "GI Jorge"
se isso for mesmo assim, e desculpem a linguagem, quem foi  o idiota armado em estúpido que se lembrou de:
a) comprar as raçoes de combate
b)comprar as munições
a Espanha? deve ter sido porque como sempre fomos aliados e tal...
ai, não, esperem lá... durante estes 900 anos, tínhamos uma guerra com eles de 100 em 100 anos...

Já agora, a próxima está agendada para quando?

ps: desculpem lá outra vez, mas esta situação é tão estúpida, por amor de deus...

Pertencemos à UE e à OTAN, agora a guerra é nos bastidores.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: GI Jorge em Julho 23, 2010, 01:09:06 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "GI Jorge"
se isso for mesmo assim, e desculpem a linguagem, quem foi  o idiota armado em estúpido que se lembrou de:
a) comprar as raçoes de combate
b)comprar as munições
a Espanha? deve ter sido porque como sempre fomos aliados e tal...
ai, não, esperem lá... durante estes 900 anos, tínhamos uma guerra com eles de 100 em 100 anos...

Já agora, a próxima está agendada para quando?

ps: desculpem lá outra vez, mas esta situação é tão estúpida, por amor de deus...

Pertencemos à UE e à OTAN, agora a guerra é nos bastidores.

Sim, mas as muniçoes e raçoes de combate nao sao foguetoes espaciais... Todos os paises devem ser autosuficientes a estes niveis...
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 23, 2010, 02:22:24 pm
Não é para aí que caminhamos, basta ver o que se está a fazer ao nível da defesa dentro da UE. Para mim tanto me faz se as rações e as munições vêm de Espanha ou de Marte, desde que sejam com qualidade. O problema é que nem a qualidade é assegurada, nem o dinheiro para essas coisas está a ser gasto cá em Portugal.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: zeNice em Julho 23, 2010, 02:55:51 pm
Não era mais proveitoso ser feito em Portugal com postos de trabalho Portugueses?

Quer as rações, quer as munições, quer o fardamento, quer... o papel higiénico.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Snowmeow em Julho 23, 2010, 03:02:11 pm
Citação de: "zeNice"
Não era mais proveitoso ser feito em Portugal com postos de trabalho Portugueses?

Quer as rações, quer as munições, quer o fardamento, quer... o papel higiénico.

Assino embaixo.

Pois, em um cenário de longo prazo, caso a Espanha queira enfraquecer Portugal, basta cortar a "veia" e a conquista será fácil.

Eu acho que Portugal tem que pensar nessa possibilidade, pois ser cobiçado pela Espanha, e receber os suprimentos mais básicos da mesma, é literalmente, "dormir com o inimigo".
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Vicente de Lisboa em Julho 23, 2010, 03:13:22 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Não é para aí que caminhamos, basta ver o que se está a fazer ao nível da defesa dentro da UE. Para mim tanto me faz se as rações e as munições vêm de Espanha ou de Marte, desde que sejam com qualidade. O problema é que nem a qualidade é assegurada, nem o dinheiro para essas coisas está a ser gasto cá em Portugal.
E o que é que se está a fazer ao nível da defesa dentro da UE? É que eu não vejo nada...  :(
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 23, 2010, 03:14:23 pm
Era se houvesse vontade para tal, qual é a prioridade do governo? Espanha.

E depois é mais fácil adquirir as coisas quando são precisas do que manter uma industria especializada neste tipo de coisas num país tão pequeno.

Como a ameaça está a curto e médio prazo afastada o governo nem pensa nisso.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: sergio21699 em Julho 23, 2010, 05:54:48 pm
Citação de: "zeNice"
Não era mais proveitoso ser feito em Portugal com postos de trabalho Portugueses?

Quer as rações, quer as munições, quer o fardamento, quer... o papel higiénico.

Já para não falar naquela história do esperma importado  :twisted:  :twisted:
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: PereiraMarques em Julho 24, 2010, 12:15:49 am
Para quem tiver paciência para ler estes documentos com algum detalhe, há de notar que as importações de munições ligeiras são da Europa de Leste ou Central (Alemanha, Aústria).

Os uniformes, por enquanto, continuam a ser fabricados em Portugal.
http://www.ogfe.pt/templates/Ogfe/ (http://www.ogfe.pt/templates/Ogfe/)
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Nabia em Novembro 07, 2013, 07:05:47 pm
Boas tardes,
Primeiro sou de Lisboa e estudante de Ciência Política e sobretudo gosto da temática militar.
Estava a ler aqui este tópico e antes tinha lido uns artigos na Revista Militar e que acho que vem a propósito e deixo-vos aqui o link: http://www.revistamilitar.pt/artigo.php?art_id=671 (http://www.revistamilitar.pt/artigo.php?art_id=671) que é  primeiro artigo de seis.
Marta
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 08, 2013, 11:07:51 am
Excelente artigo, obrigado pelo link.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: HSMW em Maio 18, 2015, 10:13:59 pm
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: HSMW em Novembro 28, 2016, 12:05:46 am
As ambições russas sobre o Ártico.
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: HSMW em Julho 26, 2020, 06:20:17 pm

What Would A World War Look Like Today?


Agora sim será verdadeiramente "mundial".
Título: Re: Um conflito provável, num futuro médio
Enviado por: Lusitan em Outubro 16, 2020, 12:42:10 pm
Este artigo é bastante interessante. Coloca a hipótese dos países do Báltico, contrariamente à estratégia defendida pela maioria dos analistas, usar os centros urbanos como zonas de conflicto em caso de invasão por parte dos russos. Baseiam-se em conflictos recentes entre forças regulares e forças irregulares, como o ISIS.

https://warontherocks.com/2020/10/for-baltic-defense-forget-the-forest-brothers/

FOR BALTIC DEFENSE, FORGET THE ‘FOREST BROTHERS’

A key lesson for the Baltics to consider from this campaign is the struggle between the Philippine government and the Islamic State for control of the narrative. The Philippine government was simultaneously involved in a conflict for the control of information, which demonstrates how non-kinetic warfare has emerged as a major determinant of ultimate victory, alongside conventional kinetic means. Both sides sought to target audience opinion and encourage recruitment. In this respect, the Islamic State has its own particular modus operandi. Seeking to retain urban holdouts allowed the Islamic State to portray a narrative of symbolic defiance. Conventional doctrine holds that an encircled force should surrender, but in the modern digital era, there is a greater informational advantage in constructing a narrative of resistance that can portray the opposing side as callous and indifferent to the wider population. Future urban conflicts are likely to continue this trend of combining conventional armed struggles with a battle to control the narrative via social media.

Baltic defense and deterrence capabilities could therefore be improved by developing plans to wage an information war concurrently with any Russian incursion. It should be noted that such an information war would not be waged by those physically fighting in the urban environment. For one thing, in a besieged city, the lack of power and other infrastructure mitigates against this happening in situ. In the case of the Islamic State in Marawi, the war of the narratives was undertaken by Islamic State information operations elements located away from the fighting and operating online. We expect this might also be the case with the Baltics, perhaps led by a computer-savvy Baltic diaspora.

Modern examples of small-state capitulation have further reinforced for the Baltic political class the importance of retaining independence. The examples of Panama (1989) and Kuwait (1990) being invaded by a larger power show how vulnerable small states can be when faced with overwhelming force. Baltic defense planners need to recognize that deterrence and defense can be strengthened by accepting the possibility of urban operations. The Forest Brothers-ideal presents a more palatable and more emotionally acceptable prospect, than taking lessons from the Islamic State as defenders in an asymmetric conflict. Yet, the Forest Brother myth neglects how such a form of paramilitarism is likely to be operationally obsolete, and as militarily ineffective as it was in 1949. Baltic defense planners and allied members of NATO’s Enhanced Forward Presence need to consider the possibilities for future urban-based resistance. Clinging to the Forest Brothers ideal will only reinforce a collective unwillingness among Baltic states to contemplate the likely threat posed to the populations of the three nations. In 2020, nostalgia for a paramilitarism of national resistance may strengthen the bonds of national unity. But it is poor preparation for defending against an aggressive larger power.