ForumDefesa.com

Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Mundo => Tópico iniciado por: P44 em Agosto 23, 2016, 12:07:08 pm

Título: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: P44 em Agosto 23, 2016, 12:07:08 pm
o que estará para acontecer?


 Alemães aconselhados a armazenar comida e água pela primeira vez desde a Guerra Fria


O Governo alemão está a aconselhar os cidadãos do país, pela primeira vez desde a Guerra Fria, a armazenarem comida e água e estarem preparados para uma eventual situação de emergência a nível nacional, um passo que alguns deputados da oposição já criticaram por espalhar o medo entre a população.

Sob o novo conceito de defesa civil, que deverá ser aprovado esta quarta-feira pelos ministros da chancelaria de Angela Merkel, os cidadãos alemães são aconselhados a armazenarem comida suficiente para dez dias e água para cinco – dois litros diário por pessoa – porque um potencial desastre poderá impedir o acesso imediato aos serviços de emergência nacionais.

O novo conceito de proteção civil surge delineado num documento do Ministério do Interior com 69 páginas, divulgado esta segunda-feira pelo jornal alemão "Frankfurter Allgemeine", que deverá ser aprovado pelo gabinete da chanceler. No documento, lê-se que "um ataque ao território alemão é improvável" mas que a possibilidade de uma grande ameaça à segurança nacional não pode ser excluída.

A um grupo de crianças de uma escola alemã, o ministro do Interior Thomas de Maiziere explicou esta segunda-feira que o país deve estar preparado para reagir caso as suas reservas de água e comida sejam envenenadas ou caso as rotas de abastecimento de gás e petróleo sejam interrompidas.

O passo está a ser criticado por vários membros da oposição, com o líder parlamentar do partido Die Linke, Dietmar Bartsch, a dizer que este tipo de propostas "pode destabilizar completamente as pessoas".

Apesar de admitir que o código de defesa civil, alterado pela última vez em 1995, precisa de ser atualizado, o vice-presidente da bancada d'Os Verdes sublinhou que o Governo deve manter a cabeça fria. "Não consigo antever qualquer cenário de ataque que justifique o armazenamento de bens pela população", referiu Konstantin von Notz.

A Alemanha tem em vigor desde a Guerra Fria um código de defesa civil sob o qual foram construídos cerca de dois mil bunkers e abrigos na Alemanha Ocidental com recurso a fundos federais — na ex-Alemanha de Leste os comunistas criaram a sua própria rede de bunkers. De acordo com a lei em vigor, nenhum desses abrigos, criados em garagens, escolas e outros locais, pode ser convertido noutro tipo de edificação.

Desde essa altura que o país mantém stocks de comida armazenados em locais secretos, que são regularmente atualizados e renovados. No caso de um desastre, a lei dita o racionamento destes bens através de um sistema de vales de comida e de combustível, gerido pelos serviços de emergência estatais.

http://expresso.sapo.pt/internacional/2016-08-23-Alemaes-aconselhados-a-armazenar-comida-e-agua-pela-primeira-vez-desde-a-Guerra-Fria
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Crypter em Agosto 23, 2016, 02:15:58 pm
Desde os anos 90 que há essa recomendação!! Penso que inclusive era para mais dias!! 2 ou 3 semanas completas se não estou em erro! Se há alguma coisa, é redução de dias que eles recomendam..

Os alemães não dormem na praia malta.
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 23, 2016, 04:19:15 pm
A Proteção Civil cá em Portugal também pede algo do género e alguém tem alguma coisa guardada? Eu tenho, mas eu sou um desses malucos que se preparam para o que der e vier.
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: P44 em Agosto 23, 2016, 07:32:41 pm
Portanto vcs acham isto uma situação perfeitamente normal????

Então se calhar sou eu que sou paranóico?  :-\ :-[
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Get_It em Agosto 23, 2016, 08:00:08 pm
Em qualquer país minimamente responsável o Estado deveria apoiar e educar as pessoas a terem um kit de primeiros-socorros e a armazenarem comida e água extra para o caso de alguma catástrofe.

Nem interessa o motivo pois existem mil e uma coisas que podem acontecer de um momento para o outro. As pessoas também já habituaram-se a depender demasiado da infraestrutura existente - seja dos hipermercados ou dos sistemas de água - que podem muito bem de um momento para o outro sofrer algum tipo de problema.

Aliás, nós este mês tivemos um belo exemplo disso: os bombeiros andaram a receber comida e água das pessoas porque não tinham para alimentar o seu pessoal que andava a combater os incêndios!

Não educar as pessoas para as melhores formas como se protegerem,  chamar as pessoas que se querem proteger de paranóicos ou até mesmo tentar impedir (como é quase ali o caso da oposição naquela notícia sobre a Alemanha) é um grande erro e um grande perigo. É o mesmo que dizer que as pessoas não devem trancar a porta de casa ou que não se deve educar as pessoas sobre doenças sexualmente transmissíveis.

A Protecção Civil cá em Portugal também pede algo do género e alguém tem alguma coisa guardada?
Uma pergunta séria: porque será isso? Falta de educação na matéria, falta de consciência ou falta de dinheiro?

Cumprimentos,
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Camuflage em Agosto 23, 2016, 08:08:01 pm
Eu acho uma situação normal e que Portugal devia adoptar. Neste inverno voltaremos a ter cheias na Madeira, a população não está minimamente preparada para lidar com isso, nem o Governo Regional tem capacidade de socorrer toda a gente. Nenhum país tem tal capacidade por melhores meios que tenha, portanto um governo decente deve dar formação em primeiros socorros, sobrevivência e aconselhar ao armazenamento de comida e água potável para casos de calamidade.
Em países mais avançados (Suíça) até se recomenda à população que tenha uma arma para se proteger de eventual ataque externo ao país.
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: HSMW em Agosto 23, 2016, 08:55:10 pm
Algo que já devia ser um principio básico para todos.
Mas como estamos demasiado habituados a não faltar nada, estranhamos um aviso deste tipo.
Onde moro, até à poucos anos,  era frequente no Verão faltar a água e no Inverno quando fazia trovoada ficava sempre sem eletricidade.
Garrafões de água e velas foi coisa que nunca faltou.

Agora a maior calamidade para muitos é a net estar lenta ou não ter rede no telemovel...   ::)

 
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 24, 2016, 12:20:52 am
Portanto vcs acham isto uma situação perfeitamente normal????

Então se calhar sou eu que sou paranóico?  :-\ :-[

http://www.segurancaonline.com/fotos/gca/proteccaoemcasa_1314805475.pdf
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 16, 2017, 05:05:39 pm
Apesar de ter sido um politico Alemão, na prática foi este senhor com mais uma mão cheia de politicos que fez a CEE tornar-se o que se tornou:

Morreu Helmut Kohl, o homem que uniu a Alemanha

Tinha uma visão e acreditava que só a união (de um país, de um continente) evitaria uma nova guerra. George Bush chamou-lhe o “maior líder europeu” da segunda metade do século XX.

(https://imagens.publicocdn.com/imagens.aspx/1139922?tp=UH&db=IMAGENS)

Diziam os entendidos nas idiossincrasias dos povos que os alemães gostavam de líderes intelectualmente brilhantes, carismáticos e com o dom da palavra. À primeira vista, Helmut Kohl não tinha o que era preciso para triunfar na política. Contra todas as expectativas, porém, não só se tornou chanceler como se manteve 16 anos no cargo, ficando claro ainda antes de sair do poder que seria o mais importante chefe de Governo desde Otto von Bismarck.

PUB

Helmut Kohl morreu nesta sexta-feira aos 87 anos. A notícia foi avançada pelo jornal alemão Bild e confirmada pela CDU na sua conta de Twitter.

Wir trauern. #RIP #HelmutKohl pic.twitter.com/oabr1NoWim

— CDU Deutschlands (@CDU) June 16, 2017
Kohl foi o líder que reunificou a Alemanha que a guerra partira ao meio, e foi o líder europeu que uniu a Europa, dando-lhe um nó que, esperava, nunca mais pudesse ser desatado. Um legado extremamente sofisticado para um homem do campo, que não fazia voltar cabeças quando entrava numa sala e que falava com um sotaque de província, como sempre sublinharam os seus inimigos políticos e muitos dos seus próprios parceiros de partido.

Kohl era um político de estilo diferente daquele a que Bona (a capital da Alemanha Federal) estava habituada. Era persistente e afável. Em vez de diplomacia elegante, fazia diplomacia afectiva — tornou-se amigo dos líderes de um mundo que via em transformação, Mikhail Gorbachev, o último Presidente soviético, o americano George Bush, o francês François Miterrand. Acompanhou as reformas do soviético e, quando percebeu os sinais da derrocada do bloco, arquitectou a reunificação alemã, em 1990, um ano depois da queda do muro de Berlim. Por causa disso, Bush chamou-lhe “o maior líder europeu da segunda metade do século XX”.

Finda a Guerra Fria e reunificado o território, passou à segunda fase do seu plano: unir a Europa. O seu parceiro de visão foi Miterrand. Os dois homens foram os principais promotores do Tratado de Maastricht, que cria a União Europeia (desaparecendo a velha Comunidade Económica) e abre o caminho para a criação de uma moeda única.

Quando Kohl fez 85 anos, o jornal de grande circulação Bild pediu depoimentos a Angela Merkel, a actual chanceler, e ao americano Henry Kissinger. Kissinger chamou-lhe “pioneiro do pensamento europeu”. Merkel sublinhou que na sua História recente a Europa tem dois momentos felizes: o nascimento da UE e a reunificação alemã; e ambos se devem a Helmurt Kohl, escreveu. “É a obra da sua vida” e é o que “permite que estejamos solidamente lado a lado”, considerou a chanceler que concluiu: “Foi esta a lição que ele tirou do Nacional Socialismo e da II Guerra Mundial. A Alemanha tem muito que lhe agradecer”.

O legado político foi, porém, manchado — saiu da vida pública em 2002, com um escândalo, quando se soube que a CDU (união dos cristãos-democratas) recebera financiamento ilícito nos anos da liderança Kohl. Foi um momento amargo para o ex-chanceler que viu a sua protegida, Merkel — que foi buscar à antiga República Democrática e levou para o Governo em 1991 —, afastar-se dele, e repudiar o “patrono”, no que muitos viram como uma facada das costas de Merkel a Kohl. No livro que escreveu em 2014, Aus Sorge um Europa (A preocupação com a Europa), Kohl não poupa os seus sucessores, que responsabiliza pela crise do euro — a Merkel reprova a abordagem aos países em dificuldade e sujeitos a resgates. Mas defende ferozmente a integração europeia.

Era uma ideia antiga, na verdade uma obsessão desde que começou a carreira política, aos 16 anos, quando se filiou no Partido Democrata Cristão e começou a construir um percurso marcado por dois acontecimentos da sua vida. O primeiro, a morte do irmão mais velho, durante a II Guerra (Kohl queria encontrar uma forma de impedir novos conflitos no continente). O segundo, a memória do padre que, no bairro modesto de Ludwigshafen onde os Kohl moravam, falava aos miúdos das maravilhas da democracia. “A paz não pode ser apenas o oposto da guerra”, considerava Kohl.

Merkel sublinhou que na sua História recente a Europa tem dois momentos felizes: o nascimento da UE e a reunificação alemã; e ambos se devem a Helmurt Kohl, escreveu
Dizem os biógrafos que, no partido, o rapaz se tornou exímio a resolver disputas e a apagar rivalidades entre os jovens democratas-cristãos. Também criou amizades, acumulou contactos, ligações, montou uma rede que lhe permitia antecipar cenários. Transpôs o método para a política mundial — só não conseguiu quebrar a frieza que a britânica Margaret Thatcher lhe votava.

Kohl foi subindo na hierarquia do partido, preferindo apostar primeiro numa carreira interna antes de avançar para os cargos públicos, o primeiro deles o de chefe do governo da Renânia-Palatinado, uma região atrasada por comparação a outras da República Federal mas que mudou com as ambiciosas e bem-sucedidas reformas de Kohl. Em 1976, chegou à liderança da CDU e a elite de Bona não gostou de se ver mandada por este político de província sobre quem se contavam anedotas. “Não menosprezem Helmut Kohl”, avisou na altura o sofisticado, social-democrata e ex-chanceler Willy Brandt.

“Durante décadas fui subestimado. Mas saí-me bem dessa maneira”, disse Kohl sobre o seu percurso. Foi chanceler durante 16 anos, o que lhe valeu o título de “chanceler eterno”.

Nos últimos anos, depois de uma queda que lhe deixou o maxilar paralisado (e com grandes dificuldades para falar) e as ancas deficientes, Kohl andou de cadeira de rodas. No início de Maio de 2015, foi operado a uma anca, segundo divulgou a sua discreta família (os dois filhos e a segunda mulher, 35 anos mais nova). A revista Der Spiegel noticiou que, a seguir, foi submetido a uma segunda cirurgia, ao intestino, o que não foi confirmado pela família.

O fim da vida de Kohl foi ainda marcado pela publicação de uma biografia não autorizada em que se davam a conhecer os seus pensamentos supostamente sinceros e algo desdenhosos sobre uma série de líderes, de Merkel e Gorbachev.

Mas a sua herança continuou a mesma: o homem, que apesar de vir da província, se tornou o chanceler que mais tempo ocupou o cargo e uniu os alemães.
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Viajante em Junho 16, 2017, 08:36:12 pm
Morreu um grande senhor da Europa. Faz muita falta pessoas como Koln!

Paz à sua alma!
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 07, 2019, 04:50:38 pm
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 08, 2019, 01:33:52 pm
Deputado alemão espancado em Bremen


Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 09, 2019, 05:20:31 pm
Ataque a deputado alemão suscita dúvidas


Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 16, 2019, 06:35:16 pm
Serviços secretos alemães "vigiam" extrema-direita



Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 31, 2019, 03:09:00 pm
Antissemitismo é inaceitável "especialmente na Alemanha"



Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Lusitan em Março 28, 2019, 11:50:14 am
https://www.ecfr.eu/article/commentary_negative_energy_berlins_trumpian_turn_on_nord_stream_2 (https://www.ecfr.eu/article/commentary_negative_energy_berlins_trumpian_turn_on_nord_stream_2)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2F&hash=4547764470b1d77bf8e16480844bcd2d)

Berlin's handling of the controversial Nord Stream 2 project reveals double standards and neglect of the pipeline's security repercussions.

Berlin has handled the dispute over the Nord Stream 2 gas pipeline with unilateralism and clumsiness worthy of US President Donald Trump. On 8 February, the EU Committee of Permanent Representatives was to vote on a proposal to tighten the rules of the common energy market – which have thus far enabled states and companies, particularly Germany and Gazprom, to circumvent EU law. Paris signalled on 7 February that it would support the proposal, igniting debate among European policy analysts and prompting hasty diplomatic interventions from Berlin. Although this eventually led to a Franco-German compromise of sorts, the incident reflected Germany’s increasing isolation on the issue.

    While it loves to rant about Trump’s disruptive and confrontational behaviour, the German government hardly behaves any differently when its interests are at stake.

Paris has a direct interest in Nord Stream 2 through French firm Engie’s involvement in the project. Yet the French government appears to be less worried about commercial interests than the prospect that German insistence on completing Nord Stream 2 will drive other EU member states into the hands of the Trump administration. Portraying itself as a fearsome opponent of the project, the administration likely sees Poland and other opponents of Nord Stream 2 as potential allies in a coming trade war with the European Union. For Eurosceptic-led governments such as that in Italy, the debacle over the pipeline vindicates their view of the EU as a club whose rules twist to accommodate the tactical preferences of Berlin.
What happened to the proposal?

The proposal would probably not have prohibited the construction of the pipeline outright but rather made it more expensive and transparent. The proposal would also have given concerned EU countries a greater say in the project and the European Commission a pivotal role in supervising energy contracts, thereby diminishing Gazprom’s ability to distort the European gas market.

When it came out in support of the proposal, France did not perceive this as being an affront to Germany: the pipeline had drawn increasing criticism from across the EU and constant attacks from Trump. Greater EU oversight of the project would have allowed the German government to deflect much of this condemnation without giving in to Trump (which is widely seen as something close to domestic political suicide). By bridging the political divide, the proposal would not only have reduced Germany’s isolation but also reduced the risk that the United States would exploit disagreements over Nord Stream 2 to split the EU.

German Chancellor Angela Merkel has only added to the confusion with her inconsistency on the matter. She voted down the European Commission’s first attempt to change EU energy regulations in November 2017, but acknowledged the following spring that Germany needed to address the security concerns about Nord Stream 2 of Ukraine and other countries. Hence, many diplomats thought she would accept the proposal.
The EU’s reaction

Nonetheless, Berlin’s reaction was far from accepting. Merkel and President Frank-Walter Steinmeier immediately pressured Paris and, particularly, Bucharest (which currently holds the EU presidency) to water down the proposal. The resulting compromise denies other EU member states and the European Commission any influence on the process of commissioning the pipeline. Gazprom will still be forced to transfer operative ownership of the project to another company – most likely, a Gazprom subsidiary similar to the one that operates the European Gas Pipeline Link interconnector – and to allow other providers to access to the pipeline. Neither provision will change much: such a subsidiary would have the opportunity to hire loyal politicians as board members and thereby widen the Russian corruption network in Germany. And other, non-Russian suppliers cannot access the pipeline because it lies on the seabed. The decision of whether to involve other Russian companies in Nord Stream 2 rests with President Vladimir Putin. As such, the watered-down version of the proposal is only a compromise in the sense that it is better than nothing.

The German government’s handling of the project will cause lasting damage. Several of the arguments Berlin put forward in support of Nord Stream 2 have been revealed as lies:

    Nord Stream 2 is a commercial project.
    This argument holds that the pipeline will fit within the EU’s legal framework and that there are no grounds to interfere with business initiatives unless they violate existing rules. It is now clear that the German government actively intervenes to preserve a regulatory ecosystem in which the project can survive.
     
    German energy supply is separate from German foreign policy.
    German pipelines only come about due to the heavy political support they receive. This erodes the trust placed in Germany to uphold EU sanctions, for two reasons. Firstly, because the Yamal gas field – which feeds the Nord Stream pipelines – is difficult to exploit, the project will only be a long-term commercial success if the EU lifts its sanctions on the Russian energy sector. Secondly, if many smaller states are prevented from conducting business with Russia but Berlin provides political cover to deals with the country it sees as strategically important, the European sanctions debate will descend into cynicism.
     
    The Christian Democratic Union (CDU) and the Social Democratic Party (SPD) have substantively different views of Nord Stream 2.
    In the past, SPD cadres led the way in openly advocating for the pipeline project, while the chancellery remained silent on the issue. Many of Germany’s European allies hoped a new German government would take a different approach to Nord Stream 2 or that Merkel and other key figures would prove trustworthy because they had no personal involvement in pushing for the project. But Merkel has now personally defended the project, citing the usual arguments of lobbyists for Nord Stream 2 and thereby toxifying her and the CDU on the European stage. Indeed, many European opponents of the project now see Germany as a whole as the problem.
     
    The German government is a multilateralist protector of the rules-based order.
    Germany’s behaviour shows that it only accepts the rules when convenient, and otherwise uses unilateral bullying tactics to preserve regulatory loopholes that favour German interests. While it loves to rant about Trump’s disruptive and confrontational behaviour, the German government hardly behaves any differently when its interests are at stake.
     
    The EU is a rules-based organisation in which all member-states have equal rights.
    While this is the case on paper, the Nord Stream 2 case is widely perceived as one more example of double standards that favour Germany. The EU has prevented Italy, Bulgaria, Hungary, Greece, and Slovakia from engaging in bilateral pipeline projects with Russia under its Third Energy Package. Yet Germany has used a loophole in European regulations to launch the kind of project that others have been denied, and to strengthen its position in the European gas market. Having seen another major European power become increasingly willing to bend and break the rules, Italy is now more likely than ever to demand exemptions from the Stability and Growth Pact.

Security concerns

While southern EU member states perceive Nord Stream 2 as further proof of unjust German economic hegemony in Europe, eastern and northern European states will probably adopt an ever more sceptical, if not hostile, attitude towards Berlin on security issues. Germany’s role as an advocate for Gazprom in Europe, combined with its failure to live up to its commitments on defence, reinforces fears that the Russo-German cosiness of the Schröder era is now a permanent feature of Berlin’s strategy. Efforts to hedge against German influence will become all the more essential in post-Brexit Europe (although they may take more a polite form in Stockholm than in Warsaw). Poland may recognise that siding with the US in a trade war against Germany will have negative economic side-effects, but its security fears are likely to come before economics.

Meanwhile, Belarus and Ukraine will experience most of the negative consequences of the Russian-German energy partnership. Nord Stream 2 will make pipelines that pass through Ukraine and Belarus redundant. And it is not just the loss in transit money that worries these countries. The Russian regime relies on exports of oil and gas. And dependence on access to pipelines in Belarus and Ukraine currently constrains Russian military activity in these countries. For example, in 2014 Moscow refrained from providing military support to pro-Russian separatist groups in Kharkiv due to the presence of important installations on the gas transit line in the north and northwest of the city. Yet, after initiating the Nord Stream 2 project, Russia started to militarise the Belgorod-Kursk border region, deploying the 20th Guards Army just across the frontier. Under growing pressure to cede its sovereignty to Russia, Belarus may accept an increased Russian troop presence in its territory and subordinate its armed forces to the Russian general staff. This would drastically change the security situation in Poland, Ukraine, and Lithuania.

Thus, there is little sense to Berlin’s argument that Russia was a reliable supplier of gas to Germany even during the cold war. In that era, the Russian gas-delivery system had no effect on the military security or sovereignty of other neutral and non-allied states – thereby allowing for the separation of energy policy and security policy. This is no longer the case. However, because it does not see Russia as a direct threat, the German political establishment tends to ignore the security implications of Nord Stream 2.

Germany has no capacity or domestic mandate to deal with the geopolitical fallout of its choices on Nord Stream 2. It cannot prevent Russia from absorbing Belarus, nor from escalating the war in Ukraine. In environmental and climate politics, German leaders often emphasise that one should not commit to policies whose ramifications one cannot control. But, in a mirror image of Trump’s approach to climate policy, Merkel simply bows to ideological stubbornness and the lobbying efforts of domestic industry and special interest groups.
Título: Re: O que se passa na Alemanha?
Enviado por: Lusitan em Abril 08, 2019, 09:38:06 pm
https://www.unian.info/politics/10508358-germany-seeks-to-lift-russian-sanctions-in-council-of-europe-media.html (https://www.unian.info/politics/10508358-germany-seeks-to-lift-russian-sanctions-in-council-of-europe-media.html)

Germany seeks to lift Russian sanctions in Council of Europe – media

German diplomats are unprecedentedly active in negotiating with representatives of other states about the return of Russians to PACE without sanctions.

German diplomats and deputies are openly taking active steps to lift the sanctions pressure from Russia in the Parliamentary Assembly of the Council of Europe and plan to do this at the current PACE session. The representatives of Germany have never concealed the fact they prefer a "dialogue" with the Russian Federation even if this requires moving away from putting pressure on it, the Ukrainian media outlet European Pravda reported on April 8, referring to several Western diplomats, as well as representatives of the expert community.

But the data available to the media outlet suggest that now this refers to a coordinated campaign that has grown considerably in the run-up to the PACE spring session. "It is noteworthy that this activity is non-partisan: it covers representatives of both key forces of the government coalition – [the Christian Democrats] CDU/[the Christian Social Union in Bavaria] CSU and the Social Democrats. Recently, the deputies from the CDU and [the Social Democratic Party of Germany] SPD sent a letter to the PACE president to revise the sanctions rules, removing the Assembly's right to impose sanctions on delegations from violating states when approving their powers," the publication wrote.

At the same time, German deputies are conducting explanatory work in PACE, persuading other parliamentarians that the struggle between Ukraine and Russia is an "election technology" and Europe should not support it, the European Pravda said. Parliamentarians also claim Angela Merkel personally supports the idea of forgiveness of Russia. However, the chancellor has not yet made public her position on this issue. But German diplomats are also unprecedentedly active in negotiating with representatives of other states about the return of Russians to PACE without sanctions, according to the publication. Official Berlin insists this will allow "saving Russia's membership in the Council of Europe," although their opponents question this logic. According to sources, the acceleration of the plan is among the options with the de facto liquidation of sanctions mechanism at the PASE session in April. UK Permanent Representative to the Council of Europe Christopher Yvon reported on unprecedented activity in this regard, although without indicating the state involved in this. "I was told today by a close follower of the work of the Council of Europe that this week it was doing self chemical castration. Surely we don't want that," he wrote on Twitter on Sunday, April 7. In his previous tweets, the British diplomat said he insisted on punishing Russia for violating the principles of the Council of Europe. As UNIAN reported earlier, Council of Europe Secretary General Thorbjorn Jagland proposed that the rules of the Council of Europe be changed to return the Russian delegation to PACE. At the PACE session in January, Jagland officially initiated work on amendments to the Statute of the Council of Europe to solve the crisis with Russia's participation in the work of the Council of Europe and with the Russian non-payments.