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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Portugal => Tópico iniciado por: Lancero em Fevereiro 03, 2006, 03:30:44 pm

Título: Nova LPM
Enviado por: Lancero em Fevereiro 03, 2006, 03:30:44 pm
Defesa: Nova LPM apresentada em Março - Luís Amado

Montijo, 03 Fev (Lusa) - A apresentação pelo Governo da nova Lei de Programação Militar (LPM) só deverá acontecer em Março, depois de Cavaco Silva assumir funções como Presidente da República e, por inerência, como comandante supremo das Forças Armadas.

      A revisão da LPM, cuja divulgação chegou a ser apontada para o final do ano passado, está actualmente a ser analisada pelo executivo e será enviada para apreciação do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) - órgão de consulta do Presidente da República para assuntos de Defesa - em Março, admitiu hoje o ministro da Defesa, Luís Amado.

      "Durante as próximas semanas [a LPM] será discutida no seio do Governo e será submetida a parecer do CSDN no mês de Março, admito. E dará entrada na Assembleia da República no mês de Março, garantindo portanto uma nova perspectiva relativamente à modernização dos equipamentos das Forças Armadas", disse luís Amado, no Montijo, à margem da cerimónia de "entrada ao serviço" dos helicópteros EH-101, que substituem os PUMA na Força Aérea.

      Em Outubro, o ministro da Defesa admitiu que a revisão da lei que consagra o programa de investimentos e reequipamento das Forças Armadas fosse apresentada "até ao final" do mês seguinte, Novembro.

      O sucessor de Jorge Sampaio na chefia do Estado e no posto de comandante supremo das Forças Armadas toma posse a 09 de Março.

      Questionado sobre se já falou com Cavaco Silva sobre este tema, Luís Amado afirmou: "Não, claro que não. Esse é um tema que falaremos mais tarde".

      Na cerimónia de início da fase operacional dos primeiros oito EH-101 Merlin (de um total de 12) da Força Aérea, Luís Amado reafirmou o seu empenho na continuidade do processo de modernização e reequipamento das Forças Armadas.

      Apesar de as opções de reequipamento terem sido herdadas dos seus antecessores - o contrato de aquisição do helicóptero que hoje entra "ao serviço" foi assinado pelo Governo do PS de António Guterres em 2001 -, Luís Amado sublinhou que, apesar de "discutíveis", as escolhas são para manter.

      "As opções são sempre discutíveis (...) não faço nenhum comentário sobre as decisões tomadas pelos meus antecessores. É necessário garantir a continuidade em relação a programas que envolvem recursos muito significativos, mas que são também uma garantia da preparação permanente das Forças Armadas das importantíssimas missões que lhe estão atribuídas de segurança e defesa do nosso país", disse.

      A par do reequipamento, o titular da pasta da Defesa prometeu dar especial atenção nos próximos meses a temas como a "reorganização do modelo de gestão" das Forças Armadas, reestruturação de carreiras e "revisão dos quadros dos ramos" ou requalificação de infra-estruturas.

      A programação de infra-estruturas e "todo o processo de reestruturação de carreiras e de reorganização do modelo" das Forças Armadas poderá "ser objecto de iniciativas legislativas a muito curto prazo", admitiu Luís Amado.
Título:
Enviado por: TaGOs em Março 15, 2006, 05:48:19 pm
A LMP já foi entregue ao presidente da republica?
Título:
Enviado por: Rui Elias em Março 16, 2006, 09:17:29 am
Já estamos a 16 de Março    :cry:
Título:
Enviado por: TaGOs em Março 21, 2006, 01:02:33 pm
A LPM não ia ser hoje entregue ao PR?
Título:
Enviado por: TaGOs em Março 21, 2006, 07:28:12 pm
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Cavaco recebe chefias militares

Os chefes dos três ramos das Forças Armadas estiveram em Belém
   
   

O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, recebeu hoje os chefes de Estado-Maior dos três ramos das Forças Armadas, anunciou Belém, em comunicado.


Trata-se da primeira vez que o novo Presidente da República - que por inerência é o Comandante Supremo das Forças Armadas - recebe os chefes de Estado-Maior do Exército, Valença Pinto, da Força Aérea, Taveira Martins, e da Marinha, Fernando Melo Gomes.

Na sexta-feira passada, Cavaco Silva recebeu, também pela primeira vez, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Mendes Cabeçadas.

Cavaco Silva será chamado nos próximos meses a promulgar ou vetar uma versão revista de um dos diplomas mais importantes para as Forças Armadas, a Lei de Programação Militar (LPM), que contempla os próximos programas de reequipamento e modernização do Exército, Marinha e Força Aérea.

Hoje, os chefes militares e o ministro da Defesa, Luís Amado, ultimaram em Conselho Superior Militar (CSM) a elaboração da nova LPM, que seguirá depois para aprovação em Conselho de Ministros.

Após uma análise final pelo CSM (órgão de consulta do ministro da Defesa), a LPM será apreciada pelo Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), presidido pelo Chefe de Estado, sendo esta a primeira vez que o novo Presidente intervém directamente neste processo.

Depois de aprovado pelo Parlamento, o diploma é finalmente enviado para o Palácio de Belém para promulgação ou veto do Chefe de Estado.

Cavaco promulga primeiro diploma

Entretanto, o Presidente da República promulgou ontem o decreto-lei que alinha o Ensino Superior português com o Processo de Bolonha, aprovando o primeiro diploma desde que tomou posse a 9 de Março.

"A primeira promulgação presidencial respeita ao diploma que reorganiza os ciclos e graus do Ensino Superior, de acordo com o compromisso firmado pelos signatários da Declaração de Bolonha de constituírem, até 2010, um espaço europeu de Ensino Superior", escreveu a Presidência da República, em comunicado.

Na mesma nota, Belém acrescentava que o diploma "prevê um esforço europeu de empregabilidade, mobilidade e competitividade dos estudantes e cidadãos no espaço da União Europeia".

O decreto-lei que prevê o alinhamento dos estabelecimentos de Ensino Superior portugueses ao Processo de Bolonha no ano lectivo de 2007/2008 (antes do prazo limite de 2010 previsto pela União Europeia) foi aprovado no início de Fevereiro, em Conselho de Ministros.

Com Lusa


http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais ... itares.htm (http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20060321+-+Cavaco+recebe+chefias+militares.htm)
Título:
Enviado por: Marauder em Março 22, 2006, 01:13:23 am
Parece que a nova LPM tá atrasada...ainda vão reunir outra vez para a semana que vem..

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=220294 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=220294)
Título:
Enviado por: p_shadow em Março 22, 2006, 09:05:48 pm
Citação de: "Marauder"
Parece que a nova LPM tá atrasada...ainda vão reunir outra vez para a semana que vem..

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=220294 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=220294)


A politica do "adiamento" já começou à um ano. Os colegas é que se calhar têm andado distraidos. :wink:


Cumptos
Título:
Enviado por: Miguel Silva Machado em Março 23, 2006, 09:52:44 am
Citação de: "p_shadow"
Citação de: "Marauder"
Parece que a nova LPM tá atrasada...ainda vão reunir outra vez para a semana que vem..

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=220294 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=220294)

A politica do "adiamento" já começou à um ano. Os colegas é que se calhar têm andado distraidos. :D
É que a revisão de 2003 já foi feita com um ano de atraso (devia ter sido em 2002) e nela se referia dever a nova revisão ser feita em 2004. Ou seja este "vicio" de adiar problemas dificeis já vem de longe.
Um Abraço,
MMachado
Título:
Enviado por: TOMKAT em Março 23, 2006, 02:44:45 pm
Citação de: "Miguel Silva Machado"
Direi mesmo mais, têm andado muito distraidos :?

Com tanta "Revisão" nem se vai notar a falta de visão,...revisão,...visão,... que confusão. :conf:
Título:
Enviado por: p_shadow em Março 24, 2006, 04:17:56 am
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LPM: Submarinos podem obrigar a dietas nos outros ramos

O programa dos submarinos da Marinha pode obrigar a dietas nos outros ramos, Força Aérea e Exército, uma questão que está a ser debatida no processo de revisão da Lei de Programação Militar (LPM), que sofreu esta semana novo impasse.

A notícia surge na edição desta quinta-feira do jornal Público, que refere ainda que, por causa das novas regras para a contabilização do défice, clarificadas pelo Eurostat, organismo de estatística da Comissão Europeia, o Ministério da Defesa Nacional (MDN) está a estudar a forma de acomodar os compromissos em leasing já assumidos.
Prometida desde Outubro, a proposta estava praticamente pronta e aguardava a transição política no Palácio de Belém - o Presidente da República enquanto comandante supremo das Forças Armadas tem um envolvimento directo nesta lei -, até que, no dia da tomada de posse de Cavaco Silva, o Eurostat emitiu uma nota em que dizia que as despesas associadas a contratos de leasing de equipamento militar devem ser contabilizadas no ano da entrega do equipamento e não à medida em que são feitas as prestações.

O Conselho Superior Militar reuniu anteontem e vai ter uma nova reunião na quinta-feira da próxima semana, sendo que, ao longo desta semana, o ministro da Defesa irá fazer «negociação directa» com cada um dos três chefes militares para conseguir chegar a acordo.

Comentando esta situação, terça-feira, na Assembleia da Republica, depois de uma reunião com a comissão parlamentar de Defesa, Luís Amado, afirmou que é preciso ultimar a proposta de revisão da LPM, face à existência de «vários equilíbrios» recentemente impostos ao diploma.

O ministro referiu-se à decisão da Comissão Europeia, admitindo que o Eurostat obriga a que seja avaliado «muito rigorosamente» o «impacto dos compromissos já assumidos em termos de entrega e disponibilização dos equipamentos» nos próximos anos. Ou seja, o Ministério da Defesa tem assinados vários contratos em leasing que não pode quebrar.

Em 2009, deve ser entregue o primeiro de dois submarinos, que vão custar 770 milhões de euros, pelo que a alternativa, para contornar um disparo no défice, pode passar por tentar adiar a entrega de alguns equipamentos, o que, no entanto, considera o Público, é difícil, pois o contrato está feito, ou então planear as próximas aquisições de maneira a que no ano em que cada submarino, por exemplo, é recebido, não haja mais compras. É aqui que entra um acordo que é preciso ser estabelecido com os outros dois ramos.

Fonte:  Diário Digital, 18.03.2006

Tá bonito tá... :roll:


Cumptos
Título:
Enviado por: typhonman em Março 24, 2006, 01:51:08 pm
Está está.. :twisted:
Título:
Enviado por: Marauder em Março 30, 2006, 02:23:32 pm
Tá quase.....

 
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Aprovação da LPM adiada devido às regras europeias

A reunião do Conselho Superior Militar (CSM) para aprovar a revisão da Lei de Programação Militar (LPM), que devia ter lugar esta quinta-feira, foi adiada para o início da próxima semana, devido às novas regras que a Comissão Europeia (CE) quer impor para a contabilização das despesas militares em leasing.


A notícia surge na edição desta quinta- feira do jornal Público, que recorda que a União Europeia pretende que seja contabilizado o valor do equipamento militar no momento em que este é recebido, sendo que o Governo português, através do Ministério das Finanças, está a tentar que estas regras sejam válidas apenas para os contratos a assinar a partir de agora e que não sejam válidas para os já assinados: os submarinos e os aviocar, por exemplo.

Enquanto não recebe uma resposta difinitiva da Comissão Europeia, o Governo não fecha o dossier da revisão da LPM.

Depois de ouvido o CSM, a proposta vai a Conselho Superior de Defesa Nacional, depois é aprovada em Conselho de Ministros e promulgada pelo Presidente da República.

30-03-2006 7:55:28


 de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=65241 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=2&id_news=65241)
Título:
Enviado por: Doctor Z em Março 30, 2006, 03:00:47 pm
Concretamente, o que vai haver de novo sem ser esses dois submarinos
na defesa portuguesa ?
Título:
Enviado por: Marauder em Março 30, 2006, 03:04:24 pm
Citação de: "Doctor Z"
Concretamente, o que vai haver de novo sem ser esses dois submarinos
na defesa portuguesa ?


   Isso queremos nós saber....em princípio haverá cortes/ alterações aos projectos....o que não é bom :evil:


   Para melhor está bem está bem...para pior já basta assim!
Título:
Enviado por: Doctor Z em Março 30, 2006, 03:17:01 pm
Então bolas ...

A compra desses 2 submarinos será mesmo necessária ? Faço essa
pergunto, porque com esse investimento, já dava para comprar alguns
tanques aviões e barcos em vez de somente 2 submarinos ...
Título:
Enviado por: Marauder em Março 30, 2006, 03:32:31 pm
Citação de: "Doctor Z"
Então bolas ...

A compra desses 2 submarinos será mesmo necessária ? Faço essa
pergunto, porque com esse investimento, já dava para comprar alguns
tanques aviões e barcos em vez de somente 2 submarinos ...


 Meu caro Doctor, sem esses submarinos a nossa marinha perde razão de existência e mais valia passar a ser chamada Guarda Costeira. Ficariamos como um autentico zero naval.

  É certo que esse dinheiro seria muito bem usado noutras aplicações, mas se realizarmos uma lista de prioridades, os submarinos são deveras mais importantes. Basta somente pensar no efeito disuador ( caso Espanha Vs Marrocos por Perejil).

  Não digo que o outro material não seja importante de substituir...simplesmente que os submarinos são, juntamente com a defesa do espaço aéreo nacional pelos F-16, as armas mais importantes e prioritárias do nosso arsenal.
Título:
Enviado por: Doctor Z em Março 30, 2006, 03:44:29 pm
Actualmente, temos já 2 submarinos, salvo erro. Não sei como eles estam,
mas será que estam totalmente obsoletos ?
Título:
Enviado por: Marauder em Março 30, 2006, 03:52:04 pm
Citação de: "Doctor Z"
Actualmente, temos já 2 submarinos, salvo erro. Não sei como eles estam,
mas será que estam totalmente obsoletos ?


  Ui...actualmente temos somente 1 operacional...e também já está para as covas...não se pode pedir mais aos rapazes....eles já tem 36 ou 37 anos (já perdi a conta!). Dois já foram abatidos. Se não recebecemos novos submarinos, corriamos o risco de deteriorar ou mesmo perder a nossa arma naval (submarinistas..e seu saber e claro as máquinas).

  Tal como os Puma, os nossos submarinos deveriam era receber uma medanha pela sua longa vida de serviço!
Título:
Enviado por: Doctor Z em Março 30, 2006, 04:18:01 pm
F...-.e  :shock:  :shock:  :shock:

Compreendo agora a urgência da compra desses 2 submarinos. Mais
acrescento que um 3º sería uma óptima ideia em função dos trocos
disponiveis, claro ...
Título:
Enviado por: Rui Elias em Abril 03, 2006, 10:31:47 am
Dctor Z.

Dos 4 submarinos da classe Albacora (Dapné) fabricados em França nos anos 60, em 1975 vendemos o NRP Cachalote ao Paquistão e por lá navegou até recentemente.

Ficámos com 3 unidades.

O NRP Albacora teve um grave acidente que destruiu parte da proa e a vela, há uns anos, a e acabou por ser abatido ao efectivo.

Ficámos com 2 unidades.

Até há pouco mantínhamos no activo o NRP Delfim e o NRP Barracuda.

O NRP Delfim fez a sua viajem de despedida há poucos meses e acabou por ser desincorporado.

Manter-se-á até ao final do ano atracado na Base Naval de Lisboa, e depois será rebocado para Viana do Castelo, onde será musealizado.

O NRP Barracuda permanecerá sozinho até à chegada dos novos submarinos alemães U-209PN (que na verdade são U-214) em 2010 e 2011.


A sua permanência ao serviço da Armada servirá fundamentelamente para exercícos navais e para que se mantenha a "escola" de submarinistas na Armada até  lá.

Porque os submarinos da clase Albacora já não representam hoje em dia qualquer valor militar relevante.
Título:
Enviado por: C. E. Borges em Abril 03, 2006, 03:40:29 pm
«Albacora», «Barracuda» ... mas que nomes ... parecem peixões para a pesca desportiva ... óra francamente.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Abril 05, 2006, 09:17:12 am
Acho que era essa a ideia:

A de baptizar os submarinos desta classe com nomes de peixes grandes.

Ficarei com curiosidade em saber que nomes irão dar aos nosvos submarinos.

Será que manterão essa tradição?
Título:
Enviado por: emarques em Abril 05, 2006, 12:01:48 pm
Citação de: "C. E. Borges"
«Albacora», «Barracuda» ... mas que nomes ... parecem peixões para a pesca desportiva ... óra francamente.

Se for a "Armadas/Sistemas de armas" tem lá um tópico sobre a história da componente submarina da Armada Portuguesa (está fixo entre os três primeiros, não tem que procurar muito) e tem os nomes de todos os submarinos portugueses. Foca, Golfinho, Narval, Espadarte... Sempre nomes de peixes ou mamíferos marinhos, e já vão quase 100 anos disso. Quer agora acabar com a tradição? :P
Título:
Enviado por: C. E. Borges em Abril 06, 2006, 06:06:44 pm
«Quer agora acabar com a tradição?»
(emarques)

Bem, há tradições que valem a pena.
Esta, para ser franco, não me parece assim muito feliz.
Assim de repente, preferia um nome e/ou um apelido de velhos marinheiros de Portugal, um pouco à imagem das fragatas.
Mas se se quiser continuar nos peixes e mamíferos marinhos, então, pelo menos dêem-lhes um «toque» mais agressivo ... sei lá, Orca, Tubarão, Piranha ... ehehe, isto é o meu «inconsciente» a trabalhar ...
Título:
Enviado por: Luso em Abril 06, 2006, 09:18:48 pm
Já agora, e só para recordar o tema do tópico: "Nova LPM em Março".

Março...
Estamos a 6 de Abril e... niente.
Título:
Enviado por: Azraael em Abril 07, 2006, 01:15:09 am
Citação de: "Luso"
Já agora, e só para recordar o tema do tópico: "Nova LPM em Março".

Março...
Estamos a 6 de Abril e... niente.

Pois... mas acho que nao referiram em Marco de que ano... sera 2007, 2008, 2009...?
Título:
Enviado por: Rui Elias em Abril 07, 2006, 09:52:42 am
Sobre esta observação do Luso, bem pertinente acho que já escrevi há dias que se deverá a várias hipóteses possiveis:

Ou a LPM não traz nada de novo (rol de congelamento de programas) e eles têm vergonha.

Os ramos e o Goveno não se estão a entender quanto às prioridades dadas a este e àquele programa.

A Marinha não aceita que se dê por finda a hipóteses das OHP, e a FAP não aceita que se cancele o programa MLU para as duas esquadras.

Ou o Governo está a dar um tempo para ver se rapa o tacho para que consiga pelo menos dar um rebuçado a um ou aos 3 ramos para que eles se matenham mais calmos para os próximos 3 anos.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Abril 18, 2006, 12:55:40 pm
Citar
Nova LPM em Março


 :dormir:

E assim se brinca com a segurança e defesa duma nação.
Título: stand by
Enviado por: antoninho em Abril 23, 2006, 09:40:13 pm
Novos cortes nas Forças Armadas

Submarinos afundam Lei de Programação Militar
 
Miguel Pacheco

 

Governo pediu a Bruxelas que contabilize apenas os contratos futuros.

A LPM que promete obrigar o Governo a novos cortes nas Forças Armadas já
foi em tempos “um bom negócio para o contribuinte e para o Estado.”
Em 2003, acrescentava o ministro da Defesa, Paulo Portas, o Governo poupava,
 números certos, “1.069 milhões de euros em juros bancários.” As contas eram
simples: o novo ‘leasing’ a 15 anos libertava o Estado para um reforço do
investimento – mais 27% face à anterior LPM – e com uma taxa de juro mais baixa,
já que os contratos anteriores previam o pagamento a 25 anos. No total, o
Estado gastaria, pelas contas do então ministro da Defesa, 5,3 mil milhões de
euros, menos mil milhões do que o anteriormente previsto. Pelo meio, poupava
665 milhões de euros com a redução de três para dois submarinos, diluindo as
outras despesas pelos anos de ’leasing’.
Um ano depois, o Governo Sócrates trazia a contenção orçamental às despesas
militares. Em Junho de 2005, por altura do Rectificativo, o ministério de
Luís Amado admitia já que, face à revisão global do sistema, tudo estaria a ser
reponderado, desde as compras militares às contrapartidas previstas.
Um ano depois, a LPM parecia pronta e concertada, mas os últimos quinze dias
trouxeram novas exigências da Comissão no reporte do défice. Bruxelas exige
agora que os equipamentos sejam contabilizados na data de entrega e não diluídos
pelos anos das prestações do ‘leasing’. Lisboa responde com argumentos: o Governo
vai pedir à CE que aplique as novas regras apenas para os contratos a assinar no
futuro. Se Brxuelas aceitar, ficam de fora os investimentos mais onerosos – s
submarinos e os aviocar. Se recusar, o défice será afectado negativamente.
Basta lembrar, a título de exemplo, que já em 2009 será entregue o primeiro dos
dois submarinos comprados em ‘leasing’. Até lá, a revisão da  LPM continuam em ‘stand by’
Título:
Enviado por: Luso em Abril 23, 2006, 09:56:39 pm
E o que nos dizem os nossos peritos?

Já agora, que é feito do Nuno Rogeiro?
O que é que ele tem a dizer disto?
O que é que ele tem a dizer do reequipamento das forças armadas?
Os que é que os peritos têm a dizer?
Título:
Enviado por: Get_It em Abril 23, 2006, 10:35:09 pm
E com mais esta já são... enfim, já perdi a conta de vezes que Bruxelas nos lixou... :shock:

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Luso em Abril 23, 2006, 11:31:46 pm
Estava a peparar um comentário a este propósito e a demonizar a CE mas depois dei comigo a questionar o meu raciocinio: A CE não se opõe as opções de compra mas sim ao exceder do défice. E são nessas opções orçamentais que se revela o percepção da cultura de "estado" dos "optadores". Aguardemos as opções, as justificações e mais limalha.
Título:
Enviado por: antoninho em Abril 24, 2006, 09:13:40 pm
A respeito do nuno rogeiro

nunorogeiro@mcr.clix.pt

como ele gosta dos temas e fala na radio nada como perguntar em mail ao "perito" o que ele pensa...


Caro Luso esta é para si...
Título:
Enviado por: Luso em Abril 25, 2006, 12:59:07 am
Por duas ocasiões já me dirigi a ele:

Durante a Expo 98, feita em directo na Rádio Comercial, sobre a vergonha que sentia Hespanha pela história da sua pátria. Resposta: divagações genéricas;

Sobre os blindados de rodas, por e-mail (duas vezes). Resposta: nenhuma.

Gostava que ele tivesse a iniciativa de fazer certas perguntas. Mas isso é morder a mão que o alimenta.
Era bom, contudo, que ele fizesse perguntas publicamente até porque é visto com credibilidade e respeito pela opinião pública, ou pelo menos é essa a ideia que tenho. Estou certo que as suas palavras teriam mais eco.
Título:
Enviado por: emarques em Abril 25, 2006, 02:24:16 pm
Citação de: "Luso"
Estava a peparar um comentário a este propósito e a demonizar a CE mas depois dei comigo a questionar o meu raciocinio: A CE não se opõe as opções de compra mas sim ao exceder do défice. E são nessas opções orçamentais que se revela o percepção da cultura de "estado" dos "optadores". Aguardemos as opções, as justificações e mais limalha.

Não concordo muito com isso. A verdade é que a forma como era feita a contabilidade tinha toda a lógica, segundo percebo o assunto. Se eu compro qualquer coisa a prestações, então a minha contabilidade será: "Pago x este mês, x no mês seguinte, etc" e o meu défice/superávite mensal é calculado tendo em conta esse x. O que parecem estar a pedir é que se mude isso, fazendo com que em certas ocasiões existam despesas não orçamentadas (pago mas o orçamento não diz nada sobre isso) e outras em que a despesa averbada no orçamento seja muito superior à efectivamente realizada, porque inclui o valor de todos esses pagamentos realizados e não averbados em anteriores orçamentos. Pessoalmente não acho que isto tenha grande lógica...

Se alguém percebe melhor o que implicam as novas directivas e porque é que seriam melhores/piores no combate ao défice orçamental, que não se acanhe e nos explique as coisas a todos. :)
Título:
Enviado por: Luso em Abril 25, 2006, 05:42:09 pm
emarques, diz-nos então que se "eu" declarei em 2005 1/10 da despesa (1 de 10 prestações anuais), em 2006 contam-me tudo, inclusive as despesas que terei nos anos seguintes...
É isso?
Se for não tem lógica, não senhor, e isso merece bem outra leitura.
Título:
Enviado por: NVF em Abril 25, 2006, 06:18:50 pm
Exacto Luso. Por isso e' que esta regra comunitaria e' perfeitamente incrivel e elimina as vantagens de se recorrer ao leasing. Imagina que o mesmo se aplicava 'as empresas, era bonito era.

Nao percebo como e' que o nosso governo ainda anda a pedir favores a Bruxelas, em vez de se opor a esta medida absurda.
Título:
Enviado por: Luso em Abril 25, 2006, 06:32:55 pm
Já agora, como é que se justificam despesas de pesquisa e desenvolvimento?
Ele há coisas que não compreendo.
Ou esta contabilidade "criativa" foi feita a pedido de várias "famílias"?
Título:
Enviado por: Rui Elias em Abril 26, 2006, 10:21:09 am
O problema das nossas FA's e das eternas dificuldades para a sua modernização e reequipamento não podem ser assacadas a Bruxelas, a África ou ao destino.

Como em qualquer país, depende da nossa vontade, e das nossas capacidades.

Luso:_
Citar
Já agora, e só para recordar o tema do tópico: "Nova LPM em Março".

Março...
Estamos a 6 de Abril e... niente.


Já estamos em finais de Abril, e...  niete
Título:
Enviado por: Miguel em Abril 26, 2006, 07:19:36 pm
e dentro de alguns dias em Maio.... e nada....

julgo que dentro de alguns anos
- a Armada vai ser uma guarda costeira
- a FAP uma companhia de transportes aéréos
- o Exército uma componente da GNR, para missões no estrangeiro e um museu gigante.

pobre estado da nação :roll:
Título: E ainda...
Enviado por: alfsapt em Maio 05, 2006, 06:40:22 pm
...NIETE!!!
Título:
Enviado por: papatango em Maio 05, 2006, 08:05:32 pm
E vamos ter o mundial da Alemanha, para gritar e festejar e depois caír na "fossa" quando formos eliminados (knock on wood)  :twisted:  :twisted:
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 05, 2006, 11:23:18 pm
Ja mete nojo tanta coisa acerca de futebol.. Principalmente a importancia que a RTP da a isso..

Ja enoja... :roll:
Título:
Enviado por: Yosy em Maio 06, 2006, 05:06:55 pm
Citação de: "Typhonman"
Ja mete nojo tanta coisa acerca de futebol.. Principalmente a importancia que a RTP da a isso..

Ja enoja... :Palmas:

Concordo.
Título:
Enviado por: antoninho em Maio 06, 2006, 05:21:15 pm
Vocês pensam que os democratas da RTP,SIC,TVI não utilizam a maxima do velho de Santa Comba Dão para adormecer o povo:

PÃO, VINHO E FUTEBOL


agora quantos canais foram saber o que se passa com as F.A
QUANTOS?
quantos foram aos envc saber ou informar o que sepassou com os npo?
quantos foram saber o que se passa com os f-16 mlu?

Se virem bem as coisas eles só falam quando são convidados pelo poder, chama-se a isso em democracia manipulação! Do que o povo deve ou não saber, quantos canais de tv, ou deputados da oposição interrogou o governo na assembleia para o atraso da LPM ?

Até o deputado Paulo Portas não se incomodou muito com o que estes fizeram e disseram ao que ele programou de compras, PORQUÊ?
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 08, 2006, 10:45:08 am
8 de Maio, e... nada e nada   :roll:

______________


Quanto ao que os colegas referem, da desatenção que a comunicação social vai dando ao que se passa nas FA's, limitando-se a transmitir reportagens só e quando as FA's os convidam para asssistir a exercício, ou a transcrever o que vem das agências noticiosas, mas sem que se façam artigos de fundo, investigação, etc, isso é reflexo do quanto a sociedade portuguesa vive de costas voltadas para as FA's.

E se a população não liga a isso, a Defesa fai ficando eternamente no fundo da agenda politica dos governos.

Já ouvi e li muita gente a dizer mal do dinheiro que se vai gastar nos submarinos, e a sugerir que essa verba poder ser melhor empregue noutros sectores.

E os colegas até já sabem o que eu penso dos submarinos e do que eles representam para o futuro da nossa Marinha.

No entanto, acho que o Governo, caso quisesse, e as FA's, deveriam fazer um maior esfoprço de aproximação (já vão dando sinais disso) e explicar da importância de um país ter FA's
Título:
Enviado por: Miguel em Maio 08, 2006, 01:12:55 pm
Calma

Nova LPM de Março, mas não indicaram o ano :P
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 08, 2006, 03:53:48 pm
Defesa: Amado ouve partidos sobre LPM, que entra "em fase final de ultimação"

Lisboa, 08 Mai (Lusa) - O ministro da Defesa, Luís Amado, afirmou hoje  que a Lei de Programação Militar (LPM) vai entrar "em fase final de ultimação",  iniciando-se esta semana a audição dos partidos sobre o diploma.

        "A LPM está numa fase final de ultimação", disse Luís Amado, que hoje s e inteirou no quartel-general da Aliança Atlântica, em Oeiras, da evolução do ex ercício naval Swordfish 2006, a decorrer de 02 a 12 de Maio, ao largo da costa p ortuguesa.

        Luís Amado referiu que ao longo desta semana e da próxima, receberá del egações de deputados da Comissão de Defesa dos vários partidos para discutir a L PM, entre "outras questões relacionadas com a Defesa", estando depois marcada pa ra dia 18 uma reunião do Conselho Superior Militar.

        O Conselho Superior Militar é o principal órgão de consulta do ministro

da Defesa, que integra o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMG FA), almirante Mendes Cabeçadas, e os chefes do Exército, general Valença Pinto,

da Marinha, almirante Melo Gomes, e da Força Aérea, general Taveira Martins.

        O diploma, que define os principais investimentos nas Forças Armadas, t erá depois de ser enviado para aprovação em Conselho de Ministros.

        A reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), presidido pel o Chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, deverá ter lugar "em princípio" no dia 2 2, acrescentou Luís Amado.

        Depois de regressar do Parlamento, o diploma é enviado para o Palácio d e Belém para apreciação do Chefe de Estado, que o pode promulgar ou vetar.

        Luís Amado admitiu, contudo, que o esclarecimento feito recentemente pe lo organismo de estatística da União Europeia (Eurostat), segundo o qual o custo

de cada um dos novos equipamentos militares é acrescentado de uma só vez na des pesa do Estado do ano correspondente ao da sua entrega, continua a representar u m constrangimento para a LPM.

        "É mais um constrangimento que a lei tem e que fez de alguma forma adia r os trabalhos de preparação da lei. O impacto é grande em alguns momentos, o co nstrangimento continua a existir", disse, acrescentando que o Governo está a ten tar encontrar "soluções" que "permitam amortecer o impacto" das regras do Eurost at.

        Sublinhando que o reequipamento das Forças Armadas está já a ser efectu ado atendendo ao "quadro de restrições financeiras que o País conhece", Luís Ama do admitiu que o problema "é agravado agora pelas implicações decorrentes do Eur ostat, que serão ponderadas na proposta final que o Governo vai apresentar".

        Em causa estão programas dos três ramos das Forças Armadas, como os nov os submarinos para a Marinha, os helicópteros EH-101, os aviões C-295 ou as viat uras blindadas do Exército.
Título:
Enviado por: antoninho em Maio 08, 2006, 05:24:47 pm
Parece que vai ser desta, segundo consta já a esquerda se prepara para mandar aquelas ideias muito proprias e repetitivas mas sem dar uma ideia construtiva, porque a democracia é isso mesmo, e não só deita abaixo:
1º- seis anos 215 milhões para a LPM(EM CONTOS )
2º- 263 milhões para os seis anos seguintes (previsão EM CONTOS)
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 19, 2006, 12:23:55 am
Noticia do Primeiro de Janeiro

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Conselho Superior de Defesa Nacional reúne-se em Belém na segunda-feira
Cavaco vai analisar Lei da Programação Militar



O Presidente da República, convocou para a próxima segunda-feira o Conselho Superior de Defesa Nacional, que deverá analisar a nova proposta de Lei de Programação Militar, afirmou ontem fonte do Palácio de Belém.
Trata-se da primeira vez que o sucessor de Jorge Sampaio – que é Comandante Supremo das Forças Armadas por inerência - preside a uma reunião do seu órgão de consulta para assuntos de Defesa. Têm assento no Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) o primeiro-ministro, José Sócrates, e os ministros da Defesa, Luís Amado, Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, Finanças, Teixeira dos Santos, e Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino. Integram ainda o CSDN o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante Mendes Cabeçadas, e os chefes do Exército, general Valença Pinto, da Marinha, almirante Melo Gomes, e da Força Aérea, general Taveira Martins, além dos representantes da República para os Açores e Madeira, os presidentes dos Governos regionais e dois deputados à Assembleia da República.
A Lei da Programação Militar, onde estão inscritos os principais programas de reequipamento e modernização das Forças Armadas, “será aprovada na próxima semana”, segundo disse Luís Amado na última quarta-feira. Os partidos com assento parlamentar e o Conselho Superior Militar foram já ouvidos pelo ministro da Defesa sobre esta lei.

Custos elevados

A elaboração do diploma enfrenta, porém, uma contrariedade de peso apresentada recentemente pelo organismo de estatística da União Europeia, o Eurostat, que determinou que o custo de cada um dos novos equipamentos militares seja acrescentado de uma só vez na despesa do Estado do ano correspondente ao da sua entrega. “É mais um constrangimento que a lei tem e que fez de alguma forma adiar os trabalhos de preparação da lei. O impacto é grande em alguns momentos, o constrangimento continua a existir”, admitiu Luís Amado, ao visitar o Comando Naval, em Lisboa, no início de Maio.
Em causa estão programas dos três ramos das Forças Armadas, como os novos submarinos para a Marinha, os helicópteros EH-101, os aviões C-295 ou as viaturas blindadas do Exército. Depois de aprovada em Conselho de Ministros e pela Assembleia da República, a versão revista da Lei da Programação Militar voltará ao Palácio de Belém para promulgação ou veto do Presidente da República.  

Aos tropeções, a coisa vai indo,....leennnttttaaaaaameeeennnnnnte. :?

Do Diário Digital outra notícia relativa ao sector da Defesa.

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Governo admite reconversão de unidades de saúde das FA

O ministro da Defesa, Luís Amado, admitiu hoje a possibilidade de algumas unidades de saúde das Forças Armadas (FA) serem reconvertidas no âmbito da reforma em curso do sistema de saúde militar, mas afastou a possibilidade de encerrar serviços.
«Há unidades hospitalares que podem não ter as condições ideais para unidades hospitalares e que se pode ponderar a reconversão das mesmas», disse Luís Amado, em Lisboa, no final da sessão comemorativa do 32º aniversário da Associação de Deficientes das Forças Armadas (ADFA).

A integração dos três hospitais militares (do Exército, da Marinha e da Força Aérea) é um dos aspectos em análise pelo grupo de trabalho da reforma do sistema de saúde militar que, até 30 de Julho, deverá apresentar sugestões ao ministro da Defesa.

Em declarações aos jornalistas, Luís Amado frisou que a intenção do Executivo é apenas «estudar a integração dos hospitais militares» e não «acabar com eles».
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 21, 2006, 05:07:01 am
No dia da Marinha novas (velhas) sobre a LPM...
noticia do Correio da Manhã...
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MARINHA EM FESTA

Com a renovação da esquadra, a Marinha de Guerra Portuguesa, apoiada em navios de patrulha oceânica, terá mais capacidade de intervenção dentro e fora do País, garantiu ontem, no Dia da Marinha, o CEMA. O almirante Melo Gomes, que defendeu a intervenção da Marinha “muito para além da geografia de proximidade”, criticou que a renovação dos meios da Armada não tenha ocorrido de forma gradual e faseada.

O almirante disse ainda que “o Governo correspondeu a esta imperativa necessidade com visão politico-estratégica, decidindo investir na renovação da esquadra mesmo em contra-ciclo económico”.

RENOVAÇÃO DA ESQUADRA A TODO O VAPOR

A esquadra da Marinha de Guerra portuguesa vê, finalmente, a sua renovação, depois de sucessivos atrasos no planeamento previsto na Lei de Programação Militar.

Dentro de dois anos, a Armada começa a receber os primeiros de dez navios de patrulha oceânicos, classe Viana do Castelo. Dois deles realizarão também tarefas de protecção ambiental, o primeiro dos quais, que será baptizado de ‘Sines’, está previsto que entre ao serviço em 2008.

Cinco lanchas de fiscalização costeira e a aquisição de mais um helicóptero ‘Linx’, bem como a programação da aquisição de dois submarinos em 2009 e o início da construção de um navio polivalente de logística, para o mesmo ano, são outros dos aspectos da renovação da esquadra.

Entretanto, as fragatas da classe ‘João Belo’ vão também ser substituídas por navios mais modernos.

Toda esta renovação assenta no conceito de ‘Marinha de duplo uso’, com flexibilidade das suas unidades para actuações em todo o espectro de missões ligadas à jurisdição e à preservação da segurança no mar.
...


Que navios vão substituir as "João Belo"?... as OHP ???
Título:
Enviado por: pedro em Maio 21, 2006, 11:17:30 am
Pois caro Tomkat eu acho que sao as OHP.
Cumprimentos :lol:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 21, 2006, 07:01:31 pm
Mais sobre a "nova" LPM

Do Diário Digital...

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A Força Aérea é um dos ramos mais afectados pelo adiamento de investimentos previsto na revisão da Lei de Programação Militar (LPM), disseram hoje à agência Lusa fontes ligadas ao processo.

A LPM, que define os investimentos nas forças armadas portuguesas, alguns deles a longo prazo, é discutida segunda-feira no Conselho Superior de Defesa Nacional, em Lisboa, que se reúne pela primeira vez sob a presidência do novo chefe de Estado, Cavaco Silva.

Segundo as mesmas fontes, «programas menos prioritários», já previstos na lei de 2003, aprovada quando Paulo Portas era ministro da Defesa, deverão ser adiados.

Um dos ramos mais afectados pelos «cortes» é a Força Aérea, que tem em curso vários projectos - como a modernização da esquadra de F-16 e dos aviões P3P-Orion -, embora se desconheçam ainda os valores em causa.

Um dos projectos que publicamente o ministro da Defesa, Luís Amado, já admitiu que poderá ser adiado é a substituição dos aviões de carga C-130.

A LPM só será aprovada no Conselho de Ministros da próxima semana, de acordo com declarações do próprio ministro.

A moderação imposta nos investimentos no Exército, Força Aérea e Marinha é explicada pelo «quadro de constrangimento financeiro» do país, como admitiu Luís Amado há exactamente dois meses, mas também por uma imposição do organismo de estatística da União Europeia.

O Eurostat impôs que as despesas com equipamento militar sejam contabilizadas de uma só vez, pelo preço total, para efeitos de despesa pública e não à medida que vão sendo pagas.

A LPM, revista em 2003, durante o governo PSD/CDS-PP, contempla alterações no sistema de financiamento que deveriam permitir reduzir os gastos de 5,4 para 5,3 mil milhões de euros.

Na lei de 2003, a dotação para a Marinha foi de 1,6 mil milhões de euros, para o Exército de 1,4 mil milhões e para a Força Aérea de 2,1 mil milhões de euros.

Depois de aprovado em Conselho de Ministros, o diploma é enviado à Assembleia da República para votação, a que se segue uma decisão do Presidente da República.


...onde será que a Força Aérea irá cortar ? ... :?
Título:
Enviado por: pedro em Maio 21, 2006, 07:16:57 pm
A dos f-16 nao e porque os mlu sao uma contrapartida, por isso sera os p3-orion.
Cumprimentos :lol:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 22, 2006, 09:26:43 am
Mais uma noticia sobre os cortes para a força aérea.Podem ser só boatos mas reforça o que atrás já foi dito.
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=10&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=202494&idselect=10&idCanal=10&p=200)
Título:
Enviado por: P44 em Maio 22, 2006, 11:14:46 am
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Portugal  
 
 

2006-05-22 - 00:00:00

Forças Armadas - programação militar
Corte de 900 milhões para a Força Aérea
 
Segundo o CM apurou, em causa deverá estar a modernização da segunda esquadra de F16, o que permitirá poupar ao Estado cerca de 300 milhões de euros, e a substituição de cinco aviões de carga C-130, que deverá ser adiada por dez anos, permitindo poupar 600 milhões de euros. Uma hipótese já admitida pelo próprio ministro da Defesa, Luís Amado, perante os “constrangimentos” impostos pela contenção de despesas e pelas novas regras estabelecidas pelo Eurostat.

A organização de estatística da União Europeia exige que as despesas com equipamento militar sejam contabilizadas na totalidade para efeitos de despesa pública no ano da sua aquisição – e não à medida que vão sendo pagas.

Para não agravar o défice do Orçamento do Estado, Luís Amado foi obrigado a alterar os planos já definidos na lei de 2003, aprovada pelo então ministro da Defesa Paulo Portas, e a estabelecer novas prioridades. Segundo garantiu Luís Amado anteontem em Sines, a revisão da Lei de Programação Militar prevê a “continuação do reequipamento da Marinha”.

Para fazer frente aos “constrangimentos”, o ministro da Defesa decidiu avançar com a venda de património militar. As verbas resultantes desta iniciativa irão servir para reequilibrar o Fundo de Pensões das Forças Armadas e dos Ex-Combatentes, requalificar infra-estruturas dos três ramos e financiar o equipamento militar.

O anterior Governo PSD/CDS-PP desenvolveu também um projecto neste sentido, que, segundo disse ao CM o deputado democrata-cristão João Rebelo, permitiria arrecadar mais de 1000 milhões de euros.

A Lei da Programação Militar, discutida hoje no Conselho Superior de Defesa Nacional, será aprovada quinta-feira no Conselho de Ministros.

FUZILEIROS PARA O CONGO

Um dos temas que vai estar em cima da mesa na reunião de hoje do Conselho Superior de Defesa Nacional, em Lisboa, é a participação de operacionais do Corpo de Fuzileiros na força da União Europeia (UE) que irá apoiar as eleições na República Democrática do Congo, previstas para 30 de Julho.

A participação dos Fuzileiros portugueses nesta força internacional foi confirmada no sábado pelo almirante Melo Gomes, chefe do Estado-Maior da Armada – e a data de integração pode ficar hoje definida.

O contributo da UE integra-se numa força internacional de 17 000 militares e de 1500 polícias que a ONU quer para garantir o retorno à democracia daquele país africano.

Ana Patrícia Dias


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=10&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=202494&idselect=10&idCanal=10&p=200)
Título:
Enviado por: P44 em Maio 22, 2006, 11:19:32 am
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Ministro destaca modernização das Forças Armadas
Elogios à nova lei militar



O ministro da Defesa, Luís Amado, reiterou ontem, em Sines, que a modernização das Forças Armadas portuguesas, incluindo o processo de reequipamento da Marinha, estará assegurada com a aprovação da nova Lei de Programação Militar (LPM).
A nova proposta de LPM, que vai ser discutida amanhã numa reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN), prevê “a continuação do processo de reequipamento da Marinha, que foi lançado pelos anteriores governos”, adiantou Luís Amado, durante as comemorações do Dia da Marinha, em Sines.
“A proposta que será discutida pelo CSDN tem em consideração as condicionantes financeiras que o país conhece, mas mantém uma vontade muito firme de prosseguir o processo de modernização das Forças Armadas e, em particular, do reequipamento da Marinha”, declarou.
Os partidos com assento parlamentar e o Conselho Superior Militar (CSM) já foram ouvidos pelo ministro da Defesa sobre a proposta de LPM.
O CSDN, que reúne amanhã no Palácio de Belém, é presidido pelo Presidente da República, Cavaco Silva, e integra o primeiro-ministro, José Sócrates, e os ministros da Defesa, Luís Amado, Negócios Estrangeiros, Freitas do Amaral, Finanças, Teixeira dos Santos, e Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino.
Do CSDN fazem também parte o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Mendes Cabeçadas, e os chefes do Exército, general Valença Pinto, da Marinha, almirante Melo Gomes, e da Força Aérea, general Taveira Martins, além dos representantes da República para os Açores e Madeira, os presidentes dos Governos regionais e dois deputados à Assembleia da República.
Nas comemorações do Dia da Marinha em Sines, o ministro da Defesa Nacional garantiu ainda que a reestruturação das carreiras neste ramo das Forças Armadas deverá ser, ainda este ano, alvo de uma proposta da tutela.
“Em relação às questões de pessoal, a reestruturação de carreiras é um objectivo deste Governo afirmado para este ano e nós faremos até ao final do ano uma proposta de reestruturação das carreiras, naturalmente interessante para a Armada Portuguesa”, disse.
O reequipamento da Marinha e a reestruturação de carreiras dominaram o discurso do Chefe de Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Fernando Melo Gomes, durante a cerimónia militar, que contou com a participação de mais de um milhar de elementos da Marinha.
O Governo correspondeu a esta imperativa necessidade [renovação dos meios] com visão político-estratégica, decidindo investir na renovação da esquadra, mesmo em contra-ciclo económico, pelo que espero em breve ter notícias - boas notícias - para dar a todos os que compreendem os factores determinantes duma política de defesa que sirva Portugal”, declarou.
Nova lei é discutida amanhã numa
reunião do CSDN


http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=ar ... 208da41adb (http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=1679091c5a880faf6fb5e6087eb1b2dc&subsec=&id=32d0f461fd7e7724591760208da41adb)
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 22, 2006, 11:35:53 am
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Fuzos portugueses prontos para regressarem a África

A praia Vasco da Gama, em Sines, foi ontem palco de uma demonstração da Armada. Os Fuzileiros vão para o Congo
Uma centena de Fuzileiros estão prontos para participar na força da União Europeia (UE) que irá apoiar as eleições na República Democrática do Congo previstas para o próximo dia 30 de Julho. A participação dos Fuzileiros portugueses nesta força internacional foi confirmada pelo almirante Melo Gomes, chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA) ontem, nas celebrações do Dia da Marinha, que decorreram em Sines.

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O contributo da UE integra-se numa força internacional de 17 000 militares e de 1500 polícias que a ONU quer para garantir o retorno à democracia deste país africano, com uma área idêntica a toda a Europa Ocidental e com cerca de 58 milhões de habitantes.

Neste momento, sabe-se que o comando operacional da força da UE será alemão e estará sediado em Berlim, enquanto que o comando no terreno vai estar a cargo dos franceses. Está prevista a participação de 500 soldados alemães e igual número de franceses, sendo o resto repartido entre as forças militares de outros países da União Europeia, entre eles Portugal e Itália.

“Só na próxima semana vai ficar decidido o número militares portugueses na missão, bem como a data de partida”, disse uma fonte da Marinha. A última missão internacional dos Fuzileiros decorreu em 2004, em Timor.

MARINHA EM FESTA

Com a renovação da esquadra, a Marinha de Guerra Portuguesa, apoiada em navios de patrulha oceânica, terá mais capacidade de intervenção dentro e fora do País, garantiu ontem, no Dia da Marinha, o CEMA. O almirante Melo Gomes, que defendeu a intervenção da Marinha “muito para além da geografia de proximidade”, criticou que a renovação dos meios da Armada não tenha ocorrido de forma gradual e faseada.

O almirante disse ainda que “o Governo correspondeu a esta imperativa necessidade com visão politico-estratégica, decidindo investir na renovação da esquadra mesmo em contra-ciclo económico”.

RENOVAÇÃO DA ESQUADRA A TODO O VAPOR

A esquadra da Marinha de Guerra portuguesa vê, finalmente, a sua renovação, depois de sucessivos atrasos no planeamento previsto na Lei de Programação Militar.

Dentro de dois anos, a Armada começa a receber os primeiros de dez navios de patrulha oceânicos, classe Viana do Castelo. Dois deles realizarão também tarefas de protecção ambiental, o primeiro dos quais, que será baptizado de ‘Sines’, está previsto que entre ao serviço em 2008.

Cinco lanchas de fiscalização costeira e a aquisição de mais um helicóptero ‘Linx’, bem como a programação da aquisição de dois submarinos em 2009 e o início da construção de um navio polivalente de logística, para o mesmo ano, são outros dos aspectos da renovação da esquadra.

Entretanto, as fragatas da classe ‘João Belo’ vão também ser substituídas por navios mais modernos.

Toda esta renovação assenta no conceito de ‘Marinha de duplo uso’, com flexibilidade das suas unidades para actuações em todo o espectro de missões ligadas à jurisdição e à preservação da segurança no mar.

O PERIGO DE UMA GUERRA CIVIL

A situação na República Democrática do Congo é delicada e fontes diplomáticas admitem ao CM “o perigo uma escalada da instabilidade que pode degenerar numa guerra civil, como já aconteceu num passado recente”.

Nas eleições previstas para 30 de Julho concorrem 33 candidatos à Presidência e 9650, de 213 partidos, para a Assembleia Nacional congolesa.

Não se sabe ao certo quantos portugueses vivem na República Democrática do Congo. Estima-se que cerca de um milhar. Há ainda um número indeterminado de portugueses que, ao longo dos últimos 40 anos, se instalou no interior do país, muitos na área do comércio, e que por aí constituíram família. As estes portugueses as autoridades ligadas à emigração perderam o rasto.

ACÇÕES EM 2005

HORAS DE NAVEGAÇÃO

Em 2005, uma média de dez navios em missões diárias fizeram um total de 23 255 horas de navegação, vistoriando 2814 embarcações em águas territoriais e na zona económica exclusiva (até 200 milhas da costa).

SALVAMENTOS NO MAR

Os navios da Armada e as embarcações salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos salvaram 587 pessoas, quer banhistas, quer náufragos, embora a Marinha queira aumentar a sua capacidade de apoio.

PRONTIDÃO NAVAL

A força naval portuguesa está pronta para zarpar do Tejo (Base do Alfeite) em 48 horas e a nível interno colabora com a PJ, SEF e PSP, estando ainda pronta a reforçar a cooperação com a Brigada Fiscal da GNR.

CHEGADA À ÍNDIA

O Dia da Marinha, comemorado a 20 de Maio, celebra a chegada da frota de Vasco da Gama à costa do Malabar, Índia, em 1498.

Falcão-Machado


Início da contrução do LPD em 2009 atira a sua incorporação lá para 2015.

Um linx apenas dá a entender que se trata apenas de susbstituir algum dos 5 que esteja mais evelhecido, e não mostra vontade de aumentar as capacidades da Armada em matéria de luta ASW e ASuW.

E o que significará a nota sobre as fragatas que substituirão as João Belo?

Será que afinal as OHP vêm mesmo?   :oops:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 22, 2006, 08:32:42 pm
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Presidente Cavaco Silva presidiu à reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, presidiu, pela primeira vez desde que iniciou o seu mandato, ao Conselho Superior de Defesa Nacional, que se reuniu no Palácio de Belém.

No final da reunião, o Secretário do Conselho, General Goulão de Melo, leu a seguinte nota informativa:

O Conselho Superior de Defesa Nacional reuniu em sessão ordinária, tendo o Senhor Presidente da República, por ser a primeira vez que preside, dirigido uma saudação aos Membros deste Órgão.

No âmbito das suas funções administrativas, o Conselho confirmou as promoções a tenente-general do major-general Américo Pinto da Cunha Lopes, do Exército, a vice-almirante, dos contra-almirantes Tito Manuel Peixe Cerqueira e José Carlos Margarido Lima Bacelar, a contra-almirante, dos capitães-de-mar-e-guerra José António de Oliveira Viegas, José Carlos Torrado Saldanha Lopes e Mário do Carmo Durão e a major-general, do coronel José Coelho de Albuquerque, da Força Aérea. O Conselho confirmou também a nomeação do tenente-general João Manuel Mendes de Oliveira, para o cargo de Comandante Operacional da Força Aérea.

O Conselho foi informado e analisou a situação das Forças Nacionais Destacadas em missões de paz no estrangeiro.

O Governo, no âmbito do empenhamento da União Europeia na República Democrática do Congo, na Missão de Aconselhamento e Assistência, sob a égide das Nações Unidas, prevê contribuir com uma Aeronave C-130, com tripulação e pessoal de apoio, um oficial para serviço no quartel-general e efectivos até 30 Fuzileiros, durante 4 meses, tendo o Conselho deliberado favoravelmente.

O Conselho deliberou também dar parecer favorável ao reforço, com 3 oficiais ou sargentos, da Missão de Treino da NATO no Iraque, para assessorar as autoridades deste país na formação e organização das estruturas de comando das suas Forças Armadas.
O Conselho analisou o projecto de proposta de Revisão da Lei de Programação Militar em vigor, Lei N.º 1/2003, de 13 de Maio, apresentado pelo Governo, tendo deliberado dar parecer favorável ao projecto, com vistas à sua subsequente aprovação pelo Governo e posterior decisão pela Assembleia da República.




22.05.2006


Ficheiro audio
http://asp.readspeaker.net/cgi-bin/cava ... d_item=527 (http://asp.readspeaker.net/cgi-bin/cavacosilvarsone?customerid=1003424&id=2&url=http://www.presidencia.pt/?id_categoria=9%26id_item=527)
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Maio 22, 2006, 11:34:55 pm
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Notícias  
 
 
Conselho Superior Defesa Nacional aprova nova LPM
 
 
 
O Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) deu esta segunda-feira parecer favorável à proposta de revisão da Lei de Programação Militar (LPM) apresentada pelo Governo, que contempla os principais programas de reequipamento das Forças Armadas.

«O Conselho analisou o projecto de proposta de revisão da Lei de Programação Militar em vigor, Lei nº 1/2003, de 13 de Maio, apresentado pelo Governo, tendo deliberado dar parecer favorável ao projecto», anunciou o secretário do CSDN, general Goulão de Melo, no final da reunião, em Belém.

Numa declaração lida aos jornalistas, o general Goulão de Melo acrescentou que o Governo terá ainda de aprovar a proposta de revisão da LPM, que será depois enviada à Assembleia da República.

O CSDN é um órgão de consulta do Presidente da República, tendo a reunião de hoje sido a primeira presidida por Aníbal Cavaco Silva.

Não foram divulgados pormenores sobre a proposta de revisão da LPM, aprovada no final da semana passada, em Conselho Superior Militar.

Sábado passado, o ministro da Defesa, Luís Amado, afirmou que a nova LPM assegura o processo de modernização das Forças Armadas previsto na lei de 2003.

Luís Amado referiu na altura que a proposta hoje discutida em CSDN «tem em consideração as condicionantes financeiras que o país conhece, mas mantém uma vontade muito firme de prosseguir o processo de modernização das Forças Armadas e, em particular, do reequipamento da Marinha».

O diploma deverá conter, no entanto, o adiamento de programas de reequipamento considerados «menos prioritários», em especial na Força Aérea, que tem em curso vários projectos como a modernização da esquadra de F-16 e dos aviões P3 P-Orion, de acordo com fontes ligadas ao processo.

Luís Amado já admitiu que o programa de substituição dos aviões de transporte Hércules C-130 poderá ser adiado.

Diário Digital / Lusa

Informação da responsabilidade de Diário Digital © Copyright 2006
 
22.05.06 - 20:57  
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 25, 2006, 03:11:42 am
Mais uma bela conjugação do verbo adiar,... esta é a triste verdade...
A400,...Karel Doorman,... só vendo para acreditar.

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Forças armadas - nova lei de programação militar
Defesa adia compra de submarinos

Inácio Rosa/Lusa

O ministro da Defesa, Luís Amado, já conta com o parecer favorável do Presidente da República
A contenção orçamental e as novas regras do Eurostat obrigaram o Governo a reduzir as verbas da Lei de Programação Militar (LPM) e a adiar a aquisição de alguns equipamentos. Entre eles, segundo disse ontem o ministro da Defesa, Luís Amado, estão os dois submarinos que deveriam estar disponíveis em 2009 e 2010.

“Há um ligeiro deslize”, reconheceu o ministro, garantindo que este será de apenas alguns meses.

Para reduzir o impacto financeiro no défice orçamental de 2009 e 2010 da compra destes dois submarinos, que custarão ao Estado cerca de 900 milhões de euros, Luís Amado optou por “dilatar no tempo” estes projectos. Assim, o primeiro submarino deverá ficar disponível em 2010, enquanto o segundo ficará em 2011. “Fizemos os ajustamentos necessários”, sublinhou o ministro.

Segundo apurou o CM, os submarinos não deverão ser os únicos projectos adiados, a substituição dos aviões C-130, a modernização da segunda esquadra de F16 e a aquisição de duas fragatas Perry também deverão ser adiadas. O impacto financeiro destes projectos já previstos na actual LPM, deverá ascender aos 900 milhões de euros.

As verbas destinadas para a Lei de Programação Militar vão ficar, segundo o ministro, “ligeiramente abaixo do tecto actual”, que é de 5350 milhões de euros. As alterações surgem por imposição das novas regras do Eurostat, que passou a exigir que o equipamento militar seja contabilizado, para efeito de despesa pública, de uma só vez e não à medida que é pago. Uma situação que trouxe alguns constrangimentos orçamentais, já que o Governo celebrava contratos de ‘leasing’ para financiar este tipo de investimentos.

A proposta de Lei de Programação Militar deverá ser aprovada hoje na generalidade no Conselho de Ministros.

PRESIDENTE CONFIANTE NA MODERNIZAÇÃO

O Presidente da República, Cavaco Silva, mostrou-se ontem confiante na modernização e reestruturação das Forças Armadas. “Tenho a ideia de que as nossas Forças Armadas caminham no sentido de adquirir as capacidades para responder com eficácia e com credibilidade às missões que lhe são atribuidas”, afirmou Cavaco Silva após a sua primeira visita ao Estado- -Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

Depois de ter passado em revista os militares em parada, Cavaco Silva visitou as instalações do EMGFA acompanhado pelo ministro da Defesa, Luís Amado, e pelo Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, almirante Mendes Cabeçadas. E assistiu a um ‘briefing’ sobre a actualidade e o futuro das Forças Armadas.

Cavaco Silva mostrou-se satisfeito no final da visita e enalteceu a importância das forças militares portuguesas ao nível da política externa.

O Presidente da República visitou no final de Abril os militares portugueses destacados na Bósnia-Herzgovina e no Kosovo e depois desta visita ao EMGFA, irá visitar os três ramos das Forças Armadas.

PROGRAMAS EM RISCO

C-130

A substituição de cinco aviões de carga C-130 deverá ser adiada por dez anos, permitindo poupar, para já, 600 milhões de euros aos Estado.

F-16

A modernização da segunda esquadra de F16 também poderá estar causa. Neste cenário, o Estado poupará cerca de 300 milhões de euros.

FRAGATAS

As duas fragatas Perry, de fabrico norte-americano, podem não ser adquiridas para já. Ambas viriam substituir três navios da classe ‘João Belo’.


fonte: Correio da Manhã (http://http)
Título:
Enviado por: Rui Elias em Maio 25, 2006, 10:35:18 am
Relativamente aos 2 submarinos, já se esperava um ligeiro adiamento nas datas de entrega, e embora não tenha sido falado, é provável que o LPD não inicie a sua contrução antes de 2009 ou mais trade, o que pode significar que nunca seja entregue à Armada antes de 2015.

Quanto ao 6 C-130H (e não 5, como o CM referiu), o ministro aquando da assinatura para a compra dos C-295 já havia referido a possibilidade desse não ser um programa priritário.

Tenho pena que a 2ª esquadra dos F-16 não seja modernizada para já, e mais tarde, se o for, estaremos a modernizar aviões que face a novas ofertas que entretanto estão a surgir, façam com que a FAP tenha aviões de combate algo obsoletos.

Não entendo a questão da Perry referidas, já que os EUA já declararam que as 2 Perry disponibilizdas para Portugal só esperarão por uma resposta definitiva por parte do estado português até Outubro deste ano.

A menos que o Governo tenha renegociado com os EUA uma extensão para uma resposta, aquando da deslocação de Luís Amado fez ao EUA há uns meses.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 25, 2006, 02:53:16 pm
Acabou de ser publicado o comunicado do conselho de ministros, e a LPM não foi aprovada, como foi noticiado. Será que ainda vai ter mais atrasos.
Comunicado (http://http)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 25, 2006, 04:51:50 pm
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=21&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=202901&idselect=21&idCanal=21&p=200)
Título:
Enviado por: Luso em Maio 25, 2006, 09:47:45 pm
http://www.pythonline.com/ (http://www.pythonline.com/)
Título:
Enviado por: P44 em Maio 26, 2006, 09:38:14 am
www.e-se-fossem-gozar-com-as-maes-deles.apre (http://www.e-se-fossem-gozar-com-as-maes-deles.apre)
Título:
Enviado por: TOMKAT em Maio 26, 2006, 05:32:38 pm
Citação de: "P44"
www.e-se-fossem-gozar-com-as-maes-deles.apre


Não é possível apresentar a página

De momento, a mãe que procura não está disponível.  
O Night Club poderá estar com problemas técnicos ou talvez seja necessário ajustar as definições do porteiro.

 :mrgreen:
Título:
Enviado por: Luso em Maio 27, 2006, 03:53:54 pm
Do "Expresso de 27 de Maio"...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg.photobucket.com%2Falbums%2Fv249%2FLuso308%2F43493b21.jpg&hash=390b57f3e633ac572b2a35a292203e2d)

 :mala:
Título:
Enviado por: papatango em Maio 27, 2006, 06:26:51 pm
Rídiculo.

Ontem, num programa do canal NTV, quando perguntado se eventualmente portugal não foi apanhado de surpresa, porque esteve "distraido" um deputado do PS afirmou que "de maneira nenhuma".

Entretanto na assembleia, o Ministro Freitas do Amaral, informa a comissão parlamentar com uma notícia da Agência Lusa (Mais valia ouvir a rádio).

Entretanto, também há cerca de duas semanas que a Australia preparava uma força constituida por três navios de apoio logistico apoiadas por uma ou duas fragatas.

O governo português estava tão absolutamente ao corrente, que só ontem António Costa afirmou na TV que a força "tem que ser preparada".

Isto mete impressão.

Estas coisas não devem ser divulgadas quando se fazem, mas devem ser preparadas em "surdina" de maneira a que seja possível agir rápidamente quando é possível.

Timor pediu apoio a Portugal antes de o pedir à Australia.

Viemo-nos embora de Timor, mas mantemos tropas na ex Jugoslávia há praticamente dez anos sem que consigamos entender o que estão lá a fazer.

Quem é que é responsável por isto ?

Cumprimentos
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 27, 2006, 07:07:53 pm
Deveriam ir os Italianos já que vão la buscar o petroleo.. :evil:

Isto so demonstra que os nossos politicos são uns "bananas", ja experimentaram situações parecidas várias vezes.

Angola .. Guiné 1998..Timor 1999.. Timor 2006..
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 27, 2006, 07:34:49 pm
Citação de: "TOMKAT"
Citação de: "P44"
www.e-se-fossem-gozar-com-as-maes-deles.apre

Não é possível apresentar a página

De momento, a mãe que procura não está disponível.  
O Night Club poderá estar com problemas técnicos ou talvez seja necessário ajustar as definições do porteiro.

 :lol:
Título:
Enviado por: Luso em Maio 27, 2006, 07:46:13 pm
Pois é, meus caros...
Para mim, já nem país somos.
O que demonstra tudo isto é que somos apenas moços de recados para os maiores.

Já agora, Papatango, viu o documentário transmitido ontem à 1 da manhã na 2 sobre a Península Ibérica no Séc. XX?
Apesar de espanhol, considerei-o bastante equilibrado.
E mostrou como os vende pátrias como o Afonso Costa então no exílio conspirava com Azaña para derrubar Salazar, chegando Azaña a patrocinar e equipar sublevados.
Esses dois - que defendiam o federalismo ibérico - eram maçons.

Tal como o comunismo, também há que combater outros tipos de internacionalismo: os das multinacionais "mineiras" e os do avental.
Atenção à internacional socialista!
Esses já demonstraram e continuam a demonstrar à saciedade que Portugal deve desaparecer.
Título:
Enviado por: papatango em Maio 27, 2006, 08:33:00 pm
Citar
Já agora, Papatango, viu o documentário transmitido ontem à 1 da manhã na 2 sobre a Península Ibérica no Séc. XX?
Apesar de espanhol, considerei-o bastante equilibrado.

Não vi, infelizmente...

Mas não nos preocupemos, que deve ser tudo invenção...

É tudo mentira !!!

Quando o partido com mais ligações maçónicas (no mau sentido) manda as mulheres portuguesas "parir" a Espanha, é tudo mentira!
Quando diz que acredita na ibéria e que até temos uma lingua comum com os espanhóis é tudo mentira!
Quando o primeiro ministro afirma que as suas prioridades são Espanha, Espanha e Espanha,  isto é uma mera coincidencia, e o resultado de paranoias e medos antigos e atávicos.

Afirmar, que esta mesma familia politica, social-maçónica conspira desde meados do século XIX para vender Portugal pelo melhor preço e desde que lhes garantam bastantes lugares na administração, é também paranoia.

Devemos estar todos paranoicos.

Suspiros

Cumprimentos :roll:
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 30, 2006, 01:50:50 pm
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LPM: Força Aérea perde 1105 milhões em 2006
A Força Aérea é o ramo das Forças Armadas (FA) mais penalizado pela nova Lei de Programação Militar (LPM), com uma perda de 1105 milhões de euros relativamente ao encaixado em 2005.

A notícia faz manchete na edição desta terça-feira do jornal Correio da Manhã, que garante ainda que, nesta «guerra do deve e do haver», a Marinha acaba surgindo como o ramo mais beneficiado, registando um ganho de 191 milhões de euros – passa dos 1679 milhões de euros em 2005, para 1870 milhões em 2006.

Conforme recorda o diário, o assunto ainda vai ser debatido na especialidade no próximo Conselho de Ministros, mas o Chefe de Estado Maior da Força Aérea, general Taveira Martins, tem motivos para estar preocupado, correndo, inclusivamente, já os rumores, segundo o CM, de que não está posta de parte a possibilidade de demissão do cargo.

Quanto ao Exército, regista igualmente uma perda relativamente aos valores conseguidos em 2005, na ordem dos 412 milhões de euros – dos 1400 milhões de euros obtidos no ano passado, o maior ramo das FA desce para 981 milhões em 2006.

Na Força Aérea, o corte proposto pela nova LPM reduz o orçamento dos 2117 milhões de euros em 2005, para 1012 milhões em 2006.

Apesar destes emagrecimentos nos orçamentos dos diferentes ramos, a LPM que o Governo se prepara para aprovar na próxima quinta-feira prevê um investimento de 5450 milhões de euros nas Forças Armadas até 2023, ou seja, mais 110 milhões de euros do que previa o actual quadro financeiro aprovado pelo ex-ministro da Defesa, Paulo Portas.

30-05-2006 8:25:46


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=229932 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=229932)

Isto quer dizer que tirando os programas que estão na LPM, não haverá mais nada de importante a adquirir/construir até 2023?
Se sim.... :cry:
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Maio 30, 2006, 02:06:28 pm
Marauder escreveu:

Citar
Isto quer dizer que tirando os programas que estão na LPM, não haverá mais nada de importante a adquirir/construir até 2023?


Como se tem visto, o que haverá de mais importante são cortes em certos programas de modernização e equipamento, especialmente na FAP,
e derrapagens nos orçamentos, devido às constantes alterações de prazos nas entregas. Tempo é dinheiro, e o Ministério da Defesa tem andado a comprar "tempo" aos diversos constructores envolvidos.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 30, 2006, 06:44:06 pm
http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=21&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=203449&idselect=21&idCanal=21&p=200)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 01, 2006, 06:28:05 pm
Texto do Comunicado do Conselho de Ministros:
Citar
Comunicado do Conselho de Ministros de 1 de Junho de 2006

2006-06-01

I. O Conselho de Ministros, reunido hoje na Presidência do Conselho de Ministros, aprovou os seguintes diplomas:

1. Proposta de Lei que revê a Lei de Programação Militar

Esta Proposta de Lei, a submeter à Assembleia da República, dá continuidade ao processo de reequipamento das Forças Armadas, tendo como parâmetros de referência a racionalização do emprego dos meios existentes ou a adquirir e a gestão eficiente e eficaz dos recursos disponíveis, traduzidos, entre outros, nos seguintes instrumentos:

a) Reforço da centralização no Ministério da Defesa Nacional (MDN) dos processos de reequipamento, tendo em vista, nomeadamente, obter mais harmonia, equilíbrio e coerência no Sistema de Forças Nacional (SFN), bem como maiores economias de escala nas aquisições, maior eficácia no desenvolvimento dos núcleos de forças da componente operacional e, ainda, maior rapidez na execução dos procedimentos. Esta linha de acção é concretizada atribuindo aos Órgãos e Serviços Centrais do MDN a responsabilidade pela gestão das designadas capacidades conjuntas;

b) Reforço do investimento em Investigação e Desenvolvimento (I&D) de Defesa, em alinhamento com as orientações decorrentes da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico;

c) Adopção de uma política de alienações de equipamento militar que seja considerado em excesso (surplus) face ao conceito adoptado de constituição de núcleos de forças tecnologicamente actualizados, de dimensão equilibrada e harmoniosamente integrados no Sistema de Forças Nacional;

d) Criação de instrumentos de gestão técnica e operacional que permitam racionalidade económica na manutenção e emprego de equipamentos tecnicamente complexos e de utilização dispendiosa. A título de exemplo, a criação de uma Força Conjunta de Helicópteros, permitindo a gestão centralizada das várias esquadras.

Por outro lado, esta Proposta de Lei constituindo um instrumento para articular os recursos financeiros disponíveis com a edificação da componente operacional do Sistema de Forças Nacional, procede aos ajustamentos adequados e concilia os compromissos assumidos com as prioridades para a manutenção e o desenvolvimento de capacidades, numa óptica de continuidade que contribua decisivamente para a estabilidade e previsibilidade das opções fundamentais em matéria de reequipamento das Forças Armadas portuguesas. A Proposta de Lei traduz, assim, o compromisso de reequipamento essencial e dispõe de uma perspectiva de financiamento exequível, considerando que, em particular no período do PEC, esta revisão da LPM atende ao esforço de contenção orçamental exigido.

2. Decreto-Lei que aprova o regime jurídico das contrapartidas

Este diploma vem estabelecer um instrumento fundamental para a actuação da Comissão de Comissão Permanente de Contrapartidas, em matéria de definição e gestão de programas de contrapartidas.

Neste contexto, define-se que as contrapartidas são as compensações acordadas entre o Estado e um fornecedor de equipamentos de defesa, e devem ser susceptíveis de contribuir para o desenvolvimento industrial da economia portuguesa e para o consequente aumento do valor económico associado à aquisição, através de efeitos directos e indirectos, reconhecidamente estruturantes e inovadores.

Do mesmo modo, as contrapartidas devem contribuir para o desenvolvimento de capacidades empresariais na área das indústrias de defesa, de modo a torná-las competitivas nos mercados internacionais e a integrá-las nas redes de criação de valor da indústria europeia de defesa, procurando particularmente a participação nacional na cadeia de valor associada aos equipamentos ou sistemas objecto do fornecimento ou a construção de capacidades nacionais ligadas à sustentação do ciclo de vida de equipamentos ou sistemas de defesa adquiridos pela Forças Armadas.

3. Decreto-Lei que estabelece o novo Estatuto da Comissão Permanente de Contrapartidas

Este diploma consagra a revisão do Estatuto da Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC), que tem por missão definir e implementar a política nacional em matéria de contrapartidas e programas de cooperação industrial, bem como estudar, promover, avaliar e acompanhar a execução e fiscalização dos processos de contrapartidas ou de cooperação industrial a desenvolver no âmbito de programas de aquisição de equipamentos e sistemas de defesa.

Visa-se, assim, criar condições para reforçar os efeitos estruturantes dos programas de contrapartidas sobre as empresas nacionais, considerando, nomeadamente, a possibilidade de desenvolvimento de programas de cooperação industrial, no contexto da globalização dos mercados de defesa, da crescente actuação da União Europeia no sentido da criação de um mercado interno de equipamentos de defesa e, a nível nacional, da necessidade de contenção da despesa pública.

As alterações, que agora se consagram, visam permitir que a CPC possa assumir uma atitude proactiva e orientar o sistema de contrapartidas para um leque de projectos pré-definidos, ser dotada de meios permanentes adequados à missão e responsabilidade que lhe são conferidas e pautar-se por regras de estrita transparência

Fonte: http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Go ... 060601.htm (http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Conselho_de_Ministros/Comunicados_e_Conferencias_de_Imprensa/20060601.htm)
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 02, 2006, 10:19:30 am
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LPM: militares vão ter pela primeira vez verba para I&D

A nova Lei de Programação Militar (LPM) afecta, pela primeira vez, 54,5 milhões de euros para investigação e desenvolvimento (I&D), uma verba cuja gestão vai obrigar a aproximar os militares da indústria portuguesa e da Agência Europeia de Defesa.
A notícia surge na edição desta sexta-feira do jornal Público, que recorda a legislação aprovada, na quinta-feira, em Conselho de Ministros, que também aprovou o novo regulamento da Comissão Permanente de Contrapartidas (CPC).

Segundo a nova LPM , um por cento do total da verba destinada às Forças Armadas passa agora a ser aplicada em I&D, alteração que acaba obrigando a uma mudança de fundo na forma como os militares e a indústria se relacionam.

De acordo com o ministro da Defesa, Luís Amado, os 54,5 milhões de euros «têm de ser geridos em função dos próprios programas de contrapartidas» para as empresas portuguesas, com base nas grandes compras públicas de equipamento militar, sendo que o segundo objectivo é explorar uma maior ligação à Agência Europeia de Defesa (AED) na aplicação destes recursos.

«Temos de considerar de forma mais activa e agressiva a possibilidade de ligação a programas a desenvolver no âmbito da AED», acrescentou, em declarações reproduzidas pelo Público, o ministro, embora sem concretizar.

Esta «evolução orgânica» - da qual Amado é defensor - de aproximação entre os militares e a indústria reflecte-se também na passagem das empresas portuguesas do sector de defesa para uma tutela partilhada com o Ministério da Economia, na criação de um comité director de orientação estratégica para as contrapartidas, inspirado no exemplo holandês, e nas novas competências atribuídas à própria Comissão Permanente de Contrapartidas.

Luís Amado admitiu ainda que, nas próximas semanas, o plenário governamental venha a aprovar o alargamento da tutela das empresas na holding de defesa Empordef, até agora exclusivamente da Defesa, à Economia, um passo relativamente ao qual o ministério de Manuel Pinho não tem manifestado, no entanto, grande entusiasmo.

O ministro da Defesa sustenta ter «muita dificuldade» em defender «a tutela exclusiva de sectores industriais de grande densidade estratégica como a aeronáutica», que têm de ser enquadrados numa «estratégia de política industrial».

Só que essa tarefa, defende, tem de ser partilhada com a Economia, uma vez que, «sem essa articulação, continuamos a desperdiçar recursos. Basta ver a quantidade de projectos UAV [pequeno avião não tripulado de recolha de dados] pelo país. Todos fazem aeromodelismo, mas ninguém faz um projecto consistente nesse domínio.»

02-06-2006 8:23:09

 
fonte http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=230498
Título:
Enviado por: Miguel em Junho 02, 2006, 07:31:56 pm
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Loureiro dos Santos apoia venda de F-16 e submarinos
arquivo jn
 
Programa de substituição dos velhos submarinos vai custar ao país 800 milhões de euros


Carlos Varela

F inalmente dão-me razão". Foi com estas palavras que o general Loureiro dos Santos, confrontado pelo JN, reagiu à venda de 12 aviões F-16, anunciada pelo ministro da Defesa, Luís Amado, no âmbito da Lei de Programação Militar (LPM). O general lamenta, no entanto, que a alienação não se estenda também aos submarinos, actualmente em construção "Sempre se poderia usar 800 milhões de euros em programas prioritários, como os aviões de transporte ou o navio de desembarque".

A LPM foi ontem aprovada em Conselho de Ministros e prevê a alienação de vário armamento, entre o qual os 12 F-16, 10 Puma, 18 Allouette III e as fragatas "Sacadura Cabral" e "João Belo" e blindados. Foram ainda estabelecidas novas regras para o leasing, reduzido de 60 para 40%, assim como foi estabelecido um novo regime para gestão de contrapartidas e foi criado o novo estatuto da Comissão Permanente de Contrapartidas, o órgão que negoceia os benefícios para a indústria nacional pela aquisição de armamento e equipamento.

Luís Amado enquadrou, no entanto, as aquisições no "esforço de contenção financeira" e, embora o ministro não o tenha dito, várias fontes militares enquadram a venda dos F-16 nesse âmbito, uma vez que as missões das Força Aérea - que também não comenta oficialmente o caso - continuam a ser as mesmas.

No entanto, o general Loureiro dos Santos, instado pelo JN a comentar a opção governamental, considera que foi "razoável". O estratego lembra que logo no início do programa em finais dos anos 90, salientou "que o número de 40 aviões F-16 era excessivo, metade seria suficiente". "Há que ter em conta que a Guerra Fria tinha acabado e os possíveis cenários de intervenção nacional não justificavam um tal número de aviões", sublinhou. "Seria bem melhor que a verba atribuída para essas aeronaves fosse canalizada, por exemplo, para aviões de transporte ou helicópteros", argumentou.

Mas esse exemplo dado agora por Luís Amado poderia ser também extensível aos submarinos "O país vai gastar 800 milhões de euros em dois submarinos, mas, em contrapartida, continuamos com graves dificuldades em transporte naval estratégico".

O general do Exército, reformado, salienta que os meios militares devem estar de acordo com o conceito estratégico nacional e, na sua opinião, os submarinos não são actualmente um elemento essencial de defesa, como o seriam no cenário da Guerra Fria, que há muito é apenas uma memória.

Daí que, entende o oficial, assim como "vamos vender os F-16 depois de serem renovados, e isto porque há compromissos assumidos com os fornecedores, a mesma opção poderia ser tomada em relação aos submarinos e canalizar as verbas para outros programas como o navio de desembarque ou viaturas blindadas de rodas, também destinadas aos fuzileiros".

O JN confrontou o Estado-Maior da Armada com as palavras de Loureiro dos Santos, mas não houve qualquer comentário.  
 
   
 

 
 


   

 
   
   
Título:
Enviado por: Yosy em Junho 02, 2006, 08:58:56 pm
^^^^

:roll:

Sem comentários. Este homem parece o Alberto João Jardim da tropa.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 02, 2006, 09:17:36 pm
A idade avançada do senhor em questão, tal como acontece com M. Soares, faz às vezes dizer coisas aparentemente sem nexo.
Pelos vistos, o que esse senhor defende, é transformar as FFAA numa grande empresa de transporte.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 03, 2006, 02:05:24 am
Partilho da opinião do Yosy... :roll:

Ai, Loureiro, Loureiro...
Mas não me digam que estas intervenções do Sr. General não são eludicidativas a respeito de uma certa "casta"...
Também ajudam a explicar - em parte - o porquê de muitas coisas.
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Junho 07, 2006, 06:50:53 am
Citar
Aviões e hélis são vendidos porque estão "em excesso"
Helena Pereira


Ex-CEMGFA, general Espírito Santo, diz que compra da segunda esquadra de F16 "nunca fez sentido"

O Governo justifica a decisão de vender F16, helicópteros Alouette e fragatas com o argumento de que se trata de equipamento militar que está "em excesso". De acordo com a proposta de lei da Lei de Programação Militar (LPM), que ontem deu entrada na Assembleia da República, existem vários equipamentos militares que estão a mais "face ao conceito adoptado de constituição de núcleos de forças tecnologicamente actualizados, de dimensão equilibrada e harmoniosamente integrados no sistema de forças nacional".
Nessa lista, como já foi anunciado, estão 12 aviões F16, duas fragatas João Belo e vários helicópteros Alouette. O PSD já veio criticar o Governo, acusando-o de vender esses aparelhos como forma de gerar receitas extraordinárias. Com a argumentação do Ministério da Defesa, expressa na LPM, o que o Governo se prepara para responder é que não está a sacrificar nada para ter novas receitas, está apenas a ver-se livre de coisas de que não precisa.
O chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) à data da compra da segunda esquadra de F16, general Espírito Santo, afirmou ontem ao PÚBLICO que "já nessa altura não fazia sentido a compra de uma segunda esquadra de F16, porque era evidente, desde o início, que não havia dinheiro para a manter". Em 1999, recorda, havia apenas 13 pilotos de F16 e era previsível a dificuldade, que hoje se mantém, de arranjar pilotos para as duas esquadras.
A justificação política para a compra foi a necessidade de Portugal ter uma esquadra de 20 F16 para luta anti-submarina no Atlântico, atribuída ao Saclant, e uma esquadra de apoio a operações ao solo, atribuída ao Saceur. De lá para cá, mudaram os comandos NATO bem como o número de aviões que devem formar uma esquadra (passaram de 20 para 12).

Revisão da LPM
só daqui a três anos

Ainda de acordo com a proposta de LPM, o Governo só aceita rever nova LPM daqui a três anos, quando a norma apontava para revisões em todos os anos pares.
Por outro lado, a LPM insiste na "imperiosa necessidade de planear, a longo prazo, as capacidades de cada um dos ramos das Forças Armadas, permitindo perspectivar um todo nacional maior e mais forte que a soma aritmética das partes". É o caso dos helicópteros dos três ramos que, no futuro, irão ficar todos juntos sob comando do CEMGFA.
O ministro da Defesa, Luís Amado, deixa ainda claro que considera que "o futuro da defesa nacional passa pelo desenvolvimento de capacidades militares intrínsecas e pela cooperação no quadro das alianças, ao nível do armamento e da investigação aplicada".


Do PUBLICO de 7/6/06
Cumprimentos
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 07, 2006, 12:37:16 pm
Citação de: "JoseMFernandes"
a necessidade de Portugal ter uma esquadra de 20 F16 para luta anti-submarina no Atlântico, atribuída ao Saclant


Grandes malucos, tinham um projecto para permitir ao F-16 utilizar torpedos e não disseram nada a ninguém... :toto:
Título:
Enviado por: Luso em Junho 07, 2006, 05:26:21 pm
Citar
Aviões e hélis são vendidos porque estão "em excesso"
Helena Pereira
(...)
A justificação política para a compra foi a necessidade de Portugal ter uma esquadra de 20 F16 para luta anti-submarina no Atlântico


Ai a bela Helena... :mrgreen:
Topei logo.
Um tipo que se preze não diz disparates destes.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 10, 2006, 08:24:59 pm
http://www.vozsurda.blogspot.com/ (http://www.vozsurda.blogspot.com/)

Citar
"É mais fácil apanhar um mentiroso que um coxo"

Talvez por coincidência... ou por terem aceite o repto aqui lançado ontem, hoje, alguns O.C.S. levantaram a manta com que Luís Amado cobriu os F-16 de mentiras.

Agora só fica a faltar confrontar o senhor com a verdade posta a nú! Alguém o vai fazer?

Luís Amado: "precisamente por não voarem é que não fazem falta à Força Aérea"
"Claro que não fazem falta, se fizessem falta não seriam alienados"
Afinal a culpa dos F-16 não voarem, não é da FAP, mas sim dos políticos, da falha de verbas e...
...OGMA.

É curioso (no mínimo) que vão ser precisamente as OGMA, quem irá pôr agora os F-16 a voar (?)para serem vendidos, o que não conseguiram anteriormente e que vem mesmo a calhar nesta fase de falta de clientes...

Clientelismo?
---------------------------------------------------------------------------------------------
...programa dos caças F-16 foi iniciado nos anos 90, na sequência de contactos com os norte-americanos, e em duas fases a primeira com a aquisição de 20 aeronaves e a segunda, já em 2002, com a cedência de fuselagens e peças suficientes para a montagem de outros tantos caças.(…)
As primeiras aeronaves a serem renovadas seriam as que chegaram em peças, mas desde então apenas seis aviões beneficiaram do MLU, se bem que só quatro estejam já operacionais e entregues à FAP. Questões financeiras
A razão de ser dos atrasos esteve em problemas financeiros mas também pela incapacidade das OGMA - responsável pela renovação - em dar resposta às necessidades da Força Aérea, levando a que este ramo assumisse também o programa em termos de montagem e MLU, para apressar a sua execução
Daqui:
http://jn.sapo.pt/2006/06/02/nacional/p ... cacas.html (http://jn.sapo.pt/2006/06/02/nacional/pecas_aviao_servem_para_novos_cacas.html)

O ministro Luís Amado estima vender cada um por 15 milhões de euros, dado o objectivo de obter 180 milhões de euros com essa alienação, a concluir depois de os 40 aviões estarem modernizados. Essa opção decorre dos contratos existentes, nomeadamente com a OGMA.Além de modernizar os comprados em 1994, a empresa aeronáutica está encarregada de montar os 20 que o Governo português decidiu comprar aos EUA em 1998 e ainda se encontram quase todos empacotados (em que se investiam mais de 300 milhões de euros quando estivessem a voar)..
Daqui:
http://dn.sapo.pt/2006/06/02/nacional/f ... oes_2.html (http://dn.sapo.pt/2006/06/02/nacional/forcas_armadas_perdem_1126_milhoes_2.html)

Publicado 1 Fevereiro 2005
O Jornal de Negócios confrontou a presidente do conselho de administração da Empordef e da Ogma, Rosário Ventura, com um conjunto de questões relativas à privatização da Ogma, depois de ter tido acesso a informação sobre o processo que justificava esses esclarecimentos. (…)
E como será a partir daqui, deixa o Estado de poder negociar a manutenção de quaisquer aeronaves militares que vier a adquirir no futuro?
Não há exclusividade na manutenção. Antes de mais temos que perceber que este acordo foi firmado por duas partes que querem continuar a trabalhar em conjunto na Ogma. Temos ainda que perceber que, o novo accionista queira garantir que o Estado amanhã não faça outra Ogma.
E a FAP pode fazer o que os franceses fizeram com os C-130 deles, ou seja, encomendar a manutenção onde quiserem, no caso dos franceses até foi à Ogma.
Mas isso pode. Se a Ogma não for competitiva, a FAP pode mandar arranjar os C-130 onde quiser. O que o Estado se compromete neste acordo é a não criar uma nova empresa que se dedique à manutenção aeronáutica. Não deve.
Daqui:
http://www.negocios.pt/default.asp?SqlP ... olderId=48 (http://www.negocios.pt/default.asp?SqlPage=folder&CpFolderId=48)



Citar
Assim se mente ao País, Srs JORNALISTAS.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fphotos1.blogger.com%2Fblogger%2F6385%2F1580%2F320%2Famado-taveira.jpg&hash=cfa0faaee46eb139a254db3330bbb728)
Um deles, é mentiroso compulsivo, o outro não pode (ou não deve) falar.

Um mente arrogantemente à Nação e descarta a culpa do seu próprio partido na Governação Guterres, o outro engole o sapo públicamente em todos os telejornais e imprensa escrita (será que vai engolir???)


Agora ao contrário:

Um, é um Homem com honra e dignidade, entrega-se por uma causa, a Pátria. O outro, desconhece tais valores e serve-se de um cargo público para ofender as "sombras" do anterior.

A mentira ou o porquê:

(…)
Está prevista a venda de doze aviões de combate F16. Segundo o Jornal Público, os caças em causa foram comprados pelo Governo de Guterres e nunca foram usados pela Força Aérea. Mas Portugal está obrigado a gastar dinheiro com a modernização dos aparelhos. Só depois poderá vender.
Daqui:
http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinh ... avenda.htm (http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/2006061patrimoniodasforcasarmadasavenda.htm)

Matéria de facto a ser investigada por jornalistas sérios e honestos (tipo F.C.):

Disse hoje (canal 2 às 22H00), Luís Amado, sobre os tais F-16: "Claro que não fazem falta, se fizessem falta não seriam alienados"

Já tinha dito na SIC (telejornal das 13H00) "precisamente por não voarem é que não fazem falta à Força Aérea"

Defesa - Portugal vende aviões, helicópteros e fragatasCavaco Silva elogia esforço de Amado

Daqui:

http://www.correiodamanha.pt/noticia.as ... idCanal=90 (http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=203582&idCanal=90)

Factos históricos e de público acesso:

Sobre questões de Defesa Nacional e Forças ArmadasConferência de Imprensa com Rui Fernandes, da Comissão Política do PCP e António Rodrigues, do Comité Central e do GEDNLisboa, 22 de Julho de 2005
- Não sabia o PS, quando o Governo de Guterres comprou aos EUA os aviões F 16, tão velhos que vieram encaixotados, que fazer o upgrade destes aviões custava mais de 60 milhões de contos? E não sabia quanto ia custar isto é, quanto vai custar a sua manutenção, se e quando estiverem operacionais bem como a formação dos respectivos pilotos? E quando comprou estes aviões para constituir uma 2ª esquadra de F 16 não sabia já das dificuldades financeiras para assegurar a manutenção plena da 1ª esquadra?
Daqui:
http://www.pcp.pt/actpol/temas/defesa/ci20050522.htm (http://www.pcp.pt/actpol/temas/defesa/ci20050522.htm)

Proposta de lei nº. 181/VII
(Programação Militar para 1998 - 2003)
Intervenção do deputado Raimundo Narciso
Assembleia da República, 1998/06/19. Sr. Presidente Sr. Ministro da Defesa Nacional Sr. Secretário de Estado da Defesa Nacional Srs. Deputados
(…)
Uma é a compra de 25 aviões F16 usados e já com cerca 3 mil horas de voo. Os aviões tal como estão custam qualquer coisa como 75 milhões de dólares ou 13,7 milhões de contos, dinheiro que não sai do orçamento de Estado visto que será descontado no crédito que Portugal ainda possui do penúltimo acordo das Lages.
Uma parte das verbas deste programa vai para os custos de desmontagem e revisão total do avião e para o reforço das suas estruturas e dos motores.
A outra parte do programa diz respeito à compra e instalação dos "kits" para o Prolongamento da Vida Útil do avião, designado na nomenclatura OTAN por "mid life update" ou "MLU", para 20 aviões.
O MLU transforma praticamente o modesto F16 que os Estados Unidos deixaram de operar e exportam para todo o mundo, num muito mais eficaz F16 idêntico aos que a Força Aérea norte americana utiliza. Este programa não só aumenta em 8 mil horas o tempo de vida destes F16, como lhes permite combater de dia ou de noite, em quaisquer condições meteorológicas e identificar e seguir múltiplos alvos simultaneamente e atingi-los com novos mísseis de médio alcance.
Quer a realização do programa MLU quer parte das revisões e reforços dos aviões a comprar será feita em Portugal. É um dado em abono da capacidade tecnológica da nossa Força Aérea e das OGMA que surpreendeu o nosso fornecedor e aligeirou os custos.
(…)
Sr Presidente
Senhores membros do Governo
Senhores Deputados
A programação militar tem o objectivo de servir e é determinada pelo Sistema de Forças Nacional, pelas Missões das FFAA, pelo Conceito Estratégico Militar e acima deste pelo Conceito Estratégico de Defesa Nacional.
Isto quer dizer que as armas, equipamentos, infra-estruturas que hoje aqui apreciamos devem ser os mais adequadas àqueles conceitos.
Daqui:
http://www.geocities.com/CapitolHill/9219/lpm.htm (http://www.geocities.com/CapitolHill/9219/lpm.htm)

Claro que a investigação poderá ser feita com base apenas em dados do conhecimento público, mas, pelo que já revelou, pela postura digna, altivez e honra, talvez o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea, não se negue a comunicar a verdade, sustentada com outros documentos mais comprometedores da corrupção, má-fé e incompetência da nossa classe política. Tentem, Srs Jornalistas, façam-no não apenas pela verdade mas também porque os vossos compatriotas têm o direito de conhecer a verdade, de saber quem o faz e de que modo lhes usam o dinheiro dos impostos!
Título:
Enviado por: Luso em Junho 10, 2006, 11:33:41 pm
Do Indy de 9 de Junho de 2006

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg.photobucket.com%2Falbums%2Fv249%2FLuso308%2Fd0a03c5f.jpg&hash=521fc4c2929008eadb92653117e3fa2d)
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Junho 11, 2006, 12:17:41 am
Porque será que não fico surpreendido nx2l1

Gostei especialmente da frase:
 
Citar
Portugal receberia, dos EUA, carcaças de aviões F-16, algumas delas já abandonadas no deserto................


 Aerospace Maintenance and Regeneration Center (AMARC) - Davis-Monthan Air Force Base

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg83.imageshack.us%2Fimg83%2F3470%2Fp19a6av.jpg&hash=1285c0f06ee1c6280a7ccc8b623c3b38) (http://http)

Não estão abandonadas..............

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg140.imageshack.us%2Fimg140%2F1627%2Fimage0072ai.th.jpg&hash=3a31f9493bae8571475fb554bd24fd78) (http://http)

Isto é que é abandono......................
Título:
Enviado por: snakeye25 em Junho 11, 2006, 01:05:53 am
Ai, os jornalistas, os jornalistas...

Vigiar o espaço aéreo com satélites.  :P

Não me admira que na próxima semana apareça um novo artigo, terminando com correcções ao corrente.  :x

Lançam as bombas e depois tentam varrer estilhaços. Haja qualidade neste jornais!
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 13, 2006, 03:14:27 am
Entrevista de Ana Gomes ao Jornal de Notícias...

Citar
"Quero que se apure responsabilidades pela compra dos F-16"

Adepta de uma política de Defesa europeia e partidária de uma maior participação de Portugal no mercado europeu do sector, a socialista Ana Gomes, em entrevista ao JN, exige responsabilidades no caso da compra desnecessária dos F-16, agora em venda, e do abandono do programa do avião A400M. Aponta críticas a colegas de partido, aplaudindo, no entanto, as opções do actual ministro da Defesa, Luís Amado.


[Jornal de Notícias] Que passos foram dados para a criação do mercado europeu de armamento?


[Ana Gomes] Apoiámos a criação da Agência Europeia de Defesa em Dezembro de 2003, no auge das fricções intra-europeias sobre a guerra no Iraque. E foi possível todos os Estados-membros porem-se de acordo, quer para aprovação da doutrina da estratégia de segurança europeia, a chamada "Doutrina Solana" quer para a criação da Agência e reconhecendo quer era preciso uma base industrial e tecnológica e um mercado de defesa competitivo ao nível europeu. É um sector em que hoje reina a opacidade, onde as regras do mercado interno não se aplicam.


Que significa isso?

Os equipamentos militares não estão teoricamente excluídos das regras da concorrência do mercado interno, mas os países têm usado e abusado do artigo 296 do Tratado de Roma, que admite que os contratos não sigam as regras do mercado interno quando são invocadas especiais razões de soberania. No Parlamento temos apoiado os esforços da Comissão Europeia no sentido de trazer mais transparência a esse sector e espera-se em breve que a Comissão venha dar um parecer interpretativo sobre o artigo 296, para o tornar mais restritivo. Esperamos também que a Comissão apresente uma directiva sobre as regras que se aplicam aos contratos no âmbito do mercado de defesa para os quais não é aplicado o artigo 296. Estes contratos movem milhões e sabemos que são áreas onde a falta de transparência não beneficia nem a democracia nem a racionalidade das aquisições.



E Portugal?

Houve a admissão pelo ministro da Defesa português na Lei de Programação Militar desse episódio dos aviões F-16, que foram comprados, que nunca foram montados nem usados e que agora vão ser vendidos. Quem é que é responsável? Há aqui dois aspectos, o de olhar para trás e o de olhar para a frente. No olhar para a frente gostaria que isto não fosse mais possível, que houvesse transparência e uma gestão criteriosa das aquisições de equipamento militar. Olhando para trás, quero que se apure responsabilidades, tanto política como tecnicamente por estas compras absolutamente desastrosas.


E esse é o único caso?

Posso-lhe dar outro, a decisão de abandono do A400M. Agora, o ministro Luís Amado vem dizer que quer recuperar a participação portuguesa no projecto e eu apoio-o. Gostaria que os responsáveis pela decisão anterior de abandonar o A400M fossem responsabilizados - quanto é que Portugal perdeu? Quanto está a perder?


A nossa política de defesa parece então não seguir uma linha.

Os casos agora publicamente admitidos pelo actual Governo são um reconhecimento de que não houve uma orientação estratégica nas aquisições militares. Isso só porque até agora os ministros da Defesa mudavam freneticamente. Quantos ministros da Defesa teve, por exemplo, o Governo de António Guterres, quando se processou essa compra dos F-16? E os ministros estavam ao sabor das chefias militares e, como estamos a ver, em muitos dos casos os equipamentos não se justificavam.


Está a fazer uma crítica a elementos do seu próprio partido.

É uma questão de Estado. Faço as críticas com um sentido construtivo e satisfeita porque neste momento se estão a reconhecer os erros, por o actual ministro da Defesa ter explicado o que está a fazer com os condicionalismos de controlo do défice. Temos que olhar para os erros para os corrigir e verificar onde é que estão as responsabilidades. E a responsabilidade é política e é repartida.


fonte: http://jn.sapo.pt/2006/06/13/nacional/quero_se_apure_responsabilidades_pel.html

Uma mulher de armas a "botar a boca no trombone" ?
Título:
Enviado por: antoninho em Junho 13, 2006, 01:13:41 pm
Desta mulher nada me admira, é pena que ela como euro-deputada não tenha criticado o eurostat de incluir as compras a leasing da maneira que o está a fazer, mas isso é da logica da doutrina estratégica de segurança europeia, ou seja acabemos com as FA e os outros que façam o favor de nos defenderem, porque nós até mandamos uns rapazes simpaticos para o exterior juntamente com os vossos e quando precisar-mos de material vocês emprestam tà?
Temos pouco guito para manter o status do parque automovel do estado não podemos gastar em coisas desnecessarios para os putos brincarem aos soldados...
Título: PCP vota contra LPM
Enviado por: Lancero em Junho 19, 2006, 05:26:56 pm
Defesa: PCP vota contra LPM por não responder ao interesse nacional

Lisboa, 19 Jun (Lusa) - O PCP anunciou hoje que votará contra a Lei da Programação Militar (LPM) apresentada pelo Governo, defendendo que as opções do executivo "relevam mais das exigências da NATO" e da União Europeia do que do interesse nacional.

      "As opções constantes das leis de Programação Militar relevam mais das exigências da NATO e da Força Europeia de Reacção Rápida do que do interesse nacional", sublinhou o deputado comunista António Filipe, em conferência de imprensa na Assembleia da República, onde a LPM será debatida quarta-feira.

      O PCP, que já tinha votado contra as revisões da LPM de 2001 e 2003, mantém a sua objecção por considerar que o actual diploma continua a não ter o interesse nacional como "referência fundamental".

      Como exemplo, António Filipe aponta a aposta nos submarinos e o "fraco empenhamento" do Governo no programa dos Patrulhões, navios de fiscalização da costa.

      "Se fosse o interesse nacional a prevalecer haveria um forte empenhamento na construção rápida de Patrulhões", sublinhou.

      Para o PCP, "a LPM deve ser um exercício sério de definição do nível de prioridade que assume a componente militar de defesa nacional nomeadamente quanto às opções, aos volumes financeiros envolvidos e à forma de os conseguir".

      "Não é o que tem acontecido", criticou António Filipe.

      O PCP acusa ainda o executivo de introduzir na lei "uma habilidade", dilatando no tempo da gestão de alguns programas e aprazando para 2009 e anos seguintes os investimentos mais avultados, "passando a bola para outro Governo e para outro ministro".

      Ainda assim, os comunistas elogiam dois aspectos da proposta do Governo: "A alienação de 12 aviões F16 e a chamada Força Conjunta de Helicópteros, que permitirá uma gestão centralizada da frota de helicópteros e a introdução de factores de racionalização económica na sua aquisição, manutenção e emprego".

      O deputado do PCP salientou que a venda dos F16, prevista agora na revisão da LPM, "vem confirmar e fundamentar" as críticas feitas pelos comunistas há cinco anos quando foi aprovada a aquisição de uma segunda esquadra destes aviões.

      A revisão da LPM prevê um investimento de 5,450 mil milhões de euros na modernização das Forças Armadas até 2023, menos 112 milhões de euros do que na lei de 2003.

      Como principais novidades, o diploma aprovado em Conselho de Ministros a 01 de Junho introduz a venda de equipamento militar no valor de 290 milhões de euros, entre os quais 12 dos actuais 40 caças F-16, duas fragatas da Marinha, 10 helicópteros Puma e 18 Alouette III.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 20, 2006, 10:00:17 am
Acho estranho que o PCP critique a opção pelos 2 submarinos, como estando de acordo com os interesses da NATO, já que segundo constou, a NATO não esteve particularmente empenhda em apoiar Portugal nessa compra.

Não posso de modo algum concordar com a diminuição no nº de F-16 operacionais, que eu acredito que se resolveria com uma política de recrutamento, gestão e formação de recursos humanos para que se pudessem operar os 40 F-16 inicialmente previstos.

Já concordo com a críticas relativas à lentidão no programa dos NPO's e das LFC, se pensarmos que a nossa actual capacidade de patrulhamento está nas mãos de velhas plataformas (as corvetas e os Cacine que restam).
Título:
Enviado por: Luso em Junho 20, 2006, 01:19:44 pm
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Defesa: PCP vota contra (...) por não responder ao interesse nacional


 :rir:  :roll:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 21, 2006, 04:35:49 am
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LPM: Direita abstem-se na generalidade

PSD e CDS-PP anunciaram hoje que vão abster-se na votação na generalidade da Lei da Programação Militar (LPM), embora equacionem alterar o seu sentido de voto quando o diploma for aprovado em votação final global.
Os dois partidos, responsáveis pela elaboração da LPM de 2003, avançaram com argumentos semelhantes para justificar a decisão de se absterem na votação no diploma, que será discutido quarta-feira em plenário.

«A nova lei vem numa linha de continuidade da revisão aprovada em 2003, mas temos algumas preocupações em relação a alguns aspectos», afirmou o vice-presidente da bancada do PSD Henrique de Freitas, à saída da reunião da comissão parlamentar de Defesa, onde o ministro Luís Amado apresentou o diploma aos deputados.

Entre as questões que os sociais-democratas querem ver esclarecidas está a criação de uma força conjunta de helicópteros atribuídos à Força Aérea, Marinha e Armada, que ficará sedeada no Montijo e sob a dependência do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Mendes Cabeçadas.

Além disso, o PSD tem também dúvidas quanto à decisão de vender 12 dos actuais caças F-16.

«Por isso, na votação na generalidade vamos abster-nos. Na especialidade, e em função da abertura do Governo, equacionaremos uma votação favorável», acrescentou Henrique de Freitas.

Pelo CDS-PP, o deputado João Rebelo adiantou que a sua bancada também se irá abster na votação na generalidade da LMP, apontando alguns aspectos positivos do diploma, como a manutenção de uma «linha de continuidade» relativamente à revisão de 2003, e alguns «problemas de credibilidade».

Entre os «problemas de credibilidade» está, segundo João Rebelo, a previsão da alienação de equipamento render, até 2009, 290 milhões de euros.

«É pouco credível esta execução», salientou o deputado democrata-cristão.

Contudo, e tal como o PSD, João Rebelo admitiu a hipótese do CDS-PP aprovar a LMP em votação final global, se o Governo responder a dois «desafios».

Esses dois desafios são, de acordo com o deputado do CDS-PP, que o Governo garanta em PIDDAC verbas para os «patrulhões» construídos nos estaleiros de Viana do Castelo e que garanta que «as cativações não vão ter efeitos sobre os programas já contratualizados».

Diário Digital / Lusa


fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=232982

Que acontecerá à anunciada LPM se não se cumprirem as delirantes previsões de verbas resultantes da alienação de equipamentos ?

Mais uma LPM (Lança Poeira a olho de Militar) que para não variar que irá ser revista com metada das promessas por cumprir(optimista exagerado), e de revisão em revisão os únicos satisfeitos serão uns quantos burocratas, felizes porque o trabalho de revisão nunca acaba, eterniza-se...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 21, 2006, 09:07:01 am
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Deputados discutem hoje na AR Lei de Programação Militar

A Assembleia da República discute hoje a Lei de Programação Militar (LPM), que prevê um investimento de 5,45 mil milhões de euros na modernização das Forças Armadas até 2023, mas conta com a oposição do PCP e do BE.
Como principal novidade, o diploma aprovado em Conselho de Ministros no início do mês, introduz a venda de equipamento militar no valor de 290 milhões de euros, entre os quais 12 dos actuais 40 caças F-16, duas fragatas da Marinha, dez helicópteros Puma e 18 Alouette III.

Na lei é ainda criada, pela primeira vez, uma força conjunta de helicópteros atribuídos à Força Aérea, Marinha e Exército, que ficará sedeada no Montijo e sob a dependência do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA).

A força conjunta, cujo calendário de concretização deverá estar definido até ao final do ano, integrará aparelhos como os novos EH-101 da Força Aérea, os Lynx da Marinha ou os futuros NH-90 do Exército, num total de cerca de 40 helicópteros.

O ministro da Defesa, Luís Amado, já afirmou em diversas ocasiões que o diploma «procura dar continuidade» ao processo de reequipamento e modernização das Forças Armadas, apesar do «esforço de contenção financeira» imposto ao Estado, sobretudo no período de vigência do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), até 2009.

À direita, sociais-democratas e democratas-cristãos já anunciaram que se irão abster na votação na generalidade do diploma, porque apesar de este vir numa «linha de continuidade» em relação à revisão efectuada em 2003 pelo Governo de maioria PSD/CDS-PP, existem alguns aspectos que os preocupam.

Contudo, os dois partidos já manifestaram a sua disponibilidade para alterar o seu sentido de voto na especialidade e aprovar o diploma se o Governo estiver aberto a algumas alterações.

Ao contrário dos sociais-democratas e democratas-cristãos, PCP e BE são contra o novo diploma, argumentando que as opções do Governo «relevam mais das exigências da NATO» e da União Europeia do que do interesse nacional.

Diário Digital / Lusa


2023... :shock:
Isto é que é pensar a looooonnnnngo prazo.

Quantas revisões não vão ser feitas...
Quantos revisores não vão justificar os seus chorudos ordenados de revisão em revisão, em revisão, em revisão, em revisão, em revisão, em revisão, em revisão,.......
Título:
Enviado por: Luso em Junho 21, 2006, 09:09:38 am
Absolutamente risível e um insulto à nossa inteligência.
Quando julgava que era impossível ser pior que Santana, eis aí o Socas e sus muchachos.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 21, 2006, 09:48:21 am
Um dos pontos de honra da Marinha, era a de que os NPO's fossem comparticipados com verbas do PIDACC, para que fosse dada mais folga financeira à Marinha para outros projectos, mas os actual governo já disse que os NPO's serão pagos com verbas da LPM e nem se dispõe a discutir mais isso.
Título:
Enviado por: P44 em Junho 21, 2006, 09:50:09 am
já agora um pedido de esclarecimento...

dado que a LPM deverá ser aprovada hoje com os votos do PS, quando será promulgada pelo PR?
(Isto é, existe um prazo definido para tais situações?suponho que sim)

Quando serão divulgados (se serão...) os conteúdos da Lei (i.e., será divulgada/oficializada a venda das JB ao Uruguai e a aquisição dos Leopard e das Fragatas Karel Doorman, por exemplo?)

Ou ficará ainda tudo no "segredo dos Deuses", como de costume, dando espaço a mais e mais e mais rumores :?:

obrigado.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 21, 2006, 09:55:27 am
Quanto à venda de alguns equipamentos, o que eu penso é que tenham havido contactos exploratórios apenas.

Acho muito estranho que os Pumas, que para Portugal não servem nem para a Protecção Civil, valham dinehiro para vender à Roménia.

Como acho estranho que algum país se disponha a pagar algum dinheiro por umas João Belo com perto de 40 anos de idade.

Quanto aos AluetteIII não imagino quem os queira a menos que se trate de um país africano qualquer.

Quanto a aquisições e nomeadamente o que se passa em relação à Holanda, acho que por enquanto ainda tudo não passou de notícias de jornais.

Para já, teremos que esperar.
Título:
Enviado por: P44 em Junho 21, 2006, 10:06:28 am
Citar
Para já, teremos que esperar.



Pois, mans quanto tempo...? anos? :roll:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 21, 2006, 10:14:19 am
Citação de: "P44"
Quando serão divulgados (se serão...) os conteúdos da Lei (i.e., será divulgada/oficializada a venda das JB ao Uruguai e a aquisição dos Leopard e das Fragatas Karel Doorman, por exemplo?)

Ou ficará ainda tudo no "segredo dos Deuses", como de costume, dando espaço a mais e mais e mais rumores :wink:
Título:
Enviado por: Luso em Junho 21, 2006, 12:37:02 pm
Citação de: "TOMKAT"
Os "Deuses" devem estar loucos para pensarem que conseguem enfiar barretes por 290 milhões de euros a uns quantos tolos...


Não são loucos não. É a mentalidade de vigarista em todo o seu explendor.
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 21, 2006, 02:39:00 pm
Isto já é compulsivo :evil:

DEFESA LPM: Ministro admite dúvidas realização verba prevista com alienação equipament

o  

      Lisboa, 21 Jun (Lusa) - O ministro da Defesa, Luís Amado, admitiu hoje que tem "algumas dúvidas" que o Governo consiga realizar os 290 milhões de euros previstos na Lei de Programação Militar (LPM) com a alienação de equipamento.

      "Tenho algumas dúvidas que consigamos realizar aquele montante", afirmou Luís Amado no Parlamento, durante a discussão em plenário da LPM, que prevê um investimento de 5,450 mil milhões de euros na modernização das Forças Armadas até 2023.

      Luís Amado, que respondia a uma questão colocada pelo deputado do CDS-PP João Rebelo, salientou, contudo, que o montante de 290 milhões de euros é apenas "uma previsão", mostrando-se disponível para rever a verba durante a discussão do diploma na comissão parlamentar.

      A "total" disponibilidade do Governo para introduzir alterações ao diploma durante a discussão na especialidade foi, aliás, várias vezes repetida pelo ministro durante o debate: "Estamos totalmente abertos para discutir".

      Por parte da oposição, Luís Amado foi confrontado com algumas dúvidas das bancadas do PSD e do CDS-PP e com as críticas do PCP e BE.

      Pelo PSD, o deputado Rui Gomes da Silva questionou Luís Amado acerca da criação de uma força conjunta de helicópteros atribuídos à Força Aérea, Marinha e Exército, que ficará sedeada no Montijo e sob a dependência do Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Mendes Cabeçadas, e a venda de 12 dos actuais caças F-16.

      Na resposta, o ministro da Defesa justificou estas decisões com necessidades de "racionalização" dos equipamentos, no caso da venda dos caças F-16, e lembrou que, relativamente à criação de uma força conjunta de helicópteros, "também o Reino Unido já optou por essa solução".

      Em resposta a uma intervenção do deputado do PSD Henrique de Freitas, que criticou alguns aspectos do diploma, classificando-o como a "lei da poupança militar", Luís Amado reconheceu que, de facto, se está perante "uma lei da poupança".

      "Sim. É uma lei da poupança. A programação é um exercício de poupança", sublinhou, considerando que seria "absolutamente irresponsável" criar um diploma que fosse contra o "esforço de contenção".

      Da parte do CDS-PP, que tal como o PSD irá abster-se na votação da generalidade, embora manifestem disponibilidade para votar favoravelmente o diploma em votação final global se o executivo introduzir algumas alterações, as principais dúvidas colocadas relacionaram-se com duplicação da cativação de verbas e o "excessivo" optimismo da verba prevista para a alienação de equipamento.

      "Do que está previsto para este ano na LPM, 40 por cento do seu valor não vai ser investido, ficando cativas em prol da disciplina orçamental. O que significa que muitos programas serão comprometidos", disse o deputado do CDS-PP João Rebelo.

      "Não comprometemos os programas. O Estado honrará os seus compromissos", garantiu, por sua vez, Luís Amado.

      As principias críticas ao diploma do Governo, que revê a lei aprovada em 2003, partiram das bancadas do PCP e do BE, que já anunciaram que irão chumbar o diploma.

      "As opções constantes das leis de programação militar relevam mais das exigências da NATO e da Força Europeia de Reacção Rápida do que do interesse nacional", referiu o deputado do PCP António Filipe, ressalvando que a discordância dos comunistas ao diploma "não deve ser entendida como discordância quanto ao objectivo de reequipar as Forças Armadas".

      "Compartilhamos esse objectivo. A nossa discordância tem que ver com opções, prioridades e modelos de financiamento", sublinhou.

      Pelo BE, Luís Fazenda repetiu as críticas que já tinham sido deixadas pelo deputado comunista, fazendo ainda referência ao "absurdo total" da proposta da LPM prever que a próxima revisão só deverá ocorrer em 2009 e não dentro de dois anos, em 2008, como é habitual.

      A defesa do diploma do Governo veio da bancada do PS, com deputado Miranda Calha a sublinhar o seu carácter "inovador", nomeadamente a decisão de criar uma força conjunta de helicópteros.
Título:
Enviado por: luis filipe silva em Junho 21, 2006, 02:43:47 pm
Rui Elias escreveu:
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Quanto a aquisições e nomeadamente o que se passa em relação à Holanda, acho que por enquanto ainda tudo não passou de notícias de jornais.


Sim, porque do lado governamental, está tudo no segredo dos Deuses.
Proponho desde já este jornalista para ministro da defesa.
Título:
Enviado por: P44 em Junho 21, 2006, 03:49:02 pm
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"Não comprometemos os programas. O Estado honrará os seus compromissos", garantiu, por sua vez, Luís Amado.


Fixem bem esta frase, para futura referência :!:  :roll:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 21, 2006, 04:00:31 pm
Sobre as dúvidas do Minsitro quanto às verbas a realizar com a venda dos nossos equipametos:

Do que julgo saber, através de notícias, é que quando ainda no tempo de Portas à frente do MDN, Portugal negociou com os EUA a cedência das 2 OHP, o Uruguai teria sondado Portugal sobre se este estaria interessado em vender a esse país as ainda 3 João Belo que tinhamos nessa altura.

Mas o Governo de então referiu que as 3 João Belo eram para manter, e por isso a coisa ficou por aí.

Entretanto uma das fragatas dessa classe foi abatida (a NRP Hermenegildo Capelo), ficando duas.

Agora, que o actual Governo assumiu a vontade de vender algum dos equipamentos que temos, foi da inicativa do Governo actual entrar, através dos canais dipomáticos com o Uruguai, no sentido de saber se esse país ainda estaria interessado nas duas fragatas.

O Uruguai ainda não deu resposta, nem as negocaiçõpes se iniciaram.

Aliás, a Marinha pretende manter as duas João Belo que restam, ao serviço até 2008.

Tenho sérias dúvidaes de que as duas fragatas, os 10 Puma's e os 18 AluetteIII velham tanto quanto isso, e por isso acho o valor algo exagerado.

Se os Puma's não servem para a nossa Protecção Civil, por quanto acham que o Governo os venderá à Roménia para missões militares?

Só se se agarrar aos 12 F-16 MLU.

Mas dificilmente arranjaria comprador que lhe pagasse mais que 100 milhões de euros por eles.
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 21, 2006, 04:03:08 pm
Citar
"Não comprometemos os programas. O Estado honrará os seus compromissos", garantiu, por sua vez, Luís Amado.


 Eu acho que o Governo está a comprometer sériamente, não é os compromissos, que ninguem sabe ao certo quais são nem para quando, mas a Defesa, a capacidade das FA's cumprirem a sua missão.
Título:
Enviado por: Luso em Junho 21, 2006, 04:28:45 pm
Eles confundem o "Estado" com a sua própria imagem e a imagem do partido. E para isso estão dispostos a pagar TUDO para que a essa imagem não fique comprometida.
Pois bem, já o está. Irremediavelmente.

Que descaramento!
Que falta de pudor!
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 23, 2006, 10:32:25 am
Entretanto..
AR: PS aprova Lei da Programação Militar
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=233290 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=233290)
Título:
Enviado por: Luso em Junho 24, 2006, 09:00:10 pm
O "O Independente" está a transformar-se num pasquim cuja má qualidade me surpreende. Ora vejam este recorte da edição de 23 de Junho...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg.photobucket.com%2Falbums%2Fv249%2FLuso308%2Fpasquinada.jpg&hash=5cf30fdf72e087092f6839eeb86cf077)

Isto é que é fazer fretes!
E ninguém assina este... "artigo".
Pelos vistos dar... "dignidade" aos Generais (aumentar-lhes a vaidade com protocolo) é mais inteligente e mais barato que reequipar as forças armadas...
Então quem escreve isto não merce umas lambadas bem dadas?
E reparem que já se dá logo a sentença a Alkatiri...

Que fretes, meus amigos!
A "Maria" deve ser mais honesta.
Título:
Enviado por: typhonman em Junho 24, 2006, 09:40:57 pm
Até parece que se abrem os cordões a bolsa..Basta olhar para os nossos SSBN'S F22 Apaches.. :roll:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 27, 2006, 05:12:25 pm
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=233865
Citar
Mendes Cabeçadas considera LPM «muito equilibrada»

O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), almirante Mendes Cabeçadas, considerou hoje «muito equilibrada» a nova Lei de Programação Militar (LPM), aprovada pelo Conselho de Ministros, em Junho.
«Não podem definir-se objectivos nem estratégias sem ter atenção aos recursos de que se dispõem. Tentou-se encontrar realismo na constituição das forças», comentou o almirante Mendes Cabeçadas, após uma reunião da comissão parlamentar de Defesa, destinada a debater a LPM.

Mendes Cabeçadas evitou também fazer qualquer comentário sobre a venda de equipamento das Forças Armadas previsto no diploma - «o CEMGFA é responsável pelo emprego dos meios, não pela sua alienação» - mas acrescentou que os equipamentos que vão ser vendidos «não se tornavam necessários».

O chefe da Armada, almirante Melo Gomes, preferiu, por seu turno, não comentar o conteúdo do diploma «enquanto não estiver aprovado».

A proposta de revisão da LPM prevê um investimento de 5,450 mil milhões de euros na modernização das Forças Armadas até 2023 (menos 112 milhões de euros do que na lei de 2003).

A nova LPM prevê a venda de equipamento militar no valor de 290 milhões de euros, incluindo 12 aviões F-16, e a criação, pela primeira vez, uma força conjunta de helicópteros atribuída à Força Aérea, Marinha e Exército.

A LPM foi aprovada em Conselho de Ministros em 1 de Junho e está neste momento em fase de debate na comissão parlamentar de Defesa.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: Luso em Junho 27, 2006, 05:22:09 pm
Pudera.
Não é à toa que foi reconduzido no cargo.
Título:
Enviado por: Yosy em Junho 27, 2006, 09:44:44 pm
Citação de: "Luso"
Pudera.
Não é à toa que foi reconduzido no cargo.


Bem dito!
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 28, 2006, 10:06:12 am
O Almirante Mendes Cabeçadas é como o Vitor Constâncio:

Enquanto não levantar ondas, é como uma rolha, nunca afundando e assim vai sendo reconduzido no cargo, seja por que governo for.

Alguém conhece um pensamento, ou uma ideia do CEMGFA?

Uma simples pergunta:

Como está a velha aspiração (e evidente necessidade) da Marinha para a aquisição de um novo AOR que substitua o NRP Bérrio?
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 28, 2006, 08:42:05 pm
Citar
Utilização conjunta de helicópteros levanta dúvidas a chefias
A criação de uma força conjunta integrando os todos helicópteros das Forças Armadas, prevista na proposta de revisão da Lei de Programação Militar (LPM), foi questionada no Parlamento pelos chefes da Força Aérea e Exército.

De acordo com fontes parlamentares, o mais céptico foi hoje o Chefe de Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), Taveira Martins, que defendeu que a medida prevista não se trata «de uma força conjunta», mas apenas de «uma capacidade conjunta», destinada a optimizar a gestão, manutenção e logística dos helicópteros das Forças Armadas.

Sem nunca manifestar a sua oposição à constituição desta força, Taveira Martins afirmou, segundo as mesmas fontes, que esta «não é uma força no sentido no emprego militar».

Uma das dificuldades apontadas pelo CEMFA, prosseguiram as mesmas fontes, relaciona-se com o facto de os helicópteros terem uma utilização específica para cada um dos ramos.

Contactado pela agência Lusa, o Estado-Maior da Força Aérea escusou-se a comentar as dúvidas atribuídas a Taveira Martins.

No início deste mês, na véspera da aprovação da LPM em Conselho de Ministros, o titular da pasta da Defesa, Luís Amado, anunciou a integração dos helicópteros atribuídos à Força Aérea, Marinha e Exército numa mesma «Força Conjunta de Helicópteros» sedeada no Montijo e dirigida pelo Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA).

«Pela primeira vez vamos ter uma gestão conjunta de helicópteros», congratulou-se Luís Amado, adiantando que deverá ainda ser criada uma «cadeia logística de manutenção comum» para todos os aparelhos.

A força conjunta, o primeiro especificamente desenvolvido com o objectivo de criar um «núcleo mais evidente de capacidades conjuntas» dos três ramos das Forças Armadas, seria composta por helicópteros como os novos EH-101 da Força Aérea, os Lynx da Marinha ou os futuros NH-90 do Exército, num total de «cerca de 40» aparelhos.

Ouvido terça-feira no Parlamento, também o Chefe de Estado- Maior do Exército, Valença Pinto, segundo as mesmas fontes, terá expresso uma «visão idêntica» à de Taveira Martins acerca do emprego operacional conjunto dos helicópteros dos três ramos.

Questionado pela Lusa, o porta-voz do Exército, Pimenta Couto, sublinhou que Valença Pinto «deu sempre o seu parecer favorável quando foi solicitado nas instâncias próprias» a pronunciar-se sobre o assunto.

Relativamente à proposta de revisão da LPM, Taveira Martins disse, na audição de hoje na Assembleia da República, que a Força Aérea viu «garantidas as condições fundamentais» que tinha fixado à partida.

De acordo com as mesmas fontes parlamentares, o CEMFA afirmou ainda que defendeu junto do Governo a manutenção de duas esquadras de F-16.

Dos 40 caças F-16 que actualmente equipam a Força Aérea (duas esquadras de 20 aviões cada), a proposta de LPM prevê a manutenção de apenas 28 (duas esquadras de 14).

Diário Digital / Lusa

28-06-2006 19:40:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=234077 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=234077)

Esperemos que os generais estejam certos face a isto. Não faz sentido uma "força conjunta"....somente a nível logístico e de manutenção.
Título:
Enviado por: Spectral em Junho 28, 2006, 08:46:39 pm
A velha mentalidade do "tudo o que voa pertence à FAP" não desapareceu...
Título:
Enviado por: BEART em Junho 28, 2006, 11:36:20 pm
Só teremos de facto uma força conjunta de helicopteros quando de facto e objectivamente soubermos onde e como os empregaremos.
Não basta que os aparelhos e os pilotos austentem um brasão igual ou uma pintura uniforme, se queremos forças conjuntas temos de mudar mentalidades, será que quem agora veste de verde e tem galões sem óculo, um dia comandará um navio que embarca meios terrestres e aéreos?
Fica a questão, a qual a resposta será dada pelo tempo.

Cumprimentos.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Julho 03, 2006, 10:28:00 am
Um cheirinho do que vai ser publicado.

http://www.parlamento.pt/plc/docs/doc.d ... pl75-X.doc (http://www.parlamento.pt/plc/docs/doc.doc?Path=6148523063446f764c3246795a5868774d53396b62324e7762433170626d6c59644756344c334277624463314c5667755a47396a&Fich=ppl75-X.doc)
Título:
Enviado por: P44 em Julho 20, 2006, 08:51:50 am
Colegas, uma questão...

Hoje dia 20 de Julho, segundo sei, a LPM é "votada na Globalidade"

O que se segue? a Promulgação pelo PR, ou ainda haverá outros passos antes da mesma?

Será ainda promulgada antes das férias?

E se sim, quando se saberão os detalhes, nomeadamente a nivel de equipamentos ?
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Julho 20, 2006, 10:07:43 am
Se estão à espera que a LPM fale de equipamentos podem esperar sentados...Aquilo apenas diz os montantes de despesa por ano e nome genérico dos programas, tipo "Aquisição de Helicóptero Ligeiro para as FFAA"...

Ver, por exemplo: http://www.mdn.gov.pt/Defesa/Legislacao ... M_nova.htm (http://www.mdn.gov.pt/Defesa/Legislacao/Legislacao_Defesa_Nacional/LPM_nova.htm)
Título:
Enviado por: Luso em Julho 20, 2006, 04:12:38 pm
Citar
Reequipamento das unidades de engenharia, anti-aérea e informações e segurança militar


Anti-aérea?
Para mim é novo...
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Julho 20, 2006, 04:33:29 pm
Das duas uma:
 
:arrow: Algum Chaparral começou a deitar fumo em alguma exposição ou um Rh202 "recusou-se" a disparar

Oops, acabo de reparar:


Citar
Aprovada em 10 de Abril de 2003.
O Presidente da Assembleia da República, João Bosco Mota Amaral.
Promulgada em 30 de Abril de 2003.
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Referendada em 2 de Maio de 2003.
O Primeiro-Ministro, José Manuel Durão Barroso.
Título:
Enviado por: TaGOs em Julho 26, 2006, 05:58:52 pm
Quando é que publicam algo assim?

http://www.mdn.gov.pt/Destaque/50_progr ... gramas.htm (http://www.mdn.gov.pt/Destaque/50_programas/50_programas.htm)

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Julho 26, 2006, 09:01:39 pm
Citação de: "TaGOs"
Quando é que publicam algo assim?

http://www.mdn.gov.pt/Destaque/50_progr ... gramas.htm (http://www.mdn.gov.pt/Destaque/50_programas/50_programas.htm)

Cumprimentos


Pois, estes " 50 programas " já  foram reduzidos desde 2003, data do documento :?
Título:
Enviado por: typhonman em Agosto 02, 2006, 03:26:20 am
E esta pérola?? :lol:

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... nal=20&p=0 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=210173&idselect=20&idCanal=20&p=0)
Título:
Enviado por: TOMKAT em Agosto 02, 2006, 05:16:25 am
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Sérgio Parreira de Campos, vice-presidente da Empordef e presidente das empresas do pólo tecnológico da Defesa, diz que há contrapartidas das compras de equipamento militar com “valorização exagerada” e que isso “beneficia quem vende” e, “se calhar, quem está na meia” do negócio.

Correio da Manhã – As contrapartidas da compra de armamento para as Forças Armadas têm sido concretizadas em favor da economia portuguesa?

Sérgio Parreira de Campos – O sistema de contrapartidas está bem desenhado. No meu entender, foi mal utilizado até um determinado ponto. Neste momento, está-se a tentar colocar as coisas nos eixos e está-se a conseguir em muitos domínios. Agora, não se esqueça de uma coisa: estes programas das Forças Armadas estendem-se no tempo. Nós, neste momento, ainda estamos a apanhar com os efeitos de uma série de programas que foram contratados há cinco, seis, sete anos, em que é extremamente difícil corrigir uma série de coisas. A Comissão de Contrapartidas tentou inverter, e está a conseguir, coisas que não vinham bem do antecedente.

– Por exemplo?

– Os submarinos constituem um exemplo típico.

– O que é que correu mal no negócio dos submarinos? Houve, de facto, contrapartidas?

– Houve, de facto, contrapartidas. Algumas ainda não foram cumpridas, outras penso que foram valorizadas de forma exagerada. E esse valor não corresponde ao real interesse para o País.

– O que é que quer dizer com valorização exagerada?

– Uma contrapartida como, por exemplo, transferência de tecnologia. Como é que se valoriza uma transferência de tecnologia? Valoriza-se sobretudo pelos efeitos que ela possa ter na economia. Mas isso é extremamente vago. Ou seja, para nós que recebemos, isto vale dez, enquanto que o indíviduo que está no outro lado a negociar diz ‘se só vale dez [para vocês], para mim vale cem’. E, agora, onde é que ficamos? Essa valorização das contrapartidas foi extremamente empolada, para ver se se conseguia chegar aos limites impostos pela lei. E, de facto, o impacto que essas contrapartidas têm sobre a economia portuguesa é inferior à valorização que lhe foi dada.

– Na prática, a contrapartida real é muito inferior àquela que foi estabelecida?

– Esse é o meu entendimento. E, de facto, o mecanismo das contrapartidas poderia ser fundamental para o desenvolvimento da economia.

– Essa valorização exagerada acaba por conduzir à análise frequente de que não se vê na economia o impacto das contrapartidas?

– Pois, é verdade.

– Quem é que beneficia com isso?

– Beneficia quem vende. Ou seja, quem é obrigado a prestar contrapartidas. E, se calhar, alguém que está na meia. Porque agora começaram a aparecer no mercado internacional empresas especializadas em gerir contrapartidas. Isso é um fenómeno que começou há pouco tempo: há meia dúzia de anos ou nem tanto. São empresas que ganham o seu dinheiro a gerir contrapartidas em nome de terceiros.

– E têm de ter comissões?

– Exactamente. Nós devemos usar o mecanismo das contrapartidas para desenvolver o tecido industrial nacional.

– Há pouco falava em empresas especializadas na negociação de contrapartidas: isso é um factor que poderá levar a suspeitas de corrupção? Dito de outra maneira: há motivos para suspeitar que há corrupção nos negócios de equipamento das Forças Armadas?

– Como eu costumo dizer, há fumos. Agora se há ou não, não sei. Que parece haver fumos, parece.

PERFIL

Sérgio Parreira de Campos é desde, Julho de 2005, vice-presidente da Empordef, a ‘holding’ do Estado para a indústria da Defesa, e preside à Edisoft desde Março de 1997. Com 62 anos, é também presidente da EID e da ETI, as duas empresas que em conjunto com a Edisoft formam o Pólo Tecnológico da Defesa, desde Setembro de 2005.

Coronel do Exército, Parreira de Campos é licenciado em Organização e Gestão de Empresas, pelo ISCTE, foi professor catedrático na Academia Militar e deu aulas no Instituto de Altos Estudos Militares.

DETALHES SOBRE A INDÚSTRIA MILITAR

APOSTA EM SISTEMAS E EM 'SOFTWARE'

Com o capital repartido por Empordef (30 por cento), NAV (30 por cento), Thales Nederland (30 por cento) e outros (dez por cento), a Edisoft é uma empresa especializada no fornecimento de serviços nas áreas de engenharia de sistemas e de ‘software’. Faz consultoria nas áreas de tecnologias de informação. Entre os clientes, contam-se Marinha Portuguesa, Alcatel, ANA, CTT, Turbomeca.

MAIS-VALIAS EM TREINO PARA AVIÕES

A ETI – Empordef Tecnologias de Informação é detida pela Empordef a 100 por cento. Fundada em 2004, actua em projectos de concepção e desenvolvimento de simuladores, sistemas de treino assistido por computador e ‘software’ de teste em aviões. Tem como clientes a Força Aérea Portuguesa, o Ministério da Defesa Nacional e a Força Aérea Belga. Desenvolveu um simulador para o F-16.

DESENVOLVER NOVAS COMUNICAÇÕES

A EID – Empresa de Investigação e Desenvolvimento de Electrónica, fundada em 1983, é participada pela Empordef (31,8 por cento), Rhode & Schwarz (27,3 por cento), Efacec (25,1 por cento), Instituto Nacional de Engenharia e Tecnologia Industrial (4,5 por cento) e outros (11,3 por cento). Actua na fabricação, teste e instalação de sistemas de comunicações.

MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO AÉREA

Com 35 por cento do capital da OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, a Empordef é minoritária. Fundada em 1918, cabe agora à brasileira Embraer deter 65 por cento da empresa sediada em Alverca. Faz manutenção, reparação e revisão geral de aeronaves, motores, acessórios. Moderniza, modifica e integra aviões. Produz e monta componentes.

DESMILITARIZAÇÃO DE MUNIÇÕES E BOMBAS

A IDD – Indústria de Desmilitarização e Defesa é controlada a 100 por cento pela Empordef. Fundada em 1998, centra a sua acção na desmilitarização de munições convencionais. Por isso, desmilitariza munições de artilharia, morteiro, armas ligeiras, granadas de mão, bombas, torpedos, minas, mísseis, explosivos. São clientes o Ministério da Defesa, INDEP, mercado civil.

CONSTRUIR E REPARAR BARCOS

Fundados em 1944, os Estaleiros Navais de Viana do Castelo são detidos a 100 por cento pela Empordef. Actua na construção, conversão e reparação de navios civis e militares. Vai produzir um navio polivalente logístico para Portugal. produz também navios de cruzeiro e barcos de patrulha oceânica. Entre os clientes, estão Alemanha, Brasil, EUA, Finlândia, Noruega, Rússia, Noruega.

O EFEITO DAS FRAGATAS MEKO

A Edisoft é apontada como um exemplo concreto do sucesso da aplicação de contrapartidas da aquisição de equipamento militar na economia portuguesa. Fundada em 1998, a empresa – que é uma espécie de motor da indústria de Defesa portuguesa em matéria de desenvolvimento tecnológico – resultou das contrapartidas obtidas com a compra das fragatas Meko aos Estados Unidos nos anos 90. Em menos de dez anos, esta empresa revelou um notável crescimento: “Começou por facturar 250 mil euros por ano, hoje factura 7,5 milhões de euros e exporta 50 por cento da produção”, sublinha Sérgio Parreira de Campos. E remata: “Quando negoceio contrapartidas para as minhas empresas, não quero trabalho”, mas “transferência de tecnologia que possa fazer subir a cadeia de valor e parcerias duradouras, porque é isso que vai ter impacto positivo e duradouro na economia”.

FORÇAS ARMADAS DESCONFIADAS

A indústria de Defesa tem condições para assumir um papel forte na economia portuguesa, mas, para que isso aconteça, “só falta uma coisa: tem de haver uma verdadeira cumplicidade entre o Governo, as Forças Armadas e a indústria. Porque, se não houver, nunca mais lá chegamos”. Com estas palavras, o vice-presidente da Empordef, ‘holding’ do Estado para o sector da Defesa, e presidente da Edisoft deixa claro que “Portugal tem condições muitíssimo boas para participar [no futuro mercado europeu de Defesa] em nichos de mercado”.

Sérgio Parreira de Campos não tem dúvidas de que a indústria de Defesa, constituída por mais de dez empresas concentradas na Empordef, “precisa só que confiem em nós, porque temos capacidade”, para poder desempenhar um papel mais activo ao nível do fornecimento de equipamento para as Forças Armadas e também no de-senvolvimento de novas tecnologias para as empresas civis.

No essencial, frisa aquele responsável, “há necessidade de uma maior confiança entre Governo, Forças Armadas e indústria”. E, frisa, trata-se sobretudo de “confiança ao nível das capacidades” técnicas.

Mas o vice-presidente da Empordef e presidente da Edisoft vai ainda mais longe na análise do actual mercado: “Há outro problema, que é a falta de eficiência económica e estratégica.” Por isso, lança um apelo ao Governo e às Forças Armadas: “Não acusem a indústria de fazer coisas mais caras do que o estrangeiro. olhem de outra maneira para o problema, olhem para aquilo que também poupam pelo facto de a manutenção durante 30 anos também ser feita em Portugal a preços que não têm nada a ver com o que se faz lá fora.”

As potencialidades económicas da indústria de Defesa estão bem presentes neste princípio geral: um equipamento militar é vendido no mercado internacional por um preço cerca de 20 vezes superior face ao custo de produção. E o pior é que, segundo Parreira de Campos, “o mercado internacional tem esta particularidade: se não se consegue vender no mercado nacional, não se vende no mercado internacional”.

EMPORDEF CONCENTRA 14 EMPRESAS MILITARES

A Empordef – Sociedade Gestora de Participações Sociais foi fundada em 1996 e agrupa as participações do Estado em 14 empresas da área da Defesa. Entre as empresas mais importantes dessa lista, estão Edisoft – Empresa de Serviços e Desenvolvimento de Software, EID – Empresa de Investigação e Desenvolvimento Electrónica, ETI – Empordef Tecnologias de Informação, OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal, IDD – Indústria de Desmilitarização e Defesa, e os Estaleiros Navais de Viana do Castelo. No essencial, as empresas do grupo Empordef actuam nas áreas industrial, tecnológica, financeira e imobiliária.

Segundo o vice-presidente da Empordef, “a indústria de Defesa, neste momento, basta-se a si própria”. Por exemplo, em 2005, Edisoft, EID e ETI, as três empresas da área tecnológica, “exportaram 51 por cento do volume de negócios: dez milhões de euros”. E acrescenta: “Em média, metade da nossa produção é para o mercado internacional.” Em 2005, a única empresa do grupo Empordef com prejuízos foi os Estaleiros de Viana do Castelo. Mesmo assim, o prejuízo de 15 milhões de euros foi inferior aos 25 milhões de prejuízos registados em 2004.

MERCADO

O mercado português de equipamento militar representa uma oportunidade de negócio de milhões de euros. Estima-se que só a área do desenvolvimento tecnológico, que envolve três empresas, possa movimentar, no mínimo, cerca de 190 milhões de euros. O orçamento actual daquelas três empresas é de 23 milhões de euros.

NOTAS

RECUPERAR ESTALEIROS

Os Estaleiros de Viana do Castelo deverão estar, segundo Sérgio Parreira de Campos, recuperados dentro de cinco anos, passando a dar lucro.

SUBMARINOS EM CAUSA

O valor das contrapartidas pela compra dos submarinos, pelo ex-ministro da Defesa Paulo Portas, deverá ser superior a 1000 milhões de euros.

PRODUTO PARA CTT E CGD

As empresas do Pólo Tecnológico da Defesa desenvolveram também sistemas de pagamentos para os CTT e de comunicação para a CGD.


http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=209887&idselect=9&idCanal=9&p=200

Pois...pois... do contra...parti...    dassssssssssss!!! :evil:
Nada a favor, nem contra... partidas ou inteiras...
Título:
Enviado por: Marauder em Agosto 02, 2006, 08:16:14 am
Entrevista repetida Tomkat :wink: ...está na secção economia penso eu - "Fumos de Corrupção em negócios de Defesa".
Título:
Enviado por: Get_It em Agosto 02, 2006, 04:48:22 pm
Citação de: "Typhonman"
E esta pérola?? :lol:

http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... nal=20&p=0 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=210173&idselect=20&idCanal=20&p=0)

Só espero que o pessoal e os políticos ao ver essa capa tenham notado logo no título «GOVERNO REVÊ COMPRAS DA DEFESA» e não no título «FLORIBELLA passa dia no hospital»... senão é sinal que a coisa anda mal, mesmo muito mal.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: pedro em Agosto 02, 2006, 06:40:32 pm
Essa esta boa Get_It. :lol:
Cumprimentos
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Agosto 29, 2006, 06:05:05 pm
Senhores, dai-me alvísseras !!

Publicação LPM: http://dre.pt/pdf1sdip/2006/08/16600/62326235.PDF (http://dre.pt/pdf1sdip/2006/08/16600/62326235.PDF)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 29, 2006, 06:16:45 pm
Tanto tempo de espera para esta "marmelada" :cry:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 29, 2006, 06:46:40 pm
E que material vai ser alienado?
Quantos carros de combate vão ser adquiridos?
E os "barquitos", quantos vão ser?
Resumindo, uma lei de treta para politicas de treta.
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 29, 2006, 09:04:30 pm
E alvíssaras terás,  PereiraMarques


Capacidade de Defesa Aérea : 37,578 milhões de euros em 2006 mais 24,892 milhões de euros em 2007 mais 18,10 milhões de euros em 2008.

Isto pôs-me a fazer contas:

SLAMRAAM - 2.6 milhões de dólares por unidade
NASAMS - 50 milhões de dólares penso que por bateria

Se alguém souber o custo do SPYDER MR israelita e do Roland VT1
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 29, 2006, 09:28:12 pm
Bravo Two Zero, isto não passou de mais uma atitude politica, de quem está com uma politica "vazia", resumindo publicaram números a bruto para "inglês" ver, se consegue tirar alguma delação desta "lei" eu não consigo.
Esperava uma coisa mais concreta (talvez a anulação da anterior, não um pseudo aditamento á mesma), compra de blindados, navios, helis e até  uma resolução sobre o concurso da substituição da G3.
Isto para não falar na venda de material, afinal o que vai ser vendido?
Terá sido só especulação da comunicação social?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Agosto 29, 2006, 09:38:46 pm
Já me esquecia de dizer, PereiraMarques um obrigado por ter colocado o seu post, julgo que vai tirar, ou não, algumas dúvidas em relação á especulação de algumas aquisições para as nossas forças armadas.
Em relação ás alvísseras, julgo que terá de ir falar com outra gente, isto aqui é tudo pobre :lol:
Título:
Enviado por: p_shadow em Agosto 30, 2006, 03:08:16 am
Afinal, até existe alguma "uva" no meio de tanta "parra". É preciso é "vasculhar" bem! :roll:


Cumptos
Título:
Enviado por: Lince em Agosto 30, 2006, 05:41:46 pm
Citação de: "Bravo Two Zero"
E alvíssaras terás,  PereiraMarques


Capacidade de Defesa Aérea : 37,578 milhões de euros em 2006 mais 24,892 milhões de euros em 2007 mais 18,10 milhões de euros em 2008.

Isto pôs-me a fazer contas:

SLAMRAAM - 2.6 milhões de dólares por unidade
NASAMS - 50 milhões de dólares penso que por bateria

Se alguém souber o custo do SPYDER MR israelita e do Roland VT1


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.msl.army.mil%2FGraphics%2FCMDS_main_graphic_slaamram.gif&hash=02e5bf916221c1987158cb3791dd65de)

 :?:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.army-technology.com%2Fprojects%2Froland%2Fimages%2Froland2.jpg&hash=bcfab9e056bf7458d7c613d59f7e4539)

 :?:

Seria excelente e o colmatar de uma das nossas piores lacunas.

Se alguém tiver mais informações sobre isto que as mencione.
Título:
Enviado por: typhonman em Agosto 30, 2006, 07:18:13 pm
Isso dá para uma bateria de NASAMS.. á tangente..
Título:
Enviado por: Bravo Two Zero em Agosto 30, 2006, 07:48:14 pm
As minhas fontes e onde fui buscar os valores :

SLAMRAAM/HUMRAAM/CLAWS:

http://www.deagel.com/pandora/?p=pm00003001 (http://www.deagel.com/pandora/?p=pm00003001)
http://www.globalsecurity.org/military/ ... .htm#CLAWS (http://www.globalsecurity.org/military/systems/munitions/claws.htm#CLAWS)
http://www.raytheon.com/products/humraam/ (http://www.raytheon.com/products/humraam/)

NASAMS:

http://en.wikipedia.org/wiki/NASAMS (http://en.wikipedia.org/wiki/NASAMS)
http://www.mil.no/multimedia/archive/00 ... 42203a.jpg (http://www.mil.no/multimedia/archive/00042/Royal_Norwegian_Air__42203a.jpg)
http://www.mil.no/multimedia/archive/00 ... 42204a.jpg (http://www.mil.no/multimedia/archive/00042/Royal_Norwegian_Air__42204a.jpg)

Spyder MR:

http://www.rafael.co.il/marketing/area. ... docID=1367 (http://www.rafael.co.il/marketing/area.aspx?FolderID=345&docID=1367)
http://www.army-technology.com/projects/spyder/ (http://www.army-technology.com/projects/spyder/)
Título:
Enviado por: Get_It em Agosto 30, 2006, 10:48:58 pm
Seria excelente no futuro ver um sistema Spyder MR montado em Pandurs II portugueses [adaptados].

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: typhonman em Setembro 03, 2006, 01:25:47 am
Por agora devemos so adquirir o Avenger e mais uns quantos lançadores de Stinger para os Fuzos, mais tarde poderemos entrar em NASAMS/AAA
Título:
Enviado por: paraquedista em Novembro 13, 2006, 02:53:50 pm
Gostava de perguntar aos estimados membros deste Forum se alguem me sabe responder a estas questoes:(provavelmente o Pedro Monteiro deve ter um pouco de informacao)

A rubrica da Marinha na LPM com o titulo: "Capacidade Oceanica de Superficie" tem uma verba de 602 milhoes de Euros atribuidos ate 2016.

Mas quais sao os programas especificos que englobam esta rubrica ?

Sera que engloba tudo isto ?
- Substituicao das "Joao Belo"
- Modernizacao das " Vasco da Gama"
- Mais alguns "Lynx" (1, 2 ou 3)
 
Mesmo assim e uma verba bastante elevada...

E a rubrica "Projeccao da Forca" ? alguma ideia ? Reabastecedor da Frota ? (sao quase 60 milhoes ate 2011)

E por ultimo a rubrica "Capacidades Conjuntas" ,sao 1716 milhoes ate 2023. Penso que engloba:
- EH101
- Navio Polivalente Logistico
- Helis Ligeiros (Exercito e Forca Aerea)
- Helis Medios NH90
- Substituicao da G3

Parece tambem uma verba muito grande so para estes programas...
Título:
Enviado por: Get_It em Novembro 13, 2006, 03:49:05 pm
Citação de: "paraquedista"
A rubrica da Marinha na LPM com o titulo: "Capacidade Oceanica de Superficie" tem uma verba de 602 milhoes de Euros atribuidos ate 2016.

Mas quais sao os programas especificos que englobam esta rubrica ?

Sera que engloba tudo isto ?
- Substituicao das "Joao Belo"
- Modernizacao das " Vasco da Gama"
- Mais alguns "Lynx" (1, 2 ou 3)

Só uma notazinha, o valor total para a compra das duas fragatas Karel Doorman para substituir as João Belo deverá ser de 240 milhões de euros. Ora bem, isso deixa 362 milhões de euros.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Sintra em Novembro 13, 2006, 09:28:01 pm
Citação de: "Get_It"
Citação de: "paraquedista"
A rubrica da Marinha na LPM com o titulo: "Capacidade Oceanica de Superficie" tem uma verba de 602 milhoes de Euros atribuidos ate 2016.

Mas quais sao os programas especificos que englobam esta rubrica ?

Sera que engloba tudo isto ?
- Substituicao das "Joao Belo"
- Modernizacao das " Vasco da Gama"
- Mais alguns "Lynx" (1, 2 ou 3)
Só uma notazinha, o valor total para a compra das duas fragatas Karel Doorman para substituir as João Belo deverá ser de 240 milhões de euros. Ora bem, isso deixa 362 milhões de euros.

Cumprimentos,


 LPD e modernização das VDG?
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 13, 2006, 09:39:27 pm
2016?
Mas quem é que leva estes números a sério?
Nem as leis são para levar a sério, calha bem.
Surpreender-se-iam se para o ano se fosse evocado algum argumento para enterrar esta LPM e fazer outra completamente diferente?

Não liguem a estas tretas.
Título:
Enviado por: paraquedista em Novembro 13, 2006, 10:04:08 pm
Citação de: "Sintra"
Citação de: "Get_It"
Citação de: "paraquedista"
A rubrica da Marinha na LPM com o titulo: "Capacidade Oceanica de Superficie" tem uma verba de 602 milhoes de Euros atribuidos ate 2016.

Mas quais sao os programas especificos que englobam esta rubrica ?

Sera que engloba tudo isto ?
- Substituicao das "Joao Belo"
- Modernizacao das " Vasco da Gama"
- Mais alguns "Lynx" (1, 2 ou 3)
Só uma notazinha, o valor total para a compra das duas fragatas Karel Doorman para substituir as João Belo deverá ser de 240 milhões de euros. Ora bem, isso deixa 362 milhões de euros.

Cumprimentos,

 LPD e modernização das VDG?


A LPD faz parte da Rubrica: "Capacidades Conjuntas" por isso e que eu acho 362 milhoes de Euros para a Mod das VDG e helis muito elevado...
Título:
Enviado por: Spectral em Novembro 16, 2006, 07:14:37 pm
Uma mod as 5 fragatas para poderem disparar o ESSM, tendo em conta até que as VdG não têm VLS e provavelmente teriam que receber, provavelmente comeria uma grande parte desse bolo...
Título:
Enviado por: Lancero em Março 14, 2007, 03:12:56 pm
Citar
CM Online, Quarta-feira, 14 de Março de 2007
Política

Defesa - Tribunal de contas diz que leasing tem mais custos
Negócios militares prejudicam Estado


O Tribunal de Contas (TC) suspeita que a compra de equipamento para as Forças Armadas por leasing poderá sair mais caro ao Estado do que o recurso a meios clássicos de financiamento como a emissão de Obrigações do Tesouro (OT).

Em causa estão contratos como os dos helicópteros EH-101, dos aviões de transporte C-295 e dos submarinos. O Ministério da Defesa, a Marinha, Exército e Força Aérea têm 120 dias para apresentar “informação documentada que sustente a legalidade das montagens jurídico-financeiras utilizadas” e as suas vantagens financeiras. O relatório do TC ontem divulgado é peremptório: “Os auditores examinaram alguns contratos (locação de helicópteros, de aeronaves de transporte táctico e vigilância marítima e de submarinos), tendo concluído que os encargos a assumir poderiam exceder, claramente, os oferecidos para o recurso a dívida em condições comparáveis de prazo e de indexação das taxas de juro aplicáveis (emissão de OT).”

Face à “insuficiência de informações transmitidas” sobre os contratos de locação de equipamentos militares celebrados ou a celebrar e o respectivo financiamento, o TC pediu mais informação aos serviços do Ministério da Defesa e dos três ramos das Forças Armadas. No essencial, o organismo presidido por Guilherme d’Oliveira Martins quer ter “evidência documentada de que os custos suportados com as montagens financeiras efectuadas (distinguindo a taxa [de juro] a utilizar das comissões, dos impostos) são comparáveis aos associados às formas habituais de contratação de dívida pública”.


MINISTÉRIO E RAMOS FORA DO PROCESSO

A Secretaria-Geral do Ministério da Defesa (SGMD) frisa num ofício enviado ao Tribunal de Contas, no âmbito do contraditório, que “a negociação das condições de financiamento das aquisições de bens militares já contratualizadas com recurso à modalidade de locação foi exógena [externa] à SGMD”. Por isso, “não dispomos da informação necessária” para esclarecer o TC. E mesma posição é assumida por Marinha, Exército e Força Aérea. O secretário-geral do Ministério da Defesa, Luís Sequeira, refere ainda que “existem orientações superiores” para que a SGMD acompanhe futuras operações de financiamento para compra de bens militares com recurso a locação.


DÍVIDA TOTAL RONDA OS 2.600 MILHÕES

No início do segundo semestre de 2006, a dívida total assumida com os 260 contratos de aquisição de compra de equipamentos militares em execução ascendia a 2593 milhões de euros. Para o Tribunal de Contas (TC), “ainda que escalonado para pagamento em 20 anos, trata-se de um montante muito importante que equivale, grosso modo, ao montante inscrito na LPM [Lei da Programação Militar] para os próximos sete anos”. E, frisa o TC, “ao ritmo da disponibilização de fundos para os investimentos previstos na LPM em vigor, levaria cerca de sete anos a saldar as dívidas já assumidas, ainda que nada mais fosse adquirido”. Até 2023, a modernização das Forças Armadas, no âmbito da LPM, conta com um investimento de 5450 milhões de euros.


INVESTIMENTO POR RAMO

MARINHA

Entre 2006 e 2014, a Armada assumiu compromissos financeiros de compra de bens militares, com a LPM e outras fontes, de 1241 milhões de euros. O custo dos dois submarinos ascendeu a 973 milhões de euros.

EXÉRCITO

O Exército assumiu um compromisso financeiro, de 2006 a 2014, de 255 milhões de euros. A despesa está praticamente toda contratada ao abrigo da LPM. Até 2014, o valor inscrito na LPM é de 691 milhões de euros.

FORÇA AÉREA

Entre 2006 e 2014, a Força Aérea assumiu custos de 1089 milhões de euros, verba praticamente toda contratada através da LPM. Os helicópteros EH-101 custaram 445 milhões de euros e os aviões C-295 506 milhões.


António Sérgio Azenha


Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: Sintra em Março 14, 2007, 10:20:16 pm
NOVECENTOS E SETENTA E TRÊS MILHÕES DE EUROS?  :shock:

 ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai, ai...
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 14, 2007, 10:50:31 pm
O dito relatório:

Acompanhamento da Lei de Programação Militar (http://https)
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Março 15, 2007, 12:23:32 am
Jogo das Perguntas e Respostas:

Quem propôs inicialmente a compra de equipamentos militares através de leasing?
R. António Guterres.

Citar
...o Governo já tentou e obteve,
pontualmente, a concordância do PSD,
como principal partido da oposição, para
recorrer ao leasing quanto ao programa
de aquisição dos submarinos.
(...)


Quem era o então Ministro das Finanças (a quem cabia avaliar a dita opção)?
R. Guilherme de Oliveira Martins.

Quem é o actual Presidente do Tribunal de Contas?
R. Guilherme de Oliveira Martins :lol: .

Não é de estranhar que esta notícia apareça no actual momento político?
R. c34x  .
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 04, 2007, 10:47:47 am
Defesa: Presidente da Empordef renuncia ao cargo
Compras militares vão ter novo chefe


Citar
José Mourato apresentou, na segunda-feira, ao ministro da Defesa, Severiano Teixeira, a renúncia ao cargo de presidente da Empordef, a holding do Estado para a indústria da Defesa. Mourato trocou um dos cargos mais apetecidos nas empresas públicas, onde é responsável pela compra de equipamento militar no valor de 5450 milhões de euros até 2023, por “uma proposta irrecusável”, provavelmente no sector privado. E, como apurou o CM, esta decisão terá sido influenciada por desentendimentos com as chefias militares em torno de reformas nas Forças Armadas.
José Mourato, ex-secretário de Estado da Defesa no segundo Governo de António Guterres, deixa o cargo a meio do mandato, que ocupa desde Maio de 2005, mas mantém-se em funções até final de Abril. A partir de Maio, “vai prosseguir a sua carreira de economista”, explica uma fonte do Ministério da Defesa. Que garante: “O convite é irrecusável e não é na área da defesa.”

O ainda presidente da Empordef já tinha abordado, há algum tempo, o ministro da Defesa sobre a possibilidade de sair da Empordef. Por isso, Severiano Teixeira não ficou propriamente surpreendido com a renúncia de Mourato à presidência da holding do Estado para o sector da Defesa. Mas o mesmo não aconteceu no interior da Empordef e das próprias Forças Armadas: às 10h00, José Mourato informou os funcionários da empresa da sua decisão. O argumento foi categórico: recebeu “uma proposta irrecusável e estava certo que, se os funcionários tivessem essa proposta, não recusavam”, segundo fonte conhecedora do processo. E mais não disse.

Como em 2006, José Mourato apresentou candidaturas à Agência Europeia de Defesa e ao BEI - Banco Europeu para o Investimento, sem ter conseguido entrar, essa “proposta irrecusável” que diz ter recebido poderá estar relacionada com uma instituição internacional.

Mesmo que José Mourato tenha tido “uma daquelas propostas que só surgem uma vez na vida”, como diz uma outra fonte, várias informações indicam que as relações entre o presidente da Empordef e as chefias militares não eram as melhores. Por isso, ontem, mal se soube da renúncia do presidente daquela empresa pública, ouviu-se com frequência este comentário nas Forças Armadas: “O José Mourato vai-se embora, acabam as reformas”.

Para já, a manutenção dos 10 helicópteros EH 101 nas OGMA - Oficinas Gerais de Manutenção Aérea, a reestruturação do Arsenal do Alfeite e a programação da alienação do património militar, projectos que se arrastam há quase dois anos, são, garantem várias fontes, focos de desentendimento de José Mourato, enquanto presidente da Empordef, com os chefes de Estado-Maior da Força Aérea, general Luís Araújo, do Estado-Maior da Armada (CEMA), almirante Melo Gomes, e Estado-Maior do Exército (CEME), Pinto Ramalho.

PERFIL

José Mourato é o ‘pai’ da primeira Lei de Programação Militar (LPM), aprovada no tempo de António Guterres, e o mentor da introdução do leasing na compra do equipamento militar para as Forças Armadas. Natural de Campo Maior, tem 55 anos. Foi secretário de Estado da Defesa.

DETALHES

14 EMPRESAS

A Empordef - Sociedade Gestora de Participações Sociais foi fundada em 1996 e agrupa as participações do Estado em 14 empresas da área da Defesa. Entre as empresas mais importantes desta lista, estão Edisoft - Empresa de Serviços e De-senvolvimento de Software; EID - Empresa de Investigação e Desenvolvimento Electrónica; e Estaleiros Navais de Viana do Castelo.

PREJUÍZOS EM 2005

A Empordef registou em 2005, segundo a Direcção-Geral do Orçamento (DGO), um prejuízo de 14,6 milhões de euros, contra resultados líquidos negativos de 817 mil euros, em 2004. Segundo o relatório da DGO, em 2005, o efectivo médio das empresas do grupo Empordef era de 1017 pessoas, contra 1689 no ano de 2004.

NEGÓCIO DE 5450 MILHÕES DE EUROS

A importância estratégica da Empordef é dada pela dimensão do valor das compras do Estado em equipamento militar até 2023: através da Lei de Programação Militar (LPM), aprovada no último trimestre do ano passado pelo então ministro da Defesa Luís Amado, será adquirido material militar, com vista à modernização das Forças Armadas, no valor de 5450 milhões de euros.

No início do segundo semestre de 2006, segundo uma auditoria do Tribunal de Contas, a dívida total assumida com os 260 contratos de aquisição de compra de equipamentos militares em execução ascendia a 2593 milhões de euros. Para o TC, “ainda que escalonado para pagamento em 20 anos, trata-se de um montante muito importante que equivale, grosso modo, ao montante inscrito na LPM para os próximos sete anos”. E, frisa ainda o TC, “ao ritmo da disponibilização de fundos para os investimentos previstos na LPM em vigor, levaria cerca de sete anos a saldar as dívidas já assumidas, ainda que nada mais fosse adquirido.”

SEVERIANO TEIXEIRA PREOCUPADO

A renúncia de José Mourato à presidência da Empordef está a causar preocupação na equipa do Ministério da Defesa. Como Mourato era considerado um elemento central na reestruturação das Forças Armadas, receia-se que a reforma sofra atrasos.

O futuro presidente da Empordef só deverá ser conhecido em Maio, depois de José Mourato abandonar o cargo de presidente da ‘holding’ do Estado para a indústria militar. Para já, o Ministério da Defesa não faz comentários sobre o sucessor de Mourato, dado que Severiano Teixeira tem um mês para escolher um nome sucessor.

CM (http://http)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 13, 2007, 04:44:57 pm
Força Aérea mais cumpridora do que Marinha e Exército

Citar
Por Helena Pereira
O SOL divulga o relatório da execução da Lei de Programação Militar. Ministério da Defesa queixa-se do corte de verbas imposto pelas Finanças
A Força Aérea é o ramo mais cumpridor quando se trata de compromissos sobre compras de equipamentos militares. No ano passado, os três ramos gastaram apenas metade do dinheiro que lhes tinha sido atribuído para se modernizarem. Mas, de acordo com o relatório de execução da Lei de Programação Militar de 2006, a que o SOL teve acesso, a taxa de execução da Marinha foi de 34,17%, a do Exército 31,23% e a Força Aérea ficou à frente com 75,13%.

Nas conclusões do relatório, porém, o Ministério da Defesa queixa-se da cativação de verbas, um corte imposto pelas Finanças, que no ano passado atingiu os 40% e que impediu a modernização dos ramos militares. «O mecanismo de cativação é um factor limitador do processo de reequipamento das Forças Armadas por condicionar a execução dos projectos nela previstos», lê-se.

O relatório lamenta os atrasos que se verificam na substituição da G3, no upgrade dos caças F16, na compra dos helicópteros NH90 e dos navios patrulha oceânicos.

helena.pereira@sol.pt
SOL (http://http)
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 14, 2007, 06:15:52 am
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Passo atrás na execução da lei do reequipamento

O ministro da Defesa regressa em breve ao Parlamento para analisar a aplicação da Lei de Programação Militar (LPM) em 2006, a mais baixa dos últimos cinco anos.

Na origem do pedido dos deputados da Comissão Parlamentar de Defesa não esteve a anulação (mais uma em duas décadas) do contrato das novas armas ligeiras para substituir a velha espingarda G3, nem a revelação de que Portugal tinha - em Dezembro de 2006 - uma dívida superior a 40 milhões de euros à NATO. O objectivo foi o de ouvir Nuno Severiano Teixeira falar expressamente sobre o processo global de reequipamento das Forças Armadas, só aflorado na quarta-feira.

Após década e meia de existência das LPM - a primeira foi aprovada em 1987 - sem resultados palpáveis, registou-se a partir de 2002 um acréscimo significativo das taxas de execução daquele diploma (que actualmente abrange períodos de seis anos). Assim, dos 66,64% daquele ano subiu-se para 67,11% em 2003, 67,95% (2004), 74,21% (2005) e, no último ano, para 56,09%, segundo dados do Ministério da Defesa.

De acordo com o titular da pasta, Nuno Severiano Teixeira, a explicação para a quebra registada o ano passado na LPM deve-se à revisão da Lei 4/2006, de 4 de Agosto, face à lentidão do processo de aprovação e promulgação do diploma. Mas a principal razão radica, segundo as fontes ouvidas pelo DN, no corte de 40% na cativação das verbas (contra os 10% dos anos anteriores) destinadas à modernização das Forças Armadas. Esse valor foi determinado em 2005 para que a instituição militar também contribuísse para a normalização das contas públicas - o que, em rigor, faz desde os anos 1990, com os sucessivos cortes orçamentais e incumprimento das sucessivas leis de reequipamento militar.

Acresce que, aos 60% das verbas restantes, são retirados pelo menos "10%" para financiar a actividade dos ramos, de acordo com um oficial general.

O Estado-Maior General das Forças Armadas, que requereu (em Abril de 2006 e sem sucesso) a não aplicação do referido corte de 40% ao seu orçamento da LPM, oferece um exemplo: teve de "fazer deslizar" para 2007 o pagamento e execução de vários trabalhos porque tirou, daquele pacote, verbas para pagar a ida das tropas para o Congo e o Líbano.

Essa transferência de verbas para este ano verificou-se também em vários programas de reequipamento dos ramos, segundo as fontes.

Apesar da quebra nos números, os militares viram finalmente resultados palpáveis da execução da LPM: chegaram os helicópteros EH101 - um programa mais caro do que o dos submarinos - e cinco aviões de patrulhamento e luta anti-submarina P-3C Orion para a Força Aérea, iniciou-se o fabrico das viaturas blindadas de oito rodas para o Exército e os Fuzileiros (estando a entrega das primeiras 24 unidades prevista para este ano), a Marinha viu ser assinado o contrato de compra de duas fragatas (equiparáveis às Vasco da Gama).

Atrasados ou anulados estão os programas de modernização dos caças F-16, dos navios de patrulha oceânica (NPO), de chegada dos hélis do Exército ou de substituição da G3.
http://dn.sapo.pt/2007/04/13/nacional/passo_atras_execucao_lei_reequipamen.html


Sempre achei dos passos mais difíceis de dar na minha vida militar, o passo atrás. Marchar, passo de corrida, marcar passo, sim ... agora passo atrás nunca gostei. Parece que quem nos governa se esquece que existem mais passos, para além do passo ao lado e ... dois para trás. :?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 19, 2007, 04:08:45 pm
Exército: Recursos humanos estão aquém dos objectivos - Pinto Ramalho

Citar
Santa Margarida, Santarém, 19 Abr (Lusa) - O general Pinto Ramalho, chefe do Estado-Maior do Exército, afirmou hoje que os recursos humanos deste ramo das Forças Armadas estão aquém dos objectivos estruturais, pelo que a estratégia é o reforço do efectivo. "Estamos abaixo do objectivo estrutural que temos estabelecidos" (24.500 elementos) contando apenas com 22.400 militares, explicou hoje Pinto Ramalho, durante um exercício militar em Santa Margarida.

"Não há excedentários no Exército" no que respeita a meios humanos mas o mesmo já não sucede em edifícios e espaos, tendo sido apresentada à tutela uma lista de imóveis que "já estão disponibilizados e possíveis de reforçar e financiar a modernização de infra-estruturas futuras", afirmou Pinto Ramalho. No que respeita aos "objectivos estruturais" em matérias de militares, o general mostra-se optimista e confiante no futuro. "Não os temos amanhã mas estamos a caminhar nesse sentido", afirmou o chefe do Estado-Maior do Exército, salientando que a prioridade é também reforçar e melhorar os equipamentos existentes. "Temos um programa para ampliar aquilo que é a presença do Exército no sul" do país, pelo que para "Beja há projectos muito concretos" de ampliação e remodelação e o mesmo sucede para o quartel de Tavira.

PJA.

Lusa/Fim
Título:
Enviado por: Lancero em Maio 18, 2007, 02:31:41 pm
Citar
Defesa: Taxa de execução da LPM em 2006 é de 65 por cento - ministro Defesa

Lisboa, 18 Mai (Lusa) - O ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano  Teixeira, estimou hoje, no Parlamento, em 65 por cento a taxa de execução  da Lei de Programação Militar (LPM) em 2006.  

   No início de uma sessão de perguntas ao Governo sobre Defesa no Parlamento,  o deputado do PSD Correia de Jesus questionou a baixa taxa de execução da  LPM, que define os investimentos nas Forças Armadas, de "apenas 56,09 por  cento" e que "veio inverter a tendência de subida que se vinha verificando  desde 2002".  

   Para Correia de Jesus, a taxa de execução da LPM, a par da cativação  de verbas na Defesa, dos atrasos em projectos como o concurso de compra  de armamento ligeiro, modernização dos F-16 e helicópteros NH90 resulta  num "cenário preocupante".  

   Nuno Severiano Teixeira respondeu que, com o pagamento de uma dívida  de 23 milhões de euros no projecto dos NH90, referente a 2006, "fez subir  a taxa de execução de 56 por cento para valores similares de 2005, cerca  de 65 por cento".  

   Este problema, também explicado pela revisão da Lei de Programação Militar  a meio do ano de 2005, não compromete as funções das Forças Armadas, respondeu  Severiano Teixeira a Correia de Jesus.  

   De acordo com o Governo, a taxa de execução da LPM foi de 66 por cento  em 2002, 63 por cento em 2003, 67 por cento em 2004, 74 por cento em 2005  e agora 65 por cento em 2006.  

     
Título:
Enviado por: ricardonunes em Maio 30, 2007, 07:51:13 pm
Defesa: Comissão vai obrigar empresas a cumprir contratos

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A Comissão de Contrapartidas das aquisições de equipamento para as Forças Armadas, liderada desde Janeiro pelo embaixador Pedro Catarino, está a rever contratos de compras de armamento no valor de 1000 milhões de euros para obrigar as empresas fornecedoras a cumprir as contrapartidas.
A verba representa cerca de um terço do valor total de 3,1 mil milhões de euros de contrapartidas em investimento estrangeiro garantidos por Portugal no âmbito do reequipamento das Forças Armadas.

Na base da revisão das contrapartidas está, segundo apurou o CM junto de fonte conhecedora do processo, o incumprimento dos contratos assinados entre os investidores estrangeiros e o Estado português. O caso mais paradigmático de incumprimento contratual é a aquisição dos helicópteros Merlin à empresa italiana Agusta. Face às pressões de Portugal para que o investimento previsto como contrapartida fosse concretizado, a reacção da empresa italiana foi, segundo a mesma fonte, esclarecedora: “Nós não percebemos o que está a acontecer, porque, quando assinámos os contratos, disseram-nos que isso [contrapartidas] não era para cumprir”.

Com um valor superior a 400 milhões de euros em contrapartidas de investimento estrangeiro, em especial ao nível da transferência de tecnologia, o contrato dos Merlin assume particular importância, dado que está em causa a possível instalação de um Centro de Manutenção da frota de Merlin mas também dos helicópteros NH90.

Para já, as OGMA não parecem muito interessadas em participar no projecto de manutenção dos Merlin. Mas certo é que em Outubro o Centro de Manutenção dos helicópteros deverá estar a funcionar. Resta saber se será no Montijo, como a Força Aérea pretende por questões de eficiência, ou nas OGMA, se esta integrar o projecto de manutenção.

Além do contrato de contrapartidas dos Merlin, estão ainda em revisão os contratos de aquisição dos submarinos, adquiridos por Paulo Portas quando era ministro da Defesa, e dos carros blindados.


CM (http://http)
Título:
Enviado por: typhonman em Maio 30, 2007, 08:26:51 pm
LOOOOOOOOOOOOOOOOL

Desculpem, mas quando li o negrito não resisti. :lol:
Título:
Enviado por: Luso em Maio 30, 2007, 08:54:53 pm
Se não fosse o Typhoonman nem reparava na coisa!  :mrgreen:
Eu acredito-me nos italianos.
Título:
Enviado por: SSK em Maio 30, 2007, 09:08:20 pm
Citação de: "Luso"
Se não fosse o Typhoonman nem reparava na coisa!  :oops:
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 31, 2007, 10:23:33 am
Meu Deus!!!  :roll:  :evil:
Título:
Enviado por: Lancero em Outubro 01, 2007, 03:48:15 pm
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Defesa: Governo terá de reforçar "a curto prazo" meios financeiros para Forças Armadas - CEMGFA    

   Lisboa, 01 Out (Lusa) - O Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas  (CEMGFA), general Valença Pinto, admitiu hoje que o Governo terá de reforçar  "a curto prazo" os meios financeiros para a modernização das Forças Armadas.  

     

   O general Valença Pinto foi convidado para fazer uma apresentação das  Forças Armadas portuguesas na conferência de presidentes das comissões de  Defesa dos Parlamentos dos Estados-membros da União Europeia (UE), do Parlamento  Europeu e de países candidatos a decorrer em Lisboa.  

     

   A Lei de Programação Militar (LPM), plano a longo prazo de reequipamento  das Forças Armadas, de 2006 a 2023, prevê um investimento de 55 mil milhões  de euros, quantia que está concentrada para os primeiros 12 anos da lei.  

     

   "Novos e mais modernos recursos", ou equipamentos, são, disse Valença  Pinto, "um dado 'sine qua non', indispensável para a criação de umas Forças  Armadas que possam responder de modo cabal aos novos e muito complexos tipos  de ameaça com que se confrontam Portugal e o Mundo".  

     

   Dado que a maior parte da verba da LPM se concentra para os primeiros  12 anos de vigência, o CEMGFA alertou que, "a curto prazo", será necessário  definir mais investimento por parte do Estado.  

     

   "A curto prazo, o Governo terá que fazer uma ponderação mais completa  do ciclo 2018-2023 [da LPM] e incluir mais algum conjunto de recursos financeiros",  afirmou o general aos participantes no encontro em que está em debate a  defesa europeia e a cooperação da UE com África.  

     

   O general Valença Pinto explicou a "grande mudança" do Exército nos  últimos anos e enumerou depois os investimentos previstos na LPM nos próximos  anos, incluindo os submarinos, as fragatas, novos blindados, o navio polivalente,  renovação do armamento ligeiro ou, ainda, a compra de novos aviões de transporte  da Força Aérea.  

     

   As Forças Armadas portuguesas têm hoje 49 mil homens e mulheres, 41  mil dos quais militares e oito mil civis.  

     

   O Exército é o maior dos três ramos, com 53 por cento dos efectivos,  seguido da Marinha, com 28 por cento, e da Força Aérea, com os restantes  19 por cento.  

     

   Do total de 49 mil efectivos, as Forças Armadas têm hoje 12,4 por cento  de mulheres.  
Título:
Enviado por: Lancero em Novembro 12, 2007, 10:04:28 pm
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Defesa: Ministro reconhece que houve "optimismo" nas previsões de venda equipamento militar

Lisboa, 12 Nov (Lusa) - O ministro da Defesa reconheceu hoje que "houve optimismo" em 2006 com as verbas previstas na Lei de Programação Militar (LPM) para a venda de equipamento militar, elaborada pelo anterior ministro, Luís Amado.  

     

    "Houve optimismo quando foi aprovada a Lei de Programação Militar. Agora, temos que trabalhar para que esse optimismo se possa concretizar, sendo certo que o mercado não é optimista, é realista", afirmou Nuno Severiano Teixeira numa reunião conjunta das Comissões de Economia e Finanças e da Defesa Nacional sobre o Orçamento de Estado de 2008 para a área.  

     

    O Governo pôs à venda 12 dos actuais 40 caças F-16, duas fragatas da Marinha, cuja negociação venda está em curso, e ainda 10 helicópteros Puma e 18 Alouette III, prevendo arrecadar, no total, 290 milhões de euros.  

     

    Esse "optimismo" reflectiu-se, segundo o ministro, quanto à "situação do mercado" e "à valorização dos equipamentos".  

     

    Severiano Teixeira disse que o Governo espera concluir, "até final do ano", o processo de venda ao Uruguai das duas fragatas da classe João Belo.

     

    A venda dos caças F-16, cuja primeira esquadra foi criada em 1996, dependerá da sua modernização, a fazer pelas OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal, "para aumentar o seu valor de mercado", afirmou o governante.  

     

    Essa modernização deverá ser feita ao ritmo de seis aviões por ano mas a Força Aérea tem "prioridade" para a entrega dos F-16 e só depois as aeronaves para venda.  

     

    Nuno Severiano Teixeira admitiu que, "para não vender a qualquer preço ou ao desbarato", poderá haver algum "prolongamento" dos prazos para a alienação de equipamentos.  

     

    Sem dar pormenores, o ministro da Defesa disse terem existido conversações para a venda de helicópteros Puma mas que as condições não eram "conformes o interesse nacional".  

     

    Apesar de nunca ter identificado os potenciais compradores, a Guiné-Bissau foi um dos países que demonstrou interesse na compra em 2007.  

     

    Ao longo de quase duas horas de reunião, e apesar da insistência dos deputados - António Filipe (PCP) e Henrique Freitas (PSD) - em saber o valor previsto para a venda de equipamento, o ministro nunca revelou o número.

     

    Henrique Freitas e António Filipe foram dois dos deputados que criticaram as previsões das verbas da venda de equipamento militar, que decorre da Lei de Programação Militar.  

     

    Para o deputado social-democrata, as contas da Lei de Programação Militar são empoladas, por prever 313 milhões de euros em 2008, mais 90 milhões de euros da venda de equipamento, mas que tendo em conta, por exemplo, a cativação das verbas, esse valor deverá ser muito mais baixo.  

     

    "Se forem gastos 75 milhões de euros, dou-lhe os parabéns", disse.  

     

    Já António Filipe insistiu em saber quanto previa o executivo arrecadar com a alienação de equipamento, e afirmou que "se houve optimismo foi do Governo e não da oposição".  

     

    A Lei de Programação Militar - lei que determina os investimentos médio e longo prazo e a modernização das Forças Armadas, com efeitos no Orçamento de Estado em cada ano - prevê uma receita de 30 milhões de euros em 2007 e de 90 milhões de euros em 2008 e 45 milhões de euros por ano em 2009 e 2010.  

     

    Durante o debate da Lei de Programação Militar, mais tarde aprovada pelos deputados do PS, em Junho de 2006, o então ministro da Defesa, Luís Amado, hoje com a pasta dos Negócios Estrangeiros, admitiu ter dúvidas sobre se seria possível realizar as verbas previstas - 290 milhões de euros até 2010.  

     

    As despesas do Estado com a Defesa vão crescer no próximo ano 8,5 por cento, devido aos investimentos previstos no reequipamento militar e na defesa e segurança marítima.  

     

    Segundo o Orçamento de Estado para 2008, a despesa total do Ministério da Defesa Nacional ascende a 2.114,7 milhões de euros (1.949,3 estimados para 2007), o que representa 1,2 por cento do PIB.  

     

     
Título:
Enviado por: P44 em Março 15, 2008, 06:01:16 pm
http://jn.sapo.pt/2008/03/15/nacional/n ... visto.html (http://jn.sapo.pt/2008/03/15/nacional/navios_vendidos_metade_previsto.html)

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Navios vendidos por metade do previsto
direitos reservados
 
Duas fragatas foram vendidas por 13 milhões de euros, contra os 30 milhões previstos na LPM


Carlos Varela

A compra de equipamento para as Forças Armadas poderá estar em causa na sequência do negócio entre o Ministério da Defesa e o Uruguai que conduziu à venda de duas fragatas àquele Estado por um valor menos de metade abaixo do previsto na Lei de Programação Militar (LPM), segundo fontes militares adiantaram ao JN. É o primeiro negócio de venda de armas onde o Estado entra directamente, mas que acaba por se saldar por um verdadeiro fiasco, face às previsões orçamentais.

É que a LPM previa que a venda das duas fragatas da classe "João Belo", com mais de 40 anos na Marinha de Guerra portuguesa, trouxesse ao Estado português 30 milhões de euros, mas o negócio acabou por se concretizar por apenas 13 milhões de euros, segundo o Ministério da Defesa adiantou ao JN.

As preocupações de sectores militares passam pelo facto de na calha estar ainda a venda de helicópteros Puma e aviões F-16, um conjunto de negócios que a LPM antevia como um encaixe para o Estado de 90 milhões.

Segundo justificou, em 2005, o então ministro da Defesa, Luís Amado, durante a elaboração da LPM, o objectivo era conseguir uma forma de financiar a aquisição de equipamento para as Forças Armadas. Era uma medida completamente inovadora, mas na altura levantou várias dúvidas, não tanto pela oportunidade mas pelo facto de contar com um financiamento ainda antes de o negócio estar concretizado ou sequer existirem contactos. Pior, essas verbas resultantes dos negócios existentes iriam contribuir para a aquisição de material para as Forças Armadas, e a venda das fragatas por 30 milhões iriam entrar já nas contas do ano passado.

No entanto, logo no primeiro negócio a realizar pelo Estado nem a verba entrou em 2007, como estava previsto por lei, nem correspondeu ao valor inscrito na LPM. O secretário de Estado da Defesa, Mira Gomes, em declarações à agência Lusa, considera que mesmo assim "foi um bom negócio", mas face a outras ofertas, que seriam ainda inferiores aos 13 milhões, e, segundo fontes militares, o Governo preferiu ter essa verba nos cofres como certa a não ter nenhuma. Aliás, já Severiano Teixeira tinha admitido anteriormente que os valores de venda tinham sido demasiado optimistas.

Já quanto aos 12 aviões F-16 em venda e aos 10 Puma continua sem haver quaisquer ofertas. A Roménia chegou a mostrar algum interesse pelos Puma, no ano passado, mas os contactos não avançaram mais. E as verbas previstas pela venda destes dois tipos de aeronaves, 60 milhões de euros, deveriam entrar este ano para financiar a LPM.

Bem pelo contrário, prevê-se que a LPM venha, de facto, a ser revista, mas numa revisão em baixa, ou seja, os 380 milhões previstos para 2008 vão ser curtos para as várias aquisições e é possível que tenha que haver alguns cortes.

A própria venda dos Puma já não é, aliás, clara, face aos problemas que a frota de EH-101 está a enfrentar, por falta de contrato de manutenção com a Agusta/ Westland, e os velhos helicópteros poderão ter que voltar a voar.
Título:
Enviado por: paraquedista em Outubro 25, 2008, 02:53:53 pm
Ola a todos,

Eu andava curioso, por nao perceber porque e que este ano de 2008 nao ouve a revisao da Lei de Programacao Militar, uma vez que a lei no artigo 15 diz que a sua revisao deve ser feita em todos os anos pares. Por isso fiz uma pesquisa no Google e foi ai que descobri esta intrevencao de um deputado do PCP, e que me parece bastante interessante:

www.pcp.pt/index2.php?option=com_conten ... f=1&id=510 (http://www.pcp.pt/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=510)

Esta intrevencao mostra por um lado que o governo arranjou uma artimanha para adiar a revisao da Lei para 2009, com efeitos a partir de 2010...e por outro que o PCP nao quer ver as nossas Forcas Armadas com meios militares significativos.

Outra coisa que nao entendo, e onde esta enquadrada a aquisicao dos Leopard 2 A6 na actual Lei de Programacao Militar...uma vez que na alinea "Capacidade Mecanizada" tem apenas um orcamento de 25 milhoes de Euros ate 2011...e os CC custaram 51,3 ao Estado Portugues. (+28 milhoes da Nato, o que da o total de 80 M.Euros)
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 25, 2008, 09:50:24 pm
A minha opinião muito pessoal, sem grandes conhecimentos de instrumentos contabilisticos e legais, é que as LPM são apenas instrumentos indicativos (i.e. "para inglês ver"), a aquisição dos Leopard não está enquadrada na LPM e tratou-se acima de tudo de aproveitar a oportunidade de realizar um "negócio da China", de adquirir CC de boa qualidade a um preço competitivo.

Não estavam previstos desde 1997 (2.ª LPM - 1997/2003), a aquisição de armas ligeiras e de helicópteros para o Exército? E foram cumpridos estes programas ou outros? As taxas de execução anual das LPM situam-se em cerca de 60 e tal por cento, o que significa que mais ou menos um terço das aquisições ficam por cumprir :roll:
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Julho 05, 2009, 11:36:12 pm
A revisão da LPM foi adiada para a próxima legislatura. Segundo noticia o semanário SOL desta semana, era intenção do governo nesta revisão adiar para lá de 2012 programas como a modernização dos C-130, substituição da G-3 e dos helicópteros Alouette III :shock: . Finalmente optaram por passar a dita revisão para a próxima legislatura.
Título:
Enviado por: typhonman em Julho 05, 2009, 11:54:01 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
A revisão da LPM foi adiada para a próxima legislatura. Segundo noticia o semanário SOL desta semana, era intenção do governo nesta revisão adiar para lá de 2012 programas como a modernização dos C-130, substituição da G-3 e dos helicópteros Alouette III :roll:
Título:
Enviado por: nelson38899 em Julho 06, 2009, 09:18:08 am
Citação de: "Jorge Pereira"
A revisão da LPM foi adiada para a próxima legislatura. Segundo noticia o semanário SOL desta semana, era intenção do governo nesta revisão adiar para lá de 2012 programas como a modernização dos C-130, substituição da G-3 e dos helicópteros Alouette III :shock: . Finalmente optaram por passar a dita revisão para a próxima legislatura.


E sem esquecer outros programas como o avenger o veículo 4x4 e o novo obus de 155mm
Título:
Enviado por: P44 em Agosto 09, 2009, 05:55:10 pm
Lei Programação Militar começou 2009 com défice de 87 milhões de euros

De André Teixeira de Oliveira Ferre (LUSA) – Há 6 horas

Lisboa, 09 Ago (Lusa)- A Lei de Programação Militar começou este ano com um défice de quase 87 milhões de euros face aos compromissos assumidos e as necessidades definidas pelo ministério da Defesa para 2009, revela o relatório de execução do diploma.

De acordo com o relatório de execução da Lei de Programação Militar (LPM) referente ao ano de 2008, a que a agência Lusa teve acesso, o valor disponível (a 'dotação corrigida') para os compromissos assumidos para este ano é de apenas 320,522 milhões de euros, enquanto o valor total dos compromissos ultrapassa os 407 milhões de euros.

Face a este défice global, o relatório defende ser "necessário descativar dotações" nesse mesmo valor, 86,929 milhões de euros.

© 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

http://www.google.com/hostednews/epa/ar ... ZMHu_mvavw (http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5jxPYRX_oZ5KYe6dFGWZMHu_mvavw)
Título:
Enviado por: cromwell em Agosto 10, 2009, 02:36:25 pm
Citação de: "P44"
Lei Programação Militar começou 2009 com défice de 87 milhões de euros

De André Teixeira de Oliveira Ferre (LUSA) – Há 6 horas

Lisboa, 09 Ago (Lusa)- A Lei de Programação Militar começou este ano com um défice de quase 87 milhões de euros face aos compromissos assumidos e as necessidades definidas pelo ministério da Defesa para 2009, revela o relatório de execução do diploma.

De acordo com o relatório de execução da Lei de Programação Militar (LPM) referente ao ano de 2008, a que a agência Lusa teve acesso, o valor disponível (a 'dotação corrigida') para os compromissos assumidos para este ano é de apenas 320,522 milhões de euros, enquanto o valor total dos compromissos ultrapassa os 407 milhões de euros.

Face a este défice global, o relatório defende ser "necessário descativar dotações" nesse mesmo valor, 86,929 milhões de euros.

© 2009 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

http://www.google.com/hostednews/epa/ar ... ZMHu_mvavw (http://www.google.com/hostednews/epa/article/ALeqM5jxPYRX_oZ5KYe6dFGWZMHu_mvavw)


E porque existe este défice? :x
Título:
Enviado por: cromwell em Agosto 11, 2009, 07:16:05 pm
Novos programas que espero que aparecem na LPM:

-substituição da peça de artilharia M-114 de 155mm;
-aquisição de mísseis de curto alcance para a FAP (AIM-9X ou IRIS-T), com o objectivo de substituir o Sindwinder;
-aquisição de um sistema AA de médio alcance para subsituir o obsoleto Chaparral;
-Modernização de 150 M-113, com a instalação de um novo motor, melhor blindagem e um canhão de 30mm (prioritário, visto que não vamos comprar VCI´s novos)
-substituição dos mísseis Sparrow das fragatas da marinha pelo Evolved Sea Sparrow;
-instalação de mísseis anti-aéreos nas bases da FAP;
-Anulação da venda dos F-16 ( SUPER-HIPER-MEGA PRIORITÁRIO :evil: );
-Aquisição de 20 helicopteros para a FAP e o Exército (10 para a FAP, 10 para o exército).

Visto que o dinheiro é, só isto por enquanto.
Título:
Enviado por: Lightning em Agosto 12, 2009, 03:04:06 am
Citação de: "cromwell"
- aquisição de um sistema AA de médio alcance para subsituir o obsoleto Chaparral;
- instalação de mísseis anti-aéreos nas bases da FAP


estes dois poderiam ser o mesmo sistema?
Título:
Enviado por: nelson38899 em Agosto 12, 2009, 12:25:57 pm
Citação de: "cromwell"
Novos programas que espero que aparecem na LPM:

-substituição da peça de artilharia M-114 de 155mm;


acho que vais ter sorte, nesta
Título:
Enviado por: cromwell em Agosto 12, 2009, 01:22:12 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "cromwell"
- aquisição de um sistema AA de médio alcance para subsituir o obsoleto Chaparral;
- instalação de mísseis anti-aéreos nas bases da FAP

estes dois poderiam ser o mesmo sistema?


Não.

Para defesa das bases da FAP serião mísseis como por exemplo o mistral, lançados a partir de uma coisa destas:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.armyrecognition.com%2Feurope%2FHongrie%2Fexhibition%2FKecskemet_2007%2Fpictures%2FMistral_missile_firing_post_Kecskemet_2007_Air_Show_Hungary_001.jpg&hash=06a48fc50dc09b0754b0d94cb0a4bb7d)

Para a substituição do Chaparral, o Avenger ou o NASAMS para equipar o exército.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 12, 2009, 02:14:53 pm
E qual a vantagem dos Mistral em relação ao Stinger? Acho que para defender as BA era melhor algo mais efectivo.
Título:
Enviado por: typhonman em Agosto 12, 2009, 10:41:05 pm
Qual a utilidade do Mistral ?

Um avião que queira rebentar uma base, vai usar bombas guiadas, largando-as a uma altitude de segurança.

Para isso metam uma bateria de NASAMs por base ou HAWK em 2º mão.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: dc em Outubro 23, 2009, 09:36:47 am
Boas
Sou novo no forum e queria dar a minha opinião sobre a LPM.

Então cá vai
-modernizaçao dos m-113 e respectivas versoes (menos o chaparral)
-150 viat. tact. do programa VTLB
-30/40 MRAPs
-mais alguns leopards
-(+) viat. tact. (land rovers , unimogs , etc)
-subst. dos m-109 a5 por pzh-2000
-novas peças 155mm
-(+) sistemas stinger
-avenger para substituir o chaparral
-defesas anti-aereas de medio alcance (nasams ou patriot)
-16/20 helis ligeiros (FAP/Exercito)
-UAVs
-10 NH-90
-6 helis de ataque
-armas ligeiras  :N-icon-Gun:  :G-Ok:
cumps
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Outubro 23, 2009, 12:35:56 pm
Sou novo no forum e queria dar a minha opinião sobre a LPM.

Então cá vai
-modernizaçao dos m-113 e respectivas versoes (menos o chaparral)--> não faz sentido gastar dinheiro num veículo vetusto.
-150 viat. tact. do programa VTLB--> Talvez o Sherpa
-30/40 MRAPs--> Dingo, concordo.
-mais alguns leopards---> Chegam e sobram.
-(+) viat. tact. (land rovers , unimogs , etc)--> Depende das necessidades.
-subst. dos m-109 a5 por pzh-2000--> Como não há dinheiro, modernizar os M-109 para o padrão A6.
-novas peças 155mm--> Concordo, M-777.
-(+) sistemas stinger--> Já temos, não sei em que numeros.
-avenger para substituir o chaparral--> Concordo!
-defesas anti-aereas de medio alcance (nasams ou patriot)--> Concordo com NASAM
-16/20 helis ligeiros (FAP/Exercito)---> A-109M
-UAVs--> Hunter UAV.
-10 NH-90--> OK!
-6 helis de ataque--> Os Apache da Holanda que tem a venda ?... Continua a não haver euros para isso.
-armas ligeiras  :N-icon-Gun:  :2gunsfiring: ---> FN ou HK G-36.
-novos misseis anti-tanque---> Sem duvida SPIKE-MR/LR.
-modernizaçao das 5 fragatas---> Boa ideia.
-adquirir mais uma fragata (ex: zeven provincien)---> Só se venderem os SSK´s.
-subst. o berrio--> Concordo !
-subst. os linx por NH-90 NFH---> Ou O novo lynx.
-contruir o navpol---> Concordo, mas nada a vista...
-subst. os AL.III---> A-109M
-modern. dos p3--> Em curso.
-modern. dos c-130-->Planeada, novo cockpit digital, e provavelmente novos motores e pintura.
-subst. dos Alpha Jet por EADS Mako ou M-346---> Está a ser estudado o assunto-
-aquisiçao de 2 awacs (Embraer R-99)--> Há outras prioridades.
-subst. dos Epsilon TB-30---> Sim, por PC-7 ou 9 por exemplo.

Falta mencionar os stocks de munições dos 3 ramos e adquirir para o exército munições GPS/Excalibur e para a FAP JSOW, mais kit´s JDAM, AGM-65F Maverick e  SLAM-ER para equipar o P-3C.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: nelson38899 em Outubro 23, 2009, 01:51:48 pm
Citação de: "typhonman"
Sou novo no forum e queria dar a minha opinião sobre a LPM.

Então cá vai
-modernizaçao dos m-113 e respectivas versoes (menos o chaparral)--> não faz sentido gastar dinheiro num veículo vetusto.
-150 viat. tact. do programa VTLB--> Talvez o Sherpa
-30/40 MRAPs--> Dingo, concordo.
-mais alguns leopards---> Chegam e sobram.
-(+) viat. tact. (land rovers , unimogs , etc)--> Depende das necessidades.
-subst. dos m-109 a5 por pzh-2000--> Como não há dinheiro, modernizar os M-109 para o padrão A6.
-novas peças 155mm--> Concordo, M-777.
-(+) sistemas stinger--> Já temos, não sei em que numeros.
-avenger para substituir o chaparral--> Concordo!
-defesas anti-aereas de medio alcance (nasams ou patriot)--> Concordo com NASAM
-16/20 helis ligeiros (FAP/Exercito)---> A-109M
-UAVs--> Hunter UAV.
-10 NH-90--> OK!
-6 helis de ataque--> Os Apache da Holanda que tem a venda ?... Continua a não haver euros para isso.
-armas ligeiras  :N-icon-Gun:  :wink:
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: dc em Outubro 23, 2009, 05:30:40 pm
Boas

Para a substituição dos epsilon tinha em mente o PC-21 ou o Super Tucano.
Em relação aos stocks de armamento tem toda a razão caro typhoonman eu esquecime
de o mencionar. :G-Ok:
Para as armas ligeiras ,alem da substituição da g3 estava a pensar em substituir as pistolas Walther
, novas submetralhadoras , etc.

cumps
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: dc em Novembro 03, 2009, 02:49:43 pm
Boas
Para os novos missis anti-tanque temos que substituir os por uns mais modernos por exemplo o MBT LAW e poderiamos adquirir
os Javelin para complementar os Milan e eventualmente o Spike.
Eu falei nos R-99 ,porque acho que fariam um bom trabalho na pesquisa do nosso espaço aéreo onde os radares terrestres não alcanção,
para além disso seria um bom meio para ajudar os F-16 nas intercepções fora do alcance dos nossos radares.
Esquecime de mencionar que deveriamos modernizar a artilharia de costa com misseis anti-navio e eventualmente anti-aéreos para além
de radares de pesquisa aérea/superficie.
Deveriamos adquirir também os sistemas Patriot (para além do nasams) para defender as bases aéreas e para termos umas defesas
anti-missil de maior altitude.

cumps
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: nelson38899 em Novembro 03, 2009, 03:33:41 pm
Citação de: "dc"
Boas

Eu falei nos R-99 ,porque acho que fariam um bom trabalho na pesquisa do nosso espaço aéreo onde os radares terrestres não alcanção,
para além disso seria um bom meio para ajudar os F-16 nas intercepções fora do alcance dos nossos radares.


cumps

P3Cplus
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Março 08, 2010, 11:06:46 pm
Citar
Qual dos três ramos das Forças Armadas vai sofrer mais cortes é a pergunta do bilião de dólares que fazem hoje os respectivos chefes, depois de Teixeira dos Santos ter anunciado uma diminuição de 40% nas verbas previstas para a Lei de Programação Militar (LPM).
Esta Lei, que faz a programação do investimento no que diz respeito a forças, equipamentos e armamentos das FA, ainda não está em vigor. A anterior terminou a 31 de Dezembro e não há ainda uma nova, porque o Governo passado transferiu o encargo da sua revisão para o futuro Executivo - coisa que Augusto Santos Silva ainda não anunciou ter feito.
Curiosamente, em Janeiro, quando foi apresentado o Orçamento de Estado, ficou a saber-se que a Defesa ia ter um crescimento da ordem dos 6,5%, precisamente devido ao aumento em 60,7% das verbas canalizadas para a LPM.
Disse então Santos Silva que era preciso continuar o "esforço de modernização" e que a LPM tinha inscrito um valor "que ronda os 400 milhões de euros". Já da nova? A que agora vai sofrer cortes de 40%?Confuso? Também eu.
Há muito tempo que todos os anos as verbas da LPM são logo cativadas (cortadas) à cabeça. No ano passado foi em 30%, mas antes tinham sido 35%. O próprio OE para 2010 previa já essa cativação.
Chefes militares inquietos

Tal sistema torna as contas da Defesa um pouco virtuais e obriga a que muitos programas sejam adiados de ano para ano. Mas, agora, o problema é saber quais. E os chefes fazem contas à vida.
Exemplo: na Marinha, todos os grandes programas estão já contratualizados e em execução: submarinos, modernização das fragatas Vasco da Gama, patrulhas oceânicos (estes a ser construídos em Viana do Castelo, ou seja, equivalem a postos de trabalho). Só o contrato do navio polivalente logístico ainda não foi assinado... Mas será que chega?
Na Força Aérea, idem. É o ramo, aliás, que tem uma execução da LPM de quase 100%. Os contratos estão todos assinados: helicópteros EH101 (e sua manutenção), aviões C295, radar na Madeira, modernização dos F-16 (e aqui há muitos empregos em jogo).
Resta o Exército. Garantidos, porque os compromissos estão já assumidos, as viaturas blindadas de rodas Pandur (faltam metade), os Leopard. Mas a sempre prometida arma ligeira? E as viaturas 4x4 que o ramo está a usar no Afeganistão? E os helicópteros NH90, que deviam começar a chegar em 2012? Chegarão mesmo? E quanto aos sempre adiados helicópteros ligeiros? Pois...
Entre os cortes e os contratos, vai ter de haver ponderação. Percebe-se por que os chefes estão inquietos. Santos Silva vai mesmo ter de fazer jus às suas capacidades políticas para escolher... sem ofender.

in expresso


Realmente aonde cortar mais? Mas acho que podem esquecer os NH-90 assim como os helis Ligeiros no exército, e substituição dos Alpha-Jet..
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: SSK em Março 13, 2010, 11:23:47 pm
Agora é só para esperar para ver que ramo é que tem mais peso junto do poder político. Porque infelizmente é mesmo assim...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: sergio21699 em Março 14, 2010, 01:12:07 pm
Citação de: "SSK"
Agora é só para esperar para ver que ramo é que tem mais peso junto do poder político. Porque infelizmente é mesmo assim...

provavelmente vai ser o exercito que mais vai sofrer, as G3 vao continuar por mais uns anos, no afeganistao continuamos a usar veiculos emprestados e os helis tambem ja eram

a marinha talvez perca o LPD mas so o tempo o dirá

quanto a força aerea a modernizaçao dos F-16 traz mais empregos e portanto é uma mais valia mas esqueceram-se de referir a modernizaçao dos C-130 que ja so podem voar com uma autorizaçao especial e que vai custar entre 45 e 60 milhoes de euros (http://moraisvinna.blogspot.com/2010/03/c-130-de-portugal-estao-proibidos-de.html)

o melhor mesmo é esperar :(
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Março 15, 2010, 12:31:32 am
Tenham atenção que os NH-90 do Exército já têm contrato assinado há anos. Aliás Portugal já vai andar a pagar "multas" para aceitar os helicópteros um ano ou dois após a data inicial...Portanto se ainda tiverem de pagar uma indemnização ao fabricante por rescisão do contrato...

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Semanário Sol - Sexta-feira 25 de Abril de 2008
Política & Sociedade

Multa de cinco milhões
Pedido do Governo para adiar recepção de helicópteros NH90 sai caro


Helena Pereira e Carlos Ferreira Madeira

O Governo terá que pagar cinco milhões de euros de "multa" por ter pedido o adiamento da entrega dos helicópteros NH90 ao Exército. Os primeiros aparelhos encomendados à NAHEMA, a agência da NATO responsável pelo programa dos NH90, deviam chegar já este ano, mas a recepção foi adiada para 2012.

O pedido do Governo, comunicado em 2006, vai penalizar os cofres do Estado em cinco milhões de euros, dinheiro extra que terá de ser pago entre 2008 e 2010, soube o SOL. O NH90 faz parte de um projecto militar cooperativo de países europeus da NATO, no qual Portugal decidiu participar desde o início. Porém, o Governo tem vindo a atrasar o pagamento das prestações, chegando mesmo a acumular uma dívida de 23 milhões de euros em 2006.

O Ministério da Defesa Nacional (MDN) explicou ao SOL que o adiamento na entrega dos aparelhos foi solicitado "por razões de operacionalidade e coerência de funcionamento da Unidade de Aviação Ligeira". Isto significa que o Governo só quer os NH90 - helicópteros médios - após receber os helicópteros ligeiros. Sucede que o fornecimento dos "helis" ligeiros está muito atrasado. Chegou a haver um contrato assinado com a Eurocopter para o fornecimento de nove aparelhos EC-635, que foi rescindido pelo Governo PSD-CDS em 2002.

O actual Governo ainda não anunciou a abertura de novo concurso e muito dificilmente o Exército receberá os helicópteros ligeiros antes de 2012 - ano que coincide com o fim da legislatura do Executivo que sair das eleições de Outubro de 2009. A menos que, como o SOL noticiou na semana passada, o MDN opte por um ajuste directo e compre helicópteros A-109 à AgustaWestland - empresa que vendeu os "helis" EH-101, paralisados por falta de manutenção.

Se o Governo decidir, em 2012, pedir novo adiamento da entrega dos NH90, terá de pagar nova penalização. De acordo com o calendário negociado com a NAHEMA, Portugal receberá dois NH90 em 2012, três em 2013 e cinco em 2014. Na prática e para efeitos de contabilidade, a despesa só dispara no final da próxima legislatura - o que ajudará o próximo Governo a controlar o défice.

Paulo Portas rescindiu o contrato com a Eurocopter e ponderou desistir dos NH90 para escolher um helicóptero que substituísse estes dois tipos. E chegou a cancelar o pagamento de prestações à NAHEMA, contra a vontade do Exército. Contudo, se Portugal saísse do programa poderia ter que pagar mais de 15 milhões de euros. Por isso, o Executivo retomou as prestações.

http://forumdefesa.com/forum/viewtopic. ... 8&start=75 (http://forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=6&t=2038&start=75)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: dc em Março 29, 2010, 05:10:58 pm
Quando é que sai a revisão da LPM?
Já agora gostaria de saber quais as prioridades.

Cumps
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: P44 em Março 30, 2010, 11:08:08 am
a prioridade é o corte de 40% nas verbas
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: P44 em Abril 10, 2010, 09:53:20 am
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Conclui relatório de execução da Lei de Programação Militar
Reequipamento das ForçasArmadas com "buraco" de 66 milhões em 2009


10.04.2010 - 08:24 Por Nuno Simas, com Lurdes Ferreira

As Forças Armadas chegaram ao fim de 2009 com um "buraco" de 66,8 milhões na Lei de Programação Militar (LPM), que define os investimentos no reequipamento a médio e longo prazo e inclui a compra dos submarinos. E o Estado não pode contar com os milhões, ainda que modestos, da venda de equipamento (caças F-16, helicópteros PUMA e Aviocar), dado que esse programa foi tudo menos um sucesso: dos 80 milhões previstos, apenas vão encaixar-se cerca de 13 milhões, da venda de duas fragatas ao Uruguai. E pagos a prestações até 2013.

Sem esses 66,8 milhões, a compra de equipamento militar em 2010 fica "sem soluções de financiamento" nalguns casos. O alerta é feito no relatório de execução da Lei de Programação Militar (LPM) referente ao ano passado e entregue esta semana na Assembleia da República. No relatório, os investimentos cujo financiamento pode estar comprometido este ano não são identificados, mas o valor é quantificado: 66,8 milhões de euros, que resulta da "não descativação" de verbas do orçamento. É o que está escrito no documento, com a classificação de "reservado", a que o PÚBLICO teve acesso: esta "erosão orçamental compromete a conclusão de processos de aquisição considerados indispensáveis e que, por essa razão, ficam sem soluções de financiamento".

"Não é buraco orçamental"

Este "buraco" não foi o único, a avaliar pela leitura das páginas do relatório. No terceiro trimestre do ano passado, foi detectado um défice de 92,8 milhões euros. A solução foi a renegociação de prazos de entrega e de pagamento de equipamentos, além da transferência de verbas que estavam cativadas em capítulos.

No relatório são descritas, uma a uma e por cada um dos ramos (Exército, Marinha e Força Aérea), as verbas gastas em cada investimento ou processo de compra. Dos blindados Pandur aos helicópteros NH 90, da modernização dos F-16, dos aviões C-130 e das fragatas, incluindo também a compra de rádios, computadores desktop, jipes, formação de pilotos e até aparelhos de descodificação.

No final do ano, ainda segundo o relatório, a "escassez de dotação" teve outra consequência: ficaram "por honrar compromissos" no valor de mais de 7,3 milhões de euros, incluindo pagamentos às OGMA para a modernização dos F-16, no programa de compra de rádios ou ainda dos helicópteros NH 90. Ao PÚBLICO, o ministro da Defesa, Augusto Santos Silva, desdramatiza estes défices. "Isto não é um buraco orçamental. É menos receita e temos que gerir a receita que temos."

A pouco tempo de uma nova revisão - prometida pelo Governo até ao Verão -, as maiores dificuldades com a LPM poderão sentir-se mais em 2011 e 2012, anos em que estão previstos pagamentos do programa dos helicópteros NH 90. Em 2009, a transferência prevista era de 5,8 milhões de euros, mas esse valor sobre para 35,1 milhões em 2010 e 124,9 milhões de euros em 2011. A não ser, é claro, que sejam de novo renegociados os termos do contrato - uma consequência não só da crise mundial como dos efeitos do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), até 2013, que levou a cortes de 40 por cento na LPM. Sendo certo que já estava prevista uma cativação de verbas de igual valor para o Orçamento do Estado de 2010.

Santos Silva assume que estas são orientações estruturais, "independentes do período de fortíssima restrição de aquisições militares" que o país atravessa. "Não vai haver equipamentos (até 2013), mas há que avançar já com programas inevitáveis, que é o caso da modernização dos C-130", disse.

Aperto e vendas falhadas

O tempo é de aperto. O ministro resume assim a questão. "Lido com a obrigação de saber que a crise é mundial. A dificuldade dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo para o sector civil, as dificuldades de venda dos F-16, as dificuldades de venda dos Puma, todas elas decorrem não por ser Portugal que está a cortar na despesa militar, pois até não é dos que mais corta na despesa militar, o problema aqui é de procura."

Neste capítulo, a situação não é risonha. Além das fragatas já vendidas ao Uruguai, negócio feito em 2008, a venda de 10 caças F-16 está num impasse, aguardando-se uma resposta da Força Aérea do Paquistão. A venda dos oito Puma é difícil, dado que há quatro aparelhos que necessitariam de uma "profunda manutenção" para voltar a pô-los a voar. Dos dez Aviocar para venda, parte deles são para sucata. Os restantes 14, ainda a voar, só serão vendidas depois de terem sido entregues os novos aviões C-295M.

http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/ree ... 09_1431568 (http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/reequipamento-das-forcasarmadas-com-buraco-de-66-milhoes-em-2009_1431568)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Agosto 13, 2010, 12:47:10 pm
Parece que esta revisao da LPM, tal como as anteriores vai sendo adiada e nesta nem uma linha se tem escrito nos ultimos tempos...parece que nao vai acontecer este ano...e so mais um.

Uma coisa que nao percebi deste Ministro e que disse que "TODOS" os novos programas seriam adiados ate 2013 e que manteriam os ja em curso...mas depois ouvi declaracoes dele a dizer que os programas de Modernizacao do C130 e das armas ligeiras iriam continuar por serem prioridades. Alguem sabe se e para continuar agora ou so em 2013 ?
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 13, 2010, 05:39:55 pm
Eles falam uma coisa e depois falam outra, aposto que em 2015 ainda cá continuamos a falar das mesmas coisas.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Setembro 22, 2010, 03:15:08 pm
Citar
Defesa
Compras militares dependentes da venda de material
por MANUEL CARLOS FREIRE
30 Abril 2010


Governo reduz a um terço a previsão inicial de 290 milhões de euros a arrecadar com a venda de equipamentos usados

A revisão da Lei de Programação Militar (LPM), a aprovar este ano, condicionará a compra de alguns dos novos equipamentos para as Forças Armadas à alienação prévia de material usado, reduzindo-se as verbas a receber com esse processo apenas a um terço das inicialmente previstas.

Este é um dos pressupostos acordados na revisão da LPM que foi suspensa pelo então ministro da Defesa Nuno Severiano Teixeira em meados de 2009, após a derrota do PS nas eleições europeias, segundo dados a que o DN teve acesso.

"Há projectos que só arrancam se houver alienação de material militar", garantiu uma fonte militar.

Este pressuposto, partindo do princípio que se vão manter as regras já acordadas entre o Ministério e as Forças Armadas na actual negociação da LPM, constitui uma das mudanças aceites pelo Governo face à legislação aprovada em 2006 pelo então ministro da Defesa Luís Amado.

Apesar das reservas colocadas pelas chefias militares, pela oposição e pela generalidade dos observadores, a LPM de 2006 inscreveu cerca de 290 milhões de euros como oriundos da alienação de equipamentos militares - dez caças F-16, quatro helicópteros Puma, 14 aviões de transporte táctico Aviocar, 56 carros de combate M60, duas fragatas João Belo, e munições - durante o primeiro sexénio de vigência da lei.

Como isso não se verificou, com a excepção das fragatas João Belo (vendidas ao Uruguai por cerca de 13 milhões de euros), o orçamento da LPM apresenta um défice próximo dos 273 milhões de euros - num total de 2119 milhões de euros - para o período em causa (2006 a 2011). "A revisão corrige esse erro", sublinhou uma fonte das ouvidas pelo DN.

Agora, o Governo estima receber cerca de 110 milhões de euros da alienação de material de guerra - praticamente um terço dos 290 milhões de euros previstos na LPM aprovada em 2006. E só com a obtenção dessas verbas é que as Forças Armadas poderão avançar para um conjunto de novos programas.

De acordo com os dados, os projectos que "só arrancam" se o Ministério da Defesa receber aquelas verbas são: peças para as novas lanchas de fiscalização costeira (LFC) da Armada, 18 carros de combate Leopard 2A6 para o Exército, seis helicópteros ligeiros (em princípio destinados a substituir os Alouette III da Força Aérea) e mais um Lynx (helicóptero para a Armada).
A par desses programas, há outros a que os ramos têm dado maior prioridade e que não estão indexados à venda do material considerado excedentário: no caso do Exército, a nova arma ligeira, os helicópteros ligeiros ou as viaturas blindadas de quatro rodas; o navio polivalente logístico, para a Armada; a modernização dos aviões C-130, na Força Aérea.

Apesar dos cortes já determinados pela aplicação do Plano de Estabilidade e Crescimento à LPM (menos 40% das verbas anuais até 2013, proibição de fazer novos contratos), aquelas linhas gerais da revisão feita em 2009 à LPM deverão manter-se nos trabalhos em curso, adiantaram as fontes.

Nao tinha visto este artigo... é de Abril, mas achei interessante...pois refere novamente, que a Marinha quer comprar mais 1 Lynx (um projecto que parecia ja ter sido abandonado), 6 Helis para a Forca Aerea (muito pouco...digo eu) e os tais 18 Leopard 2A6 que o Exercito quer.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: P44 em Setembro 22, 2010, 04:39:41 pm
pois, é pena é que dessa lista de vendas a única concretizada foi a das João Belo
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Setembro 23, 2010, 01:45:53 am
6 Helis para substituir os Alouette III ?

Realmente as FA´s em Portugal caminham cada vez mais para a aniquilação, daqui a uns anos os nossos meios aéreos cabem todos na base do Montijo...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: AC em Setembro 23, 2010, 09:44:17 am
6 helicópteros ligeiros é exactamente o número que estava previsto para o UALE.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 23, 2010, 10:38:37 am
Citação de: "typhonman"
6 Helis para substituir os Alouette III ?

Realmente as FA´s em Portugal caminham cada vez mais para a aniquilação, daqui a uns anos os nossos meios aéreos cabem todos na base do Montijo...

Também quantos Alouette III é que estão "realmente" operacionais a qualquer momento?

Se for para fazer o treino básico de pilotos em aeronaves de asa rotativa para os três ramos deve chegar. Até porque as actuais missões de apoio ao Exército passarão a ser desempenhada pelas aeronaves da UALE.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Setembro 23, 2010, 02:53:16 pm
Citação de: "AC"
6 helicópteros ligeiros é exactamente o número que estava previsto para o UALE.


Caro AC, o numero previsto eram 9, pois ate ja se tinha adquirido os EC635 nesse numero para o Exercito e depois o contrato foi cancelado. Entretanto tinha lido algures que o Exercito agora queria 10 helicopteros ligeiros para o UALE.

Este novo numero de 6, ainda nao percebi se e o numero total a adquirir para a Forca Conjunta de Helicoptero, se e apenas para a Forca Aerea ou apenas para o Exercito ????  nao sei.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Daniel em Setembro 23, 2010, 06:23:07 pm
paraquedista

Citar
Caro AC, o numero previsto eram 9, pois ate ja se tinha adquirido os EC635 nesse numero para o Exercito e depois o contrato foi cancelado. Entretanto tinha lido algures que o Exercito agora queria 10 helicopteros ligeiros para o UALE.

Este novo numero de 6, ainda nao percebi se e o numero total a adquirir para a Forca Conjunta de Helicoptero, se e apenas para a Forca Aerea ou apenas para o Exercito ???? nao sei.


Acerca dos helicópteros ligeiros já ouvi falar de 8 unidades, tinha sido escolhido o EC-635, da eurocopter, mas o paulinho das feiras suspendeu o concurso e o processo voltou à estaca zero, virá e acho que já é um dado adquerido 10 helicópteros médios NH90 ambos os helicópteros serão apenas para o exército ou seja a UALE. c34x
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Setembro 23, 2010, 09:17:31 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Citação de: "typhonman"
6 Helis para substituir os Alouette III ?

Realmente as FA´s em Portugal caminham cada vez mais para a aniquilação, daqui a uns anos os nossos meios aéreos cabem todos na base do Montijo...

Também quantos Alouette III é que estão "realmente" operacionais a qualquer momento?

Se for para fazer o treino básico de pilotos em aeronaves de asa rotativa para os três ramos deve chegar. Até porque as actuais missões de apoio ao Exército passarão a ser desempenhada pelas aeronaves da UALE.

A esquadra 552 tinha 18 helicopteros Al III, mas este numero tem vindo a diminuir (talvez devido a falta de peças etc), o numero situasse actualmente a volta dos 13 helicopteros para:
Instruçao, transporte, SAR (destacamento do AM1) e para os rotores...acho que no minimo 10 seriam necessarios para os substituir.

Para o UALE, a missao dos helicopteros ligeiros e para: Instrucao e Reconhecimento (com capacidade para misseis, rockets e canhao)...por isso penso que o Exercito tambem queria 10, para o apoio aos 10 NH90.

Por isso 6... nao faz sentido.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: AC em Setembro 23, 2010, 10:23:20 pm
Citação de: "paraquedista"
Citação de: "AC"
6 helicópteros ligeiros é exactamente o número que estava previsto para o UALE.


Caro AC, o numero previsto eram 9, pois ate ja se tinha adquirido os EC635 nesse numero para o Exercito e depois o contrato foi cancelado. Entretanto tinha lido algures que o Exercito agora queria 10 helicopteros ligeiros para o UALE.

Este novo numero de 6, ainda nao percebi se e o numero total a adquirir para a Forca Conjunta de Helicoptero, se e apenas para a Forca Aerea ou apenas para o Exercito ????  nao sei.

Caro paraquedistas,
esqueça, tem toda a razão. Estava convencido que 6 era o tal número mas estava enganado.  :G-beer2:
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 24, 2010, 12:36:52 am
São seis heli ligeiros para a UALE...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg685.imageshack.us%2Fimg685%2F3108%2Fuale.jpg&hash=1418271b1a7feb2b3a4bbac56da34812)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Setembro 25, 2010, 02:46:25 am
Obrigado Pereira Marques.

Fica aqui tambem um video interessante do dia da unidade da BA11 no ano passado, em que o CEMFA faz comentarios bastante interessantes sobre a substituição dos AL III e dos Alphajet no ambito da Revisao da LPM.

http://www.tvalentejo.tv/index.php?view ... 461574&t=9 (http://www.tvalentejo.tv/index.php?view=2009102919461574&t=9)

E ja agora uma informação tirada dos 50 programas de aquisição do MDN de 2003, referente a actual LPM:

Helicópteros ligeiros para instrução  
Aquisição de 10 helicópteros ligeiros para instrução para substituição da frota de helicópteros "Alouette III", recebidos pela Força Aérea entre 1963 e 1975
A iniciar no 1º sexénio
 12,470 MEuros Novo
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Setembro 25, 2010, 03:07:18 am
Bom post caro Paraquedista, vamos lá ver até ao fim do ano se se inicia o processo de substituição dos Alouette, espero que o A-109M Power seja o escolhido.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Novembro 12, 2010, 09:35:07 pm
Encontrei este documento bem interessante do MDN...mais concretamente da Direccao Geral de Armamento e Infra-estruturas de defesa.

http://www.mdn.gov.pt/NR/rdonlyres/2AF1 ... mpleto.pdf (http://www.mdn.gov.pt/NR/rdonlyres/2AF17120-8AC1-4665-BE1C-2372E00D0E54/0/PlanodeActividade2010completo.pdf)

Entre outras coisas define as Capacidades conjuntas inscritas na LPM , Alineacao de equipamentos, projectos em curso e os que se previam comecar em breve...mas isto era no inicio de 2010...agora tudo mudou...

Capacidades Conjuntas
Capacidade de Projecção de Forças
Sealift – Projecção de Forças
Airlift – Projecção de Forças
Aquisição Navio Polivalente Logístico (LPD)
Logistics Support Vessel (LSV) - Substituição do AOR Bério
Modernização dos C130-H
Transporte Aéreo Estratégico - Substituição dos C130-H
Capacidade de Protecção de Forças
Projecto de Protecção de Forças Europeu (Force Protection)
Veículos não Tripulados (Unmanned Vehicles)
Equipamento de defesa NBQR
Capacidade Logística
AWSPC NAMSA
COMMIT NAMSA
Aplicação Informática de Catalogação
Desmilitarização de munições e explosivos das FA
Desmilitarização de munições e explosivos das FA – Fase 2
Helicópteros
Força Conjunta de Helicópteros
Helicópteros NH90
Aquisição de Helicópteros EH101
Helicópteros EH101 (Fleet Service Arrangement - FSA/SLA)
Helicópteros Ligeiros
Armamento Ligeiro
Rádios 525
Viaturas Tácticas Ligeiras de Rodas

Alienação de Equipamento
Alienação de 10 helicópteros PUMA
Alienação de 18 helicópteros Alouette III
Alienação de 12 F-16
Alienação de 2 FF João Belo
Alienação de 10 C-212 Aviocar

PROJECTOS EM CURSO COM COORDENAÇÃO DA DGAIED
Alienação de duas Fragatas da Classe João Belo
Concluído
Projecto de aquisição de cinco Aeronaves P3 - C Orion
Concluído
Projecto de aquisição de Submarinos
Em fase de construção
Projecto de aquisição de Torpedos para os Submarinos
Em fase de fornecimento
Projecto de aquisição de Navios de Patrulha Oceânicos (NPOs) e de Combate à Poluição (NCP)
Dois NPOs em fase final de construção e dois NCPs aguardam início de construção
Projecto de aquisição de Viaturas Blindadas de Rodas 8x8
Em fase de execução do contrato
Projecto de aquisição de Aviões de Transporte Táctico, Vigilância e Fotografia e Geofísica (C-
295)
Em fase de execução do contrato
Projecto de aquisição de fragatas para substituição das Fragatas da classe “João Belo”;
Entregas concluídas. Em fase de execução do contrato
Projecto para a aquisição do Helicóptero de Transporte Táctico NH-90
Em fase de execução do contrato
Projecto de modernização das Aeronaves P3 – C Orion
Em fase de execução do contrato
Projecto de aquisição do Equipamento Rádio Táctico de Comunicações GRC - 525
Em fase de execução do contrato
Projecto de aquisição de carros de Combate para o Exército (Leopard 2A6)
Em fase de execução do contrato
Projecto de aquisição do Navio Polivalente Logístico
A aguardar
Projecto de aquisição de Lanchas de Fiscalização Costeira
Em fase de execução do contrato
Projecto de aquisição MMHS II (Military Message Handling System II)
Em fase de preparação pré-contratual (definição do procedimento)
Projecto de aquisição de Armamento Ligeiro
Em fase de audiência prévia

PROJECTOS COM DESENVOLVIMENTO PREVISTO NO FUTURO PRÓXIMO,
COM COORDENAÇÃO DA DGAIED
Programa de aquisição de Viaturas Tácticas Ligeiras com Blindagem
Em fase de definição de Requisitos Operacionais e Técnicos (RO/T)
Projecto de aquisição de Helicópteros Ligeiros para o Exército e para a Força Aérea
Em fase de definição de Requisitos Operacionais e Técnicos (RO/T)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Janeiro 21, 2011, 03:08:56 pm
Conselho de chefes reúne-se hoje para debater Lei de Programação Militar
19/01/2011 07:17Os quatro chefes militares das Forças Armadas reúnem-se esta quarta-feira de manhã em Conselho de Chefes para discutir as propostas dos ramos no quadro da revisão da Lei de Programação Militar.

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas e os chefes dos três ramos irão trabalhar sobre a proposta de revisão da Lei de Programação Militar, visto que o Governo a quer apresentar até ao final desta sessão legislativa.

Antes de chegar ao Parlamento, a proposta de projeto de lei terá de ser levada a Conselho Superior Militar – onde tem assento o ministro da Defesa, para além dos chefes – e de ser aprovada pelo Governo, depois de ser ouvido o Conselho Superior de Defesa Nacional, órgão consultivo do presidente da República onde marcam presença diversos ministros do Governo, representantes das Regiões Autónomas e deputados.

Finalmente, cabe à Assembleia da República aprovar a proposta de lei orgânica de revisão da LPM.

Nesta revisão da LPM, processo que já deveria ter ocorrido em 2009, o Governo tenciona recalendarizar vários programas de reequipamento militar, designadamente aqueles em que não há ainda contratos de aquisição firmados, com o objetivo de não terem “impacto significativo do ponto de vista orçamental” até 2013.

Segundo o ministro da Defesa, os programas de reequipamento serão prosseguidos, “mas sem ter impacto significativo do ponto de vista orçamental até 2013 porque as condições financeiras e orçamentais do país o não permitem”.

A “recalendarização” incidirá sobre programas como a substituição de armamento ligeiro, a aquisição de viaturas táticas ligeiras, a constituição de capacidade em helicópteros ligeiros, a modernização dos aviões de transporte C-130 e o navio polivalente logístico.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Fevereiro 05, 2011, 01:51:18 pm
Varias auditorias do Tribunal de Contas a LPM:

http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_acom ... 006-2s.pdf (http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_acomp/acomp-rel001-2006-2s.pdf)

http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_audi ... 008-2s.pdf (http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2008/audit-dgtc-rel031-2008-2s.pdf)

http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_audi ... 009-2s.pdf (http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2009/audit-dgtc-rel033-2009-2s.pdf)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: nelson38899 em Julho 12, 2011, 10:12:53 am
Citar
A taxa de execução financeira da Lei de Programação Militar (LPM) no ano passado foi de 88,6%, correspondendo a 288 milhões de euros, de acordo com o relatório de execução da lei em 2010 a que a Lusa teve acesso.

A Marinha foi quem gastou mais, 103 milhões de euros. Seguiram-se os Serviços Centrais de Suporte (74,1 milhões de euros), o Exército (60,4 milhões), a Força Aérea (45,7 milhões) e o Estado Maior General das Forças Armadas (4,8 milhões).

"A não descativação da totalidade da dotação" em 2010 - no ano passado foram cativadas 40 por cento das dotações afetas à LPM - originou uma desorçamentação suplementar, tendo colocado em causa o cumprimento de compromissos assumidos, numa multiplicidade de projetos, com repercussões nos anos seguintes", lê-se no documento.

O relatório refere também que "a resolução desta situação implicará (...) um esforço acrescido na procura e descoberta das soluções" que "dentro dos atuais limites orçamentais permita ao Estado cumprir com os seus compromissos assumidos".

Nas conclusões do documento lê-se ainda que "a revisão da LPM assume, perante este cenário, uma importância capital, em termos de soluções de financiamento e de adequação às reais necessidades".

O Relatório de Execução da Lei de Programação Militar faz uma síntese da situação de cada medida prevista na LPM, ao nível de projetos e subprojetos, bem como os sistemas de armas e equipamentos adquiridos ou em processo de aquisições pelas Forças Armadas.

A medida de capacidades conjuntas, que visa adotar princípios de racionalidade operacional e de gestão técnica e financeira, absorveu mais de 61,2 milhões de euros em 2010, dos quais 53,1 milhões correspondem à rubrica de helicópteros.

O documento refere ainda que mais de seis milhões de euros foram destinados a rádios, além de 1,3 milhões empregues em Capacidade Logística, e mais de 749 mil euros para Capacidade de Projeção de Forças e viaturas quatro por quatro.

Esta medida assenta nos "projetos estruturantes" de "Projeção de Forças e Capacidade Logística, Helicópteros, Armamento Ligeiro, Equipamento Rádio Tático e Viaturas Táticas Ligeiras de Rodas"

dn.pt

Alguém pode-me enviar o link deste relatório??
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: P44 em Julho 12, 2011, 10:39:20 am
10 F-16 á venda:

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interi ... id=1905051 (http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1905051)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: nelson38899 em Julho 13, 2011, 09:53:25 am
Citar
Os peritos da DGAIED, avaliaram o ano de 2010, projectando igualmente o ano de 2011. No capítulo sobre a Análise Global da execução da LPM está escrito que, depois de considerados os compromissos assumidos e previstos para 2011 e a cativação de 40 por cento ordenada pelo anterior Governo, se prevê “um défice de 48, 997 milhões de euros” para 2011 no total das estruturas militares.

O risco centra-se nos investimentos previstos para o Exército. O saldo, neste ramo, após a cativação de 61 milhões de euros negativos. O relatório cita a justificação apresentada pelo Exército, que denuncia a “descapitalização”, ocorrida nos últimos anos, de projectos que já vinham de 2006. E elenca-os: investimentos previstos em matérias como comando e controlo, artilharia de campanha, artilharia anti-aérea, armamento anti-carro, material específico para forças especiais, vigilância do campo de batalha e sistema de defesa NBQR (armas químicas, biológicas e nucleares).

O problema não é de agora. O relatório conclui que a cativação – o ministério das Finanças deu ordem para reter uma percentagem das verbas orçamentadas – teve um efeito pernicioso, “agravando o défice crónico de que a LPM padece”.

Basicamente, 40 por cento do dinheiro que estava previsto gastar em equipamento e serviços militares ficou congelado. Os responsáveis pelo relatório acrescentam depois que a tutela e as Forças Armadas tiveram de adequar os investimentos a essa nova realidade. Só assim, se atingiu uma taxa de execução da LPM cifrada nos 88 por cento. E admitiram que não estavam em condições de apresentar o défice real relativo ao ano passado: “Como resultado, os diferentes capítulos adequaram o planeamento de projectos às disponibilidades máximas definidas superiormente, o que originou uma percentagem de execução elevada relativamente a anos transactos, não sendo possível reflectir, à semelhança dos relatório passados, o défice real relativo a 2010”.

Ainda sobre o ano de 2010, nas conclusões, o tema da cativação volta ser abordada para explicar que essa medida “colocou em causa a execução de uma multiplicidade de projectos e o cumprimento de compromissos assumidos por parte do Estado.”

Depois do diagnóstico feito, o relatório apresenta como única solução para o problema, a pura e simples “desactivação materializada através de reforço orçamental”. E os peritos acrescentam ainda que os responsáveis têm uma tarefa extra para este ano: não terão outra solução senão fazerem “um esforço acrescido na procura de soluções imprescindíveis à execução da LPM, assim como a adopção de critérios de flexibilidade e estabelecimento de prioridades” para executar os investimentos previstos para este ano.

Durante o ano de 2010, o Estado português gastou assim 288 milhões em reequipamento e modernização de material militar. A Marinha foi o ramo em que os investimentos foram mais elevados, com mais de 108 milhões de euros. No outro extremo ficou a Força Aérea com 46 milhões de euros.

Projectos afectados em 2010

Aviões C-130
Projecto que tinha como objectivo modernizar seis aviões de transporte da Força Aérea, C-130. Estava previsto para 2010 a criação de uma equipa técnica para arrancar com os trabalhos. Como o Estado não conseguiu vender os helicópteros PUMA – para o que se previa um encaixe de 45 milhões de euros - “não foi viável prosseguir com os trabalhos” por “falta de financiamento”.

Alouette III
Desde 2006 que se previa substituir os helicópteros ligeiros Alouette III. Mas “não foi possível prosseguir com o subprojecto devido à forte desorçamentação”. Para este projecto estva pensado um investimento de 102 milhões de euros “correspondente a 12 helicópteros”.

Torpedos
A aquisição de 24 torpedos para os novos submarinos da Marinha atrasou-se três meses “uma vez que teve de aguardar autorização ministerial para pagamento, obtida em Novembro”.


Mísseis
A duração das negociações levou a um atraso de sete meses na aquisição de mísseis “Sub-Harpoon” para os novos submarinos.DAE
Os SEAL portugueses – Destacamento de Acções Especiais do Corpo de Fuzileiros – não viram chegar o armamento previsto para “defesa próxima, combate próximo e acções especiais” – com um custo de 5 mil euros - uma vez que a verba estimada “foi totalmente afectada pela cativação”. A compra de material de mergulho – na ordem dos 85 mil euros - foi também “totalmente afectada pela cativação”.

Tendas
A aquisição de tendas e outro material de campanha (investimento de 133 mil euros) para utilização dos Fuzileiros “foi totalmente afectadas pela cativação”

Poluição
A cativação dos 353 mil euros destinados ao projecto Equipamento Plano Mar Limpo cancelou a aquisição de material de combate de incidentes de poluição no mar.

Auto-Metralhadoras
A intenção era substituir o armamento em 33 veículos blindados do Brigada de Intervenção do Exército. Foram cativados os seis milhões de euros dotados, encontrando-se por isso o projecto “suspenso”.

Artilharia Anti-áerea
O Exército previa investir 26 milhões de euros num conjunto de equipamentos para bateria de artilharia anti-aérea. “O projecto encontra-se suspenso por força das medidas previstas no PEC”

Munições
O Exército previa gastar em 2010 um milhão de euros em munições e explosivos para as unidades operacionais. “Todas as actividades/aquisições” foram “suspensas” para que a verba fosse transferida para o projecto de veículos blindados sobre rodas.

Binóculos
O Exército pretendia dotar as unidades destinadas ao Battle Group da União Europeia com material e equipamento de vigilância no campo de batalha. 200 mil euros para 20 binóculos laser e infra-vermelhos e 12 distanciómetros – equipamento electrónico para definição de distâncias – que foram transferidos para outro projecto.

TACOMS
Servia para criar condições para o participação da indústria nacional no desenvolvimento de sistemas de comunicações tácticas. Portugal está envolvido desde 1998. Foi decidido o abandono de Portugal deste projecto em 2011.
http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/relatorio-alerta-para-buraco-de-49-milhoes-de-euros-nas-forcas-armadas-em-2011_1502618?p=1
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: HSMW em Julho 14, 2011, 01:08:12 am
Esses TACOMS poderia ter retorno...   :|
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: dc em Julho 20, 2011, 11:33:19 am
Boas

Esses 26 milhões referentes à artilharia anti-aérea seriam para que sistema, Avenger, Stingers, radares :?  
A um preço de 30 mil cada viatura (duvido que fossem assim tão baratos) dava um total de 27 milhões, ou seja o mesmo dos tais sistemas anti-aéreos. :evil:
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Agosto 03, 2011, 11:58:38 pm
http://static.publico.pt/homepage/infog ... militares/ (http://static.publico.pt/homepage/infografia/sociedade/militares/)

so dados errados..
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Cabecinhas em Agosto 07, 2011, 12:45:29 pm
Nem há possibilidade se comentar a informar que os dados estão errados.
Também não me admira, um Sargento-Mor de Abastecimentos da Armada, que me ajudou a criar, disse-me que a marinha tinha 12 Lynx... eu ainda tentei "corrigir", mas...  :shock:
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Camuflage em Agosto 07, 2011, 12:47:27 pm
Já alguém escreveu ao Público alertar para os dados errados, fornecendo a devida correcção?
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Setembro 01, 2011, 11:00:13 am
Posso-vos assegurar, que nos planos médios/a longo prazo da FAP há a intenção de adquirir UAV/MALE e substituir os C-130H ( esta ultima não é novidade).

Na minha opinião a industria Israelita é a melhor cotada para tal..
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: dc em Setembro 12, 2011, 12:37:44 pm
Acho bem que haja essa intenção de adquirir UAVs, mas há um problema, no que diz respeito às forças armadas a aquisição de equipamento a curto prazo são na volta de 15 anos, médio prazo devem ser 30 e longo prazo entre os 40/50 anos.  :?
A meu ver a médio/longo prazo não pode ser pois temos paises à nossa volta que já têm ou vão adquirir UAVs daqui a pouco tempo, caso de Marrocos que vai adquirir o MQ-1 Predator e Espanha que está a desenvolver o Barracuda juntamento com a Alemanha e nós semn nada dentro dos próximos anos.
Mas de qualquer maneira penso que se poderia abrir uma discussão em que apresentassemos as diferentes possibilidades.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Setembro 15, 2011, 01:11:06 am
Citar
O ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco, disse hoje que as aquisições e prioridades militares estão a ser reavaliadas, e serão conhecidas na discussão do Orçamento de Estado para o próximo ano.

Questionado sobre o contrato das viaturas blindadas Pandur, o ministro afirmou que "o processo está em análise jurídica", bem como "outras aquisições para as Forças Armadas", à margem do exercício de prontidão do terceiro contingente de militares portugueses que este mês parte para o Afeganistão. O titular da pasta da Defesa reforçou que "tudo tem um processo de análise, entre o Governo e as chefias militares", sendo "necessário encontrar um equilíbrio dentro da quadratura difícil que o pais atravessa".
O "contrato com as Pandur está em vigor, e em breve haverá uma decisão da relação contratual", disse, garantindo apenas "a gestão correta dos dinheiros públicos". Aguiar-Branco escusou-se a referir que cortes específicos, e em que armas serão reduzidas as verbas, repetindo que "no orçamento de Estado é que se fazem opções, e é onde se sabem as verbas que são afectas", para cumprir missões das Forças Armadas. O ministro comentou que podem ser "aviões, carros ou motorizadas, todos os processos estão em avaliação", e a "comunicação do Governo não é a que a comunicação social acha" que deve ser, "nunca houve data para dar a informação, porque vai coincidir com a discussão do Orçamento do Estado".
O ministro explicou que "alguns processos de decisão também ultrapassam o próprio Governo", e que na "hora certa e no momento certo, serão comunicadas as opções" para a Defesa Nacional. Aguiar Branco escusou-se ainda a responder a perguntas dos jornalistas sobre o hospital das Forças Armadas, aquisição dos helicópteros para o Exército "NH-90", e a redução de efetivos previsto no memorando de entendimento da 'troika'. O ministro, convidado a comentar as palavras do autarca de Faro do PSD, Macário Correia, que durante uma entrevista à Rádio Renascença classificou a estrutura militar como "altamente cara e despesista", disse primeiro "não comentar e que respeita muito" o autarca.
Aguiar-Branco respondeu depois que o presidente da Câmara de Faro "não tem conhecimento da actividade em exercício das Forças Armadas portuguesas, e que essa afirmação deve ser feita por alguém que conhece muito de autarquia mas desconhece as forças armadas". O ministro da Defesa assistiu esta manhã ao exercício de prontidão e capacidade da força "Kabul 112", do terceiro contingente de militares portugueses que vão integrar a missão da NATO no Afeganistão.

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Anónimo
14.09.2011/23:52
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denunciar este comentário »Só se for para os militares começarem a reforçar o policiamento junto da PSP e GNR...caso contrário é só para rir !


   
Anónimo
14.09.2011/22:27
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denunciar este comentário »Cambada... vão mas é trabalhar deixem a vida dos outros em paz! criticar os Politicos e ( falhados ) e ( xulos ) e ( vigaristas ) dos politicos não sabem vocês criticarem!!!! Apredam a viver cambada de desgraçados!!!! O pais está assim por causa das pessoas que não pagam impostos!! que se safam a tudo e se passeiam em grandes audis e bmw´s mas isso vocês não sabem criticar!!! cambada de ingratos!!!! Trabalhem.... ***!!!! se gostam tanto da tropa porque é que não ficaram lá ou não ficam lá!!!!!! eu sei porquê!! são fracos... muito fracos! eu bem os vejo lá e cá fora!!! Eu vejo cá fora muita gente a trabalhar. Vejo vejo!!!! Cambada...


   
afonso
14.09.2011/19:58
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denunciar este comentário »E os submarinos do Portas já saíram da oficina de reparações?


   
Joaquim António rodrigues
14.09.2011/19:43
Responder
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denunciar este comentário »Respondendo ao Paulo f. Se a palavra garotões me é dirigida, não saber se fui á tropa e não saber o que são necessidades, quero dizer - lhe que estive no exército quase quatro anos, que fui ainda utilizar a farda cinzenta no RI3 em Beja, no tempo em que punham montes de botas na parada e mandavam escolher, botas essas que davam para fazer uma série de recrutas, que comia - mos mal e porcamente, que preparavam em vez de militares, preparavam carne para canhão porque era preciso mandar soldados para Angola, Moçambique e Guiné rapidamente. Posto isto quando falo em tubarões martelo, só gente com a mentalidade desses tubarões, não ve que a prioridade é tirar o país da crise, e não o apetrechamento das forças armadas, para irem para o estrangei


   
paulo f.
14.09.2011/19:22
Responder
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denunciar este comentário »Cambada de ingratos, já se esqueceram de quem vos devolveu a liberdade? Já se sabe que quem diz mal das Forças Armadas são na maioria uns garotões que nem á tropa foram, uma geração que não sabe o que são dificuldades habituados a ter tudo, mal educados que dizem asneiradas nos transportes públicos que não respeitam ninguém etc os pais é que são os principais culpados pois andaram a criar uns monstros e agora é tarde.


   
António Melo
14.09.2011/21:25
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denunciar este comentário »Quem diz mal de Forças Armadas de carreiristas, cobardes, chulos de academias e burros que não fizeram mais nada na vida é um ser racional, patriota e consciente dos problemas que o país atravessa. Quem ataca a instituição Forças Armadas em si mesma é um ignorante e um ***. Quanto a garotões, geralmente que diz é quem é. Já agora, tirando o injustiçado Salgueiro Maia, a abrilada foi feita por incompetentes e chulos do QP, que de guerra só conheciam a do ar-condicionado em Luanda, Bissau e Lourenço Marques, andando sempre a lamber botas nos Estados-Maiores e a espezinhar quem andava de canhota no mato, ou seja, maioritariamente MILICIANOS. Ó Paulo F(alhado), quem nunca andou na forma foste tu, ó soldadito de chumbo.
   
Joaquim António rodrigues
14.09.2011/18:50
Responder
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denunciar este comentário »O senhor ministro, deve apetrechar as forças armadas com mais e moderno equipamento. Alguém têm duvidas das ameaças por exemplo no Algarve, de um possivel ataque de tubarões martelo? Temos que estar preparados pois se eles avançam por terra dentro, podem originar milhares de vitimas.


   
YOU WANT WAR
14.09.2011/22:38
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denunciar este comentário »Pelos visto você não soube interpretar o texto. E o burro são os outros.
   
Dr. Strangelove
14.09.2011/18:15
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denunciar este comentário »Para quando acabar com a participação das tropas portuguesas em missōes ao serviço da NATO, que custam ao país uma barbaridade? Não há ninguém que tenha tomates para dizer à organização que o país está em recessão e que não tem meios económicos para desperdiçar de forma tão inútil.Se quizerem que paguem os custos!Aqui têm uma gordura que podem cortar!


   
Portugal está
15.09.2011/00:56
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denunciar este comentário »Portugal está em recessão há dezenas de anos! Os portugueses podem até dizer aos aliados que não conseguem cumprir a sua parte mas os aliados também podem dizer aos portugueses que não estão para aguentar um peso-morto!
   
Generais sentados III
14.09.2011/18:05
Responder
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denunciar este comentário »Não quisemos deixar de relembrar estes episódios da história do país, extremamente elucidativos quanto ao papel do exército permanente e da classe dominante quando confrontados com a invasão por parte de forças estrangeiras; foi sempre um papel de fuga e cobardia.


   
Irmãos Falâncio
14.09.2011/18:10
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denunciar este comentário »E o Povo,pá!
   
X.U,.LOS
14.09.2011/18:02
Responder
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denunciar este comentário »MAIS DEPESA E BRINQUEDOS PARA ESSA GENTE ANDAR A BRINCAR ÀS GUERRAS ?VÃO TODOS PARA O CA.RALHO QUE VOS P.ARIU POIS EU COM UMA SIMPLES FACA CONSIGO CORTAR MAIS T,OMATES QUE ESSES GENERAIS DE SECRETARIA TODOS JUNTOS.


   
Generais sentados II
14.09.2011/17:55
Responder
Partilhar: Email | Facebook | Twitter
denunciar este comentário »Com as invasões francesas, uma situação mais humilhante se vive no país, não só o exército desaparece como a realeza foge para o Brasil, permitindo que a Inglaterra tome conta do comércio com aquela colónia, o único comércio português que ainda lhe esapava e ocupe militarmente a ilha da Madeira...


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Essse Macário Correira que olhe para o cancro que são as câmaras municipais, mas "VOZES DE BURRO , NÃO CHEGAM AO CÉU"
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Outubro 05, 2011, 11:53:50 pm
Vi hoje na RTPinformação, que a revisão da LPM estará pronta em Janeiro, vamos ver o que nos sai na rifa. :mrgreen:
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Outubro 06, 2011, 11:34:22 pm
Citar
quarta-feira, 5 de Outubro de 2011 | 07:00  Imprimir  Enviar por Email    

Defesa: Revisão da LPM concluída no início de 2012


A revisão da Lei de Programação Militar, que deveria ter sido feita em 2009, estará concluída no início de 2012, garantiu hoje o secretário de Estado da Defesa, sublinhando que haverá «necessariamente» ajustamentos nos projetos previstos por causa dos constrangimentos orçamentais.
«No âmbito de uma revisão desta natureza, e considerando as restrições orçamentais que temos, todos os projetos terão de ser profundamente estudados, reavaliados, de modo a conseguirmos enquadrar a situação orçamental que vivemos com as reais necessidades das Forças Armadas. Nesse sentido, o que teremos é uma revisão da lei que permita alguma eventual recalendarização de alguns dos projetos e, portanto, algum ajustamento nos projetos terá necessariamente de haver», afirmou Paulo Braga Lino, em entrevista à agência Lusa.

O secretário de Estado Adjunto e da Defesa Nacional recusou mencionar «projetos concretos» que poderão ser «renegociados», «recalendarizados» ou mesmo «abandonados» porque «tudo tem de ser avaliado» e seria «prematuro e quase irresponsável» fazer referências nesse sentido.

Diário Digital / Lusa
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Outubro 12, 2011, 05:50:41 pm
Citar
O ministro da Defesa revelou hoje que a compra de helicópteros NH-90 para o Exército vai ser renegociada no âmbito dos constrangimentos orçamentais e que a possibilidade de participação nacional no projecto dos KC-390 passou para a tutela da Economia.

"Os NH-90 é um dos programas que está a ser avaliado e nas várias componentes que ele tem. Não se pode esquecer que há contratos assinados, há desejos e obrigações jurídicas assumidas e é preciso encontrar a bissetriz entre essas duas realidades. O que posso dizer é que a necessidade de negociar existe e ela acontecerá. Darei em momento oportuno nota da sua conclusão", afirmou José Pedro Aguiar-Branco na comissão parlamentar de Defesa Nacional e em resposta a uma questão colocada pelo deputado do PCP Jorge Machado. O deputado comunista questionou o ministro sobre o que pretendia fazer em relação a este projecto com custos totais previstos de 600 milhões de euros, segundo disse, num contexto de austeridade.
Na resposta, o ministro insistiu em que o projecto é gerido pela Empresa de Meios Aéreos (EMA), que é "um programa cooperativo", que "existem obrigações assumidas, penalizações, um conjunto de circunstâncias que fazem com que a gestão desta situação tenha várias componentes a considerar". Outras das questões colocadas por Jorge Machado foi sobre a possibilidade de compra de aviões brasileiros KC-390 e da participação portuguesa na construção destes aparelhos. Aguiar-Branco revelou então que quando tomou posse considerou que "este projecto ultrapassava a pura lógica da defesa nacional" já que "tem a ver com a implementação e potenciação de um cluster aeronáutico em Portugal e com a possibilidade de empresas portuguesas da área do software e indústria poderem participar num projeto mais alargado".
Neste contexto, afirmou, o Ministério da Economia passou a "liderar a gestão desse dossier com a Embraer", a empresa brasileira que está à frente do projecto. Segundo Aguiar-Branco, "muito em breve" o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, apresentará as conclusões sobre a avaliação da participação portuguesa nesse projeto que, insistiu, "está para lá da pura lógica de compra de um avião militar". No entanto, adiantou que é "previsível a participação portuguesa na construção" daquele avião. A Embraer, terceira maior fabricante mundial de aviões, tinha acordado com o Governo anterior a construção de duas fábricas em Évora, com início das operações previsto para 2012. Em Setembro de 2010, o Governo português e a fabricante anunciaram a participação de Portugal no programa de desenvolvimento do jato de transporte militar KC-390.
A Embraer é, em consórcio com a EADS, o maior accionista da portuguesa OGMA, detendo ambos 65% do capital da empresa portuguesa. O Estado português detém os restantes 35 por cento da OGMA, através da "holding" Empordef. Durante a audição parlamentar de hoje, Aguiar-Branco recusou-se a adiantar qualquer número concreto em relação aos orçamentos da Defesa para 2012, para além dos cortes já conhecidos nas verbas destinadas às missões internacionais, que rondarão os 30%. O ministro limitou-se a assegurar que eventuais outro cortes, onde se inserem estas renegociações de contratos relacionados com os equipamentos, e a diminuição de efctivos nas Forças Armadas, nunca porão em causa a missão atribuída às Forças Armadas ou o funcionamento das instituições militares.

Cheira-me que não vamos ver nem em 2020 helis no Exército, (NH-90) diga-se. :mrgreen:


Nada que não fosse esperado, o mesmo se passa com a suposta compra de 6 KC-390 pela FAP.....
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Get_It em Outubro 12, 2011, 07:30:55 pm
Sou o único a não gostar de termos de engolir com o KC-390 na FAP?

Cumprimentos,
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Outubro 12, 2011, 09:29:25 pm
Citação de: "Get_It"
Sou o único a não de termos de engolir com o KC-390 na FAP?

Cumprimentos,

Não não é...Mas as hipoteses são:

-C-17 (no money)

-A-400 (preço está nas nuvens)

-C-130J (poderá  ser hipótese, mas acabará por ir dar ao mesmo do KC-390, em termos de capacidade de carga, embora não me agrada muito a ideia de um avião de carga com motores turbo-reactores a operar em pistas não preparadas e cheias de detritos.....)

Falta saber, se queremos ter um avião que projecte forças nacionais a longas distancias, ou então um avião que consiga reforçar qualquer ponto do território nacional, pelo andar da carruagem, vejo a segunda hipótese, a médio prazo...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Novembro 15, 2011, 05:58:47 pm
Ao que parece a modernização dos C-130, vai começar, no entanto os NH-90 e mais PANDUR, ficam "freezed".
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: nelson38899 em Novembro 15, 2011, 07:08:05 pm
Por um lado faz sentido.

O C130 é dos sistemas de projecção de forças, que Portugal dispõe no presente mais importantes.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Kalil em Novembro 15, 2011, 08:44:43 pm
Citação de: "typhonman"
Citação de: "Get_It"
Sou o único a não de termos de engolir com o KC-390 na FAP?

Cumprimentos,

Não não é...Mas as hipoteses são:

-C-17 (no money)

-A-400 (preço está nas nuvens)

-C-130J (poderá  ser hipótese, mas acabará por ir dar ao mesmo do KC-390, em termos de capacidade de carga, embora não me agrada muito a ideia de um avião de carga com motores turbo-reactores a operar em pistas não preparadas e cheias de detritos.....)

Falta saber, se queremos ter um avião que projecte forças nacionais a longas distancias, ou então um avião que consiga reforçar qualquer ponto do território nacional, pelo andar da carruagem, vejo a segunda hipótese, a médio prazo...

E o preço do C-130J? A quase 100 milhões - novas unidades - também não parece ser uma possibilidade.

Não sei se é possível adquirir aviões em 2ª mão e "renová-los" para mais uns anos de serviço?

Cumprimentos
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Novembro 15, 2011, 08:54:14 pm
C-130J , 65 a 70 milhões de euros.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Novembro 19, 2011, 06:16:47 pm
Do Relatorio de Gestao 2010 da Forca Aerea:

Citar
5.5.Capacidades Militares
A Directiva Ministerial de Defesa para 2010-2013 contém orientações específicas,
enquadradas com a situação actual do país e com as recentes transformações no âmbito do
planeamento de defesa da NATO e UE, orientadas segundo processos de planeamento por
capacidades.
No ano de 2010 foram realizados trabalhos de revisão da Lei Programação Militar (LPM), por
Despacho do MDN, com o objectivo de actualizar e adequar os programas e projectos nesta
incluídos. A Força Aérea ajustou os seus programas e projectos, de modo a preencher as lacunas
identificadas, de uma forma minimalista, mas que garanta um conjunto de meios modernos e
adequados ao cumprimento das missões atribuídas superiormente e assegure os compromissos já
assumidos.
Neste contexto, no curto/médio prazo, situa-se a modernização do sistema de armas C-130, a
aquisição dos helicópteros ligeiros, a manutenção das actualizações do sistema de armas F-16, a
substituição dos sistemas de armas de treino de pilotos. A médio/longo prazo salienta-se a
substituição do sistema de armas C-130 e a aquisição da capacidade UAS/MALE.

Nao vejo nenhuma referencia a extensao do SICCAP aos Acores ??? Mas o restante mantem-se tudo o que estava previsto, a unica novidade e a capacidade UAS/MALE.

http://ec.europa.eu/enterprise/policies ... t_2_en.pdf (http://ec.europa.eu/enterprise/policies/security/files/uav_study_element_2_en.pdf)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Kalil em Novembro 21, 2011, 01:00:23 am
Citação de: "typhonman"
C-130J , 65 a 70 milhões de euros.

Creio que vi contratos no Deagel para o Barhein(?) a 100M, mas não serão valores de confiança então.

De qualquer das formas, é improvável que no futuro se invista em simultãneo no k-390 e em novos C130, não?
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Fevereiro 22, 2012, 02:45:17 am
Para quando ? ...


http://www.netmadeira.com/noticias/poli ... io-de-2012 (http://www.netmadeira.com/noticias/politica/2011/10/5/revisao-da-lpm-concluida-no-inicio-de-2012)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Setembro 19, 2012, 04:12:55 pm
Relatorio de Auditoria "Acompanhamento da LPM 2006-2011" que foi publicado no passado dia 10 de Agosto.

http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_audi ... 012-2s.pdf (http://www.tcontas.pt/pt/actos/rel_auditoria/2012/2s/audit-dgtc-rel022-2012-2s.pdf)

Apresenta todos os problemas e "imbroglios" que envolveram os principais programas que foram executados nesta LPM.

Na minha opiniao e apesar de ter ficado muito por concretizar e de se terem "esbanjado" rios de dinheiro com os Leasings...ainda foram bastante importantes os programas que se realizaram:

Servicos Centrais:
 - Helicopteros EH101

Exercito:
 - Pandur (nao concluido)
 - Leopard 2A5

Marinha:
 - Submarino U209PN
 - Fragatas Bartolomeu Dias

Forca Aerea:
 - MLU dos F16
 - Armamento F16
 - Modernizacao P3C
 - Avioes C295

E por ultimo e ver as taxas de realizacao da LPM entre 2006 e 2011 e os valores de execucao, para se verificar os ramos que sabem realizar os seus projectos:

SCS              - 80 %  (377 ME)
EMGFA         - 74%   (  35 ME)
Marinha       - 70%   (430 ME)  
Exercito       - 55%   (330 ME)
Forca Aerea  -90%   (442 ME)

Notas:
No caso da Marinha a taxa de execucao e valor de execucao deviam ser bem maiores, uma vez que o Ministerio das Financas pagou os Submarinos a pronto por 1001 ME

Os EH101 foram adquiridos para a Forca Aerea, o que aumenta por isso bastante os valores de execucao deste ramo, o que aliado a sua elevada taxa de execucao, significa que este ramo realizou praticamento todos os seus projectos inscritos na LPM...muito impressionante !!! ficaram apenas por realizar os novos helicopteros Ligeiros e a Modernizacao dos C130.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Lightning em Setembro 19, 2012, 08:50:46 pm
Citação de: "paraquedista"
No caso da Marinha a taxa de execucao e valor de execucao deviam ser bem maiores, uma vez que o Ministerio das Financas pagou os Submarinos a pronto por 1001 ME

Se os Navios de Patrulha Oceânica, Navios de Combate à Poluição e as Lanchas de Fiscalização Costeira tivessem sido construidos...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 20, 2012, 11:08:52 am
Relacionado com o assunto:

Citar
NÚMEROS DA DEFESA NACIONAL NOS PAÍSES DA NATO E EM PORTUGAL

 :arrow: http://www.operacional.pt/numeros-da-de ... -portugal/ (http://www.operacional.pt/numeros-da-defesa-nacional-nos-paises-da-nato-e-em-portugal/)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Setembro 20, 2012, 04:59:04 pm
Citação de: "Lightning"
Citação de: "paraquedista"
No caso da Marinha a taxa de execucao e valor de execucao deviam ser bem maiores, uma vez que o Ministerio das Financas pagou os Submarinos a pronto por 1001 ME

Se os Navios de Patrulha Oceânica, Navios de Combate à Poluição e as Lanchas de Fiscalização Costeira tivessem sido construidos...

Posso estar enganado, mas penso que os Patrulhas Oceanicos, Navios de Combate a Poluicao e as Lanchas de Fiscalizacao nao estavam incluidas na LPM...penso que eram parte do PIDDAC ?!?!

O que ficou por fazer para a Marinha foi o Navio Polivalente Logistico, que estava incluido nos Programas Conjuntos da LPM.
A Forca Aerea realizou praticamente tudo, os helis ligeiros e a modernizacao dos C130 eram projectos bem pequenos e com a menor prioridade.
O Exercito e que so realizou pouco mais de metade dos valores que tinha incritos na LPM...o que nao me supreende nada...muita "chafarica" e pouco produto...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 12, 2012, 11:15:15 am
Citar
Programação Militar com corte de mais de 40%
11.10.2012 - 21:55 Por Lusa

29 de 39 notícias em Economia
« anteriorseguinte »As verbas referentes à Lei de Programação Militar (LPM) vão manter uma redução de 40% e sofrer um corte adicional de 5,71 por cento em 2013, segundo uma versão preliminar do Orçamento do Estado.

No documento refere-se que, durante o ano de 2013, a dotação inscrita referente à LPM é reduzida em “40% como medida de estabilidade orçamental”, decorrente da aplicação de uma resolução do Conselho de Ministros aprovada em 2010, para além de um corte de 5,71% como “medida adicional de estabilidade orçamental”.

No Orçamento para 2012, a verba atribuída à LPM (de 230,7 milhões de euros) já tinha sido reduzida em 17,1% em relação a 2011.

O documento fixa o quantitativo máximo de militares em regime de contrato e de voluntariado nas Forças Armadas, para 2013, em 17500 militares, sendo a sua distribuição a seguinte: Marinha, 2073, Exército, 12786, Força Aérea, 2641.

A versão preliminar do Orçamento para 2013 estipula ainda que “o produto da alienação, da oneração, do arrendamento e da cedência de utilização de imóveis” do Ministério da Defesa podem, “até 75 por cento” e por despacho das Finanças, ser destinado ao “reforço do capital do Fundo de Pensões dos Militares, à regularização dos pagamentos efectuados e ainda a despesas com a construção e manutenção de infraestruturas e à aquisição de equipamentos”.

Para além disso, “todas as admissões de pessoal militar e militarizado” continuam a carecer de parecer prévio “dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das Finanças”.

A comparticipação às farmácias relativamente a medicamentos, por parte dos sistemas de Assistência na Doença dos Militares, passa a constituir “encargo integral assumido pelo Serviço Nacional de Saúde”, tal como a comparticipação às entidades prestadoras de serviços a pessoal que recorra a meios de diagnóstico complementares, mas neste caso apenas “a partir de 1 de Julho de 2013”.

Esta é uma versão preliminar da proposta de Orçamento do Estado (OE) e resulta da reunião do Conselho de Ministros de quarta-feira e trata-se de um documento que ainda pode ser alterado.

A proposta de Orçamento deverá ser entregue no Parlamento na segunda-feira, dia 15 de Outubro

http://economia.publico.pt/Noticia/prog ... 0--1566968 (http://economia.publico.pt/Noticia/programacao-militar-com-corte-de-mais-de-40--1566968)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: paraquedista em Junho 17, 2014, 12:50:18 pm
Um pouco confuso...mas acho que ainda sera este ano que FINALMENTE a LPM sera revista... e passara a ter 3 periodos de 4 anos.

http://www.google.ca/url?sa=t&rct=j&q=& ... LXQ4AwpKog (http://www.google.ca/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=5&ved=0CEMQFjAE&url=http%3A%2F%2Fdre.pt%2Fpdfgratis2s%2F2014%2F06%2F2S105A0000S01.pdf&ei=kiqgU6qTOoOGyAS474LYCg&usg=AFQjCNFkR_O3-dMd2Q4F7VK1ZWeIYy43pA&sig2=AL3k9fxsEKSgLXQ4AwpKog)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Março 27, 2015, 03:56:55 pm
Como diz o Luso "anda tudo a nanar": www.sol.pt/noticia/127968 (http://www.sol.pt/noticia/127968)  :N-icon-Axe:
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Alvalade em Abril 20, 2015, 01:11:25 pm
http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?Path=6148523063446f764c324679626d56304c334e706447567a4c31684a5355786c5a793944543030764d304e4554693942636e463161585a765132397461584e7a5957387654334a6b5a57357a4947526c4946527959574a68624768764c304e45546c3878587a45354e5335775a47593d&Fich=CDN_1_195.pdf&Inline=true

Citar
   ARTV
15:00    Comissão de Defesa Nacional
          Audição do Ministro da Defesa Nacional
           direto
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Luso em Abril 20, 2015, 03:32:32 pm
Gosto é do logo da Assembleia da República.
Parece de um restaurante ou albergue.
Ou de uma casa de p#tas.

Belo indicador do tal "sentido de estado".

Todas as instituições do Estado e autarquias foram afectadas por esta vontade de "mudar de imagem", muito "empresarial" e nada institucional, pouco evocando a dignidade de um serviço e de uma comunidade.
Porque numa empresa, tudo se vende e tudo se compra.

Perdoem o aparte.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Alvalade em Abril 21, 2015, 03:16:38 pm
http://www.canal.parlamento.pt/h264.html (http://www.canal.parlamento.pt/h264.html)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Maio 18, 2015, 10:17:24 am
LEI ORGÂNICA N.º 6/2015 - DIÁRIO DA REPÚBLICA N.º 95/2015, SÉRIE I DE 2015-05-1867232586
Assembleia da República
Aprova a lei das infraestruturas militares e revoga a Lei Orgânica n.º 3/2008, de 8 de setembro

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/672 ... h=j0JhyY3S (https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/67232586/details/maximized?p_auth=j0JhyY3S)


LEI ORGÂNICA N.º 7/2015 - DIÁRIO DA REPÚBLICA N.º 95/2015, SÉRIE I DE 2015-05-1867232587
Assembleia da República
Aprova a lei de programação militar e revoga a Lei Orgânica n.º 4/2006, de 29 de agosto


https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/672 ... h=j0JhyY3S (https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/67232587/details/maximized?p_auth=j0JhyY3S)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 17, 2018, 06:23:04 pm
Ora muito bem...volvidos 3 anos...o circo continua e devemos ter novidades em breve acerca dos investimentos de centenas de milhões de euros que nunca vão ser concretizados...

Citar
Reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional
O Conselho Superior de Defesa Nacional irá reunir no próximo dia 21 de setembro, pelas 14h30 no Palácio de Belém, sob a presidência do Chefe de Estado. A agenda terá um ponto único: Lei de Programação Militar.

http://www.presidencia.pt/?idc=10&idi=152695
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Setembro 22, 2018, 02:33:40 pm
As LPM's são muito úteis num País onde os orçamentos anuais das FFAA nunca são cumpridos!

Em Portugal faz todo o sentido haver essa treta das LPM's pois, vão empurrando as verbas mais altas alocadas aos gastos com a Defesa para as calendas, nunca havendo responsáveis pelas não concretizações desses investimentos, permanecendo desse modo as lacunas e limitações operacionais das FFAA que todos bem conhecemos !

Portugal com um PIB de 190 mil Milhões, em 2017, se tivesse alocado as FFAA 1,5%, Reais do PIB sem cativações, ou seja 2.850 milhões de euros, não tinha necessidade nenhuma de ter de vez em quando esta merda das LPM's, que não são mais do que uma segunda maneira que os políticos tem de desviar mais umas largas centenas de milhões de Euros dos gastos militares para sitio nenhum !!!!!

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Setembro 22, 2018, 04:03:08 pm
As LPM's são muito úteis num País onde os orçamentos anuais das FFAA nunca são cumpridos!

Em Portugal faz todo o sentido haver essa treta das LPM's pois, vão empurrando as verbas mais altas alocadas aos gastos com a Defesa para as calendas, nunca havendo responsáveis pelas não concretizações desses investimentos, permanecendo desse modo as lacunas e limitações operacionais das FFAA que todos bem conhecemos !

Portugal com um PIB de 190 mil Milhões, em 2017, se tivesse alocado as FFAA 1,5%, Reais do PIB sem cativações, ou seja 2.850 milhões de euros, não tinha necessidade nenhuma de ter de vez em quando esta merda das LPM's, que não são mais do que uma segunda maneira que os políticos tem de desviar mais umas largas centenas de milhões de Euros dos gastos militares para sitio nenhum !!!!!

Abraços

Continuamos a ter que manter as fundações e a pagar as PPP, mais toda a gente que foge aos impostos !
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: asalves em Setembro 22, 2018, 08:17:47 pm
As LPM se cumpridas funcionam o problema é as chefias militares que aldrabam aquilo tudo e ainda mais os deputados.

O ultimo relatório tinha encontrado várias dezenas de incorrecções na aplicação da LPM, desde rubricas trocadas e dinheiro que era para ser gasto num sitio e foi para outro.

Em teoria se a LPM fosse correctamente aplicada não haveria problemas, quando o governo cativasse verbas ou parava-se ou ia-se ao parlamento pedir justificações.

Agora continuam a fazer as vontades
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Setembro 27, 2018, 05:54:49 pm
Há neste Orçamento para as FFAA algumas, muitas, coisas que eu na minha santa Ignorância não entendo.

Então o OE FFAA 2018 é de 2.177 milhões ???? Depois de tão badalado aumento da despesa Militar para os 1,5% do PIB para 2018 mas, esses 1,5% seriam 2850 milhões correcto ???. Ou seja quase mais 700 milhões, do OE das FFAA, mas claro 700 milhões para os nossos Politicos, é coisa pouca, mas sempre dá jeito no caso de algum banco precisar de ajuda financeira não é ???
O nosso PIB de 2017 foi de quanto, 190.000 milhões ????
Se foi, então o OE FFAA 2018 representa quanto do PIB ???
1,25% do PIB !!!

Mas, como explicar, nesses 1,25% do PIB a inclusão de 270 milhões da LPM 2018 ??
Então os OE's das FFAA incluem os valores das LPM's ????

Então os tais 4.000 milhões que as FFAA iriam receber dos executivos, durante doze anos, para reapetrechamento, para comprar os 390, os NPO's, o NPL, o AOR, os helis, as viaturas tacticas etc, afinal estão incluídas nos diversos OE's e não são provenientes de verbas extras alocadas para o tal reapetrechamento das FFAA.
Mais umas mentiras e muita intoxicação da opinião pública, as eleições andem!!

Se assim for então, o OE representa 0,98% do PIB , nem sequer 1% do PIB, Lindo, mas que chorrilho de aldrabices são ventiladas para a opinião pública, com as percentagens dos OE's das FFA em relação aos diversos PIB's!
Mas ele há mais, porque carga de água existem estes itens ?

5.2. Ação Governativa
O orçamento dos Gabinetes totaliza 2,912 M€, dos quais 1,977 M€ estão destinados a suportar
as despesas com o pessoal que lhe está afeto
. Globalmente a dotação distribui-se da seguinte
forma:
Gabinete do Ministro € 1.963.152
 Gabinete do Secretário de Estado € 949.282

5.3. Serviços Centrais
Para desenvolver as atividades planeadas, com exceção das relativas às leis de programação,
aos projetos e Forças Nacionais Destacadas, as dotações propostas pelos Serviços Centrais
totalizam cerca de 175,3 M€ e distribuem-se da seguinte forma
:
Funcionamento estrito 136.815.430
 Despesas com compensação em receita (DCCR) 38.500.001


5.4. Estado‐Maior‐General das Forças Armadas

As atividades planeadas pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas para o ano de 2018 têm
como objetivos estratégicos, em linha com as orientações políticas: (1.) o comando e controlo de
forças militares conjuntas, assim como de forças e meios empregues em missões no âmbito da
proteção civil; (2.) a consolidação de um sistema de saúde militar que possa apoiar,
supletivamente, um universo alargado de utentes; (3.) a edificação e manutenção de um eficaz
sistema de ciberdefesa (militar), integrado com o sistema de ciberdefesa/cibersegurança da
República; e, (4.) a manutenção do sistema de informações militares.
Para desenvolver as atividades planeadas, com exceção das relativas às leis de programação e aos
projetos, as dotações propostas pelo EMGFA totalizam cerca de 128,9 M€ e distribuem-se da
seguinte forma:
Funcionamento estrito 105.969.657
 Despesas com compensação em receita 22.987.300


Simplesmente impressionante tanto despesismo junto, gabinetes do MDN e SecEst DN, Serviços Centrais e EMGFA com mais de trezentos milhões, praticamente é outro Orçamento da FAP, só nestes itens, sim senhor !!!

Na página 21 do PDF que abaixo deixo o link, podemos ler :

.........Para desenvolver as atividades planeadas, com exceção das relativas às leis de programação e aos projetos, as dotações propostas pela Força Aérea totalizam cerca de 293,1 M€ e distribuem-se da seguinte forma:
Funcionamento estrito
253.589.523
 Despesas com contrapartida em receita
39.474.212
As dotações inscritas no âmbito das despesas com pessoal totalizam 211,6 M€.



https://www.parlamento.pt/Documents/OE2018/NotaExplicativaMDN2018.pdf



Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: asalves em Setembro 28, 2018, 10:02:12 am
Há neste Orçamento para as FFAA algumas, muitas, coisas que eu na minha santa Ignorância não entendo.

Então o OE FFAA 2018 é de 2.177 milhões ???? Depois de tão badalado aumento da despesa Militar para os 1,5% do PIB para 2018 mas, esses 1,5% seriam 2850 milhões correcto ???. Ou seja quase mais 700 milhões, do OE das FFAA, mas claro 700 milhões para os nossos Politicos, é coisa pouca, mas sempre dá jeito no caso de algum banco precisar de ajuda financeira não é ???

Só uma pequena referencia, se baixarmos o iva da eletricidade dos 23% para os 13% "perdemos" em impostos 500 milhões, se baixarmos para 6% anda a volta dos 700/600 milhões.

Com estes dados podemos dizer que em Portugal qualquer governo de que cor seja preferia baixar o iva da luz a aumentar o OE para a defesa.

Como por exemplo o PM anunciar que vai aumentar 40% do investimento publico, as ultimas contas referem que só para este ano que o valor orçado já é baixo mas esta-se a gastar 60% menos do que estava orçado. significa que se para o próximo ano o Governo gastar mais 40% do que gastou este ano vai mesmo assim gastar menos do que estava orçamentado para este ano. E assim se faz política, consegue-se gastar menos quando se diz e as pessoas acreditam que se gastou mais.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: NVF em Setembro 28, 2018, 06:30:28 pm
Os documentos oficiais da NATO mostram o nosso orçamento de defesa (2018) como sendo superior a 2728 milhões de euros. E se bem me recordo, o orçamento da GNR é, de alguma forma, incluido neste total, ou seja, são mais uns 853 milhões de euros. Enfim, esquemas para enganar os camones e os tugas.

https://www.nato.int/nato_static_fl2014/assets/pdf/pdf_2018_07/20180709_180710-pr2018-91-en.pdf (https://www.nato.int/nato_static_fl2014/assets/pdf/pdf_2018_07/20180709_180710-pr2018-91-en.pdf)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: jpthiran em Setembro 30, 2018, 11:36:30 am
Há neste Orçamento para as FFAA algumas, muitas, coisas que eu na minha santa Ignorância não entendo.

Então o OE FFAA 2018 é de 2.177 milhões ???? Depois de tão badalado aumento da despesa Militar para os 1,5% do PIB para 2018 mas, esses 1,5% seriam 2850 milhões correcto ???. Ou seja quase mais 700 milhões, do OE das FFAA, mas claro 700 milhões para os nossos Politicos, é coisa pouca, mas sempre dá jeito no caso de algum banco precisar de ajuda financeira não é ???

Só uma pequena referencia, se baixarmos o iva da eletricidade dos 23% para os 13% "perdemos" em impostos 500 milhões, se baixarmos para 6% anda a volta dos 700/600 milhões.

Com estes dados podemos dizer que em Portugal qualquer governo de que cor seja preferia baixar o iva da luz a aumentar o OE para a defesa.

Como por exemplo o PM anunciar que vai aumentar 40% do investimento publico, as ultimas contas referem que só para este ano que o valor orçado já é baixo mas esta-se a gastar 60% menos do que estava orçado. significa que se para o próximo ano o Governo gastar mais 40% do que gastou este ano vai mesmo assim gastar menos do que estava orçamentado para este ano. E assim se faz política, consegue-se gastar menos quando se diz e as pessoas acreditam que se gastou mais.

essa é precisamente a forma de governar deste primeiro-ministro - mentir descaradamente a propósito de tudo!...
absurdo mas real!...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: FoxTroop em Setembro 30, 2018, 03:03:55 pm


Só uma pequena referencia, se baixarmos o iva da eletricidade dos 23% para os 13% "perdemos" em impostos 500 milhões, se baixarmos para 6% anda a volta dos 700/600 milhões.

Com estes dados podemos dizer que em Portugal qualquer governo de que cor seja preferia baixar o iva da luz a aumentar o OE para a defesa.

Como por exemplo o PM anunciar que vai aumentar 40% do investimento publico, as ultimas contas referem que só para este ano que o valor orçado já é baixo mas esta-se a gastar 60% menos do que estava orçado. significa que se para o próximo ano o Governo gastar mais 40% do que gastou este ano vai mesmo assim gastar menos do que estava orçamentado para este ano. E assim se faz política, consegue-se gastar menos quando se diz e as pessoas acreditam que se gastou mais.


Meu caro, aumentar orçamento para a Defesa ou baixar o IVA para a energia, acho que nem sequer é coisa que deva ser posta em discussão.
Aliás, da forma parasitária como muitos dentro das FA e FS se comportam e agem, da forma como muitos se consideram acima, como se fossem uma casta superior a quem os zezinhos que produzem riqueza e lhe pagam os ordenados com os seus descontos não passam de ralé que deve suportar os desmandos e aturar as falcatruas, diz muito sobre s Instituições em si.

Claro que as FA e FS não passam de mais nada que o espelho da sociedade que servem (ou, neste caso, são servidas) mas, com tudo o que tem acontecido, estes escândalos atrás de escândalos, para o comum do Zezinho que se anda a lixar para lhe tirarem os €€€ ao fim do mês sem contrapartidas, entre um mamado qualquer que vive do RSI e um qualquer militar de passeatas por "querer actualizados os salários", a diferença começa a ser pouca, para enorme injustiça de todos o que servem com abnegação e espirito a Nação.

Depois, estas discussões custam a compreender. Orçamento para a Defesa…. LPM's……., tudo muito bonito mas, se calhar e antes  de qualquer outra coisa, convinha saber o que vamos defender, saber o que queremos e para onde ir. Sem uma noção disso, o resto não passa de andar a atirar dinheiro à toa para manter umas quintinhas e capelinhas e ter uns brinquedos caros.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Luso em Outubro 02, 2018, 10:02:47 am
Depois, estas discussões custam a compreender. Orçamento para a Defesa…. LPM's……., tudo muito bonito mas, se calhar e antes  de qualquer outra coisa, convinha saber o que vamos defender, saber o que queremos e para onde ir. Sem uma noção disso, o resto não passa de andar a atirar dinheiro à toa para manter umas quintinhas e capelinhas e ter uns brinquedos caros.

- Fds, até que enfim: mais uma pessoa a ir ao cerne da questão!

Mas pergunto-me se não estaremos a pregar para os peixinhos, porque mais de 90% do pessoal daqui deste fórum prefere falar dos brinquedos. Provavelmente porque a conversa de adultos é chata.

Por isso é que entendo que este fórum já não tem valor a não ser para dar a ideia de haver uma comunidade que discute estas coisas. Mas não discute, e parece viver bem com posts de spammers que tomaram contam de quase todos os sub tópicos com "copy-pastes" de "notícias" que curiosamente são favoráveis ao sistema.
Este fórum está "capado" e vai reduzir-se ainda mais a uma mera plataforma de propaganda só frequentado pelos "putos dos brinquedos".
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: asalves em Outubro 02, 2018, 01:06:23 pm
Depois, estas discussões custam a compreender. Orçamento para a Defesa…. LPM's……., tudo muito bonito mas, se calhar e antes  de qualquer outra coisa, convinha saber o que vamos defender, saber o que queremos e para onde ir. Sem uma noção disso, o resto não passa de andar a atirar dinheiro à toa para manter umas quintinhas e capelinhas e ter uns brinquedos caros.

- Fds, até que enfim: mais uma pessoa a ir ao cerne da questão!

Mas pergunto-me se não estaremos a pregar para os peixinhos, porque mais de 90% do pessoal daqui deste fórum prefere falar dos brinquedos. Provavelmente porque a conversa de adultos é chata.

Por isso é que entendo que este fórum já não tem valor a não ser para dar a ideia de haver uma comunidade que discute estas coisas. Mas não discute, e parece viver bem com posts de spammers que tomaram contam de quase todos os sub tópicos com "copy-pastes" de "notícias" que curiosamente são favoráveis ao sistema.
Este fórum está "capado" e vai reduzir-se ainda mais a uma mera plataforma de propaganda só frequentado pelos "putos dos brinquedos".

Não se fala nisso porque os tais 90% também concordam consigo e em 3/4 post toda a gente chega a mesma conclusão. Provavelmente já o fizeram dezenas de vezes. O problema é que pouco ou nada se pode fazer para mudar essa situação pois o sistema tem defesas próprias, até quem tem puder para isso e tentou (não foram muitos) não conseguiu.

O que resta? falar sobre o mesmo e confirmar todos os dias se a opinião se mantém? Ao menos vamos mandado postas de pescada sobre coisas que não temo puder nenhum mas ao menos existe discordância.  :P :P :D
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: jpthiran em Outubro 02, 2018, 02:01:17 pm
para mim as proridades das Forças Armadas são:

1) defesa do território nacional -
2) participação na defesa comum do espaço europeu
3) participação na defesa comum do mundo livre...

sendo que a primeira prioridade é fundamental -
para bom entendedor...

Título: Re: Nova LPM
Enviado por: asalves em Outubro 02, 2018, 02:13:14 pm
para mim as proridades das Forças Armadas são:

1) defesa do território nacional -
2) participação na defesa comum do espaço europeu
3) participação na defesa comum do mundo livre...

sendo que a primeira prioridade é fundamental -
para bom entendedor...

Mas o que é isso de defesa do território nacional?

É não interessar o que se passa além fronteiras?
É ter capacidade contra tudo e contra todos?
é fazer favores em troca de favores (exemplo: RCA)?
É ter presença militar nos PALOP?
É produzir cá tecnologia militar mesmo que seja mais cara?
Quem é que patrulha e assegura a defesa da linha costeira? marinha, exercito, GNR, policia marítima,...
(...)

Depois disto tudo decidido é que se pode planear as forças armadas e os meios que vão precisar. até lá sempre que por exemplo for preciso intervir ao nível marítimo/costeiro é necessário a intervenção de 11 entidades distintas.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: jpthiran em Outubro 02, 2018, 05:41:33 pm
a mim causa-me mais desconforto ver que conseguimos defender mal o território nacional...
o facto de não ter uma força terreste com dimensão mínima...
ver que a Brigada Mista Independente ou a Brigada de Reação Rápida não conseguém ter uma dimensão mínima...
nem os meios necessários...

unidades capazes de defender o centro e o sul do país...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: NVF em Outubro 02, 2018, 06:37:59 pm
Há 200 anos que o território continental é indefensável e as coisas não melhoraram desde então.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Outubro 02, 2018, 07:24:36 pm
a mim causa-me mais desconforto ver que conseguimos defender mal o território nacional...
o facto de não ter uma força terreste com dimensão mínima...
ver que a Brigada Mista Independente ou a Brigada de Reação Rápida não conseguém ter uma dimensão mínima...
nem os meios necessários...

unidades capazes de defender o centro e o sul do país...

E falta-te a BrigInt, a tal que tem dois BI orgânicos, e cada um com duas CAt e eu penso que cada uma das duas CAt's apenas possui dois pelotões, ou seja cada batalhão terá uma Companhia de apoio de Combate, AKA " pesada ", e uma CAt (+), os dois BI's não conseguem formar um  Batalhão de infantaria completo, mas chamam-lhe brigada de Intervenção !!!!!!

As três  " brigadas (-) (-) " que o Exército possui, juntas, em termos de efectivos, deveriam conseguir formar uma Brigada á séria com 05 Bat/Grupos completos, não mais que isso, e aí tens o efectivo operacional do nosso Exército : 03 BI's, 01 CCG(-) e um GAC completo 

Mas, em contrapartida temos quadros, oficiais e sargentos, para formar, pelo menos cinco brigadas completas !!!

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: HSMW em Outubro 02, 2018, 07:58:11 pm
Na prática o que o Exercito tem são três comandos de Brigada vocacionadas para ambientes de conflito distinto.
Em caso de necessidade apenas podemos formar um Brigada completada com meios das restantes.

Nem as forças de apoio geral poderiam sustentar três brigadas a operar em simultâneo.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: jpthiran em Outubro 03, 2018, 08:47:00 am
Há 200 anos que o território continental é indefensável e as coisas não melhoraram desde então.
e isso é que me incomoda!...
tudo o resto acho menos importante!...
para não dizer que me interessa muito pouco!...




Título: Re: Nova LPM
Enviado por: asalves em Outubro 03, 2018, 09:28:42 am
Há 200 anos que o território continental é indefensável e as coisas não melhoraram desde então.
e isso é que me incomoda!...
tudo o resto acho menos importante!...
para não dizer que me interessa muito pouco!...

Da pouco história de batalhas que conheço acho que foram poucas as batalhas "importantes" que estivemos em vantagem numérica (fora ultramar). Por isso deve já ser algo já genético e cultural. Só assim se fica para a história  ;D ;D

Lembrei-me agora que numa reportagem (Operacional) da RCA os Paras estiveram em desvantagem numérica de 3/4 para 1
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Lightning em Outubro 03, 2018, 12:16:54 pm
Da pouco história de batalhas que conheço acho que foram poucas as batalhas "importantes" que estivemos em vantagem numérica (fora ultramar). Por isso deve já ser algo já genético e cultural. Só assim se fica para a história  ;D ;D

Eu nunca me canso da resposta portuguesa aos turcos no cerco de Diu, grandes tomates que aquele pessoal tinha lolol.

https://www.indiaportuguesa.com/primeiro-cerco-de-diu-ndash-1538.html
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: jpthiran em Outubro 04, 2018, 11:39:00 am
pois, mas não precisamos de estar de igual para igual para nos defender como não devemos de estar em grande inferioridade...
 a ideia é termos uma força que faça com que os potenciais adversários tenham um custo tão elevado que achem que não se justifique a investida...
para isso temos de ter unidades com dimensão mínima e as unidades que estão planeadas, que estejam completas e equipadas...
pelo menos, para começar!...
se as unidades nem estão completas, tem lacunas passam as coisas a ser menos credíveis, pouco credíveis...
por isso as nossas forças terrestes devem ser reforçadas, na minha opinição...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 04, 2018, 12:11:11 pm
É o conceito de "dissuasor mínimo credível".
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Outubro 04, 2018, 12:21:53 pm
Os melhores meios dissuasores que uma Nação Maritima, como nós, com os parcos meios que tem, pode possuir, são os meios de combate sub-superficie !

A aquisição do terceiro Tridente, devidamente equipado, leia-se, com os sub-harpoon, as murena, os Blackshark, e, com a adaptação para os AAM's  constituiria a melhor dissuasão para as ideias, expansionistas, de alguns !!

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/vckZEN.jpg) (https://imageshack.com/i/povckZENj)

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Luso em Outubro 04, 2018, 12:26:40 pm
Eu decididamente devo andar a dormir…
Ou são vocês?
Vocês estão a falar a sério ou "na brinca"?

Andam vocês a falar de inimigos externos, e no entanto temos um presidente da república que se declara favorável a um crescente governo mundial, à vinda de "migrantes" por atacado, assistimos à queda demográfica e apoio ao aborto em detrimento de políticas de apoio à natalidade, ataques à cultura e história…
Queres ver que são os marroquinos que nos estão a fazer isso?

Se estamos a ser dirigidos para a dissolução nacional e integração numa coisa grande qualquer que nada nos diz, para que é que vocês falam de fragatas, F16, "tanques" ou coisas do género?
Para defender o quê?
Ou para equipar uma força mercenária?
Para oprimir quem, no futuro?
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: jpthiran em Outubro 04, 2018, 01:44:58 pm
Eu decididamente devo andar a dormir…
Ou são vocês?
Vocês estão a falar a sério ou "na brinca"?

Andam vocês a falar de inimigos externos, e no entanto temos um presidente da república que se declara favorável a um crescente governo mundial, à vinda de "migrantes" por atacado, assistimos à queda demográfica e apoio ao aborto em detrimento de políticas de apoio à natalidade, ataques à cultura e história…
Queres ver que são os marroquinos que nos estão a fazer isso?

Se estamos a ser dirigidos para a dissolução nacional e integração numa coisa grande qualquer que nada nos diz, para que é que vocês falam de fragatas, F16, "tanques" ou coisas do género?
Para defender o quê?
Ou para equipar uma força mercenária?
Para oprimir quem, no futuro?

essa prespectiva também é importante...
quando temos um inimigo interno, será que não é muito mais perigoso?...
quando são os nossos compatriotas que traiem este país, o perigo é muito maior do que ter inimigos externos...

é muito importante esse ponto de vista...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Outubro 04, 2018, 02:09:08 pm
Eu decididamente devo andar a dormir…
Ou são vocês?
Vocês estão a falar a sério ou "na brinca"?

Andam vocês a falar de inimigos externos, e no entanto temos um presidente da república que se declara favorável a um crescente governo mundial, à vinda de "migrantes" por atacado, assistimos à queda demográfica e apoio ao aborto em detrimento de políticas de apoio à natalidade, ataques à cultura e história…
Queres ver que são os marroquinos que nos estão a fazer isso?

Se estamos a ser dirigidos para a dissolução nacional e integração numa coisa grande qualquer que nada nos diz, para que é que vocês falam de fragatas, F16, "tanques" ou coisas do género?
Para defender o quê?
Ou para equipar uma força mercenária?
Para oprimir quem, no futuro?

essa prespectiva também é importante...
quando temos um inimigo interno, será que não é muito mais perigoso?...
quando são os nossos compatriotas que traiem este país, o perigo é muito maior do que ter inimigos externos...

é muito importante esse ponto de vista...

Ai a bela da quinta coluna !!!??? :nice:
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Luso em Outubro 04, 2018, 02:25:42 pm
Citar
essa prespectiva também é importante...
quando temos um inimigo interno, será que não é muito mais perigoso?...
quando são os nossos compatriotas que traiem este país, o perigo é muito maior do que ter inimigos externos...

é muito importante esse ponto de vista...

DECISIVO desde a primeira metade do Séc. XVIII (Maçonaria).
Para não falar desde 1540 (Jesuítas).

Estudem a História e não se deixem levar por superficialidades. Não se deixem enganar nem dividir por artificialidades.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: FoxTroop em Outubro 07, 2018, 08:18:00 pm
Na prática o que o Exercito tem são três comandos de Brigada vocacionadas para ambientes de conflito distinto.
Em caso de necessidade apenas podemos formar um Brigada completada com meios das restantes.

Nem as forças de apoio geral poderiam sustentar três brigadas a operar em simultâneo.

Isto. Nem em simultâneo nem sequer em rotação A-B-C. Para mais com o fim do SMO deixou de haver reserva mobilizável a não ser que chamem os "cotas" e equipam o pessoal com paus e fisgas, o que, na realidade, torna toda esta artimanha completamente utópica.

Luso, já vai para uns valentes anos que cheguei à conclusão que sem um sentido do que defender, o resto é nada. E para os que ainda duvidam da ofensiva concertada sobre tudo o que é identidade sobre tudo o que confere um senso de pertença,vejam bem esta agora de alterar os manuais de História de Portugal. Temos de nos sentir culpados, muito culpados....... e mesclar bem mesclados.


A proposito, sempre me causou uma certa confusão.... Os tadinhos dos refugiados, nem um dólar ou euro têm para mandar cantar um cego mas....... miraculosamente , arranjam uns largos milhares para pagar aos "traficantes", ou será que os tais de "traficantes" o fazem por altruismo?
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PMFM em Novembro 22, 2018, 01:20:59 pm
Despesa aumenta 1,58 mil milhões

"Os encargos com o reequipamento das Forças Armadas vão aumentar 1,58 mil milhões de euros, entre 2019 e 2030. A nova LPM, a que o CM teve acesso, revela que o Governo prevê gastar, no período em causa, 4,74 mil milhões de euros, contra 3,16 mil milhões de euros previstos na LPM que termina no final deste ano.

O aumento da despesa com o reequipamento das Forças Armadas resulta, sobretudo, da aquisição de cinco aviões KC- -390, com opção por mais um, da construção de seis novos navios de patrulha oceânica (NPO) e um navio polivalente logístico (NPL). Os Serviços Centrais do Ministério da Defesa são contemplados com a maior verba: 1,86 mil milhões de euros: com esta verba serão adquiridos os KC-390 e o NPL."

Fonte: Correio da Manhã (22/11/2018)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PMFM em Novembro 22, 2018, 01:47:09 pm
Continuação do post anterior:
Já vi a notícia no jornal e resumindo:

Programa de investimento público no reequipamento das Forças Armadas (2019-2030):
- Exército: 763 milhões € (Principais Medidas: Proteção e sobrevivência da Força Terrestre: 170,8 milhões €; Forças médias: 169,7 milhões €; Sustentação Logística da Força Terrestre: 121,4 milhões €)
- Força Aérea: 839 milhões € (Principais Medidas: Luta aérea ofensiva e defensiva: 202,5 milhões €; Transporte aéreo estratégico, tático e especial: 187 milhões €; Busca e salvamento: 126,2 milhões €)
- Marinha: 1,16 mil milhões € (Principais Medidas: Capacidade oceânica de Superfície: 474 milhões €; Patrulha e Fiscalização: 363,9 milhões €; Capacidade Submarina: 279,3 milhões €)
- EMGFA: 122 milhões €
- Serviços Centrais: 1,86 mil milhões €
TOTAL: 4,74 mil milhões €

Diz ainda:
"A compra de 5 aviões KC-390, com opção de mais um, poderá custar mais de 600 milhões €. O contrato ainda não foi assinado com a Embraer."

"O EMGFA vai investir 40,5 milhões € na área da ciberdefesa, entre 2019 e 2030"

"Submarinos vão custar 279 milhões em manutenção. A manutenção dos dois submarinos adquiridos a um consórcio alemão, em 2004, vai custar 279,3 milhões de euros, entre 2019 e 2030. De 2019 a 2022, serão gastos 46 milhões de euros."

Fonte: Correio da Manhã (22-11-2018)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Luso em Novembro 22, 2018, 03:44:51 pm
A proposito, sempre me causou uma certa confusão.... Os tadinhos dos refugiados, nem um dólar ou euro têm para mandar cantar um cego mas....... miraculosamente , arranjam uns largos milhares para pagar aos "traficantes", ou será que os tais de "traficantes" o fazem por altruismo?

Peço tolerância aos foristas pelo desvio ao tema para responder- muito atrasado- ao Fox.

Os tadinhos dos refugiados que pagam aos traficantes devem ser patrocinados pelos mesmos que patrocinam a "caravana" que pretende invadir os EUA pelo México. São organizados: as refugiadas fazem filinha e é vê-las a receber guito de uns gandulos armados.
O mesmo de pode dizer das ONG que, no caso do mediterrâneo, fazem transporte de "migrantes".
Devem ser amigos da "Open Society".
Já agora, dizem que este dinheiro não vem directamente do bolso do Soros mas de sacos azuis criados por iniciativas como o "acordo nuclear com o Irão" do Obama. Fala-se em… USD$150B.

Pronto: agora podem continuar a falar do sexo dos anj… perdão, da "Lei de Desprogramação Militar".
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: asalves em Novembro 22, 2018, 03:46:17 pm
Continuação do post anterior:
Já vi a notícia no jornal e resumindo:

Programa de investimento público no reequipamento das Forças Armadas (2019-2030):
- Exército: 763 milhões € (Principais Medidas: Proteção e sobrevivência da Força Terrestre: 170,8 milhões €; Forças médias: 169,7 milhões €; Sustentação Logística da Força Terrestre: 121,4 milhões €)
- Força Aérea: 839 milhões € (Principais Medidas: Luta aérea ofensiva e defensiva: 202,5 milhões €; Transporte aéreo estratégico, tático e especial: 187 milhões €; Busca e salvamento: 126,2 milhões €)
- Marinha: 1,16 mil milhões € (Principais Medidas: Capacidade oceânica de Superfície: 474 milhões €; Patrulha e Fiscalização: 363,9 milhões €; Capacidade Submarina: 279,3 milhões €)
- EMGFA: 122 milhões €
- Serviços Centrais: 1,86 mil milhões €
TOTAL: 4,74 mil milhões €

Diz ainda:
"A compra de 5 aviões KC-390, com opção de mais um, poderá custar mais de 600 milhões €. O contrato ainda não foi assinado com a Embraer."

"O EMGFA vai investir 40,5 milhões € na área da ciberdefesa, entre 2019 e 2030"

"Submarinos vão custar 279 milhões em manutenção. A manutenção dos dois submarinos adquiridos a um consórcio alemão, em 2004, vai custar 279,3 milhões de euros, entre 2019 e 2030. De 2019 a 2022, serão gastos 46 milhões de euros."

Fonte: Correio da Manhã (22-11-2018)

Os serviços centrais é o que? é que a fatia deles é quase tanto como o da marinha e exercito juntos
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PMFM em Novembro 22, 2018, 04:04:37 pm
Os serviços centrais é o que? é que a fatia deles é quase tanto como o da marinha e exercito juntos

Segundo a notícia:
"Os Serviços Centrais do Ministério da Defesa são contemplados com a maior verba: 1,86 mil milhões de euros: com esta verba serão adquiridos os KC-390 e o NPL."

A razão (de parte) desta verba não ser alocada a cada um dos ramos respectivos (Força Aérea e Marinha) também não sei.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: jorgeshot1 em Novembro 22, 2018, 04:21:26 pm
Os serviços centrais é o que? é que a fatia deles é quase tanto como o da marinha e exercito juntos

Segundo a notícia:
"Os Serviços Centrais do Ministério da Defesa são contemplados com a maior verba: 1,86 mil milhões de euros: com esta verba serão adquiridos os KC-390 e o NPL."

A razão (de parte) desta verba não ser alocada a cada um dos ramos respectivos (Força Aérea e Marinha) também não sei.
Provavelmente os Serviços Centrais adquirem os meios que servem mais de um ramos das Forças Armadas. Como por exemplo o NPL e os KC390 são meios que são usados pelos 3 ramos das Forças Armadas. Assim as verbas ficam todas alocas no Serviço Central de maneira a facilitar as contas. Mas isto é apenas a minha opinião que me parecer ter sentido.

Abraços  :G-beer2:
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Viajante em Novembro 22, 2018, 04:28:13 pm
Continuação do post anterior:
Já vi a notícia no jornal e resumindo:

Programa de investimento público no reequipamento das Forças Armadas (2019-2030):
- Exército: 763 milhões € (Principais Medidas: Proteção e sobrevivência da Força Terrestre: 170,8 milhões €; Forças médias: 169,7 milhões €; Sustentação Logística da Força Terrestre: 121,4 milhões €)
- Força Aérea: 839 milhões € (Principais Medidas: Luta aérea ofensiva e defensiva: 202,5 milhões €; Transporte aéreo estratégico, tático e especial: 187 milhões €; Busca e salvamento: 126,2 milhões €)
- Marinha: 1,16 mil milhões € (Principais Medidas: Capacidade oceânica de Superfície: 474 milhões €; Patrulha e Fiscalização: 363,9 milhões €; Capacidade Submarina: 279,3 milhões €)
- EMGFA: 122 milhões €
- Serviços Centrais: 1,86 mil milhões €
TOTAL: 4,74 mil milhões €

Diz ainda:
"A compra de 5 aviões KC-390, com opção de mais um, poderá custar mais de 600 milhões €. O contrato ainda não foi assinado com a Embraer."

"O EMGFA vai investir 40,5 milhões € na área da ciberdefesa, entre 2019 e 2030"

"Submarinos vão custar 279 milhões em manutenção. A manutenção dos dois submarinos adquiridos a um consórcio alemão, em 2004, vai custar 279,3 milhões de euros, entre 2019 e 2030. De 2019 a 2022, serão gastos 46 milhões de euros."

Fonte: Correio da Manhã (22-11-2018)

Os serviços centrais é o que? é que a fatia deles é quase tanto como o da marinha e exercito juntos

Se depreendi correctamente, os F-16 não vão ser actualizados para F-16V (500 milhões de euros que estavam previstos), pelo menos até 2030?

Os 40 milhões para a Ciberdefesa a gastar em 11 anos, não chegam para a entrada de um supercomputador igual aos que são utilizados nos ataques a países!!!! O mais caro custa 325 milhões de dólares (https://en.wikipedia.org/wiki/Summit_(supercomputer)) e o último da lista do top 10 custou 100 milhões!!!!!!
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 22, 2018, 05:26:42 pm
Na prática o que o Exercito tem são três comandos de Brigada vocacionadas para ambientes de conflito distinto.
Em caso de necessidade apenas podemos formar um Brigada completada com meios das restantes.

Nem as forças de apoio geral poderiam sustentar três brigadas a operar em simultâneo.

Luso, já vai para uns valentes anos que cheguei à conclusão que sem um sentido do que defender, o resto é nada. E para os que ainda duvidam da ofensiva concertada sobre tudo o que é identidade sobre tudo o que confere um senso de pertença,vejam bem esta agora de alterar os manuais de História de Portugal. Temos de nos sentir culpados, muito culpados....... e mesclar bem mesclados.

Uma questão, sabendo que a França e a Alemanha querem avançar com as Forças Armadas Europeias, não é estranho ver o centralão a não querer embarcar nesse projecto? Eles adoram estar no comboio da frente em tudo...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Novembro 22, 2018, 06:08:29 pm
Governo aprova quase cinco mil milhões de euros para modernizar Forças Armadas
22 de NOVEMBRO de 2018 - 16:41

Anúncio foi feito pelo ministro da Defesa após a luz verde dada à proposta de Lei de Programação Militar no Conselho de Ministros.
O Conselho de Ministros aprovou a proposta de Lei de Programação Militar (LPM) para o período 2019/2030, que prevê um investimento de 4,74 mil milhões de euros, anunciou esta quinta-feira, o ministro da Defesa.

Em conferência de imprensa, o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, destacou que a proposta "representa um investimento muito substancial" e o "fim de um longo ciclo de depauperamento progressivo das Forças Armadas", visando a sua "atualização e transformação".

João Gomes Cravinho disse que dois terços dos investimentos previstos são de "continuidade" e um terço refere-se a "projetos estruturantes novos", como a aquisição dos aviões KC-390 para substituir os C-130 da Força Aérea, com um valor de "827 milhões de euros no horizonte dos doze anos".

A edificação da capacidade de 'ciberdefesa' prevê um montante de 46 milhões de euros, que permite um "aumento muito substancial do número de pessoas" a trabalhar no projeto, destacou.

Gomes Cravinho salientou a aquisição de seis Navios de Patrulha Oceânica para a Marinha, do Navio Polivalente Logístico, novos helicópteros e de equipamento individual para os soldados.

De acordo com o ministro, a LPM traduz uma aposta nas missões de busca e salvamento e em equipamento que permita o duplo uso militar e civil, nomeadamente no apoio a combate a incêndios e a outras missões de natureza civil.

Como exemplo, na sequência da tragédia de Borba, foram empenhados militares especializados em engenharia e mergulhadores da Marinha, disse.

"Estamos a falar de uma aposta grande não apenas na nossa segurança, mas de um efeito multiplicador muito intenso no tecido industrial e económico nacional e na investigação e desenvolvimento", afirmou.

A proposta de lei, que o Ministério espera entregar no parlamento até ao final do mês, prevê duas revisões, a primeira em 2022 e a segunda em 2026.

"Temos aqui uma resposta aos nossos compromissos internacionais que são grandes, mas, sobretudo, aos compromissos com a nossa segurança e a soberania", considerou.

Questionado sobre se o montante dos investimentos previstos na LPM dá resposta aos compromissos assumidos junto da NATO no sentido de aumentar as despesas em Defesa [2% do PIB até 2024], o ministro respondeu que a LPM "é um contributo", mas "não esgota" esses compromissos.

"Para além da LPM nós temos o orçamento anual normal corrente do Ministério da Defesa e temos muitas despesas que estão na esfera de outros ministérios e que também podem ser contabilizadas para o nosso compromisso em relação à NATO", disse.

De acordo com a previsão de investimentos nos "novos projetos estruturantes", os seis NPO vão custar 352 milhões de euros (ME), os helicópteros de evacuação 53 ME, o equipamento de proteção individual do soldado 45 ME, o Navio Polivalente Logístico 300 ME, e o Navio Reabastecedor 150 ME

https://www.tsf.pt/economia/interior/governo-aprova-474-mil-milhoes-de-euros-para-modernizar-forcas-armadas-10221963.html


No artigo do público aparece mencionado a aquisição de seis helis de evacuação !

.......O total do investimento é de 4,74 mil milhões de euros, destinados, como o PÚBLICO já revelou, à aquisição de cinco aeronaves de transporte táctico KC 390 que irão substituir os actuais C-130, de seis navios patrulha oceânicos e de um navio polivalente logístico, de seis helicópteros de evacuação e de novo equipamento para os soldados, fardas que já tinham sido apresentadas no início deste ano no Quartel da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia. Novidade é a aposta reforçada na ciberdefesa, na qual a LPM vai investir 40,5 milhões de euros.......

https://www.publico.pt/2018/11/22/politica/noticia/governo-aprova-lei-programacao-militar-1852030


PS : Que helis de evacuação são estes ???? Serão mais AW119 ou o AW169 já por estas bandas referido como possível aquisição ???
       53 milhões/6= quase 9 milhões /unidade na wiki está a 8,5 milhões USD/aeronave, o que bate +/- certo !

       https://en.wikipedia.org/wiki/AgustaWestland_AW169

       Quanto ao AOR 150 milhões para a sua aquisição leva-me a crer que vai ser construído por cá !!!!

Abraços

Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PMFM em Novembro 22, 2018, 07:28:34 pm
827 milhões de euros nos KC-390 não é demasiado, tendo em conta que se fala em 5 aeronaves com opção de uma sexta??? O preço que se falava há uns anos era bem menor... :-\

E o preço por unidade dos NPO's subiu bastante, tendo em conta que as últimas duas unidades ficaram por 77 milhões. A não ser, que para além do armamento, houve mais uns extras que não foram contemplados no contrato.
Ou é isso ou então o projecto vai ter os tão desejados UPGRADES!
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Novembro 22, 2018, 08:41:05 pm
para os 390 segundo a última avaliação de preços, as cinco aeronaves ficariam por cerca de 80 milhões a unidade por isso daria cerca de 400 milhões se adicionarmos mais cerca de 20% para contrato de MNT, simulador, alguns sobressalentes...... vá que o total ficasse nos 500 milhões, muito abaixo dos 827 milhões apresentados, a não ser que estejam contabilizados os custos para uma vida útil das aeronaves de cerca de 25/30 anos ??

Quanto aos seis NPO's o construtor apresentou um custo de 60 milhões/unidade e não me parece que este valor inclua upgrades, mas sim uma actualização dos custos de construção pois os custos dos 3º e 4º Navios não incluíam a compra dos grupos propulsores, os dois motores diesel e os dois electricos por navio, que já se encontravam nos estaleiros há uns anos, daí os valores tão inferiores.

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 23, 2018, 05:05:07 pm
A ser confirmado a aquisição de mais 6 "Koala" e pelo valor adiantado, os mesmos têm de vir muito bem equipados e com a possibilidade de levar algum armamento. É quase o dobro do custo da aquisição já assinada!

1 - 5 AW119 por 20,5 milhões de euros;

2 - 6 AW119 por 53 milhões de euros

Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Novembro 23, 2018, 06:29:51 pm
A ser confirmado a aquisição de mais 6 "Koala" e pelo valor adiantado, os mesmos têm de vir muito bem equipados e com a possibilidade de levar algum armamento. É quase o dobro do custo da aquisição já assinada!

1 - 5 AW119 por 20,5 milhões de euros;

2 - 6 AW119 por 53 milhões de euros

Eu não acredito que sejam mais aw119 mas sim um irmão mais pesado, por exemplo o aw169M, pois o facto de ser " Armado" Implica que tem de conseguir " efectuar ground support 24/7 ", missão essa que o aw119kx não é capaz de efectuar !

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/briySi.jpg) (https://imageshack.com/i/plbriySij)

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/4JSxz5.jpg) (https://imageshack.com/i/po4JSxz5j)

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 24, 2018, 11:00:50 am
A ser confirmado a aquisição de mais 6 "Koala" e pelo valor adiantado, os mesmos têm de vir muito bem equipados e com a possibilidade de levar algum armamento. É quase o dobro do custo da aquisição já assinada!

1 - 5 AW119 por 20,5 milhões de euros;

2 - 6 AW119 por 53 milhões de euros

Eu não acredito que sejam mais aw119 mas sim um irmão mais pesado, por exemplo o aw169M, pois o facto de ser " Armado" Implica que tem de conseguir " efectuar ground support 24/7 ", missão essa que o aw119kx não é capaz de efectuar !

Abraços

As Filipinas compraram 5 AW109 Power Maritime Helicopters, por $30 milhões de euros em 2013/2014. Ora nos dias de hoje isso dá 26.500 milhões, muito longe dos valores falados acima. Mas os AW169M também são mais caros do que os tais 53 milhões de euros. Nada disto faz sentido!
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Novembro 24, 2018, 12:57:56 pm
A ser confirmado a aquisição de mais 6 "Koala" e pelo valor adiantado, os mesmos têm de vir muito bem equipados e com a possibilidade de levar algum armamento. É quase o dobro do custo da aquisição já assinada!

1 - 5 AW119 por 20,5 milhões de euros;

2 - 6 AW119 por 53 milhões de euros

Eu não acredito que sejam mais aw119 mas sim um irmão mais pesado, por exemplo o aw169M, pois o facto de ser " Armado" Implica que tem de conseguir " efectuar ground support 24/7 ", missão essa que o aw119kx não é capaz de efectuar !

Abraços

As Filipinas compraram 5 AW109 Power Maritime Helicopters, por $30 milhões de euros em 2013/2014. Ora nos dias de hoje isso dá 26.500 milhões, muito longe dos valores falados acima. Mas os AW169M também são mais caros do que os tais 53 milhões de euros. Nada disto faz sentido!

os aw169M estão a ser negociados abaixo dos 10 milhões USD, feitas as contas dá muito perto dos 53/54 milhões €.

https://en.wikipedia.org/wiki/AgustaWestland_AW169


no entanto........

The Italian Guardia di Finanza (GdF – the country’s Customs Police Air Service) has placed an order for 22 new AW169M helicopters from Leonardo. According to the manufacturer, the AW169Ms will be delivered in a dedicated configuration together with a support and training package valued at €280m. Deliveries are scheduled to take place between summer 2019 and 2024.

280/22=12,72 milhões/Heli já incluídas estão as tais  "dedicated configuration together with a support and training package ".

https://airforcesmonthly.keypublishing.com/2018/11/14/guardia-di-finanza-orders-aw169ms/


Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 24, 2018, 01:30:27 pm
Se são meios de "duplo uso" é provável que na LPM surjam apenas os valores da "parte militar", parece-me que possa haver também valores provenientes da "parte civil"... Nem sei se dará para "sacar" algum da União Europeia...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: NVF em Novembro 24, 2018, 01:37:09 pm
Mais, o ministro referiu que fundos de outras proveniências poderiam ser considerados como parte do orçamento de defesa (para efeitos de contabilização NATO). Será que se referia a 'ajudas' do MAI para aquisição de helis de duplo uso?

Sinceramente, acho que é mais uma manobra de RP e que o pessoal está numa de wishful thinking porque gostaria de ver 'brinquedos' melhores nas nossas FFAA.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 24, 2018, 01:42:45 pm
Já para não esquecer que a FAP sempre mostrou interesse em vender os Kamov (e agora provavelmente também os Ecureil), para ficar com uma frota o mais homogénea possível... Neste caso, o valor da venda destes aparelhos "velhos" serviria para comprar alguns novos.

Mas realmente nesta fase é mera especulação...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Igor em Novembro 24, 2018, 03:20:50 pm
Tem uma lógica da batata, a FAP desfaz se dos Kamov que são actualmente  o unico meio pesado próprio do estado no combate aos incendios, seguramente um dos melhores meios aéreos actualmente existentes no mercado para esta função, e substitui estes meios por helis que poderão transportar no máximo de carga suspensa cerca de 1400kg, mas como estamos em Portugal tudo é possivel.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 24, 2018, 04:12:55 pm
Tem uma lógica da batata, a FAP desfaz se dos Kamov que são actualmente  o unico meio pesado próprio do estado no combate aos incendios, seguramente um dos melhores meios aéreos actualmente existentes no mercado para esta função, e substitui estes meios por helis que poderão transportar no máximo de carga suspensa cerca de 1400kg, mas como estamos em Portugal tudo é possivel.

Do que adianta serem capazes de levar isso tudo, quando o Estado nem consegue fazer a manutenção?
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Novembro 24, 2018, 06:59:43 pm
Tem uma lógica da batata, a FAP desfaz se dos Kamov que são actualmente  o unico meio pesado próprio do estado no combate aos incendios, seguramente um dos melhores meios aéreos actualmente existentes no mercado para esta função, e substitui estes meios por helis que poderão transportar no máximo de carga suspensa cerca de 1400kg, mas como estamos em Portugal tudo é possivel.

Igor, os KA32 tem de descolar para transportar os quase 4000 litros de outro modo não nos servem de nada.

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 28, 2018, 11:34:38 am
Uma curiosidade:

(https://i.ibb.co/v4cGGXg/military-expenditure-by-country-in-thousands-of-2000-us-dollars-1.png)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: perdadetempo em Novembro 30, 2018, 06:04:56 pm
Não é a nova LPM mas é ligeiramente mais realista.

Nota explicativa do Orçamento da Defesa para 2019

https://www.parlamento.pt/Documents/2018/Novembro/NexplicativaMDN.pdf (https://www.parlamento.pt/Documents/2018/Novembro/NexplicativaMDN.pdf)

No que à LPM diz respeito prevê:

Citar
Para o ano de 2019 está previsto na Lei Orgânica n.º 7/2015, de 18 de maio (LPM), um montante de 275 M€ para o reequipamento e modernização das Forças Armadas.
As dotações incluídas na LPM para o ano de 2019 são apresentadas separadamente pelos Serviços Centrais do Ministério da Defesa Nacional, pelo EMGFA e pelos Ramos das Forças Armadas, entidades com responsabilidade direta e autónoma na execução da Lei.
Conforme previsto nos artigos 13.º a 15.º da LO n.º 7/2015, encontra-se a decorrer o processo de revisão da LPM, que para o ano de 2019, apresenta uma proposta de 295 M€ (+ 20 M€). Não obstante este processo de revisão em curso, os montantes constantes na proposta de Orçamento do Estado estão conforme o Anexo I da LO n.º 7/2015, estando o incremento de 20 milhões de euros a afetar à nova Lei Orgânica da Lei de Programação Militar, considerados na Orçamento da Secretaria-geral do MDN.
Ao nível de cada capítulo continuarão a desenvolver-se projetos importantes, conforme previstos na LO n.º 7/2015, salientando-se, no Capítulo MDN/SC, os projetos que, concorrem para:
 “Capacidades Conjuntas”, destinada a suportar a execução de vários projetos no âmbito da edificação de capacidades relevantes para a operacionalidade e intervenção conjunta das várias componentes do Sistema de Forças, designadamente associados ao programa dos helicópteros EH‐101 e aeronaves C-295. Estão, igualmente previstos montantes para o desenvolvimento e operacionalização do Sistema Integrado de Gestão, que permite normalizar os processos e atividades desenvolvidas no âmbito financeiro, pessoal e logístico para todo o universo da Defesa Nacional;
 Ao nível da “Capacidade de Transporte Aéreo Estratégico, Tático e Especial”, estão previstas dotações relacionadas com a frota C-130, em especial com a sua modernização.
 No âmbito do EMGFA, a dotação atribuída insere‐se no apoio à edificação da “Capacidade de Comando e Controlo”, com o objetivo de suportar a execução de diversos projetos no âmbito da manutenção e expansão da Rede de Comunicações, bem como à edificação da “Capacidade de Ciberdefesa”.
 Na Marinha, o montante previsto destina‐se essencialmente à edificação da “Capacidade Oceânica de Superfície” relativos à modernização das fragatas (MLU) e à
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modernização dos helicópteros, e, na “Capacidade submarina”, à manutenção dos submarinos.
 No âmbito do Exército, a dotação destina‐se, em grande parte, à edificação da “Capacidade de Comando e Controlo Terrestre”, designadamente através do projeto SIC-T, “Capacidade de Forças Ligeiras”, através da aquisição de viaturas táticas ligeiras blindadas (VTLB) e na “Capacidade Sustentação Logística da Força Terrestre”, com a sustentação da VBR 8x8 Pandur II.
 Quanto à Força Aérea, o montante para 2019, destina‐se maioritariamente à edificação da “Capacidade de Busca e Salvamento”, através da Regeneração do Potencial da frota EH-101, da “Capacidade Luta Aérea Ofensiva e Defensiva”, no âmbito da modernização dos F-16 e “Capacidade de Transporte Estratégico, Tático e Especial”, no âmbito do contrato de manutenção do C-295.

No orçamento da Força Aérea também aparece a rubrica:

Citar
Meios aéreos de combate a incêndios   49.000.000

Mas tendo em conta que simultâneamente o orçamento do do Ministério da Administração Interna foi reduzido, será mais lógico pensar que esta verba se destina a alugar os meios aéreos de combate a incêndios para 2019 e não para comprar helicópteros/aviões novos.
Mas verdade é que a nota explicativa explica muito pouco sobre o assunto em questão.

Cumprimentos,
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Lusitan em Dezembro 05, 2018, 01:30:11 pm
https://www.janes.com/article/85015/portugal-announces-updated-military-programming-law

Portugal announces updated military programming law

The Portuguese government has approved an updated military programming law, which must be voted on by parliament, the Ministry of National Defence (MND) told Jane's on 29 November.

Covering 2019─30, the document replaces the EUR3.159 billion (USD3.6 billion) 2015─26 programming law approved on 18 May 2015. The new law foresees an amount of EUR4.740 billion or an increase of EUR1.581 billion, with reviews scheduled to take place in 2022 and 2026.

The proposal includes structural projects expected to give a significant boost to the Portuguese defence industry, such as the acquisition of up to six KC-390 tanker-transports and associated simulator worth around EUR827 million; six Viana do Castelo-class offshore patrol vessels worth EUR352 million; a EUR150 million replenishment tanker; a EUR300 million multi-purpose logistics ship; and a EUR171 million soldier system.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Stalker79 em Dezembro 05, 2018, 03:49:27 pm
Ai o valor para o LPD já aumentou para 300 milhões!? Se calhar já podemos construir um Rotterdam novo em Viana!
 ;D
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: NVF em Dezembro 05, 2018, 04:42:08 pm
Já há varias semanas que se fala nesse valor para o LPD e dos 150 milhões para o AOR.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: LM em Dezembro 05, 2018, 06:21:21 pm
Mais fica para cativar...

Mas era melhor, digo eu, esquecer o LPD e investir os 300 milhões (mais o resultante da venda das Meko, etc) em algo tipo o projecto "Future Surface Combatant" da RNLN (2 unidades)... o AOR com capacidade para uns 70 fuzos e hospital "role 2 naval" era suficiente.

Reduzimos para 4 os NPO e com a poupança tinhamos 2 deles com radar, ESM/ELINT,  SIMBAD-RC, etc...     
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Dezembro 05, 2018, 07:18:17 pm
De acordo com o Dutch Defense white paper 2018, que aqui incluo, e verificando a pág 28, o ano de inicio para substituição das Zeven Provincien Frigates, que são mais Destroyers que Fragatas, é 2028, cinco anos após o inicio da substituição das "M", daqui a dez anos, quando o navio mais recente tiver vinte e três anos e, o mais antigo tiver 26 anos

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/MkUUQm.jpg) (https://imageshack.com/i/plMkUUQmj)

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/jqRADw.jpg) (https://imageshack.com/i/pojqRADwj)

A ser impossivel comprar navios novos,  adquirir esta classe de Navios, para substituição das VdG e das BD, seria, a meu ver, uma escolha muito melhor que comprar duas M daqui a meia dúzia de anos.

https://english.defensie.nl/downloads/policy-notes/2018/03/26/defence-white-paper


https://www.forecastinternational.com/archive/disp_pdf.cfm?DACH_RECNO=807

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: NVF em Dezembro 05, 2018, 10:36:31 pm
Como já disse muitas vezes, penso que no futuro iremos ver pelo menos dois desses navios com o pavilhão nacional. As razões porque não acredito na aquisição da totalidade dos quatro navios da classe são: 1) a guarnição elevada e 2) vão ser 100 cães a um osso a tentar adquirir estas belezas. Tento em conta o passado recente, acredito que vão ser dois para nós e dois para o Chile,
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Dezembro 06, 2018, 08:15:05 am
Como já disse muitas vezes, penso que no futuro iremos ver pelo menos dois desses navios com o pavilhão nacional. As razões porque não acredito na aquisição da totalidade dos quatro navios da classe são: 1) a guarnição elevada e 2) vão ser 100 cães a um osso a tentar adquirir estas belezas. Tento em conta o passado recente, acredito que vão ser dois para nós e dois para o Chile,

Não tenho dúvidas que o Chile ira ficar com, pelo menos duas unidades!
As guarnições tem mais 59 elementos, eu tinha lido apenas 202, não adicionei os 30 oficiais, que as BD, ou seja se ficássemos com as quatro unidades, em termos de guarnições necessitavamos de mais 236 almas, mesmo á conta para cinco NPO's, ou um AOR's e um NPL .

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Dezembro 06, 2018, 08:29:45 am
NVF, parece que as guarnições das Zeven, pág 22 do PDF, são mesmo de 202 elementos, 29 mais que as nossas BD.

https://www.google.pt/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&source=web&cd=7&ved=2ahUKEwjglPDw5IrfAhVHCcAKHTJzBrgQFjAGegQIAhAC&url=https%3A%2F%2Fwww.government.nl%2Fbinaries%2Fgovernment%2Fdocuments%2Fleaflets%2F2017%2F03%2F09%2Fthe-royal-netherlands-navy-in-focus%2FRoyal%2BNetherlands%2BNavy%2Bin%2BFocus.pdf&usg=AOvVaw33bUn2EaEbVjgWBN_v3Z8T

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: NVF em Dezembro 06, 2018, 12:54:20 pm
Tens razão. Mais ainda, no PDF que colocaste aqui (da própria Koninklijke Marine) dizem que a guarnição mínima é de 165 elementos, que sobe para 202 quando embarcam um hei. Penso que os 30 elementos adicionais da Wiki são staff de comando, já que estas 'fragatas' vem preparadas para embarcar o staff de comando de uma task force.

Quando as nossas fragatas vão comandar task forces também e normal levarem guarnições que ultrapassam os 200 elementos.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: asalves em Janeiro 22, 2019, 06:33:03 pm
Boas para quem não conhece, é possível ver as audiências das da comissão de defesa nacional.

Nomeadamente a discussão da LPM.
Já houve uma audiência no dia 16, hoje houve outra e amanha existe mais uma.

Podem consultar as audiências antigas em: http://www.canal.parlamento.pt/?cid=3528&title=audicao-do-general-manuel-teixeira-rolo-chefe-do-estado-maior-da-forc

Ou assistir em direto: http://www.canal.parlamento.pt
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Srgdoido em Janeiro 22, 2019, 06:42:00 pm
https://www.dn.pt/poder/interior/marinha-vai-modernizar-g3-e-desiste-de-ter-novas-armas-para-fuzileiros--10472763.html?fbclid=IwAR2LbwIMZTsfn6PNCU0atVoRpNzqKokbw5T35SDENYMapLVlV1xL5Qk4W3U

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/navio-polivalente-logistico-e-de-extrema-importancia-para-o-pais
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Janeiro 22, 2019, 06:45:58 pm
https://www.dn.pt/poder/interior/marinha-vai-modernizar-g3-e-desiste-de-ter-novas-armas-para-fuzileiros--10472763.html?fbclid=IwAR2LbwIMZTsfn6PNCU0atVoRpNzqKokbw5T35SDENYMapLVlV1xL5Qk4W3U

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/navio-polivalente-logistico-e-de-extrema-importancia-para-o-pais

Quanto a manter a G3 o sr Almirante só pode estar a brincar, digo eu !!

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Lusitaniae em Janeiro 22, 2019, 07:24:55 pm
Deu um pouco de trabalho mas aqui estão os quadros apresentados hoje no Parlamento pelo chefe do Estado-Maior da Marinha Almirante Mendes Calado

(https://i.ibb.co/FKpp6mz/marinha1.jpg) (https://ibb.co/HVZZ7Bq)
(https://i.ibb.co/TB8PF0w/marinha2.jpg) (https://ibb.co/1fqRwX0)
(https://i.ibb.co/bghj6p0/marinha3.jpg) (https://ibb.co/RpnGgLF)

Aqui podemos ver que o valor total destinado para o NPL é de 297 Milhões de Euros e para os NPO de 349 Milhões o que dá 58.16 cada

(https://i.ibb.co/ryJkTZT/marinha4.jpg) (https://ibb.co/kcFKkhk)
(https://i.ibb.co/LNbXDnn/marinha5.jpg) (https://ibb.co/SfW4DRR)
(https://i.ibb.co/mqNx4jG/marinha6.jpg) (https://ibb.co/XsYwtQb)
(https://i.ibb.co/zNMkQm9/marinha7.jpg) (https://ibb.co/pn7mb1V)
(https://i.ibb.co/LkJQHZC/marinha8.jpg) (https://ibb.co/98VwSrq)
(https://i.ibb.co/mXqXSYv/marinha9.jpg) (https://ibb.co/jWMWHxV)
(https://i.ibb.co/Rzj22q5/marinha10.jpg) (https://ibb.co/xJFhhN4)
(https://i.ibb.co/k2ffJtG/marinha11.jpg) (https://ibb.co/Wvww0LH)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Stalker79 em Janeiro 22, 2019, 08:41:42 pm
Ao menos já falam em novas fragatas! Pode ser que um burro parta as pernas quando chegar a 2028!
 ;)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 22, 2019, 08:53:38 pm
Ao menos já falam em novas fragatas! Pode ser que um burro parta as pernas quando chegar a 2028!
 ;)

E pelo que vi, vamos ficar apenas com 3.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Stalker79 em Janeiro 22, 2019, 08:58:49 pm
Ao menos já falam em novas fragatas! Pode ser que um burro parta as pernas quando chegar a 2028!
 ;)

E pelo que vi, vamos ficar apenas com 3.


Se calhar em 2028 ainda não equacionam a retirada das Bartolomeu Dias. Digo eu, não sei.
Afinal foram fazer um refit agora, de certeza não será para apenas 8 ou 10 anos.
 :-\
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: NVF em Janeiro 22, 2019, 10:14:49 pm
As mesmas três fragatas novas aparecem tanto como substitutas das VdG como das BD. Com o programa a iniciar-se em 2028, as entregas devem começar no mítico ano de 2035, quando está prevista a retirada das BD e das VdG. Como as VdG vão passar a NPOs, trata-se da substituição de duas fragatas (as BD) por três, o que é uma melhoria  :mrgreen: Há que ver estas coisas de um perspectiva optimista. E quem sabe, talvez em 2035 se adquiram novas espingardas para os fuzos e novos helis ASW.

Infelizmente, parece que os planos anteriores, ainda há poucos anos reiterados pela Marinha, de possuir 5 fragatas ASW e 2 fragatas AAW é mais bolos ou, neste caso, mais barco à vista.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: LM em Janeiro 23, 2019, 09:52:34 am
Demasiados NPO - 3 para missões Frontex / NATO / CPLP é "interessante", tendo em conta que nem um radar vigilância militar têm... 2 na ZMA é um upgrade face ao passado... mas parece simplesmente para justificar a existencia de  10 unidades; até porque vamos ter 3 NPO "Meko".

8 NPO chegavam - usando o recursos para ter pelo menos 2 unidades com algo do tipo radar VARIANT + R-ESM Vigile LW + C-ESM Altesse-C + Mistral-RC.

E cada vez mais considero LPD + AOR um exagero para recursos tão limitados como os nossos - 1 AOR "polivalente" era suficiente, recursos para FGH são essenciais.

Mas a eficácia do dispositivo não é a única variável a considerar... à que pensar como "vender" aos políticos e população, ter lugares de comando, "encher o olho" em desfiles...     
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: nelson38899 em Janeiro 23, 2019, 10:46:20 am


E cada vez mais considero LPD + AOR um exagero para recursos tão limitados como os nossos - 1 AOR "polivalente" era suficiente, recursos para FGH são essenciais.

Mas a eficácia do dispositivo não é a única variável a considerar... à que pensar como "vender" aos políticos e população, ter lugares de comando, "encher o olho" em desfiles...   

Depois de tudo o que ando a ler, começo a pensar no mesmo. AOR mais polivalente seria o ideal.

Sem fragatas e sem submarinos, pelo menos não vi nada que fale sobre isso, ter um navio tão valioso como é um LPD sem proteção  é como ter uma casa enorme e não ter porta, mais vale não ter.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Srgdoido em Janeiro 23, 2019, 06:07:20 pm
https://www.dn.pt/lusa/interior/exercito-com-7625-me-na-lei-de-programacao-militar-diz-que-verba-foi-a-possivel-10477535.html

https://www.dn.pt/poder/interior/exercito-procura-helicopteros-para-apoiarem-militares-na-republica-centro-africana-10477519.html
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Fevereiro 04, 2019, 10:40:53 pm
Se for verdade lá vamos apanhar com um AOR usado e os fuzos com VBL's, mas valha-nos o upgrade dos F16 para versão Viper, ao menos isso.

https://www.facebook.com/portuguesearmy/


Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: NVF em Fevereiro 04, 2019, 11:10:52 pm
Excelentes aquisições! O LPD, pelos vistos, é um San Antonio e está confirmado um Wave Knight. Se calhar vão ter que se empurrar um ao outro para passar no canal do Alfeite.

Os blindados para os fuzos são chineses, pelo que devem ser baratos. É uma boa aquisição e, sem dúvida, que não seria possível se a Marinha tivesse adquirido umas 400 ou 500 espingardas novas para os fuzos. Ao contrário do pseudo upgrade das BD, não se olharam a despesas no upgrade dos Lynx que ficaram iguais aos Wildcat. Boas notícias apesar de tudo.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Fevereiro 04, 2019, 11:23:28 pm
Excelentes aquisições! O LPD, pelos vistos, é um San Antonio e está confirmado um Wave Knight. Se calhar vão ter que se empurrar um ao outro para passar no canal do Alfeite.

Os blindados para os fuzos são chineses, pelo que devem ser baratos. É uma boa aquisição e, sem dúvida, que não seria possível se a Marinha tivesse adquirido umas 400 ou 500 espingardas novas para os fuzos. Ao contrário do pseudo upgrade das BD, não se olharam a despesas no upgrade dos Lynx que ficaram iguais aos Wildcat. Boas notícias apesar de tudo.

Cá para mim o AOR chega bem antes de 2028 !

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Fevereiro 05, 2019, 07:39:10 pm
Excelentes aquisições! O LPD, pelos vistos, é um San Antonio e está confirmado um Wave Knight. Se calhar vão ter que se empurrar um ao outro para passar no canal do Alfeite.

Os blindados para os fuzos são chineses, pelo que devem ser baratos. É uma boa aquisição e, sem dúvida, que não seria possível se a Marinha tivesse adquirido umas 400 ou 500 espingardas novas para os fuzos. Ao contrário do pseudo upgrade das BD, não se olharam a despesas no upgrade dos Lynx que ficaram iguais aos Wildcat. Boas notícias apesar de tudo.

Para rir só pode essa do LPD San António, como é que vocês acreditam nisto ?

:D :D :D
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Lightning em Fevereiro 05, 2019, 11:51:19 pm
Se o video tivesse F-35 ainda acreditava... assim não :mrgreen:.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Clausewitz em Fevereiro 06, 2019, 04:46:38 am
Excelentes aquisições! O LPD, pelos vistos, é um San Antonio e está confirmado um Wave Knight. Se calhar vão ter que se empurrar um ao outro para passar no canal do Alfeite.

Os blindados para os fuzos são chineses, pelo que devem ser baratos. É uma boa aquisição e, sem dúvida, que não seria possível se a Marinha tivesse adquirido umas 400 ou 500 espingardas novas para os fuzos. Ao contrário do pseudo upgrade das BD, não se olharam a despesas no upgrade dos Lynx que ficaram iguais aos Wildcat. Boas notícias apesar de tudo.

Para rir só pode essa do LPD San António, como é que vocês acreditam nisto ?

:D :D :D

Ninguém acredita, era só ironia mesmo. As imagens são só ilustrativas e se até já tivemos fotos de militares e equipamentos estrangeiros a ilustrar os nossos equipamentos no site oficial do exército, imagina umas montagens sobre possíveis aquisições futuras. É só um resumo da LPM misturado com wishful thinking.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Fevereiro 06, 2019, 07:03:24 am
Excelentes aquisições! O LPD, pelos vistos, é um San Antonio e está confirmado um Wave Knight. Se calhar vão ter que se empurrar um ao outro para passar no canal do Alfeite.

Os blindados para os fuzos são chineses, pelo que devem ser baratos. É uma boa aquisição e, sem dúvida, que não seria possível se a Marinha tivesse adquirido umas 400 ou 500 espingardas novas para os fuzos. Ao contrário do pseudo upgrade das BD, não se olharam a despesas no upgrade dos Lynx que ficaram iguais aos Wildcat. Boas notícias apesar de tudo.

Para rir só pode essa do LPD San António, como é que vocês acreditam nisto ?

:D :D :D

Ninguém acredita, era só ironia mesmo. As imagens são só ilustrativas e se até já tivemos fotos de militares e equipamentos estrangeiros a ilustrar os nossos equipamentos no site oficial do exército, imagina umas montagens sobre possíveis aquisições futuras. É só um resumo da LPM misturado com wishful thinking.

para mim as melhores  " notícias " foram a dos blindados para os fuzos, do Wave Ruler/Knight e da versão Viper. Quem  " fabricou esta info " visita e muito, este forum  ::)

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: zocuni em Fevereiro 06, 2019, 09:59:50 am
Excelentes aquisições! O LPD, pelos vistos, é um San Antonio e está confirmado um Wave Knight. Se calhar vão ter que se empurrar um ao outro para passar no canal do Alfeite.

Os blindados para os fuzos são chineses, pelo que devem ser baratos. É uma boa aquisição e, sem dúvida, que não seria possível se a Marinha tivesse adquirido umas 400 ou 500 espingardas novas para os fuzos. Ao contrário do pseudo upgrade das BD, não se olharam a despesas no upgrade dos Lynx que ficaram iguais aos Wildcat. Boas notícias apesar de tudo.

Para rir só pode essa do LPD San António, como é que vocês acreditam nisto ?

:D :D :D

Por acaso tambem achei algo delirante essa do LPD San Antonio,mas....
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: NVF em Fevereiro 06, 2019, 08:15:30 pm
Excelentes aquisições! O LPD, pelos vistos, é um San Antonio e está confirmado um Wave Knight. Se calhar vão ter que se empurrar um ao outro para passar no canal do Alfeite.

Os blindados para os fuzos são chineses, pelo que devem ser baratos. É uma boa aquisição e, sem dúvida, que não seria possível se a Marinha tivesse adquirido umas 400 ou 500 espingardas novas para os fuzos. Ao contrário do pseudo upgrade das BD, não se olharam a despesas no upgrade dos Lynx que ficaram iguais aos Wildcat. Boas notícias apesar de tudo.

Para rir só pode essa do LPD San António, como é que vocês acreditam nisto ?

:D :D :D

Ninguém acredita, era só ironia mesmo. As imagens são só ilustrativas e se até já tivemos fotos de militares e equipamentos estrangeiros a ilustrar os nossos equipamentos no site oficial do exército, imagina umas montagens sobre possíveis aquisições futuras. É só um resumo da LPM misturado com wishful thinking.

para mim as melhores  " notícias " foram a dos blindados para os fuzos, do Wave Ruler/Knight e da versão Viper. Quem  " fabricou esta info " visita e muito, este forum  ::)

Abraços

Visita muito mas posta pouco  ;D

O blindado dos fuzos é uma grande máquina e até já está em serviço na Argentina. Tem mais variantes que o Pandur, incluíndo uma versão com canhão 105.

https://en.wikipedia.org/wiki/Type_08 (https://en.wikipedia.org/wiki/Type_08)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: typhonman em Fevereiro 06, 2019, 10:11:31 pm
Excelentes aquisições! O LPD, pelos vistos, é um San Antonio e está confirmado um Wave Knight. Se calhar vão ter que se empurrar um ao outro para passar no canal do Alfeite.

Os blindados para os fuzos são chineses, pelo que devem ser baratos. É uma boa aquisição e, sem dúvida, que não seria possível se a Marinha tivesse adquirido umas 400 ou 500 espingardas novas para os fuzos. Ao contrário do pseudo upgrade das BD, não se olharam a despesas no upgrade dos Lynx que ficaram iguais aos Wildcat. Boas notícias apesar de tudo.

Para rir só pode essa do LPD San António, como é que vocês acreditam nisto ?

:D :D :D

Ninguém acredita, era só ironia mesmo. As imagens são só ilustrativas e se até já tivemos fotos de militares e equipamentos estrangeiros a ilustrar os nossos equipamentos no site oficial do exército, imagina umas montagens sobre possíveis aquisições futuras. É só um resumo da LPM misturado com wishful thinking.

para mim as melhores  " notícias " foram a dos blindados para os fuzos, do Wave Ruler/Knight e da versão Viper. Quem  " fabricou esta info " visita e muito, este forum  ::)

Abraços

Que se acuse !!! :D
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: zocuni em Fevereiro 08, 2019, 08:39:12 am
Nada contra essa LOM contudo mais uma vez a artilharia de camapnha e antiaérea fica a ver os navios passarem.Sera que querem extinguir essa arma de nosso exército?
Pois eu não acho graça alguma.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Cabeça de Martelo em Fevereiro 08, 2019, 10:30:56 am
Nada contra essa LOM contudo mais uma vez a artilharia de camapnha e antiaérea fica a ver os navios passarem.Sera que querem extinguir essa arma de nosso exército?
Pois eu não acho graça alguma.

Está em processo concursos disso mesmo.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: zocuni em Fevereiro 08, 2019, 10:33:57 am
Nada contra essa LOM contudo mais uma vez a artilharia de camapnha e antiaérea fica a ver os navios passarem.Sera que querem extinguir essa arma de nosso exército?
Pois eu não acho graça alguma.

Está em processo concursos disso mesmo.

Então ficarei no aguardo de boas noticias.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Charlie Jaguar em Abril 05, 2019, 03:19:46 pm
Que mais se poderia esperar quando as coisas assim continuam? :( ::)

Citar
Lei de Programação Militar com execução de 75% em 2018, abaixo do ano anterior
A taxa de execução financeira da Lei de Programação Militar (LPM) foi de 75% em 2018, abaixo dos 80,1% registados no ano anterior, segundo o relatório de execução entregue na Assembleia da República.

Lusa
05 Abril 2019 — 07:35

De acordo com o relatório, a que a Lusa teve acesso, estão em execução 70 projetos de investimento nas Forças Armadas, 24 dos quais com atrasos "passíveis de recuperação" e três que terminarão depois do inicialmente planeado. A execução financeira revela que foram investidos 300,8 milhões de euros em 2018, o que corresponde a 75% da dotação corrigida e representa um decréscimo de 26,5 milhões de euros face à execução de 2017. No relatório, o Ministério da Defesa sublinha que o facto de não ter havido cativações na LPM foi um "fator de estabilidade", admitindo por outro lado que as "limitações relacionadas com a atribuição dos fundos disponíveis influenciaram o ritmo de execução da LPM traduzindo-se como fator de instabilidade e risco acrescido à execução". Nas recomendações, o relatório sugere que se reveja o regime que limita a utilização dos "fundos disponíveis", em linha com as recomendações do Tribunal de Contas.

Os três ramos militares foram afetados com a limitação ao uso de fundos disponíveis. A Força Aérea em 2018 teve uma execução financeira de 67%, afetada pelo corte de fundos disponíveis no montante de 4,4 milhões de euros. Na Marinha, "não fosse o efeito do corte de fundos disponíveis e outros fatores externos, a taxa de execução teria, previsivelmente, atingido os 99%", refere o relatório. Em consequência das limitações, a execução ficou nos 77%, e criaram "insuficiências em projetos como a construção de dois salva-vidas no Arsenal do Alfeite", na manutenção dos helicópteros Lynx e "provocaram atrasos na revisão intermédia" do submarino Arpão.

Ao nível do Estado-Maior das Forças Armadas, o relatório dá conta de "atrasos" na concretização do projeto para criar um "sistema de atividades de contrainformação nas Forças Armadas", que prevê a aquisição de viaturas ligeiras descaracterizadas. Quanto ao Exército, teve uma execução financeira de 74% relativamente à dotação corrigida, de 49,2 milhões de euros, havendo 25 projetos a decorrer, dos quais nove com atrasos face ao planeado.

https://www.dn.pt/lusa/interior/lei-de-programacao-militar-com-execucao-de-75-em-2018-abaixo-do-ano-anterior-10763880.html
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: LM em Abril 06, 2019, 11:53:21 am
Stalker os 4700 milhões da LPM, a davam para as fragatas e muito mais.

Com 1800 milhões a Marinha comprava três Mekos, um AOR, cinco NPO, ou três NPO e cinco NPC, três Wildcats, e tudo NOVO!!
Assim haja vontade politica e chefias Militares com os ditos no local !!!

E vamos gastar (ie, onde no papel está previsto ir gastar) onde então? LPM 2030 ainda não foi aprovada, certo? Apesar da proposta, se mudar, deve ser canalizar vil metal do LPD para manter capacidade  de fragatas (capacidade é uma liberdade linguística)
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Abril 06, 2019, 12:19:03 pm
Stalker os 4700 milhões da LPM, a davam para as fragatas e muito mais.

Com 1800 milhões a Marinha comprava três Mekos, um AOR, cinco NPO, ou três NPO e cinco NPC, três Wildcats, e tudo NOVO!!
Assim haja vontade politica e chefias Militares com os ditos no local !!!

E vamos gastar (ie, onde no papel está previsto ir gastar) onde então? LPM 2030 ainda não foi aprovada, certo? Apesar da proposta, se mudar, deve ser canalizar vil metal do LPD para manter capacidade  de fragatas (capacidade é uma liberdade linguística)

Não percebi a tua pergunta LM ???

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: LM em Abril 06, 2019, 01:47:42 pm
Tinhas dito que o montante aprovado - aqui faço ressalva que neste país aprovado e ser efectivamente gasto é muito diferente - chega para a lista de material que indicaste; fiquei com vontade de a comparar com o que a LPM prevê mas sem esquecer que esta ainda não foi aprovada (mas, tirando LPD vs fragatas, não deve sofrer alterações do proposto).
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: tenente em Abril 06, 2019, 02:14:42 pm
Tinhas dito que o montante aprovado - aqui faço ressalva que neste país aprovado e ser efectivamente gasto é muito diferente - chega para a lista de material que indicaste; fiquei com vontade de a comparar com o que a LPM prevê mas sem esquecer que esta ainda não foi aprovada (mas, tirando LPD vs fragatas, não deve sofrer alterações do proposto).

Penso que se deverá manter a 90/95% do proposto, no entanto estas LPM's não tem razão de ser se os orçamentos das FFAA fossem de 1.5 do PIB cerca de 3000 milhões, esse valor chegava e sobrava, para termos umas FFAA excelentemente equipadas.

Os 1,5% do PIB permitiriam que as FFAA recebessem 80% desse valor ficando cerca de 600 milhões por ano para os investimentos de maior vulto.
Os 2400 milhões restantes eram suficientes para alocar ao Exército 1000 milhões e à FAP e á marinha 700 milhões a cada Ramo.

Só para termos uma ideia dos valores que estou a referir o Orçamento da Marinha em 2017 foi de 524 milhões.  desse valor retirou 69% para os vencimentos, 11% para MNT e Operações e 20% para investimentos.
Os 11% para MNT e operações foram a grande limitação que a armada sofreu nesse ano se bem nos lembramos das faltas de combustíveis e afins.
O ideal seria a Marinha conseguir alocar 50% do orçamento para o pessoal, 25% para MNT e operações e 20% para investimentos.
Se em 2017 o pessoal necessitou de 361 milhões = 69% do orçamento anual se o mesmo orçamento fosse de 700 milhões o mesmo pessoal apenas necessitaria de apenas 51,6% do dito orçamento libertando as restantes verbas para a MNT/operações e investimento.

20% de investimento em 700 milhões são 140 milhões ano, basta fazer contas em dez anos o que se poderia fazer com a verba acumulada !

para os restantes Ramos as situações seriam idênticas !!

Abraços
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: LM em Abril 07, 2019, 11:17:49 am
Mas, só para relembrar o documento que coloquei no post "F16 Marrocos" - "(...)em 2019, deverá manter-se um grave desequilíbrio entre diversas rúbricas orçamentais, correspondendo os gastos com o pessoal a 70% da despesa total, enquanto que as despesas com a operação e manutenção corresponderão a 17% e as despesas em investimento a 13%.(...)"
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Junho 05, 2019, 09:05:29 pm
Citar
Presidente da República promulga diploma da Assembleia da República
O Presidente da República promulgou hoje o diploma da Assembleia da República que aprova a Lei de Programação Militar e revoga a Lei Orgânica n.º 7/2015, de 18 de maio.

Dentro de alguns dias deverá sair em Diário da República...
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: dc em Junho 06, 2019, 01:45:35 am
Calculo que podemos partir do princípio que não terá nada de novo na LPM. E a haver novidades, serão negativas com certeza.  :bang:
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Junho 17, 2019, 09:33:09 am
Lei Orgânica n.º 2/2019 - Diário da República n.º 114/2019, Série I de 2019-06-17122592080
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Aprova a lei de programação militar e revoga a Lei Orgânica n.º 7/2015, de 18 de maio

https://dre.pt/application/conteudo/122592080
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: dc em Junho 17, 2019, 10:56:47 am
Aqueles 1 729 070 000 das "capacidades conjuntas" é o quê? Salários e afins?

E onde estão os 827 milhões dos KC?  ???
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: Lightning em Junho 17, 2019, 06:40:32 pm
Na última LPM as capacidades conjuntas incluíam o LPD.

O KC deve estar na parte: Transporte Aéreo (TPT) Estratégico, táctico e especial, mas também deve incluir a modernização de aviônicos dos C130 e Falcon 50.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: NVF em Junho 17, 2019, 07:48:49 pm
O KC também deve estar nas Capacidades Conjuntas.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: dc em Junho 17, 2019, 10:07:42 pm
Bem, então sendo esse o caso, esta Lei diz muito sem dizer nada.  ::)
Não era mais fácil ter logo tudo estipulado sobre onde iriam ser gastos os valores? Qualquer dia aparece tudo como "coisas", e o pessoal engole.

E continua a haver detalhes por esclarecer, como por exemplo os pontos "Oceânica de Superfície", ou a "Luta Aérea Ofensiva e Defensiva". Este último tem a ver com manutenção e horas de voo? Armamentos? MLU para alguma tape mais recente?
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: asalves em Junho 24, 2019, 12:51:03 pm
Bem, então sendo esse o caso, esta Lei diz muito sem dizer nada.  ::)
Não era mais fácil ter logo tudo estipulado sobre onde iriam ser gastos os valores? Qualquer dia aparece tudo como "coisas", e o pessoal engole.

E continua a haver detalhes por esclarecer, como por exemplo os pontos "Oceânica de Superfície", ou a "Luta Aérea Ofensiva e Defensiva". Este último tem a ver com manutenção e horas de voo? Armamentos? MLU para alguma tape mais recente?

Lol  ;D

A LPM não serve para nada, apenas para fingir que cumpre a burocracia criada pelos governos ou exigida pela UE. A cada LPM há um relatório do tribunal de contas a criticar o planeamento e a execução da LEI.

Existem verbas que não gastas e não estão planeadas, ou verbas que estão planeadas e são gastas noutro item, ou as vezes vergas que são posta em itens que não fazem sentido, acho que na antiga lei, havia uma verba para a manutenção de um meio qualquer da FAP que estava nos item dos serviços centrais em vez de ter um item próprio ou enquadrado noutro mais preciso.

A ideia é quem olhar para isso não ficar a perceber nada, assim não dá para fazer contas e perguntas inconvenientes.
Título: Re: Nova LPM
Enviado por: PereiraMarques em Julho 23, 2020, 10:28:07 am
Mera marmelada administrativo-contabilistica...

Despacho n.º 7355/2020 - Diário da República n.º 142/2020, Série II de 2020-07-23 138635935
Defesa Nacional - Gabinete do Ministro
Normas e procedimentos no âmbito da gestão integrada dos programas de investimento previstos na Lei de Programação Militar - revogação do Despacho n.º 5408/2004, de 22 de dezembro de 2003

https://dre.pt/web/guest/home/-/dre/138635935/details/maximized?serie=II&parte_filter=31&dreId=138633313