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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Países Lusófonos => Tópico iniciado por: TOMKAT em Novembro 27, 2005, 04:47:13 am

Título: CPLP
Enviado por: TOMKAT em Novembro 27, 2005, 04:47:13 am
Andorra, a Guiné Equatorial, Marrocos e o Senegal querem entrar para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), notícia o Expresso neste sábado, sem apresentar justificações para a pretensão, apenas dando a notícia.
A notícia surgiu à margem de um colóquio organizado na passada quarta-feira, na Assembleia da Répública, pelo Circulo de Reflexão Lusófona, para comemorar o 30º aniversário dos Palop's.

Mas a grande polémica surgiu com a proposta de Angola para a alteração do símbolo da CPLP do actual (esfera armilar com 8 circulos ligados a circundá-la) para um com as bandeiras nacionais dos países...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg508.imageshack.us%2Fimg508%2F9525%2Fcplp2ut.png&hash=fae0cb62f97d08ee0455b92d8f2e4da6)

Fiz esta réplica da imagem proposta por Angola no "Paint" por não conseguir a imagem verdadeira.
Na proposta a bandeira portuguesa aparece bastante subalternizada e a do Brasil também parece remetida para segundo plano.
A dominar aparece a bandeira de Angola.
Estrá o petróleo a subir à cabeça dos angolanos? :roll:
Título:
Enviado por: komet em Novembro 27, 2005, 05:01:47 am
Ehehe o complexo do colonizado  :lol:

Relembro que não se trata da "Comunidade de Países de Língua Angolana"
Título:
Enviado por: typhonman em Novembro 27, 2005, 03:11:37 pm
Fala-se Portugues em Marrocos?  :roll:
Título:
Enviado por: pedro em Novembro 27, 2005, 03:25:37 pm
Caro amigo eu acho que nao mas na guine equatorial o portugues nao e uma lingua oficial. :lol:
Título:
Enviado por: Miguel em Novembro 27, 2005, 05:20:12 pm
Andorra????

E em Europa!
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 28, 2005, 02:47:35 pm
De entre os paises da CPLP, não há nenhuma razão para que Portugal tenha uma posição de destaque especial. A ordem alfabética, coloca normalmente Angola em primeiro lugar. Eu pessoalmente, não vejo nenhum problema nisso.

Agora Marrocos e Andorra?  :shock:

O Senegal, entende-se por causa de Casamanse, a Guiné Equatorial, também se entende, dado afinal, até o seu sitema de ensino ter ligações com Angola e com São Tomé, e aquilo ter sido território espanhol, por um acaso da História. Mas não entendo porque diacho de razão Marrocos deveria fazer parte da CPLP. Andorra, também não entendo, a não ser pela quantidade de portugueses que lá vivem. Mas claro, nesse caso, também temos que incluir o Luxemburgo e a Suiça na CPLP, já para não falar em Paris.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: pedro em Novembro 28, 2005, 06:39:31 pm
Tem razao papatango. :lol:
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 29, 2005, 12:28:44 am
Parece que o ministro dos negocios estrangeiros, Freitas do Amaral confirmou os pedidos de adesão de:
Senegal, Guiné Equatorial, Marrocos, Andorra, Macau e Filipinas.

As Filipinas também  :twisted:

Cumprimentos
Título:
Enviado por: dremanu em Novembro 29, 2005, 12:54:05 am
Isto é o princípio do V império.... :shock:

É onde está a Galiza, Uruguay e Suriname?
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 29, 2005, 12:57:33 am
O Suriname?  :mrgreen:

Isto já vai em 7º império  :twisted:

Mas sinceramente não entendo uma CPLP com Angola, Brasil Portugal, Moçambique, Guiné Bissau, Cabo Verde, Timor, São Tomé, Timor, Macau, Filipinas, Senegal, Guiné-Equatorial, Marrocos.

Não faz grande sentido, a não ser que queiram descaracterizar a CPLP, que afinal, se deveria caracterizar pela lingua portuguesa.

Cumprimentos.
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 29, 2005, 01:00:22 am
Citar
Isto já vai em 7º império  :mrgreen:


Citar
Não faz grande sentido, a não ser que queiram descaracterizar a CPLP, que afinal, se deveria caracterizar pela lingua portuguesa.


Tu topa-los à distância, PT! :shock:
Título:
Enviado por: dremanu em Novembro 29, 2005, 01:13:41 am
Citação de: "papatango"
O Suriname?  :conf:

Não foi o Suriname parte do Brasil? Só depois é que foi entregue aos Holandêses.

As Filipinas foram descobertas por Magalhães, então existe uma conexão nesse ponto, mas muito fraca.



Citar
Não faz grande sentido, a não ser que queiram descaracterizar a CPLP, que afinal, se deveria caracterizar pela lingua portuguesa.


Eu também pensei no mesmo, mas que é que teria o interesse em procurar descaracterizar a CPLP?
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 29, 2005, 01:19:43 am
Os Pérfidos e horrendos castelhanos?  :shock:

Não me estou assim a lembrar de mais ninguém  :twisted:
Título:
Enviado por: Bernardino em Novembro 29, 2005, 01:22:54 am
Caros amigos

Penso que existem coisas bem mais importantes a resolver em Angola, do que impingir um simbolo sem qualquer gosto.
A CPLP está a ficar um forum de vasta intenções e "rien" de algo concreto.
Estamos a chegar ao 10ª aniversário e talvez á crise temporal da decada...
Título:
Enviado por: dremanu em Novembro 29, 2005, 01:24:42 am
Citação de: "papatango"
Os Pérfidos e horrendos castelhanos?  :shock:

Não me estou assim a lembrar de mais ninguém  :twisted:


Em relação aos castelhanos acho que é uma possibilidade, mas aos Americanos, porquê?
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 29, 2005, 01:34:58 am
Terá a CPLP resultado de consciências pesadas?
Deixo-vos esta provocação.
Título:
Enviado por: Lince em Novembro 29, 2005, 01:40:07 am
Citação de: "papatango"
Parece que o ministro dos negocios estrangeiros, Freitas do Amaral confirmou os pedidos de adesão de:
Senegal, Guiné Equatorial, Marrocos, Andorra, Macau e Filipinas.

As Filipinas também  :twisted:

Cumprimentos


 :roll: Não estou a perceber NADA. Esperemos para ver. Posso Propor a Suécia? :twisted:
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 29, 2005, 01:42:29 am
Citação de: "Dremanu"
Em relação aos castelhanos acho que é uma possibilidade, mas aos Americanos, porquê?
Simples:
Qual é o maior país da CPLP?
Qual é o país que mais influência tem?
Se a CPLP tivesse um cariz mais militar, o Brasil + Angola + ilhas atlânticas, controlam completamente o petróleo no golfo da Guiné, que os americanos querem garantir para eles.

A CPLP, poderia dar ao Brasil, uma capacidade e influência mesmo no campo militar e naturalmente politico que os Estados Unidos (os tontos dos NeoCons) podem não gostar.

Não esquecer, que de todas as comunidades entre potências coloniais e antigas colónias, a CPLP é a mais recente, mas praticamente a única que tem um cariz ou uma vertente militar, em que todos participam.

Claro que os americanos vêm mais longe que os brasileiros.
Pelo menos vêm mais longe que o actual governo Brasileiro. Mas também, um governo com um ministro que vai dar espectaculos de música para as Nações Unidas,  :roll:

Pessoalmente acho que o melhor presidente que o Brasil teve nos últimos anos foi o Fernando Henrique Cardoso, mas a politica brasilieira em muitos aspectos é ainda mais complicada que a portuguesa.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Leonidas em Novembro 29, 2005, 02:20:06 am
Saudaões guerreiras.

Realmente estou surpreso com este noticia.
Penso ter uma esplicação para Morrocos. Não será certamente pela língua mas mais para reforçar as boas relações entre os dois países e haver um canal de comunicação com a Europa, mais fluído. Se não ,me falha a memória, há que acrescentar o seguinte: Portugal deve ser um dos poucos países europeus com boas relacões em todo o Norte de África e de uma maneira geral sermos bem aceites em todo o mundo árabe. O assumir de uma posição mais hóstil por parte dos nossos vizinhos que se sentem ameaçados, com ou sem razão, e possivelmente por comungarmos de certos problemas em relação a esses mesmos vizinhos em comum.

Este ano, creio, que por duas vezes, Marrocos já previligiou Portugal em detrimento de Espanha. Só um ex. O acordo de pescas é mais favorável as Portugal do que a Espanha, para se poder pescar em águas marroquinas. Marrocos que, por razões sobejamente conhecidas, não tem uma relação com Espanha, nem de perto, que tem a mesma com Portugal embora, forçosamente os canias de diálogo têm de estar abertos por causa da emigração, creio. Mas isso não é nada suficiente para esconder as antipatias entre os dois países.

Em relação aos outros territórios, não sei o que dizer, mas desconfio que se reconhece, a nivel internacional um papel de mediador neutral a Portugal. Se calhar é-nos reconhecido esse papel já há muito tempo, mas provávelmente, por causa das transformações que este planeta maluco está a sofrer, só agora é que haverá a possibilidade de Portugal se destacar em ações diplomáticas. Não é para me gabar mas, reconheço que esta situação deixa-me orgulhoso. Não nos devemos esquecer que Portugal é um país universal, conhecido nos quatro cantos do planeta e que de uma maneira geral é bem visto, porque se calhar sempre teve a atitude mais correta perante os mais divrsos povos, por comparação com outros que concorriam connosco durante as descobertas. Só um ex. Macau.

Mesmo por termos apoiados os camones para o Iraque, creio que o belisco deve ter sido minímo, por isso há que fazer ainda mais e melhor um trabalho diplomático para "polir" mais a imagem de Portugal e assim tirarmos todos os melhores proveitos possivéis com isso. Temos é que ter cuidado por causa das invejisses e não sermos tótós. Este tipo de oportunidades não deve ser nada desaporveitada a todos os níveis. Esperemos que os srs. embaixadores façam auilo que se espera de qualquer pessoa minimamente responsável e inteligente. O resto virá sempre por acréscimo.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Paisano em Novembro 29, 2005, 04:50:23 am
Citação de: "papatango"
Pessoalmente acho que o melhor presidente que o Brasil teve nos últimos anos foi o Fernando Henrique Cardoso, mas a politica brasilieira em muitos aspectos é ainda mais complicada que a portuguesa.


PT, com todo respeito que eu tenho a sua pessoa, mas FHC, Lula, PSBD e PT (não você, obviamente. :evil:

Tenho tanto desprezo pelo Lula como pelo FHC. :down:

FHC :domador:

:evil:  :evil:  :evil:
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 29, 2005, 12:21:58 pm
Paisano, embora eu até conheça um pouco da realidade politica brasileira, confesso que muitas vezes escapam-me os equilibrios politico-partidarios regionais.

No entanto, refiro-me especialmente à imagem internacional do Brasil que o Henrique Cardoso transmite.

Não me refiro às tricas e Máfias dentro do PSDB, ou do PT. Porque elas também existem nos outros partidos.

= = = =

Leonidas:

Relativamente a Marrocos, veja que Marrocos pede a adesão à CPLP, não a Portugal. Acho que se os Mmarroquinos quiserem mostrar aos espanhóis que têm melhores relações connosco que com eles, não precisam de pedir a adesão à CPLP. Basta invadirem mais uma ilhota espanhola  :mrgreen:

A CPLP, não é Portugal, é isso sim, uma realidade de que Portugal faz parte.

Se a proximidade com um país da CPLP é razão para adesão, então teremos que esperar também a adesão da Espanha (lagarto, lagarto, lagarto), da Namibia, Africa do Sul, Zimbabwe, Zambia, Suazilandia, Malawi, Tanzania, Zaire, Gabão, Guiné-Konacri, Indonésia, Uruguai, Argentina, Paraguai, Bolivia, Peru, Colombia, Venezuela, e as Guianas.

Logo, as relações com Portugal, não explicam a presença de MArrocos na CPLP.

No entanto, já ouvi falar em "outras dimensões" da CPLP, nomeadamente no campo económico, em que aí sim, poderia haver interesse de outros países, porque ao entrar numa associação de países com realidades tão dispares, acaba por se entrar em contacto com eventuais mercados potênciais que de outra maneira não se poderiam abrir.

No entanto, não sei se não seria melhor criar outro organismo qualquer.
O que sei é que para acabar com uma organização de países, a melhor formula é meter toda a gente ao barulho, garantindo a total inoperacionalidade da organização.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 29, 2005, 12:27:52 pm
Só uma nota Paisano (e referente ao Fernando Hemrique Cardoso)

Você lembra-se do Cruzeiro, e depois do Cruzeiro Novo, e depois do Cruzeiro outra vez, e depois do Cruzado, e depois do Cruzeiro novamente ?

Você acha que o Real é uma demonstração de incompetência?

Eu entendo que uma micro-análise é sempre mais capaz que uma macro-análise de quem está de fora, logo, eu admito que não conheço suficientemente a situação, pelo que qualquer analise minha pecará sempre por insuficiente, no entanto também é verdade que muitas vezes quando nos detalhamos demasiado, deixamos de ter uma noção global.

Por isso, é que eu acho que o FHC foi o melhor dos presidentes do Brasil, e falo de Figueiredo/Sarney/Color.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Paisano em Novembro 29, 2005, 01:20:41 pm
Apenas um detalhe, PT: O Real foi implantado no governo Itamar Franco e não FHC. E, aí, este aproveitou o sucesso(?) do Real para se eleger Presidente da República.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 29, 2005, 01:42:20 pm
Citação de: "Leonidas"
Se não ,me falha a memória, há que acrescentar o seguinte: Portugal deve ser um dos poucos países europeus com boas relacões em todo o Norte de África e de uma maneira geral sermos bem aceites em todo o mundo árabe. O assumir de uma posição mais hóstil por parte dos nossos vizinhos que se sentem ameaçados, com ou sem razão, e possivelmente por comungarmos de certos problemas em relação a esses mesmos vizinhos em comum.


Também "Portugal" em árabe quer dizer "Laranja", quem é que há de ter receio de um país que se chama "Laranja"... :toto:

Cumprimentos
B. Pereira Marques
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 29, 2005, 01:48:30 pm
O V Império...  :shock:

O V Império só pode surgir de um país fraco militarmente...

*Luso a sonhar... muito alto... O V Império!*
Título:
Enviado por: pedro em Novembro 29, 2005, 08:24:33 pm
caros amigos eu so aceito adesoes a cplp se o pais que quer fazer parte tenha o portugues como lingua oficial:1,2,3 nao faz mal o que tem que ter e o portugues como lingua oficial. :lol:
Título:
Enviado por: Leonidas em Novembro 29, 2005, 09:28:59 pm
Saudações guerreiras.

PapaTango, tem toda a razão, o pedido foi feito á CPLP e não a Portugal em particular. Portugal faz parte da CPLP e não o contrário. Que me desculpem os outros países da CPLP.
Estou também de acordo consigo em diferenciar os restantes países que não são da CPLP, criando tipo um estatuto de observadores ou um outro(s) consuante as etapas de integração. Creio que, para já, não concordo que todos tenham o mesmo estatuto.

Já agora, a CPLP não é mais a realidade presente, porque não há vontade de se fazer mais. É dificil encontrar objetivos em comum, mas também não é impossivel. A dimensão económica pode muito bem ser explorada, tal como o aprofundar as relações para uma melhor resolução os desentendimentos que ainda afetam estes países. Não esquecer que a dimensão cultural é de extrema importancia.

------------------

Faço um apelo á malta para que, no mínimo, deixem o link para se ler a notícia na integra.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: TOMKAT em Novembro 30, 2005, 12:15:44 am
Citação de: "papatango"
De entre os paises da CPLP, não há nenhuma razão para que Portugal tenha uma posição de destaque especial. A ordem alfabética, coloca normalmente Angola em primeiro lugar. Eu pessoalmente, não vejo nenhum problema nisso.
...
Agora Marrocos e Andorra?  :)
Título:
Enviado por: Miguel em Novembro 30, 2005, 08:25:08 pm
Marrocos???

Dom Sebastião de volta :Cavaleria1:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Dezembro 16, 2005, 07:36:46 am
Acerca de um país da CPLP: S. Tomé e Príncipe.

Afirmei 1 ou 2 vezes noutros tópicos, já não me recordo em quais :conf: ,
que S. Tomé já era habitado quando os portugueses descobriram essa ilha, por um povo chamado Angolar, facto que me foi contado no local (S.Tomé) por naturais da ilha, que assim o aprendiam na escola.

Venho corrigir esta afirmação devido a informações recolhidas recentemente.

De facto, quando os portugueses descobriram a Ilha de S. Tomé, esta
era desabitada.
Era uma ilha em estado virgem, com uma floresta tropical luxuriante, que ainda hoje existe, nunca tendo establecido aí nenhuma comunidade que a ocupasse de facto.
Conheciam muito bem a Ilha pois as rotas dos navios da corôa portuguesa que regressavam de Angola passavam próximo dela.

Quando os portugueses decidiram ocupar a ilha encontraram aí uma comunidade de negros a que chamaram de Angolares.
Porquê Angolares?

Essa comunidade eram descendentes de sobreviventes de um navio português que transportava escravos de Angola, que devido a uma tempestade naufragou junto à costa de S. tomé.
Um grupo numeroso de escravos coseguiu-se salvar, tendo-se establecido na ilha, criando uma hierarquia social, tendo inclusivé um rei quando os portugueses decidiram ocupar a ilha, vivendo em comunidades
à beira-mar, dedicando-se básicamente à pesca, hábitos que ainda hoje preservam.
Existe uma pequena igreja na ilha que tem uma cruz feita de 2 pedaços de madeira que, segundo a tradição angolar, pertencem ao navio afundado que os trouxe de Angola como escravos.

Fica a correcção.
Título:
Enviado por: emarques em Dezembro 16, 2005, 05:30:27 pm
Citação de: "pedro"
caros amigos eu so aceito adesoes a cplp se o pais que quer fazer parte tenha o portugues como lingua oficial:1,2,3 nao faz mal o que tem que ter e o portugues como lingua oficial. :mrgreen:

Eu até entendo Andorra, em que se deve falar mais português do que a língua oficial do principado (lembro-me agora de estar num supermercado em Andorra-la-Vella em que todas as operadoras de caixa eram portuguesas), mas alguns desses outros países não parece terem qualquer relação com a língua portuguesa.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Dezembro 17, 2005, 04:25:28 am
Um dia destes também o Luxemburgo pede adesão à CPLP.
10% da população residente no Luxemburgo é portuguesa.
 :wink:
Título:
Enviado por: pedro em Dezembro 17, 2005, 11:23:04 pm
dez nao, eu ouvi dizer que era 35% da populacao.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 18, 2005, 12:05:30 am
Isto agora parece que cada um diz a sua percentagem, mas o que eu ouvi dizer é que era de 15%, valor que engloba os portugueses e os luso-descendentes...

Cumprimentos
B. Pereira Marques
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Dezembro 18, 2005, 12:53:56 am
O G-D de Luxemburgo tem  450 000 hab, dos quais 38% sao estrangeiros, e desses 64 000 sao portugueses, confirma-se portanto o numero avançado por  PereiraMarques (cf. www.statec.lu (http://www.statec.lu) ).
Contudo faço notar que mais de um terço dos trabalhadores no Grao Ducado sao transfonteiriços, quer dizer trabalham no Luxemburgo mas habitam nos paises limitrofes (especialmente França e Bélgica) entre os quais obviamente muitos portugueses (conheço pessoalmente varios residentes p. ex em Arlon-Bélgica ou Thionville-França), e portanto aumentando significativamente o numero de portugueses que ali 'trabalham'.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: pedro em Dezembro 18, 2005, 01:12:00 am
obrigado pela informacao,sou mais uma pergunta portugal tem embaixada no Luxemburgo?
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Dezembro 18, 2005, 01:17:42 am
Então não havia de ter...um país da União Europeia e com tantos portugueses lá residentes...

Citar
LUXEMBURGO (GRÃ-DUCADO DO)

Embaixada no Luxemburgo

Chancelaria: 24, rue Guiliaame Schnerder
L - 2522 - Luxemburgo

Telefones: (352) 4661901(Chancelaria)
Telefax: (352) 465169 / 466193 (Chancelaria)

Telex: 042-21782

E-mail: http://www.min-nestrangeiros.pt/mne/est ... j-p.html#l (http://www.min-nestrangeiros.pt/mne/estrangeiro/j-p.html#l)

Cumprimentos
B. Pereira Marques
Título: Re: CPLP
Enviado por: FinkenHeinle em Janeiro 08, 2006, 12:32:26 am
Citação de: "TOMKAT"
Andorra, a Guiné Equatorial, Marrocos e o Senegal querem entrar para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), notícia o Expresso neste sábado, sem apresentar justificações para a pretensão, apenas dando a notícia.
A notícia surgiu à margem de um colóquio organizado na passada quarta-feira, na Assembleia da Répública, pelo Circulo de Reflexão Lusófona, para comemorar o 30º aniversário dos Palop's.

Mas a grande polémica surgiu com a proposta de Angola para a alteração do símbolo da CPLP do actual (esfera armilar com 8 circulos ligados a circundá-la) para um com as bandeiras nacionais dos países...

Olá Colegas!


Compreendo que vocês achem estranho, e até injustificado, a presença de países não-portugueses na CPLP!

Mas vejo nisso uma oportunidade de integração entre a América do SUl, África e Europa!

Seria interessante, principalmente para que Portugal e Brasil pudessem ampliar sua esfera de influência na África! Acho que seria bastante salutar!

Transformar a CPLP numa Aliança entre os Países Ibéricos, Africanos e o Brasil!

O que acham?!
Título:
Enviado por: FinkenHeinle em Janeiro 08, 2006, 12:36:31 am
Citação de: "Paisano"
Apenas um detalhe, PT: O Real foi implantado no governo Itamar Franco e não FHC. E, aí, este aproveitou o sucesso(?) do Real para se eleger Presidente da República.

Implantado no Gov. Itamar Franco, na gestão de FHC à frente do Ministério da Fazenda!
Título: Re: CPLP
Enviado por: manuel liste em Janeiro 08, 2006, 12:39:47 am
Citação de: "FinkenHeinle"
Citação de: "TOMKAT"
Andorra, a Guiné Equatorial, Marrocos e o Senegal querem entrar para a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), notícia o Expresso neste sábado, sem apresentar justificações para a pretensão, apenas dando a notícia.
A notícia surgiu à margem de um colóquio organizado na passada quarta-feira, na Assembleia da Répública, pelo Circulo de Reflexão Lusófona, para comemorar o 30º aniversário dos Palop's.

Mas a grande polémica surgiu com a proposta de Angola para a alteração do símbolo da CPLP do actual (esfera armilar com 8 circulos ligados a circundá-la) para um com as bandeiras nacionais dos países...
Olá Colegas!


Compreendo que vocês achem estranho, e até injustificado, a presença de países não-portugueses na CPLP!

Mas vejo nisso uma oportunidade de integração entre a América do SUl, África e Europa!

Seria interessante, principalmente para que Portugal e Brasil pudessem ampliar sua esfera de influência na África! Acho que seria bastante salutar!

Transformar a CPLP numa Aliança entre os Países Ibéricos, Africanos e o Brasil!

O que acham?!


¿Para qué querrían a España en una alianza lusófona?

España ya es socio y aliado de Portugal, país con el que compartimos intereses en Europa y en la OTAN. No necesitamos más aliados que los que ya tenemos.

No veo cuales serían los intereses comunes de España y de Brasil, salvo naturalmente los derivados de unas buenas relaciones diplomáticas y comerciales.  :?:
Título:
Enviado por: sierra002 em Janeiro 08, 2006, 07:54:00 am
Citar
Seria interessante, principalmente para que Portugal e Brasil pudessem ampliar sua esfera de influência na África! Acho que seria bastante salutar!
 


Es posible, pero yo creo que el principal beneficiario de la CPLP es Brasil, que es el único con capacidad de liderar . Portugal es muy pequeño y a no ser que mejore (Dios lo quiera), no tiene vitalidad y me temo que si solo tuviera esta alianza, caeria bajo el dominio tercermundista de Brasil. El resto de paises como Angola, Mozambique o Timor, no son capaces de nada ni se espera que lo sean.
Título:
Enviado por: Cody em Janeiro 08, 2006, 01:57:27 pm
También España es mas pequeño que Hispanoamerica,y si se hiciese algo parecido con ellos,sería España el lider.
Título: Re: CPLP
Enviado por: NVF em Janeiro 08, 2006, 03:56:53 pm
Citação de: "manuel liste"

¿Para qué querrían a España en una alianza lusófona?

España ya es socio y aliado de Portugal, país con el que compartimos intereses en Europa y en la OTAN. No necesitamos más aliados que los que ya tenemos.

No veo cuales serían los intereses comunes de España y de Brasil, salvo naturalmente los derivados de unas buenas relaciones diplomáticas y comerciales.  :?:


E' por isso mesmo que penso que Portugal e Brasil estao a mais nas cimeiras ibero-americanas. E' obviamente uma organizacao de influencia e dominio espanhois na qual Portugal e Brasil nunca terao o peso que lhes e' devido — especialmente o Brasil.
Título:
Enviado por: dremanu em Janeiro 08, 2006, 06:23:57 pm
Não entendo onde é que o Manuel Liste foi buscar à mensagem do FinkenHeinle que a CPLP deveria incluir a Espanha???????
Título:
Enviado por: sierra002 em Janeiro 08, 2006, 06:40:43 pm
Cody dijo:

Citar
También España es mas pequeño que Hispanoamerica,y si se hiciese algo parecido con ellos,sería España el lider.


Relativamente. Ahora mismo hay una lucha soterrada (o yo la veo así) para ver quien es la potencia cultural en el mundo hispanoablante entre México y España. Por otro lado, la potencia hegemonica es USA, mal que nos pese.
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 08, 2006, 06:51:20 pm
Citação de: "sierra002"
Cody dijo:

Citar
También España es mas pequeño que Hispanoamerica,y si se hiciese algo parecido con ellos,sería España el lider.

Relativamente. Ahora mismo hay una lucha soterrada (o yo la veo así) para ver quien es la potencia cultural en el mundo hispanoablante entre México y España. Por otro lado, la potencia hegemonica es USA, mal que nos pese.


Los paises latinoamericanos son como las amantes de los viejos ricos: sólo nos quieren por la pasta.
Título:
Enviado por: sierra002 em Janeiro 08, 2006, 07:06:37 pm
Citar
Los paises latinoamericanos son como las amantes de los viejos ricos: sólo nos quieren por la pasta.

Si, se hacen llamar latinoamericanos, excepto cuando vienen a pedir inversiones y ayudas. Entonces se transforman en hispanoamericanos.  :(
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 08, 2006, 07:12:37 pm
Citação de: "sierra002"
Citar
Los paises latinoamericanos son como las amantes de los viejos ricos: sólo nos quieren por la pasta.
Si, se hacen llamar latinoamericanos, excepto cuando vienen a pedir inversiones y ayudas. Entonces se transforman en hispanoamericanos.  :(


Hacen eso porque defienden sus intereses, igual que nosotros. El hecho desnudo es que tenemos pocos intereses comunes con ellos, y de ahí que esas cumbres iberoamericanas tengan ese tonillo rancio.

Tampoco veo los intereses comunes de Brasil y Portugal.
Título:
Enviado por: sierra002 em Janeiro 08, 2006, 07:15:32 pm
¿Crees que los inmigrantes latinos se integraran bien en España? Yo hace años era optimista, pero ahora no tanto.
Título:
Enviado por: NVF em Janeiro 08, 2006, 10:15:35 pm
Citação de: "manuel liste"

Los paises latinoamericanos son como las amantes de los viejos ricos: sólo nos quieren por la pasta.


 :D
Título:
Enviado por: NVF em Janeiro 08, 2006, 10:20:35 pm
Citação de: "manuel liste"

Tampoco veo los intereses comunes de Brasil y Portugal.


Em Portugal vivem seguramente mais de 100.000 brasileiros; no Brasil vivem talvez mais de 1 milhao de portugueses (emigrados entre os anos 40 e 70); o Brasil e' um dos principais (talvez ate' o principal) destino do investimento portugues — PT, Sonae, por exemplo.

E' capaz de se encontrar algum interesse comum, nao acha?
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 08, 2006, 10:42:52 pm
Citação de: "NVF"
Citação de: "manuel liste"

Tampoco veo los intereses comunes de Brasil y Portugal.

Em Portugal vivem seguramente mais de 100.000 brasileiros; no Brasil vivem talvez mais de 1 milhao de portugueses (emigrados entre os anos 40 e 70); o Brasil e' um dos principais (talvez ate' o principal) destino do investimento portugues — PT, Sonae, por exemplo.

E' capaz de se encontrar algum interesse comum, nao acha?


España es el primer (o segundo) país inversor en Latinoamérica, pero las inversiones privadas no crean necesariamente intereses comunes.

Tampoco los intercambios migratorios. Si así fuera, España sería acérrimo aliado de Argentina y Venezuela, y no es así.

El hecho concreto es que Portugal y Brasil no están en el mismo bando en la OMC, por ejemplo. Portugal se encuentra en el bando de la UE y de los paises ricos, Brasil en el contrario.

¿Cuales son los intereses comunes de Portugal y Brasil, entonces?
Título:
Enviado por: Nuno Bento em Janeiro 23, 2006, 02:39:04 am
Se a Lógica for paises que falem qualquer coisa de Portugues porque não a India, a Indónesia e a Malasia e a Tailandia. E já agora o JAPÃO ainda dizem 3 ou 4 palavras do Portugues.
Título:
Enviado por: J.Ricardo em Janeiro 23, 2006, 04:16:33 pm
Citação de: "manuel liste"
Citação de: "NVF"
Citação de: "manuel liste"

Tampoco veo los intereses comunes de Brasil y Portugal.

Em Portugal vivem seguramente mais de 100.000 brasileiros; no Brasil vivem talvez mais de 1 milhao de portugueses (emigrados entre os anos 40 e 70); o Brasil e' um dos principais (talvez ate' o principal) destino do investimento portugues — PT, Sonae, por exemplo.

E' capaz de se encontrar algum interesse comum, nao acha?

España es el primer (o segundo) país inversor en Latinoamérica, pero las inversiones privadas no crean necesariamente intereses comunes.

Tampoco los intercambios migratorios. Si así fuera, España sería acérrimo aliado de Argentina y Venezuela, y no es así.

El hecho concreto es que Portugal y Brasil no están en el mismo bando en la OMC, por ejemplo. Portugal se encuentra en el bando de la UE y de los paises ricos, Brasil en el contrario.

¿Cuales son los intereses comunes de Portugal y Brasil, entonces?



Ficando do lado de Espanha e França, Portugal só perde, sua agricultura não rivaliza com a brasileira, mas ficando do lado da Espanha eles não tem acesso a alimentos mais baratos, o mesmo ocorre com a Espanha!

Quanto a Espanha estar do lado dos países ricos não é necessariamente verdade, verdade é que esta do lado da UE, vide a última rodada da OMC, a UE praticamente ficou do lado oposto dos EUA, Austrália, Canadá...
Aliás, a UE saiu criticada pelos EUA na questão dos subsídios agrícolas!
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 23, 2006, 04:27:22 pm
Citação de: "J.Ricardo"
Ficando do lado de Espanha e França, Portugal só perde, sua agricultura não rivaliza com a brasileira, mas ficando do lado da Espanha eles não tem acesso a alimentos mais baratos, o mesmo ocorre com a Espanha!

Quanto a Espanha estar do lado dos países ricos não é necessariamente verdade, verdade é que esta do lado da UE, vide a última rodada da OMC, a UE praticamente ficou do lado oposto dos EUA, Austrália, Canadá...
Aliás, a UE saiu criticada pelos EUA na questão dos subsídios agrícolas!


A Portugal igual que a España le interesan los alimentos baratos, pero también le interesa la supervivencia de sus agricultores y ganaderos, y también su seguridad alimentaria. Un país que debe importar sus alimentos es menos independiente y libre.

Sin lugar a dudas que Portugal y España están de parte de la UE en este tema. Pero los foristas portugueses dirán...
Título:
Enviado por: J.Ricardo em Janeiro 23, 2006, 04:34:04 pm
Ou seja, o que propõem é: para nós tudo e para vocês nada!
Muito interessante a proposta européia... :roll:
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 23, 2006, 04:38:11 pm
Citação de: "J.Ricardo"
Ou seja, o que propõem é: para nós tudo e para vocês nada!
Muito interessante a proposta européia... :roll:


Asegurar una vida digna para nuestros agricultores y ganaderos no es quererlo todo.

Esa no es la discursión. La discursión es si Portugal y Brasil pueden tener una alianza basada en intereses comunes. Yo afirmo que esa alianza estaría mediatizada y devaluada por la pertenencia de Portugal a la UE y a la OTAN.

Pero es mi opinión.
Título:
Enviado por: J.Ricardo em Janeiro 23, 2006, 05:10:28 pm
Citação de: "manuel liste"
Citação de: "J.Ricardo"
Ou seja, o que propõem é: para nós tudo e para vocês nada!
Muito interessante a proposta européia... :roll:

Asegurar una vida digna para nuestros agricultores y ganaderos no es quererlo todo.


É sim, quando vocês querem dar vida dígna aos agricultores, mas também querer que o Brasil abra sua economia para que vocês também deêm vida dígna para seus operários também!
Se vocês querem ganhar dinheiro aqui, então deêm oportunidade para que ganhemos aí também!
Ademais alianças são feitas quando há interesses em comum, se estão sendo feitas alianças estas são baseadas em interesses comuns, mas quando em algum ponto não há convergência, não se estabele acordo, por exemplo, temos interesses comuns em África e AS (economia e cultura), no entanto Portugal apoiou a Guerra do Iraque enquanto o Brasil não, no entanto isso em nada abalou nossas relações.
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 23, 2006, 05:21:31 pm
Citação de: "J.Ricardo"
Citação de: "manuel liste"
Citação de: "J.Ricardo"
Ou seja, o que propõem é: para nós tudo e para vocês nada!
Muito interessante a proposta européia... :?:

Se queja de vicio
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 23, 2006, 05:24:32 pm
Citar
Ademais alianças são feitas quando há interesses em comum, se estão sendo feitas alianças estas são baseadas em interesses comuns, mas quando em algum ponto não há convergência, não se estabele acordo, por exemplo, temos interesses comuns em África e AS (economia e cultura), no entanto Portugal apoiou a Guerra do Iraque enquanto o Brasil não, no entanto isso em nada abalou nossas relações.


Bien, pero es posible que los intereses que unen a Brasil y a Portugal en economía y cultura no sean suficientes para romper compromisos previos de Portugal con la UE.

También España tiene intereses económicos comunes con Brasil, y aspira a tener buenas relaciones hasta donde sea posible.
Título:
Enviado por: J.Ricardo em Janeiro 23, 2006, 06:58:05 pm
Isso que você não esta entendendo Manuel, você esta interpretando que para Brasil e Portugal estabelecerem alianças, Portugal teria que romper com UE, em nenhum momento foi dito isto, muito pelo contrário, o que coloquei foi onde houver interesses mútuos se estabele acordos!
Se por ventura Portugal romper com a UE, muito provavelmente perderia em muito sua importância estratégica para o Brasil, já que consideramos Portugal uma porta de entrada para a Europa, se não, porque instalaríamos um entreposto comercial em Portugal? Poderíamos nos instalar na Espanha ou na Itália!    
Quanto a termos superavit nas exportações e também na balaça de pagamentos, deve-se ver com quem estamos tendo esse superavit, temos com uns e não com outros!
Mas concordo com você em gênero e números, Brasil e Espanha tem aspirações em comum em se tratando de economia e estas relação só tem a ganhar para ambos.
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 24, 2006, 09:15:26 am
Citação de: "J.Ricardo"
Isso que você não esta entendendo Manuel, você esta interpretando que para Brasil e Portugal estabelecerem alianças, Portugal teria que romper com UE, em nenhum momento foi dito isto, muito pelo contrário, o que coloquei foi onde houver interesses mútuos se estabele acordos!

El problema es que la pertenencia a la UE compromete a mucho. Por ejemplo: un país no puede establecer alianzas comerciales por su cuenta, sino en el marco de la UE. Otro ejemplo: un país de la UE no puede poner beneficios fiscales a empresas de paises de fuera de la UE. Un país europeo no puede firmar un tratado comercial con Brasil por separado, y si lo hiciera sería sancionado.

Una alianza comercial entre Portugal y Brasil estaría muy limitada por esas circunstancias.

Citar
Quanto a termos superavit nas exportações e também na balaça de pagamentos, deve-se ver com quem estamos tendo esse superavit, temos com uns e não com outros!

...y quieren tenerlo con todos, ya. Pero debes comprender que a los europeos no les interesa aumentar todavía más el superavit comercial brasileño. Supongo que preferirán un intercambio equilibrado.

Citar
Brasil e Espanha tem aspirações em comum em se tratando de economia e estas relação só tem a ganhar para ambos


Pues claro que si. Somos socios comerciales, somos aliados comerciales como pueda serlo Portugal.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Janeiro 24, 2006, 02:13:56 pm
Citação de: "manuel liste"

Citar
Brasil e Espanha tem aspirações em comum em se tratando de economia e estas relação só tem a ganhar para ambos

Pues claro que si. Somos socios comerciales, somos aliados comerciales como pueda serlo Portugal.


Portugal e Brasil têm uma relação umbilical que nenhuma organização ou tratado consegue pôr em causa.
As relações luso-brasileiras estão muito para além duma simples relação comercial.

Uma relação que Espanha nunca consegiu ter com os países da américa latina, antigas colónias de Espanha.

Os interesses comuns entre portugueses e brasileiros não precisam de tratados específicos que ponham em causa as organizações a que pertencem.

São relações naturais, de países irmãos, que, como em qualquer família, por vezes passam por fases menos boas.
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 24, 2006, 02:23:49 pm
Citação de: "TOMKAT"
Citação de: "manuel liste"

Citar
Brasil e Espanha tem aspirações em comum em se tratando de economia e estas relação só tem a ganhar para ambos

Pues claro que si. Somos socios comerciales, somos aliados comerciales como pueda serlo Portugal.

Portugal e Brasil têm uma relação umbilical que nenhuma organização ou tratado consegue pôr em causa.
As relações luso-brasileiras estão muito para além duma simples relação comercial.

Uma relação que Espanha nunca consegiu ter com os países da américa latina, antigas colónias de Espanha.

Os interesses comuns entre portugueses e brasileiros não precisam de tratados específicos que ponham em causa as organizações a que pertencem.

São relações naturais, de países irmãos, que, como em qualquer família, por vezes passam por fases menos boas.

Pero yo me refería a las relaciones comerciales. Ya supongo que Portugal y Brasil tendrán relaciones culturales y de otro tipo  :lol:  :roll:
Título:
Enviado por: sierra002 em Janeiro 24, 2006, 04:49:27 pm
Citar
Uma relação que Espanha nunca consegiu ter com os países da américa latina, antigas colónias de Espanha


Eso espero. Leo en estos foros que se sueña con que Portugal le sirva a Brasil para introducir sus productos en Europa, mientras España introduce los suyos en Latinoamerica.

España no aspira a ser una colonia de sus ex-colonias.
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 24, 2006, 05:22:20 pm
Citação de: "sierra002"
Citar
Uma relação que Espanha nunca consegiu ter com os países da américa latina, antigas colónias de Espanha

Eso espero. Leo en estos foros que se sueña con que Portugal le sirva a Brasil para introducir sus productos en Europa, mientras España introduce los suyos en Latinoamerica.

España no aspira a ser una colonia de sus ex-colonias.


No será para tanto, toda inversión es bienvenida.

Las relaciones de España con los paises hispanoamericanos son cordiales en general. España es uno de los primeros donantes de ayuda al desarrollo de la región (el primero europeo, creo). Fue el único país del mundo que ayudó con dinero metálico a Argentina en lo peor de su reciente crisis. Hizo un gran esfuerzo por ayudar a los paises centroamericanos arrasados por el huracán Mitch, enviando incluso el LPD Galicia como buque-hospital. Envió a sus empresas a invertir en Perú o Argentina cuando sus gobiernos se lo pidieron. Sus ONGs tienen máxima presencia en los paises de la región, etc, etc...

Esas son manifestaciones de que la relación de España con los paises hispanoamericanos tiene algo de especial y de afectiva, como es normal entre paises que comparten historia e idioma. Puedo entender que exista la misma relación entre Portugal y Brasil.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 24, 2006, 05:47:03 pm
Se forem a Espanha vão encontrar muitos militares de origem Sul-Americana, acho bastante curioso, mas se há falta de militares, pelo menos que venham militares que falem a mesma lingua e que tenham um passado em comum!
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 24, 2006, 05:52:25 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Se forem a Espanha vão encontrar muitos militares de origem Sul-Americana, acho bastante curioso, mas se há falta de militares, pelo menos que venham militares que falem a mesma lingua e que tenham um passado em comum!


No es algo tan raro. Viendo la lista de bajas estadounidenses en Irak, se puede comprobar que está llena de nombres hispanos. La vida castrense ha sido historicamente una de las formas más habituales de emigración.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Janeiro 24, 2006, 10:49:50 pm
Citação de: "manuel liste"

Pero yo me refería a las relaciones comerciales. Ya supongo que Portugal y Brasil tendrán relaciones culturales y de otro tipo  :!:
 

Tudo faz parte dessas mesmas relações.
Até é capaz de haver mais relações comerciais, quantitativamente falando, que relações culturais no sentido de Portugal para o Brasil.
A cultura brasileira tem uma grande penetração em Portugal.
O inverso não sucede tanto.

Citação de: "sierra002"
España no aspira a ser una colonia de sus ex-colonias


Quer em Portugal, quer no Brasil, ninguém quer ser colónia de ninguém. nem há a intenção de colonizar quem quer que seja.
Apenas há cruzamento de culturas.

Talvez seja assim que tu vês as relações bilaterais entre dois países que se respeitam, a isso chamo miopia cultural.
Título:
Enviado por: manuel liste em Janeiro 25, 2006, 08:27:09 am
La cultura brasileña está empezando a ser conocida también en España, gracias principalmente a la colonia de ciudadanos de ese país recientemente asentados aquí. En Vigo rapidamente se organizaron para abrir su asociación cultural, sus locales de comida típica y sus salones de baile, y son locales de éxito. Otros inmigrantes no han sido tan inquietos y emprendedores, y los nativos de aquí lo reconocemos y apreciamos.

El gobierno español ha apostado también por un intercambio cultural fluido con Brasil, y por ello ha abierto dos o tres institutos Cervantes en los últimos años. En Río, en Sao Paulo y no sé si en alguna otra...  :?:
Título:
Enviado por: Rui Elias em Janeiro 31, 2006, 04:37:53 pm
Portugal é um pais bem diferente de Espanha.

É mais pequeno, menos povoado, mais Pobre com uma economia fraca.

Por isso, para que PORTUIGAL TENHA PESO ESPECÍFICO DENTRO DA ue TERÁ QUE POTENCIAR A RIQUEZA DA cplp E DAS RELAÇÕES PRIVELIGIADAS COM OS PÁISES LUSÓFONOS, NOMEADAMENTE BRASIL E AFRICANOS, PARA ALÉM DE TIMOR.

O QUE ACONTECE É QUE PORTUGAL TERÁ QUE MANTER UM BOM GRAU DE COOPERAÇÃO E BOAS RELAÇÕES COM ESSES PAÍSES  PARA TER PESO ESPECÍFICO NA ue QUE O DIFERENCIE DE OUTROS PAISES COMO A HUNGRIA OU A REP. CHECA, E SÓ PODERÁ TER INFLUÊNCIA E RECONHECIMENTO POR PARTE DOS PAÍSES DA cplp SE TIVER PESO ESPECÍFICO DENTRO DA ue.
OU SEJA:

PORTUGAL TERÁ QUE ENCONTRAR ESSE EQUILÍBRIO ENTRE A OPÇÃO EUROPEIA E A OPÇÃO ATLÂNTICA.

PARA ISSO TERÁ QUE SABER FAZER O SEU PERCURSO, UM POUCO NA CORDA BAMBA.

OU ENTÃO, SE ESQUECER O SEU PASSADO, A SUA HISTÓRIA, PASSARÁ A SER UM MERO POBRE PAÍS NA ue.

E NADA MAIS.

O QUE ACONTECE É QUE PARA PODER ESTAR PRÓXIMO DOS PAÍSES LUSÓFONOS E AJUDAR, COMO O LISTE REFERIU QUE FAZ A ESPANHA, TERÁ QUE TER INSTRUMENTOS PARA ESSA COOPERAÇÃO, TER UMA ECONOMIA QUE PERMITA ESSAS AJUDAS, TER MEIOS MATERIAIS, ETC.

___________


desculpem, mas o caps lock... :evil:
Título:
Enviado por: Leonidas em Junho 24, 2006, 12:23:47 am
Saudações guerreiras

Citação de: "Diário Digital"
CPLP: Crise em Timor não adiará cimeira, garante Luís Fonseca

O secretário-executivo da CPLP, Luís Fonseca, garantiu hoje em Bissau que os problemas político-militares que se registam em Timor-Leste não inviabilizarão a realização da cimeira da organização, marcada para 17 de Julho próximo, na capital guineense.
 
Luís Fonseca, que falava aos jornalistas após um encontro com o presidente guineense, João Bernardo «Nino» Vieira, adiantou que a crise timorense «poderá, quando muito, ter reflexos na própria participação» daquele país na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
«(A crise) Poderá eventualmente ter reflexos na participação da própria República de Timor-Leste, dados os problemas que o país está a atravessar. Mas a ponto de fazer adiar a reunião, não. Os trabalhos da cimeira vão decorrer não data prevista», frisou.

O secretário-executivo da CPLP - que chegou hoje a Bissau para fazer um ponto de situação sobre os preparativos do encontro, devendo regressar domingo a Lisboa, via Dakar - acrescentou que a questão de um eventual adiamento nem sequer foi aflorada no encontro com «Nino» Vieira.
«Não tinha necessidade de o fazer (confirmar a cimeira). Estou cá no convencimento absoluto de que não há nada a indiciar que não se realiza. Os preparativos estão em curso e sábado vamos reunir-nos com a Comissão Organizadora e visitar os locais onde vão decorrer os trabalhos», disse.
 
Sobre os temas a discutir na VI Cimeira, subordinada ao tema «Objectivos do Milénio - Desafios e Contribuições da CPLP», Luís Fonseca destacou o que o encontro permitirá reforçar a capacidade do secretariado.
«Este é um ponto extremamente importante, na medida em que, neste 10º aniversário, será necessário introduzir algumas alterações e criar uma maior capacitação, para que se possa responder aos desafios e às expectativas dos cidadãos em relação à CPLP», sustentou.

Os trabalhos, acrescentou, incluirão também uma resolução sobre a cooperação no espaço da organização lusófona e serão analisadas, entre outras questões, a Promoção da Língua Portuguesa, a situação do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP) e os vários aspectos que dizem respeito à própria organização da CPLP.
 
«Haverá provavelmente a análise de uma proposta que está a ser feita pelo Fórum dos Parlamentos, no sentido de se criar uma instância parlamentar da CPLP e ainda um projecto de cooperação no domínio da defesa. Mas haverá muitos outros», afirmou.
Sobre uma eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP, Luís Fonseca indicou que aguarda um pedido das autoridades de Malabo para que o país possa integrar a organização com o estatuto de «observador associado».
«Se o pedido for apresentado a tempo, haverá com certeza uma decisão (durante a cimeira)», esclareceu.


Uma notícia com muita substância e agradável. Coisa rara por estes lados. Pelo menos para mim.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Rui Elias em Junho 26, 2006, 11:00:24 am
E a delegação da CPLP que iria a para Timor para fazer uma avaliação da situação no terreno, como ficara decidido aquando da recente reunião dos ministros dos negócios estrangeiros dos 7 países recentemente reunidos em Lisboa?

Como é que fica?

Será que já partiram?
Título:
Enviado por: TOMKAT em Setembro 11, 2006, 12:32:10 pm
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Ministros da Defesa debatem cooperação em cimeira na Cidade da Praia


Os ministros da Defesa da Comunidade d e Países de Língua Portuguesa (CPLP) vão reunir-se a 14 e 15 de Setembro, na Cidade da Praia, para aprovar um protocolo de cooperação para o sector, disse hoje fonte diplomática.


Os ministros dos oito - Angola, Brasil, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Moçambique, Portugal e Timor-Leste - vão chegar à Cidade da Praia no dia 13, estando ainda por confirmar a presença do representante timorense.

Da agenda da cimeira dos ministros da Defesa da CPLP na Praia fazem ain da parte, segundo fontes diplomáticas, a análise das questões internacionais e a s implicações politico-militares no contexto regional dos países da organização lusófona.

Os governantes vão ainda proceder à assinatura do memorando de entendimento sobre os exercícios militares da CPLP Felino 2006, que vão decorrer no Brasil, no último trimestre do ano, sob a forma de "livex" (com evolução de tropas no terreno).


http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=15620&catogory=CPLP
Título:
Enviado por: TOMKAT em Setembro 26, 2006, 11:46:07 pm
Creio que as notícias já têm uns dias mas o tema permanece actual.

Citar
Portugal propõe programa formação para acções de paz em África

Portugal vai propor a criação do Programa de Apoio às Missões de Paz em África (PAMPA) no seio da CPLP na reunião dos ministros da Defesa da comunidade lusófona, que começou hoje na Cidade da Praia.

O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa de Portugal, Severiano Teixeira, em declarações aos jornalistas logo após a sessão de abertura da reunião, presidida pelo primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves.

O PAMPA terá como espinha dorsal as questões ligadas à capacitação e à formação militares para acções de paz no âmbito das organizações africanas integradas pelos Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) .

De acordo com fonte do Ministério da Defesa português, o PAMPA terá com o objectivo dar corpo a "centros de excelência" nas áreas de formação e capacita ção para missões de paz em África integradas nas organizações continentais e sub-regionais, como a União Africana, a que pertencem Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, cinco dos oito membros da CPLP.

A IX Reunião dos Ministros da CPLP, que decorre na Cidade da Praia até sexta-feira, tem ainda em agenda a discussão e aprovação da primeira versão do Protocolo de Cooperação da comunidade no domínio da Defesa.

Ao longo dos dois dias de trabalhos, os oito vão ainda ter no centro da discussão as questões mais prementes de âmbito internacional, bem como as suas implicações politico-militares no contexto regional para os países que integram a comunidade lusófona.

Será igualmente assinado um memorando de entendimento sobre os exercíci os militares "Felino 2006 ", que terão lugar este ano no Brasil, com a presença de unidades militares no terreno, "Livex", de todos os Estados membros.

A CPLP integra Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Países membros discutem proposta portuguesa sobre missões paz


Os ministros da Defesa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), reunidos na Cidade da Praia, discutem hoj e o Programa de Apoio às Missões de Paz em África (PAMPA), proposto por Portugal.

O objectivo essencial do PAMPA, explicaram fontes do Ministério da Defesa de Portugal, é a formação e capacitação das Forças Armadas dos países africanos da CPLP através da criação de "centros de excelência" nos cinco países lusófonos do continente.

Nestes centros, tendo em conta a experiência obtida por Portugal nas di versas missões de paz no mundo, tanto no âmbito da União Europeia como da NATO, técnicos portugueses vão capacitar e formar militares nacionais para estes poder em, posteriormente, ser formadores na área das missões de paz patrocinadas pelas organizações continentais ou sub-regionais africanas.

O PAMPA foi apresentado no final do primeiro dia de trabalhos, quinta-feira à noite, pela delegação portuguesa à IX Reunião de Ministros da Defesa da CPLP, que decorre à porta fechada, através do ministro Nuno Severiano Teixeira e do director-geral da Política de Defesa Nacional, general Luís Araújo.

Este programa está estruturado, segundo as mesmas fontes, em quatro eix os mestres, consubstanciando aquilo que Portugal tem feito nesta área de forma bilateral, mas abrindo espaço para a sua multilateralidade no seio da CPLP, sendo ainda possível aos países exteriores a África, caso do Brasil e Timor Leste, integrarem o projecto.

O PAMPA, na sua abrangência, permite a manutenção das acções de formação realizadas por militares portugueses nos respectivos países ou em Portugal, sendo os formandos militares de Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé e Príncipe, como é o exemplo de um curso que terá lugar no final de Setembro, envolvendo militares de todos os PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa).

Inovador neste programa, adiantaram as mesmas fontes, é a ligação dos m litares que vierem a ser formados nos "centros de excelência" a criar no âmbito do PAMPA e as missões de paz organizadas pelas organizações continentais, como a União Africana, e as sub-regionais a que pertencem os cinco PALOP.

Através da transferência de conhecimentos adquiridos por Portugal nas missões em que participa e participou, "tanto na metodologia como na área doutrinária", as Forças Armadas dos países africanos de expressão portuguesa, indicam a s fontes da Lusa, poderão encontrar aqui um instrumento de acção e mais-valia pa ra as suas participações em missões de paz no continente africano.

Após a apresentação do PAMPA, os restantes países membros da CPLP, até ao fim da reunião ministerial que termina hoje na Cidade da Praia, vão discutir e, eventualmente, avançar com propostas de alterações para posterior aprovação

http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=15702&catogory=CPLP


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Portugal e Moçambique avaliam novas áreas de cooperação militar


Portugal deverá estender em breve a cooperação militar com Moçambique à formação de formadores e à criação de "centros de excelência" nas forças armadas moçambicanas, disse hoje à Lusa o secretário de Estado da Defesa português, Mira Gomes.


"Fazemos uma avaliação muito positiva da cooperação que é para continuar mas estamos a meio de um ciclo que termina em 2007 e começámos a pensar no que fazer a seguir", disse à Agência Lusa o secretário de Estado que no sábado termina uma visita de quatro dias a Moçambique.

Entre as várias possibilidades de apoio que estão a ser discutidas entre os dois países contam-se a formação de formadores, a criação de áreas nobres, como forças especiais, e a preparação das forças armadas moçambicanas para missões de paz a nível regional ou integradas no âmbito da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

Hoje, João Mira Gomes visitou em Nacala, cidade da província de Nampula, o Centro de Formação de Forças Especiais, o qual conta com o apoio português a nível de pessoal docente e de material.

"Estamos igualmente a tentar formas de melhorar as condições de vida na unidade e para já vamos ajudar na captação de água", disse o governante português.

Em Nampula, Mira Gomes visitou outras instituições que beneficiam da cooperação portuguesa, como a Academia Militar Marechal Samora Machel e o Núcleo de Medicina Aeronáutica.

A visita do responsável português a Moçambique termina sábado, com uma deslocação ao Centro de Formação de Fuzileiros Navais, em Catembe, na província de Maputo.


http://www.noticiaslusofonas.com/view.p ... atogory=Mo (http://www.noticiaslusofonas.com/view.php?load=arcview&article=15772&catogory=Mo)çambique
Título:
Enviado por: comanche em Novembro 06, 2007, 02:42:04 pm

XII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Lisboa


Citar
Teve lugar em Lisboa, no dia 2 de novembro de 2007, a XII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

A cerimônia de abertura foi presidida pelo ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Luís Amado. Os trabalhos foram presididos pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades da República da Guiné-Bissau, Dr.ª Maria da Conceição Nobre Cabral. Neles participaram, ainda, os ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores da República de Angola, da República Federativa do Brasil, da República de Cabo Verde, da República Democrática de Timor-Leste, o vice ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República de Moçambique, a embaixadora da República Democrática de S. Tomé e Príncipe, bem como o eecretário Executivo da CPLP, Embaixador Luís Fonseca, e o secretário Executivo Adjunto, embaixador José Tadeu Soares.Estiveram ainda presentes, como convidados, nos debates públicos da Reunião, os Observadores Associados da CPLP (Guiné-Equatorial e Ilha Maurício).

Os ministros tomaram boa nota dos Relatórios dos diversos órgãos e instituições da Organização, nomeadamente, a) do Coordenador da XV Reunião dos Pontos Focais de Cooperação, Embaixador João Soares da Gama, da Guiné-Bissau, para o período de 2006/2007; b) do secretário Executivo da CPLP, Embaixador Luís Fonseca, relativo às atividades da Organização após a VI Conferência de Chefes de Estado e de Governo, realizada em Julho de 2006, em Bissau; c) do Coordenador do Comitê de Concertação Permanente, Embaixador Apolinário Mendes de Carvalho, relativo ao exercício 2006/2007; d) e, do Relatório de Sua Excelência a Presidente do Conselho de Ministros da CPLP, Dr.ª Maria da Conceição Nobre Cabral.

O debate geral da XII Sessão Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP teve como tema “A CPLP e as Experiências de Integração Regional”. Os ministros passaram em revista a participação e a experiência dos seus países nas Organizações Regionais e Sub-Regionais em que estão inseridas e a importância da integração regional para o desenvolvimento e a afirmação internacional dos seus respectivos países.

Os ministros reagiram favoravelmente às iniciativas do Governo da Guiné-Equatorial no sentido do reforço das relações entre este país e os Estados membros da CPLP, e saudaram as decisões daquele Governo de promover o uso da língua portuguesa.

Exprimiram, ainda, a vontade de apoiar, com medidas práticas, a concretização dessa decisão, assim como de incrementar a cooperação técnica e econômica entre a CPLP e a Guiné-Equatorial.

Congratularam-se com os avanços registados, no espaço da CPLP, na consolidação da Democracia, do Estado de Direito, e na promoção e respeito dos Direitos Humanos, que consideraram uma contribuição para o reforço da paz, da segurança e do desenvolvimento humano nos seus países, e a nível regional, comprometendo-se a continuar esforços para o aprofundamento de uma democracia participativa.

Reafirmaram a sua determinação na concretização dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) e comprometeram-se a disponibilizar recursos humanos e materiais para a erradicação da fome e redução drástica da pobreza extrema nos seus países.

Acolheram, assim, o projeto da Presidência Guineense, de realização de um Fórum consagrado aos ODM no espaço da CPLP, esperando que este venha a contribuir para delinear estratégias de cooperação e mobilizar recursos adicionais para colmatar os problemas mais graves ali identificados.

Salientaram, neste domínio, as possibilidades abertas por cooperações trilaterais ou plurilaterais, a exemplo das ações propostas pelo Brasil nos campos da erradicação de malária.

Reiteraram a importância da concertação político-diplomática para o reforço da atuação internacional da CPLP.

Saudaram, em especial, o desenvolvimento de relações de cooperação entre a CPLP e as organizações regionais de que os seus Estados são membros e sublinharam a importância das mesmas para a ação estratégica da CPLP que poderá beneficiar com esses diversos níveis de integração e de cooperação regional.

Ressaltaram a necessidade de reformar e revitalizar o sistema das Nações Unidas, em particular o Conselho de Segurança, de modo a torná-lo mais representativo, transparente e democrático. Recordando os termos do Comunicado Final da II Reunião do Conselho de Ministros (Salvador, 1997) e das Declarações de São Tomé (2004) e de Bissau (2006), os Ministros reiteraram seu apoio a que o Brasil integre o Conselho de Segurança como membro permanente.

Destacaram a importância da participação dos países da CPLP na construção e aperfeiçoamento da capacidade dos países africanos em questões de paz e segurança e, neste contexto, concordaram em continuar a atuar, no âmbito das Nações Unidas e da União Africana, para aprofundar a cooperação multilateral entre os países da Comunidade nessa área.

Saudaram o prosseguimento dos processos de diálogo e cooperação inaugurados pelo mecanismo da Cúpula África - América do Sul (AFRAS), instância adicional de concertação Sul-Sul, integrada pela maior parte dos países membros da CPLP.

Reafirmaram a necessidade do reforço da presença coordenada da CPLP nos fora internacionais e, neste contexto, saudaram: a eleição de Angola para o Conselho dos Direitos Humanos; a reeleição dos candidatos de Portugal, Comandante Marques Pimentel, para a Comissão dos Limites da Plataforma Continental, e de Moçambique, Senhor Miguel Chissano, para a Comissão Jurídica e Técnica da Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos; a eleição do Brasil para o Comitê Intergovernamental para a Promoção da Diversidade Cultural; a designação do Embaixador Sérgio Duarte, do Brasil, como Alto-Representante para Assuntos de Desarmamento; a reeleição do Embaixador Pedro Comissário Afonso, de Moçambique, para membro da Comissão do Direito Internacional; e a eleição de Angola, Brasil e Guiné-Bissau para a Comissão de Consolidação da Paz das Nações Unidas.

Reafirmaram o endosso da CPLP às seguintes candidaturas, no âmbito do sistema das Nações Unidas: do Brasil, para o biênio 2010-2011, e de Portugal, para o biênio 2011-2012, ao Conselho de Segurança; do Brasil ao Tribunal Internacional de Justiça, para o mandato 2009-2018, com a candidatura do Professor Antônio Augusto Cançado Trindade, a eleger da 63ª Sessão da Assembléia-Geral; de Cabo Verde ao cargo de Juiz do Tribunal Internacional do Direito do Mar em 2008, com a candidatura do Embaixador José Luís de Jesus; de Timor-Leste ao Conselho de Direitos Humanos para a eleição de Maio de 2008, e do Brasil ao Comitê para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW) em 2008, com a recandidatura da Doutora Sílvia Pimentel.

Saudaram, ainda, a designação, pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, do Dr. Jorge Sampaio, Embaixador de Boa Vontade da CPLP, como o primeiro Alto Representante para a Aliança das Civilizações; e de S. Exa. Joaquim Alberto Chissano, antigo Presidente da República de Moçambique, como Enviado Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para o Norte do Uganda.

Sublinharam a importância do Tratado de Proibição Total de Ensaios Nucleares (CTBT), tendo reconhecido a relevância de todos os Estados membros da CPLP se tornarem parte deste instrumento internacional.

Salientaram, também, a importância da ratificação, por parte dos Estados-Membros da CPLP, da Convenção da Unesco sobre a Diversidade Cultural.

Reafirmaram que a criação e o funcionamento efetivo do Tribunal Penal Internacional constituem um contributo importante para a paz e justiça internacionais, de forma a assegurar que os crimes mais graves que afetam a Comunidade Internacional não fiquem impunes. A sua efetiva sanção deverá ser assegurada pela adoção de medidas a nível nacional e pelo reforço da colaboração mundial. Nesse contexto, encorajaram, mais uma vez, os Estados membros que ainda o não fizeram, a ratificarem e implementarem o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional e os instrumentos conexos nas sua ordem jurídica interna, como contributo para as políticas de consolidação da paz, prevenção e resolução de conflitos.

Sublinharam a importância da realização, durante a presidência de Portugal do Conselho da União Européia, da II Cimeira UE – África, manifestando a esperança de que venham a ser adotadas decisões que contribuam para o efetivo reforço das relações e da cooperação entre a UE e a África, no quadro de uma parceria estratégica.

Tomaram nota da apresentação de novas candidaturas a Observadores Associados da CPLP, na perspectiva do aproveitamento de vantagens e sinergias para a Organização, na medida em que a aproximação de países fora do espaço da Língua Portuguesa à Comunidade não só a prestigia como política e economicamente a reforçam.

Destacaram a atuação dos Grupos CPLP nos fora internacionais e nas capitais dos Estados membros e de Países terceiros, em matérias de interesse comum, recomendando o reforço deste procedimento que consideram um importante contributo para o prestígio da Comunidade e sentimento de pertença à mesma.

Recordaram aos Grupos CPLP a necessidade de fazerem relatos das suas reuniões e de os transmitir ao Secretariado Executivo, conforme determinado pela Resolução de Luanda, de forma a assegurar uma profícua troca de informação, enriquecer o conteúdo de seu trabalho, e melhor prosseguir os objetivos da Comunidade.

Congratularam-se com os resultados positivos da primeira Cimeira UE/Brasil, realizada em Lisboa, a 4 de Julho de 2007, com vista ao estabelecimento de uma Parceria Estratégica, de modo a expandir as bases comuns e reforçar o diálogo e a cooperação em áreas de interesse mútuo.

Regozijaram-se com a assinatura, a 26 de Março último, do Protocolo Adicional Referente ao Estabelecimento da Sede da CPLP em Portugal, instrumento que facilita a abertura de missões diplomáticas junto da CPLP e encorajaram os Estados membros a seguir o exemplo do Brasil e da Guiné-Bissau, criando missões junto da CPLP, contribuindo para o fortalecimento da Organização.

Tomaram nota das recomendações emanadas da Reunião do Grupo de Trabalho Alargado sobre Cidadania e Circulação de Pessoas no Espaço da CPLP, realizada a 18 de Junho último, dando cumprimento à Resolução aprovada pelo XI Conselho de Ministros de Bissau, em 2006.

Procederam à assinatura do Acordo de Concessão de Visto para Estudantes Nacionais dos Estados membros da CPLP.

Recomendaram ao Secretariado Executivo que prepare e apresente ao Comitê de Concertação Permanente um Projeto de Acordo de Cooperação Consular na CPLP, por forma a o mesmo poder vir a ser assinado na VII Conferência de Chefes de Estado e de Governo, em Lisboa, em 2008.

Recomendaram a continuação das atividades do Grupo, de forma a facilitar não só a circulação de pessoas no espaço da CPLP, mas também a equiparação de direitos sociais e políticos entre os cidadãos da CPLP.

No plano da coordenação dos órgãos do Poder Legislativo, tomaram nota da realização do VI Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa, antecedido das reuniões da Rede de Mulheres Parlamentares e dos Secretários-gerais dos Parlamentos (Bissau, 13 e 14 de Outubro de 2007).

Saudaram a aprovação da Assembléia Parlamentar da CPLP, órgão comunitário que em muito contribuirá para uma mais ampla visibilidade e prestígio da Comunidade.

Destacaram a participação da CPLP nos seguintes encontros e reuniões internacionais sob a égide das Nações Unidas: Reunião do Conselho de Segurança sobre Timor-Leste; VII Reunião de Alto Nível entre o Secretário-Geral e as Organizações Regionais e Intergovernamentais; 1ª Reunião do Grupo Internacional de Contato para a Guiné-Bissau (GIC-GB), Nova Iorque; 1ª Missão do GIC-GB a Bissau (Janeiro de 2007); 2ª Reunião do GIC-GB, Lisboa; 2ª Missão do GIC-GB a Bissau (Agosto de 2007); 3ª Reunião do GIC-GB, Nova Iorque; Conferência da Mesa Redonda de parceiros para o desenvolvimento da Guiné-Bissau, Genebra, Novembro de 2006; Diálogo de Alto Nível sobre Migrações e Desenvolvimento; e, ainda, VIII Conferência dos Estados Partes da Convenção de Combate à Desertificação; Três Espaços Lingüísticos e Reunião das Organizações Regionais sobre Proteção de Civis nos Conflitos Armados.

Referiram, como exemplar, a cooperação estabelecida entre a CPLP e a CEDEAO, no quadro do Grupo Internacional de Contato para a Guiné Bissau, com vista à estabilização da situação nesse país, e exortaram ao reforço dessa cooperação, essencial para a concretização dos objetivos estabelecidos na Conferência dos parceiros para o desenvolvimento daquele país e nos comunicados da I e II sessões do Grupo Internacional de Contato.

Congratularam-se, ainda, com a realização da Missão de Informação da União Européia que esteve em Bissau, de 8 a 13 de Outubro corrente, com vista à concessão de assistência na área da reforma no setor da segurança, no âmbito da Política Européia de Segurança e Defesa (PESD) da UE.

Destacaram a realização de missões de observação eleitoral da CPLP, nomeadamente às eleições presidenciais e legislativas em Timor-Leste, congratulando-se com a participação, nas mesmas, de Magistrados e Parlamentares dos Estados membros.

Felicitaram as autoridades daquele país pela capacidade demonstrada na organização dos atos eleitorais, pelo civismo e convivência democrática das populações, demonstração da progressiva consolidação das instituições e do espírito democrático nos países membros da CPLP.

Congratularam-se, ainda, com a perspectiva de abertura de uma Representação da Organização em Díli, que contribuirá para a sua afirmação em Timor-Leste, constituindo mais um sinal da solidariedade para com o Povo e Governo timorenses e dando mais visibilidade e projeção à Comunidade nesse país. Esta Representação contribuirá, por certo, para a promoção e divulgação da Língua Portuguesa, permitindo o acompanhamento da evolução da situação econômica, social e política e o reforço da identidade de Timor-Leste como país da CPLP.

Os ministros reafirmaram a importância da sociedade civil e das suas organizações como elementos estruturantes da Comunidade e importantes parceiros na realização dos seus objetivos.

Saudaram as inúmeras iniciativas de organizações da sociedade civil que, ao estabelecerem redes de contato e cooperação, se convertem no melhor testemunho do caráter mobilizador e da vitalidade do projeto CPLP.

Sublinharam, em particular, o papel dos Observadores Consultivos na aproximação da CPLP à sociedade civil, por forma a que esta participe, de maneira ativa, na vida da Organização, através do seu envolvimento em iniciativas no âmbito da CPLP; neste contexto, tomaram nota da primeira reunião dos Observadores Consultivos organizada pelo Secretariado Executivo, a 19 de Outubro corrente, em Lisboa, bem como das conclusões saídas dos trabalhos.

Tomaram nota, com interesse, dos resultados da Conferência “Os Desafios da Segurança Internacional e a Cooperação no âmbito da CPLP”, organizada pelo Secretariado Executivo da CPLP, em parceria com a Assembléia da República de Portugal.

Acolheram com satisfação a proposta brasileira de oferecer vagas para o aperfeiçoamento de diplomatas dos países da CPLP no Curso de Formação do Instituto Rio Branco, responsável pela formação dos diplomatas no Brasil. A iniciativa possibilitará o estabelecimento de laços, tanto de caráter político como de natureza pessoal, de que beneficiarão as relações bilaterais entre os Estados membros da Organização. Os diplomatas, indicados pelas Chancelarias dos demais Estados da CPLP, farão um curso com duração de um ano, integrados nas turmas de diplomatas brasileiros. Os Ministros reconheceram, nesse projeto, o reiterado empenho do Governo brasileiro no fortalecimento das relações na Comunidade e congratularam-se pela perspectiva, contida na oferta brasileira, de promover um maior conhecimento mútuo entre jovens diplomatas da CPLP.

No âmbito da cooperação, congratularam-se com a aprovação do Programa Indicativo de Cooperação para o médio prazo, que tem por objetivo apoiar os esforços de desenvolvimento humano dos Estados membros e reforçar as suas capacidades, elaborado de acordo com as orientações da Estratégia Geral de Cooperação, aprovada em Bissau, na VI Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP.

Ainda neste âmbito, salientaram: 1) O estabelecimento de um Protocolo de Cooperação com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, conforme proposto na X Reunião do Conselho de Ministros de Luanda, de Julho de 2005 | 2) A próxima assinatura de um Memorando de Entendimento entre o Secretariado Executivo e a Comissão Européia, instrumento que criará e reforçará o enquadramento jurídico para o relacionamento entre as duas entidades | 3) A possibilidade de estabelecimento de um Acordo de Cooperação entre a CPLP e a Organização Internacional da Francofonia (OIF), com vista ao desenvolvimento de ações conjuntas em domínios de interesse comum | 4) A assinatura de um Memorando de Entendimento entre a CPLP, o Governo da República de Cabo Verde e a Comunidade Médica de Língua Portuguesa sobre o estabelecimento de um centro de formação médica especializada naquele país, destinado a médicos dos PALOP e Timor-Leste | 5) A Assinatura de protocolos com a Inforpress – Agência Cabo-verdiana de Notícias e a Escola Superior de Educação da Guarda.

26. Tomaram boa nota da constituição do Conselho dos Chefes de Polícia da CPLP e da proposta do protocolo que visa promover a cooperação no domínio da segurança pública e das estratégias de prevenção e combate à criminalidade.

27. Tomaram boa nota das decisões das Reuniões Ministeriais Setoriais, e outras, ocorridas desde o XI Conselho de Ministros, realizado em Bissau, em Julho de 2006 (Anexo I).

Congratularam-se com a constituição da equipa de base do Centro Regional de Excelência em Desenvolvimento Empresarial, em Luanda e com o início das obras de construção do Centro Regional de Excelência em Administração Pública, em Maputo.

No plano da cooperação econômica e empresarial, tomaram nota, com satisfação, do lançamento de um estudo sobre o reposicionamento estratégico do Conselho Empresarial da CPLP, para que se torne, efetivamente, um instrumento ativo do fortalecimento da vertente econômica e empresarial no espaço lusófono, que contribua para viabilizar e potenciar a cooperação entre os empresários dos Estados membros da Comunidade.

No âmbito da promoção e divulgação da Língua Portuguesa, congratularam-se com a ratificação, por São Tomé e Príncipe, do Acordo Ortográfico e seus Protocolos Modificativos e instaram os Estados membros, que já ratificaram o referido Protocolo, a adotar medidas que permitam a sua entrada em vigor.

31. Tomaram nota da realização da II Reunião do Conselho Científico do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), a 3 e 4 de Julho de 2007, na cidade da Praia, na qual o Brasil, na qualidade de Presidente do Conselho, apresentou uma proposta de elaboração de um “Plano Estratégico de Gestão Internacional da Língua Portuguesa – Atuação do IILP no século XXI”.

Tomaram nota, igualmente, da apresentação de um conjunto de projetos do IILP ao Comitê de Concertação Permanente, e reiteraram a necessidade de continuar a apoiar, tanto financeira como tecnicamente, as iniciativas do Instituto, tendo em vista a promoção e difusão da língua portuguesa.

Registaram, com apreço, a realização do XVII Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), sublinhando a importância da proposta de criação de redes universitárias, potenciadoras da valorização comum e importante passo na afirmação da língua portuguesa, tendo em conta a grande diversidade de experiências e vocações das cerca de 120 instituições de ensino superior que constituem aquela Associação.

Ressaltaram o interesse no desenvolvimento das relações com organismos regionais multilaterais nos quais o português seja idioma oficial ou de trabalho, com vista ao estabelecimento de mecanismos e formas de cooperação que assegurem o uso do idioma, particularmente nos seus documentos e sítios da internet.

Endossaram a iniciativa de Cabo Verde no sentido de solicitar, à União Africana, a inclusão do português no passaporte da União Africana e nos demais documentos oficiais da Organização.

Adotaram as seguintes resoluções: a. Sobre o Estabelecimento de uma Assembléia Parlamentar da CPLP | b. Sobre a Acreditação de Embaixadores junto da CPLP | c. Sobre Novas Instalações do Secretariado Executivo da CPLP | d. Sobre Energias Renováveis e a Proteção do Meio Ambiente | e. Sobre a Concessão do Estatuto de Observador Consultivo da CPLP | f. Sobre o Orçamento de Funcionamento de SE para o Exercício de 2007 | g. Sobre o Orçamento de Funcionamento do IILP para o Exercício de 2007 | h. Sobre o Relatório da Auditoria Conjunta às Demonstrações Financeiras da CPLP – ano 2006 | i. Sobre a Mobilização dos Estados membros para o Desenvolvimento de uma Política de Oceanos na CPLP | j. Sobre a Aprovação do Programa Indicativo de Cooperação a Médio Prazo.

Saudaram a iniciativa, constante na Resolução sobre Energias Renováveis e a Proteção do Meio Ambiente, de realização, no 1º semestre de 2008, de um Fórum no âmbito da CPLP, com vista ao estabelecimento de parcerias para o desenvolvimento das energias renováveis e expansão da sua aplicação.

Aprovaram as seguintes declarações: a. Relativo ao Tratado sobre Comércio de Armas das Nações Unidas | b. Sobre o Apoio do Conselho de Ministros da CPLP ao Processo de Negociação da Estratégia Conjunta UE/África e à Realização da II Cimeira UE-África | c. De Homenagem ao Embaixador José Aparecido de Oliveira.

Angola manifestou o seu regozijo pelos excelentes resultados alcançados durante o processo de registo eleitoral, cuja cifra de oito milhões de cidadãos registados, demonstra a vontade do povo angolano em participar ativamente no desenvolvimento do processo democrático no seu país. Reconheceram que este fato augura ótimas perspectivas para as eleições legislativas que, como é do domínio público, se realizarão entre Maio e Setembro de 2008.

Finalmente, encorajam o Governo de Angola a continuar a desenvolver esforços quer para a estabilidade macroeconômica quer para dotar o país de infra-estruturas econômicas e sociais que permitam impulsionar o desenvolvimento de Angola.

Reconheceram as iniciativas brasileiras para fortalecer a CPLP e estreitar a cooperação com os seus Estados membros. Neste sentido, destacaram os esforços do Presidente Lula da Silva para aprimorar a cooperação com a África, inclusive por intermédio de mecanismos inovadores, como o Fundo Índia, Brasil e África do Sul (IBAS) de combate à pobreza e à fome, cujo primeiro projeto está sendo implementado na Guiné-Bissau.

Registraram com satisfação as iniciativas do Governo Brasileiro para assegurar a execução dos diversos projetos de cooperação envolvendo instituições brasileiras, bem como a formulação de novos projetos, a serem apresentados na Reunião de Pontos Focais de Cooperação em Fevereiro de 2008. Congratularam-se com o Governo Brasileiro pela decisão de aportar recursos ao Fundo Especial da CPLP, ampliando a capacidade da Comunidade de executar novos projetos.

Os Ministros saudaram Cabo Verde pela sua graduação da lista dos Países Menos Avançados a partir de Janeiro de 2008 e reconheceram a importância do apoio a ser dispensado a este país pela Comunidade internacional, no quadro da transição suave que deverá caracterizar todo o processo, em conformidade com as orientações das Nações Unidas. Dão o seu patrocínio à Declaração e às recomendações do Grupo de Apoio à Transição, criado nesse contexto, visando o acesso de Cabo Verde a financiamentos concessionais, aos mercados de importação e a outras soluções de consolidação da graduação.

Congratularam a União Européia e Cabo Verde pela Parceria Especial em construção, a qual, para além de conferir maior abrangência a essa relação, contribuirá para estimular este país a prosseguir os objetivos e a enfrentar os desafios do seu desenvolvimento.

Saudaram os esforços do Governo guineense no combate à utilização do território nacional para o narcotráfico. Manifestaram apoio ao seu Plano de Emergência e ao propósito de realização de uma Conferência Internacional sobre o Combate ao Narcotráfico, tendo em vista a cooperação internacional neste domínio.

Manifestaram, igualmente, o apoio às iniciativas para atribuição à Guiné-Bissau do estatuto de país pós-conflito, com o conseqüente tratamento particular dos parceiros de cooperação, bem como ao acesso ao Fundo das Nações Unidas para a Consolidação da Paz.

Saudaram o Governo da República de Moçambique, pela sua adesão ao Mecanismo Africano de Revisão pelos Pares (MARP), da União Africana, o que constitui uma demonstração inequívoca do comportamento com os princípios de transparência e boa governação; e pela atribuição a Sua Excelência Joaquim Alberto Chissano, Antigo Presidente da República, do Prêmio Mo Ibrahim de Boa Governação, que representa o reconhecimento do papel que tem sido desempenhado pelo galardoado na busca de paz e estabilidade e no aprofundamento de democracia, não só em Moçambique, mas também no seio da CPLP e no mundo em geral.

No contexto do exercício, por Portugal, da Presidência do Conselho da União Européia, no segundo semestre de 2007, felicitaram o país anfitrião pela iniciativa de acolher, nos próximos dias 8 e 9 de Dezembro, a II Cimeira UE-África, saudando os esforços do Governo português no sentido da adoção da Estratégia Conjunta UE-África e do respectivo Plano de Ação, por ocasião daquela Cimeira.

Registaram, com apreço, Portugal ter acolhido, a 26 de Março de 2007, a segunda reunião do Grupo Internacional de Contato para a Guiné-Bissau, bem como o continuado apoio ao Estado guineense nesta importante fase de capacitação institucional do país.

Saudaram ainda o envio, por parte do Governo português, de observadores eleitorais às Missões de Observação Eleitoral da CPLP às eleições legislativas e presidenciais de 2007, em Timor-Leste, sublinhando o contributo de Portugal, no âmbito da UNMIT, para o esforço internacional de estabilidade política e social em Timor-Leste.

Congratularam, ainda, o Governo português pela assinatura, no passado mês de Março, do Protocolo Adicional Referente ao Estabelecimento do Acordo da Sede da CPLP, que permite um apropriado enquadramento legal das Representações Permanentes dos Estados membros junto da Organização, bem como pela anunciada designação de um Representante Permanente junto da CPLP.

Felicitaram o Governo de São Tomé e Príncipe pela obtenção, em Maio deste ano, do perdão de dívida multilateral nomeadamente com os credores do Clube de Paris, do Banco Mundial/Fundo Monetário Internacional, Banco Africano de Desenvolvimento e Banco Europeu de Investimento, o que vai impulsionar o perdão de dívida bilateral.

Felicitaram, igualmente, o país pela aprovação do programa, no quadro do Challenge Millenium Account, destinado a apoiar técnica e financeiramente São Tomé e Príncipe, com vista ao reforço de capacidade e eficiência da Administração Tributária.

41. Timor-Leste congratulou-se com a iniciativa dos Estados membros da Comunidade na internacionalização da língua portuguesa no mundo. Convictos da importância da língua portuguesa, anotou, com apreço, o empenho decisivo dos Estados membros no reforço do ensino e desenvolvimento da língua portuguesa no seu país.

Expressaram ao Governo de Portugal, em particular a Sua Excelência o Senhor Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, o seu agradecimento pela hospitalidade e acolhimento fraterno dispensado a todos os participantes na XII Reunião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP, o qual foi assinado em 2 de novembro de 2007.

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Enviado por: comanche em Janeiro 15, 2008, 09:57:54 pm
África Ocidental: CPLP quer Português como língua de trabalho na UEMOA

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Lisboa, 15 Jan (Lusa) - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) pretende que as organizações regionais da África Ocidental, onde se situam Cabo Verde e Guiné-Bissau, venham a utilizar, num futuro próximo, o Português como língua de trabalho.

Em declarações à Agência Lusa, o secretário-executivo da CPLP, Luís Fonseca indicou ser esse um dos propósitos que o levam a participar na Cimeira de Chefes de Estado e de Governo dos oito países da União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA), que decorre na quinta-feira em Ouagadougou, Burkina Faso.

"A UEMOA é uma organização económica da África Ocidental, à qual pertence a Guiné-Bissau, e com a qual assinámos um acordo de cooperação. Uma das questões que iremos tratar é a aplicação desse acordo, particularmente na promoção da Língua Portuguesa", afirmou.

"Estamos já a trabalhar num projecto destinado a garantir a documentação da UEMOA em língua portuguesa, mas iremos também conversar sobre as várias iniciativas em que poderemos participar, nomeadamente no grupo internacional de contacto para a Guiné-Bissau", acrescentou.

Lembrando que o idioma de Camões é já língua de trabalho na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Luís Fonseca, de nacionalidade cabo-verdiana, realçou que o presidente em exercício da UEMOA, Soumailla Cissé, também já manifestou interesse em ver consignado o uso do Português como língua de trabalho.

A Guiné-Bissau e Cabo Verde integram a CEDEAO, mas apenas o primeiro, presidido por João Bernardo "Nino" Vieira, faz parte da UEMOA.

Além da Guiné-Bissau, a UEMOA congrega Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Mali, Níger, Senegal e Togo, países que têm em comum a moeda, o Franco da Comunidade Financeira Africana, conhecido tradicionalmente por Franco CFA - um euro equivale a 655,957 Francos CFA.

Já a CEDEAO integra 15 Estados membros: além de Cabo Verde e da Guiné-Bissau, inclui o Benin, Burkina Faso, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné-Conacri, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

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Enviado por: comanche em Janeiro 24, 2008, 11:57:47 pm
Defesa/Cooperação: Portugal e Guiné-Bissau assinam Programa-Quadro até Março

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Lisboa, 24 Jan (Lusa) - Portugal e a Guiné-Bissau assinam em Fevereiro ou Março o Programa-Quadro da Cooperação Técnico-Militar, disse hoje à Lusa o secretário de Estado da Defesa Nacional e Assuntos do Mar.

"Deverei ir a Bissau em Fevereiro ou Março para assinar o Programa Quadro, em que queremos, através da Cooperação Técnico-Militar, dar um contributo para a estabilização e reforma do sector de Defesa e Segurança na Guiné-Bissau", disse João Mira Gomes, que falava à Lusa no final da recepção de Ano Novo dada pelo Ministério da Defesa Nacional aos bolseiros africanos e timorenses que estudam em Portugal.

Desde 1990, Portugal já formou em estabalecimentos ligados à área da defesa 5.580 bolseiros dos países africanos de língua portuguesa, a maior parte dos quais são angolanos (2.804).

A segunda nacionalidade mais representada é a moçambicana (1.289), vindo em seguida Cabo Verde (705), Guiné-Bissau (557) e São Tomé e Príncipe (219).

A Cooperação Técnico-Militar (CTM) com Timor-Leste, país a que pertencem os restantes seis bolseiros, iniciou-se somente em 2006.

"A CTM é uma das prioridades na área da acção externa do Ministério da Defesa Nacional e já é assim há mais de 10 anos, com resultados, porque não só temos contribuído para levantar as estruturas das forças armadas dos nossos parceiros, como também temos feito um investimento muito grande na formação, quer na formação de formadores, quer na formação em Portugal, como é o caso dos bolseiros presentes nesta recepção", acrescentou.

João Mira Gomes disse ainda à Lusa que até ao final do ano deverá deslocar-se em visita de trabalho a Moçambique, "para negociar a nova fase do Programa-Quadro".

O último Programa-Quadro com Moçambique caducou a 31 de Dezembro último, mas João Mira Gomes acredita que "alguns ajustamentos" permitirão que se continue a trabalhar na Cooperação Técnico-Militar com aquele país africano.

"A formação é a pedra de toque desta área da CTM. Nós consideramos que é através deste capital humano que podemos fazer a diferença", defendeu.

"E é uma aposta estratégica que fazemos. Já passaram mais de 5.500 bolseiros por Portugal e acho que é através dessas referências que podemos mais tarde ter laços mais estreitos de cooperação entre as estruturas superiores das forças armadas" de cada país, acrescentou.

Dados do MDN referem que no ano lectivo em curso, iniciado em Outubro de 2007, se encontram 109 bolseiros a receber formação em Portugal em estabelecimentos de ensino dos três ramos das forças armadas, Instituto de Estudos Superiores Militares e Instituto de Defesa Nacional.

A Lusa falou com alguns bolseiros, e a tónica geral são as saudades que têm de casa, e, embora reconhecendo as dificuldades de cada um dos cursos que frequentam, coincidem na apreciação positiva que fazem do intercâmbio com camaradas militares de outros países.

Edna Manuel, cadete são-tomense há um ano em Portugal a frequentar a Escola Naval, reconhece que "o mais difícil são as saudades da família" e espera que os quatro anos do curso "passem depressa".

Dos mais antigos em Portugal, o alferes José Mascarenhas, da Força Aérea Angolana, "está muito satisfeito com os níveis de exigência" e considera que a formação que está a receber em Portugal "vale muito a pena".

"Vale muito a pena e o contacto com camaradas de outros países vai ser muito útil, porque no futuro, em eventuais operações conjuntas, é importante o relacionamento que mantemos agora e que nos poderá valer mais tarde", adiantou.

O alferes José Mascarenhas, "em Angola é sub-tenente", tem tido a possibilidade de todos os anos ir visitar a família, mas, reconhece, "há camaradas que não têm essa possibilidade, por falta de dinheiro e devido à organização do curso".

O timorense Pedro Ceunfim, nascido no enclave de Oecussi, em Pante Makassar, está a aproveitar a estada em Portugal para melhorar o domínio da língua portuguesa.

Inicialmente colocado em Mafra, onde tirou o curso de instrutor de Educação Física, está agora em Vendas Novas.

Para João Mira Gomes, a CTM é um "bom exemplo" da cooperação portuguesa, e destaca o facto dos governantes dos países africanos de língua portuguesa, e Timor-Leste, "a continuarem a apontar como uma das áreas prioritárias em que eles querem investir".

"Portanto, penso que continuamos a ter muitos e bons anos para continuar a trabalhar", vincou.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 11, 2008, 06:31:35 pm
Timor-Leste: Países da CPLP condenam atentados e manifestam preocupação

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Lisboa, 11 Fev (Lusa) - Os governos brasileiro, cabo-verdiano e guineense condenaram os atentados registados hoje em Díli contra o Presidente da República e o primeiro-ministro, José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, respectivamente, manifestando-se preocupados com a situação em Timor-Leste.

Homens armados tentaram hoje matar José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, em dois ataques concertados.

Em nota divulgada pelo Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores, o governo brasileiro condenou com veemência os atentados ocorridos em Timor-Leste, salientando que recebeu as noticias do ocorrido "com grande preocupação".

"O Brasil condena veementemente o recurso à violência e conclama todas as forças políticas e de segurança de Timor-Leste a envidarem renovados esforços para a manutenção da ordem e a solução das questões políticas pela via do entendimento e do diálogo pacífico", acrescenta o comunicado.

Segundo o Itamaraty, o Presidente Lula da Silva e o chanceler Celso Amorim já enviaram mensagens de solidariedade ao governo e ao povo timorenses, desejando pronto restabelecimento ao Presidente Ramos-Horta.

Os atentados em Timor-Leste tiveram uma grande repercussão na imprensa brasileira, com televisões, rádios e as versões electrónicas dos principais jornais do país a darem destaque ao estado de saúde de Ramos-Horta e à imposição do estado de sítio no país.

Em Cabo Verde, o Presidente da República, Pedro Pires, condenou "firmemente" os atentados, e formulou votos de que Ramos-Horta "recupere rapidamente".

Pedro Pires apelou aos timorenses que "se juntem em torno do seu Estado independente, em torno das suas instituições legítimas, para colocar em primeiro lugar os interesses do país e ao mesmo tempo repor o clima necessário para a construção de um futuro que todos desejam de prosperidade de paz e de uma vida digna para todos".

Por seu lado, o governo guineense classificou os atentados como um "acto ignóbil contra a democracia".

De acordo com o porta-voz do governo de Bissau, Pedro da Costa, a tentativa de eliminação física do Presidente timorense, José Ramos-Horta, e do primeiro-ministro, Xanana Gusmão "é um acto ignóbil que deve ser condenado energicamente", por ser um atentado contra a democracia.

O porta-voz do executivo de Bissau, que é também ministro da Presidência do Conselho de Ministros, afirmou ainda que o que aconteceu em Timor-Leste "é um acto trágico" que visava minar os esforços das autoridades timorenses e da comunidade internacional para a consolidação da democracia daquele país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

Ainda em Bissau, a assessoria de imprensa do Presidente da República, João Bernardo "Nino" Vieira, divulgou uma carta, endereçada a Ramos-Horta, em que o chefe de Estado guineense repudia os acontecimentos, destacando que todos os povos da CPLP prestam a sua solidariedade às autoridades de Timor-Leste.

Também em Bissau, no quadro da reunião dos ministros da Justiça da Comunidade de Países de L��ngua Portuguesa (CPLP), o ministro cabo-verdiano José Andrade, enquanto presidente da Conferência de Ministros da Justiça, manifestou solidariedade com o povo timorense, e em Maputo a FRELIMO, partido no poder em Moçambique que mantém fortes laços com a FRETILIN desde os tempos da guerrilha timorense, condenou "veementemente" os atentados, considerando que "não ajudam à estabilização do país".

Por último, os ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais da CPLP, reunidos em Díli, condenaram os atentados contra o presidente da República e o primeiro-ministro timorense, que classificaram como "ataques à democracia".

Aquela posição consta da Declaração de Díli, o documento aprovado no decorrer da VIII Reunião dos Ministros do Trabalho e dos Assuntos Sociais da CPLP, realizada na capital timorense.

"Considerando os graves atentados", registados hoje em Díli contra o presidente José Ramos-Horta e o primeiro-ministro Xanana Gusmão, os ministros da CPLP repudiam "os ataques à democracia" e reafirmaram que "o respeito às instituições democráticas é inegociável", manifestando a sua solidariedade para com o povo timorense.

O ataque contra o presidente Ramos-Horta foi liderado pelo major rebelde Alfredo Reinado, que foi morto no incidente.

Ramos-Horta foi ferido a tiro e teve de ser submetido a uma primeira intervenção cirúrgica no hospital militar australiano em Díli e foi transferido para uma unidade de cuidados intensivos do hospital de Darwin, Austrália, onde foi sujeito a uma segunda operação.

De acordo com um elemento da segurança do primeiro-ministro, o tenente Gastão Salsinha, um dos peticionários que abandonaram as Forças Armadas timorenses em 2006, comandou o ataque contra Xanana Gusmão, que saiu ileso.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 26, 2008, 05:31:29 pm
CPLP: Pontos Focais de Cooperação aprovam Plano Estratégico para Timor-Leste

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Lisboa, 26 Fev (Lusa) - A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) aprovou hoje um Plano Estratégico para o desenvolvimento de Timor-Leste, que passa pelo reforço da capacitação institucional e nos domínios da Justiça e Administração Pública.

A decisão foi comunicada pelo embaixador guineense Soares da Gama, porta-voz da 16ª Reunião dos Pontos Focais de Cooperação da CPLP, que decorreu segunda-feira e hoje, em Lisboa, e que foi dominada pela crise timorense, desencadeada a 11 deste mês com o duplo atentado ao presidente José Ramos-Horta e ao primeiro-ministro Xanana Gusmão.

Em declarações aos jornalistas, cerca de duas horas depois da hora prevista para a conferência de imprensa, Soares da Gama adiantou que o plano visa contribuir para o desenvolvimento de Timor-Leste, através da promoção, difusão e utilização da Língua Portuguesa.

"(Tudo isso) enquanto veículo de comunicação quotidiana e enquanto língua de trabalho e de negócios, promovendo, paralelamente, o reforço da capacidade institucional de Timor-Leste em domínios técnicos como a Justiças e Administração Pública", afirmou o diplomata da Guiné-Bissau, país que preside actualmente a organização.

Também em declarações aos jornalistas, o secretário-executivo da comunidade lusófona, Luís Fonseca, indicou que a reunião de hoje permitiu "acelerar" o apoio a Timor-Leste, "dando-lhe carácter de urgência".

"Os acontecimentos recentes em Timor-leste levou-nos a acelerar o apoio e a aprovar o Plano estratégico, elevando-o para um patamar de urgência", sublinhou o diplomata cabo-verdiano, lembrando a "solidariedade" da organização manifestada já às autoridades de Díli.

Na reunião, em que, além da Guiné-Bissau, estiveram presentes delegações de Angola, Brasil, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, foi também feito o ponto de situação quanto à aplicação, no terreno, de seis projectos contidos no Plano Indicativo de Cooperação (PIC) da CPLP.

O encontro serviu ainda para apresentar oito novos projectos e actividade do Plano Indicativo do Fundo Especial, com especial destaque, salientou Luís Fonseca, para a preparação de um seminário internacional sobre "Clima, Recursos Naturais e Aplicações na CPLP: Parcerias na Área do Clima e Ambiente", cuja data e local estão por fixar.

A próxima reunião ordinária de Pontos Focais de Cooperação da CPLP decorrerá em Julho próximo, novamente em Lisboa, antes da Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da comunidade lusófona, prevista para o mesmo mês e igualmente na capital portuguesa.

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Enviado por: comanche em Fevereiro 28, 2008, 04:32:20 pm
Governo: Portugal aprova criação da Assembleia Parlamentar da CPLP


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Lisboa, 28 Fev (Lusa) - O Governo aprovou hoje uma resolução que institui a criação da Assembleia Parlamentar da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), após decisão tomada pelo Conselho de Ministros desta organização em Novembro passado, em Lisboa.

A proposta agora aprovada pelo executivo vai ainda ser submetida à apreciação da Assembleia da República e visa ratificar as Emendas ao Estatuto da CPLP, que procedem à criação de um novo órgão nesta organização internacional: a Assembleia Parlamentar.

Segundo o Governo, as alterações resultaram de uma proposta do Fórum dos Parlamentos de Língua Portuguesa, "tendo em vista reforçar a representatividade daqueles órgãos no âmbito da CPLP".

A Assembleia Parlamentar da CPLP vai reunir representações de todos os parlamentos dos Estados-membros da organização, "competindo-lhes, designadamente, apreciar matérias relacionadas com a finalidade estatutária e a actividade da CPLP, dos seus órgãos e organismos".

"Esta iniciativa insere-se nos objectivos da política externa do Estado Português de consolidação e aprofundamento do relacionamento político diplomático no espaço da CPLP e visa reforçar a afirmação da lusofonia no mundo", refere o comunicado do Conselho de Ministros.

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Enviado por: comanche em Março 07, 2008, 01:56:33 pm
CPLP: Ministros das Pescas declaram combate à pesca ilegal


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Maputo, 07 Mar (Lusa) - Os ministros das Pescas da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) comprometeram-se hoje em Maputo a empenhar-se no combate à pesca ilegal e a respeitar "os princípios de uma gestão sustentável da pesca e da aquicultura".

Na declaração final da conferência de dois dias realizada em Maputo, os responsáveis do sector das Pescas da CPLP assumem também o desafio de "dinamizar a constituição de parcerias empresariais, promovendo a participação dos agentes económicos em eventos organizados pelos Estados da CPLP".

A manutenção do Projecto de Valorização de Recursos Humanos no Domínio das Pescas e Aquicultura, coordenado pelo Brasil, foi também enfatizado no encontro, para o que serão realizados vários seminários na área de formação, entre este ano e o próximo ano, lê-se na declaração final.

No quadro da cooperação multilateral no sector das Pescas, também irá continuar o Projecto de Desenvolvimento Institucional das Unidades de Informação na Área da Pesca, coordenado por Portugal ou Cabo Verde, visando a identificação da informação técnica e científica, produzida por cada um dos países, sublinham os ministros das Pescas da CPLP.

Na Conferência de Maputo foi também acordada a "manutenção do Grupo de Trabalho de Estatística, coordenado por Angola, visando a harmonização dos sistemas estatísticos dos países membros, de modo a torná-los comparáveis, permitindo a troca de conhecimentos e dados", refere o documento.

Na conferência de imprensa que se seguiu à adopção da Declaração de Maputo, o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas português, Jaime Silva, reiterou o compromisso de Portugal de articular com os outros Estados da CPLP a discussão atempada de directivas da UE sobre o sector das Pescas, de modo a que sejam aproveitadas as oportunidades oferecidas por este mercado.

"Sublinho aqui a disposição de Portugal para promover o debate atempado com os seus parceiros da CPLP de decisões que possam afectar o sector das Pescas", frisou Jaime Silva, antes de adiantar que é também importante para a UE que os seus parceiros estejam a par do que se passa a nível legislativo, para uma melhor compreensão das transformações que se vão operando.

"A UE tem que assegurar que África esteja a par das medidas legislativas que se aprovam no espaço europeu sobre Pescas, porque este é um sector fundamental para o desenvolvimento de alguns países africanos", referiu o ministro português da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e Das Pescas.

Na reunião de Maputo, Moçambique assumiu a presidência da Conferência dos Ministros das Pescas da CPLP e a Guiné-Bissau a vice-presidência.

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Enviado por: comanche em Março 15, 2008, 05:40:27 pm
Cabo Verde: Países CPLP vão criar agenda de cooperação e hamonizar leis sobre imigração

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Cidade da Praia, 14 Mar (Lusa) - Os responsáveis dos Serviços de Imigração e Fronteiras da CPLP vão estabelecer uma agenda estratégica para reforçar a cooperação, que compreende a harmonização das leis sobre imigração nos países de língua portuguesa.


A decisão foi hoje tomada na Cidade da Praia, no fim do VII encontro de directores de imigração e fronteiras da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa).

Os países acordaram cooperar na formação e divulgação de novas tecnologias para tornar as fronteiras mais seguras bem como os documentos de viagem (passaportes), explicou o director de Serviços de Emigração e Fronteiras de Cabo Verde, Júlio Melício.

"O importante neste encontro é que nós decidimos elaborar uma agenda estratégica de cooperação em vários domínios, na questão da formação, das tecnologias para a ´securização´ das fronteiras e dos documentos de viagem e na harmonização de procedimentos e da legislação para uma maior aproximação entre os países da CPLP no domino das fronteiras e estrangeiros", explicou o responsável.

No âmbito da luta contra a criminalidade organizada, os responsáveis lusófonos decidiram também melhorar a colaboração entre os serviços de todos os países da CPLP, realçou o director-geral adjunto de Emigração e Fronteiras de Angola, Eduardo dos Santos.

"Saem daqui recomendações, conclusões e estratégias para que haja um estreitamento da cooperação entre os países de forma a fazermos desta comunidade, em termos migratórios, uma comunidade forte e coesa e onde os cidadãos se sintam seguros e confiantes, no sentido da segurança em termos de emigração ilegal e na falsificação de documentos", anunciou, no final do encontro de dois dias.

Eduardo dos Santos afirmou ainda que os desafios que se colocam hoje aos serviços de emigração e Fronteiras de cada país passa por documentos de viagem cada vez mais seguros.

"Hoje estamos todos de acordo que devemos ter documentos de viagem seguros para os nossos cidadãos, não só para permitir uma mais livre circulação em cada um dos espaços mas também para que esses cidadãos sintam que estão na posse de documentos seguros, que não serão aproveitados por terceiros para uso indevido", afirmou.

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Enviado por: comanche em Março 25, 2008, 12:59:49 pm
Defesa: Portugal propõe partilha de "centros de excelência" de Defesa entre países da CPLP


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Maputo, 25 Mar (Lusa) - Portugal vai apresentar em Maio aos seus parceiros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) um projecto de criação de "centros de excelência" na área da Defesa em cada um dos países que compõem a organização.

O projecto, que será apresentado na cimeira de ministros da Defesa da CPLP prevista para Maio, em Timor-Leste, é a concretização da "multilateralização da cooperação técnico-militar" defendida por Lisboa, disse à Agência Lusa o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira.

"Estamos numa fase inicial, de procurar em cada um dos países um centro de excelência que cada um pode oferecer e que pode ser interessante para os outros. O passo seguinte é consolidá-lo e pô-lo ao serviço dos outros países. Nesta fase é um período de definição", adiantou.

"A ideia é uma boa ideia. Temos um capital acumulado de experiência e de conhecimento com Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau. Agora, chegamos a um ponto em que é possível pô-lo ao serviço dos outros. Vamos agora procurar quais as especializações que cada um pode oferecer e ser úteis aos outros", acrescentou.

O titular da pasta da Defesa, que acompanha o Presidente da República, Cavaco Silva, na sua visita oficial a Moçambique, manifestou esperança que da reunião prevista para Timor-Leste saia um "projecto consolidado" para a concretização da iniciativa.

Tal como os restantes países membros da CPLP, também Moçambique está a identificar um projecto de cooperação "passível de ser multilateralizado", criando "um centro de excelência que ficará ao serviço" do país e de "outros países da CPLP".

Este princípio ficou, de resto, acordado entre o ministro da Defesa português e o seu homólogo moçambicano, Tobias Dai, que segunda-feira assinaram o acordo que renova o convénio de cooperação técnico-militar entre os dois países, já com 20 anos de vigência.

O novo acordo, observou Nuno Severiano Teixeira, "traz algumas alterações", nomeadamente projectos relacionados com a Marinha, com a formação técnica da Marinha de Guerra e a fiscalização costeira, e com as comunicações militares.

"Moçambique é um território muito vasto, que não tem no plano militar comunicações estabelecidas e naturalmente é necessário estabelecê-las entre as várias unidades. Vai começar pelo levantamento das próprias necessidades da estrutura de comunicações moçambicana", especificou.

O acordo renova, ao mesmo tempo, projectos já em curso "com a introdução de novos objectivos", nomeadamente na Academia Militar Samora Machel, em Nampula (norte).

Portugal vai ainda colaborar na formação de quadros moçambicanos em áreas como o treino de pilotos, laboratórios de aviação ou num centro de medicina e psicologia aeronáutica.

Simultaneamente, prosseguem a formação da Polícia Militar, dos Fuzileiros e das tropas especiais.

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Enviado por: comanche em Abril 08, 2008, 01:49:20 pm
CPLP/MAI: Rui Pereira defende criação de "caixa de utensílios" para responder a grandes catástrofes


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Lisboa, 08 Abr (Lusa) - O ministro da Administração Interna defendeu hoje a criação de uma "caixa de utensílios", na área da protecção civil, a que os Estados da Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa possam recorrer em situações de grandes catástrofes.

"Todas essas catástrofes [cheias, terramotos, desastres aéreos, fogos florestais] podem implicar a mobilização de meios para os quais não cheguem os recursos estritamente nacionais", afirmou Rui Pereira em conferência de imprensa à margem no I Fórum de Ministros da Administração Interna dos Países da CPLP.

Segundo o ministro, a existência de uma "caixa de ferramentas" implica que os vários Estados da CPLP saibam quais são os meios disponíveis para ocorrer a uma catástrofe.

"As catástrofes naturais e os desastres ambientais, incluindo tsunamis tão devastadores como aquele que assolou o Sudeste Asiático ou os terríveis acidentes nucleares recentes, requerem partilha de conhecimentos, tecnologias e boas práticas", sublinhou Rui Pereira no fórum que decorre até quarta-feira no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

Para o ministro, "uma resposta individualizada a estes fenómenos está, de antemão, condenada ao rotundo fracasso".

No fórum, Rui Pereira defendeu ainda uma cooperação internacional "cada vez mais estreita" para combater a criminalidade organizada - que inclui os crimes de tráfico de pessoas, de drogas e de armas - a criminalidade económico-financeira e o terrorismo global.

"O novo quadro de desafios e ameaças à segurança interna situa-se num âmbito transnacional e requer, por isso mesmo, uma resposta conjugada dos nossos Estados", sustentou.

Em matéria de segurança interna, o ministro salientou que a cooperação deve desenvolver-se no plano político.

"Um sinal claro do nosso interesse em cooperar só é possível mediante uma declaração conjunta dos ministros" da CPLP, afirmou Rui Pereira, realçando a assinatura da Declaração de Lisboa que deverá acontecer quarta-feira no final dos trabalhos dos ministros da CPLP.

Com a Declaração de Lisboa será criada uma estrutura que contemplará reuniões anuais dos ministros da CPLP responsáveis pelos assuntos internos e assumirá um programa de cooperação em todas as áreas de interesse comum, acrescentou.

Paralelamente, será criada outra estrutura mais técnica: o Conselho dos Chefes de Polícia, que abrange matérias de segurança pública, troca de experiências de policiamento de proximidade, prevenção e combate à criminalidade transnacional.

Rui Pereira falou ainda da área das migrações e fronteiras, considerando que ainda há "um longo caminho a percorrer".

"A criação de mecanismos de segurança dos documentos e de controlo das fronteiras constitui um desafio para os nossos Estados, que comungam uma perspectiva global, integrada e multilateral do fenómeno das migrações", sublinhou.

Para o ministro, é preciso regular com "equilíbrio e humanismo a imigração legal, que é fonte de desenvolvimento para os países de origem e de destino e favorece o diálogo entre culturas" e combater "sem tréguas" a imigração ilegal, que surge associada a "crimes gravíssimos contra a dignidade da pessoa e origina verdadeiras tragédias humanitárias".

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Enviado por: comanche em Abril 10, 2008, 12:41:57 am
CPLP: Plano Estratégico para Saúde na agenda de I encontro de ministros dos "oito"


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Lisboa, 09 Abr (Lusa) - A criação de um Plano Estratégico para a Saúde (PECS) comum aos oito Estados membros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) estará em destaque na primeira reunião dos ministros da Saúde da organização da lusofonia.

Sobre o encontro dos ministros da Saúde da CPLP, que decorre na sexta-feira e sábado na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, o secretário executivo da comunidade, Luís Fonseca, disse hoje à Lusa que o plano vai permitir uma abordagem "multilateral" à cooperação na Saúde entre os oito.

"Muito já foi feito na cooperação na saúde. É até a área em que mais resultados temos conseguido. O trabalho tem sido bastante eficaz, mas de forma bilateral (...). É preciso fazer com que seja possível colher maiores benefícios através da multilateralidade, utilizando melhor os recursos", disse Luís Fonseca, antes de embarcar para a cidade da Praia.

Para Fonseca, "a ideia [da estratégia conjunta] passa por coordenar melhor as acções de Portugal e Brasil, que têm nos países de língua portuguesa alguns dos maiores beneficiários da sua ajuda neste domínio".

Na primeira reunião formal de ministros da Saúde da CPLP, que acontece na mesma semana em que também os titulares das pastas de Administração Interna dos "oito" estrearam o formato, estarão também em destaque a organização e integração das redes de Saúde, mecanismos de coordenação e também a situação do HIV/SIDA nos "oito".

Isto porque na próxima semana, de 14 a 17 de Abril, decorre o II Congresso da CPLP sobre DST e SIDA no Rio de Janeiro, em que estarão presentes investigadores, professores, especialistas, activistas, estudantes e profissionais de saúde.

Ainda antes do início da reunião, na manhã de sexta-feira, está prevista uma visita ao Hospital Agostinho Neto, na capital cabo-verdiana, a que se seguirá a abertura formal e intervenções dos diferentes ministros.

O programa para o último dia prevê a leitura, comentário e aprovação do Projecto de Resolução sobre a Elaboração do Plano Estratégico para a Cooperação em Saúde na CPLP (PECS/CPLP).

Serão ainda apresentados o Centro de Formação Médica Especializada da CPLP, o Documento Conjunto ONUSIDA - CPLP, a Iniciativa de Cooperação OMS/Recursos Humanos para a Saúde nos PALOP, e a reunião culminará com a aprovação e assinatura da Declaração da Praia sobre Saúde.
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Enviado por: comanche em Abril 22, 2008, 06:18:44 pm
Brasil: Novo medicamento brasileiro contra malária disponibilizado em breve para os PALOP


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Rio de Janeiro, Brasil, 22 Abr (Lusa) - Um novo medicamento produzido pelo Brasil para tratamento da malária, mais barato e mais eficaz do que a terapia em uso, será disponibilizado em breve para África, especialmente para os Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

A informação foi dada hoje à Lusa pelo médico Eduardo Costa, director do Instituto de Tecnologia em Fármacos - Farmanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pelo lançamento do novo remédio, o ASMQ.

O medicamento não está protegido por nenhuma patente, o que possibilita ser vendido pelo seu preço de custo, e vai atender inicialmente aos países da América Latina e da Ásia.

O ASMQ simplifica o tratamento de adultos e crianças por ser uma formulação em dose fixa combinada entre dois componentes - artesunato (AS) e mefloquina (MQ), cuja dose diária recomendada é de dois comprimidos durante três dias.

"O tratamento com dois produtos envolve uma quantidade muito grande de comprimidos e era necessária uma combinação que diminuísse a resistência e melhorasse os resultados. O novo remédio é mais eficaz, tem baixa toxidade e apresenta menos efeitos colaterais", garantiu à Lusa o director do Farmanguinhos.

Segundo Eduardo Costa, o medicamento poderá ser armazenado por três anos em clima tropical, mas não é recomendado para grávidas.

A terapia é uma das quatro combinadas à base de artemisinina recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), desde 2001, para o tratamento antimalárico de primeira linha.

O laboratório Farmanguinhos vai trabalhar em parceria com a Iniciativa de Medicamentos para Doenças Negligenciadas (DNDi), organização não-governamental baseada em Genebra, para levar o remédio ao mercado a 2,50 dólares (1,5 euros) para o tratamento completo de um adulto.

O preço para comprar separadamente as duas substâncias associadas no ASMQ fica entre quatro e sete dólares.

O diretor da Fiocruz, Paulo Marchiori Buss, disse à Lusa que, até Março de 2009, cerca de 90 mil pessoas no Brasil já terão acesso ao novo tratamento.

"A partir daí, o Brasil já poderá exportar o medicamento. Foram quase quatro anos de pesquisa para chegarmos a essa formulação que diminui acentuadamente o número de comprimidos e produz uma acção favorável de controlo sobre o tipo mais grave da doença, a malária falciparum", declarou.

O Brasil regista anualmente cerca de 400 mil casos de malária, sendo que um quarto é do tipo falciparum.

A maioria dos casos é notificada nos estados da região amazónica.

A produção e a distribuição do ASMQ no Brasil ficará a cargo do Farmanguinhos, que também já produz remédios genéricos anti-retrovirais que são distribuídos gratuitamente através do Programa Brasileiro de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Sida.

O desenvolvimento do novo medicamento custou cerca de oito milhões de euros e foi financiado em conjunto pela União Europeia (UE), pelos governos de França, Espanha, Holanda e Reino Unido, pela organização Médicos Sem Fronteiras, além de contar com contribuições da Farmanguinhos.

Em todo mundo, a malária, causada pelo parasita Plasmodium, transmitido por picadas de mosquitos do género Anopheles, mata mais de um milhão de pessoas por ano, a maioria na África.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), a cada trinta segundos morre uma criança no continente africano por causa da malária, também conhecida como paludismo.

Somente em Mo��ambique, a malária é responsável por 40 por cento da mortalidade infantil.

Além de ser a maior causa de mortalidade no mundo, a malária reduz o crescimento económico das áreas endémicas em 1,3 por cento ao ano, com um prejuízo avaliado em mais de 12 mil milhões de dólares por ano nos paises afectados.

"A malária não é só uma questão de medicamento. Ela é uma questão de pobreza e de meio ambiente. Não adianta pensar que a única solução para a doença é o remédio ou uma vacina. Temos que pensar as doenças no sentido das causas e dos determinantes sociais", alertou Paulo Buss.

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Enviado por: comanche em Julho 21, 2008, 10:11:53 pm
CPLP/Cimeira: MNE brasileiro defende política permanente de promoção da língua portuguesa


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Rio de Janeiro, Brasil, 21 Jul (Lusa) - O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Celso Amorim, defendeu uma política permanente de promoção da língua portuguesa no âmbito da CPLP e apontou como estratégica a posição do Brasil para a difusão do idioma.

"Independentemente de toda a cooperação bilateral ou plurilateral que existe, tem que haver uma política da língua portuguesa. É preciso haver uma política de divulgação e difusão permanente", afirmou Amorim, em declarações à Lusa.

A língua portuguesa é o tema da VII Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que se realiza quinta e sexta-feira, em Lisboa, e uma das prioridades da presidência portuguesa da organização, nos próximos dois anos.

O Governo português aprovou na semana passada uma nova estratégia para a promoção e divulgação da língua portuguesa, que inclui a criação de um fundo com este objectivo, dotado com uma verba inicial de 30 milhões de euros, mas aberto à contribuição de outros países.

Referindo-se à cimeira de Lisboa, o chefe da diplomacia brasileira afirmou que vai ser "um grande encontro".

"A CPLP é de grande importância. Será uma cimeira para debater os problemas e a maneira de cooperar. Continuaremos a dar o nosso apoio", realçou Amorim, destacando que o Brasil tem a intenção de criar uma universidade da língua portuguesa voltada para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

A previsão do Governo brasileiro é de que a Universidade da CPLP (UniCPLP) ou Universidade da Integração Luso-Afro-Brasileira - o nome ainda não está definido - comece a funcionar em 2010, no Estado do Ceará.

Questionado sobre o Acordo Ortográfico que vai entrar em vigor nos países da CPLP que já o ratificaram (Portugal, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe), Amorim disse que a sua adopção vai "simplificar" o uso da língua, além de facilitar a divulgação de livros didácticos e atingir comunidades que falam português em outros países.

O ministro Brasileiro afirmou, no entanto, que ainda há muitos desafios a enfrentar e destacou a disposição do Brasil em contribuir para a divulgação da língua portuguesa.

"O acordo ortográfico foi um grande passo nesse sentido, mas há muito que pode ser feito. O Brasil tem uma posição estratégica, com quase 200 milhões de pessoas que falam o português. Daremos a assistência necessária para que essas mudanças se concretizem", disse.

Mais de 240 milhões de pessoas falam a língua portuguesa no mundo. O Brasil concentra o maior número de falantes - cerca de 192 milhões de pessoas, seguido por Moçambique com uma população de 21,2 milhões de habitantes, Angola com 12,5 milhões e Portugal com uma população inferior a 11 milhões de falantes.

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Enviado por: comanche em Julho 30, 2008, 08:28:16 pm
CPLP: Ex-secretário executivo antevê futuro "altamente promissor" para presidência portuguesa


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Lisboa, 30 Jul (Lusa) - O diplomata cabo-verdiano Luís Fonseca, ex-secretário-executivo da CPLP, considerou hoje "altamente promissor" o futuro imediato da organização lusófona, após tornar-se o primeiro ex-líder da comunidade a ser distinguido com a Ordem do Infante Dom Henrique.

Luís Fonseca discursava na cerimónia de condecoração de que foi alvo pelo Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, que lhe atribuiu a distinção, acto que decorreu no Palácio de Belém, na presença do primeiro-ministro José Sócrates e de embaixadores dos países lusófonos em Portugal, entre outras personalidades.

"O novo período que se abre para a comunidade é altamente promissor. O programa da presidência portuguesa aponta para uma forma decidida de enfrentar os problemas dos próximos anos com visão e energia. Portugal irá certamente marcar de forma indelével os próximos anos da CPLP, com novas conquistas e realizações", afirmou o diplomata cabo-verdiano, que cedeu sxta-feira o seu lugar ao guineense Domingos Simões Pereira.

Para Luís Fonseca, o ritmo do crescimento da CPLP "é certamente condicionado pelas limitações dos países" que a compõem, embora tenha defendido que, à medida que o desenvolvimento económico e social as for reduzindo, "o ritmo tenderá a acelerar".

O diplomata afirmou-se "imensamente sensibilizado" com a atribuição da Grã-Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique, acto que considerou de "grande generosidade".

Essa generosidade, acrescentou, é "fruto da amizade que (o Presidente português) dedica a Cabo Verde", mas também de uma "avaliação positiva do trabalho" à frente da comunidade.

"Empenhei-me em trabalhar para que a nossa comunidade se desenvolvesse como um grande projecto, em que os nossos cidadãos se reconheçam e possa inspirar-lhes a participação. (...) Procurei incentivar as instituições dos nossos Estados a encontrar formas de se associar e trabalhar em conjunto para reforçar", afirmou.

Destacou ainda o facto de juntar o seu nome ao de "ilustres figuras" de países da CPLP anteriormente homenageadas com idêntica distinção, incluindo personalidades destacadas de Cabo Verde, como o actual presidente Pedro Pires (2002) e seus antecessores, António Mascarenhas Monteiro (2000) e Aristides Pereira (1986).

Por seu lado, Cavaco Silva, que assumiu a presidência rotativa da CPLP, sucedendo ao seu homólogo guineense, João Bernardo "Nino" Vieira, salientou a "competência demonstrada" por Luís Fonseca, bem como a "dedicação à consolidação do projecto" e o "empenho na afirmação internacional da CPLP, como foi reconhecido por todos os países na Cimeira de Lisboa".

Esta Ordem está reservada a personalidades que se destaquem na prestação de serviços relevantes a Portugal, à expansão da cultura portuguesa ou para conhecimento de Portugal, sua história e seus valores.

À saída, Luís Fonseca, que esteve à frente da CPLP de 2004 a 2008, cumprindo dois mandatos sucessivos, afirmou aos jornalistas presentes que deixou ao seu sucessor "mais do que conselhos, problemas para resolver", como a promoção da cidadania e a necessidade de um "novo dinamismo" na cooperação entre países lusófonos e na difusão da Língua Portuguesa.

"Não será fácil libertar-me da CPLP. Continuarei a ser um cidadão disponível para essas e outras acções", afirmou, sublinhando, porém, estar com "saudades" da sua terra, Ponta do Sol, na ilha de Santo Antão (Cabo Verde), para onde vai regressar para se dedicar à família.

Antes de se tornar secretário-executivo da CPLP, Luís Fonseca foi embaixador de Cabo Verde nas Nações Unidas e em vários países europeus, além de deputado.

Esteve também detido na prisão do Tarrafal de 1967 a 1973, pela sua participação nos movimentos pró-independência da então colónia.

Título: Severiano Teixeira quer reforçar cooperação técnico-militar
Enviado por: Cabecinhas em Setembro 11, 2008, 12:46:50 am
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Ministro da Defesa português está em visita oficial de dois dias ao país africano
Severiano Teixeira quer reforçar cooperação técnico-militar com a Guiné-Bissau
10.09.2008 - 21h25 Sofia Branco, Bissau
O ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, afirmou hoje, à chegada a Bissau, que pretende, em conjunto com as autoridades guineenses, fazer o "ponto de situação da cooperação técnico-militar [entre Portugal e a Guiné], analisá-la e reforçar o que for de interesse mútuo reforçar".

As primeiras declarações foram feitas aos jornalistas no aeroporto da Guiné-Bissau, no âmbito de uma visita oficial que terá a duração de dois dias e que abordará vários "projectos em curso", assim como a possibilidade de lançar "novos". O ministro da Defesa português manterá contactos políticos e militares com os dirigentes guineenses, nos quais deverá debater assuntos como a reestruturação das Forças Armadas em curso na Guiné (terá também um encontro com a missão da União Europeia que, desde Junho, trabalha na reforma do sector da segurança), o combate ao tráfico de droga (o país africano está no centro de uma das mais importantes placas giratórias do mundo) e a realização das próximas eleições legislativas, agendadas para 16 de Novembro.

Severiano Teixeira vai ainda visitar o Centro de Instrução Militar de Cumeré, a duas dezenas de quilómetros de Bissau, onde se pretende apostar na instrução militar. A ideia é, no futuro, que aquele centro possa servir militares dos vários Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). "O centro é um dos projectos em marcha ao abrigo da cooperação técnico-militar, um daqueles em que estamos a apostar mais", confirmou o ministro, defendendo que é preciso multilateralizar projectos que até aqui decorriam ao nível bilateral, no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).


fonte: Público online
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Enviado por: André em Setembro 17, 2008, 05:35:09 pm
Geocientistas lusófonos preocupados com fuga de cérebros dos seus países

Geocientistas lusófonos, que vão reunir-se em Coimbra em Outubro, alertam para a "preocupante fuga de cérebros" dos seus países e apelam aos governantes a investirem e criarem condições de investigação para estancar essa tendência.

Na "Declaração de Coimbra", a que a agência Lusa teve acesso, e que será subscrita na Conferência Internacional "As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas", a realizar a 13 e 14 de Outubro, apelam aos líderes dos países a "reconhecerem incondicionalmente" e a darem um apoio especial ao desenvolvimento das geociências na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

Sugerem, particularmente, o aumento dos orçamentos nacionais em formação e em investigação, olhando com especial atenção para a "preocupante fuga de cérebros, a qual vem enfraquecendo fortemente o sistema lusófono de investigação".

Para os promotores do documento, os geocientistas, e particularmente os geólogos, têm um importante papel social a desempenhar, nomeadamente na promoção da educação em geociências, contribuindo assim para melhorar a consciência dos povos para a necessidade duma gestão sustentável do ambiente e dos recursos naturais da Terra.

Ao fortalecerem as infra-estruturas científicas e os centros regionais de excelência "favorecerão de modo sustentável a emergência de investigação geocientífica de alta qualidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", que ajudará na exploração de recursos minerais, energéticos e hídricos, e a encarar desafios ambientais dos seus territórios.

Os dinamizadores declaram ainda apoiar a iniciativa África, Caraíbas e Pacífico (ACP)-Sistema de Geo-Recursos da União Europeia para África (AEGOS) para o desenvolvimento dum sistema de informação digital, difundido, partilhado e intercompatível para a subsuperfície, recursos e riscos da ACP.

Apelam também à Comissão Europeia e à União Africana, através dos seus Comités Técnicos Especializados e ministros responsáveis pela ciência e tecnologia, para que seja fomentado um Plano Estratégico para um Desenvolvimento Equilibrado das Geociências na CPLP, como ferramenta essencial para a implementação da Plataforma de Cooperação entre países lusófonos na área ambiental, cujo compromisso de concretização consta da Declaração de Luanda.

Convidam também a comunidade geocientífica e sociedade civil lusófonas a contribuírem activamente, através dos Comités Nacionais do Ano Internacional do Planeta Terra (IYPE), na demonstração do grande potencial das geociências na construção duma CPLP mais segura, mais saudável e mais rica.

A "Declaração de Coimbra" foi preparada pelos Comités Nacionais para o Ano Internacional do Planeta Terra de Portugal, Brasil, Moçambique e Cabo Verde, em concertação com instituições geocientíficas e geocientistas participantes na Conferência Internacional de Outubro.

A conferência internacional de Coimbra contará com 70 comunicações, de especialistas da CPLP, e quatro visitas de campo, vocacionadas para a formação dos participantes, uma delas ao Parque Natural do Fogo, em Cabo Verde, com escalada ao imponente vulcão, com 2.829 metros de altura, de 15 a 20 de Outubro.

Na conferência internacional vão apresentar comunicações os intervenientes na cooperação no domínio das Ciências da Terra, sejam empresários, políticos, investigadores ou educadores, e o objectivo é que anualmente este fórum seja reeditado, eventualmente já em 2009 no Brasil.

"Ano Internacional da Terra: cenários de cooperação na CPLP", "Geociências e actividade empresarial no espaço lusófono", "Geociências e cooperação científica no espaço lusófono" e "Geociências e lusofonia: uma agenda para o século XXI" são os temas dos painéis.

De entre os temas científicos previstos constam "Geologia e Ordenamento do Território", "Prospecção de Georecursos" e "Educação para o Desenvolvimento Sustentável".

Além das visita de campo à Ilha do Fogo em Cabo Verde, os interessados têm oportunidade em participar em mais três visitas em Portugal, uma delas, a 10 e 11 de Outubro, para avaliar o potencial petrolífero da Bacia Lusitânia, uma zona que inclui o Cabo Mondego e S. Martinho do Porto.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 20, 2008, 07:35:17 pm
UCCLA: Integração da organização na CPLP "faz todo o sentido" diz António Costa

O presidente da União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa (UCCLA), António Costa, defendeu hoje fazer "todo o sentido" a integração da organização na CPLP, que dotaria esta estrutura de um "fórum do poder local".

"A UCCLA nasceu antes da CPLP (...) mas entretanto passaram 30 anos, consolidou-se, houve muitas mudanças, a CPLP surgiu e é hoje uma realidade muito visível e faz todo o sentido que UCCLA se integre na CPLP e não seja um corpo à parte da CPLP", disse o presidente da Câmara de Lisboa, em declarações à Agência Lusa, no final dos trabalhos da XXV Assembleia Geral da UCCLA, que teve lugar em Maputo.

Para o autarca, a UCCLA deseja tornar-se "o fórum do poder local" no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

"Tornava as coisas mais claras e permitia-nos, neste quadro, dialogarmos ao nível CPLP como dialogamos ao nível de cada um dos nossos países com os diferentes fórums que integram a CPLP. A CPLP começou por ser uma organização basicamente inter-governamental, hoje já tem um fórum parlamentar e vai necessariamente desenvolver-se também a este nível local", acrescentou.

António Costa lembrou que a organização criada em 1985 por iniciativa do então presidente da autarquia lisboeta Krus Abecassis apresentou formalmente o pedido de filiação na CPLP, que "acolheu muito bem" a iniciativa.

"Espero que brevemente essa adesão se possa concretizar e possamos fazer parte da CPLP", salientou

A XXV Assembleia-Geral da UCCLA, que hoje decorreu na capital moçambicana, aprovou alterações aos estatutos da organização, entre as quais a rotatividade da presidência (que era até aqui exercida apenas pela Câmara de Lisboa) e a limitação a dois anos do mandato dos seus órgãos sociais.

"A UCCLA é hoje uma organização adulta que pode ser independente da Câmara Municipal de Lisboa e essa é a grande mudança. A partir de agora todos passamos a estar em pé de igualdade em direitos e em deveres", afirmou António Costa, acrescentando que esta alteração permite "aumentar a capacidade de intervenção" da organização.

Para o presidente da Assembleia-Geral da organização e presidente do Conselho Municipal de Maputo, Eneas Comiche, as alterações hoje aprovadas constituem "um salto qualitativo e quantitativo" para a UCCLA.

"Há um salto qualitativo e quantitativo em termos de desempenho da UCCLA, que tem agora a responsabilidade de conseguir os financiamentos junto dos diversos parceiros. É uma maior responsabilidade no sentido de saberem que cada um dos membros tem que pagar as suas quotas para que a UCCLA se mantenha em pleno funcionamento", considerou.

Fundada a 28 de Junho de 1985, a UCCLA, sigla que também significa União das Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas, teve como fundadores Lisboa, Bissau, Luanda, Macau, Maputo, Praia, Rio de Janeiro e São Tomé.

Hoje, a organização internacional reúne 23 cidades-membro de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste, Macau, Brasil e Portugal, além de 45 empresas sedeadas em países lusófonos, representantes da banca, comunicações, transportadoras aéreas, energia, turismo, construção civil e obras públicas.

A próxima Assembleia-Geral da Organização ficou marcada para 17 e 18 de Abril do próximo ano, em Lisboa.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 20, 2008, 10:14:55 pm
Saúde: Países da CPLP aprovam plano de cooperação

Os ministros da Saúde da Comunidade de Países de Língua Portuguesa  aprovaram hoje no Brasil uma reorganização da cooperação em áreas como a formação e investigação, com vista a torná-la mais eficaz.

"Com coordenação, a cooperação é melhorada", disse à Agência Lusa a ministra portuguesa da Saúde, Ana Jorge, referindo que Portugal já tem "muitas acções de cooperação, especialmente com os países africanos e Timor", em que Portugal contribui com "formação de profissionais e na ajuda ao desenvolvimento".

Por seu lado, Portugal ganha porque "na formação há um enriquecimento das nossas próprias competências", argumentou Ana Jorge, acrescentando que na cooperação com o Brasil, Portugal tem a ganhar com as "áreas muito desenvolvidas em termos de saúde pública" daquele país.

0 plano vai ter efeito sobretudo através do intercâmbio de médicos, enfermeiros, investigadores, gestores e estudantes da área da Saúde.

O documento base do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde 2009-2012 da CPLP prevê que as prioridades de cooperação sejam baseadas nos Planos Nacionais de Saúde de cada país e visa chegar a soluções para os problemas de qualidade e quantidade de recursos humanos em cada estado-membro.

Formação, informação de saúde, investigação, vigilância de epidemias, socorro em emergências e desastres naturais e promoção de saúde são os principais eixos definidos pelo documento.

Os ministros da Saúde da CPLP agendaram também uma reunião do grupo técnico que irá rever o documento base do Plano para início do próximo ano, em Angola.

A segunda reunião de Ministros da Saúde, que aprovará o Plano, realiza-se em Abril de 2009, em Portugal.

Lusa
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Enviado por: André em Setembro 25, 2008, 01:08:55 am
CPLP quer ser actor global nas metas ambientais da ONU

A CPLP vai finalizar, dentro de um ano, um programa de cooperação que lhe permitirá ajudar a cumprir as metas ambientais definidas nos Objectivos do Milénio para o Desenvolvimento (OMD), disse hoje o director-geral da organização.
Em declarações à Agência Lusa, o director-geral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Hélder Vaz, referiu que foi criado já um "comité gestor" para, ao longo dos próximos 12 meses, elaborar o programa, que se centrará em quatro eixos prioritários: fortalecimento institucional, comunicação e cidadania ambiental, desenvolvimento científico e tecnológico e gestão e acompanhamento.

Hélder Vaz indicou que a primeira reunião técnica do comité gestor, de dois dias, terminou hoje em Lisboa, com a aprovação da metodologia de trabalho e a definição dos grupos de trabalho regionais e locais.

"A ideia é fazer da CPLP um actor global no cumprimento das metas ambientais dos OMD definidos em 2000 pelas Nações Unidas. É um projecto muito ambicioso que terá intervenções nos quatro continentes", sublinhou.

O projecto inicial, adiantou, conta com o financiamento de 575 mil euros - 475 mil do Fundo das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e 100 mil do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento (IPAD) - e permitirá formular e orçamentar o Programa de Cooperação Sul/Sul e Norte/Sul da CPLP.

Segundo referiu, o objectivo é apoiar a implementação da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, no quadro da cooperação entre a CPLP e a FAO, com base no protocolo assinado em Maio último pelo então secretário executivo da comunidade, Luís Fonseca, e o director-geral daquela agência da ONU, Jacques Diouf.

O projecto, num âmbito mais vasto, cobrirá todos os países da CPLP, tendo também por objectivo contribuir para o desenvolvimento sustentável e para a redução da pobreza nos PALOP e Timor-Leste.

Tal será efectuado através da capacitação nacional para o planeamento intersectorial e participado do combate à desertificação e com concepção de um Programa de Cooperação CPLP de Combate à Desertificação, referiu.

"O programa representa um elemento essencial na luta contra a degradação das terras e das condições de vida das populações que habitam as zonas afectadas e na gestão e conservação dos recursos naturais, auxiliando também no combate às alterações climáticas", realçou Hélder Vaz.

A CPLP, criada em Julho de 1996, congrega Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, e conta, desde Julho deste ano, com um novo secretário-executivo, o guineense Domingos Simões Pereira.

Lusa
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Enviado por: comanche em Outubro 11, 2008, 11:59:24 pm
Brasil firma parceria com países de língua portuguesa

Na capital carioca, ministros da saúde do Brasil e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa estabelecem sete eixos prioritários de cooperação em saúde.


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Ações de cooperação em saúde. É o que propõe os sete eixos estratégicos do Plano de Cooperação em Saúde definidos, em 20 de setembro, pelo ministro da Saúde do Brasil, José Gomes Temporão, e os demais ministros da Saúde da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Firmada em reunião no Rio de Janeiro, a proposta explora temas que vão desde a formação de força de trabalho para o setor saúde até as ações em desastres naturais. A medida direcionará o fortalecimento do trabalho conjunto entre os países e o esforço da comunidade no desenvolvimento de sistemas e instituições de saúde entre os países membros.

Para o ministro da Saúde, a reunião "rompe a tradição de firmar apenas projetos isolados", como era feito anteriormente. A partir de agora, a comunidade tem o compromisso de trabalhar nos próximos dois anos sobre sete eixos prioritários de cooperação multilaterais em saúde. "É um passo importante porque nós vamos trabalhar de perto as grandes necessidades dos países africanos e de Timor Leste", destacou o ministro.

Os sete eixos de atuação são: formação e desenvolvimento da força de trabalho; informação e comunicação; investigação em saúde; desenvolvimento do complexo produtivo; vigilância epidemiológica e monitoramento da situação; emergências e desastres naturais e promoção e proteção da saúde.

"O papel de Brasil e Portugal é apoiar com recursos financeiros, tecnológicos e institucionais, mobilizando esforços para melhorar as condições de saúde dos países irmãos", explicou Temporão.

A reunião contou com a participação dos Ministros da Saúde de Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Brasil. Timor Leste enviou um representante. Angola foi o único país a não enviar membro, devido às eleições naquele país.

Acordos: Durante a reunião, foram firmados três acordos de cooperação técnica bilaterais. Dois projetos com Cabo Verde e um com Moçambique. O primeiro projeto prevê ações de cooperação entre Brasil e Cabo Verde em relação à malária, como troca de informações, desde o diagnóstico da doença à profilaxia adotada pelo Brasil. O segundo projeto irá desenvolver o primeiro Banco de Leite Humano em Cabo Verde, inédito em um país africano. A tecnologia genuinamente brasileira será transferida aquele país. O terceiro projeto será para fábrica de medicamentos de Moçambique. O Brasil irá capacitar os técnicos que vão trabalhar na fábrica para produção de medicamentos, embalagens e outros insumos.


http://www.mundolusiada.com.br/CPLP/cplp407_out08.htm (http://www.mundolusiada.com.br/CPLP/cplp407_out08.htm)
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Enviado por: comanche em Outubro 12, 2008, 06:52:05 pm
Geociências: Especialistas lusófonos reunidos segunda e terça-feira em Coimbra



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Coimbra, 12 Out (Lusa) - Especialistas em Ciências da Terra dos países de língua portuguesa reúnem-se segunda e terça-feira na Universidade de Coimbra para divulgar a cooperação nos domínios políticos, empresarial, académico e educacional.

A conferência internacional "As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas" contará com 70 comunicações de especialistas da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), e quatro visitas de campo, vocacionadas para a formação dos participantes, uma delas ao Parque Natural do Fogo, em Cabo Verde, com escalada ao imponente vulcão, com 2.829 metros de altura.

"É um fórum de apresentação de toda a cooperação naquelas quatro áreas", declarou à agência Lusa Maria Helena Henriques, coordenadora do Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra e docente do Departamento de Ciências da Terra da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), a entidade organizadora.

Neste encontro vão apresentar comunicações os intervenientes na cooperação no domínio das Ciências da Terra, sejam empresários, políticos, investigadores ou educadores, e o objectivo é que anualmente este fórum seja reeditado, eventualmente já em 2009 no Brasil.

Sendo a primeira conferência internacional sobre o tema, será também uma oportunidade para fazer um inventário das competências actuais dos geocientistas no seio da CPLP, e evidenciar a actividade intensa nesta área da ciência, mas ainda com escassa visibilidade.

Entre as comunicações a apresentar incluem-se trabalhos de natureza técnica e histórica ao nível da investigação, de aproveitamento de recursos, bem como de projectos educativos de desenvolvimento sustentável que têm sido dinamizados por pequenas escolas do Brasil.

Para além do espaço de partilha de ideias, da análise de políticas de cooperação e desenvolvimento e de projectos de investigação científica entre os PALOP, pretende ter uma acção formativa junto da população universitária dos diversos países de língua oficial portuguesa.

"Ano Internacional da Terra: cenários de cooperação na CPLP", "Geociências e actividade empresarial no espaço lusófono", "Geociências e cooperação científica no espaço lusófono" e "Geociências e lusofonia: uma agenda para o século XXI" são os temas dos painéis.

De entre os temas científicos estão previstos: "Geologia e Ordenamento do Território", "Prospecção de Georecursos" e "Educação para o Desenvolvimento Sustentável".

Além da visita de campo à Ilha do Fogo, em Cabo Verde, entre os próximos dias 15 e 20, os interessados têm oportunidade de participar em mais três visitas em Portugal, para avaliar o potencial petrolífero da Bacia Lusitânia, uma zona que inclui o Cabo Mondego e S. Martinho do Porto.

A encerrar a conferência será divulgada a Declaração de Coimbra, subscrita pelos participantes e pela Comités Nacionais para o Ano Internacional do Planeta Terra, de Portugal, Brasil, Moçambique e de Cabo Verde, este último em fase final de constituição.

Nesse documento, a que a agência Lusa teve acesso, os geocientistas lusófonos, alertam para a "preocupante fuga de cérebros" dos seus países, e apelam aos governantes para investir e criar condições de investigação para estancar essa tendência.

Apelam aos líderes dos países a "reconhecerem incondicionalmente", e a darem um apoio especial ao desenvolvimento das geociências na CPLP e sugerem, particularmente, o aumento dos orçamentos nacionais em formação e em investigação, olhando com especial atenção para a "preocupante fuga de cérebros, a qual vem enfraquecendo fortemente o sistema lusófono de investigação".

Para os promotores do documento, os geocientistas, e particularmente os geólogos, têm um importante papel social a desempenhar, nomeadamente na promoção da educação em geociências, contribuindo assim para melhorar a consciência dos povos para a necessidade duma gestão sustentável do ambiente e dos recursos naturais da Terra.

Ao fortalecerem as infra-estruturas científicas e os centros regionais de excelência "favorecerão de modo sustentável a emergência de investigação geocientífica de alta qualidade na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa", que ajudará na exploração de recursos minerais, energéticos e hídricos, e a encarar desafios ambientais dos seus territórios.

FF.

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Enviado por: André em Outubro 13, 2008, 05:44:21 pm
Portugal quer reforço da cooperação técnica e científica nos países lusófonos

O ministro do Ambiente português exortou hoje, em Coimbra, os goecientistas lusófonos a fortalecerem a cooperação técnica e científica, para colocar no centro das preocupações dos decisores a "agenda ambiental para o século XXI".

"Precisamos de promover, aprofundar e partilhar os conhecimento necessários aos processos de tomada de decisão, tendo em vista os compromissos assumidos visando alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio", sublinhou Francisco Nunes Correia na abertura da conferência internacional "As Geociências no Desenvolvimento das Comunidades Lusófonas".

Segundo Nunes Correia, o Ministério do Ambiente tem dado especial atenção à cooperação com os países lusófonos, que desafiou a aproveitarem o saber, recursos e competências dos organismos sob a sua tutela.

Exortou ainda à participação no "site" da Rede Ambiental da CPLP ( www.ambiente-cplp.org (http://www.ambiente-cplp.org) ), recentemente criado para promover o diálogo e a troca de experiências, conhecimentos e boas práticas no âmbito das políticas de ambiente e desenvolvimento sustentável dos países de língua portuguesa.

Maria Helena Henriques, organizadora da conferência e coordenadora do Comité Português para o Ano Internacional do Planeta Terra, sublinhou a pertinência da iniciativa por haver problemas comuns como a escassez de água, perdas económicas e de vidas humanas devido a desastres naturais, desertificação, gestão não sustentável de recursos geológicos, desordenamento do território ou perda de biodiversidade.

Na sua perspectiva, este é o "primeiro passo, de entre muitos, que neste novo milénio terão de convergir para uma lusofonia reformulada, que ajude a enfrentar o actual estado de emergência planetária" - "uma lusofonia para a sustentabilidade económica, social e ambiental".

O ex-Presidente Mário Soares, que representou a fundação com o seu nome e a Fundação Portugal-África, defendeu que a lusofonia não seja apenas expressão da língua, mas um espaço de afecto entre os povos, de solidariedade e de cultura.

Mário Soares criticou a China e Estados Unidos, os maiores poluidores mundiais, por se recusarem a cumprir os acordos de Kyoto para redução das emissões poluentes, inviabilizando assim o desenvolvimento de planos para a defesa do planeta.

A conferência conta com 70 comunicações, de especialistas da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), e quatro visitas de campo, uma delas ao Parque Natural do Fogo, em Cabo Verde, de 15 a 20 de Outubro, com escalada ao imponente vulcão, com 2.829 metros de altura.

Os interessados podem ainda participar em mais três visitas em Portugal para avaliar o potencial petrolífero da Bacia Lusitânia, uma zona que inclui o Cabo Mondego e S. Martinho do Porto.

A encerrar a conferência será divulgada a Declaração de Coimbra, subscrita pelos participantes e pela Comités Nacionais para o Ano Internacional do Planeta Terra, de Portugal, Brasil, Moçambique e de Cabo Verde, este último em fase final de constituição.

Lusa
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Enviado por: comanche em Outubro 15, 2008, 11:58:37 pm
Para Speller, Unilab deverá inspirar novas experiências em nível internacional


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A Universidade Federal de Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab) é um projeto inovador, cuja composição inicial demonstra seu caráter dinâmico. Essa nova instituição deverá inspirar outras experiências do gênero, internacionalmente, a serem propostas pela Unesco. As afirmações são do reitor Paulo Speller, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ao assumir ontem, 14/10, a presidência da comissão de implantação, no Ministério da Educação, em Brasília. A comissão é integrada por representantes da Fundação Oswaldo Cruz, Embrapa (que já está na África), Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), a Unesco, a Universidade Federal do Ceará (UFCE), o Governo do Ceará e o Banco do Brasil.

Speller destaca a importância da integração do Brasil com o continente africano, ´´que faz parte das nossas origens`` e a inserção do país em outras regiões do mundo, através das três universidades federais criadas com essa finalidade pelo Plano Nacional de Educação (PNE) – a Unilab, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e a universidade de integração da Amazônia. Essa iniciativa do governo brasieliro visa, entre outros objetivos, a contribuir para a redução das desigualdades regionais e sociais.

A Unilab que terá sede em Redenção, no Estado do Ceará, primeira cidade brasileira a libertar todos os seus escravos. Como presidente da comissão de implantação, Speller deverá visitar países africanos, principalmente os de língua portuguesa, para traçar o projeto político-pedagógico da instituição da melhor maneira possível. A convivência de brasileiros e africanos na mesma universidade, em pé de igualdade, permitirá a criação de um projeto político-pedagógico inovador. O processo seletivo para ingresso na universidade deve ocorrer no primeiro semestre de 2010.

Atuação - Paulo Speller transmite no próximo dia 28, o cargo de reitor da UFMT, que exerceu durante dois mandatos, à professora Maria Lúcia Cavalli Neder, que tomou posse ontem, no MEC. Doutor em Ciência Política pela Universidade Essex (1988), atualmente ele é docente do Departamento de Teoria e Fundamentos da Educação do Instituto de Educação da UFMT e conselheiro (advisor) da Unesco do comitê assessor para a realização da Conferência Mundial de Educação Superior (WCHE) - edição 2009. É membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES) Presidência da República, representante da sociedade civil (mandato 2007-2008); da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação, com mandato de quatro anos (2008-2012). Sua atuação tem ênfase em Estado e Governo, principalmente nos seguintes temas: educação, políticas públicas, política educacional, currículo e fundamentos da educação.

Reduzir desigualdades - A proposta é criar uma universidade federal diferente e inovadora em todos os seus aspectos. A Unilab ministrará ensino superior de qualidade para brasileiros e estrangeiros, desenvolverá atividades de ensino, pesquisa e extensão. O objetivo é formar profissionais aptos para contribuir com a integração do Brasil com países membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e com as demais Nações da África. Visa ainda promover o desenvolvimento regional do Brasil e da África; e contribuir para a redução das desigualdades regionais e sociais.

A Unilab também terá como objetivo abrir e coordenar pólos da Universidade Aberta do Brasil (UAB) em todos os países da CPLP, ministrando cursos de graduação a distância, nas áreas de gestão, formação de professores e demais áreas estratégicas para a região.

Os cursos ministrados na Unilab serão tanto de formação inicial como continuada, preferencialmente, em áreas de interesse mútuo dos países da CPLP, com ênfase em temas envolvendo formação de professores, desenvolvimento agrário, gestão, saúde pública e demais áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento e a integração do bloco.

A meta é abrir cinco mil vagas para estudantes nos cursos de graduação, mestrado e doutorado, para o quadro de docentes de 300 professores, sendo constituído de 150 professores permanentes (efetivos) e de 150 professores temporários (visitantes). Os professores da Unilab serão selecionados mediante concursos públicos que versarão sobre temas e abordagens que garantam concorrência em igualdade de condições entre candidatos da CPLP, sempre conduzidos por banca com composição internacional.

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Enviado por: comanche em Novembro 19, 2008, 09:29:49 pm
CPLP: Indonésia pretende estatuto de observador - embaixador Lopes da Cruz


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Lisboa, 19 Nov (Lusa) - A Indonésia deu início aos contactos para obter o estatuto de observador associado da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse hoje à Agência Lusa o embaixador indonésio em Lisboa.

Francisco Lopes da Cruz reivindicou para si essa ideia e indicou ter mantido já contactos informais quer com o governo de Jacarta, quer com as diferentes autoridades portuguesas e com o secretariado-executivo da própria CPLP, que se mostraram disponíveis para analisar o assunto.

"Foi uma ideia que abordei há cerca de dois anos e, na altura, conversei com o Presidente da República, com o presidente do Parlamento e com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal", disse Lopes da Cruz, e estes, recordou, acolheram com satisfação a ideia.

´Para já, acrescentou, trata-se apenas de "conversas informais", tendo Lopes da Cruz garantido que também falou com os chefes da diplomacia timorense e indonésia.

"A ideia surgiu porque, entre outras razões, a Indonésia tem Timor-Leste como vizinho e as relações entre os dois países são excelentes. Por outro lado, há muitas razões de ordem histórica que ligam a Indonésia a Portugal", sustentou, exemplificando com o facto de a língua indonésia contar com cerca de duas mil palavras de origem portuguesa.

Por outro lado, acrescentou, as semelhanças entre os dois idiomas permite que cerca de 80 por cento das palavras portuguesas terminadas em "ão" sejam, em Baasa, terminadas em "si".

"Há quatro anos, a Indonésia começou a demonstrar interesse em aprofundar as relações com Portugal, tendo sido criado na Universidade de Jacarta um curso de Língua Portuguesa, que tem tido bastante sucesso", afirmou.

Em fins de Outubro, uma delegação do parlamento indonésio esteve em Portugal para, entre outras questões, abordar a adesão da Indonésia à CPLP, quer com a Assembleia da República, através do seu presidente Jaime Gama, quer com o secretário-executivo da organização, Domingos Simões Pereira.

Jaime Gama, aliás, encontra-se actualmente em visita de trabalho a Cabo Verde - está hoje na ilha de Santo Antão -, tendo terça-feira dado conta, numa intervenção na Cidade da Praia, do interesse manifestado pela Indonésia em tornar-se observador associado da organização lusófona, a par também de Marrocos.

"O que cada um dos países ganha com pertencer à comunidade (CPLP) é a a influência que irradia nos países vizinhos, onde em várias fronteiras se demonstra um interesse vivo em aprender português como forma de ter acesso aos países de Língua portuguesa, seja em África, América Latina, Europa e também na Ásia", afirmou o Presidente da Assembleia da República.

Jaime Gama salientou "o interesse que a comunidade desperta em países que querem aceder a ser observadores: Marrocos, Senegal, Guiné Equatorial, Indonésia".

Francisco Lopes da Cruz, que deixa a embaixada da Indonésia em Lisboa no final deste ano, adiantou ainda que, depois de regressar a Jacarta, vai dedicar grande parte do seu tempo à formalização do apoio governamental à obtenção do estatuto de observador associado da CPLP.

Actualmente, os oito Estados-membros que integram a comunidade lusófona contam com três observadores associados - Guiné Equatorial e Maurícias (estatuto obtido em 2006, durante a Cimeira de Bissau) e Senegal (desde a cimeira de Lisboa, realizada em Julho deste ano).

A CPLP, criada em 1996, contava então com sete Estados - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. Em 2002, pouco depois de alcançar a independência, Timor-Leste tornou-se o oitavo membro da organização.

JSD/CLI.

Lusa/Fim

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Enviado por: comanche em Novembro 26, 2008, 09:53:29 pm
CPLP: MNE português e timorense satisfeitos face a eventual adesão da Indonésia


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Lisboa, 26 Nov (Lusa) - Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Portugal e de Timor-Leste manifestaram hoje satisfação face a um eventual pedido de adesão da Indonésia, como membro observador, à Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).

No final de um encontro de mais de uma hora entre Luís Amado e Zacarias da Costa, no Ministério dos Negócios Estrangeiros em Lisboa, o governante português disse à Agência Lusa que "a parte portuguesa veria com grande satisfação uma presença da Indonésia como observador da CPLP".

"Se esse pedido for feito será sem dúvida apreciado com muito carinho e atenção. Se e quando for feito pronunciar-nos-emos", comentou Luís Amado a propósito dos contactos iniciados pela Indonésia para aderir à CPLP, anunciados à Lusa pelo embaixador indonésio em Lisboa, Francisco Lopes da Cruz.

Em fins de Outubro, uma delegação do parlamento indonésio esteve em Portugal para, entre outras questões, abordar a adesão da Indonésia à CPLP, quer com a Assembleia da República, através do seu presidente, Jaime Gama, quer com o secretário executivo da organização, Domingos Simões Pereira.

Na semana passada, o Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, considerou "uma excelente ideia" a entrada da Indonésia na CPLP.

Hoje, em Lisboa, o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense disse à Lusa que Timor-Leste "apoiará" esse desejo da Indonésia.

"Parece-nos importante que a Indonésia, um país que tem participado bastante e de perto no desenvolvimento de Timor-Leste" adira à CPLP. "Se os outros países concordarem, (a Indonésia) poderá também participar nesta grande família que é a CPLP", destacou.

Na reunião que mantiveram no Palácio das Necessidades, os dois ministros fizeram um balanço das relações no plano bilateral e falaram dos objectivos da visita que o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, está a realizar a Portugal.

Quanto ao reforço da cooperação de Portugal com Timor-Leste, Luís Amado referiu que mantém "um programa intenso" de relacionamento bilateral e anunciou que, nesse âmbito, o secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, João Gomes Cravinho, estará na próxima semana em Díli, em visita oficial.

Sobre o relatório hoje divulgado na capital timorense pelo Banco Mundial e pelo Ministério das Finanças timorense, que refere um aumento significativo da pobreza no país asiático, Luís Amado reafirmou a confiança de Portugal no Estado de Timor-Leste e na sua afirmação na comunidade internacional.

"Portugal continuará a cooperar para que Timor-Leste se afirme como Estado viável. O trabalho é difícil, exige ultrapassar obstáculos que o país tem pela frente (...) queremos contribuir para a sua solução, é isso que queremos fazer com o Governo legítimo do país", concluiu.

NV.

Lusa/Fim

Título:
Enviado por: legionario em Novembro 27, 2008, 07:38:22 pm
Eu acho excelente esta dinamica que o nosso governo esta a dar à CPLP. Oxala se va ainda mais longe, nomeadamente na criaçao duma força conjunta lusofona para intervir nos TOE.

A criaçao duma Universidade Lusofona com polos em todos os paises lusofonos, com intercambio de estudantes entre todos os territorios...seria tambem excelente .

A cereja no bolo seria Portugal investir em projectos agro-industriais, e nas areas das energias renovaveis em Africa ou Timor. O retorno esta assegurado.  

ps. os chineses sao proprietarios de enormes quintas e fabricas em africa onde empregam milhares de chineses...para além de  assegurarem parte importante das suas necessidades em matérias primas.
Título:
Enviado por: TOMSK em Novembro 27, 2008, 09:16:48 pm
Efectivamente, sempre achei que nos últimos anos, os  sucessivos governos têm pecado(entre outras coisas), pelo não-aproveitamento dos "laços" que Portugal possuí com o seu antigo império.

Ainda há pouco tempo assisti a um documentário sobre a Malásia, mais precisamente Malaca, e é de louvar a persistência daquelas gentes em manter bem viva a memória portuguesa naquelas paragens. Estão neste momento a ser requalificados alguns monumentos portugueses como a Porta de Santiago ou a escadaria para a Igreja Cristã.

Uma CPLP que abrace mais fortemente os vários países lusófonos terá concerteza sucesso, e quem sabe, fazer nascer naqueles países que foram "tocados" pelos Portugueses o desejo de se juntarem a esta família.

Portugal só tem a ganhar.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 27, 2008, 09:47:49 pm
Citação de: "legionario"
A criaçao duma Universidade Lusofona com polos em todos os paises lusofonos, com intercambio de estudantes entre todos os territorios...seria tambem excelente .


Privado faz...
 :arrow: http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Lus%C3%B3fona (http://pt.wikipedia.org/wiki/Grupo_Lus%C3%B3fona)

Por outro lado, se já no período da Guerra Fria (pós-independências) grande parte dos quadros continuaram a ser formados em Portugal, com o fim das bolsas de estudos para o antigo Bloco Soviético, a esmagadora maioria dos quadros passa a ser formada em Portugal...
Título:
Enviado por: comanche em Dezembro 13, 2008, 06:07:16 pm
Brasil: Universidade Integração Luso-Afro-Brasileira arranca em 2010 no Nordeste


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Fortaleza, Brasil, 13 Dez (Lusa) - A Universidade Federal de Integração Luso-Afro-Brasileira (Unilab), que visa reforçar o ensino dentro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), será instalada a partir de 2009 em Redenção, Nordeste do Brasil, disse hoje à Lusa fonte ligada ao projecto.

Localizada a cerca de 65 quilómetros de Fortaleza, no Estado do Ceará, a UNILAB vai contar com um investimento de cerca de 190 milhões de reais (59 milhões de euros ao câmbio actual).

Aquela verba provém do orçamento do governo brasileiro, disse à Lusa a coordenadora de Assuntos Internacionais da Universidade Federal do Ceará (UFC), Maria Elias Soares.

Daquele valor, 30 milhões de reais (9,3 milhões de euros) devem ser já libertados em 2009, e a restante verba será desembolsada à medida que o projecto se for desenvolvendo.

O início das actividades da nova universidade está previsto para 2010.

"A fase agora é de estudos para a formatação do projecto global", adiantou Maria Elias Soares, que integra a comissão formada por 16 representantes de diferentes instituições e organismos de governo, encarregue desse trabalho.

A estratégia do grupo inclui a realização de seminários para discussão técnica do projecto, além de visitas aos países envolvidos.

"Trabalhamos com a perspectiva de implantar um modelo inovador de universidade", afirmou.

A previsão é terminar o relatório até Junho de 2009, prazo que deverá coincidir com a aprovação da lei de criação da UNILAB pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Até à sua instalação definitiva, a UNILAB contará com a estrutura física e os recursos humanos complementares da UFC, instituição tutora do projecto e responsável pela administração dos primeiros recursos.

A oferta inicial será de 5 mil vagas em quatro áreas: Formação de Professores, Saúde, Gestão e Ciências Agrárias e Florestais.

Uma quinta área, ligada ao potencial tecnológico do Ceará, também está nos planos.

A UNILAB prevê o intercâmbio com Angola, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Macau, região administrativa especial da China, segundo informou a UFC.

Redenção foi escolhida para abrigar a UNILAB pelo simbolismo de ter sido o primeiro município brasileiro a abolir a escravatura e para atender à procura de ensino superior na região do Maciço de Baturité, interior do Ceará, esclareceu René Barreira, secretário de Ciência e Tecnologia do Estado, um dos membros da comissão.

A UNILAB deverá ser construída num terreno com cerca de 100 hectares, num processo conduzido pelo governo do Ceará.

AYT.

Lusa/Fim

Título:
Enviado por: Cabecinhas em Janeiro 03, 2009, 04:07:37 am
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Lisboa – O Governo português ratificou o acordo de cooperação entre Portugal e Angola na área da Defesa, aos níveis técnico e militar, que tinha sido assinado pelos dois países em Outubro de 1996, em Luanda, durante o Governo de António Guterres.
Este acordo bilateral contempla acções de cooperação no apoio de Lisboa à organização e funcionamento do sistema de defesa das Forças Armadas Angolanas (FAA) e ainda à organização e funcionamento do Ministério da Defesa Nacional de Angola, a concepção e execução de projectos comuns das indústrias de defesa e militares e a assistência mútua em matéria de utilização de capacidades científicas.

Os dois países vão ter colaboração entre as duas Forças Armadas ao nível do treino, organização e apoio logístico no quadro de operações de paz. O acordo prevê a possibilidade de Portugal conceder bolsas de estudo e a criação de uma comissão mista, que ficará responsável pela execução deste compromisso entre os dois Estados a comissão irá reunir todos os anos em Portugal e em Luanda de forma alternada.

A cooperação entre Angola e Portugal centra-se na modernização das diferentes instituições militares das FAA com 12 projectos já em curso, que abrangem vários sectores, no quadro da Comissão Técnico-Militar.
(c) PNN Portuguese News Network


http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=17199
Título:
Enviado por: André em Janeiro 03, 2009, 01:00:29 pm
Citação de: "Cabecinhas"
Citar
Lisboa – O Governo português ratificou o acordo de cooperação entre Portugal e Angola na área da Defesa, aos níveis técnico e militar, que tinha sido assinado pelos dois países em Outubro de 1996, em Luanda, durante o Governo de António Guterres.
Este acordo bilateral contempla acções de cooperação no apoio de Lisboa à organização e funcionamento do sistema de defesa das Forças Armadas Angolanas (FAA) e ainda à organização e funcionamento do Ministério da Defesa Nacional de Angola, a concepção e execução de projectos comuns das indústrias de defesa e militares e a assistência mútua em matéria de utilização de capacidades científicas.

Os dois países vão ter colaboração entre as duas Forças Armadas ao nível do treino, organização e apoio logístico no quadro de operações de paz. O acordo prevê a possibilidade de Portugal conceder bolsas de estudo e a criação de uma comissão mista, que ficará responsável pela execução deste compromisso entre os dois Estados a comissão irá reunir todos os anos em Portugal e em Luanda de forma alternada.

A cooperação entre Angola e Portugal centra-se na modernização das diferentes instituições militares das FAA com 12 projectos já em curso, que abrangem vários sectores, no quadro da Comissão Técnico-Militar.
(c) PNN Portuguese News Network

http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=17199


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Enviado por: André em Janeiro 09, 2009, 07:50:40 pm
Nomeação de embaixador de Timor-Leste junto da CPLP acelera planos

A nomeação do embaixador de Timor-Leste junto da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), hoje anunciada, vai acelerar o plano de intervenção da organização para o arquipélago na promoção do português e reforço administrativativo, afirma o secretário-executivo dos «oito».

Para Domingos Simões Pereira, secretário-executivo da CPLP, a nomeação do diplomata timorense José Barreto Martins «é um sinal de respeito pelo esforço que está a ser feito e de atenção e disponibilidade para trabalhar com os outros países para os grandes problemas que se colocam nesta altura».

«Significa que [Timor-Leste] dedica uma atenção especial à organização e enquadra-a na sua política externa, dedica uma atenção especial à CPLP. [O embaixador] torna-se interlocutor a tempo inteiro do secretariado no desenvolvimento das políticas que vão materializar os grandes desígnios dos povos que constituem a nossa comunidade», diz à Lusa Simões Pereira.

O novo embaixador da Missão da República Democrática de Timor-leste junto da CPLP, o terceiro depois dos representantes guineense e brasileiro, apresentará credenciais ao secretário-executivo a 13 de Janeiro.

A Lusa tentou contactar José Barreto Martins, mas o futuro embaixador encontra-se em viagem com destino a Lisboa.

«Vamos discutir o plano de intervenção que havia sido proposto, neste momento a decisão (sobre a execução) está mais do lado de Timor-Leste do que da CPLP», refere Simões Pereira, que espera agora avanços «mais rápidos no processo».

O programa define áreas de intervenção prioritária, nomeadamente o apoio à promoção da Língua portuguesa e reforço da capacidade da administração timorense.

O Brasil e a Guiné-Bissau já haviam destacado diplomatas para trabalhar junto da CPLP, respectivamente Lauro Moreira (Agosto de 2006) e Apolinário Mendes de Carvalho (Outubro de 2007), e o quarto país deverá ser Portugal.

«Pensamos que muito proximamente Portugal vai confirmar uma representação específica junto da CPLP. Sei que o Ministério dos Negócios Estrangeiros está a trabalhar nisso e neste momento estão no processo de substituição do representante [na CPLP], concerteza que vão aproveitar já para fazer uma designação mais oficial», refere Simões Pereira.

Quanto a prazos para nomeação do diplomata português, o secretário-executivo» da CPLP escusa pronunciar-se, mas desde já faz um convite a que o exemplo de Timor-Leste seja seguido.

«Esperamos que seja uma tendência a seguir por mais países, que estimule os outros a fazer o mesmo, porque engrandece e dá mais consistência à nossa organização», afirma.

Domingos Siões Pereira afirma que entre os restantes estados-membros «haverá uma reflexão» sobre as suas nomeação, mas escusa-se a adiantar pormenores.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 09, 2009, 08:54:26 pm
Organização frustrou expectativas que levaram à sua criação em 1996 diz Boaventura Sousa Santos

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) frustrou as expectativas que levaram à sua criação, em 1996, facto que constitui "uma realidade muito dolorosa", considerou hoje em Coimbra o sociólogo Boaventura Sousa Santos.

"A expectativa era alta por não haver um país central", frisou, salientando que nenhum dos países que integram a CPLP (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) está no grupo dos 20 que registam o nível mais elevado de desenvolvimento humano.

No entendimento do sociólogo, que intervinha numa conferência promovida pelo Centro de Estudos Sociais, da Universidade de Coimbra, o facto de não haver um país que se destacasse poderia ser uma vantagem, por não ter capacidade de mandar nos outros.

Mas o que se viu "foram mais as fraquezas que as forças, com a reprodução de neocolonialismos, não só de Portugal, mas do Brasil", criticou.

Por outro lado, referiu que a CPLP não teve capacidade para intervir em momentos decisivos, como foram as cheias em Moçambique, e "foi notada essa ausência".

"É a comunidade mais pequena, mas mais diversa do mundo. Não houve até agora vontade política para a projectar, mas está no bom caminho", acrescentou Boaventura de Sousa Santos.

Na conferência, o director-geral da CPLP, Hélder Vaz, defendeu que a unificação da grafia da língua portuguesa vai resultar na afirmação do português como língua de trabalho nas organizações internacionais.

"Pretendemos uma grafia unificada. Vamos ter de harmonizar, e depois de unificarmos, vamos melhorar", afirmou.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 14, 2009, 01:49:34 pm
Investigador lança obra que questiona existência de uma estratégia lusófona

Os oito Estados membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) não têm defendido a Lusofonia, uma questão geoestratégica que continua a ser mal entendida, disse hoje à Lusa José Filipe Pinto, docente da Universidade Lusófona.

Autor de vários trabalhos sobre o espaço lusófono, José Filipe Pinto lança hoje em Lisboa o livro "Estratégias da ou para a Lusofonia? - O Futuro da Língua Portuguesa", resultado de dois anos de investigação.

"Neste livro, questiono se existe verdadeiramente a possibilidade de falarmos já em estratégia da Lusofonia, ou se estamos numa fase inicial, em que estamos ainda a construir estratégias para a Lusofonia", considerou.

"Neste momento, penso que estamos a ultrapassar a fase do limbo. Estamos numa fase intermédia de afirmação da Lusofonia", acrescentou.

José Filipe Pinto sustenta que os oito Estados de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste) "não têm defendido a Lusofonia" e também não têm percebido que se trata de uma questão estratégica, porquanto, defendeu, "a Lusofonia constitui a sua forma de afirmação nos fóruns internacionais".

Por outro lado, José Filipe Pinto lamenta que a CPLP continue a não ser encarada (pelos Estados membros) como a "institucionalização da Lusofonia".

Para esta situação concorre o facto de se terem verificado diferentes pontos de vista nas prioridades que presidiram à criação da CPLP, em 1996.

"Enquanto Portugal apostava na concertação político-diplomática, todos os outros países, africanos principalmente, apostavam na cooperação, na ajuda ao desenvolvimento, o que implica que não temos uma realidade lusófona. Temos realidades lusófonas", defendeu.

O fortalecimento e consolidação da CPLP passam pelas sociedades civis de cada um dos oito Estados membros.

"A ideia da CPLP é uma ideia que pode trazer muita afirmação ao mundo lusófono. A sociedade civil tem de fazer força junto dos governos para que eles percebam que não há uma dicotomia, por exemplo no caso português, entre a integração europeia e a integração lusófona. As duas são perfeitamente compatíveis", disse.

Quanto à língua portuguesa, concretamente ao recente acordo ortográfico de que foi alvo, José Filipe Pinto classificou também esta convenção como uma "questão geoestratégica".

"Do ponto de vista linguístico, (relativamente ao acordo ortográfico) não se foi tão além quanto se deveria ter ido", frisou, considerando que se deveriam ter aprofundado mais aspectos linguísticos como as duplas grafias.

"Já que é acordo ortográfico, deveria ser uniformidade ortográfica. As pessoas confundem o acordo ortográfico com reforma ortográfica", disse.

O livro "Estratégias da ou para a Lusofonia? - O Futuro da Língua Portuguesa", que é lançado hoje à tarde na Sociedade de Geografia, será apresentado pelo vice-presidente da Academia das Ciências de Lisboa, Adriano Moreira.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 18, 2009, 02:12:07 pm
Guiné Equatorial quer aderir à CPLP em 2010

A Guiné Equatorial quer aderir à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na próxima cimeira da organização, em 2010, mas não tem ainda data prevista para adopção do português como língua oficial, requisito para a adesão.

«O nosso desejo é na próxima cimeira já podermos ser país membro de pleno direito. Se não acontecer, continuaremos a insistir para que se possa conseguir (...). Perder-se-ia energia e uma boa oportunidade da CPLP ter um membro mais», afirmou o ministro das Relações Exteriores da Guiné Equatorial, Pastor Micha Ondo Bile, em entrevista à Lusa, em Lisboa.

«Os países amigos e irmãos da CPLP deveriam dar este passo significativo, importante para a Guiné Equatorial, mas também para eles», frisou.

Com cerca de 616 mil habitantes, a República da Guiné Equatorial é observador associado da CPLP desde 2006, juntamente com Maurícias e Senegal.

Na visita que efectuou a Lisboa, Ondo Bile reuniu-se com o «amigo Luís Amado», ministro dos Negócios Estrangeiros português, com quem assinou três acordos: de cooperação, de protecção recíproca de investimentos e de apoio à adopção do português como língua de opção no sistema de ensino do único país africano hispanófono.

No âmbito deste acordo, os dois países irão apresentar, «a curto prazo», um plano de acção contemplando financiamentos públicos e privados para o projecto e preparar a formação inicial de professores de português como língua estrangeira.

Para Pastor Ondo Bile, na Guiné Equatorial o programa pode arrancar já este ano, ao nível de centros educativos, e o número de alunos a abranger vai depender apenas dos meios.

«Os nossos cidadãos têm de falar português para podermos pertencer à CPLP. Não daremos um limite [para o número de alunos]. Queremos que todos falem, vai depender dos meios que estiverem no terreno. Queremos que o idioma se possa falar no âmbito mais amplo do país. Conforme decorra a aprendizagem, poderemos considerar o português como terceiro idioma do país», afirmou.

Segundo o ministro guineense, ainda não há uma data prevista para adopção do português como língua oficial, mas tal poderá acontecer com rapidez.

Lusa
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Enviado por: André em Janeiro 31, 2009, 01:58:53 pm
CPLP quer estar mais próxima dos cidadãos

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve estar mais próxima dos cidadãos «para interferir na vida das pessoas», defendeu o director-geral Hélder Vaz, no Fórum de Autoridades Locais (FAL), que decorre em Belém, paralelo ao Fórum Social.

«É preciso que a CPLP esteja mais próxima dos cidadãos e que seja uma comunidade de cidadãos e não apenas uma comunidade de Estados», disse à Lusa.

Segundo Hélder Vaz, a ideia não é apenas ser uma comunidade de apoio diplomático mútuo de concertação política e diplomática das instâncias internacionais.

«Nós queremos ser uma comunidade real que interfira na vida das pessoas, que seja útil e que uma das tarefas primordiais seja continuar a discutir e aprofundar o Estatuto do Cidadão da CPLP», realçou o director-geral.

A CPLP, acrescentou Hélder Vaz, pretende ser uma «ponte» entre as várias regiões do mundo em que seus Estados estão inseridos com o objectivo de realizar «sinergias» a fim de fazer uma «globalização à maneira da CPLP».

Segundo o representante da Comunidade, esta globalização teria de ser «humana, com o capital humano no centro» e não como uma comunidade económica: «Mas como uma comunidade com interesse em valorizar o que temos humanamente em comum, e a língua é uma dessas prioridades».

Hélder Vaz referiu que neste trimestre de 2009, irá reunir um grupo alargado para discutir a questão da cidadania e a implantação de seis acordos já assinados relativos à circulação de pessoas.

A circulação, segundo explicou Vaz, envolverá determinadas categorias de pessoas como pesquisadores, universitários, empresários e artistas.

Hélder Vaz está em Belém, no Estado do Pará, a convite do Fórum de Autoridades Locais que decorre em paralelo ao Fórum Social Mundial.

Lusa
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Enviado por: Heraklion em Janeiro 31, 2009, 03:04:06 pm
É sempre um orgulho ver o português a expandir-se pelo mundo.
A adesão da Galiza também é esperada, pelo que a nossa bela lingua está de facto a crescer, o que é um orgulho para mim.
Além disso, se houverem muitos paises falantes de português vai facilitar-nos a tarefa de reconquistar-mos o império e o mundo  :twisted:
Cumprimentos
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Enviado por: Lancero em Março 18, 2009, 04:57:23 pm
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CPLP Defesa: Brasil pode ter papel "extraordinariamente importante" - Secretário de Estado Mira Gomes    

   Lisboa, 18 Mar (Lusa) - O Brasil pode ter um papel "extraordinariamente  importante" no Programa de Apoio a Missões de Paz em África (PAMPA), disse  hoje em Lisboa o secretário de Estado da Defesa e dos Assuntos do Mar.  

 

   João Mira Gomes, que falava no seminário "Segurança e Defesa no Espaço  Lusófono", adiantou que um dos "eixos de acção" daquele programa é actualmente  a mobilização para a agenda africana no contexto das organizações internacionais,  nomeadamente União Europeia e NATO.  

 

   O governante acrescentou que as prioridades deste programa são os países  africanos de língua portuguesa e, fora do cenário africano, Timor-Leste,  mas que há abertura para considerar outras nações com as quais os restantes  países lusófonos mantenham relações de cooperação relevantes.  

 

   João Mira Gomes adiantou que a CPLP tem sabido adaptar-se aos desafios  que têm surgido e considerou que a resposta dada à recente crise guineense  foi "rápida e decidida".  

 

   "A CPLP tem um papel importante a desempenhar na ajuda aos Estados membros  e mobilização das organizações internacionais", afirmou.  

 

   O secretário de Estado recordou ainda o "conceito inovador" da abordagem  integrada, civil e militar, à reforma do sector de segurança guineense,  que data da Presidência portuguesa da União Europeia, ao longo do segundo  semestre de 2007.  

 

   Relativamente aos objectivos decididos em 2006, no âmbito do protocolo  de cooperação na área da defesa, celebrado entre os países da CPLP, Mira  Gomes disse que o projecto de criação de um Centro de Análise Estratégica  Lusófona, em Maputo, "tem ainda um potencial por explorar".  

 

   "É exigível um reforço do empenho dos parceiros da CPLP (na criação  do centro) sem o qual não será possível cumprir este objectivo", defendeu.  

 

   Em relação aos exercícios "Felino", que integram as forças armadas dos  oito Estados membros da CPLP, e que visam reforçar a capacidade operacional,  disse que a edição deste ano terá lugar em Moçambique, e que Portugal está  a "colaborar estreitamente para que sejam um êxito".  

 

   Mira Gomes referiu que está em gestação um projecto de criação de centros  de excelência da CPLP, uma iniciativa portuguesa "para criar uma rede de  formação de formadores, formar uma unidade de doutrina e regras de empenhamento,  voltadas para missões de paz".  

 

   "O objectivo é não só o reforço das capacidades das forças armadas dos  diferentes países, mas também "obter um efeito multiplicador no contexto  regional dos diferentes Estados membros", frisou.  
 

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Defesa: Segurança e defesa é das áreas de cooperação mais eficazes nos países lusófonos - Adriano Moreira    

   Lisboa, 18 Mar (Lusa) - A segurança e defesa é uma das áreas de cooperação  mais eficazes nos países lusófonos, defendeu hoje o professor Adriano Moreira,  considerando "exigível" a presença do Brasil no Conselho de Segurança das  Nações Unidas.  

 

   "Um dos instrumentos mais felizes da cooperação portuguesa com as antigas  colónias são as Forças Armadas", disse Adriano Moreira na abertura de um  seminário sobre segurança e defesa no espaço lusófono, que decorre hoje  em Lisboa.  

 

   "Nas nossas escolas militares encontram-se a cursar alguns dos mais  promissores líderes das forças desses novos Estados, um facto que se espera  fortalecer com a rede das universidades de língua portuguesa[...]. Uma atitude  participada na definição da resposta aos desafios da mundialização, às ameaças  da crise, e às urgências da segurança e defesa globais, ganha consistência  com esta prática orientada por uma ética de paz e desenvolvimento sustentado",  especificou.  

 

   O académico e ministro do Ultramar durante o Estado Novo sublinhou a  "pacificação interna" alcançada na generalidade dos países africanos lusófonos,  ressalvando porém o "risco de inviabilidade" da Guiné-Bissau e a obrigação  de Timor-Leste de "dormir com o inimigo".  

 

    Na sua intervenção, considerou ainda "exigível" a presença do Brasil,  como "potência dominante no espaço da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa  (CPLP)", no Conselho de Segurança das Nações Unidas.  

 

   Adriano Moreira considerou que a responsabilidade da CPLP no Atlântico  Sul "reclama empenho e decisão" e destacou o papel de Portugal nesta equação.  

 

   "Nesta data, a necessidade e a urgência são evidentes, e não parece  que corresponda às realidades quer advogar a extinção da NATO[...]. E sobretudo  não parece de ignorar que Portugal, embora enfrentando a difícil equação  das capacidades com as exigências, está numa posição geográfica em que é  desafiado pela segurança do Atlântico Norte, é desafiado pela segurança  do Mediterrâneo, é desafiado segurança do Atlântico Sul. Não é um Estado  periférico. Se não for ao encontro dos desafios para ter parte nas soluções,  as soluções virão intimadas de longe sem participação.  
Título:
Enviado por: Lancero em Março 18, 2009, 08:35:59 pm
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Defesa: Terrorismo, tráficos e pirataria exigem resposta conjunta da CPLP

Lisboa, 18 Mar (Lusa) - O mar e recursos marítimos são "estratégicos"
na afirmação internacional dos países lusófonos, mas para tal os "oito"
devem reforçar o combate conjunto a ameaças como terrorismo, tráficos e pirataria, defenderam hoje especialistas de Segurança e Defesa.  

 

    Falando no seminário Segurança e Defesa no Espaço Lusófono, hoje em Lisboa, Heitor Romana, professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, lembrou não só o carácter "estratégico" do espaço marítimo lusófono, mas também a sua dimensão: 7,5 milhões de quilómetros quadrados de oceano controlados pelos "oito".  

 

    "A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) precisa aprofundar as discussões sobre defesa e segurança, considerando os riscos e ameaças a que está exposta", como "terrorismo, pirataria, preservação de ecossistemas e biodiversidade", afirmou.  

 

    O académico sublinhou a importância da segurança quando 90 por cento do comércio intercontinental é feito pelo mar.  

 

    Para o general Loureiro Santos, antigo Chefe de Estado Maior do Exército, o oceano é a terceira das três plataformas estratégicas comuns aos países da CPLP, que incluem ainda a língua, "factor distintivo em relação aos países vizinhos", e os aspectos culturais, resultado de relações históricas que constroem redes de relacionamentos facilitados pela língua.  

 

    "É preciso criar acções de fiscalização nas águas para garantir a circulação de produtos e prevenir tráfico de drogas, terrorismo e pirataria", sublinhou.

 

    Caso tenha sucesso a cooperação entre os "oito" no domínio da Segurança e Defesa, o grupo lusófono "tem condições para se tornar muito importante no século XXI, principalmente no triângulo Brasil-Luanda-Lisboa", frisou.

 

    Já hoje, disse o tenente-general Mourato Nunes, do Secretariado para a Cooperação entre os Países de Língua Português em Matéria de Segurança Pública, a CPLP "é um actor na cena internacional presente nos mais importantes blocos económicos mundiais".  

 

    O ex-comandante da Guarda Nacional Republicana evocou a cooperação técnica e militar de Segurança em curso na CPLP, "confluente com interesses dos países-membros", e citou o ex-secretário-geral da ONU, Koffi Anan, afirmando que "não há segurança e desenvolvimento sem considerar Direitos Humanos".

 

    A mesma preocupação com o papel dos factores sociais na Segurança colectiva no espaço lusófono foi demonstrada pelo ex-ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, e por Lauro Moreira, embaixador do Brasil junto da CPLP.

 

    O diplomata brasileiro defendeu que o "grande desafio" entre os "oito", tal como no seu país-natal, "é reduzir desequilíbrios" sócio-económicos, o que está "longe" de ser alcançado, apesar de alguns progressos.  

 

    "Não há projecto forte de desenvolvimento sem um projecto forte de defesa e segurança, e vice-versa", defendeu.  

 

    Para Lauro Moreira, a melhoria das condições sociais e económicas nos "oito" é mesmo um factor na consolidação das instituições, nomeadamente as Forças Armadas dos países de língua portuguesa.  

 

    Os problemas de desenvolvimento, como fome e pobreza, "estão na origem de grande parte dos problemas em África", defendeu, por sua vez, Figueiredo Lopes.  

 

    Para o ex-ministro, a CPLP "pode hoje intervir na perspectiva de actor para a paz e segurança nas regiões em que se inserem os seus estados-membros, aproveitando a experiência de cada um em conflitos".  

 

    Pensando no crescimento económico e no desenvolvimento de capacidades operacionais conjuntas, Paulo Vizeu Pinheiro, director-geral de Política de Defesa Nacional do Ministério da Defesa, propôs uma maior interacção no domínio das indústrias de armamento e tecnologias conexas, até com os países do magrebe.  

 

    "Na CPLP temos amor, mas também temos interesses", afirmou no seminário, organizada pela revista Segurança e Defesa e dirigida pelo professor catedrático Adriano Moreira.  
Título:
Enviado por: Lancero em Março 19, 2009, 11:08:38 am
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Defesa: Especialistas aplaudem cooperação militar na CPLP mas duvidam da capacidade militar conjunta  



    Lisboa, 19 Mar (Lusa) - Os especialistas de Segurança e Defesa avaliam positivamente a cooperação militar no espaço lusófono, em particular a bilateral de Portugal, mas duvidam da capacidade da forças dos "oito" intervirem em conjunto, por exemplo, se tal fosse necessário, na Guiné-Bissau.  

 

    Mourato Nunes, do recém-criado Secretariado para a Cooperação entre os Países de Língua Portuguesa em Matéria de Segurança Pública, é claro a afirmar que hoje "não existe capacidade de projecção militar" dos "oito" mas "apenas individualmente".  

 

    Falando à Lusa na quarta-feira à margem do seminário Segurança e Defesa no Espaço Lusófono, o ex-comandante da Guarda Nacional Republicana considerou que "há condições" para a criação de uma capacidade conjunta mas, em relação a missões conjuntas, por exemplo na Guiné-Bissau, a questão passa para o plano político.  

 

    Uma missão conjunta lusófona "só vai actuar noutro país, como na Guiné, se esse país aceitar", afirma.  

 

    Heitor Romana, professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, vê apenas "uma capacidade autónoma dos países" e duvida que seja esse o caminho a seguir.  

 

    "A CPLP não foi criada para ter uma projecção militar, não é esse o espírito da organização", lembra.  

 

    O ex-ministro da Administração Interna Figueiredo Lopres considera que "há avanços concretos e capacidade" para a organização de projecção conjunta de força mas falta organizar e tornar eficazes os meios disponíveis.  

 

    Alguns dos "oito", nomeadamente os africanos que viveram guerras civis, estão ainda numa fase de "reestruturar as suas Forças Armadas para que possam ser verdadeiramente actores de paz na região e sub-região em que estão inseridos", afirma.  

 

    "Teoricamente", afirma, seria "possível, sob o comando de Portugal, organizar uma acção de apoio humanitário", nomeadamente na Guiné-Bissau, se tal fosse necessário, mas primeiro é preciso que haja "vontade política", o que até agora não surgiu.  

 

    Loureiro Santos, general do Exército, duvida da necessidade de tal intervenção hoje mas evoca o mais vasto contexto regional, em que o narcotráfico mina não só a Guiné-Bissau mas também os países vizinhos.  

 

    "Em termos do intervir, julgo que [a CPLP em conjunto] tem capacidades. Em termos financeiros eventualmente não terá mas tem capacidade para aceder a esses meios", nomeadamente através de apoios das Nações Unidas ou União Europeia.  

 

    "A ameaça que a plataforma da Guiné-Bissau pode representar atinge especialmente a União Europeia. É o conjunto de estados que devem estar mais interessados em resolver aquele problema", afirma.  

 

    Contudo, no presente, Bissau "tem as suas estruturas" próprias e "através delas deve ser feito apoio, reforço e fornecidos os meios" para reestruturação e operacionalização militar, o que, isso sim, "está ao alcance perfeito dos países da CPLP".  

 

    O professor catedrático Adriano Moreira elogiou em particular a cooperação na formação de militares e considerou mesmo a Segurança e Defesa "um dos instrumentos mais felizes da cooperação portuguesa com as antigas colónias são as Forças Armadas".  

 

    "Nas nossas escolas militares encontram-se a cursar alguns dos mais promissores líderes das forças desses novos Estados, um facto que se espera fortalecer com a rede das universidades de língua portuguesa[...]. Uma atitude participada na definição da resposta aos desafios da mundialização, às ameaças da crise, e às urgências da segurança e defesa globais, ganha consistência com esta prática orientada por uma ética de paz e desenvolvimento sustentado", especificou.  
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Enviado por: legionario em Março 19, 2009, 11:27:37 am
Esse pessoal às vezes implica-me com os nervos :)

Ainda ha quem duvide da utilidade duma força conjunta lusofona ? vêm para ai com meias-palavras , avanços e recuos , irra !
A CPLP deve possuir a capacidade militar e sobretudo a de projectar uma força militar conjunta rapidamente onde seja necessario.
Tao importante como uma força militar, seria a criaçao duma força conjunta de tipo "Proteçao Civil" para acudir às catastrofes naturais ou outras calamidades. Eis aqui algo em que seriamos pioneiros , porque nem a UE tem uma força deste genero.

Estas duas forças conjuntas, a militar e a de proteçao civil, seriam permanentes e com polos nos 8 estados membros, e estariam sempre prontos a prover aos lusofonos a segurança e a solidariedade onde estas faltassem.
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Enviado por: comanche em Abril 05, 2009, 12:59:10 am
Português:Academia Letras Brasília prepara congresso para "cimentar ligação" entre 240 milhões de falantes


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Ponta Delgada, 04 Abr (Lusa) - A Academia de Letras de Brasília anunciou hoje a realização de um congresso dedicado à língua portuguesa para "cimentar a ligação" entre os 240 milhões de falantes e onde participam representantes dos oito países de língua oficial portuguesa.

O presidente da Academia de Letras de Brasília, José Carlos Gentili, que participou hoje no encerramento do 4º Encontro Açoriano de Lusofonia que decorreu nos Açores, adiantou que o congresso vai decorrer de 19 a 21 de Novembro na capital brasileira, que assinala este anos 50 anos de construção.

"Reunidos em Brasília, a capital da esperança, estarão os oito países de língua portuguesa, fazendo com que o português seja o cimento que liga e ligará ainda mais estes povos", afirmou José Gentili, que espera reunir entre 1.000 a 1.500 congressistas.

O encontro visa reunir representantes de países, regiões, estados e cidades falantes da língua portuguesa como Angola, Brasil, Portugal, Cabo Verde, Guiné Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e a Galiza.

Segundo José Gentili, o congresso servirá para desenvolver e trazer ao contexto da lusofonia o "estudo permanente do idioma de Camões", tal como ficou acordado entre a Academia de Ciências de Lisboa e a Academia de Letras de Brasília, que são no presente as "regedoras da língua portuguesa".

Além disso, José Gentili referiu que o encontro permitirá mostrar a "pujança" daquilo que o presidente da Academia de Ciências de Lisboa, Adriano Moreira, disse ser os valores que a língua transporta.

RME.

Lusa/fim
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Enviado por: André em Julho 19, 2009, 05:40:40 pm
Língua portuguesa e oceanos vão dominar cimeira da CPLP na Cidade da Praia


A situação da Guiné-Bissau,  em vésperas de eleger um novo presidente, estará também em cima da mesa da reunião dos "oito".

A promoção internacional da língua portuguesa, a situação na Guiné-Bissau e os oceanos estarão no centro das discussões do Conselho de Ministros da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP). A reunião, de dois dias, tem hoje o seu início na Cidade da Praia, em Cabo Verde.

Em declarações à Lusa, João Gomes Cravinho, secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, sublinhou a necessidade de "dar continuidade e corresponder ao programa para a presidência" portuguesa, iniciada há um ano na chamada "Cimeira da Língua". "Isso significa, em primeiro lugar, dar um novo impulso à língua no espaço da CPLP e fora dele", adiantou Cravinho, o que passa pela "reforma profunda" do Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP), em Cabo Verde, considerado de modo geral inoperante.

"Penso que há condições para promover uma reforma profunda, para que [o IILP] possa corresponder aos seus objectivos ambiciosos. Até agora não tem tido essa possibilidade", sublinhou.

O conselho de concertação da CPLP acertou este mês os termos do modelo de reforma do IILP, que, segundo adiantou à Lusa o embaixador do Brasil, Lauro Moreira, implica "maior leveza" da estrutura, fixar "mais claramente" objectivos e atribuições e "profissionalizar" a escolha do director e corpo técnico.

O IILP foi idealizado em 1989, antes mesmo da criação da CPLP, e começou a funcionar, oficialmente, em 2002, na Cidade da Praia, em Cabo Verde. Mas, a instituição dirigida pela angolana Amélia Mingas, que tem como objectivo a defesa e a promoção da língua portuguesa, não tem funcionado na prática.

Na reunião da Cidade da Praia irá ser abordada também a situação na Guiné-Bissau. "A situação guineense será um tema muito importante", disse João Cravinho, sublinhando ser "preciso identificar como pode a CPLP contribuir para ajudar à estabilização" do país, que, uma semana depois, elege um novo presidente.

Da Cidade da Praia deverá sair ainda uma Estratégia da CPLP para os oceanos, juntamente com a língua, o outro grande elemento de união dos "oito", sublinha o secretário de Estado. "Assistimos a uma subida da importância dos oceanos na agenda internacional, toda a questão da extensão da plataforma continental e uso das zonas económicas exclusivas ocupa hoje uma parte muito importante. Num futuro próximo, vai ser ainda mais importante", garantiu.

Pronto para adopção está ainda o Plano Estratégico de Cooperação da organização lusófona, que visa facilitar o trabalho multilateral, quando o Brasil, e mesmo Angola, começam a assumir-se como financiadores de projectos. "Esta estratégia ajuda a dar coerência e consistência às actividades sectoriais", garantiu o secretário de Estado.

Lusa
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Enviado por: André em Julho 19, 2009, 08:00:21 pm
Trocas comerciais têm pouco peso para Portugal ou Brasil


As trocas comerciais entre os oito membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) rondam actualmente os 13.000 milhões de dólares (9,2 mil milhões de euros) anuais, mas têm ainda pouco peso nos totais de Brasil ou Portugal.

O Brasil assume-se hoje como o principal pólo comercial no espaço CPLP: até Setembro do ano passado, as importações brasileiras aumentaram 134 por cento, para 2,51 mil milhões de dólares, enquanto as exportações para os "oito" subiram cerca de 31 por cento, para 2,73 mil milhões de dólares, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil.

Assumindo a manutenção do ritmo de trocas comerciais de 1.747 milhões de dólares por trimestre, nos dois sentidos, entre Setembro e Dezembro, este total anual ronda os 7.000 milhões de dólares.

Contudo, o expressivo aumento das importações deve-se sobretudo à compra de petróleo a Angola, cujo valor está este ano em quebra; até Setembro de 2008, as trocas entre os dois países atingiram 3,33 mil milhões de dólares, ficando-se pelos 1,85 mil milhões de dólares no caso português.

Em 2007, o total do comércio entre Brasil e os países da CPLP ascendeu a 4,39 mil milhões de dólares, um aumento de 28 por cento face a 2006, sendo favorável ao Brasil em 1,8 mil milhões de dólares.

O total de 5,24 mil milhões entre Janeiro e Setembro do ano passado representou apenas 1,8 por cento do total brasileiro no mesmo período (282 mil milhões de dólares).

Francisco Mantero, secretário-geral do Conselho Empresarial da CPLP, cita números da Conferência das Nações Unidas para o Comércio (UNCTAD) que avaliavam as trocas intra-CPLP em apenas um por cento do total dos "oito", embora admita que este total tenha crescido nos últimos anos.

A baixa expressão desta percentagem revela que os "oito" fazem "mais comércio com os países das suas respectivas regiões", o que "demonstra o enorme campo de oportunidade" para a CPLP na actividade comercial e empresarial, disse à Lusa.

"Isso tem a ver com rotas de navegação, aéreas, competição mundial - não é por falarmos a mesma língua que os produtos são mais competitivos", afirma.

Quanto a Portugal, o total de 2007 rondou 4,1 mil milhões de euros (5,8 mil milhões de dólares, ao câmbio actual), sendo que o saldo comercial é favorável a Portugal em 544 milhões de euros.

A balança "é favorável a Portugal, apesar do significativo défice comercial com o Brasil, anulado pelo comportamento positivo da generalidade dos restantes membros desta Comunidade de Estados", refere o relatório do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais do Ministério das Finanças.

Entre 2000 e 2007, segundo o relatório, o peso das importações provenientes dos países da CPLP no total das entradas de mercadorias passou de 1,4 por cento para 3,2 por cento, enquanto que as exportações, no mesmo período, subiram de 3,3 por cento para 6,3 por cento.

O Brasil representou no último ano da análise 77 por cento das importações portuguesas com origem na CPLP, seguido de Angola (20,8 por cento), país que se destaca essencialmente enquanto mercado de exportação (72,4 por cento do total do grupo de países).

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Ataru em Janeiro 02, 2010, 09:17:09 pm
Agora que chegou o ano de 2010 algúem sabe quando será a próxima reunião da CPLP em Angola? Só sei que é este ano, e que a guiné-equatorial vai tentar tornar-se membro efectivo. Espero também que surjam novos observadores. Penso Que Galiza, Macau, Goa, Malaca e Andorra seriam os mais importantes para já.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabecinhas em Janeiro 03, 2010, 05:07:11 pm
Andorra ???
Título: Re: CPLP
Enviado por: Ataru em Janeiro 03, 2010, 05:21:45 pm
Sim Andorra por quase 20% da população falar português.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabecinhas em Janeiro 03, 2010, 06:36:28 pm
Por essa ordem de ideias Luxemburgo...
http://www.presidencia.pt/comunidades/luxemburgo2007/?idc=200&idi=4162
Título: Re: CPLP
Enviado por: Ataru em Janeiro 03, 2010, 07:11:20 pm
Correcto, mas o Luxemburgo ainda não mostrou interesse em aderir como Andorra.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 11, 2010, 05:25:12 pm
Contestada eventual adesão da Guiné Equatorial à CPLP


Um grupo de organizações da sociedade civil publicou ontem uma carta aberta aos líderes dos Estados que integram a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) onde se critica a possibilidade de adesão da Guiné Equatorial à CPLP. O candidato presidencial Manuel Alegre também fez uma declaração em que repudia essa eventualidade.

A Guiné Equatorial, país de língua castelhana com um milhão de habitantes, é também um importante produtor de petróleo. O seu líder, Teodoro Obiang, de 68 anos, no poder desde 1979, é considerado um dos mais cruéis ditadores africanos.

Obiang tem feito intensos esforços para se tornar membro da CPLP, onde o seu país tem estatuto de observador. O líder guineense, reeleito Presidente em Novembro, com 95% dos votos, prometeu realizar reformas internas. O jornal Público adianta que a eventual adesão da Guiné Equatorial será discutida na próxima cimeira da organização de Estados de língua oficial portuguesa, que se realiza em Luanda, dia 23.

O Presidente brasileiro, Lula da Silva, esteve na Guiné Equatorial no início desta semana, no âmbito de uma viagem por vários países de África, a última da sua presidência. Curiosamente, Lula afirmou ontem em Luanda que não estará na cimeira da CPLP, justificando a ausência com a severidade das cheias no Brasil.

A carta aberta é subscrita pela Plataforma Portuguesa das ONG, Transparência e Integridade, Centro de Integridade Pública (Moçambique) e Liga Guineense de Direitos Humanos. O documento contesta o estatuto de observador da Guiné Equatorial e sublinha que a adesão deste país será um "desprestígio" para a CPLP.

Numa reacção separada, o candidato presidencial Manuel Alegre disse à Lusa que a adesão da Guiné Equatorial "não tem sentido". Na opinião de Alegre, "a Guiné Equatorial não é um país de língua portuguesa". Por outro lado, é uma "petroditadura". Em conclusão, o candidato explicou que "os princípios e os valores da democracia e da CPLP têm de estar acima dos negócios e do cheiro a petróleo".

Independente da Espanha em 1968, a Guiné Equatorial fez parte do Império Português até 1778, tendo sido trocada por outros territórios espanhóis na América. A ilha de Bioko, onde está a capital, Malabo, chamava-se Fernando Pó, nome do navegador português que a descobriu. No século XVI, a ilha foi colonizada por portugueses, que ali produziram cana-de-açúcar.

DN
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 13, 2010, 08:23:06 pm
AI preocupada com adesão da Guiné-Equatorial à CPLP


A Amnistia Internacional (AI) Portugal alertou hoje para “algumas preocupações” em matéria de direitos humanos, democracia e justiça social na Guiné-Equatorial, cuja adesão enquanto membro de pleno direito da comunidade lusófona será avaliada este mês na cimeira de Luanda.

Numa carta enviada hoje ao secretário executivo da CPLP, Domingo Simões Pereira, ao ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, e a todas as embaixadas dos estados membros do bloco lusófono, a organização apela para que a “integração da Guiné Equatorial” apenas seja aceite, caso os governantes daquele país centro-africano cumpram alguns “compromissos cumulativos”.

Entre estes, a secção portuguesa da organização internacional de defesa de direitos humanos destaca o “fim da pena de morte”, das “tortura e detenções extrajudiciais levadas a cabo pelos órgãos do Estado”, assim como a “libertação imediata e incondicional dos prisioneiros de consciência”.

A Amnistia Internacional Portugal lembra que todos os Estados-membros da CPLP estão sujeitos aos princípios que regem a organização, designadamente o “Primado da Paz, da Democracia, do Estado de Direito, dos Direitos Humanos e da Justiça Social".

A próxima cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP está marcada para dia 23, em Luanda, onde Portugal passará o testemunho da Presidência da organização para Angola.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Julho 15, 2010, 02:08:04 pm
É, há pessoas que mal conhecem a real situação de certos países e, quando o descobrem, ficam chocados. Te juro, não sabia dessa situação sobre a Guiné Equatorial, que eu só conhecia por ser o único país africano a falar espanhol e por aquele "nadador", o mais lento do mundo, Eric Moussambalini.

Caso a Guiné Equatorial queira mesmo entrar na CPLP, deverá fazer alguns ajustes. Oficializar o Português como idioma nacional não é a única condição.
Título: Re: CPLP
Enviado por: legionario em Julho 16, 2010, 05:11:22 pm
Existem alguns argumentos em favor da Guiné Equatorial :

- Foi territorio português até 1778,

- Foi durante anos o pais africano com maior crescimento economico graças à descoberta e à exploraçao do petroleo. Estima-se que a produçao de petroleo deste pequeno pais do tamanho do Alentejo atinja no futuro um quinto da produçao do gigante Nigéria.

- A Guiné Equatorial é um pequeno pais com menos de meio milhao de habitantes governado por un clan familiar que tem certamente muita margem de progresso em matéria de democracia, (segundo os critérios ocidentais),  mas a  Guiné-Bissau tambem nao é um exemplo de democracia apesar de contar, (haveria de...), com algum apoio da CPLP nesse sentido... Nao é pois  excluindo que se resolve o problema, é integrando (neste caso na CPLP) que se poderao conseguir bons resultados tambem no campo social e politico...sobretudo porque até ha meios e condiçoes para isso .

Se ambas as partes, a Guiné Equatoriale e a CPLP,  estao mesmo interessadas nesse projeto tambem acho que so temos a ganhar pois este pais tem muito para dar  em troca daquilo em que lhes possamos ser uteis.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Julho 23, 2010, 01:38:47 pm
Se há real interesse na participação da Guiné Equatorial como membro efetivo da CPLP, então é urgente que se façam alguns progressos. Tá certo, não se faz nada instantaneamente, mas o banimento da pena de morte já seria um bom começo.
Título: Re: CPLP
Enviado por: sergio21699 em Julho 23, 2010, 01:41:04 pm
Citação de: "Snowmeow"
Se há real interesse na participação da Guiné Equatorial como membro efetivo da CPLP, então é urgente que se façam alguns progressos. Tá certo, não se faz nada instantaneamente, mas o banimento da pena de morte já seria um bom começo.

E acabar com a ditadura, e falarem português....
Sinceramente, não vejo razões para a Guiné Equatorial entrar para a CPLP  :|
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Julho 23, 2010, 01:46:03 pm
Citação de: "sergio21699"
E acabar com a ditadura, e falarem português....
O Português já é considerado idioma oficial do país, pois o dialeto anobonense foi considerado idioma português.
Citação de: "sergio21699"
Sinceramente, não vejo razões para a Guiné Equatorial entrar para a CPLP  :|

Citação de: "legionario"
Existem alguns argumentos em favor da Guiné Equatorial :

- Foi territorio português até 1778,

- Foi durante anos o pais africano com maior crescimento economico graças à descoberta e à exploraçao do petroleo. Estima-se que a produçao de petroleo deste pequeno pais do tamanho do Alentejo atinja no futuro um quinto da produçao do gigante Nigéria.

- A Guiné Equatorial é um pequeno pais com menos de meio milhao de habitantes governado por un clan familiar que tem certamente muita margem de progresso em matéria de democracia, (segundo os critérios ocidentais),  mas a  Guiné-Bissau tambem nao é um exemplo de democracia apesar de contar, (haveria de...), com algum apoio da CPLP nesse sentido... Nao é pois  excluindo que se resolve o problema, é integrando (neste caso na CPLP) que se poderao conseguir bons resultados tambem no campo social e politico...sobretudo porque até ha meios e condiçoes para isso .

Se ambas as partes, a Guiné Equatoriale e a CPLP,  estao mesmo interessadas nesse projeto tambem acho que so temos a ganhar pois este pais tem muito para dar  em troca daquilo em que lhes possamos ser uteis.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 23, 2010, 01:55:19 pm
Portugal contraria Brasil e trava adesão da Guiné Equatorial


A diplomacia portuguesa rejeitou a adesão imediata à CPLP por parte da Guiné Equatorial, governada há 31 anos pelo ditador Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, e impôs um processo de entrada na Comunidade Países de Língua Portuguesa semelhante ao da União Europeia.

De acordo com o enviado da SIC Notícias à VIII Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que começou hoje em Luanda, Angola. Portugal apenas aceita o pedido de adesão por parte da Guiné Equatorial, obrigando este país africano a passar por um processo prolongado de adaptação às regras e às exigências da organização, tal como acontece na adesão à União Europeia.

O texto final da conferência foi escrito pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros português, Luís Amado, e no seu conteúdo apenas é aceite a formalização do pedido de adesão da Guiné Equatorial.

Foi o Brasil, que se tornou na potência diplomática com mais força na CPLP, quem colocou mais empenho na adesão imediata da Guiné Equatorial, por motivos geoestratégicos, que passam por uma preponderância brasileira na zona do golfo da Guiné. Ainda recentemente, o ditador da Guiné Equatorial visitou o Presidente brasileiro, Lula da Silva, e ambos assinaram vários acordos de cooperação.

Teodoro Obiang Nguema Mbasog prometeu fazer reformas e distribuir os lucros da indústria petrolífera, que tornam artificialmente a Guiné Equatorial como um dos países com maior produto interno bruto per capita: um índice mentiroso, pois os milhões do petróleo estão concentrados nas mãos da família do Presidente e da oligarquia que a rodeia, enquanto a população vive numa situação de miséria.

Esta decisão tomada na conferência da CPLP já era previsível, depois de nesta semana o primeiro-ministro português ter anunciado que não seria tomada qualquer decisão sobre o assunto. "O pedido foi feito. Ora, honra qualquer comunidade quando outro país quer entrar. Agora vamos analisar à luz dos critérios e dos estatutos da CPLP. O que estamos a falar é apenas de um pedido, não de adesão. (...) Estamos a falar de um povo que, através do seu governo, pediu para aderir a uma comunidade. É lógico que temos de ver isso com regozijo. Mas temos as nossas leis, as nossas regras e os nossos estatutos. E, por isso, esse pedido tem de se conformar com os estatutos da CPLP", afirmou José Sócrates

DN
Título: Re: CPLP
Enviado por: sergio21699 em Julho 23, 2010, 01:55:57 pm
Citação de: "Snowmeow"
Citação de: "sergio21699"
E acabar com a ditadura, e falarem português....
O Português já é considerado idioma oficial do país, pois o dialeto anobonense foi considerado idioma português.

Tem razão, peço desculpa.
O Português tornou-se lingua oficial em 2007, era precisamente isso que acabei de ver e vinha corrigir o que tinha escrito.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 23, 2010, 08:12:07 pm
Presidente da Guiné Equatorial derrotado mas optimista

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.cameroon-one.com%2F_data%2F_pictures%2Finfo_32802_pic_0_1197721502.jpg&hash=ac1931b0989314e3eeee9f678c60b02d)

Teodoro Obiang Nguema disse estar optimista em relação à adesão do seu país à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, depois da cimeira realizada hoje em Luanda ter decidido adiar uma resolução sobre o assunto.

«Sim», respondeu quando questionado sobre se estava optimista. «Antes de mais pela solidariedade, a solidariedade africana», disse Teodoro Obiang Nguema, à saída da VIII Cimeira da CPLP, que decorreu hoje em Luanda.

Apesar do optimismo, Obiang admitiu que este encontro não foi um sucesso para as suas aspirações. «Não, não», respondeu o Presidente da Guiné Equatorial quando questionado sobre se achava que a cimeira tinha sido um sucesso.

«Estamos à espera. Esta foi a quarta reunião [da CPLP] a que assistimos. Quer dizer que mantemos sempre a esperança», acrescentou.

Questionado sobre o porquê de querer aderir a uma comunidade de países que falam Português, Obiang recordou os «vestígios de raízes de uma cultura portuguesa na Guiné Equatorial» e sublinhou que a maioria dos seus vizinhos são lusófonos, enquanto o seu país é o único do continente africano que fala Espanhol.

«O Espanhol e o Português são línguas muito próximas», frisou, adiantando a intenção da Guiné Equatorial de se aproximar de «países irmãos africanos com uma cultura muito próxima».

Com esse perfil, considerou, «só os países lusófonos», recordando que o seu país tomou «uma decisão oficial de que o Português venha a ser língua oficial da Guiné Equatorial».

Confrontado com o facto de ser o governante há mais anos em funções em África, questionou: «Porque não? Se estou como Presidente da Guiné Equatorial é porque tenho um partido. Quando chegam as eleições, candidato-me e os outros partidos apresentam as suas candidaturas. Se votam em mim é pelo carisma», explicou.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: legionario em Julho 26, 2010, 04:39:52 pm
Portugal vetou a entrada da Guiné Equatorial pelo facto de ser dirigida por um presidente corrupto e ditador ? Entao e Angola ? vai ser expulsa da CPLP ? mais corruptos que o clan Eduardo dos Santos é dificil de encontrar ...
Aos nossos governantes falta uma coisa muito importante que se chama pragmatismo ! Enfim, mais uma vez hao-de ser outros a aproveitar  :cry:
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Julho 26, 2010, 07:44:14 pm
Citação de: "legionario"
Portugal vetou a entrada da Guiné Equatorial pelo facto de ser dirigida por um presidente corrupto e ditador ? Entao e Angola ? vai ser expulsa da CPLP ? mais corruptos que o clan Eduardo dos Santos é dificil de encontrar ...
Eu acho que é por causa do tempo que o Teodoro Obiang está no poder. De qualquer forma, creio, o cara há de fazer algumas reformas que agradem à cúpula da CPLP e, aí, há de obter sua vaga.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 27, 2010, 11:42:03 am
Citação de: "legionario"
Portugal vetou a entrada da Guiné Equatorial pelo facto de ser dirigida por um presidente corrupto e ditador ? Entao e Angola ? vai ser expulsa da CPLP ? mais corruptos que o clan Eduardo dos Santos é dificil de encontrar ...
Aos nossos governantes falta uma coisa muito importante que se chama pragmatismo ! Enfim, mais uma vez hao-de ser outros a aproveitar  :cry:

Não houve eleições livres em Angola? Se é para falarmos em corrupção no poder politico vamos primeiro ver o que se passa em Portugal e no Brasil.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Julho 27, 2010, 01:13:26 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Não houve eleições livres em Angola? Se é para falarmos em corrupção no poder politico vamos primeiro ver o que se passa em Portugal e no Brasil.
Infelizmente, corrupção é um flagelo que existe nas camadas políticas do mundo inteiro, até mesmo em lugares onde existe a cultura da honra, como Japão e Coreia do Sul, e esse câncer não sai nem com quimioterapia, então convivamos com ele até acharmos uma maneira eficiente de expurgá-lo sem matar o paciente (O país).

No Brasil a corrupção existe até a níveis sub-municipais, e com um presidente como o nosso, que não tem lá tanto conhecimento dos meandros políticos, a "galera" deita e rola: Mensaleiros, aloprados, dólares na cueca, farra do cartão corporativo, "Dança da Pizza"... Junte-se a isso uma mídia influente e visívelmente parcial (A Veja, a revista semanal mais vendida no Brasil, é ultradireita desde sua fundação e anti-Lula desde que ele resolveu se candidatar pela primeira vez) e o povo elege quem a mídia ordenar e achar melhor conveniente.

Mas o povo aqui tá aprendendo. a lei da "Ficha Limpa" foi votada, e candidatos com ficha suja são inelegíveis.

Infelizmente, a maior parte dos brasileiros acha que "política é coisa de ladrão", e não quer saber de política, resultado? Caminho livre para os desonestos agirem à vontade.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 27, 2010, 03:39:51 pm
Parabéns, mas eu ainda preferia ter um tipo sem "cojones" (para os vizinhos e para todos os movimentos de esquerda), mas que tenha melhorado todos os indices no Brasil, do que um "ingenheiro" com curso tirado aos fins-de-semana de um corrupto como o Sócas.

Sabes que mais, estamos entregues à bicharada!  :evil:
Título: Re: CPLP
Enviado por: legionario em Julho 27, 2010, 03:44:14 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "legionario"
Portugal vetou a entrada da Guiné Equatorial pelo facto de ser dirigida por um presidente corrupto e ditador ? Entao e Angola ? vai ser expulsa da CPLP ? mais corruptos que o clan Eduardo dos Santos é dificil de encontrar ...
Aos nossos governantes falta uma coisa muito importante que se chama pragmatismo ! Enfim, mais uma vez hao-de ser outros a aproveitar  :) :)
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Julho 27, 2010, 04:29:46 pm
Citação de: "legionario"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "legionario"
Portugal vetou a entrada da Guiné Equatorial pelo facto de ser dirigida por um presidente corrupto e ditador ? Entao e Angola ? vai ser expulsa da CPLP ? mais corruptos que o clan Eduardo dos Santos é dificil de encontrar ...
Aos nossos governantes falta uma coisa muito importante que se chama pragmatismo ! Enfim, mais uma vez hao-de ser outros a aproveitar  :) :)

Legionário corrupção existe em todo o lado, mas o facto é que o regime que está no país em questão é ditatorial. A única razão porque ele quer entrar na CPLP é porque assim ele conseguia ganhar mais margem de manobra diplomáticamente. Não foi só Portugal que foi contra, Angola também o foi.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 20, 2010, 11:17:10 pm
CPLP pode transformar-se numa força poderosa


O Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, afirmou hoje na abertura da Cimeira da CPLP, em Luanda, que a organização pode «transformar-se numa força poderosa e dinâmica»
No discurso de boas vindas, José Eduardo dos Santos defendeu que a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) pode «contribuir para a paz e segurança e acelerar o crescimento e o desenvolvimento» dos seus membros.

Nesta Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, em que a presidência da CPLP transita de Portugal para Angola, José Eduardo dos Santos disse que chegou o «momento de aprofundar as relações multilaterais a todos os níveis».

E esse aprofundamento das relações entre os países membros da CPLP passa, segundo Eduardo dos Santos, pelo estímulo aos investimentos e à criação de condições para que «todos e cada um» possam beneficiar do desenvolvimento comum.

O Chefe de Estado lembrou que o nível de desenvolvimento entre os oito é diferente e, por isso, apontou como caminho a «valorização da solidariedade» como «eixo central da acção».

José Eduardo dos Santos sublinhou a necessidade de existir «respeito pela diversidade», porque é aí que a CPLP encontra a «base da unidade» e a razão para o «apoio mútuo», de forma a que os estados possam «caminhar juntos na construção de um futuro melhor».

O Presidente angolano disse ainda, na sua intervenção inicial, que as afinidades que ligam os povos da CPLP «vão muito além da língua» e «constituem frutos de uma conquista que tem a ver com um passado de lutas e de vitórias, durante o qual os povos exerceram e absorvem influências recíprocas».

Essas influências recíprocas, adiantou, «permitem enriquecer e reforçar» as diversas identidades nacionais que perfazem a comunidade lusófona.

José Eduardo dos Santos felicitou Portugal e Cavaco Silva pelo «significativo impulso» dado a CPLP nos dois anos em que exerceu a presidência.

SOL
Título: Re: CPLP
Enviado por: HSMW em Setembro 20, 2010, 11:44:11 pm
A CPLP devia era ter sido criada à 36 anos atrás...
Agora existe muita gente interessada em que ela nunca tenha sucesso e que imploda juntamente com os seus estados membros.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Chico Xavier em Setembro 21, 2010, 03:14:48 pm
Sou a favor do fortalecimento da CPLP desde que esse fortalecimento não se traduza na vinda de mais Africanos para Portugal.
 Não é por questões rácicas mas sim de incapacidade do nosso País em absorver mais estrangeiros.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Vicente de Lisboa em Setembro 21, 2010, 03:45:52 pm
Citação de: "HSMW"
A CPLP devia era ter sido criada à 36 anos atrás...
Agora existe muita gente interessada em que ela nunca tenha sucesso e que imploda juntamente com os seus estados membros.
~
Hm.. posição interessante. Fazendo uma análise em cima do joelho, 1974 - suponho que se refira ao pós 25 de Abril - parece ser mesmo o pior momento possivel para criar uma instituição como a CPLP. É que se fosse criada antes, poderia ser bem recebida pelas colónias como um caminho para a Independência. Criada depois, como foi, aparece num momento em que o colonialismo e a guerra já estão a ser esquecidos e ultrapassados pela boa vontade e potenciais benefícios.

Mas em 1974... seria vista pelos países africanos como uma forma de lhes limitar a independência, e pelos portugueses como uma ligação a "uns pretos ingratos que nos expulsaram". O Brasil, por sua parte, ia estar ocupado com problemas internos e sem paciência (quiçá vontade) de ter a sua própria politica externa.

Anyway, os meus 0,02€
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 21, 2010, 03:55:40 pm
Citação de: "Chico Xavier"
Sou a favor do fortalecimento da CPLP desde que esse fortalecimento não se traduza na vinda de mais Africanos para Portugal.
 Não é por questões rácicas mas sim de incapacidade do nosso País em absorver mais estrangeiros.

Uma coisa não tem nada a haver com a outra, até porque nós temos "dono" e não podemos fazer nada em relação a isso sem autorização de cima (Bruxelas).
Título: Re: CPLP
Enviado por: HSMW em Setembro 22, 2010, 01:41:00 pm
Citação de: "Vicente de Lisboa"
É que se fosse criada antes, poderia ser bem recebida pelas colónias como um caminho para a Independência.

Exactamente. Antes do 25 de Abril.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Vicente de Lisboa em Setembro 22, 2010, 01:56:59 pm
Citação de: "HSMW"
Exactamente. Antes do 25 de Abril.
As minhas desculpas pela interpretação errónea então.
Título: Re: CPLP
Enviado por: reij em Setembro 23, 2010, 05:07:48 pm
o problema é que hoje o que manda é o sr° dinheiro, pois se não me engano tem muito petroleo la, Guiné equatorial, e os interesses financeiros passam por cima dessas coisas isso não é exclusividade so da cplp olha os casos de libia egito, so pra citar la os presidentes pensam que são eternos e unicos e que ninguem pode fazer melhor que eles então estão no cargo a milenios, na africa isso é comum aqui na america latina o chaves todo dia ameaça a oposição dizendo que a "revolucion" ou "robolucion" dos rojos rojitos como fala a opsição é armada, traduzindo se eu perder vai ter guerra civil, e por ai vai o poder vicia

ainda bem que a maioria dos paises da cplp tem corrupção saindo por tudo que é buraco mais ninguem tem a intençaõ de criar uma ditardura
Título: Re: CPLP
Enviado por: Thiago Barbosa em Outubro 29, 2010, 06:45:20 pm
Acho que essa aliança não seria proveitosa para o Brasil, que apesar de sofrer com problemas sociais sérios, possuí um PIB infinitamente maior que o de Portugal. Apesar de ter uma qualidade de vida elevada, Portugal não tem uma economia forte o suficiente para atender a demanda brasileira ou mesmo estabelecer acordos onde a questão financeira fosse elevada, como em um possível acordo militar. Acho que Portugal deveria procurar alianças com países do seu porte, como alguns do Leste Europeu e como um dos amigos citou acima, ''esquecer essa ligação com outros países lusófonos''. Que essa ligação seja somente cultural e olhe lá, rs.


Além do mais, dependendo do desenrolar do século, talvez a Espanha resolva anexar o território Português, o que não seria surpresa. [?]
Hahahaha. Brincadeirinha.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 30, 2010, 10:28:06 am
Thiago mais uma vez não leste o que se escreve, aqui é para tratar da CPLP (Comunidade de Países de Língua Oficial Portuguesa). Esta comunidade já é uma realidade, já se faz algumas coisas neste ambito. Pesquisa um pouco sobre isto antes de escreveres. Isto não é uma federação, União, etc.

Nunca ouviste falar sobre a comunidade Francófona, ou da Commonwealth? É algo semelhante.

PS: militarmente temos anualmente os exercicios militares "Felino", exercicios esses que são participados por todos os países da CPLP.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Thiago Barbosa em Outubro 30, 2010, 04:36:29 pm
Eu conheço a CPLP, Cabeça de Martelo. rs
Meus comentários acabaram sendo mais sobre outros comentários do que do próprio assunto em si.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 01, 2010, 04:57:46 pm
CPLP dá "passo decisivo" na saúde


Instituição fica sediada na cidade da Praia e resulta do "forte compromisso político dos ministros da Saúde" da organização

"O centro é um passo decisivo" na redução da mortalidade infantil e materna e "no combate às doenças transmissíveis no espaço da CPLP", disse ao DN o ministro da Saúde angolano, José Van Dunem, falando na cidade da Praia, após a inauguração do Centro de Formação Médica Especializada (CFME). "Primeiro projecto prático específico na área da saúde", o CFME materializa uma "ideia essencial para a melhoria dos indicadores de saúde da CPLP", podendo, a prazo, "ter uma componente assistencial ou de utilização de unidades de referência em cada país", defendeu o ministro angolano presente na cerimónia enquanto representante do país na presidência da organização.

A cerimónia, que decorreu sexta-feira, contou ainda com a presença do ministro da Saúde de Cabo Verde, Basílio Mosso Ramos, do secretário executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira, e dos bastonários das ordens médicas dos países de língua portuguesa.

O CFME resulta do "forte compromisso político dos ministros da Saúde da CPLP", notou ao DN o director de Cooperação, Manuel Lapão, e permitirá "a actualização e melhor preparação do pessoal médico de países em que estes aspectos não são fáceis de alcançar".

A escolha da capital cabo-verdiana "resultou do posicionamento geostratégico do arquipélago e do envolvimento do Governo do país, que sempre se mostrou interessado em acolhê-lo e patrocinar a sua actividade", notou Manuel Lapão. Para este responsável da CPLP, a ideia, surgida em 2007 a partir de uma iniciativa das ordens médicas dos países membros, "tem impacto imediato na vida das populações". Nesta fase, vão ser ministrados cursos sobre saúde materno-infantil, infecciologia, hipertensão, cuidados paliativos e uma pós-graduação em Saúde Pública, com duração de 18 meses.

Os cursos, preparados para acolher 25 formandos por acção, vão ter a aprovação das ordens médicas, dispondo o CFME de um Conselho Científico que define os conteúdos curriculares.

O CFME concretiza um "passo importantíssimo" de uma estratégia mais vasta, que abarca a criação de uma rede de manutenção de equipamentos hospitalares, a sua uniformização e a aquisição conjunta de medicamentos, salientou ainda o ministro angolano.

DN
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Novembro 02, 2010, 12:07:47 am
Gostei da notícia. :D
Título: Re: CPLP
Enviado por: Chico Xavier em Novembro 02, 2010, 01:36:53 pm
Quanto a mim prefiro que Portugal largue a CPLP pois isso significaria que não viriam para cá mais Africanos.Sugiro um Referendum ao Povo Português sobre essa matéria.
 Portugal tem que virar-se para a Europa.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 02, 2010, 01:49:35 pm
O que é que a CPLP tem a haver com africanos a emigrar para Portugal? Sabes dizer-me isso ó Chico (esperto mas pouco).

O que me mete raiva na tua conversa da treta, não é estares a mandar bocas contra as minorias em Portugal, é dizeres que Portugal tem que se virar para a Europa.

Que eu saiba Portugal já está virado para a europa, está de quatro e a pedir...enfim vai de acordo com o nosso PM. :evil:
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabecinhas em Novembro 02, 2010, 03:28:17 pm
Mais um borrego!
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Novembro 02, 2010, 06:17:29 pm
Citação de: "Chico Xavier"
Quanto a mim prefiro que Portugal largue a CPLP pois isso significaria que não viriam para cá mais Africanos.Sugiro um Referendum ao Povo Português sobre essa matéria.
 Portugal tem que virar-se para a Europa.
Você sabe o que significa CPLP, Pequeno Gafanhoto?
Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
A menos que todo Portugal passe a falar espanhol, e considerando que Portugal foi um dos sete fundadores originais do bloco, é meio impossível Portugal "largar" a CPLP, até por uma questão de estratégia.
Vejamos, Angola é um país africano, e um dos que estão tendo maior crescimento econômico em todo o continente. Kuduro à parte, Portugal e Angola têm uma História conjunta que remonta já faz séculos, Pequeno Gafanhoto. Se por um lado, vão "Africanos" a trabalhar em pequenos empregos em Portugal, na contramão do fluxo vão empresários portugueses a fechar negócios pras bandas de Luanda.
E olha que eu sequer mencionei a questão cultural, que é herança de Portugal por onde o Império do Atlântico deixou sua marca.
Sobre o "Referendum", o povo português tem coisas mais importantes para pôr em possíveis "referenduns", por exemplo as questões da Galícia e de Olivença, que são consideradas ate mesmo mais urgentes que a presença ou não de "Africanos" em Portugal. Ou até mesmo uma possível federação conjunta com o Brasil (Pra não cair nas garras da Espanha).

Ser Português é uma questão de cultura, não apenas de genética, Pequeno Gafanhoto. :twisted:
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 03, 2010, 02:13:16 pm
Infelizmente acho que ele não vai perceber a parte do "pequeno gafanhoto".
Título: Re: CPLP
Enviado por: reij em Novembro 03, 2010, 02:32:36 pm
falando de minorias o problema basico de portugal dentro da comunidade europeia é que são uma minoria em nem sempre as minorias são levadas em consideração(alemanha, frança e inglaterra não os levam nem levarão em consideração) como por exemplo portugal dentro da união europeia muito provavelmente deixe de existir ou passe a fazer parte de alguma região em conjunto com a espanha, pois são muito pequenos para ter voz ativa dentro do bloco enquanto na cplp portugal esta entre os grandes pessoalmente não vejo futuro para portugal como nação soberana dentro da comunidade europeia que luta cada dia para se tornar um pais gigante e ter força contras os gigantes bric's mais USA, que é o que se delinea na geopolitica futura, os grandes dividindo o mundo...
Título: Re: CPLP
Enviado por: João Vaz em Novembro 03, 2010, 02:47:00 pm
Citação de: "Chico Xavier"
Quanto a mim prefiro que Portugal largue a CPLP pois isso significaria que não viriam para cá mais Africanos.Sugiro um Referendum ao Povo Português sobre essa matéria.
 Portugal tem que virar-se para a Europa.

Fica aqui a denúncia de racismo primitivo. Tipos destes não dignificam fórum nenhum.

Sugiro que o pequeno Chico seja largado de pára-quedas no Uganda. Sem ração de combate.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Novembro 03, 2010, 03:31:48 pm
Citação de: "João Vaz"
Citação de: "Chico Xavier"
Quanto a mim prefiro que Portugal largue a CPLP pois isso significaria que não viriam para cá mais Africanos.Sugiro um Referendum ao Povo Português sobre essa matéria.
 Portugal tem que virar-se para a Europa.

Fica aqui a denúncia de racismo primitivo. Tipos destes não dignificam fórum nenhum.

Sugiro que o pequeno Chico seja largado de pára-quedas no Uganda. Sem ração de combate.

E com uma camiseta/camisola escrita: "Pagan Pride" e um pentagrama desenhado nela. Com sorte, ele cairia em um região controlada pelo "Lord's Resistance Army", (http://http) uma versão cristã evangélica (e pobre) da Al Qaeda.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Thiago Barbosa em Novembro 03, 2010, 03:58:39 pm
Funde um Partido Fascista e vá para a rua caçar todos aqueles que não são portugueses, Chico.

Obs: Acho que essa posição te dará condição de caçar portugueses que não são brancos também, quem sabe... :)
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 03, 2010, 04:10:41 pm
Já cá temos disso, chama-se PNR e tem a incrivel adesão de 0.2%. :lol:
Título: Re: CPLP
Enviado por: Chico Xavier em Novembro 03, 2010, 04:36:22 pm
Citação de: "Thiago Barbosa"
Funde um Partido Fascista e vá para a rua caçar todos aqueles que não são portugueses, Chico.

Obs: Acho que essa posição te dará condição de caçar portugueses que não são brancos também, quem sabe... :lol:
Título: Re: CPLP
Enviado por: Chico Xavier em Novembro 03, 2010, 04:38:31 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Já cá temos disso, chama-se PNR e tem a incrivel adesão de 0.2%. :lol:

Tem essa adesão graças ao lider fraco que tem e como em Portugal a Constituição ainda tem uns laivos de Marxismo,não permite certas abordagens,sabia?
 Tivesse o PNR um lider carismático e veriamos como seria.
 Repare na votação do CDS/PP que também é um pouco xenófobo...
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 03, 2010, 04:56:25 pm
Desculpe? Já votei muito no PP e nunca li nada que me indica-se que o partido tivese esse cariz.

Já agora, este deputado é um exemplo de pura raça "ariana"! :arrow: http://www.cds.parlamento.pt/gp/index.p ... &Itemid=71 (http://www.cds.parlamento.pt/gp/index.php?option=com_content&view=article&id=59:helder-amaral&catid=62:deputados&Itemid=71)
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabecinhas em Novembro 03, 2010, 06:28:42 pm
Alto, espadaúdo, olho azul, loiro, traços finos... CONFERE  :mrgreen:
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Novembro 03, 2010, 07:26:49 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Desculpe? Já votei muito no PP e nunca li nada que me indica-se que o partido tivese esse cariz.

Já agora, este deputado é um exemplo de pura raça "ariana"! :lol:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.tintafresca.net%2F_uploads%2FEdicao74%2FHelder_Amaral1.JPG&hash=b1a5a09d091699267d22a15578154c26)
"Ariano", ele? Só se for nascido sob o signo de Áries! XD
Título: Re: CPLP
Enviado por: teXou em Novembro 04, 2010, 11:19:17 am
Citação de: "Chico Xavier"
... Tem essa adesão graças ... a Constituição ...
E é assim que deve-ser.
Prejuízo que não vai ainda mais longe .
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 05, 2010, 11:27:26 am
Citação de: "Snowmeow"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Desculpe? Já votei muito no PP e nunca li nada que me indica-se que o partido tivese esse cariz.

Já agora, este deputado é um exemplo de pura raça "ariana"! :lol:
Título: Re: CPLP
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 10, 2010, 01:10:48 pm
Citar
Ministro da Defesa Nacional participa na XII Reunião de Ministros da Defesa da CPLP

09.11.2010 O Ministro da Defesa Nacional, Augusto Santos Silva, participa, nos dias 10 e 11 de Novembro, na XII Reunião de Ministros da Defesa da CPLP, que terá lugar em Brasília.´

Da agenda do encontro fazem parte, nomeadamente, a aprovação dos Estatutos do Centro de Análise Estratégica da CPLP e o planeamento de exercícios militares combinados, no âmbito da mesma organização.

À margem da reunião, o Ministro da Defesa Nacional desenvolverá contactos bilaterais, designadamente com o Ministro da Defesa do Brasil e com a Ministra da Defesa de Cabo Verde.

http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Imprensa/n ... asilia.htm (http://www.mdn.gov.pt/mdn/pt/Imprensa/notas/20101109_MDN_reuniaoCPLP_Brasilia.htm)
Título: Re: CPLP
Enviado por: PereiraMarques em Maio 06, 2011, 09:56:24 am
Citar
XIII Reunião de CEMGFA da CPLP
29-04-2011

O CEMGFA, General Luís Esteves de Araújo, participou nos dias 20 e 21 de Abril na 13ª REUNIÃO de Chefes de Estado-Maior General das Forças Armadas da CPLP, que se realizou em Maputo, Moçambique.

Da agenda de trabalhos da reunião destacam-se os seguintes pontos:

Análise da situação político-militar e das questões internacionais de defesa e segurança com eventuais implicações para os países membros da CPLP;
Conclusões sobre o exercício FELINO 2010 (realizado em Angola);
Apreciação dos documentos a aprovar na XIII Reunião de Ministros da Defesa;
Em Declarações à LUSA à margem da Reunião, o General Luís de Araújo afirmou, face à atual crise financeira, que:

 "Teremos de fazer ajustamentos e ver onde se pode, naturalmente, reduzir nalguns sectores, mas mantendo a estrutura central que assumimos". No entanto salientou que: "Não vejo que haja uma alteração muito grande em relação a esse apoio e aos nossos compromissos que foram assumidos."

A terminar referiu ainda que:

"... independentemente, dos cortes e das restrições por que temos que passar, nós iremos continuar a assumir os compromissos que temos para com os países da CPLP, porque fazem parte do interesse e da geopolítica portuguesa. Portanto, vamos mantê-los".

O Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas portuguesas destacou também o apoio dado por Portugal a Moçambique, nomeadamente a constituição e o ajustamento da estrutura superior das Forças armadas moçambicanas.

Declaração Final da Reunião:
http://www.emgfa.pt/useruploads/files/declara (http://www.emgfa.pt/useruploads/files/declara)ÇÃo_final_13_reuniÃo_cemgfa-cplp.pdf

http://www.emgfa.pt/images/Full_pyrsz64k5fbn.JPG (http://www.emgfa.pt/images/Full_pyrsz64k5fbn.JPG)

http://www.emgfa.pt/useruploads/images/ ... fa_-_reuni (http://www.emgfa.pt/useruploads/images/cemgfa/cemgfa_-_reuni)ão_chods_cplp_-_foto_família.jpg

http://www.emgfa.pt/pt/noticias/301 (http://www.emgfa.pt/pt/noticias/301)
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitanian em Maio 06, 2011, 12:51:14 pm
Citar
Funde um Partido Fascista e vá para a rua caçar todos aqueles que não são portugueses, Chico.

Obs: Acho que essa posição te dará condição de caçar portugueses que não são brancos também, quem sabe...
:lol:
PS: Este comentário acima, só meti para contextualizar o comentário em baixo, para assim justificar a minha reacção.
Citar
Já cá temos disso, chama-se PNR e tem a incrivel adesão de 0.2%.

Se todos no mundo inteiro fossem tão "cegos" como mostrou neste comentário, estávamos todos f*******.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 06, 2011, 02:12:57 pm
Deixa cá ver, o PNR quantos votos têm? 0,2%

Eu não direi que eles sejam fascistas, apenas que acham a democracia uma perda de tempo... :lol:

PNR, PNR...

Saudações proletárias! :lol:
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitanian em Maio 06, 2011, 10:33:38 pm
Cabeça de Martelo, não interessa os 0,2%. Esquece tambem que não têm o mesmo apoio financeiro, são censurados (não exagero, são mesmo), e para piorar, os médias ajudam a generalizar sobre o que eles representam. Casos ridiculos é os de grupos de patetas de Skins e Hammers (ou lá como se escreve) fazerem porcarias, que já levaram á morte de um cabo-verdiano, e por azar do PNR, apanham-os com simbolos e bandeiras de PNR. Logo escusado será dizer que tal associação teve graves prejuízos ao PNR, na sua imagem. O problema é esse, os médias gostam de dramatizar a cena e associar certas coisas que são mentiras, e o PNR, para a sua frustação, tem que levar com isso. E uma vez lido ou ouvido em casa, a "coisa" sobre o PNR fica na cabeça e prontos eles são nazis, são assasinos, são sei lá o quê, tipico de ignorantes que preferem ouvir de bocas estupidas do que informar-se no partido. Daí simpatizar com eles (com o PNR, não com os Hitleristas). Por isso se admite que podem não ser fascistas (!? nem sei onde vão buscar essas ideias) e que não têm nada a ver com Skins para mim já é uma vitória, pois já é mais " sábio". Pode não concordar com eles, tudo bem, mas francamente, fazer deles uma coisa que não são é demais. Eu não concordo e odeio o BE. Mas sei que não são certas coisas que ouço. São sim apenas pessoas com outras ideias e visões para Portugal. Haja respeito.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Maio 07, 2011, 01:17:36 am
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Eu não direi que eles sejam fascistas, apenas que acham a democracia uma perda de tempo... :lol:

O problema da Democracia é que um sábio votado por dez sábios perde uma eleição para um parvo votado por onze parvos.
Título: Re: CPLP
Enviado por: PCartCast em Maio 07, 2011, 01:01:11 pm
Citação de: "Snowmeow"
O problema da Democracia é que um sábio votado por dez sábios perde uma eleição para um parvo votado por onze parvos.

Hail Lord Tiririca.

A diferença, é que o parvo aprende..... O sábio julga que sabe tudo.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Maio 07, 2011, 01:42:10 pm
Citação de: "PCartCast"
Citação de: "Snowmeow"
O problema da Democracia é que um sábio votado por dez sábios perde uma eleição para um parvo votado por onze parvos.

Hail Lord Tiririca.

A diferença, é que o parvo aprende..... O sábio julga que sabe tudo.
Eu me referi a sábios de verdade, e não "sábios" que se julgam sábios. Estes últimos são o pior tipo de parvos. E deles, a política brasileira está transbordando, infelizmente.
Aqui, todos os que se aventuram na política acham que sabem de tudo e vão dar um jeito em sua jurisdição (Cidade, estado ou mesmo país) se eleitos.

Agora, eleger para Deputado federal um sujeito que, segundo ele mesmo disse, não sabe o que faz um Deputado federal, vamos e venhamos, É parvoíce.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Maio 09, 2011, 07:33:11 pm
Lançamento em Português do Relatório Mundial de Saúde-2010 é muito importante


O secretário executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) considerou hoje «muito importante» o lançamento, em português, do Relatório Mundial de Saúde-2010, afirmando que os profissionais de saúde vão ter mais «acessibilidade» ao documento.
«É muito importante a edição deste relatório em português», disse Domingos Simões Pereira.

«Nós temos um protocolo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) que pretende não só junto dessa instituição demonstrar que os estados da CPLP têm um programa comum dedicado à saúde, como pensamos que a existência do documento em português permite que a sua acessibilidade seja bastante mais universal para os profissionais de saúde dos nossos países», sublinhou.

Domingos Simões Pereira falava em Castelo de Vide (Portalegre), à margem da apresentação do Relatório Mundial de Saúde-2010, em versão portuguesa, uma edição lançada pela CPLP.

O lançamento deste documento, está inserido nas comemorações do 15º aniversário da CPLP, tendo a cerimónia decorrido em Castelo de Vide, nos Paços do Concelho.

Durante a cerimónia foi também prestada homenagem a Garcia de Horta, natural daquela vila alentejana, enaltecendo-se o facto de ter sido o primeiro investigador do espaço da CPLP a publicar um texto científico em língua portuguesa.

A ministra da Saúde, Ana Jorge, marcou também presença na cerimónia, considerando, por sua vez, que o lançamento do relatório em português traduz-se num “instrumento importante” e que reforça a «importância» do livre acesso aos cuidados de saúde.

«É um instrumento importante, em Português é mais fácil para uma leitura mais alargada e vem reforçar a importância do livre acesso e do acesso aos cuidados de saúde, privilegiando muito os cuidados de saúde primários», disse, em declarações aos jornalistas.

A ministra da Saúde está hoje de visita ao Alentejo, tendo agendadas visitas a duas unidades de cuidados continuados integrados e uma passagem pelo Hospital de Santa Luzia, em Elvas.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Feinwerkbau em Maio 10, 2011, 11:20:02 am
Citação de: "Lusitanian"
Cabeça de Martelo, não interessa os 0,2%. Esquece tambem que não têm o mesmo apoio financeiro, são censurados (não exagero, são mesmo), e para piorar, os médias ajudam a generalizar sobre o que eles representam. Casos ridiculos é os de grupos de patetas de Skins e Hammers (ou lá como se escreve) fazerem porcarias, que já levaram á morte de um cabo-verdiano, e por azar do PNR, apanham-os com simbolos e bandeiras de PNR. Logo escusado será dizer que tal associação teve graves prejuízos ao PNR, na sua imagem. O problema é esse, os médias gostam de dramatizar a cena e associar certas coisas que são mentiras, e o PNR, para a sua frustação, tem que levar com isso. E uma vez lido ou ouvido em casa, a "coisa" sobre o PNR fica na cabeça e prontos eles são nazis, são assasinos, são sei lá o quê, tipico de ignorantes que preferem ouvir de bocas estupidas do que informar-se no partido. Daí simpatizar com eles (com o PNR, não com os Hitleristas). Por isso se admite que podem não ser fascistas (!? nem sei onde vão buscar essas ideias) e que não têm nada a ver com Skins para mim já é uma vitória, pois já é mais " sábio". Pode não concordar com eles, tudo bem, mas francamente, fazer deles uma coisa que não são é demais. Eu não concordo e odeio o BE. Mas sei que não são certas coisas que ouço. São sim apenas pessoas com outras ideias e visões para Portugal. Haja respeito.

realmente o PNR é um excelente exemplo de tolerância e integração racial....

Lusitanian, você é um moço cheio de boas intenções ( parece-me ), mas com a ingenuidade tipica da juventude  :wink:
Se quer fazer qualquer em prole deste país como diz, não se deixa ir em "cantigas de amigo" e utopias fantasiosas de tempos idos, que nunca foram a realidade.

Deixo aqui alguns factos:

O Partido Nacional Renovador (P.N.R.)[1] é um partido político português nacionalista. O seu lema é Nação e Trabalho e um dos seus objectivos consiste na valorização de um espírito nacionalista português. Entende que nacionalismo é colocar os interesses da Nação acima de quaisquer interesses sectários. Em 2009 o PNR foi o primeiro partido português a intitular-se como apologista da "Nova Direita Nacional, Social e Popular".
...
Nas eleições legislativas de 2005 teve cerca de 9400 votos, o que representou 0,2% dos eleitores. Nas eleições autárquicas de 1 de Julho de 2007 para a Câmara Municipal de Lisboa obteve 0,8% dos votos. Nas eleições europeias parlamentares de 2009 a lista do PNR, encabeçada por Humberto Nuno de Oliveira, obteve 13.037 votos, que representaram 0,4% do total expresso.
O seu presidente é, desde Junho de 2005, José Pinto Coelho.
O Partido Nacional Renovador nas Legislativas de 2011 irá concorrer pela primeira vez a todos os círculos eleitorais
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O PNR, criado em Fevereiro de 2000, tem as suas origens entre os apoiantes dos diversos pequenos partidos, movimentos e coligações eleitorais da direita nacionalista (PDC, MIRN/PDP, FN), surgidos após o PREC, todos eles extintos após algum tempo de actividade sem obter resultados eleitorais apreciáveis.
Após o insucesso das experiências do Partido da Democracia Cristã, Movimento Independente para a Reconstrução Nacional, Partido da Direita Portuguesa e Frente Nacional, e face às dificuldades encontradas pelos militantes da direita nacionalista para conseguir reunir as cinco mil assinaturas necessárias para formar um partido, a aquisição de um partido de centro-esquerda na falência (o PRD) apresentou-se como uma oportunidade.
O Partido Renovador Democrático tinha entrado em decadência, tinha acumulado dívidas e estava sem actividade, mas não foi legalmente extinto. Foi então que elementos da Aliança Nacional e do extinto Movimento de Acção Nacional (MAN) se filiaram no PRD, pagaram as suas dívidas, e, uma vez no controlo do partido, mudaram-lhe o nome para Partido Nacional Renovador (P.N.R.), com um novo programa.
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O PNR opõe-se à imigração económica, alegando que a concorrência de mão-de-obra estrangeira prejudica o acesso a postos de trabalho pelos cidadãos portugueses e serve para manter uma política de baixos salários. Encaram a Família como a instituição basilar da sociedade, e que, como tal, deve ser mais protegida pelo Estado através da criação de um Ministério da Família e da revisão da Lei de Bases da Família.
O PNR é a favor da criminalização do aborto, e advoga a criação de uma rede de infantários do Estado com mensalidades simbólicas: a ideia subjacente a estas duas ideias é o fomento da taxa de natalidade, em razão do decréscimo populacional que se vem verificando em Portugal. Para além disso, o partido propugna punições duras para a violência sobre crianças e a pornografia infantil, e é apologista de que sejam agravadas as penas para os crimes de abuso sexual e outras formas de degradação e molestação de menores, como a exploração do trabalho infantil.
...

No início do mês de Abril de 2007 foi afixado no centro de Lisboa um cartaz do PNR incitando à expulsão de imigrantes do país. O cartaz acabou por ser alvo de diversos actos de vandalismo e ao seu lado foi colocado um cartaz pelo grupo de humoristas Gato Fedorento que, além de ridicularizar os dizeres xenófobos, continha a afirmação "nacionalismo é parvoíce". O cartaz do Gato Fedorento acabou por ser removido por não ter obtido a indispensável licença da Câmara de Lisboa.
O cartaz do PNR seria depois substituído por um outro, criticando os que tinham vandalizado o primeiro cartaz, com a frase «as ideias não se apagam, discutem-se».
No dia 18 de Abril de 2007 um conjunto de mandatos de busca junto de pessoas próximas ao partido levou à detenção pela Polícia Judiciária de mais de 30 indivíduos por todo o país. Apesar de os mandatos de busca terem sido lançados no âmbito das ideias alegadamente segregacionistas do partido, o motivo das detenções foi quase exclusivamente devido à posse de armas.
No dia 25 de Abril de 2007, a sede do Partido Nacional Renovador esteve em risco de ser atacada por parte da extrema-esquerda, que visava a sua destruição.
Já em finais de 2008 um outro outdoor do PNR, foi removido pela câmara municipal de Lisboa - que dera polémica pela ilegalidade da sua remoção que havia sido ilegal, assim como o direito à liberdade de expressão.
Em termos externos opõe-se ao processo de federalização da União Europeia, defendendo a cooperação em vez da integração. Preconizam uma União Económica baseada nas vantagens recíprocas para todos os estados, resultantes do alargamento dos mercados e da abolição das barreiras alfandegárias, mas opondo-se à integração política.

É membro do grupo European National Front, grupo ligado à extrema-direita. Neste grupo é possível encontrar partidos como a Front National (França), Vlaams Blok (Flandres, Bélgica), Vlaams Belang, (Flandres, Bélgica), British National Party (Reino Unido), NPD (Alemanha), La Falange (Espanha) entre outros.

O PNR opõe-se também à entrada da Turquia na União Europeia por considerar que a Turquia não é um país europeu nem geograficamente, nem culturalmente, nem etnicamente. Alegam ainda questões relacionadas com a criminalidade, o terrorismo, e alertam para a questão dos direitos humanos.
Em Fevereiro de 2008, O Partido Nacional Renovador, reúne-se com o Embaixador da Sérvia, para a promoção de um juízo mais imparcial por parte da União Europeia.
Juventude NacionalistaDesde o início do ano de 2006, tem procurado recrutar jovens estudantes em escolas secundárias e em estabelecimentos do ensino superior. Esta situação despertou mais uma vez a atenção das autoridades, que enviaram um relatório aos ministros da Educação e da Administração Interna. Segundo o relatório, apesar de o PNR ser um partido legalizado, existe um risco efectivo de transmissão aos jovens ideias de carácter xenófobo, potenciadoras de violência[4] mas desde a criação da Juventude Nacionalista ainda não existiu qualquer acto de violência racista por parte da mesma ou de membros da Juventude Nacionalista. O líder da Juventude confirmou este recrutamento, refutando, no entanto, a transmissão aos jovens de mensagens de natureza criminal ou violenta.[5] Entre outros argumentos, alegam que existe uma criminalização excessiva por parte das forças políticas e outras, ainda no acto de recrutamento por esta força política e promoção de ideologia, visto que outras forças o podem fazer sem que sejam criminalizadas.

O PNR tem sido acusado de promover a discriminação baseada em fundamentos étnicos, religiosos ou sexuais, e de alguma da sua propaganda incitar, subtilmente, à violência e ódio contra certos grupos minoritários, nomeadamente imigrantes e homossexuais. A questão de se o partido deve ser ilegalizado ou não tem sido, e ainda é, motivo de discussão em Portugal, especialmente porque a Constituição Portuguesa proíbe qualquer tipo de discriminação baseada na orientação sexual, sexo ou religião.

Sim, copiei da Wikipedia, lol
realmente é um exemplo de tolerância e integridade.

Lusitanian, conhece o velho ditado muito nosso ( sim eu tb sou nacionalista ), diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és?

E diga-me são os skins que simpatizam com o PNR e não vice-versa?

Lusitanian, conheceu um forum chamado Forumnacional, exemplo também de integridade e tolerância?

Bem haja e um resto de bom dia
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitanian em Maio 10, 2011, 02:44:34 pm
Não entendo onde quer chegar. Está a dizer que o PNR não é na verdade aquilo que eu penso ser? Que é um partido " corrupto"? Explique á vontade.
Daquilo que já vi na manifestações havia sempre pessoal impecavel, havia mulheres e crianças, e várias pessoas da minha idade, e já vi em pessoa o poprio José Pinto Coelho, que por sinal é uma pessoa normalissima e não uma espécie de "papão"  :D  Qual é o partido que irá apoiar, se é que posso perguntar? :mrgreen:  Eu talvez o CDS ainda não sei.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 20, 2012, 05:32:45 pm
Guiné Equatorial não vai aderir à CPLP diz vice-Presidente angolano


A Guiné Equatorial não vai aderir hoje à CPLP como membro de pleno direito, porque registou «poucos progressos» no respeito ao regulamento interno da organização, disse hoje o vice-Presidente angolano, Fernando da Piedade Dias dos Santos. Os passos dados pela Guiné Equatorial visando obter o estatuto de membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) é um dos temas centrais da IX Cimeira de Chefes de Estado e de Governo, que hoje se realiza em Maputo.

O vice-Presidente de Angola, país que hoje cede a presidência da CPLP para Moçambique, considerou que o alargamento dos pedidos de adesão ao estatuto de observador associado e consultivo «são provas do crescente prestígio» da comunidade lusófona.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 29, 2012, 01:42:28 pm
São Tomé acredita na entrada da Guiné-Equatorial na CPLP


O Presidente de São Tomé e Príncipe, Manuel Pinto da Costa, afirmou hoje, em Lisboa, que está "convencido" que a Guiné-Equatorial acabará por entrar para a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). "Estou convencido que a Guiné-Equatorial vai entrar para a CPLP. Há muita gente que está muito mal informada sobre a Guiné-Equatorial, só os aspectos negativos é que vêm ao de cima e são explorados em função dos interesses de uns e de outros", declarou Pinto da Costa aos jornalistas, no final de uma visita à sede da CPLP, em Lisboa.

O chefe de Estado são-tomense confessou que quando a Guiné-Equatorial pediu para entrar na CPLP "quase" que viu isso como "o filho pródigo que quer regressar à casa paterna", considerando que houve relações históricas entre Portugal e a Guiné-Equatorial.

"O que é que se fala da Guiné-Equatorial? Fala-se, por exemplo, que tem pena de morte. E os Estados Unidos não têm?", questionou Manuel Pinto da Costa.

Por outro lado, disse que, sendo São Tomé e Príncipe membro da CPLP, espera "uma contribuição e o apoio dos outros membros para melhor consolidar todo o processo democrático no país, para beneficiar de outras experiências que permitam aos são-tomenses enfrentar com sucesso o grande desafio do combate à pobreza e à corrupção".

"Se não houver esse combate, por mais esforços que façamos, jamais conseguiremos um desenvolvimento que seja realmente aproveitável para todos os cidadãos" de São Tomé e Príncipe, alegou.

Em sua opinião, "a CPLP não pode ser somente uma plataforma para discursos políticos, tem que jogar um papel no sentido de encontrar a forma de cooperação para consolidar as democracias nos países membros e todas as iniciativas no sentido de se desenvolverem económica e socialmente".

"O espaço que vai sendo aberto em São Tomé e Príncipe, em Angola e em Portugal, se for aberto também para os membros da CPLP, isso vai torná-la ainda mais forte e vai permitir que a CPLP seja cada vez mais capaz de representar condignamente os nossos países nesse mundo globalizado em que nós estamos", defendeu Pinto da Costa.

A Cimeira de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, que decorreu na passada sexta-feira, dia 20 , em Maputo, adiou de novo a adesão plena da Guiné Equatorial à organização.

A Declaração de Maputo explicita que a adesão daquele país africano, que já detém o estatuto de observador associado da CPLP, dependerá de “convergir com os objectivos e princípios orientadores da comunidade”, para o que contará com o apoio de “um grupo permanente de acompanhamento conjunto”.

Na declaração final da 9.ª conferência de chefes de Estado e de Governo da CPLP elogiam-se “os esforços já desenvolvidos pelas autoridades da Guiné-Equatorial, com vista ao cumprimento do programa de adesão”, e promete-se-lhe ajuda para “implementar as acções acordadas”.

Na altura, o Presidente são-tomense afirmou esperar que a Guiné Equatorial seja admitida como membro pleno da CPLP na próxima cimeira da organização, em 2014, em Díli, capital de Timor-Leste.

Manuel Pinto da Costa iniciou na quarta-feira uma visita de Estado e privada a Portugal, a convite do seu homólogo português, Aníbal Cavaco Silva, a qual se prolongará até ao dia 3 de Agosto.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: urso bêbado em Agosto 15, 2012, 05:50:39 pm
Na CPLP Galiza visualizar-se-ia no exterior. Não pode fazê-lo como entidade pública -estado ou região- ao não dispor de soberania política; tudo bem: a sua participação através de instituições privadas (AGLP, sindicatos, associações profissionais, etc...) não havia custar dinheiro público e seria bem mais barato para criar um efeito de consciência nacional muito mais marcante do que pôr a andar um corpo policial integral ou abrir embaixadas.

Não me importo muito se as mocas dos policiais de choque "falam" ou por melhor dizer, "batem" em galego ou castelhano...; o nacionalismo é caro (sabem-no na Catalunha) porque consiste em criar instituições "não soberanas" mas que "pareçam" soberanas. Daí embaixadas que não fazem sentido algum.

Galiza (instituições privadas galegas) não custa dinheiro aos galegos e apenas pode trazer orgulho como povo e visibilização como país, e ainda a hipótese de recuperar estes esfianhos de língua que vão ficando na Galiza --falado cada vez menos, e pior-- e fazê-lo mais uma modalidade da língua que partilhamos com gentes dos quatro cantos da Terra.

É um direito humano recuperarmos o que nos foi banido; apagar a fronteira lingüística: não sou nacionalista galego, mas sim galego de nação. Daí, sempre pra frente: espanhol, lusófono,... não me importo.

Não quero afastar o castelhano dos meus pais da Galiza. Quero cidadãos galegos cultos e preparados, fluentes em línguas que eu nunca vou dominar porque sou velho de mais, porque os neurónios vão ficando menos, porque sou filho dum sistema educativo espanhol atrozmente ruim no que faz às línguas, que rechaça toda língua não castelhana, que bane as línguas próprias de seu próprio estado e ainda desaproveita o potencial de espanhóis-árabes ou chineses de primeira ou segunda geração que poderiam fazer com que este fosse um país (ou Estado Espanhol) ponta de lança das habilidades lingüísticas. Era bom para todos. Era bom para os cidadãos.

É questão de justiça para os cidadãos. (Se eu fosse alsaciano gostaria de usufruir francês e alemão, fóra de qualquer ideologia ou bandeira).

E um bocado de soberania que precisamos como respirar. Colectivamente; grupalmente.

Esta é minha opinião (errada ou certa). A Galiza na CPLP é um sonho que posso me permitir, de contrário a uma declaração de independência ou um regime fiscal próprio que não vão nunca chegar.

E à CPLP também não lhe havia fazer mal aceitar-nos, como pode não ser mau aceitar australianos, indonésios ou luxemburgueses.

Mas, se tenho de pedir por alguem, peço por nós.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 01, 2012, 07:03:07 pm
Portugal «pode salvar-se da crise» com apoio dos países lusófonos diz secretário-executivo da CPLP


O novo secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defendeu hoje que o facto de Portugal pertencer à organização pode ajudar o país a «salvar-se da crise», realçando que os países lusófonos o apoiarão.
 
“Portugal pode salvar-se da crise porque tem os países da CPLP como seus apoiantes”, disse o diplomata moçambicano Murade Murargy, em entrevista à Lusa, na sede da CPLP, em Lisboa, onde se prepara para iniciar o seu mandato à frente da organização lusófona.
 
É preciso é que “Portugal se envolva cada vez mais neste espírito comunitário”, acrescentou, aludindo ao “grande fluxo migratório de portugueses para Angola, Moçambique, Brasil”, países que “precisam” também do contributo destes emigrantes.
 
Na CPLP, tem de haver uma “distribuição de responsabilidades”, de acordo com o desenvolvimento de cada Estado-membro, afirmou.
 
“Estamos a intensificar muito a cooperação Sul-Sul, que tem muitas hipóteses de vingar”, indicou, recordando a “dependência” que os países lusófonos “ainda têm em relação aos países desenvolvidos do Norte”.
 
“Não é um confronto com o Norte, mas uma tentativa de manter um equilíbrio de cooperação”, sublinhou, reconhecendo que Brasil, Angola e Moçambique lideram a iniciativa.
 
Aliás, Moçambique e Angola estão a atrair outros países da região onde se situam, sublinhou, referindo que a Namíbia já formalizou o pedido para ser aceite como membro observador da CPLP. “Há um interesse pela língua portuguesa e outros mais virão”, disse.
 
A cooperação económica será “uma prioridade”, garantiu Murargy, recordando que, como embaixador de Moçambique no Brasil teve essa preocupação. “É possível estabelecer plataformas de promoção de investimento” no espaço lusófono, disse.
 
“A crise vai passar”, referiu Murargy, estabelecendo como “desafio principal” para os próximos dois anos “fazer conhecer a CPLP junto dos respetivos povos”.
 
“A CPLP existe, mas ainda não está suficientemente conhecida”, o que faz com que “não responda aos objetivos para que foi criada”, reconheceu, realçando que, com 16 anos, a organização ainda "é bastante nova”.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 09, 2013, 06:00:08 pm
Espaço lusófono precisa de televisão «igual à Al-Jazeera», diz Ramos-Horta


O espaço lusófono precisa de uma televisão “igual à Al-Jazeera”, defendeu hoje o ex-Presidente timorense José Ramos-Horta, criticando as emissões da RTP Internacional, que só a sua mãe "está interessada em ver".Orador no painel "Lusofonia – Sonhos e Realidade" da conferência que hoje assinala os 40 anos do semanário Expresso, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, Ramos-Horta considerou que “o grande desafio” da lusofonia é “criar meios de comunicação que tornem as realidades dos vários países” da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) “tão interessantes” que os jovens se sintam atraídos por saber mais sobre os parceiros lusófonos.

Na ausência de “génio” e “criatividade”, a CPLP continuará a ser “uma coisa abstrata para a maioria das pessoas”, antecipou.

O português “poderia ser muito mais popular em Timor-Leste se houvesse ou uma televisão da CPLP” ou “uma televisão portuguesa mais criativa”, exemplificou.

Distinguindo a RTP que se vê em Portugal, “que não fica a dever” a qualquer outra televisão estrangeira, da RTP que se vê em Timor, que só a sua mãe, de quase 90 anos, está “interessada em ver”, por causa de “um tal senhor Baião”, Ramos-Horta questionou a assistência: “A CPLP não pode fazer algo igual à Al-Jazeera [televisão do Qatar que emite para o mundo inteiro]?”

Realçando que as crianças timorenses aprendem inglês através da televisão, insistiu que este meio de comunicação é importante para “tornar a CPLP em algo que os jovens vivem e sentem no dia-a-dia”.

O Prémio Nobel da Paz e recém-nomeado representante especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Guiné-Bissau confessou ainda que não vê “grande utilidade” em certas reuniões organizadas no âmbito da CPLP, que “parece estar a copiar modelos de organizações regionais”, quando não o é.

“Criam-se e multiplicam-se grupos, comissões, reuniões ministeriais dos mais variados…”, criticou o ex-chefe de Estado timorense.

É preciso “pensar muito a sério o que realmente interessa" à lusofonia "nos próximos cinco, dez anos”, apelou.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Janeiro 11, 2013, 10:26:17 pm
Se a Globo Internacional não estivesse voltada apenas para o gosto dos brasileiros (Gosto, aliás, questionável no mínimo, com suas novelas de amargar), poderia preencher esse papel. Mas, pelo visto, esse papel só pode ser devidamente ocupado por uma TV que tenha, no mínimo, uma visão trina (Visão Angolana, Visão Brasileira e Visão Portuguesa) de conduzir a programação. Apesar de um canal 100% de notícias ser o mais indicado, alguns programas de variedade e que mostrem algo sobre o mundo lusófono seriam bem-vindos.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Duarte em Janeiro 11, 2013, 11:21:00 pm
Ora, aqui está uma oportunidade de negócio, com mercados emergentes, Brasil, Angola, etc.. com muito potencial.  
Será que alguém se chega?
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 16, 2013, 09:11:46 pm
CPLP apoia esforços no Mali mas não prevê intervir directamente


O secretário-executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, Isaac Murade Murargy, afirmou hoje em Lisboa que a comunidade apoia os esforços internacionais no Mali, vincando, contudo, que o bloco lusófono não prevê qualquer intervenção directa naquele conflito. Isto porque, salientou o secretário-executivo da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), o bloco lusófono "já tem o problema da Guiné-Bissau por resolver".

"A Guiné-Bissau já é um problema que temos de resolver. E é desse problema que nos temos de ocupar em primeiro lugar", afirmou Isaac Murade Murargy, quando questionado sobre a possibilidade de a CPLP poder participar na missão internacional de apoio ao Mali.

"Apoiamos todos os esforços feitos pelas organizações internacionais para que o Mali se encontre. Mas participar em termos de força ao nível da comunidade, ainda nem pensamos nesse assunto", acrescentou.

Isaac Murade Murargy falava aos jornalistas à margem do encerramento da conferência "Jovens da CPLP", que hoje juntou em Lisboa representantes dos oito países lusófonos.

O secretário-executivo da CPLP lembrou, contudo, que cabe a cada estado-membro da comunidade lusófona decidir o seu envolvimento nos esforços internacionais no Mali.

Em finais de Dezembro, o Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou, por unanimidade, o envio de uma força militar com liderança africana para o Mali com o intuito de ajudar o exército daquele país a derrotar os militantes islamitas.

Na passada sexta-feira, a França iniciou uma ofensiva militar contra os grupos rebeldes islamitas que ocupam o norte do Mali há nove meses, procurando ajudar o exército maliano a travar o seu avanço para sul.

Além dos militares franceses, que deverão aumentar até aos 2500, são esperados no Mali 3300 soldados de vários países da África ocidental numa força comandada pela Nigéria.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 19, 2013, 09:17:11 pm
CPLP tem de adaptar-se à nova conjuntura mundial


O secretário-executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), o embaixador Murade Murargy, disse hoje que a comunidade tem de mudar e adaptar-se à nova conjuntura mundial e que Timor-Leste vai conduzir o processo.

"A CPLP foi criada num contexto histórico e internacional diferente e hoje o mundo mudou e a CPLP não pode continuar estática e tem de mudar e adaptar-se à nova conjuntura mundial", afirmou o embaixador moçambicano.

Segundo o secretário-executivo da CPLP, é precisamente na presidência de Timor-Leste, quando a organização comemora o seu 18.º aniversário, que toda essa viragem deverá acontecer e "Timor vai conduzir esse processo".

A CPLP foi criada a 17 de julho de 1996, em Lisboa.

Timor-Leste aderiu à CPLP a 20 de maio de 2002, com a restauração da independência, tornando-se o oitavo Estado-membro da organização, que inclui Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Timor-Leste assume, pela primeira vez, a presidência rotativa da CPLP em julho de 2014.

O secretário-executivo da CPLP falava aos jornalistas em Díli onde se encontra em visita oficial, que termina sábado, e depois de um encontro com o presidente do Parlamento Nacional de Timor-Leste, Vicente Guterres.

Na segunda-feira, o embaixador moçambicano esteve reunido com o chefe da diplomacia timorense e com o Presidente de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, e assinou o acordo de concessão do terreno para a construção da representação da CPLP em Díli.

"Em todos os encontros tive uma receção muito cordial em que debatemos as questões relativas ao crescimento da CPLP", disse.

Segundo o secretário-executivo da CPLP, as autoridades timorenses têm compreensão dos desafios que a comunidade enfrenta e estão dispostas a trabalhar para que todos os cidadãos possam sentir a organização como sua.

Na quarta-feira, o secretário-executivo da CPLP participa num seminário sobre a organização no Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lightning em Fevereiro 27, 2013, 01:08:58 am
Cooperação Técnico-Militar Portugal-Moçambique
Força Aerea Portuguesa - Projecto 12
http://www.emfa.pt/www/po/coopmo/ (http://www.emfa.pt/www/po/coopmo/)
Título: Re: CPLP
Enviado por: mayo em Março 08, 2013, 08:28:09 am
Citação de: "Thiago Barbosa"
Funde um Partido Fascista e vá para a rua caçar todos aqueles que não são portugueses, Chico.

Obs: Acho que essa posição te dará condição de caçar portugueses que não são brancos também, quem sabe... :roll:
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Maio 17, 2013, 02:24:08 pm
Adesão da Guiné Equatorial à CPLP é "possível e benéfica", diz MNE timorense


O chefe da diplomacia de Timor-Leste, país que em 2014 assume a presidência da CPLP, considerou hoje benéfica para a comunidade lusófona a adesão da Guiné Equatorial, algo que acredita vir a acontecer "nos próximos anos". "Timor-Leste não vê problemas em que a Guiné Equatorial participe [na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] desde que cumpra as condições, como a introdução do ensino de língua portuguesa e o compromisso de respeitar os direitos humanos e os valores da democracia", disse José Luís Guterres, em entrevista à Lusa.

Em Lisboa para uma visita de quatro dias, em que deverá encontrar-se com o secretário executivo da comunidade lusófona para preparar a presidência timorense da CPLP, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste disse ser "possível e benéfico" a adesão de mais um membro de pleno direito.

Recordando que a adesão da Guiné Equatorial requer um consenso dentro da comunidade - algo que não foi alcançado nas duas últimas cimeiras da CPLP, em 2010 e 2012 - o governante manifestou o desejo de que seja encontrada uma saída para o impasse.

"Se não for agora e se não for em 2014 [data da próxima cimeira, a decorrer em Timor-Leste], será nos próximos anos. É um assunto que já esta na agenda, vai continuar na agenda, porque pelo que conheço, há uma vontade muito séria" por parte do Presidente da Guiné Equatorial, disse.

Questionado pela Lusa sobre as prioridades para a presidência timorense da CPLP, o ministro disse que o Governo criou uma comissão que está a trabalhar na preparação dos dois anos de liderança timorense, "em particular na necessidade de pensar o que fazer para que a CPLP tenha mais sucesso e não seja só uma comunidade de governos, mas haja também participação dos povos".

A Guiné Equatorial, país liderado por Teodoro Obiang desde 1979 e considerado um dos regimes mais fechados do mundo por organizações de direitos humanos, tem estatuto de país observador na CPLP desde 2006, mas o processo de adesão tem sido adiado, devendo voltar a ser discutido na próxima cimeira da organização lusófona, em Díli, capital de Timor-Leste, em 2014.

Na última cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP, a 20 de Julho de 2012, a adesão plena da Guiné Equatorial foi de novo adiada e, ao contrário do que tinha acontecido dois anos antes, não foi fixado qualquer prazo para voltar a debater o assunto.

Nessa altura, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, manifestou-se contra a adesão plena da Guiné Equatorial à comunidade lusófona na cimeira de Maputo, considerando que o país não fez "progressos suficientes" nas questões dos direitos humanos.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 23, 2013, 05:42:41 pm
CPLP vai avaliar difusão e futuro da língua portuguesa


Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos oito países que formam a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa) vão avaliar em Outubro, em Lisboa, as acções de promoção e difusão do idioma durante a 2ª Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa.

De acordo com Ivo Castro, professor de linguística na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que participa da organização, o evento vai tratar especificamente do «ritmo de execução» das acções projectadas no Plano de Acção de Brasília, aprovado em 2010, quando ocorreu a primeira conferência. O plano envolve estratégias de implantação da língua portuguesa nas organizações internacionais, promoção do ensino do idioma e a implementação do acordo ortográfico.

A expectativa dos organizadores é positiva. «Houve avanços claros em várias áreas, como a criação do Portal do Professor, a constituição de vocabulários e algumas discussões sobre política e presença do português nas organizações internacionais», assinala João Costa, professor do Centro de Linguística da Universidade Nova de Lisboa e também da organização do evento.

O uso indevido do acento circunflexo transforma o «doce de coco» em «doce de cocô». Segundo José Eduardo Camargo, essa diferença costuma ser a preferida das crianças. «Nesse caso, fica bem claro para a criança que ter o acento é importante, que ele faz toda a diferença».

Apesar da opinião favorável, João Costa admite que falta apoio dos países na promoção do idioma. «É difícil dar passos menos tímidos sem investimento dos países nesta matéria». Oito dos sete países da CPLP, incluindo o Brasil, estão em atraso com a anualidade a ser paga ao instituto da comunidade que deve executar o Plano de Acção de Brasília.

Assim como as acções de difusão do idioma, há dificuldades com a implementação do acordo ortográfico de 1990, ainda não ratificado em Angola e Moçambique e até hoje muito criticado em Portugal. Segundo João Costa, «o acordo ortográfico está assumido por todos», mas «faz falta uma maior clarificação conjunta de prazos e de vontades».

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 05, 2013, 04:45:31 pm
Portugal e Brasil defendem capacitação das marinhas e guardas costeiras da CPLP


Os governos de Portugal e do Brasil defendem a capacitação das marinhas e guardas costeiras da CPLP para ultrapassar os problemas "mais prementes" que actualmente se colocam à segurança marítima, nomeadamente o terrorismo, a pirataria e o crime organizado. Falando no II seminário Internacional Político-Diplomático do Centro de Análise Estratégica (CAE) da CPLP, realizado quarta-feira, em Maputo, o adido militar de Portugal Rui de Almeida considerou "indispensável" a formação deste ramo militar para a segurança marítima nos espaços de soberania e jurisdição dos Estados membro da organização.

"É indispensável que os governos e, em particular, os da CPLP capacitem as suas marinhas e guardas costeiras, de modo a que contribuam para a segurança marítima nos seus espaços de soberania e jurisdição e que cooperem partilhando informações e patrulhando em conjunto os espaços marítimos quando o Estado costeiro não tenha capacidade própria", afirmou Rui de Almeida.

Dados do CAE indicam que a CPLP representa, no seu conjunto, um espaço marítimo de 7,5 milhões de quilómetros quadrados, constituindo-se como um potencial estratégico extraordinário e, ao mesmo tempo, eixo fundamental do desenvolvimento sustentável das suas economias.

Em declarações à Lusa, o subchefe de Estratégia e Relações Internacionais do Estado Maior da Marinha do Brasil, Flávio da Rocha, disse que a Marinha brasileira pode cooperar em diversas áreas com os países da CPLP, nomeadamente no controlo do tráfico marítimo, garantindo que o seu país "está pronto e tem conhecimento suficiente" no ramo.

Falando aos jornalistas, o chefe de Estado-Maior da Marinha de Guerra de Moçambique, Rivas Mangrasse, reconheceu a falta de meios por parte das autoridades moçambicanas para que o seu sector se "adapte às novas missões" marítimas.

"Devemo-nos adaptar às novas missões. Não existe a fronteira entre a segurança interna e externa", alertou Rivas Mangrasse, reconhecendo que Moçambique enfrenta problemas de gestão das águas territoriais além das 24 milhas, onde "ocorrem aquelas outras ameaças que não têm fronteira, nomeadamente o terrorismo, a imigração ilegal e o contrabando".

A propósito, o subchefe de Estratégia e Relações Internacionais do Estado-Maior da Marinha brasileira disse que "o Brasil está pronto e tem conhecimento suficiente para apoiar Moçambique, a Marinha moçambicana e o Governo em termos de levantamento hidrográfico" da plataforma continental.

"O Sistema de Controlo Marítimo brasileiro está aberto aos parceiros que queiram aderir ao nosso sistema. Temos centros subsectores regionais sul-americanos. Temos o nível de cooperação também de militares não só em cursos de treinamento mas também nas nossas escolas de formação de praça e oficiais", afirmou.

Flávio da Rocha destacou que a Marinha do Brasil tem uma empresa de gestão de projectos navais, com linhas de créditos especiais. "Ela pode obter linhas de crédito para que a marinha de guerra de Moçambique, por exemplo, possa se equipar com meios projectados no Brasil, que tem um custo bastante competitivo hoje no mercado", afirmou.

Entidades governamentais, diplomáticas, militares, académicas e da comunidade empresarial ligada ao sector dos transportes marítimos debateram na quarta-feira, em Maputo, os desafios da arquitectura da segurança marítima nos oito Estados membros da organização lusófona.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: HSMW em Setembro 20, 2013, 11:37:30 pm
Felino 2013: países da CPLP realizam exercício conjunto na costa brasileira

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.naval.com.br%2Fblog%2Fwp-content%2Fuploads%2F2013%2F09%2FInfogrfico-Operao-Felino.jpg&hash=90d1e04f09762998d3b5926417c711b2)

 :arrow: http://www.naval.com.br/blog/2013/09/17 ... z2fTQvs3Fi (http://www.naval.com.br/blog/2013/09/17/felino-2013-paises-da-cplp-realizam-exercicio-conjunto-na-costa-brasileira/#axzz2fTQvs3Fi)
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 28, 2013, 01:27:30 pm
Países lusófonos querem português como língua oficial da ONU


Os países lusófonos estão unidos no objectivo de tornar o português a 7.ª língua oficial da Organização da Nações Unidas (ONU), segundo as missões permanentes de Portugal e do Brasil na instituição. O representante permanente de Portugal, Álvaro Mendonça e Moura, explicou à agência Lusa que existe "um esforço constante" e que "todos os parceiros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão empenhados em persistentemente defender e valorizar" o lugar da língua portuguesa na organização internacional.

O embaixador do Brasil, Guilherme de Aguiar Patriota, disse que "é uma prioridade para o Brasil a colaboração estreita com os países de língua portuguesa na ONU" e propõe "que a estratégia de disseminação [da língua] seja feita de modo gradual, uma vez que se trata de uma questão que envolve custos".

"Um ponto de partida, por exemplo, poderá ser a tradução de alguns documentos da ONU para a língua portuguesa", explicou Aguiar Patriota, sublinhando que "em algumas agências especializadas da ONU, como por exemplo a Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI), já se admite a prática de intervenções em português durante as reuniões principais do órgão deliberativo".

A ONU tem hoje duas línguas de trabalho (inglês e francês) e seis línguas oficiais (árabe, chinês, inglês, francês, russo e espanhol).

Se o português fosse considerado língua oficial, todas as intervenções seriam obrigatoriamente traduzidas em simultâneo. Caso alcançasse o estatuto de língua de trabalho, todo a documentação produzida passaria a estar disponível também em português.

Em 2010, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, já manifestara este desejo e desafiara os países lusófonos a incentivar o uso da língua.

Desde então, os países têm feito um esforço para sublinhar a diversidade geográfica da implantação da língua em debates de alto nível, como aconteceu em Setembro no debate geral na abertura da Assembleia Geral da ONU, em que todos os representantes da CPLP falaram em português.

Para tornar isso possível, a CPLP teve de pagar cerca de 550 euros e facultar uma tradução dos discursos numa das línguas oficiais de cada intervenção.

A 02 de Maio deste ano, as várias representações permanentes dos Estados-membros da CPLP também assinalaram o "Dia da Língua Portuguesa e da Cultura da CPLP" junto da ONU.

Álvaro Mendonça e Moura sublinhou que o português "já tem estatuto de língua oficial, de trabalho ou de documentação numa multiplicidade de entidades pertencentes ao sistema" da ONU e dá vários exemplos, como Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Fundo Monetário Internacional (FMI) ou a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O mesmo acontece na União Africana, na União Europeia, que adoptou todas as línguas dos países-membros, na Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

O diplomata lembrou ainda que português é uma das duas línguas não-oficiais com emissões diárias na rádio da organização e que isso é "o reconhecimento devido pelo expressivo número de falantes do português no Mundo, em diferentes países e em vários continentes".

Mendonça e Moura recordou que o português "é a única das línguas com expressão verdadeiramente global (pela associação do número de falantes com a implantação geográfica, 8 países de 4 continentes) que não é língua oficial das Nações Unidas".

O diplomata reconheceu, no entanto, que "o momento actual de crise financeira internacional não é o mais propício a realizar um projecto desta natureza que envolve naturalmente investimentos significativos e despesas recorrentes apreciáveis."

"Mas nem por isso o nosso empenho, nem o dos nossos parceiros da CPLP diminui, continuando a aproveitar todas as oportunidades para realçar a importância da nossa língua no contexto das relações internacionais, incluindo no quadro de resoluções das Nações Unidas", concluiu.

Na terça e na quarta-feira, realiza-se em Lisboa a 2ª Conferência Internacional sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial, que junta 200 académicos e especialistas da língua portuguesa.

O evento antecede reuniões políticas e um conselho dos ministros dos Negócios Estrangeiros da CPLP durante o qual será adoptado um Plano de Acção de Lisboa, à semelhança do Plano de Acção de Brasília, adoptado em 2010, e que definiu a internacionalização da língua portuguesa como objectivo comum dos países lusófonos.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 10, 2014, 10:08:14 pm
Grupo de portugueses pede a Timor que vete adesão da Guiné Equatorial à CPLP


Associações e investigadores portugueses dirigiram uma carta aberta ao primeiro-ministro de Timor-Leste, país que acolherá a próxima cimeira da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, para vetar a adesão da Guiné Equatorial à organização lusófona. A proposta de adesão da Guiné Equatorial à CPLP, que tem sido adiada de cimeira em cimeira, estará na agenda da reunião que vai acontecer em Díli, capital timorense, em julho de 2014.

Nesse sentido, os signatários da carta, enviada hoje à Lusa, fazem um apelo direto ao primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, para que “não tome posição favorável à adesão da Guiné Equatorial”, alegando que o regime liderado há décadas por Teodoro Obiang não respeita os “princípios que regem a CPLP”. Em concreto, referem que “a pena de morte continua em vigor no país” e mencionam “a corrupção, a pobreza, as detenções arbitrárias, os julgamentos injustos, os maus tratos designadamente dos prisioneiros, a tortura, as limitações à liberdade de imprensa, de expressão, de associação e de manifestação”, que “continuam a ser práticas correntes que vitimizam grande parte da população”.

Sublinhando que a Guiné Equatorial tem “um dos mais altos PIB per capita do continente africano e, simultaneamente, um dos Índices de Desenvolvimento Humano mais baixos”, os signatários vincam que, “apesar do compromisso do país em colocar-se em conformidade com as exigências em termos de ensino e aprendizagem da língua portuguesa e do respeito e promoção dos direitos humanos, práticas democráticas, justiça social e liberdades fundamentais, pouco ou nada de efetivo tem sido feito nesse sentido pelo regime de Obiang”.

A carta é subscrita pela Plataforma Portuguesa das Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento, pela Oikos, pela Transparência e Integridade, pelo Centro de Intervenção para o Desenvolvimento Amílcar Cabral, pela Associação para a Cooperação entre os Povos e ainda pelos investigadores Ana Lúcia Sá, Gerhard Seibert e Marina Costa Lobo.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 12, 2014, 11:23:03 am
Governo português contra adesão da Guiné-Equatorial à CPLP


O ministro dos Negócios Estrangeiros declarou que Portugal terá uma posição «claramente negativa» sobre a adesão da Guiné-Equatorial à Comunidade de Países de Língua Portuguesa se este país não adotar uma moratória sobre a pena de morte.

Esta moratória é um dos «dois pilares» fundamentais do roteiro aprovado em março de 2011 pelos membros da CPLP, em resposta ao pedido de adesão da Guiné-Equatorial, efetuado no ano anterior.

Este país, liderado por Teodoro Obiang desde 1979 e considerado um dos regimes mais fechados do mundo por organizações de direitos humanos, tem estatuto de observador da CPLP desde 2006, mas a sua adesão foi «condicionada nas cimeiras de Luanda e Maputo por se considerar não terem sido cumpridos os requisitos necessários», lembrou o ministro Rui Machete, durante uma audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades. «Através da adoção da moratória tomamos uma atitude de acolhimento da Guiné-Equatorial, porque nos parece que é significativo e é simbólico. Se isso não existir, teremos de discutir com os países-membros da CPLP a atitude a tomar, mas a nossa posição é claramente negativa quanto à sua passagem de observador a membro definitivo», disse o governante.

Machete ressalvou que «a apreciação da qualificação da Guiné Equatorial para se tornar um membro da CPLP é uma decisão coletiva de todos os membros efetivos da CPLP, não é uma questão bilateral entre Portugal e a Guiné-Equatorial». «O problema da moratória é um aspeto simbólico que tomaremos em consideração porque é um ponto extremamente importante. Não pretendemos um direito de veto absoluto», sublinhou.

A Guiné-Equatorial deve ir adotando as características de um país democrático, lembrou Rui Machete. «Está longe de obedecer aos parâmetros democráticos, todos nós sabemos isso, mas também sabemos que [tal] é possível, através das exigências que vão sendo estabelecidas, e a pouco a pouco, havendo vontade de cooperação», considerou. Por outro lado, a Guiné Equatorial tem como língua principal o castelhano, pelo que deve «acentuar e acelerar o conhecimento da língua lusa».

A reabilitação da memória histórica e cultural daquilo que liga a Guiné Equatorial aos valores da lusofonia, a promoção dos objetivos de adesão e progressos de implementação deste roteiro no plano da comunicação institucional e a integração da sociedade civil nas atividades da CPLP são os restantes eixos do "roadmap" definido para a integração deste país na comunidade lusófona.

O deputado do PS Pedro Silva Pereira defendeu que esta é uma matéria que exige «um consenso político alargado», enquanto o bloquista Pedro Filipe Soares sustentou que a CPLP deve ser um «promotor do primado da paz, da democracia, do respeito pelo Estado de direito e pelas liberdades».

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 21, 2014, 04:45:09 pm
Guiné-Equatorial à beira de entrar na CPLP


A Guiné Equatorial está a um passo de se tornar o 9.º Estado-membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Ontem, os chefes da diplomacia da CPLP, reunidos em Maputo na XII Reunião do Conselho de Ministros da organização, deram um parecer favorável à adesão daquele país africano. O encontro tinha vários temas na agenda, desde o acompanhamento da situação política na Guiné-Bissau à institucionalização da Reunião de Ministros da Energia da CPLP. Mas o ponto forte da reunião - que se prolongou até à noite - foi o processo de adesão da Guiné Equatorial.

Agapito Mba Mokuy, chefe da diplomacia daquele país, comunicou na reunião que, no dia 13 de Fevereiro, o Presidente Teodoro Obiang assinou a resolução 426, que suspende a pena de morte com efeitos imediatos.

Entre os itens a cumprir para uma adesão plena, Malabo teria de adoptar uma moratória para abolir a pena de morte e promover o ensino da língua portuguesa. Após o pedido de adesão, em 2010 - embora a Guiné Equatorial seja membro observador associado da CPLP desde 2006 -, tem sido Lisboa a apresentar entraves à admissão do país.

Com a declaração de Agapito Mba Mokuy, o caminho para a adesão plena ficou mais aberto. A CPLP mantém agora a expectativa de que Malabo concretize a abolição definitiva da pena capital.

Antes do encontro, o ministro dos Negócios Estrangeiros e de Cooperação da Guiné Equatorial já tinha referido à agência Lusa estar «praticamente seguro» de que os homólogos dos outros Estados da CPLP veriam que «há uma vontade política, há uma determinação do país, para que a Guiné Equatorial tome o seu assento na família que lhe pertence por razões históricas, culturais e de língua».

Maputo com Lisboa

Na quarta-feira, numa reunião à margem do Conselho de Ministros da CPLP, o ministro português Rui Machete e o seu homólogo moçambicano debateram temas como as relações económicas entre os dois países.

À saída do encontro, Oldemiro Baloi anunciou aos jornalistas que em Março terá lugar a II cimeira bilateral entre Moçambique e Portugal, a realizar em Maputo.

Os dois governantes afirmaram ainda partilhar «identidade de pontos de vista sobre as condições de adesão da Guiné Equatorial» à CPLP.

Antes do parecer favorável deste Conselho de Ministros, apenas Maputo se mantinha mais perto de Lisboa em relação a este tema, defendendo essencialmente que é necessário haver primeiro maior abertura política em Malabo para depois se efectivar a entrada na CPLP. Os outros Estados-membros colocam a questão ao contrário: será a adesão como membro de pleno direito na Comunidade a criar e permitir essa abertura política da Guiné Equatorial.

Esta semana, antes de partir para Maputo, o ministro cabo-verdiano Jorge Borges defendeu que «não é o potencial económico da Guiné Equatorial o móbil para a sua aceitação na CPLP, mas sim os laços culturais comuns aos restantes países da comunidade».

O país liderado por Teodoro Obiang é o terceiro maior produtor de petróleo do continente africano.

Angola defende Comunidade aberta

«Angola defende a passagem da Guiné Equatorial para o estatuto de membro de pleno direito e sem condicionalismos. Nós não colocamos nenhum condicionalismo a esta adesão» - confirmou ao SOL, esta segunda-feira, o embaixador Oliveira Francisco Encoge, director do Gabinete de Apoio à CPLP do Ministério das Relações Exteriores de Angola.

Os presidentes da Guiné Equatorial e de Angola são os que estão há mais tempo no poder em África: Teodoro Obiang desde Agosto de 1979 e José Eduardo dos Santos desde Setembro do mesmo ano.

Oliveira Encoge reiterou que Angola defende «a ideia de que a CPLP tem de ser uma comunidade aberta»: «Devemos crescer mantendo os princípios que regem a nossa organização. A Guiné Equatorial é um país que tem a língua portuguesa como língua oficial e, por isso, consideramos que está em condições de fazer parte da nossa comunidade».

A X Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, a realizar em Julho, em Díli, e a assegurar a passagem da presidência da comunidade de Moçambique para Timor-Leste, deverá colocar o carimbo definitivo na adesão da Guiné Equatorial. São os Chefes de Estado que, com base no parecer do Conselho de Ministros, tomam essa decisão.

SOL
Título: Re: CPLP
Enviado por: Alvalade em Fevereiro 21, 2014, 06:21:54 pm
A adesão de novos membros não tem que ser aprovada por unanimidade ?
Título: Re: CPLP
Enviado por: Ataru em Fevereiro 21, 2014, 06:30:59 pm
Sim, mas é exactamente esse o caso! Portugal era o único que não tinha voto positivo, mas segundo o MNE, já apoiam a decisão.
Título: Re: CPLP
Enviado por: papatango em Fevereiro 23, 2014, 09:02:27 pm
Eu também acho que a Guiné Equatorial não deve ser membro de pleno direito da CPLP, mas não por causa dos direitos humanos ou do ditador.

Se a bitola a utilizar fosse essa, Angola, onde um dos ditadores mais antigos de África, se transformou num dos ladrões de maior sucesso no mundo e a Guiné Bissau, controlada por gangs de traficantes de droga, há muito que não deveriam fazer parte da CPLP.

No entanto, nesses países fala-se português.

Na Guiné Equatorial, NÃO.

Essa deveria ser a diferença.
O ditador e ladrão Eduardo dos Santos quer a companhia do ditador assassino da Guiné Equatorial, porque assim se sente melhor acompanhado.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Get_It em Fevereiro 23, 2014, 10:04:23 pm
Uau, as pessoas ainda se preocupam com a CPLP? Desde quando é que aquilo tem qualquer legitimidade ou peso político?

Cumprimentos,
Título: Re: CPLP
Enviado por: sidonio em Março 03, 2014, 04:40:47 am
A CPLP poderia e deveria ser uma instituição com maior peso. Seria do interesse de todos reforçar os âmbitos em que a organização está envolvida. Poderia até encaminhar-se para um bloco politico-económico-militar conjunto.

 Correm rumores que a  Guiné-Equatorial deverá injectar algumas centenas de milhões de euros no banco parcialmente nacionalizado Bannif, e que foi isso que fez Portugal mudar de ideias sobre a sua admissão.

 Cumprimentos
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Março 08, 2014, 02:32:29 pm
CPLP desvaloriza críticas à adesão da Guiné-Equatorial


O secretário-executivo da Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) desvalorizou hoje as críticas à proposta de adesão da Guiné Equatorial, destacando que a organização lusófona deve confiar na garantia do país sobre a suspensão da pena de morte. Em declarações à Lusa, o responsável da CPLP considerou que a possível entrada do país liderado por Teodoro Obiang, que deverá ser aprovada em julho pelos chefes de Estado dos oito países, não irá prejudicar o prestígio internacional o bloco lusófono.

O secretário-executivo salientou que a Guiné Equatorial é membro das Nações Unidas, da União Africana e de outras instituições internacionais como a UNESCO ou a FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), instituições "regidas pelos princípios e valores que regem a CPLP". A recomendação da adesão da Guiné Equatorial, aprovada em fevereiro pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos Estados-membros da CPLP, suscitou críticas de organizações dos direitos humanos e alguns analistas alertaram mesmo que a adesão poderia prejudicar o prestígio internacional da comunidade e dos seus membros. Murargy recordou que a existência da pena de morte naquele país era "o grande obstáculo" à sua entrada na CPLP, que pediu uma moratória.

A Guiné Equatorial decidiu a suspensão da pena de morte três dias antes da realização da reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros que discutiu o pedido de adesão, a 20 de fevereiro.

"Não vejo nada de anormal nesse processo. É o culminar de um processo que começou em 2010, durou quatro anos", disse o responsável da CPLP, aludindo à data do pedido de entrada da Guiné Equatorial, que era observador da comunidade desde 2006. Os Estados-membros da CPLP têm de "confiar" na palavra do Governo equato-guineense, defendeu. "Temos de confiar, são um país responsável. Não vamos exigir provas como se fosse um país qualquer. Eles são soberanos. Se disseram [que suspenderam a pena de morte], temos de acreditar", sustentou Murade Murargy.

Questionado sobre as críticas, desvalorizou: "As críticas hão de vir sempre. Também havia críticas de outros países africanos, que se interrogavam por que é que a Guiné Equatorial não entrou até hoje. Nenhuma situação é pacífica", considerou, acrescentando que "muitas críticas são feitas por desconhecimento", porque as pessoas "não se deslocam ao território para ver o que se passa lá e criticam com base em informações deturpadas". Sobre o facto de a língua principal daquele país ser o castelhano, e não o português, o secretário-executivo lembrou que os portugueses colonizaram a Guiné Equatorial durante 300 anos, enquanto os espanhóis o fizeram por 200 anos.

"Eles têm muita aproximação connosco, têm muita cooperação com os países africanos de língua portuguesa e já têm o português como língua oficial na Constituição. O Camões [Instituto da Língua e da Cooperação] está a ajudar a introduzir o português nas escolas", mencionou.
Murade Murargy salientou ainda que a Guiné Equatorial tem "um grande interesse" em entrar para a CPLP.
Um dos maiores produtores de petróleo de África, a Guiné Equatorial é liderada por Teodoro Obiang desde 1979 e considerada um dos regimes mais fechados do mundo por organizações de direitos humanos.


Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: legionario em Março 08, 2014, 06:55:16 pm
A Guiné-Equatorial tambem faz parte da  "Organisation Internationale de la Francophonie"  ( a concorrente da CPLP em versao francesa), que se rege pelos principios da diversidade cultural, da paz, da democracia e pela consolidação do Estado de Direito e  proteção do ambiente (sic).

A França, patria dos direitos do homem (pelo menos é o que dizem os franceses), não se ofusca nada com os mesmos detalhes que tanto incomodam a deputada do BE Helena Pinto e outros idealistas bimbos que infestam Portugal.

A Guiné-Equatorial tem algo que nos queremos e a CPLP tem o que a Guiné precisa. Juntarmos os trapinhos, sobretudo com uma noiva assim tao ricamente dotada, não me parece ser uma ma ideia.

Critica-se a Guiné-Equatorial pela pena de morte ? então que se rompam as relações com os EUA e com a China, que são dos paises que mais executam neste planeta.
Critica-se a Guiné-Equatorial por não usar o português ? então que corram com o Cavaco Silva e com o Passos Coelho que sao os unicos estadistas da UE que não utilisam a sua lingua natal quando discursam no estrangeiro.
Título: Re: CPLP
Enviado por: papatango em Março 13, 2014, 01:10:40 pm
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A Guiné-Equatorial tem algo que nos queremos e a CPLP tem o que a Guiné precisa. Juntarmos os trapinhos, sobretudo com uma noiva assim tao ricamente dotada, não me parece ser uma ma ideia.
Tem algo que nós queremos ?  :shock:

Citar
Critica-se a Guiné-Equatorial por não usar o português ? então que corram com o Cavaco Silva e com o Passos Coelho que sao os unicos estadistas da UE que não utilisam a sua lingua natal quando discursam no estrangeiro.
Se fossemos por aí, teriamos que correr com muitos utilizadores deste fórum, que também assassinam a lingua todos os dias...

Se na Comunidade dos países de língua portuguesa podem entrar países onde não se fala português, então o que estamos à espera para aceitar a adesão de Marrocos, da Arábia Saudita, da Turquia, do Turkmenistão e da Mongólia ?

E se o português afinal não conta para nada nesta estória, então não seria melhor aderir à Commonwealth ?
Ou então criar a Comunidad Iber-Afro-Americana de nações e juntar todos os países de lingua castelhana e portuguesa. Até se podia convidar a Catalunha para país observador.  :mrgreen:
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Março 13, 2014, 06:41:40 pm
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A Guiné-Equatorial tem algo que nos queremos

Se esta a falar de petróleo, o que não falta na CPLP é disso. Brasil, Angola, São Tomé e ainda Timor-Leste que tem um grande potencial, mas por mim tanto faz, Moçambique faz parte também da Commonwealth e não tem o Inglês como língua oficial, e deve haver mais casos desses, por isso acho que o problema da língua não se põe nestas situações ... mas agora fazer da CPLP o grupo de amiguinhos do Comissário Eduardo dos Santos é que não, ele já tem os suficientes já na CPLP, mas se fosse pelos direitos humanos e afins a CPLP já tinha fechado portas, Brasil, Angola, Moçambique, Guiné Bissau e até Timor o desrespeito pelos direitos humanos é norma, por isso não venham dizer que a Guiné Equatorial é um inferno, porque também há outros dentro da nossa Comunidade Lusófona
Título: Re: CPLP
Enviado por: legionario em Março 20, 2014, 06:37:16 pm
A Commonwealth, a Organisation Internationale de la Francophonie e até a modesta CPLP são espaços de influencia que reunem paises ou territorios que faziam parte dos antigos impérios coloniais. A relaçao entre os paises, ja nao é evidentemente a mesma : colonizador/colonizado. Todos os membros duma mesma organizaçao sao regidos pelos mesmos nobres principios. Mas os objectivos sao os mesmos : business, affaires, negocios  !!

As duas primeiras organizações procuram alargar a sua influencia "au délà"  das comunidades linguisticas , o que até nem sou contra. O que nao entendo é porque razao a CPLP  nao quer acolher a Guiné-Equatorial sendo que esta ja fez parte do espaço português, apesar de atualmente quase ninguem falar ou perceber o português. Este ultimo facto nao me choca pois aqueles que ja viajaram por paises africanos ditos "francophones" sabem que as populaçoes fora dos grandes centros urbanos tambem pouco ou nada pescam do francês.

A Guiné-Equatorial nao seria para a CPLP um peso que teriamos que arrastar e subsidiar pois é um pais que tem algo para dar em troca , é um pais que tem dinheiro para gastar e que tem enormes lacunas em termos de infraestruturas. Os paises da CPLP, incluindo e sobretudo Portugal, podem ganhar muito dinheiro nessa area.

Por outro lado, penso que nao é excluindo que se resolvem os problemas da Guiné-Equatorial no que diz respeito ao seu déficit em democracia e no campo dos direitos do homem, bem pelo contrario.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Snowmeow em Abril 18, 2014, 05:04:58 pm
Citação de: "legionario"
Critica-se a Guiné-Equatorial por não usar o português ? então que corram com o Cavaco Silva e com o Passos Coelho que sao os unicos estadistas da UE que não utilisam a sua lingua natal quando discursam no estrangeiro.
Na verdade, o dialeto falado na(s) ilha(s) Annobon, o Annobonense, é, segundo alguns, considerado dialeto português, e o ensino do português (dizem) está crescendo na Guiné Equatorial.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Maio 07, 2014, 03:50:37 pm
Mais um passo na entrada da Guiné Equatorial


A Guiné Equatorial vai aderir à Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP) através de duas Câmaras. É mais um passo para a entrada deste país na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. “Esta é uma grande notícia e um grande passo na História da nossa Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, que vai permitir alcançar maiores objectivos comuns a todos os empresários”, disse Salimo Abdula, presidente da CE-CPLP, em comunicado.

A representar a Guiné Equatorial estarão as Câmaras Oficiais de Comércio, Agrícola e Florestal de Bioko e Rio Muni, tornando-se assim o nono país a estar na CE-CPLP, depois de Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

A aprovação formal desta adesão decorrerá a 4 de Junho, na reunião da direcção da CE-CPLP, em Lisboa.

Em comunicado, o Secretariado Geral da CE-CPLP lembra que está “pendente” o pedido de adesão da Guiné Equatorial à CPLP e que deverá ser aprovado em Julho. A entrada deste país tem gerado polémica com muitos activistas dos direitos humanos a criticarem o regime de Teodoro Obiang.

Ainda no início desta semana, o Secretário-Geral da Amnistia Internacional, Salil Shett, esteve em Lisboa e acusou Portugal de manter um “silêncio ensurdecedor” sobre a situação dos direitos humanos em países como a Guiné Equatorial ou Angola.

Vários são os políticos portugueses que já se manifestaram contra a adesão da Guiné Equatorial à CPLP, como os socialistas Manuel Alegre, Ferro Rodrigues e João Soares e o coordenador do BE, João Semedo. Contudo, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, já afirmou que se sente “à vontade” com esta adesão. Rui Machete e os homólogos dos outros sete membros da organização propuseram, no final de Fevereiro, a adesão da Guiné Equatorial para a Cimeira de Díli, a realizar em Julho.

SOL
Título: Re: CPLP
Enviado por: HSMW em Maio 28, 2014, 07:15:39 pm
Título: Re: CPLP
Enviado por: HSMW em Maio 29, 2014, 12:10:17 pm
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Maio 30, 2014, 05:13:00 pm
CPLP estuda patrulhamento anti-pirataria no Golfo da Guiné


Os países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) estão a estudar a realização de operações de combate à pirataria no Golfo da Guiné, afirmou o ministro da Defesa angolano.

Em declarações à comunicação social, em Luanda, João Lourenço, que participou na reunião de ministros da Defesa da CPLP realizada esta semana em Portugal, admitiu que a formação de forças para o patrulhamento conjunto no Golfo da Guiné é uma hipótese em cima da mesa. "Para o caso da pirataria marítima já há algumas ações conjuntas concretas, nomeadamente a formação de forças para fazerem patrulhamento conjunto no Golfo da Guiné, mas é assim mesmo que se começa", disse o ministro da Defesa Nacional angolano, no regresso de Lisboa, citado pela imprensa pública.

Em fevereiro deste ano, o ministro português da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, apontou "sinais preocupantes" de pirataria no Golfo da Guiné, os quais podiam justificar a preparação de uma possível missão da União Europeia na região, em 2015. "Para Portugal é mais importante concentrar esforços de preparação, exercícios, de análise, no Golfo da Guiné porque é uma região que do ponto de vista estratégico é mais prioritária", disse na ocasião, à Lusa, o governante português.

A 15.ª reunião dos Ministros da Defesa da CPLP decorreu em Lisboa nos dias 26 e 27 de maio. A CPLP é formada por Angola, Brasil, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, países distribuídos entre Europa, América, África e Ásia.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 21, 2014, 08:53:39 pm
Maçonaria de Coimbra contra adesão da Guiné Equatorial à CPLP


A loja maçónica da Associação Fraternidade e Justiça (Coimbra), pertencente ao Grande Oriente Lusitano, manifestou-se esta segunda-feira contra a adesão da Guiné Equatorial à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

«Trata-se de um país que pratica a pena de morte e mantém o desrespeito sistemático dos mais elementares direitos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos», disse à agência Lusa Manuel da Costa, porta-voz da organização. O antigo governante e histórico socialista das Beiras adiantou que enviou uma comunicação à direção nacional do Grande Oriente Lusitano a estranhar que não «exista um posicionamento de indignação de âmbito nacional».

«Existe um vazio de posições que nos dignifique. A nossa matriz é a defesa da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que foi criação de gente da nossa área, e é incompreensível que não haja uma posição contrária mais expressiva e pública», sublinhou. Segundo Manuel da Costa, «se mais não fizermos, pelo menos indignamos-nos e alertamos para o desrespeito dos direitos humanos» na Guiné Equatorial, cuja adesão à CPLP foi recomendada, em fevereiro, pelos chefes da diplomacia da organização. Para o porta-voz da Associação Fraternidade e Justiça, «em tempo de crise, os interesses económicos, fundamentalmente, levam a que as pessoas se encolham e se conformem, preferindo cada um resolver a sua vidinha e procurar oportunidades».

«Nós não estamos satisfeitos com a direção da nossa organização nacional [Grande Oriente Lusitano] e, portanto, alguém tinha de criticar e tomar posição» de indignação face à anunciada adesão da Guiné Equatorial à CPLP, frisou o maçom.

A entrada daquele país africano será formalizada na quarta-feira, em Díli, durante a cimeira de chefes de Estado e de Governo da CPLP.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Alvalade em Julho 21, 2014, 10:33:48 pm
Afinal parece que a entrada da Guiné Equatorial na CPLP já começa a soar melhor
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 23, 2014, 12:15:29 pm
Guiné Equatorial já é membro da CPLP


A Guiné Equatorial foi hoje aceite por consenso como membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sem que tenha havido uma votação, disseram fontes das delegações de Portugal e do Brasil.

Fonte da delegação portuguesa disse aos jornalistas portugueses que "houve um consenso generalizado" favorável à entrada da Guiné Equatorial, mas também um "debate intenso", suscitado por Portugal, na sequência do qual ficou combinado que o Presidente deste novo membro da CPLP, Teodoro Obiang, deve explicar os passos já dados e previstos para cumprir as condições de adesão.

Por sua vez, fonte da delegação brasileira, questionada pela Lusa, afirmou que os Estados-membros da CPLP "decidiram incorporar" a Guiné Equatorial, não tendo havido uma votação, mas "uma formação de uma opinião geral", que envolveu um debate: "As pessoas discutem, colocam os seus problemas, as suas visões".

Esta decisão foi tomada na sessão restrita da X Cimeira da CPLP, que decorre em Díli, Timor-Leste, na qual a Guiné Equatorial não participou.

Durante esta sessão, segundo a referida fonte da delegação portuguesa, o Presidente da República de Portugal, Aníbal Cavaco Silva, vincou os princípios fundadores desta comunidade de países - que incluem o respeito pelos direitos humanos e o uso do português como língua oficial - e invocou o roteiro estabelecido para a adesão da Guiné Equatorial.

De acordo com esta fonte, o primeiro-ministro português, Pedro Passos Coelho, falou depois, reforçando o sentido da intervenção de Cavaco Silva, e é agora esperado que Teodoro Obiang exponha de que forma está a cumprir as condições de adesão e que apoio necessita da parte da CPLP para cumprir tudo o que esta comunidade espera da Guiné Equatorial.

O roteiro estabelecido pela CPLP para a adesão da Guiné Equatorial incluía o fim da pena de morte e medidas destinadas a promover o uso do português, num país onde a língua mais falada é o castelhano.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Get_It em Julho 23, 2014, 02:27:23 pm
Ehehehe, é só de rir: «sem que tenha havido uma votação». Presumo até que isto seja mais para quando isto der para o torto não haver papelada para mostrar quem foi mesmo a favor e os políticos poderem dizer que afinal os países deles tinham sido contra.

Cumprimentos,
Título: Re: CPLP
Enviado por: P44 em Julho 23, 2014, 04:02:09 pm
palhaçada


http://economico.sapo.pt/noticias/guine ... 98254.html (http://economico.sapo.pt/noticias/guine-equatorial-anuncia-adesao-em-varias-linguas-menos-em-portugues_198254.html)
Título: Re: CPLP
Enviado por: HSMW em Julho 26, 2014, 06:48:39 pm
Para mim este assunto está demasiado esquecido e foi dada pouca importância.
Talvez por culpa dos Ucranianos, dos Israelitas e do James Rodriguez ou um reflexo da importância da CPLP que é pouca ou nenhuma.
Uma CPLP que podia ser tanto e é tão pouco...


Citar
O tirano "satisfecho"
[/b]

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fc2.quickcachr.fotos.sapo.pt%2Fi%2FBc51375dc%2F17230414_Ly72B.jpeg&hash=8b6b192b5f0b83a2d4c0d5ded030d8fd)
Senti hoje vergonha, como português, ao ver o Presidente Cavaco Silva e o primeiro-ministro Passos Coelho na cimeira da CPLP, em Díli, que aclamou o ditador da Guiné Equatorial, ali presente na qualidade de dirigente de um novo estado-membro da organização.

Esta adesão adultera profundamente a essência da CPLP, comunidade de nações que têm por base o nosso idioma comum, um dos mais falados do mundo. Ora ninguém na Guiné Equatorial fala português -- a começar por Teodoro Obiang, que assistiu aos trabalhos com auriculares que lhe asseguravam a tradução simultânea e no final, questionado pelos jornalistas, se limitou a dizer que se sentia "satisfecho".


Como português, sinto-me envergonhado por verificar que somos os primeiros a desprezar a lusofonia -- o poderoso traço de união que nos irmana com povos espalhados por diversas partes do mundo e com os quais mantemos afinidades de séculos -- enquanto miramos, embasbacados, as virtualidades da "diplomacia económica" que fazem de qualquer facínora nosso interlocutor desde que tenha muitos barris de petróleo para exportar.

Se é a parceria económica que interessa, saibamos ao menos pensar em grande: porque não acolhemos desde já na CPLP a Índia e a China, em cujos territórios existem milhares de lusofalantes devido aos nossos vínculos históricos com Goa e Macau (para quem não saiba, a língua portuguesa mantém-se como língua oficial de Macau pelo menos até 2049)?

 

Sinto-me envergonhado, acima de tudo, por verificar que a partir de agora Portugal terá de dialogar em plano de igualdade com um dos maiores déspotas da história de África, há 35 anos no poder sem respeitar os mais elementares direitos humanos.

Ao integrar a Guiné Equatorial, a CPLP começa por violar as suas bases programáticas:  o artigo 5º, nº 1, e) dos seus estatutos estabelece com clareza que a comunidade é regida pelo "primado da Paz, da Democracia, do Estado de Direito, da Boa Governação, dos Direitos Humanos e da Justiça Social" (em iniciais maiúsculas no original).

Obiang esmaga a imprensa livre, esmaga a oposição, esmaga quem reivindica reformas no seu regime, um dos mais corruptos do planeta. Está na lista dos dez países com menor liberdade de imprensa do mundo, apresenta o quarto maior índice mundial de mortalidade infantil. E mantém em vigor a pena de morte, como têm denunciado organismos prestigiados -- a começar pela Amnistia Internacional e pelo Observatório dos Direitos Humanos. «Corrupção, pobreza e repressão continuam a ser pragas na Guiné Equatorial sob o regime de Teodoro Obiang», salienta esta última organização num relatório elaborado já este ano.

 

O tirano está "satisfecho", claro. Queria ser tratado como estadista e acabámos por fazer-lhe a vontade. Num idioma que ele nunca aprendeu e continuará a ignorar olimpicamente.

Uma vergonha, tudo isto.


 :arrow: http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o- ... ho-6538923 (http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-tirano-satisfecho-6538923)
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 20, 2014, 06:53:56 pm
CPLP vai ajudar Guiné Equatorial a "assimilar valores"


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fcdn1.sol.pt%2Ffotos%2F%2F2014%2F9%2F20%2F388181.jpg%3Ftype%3DL&hash=d33d07b163383964c6aaa5ed7ec67270)


A Comunidade dos Países da Língua Portuguesa (CPLP) vai acompanhar a Guiné Equatorial para que este novo Estado-membro possa "rapidamente assimilar os valores" da comunidade, ao nível do português e dos direitos humanos, garantiu o secretário-executivo da organização.

A Guiné Equatorial aderiu formalmente ao bloco lusófono em Julho, na cimeira de Díli, durante a qual "houve uma recomendação de que seria importante que a CPLP apoiasse a Guiné Equatorial na sua integração, aconselhando - não é monitorizar -, fazendo uma assistência para que eles possam rapidamente assimilar aqueles aspectos fundamentais que constituem os princípios e valores", referiu o responsável, Murade Murargy, em entrevista à Lusa.

Uma recomendação feita por iniciativa de Portugal e que o secretário-executivo recusou apelidar de "exigências".

A entrada do país presidido por Teodoro Obiang desde 1979 havia sido condicionada nos últimos anos ao cumprimento de um roteiro que incluía a abolição da pena de morte e a adopção do português como língua oficial - o espanhol é a língua mais falada.  

Murade Murargy salientou alguns avanços já anunciados pelo regime de Obiang, nomeadamente a legalização dos partidos e a realização de um diálogo com todas as forças políticas.

Na cimeira, foi realçada a ideia de que a Guiné Equatorial "é membro" da CPLP, mas "não está totalmente integrada", disse.

O secretário-executivo exemplificou com a questão da língua: "Nem todos falam português. Estamos todos em integração. Em Angola, Moçambique, o analfabetismo é enorme. Em Timor-Leste ainda é mais gritante".

O português - que "é de todos e não só de Portugal" - é a "pedra angular" da comunidade.

"Os estatutos falam nisso: todos os países que adoptarem a língua portuguesa podem integrar-se na CPLP", referiu.

Na abertura da cimeira de Díli, o Presidente equato-guineense, Teodoro Obiang, foi chamado para o palco, onde já se encontravam os chefes de Estado dos restantes países da CPLP. Questionado sobre se houve uma falha protocolar, Murargy negou.

"O país anfitrião tem toda a liberdade de convidar e colocar um chefe de Estado onde entender. Não vejo nenhum inconveniente ele [Obiang] estar ali sentado. Se viesse outro chefe de Estado, teria acontecido o mesmo. Protocolarmente, é uma questão de cortesia do Estado anfitrião", considerou.

Já sobre o facto de, naquele momento, a Guiné Equatorial ter sido anunciada como "novo membro" da comunidade, ainda antes da reunião em que os oito chefes de Estado e de Governo iriam aprovar a entrada do nono membro, o secretário-executivo disse ter-se tratado de uma "'gaffezinha' do protocolo", que classificou de "lamentável".

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Get_It em Abril 17, 2015, 09:43:17 pm
A Lusofonia
Citação de: "Miguel Tamen"
Existe mesmo uma relação especial entre as pessoas que falam português, só porque falam português?

A palavra ‘lusofonia’ é um substantivo abstracto que pretende designar a qualidade de falar português. É possível que haja uma qualidade de falar português, no sentido trivial do termo; mas é tão trivial como a qualidade de falar finlandês ou swahili.  Ora a palavra ‘lusofonia’ é usada na acepção de que falar português não é trivial; está ligada à ideia de que as pessoas que falam português são especiais.

Em que sentido e em relação a quem serão os falantes de português especiais? A maioria das pessoas que usa o termo ‘lusofonia’ possivelmente não achará que os falantes do português pertençam a uma espécie biológica diferente da dos falantes de swahili ou finlandês; e têm razão. Mas acham que são especiais, e sobretudo que entre todos os falantes do português existe uma relação especial, que se deve ao facto de todos falarem português.

Esta teoria não se percebe bem. É parecida com a teoria de que todos os ruivos ou todos os coxos estão unidos por uma relação especial; e que os ruivos devem lealdade aos ruivos, e os coxos aos coxos. A analogia não é injustificada: tal como ser-se ruivo, ou ser-se coxo, falar português é uma condição infrequente que não tem a ver com os méritos de quem a satisfaz. Fala-se português por casualidade. Ora o que pode ser uma relação especial entre pessoas que devem ao acaso estar nessa relação?

Falar uma mesma língua, além de não ser mérito de quem a fala, pode ser feito de muitas maneiras: muitos falantes de português só dizem disparates; outros mentem; uma minoria substancial escreve romances autobiográficos. É o meu dever de lusofonia aplicável aos meus colegas de língua que só dizem disparates? É a minha solidariedade de ruivo extensível aos ruivos que batem na família? Tal como não sinto qualquer afinidade com os meus colegas ruivos que batem na família, assim não me parece justificado sentir um dever especial para com os autores de disparates em português.

A conclusão tem uma aplicação evidente no campo das relações internacionais: sob o conceito de lusofonia disfarçam-se algumas das companhias mais indesejáveis da nossa política externa, e algumas das organizações mais ineptas da longa lista de organizações ineptas que povoa o direito internacional público. Não se quer com isso dizer que a política externa não envolva muitas vezes andar em companhias indesejáveis; na maioria das vezes implica mesmo almoços constantes com quem nunca se jantaria.  Mas parece um exagero justificar essas companhias só porque os barulhos que saem das suas bocas são parecidos com os nossos, tal como parece despropositado justificar a nossa afeição por mentirosos ou por coxos simplesmente pelo facto de, por mero acaso, nos acontecer a nós sermos coxos e mentirosos.
Fonte: http://observador.pt/opiniao/a-lusofonia/

Cumprimentos,
Título: CPLP - Aprovado uso de línguas moçambicanas nas assembleias
Enviado por: Get_It em Julho 18, 2015, 03:01:03 am
Aprovado uso de línguas moçambicanas nas assembleias provinciais
Citar
Pela primeira vez, as línguas moçambicanas serão usadas como instrumento de trabalho nas assembleias provinciais do país, pondo fim ao exclusivo que era reservado ao português, a língua oficial.

A decisão foi tomada esta terça-feira (14 de Julho) pelo Conselho de Ministros. Moçambique figura entre os países onde o português tem o estatuto de língua oficial, mas é falada essencialmente como segunda língua pela maioria da população, que se comunica nas línguas locais.

É "um grande avanço" quando se diz que um membro da Assembleia Provincial está autorizado a usar a sua língua e que o órgão tem de criar condições de tradução e interpretação nas línguas que ele usar naquele local, considera o docente e investigador de línguas moçambicanas Armindo Ngunga.

"Se estamos a falar de democracia, não pode haver participação se as pessoas não usarem a língua que melhor dominam", defende o docente, lembrando que os membros da Assembleia Provincial vêm das aldeias, onde não se fala português.

Também para o jornalista e linguista Ricardo Dimande a decisão é acertada e tem um "impacto bastante grande", uma vez que são línguas que ainda usadas pela maior parte do povo moçambicano. "Sentia-se que alguns deles têm dificuldade em articular as suas mensagens e comunicações em língua portuguesa", refere.

Armindo Ngunga lança um desafio a outras instituições, como a Assembleia da República, que "devia pensar seriamente no assunto", para que a língua não seja uma barreira à comunicação no Parlamento, defende. O investigador considera fundamental "promover a participação de todos os moçambicanos, em pé de igualdade, independentemente do recurso linguístico usado".

A maioria dos falantes do português reside nas cidades. Na capital moçambicana, Maputo, cerca de 40% da população fala português.

Para o linguista Ricardo Dimande, é importante que os cidadãos tenham a possibilidade de usar as línguas moçambicanas nas várias instituições públicas como tribunais comunitários, hospitais e esquadras.

O sector da educação é uma das áreas que já introduziu o uso das línguas moçambicanas. O ensino bilingue está em vigor desde 2003-2004 em 23 escolas e cobre actualmente cerca de 500 escolas, que leccionam num total de 16 línguas envolvendo cerca de 80 mil alunos que aprendem a ler e a escrever na sua língua materna quando entram na primeira classe.

O vice-ministro da Educação, Armindo Ngunga, disse que o desafio futuro do seu Ministério é que entre 25% e 50% dos pouco mais de um milhão de alunos que entram na escola primária anualmente aprendam a ler e escrever na sua língua materna.

Quanto às vantagens do ensino bilingue, Armindo Ngunga afirma que "estas crianças são muito mais interactivas e extrovertidas, têm mais vontade de participar e aprendem muito melhor".
Fonte: http://www.dw.com/pt/aprovado-uso-de-l%C3%ADnguas-mo%C3%A7ambicanas-nas-assembleias-provinciais/a-18590383

Cumprimentos,
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 30, 2015, 07:48:21 pm
CPLP apoiam Brasil na corrida a lugar de membro permanente do Conselho de Segurança da ONU


"Nos discursos da Assembleia-Geral que fiz nos dois últimos anos insisti nesse ponto e, desta vez, o Presidente (da República) Aníbal Cavaco Silva voltou a insistir", afirmou Machete.

O ministro dos Negócios Estrangeiros português falou à Lusa após a reunião de hoje dos chefes da diplomacia da organização lusófona, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.

"Este é um ponto em que consideramos que se justifica que o Brasil e outros países, cuja dimensão e importância nas relações internacionais e economia mundial, tenham a sua presença como membro no Conselho de Segurança (CS). Estamos ainda longe de uma visão da ONU nesse sentido", comentou.

A reforma do CS teve início com o então secretário-geral da ONU, Kofi Annan (1997-2007), e se arrasta desde então. O homólogo brasileiro, Mauro Vieira, reforçou que há um apoio dos países lusófonos tanto para a reforma do CS como do pleito brasileiro.

"Não há dúvida. (Este apoio) já foi expresso em mais de uma ocasião, inclusive em documentos oficiais. Todos os países apoiam o pleito brasileiro de reforma do CS e de o Brasil tornar-se membro permanente do Conselho", disse à Lusa.

Atualmente a Comissão para a Consolidação da Paz da ONU na sua Configuração Específica para a Guiné-Bissau é presidida pelo brasileiro Antônio Patriota, ex-ministro das Relações Exteriores, o que pode fortalecer o papel internacional do Brasil.

"O Brasil ajuda no diálogo, na criação de consenso e dá apoio a resoluções negociadas, sobretudo com a participação de forças políticas e interessadas de cada país. A vocação do Brasil é dialogar e trazer nossas experiências para a solução dos problemas em outros países. Temos uma herança cultural e social comum que facilita a comunicação", reforçou.

No seu discurso na Assembleia-Geral, nesta segunda-feira, o Presidente Cavaco Silva não só defendeu a reforma do CS como também saiu em defesa de que a língua portuguesa seja incluída como idioma oficial da ONU.

"O Conselho de Segurança desempenha um papel primordial neste âmbito [na resolução de conflitos e garantia dos direitos humanos]. Para que possa desempenhar da forma mais eficaz o seu mandato, deve refletir as realidades do nosso Mundo, o que pressupõe um alargamento de ambas as categorias de membros, a par de uma revisão dos seus métodos de trabalho", disse.

E ainda declarou que a língua portuguesa é "um veículo de comunicação global e economicamente relevante, na qual se exprimem cerca de 250 milhões de pessoas da Ásia à Europa, da África à América na sua vida quotidiana. É também língua oficial e de trabalho em diversas organizações internacionais, nomeadamente em algumas das agências especializadas das Nações Unidas. A legítima ambição da CPLP é ver a língua portuguesa como língua oficial das Nações Unidas".

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 12, 2015, 09:35:00 pm
Guiné Equatorial faz balanço positivo de um ano de integração na CPLP


"Quisemos entrar na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa porque sentimos que isso é o regresso a casa", disse Tito Mba Ada na intervenção que proferiu hoje na sede da CPLP, em Lisboa, para assinalar o primeiro aniversário da entrada do seu país na organização que junta os países que têm a língua portuguesa como idioma oficial.

"A Guiné Equatorial foi descoberta por um português e tem raízes portuguesas, por isso este é o regresso para os nossos 1,2 milhões de habitantes", salientou o embaixador, acrescentando que, entre outras, desde a adesão à CPLP enquanto membro de pleno direito, em julho de 2014, o seu país lançou um conjunto de iniciativas, incluindo a abertura de uma embaixada em Lisboa e de outra junto da CPLP, o início da ratificação dos estatutos da CPLP no parlamento nacional, a criação da comissão nacional da CPLP e visitas recíprocas de políticos de Malabo e da CPLP, entre outros.

Numa intervenção destinada essencialmente a apresentar o país e os passos que foram dados para a integração na CPLP, Tito Mba Ada destacou que a Guiné Equatorial "é uma nação generosa", e lembrou os 1.760 milhões de euros para as empresas que queiram investir no país nos setores considerados prioritários no Plano de Desenvolvimento 2020, entre outros.

"A CPLP deve saber que a Guiné Equatorial está a abrir oportunidades económicas e fomentando a iniciativa e o crescimento, deve saber que as nossas leis protegem o investimento estrangeiro, são seguras para investir; a CPLP deve saber que o país é solidário, é o promotor do Prémio Guiné Equatorial UNESCO para as Ciências, com 13 milhões de dólares, e deu 2 milhões de dólares à Organização Mundial de Saúde para combater o Ébola", destacou.

Na sua intervenção, Tito Mba Ada mostrou também as conquistas desde a adesão à CPLP: "inauguramos uma sede para a cooperação empresarial na CPLP em Malabo, fizemos um protocolo de cooperação com a União de Exportadores da CPLP, e graças à CPLP a Constituição do meu país foi mudada para integrar os princípios da CPLP. Foi emitido um programa de serviços informativos na televisão, a cooperação empresarial foi fortalecida, assinámos uma moratória sobre a pena de morte, temos dois embaixadores em Lisboa e graças à integração na CPLP queremos dar a conhecer a experiência política, económica e social para construirmos uma CPLP mais diversificada, aberta e mais forte", concluiu.

Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 27, 2015, 01:38:55 pm
Descendentes de portugueses na Ásia criticam uma CPLP voltada para as "nações ricas"



Em declarações à agência Lusa, o também representante das minorias junto da administração de Malaca e autor do livro "Pessoas Proeminentes na Comunidade Portuguesa em Malaca", disse que os lusodescendentes de dez países asiáticos estão a organizar a primeira Cimeira da Comunidade dos Portugueses Asiáticos.

O encontro, adiantou, terá lugar em Malaca, onde reside uma das maiores comunidades de descendentes de portugueses, por altura da festa do São Pedro, entre "23 e 29 de junho" do próximo ano.

O bloco terá representantes da Malásia (Malaca), Índia (Goa, Damão e Diu), Sri Lanka, Singapura, China (Macau), Tailândia (Banguecoque), Austrália (Perth), Indonésia (Jacarta, Ambon e Flores), Timor-Leste e Myanmar.

O lusodescendente afirmou que o bloco poderá vir a ter "muito mais" membros, por acreditar que ainda existem grupos de descendentes de portugueses por identificar.

Joseph Sta Maria, que está a liderar a iniciativa, adiantou que vai convidar para a cimeira o primeiro-ministro português, o "mestiço" António Costa, porque também ele é um luso-asiático com antepassados goeses.

O mesmo responsável justificou esta decisão "rebelde" com o facto de a CPLP "estar interessada nas nações ricas", como a Guiné Equatorial, onde a língua oficial é o espanhol.

"Eu não sei se eles [CPLP] sabem que nós existimos", questionou.

O lusodescendente reconheceu que os euro-asiáticos em causa são minorias sem força política, ou seja, não administram países e, como tal, não podem ser incluídas como membros na CPLP.

O representante das minorias em Malaca frisou que o facto de haver comunidades como a sua, que "mantém a cultura portuguesa há cinco séculos e vive num ambiente de comunidade, comunicando em português [crioulo malaio-português]", é algo que "não tem preço".

Deu ainda o exemplo dos portugueses negros de Tugu, que "foram levados como escravos para a Batávia [antiga Jacarta], forçados a converterem-se ao protestantismo e a mudarem os seus nomes para nomes holandeses" e que, mesmo assim, "ainda se sentem orgulhosos por serem chamados de portugueses".

"Portugal não se sente orgulhoso disto?", questionou, considerando que o país "tem uma responsabilidade moral" para com os seus "filhos" espalhados pelo mundo.

Após reconhecer que Portugal enfrenta dificuldades, o autor destacou que a "CPLP tem nações ricas", como o Brasil.

Questionado sobre ajudas concretas, Joseph Sta Maria deu a ideia de "montar uma aldeia cultural dos portugueses asiáticos" na Ásia, caso "Portugal e os seus parceiros da CPLP" estejam interessados.

Essa aldeia de "80 a 100 hectares" totalmente portuguesa seria "um negócio muito lucrativo para a CPLP e para organizações ricas no mundo, com as fundações [Calouste] Gulbenkian e Oriente", prosseguiu.

O projeto, reforçou, seria útil para disseminar a cultura e a língua portuguesas e o catolicismo, ao atrair turistas de todo o mundo.

Os portugueses foram responsáveis por muitos dos primeiros contactos dos europeus com o Oriente e chegaram a administrar várias zonas na região, desde Malaca e Timor-Leste a Macau.


Lusa
Título: Re: CPLP
Enviado por: HSMW em Outubro 30, 2016, 12:52:32 pm
O Brasil, que vai assumir a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), rejeita que a organização averigue alegadas violações de direitos humanos na Guiné Equatorial para confirmar se o país cumpre os estatutos. Na cimeira que assinala os 20 anos da organização, será aprovada a Nova Visão Estratégica da organização e eleito um novo secretário-executivo.

http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cimeira-da-cplp-brasil-recusa-apurar-violacoes-de-direitos-humanos-na-guine-equatorial
Título: Re: CPLP
Enviado por: Get_It em Outubro 30, 2016, 02:37:57 pm
CPLP, a Comunidade das Bananas.
Título: Re: CPLP
Enviado por: HSMW em Outubro 31, 2016, 12:30:25 am
Uma organização que podia ser tanto mas é tão pouco.
Gostava de cooperação tecnológica, intercâmbio entre universidades, entre academias militares, até exercícios militares conjuntos ou campeonatos desportivos...
Título: Re: CPLP
Enviado por: Viajante em Outubro 31, 2016, 01:01:57 am
Uma organização que podia ser tanto mas é tão pouco.
Gostava de cooperação tecnológica, intercâmbio entre universidades, entre academias militares, até exercícios militares conjuntos ou campeonatos desportivos...

Tens razão, apesar de que acho que Portugal é o menos culpado. A forma como a cúpula do poder em Angola fala sobre o nosso país...... tb acho que o orgulho não tem preço e quem merece levar um chuto, leva e pronto!

Quanto ao intercâmbio na educação, tenho conhecimento de causa e posso dizer-te que há um grande envolvimento. Portugal forma os quadros intermédios e superiores de Cabo Verde, por exemplo. Temos muitos milhares de estudantes no ensino superior do Brasil.......

Em termos económicos, quem está a bloquear tudo é o Brasil. É um pais que protege em demasia as empresas nacionais, o que prejudica como é evidente os consumidores. Por esse motivo temos muitos brasileiros milionários e o resto na miséria..... se deixarem de proteger tanto as empresas brasileiras..... abrindo o mercado, os restantes países da CPLP concerteza também abririam as fronteiras a produtos brasileiros.

Em relação a Portugal julgo que ainda há bastantes ressentimentos, em especial o Brasil que já é independente à 200 anos e continuam a culpar-nos por estarem nesta situação!!!! Julgo que o principal interesse com Portugal, prende-se com os vistos!!!!!!
Título: Re: CPLP
Enviado por: rbp em Fevereiro 22, 2017, 05:36:45 pm
https://www.noticiasaominuto.com/pais/746332/cooperacao-na-area-da-defesa-nao-esta-condenada-a-monogamia
Título: Re: CPLP
Enviado por: Alvalade em Junho 24, 2017, 06:44:31 pm
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 22, 2017, 12:12:52 am
CPLP adia tema da livre-circulação


Título: Re: CPLP
Enviado por: HSMW em Julho 22, 2017, 01:39:23 pm
Adiem e até ao próximo século!!  :N-icon-Axe:

Mas esta gentinha tem alguma noção daquilo que está a propor?! Ou é só para parecer bem?
Entrada livre para pessoas vindas do narco-estado que é a Guiné?!?!?
Título: Re: CPLP
Enviado por: Vitor Santos em Julho 22, 2017, 07:10:36 pm
Adiem e até ao próximo século!!  :N-icon-Axe:

Mas esta gentinha tem alguma noção daquilo que está a propor?! Ou é só para parecer bem?
Entrada livre para pessoas vindas do narco-estado que é a Guiné?!?!?

Tal proposta não concretizará tão logo. Pelo menos que percebo, pelo lado do Estado Brasileiro, isso não sairá nem no longo prazo.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 23, 2017, 03:09:04 pm
CPLP apenas pode "observar" situações na Guiné Equatorial e no Zimbabué


A CPLP "apenas pode observar, informar-se e acompanhar com atenção" as situações na Guiné Equatorial, com eleições contestadas pela oposição, e no Zimbabué, com o fim do regime de Robert Mugabe", afirmou hoje o Presidente de Cabo Verde.

Jorge Carlos Fonseca, que falava aos jornalistas no final de uma deslocação à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), no quadro da visita de Estado de quatro dias iniciada quarta-feira a Portugal, apelou, contudo, à estabilidade em ambos os países.

“Acompanhamos com atenção, mas, naturalmente, a CPLP, neste momento, em relação ao Zimbabué, não poderá fazer mais do que observar, informar-se e acompanhar com atenção, para que, e isso é fundamental, haja estabilidade no quadro dos valores da CPLP, de partilha de valores como o respeito, democracia, transparência e liberdade de atos eleitorais. E isso vale para o Zimbabué e para a Guiné Equatorial”, sublinhou.

Sobre as eleições gerais na Guiné Equatorial, e questionado sobre as críticas da oposição não só ao processo eleitoral, mas também à missão de observação da CPLP, que as validou, Jorge Carlos Fonseca escusou-se a comentar, mas considerou que os órgãos da comunidade devem “avaliar, certificar-se e ter uma avaliação objetiva e segura”.

“A CPLP, através dos seus órgãos, deve avaliar, certificar-se e ter, digamos, uma avaliação objetiva e segura sobre esse tipo de eleições. Temos de respeitar esses princípios tradicionais de funcionamento do Estado: respeito pela integridade territorial, pela independência, pelas suas opções. Mas a comunidade ergue-se na base de valores e de princípios e um deles é o da democracia e o respeito pelos direitos fundamentais e esse deve ser um critério vetor da intervenção da CPLP em qualquer circunstância”, explicou.

Sobre o Zimbabué, nomeadamente sobre se África perdeu mais um regime ditatorial com o afastamento de Mugabe, Jorge Carlos Fonseca indicou que, como Presidente de Cabo Verde, não tem a liberdade que gostaria de ter para responder.

“Só posso responder a isso como Presidente de Cabo Verde, não tenho a liberdade que gostaria de ter. O que posso dizer é que pugno, como Presidente de Cabo Verde, de um Estado membro da CPLP, da CEDEAO e da União Africana (UA), para que tenhamos progressos a todos os níveis, nomeadamente no plano político”, afirmou.

“E isso significa progressos na consolidação de democracias, de constituição de Estados de direitos e de respeito e afirmação dos direitos fundamentais, em qualquer dos Estados da União Africana”, acrescentou.

Sobre a própria CPLP, o Presidente Cabo Verde, país que, em meados de 2018, receberá a conferência de chefes de Estado e de Governo e passará a assumir a Presidência rotativa da comunidade lusófona, reforçou a ideia apresentada quarta-feira no final de uma reunião com o homólogo português, Marcelo Rebelo de Sousa, sobre a necessidade de maior mobilidade e livre circulação entre os nove Estados membros.

“A CPLP tem feito progressos inegáveis. Há muitas expectativas, mas também alguma insatisfação, sobretudo nas sociedades, nos cidadãos, porque talvez se esperasse mais, mais preparação empresarial e económica, mais capacidade de ação política e diplomática, por exemplo, quando há conflitos que atravessam países que nos são mais próximos, quando há eleições ou eleições em países da comunidade ou nos países mais próximos, mais intercâmbio entre segmentos da sociedade civil, mas sobretudo mais mobilidade e mais circulação”, sublinhou.

“No meu entendimento, a CPLP tem de criar as condições e deve haver vontade, determinação e imaginação de todos os Estados, de todos eles, para que possamos constituir-nos mais numa comunidade de povos, de cidadãos, de pessoas, e isso supõe mais mobilidade e mais circulação”, insistiu.

O Presidente cabo-verdiano adiantou também esperar que, na próxima cimeira, dar “passos em frente” neste capítulo, de forma a que possam ultrapassar as “barreiras e condicionalismos” que dificultam a livre circulação.

“Cabo Verde é um país da CPLP e está a discutir a livre circulação no quadro da Parceria Especial com a União Europeia e há dificuldades. Por isso, temos razões redobradas para, num espaço mais pequeno, mais próximo, que consigamos atingir esse objetivo (livre circulação entre cabo-verdianos e europeus). E essa deverá ser uma meta importante para os países da CPLP”, concluiu.


>>>>>> http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/cplp-apenas-pode-observar-situacoes-na-guine-equatorial-e-no-zimbabue
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lightning em Janeiro 05, 2018, 10:39:56 am
Portugal e França vão reforçar cooperação entre a Francofonia e a CPLP

Portugal vai integrar a Organização Internacional da Francofonia, por proposta de França, que passará também a fazer parte da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP)

https://www.rtp.pt/noticias/cultura/portugal-e-franca-vao-reforcar-cooperacao-entre-a-francofonia-e-a-cplp_n1050022
Título: Re: CPLP
Enviado por: Daniel em Fevereiro 16, 2018, 10:27:41 am
Primeiro ministro de São Tomé diz que CPLP pode “deixar de ter interesse” nos próximos anos
http://www.jornaleconomico.sapo.pt/noticias/primeiro-ministro-de-sao-tome-diz-que-cplp-pode-deixar-de-ter-interesse-nos-proximos-anos-269928
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Foje-50ea.kxcdn.com%2Fwp-content%2Fuploads%2F2018%2F02%2FPatrice-Trovoada-S%C3%A3o-Tom%C3%A9-925x578.jpg&hash=9dd42754dcfb20d2828533587046d818)

Citar
O primeiro-ministro são-tomense, Patrice Trovoada, considera que os países lusófonos não estão a “fazer um bom uso” da CPLP devido às suas agendas internas, advertindo que a organização pode “deixar de ter interesse” nos próximos anos.

“Eu considero que nós não estamos a fazer um bom uso da CPLP. Para isso é preciso que as agendas dos países deixem lugar a uma agenda da comunidade”, disse o chefe do Governo são-tomense, em entrevista à agência Lusa, em Lisboa.

Patrice Trovoada defendeu que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) podia “ser mais interventiva”, nomeadamente em relação às questões ou conflitos internos dos Estado-membros, mas defendeu que para isso é preciso que encontrar “um novo patamar” sobre o que liga os países lusófonos.

Segundo o primeiro-ministro, fazia sentido a ligação entre os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) com Portugal, porque têm “coisas em comum” e souberam “ultrapassar a rutura da descolonização” para tentar evoluir e “pôr no mesmo barco os seus interesses”, mas depois, com a entrada do Brasil “alguma coisa se perdeu”.

“É preciso voltarmos à questão do que é que temos em comum e eu acho que a língua não é suficiente”, disse, dando como exemplo a questão económica, institucional ou os recursos humanos como áreas prioritárias.

“Estou convencido que se nós não chegarmos a esse ponto de fusão, a CPLP vai deixar de ter muito interesse nos próximos anos para cada um de nós”, referiu Patrice Trovoada.

Questionado sobre se São Tomé e Príncipe vai cumprir o acordo feito com Portugal de exercer dois anos no secretariado executivo da organização, dando depois lugar a um representante português de 2019 a 2020, Patrice Trovoada referiu que cabe às autoridades portuguesas decidirem o que fazer.

“Esse foi o acordo que se encontrou, se as razões que levaram a esse acordo permanecem, esse acordo é para se manter. A questão foi mais levantada por Portugal. Se Portugal mantém essa posição, o acordo mantém-se”, disse.

Até à cimeira de Brasília, em novembro de 2016, todos os secretários-executivos renovaram os seus mandatos, exercendo quatro anos.

Pela ordem alfabética caberia a Portugal assumir o secretariado-executivo da CPLP depois de Moçambique, mas a diplomacia portuguesa propôs, em março de 2016, ao Conselho de Ministros que fosse São Tomé a avançar nos primeiros dois anos para evitar a ausência de África dos cargos da organização, tendo em conta que o Brasil assumiu a presidência rotativa.

Questionado sobre se apoia a proposta de Portugal e de Cabo Verde para facilitar a mobilidade na CPLP, Patrice Trovoada referiu que “São Tomé não tem problemas com isso”, mas considerou que a proposta é “uma questão de protagonismo” porque São Tomé e Príncipe já está a aplicar essa medida.

“Antes disso tudo [da proposta] São Tomé e Príncipe adotou a política de livre circulação para todos os cidadãos da CPLP”, mas “talvez com menos efeitos mediáticos”, disse, explicando que o seu Governo aprovou a atribuição de nacionalidade imediata, direta a todos os que são oriundos da CPLP e que estavam no país na altura da independência, em 1975.

“Iremos ver qual é a proposta e é evidente que nós não podemos senão apoiar tudo o que vai nesse sentido”, acrescentou Patrice Trovoada.

Portugal e Cabo Verde propuseram a criação de autorizações de residência para os cidadãos lusófonos, que implica ainda o reconhecimento das habilitações académicas e qualificações profissionais recíprocas e a portabilidade dos direitos sociais, que deverá ser discutida na próxima cimeira da CPLP, prevista para julho, na cidade da Praia.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Daniel em Março 25, 2018, 10:40:59 am
Portugal é sinónimo de saudade nas roças da Guiné Equatorial
https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/portugal-e-sinonimo-de-saudade-nas-rocas-da-guine-equatorial
(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=YTQ0A/ckitULif6Clq6yEnzMT+36uMWrqYd7xRcNASCEBgrasksQQWLjCkaeHgY3nraLI4KjIytakk9k5VO0Rl9915uPAyJSRl3HmQML3t+p8bk=&W=800&H=0&delay_optim=1)
Citar
Sanpaca é uma zona na periferia de Malabo, capital da Guiné Equatorial, com meia-dúzia de edifícios à beira da estrada principal que são apenas a porta de entrada para centenas de casas decrépitas escondidas por detrás do verde.Cada caminho, asfaltado ou de terra batida, conduz o visitante a roças abandonadas, com casas de zinco e algumas habitações de cimento, quase todas com forte ligação a Portugal. “Aqui, o que há de cimento, foi feito pelos brancos”, diz Julia Bopo, em Baloeri, um pequeno lugar perto de Sanpaca, recordando com saudade o tempo em que os “portugueses brancos mandavam”.

Hoje com 83 anos — “acho eu, não tenho a certeza” – Júlia lembra-se bem do momento em que os brancos saíram, na década de 1970.

“Foram dias tristes porque eles eram nossos amigos. Os brancos davam-nos dinheiro, tínhamos que trabalhar, mas eles eram justos”, recorda a anciã, mãe de oito filhos e viúva de três maridos, estes últimos mortos no tempo da ditadura de Francisco Macías, que governou entre 1968 e 1970.

Filha de trabalhadores rurais, Júlia conhece o campo como ninguém. “Hoje, já não há quintas, só selva. Tudo é selva”, diz, triste com o estado de degradação das zonas rurais do país.

A poucos metros da antiga roça António Dias, gerida por portugueses que trabalhavam o campo durante o domínio espanhol, Júlia diz que os feitores que vieram de Portugal “sabiam muito de agricultura”.

Durante parte do século XX, o tecido agroindustrial do país foi gerido por portugueses que aplicaram na Guiné espanhola o modelo de São Tomé e Príncipe.

“Os portugueses ensinaram a transformar o cacau e eram amigos”, diz Júlia, que desfia os nomes de que se lembra, quase como uma ladainha: “António Dias, José Marques, José Enguia, Luís Mata de Roda, Faustino Gonçalves”.

“Aqui há tudo”

Hoje, o país vive do petróleo e roças como a de Baloeri não são mais do que aldeias de sobreviventes que vivem da selva tropical e de empregos na cidade.

“Aqui há tudo”, diz Raquel, chefe da aldeia, apontando para a zona em redor. Sentada num pequeno banco do posto de saúde, explica que todos os habitantes da aldeia têm “um papel a desempenhar”.

Filha do antigo líder da comunidade, Raquel é a interlocutora dos moradores e o poder central, “a cidade” como designa Malabo como se a capital distasse mais de meros dez quilómetros.

Desde banana-pão a manga, passando por um sem número de frutos tropicais, Raquel enumera os recursos da floresta que as pessoas extraem como sempre extraíram. “Aqui há muita gente, que vive de modo simples. Apanha-se o cacau, o café e a fruta. Há sempre fruta, porque aqui há de tudo. E é possível sobreviver sem despesas, ao contrário de quem vive na cidade”.

A poucos quilómetros de Baloeri, é possível pescar ou caçar e, quando é necessário, “troca-se o que a terra dá por óleo ou medicamentos”. A Raquel cabe-lhe a responsabilidade de cuidar de um posto de saúde, financiado pela cooperação espanhola, onde se vê uma estante de medicamentos com mais caixas vazias e algodão que outra coisa.

Mas Raquel assegura que tem o que precisa. “Quando não há remédios, temos aquilo que a terra nos dá. Sabemos cuidar-nos”, diz, ao lado de uma menina com pouco mais de três anos, com os pés sujos de andar descalça e de chupeta na mão.

Baloeri, com pouco mais de 200 habitantes, é rodeada de selva que, todos os dias, tenta avançar mais uns centímetros. “Se não limparmos aqui à volta, as raízes entram-nos pelas casas”, diz Sopale Bopo, que trabalha na cidade para uma distribuidora de bebidas, mas que não se deixa conquistar pela vida urbana.

“Quero fazer aqui a minha casa. Agora estou numa de aluguer, mas já tenho terreno e venho para aqui”, diz Sopale, um membro da etnia bubi orgulhoso das raízes ancestrais da família. Na ilha de Bioko, os bubis eram os equato-guineenses que lidavam de perto com os colonizadores, ao contrário dos fang, maioritários no continente e a etnia da qual faz parte o clã que domina a política no país, desde a independência.

Os bubi hoje sentem-se discriminados, afastados das estruturas de poder. A ditadura de Francisco Macías, dos primeiros dez anos de independência, seguida do seu sobrinho, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, trouxe milhares de fang, a etnia dominante, do continente para ocuparem lugares de relevo na administração pública.

Embora esteja satisfeita com a independência, Raquel não esquece o período em que a economia da ilha e das roças eram a alma do país, muito antes de o petróleo ter transformado a Guiné Equatorial no terceiro maior produtor de África.

“Perdemos tudo, tudo o que tínhamos. Para quê? Para nada”

“O tempo colonial era bom porque as coisas funcionavam e se cultivavam as roças”, diz. Só desta roça “saíam 250 caixas de cacau todos os anos”. Em várias roças, são visíveis engenhos de transformação de cacau e de café, mas todos abandonados e sem uso.

Quando Malabo era Santa Isabel e Bioko Fernão Pó, os tempos eram outros. Os equato-guineenses usam hoje os nomes coloniais para descrever a época de então, como se dizerem as palavras os levasse para esse tempo.

Depois, após a independência, nos dez anos de ditadura daquele que ficou conhecido como o “Pol Pot de África”, Júlia perdeu três maridos e quatro filhos. “Foi tudo muito brutal. Não havia nada para comer e ele (Macías) fez coisas diabólicas. Tive dois irmãos que se mataram até à morte”, apenas “como um jogo para ele”.

Hoje, olha para a quinta abandonada onde vive e para as casas feitas de chapas de zinco e adobe e sente-se desanimada. “Perdemos tudo, tudo o que tínhamos. Para quê? Para nada”, diz, sentada num sofá vermelho velho, junto à porta do quarto onde nasceu e onde quer morrer.

“Vou ficar aqui”, diz, ao lado de uma imagem de Jesus Cristo presa na parede da casa. “O papá que está acima virá aqui e vai abrir a porta para me libertar”, diz, sorrindo.
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 13, 2018, 08:15:39 pm
CPLP atrai interesse de Reino Unido e França


Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Julho 18, 2018, 07:36:16 pm
Angola assume a presidência da CPLP em 2020


Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Abril 20, 2019, 07:33:59 pm
Empresários querem manutenção da Guiné Equatorial na CPLP


O presidente da Confederação Empresarial da CPLP defendeu hoje que a Guiné Equatorial não deve ser afastada da organização e estão preocupados com posições públicas de governantes sobre aquele país-membro.

“Tivemos uma reunião da comissão executiva da confederação nesta segunda-feira e falamos sobre este assunto e, mesmo alguns elementos representantes de Portugal, mostraram-se muito preocupados por afirmações vindas de governantes de Portugal” relativamente à Guiné Equatorial, afirmou Salimo Abdula, em entrevista à Lusa em Lisboa.

O empresário moçambicano recentemente reeleito para um segundo mandato à frente da Confederação Empresarial da Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CE-CPLP), defendeu ainda que “a Guiné Equatorial está a precisar de se abrir à comunidade” e reforçar a sua “convivência com a Europa, com a Ásia, e outros países com mais experiência no plano democrático”.

Por isso, “fechá-los [num isolamento diplomático] só estamos a condená-los ao pior”, afirmou.

Na opinião de Salimo Abdula, os membros da CPLP devem ajudar os responsáveis da Guiné Equatorial “a dirimir as pequenas diferenças que possam existir, mas não [devem] abandoná-los”.

O empresário moçambicano e presidente da CE-CPLP referia-se assim às declarações feitas esta semana por governantes de vários países da CPLP relativamente à permanência da Guiné Equatorial como estado-membro da comunidade, um país que vive sob um regime ditatorial e onde ainda existe a pena de morte.

O primeiro-ministro português, António Costa, disse no passado fim de semana que se a Guiné Equatorial quer permanecer na Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) “tem que se rever” num “quadro comum” que não inclui a pena de morte.

“Somos uma comunidade que assenta nos valores da liberdade, da democracia, de respeito dos direitos humanos e da dignidade de pessoa humana, que é absolutamente incompatível com a existência da pena de morte em qualquer dos países membros”, afirmou António Costa.

O primeiro-ministro falava aos jornalistas juntamente com o primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, no final da V Cimeira Portugal-Cabo Verde, que decorreu em Lisboa.

António Costa indicou que a declaração final da cimeira “refere expressamente” que a “CPLP é um espaço democrático, respeitador do Estado de direito e sem pena de morte”.

Já na segunda-feira, dia 15, o chefe da diplomacia angolana defendeu ser necessária “alguma pressão” sobre a Guiné Equatorial, referindo que a identidade da CPLP tem princípios inegociáveis e que a abolição da pena de morte é um deles”.

Em declarações à agência Lusa em Luanda, o ministro dos Relações Exteriores de Angola, Manuel Augusto, reafirmou a posição o fim da pena de morte é um dos “princípios inegociáveis” da organização.

“É do interesse da Guiné Equatorial fazer parte da CPLP. É interesse dos países da CPLP ter a Guiné Equatorial no seu seio. Agora, é preciso também aqui a vontade da maioria, mas sobretudo que os princípios básicos da organização sejam respeitados”, respondeu Manuel Augusto.

A Guiné Equatorial foi aceite no seio da CPLP com a promessa de vir a conformar-se com os estatutos da CPLP.

“Nós empresários, não nos vamos meter nas politiquices” considerou o presidente da CE CPLP, lembrando, porém que a Guiné Equatorial foi admitida por uma decisão política.

Por isso, “não fomos nós que admitimos, mas ficamos galvanizados, porque há oportunidades para empresários da lusofonia lá”, afirmou.


:arrow: https://24.sapo.pt/economia/artigos/empresarios-querem-manutencao-da-guine-equatorial-na-cplp
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Abril 22, 2019, 06:05:29 pm
CPLP avança com mecanismos de resposta coordenada a catástrofes


Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Maio 23, 2019, 01:48:12 pm
Prémio Camões para Chico Buarque



Título: Re: CPLP
Enviado por: zocuni em Outubro 29, 2019, 10:39:23 am
CPLP dá luz verde aos Estados Unidos para concluir pedido para ser observador
28.10.2019 às 20h04
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https://expresso.pt/politica/2019-10-28-CPLP-da-luz-verde-aos-Estados-Unidos-para-concluir-pedido-para-ser-observador
Depois terá de haver a aprovação pelos Estados-membros, e a decisão final na próxima cimeira de chefes de Estado e de governo que decorrerá no próximo verão, em Luanda
Lusa
LUSA
Oembaixador de Cabo Verde em Lisboa, que representa a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), disse que os estados-membros autorizaram esta segunda-feira que os EUA avance com o processo para se tornar num país observador da organização.

Reunidos esta segunda-feira em Comité de Concertação Permanente da CPLP, os embaixadores dos nove estados-membros da organização declararam a sua "não objeção relativamente à manifestação de interesse dos Estados Unidos de se tornar observador associado", afirmou o diplomata de Cabo Verde, país que tem a presidência temporária daquela entidade, Eurico Monteiro, em declarações à Lusa, no final da reunião.

Isto representa uma luz verde aos EUA para avançar com a formalização do processo que tem de seguir até atingir o estatuto de observador associado.

"O que ficou deste CCP foi a não objeção ao pedido dos Estados Unidos, de modo a que possa avançar para as fases seguintes do processo", adiantou o diplomata cabo-verdiano.

As fases posteriores "são a formalização do pedido e o cumprimento das exigências de documentais" que a CPLP requer para a entrada de um país para a lista de observadores associados.

Depois terá de haver uma outra luz verde, aprovação pelos Estados-membros, e a decisão final na próxima cimeira de chefes de Estado e de governo que decorrerá no próximo verão, em Luanda, capital de Angola.

Em meados do mês de setembro, os Estados Unidos da América deram o primeiro passo para se tornar observador associados da organização dirigindo à Comunidades dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) um pedido por escrito nesse sentido, revelou, na altura, à Lusa o embaixador de Cabo Verde em Portugal.

"Acabamos de receber, de facto, um pedido dos Estados Unidos [da América] no sentido de ser observador da CPLP", afirmou, na altura, à Lusa o embaixador de Cabo Verde.

Eurico Monteiro, adiantou, na altura que os Estados-membros iriam "analisar com muita atenção" o pedido.

O diplomata cabo-verdiano em Portugal considerou ainda que um país com "a dimensão dos EUA sempre ajuda a dar maior visibilidade à CPLP, maior prestígio e será sempre um parceiro" com o qual a organização poderá contar, "seguramente, nas diversas iniciativas e no reforço da cooperação com os Estados-membros", bem como na "mobilização das energias".

O estatuto de observador foi criado na segunda cimeira da organização, na cidade da Praia, em julho de 1998, como resposta ao desejo da CPLP de alargar as colaborações extra comunitárias.

Em 2005, no Conselho de Ministros da CPLP reunido em Luanda, foram estabelecidas as categorias de observador associado e de observador consultivo.

Os Estados que pretendam adquirir o estatuto de observador associado terão de partilhar os respetivos princípios orientadores, designadamente no que se refere à promoção das práticas democráticas, à boa governação e ao respeito dos direitos humanos, e prosseguir através dos seus programas de governo objetivos idênticos aos da CPLP, mesmo que, à partida, não reúnam as condições necessárias para serem membros de pleno direito daquela organização, segundo o 'site' oficial daquela comunidade.

Quanto às candidaturas, deverão ser "devidamente fundamentadas de modo a demonstrar um interesse real pelos princípios e objetivos da CPLP", refere a organização, e serão apresentadas ao secretariado executivo que, após apreciação pelo comité de concertação permanente (composto pelos embaixadores dos nove Estados-membros), as encaminhará para o conselho de ministros, o qual recomendará a decisão final a ser tomada pela cimeira de chefes de Estado e de Governo.

Os observadores associados podem participar, sem direito a voto, nas cimeiras e no conselho de ministros, sendo-lhes facultado o acesso à correspondente documentação não confidencial, podendo ainda apresentar comunicações desde que devidamente autorizados para o efeito. Além disso, podem ser convidados para reuniões de carácter técnico.

Porém, qualquer Estado-membro da CPLP poderá, caso o julgue oportuno, solicitar que uma reunião tenha lugar sem a participação de observadores.

Atualmente, a CPLP conta com 18 países observadores associado e uma organização que OEI -- Organização de Estados Ibero-Americanos.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tome e Príncipe e Timor-Leste.


Título: Re: CPLP
Enviado por: legionario em Novembro 04, 2019, 09:03:09 pm
A CPLP anda a ficar uma casa de p....  entra quem quer :(   
O que é isso países observadores ?  Ja existe uma assembleia geral na ONU ;  a CPLP não lhe devia fazer concorrência :)
A entrada devia ser reservada aos países lusófonos ou com ligações a Portugal.
Título: Re: CPLP
Enviado por: zocuni em Novembro 05, 2019, 03:00:11 pm
A CPLP anda a ficar uma casa de p....  entra quem quer :(   
O que é isso países observadores ?  Ja existe uma assembleia geral na ONU ;  a CPLP não lhe devia fazer concorrência :)
A entrada devia ser reservada aos países lusófonos ou com ligações a Portugal.

Entendo o que dizes e nem discordo.Membro associado não é país membro isso é mais protocolar e a nível de relações externas e até a uma maior divulgação do órgão que outra coisa.Segundo os estatutos onde é tudo perfeito e maravilhoso ,prosaico até na verdade não passa de uma coisa cheia de nada.Agora concordo que existem países que não lembra a ninguém ter esse estatuto mas confesso não fazer ideia para ser sincero.Isto no fundo são 9 países somente a Guiné Equatorial é algo discutível no minimo mas é o que é.De uma coisa eu sei apesar de ser uma organização muito recente podes ter a certeza que desperta curiosidade dos não lusófonos,há países muito interessantes sobretudo em potencial.

file:///C:/Users/Cezar/Downloads/1_REGOAact.pdf
Título: Re: CPLP
Enviado por: zocuni em Novembro 14, 2019, 02:18:02 pm
Muito bom esta cooperação com uma aspirante á CPLP.

https://noticias.sapo.cv/sociedade/artigos/portugal-e-uruguai-inauguram-cooperacao-de-combate-ao-cancro-em-mocambique
Título: Re: CPLP
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 11, 2020, 10:27:11 am
São-tomense Brito Fernandes assume direção-geral da CPLP