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Economia => Portugal => Tópico iniciado por: komet em Julho 05, 2005, 08:14:28 pm

Título: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: komet em Julho 05, 2005, 08:14:28 pm
Dada a situação económica actual, qual é a opinião dos utilizadores acerca deste mega-investimento? A discussão está aberta...
Título:
Enviado por: komet em Julho 05, 2005, 08:17:18 pm
Pergunto-me qual a utilidade real para o comum português destas estruturas... segundo o que ouvi dizer, uma viagem Lisboa -> Porto pode vir a custar algo como 250€ de TGV, que me parece um absurdo...
Por outro lado não estou informado àcerca da alfuência ao Aeroporto de Lisboa seja assim tão grande que justifique a construção de um segundo... quanto muito se calhar era melhor construir um de dimensões consideráveis e desactivar o actual ou não sei...
Título:
Enviado por: papatango em Julho 06, 2005, 04:10:38 pm
Ota:
Do meu ponto de vista não faz sentido, porque o custo que se aponta para esse aeroporto aponta para os 5.000 milhões de Euros.

A Portela, tem possibilidade de crescimento.
Basta retirar o AT-1 de lá, e passar a parte de cargas para a área norte, onde estão as árvores e algumas habitações.

Pode parecer incrível, mas é possível fazer muita coisa na Portela. Embora os pilotos não gostem, é possível fechar a pista mais pequena (a Portela tem duas pistas, sendo que só uma tem ILS, que é o sistema que permite a aterragem por instrumentos).
O espaço resultante destas operações, permite por exemplo a criação de um terminal tipo satélite, para aviões de grande porte.
Na zona de cargas e do AT-1, pode-se fazer um terceiro terminal.

A capacidade da Portela, pode assim ser muito aumentada. Se tal não chegar, há uma possibilidade muito interessante que está na pista de Alverca.
Essa pista pode ser utilizada para operadores Low-Cost, deixando a Portela para as empresas maiores.

É trágico, mas parece que o país tem a mania das obras gigantescas e não consegue pensar e racionalizar. Para o Euro-2004, improvisou-se um terminal e embora tivesse condições mínimas, funcionou. Com a Portela aumentada e com Alverca, é possível substituir a necessidade megalomaníaca de construir um enorme aeroporto, a dezenas de quilómetros de Lisboa.

A diferença, é que falamos de obras de menos de 500 milhões de Euros. E é essa diferença de 4.500 milhões que irrita os construtores civis, e os leva a pressionar os seus empregados (Presidentes de Câmara) para fazer barulho e exigir as obras.

Ninguém quer saber se o dinheiro existe ou se vamos ficar ainda mais endividados. O problema é o dinheiro dos negócios.

Somos um povo com a mania do “bota abaixo”. O nosso hábito do desleixo, assenta como uma luva na mania do despesismo. Como desleixamos as construções, deixamo-las chegar a um ponto de degradação tal, que fica justificado o investimento em algo completamente novo.

= = =

Quando eu era pequeno, vi numa revista que a França estava a construir o TGV. Era a resposta europeia aos combóios-bala dos japoneses como o “Shinkansen”. Portanto, a tecnologia destes meios é uma tecnologia que vai para 40 anos. Essa é para mim a principal desvantagem. Os alemães preparam-se para o Mag-Lev, combóio de levitação magnética, que pode atingir velocidades de 500Km/h. Ou seja, muito mais rápido que o TGV.

= = =

Onde gastar o dinheiro

Em vez da OTA, Portela + Alverca.

Em vez de um TGV, um combóio de levitação magnética entre Lisboa e Porto, para começar, e depois entre Viana do Castelo e Faro. Essas ligações podiam fazer-se à linha de TGV espanhola. As ligações de TGV para Madrid, não devem ser favorecidas e para lá disso, não adianta ter TGV para ir para Paris, porque o avião será sempre mais rápido e mais barato que o TGV. Além disso o Mag-Lev, também poderia ser um factor que ajudasse a alterar a imagem internacional de Portugal.

Investimento no aproveitamento dos dois sub-tipos de energia que, do meu ponto de vista mais futuro têm em Portugal: A energia das ondas e a energia das marés.

São só algumas ideias soltas.
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Dinivan em Julho 06, 2005, 04:36:52 pm
Los 30km de maglev que se construyeron en Shangai costaron 1200 millones de euros.  La intención de construir uno de estos "ferrocarriles" entre Oporto y Faro me parece una idea poco realista, dado los enormes costes que esa farónica obra representarían.
Título:
Enviado por: emarques em Julho 06, 2005, 04:38:52 pm
Votei em "nenhum", embore não tenha bem a certeza no caso do aeroporto. No caso dos comboios de alta velocidade, não vejo a utilidade da coisa. Primeiro porque não confio nos nossos operadores de caminho de ferro para pôr aquilo a dar rendimento (sem mencionar que ainda ninguém me convenceu que há alguma coisa além da moda do TGV a empurrar o projecto. Haverá mesmo mercado para uma coisa dessas?). Também porque a rede nacional de caminhos de ferro que existe ainda comporta bastantes melhoramentos para tentar aliciar mais mercado. E ainda porque agora não temos dinheiro (obras a passo de caracol, como sempre) e quando se acabar a construção aquilo se calhar é um belo de um elefante branco.

E depois, a história das comunicações Lisboa-Madrid funciona mais ou menos assim: o comboio sai de Lisboa, vai por esse Portugal afora com toda a prioridade que lhe conseguem dar, o mais rápido possível... E depois de cruzar a fronteira fica à espera que passem os comboios de mercadorias. E ninguém nos garante que os controladores espanhóis sejam mais simpáticos para os novos "expressos" que para os antigos.

Quanto ao MagLev, se calhar quando tivermos "graveto" para ele até já vale a pena e tudo. Mas agora não.
Título:
Enviado por: papatango em Julho 06, 2005, 05:45:24 pm
Eu admito que o Mag-Lev, é futurista.
No entanto,alguém me sabe dizer quanto custaram os primeiros quilometros do TGV?
Eu acho que para construir uma nova espinha dorsal, do nosso sistema de transportes, devíamos aguardar. Eu acho que podemos esperar e aguardar a  nova tecnologia.

O que também acho é que está muito boa gentinha caladinha, a rezar para que ninguém se lembre de falar na introdução do "Pendolino" na linha Lisboa-Porto.

Parece que já esquecemos todos que a linha foi "adaptada" para utilizar os comboios pendulares, que deviam atingir velocidades muito superiores às que são previstas hoje.

O "Pendolino" pode chegar a uma velocidade mantida de 180Km/h e uma máxima de 220Km/h. O "Pendolino" já existe em Portugal e dá pelo nome de Alfa-pendular.

Vi há tempos, creio que no Expresso que Para Portugal, prevê-se um TGV com uma velocidade máxima de 270Km/h.

Porque é que não tentamos por o "Pendolino" a funcionar, nem que para isso seja necessário aumentar (quadruplicar) a actual linha em muitos sectores?

Eu respondo: Sería uma solução muito mais barata.

Eu acho que o TGV na França ou na Espanha até faz sentido, porque se trata de países com dimensões muito maiores que Portugal. Que essas linhas cheguem à Bélica, Holanda e a Londres, também faz sentido. Mas para Portugal, não faz.
O país é pequeno, e por isso o beneficio é minimo. Numa viagem Lisboa - Porto, o TGV vai chegar 30 minutos mais cedo que o pendular.

Aposto que perguntam, porque é que o pendular parece ter começado mal desde o inicio, não?

Porque não aproveitamos e potênciamos o que já temos?

Cumprimentos

PS:
Alguém sabe quando é que vai haver TGV entre Londres e Glasgow na Escócia?
Título:
Enviado por: fgomes em Julho 06, 2005, 06:05:59 pm
Não aprendemos nada! A megalomania continua!

Continuamos a apostar em fantasias dispendiosas, somos governados pelo "lobby" do betão, Portugal não é uma "República das Bananas" mas sim uma "República de Trolhas"!
Título:
Enviado por: komet em Julho 06, 2005, 07:08:04 pm
Depois de ter vendido o carro em  Penafiel, pela primeira vez experimentei andar de comboio desde à mais de uma década, fiquei bastante surpreendido pela positiva, e nem foi no Alfa-Pendular, foi no inter-regiões, demorei umas 4h (nao sei ao certo), que passaram bastante rápdio graças ao conforto, bar aberto, e uma revista ou outra...  já para não falar na paisagem que é excelente... se fosse num TGV nem dava para apreciar  :P
Título:
Enviado por: TestDummie em Julho 07, 2005, 03:50:15 am
Concordo com o PAPATANGO o país é pequeno para que se justifique a construção do TGV!

Mais valia gastar o dinheiro em pôr o Pendolino a funcionar como deve ser e melhorar a rede ferroviária e todos os outros comboios portugueses.

Quanto à OTA não conheço o projecto, mas tudo isto parecem-me, projectos MEGALÓMANOS para melhorar a economia nem que seja um bocadinho para depois constatarmos que foi uma grande BORRADA!

O país desenvolve-se criando infraestruturas com conta e medida e à nossa escala. Se fôssemos um país rico então FORÇA mas não é o caso  :oops: va-mos a ver o que dá!

Boas a todos!
Título: Portugal tem que optar entre Ota e TGV
Enviado por: Dinivan em Julho 23, 2005, 07:45:18 pm
Citar
Dinheiro não chega para tudo
Portugal tem que optar entre Ota e TGV
[ 2005/07/23 | 11:40 ] Editorial

foto de um modelo de TGVAs agências de rating dizem que Portugal não tem condições para avançar, simultaneamente, com os projectos do novo aeroporto e do TGV. Ou escolhe, ou o rating da dívida nacional é revisto.
As primeiras reacções das agências internacionais de rating à demissão do ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha, apontam para um «esperar para ver», segundo apurou a Agência Financeira.

Chris Price, analista da agência de rating Fitch, em declarações à Agência Financeira, disse lamentar profundamente esta saída porque o agora ex-ministro «compreendia realmente os problemas do país» e acrescenta que, a partir deste momento, a Fitch estará «especialmente atenta a exageros despesistas de Portugal».

Referindo-se concretamente ao aeroporto da Ota e ao TGV, inseridos no Plano de Investimento em Infra-estruturas Prioritárias (PIIP), o analista diz que «Portugal pode eventualmente suportar uma das obras, mas dificilmente tem capacidade financeira para concretizar as duas».

E conclui, «se a razão da demissão for o desacordo com as linhas do Governo, isso será péssimo para o país».

Uma opinião partilhada por Trevor Cullinan, da agência de rating Standard & Poors, que referiu à Agência Financeira, que vão «continuar a acompanhar de perto o cumprimento, ou incumprimento, das medidas do Pacto de Estabilidade e Crescimento, com especial atenção ao lado das despesas».

O mesmo analista acrescenta que o rating da Standard & Poors é «actualmente estável, mas levando em conta as medidas do programa de crescimento e estabilidade e é nisso que as nossas atenções estarão concentradas».

No entanto, o analista diz que a Standard & Poors «não comenta mudanças de pessoas» e a saída de campos e Cunha, neste momento, «não é considera relevante».


http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=563748&div_id=1730
Título:
Enviado por: ferrol em Julho 26, 2005, 07:26:25 pm
Pois ben, segundo o "Correo da Mañá", o TGV chegará a Porto desde Vigo no 2.009, e repasando novas anteriores, dase conta no mesmo xornal, que só para empresas civís na construcción da liña, xerará un beneficio de 10.000 millóns de euros http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?idCanal=11&id=152872.

Este ramal da liña será moi útil ás empresas da zona para acelera-los intercambios...o cluster do automóbil de Vigo, que implanta empresas por toda a raia, ós 2 lados poderá acelera-la implantación de empresas auxiliares... os portos de ámbalas dúas cidades poderán complementa-las súas capacidades, o que non poida facer un, poderá facelo o outro e comunicarse en poucos minutos coa nova liña...o turismo fluirá entrámbalas dúas nacións... ábrese un futuro mellor para toda a eurorrexión de Galicia e o Norte de Portugal. Estamos os galegos e os portugueses do norte de noraboa.  :lol:

Saúdos.
Título:
Enviado por: komet em Julho 26, 2005, 07:39:49 pm
Parece que tanto o TGV como a Ota vão para a frente, e viva os lobbies!

Não foi o próprio presidente da TAP que disse que é pouco sensato fazer o aeroporto tão longe?
Título:
Enviado por: papatango em Julho 26, 2005, 07:59:10 pm
10.000 milhões de euros dá para pagar, grosso-modo 200 (duzentos) estadios de futebol. Eu disse duzentos, duas centenas. Pagar mais que um Euro-2004 por ano durante 20 anos seguidos ou organizar o Euro sempre em Portugal com estádios novos até ao século XXII.

Este valor, entende-se melhor assim, porque os estadios de futebol são tão criticados (com alguma razão) mas esquecemo-nos do absurdo gigantesco que constitui este valor do TGV.

Ferrol.
Antes da integração dessa pseudo euro-região, inventada pelos espanhóis, está a integração de Portugal consigo próprio. Primeiro nós, depois os estrangeiros. E desculpe lá, mas a Galiza por enquanto ainda é um país estrangeiro.

Não há razão nenhuma para gastar uma montanha de dinheiro para ligar o Porto a Vigo com TGV.
Além disso a ligação Porto-Vigo com TGV é um absurdo de todo o tamanho.

Já aqui discutimos que o TGV, para ir do Porto a Lisboa à velocidade máxima, tem que começar a travar praticamente a meio do caminho. Por isso não atinge a velocidade máxima.

O TGV entre Vigo e o Porto, poderá nem sequer atingir os 200 Km/h e conseguirá ser mais lento que o Alfa Pendular, ou outro comboio rápido.

A ligação Porto-Vigo, é muito mais uma ligação inter-regional (como você diz) e por isso um combóio de alta velocidade, qua NUNCA CHEGARÁ À VELOCIDADE MÁXIMA porque não tem tempo para acelerar, não faz sentido.

A ligação TGV Vigo-Porto não é um disparate por questões de politica de investimento e de leis.

É uma disparate por causa das leis da fisica. E contra essas, não há nada a fazer.

Além disto tudo, antes da ligação Vigo-Porto (que vai ser lenta por causa da proximidade) temos que pensar nas outras ligações.

Há um caso para o qual fui alertado e que é sintomático.

Foi construida uma auto-estrada entre Lisboa e Madrid. Está lá, e é muito útil, para quem for a Madrid de carro, mas é ridicula a quantidade de carros que se vê naquela auto-estrada. Não serve de grande coisa fazer auto-estradas para Madrid, quando a maioria das pessoas não está minimamente interessada em ir lá.
Eu conheço essa estrada e já a utilizei. Dá jeito, é verdade, mas está quase vazia. E isto é um facto comprovado diariamente.

Em contrapartida, o nosso trafego com o resto da Europa, faz-se utilizando a via Aveiro-Vilar Formoso, e segue para Espanha sem passar por Madrid.

investimos numa auto-estrada para nos ligar a Madrid, que está às moscas, e continuamos a ter  a nossa principal linha de comércio internacional ao nível de Via-Rápida.

Fizemos a vontade aos espanhois, e agora os nossos empresarios estão a xuxar no dedo, com estradas que deviam ter sido a prioridade. A nossa ligação à Europa não passa por Madrid como o demonstra o facto de o IP-5 ter cinco ou seis vezes mais trafego que a Auto-Estrada Lisboa-Madrid. E desculpe lá Ferrol, mas a nossa ligação à Europa também não passa por Vigo.

O país tem prioridades e essas prioridades não podem passar primeiro pelas vontades do governo espanhol, mais interessado, como é obvio nos seus próprios interesses.

Cumprimentos

PS:
Isto não quer dizer que eu ache que não deve haver ligação do Porto a Vigo. Eu acho que não só deve haver a Vigo, como até à Corunha. O que acho é que isso não se faz com o TGV e sim com um combóio mais barato, que possa parar nas principais cidades e manter uma velocidade média elevada.
Título:
Enviado por: manuel liste em Julho 26, 2005, 08:33:25 pm
Ferrol: desgraciadamente, ya es oficial el retraso en la construcción del AVE Vigo-Oporto, que en ningún caso estará rematado en 2009.

El TGV Vigo-Oporto no puede ser valorado de forma aislada. Hay que tener en cuenta que formará parte de una red más amplia que rentabilizará la línea. El TGV Vigo-Coruña (Corunha) está en plena construcción, y enlazará dos zonas urbanas con 700.000 habitantes. Desde Galicia se unirá a la red que enlazará con Madrid (que también está en construcción) y con Portugal.

Un TGV supondría beneficios inmediatos para las ciudades portuguesas en las que parase, como ha sucedido en España y en otras partes. Tarde o temprano Portugal construirá TGV (no tengo duda al respecto), así que estaría bien empezar cuanto antes.

La autovía Lisboa-Madrid comunica el centro de Portugal con las regiones españolas de Madrid, Cataluña y el levante: un mercado de 20 millones de personas con alto poder adquisitivo. Y desde allí enlaza con la red europea de autopistas por la frontera oriental de los Pirineos, direcciones Lyon-Italia-Austria-Suiza. No creo que esa autovía esté de más.
Título:
Enviado por: papatango em Julho 26, 2005, 11:57:57 pm
Manuel Liste, eu acho que não está a ver muito bem por onde passam as estradas de que estou a falar.

O problema é que os contribuintes pagaram a estrada para ligar Lisboa a Madrid (que passa pelo sul não pelo centro de Portugal dado que pelo centro por causa das montanhas e da fraca densidade populacional a construção é pouco viável)

Ora a estrada que de facto nos faz ainda hoje falta, é a estrada que tem mais trafego.

Madrid, (considerando o "centro demográfico" de Portugal, ou seja, o ponto a partir do qual traçando uma circunferência de raio igual a 250Km , mais população é abrangida), está fora do caminho português para a Europa.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg.photobucket.com%2Falbums%2Fv39%2Fpapatango%2FPIber_est.jpg&hash=136676326078df6a7f7951df67b82473)

O mapa acima mostra o que se passa hoje. A maioria do transito vai por Burgos e Valhadolid.

A estrada Lisboa-Madrid, podia até levar a Nova Iorque, Pequim ou ao Paraiso, mas a realidade é que os portugueses não vão a Barcelona e os que vão a Madrid são muito poucos, e por isso a estrada está às moscas.
Eu posso testemunhar isso. A travessia da Estremadura é quase como uma travessia do deserto.

Mas infelizmente, construimos a auto-estrada, que teve apenas um significado político, e não foi utilizada por praticamente ninguém.

Em contrapartida, só anos depois de se ligar Lisboa a Madrid, é que se ligou Lisboa a Faro, no sul de Portugal. E eu posso garantir que é uma auto-estrada muito mas muuuito mais utilizada que a Lisboa-Madrid.

Para quem como eu, vive em Setubal e precisar de ir a Madrid, é muito conveniente. É só sair de casa, em 10 minutos estou na auto-estrada e é facil de dirigir, porque quase que não há veículos na estrada.

Mas a verdade é que gastámos dinheiro por razões POLITICAS para agradar a alguém que acha que nos devemos integrar com a Espanha, mas no fim, não se dá integração nenhuma.

Agora com o TGV parecem querer fazer o mesmo disparate.

Aliás, a linha de TGV Lisboa-Madrid neste momento, está "periclitante" O governo espanhol chegou à conclusão de que nem com a linha a chegar até Lisboa ela será economicamente viável e agora vai reduzir a velocidade da linha, para colocar comboios de mercadorias.
O que era mau, conseguiu ficar ainda pior.

O governo espanhol, que tem muito mais dinheiro concluiu que a linha tem a sua viabilidade financeira em risco. Vai minorar os custos, mas por causa dos problemas de coesão política interna, não pode deixar de fazer o investimento (O Ibarra ainda declarava a independência da República Nacionalista Socialista da Estremadura :roll:

Cumprimentos


PS:
Chamar a Expo de ibérica estaria correcto, no entanto os espanhóis também já estão a desvirtuar o termo "ibérico".
Vide a companhia aérea Iberia. Porque é que não se chamou Espania?
Título:
Enviado por: manuel liste em Julho 27, 2005, 12:50:16 pm
Ya existe autovía o autopista entre Salamanca y la frontera francesa por los Pirineos occidentales, y está en construcción (que yo sepa) el tramo restante hasta la frontera con Portugal. Ustedes sólo tendrían que enlazar con ella y su problema estaría solucionado. Que la autovía hasta Madrid les proporcione a ustedes menos servicio no significa que no hubiera debido ser construida.

Para dar servicio al norte de Portugal (de Oporto para arriba) creo que está en construcción o proyecto un enlace con la red española por Chaves, de donde saldría directamente hacia el este sin pasar por Madrid.

Ahora tienen más alternativas, antes no había.

Con el TGV pasará lo mismo. Cuando quieran construirlo la red española estará bastante avanzada, y podrán hacer los enlaces que consideren oportunos. Llegarán con retraso, eso sí.
Título:
Enviado por: fgomes em Julho 30, 2005, 02:55:23 pm
Foi criado um blog contra o TGV e o areoporto de Ota. Muito interessante!

http://portugalsim.blogsome.com/
Título:
Enviado por: Benny em Julho 30, 2005, 08:55:17 pm
Muito francamente, julgo que independentemente de eventuais estudos, análises e pareceres técnicos, a decisão será tomada ao nível político.

Benny
Título:
Enviado por: komet em Julho 30, 2005, 09:04:31 pm
A decisão está tomada, politicamente.
Título:
Enviado por: papatango em Agosto 01, 2005, 12:13:29 am
Citar
Para dar servicio al norte de Portugal (de Oporto para arriba) creo que está en construcción o proyecto un enlace con la red española por Chaves, de donde saldría directamente hacia el este sin pasar por Madrid.


Manuel Liste -> O problema são as prioridades.
O último projecto conhecido, diz que Portugal deve primeiramente ligar Lisboa a Madrid, e depois Porto a Vigo. So depois se liga Lisboa ao Porto.

A última ligação, aquela que realmente nos importa, é para fazer apenas de aqui a dez ou quinze anos.

Ora, todos sabemos que mesmo a linha Madrid-Lisboa, está envolvida em polémica, porque o próprio governo espanhol já concluiu que vai ser um desastre financeiro, e por essa razão, está a alterar o projecto, reduzindo a velocidade para permitir a introdução dos comboios de mercadorias.

Portugal não precisa do TGV.

O que Portugal, precisa, e isso é preciso que toda a gente entenda, é de uma linha de Alta Velocidade.

E estamos a ficar para trás. O actual Alfa Pendular, na foto abaixo, devia e podia andar a 220Km/H se se tivesse feito o investimento adequado. Mas neste momento só chega a 180Km/h em alguns precursos.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.cp.pt%2Fservicos%2Falfapendular%2Fimages%2Falfa_apresentacao.gif&hash=7bac7c1757f1967ca6dd0c50176e1dc4)

Do meu ponto de vista, o que é melhor é aproveitar parte do que já existe e construir uma rede de alta velocidade, mas que não precisa de atingir 320Km/h. Portugal não precisa de um comboio que só pode ir de Lisboa ao Porto. É preferível ter alta valocidade em Bragança, Braga, Leiria Evora e Faro, a 220Km/h com o Alfa, do que ter apenas o TGV em Lisboa e no Porto.

Espantem-se mas a Italia, está a fazer neste momento um investimento para os novos "pendolino" que chegam a 300Km/h. Mas quanto maior é a velocidade, maiores devem ser as distâncias entre paragens. Por isso, não faz sentido o TGV em Portugal NESTE MOMENTO.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: komet em Agosto 01, 2005, 12:29:15 am
Se houver uma empresa privada que ofereça mais benesses (aos nossos queridos lá de cima) com essa renovação das linhas, do que o TGV, acredito que será repensado. Doutro modo, ninguém tem direito a dar a sua palavra, o estado é dono e senhor do dinheiro q sacrificamos nos impostos.

O governo representa o povo...? Ahahaha bela democracia....
Título:
Enviado por: Luso em Agosto 01, 2005, 01:06:24 am
Não resisto...
Outra da Grande Loja...

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Fazer como o gato...
Segunda-feira, Agosto 01, 2005


Nas leituras recentes de fim de semana, calhou reparar num jornal que folheei por causa de uma entrevista de…Ricardo Salgado! No interior do jornal, Semanário Económico, dirigido por João Vieira Pereira, os dedos tropeçaram num suplemento gordo de referências a “quem é quem nas empresas portuguesas & espanholas”.
Dos Advogados aos Transportes, passando por Agências de Meios, Banca, Energia Imobiliário, Seguros e Telecomunicações, os nomes não são muitos:pouco mais de uma dúzia de firmas a representar os mais de 24 mil advogados portugueses! Duas dúzias de bancos, entre os quais o do Ricardo Salgado que também é Espírito Santo e que é vice-presidente, sendo o califa o António Luís Roquette Ricciardi; o banco Bilbao Viszcaya Argentaria, SA ( de Portugal) por seu lado, à esquerda, é presidido por…José Vera Cruz Jardim( quem sabia?!). O banco BPI, presidido por Artur Santos Silva. O Banco Comercial dos Açores, por Horácio Silva Roque que acumula com o Banif.O BCP ( Millenium) por…Paulo Teixeira Pinto.O BPN por José de Oliveira Costa. A Caixa Económica Montepio Geral, por José da Silva Lopes (pca). A CGD por Vítor Martins. O Finibanco por Álvaro Costa Leite e os outros bancos por… ilustres anónimos ou quase. Entre todos os nomes, o mais espantoso é o de Maldonado Gonelha, como vice-presidente do conselho de administração da CGD! São estes os nossos capitalistas, ou o capitalismo desenvolve-se por outros lados?! Por exemplo, nas chamadas “Financeiras”? Também temos disso, em quatro dezenas de designações. Entre elas várias ligadas ao Espírito Santo e até JP Morgan- Chase Bank cá está, embora reduzido a um consultor e a um director geral. Será nas seguradoras? Temos disso, mas como se escreve em título, é um “sector liderado pelo Estado”, pois é a Caixa Seguros que lidera com uma quota de mercado de quase 30%!
Na Construção Civil, há um pouco mais de trinta firmas no ranking e o título do pequeno texto que as apresenta é : “À espera da calendarização das obras públicas…”. Está tudo dito, sobre o nosso capitalismo de risco e de iniciativa privada! Mas, fazendo as contas aos nomes que soam a directores gerais, financeiros, comerciais, de produção(?!) de recursos humanos, sem esquecer os administradores, temos umas boas centenas de bocas para alimentar a salários de vários milhares de euros por mês e que naturalmente estão à espera da tal calendarização.
Na energia, temos mais duas dúzias de firmas com a EDP desdobrada em várias! Uma delas, chama-se EDP Soluções Comerciais e tem um presidente e dois administradores!
Nas águas, o panorama é idêntico: governo por todo o lado e boys and girls everywhere. Na Galp?! A Galp não precisa de apresentação, como dantes a pasta medicinal Couto: é portuguesa, com artistas portugueses, mas participada pela ENI italiana e no texto refere-se: “ Seja qual for a configuração empresarial que está na mente do governo o seu desenho final depende do accionista de referência da Galp: a ENI.” Vamos a ver o que dá a actividade de consultadoria intensa desenvolvida por um dos escritórios de advogados mais cotados: a PLMJ de J.M.Júdice. São eles quem acompanha o processo de privatização. Isso, apesar de a Galp ser do Estado, ter um gabinete jurídico e ter um José Rodrigues Pereira dos Penedos na Administração, lugar que acumula com a de presidente da REN-rede eléctrica nacional. Fiat lux! Confiem na luz, fiem-se na luz…haja luz! E também uma candeia e um Rui Oliveira Horta e Costa e um Joaquim Pina Moura!
Nas telecomunicações, o título de apresentação dispensa mais comentários: “Portugal Telecom mantém monopólio”! Monopólio! No segmentos de telefono fixo e móvel, cabo e Internet. A PT é um mundo…aparentemente privado, pois o Estado só lá está através da CGD e de uma golden share de 500 acções e dois terços das acções está nas mãos de investidores internacionais. Mesmo assim, a acreditar em certas notícias, há empregos à larga para distribuir a filhos de gente importante…
A entrevista de Ricardo Salgado não adianta nada de especial sobre este mundo. Só diz que a PT tem uma comissão executiva “pro-activa”! E estende-se em considerações técnicas sobre a performance do seu banco- o BES- que aparentemente não tem apresentado resultados brilhantes, ao contrário da Impresa do agora inimigo(?!) Balsemão que vai de vento em popa.
Quem parece também estar bem de saúde económica é a EDP: 318 milhões de euros de lucro no primeiro semestre. E segundo a JP Morgan, os lucros superaram as expectativas.

Por falar em JP Morgan, ando a ler um livro de Jim Marrs, intitulado Rule by Secrecy. Aí se descrevem várias organizações secretas que alegadamente governam a América e o mundo. A Trilateral, o Council on Foreign Relations ( que patrocina a Foreign Affairs) , e os Bilderbergers são esquematizados enquanto organizações e relacionados com factos aparentemente indesmentíveis e nada conspirativos.
O sistema bancário americano ( e mundial) devidamente escalpelizado nas suas origens remotas e com referências concretas aos seus mais directos responsáveis e a biografia dos mesmos, cruzada com as várias genealogias do dinheiro que se envolveu e misturou irremediavelmente com a política americana e mundial.
Os Rockefellers, com o negócio do petróleo da Standard Oil e das companhias que surgiram após 1870. Os Morgans que arquitectaram o sistema bancário, tal como o conhecemos ( um puro e simples negócio de usura, segundo o senso comum); os Rothschilds do outro lado do Atlântico e que se lhes uniram em esforços e por laços de família. Os vários cruzamentos de sangue que originaram as grandes fortunas mundiais actuais e o protagonimso da América, tal como a conhecemos hoje em dia, está lá descrito com a precisão possível e até com o aviso de que alguns podem tomar o texto como mais uma teoria de conspiração. Porém esse aviso apenas contempla o facto de ser desconhecido o âmbito e a amplitude da influência das sociedades secretas nos acontecimentos mundiais, através do controlo e manipulação de eventos. Todas essas sociedades secretas têm a sua origem no dealbar do capitalismo americano.
À medida que se avança na leitura, chegamos ao “skull and bones”, à maçonaria e a outras sociedades secretas que se entrecruzam através dos seus membros que o são de umas e de outras e que estão embrenhados na política e nos negócios.
Estes negócios que envolvem sectores importantes para a economia mundial como a energia e a circulação de capitais, são dominados por elementos que descendem dos pioneiros e novos políticos que se lhes associam em comandita.
Através das histórias do livro de Jim Marrs , jornalista do New York Times, chegamos rapidamente às guerras do Golfo e seus antecedentes e aos negócios americanos de Bush e outros republicanos e democratas. Kissinger é uma figura de proa, como são os secretários de Estado americanos, desde sempre.
E surge uma dúvida: Portugal e os seus governantes que pouco ou nada têm a ver com o esquema americano de transmissão do poder ( não é assim?), terão alguma coisa a ver com estas pessoas e organizações secretas?! Trilaterais, Bilderbergers e outras maçonarias de obediência regular, têm assento em Conselho de ministros?!
Uma busca rápida por lugares interessantes revelou este sítio que nos fala de democracia e nos apresenta um filme: o argumento e respectivos actores são já de 1980 e um pouco antes até. Alguns desses actores são Cavaco Silva ( olha! Olha!), Mário Soares ( enfim…), Sá Carneiro, Amaro da Costa e caso da avioneta caída em Camarate, o Expresso de Balsemão e Vicente Jorge Silva(!!), Kissinger, Oliver North, Pires de Miranda( dos petróleos), o jornal Portugal Hoje, dos socialistas de então, e um facto concreto que falta esclarecer cabalmente e que ninguém, no entanto, parece ligar demasiada importância: Portugal em finais de 1980 ( alguns referem até a data de 5 de Dezembro, um dia após a queda da avioneta), vendeu armas ao Irão?! Vendeu ou não vendeu?! Quem autorizou?!
Há duas pessoas que sabem obrigatoriamente a resposta: Mário Soares e …Cavaco Silva, a acreditar no filme que passa naquele blog para todos verem e cuja montagem é da autoria de Frederico Duarte Carvalho, autor de um livro sobre conspirações e que aparentemente pouca gente levou muito a a sério.
Não será mesmo de levar este assunto com maior seriedade, mesmo em época de palermices, como é próprio das silly seasons?!
E já agora que se fala nisto, porque não reler com atenção estoutro livro, também já algo datado mas de assunto sempre actual e perguntar agora, aberta e frontalmente, ao putativo pai da nossa democracia o que diz sobre os assuntos que lá vem contados com pormenor?!
Sobre esse personagem, outro também interessante, chamado Santana Lopes, na revista do Expresso, em entrevista alargada esta semana, diz isto que lhe terá sido dito por Mário Soares, a título de sabedoria de vida:
" Na vida, as pessoas que se safam são como os gatos: fazem e tapam logo".
Título:
Enviado por: komet em Agosto 01, 2005, 01:54:10 am
O nosso golpezito de estado é para quando mesmo? Já tá na altura há demasiado tempo  :x
Título: Sobre o Novo Aeroporto de Lisboa
Enviado por: Raul Neto em Agosto 04, 2005, 12:10:53 am
*, estudos esses que sempre apontaram a opção Rio Frio como a mais adequada, opção essa que sempre mereceu a total aprovação de peritos nacionais e estrangeiros.

Considerações sobre a opção Rio frio:

:arrow:  Os custos de expropriação de terrenos relativamente à opção Rio Frio seriam elevadíssimos, contudo ao libertar-se os terrenos da Portela, tornar-se-ia possível gerar as receitas necessárias para viabilizar tal opção.

:arrow: Os especialistas nacionais e estrangeiros concluiram e salientaram em todos os seus relatórios que Rio Frio seria sem sombra de dúvida uma infraestrutura sem limitações operacionais e com potencialidades ilimitadas a longo prazo.

*Esta data é importante, pois só atesta a necessidade que já então se fazia sentir relativamente à existência de um novo aeroporto para a Capital.

Conclusões Pessoais em torno do actual e futuro aeroporto de Lisboa:

1- Existe uma questão séria de segurança relativamente ao actual aeroporto, que leva forçosamente à necessidade de construção de uma nova infraestrutura do género;

2- A Ota fica efectivamente muito longe da Cidade, e pelos motivos que acima mencionei não a considero como melhor opção;

3- Se o futuro Aeroporto localizado na Ota vier a estar igualmente rodeado de uma malha urbana que não respeite as suas zonas de protecção, então estaremos perante uma "Portela II" e consequentemente perante um rotundo fracasso;

4- Não é por existirem Aeroportos na Europa (e em outros Continentes) em condições muito semelhantes às da Portela que a questão da segurança deixa de ser válida, é tão válida cá como lá,  lá como cá há bons e maus exemplos, destaco como um bom exemplo o novo aeroporto de Hong Kong.

Sem mais,

Raul Neto
[/list]
Título:
Enviado por: Luso em Agosto 04, 2005, 04:13:46 pm
http://bloguitica.blogspot.com/2005/08/ ... 911-1.html (http://bloguitica.blogspot.com/2005/08/sem-ttulo-911-1.html)

"SEM TÍTULO
[911] -- 1. O Aeroporto Internacional de Macau comemora, este ano, o seu décimo ano aniversário. Um dos seus principais accionistas é a «Sociedade de Turismo e Diversões de Macau» (STDM), que detém 33% do capital. A STDM, refira-se, foi fundada e é dirigida ainda hoje por Stanley Ho.
2. Stanley Ho é proprietário da Estoril-Sol. O novo Presidente da Caixa Geral de Depósitos, Carlos Santos Ferreira, refira-se, foi director do Aeroporto Internacional de Macau. Até segunda-feira passada, Santos Ferreira era vice-presidente da Estoril-Sol de Stanley Ho.
3. Entre outras coisas, Stanley Ho é igualmente presidente da Sociedade Gestora da Alta de Lisboa (SGAL). A SGAL consiste num mega-projecto imobiliário que se desenvolve sobre uma superfície aproximada de 300 hectares, junto ao Aeroporto da Portela -- ver foto.
(Continua.)"

http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/ (http://grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/)

"A defesa do projecto tem vindo a ser feita nas feiras de imobiliário e construção, o que não é surpreendente uma vez que grupos como Tiner/Renit, Turiprojecto e ESAF são os donos da maior parte dos terrenos das freguesias da Ota, Alenquer e Azambuja.

Aparentemente a ESAF é a Espírito Santo Activos Financeiros, pertencente ao grupo do BES, que até Março de 2005 tinha como administrador ... Manuel Pinho."

"SOBRE O ESTUDO DE MARVÃO PEREIRA E ANDRAZ
[920] -- A propósito do artigo de Manuel Pinho -- que cita um trabalho de Alfredo Marvão Pereira e Jorge Miguel Andraz -- Luís Aguiar-Conraria escreveu algumas notas que me pareceram um bom contributo para reflexão (rever aqui e aqui).
Pareceu-me igualmente interessante ouvir Marvão Pereira sobre a utilização que Manuel Pinho fez do seu trabalho, bem como sobre as críticas de Aguiar-Conraria. Numa comunicação por email, Marvão Pereira esclarece que:


«O argumento é válido mas incompleto, isto é, os resultados dos meus estudos de facto nada dizem directamente sobre os caso da OTA ou do TGV. Por outro lado [os resultados dos meus estudos] são uma evidência empírica importante que mostra que uma estratégia geral de investimento público em infra-estruturas de transporte tem potencial para ter efeitos muito importantes. O ponto é que os meus resultados podem ser usados para justificar uma estratégia de desnvolvimento mas não para justificar projectos específicos» (sublinhado de Marvão Pereira).


in Bloguítica


Num país normal depois de ler isto só restaria a Manuel Pinho, pelo que assinou no Expresso, demitir-se, pedindo antes desculpas ao país. Estamos em Portugal. Num país normal a comunicação tradicional teria ido, ela própria, a correr, ouvir os autores de tão celebrado estudo. Não foi, foi o modesto autor de um blog. Sinais. Resta dar os parabéns ao Paulo Gorjão."
Título:
Enviado por: typhonman em Agosto 04, 2005, 06:58:02 pm
Bem quem quizer começar o golpe tem o meu apoio... :roll:
Título:
Enviado por: USB80 em Setembro 16, 2005, 12:02:41 pm
Citar
Uma história de 2 aeroportos:

      Áreas:
      Aeroporto de Málaga: 320 hectares,
      Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.

      Pistas:
      Aeroporto de Málaga: 1 pista,
      Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.

      Tráfego (2004):
      Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento,7% a 8% ao ano.

      Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento
      4,5% ao ano.

      Soluções para o aumento de capacidade:

      Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros,
      capacidade 20 milhões de passageiros/ano.
   O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.

      Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões de euros, solução
      faraónica a 40Km da cidade.

      É o que dá sermos ricos com o dinheiro dos outros e pobres com o
      próprio espírito. Ou então alguém tem de tirar os dividendos dos terrenos comprados nos últimos anos. Ninguém investiga isto?
   É preciso fazer alguma coisa.
      Pelo menos divulguem, ou faremos parte de "Otários" silenciosos.


Amigos foristas e visitantes, recebi este texto. Se os dados que refere são correctos então dá muito que pensar. Em que país vivemos, um país de otários todos (governantes e governados), ou 95% de otários e 5% de Chicos Expertos que vivem à grande à custa dos outros palermas?  :shock:
Título:
Enviado por: manuel liste em Setembro 16, 2005, 12:35:55 pm
Muitos me parecem 20 milhões de passageiros para um aeroporto com uma só pista. Palma de Maiorca move 20 milhões, mas com duas paralelas.
Título:
Enviado por: USB80 em Setembro 16, 2005, 01:08:12 pm
Citação de: "manuel liste"
Muitos me parecem 20 milhões de passageiros para um aeroporto com uma só pista. Palma de Maiorca move 20 milhões, mas com duas paralelas.


Olá Manuel Liste, não tenho números mas agora isto despertou a minha curiosidade e vou investigar, também não deve ser difícil verificar estes valores. Agora de que a simples vista e sem analisar muito, usando só um bocado de intuição, este projecto parece um absurdo, de isso não tenho dúvidas, mais um elefante branco, e como disse otra personalidade portuguesa daqui a pouco Portugal vai ganhar o prémio do WWLF (World Wildlife Fund) para a preservação da vida selvagem (criação de elefantes)
 :shock:
Título:
Enviado por: USB80 em Setembro 16, 2005, 02:27:53 pm
Citação de: "TestDummie"
O país desenvolve-se criando infraestruturas com conta e medida e à nossa escala. Se fôssemos um país rico então FORÇA mas não é o caso  :oops: va-mos a ver o que dá!

 :amazing:  :amazing:  :amazing:
Senão veja, não há dinheiro para projectos realmente importantes e estratégicos que no fundo são meia dúzia de tostões comparados com estes delírios megalómanos e que poderiam criar em conjunto muito mais valor para o país e estimular o desenvolvimento sustentado.
Expliquem-me como é que um Aeroporto, depois de construído, vai relançar a economia e nos desenvolver? O que é que vai transitar por esse aeroporto, se daqui à pouco não temos nada importante que vender ao exterior, nem empresas estrangeiras que venham instalar negócios aqui? Só se for para facilitar a saída de portugueses para a emigração, ou então de turistas interessados em conhecer uma civilização antiga quase extinta.
Esses 5.000.000.000 de Euros não davam para criar uma infra-estrutura de Investigação e Desenvolvimento a nível mundial em certas áreas onde Portugal tem mostrado qualidades e potencial?(Genética, Software, Telecomunicações, Electrónica, Têxtil, Moldes)  especialmente quando os agentes já fizeram quase tudo o que é difícil e importante (Know-how, formação) e só falta o miserável dinheirito...
Será que não se podia utilizar para financiar empresas pequenas que queiram apostar e arriscar em áreas inovadoras mas onde pelo risco elevado é necessário contar com uma "almofada" financeira. Acaso os portugueses não são famosos pela sua criatividade e inventiva mas falta-lhes mais uma vez um pouco de dinheiro para não ter que pensar no sustento diário e a prestação do apartamento e poder sim ter a mente livre de preocupações "mundanas" para poder dar rédia solta à sua capacidade realizadora?
Por experiência própria conheço empresas que só necessitariam uns poucos milhares de Euros para pôr em prática ideias realmente interessantes e com potencial de se virem a transformar em grandes negócios, mas não tem esse dinheiro e os nossos bancos, muito bem obrigado, a dar créditos para casinhas, carrinhos, FÉRIAS (quando se viu), só despesas, despesas e despesas.
Mas se aparece num banco um desses pequenos empresários com uma ideia ou projecto, se calhar com pouca experiência na área financeira e até se calhar ingénuo (porque as grandes ideias muitas vezes provém de mentes limpas e livres de artimanhas), estes vaidosos banqueiros e bancários podem até quase se rir na cara do individuo e olhar para ele como se fosse um bicho raro! Do género: "Olha-me este a armar-se em engenhoca, tem a mania de que sabe muito" "-Não, nós não emprestamos dinheiro para esse tipo de coisas!". Não temos na nossa sociedade cultura de progresso! e não me venham com tretas que por aqui ando à alguns anos!

Este critério de prioridades é absurdo ou não? ou como disse o Dr. Medina Carreira "isto é de gente com juízo?" ou será que os portugueses estamos a ficar cada vez mais burros (e se calhar ainda não sabemos)? Mas parece que, pelas intervenções que aparecem neste fórum, felizmente muita gente ainda tem juízo neste país e está descontente.
Sendo assim, que se passa, os que tem juízo estão escondidos, não tem nenhuma voz nem influência na sociedade???  :roll:
Título:
Enviado por: ferrol em Novembro 19, 2005, 12:44:39 pm
Falando un pouco máis do AVE, e recuperando o tópico:
http://www.elmundo.es/elmundo/2005/11/19/espana/1132397328.html
Citar
Portugal ha anunciado un retraso de tres años respecto a los acuerdos anteriores y no tendrá en funcionamiento la línea de ferrocarril de alta velocidad que una a Lisboa y Madrid hasta 2013. No obstante, España mantiene su compromiso y abrirá el tramo hasta Badajoz en 2010. Ambos países han acordado un nuevo calendario para las líneas de AVE en la XI Cumbre Ibérica.

Estos acuerdos, tomados en la ciudad lusa de Évora, modifican los objetivos y plazos los avanzados en la cumbre bilateral de Figueira da Foz, celebrada en 2003 con Durao Barroso y José María Aznar.


As cousas están mal para o AVE, e logo para as cidades polas que debería pasar, que perden cuantiosos ingresos de turismo e mercadorías. Unha magoa, certamente.

Sen conta-lo incumprimento portugués, que amosa quizáis un pouco de falta de planificación por parte dos sucesivos gobernos, ó retractarse dun compromiso xa firmado desde o 2.003.

Saúdos, unha magoa.
Título:
Enviado por: emarques em Novembro 19, 2005, 12:47:47 pm
Olhe que se continua a chamar AVE a esta linha, a malta por aqui ainda se torna mais avessa à ideia... :mrgreen:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Novembro 19, 2005, 04:38:55 pm
Citação de: "ferrol"
Falando un pouco máis do AVE, e recuperando o tópico:
http://www.elmundo.es/elmundo/2005/11/19/espana/1132397328.html
Citar
Portugal ha anunciado un retraso de tres años respecto a los acuerdos anteriores y no tendrá en funcionamiento la línea de ferrocarril de alta velocidad que una a Lisboa y Madrid hasta 2013. No obstante, España mantiene su compromiso y abrirá el tramo hasta Badajoz en 2010. Ambos países han acordado un nuevo calendario para las líneas de AVE en la XI Cumbre Ibérica.

Estos acuerdos, tomados en la ciudad lusa de Évora, modifican los objetivos y plazos los avanzados en la cumbre bilateral de Figueira da Foz, celebrada en 2003 con Durao Barroso y José María Aznar.



As cousas están mal para o AVE, e logo para as cidades polas que debería pasar, que perden cuantiosos ingresos de turismo e mercadorías. Unha magoa, certamente.

Sen conta-lo incumprimento portugués, que amosa quizáis un pouco de falta de planificación por parte dos sucesivos gobernos, ó retractarse dun compromiso xa firmado desde o 2.003.

Saúdos, unha magoa.


Alta velocidade???
Média velocidade, devido à exigência espanhola de incuir transporte de mercadorias no TGV.

Quanto à questão da paragem nas cidades,...do lado português chegou-se ao ridiculo de, a fazer a vontade aos autarcas por onde passa a linha de TGV, esse mesmo TGV nunca chegar a atingir velociddades siginficativas pois assim que começava a ganhar velocidade teria que desacelarar pois estaria a aproximar-se duma próxima paragem.

Houve/há muita falta de bom-senso em Porugal na discussão deste assunto, além da falta de dinheiro essa "doença crónica" que nos afecta.
É bom não esquecer que a construção do traçado do TGV custa por km quase o dobro em Portugal do que em Espanha devido à geografia do traçado escolhido.
Talvez por isso se entenda a tentativa de o Governo Potutguês tentar que a linha de TGV tivesse outro traçado.
Título:
Enviado por: Normando em Novembro 22, 2005, 05:00:04 pm
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Associações internacionais a favor do aeroporto da Ota
22.11.2005 - 15h17   Lusa
 
Responsáveis da associação internacional de transportadoras aéreas (IATA) e do Aeroporto de Paris defenderam hoje a necessidade de um novo aeroporto para a região de Lisboa e a desactivação da Portela, na conferência organizada pelo Governo para apresentar o projecto da Ota.

Para Colin Spear, da IATA, "mais atrasos na construção do novo aeroporto terão um impacto sério no potencial de crescimento das companhias aéreas que operam em Portugal".

Também para Jean Marie Chevalier, da Aéroports de Paris, entidade que elaborou o estudo para seleccionar a localização mais viável para o novo aeroporto, a necessidade de um novo aeroporto é "imperiosa", dados os limites de capacidade do aeroporto da Portela.

Jean Marie Chevalier prevê que em 2020, o número de passageiros a viajar para Portugal aumentará para 35 milhões, tendo em conta o tráfego gerado pelas companhias de baixo custo.

A capacidade da Portela de receber até 16 milhões de passageiros é insuficiente, defende este especialista, mesmo depois das obras de melhoramento a concretizar em 2009.

O responsável da Aéroports de Paris apresentou a alternativa de construir uma segunda pista na Portela, mas que custaria 800 milhões de euros, a preços de 1999 e incluindo custos de expropriação de terrenos, implicaria o realojamento de 10 mil pessoas e apenas permitiria um aumento da capacidade para 35 milhões de passageiros.

Para o presidente da Naer – Novo Aeroporto, Guilhermino Rodrigues, esta solução apenas adiaria o problema seis ou sete anos.

Jean Marie Chevalier considerou assim a Ota como uma "localização aceitável" devido principalmente aos constrangimentos de impacto ambiental, apesar de admitir as vantagens de Rio Frio, a outra localização estudada pela entidade.

Na defesa de Rio Frio manteve-se Francisco Van Zeller, presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), presente na apresentação e que se afirmou "mais convencido do que anteriormente acerca da Ota", ainda que "duvidando do abandono de Rio Frio".

A hipótese de manter a Portela a funcionar depois da construção do novo aeroporto na Ota também foi afastada pelo responsável da Aéroports de Paris.

A existência de dois aeroportos criaria "concorrência desnecessária" e seria um "desastre para a TAP que não conseguiria transformar o aeroporto de Lisboa num 'hub' entre tráfego intercontinental e europeu", além da duplicação do barulho e os custos de manter dois aeroportos.

Outro responsável da IATA, Gerry O'Shaughnessy lembrou os exemplos de outros países como Munique e Milão, que se mostraram "desastrosas" e resultaram em "elefantes brancos".

Um estudo da AIP (Associação Industrial Portuguesa), divulgado hoje, também defende que a entrada do novo aeroporto em operação implica o encerramento do actual.

Segundo o estudo da associação presidida por Jorge Rocha de Matos, não é economicamente viável a existência de dois aeroportos para o tráfego total previsível em Lisboa, não importa qual deles seja considerado principal ou secundário.

A AIP defende mesmo que o novo aeroporto deverá ser construído na Ota, afirmando que apenas "a identificação concreta de algum erro ou omissão grave poderá ser considerada válida para rever a decisão".

O administrador-delegado da TAP, à margem da conferência, admitiu aos jornalistas que a existência de dois aeroportos seria "impraticável".

Fernando Pinto reiterou que a Portela é insuficiente para a operação da companhia aérea portuguesa, que cresceu mais do que o previsto, mas advertiu que para a Ota funcionar precisa de ser dotada de acessibilidades adequadas.
Título:
Enviado por: Normando em Novembro 22, 2005, 05:02:31 pm
Público On-line:

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Novo aeroporto da Ota deverá criar 50 mil postos de trabalho
22.11.2005 - 12h46   Lusa
 
O novo aeroporto internacional de Lisboa, que deverá ser construído na Ota, vai criar 50 mil postos de trabalho, afirmou hoje o presidente da Naer – Novo Aeroporto, empresa que gere os estudos deste projecto.

Guilhermino Rodrigues falava à margem da conferência "Lisboa 2017 um Aeroporto com Futuro", onde o Governo apresenta os estudos que sustentam a localização da Ota para o novo aeroporto de Lisboa.

De acordo com as contas da Naer, por cada milhão de passageiros criam-se mil postos de trabalho directos e outros tantos postos de trabalho indirectos.

O actual aeroporto de Portela tem uma capacidade máxima de 16 milhões de passageiros, contra os 40 milhões da Ota, o que significa um acréscimo na capacidade de 24 milhões de passageiros. Este aumento significará a criação de 24 mil postos directos e 24 mil postos de trabalho indirectos.

Os presidentes da Associação Industrial Portuguesa (AIP) e da Confederação da Indústria Portuguesa (AIP), Jorge Rocha de Matos e Francisco Van Zeller, respectivamente, não ficaram impressionados com estes números.

Francisco Van Zeller lembra que a experiência prova que os trabalhadores envolvidos na construção do aeroporto serão na maioria imigrantes e que os técnicos de projecto serão de empresas estrangeiras.

Na exploração do aeroporto, o presidente da CIP acredita que será preferível criar alguns empregos, mais bem pagos do que actualmente.

Jorge Rocha de Matos considera as estimativas do Governo "optimistas", embora admita a criação de emprego pelas empresas privadas que vão desenvolver operações de logística à volta do novo aeroporto.

O presidente da AIP defendeu que os empresários já começaram a apostar na decisão do Governo de construir um novo aeroporto na Ota, bastando "olhar" para o que tem acontecido em Vila Franca e Alverca, onde se criaram áreas de serviços.

Rocha de Matos lembra que, para além da criação de emprego, é preciso ter em conta a transferência dos actuais trabalhadores, por exemplo da TAP e da ANA, para o novo aeroporto.

O presidente da Naer explicou aos jornalistas que ainda não está contabilizado o custo dessa transferência, embora os contratos dos trabalhadores da ANA já prevêem essa transferência.
Título:
Enviado por: Normando em Novembro 22, 2005, 05:08:23 pm
Público On-line:

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Novo estudo considera Ota como a solução "mais aceitável"22.11.2005 - 08h12   Luísa Pinto/PÚBLICO
 
A primeira equipa de consultores chamada pela NAER para estudar a localização do novo aeroporto de Lisboa [e que foi posteriormente substituída pela Parsons] - a Aéroports de Paris (A3DP) - foi chamada de novo pelo Governo e pela NAER para demonstrar que a opção da construção de um novo aeroporto de raiz não só deve avançar, como a decisão deve ser tomada com carácter "urgente".

Na comunicação que vai ser apresentada hoje na Gare Marítima de Alcântara, e a que o PÚBLICO teve acesso, a ADP vem defender que nem uma "super-Portela" poderá responder às capacidades que serão necessárias a partir de 2020. E, recuperando as hipóteses que estiveram em estudo, com duas possibilidades de um novo aeroporto em Rio Frio e a outra na Ota, o consultor Jean-Marie Chevallier considera que esta última é a "localização aceitável".

Começando por analisar o actual potencial do aeroporto da Portela, e projectando até onde o seu alargamento poderia chegar, a ADP demonstra que a infra-estrutura estará a rebentar pelas costuras quando conseguir receber entre 55 a 60 movimentos de aviões por hora, e um máximo de 20 milhões de passageiros. Segundo os cálculos do consultor, e assente em previsões de crescimento com taxas anuais de 4,4 por cento, a Portela deverá atingir os 13 milhões de passageiros em 2009, e os 17 milhões de passageiros em 2015. Ou seja, defende a ADP, "até uma "super-Portela", conseguida com o alargamento, vai ser insuficiente a partir de 2020"

Mas, e para que esta "super-Portela" ganhasse forma, seria necessário ultrapassar vários estrangulamentos, ao nível das pistas, dos terminais de passageiros e dos pontos de contacto com os aviões. A necessidade de fazer uma segunda pista paralela e a carência de espaço vão obrigar à aquisição de 80 hectares de terreno na envolvente e à expropriação de cerca de 10 mil fogos. Apontando uma factura de 800 milhões de euros para a execução destas obras, a ADP acaba por considerá-los demasiado elevados, face aos limites que, insistem os franceses, a Portela vai atingir em 2020.

Reconhecido consultor na área dos aeroportos, a ADP defende que o "lay-out típico" de um novo aeroporto deve permitir, a longo prazo, 75 movimentos de aviões por hora e entre 30 a 35 milhões de passageiros e 400 mil toneladas de carga.

Defendendo a construção de duas pistas paralelas, afastadas por 1700 metros [a solução que chegou a desenhar para a Ota, numa implantação que depois foi ligeiramente "desviada" pela Parsons], a ADP lembra que a construção de um novo aeroporto pode demorar entre oito a dez anos, e defende que a transferência de serviços desde a Portela para o novo aeroporto deve começar a ser feita "o mais rápido possível". "Quanto mais atrasada for a transferência, mais cara vai ser a operação", lê-se no estudo.

A hipótese Rio Frio volta a ser analisada, com o consultor a dá-la como a localização mais vantajosa em vários tipos de indicadores: ao nível das operações aeronáuticas, e mesmo com os constrangimentos trazidos pela proximidade do campo de tiro de Alverca, dos acessos rodoviários e dos impactes sonoros ou os problemas de ruído. Mesmo nos custos de construção, a hipótese Rio Frio seria mais vantajosa, já que na Ota há a necessidade de um complexo trabalho de movimentações de terras. Mas, tendo em conta a decisão do Governo português de "desqualificar a opção Rio Frio pelos seus sérios, irreversíveis e não mitigáveis impactes naturais", defende a ADP que a Ota "é uma localização aceitável para o novo aeroporto de Lisboa".
Título:
Enviado por: Normando em Novembro 22, 2005, 05:12:27 pm
Público On-line:

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Aeroporto fora da Ota poderia inviabilizar fundos comunitários
22.11.2005 - 11h38   Lusa
 
O ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Mário Lino, afirmou hoje que a construção de um novo aeroporto internacional num local que não a Ota poderia inviabilizar o financiamento comunitário do projecto.

Mário Lino falava na abertura da conferência "Lisboa 2017 um Aeroporto com Futuro", onde o Governo vai apresentar os estudos que levaram à decisão para a construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota.

"Mesmo que o Governo pudesse escolher outra localização, poderia correr o risco de inviabilizar os fundos comunitários", disse o ministro, reportando-se aos estudos de impacto ambiental que mostram que a Ota oferece melhores condições face à opção por Rio Frio.

O ministro lembrou que o novo aeroporto de Lisboa, orçado pelo Governo em três mil milhões de euros, faz parte dos projectos da rede transeuropeia de transportes, que prevê a atribuição de fundos comunitários e a obtenção de empréstimos junto do Banco Europeu de Investimentos (BEI) em condições vantajosas.

"Uma das condições previstas para a atribuição dos fundos comunitários é que a construção comece antes de 2010", lembrou o ministro.

O governante defendeu ainda que a Ota em nada prejudica o desenvolvimento dos restantes aeroportos nacionais, nem os investimentos realizados nos aeroportos do Porto e de Faro, admitindo ainda mais investimentos nestas infra-estruturas.

De acordo com o ministro, o aeroporto na Ota poderá tornar-se também numa alternativa ao aeroporto de Barajas, em Madrid, aumentando a visibilidade de Portugal no exterior.

"Não conheço outro projecto desta dimensão que tenha sido tão estudado, nem mesmo a ponte Vasco da Gama ou a barragem do Alqueva", disse o ministro, admitindo que o Governo tem consciência de que a decisão já deveria ter sido tomada.

No final da sessão de apresentação, em declarações aos jornalistas, o ministro referiu que o Governo "já tem um conjunto de ideias" para o destino dos terrenos onde se situa actualmente o aeroporto da Portela, em Lisboa, mas considerou ser ainda cedo para um anúncio.
Título:
Enviado por: alfsapt em Novembro 22, 2005, 07:31:49 pm
Mudei de opinião... agora concordo com a OTA. Irrita-me é não haver concenso na assembleia.

Algumas respostas:

Apresentação do projecto do novo aeroporto na Ota
Citar
1. Qual a capacidade limite do Aeroporto da Portela e quando se esgota? O que é que inviabiliza este Aeroporto como solução de futuro?

2. Porque não é viável a solução Portela + 1, isto é, a operação de mais do que um aeroporto internacional na área de Lisboa?

3. Qual a melhor localização do Novo Aeroporto de Lisboa? Porquê na Ota? Quais as características do Novo Aeroporto?

4. Qual a viabilidade do projecto e qual a estrutura do seu financiamento?

http://www.governo.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MOPTC/Comunicacao/Intervencoes/20051122_MOPTC_Int_Novo_Aeroporto.htm

E para quem ainda não sabe alguma coisa sobre os estudos efectuados:
http://www.naer.pt/NAER/PT/index.htm
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Novembro 22, 2005, 08:24:20 pm
Só duas questões:

1- É verdade que o novo aeroporto esgotará a sua capacidade poucos anos após a sua entrada em funcionamento?

2- É verdade que a localização prevista para o mesmo (OTA) impede o novo aeroporto de se expandir uma vez atingida a sua capacidade máxima?

Se sim, não seria melhor rever a sua localização?
Título:
Enviado por: Mar Verde em Novembro 22, 2005, 10:36:02 pm
http://ablasfemia.blogspot.com/2005/11/ ... tudos.html (http://ablasfemia.blogspot.com/2005/11/voar-baixinho-as-falcias-dos-estudos.html)

Citar
21.11.05

Voar Baixinho - As Falácias dos Estudos da Ota

1. Falácia da Viabilidade

Obviamente, a OTA é viável. Como qualquer operação em regime de exclusividade protegida por lei, com possibilidade de estabelecimento de preços de monopólio, num mercado de dimensão satisfatória em que a concorrência não é autorizada a entrar porque as barreiras legais são impenetráveis.

Há perguntas que o governo não quer ver respondidas. Será a OTA viável se a Portela se mantiver em actividade? Será a OTA viável se o governo autorizar outros grupos a construir e a explorar aeroportos comerciais em Alverca, Rio Frio ou em Tires? Admitindo que a Portela tem a sua capacidade limitada, quais as melhores alternativas criadoras de valor?Precisamos mesmo de receber mais aviões ou é melhor aumentar as taxas aeroportuárias para conter a procura?

Há outra maneira simples de aferir a viabilidade da OTA. Afaste-se a ANA do negócio do novo aeroporto e abra-se um concurso público para um novo aeroporto em regime de "Design, Build, Finance, Operate", sem quaisquer garantias de monopólio, sem prometer o encerramento da Portela e sem qualquer aval sobre financiamentos por parte do estado. Se aparecer algum consórcio a jogo, então a OTA é viável.

Claro que o governo não vai fazer nada disto. O governo vai garantir não só o encerramento compulsivo da Portela como vai entregar o monopólio de mão beijada a um só consórcio, vai também liderar o processo de expropriações e ajudará a viabilizar financiamentos avalizando todos os riscos que se mostrarem difíceis de cobrir.

E mesmo assim a OTA só será viável porque nas contas não se vai entrar em linha de conta com outros custos. Por exemplo, os custos que todos os passageiros vão suportar nas acrescidas taxas de aeroporto; os custos acrescidos de deslocação que milhares de trabalhadores e milhões de passageiros vão ter que suportar para se deslocarem da zona da grande Lisboa para o Ribatejo, o custo da nova auto-estrada que será obrigatoriamente construída (ou o alargamento das actuais) para permitir o maior afluxo de veículos entre a OTA e Lisboa e cujas portagens serão também pagas pelos consumidores ou ainda as perdas sentidas pelo turismo pela menor competitividade da cidade de Lisboa.

É como se diz aqui. Uma nova auto-estrada Porto-Lisboa também é economicamente viável desde que a actual A1 seja convertida numa pista para bicicletas.

2. A Falácia dos Privados

"Estão a ver, olha aqui no DN, estavam todos com problemas por causa do défice, afinal vai ser tudo feito por privados, já os calaram", dizia-se hoje na minha mesa de almoço.

Seria muito bom se assim fosse. Para o projecto Ota ser verdadeiramente privado o estado deve abster-se de garantir aos investidores, mais uma vez, coisas como exclusividade ou monopólios, garantias públicas ou preços garantidos. Em situação alguma o estado deve assinar qualquer contrato, garantia, confortos ou side letters com os concessionários ou com as entidades financeiras que se estão a alinhar para financiar o projecto, para lá nas habituais licenças necessárias para desenvolver qualquer actividade económica.

De outro modo não é privado. É uma mistura de SCUT, em que não se paga no tempo deste ministro mas paga-se no tempo dos próximos, com um utilizador/pagador em que a portagem são os "impostos diferidos" na forma de preços artificialmente altos que serão suportados em excesso pelos consumidores de viagens aéreas.

3. A Falácia das Avaliações.

Ao que parece o governo vai publicar estudos económicos feitos pela banca de investimentos. Não preciso ler os estudos para saber o que por lá consta: a Ota é um excelente projecto, com uma TIR entre 11% e 13%, e com um worst case scenario em que a taxa de rentabilidade baixa para os 7%.

Já fiz muitos do género para saber que é assim. O estado raramente quer saber da viabilidade económica de um projecto. O estado pretende quase sempre algo diferente. Em vez de se avaliar o mérito de um projecto baseado num conjunto de pressupostos, pretende-se encontrar o conjunto de pressupostos que melhor viabilizam o projecto. Nesses pressupostos incluem-se todas as garantias e alcavalas necessárias para tornar qualquer nado-morto sem pés nem cabeça numa apelativa mina de ouro para os investidores.

A banca de investimentos, a quem foi entregue a responsabilidade dos estudos, é um dos principais grupos beneficiários de projectos como o da Ota. Basta fazer contas. 1% a 2% de comissões sobre 4 ou 5.000 milhões, para estudos, consultadorias, fees de montagem das operações e de montagem de sindicatos. É difícil dizer que um projecto destes que nos acena com sorriso tão largo não vale a pena. Vale sempre. Mesmo que seja péssimo para outros, é sempre bom para a banca de investimentos. E neste caso, como em quase todos os outros, quem faz o frete ganha o contrato.

A banca comercial, espera, paciente. Já se sabe que para qualquer pedrinha que se encontre no caminho, há um estado que se atravessa e limpa a estrada. Nenhum banco nacional vai querer ficar fora dos sindicatos bancários. Nem todos conseguirão o convite, mas a maior parte vai ter a sua fatiazinha, na proporção da importância relativa de cada um. Todos os participantes vão conseguir aplicar uma parte significativa dos seus recursos disponíveis num excelente projecto risk-free, suportado pelo grande e descuidado accionista Portugal. Não há nada melhor do que isto. É ver as acções dos bancos em alta, assim que a coisa atingir o ponto de não retorno, à medida que os nomes dos vários sindicantes vão sendo conhecidos nos mercados.

O Project Finance será, como sempre, muito bem estruturado, com todos os riscos privados bem identificados, bem cobertos e, nos casos mais complicados em que as companhias de seguros ou as relações contratuais não o permitem, garantidos pelo pai estado. E durante meia dúzia de anos todos estes bancos vão poder aligeirar as suas estruturas comerciais porque a OTA absorve uma parte significativa das novas carteiras de crédito. Dinheiro aplicado na OTA, a longo prazo, é carteira que não precisa de ser renovada todos os anos no competitivo mercado de crédito português.

Parece que ninguém perde. Mas não é bem assim. Os recursos que vão para a OTA não vão para o resto da economia. Nos próximos tempos, as empresas privadas vão sentir maiores dificuldades em encontrar fundos para os seus projectos e as taxas de juro vão subir devido à diminuição da oferta de dinheiro. Toda a actividade económica vai pagar em juros mais altos a opção OTA. E claro, alguns investimentos ficarão pelo caminho por falta de financiamento disponível.

As empresas que vão dedicar parte significa das suas capacidades ao novo aeroporto, não vão ter a mesma disponibilidade para as alternativas que o mercado exige. Os preços vão aumentar no mercado da construção e nas actividades relacionadas e de suporte. O mercado imobiliário vai ser o mais castigado. Alta do preço da construção a par da alta do preço do dinheiro é um sinal de dias negros para o sector. A verdade é que perdemos quase todos, excepto os bancos e as construtoras.

É por estas e por outras que os estudos que vão ser apresentados pelo governo não valem nem o custo do papel em que são impressos. Afinal, para que é que interessam estudos quando a decisão já está tomada?
Título:
Enviado por: Luso em Novembro 23, 2005, 12:36:20 am
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"O dinheiro aparece sempre"
Terça-feira, Novembro 22, 2005


Com pompa e circunstância, o ministro Mário Lino apresentou a "obra" do regime. Não é a primeira, nem será seguramente a última. Já tinha havido a Expo 98 - uma versão circense de "obra" de regime - e o Euro 2004, a mais descarada apoteose do betão. Lino, muito naturalmente, escudou-se nos "estudos" favoráveis à construção de um novo aeroporto na Ota, da mesma forma que podia ter recorrido a outros tantos desfavoráveis à dita. Desculpou-se com a circunstância de tudo "já vir de trás" o que é, aliás, uma "moda" recorrente nestas ocasiões. Tirando os fãs incondicionais, não vislumbrei grandes entusiasmos. Para a plateia empresarial e dos "negócios", Lino fingiu que a coisa é mesmo importante e indispensável. Os espectadores limitaram-se a fingir - porque lhes convém - que acreditavam. O trivial. A "obra" veio aparentemente para ficar e para durar. Acabará, se for avante, por custar aos contribuintes muito mais do que o estimado nos "estudos" financeiros, como é da praxe. E, em matéria de "impacto ambiental", não hão-de faltar prosélitos dispostos a assinar em baixo. O extraordinário disto tudo são, salvo erro, os quatrocentos milhões de euros que Lino vai "investir" na Portela pré-defunta - nesta perspectiva obreirista -, incluindo a eventual "extensão" do Metro até lá. Haverá porventura nisto tudo uma lógica misteriosa que a minha incredulidade ignorante não deixa entrever. Como dizia outro dia o dr. Mário Soares, reputado especialista em contas, "o dinheiro aparece sempre". Parece que, afinal, tem razão.
Título: Este gajo vai ganhar uma pipa de massa
Enviado por: Normando em Novembro 29, 2005, 01:49:36 am
Correia da Manhã
2005-11-20

"Com o aeroporto da Ota poderei vir a facturar cerca de 500 milhões de euros"

António Varela, um engenheiro civil de 55 anos, é o maior proprietário de terrenos para construção imobiliária em redor do futuro Aeroporto da Ota: o equivalente a 650 campos de futebol ou duas Expo’98. O dono da Tiner chegou a comprar propriedades por dez euros por metro quadrado. Hoje, algumas valem 250. E daqui a cinco anos, talvez 500.

P.S. - O Citation X apreendido na Venezuela por transporte ilegal de cocaína é dele.

Entrevista em: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... idCanal=19 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=181610&p=22&idselect=19&idCanal=19)
Título:
Enviado por: TOMKAT em Novembro 29, 2005, 11:52:54 pm
OTA...

Problema bicudo que este governo quer resolver ou criar, já não sei bem.

A opção pela OTA em detrimento de Alcochete ou de Rio Frio foi baseada apenas em dois pressupostos...

Alcochete implicaria o abate de 55 mil sobreiros.
Rio Frio foi apresentado o risco de colisão com aves.

OTA implica apenas o abate de 5 mil sobreiros e ao que parece não há o risco das aves.

Mas vai implicar a movimentação de 50 milhões de m3 de terreno, muito dele rocha. Par se ter uma ideia da quantidade, corresponde a um muro com 10m de largura por 10m de altura com 500Km de comprimento.

Vai implicar o desvio duma ribeira.
Vai ser construido em leito natural de cheia, em terrenos a maioria deles pantanosos implicando grandes obras de consolidação de solos com os custos inerentes.
Quando o Homem intervem com a Natureza, e procura contrariar essa mesma Natureza, mais tarde ou mais cedo ela, Natureza, vem reclamar o que era seu de direito.
Acresce que o aeroporto como já foi dito no tópico ficará num vale com as limitações para uma hipotética expansão que isso implica.

E ao ver Bancos e grandes Construtoras como solitários apoiantes da obra no nosso tecido empresarial,além da TAP é claro,...dá que pensar...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Dezembro 07, 2005, 10:12:36 pm
TGV...
Segundo notícias dos média de hoje o TGV vai custar 7000 milhões de euros, 1400 milhões de contos em moeda antiga, e isto só para as duas linhas previstas: LIsboa - Madrid e Lisboa - Porto.
Ao pé disto, o investimento na OTA parece brincadeira, especialmente verificando, segundo as mesmas notícias, que o investimento nunca vai ser recuperado.
Vai ser econónicamente viável a sua exploração, mas nunca se vai recuperar o investimento na infrestrutura.
O Governo vai contrair um empréstimo bancário para a construção do traçado do TGV, começando-se a pagar a factura após a conclusão do projecto (2011 ?).
Mais uma factura que fica por pagar.
Haja paciência ... e dinheiro.
Título:
Enviado por: komet em Dezembro 07, 2005, 10:25:14 pm
TGV para Madrid... lool, aqueles comboios vão ter tantos assentos vagos...
Título:
Enviado por: Normando em Dezembro 09, 2005, 04:15:35 am
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o TGV vai custar 7000 milhões de euros


E isso é sem contar com o custo do material circulante.
Título:
Enviado por: Dinivan em Dezembro 14, 2005, 03:22:40 pm
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Portugal plans fast rail to Spain
Lisbon skyline
The new rail will bring Portugal's historic capital closer to Europe
Portugal's government has laid out plans to build a high-speed rail link connecting its two biggest cities with the Spanish capital, Madrid.

The 7.7bn euro ($9.2bn; £5.2bn) railway linking Lisbon and Oporto with Spain is scheduled to be ready by 2014.

It is expected to cut the rail journey time between Lisbon and Madrid from 10 hours to less than three hours.

The plan has been scaled down for economic reasons, after years of fierce debate within Portugal and with Spain.

The proposal still has its critics, according to the BBC's Alison Roberts in Lisbon.

Of the five lines planned, only two will be built - a decision which has angered many who had campaigned for a direct link between Oporto and the city of Vigo in the Spanish north-west.

However, some economists had warned the project would not be profitable.

The government argued that the investment had strategic value, eventually binding Portugal to high-speed rail networks across Europe.

Construction would begin in 2008, Public Works Minister Mario Lino said.

Roughly one-third of the Portuguese cost will come from EU funds and the remainder will be drawn from loans from the European Investment Bank, to be repaid once the trains start running.

The project also envisages a new bridge spanning the River Tagus in Lisbon. BBCNews (http://http)
Título:
Enviado por: komet em Dezembro 15, 2005, 01:16:15 am
Segundo ouvi dizer, quem vem do Porto para a OTA, o percurso leva-o primeiro à margem sul, e depois sim a Lisboa, e de seguida tem que apanhar ainda um "shuttle" até ao aeroporto. Na prática o tempo perdido deve ir dar ao mesmo que vir no Alfa Pendular, mas este ultimo custa 20 e poucos euros, o TGV, 40. Já nem falo da inutilidade de ligar Lisboa a Madrid e estarem a contar com 7500 passageiros por dia... Tirem as vossas conclusões.
Título:
Enviado por: komet em Dezembro 15, 2005, 02:02:43 am
Ah, e entretanto, fecham TRÊS hospitais na região de Lisboa...
Título:
Enviado por: manuel liste em Dezembro 15, 2005, 02:38:53 am
Afortunadamente parece ser que la línea TGV Coruña - Vigo - Frontera portuguesa está asegurada para 2009. La línea Coruña - Vigo está ya en construcción en varios de sus tramos.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Dezembro 15, 2005, 07:26:50 am
Há uma semana falava-se que o custo das 2 linhas de TGV chegavam aos 7000 milhões de euros.
Uma semana depois já se fala em 7700 milhões de euros.
E o projecto ainda não saíu do papel.

Dados publicados no Público de hoje:

-As duas linhas vão custar 7100 milhões de euros.

-Mais 1200 milhões de euros para a construção de uma nova ponte sobre o Tejo para a travessia da linha Lisboa-Madrid (prevê-se que terá também trânsito rodoviário).

-Custo da linha Lisboa-Porto: 4700 milhões de euros.
Inicio da construção: 2008.
Inauguração: 2015.
Tempo do percurso: 1h 15m a 1h 30m.
Paragens previstas: Lisboa, Ota (se saír de Lisboa por norte), Leiria, Coimbra, Aveiro e Porto.

-Custo da ligação Lisboa-Madrid: 2400 milhões de euros
(até á fronteira espanhola).
Início da construção: 2008.
Inauguração: 2013.
Tempo de percurso: 2h 45m.
Paragens previstas: Évora, Elvas/Badajoz, Mérida, Cáceres, Toledo, Madrid.
....

Ainda não está decidido se a entrada em Lisboa vai ser a norte ou a sul da capital.
A opção de entrada em Lisboa por norte passando por Ota implica a construção de muitos tunéis e viadutos ficando a obra mais cara que a entrada a sul.
A opção da entrada a sul da capital implica cerca de 15 minutos a mais de viagem e a construção de uma linha dedicada ao futuro aeroporto da Ota.

Muitas pontas soltas, à boa maneira portuguesa, num projecto que ainda está numa fase muito incipiente.
Não entendo também a afirmação de José Sócrates que a construção do TGV vai criar 100mil novos postos de trabalho.
Na construção do material circulante não deve ser pois apenas temos capacidade para construir em Portugal os vidros da Janelas e os bancos das carruagens.
Na construção das infraestruturas para a linha?
Talvez, mas parece um número manifestamente exagerado.
As empresas de obras públicas já têm os seus efectivos.
Vão necessitar certamente de mais mão-de-obra e para isso vão recorrer óbviamente a mão-de-obra estrangeira mais barata e desejosa de entrar no mercado europeu comunitário.
Serão sempre postos de trabalho pouco qualificados e muito precários.
Mesmo que esteja errado na linha de pensamento, fica uma pergunta:
O que vai acontecer a essa grande massa de trabalhadores depois do projecto terminado?

Haja milhões,... quero dizer haja paciência para saber lidar com estes números.
Para um país farto de ouvir os políticos sempre a falarem na nossa crónica falta de verbas, é estranho ouvir ouvir falar em tantos milhões.
É milhões para o TGV.
É milhões para a OTA.
...É milhões para as SCUT's.
A tirar tantos milhões da cartola Sócrates ainda vai ficar conhecido como o C*g* Milhões... :?
Título:
Enviado por: komet em Dezembro 15, 2005, 07:39:25 am
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A tirar tantos milhões da cartola Sócrates ainda vai ficar conhecido como o C*g* Milhões...


LOOL Ora muito bem dito.

O pessoal do PS realmente faz magia, aparece dinheiro não se sabe de onde, principalmente em tempo de crise...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Dezembro 15, 2005, 07:51:12 am
Citação de: "komet"
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A tirar tantos milhões da cartola Sócrates ainda vai ficar conhecido como o C*g* Milhões...

LOOL Ora muito bem dito.

O pessoal do PS realmente faz magia, aparece dinheiro não se sabe de onde, principalmente em tempo de crise...


Segundo a comunicação social todas estas obras públicas (OTA, TGV)
vão ser financiadas por grandes grupos bancários europeus.
A factura da OTA apenas vai comecar a ser paga após a conclusão da construção dessa infraestrutura (2011?).
Nessa altura provavelmente o sr. Sócrates já não estará no poder e não será ele a arcar com o peso da "factura".
À boa maneira dos políticos à portuguesa,..."quem vier a seguir que feche a porta". :(
Título:
Enviado por: TOMKAT em Dezembro 25, 2005, 03:22:25 am
Do Expresso de deste fim de semana...
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O estudo escondido da Ota

O estudo sobre o novo aeroporto de Lisboa, realizado em 1994 pela ANA-Aeropotos e Navegação Aérea, EP, que não chegou a ser entregue à Assembleia da República pela NAER, contraria a argumentação utilizada pelo ministro das Obras Públicas, Mário Lino, na escolha da Ota.

Entre que mais criticaram a escolha da Ota está a ADFER - Associação Portuguesa para o Desenvolvimento do Transporte Ferroviário, que agora colocou o estudo da ANA no seu site da Internet (http://www.adfer.pt).
«É um dos trabalhos mais sérios feitos até hoje sobre a localização do novo aeroporto» refere o presidente da ADFER, Américo Matias, esclarecendo que «os argumentos de ordem ambiental invocados pelo Governo na escolha da Ota já foram rebatidos neste trabalho de ANA».

Para Arménio Matias, a escolha da Ota «é um erro que se pode vir a pagar muito caro, sobretudo porque condiciona o desenvolvimento do projecto de Alta Velocidade ferroviária, para o qual ainda nem sequer foi decidida a melhr forma de entrar em Lisboa. Além disso, esta indefinição coloca problemas á ligação entre a saída do TGV que vem de Madrid, e que estará pronta em 2010», refere o responsável da ADFER.

Ao «querer impôr a solução Ota», o Governo alterou as prioridades que deviam ter sido atendidas, considera Arménio Matias.
«Primeiro devia ter defeneido todos os detalhes da rede de Alta Velocidade e só depois é que tomava uma decisão sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa», adianta. «O problema que agora se coloca aos portugueses é que vão ter um aeroporto a norte de Lisboa, fora da linha de TGV que liga as duas capitais ibéricas e sem  ter a certeza sobre os custos das soluções de entrado do TGV em Lisboa, nem sobre os custos das soluções técnicas de ligação do "Shuttle" entre a Ota e Lisboa - que terá de ser feito por túnel», admite o presidente da ADEFER.

Por outro lado, e segundo especialistas em transportes, a Ota é uma solução transitótia (só tem duas pistas), e comporta problemas técnicos de origem (por isso a força Aérea deixou a Base) e que se relacionam com a sua localização face ao sistema montanhoso que tem ao lado, para além dos terrenos que ficam a nascente da pista serem lodosos.

Na realidade, a Ota está rodeada por três rios - o Ota, o Alenquer e o Alvarinho - tem uma povoação mesmo ao lado (Camarnal) e tem a sua expansão limitada pela auto-estrada do Norte.
Mas, segundo Arménio Matias, a questão de fundo neste processo é que Portugal vai avançar para um aeroporto que não tem a sua localização adequada e cria problemas ao desenvolvimento correcto da Alta Velocidade ferroviária.

«O novo aeroporto de Lisboa deveria ser localizado no eixo ferroviário que liga Lisboa a Madrid, para captar passageiros para voos intercontinentais no centro de Espanha», defende Arménio Matias.
«Por isso, a melhor localização para o aeroporto - que ninguém consegue rebater - sempre foi o Campo de Tiro de Alcochete, que, com mais de 7000 hectares pertencentes ao Estado, permite aumentar a sua capaciade sem condicionalismos»considera.

VANTAGENS DE ALCOCHETE
-Terreno com mais de 7000 hectares, do Estado, permitindo ampliar pistas
-Está no eixo do TGV Lisboa-Madrid
-Zona bastante plana, sem custos a movimentar terras
-Fora de áreas urbanas. Operacional 24 horas/dia

PECADOS DA OTA
-Limitação de crescimento - só pode ter 2 pistas
-Junto da auto-estrada do Norte, perto de zonas urbanas
-Terrenos pantanosos e 3 rios: Ota, Alenquer e Alvarinho
-Cotas de 2 a 62 metros - exige movimentação de 50 milhões de m3
-Não atrai passageiros de Espanha (Cáceres, Badajoz, etc.)

J.F. Palma-Ferreira


Começa-se a entender porque é que apenas grandes empresas de obras públicas e grupos bancários apaudem a escolha da Ota,... além deste governo socialista.
Terá favores a pagar?
Cala-te boca. :censurado:
Título:
Enviado por: Leonidas em Janeiro 17, 2006, 02:18:27 am
Saudações guerreiras.

Só mais um artigo de opinião sobre esta matéria na prespetiva de um militar.
Uma leitura que vale a pena.
Alerto para a linguagem técnica e para  o extensão do mesmo.

Citar
Um Aeroporto Categoria IIIA em “Perda de Velocidade” por Erro Humano
Major General PilAv José Krus Abecasis
 
Aborda o Autor um seu juízo final sobre o momentoso tema, que tem abalado contraditórias opiniões. Ousa classificar o trabalho como um “Estudo de Situação”, na conjuntura que hoje o envolve. É manifesta a marca de documento de carácter militar, condição da qual não conseguimos alhear nos.
 
Recorde se, parafraseando:
 
“God, give us men… Men who possess opinions and a will. Men who love honour…Men who cannot lie.” (J.H. Holland)
 
“Ergo” (portanto) as “opiniões” são fundamentadas e ambicionam singelamente esclarecer; a “vontade” já não pode prevalecer, quando o “comando de tropas” passou testemunho, cumprida a honrosa missão.
 
Ao procurar soluções para problemas reais ou fictícios, ou desvirtuados, há o perigo de ignorar factores, não os equacionando nas suas coordenadas (por inocente ignorância?) e, por isso, as análises são raras e as sugestões potencializam decisões irreflectidas e, quiçá, prejuízos gravosos.


De onde veio:
http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/article.php?id=35

 
Cumprimentos
Título:
Enviado por: Marauder em Março 05, 2006, 02:39:52 pm
Tem algumas respostas interessantes..

http://www.naer.pt/NAER/PT/FAQs/index.htm#13 (http://www.naer.pt/NAER/PT/FAQs/index.htm#13)

 
  O campo de tiro de Alcochete é sem duvida a melhor opção...com 1 problema....um grande problema, que é o impacto ambiental que teria na reserva do estuário do Tejo. Tive à procura de sites com informação acerca dos prós e cons de Alcochete mas não encontrei nenhum viável.

      Relativamente ao limite da Ota a ter somente 2 pistas....caros amigos...Heathrow támbém só tem 2 pistas. E movimenta 67.7 milhões. O mal é que o limite já está fixado em 35milhoes.

http://www.heathrowairport.com/portal/c ... 7e120a____ (http://www.heathrowairport.com/portal/controller/dispatcher.jsp?CiID=3cff846f3bba2010VgnVCM100000147e120a____&ChID=34f51fb079432010VgnVCM100000147e120a____&Ct=B2C_CT_GENERAL&CtID=448c6a4c7f1b0010VgnVCM200000357e120a____&Ch=Facts+and+Figures&ChPath=Home%5ELHR%5EAbout+BAA+Heathrow%5EMedia+Centre%5EFacts+and+Figures&ChIDPath=caf397dc2eb12010VgnVCM100000147e120a____)

      O argumento negativo de que a Ota é ao lado da auto-estrada do norte é invalido a meu ver (se fosse a referir casos similares ficaria aqui dia todo a escrever...Frankfurt Main é o meu exemplo).

    De resto, concordo com as criticas positivas e negativas que já foram ditas.

   Penso que se analisarmos todos os pontos, penso que infelizmente a Ota é a localização mais aceitável.

 Cumprimentos

 PS: E a Ota só atingirá limite em 2039.
http://www.portugaldiario.iol.pt/especi ... _id=616372 (http://www.portugaldiario.iol.pt/especial_artigo.php?id=614659&main_id=616372)
Título:
Enviado por: emarques em Março 05, 2006, 08:29:34 pm
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras.

Só mais um artigo de opinião sobre esta matéria na prespetiva de um militar.
Uma leitura que vale a pena.
Alerto para a linguagem técnica e para  o extensão do mesmo.

De onde veio:
http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/article.php?id=35

 
Cumprimentos

Ele até deve perceber muito do assunto, mas de escrita...
Título:
Enviado por: Marauder em Março 05, 2006, 08:44:29 pm
Citação de: "emarques"
Citação de: "Leonidas"
Saudações guerreiras.

Só mais um artigo de opinião sobre esta matéria na prespetiva de um militar.
Uma leitura que vale a pena.
Alerto para a linguagem técnica e para  o extensão do mesmo.

De onde veio:
http://www.revistamilitar.pt/modules/articles/article.php?id=35

 
Cumprimentos
Ele até deve perceber muito do assunto, mas de escrita...


 :lol:  :lol:

    É como aquela musica...."Não sou o único"....erros de português acontecem, mas tal como as desculpas o melhor é evitar-se logo ao início..
Título:
Enviado por: TOMKAT em Março 05, 2006, 11:09:34 pm
Citação de: "Marauder"
 O campo de tiro de Alcochete é sem duvida a melhor opção...com 1 problema....um grande problema, que é o impacto ambiental que teria na reserva do estuário do Tejo.


Impactos ambientais negativos, em qualquer lado eles existirão.

O impacto negativo mais apontado para a localização do aeroporto em Alcochete é o abate de alguns milhares de sobreiros.
Negativo de facto.
Para a Reserva do estuário em si não vejo um impacto tão negativo assim.

Se se fosse a ter em linha de conta qualquer impacto negativo para a Reserva do estuário do Tejo, a Ponte Vasco da Gama nunca teria sido construída, toda a insdústria existente na zona do Barreiro (bastante poluente por sinal) teria que ser deslocalizada.

O próprio Campo de Tiro de Alcochete teria que ser fechado.
Exercícios de munições reais não devem ser muito saudáveis para a reserva.

Com as devidas diferenças de uma utilização intensiva de um aeroporto qualquer actividade humana tem impactos negativos para o ambiente para qualquer reserva ecológica.

O ruído dos aviões?

A zona relevante da reserva fica nos sapais da margem sul do rio.
Não será muito diferente para a fauna da reserva os aviões levantarem de Alcochete ou da Portela.

E a construção do aeroporto na Ota em zona de leito natural de cheia?

Vai ser necessário drenar zonas pantanosas, desviar cursos de água, deslocar centenas de milhares de toneladas de rocha.

Os impactos mais negativos acontecem normalmente quando o homem tenta alteral a geologia natural de um lugar e contrariar o curso da natureza.
E neste aspecto na Ota a intervenção humana vai ser profunda.

Conheço o Campo de Tiro de Alcochete e conheça grande parte da Reserva do estuário do Tejo

Preciso de argumentos mais fortes para me convencer que a Ota é a melhor escolha.
Título:
Enviado por: Leonidas em Março 06, 2006, 02:48:54 am
Saudações guerreiras

No segimento do diálogo deste tópico:
http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=2388&start=15

Citação de: "Marauder"
Leonidas, eu quando digo tecnicos digo pessoas especializadas. Não vi o curriculum desse arquitecto paisagista, mas à priori posso dar 1 tiro no escuro e dizer provavelmente o homem nunca esteve envolvido na construção de aeroportos. Quando digo tecnicos, digo aqueles que realmente se envolvem a construir aeroportos internacionais com grande afluxo de pessoas. Quando temos um problema no hardware no pc, não pedimos ajuda a um tecnico d software pois não?

Caro Marauder, repare que nestas coisas, tais como em muitas outras que se pretendem fazer em Portugal, a tática resulta sempre. Mesmo que tenhamos o país 99.9% contra a empreitada, eles arranjam sempre maneira de dizer que é sempre viável. Sabe porquê? A resposta é muito simples e concisa, porque são pagos para isso.

Citar
Ele pode saber as leis de Portugal, mas o que eu quero é opiniões de quem tem expriencia no assunto.


Nem a propósito… Sabe qual foi a posição oficial da Associação de Pilotos de Linha Aérea? Se a memória não me atraiçoar, para eles é indiferente onde seja construído um aeroporto, desde que se reúnam todas as condições de segurança.  :?

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Tomkat, é por isso que Portugal é o melhor exemplo de ordenamento do território. Outro exemplo, sabe de onde vem a maioria da água que os lisboetas consomem? Ela é captada no Zêzere de uma albufeira chamada Castelo do Bode e desde que as autoridades (im)competentes e não (in)corruptíveis deixaram que os espaços fossem urbanizados, a qualidade da água nunca foi a mesma por causa da contaminação dos aquíferos subterrâneos. Mas claro põe-se uma pastilha de purificação de água (tecnologia) e tá o caso resolvido…  

Se não estou em erro essa qualidade baixou numa percentagem elevadíssima. Ou seja a capital desde há vários anos que consome água muito mais cara e com uma artificialidade maior. A tecnologia hoje faz milagres sem dúvida, resta saber se é preferível andar a tapar o sol com a peneira ou se será bem melhor adotarmos atitudes inteligentes, em todas as vertentes, não pondo em causa o futuro das gerações vindouras.

O desenvolvimento sustentado e o respeito por todos os elementos naturais não é um capricho e tara daqueles que gostam muito de passarinhos e andorinhas, não. É e, infelizmente, será, caso as coisas não mudem drasticamente, cada vez mais uma necessidade para a própria preservação da humanidade e tudo aquilo que a suporta, a biosfera. Não é o betão que dá oxigénio.

A cadeia alimentar é um elo, ou seja, um equilíbrio. Se esse equilíbrio for rompido (não contando com a própria ruptura natural através de catástrofes, por ex.), adeus ti Abílio. Mas claro, a tecnologia dá conta do recado… A ver vamos… Veremos no que se transformará grande parte da Holanda quando for necessário aumentar e/ou construir mais diques por causa do aumento do nível das águas do mar, por causa do aquecimento global. Se passará a ser uma fortificação ou uma prisão.
 
Cumprimentos

PS: o que se passa com a largura  desta página? Tá horrivel. Nem sequer tem uma imagem grande!!
Título:
Enviado por: Marauder em Março 06, 2006, 09:33:33 am
Amigos, se realmente for verdade que o impacto ambiental de um "possivel" aeroporto internacional em Alcochete são minimos, então é sem duvida a meu, e de toda a gente, a melhor opção.

    No entanto não estou totalmente convencido. Tomkat, tens que concordar que uma coisa é um campo de tiro, outra coisa é um aeroporto internacional, em que por hora só em aterragens são 40 aviões.
   Mas se fizeram a Ponte Vasco da Gama, provavelmente também não se preocupariam muito com o aeroporto.

Caro Leonidas, a Associação de Pilotos de Linha Aérea até pode ter essa posição, mas a IATA apoia a Ota. Conclusão (que já não é nova): haverá sempre alguém a favor e do contra com argumentos validos ou não, o que lixa o povo quando este tenta perceber o que é certo do que é errado. 8)


Uma Manifestação que ocorreu em 1990
Citar
22 de Abril: cordão humano, de 700 pessoas, entre Montijo e Alcochete, para protestar contra o anunciado alargamento do campo de tiro em Alcochete, de 1600 para 8600 hectares. Os organizadores afirmam que o possível alargamento põe em risco a Reserva Natural do Estuário do Tejo, integrada na Rede Internacional de migrações de aves e a dois quilómetros do campo de tiro.


     O que não se percebe é porque é que o campo de tiro de Alcochete não foi considerado para "possivel" localização pelo governo..de certo que teriam feito todos os estudos e comprovado que seria a melhor localização (provavelmente).

   Mas como te disse Tomkat, se eles meterem um Shuttle a funcionar entre a Ota e Lisboa, tal como existe no aeroporto de Hong Kong


Este estudo é muito interessante:
 http://www.maquinistas.org/media/ruirod ... VIAVEL.pdf (http://www.maquinistas.org/media/ruirodrigues/OTAVIAVEL.pdf)

  A Ota é sem duvida uma má opção, Alcochete provávelmente a melhor, e a meu ver Portela (sem base aérea) esticada ao máximo com mais um pequeno aeroporto também não parece ser uma opção muito má. Estive no Gotemburgo Säve, 2º aeroporto daquela cidade, e é basicamente uma pista com um pavilhão que mais parece um Hangar lol, onde se processa todas as operações. Muito reduzido, não favorece mt o consumidor, mas é pratico. Uma opção um pouco mais desenvolvida do que esta para operadores de Low-Cost seria bom.

   Cumprimentos
Título:
Enviado por: emarques em Março 06, 2006, 01:07:21 pm
Citação de: "Marauder"
É como aquela musica...."Não sou o único"....erros de português acontecem, mas tal como as desculpas o melhor é evitar-se logo ao início..
Mas eu não me referia aos erros, isso acontece, e a culpa seria da publicação por não controlar devidamente os textos, não só do autor. O problema ali é que o estilo da escrita é horrível, passa metade do tempo a divagar sobre sabe-se lá bem o quê. Só se começa a chegar a qualquer conteúdo interessante do artigo depois de ler metade.

Citação de: "Leonidas"
PS: o que se passa com a largura  desta página? Tá horrivel. Nem sequer tem uma imagem grande!!

É a ligação às estatísticas do aeroporto de Heathrow. Como não tem espaços tem que ficar toda na mesma linha. E isso define a largura da página para muito maior do que o costume.
Título:
Enviado por: TOMKAT em Março 06, 2006, 02:25:35 pm
Citação de: "Marauder"
   No entanto não estou totalmente convencido. Tomkat, tens que concordar que uma coisa é um campo de tiro, outra coisa é um aeroporto internacional, em que por hora só em aterragens são 40 aviões.
As diferenças são óbvias demais para não serem entendidas. O Próprio Campo de Tiro alberga uma quantidade de fauna só possível pela existência do próprio campo.
Apenas referi esse "detalhe" para focalizar um ponto: Se nos mantivessemos nos extremismos ecológicos de alguns, ainda viveriamos todos em cavernas.

Citação de: "Marauder"
    O que não se percebe é porque é que o campo de tiro de Alcochete não foi considerado para "possivel" localização pelo governo..de certo que teriam feito todos os estudos e comprovado que seria a melhor localização (provavelmente).

Estranho, ou talvez não, é a facto de as únicas entidades que até agora se mostraram claramente favoráveis à construção do aeroporto na Ota term sido a Banca e o sector da construção civil e obras públicas, e não deverá ter sido devido a preocupações ecológicas.

Citação de: "Marauder"
  Mas como te disse Tomkat, se eles meterem um Shuttle a funcionar entre a Ota e Lisboa, tal como existe no aeroporto de Hong Kong

Esse "Shuttle" vai ser construído.
Uma das grandes lacunas apontadas ao projecto da Ota é e ausência de estudos para os custos que esse "Shuttle" vai ter par ao projecto.
E não vai ser barato, para quem conhece a geologia da zona é fácil entender o porquê.
Nem sequer está esclarecido qual vai ser a estrutura que vai suportar o dito "Shuttle". Viadutos,...Tunéis...? Apenas foi dito que vai ser construído. Ponto final.

Citação de: "Marauder"
 A Ota é sem duvida uma má opção, Alcochete provávelmente a melhor, e a meu ver Portela (sem base aérea) esticada ao máximo com mais um pequeno aeroporto também não parece ser uma opção muito má.
 


Chegaste ao cerne da questão.
Na minha modesta opinião de contibuinte líquido para o arçamento de estado, a Portela+Figo Maduro seria a melhor opção para um "novo" aeoroporto de Lisboa.

Apenas defendo a opção Alcochete contra a opção Ota, apresentado como facto consumado a construção de um novo aeroporto.

E reafirmo: O principal impacto ecológico dum hipotético aeroporto em Alcochete, seria o abate dum largo número de sobreiros.
O impacto directo para o núleo central da Reserva do Estuário do Tejo, que são os sapais da margem sul, seria mínimo.

Poder-se-ia apontar o impacto que teria a especulação imobiliária que aconteceria na margem sul, se o aeroporto fosse para Alcochete, mas isso é outra história (infeliz) neste país que se chama (des)Ordenamento do Território.
Título:
Enviado por: Marauder em Março 22, 2006, 03:32:13 pm
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Fernando Pinto critica projecto do TGV

O administrador-delegado da TAP, Fernando Pinto, considera que o comboio de alta velocidade é altamente subsidiado, ao contrário do sector da aviação, refere o Diário Económico de quarta-feira.

Falando numa conferência promovida pelo escritório de advogados PLMJ, o administrador-delegado da TAP, criticou ontem o projecto do comboio de alta velocidade ao afirmar que é «uma operação fortemente subsidiada».
O gestor brasileiro da TAP disse também que o TGV é bastante mais poluente e menos eficiente do que o transporte aéreo quando comparados os rácios por passageiro nas duas modalidades de transporte.

Referindo-se aos problemas de competitividade que a companhia aérea enfrentará com outras formas de transporte, Fernando Pinto afirmou que, ao contrário do que acontece com o transporte aéreo, onde as companhias estão impedidas de receber financiamentos estatais por Bruxelas, o comboio de alta velocidade é incentivado pelos organismos comunitários.

Por seu lado, o Jornal de Negócios refere que TAP vai investir 160 a 180 milhões de euros na compra de três aviões A330 este ano, na primeira fase de renovação da frota de longo curso. O primeiro aparelho chega em Março.

22-03-2006 7:58:37
 

de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=64865 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=6&id_news=64865)

O homem até tem razão...faria lógica se fosse somente o transporte ferróviario de mercadorias que fosse subsidiado...mas pronto
Título:
Enviado por: Marauder em Maio 31, 2006, 04:38:53 pm
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Carmona quer manter aeroporto da Portela para voos low cost
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, quer ter a última palavra sobre o destino a dar aos terrenos da Portela quando o aeroporto for para a Ota, e esse poderá passar pela aposta nos voos low cost e de jactos privados.

Segundo o Diário Económico, na sua edição de quarta-feira, que cita o vice-presidente da autarquia, se o aeroporto da Portela passar para a Ota, o que está previsto para 2017, é posição oficial da CML manter uma estrutura aeroportuária na Portela para servir voos low cost e jactos privados.

Para Fontão Rodrigues, quando o aeroporto da capital for desactivado, caberá apenas à Câmara de Lisboa decidir qual o destino a dar aos terrenos.

31-05-2006 8:58:35


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=230136 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=230136)
Título:
Enviado por: Doctor Z em Junho 01, 2006, 03:02:17 pm
Citação de: "Marauder"
Citar
Carmona quer manter aeroporto da Portela para voos low cost
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, quer ter a última palavra sobre o destino a dar aos terrenos da Portela quando o aeroporto for para a Ota, e esse poderá passar pela aposta nos voos low cost e de jactos privados.

Segundo o Diário Económico, na sua edição de quarta-feira, que cita o vice-presidente da autarquia, se o aeroporto da Portela passar para a Ota, o que está previsto para 2017, é posição oficial da CML manter uma estrutura aeroportuária na Portela para servir voos low cost e jactos privados.

Para Fontão Rodrigues, quando o aeroporto da capital for desactivado, caberá apenas à Câmara de Lisboa decidir qual o destino a dar aos terrenos.

31-05-2006 8:58:35

de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=230136 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=230136)


Finalmente, apesar das razões (sensatas) de querer tirar o aeroporto de
ao pé de Lisboa vai para o charco : apesar de não haver tanta tráfego,
o risco de um avião caír em cima dum prédio vai continuar a ser realidade,
mesmo havendo menos aviões a sobrevoar os telhados ...

Por isso, e pela a minha opinião, não faz sentido construír um novo
aeroporto para Lisboa : pode-se muito bem ampliar o aeroporto ou até
deslocar para o aeródromo de Alverca os aviões com viagens low cost,
como já aqui foi dito.

Quanto ao TGV, por a minha opinião é uma grande palhaçada ... Porque
não aproveitar o Alfa Pendular que têm condições e que já existe e
remodelar a linha para ele poder ir sempre a velocidade óptimal ? Se
tiver uma velocidade constante de 200 km/h não chegará ? Se a viagem
Lisboa - Porto (ou vice-versa) demorar 1h30, não será óptimo ? O que é
possivél com o Alfa ... E se uma viagem do Porto ao Algarve durar pouco
mais de 3 horas, não será óptimo ? Para qué queremos o TGV ?

Vai-se poupar muito dinheiro e como será preciso remodelar grande parte
da linha (conforme o meu cenário), também dará trabalho a empresas,
tal como a ampliação do aeroporto como já a gente propos ... Esse
dinheiro podia servir para construír mais hospitais, mais instituições de
apoio aos idosos, apoio aos jovens empresários, contrução rodoviária, ...

Confirmo o que disse o papatango : a A6 têm mesmo muito pouco trânsito
e foi acabada antes da A2 (que era e é mais importante) e do que a A25
para nós ligar ao resto da Europa ... Que falta de visão ...
Título:
Enviado por: Doctor Z em Junho 01, 2006, 03:08:52 pm
Citação de: "Marauder"
Citar
Carmona quer manter aeroporto da Portela para voos low cost
O presidente da Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, quer ter a última palavra sobre o destino a dar aos terrenos da Portela quando o aeroporto for para a Ota, e esse poderá passar pela aposta nos voos low cost e de jactos privados.

Segundo o Diário Económico, na sua edição de quarta-feira, que cita o vice-presidente da autarquia, se o aeroporto da Portela passar para a Ota, o que está previsto para 2017, é posição oficial da CML manter uma estrutura aeroportuária na Portela para servir voos low cost e jactos privados.

Para Fontão Rodrigues, quando o aeroporto da capital for desactivado, caberá apenas à Câmara de Lisboa decidir qual o destino a dar aos terrenos.

31-05-2006 8:58:35

de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=230136 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=230136)


Finalmente, apesar das razões (sensatas) de querer tirar o aeroporto de
ao pé de Lisboa vai para o charco : apesar de não haver tanta tráfego,
o risco de um avião caír em cima dum prédio vai continuar a ser realidade,
mesmo havendo menos aviões a sobrevoar os telhados ...

Por isso, e pela a minha opinião, não faz sentido construír um novo
aeroporto para Lisboa : pode-se muito bem ampliar o aeroporto ou até
deslocar para o aeródromo de Alverca os aviões com viagens low cost,
como já aqui foi dito.

Quanto ao TGV, por a minha opinião é uma grande palhaçada ... Porque
não aproveitar o Alfa Pendular que têm condições e que já existe e
remodelar a linha para ele poder ir sempre a velocidade óptimal ? Se
tiver uma velocidade constante de 200 km/h não chegará ? Se a viagem
Lisboa - Porto (ou vice-versa) demorar 1h30, não será óptimo ? O que é
possivél com o Alfa ... E se uma viagem do Porto ao Algarve durar pouco
mais de 3 horas, não será óptimo ? Para qué queremos o TGV ?

Vai-se poupar muito dinheiro e como será preciso remodelar grande parte
da linha (conforme o meu cenário), também dará trabalho a empresas,
tal como a ampliação do aeroporto como já a gente propos ... Esse
dinheiro podia servir para construír mais hospitais, mais instituições de
apoio aos idosos, apoio aos jovens empresários, contrução rodoviária, ...

Confirmo o que disse o papatango : a A6 têm mesmo muito pouco trânsito
e foi acabada antes da A2 (que era e é mais importante) e do que a A25
para nós ligar ao resto da Europa ... Que falta de visão ...
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 28, 2006, 06:30:21 pm
http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/20060628+Mais+300+milhoes+para+alargar+aeroporto.htm

Citar
Mais 300 milhões para a Portela
 
Investimento prossegue até que Aeroporto da Ota fique pronto, em 2017  

Portugal vai gastar 300 milhões de euros no alargamento do Aeroporto da Portela. Isto, apesar de estar previsto o encerramento para 2017, altura em que a Ota deverá ficar pronta. O anúncio de investimento foi feito esta quarta-feira pelo ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Mário Lino, perante a Comissão de Orçamento e Finança, na Assembleia da República.

O minsitro Mário Lino foi ao Parlamento apresentar as Grandes Opções do Plano (GOP) para 2007.


Aeroporto

Para o ministro Mário Lino, é preciso desenvolver investimentos no Aeroporto da Portela que permitam "esticar a sua vida útil até ao novo Aeroporto da Ota estar em funcionamento".

Além do investimento anunciado, o ministro vai mesmo mais longe ao dizer que "temos que tomar outras medidas, eventualmente, conforme a realidade se for mostrando".

O ministro dos Transportes lembrou o aumento de tráfego para dizer que o que "a realidade mostrou em 2005, e nestes primeiros meses de 2006, que o ritmo de crescimento do tráfego no Aeroporto da Portela foi substancialmente superior àquele que esteve por base nas previsões feitas anteriormente".

Tráfego aumenta para o dobro do previsto

As previsões anteriores apontavam para um crescimento do tráfego de quatro por cento ao ano, ou seja, indicavam que a capacidade da Portela estivesse esgotada por volta de 2016.

O que acontece, diz o ministro, é que "em 2005 e em 2006 esse crescimento andou à volta dos oito por cento". O que corresponde exactamente ao dobro do inicialmente previsto.

O ministro Mário Lino sustenta ainda que "é de esperar que as dificuldades à volta do Aeroporto da Portela sejam maiores do que menores".

"Se alguma coisa foi mal feita foi não se ter feito o novo aeroporto antes" afirmou, acrescentando que a questão da privatização da entidade gestora do aeroporto, ANA, "vai ter um grande desenvolvimento em 2007".

Rodovia

Na rodovia, o ministro adiantou que está em "fase adiantada" o estudo que permitirá a adopção de um novo sistema que permita a antecipação da conclusão do Plano Rodoviário Nacional 2000, de 2025 para 2015. Disse, também, que têm vindo a ser feitos avanços no esforço de manutenção e monitorização da rede viária, com o objectivo de reduzir a sinistralidade, bem como na criação do Instituto de Infra-Estruturas Rodoviárias, que terá funções reguladoras.

Ferrovia

Para a ferrovia, reafirmou a prioridade nas ligações em alta velocidade Lisboa/Porto e Lisboa/Madrid, assegurando que as restantes três linhas, em fase mais atrasada, irão igualmente avançar, e que na linha convencional a opção é dar atenção àquelas que são fundamentais, passando a actual linha do Norte a ser mais vocacionada para o transporte de mercadorias e inter-regional.

"Estamos a fazer a racionalização da rede. Há troços que vão fechar porque não têm viabilidade e outros que vão ser reforçados", disse.

Portos

No caso dos portos, Mário Lino prometeu a desburocratização do sector e a adopção de medidas "para dar mais eficiência e mais competitividade" à actividade, bem como a sua integração nas redes europeias de transportes.

Metropolitano

Por outro lado, realçou os quatro "grandes projectos" do metropolitano - ligação estação Oriente/Aeroporto (Lisboa), estudos para a segunda fase do Metro do Porto, Metro do Mondego e Metro Sul do Tejo - bem como a proposta de funcionamento das Áreas Metropolitanas de Transportes, que disse estar "praticamente concluída".

Comunicações

O ministro referiu ainda os projectos nas áreas das comunicações - como o alargamento da banda larga a todo o país, a televisão digital, o incentivo à concorrência entre operadores para diminuir os preços e aumentar a velocidade de comunicação, a modernização do serviço postal - e do imobiliário, sublinhando a conclusão, até ao final do ano, do Código das Contratações Públicas.

Discussão pública em Setembro

Mário Lino disse esperar ter prontos para discussão pública, no próximo mês de Setembro, os vários planos estratégicos sectoriais, de forma a dotar o Ministério de um plano orientador global.

Os deputados da oposição criticaram o carácter genérico das medidas apresentadas, por Mário Lino, nas GOP, citando o parecer do Conselho Económico e Social para dizerem que há uma "grande confusão entre medidas e declarações de intenção".



J.Sócrates, El C*ga Milhões...

Mais 300 milhões na Portela e ... 10 anos depois encerra-se o aeroporto...
E dizem que somos um país pobre... :roll:
Título:
Enviado por: Marauder em Junho 29, 2006, 11:21:52 am
Citar
Ota e TGV em causa devido a cortes orçamentais

O financiamento europeu previsto para projectos como a Ota e o TGV pode diminuir significativamente devido a cortes decididos em Dezembro pelos líderes europeus, adianta o Expresso deste sábado.


A decisão tomada implica um corte no valor de 138 mil milhões de euros e obriga os serviços do executivo comunitário a escolher sobre as redes transeuropeias - 30 grandes projectos europeus que englobam a Ota e o TGV.

Os cortes obrigarão a adiar a conclusão de projectos ou a aumentar o investimento nacional.

De acordo com o Expresso fica dúvida se as reduções serão proporcionais a todos os programas ou se alguns, como o TGV, serão privilegiados, em detrimento de outros, como a Ota, considerados menos importantes no âmbito europeu.

25-02-2006 11:30:06


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_d ... news=63808 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=2&id_news=63808)

 É acabar com o TGV...e manter a Ota.

  E definir uma serie de prioridades para o transporte ferroviário. Tais como finalizar a electrificação da Linha do Norte e do Sul, de forma a potencializar o Alfa. Criar a ligação Alfa entre Porto e Vigo, com paragem no aeroporto Sá Carneiro.
  A nivel da CP cargo, realizar a ligação ao Porto de Sines, realizar, se economicamente possivel, a ligação Aveiro-Salamanca. E claro, incentivar as empresas de logistica e distribuição portuguesas a usar a CP cargo através de uma melhor campanha de marketing etc etc.

   E apostar na Ota, porque esta sim é importante para o país. Eu tava a pensar em, para a ligação Ota Lisboa ser rápida e barata, uma pequena joint-venture entre CP e ANA ou a companhia que futuramente irá gerir o aeroporto. Assim, esta nova companhia faria a ligação com meios tipo Alfa (com uma parte das encomendas a serem feitas na Bombardier ou pelo menos com um elevado nível de incorporação nacional). A receita gerada pelo aeroporto entraria nesta companhia de forma a baixar o preço da ligação. Portanto Joint-venture ou algo tipo 60% ANA -40%CP, de forma que a companhia estivesse na esfera da ANA.
     Havendo como é claro uma ligação entre o aeroporto e a Linha do Norte, porque nem todos os passageiros vão para Lisboa :wink: . Estes seriam do mesmo formato que as usadas no Metro de Coimbra (Ramal Coimbra Parque - Lousã)

   Cumprimentos

(notícia muy velha..não liguem)
Título:
Enviado por: Marauder em Julho 15, 2006, 09:24:05 am
Citar
Cavaco quer debate e análise de projectos como o TGV

O Presidente da República, Cavaco Silva, defendeu hoje um debate e uma «profunda análise custo- benefício» sobre a «rentabilidade de grandes investimentos» previstos para o país, como o comboio de alta velocidade (TGV).


Numa viagem entre Lisboa e Albufeira, em alguns troços a mais de 200 quilómetros hora num comboio Alfa Pendular, comemorativa dos 150 anos dos caminhos-de-ferro portugueses, Cavaco Silva adiantou que o assunto do TGV «não tem dominado» as conversas que mantém com o primeiro-ministro, José Sócrates.

«É bom que se debata a rentabilidade desses grandes investimentos - e sem dúvida o TGV é um grande investimento - para saber se, de facto, contribui para uma melhoria do bem-estar dos portugueses», disse o Presidente, defendendo a necessidade de «análises custo-benefício muito profundas» sobre o «dossier».

Afirmando-se convicto de que o Governo «já analisou em parte esse problema», escusou a pronunciar-se sobre a utilidade do TGV.

Questionado a comparar o comboio alfa pendular em que viajou e o de alta velocidade, o Presidente da República afirmou apenas: «Acho que estes comboios estão bem. Ainda há bocado íamos a mais de 200 km/h. É uma óptima velocidade para o Algarve e até para o Porto».

O tema do TGV foi, no entanto, uma mera «paragem» imprevista na viagem de comboio de 02:40 que hoje efectuou entre o Parque das Nações e a estação de Albufeira, perto da sua terra natal, Boliqueime.

Acompanhado por quase toda a sua família (Maria Cavaco Silva, viajaram os seus filhos Patrícia e Bruno e os quatro netos: Mariana, Afonso, João Maria e António), Cavaco Silva também «viajou» no tempo, aos tempos de infância e juventude.

«Na minha juventude estive muito ligado a comboios. De minha casa até à estação de caminhos-de-ferro eram 10 metros no máximo. Por isso, na minha meninice brincava muito com comboios», recordou.

«Depois, durante, seis anos, todos os dias para a escola de comboio. As viagens até Lisboa eram de Comboio. Por isso direi que até aos 20 e tal anos era um passageiro assíduo dos comboios e talvez isso compense a falta de nos últimos anos ter andado pouco», disse.

Diário Digital / Lusa

15-07-2006 0:04:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=69518 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5Fdigital/news.asp?section_id=2&id_news=69518)

Era passar o aeroporto da Ota para campo de tiro de Alcochete e expandir / melhorar o Alfa.....o TGV não é necessário..mais necessário é o melhoramento da actividade CP Cargo....isso...em vez de termos no futuro TGVs vazios a circular por aí...se o Alfa já é caro...imaginem o TGV..
Título:
Enviado por: emarques em Julho 15, 2006, 04:09:29 pm
Citar
Ainda há bocado íamos a mais de 200 km/h. É uma óptima velocidade para o Algarve e até para o Porto».

Exactamente. Se fosse possível que os comboios pendulares circulassem sempre a essas velocidade (em vez de, na linha do Norte, só o poderem fazer entre Coimbra e Aveiro), Porto-Lisboa demoraria cerca de 1h30m. Digamos 1h45m para compensar paragens e tempos de aceleração. Uma ligação Lisboa-Faro demoraria um pouco menos. Valeria mesmo a pena um investimento importantíssimo para reduzir esse tempo para 1h?

Se lhes desse para expandir isso à rede principal (que, se não me engano, inclui as linhas do Norte, do Sul, do Leste, do Minho, do Douro, da Beira Alta e do Algarve) e fazer uns horários decentes, Valença-Vila Real de Sto. António levava umas 4h. Que não é muito mais que o tempo de circulação do Porto a Lisboa como as coisas estão agora.
Título:
Enviado por: komet em Julho 17, 2006, 12:41:43 am
Citar
Primeiro Ministro, roçando a traição
Mais uma vez veio ao-de-cima a polémica sobre a construção do TGV e do
aeroporto da Ota.
Os portugueses, esses, continuarão fiéis a Portugal.
 
de Brites de Almeida / Beja - Alentejo

O Presidente da República, avisou e disse que o tema deve ser debatido,
porque o investimento é demasiado alto, demasiado grande e pode ter
demasiadas consequências, para que se tome a decisão de investir milhares
de milhões em obras que não vão ter retorno. Sócrates, em jeito de
resposta, e com a sua já tradicional sobranceria, avisou que não havia nada
a discutir.
As palavras do primeiro ministro, roçando a traição, serviram também para
confirmar a visão provinciana que José Sócrates tem de Portugal, como
província da Ibéria, ou melhor dizendo, para chamar os bois pelos nomes, da
Espanha.
Qualquer imbecil, entende que numa rede de caminho de ferro de alta
velocidade, a viabilidade está limitada pela possibilidade de concorrência
entre o avião e o combóio. É evidente que mesmo a 300Km/h, um combóio
demora três vezes mais que um avião para se deslocar de Lisboa a Paris.
Além disso, para cumprir com os desígnios imperiais da Espanha, qualquer
TGV português terá ainda por cima que se desviar centenas de Quilómetros,
na direcção da capital imperial (Madrid) para poder depois seguir o seu
destino em direcção a Paris.
O TGV português entre Lisboa e Madrid, é um investimento inútil, patético,
que lembra a construção da auto-estrada Lisboa-Madrid que ainda hoje está
às moscas e que foi inaugurada e construída antes de se construir a
auto-estrada para o Algarve. A ligação à capital imperial em Madrid, parece
que está acima da ligação entre Lisboa e Faro.
É o mesmo tipo de gente, que construiu uma auto-estrada entre Lisboa e a
fronteira, com destino a Madrid, esquecendo quem trabalha e as empresas
portuguesas que precisam de uma estrada para a Europa, como é o IP-5 ou o
IP-4, as quais foram sacrificadas em nome do iberismo criminoso de
politicos de vistas curtas residentes em Lisboa e rendidos e deslumbrados
com las luces madrilenas, de onde ainda esperam que venham subsídios ou
empregos em empresas espanholas como as Iberdrolas da vida.
Já cometemos no caso das auto-estradas o erro de construir na direcção de
Madrid, quando os portugueses não querem ir para Madrid e continuam a não
passar por Madrid para ir e vir da Europa.  Os nossos imigrantes
continuaram a utilizar as estradas que ligam ao IP-4 e ao IP-5 e nunca
passaram por Madrid.
Porque razão nos querem obrigar a passar por Madrid à força ?
A construção do Aeroporto de Lisboa na Ota, estará tão longe da cidade
propriamente dita, que ficará mais simples ir de Lisboa a Madrid de TGV do
que de avião.
Se o aeroporto fosse construído em Rio Frio, a maior proximidade de Lisboa,
inevitavelmente vai fazer com que Lisboa-Madrid de combóio seja mais lento
que Lisboa-Madrid de avião. Além disto, a linha Madrid-Lisboa só é
economicamente viável se os espanhóis garantirem que chega a Lisboa, porque
se o TGV espanhol parar em Badajoz, será um fracasso comercial de todo o
tamanho, porque não há trafego na paupérrima Extremadura espanhola,
sustentada com o dinheiro dos subsídios das autonomias ricas do norte para
justificar o TGV.
Os espanhóis defendem os interesses deles, e para o fazer pressionam o
governo português, com os seus tradicionais protestos de amizade eterna e
boa vizinhança, que a Espanha nunca cumpriu e sempre traiu e violou de
forma absolutamente vergonhosa.   A Espanha não cumpre tratados. Não cumpre
o Estado Espanhol, como não cumprem as empresas espanholas. É uma
característica castelhana que ficou de séculos e séculos.
O Zé portuguesito - como o iletrado Mario Lino, que sob o efeito de um pifo
monumental que apanhou na Galiza até afirmou que Portugal e Espanha
partilham uma língua comum - fica todo derretido quando o espanhol,
adulador, fingido, vil manipulador e mentiroso lhe faz rasgados elogios.
Mario Lino e Sócrates, não passam de patetas rendidos aos bons modos e às
boas maneiras dissimuladas da diplomacia espanhola, que é fonte de todos os
salamaleques enquanto precisa do sim português, mas que como mostra a
História, mesmo já depois da adesão à União Europeia, viola acordos, não
cumpre as regaras e age de forma traiçoeira quando Portugal deixa de ser
necessário.
Será que os herdeiros daqueles que acreditaram no passado que com o tempo
Portugal havia de se integrar no império castelhano, que hoje conhecemos
como Espanha, continuam a achar que com o tempo, os portugueses se vão
habituar a ser parte desse império construído em cima do sangue, do ódio e
da xenofobia mais criminosa e pútrida de que há memória na Europa?
De Espanha, nem bom vento nem bom casamento. De Castela, só virá ódio,
morte e engano.  Quem nos quer ligar ao país que mais fez para nos tentar
destruir primeiro como nação e depois para destruir a nossa imagem como
país independente, está a decidir de que lado da barricada está.
Os portugueses, esses, continuarão fiéis a Portugal.  

Brites de Almeida, Beja


Penso que diz tudo...
Título:
Enviado por: emarques em Julho 17, 2006, 04:33:19 pm
Foi o PT que escreveu esse texto, não foi? :)
Título:
Enviado por: Marauder em Agosto 01, 2006, 10:38:00 am
Citar
Novo aeroporto da Ota vai ficar mais caro

A comissão técnica encarregue da definição do modelo de transacção do futuro aeroporto da Ota detectou que os custos previstos para a construção da infra-estrutura – da ordem dos três mil milhões de euros – estão subestimados, avança o Jornal de Negócios na edição desta terça-feira.


O grupo de trabalho concluiu, segundo o jornal, que os 30 anos previstos para a concessão do novo aeroporto não são suficientes para remunerar o capital que os privados terão de investir, por isso «vai propor ao Governo o alargamento do prazo da concessão para 40 anos».

Estas previsões são da empresa Novo Aeroporto (Naer). De acordo com as projecções, o atraso do projecto poderá diminuir o valor da comparticipação da União Europeia no projecto, uma vez que o Alargamento a Leste vai apertar os fluxos financeiros para projectos na velha UE.

De acordo com o artigo, a financiamento comunitário ascende a 20% do valor do projecto, 10% será financiado pelo Estado, outros 20% pelo consórcio vencedor e o restante está previsto obter com recurso a endividamento.

01-08-2006 8:11:19


de:
http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5 ... news=70092 (http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro%5Fdigital/news.asp?section_id=2&id_news=70092)
Título:
Enviado por: Marauder em Agosto 01, 2006, 02:38:45 pm
Citar
OTA: Ministro nega que 40 anos signifique acréscimo custos
O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações negou esta terça-feira que a hipótese de um eventual alargamento do prazo de concessão do aeroporto da Ota para 40 anos signifique a existência de um acréscimo dos custos inicialmente previstos.

Mário Lino, que esta terça-feira presidiu à cerimónia de reabertura ao tráfego da estrada que liga Otão ao Portinho da Arrábida (Setúbal), afirmou que o estudo que aponta para um alargamento do prazo de concessão para 40 anos «é mais uma alternativa» para sustentar uma decisão do Governo.

«É preciso ter elementos para tomar decisões no momento próprio. Nos projectos desta natureza têm de ser estudadas diferentes alternativas. Neste momento não tenho nenhum elemento que me leve a pensar que afinal de contas a Ota vai custar mais», afirmou o ministro aos jornalistas.

O Jornal de Negócios (JdN) noticia hoje que uma comissão técnica encarregue da definição do modelo de transacção do aeroporto da Ota detectou que os custos previstos para a construção da infra-estrutura estão subestimados e propõe o alargamento do prazo de concessão para 40 anos.

Segundo o jornal, o grupo de trabalho concluiu que os 30 anos previstos para a concessão do novo aeroporto não são suficientes para remunerar o capital que os privados terão de investir e vai propor ao Governo o alargamento do prazo da concessão para 40 anos.

Também o presidente da Naer (empresa responsável pelo novo aeroporto), Guilhermino Rodrigues, disse à Lusa que «até ao momento não existe nenhuma razão para rever» os custos anunciados em Novembro nem os estudos de viabilidade financeira.

Negando a existência de qualquer comissão técnica a trabalhar no assunto, Guilhermino Rodrigues afirmou que os estudos estão a ser desenvolvidos pela Naer em coordenação com os consultores Fonte oficial da Naer citada pelo JdN admitiu que este alargamento «não significa que se venha a usar o prazo de 40 anos».

A duração da concessão dependerá das negociações entre o consórcio que ganhar o concurso para a construção da Ota e o Governo, em função da rentabilidade esperada, que ronda, neste tipo de investimento, 7 ou 8 por cento.

O investimento estimado para a Ota ronda os três mil milhões de euros, estando prevista a comparticipação em 20 por cento dos fundos comunitários, 10 por cento de financiamento público nacional, 20% do consórcio vencedor e 50% obtidos com recurso ao endividamento.

O consórcio que vai construir o aeroporto da Ota deverá ser escolhido no final de 2009, decorrendo as obras da primeira fase até 2017, escreve o JdN.

Estes trabalhos limitam-se a dotar o novo aeroporto de uma capacidade para receber 25 milhões de passageiros por ano e só no próximo mês de Setembro será conhecido o restante calendário.

Diário Digital / Lusa

01-08-2006 13:42:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=238202 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=238202)
Título:
Enviado por: Doctor Z em Agosto 01, 2006, 04:22:39 pm
Para quê que precisamos da Ota ? Epá que têm estes políticos na cabeça ?
Tanto dinheiro que poderia ser bem utilizado e que tanto precisamos ...

Para mim, os erros mais grandes do XVIIº governo constitucional, são a
Ota e o TGV.  :evil:
Título:
Enviado por: Marauder em Agosto 01, 2006, 04:52:23 pm
Citação de: "Doctor Z"
Para quê que precisamos da Ota ? Epá que têm estes políticos na cabeça ?
Tanto dinheiro que poderia ser bem utilizado e que tanto precisamos ...


Se for acerca da Ota, concordo consigo. Já acerca de um novo aeroporto, eu defendo a criação deste, mas em Alcochete, que estranhamente nunca foi considerada uma opção séria :roll:

Se os estudos acerca do aumento de tráfego de passangeiros em Portugal estão correctos, é imperativo termos um aeroporto novo. A não ser que se crie um milagre da engenharia na Portela (provavelmente deitar tudo abaixo e criar um projecto XPTO), a Portela mesmo com a área de do terminal de Figo Maduro tem os seus limites.

Cumprimentos
Título:
Enviado por: Doctor Z em Agosto 01, 2006, 05:47:43 pm
Citação de: "Marauder"
Citação de: "Doctor Z"
Para quê que precisamos da Ota ? Epá que têm estes políticos na cabeça ?
Tanto dinheiro que poderia ser bem utilizado e que tanto precisamos ...

Se for acerca da Ota, concordo consigo. Já acerca de um novo aeroporto, eu defendo a criação deste, mas em Alcochete, que estranhamente nunca foi considerada uma opção séria :roll:

E depois a Portela ? O que se faz dele quando o novo aeroporto de Lisboa
entrerá em funcionamento ?
Título:
Enviado por: Marauder em Agosto 01, 2006, 06:04:41 pm
Citação de: "Doctor Z"
Duvido que esses estudos venham a ser comprovados no futuro ... Mas,
duma certa forma, a Portela não está mal situada, porque pegado a
cidade : em caso de acidente, nem queiro imaginar ...  :(

Eu pessoalmente preferia um parque da cidade à semelhança do Porto, com talvez a nova prisão de Lisboa aí (embora o ideal seria mais longe, mas pronto, terrenos de borla..), talvez outros serviços administrativos lá. Um futuro hospital caso a procura assim o dite, a recolocação de alguns serviços que estejam espalhados pela cidade. Por exemplo, o governo não ia sair do Terreiro do Paço?

Na minha ideia é tudo menos o mais flagrante...o sector imobiliário.
Já basta de incentivos para virem todos morar para Lisboa. Não é que eu ache que mais ninguem deva vir viver para Lisboa, é simplesmente porque um excesso de oferta de apartamentos, quartos, etc, é apenas mais um incentivo para a desertificação do interior e centralização, neste caso em Lisboa. É claro que provavelmente quem iria ocupar essa zona seriam pessoas das cidades-dormitório de Lisboa, mas a ideia é a mesma.
Título:
Enviado por: Marauder em Agosto 06, 2006, 01:02:16 am
Para os defensores da Portela, peço-vos para passarem mais tempo no aeroporto, aliás, deveriam ter experimentado esta noite, estava o máximo.

Desde o momento em que saí do avião até que o tapete começou a rolar...40min, até que recebi minha mala 50-55min.

Estavam 3 voos para o mesmo tapete, e este estava parado, tentem lá imaginar a quantidade de pessoas que estava em volta deste. No ínicio a barreira de gente era tanta que tinha uns 3-4 segundo apenas para ver as malas a passar à minha frente. Hoje o aeroporto estava um verdadeiro pademónio.

----------------------------------

Meus amigos, a área da Portela e Figo Maduro até pode ser suficiente para um aeroporto internacional, mas apenas se destruírem por completo as infraestruturas actuais que foram pensadas para outros volumes. Estar a remendar para esticar o aeroporto ao máximo não resulta muito bem por vezes. Então imaginem lá tentar aumentar o volume de passageiros para além do planeado (penso que é até 2016 o aeroporto de Lisboa deverá mexer algo como 17milhões segundo estudos), se hoje em dia já tem os problemas que tem, então com uma futura expansão simplesmente aumentaria o "desenrascanço". Tentem apanhar uma das "horas de ponta" do aeroporto e depois pensem nos voos que são cancelados, nas expansões futuras, e na hipótese de manter o aeroporto na Portela. Infelizmente aeroportos não podem simplesmente fechar para obras durante alguns anos, logo é mesmo necessário um novo aeroporto..quem não concorda que vá esperar pelas malas na Portela (e filas de passaporte,etc)

[ps: não digo que não se espera no estrangeiro, mas tem a ver com a quantidade processada e o tempo perdido nas operações, porque no fundo são também estas variáveis que definem as capacidades do aeroporto]
Título:
Enviado por: ricardonunes em Setembro 08, 2006, 10:54:11 pm
António Mota: consórcio mostra que existe vontade para a Ota

Citar
O presidente do grupo Mota-Engil afirmou sexta-feira à Lusa que a candidatura de um grupo de seis grandes empresas à construção do aeroporto da Ota demonstra existir em Portugal «vontade e capacidade» para concretizar um projecto desta envergadura.


A Brisa e a Mota-Engil vão liderar um grupo de seis grandes empresas para concorrer ao processo de privatização da ANA e participar na construção do novo aeroporto da Ota, anunciaram hoje as empresas.

O grupo inclui, além da Brisa - Auto-estradas de Portugal e da Mota-Engil, os três maiores bancos portugueses (CGD, BCP e BES) e a construtora Somague.

«O importante é, desde já, demonstrar a existência de capacidade e vontade em Portugal para levar para a frente um projecto destes com um grupo quase exclusivamente português», salientou António Mota em declarações à agência Lusa.

O acordo entre as seis empresas foi hoje assinado, ficando estabelecido que a Brisa e a Mota-Engil terão participações iguais de 26,25% cada, a Somague de 17,5% e os três bancos de 10% cada.

António Mota explicou que o consórcio irá candidatar-se «à privatização da ANA ou à concessão do novo aeroporto», consoante o modelo que venha a ser definido pelo Governo para avançar com o projecto.

«O grupo constituiu-se hoje como candidato futuro, logo que o Governo defina as regras», afirmou António Mota à Lusa.

Independentemente do modelo que venha a ser seguido, o empresário deseja sobretudo que o processo se desenrole o mais rapidamente possível.

«O Governo está a fazer estudos e nós só esperamos que haja uma decisão o mais rapidamente possível», sustentou.

Afirmando estar preparado para enfrentar, na corrida à construção do novo aeroporto, «concorrência nacional e estrangeira», António Mota destacou que o grupo agora formado «tem todas as valências necessárias para ser muito competitivo no concurso».

Orçado em três mil milhões de euros, o novo aeroporto da Ota deverá ser comparticipado em 20% por fundos comunitários, em 10% por financiamento público português, 20% pelo consórcio construtor e os restantes 50% por recurso ao endividamento.

Recentemente, o secretário de Estado dos Transportes admitiu antecipar de 2010 para 2009 o arranque da construção do aeroporto, apontando para 2007 o lançamento do concurso público para desenvolvimento da infra-estrutura.

«O modelo de transacção será apresentado em Setembro e aí anunciaremos os passos seguintes», afirmou então Paulo Campos.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: TOMKAT em Outubro 19, 2006, 01:10:27 am
Chegou-me ao ouvido, de fonte não confirmada, que já começou a desmatação dos terrenos do futuro aeroporta da Ota.

 :?: Será verdade?

Estão a ser transportadas largas toneladas de biomassa provenientes da Ota para serem queimadas em cimenteiras do grupo Semapa.
Isto é um facto confirmado por fonte fidedigna.

O local exacto da desmatação não foi possível confirmar.
Título:
Enviado por: Luso em Outubro 19, 2006, 03:23:42 pm
Está tudo a "poupar", a "sacar" e a "roubar" a bem do défice.
A Ota e o TGV é que não podem parar.
Título:
Enviado por: JoseMFernandes em Outubro 19, 2006, 05:25:08 pm
Citação de: "Luso"
Está tudo a "poupar", a "sacar" e a "roubar" a bem do défice.
A Ota e o TGV é que não podem parar.

A esse propósito, uma opinião (no editorial de hoje) do director do PÚBLICO.  

Citar
O défice manda...

José Manuel Fernandes


Não há como o choque da realidade e a falta de dinheiro para os políticos abandonarem promessas eleitorais

Por fim algum bom senso - mas ainda insuficiente. Três das sete auto-estradas sem portagens, vulgarmente conhecidas por Scut, vão passar a ter portagens em 2007. Quando falta o dinheiro para se atingirem os objectivos de contenção do défice orçamental, vai-se poupar onde desde sempre se devia ter poupado, neste caso fazendo com que os utilizadores dessas infra-estruturas paguem o que devem pagar. Seria bom, no entanto, que se fosse coerente e levasse a decisão até às últimas consequências.
Comecemos pois por recordar a promessa eleitoral, depois transcrita no programa de Governo. Rezava assim: "Quanto às Scut, deverão permanecer como vias sem portagem enquanto se mantiverem as condições que justificaram, em nome da coesão nacional e territorial, a sua implementação, quer no que se refere aos indicadores de desenvolvimento sócio-económico das regiões em causa, quer no que diz respeito às alternativas de oferta no sistema rodoviário."
Que mudou desde a altura em que a promessa foi feita no Norte Litoral, no Grande Porto e na Costa da Prata, as regiões afectadas pela medida anunciada por Mário Lino? Substancialmente, nada. Essas regiões continuam a divergir da média do rendimento nacional, sendo que a sua posição relativa até se terá degradado. Passaram a existir rodovias alternativas? Não. Mais: por que razão se opta por fazer pagar os utilizadores das auto-estradas dessas três regiões, que nem são das mais ricas do país, e se continua a isentar de pagamento os que circulam pela Via do Infante, no Algarve, a segunda região do Continente com maior rendimento per capita? Por não existirem alternativas? Não, pois bastará a Mário Lino ir do Porto a Viana ou do Porto a Aveiro pelas velhas estradas nacionais para perceber que estas não são alternativa a nada.
O problema é outro e antigo: as Scut são desde o início um disparate, uma asneira devida às habilidades inventadas no tempo das vacas gordas mas impossíveis de pagar em época de vacas magras. Até porque, como provam os estudos habitualmente invocados para sustentar a importância destes investimentos - como os dos professores Marvão Pereira e Jorge Andraz -, se os investimentos em infra-estruturas rodoviárias têm algum retorno em termos de desenvolvimento económico (apesar de se dever comparar esse retorno com o que proporcionariam investimentos na ferrovia...), a verdade é que eles beneficiam mais as regiões mais ricas, como a de Lisboa, do que aquelas que realmente servem.
Mais: desde o início que a opção por construir estas vias com "portagens virtuais" pagas por todos os cidadãos, pobres ou ricos, com carro ou sem carro, pecou por incoerência. Senão repare-se que as auto-estradas que atravessam o Alentejo, uma das regiões mais deprimidas do país, têm todas portagens, ao contrário das que servem distritos mais dinâmicos como os de Castelo Branco ou da Guarda. Será por as velhas estradas alentejanas terem menos curvas? Talvez. Mas então como justificar que o mesmo não se passe noutras regiões onde as vias, se bem que menos perfeitas, podem ser consideradas alternativas e, sobretudo, as caríssimas Scut são estradas do "lá vem um"?Não há de facto nada como o choque da realidade e da falta de dinheiro para obrigar os políticos a abandonarem promessas eleitorais. Mas ao menos valha-nos isso: pior seria insistir num disparate que já custou demasiado ao erário público e consumiu recursos que teriam sido muito melhor utilizados noutras frentes. Pelo que, promessa incumprida por promessa incumprida, seja talvez altura de admitir que tanto a Ota como o TGV são coisas para esquecer. É que, tal como todos os almoços, esses devaneios são tudo menos grátis...
Título:
Enviado por: Luso em Outubro 19, 2006, 08:24:34 pm
O PS foi eleito com base em mentiras: uma série delas.
E o PSD - esse bando de tachistas incapazes e iguais aos socialistas são incapazes de esboçar até um bocejo. È a "ala direita" do mesmo partido, como diria Mao.
Estamos bem tramados.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 27, 2006, 08:59:22 am
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Comboio de alta velocidade
TGV vai entrar em Lisboa pela margem direita do Tejo  
27.10.2006 - 08h21   Carlos Cipriano
 
O TGV dará entrada em Lisboa pelo lado norte e confirma-se a terceira travessia do Tejo (o que obrigará à construção de vários quilómetros de túneis e viadutos), mas a estação central da capital não tem ainda localização definida.

Já no Porto o TGV entrará pela Ponte de S. João e Campanhã será a sua estação de origem/destino, ficando para mais tarde a ligação ao Aeroporto Sá Carneiro. A actual estação ferroviária de Coimbra B será também servida pela alta velocidade, mas Aveiro, Leiria, Évora e Elvas/Caia não têm ainda localização definida. Já na Ota, o TGV vai passar (e parar) a nascente do aeroporto, devendo as instalações aeroportuárias contemplar um sistema de transporte que dê acesso à estação de alta velocidade.

A linha Lisboa-Madrid tem início de construção marcado para 2008 e inauguração em 2013, seguindo-se Lisboa-Porto em 2015. Já as linhas Aveiro-Salamanca, Évora-Faro-Huelva e Porto-Vigo vão continuar a ser riscos nos mapas, tal como foram apresentados na cimeira ibérica da Figueira da Foz em 2003. O Governo não se compromete com datas nem acredita na sua viabilidade, embora mostre algum trabalho de casa feito no que concerne a ligação à Galiza, que passará por uma nova linha de Braga a Valença.

Em 2015, o Governo quer que 90 por cento da população portuguesa possa viajar de comboio entre os principais centros urbanos com um tempo de viagem igual ou inferior a três horas, percentagem que desce para 60 por cento se se considerarem tempos de percurso inferiores a duas horas entre as principais cidades.

Este é um dos objectivos das orientações estratégicas para o sector ferroviário que será apresentado amanhã na FIL pelo ministro das Obras Públicas e Transportes, Mário Lino.

Para o concretizar, o executivo aposta na rede de alta velocidade e na sua articulação com a rede convencional, embora para esta última não estejam previstos investimentos significativos.

Baixa ritmo de obras na Linha do Norte

Com a alta velocidade no horizonte, a modernização da Linha do Norte sofrerá um abrandamento e os troços que ainda não foram intervencionados sê-lo-ão de forma mais simplificada, mantendo-se, contudo, um patamar de velocidade de 140 km/hora.

As orientações estratégicas dividem a geografia ferroviária nacional em três redes hierarquizadas - principal, complementar e secundária. A primeira visa os eixos de maior procura e as ligações aos portos, aeroportos e plataformas logísticas, que será complementada pela segunda.

Já a rede secundária, de vocação regional, poderá ser alvo de parcerias com as autarquias para ajudar à sua viabilidade. É o caso das linhas do Tua, do Corgo, do Tâmega, do Vouga e ainda o ramal de Cantanhede e o troço Torre das Vargens-Beirã/Marvão, para os quais o próprio plano estratégico da CP, Líder 2010, prevê a substituição do serviço ferroviário por rodoviário. O Governo terá de explicar como é que, num clima de crispação com as municípios por causa da Lei das Finanças Locais, vai convencer os autarcas a pagar o caminho-de-ferro que lhes passa à porta (ainda que, em muitos casos, o número de passageiros seja tão reduzido que o seu impacte social e económica seria ínfimo).

Em 2015, o executivo define como metas um crescimento de 10 por cento na procura de passageiros de serviços ferroviários e um aumento de 70 por cento nas mercadorias transportadas. Outro objectivo ambicioso: reduzir em 60 por cento os acidentes em passagens de nível.

Fonte: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp ... idCanal=63 (http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1274702&idCanal=63)
Título:
Enviado por: Falcão em Março 18, 2007, 11:35:43 am
Citar
Relatório da NAV chumba projecto do aeroporto da Ota

O futuro aeroporto da Ota terá uma validade de 13 anos, muito abaixo dos 50 previstos pelo Governo, segundo um relatório da Navegação Aérea de Portugal (NAV), revela hoje o semanário Sol.
O documento, a que o jornal teve acesso, dá conta que o aeroporto da Ota atingirá a capacidade máxima em 2030, ou seja, estará saturado em apenas 13 anos, já que a inauguração está prevista para 2017.

Segundo o estudo da NAV, cuja mais recente versão data de Janeiro, não será possível efectuar aterragens e descolagens em simultâneo, ainda que o aeroporto tenha duas pistas, e o máximo permitido é de 70 aviões por hora, contra os 80 desejados pelo governo.

O jornal diz ainda que, segundo o estudo da NAV, o espaço aéreo destinado à Ota colide com os corredores aéreos da base da Força Aérea de Monte Real.

De acordo com o semanário, os ministros das Obras Públicas e da Defesa encomendaram novos estudos à NAV, «de forma a conciliar os interesses da Ota com a operacionalidade de Monte Real».

Esta semana, o Presidente da República, Cavaco Silva, lembrou que a União Europeia exige estudos de «custo- benefício» para projectos como o da Ota.

No entanto, Cavaco Silva escusou-se a fazer comentários sobre a localização do novo aeroporto na Ota, por considerar que se trata de «uma decisão técnica».

Diário Digital / Lusa


 :roll:  :roll:
Título:
Enviado por: Get_It em Março 18, 2007, 01:43:51 pm
Citação de: "SIC Online"
Ota: Mário Lino insiste em lançar este ano concurso para novo aeroporto
(17-03-2007 18:38)

O ministro Mário Lino negou hoje que o relatório da Navegação Aérea de Portugal chumbe a localização do novo aeroporto na Ota e frisou que o concurso para a sua construção será lançado este ano.

    
O ministro Mário Lino negou hoje que o relatório da Navegação Aérea de Portugal chumbe a localização do novo aeroporto na Ota e frisou que o concurso para a sua construção será lançado este ano.


Segundo o semanário Sol, um relatório da NAV indica que o aeroporto da Ota terá uma validade de 13 anos, muito abaixo dos 50 previstos pelo Governo.

O documento, a que o jornal teve acesso, dá conta que o aeroporto da Ota atingirá a capacidade máxima em 2030, ou seja, estará saturado em apenas 13 anos, já que a inauguração está prevista para 2017.

Ainda de acordo com o estudo da NAV, cuja mais recente versão data de Janeiro, não será possível efectuar aterragens e descolagens em simultâneo, ainda que o aeroporto tenha duas pistas, e o máximo permitido é de 70 aviões por hora, contra os 80 desejados pelo governo.

Nas declarações que fez aos jornalistas, antes de participar no Fórum Novas Fronteiras do PS, no Centro de Congressos de Lisboa, Mário Lino disse que está criado um "grupo de trabalho com o Ministério da Defesa, envolvendo a Força Aérea (http://http), para resolver a compatibilização entre o tráfego aéreo civil e militar".

De acordo com o ministro da Obras Públicas, Transportes e Comunicações, ao contrário do que refere o semanário Sol, "o estudo da NAV não é sobre a localização do novo aeroporto, mas para resolver os problemas que surjam".

"Nesta matéria há um grande problema: Portugal precisa de um novo aeroporto. Até agora, nenhuma entidade apresentou qualquer localização alternativa e só posso analisar aquilo que há", argumentou o membro do governo.

No entanto, numa alusão ao estudo da NAV, o ministro admitiu que "há muitos pequenos problemas a resolver" no processo de construção do aeroporto da Ota.

Mário Lino rejeitou ainda que o novo aeroporto possa ficar saturado no prazo de 13 anos, dizendo que os estudos "demonstram que apenas em 2050 se atingirão 42 milhões de passageiros".

Interrogado sobre a possibilidade de o Executivo reanalisar a localização da Ota, Mário Lino respondeu que "o programa do Governo prevê que em 2007 seja lançado o concurso para a construção do novo aeroporto".

fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/8842760.htm

Pois é Sr. Lino, há que começar o concurso antes que mais alguém o "chumbe".

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: P44 em Março 19, 2007, 03:28:06 pm
esse $$%&$& do lino com a sua casmurrice vai levar-nos á falência de vez :cry:

 :twisted: quais serão os interesses desse individuo para teimar na sua, contra tudo e contra todos?
Título:
Enviado por: Luso em Março 19, 2007, 04:56:03 pm
É impressão minha ou o sistema político português está irremediavelmente podre?

Na minha opinião, o actual "governo" não tem como objectivo o bem nacional mas apenas o bem estar do seu "povo", o seu partido.

E o que digo é válido para todos os outros.
O primarismo chegou a um nível tão obsceno que não é mais possível acreditar que os "agentes politicos" o são para gerir a coisa pública. Os seus curricula, conhecimentos e postura perante a vida assim o demonstram. Não é. Os resultados estão à vista. E não vejo alternativas.
Serei o único a pensar assim?
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 19, 2007, 05:37:48 pm
Citação de: "Luso"
É impressão minha ou o sistema político português está irremediavelmente podre?

Na minha opinião, o actual "governo" não tem como objectivo o bem nacional mas apenas o bem estar do seu "povo", o seu partido.

E o que digo é válido para todos os outros.
O primarismo chegou a um nível tão obsceno que não é mais possível acreditar que os "agentes politicos" o são para gerir a coisa pública. Os seus curricula, conhecimentos e postura perante a vida assim o demonstram. Não é. Os resultados estão à vista. E não vejo alternativas.
Serei o único a pensar assim?


O que me preocupa é que de facto não existe nenhuma alternativa aos actuais "governantes" deste Pais, e aqui incluo governo e oposição ( se é que algum deles existe realmente) :?
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Março 19, 2007, 06:48:43 pm
Já dizia o Grande Camões: «Que um fraco Rei faz fraca a forte gente»
Título:
Enviado por: Get_It em Março 19, 2007, 08:29:01 pm
Talvez fosse melhor mover este tópico temporariamente para o fórum Conflitos do Presente. :roll:
Citação de: "Helder C. Martins, EXPRESSO"
Ota sob fogo cruzado
(2007-03-19, 18:09)
Ferreira do Amaral diz estudos de localização do novo aeroporto de Lisboa talvez tenham sido limitados

O debate sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa regressou à ordem do dia, em boa parte devido às preocupações expressas pelo PSD sobre a nova infra-estrutura. O ex-ministro das Obras Públicas, Ferreira do Amaral, em declarações à Lusa hoje (segunda-feira), considerou que os estudos de localização do novo aeroporto de Lisboa talvez tenham sido demasiado limitados, defendendo uma solução transitória como o Montijo para permitir uma escolha técnica e não política.

A opção pela Ota em detrimento de Rio Frio é a menos má de duas más opções, sintetizou há anos, um responsável governamental. Contra a Ota, concorre a orografia, a mancha urbanística, depósitos de combustível no enfiamento da pista, lençóis freáticos, falta de entrosamento com os portos de Lisboa e Sines, ou conflitualidade com as base aéreas do Montijo e Monte Real, entre outros. Contra Rio Frio, por seu turno, a questão ambiental foi determinante – não só a nível do habitat da Reserva Natural do Estuário do Tejo como pelo facto de na bacia compreendida entre os rios Tejo e Sado encontrar-se um sistema aquífero que tem o maior potencial hidrogeológico do país.

Os locais possíveis para a construção do novo aeroporto começaram a ser estudados em finais da década de 60, sobre a orientação do então GNAL (gabinete do novo Aeroporto). "Não é possível, sendo portanto de condenar, a ampliação do actual aeroporto da Portela como solução a considerar para o novo aeroporto", lê-se no relatório do GNAL de 1972.

Um outro aparente consenso deriva também deste relatório e foi seguido pela maioria dos estudos até ao início dos anos 80: "não existe qualquer hipótese aceitável de localização do novo aeroporto na margem direita do Tejo". E na esquerda, os técnicos escolhiam para objecto de estudo a Fonte da Telha; Montijo, Alcochete, Porto Alto e Rio Frio. Em 1982, os estudos alargam-se a Santa Cruz, Ota, Azambuja, Alverca, Granja (Sintra), Tires, Sacavém e Portela (não no espaço do aeroporto). Da parte da ANA-Aeroportos e Navegação Aérea, os estudos apontam a Ota como preferencial.

A partir de 1987, a investigação refina-se e sete anos mais tarde, os estudos centram-se na Ota, Montijo e Rio Frio sem existirem "conclusões francamente preferenciais". Em 1997, já só sobram Ota e Rio Frio e esta última localização acaba por ser abandonada por chumbo ambiental.

fonte: http://expresso.clix.pt/Actualidade/Interior.aspx?content_id=381650

Citação de: "Jornal de Notícias"
OTA: PSD acusa ministro de "faltar à verdade"
O líder do PSD acusou hoje o ministro das Obras Públicas de "faltar à verdade" ao dizer que todos os estudos sobre o futuro aeroporto da Ota são públicos, exigindo que Mário Lino explique estas "contradições" no Parlamento.

"Objectivamente o ministro faltou à verdade", afirmou o líder social-democrata, Luís Marques Mendes, em declarações aos jornalistas no final de um encontro com responsáveis da Associação Industrial Portuguesa (AIP).

Recordando que o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações disse na sexta-feira à noite no programa "Expresso da Meia-Noite" da Sic Notícias que "tudo o que era estudo sobre a Ota era público", Marques Mendes disse não ser "admissível" que, na manhã seguinte, surja no semanário Sol um relatório da empresa Navegação Aérea de Portugal (NAV) que reprova a localização daquela infra-estrutura.

"É uma contradição séria. Afinal, há um relatório da NAV que levanta sérias objecções ao aeroporto da Ota e que estava fechado a sete chaves", referiu, lamentando que o Governo só "divulgue o que lhe dá jeito".

"O que não convém ao Governo é omitido, escondido", acrescentou, considerando que não "admissível do ponto de vista político" esta contradição entre as declarações do ministro das Obras Públicas e a divulgação do relatório.

Por isso, acrescentou Marques Mendes, o grupo parlamentar social-democrata deverá chamar ao Parlamento o ministro das Obras Públicas para explicar esta "contradição séria".

fonte: http://jn.sapo.pt/2007/03/19/ultimas/OTA_PSD_acusa_ministro_de_falt.html


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: p_shadow em Março 20, 2007, 03:16:14 am
E se...

o governo já sabe que não consegue o dinheiro dos privados, e que espera que o projecto seja cancelado sem se "queimar"?!


Cumptos
Título:
Enviado por: Luso em Março 20, 2007, 12:21:19 pm
Citação de: "p_shadow"
E se...

o governo já sabe que não consegue o dinheiro dos privados, e que espera que o projecto seja cancelado sem se "queimar"?!


Cumptos


Também é uma possibilidade MUITO credível. Querem que seja outro a dizer que não (UE ou o PR) para depois se vitimizarem. Acredito que alguns estejam mortinhos para se livrarem desse "pincel".
Título:
Enviado por: P44 em Março 20, 2007, 01:27:34 pm
Desde que esse Elefante branco não vá para a frente já me dou por feliz :!:
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Março 20, 2007, 04:11:23 pm
Parece consensual que existe a necessidade urgente de se iniciar a construção de um novo aeroporto. Quando digo isto, refiro-me à opinião de especialistas não “politizados”, entre elas destacando a do actual responsável pela gestão da TAP.

O problema que a meu ver se coloca é o da localização. Parece também unânime que a da OTA não é a melhor, especialmente por colocar graves problemas técnicos na sua construção (principalmente com as terraplanagens, que aumentarão consideravelmente os custos da construção), na própria navegação aérea, e, o que a meu ver é mais grave ainda, na sua capacidade futura de expansão, que estudos recentes apontam que será necessária começar equacionar em no máximo duas décadas após a sua conclusão.

A este respeito aconselho vivamente o debate que hoje à noite a SIC Notícias vai promover. Será um debate eminentemente técnico.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 20, 2007, 04:25:50 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
Parece consensual que existe a necessidade urgente de se iniciar a construção de um novo aeroporto. Quando digo isto, refiro-me à opinião de especialistas não “politizados”, entre elas destacando a do actual responsável pela gestão da TAP.


Não se fazendo na OTA, aonde fazer?

Em Beja? :?:

É urgente arranjar uma solução, e o que se vê é o tipico... entraves.
Para quando alguem que diz que não e tem uma solução :wink:
Título:
Enviado por: p_shadow em Março 21, 2007, 03:12:32 am
Citação de: "Jorge Pereira"
Quando digo isto, refiro-me à opinião de especialistas não “politizados”, entre elas destacando a do actual responsável pela gestão da TAP.
Não daria muita credibilidade à opinião da pessoa em questão. Pela função que desempenha, como é obvio, não pelo indivíduo que é.
É normal a principal operadora do país ver com bons olhos tal investimento.


Citação de: "Jorge Pereira"
...principalmente com as terraplanagens, que aumentarão consideravelmente os custos da construção...

Quem estiver na Ota, e que olhe para a zona que terá de ser terraplanada, facilmente verá a dimensão "da coisa".


Outro "se" que gostava de ver esclarecido.
Até que ponto a construção deste aeroporto na Ota não poderá ser uma maneira de afastar qualquer pretensão espanhola de construir um aeroporto internacional em Badajoz?


Cumptos
Título:
Enviado por: P44 em Março 22, 2007, 01:37:36 pm
Citação de: "ricardonunes"
Citação de: "Jorge Pereira"
Parece consensual que existe a necessidade urgente de se iniciar a construção de um novo aeroporto. Quando digo isto, refiro-me à opinião de especialistas não “politizados”, entre elas destacando a do actual responsável pela gestão da TAP.

Não se fazendo na OTA, aonde fazer?

Em Beja? :?:

É urgente arranjar uma solução, e o que se vê é o tipico... entraves.
Para quando alguem que diz que não e tem uma solução :wink:


existe sim...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fresistir.info%2Fportugal%2Fimagens%2Fnal_9.jpg&hash=fcbb294bfe01152aa3be627bcb502e85)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 22, 2007, 03:28:12 pm
Citação de: "P44"

existe sim...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fresistir.info%2Fportugal%2Fimagens%2Fnal_9.jpg&hash=fcbb294bfe01152aa3be627bcb502e85)


Não sou entendido no assunto, pelo contrário não percebo nada do assunto, mas esse "crocri" feito por esse Srº Rui Rodrigues não me diz nada.
É que esse Srº está a puxar a "brasa á sua sardinha" (http://http), os comboios :lol:
Título:
Enviado por: P44 em Março 22, 2007, 04:14:40 pm
claro claro, e o Mário Lino não puxa nada á sardinha "dele" (e dos amigos...)

Para já Rio Frio conta com muitas mais acessilbidades do que a Ota, é uma zona de terreno plana ao contrário da Ota onde terão de ser movimentados milhões de metros cúbicos de terreno para aplainar o "pantano"

Não fica na conchichina como a Ota, está já servida por 2 AutoEstradas, a A2 e a A12, seria fácil acrescentar um ramal ao comboio da Fertagus, etc

Mas como nem vale a pena discutir, que este governo é o quero,posso e mando, lá iremos nós dormir de véspera para a Ota para apanhar um vôo que saia de manhã cedo.... :roll:
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 22, 2007, 04:23:39 pm
Citação de: "P44"
Mas como nem vale a pena discutir, que este governo é o quero,posso e mando, lá iremos nós dormir de véspera para a Ota para apanhar um vôo que saia de manhã cedo.... :wink:
Título: N: «Carmona vai apresentar alternativa à Ota»
Enviado por: Get_It em Março 22, 2007, 06:01:49 pm
Afinal nem todos estão a ignorar as alternativas:
Citação de: "Correio da Manhã"
Carmona vai apresentar alternativa à Ota,
Em Junho

(2007-03-22 - 16:38:00)

O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carmona Rodrigues, anunciou esta quinta-feira que no próximo mês de Junho apresentará um estudo alternativo à construção do novo aeroporto da Ota, que permitirá manter a Portela em funcionamento.

O autarca anunciou, em Abril do ano passado, a criação de um grupo de trabalho que deveria elaborar “um documento credível que mostre as preocupações e as questões que não estão respondidas e apresente contributos para uma solução que seja benéfica para o País e para a região de Lisboa”. De acordo com Carmona, esta solução passaria pela manutenção da Portela e pela construção de um novo aeroporto.

Esta quinta-feira, à margem da inauguração da zona sul do Parque da Bela Vista, o edil lisboeta voltou a defender a necessidade de manter em funcionamento o aeroporto da Portela.

À semelhança do Presidente da República, Carmona defendeu também o “aprofundamento de estudos” sobre a localização do aeroporto da Ota, frisando manter a mesma posição que tinha na altura em que fazia parte do Governo de Durão Barroso como ministro das Obras Públicas.

fonte: http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=235584&idselect=21&idCanal=21&p=200

Citação de: "SIC Online"
Carmona Rodrigues anuncia apresentação de estudo para alternativa à Ota
(22-03-2007 16:36)

O presidente da Câmara de Lisboa vai apresentar em Junho um estudo alternativo ao projecto do aeroporto da Ota que permita manter a Portela a funcionar. Segundo fonte do gabinete de Carmona Rodrigues, em Junho deverão ser conhecidas as conclusões de um estudo encomendado pelo autarca lisboeta em 2006.

Em Abril do ano passado, Carmona Rodrigues anunciou a criação de um grupo de trabalho destinado a elaborar um "documento credível que mostre as preocupações e as questões que não estão respondidas e apresente contributos para uma solução que seja benéfica para o país e para a região de Lisboa". Essa solução passaria pela manutenção da Portela e a construção de um novo aeroporto, adiantou na altura o autarca.

Carmona Rodrigues defendeu hoje, à margem da inauguração da zona Sul do Parque da Bela Vista, a necessidade de o aeroporto da Portela se manter em actividade.

Em resposta às afirmações do primeiro-ministro, José Sócrates, quarta-feira, durante o debate mensal no Parlamento, de que os dois anteriores Governo, liderados por Durão Barroso e Santana, também defendiam a construção da Ota, Carmona Rodrigues afirmou que o programa do Governo de que fez parte defendia o "aprofundamento de estudos" sobre um novo aeroporto.

Carmona Rodrigues sublinhou que a necessidade de mais estudos é uma posição partilhada pelo Presidente da República, Cavaco Silva, mas que enquanto presidente da Câmara de Lisboa está sobretudo empenhado na manutenção do aeroporto da Portela.

fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/Alternativa+a+Ota.htm

Citação de: "SIC Online"
Ministro acusa oposição de dificultar negociação de fundos para a Ota
(22-03-2007 16:56)

O ministro das Obras Públicas acusou hoje a oposição de "falta de sentido de responsabilidade" e de "prestar um mau serviço ao país" ao criar dificuldades ao Governo nas negociações para obtenção de fundos comunitários para a construção da Ota.

"Se a sua intenção (do PSD) é criar dificuldades ao Governo na obtenção de fundos comunitários, é um mau serviço que presta ao país", disse o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações no final de uma reunião dos 27 em Bruxelas.

Mário Lino afirmou estar "muito triste" com a postura "incompreensível" assumida pelo PSD de "falta de estratégia" e "falta de sentido de responsabilidade" na questão da Ota.

O ministro defendeu tratar-se de um projecto em que existem todas as condições para haver um "consenso nacional" que o PSD, que no passado deu uma "grande contribuição", também beneficiaria.
"Mas não, o PSD resolveu fazer uma mudança de 180 graus na sua posição. Isto é triste e incompreensível", insistiu o Mário Lino.

O ministro explicou que há um "pacote específico" de ajudas comunitárias para redes transeuropeias onde "muitos países" com "muitos projectos". "É muito mais fácil, para quem tem de negociar com a Comissão Europeia, ter um projecto onde há uma grande unidade nacional do que um em que o principal partido da oposição tem uma oposição tenaz", lamentou Mário Lino.

O ministro voltou a repetir as críticas ao líder do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, por este "atentar" contra os interesses nacionais junto da Comissão Europeia, depois de ter enviado a Bruxelas um requerimento com "informações falsas" sobre o novo Aeroporto da Ota.

Em 16 de Março, Mário Lino, já tinha criticado Ribeiro e Castro por este ter enviado à Comissão Europeia um requerimento sobre o aeroporto da Ota "baseado em posições que a Ordem dos Engenheiros não defende".

Mário Lino considerou "falso" e "grave" que se dê a entender que o bastonário da Ordem dos Engenheiros é contra o aeroporto da Ota, quando este apenas "levantou algumas dúvidas no plano pessoal e quando a própria Ordem dos Engenheiros não tem posição sobre esta matéria".

O ministro voltou a desafiar o líder do CDS-PP a escrever um segundo requerimento à Comissão Europeia, onde assuma que, na sua primeira carta, transmitiu informações falsas.

Mário Lino também repetiu que "ao longo do segundo semestre" do ano tinha por objectivo lançar o concurso para a realização do novo aeroporto da Ota.

A Comissão Europeia está a analisar o Quadro de Referência Estratégica Nacional para 2007-2013 que vai enquadrar o novo pacote de ajudas comunitárias a Portugal.

O Governo ainda não apresentou qualquer candidatura para receber fundos para o aeroporto da Ota, no entanto, mencionou essa intenção no Programa Operacional de "Desenvolvimento do Território", que também está a ser analisado pela Comissão Europeia.
Lisboa pretende obter 170 milhões de euros do Fundo de Coesão para o projecto de construção do aeroporto da Ota que é considerado "projecto prioritário europeu".

fonte: http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/Postura+incompreensivel.htm


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 27, 2007, 09:33:16 am
Força Aérea dá aeroporto da Ota como definitivo e aceita sair

Citar
A Força Aérea (FAP) já deu o seu "sim" à instalação do aeroporto na Ota. Assim o determina um despacho do chefe de Estado-Maior, general Luís Araújo, a que o JN teve acesso, e que determina a transferência do centro de instrução ainda ali sediada para Ovar, no Norte do país.

O documento em causa, que tem a forma de despacho vinculativo, constitui a posição oficial da Força Aérea sobre a instalação do novo aeroporto na Ota e chega a apontar vantagens na relocalização em Ovar, tendo em conta as "sinergias da interacção com pólos tecnológicos académicos".

O despacho sustenta ainda que a relocalização em Ovar poderá "incrementar e optimizar, de uma forma geograficamente equilibrada, a rede de unidades da Força Aérea", além de que "deverá possibilitar a construção de uma infra- -estrutura moderna, com reduzido impacte ambiental, dotada de todas as valências, capacidades e funcionalidades requeridas para a formação técnico-profissional dos militares". E, segundo fontes militares, a FAP poderá tentar negociar a construção do novo quartel como contrapartida à saída da Ota.

O Estado-Maior da Força Aérea reconheceu ao JN a existência do documento e esclareceu que vai ser feita uma proposta ao Ministério da Defesa no sentido da transferência do Centro de Instrução da Ota para Ovar, actualmente o Aeródromo de Manobra nº 1.

Seja como for, o posicionamento oficial da Força Aérea agora conhecido acaba por reforçar a ideia de que o aeroporto na Ota é um processo irreversível, apesar da polémica crescente nos últimos dias, e também que a FAP não é parte opositora ao incremento da decisão - contrariando o que tem sido noticiado.

O documento em causa é o "Despacho nº 41/2007 do CEMFA", de 1 de Março, e tem por título "Relocalização do Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea". O fundamento para a decisão encontra-o o chefe da Força Aérea em duas vertentes uma política - "Considerando que a localização do novo Aeroporto de Lisboa na Ota foi decidida em 2000 e corroborada pelo actual Governo, estando previsto o início da sua construção para 2010 e respectiva entrada em operação para 2017"; e outra geográfica - "A área de implantação do novo Aeroporto inclui o espaço actualmente ocupado pelo Centro de Formação Militar e Técnica" da FA. Neste sentido, é determinado que o "futuro Centro de Formação será implantado no Aeródromo de Manobra nº 1" (Ovar) e é dada indicação à divisão de operações, que "elaborará a Directiva de Planeamento para relocalização" da unidade.


Proximidade

Em 2006 passaram pelo centro de instrução da Ota 1124 alunos, oficiais, sargentos e praças, para frequência de cursos técnicos. Em Ovar, a FAP conta com a proximidade das estruturas universitárias de Aveiro, Porto e Braga, tendo em conta as qualificações e certificações profissionais.



Sensibilizar o Norte

Sectores da FAP têm entendido que o ramo está excessivamente concentrado em Lisboa e Sul, o que constitui uma desvantagem, tendo em conta a necessidade de sensibilizar os jovens de Norte e Centro para uma entrada nas fileiras. O reposicionamento em Ovar trará vantagens nesse âmbito.

JN (http://http)
Título:
Enviado por: comanche em Março 27, 2007, 12:42:32 pm
Professor do IST defende novo aeroporto a sul do Tejo


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O professor do Instituto Superior Técnico (IST), José Manuel Viegas, propôs na segunda-feira as zonas do Poceirão e de Faias como alternativas na margem sul do Tejo para a construção do novo aeroporto de Lisboa, projectado para a Ota.
José Manuel Viegas, que falou durante o programa televisivo «Prós e Contras» da RTP 1 sobre a construção do novo aeroporto de Lisboa na Ota, defendeu que a escolha do Poceirão ou de Faias tornaria a obra mais barata e com maior capacidade.

Viegas diz que os estudos preliminares que fez, em 15 dias, mostram que as duas localizações que propõe estão «fora dos corredores ambientais», minimizando o impacto ambiental da obra, e que têm espaço para que possa ser construída uma cidade aeroportuária.

«Não se pode construir uma cidade aeroportuária na Ota», afirmou.

Fernando Nunes da Silva e Luís Leite Pinto, também do IST, concordam com esta afirmação e sustentam que a Ota não tem capacidade para ali ser criada uma cidade aeroportuária.

Responsável pela coordenação dos estudos de impacto ambiental na Ota e em Rio Frio, Fernando Santana, contestou as localizações apontadas por Viegas, por se encontrarem a «três ou quatro quilómetros» da localização que já tinha sido rejeitada devido aos custos ambientais.

«É a mesma coisa que Rio Frio», afirmou Santana, acrescentando que se trata de um «contínuo ambiental», com as mesmas questões relacionadas com a existência de um «aquífero, proximidade dos estuários do Tejo e do Sado e com as rotas das aves migratórias».

No estudo preliminar, que a Lusa noticiou a 23 de Março, Viegas identifica quatro atributos favoráveis ao Poceirão e Faias.

A localização em terrenos de «orografia suave, sem restrições especiais de protecção ambiental e com reduzida presença de sobreiros»; estar «mais afastado» do que Rio Frio das zonas húmidas do Tejo e do Sado, o que diminui «riscos de interferência com a fauna avícola»; a proximidade ao traçado previsto para a linha de Alta Velocidade Ferroviária Lisboa - Madrid; e ser uma «localização favorável face ao sistema de auto-estradas existente».


Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: Lancero em Março 27, 2007, 12:48:51 pm
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Ota: Força Aérea sai da Ota em 2010

Lisboa, 27 Mar (Lusa) - O centro de instrução da Força Aérea Portuguesa (FAP) vai deixar a Ota dentro de três anos, em 2010, ano em que está previsto o início das obras do novo aeroporto, e passar para a base de Ovar.

        Um porta-voz da FAP disse à Agência Lusa que a decisão de transferir as instalações do Centro de Formação Militar e Técnica para Ovar foi tomada, no início do mês, pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA), general Luís Araújo.

        De acordo com o despacho do CEMFA, citado na edição de hoje do Jornal de Notícias, o general Luís Araújo argumenta com o facto de a localização do aeroporto ter sido "decidida em 2000 e corroborada pelo actual Governo".

        "O processo de transferência será longo e coincidirá com o início das obras na Ota do novo aeroporto", disse a mesma fonte.

        As obras do novo aeroporto internacional da Ota, orçamentado em três mil milhões de euros, estão programadas pelo Governo para arrancarem em 2010 e a inauguração poderá acontecer sete anos depois, em 2017.

        A mesma fonte explicou que "o que conta" para a Força Aérea é que a decisão está tomada pelo Executivo e não o debate e a polémica em torno da localização do novo aeroporto na Ota, que PSD, CDS-PP, técnicos e especialistas querem que seja repensada.

        Anualmente, passam pelo Centro de Formação Militar e Técnica da FAP mais de 1.500 militares, para receber formação técnica em várias áreas, desde controladores aéreos a técnicos de meteorologia e é lá que existem os simuladores de voo para os pilotos.

        A transferência do centro para Ovar implicará, segundo a mesma fonte, a adaptação do Aeródromo de Manobra nº 1, uma base NATO, às novas funções, provavelmente com a construção de novas instalações.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Março 27, 2007, 03:34:31 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg253.imageshack.us%2Fimg253%2F5474%2Far1qr6.th.jpg&hash=5776ab7d7589547efded3b13308e701b) (http://http)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg408.imageshack.us%2Fimg408%2F1065%2Far2pv6.th.jpg&hash=527e07b663079d1ec71ff60756d59e5d) (http://http)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg254.imageshack.us%2Fimg254%2F5311%2Far3ag4.th.jpg&hash=c83071041095c2ec26c3928a97881b83) (http://http)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg135.imageshack.us%2Fimg135%2F9710%2Far4fd4.th.jpg&hash=15041a2f2e3afdb8c6b941ea66f30e40) (http://http)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg411.imageshack.us%2Fimg411%2F6010%2Far5rp2.th.jpg&hash=57b32b9cf0f18d0c3c44d9590876cab4) (http://http)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg142.imageshack.us%2Fimg142%2F3518%2Far6sw7.th.jpg&hash=56bea710d4604ad80b5a6d972c455233) (http://http)

Diário Económico
Título:
Enviado por: ricardonunes em Abril 01, 2007, 05:03:02 pm
Governo não aceita discutir novo aeroporto a sul do Tejo

Citar
Para fazer face às dúvidas que se têm avolumado, no próprio PS, quanto à localização do novo aeroporto de Lisboa na Ota, o Acção Socialista - jornal oficial do partido, que é distribuído por todos os militantes - publicou ontem uma entrevista a Paulo Campos, secretário de Estado das Obras Públicas, para deixar bem vincada a mensagem de que este "é o tempo de agir e de construir o futuro aeroporto da Ota".

Paulo Campos é assertivo sobre a "acalorada discussão" - como é classificada pelo próprio jornal. "Até este preciso momento, que se saiba, não existe qualquer dado novo que justifique ou que nos aconselhe a reanalisar o que quer que seja, em relação à Ota". Ou seja, nem o estudo da Naer (recentemente divulgado), nem as opiniões dos técnicos que, nas últimas semanas, têm arrasado a localização, são argumentos suficientes.

A resposta surge, aliás, face às últimas declarações de João Cravinho, o ex-ministro socialista que decidiu a localização. Cravinho admitiu que, surgindo novos dados que coloquem em causa a viabilidade ou a segurança da Ota, se deve reanalisar a localização. Paulo Campos considera a posição "sensata" "Se houvesse aqui algum dado novo que de algum modo pusesse em causa algum dos valores que referiu [segurança ou viabilidade], nenhum Governo responsável o poderia ignorar". Simplesmente, segundo o Governo, não há.

A entrevista serve, aliás, para rebater todos os argumentos avançados pelos críticos nestas últimas semanas e para justificar que se lance "o concurso o mais rapidamente possível". Primeiro, o governante lembra que foram estudadas 15 localizações "e a Ota foi escolhida"; depois diz também que um novo atraso colocaria Portugal "definitivamente como um país periférico" face à Europa.

Mais ainda, Paulo Campos rebate o argumento da Naer de que a Ota se esgotará em breve prazo. "Em todo o mundo existem apenas oito aeroportos, repito, oito, com um tráfego superior a 50 milhões de passageiros", precisamente o previsto no projecto do Governo. "Todos eles com muito mais população que Portugal".

Algumas linhas depois, vem a crítica final. "Ninguém seriamente pode defender a localização do novo aeroporto a sul do Tejo". A razão é "ambiental". "Todos os estudos de que dispomos apontam para a construção do novo aeroporto a Norte do estuário do Tejo. As razões [ambientais] foram as mais determinantes para que não se tivesse apostado quer em Rio Frio, quer noutra qualquer das áreas envolventes". Uma mensagem que contradiz a ex-ministra do Ambiente de Guterres, Elisa Ferreira, que negou ontem que as questões ambientais tivessem vetado Rio Frio (ver caixa), apontando antes uma "decisão política".

A fechar a página, que chegará às caixas de correio socialistas amanhã, dia da conferência do PSD para discutir a nova localização, um deputado do PS, Nelson Baltazar, sublinha a pressa do PS "O tempo da escolha já passou há quatro anos. Estudar nova localização atrasa o novo aeroporto em mais três anos".

JN (http://http)
Título:
Enviado por: tenente em Abril 13, 2007, 02:03:05 pm
Boas P44,

Concordo em absoluto mas neste País  " temos " de ter obras em muito grande estilo para se puder desviar mais um pouquito.

Trabalho no ALS já há alguns anitos, quase 20, e já na década de 80 e/ou 90 se devia ter impedido a construção em redor deste aeroporto preparando assim o caminho para uma ampliação. Claro como nada foi feito nesse sentido, pois temos sido governados por muito bons técnicos, agora temos esse problema por resolver com a agravante que nesta área qualquer erro cometido se paga muito caro !!!
Estas cabeçinhas pensadoras que se lembrem do que aconteceu com o novo aeroporto de Monteral no Canadá, depois de feito operou durante quatro anos, pois a distância era tal, da cidade cerca de 50 K's que pura e simplesmente o tráfego baixou para níveis que não se justificava a operação deste segundo aeroporto. :roll:

Abraços/Ten

Citação de: "P44"
claro claro, e o Mário Lino não puxa nada á sardinha "dele" (e dos amigos...)

Para já Rio Frio conta com muitas mais acessilbidades do que a Ota, é uma zona de terreno plana ao contrário da Ota onde terão de ser movimentados milhões de metros cúbicos de terreno para aplainar o "pantano"

Não fica na conchichina como a Ota, está já servida por 2 AutoEstradas, a A2 e a A12, seria fácil acrescentar um ramal ao comboio da Fertagus, etc

Mas como nem vale a pena discutir, que este governo é o quero,posso e mando, lá iremos nós dormir de véspera para a Ota para apanhar um vôo que saia de manhã cedo.... :roll:
Título:
Enviado por: TOMKAT em Abril 19, 2007, 01:32:59 pm
Citar
Governo fará segundo aeroporto antes da Ota

O Governo está a equacionar o investimento numa solução provisória que compense o esgotamento de capacidade da Portela, mesmo antes de a Ota entrar em funcionamento, caso o aumento da procura do actual aeroporto assim o justifique.

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, em declarações ao "Diário Económico" afirmou que se "a Portela esgotar em 2014 ou 2015 pode ter que se arranjar uma solução provisória, ainda que dispendiosa, mesmo depois de realizado o investimento de 350 milhões de euros", em curso, para a expansão da capacidade da Portela.

Segundo o "DE", esta solução tem de se basear em estudos que confirmem o esgotamento da capacidade da Portela antes da data de inauguração da Ota, prevista para 2017, mas que Mário Lino gostaria de ver antecipada para 2016 ou 2015. Segundo Mário Lino, esta alternativa passaria, por exemplo, por "usar uma base aérea qualquer", acrescentou.

A optar por uma base aérea provisória na Grande Lisboa para superar os constrangimentos da Portela, as alternativas mais faladas são Montijo ou Alverca. A consequência desta opção é que o investimento de 350 milhões de euros em curso na Portela – além de ser desmantelado após 2017 – poderá não ser suficiente para combater a subida do número dos passageiros, obrigando a novo e avultado investimento público.  

Fora de questão está também uma outra localização para o novo aeroporto, mas Mário Lino adianta que "se aparecer uma coisa [alternativa] perfeita, perfeita, terei de olhar para ela".

http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Economia&CpContentId=294375


Espantosa a facilidade com que esta classe política dirigente se presta a desbaratar milhões dos contribuintes em obras sem futuro.

Qual será o tacho alternativo que espera este ministro depois de deixar as funções (des)governativas?

Citando o próprio... "se aparecer uma coisa [alternativa] perfeita, perfeita, terei de olhar para ela".
Título:
Enviado por: comanche em Abril 23, 2007, 02:14:27 pm
Depois da Ota virá outro


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Antes da Ota ser escolhida, os especialistas já criticavam a opção. Debateram o tema mas não foram ouvidos. Dizem que a «margem sul é a melhor opção» e pedem ao Governo para «guardar terrenos»
 
MAIS:
  Ota: aqui só «mexe» o Governo

Sabia que as primeiras vozes contra a Ota ouviram-se antes desta ser eleita para receber o Novo Aeroporto de Lisboa (NAL)? E sabia também que diversos especialistas já alertaram o executivo, se avançarem as obras na Ota, para a necessidade de «reservar terrenos» para outro futuro NAL, perante o curto período de tempo de vida que este terá?

Uma edição especial da revista FER XXI - sobre transportes - totalmente dedicada à Ota, foi entregue esta semana aos grupos parlamentares da Assembleia da República. Este número reúne uma compilação de vários encontros de especialista e as suas conclusões.

O Portugaldiário teve acesso à edição e descobriu, por exemplo, que um engenheiro ligado ao Partido Socialista enviou uma carta ao primeiro-ministro em 1999, António Guterres, avisando que «a escolha da Ota era uma decisão em absoluto errada, altamente gravosa para o país, o que com o tempo se tornará cada vez mais evidente». A missiva de António Brotas, professor jubilado do Departamento de Física do Técnico, começava com «Caro António Guterres».

Capacidade de expansão

O PortugalDiário deixa-lhe aqui algumas excertos da revista.

Costa Lobo, professor no Instituto Superior Técnico (IST) considera essencial num «aeroporto competitivo, funcional e tecnologicamente moderno (¿) um sistema interfaces entre os principais meios de circulação e transportes: aéreos, marítimos e terrestres».

António Brotas, professor no IST, organizou três encontros de técnicos quando foi anunciado que o NAL ficaria na Ota ou em Rio Frio (1998 e 99). Porque foi o seu impacto nulo na decisão política? «Porque nenhum deputado assistiu aos encontros e a imprensa praticamente não falou neles» concluiu.

Este professor lembra que foram surgindo «novos inconvenientes da localização Ota: problemas de navegabilidade aérea, alagamento de terrenos, consolidação de solos argilosos, difíceis acessos e problemas ambientais».

José Manuel Viegas, catedrático de Transportes, considera que a apresentação feita pelo Governo em 2005 indicava debilidades, destacando «a operação simultânea das duas pistas com limitações» e a incapacidade de «expansão além de duas pistas previstas». Este professor lembra ainda os problemas de «nevoeiro» que podem limitar o número de aterragens e descolagens por hora.

O TGV

Fernando Nunes da Silva, docente no IST, alerta para os elevados custos da obra na Ota, lembra que a ligação Lisboa-Madrid - TGV - vai passar pela margem sul do Tejo. E ainda que o Governo vai construir uma grande plataforma logística no Poceirão com ligações aos portos de Lisboa, Sines e Setúbal.

Jorge Paulino Pereira, consultor e professor no IST, considera «escasso» o tempo de vida do aeroporto na Ota. Para a pista militar da base da Ota estão assinaladas as seguintes obstruções: «a serra de Montejunto, o Monte Redondo, uma chaminé no Carregado e uma antena em Castanheira do Ribatejo». Obstáculos válidos para o futuro aeroporto.

Margem Sul mais favorável

A revista FER XXI dedica a edição de Abril ao Novo Aeroporto de Lisboa, esta publicação propriedade da Associação Portuguesa para o Transporte Ferroviário (ADFER), compilou o resultado de três encontros de especialistas realizados em Maio de 2006.

Nenhum dos convidados defendeu a localização Ota para receber o novo aeroporto e todos consideraram a margem sul como «mais favorável» em todos os debates. Apesar dos oradores reconheceram a necessidade de um novo aeroporto. Tiveram presentes oradores contra e a favor da Ota. A ANA e a NAER, apesar de convidadas nunca se fizeram representar.

Como conclusão dos encontros os técnicos recomendam a «criação de uma zona de reserva para infra-estruturas aeronáuticas e logísticas na península de Setúbal». A Ota terá uma vida curta, e se o projecto avançar, é preciso pensar o futuro e guardar espaço para outro aeroporto depois da Ota esgotar «ao fim de 25/30 anos».



http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=800600&div_id=291
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Enviado por: P44 em Maio 25, 2007, 11:39:17 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg442.imageshack.us%2Fimg442%2F697%2Fdesertos2be2bcidadesrv5.jpg&hash=351a56066cd0671a21ee52ecbfaba6fa)
Título:
Enviado por: Luso em Maio 25, 2007, 11:56:49 am
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Sou apenas mais um CAMELO, no Deserto da Margem Sul...


Um momento de introspecção, P44? :wink:

Mas parece que as coisas por aí são mais divertidas...

http://www.youtube.com/watch?v=ld2DMsyy0go (http://www.youtube.com/watch?v=ld2DMsyy0go)

Hummmmmm... Shai-Hulud!
Título:
Enviado por: P44 em Maio 25, 2007, 12:10:13 pm
:twisted:
Título:
Enviado por: Miguel em Maio 25, 2007, 02:00:36 pm
Citação de: "P44"
:twisted: nem queiras saber , quando a Jihad começar!!!

Primeiro dinamitaremos as pontes, seguindo os mandamentos do Sheik Al-Meihda Sa-Hantus..... :lol:
Título:
Enviado por: Rui Conceicao em Maio 25, 2007, 06:45:40 pm
Será que o ministro disse isso por causa da feira islamica aqui em Mértola? :oops:
Título:
Enviado por: Yosy em Maio 25, 2007, 07:31:53 pm
Citação de: "P44"
:twisted: nem queiras saber , quando a Jihad começar!!!

Primeiro dinamitaremos as pontes, seguindo os mandamentos do Sheik Al-Meihda Sa-Hantus..... :lol:
Título:
Enviado por: JLRC em Maio 25, 2007, 10:33:12 pm
Citação de: "Yosy"
Citação de: "P44"
:twisted: nem queiras saber , quando a Jihad começar!!!

Primeiro dinamitaremos as pontes, seguindo os mandamentos do Sheik Al-Meihda Sa-Hantus..... :lol:


Eu também quero ir :lol:
Título:
Enviado por: papatango em Maio 25, 2007, 11:22:11 pm
Onde é que a gente dá o nome :mrgreen: ?
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 25, 2007, 11:58:30 pm
Gostei do teu novo avatar e imagem na assinatura...não sou do "deserto" mas junto-me a vocês num possivel ataque terrorista aos cruzados de Lisboa...  :roll:
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Maio 26, 2007, 02:49:08 am
Não percebo como é que um indivíduo destes continua a ser ministro. Desde o passado mês de Abril de 2006 que já devia de ter sido, no mínimo, demitido.


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Queixa na Procuradoria contra ministro Mário Lino por defender iberismo

Lisboa, 09 Nov (Lusa) - Um grupo de cidadãos, incluindo vários oficiais

reformados, entregaram, hoje, uma participação na Procuradoria-Geral da Repúbli ca, contra o ministro Mário Lino, pelas declarações do governante a defender o i berismo, disse um dos promotores da iniciativa.

Os subscritores da queixa consideram que o ministro das Obras Públicas, ao afirmar-se "iberista convicto" e ao considerar que a "unidade histórica e cu ltural ibérica é uma realidade que persegue tanto o Governo espanhol como o port uguês", incorreu no crime de traição à pátria, punido com uma pena de dez a 20 a nos de prisão, de acordo com o Código Penal.

Ao afirmar a "Ibéria" como uma "nova `realidade´", Mário Lino "ofende e põe em perigo a independência de Portugal", porque é "incompatível" com a união dos dois países ibéricos, segundo a participação com 12 subscritores entregue n a Procuradoria.

A atitude do ministro é "inadmissível em qualquer parte do mundo", e se Mário Lino "quer ser castelhano, que vá para lá", para Espanha, disse, à agênci a Lusa, um dos promotores da queixa, o tenente-coronel reformado da Força Aérea João Brandão Ferreira.

Como "não houve condenação moral, nem política e a Procuradoria não tom ou nenhuma decisão - e devia tê-lo feito", o grupo decidiu tomar a iniciativa, " num puro gesto de indignação", acrescentou.

As declarações do governante, "nunca desmentidas", foram feitas a 23 de Abril, em Santiago de Compostela, Espanha, mas a queixa só foi entre agora porq ue o processo "arrastou-se", devido às "inércias naturais nestas coisas", afirmo u o piloto-aviador aposentado.

"Tenho vergonha de ter um ministro que diz uma coisa daquelas", afirmou Brandão Ferreira, sustentando que "as pessoas não podem dizer asneiras e ficar impunes". "Nem no Burkina Faso isto acontece", acentuou.

Para o militar, "o risco" de Portugal ser anexado por Espanha "é efecti vo" e "só não é maior porque eles estão divididos", numa alusão às autonomias de várias regiões espanholas, como a Catalunha, o País Basco ou a Galiza.

Os espanhóis "estão a tomar conta disto em termos económicos e culturai s", considera, apontando a banca como um dos exemplos, onde, diz, 25 por cento d os bancos nacionais está na mão dos espanhóis. "E se chegar aos 51 por cento", i nterroga.

O ministro escusou-se a comentar a queixa.

Cerca de uma semana depois das declarações de Mário Lino terem sido div ulgadas, o primeiro-ministro, José Sócrates, veio a público defende-lo, consider ando que ele "disse que era iberista no sentido em que Portugal e Espanha precis am de ter uma visão conjunta no que diz respeita à gestão territorial, das infra -estruturas e dos recursos naturais".

José Sócrates salientou a importância dos ministros terem "visões parti lhadas com os dirigentes políticos espanhóis em termos de gestão dos recursos na turais, de articulação dos planos hidrológicos, e também de articulação do plano de desenvolvimento infra-estrutural" nacional.

Um mês depois das declarações, a 24 de Maio, o PS chumbou, na reunião d a Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, uma audição do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, pedida pelo CDS-PP.

O requerimento em que o CDS-PP pedia a audição do ministro das Obras Pú blicas, Transportes e Comunicações em Comissão, considerando que as suas declara ções "põem em causa a soberania nacional", obteve os votos favoráveis do PSD e d o PCP mas foi chumbado pela maioria parlamentar socialista.

"Apesar de o senhor ministro querer vir cá, o PS entende que o CDS-PP a penas pretendia criar um facto político que é artificial, que mais releva da cha cota do que da actividade fiscalizadora da Assembleia da República", justificou o deputado socialista Ricardo Rodrigues, em declarações à agência Lusa.
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Enviado por: P44 em Maio 26, 2007, 12:14:51 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg291.imageshack.us%2Fimg291%2F5712%2Fdigitalizar0002ev1.jpg&hash=21c7985205e27e42e4a5e9c2ad21e17b)
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Enviado por: SSK em Junho 01, 2007, 04:35:07 pm
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Ordem dos advogados e provedor metropolitano do cidadão com deficiência cooperam
Protocolo inovador e pioneiro
Foi ontem assinado um protocolo entre o provedor metropolitano do Porto para os cidadãos com deficiência e o conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados. O documento assenta num espírito de entreajuda entre provedor e advogados, para assegurar os direitos de todos.
David Furtado


O protocolo visa a colaboração mútua, para que seja “possível a todos os advogados portadores de deficiência o pleno exercício da profissão, pugnando, nomeadamente, pela eliminação de barreiras e pela adopção de medidas que garantam ou assegurem a plena acessibilidade aos edifícios onde se encontram instalados os tribunais, os cartórios, as conservatórias e todas as repartições públicas relacionadas com a administração da Justiça”.
Para Rui da Silva Leal, presidente do conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados, “tem de haver dinheiro para isto e não para submarinos. Com o dinheiro de um único submarino era possível pôr toda a cidade do Porto a funcionar para os deficientes”.
O provedor João Cottim disse tratar-se de um “protocolo inovador e pioneiro. O Porto e a Área Metropolitana vão à frente nas boas práticas e na colaboração institucional.” O provedor para o cidadão com deficiência lembrou o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades e a necessidade do combate à demagogia. “Uma cidadania livre e responsável só é exercida se o cidadão estiver informado dos seus deveres e direitos”.
João Cottim frisou o papel dos advogados, por razões relacionadas com “a História e com o seu estatuto”. Deste modo, o provedor considera que o protocolo de colaboração, “tem um importante significado na dignificação do ser humano”. E sublinhou o “acesso à profissão, condição essencial para qualquer advogado. Não podemos permitir que os advogados sejam discriminados no exercício da advocacia. As barreiras não são apenas arquitectónicas, há outras”, assinalou João Cottim, vincando que “tal não pode ser tolerado. A pessoa com deficiência tem, neste protocolo, mais uma ferramenta na defesa dos seus direitos”, salientou o provedor.

A lei não é cumprida
Rui da Silva Leal recordou que “o programa de candidatura, elaborado pelo actual conselho distrital, previa a defesa dos advogados com deficiência”. João Cottim foi inclusivamente convidado, na altura, para ser o provedor do advogado deficiente. “Tentámos resolver vários problemas até chegarmos hoje à assinatura deste protocolo”, recapitulou o presidente.
Rui da Silva Leal frisou que “em relação aos cidadãos com deficiência, a lei não é cumprida”. E relatou um caso que conhece: “Trabalhou comigo uma estagiária de cadeira de rodas, e vi as dificuldades que enfrentava; as barreiras com que se deparava. Em Sá da Bandeira, por exemplo, havia rampas tão acentuadas que não as podia subir”. O presidente recorda que ambos “redigiram várias cartas dirigidas à câmara do Porto, ao Ministério da Justiça e às entidades que supervisionam os cartórios. Mas nada foi feito”. Na altura, a legislação previa um prazo de sete anos para a resolução destas matérias, mas está quase tudo na mesma”, critica Rui da Silva Leal.

“Grandes encargos”
O presidente da distrital do Porto da Ordem recebeu uma resposta “engraçadíssima” do Ministério da Justiça, “quanto ao facto da senhora advogada não poder entrar nos edifícios dos tribunais e ter dificuldade em subir para o palanque dos advogados. Há pelo menos um degrau alto. Sugerimos que os eliminassem”. Rui da Silva Leal ironiza que “nós, os advogados não temos de estar mais baixo ou mais alto do que os juízes ou procuradores, até encaramos essa questão com humildade. Mas o que nos responderam foi que não havia nada a fazer, que isso envolveria encargos financeiros muito grandes. ‘A senhora tem de se fazer acompanhar’, disseram. Isto é dificultar”, critica o presidente da Ordem, acrescentando: “É tudo muito bonito no papel. A Constituição diz que somos todos iguais. Mas passamos nos Aliados, em Sá da Bandeira, vemos os tribunais, e as barreiras são umas atrás das outras, dificilmente se consegue entrar”.
Rui da Silva Leal lembra também o caso de um deficiente visual que vai a um tribunal e quer consultar um processo: “Tem de levar alguém com ele, que lhe leia o processo. Mas não é a mesma coisa. Eu vejo determinada assinatura e posso não a reconhecer. E as fotos do processo?” questiona. O presidente recordou também o caso de uma advogada invisual que fez exames na Ordem com um computador devidamente equipado. “Fez o teste sem problemas. Eu, se quiser, posso consultar um processo no meu gabinete, sem ter de me deslocar ao tribunal, e isso devia ser possível no próprio tribunal, deviam dar essa possibilidade ao advogado invisual. O cidadão e, neste caso, o advogado tem de ser autónomo, não tem de ir acompanhado por ninguém”.

-------------------------

A saber...
O elo mais fraco
Para Rui da Silva Leal, presidente do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados, “o elo mais fraco são sempre os idosos, as crianças e os deficientes. É preciso minar a discriminação, com a assinatura de protocolos”, defende o advogado, recordando o caso do tabaco: “Tanto se bateu na questão que foram feitos avanços na matéria. Aqui é igual. Não podemos desistir, embora não seja fácil. As pessoas com deficiência têm dificuldade e, como são uma minoria, ainda menos força têm”. Rui da Silva Leal deixa o apelo: “Sempre que soubremos destas situações, e elas acontecem todos os dias, temos de agir com insistência junto de todas as entidades responsáveis”.


O bode expiatório é sempre o mesmo :shock:  Não custam decerto um submarino mas não deve faltar assim tanto quanto isso :oops:
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Junho 01, 2007, 04:43:49 pm
Citação de: "SSK"
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Ordem dos advogados e provedor metropolitano do cidadão com deficiência cooperam
Protocolo inovador e pioneiro
Foi ontem assinado um protocolo entre o provedor metropolitano do Porto para os cidadãos com deficiência e o conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados. O documento assenta num espírito de entreajuda entre provedor e advogados, para assegurar os direitos de todos.
David Furtado


O protocolo visa a colaboração mútua, para que seja “possível a todos os advogados portadores de deficiência o pleno exercício da profissão, pugnando, nomeadamente, pela eliminação de barreiras e pela adopção de medidas que garantam ou assegurem a plena acessibilidade aos edifícios onde se encontram instalados os tribunais, os cartórios, as conservatórias e todas as repartições públicas relacionadas com a administração da Justiça”.
Para Rui da Silva Leal, presidente do conselho distrital do Porto da Ordem dos Advogados, “tem de haver dinheiro para isto e não para submarinos. Com o dinheiro de um único submarino era possível pôr toda a cidade do Porto a funcionar para os deficientes”.
O provedor João Cottim disse tratar-se de um “protocolo inovador e pioneiro. O Porto e a Área Metropolitana vão à frente nas boas práticas e na colaboração institucional.” O provedor para o cidadão com deficiência lembrou o Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades e a necessidade do combate à demagogia. “Uma cidadania livre e responsável só é exercida se o cidadão estiver informado dos seus deveres e direitos”.
João Cottim frisou o papel dos advogados, por razões relacionadas com “a História e com o seu estatuto”. Deste modo, o provedor considera que o protocolo de colaboração, “tem um importante significado na dignificação do ser humano”. E sublinhou o “acesso à profissão, condição essencial para qualquer advogado. Não podemos permitir que os advogados sejam discriminados no exercício da advocacia. As barreiras não são apenas arquitectónicas, há outras”, assinalou João Cottim, vincando que “tal não pode ser tolerado. A pessoa com deficiência tem, neste protocolo, mais uma ferramenta na defesa dos seus direitos”, salientou o provedor.

A lei não é cumprida
Rui da Silva Leal recordou que “o programa de candidatura, elaborado pelo actual conselho distrital, previa a defesa dos advogados com deficiência”. João Cottim foi inclusivamente convidado, na altura, para ser o provedor do advogado deficiente. “Tentámos resolver vários problemas até chegarmos hoje à assinatura deste protocolo”, recapitulou o presidente.
Rui da Silva Leal frisou que “em relação aos cidadãos com deficiência, a lei não é cumprida”. E relatou um caso que conhece: “Trabalhou comigo uma estagiária de cadeira de rodas, e vi as dificuldades que enfrentava; as barreiras com que se deparava. Em Sá da Bandeira, por exemplo, havia rampas tão acentuadas que não as podia subir”. O presidente recorda que ambos “redigiram várias cartas dirigidas à câmara do Porto, ao Ministério da Justiça e às entidades que supervisionam os cartórios. Mas nada foi feito”. Na altura, a legislação previa um prazo de sete anos para a resolução destas matérias, mas está quase tudo na mesma”, critica Rui da Silva Leal.

“Grandes encargos”
O presidente da distrital do Porto da Ordem recebeu uma resposta “engraçadíssima” do Ministério da Justiça, “quanto ao facto da senhora advogada não poder entrar nos edifícios dos tribunais e ter dificuldade em subir para o palanque dos advogados. Há pelo menos um degrau alto. Sugerimos que os eliminassem”. Rui da Silva Leal ironiza que “nós, os advogados não temos de estar mais baixo ou mais alto do que os juízes ou procuradores, até encaramos essa questão com humildade. Mas o que nos responderam foi que não havia nada a fazer, que isso envolveria encargos financeiros muito grandes. ‘A senhora tem de se fazer acompanhar’, disseram. Isto é dificultar”, critica o presidente da Ordem, acrescentando: “É tudo muito bonito no papel. A Constituição diz que somos todos iguais. Mas passamos nos Aliados, em Sá da Bandeira, vemos os tribunais, e as barreiras são umas atrás das outras, dificilmente se consegue entrar”.
Rui da Silva Leal lembra também o caso de um deficiente visual que vai a um tribunal e quer consultar um processo: “Tem de levar alguém com ele, que lhe leia o processo. Mas não é a mesma coisa. Eu vejo determinada assinatura e posso não a reconhecer. E as fotos do processo?” questiona. O presidente recordou também o caso de uma advogada invisual que fez exames na Ordem com um computador devidamente equipado. “Fez o teste sem problemas. Eu, se quiser, posso consultar um processo no meu gabinete, sem ter de me deslocar ao tribunal, e isso devia ser possível no próprio tribunal, deviam dar essa possibilidade ao advogado invisual. O cidadão e, neste caso, o advogado tem de ser autónomo, não tem de ir acompanhado por ninguém”.

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A saber...
O elo mais fraco
Para Rui da Silva Leal, presidente do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados, “o elo mais fraco são sempre os idosos, as crianças e os deficientes. É preciso minar a discriminação, com a assinatura de protocolos”, defende o advogado, recordando o caso do tabaco: “Tanto se bateu na questão que foram feitos avanços na matéria. Aqui é igual. Não podemos desistir, embora não seja fácil. As pessoas com deficiência têm dificuldade e, como são uma minoria, ainda menos força têm”. Rui da Silva Leal deixa o apelo: “Sempre que soubremos destas situações, e elas acontecem todos os dias, temos de agir com insistência junto de todas as entidades responsáveis”.

O bode expiatório é sempre o mesmo :shock:  Não custam decerto um submarino mas não deve faltar assim tanto quanto isso :roll:

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O Tribunal de Contas detectou, nas suas auditorias, mais de 700 milhões de euros de despesa pública irregular durante o ano passado. Ou seja, quase dois milhões de euros por dia em actos ilegais que vão desde contratações até despesas com trabalhos a mais.
 
 
É a primeira vez que o Tribunal de Contas, liderado por Guilherme d’Oliveira Martins, faz um levantamento global dos valores detectados irregularmente nas suas auditorias aos vários sectores do Estado e que o inscreve no Relatório de Actividades, documento divulgado ontem no site daquela entidade.

“Trata-se de um primeiro ensaio do que o Tribunal de Contas quer fazer no futuro: medir o impacto das suas acções de fiscalização”, explicou ao Correio da Manhã o director-geral do TC, José Tavares.

Este é, com efeito, um dos objectivos definidos pelo presidente do tribunal, Guilherme d’Oliveira Martins, que quer saber quanto é que o Estado poupa com a vigilância e fiscalização do tribunal.

Para isso não só criou um grupo de trabalho para estudar as fórmulas de contabilização das poupanças como já se deslocou a Londres para se encontrar com o seu congénere britânico, que lidera uma entidade com longa experiência nestes cálculos. E os valores são expressivos: segundo o relatório do Tribunal de Contas britânico a fiscalização dos dinheiros públicos traduziu-se, em 2005, numa poupança de 813 mil milhões de euros.

Quanto aos 700 milhões de euros de despesas irregulares detectados em Portugal, e mais concretamente em relação ao peso da contratação pública, José Tavares admitiu que “é certamente um dos domínios relevantes em termos de despesa pública nacional”.

De qualquer forma este é apenas um valor indicativo já que é difícil calcular quanto é que se poupa com uma recomendação, por exemplo. “Mas estamos a trabalhar para aprofundar e aperfeiçoar os instrumentos de medida”, garante José Tavares.

O Tribunal de Contas controlou em 2006 mais de 1600 entidades, analisando documentos de empresas públicas e de câmaras municipais, mas também do Governo, tendo dado pareceres sobre a Conta Geral do Estado de 2005 e Contas da Segurança Social.

CATORZE CONDENAÇÕES

Para além de analisar, aprovar e recomendar, o Tribunal de Contas pode ainda sancionar os prevaricados, isto é, responsabilizar e obrigar responsáveis públicos e devolver dinheiro aos cofres do Estado. Dos 17 casos julgados em 2006, 14 deram origem a sentenças condenatórias.

O Tribunal de Contas ordenou, neste âmbito, a reposição de mais de 440 mil euros por pagamentos indevidos e desvios de dinheiro, mais 80 mil euros do que em 2005.

Um dos condenados foi o ex-presidente do Fundo de Fomento ao Desporto. Mirandela da Costa foi obrigado a devolver aos cofres do Estado mais de 327 mil euros, devido à ilegal utilização de dinheiros públicos por dirigentes e funcionários ligados ao sector desportivo. Quando o valor é muito elevado o TC autoriza que seja pago a prestações.

Mas nem todos os casos de responsabilidade financeira terminaram em sentenças condenatórias. Outros houve em que os gestores identificados optaram por pagar voluntariamente as sanções requeridas nas petições do Ministério Público, que funciona junto àquele tribunal. Desta forma foram recuperados para os cofres públicos mais de 42 mil euros.

O tribunal pode ainda aplicar multas, por falta de informação, por exemplo, e em 2006 recebeu a esse título mais de 40 mil euros, pode ler-se no relatório que faz o balanço do ano passado.

BRAÇO-DE-FERRO COM GOVERNO

O organismo presidido por Oliveira Martins detectou, na Conta Geral do Estado de 2005, desorçamentações, falhas na receita registada, apresentação deficiente da execução dos fundos comunitários e outras falhas.

O ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, queria a alteração dos elementos trabalhados pelo Tribunal de Contas, alegando que o Governo utilizara a metodologia da contabilidade pública nacional. Mas Oliveira Martins fez braço-de-ferro, pois o método contabilístico era o exigido pela Comissão Europeia.

GASTOS MINISTERIAIS POLÉMICOS

A auditoria às despesas dos gabinetes foi uma das acções de fiscalização que mais polémica provocou entre com o Governo de José Sócrates. Isto porque os valores apurados para o gabinete do primeiro-ministro na auditoria não corresponderiam à realidade, o que levou José Sócrates a escrever a Oliveira Martins.

Como o tribunal concluiu que para corrigir os números teria que fazer uma nova auditoria, o Executivo decidiu tornar públicos os elementos fornecidos, onde se refere que o primeiro-ministro realizou 53 nomeações de pessoas para o seu gabinete, em vez das 148 referidas no relatório.

Em três anos (2003 a 2005) a despesa total movimentada pelos gabinetes do Governo atingiu o valor de 12,8 mil milhões de euros, concluiu a auditoria do Tribunal de Contas.

PARCERIAS DISPENDIOSAS

Entre auto-estradas (com e sem portagem) e concessões ferroviárias o Estado assumiu, até Dezembro de 2006, encargos de 18,16 mil milhões de euros, em parcerias público-privadas. Um montante elevado que não inclui, no entanto, os valores definitivos dos reequilíbrios financeiros pedidos pelas empresas, que ascendem já aos dois mil milhões de euros.

Em resposta a este relatório do Tribunal de Contas o ministro das Finanças anunciou a intenção do Governo de criar uma unidade de acompanhamento do sector público empresarial e das parcerias público-privadas.

89 VISTOS RECUSADOS

O Tribunal de Contas recusou 89 vistos a actos e contratos, ou seja, não autorizou despesas, no valor de 91 milhões de euros, o que grosso modo também pode ser encarado como uma forma de poupança para o Estado, já que traduziam irregularidades.

As despesas não foram aceites porque, entre outras razões, diziam respeito a contratos incorrectamente qualificados como trabalhos a mais, ajustes directos ilegais e contratos de empréstimos que violavam as regras aplicáveis.

Apesar de representarem apenas 2,8 por cento da despesas global sujeita a visto, serviram em alguns casos de aviso a outras entidades, nomeadamente câmaras municipais.

De acordo com o Tribunal, a recusa de visto a cessão de créditos – à Câmara de Cascais, por exemplo – teve “um efeito pedagógico e dissuasor da sua propagação ao nível da Administração Local”.

TC CUSTA 24 MILHÕES

O funcionamento do Tribunal de Costas custou, em 2006, mais de 17 milhões ao Orçamento de Estado, o que corresponde a um financiamento superior a 65 por cento.

No total o TC dispôs de um orçamento global de 26 669 179 euros, que assegurou o funcionamento das suas três secções, instaladas na sede em Lisboa, e das delegações regionais.

Os restante 34,3 por cento foram suportados pelos cofres daquela entidade, que tem como principal fonte de receitas (90 por cento) os emolumentos.

Ao que apurou o CM, o TC limita os seus custos, controlando rigorosamente a contratação externa, utilizando sobretudo os seus recursos, nomeadamente na organização de eventos.

GESTORES MILIONÁRIOS

Os gestores municipais são nomeados sem critério, não fazem declaração de rendimentos e, em muitos casos, recebem muito mais do que o permitido por lei. Estas foram algumas das conclusões de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas aos vencimentos e remunerações acessórias dos administradores (relativos ao ano de 2004) de 31 empresas municipais de todo o País.

Lisboa saiu particularmente do retrato com várias empresas, como a EPUL e Gebalis, com vencimentos e viaturas milionárias.

REGRAS MUDARAM EM AGOSTO

As competência do Tribunal de Contas foram reforçadas a partir de Agosto de 2006, com a entrada em vigor de uma nova lei.

EMPRESAS MUNICIPAIS VIGIADAS

Uma das consequências da nova lei foi a inclusão das empresas municipais no conjunto de entidades fiscalizadas pelo tribunal.

NÚMEROS

11.424 ENTIDADES

estão sujeitas ao controlo a partir da sede do Tribunal de Contas, em Lisboa. Cerca de 10 mil dizem respeito às administrações central e local.

760 CONTAS

relativas a 598 entidades foram verificadas. O valor envolvido ascendeu a mais de 796 mil milhões de euros, de acordo com o TC.

163 RELATÓRIOS

de órgãos internos do Estado, nomeadamente da Inspecção-Geral da Administração do Território, foram entregues ao Tribunal de Contas em 2006.

Fonte (http://http)

Título:
Enviado por: SSK em Junho 01, 2007, 04:46:27 pm
Sabe como é...
Os políticos não gostam dos militares mas não podem fazer a sua vidoca sem eles c34x
Título:
Enviado por: comanche em Junho 02, 2007, 04:33:05 pm
Campo de tiro de Alcochete é alternativa à Ota, segundo Sol


Citar
O Campo de Tiro de Alcochete, área actualmente ocupada pela Força Aérea, é o local que reúne melhores condições para a construção do futuro aeroporto internacional de Lisboa, em alternativa à Ota, segundo um estudo técnico patrocinado pela CIP (Confederação da Indústria Portuguesa).
Ao que apurou o Sol, o referido estudo deverá ser revelado publicamente nos próximos dias.

Além de Alcochete, o documento aponta ainda a zona das Faias (a 47 km de Lisboa), também na Margem Sul, como opção, embora, depois de comparadas as diferentes variáveis, conclui-se que o Campo de Tiro de Alcochete é a solução preferível.



http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=279160
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 02, 2007, 05:04:24 pm
Citação de: "comanche"
Campo de tiro de Alcochete é alternativa à Ota, segundo Sol


:G-sig:  :rir:


Acudam, este país está um "desnorte"...
Título:
Enviado por: lurker em Junho 02, 2007, 05:25:40 pm
Pergunta óbvia: não há áreas do campo de tiro que terão de ser desminadas?
Título:
Enviado por: P44 em Junho 02, 2007, 08:21:56 pm
Público, 1-6-2007

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg513.imageshack.us%2Fimg513%2F8867%2Fdigitalizarnj5.jpg&hash=30d898f3af8c7d9da22447fa8edab25b)
Título:
Enviado por: lurker em Junho 02, 2007, 09:15:55 pm
Hoje é dia de perguntas estúpidas: como é que diabos de 72 movimentos por hora (84 com reservas) o autor reduz para um total de 67 movimentos por hora?
Título:
Enviado por: Luso em Junho 02, 2007, 09:50:42 pm
Para quem não conhece os "meandros", a situação que o P44 aqui colocou (artigo do Público) pode pensar que é coisa rara, mas não. Há disso todos os dias, números e estudos para todos os gostos. Minando a credibilidade de indicadores básicos é estar a sabotar a economia.
Título:
Enviado por: ricardo_m em Junho 03, 2007, 12:42:59 am
Citar
Hoje é dia de perguntas estúpidas: como é que diabos de 72 movimentos por hora (84 com reservas) o autor reduz para um total de 67 movimentos por hora?


O autor refere-se às citadas "limitações da pista Oeste"...
Não está claro, porque não expõe quais as limitações enumeradas pela Parsons.

Cumprimentos


PS: quanto à "desminagem do CTA".. há questões que me preocupam muito mais com essa opção, nomeadamente, qual a alternativa a Alcochete para um campo de tiro? Provavelmente algum iluminado se lembraria que podemos usar um campo espanhol ao abrigo de um qualquer acordo... ou então os terrenos de algum senhor ali para os lados da Ota!  :lol:
Título:
Enviado por: lurker em Junho 03, 2007, 01:34:11 am
Podem-se colocar imensas questões a respeito do CTA mas ainda não me apetece debater a viabilidade do CTA como alternativa à Ota; prefiro esperar por mais informação.
Mas aquela questão assaltou-me de imediato e este pareceu-me um bom sitio para a fazer. :wink:
Título:
Enviado por: Duarte em Junho 03, 2007, 02:30:02 am
A prioridade deste governo é gastar uns milhões a construir um estádio de futebol na Palestina, enquanto encerra maternidades e escolas em Portugal.
 :twisted:
Título:
Enviado por: JLRC em Junho 03, 2007, 03:23:01 am
E agora como é Lince? As provocações do caridoso Duarte continuam e você não toma nenhuma atitude? Ou terei eu que responder a esse ressabiado infeliz?
Título:
Enviado por: Duarte em Junho 03, 2007, 04:49:26 am
Citação de: "JLRC"
E agora como é Lince? As provocações do caridoso Duarte continuam e você não toma nenhuma atitude? Ou terei eu que responder a esse ressabiado infeliz?


Provocação?..  :roll:

É apenas uma notícia, verídica, embora pouco noticiada em Portugal, não vá o povo revoltar-se..

http://www.sportugal.pt/noticia.php?noticiaID=21735
Título:
Enviado por: SSK em Junho 03, 2007, 12:13:43 pm
JLRC a embirração já é de ir às lágrimas....

História é história, factos são factos e informação negada é o quê???? Fascismo???? Mas pelo que parece, não são os seus arquinimigos da direita no poder :shock:  este estádio deve ter alguma coisa a haver com a nossa política externa de defender os interesses do nosso país bem longe com os nossos melhores militares Ronaldo e companhia...
Título:
Enviado por: Luso em Junho 03, 2007, 01:02:10 pm
Oh JLRC, já reparou que está sempre a queixar-se?
A vitimizar-se?
É assim que "combate"?
Já sabemos que essa é uma das tácticas da sua bandeira, mas esperamos mais de si, um veterano!
Dê-nos pancada mas com consistência.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 03, 2007, 01:29:37 pm
Que o governo Português ia dar dinheiro aos Palestinianos para construir um estádio de futebol era coisa que eu não sabia, no entanto eu só quero saber o que é que as fotos postadas pelo Duarte, tem a ver com este tópico? O que é que o Cunhal tem a ver com terroristas e estes com o 25 de Abril?!  :?
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 03, 2007, 01:47:21 pm
Ok, já percebi que a imagem em questão está na assinatura...o que não deixa de ser uma provocação!

Dúvido que tenhas coragem de chamar terrorista a este:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.comandosdeportugal.net%2Fjornal%2Fimages%2Fstories%2FfotoM1.jpg&hash=556fbca86968c4d18d979bdff9f3175b)

Coronel CMD Jaime Neves

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.cm-castelo-vide.pt%2Ffotos%2Fsalgueiro%2520maia.jpg&hash=f2a17861c79a99997c39074e43598db0)

Salgueiro Maia

E outros tantos!
Título:
Enviado por: Duarte em Junho 03, 2007, 02:26:03 pm
O banner de terroristas é provocação?...  :roll:
Quem mata indescriminadamente para obter resultados políticos e religiosos, é terrorista.

Citar
FONTE: jornal Expresso 10-1-98
Citação:
Judiciária prende Otelo e dirigentes das FP-25

A DIRECÇÃO Central de Combate ao Banditismo (DCCB) da Polícia Judiciária prendeu 42 pessoas, por implicação nas acções de terrorismo das autodenominadas FP-25 - Forças Populares 25 de Abril. Entre os detidos surge, de forma surpreendente, o nome de Otelo Saraiva de Carvalho, um dos militares da Revolução de Abril.
As detenções foram realizadas no âmbito de uma vasta operação, baptizada pela PJ de «Operação Orion». A sede da FUP (Frente de Unidade Popular) foi selada, pois, segundo foi apurado nas investigações, era esta organização partidária que servia de base às FP. Segundo fontes policiais que participaram na operação, foi encontrada documentação considerada «altamente comprometedora», quer na sede da FUP, quer em casa de Otelo.

Entre as várias acções das FP, este ano, esteve o roubo de 108 mil contos, num assalto a uma carrinha de segurança, em Lisboa; os atentados que feriram gravemente dois industriais e o que vitimou um bebé de quatro meses e uma mulher de 79 anos, em S. Manços, Évora


O que é o Col. Jaime Neves tem a ver?.. Nada de mal tenho a dizer quanto a ele.. Jamais o chamaria de terrorista, embora haja muitos na esquerda prontos a chamar militares que combeteram no ultramar isto e muito pior..
Não se junte aqueles que tiram conclusões precipitadas, por favor..

Quanto ao Cap. Salgueiro Maia, é um militar que admiro por várias razões, o seu humanismo e sentido de dever, embora acho que ele foi um ingénuo,  um marionete, uma peça de xadrez num jogo muito complexo que lhe ultrapassava. Enfim, um homen enganado, como muitos outros.

Chamo o sua atenção para o que afirmei sobre ele aqui:

http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=4793

Citar
Meteram um romance falido pelo meio da história, para não ser apenas um documentário para os lados do chato, e não faltam as inevitáveis críticas ao antigo regime e a euforia da liberdade. Ganhei um ainda maior respeito pelo Salgueiro Maia.
Enfim, um bom filme. Recomendo.



E claro, nunca apoiaria um militar golpista, nem golpes militares de qualquer espécie. Isto é errado e anti-democrático.




Citação de: "Cabeça de Martelo"
Ok, já percebi que a imagem em questão está na assinatura...o que não deixa de ser uma provocação!

Dúvido que tenhas coragem de chamar terrorista a este:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.comandosdeportugal.net%2Fjornal%2Fimages%2Fstories%2FfotoM1.jpg&hash=556fbca86968c4d18d979bdff9f3175b)

Coronel CMD Jaime Neves

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.cm-castelo-vide.pt%2Ffotos%2Fsalgueiro%2520maia.jpg&hash=f2a17861c79a99997c39074e43598db0)

Salgueiro Maia

E outros tantos!
Título:
Enviado por: lurker em Junho 03, 2007, 02:35:14 pm
Duarte,
não é por nada mas as dimensões da sua assinatura são completamente ridiculas.
Além disso, é de péssimo tom exprimir ideias conflituosas na assinatura. Se as quer discutir, crie um tópico para isso.
Título:
Enviado por: Duarte em Junho 03, 2007, 03:29:46 pm
Tem toda a razão, minhas desculpas, já corriji as dimensões.
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 09, 2007, 01:30:27 am
Citar
CIP entregará ao PR novo estudo de localização de aeroporto

A Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) vai apresentar segunda-feira ao Presidente da República um estudo para a localização do novo aeroporto de Lisboa numa área geográfica que nunca foi estudada, disse hoje à agência Lusa Francisco Van Zeller.

O estudo, elaborado por 16 professores universitários, aponta para «três ou quatro localizações possíveis, cada uma delas com as suas vantagens e desvantagens, dentro de uma determinada área» geográfica, afirmou o presidente da CIP, escusando- se a especificar qual.

Com mais de 100 páginas, «é um estudo muito aprofundado», patrocinado pela CIP, referiu ainda.

A entrega do estudo da CIP ao Presidente da República coincide com a realização de um colóquio, na Assembleia da República, para discutir as opções, custos, modelos de financiamento e gestão do novo aeroporto internacional de Lisboa.

No início de Maio, a CIP tinha dito à agência Lusa que estava a realizar um estudo que propunha como alternativa à localização proposta pelo Governo, uma localidade na «margem esquerda do Tejo, não muito longe da Ota» e que «manterá os benefícios para a região Oeste».

De acordo com as declarações de Francisco Van Zeller dessa data, esta nova localização permitirá «poupar dois a três milhões de euros, incluindo a poupança nas acessibilidades, nomeadamente, pontes e TGV, que não precisarão de ser construídos».

Diário Digital / Lusa

08-06-2007 18:04:52


http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=280181 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=280181)
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 09, 2007, 03:25:03 am
«poupar dois a três milhões de euros, incluindo a poupança nas acessibilidades, nomeadamente, pontes e TGV, que não precisarão de ser construídos».

Há aqui qualquer coisa que me escapa poupar 2-3 milhões de € num universo de milhares de milhões :S isto é poupar?
Título:
Enviado por: Luso em Junho 09, 2007, 03:03:44 pm
Também estranhei estas pretensas poupanças. Mesmo que lhe falte um zero à direita, não deixaria de ser um valor irrelevante face ao valor global.
Título:
Enviado por: lurker em Junho 09, 2007, 05:03:07 pm
Sem querer negar os problemas de aeronavegabilidade que a Ota coloca e a possibilidade de um aeroporto na margem sul ficar mais barato (ignorando as questões ambientais), tudo isto me parece banha de cobra.

Estas afirmações estranhas sobre as poupanças nas acessibilidades são apenas o último capitulo.
Um relatório de 100 páginas não é nada para uma obra desta dimensão.
É certo e sabido que a Ota requer imensa movimentação de terras mas a margem Sul tem terreno macio e com algumas falhas geológicas. O CTA em particular, é extremamente arenoso. Não há estudos que permitam determinar o tempo e dinheiro necessário para consolidar os terrenos e esses estudos não podem ser feitos em 6 meses como tenho visto ser afirmado por defensores do NAL no  CTA.

A ideia de que se poupa dinheiro porque o CTA já pertence ao Estado e não é necessário expropriar terrenos é falaciosa. Se se construir o NAL nos terrenos do CTA, será necessário expropriar terrenos para um novo campo de tiro algures no pais e para uma nova localização para a base do Montijo.
Ora, um campo de tiro terá a área de vários aeroportos. O aeroporto da Ota irá ter cerca de 1700ha. Isso era aproximadamente a área do CTA antes de ser ampliado em 1985 para os actuais 7500ha.
Decerto que as FA se contentarão com um campo de tiro com menos que os 7500ha do CTA mas mesmo assim, seria espaço para 2 ou 3 NALs.

Também a ideia de que se pode poupar tempo com um aeroporto na margem sul é falaciosa. Além dos estudos que é necessário fazer, é também necessário renociar a participação de capital privado associada à relocalização.
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 10, 2007, 03:05:00 pm
Citar
Ota: Força Aérea sem obstáculos a novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete

Setúbal, 10 Jun (Lusa) - O Chefe do Estado-Maior da Força Aérea (CEMFA)  garantiu hoje que os militares não serão "parte do problema" e que encontrarão  uma alternativa ao Campo de Tiro de Alcochete, se aí for instalado o novo  aeroporto.  

   "A Força Aérea é parte da solução, nunca parte do problema", afirmou  o general Luís Araújo à Agência Lusa, à margem da sessão solene do Dia de  Portugal, em Setúbal.  

   "Se for decidido que é lá [que é construído o novo aeroporto internacional],  a Força Aérea encontrará uma solução, uma alternativa", acrescentou o general.  

   O Campo de Tiro de Alcochete é uma unidade de utilização partilhada  pelos três ramos das Força Armadas, mas é gerida pela Força Aérea.  

   Com 7.539 hectares, o campo de tiro foi criado por decreto régio em  24 de Março de 1904 como polígono de tiro de artilharia, tendo sido durante  muitos anos uma instalação do Exército, até em 1993, ano em que ficou na  dependência da Força Aérea.  

   Um estudo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) para a localização  do novo aeroporto de Lisboa é apresentado segunda-feira ao Presidente da  República e aponta Alcochete como alternativa à Ota, proposta pelo Governo.  

   Na sexta-feira, em declarações à Lusa, o presidente da CIP afirmou que  o estudo aponta para "três ou quatro localizações possíveis, cada uma delas  com as suas vantagens e desvantagens, dentro de uma determinada área", que  escusou-se a especificar qual.  
Título:
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 11, 2007, 01:40:13 pm
http://www.tvnet.pt/noticias/video_detalhes.php?id=6754 (http://www.tvnet.pt/noticias/video_detalhes.php?id=6754)
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Junho 11, 2007, 11:43:34 pm
E então o que me dizem em relação à alternativa Alcochete?

Para mim faz sentido.

 :arrow: CTA (http://http)
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 12, 2007, 12:46:22 am
Das opções além-tejo, acho a mais sensata.
Só tem um senão, não é necessário realizar expropriações, e assim "acaba-se-me" uma oportunidade de transição de entidade patronal :?
Título:
Enviado por: JQT em Junho 12, 2007, 02:53:20 am
A diferença de preço entre Alcochete e Ota é de 3 mil milhões de €, não 3 milhões.

Da TVI:
Citar
2007-06-11 20:20

Novo aeroporto

Estudo da CIP aponta vantagens a Alcochete

Alcochete custa menos dinheiro, demora menos tempo a ser construído e não tem limites de expansão.

Só no final do ano vai ser possível saber qual a melhor localização para o novo aeroporto. De acordo com a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), o Aeroporto em Alcochete tem muito mais vantagens do que na Ota.

Alcochete fica mais próximo de Lisboa, custa menos dinheiro, vai demorar menos tempo a ser construído e não tem limites de expansão, nem problemas de terrenos.

A CIP diz que construir um aeroporto na zona de Alcochete vai custar menos 3 mil milhões de euros do que na Ota. Além do dinheiro, o estudo da CIP aponta mais vantagens.

A primeira refere-se à distância. A Ota fica a cerca de 50 km de Lisboa. De acordo com a CIP, um aeroporto em Alcochete fica no máximo a 36 km da capital.

Quanto aos terrenos, a Ota está situada num vale e um aeroporto implica uma grande movimentação de terras. De acordo com o Governo, será preciso retirar 40 milhões de metros cúbicos de terra.

Em Alcochete, o terreno já é plano e só aí poupam-se 750 milhões de euros, diz a CIP. Só que em Alcochete, e dependendo da localização exacta, será preciso abater entre 4 mil e 20 mil sobreiros. Na Ota, há pouco mais de 5 mil sobreiros para cortar.

Quanto à dimensão, o Governo avançou com uma área de 1 600 hectares para a construção do aeroporto na Ota. De acordo com as contas da CIP, em Alcochete, a área do aeroporto pode ser quatro vezes maior, na ordem dos 7 500 hectares. Este local tem ainda a vantagem de mais de 90% dos terrenos serem propriedade do Estado, o que evita expropriações e especulação imobiliária.

Quanto aos acessos, perto da Ota, existem a Auto-Estrada do Norte, a A8, a CREL, a A10 e a A13, que faz também ligação a Sul.

Na outra margem do Tejo, os acessos são a A2 com ligação à Ponte 25 de Abril, a A12, a Ponte Vasco da Gama, a A10, a A13 que fazem a ligação a Norte e a A6 que chega a Espanha. Alcochete pode ainda tirar proveito da nova ponte ferroviária sobre o Tejo que vai ligar o Barreiro a Chelas, e destinada ao TGV.

Por último, a CIP diz que o aeroporto na Ota vai demorar mais de três anos a ficar pronto, por causa das terraplanagens. A Confederação diz que a Sul do Tejo é possível ter um novo aeroporto já em 2014.

http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=819972 (http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=819972)

O que eu continuo a não concordar é com o TGV para Madrid (vai ser mais um elefante branco; o próprio Governo Espanhol só garante o máximo de 4 combóios por dia, quando o mínimo para não dar prejuízo são 8) e com esta nova ponte ferroviária no Tejo.

A decisão de Cavaco Silva e Ferreira do Amaral de construírem a Ponte Vasco da Gama sem possibilidade para combóio foi simplesmente criminosa. Agora é preciso combóio, como se resolve? Simples: constroi-se outra ponte de 17 Km.

JQT
Título:
Enviado por: ricardonunes em Junho 12, 2007, 09:59:11 am
Alcochete ameaça negócios de terras

Citar
A eventual construção do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro em Alcochete permitirá, desde logo, obter uma poupança de 65 milhões de euros em expropriações de terrenos, verba prevista para a compra a 16 proprietários de 1810 hectares para a instalação do projecto na Ota. Com o Presidente da República, Cavaco Silva, a alertar para a necessidade de avaliar a relação custo-benefício da construção do novo aeroporto na Ota, José Sócrates considera, segundo apurou o CM, que aquela alternativa tem “aspectos interessantes ao nível financeiro”.
Como os 7500 hectares de área do Campo de Tiro naquela vila da margem sul do Tejo estão integralmente na posse do Estado, o Governo já não teria necessidade de investir na aquisição de terrenos uma verba equivalente à despesa realizada com a construção de três túneis do Marquês de Pombal, que custou cerca de 19 milhões de euros.

Com a edificação do novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro em Alcochete, como sugere o estudo preliminar ontem apresentado pelo presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) ao Presidente da República, Francisco Van Zeller estima que seriam poupados três mil milhões de euros, uma verba que é muito pouco inferior aos 3,1 mil milhões de euros previstos para a instalação do aeroporto na Ota. Para o presidente da CIP, a construção deste projecto na Ota terá um custo superior ao previsto.

O plano de investimentos para o período de construção entre 2010 e 2016, apresentado pelo Banco Efisa no final de 2005, prevê que o Estado tenha de investir 65 milhões de euros na compra dos terrenos para a construção do aeroporto. Num universo de 25 propriedades que tinham de ser adquiridas para perfazer os 1810 hectares para a edificação do projecto, quase todas situadas na freguesia de Triana, toda esta área pertence, segundo a lista constante no site da NAER, a 16 proprietários.

Perante as críticas ao avultado investimento na edificação do projecto na Ota e com Cavaco Silva a lançar alertas, o primeiro-ministro, que analisou o estudo em detalhe nos últimos dias, entende que, sendo “os terrenos do Estado, (isso) é um aspecto interessante do ponto de vista financeiro”, até porque “o estudo tecnicamente tem credibilidade”.

GOVERNO DECIDE DENTRO DE SEIS MESES

Alcochete vai ser estudada como alternativa à Ota mas todos os procedimentos independentes da localização, nomeadamente o modelo de privatização da ANA, seguirão o seu curso. Dentro de seis meses, o Governo tomará a “decisão política”, sublinhou o ministro das Obras Públicas, ontem de manhã num colóquio no Parlamento, que teve como convidados, entre outros, os presidente da Tap, Fernando Pinto, e da ANA, Guilhermino Rodrigues. Mário Lino explicou que mandatou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para estudar a viabilidade desta nova localidade para a construção do novo aeroporto e, se a conclusão for nesse sentido, aquele instituto fará depois um estudo comparativo com a Ota.

SÓCRATES E VAN ZELLER COMBINADOS

O primeiro-ministro assumiu um compromisso com Francisco Van Zeller de analisar o estudo alternativo para a localização do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete. “Eu disse (ao primeiro-ministro) o que ia fazer, como, quando e em que ângulo”, revelou Van Zeller. Por seu lado, “o primeiro-ministro disse que iria levar o estudo a sério e não deitá-lo para o lixo”. Sócrates comprometeu-se ainda “a não tomar nenhuma acção irreversível em relação à Ota”, como explicou ontem o presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e responsável pelo estudo.

O primeiro-ministro sabia da existência daquele relatório desde o início (há três meses) e, na passada quarta-feira, por volta das 14h30, recebeu-o pelas mãos do próprio Van Zeller. O trabalho, feito por 16 especialistas e coordenado por Carlos Borrego, ex-ministro do Ambiente, aponta o Campo de Tiro de Alcochete como ideal para o novo aeroporto, em especial a localização entre os concelhos de Benavente e Montijo.

Francisco Van Zeller, acompanhado por Carlos Borrego e Ernâni Lopes, ex-ministro das Finanças, foi ontem a Belém entregar as suas conclusões a Cavaco Silva. “O Presidente disse que faziam falta alternativas para lançar a discussão” sobre o tema, explicou Francisco Van Zeller. O líder da CIP garantiu que a responsabilidade do estudo é sua e não da Confederação. Quanto aos custos do relatório, Van Zeller foi claro: “Ninguém nunca saberá quanto custou ou quem o pagou”.

DONOS DA OTA

- Construções António S. Domingues, Lda: Olival Velho; Barrada Martim Vaz; Quinta do Carneiro; Barrada da Cabra

- Sociedade Agrícola Modesto & Filhos, Lda: Charneca; Volta Larga Cova do Bunho; Vale Caçareiro

- Sociedade Agríc. das Salgadas, Lda: Vale Sereno; Quinta da Torre

- Jorge Cunha e Carmo: Herdade do Paul/Ota; Quinta do Pombal

- Defesa Nacional: BA 2

- Carlos Ventura: Casal do Duque; Casal da Prata

- Maria Câmara: Quinta da Ota

- Maria Conceição Freire: Quinta da Bemposta

- Vasco Furtado: Casal do Brejo

- João António Luís: Brejo

- Ronca & Tomás, Lda: Quinta da Bemposta

- Maria Coelho: Casal Morais

- Manuel Pipa Amorim: Barrada do Moinho Novo

- Félix Rocha: Casal Martim Vaz

- Jacinto da Costa/João da Costa: Martim Vaz ou Barrada

- Cimpor-Indústria de Cimentos S.A.: Herdade do Paul da Ota

- Joaquim Cabral; Manuel Cabral e Herdeiros de Tito Jerónimo da Silva Lagos: Quinta do Casal do Vale

OUTROS DADOS

MAIS BARATO

O aeroporto em Alcochete será 3000 milhões de euros mais barato, tendo em conta os acessos e os custos de obras necessárias na Ota, de acordo com o relatório de Francisco Van Zeller, ontem conhecido.

MAIS RÁPIDO

Segundo o mesmo relatório, o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete demoraria menos três anos a construir do que na Ota.

ILIMITADO

Tendo em conta os 7500 hectares de terreno no Campo de Tiro de Alcochete, “a capacidade de alargamento da infra-estrutura é ilimitada”, explicou ontem Van Zeller, ao contrário da Ota, que tem uma capacidade de desenvolvimento limitada.

CM (http://http)
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 12, 2007, 10:36:12 am
Este dinheiro poupado já dava para 6 submarinos e meio :P
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 12, 2007, 11:12:59 am
Lá se ia o meu sossego  :(  . (Os sogros têm uma casa no Biscaínho, a uma dezena de km's do CTA...)
Título:
Enviado por: lurker em Junho 12, 2007, 06:41:09 pm
Lendo o artigo, parece-me que a ideia da poupança de 3000 M de EUR foi incompetência de quem o escreveu...

A impressão que tenho é que o Van Zeller estava a dizer que acha que um NAL em Alcochete pode ser construido por 3000 M de EUR e que a Ota vai ultrapassar os 3100 M de EUR previstos.
Título:
Enviado por: lurker em Junho 12, 2007, 10:04:14 pm
O estudo efectuado a pedido da CIP está, finalmente, na Internet. São 28MB
http://www.publico.pt/docs/economia/estudocip.pdf (http://www.publico.pt/docs/economia/estudocip.pdf)

Will read later... :)
Título:
Enviado por: TOMKAT em Junho 13, 2007, 01:30:49 am
Citação de: "lurker"
Um relatório de 100 páginas não é nada para uma obra desta dimensão.
É certo e sabido que a Ota requer imensa movimentação de terras mas a margem Sul tem terreno macio e com algumas falhas geológicas. O CTA em particular, é extremamente arenoso. Não há estudos que permitam determinar o tempo e dinheiro necessário para consolidar os terrenos e esses estudos não podem ser feitos em 6 meses como tenho visto ser afirmado por defensores do NAL no  CTA.

Não há comparação possível.

A nível de acessibilidades ferroviárias, a Ota necessita de um ramal específico de TGV desenquadrado de todas as linhas previstas. Fazer o aeroporto na margem sul facilita e muito a ligação ao TGV devido à entrada deste em Lisboa pela mesma margem.

Falando de acessibilidades rodoviárias, a ligação do aeroporto da Ota a Lisboa por rodovia, será muito complicada, uma vez que as AE’s actuais (A1 e A8) estão já sem capacidade, obrigando por isso á construção de alternativas num corredor em que os canais de implantação de novas AE’s estão practicamente esgotados, implicando também que a via a construir seja maioritariamente feita através de túneis e viadutos com os elevados custos que essa solução comporta.

Na margem sul (CT de Alcochete) implica a construção de uma nova ponte. Pois bem essa ponte irá sempre ser costruída para a passagem do TGV. É só construir uma ponte adaptada aos dois tipos de tráfego, rodoviário e ferroviário.
A construção de rodovias é incomparávelmente mais barato na margem sul, devido à orografia do terreno.

Falando de falhas geológicas, a Ota também as tem.
Até existe uma falha chamada Falha da Ota, que pertence à zona de falhas do Vale Inferior do Tejo, da qual as falhas da margem sul também fazem parte, creio.

Quanto à qualidade dos terrenos… O facto dos terrenos do CT de Alcochete serem arenosos, pelo que li, a construção de aeroportos tem exigências muito especiais. No caso da Ota, a consolidação das pistas exige… ou o uso de milhares de estacas de betão com cerca de 50 metros, ou a substituição, imagine-se, por areias de todo o material argiloso do leito das ribeiras acima do leito rochoso, à semelhança do que foi feito no aeroporto de Macau, ou a consolidação dos terrenos argilosos por meios mecânicos, processo muito moroso e delicado, logo dispendioso, sobretudo num local sujeito a inundações.

Não sendo um especialista na matéria tenha a ideia que as fundações em terrenos arenosos são menos profundas, em relação aos terrenos argilosos. Será fácil imaginar a dificuldade na consolidação dos terrenos pantanosos da zona da Ota (no séc. XIX toda aquela zona era um paul).



Espero que este despertar para Alcochete, não seja uma forma encapotada de legitimar o aeroporto na Ota. Temo que este aparente recuo tenha sido apenas estratégico, por ser manifesto o mau-estar e o sentimento anti-Ota que se estava a instalar na sociedade portuguesa.
Com uma eleição importante á porta (sintomático o silêncio de António Costa sobre este assunto) e com alguma quebra de popularidade do Governo, esta poderá ser uma forma inteligente de contornar o problema, aceitando discutir a localização, para no fim ficar tudo na mesma.
Todos os organismos que vão analizar o documento entregue pela CIP, são entidades … governamentais, LNEC, INAG, etc.
Conhecida a teimosia de Sócrates e a rédea curta com que o aparelho do partido manobra os diversos departamentos governamentais (vide o caso recente da DREL) o mais provável é o estudo da CIP ser regeitado e ficar tudo na mesma.

Poucas horas depois do documento ser entregue, já estava o ministro Mário Lino a receber o lóbi do municipios da região Oeste, afirmando, segundo os média, que continuava a pensar da mesma maneira,… nem esperando pela conclusão da análise ao documento da CIP, demonstrando a sua “abertura” a uma nova localização do aeroporto.


Ps. Fala-se muito agora no provável aeroporto em Alcochete.
Grande injustiça para o Montijo.
O CT de Alcochete, apesar de ser apelidado de Alcochete, fica na sua quase totalidade nos concelhos de Benavente e do Montijo, ficando a área prevista para a construção do aeroporto na sua totalidade no concelho do Montijo.
E esta, hem,… após rejeitar liminarmente a hipótese Montijo para a localização do novo aeroporto, o Governo volta a discutir o aeroporto do … Montijo.

Citação de: "lurker"
A ideia de que se poupa dinheiro porque o CTA já pertence ao Estado e não é necessário expropriar terrenos é falaciosa. Se se construir o NAL nos terrenos do CTA, será necessário expropriar terrenos para um novo campo de tiro algures no pais e para uma nova localização para a base do Montijo.
 


 :arrow: Ota.
Se a Força Aérea abriu mão de Base da Ota sem levantar o problema da necessidade de uma nova base, não vejo qual o problema em "trocar" o Montijo pela Ota.
Razões operacionais pelo tamanho das pistas?
Talvez, não conheço nenhuma das bases.
Quem souber que responda.
Título: N: «Novos estudos para Campo de Tiro»
Enviado por: Get_It em Junho 13, 2007, 03:42:56 am
Citação de: "Ana Patrícia Dias, Correio da Manhã"
Novos estudos para Campo de Tiro
O recuo do Governo na localização do novo aeroporto internacional de Lisboa vai obrigar a Força Aérea a realizar novos estudos. Se com a Ota aquele ramo das Forças Armadas teria de arranjar novas instalações para o centro de formação, desta vez, com a nova opção, terá de deslocar o Campo de Tiro de Alcochete. Mas a escolha de um novo local promete não ser fácil.

Além das questões financeiras e da necessidade de uma zona com dimensões consideráveis, o novo local para o campo de tiro da Força Aérea deverá ter em conta aspectos como a segurança, o tráfego aéreo e as questões ambientais. Ao longo dos últimos 20 anos, segundo disse ao CM um prestigiado general da Força Aérea, foram vários os locais apontados para a colocação de um novo campo de tiro, entre os quais a Amareleja, no Alentejo. No entanto, não foram realizados estudos concretos e alguns dos locais analisados poderão já não reunir as condições devido às alterações geográficas.

Contactado pelo CM, o porta-voz do chefe de Estado-Maior da Força Aérea, tenente-coronel António Seabra, reconheceu que “não é fácil encontrar condições para a instalação de uma carreira de tiro”, mas garantiu que a Força Aérea “não colocará qualquer entrave à solução encontrada pelo Governo” para a localização do futuro aeroporto de Lisboa.

Para já, segundo adiantou António Seabra, o Governo ainda não comunicou oficialmente à Força Aérea a decisão de colocar Alcochete como opção para a construção do novo aeroporto. Mas certo é a necessidade de realizar estudos para a escolha de um novo local para o campo de tiro. Isto depois de a Força Aérea já ter decidido a construção, em Ovar, das novas instalações do centro de formação, que actualmente funciona na Ota.

Ex-ministro quer Portela mais Alverca
O ex-ministro das Finanças do Governo de José Sócrates, Luís Campos e Cunha, mantém as reservas em relação à construção de um novo aeroporto na Ota e apontou Alverca como uma possível solução. “Um pequeno aeroporto a ajudar a Portela vai ser necessário segundo os especialistas e a minha pergunta é se não poderia ser Alverca e se não poderia ser uma solução, não só para dois ou três anos, mas para 10 ou 20”, afirmou à RR o ex-governante, que deixou o Governo em desacordo com os grandes investimentos anunciados pelo Executivo.

Para Campos e Cunha, o Governo terá de decidir definitivamente a localização do novo aeroporto até ao final do ano, “até porque será embaraçoso em termos internacionais a incapacidade do País para tomar decisões”. O ex-ministro sublinhou ainda a necessidade urgente de um novo aeroporto, já que a Portela a partir das 07h00 mais parece a “Feira da Ladra”.

Autarcas reúnem-se com Lino
Foram 13 os autarcas da Região do Oeste que ontem se reuniram com o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino. A saber: Rio Maior, Sobral de Monte Agraço, Cadaval, Santarém, Arruda dos Vinhos, Azambuja, Alenquer, Caldas da Rainha, Cartaxo, Leiria, Torres Vedras, Lourinhã e Vila Franca de Xira.

“Apanhados de surpresa” pela decisão do Governo, os autarcas foram pedir explicações ao governante, depois de “nos últimos meses o ministro ter garantido que o novo aeroporto seria na Ota”, como explicou Carlos Lourenço, presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos.

À saída da reunião, que durou cerca de 1 hora e 30, o também presidente da Associação dos Municípios do Oeste disse que “os autarcas concordam com a análise do novo estudo”. Mas, a Região do Oeste vai “continuar a lutar pela Ota”. Em causa estão investimentos no turismo da região de cerca de 4000 milhões de euros, feitos com vista no futuro aeroporto. “Se a solução não for Ota, trará grandes problemas”, concluiu Carlos Lourenço.

Outros dados
7539 hectares é a área total do Campo de Tiro de Alcochete gerido pela Força Aérea, que inicialmente tinha apenas cerca de 1680 hectares.

1904 é o ano em que foi criado o Campo de Tiro de Alcochete, que na altura era designado polígono de tiro de artilharia.

O Campo de Tiro de Alcochete tem a missão de assegurar aos três ramos a execução de acções nas carreiras de tiro e nas estruturas de ensaio e armazenamento de material de guerra.

Uma vasta mancha florestal cobre parte do Campo de Tiro de Alcochete e, por isso, há a preocupação de conservar o meio.

A Comissão Europeia manifestou-se “neutra” em relação à localização do novo aeroporto, mas admitiu que, se o projecto for numa região mais pobre, como é o caso da Margem Sul, poderá dar mais apoios.

O presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, recebeu desde sexta-feira 250 volumes de documentos do Governo e de outras entidades sobre o novo aeroporto, todos disponibilizados aos deputados.

A União das Empresas de Hotelaria, Restauração e Turismo de Portugal (Unihsnor) considera “injustificada” a construção de um aeroporto da dimensão da Ota, defendendo a solução ‘Portela +1’.

O PSD requereu ontem a audição parlamentar dos autores do estudo encomendado pelo presidente da CIP e do responsável do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

2007-06-13 - 00:00:00
fonte: http://www.correiomanha.pt/noticia.asp? ... l=90&p=200 (http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=246202&idselect=90&idCanal=90&p=200)

Para quê ouvir o responsável do LNEC se estou também a ver que vai ser que nem o TOMKAT escreveu.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Mar Verde em Junho 13, 2007, 09:31:51 am
Citação de: "TOMKAT"
Espero que este despertar para Alcochete, não seja uma forma encapotada de legitimar o aeroporto na Ota. Temo que este aparente recuo tenha sido apenas estratégico, por ser manifesto o mau-estar e o sentimento anti-Ota que se estava a instalar na sociedade portuguesa.
Com uma eleição importante á porta (sintomático o silêncio de António Costa sobre este assunto) e com alguma quebra de popularidade do Governo, esta poderá ser uma forma inteligente de contornar o problema, aceitando discutir a localização, para no fim ficar tudo na mesma.
Todos os organismos que vão analizar o documento entregue pela CIP, são entidades … governamentais, LNEC, INAG, etc.
Conhecida a teimosia de Sócrates e a rédea curta com que o aparelho do partido manobra os diversos departamentos governamentais (vide o caso recente da DREL) o mais provável é o estudo da CIP ser regeitado e ficar tudo na mesma.

Poucas horas depois do documento ser entregue, já estava o ministro Mário Lino a receber o lóbi do municipios da região Oeste, afirmando, segundo os média, que continuava a pensar da mesma maneira,… nem esperando pela conclusão da análise ao documento da CIP, demonstrando a sua “abertura” a uma nova localização do aeroporto.



infelizmente tb penso o mesmo

gostava de perceber esta obsessão pela Ota

o comportamento das associações ambientalistas é tb bastante estranho, criticam ferozmente qq alternativa e mantêm-se praticamente em silêncio qt à Ota




eu gostava de esclarecer algumas dúvidas:

a Portela está realmente estagnada ou o problema assenta basicamente no handling e nas terminais ? e uma gestão competente e investimento nas terminais resolveria mt dos problemas ?

pq q o Montijo, com reorientação da pista paralela à Portela, não serve para uma solução Portela + 1 ? (este estudo da CIP pelos vistos tb o elimina por razões ambientais, mas q razões ambientais se naquela zona foi construída a Ponte Vasco da Gama !? )
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Junho 13, 2007, 11:02:48 am
Um aeroporto como o que está a ser delineado, sem possibilidade de expansão, como é o caso da OTA, é um projecto à partida falhado.

Neste momento é quase unânime que a melhor opção será Alcochete.

Começa-se com o chamado aeroporto inaugural, e em função das necessidades vai-se ampliando. Alcochete permite essa expansão. A OTA não. Alcochete é mais barato e consegue-se construir em menos tempo (3 anos). Será que não são já argumentos suficientes?

Espero sinceramente que os estudos recentemente encomendados sejam de facto ISENTOS e não uma manobra como a mencionada pelo TOMKAT.

As entidades envolvidas nesse estudo são exemplares e do melhor que temos a nível técnico, no entanto a pressão política pode fazer das suas…

Espero sinceramente que não. Pelo bem do país.
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Junho 13, 2007, 03:02:10 pm
http://www.youtube.com/watch?v=_dldQgNe6z0 (http://www.youtube.com/watch?v=_dldQgNe6z0)

 :G-beer2:
Título:
Enviado por: lurker em Junho 13, 2007, 10:01:14 pm
Citação de: "TOMKAT"
Falando de falhas geológicas, a Ota também as tem.
[...]
(no séc. XIX toda aquela zona era um paul).
Caro Tomkat, a minha questão era simplesmente que os problemas da Ota já são conhecidos e já se sabe quanto custa a resolução deles enquanto que para as alternativas para a margem sul tudo o que há são opiniões bastante discutiveis.

Citar
Citação de: "lurker"
A ideia de que se poupa dinheiro porque o CTA já pertence ao Estado e não é necessário expropriar terrenos é falaciosa. Se se construir o NAL nos terrenos do CTA, será necessário expropriar terrenos para um novo campo de tiro algures no pais e para uma nova localização para a base do Montijo.
 

 :arrow: Ota.
Se a Força Aérea abriu mão de Base da Ota sem levantar o problema da necessidade de uma nova base, não vejo qual o problema em "trocar" o Montijo pela Ota.
Razões operacionais pelo tamanho das pistas?
Talvez, não conheço nenhuma das bases.
Quem souber que responda.


É uma possibilidade que não me tinha ocorrido.
Título:
Enviado por: lurker em Junho 13, 2007, 10:11:19 pm
Citação de: "Mar Verde"
o comportamento das associações ambientalistas é tb bastante estranho, criticam ferozmente qq alternativa e mantêm-se praticamente em silêncio qt à Ota
A Quercus tem sido perfeitamente clara e consistente na sua opinião: Ota é mau (e põe em causa a necessidade de um novo aeroporto), margem sul é "criminoso".

Citar
a Portela está realmente estagnada ou o problema assenta basicamente no handling e nas terminais ? e uma gestão competente e investimento nas terminais resolveria mt dos problemas ?

Vai haver um investimento de 500M EUR para prolongar a vida da Portela mas.. acho que é consensual que está mesmo limitado.

Creio que o limitador mais imediato da Portela é a falta de espaço para novos terminais e para estacionar os aviões.
Além disso, creio que com uma única pista não é possivel atingir o volume de tráfego estimado para o NAL.
Título:
Enviado por: p_shadow em Junho 14, 2007, 04:01:22 am
Citação de: "Jorge Pereira"
http://www.youtube.com/watch?v=_dldQgNe6z0 (http://www.youtube.com/watch?v=_dldQgNe6z0)

 :G-beer2:

Excelente discurso, com um remate final soberbo!


Cumptos
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 14, 2007, 11:20:49 am
Simplesmente soberbo este remate!

Estive a ler na Revista Visão desta semana (não quero fazer publicidade) que o campo de tiro de Alcochete tem um impacto ambiental menor que a Ota porque há um menor número de abate de árvores e aliado à segurança que este comandante demonstrou no vídeo convencem-me que a melhor opção entre estas duas é mesmo o campo de Tiro de Alcochete
Título:
Enviado por: Mar Verde em Junho 14, 2007, 12:03:29 pm
Citação de: "lurker"
Citação de: "Mar Verde"
o comportamento das associações ambientalistas é tb bastante estranho, criticam ferozmente qq alternativa e mantêm-se praticamente em silêncio qt à Ota
A Quercus tem sido perfeitamente clara e consistente na sua opinião: Ota é mau (e põe em causa a necessidade de um novo aeroporto), margem sul é "criminoso".


eles qd falam da margem sul ficam histéricos...na critica a Ota são muito mais discretos

viu-se agora, vieram logo a público dizer que opção Alcochete é "criminoso", mas usar o local como campo de tiro é perfeitamente normal


Citar
a Portela está realmente estagnada ou o problema assenta basicamente no handling e nas terminais ? e uma gestão competente e investimento nas terminais resolveria mt dos problemas ?
Vai haver um investimento de 500M EUR para prolongar a vida da Portela mas.. acho que é consensual que está mesmo limitado.

Creio que o limitador mais imediato da Portela é a falta de espaço para novos terminais e para estacionar os aviões.
Além disso, creio que com uma única pista não é possivel atingir o volume de tráfego estimado para o NAL.

ou sou apologista da opção Portela + 1

queria era a Portela a funcionar de uma forma eficiente, isso parece ser possivel com os novos investimentos q já estão programados nas terminais, tirar os militares de Figo Maduro, parte da manutenção TAP para Beja....

a adicionalmente Montijo com pista paralela para fazer face ao aumento do tráfego


é uma solução mais barata, mais rápida e não destrói valor

afastou-se o Montijo por critérios ambientais qd posteriormente fez-se naquela zona a ponte Vasco da Gama ( o Montijo faz agora cada vez mais sentido


Título:
Enviado por: lurker em Junho 14, 2007, 01:29:25 pm
Citação de: "Mar Verde"
viu-se agora, vieram logo a público dizer que opção Alcochete é "criminoso", mas usar o local como campo de tiro é perfeitamente normal


Isso creio que é falta de informação sua.
No passado a Quercus sempre se queixou da existência do CTA e opôs-se fortemente à sua expansão em 1985 (expansão essa que talvez tenha violado a lei ambiental da altura...).
Hoje em dia a existência do CTA tal como está é tolerada pelas associações ambientalistas porque a FAP compensa as relativamente limitadas actividades que lá se desenrolam com uma gestão ambiental muito cuidada do espaço e consideram isso preferivel à possibilidade de os terrenos serem utilizados para fins imobiliários.

Quanto ao Montijo, eu tinha na ideia que o Montijo tinha sido excluido, antes de as possibilidades se concentrarem em Rio Frio e Ota, devido ao conflicto de espaço aéreo entre a Ota e o Montijo.
Creio aliás que essa questão se coloca sempre à opção Portela + 1: o espaço aéreo é limitado e um segundo aeroporto tem sempre de ficar relativamente longe da Portela e logo, longe de Lisboa.
Além disso, há o facto não desprezável de a Portela estar numa zona urbana, com as implicações de segurança e ambientais que isso implica.

Já agora, quais são as estimativas de custos para uma solução Montijo + Portela ?
Título:
Enviado por: Mar Verde em Junho 14, 2007, 03:27:40 pm
nunca ninguém percebeu muito bem pq q o Montijo foi colocado de lado


Citar
Três estudos iniciais comprometem decisão do Governo

Segundo Luís Gonçalves, "nos últimos quinze anos foram elaborados dois estudos comparativos de diferentes localizações para o NAL: um de 1994 da responsabilidade da ANA - Aeroportos e Navegação Aérea, S.A., a pedido do Ministério das Obras Públicas; e um segundo, em 1999, produzido pelo consórcio Aéroports de Paris/Profabril, para a NAER - Novo Aeroporto S.A. O estudo de 2005, apresentado como o documento definitivo, é apenas um Estudo Preliminar de Impacto Ambiental (EPIA).

O estudo de 1994 comparava quatro alternativas possíveis: Montijo A (orientação das pistas Norte/Sul), Montijo B (orientação das pistas Este/Oeste), Rio Frio e Ota. Na conclusão, as opções foram assim hierarquizadas: Montijo B, Montijo A, Rio Frio e, por último, a Ota, considerada simultaneamente a mais cara e a pior das localizações, com um investimento superior a 2 mil milhões de euros. Apesar da orientação do Governo no sentido da "transparência e divulgação pública", este estudo não figura no rol de 26 documentos disponíveis para consulta no sítio da NAER. A posterior decisão de avançar com a rede ferroviária de alta velocidade (AV) e a terceira travessia do Tejo (TTT), entre Chelas e o Barreiro, veio reforçar drasticamente as vantagens das localizações na margem sul do Tejo, em particular a opção do Montijo.

O estudo posterior, apresentado em 1999, comparava outras quatro alternativas: a SuperPortela (considerando a construção de uma nova pista paralela à existente), Rio Frio 17-35 (orientação das pistas Norte/Sul), Rio Frio 08-26 (orientação das pistas Este/Oeste) e Ota, não apresentando qualquer explicação para o facto de não ter sido considerada a localização mais bem classificada no estudo produzido apenas cinco anos antes.

Estas quatro opções foram classificadas, numa escala de 0 a 1000, à luz de diferentes critérios (operação aérea, acessibilidade terrestre, ambiente, custos de investimento, custo de exploração, etc.). As duas soluções para o Rio Frio obtiveram 728 pontos (E/O) e 675 pontos (N/S), tendo a Ota obtido a pior classificação (616 pontos), à semelhança do que tinha sucedido no estudo de 1994. A SuperPortela não chegou a ser valorizada por ter sido considerada um projecto com um impacto ambiental desmedido.

Entre 1999 e 2005, foram produzidos vários estudos (geológicos, geotécnicos, hidrológicos, movimentos de aves, caracterização da flora, etc.), para além do próprio "Plano Director de Referência de Desenvolvimento Conceptual do Aeroporto". No entanto, todos estes documentos usaram, como premissa, a localização do NAL na Ota, apesar de esta ter sido, até então, sempre considerada a pior opção. Se outros estudos foram feitos, não foram divulgados.


Citar
A alternativa do Montijo

Por seu lado, alegam, "a alternativa de localização do NAL na actual Base Aérea n.º 6 do Montijo apresenta vantagens que justificariam, pelo menos, um estudo definitivo para comparação com as opção da Ota e de Rio Frio: permite a instalação de duas pistas paralelas de 3600 metros de comprimento (um "layout" semelhante ao proposto para a Ota), sem expropriações, utilizando a superfície da base aérea actual, à qual teriam apenas de ser acrescentadas plataformas para os extremos das pistas; essa orientação seria igual à da pista 18-36 da Portela, ideal sob o ponto de vista dos ventos dominantes; as rotas de aproximação e descolagem seriam compatíveis com a configuração da Ponte Vasco da Gama (conforme as normas do ICAO) e com a área restrita D10 do Campo de Tiro de Alcochete; os seus terrenos são praticamente planos, não têm cursos de água e estão incultos, resultando num reduzido impacto ambiental sobre o local; as infra-estruturas rodoviárias existentes (ou com execução prevista) colocariam o NAL a 12 km do centro de Lisboa pela TTT, possuindo duas alternativas: a Ponte Vasco da Gama (24 km) e a Ponte 25 de Abril (40 km), colocando o NAL a 32 km de distância média ponderada aos concelhos da AML; o aproveitamento das infra-estruturas ferroviárias existentes (ou com execução prevista) permitiria integrar o aeroporto num anel abrangendo as duas margens do Tejo, colocando o NAL a 25 km de distância média ponderada aos concelhos da AML; permitiria uma perfeita integração da rede do nacional do TGV com o aeroporto, pois a distância de 13 km à Gare do Oriente transformaria a sua estação num novo centro direccional; reduziria o custo da construção da rede de TGV a construir, quer por uma questão de redução da extensão da linha para o Porto, quer pela oportunidade de desenvolver uma parte substancial do seu percurso na margem sul do Tejo, menos acidentada e menos povoada; a população afectada pelo ruído do sobrevoo das aeronaves seria sempre em número inferior à opção da Ota, independentemente do sentido de utilização das pistas e do volume de tráfego; a localização junto ao rio permitiria a construção de uma estação fluvial com ligações para Lisboa, fundamental para os períodos de congestionamento de trânsito; a sua localização numa península permitiria mais facilmente o controlo da pressão urbanística e aumentar a segurança do aeroporto; a chegada de avião a Lisboa em pleno estuário de Tejo seria um notável cartão de visita para o turismo da capital; a construção e existência de um equipamento com esta importância próximo de áreas urbanas deprimidas permitiria usar o aeroporto como estímulo de reconversão e de desenvolvimento, abrindo a possibilidade de Lisboa passar a ser verdadeiramente uma cidade de duas margens.


Os problemas do aeroporto do Montijo


Há, contudo, problemas detectados na opção do NAL no Montijo, nomeadamente: realojamento" da Base Aérea n.º 6 (mas mais económica que as expropriações e a modelação dos terrenos da Ota); impacto ambiental decorrente do sobrevoo do Estuário do Tejo (o que também acontecerá na Ota, ainda que com menos intensidade); a desafectação de uma área da Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, integrada na Rede Natura 2000 (mas muito inferior à área de REN necessária destruir no caso da Ota); existência de problemas relacionados com as aves (no entanto, o histórico de "incidentes" indicia um risco, para o Montijo, inferior ou equivalente ao da Ota); impossibilidade de recorrer a financiamento comunitário para o projecto (no entanto, o sobrecusto global da solução na Ota, por comparação com o Montijo, será sempre muito superior ao montante da comparticipação europeia); impossibilidade de expansão do aeroporto, por não existir hipótese de aumentar o número de pistas, como acontece na Ota. No entanto, se se verificar que dentro de 40 anos é necessário construir um novo aeroporto, será possível manter o Montijo como segundo aeroporto junto do centro da cidade, algo inviável no caso da Ota.
É em face desta polémica que Cavaco Silva quer saber o que se passa para depois se pronunciar sobre a iniciativa de Santana Lopes no Grupo Parlamentar, ou mesmo, publicamente, admitem meios próximos, para tomar posição contra a decisão do Governo Sócrates.
Recorde-se que quer o TGV, quer a Ota, foram considerados pelo Presidente da República investimentos desnecessários, durante a campanha eleitoral.


Artigo
http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=3236 (http://www.semanario.pt/noticia.php?ID=3236)


Estudo da CIP


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg168.imageshack.us%2Fimg168%2F6097%2Fnal3xk7.png&hash=ef3c60e8558283b2751de8edb1c2c034)
Título: N: «Maioria não concorda com novo aeroporto de Lisboa»
Enviado por: Get_It em Junho 14, 2007, 03:46:42 pm
Citação de: "Raquel Oliveira, Ana Patrícia Dia; Correio da Manhã"
Maioria não concorda com novo aeroporto de Lisboa
A maioria dos portugueses não concorda com a construção de um novo aeroporto para Lisboa, mas, a ter de se construir, prefere que seja erguido na Margem Sul. Uma posição transversal aos votantes de todos os partidos políticos.

De acordo com uma sondagem da Aximage para o Correio da Manhã, 49,6 por cento dos portugueses acha que não é necessário um novo aeroporto, contra 40,1 que defende a sua construção. Quanto à melhor localização, 36,7 por cento aponta a Margem Sul enquanto 23,5 considera a Ota uma boa solução.

A Margem Sul surge destacada antes mesmo de o Governo ter anunciado que iria estudar a viabilidade de Alcochete, já que esta sondagem da Aximage foi efectuada no início deste mês.

A percentagem de portugueses que recusa a construção de um novo aeroporto subiu face a 2000, quando a questão dividia praticamente a meio as opiniões: 47 por cento dizia-se a favor e 46 contra.

Posições que, de resto, não variam com a preferência política, com socialistas, sociais-democratas e comunistas unânimes na rejeição do projecto. Apenas os votantes centristas das legislativas de 2005 se manifestam abertamente a favor da construção, com 70,6 por cento a considerar que Lisboa precisa de um aeroporto, contra 29,4 a dizer que não.

A maioria rejeita a construção não só porque a Portela é suficiente mas também porque tem um custo muito elevado. Com efeito, 39,7 por cento considera que se trata de um projecto com um “custo muito grande”, enquanto 39,5 refere que “o que há serve bem”. Mais de 10 por cento acha que há outras prioridades e 3,7 acredita que há alternativas mais baratas.

Posições que variam com as preferências políticas dos votantes das últimas eleições legislativas: os que votaram PS inclinam-se mais para o facto de a Portela servir bem (50,7 por cento), enquanto os do PSD afirmam que o custo é muito elevado (39,7 por cento).

A preferência por uma localização na Margem Sul é transversal aos partidos políticos. Todos, sem excepção, a defendem.

Eleitorado do PS está desiludido
O eleitorado do PS, à semelhança dos portugueses em geral, está desiludido com o Governo e o primeiro-ministro obteve mesmo a sua pior nota: 8,6. Mesmo assim, apesar do quadro negativo no lado socialista, o PSD não consegue travar a queda nas intenções de voto.

De acordo com uma sondagem CM/Aximage, 42 por cento dos eleitores que votaram no PS nas últimas legislativas considera que o Executivo socialista está a governar “pior do que esperava”, enquanto apenas 18,1 diz que superou as suas expectativas e 35,2 afirma que está “igual ao que esperava”. O eleitorado do PS acompanha assim a desilusão geral, já que 49,3 por cento dos inquiridos se afirmou insatisfeito com a governação socialista. Apenas 13,8 por cento considerou que o Governo está a governar “melhor do que esperava”.

O sentimento de desilusão reflecte--se, aliás, nas notas atribuídas aos membros do Governo. Numa escala de 0 a 20, José Sócrates não obteve mais do que 8,6. E até o seu eleitorado atribuiu um medíocre 11,8. Já no caso dos ministros, no fim da tabela com 6 valores está o ‘repetente’ ministro da Saúde, Correia de Campos, enquanto o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, mereceu a terceira pior nota do Governo: 9,5.

Quanto às intenções de voto, a queda nas expectativas no Governo reflecte-se na subida significativa da abstenção, que passou de 41 para 45,2 por cento. Ainda assim, o PS mantém a liderança com 38,5 por cento, tendo mesmo registado uma subida em relação ao mês de Maio, em que obteve 36,7 por cento.

O PSD não consegue travar a queda. Pelo terceiro mês consecutivo os sociais-democratas caem nas intenções de voto ao passar de 26,7 para 26,2 por cento. O líder do PSD obteve, aliás, este mês a sua pior nota desde Janeiro do ano passado: 6,7. Marques Mendes mereceu mesmo do seu eleitorado uma nota negativa: 9.

Negrão defendeu Portela. Mas PSD nada disse
O líder parlamentar do PSD, Marques Guedes, afirmou à TSF no dia 12 que o partido aceitará a opção Ota, caso o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) o recomende. Isto, desde que o Parlamento também possa acompanhar os trabalhos.

Em nenhum momento das suas declarações o parlamentar defende, por exemplo, que se tenha em conta também a solução “Portela + 1”, a hipótese que o candidato à Câmara de Lisboa social-democrata avançou recentemente à margem de uma visita ao Centro de Saúde de Alcântara.

No PSD, algumas fontes, sob anonimato, referiram ao CM que o candidato do PS, António Costa, “se liberta da polémica”, mas, se não houver nenhum discurso alinhado com o candidato do partido, “quem fica em maus lençóis” é Negrão e não Costa.

“A agulheta pode virar-se contra Negrão”, afirma uma das fontes.

Portas quer analisar Portela + 1
Acompanhado pelo candidato do CDS-PP à Câmara de Lisboa, o líder centrista, Paulo Portas, anunciou ontem que o agendamento protestativo do partido, marcado para dia 20 de Junho na Assembleia da República, servirá para os democratas-cristãos pedirem ao Governo que o estudo encomendado ao LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) sobre o novo aeroporto abranja não só a Ota e Alcochete como também a solução “Portela + 1”.

Isto é, a avaliação dos custos benefícios da Ota, Alcochete e a manutenção do aeroporto da Portela, recorrendo ao Montijo, como aeroporto de apoio.

Mais, Portas lembrou que o LNEC não tem competência, pela sua lei orgânica, para avaliar os custos benefícios, por isso, quer que o Executivo alargue o número de entidades– público e privadas– responsáveis pelo estudo, cumprindo o prazo já estabelecido para o efeito: seis meses.

«Estudo cria instabilidade e prejudica economia»
A região do Oeste reagiu mal à decisão de estudar a viabilidade de Alcochete para acolher o novo aeroporto de Lisboa e acusa o Governo de criar instabilidade e prejudicar a economia.

Empresários, autarcas e agentes turísticos manifestaram ontem a sua “discordância” e preocupação pela “instabilidade aberta com esta decisão”.

Os agentes regionais alertaram, em conferência de imprensa, para o facto de muitos investidores terem acreditado “que valia a pena investir em novos territórios” e recordaram mesmo para investimentos em curso no turismo “já superiores a três mil milhões de euros”.

A Ota, segundo os representantes do Oeste, era “resultado de um processo amadurecido, transparente e com qualidade”.

“Esta decisão atrasa, desmobiliza e prejudica processos de investimento e desenvolvimento”, apontou Fernando Cardoso, presidente da Assembleia Geral do Conselho Empresarial do Centro, com sede em Coimbra, referindo que a região Centro representa 20 por cento da economia portuguesa.

Para o dirigente empresarial Fernando Cardoso, a localização do aeroporto internacional deve ser a Norte de Lisboa por ser onde se concentra “mais população, mais cargas, mais acessibilidades, projectos turísticos e também mais escoamento para a cidade de Lisboa, sem necessidade de passar pontes”.

Pacheco pede saída de Lino
Pacheco Pereira defendeu a saída do Governo do ministro das Obras Públicas, Mário Lino.

No programa ‘Quadratura do Círculo’ da SIC Notícias, Pacheco Pereira disse que um governante que defendeu tão convictamente a solução Ota, “e de uma maneira tão definitiva”, não tem a “imparcialidade suficiente” para agora analisar a alternativa Alcochete.

O comentador também defendeu que deveriam ser conhecidos os financiadores do estudo apresentado pela CIP ao Presidente da República.

Um "caminho sensato"
O estudo de uma alternativa à localização do novo aeroporto na Ota é uma boa decisão e um “caminho sensato” para o País.

Assim afirmou ontem Pedro Santana Lopes, na Figueira da Foz, a propósito do estudo da CIP – Confederação da Indústria Portuguesa –, segundo o qual Alcochete é o melhor local para o novo aeroporto internacional de Lisboa.

Acrescentou que é necessário concluir os estudos e abrir a base aérea de Monte Real ao tráfego civil, “seja qual for a opção sobre o novo aeroporto”.

Notas
A actuação de Cavaco Silva na Presidência da República está a satisfazer os portugueses, que atribuíram ao Chefe de Estado 15,2 valores. Na sondagem, 58,3% dos inquiridos considerou que Cavaco Silva está a actuar “bem”, enquanto 19,5% “assim-assim” e 8,4% “mal”.

O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, obteve a melhor nota dos membros do Governo: 12,1. Enquanto o recém--empossado ministro da Administração Interna, Rui Pereira, obteve a segunda melhor: 11,1.

O dirigente do BE, Francisco Louçã, foi o líder partidário com melhor nota: 11,8, seguido de Jerónimo de Sousa com 10,1. Já Paulo Portas, apesar de no total obter apenas 7,4, conseguiu uma nota positiva no seu eleitorado: 14,2. O que não acontecia com Ribeiro e Castro.

Opiniões

O candidato socialista, António Costa, desvalorizou a questão de o novo aeroporto ser na Ota ou em Alcochete. “ O essencial serão os acessos rápidos, baratos e cómodos”.

Manuel Cansado, Presidente da SATA, é favorável à construção do novo aeroporto na Ota porque “acredito na engenharia portuguesa”.

O Governo vai avançar com a candidatura do aeroporto da Ota a fundos comunitários até ao dia 20 de Julho, apesar de ponderar Alcochete.

O candidato do CDS-PP pediu um estudo para a solução aeroporto da “Portela + 1”, feito pela câmara, mas António Costa (PS) recusou.

2007-06-14 - 00:00:00
fonte: http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=246335&idselect=90&idCanal=90&p=200

Artigo de opinião:
Citação de: "Carlos Abreu Amorim, Correio da Manhã"
Mudança de 360 graus
A política portuguesa é feita de navegação à vista. O candidato do Governo à Câmara de Lisboa andava aflito com a Ota. O próprio Executivo era embaraçado quando os seus defensores argumentavam – a retórica de Mário Lino, sobretudo, afundava o novo aeroporto, o Governo e a ele mesmo, sempre que era posta em prática.

Mas apareceu um estudo a falar de Alcochete. Como se essa localização tivesse emergido pela primeira vez, o Governo aproveitou para fazer repousar a ‘batata quente’ da Ota durante meio-ano.

Finalmente, António Costa pode respirar de alívio. Entretanto, o LNEC, entidade sujeita à tutela do ministro, vai fazer outro estudo. Mas só entre a Ota e Alcochete. A hipótese ‘Portela + 1’ não é tida nem achada. Nem qualquer outra. O ‘milagre’ que Mário Lino exigiu para mudar de opinião não aconteceu. Daqui a 6 meses estaremos na mesma.

2007-06-14 - 00:00:00
fonte: http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=246339&idselect=239&idCanal=239&p=93

Estou 100% de acordo com esta opinião.

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Mar Verde em Junho 14, 2007, 05:09:27 pm
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A Ota é apontada como uma localização «limitada», «com problemas» e «cara», pelo menos, desde 1994. Nesse ano, um estudo da ANA - Aeroportos e Navegação Aérea - considerou-a a «pior opção», entre quatro hipóteses analisadas: duas no Montijo (A e B), uma em Rio Frio e, finalmente, uma na Ota.

O estudo nunca chegou a ver a luz do dia, pelo menos no que concerne ao material divulgado pelo Governo: nem nos CD, que Sócrates mostrou na Assembleia da República, em 2005, nem no site da NAER (Empresa responsável pela realização dos estudos do Novo Aeroporto de Lisboa).

Mas o PortugalDiário conta-lhe tudo sobre o estudo que considera que o Montijo é a melhor localização para o aeroporto. E a Ota é a pior de todas as opções.


Estudo da ANA: http://www.portugaldiario.iol.pt/extras/nal.pdf (http://www.portugaldiario.iol.pt/extras/nal.pdf)

O documento «Estudos de Localização» realizado pela Direcção de Estudos Aeroportuários, da ANA, em Agosto de 1994, defendeu que conjugando todos os aspectos se permitia «concluir com clareza pela vantagem da localização do Novo Aeroporto de Lisboa (NAL) na hipótese definida como Montijo B», lê-se no documento a que o PortugalDiário teve acesso.

Conclusão do relatório

Na apreciação final, os técnicos que realizaram o documento afirmam que «após apreciação dos vários estudos efectuados permite-se concluir que nenhuma das localizações é inviável». No entanto, «a conjugação de todos os aspectos permitem concluir com clareza pela vantagem da localização do NAL na hipótese definida como Montijo B». Seguida do Montijo A, Rio Frio e Ota.

Os vários elementos analisados foram: «aspecto operacional, perspectiva da engenharia, aspecto ambiental, perspectiva de acessibilidades, esforço financeiro e operação simultânea com Portela». O PortugalDiário deixa-lhe aqui algumas conclusões expressas no documento.

Aspecto operacional

Quanto à segurança das operações devido ao risco de «colisão com obstáculos» não foram identificados grandes problemas nas localizações, no entanto, «devido à orografia a Ota é a única que se aproxima do limite mínimo admissível, tendo que ser removidas várias linhas de alta tensão e existindo penetrações na superfície de aproximação, constituídas pelo Monte Gordo e Tapada».

«Avaliada a hipótese de acidente na aproximação ou descolagem e hipotéticas consequências quer para passageiros quer para habitantes no enfiamento das pistas, Rio Frio é o que apresenta menor risco» a curto prazo. Seguido pelo Montijo B, Montijo A e Ota. Numa visão a «médio e logo prazo, a zona do Montijo será melhor pelas limitações de construção na envolvente».

Quanto à colisão com aves, devido ao sobrevoo da Reserva natural do Estuário de Tejo, o Montijo surge como a pior localização e a Ota como a melhor. No entanto, os técnicos ressalvaram que «na Portela, os procedimentos de aproximação e descolagem também implicam o sobrevoo do estuário e o cruzamento com rotas de migração de aves. E entre 1986 e 1993, em 516 mil movimentos, registaram-se apenas 36 incidentes».

Perspectiva da engenharia

No relatório lê-se que quanto à topografia «os volumes de terra a movimentar na Ota são extraordinariamente elevados, 15 vezes superiores ao necessário em Rio Frio e 19 vezes relativamente ao Montijo B».

Em relação «a áreas de reserva» para expansão do aeroporto «Rio Frio é a melhor escolha, já que a Ota está condicionada pelas condições topográficas e pela proliferação de obstáculos artificiais, enquanto o Montijo tem os limites da península».

Aspecto ambiental

O Montijo está relativamente próximo do Estuário do Tejo, segundo os técnicos, mas estes referem, quanto a esta dificuldade «que a Portela se encontra, em relação à reserva, a metade da distância da opção Montijo».

Quanto à qualidade da água, o Montijo é a melhor opção porque «não interfere com cursos de água». Enquanto que «na Ota e no Rio Frio a hidrologia local poderá ser afectada, obrigando a intervenções significativas a fim de evitar inundações».

Esforço financeiro global: na perspectiva do sector público

O estudo concluiu que a opção «Montijo B apresenta o valor mais reduzido nos custos directos do aeroporto e a Ota os custos mais elevados». Já na perspectiva «dos custos das infraestruras de acessos e transportes, a opção Montijo (A e B) é a que apresenta menor valor e o Rio Frio o valor mais elevado».

Segundo o relatório, a opção Montijo B, tal como outras, podia ainda operar em simultâneo com a Portela.

No total e segundo valores de 1994 um aeroporto no Montijo B custaria 1,146 mil milhões de euros e a Ota chegaria aos 1,557 mil milhões de euros. Recorde-se que agora as previsões para o custo do Novo Aeroporto de Lisboa já ascendem a 3,1 mil milhões de euros.

Localizações analisadas

Orientações consideradas: Montijo A (03/21 - Norte/Sul); Montijo B (08/26 - Este/Oeste); Rio Frio (17/35) e Ota (01/19).

De acordo com Direcção de Estudos Aeroportuários, todos os locais, na margem Sul - Montijo e Rio Frio - obrigam à desactivação do Campo de tiro de Alcochete e da Base aérea nº 6 do Montijo.

Depois deste «Estudos de Localização» a opção Montijo foi afastada apesar de «vencedora» no conjunto de todos os pontos analisados. E o motivo não é perceptível. Segundo a NAER revela nos documentos divulgados no seu site, «os estudos foram concluídos sem definida qualquer localização. Rio Frio reunia um bom conjunto de vantagens casuais e a Ota um bom impacto a nível de desenvolvimento regional. O Montijo reunia aspectos positivos em todas as áreas, menos no impacto ambiental e social» e, por isso, deixou de ser opção.

Madrid sem concorrência

Outro dado curioso deste estudo prende-se com a visão dos técnicos relativamente ao aeroporto de Madrid: admitem que este «será o principal aeroporto do Sul da Europa. E que Lisboa deve ser vista como um complemento para distribuir pela Europa o tráfego da África e da América Latina».

Em seguida justificam: «Por análise comparativa dos fluxos de tráfego por continente dos dois aeroportos e dada a disparidade do dimensionamento desse mesmo tráfego, o aeroporto de Lisboa nunca poderá competir com o aeroporto de Madrid na hipótese de se tornar um Hub».
Título:
Enviado por: JQT em Junho 14, 2007, 07:07:18 pm
Na minha opinião, esta questão diz muito estado da Democracia portuguesa: a CIP não é um partido mas fez o que o Estado não quis fazer (e tinha obrigação), o que os partidos da oposição não se preocuparam em fazer (e têm essa função), o que o PR não teve coragem de pedir para ser feito, e o que as criaturas inúteis que povoam a Câmara Municipal de Lisboa provavelmente nem sequer tinham consciência de que poderia ser feito.

Em resumo, o estado actual da Democracia é de falência total e completa.
Todas as instituições falharam em fazer o que o interesse nacional ditava. Felizmente que ainda temos uma réstia daquilo que alguns chamam de Sociedade Civil. Resta saber até quando. O que é que vai acontecer quando a geração de Francisco Van Zeller (que já não é grande coisa) sair de cena?

Eu pergunto o mesmo que o Ricardo Costa (da SIC) perguntava na Segunda-feira, e que é: e se não fosse a CIP? O governo cometia um atentado histórico contra o interesse nacional e o País tinha que se resignar com mais um elefante branco que iria arruinar a economia da Lisboa e do País?

Já agora, reparam na reacção do PSD? Se o LNEC escolher a Ota, são a favor. Estão todos feitos com Espanha. Se alguém ainda tivesse dúvidas, desfê-las agora.

A posição do CDS é comparável à da Quercus: completamente idiota.

JQT
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 14, 2007, 07:25:17 pm
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Ota: Autarca do Montijo diz que partidos esquecem aspectos ambientais na defesa do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete    

   Montijo, Setúbal, 14 Jun (Lusa) - A presidente da Câmara do Montijo,  Maria Amélia Antunes (PS), acusou hoje os partidos da oposição de se esquecerem  dos protestos que realizaram contra o alargamento do Campo de Tiro de Alcochete,  ao defenderem o novo aeroporto para aquele local.  

   "No final dos anos 90 as várias forças políticas da região manifestaram-se  contra o alargamento do Campo de Tiro de Alcochete devido a razões ambientais  e gostava de perceber o que mudou desde então para mudarem agora de ideias",  referiu à Lusa a autarca.  

   Maria Amélia Antunes recordou que a maioria do terreno do Campo de Tiro  pertence aos municípios de Montijo e Benavente e voltou a afirmar a importância  ambiental da região.  

   "Vamos aguardar pelos estudos de impacto ambiental, mas será que os  protagonistas políticos se esqueceram do Montado de Sobro, do estuário do  rio Tejo ou do aquífero?", questionou.  

   A autarca defendeu que até ao momento ainda não foi apresentada nenhuma  razão objectiva que justifique a mudança da construção do novo aeroporto  na Ota para o Campo de Tiro e refere que a questão tem um âmbito nacional  e não regional.  

   "O aeroporto na Ota foi o que todos os estudos revelaram. A decisão  vai ter em conta as avaliações técnicas e ambientais, mas será sobretudo  uma decisão política, que terá de ser a melhor para o país, pois este não  é um problema entra a Margem Sul e a Margem Norte do Tejo, é um assunto  de interesse nacional", defendeu.  

   A autarca lembrou que o estudo foi realizado pelo presidente da Confedereção  da Indústria Portuguesa, mas que não foi institucional, levantando algumas  dúvidas sobre a origem da ideia de realizar o estudo que levou o Governo  a aprofundar a análise em relação ao local para construir o novo aeroporto.  

   "Seria importante saber quem mandou fazer e pagou o estudo realizado  no Campo de Tiro, pois quando se fala em transparência e não se revela a  origem... São os interesses do país que estão em jogo", reforçou.  

   A terminar, Maria Amélia Antunes afirmou que é um "absurdo" colocar  em causa agora uma decisão que foi tomada "há vários anos".  

   "Existem interesses muito fortes por detrás desta decisão, mas os interesses  do país têm que se sobrepor a toda esta pressão e acredito que o Governo  vai tomar a decisão mais correcta nesse sentido", concluiu.  
Título:
Enviado por: Mar Verde em Junho 14, 2007, 09:54:58 pm
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A autarca lembrou que o estudo foi realizado pelo presidente da Confedereção da Indústria Portuguesa, mas que não foi institucional, levantando algumas dúvidas sobre a origem da ideia de realizar o estudo que levou o Governo a aprofundar a análise em relação ao local para construir o novo aeroporto.

"Seria importante saber quem mandou fazer e pagou o estudo realizado no Campo de Tiro, pois quando se fala em transparência e não se revela a origem... São os interesses do país que estão em jogo", reforçou.


os autores do estudo constam na página 3


Citar
O presente estudo foi elaborado pela seguinte equipa técnica:

Coordenação:  
Carlos Borrego (Prof. Catedrático, Instituto do Ambiente e Desenvolvimento, IDAD)  
Miguel Coutinho (Doutor em Ciências Aplicadas ao Ambiente, IDAD)
 
Sistema de Informação Geográfica  
Sérgio Bento (Lic. em Planeamento Regional e Urbano, IDAD)  
Raquel Pinho (Lic. em Planeamento Regional e Urbano, IDAD)  
Paula Mata (Eng. do Ambiente, IDAD)
 
Hidrogeologia:
Luís Ribeiro (Professor Auxiliar, Instituto Superior Técnico, Centro de
Geossistemas)
 
Património Arqueológico, Arquitectónico e Etnográfico:  
Maria Adelaide Pinto (Pós-graduação Geoarqueologia, Lic. História ramo
Arqueologia, Crivarque)  
Cláudia São Pedro (Técnica, Crivarque)  
Joaquim  Pinhão  (Formação  em  Sistemas  de  Informação  Geográfica,
Crivarque)

Ecologia  
Sérgio Chozas (Lic. em Biologia, Mãe d’Água)  
Carlos Pacheco (Mestre em Ecologia, Lic. em Biologia, Mãe d’Água)
 
Ordenamento do Território  
Carlos  Nuno  (Mestre  em  Planeamento  Regional  e  Urbano,  Lic.  em
Antropologia, Ecossistema)  
Júlio Jesus (Eng. do Ambiente, Ecossistema)
 
Acessibilidades  
José Manuel Viegas (Professor Catedrático, TIS.pt)  
Miguel Gaspar (Eng., TIS.pt)  
Faustino Guedes Gomes (Eng., TIS.pt)
Título:
Enviado por: Lancero em Junho 14, 2007, 10:03:27 pm
Os autores técnicos sim. Mas e os autores morais/financiadores?

Questiono se a Lusoponte (e alguns homens que tem bem colocados no aparelho do PS) nada teve a ver com isso...

Mas isto sou eu a especular  c34x
Título:
Enviado por: Mar Verde em Junho 14, 2007, 10:34:44 pm
Citação de: "Lancero"
Os autores técnicos sim. Mas e os autores morais/financiadores?

Questiono se a Lusoponte (e alguns homens que tem bem colocados no aparelho do PS) nada teve a ver com isso...

Mas isto sou eu a especular  c34x


é irrelevante para mim quem pagou, e até se têm interesse directo ou não

o que interessa são as conclusões do estudo, se é imparcial, se é competente e esse está publicado na internet e os seus autores perfeitamente identificados

a conclusão é que há uma alternativa melhor à Ota

quem não concorde que investigue e refute o estudo


PS: umas das razões apontadas para o anonimato é o receio de virem a ser penalizados pelo governo no futuro
Título:
Enviado por: comanche em Junho 14, 2007, 11:10:07 pm
Aeroporto: Defesa não será obstáculo


Citar
O ministro da Defesa, Severiano Teixeira, disse esta quinta-feira, em Bruxelas, estar disposto a estudar todas as alternativas para o local de construção do futuro aeroporto de Lisboa, escreve a Lusa.

«O Ministério da Defesa está disponível para estudar todas as alternativas que forem necessárias» para a construção do novo aeroporto, disse Nuno Severiano Teixeira aos jornalistas.

O ministro corroborou assim as declarações do Chefe de Estado Maior da Força Aérea, general Luís Evangelista de Araújo, que disse não ver qualquer obstáculo na construção do aeroporto no campo de tiro de Alcochete.

Severiano Teixeira participou hoje em Bruxelas numa reunião com os seus homólogos dos países-membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa).

Título:
Enviado por: Mar Verde em Junho 15, 2007, 07:38:59 am
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Estudo alternativo à Ota 2007-06-15 00:05
Grupo de empresários paga estudo de Alcochete
Os financiadores do estudo que aponta Alcochete como alternativa para o novo aeroporto têm cara e falaram ao Diário Económico.

Francisco Teixeira

O mote para a realização de um estudo alternativo à Ota foi lançado pelo presidente da Confederação da Indústria Portuguesa, Francisco Van Zeller, mas foram mais de 20 os empresários que o financiaram.

Joe Berardo (empresário e investidor), Alexandre Patrício Gouveia (administrador do Corte inglês), Manuel Alfredo de Mello (empresário)  e Carlos Barbosa (empresário e presidente do ACP) estão entre os patrocinadores do documento que obrigou o Governo a recuar e a suspender durante seis meses a construção do novo Aeroporto de Lisboa na Ota até que a alternativa Alcochete seja aprofundada, através de um estudo encomendado pelo Executivo ao LNEC.

Os argumentos para o financiamento desta causa variam mas todos têm, em comum, um ponto: nenhum tem interesses financeiros na região de Alcochete. “Não quero que se entre numa situação em que um bilhete de taxi custe mais do que um bilhete de avião”, diz o comendador Joe Berardo que explicou ao Diário Económico que foi há três meses que um administrador do Deustche Bank, a título pessoal, o abordou. “Concordei e dei o meu contributo financeiro”, acrescenta, sem, no entanto, revelar o valor.

Alexandre Patrício Gouveia considera que é o futuro “de todos nós que está em causa”. Se a decisão for errada, como considera no caso da Ota, “todo o desenvolvimento do país estaria em causa”.

O presidente do Automóvel Clube de Portugal, Carlos Barbosa, confirma que contribuiu financeiramente para o estudo  ( “Disse logo que sim.”) porque quer “apenas que se gaste bem o dinheiro público” e se garanta que “a escolha que se faz é a melhor e a que dura mais tempo”. “É uma questão patriótica. Não somos um grupo anti-Ota”.

Até agora e apesar das várias insistências dos defensores da Ota e até do próprio PS (que requereu à CIP a divulgação dos patrocinadores), desconheciam-se os financiadores do estudo que propõe a construção do novo aeroporto no campo de tiro de Alcochete.

Tal como o Diário Económico noticiou ontem, os promotores da iniciativa jantaram há cerca de três meses no Hotel Ritz tendo acordado que os responsáveis pela viabilidade financeira do documento ficariam no anonimato. A ideia não era hostilizar o Governo, mas sim a decisão até então irreversível de se construir o futuro aeroporto de Lisboa na Ota, a mais de 40 quilómetros da cidade. Neste jantar estiveram ainda presentes Carmona Rodrigues, ex-presidente da Câmara de Lisboa e repsentantes das confederações do comércio, indústria, turismo e da Associação Comercial do Porto.
Título:
Enviado por: comanche em Junho 16, 2007, 11:48:36 am
UE dá mais dinheiro a Alcochete do que à Ota



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A opção de construir o novo aeroporto de Lisboa no Campo de Tiro de Alcochete pode resultar num apoio comunitário de 800 milhões de euros, ou seja, 38% do total do custo previsto (2,1 mil milhões de euros), contra apenas 5,6% dos 3,1 mil milhões de de euros no caso da Ota, apurou o DN junto de fonte ligada ao estudo patrocinado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP).

Esta diferença explica-se pelo facto de o Campo de Tiro de Alcochete pertencer ao concelho de Benavente, o qual passou a integrar a região do Alentejo, considerada uma zona pobre para efeitos de elegebilidade de apoios comunitários, enquanto a Ota pertence à região de Lisboa Vale do Tejo, passou a ser considerada uma zona "rica".

Fonte da Comissão Europeia ligada aos fundos regionais explicou ao DN que em termos de elegibilidade existem dois tipos de regiões, e Benavente faz parte das zonas mais pobres, em que o Produto Interno Bruto (PIB) está abaixo dos 75%, o que não se passa na região de Lisboa e Vale do Tejo. O facto de Benavente estar fora de Lisboa e Vale do Tejo facilitaria uma potencial candidatura a apoios estruturais (FEDER) para a construção do aeroporto no Campo de Tiro

O Campo de Tiro de Alcochete ocupa uma extensão da ordem dos oito mil hectares, dos quais 7500 hectares estão localizados no concelho de Benavente e apenas 500 hectares em Alcochete, que por sua vez pertence à CCDR de Lisboa e Vale do Tejo. A extensão para a implementação da infra-estrutura aeroportuária prevista no estudo da CIP ocupa parte do terreno que pertence ao domínio público. A Ota ocupa 1 900 hectares e o montante previsto para as expropriações ronda os 150 milhões de euros.

Fonte do gabinete do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, confirmou ao DN que dos 400 milhões de euros de apoios públicos para o projecto da Ota 175 milhões correspondem a apoios comunitários no âmbito das redes transeuropeias.

Até dia 20 de Julho, o Governo português irá apresentar à Comissão Europeia, em Bruxelas, a solução Ota para se candidatar aos fundos comunitários.

Fonte da câmara municipal de Benavente lamentou ao DN o facto do Governo ir apresentar o projecto da Ota, tanto mais que no âmbito do QREN - Quadro de Referência Estratégica Nacional (o novo Quadro Comunitário de Apoio que irá vigorar até 2013A), a área ocupada pelo futuro aeroporto da Ota "vai sair da Região de Lisboa e Vale do Tejo e passará para a região Oeste".

A Ota está avaliada em 3,1 mil milhões de euros. O estudo da CIP conclui que em Alcochete o investimento para a construção da infra-estrutura ronda os 2,1 mil milhões, ou seja, poupam-se mil milhões em terraplanagens, preparação de terras e expropriações, além de se avançar 2,5 anos nas obras em relação à Ota. Também em infra-estruturas - rede de alta velocidade e ligação entre as duas margens do Tejo, por ponte ou túnel imerso, na zona entre o Braço de Ponte/Montijo, o custo será reduzido em três mil milhões, face à Ota.|  
 
 
Título: Aeroportos em Portugal: Estudos e bom senso
Enviado por: Get_It em Julho 02, 2007, 02:13:09 am
Foi publicado um artigo, de 12 páginas, no Área Militar da autoria do P.Mendonça e J.P.Brás intitulado Aeroportos em Portugal: Estudos e bom senso (http://http), que analisa a localização do novo aeroporto e juntamente com o TGV. Nada mau o artigo, vale mesmo a pena passar alguns minutos a lê-lo - fica aqui uma dica: leiam-no enquanto comem mousse de chocolate, que foi o meu caso.
Citação de: "Aeroportos em Portugal: Estudos e bom senso"
O tema desta análise não se relaciona directamente com questões militares excepto quando as últimas duas localizações referidas para o possível futuro aeroporto de Lisboa são ou onde já se encontram instalações da Força Aérea, ou onde a Força Aérea efectua exercícios de tiro.

A importância e dimensão estratégica do investimento, bem como as suas possíveis consequências para o futuro do país, levam no entanto a que pelo menos nos permitamos coligir alguns dados e colocar algumas questões, perante uma «quase decisão» que praticamente ninguém entende.

A análise, tem em atenção as duas opções para a construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa, que o governo de Portugal aceitou que fossem analisadas. As duas opções correspondem a um aeroporto na região da Ota, e a um aeroporto na área correspondente ao Campo de Tiro de Alcochete, que é referido também como «C.T.A.» nos mapas e gráficos.

[continua] (http://http)


Cumprimentos,
Título:
Enviado por: Yosy em Julho 02, 2007, 02:55:27 am
Só a 1ª pagina serve para descredibilizar o artigo todo: vejam a escolha da foto do Guterres e a legenda que a acompanha.

Obviamente que é um artigo pouco profissional.
Título:
Enviado por: papatango em Julho 02, 2007, 09:48:53 am
Num país normal, o Yosy teria utilizado um critério honesto, para opiniar sobre o trabalho dos outros, como por exemplo criticar os pontos de vista ou os dados estatísticos.

Ao revés, optou por  criticar a escolha da fotografia...

Pode sempre recorrer ao que se está a tornar norma em Portugal Yosy

Faça uma folhinha de denuncia e envie para a PIDE.
Eles depois saberão o que fazer, e até é possivel que como denunciante você ganhe um dinheirito extra.
Título:
Enviado por: Luso em Julho 02, 2007, 11:28:12 am
Citação de: "papatango"
Faça uma folhinha de denuncia e envie para a PIDE.


PIDE = Polícia Inquisitória dos Democratas de Esquerda

Para Medina Carreira, na entrevista que concedeu à SIC Notícias no dia 29 de Junho, a única razão inteligível para a escolha da OTA é o facto de ser a mais cara...
Título:
Enviado por: SSK em Julho 02, 2007, 01:49:38 pm
Também tem um lado positivo, sempre se dá um escoamento aos dinheiros públicos de um modo mais rápido... Haja paciência para tudo isto...
Título: Re: Aeroportos em Portugal: Estudos e bom senso
Enviado por: Mar Verde em Julho 02, 2007, 02:35:32 pm
Citação de: "Get_It"
Foi publicado um artigo, de 12 páginas, no Área Militar da autoria do P.Mendonça e J.P.Brás intitulado Aeroportos em Portugal: Estudos e bom senso (http://http), que analisa a localização do novo aeroporto e juntamente com o TGV. Nada mau o artigo, vale mesmo a pena passar alguns minutos a lê-lo - fica aqui uma dica: leiam-no enquanto comem mousse de chocolate, que foi o meu caso.

Cumprimentos,



a opção Montijo no estudo deles não está bem explicada

quando se fala em Portela + Montijo, trata-se de uma pista nova paralela à Portela, e não a 90º graus como eles indicam no estudo
Título:
Enviado por: papatango em Julho 02, 2007, 06:44:24 pm
Caro Mar Verde:

O areamilitar.net, não publicou nenhum estudo.

O que está lá é apenas o que já se sabe.

Os dados são os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatísticas.

Quem faz estudos são os senhores engenheiros (da ordem e sem ser da ordem) que fazem aqueles estudos baseados em progressões geométricas estilo " se o crescimento do tráfego for de 2.75% ao ano e se a posição de saturno relativamente ao sol não mudar mais de dois graus..."

Esses estudos cripticos, que a maioria das pessoas não entende porque os autores dos estudos não querem que se entenda são na sua maioria publicados em engenheires, para que o pagode não entenda nada e não possa ter opinião.

Em terra de cego quem tem olho é Rei, e os estudos parecem sempre ser estudos feitos por aqueles que têm olhos, para serem visto pelos cegos.

O que está publicado no areamilitar.net são apenas dados do Instituto Nacional de Estatísticas e cruzados com os mapas dos municipios da Região Metropolitana de Lisboa, para mostrar até que ponto o tontito do Mario Lino e o aprendiz de Salazar, José Socrates mentiram, porque no meu fraco vocabulário de zé ninguém, eu não conheço outra palavra para descrever o que estes senhores fizeram, que não seja MENTIRA!!!

Eu não recolhi os dados, mas fui eu que fiz os mapas, e à medida que eles íam aparecendo, eu colocava as mãos na cabeça.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg413.imageshack.us%2Fimg413%2F2267%2Faerpop1pt0.th.jpg&hash=93216b03d2f899a1bb480e935bf72bdb) (http://http)

E ao contrário de qualquer outra comparação ou análise, eu acho que quando analizamos a situação e detectamos patetices graves, não podemos deixar de contar o que se passou, e a conclusão é simples:

Guterres desleixou-se com medo dos ecologistas e deixou cair o aeroporto na margem sul, com medo que os ecologistas fizessem pressão sobre Bruxelas para impedir Rio Frio, como ameaçaram no caso da barragem de Foz Coa com a campanha das "Gravuras não sabem nadar"

Durão Barroso, esteve-se marimbando para o aeroporto porque chegou ao poder depois do 11 de Setembro e deixou o aeroporto para as calendas.

Socrates apanhou o aeroporto parado, sem nenhum estudo sobre os verdadeiros problemas da Ota, e avançou porque a última ordem era avançar para a Ota.

São todos responsáveis por esta trapalhada, e o Sócrates é responsavel por tentar resolver esta trapalhada da pior maneira, construindo o aeroporto de Lisboa a 43Km do Marquês de Pombal, mais longe que qualquer aeroporto em qualquer cidade importante do mundo.

= = = =

Eu não sou especialista em questões aéreas, e a pessoa que me enviou os dados sobre as possibilidades Portela +1 apresentou aquela opinião que a mim me parece lógica, mas como digo eu não tenho suficientes conhecimentos sobre a matéria.

Posso dizer no entanto que o argumento contra a pista «paralela»O à Portela, «manda» os aviões do Montijo contra a Serra da Arrábida quando o vento está sul, e coloca-os num circuito de espera (quando necessário) que anda por cima de áreas urbanas.

= = = =

Acrescento que se alguém tiver alguma opinião que queira expor sobre o assunto que seja interessante, ela poderá ser acrescentada à matéria.

Pessoalmente estou farto de ser tratado como uma besta por um Estado Corporativo, que não dá aos cidadãos o direito de pensar e escolher, reservando as decisões para os bebedores do Santo Graal, mesmo quando estes não passam de engenheirozecos mediocres, que fazem exames por fax.
Título:
Enviado por: Yosy em Julho 02, 2007, 07:59:51 pm
Citação de: "papatango"
Num país normal, o Yosy teria utilizado um critério honesto, para opiniar sobre o trabalho dos outros, como por exemplo criticar os pontos de vista ou os dados estatísticos.

Ao revés, optou por  criticar a escolha da fotografia...

Pode sempre recorrer ao que se está a tornar norma em Portugal Yosy

Faça uma folhinha de denuncia e envie para a PIDE.
Eles depois saberão o que fazer, e até é possivel que como denunciante você ganhe um dinheirito extra.


A fotografia faz parte do artigo não faz? A legenda também não é?

Usei um critério honesto: o critério da imparcialidade. E só um cego é que não vê a falta da mesma no artigo. O artigo, para ser bem feito, deveria focar-se SÓ nas opções do aeroporto que melhor servissem Portugal e não uma cor política.
Título:
Enviado por: Luso em Julho 02, 2007, 08:16:00 pm
Citação de: "Yosy"
O artigo, para ser bem feito, deveria focar-se SÓ nas opções do aeroporto que melhor servissem Portugal e não uma cor política.


Ou seja, o artigo que não é bem feito, deveria ignorar por completo o historial de decisões e indecisões das nossas impolutas virgens governativas, deixando de lado o contexto que ajuda a explicar muita coisa.

Para ser bem feito, não se pode falar da "côr política" mesmo que esteja carregadinha de responsabilidades nos porquês.

Porque é que o Yosy não nos brinda com um artigo realmente bem feito, de sua pena?
Título:
Enviado por: papatango em Julho 02, 2007, 08:51:45 pm
Citação de: "Yosy"
A fotografia faz parte do artigo não faz? A legenda também não é?

Usei um critério honesto: o critério da imparcialidade. E só um cego é que não vê a falta da mesma no artigo. O artigo, para ser bem feito, deveria focar-se SÓ nas opções do aeroporto que melhor servissem Portugal e não uma cor política.


Mas como é que você pode ser parcial ou imparcial perante uma fotografia ?

Você passou da primeira página ?  :shock:

Ser imparcial, não quer dizer ser estúpido!!!

E se quer saber, antes de ter coligido todos os dados a minha ideia sobre a questão era bastante diferente.

O país está mais uma vez «encafuado» num buraco e prestes a meter-se num ainda maior, o que é que você acha que provocou isso?

Foi o ar do mar?
Foi a Nossa Senhora de Fátima ?
Foia a polsição de Marte em quadratura com Vénus ?

Yosy:

Todos os disparates que os governos fazem têm sempre um responsável, e se você tivesse visto com atenção, as criticas são dirigidas a António Guterres por uma razão e a Durão Barroso por outra.

O actual primeiro ministro não tem culpa da bandalheira criada pelo Guterres e pelo Barroso.

Ele tem culpa é por ter seguido na linha do desleixo e do vamos depressa que se faz tarde, sem ter entendido que os governos anteriores abandalharam completamente o tratamento da questão.

Ninguém tem culpa por desde 1969 REPITO, Mil Novecentos e Sessenta e Nove, (provavelmente a maioria dos participantes do Fórum nem era nascida) os estudos apontarem SEMPRE a opção de construção de um aeroporto na margem sul do Tejo e de repente, vai-se construir o aeroporto no pior lugar possível sem que ninguém nos dê explicações melhores que as mentiras REPITO, AS MENTIRAS DO MINISTRO MARIO LINO ?


Eu não posso ser imparcial quando estou absolutamente convencido de que MARIO LINO ou é um tremendo mentiroso, ou então um tremendo desleixado...

O que devemos fazer Yosy?

Calculo que ache que nos devemos calar como bons e obedientes cidadãos, não fazer muito barulho para não criar problemas...

Se o Guterres não tem culpa, se o Barroso não tem culpa, se o Lino não tem culpa (provavelmente esse é inocente, porque nasceu assim), se o Sócrates não tem culpa, então eu pergunto ao Yosy?

Afinal de contas quem é o filho da mãe que é responsável por termos chegado à situação ridicula em que nos encontramos, em que o governo de um país pobre vai construir um aeroporto caríssimo, que será o aeroporto mais longinquo da cidade que quer servir (em todo o mundo) e que terá 20 anos de vida, mesmo segundo os estudos que defendem a sua construção...

Afinal de quem é a culpa ?

MORRE SOLTEIRA ????????
Título:
Enviado por: Yosy em Julho 02, 2007, 09:49:09 pm
^^^^^acho que foi (e é) errado andar por aí a apontar o dedo a este ou aquele - o artigo ideal, para mim, punha de parte todas as politiquices e focava-se apenas nos aspectos técnicos, económicos, o futuro etc. Isso sim, um artigo 5 estrelas.

Este leva só 4, porque se mete em meandros políticos - mas o resto do artigo está bastante bom. De qualquer modo, aquele começo é muito mau, na minha opinião. Se queriam falar disso deviam ter posto isso como apêndice.
Título:
Enviado por: SSK em Julho 02, 2007, 10:45:08 pm
Citação de: "Yosy"
^^^^^acho que foi (e é) errado andar por aí a apontar o dedo a este ou aquele - o artigo ideal, para mim, punha de parte todas as politiquices e focava-se apenas nos aspectos técnicos, económicos, o futuro etc. Isso sim, um artigo 5 estrelas.

Este leva só 4, porque se mete em meandros políticos - mas o resto do artigo está bastante bom. De qualquer modo, aquele começo é muito mau, na minha opinião. Se queriam falar disso deviam ter posto isso como apêndice.


Na marinha usa-se a expressão "Máquinas a Ré toda" :lol:  :lol:
Título:
Enviado por: Yosy em Julho 02, 2007, 11:16:29 pm
^^^^  :?  que, vamos direitos a um desastre com este aeroporto?
Título: Re: Aeroportos em Portugal: Estudos e bom senso
Enviado por: Mar Verde em Julho 03, 2007, 07:46:13 am
Citação de: "Mar Verde"
Citação de: "Get_It"
Foi publicado um artigo, de 12 páginas, no Área Militar da autoria do P.Mendonça e J.P.Brás intitulado Aeroportos em Portugal: Estudos e bom senso (http://http), que analisa a localização do novo aeroporto e juntamente com o TGV. Nada mau o artigo, vale mesmo a pena passar alguns minutos a lê-lo - fica aqui uma dica: leiam-no enquanto comem mousse de chocolate, que foi o meu caso.

Cumprimentos,


a opção Montijo no estudo deles não está bem explicada

quando se fala em Portela + Montijo, trata-se de uma pista nova paralela à Portela, e não a 90º graus como eles indicam no estudo




(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg509.imageshack.us%2Fimg509%2F3682%2Fmontijo3ek3.png&hash=dc2057be98dd3b88b5a098f7cf40d2f4)


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg236.imageshack.us%2Fimg236%2F2320%2Fmontijohj1.png&hash=3519421c2e66b08c7365b222878e62e7)


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg242.imageshack.us%2Fimg242%2F3043%2Fmontijo2ro8.png&hash=0415f3348d3351f6b6c4c783f848a62d)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg509.imageshack.us%2Fimg509%2F181%2Fmontijo4xo3.png&hash=3a95a6baac456590b99e83bcbd7932a9)


Fonte: http://www.slideshare.net/MPAlves/o-2-a ... o-montijo/ (http://www.slideshare.net/MPAlves/o-2-aeroporto-de-lisboa-no-montijo/)
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Julho 03, 2007, 12:41:13 pm
Atenção esse caís fluvial é o que pertence à marinha logo ao lado existe um que é o da Transtejo
Título: Re: Aeroportos em Portugal: Estudos e bom senso
Enviado por: Upham em Julho 04, 2007, 07:04:47 pm
Citação de: "Get_It"
Foi publicado um artigo, de 12 páginas, no Área Militar da autoria do P.Mendonça e J.P.Brás intitulado Aeroportos em Portugal: Estudos e bom senso (http://http), que analisa a localização do novo aeroporto e juntamente com o TGV. Nada mau o artigo, vale mesmo a pena passar alguns minutos a lê-lo - fica aqui uma dica: leiam-no enquanto comem mousse de chocolate, que foi o meu caso.
Citação de: "Aeroportos em Portugal: Estudos e bom senso"
O tema desta análise não se relaciona directamente com questões militares excepto quando as últimas duas localizações referidas para o possível futuro aeroporto de Lisboa são ou onde já se encontram instalações da Força Aérea, ou onde a Força Aérea efectua exercícios de tiro.

A importância e dimensão estratégica do investimento, bem como as suas possíveis consequências para o futuro do país, levam no entanto a que pelo menos nos permitamos coligir alguns dados e colocar algumas questões, perante uma «quase decisão» que praticamente ninguém entende.

A análise, tem em atenção as duas opções para a construção do novo Aeroporto Internacional de Lisboa, que o governo de Portugal aceitou que fossem analisadas. As duas opções correspondem a um aeroporto na região da Ota, e a um aeroporto na área correspondente ao Campo de Tiro de Alcochete, que é referido também como «C.T.A.» nos mapas e gráficos.

[continua] (http://http)

Cumprimentos,


Boa tarde! :)

Já tive a oportunidade de ler o artigo em questão, que achei muito interessante, e uma ajuda para formar opinião.
Não que tenha muitas duvidas quanto á necessidade para Lisboa da desactivação do Aeroporto da Portela (penso que apesar das viagens aéreas serem muito seguras hoje em dia, há sempre o perigo latente da queda de um avião, lembram-se do Concorde ou da queda de um Jumbo de Carga em Amsterdão há uns anos?) e da construção de um novo Aeroporto de grande capacidade e com possibilidades de expansão.

Diz-me o meu senso (comum) que o melhor local para isso seria efectivamente a margem sul, podendo ser em Alcochete, não só por ser mais perto do que a Ota (para mim) como também ter possibilidade de expansão (e porque não instalar as OGMA e a futura fábrica do Skylander num novo Aeroporto?), como também permitir a potencial utilização por um maior numero de passageiros (Portugueses e Espanhóis) se a linha de TGV tiver uma estação no Aeroporto (Schipool tem uma estação de CF no sub-solo), tornando o maior numero de passageiros e de instalações técnicas o investimento mais rentavel.

Uma coisa não ficou clara para mim neste estudo. No caso de uma hipotética construção em Alcochete, como acederiam ao Aeroporto os Lisboetas, que representariam a maior parte dos passageiros? É que não obstando a ligação ao TGV que tem lógica para transporte a longa distância, não teria muita lógica apanhar um TGV na gare do oriente para viajar pouca mais de 20 Km. Teria mais sentido um comboio sub-urbano ligado á malha ferroviaria que já existe ou então utilizando a linha do TGV para atravessamento do Tejo pela nova ponte?

Cumprimentos!
Título: Frase.
Enviado por: zocuni em Julho 10, 2007, 04:07:24 pm
Tudo bem,

Upham,penso que essa frase é de autoria de Júlio César(100-44A.C).

Abraços,
Título:
Enviado por: comanche em Julho 11, 2007, 01:06:28 pm
Forças Armadas sem alternativa imediata a Campo de Tiro de Alcochete

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As Forças Armadas não têm alternativa imediata ao Campo de Tiro de Alcochete, para ser construído o novo aeroporto, mas está a ser analisada a instalação de um campo de treino em Mértola, no Alentejo.
 


Fontes militares afirmaram hoje à Agência Lusa que a Força Aérea Portuguesa "não pode deixar de ter um campo de treino", até por exigências de qualificação dos pilotos, e que a zona de Mértola, pelas características do terreno e baixa densidade demográfica, poderá ser, "a prazo", uma alternativa a estudar.

As mesmas fontes militares advertem ser "muito difícil" encontrar um local como o de Alcochete para campo de tiro, admitindo-se que a alternativa tenha uma área mais pequena, sem implicações para a sua viabilidade, face aos avanços tecnológicos entretanto registados.

Até que essa alternativa esteja concretizada, segundo fontes ligadas ao estudo sobre o novo aeroporto em Alcochete, a hipótese é fazer, numa "primeira fase", os treinos dos pilotos "fora do país", por "troca de serviços" com forças aéreas europeias.

No entanto, os custos de aluguer de campos de tiro em países europeus como Bélgica, Suécia, Itália ou no Canadá - que a Força Aérea Portuguesa já utilizou em exercícios militares da NATO - "são muitos elevados", alertam fontes militares.

"Custa milhares de euros por dia e por avião", afirmaram à Lusa responsáveis militares portugueses, que explicam que os valores são negociados caso a caso, dependendo do tipo de treino a efectuar e do campo de treino a efectuar.

Além de campos na Europa, haveria ainda possibilidade, de acordo com as fontes militares, de fazer os treinos no Norte de África, em ambiente de deserto.

Esta opção de treinos fora de Portugal é cara por implicar a deslocação e estadia das tripulações de aviões ou helicópteros durante alguns dias.

Contactado pela Lusa, o Estado-Maior da Força Aérea (EMFA) limitou-se a informar que, oficialmente, o ramo não está, neste momento, a fazer qualquer estudo sobre alternativas ao Campo de Tiro de Alcochete.

A única declaração pública sobre o assunto foi do general Luís Araújo, Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, que, à margem das comemorações do 19 de Julho, afirmou à Lusa que o ramo não seria um obstáculo à saída dos militares de Alcochete, caso fosse essa a opção do Governo para instalar o futuro aeroporto.

"A Força Aérea é parte da solução, nunca parte do problema", afirmou o general Luís Araújo, à margem da sessão solene do Dia de Portugal, este ano realizada em Setúbal.

"Se for decidido que é lá [que é construído o novo aeroporto internacional], a Força Aérea encontrará uma solução, uma alternativa", acrescentou.

O Campo de Tiro de Alcochete é uma unidade de utilização partilhada pelos três ramos das Força Armadas, mas é gerida pela Força Aérea.

Com 7.539 hectares, foi criado por decreto régio em 24 de Março de 1904 como polígono de tiro de artilharia, tendo sido durante muitos anos uma instalação do Exército, até em 1993, ano em que ficou na dependência da Força Aérea.

Um estudo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) para a localização do novo aeroporto de Lisboa, divulgado há um mês, aponta Alcochete como alternativa à Ota, proposta pelo Governo.

A 14 de Junho, à margem de uma reunião da NATO, em Bruxelas, o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, garantiu que "está disponível para estudar todas as alternativas que forem necessárias" para a construção do novo aeroporto.

Até final do ano, por decisão do Governo, estão ser feitos estudos comparativos entre a opção Ota e Alcochete para a localização do futuro aeroporto internacional.


© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

 
Título:
Enviado por: SSK em Julho 11, 2007, 02:13:40 pm
Com tantas viaturas que estaram a trabalhar nas obras e depois aeronaves julgo que alvos não faltaram :lol:
Título:
Enviado por: Upham em Julho 12, 2007, 04:33:29 pm
Boa tarde! :(

http://dn.sapo.pt/2007/07/12/nacional/g ... e_aer.html (http://dn.sapo.pt/2007/07/12/nacional/governo_empata_estudo_lnec_sobre_aer.html)

Ou me engano muito ou com estes (convenientes) atrasos chegamos ao final do ano sem o estudo pronto.

Cumprimentos!
Título:
Enviado por: Lancero em Julho 12, 2007, 04:55:47 pm
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Defesa: Alcochete, campo de tiro criado por um rei e utilizado por caças "hi-tech"    

   Lisboa, 11 Jul (Lusa) - O Campo de Tiro de Alcochete (CTA), criado por  decreto régio em 1904, é utilizado quase diariamente por aviões da Força  Aérea Portuguesa e este ano foi cenário do treino de caças A-10 dos Estados  Unidos.  

   O CTA, um dos maiores da Europa, com mais de 7.500 hectares, é utilizado  não só pelas Forças Armadas, mas também para treinos, quando solicitados,  das forças de segurança, como a PSP, GNR e Polícia Judiciária.  

   Fonte da Força Aérea disse à Agência Lusa que "praticamente todos os  dias, tendo em conta os horários de utilização", há aviões, como os F-16,  a utilizar (nem sempre com fogo real) o Campo de Tiro, que tem condições  "ímpares" para os treinos militares.  

   O terreno do CTA é arenoso, pelo que se evitam ricochetes de balas ou  em explosões.  

   O campo de tiro tem duas carreiras de tiro ar-solo para treino de tiro  de pilotos de aeronaves de combate, bem como uma área para a largada de  bombardeamento real.  

   Além disso, recebe exercícios de tiro de armas ligeiras, tiro de combate  e lançamento de foguetes, exercícios tácticos ou de desmantelamento de engenhos  explosivos.  

   Nestas instalações estão igualmente situados os paióis centrais da Força  Aérea e nove paióis do Exército  

   Apesar da actividade militar, o campo de tiro criado por decreto do  Rei D. Carlos I, em 1904, rodeada pela Reserva Natural do Estuário do Tejo,  tem uma zona de reserva com animais selvagens, como aves de rapina, raposas,  ginetes, javalis e saca-rabos.  
Título:
Enviado por: SSK em Julho 12, 2007, 06:51:33 pm
Citar
Novo Aeroporto 2007-07-12 00:05
Alcochete pode estar contaminado
Os solos do campo de tiro em Benavente podem exigir descontaminação ou remoção de explosivos. LNEC aguarda esclarecimentos da Defesa antes de avançar com estudo do novo aeroporto.

Nuno Miguel Silva

O LNEC – Laboratório Nacional de Engenharia Civil aguarda resposta a um pedido de esclarecimento solicitado ao ministério da Defesa sobre se é necessário proceder à descontaminação de solos e à remoção de explosivos na área do campo de tiro de Alcochete. O presidente do LNEC, Carlos Matias Ramos, explicou, ontem, na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, que “só depois de ver esclarecida esta questão é que poderei estar em condições de estabelecer uma data-limite para conclusão da primeira fase” do estudo comparativo entre Alcochete e a Ota para localizar o novo aeroporto de Lisboa
Título:
Enviado por: lurker em Julho 13, 2007, 07:22:10 pm
Citação de: "Upham"
Boa tarde! :(

http://dn.sapo.pt/2007/07/12/nacional/g ... e_aer.html (http://dn.sapo.pt/2007/07/12/nacional/governo_empata_estudo_lnec_sobre_aer.html)

Ou me engano muito ou com estes (convenientes) atrasos chegamos ao final do ano sem o estudo pronto.

Cumprimentos!


É possivel.
Mas também é uma questão que levantei desde o dia em que ouvi falar da hipótese de colocar o NAL em Alcochete.
Desminar é lento, caro e perigoso.  E apesar de nunca ter havido muito orçamento para exercidios de fogo real, o campo tem 100 anos...
Título:
Enviado por: André em Setembro 02, 2007, 01:41:10 pm
Alcochete foi hipótese equacionada em 1972

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A localização do novo aeroporto em Alcochete foi uma hipótese estudada em 1972, no primeiro estudo do Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa, que avaliou cinco localizações a Sul do Tejo e apontou Rio Frio como a melhor solução.
O Estudo da Localização do Novo Aeroporto de Lisboa, o primeiro entregue ao Governo de então pelo Gabinete do Novo Aeroporto de Lisboa, avaliou cinco localizações na margem esquerda do Tejo para a construção da nova infra-estrutura aeroportuária: Fonte da Telha, Porto Alto, Rio Frio, Montijo e Alcochete.

Paralelamente, e dada a «impossibilidade» de construção do novo aeroporto na margem Norte do Tejo, o trabalho analisou também a hipótese Portela de Sacavém, «embora esta apresentasse, desde logo, graves inconvenientes resultantes de se encontrar praticamente dentro da cidade e não se vislumbrar qualquer hipótese de expansão».

A análise, baseada em condições operacionais, sociais e de custo, concluiu que Rio Frio era a «única (localização) em que era possível dispor de uma área que permitisse a instalação de um aeroporto de grandes dimensões, sem quaisquer restrições para ampliações futuras».

Sublinhando o facto de «não ser possível» a ampliação do aeroporto da Portela e a inexistência de «qualquer hipótese aceitável de localização do novo aeroporto na margem direita do Tejo», o estudo concluiu que Rio Frio é a localização que «melhor satisfaz os requisitos de localização do aeroporto de Lisboa».

O mesmo estudo sugeria que, «para efeitos do prosseguimento dos estudos relativos ao novo aeroporto de Lisboa, fosse aceite a tranferência oportuna do Campo de Tiro de Alcochete e a desactivação oportuna da base aérea do Montijo».

Quase 30 anos depois, em Julho 1999, um despacho do Ministério do Ambiente elimina a hipótese Rio Frio, e o conselho de ministros confirma a escolha da Ota para localização do novo aeroporto de Lisboa.

O relançamento do projecto foi feito pelo actual Governo mas, em Junho deste ano, depois da apresentação de um estudo patrocinado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), que apontava Alcochete, «uma área nunca antes estudada», como alternativa à Ota para a construção do novo aeroporto, o Governo mandatou o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) fazer um estudo comparativo entre estes dois locais, com o objectivo de saber qual é o melhor para construir a nova infra-estrutura.

O estudo deverá estar concluído a 12 de Dezembro deste ano, sendo que a decisão final sobre a localização do novo aeroporto será tomada em função dos resultados obtidos por este estudo.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Setembro 22, 2007, 02:18:28 pm
Ministro pede estudo sobre mancha florestal

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O ministro da Agricultura encomendou em Junho um estudo sobre a mancha florestal a sul do Tejo, que pretende ser «um contributo» para a discussão sobre a localização do futuro aeroporto de Lisboa, disse à Lusa fonte do ministério.

O semanário Expresso noticia hoje que o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, «encomendou aos serviços do Ministério um estudo sobre o impacto que o novo aeroporto terá na Companhia das Lezírias».
O jornal adianta ainda que o primeiro- ministro «chamou a si a condução política» do dossiê relativo à construção do novo aeroporto de Lisboa, uma informação desmentida hoje de manhã pelo gabinete de José Sócrates.

«No âmbito das suas competências, a coordenação do processo da construção do novo aeroporto é feita pelo ministro das Obras Públicas, engenheiro Mário Lino, não existindo qualquer alteração deste procedimento e facto, como especula e insinua a falsa notícia do semanário Expresso», adiantou à Lusa o gabinete do primeiro-ministro.

«A notícia hoje publicada pelo Expresso sob o título 'Sócrates tira aeroporto das mãos de Mário Lino' é falsa, fantasiosa nos seus pressupostos e não tem qualquer fundamento», referiu o gabinte de Sócrates.

A notícia do semanário refere também que o ministro da Agricultura «receia que a construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete possa afectar a reserva de sobreiros da Companhia das Lezírias», propriedade do Estado e que tem funcionado como um «laboratório».

Em declarações à agência Lusa, fonte do gabinete de Jaime Silva confirmou que o ministro pediu em Junho um estudo, que deverá estar concluído «em breve», à Direcção-Geral dos Recursos Florestais «para se conhecer em pormenor a mancha florestal a sul do Tejo», onde existe a Companhia das Lezírias e outras propriedades, como a Herdade do Canha.

«Trata-se de um estudo que o ministro pretende que seja um contributo, mais um dado a levar em conta na discussão do aeroporto», adiantou a mesma fonte.

O gabinete de Jaime Silva desmentiu, em comunicado, que tenha dúvidas sobre a hipótese de Alcochete, como adianta o semanário.

«O ministro nunca afirmou ser contra ou a favor da construção do novo aeroporto em Alcohete ou na Ota. A notícia do Expresso é falsa quando diz que o ministro da Agricultura não quer o aeroporto em Alcochete», sublinha.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Setembro 24, 2007, 03:30:15 pm
Mário Lino nega retirada das suas mãos do dossiêr Aeroporto

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O ministro das Obras Públicas reagiu hoje com uma gargalhada à notícia, publicada no fim-de-semana, de que o primeiro-ministro lhe teria retirado a «condução política» do dossiêr relativo à construção do novo aeroporto de Lisboa.
«É uma notícia completamente falsa, o próprio primeiro-ministro já desmentiu, não tem qualquer base, é um disparate completo, mas que consta da 1ª página de um jornal de referência como o Expresso», referiu aos jornalistas Mário Lino, depois de soltar uma gargalhada.

Mário Lino disse ainda que vê «com alguma apreensão» que notícias deste teor saiam em «órgãos de comunicação social da qualidade do Expresso, que habituou os seus leitores a ser um jornal com rigor e independência»

O Expresso, na sua edição de sábado, noticia que o primeiro-ministro «chamou a si a condução política» do dossiêr relativo à construção do novo aeroporto de Lisboa, uma informação desmentida nesse mesmo dia pelo gabinete de José Sócrates.

«No âmbito das suas competências, a coordenação do processo da construção do novo aeroporto é feita pelo ministro das Obras Públicas, engenheiro Mário Lino, não existindo qualquer alteração deste procedimento e facto, como especula e insinua a falsa notícia do semanário Expresso», adiantou à Lusa o gabinete do primeiro-ministro.

«A notícia sob o título Sócrates tira aeroporto das mãos de Mário Lino é falsa, fantasiosa nos seus pressupostos e não tem qualquer fundamento», referiu ainda o gabinete de Sócrates.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: André em Setembro 24, 2007, 03:44:17 pm
Jaime Silva entrega estudo da margem Sul até 2008

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O ministro da Agricultura garantiu hoje que vai entregar «até ao final do ano» ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, um estudo sobre solos e florestas na região a sul do Tejo, incluindo Alcochete, uma das possíveis localizações para o novo aeroporto.

Jaime Silva, que falava à imprensa no final da sessão plenária de abertura da Reunião Anual da NAFO - Organização de Pesca do Atlântico Noroeste, que se realiza em Lisboa até sexta-feira, afirmou que o estudo foi encomendado antes da decisão do Governo de comparar a Ota com Alcochete como possíveis localizações para o novo aeroporto de Lisboa.

Segundo o ministro da Agricultura, o estudo sobre a mancha florestal a Sul do Tejo foi encomendado, tendo em conta «a responsabilidade pela política agrícola do montado» e inicialmente «não tinha tempo limite».

Agora, «fará todo o sentido estar pronto até ao final do ano», afirmou Jaime Silva, admitindo que o estudo possa ser tido em conta na decisão de localização do novo aeroporto.

Questionado sobre se a implantação de um aeroporto em Alcochete teria impacto na Companhia das Lezírias, Jaime Silva respondeu «não ter dúvidas, nem certezas», realçando: «não sou um especialista».

«O estudo incide sobre o ciclo vegetativo das plantas e foi pedido há bastante tempo», garantiu o ministro.

No sábado, o Semanário Expresso noticiou que o ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, Jaime Silva, tinha encomendado aos serviços do Ministério «um estudo sobre o impacto que o novo aeroporto terá na Companhia das Lezírias».

Por sua vez, fonte do ministério disse sábado à Lusa se trata de «um estudo que o ministro pretende que seja um contributo, mais um dado a levar em conta na discussão do aeroporto».

«O ministro nunca afirmou ser contra ou a favor da construção do novo aeroporto em Alcohete ou na Ota. A notícia do Expresso é falsa quando diz que o ministro da Agricultura não quer o aeroporto em Alcochete», sublinhou.

O jornal adiantava ainda que o primeiro-ministro «chamou a si a condução política» do dossiê relativo à construção do novo aeroporto de Lisboa, uma informação desmentida sábado de manhã pelo gabinete de José Sócrates.

«A notícia publicada pelo Expresso [sábado] sob o título 'Sócrates tira aeroporto das mãos de Mário Lino' é falsa, fantasiosa nos seus pressupostos e não tem qualquer fundamento», referiu o gabinete de Sócrates.

O estudo foi pedido em Junho à Direcção-Geral dos Recursos Florestais «para se conhecer em pormenor a mancha florestal a sul do Tejo», onde existe a Companhia das Lezírias e outras propriedades, como a Herdade do Canha.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: Lancero em Outubro 04, 2007, 03:51:19 pm
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Aeroporto de Lisboa: Campo de Alcochete não é coutada de caça - Força Aérea

Monte Real, Leiria, 04 Out (Lusa) - O chefe do Estado-Maior da Força  Aérea, Luís Araújo, afirmou hoje que "Alcochete não é uma coutada de caça"  mas a construção de um novo aeroporto de Lisboa naquele local tem de salvaguardar  um local alternativo para treino de tiro ar-chão.  

     

   "Em relação ao novo aeroporto de Lisboa, a Força Aérea não é nunca um  problema, é sempre uma solução" e "se for entendido que é no Campo de Tiro  de Alcochete, é no Campo de Tiro de Alcochete" até porque a hierarquia militar  "não é dona de nada" mas sim os contribuintes portugueses, disse.  

     

   Se o novo aeroporto for para Alcochete, "nós vamos apresentar a factura"  e exigir um local de treino de tiro ar-chão junto do poder político, prometeu  o general, recordando que isso é um requisito essencial para os pilotos  portugueses.  

     

   Presente hoje na Base Aérea de Monte Real, onde assistiu à mudança de  comando, o general Luís Araújo admitiu também a utilização da pista para  fins civis, como vários autarcas e operadores turísticos da região centro  reclamam.  

     

   "Monte Real é uma infra-estrutura aeronáutica militar" mas "a sua capacidade  é supletiva, tem apoiado a operação de meios que não são militares.  

     

   "Se for decidido pelo poder político que aqui se vai fazer um aeroporto,  com certeza que a pista serve para aterrar aviões civis e militares", afirmou.  

     

   No entanto, os responsáveis civis "têm que fazer infra-estruturas em  termos de gares que não são propriamente no sítio onde se senta o comandante  da base".  

     

   O CEMFA recorda mesmo uma cerimónia do antigo primeiro-ministro Santana  Lopes que foi a Monte Real anunciar a abertura ao tráfego civil, no âmbito  de um protocolo que outros Governos já haviam celebrado.  

     

   "O aeroporto já está inaugurado", ironizou Luís Araújo, embora salientando  que nunca foi contactado pelo poder político actual no sentido de fazer  cumprir o protocolo.  

     

   E "não é a Força Aérea que está interessada em fazer voos low-cost",  notou o general.  

     

   "As nossas infra-estruturas, na sua capacidade sobrante", podem ser  utilizadas para fins civis, desde que seja "entendido que Monte Real é muito  necessário" pelo poder político.  

     

   Do ponto de vista técnico, é possível conciliar a utilização da pista  mas "não é fácil" e será sempre necessário "conciliar os interesses de segurança  e de defesa" com "os interesses de uma pista civil".  

     

   E "se isso for decidido, as pessoas têm que se sentar à mesa", defendeu  o chefe do Estado-Maior da Força Aérea.  

     
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Enviado por: André em Outubro 24, 2007, 05:53:45 pm
Mário Lino admite recorrer a requisição civil

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O ministro dos Transportes, Mário Lino, disse hoje que a requisição civil para assegurar o normal funcionamento dos aeroportos durante os próximos dias de greve dos pilotos é «uma possibilidade», mas adiantou «não estar nesse registo».
«Todas as possibilidades são possíveis, por isso é que são possibilidades, mas eu não estou nesse registo. O meu registo é procurar a um entendimento com o sindicato no sentido de sentar e discutir as matérias», reiterou o ministro à margem de uma visita à feira de materiais de construção Concreta, na Exponor, em Matosinhos.

Questionado pelos jornalistas sobre até onde o Governo poderá ir nas negociações com o sindicato, Mário Lino garantiu «não ter nenhum limite» e reforçou a necessidade de discutir e encontrar soluções.

«Temos que ver quais são as soluções que existem e se elas deixam os sindicatos, os pilotos e o Governo confortáveis ou não«, explicou.

Segundo o ministro, a questão do limite de idade da reforma já foi discutida com o sindicato, o problema agora a analisar será essencialmente o dos valores das pensões da reforma, entre outros.

«Eu continuo com esperança que nós encontremos ambiente para discutirmos seriamente estas questões», disse.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAV) convocou uma greve para os dias 23, 25 e 27 de Outubro e 5, 7 e 9 de Novembro.

A greve deverá afectar as companhias de aviação comercial portuguesas, TAP e SATA.

No primeiro dia da greve dos pilotos (terça-feira) dezenas de ligações aéreas foram afectadas, estando estimados já fortes prejuízos para as companhias aéreas portuguesas afectadas pela paralisação.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Outubro 26, 2007, 12:48:53 pm
AEROPORTO NO SUL POUPA 3 MIL MILHÕES




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A instalação do futuro aeroporto em Alcochete, a construção de uma nova ponte a ligar o Beato à península do Montijo e o redesenho da rede de alta velocidade, com um troço comum nas ligações ao Porto, Madrid e Algarve, permitirão poupar mais de três mil milhões de euros ao País, face aos custos da localização do aeroporto na Ota, da construção de uma ponte Chelas-Barreiro e da rede de alta velocidade aprovada pelo Governo. Esta é a principal conclusão do estudo desenvolvido pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), a que o DN teve acesso, e que já foi entregue ao Presidente da República e ao primeiro-ministro.

Só a construção do aeroporto em Alcochete representa uma poupança calculada em um milhão de euros. A Ota, nos cálculos do Governo, representa um investimento de 3,1 mil milhões de euros, enquanto em Alcochete não ultrapassará dois mil milhões de euros.

Nos próximos dias deverá ter lugar uma reunião entre José Sócrates e a CIP para se começar a discutir as conclusões do estudo, cujo dossier tem mais de 200 páginas. Em cima da mesa estará igualmente o modelo de negócio que, no caso da solução Ota, contemplava, como forma de financiamento, a privatização da ANA-Aeroportos de Portugal.

A proposta da indústria defende uma integração "perfeita" entre o novo aeroporto e a nova rede de TGV, bem como as ligações aos sistemas rodoviários e ferroviários, diz fonte ligada aos estudos.

A localização do futuro aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, a pouco mais de 30km de Lisboa, numa zona plana, ocupada sobretudo por eucaliptos, e pertencente ao Estado, "oferece uma economia superior a mil milhões de euros por não requerer expropriações e poder beneficiar de maior grau de financiamento da União Europeia, por se localizar no distrito de Santarém", acrescenta a mesma fonte.

O Campo de Tiro de Alcochete ocupa uma área da ordem dos oito mil hectares, que não serão totalmente ocupados pela infra-estrutura. O espaço existente permite dimensionar o aeroporto, prevendo futuras expansões. Este é um ponto negativo na Ota, que ao fim de 40 anos fica esgotado. Alcochete pode receber duas pistas sem restrições de operação.

Os técnicos envolvidos no estudo fizeram o redesenho completo da rede de alta velocidade, no que respeita às entradas e saídas de Lisboa.

Assim, ao contrário da proposta defendida pelo Governo, a CIP propõe uma saída comum nas ligações em alta velocidade ao Porto, Algarve e Madrid, com partida da Gare do Oriente ou de uma nova estação, a erguer preferencialmente na zona Chelas/Olaias. Os comboios, revela o estudo, seguem numa linha comum até ao aeroporto, e é a partir da estação situada no aeroporto que a linha se divide em três e os comboios partem daí em direcção ao Porto, Madrid e Algarve.

O projecto de alta velocidade aprovado pelo Governo prevê a construção de duas linhas à saída de Lisboa. A ligação ao Porto segue pela margem norte, junto à actual linha ferroviária, enquanto a ligação a Madrid segue pela ponte prevista para a zona Chelas-Barreiro, em direcção ao Sul. As ligações ao Algarve não estão incluídas nos planos, continuando o comboio para Faro a circular pela Ponte 25 de Abril. No global, o projecto de alta velocidade apresentado pelo Governo está estimado em 7,1 mil milhões de euros, dos quais 4,5 mil milhões na linha de alta velocidade para o Porto e 2,4 mil milhões na ligação até à fronteira.

O projecto defendido pela CIP contempla a ligação do novo aeroporto ao nó ferroviário do Poceirão e à respectiva plataforma logística. Os planos para a Ota não prevêem ligações directas às plataformas logísticas em estudo na região. Um ponto negativo na ligação pelo Sul ao Porto é o facto do tempo de viagem aumentar cerca de 15 minutos. Estudos do Governo estimam a viagem Lisboa- -Porto em alta velocidade em 1.15, com o desvio para Alcochete o tempo pode subir para 1.30. Em contraponto, a ligação ao Algarve, recorrendo à linha até Alcochete, vai representar uma poupança de tempo de 30 minutos, face às actuais três horas.

Estrangeiros estudaram ponte

A ligação ao aeroporto implica a construção de uma nova travessia sobre o rio Tejo, e que a CIP prevê exclusivamente ferroviária e com quatro vias, duas em bitola ibérica para os comboios suburbanos que já circulam na rede nacional, e duas em bitola europeia para servir o TGV.

A terceira travessia do Tejo pode ser construída em ponte ou em túnel imerso, defende a CIP. Qualquer destas soluções, com amarração prevista entre o Beato e a península do Montijo, são mais económicas que a ponte que o Governo quer construir entre Chelas e o Barreiro. A distância entre o Beato e o Montijo está fixada em 5,6 km, enquanto a distância entre Chelas-Barreiro é de 7,6 km. Os planos do Governo apontam para um investimento superior a 1,2 mil milhões de euros para a terceira travessia na parte ferroviária, dos quais 600 milhões para a alta velocidade. Até à data ainda não ficou definido se a ligação comportará um tabuleiro rodoviário.

A CIP confessa alguma "segurança" na proposta apresentada, baseando-se no facto de ter recorrido aos maiores especialistas em pontes. A solução em ponte entre o Beato e o Montijo foi estudada pelo mesmo especialista que desenvolveu os estudos iniciais da ponte Chelas/Barreiro.

Pelas contas da confederação esta solução "só no aspecto estrutural custa menos 40% do que a opção pelo Barreiro", refere a mesma fonte, que aponta como vantagem "de não obrigar praticamente a realojamentos", como sucede no caso da ponte Chelas--Barreiro.

A solução em túnel imerso entre o Beato e o Montijo foi estudada por especialistas ingleses, que estiveram envolvidos na concepção e construção do túnel de Oresund entre a Suécia e a Dinamarca. Segundo os estudos, esta solução, com maior incorpora-ção da indústria nacional, "tem um custo inferior à solução em ponte". O investimento numa ou noutra solução não ultrapassa os mil milhões de euros.|
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Enviado por: lurker em Outubro 26, 2007, 10:19:15 pm
Isso é um re-hash de uma noticia que já circulou há algum tempo e continua com o mesmo problema: os números noticiados não fazem sentido.
O orçamento em cima da mesa para a Ota é de ~3700 milhões de euros. Ora, 3700 - 3000 = 700 milhões de euro... :D
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Enviado por: comanche em Outubro 27, 2007, 03:45:35 pm
Associação Comercial do Porto diz que Portela+Montijo é viável


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A viabilidade da solução Portela+Montijo deverá ser a principal conclusão do estudo promovido pela Associação Comercial do Porto (ACP), que estará concluído ainda em Novembro e que aponta a infra-estrutura da Margem Sul como base para voos "low cost" para Lisboa.

Ao que o JN apurou, são vários os argumentos a favor do Montijo como solução complementar à Portela que, aliás, o presidente da ACP, Rui Moreira, já defendeu várias vezes publicamente. O facto de já haver pistas, de não ser preciso fazer terraplanagens nem expropriações, e de também já existirem infra-estruturas para o abastecimento de combustíveis às aeronaves são algumas das razões que tornam esta solução económica e competitiva.

Acessibilidades garantidas

Mas também nas acessibilidades o Montijo apresenta mais-valias a futura linha de alta velocidade deverá passar pelo Pinhal Novo, à qual pode fazer-se uma ligação ferroviária aproveitando uma linha convencional que, apesar de estar desactivada, pode ser retomada. Ora, através do Pinhal Novo, pode fazer-se também a ligação aos comboios da Fertagus, para Lisboa, assim como para o Algarve a Alentejo. E há, também ligações fluviais do Montijo ao Cais do Sodré, em Lisboa.

O investimento na adaptação do Montijo para receber "low cost", garantiram fontes do sector dos transportes ao JN, é reduzido e seguramente inferior ao que está previsto para o Aeroporto de Beja (32 milhões de euros), permitindo criar uma infra-estrutura simples capaz de oferecer aquilo de que as "low cost" precisam baixas taxas aeroportuárias. Os espanhóis, lembram as fontes, vão abrir em 2009 um aeroporto só para "low cost" em Badajoz, cujo investimento foi de apenas 12 milhões de euros.

O Governo, recorde-se, tem insistido que é inviável haver duas infra-estruturas a funcionar em simultâneo, mas a verdade é que as projecções oficiais para o aeroporto de Beja demonstram que viabilizar uma infra-estrutura para "low cost" não é difícil. Segundo as projecções, realizadas pela empresa para o Desenvolvimento do Aeroporto de Beja (que abre em 2008 como apoio a Faro e implica um investimento de 32 milhões), a infra-estrutura pode estar "paga" em 2026. Como? Partindo do princípio de que receberá um milhão de passageiros/ano a partir de 2015 e que as taxas aeroportuárias por passageiro evoluem de 6 a 8 euros entre 2015 e 2025.

Taxas pagam Montijo

A Portela - onde as taxas rondas os 30 euros - recebe actualmente dois milhões de passageiros/ano de "low cost" (17% do tráfego total), lembram as fontes. Ora, sendo o investimento no Montijo inferior ao de Beja e havendo a garantia de que, logo à partida, há muito mais passageiros que na capital do Baixo Alentejo, "cai por terra" o argumento da inviabilidade económico-financeira do Montijo, dizem as fontes.

Sem "low cost" na Portela, a TAP teria espaço para crescer, assim como outras companhias que usam o aeroporto nas suas rotas regulares. Se, por outro lado, se optar por um aeroporto de raiz, seja na Ota ou Alcochete, as taxas não serão competitivas para o crescimento das "low cost", que poderão "fugir" para Badajoz. Ou, ainda, para o aeroporto Madrid-Sur, para "low-cost", em Ciudad Real que vai "competir" com Barajas, oferecendo taxas mais baixas para estas companhias.

O Montijo, recorde-se, foi também dado como viável por um estudo da ANA - Aeroportos de Portugal em 1994.

Alcochete custa menos três mil milhões de euros que Ota

Instalar o novo aeroporto de Lisboa em Alcochete em vez da Ota implica uma poupança de três mil milhões de euros, revelou ontem o "Diário de Notícias", citando as conclusões do estudo encomendado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP). Segundo o jornal, só na construção a poupança ronda os mil milhões de euros (por não ser preciso fazer terraplanagens nem expropriações) , sendo os restantes ganhos obtidos nas acessibilidades e alteração do traçado de alta velocidade (AV). O estudo da CIP - que o Governo veio ontem garantir não conhecer ainda - avança com a criação de um troço comum de AV nas ligações ao Porto, Madrid e Algarve (linha que, contudo, nem é considerada prioritária pelo Executivo). A CIP propõe que a AV parta de Lisboa (Gare do Oriente ou nova estação-Chelas-Olaias) para o aeroporto de Alcochete, onde se divide em três linhas (Madrid, Porto e Algarve). A ligação ao aeroporto implica uma nova travessia do Tejo (em ponte ou túnel), entre o Beato e Montijo. Esta solução deverá ser mais económica do que a travessia prevista pelo Governo (Chelas-Barreiro, 1,2 mil milhões). O investimento indicado pelo Governo para a Ota é de 3,1 mil milhões. Para a AV (ponte, ligações a Lisboa, Madrid, e Vigo) são 7,1 mil milhões.
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Enviado por: André em Outubro 31, 2007, 04:27:32 pm
Alcochete implica reconfiguração de Base do Montijo

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A instalação do novo aeroporto em Alcochete vai obrigar à reconfiguração da área de aterragem da Base Aérea do Montijo e implica restrições na Escola Prática de Artilharia, em Vendas Novas, segundo o estudo da CIP, hoje apresentado.

No capítulo dedicado a servidões aeronáuticas e militares, os autores do estudo admitem implicações no Montijo e em Vendas Novas, além da já conhecida desactivação total ou parcial do Campo de Tiro, outra instalação militar localizada na zona.

Na base aérea nº6, o estudo propõe uma reconfiguração da área de aterragem, «devido à interferência entre as trajectórias do tráfego aéreo em aproximação à pista 26 do Montijo» e a instalação de equipamentos de ajuda à navegação, enquanto para Vendas Novas não aponta solução, referindo apenas que a utilização do espaço aéreo «acima dos 2.000 pés será inviável».

Com estas alterações, a opção Alcochete permite mesmo uma «operação conjunta com [a base aérea do] Montijo e sem restrições significativas», refere o estudo.

O estudo analisa ainda os impactes da opção por Alcochete no Centro de Formação Militar e Técnica da Força Aérea, na Ota, concluindo que não será necessário proceder à sua relocalização, e na Base Aérea nº1 de Sintra, para a qual não perspectiva restrições à utilização do espaço aéreo.

As instalações aeronáuticas em Alverca ficariam igualmente «sem alterações», tal como o Complexo Militar de Tancos, cujas «dimensões, em princípio, poderão ser preservadas».

Quanto à Base Aérea de Beja, os especialistas «não prevêem alterações no espaço até 10.500 pés» reservado para operações militares, mas o espaço entre 10.500 e 25.000 pés «terá de ser revisto».

O estudo considera ainda que as «implicações nas restantes áreas poderão ser minimizadas através de uma reestruturação do espaço aéreo nacional actualmente em vigor, que salvaguarde o acesso dos sistemas de armas das Forças Armadas».

Apesar das limitações, os autores do estudo consideram, também do ponto de vista da compatibilidade operacional, que a opção por Alcochete «é largamente positiva», já que a localização na Ota «geraria graves constrangimentos nas operações militares em Monte Real, Tancos, Vendas Novas, Sintra e no próprio Campo de Tiro de Alcochete».

«A implicação óbvia é que a carreira de tiro tem de ser re-localizada, o que naturalmente tem custos associados mas, segundo a Força Aérea, existe resposta adequada no território nacional», refere o estudo.

A desactivação total ou parcial do Campo de Tiro, implícita na opção por Alcochete que inviabilizará qualquer actividade de tiro, é uma solução também desejável caso a decisão seja pela Ota.

Num documento da Força Aérea, datado de Abril de 1999, a que agência Lusa teve acesso, era já sugerida a transferência do campo de tiro de Alcochete, por razões de segurança, caso a opção fosse pela Ota.

No documento, a Força Aérea considerava difícil a compatibilização da operação dum grande aeroporto internacional - tanto na Ota como em Rio Frio [opção à época] - «com uma carreira de tiro deste tipo, pois certamente irão surgir problemas de segurança, cuja percepção será agravada pelo facto de o tráfego militar, manobrando a alta velocidade e a largar armamento, estar à vista do tráfego civil em aproximação e descolagem».

Os especialistas da TIS (Transportes, Inovação e Sistemas), a empresa encarregue de estudar a localização do novo aeroporto em Alcochete, salientam ainda que, caso seja necessário por razões de calendário, esta alternativa é compatível com a operação em simultâneo com a pista 03/21 na Portela, «quase paralela e situada a cerca de 30 quilómetros em linha recta».

Em Monte Real e Sintra estão instaladas duas bases da Força Aérea Portuguesa (FAP), enquanto em Vendas Novas funciona a Escola Prática de Artilharia e em Tancos, a Escola de Tropas Páraquedistas.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Outubro 31, 2007, 04:29:34 pm
Alcochete permite poupar 800 mil euros/ano

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A opção por Alcochete para a localização do novo aeroporto permite uma poupança anual de 800 mil euros em consumo energético e emissões de poluentes, em relação à alternativa Ota, quantifica o estudo da CIP, hoje apresentado.

O estudo considera que o cenário Alcochete «tem benefícios energéticos e ambientais» relativamente ao cenário de localização na Ota, mas reconhece que são «de escala moderada».

A redução anual de 800 mil euros na data prevista para a entrada em funcionamento do novo aeroporto, 2017, sobe para um valor entre os 6,4 e os 6,7 milhões de euros por ano, em 2032, quando o aeroporto atingir um tráfego de 30 milhões de passageiros.

Deste valor, o consumo energético é responsável pela maior contribuição face às emissões de CO2 (dióxido de carbono) e de poluentes, segundo o capítulo sobre acessibilidades e transportes da segunda fase do estudo encomendada pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) sobre a localização em Alcochete do novo aeroporto internacional de Lisboa.

Assim, os especialistas responsáveis pelo estudo estimam em 700 mil euros anuais as poupanças em consumo de combustíveis para os transportes rodoviários de acesso ao novo aeroporto em Alcochete, no primeiro ano de funcionamento e em 5,7 milhões de euros em 2032.

Os cálculos dos especialistas da TIS (transportes, Inovação e Sistemas), empresa de assessoria encarregue do estudo, assentam no pressuposto de que a localização em Alcochete vai implicar a realização de menos quilómetros em meio rodoviário, no conjunto das viagens de e para o aeroporto.

A vantagem de Alcochete sobre a Ota «ocorre, em grande escala devido ao encurtamento da distância médias das viagens em estrada, e apenas marginalmente devido à maior captação de passageiros pelo modo ferroviário», refere o estudo.

É que o tráfego - medido em número de viagens, por quilómetro e por ano - será três por cento menor em 2017 com o aeroporto em Alcochete, do que com o aeroporto na Ota, uma diferença que deverá aumentar para 17 por cento até 2032, segundo o estudo.

Com a localização em Alcochete, o tráfego diminuíria para 709 milhões de viagens por quilómetro por ano, face aos 730 milhões viagens/km/ano que a Ota implicaria, em 2017.

As emissões de CO2 previstas em transportes rodoviários são de 167 mil toneladas em 2017 para a localização Ota, ao passo que na localização Alcochete , se emitiriam menos cinco mil toneladas em 2027, uma redução que passaria, em 2032, para 39 mil toneladas.

Estes benefícios seriam adquiridos tanto no caso da terceira travessia do Tejo ser efectuada entre Algés e trafaria, como no caso de ser entre Chelas e Barreiro, já que «estes dois cenários alternativos revelaram resultados muito idênticos nos elementos analisados».

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Novembro 13, 2007, 07:16:47 pm
Belmiro de Azevedo alerta Governo sobre os impactos do TGV e do novo aeroporto

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«Os promotores de grandes projectos como o TGV ou o novo aeroporto têm de salvaguardar a biodiversidade», disse hoje Belmiro de Azevedo ao lado do ministro do Ambiente, na conferência internacional Business and Biodiversity, que terminou hoje em Lisboa.

A ideia de que o Governo tem de medir bem os grandes projectos que têm impactos negativos na natureza, não foi o único recado que o presidente da Sonae deixou no ar, nesta conferência realizada pela presidência portuguesa da União Europeia.

«Eu preferia que a fiscalização destes acordos [protocolos entre as empresas e o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade] fosse feita pela regulamentação europeia em vez da nacional», disse ainda Belmiro de Azevedo.

Já fora da sala, o ministro do Ambiente, Nunes Correia, disse que «se num local é preciso fazer um projecto importante para o país, então, é preciso que o balanço seja positivo. Tem de se saber o que se destrói e compensá-lo noutro sítio».

Mas quando questionado se as medidas de minimização dos projectos não deveriam impor-se às de compensação, o ministro respondeu «naturalmente».

Por outro lado, Belmiro de Azevedo causou algum espanto na assistência ao sustentar, durante a sua intervenção, que «existem espécies que naturalmente vão desaparecer, é a ordem natural, nós temos de fazer escolhas».

SOL
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Enviado por: André em Novembro 18, 2007, 03:05:35 am
Secretária de Estado quer TGV Lisboa-Porto

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A secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, defendeu sexta-feira a construção de uma linha ferroviária de alta velocidade Lisboa-Porto, alegando que a actual linha do Norte tem «vários troços congestionados».

«A linha do Norte representa o mesmo para o sistema ferroviário que a estrada nacional número 1 para o sistema rodoviário nacional», disse Ana Paula Vitorino, que falava a cerca de uma centena de militantes socialistas num encontro nos bombeiros voluntário de Palmela.

No encontro promovido pela Federação Distrital de Setúbal do PS, que contou ainda com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Administração Local, Ana Paula Vitorino referiu-se também à construção da terceira travessia do Tejo, defendendo que, independentemente dos ajustamentos que possam vir a ser feitos, a nova alternativa terá de cumprir alguns requisitos.

«A nova travessia do Tejo terá de melhorar a mobilidade na Área Metropolitana de Lisboa, garantir a ligação ferroviária entre Lisboa e o Sul do país em menos de duas horas e permitir a ligação dos portos do Sul (Setúbal e Sines) às plataformas logísticas«, frisou Ana Paula Vitorino, acrescentando que esta estratégia visa também garantir uma melhor capacidade de penetração no mercado espanhol até à zona de Madrid.

Por outro lado, a secretária de Estado dos Transportes defendeu que a nova travessia deve permitir fechar a malha suburbana dos comboios e reduzir o percurso Lisboa-Setúbal de 55 para apenas 25 minutos.

Na intervenção que proferiu durante mais de uma hora, Ana Paula Vitorino começou por elogiar a redução do défice orçamental pelo actual governo de 6,1% para 3%, nos últimos três anos, bem como o crescimento da economia e o aumento do investimento estrangeiro, que este ano subiu mais de 82% relativamente a 2006.

A secretária de Estado dos Transportes reconheceu, no entanto, que o Governo ainda não conseguiu resolver o problema do desemprego mas salientou que, em dois anos e meio, o desemprego cresceu apenas quatro décimas (7,5 em 2005 para 7,9 em 2007), quando tinha aumentado 3,1% no período compreendido entre 2002 e 2005.

Quanto ao novo aeroporto internacional de Lisboa, Ana Paula Vitorino limitou-se a reafirmar que está a decorrer um estudo comparativo entre as opções Ota e Alcochete pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil, que deverá estar concluído a 12 de Dezembro.

Só depois dessa data, acrescentou, o estudo será apresentado ao ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Mário Lino e, posteriormente, o Governo tomará uma decisão definitiva.

Durante o encontro, o secretário de Estado da Segurança Social, Pedro Marques, revelou que durante a vigência do actual Governo já foram criados 100 mil postos de trabalho líquidos, lembrando que os últimos dados disponíveis referiam apenas 60 mil postos de trabalho.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: comanche em Novembro 22, 2007, 12:30:18 am
Transportes: Governo congratula-se com 452 ME atribuídos por Bruxelas para alta velocidade e novo aeroporto


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Lisboa, 21 Nov (Lusa) - O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) congratulou-se hoje com as verbas atribuídas a Portugal pela Comissão Europeia para o projecto ferroviário de alta velocidade e para o futuro aeroporto de Lisboa, num total de 452 milhões de euros.

No âmbito do programa Redes Transeuropeias de Transportes, o executivo comunitário decidiu atribuir 69 milhões de euros para estudos e obras do novo aeroporto de Lisboa e 191 e 141 milhões para os troços ferroviários de alta velocidade Évora-Mérida (estudos e obras) e Ponte de Lima-Vigo (obras), respectivamente.

Bruxelas vai ainda financiar com 51 milhões de euros estudos e obras da travessia do Tejo de alta velocidade.

"Estes valores representam 5,6 por cento do programa total das Redes Transeuropeias de Transportes para o período 2007-2013, um incremento significativo relativamente ao período anterior (2000-2006), em que Portugal apenas obteve cerca de 1,5 por cento do total de verbas do programa europeu", congratula-se o gabinete de Mário Lino, em nota enviada à Agência Lusa.

No total, o troço Évora-Mérida (da linha Lisboa-Madrid) recebe 312,66 milhões de euros, enquanto a ligação Ponte de Lima-Vigo (da linha Porto-Vigo) outros 244,14 milhões, se somados os valores atribuídos a Espanha, uma vez que a candidatura foi apresentada conjuntamente.

Em Julho, o Governo português apresentou a candidatura a um financiamento comunitário de 850 milhões de euros, dos quais 600 milhões para os três projectos da rede de alta velocidade e os restantes 250 milhões para o futuro aeroporto.

A Comissão Europeia anunciou hoje a distribuição entre os Estados-membros de um orçamento de mais de 5 mil milhões de euros, entre 30 grandes projectos prioritários de transporte a ligar a Europa, tendo os projectos ferroviários absorvido a grande fatia destes fundos (74,2 por cento).

"O Governo português considera que a proposta da Comissão premeia, não apenas a grande qualidade técnica dos projectos apresentados mas igualmente o empenho de Portugal na integração nas redes transeuropeias de transportes", lê-se na nota do Ministério.

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Enviado por: comanche em Novembro 28, 2007, 12:40:19 pm
Novo Aeroporto: Presidente do ACP considera que o estudo trouxe "boas notícias"



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Lisboa, 28 Nov (Lusa) - O presidente da Associação Comercial do Porto (ACP), Rui Moreira, considera que o estudo da associação sobre a localização do futuro aeroporto, divulgado terça-feira, trouxe "boas notícias", no que se refere a possíveis poupanças.

O estudo da Associação Comercial do Porto (ACP) sobre o novo aeroporto de Lisboa defende que a opção "Portela+Montijo" permite uma poupança de 3,6 mil milhões de euros relativamente ao projecto de construção do aeroporto na Ota.

O estudo, divulgado terça-feira e que foi entregue sexta-feira ao Governo, analisou duas localizações para o segundo aeroporto na região de Lisboa, em Alcochete e no Montijo, que estariam em operação conjuntamente com o actual aeroporto da Portela.

Em entrevista ao jornal Público, o presidente da ACP, Rui Moreira, disse que os resultados do estudo não o surpreenderam, mas preocuparam.

"Não me surpreenderam, mas deixaram-me preocupado. Incomodava-me que se estivesse a investir actualmente na Portela para depois esse investimento ser deitado fora. Pensávamos que a Portela poderia ser rentabilizada por mais tempo", referiu.

Rui Moreira adiantou que o estudo veio confirmar a "sensibilidade" da ACP e mostrar que num dos cenários é possível poupar dois milhões de euros.

"Confesso que não esperava que a poupança fosse dessa grandeza. Mas são boas notícias", esclareceu.

De acordo com o presidente do ACP, o estudo propõe um modelo flexível, em que Montijo ou Alcochete possam vir a ser aeroportos ´full service´ quando a Portela estiver no limite.

Rui Moreira adiantou que é "impensável defender que a operação da TAP poderia ficar partida entre dois aeroportos.

"Defendemos que a TAP deveria manter o seu ´hub´ na Portela, que esta se manteria como aeroporto ´full service´. Se um dia se esgotar, o aeroporto modular seria acelerado", esclareceu.

Rui Moreira referiu ainda que a questão da localização do futuro aeroporto não é essencial para a ACP e que o interesse é o da "boa aplicação dos dinheiros públicos".



Novo Aeroporto: Miguel Cadilhe diz que Ota fica "definitivamente posta de lado" com novo estudo

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Porto, 28 Nov (Lusa) - O economista Miguel Cadilhe defendeu hoje que a construção do novo aeroporto na Ota tem que ficar "definitivamente posta de lado" depois do estudo da Associação Comercial do Porto (ACP), que é "absolutamente consistente" e "conclusivo".

"Só se estivermos num país de surdos ou de insensatos [é que este estudo, encomendado pela ACP à Universidade Católica, não será tido em conta pelo Governo]", afirmou Cadilhe, que presidiu ao Conselho de Orientação Estratégica do trabalho.

Para o economista e ex-ministro, o estudo da ACP "é de tal modo forte e conclusivo que não deve nem pode passar despercebido" e, dadas as conclusões a que chega, a Ota fica "definitivamente posta de lado".

"Portela+1 [manutenção do Aeroporto da Portela, complementado por um segundo aeroporto auxiliar] é a melhor solução para Portugal e este estudo é absolutamente consistente a esse respeito", sustentou.

Para Cadilhe, o trabalho da Universidade Cat��lica "está muito bem fundamentado" e "é conclusivo".

"A distância entre Portela+1 e todas as outras hipóteses é de tal modo grande que não deixa margem para dúvidas e até permite alguns descontos", afirmou.

Considerando que o relatório "é muito útil para o país", o economista destacou que o modelo ali preconizado "é uma hipótese evolutiva".

"O objectivo é que, mais tarde, daqui a muitos anos, o +1 possa vir a ser o aeroporto principal", explicou.

"E - acrescentou - o que Portugal precisa é de muitos anos porque, tal como para uma família, fazer uma grande despesa hoje ou daqui a 20 ou 25 anos não é a mesma coisa, já que então o país terá outras posses e outro nível de desenvolvimento, com necessidades sociais e económicas já satisfeitas".

Destacando a importância deste "diferimento do tempo", Cadilhe sustentou que o país pode assim "respirar e ganhar outro estofo financeiro para fazer grandes investimentos".

"Tudo somado e ponderado, a grande vantagem é que Portela+1 é um projecto muito mais económico e com muito mais vantagens do ponto de vista social do que qualquer uma das outras hipóteses", concluiu.

Relativamente ao estudo encomendado pelo Governo ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que será concluído até final do ano, Miguel Cadilhe diz esperar "que tenha a consistência própria do nome do laboratório".

"Admiro e respeito o Laboratório Nacional de Engenharia Civil há muitos, muitos anos e espero que o estudo, salvo se foi feito sob constrangimentos, vá ser conclusivo e releve devidamente este estudo da Universidade Católica", referiu.

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Enviado por: P44 em Novembro 28, 2007, 03:57:15 pm
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Publicação: 28-11-2007 08:06    |   Última actualização: 28-11-2007 08:07
Portela+1
Estudo da Associação Comercial do Porto admite segundo aeroporto em Alcochete, mas exclui Ota


O estudo sobre a localização do segundo aeroporto de Lisboa promovido pela Associação Comercial do Porto (ACP) admite a possibilidade de construção em Alcochete, para complementar a Portela, mas exclui por completo a Ota.
 


 O estudo, divulgado terça-feira e que foi entregue ao Governo na passada sexta-feira, aponta o Montijo como melhor localização para o aeroporto complementar à Portela, mas admite também como uma boa solução a opção por Alcochete, em conjunto com a Portela.

"Testámos duas localizações hipotéticas para o segundo aeroporto na região de Lisboa: Alcochete e Montijo. Embora os resultados pareçam favorecer a segunda opção, a verdade é que ambos os casos comparam favoravelmente com um novo aeroporto para a totalidade do tráfego", referem os autores do estudo, elaborado pelo Centro de Estudos de Gestão e Economia Aplicada da Universidade Católica Portuguesa.

A localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete é a defendida pelo estudo patrocinado pela Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), recentemente entregue ao Governo e que também contempla um anexo dedicado à opção Portela+1, uma iniciativa privada do autor do capítulo sobre acessibilidades, José Manuel Viegas.

Quanto à construção do aeroporto na Ota - a opção defendida pelo Governo até ao estudo da CIP - o estudo salienta que requer um "único investimento", ao passo que Alcochete permite o desenvolvimento de uma estratégia aeroportuária modular, em função da evolução da procura.

No entanto, os autores advertem que a questão do novo aeroporto não é "simplesmente a escolha da localização", mas "antes de mais, a escolha de um modelo de negócio e de planeamento do investimento".

Por isso, estudaram três alternativas, a construção do aeroporto na Ota ou em Alcochete e a continuação da Portela, com a criação de uma nova estrutura em Alcochete ou no Montijo, "representativas de planos de investimento e modelos de negócio diferenciados".

O estudo considera sempre como melhor opção a continuação e rentabilização dos actuais investimentos em curso no aeroporto da Portela, a complementar com uma nova estrutura, em detrimento da transferência de todo o tráfego para um novo aeroporto, mesmo que seja construído faseadamente, "como parece ser possível na localização de Alcochete".

Os autores consideram que é possível protelar no tempo, até ao limite possível, a utilização do aeroporto da Portela em condições que não produza efeitos negativos sobre as estratégias competitivas dos parceiros.

Até porque - defende - "num contexto de turbulência, é importante não sucumbir à tentação de realizar avultados investimentos cuja rentabilidade pode ficar comprometida pelo desinteresse ou perda de competitividade dos parceiros aéreos do aeroporto".

Para os autores, "é ainda incerto o desfecho do embate concorrencial entre companhias de bandeira e companhias de aviação low cost", para além de eventuais movimentos de fusão e concentração.

"A alternativa Portela+1 está pensada de modo a aproveitar ao máximo as opções que o projecto do novo aeroporto pode proporcionar. Por um lado, evidencia a possibilidade de diferir o investimento em função da evolução do tráfego e, por outro, permite aproveitar ao máximo o investimento 'afundado' na Portela", justificam.
 

http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/Portela+1.htm (http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/Portela+1.htm)
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Enviado por: comanche em Novembro 29, 2007, 12:05:16 pm
Portela+Montijo é opção fora do baralho para o Governo




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O estudo desenvolvido pela Associação Comercial do Porto (ACP), que defende a opção Portela+Montijo, apresentado sexta-feira ao Executivo, irá ficar na gaveta. É que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) já está a ultimar o estudo comparativo da localização do futuro aeroporto de Lisboa e a análise incide exclusivamente entre a Ota e Alcochete, segundo despacho do Governo, apurou o DN.

Fonte do gabinete do ministro das Obras Públicas disse que Mário Lino enviou para o LNEC o estudo da ACP e também um trabalho desenvolvido por Pompeu Santos, que aponta como alternativa para o futuro aeroporto Pinhal Novo. Mas, garante fonte próxima do processo, "os dois estudos não vão a tempo de ser analisados". Provavelmente, serão incluídos "como anexos" ao relatório comparativo.

Para o Governo, a única opção para Portela+1 está definida há vários meses e passa pela ocupação da placa de Figo Maduro, para o estacionamento de aviões. Este anúncio foi feito durante as obras de construção do terminal 2, integradas no plano de expansão da Portela, que envolvem um investimento de 380 milhões de euros e deverá ficar concluído em 2010.

O despacho de Mário Lino que autoriza o LNEC a fazer os estudos comparativos é de 12 de Junho e fixa seis meses para a sua finalização. Ou seja, a 12 de Dezembro o ministro fica a conhecer as conclusões do LNEC. A decisão do Governo sobre a melhor localização - Ota ou Alcochete -, só deverá ser conhecida no início de 2008.

Numa primeira fase, o LNEC estudou a viabilidade de localizar o aeroporto em Alcochete. Só depois de ter concluído que existiam condições para lá instalar a infra-estrutura é que se avançou para os estudos comparativos com a localização escolhida pelo Governo - a Ota.

Entretanto, a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) e a ACP foram desenvolvendo estudos paralelos. A CIP apresentou as conclusões do seu estudo o mês passado, contemplando as acessibilidades e o impacto ambiental sobre a opção Campo de Tiro de Alcochete. A opção Portela+Montijo, da ACP, só agora é que foi conhecida. O timing de divulgação está a ser considerado" inoportuno" e é visto "como uma forma de influenciar a decisão política sobre o fecho da Portela". É que a menos de 15 dias da entrega das conclusões do trabalho do LNEC, a localização do aeroporto volta a estar na ordem do dia. O trabalho desenvolvido pela Universidade Católica é considerado "um estudo com uma vertente muito economicista". As acessibilidades ferroviárias e rodoviárias e o impacto ambiental não foram considerados.

Descontente está o sector da construção, que considera negativa a abertura que o Governo deu à sociedade civil para que se apresentasse estudos e projectos. "Só serve para atrasar uma obra necessária para o país e para o sector", defende Reis Campos, presidente da Federação da construção (Fepicop). Esta não discute localizações, mas apenas a obra, considerando que "esta indecisão é inimiga do investimento".| Com I.P.
Título:
Enviado por: Marauder em Dezembro 02, 2007, 04:05:09 am
Este pessoal que faz estudos assim da noite para o dia (um estudo requer algum tempo para ser feito) é mesmo cromo...

Desde quando é que só atendemos a factores económicos para escolher os locais?

Montijo, porreiro, mas então, e as rotas de tráfego intenso em dois aeroportos relativamente proximos não vem à baila?

Nem os custos de deactivação do montijo e de Alcochete (sim..o campo de tiro não vai permanecer aberto com 1 aeroporto internacional ao lado), e de construção de novas infraestruturas elsewhere, são referidos.

Este pessoal é mesmo labrego..

Como aquele homem do estudo de Alcochete..."ah e tal..é so relocalizar os sapais"..sim..um pouco de mais realidade e menos ratos de laboratorio a dar palpites sff..

abraços
Título:
Enviado por: Get_It em Dezembro 02, 2007, 04:20:16 am
Citação de: "Marauder"
Nem os custos de desactivação do montijo e de Alcochete (sim..o campo de tiro não vai permanecer aberto com 1 aeroporto internacional ao lado), e de construção de novas infraestruturas elsewhere, são referidos.

No caso do Montijo não é especificamente os custos de desactivação mas sim os custos para alterar a pista, pois o MDN já afirmou que a desactivação da BA6 não é uma opção -- mas OK, acho que sabiam disto. Estou agora é curioso como vai ser para substituir o CTA, e principalmente de onde virá o dinheiro para isso. É que será que ainda vamos ver mais programas a serem cancelados ou adiados para se poder pagar um novo campo de tiro?

Cumprimentos,
Título:
Enviado por: P44 em Dezembro 08, 2007, 11:39:39 am
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Estudos estão concluídos

LNEC elege Alcochete para o aeroporto

Os estudos que o LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) está a coordenar, com vista à localização do futuro aeroporto de Lisboa, são esmagadoramente favoráveis ao Campo de Tiro de Alcochete

Ou seja, em comparação com a Ota, Alcochete é considerada a melhor solução na maioria das sete áreas de estudo que foram delineadas – nomeadamente, a capacidade de navegação aérea, as acessibilidades, o ordenamento, a competitividade e o desenvolvimento económico-social.

Os trabalhos têm decorrido sob grande secretismo. Segundo o SOL apurou, só na área ambiental é que não se verifica uma vantagem tão clara a favor do Campo de Tiro (ambos os locais apresentam vantagens e desvantagens).

As questões ambientais não têm, porém, um peso significativo na decisão. Até porque, para se realizar um estudo completo de impacto ambiental, seria necessário pelo menos um ano, devido às migrações de aves.

O certo é que os relatórios estão todos concluídos e o LNEC estava em condições de apresentar o estudo comparativo ao Governo já na próxima quarta-feira, o prazo inicialmente acordado.

Aliás, na semana passada, apenas faltava chegar ao LNEC a análise relativa ao Custo/Benefício de cada opção. Mas estava previsto que este estudo – da responsabilidade de João Duque, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) – fosse entregue até à passada segunda-feira, no máximo.

Continue a ler esta notícia na edição impressa disponível nas bancas de todo o país

 http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Socied ... t_id=70452 (http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=70452)
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Enviado por: P44 em Janeiro 10, 2008, 12:15:43 pm
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EMPRESAS Publicado 10 Janeiro 2008 10:14
Decisão anunciada em Conselho de Ministros

Governo escolhe Alcochete

O Governo já escolheu onde vai ficar localizado o novo aeroporto internacional de Lisboa. O Conselho de Ministros vai avançar hoje com a decisão de construção do novo aeroporto em Alcochete, noticia a SIC Notícias.

Jornal de Negócios Online
http://www.negocios.pt/default.asp?Sess ... tId=308988 (http://www.negocios.pt/default.asp?Session=&SqlPage=Content_Empresas&CpContentId=308988)
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Enviado por: Cabeça de Martelo em Janeiro 10, 2008, 12:30:23 pm
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Governo levanta hoje véu sobre novo aeroporto

LEONARDO NEGRÃO-ARQUIVO DN  
O anúncio da decisão sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa deverá ser hoje anunciada, garantiu ao DN fonte próxima do processo. Ontem, o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, revelou que já recebeu o relatório do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil) que estuda as opções Ota e Alcochete e assumiu que "o Governo vai tomar uma decisão a muito curto prazo sobre essa matéria".

"Recebi hoje [ontem] o estudo e já comecei a trabalhar nele", disse o ministro, adiantando que o tornará público, "muito brevemente", até porque, justifica, "não há nenhum documento" sobre o dossier da localização do novo aeroporto que "não tenha sido divulgado". Ao fim do dia, uma nota do ministério tutelado por Mário Lino anunciava a divulgação do relatório do LNEC já hoje.

O DN apurou que o evento contará com a presença de José Sócrates, o que, segundo a mesma fonte, poderá indiciar que a decisão do Executivo sobre o futuro aeroporto será já conhecida.

Para a elaboração deste estudo, o LNEC contratou especialistas em ambiente, acessibilidades e análise económica e aeronáutica, áreas de que a instituição não dispõe de peritos.

Defensores do aeroporto na Ota, que anteontem entregaram documentos sobre a localização do novo aeroporto de Lisboa, resultantes de dois seminários promovidos, a este propósito, em Coimbra e Lisboa, sustentam, designadamente, que a futura estrutura construída na margem sul do Tejo, num cenário de utilização para 25 milhões de passageiros, implica custos adicionais da ordem dos 200 milhões de euros.

A localização do aeroporto a sul do Tejo implica a construção de duas novas travessias rodoviárias e uma ferroviária do rio, diz, ao DN; José Reis, docente da Universidade de Coimbra. "Se não forem as estruturas territoriais do país, tal qual existem, a servirem de base a uma decisão racional de localização do novo aeroporto", então, adverte, "há que tomar em conta que uma obra desta envergadura originará uma forte convulsão naquelas estruturas, com desintegração do que existe e o desenho de novas relações territoriais. |- J.F, R.S. e L. M.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 10, 2008, 01:56:47 pm
Publicação: 10-01-2008 12:56    |   Última actualização: 10-01-2008 13:49
Alcochete recebe aeroporto
Estudo do LNEC indica que obra pode estar concluída até 2014
O novo aeroporto de Lisboa vai ser em Alcochete. A maior obra pública de sempre em Portugal vai mesmo avançar no Campo de Tiro de Alcochete, na freguesia de Canha. O anúncio oficial em Conselho de Ministros está previsto para esta tarde. A SIC teve acesso ao estudo do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC).

SIC

O Governo vai fazer aterrar o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete porque o estudo do LNEC não deixa dúvidas sobre as questões decisivas. Esta opção ganha à Ota, em praticamente todos os itens do estudo do LNEC.

Em primeiro lugar porque, se for preciso, o aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete pode ficar pronto entre 2013 e 2014. Alguns anos da Ota. Assim, a Portela poderia continuar ao serviço até 2020, mas como aeroporto secundário de Alcochete.

Aspecto económico-financeira foi decisivo

A grande razão da escolha é, no entanto, económico-financeira. O LNEC garante ao Governo que Lisboa pode acolher um dos maiores aeroportos da Europa, com várias pistas e plataforma giratória de voos entre a Europa, a América do Sul e até a Ásia.

Um negócio de milhões que terá um enormíssimo impacto na criação de riqueza para o país. Seria um erro sem remédio não aproveitar as possibilidades de expansão do Campo de Tiro de Alcochete e o Governo está rendido ao impacto que a solução terá na economia portuguesa.

Ao contrário, a Ota não tem espaço para receber um grande aeroporto e nunca passará de um pequeno e muito caro aeroporto doméstico. Politicamente a opção era possível, mas no Governo já ninguém tem dúvidas que seria um brutal erro estratégico.

O estudo do LNEC explica ainda que só os planos de negócio da Transportadora Aérea Portuguesa (TAP) podem esgotar a Ota em menos de 15 anos, ou seja, em 2030 a Ota já estaria esgotada.

Do ponto de vista económico e competitivo, o LNEC concluiu que fazer o aeroporto na Ota é bastante mais caro. Muito mais barato, o Campo de Tiro de Alcochete permite taxas mais vantajosas, ou seja, bilhetes bastante mais baratos, o que tornará Alcochete um dos aeroportos mais desejados e apetecíveis para as companhias aéreas.

Como o espaço aéreo no centro da Europa está muito congestionado, Lisboa reúne assim todas as condições para se tornar num dos principais pontos de distribuição de passageiros dentro do espaço europeu, arriscando na Europa um lugar semelhante ao que o Dubai ocupa agora no Médio Oriente, depois de ter construído no deserto aquele que é o mais aeroporto do mundo.

A disponibilidade de terrenos do Campo de Tiro permite ainda a muito falada cidade aeroportuária com centenas de actividades paralelas e milhares de novos postos de trabalho dedicados a um grande aeroporto.

Impacto no aquífero da Bacia do Vale do Tejo

Aspectos negativos para a opção de Alcochete o estudo do LNEC só encontrou um. Os técnicos encarregados de estudar o impacto no aquífero da Bacia do Vale do Tejo acharam inicialmente que a maior reserva de água do país poderia ser contaminada, mas no último mês o Laboratório
trabalhou em medidas protectoras. Estratégias que, de acordo com especialistas contactados pela SIC, podem evitar a contaminação aeroportuária.

O único factor ainda não clarificado é a possibilidade de colisão dos aviões com os maçaricos-de-bico-direito. O desvio de arrozais que levam esta espécie para as rotas do novo aeroporto pode ser a solução fácil de concretizar, embora conte com a oposição dos produtores de arroz, já ouvidos pela SIC.

Com a construção do aeroporto na freguesia de Canha, na parte leste do Campo de Tiro, a Base Aérea do Montijo poderá encerrar e o Campo de Tiro de Alcochete será desactivado. Mas a provar que o Governo estava preparado para tomar esta decisão, a Força Aérea já escolheu a alternativa.

Os terrenos ficam no concelho de Serpa, a nordeste do Pulo do Lobo, na margem esquerda do Guadiana. Como a SIC noticiou, a opção está tomada e ocupará cerca de 16 hectares e o novo Campo de Tiro até já está desenhado ao pormenor.



 :arrow: http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais ... oporto.htm (http://sic.sapo.pt/online/noticias/pais/20080110_Alcochete+recebe+aeroporto.htm)

(com VIDEO)
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 10, 2008, 02:14:22 pm
NOVO AEROPORTO
Sócrates anuncia opção Alcochete
O primeiro-ministro, José Sócrates, anunciou esta quinta-feira a escolha de Alcochete como a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa.  
 
( 14:00 / 10 de Janeiro 08 )

 
 
 
O Chefe do Governo presidiu ao briefing do Conselho de Ministros, numa atitude inédita em reuniões realizadas no edifício da Presidência do Conselho de Ministros.
http://www.tsf.pt/online/economia/inter ... =TSF187125 (http://www.tsf.pt/online/economia/interior.asp?id_artigo=TSF187125)
Título:
Enviado por: pedro em Janeiro 10, 2008, 03:50:41 pm
Excelente escolha.
 :wink: Cumprimentos
Título:
Enviado por: André em Janeiro 10, 2008, 03:58:19 pm
ALELUIA, ALELUIA ...  c34x
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 10, 2008, 05:40:26 pm
Os Magrebinos do Deserto da Margem Sul regozijam-se com esta noticia, finalmente o Deserto será povoado, Louvado seja o profeta :mrgreen:
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 10, 2008, 08:48:14 pm
Que exílio dourado irá ter o Jamé?
Título:
Enviado por: Jorge Pereira em Janeiro 10, 2008, 09:48:02 pm
Só umas notas:

-Neste governo não se tiram consequências politicas. Os Ministros e Secretários de Estado podem cometer erros grosseiros e dizer as maiores barbaridades sem nenhum tipo de consequências.

-Viu-se ontem com o Secretário de Estado da Segurança Social e viu-se hoje novamente com o Mário Lino. A decisão tomada hoje achincalha-o a todos os níveis e nem sequer tem a dignidade de pedir a demissão. Aliás, começo mesmo a pensar que o homem não deve nem pode ser levado a sério. Parece estar num constante estado de “embriaguez intelectual”.

-Foi uma grande vitória da chamada sociedade civil. Sem a dita, esta reviravolta nunca teria acontecido, e teríamos enveredado por uma opção que seria a pior e mais ruinosa para o país.
Na Internet, os Blogues e Fóruns como o nosso são a nova força cívica que podem ajudar a criar consciências e fazer com que situações como esta se repitam. Aliás, pergunto-me, quantas decisões “menos boas” são tomadas todos os dias sem termos sequer conhecimento delas.

-Resta-nos o beneplácito pela escolha final de Alcochete. Teremos condições para criar um dos maiores aeroportos da Europa que sirva como plataforma de distribuição (hub) do tráfego aeroportuário dentro da Europa originário de voos de longo curso/intercontinentais.
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 10, 2008, 09:58:52 pm
Citar
-Neste governo não se tiram consequências politicas. Os Ministros e Secretários de Estado podem cometer erros grosseiros e dizer as maiores barbaridades sem nenhum tipo de consequências.

-Viu-se ontem com o Secretário de Estado da Segurança Social e viu-se hoje novamente com o Mário Lino. A decisão tomada hoje achincalha-o a todos os níveis e nem sequer tem a dignidade de pedir a demissão. Aliás, começo mesmo a pensar que o homem não deve nem pode ser levado a sério. Parece estar num constante estado de “embriaguez intelectual”.


Por isso é que tenho medo desta pandilha como nunca tive. Nada os pára. Começo a pensar que o Socas até é menino para falsear eleições.
O Lino é que não surpreende. De comunista a alegado "capitalista" de pacotilha não se pode esperar nada. Num deserto moral nada se firma. Só dunas que o vento transforma.

Já agora, alguém viu o Beleza na SIC Notícias, com o Mário Crespo?
A sua ironia e sarcasmo só revelam um homem gasto e profundamente desiludido e sem esperança. Ele conhece-os bem.
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 10, 2008, 10:07:57 pm
E a propósito...

Uma dúvida
Que mais é preciso acontecer para que Mário Lino se demita? Ainda que o não faça, Sócrates  já afirmou que Lino tem "todas as condições" para continuar no Governo. Tem que estar para breve a sua substituição, portanto.


http://31daarmada.blogs.sapo.pt/ (http://31daarmada.blogs.sapo.pt/)
Título:
Enviado por: Black em Janeiro 10, 2008, 10:25:58 pm
Bem, este governo pode ter muitos defeitos, mas acho que o facto de voltar atrás quando erra é uma virtude e não um defeito.

Sempre é melhor o Socrates no governo que o Menezes que disse que pretendia privatizar a Saude, Educaçao e Segurança Social, para cortar a despesa do Estado!
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 10, 2008, 10:32:12 pm
Citação de: "Black"
Bem, este governo pode ter muitos defeitos, mas acho que o facto de voltar atrás quando erra é uma virtude e não um defeito.

Sempre é melhor o Socrates no governo que o Menezes que disse que pretendia privatizar a Saude, Educaçao e Segurança Social, para cortar a despesa do Estado!


E a meu ver essa ideia é correcta. Desde que hajam tribunais a funcionar, segurança e forças armadas de jeito. Mas sobretudo tribunais.

Mas o que há a desconfiar é de Menezes, esse cata-vento dos cata-ventos, fiteiro de primeira. É outro Sócrates. Acreditam-se que ele iria privatizar alguma coisa?
Ou limitar-se-ia a dar a "gestão" à sua própria "nomenklatura"?
Menezes é mais do mesmo. Estamos feitos.
Não me acredito que isto aguente com mais duas legislaturas deste estilo.
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 11, 2008, 08:25:22 am
Citação de: "Black"
Bem, este governo pode ter muitos defeitos, mas acho que o facto de voltar atrás quando erra é uma virtude e não um defeito.

Sempre é melhor o Socrates no governo que o Menezes que disse que pretendia privatizar a Saude, Educaçao e Segurança Social, para cortar a despesa do Estado!


como disse o Ricardo Costa na SIC, "temos é de nos interrogar se não tivesse existido o estudo da CIP para Alcochete [mais a pressão do PR], se não estariamos agora a ouvir a decisão de escolha da Ota"

Não sejamos ingénuos, o Governo só cedeu devido ao facto das pressões já serem enormes, não foi porque tiveram um "rebate de consciência"  :roll:
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 11, 2008, 08:26:12 am
Citação de: "Luso"
Que exílio dourado irá ter o Jamé?

Ministério das Obras Públicas c34x

a propósito...

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Aeroporto Mário Lino

A cara de pau de Mário Lino sentado ao lado de Sócrates quando este anunciava que o novo aeroporto ficará no suposto "deserto" e, paradoxalmente, tinha o topete de gabar o ministro que tinha feito da Ota um "compromisso pessoal", é bem reveladora da extrema elasticidade da espinha moral de quem nos governa. São capazes de admitir tudo e o seu contrário, reduzem a pó as suas promessas mais enfáticas com a maior facilidade, abandonam compromissos éticos em nome da "ética da responsabilidade" e mentem, mentem sempre, compulsivamente, quase por acto de fé.
Apesar de tudo, o dia de hoje é feliz - evitou-se um erro gigantesco e pouparam-se muitos milhões ao erário público (e privado, por consequêmcia socialista). E muito se deve a Mário Lino: sem a sua actuação politicamente grotesca, talvez a Ota fosse para a frente. No mínimo, o futuro aeroporto de Alcochete merece ostentar o seu nome. E dou mais sugestões, mas para os serviços de apoio do novo aeroporto: restaurante 'Jamé', papelaria 'Compromisso pessoal', café 'O maior camelo do deserto'...

http://ablasfemia.blogspot.com/ (http://ablasfemia.blogspot.com/)
Título:
Enviado por: ShadIntel em Janeiro 11, 2008, 01:12:34 pm
Já repararam que o camelo do PT desapareceu ? Se calhar o Mário Lino roubo-o e tenciona fugir com ele para o meio do deserto.   Que grande notícia seria. :mrgreen:
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 12, 2008, 10:53:22 am
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg179.imageshack.us%2Fimg179%2F4818%2Falcochete1rk4.jpg&hash=1e81823853dc1ccc9805ad568a4e6b27)
(do Público de ontem)

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Já repararam que o camelo do PT desapareceu ? Se calhar o Mário Lino roubo-o e tenciona fugir com ele para o meio do deserto. Que grande notícia seria


 :twisted:
Título:
Enviado por: zocuni em Janeiro 12, 2008, 03:58:39 pm
Citação de: "ShadIntel"
Já repararam que o camelo do PT desapareceu ? Se calhar o Mário Lino roubo-o e tenciona fugir com ele para o meio do deserto.   Que grande notícia seria. :amazing:
Esse ministro é uma figura,onde descobriram tal ser?

Abraços,
Título:
Enviado por: comanche em Janeiro 15, 2008, 02:07:19 pm
Portela está mesmo esgotada?

Todos os aeroportos do Mundo recusam voos e Lisboa não é excepção. No entanto, quando comparamos a Portela com Gatwick e Heathrow, em Londres, a diferença é notória. Veja a comparação que o PortugalDiário fez.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=903123&div_id=291
Título:
Enviado por: André em Janeiro 17, 2008, 04:02:50 pm
Ligação Porto-Vigo «avança com passo firme», diz Touriño

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O presidente da Junta da Galiza garantiu hoje que a ligação Porto-Vigo em comboio de alta velocidade «avança com passo firme», após receber «um apoio decisivo» da Comissão Europeia, no valor de 244 milhões de euros.

«A ligação avança com passo firme, dado que acaba de receber un apoio decisivo da Comissão Europeia, que, em Novembro, seleccionou o troço internacional Ponte de Lima-Vigo para financiar a sua construção com 244 milhões de euros de fundos comunitários», disse, em entrevista à Lusa, Emilio Perez Touriño.

«Aquele projecto foi seleccionado entre mais de 200 solicitações e trata-se do quarto dentro dos projectos de intercomunicação ferroviária pela sua magnitude orçamental«, sublinhou.

Segundo Emilio Touriño, será construída uma linha de transporte de tráfico misto de passageiros e mercadorias, a uma velocidade média de 250 quilómetros por hora.

O responsável lembrou que na Cimeira Luso-Espanhola realizada em Badajoz, em Novembro de 2006, os governos dos dois países »coincidiram em conferir carácter prioritário à linha de alta velocidade entre Vigo e Porto, com o mesmo nível de prioridade que a ligação entre Lisboa e Madrid e com o mesmo horizonte temporal: 2013«.

«Não há motivos para que o compromisso rubricado pelo presidente espanhol e o primeiro-ministro português não se cumpra nas datas fixadas, pois o compromiso é firme e os passos dados confirmam a vontade de construir a linha nos prazos fixados», disse o líder da Junta da Galiza.

Para Touriño, este é um projecto «prioritário e estratégico», já que a alta velocidade «ajudará a vertebrar a euro-região Galiza-Norte de Portugal, permitindo-lhe que deixe de ser a periferia para estar ligada directamente com o coração da Europa e ganhar em competitividade e dinamismo».

O comboio de alta velocidade poderá ainda contribuir para «a mobilidade laboral transfronteiriça» que a Conselharia do Trabalho da Junta da Galiza está a fomentar em conjunto com instituições portuguesas, mediante projectos que contam com o apoio da Comunidade Europeia.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: tenente em Janeiro 20, 2008, 01:57:01 pm
Boas,

O problema da capacidade da Portela está relacionado com o crescimento urbano na dècada de 80 em redor do Aeroporto.
Este crescimento impede que a segunda pista seja construída permitindo uma maior capacidade, aterragens/descolagens/hora e o aumento de stands e capacidade nas aerogares.

A actual saturação deve-se em parte aos pedidos de slots para as horas de maior pico e à limitação de voos nocturnos até 14 por semana devido ao ruído.

Abraços/Ten

Citação de: "comanche"
Portela está mesmo esgotada?

Todos os aeroportos do Mundo recusam voos e Lisboa não é excepção. No entanto, quando comparamos a Portela com Gatwick e Heathrow, em Londres, a diferença é notória. Veja a comparação que o PortugalDiário fez.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=903123&div_id=291
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Enviado por: André em Janeiro 22, 2008, 02:45:08 pm
Bruxelas só quer ver os requisitos cumpridos

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A comissária europeia da Política Regional afirmou hoje em Bruxelas que a localização do futuro aeroporto de Lisboa é «uma decisão portuguesa», cabendo à Comissão confirmar apenas se são cumpridos todos os requisitos para co-financiar o projecto.

Danuta Hubner indicou que a avaliação da Comissão ao novo projecto, em Alcochete, só ocorrerá quando chegar a Bruxelas toda a documentação necessária, designadamente a avaliação de impacto ambiental - ainda por elaborar -, mas ressalvou que não há razões para temer atrasos, desde que o projecto elaborado por Lisboa esteja «bem preparado».

A 10 de Janeiro, o primeiro-ministro José Sócrates anunciou a decisão «preliminar» de escolher Alcochete como a localização do novo aeroporto internacional de Lisboa, afastando a opção inicial da Ota, apontando que a escolha só será definitiva após a realização de uma avaliação ambiental estratégica.

O Governo português apresentou em Julho, em Bruxelas, a candidatura a um financiamento comunitário de 250 milhões de euros para o novo aeroporto de Lisboa, então projectado para a Ota, pois na altura apenas esse cenário reunia toda a documentação e estudos necessários, sabendo-se, desde então, que uma alteração da localização, como agora se confirmou, exigia readaptação e renegociação com Bruxelas do novo projecto.

«A decisão sobre a (nova) localização é uma decisão portuguesa. Só queremos confirmar que o projecto se qualifica para o co-financiamento», declarou hoje a comissária europeia responsável pela política regional, lembrando que, como todos os grandes projectos de investimento, é necessário que seja cumpridos os diversos critérios, entre os quais a avaliação do impacto ambiental, «essencial para a Comissão».

O Governo português anunciou que a elaboração da avaliação ambiental estratégica «estará concluída dentro de um mês e meio», ou seja, no final de Fevereiro, garantindo que a elaboração deste estudo não poria em causa o calendário previsto para o novo aeroporto, que prevê para 2010 o início das obras.

Danuta Hubner comentou hoje que «a rapidez do projecto depende de quão bem ele está preparado e, se estiver bem preparado, não deverá haver atrasos».

A Comissão já advertira Lisboa que uma «decisão definitiva» e a entrega de toda a documentação necessária devem ocorrer o quanto antes, de modo a que o projecto se possa desenvolver no quadro da programação dos fundos comunitários para o período 2007-2013.

Os apoios da União Europeia à construção do novo aeroporto fazem-se a nível dos Fundos Estruturais e de Coesão (no quadro da Política Regional comunitária) e das Redes Transeuropeias de Transportes (no âmbito da Política de Transportes), estando consagrados nos respectivos programas para o período 2007/2013.

Em Novembro passado, Bruxelas já decidiu destinar 69 milhões de euros para estudos e obras do novo aeroporto de Lisboa, eleito um dos 30 projectos prioritários no âmbito do programa Redes Transeuropeias de Transportes.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: P44 em Janeiro 22, 2008, 04:04:40 pm
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Aeroporto: Governo já sabia conclusões do estudo, diz LNEC

O presidente do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) revelou hoje que o Governo já conhecia as conclusões do estudo que apontou o Campo de Tiro de Alcochete como a melhor localização para o novo aeroporto, desde 19 de Dezembro.

«No dia 19 de Dezembro, o primeiro-ministro chamou-me à residência oficial e eu apresentei-lhe as conclusões do estudo [comparativo entre a Ota e Alcochete]», afirmou Carlos Matias Ramos, durante uma audição na comissão parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

O presidente do LNEC respondia assim à deputada do Bloco de Esquerda, Helena Pinto, que, durante a sua intervenção, citou o primeiro-ministro, lembrando que na conferência de imprensa em que anunciou a decisão «prévia e preliminar» de construir o novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, a 10 de Janeiro, José Sócrates, afirmou que tinha recebido o relatório do LNEC no dia anterior, ou seja, no dia 9 de Janeiro.

«Fui apresentar o estudo ao primeiro-ministro no dia 19 de Dezembro, à residência oficial, numa reunião onde estiveram também o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, e o ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira», precisou o presidente do LNEC.

Questionado pelos jornalistas, Carlos Matias Ramos explicou que, de facto, o relatório completo e acabado só foi entregue ao primeiro-ministro no dia 9 de Janeiro, referindo, contudo, que José Sócrates já conhecia «as linhas gerais do estudo na sua totalidade» desde o dia 19 de Dezembro e que o ministro das Obras Públicas teve conhecimento destas conclusões «muito antes».

«O ministro das Obras Públicas sabia perfeitamente das conclusões do estudo desde o início de Dezembro», acrescentou.

Contudo, o minstro das Obras Públicas afirmou que só recebeu o estudo do LNEC no dia 9 de Janeiro.

«Recebi hoje o estudo e já comecei a trabalhar nele», afirmou Mário Lino, a 9 de Janeiro, em declarações aos jornalistas após o debate quinzenal com o primeiro-ministro.

De acordo com um despacho assinado pelo ministro das Obras Públicas, o estudo do LNEC deveria estar concluido no dia 12 de Dezembro, mas no dia 5 de Dezembro, a sete dias da data prevista para a apresentação do documento, o LNEC adiou para a segunda semana de Janeiro a entrega do estudo comparativo sobre o Novo Aeroporto de Lisboa.

O estudo só foi conhecido publicamente no dia 10 de Janeiro.

O presidente do LNEC disse que o alargamento do prazo para a entrega do estudo «foi uma necessidade» do laboratório, pois era necessário «dar coesão e harmonia» as diversos relatórios que integravam o estudo.

Diário Digital / Lusa

22-01-2008 15:09:00


 :arrow: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=314976 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=314976)

o "Jamé" , no seu melhor
Título:
Enviado por: lurker em Janeiro 23, 2008, 12:56:10 am
O próprio Mário Lino afirmou em directo no último «Prós & Contras» relativo ao aeroporto que já tinha tomado conhecimento das linhas gerais do relatório em Dezembro.

Raio de jornalistas atrasados.
Título:
Enviado por: ricardonunes em Janeiro 23, 2008, 01:12:13 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.imagehost.ro%2Fpict%2F2315082247973c46b8805.jpg&hash=b3cdd72ed822836d39903652af4ff2c5)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.imagehost.ro%2Fpict%2F2315092447973c84935ff.jpg&hash=b3785380cd6ee4caa368b0075ff1c2a5)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fwww.imagehost.ro%2Fpict%2F2315100147973ca9a267a.jpg&hash=fd85278477598c7d90506b4a4c237377)
Título:
Enviado por: Luso em Janeiro 23, 2008, 02:42:39 pm
Por mim o cavalheiro, por quem tenho admiração, sujou-se com argumentos fracos, face aos contraditórios. Não tinha necessidade.
Título:
Enviado por: André em Janeiro 27, 2008, 01:21:32 am
TGV arranca já e ligará Alcochete a Badajoz em 2012

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As ligações do comboio de alta velocidade a Espanha poderão ser antecipadas em um ano.  Governo já sabe que espanhóis estarão na fronteira em 2010. E quer ter a linha Poceirão-Madrid operacional em 2012.

Na origem desta decisão, ao que o SOL apurou junto de fontes governamentais, está o atraso de três anos que Portugal tem face à Espanha. Em 2010, o pais vizinho inaugurará os troços Mérida/Badajoz e Pontevedra/Vigo que irão colocar o TGV nessas duas fronteira luso-espanhola, enquanto que o Executivo português só prevê concluir as linhas Lisboa/Caia com destino a Madrid e Porto/Valença com destino a Vigo em 2013. De forma a minimizar o tempo de espera, José Sócrates quer antecipar o mais possível o inicio da exploração dos respectivos troços transfronteiriços. As datas dependerão das respostas dos consórcios concorrentes à construção, exploração e manutenção do projecto português.

O primeiro concurso a ser lançado, tal como o primeiro-ministro Sócrates fez questão de anunciar na última Cimeira Luso-Espanhola do passado fim-de-semana, será o de Poceirão/Caia no próximo mês de Junho. «Não podemos esperar toda a vida», afirmou o chefe de Governo português.

O Executivo não quer perder a oportunidade de criar pólos de desenvolvimento nas estações intermédias do TGV o mais cedo possível, até para poder competir com as cidades do outro lado da fronteira. No caso da linha para Madrid, será Évora a beneficiada. É que, a exemplo de outras linhas em Espanha e França, as cidades atravessadas pelo TGV mudaram radicalmente o seu perfil de desenvolvimento. A proximidade que permite o comboio de alta velocidade cria oportunidades de negócio em várias áreas.

Sol
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Enviado por: André em Janeiro 29, 2008, 06:16:36 pm
Lino anuncia «reavaliação» do modelo financiamento

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O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou hoje que a alteração da localização do novo aeroporto de Lisboa justifica uma «reavaliação» do modelo de financiamento.

«Não vemos razão nenhuma para mudar o modelo de financiamento [do novo aeroporto], mas o modelo está a ser reavaliado porque houve uma alteração na localização», afirmou Mário Lino, durante uma audição na Comissão Parlamentar de Obras Públicas, Transportes e Comunicações.

O modelo de concessão do novo aeroporto, proposto pelo Governo em Janeiro de 2007, alia a privatização da ANA - Aeroportos de Portugal à construção da nova infra-estrutura, através de concurso público internacional.

Por seu turno, o secretário de Estado das Obras Públicas explicou que o modelo de transacção previsto para o novo aeroporto visa «minimizar envolvimento de fundos públicos na construção, minimizar os riscos para o parceiro Estado e maximizar da eficiência da operação».

O modelo de concessão prevê a alienação de uma percentagem de controlo do capital da gestora dos aeroportos portugueses [pelo menos 50 por cento mais uma acção], sendo que a exploração do serviço público aeroportuário será realizada em regime de concessão.

Entre os princípios a que deve obedecer o concurso público internacional, sublinha-se a «manutenção do sistema aeroportuário nacional e a viabilidade do projecto do novo aeroporto, num contexto de limitação de fundos públicos, nacionais e comunitários, restrito a um máximo de 600 milhões de euros».

Deste montante, já estão garantidos um mínimo de 170 milhões através do Fundo de Coesão, a que se somam 69 milhões de euros atribuídos no âmbito do programa Redes Transeuropeias de Transportes.

A entidade a privatizar incluirá a concepção, construção e financiamento do novo aeroporto, requalificação, manutenção e desenvolvimento de infra-estruturas existentes e exploração dos negócios no perímetro dos aeroportos.

O grupo financeiro australiano MacQuarie, que detém 30 por cento da concessão da Ponte Vasco da Gama, em Lisboa, e o consórcio Asterion, liderado pela Monta-Engil, já se apresentaram como candidatos.

De acordo com o calendário previsto pelo Governo, o projecto do novo aeroporto deverá estar concluído em 2017, data prevista pelo Executivo para o início da exploração.

Diário Digital / Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 05, 2008, 02:33:18 pm
Alstom apresentou novo AGV, modelo que pode ser apresentado para o projecto português

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A Alstom apresentou hoje, em França, o novo comboio AGV, um modelo que o frabricante francês de material ferroviário pode apresentar para o projecto português de alta velocidade e que foi concebido para circular a 360 quilómetros por hora.

Na cerimónia de apresentação pública, que decorreu na fábrica da Alstom de La Rochelle, "centro de excelência de alta velocidade", e que foi presidida pelo presidente francês, Nicolas Sarcozy, foi apresentado o protótipo do AGV, que poderá custar 25 milhões de euros (a preços de catálogo).

Descrito pelo presidente-executivo da Alstom como o comboio de alta velocidade de "nova geração", o AGV é o primeiro comboio que combina uma arquitectura articulada com um sistema de tracção distribuida, uma tecnologia que elimina grande parte do ruído causado dentro das carruagens pela rodagem dos comboio nos carris e amortece o movimento entre as carruagens.

A redução no consumo de energia e nas emissões de dióxido de carbono (CO2) foram vantagens salientadas por Patrick Kron.

Concebido com cerca de 98 por cento de material reciclável ou reutilizável (alumínio, aço, cobre e vidro), o AGV emite apenas 13 vezes menos dioxido de carbono que um autocarro, 50 vezes menos que um carro e 70 vezes menos do que um avião.

De acordo com os dados divulgados pela Alstom, o AGV consome menos 15 por cento de energia, o que para uma frota de 100 AGV representa uma poupança de cerca de cinco milhões de euros.

Comparando o consumo de petróleo, o AGV consome apenas 0,4 litros de petróleo por 100 passageiros por quilómetro, três vezes menos que um autocarro, oito vezes menos que um carro e 15 vezes menos que um avião.

Outra das vantagens deste modelo reside no facto de poder ser configurado de acordo com a preferência do operador, em comboios com 7, 8, 11 ou 14 carruagens, fazendo variar a capacidade do comboio entre os 250 e os 650 passageiros.

Paralelamente, os comboios AGV podem ser configurados para terem uma primeira e uma segunda classe, ou podem incluir uma classe executiva, sala de reuniões, área de lazer e descanso.

Na ocasião, o presidente francês Nicolas Sarkozy, destacou o "trabalho sólido" desenvolvido pela Alstom que, depois "da terrível crise de 2004", soube crescer "com coragem e inteligência", tornando-se a maior empresa de comboios de alta velocidade do mundo.

Desde 1981, data em que foi lançado o primeiro TGV, a Alstom vendeu 650 comboios de muito alta velocidade e transportou cerca de 1,5 mil milhões de passageiros ao longo de mais de dois milhões de quilómetros.

Em Portugal, o grupo Alstom está presente em Lisboa, Setúbal e na Maia, empregando cerca de 350 pessoas.

Lusa


... E quer parcerias com empresas portuguesas para concorrer ao projecto

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O presidente da Alstom Transport, Philippe Mellier afirmou hoje que a empresa está interessada em fazer parcerias com empresas portuguesas para concorrer aos concursos previstos para o projecto português de alta velocidade.

Em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do AGV, o novo comboio da Alstom, que decorreu hoje na fábrica de La Rochelle, na França, Philippe Mellier disse que a empresa está interessada e "tem experiência" para concorrer aos concursos previstos para o projecto português de alta velocidade: comboios, sinalização e infra-estruturas.

"Podemos fazer tudo. Temos experiência para fazer tudo", sublinhou.

"Queria trabalhar em Portugal com empresas portuguesas", afirmou Mellier, precisando que o estabelecimento de parcerias com empresas portuguesas depende "da estrutura do concurso", pelo que é necessário "esperar pelo lançamento do caderno de encargos", uma vez que "para concursos com preços muito baixos não é possível fazer parcerias".

O modelo de negócio para o projecto português, apresentado pelo Governo em Junho de 2007, que assenta em seis parcerias público-privadas - cinco para os troços e uma global para telecomunicações - , prevê para o ínicio do segundo semestre deste ano o lançamento do primeiro concurso para o troço Poceirão-Caia.

O presidente da Alstom Transport adiantou também que em Março estará em Portugal onde tentará reunir-se com o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, para "saber qual é o ponto de situação do projecto" português.

Para o projecto português, a Alstom poderá apresentar o novo AGV, "um comboio com níveis de consumo de energia bastante mais baixos e níveis de segurança muito elevados".

Concebido para circular a velocidades superiores a 350 quilómetros por hora, o novo comboio da Alstom começará a ser produzido em meados deste ano, estando previstas para 2010 as primeiras entregas.

Com capacidade para transportar entre 280 e 460 passageiros, cada AGV pode custar cerca de 25 milhões de euros (preços de catálogo).

Em Portugal, o grupo Alstom está presente em Lisboa, Setúbal e na Maia, empregando cerca de 350 pessoas.

A renovação integral de 57 comboios eléctricos para o serviço regional da CP, o fornecimento de 18 comboios eléctricos de dois pisos para a Fertagus (travessia da Ponte 25 de Abril) e de 10 comboios Alfa Pendular para a Linha do Norte, são algumas das intervenções mais recentes da Alstom em Portugal.

Lusa
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Enviado por: André em Fevereiro 09, 2008, 12:43:14 am
Menezes desafia Governo a contratar estudo independente também para o TGV

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O líder do PSD instou hoje o Governo a pedir um "estudo independente" também para o TGV, a exemplo do que fez com o novo aeroporto de Lisboa e a terceira travessia do Tejo.

"Já que houve o bom-senso de pensar o aeroporto e agora pensar a ponte, que haja também a sensatez de pensar globalmente o projecto de alta velocidade ferroviária", defendeu Luís Filipe Menezes.

Falando em Viana do Castelo, à margem da tomada de posse da nova Comissão Política Distrital, Menezes defendeu que um comboio de velocidade moderada, a 200 quilómetros por hora, "era mais do que suficiente" para a ligação Porto-Lisboa e significaria um investimento "muito menor".

Por isso, aconselhou o Governo a ponderar "um estudo independente" para aferir da necessidade de gastar "centenas de milhões de euros" numa ligação em alta velocidade para "retirar meia dúzia de minutos" ao tempo da viagem.

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, afirmou hoje que decidiu mandatar o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para estudar as opções para a terceira travessia do Tejo porque "quer que as decisões fiquem bem clarificadas".

Para o líder do PSD, "está agora evidente que o Governo, do ponto de vista técnico, não consegue suportar uma decisão com base naquilo que é o seu 'staff' de acompanhamento. E os portugueses têm todas as razões para que, toda a vez que aparecer uma proposta, duvidarem da sua fiabilidade".

Menezes sugeriu mesmo, com ironia, a criação de uma "entidade independente" para analisar os grandes projectos, "pelo menos enquanto este Governo estiver em funções, porque não podemos confiar nas decisões deste Governo em matéria de grandes investimentos públicos desta dimensão".

O líder "laranja" lembrou que o primeiro-ministro afirmou "peremptoriamente" que a ponte seria no eixo Chelas-Barreiro e que, no dia seguinte, até foi chamada a Lusoponte para renegociar o acordo que tem com o Estado.

"Antes de se saber qual é a ponte que vai ser opção, se a opção vai ser rodoviária ou rodo-ferroviária, sem termos assente o modelo daquilo que se vai desenvolver, como é que se poderia começar de imediato as negociações com a Lusoponte?" - questionou Menezes, rotulando estes episódios de "caricatos".

"Há muita falta de rigor, muito amadorismo, num espaço de tempo muito curto", criticou o líder "laranja".

Mário Lino justificou a decisão do Governo de mandatar o LNEC para estudar as opções para a terceira travessia do Tejo por existirem "pontos de vista diferentes, com opiniões bem fundamentadas".

Actualmente estão em cima da mesa duas opções para a terceira travessia sobre o Rio Tejo: a construção da nova ponte no eixo Chelas-Barreiro, confirmada pelo Governo, e construção no eixo Beato-Montijo, defendida por José Manuel Viegas no estudo da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) sobre o novo aeroporto.

A última vez que a construção da terceira travessia do Tejo no eixo Chelas-Barreiro foi reafirmada foi através da Resolução do Conselho de Ministros de 10 de Janeiro, uma decisão que, sublinhou Mário Lino, foi apenas "preliminar", uma vez que "o relatório do LNEC não se debruçou sobre alternativas" ao eixo Chelas-Barreiro.

No entanto, e apesar da ponte rodo-ferroviária Chelas-Barreiro "ter sido sempre confirmada pelos sucessivos Governos", o ministro justificou o pedido de um estudo ao LNEC com o facto de, "em Novembro, terem começado a aparecer estudos".

Questionado sobre se a decisão do LNEC será soberana, o ministro afirmou que "não existem decisões soberanas".

Confrontado com as críticas dos partidos da oposição que consideram esta atitude como um recuo, Mário Lino responde dizendo que "a oposição fala em recuo qualquer que seja a posição do Governo".

Para o líder do PSD, este foi um recuso do primeiro-ministro e não do ministro das Obras Públicas, por considerar que "Mário Lino não tem mais por onde recuar".

Na quinta-feira, o ministro das Obras Públicas mandatou o LNEC para avaliar qual a melhor solução para a nova ponte sobre o rio Tejo e se esta deve ser só ferroviária ou também rodoviária.

O prazo dado ao LNEC, que foi responsável pelo estudo comparativo que determinou a construção do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete em detrimento da Ota, é de 45 dias.

O estudo do LNEC, que deverá estar concluído no final de Março, deve fazer uma "avaliação comparativa das alternativas existentes de travessia ferroviária do Tejo, na Área Metropolitana de Lisboa" e, também, "responder, de forma objectiva, sobre se existe viabilidade e justificação para associar uma componente rodoviária à travessia ferroviária do Tejo em Lisboa".

Para dar resposta a estas questões, o LNEC deve "analisar, nas perspectivas técnica, ambiental e funcional os estudos correspondentes às alternativas em presença sobre a terceira travessia do Tejo".

Lusa
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Enviado por: emarques em Fevereiro 10, 2008, 02:58:38 am
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"Falando em Viana do Castelo, à margem da tomada de posse da nova Comissão Política Distrital, Menezes defendeu que um comboio de velocidade moderada, a 200 quilómetros por hora, "era mais do que suficiente" para a ligação Porto-Lisboa e significaria um investimento "muito menor".

Por isso, aconselhou o Governo a ponderar "um estudo independente" para aferir da necessidade de gastar "centenas de milhões de euros" numa ligação em alta velocidade para "retirar meia dúzia de minutos" ao tempo da viagem.

Mesmo os Inter-Cidades da linha do norte andam a 190-200 onde a linha permite. Sim, o IC na linha do norte é, segundo os critérios internacionalmente aceites, um serviço de alta velocidade ("velocidade elevada" é coisa que só existe por cá, nos outros sítios são AV ou são normais. quanto a esta categoria de "velocidade moderada", confesso que não conhecia).

Segundo a REFER, a linha neste momento tem estes patamares de velocidade:
x = V. Máx.
Porto - Ovar: 120 < x <160;
Ovar - Pampilhosa: 160 < x < 220;
Pampilhosa - Alfarelos: 120 < x < 160;
Alfarelos - Entroncamento: 160 < x < 220;
Entroncamento - Setil: 120 < x < 160;
Setil - Lisboa: 160 < x < 220;
Não sei como é que a REFER justifica que o Alfa esteja limitado a atravessar Santarém a 40km/h, e V.F. de Xira a 60km/h, mas pronto...

Para mudar os patamares todos para os 160 - 220 dizem que precisam de gastar 1400 milhões de €.
Com isso, o tempo de circulação do Alfa Pendular entre Campanhã e Sta. Apolónia ficaria nas 2h20min (hoje está em 2h44min).

Segundo a RAVe, os custos da linha nova seriam 4700 milhões, e o tempo de percurso Lisboa-Porto 1h15min.  Acho que esse tempo é para uma linha com patamar de velocidade de 300 km/h e comboios tipo TGV. Se se construísse com patamares de 350 km/h e se metessem ICE-3 ou AGV, provavelmente seria coisa para 1h.

Ou seja, o senhor Menezes:
1) não sabe bem quanto é que a coisa vai custar (são milhares de milhões, não centenas);
2) não sabe bem a diferença entre 6 minutos e 60 (ou, nos extremos, 100).
:twisted:

Dito isto... Eu por mim também considerava fortemente a hipótese de deixar a construção de uma linha AV dedicada entre Lisboa e Porto para último, e gastava os tais 1400 milhões na linha do norte. (Já agora, se também encontrassem uns milhõezitos para a linha do Minho entre Nine e Valença, não calhava mal. Electrificar, pôr outra vez os pontos de cruzamento que retiraram, eliminar passagens de nível... [delírio]fazer um túnel entre Viana do Castelo e Darque, para tirar o comboio da ponte Eiffel...[/delírio] Sei lá, qualquer coisa para que os ~80km entre Viana e Porto (Campanhã) não demorassem 1h35min num comboio que a CP chama de "serviço rápido").
Título:
Enviado por: lurker em Fevereiro 10, 2008, 02:39:48 pm
Caro emarques,
as carruagens Corail dos IC não estão aptas para mais de 160 km/h.

Já Alfa não anda mais depressa na linha do Norte porque, por um lado algumas zonas da linha ainda apresentam limitações mas, mais importante, a linha do Norte está extremamente congestionada. Coordenar a mistura de comboios de mercadorias, suburbanos, regionais, Inter-Cidades e Alfas é um jogo de soma zero.

A meu ver, gastar mais dinheiro na linha do Norte para diminuir o tempo das viagens dos Alfa é um exercício inútil. O que o país precisa é de uma 2ª linha a ligar o corredor Lisboa - Porto.

Contudo, muitas pessoas não estão inteiramente convencidas da necessidade dessa 2ª linha suportar velocidades acima de 250km/h. Há quem defenda que uma linha que simplesmente permitisse aproveitar ao máximo a velocidade de um comboio tipo pendular daria quase os mesmos benefícios ao país (viagens 15-20 minutos mais longas creio eu) e pouparia algumas centenas de milhões de euros.

E o que o Luís Filipe Menezes estava a dizer é exactamente que gostaria de ver um estudo que comparasse essas duas opções. E eu assino por baixo, já agora.
Título:
Enviado por: emarques em Fevereiro 11, 2008, 12:36:27 pm
Citação de: "lurker"
Caro emarques,
as carruagens Corail dos IC não estão aptas para mais de 160 km/h.
Disseram-me que as remodeladas conseguem 190-200, mas como é só "diz-que-disse" não vou teimar. :P Ou (ideia parva) transformando a linha do Vouga numa ligação entre a linha do Douro e a linha do Norte (sim, isto é fazer uma linha nova, se possível no canal de uma que já existe)

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Contudo, muitas pessoas não estão inteiramente convencidas da necessidade dessa 2ª linha suportar velocidades acima de 250km/h. Há quem defenda que uma linha que simplesmente permitisse aproveitar ao máximo a velocidade de um comboio tipo pendular daria quase os mesmos benefícios ao país (viagens 15-20 minutos mais longas creio eu) e pouparia algumas centenas de milhões de euros.

E o que o Luís Filipe Menezes estava a dizer é exactamente que gostaria de ver um estudo que comparasse essas duas opções. E eu assino por baixo, já agora.

Tráfego misto? Se for para isso, estude-se. Uma linha "AV dos pobrezinhos" não.

Na verdade, estudem-se todas as opções Lisboa-Porto muito bem estudadas, de preferência a demorar. Incluíndo a volta ao bilhar grande de ir por Viseu em vez de Aveiro, isto quanto mais estudado melhor. Francamente, das linhas AV propostas, Lisboa-Porto parece-me a menos prioritária (pelo menos em configuração só-AV), e os estudos exaustivos podiam forçar a fazer outras primeiro. :D
Título:
Enviado por: André em Fevereiro 11, 2008, 07:48:17 pm
Mário Lino diz que a construção em Alcochete será «uma boa decisão para o país»

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O ministro das Obras Públicas afirmou hoje que a decisão de construir o novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete será «uma boa decisão para o país, para os cidadãos, para as empresas e para a economia»

Mário Lino, que hoje falava no seminário O Novo Aeroporto de Lisboa na Óptica do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, que decorre no LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa, disse que «face aos resultados de todos os estudos já efectuados, designadamente o do LNEC, é expectável que venha a confirmar-se a zona de Campo de Tiro de Alcochete» como localização definitiva da nova infra-estrutura aeroportuária.

Esta decisão, a confirmar-se, será segundo o ministro «uma boa decisão para país, para os cidadãos, para as empresas, para a economia e para todos os operadores do sector», salientou.

O ministro referiu igualmente que a construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete «será menos demorada do que seria espectável caso o aeroporto fosse construído na OTA».

Assim, a abertura da nova infra-estrutura aeroportuária deverá ocorrer em 2017, o mesmo prazo fixado para a inauguração da OTA.

«E se algum objectivo desejável pode ser fixado nesta matéria, é o de conseguirmos antecipar a data de entrada em operação do novo aeroporto por se tornar cada vez mais evidente que o actual aeroporto da Portela caminha mais aceleradamente do que o anteriormente previsto para o seu esgotamento» , adiantou.

Mário Lino referiu ainda que devido à distância do novo aeroporto do centro de Lisboa será necessário «redefinir o plano de ordenamento de toda a área Metropolitana de Lisboa, incluindo a Grande Lisboa e a Península de Setúbal, por forma a potenciar o desenvolvimento desta região».

O governante disse também que o novo aeroporto terá se articular com o Oeste, o Ribatejo, a Região Centro do país e o Alentejo, «num trabalho conjunto entre o governo, a administração central e as autarquias».

Lusa / SOL
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Enviado por: lurker em Fevereiro 12, 2008, 09:07:51 pm
Expressei-me mal.
Não é que o congestionamento seja o culpado do Alfa andar a velocidades como 50-90 em certos troços.

Mas não é só uma questão da quantidade de comboios que há agora. É uma questão do que poderia haver.
O que acontece é que há uma ineficiência na utilização do troço inerente a ter comboios de diferentes velocidades a passar nos mesmos troços.
Um exemplo artificial:
Você tem um troço que um Alfa faz em 10 minutos, um suburbano em 30 minutos. E assumamos uma margem minima de 5 minutos.

Se você só lá tiver Alfas a passar, até podia ter Alfas de 5 em 5 minutos.
Se você só lá tiver Suburbanos a passar, também pode ter Suburbanos de 5 em 5 minutos.

Mas se você lá tiver Alfas E Suburbanos a passar, tem de conjugar isso.
Tem de haver um intervalo de 25 minutos entre um Suburbano entrar no troço e um Alfa entrar no troço.

25 minutos = 5 minutos de margem + (30 - 10) minutos

Quanto às linhas alternativas, há alguns problemas.
Antes de mais linha do Vouga é uma linha de via única em bitola estreita. Já lá passei e duvido muito que a CP tenha terreno para fazer lá uma via dupla em bitola normal.
A linha do Oeste não sei quais são as possibilidades de modernização.

Mas de qualquer forma, isso são assuntos diferentes.

O problema da linha do Oeste e do Vouga é que estão às moscas (bom, nem tanto), o problema da linha do Norte é que está a abarrotar de pessoas. E nem a linha do Oeste nem a linha do Vouga vão aliviar esse problema.
Título:
Enviado por: comanche em Março 18, 2008, 05:02:47 pm
TGV: RAVE diz que modelo de negócio em Portugal é reconhecido como "inteligente" e "interessante"


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Amesterdão, Holanda, 18 Mar (Lusa) - O administrador da RAVE Carlos Fernandes, que apresentou o projecto português de alta velocidade em Amesterdão, afirmou hoje que o modelo de negócio que será adoptado em Portugal foi reconhecido como "inteligente" e "interessante".

"Recebemos várias manifestações de reconhecimento de que o modelo de negócio [escolhido para o projecto português] é inteligente e interessante", afirmou Carlos Fernandes, em declarações à margem do congresso de alta velocidade que decorre até quarta-feira em Amesterdão, na Holanda.

Representantes da Alemanha, Noruega, Suécia e Finlândia estão, segundo o administrador da RAVE, entre os participantes do congresso que qualificaram de "inteligente" o modelo de negócio do projecto português, afirmando que "permite resolver alguns dos problemas que já aconteceram noutros países" durante a concretização de um projecto de alta velocidade.

O modelo de negócio da linha de alta velocidade portuguesa, apresentado em Junho de 2007, assenta em seis parcerias público-privadas: cinco para a infra-estrutura e uma concessão para sinalização.

Segundo este modelo de negócio, o Estado fica responsável pela aquisição dos comboios que alugará aos futuros operadores, cabendo-lhe também a gestão de tráfego e a locação de capacidade da infra-estrutura ferroviária associada ao projecto, que será efectuada pela Refer.

O modelo prevê que o Estado comece a pagar o TGV quando a linha entrar em funcionamento, em 2013, ficando responsável por assegurar 36 por cento do financiamento da rede ferroviária de alta velocidade.

Os investidores privados, que terão o período de 40 anos para rentabilizar o capital dispendido, assegurarão 45 por cento do financiamento do projecto, enquanto 19 por cento do financiamento será assegurado por fundos comunitários.

Carlos Fernandes, que apontou como principal objectivo da participação da RAVE neste congresso a divulgação do projecto português, de modo a atrair o interesse do mercado, afirmou "as empresas estrangeiras estão a acompanhar o que está a acontecer em Portugal".

"O mercado percebeu que estamos [Portugal] a avançar", sublinhou o administrador da RAVE, sustentando que a participação em eventos internacionais permite que as "empresas comecem a pensar em investir no projecto português".

Carlos Fernandes considera que se os consórcios que vão concorrer ao projecto integrarem entidades estrangeiras isso será uma mais-valia para as empresas nacionais, uma vez que potenciará a "internacionalização" e a participação das empresas portuguesas noutros projectos de alta velocidade.

"Depois de fazerem o projecto em Portugal, as empresas nacionais já têm um cartão de visita", sustentou.

Dois consórcios já se apresentaram como interessados no projecto português de alta velocidade: um composto pela Brisa, Soares da Costa e Bento Pedroso e outro de que fazem parte a Mota-Engil, a Somague e a Teixeira Duarte.

O primeiro concurso, para o troço Poceirão-Caia, da linha Lisboa-Madrid, será lançado em Junho.

O congresso de alta velocidade, organizado pela União Internacional de Caminhos de Ferro (UIC), decorre até quarta-feira em Amesterdão e conta com 1.200 participantes.

Título:
Enviado por: André em Abril 15, 2008, 07:14:10 pm
Traçado entre Porto e Vigo conhecido em inícios de 2009

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O traçado da linha de comboio de alta velocidade entre Porto e Vigo só deverá ser conhecido no início de 2009, após o estudo de impacte ambiental, «em curso», refere um comunicado hoje divulgado por Ribeiro e Castro.

No comunicado, aquele eurodeputado do CDS-PP, que interpelou a Comissão Europeia sobre a matéria, acrescenta que o comissário Jacques Barrot reafirmou o compromisso de conclusão daquela ligação até 2013.

«A comissão confirmou ainda que foram designados como pontos âncora da ligação o Porto, Braga, Ponte de Lima, a fronteira luso espanhola em Valença, Rio Porriño e Vigo», lê-se ainda no documento.

A interpelação de Ribeiro e Castro surgiu após alguns autarcas, nomeadamente o presidente da Câmara de Ponte de Lima, Daniel Campelo, também eleito pelo CDS-PP, terem criticado o alegado «secretismo» na definição do traçado da linha de alta velocidade entre Porto e Vigo.

Em Fevereiro, Campelo prometeu também «oposição feroz» ao traçado se a solução for prejudicial para o concelho.

«Se a solução final prejudicar Ponte de Lima e se se constatar que havia outras soluções menos gravosas, podem contar com a nossa oposição feroz», garantiu.

Disse ainda que quer saber quais as propostas que estão a ser estudadas para «compensar» as populações pelos incómodos e prejuízos da passagem da linha do TGV e que «tipo de serviços» é que o comboio de alta velocidade irá prestar às localidades que atravessa.

Lembrou que uma das três soluções «há tempos» apresentada era «simplesmente catastrófica» para Ponte de Lima, já que «cortava o concelho» em três direcções.

Na resposta à interpelação de Ribeiro e Castro, a Comissão Europeia confirmou a atribuição de um financiamento de 244 milhões de euros para o troço entre Ponte de Lima e Vigo.

Diário Digital / Lusa
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 02, 2008, 05:57:46 pm
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TGV Lisboa-Madrid 2008-06-02 12:35
Governo lança concurso para primeiro troço do TGV
O Governo lançou hoje de manhã em Évora o concurso público internacional para a construção e manutenção do troço Poceirão-Caia do eixo Lisboa- Madrid da rede de alta velocidade portuguesa.

Ana Baptista

Os concorrentes interessados em apresentar propostas terão quatro meses para o fazer, esperando que adjudicação ocorra no terceiro trimestre de 2009.

Para já existem apenas dois consórcios em formação, um constituído pela Brisa e pela Soares da Costa, e outro pela Mota Engil, Teixeira Duarte, Somague, MSF e a Opway. No entanto, tal como revelou ontem ao Diário Económico a Secretária de Estados dos Transportes, Ana Paula Vitorino, "existem muitos interessados neste projecto".

O troço Poceirão-Caia, que terá um custo de 1450 milhões de euros, corresponde a um extensão de 167 Kms em alta velociadade e mais 92 Kms em linha convencional. O tráfego será para passageiros e para mercadorias e entrará em serviço em 2013, data prevista para o funcionamento da linha de TGV Lisboa-Madrid.
Título:
Enviado por: AMRAAM em Junho 02, 2008, 08:51:30 pm
Citação de: "Cabecinhas"
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TGV Lisboa-Madrid 2008-06-02 12:35
Governo lança concurso para primeiro troço do TGV
O Governo lançou hoje de manhã em Évora o concurso público internacional para a construção e manutenção do troço Poceirão-Caia do eixo Lisboa- Madrid da rede de alta velocidade portuguesa.

Ana Baptista

Os concorrentes interessados em apresentar propostas terão quatro meses para o fazer, esperando que adjudicação ocorra no terceiro trimestre de 2009.

Para já existem apenas dois consórcios em formação, um constituído pela Brisa e pela Soares da Costa, e outro pela Mota Engil, Teixeira Duarte, Somague, MSF e a Opway. No entanto, tal como revelou ontem ao Diário Económico a Secretária de Estados dos Transportes, Ana Paula Vitorino, "existem muitos interessados neste projecto".

O troço Poceirão-Caia, que terá um custo de 1450 milhões de euros, corresponde a um extensão de 167 Kms em alta velociadade e mais 92 Kms em linha convencional. O tráfego será para passageiros e para mercadorias e entrará em serviço em 2013, data prevista para o funcionamento da linha de TGV Lisboa-Madrid.

250 km +/-  ---->1450 mill.de euros..¿? :amazing: No creeis que es mucho para tan poco trayecto,y mas cuando aproximadamente un tercio de la distancia es para linea convencional?De todas formas,buena noticia!A ver si se cumplen los plazos y podemos ver no dentro de mucho a esos trenes surcando ambos paises. :wink:
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 02, 2008, 09:46:17 pm
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buena noticia!


Só se for para vocês, para nós é mais uma estupidez dos nossos visionários governantes.
Eu sou a favor do melhoramento da linha para a circulação do Alfa Pendular! Como Itália, Inglaterra, etc. Para o TGV mais vale o Maglev  :twisted: Se é para fazer em grande que em grande seja!
Título:
Enviado por: P44 em Junho 02, 2008, 09:49:49 pm
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No creeis que es mucho para tan poco trayecto


já devem estar a contabilizar as derrapagens orçamentais
Título:
Enviado por: lurker em Junho 02, 2008, 11:33:17 pm
Citação de: "Cabecinhas"
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buena noticia!

Só se for para vocês, para nós é mais uma estupidez dos nossos visionários governantes.
Eu sou a favor do melhoramento da linha para a circulação do Alfa Pendular! Como Itália, Inglaterra, etc. Para o TGV mais vale o Maglev  :twisted: Se é para fazer em grande que em grande seja!


Caro cabecinhas,
as limitações técnicas de que a linha do Norte ainda sofre são pequenos comparados com um facto simples: a linha está saturada. Não é possivel fazer os Alfa andar mais depressa sem retirar outros comboios mais lentos nem se podem adicionar comboios mais lentos sem atrasar os Alfa.
Não teria necessariamente de ser uma linha de capaz de velocidades acima de 300km/h mas o país não dispensa outra ligação Lisboa/Porto.

Para a ligação Lisboa - Madrid não há linha que possa ser melhorada e uma vez que o percurso é longo é importante que o comboio seja o mais rápido possível.

Quanto ao Maglev, a tecnologia não suporta comboios de carga e é totalmente incompatível com o caminho de ferro convencional.

O sistema ferroviário do Reino Unido não é exemplo para ninguém mas acabou recentemente de construir um novo troço de 107km (High Speed 1) para que o EuroStar não tivess de andar a pastar na parte britânica do percurso.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 03, 2008, 12:29:06 am
Quando falei no Maglev estava simplesmente a reinar  um pouco  c34x e não disse que não se devia fazer uma nova linha.
O nosso traçado é insuficiente para as necessidades do país, agora é necessário comprar um Ferrari se se pode ter um BMW para o mesmo serviço?!
Ainda à 3 semanas fiz uma visita de estudo à Emef e um dos eng. disse que era uma estupidez o TGV... nós acabmos de comprar umas composições da Siemens concebidas para o transporte de carga, capazes de atingir 140km/h... Agora a questão é, quantas linhas em Portugal são capazes de atingir estas velocidades, o nosso grande problema não é na falta de composições capazes (há excepções) o nosso problema é nas linhas.
Agora se querem unir a U.E. não é conosco a aquirir o TGV, mas sim termos todos a mesmas bitola e termos todos a mesma tensão na linha... estas duas variáveis são impossíveis de realizar, principalmente a 2.
Agora não percebi, foi uma coisa se o TGV é para nos ligar ainda mais à Europa, porque é que só vai até Madrid e não vai até Paris, Londres, Roma, etc, etc.
Título:
Enviado por: nelson38899 em Junho 03, 2008, 09:03:04 am
Por imposição de espanha
Título:
Enviado por: AMRAAM em Junho 03, 2008, 09:33:55 am
Citação de: "nelson38899"
Por imposição de espanha

Claro!!todos los españoles fuimos y le pusimos una pistola en la cabeza al presidente de  la Republica y su ejecutivo para que emprendieran este proyecto,o mejor les amenazamos con invadir Portugal y unirla al "Gran Imperio español" :twisted: .Ante este panorama :wink: ,ya que es mas facil echar la culpa al de al lado,verdad? :? A lo mejor ,en lo que tendriais que pensar la proxima vez es en elegir una clase politica que defienda los intereses de Portugal y no claudique ante España,si por hacer una linea de tgv asi lo entendeis vosotros.
SALUDOS!!
Título:
Enviado por: nelson38899 em Junho 03, 2008, 09:41:27 am
Não tem nada a ver com isso! Nós quando quisemos construir a nossa linha de tgv, queriamos ligar nos à europa por outra cidade espanhola (não me lembro da cidade  :oops: ) e não por madrid, mas a tua patria não aceitou!
Título:
Enviado por: AMRAAM em Junho 03, 2008, 10:15:03 am
Citação de: "nelson38899"
Não tem nada a ver com isso! Nós quando quisemos construir a nossa linha de tgv, queriamos ligar nos à europa por outra cidade espanhola (não me lembro da cidade  :oops: ) e não por madrid, mas a tua patria não aceitou!

Yo tampoco se que ciudad puede ser..¿Salamanca ,tal vez? :roll: .Lo cierto es que a mi me parece logico que si Portugal queria unirse a Europa,ferroviariamente hablando,pase por Madrid.Primero,porque es la 3ª capital europea con mayor poblacion,y no se si tmb en importancia(¿?).Segundo,por su ubicacion geografica juesto en el centro de la peninsula iberica.Y tercero,porque pilla justo de paso,desde Lisboa,camino de los Pirineos.

Lo de que España no acepto esa variante propuesta por Portugal,pues sinceramente ,permiteme que tenga mis ciertas dudas.Ya que el Plan estrategico en infraestructuras que tiene España,con horizonte en 2020,tiene como objetivo unir toda la peninsula con lineas de ferrocarril de altas prestaciones ,por lo cual no creo que sea muy dificil que el Tgv portugues se pueda unir a alguna variante de la linea de alta velocidad española,ya que diferentes ramales acabran cerca de vuestro pais,concretamente en Huelva,Badajoz,Salamanca y Pontevedra.
Aqui unos graficos:
http://www.fomento.es/NR/rdonlyres/9ADB7C5E-50B9-4404-9120-99E1F8A49F8F/13160/0507112BACTUACIONES_FFCC.pdf
http://www.fomento.es/NR/rdonlyres/7297F2E0-5DD0-42FC-941C-07BE0AF28894/13161/0507112Cferroc2020.pdf
SALUDOS!!!
Título:
Enviado por: lurker em Junho 03, 2008, 11:43:06 am
Citação de: "Cabecinhas"
Ainda à 3 semanas fiz uma visita de estudo à Emef e um dos eng. disse que era uma estupidez o TGV... nós acabmos de comprar umas composições da Siemens concebidas para o transporte de carga, capazes de atingir 140km/h... Agora a questão é, quantas linhas em Portugal são capazes de atingir estas velocidades, o nosso grande problema não é na falta de composições capazes (há excepções) o nosso problema é nas linhas.

Perdi-me..
O que é qu você quer dizer aqui?

Lendo o resto do seu post, acho que você está confuso: não vamos gastar milhares de milhões de EUR a comprar comboios! Vamos gastar milhares de milhões de EUR a construir linhas onde comboios possam circular a velocidades acima de 300 km/h!

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Agora se querem unir a U.E. não é conosco a aquirir o TGV, mas sim termos todos a mesmas bitola e termos todos a mesma tensão na linha... estas duas variáveis são impossíveis de realizar, principalmente a 2.
As novas linhas Lisboa/Porto e Lisboa/Madrid serão construidas em bitola europeia.

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Agora não percebi, foi uma coisa se o TGV é para nos ligar ainda mais à Europa, porque é que só vai até Madrid e não vai até Paris, Londres, Roma, etc, etc.

Obviamente que não vamos ser nós a decidir e pagar pelas linhas construidas noutros países mas há diversos projectos com esse objectivo.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 03, 2008, 11:57:43 am
Será que uma linha que leva o TGV tem as mesmas características que uma que levam um Alfa?
Bitola europeia é muito vago, mesmo que a bitola europeia seja a mesma ficava a faltar a tensão da linha a nível europeu, em que Portugal se situa nos 25000V  :shock: e em Espanha existe outras 3 senão me engano. Chegamos a França existe mais outra ou outras.
Título:
Enviado por: lurker em Junho 03, 2008, 12:07:08 pm
Não, porque os nossos Alfa circulam em linhas de bitola ibérica. Os comboios actuais da CP não irão poder circular nas novas linhas em bitola europeia sem modificações.

Você tem razão: bitola europeia é vago.
As linhas de alta velocidade serão construidas de acordo com o sistema francês de linhas de alta velocidade que é o standard de facto para as linhas de alta velocidade europeias.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 03, 2008, 12:17:25 pm
Há aqui algo que me está a escapar, como é que o Alfa funciona em bitola Ibérica se na mesma linha circulam outras composições mais antigas?
Há aqui algo que me está a escapar.

Atenção eu não sou nenhum perito, simplesmente estou a ter uma disciplina que se chama tracção eléctrica e abordasse certos temas mas nada muito profundo, isso fica para quando for chulado numa empresa qualquer  :evil:
Título:
Enviado por: lurker em Junho 03, 2008, 12:23:47 pm
Acho que você leu o meu post antes de eu o ter editado para corrigir um erro. :)

A bitola ibérica é a bitola que usamos em Portugal e Espanha.
Excepção feita a algumas linhas de bitola estreita e às linhas de alta velocidade espanholas que são em bitola europeia.
Portanto, os nossos Alfa funcionam em bitola ibérica, como quase todos os comboios da CP, excepto os tais de bitola estreita (linha do Vouga, por exemplo).

As novas linhas de alta velocidade serão construidas em bitola europeia.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 03, 2008, 12:41:27 pm
Quando diz bitola refere-se a uma bitola unica para o TGV?
Título:
Enviado por: lurker em Junho 03, 2008, 01:35:51 pm
Depende do que quiser dizer com "única".
Há dois tipos de bitola em questão: a europeia e a ibérica.

A bitola europeia que é utilizada nas linhas de alta velocidade por essa Europa fora e será utilizada pelas futuras linhas de alta velocidade em Portugal é a mesma bitola europeia que é utilizada nas linhas "vulgares" no resto da Euroa.

Em Portugal e Espanha, a bitola normalmente utilizada é a bitola ibérica,diferente do resto da Europa pelo que em Portugal, pelo menos para já, a bitola europeia será utilizada unicamente nas novas duas linhas de alta velocidade.

Está em estudo uma linha de velocidade elevada (até 250 km/h) entre Aveiro e Salamanca e ainda não está decidido se será em bitola ibérica ou bitola europeia.

Ficou mais claro? :)
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 03, 2008, 02:50:35 pm
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Está em estudo uma linha de velocidade elevada (até 250 km/h) entre Aveiro e Salamanca e ainda não está decidido se será em bitola ibérica ou bitola europeia.


Ficou claro a estória da bitola, não sabia que para toda a rede de alta velocidade já existia uma bitola única na Europa excepção à Peninsula Ibérica.
Agora se o nosso TGV SÓ vai atingir os 250km/h será necessário este tipo de composição, o Alfa Pendular chega para esta velocidade, aliás o italianos conseguem mais. Por isso continuo na mesma que vamos comprar Ferrari para fazer o mesmo que um BMW...
Título:
Enviado por: lurker em Junho 03, 2008, 03:11:41 pm
A bitola não é única só para a rede europeia de alta velocidade, é a bitola normal em toda a rede ferroviária europeia, excepto Portugal e Espanha.

Quanto à velocidade, 250 km/h seria para a linha Aveiro - Salamanca. A grande razão de ser da linha Aveiro - Salamanca não é o transporte de pessoas mas sim o de mercadorias.

Resumindo:
Nova linha Lisboa - Porto :arrow:Linha em bitola europeia, para velocidades acima de 300km/h
Possível linha Aveiro - Salamanca :arrow: Linha em bitola a definir, preparada para velocidades até 250km/h. Este projecto é apenas uma possibilidade ainda.

Quanto à questão BMW vs Ferrari, a questão não é o custo do carro, é o da estrada!
É comum falar-se em TGV porque o comboio/sistema francês é a referência.
Mas ainda estamos muito longe de escolher e comprar os comboios de alta velocidade. Eventualmente, a opção será entre a próxima geração de TGV (o AGV) da Alstom e a próxima geração de ICE da Siemens.
E de quaqluer forma, os comboios "só" vão custar algumas centenas de milhões de EUR.

O grande custo -- vários milhar de milhões de EUR -- são as linhas. E os custos sobem conforme você quer uma linha onde comboios tipo Alfa Pendular possam andar a 200-250km/h ou onde comboios onde comboios tipo TGV ou ICE possam andar a 300-350km/h.
As linhas tem de ser construidas com mais cuidado, com curvas maiores o que limita as possibilidades de contornar problemas, etc, etc.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 03, 2008, 03:17:17 pm
Você acredita que o TGV vai atingir essas velocidades, eu não.

Devido as distâncias entres as estações, pois o TGV para parar a essa velocidade senão me engano precisa de 47km  :shock: ví num documentário do Discovery. Além que precisa de outros tantos km para atingir essa velocidade.
Título:
Enviado por: lurker em Junho 03, 2008, 03:25:37 pm
Isso vai depender do número de paragens.
Entre Lisboa e Porto são 350km. Entre Lisboa e Madrid são 628km.
Não estou ao corrente das paragens previstas entre Lisboa e Madrid.
Entre Lisboa e Porto os comboios que efectuam paragens em todas as estações previstas para o percurso decerto terão dificuldade em atingir essas velocidades mas também está previsto que haja comboios que não parem em todas e até directos Lisboa/Porto.

Além do mais, isso também depende do comboio. Os TGV não têm uma aceleração particularmente boa. Os Alfa e os ICE aceleram melhor.
Título:
Enviado por: AMRAAM em Junho 03, 2008, 03:27:30 pm
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A bitola não é única só para a rede europeia de alta velocidade, é a bitola normal em toda a rede ferroviária europeia, excepto Portugal e Espanha.

Para quien no lo sepa..lo del ancho iberico(bitola iberica),la historia es la siguiente:

"La razón de que en España se adoptara un ancho mayor que el europeo es que la orografía española, al ser más accidentada que la del resto de Europa, exigía el uso de locomotoras más potentes y, por lo tanto, de calderas mayores. La ingeniería de entonces afirmaba que el uso de calderas mayores aumentaba la presión del vapor sobre los pistones, hecho que se desmintió posteriormente.

En una congregación de ingenieros, se decidió adoptar un ancho de referencia para todos los ferrocarriles mayores para facilitar futuras interconexiones entre ellos. Este ancho de vía de 1.668 mm coincidía con 6 pies castellanos.

En el norte de España, sin embargo, la orografía es tan abrupta que los desmontes y radios de curvatura que exigiría la vía ancha habrían hecho prohibitiva la construcción de las líneas, por lo que se adoptó la vía estrecha, con obra y material rodante menores que los que circulaban por el resto de las líneas.

La diferencia de anchos entre España y Europa dificultó siempre la comunicación entre ambas regiones, por lo que en la década de los ochenta se abordó la tarea de modificar el ancho de vía. Se siguieron dos opciones. La primera consiste en sustituir las traviesas originales por traviesas de hormigón pretensado polivalentes al realizar la reparación de las líneas; así se posibilita en un hipotético futuro la tarea de cambiar el ancho de vía de todas las líneas, con tan solo mover los carriles a las posiciones del ancho europeo. La otra opción consistió en la adopción desde un principio del ancho europeo en las líneas de Alta Velocidad que se construyeran."

Otra razon oficiosa,es que el ancho iberico(bitola iberica) tenia este tamaño para impedir o al menos intentar trabar  una posible y  futura invasion desde Francia.(Viendo lo que habia ocurrido  a principios del siglo XIX con la guerra de Independencia).

En cuanto al problema,de que si poner el ancho iberico o europeo en las lineas de alta velocidad,les recomiendo que echen un vistazo a este interesante documento,acerca de las soluciones adoptadas en España,utilizando en muchos casos un ancho variable(bitola variable o mixta)
http://www.todotren.com.ar/trenes/talgo_1.htm
Título:
Enviado por: lurker em Junho 03, 2008, 03:31:26 pm
Na verdade caro AMRAAM, a bitola que Espanha adoptou eram 6 pés castelhanos ou 1,672m. Portugal adoptou uma ligeiramente diferente: 1,664m.

Embora fossem diferentes eram suficientemente próximas para permitir interoperabilidade e posteriormente Portugal e Espanha adoptaram uma medida única: 1,668m.
Título:
Enviado por: AMRAAM em Junho 03, 2008, 03:37:31 pm
Citação de: "lurker"
Na verdade caro AMRAAM, a bitola que Espanha adoptou eram 6 pés castelhanos ou 1,672m. Portugal adoptou uma ligeiramente diferente: 1,664m.

Embora fossem diferentes eram suficientemente próximas para permitir interoperabilidade e posteriormente Portugal e Espanha adoptaram uma medida única: 1,668m.

Gracias por la aportacion!! :wink:
SALUDOS!
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Junho 19, 2008, 05:43:38 pm
Fiquei com dúvidas se este seria o tópico mais indicado...  :arrow: http://www.emfa.pt/www/po/maisalto/cont ... staque.pdf (http://www.emfa.pt/www/po/maisalto/conteudos/373_destaque.pdf)
Título:
Enviado por: ShadIntel em Junho 20, 2008, 04:08:09 pm
Novo Aeroporto: Portugal tem oportunidade de ouro para criar algo único - Especialistas holandeses

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Lisboa, 20 Jun (Lusa) -- Dois especialistas holandeses em cidades aeroportuárias afirmaram hoje que "Portugal tem uma oportunidade de ouro para criar algo único" ao construir o futuro aeroporto de Lisboa, em Alcochete, numa zona "sem praticamente nada" num raio de 50 quilómetros.

Os arquitectos Mathis e Michael Güller estiveram hoje na Fundação Calouste Gulbenkian onde realizaram uma apresentação sobre "Cidades Aeroportuárias e Desenvolvimento Regional", no âmbito do "Ciclo de Conferências 2008", promovido pela Ordem dos Economistas e pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Os especialistas sublinharam a importância da existência de uma forte infraestrutura ferroviária e um eficiente serviço de transporte público que idealmente deveria transportar "pelo menos 30 por cento das pessoas".

"O aeroporto já não é só a infraestrutura de aviação, mas tudo o que a rodeia. Em Amesterdão, por exemplo, apenas 49 por cento das receitas do aeroporto são provenientes da aviação", explicou Mathis Güller.

"O novo aeroporto de Lisboa será construido numa zona com cerca de 50 quilómetros de diâmetro em que não existe praticamente nada, por isso, Portugal tem uma oportunidade de ouro para criar algo único", disse Michael Güller.

A área a ocupar pelo novo aeroporto foi outro aspecto referido pelos especialistas, que afirmam que "não deverá exceder os 80 ou 90 hectares", caso contrário implica um investimento em transportes significativos só para deslocamentos dentro do próprio aeroporto.

Mathis Güller explicou ainda que, para além do desenvolvimento da região e das empresas que se estabelecerem na zona da chamada "cidade aeroportuária", por cada milhão de pessoas a voar no aeroporto devem ser criados entre 1000 e 1500 empregos.

Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 20, 2008, 05:29:23 pm
Lá se vai estragar mais um bocado do nosso Portugal!
Então o decreto de lei que proibia a construção num raio de 25km à volta do aeroporto?
Título:
Enviado por: P44 em Junho 21, 2008, 11:57:05 am
Citação de: "Cabecinhas"
Lá se vai estragar mais um bocado do nosso Portugal!
Então o decreto de lei que proibia a construção num raio de 25km à volta do aeroporto?


como é que achas que a Portela ficou cercada de construções????

Quem vir imagens da portela nos anos 40 e 50 vê perfeitamente que não existiam construções á volta, e depois criou-se o "mito" que o Aeroporto era perigoso por estar "dentro da cidade" :!:
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 21, 2008, 12:03:31 pm
O meu medo é mesmo esse estragar uma zona verde (que já vai ser estragada com a construção do tão necessário aeroporto, ou então!)
Título:
Enviado por: ShadIntel em Junho 21, 2008, 12:30:31 pm
Citação de: "P44"
Quem vir imagens da portela nos anos 40 e 50 vê perfeitamente que não existiam construções á volta, e depois criou-se o "mito" que o Aeroporto era perigoso por estar "dentro da cidade" :!:

De facto:
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg103.imageshack.us%2Fimg103%2F3171%2Fportelaanos501pu3.jpg&hash=895eefbbf7f7028f6c0c48087fe99535)

Rotunda, Avenida do Brasil
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg103.imageshack.us%2Fimg103%2F8054%2Frotundaavenidadobrasilmc6.jpg&hash=32cc6247617691c0aeac2851a87557f3)

2ª Circular !  :shock:
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg299.imageshack.us%2Fimg299%2F9176%2F2circularty7.jpg&hash=88827d7e9f75dcd9f8c7bf4e8f569f0d)

Obviamente, não se trata de um problema tipicamente português. Pela Europa fora, milhões de pessoas passam a vida a queixar-se de terem, quase à porta de casa, indústrias poluentes e/ou perigosas, ou outra fonte de desagrado qualquer, quando estas já lá estavam bem antes da construção das suas casas...

À propósito do futuro aeroporto, não esquecer que se trata apenas (por enquanto) de uma ideia de dois arquitectos holandeses.
Título:
Enviado por: ShadIntel em Junho 21, 2008, 01:44:14 pm
Por falar em zona verde:

Citar
Arquitectos querem Central Park na Portela

A criação de um parque urbano, à semelhança do Central Park, nos terrenos deixados vagos pelo aeroporto da Portela é uma das ideias comuns às propostas elaboradas para a Trienal de Arquitectura 2007 e que serão apresentadas este sábado.

A apresentação, na sede da Ordem dos Arquitectos, em Lisboa, vai decorrer durante um debate sobre o futuro daquela área após o encerramento do aeroporto da Portela.

Das várias propostas apresentadas na Trienal, a do arquitecto Nuno Portas, em conjunto com o ateliê NPK, é a que mais se aproxima da ideia que o vereador do Urbanismo da autarquia, o também arquitecto Manuel Salgado, tem para aquela zona: um pulmão verde e um centro de negócios/tecnologia.

Aliás, na campanha eleitoral para as autárquicas, o próprio Manuel Salgado admitiu que uma das ideias era "conciliar o projecto de um pulmão verde com um centro de negócios, aproveitando o que já está construído naquela zona".

Na altura, Manuel Salgado chegou a apresentar por sua "conta e risco" uma ideia para que uma parte dos terrenos se destinasse a um centro de negócios, em articulação com a Expo.

A propósito do trabalho feito para a Trienal, Nuno Portas lembrou que "não havia qualquer preocupação de realismo", mas reconheceu que aquele terreno é uma "oportunidade única que a cidade vai ter" e que ali "não pode aparecer mais do mesmo".

A equipa do paisagista José Gomes da Silva e do arquitecto Carrilho da Graça também apostou num "grande parque central" (área verde), em torno do qual se estenderia a cidade.

"Utopicamente pode dizer-se que é o Central Park [em Nova Iorque]", reconheceu José Gomes da Silva, sublinhando que "a cidade é indissociável da sua componente ecológica".

O especialista explicou que a intenção da proposta que elaborou com Carrilho da Graça era criar nos terrenos da Portela "uma nova centralidade da cidade".

"Historicamente, o movimento de expansão da cidade desde a Baixa até às Avenidas Novas foi contínuo. O centro de gravidade tem vindo a deslocar-se com o tempo até à zona do Planalto [já nos terrenos da Portela), que já é Loures, e poderia estender-se ainda mais", afirmou.

Já a equipa Embaixada - oito recém-licenciados pela Universidade Lusíada - apresentou um "simulador urbano" onde os visitantes da Trienal podiam "testar as suas expectativas sobre o que querem ver na Portela" daqui a una anos, explicou à Lusa o arquitecto Albuquerque Coinhas.

Este "jogo interactivo" permitiu "medir o pulso" às expectativas para aqueles terrenos. Os dados foram trabalhados e as conclusões serão igualmente apresentadas hoje.

Escusando-se a revelar todas as conclusões a que a equipa chegou, Albuquerque Coinhas disse apenas que "as pessoas 'desenharam' um parque verde com grandes edifícios à volta".

"As pessoas mostraram querer um Central Park. Foi o que mais nos surpreendeu", disse o especialista, que sublinhou a importância de "pensar muito bem qualquer projecto a implementar naquele imenso terreno".

"Este vazio urbano é tão grande que não se pode trabalhar aquela área à escala de Lisboa. Deve alargar-se a escala e pensar-se no futuro à escala metropolitana", afirmou.

Fonte (http://http)
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 21, 2008, 05:02:08 pm
Era um ideia de se tirar o chapéu, mas não acredito que se vá concretizar, a câmara perder uma grande fonte de receitas em contribuições autarquicas.... e não só
Título:
Enviado por: P44 em Junho 23, 2008, 01:34:37 pm
Os interesses imobiliários á volta da Portela são grandes demais para que essa ideia vingue
Título:
Enviado por: Daniel em Junho 28, 2008, 10:34:17 am
TGV já está em dúvida

O TGV em Portugal está agora periclitante, depois de os espanhóis terem recuado no projecto que ligava Badajoz a Madrid. Sócrates está em contacto com Zapatero, mas este evita dar quaisquer garantias

Citar
O projecto do comboio de alta velocidade (TGV), tal como estava concebido, corre o risco de ser alterado. A ligação entre Lisboa e Madrid, via Badajoz, pode vir a sofrer um revés depois de o Governo espanhol ter dado prioridade às ligações ferroviárias entre a Espanha e a França e ter confessado que pretende adiar a ligação a Portugal para depois da actual legislatura (que termina em 2012).

A posição espanhola terá fortes impactos nas obras públicas portuguesas: por um lado, todo o traçado do TGV em Portugal poderá ter de ser repensado. Por outro, o calendário para a construção da terceira travessia do Tejo também ficará em causa, uma vez que era considerada uma obra urgente por ser indispensável para ligar Lisboa a Madrid.




Pois então, os nosso eternos hermanos, estão preferindo as ligações com a França, amigos da onça, sempre disse e torno a dizer, cuidado com esse gente, devemos seguir o nosso caminho, mas com outras gentes. c34x
Título:
Enviado por: AMRAAM em Junho 28, 2008, 11:17:16 am
Citação de: "Daniel"
TGV já está em dúvida

O TGV em Portugal está agora periclitante, depois de os espanhóis terem recuado no projecto que ligava Badajoz a Madrid. Sócrates está em contacto com Zapatero, mas este evita dar quaisquer garantias

Citar
O projecto do comboio de alta velocidade (TGV), tal como estava concebido, corre o risco de ser alterado. A ligação entre Lisboa e Madrid, via Badajoz, pode vir a sofrer um revés depois de o Governo espanhol ter dado prioridade às ligações ferroviárias entre a Espanha e a França e ter confessado que pretende adiar a ligação a Portugal para depois da actual legislatura (que termina em 2012).

A posição espanhola terá fortes impactos nas obras públicas portuguesas: por um lado, todo o traçado do TGV em Portugal poderá ter de ser repensado. Por outro, o calendário para a construção da terceira travessia do Tejo também ficará em causa, uma vez que era considerada uma obra urgente por ser indispensável para ligar Lisboa a Madrid.



Pois então, os nosso eternos hermanos, estão preferindo as ligações com a França, amigos da onça, sempre disse e torno a dizer, cuidado com esse gente, devemos seguir o nosso caminho, mas com outras gentes. :wink:
SALUDOS!!
Título:
Enviado por: Daniel em Junho 28, 2008, 03:39:18 pm
AMRAAM
Citar
Ante la crisis economica acuciante que estamos viviendo en estos momentos


Non, espanha está passando por uma crise económica :!:  mas por aqui todos dizem que em espanha não passa nada, está tudo mui bien.   c34x
Título:
Enviado por: AMRAAM em Junho 28, 2008, 05:42:11 pm
Citação de: "Daniel"
AMRAAM
Citar
Ante la crisis economica acuciante que estamos viviendo en estos momentos

Non, espanha está passando por uma crise económica :!:  mas por aqui todos dizem que em espanha não passa nada, está tudo mui bien.   :wink: :

-En España hay crisis ahora mismo al igual que en medio mundo,por no decir el mundo entero.En cambio,la crisis en España,en estos momentos,supone decir que crecemos a un ritmo similar a la media europea,debido a la muy buena marcha de nuestra economia  durante los años precedentes,a diferencia de otros. :wink:

En definitiva,por supuesto que tenemos una crisis,pero no esta siendo expectacularmente dura,por las razones que le acabo de aportar.Es la suerte de haber tenido una economia fuerte durante bastante tiempo,a pesar de que esta,tuviese su base de crecimiento, asentada  en factores inestables.
SALUDOS!!
Título:
Enviado por: P44 em Junho 30, 2008, 09:30:23 am
Citação de: "Daniel"
TGV já está em dúvida

O TGV em Portugal está agora periclitante, depois de os espanhóis terem recuado no projecto que ligava Badajoz a Madrid. Sócrates está em contacto com Zapatero, mas este evita dar quaisquer garantias

Citar
O projecto do comboio de alta velocidade (TGV), tal como estava concebido, corre o risco de ser alterado. A ligação entre Lisboa e Madrid, via Badajoz, pode vir a sofrer um revés depois de o Governo espanhol ter dado prioridade às ligações ferroviárias entre a Espanha e a França e ter confessado que pretende adiar a ligação a Portugal para depois da actual legislatura (que termina em 2012).

A posição espanhola terá fortes impactos nas obras públicas portuguesas: por um lado, todo o traçado do TGV em Portugal poderá ter de ser repensado. Por outro, o calendário para a construção da terceira travessia do Tejo também ficará em causa, uma vez que era considerada uma obra urgente por ser indispensável para ligar Lisboa a Madrid.



Pois então, os nosso eternos hermanos, estão preferindo as ligações com a França, amigos da onça, sempre disse e torno a dizer, cuidado com esse gente, devemos seguir o nosso caminho, mas com outras gentes. c34x



no lugar deles não pensavas o mesmo?

Nós estamos a atravessar uma crise em que não se vê o fim, alguém acredita que um comboio TGV de passageiros Lisboa-Madrid vai ser rentável????

Para NEGÓCIOS justifica-se um TGV?????

Se fosse para transporte de mercadorias isso sim, justificava-se, oxalá viessemos a ter algum dia alugm governo que voltasse a apostar no transporte ferroviario para MERCADORIAS, ao preço a que estão os combustiveis é hora de nos virarmos para isso...

Ainda muita coisa vai tb acontecer com o Aeroporto de alcochete, com o encarecimento dos combustiveis aéreos penso que tudo deveria ser repnsnado, de certeza que o tráfego aéreo não irá aumentar como se previa, o mais certo é as companhias low-cost começarem a acabar, e o transporte aéreo voltar a ser previlégio de ricos.
Título:
Enviado por: Naadjh em Julho 04, 2008, 10:16:48 pm
Na minha opinião a prioridade não são TGV, Aeroporto, pontes nem nada disso.
Penso que Portugal devia era investir no sector energéticos, na industria e na agricultura.

energética
-Construção de centrais nucleares
-Apostar na energia foto voltaica para privados
-Mais eólica e uma forte aposta na biomassa(limpeza das florestas, entre-ajuda)

industria
-turismo
-investir no têxtil, minérios como urânio e ouro.
-investir nas medias e pequenas empresas em vez das multinacionais.

agricultura
-produzir mais, se consumimos 80% vem de fora, a crise fica um bocado mais forte e tempos muitos portugueses a morrer a fome.


Esta é a minha opinião, porque para quem não sabe a Irlanda só tem um troço de autoestrada, e não precisam de mil e uma pontes para serem um país evoluído.
Título:
Enviado por: PereiraMarques em Julho 04, 2008, 10:27:56 pm
Citação de: "Naadjh"

Esta é a minha opinião, porque para quem não sabe a Irlanda só tem um troço de autoestrada, e não precisam de mil e uma pontes para serem um país evoluído.


Também convém lembrar que a Irlanda é uma ilha, portanto não precisam de uma rede rodoviária muito desenvolvida, orientada para as ligações internacionais. Em relação as pontes, o país também é bastante mais plano do que, por exemplo, Portugal...
Título:
Enviado por: Naadjh em Julho 04, 2008, 10:38:58 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Citação de: "Naadjh"

Esta é a minha opinião, porque para quem não sabe a Irlanda só tem um troço de autoestrada, e não precisam de mil e uma pontes para serem um país evoluído.

Também convém lembrar que a Irlanda é uma ilha, portanto não precisam de uma rede rodoviária muito desenvolvida, orientada para as ligações internacionais. Em relação as pontes, o país também é bastante mais plano do que, por exemplo, Portugal...


Estava mais a dar o exemplo para dizer que não precisaram de Mega obras para se modernizarem
Título:
Enviado por: tsumetomo em Julho 05, 2008, 12:01:00 am
Citação de: "P44"
apostar no transporte ferroviario para MERCADORIAS, ao preço a que estão os combustiveis é hora de nos virarmos para isso...
:arrow: Can a freight train really move a ton of freight 436 miles on a gallon of fuel? (http://http)
Citação de: "P44"
Para NEGÓCIOS justifica-se um TGV?????
Depende... isso tem mt q se lhe diga... como por ex:
Citação de: "P44"
o mais certo é as companhias low-cost começarem a acabar, e o transporte aéreo voltar a ser previlégio de ricos.
Apesar de achar q acabam mais depressa empresas monoliticas como a TAP do que empresas flexíveis como a Ryan Air...
Título:
Enviado por: André em Agosto 17, 2008, 06:26:09 pm
TGV: Técnico questiona linha Lisboa-Madrid para mercadorias ...

Um especialista do sector tem as maiores dúvidas sobre as linhas de TGV para tráfego misto - nas quais inclui a ligação Lisboa-Madrid - por ninguém saber como vai ser feita a sua exploração, refere este domingo o jornal Público citando Iñaki Barrón, director do Departamento de Alta Velocidade da UIC (União Internacional dos Caminhos-de-Ferro).
Na linha Lisboa-Madrid está prevista a coexistência de comboios de passageiros a 300 km/hora e composições de mercadorias a velocidades bem mais baixas e com maior agressividade sobre a infra-estrutura, o que faz aumentar os seus custos de manutenção.

Em declarações ao jornal, aquele responsável técnico disse que os custos de manutenção de uma linha de alta velocidade preparada para mercadorias oscila entre 70 mil a 80 mil euros por quilómetro e por ano, além de que o próprio custo de construção também é mais caro, porque as pendentes terão de ser mais suaves devido ao peso dos comboios de carga.

Estes valores, porém, não são excessivamente elevados em relação ao custo de uma linha exclusiva para passageiros. O maior problema, diz, é a perda de capacidade, pois a coexistência de comboios a 350 km/hora e outros a pouco mais de cem à hora reduz o número de composições que podem circular. E a alternativa de pôr as mercadorias só durante a noite limita o período de tempo disponível para a manutenção.

O mais grave, afirma Barrón, é «não se saber como se vai explorar essa linha». Faz-se a infra-estrutura mista entre Lisboa e Madrid, mas depois «o que se faz com as mercadorias quando elas chegam a Madrid?», questiona.

É que a bitola (distância entre carris) da linha do TGV «é europeia e em toda a península a carga circula nas linhas convencionais em bitola ibérica. Para onde iriam então os comboios com contentores? Quais os custos das novas linhas de bitola europeia em torno de Madrid e de Lisboa para escoar as mercadorias?», questiona.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Outubro 01, 2008, 06:06:57 pm
Mário Lino não está preocupado com fundos europeus para o novo aeroporto em Alcochete

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, manifestou hoje confiança na aprovação da União Europeia ao projecto do novo Aeroporto de Lisboa, frisando não estar preocupado por os fundos atribuídos à Ota não passarem automaticamente para Alcochete.

"Houve uma mudança de localização, um novo projecto, que a União Europeia tem que analisar e estudar, mas não estou preocupado", afirmou Mário Lino, em declarações aos jornalistas, no Porto.

Mário Lino, que falava à margem de uma visita às obras do novo molhe na Barra do Douro, comentava declarações do comissário europeu dos Transportes.

Este recordou que os fundos europeus atribuídos ao projecto do aeroporto na Ota não eram automaticamente transferidos para a nova opção do governo, em Alcochete.

"Isso é verdade, nós conhecemos bem as regras", salientou o ministro, acrescentando que o executivo "vai ter que apresentar uma nova candidatura para a nova localização, que será sujeita ao escrutínio de quem a vai avaliar".

"Não estou muito preocupado, temos fundamentação suficiente para que tudo corra bem", frisou Mário Lino, salientando os contactos que o Governo tem mantido com a Comissão Europeia, que esteve sempre informada sobre as evoluções que o processo do novo Aeroporto de Lisboa foi conhecendo.

Lusa
Título:
Enviado por: triton em Outubro 19, 2008, 05:18:54 pm
Não concordam que devido á crise economica deva ser posto de lado a construção do aeroporto e do TGV?
Título:
Enviado por: Daniel em Novembro 04, 2008, 06:18:33 pm
Aeroporto da Portela: o que lhe vai acontecer quando vagar?


Citar
Central Business District, Tecnopólo, novo Centro de Feiras e Congressos de Lisboa e estação inter-modal do TGV Lisboa-Madrid
Um grupo de associações patronais portuguesas, que inclui a Associação Industrial Portuguesa Confederação Empresarial (AIP-CE), a Associação Empresarial de Portugal (AEP) e a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), já tem planos para o velhinho Aeroporto da Portela, quando este for substituído pelo novo aeroporto internacional de Lisboa, que será erigido em Alcochete.

As associações dizem que o espaço actualmente ocupado pelo Aeroporto da Portela deverá acolher, entre outros investimentos, o Central Business District, um tecnopólo, o novo Centro de Feiras e Congressos de Lisboa e a estação inter-modal do TGV Lisboa-Madrid.

Pista deve ficar operacional para ligação de helicóptero a Alcochete

Rocha de Matos defendeu ainda que este espaço pode ser usado para check-in avançado do novo aeroporto, mantendo-se uma pista funcional para turismo e para homens de negócios que pudessem usá-lo como ligação, de helicóptero, para o novo aeroporto.

«Os novos investimentos não significam necessariamente o fim das infra-estruturas que já existem. Somos um país pobre, há que aproveitar o que está feito. O velho aeroporto pode ser muito bem aproveitado», disse o presidente da AIP, Rocha de Matos, numa conferência de imprensa conjunta.

Título:
Enviado por: Cabecinhas em Novembro 04, 2008, 08:41:34 pm
Citar
«Os novos investimentos não significam necessariamente o fim das infra-estruturas que já existem. Somos um país pobre, há que aproveitar o que está feito. O velho aeroporto pode ser muito bem aproveitado», disse o presidente da AIP, Rocha de Matos, numa conferência de imprensa conjunta.


 :!:  :!:

Isto é o rir, agora somos pobres, temos que manter parte da estrutura, mas não somos pobres para construir TGV, novo Aeroporto, novas autoestradas, etc, etc.
Título:
Enviado por: AC em Novembro 04, 2008, 09:46:49 pm
Parece-me má ideia.
Considerando o tempo que se perde nas "formalidades", não se irá ganhar assim tanto tempo em vir de avião ou helicóptero desde Alcochete que compense o preço.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Novembro 04, 2008, 09:49:55 pm
Já lí que o "ex" aeroporto será um grande "jardim", agora começam a vir os interesses imobiliários ao de cima como sempre.
Ninguém me tira da cabeça que a deslocalização do aeroporto internacional tem a ver mais com a especulação imobiliária, do que propriamente com a falta de segurança e a "incapacidade" do aeroporto operar.
Título:
Enviado por: AC em Novembro 04, 2008, 10:37:24 pm
Os interesses imobiliários e os palpites sobre o que se deve fazer com o espaço da Portela quando o novo aeroporto estiver a funcionar não são de agora, manifestam-se desde que se fala num novo aeroporto.

Contudo, a verdade é que até chegar a altura de encerrar a Portela não vai haver nenhuma decisão que seja irreversível pelo que tudo o que vossa possa ler ou ouvir não passam de bitaites.

Pessoalmente, obviamente que não quero ver a zona intensivamente urbanizada -- a cidade está demasiado sobrecarregada e por mim não se construia cá mais nada com mais de 5 andares.
Contudo, não creio que transformar a Portena num jardim enorme seja assim muito interessante. Lisboa tem falta de espaços verdes mas é perto das pessoas. Se é para fazer alguns km até ao jardim para passear e apanhar ar, já temos vários sítios simpáticos q.b.
Título:
Enviado por: André em Janeiro 09, 2009, 06:30:52 pm
Anúncio da construção em Alcochete foi há um ano mas obras só deverão arrancar no final de 2010

Um ano após o Governo ter anunciado a construção do novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete, os trabalhos de caracterização do local ainda estão a decorrer e as obras só deverão arrancar no final de 2010.

Depois de em 2007 se ter tornado um tema político incontornável e o Governo ter sido obrigado a recuar quanto à escolha da Ota, a decisão "prévia e preliminar" de construir o novo aeroporto no Campo de Tiro de Alcochete foi anunciada pelo primeiro-ministro, José Sócrates, a 10 de Janeiro, tendo sido aprovada em Conselho de Ministros cerca de quatro meses depois.

A opção pelo Campo de Tiro de Alcochete foi legitimada pelo estudo comparativo elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), que apontou a localização da infra-estrutura aeroportuária na margem Sul como "globalmente mais favorável" que na Ota, localização confirmada em 1999.

Os primeiros trabalhos do projecto, que representa um investimento de cerca de 4,9 mil milhões de euros (incluindo a construção e o valor a investir no período da concessão), tiveram início em Agosto de 2008.

No Campo de Tiro de Alcochete, os trabalhos de prospecção e sondagens foram os primeiros a arrancar e ficaram concluídos em Dezembro do ano passado.

Em curso estão actualmente trabalhos de caracterização geológica, de monitorização da qualidade do ar, de monitorização de aves, de cartografia e de prospecção hidrogeológica.

De acordo com a NAER, empresa responsável pelo projecto do novo aeroporto, o estudo dos movimentos de avifauna terá início "em breve" e o concurso para a realização do estudo de impacto ambiental deverá ser lançado "até ao final de Janeiro".

O concurso público internacional para a construção e exploração do novo aeroporto, que está associado à privatização da ANA - Aeroportos de Portugal, deverá ser lançado "durante o primeiro semestre deste ano", disse hoje à Lusa fonte oficial do Ministério das Obras Públicas.

O concurso deverá demorar "mais de um ano", pelo que o consórcio vencedor só deverá ser conhecido em 2010, disse a mesma fonte, acrescentando que o calendário do Governo prevê que a construção arranque "entre o final de 2010 e início de 2011", de modo a poder ser inaugurado em 2017.

O novo aeroporto, que terá, de início, duas pistas paralelas, será servido por uma auto-estrada, cujos custos de construção ficarão a cargo da Brisa, e pelas redes ferroviárias convencional e de alta velocidade.

Actualmente, estão a decorrer reuniões do grupo de trabalho responsável pelas acessibilidades ao novo aeroporto que inclui, entre outras entidades e institutos, a RAVE - Rede Ferroviária de Alta Velocidade, a Refer e a Estradas de Portugal, disse fonte oficial do ministério tutelado por Mário Lino.

Na corrida à construção do novo aeroporto estão, para já, o consórcio Astérion, presidido pela Brisa e pela Mota-Engil, bem como o agrupamento liderado pela Teixeira Duarte e pela espanhola Ferrovial.

A Abertis, a MacQuarie e a espanhola FFC também já demonstraram interesse no projecto.

Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 16, 2009, 04:30:02 pm
TGV: João Cravinho defende que projecto é "ruinoso"

O presidente do Banco Europeu para a Reconstrução e Desenvolvimento (BERD), João Cravinho, acredita que a ligação Lisboa-Madrid por TGV é um "projecto ruinoso" a nível financeiro por representar uma "destruição de recursos".

À margem de um debate em Cascais, na quinta-feira à noite, o responsável afirmou que a ligação entre as cidades de Lisboa e Porto constitui "uma peça essencial" do desenvolvimento territorial português, mas defendeu que a extensão do TGV até à capital espanhola não trará qualquer benefício para o país.

"Sobre Lisboa-Madrid, compreendo que, não tendo sido objecto de uma negociação internacional, não podemos dispor à vontade de fazer ou não fazer, mas não podemos deixar de reconhecer que é um projecto ruinoso financeiramente, não viável", explicou.

"É, económica e financeiramente, uma diminuição de recursos e não um acrescentamento. Se as circunstâncias fossem tais que houvesse acordo com Espanha para adiar esse projecto, ganhava-se em dois campos -- alguma procura adicional, que o tempo irá permitir, e evitava-se uma enorme perda", acrescentou.

Reconhecendo que as razões políticas do projecto constituem "outro problema", João Cravinho considerou normal que os concursos públicos em torno do TGV Lisboa-Madrid fiquem preenchidos, tendo em conta o risco reduzido do projecto, o seu financiamento por capitais públicos ou comunitários para públicos e a reduzida contribuição privada face ao custo total.

O presidente do BERD sustentou, no entanto, que o verdadeiro problema surgirá quando a questão da exploração for posta em cima da mesa.

"A exploração não é pura e simplesmente rentável, só poderá ser feita com subsídios que a legislação comunitária não permite, portanto estamos para ver como vai ser", conclui João Cravinho.

Lusa
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 16, 2009, 05:37:57 pm
^^^Não admira que o Cravinho tenha sido "desterrado"
Título:
Enviado por: André em Janeiro 16, 2009, 06:52:28 pm
TGV: Bruxelas confirma atribuição de 383,38 milhões de euros ao projecto português

A Comissão Europeia confirmou a atribuição a Portugal de um financiamento de 383,38 milhões de euros para o projecto ferroviário de alta velocidade, referem documentos do Executivo comunitário a que a Lusa teve acesso.

Os documentos, datados de Dezembro de 2008, confirmam os montantes avançados em Novembro de 2007, aquando da divulgação da decisão preliminar Comissão Europeia sobre o programa das Redes Transeuropeias de Transportes para o período 2007-2013.

"Para a acção designada "Estudos e trabalhos na interoperabilidade das linhas de caminho-de-ferro de alta velocidade na Península Ibérica - Eixo Porto-Vigo: Troço transfronteiriço Ponte de Lima - Vigo (...), é concedido um apoio financeiro comunitário num montante máximo de 244.140.000 euros", lê-se no documento.

Deste montante, 140,64 milhões de euros foram atribuídos a Portugal, enquanto os restantes 103,5 milhões de euros foram concedidos a Espanha, uma vez que os dois países apresentaram uma candidatura conjunta aos fundos das Redes Transeuropeias de Transportes (RTE).

Para o troço transfronteiriço Évora-Mérida, da linha Lisboa-Madrid, refere o documento, "é concedido um apoio financeiro comunitário num montante máximo de 312.660.000 euros aos beneficiários [Portugal e Espanha]".

Deste total, a parte portuguesa do projecto recebe 191,43 milhões de euros, enquanto à parte espanhola são atribuídos 121,23 milhões de euros.

Bruxelas vai ainda financiar com 51,31 milhões de euros os estudos e obras da componente de alta velocidade da terceira travessia do Tejo, que ligará Chelas ao Barreiro.

Em Julho de 2007, o Governo português apresentou a candidatura a um financiamento comunitário de 600 milhões para os três projectos da rede de alta velocidade.

O investimento previsto para o projecto português de alta velocidade ascende a 8,2 mil milhões de euros (3,8 mil milhões de euros para a linha Lisboa-Porto, 3 mil milhões para a linha Lisboa-Madrid, 0,8 mil milhões para o troço Braga-Valença e 0,6 mil milhões para a sinalização).

Lusa
Título:
Enviado por: André em Janeiro 16, 2009, 10:42:26 pm
Teixeira dos Santos diz que TGV não terá impacto nem no défice nem na dívida

O ministro das Finanças considerou hoje "uma falsa" questão a polémica em torno dos investimentos na rede ferroviária de alta velocidade (TGV), defendendo que este projecto não terá impacto no défice ou na dívida pública em 2009.

Quinta-feira à noite, em entrevista na RTP, a presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, afirmou que, se formar Governo, riscará o investimento no TGV.

"Na situação actual do País, que está com um nível de endividamento absolutamente incomportável, não é possível fazer investimentos - sejam eles quais forem - que impliquem grandes importações", disse.

Falando no final do Conselho de Ministros Extraordinário, que aprovou a proposta de Orçamento Suplementar para 2009 e a revisão do Programa de Estabilidade e Crescimento da UE, Teixeira dos Santos salientou que "este ano o TGV não pesa praticamente nada, quer em termos de défice orçamental, quer em termos de dívida pública".

"É uma falsa questão, porque o problema não está no TGV", sustentou.

Segundo o ministro de Estado e das Finanças, os problemas que o País enfrentará em 2009 serão "a conjuntura internacional de quebra da produção acentuada dos principais países europeus, dos Estados Unidos, Japão ou Rússia".

"Estamos num cenário de quase recessão global, que afecta naturalmente uma economia pequena como a portuguesa. Temos de agir para evitar que os danos sobre a economia portuguesa e os portugueses sejam os menores possíveis", declarou.

Lusa
Título:
Enviado por: Portucale em Janeiro 16, 2009, 11:36:13 pm
Os senhores que nos governam continuam a atirar areia para os olhos do zé povinho.
Pelos vistos a crise é dos outros, nós vamos só por arrasto.............
Nos últimos 8 anos quase todos os países citados pelo ministro cresceram, nós estivemos parados, mas isso não parece ser relevante.
A verdade é que temos de olhar para nós antes de atirar pedras aos outros.

Quanto aos grandes investimentos, estes são uma boa forma de ficar bem na fotografia e junto de certos interesses.

A construção civil é muito importante.
Dá emprego a muita gente, boa parte das receitas das autarquias vem da contrução, são obras que as pessoas podem ver e as empresas da área têm capacidade de precionar o poder politico.
Para os que nos governam ter as pessoas da construção ao seu lado é muito importante.

Se o país necessita de estes investimentos?
Na minha opininião não.
Porque?
O TGV é só para estar na moda, não será rentável e não vai trazer um ganho significativo aos utilizadores.
O actual aeroporto só fica esgotado num futuro próximo porque querem. A actual infra estrutura é um somatório de remendos.
Se for pensado um aeroporto funcional e para funcionar de forma articulada com os outros ele pode ficar exactamente onde está.

Existem outros caminhos possiveis sem ser o que foi escolhido.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Janeiro 16, 2009, 11:47:14 pm
:Palmas:  :Palmas:
Título:
Enviado por: P44 em Janeiro 17, 2009, 10:53:13 am
Manuela Ferreira Leite coloca "Lusa" no centro da polémica

João Abreu Miranda - LUSA
Agência Lusa origina troca de acusações entre Manuela Ferreira Leite e PS

Manuela Ferreira Leite acusou a Agência Lusa de mandar propositadamente a Espanha um jornalista para “ouvir os socialistas espanhóis” sobre as declarações que fez sobre o TGV no programa “Grande Entrevista” da RTP. A Lusa rejeita a acusação e o PS já veio dizer que a líder do PSD usa falsidades para pressionar a Comunicação Social.

Manuela Ferreira Leite foi na sexta-feira à noite a Santa Maria da Feira participar num comício do seu partido, no dia a seguir à entrevista dada à jornalista Judite de Sousa, no programa “Grande Entrevista” da RTP, exibida na quinta-feira após o Telejornal.

No comício e numa intervenção que se prolongou por cerca de 20 minutos, Manuela Ferreira Leite passou em revista a actuação do Governo nestes últimos quatro anos e criticou as várias políticas levadas a cabo pelo Eng. José Sócrates.

Manuela Ferreira Leite aproveitou a ocasião para voltar a descansar as hostes social-democratas, garantindo-lhes que vai ganhar as próximas eleições legislativas, apesar, de todas as sondagens e estudos de opinião conhecidas até ao momento darem o PSD a afastar-se cada vez mais do Partido Socialista e a popularidade da sua líder a cair.

Um dos temas dessa entrevista da RTP foi precisamente a posição da líder do PSD quanto às grandes obras públicas anunciadas pelo Governo. A líder do PSD foi peremptória ao afirmar que poria fim ao projecto do TGV pois as verbas ai gastas seriam melhor empregues, em época de crise, noutros sectores.

A Agência Lusa pediu ao seu correspondente em Espanha que ouvisse as reacções espanholas ao anuncio feito pela líder do principal partido de oposição portuguesa à morte anunciada do projecto TGV em Portugal caso seja eleita nas eleições legislativas deste ano.

Foi precisamente esta reportagem que provocou a ira de Manuela Ferreira Leite em mais um ataque ao Primeiro-Ministro, na reunião do Europarque, esta sexta-feira.

"Ontem, numa entrevista à RTP, respondi categoricamente que num governo PSD não faria sentido o TGV. Para além daquele ministro de serviço que responde a tudo o que dizemos, aconteceu algo muito grave: um jornalista de uma agência pública deslocou-se a Espanha – o que significa que foi lá pago por nós. Os nossos impostos é que pagaram essa deslocação. O que foi ele lá fazer? Foi falar com os socialistas espanhóis para lhes dizer que tinha havido alguém, neste caso eu, que tinha afirmado que com o nosso governo suspenderíamos de imediato essa decisão", afirmou a líder do PSD.

Manuela Ferreira Leite tira lições políticas do facto que cria dizendo que "a primeira é que evidentemente já assumiu que vamos ganhar as eleições. Porque se estivesse convencido de que as ganhava tanto lhe fazia o que disséssemos, porque a decisão era dele", afirmou.

"O desespero que significa haver um Governo que, perante uma afirmação feita pela oposição, vai fazer queixinhas aos socialistas espanhóis. Se o engenheiro José Sócrates pensa que o PSD tem medo dos socialistas espanhóis está muito enganado", acrescentou.

Ferreira Leite questionou ainda se "será possível que o engenheiro José Sócrates não tenha o sentido de Estado suficiente para que um assunto que é verdadeiramente nosso tenha de ser discutido com os socialistas espanhóis".

Mais do que uma gaffe, a presidente do PSD, líder da oposição, andou muito longe do lema desta espécie de ensaio para a campanha. O comício, o primeiro desde que foi eleita líder dos social-democratas, tinha como lema: a verdade.

A verdade é que a referida reportagem da Lusa feita em terras de Espanha foi de facto, elaborada por um correspondente da Lusa que vive em Espanha, e incluía comentários de vários partidos políticos espanhóis sobre as declarações de Manuela Ferreira Leite, incluindo do PP, partido da mesma família europeia do PSD, que defendia que Manuela Ferreira Leite se deveria retratar.

Direcção de Informação da Lusa rejeita acusações que reputa de graves

A Direcção de Informação da Agência Lusa já reagiu às acusações da líder laranja emitindo um comunicado em que afirma que é “uma acusação grave, falsa e profundamente injusta, que a Direcção de Informação da Lusa rejeita em absoluto”.

“A Lusa move-se por estritos critérios de independência, objectividade e - o que é pertinente para o caso - de relevância”, acrescenta o comunicado.

A agência noticiosa portuguesa justifica a reportagem: “as posições em Espanha, com quem existem acordos no domínio da alta velocidade, foram e serão noticiadas pela agência, sempre que em Portugal forem produzidas posições de relevo sobre a matéria, venham elas de onde vierem”.

Conclui o comunicado da Lusa que “os únicos compromissos da Lusa são com a verdade e com o interesse dos seus clientes”.

PS acusa Ferreira Leite de querer pressionar politicamente a Comunicação Social

O PS reagiu às palavras de Manuela Ferreira Leite pela voz de Augusto Santos Silva.

À TSF, o ministro dos Assuntos Parlamentares disse que a líder do PSD usa falsidades para pressionar politicamente a comunicação social.

“A Presidente do PSD usa falsidades para tentar condicionar e pressionar politica e partidariamente a comunicação social” afirma Santos Silva.

“É uma aplicação daquele princípio que a Drª Ferreira Leite já teve oportunidade de enunciar, segundo o qual não pode ser a comunicação social a seleccionar aquilo que transmite, mas evidentemente esse é um princípio incompatível com a liberdade de imprensa e a drª Manuela Ferreira Leite dá hoje uma demonstração cabal de que não hesita em recorrer a informações que são falsas para tentar pressionar politicamente a comunicação social”, concluiu.

Eduardo Caetano, RTP
2009-01-17 10:34:29
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Janeiro 20, 2009, 11:04:15 pm
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Pedro Passos Coelho defende projecto do TGV
O social-democrata Passos Coelho não se mostra contrário ao comboio de alta velocidade, mas defende que deve ser criado um «cluster» que integre a indústria portuguesa, «transferindo tecnologia para o país e gerando emprego»
 

Passos Coelho afirmou num encontro promovido pela revista Economist que «o TGV é um projecto estratégico que envolve compromissos assumidos por vários governos».

«Todavia, nestes projectos de investimento elevado e dada a actual situação de crise económica e financeira, temos que questionar se faz sentido que o Estado crie incentivos para as instituições financeiras canalizarem as suas opções para esses investimentos em detrimento das pequenas e médias empresas», afirmou o social-democrata.

Por isso, Passos Coelho defende que ao projecto «deve ser agregado um cluster para a velocidade, criando a possibilidade de se fazer uma parte da produção em Portugal, transferindo tecnologia para o nosso país e gerando emprego».

«Esta deve ser uma condição a impor na escolha do fabricante de equipamento para o projecto, permitindo simultaneamente manter os nossos compromissos internacionais, minimizar o impacto negativo da alta velocidade na balança externa e criando mais emprego e competências num sector relevante (a alta velocidade ferroviária)», declarou.

Desacordo com Ferreira Leite

A posição de Passos Coelho colide com a da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, que recentemente propôs «riscar imediatamente» o projecto da alta velocidade se vencer as legislativas de 2009.

No jantar da Economist, Passos Coelho criticou o Governo por deixar «por concretizar» o «essencial das reformas».

«As pessoas vão cada vez mais verificando que a intensidade ou o grau de dramatização com que se pede uma maioria absoluta não corresponde depois ao grau de concretização das políticas. Ou seja, pede-se muito para se concretizar pouco», acusou.

Dívida pode chegar aos '95% do PIB'

Passos Coelho criticou ainda a escalada da dívida pública, dizendo que «não espanta que empresas como a Standard & Poor`s apresentem previsões muito negativas para o rating da divida portuguesa».

«Estamos, segundo os dados apresentados pelo Governo, com uma divida publica próxima dos 70%, mas se contabilizarmos o passivo das empresas públicas que não vai ser possível financiar autonomamente e a divida inerente aos projectos de parcerias publico/privadas em que o Estado assegura as receitas ou responde por elas, estaremos próximos, em matéria de divida, dos 95% do PIB», afirmou.

Pedido de explicações à CGD

O social-democrata considerou também que, «em nome da transparência e da clareza, e enquanto o Estado continuar com esta intervenção forte em algumas áreas com predominância no mercado, seria importante encontrar mecanismos para que a CGD responda e explique ao país de forma muito clara as suas opções de gestão e que se encontre o fórum adequado para o fazer».

SOL


Já havia o Menezes agora mais um  :?
Título:
Enviado por: P44 em Junho 15, 2009, 12:12:46 pm
    
15-06-2009 11:32 - Mário Lino admite que Cavaco pode vetar primeira concessão de alta velocidade


O ministro das Obras Públicas Transportes e Comunicações, Mário Lino, admitiu hoje que o Presidente da República pode vetar as bases da concessão do primeiro concurso da alta velocidade, entre o Poceirão e Caia.

O responsável , que foi hoje a um colóquio parlamentar sobre a alta velocidade em Portugal, disse que o Presidente tem poderes para o fazer, mas não acredita que isso vá acontecer.

Mário Lino, questionado sobre se o investimento fosse agora estaria condicionado, admitiu que sim, mas salientou que por isso é que fizeram um modelo que dilui os custos por várias gerações.

Recorde-se que o Presidente em alturas anteriores deu indicações de dúvidas sobre alguns projectos, nomeadamente as estradas.

O procedimento destes concursos implica que depois da adjudicação a um consórcio aprovado, seja feito um contrato de concessão que pode ser vetado pelo Presidente, tal como aconteceu no caso da Estradas de Portugal em que Cavaco devolveu algumas alterações à concessão da empresa por ter dúvidas.

Mário Lino disse também, durante a sua intervenção, que o TGV era um projecto que iria durar todo o século XXI e afirmou ainda que os custos deviam ser partilhados por várias gerações e não apenas pela actual ou pelas futuras.

O ministro reiterou que as obras começam em 2010 ou seja, o montante, que vai sair do erário público para o projecto só vai ser alocado depois das eleições.

 

 

 

 
Jornal de Negócios - Alexandra Noronha
Título:
Enviado por: cromwell em Junho 15, 2009, 12:24:44 pm
O TGV é uma grande obra e os seus altos custos vão destabilizar as finanças do país.
O que é priotário neste momento é a ligação de Lisboa ao Porto.
No futuro, talvez na década de 20, é que se constroem as outras ligações.
Título:
Enviado por: André em Junho 16, 2009, 02:23:07 pm
TGV: Importante Portugal avançar em 2010, diz CE


O Comissário Europeu dos Transportes, Antonio Tajani, considerou hoje importante que a rede de alta velocidade avance no próximo ano, admitindo porém renegociar caso o Governo português mude a sua posição em relação ao projecto.

Questionado pelos jornalistas sobre o projecto, sobre o qual o ministro das Obras Públicas, Mário Lino, remeteu hoje uma decisão final para a próxima legislatura, o vice-presidente da Comissão Europeia considerou que «é importante para Portugal que no próximo ano avance para a alta velocidade».

No entanto, Tajani salientou que «o timing [calendário] não é um problema» da Comissão Europeia, mas sim do Governo português.

O Comissário Europeu referiu especificamente o momento eleitoral pelo qual Portugal vai passar e admitiu renegociar, caso a posição do Governo português sobre o projecto mude.

«É possível [renegociar com o Governo português]. Mas, por enquanto, temos uma posição. A campanha eleitoral é um problema interno, não é um problema da Comissão Europeia», disse.

O PSD, o principal partido da oposição, opõe-se ao avanço do projecto português de alta velocidade ferroviária.

Antonio Tajani explicou que os fundos atribuídos para o projecto no âmbito das Redes Transeuropeias de Transportes (RTE) não podem ser utilizados em outro projecto que não este, ao contrário do que acontece com os fundos do Fundo de Coesão.

O projecto português de alta velocidade tem já garantido um financiamento de 383,38 milhões de euros, atribuídos pela Comissão Europeia no âmbito das RTE para o período 2007-2013.

Também para o período 2007-2013, o projecto português tem assegurado o financiamento de 955 milhões de euros, atribuídos no âmbito do POVT, um sub-programa do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN).

O vice-presidente da Comissão Europeia falava no decorrer da cerimónia de inauguração das novas instalações da Agência Europeia de Segurança Marítima (EMSA), em Lisboa.

Lusa
Título:
Enviado por: inlin3 em Junho 18, 2009, 03:24:47 am
Eu sou contra tudo o que implique gastar ou ganhar dinheiros, com esta máfia já sabemos que o que quer que seja feito, o objectivo é que vá sempre parar algum nos bolsos da máfia do costume... mas claro, com grande propaganda e cartazes e a convencer o povo que aquilo é que é bom. Como os empréstimos para estudantes do ensino superior, em vez de melhorarem o ensino, mais universidades, mais equipamentos, mais excelência, mais vagas, mais bolsas, mais estágios, propinas mais justas e mais baixas... nada disso! Menos rigor, as mesma condições de sempre, mais propinas. Para compensar, fazem-se "empréstimos", cria-se mais uma S.A. (garantia mutua), de origens e fundos, operação e actividades duvidosas. Apesar de serem virados para o estudantes, e amplamente publicitados pela propaganda do governo, como um medida de estado, há taxas... de juro... iguais a qualquer outro credito pessoal, (pois claro, os bancos teriam que ter lucro), a única real diferença é... a propaganda, este é mais um negocio dos bancos, apoiado pelo estado, que agora é retalhista e impinge os serviços destes ao seu povo. E consegue-se incentivar o endividamento das pessoas logo aos 18 anos...
Título:
Enviado por: TOMSK em Junho 19, 2009, 04:39:51 pm
O "TGV", Espanha e Olivença

por António Marques*

A falta de perspectiva estratégica evidenciada por muitos decisores políticos, acompanhada de inabilidade e ignorância cultural e histórica, conduz ao desconhecimento do interesse nacional e acarreta a este, frequentemente, prejuízos de monta.

Infelizmente, na ausência de um pensamento político-estratégico elaborado, conhecido e respeitado, tais decisores multiplicam os casos em que descuram, quando não abandonam, a defesa do bem comum dos portugueses. Veja-se, como exemplo, o compromisso assumido com o TGV dirigido a Madrid e a admissão desta cidade como capital e centro da Península.

Com naturalidade evidente, Madrid vem encantando e cativando muitos responsáveis políticos nacionais, os quais, aliciados com o novo “Eldorado” da integração económica da Península (“Espanha! Espanha! Espanha!”, como gritou José Sócrates), aceitam - com aparente prazer - colaborar na erecção da “Ibéria”, cujo epicentro se situa na Meseta, e na qual talvez aqueles almejem ocupar o mesquinho posto de cipaios, cantineiros ou capatazes.

Se é sintomática a argumentação ainda agora usada, a propósito da sustação do TGV, alertando para a “incompreensão” do país vizinho, foi também significativa a disponibilidade de José Sócrates para acompanhar José Luís Zapatero na última campanha eleitoral, bem como a maneira feliz e pressurosa como então arremedou a Língua de Cervantes…

Não está em causa, naturalmente, a conveniência e a necessidade de serem desenvolvidas relações económicas e culturais entre países e nações distintos mas vizinhos, nem sequer o incremento de um descomprometido diálogo político entre duas realidades adjacentes, de onde podem resultar ganhos e benefícios para todos.

Mas já haverá de ser visto com reserva um projecto voluntarista que, beneficiando certamente Madrid e a “Grã-Espanha”, se apresenta, na sua ambiguidade, de ganhos duvidosos para Portugal.

Tudo isto, claro, ainda no pressuposto de que os referidos decisores não estarão já conquistados - vendo em “dón” José Luís Zapatero um novo Filipe II - para a ideia de fazer de Portugal uma grande Olivença…

http://jornalpovodeportugal.eu (http://jornalpovodeportugal.eu)

* António Marques
ex-Presidente do GAO
Título:
Enviado por: cromwell em Junho 19, 2009, 06:41:39 pm
Citação de: "TOMSK"
O "TGV", Espanha e Olivença

por António Marques*

A falta de perspectiva estratégica evidenciada por muitos decisores políticos, acompanhada de inabilidade e ignorância cultural e histórica, conduz ao desconhecimento do interesse nacional e acarreta a este, frequentemente, prejuízos de monta.

Infelizmente, na ausência de um pensamento político-estratégico elaborado, conhecido e respeitado, tais decisores multiplicam os casos em que descuram, quando não abandonam, a defesa do bem comum dos portugueses. Veja-se, como exemplo, o compromisso assumido com o TGV dirigido a Madrid e a admissão desta cidade como capital e centro da Península.

Com naturalidade evidente, Madrid vem encantando e cativando muitos responsáveis políticos nacionais, os quais, aliciados com o novo “Eldorado” da integração económica da Península (“Espanha! Espanha! Espanha!”, como gritou José Sócrates), aceitam - com aparente prazer - colaborar na erecção da “Ibéria”, cujo epicentro se situa na Meseta, e na qual talvez aqueles almejem ocupar o mesquinho posto de cipaios, cantineiros ou capatazes.

Se é sintomática a argumentação ainda agora usada, a propósito da sustação do TGV, alertando para a “incompreensão” do país vizinho, foi também significativa a disponibilidade de José Sócrates para acompanhar José Luís Zapatero na última campanha eleitoral, bem como a maneira feliz e pressurosa como então arremedou a Língua de Cervantes…

Não está em causa, naturalmente, a conveniência e a necessidade de serem desenvolvidas relações económicas e culturais entre países e nações distintos mas vizinhos, nem sequer o incremento de um descomprometido diálogo político entre duas realidades adjacentes, de onde podem resultar ganhos e benefícios para todos.

Mas já haverá de ser visto com reserva um projecto voluntarista que, beneficiando certamente Madrid e a “Grã-Espanha”, se apresenta, na sua ambiguidade, de ganhos duvidosos para Portugal.

Tudo isto, claro, ainda no pressuposto de que os referidos decisores não estarão já conquistados - vendo em “dón” José Luís Zapatero um novo Filipe II - para a ideia de fazer de Portugal uma grande Olivença…

http://jornalpovodeportugal.eu (http://jornalpovodeportugal.eu)

* António Marques
ex-Presidente do GAO


Grande homem. :2gunsfiring: ?
Título:
Enviado por: FAAS em Junho 27, 2009, 01:22:18 pm
Uma pergunta, o TGV engloba o transporte de mercadoria em particular contentores? É que nesse caso o TGV pode realmente ser interessante com o porto de Sines a expandir-se Portugal pode tornar-se na porta da Europa para a distribuição de mercadorias, e não se esqueçam que o simples amarrar de um navio do tipo Post-Panmax de quinta e/ou sexta geração que podem atingir ate 350m de cumprimento significa €€€ a entrar no país e não creio que seja assim tão insignificante especialmente nos tempos que correm.

Eu concordo com o investimento no desenvolvimento, o que lamente é a falta de estratégia com que para alem de não existir é feito crer.

Ainda esta semana li algures alguém a mencionar em TGV Porto - Lisboa, outro aspecto importante pois seriam menos carros na estrada e menos CO2 por pessoa, para alem da efectiva poupança energética.

Quanto ao aeroporto enfim.. não considero muito vantajoso a construção de um completamente novo e deslocalizado, no entanto acredito que o da Portela precisa de alguma reestruturação.
Título:
Enviado por: Cabecinhas em Junho 27, 2009, 01:34:18 pm
Citar
Ainda esta semana li algures alguém a mencionar em TGV Porto - Lisboa, outro aspecto importante pois seriam menos carros na estrada e menos CO2 por pessoa, para alem da efectiva poupança energética.


Já existe uma coisa muito boa para esta ligação que se chama Alfa Pendular... é questão de melhorar a linha. Poupança energética não sei se isso se verificava, quanto é que consome um TGV em electricidade? Nós somos deficitários na produção de energia.
Título:
Enviado por: FAAS em Junho 27, 2009, 01:37:05 pm
Uma comparação técnica entre os dois conceitos ( apesar de um deles estar implementado) por parte de alguém que percebesse da coisa, seria interessante.
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Junho 27, 2009, 02:12:45 pm
Entre Lx e Pt já existe Alfa e Intercidades. Duvido que o TGV tirará automóveis de passageiros da estrada nesse percurso.

Quase de certeza que haveria poupança energética, similarmente com outros transportes públicos.
Título:
Enviado por: FAAS em Junho 27, 2009, 02:18:22 pm
Haveria poupança se tirasse carros da estrada neste caso os dois aspectos estão ligados, para haver poupança tem de existir mais pessoas a usar o transporte publico em detrimento do transporte pessoal/individual.
Título:
Enviado por: AC em Junho 27, 2009, 02:18:30 pm
Citação de: "Cabecinhas"
Já existe uma coisa muito boa para esta ligação que se chama Alfa Pendular... é questão de melhorar a linha. Poupança energética não sei se isso se verificava, quanto é que consome um TGV em electricidade? Nós somos deficitários na produção de energia.


Pois ... mas!

A questão é que melhorar a linha não adianta muito porque está saturada. Mesmo com a linha melhorada, os Alfas só podem andar mais depressa se se lixar mais um bocado o serviço de regionais e sub-urbanos -- que já não é o melhor.
E o espaço que sobra para as mercadorias... é mínimo.

Podemos fazê-lo agora ou não. Mas acho que é um facto incontornável que o transporte ferroviário de pessoas no eixo Lisboa/Porto e e o transporte ferroviário de mercadorias no país inteiro não vai poder crescer sem, de uma forma ou doutra, se construir uma linha nova entre Lisboa e Porto. É uma pena os proponentes do TGV não saberem explicar isto -- e muitos defensores não o saberem. Mas, a meu ver, isto é um problema estratégico nacional. E um que nunca nos vai ficar barato de resolver.

Em aproximação razoável para comboios rápidos, podemos dizer que o consumo é aproximadamente proporcional à velocidade.
Vai consumir mais que o Alfa, uma vez que anda mais depressa. Mas continua a ter vantagem sobre os carros.
Título:
Enviado por: AC em Junho 27, 2009, 02:26:21 pm
FAAS,
as linhas Lisboa - Madrid e Porto - Vigo prevêem a circulação de comboios de mercadorias, sem restrições. Já a linha Lisboa - Porto foi projectada só para comboios de passageiros.
Título:
Enviado por: FAAS em Junho 28, 2009, 11:21:14 pm
Mas o TGV Lisboa-Porto seria uma linha nova certo? Porquê restringida a passageiros? Mais um caso do género dos Açores que insiste em não dotar as ilhas de rampas ro-ro?
Título:
Enviado por: Daniel em Julho 08, 2009, 11:39:32 am
6 milhões querem o TGV Porto-Vigo


Citar
Novo presidente da região autonómica da Galiza diz não querer intrometer-se na soberania portuguesa,  mas nota que ter um homólogo no Norte "poderia trazer mais facilidade" a projectos comuns da euroregião.

O novo presidente da Junta da Galiza, Alberto Núñez Feijóo, diz ser adepto da euroregião Norte de Portugal/Galiza e garante que dará prioridade ao aprofundamento das relações entre as fronteiras e à negociação do próximo envelope financeiro comunitário. Sobre o comboio de alta velocidade, acredita na construção dentro do prazo (2013) e que o exemplo espanhol mostra que a "descentralização controlada" do Estado "pode ter mais vantagens do que inconvenientes".

Quando o desemprego começou a subir, na Galiza, houve protestos contra a presença de portugueses. A cooperação entre as regiões é um discurso político ou é desejada pelos habitantes da Galiza?

A vontade política é a expressão da vontade popular. Os políticos podem criar cenários, como fizemos em 1991, quando criámos a Comunidade de Trabalho Norte de Portugal/Galiza. Agora as relações entre as duas populações já se fazem com normalidade. A euroregião começou de cima para baixo, em termos políticos. Agora creio que se impulsiona de baixo para cima.

A Galiza vai fazer um grande investimento em ferrovia. Os portugueses serão bem-vindos ao projecto?

Sem dúvida. Temos um acordo com o Governo Central para investir 4700 milhões de euros até 2015. Apesar da recessão e da subida do desemprego, provavelmente precisaremos dos trabalhadores portugueses, porque são bons, eficientes e conhecem o funcionamento da construção e obra pública.

Quando é que o comboio de velocidade alta chegará à fronteira?

Partilhamos a data de 2013 com Portugal. Já fechámos em 2012 a data definitiva em que estará operacional na Galiza, mas a ligação a Portugal não poderá ser feita em 2012. Há que pressionar o Governo de Espanha para que o seja em 2013. Se não aumentarmos o ritmo, podemos chegar tarde.

Em Portugal tem sido discutida a oportunidade da sua construção. Receia que o Governo saído das eleições congele o projecto?

Não. É certo que há políticos cautelosos, estamos num cenário económico muito complicado, mas não significa que fiquem sem efeito projectos-chave estruturantes. Estou convencido que, governe quem governe, o comboio de alta velocidade entre Porto e Vigo é bom para Portugal e para Espanha.

Como presidente da Galiza, admite pressionar o próximo Governo para que a obra se faça em 2013?

Sem dúvida. Seis milhões de pessoas querem que o comboio seja feito. Toda a Galiza poderá descer ao Porto em menos de 1.30 horas. Acredito que melhorará a competitividade do território, as relações comerciais, empresariais.

O facto de o Norte não ter a autonomia de decisão da Galiza dificulta o aprofundamento das relações entre as duas regiões?

Desde 1991, temos tido muita experiência em como implementar instituições para colaborar com o Governo, as autoridades locais, municipais: o Eixo Atlântico, o Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial (que, em Novembro, deverá ter um calendário de actuação) e a Comunidade de Trabalho.

Mas não tem um interlocutor português, com capacidade de decisão.

As relações, entre o ano de 2005 e agora, aligeiraram-se. A Comunidade de Trabalho só reuniu duas vezes, não é um bom balanço. O novo Governo da Galiza vai dar prioridade à euroregião. É certo que ter um homólogo com as mesmas características poderia trazer mais facilidade, mas as estruturas nacionais são o que são e temos que suprir isso com cooperação e com outros organismos.

Admite também pressionar o Governo português para ter um interlocutor único no Norte?

Não me quero intrometer na soberania portuguesa. Creio que seria bom dar mais potencialidade às regiões, sem perder a coordenação de Estado. Descentralizar e aproximar os serviços públicos dos cidadão não é mau, é uma boa decisão. Mas insisto que vou trabalhar com os instrumentos que Portugal que coloque à disposição.

A Galiza já não é a região pobre que era há duas décadas, enquanto que o Norte tem marcado passo. Se tivesse um modelo de autonomia, crê que se teria desenvolvido como a Galiza?

As autonomia têm um balanço positivo. Temos alguns problemas de coordenação, de dispersão das decisões, mas o balanço é positivo. Creio que qualquer país que experimente uma descentralização controlada pode ter mais vantagens do que inconvenientes.

Há acordos regionais para a moda, o mar e o automóvel. A forma como são postos em prática é eficaz?

Temos que passar das palavras aos actos, envolver muito mais a sociedade civil, sentar os agentes económicos, as pequenas e médias empresas para concretizar as ideias, que são boas no papel. A segunda geração de cooperação tem que pôr em prática as vantagens competitivas da euroregião.

Encontra outras áreas em que uma maior aproximação fosse útil?

A estratégia deve passar pelos sectores produtivos. Temos o mar e os produtos congelados, o automóvel, o têxtil, a pedra e granito, a logística. O porto de Leixões tem que ter uma relação mais directa com as plataformas portuárias de Vigo e da Corunha, onde estamos a fazer o maior porto da fachada atlântica europeia. Temos também a indústria audiovisual e das tecnologias da comunicação.

O aeroporto de Sá Carneiro quer ser o maior da euroregião, temos infra-estruturas a competir directamente com as galegas. Há colaboração ou competição?

A concorrência é fundamental. Colaborar não significa não competir, mas dar valor ao que cada um consegue fazer. Eu incentivo a concorrência interna, sem ela somos mais pobres.

Em termos de relação com a região Norte, o que o diferencia do seu antecessor, Emilio Pérez Touriño?

Veremos no final do mandato (risos). Mas a minha primeira visita foi à euroregião. Nos últimos quatro anos, a Comunidade de Trabalho reuniu duas vezes. Connosco, nos primeiros 70 dias, já reuniu uma. Portanto, creio que vamos bem. Também temos que pôr a funcionar o Agrupamento de Cooperação antes do Natal, com um director português, um adjunto galego e em Vigo. E que preparar o período 2014 a 2020, a Comissão de Cultura e Universidades e a Comissão da Juventude, a eurocidade Verín/Chaves... Sou um firme defensor desta euroregião.

Título:
Enviado por: AC em Julho 08, 2009, 08:32:08 pm
Citação de: "FAAS"
Mas o TGV Lisboa-Porto seria uma linha nova certo? Porquê restringida a passageiros? Mais um caso do género dos Açores que insiste em não dotar as ilhas de rampas ro-ro?


Certo.
Poupa nos custos de construção. Se for a ver a actual linha do Norte, tem grandes extensões em vales artificiais por exemplo. Ao restringir a linha a comboios de passageiros, permite subidas/descidas mais acentuadas e poupa neste tipo de obra.
E com com a retirada dos comboios rápidos da linha do Norte, esta deverá ficar com capacidade q.b. para os restantes serviços de passageiros e mercadorias.

O inconveniente é que o Norte não terá um acesso decente à ferrovia europeia até se mudar a bitola da linha do Norte (o que não vai acontecer tão cedo) ou construirem outra linha em bitola europeia (Aveiro - Salamanca?).
Título:
Enviado por: nelson38899 em Agosto 04, 2009, 10:17:50 am
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Depois da febre da auto-estrada, o plano regional do Norte aposta agora na ferrovia
04.08.2009 - 08h29 Abel Coentrão
A perspectiva é praticamente unânime, mesmo para quem apenas visita a região. Que o Norte "é reconhecida, à escala europeia, como uma das regiões melhor apetrechadas ao nível das rodovias de altas prestações", como nota o vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Norte, Paulo Gomes, é uma evidência que só os transmontanos, ainda à espera da auto-estrada até Bragança, podem, por enquanto, contestar.

Só que este impulso da última década e meia vai já em contramão com as necessidades de alteração dos padrões de mobilidade impostas pela luta contra as alterações climáticas. O Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) prevê, por isso, que se feche este ciclo, e se aposte, nas próximas duas décadas, num reforço das ligações ferroviárias interurbanas, intra-regionais e inter-regionais.

O PROT do Norte, em discussão pública, contém um capítulo dedicado à mobilidade, com um conjunto de respostas para a circulação de pessoas, bens e dados. Mas esse capítulo começa com um alerta para "o risco de sobredimensionamento das redes viárias, agravado pela insuficiente definição do papel de cada uma na hierarquia das ligações nacionais, regionais e locais", e para o "risco de concentração da procura num único modo de transporte", o rodoviário, pois claro, com penalização para "a mobilidade de pessoas e mercadorias e, por arrastamento, [para] a competitividade das pessoas, das organizações e das próprias cidades".

Num momento em que se antevê a construção de uma linha de velocidade elevada entre o Porto e Vigo, um dos aspectos fundamentais na política de transportes para a região é definir investimentos que articulem este novo serviço com o transporte urbano e suburbano (em modo rodo e, principalmente, ferroviário) e também com a rede de metro do Grande Porto. E, neste aspecto, do relatório técnico elaborado pelo perito António Babo, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, pouco não foi transposto para a proposta final do PROT, um documento que tem já em conta investimentos em curso na Linha do Norte, na Linha do Minho (a Variante da Trofa), na Linha do Douro (compromisso de electrificação até à Régua) e na segunda fase do metro.

Perante estes desenvolvimentos, "do ponto de vista da consolidação do modelo territorial na Região do Norte", o PROT aponta assim como "essencial" colocar no horizonte algumas opções a tomar no longo prazo, no ciclo de investimentos pós 2015, "que possam desde já influenciar opções de curto e médio prazo". São elas a duplicação e electrificação da Linha do Minho entre Nine e Viana do Castelo", para a integrar no serviço de comboios "urbanos" da CP, servindo Barcelos e Viana; a remodelação da Linha do Vouga e o prolongamento da Linha de Braga até Guimarães (que fecharia um anel ferroviário de articulação entre as cidades de Braga, Guimarães, Vizela, Santo Tirso, Trofa e Famalicão, e um conjunto importante de serviços universitários e de investigação).

O documento propõe ainda que se estude a viabilidade técnica da integração da cidade de Vila Real no sistema ferroviário principal, o que, na prática, poderá significar a construção de uma alternativa à Linha do Corgo, ou um investimento nesta linha maior do que o que está para começar. No litoral, a grande novidade, a prometer grande debate e polémica, é proposta de "utilização da Linha da Póvoa para norte da Senhora da Hora na sua função train (comboio) em detrimento da sua função tram (metro ligeiro), no âmbito do projecto train-tram que está a ser desenvolvido pela Metro do Porto, cenário a equacionar no âmbito de um prolongamento da linha até Viana do Castelo".
http://ultimahora.publico.clix.pt/notic ... id=1394594 (http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1394594)
Título:
Enviado por: Leonidas em Setembro 14, 2009, 12:50:40 pm
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segunda-feira, 14 de Setembro de 2009 | 11:13   

Extremadura acusa Ferreira Leite de apelo ao anti-espanholismo


O presidente do governo regional da Extremadura espanhola mostrou-se, esta segunda-feira, irritado com a intenção da candidata a primeiro-ministro em Portugal, Manuela Ferreira Leite, de suspender o comboio de alta velocidade.

Em declarações à imprensa regional espanhola, Guillermo Fernandez Vara defendeu que a suspensão do TGV entre Portugal e Espanha
«provocaria uma crise entre os dois países», além de que, «quem iria querer assinar qualquer tipo de acordo com um Estado que depois não cumpre os seus compromissos?».

No entender deste responsável político do país vizinho, a líder do PSD «está a apelar aos instintos mais primários dos portugueses, quer dizer, o anti-espanholismo».

No entanto, Guillermo Fernandez Vara também prefere entregar ao Governo de Madrid o acompanhamento da situação, defendendo que cabe ao executivo liderado por José Luis Rodríguez Zapatero «cumprir o seu compromisso de prazos», no que toca aos corredores espanhóis do TGV.

De resto, também o presidente do Partido Popular (PP) na Extremadura, José António Monago, exigiu ao governo em Madrid que intervenha, sublinhando que «se há um pacto assinado desde 2003 entre Espanha e Portugal que implica o arranque da alta velocidade, este tem que ser respeitado.»

»Estou a favor da alta velocidade e é a responsabilidade do executivo de José Luis Rodríguez Zapatero exigir a Portugal que cumpra o que disse», concluiu.



http://diariodigital.sapo.pt/news.asp%20section_id=&id_news=409586&page=0

AMEAÇAS?!! EXIGÊNCIAS?!! RESPEITO POR TRATADOS?!!

Mas quem é este idiota? O que é que este otário merece?

É preciso ser mesmo cara-de-pau.
Título:
Enviado por: cromwell em Setembro 14, 2009, 01:37:39 pm
Citação de: "Leonidas"
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segunda-feira, 14 de Setembro de 2009 | 11:13   

Extremadura acusa Ferreira Leite de apelo ao anti-espanholismo


O presidente do governo regional da Extremadura espanhola mostrou-se, esta segunda-feira, irritado com a intenção da candidata a primeiro-ministro em Portugal, Manuela Ferreira Leite, de suspender o comboio de alta velocidade.

Em declarações à imprensa regional espanhola, Guillermo Fernandez Vara defendeu que a suspensão do TGV entre Portugal e Espanha
«provocaria uma crise entre os dois países», além de que, «quem iria querer assinar qualquer tipo de acordo com um Estado que depois não cumpre os seus compromissos?».

No entender deste responsável político do país vizinho, a líder do PSD «está a apelar aos instintos mais primários dos portugueses, quer dizer, o anti-espanholismo».

No entanto, Guillermo Fernandez Vara também prefere entregar ao Governo de Madrid o acompanhamento da situação, defendendo que cabe ao executivo liderado por José Luis Rodríguez Zapatero «cumprir o seu compromisso de prazos», no que toca aos corredores espanhóis do TGV.

De resto, também o presidente do Partido Popular (PP) na Extremadura, José António Monago, exigiu ao governo em Madrid que intervenha, sublinhando que «se há um pacto assinado desde 2003 entre Espanha e Portugal que implica o arranque da alta velocidade, este tem que ser respeitado.»

»Estou a favor da alta velocidade e é a responsabilidade do executivo de José Luis Rodríguez Zapatero exigir a Portugal que cumpra o que disse», concluiu.


http://diariodigital.sapo.pt/news.asp%20section_id=&id_news=409586&page=0

AMEAÇAS?!! EXIGÊNCIAS?!! RESPEITO POR TRATADOS?!!

Mas quem é este idiota? O que é que este otário merece?

É preciso ser mesmo cara-de-pau.


O senhor fala em compromissos, mas devia saber que EM 1815 NO TRATADO DE PARIS, ESPANHA COMPREMETEU-SE A ENTREGAR OLIVENÇA A PORTUGAL, MAS NUNCA CUMPRIRAM ESSE COMPROMISSO! :evil:

Por isso, Espanha também não cumpriu o seu compromisso.
Se não cumprir-mos o compromisso do TGV, digamos que é o troco por não terem cumprido o compromisso da devolução de Olivença.

Por isso, o senhor baixe a bolinha!
Título:
Enviado por: Chicken_Bone em Setembro 14, 2009, 01:54:15 pm
ó cromonelo, tens noção que provavelmente ele nem sequer ouviu falar deste fórum, não?
Mas de certeza que ele tem um e-mail lá no governo regional dele. Talvez pudesses escrever-lhe.
Título:
Enviado por: cromwell em Setembro 14, 2009, 02:04:56 pm
Citação de: "Chicken_Bone"
ó cromonelo, tens noção que provavelmente ele nem sequer ouviu falar deste fórum, não?
Mas de certeza que ele tem um e-mail lá no governo regional dele. Talvez pudesses escrever-lhe.


Eu estava a comentar a notícia, não estava a tentar a comunicar com o governador, caro osso de galinha.
Título:
Enviado por: pedro em Setembro 14, 2009, 02:18:40 pm
Eu so tenho uma coisa a dizer, força Manuela.
Portugal tem que acordar e se eles estão mal o problema É DELES.
 :lol:
Título:
Enviado por: Tiger22 em Setembro 14, 2009, 03:05:09 pm
rafael.lemus@prs.juntaex.es

E-mail do dito cujo infeliz presidente. Já mandei o meu recadinho. Façam o mesmo. Quem não se sente não é filho de boa gente!!!

Viva Portugal. Viva Olivença!!!
Título:
Enviado por: Tiger22 em Setembro 14, 2009, 03:31:35 pm
Comentário de um espanhól lúcido, que mostra aquilo que Ferreira Leite disse:

Citar
Juan Mª Garcia Sanchez

A los portuguese nunca les ha interesado el AVE ,Madrid-Lisboa.Fue una imposición de no sé quien.Para pagar el coste del dia a dia tendrian que viajar diariamente en ambas direcciones 36500 viajeros.La linea que interesa a Portugal es,Aveiro-Salamanca.Pero esta linea no le interesa a los políticos españoles porque ;no tiene votos.



Que vergonha! :evil:

Cada vez sinto mais nojo por este governo!!!
Título:
Enviado por: typhonman em Setembro 14, 2009, 10:24:17 pm
Citação de: "Tiger22"
Comentário de um espanhól lúcido, que mostra aquilo que Ferreira Leite disse:

Citar
Juan Mª Garcia Sanchez

A los portuguese nunca les ha interesado el AVE ,Madrid-Lisboa.Fue una imposición de no sé quien.Para pagar el coste del dia a dia tendrian que viajar diariamente en ambas direcciones 36500 viajeros.La linea que interesa a Portugal es,Aveiro-Salamanca.Pero esta linea no le interesa a los políticos españoles porque ;no tiene votos.


Que vergonha! :twisted:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 18, 2009, 01:25:38 pm
o que mais me preocupa é que o PS parece estar a subir nas intenções de voto.  :twisted:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: carlosribeiro em Setembro 18, 2009, 03:02:08 pm
Citação de: "P44"
o que mais me preocupa é que o PS parece estar a subir nas intenções de voto.  :twisted:

Esquece lá isso, isso só aconteceu nas Europeias nas outras eleições as sondagens não falharam, é pouco provável que aconteça o mesmo.
Cada vez mais perto da maioria.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Jorge Pereira em Setembro 18, 2009, 03:27:41 pm
Citação de: "P44"
o que mais me preocupa é que o PS parece estar a subir nas intenções de voto.  :twisted:

É provável que essas sondagens sejam MUITO falíveis, e mais não digo.

No entanto, já há sinais mais do que evidentes de que o PS e o bloco de esquerda estão a preparar uma coligação pós eleitoral no caso de o PS ganhar com minoria.

Vai ser engraçado (se o PS ganhar) ver as pessoas que votaram no bloco como sinal de protesto e contra o PS, verificarem que o seu voto serviu para dar nova maioria ao…PS

 :N-icon-Axe:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: João Mota em Setembro 18, 2009, 08:59:27 pm
Convém esclarecer algumas coisas a respeito do TGV: 1 - Apenas transporta passageiros e não mercadorias. 2 - Não ligará Portugal à Europa, apenas a Espanha. 3 - A ligação Espanha-França não está assegurada. 4 - Ninguém vai utilizar o TGV para ir a Paris, Londres, Bruxelas, Frankfurt ou Amesterdão, demoraria sempre DEMASIADO TEMPO. 5 - Os homens de negócios irão sempre de avião, porque não têm tempo a perder. 6 - Os bilhetes do TGV não serão mais baratos do que um bilhete de avião. 7 - De momento apenas a Espanha, França, Alemanha e Itália têm TGV. A Holanda tem a linha quase pronta para Paris (500km), passando por Bruxelas (200km). 8- Um ministro estrangeiro permitir-se comentar reiteradamente a campanha eleitoral em Portugal é claramente uma ingerência inaceitável. O embaixador desse país em Lisboa tão-pouco tem de estar a dar palpites sobre aquilo que é ou que deixa de ser “de interesse estratégico para Portugal”. 9 - A Inglaterra apenas tem ligação Londres-Paris e não vai construir mais. De resto diversos países pequenos e médios não tencionam ter TGV. No grupo dos países com TGV apenas estão os países referidos. E aliás a Holanda já se arrependeu e tudo indica que a linha vai ser um fiasco, uma vez que para Londres toda a gente vai de avião e para Paris o Thalys já demora 3h50. A relação custo-benefício é claramente desfavorável à construção do TGV.
Agora nós vamos gastar mais de 10.000 milhões de euros nisto? Sim, porque ninguém acredita nos 7500 milhões de que o governo fala.
Estamos ceguinhos? Estamos tolos? Vamos permitir isto a estes senhores vendidos aos interesses estrangeiros? Sim, porque nós só vamos fornecer o betão e as refeições a quem estiver a construir isso. Incorporação nacional = 0
Estamos doidos?

Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: carlosribeiro em Setembro 18, 2009, 09:11:58 pm
http://www.moptc.pt/cs2.asp?idcat=941 (http://www.moptc.pt/cs2.asp?idcat=941)
http://www.ouvesemuitacoisa.com/ (http://www.ouvesemuitacoisa.com/)
http://www.rave.pt/ (http://www.rave.pt/)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: João Mota em Setembro 18, 2009, 09:25:13 pm
Citação de: "carlosribeiro"
http://www.moptc.pt/cs2.asp?idcat=941
http://www.ouvesemuitacoisa.com/ (http://www.ouvesemuitacoisa.com/)
http://www.rave.pt/ (http://www.rave.pt/)


Ridículo. Instituições do estado infiltradas e dirigidas pelos interesses socialistas. Ou devo dizer, interesses espanhóis?
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: carlosribeiro em Setembro 18, 2009, 09:53:04 pm
Provas? Eu vejo estudos coerentes e que defendem um bom investimento para o país.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: zeNice em Setembro 18, 2009, 10:33:32 pm
O Presidente é o Engenheiro Luís Pardal que tem ligações ao PS (que conveniente).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Filipe_Pardal (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lu%C3%ADs_Filipe_Pardal)
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx? ... _id=626899 (http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=626899)

Na REFER
Citar
Luís Pardal é o novo presidente da Refer - Rede Ferroviária Nacional, depois do afastamento de Braancamp Sobral "por perda de confiança" política, anunciou ontem Mário Lino, em conferência de imprensa.

Olha que giro, o senhor Mário Lino a falar de perda de confiança política  :N-icon-Axe: , tira o senhor que lá estava, e mete lá para dentro um "camarada" do PS.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: carlosribeiro em Setembro 19, 2009, 01:05:33 am
O TGV não vai ser feito por interesses partidários e muito menos por interesses espanhóis.
Até parece que os espanhóis não têm razão, um estado que FORMALIZA um contrato com outro e depois volta atrás, não é de se confiar nunca mais, o que vale é que isso não vai acontecer.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 19, 2009, 01:06:46 am
Jeezus...

1 - Bom, até ver ainda ninguém pôs comboios de mercadorias a circular em linhas de AV, porque, geralmente, é má ideia. Mas além de nós, os Espanhóis e os bifes tencionam fazê-lo no futuro próximo.

2 - Para mercadorias, ligará.

3 - *meh* Os franceses estão, de facto, a arrastar um bocado os pés. Mas acabarão por o fazer.

4 - True.

5 - Wrong. Entre Lisboa/Madrid (talvez mesmo entre Lisboa/Barcelona) o factor tempo é favorável ao comboio. As formalidade de embarque e desembarque, a distância dos aeroportos às cidades não só adicionam tempo (e dinheiro) à viagem, mas é tempo que não se consegue aproveitar. Aquilo que se observa é que neste género de distância, os comboios de AV roubam imensos passageiros ao avião. Madrid/Barcelona era um dos corredores aéreos mais concorridos do mundo e, desde que a linha AV abriu, já perdeu uns 20%.

6 - Err.. bear with me please. Você deve estar a comparar os preços anunicados para o comboio de AV com os preços anunciados pelas companhias aéreas. As companhias aéreas usam preços diferenciados, aplicando ao máximo duas regras:
- "chular" cada cliente o mais possível.
- Mais vale um cliente que pague tuta e meia que um lugar vazio no avião.
Isto dá resultados como bilhetes a menos de 15€ entre Lisboa e Madrid, taxas incluidas. Mas como devem imaginar, 15€ por bilhete não dão nem para o combustível. A viabilidade das companhias aéreas depende de passageiros que, por uma razão ou outra, se vêm obrigados a pagar até 10 vezes mais. E, importante, o número de bilhetes a preços reduzidos é finito, sempre uma fracção do total. Por mais procura que tenham, as companhias aéreas não lhe põem um avião maior ou mais um vôo à conta dos passageiros dispostos a pagar 15€.
Voltando aos comboios, não estamos habituados a ver isso nos comboios mas nos comboios de AV pode-se aplicar a mesma estratégias de preços diferenciados. Por exemplo, o preço "normal" de um bilhete Paris/Lyon ronda os 80€ mas, com atencedência, conseguem-se bilhetes por 20€.
A diferença é que o comboio pode praticar preços, em média mais baixos, que o avião. E, em particular, o comboio beneficia mais da economia de escala que o avião e, à medida que o número de passageiros aumenta, o preço que o comboio pode pratica desce. E isso signfica um maior número de lugares disponíveis a preços reduzidos.
Digo "pode" porque, na prática, os serviços de AV, nas distâncias em que o tempo do comboio é competitivo com o do avião, na prática dão-se ao luxo de praticar preços ligeiramente superiores que o avião.

7 - A Bélgica também tem comboios de AV.

8 - True

9 -O Thallys demora apenas 4h11 entre Amsterdão e Paris. E o "Thallys" é apenas o nome comercial de um serviço de AV, feito com comboios TGV adaptados para vários sistemas. A Holanda já tinha "TGV", simplesmente decidiu construir uma nova linha para reduzir o tempo de viagem (Amsterdão/Paris em 3h13).

Finalmente, você tem noção que dos custos do "TGV" em Portugal, metade do bolo é para Lisboa/Porto, certo?
E você tem noção que é imprescindível construir uma nova linha Lisboa/Porto que nunca custará menos de 90% do que a que está projectada, certo?
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Setembro 19, 2009, 01:35:42 am
Citação de: "carlosribeiro"
O TGV não vai ser feito por interesses partidários e muito menos por interesses espanhóis.
Até parece que os espanhóis não têm razão, um estado que FORMALIZA um contrato com outro e depois volta atrás, não é de se confiar nunca mais, o que vale é que isso não vai acontecer.

Nós voltamos a trás não somos de confiança porque é um projecto ruinoso... mas os nossos queridos vizinhos invadiram-nos mais vezes do que aqueles que eu  lo3x4  lo3x4 , já são confiança. Isto há cada um!
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 21, 2009, 08:25:41 am
Segunda-feira passada, a meio da tarde, faço a A-6, em direcção a Espanha e na companhia de uma amiga estrangeira; quarta-feira de manhã, refaço o mesmo percurso, em sentido inverso, rumo a Lisboa.
Tanto para lá como para cá, é uma auto-estrada luxuosa e fantasma. Em contrapartida, numa breve incursão pela estrada nacional, entre Arraiolos e Borba, vamos encontrar um trânsito cerrado, composto esmagadoramente por camiões de mercadorias espanhóis.
Vinda de um país onde as auto-estradas estão sempre cheias, ela está espantada com o que vê:

- É sempre assim, esta auto-estrada?

- Assim, como?

- Deserta, magnífica, sem trânsito?

- É, é sempre assim.

- Todos os dias?

- Todos, menos ao domingo, que sempre tem mais gente.

- Mas, se não há trânsito, porque a fizeram?

- Porque havia dinheiro para gastar dos Fundos Europeus, e porque diziam que o desenvolvimento era isto.

- E têm mais auto-estradas destas?

- Várias e ainda temos outras em construção: só de Lisboa para o Porto, vamos ficar com três. Entre S. Paulo e o Rio de Janeiro, por exemplo, não há nenhuma: só uns quilómetros à saída de S. Paulo e outros à chegada ao Rio. Nós vamos ter três entre o Porto e Lisboa: é a aposta no automóvel, na poupança de energia, nos acordos de Quioto, etc. - respondi, rindo-me.

- E, já agora, porque é que a auto-estrada está deserta e a estrada nacional está cheia de camiões?

- Porque assim não pagam portagem.

- E porque são quase todos espanhóis?

- Vêm trazer-nos comida.

- Mas vocês não têm agricultura?

- Não: a Europa paga-nos para não ter. E os nossos agricultores dizem que produzir não é rentável.

- Mas para os espanhóis é?

- Pelos vistos...

Ela ficou a pensar um pouco e voltou à carga:

- Mas porque não investem antes no comboio?

- Investimos, mas não resultou.

- Não resultou, como?

- Houve aí uns experts que gastaram uma fortuna a modernizar a linha Lisboa-Porto, com comboios pendulares e tudo, mas não resultou.

- Mas porquê?

- Olha, é assim: a maior parte do tempo, o comboio não 'pendula'; e, quando 'pendula', enjoa de morte. Não há sinal de telemóvel nem Internet, não há restaurante, há apenas um bar infecto e, de facto, o único sinal de 'modernidade' foi proibirem de fumar em qualquer espaço do comboio. Por isso, as pessoas preferem ir de carro e a companhia ferroviária do Estado perde centenas de milhões todos os anos.

- E gastaram nisso uma fortuna?

- Gastámos. E a única coisa que se conseguiu foi tirar 25 minutos às três horas e meia que demorava a viagem há cinquenta anos...

- Estás a brincar comigo!

- Não, estou a falar a sério!

- E o que fizeram a esses incompetentes?

- Nada. Ou melhor, agora vão dar-lhes uma nova oportunidade, que é encherem o país de TGV: Porto-Lisboa, Porto-Vigo, Madrid-Lisboa... e ainda há umas ameaças de fazerem outro no Algarve e outro no Centro.

- Mas que tamanho tem Portugal, de cima a baixo?

- Do ponto mais a norte ao ponto mais a sul, 561 km.Ela ficou a olhar para mim, sem saber se era para acreditar ou não.

- Mas, ao menos, o TGV vai directo de Lisboa ao Porto?

- Não, pára em várias estações: de cima para baixo e se a memória não me falha, pára em Aveiro, para os compensar por não arrancarmos já com o TGV deles para Salamanca; depois, pára em Coimbra para não ofender o prof. Vital Moreira, que é muito importante lá; a seguir, pára numa aldeia chamada Ota, para os compensar por não terem feito lá o novo aeroporto de Lisboa; depois, pára em Alcochete, a sul de Lisboa, onde ficará o futuro aeroporto; e, finalmente, pára em Lisboa, em duas estações.

- Como: então o TGV vem do Norte, ultrapassa Lisboa pelo sul, e depois volta para trás e entra em Lisboa?

- Isso mesmo.

- E como entra em Lisboa?

- Por uma nova ponte que vão fazer.

- Uma ponte ferroviária?

- E rodoviária também: vai trazer mais uns vinte ou trinta mil carros todos os dias para Lisboa.

- Mas isso é o caos, Lisboa já está congestionada de carros!

- Pois é.

- E, então?

- Então, nada. São os especialistas que decidiram assim.Ela ficou pensativa outra vez. Manifestamente, o assunto estava a fasciná-la.

- E, desculpa lá, esse TGV para Madrid vai ter passageiros? Se a auto-estrada está deserta...

- Não, não vai ter.

- Não vai? Então, vai ser uma ruína!

- Não, é preciso distinguir: para as empresas que o vão construir e para os bancos que o vão capitalizar, vai ser um negócio fantástico! A exploração é que vai ser uma ruína - aliás, já admitida pelo Governo - porque, de facto, nem os especialistas conseguem encontrar passageiros que cheguem para o justificar.

- E quem paga os prejuízos da exploração: as empresas construtoras?

- Naaaão! Quem paga são os contribuintes! Aqui a regra é essa!

- E vocês não despedem o Governo?

- Talvez, mas não serve de muito: quem assinou os acordos para o TGV com Espanha foi a oposição, quando era governo...

- Que país o vosso! Mas qual é o argumento dos governos para fazerem um TGV que já sabem que vai perder dinheiro?

- Dizem que não podemos ficar fora da Rede Europeia de Alta Velocidade.

- O que é isso? Ir em TGV de Lisboa a Helsínquia?

- A Helsínquia, não, porque os países escandinavos não têm TGV.

- Como? Então, os países mais evoluídos da Europa não têm TGV e vocês têm de ter?

- É, dizem que assim entramos mais depressa na modernidade.Fizemos mais uns quilómetros de deserto rodoviário de luxo, até que ela pareceu lembrar-se de qualquer coisa que tinha ficado para trás:

- E esse novo aeroporto de que falaste, é o quê?

- O novo aeroporto internacional de Lisboa, do lado de lá do rio e a uns 50 quilómetros de Lisboa.

- Mas vocês vão fechar este aeroporto que é um luxo, quase no centro da cidade, e fazer um novo?

- É isso mesmo. Dizem que este está saturado.

- Não me pareceu nada...

- Porque não está: cada vez tem menos voos e só este ano a TAP vai cancelar cerca de 20.000. O que está a crescer são os voos das low-cost, que, aliás, estão a liquidar a TAP.

- Mas, então, porque não fazem como se faz em todo o lado, que é deixar as companhias de linha no aeroporto principal e chutar as low-cost para um pequeno aeroporto de periferia? Não têm nenhum disponível?

- Temos vários. Mas os especialistas dizem que o novo aeroporto vai ser um hub ibérico, fazendo a trasfega de todos os voos da América do Sul para a Europa: um sucesso garantido.

- E tu acreditas nisso?

- Eu acredito em tudo e não acredito em nada. Olha ali ao fundo: sabes o que é aquilo?

- Um lago enorme! Extraordinário!

- Não: é a barragem de Alqueva, a maior da Europa.

- Ena! Deve produzir energia para meio país!

- Praticamente zero.

- A sério? Mas, ao menos, não vos faltará água para beber!

- A água não é potável: já vem contaminada de Espanha.

- Já não sei se estás a gozar comigo ou não, mas, se não serve para beber, serve para regar - ou nem isso?

- Servir, serve, mas vai demorar vinte ou mais anos até instalarem o perímetro de rega, porque, como te disse, aqui acredita-se que a agricultura não tem futuro: antes, porque não havia água; agora, porque há água a mais.

- Estás a dizer-me que fizeram a maior barragem da Europa e não serve para nada?

- Vai servir para regar campos de golfe e urbanizações turísticas, que é o que nós fazemos mais e melhor. Apesar do sol de frente, impiedoso, ela tirou os óculos escuros e virou-se para me olhar bem de frente:

- Desculpa lá a última pergunta: vocês são doidos ou são ricos?

- Antes, éramos só doidos e fizemos algumas coisas notáveis por esse mundo fora; depois, disseram-nos que afinal éramos ricos e desatámos a fazer todas as asneiras possíveis cá dentro; em breve, voltaremos a ser pobres e enlouqueceremos de vez.

Ela voltou a colocar os óculos de sol e a recostar-se para trás no assento. E suspirou:

- Bem, uma coisa posso dizer: há poucos países tão agradáveis para viajar como Portugal! Olha-me só para esta auto-estrada sem ninguém!


http://lmao.blogs.sapo.cv/44924.html (http://lmao.blogs.sapo.cv/44924.html)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Setembro 21, 2009, 10:21:30 am
Epá, não pude de deixar de me rir desta caricatura de Portugal... tenho é pena que seja verdade e são poucos os que conseguem ver  :(
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Chicken_Bone em Setembro 21, 2009, 10:40:23 am
Tenho que concordar que o texto está muito bom. Claro que não concordo totalmente no que diz, porque oferece uma visão reduzida e parcial.

Mas já para ver que o P vai votar no partido dos académicos-intelectualóides-que-tem-como-alvo-adolescentes, ou seja, BE.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 21, 2009, 09:13:11 pm
Citação de: "Chicken_Bone"
Tenho que concordar que o texto está muito bom. Claro que não concordo totalmente no que diz, porque oferece uma visão reduzida e parcial.

Mas já para ver que o P vai votar no partido dos académicos-intelectualóides-que-tem-como-alvo-adolescentes, ou seja, BE.

ah ah ah...ah :mrgreen:  :twisted:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: carlosribeiro em Setembro 22, 2009, 01:41:06 am
Quanto ao triste texto escrito por esse traidor que é o Miguel Sousa Tavares, mais não seria de esperar de alguém que foge de Portugal para o Brasil para estar melhor.... Vê-se bem que esse senhor nunca andou de comboio, porque quem anda várias vezes como eu no sentido Porto-Lisboa, sabe perfeitamente que os serviços InterCidades e Alfa-Pendular em qualquer horário estão quase sempre lotados e quanto ao resto, idem"".
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Nitrox13 em Setembro 22, 2009, 10:13:31 am
Bom dia
Na minha opinião, acho devido a situação que estamos a viver, temos que mudar de rumo, repensar o que devemos fazer, e os políticos devem pensar qual foi a razão no qual se chegou a este estado, com centenas de empresas a fechar todos os dias, e com milhares de desempregados.
Para mim o TGV dexou de ser uma prioridade, e canalizar esse dinheiro para investimentos que tivessem retorno a curto,e a médio prazo, como na investigação entre outras medias.
o Aeroporto de Alcochete esse segundo me parece pode ser feito em módulos, faseado os seus custos.
Para não falar da 3ª autoestrada Lisboa porto que para mim não tem razão de ser.

e em que áreas se deve investir.
.Ter menos dependência energética do exterior.
.apoiar a PME
.na investigação (tendo resultado na criação de empresas ou no apoio nas empresas já existentes)
.Reformular o apoio a agricultura
.reforçar o formação dos Portugueses.

sem mais
Nitrox
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 23, 2009, 12:55:54 am
O texto do MST reflecte o problema dos investimentos em infrastruturas de transportes: os portugueses tendem a pensar que se não se vêm a usá-las, então é porque são inúteis e esquecem-se dos outros portugueses. Os portugueses que circulam naquelas auto-estradas, e que antes tinham nacionais, tendem a discordar do MST.

Citação de: "Nitrox13"
Para não falar da 3ª autoestrada Lisboa porto que para mim não tem razão de ser.

O que está em causa são uma série de troços de AE e IP, alguns novos, alguns melhorando o que já existe, cujo objectivo é, supostamente, resolver N questões de acessbilidades das áreas onde passam. Não são para servir as pessoas que se deslocam de Lisboa ao Porto.
Honestamente, reconheço a minha absoluta ignorância sobre a necessidade dessas obras. Mas é, para mim, bastante claro que a discussão do assunto não pode ser resumida a "3ª auto-estrada Lisboa Porto".
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 23, 2009, 10:58:50 am
Citar
"TGV será o maior fiasco em 50 anos", diz economista
Álvaro Santos Pereira defendeu que a concretização do projecto português do TGV, no actual contexto económico, vai ser "o maior fiasco financeiro dos últimos 50 anos".
Lusa
20:05 Terça-feira, 22 de Set de 2009

O economista e professor universitário Álvaro Santos Pereira afirmou hoje que a concretização do projecto português de alta velocidade ferroviária (TGV) no momento actual vai ser "o maior fiasco financeiro dos últimos 50 anos".

"Estamos a escolher erradamente ao apostar dogmaticamente nos grandes investimentos públicos", afirmou o professor da Universidade de Vancouver (Canadá), durante a conferência "Portugal em Exame", que decorreu hoje em Lisboa.

Salientando que leu todos os estudos sobre alta velocidade ferroviária em Portugal, Álvaro Santos Pereira disse que o projecto "só é viável se se assumir que há impactos externos abrangentes, como diminuição do ruído e das emissões de CO2".

O professor considera que a concretização deste projecto, orçado em 8,9 mil milhões de euros, "vai reduzir a margem de manobra" e não vai contribuir para a redução do endividamento externo.

O avanço da rede de alta velocidade portuguesa no momento actual "vai ser o maior fiasco financeiros dos últimos 50 anos", afirmou Álvaro Santos Pereira.

"A linha Lisboa-Porto vai custar-nos tanto como o volume de negócios anual da Sonae", disse.

O professor universitário defendeu que a "aposta no Plano Tecnológico ou nas energias renováveis faria mais sentido" do que o investimento na alta velocidade e salientou a importância de "diversificar o nosso 'portfolio', de modo a que o país "crie mais talentos".

A aposta deve ser o apoio aos "sectores estratégicos, especialmente as tecnológicas" e "não desbaratar recursos em projectos que não nos vão levar a lado algum".

Durante a sua intervenção no debate, o professor universitário sugeriu ainda que o tema da campanha eleitoral para a legislativas de domingo fosse 'não à asfixia empresarial' em vez de 'não à asfixia democrática".

"A prioridade número um deve ser acabar com esta asfixia empresarial e fazer com que Portugal crie mais talentos", afirmou, salientando que os apoios às empresas têm de ser orientados de uma forma estratégica.

http://aeiou.expresso.pt/tgv-sera-o-mai ... ta=f537203 (http://aeiou.expresso.pt/tgv-sera-o-maior-fiasco-em-50-anos-diz-economista=f537203)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 23, 2009, 08:03:27 pm
Suspenso processo da Quercus
Comissão Europeia tem dúvidas se TGV avança em Portugal

por DNHoje
Comissão Europeia tem dúvidas se TGV avança em Portugal

A Comissão Europeia informou hoje a Quercus de que o processo decorrente de uma queixa relativa à terceira travessia do Tejo – que integra o troço Lisboa-Madrid do TGV - foi arquivado “por existirem dúvidas sobre se o TGV irá ou não avançar em Portugal”.

Em comunicado, a Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza) cita os serviços da Comissão Europeia que dizem que o processo aberto pela associação foi arquivado devido à “incerteza actual quanto à concretização da parte portuguesa da linha de comboio de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, projecto ao qual a construção da ponte em causa está intimamente ligada”.

A Quercus informa também que a Comissão Europeia pretende “relançar a investigação sobre este projecto [da terceira travessia sobre o Tejo] se, e quando, houver certezas quanto à sua concretização”.

No comunicado, a Quercus “estranha estes argumentos já que não é de conhecimento público nenhuma decisão contrária à construção da parte portuguesa da linha de alta velocidade Lisboa-Madrid, continuando a decorrer processos de consulta pública relativos a alguns dos seus troços.”

A associação aponta como “única explicação” para a decisão da Comissão Europeia o facto de ainda não se terem realizado as eleições Legislativas e critica a decisão por lhe parecer “pouco ortodoxo que a Comissão Europeia faça depender as suas decisões de possibilidades decorrentes do combate eleitoral”.

A Quercus lança ainda a hipótese de a Comissão ter “conhecimento oficial da eventualidade da paragem do projecto”.

A associação apresentou em Abril deste ano uma queixa à Comissão Europeia contra a inclusão de uma rodovia na terceira travessia do Tejo, integrada na linha TGV Lisboa-Madrid. Segundo a associação, esta estrada “irá trazer mais carros para Lisboa, agravando os seus problemas de poluição e congestionamento” e sustenta que os procedimentos de avaliação de impacto ambiental relativos a esta travessia não foram cumpridos.
DN
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 28, 2009, 08:45:51 am
Legislativas: Vitória do PS garante TGV Lisboa-Madrid - PSOE Extremadura

Hoje

Mérida, Espanha, 27 Set (Lusa) - A direcção regional do PSOE na Extremadura (Espanha) felicitou hoje o PS pela sua vitória eleitoral, afirmando que os resultados das eleições de domingo são "uma garantia para a construção na íntegra" do TGV entre Madrid e Lisboa.

Em comunicado, os socialistas da Extremadura consideram que a vitória de José Sócrates constitui uma excelente notícia porque se dissipam as dúvidas sobre a construção da rede de alta velocidade Lisboa-Madrid, surgidas com a posição da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, que durante a campanha eleitoral anunciou que suspenderia o projecto se fosse eleita chefe do Governo.

O PSOE da Extremadura refere ainda que a vitória do PS em Portugal confirma que os eleitores acreditam numa saída da crise económica por via da esquerda, contrariamente ao que os partidos conservadores têm argumentado no resto da Europa.

http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx? ... id=1374670 (http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1374670)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 28, 2009, 10:06:14 am
TRETA!

O que eles querem dizer é que já podem controlar economicamente Portugal! :evil:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Jorge Pereira em Setembro 28, 2009, 06:33:42 pm
Citação de: "P44"
Legislativas: Vitória do PS garante TGV Lisboa-Madrid - PSOE Extremadura

Hoje

Mérida, Espanha, 27 Set (Lusa) - A direcção regional do PSOE na Extremadura (Espanha) felicitou hoje o PS pela sua vitória eleitoral, afirmando que os resultados das eleições de domingo são "uma garantia para a construção na íntegra" do TGV entre Madrid e Lisboa.

Em comunicado, os socialistas da Extremadura consideram que a vitória de José Sócrates constitui uma excelente notícia porque se dissipam as dúvidas sobre a construção da rede de alta velocidade Lisboa-Madrid, surgidas com a posição da líder do PSD, Manuela Ferreira Leite, que durante a campanha eleitoral anunciou que suspenderia o projecto se fosse eleita chefe do Governo.

O PSOE da Extremadura refere ainda que a vitória do PS em Portugal confirma que os eleitores acreditam numa saída da crise económica por via da esquerda, contrariamente ao que os partidos conservadores têm argumentado no resto da Europa.

http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx? ... id=1374670 (http://dn.sapo.pt/Inicio/interior.aspx?content_id=1374670)


Eu não teria tantas certezas…
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: carlosribeiro em Setembro 28, 2009, 07:24:22 pm
Não sei quais são as dúvidas em relação há construção das grandes obras, que eu saiba todos os partidos concordam com elas, só diferem nos prazos a serem feitas. No máximo há os que concordam unicamente com Lisboa-Madrid.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Jorge Pereira em Setembro 28, 2009, 07:37:11 pm
Conhece os principais indicadores económicos do País?

Sabe a quanto equivale a dívida externa em relação ao PIB?

Sabe quanto aumenta por dia?  

Sabe quanto vai custar o TGV?

Sabe quanto vamos lucrar com ele?

Sabia que o actual “estado social” (todos os tipos de subsídios necessários para fazer frente à crise) está a chegar a um ponto de ruptura que dificilmente conseguiremos manter por muito mais tempo? E isto sem o TGV.

Não é só pegar na bandeirinha do PS e ir para a frente do hotel Altis festejar. É preciso estudar e saber das implicações das coisas.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 28, 2009, 08:40:34 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
Conhece os principais indicadores económicos do País?
Yep.

Citar
Sabe a quanto equivale a dívida externa em relação ao PIB?
Um pouco mais de 100%.

Citar
Sabe quanto aumenta por dia?  
Uma pequena barbaridade

Citar
Sabe quanto vai custar o TGV?
Yep. Mas menos do que que as nossas importações anuais de energia.

Citar
Sabe quanto vamos lucrar com ele?
Supostamente, contabilizando as externalidades, mais do que o que vamos gastar com ele. Claro que esses estudos são sempre um bocado duvidosos e neste caso particularmente duvidos devido às premissas de crescimento do país que usam.

Citar
Sabia que o actual “estado social” (todos os tipos de subsídios necessários para fazer frente à crise) está a chegar a um ponto de ruptura que dificilmente conseguiremos manter por muito mais tempo? E isto sem o TGV.
Yep.


Citar
Não é só pegar na bandeirinha do PS e ir para a frente do hotel Altis festejar. É preciso estudar e saber das implicações das coisas.
Pois. Mas deixe-me que lhe diga o reverso da medalha. Também não basta pegar na bandeirinha do PSD. :wink:

Eu não sou economista, conheço os valores mas não lhes consigo ter grande sensibilidade.
Mas sou utilizador de comboios e dediquei algum tempo a investigar esta questão.
E estou convencido de que muitos economistas e pessoas que referem os argumentos económicos claramente não têm a noção de algumas graves implicações de não fazer o TGV.
Particularmente, estou farto de ver as mesmas pessoas que referem o endividamento do país como argumento para não fazer o TGV sugerir, como alternativa ao TGV, a aposta na melhoria da ferrovia existente, no transporte de mercadorias, etc.
O problema, e é aqui que está a falha, é que essas pessoas claramente não têm noção de uma coisa: a linha do Norte está saturada e a estrangular o sistema. A capacidade para tirar pessoas e mercadorias das estradas para comboios é muito limitada. E não preciso de dizer aos colegas que o petróleo é importado e que o CO2 também vai passar a ter custos em €€.

Não há obras "baratas" que resolvam este berbicacho. A solução passa mesmo por uma nova linha, e esta nunca custará menos de 90% da linha TGV Lisboa/Porto.

Ainda não tive opurtunidade de investigar com o devido detalhe a questão, mas à primeira vista parece-me que há igualmente um problema de saturação na zona Lisboa/Setúbal e que uma TTT é importante para aumentar a capacidade.

Dou toda a legitimidade ao argumento do endividamento por si, mas é-me um bocado díficil acreditar que as pessoas fizeram  uma análise custo/benefício realista quando claramente não têm noção disto.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Camuflage em Setembro 29, 2009, 12:42:42 pm
Sou contra o TGV e novo aeroporto. Nada justifica o seu investimento

A nossa ferrovia está completamente atrasada e necessita dum profundo investimento, nenhum dos nossos comboios atinge a velocidade máxima, nem sequer 80% da mesma. Sou favorável a renovar a ferrovia e aumentar para 4 bitolas, de forma a que se acabe com o congestionamento actualmente existente.

O Alfa-Pendular mais parece um comboio regional, tanto pela velocidade que lhe é permitido atingir, como pelo facto de fazer paragens em todos os cantos, o TGV vai fazer paragens semelhantes.
O Alfa-Pendular atinge os 300km/h o TGV os 350Km/h, nenhum dos dois em Portugal ultrapassa ou ultrapassará os 250Km/h. Um comboio de alta-velocidade é aquele que ultrapassa os 250Km/h!

O AGV é melhor que o TGV, para que raio vamos investir em algo ultrapassado?

Ligação Lisboa-Porto por Alfa vai leva 2h30 min, com o TGV a nova linha terá 290Km e levará 2h15min. Só para comparar com outro TGV, ligação Paris-Bruxelas, são 310Km, tempo de percurso: 90 minutos!

Sem ligação entre Madrid a Bordéus, Portugal nunca ficará ligado à Europa, mas sim a Espanha.
Por outro lado dado o preço elevado dos bilhetes o TGV será sempre visto como um luxo para a maioria dos portugueses, tal como o avião ainda é visto.
Quanto ao retorno, serão precisos 40 anos para pagar o investimento e esse é puramente teórico!

O TGV tem alto custo de manutenção e é preciso pagar a electricidade por ele gasta, não anda a ar... custo esse que não é referido.
Todos os países que possuem TGV, têm centrais nucleares e um bom excedente energético, Portugal não vai conseguir suportar o TGV sem aumentar a compra de crude para fins energéticos. É bom lembrar que o nosso país não têm autonomia energética!

Quanto à criação de postos de trabalho, serão todos eles temporários durante a construção, recorrendo muito a imigrantes ilegais e no final para os postos de venda de bilhetes e afins serão trabalhadores temporários ou a prazo.

Por tudo isso, TGV, não obrigado!

Em relação ao novo Aeroporto, já alguém foi ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, do Porto? Grande renovação, sim senhor, parece um aeroporto digno, só que 70% está às moscas... há áreas da infraestrutura que estão vazias e o local de embarque é tão grande que só alguns é que são usados, pois os restantes são inúteis dado o diminuto tráfego de passageiros que possui.
Usem as bases da FA, ajustem-nas à aviação comercial e pouparão muitos milhares, especialmente se recorrerem à engenharia militar.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Setembro 29, 2009, 01:21:30 pm
Em relação ao TGV estou com o "Camuflado"  :P , mas em relação ao aeroporto não me pronuncio... não sei até que ponto a FAP ia na cantiga!
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Jorge Pereira em Setembro 29, 2009, 04:05:17 pm
Caro AC, não estava a responder-lhe a si, mas tenho todo o prazer em debater consigo.

Citar
Citação de: "AC"
Citação de: "Jorge Pereira"
Conhece os principais indicadores económicos do País?
Yep.


E então? Acha que nesse contexto e, neste momento, gastar mais de 10.000 milhões de euros (não se fie dos números oficiais) num projecto como o TGV é que é a nossa grande prioridade?

Citar
Citar
Sabe a quanto equivale a dívida externa em relação ao PIB?
Um pouco mais de 100%.

Citar
Sabe quanto aumenta por dia?  
Uma pequena barbaridade

Eu não sou economista, conheço os valores mas não lhes consigo ter grande sensibilidade.
Mas sou utilizador de comboios e dediquei algum tempo a investigar esta questão.


Dê uma vista de olhos neste link (http://http), e veja quem nos acompanha no top 20. A maior parte desses países têm economias sólidas, ou recursos naturais de sobra que lhes permite com alguma facilidade afrontar os seus encargos. Nessa lista só vejo a grosso modo três excepções: Irlanda, Espanha e…Portugal.


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg246.imageshack.us%2Fimg246%2F4286%2Fdep.jpg&hash=ac228b5be625451e3ede124935e8c919)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg32.imageshack.us%2Fimg32%2F550%2Fdep1.jpg&hash=7c42587b0105e6420d235b3389b63cb3)



Se acha que não é relevante, para além do “buraco” que cresce todos os dias 30 e tal milhões de euros, juntar mais 10.000 milhões de euros, de onde a maior parte irá parar a empresas estrangeiras, olhe, não sei que lhe diga. :wink:[/quote]

Para mim o importante é o Interesse Geral do País. O resto é secundário.

Citar
E estou convencido de que muitos economistas e pessoas que referem os argumentos económicos claramente não têm a noção de algumas graves implicações de não fazer o TGV.

Eu acho que ainda ninguém disse taxativamente que não é para fazer (JAMÉ) :mrgreen: . A questão chave é o factor temporal. Num futuro não sei, admito que sim. Quando o país estiver económica e financeiramente saudável, quando existirem mais países na rede, quando os custos tecnológicos sejam inferiores (talvez MAGLEV?). Agora, o que para mim é claro, é que neste momento é que não.


Citar
Não há obras "baratas" que resolvam este berbicacho. A solução passa mesmo por uma nova linha, e esta nunca custará menos de 90% da linha TGV Lisboa/Porto.

Já vi números que apontam para os 60%

O que o país precisa urgentemente é de criar um clima económico favorável para que as empresas produzam e o país possa atrair investimento. Isto passa por investir e reformar a justiça, baixar impostos as empresas, desburocratizar a administração pública, criar flexibilidade laboral, entre outros. Pergunte aos empresários (mas não aos das grandes empresas construtoras).


Aos defensores intransigentes do TGV para "ontem" deixo este conselho:

Citar
"So give me reason to prove me wrong...to wash this memory clean...Let the thoughts cross the distance in your eyes"
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 29, 2009, 09:58:10 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
Caro AC, não estava a responder-lhe a si, mas tenho todo o prazer em debater consigo.

O prazer é mutuo. :mrgreen: . A questão chave é o factor temporal. Num futuro não sei, admito que sim. Quando o país estiver económica e financeiramente saudável, quando existirem mais países na rede, quando os custos tecnológicos sejam inferiores (talvez MAGLEV?). Agora, o que para mim é claro, é que neste momento é que não.[/quote]

Eu já vi dizer que o TGV não se adequa, o que no meu entender é um "jamé" mas não era esse o meu ponto.
O que estava a dizer é que muitas das pessoas que dizem para não fazer (agora ou mais tarde) dão, como alternativas, algo que traduz alguma... superficialidade.
Por exemplo, e falando de um caso concreto, temos os 27 economistas que há uns tempos emitiram um comunicado a dizer para não fazer o TGV por agora. No mesmo comunicado lia-se que deve ser dada _prioridade_ à modernização da ferrovia convencional e ao transporte de mercadorias. Mas sem apresentar valores para esse investimento, claro!
Ao sugerirem isso, não posso deixar de inferir que essas 27 pessoas não estão suficientemente conscientes do problema da linha do Norte e dos custos da resolução deste.
A não ser que se tome o argumento do endividamento como absoluto, é claro que estas 27 pessoas não estão capacitadas para fazer uma análise custo benefício de fazer ou não o TGV. E o argumento do endividamento não é absoluto: pode-se sempre argumentar, como este Governo tem feito, que os benefícios económicos do TGV ultrapassam os custos da dívida.

Igualmente, não tenho visto criticas "substanciadas" às análises custo/benefício que estão publicadas.
E tenho visto opinões muito duvidosas. Até já vi pessoas respeitáveis afirmar que as externalidades não devem ser contabilizas na análise custo/benefício. Que os valores das externalidades são sempre muito duvidosos é verdade. Mas que não devam ser contabilizadas... é dizer que quase todo o investimento público não tem benefícios.

Daí, e respondendo à sua pergunta, dou um *grande* "benefício da dúvida" aos Governos que se propuseram a fazer o TGV, a começar pelo do Durão Barroso e aos estudos que foram feitos desde então. Os ditos estudos afirmam que, o benefícios do TGV para a economia nacional vão ultrapassar os encargos e neste momento, aceito isso como realista.

Na questão do endividamento, a questão não é simplesmente quão grande é a nossa dívida, é se conseguimos pagar as prestações ou não.
No geral, estamos tramados: o nosso crescimento nos últimos anos tem sido demasiado baixo.
Mas, presumindo que os benefícios do TGV são superiores aos encargos, então o TGV não agrava o problema, alivia.

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Não há obras "baratas" que resolvam este berbicacho. A solução passa mesmo por uma nova linha, e esta nunca custará menos de 90% da linha TGV Lisboa/Porto.

Já vi números que apontam para os 60%

Os meus 90% vêm, com um pouco de "educated guessing", de um estudo que, supostamente, foi feito no tempo do Durão Barroso que comparava alternativas de linhas com velocidade máxima de 300 e 250 km/h para o TGV Lisboa/Porto. O "educated guessing" contabiliza a possiblidade de fazer a linha em bitola ibérica, poupando €€ na entrada de 1 ou 2 cidades.

Não sei onde foi buscar os 60% pelo que não posso criticar concretamente.
Mas vou deixar um aviso genérico: aparecem muitos números que comparam custos de construção de linhas AV com linhas "convencionais", mas nas minhas cusquices, cheguei à conclusão que os custos de construção de uma linha de caminho de ferro (ou de uma estrada, já agora) são brutalmente mais dependentes do trajecto do que das características técnicas da linha em si.

Para ter uma ideia do quanto isto varia, deixo-lhes alguns números de vários casos:
- Linha AV Lisboa/Porto: vel. max 300 km/h, via dupla, carga 17t/eixo, preço médio previsto 15M EUR/km
- Linha AV Poceirão/Caia: vel max 350 km/h, via dupla, carga 22,5t/eixo, preço médio previsto 11M EUR/km
- Variante de Álcácer do Sal,na linha do Sul: vel. máx 160 km/h, carga 22,5t/eixo, via única com espaço para 2ª via, preço médio (em execução) 5M EUR/km.
- Linha de carga Betuwe, entre a Alemanha e a Holanda: vel. max 120km/h, carga 22,5t/eixto, via dupla: preço médio (em funcionamento) 29M EUR/km. Não, não me enganei.

Todas estas linhas são electrificadas (25 kV) e com sinalização automática. Basicamente, o que acontece é que o método, materiais e custos construção da via em si pouco difere entre todas estas linhas. São as questões "externas" que causam a disparidade de custos: custos de expropriação de terreno, obras de arte, minimização de impacto ambiental, etc

Citar
O que o país precisa urgentemente é de criar um clima económico favorável para que as empresas produzam e o país possa atrair investimento. Isto passa por investir e reformar a justiça, baixar impostos as empresas, desburocratizar a administração pública, criar flexibilidade laboral, entre outros. Pergunte aos empresários (mas não aos das grandes empresas construtoras).

Concordo 90% consigo.

5% de discordãncia 1: Como deve saber, uma percentagem insustentavelmente grande dos portugueses estão ligados, directa ou indirectamente, à construção civil, e devemos grande parte da nossa crise (a que vem de ~2003, não a do sistema financeiro) a isto. A médio/longo prazo devemos fazer um designio nacional de corrigir esta situação. Mas a curto prazo, precisamos de dar um balão de oxigénio a esse sector: sem empregos não há consumo, sem consumo não há espaço para o crescimento de empresas noutros sectores.

5% de discorância 2: Também precisamos de diminuir os nossos custos de transportes e custos de importação de petróleo.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: carlosribeiro em Outubro 01, 2009, 12:40:30 am
Citação de: "Camuflage"
Sou contra o TGV e novo aeroporto. Nada justifica o seu investimento

A nossa ferrovia está completamente atrasada e necessita dum profundo investimento, nenhum dos nossos comboios atinge a velocidade máxima, nem sequer 80% da mesma. Sou favorável a renovar a ferrovia e aumentar para 4 bitolas, de forma a que se acabe com o congestionamento actualmente existente.

O Alfa-Pendular mais parece um comboio regional, tanto pela velocidade que lhe é permitido atingir, como pelo facto de fazer paragens em todos os cantos, o TGV vai fazer paragens semelhantes.
O Alfa-Pendular atinge os 300km/h o TGV os 350Km/h, nenhum dos dois em Portugal ultrapassa ou ultrapassará os 250Km/h. Um comboio de alta-velocidade é aquele que ultrapassa os 250Km/h!

O AGV é melhor que o TGV, para que raio vamos investir em algo ultrapassado?

Ligação Lisboa-Porto por Alfa vai leva 2h30 min, com o TGV a nova linha terá 290Km e levará 2h15min. Só para comparar com outro TGV, ligação Paris-Bruxelas, são 310Km, tempo de percurso: 90 minutos!

Sem ligação entre Madrid a Bordéus, Portugal nunca ficará ligado à Europa, mas sim a Espanha.
Por outro lado dado o preço elevado dos bilhetes o TGV será sempre visto como um luxo para a maioria dos portugueses, tal como o avião ainda é visto.
Quanto ao retorno, serão precisos 40 anos para pagar o investimento e esse é puramente teórico!

O TGV tem alto custo de manutenção e é preciso pagar a electricidade por ele gasta, não anda a ar... custo esse que não é referido.
Todos os países que possuem TGV, têm centrais nucleares e um bom excedente energético, Portugal não vai conseguir suportar o TGV sem aumentar a compra de crude para fins energéticos. É bom lembrar que o nosso país não têm autonomia energética!

Quanto à criação de postos de trabalho, serão todos eles temporários durante a construção, recorrendo muito a imigrantes ilegais e no final para os postos de venda de bilhetes e afins serão trabalhadores temporários ou a prazo.

Por tudo isso, TGV, não obrigado!

Em relação ao novo Aeroporto, já alguém foi ao aeroporto Francisco Sá Carneiro, do Porto? Grande renovação, sim senhor, parece um aeroporto digno, só que 70% está às moscas... há áreas da infraestrutura que estão vazias e o local de embarque é tão grande que só alguns é que são usados, pois os restantes são inúteis dado o diminuto tráfego de passageiros que possui.
Usem as bases da FA, ajustem-nas à aviação comercial e pouparão muitos milhares, especialmente se recorrerem à engenharia militar.

Mas tanta informação disponível e ainda se ouvem barbaridades destas :roll:
Essa das 2 horas e 15 min também não sei onde foi buscar, (era na tecla ao lado esquerdo do 2), 1h 15min, este sim, é o tempo correcto, como toda a gente sabe.

Mais vale saber do que ouvir dizer. Ou inventar.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Outubro 01, 2009, 10:49:44 am
Como é que você quer que o TGV faça 1:15 entre Porto e Lisboa se é para parar em todas as tascas... ninguém aqui disse que o TGV não andava a - de 300Km/h, em relação ao Pendular os italianos já conseguem com que o deles ande a 300Km/h... Se afinal confirma que o problema do Alfa Pendular é o congestionamento e por isso que demora o tempo que demora, então ele é mais que suficiente para as nossas necessidades, o que é necessário isso sim é de uma rede ferroviária dedicada a passageiros e outra a mercadorias... se eu vou confortável Mercedes e o posso pagar para que é que me vou endividar para ir de R&R?!
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: FoxTroop em Outubro 01, 2009, 01:25:20 pm
Uma linha de TGV Lisboa-Porto é uma barbaridade. Quer a distância, quer o ganho de tempo, quer o tráfego não justificão um investimento de milhares de milhões de euros. Apenas a parolice provinciana o podem justificar. Quanto a Lisboa-Madrid só com uma ligação assegurada à rede europeia de AV será rentável, caso contrário apenas irá bebeficiar o "nuestro hermano"

O aeroporto é um assunto distinto. Sem dúvida que é necessário um novo aeroporto porque o actual está nas costuras. É certo que temos o do Porto que tem capacidade para 14M Pax/Ano e está sub-explorado mas sofre de outra limitações.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 01, 2009, 03:32:43 pm
Citação de: "Cabecinhas"
Como é que você quer que o TGV faça 1:15 entre Porto e Lisboa se é para parar em todas as tascas...
1h15 directo Oriente/Campanhã
1h35 com paragem em Leiria, Coimbra e Aveiro.

Citar
o que é necessário isso sim é de uma rede ferroviária dedicada a passageiros e outra a mercadorias...
É disso mesmo que se trata. Vamos gastar 4500M de EUR numa linha nova Lisboa/Porto, dedicada a passageiros. Não é nos comboios em si.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Outubro 01, 2009, 04:28:23 pm
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   o que é necessário isso sim é de uma rede ferroviária dedicada a passageiros e outra a mercadorias...


É disso mesmo que se trata. Vamos gastar 4500M de EUR numa linha nova Lisboa/Porto, dedicada a passageiros. Não é nos comboios em si.

Que eu saiba os consumos energéticos de um TGV são muito superiores ao de um Pendular. Se o Alfa tiver essa linha dedicada não faria o mesmo tempo que o TGV, dada as distâncias serem irrisórias para as diferenças de velocidades. "Basicamente é trocar uma estrada nacional e colocar ao lado uma autoestrada... "
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: triturador em Outubro 01, 2009, 04:36:54 pm
hola a todos,este es mi primer post.

en mi opinion un tren de alta velocidad para esa pequeña distancia es un disparate,lo mejor es que se hiciera un tren de alta velocidad que fuera de una punta a otra del pais y que ademas uniera Oporto y Lisboa con España,otro aeropuerto,mejor modernizar los que ya teneis.

aunque la situacion sea dificil,seria bueno hacer ambas cosas,ya que generaria puestos de trabajo y en el futuro os traeria beneficios a todos.

saludos
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 01, 2009, 10:53:29 pm
Citação de: "Cabecinhas"
Que eu saiba os consumos energéticos de um TGV são muito superiores ao de um Pendular.
Os comboios que, eventualmente irão ser adquiridos, irão consumir tanto ou menos que um Pendular à mesma velocidade, uma vez que deverão ser comboios um pouco mais modernos. Claro que quanto maior for a velocidade média, mais elevado vai ser o consumo devido ao drag aerodinâmico.

Citar
Se o Alfa tiver essa linha dedicada não faria o mesmo tempo que o TGV, dada as distâncias serem irrisórias para as diferenças de velocidades.

Se o Pendular tivesse uma linha dedicada fazia viagens um pouco mais demoradas que o "TGV", uns 20 minutos. O problema é que o diabo da linha dedicada para o Pendular custa pelo menos 90% do que custa a linha para o "TGV".

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"Basicamente é trocar uma estrada nacional e colocar ao lado uma autoestrada... "
É que é isso mesmo. Estamos a gastar 4500M EUR numa estrada nova, e parece-me que há pessoas que estão a confundir isso com a marca dos carros que lá vão andar.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Outubro 01, 2009, 11:33:58 pm
Código: [Seleccione]
4500M EUR
Não é o mesmo que o 7500M EUR ou os já famosos >10000M EUR que se especula :shock:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 02, 2009, 01:07:57 am
Os 4500 M que referi são só para a linha Lisboa/Porto.

Os 7500 M (ou 8000 M ou 100000 M, conforme o factor derrapagem) são para Lisboa/Porto, Lisboa/Madrid(Caia) -- incluindo a nova ponte e uma 3ª via "convencional" Évora/Caia --  e Porto(Braga)/Vigo(Valença)

Tem razão, 450M EUR ainda é uma pipa de massa. Mas note que as minhas contas são a minha estimativa para uma solução aceitável para a questão da saturação da linha do Norte com custo mínimo. Não é, necessariamente, a solução com melhor relação custo/benefício.
Supostamente esse estudo foi feito e concluiu que, de facto, o projecto actual é o que tem a melhor relação custo/benefício.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: triturador em Outubro 02, 2009, 11:12:38 am
la linea solo iria de Lisboa-Oporto¿?para 318 Km no se si mereceria la pena,aunque tardara solo una hora habria que añadirle 30 o 40 min de paradas,y para tardar poco mas de dos horas la gente tal vez preferira el coche,en cambio para unos 556km que seria una linea Faro-Lisboa-Oporto ya seria otra cosa y mereceria mas la pena,ademas de conectar vuestro TGV con el resto de la peninsula.

saludos
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Jorge Pereira em Outubro 26, 2009, 10:32:53 pm
Citação de: "Diário Económico"
Ferrovia

Governo assume a construção de duas novas linhas de TGV

Nuno Miguel Silva  
26/10/09 00:09

Novo documento do Governo passa a incluir as linhas Aveiro-Salamanca e Évora-Faro-Huelva na rede de alta velocidade. Investimento sobe para 15 mil milhões.

O novo Governo deverá reforçar a aposta no projecto nacional de alta velocidade ferroviária, alargando-o das actuais três linhas prioritárias - Lisboa-Madrid, Lisboa-Porto e Porto-Vigo - para um total de cinco, passando a considerar como essenciais as ligações Aveiro-Salamanca e Évora-Faro-Huelva.

É essa a intenção de José Sócrates. O anterior ministro das Obras Públicas, Mário Lino, fez divulgar, na semana passada, um documento de balanço do seu mandato à frente do ministério, em que estas duas linhas são inscritas e detalhadas no conjunto da rede de alta velocidade prevista para Portugal. Aliás, uma das últimas medidas do consulado de Mário Lino foi fazer avançar o concurso para os estudos de impacto ambiental para o troço Aveiro-Salamanca, faltando apenas fazer o mesmo em relação à quinta linha do projecto - Évora-Faro-Huelva.

A loucura continua. Não só contínua, como cresce exponencialmente. Houve recentemente eleições, não houve? Pois...colectivamente, temos aquilo que merecemos!!!
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Outubro 26, 2009, 10:35:32 pm
Só rir!!!
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 26, 2009, 11:13:46 pm
As noticias são um bocadinho sensacionalistas
Ainda só se decidiram a fazer estudos para essas duas linhas.
E, bitaite político, estudos estudos esses que vêm na sequência dos compromissos que o Governo do Durão Barros assumiu com Espanha.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Daniel em Outubro 27, 2009, 05:31:26 pm
Citar
Aveiro-Salamanca, Évora-Faro-Huelva.

Mas que raio, o porque da linha de Aveiro a Salamanca c34x
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: JLRC em Outubro 27, 2009, 07:53:08 pm
Portugal sempre quiz a ligação à Europa por Salamanca por ser o caminho mais curto. A ligação por Madrid foi feita por imposição espanhola. Antes de dizerem disparates, informem-se :evil:
Quanto a Évora-Faro-Huelva pensava que era óbvio que as linha não são independentes e que portanto se existir a ligação Évora-Faro também existirá a ligação Lisboa-Faro ou melhor ainda, Vigo-Lisboa-Évora-Faro-Huelva.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 28, 2009, 12:13:57 am
Daniel,
a ideia da linha Aveiro/Salamanca é melhorar a ligação a norte entre o caminho de ferro dos dois países e também introduzir algumas melhorias a nivel interno. E servirá tanto para passageiros como para mercadorias.
Embora esteja a ser estudada pela RAVE, a linha será mais "convencional" e deverá estar ligada à rede "convencional" dos dois países.
Do lado português, é possível/provável que venha a aproveitar parte do percurso da actual linha da Beira Alta.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: YOMISMO em Outubro 28, 2009, 05:09:20 pm
Sin animo de ofender a nadie, a muchos de los foristas se le olvida un punto muy importante; para que una línea de alta velocidad una Portugal con Francia debe pasar por España...(hasta aquí es lógico). El gobierno de España no considera prioritario hacer una línea desde Salamanca hasta Portugal pero sí una línea Lisboa-Madrid.

O sea, resumiendo, que Portugal puede hacer una línea hasta la frontera dirección Salamanca pero de la "raya" no pasa.

Otra duda que tengo ¿hay más potencial de pasajeros desde Lisboa hacia Madrid o hacia el resto de Europa, contando que el avión a partir de 500 km suele ser más rentable? :?:  :?:

Otra historia es que las mentes perversas piensen en la "conquista" castellana aunque ese es otro tema....ya debatido en otros topics.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: BLZ_xFAP em Outubro 29, 2009, 04:06:47 pm
Eu não sei que raio os dirigentes deste país andaram a estudar, eu percebo um pouco de comboios(pois vivi no Entroncamento durantes uns bons anos)e não é preciso ser-se nehum entendido para perceber que uma linha de raíz LX-Porto não compensa!!O que compensa sim é fazer um eixo internacional com interface para o novo aeroporto(caso seja construído) e ainda uma plataforma multimodal em Sines com ligação ferroviária à nova rede AV que seguirá pela Europa fora, é importante que se invista no transporte de mercadorias ferroviário, é que 2 locomotivas a diesel são mais eficientes que 20 camioes TIR, então se forem locomotivas eléctricas pode chegar aos 100 ou +; Para quem não sabe, os EUA estão hoje bem desenvolvidos graças ao investimento no transporte ferroviário de mercadorias no inicio do sec.20 que é muito mais eficiente e seguro, como por volta dos anos 40/50, os lucros ferroviários eram monopolistas, então o governo americano aplicou taxas que mais tarde serviram para a construção de aeroportos e estradas interestaduais, daí hoje terem uma rede de estradas abrangente e em excelente estado e praticamente sem portagens. Cá preferiram investir nos estádios que agora estão às moscas e têm manutenção cara, casa da musica, derrapes orcamentais atrás de derrapes noutras obras públicas, AE's em excesso que estimulam mais transito de camioes e consequentemente o aumento da sinsitralidade e pior ainda, deixar as estradas nacionais no esquecimento, etc...Depois querem que o dinheiro chegue para tudo... :N-icon-Axe:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Outubro 29, 2009, 09:01:44 pm
O que o senhor Socrates pretende é fazer um New Deal português, semelhante ao New Deal de Rossevelt nos anos 30 para resolver a crise economica desse tempo. O New Deal consistia na construção de grandes obras públicas para diminuir o desemprego. Isto é exactamente o que o Socrates quer. No entanto, Portugal não tem o mesmo poder financeiro para fazer grandes investimentos como esses .
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: BLZ_xFAP em Outubro 31, 2009, 02:37:17 pm
Citação de: "cromwell"
O que o senhor Socrates pretende é fazer um New Deal português, semelhante ao New Deal de Rossevelt nos anos 30 para resolver a crise economica desse tempo. O New Deal consistia na construção de grandes obras públicas para diminuir o desemprego. Isto é exactamente o que o Socrates quer. No entanto, Portugal não tem o mesmo poder financeiro para fazer grandes investimentos como esses .


Acredito que sim, o problema é que Portugal produz menos de metade do que qualquer estado americano à excepção de Rhode Island,LOL, aqui é só coirice para tachos, enquanto os interesses pessoais e a corrupção prevalecerem, não vamos a lado nenhum, as obras públicas são um bom começo, mas sem derrapes orcamentais e sem favores para os amigos ou promessas de cargos de direcção para ex-governantes e acima de tudo que sejam rentáveis, agora andarem a construir para as moscas é que não, há aí estádios que foram muito rentáveis durante o euro2004, mas agora são um cancro porque andam às moscas durante os jogos e implicam manutenção mensal na ordem dos 5000€ ou +, e depois também temos as mordomias do estado, demasiados deputados, etc e claro está, maneira de começar a reduzir despesas com a política está fora de questão, se há mais despesa, aplicam-se taxas ao povo, tal como irá ser para 2010 com o chip de matrícula e portagens na SCUT que para além de implicar maior despesa para o povo , provoca o desemprego dos portageiros e aposto que os preços actuais das portagens irão manter-se e o ISP idem, é pena que por cá os dirigentes não tenham inteligencia, mas sim esperteza, mamam o dinheiro todo e depois querem que chegue para as obras públicas sem que comprometa a decadência do país. :G-bigun:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: tgcastilho em Outubro 31, 2009, 11:44:34 pm
Citação de: "BLZ_xFAP"
Citação de: "cromwell"
O que o senhor Socrates pretende é fazer um New Deal português, semelhante ao New Deal de Rossevelt nos anos 30 para resolver a crise economica desse tempo. O New Deal consistia na construção de grandes obras públicas para diminuir o desemprego. Isto é exactamente o que o Socrates quer. No entanto, Portugal não tem o mesmo poder financeiro para fazer grandes investimentos como esses .


Acredito que sim, o problema é que Portugal produz menos de metade do que qualquer estado americano à excepção de Rhode Island,LOL, aqui é só coirice para tachos, enquanto os interesses pessoais e a corrupção prevalecerem, não vamos a lado nenhum, as obras públicas são um bom começo, mas sem derrapes orcamentais e sem favores para os amigos ou promessas de cargos de direcção para ex-governantes e acima de tudo que sejam rentáveis, agora andarem a construir para as moscas é que não, há aí estádios que foram muito rentáveis durante o euro2004, mas agora são um cancro porque andam às moscas durante os jogos e implicam manutenção mensal na ordem dos 5000€ ou +, e depois também temos as mordomias do estado, demasiados deputados, etc e claro está, maneira de começar a reduzir despesas com a política está fora de questão, se há mais despesa, aplicam-se taxas ao povo, tal como irá ser para 2010 com o chip de matrícula e portagens na SCUT que para além de implicar maior despesa para o povo , provoca o desemprego dos portageiros e aposto que os preços actuais das portagens irão manter-se e o ISP idem, é pena que por cá os dirigentes não tenham inteligencia, mas sim esperteza, mamam o dinheiro todo e depois querem que chegue para as obras públicas sem que comprometa a decadência do país. :G-bigun:


Será(?),olhe que os números "enganam".
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: typhonman em Novembro 08, 2009, 07:45:39 pm
Not a valid youtube URL
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Jorge Pereira em Janeiro 04, 2010, 01:35:04 am
Citação de: "Nicolau Santos"
TGV, défice, dívida: as opções

Dizia-me esta semana o presidente português do ramo de uma grande multinacional instalada em Portugal: o TGV entre Lisboa e Madrid vai ser mais um argumento para as grandes empresas transnacionais se instalarem em Madrid e gerirem os mercados espanhol e português a partir daquela capital. Ora aqui está um argumento que certamente não entrou nas cogitações do Governo e de José Sócrates, que insistem nos grandes investimentos públicos, em particular do TGV (cujo concurso para o primeiro troço Caia-Poceirão já foi aliás adjudicado), como forma de relançar a economia.

Mesmo descontando o facto de com a ligação a Lisboa, Madrid se tornar o indiscutível centro da Península Ibérica - o que, obviamente, e sob qualquer ponto de vista, não será benéfico para os interesses nacionais - não deixa de ser surpreendente como o Governo insiste na construção do TGV contra todas as evidências. Em primeiro lugar, muito mais que uma ligação para passageiros, o país precisa desesperadamente é de boas ligações rodoviárias de mercadorias a Espanha e ao resto da Europa, que potenciem os nossos portos, em particular Sines. Em segundo, o país precisa desesperadamente de investimento estruturante (e o TGV até pode sê-lo), mas que tenha uma forte componente nacional, que crie empregos duradouros e qualificados e que alavanque as nossas exportações. O TGV não faz nada disto. Assim como não contribui para a redução do nosso desequilíbrio externo. Pelo contrário, vai agravá-lo. Finalmente, o TGV passará a ser no futuro um encargo para as novas gerações, porque como já se percebeu (e todos os estudos previsionais apontam nesse sentido) a maior parte das ligações previstas será deficitária, à semelhança do que acontece com a actividade da CP, Refer ou Carris.

Ora quer o Governo e José Sócrates queiram ou não, Portugal será fortemente pressionado em 2010 pela Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional, Banco Mundial e agências de notação para tomar medidas que corrijam o défice orçamental, a dívida pública e o endividamento externo. E isso quer dizer que o Estado, os bancos e as empresas terão dificuldades acrescidas para captar financiamentos internacionais e que eles terão condições cada vez mais gravosas.

A Moody's desceu esta semana a notação para a dívida da Grécia. Outras agências não tardarão em segui-la. E infelizmente os mercados anglo-saxónicos fazem a ligação da situação grega com a de Portugal, a que juntam também Irlanda e Espanha, países a que pejorativamente apelidam de PIGS, as iniciais dos quatro Estados-membros.

Não há, pois, volta a dar. Temos de demonstrar, como aqui se escreveu a semana passada, que não somos a Grécia. Como? Tomando medidas concretas no Orçamento do Estado para 2010, mas também em relação a projectos que estão em carteira, como o TGV. Temos, aliás, a cobertura do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, para adiar esse investimento - e contaremos com o bom senso de Bruxelas quando dissermos que postergamos o projecto para voltar rapidamente a um défice abaixo dos 3% e a uma dívida inferior a 60% do PIB.

O artigo da semana passada de Daniel Bessa no Expresso era arrasador. Vamos ter de reduzir em dez mil milhões de euros por ano o défice orçamental para chegar a 3% do PIB em 2012. Dava várias alternativas, entre as quais subir o IVA para 35%, ou o IRS para 87%; ou reduzir em 47% os salários da função pública; ou privatizar 35% dos serviços públicos. Depois, claro, há várias combinações destas opções extremas. Mas o recado é evidente. O país não entra nos eixos sem grandes sacrifícios e opções muito difíceis. E não tenhamos dúvidas. Se não formos nós a tomarmos essas opções, alguém nos obrigará a fazê-lo.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Vicente de Lisboa em Janeiro 04, 2010, 10:56:28 pm
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Dizia-me esta semana o presidente português do ramo de uma grande multinacional instalada em Portugal: o TGV entre Lisboa e Madrid vai ser mais um argumento para as grandes empresas transnacionais se instalarem em Madrid e gerirem os mercados espanhol e português a partir daquela capital.
Que lógica batatal. Também se pode argumentar que transportes mais rápidos e cómodos entre Madrid e Lisboa podem levar empresas a se instalarem em Lisboa (ou Porto, vs Vigo) para melhor gestão regional/condições fiscais. Depende do modelo de gestão das empresas, das prioridades medidas na escolha da sede, e mais um milhão de factores que variam de empresa para empresa. Por essa ordem de ideias devíamos dinamitar as pistas da Portela...

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Mesmo descontando o facto de com a ligação a Lisboa, Madrid se tornar o indiscutível centro da Península Ibérica
!!  :shock:
Mas este caro senhor Nicolau viaja na TARDIS? Centro indiscutível é-lo há séculos! Basta ser a capital do maior Estado da Península. Não o é menos por ter melhores ou piores ligações a Lisboa - esta é que pode ser mais ou menos periférica. E digo-o com mágoa, que sou um apaixonado por Lisboa.

Citar
Temos, aliás, a cobertura do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, para adiar esse investimento - e contaremos com o bom senso de Bruxelas quando dissermos que postergamos o projecto para voltar rapidamente a um défice abaixo dos 3% e a uma dívida inferior a 60% do PIB.
Isto é pura e simplesmente falso. A comissão nunca afirmou tal coisa, não é o Barroso que decide as ajudas, e mesmo que fosse, estas coisas negociam-se a quadros de vários anos, não se adiam sem mais nem menos.

Citar
O artigo da semana passada de Daniel Bessa no Expresso era arrasador. Vamos ter de reduzir em dez mil milhões de euros por ano o défice orçamental para chegar a 3% do PIB em 2012.
Portanto, 30.000.000.000 ao longo de 3 anos. E é o TGV, que custa 6.000.000.000 ao Estado (algum do qual vem de volta em impostos) que vai fazer a diferença? Não estou convencido.

Dito isto, também não sou nenhum radical do TGV. Façam-no ou não, pouco me afecta, mas não gosto de estórias mal amanhadas.

By the way, um artigo interessante sobre a divida externa (http://http).
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Janeiro 05, 2010, 01:27:53 pm
a esta hora está o Rossevelt ás voltas na tumba, com aquela comparação...
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Jorge Pereira em Janeiro 14, 2010, 09:02:14 pm
Citar
António Mendonça

TGV pode transformar Lisboa na "praia de Madrid"

A entrada em funcionamento da alta velocidade ferroviária (TGV) vai colocar Portugal num "patamar superior" em termos de competitividade e atractividade, disse hoje o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, considerando que Lisboa e toda a zona em redor será, provavelmente, a praia de Madrid.


(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fmedia.expedia.com%2Fmedia%2Fcontent%2Fexpcorp%2Fgraphics%2Fblog%2Fmonkey.jpg&hash=7f1b1448ab69f595abbcf77f6561aa93)


INACREDITÁVEL
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Janeiro 15, 2010, 10:30:40 am
:shock: Quando se pensa que a estupidez já bateu no fundo...
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Miguel em Janeiro 15, 2010, 11:35:19 am
Lisboa a praia de Madrid :mrgreen:

Pergunta tonta, qual sera o QI dos politicos que temos em casa???

Inacreditável, se ao menos os Espanhois tivessem um ministro a dizer que a margem occidental da peninsula era um deserto de camelos.....
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Janeiro 15, 2010, 02:11:01 pm
Citar
Pergunta tonta, qual sera o QI dos politicos que temos em casa???

mais ou menos o mesmo QI de quem vota neles... :(
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: zeNice em Janeiro 15, 2010, 03:15:00 pm
Com 19 anitos, ainda sou do tempo em que dizer que Portugal era uma praia de espanha era uma ofensa, parece que já não é. Até os politicos já o afirmam com prazer e orgulho.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Janeiro 15, 2010, 09:06:06 pm
A culpa disto tudo foi a estupida implantação da República, que vai comemorar cem anos.

Como vimos tanto como na 1º, na 2º e a actual 3º República, Portugal nunca teve um unico momento de glória e sofreu durante todo o século XX, excepto talvez em alguns anos do fim deste.

São os estupidos republicanos maçons que governam este país que causam a mentalidade decadente ao povo português :evil: .
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Janeiro 16, 2010, 05:17:48 pm
WTF? Eu sei que não gostam de espanhóis, mas agora também não gostam dos euros deles?

O ministro está cheio de razão.
Há qualquer coisa como 7M de espanhóis na área de influência do AV Lisboa/Madrid, para os quais Portugal passa a ser um dos destinos de férias mais acessíveis.
Diabos, já se vê actualmente o que é em Lisboa na altura entre o Natal e o dia de Reis.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso em Janeiro 16, 2010, 11:21:17 pm
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Foinsurgente.files.wordpress.com%2F2010%2F01%2Flisboa_praia_de_madrid.jpg%3Fw%3D477%26amp%3Bh%3D358&hash=87e47966cc1612613d05e153edd8704e)
http://economico.sapo.pt/forumbolsa/ind ... 1.100.html (http://economico.sapo.pt/forumbolsa/index.php/topic,1791.100.html)
Título: Noticia Explosiva sobre TGV, França encerra linhas TGV
Enviado por: Miguel em Janeiro 17, 2010, 10:23:28 pm
Por falta de rentabilidade a SNCF, vai encerrar linhas do TGV, aqui em Portugal querem fazer uma linha para Madrid, ainda vai a tempo de evitar de gastar o dinheiro do contribuinte inutilmente.

Aqui vai a noticia ( a ver se um moderador a pode traduzir em Portugues SFF) :roll:

Citar
a SNCF envisage de supprimer des lignes TGV ou d'en réduire la desserte :


Un TGV, en mars 2009 à Lyon.
© AFP/Archives  Fred Dufour

La SNCF envisage de supprimer certaines lignes TGV ou d'en réduire fortement la desserte dès la fin de l'année, pour faire face à la baisse de rentabilité de son activité grandes lignes, rapportent Les Echos dans leur édition de lundi.

Selon le quotidien, l'entreprise publique passe actuellement en revue l'ensemble de ses lignes à grande vitesse et prépare une refonte qui pourrait se traduire par la suppression ou la forte réduction de l'offre entre certaines destinations.

Pourraient notamment être concernées par ces mesures les axes Paris-Arras, Lille-Strasbourg et Nantes-Strasbourg, selon Les Echos.

Les arbitrages définitifs seraient rendus au printemps afin que les mesures puissent être appliquées en décembre, au moment du passage au service d'hiver 2011.

La SNCF souhaiterait ainsi endiguer la baisse de la profitabilité de sa branche la plus rentable, selon le quotidien, qui croit savoir qu'un TGV sur cinq perd actuellement de l'argent.

Le président Guillaume Pepy avait annoncé dès fin septembre que la SNCF afficherait des pertes sur l'ensemble de l'exercice 2009.

Si le fret reste le principal foyer de pertes pour l'entreprise ferroviaire, l'activité passagers a également marqué le pas l'an passé, du fait d'une baisse du trafic.

Selon les éléments communiqués fin septembre, ce recul a toutefois concerné essentiellement le Corail, le Thalys et l'Eurostar, alors que le TGV a résisté.

Les Echos rappellent que la SNCF avait déjà réduit le nombre des trains hors des heures de pointe "pour mieux remplir les rames".
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Janeiro 18, 2010, 01:31:21 pm
Miguel, o tradutor do google não é muito mau....  :wink:
Citar
SNCF tem planos para remover linhas de TGV ou reduzir o serviço:


A TGV, em março de 2009, em Lyon.
© AFP / File Fred Dufour

SNCF planos para remover algumas linhas de TGV ou de reduzir drasticamente o serviço até o final do ano para lidar com a diminuição da rentabilidade das suas linhas de negócio, Les Echos informou em sua edição de segunda-feira.

O jornal disse que a empresa pública está a rever todas as suas linhas de alta velocidade e está a preparar uma reforma que poderia resultar na eliminação ou redução substancial da oferta entre os destinos certos.

Poderia ser particularmente afectados por estas medidas eixos Paris-Arras, Lille, Estrasburgo e Nantes, Strasbourg, segundo o Les Echos.

A arbitragem obrigatória ficaria na primavera para que as medidas podem ser implementadas em dezembro, ao passar o serviço de Inverno em 2011.

A estação, assim, travar o declínio da rentabilidade da indústria é a mais rentável, de acordo com o jornal, que acredita que um TGV cinco atualmente perdendo dinheiro.

Presidente Guillaume Pepy anunciou no final de setembro que a estação irá mostrar as perdas ao longo de 2009 fiscal.

Se a carga é a perda casa principal da estação ferroviária, a atividade de passageiros também se estabilizou no ano passado, devido ao tráfego em declínio.

Segundo as informações fornecidas no final de setembro, no entanto, esta redução foi, principalmente em causa o Coral, o Thalys eo Eurostar, enquanto o TGV tem resistido.

Les Echos lembrar que a estação já havia reduzido o número de trens fora do horário de pico "para melhor atender os trens.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Janeiro 19, 2010, 10:09:39 pm
A noticia original - http://www.lesechos.fr/journal20100118/ ... 389051.htm (http://www.lesechos.fr/journal20100118/lec2_services/020315389051.htm)
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Confrontado com a rendibilidade da sua queda de TGV, a SNCF quer uma revisão completa de seus embarques a partir do final de 2010. Algumas áreas são analisadas e poderão vê-los reduzida oferta, como o Paris-Arras, Lille e Strasbourg ou Estrasburgo e Nantes, Bordeaux e Estrasburgo.

O caso parece ouvido: a idade de ouro do TGV financeira é muito longe. O orçamento de 2010 da estação - que devem ser considerados quarta-feira pelo conselho de administração da estrada de ferro da marca, como tal, um ponto de viragem (Les Echos, 12 de janeiro): Viagem de trem SNCF ramo até vaca pública grupo de leite, deverá ver a sua queda de rentabilidade neste ano, com margem operacional caindo para 10,2%, contra 20,1% apenas dois anos.

Esses reveses forçado a estrada de ferro para reconsiderar seriamente seu modelo de negócios. Tanto que algumas linhas não rentáveis são agora claramente em risco, a partir de 2011. Alegadamente, a estação está actualmente a estudar uma revisão profunda da sua oferta, o que poderia resultar na eliminação ou redução significativa no abastecimento em determinadas rotas. As orientações final deve ser tomada na Primavera, para que essas alterações sejam implementadas em dezembro, ao passar o serviço de Inverno em 2011.
Sobre o mesmo assunto

A ameaça de greve nacional para quarta-feira, 3 de fevereiro

O grupo público já começou a preparar o terreno. Confrontado com a violência da crise (volume de negócios do sector diminuiu 1,4% em 2009 contra um crescimento de 8% no ano passado), as primeiras medidas foram tomadas há alguns meses. O número de trens foi reduzido nos períodos antes ou depois do horário de pico para melhor atender os trens durante os períodos mais movimentados.

Algumas vias também foram facilitadas como o Rouen-Lyon, que já perdeu dois-de-semana de TGV.
Algumas linhas no visor

Mas o redesenho proposto parece muito maior. O objectivo é conseguir "uma redução significativa do défice (60 a 80 milhões de euros) gerados por certas relações", disse uma fonte familiarizada com o assunto. Com a crise e aumentar as portagens pagas para os comboios, "aproximadamente 20% do TGV já geram perdas, e essa taxa pode subir para 30% no próximo ano", disse um perito. Algumas linhas - em particular as regiões de ligação entre eles, sem passar por Paris, estão claramente no visor, como o Paris-Arras, no norte principal do Sudeste (Lille, Estrasburgo, por exemplo) e Nordeste (Bordéus, Estrasburgo e Nantes Estrasburgo). A oferta poderia ser reduzida significativamente. Pelo menos.

A crise representa um novo problema em outro grupo, ela fica com TGV demais! A taxa de ocupação recorde de 77% dos trens atingiu, em 2008, é de fato uma ladeira escorregadia. O ano de 2009 foi marcado por um declínio significativo, o que significa que este percentual provavelmente se reduziria a um nível próximo de 75%. As previsões não augura nada melhor para o seguinte: SNCF tabela, em 2010, uma diminuição de 3,6% no número de passageiros transportados por seus trens Mainline (TGV e Corail).

Os viajantes são, portanto, mais raro, mesmo que a empresa será entregue ao TGV ordenados há alguns anos atrás, durante o período próspero da década de 2000. Assim, 15 novos trens para dois níveis, serão colocados em serviço comercial. Isto é muito no atual contexto. Assim t3 trens da linha leste-sul (para Lyon e Marselha) terá que ser bloqueado - "estacionado" no vocabulário da estrada de ferro este ano. Esta é a primeira vez na história do TGV, que construiu toda a sua estratégia numa política de volumes por quinze anos.

E um dos desmentidos:
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A possível eliminação de algumas linhas de TGV, revelou segunda-feira por Les Echos, continua a fazer ondas.
Secretário de Estado dos Transportes, Dominique Bussereau, realizada na terça-feira a RTL, que recusa emitida pela estação de segunda-feira foi "um pouco mole."


Após o lançamento Ministerial, Guillaume Pepy, o presidente da SNCF, procurou mais convincente: "Repito que as coisas são claras e não direi mais para não alimentar o debate na campanha Eleições: Não há nenhum plano para eliminar linhas e, portanto, nenhuma controvérsia sobre este assunto ", disse ele em Estrasburgo, onde assinou um acordo operacional TER. Hammering que "não há atualmente nenhuma tomada de decisão a nível da redução dos serviços", acrescentando também que "a realidade é que a SNCF como qualquer empresa de transportes está a ouvir usuários , os representantes eleitos e disse que a economia ajustar anualmente pelos seus serviços.

Na manhã seguinte, o próprio governo já tinha assegurado que nenhuma linha ferroviária de alta velocidade poderia ser removido. "A SNCF é uma empresa pública, (...) ela pertence a todos os franceses, havia sublinhado o secretário de Estado. O Estado é 100% maior e, naturalmente, ela tem objetivos de rentabilidade, concorrência (...) Ainda assim, ele tem missões de serviço público, planejamento de missões ".

O Paris-Arras, Lille, Estrasburgo e Nantes e Estrasburgo foram encaminhados

O caso provocou indignação nas regiões em causa. Ea negação primeiro complicada da SNCF não parece apaziguar as preocupações.

Segundo o Les Echos, a empresa ferroviária poderia remover certas rotas e reduzir freqüências em rotas, incluindo Paris-Arras, Lille, Estrasburgo e Nantes, Strasbourg, 2011. "Este não é o caso, disse segunda-feira a estação, acrescentando, porém, que a oferta vai se ajustar à procura e da oferta será aumentada TGV" de cerca de 1% em 2010.

Anger eleito alsaciano

O comunicado da estação "não é, obviamente, não à pergunta sobre 2011, por sua vez disse que o republicano está na sua edição de terça-feira. Esperado declínio no número de passageiros, pedágios mais elevados ea concorrência anunciada pela Veolia e Trenitalia ... As dificuldades encontradas pela empresa pública poderia explicar estas linhas exclusões, como o cotidiano regional.

Na segunda-feira, eleitos nas regiões em causa estão na linha de frente. A região de Lorraine, ameaçou "suspender" a sua contribuição para a reta final do TGV Est, que deve ser iniciada este ano. Os funcionários eleitos da Alsácia, por sua vez denunciou um "casus belli" poucas semanas antes das eleições regionais de março. Fabienne Keller, o ex-prefeito de Estrasburgo e agora senador UMP Baixo Reno, expressa em "ira", criticando "um método inaceitável.

Medidas de poupança de dezembro 2010

Em sua edição de terça-feira, "Le Parisien - Aujourd'hui en France" obteve um documento que medidas de poupança de entrar em vigor em Dezembro de 2010. Um membro do Conselho de Administração também acredita que "esta decisão é um aviso enviado por Guillaume Pepy (diretor executivo da SNCF) a atenção do governo".

Secretário de Estado dos Transportes, por sua vez, negou as tensões com a empresa pública, incluindo a questão do aumento das portagens. "Quando nós aumentamos o preço das portagens, (...) dois terços sair da estação desde RFF (Réseau Ferré de France) dá dinheiro para a estação para que ele gerencia e mantém a infra-estrutura. É dar e receber ", ele recorda.

IMHO, uma tempestade num copo d'água.
A SNCF passou de um crescimento de 8% e taxas de ocupação de 77% em 2008 para um decréscimo de 1,4% e taxas de ocupação de 75% em 2009. Não é propriamente o fim do mundo.
Ao mesmo tempo, a SNCF opera o serviço TGV numa base comercial. O objectivo é dar lucro, não é fazer serviço público e deixar que o contribuinte tape o buraco. É perfeitamente normal que uma empresa de transportes esteja continuamente a equacionar ajustes ao serviço.

Mas provavelmente a questão é mesmo capaz de ser o conflito entre a SNCF e a RFF (equivalente à nossa REFER) sobre o aumento das taxas de circulação dos TGVs.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Janeiro 27, 2010, 03:02:53 pm
Expresso, 23-01-2010

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg638.imageshack.us%2Fimg638%2F7758%2Fscan00021.jpg&hash=d1db48225da8261dc23dacf7a4f0c0cd)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Março 09, 2010, 01:02:56 pm
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Investimento público
TGV Porto-Vigo e Porto-Lisboa suspenso por dois anos
Por Luísa Pinto


De adiamento em adiamento, de suspensão em suspensão, o plano de investimento em obras públicas, que há pouco mais de um ano era defendido pelo actual Governo como aspirina para todos os males, vai sendo amputado e encolhido. Ontem, e como uma das medidas mais emblemáticas no Plano de Estabilidade e Crescimento, surge a decisão de "adiar", por dois anos, a execução as linhas de alta velocidade que iria ligar a cidade do Porto às cidades de Lisboa e Vigo. Com este anúncio, a abertura ao tráfego da linha de alta velocidade Lisboa-Porto, orçamentada em 3,8 mil milhões de euros, fica adiada para 2017, enquanto a linha Porto-Vigo, prevista para 2013, e que já havia sido adiada do lado espanhol, fica para 2015; por investir ficam os 845 milhões de euros previstos para a primeira fase do projecto, que iria ligar Braga a Valença.

No documento apresentado aos partidos da oposição, o Governo admite que o pico de investimento público que surgiu em 2009, onde as despesas de capital e de investimento ultrapassaram os quatro por cento do PIB [o programa de estímulo à economia que surgiu das cinzas da crise coincidiu com o ano eleitoral], deverá ser corrigido e atenuado nos próximos anos, para regressar a valores abaixo dos três por cento já em 2013. Das cinco linhas de alta velocidade acordadas, resta a ligação Lisboa-Madrid, e das mais de dez subconcessões rodoviárias anunciadas, há cinco que estão ainda à espera de luz verde no Tribunal de Contas; mas em matéria de concessões rodoviárias haverá a "não assunção de novos compromissos", como escreve o Governo no documento.

As críticas mais ferozes a estes anúncios acabaram por chegar do Norte, com o presidente da Junta Metropolitana do Porto a liderar o coro de protestos. Rui Rio acusou o Governo de não ser coerente e de "discriminar negativamente o Norte". Os autarcas de Ponte de Lima, Vítor Mendes, e de Valença, Jorge Menedes, exigiram, em declarações ao PÚBLICO, que o Governo proceda de imediato ao levantamento das medidas preventivas que foram impostas porque todas as expectativas têm vindo a sair frustradas com estes sucessivos adiamentos.

com Andrea Cruz

http://jornal.publico.clix.pt/noticia/0 ... 954648.htm (http://jornal.publico.clix.pt/noticia/09-03-2010/tgv-portovigo-e-portolisboa-suspenso--por-dois-anos-18954648.htm)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Maio 04, 2010, 12:28:11 pm
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Mais olhos que barriga

A competição é muitas vezes desleal, tão-só porque as armas ou os meios disponíveis não são os mesmos entre as partes. É assim em tudo. A dimensão e os recursos mandam quase sempre. Os mais pequenos têm de fazer das tripas coração ou escolher as especialidades onde esta realidade se esbata.
Portugal é um País periférico, pequeno e por isso deve procurar apostar naquilo que sabe fazer e consegui-lo com qualidade, naturalmente com outros preços, mais altos e concordantes com mercados mais exigentes e teoricamente mais ricos. Será assim em quase tudo: na agricultura, na pecuária, na indústria de transformação e nas que restam dos têxteis, calçado e naturalmente no turismo que terá de indicar o caminho daquilo que temos de bom. E temos algumas coisas importantes - o vinho, azeite, amêndoa, alfarroba, castanha, frutos silvestres, cortiça, indústria dos lacticínios e carnes tradicionais, dos lícores de ginja e de amêndoa entre outros.
Mas não nos podemos enganar.
Correr atrás dos outros mais bem posicionados no continente europeu, numa espécie de birra de quem quer ter o que eles têm sem perceber que falamos de locais onde se cruza o comércio transcontinental, a maioria da indústria pesada, os maiores eventos sócio profissionais, culturais e tecnológicos e se têm de transportar milhões de pessoas, é um erro quase irreparável.
Precisamos de uma boa rede de transportes, particularmente o ferroviário porque ele é rápido, eficiente, seguro e energeticamente mais saudável e económico. Mas precisamos que ele transporte pessoas e mercadorias que diminua a elevada dependência do País dos transportes rodoviários e consequentemente dos combustíveis líquidos. E como somos pequenos necessitamos apenas de um ritmo ao estilo do pendular que já cá temos, capaz de nos lançar na linha a médias entre os 200 e 240 quilómetros horários. Não necessitamos dos TGV's que são comboios manifestamente transcontinentais para grandes distâncias e que circulam habitualmente lotados... que são nem mais nem menos que alternativas às ligações aéreas regionais com mais de 500, 600 e 1000 quilómetros.
Os custos de um TGV como de qualquer outro investimento deste género devem ser medidos com os custos de operação e, neste caso, isso significa antever por exemplo, a utilização diária deste veículo, o valor de bilhete para que se torne competitivo relativamente à viagem de avião entre Madrid e Lisboa e vice-versa, o serviço prestado, etc. O TGV da fronteira para Lisboa também tem de ser medido com a nossa capacidade de internacionalizar cada vez mais a nossa Lisboa e arredores, organizando uma agenda de qualidade quase diária.
Não é crível que,  que por si só, o TGV reabilite a nossa economia. Em primeira análise, a sua construção reabilitará durante 3 ou 4 anos a indústria da construção, particularmente das grandes empresas do sector que serão sempre elas a dominar este género de obras. Mas é certamente um custo demasiado elevado para o futuro das contas públicas.
Um boom repentino e com prazo acaba sempre por provocar uma recessão maior. Valerá meditar nisto. Já temos pouco tempo. Teremos de investir para abrir portas a empregos com maiores perspectivas de futuro. Teremos de investir em algo alternativo e produtivo que o subsidio de desemprego ou de reinserção social. Teremos de apostar na agricultura e pescas mais especializadas e de qualidade, na indústria de menor dimensão qualificada e também muito no espírito de cooperação entre experiências e gerações.
Oxalá o Primeiro Ministro saiba pensar o futuro e o investimento a médio longo prazo, não permitindo que fiquemos agarrados a obras com custos de manutenção incomportáveis que não servem a ninguém como, por exemplo, alguns dos estádios de futebol que se fizeram para o Euro 2004. Também não podemos correr o risco de fazer nascer mais empresas como a TAP ou a RTP que devoram centenas de milhões de euros anualmente sem melhoras à vista.

José Maria Pignatelli

http://umrumo.blogspot.com/
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Maio 04, 2010, 04:58:22 pm
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TGV: Tentar Grande Vassourada?

Portugal precisa de alterar a bitola das linhas de ligação a Espanha (de 1,668m para 1,435m), porque por via férrea exportamos ZERO para a Europa e porque como está à vista de todos, o famigerado  transhipment  em Sines por "falta de capacidade dos principais portos europeus" é uma falácia.
Continuar as ligações comerciais com a Europa em "TIR" como hoje acontece, só agravará a nossa competitividade - ainda mais no dia em que as emissões de carbono começarem a contar e a doer, lá para "Quioto II", de 2013 em diante.
O transporte por via férrea precisa de facto de carris com "bitola europeia", não precisa de um "TGV", até porque transportar mercadorias a 300Km/Hr é coisa que não existe em parte alguma.
Quanto a transporte de passageiros a esses "300Km/Hr", ir de Lisboa a Madrid em duas horas e meia ou em 50 minutos por avião a 900Km/Hr, ao preço a que as tarifas aéreas estão, ao número de ligações diárias existentes e sendo que os tempos no embarque resultantes das medidas de segurança tenderão a ser semelhantes, é comparação que só dá para rir.
E comparar uma ida de "TGV" para Paris em 7 horas ou de avião em 2 horas, só dá para chorar.
A propósito: já alguém terá estudado quanto custaria a alteração de bitolas nas linhas da Ponte "25 de Abril" em alternativa a uma terceira ponte?

fonte: http://31daarmada.blogs.sapo.pt/
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Maio 04, 2010, 11:57:00 pm
A premissa é correcta: o facto de nossa bitola ser diferente é um problema do caraças. Contudo, mudar a bitola da via não se faz do pé pra mão.
Fazê-lo numa via sem travessas polivalentes (ou seja, na maior parte das nossas linhas) é o equivalente a uma renovação profunda da linha -- só se aproveita a plataforma.
Depois há que mudar os eixos dos comboios, carruagens, vagões, etc. De toda a frota , apenas uma série de 25 locomotivas estão preparadas para que isso se faça rapidamente.
É obvio que isto não se pode fazer sem criar interrupções gigantes nos caminhos de ferro portugueses.

Espanha anda a preparar o terreno para isso há uns 20 anos e, honestamente, ainda não têm uma data marcada para o fazer.
Do nosso lado, estamos uns bons 15 a 20 anos atrasados relativamente a Espanha. E mesmo que não estivessemos, não adiantava fazê-lo antes de Espanha.

O que leva à questão: a linha AV Lisboa/Madrid + Madrid/Barcelona/França é, talvez, o caminho mais realista de um comboio de mercadorias circular, sem transferências nem mudanças de chassis, entre Portugal e a Europa nos próximos 20 anos. Não porque possam circular a 300km, mas simplesmente porque podem circular.

Ah, e um pormenor: a ponte 25 de Abril tem restrições substanciais de peso. Essencialmente, comboios de mercadorias carregados não passam lá.

Quanto ao avião, é a lenga lenga do costume.
São 50 minutos.. de vôo. Com o resto tudo, são pelo menos umas 3h pelo menos para ir de Lisboa a Madrid.
Quanto aos preços, é preciso um bocadinho mais para explicar devidamente.

Fazer um vôo custa +/- o mesmo independentemente de se o avião vai cheio ou semi-vazio. O que interessa é que há uma receita que tem, em média, de ser atingida para o vôo ser rentável e há X lugares para vender.
Daí, as companhias aéreas (pelo menos as low costg) regem-se por duas filosofias, quase paradoxais:
a) Cravar cada cliente o mais possível
b) É preferível um passageiro que paga tuta e meia do que um lugar vazio
Para explorar este paradoxo, usam estratégias como esta: os primeiros X bilhetes são vendidos a 15€, os próximos Y a 25€, ...., os últimos Z bilhetes a 120€.
E esta distribuição é cuidadosamente ajustada.
(e todos os extras são pagos: cada mala no porão custa 11€, em cada sentido).

O que é importante tirar daqui: há bilhetes muito baratos disponíveis, mas são em número muito limitado.
Resultado: a EasyJet tem bilhetes Lisboa/Madrid a menos de 15€ mas se fores ter com a EasyJet e lhes propuzeres que façam 6 vôos especiais para transportar 900 pessoas de Lisboa/Madrid a 25€ por pessoa.. eles dizem-te que isso não dá nem para o combústivel.
(As low cost usam apenas 1 ou 2 modelos de avião, com capacidades por volta de 150 passageiros).

Exactamente a mesma lógica se aplica ao TGV. Mas o valor de receita que é preciso atingir para um comboio ser rentável é mais baixo que no avião e o número de lugares disponível em cada comboio muito maior (300, 400 ou até mais).
Sendo ligeiramente mais rápido e confortável que o avião, o TGV Lisboa/Madrid poderá dar-se ao "luxo" de praticar ligeiramente superiores ao avião. Mas a quantidade de bilhetes disponível a um dado nível de preço será muito maior. E por isso, permitirá que muito mais gente viaje nele do que no avião.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso em Maio 05, 2010, 12:10:47 am
O PC e o BE viabilizaram o TGV.
Obedecem à voz do dono.
Que é a mesma de sempre.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Maio 05, 2010, 11:55:43 am
viram o jornal da noite da TVI de ontem em que propuseram ao invés da ligação poceirão - lisboa com 3ª ponte que fica em 2 mil milhões de euros, a ligação do poceirão á estação Fertagus do Pinhal Novo que ficaria apenas em 45 milhões?

Daí os passageiros deslocavam-se para Lisboa através dos comboios da Fertagus
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Maio 05, 2010, 11:54:17 pm
A reportagem é um pouco *meh* nos nos detalhes, mas se calhar é uma ideia com algum potencial.
Por exemplo, os 45M€ são optimistas por um factor de 2, a escolha de Entrecampos como destino é o mais favorável do ponto de vista de ligações, o tempo que se demora de comboio do Pinhal Novo a Lisboa está sub-estimado, etc.
E ignora duas questões: os 2000M€ são por uma ponte com 3 componentes: comboio de AV, comboio normal (que também é preciso uma alternativa à 25 de Abril) e estrada.

Talvez o aspecto mais chato é o efeito do tempo extra e do transbordo extra nas escolhas dos passageiros, principalmente enquanto a Portela não for trocada pelo NAL.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Maio 06, 2010, 05:41:14 pm
Deixem estar a Portela quieta... parece que toda a gente se esquece que o Metro está quase com ligação ao Aeroporto de Lisboa (Portela)!
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Maio 18, 2010, 11:50:09 am
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O engano à volta do dinossauro

O troço Poceirão – Caia não servirá ao funcionamento pleno do TGV do lado português, mesmo que se crie uma estação provisora no Poceirão, junto à bacia do Sado. Ninguém acredita que uma ligação entre a grande metrópole Madrid à vila alentejana seja o grande momento da rede de alta velocidade entre nós. Também se conhece que em matéria de alta velocidade, Portugal será servido por 3 estações – Caia - Badajoz na fronteira e a servir ambos os países, Évora e Lisboa.
 
Portanto, não haverá TGV a circular em Portugal sem uma travessia dedicada sobre o Tejo. Se não fosse assim, teríamos o TGV a terminar viagem no Poceirão e a ligação a Lisboa a ser feita ou por via rodoviária ou ferroviária comum e a utilizar a velha Ponte Salazar. Estaríamos a induzir em erro os utentes.
 
A terceira travessia do Rio Tejo será mesmo para construir, independentemente do que aconselham os economistas mais prudentes relativamente ao momento de crise profunda que atravessamos. E já se percebeu que será o contrato a assinar ainda nos próximos seis meses. Aliás, é público que já começaram as negociações para as expropriações.
 
Nesta matéria é claro que o governo não fala verdade.
 
O poder jogou esta cartada para obter claro apoio do Partido Social-Democrata na execução das medidas anti crise, mas não deitou a toalha ao chão, desde o momento que assina o arranque de um troço da alta velocidade.
 
Oxalá que não suceda a Pedro Passos Coelho o que sucedeu a Mota Pinto, precisamente quando disse ‘sim’ a Mário Soares e encetou as reuniões da ‘Nova Esperança’. É claro que os tempos são outros, mas neste domínio os cenários podem repetir-se. O novo líder do PSD devia ter ficado mais distante destes compromissos, tanto mais que tinha acabado de cair nas graças dos portugueses a avaliar pelas sondagens. Quer se queira ou não, Passos Coelho acabou de dar um tiro no pé. Falta conhecer a gravidade da ferida. Também ficaremos na expectativa sobre o que farão futuramente as lideranças do Partido Socialista – certamente não deixarão de lembrar este apoio no momento mais oportuno.
 
Esta decisão do novo Presidente do PSD é uma história que se repete – receiam-se eleições antecipadas e um resultado menos abonatório. Estica-se o tempo na esperança do desgaste do governo e do descontentamento generalizado.
 
A quem serve o TGV
 
Subsistem poucas dúvidas sobre a importância da alta velocidade como alternativa de transporte ferroviário transcontinental. A rede de alta velocidade francesa já transportou 1,2 mil milhões de passageiros desde 1981, data em que o TGV entrou ao serviço.
 
Mas a sua utilização é questionada em países periféricos, Senão vejamos o que me conta um amigo que experimentou viajar de comboio entre Copenhaga, a capital dinamarquesa, e Estocolmo, na Suécia.
 
Adquiriu o bilhete e entrou num comboio semelhante aos nossos ‘Alfa’, porventura menos luxuoso e com menos serviços disponíveis. A viagem demorou aproximadamente cinco horas. Valeu pela fantástica paisagem – florestas e planícies brancas a perder de vista.
 
Se o meu amigo não conhecesse a realidade económica e social daqueles países, daria certamente com ele a pensar que os nórdicos, emblemáticos pelos superavites orçamentais, seriam mesmo uns tontos.
 
Se não os conhecêssemos bem poderíamos questionar onde gastam eles os abundantes recursos resultantes da substantiva criação de riqueza.
 
A resposta é relativamente simples:
Na excelência das suas escolas;
Na qualidade do seu Ensino Superior;
Nos seus museus e escolas de arte;
Nas creches e jardins-de-infância em cada esquina;
Nas políticas pró-activas de apoio à terceira idade.
Nestes países dificilmente se constroem estádios de futebol desnecessários, aeroportos sobre áreas pantanosas e comboios de alta velocidade que nem sequer conseguem servir metade da população.
A ferrovia de alta velocidade é adequada a países de dimensão continental onde se afirma competitivo com o transporte aéreo, numa perspectiva de tempo de viagem/custo por passageiro.
 
Talvez por razões de sensatez que não encontramos TGV na Noruega, Suécia, Holanda e em muitos outros países ricos.
 
Como já o referimos anteriormente, tirar 20 ou 30 minutos ao 'Alfa' Lisboa - Porto à custa de um investimento de cerca de 7,5 mil milhões de euros não trará qualquer benefício à economia do País.
 
Mais preocupante é que este projecto tem pouco financiamento da União Europeia. Serão várias as gerações de portugueses que o vão ter de pagar, com mais ou menos engenharia financeira.
 
Com o orçamento do troço Caia – Poceirão poderíamos construir 200 Escolas Básicas e Secundárias, 150 creches, 150 centros de dia para idosos.
Cabe ao Governo reflectir. Cabe à Oposição contrapor.
 
A nós cidadãos cabe-nos participar e entender que os primeiros a lucrar com este negócio são as instituições bancárias. Seguem-se as grandes construtoras de obras públicas e os fabricantes de material ferroviário. Os subempreiteiros que vão ser a alma do projecto serão os últimos a receber e os que menos dividendos vão tirar da obra.
 
Mas a linha do TGV vai ser utilizada em simultâneo por comboios de transportes de mercadorias. Aliás, encontra-se projectada e a executar mais tarde, uma linha que ligará Évora a Sines. Compreende-se e será mesmo merecedor da nossa simpatia a intenção de ligar o porto de Sines à capital espanhola. Este facto até peca por tardio.
 
Mas nesta perspectiva devíamos ter acautelado uma ligação Évora – Beja no sentido de incentivar a operação no aeroporto de Beja onde já se enterraram alguns milhões de euros nas obras de reconversão da base aérea militar ocupada por alemães em aeroporto civil.
 
De qualquer forma, neste capítulo também não se conhece nenhuma ligação rápida entre Beja e o Algarve que torne o aeroporto atractivo aos operadores, principalmente as companhias lowcost.
 
José Maria Pignatelli
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Get_It em Maio 18, 2010, 03:08:42 pm
Tem razão. No entanto agora esta parte pôs-me a pensar:
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Mas nesta perspectiva devíamos ter acautelado uma ligação Évora – Beja no sentido de incentivar a operação no aeroporto de Beja onde já se enterraram alguns milhões de euros nas obras de reconversão da base aérea militar ocupada por alemães em aeroporto civil.

Já agora queria ler um artigo da mesma pessoa sobre também abrir comercialmente/a "tempo inteiro" a BA 5 ao tráfico aéreo civil.

Cumprimentos,
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: PereiraMarques em Maio 18, 2010, 05:40:43 pm
Citação de: "Cabecinhas"
à vila alentejana seja o grande momento da rede de alta velocidade entre nós

O Poceirão nem é vila (é aldeia), nem é Alentejo, pelo menos em termos de delimitação administrativa (Distrito de Setúbal, antiga Província da Estremadura, NUT II Região de Lisboa (ou Área Metropolitana de Lisboa), NUT III da Península de Setúbal), quanto muito em termos paisagisticos e culturais.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Maio 18, 2010, 06:21:00 pm
Onde é que eu escrevi isso que já não lembra  :?  Não estou a ver o contexto da coisa!
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: PereiraMarques em Maio 18, 2010, 09:23:59 pm
Citação de: "Cabecinhas"
Onde é que eu escrevi isso que já não lembra  :?  Não estou a ver o contexto da coisa!

É um artigo de outra pessoa: viewtopic.php?f=22&t=2172&start=405#p184489 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?f=22&t=2172&start=405#p184489)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso em Maio 18, 2010, 09:48:57 pm
Um tipo como este Sócrates que faz o que faz e com tal desplante não hesitaria por um momento em sacrificar as nossas vidas e ou a nossa saúde a bem de uma qualquer benesse dada pelos patrões.

Quem estiver a fazer um esforço de encontrar qualquer tipo de lógica de "interesse público" nesta trampa toda que não se canse.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Maio 20, 2010, 09:50:28 am
Ó Luso mas até os patrões e os bancos já estão todos contra a criatura!

Já me parece pura vaidade e narcissismo desse indíviduo que nos vai empurrando a todos para o Abismo!

Se isto fosse um país a sério o PR (outro bananas...) já tinha dado um murro na mesa, demitido este incompetente e criado um governo de salvação nacional , composto por gente séria (será que ainda a há?) e que percebesse de economia.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Junho 02, 2010, 04:18:40 pm
mais uma boa noticia para o projecto do TGV Poceirão-Caia!!!!


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Espanha adia uma das ligações do TGV a Portugal
14h38m

O Governo espanhol decidiu adiar, por tempo indefinido, a abertura das propostas para o concurso da construção de parte de um dos troços da ligação ferroviária de alta velocidade entre Madrid e Badajoz.

Ainda assim, fonte do Ministério do Fomento espanhol garantiu à Lusa que se trata apenas de um adiamento "técnico" de alguns dias que afectou a vários concursos em curso actualmente.

"O calendário do projecto continua a ser para cumprir, como os dois Governos reafirmaram recentemente", disse a fonte oficial.

A mesma fonte explicou que estão a estudar todos os projectos devido aos cortes orçamentais anunciados pelo Governo espanhol para cumprir as metas de redução do défice e que incluem reduções de mais de 6 mil milhões de euros no investimento público até ao final de 2011.

Questionado pelo adiamento, o presidente do Governo regional da Extremadura (Espanha), Guillermo Fernández Vara, afirmou hoje, quarta-feira, ter o "compromisso do Governo" central que a ligação de alta velocidade entre Madrid e Lisboa "não sofrerá atrasos".

Em declarações aos jornalistas assegurou que "se não se cumprir" ele será o primeiro a chamar a atenção para o problema.

Vara insistiu que se trata de uma "reconsideração temporal até que se reajuste" o plano de investimento em infraestruturas e que o Governo mantém "o compromisso" de que a ligação "não sofrerá atraso".

Acrescentou que pode "entender que haja outras coisas que se podem atrasar", mas que "o AVE (TGV) no)”, até porque "os compromissos internacionais não podem estar submetidos ao vai-e-vem das economias" de cada país.

"Quando a Europa aposta pela comunicação por alta velocidade entre as suas capitais, faz com que essa questão seja prioridade", disse.

"Apesar disso, estaremos muito vigilantes para que isso aconteça. É lógico que haja, ajustes mas o ministro do Fomento, José Blanco, já anunciou no parlamento que o TGV Madrid-Lisboa não vai sofrer atraso", afirmou.

O adiamento refere-se especificamente a uma plataforma na zona de Alcântara-Garrovilas, cujas propostas apresentadas a concurso - convocado entre 13 e 16 de Março – e que deveriam ter sido abertas no passado dia 31 de Maio.

O Boletim Oficial de Estado (BOE) dá conta desse adiamento, explicando que a decisão foi tomada pelo presidente da ADIF (Administrador de Infraestruturas Rodoviárias) "por interesse geral".

Não há qualquer indicação de quando a abertura de propostas se realizará já que o próprio BOE explica que essa data será notificada através de uma nova publicação no boletim oficial.

No caso da linha da alta velocidade, o troço afectado pelo adiamento, com um orçamento de 106,2 milhões de euros, tem apenas 6,3 quilómetros, mas é um dos mais complexos da linha.

Inclui três viadutos, entre eles quase um quilómetro sobre o rio Almonte com um vão central, em forma de arco, de 384 metros, recorde mundial dentro da sua tipologia.

Além deste troço, estão actualmente em obras quatro outros, nomeadamente os que ligam Badajoz a Mérida e esta localidade a Cáceres e os entre esta cidade e Talayuela.

O projecto de construção continua a ser feito para 94 quilómetros do traçado.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economi ... id=1584253 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1584253)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: borisdedante em Junho 17, 2010, 03:28:17 am
Espanhóis descartam "paralisar" ligação por TGV a Portugal

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Espanhois ... ut=10&tm=6 (http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Espanhois-descartam-paralisar-ligacao-por-TGV-a-Portugal.rtp&article=350789&visual=3&layout=10&tm=6)

O ministro espanhol do Fomento, José Blanco, garantiu hoje que Madrid “não vai paralisar nem atrasar” a ligação de alta velocidade ferroviária a Portugal, prometendo um “impulso definitivo” a “uma rede vital”. Uma semana depois de o Governo do PSOE ter adiado a abertura de propostas do concurso para um dos troços entre Madrid e Badajoz, Espanha, Portugal e França assinaram um memorando em defesa do TGV.



"O Governo de Espanha não vai paralisar nem atrasar o desenvolvimento deste eixo que permita conectar com Portugal através de Badajoz. Antes pelo contrário, dar-lhe-emos um impulso importante, definitivo, durante este ano de 2010", assegurou o ministro espanhol do Fomento durante as Jornadas das Redes Transeuropeias de Transporte (RTE-T-2010), a decorrer em Saragoça.

"Assim o deixou claro o primeiro-ministro espanhol ao primeiro-ministro português e eu próprio ao ministro das Obras Públicas português. E hoje teremos oportunidade de o ratificar numa mesa redonda", reforçou.

A ligação por TGV entre Madrid e Lisboa, prosseguiu José Blanco, integra "uma rede vital para Portugal e Espanha que vai dar muito valor acrescentado, vai gerar movimentos de pessoas e de mercadorias que vão contribuir para o impulso económico dos dois países". Em declarações citadas pela agência Lusa, o governante espanhol diz-se "conhecedor do debate em Portugal". Mas recusa-se a "opinar" sobre uma discussão "de política interna". Ainda assim, considera "que se equivocam os que querem paralisar estas infra-estruturas".



Memorando de entendimento

O ministro espanhol do Fomento, o ministro português das Obras Públicas, António Mendonça, e o secretário de Estado francês dos Transportes, Dominique Bussereau, assinaram esta terça-feira, em Saragoça, um memorando de entendimento a reafirmar o "carácter prioritário" das ligações ferroviárias de alta velocidade entre os três países. O objectivo é "chamar a atenção da União Europeia para importância" do eixo prioritário número três das Redes Transeuropeia de Transportes, que abarca as ligações entre Portugal e Espanha e da Península Ibérica ao território francês.

Promovidas pela Comissão Europeia, as jornadas RTE-T-2010 prolongam-se até quarta-feira e visam, segundo António Mendonça, "fazer um ponto de situação relativamente às Redes Transeuropeias de Transportes.

"A conferência deste ano adquire um interesse particular, na medida em que está em curso uma revisão dos grandes objectivos das Redes Transeuropeias de Transportes e Portugal tem um interesse particular na inserção nestas redes, tendo em conta a sua situação de periferia e a aposta que está a fazer nas ligações ferroviárias e rodoviárias", insistia o governante português na antecâmara do encontro, em declarações à Lusa.



Adiamento "técnico"

Na semana passada, foi conhecida a notícia do adiamento, por tempo indefinido, da abertura das propostas para o concurso de construção de uma plataforma entre a barragem de Alcântara e Garrovilas, num dos troços da ligação de alta velocidade ferroviária entre Madrid e Badajoz. A decisão do adiamento, publicada no Boletim Oficial de Estado, coube ao presidente da Administração de Infra-estruturas Rodoviárias (ADIF), que invocou razões de "interesse geral".

Orçado em 106,2 milhões de euros, o troço em causa cobre apenas 6,3 quilómetros. Mas tem uma execução complexa - três viadutos, um dos quais percorre cerca de um quilómetro sobre o Rio Almonte com um vão central de 384 metros em forma de arco.

Uma fonte do Ministério espanhol do Fomento, citada pela agência Lusa, afirmava, então, que se tratava de um mero adiamento "técnico" de alguns dias, que atingiria diversos concursos em marcha. O calendário, dizia a mesma fonte, "continua a ser para cumprir". Guillermo Fernández Vara, o presidente do Governo da Extremadura, adiantou, na mesma ocasião, ter "o compromisso" do Executivo de Zapatero de que a ligação entre Madrid e Lisboa "não sofreria atrasos".
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Junho 17, 2010, 02:12:22 pm
Citação de: "borisdedante"
Espanhóis descartam "paralisar" ligação por TGV a Portugal

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Espanhois ... ut=10&tm=6 (http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Espanhois-descartam-paralisar-ligacao-por-TGV-a-Portugal.rtp&article=350789&visual=3&layout=10&tm=6)

O ministro espanhol do Fomento, José Blanco, garantiu hoje que Madrid “não vai paralisar nem atrasar” a ligação de alta velocidade ferroviária a Portugal, prometendo um “impulso definitivo” a “uma rede vital”. Uma semana depois de o Governo do PSOE ter adiado a abertura de propostas do concurso para um dos troços entre Madrid e Badajoz, Espanha, Portugal e França assinaram um memorando em defesa do TGV.



"O Governo de Espanha não vai paralisar nem atrasar o desenvolvimento deste eixo que permita conectar com Portugal através de Badajoz. Antes pelo contrário, dar-lhe-emos um impulso importante, definitivo, durante este ano de 2010", assegurou o ministro espanhol do Fomento durante as Jornadas das Redes Transeuropeias de Transporte (RTE-T-2010), a decorrer em Saragoça.

"Assim o deixou claro o primeiro-ministro espanhol ao primeiro-ministro português e eu próprio ao ministro das Obras Públicas português. E hoje teremos oportunidade de o ratificar numa mesa redonda", reforçou.

A ligação por TGV entre Madrid e Lisboa, prosseguiu José Blanco, integra "uma rede vital para Portugal e Espanha que vai dar muito valor acrescentado, vai gerar movimentos de pessoas e de mercadorias que vão contribuir para o impulso económico dos dois países". Em declarações citadas pela agência Lusa, o governante espanhol diz-se "conhecedor do debate em Portugal". Mas recusa-se a "opinar" sobre uma discussão "de política interna". Ainda assim, considera "que se equivocam os que querem paralisar estas infra-estruturas".



Memorando de entendimento

O ministro espanhol do Fomento, o ministro português das Obras Públicas, António Mendonça, e o secretário de Estado francês dos Transportes, Dominique Bussereau, assinaram esta terça-feira, em Saragoça, um memorando de entendimento a reafirmar o "carácter prioritário" das ligações ferroviárias de alta velocidade entre os três países. O objectivo é "chamar a atenção da União Europeia para importância" do eixo prioritário número três das Redes Transeuropeia de Transportes, que abarca as ligações entre Portugal e Espanha e da Península Ibérica ao território francês.

Promovidas pela Comissão Europeia, as jornadas RTE-T-2010 prolongam-se até quarta-feira e visam, segundo António Mendonça, "fazer um ponto de situação relativamente às Redes Transeuropeias de Transportes.

"A conferência deste ano adquire um interesse particular, na medida em que está em curso uma revisão dos grandes objectivos das Redes Transeuropeias de Transportes e Portugal tem um interesse particular na inserção nestas redes, tendo em conta a sua situação de periferia e a aposta que está a fazer nas ligações ferroviárias e rodoviárias", insistia o governante português na antecâmara do encontro, em declarações à Lusa.



Adiamento "técnico"

Na semana passada, foi conhecida a notícia do adiamento, por tempo indefinido, da abertura das propostas para o concurso de construção de uma plataforma entre a barragem de Alcântara e Garrovilas, num dos troços da ligação de alta velocidade ferroviária entre Madrid e Badajoz. A decisão do adiamento, publicada no Boletim Oficial de Estado, coube ao presidente da Administração de Infra-estruturas Rodoviárias (ADIF), que invocou razões de "interesse geral".

Orçado em 106,2 milhões de euros, o troço em causa cobre apenas 6,3 quilómetros. Mas tem uma execução complexa - três viadutos, um dos quais percorre cerca de um quilómetro sobre o Rio Almonte com um vão central de 384 metros em forma de arco.

Uma fonte do Ministério espanhol do Fomento, citada pela agência Lusa, afirmava, então, que se tratava de um mero adiamento "técnico" de alguns dias, que atingiria diversos concursos em marcha. O calendário, dizia a mesma fonte, "continua a ser para cumprir". Guillermo Fernández Vara, o presidente do Governo da Extremadura, adiantou, na mesma ocasião, ter "o compromisso" do Executivo de Zapatero de que a ligação entre Madrid e Lisboa "não sofreria atrasos".

Se eu fosse primeiro-ministro , mandava mas era o ministro do fomento castelhano pró alho e não havia TGV para ninguem, que é caro e só ajuda a economia deles! :evil:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso-Efe em Setembro 08, 2010, 08:12:00 pm
É impressionante olhando para a sondagem o numero de artistas afavor da construção do TGV.

Isto é aprova provada que este blog anda infestado de iberistas traidores, porque não acredito que aquela percentagem de votos venha apenas dos castelhanos, há sem duvida por aqui muito traidor iberista a necessitar de ser saneado.

Que defendam o aeroporto, ainda admito, apesar de eu ser contra as duas obras devido á conjuntura actual, mas TGV madridocentrico isso é que nem pesnar, agora o TGV, essa obra é puro suicidio nacional.

Ora vejamos.

Este TGV madridocentrico e iberista, este é basicamente uma obra de subalternização de Lisboa em relação a Madrid, e de colonização de Portugal por parte de Espanha.

Levado a cabo com o objectivo claro e declarado de reduzir a bolsa de Lisboa insignificância, de endividar Portugal, e de fazer o convite as multinacionais que ainda estão sedeadas em Lisboa para que se mudem de malas e bagagens para Madrid assumindo a designação ibérica empobrecendo ainda mais Portugal e diluindo cada vez mais a fronteira entre Portugal e Espanha.

Esta é que é a verdade do TGV, verdade esta que ao que parece ninguém tem coragem para dizer aos Portugueses.

 O TGV é a ponta de lança do ataque final de Espanha a Portugal plano este que tem como objectivo a perda e alienação da soberania e independência de Portugal em relação á Espanha, não há que ter dúvidas quanto a isso, este sempre foi o seu grande desígnio e continua a ser desde à quase 900 anos.

É que as vias de comunicação sempre foram no passado e são hoje no presente meios de estruturar o território, quer queiramos quer não.

Para dar exemplo, no passado Estaline quando quis domar e colonizar os siberianos fez o transiberiano desde Moscovo a Vladivostok, se bem que aqui parte do objectivo ambém era mandar pessoal para os gulag's siberianos.

Os americanos quando quiseram colonizar os amerindios americanos nativos, e para impedir que os habitantes da costa leste não se fossem lembrar de querem formar um pais na Califórnia, fizeram também uma linha férrea desde Washington a São Francisco.

Agora os castelhanos para para domar e colonizar os portugueses querem fazer o TGV a ligar Lisboa a Madrid.

O objectivo é o mesmo dos dois exemplos anteriores.

E quando um banqueiro ganancioso e sem escrúpulos como o senhor Ricardo Salgado dizer em Julho do ano passado que o TGV serve para estrutura a ibéria, e que a ibéria é o futuro de Portugal, o que querem que um tipo fique apensar deste TGV iberista do eng. sócrates.

http://www.adfer.pt/noticias/gen_loureiro_santos_01.pdf (http://www.adfer.pt/noticias/gen_loureiro_santos_01.pdf)

Afirmação que foi alvo de reflexão por parte do nosso general Loureiro dos sanros na sua ultima publicação, “As guerras que já ai estão, e as que ai vêm... se os políticos não mudarem”

Mas há mais, uu também ouvi o senhor Luis Nazaré, um dos economistas ligados as manifesto pró-TGV juntamente com o António Mendonça, que agora é ministro das obras publicas, e que disse que o TGV era muito importante porque Lisboa se ia tornar a playa de madrid, realmente um digno sucessor do Lino “ibérico”.

http://www.jornaldenegocios.pt/home.php ... &id=404937 (http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=404937)

http://www.ionline.pt/conteudo/42004-an ... aia-madrid (http://www.ionline.pt/conteudo/42004-antonio-mendonca-diz-que-lisboa-pode-transformar-se-na-praia-madrid)

Mas tal como estava dizer ouvi dizer a este senhor luís Nazaré no expresso da meia noite no inicio de Maio, ou fim de Julho, por alturas da adjudicação provisória do contrato, que o TGV serve para nos ligar ao centro da ibéria.

Este senhor disse isto em directo com a maior das naturalidades, como se nada fosse, parece que a ibéria já existe mesmo.

Contudo parece que agora essa palavra esta na moda, parece que é snob ser usada, e pelos vistos parece que já começam a haver Portugueses que não se importavam de passar a ser vassalos dos castelhanos, alienando a nossa soberania ao fim de 900 anos, começando logo pelo primeiro ministro e por parte da sua comitiva, nomeadamente Mario Lino que se confessou iberista na Galiza em 2006 na apresentação do TGV espanhol

http://www.publico.clix.pt/Pol%C3%ADtic (http://www.publico.clix.pt/Pol%C3%ADtic) ... mo_1276096

Mas se um ministro que se confessou iberista em funções é o cúmulo, dois é surreal, e a verdade é que em Setembro de 2009 o senhor Luís Amado, Ministro dos negócios estrangeiros disse em plena campanha eleitoral em Pombal que o futuro de Portugal passa pela “ibéria”, como é que é possível?

http://www.publico.clix.pt/Pol%C3%ADtic (http://www.publico.clix.pt/Pol%C3%ADtic) ... te_1400819

Não sei quem é que ainda pode ter duvidas quanto as verdadeiras intenções desta linha férrea a ligar Lisboa a Madrid depois do que estes desgovernates iberistas dizem.

Esta linha férrea seria o reconhecimento tácito  de madrid como centro da península, e que pode por a independência de Portugal em causa em relação à Espanha a médio prazo, não duvidem.

Também não sei onde é que o Durão barroso andava com a cabeça quando em 2004 assinou acordos preliminares com Espanha para construir esta linha, devia já estra com a cabeça em Bruxelas.

E este erro grave da direita portuguesa foir usado por esta esquerda anti-patriotica e iberista para argumentar que o psd é que começou o processo.

O TGV tem que ser riscado do mapa como disse e bem a Manuela Ferreira Leite, pena foi que ela acordou tarde e não ganhou as eleições.

Este TGV é uma obra de colonização que a bem da independência e soberania do nosso pais não pode ser feita neste moldes, nunca se pode ligar lisboa-madrid, isso seria a subalternização de lisboa em relação a madrid, a redução da bolsa de lisboa à insignificância e a perca de independência a médio prazo.

A ligação a Europa a ser feita terá que o ser partindo Lisboa em direcção a Santarem, e dai pelo corredor da actual linha da beira alta, em direcção a castelo branco e guarda em direcção a vilar formoso, dai pelo corredor Vilar Formoso -Valhadolid - Irun - Handaye (França), que é o caminho mais curto para chegar a França e além-pirineus, para alem de nos afastar das forças centrifugas de madrid.

Por madrid nunca, e basta olhar para um mapa para ver qual é o caminho mais curto para chegar á Europa, isto é impensável, e nunca no passado os Portugueses para se deslocaram para a Europa tiveram que passar por Madrid, ou únicos que lá iam eram os traidores e os que estavam feitos com eles.
Sendo assim, a principal ligação de Portugal com a eurpa por TGV tem que ser feita por vilar formoso, dai em direcção á guarda donde sairá uma linha bifurcada em tesoura, uma em direcção a Lisboa pelo actual percurso da linha da beira alta, ou seja, por castelo branco em direcção a Lisboa e outra em direcção Aveiro, fazendo o percurso da actual A-25com uma estação em Viseu para os transmontanos e outra em Aveiro, onde ficaria outra estação que recolheria todo o tráfego vindo do porto e Minho.

A ligação Lisboa-Porto também pode ser feita em TGV, mas na minha opinião não seria necessário, para o resto do pais chega-nos a chamada “velocidade alta”, com velocidades da ordem dos 220 km/h, este comboio não éum TGV, mas nada lá perto, é um pouco mais evoluído que o alfa pendular que para o nosso pais é suficiente, sendo todos essas linhas em “velocidade alta” feitas em bitola europeia como é lógico e passando as linhas já existentes para a bitola europeia.

Com isto punamos a Sorefame a trabalhar, e mandava-mos os franceses as couves que eles também estão interessados no negócio para nos venderem tgv’s.

Mas pior ainda, alinha de TGV por madrid esta apenas planeada para passageiros, não estando preparada para mercadorias, veja-se bem o escândalo.

Ao lado estes desgovernantes socialistas iberistas tem previsto fazer uma segunda linha em bitola dita ibérica, eu prefiro chamar-lhe luso-espanhola para as mercadorias.

Com isto, encravam-nos aqui e nunca permitem que Portugal meta mercadoria na Europa por TGV que era o que nos interessava.

Ate aqui Portugal sai gravemente prejudicado, e Espanha benficiada que se aproveita da linha de bitola “luso-espanhola” para servir zonas de Espanha que estão mais perto dos portos portugueses, como a extremadura em relação a Sines, os Castela em relação Aveiro por exemplo.

Com isto, Espanha mata 2 coelhos com uma cajadada, ficamos encravados e impedidos de mandar mercadoria para a Europa por TGV, que era o que nos interessava, devido aso portos e mar que temos, incluindo o de sines, o melhor da europa em aguas profundas, e ao mesmo tempo Espanha torna ainda economia portuguesa masi dependente da espanhola.

É só máfia.

Temos que nos por finos, eles estão a destruir Portugal.

Cumprimentos.

:snipersmile:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 08, 2010, 09:51:02 pm
Tudo explicitamente correcto, senhor Luso-efe.

Só não se apercebe da situação quem é ignorante. O TGV é extremamente caro e desnecessário.

Ainda me perturba até este dia como este governo ganhou as eleições e com a oposição cheio de patetas, o Socas pode ser primeiro-ministro as vezes que quiser, se assim desejar continuar a candidatar-se. Não passa de um fala mansinho, e isso engana muitos portugueses, que não conhecem os métodos de persuação política, principalmente às velhinhas que caem aos pés sobre o encanto da "voz charmosa" de Socas.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 08, 2010, 10:04:43 pm
Citação de: "Luso-Efe"
Também não sei onde é que o Durão barroso andava com a cabeça quando em 2004 assinou acordos preliminares com Espanha para construir esta linha, devia já estra com a cabeça em Bruxelas.

A ideia original era construir uma linha Lisboa-Salamanca, que iria permitir ter uma ligação mais directa a França, quem quisesse ir para França ia directamente, quem quisesse ir para Madrid, ia de Salamanca a Madrid. Por outro lado, esta linha Lisboa-Salamanca, permitiria que parte da Linha Lisboa-Porto ficasse igualmente construída logo de raíz...mas fomos "torpedeados" :N-icon-Axe:

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg338.imageshack.us%2Fimg338%2F8731%2Ftgv19qc.jpg&hash=433d721123618501df8dbe497963f9e9)

EDIT: já vi que na parte da "Área Livre" aprofunda a sua análise e refere estes aspectos.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 08, 2010, 10:20:20 pm
Eis um artigo de opinião bem explícito sobre o caso do TGV:

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Opinião

Paul Krugman não defende o TGV
05.09.2010 - 14:16

Paul Krugman (Nobel da Economia em 2008), devido ao papel central que atribui aos custos de transporte no comércio internacional e na localização da actividade económica, tem sido citado pelo actual governo na defesa do TGV.


Em particular, advoga-se que o TGV - ao diminuir o tempo de ligação e, como tal, os custos de transporte entre Lisboa e Madrid - irá aumentar as trocas comerciais e favorecerá uma distribuição mais equitativa da actividade económica na península Ibérica. Mas é mesmo isto que as teorias desenvolvidas por Krugman prevêem? Não necessariamente.

De facto, Krugman demonstra que uma redução dos custos de transporte tenderá a conduzir à aglomeração da actividade económica nos centros económicos. Isto acontece porque, ao localizarem-se nos mercados centrais, os agentes económicos podem simultaneamente servir as regiões periféricas com taxas de transporte favoráveis e explorar as vantagens da aglomeração nos centros económicos (economias de escala e spillovers tecnológicos). Assumindo que os centros económicos da península Ibérica são Madrid e Lisboa, isto poderia revelar-se benéfico para Portugal se os ganhos de Lisboa compensassem as perdas nas restantes regiões. Infelizmente, Lisboa não é um centro económico a nível ibérico. Num trabalho meu (ver referência abaixo) demonstrei que existem três centros na península Ibérica: Madrid, Catalunha e País Basco. Lisboa - a região mais central de Portugal - só é marginalmente mais central que a região mais periférica de Espanha, a Galiza. Sendo assim, segundo as teorias de Krugman, Portugal sairia perdedor com uma redução dos custos de ligação a Espanha.

Curiosamente, Krugman chegou a analisar um caso semelhante ao de Espanha e Portugal: dois países, cada um com o seu centro económico (Madrid e Lisboa), mas em que um deles é mais periférico que o outro (assim como Madrid é mais central que Lisboa). Nesta situação, Krugman defende que a melhor estratégia do país com o centro mais periférico (Portugal) é desenvolver as redes de transporte internas, de forma a permitir ao seu centro explorar o seu hinterland. Para Krugman, só quando Lisboa se tornar um centro ibérico é que se deve reduzir os custos de transporte entre Madrid e Lisboa.

Neste sentido, o desenvolvimento da infra-estrutura rodoviária e ferroviária em Portugal apresenta-se como prioritário. No entanto, enquanto os sucessivos governos apostaram na primeira, a segunda tem sido bastante negligenciada. O desinvestimento ferroviário é ainda mais preocupante pois é sabido, da experiência do TGV noutros países, que este só é eficaz se interligado com as linhas de comboios convencionais. Ora, enquanto estas estão amplamente desenvolvidas em Espanha, tal não é o caso em Portugal. Corre-se, pois, o risco de o investimento no TGV se revelar ineficiente.

Para além do mais, a existência de uma rede ferroviária forte em Portugal poderia ser a alternativa que as populações defendem às estradas pagas. No entanto, a mentalidade rodoviária está tão enraizada que a opção ferroviária não é sequer considerada na discussão sobre as Scut.

Todo este debate se mantém com ou sem o défice externo, mas ganha especial relevância no contexto actual, em que os investimentos públicos se devem restringir aos que de facto têm potencial para promover o crescimento tão ansiado da economia portuguesa.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: typhonman em Setembro 09, 2010, 12:07:14 am
Citação de: "cromwell"
Eis um artigo de opinião bem explícito sobre o caso do TGV:

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Opinião

Paul Krugman não defende o TGV
05.09.2010 - 14:16

Paul Krugman (Nobel da Economia em 2008), devido ao papel central que atribui aos custos de transporte no comércio internacional e na localização da actividade económica, tem sido citado pelo actual governo na defesa do TGV.


Em particular, advoga-se que o TGV - ao diminuir o tempo de ligação e, como tal, os custos de transporte entre Lisboa e Madrid - irá aumentar as trocas comerciais e favorecerá uma distribuição mais equitativa da actividade económica na península Ibérica. Mas é mesmo isto que as teorias desenvolvidas por Krugman prevêem? Não necessariamente.

De facto, Krugman demonstra que uma redução dos custos de transporte tenderá a conduzir à aglomeração da actividade económica nos centros económicos. Isto acontece porque, ao localizarem-se nos mercados centrais, os agentes económicos podem simultaneamente servir as regiões periféricas com taxas de transporte favoráveis e explorar as vantagens da aglomeração nos centros económicos (economias de escala e spillovers tecnológicos). Assumindo que os centros económicos da península Ibérica são Madrid e Lisboa, isto poderia revelar-se benéfico para Portugal se os ganhos de Lisboa compensassem as perdas nas restantes regiões. Infelizmente, Lisboa não é um centro económico a nível ibérico. Num trabalho meu (ver referência abaixo) demonstrei que existem três centros na península Ibérica: Madrid, Catalunha e País Basco. Lisboa - a região mais central de Portugal - só é marginalmente mais central que a região mais periférica de Espanha, a Galiza. Sendo assim, segundo as teorias de Krugman, Portugal sairia perdedor com uma redução dos custos de ligação a Espanha.

Curiosamente, Krugman chegou a analisar um caso semelhante ao de Espanha e Portugal: dois países, cada um com o seu centro económico (Madrid e Lisboa), mas em que um deles é mais periférico que o outro (assim como Madrid é mais central que Lisboa). Nesta situação, Krugman defende que a melhor estratégia do país com o centro mais periférico (Portugal) é desenvolver as redes de transporte internas, de forma a permitir ao seu centro explorar o seu hinterland. Para Krugman, só quando Lisboa se tornar um centro ibérico é que se deve reduzir os custos de transporte entre Madrid e Lisboa.

Neste sentido, o desenvolvimento da infra-estrutura rodoviária e ferroviária em Portugal apresenta-se como prioritário. No entanto, enquanto os sucessivos governos apostaram na primeira, a segunda tem sido bastante negligenciada. O desinvestimento ferroviário é ainda mais preocupante pois é sabido, da experiência do TGV noutros países, que este só é eficaz se interligado com as linhas de comboios convencionais. Ora, enquanto estas estão amplamente desenvolvidas em Espanha, tal não é o caso em Portugal. Corre-se, pois, o risco de o investimento no TGV se revelar ineficiente.

Para além do mais, a existência de uma rede ferroviária forte em Portugal poderia ser a alternativa que as populações defendem às estradas pagas. No entanto, a mentalidade rodoviária está tão enraizada que a opção ferroviária não é sequer considerada na discussão sobre as Scut.

Todo este debate se mantém com ou sem o défice externo, mas ganha especial relevância no contexto actual, em que os investimentos públicos se devem restringir aos que de facto têm potencial para promover o crescimento tão ansiado da economia portuguesa.


O menino Passos Coelho poderia ter evitado isto, mandando o governo as favas, mas como iria deixar tudo na mesma não o fez.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso-Efe em Setembro 09, 2010, 12:34:44 am
Citação de: "typhonman"

O menino Passos Coelho poderia ter evitado isto, mandando o governo as favas, mas como iria deixar tudo na mesma não o fez.  

O Passos Coelhos como diz o henrique neto é um sósia de sócrates, enfeudado com os mesmos interesses.

O rapaz do Angelo Correia como diz o Alberto João, teve mais que hipoteses para fazer cair este TGV.

Recordo que na semana em que o contrato do TGV foi assinado, nessa semana a Standard and Poor's baixou em 2 niveis o rating da republica Portuguesa.

Este tipo só tinha uma coisa a fazer, pedir o imediato cancelamento destas obras, em especial este perigoso TGV, o aeroporto por módulos ainda vá que não vá, agora o TGV madridocentrico nem pensar.

Mas não fez nada disso, foi a são bento dar uma conferancia de imprensa ao lado do traidor iberista do sócrates, e apoio-o, vieram com as chamadas medidas de austeridade, e um novo PEC, apenas para esfolar ainda mais o povo.

Este passos coelho ate prova em contrário para mim carrega o rótulo de sósia de sócrates, e começo adesconfiar que também meio traidor iberista.

Isto porque na semana do golpe baixo, foi-se encontrar a madrid com o Aznar, o lider da falange espanhola, e defender publicamente uma nova parceria "ibérica" eu prefiro luso espanhola, este termo dá-me vontade de vomitar, veuo então defender uma nova parceria com castela para novos mercados.

Deve estar aver se entrega a castela, depois do Brasil, Angola e Moçambique.

Estes tipo são uma desgraça, como diz o Medina Carreira, com esta gente não vamos lá.

Cumprimentos.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso-Efe em Setembro 09, 2010, 08:14:04 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Citação de: "Luso-Efe"
Também não sei onde é que o Durão barroso andava com a cabeça quando em 2004 assinou acordos preliminares com Espanha para construir esta linha, devia já estra com a cabeça em Bruxelas.

A ideia original era construir uma linha Lisboa-Salamanca, que iria permitir ter uma ligação mais directa a França, quem quisesse ir para França ia directamente, quem quisesse ir para Madrid, ia de Salamanca a Madrid. Por outro lado, esta linha Lisboa-Salamanca, permitiria que parte da Linha Lisboa-Porto ficasse igualmente construída logo de raíz...mas fomos "torpedeados" :N-icon-Axe:


EDIT: já vi que na parte da "Área Livre" aprofunda a sua análise e refere estes aspectos.


Caro Pereira Marques.

Aos poucos você vai-me dando razão, e na questão da regionalização não duvide do que eu lhe disse, o mapa iberista das 5 regiões não tem nada de tecnocrata, pelo contrário, e é um perigo para a unidade nacional de Portugal.

Não adianta tentar imputar as culpas ao Psd, tal como eu disse o Durão esteve mal na altura, mas o psd ainda tentou emendar o erro através da MFL, o próprio Durão disse nessa altura, no ano passado  que não havia problema de o TGV ser re-dimensionado para uma escala menor, e que o pais não perderia os fundos, e que estes poderiam ser usados para a “velocidade alta”, 220 Km/h.

Fomos torpedeados e bem por estes socialistas iberistas, não duvidem, este TGV é veneno para Portugal, ainda por cima alinha não é mista, o que ainda piora o cenário, sendo apenas de passageiros, o que na prática nos impede de mandar mercadoria para a Europa por TGV, que era o que mais nos interessava, tirar contentores de barcos em Sines, Aveiro, Setúbal, pô-los em cima de vagões de 40 pés e mandar para a Europa por TGV.

E este projecto foi todo elaborado desde 2005 pelos socialistas iberistas, e por um tipo que esta na RAVE que se chama Carlos Fernandes, este tipo foi extremamente criticado por ter dimensionado isto desta maneira, por fez este projecto mal e porcamente a mando dos socialistas iberistas, em suma, deu uma valente facada no seu próprio pais.

É o que eu digo, isto anda minado de traidores iberistas.

Por fim, diga-me apenas o que que quer dizer com a sua ultima frase: "EDIT: já vi que na parte da "Área Livre" aprofunda a sua análise e refere estes aspectos"

O que quer dizer com isto?

Cumprimentos.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 10, 2010, 12:08:55 am
Citação de: "Luso-Efe"
ainda por cima alinha não é mista, o que ainda piora o cenário, sendo apenas de passageiros, o que na prática nos impede de mandar mercadoria para a Europa por TGV

Isso não faz sentido, se não não havia necessidade de ter uma estação no Poceirão (Plataforma Logística).
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso-Efe em Setembro 10, 2010, 01:25:34 am
Citação de: "PereiraMarques"

Isso não faz sentido, se não não havia necessidade de ter uma estação no Poceirão (Plataforma Logística).


Sim, sim é verdade.

Não dá para acreditar , mas é verdade, até aqui fomos torpedeados como você diz.

O projecto preve a construção de 2 linhas, uma para passageiros em bitola europeia que é a que arranca de lisboa , e ao lado outra, uma segunda linha em bitola ibérica para mercadorias, está a ver o desgoverno.

Vamos construir duas linhas em vez de uma, paralelas, ou seja, nem a A-6 tem muito transito, quanto mais isto.

A  plataforma logistica do poceirão é apenas para servir a linha de mercadorias, o TGV propriamente dito leva apenas passageiros.

Apesar de eo tipo da RAVE teimar em chamar mista á linha de TGV, ela de facto não o é.

E não é, porque a linha não está preparada para mercadorias pesadas como contentores, suporta uma tonelagem por eixo baixa que não permite meter-lhe um contentor de 40 pés em cima, está aperceber, que era o que nos interessava, ou seja, dará para levar umas paletes de cerveja para madrid, mas fica-se por ai, o que nos interessava que eram os contentores, pelos vistos zero.

Ou seja, nunca vamos meter mercadoria na europa por TGV.


Se quisermos mandar seja o que for para a europa tem que seguir na mesma em bitola ibérica até madrid, essa sim preparada para os contentores, e dai ate barcelona, e depois é que poderá seguir para frança por bitola europeia, ou seja, nunca vamos mandar nada para a europa por TGV.

Vamos ficar entalados.

Veja aqui o Manuel Moura, o anterior tipo da Rave que foi corrido pelo sócrates, a dizer isto na mona ao agora tipo da rave, o Carlos Fernandes.

Veja aqui o video, e tem mais ao lado, são vários, mas a ideia fundamentala reter é que por TGV não mandamos nada para a europa, está a perceber.

Veja este video todo, mas a aprtir do minuto 3 está tudo explicado.


Depois vá aqui a este endereço que tem mais videos do programa, veja tudo.

http://www.youtube.com/watch?v=v93gxdJj ... re=related (http://www.youtube.com/watch?v=v93gxdJjmoA&feature=related)

Este TGV é um embuste.

O debate foi na TVI, e este tipo da TVI este Carlos Enes, é sem dúvida dos poucos que lá andam que são patriotas, era um dos tipos de confiança do Moniz, e estava também ligado á investigação do freeport, agora como é obvio foi encostado.

Veja este video no you tube e veja o resto se tiver tempo, mas fique ciente de uma coisa, mercadoria por TGV para europa, ZERO.

E por fim veja aqui este debate na sic noticias,no expresso da meia noite, sobre o TGV.

http://sic.sapo.pt/online/video/informa ... do-tgv.htm (http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/Expresso+da+Meia-Noite/2009/6/a-importancia-do-tgv.htm)

Se tiver tempo veja tudo,mas se não tiver vá ao minuto 8 e veja o que diz o Rui Moreira.

A linha das mercadorias é em bitola ibérica e nunca nos vai permitir mandar nada para a Europa.

Fomos totalmente torpedeados, como você diz.

Cumprimentos.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: PereiraMarques em Setembro 10, 2010, 02:38:31 am
Sempre tinha visto referido que determinados tipos de mercadoria (mais leves, mais perecíveis, com maior valor por unidade de volume) poderiam ser transportados directamente pelo TGV para França e posteriormente para o resto da Europa.

Página 33:
http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/att ... fault.aspx (http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/attachid/10/Default.aspx)

Página 35:
http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/att ... fault.aspx (http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/attachid/11/Default.aspx)

De qualquer maneira essa segunda linha em bitola ibérica, praticamente paralela à que vai ser construída em bitola europeia (que vai ser utilizada pela Alta Velocidade, mas que também pode ser utilizada por comboios "convencionais") é que não lembra ao Diabo...Mesmo o argumento da ligação directa do porto de Sines a Espanha não faz muito sentido. O que faria sentido era uma ligação em bitola europeia entre o porto de Sines (com passagem igualmente pelo porto de Setúbal) e a Plataforma Logística do Poceirão e posteriormente do Poceirão partiriam comboios de alta velocidade (essencialmente com passageiros, mas também com determinados tipos de mercadorias em que fosse rentável a alta velocidade) e comboios "convencionais" (estes seriam essencialmente de mercadorias e, eventualmente passageiros com menos "pressa" e/ou vontade gastar mais dinheiro). Bem sei que não é fácil gerir uma linha em que circulam comboios com velocidades muito dispares, mas os comboios de alta velocidade podiam circular durante o dia e os "convencionais" durante a noite.

Gastar dinheiro numa bitola "obsoleta"...mesmo que os custos de construção e manutenção da bitola ibérica sejam um pouco mais baixos...não faz sentido...
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Marauder em Setembro 10, 2010, 01:09:35 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Sempre tinha visto referido que determinados tipos de mercadoria (mais leves, mais perecíveis, com maior valor por unidade de volume) poderiam ser transportados directamente pelo TGV para França e posteriormente para o resto da Europa.

Página 33:
http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/att ... fault.aspx (http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/attachid/10/Default.aspx)

Página 35:
http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/att ... fault.aspx (http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/attachid/11/Default.aspx)

De qualquer maneira essa segunda linha em bitola ibérica, praticamente paralela à que vai ser construída em bitola europeia (que vai ser utilizada pela Alta Velocidade, mas que também pode ser utilizada por comboios "convencionais") é que não lembra ao Diabo...Mesmo o argumento da ligação directa do porto de Sines a Espanha não faz muito sentido. O que faria sentido era uma ligação em bitola europeia entre o porto de Sines (com passagem igualmente pelo porto de Setúbal) e a Plataforma Logística do Poceirão e posteriormente do Poceirão partiriam comboios de alta velocidade (essencialmente com passageiros, mas também com determinados tipos de mercadorias em que fosse rentável a alta velocidade) e comboios "convencionais" (estes seriam essencialmente de mercadorias e, eventualmente passageiros com menos "pressa" e/ou vontade gastar mais dinheiro). Bem sei que não é fácil gerir uma linha em que circulam comboios com velocidades muito dispares, mas os comboios de alta velocidade podiam circular durante o dia e os "convencionais" durante a noite.

Gastar dinheiro numa bitola "obsoleta"...mesmo que os custos de construção e manutenção da bitola ibérica sejam um pouco mais baixos...não faz sentido...

Pois, realmente n faz sentido, mas tendo nós Espanha a separar-nos da Europa é realmente complicado negociar algo diferente a nivel bilateral.
Podia-se e exigia-se era que a União Europeia finalmente terminasse com este conceito ultrapassado de bitola ibérica. Não serve os nossos interesses, nem os de Espanha, nem os da Europa. Apenas torna o processo de transporte mais complexo, demorado e per si mais caro. Retira competitividade. Como se não bastasse o facto de o artico estar a "abrir" e isso retirar importância a Portugal como entrada de produtos chineses, temos ainda esta bitola a encravar..
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso-Efe em Setembro 10, 2010, 11:27:38 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Sempre tinha visto referido que determinados tipos de mercadoria (mais leves, mais perecíveis, com maior valor por unidade de volume) poderiam ser transportados directamente pelo TGV para França e posteriormente para o resto da Europa.

Página 33:
http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/att ... fault.aspx (http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/attachid/10/Default.aspx)

Página 35:
http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/att ... fault.aspx (http://www.rave.pt/tabid/395/id/170/attachid/11/Default.aspx)

De qualquer maneira essa segunda linha em bitola ibérica, praticamente paralela à que vai ser construída em bitola europeia (que vai ser utilizada pela Alta Velocidade, mas que também pode ser utilizada por comboios "convencionais") é que não lembra ao Diabo...Mesmo o argumento da ligação directa do porto de Sines a Espanha não faz muito sentido. O que faria sentido era uma ligação em bitola europeia entre o porto de Sines (com passagem igualmente pelo porto de Setúbal) e a Plataforma Logística do Poceirão e posteriormente do Poceirão partiriam comboios de alta velocidade (essencialmente com passageiros, mas também com determinados tipos de mercadorias em que fosse rentável a alta velocidade) e comboios "convencionais" (estes seriam essencialmente de mercadorias e, eventualmente passageiros com menos "pressa" e/ou vontade gastar mais dinheiro). Bem sei que não é fácil gerir uma linha em que circulam comboios com velocidades muito dispares, mas os comboios de alta velocidade podiam circular durante o dia e os "convencionais" durante a noite.

Gastar dinheiro numa bitola "obsoleta"...mesmo que os custos de construção e manutenção da bitola ibérica sejam um pouco mais baixos...não faz sentido...


Pereira Marques.

Nós precisávamos de resolver a nossa excentricidade em relação á Europa, e á necessidade que temos de exportar para a Europa, e de ter uma linha que deveria ser por motivos óbvios por Vilar Formoso em direcção a Salamanca e dai a hendaye, tal como está na imagem que postou, e era isso que estava planeado ao inicio, linha esta que nos afastava de madrid, e das forças iberistas que nos querem a gravitar sobre madrid, e que nos que nos permitisse mandar mercadoria por TGV para a Europa.

Mas o problema é que Espanha não quer isso, e na minha opinião e pelo que vou vendo e lendo, estão a preparar-se para nos entalar aqui novamente, numa autentica politica de cerco ao nível das mercadorias com esta palhaçada da bitola ibérica, para não nos permitir que meta-mos a mercadoria rapidamente na Europa.

Mas pode esquecer essa ideia de mandar bens pereciveis, mais leves e com menos volume, nunca vamos meter nada na europa por TGV pelo eixo Lisboa-madrid-barcelona

Veja o vídeo do expresso da meia noite da sic outra vez, o melhor é abrir uma janela com o vídeo, e outra para ir lendo.

http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/Expresso+da+Meia-Noite/2009/6/a-importancia-do-tgv.htm


Vá ao minuto 24:45, o gaijo da rave diz isto: “passarão décadas ate que Espanha migre a suas linhas de bitola ibérica para bitola europeia, se é que alguma vez migre a sua bitola”

Veja bem a cara de espanto do Ricardo Costa, quando houve isto do tipo da RAVE.

Pior ainda de seguida o tipo ao minuto insiste no mesmo 25:25 diz o seguinte: “ pode demorar anos a que a espanha mude, decádas mesmo”

Nisto está-se a referir as linhas que os espanhóis têm de transporte de mercadorias, por exemplo a linha madrid-barcelona que existe em bitola ibérica ao lado da de TGV para passageiros, sendo também esta 2 linha que eles usam para a mercadoria.

Ou seja, vai demorar décadas ate que nós possamos meter seja o que for por TGV na França pelos eixo Lisboa_madrid_barcelona”

Isto porque o eixo de TGV madrid-barcelona que já se encontra em funcionamento não é misto, é apenas de passageiros.

Depois veja o que diz o Rui Moreira ao minuto 25.45, “Nós estamos a fazer uma linha com bitola ibérica para os servir a eles (aos espanhóis), isto é uma loucura”

E o Rui Moreira continua,  “ ó pá vocês não vão precisar de nos invadir( está-se a referir aos espanhóis) que nós vamos vos dar aquilo que vocês sempre quiseram, o porto de Sines, ainda por cima não vos cobramos um tostão de renda visto que entregamos aquilo a Singapura”

Pior ouçam aqui o tipo da Rave a confessar-se, ao minuto 27:10, a dizer que a linha de TGV em bitola europeia que é mista, e que não vai ser usada para transporte de mercadorias de Portugal para a europa, dizendo que só acede a madrid, não liga com o resto da rede espanhola.

Ou seja, mercadoria para a Europa por TGV zero. :N-icon-Axe:

Esta aqui tudo dito, Pereira Marques.

Há que acordar, nem um prego mandamos para frança por TGV quanto mais mercadoria e contentores.

Fraude, embuste, crime do século, chamem-lhe o que quiserem. :x

Mas mesmo que a na linha de TGV dita mista entre Lisboa e madrid passassem a circular mercadorias, essas mercadorias por TGV nunca passariam de madrid, visto que a linha que segue depois para Barcelona é apenas de passageiros.

E a prova que a linha madrid-barcelona de TGV não é mista, esta aqui, veja este vídeo que apresenta o plano e Tgv espanhol, e ao minuto 3:25 você tem um mapa do plano espanhol, onde pode constatar que a linha entre madrid e Barcelona não é mista, é apenas de passageiros.


Ou seja, fomos comidos, este TGV é um embuste, é a fraude do milénio, é um crime de lesa-pátria. :N-icon-Axe:

Veja também no vídeo ao minuto 39:20 o Rui Moreira a dizer que na linha Aveiro-Salamanca é que se devia apostar tudo em termos logisticos, que essa linha é o canivete  suíço que precisamos para a nossa economia.

Rui Moreira mete outra farpa no men da RAVE que nem pia, ao minuto 37:40, “Berlim, a maior cidade europeia não tem TGV, bem deixemo-nos de coisas”.

Mais ainda, há grande Rui Moreira, ao minuto 41.25, a dizer para o tipo da associação de empreiteiros, “ eu sou a favor do TGV, não sou é a favor da luxúria (a luxúria é o Lisboa-madrid).

Ao minuto 41.40 o tipo da associação de empreiteiros, saísse com esta ”a linha Lisboa-porto é uma linha de racionalidade económica, Lisboa-madrid é um alinha de racionabilidade politica”. Não sei se se esta a referir à estruturação da ibéria, como diz o ricardo salgado.

Seguiu-se uma grande pega entre o Rui Moreira e este tipo.

Este programa foi emitido dia 20/06/2009, e vendo este video, e cruzando com outra informação, eu cheguei à conclusão que depois de castela depois de ter o que lhe interessa, que é a sub-alternização de Lisboa, e o acesso aos nossos portos de mar por bitola ibérica manda-nos ás couves. :x

Por fim, resta aquilo que eles chamam o corredor mediterrânico, uma linha que vai sempre paralela ao mediterrâneo, desde Sevilha, passando por valência, em direcção á Catalunha e a fronteira francesa, a Figeres, linha esta que liga ao principal porto espanhol, o porto de Algeciras.

Esta linha que vem de sevilha vai ao que tudo indica ter ligação a Portugal em vila real de santo António.

E Castela, vai-nos apresentar "cinicamente" esta linha como hipótese para mandar a mercadoria por TGV para a Europa. :N-icon-Axe:

É obvio que os barcos param todos em Algeciras, os nossos portos perdem automaticamente competitividade em relação a Algeciras, e assim eles decapitam completamente os nossos portos de mar no que respeita á exportação para a europa, está a ver, servindo-se deles para abastecer zonas de espanha que lhe convêm, por os portos portugueses estarem mais perto que os espanhóis, como por exemplo o porto de lisboa para madrid, o porto de sines para a extremadura, o porto de aveiro para salamanca, e ate mesmo leixões para a parte de leão.

Na minha opinião isto é um plano de cerco. :snipersmile:

Traição á pátria.

Iberismo puro e refinado.

Cumprimentos.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 11, 2010, 06:31:36 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Citação de: "Luso-Efe"
ainda por cima alinha não é mista, o que ainda piora o cenário, sendo apenas de passageiros, o que na prática nos impede de mandar mercadoria para a Europa por TGV

Isso não faz sentido, se não não havia necessidade de ter uma estação no Poceirão (Plataforma Logística).

É daquelas coisas..
Tecnicamente, a linha é mista: permite cargas de 22.5t/eixo (que é o máximo usado em Portugal) e não tem inclinações que sejam coloquem qualquer problema ao transporte de mercadorias.

Mas dificilmente (nunca) verá um comboio de mercadorias, pelo menos como os conhecemos.
O transporte de mercadorias como o conhecemos assenta em volume e baixos custos. São pesados e os vagões e até as locomotivas têm, normalmente, a menor manutenção possível e são bastante agressivos para a via.
Fazer circular comboios destes em linhas de AV e ao mesmo tempo mantê-las aptas para comboios a 300-350 km/h eleva demasiado os custos de manutenção para que seja economicamente viável. Pelo menos, é a previsão mais segura.

(Já agora, manter os troços da LN preparados para 220 km/h também não nos sai nada barato...)

O que não impede que se continue a pensar em fazê-lo.

Em Espanha existem várias linhas de TGV "mistas" e a ADIF chegou a anunciar prazos para a sua abertura à circulação de mercadorias.
No Reino Unido, estiveram programados testes de transporte de mercadorias na linha de TGV que liga o túnel do Canal da Mancha a Londres para o início deste ano.
Em ambos os casos, nunca chegou a acontecer.

O mesmo irá, certamente, acontecer com Lisboa/Madrid. A sorte é que, pelo menos do nosso lado, o terreno é tão favorável que coanstruir uma linha "mista" em vez de ser apenas para passsageiros sai quase de graça.

E, já agora, Madrid/Barcelona não é uma dessas linhas mistas. O que significa que não há um caminho em bitola UIC entre Portugal e França para comboios de mercadorias.

Depois há é o *talvez* dos bens perecíveis, de menor peso. Que vai ser muito paleio para muitos *talvez*..
Isto é um grande "talvez" porque na prática não há grandes exemplos disto. Ao mesmo tempo, é um grande "talvez" porque talvez haja ali um grande volume de carga.
Para perceber a dimensão deste talvez, tem de pensar no processo de enviar uma encomenda da sua empresa para um cliente na Alemanha de comboio, há coisa de 5 anos. Teria de lidar com nada menos que 6 empresas diferentes:
- Transporte rodoviário entre a sua empresa e a plataforma ferroviária da CP
- CP (Portugal)
- RENFE (Espanha)
- SNCF (França)
- DB (Alemanha)
- Transporte rodoviário  a plataforma ferroviária da DB e o seu cliente

O problema é que o transporte ferroviário é/era dominado por empresas públicas que só fazem transporte ferroviário e só no seu país. Não fazem serviço de porta-a-porta e, como tal, não conseguem controlar nem os tempos nem os custos.
Se ao invés enviar de camião, só tem de lidar com uma empresa. Chega lá mais depressa e, frequentemente, é mais barato.
Mesmo enviando de barco ou de avião, você tem empresas privadas que fazem o serviço todo de porta-a-porta e como tal conseguem controlar os tempos e custos.

Isto faz com que, em cima dos camiões, haja um mercado enorme com cargas com todo o género de caracteristicas, desde as mais urgentes às mais baratas.
Basicamente, quase tudo é demasiado perecível para ir de barco ou demasiado barato para ir de avião, vai de camião.
O comboio é uma nota de rodapé.

Com a liberalização do transporte ferroviário, começamos também a ver empresas privadas que são capazes de incluir o comboio no serviço porta-a-porta.
Isso será, na minha opinião, o principal factor para o crescimento do transpore ferroviário de carga.
E aí, além do transporte de mercadorias como o conhecemos, *talvez* possa surgir outras modalidades.
Um caso óbvio será o transporte de encomendas expresso de elevado valor e baixo peso, concorrendo com o avião (e também com a estrada)
Outro, menos óbvio, será uma modalidade intermédia, com pesos um pouco mais elevados e velocidades mais baixas mas que consiga competer com o camião em tempo ou tempo/custo. Algo como 24-36h porta-a-porta entre Lisboa e Paris.
Esse tipo de serviços *talvez* possa aproveitar linhas de TGV. E *talvez* possa aproveitar mesmo as que não estejam preparadas para mercadorias.

Como disse, muito paleio e muitos *talvez*.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 12, 2010, 02:14:24 pm
Realmente, muita gente fala do iberismo e de quanto mal é a sua ideologia, mas o TGV vai ajudar muito no crescimento do iberismo, e mesmo assim, muita gente neste forum não se apercebem disso e tocam pouco na situação.

Levo o Luso-efe em muita consideração, pois ele está enviar muitas mensagens a explicar a problemática do TGV, tentando assim abrir os olhos a muitas pessoas neste forum.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: typhonman em Setembro 13, 2010, 01:50:05 am
Citação de: "cromwell"
Realmente, muita gente fala do iberismo e de quanto mal é a sua ideologia, mas o TGV vai ajudar muito no crescimento do iberismo, e mesmo assim, muita gente neste forum não se apercebem disso e tocam pouco na situação.

Levo o Luso-efe em muita consideração, pois ele está enviar muitas mensagens a explicar a problemática do TGV, tentando assim abrir os olhos a muitas pessoas neste forum.

Concordo.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: YOMISMO em Setembro 13, 2010, 06:48:25 pm
Señores, no se dan cuenta. Entre Portugal y el resto de Europa hay un pais que se llama España. El problema no lo tiene España, cuya red ferroviaría está por delante a años luz sino Portugal.

La única ventaja para esta línea TGV es acercar mercancias a Madrid desde líneas marítimas atlánticas y yo creo que ni eso. Por cada euro invertido por España, Portugal consigue más retorno ya que es el pais que está aislado y sin posibilidad de conectarse por otros medios que no sean marítimos o por carretera.

Recuerden que dentro de poco se creará un impuesto español que afecta al trasnporte por carretera y los camiones portugueses serán los más afectados.

El puerto de Algeciras es lo suficientemente importante como para que España lo priorice frente a otros.

Y ahora mismo, tal y como está la situación de crisis en España tenemos más prioridades internas que otras que supongan solo ventajas para paises extranjeros. Laúnica línea interesante para España es Madrid-Lisboa, el resto no son viables económicamente....esperen y vean.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: teXou em Setembro 13, 2010, 08:57:07 pm
Citação de: "YOMISMO"
...  Laúnica línea interesante para España es Madrid-Lisboa, el resto no son viables económicamente....esperen y vean.
E para nós  ?  :arrow:  NÃO  :G-bigun:

Para sua informação, o ForumDefesa é um fórum de defesa português… e os vossos propósitos não defendem Portugal.
Por conseguinte serão apenas mais um TROLL.  :evil:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso-Efe em Setembro 13, 2010, 09:58:33 pm
Citação de: "teXou"
Citação de: "YOMISMO"
...  Laúnica línea interesante para España es Madrid-Lisboa, el resto no son viables económicamente....esperen y vean.
E para nós  ?  :arrow:  NÃO  :G-bigun:

Para sua informação, o ForumDefesa é um fórum de defesa português… e os vossos propósitos não defendem Portugal.
Por conseguinte serão apenas mais um TROLL.  :evil:

Amigo, esse castelhano vem para ai armado em fino a gozar o panorama do TGV, não basta o embuste que essa obra é para Portugal e para os Portugueses, como se não bastasse ainda temos que aturar aqui essas abéculas castelhanas.

Por mim iam todos banidos.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 13, 2010, 10:23:58 pm
Citação de: "teXou"
Citação de: "YOMISMO"
...  Laúnica línea interesante para España es Madrid-Lisboa, el resto no son viables económicamente....esperen y vean.
E para nós  ?  :arrow:  NÃO  :!:

Errado.
Das 4 ligações acordadas com Espanha, Lisboa/Madrid é, de longe, a mais rentável para Portugal.
É mesmo a única em que a receita de exploração supera (marginalmente) os custos de exploração.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 13, 2010, 10:57:31 pm
Citação de: "YOMISMO"
Señores, no se dan cuenta. Entre Portugal y el resto de Europa hay un pais que se llama España. El problema no lo tiene España, cuya red ferroviaría está por delante a años luz sino Portugal.

La única ventaja para esta línea TGV es acercar mercancias a Madrid desde líneas marítimas atlánticas y yo creo que ni eso. Por cada euro invertido por España, Portugal consigue más retorno ya que es el pais que está aislado y sin posibilidad de conectarse por otros medios que no sean marítimos o por carretera.

Recuerden que dentro de poco se creará un impuesto español que afecta al trasnporte por carretera y los camiones portugueses serán los más afectados.

El puerto de Algeciras es lo suficientemente importante como para que España lo priorice frente a otros.

Y ahora mismo, tal y como está la situación de crisis en España tenemos más prioridades internas que otras que supongan solo ventajas para paises extranjeros. Laúnica línea interesante para España es Madrid-Lisboa, el resto no son viables económicamente....esperen y vean.

Portugal não precisa de TGV, pois é caro e pouco rentavel. O desenvolvimento do comércio em Portugal só se intesificará através da construção de mais aeroportos, da modernização dos seus portos marítimos e da sua marinha mercante, pois o nosso país tem uma excelente localização marítima e porque tem um honroso passado ligado ao mar. Quanto ao transporte de terrestre, o transporte de veículos pesados já nos chega.

O TGV não passa de uma ferramenta para acelarar o plano da escumalha iberista do PS (que governa o país com punho de ferro e que tudo faz para piorar a qualidade de vida dos portugueses) para tornar o nosso país ainda mais dependente de Castela.

E depois vêm uns certos anormais dizer que Portugal tem de ter TGV, porque depois fica atras dos outros países europeus que já o têm.
ESSE ARGUMENTO É PATÉTICO!

Como afirma Vitorino Magalhães Godinho no seu livro "Os problemas de Portugal, Os problemas da Europa", Portugal tem que encontrar o seu próprio caminho, e não forjar-se por modelos impostos por outros. Ou seja, não podemos deixar o resolvimento do nossos problemas nas mãos do federalismo europeu, mas sim temos de resolve-los através das nossas ideias, e não através dos interesses castelhanos.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso-Efe em Setembro 13, 2010, 11:03:10 pm
Obviamente Cromwell.

Farto de estudos feitos à medida e ao preceito das intenções e politicas iberistas deste governo estamos todos nós fartos, estudos estes que obviamente vêm dizer maravilhas desta linha lisboa-madrid, puderá.


Estes estudos estes sem o minimo de valor teórico e credibilidade, em que muitas das variáveis são fixas, por exemplo nos estudos de viabilidade económica do TGV e Aeroporto, váriáveis tão importantes como a evolução do numero de passageiros eram fixas.

E isto ouvi da boca do João Duque!

Depois como é que alinha de madrid vai ser rentável se ele nem sequer nos vai permitir enviar mercadoria para a Europa por bitola UIC.

Não vale apena vir para aqui defender este TGV iberista, isto é bom é para castela, que tem com a nossa frente de mar, em contrapartida nem sequer conseguimos um pipe-line ferroviário em bitola UIC para fazer anossa mercadoria chegar a França, para alem disso subalternizamos Portugal e Lisboa em relação a Madrid.

Depois a linha mais rentável para Portugal é linha Aveiro-Salamanca, isto se vier a ser feita, do Tejo para cima está mais 80 por cento da população Portuguesa, e esta linha fica situada digamos no centro "demográfico" do pais.

Para alem disso, e olhando para o tragefo ródoviario 80 a 85 % do trafego rodoviarios de mercadorias e passageiros que entra em Portugal entre por Irun em direcção a Valhadolid-Salamanca, e dai bifurca para Quintanilha (Trás-os-Montes), para a auto-estrada das Rias Baixas em direcção por exemlo ao Minho e Valença, em direcção a Vilar Formoso, e a Elvas-Evora-Alentejo, por plasencia.

Uma coisa é certa ninguem se mete em Madrid.

A não ser os traidores iberistas que pelos vistos gostam  muito daquilo e fizeram tudo para obrigar os Portugueses a passar por madrid, quando basta olhar para um mapa para ver que o caminho natural dos Portugueses para europa é pelo eixo Vilar Formoso-Irun, e não é só agora, já no tempo dos Almocreves era assim.

E qualquer pessoa chega a esta conclusão, nem precisa de ser especialista, basta que não seja iberista.

Até rima e tudo.

No texto que eu coloquei está lá tudo, basta ler, juntar as peças, e chegar á conclusão que fomos burlados.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: teXou em Setembro 13, 2010, 11:56:49 pm
Citação de: "AC"
Citação de: "teXou"
Citação de: "YOMISMO"
...  Laúnica línea interesante para España es Madrid-Lisboa, el resto no son viables económicamente....esperen y vean.
E para nós  ?  :arrow:  NÃO  :!:

Errado.
Das 4 ligações acordadas com Espanha, Lisboa/Madrid é, de longe, a mais rentável para Portugal.
É mesmo a única em que a receita de exploração supera (marginalmente) os custos de exploração.
A prioridade deve ser o desenvolvimento INTERNO.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 14, 2010, 12:29:35 am
Isso depende do que você quer dizer com crescer internamente.
Você quer dizer crescer internamente no sentido de fazer crescer o consumo interno, como os últimos 10-15 anos anos? 100% errado.
Você quer dizer crescer internamente no sentido de fazer crescer o turismo e a produção nacional e aumentar as exportações e diminuir as importações? 100% correcto.

Mas de qualquer forma, não altera o que escrevi. A ligação Lisboa/Madrid será, de longe, a mais rentável das 4 que foram acordadas.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Marauder em Setembro 14, 2010, 03:35:13 pm
Bem..não correndo o risco de ser chamado de iberista venho aqui esclarecer um ponto.

O programa do TGV veio 1 pouco a ferros por causa da questão dos subsídios da União Europeia. O plano desta, que faz sentido, mas que não é o mais estrategicamente relevante para Portugal, é a ligação de todas as capitais europeias por TGV, isto é, ligação de passageiros.

O projecto em si faz sentido, mas não é deveras o melhor no caso português. Nos outros países europeus (antes do ultimo mega-alargamento) a questão do transporte ferroviário de carga não se verifica tanto, mas em Portugal este claramente necessita de investimento.

O problema de Portugal nunca foi a falta de TGV, isso é apenas um preciosismo. Bolas, nós não precisamos disso, já há vários anos que digo isso. O nosso Alfa, com uma nova linha do Norte feita de raiz, faria esquecer o TGV. E em posts neste fórum à alguns anos atrás falava de vários paises que sem TGV, mas com comboios rápidos similares ao Alfa, conseguiam viver "felizes e contentes" sem perda de competitividade. Aliás, a competitividade de uma economia está mais ligada ao transporte de carga, não tanto o de passageiros (apesar que num país aonde se sobrevive muito do turismo, este também é importante).

O que nós temos é infraestruturas ferroviárias antigas, e que o transporte de passageiros limita o uso destas para o de carga.

O investimento em novas linhas férreas de forma a potenciar o uso dos comboios rápidos tipo Alfa seria o suficiente (os ICE da alemanha por dentro, na perspectiva do passageiro, são identicos aos Alfa). O construir de novas linhas ou manutenção das actuais para o seu uso no transporte de carga iria de encontro às necessidades estratégicas do pais no sector ferroviário.

No final de tudo, com o TGV iremos gastar uma batulada de milhões em: Infraestruturas + Tecnologia.
Podiamos simplesmente investir nas infraestruturas..o que é realmente necessário

Investir no sector ferroviário é crucial, mas nao necessariamente nas palhaçadas eleitorais do TGV..é um efeito secundário de um sistema democrático (não que seja contra)..eleições..palhaçadas..mentiras..mas pronto..é o que temos neste país.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 14, 2010, 05:46:57 pm
Marauder,
a respeito do TGV Lisboa/Porto, alguns apontamentos.
- Uma linha nova Lisboa/Porto para o Alfa (e só para o Alfa, nada de mercadorias) custaria uns 500M€ a menos que o TGV. Não menos que isso.E também iria perder alguma clientela, porque com uma velocidade máxima de 250 km/h nunca conseguiria fazer a 1h15/1h35 prevista para o TGV. Estas questões foram avaliadas e ponderadas.
- Os ICE na Alemanha não têm nada a ver com os Alfa. Os ICE1 e 2 são bastante mais antiquados que o Alfa. Já os ICE3 são tecnologicamente mais parecidos com os Alfa. Com a diferença que não pendulam e andam mais depressa (330 km/h).
- Não vamos ter grande financiamente da UE para o TGV Lisboa/Porto.

Mas concordo perfeitamente consigo que grande parte da justificação da construção daquilo são os problemas derivados da mistura entre Alfas, urbanos, mercadorias e etc.

Já o TGV Lisboa/Madrid são outros argumentos completamente diferentes.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Marauder em Setembro 14, 2010, 06:11:43 pm
Citação de: "AC"
Marauder,
a respeito do TGV Lisboa/Porto, alguns apontamentos.
- Uma linha nova Lisboa/Porto para o Alfa (e só para o Alfa, nada de mercadorias) custaria uns 500M€ a menos que o TGV. Não menos que isso.E também iria perder alguma clientela, porque com uma velocidade máxima de 250 km/h nunca conseguiria fazer a 1h15/1h35 prevista para o TGV. Estas questões foram avaliadas e ponderadas.
- Os ICE na Alemanha não têm nada a ver com os Alfa. Os ICE1 e 2 são bastante mais antiquados que o Alfa. Já os ICE3 são tecnologicamente mais parecidos com os Alfa. Com a diferença que não pendulam e andam mais depressa (330 km/h).
- Não vamos ter grande financiamente da UE para o TGV Lisboa/Porto.

Mas concordo perfeitamente consigo que grande parte da justificação da construção daquilo são os problemas derivados da mistura entre Alfas, urbanos, mercadorias e etc.

Já o TGV Lisboa/Madrid são outros argumentos completamente diferentes.

Referi-me aos IC porque supostamente estão classificados como "TGV", e na altura não encontrei diferenças entre o mesmo e o nosso Alfa.
A questão da linha Lisboa/Porto, é sempre o problema das demasiadas estações, todos os autarcas querem que o TGV pare no seu quintal. Menos estações ou então alguns comboios "expresso" com paragens reduzidas poderia ter um tempo semelhante a 1h15..1h35

Obrigado pelo reminder AC...o financiamento da UE cobre essencialmente Lisboa/Madrid. Existem financiamentos também para as outras rotas, em virtude de se tratarem de investimentos em infraestruturas / transportes, mas a um grau mais reduzido.

Penso que a aquisição da tecnologia "TGV" também não tras nenhuma vantagem a Portugal a nivel de negócios. E a mais-valia a nivel de transporte e comodidade para os passageiros...bem...esses milhões fazem imensa falta noutras áreas especialmente em tempos de crise..em vez de alimentarmos Bombardiers ou Alstrom ou etc..com capital a sair do país..
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 14, 2010, 06:25:51 pm
Também não há grandes diferenças de tecnologia entre o TGV e o "nosso" Alfa.
Ou como costumo dizer, estamos a falar de comboios e comboios; não de comboios e de foguetões.
A tecnologia é, fundamentalmente a mesma. Na verdade, os "verdadeiros" TGV, são tecnologicamente "antiquados" comparados com o Alfa ou o ICE3 e provavelmente nunca veremos um nas nossas futuras linhas de AV.

A questão é simplesmente: velocidades mais elevadas tendem a ter custos mais elevados.
A seu tempo foi comparado a possibilidade de fazer uma linha de 250 km/h vs uma de 300 km/h para ligar Lisboa a Porto. Sendo tudo o resto iguai: nada de mercadorias, mesmo número de paragens (nada de parar em todas as terrinhas).
A conclusão é que poupavam cerca de 500M€, mas o que perdiam em passageiros não compensava.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Marauder em Setembro 14, 2010, 10:06:45 pm
Citação de: "AC"
A seu tempo foi comparado a possibilidade de fazer uma linha de 250 km/h vs uma de 300 km/h para ligar Lisboa a Porto. Sendo tudo o resto iguai: nada de mercadorias, mesmo número de paragens (nada de parar em todas as terrinhas).
A conclusão é que poupavam cerca de 500M€, mas o que perdiam em passageiros não compensava.

Não conheço este estudo e há algo que não estou a perceber..a CP perderia 500M em passageiros com a diferença de 50km/h dos comboios?
Em 2009 a CP teve 263milhões de euros de receitas resultante do transporte de passageiros (pag. 59 do Rel. contas 2009 http://www.cp.pt/cp/displayPage.do?vgne ... 01a8c0RCRD (http://www.cp.pt/cp/displayPage.do?vgnextoid=3f6bb672d1a59210VgnVCM100000be01a8c0RCRD))
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 14, 2010, 10:48:47 pm
A perda não se resume às receitas da CP; são também as externalidades (os benefícios e prejuízos para a economia).
E claro, a avaliação é feita a multiplicar por 20 anos.

Há talvez um facto que o ajude a compreender a importância do factor tempo/velocidade na ligação Lisboa/Porto. Em 2003, o número de pessoas a fazer deslocações de média/longa distância no eixo Lisboa/Porto repartia-se em qualquer coisa como isto:
- 82% via rodoviária
- 11% via ferroviária
- 7% via aérea.

O número de pessoas que toma um avião para viajar entre Lisboa e Porto é... significativo. Há uns 10 vôos Lisboa/Porto (em cada sentido) por dia.
Estamos num país pobre. Mas há muita gente que se desloca muitas vezes e está disposta a pagar princepescamente à TAP pelo seu tempo.
É importante, para a rentabilidade económica do TGV Lisboa/Porto ser competitivo em tempo com o avião e conquistar esses passageiros.

Mesmo entre o "Zé Povinho" que hoje vai de carro, muitos fazem-no não porque seja mais barato que o comboio mas porque, quando somamos o tempo de todos os transportes públicos, ir de carro é mais rápido. O Alfa faz Lisboa/Porto em 2h35. Parece óptimo, mas eu preciso de contar com 30 minutos só para ir de casa à Gare do Oriente de metro (entre viagens e esperas)...
Todos os minutos que o TGV poupe, são mais alguns passageiros para quem faz sentido ir de comboio em vez de carro.

PS: Reparou que desses 263M€, 86M€ vieram só dos 5,3M passageiros da CP Longo Curso?
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso-Efe em Setembro 14, 2010, 11:24:23 pm
Citação de: "Marauder"

O problema de Portugal nunca foi a falta de TGV, isso é apenas um preciosismo. Bolas, nós não precisamos disso, já há vários anos que digo isso. O nosso Alfa, com uma nova linha do Norte feita de raiz, faria esquecer o TGV. E em posts neste fórum à alguns anos atrás falava de vários paises que sem TGV, mas com comboios rápidos similares ao Alfa, conseguiam viver "felizes e contentes" sem perda de competitividade. Aliás, a competitividade de uma economia está mais ligada ao transporte de carga, não tanto o de passageiros (apesar que num país aonde se sobrevive muito do turismo, este também é importante).

O que nós temos é infraestruturas ferroviárias antigas, e que o transporte de passageiros limita o uso destas para o de carga.

O investimento em novas linhas férreas de forma a potenciar o uso dos comboios rápidos tipo Alfa seria o suficiente (os ICE da alemanha por dentro, na perspectiva do passageiro, são identicos aos Alfa). O construir de novas linhas ou manutenção das actuais para o seu uso no transporte de carga iria de encontro às necessidades estratégicas do pais no sector ferroviário.

No final de tudo, com o TGV iremos gastar uma batulada de milhões em: Infraestruturas + Tecnologia.
Podiamos simplesmente investir nas infraestruturas..o que é realmente necessário

Concordo consigo, deviamos em primeio lugar tratar da nossa casa e da modernização das linhas nacionais, e que o alfa seria suficiente.

Depois deviamos pensar numa linha para a ligação á europa e essa tinha que ser sempre pelo corredor Vilar Formoso-Irun, que esta no centro demográfico do pais, linha esta que arrancaria de lisboa em direcção a  Santárem, e depois à Guarda pelo actual trajecto da linha da beira alta, ou então por aveiro-viseu -guarda.

Para alem disso este é o caminho mais curto para chegar á europa, que éque nos interessa e esta linha livrava-nos das forças iberistas de madrid.

Era isso que estava inicilamente previsto, que  a nossa ligação á europa fosse feita por Vilar Formoso, quem quisesse ir para madrid chega-va a salamanca e apanhava um comboio para madrid, qual era o problema?

Se voce recuar à págia anterior está lá uma imagem que mostra esse projecto.

E está lá um comentário meu que demonstra cabalmente e sem margens para duvidas que a linha por madrid apesar de ser mista, e ao contrário do que muita gente pensa, nunca nos vai permitir meter nada por TGV na frança que era o que nos interessava, porque não tem ligação de madrid para frança, e isto foi feito de proposito para nos encravar aqui dentro.

Depois claro está que os iberistas,  que não é o seu caso nem de longe nem de perto na minha opinião, esses e as forças iberistas ser o seu caso as forças iberistas tentam desdramatizar a situação e pintar um cenário menos negro para ver se enganam o povo.

Por essa linha de madrid, nem um prego metemos em frança, não vale apena vir com essa lenga lenga dos bens pereciveis  para ameciar situação que é negra, por madrid não segue nada para aeuropa, ZERO.


A unica hipotese é a linha de bitola iberpca, mas isso é uma não opção devido á lentidão das composições, e depis em barcelona ou figusres ainda tinha que se proceder aos transfer's os vagões o que demora uma eternidade, isso não é viável.

Quem saiu beneficiado foi castela, que vai ter livre acesso aos nosso portos que era o que lhes interessava e nos nem sequer ainda temos um pipe-line ferroviario em bitola UIC que nos permita meter rapidamente mercadoria em fraça e no resto da europa.

A hipótese disso se vir a fazer reside na linha Vilar formoso-Irun, que como se sabe esta parada, e temo que castela vá inventar uma aldrabice qualquer para impedir que linha seja feita como mista, ou seja, o relevo e as consequentes inclinações, ou a viabilidade económica da linha, ou a conjuntura economica, alguma coisa eles vão inventar para nos entalar, vai ver, os estudos encomendados vão ser mais que muitos.

Na volta vão-nos indicar a opção Sevilha-Barcelona, corredrto mediterranico que por razões obvias é uma não opção para portugal, visto que os portos portugueses perdem automaticamente competividade face a algeciras, e eles vaõ-se ficar a rir porque nos entalaram aqui dentro e conseguiram o que queriam, acesso aos nosso portos de mar, com isto conseguem tornar a nossa economia aisnda mais dependente da espanhola, e impedem-nos de recolher dividendos do envio de mercdoria para aeuropa, o que seria uma grande fonte de receitas para Portugal.

Se não leu o meu artigo, e se tiver tempo de um aespreitadela, e ve que tudo encaixa na perfeição, isto é uma politica de cerco.

Claro que a retórica iberista passa por dizer que a linha lisboa madrid é que é rentável, claro está com base em estudos encomendados e sem o minimo de valor teórico como já foi dito antes.

Cumprimentos.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Marauder em Setembro 15, 2010, 01:24:48 am
Caro AC,
A nível de externalidades, não vejo grande variação entre as duas "tecnologias" se podemos assim chamar.

Claro que se a comparação for feita de 1h15/1h35 do TGV para as 2h35 do Alfa, aí sim fica perfeitamente claro a variação. No entanto, o problema está na infraestrutura, e com uma nova linha do norte penso que se conseguiria um Alfa a 1h45.

Sim, o target do TGV será a fatia do transporte aéreo, ou da TAP. Pois os 30min de voo soma-se sempre o check-in, o esperar pelas malas, etc.
As pessoas que usam a via rodoviária tem normalmente outras preocupações, como a liberdade de movimento, simples conformismo, etc etc.

Caro Luso-Efe,
Temos que separar as duas realidades: transporte de carga e o de passageiros.

O transporte de carga, numa análise simples (sem ter em conta as futuras localizações dos chamados centros logisticos) eu diria que apenas duas linhas realmente deveriam estar operacionais numa perspectiva de exportações:
Aveiro (com a carga de Leixões a ser canalizada para esta linha)-Salamanca
Sines - Sevilha ou Madrid

A nivel interno a ligação principal passaria pela linha do norte, e as ligações aos portos de Leixões, Aveiro, Lisboa Sines. Uma ligação até Faro também faria sentido

Transporte de Passageiros:
Tudo que ultrapasse Espanha não vale a pena pensar, será desperdício de euros. As low-cost estão a dominar o panorama, e uma viagem para Paris mesmo de TGV demoraria mais e seria mais cara que uma low-cost.
Só temos que pensar mais nas nossas ligações internas.
A ligação a Madrid de TGV a partir de Lisboa fará sentido. As ligações entre Porto-Vigo e Faro-Sevilha são interessantes e devem ser modernizadas, mas penso que o uso de TGV, os custos suplantariam os proveitos, pelo que algo rapido e com custos mais baixos consegue realizar o mesmo. Não seremos menos homens por ter linhas assim  ;) Mas vejo que boas ligações a espanha fazem falta, não tanto para nós irmos para Espanha ou resto da Europa, mas mais para os turistas (essencialmente espanhóis) virem cá gastar os seus euros (eu sei que custa a todos, é tipo a nossa boa-acção colectiva..aturar alguns turistas espanhóis..mas pronto..todos os povos tem os seus douchebags, certamente também alguns portugueses o são em Espanha :wink: )
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 15, 2010, 01:47:32 am
Citação de: "Marauder"
Caro AC,
A nível de externalidades, não vejo grande variação entre as duas "tecnologias" se podemos assim chamar.

Claro que se a comparação for feita de 1h15/1h35 do TGV para as 2h35 do Alfa, aí sim fica perfeitamente claro a variação. No entanto, o problema está na infraestrutura, e com uma nova linha do norte penso que se conseguiria um Alfa a 1h45.

A variação das externalidades tem a ver com a procura, não com a tecnologia (que uma vez mais, é a mesma).
O que queria dizer é que mais pessoas a usar o comboio em vez do avião e do carro significam, além de mais receita para a CP..
a) mais receita para o estado (ie, IVA)
b) menos petróleo que importamos
c) menos CO2 que emitimos
d) menos acidentes nas estradas
...
E tudo isto representa benefícios/poupanças para o país.

Sendo que o tempo de viagem é um factor importante na procura.

Se bem me lembro, o tempo previsto para a nova linha de 250 km/h era mesmo na ordem das 1h45-1h50 (é uma infelicidade este estudo não estar publicado na internet).
Mas os estudos de procura apontam para que o valor mágico para captar passageiros ao avião seja a 1h30. Daí a opção por gastar 4500M€ em vez de 4000M€.
Repare: o que está aqui em questão não é o modelo ou marca de comboio; são as características da linha e as velocidades que ela permite.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Marauder em Setembro 15, 2010, 01:56:24 am
Citação de: "AC"

A variação das externalidades tem a ver com a procura, não com a tecnologia (que uma vez mais, é a mesma).
O que queria dizer é que mais pessoas a usar o comboio em vez do avião e do carro significam, além de mais receita para a CP..
a) mais receita para o estado (ie, IVA)
b) menos petróleo que importamos
c) menos CO2 que emitimos
d) menos acidentes nas estradas
...
E tudo isto representa benefícios/poupanças para o país.

Sendo que o tempo de viagem é um factor importante na procura.

Se bem me lembro, o tempo previsto para a nova linha de 250 km/h era mesmo na ordem das 1h45-1h50 (é uma infelicidade este estudo não estar publicado na internet).
Mas os estudos de procura apontam para que o valor mágico para captar passageiros ao avião seja a 1h30. Daí a opção por gastar 4500M€ em vez de 4000M€.
Repare: o que está aqui em questão não é o modelo ou marca de comboio; são as características da linha e as velocidades que ela permite.

Sim, daí eu não ter percebido o porquê da referência das externalidades para as duas situações (TGV ou Alfa - tecnologia semelhante), como estávamos a falar antes.
À primeira vista aparentemente só temos externalidades positivas para a economia, o importante mesmo é realmente investir.

Se o break-point é mesmo a 1h30, então valerá a pena sim. De qualquer forma, a CP está a perder passageiros, portanto algo tem que ser feito..e se o TGV foi chamariz para as eleições, assim o poderá ser a nivel de vendas =)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 15, 2010, 09:19:38 am
Há externalidades negativas. A maior e mais óbvia é o aumento do endividamento do país. E deve haver mais algumas, decerto.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 17, 2010, 10:53:51 am
Citar
Publicação: 17-09-2010 10:02   |  Última actualização: 17-09-2010 10:40
TGV entre Lisboa e Poceirão travado pela "crise financeira mundial" :mrgreen:
O Governo anulou o concurso público internacional relativo à construção da linha do Transporte de Grande Velocidade (TGV) no troço Lisboa-Poceirão, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República. A decisão é justificada com a "significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira" de Portugal, situação decorrente da "grave e conhecida crise financeira mundial". [o sócrates não tem nada a ver com isto...]


O despacho número 14505/2010, assinado a 10 de setembro, pelos ministérios das Finanças e das Obras Públicas, refere ainda que o concurso necessitaria de "uma grande parcela de financiamento privado" e do apoio da banca comercial.

"O aumento dos custos de financiamento, em virtude da conjuntura económica implicaria, à semelhança do já verificado em outros processos de concurso de concessão de obras públicas de infraestruturas de transportes, um agravamento das condições das propostas dos concorrentes para além dos limites admitidos pelas normas que regulam o procedimento concursal", lê-se no despacho.

Razões, pelas quais o Governo determina "não adjudicar o concurso público internacional" para a concessão do projeto, construção, financiamento, manutenção e disponibilização por todo o período da concessão do troço Lisboa-Poceirão.

O despacho determina ainda que a decisão de não adjudicação deve ser comunicada aos concorrentes "no prazo de cinco dias", a contar da data da assinatura do documento hoje publicado em Diário da República.

O despacho é assinado pelo secreto de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, em nome do ministro de Estado e das Finanças, e pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça.

Lusa

http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinh ... do+TGV.htm (http://sic.sapo.pt/online/noticias/dinheiro/Grave+crise+financeira+mundial+cancela+troco+LisboaPoceirao+do+TGV.htm)



VIDEO:
Governo já devia ter percebido que não tinha verba para TGV, diz José Gomes Ferreira (SIC)

http://sic.sapo.pt/online/video/informa ... nciame.htm (http://sic.sapo.pt/online/video/informacao/NoticiasDinheiro/2010/9/jose-gomes-ferreira-sic-considera-que-governo-devia-ter-percebido-mais-cedo-que-nao-tinha-financiame.htm)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 17, 2010, 11:03:47 am
Governo anula concurso do TGV entre Lisboa e Poceirão
Económico com Lusa  
17/09/10 08:35

A difícil situação económica do país é o argumento apresentado para anular o concurso de alta velocidade entre Lisboa e Poceirão.

O Governo anulou o concurso público internacional relativo à construção da linha do Transporte de Grande Velocidade (TGV) no troço Lisboa-Poceirão, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.

A decisão é justificada com a "significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira" de Portugal, situação decorrente da "grave e conhecida crise financeira mundial".

O despacho número 14505/2010, assinado a 10 de Setembro, pelos ministérios das Finanças e das Obras Públicas, refere ainda que o concurso necessitaria de "uma grande parcela de financiamento privado" e do apoio da banca comercial.

"O aumento dos custos de financiamento, em virtude da conjuntura económica implicaria, à semelhança do já verificado em outros processos de concurso de concessão de obras públicas de infraestruturas de transportes, um agravamento das condições das propostas dos concorrentes para além dos limites admitidos pelas normas que regulam o procedimento concursal", lê-se no despacho.

Razões, pelas quais o Governo determina "não adjudicar o concurso público internacional" para a concessão do projecto, construção, financiamento, manutenção e disponibilização por todo o período da concessão do troço Lisboa-Poceirão.

O despacho determina ainda que a decisão de não adjudicação deve ser comunicada aos concorrentes "no prazo de cinco dias", a contar da data da assinatura do documento hoje publicado em Diário da República.

O despacho é assinado pelo secreto de Estado do Tesouro e Finanças, Carlos Costa Pina, em nome do ministro de Estado e das Finanças, e pelo ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, António Mendonça.

 :arrow: http://economico.sapo.pt/noticias/gover ... 99363.html (http://economico.sapo.pt/noticias/governo-anula-concurso-do-tgv-entre-lisboa-e-poceirao_99363.html)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Marauder em Setembro 17, 2010, 11:14:27 am
Vamos aguardar a confirmação oficial ...

Se for para investir o dinheiro noutros programas mais importantes nestes tempos de crise tudo bem..
Se for apenas para conseguir baixar o deficit e cumprir com as propagandas..então estamos mal..
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 17, 2010, 11:28:21 am
E que tal anular todos os traços do TGV? :evil:
 Já isso era muito bom para a nossa economia.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 17, 2010, 11:34:29 am
Citação de: "cromwell"
E que tal anular todos os traços do TGV? :evil:
 Já isso era muito bom para a nossa economia.

Ainda não percebeste que este era até agora o único troço que o governo tinha já assinado o contracto de construção? Se este não avança, os outros também não avançam.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabecinhas em Setembro 17, 2010, 11:58:57 am
f2x2x  :festa:  :festa:  :festa:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Marauder em Setembro 17, 2010, 12:07:58 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Ainda não percebeste que este era até agora o único troço que o governo tinha já assinado o contracto de construção? Se este não avança, os outros também não avançam.

Não era o Poceirão-Caia?
Podia jurar que ainda ontem estava uma noticia a dizer que as obras começam agora no 1º semestre de 2011..

De qualquer forma, já saiu em Diário da Republica..
http://economico.sapo.pt/noticias/gover ... 99363.html (http://economico.sapo.pt/noticias/governo-anula-concurso-do-tgv-entre-lisboa-e-poceirao_99363.html)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: nelson38899 em Setembro 17, 2010, 12:12:37 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "cromwell"
E que tal anular todos os traços do TGV? :evil:
 Já isso era muito bom para a nossa economia.

Ainda não percebeste que este era até agora o único troço que o governo tinha já assinado o contracto de construção? Se este não avança, os outros também não avançam.

Estás errado! Já te esqueceste do traçado poceirão-Caia??

O que agora foi cancelado foi o Lisboa-Poceirão
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 17, 2010, 12:19:37 pm
Ai a minha vida... :evil:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: nelson38899 em Setembro 17, 2010, 12:31:27 pm
Fotos dessa construção, alguém tem?
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 17, 2010, 02:47:42 pm
A construção só deve começar no principio do próximo ano.
Ainda vão agora começar com as expropriações.

Caro Cabeça de Martelo,
o único troço que foi adjudicado é o Poceirão/Caia.

A respeito da noticia, isto não é nada de novo. Já há alguns meses que o Governo tinha anunciado que iria cancelar o concurso Lisboa/Poceirão (TTT), que ainda não tinha chegado à fase de adjudicação, e lançar um novo, reformulando o projecto para aproveitar mais fundos comunitários.
O despacho no DR é apenas um passo nesse processo.

Portanto, em princípio, devemos ver um novo concurso para a TTT proximamente.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 17, 2010, 04:22:17 pm
Eu não percebo como é que numa situação destas em que Portugal está, que é a pior de sempre desde o ínicio do Milénio, agora quertem investir BILIÕES QUE VÃO SIMPLSMENTE AUMENTAR MAIS O BURACO NA ECONOMIA E AUMENTAR A NOSSA DEPENDENCIA FACE A CASTELA? :G-bigun:

Prontos está tido. Desculpem esta explosão que tive, mas era isto o que eu queria dizer e é o que lhes devia acontecer.

Ainda me doi a cabeça só de pensar que os portugueses votaram nesse tretas do primeiro-ministro, que nem mereçe ter o apelido que tem!
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 17, 2010, 04:42:38 pm
Citação de: "cromwell"
Eu não percebo como é que numa situação destas em que Portugal está, que é a pior de sempre desde o ínicio do Milénio, agora quertem investir BILIÕES QUE VÃO SIMPLSMENTE AUMENTAR MAIS O BURACO NA ECONOMIA E AUMENTAR A NOSSA DEPENDENCIA FACE A CASTELA? :shock:  :lol:

Vá-la cambada, Deutsche Deutsche uber alles, uber alles... lalalalalalalalalala
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 17, 2010, 06:51:49 pm
Consórcio espanhol surpreendido por decisão do Governo português


O consórcio liderado pela espanhola FCC diz-se surpreendido com a decisão do Governo de não adjudicar o concurso Lisboa-Poceirão.

"O consórcio Tave Tejo sempre se mostrou disponível para encontrar soluções que fossem ao encontro das pretensões do Governo relativamente ao troço Lisboa-Poceirão, que inclui a Terceira Travessia do Tejo (TTT), designadamente a suspensão do concurso, não entendendo, por isso, a surpreendente decisão agora tomada de não adjudicar o concurso internacional", lê-se num comunicado.

"Além da indubitável qualidade técnica da proposta com que o consórcio da Tave Tejo se apresentou a concurso, reconhecida pelo júri que lhe atribuiu o primeiro lugar entre os vários concorrentes, a proposta tinha assegurado um financiamento internacional", acrescenta.

"Após a surpreendente decisão do Governo, a TAVE Tejo está a reflectir sobre a mesma, com vista à equitativa salvaguarda dos interesses dos seus accionistas", conclui.

O Governo anulou o concurso público relativo à construção da linha do Transporte de Grande Velocidade (TGV), no troço Lisboa-Poceirão, segundo um despacho publicado hoje em Diário da República.

A decisão é justificada com a "significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira" de Portugal, situação decorrente da "grave e conhecida crise financeira mundial".

Diário Económico
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Luso-Efe em Setembro 17, 2010, 08:47:32 pm
Citação de: "cromwell"
Eu não percebo como é que numa situação destas em que Portugal está, que é a pior de sempre desde o ínicio do Milénio, agora quertem investir BILIÕES QUE VÃO SIMPLSMENTE AUMENTAR MAIS O BURACO NA ECONOMIA E AUMENTAR A NOSSA DEPENDENCIA FACE A CASTELA? :G-beer2:

Este TGV iberista é uma vergonha a todos, os niveios, contudo ainda há quem o defenda.

O troço suspenso foi o Lisboa-Poeceirão, o contrato para o troço Poceirão-Caia foi assinado á pressa dia 8 de Maio, a um sábado e na semana a seguir ao corte de dois digitos na divida Portuguesa feita pela Standard & Poor's.

Esta pressa toda foi unicamente para impedir que a linha Lisboa-Madrid nunca fosse posta em causa ou adiada.

Foi por essa razão que os socialistas iberistas assinaram tudo isto á pressa,  assinando o troço Poeceirão-Caia antes do Lisboa-Poceirão para impedir que linha fosse desviada de Madrid, para sua rota natural, por Vilar Formoso que é essa a que nos interessa, e de Vilar Formoso pelo corredor Salamanda Irun em direcção aos pirinéus, caminho mais curto para chegar a França, e uado desde sempre para quem estava em Portugal para se dirigir á França, já no tempo dos almocreves era esta rota usada.

Mas dá-me piada de ver alguns por ai a dizer que foi um adiamento e que rapidamente vai haver outro concurso para 3ª travessia, quem é que vai emprestar dinheiro a um pais, que tem um primeio ministro que há uns meses dizia que o investimento era vital, que tinha de ser feito devido á crise, e na volta acaba por adiar a linha Porto -Vigo, Lisboa-Porto e agora Lisboa-poceirão.

Claro que o troça poceirão-caia eles não adiam, esse é príoritário para construir a ibéria e matar de vez Portugal, é que se fosse feito como devia em primeiro lugar o Porto-Lisboa, o TGV iberista para madrid ainda poderia ser adiado, mas isso é o pior pesadelo deste seita iberista que desgoverna Portugal.

E apesar de se falar deste adiamento há algum tempo, o anuncio apenas foi feito depois do dia 9 de Setembro, data limite para a dissolução da assembleia da républica, e para prevenir que o cavaco se lembra-se de destituir a assembleia da republica, e parasse o TGV iberista.

Pior ainda, como as eleições presidencias apenas são em Janeiro, mas a tomada de posse apenas acontece me março, os traidores preparam-se para fazer iniciar as obras no primeio trimestre do ano, em janeiro ou fevereiro isto para impedir que o cavaco depois de eleito pudesse vir a parar esta palhaçada iberista que é este TGV.

Vejam a o ponto que chega a cvonspiração iberista, é tudo ao pormenor.

Em relação a esta obra, provei por A + B num comentário que se encontra na página 30 deste tópico e que ninguem conseguiu contra-argumentar, que este é um projecto suicida que apenas visa endividar o pais, sub-alternizar lisboa e Portugal em relação a madrid, projecto que não nos permite meter um prego em França em bitola UIC, ou seja, meter contentores de 40 pés em cima de vagões, e mandá-los para França por TGV, isso pela linha de madrid esta fora de questão, porque a linha de madrid para barcelona não é mista, ou seja, a linha de madrid para além não tem continuidade.

A linha Aveiro-Salamanca está parada, com a conjuntura económica, a linha de Aveiro-Vilar Formoso em direcção a salamanca e irun vai ser riscada do mapa, e depois castela vai encomendar meia duzia de estudos aldrabados onde se vai dizer que a linha não é viavel, ou sendo viavel, que o é apenas para passageiros e tem que excluir a mercadoria, seja pelo relevo das serras de san sebastian, seja porque encarecerá o projecto, vai haver uma aldrabice qualquer para nos impedir de usar essa linha para meter mercadoria na europa.

Ou seja, isto é uma politica de cerco, que visa impedir que portugal use a sua frente de mar e os seus portos para meter mercadoria por TGV na europa de onde o pais podia tirar enormes dividendos, em contrapartida entregamos a nossa frente de mar aos castelhanos que é o que les querem e ainda andamos a fazer linhas de bitola ibérica para os servir.

Como diz o Rui Moreira no video que ue tenho linkado no comentário da página 30, isto é de loucos, ou melhor, não é de loucos, é de iberistas traidores.

Apesar de dificil ainda acredito num qualque rmilagre que possa acontecer, que impeça estea obra suicida, nem que para isso se tenha que indeminizar a soares da costa, tudo é preferível afazer este TVV suicida e iberista para madrid.

Há que ter esperança.

:snipersmile:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 18, 2010, 01:18:49 am
Haverá esperança, porque se não há outra hipotese, é revolução! :N-icon-Gun:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 19, 2010, 04:11:42 pm
Citação de: "nelson38899"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Citação de: "cromwell"
E que tal anular todos os traços do TGV? :evil:
 Já isso era muito bom para a nossa economia.

Ainda não percebeste que este era até agora o único troço que o governo tinha já assinado o contracto de construção? Se este não avança, os outros também não avançam.

Estás errado! Já te esqueceste do traçado poceirão-Caia??

O que agora foi cancelado foi o Lisboa-Poceirão


veio um engravatado á TV dizer que as obras poceirão-caia arrancam um Janeiro.
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Governo mantém intenção de construir linha de TGV entre Caia e Poceirão
Ontem

O governo mantém a intenção de construir a linha de TGV entre Caia e Poceirão, garantiu hoje, sábado, o ministro das Obras Públicas.


António Mendonça lembrou, a propósito, que a Assembleia da República votou "maioritariamente a continuação do projecto", respondendo, deste modo, ao repto lançado pelo PSD para que seja cancelada a construção do troço Caia-Poceirão.

O governante, que reconheceu que os grandes projectos são envoltos em polémica, lembrou ainda que a "ligação a alta velocidade tem associada uma linha de transporte de mercadorias, integrada no sistema espanhol que vai facilitar o escoamento de produtos".  

Segundo António Mendonça, não estamos a falar "apenas de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, mas também de transporte de pessoas e mercadorias entre Lisboa e Espanha".  

Esta nova via vai levar a uma "alteração radical entre os dois países" e entre estes dois países e a Europa", concluiu o governante que falava em Matosinhos, durante a inauguração do Terminal Multiusos do Porto de Leixões.  
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Naciona ... id=1665679 (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1665679)

Mas tb já vieram luminárias do governo dizer que em Novembro já haverá dinheiro para o troço Lisboa-Poceirão(devem andar á procura da mina de ouro neste momento...)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 19, 2010, 05:18:35 pm
Isto demonstra o quanto iberista este projecto é.
É que nem interessa se há ligação a Lisboa. O que interessa é que haja ligação a Madrid. :evil:

E depois vem aquele partido, o Bloco de Treta, a acusar o governo de preferir submarinos em detrimento do TGV.
O TGV é muitas vezes mais caro do que 2 submarinos, sendo o TGV mais prejudicial para as carteiras do portugueses e para a economia do país. Mas o Bloco simplesmente ignora esse facto.

Alias, em Maio eles aliaram-se ao governo (que é claramente de direita, disso não temos duvida) , juntamente com o PCP, numa votação para que o TGV não fosse suspendido, pelos votos contra do PSD e do CDS, visto que para pagar o TGV, os portugueses iriam ver os impostos aumentados. Alem disso, um deputado do PSD afirmou que Portugal sofreria a situação de ter uma linha Poçeirão-Caia, sem qualquer ligação a Lisboa. Acertou em cheio.

http://www.tvi24.iol.pt/politica/parlam ... -4072.html (http://www.tvi24.iol.pt/politica/parlamento-tgv-submarinos-obras-publicas-crise/1166133-4072.html)

E afirmam-se ser defensores do povo e serem patriotas, esses patetinhas da extrema-esquerda.
Cambada de falsos e hipocritas.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 20, 2010, 12:18:53 pm
e ainda faltam as INDEMNIZAÇÕES...devem estar aí a cair


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Governo ainda não recebeu pedidos de indemnização por causa do TGV
Hoje às 11:16

O Secretário de Estado das Obras Públicas garantiu, no Fórum TSF, que o Governo ainda não recebeu pedidos de indemnização depois de adiado o concurso para a linha de TGV Lisboa-Poceirão.

O Jornal de Negócios desta segunda-feira avança que o Executivo pode ser obrigado a pagar pagar 100 milhões para compensar os consórcios do TGV.

Em declarações proferidas no Fórum TSF desta segunda-feira, o Secretário de Estado das Obras Pública assegurou que ainda nenhum dos consórcios pediu uma indemnização e mostrou-se convencido de que esses pedidos não vão chegar.

Paulo Campos sublinhou que «estes consórcios vão ter novamente oportunidade de concorrer e de rentabilizar o investimento que fizeram neste concurso inicial», já que «não se trata de uma anulação» e tendo em conta que um novo concurso «será lançado brevemente».

Do ponto de vista do Estado, acrescentou, o novo concurso «vai ser melhor aproveitado», porque, de acordo com o trabalho em curso, será possível «poupar na infra-estrutura» e «no custo do financiamento», o que permitirá que o projecto «saia mais barato para os portugueses».

A Tavtejo, que antes da anulação do concurso era a melhor classificada, já fez saber que vai avaliar a possibilidade de fazer um pedido de compensação.

A Altavia, onde está a Mota-Engil, e a Elos, com a Soares da Costa, preparam-se para pedir indemnizações ao Governo. Em declarações ao Jornal de Negócios, os dois grupos justificaram que vão pedir aquilo a que têm direito.


http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Econom ... id=1666732 (http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1666732)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 21, 2010, 03:29:04 pm
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Declaração
Cavaco desvaloriza TGV e aconselha aposta no mar
Carlos Caldeira  
21/09/10 11:10

O Presidente da República mostrou-se preocupado com o "alheamento de Portugal relativamente à exploração do mar".

Cavaco Silva chamou hoje a atenção para o facto de Portugal ser um país marítimo, mas que "não consegue ver o mar como um importante recurso, criador de rendimento e riqueza". O Presidente falava na sessão de abertura do "Congresso Portos e Transportes Marítimos", promovido pela Associação Comercial de Lisboa, no Centro de Congressos da FIL.

"Espanta muitos, dada a importância estratégica dos nossos portos, que possamos discutir meses e anos a fio o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa sem que paremos um pouco para pensar nos portos do futuro", afirmou o Presidente da República.

Cavaco Silva mostrou-se "inquieto" pelo "alheamento de Portugal relativamente à exploração do mar", realçando que tem "insistido na ideia de que o mar deve tornar-se uma verdadeira prioridade da agenda da agenda política nacional".

E alertou: "um país que não consegue explorar sustentavelmente os seus recursos naturais é um país que tem um futuro limitado e que se arrisca a acabar por ver esses recursos serem explorados por terceiros".

O Presidente da República realçou que, de acordo com estudos efectuados pela Comissão Europeia, nos sectores marítimos tradicionais, isto é, nos transportes, portos e construção naval, Portugal gera um valor que é mais de três vezes inferior ao valor gerado pela Bélgica, um país que tem apenas 98 quilómetros de costa e gera, igualmente, três vezes menos emprego do que a Grécia.

Mas, Cavaco Silva reforçou que não pode existir um ‘cluster' do mar em Portugal se, no seu núcleo, "não existir um forte sector portuário e de transportes marítimos", realçando que "por incrível que pareça, Portugal chegou a um ponto em que, descontando o tráfego com as ilhas, deixou de possuir uma frota de marinha mercante".


5 estrelas para Cavaco Silva! Pensa como eu. :D
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 21, 2010, 03:54:26 pm
Isto do homem que começou o abate de barcos em Portugal... :roll:

Falar é fácil, mas não o vi a fazer nada em relação ao sector portuário e de transportes marítimos quando foi PM.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 21, 2010, 07:44:16 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Isto do homem que começou o abate de barcos em Portugal... :x
É incrível o desrespeito que demonstra por Cavaco Silva, o homem que levou Porttugal à prosperidade económica de meados da década de 80 até à chegada da porcaria do euro.
Já vi que o senhor não suporta ter como presidente um verdadeiro português e que tem a cabecinha afectada com extremismos esquerdistas, os mesmos extremistas que causaram o maior desastre economico do secúlo XX em Portugal, com o PREC.

Estamos em democracia, por isso pode votar no seu amado Manuel Alegre ou Fransisco Lopes (seja lá quem você goste, dos dois), mas posso lhe dizer que eles não vão ganhar de certeza.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 21, 2010, 10:12:19 pm
Quando Cavaco Silva era PM, a UE disponibilizou fundos para a modernização das frotas pesqueiras: os armadores abatiam os navios existentes e em troca recebiam fundos que, em teoeira, deveriam ser utilizados para a construção de uma frota moderna.

Em Portugal, o resultado foi um pouco diferente do pretendido: os armadores abatiam os barcos, recebiam os subsidios e ponto final. Nada de barcos novos. Carros novos sim.

A forma como a UE fez isto não foi brilhante. Mas a gestão que os governos do Cavaco (e creio também de Guterres) fizeram deste e de muitos outros subsidios foi negligente e catastrófica.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 22, 2010, 04:44:36 pm
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Isto do homem que começou o abate de barcos em Portugal... :roll:

Falar é fácil, mas não o vi a fazer nada em relação ao sector portuário e de transportes marítimos quando foi PM.


já referi isso noutro tópico, é campanha eleitoral.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 22, 2010, 04:46:56 pm
Citação de: "cromwell"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Isto do homem que começou o abate de barcos em Portugal... :x
É incrível o desrespeito que demonstra por Cavaco Silva, o homem que levou Porttugal à prosperidade económica de meados da década de 80 até à chegada da porcaria do euro.
Já vi que o senhor não suporta ter como presidente um verdadeiro português e que tem a cabecinha afectada com extremismos esquerdistas, os mesmos extremistas que causaram o maior desastre economico do secúlo XX em Portugal, com o PREC.

Estamos em democracia, por isso pode votar no seu amado Manuel Alegre ou Fransisco Lopes (seja lá quem você goste, dos dois), mas posso lhe dizer que eles não vão ganhar de certeza.

cromwell, sinceramente começa a não haver paciência para a sua falta de conhecimentos e os seus insultos a torto e a direito.

o Cabeça está 100% certo no que diz, vá ler um bocado sobre o que era a MARINHA MERCANTE NACIONAL antes e depois de cavaco, e depois venha conversar.

Já começa a faltar a pachorra para gente mal educada.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 22, 2010, 07:25:09 pm
Citação de: "P44"
Citação de: "cromwell"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Isto do homem que começou o abate de barcos em Portugal... :x
É incrível o desrespeito que demonstra por Cavaco Silva, o homem que levou Porttugal à prosperidade económica de meados da década de 80 até à chegada da porcaria do euro.
Já vi que o senhor não suporta ter como presidente um verdadeiro português e que tem a cabecinha afectada com extremismos esquerdistas, os mesmos extremistas que causaram o maior desastre economico do secúlo XX em Portugal, com o PREC.

Estamos em democracia, por isso pode votar no seu amado Manuel Alegre ou Fransisco Lopes (seja lá quem você goste, dos dois), mas posso lhe dizer que eles não vão ganhar de certeza.

cromwell, sinceramente começa a não haver paciência para a sua falta de conhecimentos e os seus insultos a torto e a direito.

o Cabeça está 100% certo no que diz, vá ler um bocado sobre o que era a MARINHA MERCANTE NACIONAL antes e depois de cavaco, e depois venha conversar.

Já começa a faltar a pachorra para gente mal educada.

Já que você não demonstra respeito por alguem que aqui é um veradeiro portugues e patriota, pelos menos respeite o único político que actualmente demonstra ser um verdadeiro português e patriota e que foi o único a afirmar que o iberismo era uma ideia absurda e que era contra ela. Esse político é o Chefe de Estado Cavaco Silva.

http://www.publico.pt/Pol (http://www.publico.pt/Pol)ítica/cavaco-silva-federacao-entre-portugal-e-espanha-e-uma-ideia-absurda_1304023
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: FoxTroop em Setembro 22, 2010, 07:43:22 pm
Citar
Já que você não demonstra respeito por alguem que aqui é um veradeiro portugues e patriota, pelos menos respeite o único político que actualmente demonstra ser um verdadeiro português e patriota e que foi o único a afirmar que o iberismo era uma ideia absurda e que era contra ela. Esse político é o Chefe de Estado Cavaco Silva.

Cromwell, se eu tivesse de apontar responsabilidades para o que Portugal agora está a passar, Cavaco Silva estaria entre os primeiros que eu apontaria. E não seria apenas eu a apontá-lo. Esse sr. foi o responsável pelas politicas agriculas e industriais que levaram ao colapso desses sectores. Foi nos seus governos que se começou a desmantelar a nossa frota pesqueira e Marinha Mercante, abandonando o mar e os seus sectores. Foi também no seu mandato que foram lançadas as bases do "Monstro" que é a actual maquina da função publica, autentico sorvedouro de impostos.

Agora fala muito e esqueceu ainda mais.

Por isso o sr. ou é um perfeito troll, ou quer fazer passar os outros por parvos, estando eu cada vez mais inclinado para a primeira.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Vicente de Lisboa em Setembro 22, 2010, 07:44:12 pm
Citação de: "cromwell"
Já que você não demonstra respeito por alguem que aqui é um veradeiro portugues e patriota, pelos menos respeite o único político que actualmente demonstra ser um verdadeiro português e patriota e que foi o único a afirmar que o iberismo era uma ideia absurda e que era contra ela. Esse político é o Chefe de Estado Cavaco Silva.

http://www.publico.pt/Pol (http://www.publico.pt/Pol)ítica/cavaco-silva-federacao-entre-portugal-e-espanha-e-uma-ideia-absurda_1304023
O seu link contêm mais dois políticos, da área da esquerda, que dizem o mesmo. Mas hey, esses não devem ser "verdadeiros" Portugueses.
Como, aliás, não é mais ninguém a não ser o caro cromwell, aqui no fórum. No es verdad?  :wink:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Upham em Setembro 22, 2010, 10:05:35 pm
Boa noite!

Citação de: "AC"
Quando Cavaco Silva era PM, a UE disponibilizou fundos para a modernização das frotas pesqueiras: os armadores abatiam os navios existentes e em troca recebiam fundos que, em teoeira, deveriam ser utilizados para a construção de uma frota moderna.

Em Portugal, o resultado foi um pouco diferente do pretendido: os armadores abatiam os barcos, recebiam os subsidios e ponto final. Nada de barcos novos. Carros novos sim.

A forma como a UE fez isto não foi brilhante. Mas a gestão que os governos do Cavaco (e creio também de Guterres) fizeram deste e de muitos outros subsidios foi negligente e catastrófica.

Isto é verdade e eu lembro-me perfeitamente disso. Nos anos 80 e 90, não só no sector das pescas como tambem na agricultura. Montes de subsidios para abates e tudo e um par de botas, mas modernização nada, ou melhor só nos carros novos.
Tambem me lembro que já na época Cavaco Silva apelava aos empresários para que fizessem um um esforço para se modernizarem. Não é só de agora.
Quanto ao desaparecimento quase total da marinha mercante :| não sei até que ponto com o fim do Império Colonial ela não iria desaparecer mesmo. De qualquer modo actualmente não se vê surgirem quaisquer armadores nacionais (a não ser alguns ainda com iniciativa no sector das pescas).
Se há critica e forte que faça a Cavaco Silva, é a de não ter tido a coragem nem a firmeza de ir em frente com reformas profundas na Administração Pública (eu tambem me lembro que ele já falava nisso na época, mais no 2º mandato quando já começava a ficar chamuscado, mas a oposição: Ai ai! que o PM e a direita são autoritários e uns malandros), porque em minha opinião o "polvo" ou o sorvedouro de dinheiros publicos sem controlo já vem de há muito, mesmo de antes do tempo dele, só que hoje em dia são verdadeiramente monstruosos, com responsabilidades para todos.
Para finalizar uma ironia (amarga), é que algumas das reformas da Administração Pública de que se começava a falar timidamente na época já foram e continuam a ser feitas hoje, á bruta, atabalhoadamente por um governo socialista encostado á parede e contra-natura (natura social e do porreiro pá claro).

Cumprimentos
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 22, 2010, 10:15:04 pm
Citação de: "Vicente de Lisboa"
Citação de: "cromwell"
Já que você não demonstra respeito por alguem que aqui é um veradeiro portugues e patriota, pelos menos respeite o único político que actualmente demonstra ser um verdadeiro português e patriota e que foi o único a afirmar que o iberismo era uma ideia absurda e que era contra ela. Esse político é o Chefe de Estado Cavaco Silva.

http://www.publico.pt/Pol (http://www.publico.pt/Pol)ítica/cavaco-silva-federacao-entre-portugal-e-espanha-e-uma-ideia-absurda_1304023
O seu link contêm mais dois políticos, da área da esquerda, que dizem o mesmo. Mas hey, esses não devem ser "verdadeiros" Portugueses.
Como, aliás, não é mais ninguém a não ser o caro cromwell, aqui no fórum. No es verdad?  :wink:

Se calhar vou começar a ignorar o Foxtroop e o senhor Vicente.
Um chama-me troll, demonstrando uma grande falta de respeito (pois nunca lhe chamei nada de mal) e o senhor Vicente demonstra as suas garras ao ver-se que já perdeu total fé em Portugal e aceita totalmente o federalismo europeu, visto.

Tem a liberdade de o aceitar, mas posso-lhe dizer que eu nunca aceitarei poder político estrangeiro em Portugal e nunca perderei a fé no meu país.
E ao Foxtroop, o respeito é bonito e não lhe admito que me agrida verbalmente, ou então vou avisar a moderação.

Cumprimentos
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: FoxTroop em Setembro 22, 2010, 10:39:27 pm
Citar
E ao Foxtroop, o respeito é bonito e não lhe admito que me agrida verbalmente, ou então vou avisar a moderação.

Tem toda a razão quando diz que respeito é bonito. Até acrescento mais, humildade também é bonito e fico extremamente comovido com a humildade com que se considera:
Citar
alguem que aqui é um veradeiro portugues e patriota


Claro que, depois de terminar de rir, tenho de apanhar os meus rins do chão e limpar a hílares lágrimas que teimam em escorrer pela minha face.

Meu caro, com as observações que faz sobre assuntos em que demonstra um conhecimento parco ou nulo, ao mesmo tempo que "tenta enfiar Lisboa p'ros olhos adentro" de outros, como é que espera que o considere?!!! Se se sente melindrado com a palavra "troll", vá à moderação, pois é um direito que lhe assiste. Agora se espera que eu fique melindrado com o facto de o fazer ou não, deixe-me dizer-lhe que é para o lado que durmo melhor.



Citar
Isto é verdade e eu lembro-me perfeitamente disso. Nos anos 80 e 90, não só no sector das pescas como tambem na agricultura. Montes de subsidios para abates e tudo e um par de botas, mas modernização nada, ou melhor só nos carros novos.
Tambem me lembro que já na época Cavaco Silva apelava aos empresários para que fizessem um um esforço para se modernizarem. Não é só de agora

Competia ao governo fazer a fiscalização e punir severamente os que recebiam os fundos e os aplicavam nos célebre Porches e quintas, em vez modernizarem as suas industrias ou sistemas. Nisso falhou completamente, para não dizer que foi conivente com a bandalheira geral desses tempos. O apelo dele não passou, tal como agora não passa, de palavras ao vento, um verdadeiro "cheio de nada"
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 23, 2010, 01:55:19 pm
o único verdadeiro português e patriota no FD é  o sr. cromwell.

É também o dono da verdade.

Sugiro que nos vamos todos embora do FD e o deixemos a falar sozinho, que é isso que ele quer.

Eu por mim já nem vou perder tempo com ele, uma coisa é falar por desconhecer a realidade, outra é fazer finca pé de que ele é que sabe e os outros são todos ignorantes.

já agora aconselhava o sr. cromwell a ler este post do Luso (outro traidor iberista , vai na volta) e  pensar um bocadinho que seja:
 :arrow: viewtopic.php?p=194724#p194724 (http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?p=194724#p194724)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 23, 2010, 05:23:08 pm
Citação de: "cromwell"
Citação de: "Cabeça de Martelo"
Isto do homem que começou o abate de barcos em Portugal... :x

Acho que já responderam a esta pergunta por mim. Se não sabe o que eu estava a falar então é porque deve ser adolescente. Talvez daqui a uns aninhos, se estudar minimamente o que aconteceu no pós-25 de Abril entenda o que eu escrevi.

Citar
É incrível o desrespeito que demonstra por Cavaco Silva, o homem que levou Porttugal à prosperidade económica de meados da década de 80 até à chegada da porcaria do euro.

Mais uma vez demonstra uma total falta de conhecimentos básicos do que realmente aconteceu.

Citar
Já vi que o senhor não suporta ter como presidente um verdadeiro português e que tem a cabecinha afectada com extremismos esquerdistas, os mesmos extremistas que causaram o maior desastre economico do secúlo XX em Portugal, com o PREC.

Não sou de esquerda, mas também não sou de uma (suposta) direita que vende-se a tudo e a todos a troco de tostões (na verdade foram milhões, sacanas dos espertalhões). :lol:

Citar
Estamos em democracia, por isso pode votar no seu amado Manuel Alegre ou Fransisco Lopes (seja lá quem você goste, dos dois), mas posso lhe dizer que eles não vão ganhar de certeza.

Não sou socialista e muito menos comunista, um candidato que gosto pelo humanismo que demonstra ter é o Fernando Nobre.

Entenda uma vez por todas, não é porque o cavaco diz que uma união entre os dois países é absurda o torna menos responsável pela situação actual. Ele é um dos responsáveis por isso mesmo. Ele arrasou todo o sector primário, arrasou com o sector secundário e a única coisa que se desenvolveu no seu "reinado" foi a construção civil e os serviços.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 23, 2010, 06:50:43 pm
Como disse anteriormente, vou ignorar-vos.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 23, 2010, 08:47:37 pm
Pois, fazer um esforço para aprender qualquer coisa dá muito trabalho...
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Jorge Pereira em Setembro 23, 2010, 11:18:40 pm
Como é possível que uma notícia destas ainda não tenha sido aqui colocada?

Citar
TGV: troço Poceirão-Caia vai custar o dobro do anunciado

Contas ainda nem sequer incluem ligação a Lisboa e 3ª travessia, que é a parte mais cara da obra

Por: Redacção / Carlos Enes, TVI  |  21- 09- 2010  20: 37

O troço do TGV entre o Poceirão e a fronteira de Caia custa quase três mil milhões de euros: o dobro do anunciado. Para além deste valor, o Estado pagará, todos os anos, consoante o número de comboios que utilizarem a linha. E o pior: nestas contas não entram ainda a ligação a Lisboa, que inclui a terceira ponte sobre o Tejo, precisamente a parte mais cara da obra.

Para o economista João César das Neves, «os números são assustadores. Numa altura em que todos sabemos que é preciso cortar, que há gente a sofrer, que o desemprego aumenta e é difícil aguentar as prestações sociais para os desempregados, vamos alegremente assinar uma coisa destas. É difícil de entender como pode alguém entrar nisto».

Fonte (http://http)





E os cúmplices de este deboche já reagiram:


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TGV: Bloco quer anular contrato para troço Poceirão-Caia

Votos dos deputados bloquistas, que antes impediram a suspensão do projecto, podem agora ser decisivos na anulação

Por: Redacção / Carlos Enes, TVI  |  22- 09- 2010  20: 35


O Bloco de Esquerda quer a anulação do contrato do TGV para o troço Poceirão-Caia. Os partidos da oposição receberam espantados a revelação, feita pela TVI, de que o Estado vai pagar o dobro do anunciado pela obra: quase três mil milhões de euros.

A posição do Bloco pode tornar-se decisiva, porque foi um dos partidos que há meses evitou a suspensão do projecto. Em Maio, com o seu voto, os deputados do Bloco de Esquerda evitaram a suspensão do TGV, mas agora, depois da revelação do custo que o troço Poceirão-Caia realmente terá, exigem a anulação do contrato

Fonte (http://http)

 
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: FoxTroop em Setembro 23, 2010, 11:24:32 pm
Citação de: "P44"
Pois, fazer um esforço para aprender qualquer coisa dá muito trabalho...

Oh meu caro Pzito, seu traidor iberista comuno-bloquista!!!!!! Esforço para aprender?!!!! Quereis quebrar o rebo que o jovem tão orgulhosamente sustenta debaixo da cabeleira?!!!  :twisted:  :twisted:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: FoxTroop em Setembro 23, 2010, 11:31:34 pm
Citação de: "Jorge Pereira"
Como é possível que uma notícia destas ainda não tenha sido aqui colocada?

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TGV: troço Poceirão-Caia vai custar o dobro do anunciado

Contas ainda nem sequer incluem ligação a Lisboa e 3ª travessia, que é a parte mais cara da obra

Por: Redacção / Carlos Enes, TVI  |  21- 09- 2010  20: 37

O troço do TGV entre o Poceirão e a fronteira de Caia custa quase três mil milhões de euros: o dobro do anunciado. Para além deste valor, o Estado pagará, todos os anos, consoante o número de comboios que utilizarem a linha. E o pior: nestas contas não entram ainda a ligação a Lisboa, que inclui a terceira ponte sobre o Tejo, precisamente a parte mais cara da obra.

Para o economista João César das Neves, «os números são assustadores. Numa altura em que todos sabemos que é preciso cortar, que há gente a sofrer, que o desemprego aumenta e é difícil aguentar as prestações sociais para os desempregados, vamos alegremente assinar uma coisa destas. É difícil de entender como pode alguém entrar nisto».

Fonte (http://http)





E os cúmplices de este deboche já reagiram:


Citar
TGV: Bloco quer anular contrato para troço Poceirão-Caia

Votos dos deputados bloquistas, que antes impediram a suspensão do projecto, podem agora ser decisivos na anulação

Por: Redacção / Carlos Enes, TVI  |  22- 09- 2010  20: 35


O Bloco de Esquerda quer a anulação do contrato do TGV para o troço Poceirão-Caia. Os partidos da oposição receberam espantados a revelação, feita pela TVI, de que o Estado vai pagar o dobro do anunciado pela obra: quase três mil milhões de euros.

A posição do Bloco pode tornar-se decisiva, porque foi um dos partidos que há meses evitou a suspensão do projecto. Em Maio, com o seu voto, os deputados do Bloco de Esquerda evitaram a suspensão do TGV, mas agora, depois da revelação do custo que o troço Poceirão-Caia realmente terá, exigem a anulação do contrato

Fonte (http://http)

 


 :shock:  :shock:

Só pode ser gozo de tão descarado que é. Sempre pensei que fossem contra-sistema e não parte dele...... E o quinto pilar em sossego, caladinho a ver passar o circo.....
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 23, 2010, 11:59:59 pm
Fantástico.
Portanto, o BE era a favor do TGV mas só porque não tinha noção dos reais custos.
Além de serem irritantes, são pouco dotados de inteligência.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 24, 2010, 12:11:30 am
Uma notazinha.
O "dobro do custo" inclui os custos de construção, 38 anos de manutenção e lucro do parceiro privado -- 38 anos de "juros", se quiserem.
Se analizarem qualquer investimento público nessa perspectiva (estradas, NAL, hospitais, escolas, etc, etc), vão chegar ao mesmo tipo de conclusões.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Jorge Pereira em Setembro 24, 2010, 12:21:22 am
Citação de: "AC"
Uma notazinha.
O "dobro do custo" inclui os custos de construção, 38 anos de manutenção e lucro do parceiro privado -- 38 anos de "juros", se quiserem.
Se analizarem qualquer investimento público nessa perspectiva (estradas, NAL, hospitais, escolas, etc, etc), vão chegar ao mesmo tipo de conclusões.


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TGV: troço Poceirão-Caia vai custar o dobro do anunciado

Contas ainda nem sequer incluem ligação a Lisboa e 3ª travessia, que é a parte mais cara da obra

    * PorRedacção  Carlos Enes, TVI
    * 2010-09-21 20:37

O troço do TGV entre o Poceirão e a fronteira de Caia custa quase três mil milhões de euros: o dobro do anunciado. Para além deste valor, o Estado pagará, todos os anos, consoante o número de comboios que utilizarem a linha. E o pior: nestas contas não entram ainda a ligação a Lisboa, que inclui a terceira ponte sobre o Tejo, precisamente a parte mais cara da obra.

Para o economista João César das Neves, «os números são assustadores. Numa altura em que todos sabemos que é preciso cortar, que há gente a sofrer, que o desemprego aumenta e é difícil aguentar as prestações sociais para os desempregados, vamos alegremente assinar uma coisa destas. É difícil de entender como pode alguém entrar nisto».

A TVI consultou os anexos ao contrato, que revelam uma despesa pública substancialmente superior à divulgada nos documentos publicados pelo Ministério das Obras Públicas. O custo da construção anunciada era de 1.359 milhões de euros, mais 12 milhões por ano de manutenção. No contrato, a manutenção é afinal de 15 milhões e 680 mil euros por ano.

Só nessa rubrica, a Refer, empresa pública para a ferrovia, fica obrigada a pagar 580 milhões de euros. A isto acrescem pagamentos anuais entre os 20 e os 70 milhões de euros, num total de 1.347 milhões pela disponibilidade da linha. Mais 176 milhões de entrada, pagos pelo Estado e pela Refer e 662 milhões de euros de fundos comunitários. Contas feitas: 2.765 milhões de euros mais inflação.


«Estamos a falar de uma monstruosidade», diz César das Neves. «Há uns anos, quando analisei o assunto, o custo total da ligação de Lisboa a Madrid é o que eles agora contrataram para o troço do Poceirão a Caia. E a ligação a Lisboa, embora tenha menos quilómetros, é muito mais cara, porque tem terrenos urbanos, túneis e a terceira ponte sobre o Tejo. Já para não falar das derrapagens, mas à partida isto vai ficar muito mais caro».

Mas há mais: o Estado fica ainda obrigado a pagar 412 euros e meio por cada comboio que passar na linha para além do previsto, ou seja, cerca de 150 mil euros extra por ano. Por cada comboio de mercadorias, que passar na linha convencional a construir pelo concessionário, o Estado terá de desembolsar 230 euros: se num ano passarem 300 comboios a mais, a factura será de 69 mil euros.

Se alguma coisa correr mal, o concessionário privado, nos termos do contrato, tem garantida uma taxa interna de rentabilidade próxima dos 12 por cento. Ou seja, o concessionário tem o lucro garantido. E o Estado tem despesa garantida...

Fonte (http://http)

Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 24, 2010, 09:53:42 am
oxalá!


Citar
Governo prepara-se para novo adiamento nas obras do TGV
Inserido em 24-09-2010 08:24



Grandes obras públicas estão hoje em debate no Parlamento, a pedido de CDS.

O Governo prepara-se para deixar cair a ligação da rede de alta velocidade ao novo aeroporto, em Alcochete.

De acordo com a edição de hoje do “Jornal de Negócios”, que cita fonte da RAVE, o novo concurso para o troço Lisboa-Poceirão deverá ter menos 20 quilómetros de linha – trata-se do acesso ao novo aeroporto, que ficará adiado para uma fase posterior.

Contas feitas, a alteração representa menos 250 milhões de euros de investimento.

O Executivo quer ainda reforçar a comparticipação comunitária neste troço, de 170 para 600 a 700 milhões de euros, realocando a esta ligação verbas que estavam destinadas para todo o projecto de alta velocidade no país.

Os novos planos do Governo são conhecidos no dia em que as grandes obras públicas regressam ao Parlamento, desta vez a pedido do CDS, que marcou um debate de urgência sobre a matéria.


http://www.rr.pt/informacao_detalhe.asp ... did=121442 (http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=121442)


estes palhaços agora vão adiando ás fatias  :cry:  quando quiser ir a Caia comprar caramelos  :x
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 24, 2010, 10:31:39 am
Citação de: "cromwell"
Como disse anteriormente, vou ignorar-vos.


é melhor começar a ignorar este blog também:

Citação de: "Luso"
Um século depois, Cavaco imita D. Carlos

Diz ele, que ..."espanta muitos, dada a importância estratégica dos nossos portos, que possamos discutir meses e anos a fio o TGV ou o novo aeroporto de Lisboa sem que paremos um pouco para pensar nos portos do futuro”. Refere-se ao mar a que jamais votou qualquer interesse quando foi primeiro-ministro. Aliás, nos anos 80-90, assistiu-se a um recuo sem precedentes nas actividades relacionadas com este sector. Cavaco Silva escandaliza-se agora, com o abandono a que tem sido votado este património e desfia um imenso rosário de possibilidades, desde auto-estradas marítimas - a obsessão pelo termo é sintomática -, onde os transportes rivalizariam com aqueles outros que ajudou a incentivar, quando decidiu betonar o país de norte a sul. A isto, acrescenta a necessidade de modernização dos portos e uma nova política de taxas portuárias e procedimentos administrativos.
(...)

http://centenario-republica.blogspot.co ... arlos.html (http://centenario-republica.blogspot.com/2010/09/um-seculo-depois-cavaco-imita-d-carlos.html)


pode ser que agora abram os olhos, já que gostam tanto de andar a citar esse blog noutros tópicos. No entanto é melhor colocar em letras grandes.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Setembro 24, 2010, 10:37:08 am
Citação de: "Jorge Pereira"
Como é possível que uma notícia destas ainda não tenha sido aqui colocada?

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TGV: troço Poceirão-Caia vai custar o dobro do anunciado

Contas ainda nem sequer incluem ligação a Lisboa e 3ª travessia, que é a parte mais cara da obra

Por: Redacção / Carlos Enes, TVI  |  21- 09- 2010  20: 37

O troço do TGV entre o Poceirão e a fronteira de Caia custa quase três mil milhões de euros: o dobro do anunciado. Para além deste valor, o Estado pagará, todos os anos, consoante o número de comboios que utilizarem a linha. E o pior: nestas contas não entram ainda a ligação a Lisboa, que inclui a terceira ponte sobre o Tejo, precisamente a parte mais cara da obra.

Para o economista João César das Neves, «os números são assustadores. Numa altura em que todos sabemos que é preciso cortar, que há gente a sofrer, que o desemprego aumenta e é difícil aguentar as prestações sociais para os desempregados, vamos alegremente assinar uma coisa destas. É difícil de entender como pode alguém entrar nisto».

Fonte (http://http)





E os cúmplices de este deboche já reagiram:


Citar
TGV: Bloco quer anular contrato para troço Poceirão-Caia

Votos dos deputados bloquistas, que antes impediram a suspensão do projecto, podem agora ser decisivos na anulação

Por: Redacção / Carlos Enes, TVI  |  22- 09- 2010  20: 35


O Bloco de Esquerda quer a anulação do contrato do TGV para o troço Poceirão-Caia. Os partidos da oposição receberam espantados a revelação, feita pela TVI, de que o Estado vai pagar o dobro do anunciado pela obra: quase três mil milhões de euros.

A posição do Bloco pode tornar-se decisiva, porque foi um dos partidos que há meses evitou a suspensão do projecto. Em Maio, com o seu voto, os deputados do Bloco de Esquerda evitaram a suspensão do TGV, mas agora, depois da revelação do custo que o troço Poceirão-Caia realmente terá, exigem a anulação do contrato

Fonte (http://http)

 

Por acaso desconhecia essa situação por completo (apesar de não me supreender).
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 24, 2010, 11:04:23 am
Citação de: "Jorge Pereira"
A TVI consultou os anexos ao contrato, que revelam uma despesa pública substancialmente superior à divulgada nos documentos publicados pelo Ministério das Obras Públicas. O custo da construção anunciada era de 1.359 milhões de euros, mais 12 milhões por ano de manutenção. No contrato, a manutenção é afinal de 15 milhões e 680 mil euros por ano.

Só nessa rubrica, a Refer, empresa pública para a ferrovia, fica obrigada a pagar 580 milhões de euros. A isto acrescem pagamentos anuais entre os 20 e os 70 milhões de euros, num total de 1.347 milhões pela disponibilidade da linha. Mais 176 milhões de entrada, pagos pelo Estado e pela Refer e 662 milhões de euros de fundos comunitários. Contas feitas: 2.765 milhões de euros mais inflação.

Exacto. O anunciado era 1.359 + 38*12 = 1.815, a preços de 2008.
O custo real vai ser 2.765M€, a preços de 2010.
Ou seja, mais 950M€ do que o anunciado. E parte dos 2765M€ irão ser corrigidos pela inflacção.


Infelizmente, não me choca porque isto é típico nos Governos.
Curiosamente, o caso dos submarinos são uma excepção à regra: os 1200M€ incluem os "juros" a pagar. Só não inclui manutenção.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 24, 2010, 12:55:38 pm
Citação de: "FoxTroop"
Citação de: "P44"
Pois, fazer um esforço para aprender qualquer coisa dá muito trabalho...

Oh meu caro Pzito, seu traidor iberista comuno-bloquista!!!!!! Esforço para aprender?!!!! Quereis quebrar o rebo que o jovem tão orgulhosamente sustenta debaixo da cabeleira?!!!  :twisted:  :evil:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Setembro 24, 2010, 01:08:40 pm
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24-09-2010 - 12:30h«Vamos pegar nos passageiros e levá-los a Madrid de submarino?»
Deputada do BE, Ana Drago, questiona o CDS sobre a necessidade do submarino perante o pedido do partido de que o projecto do TGV seja cancelado

 No debate de urgência marcado pelo CDS para analisar o projecto do TGV e a política de grandes obras públicas, em que o partido pede que a alta velocidade seja adiada, a deputada do Bloco de Esquerda, Ana Drago, questionou o CDS sobre a necessidade do submarino.

«Eu achava que era hoje que o CDS ia explicar que em vez do TGV temos submarinos», afirmou.

«Vamos pegar nos passageiros e levá-los a Madrid de submarino? Mil milhões de euros merecem uma explicação detalhada sobre o percurso do TGV entre Lisboa e Madrid», disse ainda.

Também o ministro das Obras Públicas, António Mendonça, presente do debate abordou o tema do submarino. «A diferença entre o TGV e o submarino é que o submarino não gera actividade económica», afirmou.


A aldrabice destes bloquistas não tem limite. :lol:
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Upham em Setembro 24, 2010, 03:39:31 pm
Boa tarde FoxTroop!

Citação de: "FoxTroop"
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Isto é verdade e eu lembro-me perfeitamente disso. Nos anos 80 e 90, não só no sector das pescas como tambem na agricultura. Montes de subsidios para abates e tudo e um par de botas, mas modernização nada, ou melhor só nos carros novos.
Tambem me lembro que já na época Cavaco Silva apelava aos empresários para que fizessem um um esforço para se modernizarem. Não é só de agora

Competia ao governo fazer a fiscalização e punir severamente os que recebiam os fundos e os aplicavam nos célebre Porches e quintas, em vez modernizarem as suas industrias ou sistemas. Nisso falhou completamente, para não dizer que foi conivente com a bandalheira geral desses tempos. O apelo dele não passou, tal como agora não passa, de palavras ao vento, um verdadeiro "cheio de nada"

Tambem é verdade e repito a grande critica que faço ao "Tio Anibal" é que lhe faltou coragem política (e um pouco mais de firmeza), porque como referi, a bandalheira e o grande sorvedouro já vêm bem de antes do tempo dele e as convicções devem ser complementadas por acções. Aqui faço um reparo sobre um comentário que ouvi há uns dias do Prof. Medina Carreira, que, o ultimo ano em que o país não teve deficit nas contas públicas, foi precisamente o ano de 1974. :wink: Basta pensar......
É claro que tambem não defendo o regresso aos tempos do Maquês de Pombal (com os seus métodos "expeditos").
Agora os apelos feitos pelo PR á classe empresarial, que tem muitos empresários dinâmicos e com espirito de inciativa mas onde campeia também o chico-espertismo e o empresário manhoso podem ser considerados vãos e não passar, mas, em minha opinião por esses mesmo chicos-espertos.
Pode é tambem a questão ser vista de outro prisma. Pode dar-se o caso de empresários ou investidores sérios em façe da bandalheira geral se retrairem, e isso sim é que é de lamentar, mas o dinheiro é deles.

Cumprimentos
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 24, 2010, 07:26:04 pm
Governo mantém intenção de construir linha Lisboa-Madrid


O ministro António Mendonça reafirmou hoje no Parlamento "a importância deste projecto para a economia portuguesa".

O ministro das Obras Públicas declarou hoje, no Parlamento, que "o Governo mantém a sua firme intenção de construir a linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, incluindo, obviamente, o troço entre Lisboa e o Poceirão".

Num debate de urgência agendado pelo CDS-PP sobre a alta velocidade, António Mendonça declarou: "Queria aqui reafirmar que o Governo mantém a sua firme intenção de construir a linha de alta velocidade entre Lisboa e Madrid, incluindo, obviamente, o troço entre Lisboa e o Poceirão".

Na abertura do debate, o presidente do CDS-PP, Paulo Portas tinha perguntado ao ministro das Obras Públicas se "acha daqui a uns meses há condições para lançar um novo concurso" para o troço Lisboa-Poceirão, anulado pelo Governo através de um despacho publicado na semana passada.

Paulo Portas questionou como é que "milagrosamente" as dificuldades económicas, as dificuldades de acesso ao crédito e o endividamento invocados pelo Governo para anular o concurso vão desaparecer "daqui a uns meses".

Na resposta, o ministro frisou que o Governo não anulou "a construção do troço de alta velocidade entre Lisboa e o Poceirão, incluindo a travessia do Tejo", anulou um concurso com a intenção de mais tarde lançar outro, e não tomou essa decisão agora.

O Governo tomou uma decisão em Maio de "anular o concurso da parceria público privada referente ao troço de alta velocidade entre Lisboa e o Poceirão" por considerar "que, face à conjuntura existente, seria possível lançar um novo concurso que defendesse melhor o interesse do país, tendo em conta as circunstâncias que então se viviam", disse António Mendonça.

"Permitem-me que reafirme uma vez mais a importância deste projecto para a economia portuguesa", acrescentou.

DN
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Vicente de Lisboa em Setembro 24, 2010, 07:34:21 pm
Citação de: "Upham"
Aqui faço um reparo sobre um comentário que ouvi há uns dias do Prof. Medina Carreira, que, o ultimo ano em que o país não teve deficit nas contas públicas, foi precisamente o ano de 1974. c34x
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 24, 2010, 08:27:34 pm
de outro forum

Citar
Este governo foi o pior da nossa era democrática.
O "recuo" no TGV que não é um recuo, é simples de explicar... a Soares da Costa tinha acordado com a Mota cada uma ficar com um dos concursos.. a Soares ganhou o Poceirão - Caia, portanto apresentou pior proposta na TTT e a Mota supostamente uma melhor... mas sempre inflacionada face ao real. Os espanhóis apareceram não só a dar menos, como a fazer uma proposta tecnicamente bem superior!

Resultado: Ah e tal, não há dinheiro hoje, cancela-se o concurso e vamos refazer o projecto... mas amanhã já vai haver dinheiro! (para a Mota Engil... podem marcar estas palavras)

Citar
o sector, toda a gente sabe disto! Falou-se logo mal os espanhóis inadvertidamente apareceram no concurso, que isto ainda ia ser "adiado".
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Setembro 24, 2010, 11:14:11 pm
Citação de: "AC"
Exacto. O anunciado era 1.359 + 38*12 = 1.815, a preços de 2008.
O custo real vai ser 2.765M€, a preços de 2010.
Ou seja, mais 950M€ do que o anunciado. E parte dos 2765M€ irão ser corrigidos pela inflacção.

Segundo o ministro, eu estou errado.
São 1.473M€ "a preços de hoje" (Valor Actual Líquido). Ou seja, 2765 ao longo dos 38 anos, já incluindo os ajustes à inflacção.

http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=470441 (http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=12&id_news=470441)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Jorge Pereira em Setembro 25, 2010, 12:36:29 am
Mais uma prova da Fraude do TGV quando se fala em transporte de mercadorias.

Isto num país de Vanguarda no que diz respeito ao TGV:

Citar
España transporta sus mercancías en trenes de diez vagones a 15 kilómetros por hora



España transportaba por ferrocarril el 53% de sus mercancías en 1953. En la actualidad, este porcentaje apenas llega al 4%. Seis años ha necesitado el Gobierno Zapatero para tomar cartas en un problema que el Senado denunciaba en 2008 como una exigencia ineludible para mejorar la competitividad de la economía española y continuar exportando productos a la Unión Europea. El ministro de Fomento, José Blanco, anunciaba esta semana un plan para impulsar el transporte ferroviario de mercancías. ¿Presupuesto? Más de 7.500 millones de euros. Apenas semanas antes, el Colegio de Ingenieros de Caminos, Canales y Puertos retrataba las carencias de un sector relegado en favor de la más atractiva alta velocidad.

“La política de los últimos años ha estado privilegiando al sector de pasajeros, subsidiando el AVE, y olvidando el transporte de mercancías, que no recibe inversiones de importancia desde hace décadas”, subraya en un informe titulado Una política de inversión en infraestructuras en tiempos de escasez. Una falta de fondos que ha dibujado en el sector de mercancías un cuadro muy alejado de la modernidad para las infraestructuras que pretendía José Luis Rodríguez Zapatero. No en vano desde su propio Ejecutivo se defendía que “todo español deba encontrarse a una distancia de transporte no superior a una hora de un tren de alta velocidad”. El documento de los ingenieros recuerda que afirmaciones de ese tipo, propias de épocas de abundancia, “en la coyuntura actual difícilmente se justifican”.

Y es que España cuenta para el transporte de mercancías con trenes lentos -que evolucionan a entre 15 y 20 kilómetros por hora de velocidad media- y cortos -entre diez y doce vagones frente a los 20 de media en Europa-. Todo sin contar con los retrasos frecuentes y unas operaciones de logística en terminales lentas y costosas. No es de extrañar que una de las claves del nuevo plan de Blanco pase por trenes de 750 metros de longitud, lo que según el Ministerio permitirá reducir en un 40% los costes. Claro que también obligará a otras actuaciones. “La circulación de trenes más largos pasa por construir apartaderos con una longitud no menor de 750 metros", recuerda el estudio. Además, la apuesta por trenes más largos obligará a mejorar las terminales. Un proceso en el que resulta imprescindible la entrada del capital privado.

Las cifras de los ingenieros son demoledoras. “El tráfico interior de mercancías en España en los últimos 40 años ha experimentado un crecimiento notable (450% entre 1970 y 2008). Pero de un total de 1.474 millones de toneladas transportadas en 2008, sólo 31 millones lo fueron por ferrocarril”, subrayan en su informe. Fomento no desmiente el análisis. De acuerdo con sus datos, sólo un 4,1% de las mercancías se transportan por ferrocarril en España, a sideral distancia del 22,2% de Alemania o el 15,9% de Francia. El objetivo declarado por José Blanco con su nuevo plan es llevar el porcentaje actual hasta el 8% o el 10% en 2020, en detrimento de la carretera, que se lleva el 95,9% del pastel.

Ferrocarril vs. carretera

Para que eso suceda, los expertos consideran imprescindible que se instaure para ambas modalidades un sistema de tarifas realista que permita la competencia entre el transporte por ferrocarril y el transporte vial. “Este factor por sí solo no será suficiente, pero ayudará a mejorar la demanda, factor clave para posibilitar proyectos económicamente viables”, matiza el documento. Según el cálculo de los ingenieros, una tasa como la euroviñeta, aplicada a las carreteras de gran capacidad y que gravara con 10 céntimos de euro por kilómetro a los vehículos de más de 3,5 toneladas de peso, permitiría ingresar 3.000 millones anuales. Una medida adoptada por otros países europeos y que Fomento ha descartado por ahora, tal vez para evitar la movilización de un sector claramente contrario a la tasa.

En el caso del transporte por ferrocarril, la inversión privada sólo acometerá los proyectos si son económicamente viables y pueden trasladar los costes a los precios, algo que “el muy bajo nivel de cánones existentes y las mejoras en el rendimiento que la inversión implicaría deberían hacer posible”, argumenta el informe. El canon de circulación en España (0,26 euros por kilómetro de tren de 700 toneladas o 0,37 euros por kilómetro de tren de 1.000 toneladas) es muy inferior a los cánones que operan en otros países de la UE. Por ejemplo, en Francia se pagan 1,49 euros por kilómetro para un tren de mercancías de 1.000 toneladas. En Alemania, se abonan 2,30 euros.

Falta por ver el futuro de los 7.500 millones prometidos por Blanco. No en vano Fomento anunció en abril un Plan Extraordinario de Infraestructuras (PEI) de 17.000 millones de euros apenas semanas antes de plantear un recorte en la inversión de obra pública de 6.400. Unos meses después defendía como un gran logro una inversión adicional de 700. Esto es, un galimatías que sólo refleja una escasez de recursos que obliga a establecer prioridades. Pocas como la mejora del transportes ferroviario de mercancías. No hace tanto que se alardeaba: “Sólo se construirá una autopista de peaje si existe en paralelo una vía de gran capacidad gratuita”. Los tiempos están cambiando.


Fonte (http://http)






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FERROCARRIL
El transporte español de mercancías por tren, entre los peores del mundo

La carga ferroviaria nacional de nuestro país se sitúa por detrás de la de Gabón, Túnez, Croacia, Irán, Vietnam, Chile o Turquía, según los operadores de sistemas combinados.

La situación del transporte de mercancías por ferrocarril -la alternativa que más desahoga la carretera- es "lamentable". Así la define el presidente de la Unión de Operadores de Transporte Combinado (UOTC-Astic), Antonio Pérez Millán. Un estudio internacional sitúa a España por detrás de países como Gabón, Túnez, Croacia, Irán, Vietnam, Chile o Turquía. Los transportistas reclaman "un interlocutor" en el Ministerio de Fomento, cuyas ideas de combinar carga y pasajeros en las nuevas líneas de &apos;altas prestaciones&apos; califican de "disparate absurdo y carísimo". "No ha habido estímulo para la iniciativa privada, y estamos donde estamos, a la cola del mundo y, por supuesto, de Europa, donde sólo superamos a Grecia e Irlanda en toneladas por habitante y año", señala Pérez. Los datos del informe (elaborado por la Unión Internacional de Ferrocarriles) son demoledores y revelan, además, que el problema no es tanto de falta de infraestructuras como de gestión y aprovechamiento de las mismas. Hay vías, pero el sistema no funciona.

El traslado de carga por tren se convierte en una pesadilla, pues es muy lento -la velocidad ronda los 15 kilómetros por hora- y las empresas no se arriesgan a que sus productos lleguen tarde a destino. Los trenes de mercancías no pueden superar los 450 metros de largo, pues los apartaderos (los lugares donde esperan cuando se cruzan con otros convoyes) tienen esa longitud. Y claro, a menos vagones, menos eficiencia en el tráfico. En Europa la distancia es de 750 metros y se amplia a 1.000.

Además, la liberalización que -oficialmente- entró en marcha en 2005 no es real. Hay ya empresas con licencia (casi todas vinculadas a las constructoras), pero "no se tiran a la piscina", dice Pérez. El grueso del transporte lo hace Renfe Operadora que, "en cuanto se abrió el mercado, lo primero que hizo fue subir las tarifas pero no la calidad", añade el empresario. Ese encarecimiento se denunció hace un año ante las autoridades de Competencia en un expediente que, dice el sector, parece dormir 'el sueño de los justos'. El administrador de infraestructuras (Adif) también subió los precios de los apartaderos "en cuanto se separó de Renfe". El responsable de UOT-Astic critica que el Gobierno "hable de intermodalidad, de Kioto y sólo se dedique a encarecer el servicio".

'Líneas de altas prestaciones'

Cuando la ministra de Fomento, Magdalena Álvarez, dio a conocer en 2004 las líneas básicas de sus planes de infraestructuras creó un nuevo concepto para el ferrocarril: 'las líneas de altas prestaciones'. Su idea es que mercancías y pasajeros circularan por las mismas vías. Algo de lo que en los últimos tiempos, marcados por los estrenos de los AVE, apenas se ha hablado. Esa idea es para los transportistas "un disparate", dice Pérez. "Es absurdo, porque resulta entre un 30% y un 60% más caro así; creo que es un capricho", añade. "De hecho, en el corredor Madrid-Sevilla sólo circula una composición de mercancías al día".

El Gobierno aprobó en 2007 un macro-plan de ahorro energético que contemplaba el alargamiento a 750 metros de los apartaderos de las líneas Madrid-Barcelona-Port Bou y Madrid-Irún. Un esfuerzo loable a juicio del sector que, sin embargo, duda de su efectividad ya que lo ve como "un truco político que no se sabe cuándo se hará realidad". "No tenemos un interlocutor en Fomento con el que impulsar el sector por que, sencillamente, no hay nadie que nos atienda", denuncia Pérez.

En septiembre de 2006, once asociaciones y patronales (desde fabricantes de coches a químicas, de distribución, siderúrgicas o logísticas) crearon el Centro de Promoción del Transporte de Mercancías por Ferrocarril para impulsar el sector. "No deja de ser curioso que seamos los transportistas por carretera los que queramos darle alas al tren", comenta Pérez, quien critica que mientras el Ministerio de Economía ya se ha reunido con el 'lobby', "ni la ministra de Fomento ni su 'número dos' han recibido a nadie".
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Setembro 25, 2010, 10:24:00 am
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TGV vai custar o dobro: veja os documentos e faça as contas
Ministro contestou os números avançados pela TVI. No «Jornal Nacional» vamos mostra-lhe os valores. E pode consultar aqui os documentos

A TVI publica esta sexta-feira os documentos que fundamentam a peça TGV: troço Poceirão-Caia vai custar o dobro do anunciado, depois de o ministro das Obras Públicas ter contestado os valores avançados em primeira mão.

Leia aqui:

Anexo 9 - Critérios-chave link externo

Anexo 13 - Pagamentos dos Parceiros Públicos link externo

 :arrow: http://www.tvi24.iol.pt/politica/tgv-ob ... -4072.html (http://www.tvi24.iol.pt/politica/tgv-obras-publicas-tvi-poceirao-caia-alta-velocidade-governo/1193905-4072.html)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Upham em Setembro 26, 2010, 01:45:37 pm
Bom domingo!

Citação de: "Vicente de Lisboa"
Citação de: "Upham"
Aqui faço um reparo sobre um comentário que ouvi há uns dias do Prof. Medina Carreira, que, o ultimo ano em que o país não teve deficit nas contas públicas, foi precisamente o ano de 1974. :(
Apresento um exemplo muito simples sobre o endividamento: Nos anos 70, exibir um cartão de crédito para efectuar um compra era um simbolo de estatuto social. Não havia nada disso para o povinho.
Com o aparecimento das ATMs, cartões multibanco e a democratização do crédito fácil e barato, dá-se o boom dos cartões de crédito a partir dos anos 90, hoje qualquer um tem pelo menos um cartão de crédito. Mas como o ppl não se sabe controlar (ou não aparendeu ainda que não há "almoços de borla") dá-se tambem o aumento do endividamento (porque toda a gente tem tem que ter isto e mais aquilo porque todos têm e toda a gente tem que ir para aqui e para acolá porque todos vão) e muitas vezes, com novos créditos para ajudar a pagar a divida que já existe. Lembra-lhe algo? :twisted:

Citação de: "Vicente de Lisboa"
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É claro que tambem não defendo o regresso aos tempos do Maquês de Pombal (com os seus métodos "expeditos").
Agora os apelos feitos pelo PR á classe empresarial, que tem muitos empresários dinâmicos e com espirito de inciativa mas onde campeia também o chico-espertismo e o empresário manhoso podem ser considerados vãos e não passar, mas, em minha opinião por esses mesmo chicos-espertos.
Agora é que acertou em cheio. É trazer de volta o Marquês e dizer-lhe que os empresários Portugueses são uns Távoras e Jesuítas! :twisted: aquilo eram eforcamentos, mortes na roda, degolações e depois de já estar tudo trucidado ainda eram queimados os corpos na fogueira.

Agora a sério, quem não aprende pela "cenoura", tambem não aprende pelo "pau".

Voltando ao exemplo dos subsidios atribuidos pela CE para incentivos aos abates de velharias. O que defendo é mais rigor na atribuição de dinheiros públicos. Um pouco como os bancos fazem. Pedem garantias de tudo e mais alguma coisa. Ou então a atribuição do subsidio apenas no fim do processo de modernização, contra o abate da velharia. Porque senão "o mundo enche-se de mãos estendidas "todas muito necessitadas" assim que cheira a dinheiro fácil.
Infelizmente..........esta oportunidade já passou. :)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Outubro 03, 2010, 06:27:41 pm
Obras Públicas
Governo obrigado a lançar novo concurso de TGV até 17 de Março

Nuno Miguel Silva  
03/10/10 08:15



A ANA e o novo aeroporto vão estar parados até 8 de Dezembro.

O Governo será obrigado a lançar o novo concurso para a construção e exploração do troço de TGV entre Lisboa e o Poceirão até 17 de Março, mesmo com a crescente crítica dos partidos da oposição e do congelamento do investimento público, anunciado esta semana no âmbito do novo pacote de austeridade.

Essa imposição decorre do Código dos Contratos Públicos (CCP), que estipula que quando um concurso público não é adjudicado depois de se terem invocado "circunstâncias imprevistas", é obrigatório "dar início a um novo procedimento no prazo máximo de seis meses a contar da data de notificação da decisão de não adjudicação".

O despacho conjunto dos ministros das Obras Públicas e das Finanças, respectivamente, António Mendonça e Teixeira dos Santos, a anunciar oficialmente a anulação do primeiro concurso para o troço de alta velocidade entre Lisboa e o Poceirão, data de 10 de Setembro, mas só foi publicado em Diário da República a 17 do mês passado. Seis meses depois, a 17 de Março será, portanto, a data-limite, para estar em marcha o novo concurso para este troço de TGV, que inclui a Terceira Travessia sobre o Tejo.

Nesse despacho, a decisão de anulação do primeiro concurso é justificada com o facto de, "após a data de lançamento do concurso público internacional da ‘Concessão RAV Lisboa-Poceirão' se verificou uma significativa e progressiva degradação da conjuntura económica e financeira de Portugal".

"O aumento dos custos de financiamento, em virtude da conjuntura económica, implicaria, à semelhança do já verificado em outros projectos de concurso de concessão de obras públicas de infra-estruturas de transportes, um agravamento das condições das propostas dos concorrentes para além dos limites admitidos pelas normas que regulam o procedimento concursal", acrescenta o referido despacho.

O argumento legal que serviu ao Governo para anular o primeiro concurso obriga-o igualmente a lançar o segundo no espaço de seis meses a partir da data daquele despacho, independentemente das críticas e dos constrangimentos financeiros, sob pena do pagamento de eventuais indemnizações aos consórcios privados.

Uma forma de mitigar o esforço financeiro desta Parceria Público-Privada (PPP) foi concebida pela Rave, empresa pública responsável pelo projecto nacional de alta velocidade. Enquanto no primeiro concurso estava previsto um total de cerca de 170 milhões de euros de financiamento comunitário, para a segunda versão deste concurso, a RAVE e o Governo decidiram alocar verbas já aprovadas pela União Europeia para as linhas TGV de Lisboa-Porto e Porto-Vigo. Estes fundos serão perdidos se não forem gastos até 2015 e são exclusivamente destinados à alta velocidade. Como as duas linhas foram adiadas, optou-se por redireccionar essas verbas, de 430 milhões, para este troço de TGV sobre o Tejo, que, assim, terá um financiamento comunitário de cerca de 600 milhões de euros. No final o esforço do Estado e/ou Refer será de apenas 100 milhões de euros.

Aeroporto parado dois meses

Entretanto, outro grande projecto de obras públicas lançado por José Sócrates continua igualmente envolto em dúvidas. Depois de se ter concluído na semana passada a fase inicial de consulta pública para a Declaração de Impacto Ambiental, o processo sofreu novo desenvolvimento na passada quinta-feira com a Assembleia da República a suspender o decreto-lei que enquadra a lei de bases de concessão da ANA. Questionado pelo Diário Económico, fonte oficial do Ministério das Obras Públicas explicou apenas que o referido decreto-lei "será reposto em vigor no dia 8 de Dezembro de 2010". A oposição teme que se transforme um monopólio público num privado e quer separa a gestão dos diversos aeroportos nacionais, até 8 de Dezembro não haverá qualquer alteração, ficando o processo em banho-maria por mais dois meses. Também aqui não deverão ser conhecidas grandes novidades antes de 2011.

 
http://economico.sapo.pt/noticias/gover ... 00599.html (http://economico.sapo.pt/noticias/governo-obrigado-a-lancar-novo-concurso-de-tgv-ate-17-de-marco_100599.html)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 06, 2010, 07:37:21 pm
TGV Lisboa/Madrid terá «impacto orçamental mínimo»


O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações garantiu hoje que a ligação Lisboa/Madrid em alta velocidade terá "impactos orçamentais mínimos", largamente compensados por "significativos impactos positivos" na economia portuguesa.

"Trata-se de um projecto com significativos impactos na economia portuguesa, traduzidos numa injecção de, no mínimo, 1.200 a 1.300 milhões de euros de fundos comunitários ao longo dos quatro anos de construção, na geração de 40 mil empregos directos e indirectos e num acréscimo potencial do PIB em 900 milhões de euros", concretizou António Mendonça.

O ministro falava no Porto, num almoço debate sobre "As Grandes Opções do Plano 2010-2013 para o sector dos Transportes e do seu Impacto no Desenvolvimento Económico de Portugal", promovido pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Francesa.

Garantindo que "há muitos estudos" de avaliação do saldo custo/benefício do projecto, realizados por "empresas internacionais de referência", o governante citou um deles para avançar um saldo custo/benefício estimado em cerca de 10 mil milhões de euros e uma TIR (Taxa Interna de Rentabilidade) económica global da ligação de 5,9%, que ascende a 20,5% no troço específico da 3ª travessia sobre o Tejo.

Adicionalmente, "a incorporação nacional pode ir até aos 85%".

No que respeita ao impacto da construção da ligação Lisboa/Madrid em alta velocidade, António Mendonça garantiu que, "em 2010, será zero".

Já "em 2011 será de 76 milhões de euros (0,04% do PIB), em 2012 e 2013 de 40 milhões de euros (0,03% do PIB) e, em termos médios, ao longo dos 36 anos de concessão, estará na casa dos 73 milhões de euros/ano, correspondentes a 0,04%" do Produto.

"Os impactos orçamentais serão mínimos e o saldo dos custos/benefícios aponta para um resultado positivo de cerca de 10 mil milhões de euros ao longo da concessão", sustentou.

De acordo com o ministro, a linha Lisboa/Madrid será mista (passageiros e mercadorias) e "terá associada a construção de uma via paralela convencional de mercadorias que vai articular os portos de Lisboa, Setúbal e Sines e ligá-los ao sistema ferroviário de mercadorias espanhol e, daí, ao resto da Europa" através dos Pirenéus.

"Além da valorização dos três portos do Sul, este projecto vai valorizar as regiões interiores do Alentejo e da Estremadura espanhola e, mesmo, até à Andaluzia", acrescentou.

Para António Mendonça, "a alta velocidade Lisboa/Madrid, bem como o novo aeroporto de Lisboa, constituirão peças fundamentais de aproximação de Portugal ao mundo, permitindo novas oportunidades para as actividades económicas, designadamente no sector do turismo".

Relativamente à 3.ª travessia sobre o Tejo, cujo concurso público acabou por não ser adjudicado devido às "dificuldades actuais", o ministro afirmou que será reavaliado e posteriormente lançado um novo concurso, não estando "em causa a sua necessidade e importância".

Lusa
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Outubro 08, 2010, 09:41:55 am
Governo retira contrato do TGV do Tribunal de Contas para evitar chumbo
Por Redacção

O Governo decidiu retirar do Tribunal de Contas (TC) o contrato de adjudicação do troço de alta velocidade (TGV) entre Poceirão e Caia para evitar que este fosse chumbado.

Os conselheiros do Tribunal de Contas haviam descoberto várias irregularidades no processo, preparando-se para lhe recusar o visto prévio. Tal situação fez com que a empresa estatal REFER retirasse o contrato do TC.

Segundo o semanário Sol, o Ministério das Obras Públicas recebeu vários pedidos de esclarecimento por parte do TC, que levantou dúvidas sobre os riscos económicos e financeiros da obra. Os juízes terão alegado, ainda, que o interesse público do investimento não estava devidamente assegurado.

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=225284 (http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=225284)
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Outubro 08, 2010, 11:59:08 am
Citação de: "P44"
Governo retira contrato do TGV do Tribunal de Contas para evitar chumbo
Por Redacção

O Governo decidiu retirar do Tribunal de Contas (TC) o contrato de adjudicação do troço de alta velocidade (TGV) entre Poceirão e Caia para evitar que este fosse chumbado.

Os conselheiros do Tribunal de Contas haviam descoberto várias irregularidades no processo, preparando-se para lhe recusar o visto prévio. Tal situação fez com que a empresa estatal REFER retirasse o contrato do TC.

Segundo o semanário Sol, o Ministério das Obras Públicas recebeu vários pedidos de esclarecimento por parte do TC, que levantou dúvidas sobre os riscos económicos e financeiros da obra. Os juízes terão alegado, ainda, que o interesse público do investimento não estava devidamente assegurado.

http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=225284 (http://www.abola.pt/mundos/ver.aspx?id=225284)

Isto só demonstra que este Governo quer mesmo o TGV e acabar com a economia portuguesa.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: GI Jorge em Outubro 18, 2010, 10:09:01 pm
Não sei se já viram, mas aqui fica. Já não era sem tempo esta senhora dizer algo de jeito...

http://www.destakes.com/redir/070583c81ebbc8133cb05bd0b705ba0b
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: cromwell em Outubro 18, 2010, 10:26:43 pm
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Ferreira Leite reafirma ser contra a contrução do TGV, porque Portugal "não tem dinheiro para pagar"

Badajoz, Espanha, 18 out (Lusa) - A antiga líder do PSD Manuela Ferreira Leite reafirmou hoje, em Badajoz (Espanha), ser contra a construção da linha ferroviária de alta velocidade (TGV) entre Lisboa e Madrid, com o argumento de que Portugal "não tem dinheiro para pagar".

"Eu não tenho nada contra o TGV, nem contra Espanha, como é óbvio, mas não posso deixar de defender os interesses de Portugal. O nosso país, neste momento, não tem dinheiro para pagar e, se não tem dinheiro, não tem crédito para o poder fazer e, penso eu, não se deve comprometer com algo que é extremamente prejudicial à política económica, neste momento", afirmou a atual deputada social-democrata.

Em declarações à Agência Lusa no "Fórum Ágora, o Debate Peninsular", principal fórum de reflexão das relações entre Portugal e Espanha, que começou hoje em Badajoz, a ex-líder do PSD reafirmou a sua oposição ao projeto conjunto de alta velocidade entre Portugal e Espanha.

"Reafirmo, até com mais firmeza que há alguns meses, que é impensável que Portugal possa enveredar, neste momento, num projeto para o qual não tem dinheiro", declarou.

Sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2011, apresentada pelo Governo português, Manuela Ferreira Leite recusou-se a comentar, alegando que não fala sobre questões internas do país em solo internacional.

"Sobre política interna não falo aqui (Espanha). Se ainda não o fiz em Portugal, também não é aqui que o vou fazer", afirmou.

Manuela Ferreira Leite participou hoje na 11.ª edição do "Fórum Ágora, o Debate Peninsular", o principal fórum de reflexão das relações entre Portugal e Espanha, que começou hoje e termina domingo.

Ferreira Leite participou numa discussão em torno da temática "O nacionalismo português e o debate espanhol".



http://noticias.pt.msn.com/Politica/art ... =155015674 (http://noticias.pt.msn.com/Politica/article.aspx?cp-documentid=155015674)

Parabens para a senhora o ter dito em território castelhano, mesmo na fronha deles.

TGV não serve para nada!
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: PereiraMarques em Outubro 19, 2010, 09:58:29 am
Para "descanso" de alguns, os "mentideros" (políticos e técnicos de transportes e ordenamento do território das CMs da Margem Sul, com destaque óbvio para o Barreiro) andam a dizer que a travessia do TGV será feita pela actual ponte 25 de Abril.

Quer isto dizer que vai ser abandonado (definitivamente  :mrgreen: .
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Vicente de Lisboa em Outubro 19, 2010, 03:59:42 pm
Fim da 3ª ponte?!

DEUS EXISTE!  c34x
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Outubro 19, 2010, 04:19:08 pm
Citação de: "PereiraMarques"
Para "descanso" de alguns, os "mentideros" (políticos e técnicos de transportes e ordenamento do território das CMs da Margem Sul, com destaque óbvio para o Barreiro) andam a dizer que a travessia do TGV será feita pela actual ponte 25 de Abril.

Quer isto dizer que vai ser abandonado (definitivamente  :mrgreen: .


Será que algum bom senso entrou na cabeça dos lunáticos?????

Mas enfim, com ponte ou sem ponte, o TGv vai ser o prego derradeiro no caixão...
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 23, 2010, 02:27:47 pm
Isso é uma solução temporária enquanto a TTT não está feita.

Se o Governo cancelar definitivamente a TTT
a) provavelmente terá de indeminizar as empresas que concorreram ao 1º concurso para a TTT
b) o TGV Lisboa/Madrid não será suficientemente rápido para competir com o avião; logo, vai ser um elefante branco que temos ali.
c) provavelmente teremos de indeminzar Espanha por não cumprirmos o nosso lado do acordo

Pelo que o mais provável é que ela seja feita e o concurso apareça nos próximos meses.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: GI Jorge em Outubro 23, 2010, 09:42:09 pm
Citação de: "AC"
Isso é uma solução temporária enquanto a TTT não está feita.

Se o Governo cancelar definitivamente a TTT
a) provavelmente terá de indeminizar as empresas que concorreram ao 1º concurso para a TTT
b) o TGV Lisboa/Madrid não será suficientemente rápido para competir com o avião; logo, vai ser um elefante branco que temos ali.
c) provavelmente teremos de indeminzar Espanha por não cumprirmos o nosso lado do acordo

Pelo que o mais provável é que ela seja feita e o concurso apareça nos próximos meses.

Então, mas à partida já se sabia que seria um mau projecto. Porquê fazer acordos e avançar? Como é que as contas do governo davam números tão grandes e bonitos, se exemplos na vida real mostravam ser o contrário? Penso eu que devia haver muitos interesses políticos e pessoais no projecto, que agora se mostra como sendo a causa do desespero económico português.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 23, 2010, 10:05:12 pm
Porque tudo o que você escreveu está errado.
Não se sabia à partida que o projecto ia ser um mau projecto. A experiência não mostra que os resultados são piores que os números.
Pelo contrário. Os estudos continuam a mostrar que o projecto é um bom projecto. E a experiência mostra que, se alguma coisa, os projectos de AV tendem a superar as expectativas.

Por isso é que o Durão Barroso assinou os acordos. E por isso é que o Sócrates nunca tentou negociar atempadamente o adiamento/cancelamento do projecto.

O problema não é a rentabilidade do projecto. Nem nunca foi, excepto na mente das pessoas que no seu desconhecimento assumem que o projecto será um elefante branco.

O problema é que, apesar do projecto ser rentável, vamo-nos "endividar" um bocado mais para o fazer e o país já tem um problema de endividamento.
É como uma empresa que tem um bom produto nas mãos mas não tem dinheiro para o pôr no mercado e está demasiado endividada para pedir mais dinheiro emprestado.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: GI Jorge em Outubro 24, 2010, 11:17:37 am
Citação de: "AC"
Porque tudo o que você escreveu está errado.
Não se sabia à partida que o projecto ia ser um mau projecto. A experiência não mostra que os resultados são piores que os números.
Pelo contrário. Os estudos continuam a mostrar que o projecto é um bom projecto. E a experiência mostra que, se alguma coisa, os projectos de AV tendem a superar as expectativas.

Por isso é que o Durão Barroso assinou os acordos. E por isso é que o Sócrates nunca tentou negociar atempadamente o adiamento/cancelamento do projecto.

O problema não é a rentabilidade do projecto. Nem nunca foi, excepto na mente das pessoas que no seu desconhecimento assumem que o projecto será um elefante branco.

O problema é que, apesar do projecto ser rentável, vamo-nos "endividar" um bocado mais para o fazer e o país já tem um problema de endividamento.
É como uma empresa que tem um bom produto nas mãos mas não tem dinheiro para o pôr no mercado e está demasiado endividada para pedir mais dinheiro emprestado.

Desculpa mas não foi isso que vi na comunicação social. Mostrou-se as expectativas para o TGV e comparou-se com casos reais de outros troços europeus, emj que a realidade ficava muito aquém do previsto. E os estudos do estado, por alguma razão, tendem a divergir muito dos outros, quer do FMI, quer de estudos independentes. E por
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: GI Jorge em Outubro 24, 2010, 11:23:54 am
Citação de: "AC"
Porque tudo o que você escreveu está errado.
Não se sabia à partida que o projecto ia ser um mau projecto. A experiência não mostra que os resultados são piores que os números.
Pelo contrário. Os estudos continuam a mostrar que o projecto é um bom projecto. E a experiência mostra que, se alguma coisa, os projectos de AV tendem a superar as expectativas.

Por isso é que o Durão Barroso assinou os acordos. E por isso é que o Sócrates nunca tentou negociar atempadamente o adiamento/cancelamento do projecto.

O problema não é a rentabilidade do projecto. Nem nunca foi, excepto na mente das pessoas que no seu desconhecimento assumem que o projecto será um elefante branco.

O problema é que, apesar do projecto ser rentável, vamo-nos "endividar" um bocado mais para o fazer e o país já tem um problema de endividamento.
É como uma empresa que tem um bom produto nas mãos mas não tem dinheiro para o pôr no mercado e está demasiado endividada para pedir mais dinheiro emprestado.

Peço desculpa, mas não foi isso que vi na comunicação social. Foi mostrado, à algum tempo, penso que na TVI, uma comparação  entre as expectativas dos troços do TGV portugueses comparados com troços um pouco por toda a europa. E foi mostrado que a realidade desses troços  também ficava aquém das expectativas.
Se estou a mentir, é baseado no que vi/ouvi.
E sim, penso que será um elefante do género Tide "Branco mais branco não há". E por algumas razões bastante simples. Acha mesmo que, na actual situação económica dos portugueses, algum terá dinheiro para usar o TGV efectivamente? Acha que os turistas vão pagar o preço do bilhete (que agora acabou de ficar mais caro por não haver travessia do Tejo) só para ir para Lisboa? E o resto do país? E será que ir de avião não ficará mais barato? Penso que a construção do aeroporto seria muito mais necessária, mais rentável, e a ser feita, iria tornar o TGV numa mera atracção turística.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 24, 2010, 03:22:26 pm
Citação de: "GI Jorge"
Peço desculpa, mas não foi isso que vi na comunicação social. Foi mostrado, à algum tempo, penso que na TVI, uma comparação  entre as expectativas dos troços do TGV portugueses comparados com troços um pouco por toda a europa. E foi mostrado que a realidade desses troços  também ficava aquém das expectativas.
Se estou a mentir, é baseado no que vi/ouvi.

Não exageremos. Não disse que estava a mentir. Só que estava errado. :)
Sem ver a notícia que refere, é dificil fazer o contraditório.

Mas você sabe bem que em assuntos de defesa os jornalistas a maior parte das vezes não percebem um cu e escrevem disparates. Em relação a TGVs e virtualmente tudo o resto, idem.
Eu recordo-me em particular de uma série de notícias que comparavam o número de passageiros Paris/Londres (9.5M) com Lisboa/Madrid (9M), o que obviamente faz esta última parecer irrealista. Mas essa comparação incorre em 2 erros crassos, logo à partida.

Primeiro erro, os 9M de passageiros previstos para Lisboa/Madrid é o previsto para 2033. A previsão para 2014 é (ou era, sem TTT não vai ser) uns 6.7M. Já os 9.5M Paris/Londres é o volume de hoje.

Segundo erro, os 9M de passageiros Lisboa/Madrid são o total de passageiros a usar a linha. A maior parte deles nem fará o percurso completo Lisboa/Madrid.
Já os 9.5M Paris/Londres são só os passageiros do serviço EuroStar. Mas, do lado Francês, há (paletes) de outros serviços TGV (TGV e Thallys) a usar a mesma linha cujos passageiros não estão incluidos naqueles 9.5M

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E sim, penso que será um elefante do género Tide "Branco mais branco não há". E por algumas razões bastante simples. Acha mesmo que, na actual situação económica dos portugueses, algum terá dinheiro para usar o TGV efectivamente? Acha que os turistas vão pagar o preço do bilhete (que agora acabou de ficar mais caro por não haver travessia do Tejo) só para ir para Lisboa? E o resto do país? E será que ir de avião não ficará mais barato? Penso que a construção do aeroporto seria muito mais necessária, mais rentável, e a ser feita, iria tornar o TGV numa mera atracção turística.

Começando pelo fim: o avião não ficará mais barato. Ou melhor, quando o TGV estiver a operar com o tempo alvo (2h45), o TGV poderá dar-se ao luxo de cobrar um pouco mais que o avião porque as pessoas irão aceitar e pagar um pouco mais por uma viagem um pouco mais rápida e mais confortável.
Voltando à realidade, entre Madrid e Barcelona (que era um dos 3 corredores aéreos mais usados do mundo), o TGV já apanhou metade dos passageiros e os comboios ainda não estão ao operar à velocidade prevista. Em França, foi a decimação das ligações internas. A Air France até chegou a pensar comprar comboios e tornar-se também operador ferroviário (acabou por contentar-se com parcerias com a SNCF).

Mas enquanto a TTT não estiver construida... sim, *aquilo* vai ser um elefante branco.

Aproveitando que você fala no aeroporto, você  vai encontrar muita gente a usar argumentos semelhantes contra a construção do NAL, porque estamos em crise e as viagens aéreas estão a diminuir e etc. Mas se essas pessoas fossem ver o número de passageiros da Portela.. vêm que continua a aumentar. Houve uma queda substancial há 2 ou 3 anos mas desde então tem vindo sempre a crescer e 2010 baterá todos os valores de passageiros na Portela. A crise pode ter dado uns 2 ou 3 anos de margem de manobra mas, a médio prazo, o NAL continua a ser necessário.
A questão é que, apesar das dificuldades, há gente que continua a ter dinheiro e a viajar por necessidade ou prazer. Acho que Portugal tem alguma sorte: como destino turistico relativamente barato, os turistas que deixam de cá vir porque não têm dinheiro são compensados por turistas que trocam destinos mais caros por Portugal.
Mas voltando ao TGV, tal como a crise não matou a Portela, não se espera que mate o TGV.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: GI Jorge em Outubro 24, 2010, 03:26:04 pm
Pois, contra factos não há argumentos. De facto está mais do que correcto.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Edu em Outubro 24, 2010, 04:52:12 pm
Citação de: "AC"
Começando pelo fim: o avião não ficará mais barato. Ou melhor, quando o TGV estiver a operar com o tempo alvo (2h45), o TGV poderá dar-se ao luxo de cobrar um pouco mais que o avião porque as pessoas irão aceitar e pagar um pouco mais por uma viagem um pouco mais rápida e mais confortável.
Voltando à realidade, entre Madrid e Barcelona (que era um dos 3 corredores aéreos mais usados do mundo), o TGV já apanhou metade dos passageiros e os comboios ainda não estão ao operar à velocidade prevista. Em França, foi a decimação das ligações internas. A Air France até chegou a pensar comprar comboios e tornar-se também operador ferroviário (acabou por contentar-se com parcerias com a SNCF).

Uma viagem de 2h45 de comboio Lisboa-Madrid é mais rapida que uma viagem de avião?
Em tempo de voo, sem contar com check-in e outras coisas, a viagem faz-se facilmente em 45 min. Sinceramente não estou a ver como o comboio faz isso mais rapido. Só se estiver a achar que a viagem se faz nalgum ultraleve ou num planador...
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 24, 2010, 06:49:37 pm
Depende um bocado do passageiro e do destino, mas no global, sim.

O tempo de vôo Lisboa/Madrid não é 45 minutos, é 1h10.
Assumindo um passageiro em bagagem de porão e que faz checkin online, tem de somar tempo para chegar, passar pela segurança e embarcar. Depois tem o desembarque e a viagem do aeroporto (que está a ~15km do centro de Madrid) até ao destino.
Não é nada dificil gastar mais 1h30 nesta treta toda. E mais uns 20 minutos quando o aeroporto se mudar da Portela para Alcochete.

Se o passageiro não gostar de fazer checkin online ou, pior, tiver bagagem para o porão.. facilmente adiciona 1h-1h30 a isto.

O comboio fará Oriente/Madrid Atocha em 2h45. Mais 5 minutos para embarcar, outros tantos para desembarcar.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: P44 em Outubro 27, 2010, 08:31:05 am
e no TGV não haverá Check-In+Segurança?

Terroristas tb podem andar de comboio
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 28, 2010, 01:23:04 am
Pois podem e não é só nos de TGVs.
A modos que.. vive-se com isso.

O EuroStar (Paris/Londres) tem checkin e segurança. Mas é caso único.
Em Espanha também há segurança, mas é só mostrar o bilhete e identificação para aceder à gare. Não há detectores de metais nem revistas à bagagem nem etc.
De resto.. não.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 28, 2010, 10:28:07 am
Desculpa lá ó AC, mas eu nunca demorei só 5 minutos para entrar num combóio, as máquinas de bilhetes dão uma ajuda é verdade, mas o pior são os atrasos, as paragens nas estações (o TGV não é directo para Madrid, tem paragens), etc.

O avião pode ter inconvenientes, mas é rápido, seguro e barato.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: Edu em Outubro 28, 2010, 03:09:46 pm
Caro AC, tendo em conta as reais utilizações do TGV com as paragens e os verdadeiros tempos para embarcar, nunca o TGV será mais rapido que o avião. Duvido que a viagem Lisboa-Madrid se faça efectivamente em 2h45m. Se levar bagagem volumosas no TGV elas também terão de ir numa carruagem ou compartimento à parte e aí a demora será semelhante à demora para o embarque em avião. Outra questão para o TGV é que ele será provavalmente mais caro que o preço praticado pelas companhias aereas low-cost...
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 28, 2010, 03:25:30 pm
Caro Cabeça de Martelo,
Vamos lá a ver. Eu estava a comparar alhos com alhos, não alhos com bugalhos.
Estava a comparar o tempo de viagem de um passageiro "expedito", que demora o menos tempo possível em cada um dos casos.
No caso do avião, um passageiro que já tem o bilhete comprado previamente, que fez checkin online antes de chegar ao aeroporto e só tem bagagem de mão: chega ao aeroporto, passa pela segurança do aeroporto, chega à porta de embarque e entra no avião.
No caso do comboio, um passageiro que já tem o bilhete comprado previamente: chega à estação, passa pela segurança, chega à gare e embarca.

No caso do comboio, chegar à estação 5 minutos antes da hora de partida é comum. Diabos, eu faço isso todas as semanas cá.
No caso do avião.. mesmo um passageiro destes não chega ao aeroporto menos de meia hora antes. Embora dependa um bocado do "optimismo" do passageiro. Não é só o tempo que efectivamente demora a passar a segurança ou o embarque, é o ter tempo para o caso de haver chatices na segurança ou no embarque (ie, chegares à porta de embarque e recusarem-te a bagagem de mão porque os compartimentos estão todos cheios).

E estava a comparar estes casos porque é o menos desfavorável ao avião.
Se o passageiro ainda tiver de ir comprar bilhete e fazer checkin ou entregar bagagem de porão... facilmente precisa de chegar ao aeroporto 2h antes.

Quanto às paragens, as 2h45m são já contando com uma série de paragens intermédias.
Quanto aos atrasos, estes comboios primam pela pontualidade. Em Espanha, a RENFE reembolsa-te 100% do bilhete se o AVE se atrasar mais de 5 minutos, o que ocorre em 0.16% dos casos.

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O avião pode ter inconvenientes, mas é rápido, seguro e barato.
Até é. Mas o TGV é mais. Como resultado, aquilo que disse uns posts atrás: em 2 ou 3 anos, captou 50% no tráfego aéreo Madrid/Barcelona e ainda nem atingiram o tempo alvo (problemas num troço). Em França, algumas rotas aéreas sofreram reduções de 90%.
Título: Re: Aeroporto da Ota e TGV... prioridades?
Enviado por: AC em Outubro 28, 2010, 03:48:28 pm
Citação de: "Edu"
Caro AC, tendo em conta as reais utilizações do TGV com as paragens e os verdadeiros tempos para embarcar, nunca o TGV será mais rapido que o avião. Duvido que a viagem Lisboa-Madrid se faça efectivamente em 2h45m. Se levar bagagem volumosas no TGV elas também terão de ir numa carruagem ou compart