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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Portugal => Tópico iniciado por: Viajante em Dezembro 15, 2018, 10:53:39 pm

Título: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Viajante em Dezembro 15, 2018, 10:53:39 pm
Helicóptero do INEM cai e mata quatro profissionais a bordo

Acidente ocorreu no regresso de uma emergência. Dois pilotos, um médico e um enfermeiro são as vítimas

(https://www.dnoticias.pt/binrepository/768x511/0c40/768d432/none/11506/ONWP/image_content_1919129_20181215224008.jpg)



Vários meios da Protecção Civil estão envolvidos nas buscas para localizar um helicóptero de emergência médica, com quatro pessoas a bordo, desaparecido na zona de Valongo desde as 18h30 de hoje, informou o INEM em comunicado. As últimas informações apontam para que todos os ocupantes tenham morrido na queda deste meio aéreo de socorro do Instituto Nacional de Emergência Médica.

As últimas informações davam conta que ainda não tinham sido encontrados. Contudo, a RDP Antena 1 acaba de informar que o helicóptero foi encontrado por um popular e foi confirmada a morte dos ocupantes.

“Estão em curso buscas para localizar um helicóptero de emergência médica ao serviço deste Instituto, o qual está dado como desaparecido. A aeronave em questão regressava à sua base, em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, após ter realizado uma missão de emergência médica de transporte de um doente grave para o Hospital de Santo António, no Porto”, adiantava o comunicado do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). Segundo o INEM, o último contacto com o helicóptero foi registado por volta das 18h30, na zona de Valongo.

“Decorrem neste momento buscas, envolvendo vários meios de Protecção Civil, com vista a localizar o aparelho”, acrescenta.

De acordo com o INEM, a bordo do helicóptero de emergência médica seguiam “dois pilotos e uma equipa médica, composta por médico e enfermeiro”.

O helicóptero em questão é um Augusta A109S, operado pela empresa Babcock, de acordo com o INEM.

Segundo a Protecção Civil, estão envolvidos nas buscas os bombeiros de Valongo e de Santa Maria do Zêzere, com 4 veículos e 11 operacionais, estando a caminho “meios do INEM”, que não identificou, e um helicóptero da Força Aérea.

De acordo com fonte da Força Aérea, o helicóptero descolou da Base Aérea do Montijo cerca das 21h45 e deverá chegar ao local pelas 22h30.

A mesma fonte da Protecção Civil disse à agência Lusa que não foi ainda uma definida uma zona concreta para o desaparecimento da aeronave, mas as autoridades estão a “tentar reduzir ao máximo” o perímetro das buscas nas imediações da aldeia de Couce, no concelho de Valongo.

https://www.dnoticias.pt/pais/helicoptero-do-inem-cai-e-mata-quatro-profissionais-a-bordo-FA4112632#
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: LM em Dezembro 16, 2018, 10:45:05 am
Quem falhou no socorro ao helicóptero do INEM? (https://observador.pt/especiais/heli-do-inem-passaram-duas-horas-entre-o-primeiro-alerta-e-a-operacao-de-socorro-porque/)
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Viajante em Dezembro 16, 2018, 03:44:08 pm
Quando vi ontem a notícia, descobri que era um verdadeiro quebra-cabeças descobrir informações verdadeiras, no meio de tanta confusão! Como o infeliz acidente não se deu em Lisboa, os meios de comunicação andavam à nora! Mesmo hoje, voltei a ver um erro muito repetido pela Comunicação Social, de que tinha caído uma Augusta! Não sei quem é a Augusta, mas de qualquer forma, é notória a absoluta falta de informação fidedigna vinda quer da imprensa escrita quer das TV! Cheguei a ouvir que o Heli tinha-se despistado!!!!! Aguardamos por mais informação verdadeira e sem a especulação que a Comunicação Social nos impinge!!!!!

De qualquer forma, os meus sentimentos aos familiares que sofreram esta perda e esperar que a equipa seja reposta como um novo Heli que cubra toda a região de Trás-os-Montes e Alto-Douro!
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: HSMW em Dezembro 16, 2018, 10:00:18 pm
https://www.msn.com/pt-pt/noticias/watch/investiga%C3%A7%C3%A3o-helic%C3%B3ptero-embateu-numa-antena/vp-BBR2h2f

Bateu numa antena.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: mafets em Dezembro 16, 2018, 10:15:02 pm
Pois...

Citar
Os especialistas reconhecem que os helicópteros ligeiros, em funcionamento desde abril de 2010, não estão a realizar o número de serviços previsto, nomeadamente à noite e por dificuldades como a visibilidade ou as condições atmosféricas que limitam a sua atuação.

https://www.rtp.pt/noticias/pais/tres-helicopteros-do-inem-podem-deixar-de-fazer-missoes-a-noite_n513058?fbclid=IwAR0IPpyfkEKJDPut2ZZNY8p6OqQ-GhyW1AEtICOnjsz5opKwxF4WUmXlJD4 (https://www.rtp.pt/noticias/pais/tres-helicopteros-do-inem-podem-deixar-de-fazer-missoes-a-noite_n513058?fbclid=IwAR0IPpyfkEKJDPut2ZZNY8p6OqQ-GhyW1AEtICOnjsz5opKwxF4WUmXlJD4)

(https://cdn-images.rtp.pt/icm/noticias/images/96/960e76497b7bb17ba8f3531d8376cc93_N.jpg?rect=0,10,395&w=200&q=50&auto=format)

Saudações
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Dezembro 17, 2018, 03:24:34 pm
https://www.msn.com/pt-pt/noticias/watch/investiga%C3%A7%C3%A3o-helic%C3%B3ptero-embateu-numa-antena/vp-BBR2h2f

Bateu numa antena.

No telejornal referiram que várias das antenas dessa serra não possuem iluminação ou não está funcional, isso vai ser tirado à limpo com a câmara municipal e outras entidades.

Uma pérola que ouvi nas notícias foi, "caiu o Merlin do INEM".
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 17, 2018, 04:33:20 pm
Pelo que me parece, e pelo que li, o acidente deveu-se a Factor humano, human factors, decisão errada do Cmdt da aeronave.
Pergunta que se impõe antes de afirmarmos que o acidente se deveu a um embate numa antena !

Escala em Baltar para reabastecimento ?? Porquê??
Uma vez que a perna anterior Macedo de Cavaleiros - Porto, a aeronave, apenas tinha tercorrido 144kms ??? 

http://pt.distanciacidades.net/distancia-de-porto-a-macedo-de-cavaleiros

A Situação meteo era favorável a reabastecimento em Baltar ??
Não, não era, e como tal o cmdt deveria ter reabastecido no Porto, onde se encontrava, e, efectuar o voo de retorno Porto - Macedo de Cavaleiros directo, e operar a uma altitude superior aos 1500 ft !
Porque razão descola do Porto para reabastecer a 20kms de distância ???

http://www.distanciascidades.com/distancia-porto-baltar-12631.html

I-EITC = A109S grand -  raio de acção Ferry = 859kms !

https://en.wikipedia.org/wiki/AgustaWestland_AW109S_Grand

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/922/uPqk70.jpg) (https://imageshack.com/i/pmuPqk70j)

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/9nPdwP.jpg) (https://imageshack.com/i/pl9nPdwPj)

Conclusão  : Na minha opinião, a aeronave quando descola de Macedo de cavaleiros não tem, fuel On Board, FOB, suficiente para efectuar o voo de retorno, em segurança, sem ter de reabastecer; não reabastece onde deveria no Porto; tenta operar em Baltar em situação de LVO quando Baltar não possui ajudas IFR para tal operação; Tentativa de aproximação a Baltar em LVO, com o desfecho que teve. Faleceram no cumprimento do seu Dever. Paz ás suas Almas !


PS Alguém diga ao presidente do INEM que o Heli substituto CS-HHH A109E, é idêntico, comprimento menor em 20 cm, largura menor em 40cm e com PMD menor em 300 kgs, ao que se despenhou um A109S, mas no que concerne aos restantes sistemas, não é inferior ao acidentado, como ele afirmou. Favor ler págs 11 e seguintes do doc que anexo !

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/922/9txake.jpg) (https://imageshack.com/i/pm9txakej)

https://www.easa.europa.eu/sites/default/files/dfu/A%20109E%20A109S%20AW%20109SP.pdf

EASA AgustaWestland A109E, A109S, AW109SP


Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Viajante em Dezembro 17, 2018, 05:03:25 pm
https://www.msn.com/pt-pt/noticias/watch/investiga%C3%A7%C3%A3o-helic%C3%B3ptero-embateu-numa-antena/vp-BBR2h2f

Bateu numa antena.

No telejornal referiram que várias das antenas dessa serra não possuem iluminação ou não está funcional, isso vai ser tirado à limpo com a câmara municipal e outras entidades.

Uma pérola que ouvi nas notícias foi, "caiu o Merlin do INEM".

Eu li em quase todos os meios de comunicação, os jornalistas a insistirem que foi a Augusta que caíu!!!!!

"A aeronave do INEM é um modelo Augusta A109S"
https://www.publico.pt/2018/12/15/sociedade/noticia/helicoptero-inem-1854904

"O aparelho, de modelo Augusta A109S, regressava à base de Macedo de Cavaleiros"
https://www.dn.pt/pais/interior/medico-espanhol-e-a-quarta-vitima-identificada-de-queda-de-helicoptero-10329929.html

"seguiam a bordo do helicóptero Augusta A109S ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)"
https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/ordem-dos-medicos-lamenta-incidente-com-helicoptero-do-inem

"a bordo do helicóptero Augusta A109S ao serviço do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM)"
https://tvi24.iol.pt/sociedade/acidente/ordem-dos-medicos-lamenta-incidente-com-helicoptero-do-inem

"O helicóptero em questão é um Augusta A109S, operado pela empresa Babcock"
https://sicnoticias.sapo.pt/pais/2018-12-15-Helicoptero-de-emergencia-medica-cai-na-zona-de-Valongo

"um Augusta A109S, operado pela empresa Babcock"
https://www.noticiasaominuto.com/pais/1151511/ja-sao-conhecidas-as-identidades-das-vitimas-do-helicoptero-do-inem
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Dezembro 17, 2018, 06:04:30 pm
Pelo que me parece, e pelo que li, o acidente deveu-se a Factor humano, human factors, decisão errada do Cmdt da aeronave.
Pergunta que se impõe antes de afirmarmos que o acidente se deveu a um embate numa antena !

Escala em Baltar para reabastecimento ?? Porquê??
Uma vez que a perna anterior Macedo de Cavaleiros - Porto, a aeronave, apenas tinha tercorrido 144kms ??? 

http://pt.distanciacidades.net/distancia-de-porto-a-macedo-de-cavaleiros

Essa distância não está correcta, há que adicionar mais alguns kms, o heli foi de Macedo de Cavaleiros a Bragança buscar o doente e então é que foi para o Porto, mas não sei se faz diferença necessária para necessitar de reabastecer no regresso.

https://www.dn.pt/pais/interior/queda-de-helicoptero-o-que-sabemos-sobre-o-acidente-10329987.html
Citar
"O transporte teve início às 15.13, altura em que o helicóptero levantou voo da sua base para o hospital de origem do doente, tendo o mesmo sido entregue aos cuidados das equipas médicas do Hospital de Santo António cerca das 18.10"

https://observador.pt/especiais/heli-do-inem-passaram-duas-horas-entre-o-primeiro-alerta-e-a-operacao-de-socorro-porque/
Citar
15h13 — O transporte de Bragança para o Porto
João Lima, Luís Rosindo, Luís Vega e Daniela Silva entraram no helicóptero Agusta A109S, operado pela empresa Babcock, ao serviço do INEM, poucos minutos depois das 15h. Tinham sido chamados para transportar uma mulher, assistida no Hospital Distrital de Bragança, para o Hospital de Santo António, no Porto, a 170 quilómetros, em linha reta.

Por tanto assim já vamos em 170km, faltando ainda adicionar os kms entre o aeródromo de Macedo de Cavaleiros e o hospital de Bragança

Citar
A Situação meteo era favorável a reabastecimento em Baltar ??
Não, não era, e como tal o cmdt deveria ter reabastecido no Porto, onde se encontrava, e, efectuar o voo de retorno Porto - Macedo de Cavaleiros directo, e operar a uma altitude superior aos 1500 ft !
Porque razão descola do Porto para reabastecer a 20kms de distância ???

Eles no Porto estavam no "aerodromo de massarelos" pensava que era um aeródromo a sério, que pelo que andei a ver, é isto, um pequeno heliporto muito usado para passeios de helicóptero sobre o rio Douro, quase que aposto que não tem serviço de abastecimento de combustivel. a nivel de torre de controlo, estavam em contacto com a torre do aeroporto Francisco Sá Carneiro.
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F1.bp.blogspot.com%2F-sQGK9nT0OKA%2FUM5TsLoGGJI%2FAAAAAAAAF6E%2FqBhWaBLOOwQ%2Fs1600%2FDSC00204.JPG&hash=1556a1c427fb5888f2b63d2b04ec17db)
(https://apollo-ireland.akamaized.net/v1/files/ppiojtpbyqbb1-PT/image;s=644x461)

Eles para abastecer teria que ser num noutro local, em que locais poderiam abastecer? Aeroporto do Porto? Outros aeródromos? Não deviam querer andar "a perder tempo", quiseram arriscar abastecer num que ficasse "em caminho"... é a minha ideia.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 17, 2018, 07:24:07 pm
Os meios aéreos SAR/Evacuação, depois de uma missão devem ser/estar completamente re/abastecidos para poderem ser empenhados com 100% de capacidade, raio de acção !

Se o heli saísse de Macedo de cavaleiros para Bragança e depois para O Porto, faria dois voos c/ um total de 35kms + 170 kms = 205 kms quando o heli tem uma autonomia de 800 kms.
Porque é que se decidiu abastecer num heliporto sem ajudas IFR quando o Porto estava mais perto e tem essa ajuda por instrumentos ??

http://pt.distanciacidades.net/distancia-de-braganca-a-macedo-de-cavaleiros

https://www.abc-portugal.com/distancia/2735943-8011451/Porto/Braganca-(Se)/

Uma má decisão com meteo adversa causou o que causou.
Quanto a mim o mais sensato seria ou ficar no Porto, ou voar directo para Macedo de cavaleiros depois de reabastecer no Porto, nunca em Baltar com a Vis que na altura existia !

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Dezembro 17, 2018, 07:30:59 pm
Concordo Tenente, eu agora também ia dar o exemplo dos meios alerta da Força Aérea, que quando regressam de algum voo abastecem-nos logo para estarem à máxima capacidade, ia perguntar se no INEM seria diferente, pois empresa privada, tem que dar lucro, etc, etc, teriam só o combustível que achassem suficiente para um voo até ao Porto e mais algum de reserva? Alguma gestão nos gastos. Mas acho errado se for isso, aeronaves de alerta deveriam estar sempre na máxima capacidade.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Dezembro 17, 2018, 07:38:58 pm
Também me lembro agora de outra, os helicópteros quando estão no chão a receber/largar doentes não desligam os motores. Também seria interessante saber quanto tempo esteve no hospital de Bragança até embarcar a doente e quanto tempo esteve no tal aeródromo de Massarelos. É combustível que se gasta.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 17, 2018, 08:23:53 pm
Também me lembro agora de outra, os helicópteros quando estão no chão a receber/largar doentes não desligam os motores. Também seria interessante saber quanto tempo esteve no hospital de Bragança até embarcar a doente e quanto tempo esteve no tal aeródromo de Massarelos. É combustível que se gasta.

Lightning, não é bem assim, o motor que se liga no solo é o APU, auxiliary power unit, para manter os sistemas operacionais, radar, computador bordo, inserção de dados de voo, fonia, volmet, ar condicionado, etc...... não a turbina que acciona as pás do rotor principal/cauda, que fica em funcionamento, ( que acontece em missões militares quando os helis desembarcam/descarregam infantaria/paras/equipamento/viaturas rapidamente e, a aeronave mantem as turbinas/rotores em funcionamento para descolagem rápida ), o fuel consumido pelo APU destas aeronaves poderá rondar os 10/15 litros/hora, nunca mais que isso !

Num 320/1 ou até num 330 o consumo/hora de APU pode chegar aos 50 litros de jetA1.

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Viajante em Dezembro 17, 2018, 10:01:38 pm
Uma dúvida, os pilotos não podem ter sido pressionados a regressarem apesar do mau tempo?

Digo isto porque é frequente ver no interior do país, 2 Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) seguidas ou 1 AEM e 1 Ambulância de Socorro (amarelas e com a traseira vermelha, entregues aos Bombeiros), só para atenderem 1 emergência!!!!

Um membro do Comando de uma corporação dos bombeiros, referiu-me chateado, que o INEM faz isso e chega a deixar o ou os concelhos sem qualquer AEM ou AS para acorrer a uma emergência (quando têem por exemplo de levar o doente para um hospital central), porque o INEM utiliza a 2ª ambulãncia para...... trazer de volta a sua tripulação sem demora!!!!!!!! Vai a fazer serviço de táxi!!!!! Isto é ridículo!!!!!! Os Bombeiros com certeza davam boleia à equipa de emergência!!!! Parece-me que cada capelinha não fala com a vizinha!!!!!!
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 17, 2018, 11:14:47 pm
Uma dúvida, os pilotos não podem ter sido pressionados a regressarem apesar do mau tempo?

Digo isto porque é frequente ver no interior do país, 2 Ambulâncias de Emergência Médica (AEM) seguidas ou 1 AEM e 1 Ambulância de Socorro (amarelas e com a traseira vermelha, entregues aos Bombeiros), só para atenderem 1 emergência!!!!

Um membro do Comando de uma corporação dos bombeiros, referiu-me chateado, que o INEM faz isso e chega a deixar o ou os concelhos sem qualquer AEM ou AS para acorrer a uma emergência (quando têem por exemplo de levar o doente para um hospital central), porque o INEM utiliza a 2ª ambulãncia para...... trazer de volta a sua tripulação sem demora!!!!!!!! Vai a fazer serviço de táxi!!!!! Isto é ridículo!!!!!! Os Bombeiros com certeza davam boleia à equipa de emergência!!!! Parece-me que cada capelinha não fala com a vizinha!!!!!!

Viajante,  vou-te responder como na Aviação curto e grosso  : qualquer Operação aérea depende da meteo em 90%.
 
Se a tripulação pode ter sido pressionada a sair ? Pode !

Mas, a tripulação de cockpit, flight Crew, em especial o seu cmdt é soberano na decisão final quanto á realização da missão, apesar de todas e quaisquer pressões, venham elas das operações, coordenação, CCO, administração, chefes de escala, venham de onde vierem, o sr Cmdt é quem tem a decisão final !

Se a operação, neste caso do voo, e o aeroporto de destino, estão abaixo dos mínimos, certificados para a operação da aeronave e ou da tripulação de cockpit, a missão não se deverá realizar até termos, através dos TAF's/Metars uma certeza da melhoria para se efectuar o voo/aproximação em completa segurança.
Para tal realização do voo temos de utilizar a menor certificação/qualificação entre aeronave e a tripulação de cockpit.

Exemplo suponhamos que o cmdt e o copiloto estão certificados para operar em CATIII, mas a aeronave só possui instrumentos para poder operar até CATII, qualificação de categoria inferior a CATIII, neste caso a operação só pode ocorrer até a visibilidade chegar a CATII, se baixar para CATIII, Borrego á vista ! 

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Dezembro 18, 2018, 12:17:25 am
Outra questão sobre o assunto, porque é que o helicóptero chocou contra a antena? Sabe-se das comunicações com a torre que o helicóptero iria voar a 1500 pés de altitude, isso equivale a 457m.

https://www.metric-conversions.org/pt/comprimento/pes-em-metros.htm

 A serra em Valongo, serra de Santa Justa tem 376m.

https://lifecooler.com/artigo/atividades/serra-de-santa-justa/349385#

O que dá uma diferença de 81m.
A nível de aviação isso é uma diferença segura, mesmo tendo em conta que podem existir torres e antenas no topo das serras que façam essa diferença ser ainda menor?

O que fez o helicóptero descer esses 81m? Avaria nos instrumentos? Estaria à procura de visualizar o heliporto de Baltar?
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: MATRA em Dezembro 18, 2018, 12:41:54 am
Talvez tenha baixado por causa da visibilidade, ou melhor, falta dela.

Este acidente faz-me lembrar um pouco o da SATA ha uns anos, um dos comandantes com mais experiência em voos inter ilhas, choca com uma montanha que já tinha passado dezenas de vezes, neste caso, foi um excesso de confiança, as más condições atmosfericas não permitiam uma navegação à vista como era normalmente feito naquela zona, mas mesmo assim não navegou com instrumentos por confiança onde estava, enganou-se e desfecho foi o que se viu.

Aqui penso que se pode ter passado algo parecido, o comandante era muito experiente nesta rota, com as condiçõesw péssimas para voo visual, pode ter baixado um pouco, mas não estava onde pensava, e pronto.

Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lusitaniae em Dezembro 18, 2018, 01:58:13 am
Outra questão sobre o assunto, porque é que o helicóptero chocou contra a antena? Sabe-se das comunicações com a torre que o helicóptero iria voar a 1500 pés de altitude, isso equivale a 457m.

https://www.metric-conversions.org/pt/comprimento/pes-em-metros.htm

 A serra em Valongo, serra de Santa Justa tem 376m.

https://lifecooler.com/artigo/atividades/serra-de-santa-justa/349385#

O que dá uma diferença de 81m.
A nível de aviação isso é uma diferença segura, mesmo tendo em conta que podem existir torres e antenas no topo das serras que façam essa diferença ser ainda menor?

O que fez o helicóptero descer esses 81m? Avaria nos instrumentos? Estaria à procura de visualizar o heliporto de Baltar?

Do local onde caiu até ao heliporto de Baltar são mais de 9km. O que se passou para ter embatido na antena ficará para sempre por apurar, deviam de ter uma caixa negra.

(https://i.ibb.co/Xt44WSz/Screenshot-20181218-014557.png) (https://ibb.co/L1PP0nC)
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 18, 2018, 06:23:17 am
Talvez tenha baixado por causa da visibilidade, ou melhor, falta dela.

Este acidente faz-me lembrar um pouco o da SATA ha uns anos, um dos comandantes com mais experiência em voos inter ilhas, choca com uma montanha que já tinha passado dezenas de vezes, neste caso, foi um excesso de confiança, as más condições atmosfericas não permitiam uma navegação à vista como era normalmente feito naquela zona, mas mesmo assim não navegou com instrumentos por confiança onde estava, enganou-se e desfecho foi o que se viu.

Aqui penso que se pode ter passado algo parecido, o comandante era muito experiente nesta rota, com as condiçõesw péssimas para voo visual, pode ter baixado um pouco, mas não estava onde pensava, e pronto.

Nem mais, a confiança, ou o excesso dela, não sei se foi o caso, aliado ou não ás fracas, muito fracas condições de visibilidade, e ao facto de ao necessitar de referências, no solo,, para saber ao certo onde se encontrava o ter de se aproximar mais do solo, para poder referenciar a aproximação ao destino fez acontecer o que aconteceu, voar por instrumentos, ás cegas e confiar a 100% nos ditos, exige muitas horas de simulador, e muita confiança por parte dos pilotos, mas esperemos pelas conclusões do GPIAA(F).

Se a FdP da antena não tinha as luzes de presença/perigo ON, foi a cereja no topo do Bolo, mas, na Aviação é assim que os acidentes acontecem são uma sucessão de más decisões e/ou pequenos incidentes até a tragédia acontecer !

Eu continuo a pensar que, as condições atmosféricas locais determinavam que o reabastecimento se realizasse no Porto, e o voo para MdC se efectuasse directo, a uma altitude de segurança, maior 2500/3000 pés, mas isto sou eu a pensar alto !!

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 18, 2018, 06:33:49 am
Talvez tenha baixado por causa da visibilidade, ou melhor, falta dela.

Este acidente faz-me lembrar um pouco o da SATA ha uns anos, um dos comandantes com mais experiência em voos inter ilhas, choca com uma montanha que já tinha passado dezenas de vezes, neste caso, foi um excesso de confiança, as más condições atmosfericas não permitiam uma navegação à vista como era normalmente feito naquela zona, mas mesmo assim não navegou com instrumentos por confiança onde estava, enganou-se e desfecho foi o que se viu.

Aqui penso que se pode ter passado algo parecido, o comandante era muito experiente nesta rota, com as condiçõesw péssimas para voo visual, pode ter baixado um pouco, mas não estava onde pensava, e pronto.

são fracções de segundo quando acontece, o tempo de reação/resposta da aeronave muitas vezes não permite que saia da zona de perigo, mesmo que o piloto consiga reagir a tempo, mas a propulsão não acompanha a velocidade de reação do cérebro, se acompanhasse……….!

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: HSMW em Dezembro 18, 2018, 09:17:54 am
Talvez tenha baixado por causa da visibilidade, ou melhor, falta dela.

Este acidente faz-me lembrar um pouco o da SATA ha uns anos, um dos comandantes com mais experiência em voos inter ilhas, choca com uma montanha que já tinha passado dezenas de vezes, neste caso, foi um excesso de confiança, as más condições atmosfericas não permitiam uma navegação à vista como era normalmente feito naquela zona, mas mesmo assim não navegou com instrumentos por confiança onde estava, enganou-se e desfecho foi o que se viu.

Aqui penso que se pode ter passado algo parecido, o comandante era muito experiente nesta rota, com as condiçõesw péssimas para voo visual, pode ter baixado um pouco, mas não estava onde pensava, e pronto.

A mim faz-me sempre lembrar este acidente:


Dá para sentir o pânico de ter visibilidade zero...
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 18, 2018, 10:07:26 am
ou então esta….aproximação



Há que os ter no sitio e não fazer missed app !!

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Viajante em Dezembro 18, 2018, 04:25:20 pm
Acidente/INEM: Protecção Civil aponta falhas a várias entidades no socorro

O relatório preliminar da Protecção Civil sobre a queda do helicóptero do INEM em Valongo divulgado esta terça-feira aponta falhas à NAV Portugal, ao 112 e ao Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto (Protecção Civil).

(https://thumbs.web.sapo.io/?epic=ZjBlFKr2XRkYQEUAswkITkFKeQJfPTo9NsLBFFtnnhfIdJagj1gjI3h4uIQR47xW5hLmjoutraBWzyo2VuOfFI6D5xZrKN6YuUF218xLdrMrYh0=&W=800&H=0&delay_optim=1)

“O contacto com o Rescue Cordination Center (RCC), da Força Aérea Portuguesa, para a identificação de um possível acidente com uma aeronave, tanto por parte da NAV Portugal como do CONOR [Centro Operacional do Norte do 112], não foi efectuado com a necessária tempestividade, podendo ter comprometido o tempo de resposta dos meios de busca e salvamento”, indica o relatório preliminar da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC).

Segundo o documento, colocado esta manhã na página da internet da ANPC, a NAV Portugal, responsável pela gestão do tráfego aéreo, desenvolveu, durante 20 minutos (das 19:20 às 19:40) “as suas próprias diligências, em detrimento do cumprimento do estipulado na Directiva Operacional Nacional n.º 4 – Dispositivo Integrado de Resposta a Acidentes com Aeronaves”.

A Protecção Civil apurou ainda que o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto “foi alvo de seis tentativas de contacto telefónico, sendo que apenas uma delas foi abandonada antes do atendimento”.

O relatório preliminar acrescenta que, após o contacto de cidadãos, o Centro Operacional do Norte do 112 “não alertou o CDOS do Porto, dando preferência ao despacho de meios das forças de segurança, e não encetou diligências junto da ANPC para restringir a área de busca”.

As condições meteorológicas sentidas na tarde/noite do acidente (sábado) e a orografia do terreno “foram factores condicionantes para o desenvolvimento das buscas desde a chegada dos primeiros meios ao teatro de operações”, indica o documento.

“Tratando-se de uma ocorrência absolutamente excepcional e que levou a uma resposta, também ela, de excepção, importa apresentar todos os dados associados aos diferentes momentos da mesma, incluindo o alerta inicial, passando pelos diferentes momentos de accionamento e reforço de meios. Pretende-se com o presente documento coadjuvar na perceção da complexidade do evento, dos contornos da resposta e dos constrangimentos identificados”, pode ler-se no relatório preliminar, com 17 páginas.

Num comunicado enviado minutos antes da divulgação do documento, o Ministério da Administração Interna explicava que, "perante as conclusões" do relatório preliminar da ANPC, ordenou o envio do mesmo aos ministros da Defesa Nacional e do Planeamento e Infraestruturas “para esclarecimento das circunstâncias da não observância dos procedimentos previstos na Directiva Operacional n.º 4 – Dispositivo Integrado de Resposta a Acidentes com Aeronaves, pela Força Aérea e pela NAV” – Portugal.

A Directiva Operacional n. º4, da ANPC, determina que assim que haja conhecimento de um acidente com uma aeronave deve, em primeiro lugar, e o mais rápido possível, informar-se o Centro de Busca e Salvamento da Força Aérea.

“O ministro da Administração Interna determinou ainda à ANPC que, em articulação directa com a Força Aérea, a NAV, a PSP, a GNR, a Comissão Distrital de Protecção Civil do Porto e a Câmara Municipal de Valongo, aprofunde as circunstâncias que rodearam a comunicação da ocorrência e a mobilização de meios de socorro visando a plena caracterização dos factos e a apresentação de propostas de correcção de procedimentos e normativos aplicáveis”, acrescenta a nota do Ministério da Administração Interna.

O relatório preliminar foi também enviado ao primeiro-ministro, António Costa, e à Procuradoria-Geral da República, que já havia anunciado a abertura de um inquérito para apurar as circunstâncias do acidente.

A queda do helicóptero do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), no sábado, em Valongo (distrito do Porto) provocou a morte a quatro pessoas – dois pilotos, um médico e uma enfermeira.

A aeronave em causa é uma Agusta A109S, operada pela empresa Babcock, e regressava à sua base, em Macedo de Cavaleiros, Bragança, após ter realizado uma missão de emergência médica de transporte de uma doente grave para o Hospital de Santo António, no Porto.

(Notícia actualizada às 11:48)

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/acidenteinem-protecao-civil-aponta-falhas-a-varias-entidades-no-socorro
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: MATRA em Dezembro 18, 2018, 06:02:54 pm
Eu estou com o tenente neste assunto, gostava muito de saber, porque um meio de emergência e em prevenção, não se encontra atestado de combustível num estado de prontidão total das suas capacidades.

Imaginemos que à saída do Porto se dá um acidente ou mesmo uma calamidade pública na sua área de intervenção, este meio por ter o depósito vazio só poderia ser útil após ir a Baltar ou ao Sá Carneiro. Não percebo a lógica, não percebo mesmo.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 18, 2018, 06:24:58 pm
Acabei de ver um programa na SIC onde um ex presidente do Conselho de administração da NAV afirma que até aos 5000 pés a NAV não tem responsabilidade de controlo aéreo, sobre os voos que operam até essa altitude.

LAMENTÁVEL É O QUE EU DIGO, LAMENTÁVEL TAL AFIRMAÇÃO!!
Porque é que esta gente fala do que não sabe ??

Pergunto eu onde se depositam os planos de voos dessas aeronaves ??
Na GNR ???
Na FAP ???
Na ANPC ???
ou será nos Bombeiros ???

Valha-nos a Santa Ingrácia !!

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 18, 2018, 06:38:26 pm
Eu estou com o tenente neste assunto, gostava muito de saber, porque um meio de emergência e em prevenção, não se encontra atestado de combustível num estado de prontidão total das suas capacidades.

Imaginemos que à saída do Porto se dá um acidente ou mesmo uma calamidade pública na sua área de intervenção, este meio por ter o depósito vazio só poderia ser útil após ir a Baltar ou ao Sá Carneiro. Não percebo a lógica, não percebo mesmo.

Queres que eu te diga o que acho ??
Acho que essa necessidade foi a primeira situação que desencadeou este acidente...... a necessidade de abastecer, depois de apenas dois voos num total de 200 kms; a decisão de abastecer em Baltar, porquê Baltar sem ajudas IFR, e não o Porto ???
PS tenho as minhas desconfianças porque foi decidido Baltar, já as partilhei com camaradas meus de ofício, e espero estar errado, Deus Queira que sim !!!!
A situação meteo muito adversa nevoeiro muito denso CBH, Cloud base height,  muito baixas, limitando a visibilidade horizontal e vertical ao minimo;
O voo efectuado em VFR 1500 pés, uma altitude muito baixa, agravado pelo facto de para tentar descortinar o terreno/área que estava a sobrevoar, por estar perto de Baltar, ter ainda usado nível de voo inferior;
E, para terminar, a FdP da Antena, mesmo no trajecto da aeronave !!

Mas isto é um leigo, com 30 anos de OOV, a falar, o GPIAA(F) está a investigar !!

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: MATRA em Dezembro 18, 2018, 06:42:40 pm
Também tenho a minha teoria de Baltar, mas de nada vale agora.  :-\
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Dezembro 18, 2018, 10:23:21 pm
Relatório preliminar do processo de inquérito ao acidente com helicóptero do INEM
http://www.prociv.pt/pt-pt/paginas/noticia.aspx?detailId=274

Também toda a coordenação de informação e tomada de decisão deveria ser revista, neste caso não fez diferença pois os tripulantes do helicóptero tiveram morte imediata, mas noutros casos essas horas perdidas podem fazer a diferença.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 19, 2018, 06:48:53 am
Parece que o que eu suspeitava afinal……..

Surpresa afinal trágica Por razões profissionais, Daniela Silva iria suspender o voluntariado onde militava desde os 14 anos de idade, pelo que no sábado à noite todos na corporação de Baltar queriam a sua presença. Como estava agora ao serviço da emergência médica em Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança, a jovem com mágoa comunicou que não poderia estar no convício natalício.

Ao princípio da tarde de sábado, Daniela teve que se deslocar no helicóptero do INEM, com o médico Luís Veja, veículo tripulado pelo piloto João Lima e pelo copiloto Luís Rosindo, a fim de transportar uma idosa com problemas de ordem cardíaca ao Hospital de Santo António, no Porto, ficando livre a meio da tarde. Ao saber que a aeronave teria de ser reabastecida no Heliporto dos Bombeiros Voluntários de Baltar para o regresso a Trás-os-Montes, percebeu que afinal poderia passar pela festa. Teria oportunidade de surpreender os colegas bombeiros, convivendo com eles pelo menos durante o tempo de reabastecimento do helicóptero ao serviço do INEM, até porque também tinha diversos familiares na festa.

Mas a surpresa acabou por ser trágica. Quando durante a festa se soube da queda do helicóptero a caminho de Macedo de Cavaleiros, colegas e famílias começaram logo a temer que o acidente pudesse ter vitimado Daniela, porque sabiam que estaria a trabalhar no fim da semana. À partida não seria sábado, mas a jovem tinha aceitado trocar o turno com uma colega. A festa terminou assim que se confirmou o pior.

https://ionline.sapo.pt/638954

Contudo o heliporto de Baltar, como quase todos, senão mesmo todos os existentes em Portugal, apenas está certificado para Ops em VFR, mas a Meteorologia estava bem abaixo dos limites para VFR !!!

https://www.nav.pt/docs/AIS/heliportos/paredes---baltar.pdf?sfvrsn=8



Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: nelson38899 em Dezembro 19, 2018, 09:35:07 am
Continuo achar que no meio disto tudo o SIRESP voltou a falhar.

Não percebo o interesse em manter este serviço fundamental nas mãos de privados. Só mesmo interesses obscuros
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: asalves em Dezembro 19, 2018, 09:48:28 am
Não percebo nada disto mas a questão do abastecimento ser em Baltar e não no Porto não pode ter a ver com disponibilidade do serviço? Tipo os contratos de abastecimento podem não abranger qualquer sitio ou o Porto naquele momento não ter equipa para realizar o abastecimento. Não se com este tipo de meios se pode chagar a algum sitio e abastecer ou se isso só é possível nas bases para tal acordadas.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 19, 2018, 10:13:03 am
O que eu  continuo a achar estranho, é o facto das aeronaves em missões SAR e emergência médica e que desaparecem, com muita frequência, devido aos Flight levels usados, da cobertura radar, não serem mandatóriamente, equipadas com um Emergency Locator transmitter, vulgo ELT "!

Isto de usar os telemóveis para localizar a aeronave é muito bonito mas, se a aeronave tivesse sofrido uma explosão, o que não terá acontecido pelo facto de não transportar muito combustivel, se é que tinha FOB, ou os tanques se terem solto, e afastado da fuselagem devido aos embates no solo/antena, só reforça a necessidade deste tipo de aeronaves serem dotados deste equipamento de emergência ASAP!

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 19, 2018, 10:14:38 am
Não percebo nada disto mas a questão do abastecimento ser em Baltar e não no Porto não pode ter a ver com disponibilidade do serviço? Tipo os contratos de abastecimento podem não abranger qualquer sitio ou o Porto naquele momento não ter equipa para realizar o abastecimento. Não se com este tipo de meios se pode chagar a algum sitio e abastecer ou se isso só é possível nas bases para tal acordadas.

asalves,  os voos Humanitários, de Emergência e de Estado não estão abrangidos por essas limitações/penalizações.
O tempo necessário para abastecer tanto se tem de perder no Porto com em Baltar, desde que haja o combustível adequado, JetA1, ou no caso de alguns ventoinhas mais velhinhos a piston, o 100LL !
Para mim o porquê da escolha de Baltar em vez do Porto já foi esclarecida.

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Dezembro 19, 2018, 11:28:42 am
Não percebo nada disto mas a questão do abastecimento ser em Baltar e não no Porto não pode ter a ver com disponibilidade do serviço? Tipo os contratos de abastecimento podem não abranger qualquer sitio ou o Porto naquele momento não ter equipa para realizar o abastecimento. Não se com este tipo de meios se pode chagar a algum sitio e abastecer ou se isso só é possível nas bases para tal acordadas.

No tal aeródromo de Massarelos não deve ter nada nem ninguém em permanência, é um básico heliporto como se vê nas imagens que eu coloquei anteriormente, por exemplo quando a ANPC quis confirmar se o helicóptero teria ou não regressado a essa heliporto contactou a esquadra da PSP mais próxima para lá enviar uma patrulha e confirmar se lá se encontrava ou não o heli do INEM.

Mas de certeza que se quisessem no aeroporto Francisco Sá Carneiro teriam esse serviço 24/7, os EH101 da FAP quando vão entregar algum náufrago a um hospital do Porto costumam aterrar no aeroporto devido às grandes dimensões do helicóptero e se for preciso abastecem para regressarem ao Montijo.

O texto do Tenente tem lógica, tentaram fazer o jeito para irem um bocadinho à festa, tomaram várias decisões arriscadas que acabaram por resultar no desastre.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 19, 2018, 11:42:20 am
Não percebo nada disto mas a questão do abastecimento ser em Baltar e não no Porto não pode ter a ver com disponibilidade do serviço? Tipo os contratos de abastecimento podem não abranger qualquer sitio ou o Porto naquele momento não ter equipa para realizar o abastecimento. Não se com este tipo de meios se pode chagar a algum sitio e abastecer ou se isso só é possível nas bases para tal acordadas.

No tal aeródromo de Massarelos não deve ter nada nem ninguém em permanência, é um básico heliporto como se vê nas imagens que eu coloquei anteriormente, por exemplo quando a ANPC quis confirmar se o helicóptero teria ou não regressado a essa heliporto contactou a esquadra da PSP mais próxima para lá enviar uma patrulha e confirmar se lá se encontrava ou não o heli do INEM.

Mas de certeza que se quisessem no aeroporto Francisco Sá Carneiro teriam esse serviço 24/7, os EH101 da FAP quando vão entregar algum náufrago a um hospital do Porto costumam aterrar no aeroporto devido às grandes dimensões do helicóptero e se for preciso abastecem para regressarem ao Montijo.

O texto do Tenente tem lógica, tentaram fazer o jeito para irem um bocadinho à festa, tomaram várias decisões arriscadas que acabaram por resultar no desastre.

Bom seria que nada disto tivesse acontecido, e, que as minhas apreciações/conclusões saiam erradas, mas temo bem que, provavelmente, não estarei muito longe da verdade.
Temos de guardar pelas conclusões do GPIAA(F).

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: asalves em Dezembro 19, 2018, 12:20:18 pm
Não percebo nada disto mas a questão do abastecimento ser em Baltar e não no Porto não pode ter a ver com disponibilidade do serviço? Tipo os contratos de abastecimento podem não abranger qualquer sitio ou o Porto naquele momento não ter equipa para realizar o abastecimento. Não se com este tipo de meios se pode chagar a algum sitio e abastecer ou se isso só é possível nas bases para tal acordadas.

No tal aeródromo de Massarelos não deve ter nada nem ninguém em permanência, é um básico heliporto como se vê nas imagens que eu coloquei anteriormente, por exemplo quando a ANPC quis confirmar se o helicóptero teria ou não regressado a essa heliporto contactou a esquadra da PSP mais próxima para lá enviar uma patrulha e confirmar se lá se encontrava ou não o heli do INEM.

Mas de certeza que se quisessem no aeroporto Francisco Sá Carneiro teriam esse serviço 24/7, os EH101 da FAP quando vão entregar algum náufrago a um hospital do Porto costumam aterrar no aeroporto devido às grandes dimensões do helicóptero e se for preciso abastecem para regressarem ao Montijo.

O texto do Tenente tem lógica, tentaram fazer o jeito para irem um bocadinho à festa, tomaram várias decisões arriscadas que acabaram por resultar no desastre.

Bom seria que nada disto tivesse acontecido, e, que as minhas apreciações/conclusões saiam erradas, mas temo bem que, provavelmente, não estarei muito longe da verdade.
Temos de guardar pelas conclusões do GPIAA(F).

Abraços

Andei a investigar e aproveito para deixar aqui uns documentos que encontrei, podem ser úteis para alguém curioso.
Manual de emprego de meios aéreos da anpc: (muito extenso e bom)
https://www.cm-evora.pt/pt/servicos/protecao-civil/documents/manualoperacionalempregodemeiosaereosemopera%C3%A7%C3%B5esde.pdf

Contrato do ajuste direto dos helis do inem:
http://www.base.gov.pt/base2/rest/documentos/555247

Pois eu de facto parece-me que foi mais um caso de uma sucessão de acontecimentos infelizes.

Em relação ao abastecimento, no contrato refere que é a empresa que presta o serviço a responsável pelo combustível da operação. E as condições de prontidão do heli, onde refere que tem de estar totalmente abastecido antes de cada missão. Acredito que existe um acordo/contrato de fornecimento de combustível com o heliporto de Baltar, e que em condições normais a empresa prefira que os helis sejam abastecidos nestes pontos, pelo que já li havia condições meteorológicas mínimas para abastecer em Baltar. Daí terem optado por ir para lá em vez de abastecer no Porto.

Outra coisa que vem no contrato e que o heli tem de ter algum tipo de sistema de alerta de emergência/localização, no documento da ANPC também refere que ás aeronaves é distribuído um sistema de alerta de emergência da posição. Mas nestas situações não sei se o heli do INEM está abrangido por isso.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: oi661114 em Dezembro 19, 2018, 08:35:09 pm
Pelos vistos voaram a 1.300 pés.

Aqui está a nota informativa do GIPAAF:

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/impacto-sem-probabilidade-de-sobrevivencia-estudo-preliminar-analisa-violencia-do-impacto-do-helicoptero-do-inem-391211

 :(
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Dezembro 19, 2018, 11:26:27 pm
Parece que a demora na descolagem do EH101 teve a sua causa na avaria de um dos motores à descolagem e a tripulação ter que trocar para outro helicóptero. Isso é daquelas coisas que ninguém controla.

https://observador.pt/2018/12/19/inem-forca-aerea-atrasou-se-na-saida-para-as-buscas-porque-helicoptero-estava-avariado/
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: FoxTroop em Dezembro 20, 2018, 03:51:48 am
As noticias chegam aqui chegam tarde..... Apos saber isto e ficando a par pelo que esta escrito no forum so me resta honrar aqueles que dao a vida ao service de todos nos. Paz as suas almas.

PS: teclado ingles, perdoem os erros ortograficos.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: mayo em Dezembro 20, 2018, 04:33:32 am
Também me lembro agora de outra, os helicópteros quando estão no chão a receber/largar doentes não desligam os motores. Também seria interessante saber quanto tempo esteve no hospital de Bragança até embarcar a doente e quanto tempo esteve no tal aeródromo de Massarelos. É combustível que se gasta.

Lightning, não é bem assim, o motor que se liga no solo é o APU, auxiliary power unit, para manter os sistemas operacionais, radar, computador bordo, inserção de dados de voo, fonia, volmet, ar condicionado, etc...... não a turbina que acciona as pás do rotor principal/cauda, que fica em funcionamento, ( que acontece em missões militares quando os helis desembarcam/descarregam infantaria/paras/equipamento/viaturas rapidamente e, a aeronave mantem as turbinas/rotores em funcionamento para descolagem rápida ), o fuel consumido pelo APU destas aeronaves poderá rondar os 10/15 litros/hora, nunca mais que isso !

Num 320/1 ou até num 330 o consumo/hora de APU pode chegar aos 50 litros de jetA1.

Abraços

O consumo do APU num A330/320 é de 200Kg/H
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: mafets em Dezembro 20, 2018, 11:40:32 am
http://www.gpiaa.gov.pt/upload/membro.id/ficheiros/i007030.pdf (http://www.gpiaa.gov.pt/upload/membro.id/ficheiros/i007030.pdf)

Citar
Acidente com o helicóptero Agusta A109S. processo   GPIAAF 09/ACCID/2018

 Esta nota informativa é emitida apenas para
efeitos de divulgação dos factos imediatos da
ocorrência e da abertura e âmbito da investigação de segurança.
 A informação constante deste documento
tem carácter provisório e contém apenas um
resumo dos acontecimentos tal como conhecidos à data da sua elaboração, podendo ser
sujeita a alterações durante o processo de
investigação.
 A investigação de segurança não tem por
objetivo o apuramento de culpas ou a determinação de responsabilidades mas, e apenas,
a recolha de ensinamentos suscetíveis de evitarem futuros acidentes ou incidentes.

Saudações
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: asalves em Dezembro 20, 2018, 04:35:55 pm
Ministro da Defesa não sabe que Força Aérea é responsável por busca e salvamento
https://rr.sapo.pt/noticia/134801/ministro-da-defesa-nao-sabe-que-forca-aerea-e-responsavel-por-busca-e-salvamento
Citar
Segundo a lei, o ministro da Defesa é o responsável político e institucional pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo. Mas João Gomes Cravinho desconhece esse facto.

O ministro da Defesa desconhece ser o principal responsável pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo, um sistema previsto na lei e atribuído à Força Aérea.

A lei indica, preto no branco, o que faz aquele sistema e quem está na sua cúpula, além de referir que a estrutura auxiliar inclui a Proteção Civil e que não é a Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a comandar missões de busca e salvamento aéreo.

Contudo, esta quarta-feira, quando questionado sobre se não faria mais sentido ser o ministro da Defesa a ordenar um inquérito às razões pelas quais o sistema não foi devidamente acionado no passado fim de semana, na sequência do desaparecimento e da queda do helicóptero do INEM, João Gomes Cravinho afirmou que não.

“Não. A Proteção Civil e as missões de natureza de busca e salvamento são missões comandadas pelo Ministério da Administração Interna, estão sob essa alçada. A Força Aérea é um instrumento que procura desempenhar as missões que lhe são atribuídas. Não temos, no Ministério da Defesa, responsabilidade institucional por matérias”, justificou aos jornalistas, à margem de uma visita à Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), em Lisboa.

Mas a Força Aérea não é um mero instrumento no que toca a busca e salvamento aéreo. Isto, porque é este ramo das Forças Armadas, autonomamente e conforme prevê o decreto-lei nº 253/95, o responsável pela Busca e Salvamento Aéreo, através de um sistema nacional dirigido pelo ministro da Defesa, o responsável institucional e político. “O cumprimento das obrigações que incumbem ao Estado Português quanto à salvaguarda da vida humana nos casos de acidente ou de situações de emergência ocorridos com aeronaves constitui uma missão de interesse público, que é atribuída especialmente à Força Aérea Portuguesa, com a colaboração dos outros ramos das Forças Armadas e de outros serviços do Estado”, pode ler no decreto-lei.

A diretiva nacional nº.4 – que diz respeito ao Dispositivo Integrado de Resposta a Acidentes com Aeronaves – e que, no fundo, é um manual de operações de como deve responder a estrutura da Proteção Civil numa situação de acidente com uma aeronave – deixa explícito que a Força Aérea é a responsável por ações de busca e salvamento relativas a acidentes ocorridos com aeronaves. E não o Ministério da Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Durante a mesma deslocação, João Gomes Cravinho comentou o acidente com o helicóptero do INEM dizendo apenas que a Força Aérea "esteve impecável" na parte que lhe cabia no decorrer da missão de busca e salvamento e que a esta força cabe responder "a solicitações que são feitas, nessa circunstância trágica como em outras circunstâncias".

Quanto às conclusões do inquérito preliminar, que o Presidente da República já comentou considerando que, a confirmarem-se as falhas detetadas, "é muita falha e isso significa que o Estado falhou", Gomes Cravinho sublinhou que "uma falha é uma falha a mais".

[atualizada às 11h00 de dia 20]
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: oi661114 em Dezembro 20, 2018, 10:16:38 pm
Ministro da Defesa não sabe que Força Aérea é responsável por busca e salvamento
https://rr.sapo.pt/noticia/134801/ministro-da-defesa-nao-sabe-que-forca-aerea-e-responsavel-por-busca-e-salvamento
Citar
Segundo a lei, o ministro da Defesa é o responsável político e institucional pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo. Mas João Gomes Cravinho desconhece esse facto.

O ministro da Defesa desconhece ser o principal responsável pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo, um sistema previsto na lei e atribuído à Força Aérea.

A lei indica, preto no branco, o que faz aquele sistema e quem está na sua cúpula, além de referir que a estrutura auxiliar inclui a Proteção Civil e que não é a Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a comandar missões de busca e salvamento aéreo.

Contudo, esta quarta-feira, quando questionado sobre se não faria mais sentido ser o ministro da Defesa a ordenar um inquérito às razões pelas quais o sistema não foi devidamente acionado no passado fim de semana, na sequência do desaparecimento e da queda do helicóptero do INEM, João Gomes Cravinho afirmou que não.

“Não. A Proteção Civil e as missões de natureza de busca e salvamento são missões comandadas pelo Ministério da Administração Interna, estão sob essa alçada. A Força Aérea é um instrumento que procura desempenhar as missões que lhe são atribuídas. Não temos, no Ministério da Defesa, responsabilidade institucional por matérias”, justificou aos jornalistas, à margem de uma visita à Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), em Lisboa.

Mas a Força Aérea não é um mero instrumento no que toca a busca e salvamento aéreo. Isto, porque é este ramo das Forças Armadas, autonomamente e conforme prevê o decreto-lei nº 253/95, o responsável pela Busca e Salvamento Aéreo, através de um sistema nacional dirigido pelo ministro da Defesa, o responsável institucional e político. “O cumprimento das obrigações que incumbem ao Estado Português quanto à salvaguarda da vida humana nos casos de acidente ou de situações de emergência ocorridos com aeronaves constitui uma missão de interesse público, que é atribuída especialmente à Força Aérea Portuguesa, com a colaboração dos outros ramos das Forças Armadas e de outros serviços do Estado”, pode ler no decreto-lei.

A diretiva nacional nº.4 – que diz respeito ao Dispositivo Integrado de Resposta a Acidentes com Aeronaves – e que, no fundo, é um manual de operações de como deve responder a estrutura da Proteção Civil numa situação de acidente com uma aeronave – deixa explícito que a Força Aérea é a responsável por ações de busca e salvamento relativas a acidentes ocorridos com aeronaves. E não o Ministério da Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Durante a mesma deslocação, João Gomes Cravinho comentou o acidente com o helicóptero do INEM dizendo apenas que a Força Aérea "esteve impecável" na parte que lhe cabia no decorrer da missão de busca e salvamento e que a esta força cabe responder "a solicitações que são feitas, nessa circunstância trágica como em outras circunstâncias".

Quanto às conclusões do inquérito preliminar, que o Presidente da República já comentou considerando que, a confirmarem-se as falhas detetadas, "é muita falha e isso significa que o Estado falhou", Gomes Cravinho sublinhou que "uma falha é uma falha a mais".

[atualizada às 11h00 de dia 20]

Depois é o rabofe que se vê... :bang: :bang: :bang: :bang:
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: mafets em Dezembro 21, 2018, 09:58:35 am
Ministro da Defesa não sabe que Força Aérea é responsável por busca e salvamento
https://rr.sapo.pt/noticia/134801/ministro-da-defesa-nao-sabe-que-forca-aerea-e-responsavel-por-busca-e-salvamento
Citar
Segundo a lei, o ministro da Defesa é o responsável político e institucional pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo. Mas João Gomes Cravinho desconhece esse facto.

O ministro da Defesa desconhece ser o principal responsável pelo Sistema Nacional para a Busca e Salvamento Aéreo, um sistema previsto na lei e atribuído à Força Aérea.

A lei indica, preto no branco, o que faz aquele sistema e quem está na sua cúpula, além de referir que a estrutura auxiliar inclui a Proteção Civil e que não é a Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil, a comandar missões de busca e salvamento aéreo.

Contudo, esta quarta-feira, quando questionado sobre se não faria mais sentido ser o ministro da Defesa a ordenar um inquérito às razões pelas quais o sistema não foi devidamente acionado no passado fim de semana, na sequência do desaparecimento e da queda do helicóptero do INEM, João Gomes Cravinho afirmou que não.

“Não. A Proteção Civil e as missões de natureza de busca e salvamento são missões comandadas pelo Ministério da Administração Interna, estão sob essa alçada. A Força Aérea é um instrumento que procura desempenhar as missões que lhe são atribuídas. Não temos, no Ministério da Defesa, responsabilidade institucional por matérias”, justificou aos jornalistas, à margem de uma visita à Associação dos Deficientes das Forças Armadas (ADFA), em Lisboa.

Mas a Força Aérea não é um mero instrumento no que toca a busca e salvamento aéreo. Isto, porque é este ramo das Forças Armadas, autonomamente e conforme prevê o decreto-lei nº 253/95, o responsável pela Busca e Salvamento Aéreo, através de um sistema nacional dirigido pelo ministro da Defesa, o responsável institucional e político. “O cumprimento das obrigações que incumbem ao Estado Português quanto à salvaguarda da vida humana nos casos de acidente ou de situações de emergência ocorridos com aeronaves constitui uma missão de interesse público, que é atribuída especialmente à Força Aérea Portuguesa, com a colaboração dos outros ramos das Forças Armadas e de outros serviços do Estado”, pode ler no decreto-lei.

A diretiva nacional nº.4 – que diz respeito ao Dispositivo Integrado de Resposta a Acidentes com Aeronaves – e que, no fundo, é um manual de operações de como deve responder a estrutura da Proteção Civil numa situação de acidente com uma aeronave – deixa explícito que a Força Aérea é a responsável por ações de busca e salvamento relativas a acidentes ocorridos com aeronaves. E não o Ministério da Administração Interna, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Durante a mesma deslocação, João Gomes Cravinho comentou o acidente com o helicóptero do INEM dizendo apenas que a Força Aérea "esteve impecável" na parte que lhe cabia no decorrer da missão de busca e salvamento e que a esta força cabe responder "a solicitações que são feitas, nessa circunstância trágica como em outras circunstâncias".

Quanto às conclusões do inquérito preliminar, que o Presidente da República já comentou considerando que, a confirmarem-se as falhas detetadas, "é muita falha e isso significa que o Estado falhou", Gomes Cravinho sublinhou que "uma falha é uma falha a mais".

[atualizada às 11h00 de dia 20]

Se calhar leu esta notícia e ficou confuso (desde o mal dos tachos ao das capelinhas com muita gente a fazer o mesmo)..

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/queda-de-helicoptero--piloto-joao-lima-salvou-tres-jovens-de-ravina-em-2011-e-contou-ao-cm-como-foi-o-resgate?fbclid=IwAR3G03oN60ZZUPbjVzqGhaOUGRO10TkyqJQp538ayrK8134YJIE4Bdsto4I (https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/queda-de-helicoptero--piloto-joao-lima-salvou-tres-jovens-de-ravina-em-2011-e-contou-ao-cm-como-foi-o-resgate?fbclid=IwAR3G03oN60ZZUPbjVzqGhaOUGRO10TkyqJQp538ayrK8134YJIE4Bdsto4I).

Citar
João Lima, piloto do helicóptero Kamov estacionado na Base de Santa Comba Dão, conseguiu salvar três jovens que, após uma queda, ficaram encurralados numa escarpa das cataratas do Bal Couvo, Gavião, distrito de Portalegre, em 27 de Dezembro de 2011. A noite já se anunciava quando o comandante João Lima foi mobilizado e entrou na aeronave para se deslocar para o teatro das operações, onde já estava escuro como breu. Um jovem tinha caído e outros dois encontravam-se em hipotermia. "O resgate das vítimas revelou-se complicado, desde logo pelo facto de ser um local muito apertado para se trabalhar com um helicóptero", afirmava João Lima, de 55 anos, um piloto com grande experiência em operações de socorro e de combate a fogos florestais. Pai de três filhos, o piloto recordava que as vítimas foram resgatadas de maca e içadas. "Estava uma noite escuríssima e o local era muito escarpado". Os bombeiros que em terra socorreram as vítimas realçavam o ato protagonizado por João Lima.

Ler mais em: https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/queda-de-helicoptero--piloto-joao-lima-salvou-tres-jovens-de-ravina-em-2011-e-contou-ao-cm-como-foi-o-resgate?fbclid=IwAR3G03oN60ZZUPbjVzqGhaOUGRO10TkyqJQp538ayrK8134YJIE4Bdsto4I

(https://cdn.cmjornal.pt/images/2018-12/img_757x498$2018_12_16_11_05_53_806208.jpg)

Saudações

 
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: tenente em Dezembro 24, 2018, 09:46:09 am

https://www.noticiasaominuto.com/pais/1163035/metade-dos-helicopteros-do-inem-nao-cumpre-requisitos-tecnicos

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/yBGIdq.jpg) (https://imageshack.com/i/plyBGIdqj)

Abraços
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Julho 23, 2019, 08:42:12 pm
INEM andou quatro horas às voltas com ferido grave
https://www.jn.pt/nacional/interior/inem-andou-quatro-horas-as-voltas-com-ferido-grave-11140054.html

Parece-me que ainda há arestas para limar na coordenação do serviço aéreo do INEM, como ter alguém no CODU com informação referente aos aeródromos que tem e não tem iluminação de pista, vá lá que o paciente não morreu durante esta confusão.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: asalves em Julho 24, 2019, 10:07:50 am
INEM andou quatro horas às voltas com ferido grave
https://www.jn.pt/nacional/interior/inem-andou-quatro-horas-as-voltas-com-ferido-grave-11140054.html

Parece-me que ainda há arestas para limar na coordenação do serviço aéreo do INEM, como ter alguém no CODU com informação referente aos aeródromos que tem e não tem iluminação de pista, vá lá que o paciente não morreu durante esta confusão.

Na parte operacional o mais estúpido é que tinha sido mais rápido o doente ir de ambulância do que de heli. Ou seja custos para o doente e custos para o estado porque se andou com 2 helis no ar, e enquanto esses 2 helis estiveram no ar não serviram para mais ninguém.

falhou tudo, a única coisa boa foi o doente ter sobrevivido mesmo com esta trapalhada toda.
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: raphael em Julho 24, 2019, 02:11:25 pm
INEM andou quatro horas às voltas com ferido grave
https://www.jn.pt/nacional/interior/inem-andou-quatro-horas-as-voltas-com-ferido-grave-11140054.html

Parece-me que ainda há arestas para limar na coordenação do serviço aéreo do INEM, como ter alguém no CODU com informação referente aos aeródromos que tem e não tem iluminação de pista, vá lá que o paciente não morreu durante esta confusão.

Na parte operacional o mais estúpido é que tinha sido mais rápido o doente ir de ambulância do que de heli. Ou seja custos para o doente e custos para o estado porque se andou com 2 helis no ar, e enquanto esses 2 helis estiveram no ar não serviram para mais ninguém.

falhou tudo, a única coisa boa foi o doente ter sobrevivido mesmo com esta trapalhada toda.

Sobrevive...mas estando em coma induzido...ainda não está safo...é a melhor forma do corpo tentar regenerar mas mesmo assim...
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Julho 31, 2019, 09:27:51 pm
Mais noticias sobre os helicopteros do INEM
https://observador.pt/2019/07/31/piloto-do-inem-recusou-aterrar-homem-espancado-por-ex-patrao-acabou-por-morrer-na-ambulancia/
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Lightning em Fevereiro 06, 2020, 11:18:18 am
Pilotos de helicópteros do INEM proibidos de voar por falta de treino obrigatório
https://www.jn.pt/nacional/pilotos-sem-licenca-deixam-helicopteros-do-inem-parados-11790372.html
Título: Re: INEM - Emergência Médica
Enviado por: Get_It em Fevereiro 07, 2020, 12:27:13 am
Citação de: JN
A decisão está a deixar no chão, em determinadas horas do dia, as aeronaves contratadas pelo Estado à empresa britânica Babcock por 38,7 milhões de euros.
Uma argolada cometida pela empresa contratada e ao qual não vai sofrer qualquer consequência.

Cumprimentos,