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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Países Lusófonos => Tópico iniciado por: Cabecinhas em Junho 19, 2013, 07:53:15 pm

Título: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabecinhas em Junho 19, 2013, 07:53:15 pm
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A Renamo anunciou hoje, através de Jerónimo Malagueta – chefe do departamento de Informação – que vai bloquear a partir de amanhã toda a circulação ferroviária e rodoviária no centro do país.
Num encontro com a imprensa realizado hoje à tarde em Maputo, Malagueta afirmou que o ataque perpetrado no início desta semana contra o paiol militar situado na província de Sofala, em Savane, não tinham sido responsabilidade de elementos do seu partido. Recorde-se que no ataque foram mortos cinco militares das forças armadas de Moçambique.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fsol.sapo.pt%2Fstorage%2FSol%2F2013%2Fbig%2Fng1367545_427x211.jpg%3Ftype%3Dbig&hash=22d35cfb3085d91e5265f3e10ce0e440)

"Os acontecimentos de Savane ou, por outra, o ataque ao paiol de Savane, não têm nada a ver com as forças de defesa e segurança da Renamo. O Governo e partido no poder sabem muito bem disso", garantiu.

Malagueta acusou o Governo de estar a concentrar homens e armamento em Sofala a fim de "atacar a Serra da Gorongosa e o presidente do partido, Afonso Dhlakama".

O chefe do departamento de Informação afirmou ainda que as forças militares têm estado a deslocar-se para o centro do país em viaturas particulares de passageiros e de carga. Em resposta a esta alegada estratégia do Governo, a Renamo impedirá toda a circulação de viaturas na estrada nacional número 1, principal artéria rodoviária do país, desde o Rio Save até Muxúngue, cortando na prática Moçambique ao meio. Ameaça igualmente impedir a circulação de comboios na linha férrea do Sena, usada para o escoamento de carvão.

"A partir de quinta-feira, 20 de Junho de 2013, o raio de segurança vai partir do Rio Save até Muxúngue. Nesta área, as forças da Renamo vão posicionar-se para impedir a circulação de viaturas, porque o Governo usa essas viaturas para transportar armamento. A Renamo vai igualmente paralisar a movimentação dos comboios".

O SOL sabe que algumas chancelarias estão já a recomendar aos seus cidadão que evitem deslocar-se à região centro do País.

Fonte oficial do gabinete de Paulo Portas já declarou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros está a acompanhar a questão "desde o início".

"Estamos confiantes de que as autoridades moçambicanas vão lidar com o assunto da melhor forma", disse, lamentando ainda as vítimas mortais do incidente de hoje.

A mesma fonte garantiu que até à data "não há portugueses atingidos", mas recomendou que todos se "mantenham atentos e que à mínima necessidade contactem as estruturas com ligação a Portugal, como a embaixada e o consulado".
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Cabecinhas em Junho 26, 2013, 06:45:53 pm
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Empresa Rio Tinto suspende exportação de carvão de Moçambique devido à instabilidade

A multinacional Rio Tinto suspendeu a exportação do carvão que explora em Moçambique, devido à instabilidade criada por acções armadas dos últimos dias, atribuídas pelo Governo ao antigo movimento rebelde Renamo (Resistência Nacional de Moçambique), mas mantém a produção.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimagens3.publico.pt%2Fimagens.aspx%2F780723%3Ftp%3DUH%26amp%3Bdb%3DIMAGENS%26amp%3Bw%3D749&hash=2a348aecb6f0bc78f3080e1e6aea4f98)

A informação de que a exportação de carvão da Rio Tinto através da linha de caminho-de-ferro do Sena tinha sido suspensa foi avançada à Rádio Moçambique pelo governador da província de Tete, Rachid Gogo, e confirmada esta quarta-feira pela empresa.

“Parámos as nossas operações na linha férrea para avaliação da actual situação em Moçambique”, disse Hélder Ossemane, porta-voz da empresa, citado pela agência Reuters. A produção na mina da Rio Tinto em Benga, perto da cidade de Tete, prossegue.

Desde que, na semana passada, a Renamo ameaçou bloquear a circulação no país ocorreram ataques a camiões e autocarros que criaram insegurança e instabilidade no Centro do país. Numa dessas acções foram mortas duas pessoas.

Algumas carruagens de uma composição que circulava na Linha do Sena – que liga as zonas mineiras de Tete ao porto da Beira, por onde o carvão é exportado – descarrilaram. Mas a transportadora férrea moçambicana minimizou o caso, e disse que a circulação não chegou a ser interrompida. A linha é também utilizada pelos brasileiros da Vale, outro gigante do sector mineiro.

A tensão em Moçambique tem aumentado à medida que as eleições de aproximam. Para Novembro estão previstas municipais e em 2014 presidenciais. O Governo da Frelimo (Frente de Libertação de Moçambique) e a Renamo  têm mantido conversações, sem resultados visíveis.

A antiga guerrilha pretende a renegociação dos acordos de paz de 1992 e contesta as leis eleitorais. O líder, Afonso Dlhakama, retirou-se no ano passado para as montanhas da Gorongosa e ameaçou voltar à guerra. O antigo movimento guerrilheiro combateu o Governo da Frelimo, então partido único, durante 16 anos, até 1992.
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Cabecinhas em Julho 06, 2013, 11:41:48 am
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Governo moçambicano rejeita «desmilitarizar» área onde está Dhlakama

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fdiariodigital.sapo.pt%2Fimages_content%2F2013%2Fsoldadosmocambique.jpg&hash=173766e247ce7ee77cf41fff3d6c9790)

O chefe da delegação do Governo moçambicano nas negociações com a Renamo, José Pacheco, rejeitou a exigência do principal partido da oposição de retirada dos militares que cercam a ex-base do movimento, onde vive o seu líder, Afonso Dhlakama.
O presidente da Renamo (Resistência Nacional de Moçambique) coloca como condição para se encontrar com o chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, a retirada do exército e da polícia de Satunjira, antiga base da guerrilha da força política, no centro de Moçambique, onde se reinstalou em outubro do ano passado.

As Forças Armadas, assinalou o chefe da delegação do executivo, devem gozar da liberdade de se movimentarem em toda a extensão do território moçambicano.

Em declarações à imprensa, à saída de mais uma ronda negocial com a Renamo, o chefe da delegação do Governo afastou a possibilidade de a polícia e o exército abandonarem Santunjira.

"É importante dizer que as Forças Armadas de Defesa e Segurança de Moçambique defendem a soberania, defendem a liberdade e direitos dos cidadãos, defendem as pessoas contra os agressores e defendem bens públicos e privados", frisou José Pacheco, que é igualmente ministro da Agricultura.

A reunião entre Afonso Dhlakama e Armando Guebuza é vista pela população moçambicana e pela comunidade internacional como a única forma de se evitar uma escalada na tensão política que o país atravessa, a mais grave desde a assinatura do Acordo Geral de Paz em 1992, que acabou com 16 anos de guerra civil.

Diário Digital com Lusa


Fonte: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=642858
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: chaimites em Outubro 21, 2013, 09:27:43 pm
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Governo moçambicano confirma ataque e controlo da base do líder da Renamo


http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=689683&tm=7&layout=121&visual=49

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Renamo diz que ataque do exército moçambicano enterrou acordo de paz de 1992


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Exército moçambicano abateu hoje dois homens da Renamo numa "emboscada

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=688753&tm=7&layout=121&visual=49



 
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Afonso Dhlakama fala ao Canamoz e diz que perdeu controlo das suas forças

Afonso Dhlakama manteve contacto telefónico com o Canalmoz há momentos e ele próprio confirmou que a sua base em Sadjundjira foi tomada pelas forças governamentais.
Ao Canalmoz Dhlakama disse que está bem, mas perdeu o controlo das suas forças pelo que admite que possa haver retaliações sem que seja por ordens dadas por ele.
Do terreno chegam-nos informações ainda não submetidas ao contraditório do governo, indicando que no palco de Sadjundjira as infraestaruras foram todas destruídas, mas as forças ocupantes perderam muitos homens pois os guardas da Renamo estavam prevenidos e também os bombardearam com armamento pessado a partir de linhas externas às linhas de avanço das FADM/FIR.
Uma fonte da FIR disse que houve muitas mortes das duas partes.


CANALMOZ – 21.10.2013

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"A tomada da base do presidente Dhlakama, pelos Comandos das FADM/FIR, marca o fim da democracia multipartidária em Moçambique" Renamo
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As Forças de Defesa e Segurança atacaram na tarde desta segunda-feira, e com recurso a armamento bélico “pesado”, a base da Renamo, em Santunjira, na província central de Sofala, onde Afonso Dhlakama fixou residência há cerca de um ano. Embora os seus homens não tenham respondido ao ataque, o líder da “Perdiz” abandonou o local, estando neste momento em parte incerta.

"A tomada da base do presidente Dhlakama, pelos Comandos das FADM/FIR, marca o fim da democracia multipartidária em Moçambique. Esta atitude irresponsável do Comandante em Chefe das Forcas de Defesa e Segurança, coloca ponto final aos entendimentos de Roma" afirmou o porta voz da Renamo, em conferência de Imprensa na tarde desta segunda-feira em Maputo.

“Queremos informar os moçambicanos que o presidente Afonso Dhlakama mudou do local onde vinha residindo há um ano, porém, está de boa saúde e com a moral bastante elevada, pois este acto belicista do Governo veio mostrar quem de facto não quer a paz, não quer democracia, pretende processos eleitorais não transparentes de modo a perpetuar-se infinitamente no poder,” acrescentou o porta-voz da Renamo, Fernando Mazanga.

http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/poltica_partidos/

 Afinal qual o motivo de tudo isto??
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: chaimites em Outubro 21, 2013, 09:48:53 pm
Conferencia de imprensa da Renamo

http://videos.sapo.mz/My4zKZyDWLcePVL5tuSK

Conferencia de imprensa do governo

http://videos.sapo.mz/TZFkKV6Zy2wMl3kglAva
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: FoxTroop em Outubro 21, 2013, 10:41:12 pm
Citação de: "chaimites"
Afinal qual o motivo de tudo isto??

A razão de tudo isto tem a ver com as gigantescas jazidas descobertas na bacia do Rovuma e na guerra surda entre chineses, indianos e, como não poderia deixar de ser, norte-americanos. Isto está só a começar e era mais que espectável.

Mas não esqueça que eu sou um comuno-bebado-teorico das conspirações, por isso......
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Cabecinhas em Outubro 22, 2013, 12:15:31 am
Não só, a FRELIMO ocupa praticamente todos os lugares de poder. Mesmo em posições onde deveria estar a oposição...
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Cabecinhas em Outubro 22, 2013, 11:58:30 am
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A situação em Moçambique é crítica e teme-se o fim definitivo dos acordos de paz no país. Depois do ataque do Exército ao aquartelamento de Afonso Dlhakama, na segunda-feira, guerrilheiros da Renamo terão atacado, esta terça-feira de manhã, uma esquadra policial na província de Sofala.

Jaime Kuambe, subchefe de redacção do jornal "Notícias de Maputo" descreve um cenário de grande preocupação e relata a fuga de habitantes da região: “As consequências são muito más. No momento em que estou a falar estão-nos a chegar notícias confirmadas de que ainda esta manhã guerrilheiros da Renamo terão atacado uma esquadra policial em Maringué, na província de Sofala, precisamente a zona onde se encontra aquartelado neste momento Afonso Dlhakama.”

“A população abandonou a vila e fugiu em debandada para parte incerta. O cenário é de muita apreensão, está a causar apreensão nas pessoas, não só na zona onde se verificou a situação, mas também noutras regiões. Na própria capital os comentários do dia giram em volta desse ambiente de tensão.”

“A situação é crítica e causa apreensão, no sentido em que a paz pode estar beliscada neste momento”, conclui Kuambe.

Moçambique vê assim ameaçada a situação de paz que se vivia no país há vários anos, como foi aliás confirmado na segunda-feira pelo porta-voz da Renamo: “Quem pôs fim ao acordo de paz foi a Frelimo ao usar as armas que tínhamos acordado não serem mais usadas. Estamos a interpretar o comportamento da Frelimo como sendo o fim dos acordos de Roma”.
Título: Re: Tensão em Moçambqiue
Enviado por: Alvalade em Outubro 22, 2013, 06:31:23 pm
Isto ainda vai sobrar para nós  :roll:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabecinhas em Novembro 02, 2013, 03:15:34 pm
Governo português emite comunicado a dizer para se evitar deslocações entre Nampula e Sofala.

Vislumbra-se uma crescente tensão do conflito armado, nesta situação e sendo um país da CPLP... não vejo Portugal com "coragem" nem €€€ para fazer uma intervenção para protecção dos seus.

 :cry:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Get_It em Novembro 02, 2013, 03:27:56 pm
As intervenções em países africanos/membros da CPLP para evacuar cidadãos portugueses é uma coisa do passado devido ao medo das empresas portuguesas serem depois proibidas de fazerem negócio lá. Os interesses da burguesia falam mais alto. Também em caso de necessidade vai-se acabar por recorrer a outro país que provavelmente vai já lá estar a evacuar os seus próprios cidadãos. Como foi o caso dos franceses na Líbia.

Notar que eu utilizei a palavra evacuar em vez da palavra resgatar.

Cumprimentos,
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 02, 2013, 05:32:22 pm
Engraçado falares na Libia, porque lembro-me de um membro do fórum de nacionalidade espanhola vir aqui agradecer o facto da FAP ter também evacuado compatriotas seus desse país. :wink:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Get_It em Novembro 02, 2013, 10:13:38 pm
Então enganei-me no conflito. Lembro de uma situação em que tivemos notícias de portugueses a serem evacuados pelos franceses. Terá sido na primavera árabe? Tenho de ver.

EDITADO: Estava a pensar no Líbano em 2006. Os poucos portugueses foram evacuados num navio fretado pela França e alguns também foram transportados num helicóptero da força aérea francesa.

Lembrei-me foi de fazer aquele comentário principalmente por causa da discussão que vai no outro tópico do NAVPOL e de darem como exemplo este tipo de situações em que seria necessário enviar uma força naval com helicópteros. Enviar aviões de transporte no nosso caso já seria muito mais fácil.

Cumprimentos,
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabecinhas em Novembro 05, 2013, 03:18:24 pm
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Notícias Vídeos Fotos Banca de Jornais Foto do dia Infografias Especiais
Segundo rapto em Maputo, que vive o pior dia na vaga de sequestros
05 de Novembro de 2013, 13:30
Duas mulheres foram esta manhã raptadas em Maputo, uma moçambicana e outra de nacionalidade portuguesa, naquele que está a ser o dia mais dramático desta vaga de crimes.


Depois da informação já confirmada pelo cônsul geral de Portugal em Maputo, Gonçalo Teles Gomes, do rapto de uma cidadã portuguesa esta manhã, na cidade satélite da Matola, a agência Lusa recebeu indicações de um outro caso que visou uma mulher moçambicana de 33 anos, ocorrido por volta das 08:00 horas no bairro Laulane, nos arredores da capital.

Em declarações à Lusa, Samuel Maibasse, responsável de segurança da organização não-governamental (ONG) Save the Children, disse que a mulher de um dos funcionários desta ONG foi esta manhã raptada na sua residência, perante os seus filhos, irmã e cunhado, alegadamente por cinco homens.

"A primeira pessoa trazia uma pasta - o cunhado do meu colega (que presenciou o crime) disse que pensavam que eram da Electricidade de Moçambique - de onde tirou uma pistola, mandou as crianças deitarem-se, começou a recolher telefones e exigiu dinheiro, levaram computadores e mais coisas, e, no final, levaram com eles a esposa", disse Maibasse.

"Disseram para não informar a polícia e foram-se embora. Ele [o colega de trabalho] informou logo a polícia. Ainda não temos clareza se é rapto ou se queriam roubar e a levaram para protecção deles", acrescentou o responsável.

Sobre o caso da cidadã portuguesa, o rapto ocorreu no interior da empresa onde exerce funções de gestora financeira, estando neste momento as autoridades portuguesas estão a acompanhar o desenvolvimento da situação.

Este é o segundo rapto conhecido envolvendo cidadãos portugueses, de uma onda de sequestros que começou em 2011 e que tem visado sectores abastados da sociedade moçambicana.

Os familiares da vítima já foram informados do sucedido, adiantou.

A identidade da vítima e a identificação da empresa não foram ainda divulgadas.

Lusa
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: chaimites em Novembro 07, 2013, 03:37:34 am
O "NRP Atlantida"  Uma Vasco da Gama  e o NRP Bérrio não deveriam estar a sair do Alfeite em direção a Moçambique??
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: PereiraMarques em Novembro 07, 2013, 09:03:19 am
Citação de: "chaimites"
O "NRP Atlantida"  Uma Vasco da Gama  e o NRP Bérrio não deveriam estar a sair do Alfeite em direção a Moçambique??

E cabem lá 20.000 pessoas (comunidade portuguesa em Moçambique)?   :mrgreen:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 07, 2013, 05:49:50 pm
Citação de: "chaimites"
O "NRP Atlantida"  Uma Vasco da Gama  e o NRP Bérrio não deveriam estar a sair do Alfeite em direção a Moçambique??


Ó chefe, não há dinheiro para o "gasóil"! :oops:  :evil:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabecinhas em Novembro 08, 2013, 02:10:01 pm
Citação de: "chaimites"
O "NRP Atlantida"  Uma Vasco da Gama  e o NRP Bérrio não deveriam estar a sair do Alfeite em direção a Moçambique??

Ai estes novos colonialistas...  :twisted:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Alvalade em Fevereiro 15, 2014, 11:01:48 am
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Exército moçambicano confirma ofensiva contra posições da Renamo no centro do país

Maputo, 12 fev (Lusa) - As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) confirmaram hoje ter lançado uma ofensiva contra posições da Renamo na Serra da Gorongosa, centro de Moçambique, justificando a ação com um "contra-ataque" a ações de homens armados do movimento.

Os confrontos entre as FADM e os homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), no centro do país, conheceram nas últimas semanas um abrandamento, na sequência de avanços nas negociações entre o partido e o Governo em torno da lei eleitoral.

Mas, no último fim de semana, a Renamo acusou o exército de empreender uma ofensiva contra posições do movimento na Serra da Gorongosa, imputando ao Governo a pretensão de matar o líder do partido, Afonso Dhlakama, que estará refugiado nas montanhas, desde que foi expulso do seu acampamento na região por uma ação das forças de defesa e segurança.

Ler mais: http://visao.sapo.pt/exercito-mocambicano-confirma-ofensiva-contra-posicoes-da-renamo-no-centro-do-pais=f769142#ixzz2tO4fLIsN
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: perdadetempo em Agosto 12, 2018, 05:45:55 pm
Noticia que aparece no Economist  com data de 9  de Agosto. Como os editores têm tendência a preocuparem-se principalmente com a economia ou as finanças, o caso deve parecer sério.

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A bubbling Islamist insurgency in Mozambique could grow deadlier

Terrorists have torched villages and carried out a spate of atrocities
(https://www.economist.com/sites/default/files/imagecache/640-width/images/2018/08/articles/main/20180811_map502.jpg)RESIDENTS of Naunde village were woken by gunshots at around 2am on June 5th. Two of the attackers carried guns. The other three, armed with machetes, set houses on fire. Then they chased down a local chief and hacked off his head in front of horrified neighbours. They also killed six others, including an Islamic leader whom they beheaded in a mosque.

The attack, documented by Human Rights Watch, a pressure group, is one of several dozen carried out by jihadists in Cabo Delgado—a mostly Muslim, coastal province in Mozambique’s far north—since October 2017. Recently many have followed a similar pattern: hit-and-run raids during which attackers torch houses, steal supplies and behead victims. In May terrorists decapitated ten people, including children. Officials have tried to brush off the violence as mere banditry. But the attacks appear to be increasing.
Who the killers are and what they want is not entirely clear. Uncertainty surrounds even their name. They are known as Ahl al-Sunnah wal-Jamaah (Arabic for “followers of the prophetic tradition”), though locals also refer to them as al-Shabab (“the youth”). They have no known ties to the jihadist group in Somalia, which is also called al-Shabab, but some researchers think the jihadists in Mozambique have received training abroad.

Beyond touting a strict form of Islam, the group’s political agenda is rudimentary. According to Joseph Hanlon of the London School of Economics, Ahl al-Sunnah wal-Jamaah emerged when groups of street traders, united by economic frustration and radical Islam, came together in 2015. They urged people not to pay taxes or send their children to state schools—and they stormed into mosques, knives waving, to lambast local Islamic practices.

For years locals complained about the growing number of angry young men in their midst. But Mozambique’s corrupt and listless authorities did little. The group’s first attack, last October, took officials in the capital, Maputo, by surprise.
Cabo Delgado should be booming. Companies such as Anadarko and Eni are investing some $50bn (around four times Mozambique’s annual GDP) in the region to exploit gas reserves found in 2010. Gemfields, a British firm that makes gem-encrusted eggs, arrived in 2011 to mine what is said to be the world’s biggest ruby deposit.

But locals say they have seen little benefit. Cabo Delgado still lags behind Mozambique’s more prosperous south. Many of the jobs created by the gas finds go to highly skilled expatriates, not to locals, who are mostly illiterate. Young people in Palma, a town at the centre of the gas projects, protested in May, claiming that their job applications are ignored.

Adding to the misery are reports of ruby-related land grabs. In London lawyers are pursuing cases against Gemfields on behalf of over 100 small-scale ruby miners, who claim they were shot at, beaten up and sexually abused by police officers and the company’s security guards.

Ahl al-Sunnah wal-Jamaah is not expected to hamper the region’s gas projects. But what happens next may depend on the state’s reaction. So far it has beefed up security and arrested hundreds of suspected jihadists. Eric Morier-Genoud of Queens University Belfast compares Cabo Delgado to north-east Nigeria during the early days of Boko Haram. There a heavy-handed crackdown helped transform a radical religious sect into one of Africa’s deadliest terror groups. The hope is that northern Mozambique does not go the same way.

https://www.economist.com/middle-east-and-africa/2018/08/09/a-bubbling-islamist-insurgency-in-mozambique-could-grow-deadlier (https://www.economist.com/middle-east-and-africa/2018/08/09/a-bubbling-islamist-insurgency-in-mozambique-could-grow-deadlier)

Já se encontram na INTERNET notícias sobre estes problemas pelo menos desde o mês de Maio. pelo que o problema parece estar em evolução.

Cumprimentos,
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Outubro 05, 2018, 06:35:19 pm
Yussuf Adam nega 'jihadismo' nos ataques de Cabo Delgado


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitan em Dezembro 13, 2018, 04:43:03 pm
Capture of alleged Islamist militant leader likely to lessen frequency of attacks in Mozambique’s Cabo Delgado

On 7 December 2018, 30-year-old Mustafa Suale Machinga was captured by local residents and referred to authorities in Litingina village in Nangade district in Mozambique’s Cabo Delgado province.

Machinga, a former member of the Mozambican armed forces was captured after being accused by residents of leading the group responsible for Islamist militant-inspired attacks in the province. According to Jane’s Terrorism and Insurgency Centre (JTIC), the 19 attacks recorded since 5 October 2017, which marked the eruption of an emerging Islamist insurgency within the province, have resulted in 57 non-militant fatalities. However, local sources have claimed that at least 283 people have been killed during attacks since October 2017.

https://www.janes.com/article/85159/capture-of-alleged-islamist-militant-leader-likely-to-lessen-frequency-of-attacks-in-mozambique-s-cabo-delgado
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 17, 2018, 07:20:04 pm
Comunidade islâmica de Moçambique critica ataques e denuncia "interesses"



Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Fevereiro 01, 2019, 11:12:13 am
Human Rights Watch quer esclarecer morte de empresário sul-africano


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Março 04, 2019, 10:52:06 am
Estado de emergência no norte de Moçambique?


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Julho 31, 2019, 04:05:11 pm
Moçambique assina nova paz



Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Agosto 19, 2019, 02:51:10 pm
(https://scontent.flis9-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/68703030_10217008942193753_68224756633042944_o.jpg?_nc_cat=111&_nc_oc=AQmezJVXs8C8bVvhMn9saYGX-2lxulVOXLd4IRf46mzoM-jv5G-7XAXYpPepj5J3e6g&_nc_ht=scontent.flis9-1.fna&oh=804db92129db0791306b4302861d4bf8&oe=5DDC506F)

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SURPRESA?

Ataque devastador do Daesh no Norte de Moçambique, no distrito de Macomia. Dezenas de mortos e feridos entre civis, polícias e militares.

Há meses que andamos a avisar sobre este perigo, e explicámos no «Leste Oeste» que era especialmente preocupante o ingresso de muitas crianças no grupo terrorista (que alguns teimavam em ignorar), e ainda o facto de começarem a deixar-se filmar de rosto descoberto, sinal de maior confiança e impunidade.

Explicámos também que a miséria e a corrupção explicavam boa parte do problema, mas que havia uma organização em marcha, com sede na Rep. Dem. do Congo, a aproveitar o cancro, e a instalar-se metodicamente no nosso país-filho, ou irmão, como quiserem.

Infelizmente continuávamos a ter razão.

PS- Segundo os sobreviventes, incluindo um polícia de intervenção (UIR) com quem falámos, os atacantes «não eram africanos negros, não falavam nem português nem suaili nem nenhum dialecto local, e estavam fortemente armados, tendo também roubado muito equipamento pesado».

Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Novembro 03, 2019, 09:55:44 pm
Russian mercenaries are beheaded by ISIS-linked Islamists in Mozambique
    Seven Russian mercenaries killed in two separate attacks in Mozambique
    One attack saw four fighters ambushed, shot and then beheaded by extremists
    ISIS began claiming attacks in Mozambique's northern provinces in June
    Russia signed a deal with the Mozambique government to provide military aid in 2017, but has previously denied having any troops in the country

https://www.dailymail.co.uk/news/article-7638603/Russian-mercenaries-beheaded-ISIS-linked-Islamists-Mozambique.html?ito=facebook_share_article-top&fbclid=IwAR2Y4OA1BJgRL4SjQYjFbcESyF935FTxaygPcAedK1R5i1qa8pHQ9R1JBz4

(https://i.dailymail.co.uk/1s/2019/11/01/09/20468350-7638603-image-a-31_1572600127426.jpg)
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Crypter em Novembro 03, 2019, 10:10:13 pm
Bolas! Tá agreste praqueles lados!

Ainda há quem defenda uma intervenção das FA Portuguesas..

Por mim, eles que se desenrasquem!
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Novembro 03, 2019, 10:15:09 pm
Eles, os russos e os chineses que são donos daquilo agora.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: ocastilho em Novembro 03, 2019, 11:00:31 pm
Honra seja feita ao Nuno Rogeiro - como todos os defeitos que lhe são conhecidos- que desde há algum tempo a esta parte vem falado nos islamitas e alertando para o perigo. Do jornalismo mainstream , foi certamente o único, aliás lembro do governo moçambicano negar e o Rogeiro mesmo assim foi insistindo.

Não nos esqueçamos que há muitos Portugueses lá e negócios de Portugueses. Agora também não acredito que os Moçambicanos quisessem lá os PTs.

Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Abril 09, 2020, 05:09:48 am
(https://scontent.fpdl2-1.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/90618044_10218906371948311_808646521116426240_o.jpg?_nc_cat=107&_nc_sid=8024bb&_nc_eui2=AeGsH1N4qofQPiaMd8mAK-rh307sSMYVr-PfTuxIxhWv4wAv6bOtRoVrSyj3JDOHNV5TWFFY9-u-XVzdM1olF-hP&_nc_ohc=MmDbb8jna00AX-KWBdo&_nc_ht=scontent.fpdl2-1.fna&oh=5dc28ec163ea308563cd832e8f3b9371&oe=5EB4DB3D)

Noticia de 25 de Março que passou despercebida aqui no fórum.

Citar
Outra sede de distrito de Cabo Delgado tomada e queimada pelo Daesh, há poucas horas: Quissanga, centro de uma circunscrição de 40 mil habitantes.
Outra vez embarcações envolvidas, disfarçadas de barcos de pescadores vindos da ilha do Ibo.
Tropa desbaratada. A «sharika» (companhia) de Macomia mostra o seu triunfo, e as bandeiras da morte.
Ninguém protege as populações, que fogem para as matas.
Em mensagens de Telegram interceptadas, os «estrategos» do bando Daesh falam na instauração do «Califado» em Moçambique.
O que tem andado a fazer o seu SISE, excelentíssimo senhor general Júlio Jane, muito ilustre DG?

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10218906371908310&set=pcb.10218906082381072&type=3&theater


https://observador.pt/2020/04/08/estado-islamico-reivindica-recente-ataque-a-muidumbe-mocambique/

https://www.voaportugues.com/a/insurgentes-querem-impor-estado-isl%C3%A2mico-em-cabo-delegado/5364976.html

https://observador.pt/2020/01/27/mocambique-ataques-grupo-provoca-varias-mortes-estado-islamico-reivindica-acao/
Citar
O grupo "jihadista" confirmou, através da Internet, que foram usadas duas viaturas carregadas com armas automáticas e munições, e que morreram 22 pessoas, mais 7 do que revelam os relatos dos locais.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Red Baron em Abril 19, 2020, 07:54:05 pm
https://www.telegraph.co.uk/news/2020/04/19/isil-linked-jihadis-target-mozambiques-gas-fields/

Parece que os grupos privados (mercenários) estão a perder a guerra.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Claust em Abril 20, 2020, 02:43:34 pm
https://www.defenceweb.co.za/featured/private-military-contractors-appear-to-be-active-in-mozambique/

https://twitter.com/i/status/1252218222323085318 (https://twitter.com/i/status/1252218222323085318)

Heli do grupo da Africa do Sul, que foi queimado pelos próprios grupos privados após sofrer avaria?? ou ser atingido por tiros...
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: PMFM em Abril 21, 2020, 01:46:05 am
Já antes deste grupo privado, o Wagner Group tentou combater os terroristas em Cabo Delgado mas acabaram por se retirar sem sucesso.

Aqui está um bom artigo sobre isso:
Citar
De como os mercenários russos da Wagner perderam a guerra contra os terroristas no norte de Moçambique

 :arrow:https://cartamz.com/index.php/politica/item/4944-de-como-os-mercenarios-russos-da-wagner-perderam-a-guerra-contra-os-terroristas-no-norte-de-mocambique (https://cartamz.com/index.php/politica/item/4944-de-como-os-mercenarios-russos-da-wagner-perderam-a-guerra-contra-os-terroristas-no-norte-de-mocambique)

Nas últimas semanas têm-se sucedido ataques a várias aldeias e vilas de Cabo Delgado. A forças policiais e as FADM nem dão luta e, apesar de terem sido enviados reforços para Cabo Delgado, estas forças estão muito mal preparadas e desmotivadas e por isso têm-se sucedido saques aos quartéis, ficando os terroristas mais bem armados do que nunca.

Ou o Governo de Moçambique pede ajuda internacional ou então Cabo Delgado será uma província sem lei muito brevemente. Já ficou claro que não têm condições para lidar com o problema sozinhos, muito menos com a tensão a crescer novamente com a "Junta Militar" da RENAMO no centro do país...
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Abril 21, 2020, 02:13:19 am
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Da mesma forma, os mercenários russos foram vistos como 'estrangeiros' com intuito de subjugar os nativos à semelhança do que aconteceu com a dominação colonial portuguesa

Só mesmo uma missão da ONU... Mas uma coisa a sério!
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Abril 21, 2020, 06:35:21 pm
Cabo Delgado: o exército moçambicano “é o seu pior inimigo”

Dois anos e meio depois do começo da insurgência armada na província de Cabo Delgado, no Norte de Moçambique, as Forças de Defesa e Segurança (FDS) não conseguiram ainda dominar a revolta que já deixou para cima de 700 mortos e um número de deslocados superior a 200 mil. E cada dia que passa parecem mais longe de o conseguir fazer.

O grupo armado vem engrossando as fileiras com gente local e jihadistas estrangeiros, melhorou o seu arsenal e a sua rede de informadores, está mais ousada nos seus ataques. Enquanto isso, o moral das tropas vem-se deteriorando, por sentirem que não lhes dão as condições para enfrentar o inimigo e há relatos de deserções.

“Estamos cansados com esta situação que se vive em Mocímboa… Cada dia que passa temos menos logísticas nos acampamentos militares… Muitos de nós para comer temos que pedir nas comunidades… A nossa comida está a acabar nas mãos dos nossos comandantes. Dizem que temos bónus, mas esses bónus nunca chegaram aos soldados rasos”, contava um militar aos investigadores Saide Habibe, Salvador Forquilha e João Pereira em Radicalização Islâmica no Norte de Moçambique - O Caso de Mocímboa da Praia, publicado pelo Instituto de Estudos Sociais e Económicos.

“O exército não pode ser melhor do que o ambiente geral”, diz ao PÚBLICO o sociólogo moçambicano Elísio Macamo, professor de Estudos Africanos na Universidade da Basileia. “O esforço que é necessário para tornar o exército operacional implicaria fazer o tipo de coisas que o Estado moçambicano até aqui não tem conseguido fazer, nomeadamente introduzir mais disciplina, mais cultura institucional, mais criatividade e saber acomodar aqueles que trazem conhecimento consigo. Não vejo mérito nenhum no adversário do nosso exército, infelizmente, ele é o seu pior inimigo.”

Depois de terem sido atacados em determinados postos avançados, os militares decidiram abandonar esses postos e consolidar as suas principais bases, diz o referido estudo, uma manobra que os protegeu, mas deixou as populações sem protecção, o que levou muita gente a fugir, aumentando o número de deslocados e o ressentimento dos cidadãos em relação aos soldados. “Além disso, o exército e a polícia mostram alguma dificuldade em realizar operações militares à noite. Bem informado sobre os seus alvos, o grupo dos Al-Shabab lança a maioria dos seus ataques à noite e raramente enfrenta uma intervenção militar.”

“Talvez por causa das especificidades da nossa história recente, o investimento num exército funcional sempre enfrentou constrangimentos de vária ordem, a principal das quais foi sempre a necessidade de integrar homens dum partido armado”, explica Macamo. “Razão pela qual se investiu mais na Unidade de Intervenção Rápida (UIR) que, contudo, não pode ser a resposta para uma insurgência desta natureza.”

A presença maior do exército e das unidades especiais da polícia (além da UIR, também o Grupo de Operações Especiais – GOE) não trouxe grandes vantagens, porque, como explica Joseph Hanlon, jornalista e investigador norte-americano que há muitos anos reside em Moçambique, “se tornou numa clássica operação antiguerrilha, em que grupos militares, de movimentos mais lentos, tentam capturar grupos de três ou quatro pessoas que se movem rapidamente e usam telemóveis para comunicar”.

Ainda por cima, seja por frustração, retaliação, maldade ou cultura autoritária, os militares acabam por recorrer à violência contra as populações e “a violência da polícia e do exército contra as comunidades tem um efeito de radicalização, fazendo crescer o apoio dos insurgentes”, acrescenta Hanlon, director do Mozambique News Reports & Clipping.

“Desde os ataques, começaram as perseguições a muçulmanos. Era quase proibido usar cofio, ter barba. Houve muitas prisões e abusos”, denuncia Yussuf Adam, historiador, professor na Universidade Eduardo Mondlane – “temos dezenas de exemplos de maus tratos, torturas”. Hanlon confirma: “Centenas de pessoas foram detidas no final de 2017 e princípio de 2018, mantidas presas durante meses e julgadas (ilegalmente) em segredo. Jornalistas também foram detidos e mantidos presos ilegalmente”, afirma.

Como refere Adam, “uma estratégia de luta contra os extremistas tem de ter uma componente militar”, mas esta, por si só, não chega e até se “pode tornar perigosa”. O antigo Presidente Samora Machel “chegou a retirar quadros da frente do Niassa para Nachingwea [base da Frelimo na Tanzânia] porque se estavam a tornar bons matadores e torcionários”.

Para Elísio Macamo, o apoio aos insurgentes “é a atitude real de quem não tem como se defender e se sente desprotegido”. Quando alguém “é poupado pelos seus algozes que fazem o papel de Robin dos Bosques, sente-se aliviado e grato” e se a isso se junta “a indisciplina de alguns membros das FDS que, infelizmente, não têm nenhum respeito pelos civis e submetem-nos a maus tratos”, acabamos num “círculo vicioso: os soldados sentem-se traídos pelas populações e submetem-nas a sevícias, estas, em reacção, tornam-se indiferentes e não colaboram”.

É, por isso, que Hanlon defende que esta “crescente guerra civil não tem solução militar”. Ao ser “alimentada por injustiças”, não conseguirá romper o apoio da população aos insurgentes enquanto o Governo não reparar essas injustiças. E isso passa primeiro por assumir publicamente que existem e que pretende pôr-lhes cobro.


 :arrow: https://www.publico.pt/2020/04/21/mundo/noticia/cabo-delgado-exercito-mocambicano-pior-inimigo-1913124?fbclid=IwAR3xTpW5PX_0_FQ9c6Jl-4tvFgcRaYld_zMBTuljRnOKbQfX3nAZPWeV3lk
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Red Baron em Abril 22, 2020, 05:53:43 pm
Citar
Em Moçambique, 52 Jovens foram assassinados por rejeitarem aliar-se aos insurgentes em Cabo Delgado. Segundo o porta-voz do Comando-geral da Polícia, a recusa desses jovens provocou a ira dos malfeitores que os mataram.

Em Moçambique, 52 jovens foram assassinados na aldeia de Xitaxi, por terem recusado aliar-se a grupos armados no distrito de Muidumbe, rebelião que vem operando na província nortenha de Cabo Delgado, declarou à imprensa o porta-voz do Comando Geral da Polícia, Orlando Modumane.

"Os jovens que estavam para ser recrutados ofereceram resistência, o que provocou a ira dos malfeitores que indiscriminadamente balearam mortalmente 52 jovens", sublinhou o porta-voz do Comando-geral da polícia moçambicana.

O porta-voz da polícia moçambicana disse ainda que as Forças de Defesa e Segurança reforçaram as operações nos pontos mais críticos da província de Cabo Delgado.

"Temos estado a intensificar várias acções operativas, visando a sua neutralização e consequente responsabilização pelos atos criminosos e hediondos que têm perpetrado naquele ponto do país", concluiu Orlando Modumane.

A província de Cabo Delgado, tem sido fustigada por ataques de grupos armados denunciado pelas forças de segurança e defesa moçambicanas como uma ameaça terrorista.

Esses insurgentes já mataram, pelo menos, 400 pessoas desde outubro de 2017, em Moçambique.

Não acordem para o problema, não.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: typhonman em Abril 28, 2020, 12:16:38 am
Quando começarem a sequestrar/matar portugueses, o que vamos fazer ?


Enviar a sucata para lá ?
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabeça de Martelo em Abril 28, 2020, 09:15:56 am
Quando começarem a sequestrar/matar portugueses, o que vamos fazer ?


Enviar a sucata para lá ?

Presumo que estejas a falar dos C-130, porque deve ser a única sucata que nós poderíamos enviar. No máximo dos máximos temos uma missão de evacuação de cidadãos nacionais que para isso até a TAP faz, em relação a tropa... só se for em função de mentoria/formação. Não estou a ver o governo Moçambicano a querer tropa Portuguesa no terreno.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Claust em Maio 15, 2020, 11:57:29 am
Mozambique:
Armored vehicle claimed as seized by Iscap (also in al Naba): Yanjing Defender: Chinese Tiger variant (Russian design), YangJin YJ2080C Protected Assault Vehicle - A 4x4 vehicle equipped with a W85 heavy machine gun (12.7 x 108mm)

https://twitter.com/Jasminechic00/status/1261236842546057217/photo/1 (https://twitter.com/Jasminechic00/status/1261236842546057217/photo/1)

Será isto um futuro conflito?
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lightning em Junho 20, 2020, 01:42:11 pm
https://tvi24.iol.pt/sociedade/cabo-delgado/portugal-disponivel-para-integrar-forca-internacional-contra-ataques-terroristas-em-mocambique?fbclid=IwAR0iKKKiq2uESPCmoYl8yr7DreCXfyeB2oKj-tJW5TraKbipd9okxx1MNE4
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Major Alvega em Junho 22, 2020, 03:32:49 am
https://tvi24.iol.pt/sociedade/cabo-delgado/portugal-disponivel-para-integrar-forca-internacional-contra-ataques-terroristas-em-mocambique?fbclid=IwAR0iKKKiq2uESPCmoYl8yr7DreCXfyeB2oKj-tJW5TraKbipd9okxx1MNE4

Por aqui se vê a completa falta de noção deste comissário político do PS que por acaso ocupa o cargo de MNE.
"Portugal está disponível para integrar força internacional." Ele deve pensar que os grupos terroristas islâmicos que operam nesta zona são os os bandos de rufias que os páras portugueses combatem na RCA.
Depois esta imbecilidade faz-me recordar um certo ditador na 2ª GM que ordenava aos seus generais para lançarem ataques contra os inimigos, mas com exércitos imaginários.
Vamos dar de barato esta imbecilidade do ministro e imaginar que sim. Que vamos integrar. Com que homens? Com que viaturas? Com que armamento?
Estaríamos preparados para começar a receber caixões em barda em Figo Maduro? É que estes "meninos" comem mercenários russos ao pequeno-almoço. Ainda por cima uma guerra que não é nossa. Moçambique é um país rico em recursos mas é um estado falhado. O dinheiro que vem da ajuda internacional vai directo para os bolsos dos tipos que governam. Na última vez o roubo foi tão grande que foi suspensa indefinidamente essa ajuda. Há países que estão lá explorar os recursos de hidrocarbonetos, outros que carregam navios gigantescos com madeiras nobres etc. Estão a esvaziar aquilo tudo. Esses que metam lá os soldados deles.

E a forma como saímos de lá torna completamente absurdo e impensável ir meter os nossos homens naquele atoleiro.
Moçambique esqueçam. Aquilo acabou.
E este paternalismo bacoco que ainda temos em relação ás ex-colónias é simplesmente ridículo.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lightning em Junho 22, 2020, 02:14:01 pm
Normalmente os generais estão lá para mostrar o que se pode ou não fazer, ou o que é que é preciso para fazer, esse senhor é o MNE nem é o MDN.

Mas Portugal pode sempre participar com equipas de formação, como agora se vê muito, no Iraque, Afeganistão, Mali, etc.

E realmente o dinheiro por cá não abunda, não estou a ver fazermos algo como na RCA às nossas custas, temos que ter alguma organização a pagar as despesas, UE, NATO, ONU...
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: FoxTroop em Junho 22, 2020, 08:06:05 pm
Então a malta acredita que são Macondes fundamentalistas ou seja lá quem for, que estão por detrás disto e que certas "operações" foram feitas por eles?! Mais a montante camaradas, Está ali uma guerra pelos recursos de Cabo Delgado e que mete chineses contra indianos, contra americanos e até brasileiros, um verdadeiro todos contra todos.

A maior desgraça de Moçambique foi terem descoberto a reservas energéticas que descobriram ali.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Julho 04, 2020, 11:25:00 am
Intervenção militar é prioridade em Moçambique, diz Instituto Tony Blair


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Julho 04, 2020, 10:19:31 pm
(https://jornaldiabo.com/wp-content/uploads/2020/07/EstadoIslamico.png)

Estado Islâmico abre guerra em Moçambique

O Estado Islâmico está a atacar em Moçambique, na região de Cabo Delgado, massacrando a população, parte dela em fuga descontrolada.
Vivem-se momentos de verdadeiro terror causado por um grupo ‘jihadista’, especialmente depois de terem sido encontradas jazidas de petróleo e gás na costa.
Em Lisboa, o ministro Gomes Cravinho garante que Portugal está pronto para prestar auxílio ao antigo território ultramarino.

O primeiro SOS foi lançado pelo Bispo de Pemba, D. Luiz Fernando Lisboa, que em tom desesperado relatava que os grupos ‘jihadistas’ armados, de cara tapada, “queimam casas, matam pessoas e decepam cabeças”.
Em entrevista ao jornal ‘Plataforma’, D. Luiz descreveu o terror na província moçambicana de Cabo Delgado, onde em pouco mais de dois anos grupos armados já mataram mais de 1.100 pessoas, e existem mais de 200.000 deslocados que precisam de ajuda humanitária.

“O que a população está a sofrer é uma coisa inominável, muito difícil mesmo”, diz o Bispo de Pemba, que a partir do teatro de guerra dá a voz por uma população que foge das suas aldeias e procura abrigo em centros urbanos, passando dias no mato, sem saber onde se esconder.
O Prelado pediu a todos os missionários e freiras que abandonassem a região, tendo ele ficado para coordenar a ajuda humanitária e dar voz à denúncia.

D. Luiz frisa que o “medo” comanda a vida em Cabo Delgado. Refere que os ataques tiveram início há cerca de dois anos e meio, mas ultimamente ganharam ritmo e dimensão assustadores, com “vários ataques em simultâneo”, em aldeias distantes umas das outras, “o que dificulta ainda mais” a acção da polícia e dos militares moçambicanos, explica D. Luiz.

“Desde o começo”, a violência dos ataques praticados pelos grupos armados, de cara tapada, “demonstra que, mais do que conquistar território pela força das armas, estes homens lançam o pânico, com o objectivo de fazer com que as pessoas fujam e abandonem as aldeias onde vivem” frisa.

Face a esta situação, o Bispo de Pemba lançou ao Mundo um apelo para que se reforce a ajuda humanitária e a solidariedade internacional.
A referência do Papa Francisco à “grave crise humanitária” que se vive Cabo Delgado, feita na bênção Urbi et Orbi do último Domingo de Páscoa, é encarada como natural pelo Bispo de Pemba, que considera que o Sumo Pontífice veio dar maior visibilidade à tragédia que se vive naquela província do Norte de Moçambique.


https://jornaldiabo.com/destaque/estado-islamico-abre-guerra-em-mocambique/?fbclid=IwAR0Llkd7rhELs3fmnsfvztq1MMqZHsZZX6xBBPIXFdExPPVtq1j4ccEMsPE
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Red Baron em Julho 16, 2020, 01:41:16 am
Citar
PSD pede "solução internacional" urgente no quadro da União Europeia

E nós temos meios?
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Crypter em Julho 16, 2020, 11:05:55 am
Citar
PSD pede "solução internacional" urgente no quadro da União Europeia

E nós temos meios?

Ter até tens, mas já estão aplicados noutro lado...  ::)

Falando mais a sério, o exército está fora de questão, pois com Afeganistão, Iraque e CAR não sobra nada para enviar para Moçambique. A não ser que se abandone um desses cenários...

Sobra os fuzileiros sendo que pecam pela enorme falta de meios que iria fazer com que a eficácia num terreno como Moçambique fosse muito prejudicada.

Seja como for, volto a dizer, que sou completamente contra qualquer intervenção Portuguesa em Moçambique.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Julho 22, 2020, 04:12:19 pm
O Porto Seguro de Pemba


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Julho 22, 2020, 04:50:23 pm
A AFM de Julho trás um artigo sobre os meios aéreos envolvidos neste conflito e um bom relato do abate de um Gazelle.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Julho 26, 2020, 04:29:01 pm
Campo de deslocados em Moçambique exposto à covid-19


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Crypter em Agosto 12, 2020, 07:09:39 pm
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Moçambique: Insurgentes capturam porto de Mocímboa da Praia e Estado Islâmico divulga imagens

Oito mortos em dois ataques de insurgentes em Cabo Delgado
Uma recente ofensiva de um grupo de insurgentes culminou com a captura e ocupação do importante e estratégico porto de Mocímboa da Praia, na província moçambicana de Cabo Delgado, na noite desta terça-feira, relataram à Voz da América (VOA) várias fontes locais na manhã de hoje.
Os insurgentes passaram a controlar a infraestrutura após quase cinco dias de confrontos, os quais se iniciaram a 5 de agosto, entre estes e a força da marinha, conhecida por fuzileiros navais, que defendia o porto até então. Mas os militares do exército moçambicano, as FDS, ficaram sem munições.

O grupo Estado Islâmico divulgou nos seus canais de comunicação imagens de elementos mortos das Forças de Defesa e Segurança (FDS), bem como armas e munições capturadas em duas barracas de Mocímboa da Praia, supostamente pela filial moçambicana.

Uma fonte militar avançou à VOA que os militares do grupo privado sul-africano Dyck Advisor (DAG), que fornece apoio aéreo ao Governo no combate aos insurgentes, tentaram entrar no teatro das operações, mas o seu impacto ficou reduzido devido ao tempo de 15 minutos que levaram para reabastecer os helicópteros em Pemba.

“Não consigo perceber por que é que Macomia, Mueda ou mesmo Palma não foram usados” para o reabastecimento dos helicópteros, indagou uma fonte militar que vem acompanhando as operações em Cabo Delgado, e que revelou que chegou a Pemba na terça-feira uma aeronave adicional, um Allouette III Gunship, com a tripulação sul africana.

A Zitamar, o jornal eletrónico publicado em Maputo, citando uma fonte militar, escreveu na noite de terça-feira na sua página que a DAG tentou também suprir com munições os fuzileiros navais no teatro das operações, mas as munições foram descarregadas muito longe do local onde estava a decorrer o combate.

Os insurgentes, prosseguiu a fonte da VOA, afundaram no porto de Mocímboa da Praia um dos barcos HV32 Interceptors, com uma arma RPG.

Na sexta-feira, em combates de baixa intensidade, os insurgentes repeliram as posições avançadas das FDS nas aldeias ao redor de Mocímboa da Praia, como Awasse, Anga e Ntotwe, tendo muitos fugido pera Mueda, avançaram as fontes da VOA.

Em Mueda, foi realizada uma conferência de replaneamento das FDS, tendo uma caravana militar partido na manhã de domingo para Mocímboa da Praia, mas, pouco antes de chegar a Awasse, no cruzamento para Mocímboa da Praia, o comboio de viaturas militares foi alvo de uma emboscada por um grupo de insurgentes.

Mortos em camiões e Nyusi garante segurança dos investimentos

Calcula-se que 55 elementos das FDS terão sido mortos e outros 90 ficaram feridos. Os corpos chegaram a Pemba em camiões.

O porto de Mocímboa da Praia é uma importante e estratégica infraestrutura para o norte de Cabo Delgado, incluindo para os megaprojetos de gás em curso em Palma, a norte de Mocímboa da Praia, que também está sem energia e comunicações há várias semanas, devido aos danos causados pelos ataques, segundo reporta esta semana o jornal moçambicano Mediafax.

Entretanto, ontem, num encontro virtual com o presidente do Banco Mundial, David Malpass, o Presidente da República, Filipe Nyusi, diz haver evidências de que forças estrangeiras estão a treinar os insurgentes que aterrorizam a província de Cabo Delgado, mas garante que o projeto de exploração de gás natural em Palma não está ameaçado.

“As Forças de Defesa e Segurança estão no terreno, a tentar conter a expansão das ações terroristas a toda a província de Cabo Delgado e ao resto do país”, avançou Nyusi.

Fonte: https://noticias.sapo.mz/actualidade/artigos/insurgentes-capturam-porto-de-mocimboa-da-praia-e-estado-islamico-divulga-imagens

Volto a referir que espero honestamente que as Chefias não estejam com ideias de intervir em Moçambique. Seria um erro crasso intervir num cenário destes sem o consentimento/pedido expresso de Moçambique e (ou) da ONU. E mesmo assim, devíamos sempre reflectir se vale a pena corrermos os riscos altissimos que neste momento este TO representa para os nossos militares. Para mim, não.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: P44 em Agosto 13, 2020, 06:45:34 pm
https://www.thetimes.co.uk/article/isis-seizes-key-mozambique-port-city-after-six-day-battle-0jdvs3vfb
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 14, 2020, 09:48:08 am
Ontem de manhã fui ao Lidl comprar um berbequim sem fio e encontrei um senhor que combateu na África Portuguesa nos anos 60. Depois dos tradicionais formalismos e conversa de ocasião eu falei-lhe de Moçambique... onde ele andou. Ele riu-se e disse: - então os terroristas estão a ser vítimas de terrorismo?! E foi-se embora a rir que nem um perdido.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: P44 em Agosto 14, 2020, 10:46:46 am
Ontem de manhã fui ao Lidl comprar um berbequim sem fio e encontrei um senhor que combateu na África Portuguesa nos anos 60. Depois dos tradicionais formalismos e conversa de ocasião eu falei-lhe de Moçambique... onde ele andou. Ele riu-se e disse: - então os terroristas estão a ser vítimas de terrorismo?! E foi-se embora a rir que nem um perdido.

Mas fizeram alguma dança ritual no corredor dos frescos?
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabeça de Martelo em Agosto 14, 2020, 11:13:04 am
Ontem de manhã fui ao Lidl comprar um berbequim sem fio e encontrei um senhor que combateu na África Portuguesa nos anos 60. Depois dos tradicionais formalismos e conversa de ocasião eu falei-lhe de Moçambique... onde ele andou. Ele riu-se e disse: - então os terroristas estão a ser vítimas de terrorismo?! E foi-se embora a rir que nem um perdido.

Mas fizeram alguma dança ritual no corredor dos frescos?

Sim, o da chuva porque por aqui chove pouco. :rir:
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: perdadetempo em Setembro 13, 2020, 06:58:59 pm
Os jidhaistas de serviço somam e seguem.( agora chamam-se ISCAP Não só continuam na posse de Mocimba do Campo, como ainda se dão ao luxo de fazerem incursões nos arredores inclusive atacando em 11 de Setembro duas ilhas ao largo da costa (Metundo e Vamizi).

Não consegui nada sobre o assunto em português, mas os franceses como têm lá a TOTAL estão a dar importância à história.

http://www.opex360.com/2020/09/12/des-jihadistes-semparent-de-deux-iles-situees-au-large-du-mozambique/ (http://www.opex360.com/2020/09/12/des-jihadistes-semparent-de-deux-iles-situees-au-large-du-mozambique/)

Felizmente por cá temos notícias mais importantes como os senhores Costa e Medina na comissão de honra no Benfica, e com um bocado de sorte ninguem se vai põr com ideias parvas de se meter num vespeiro que não nos diz respeito.

Cumprimentos,

nota: num artigo da Defence Web sul-africana dão uma explicação possivel das causas que provocaram a situação actual:

https://www.defenceweb.co.za/featured/mozambique-insurgency-remains-rooted-in-local-discontent-for-now/ (https://www.defenceweb.co.za/featured/mozambique-insurgency-remains-rooted-in-local-discontent-for-now/)

Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 16, 2020, 12:14:24 pm
Moçambique em choque com imagens de "soldados"a executarem uma mulher


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Setembro 16, 2020, 03:08:20 pm
https://www.kaotic.com/video/cdc9e2b9_20200914155853_t

A versão completa do mesmo video.

https://www.kaotic.com/video/dcbdac58_20200325062444_t


O resultado do ataque à esquadra de Mocimboa da Praia em 24 da Março.

https://www.kaotic.com/video/0c0eb7d3_20200408135814_t
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitan em Setembro 18, 2020, 11:39:05 am
https://www.bbc.com/news/world-africa-54183948

Mozambique's jihadists and the 'curse' of gas and rubies
...
For 15 years, Mozambique's GDP rose by more than 6% a year, largely thanks to coal, titanium, hydro-electricity and other natural resources. Yet the majority of people did not benefit; poverty and inequality both increased.
Discoveries of a huge ruby deposit and a giant gas field in Cabo Delgado in 2009-10, raised hopes of jobs and a better life for many local people, but those hopes were soon dashed.
It was alleged that any benefits were being taken by a small elite in the Frelimo party, which has governed Mozambique since independence in 1975.
...
Cabo Delgado is majority Muslim and the new Islamist preachers, both East Africans and Mozambicans trained abroad, established mosques and argued that local imams were allied to Frelimo and its grabbing of the wealth.
Some of these new mosques provided money to help local people start business and create jobs - and the Islamists argued the society would be fairer under Sharia.
As President Nyusi now admits, this proved attractive.
...
It is ironic that Frelimo's independence war began on 25 September 1964 in Chai, just 60km west of Mocimboa da Praia.
Frelimo recruited young fighters with a very similar rhetoric - the Portuguese colonial authorities were taking all the wealth and independence would be more equitable.
Two leaders of the independence war, Alberto Chipande and Raimundo Pachinuapa, are both now 81 years old and are the most powerful men in Cabo Delgado.
They are also both members of the Frelimo Political Commission, the party's key decision-making body. But they face an insurgency which labels them in the same way they labelled the colonisers 55 years ago.
The origins of the new war go back a decade.
In 2009 one of the largest ruby deposits in the world was discovered in Montepuez and initially artisanal miners and local farmers and traders benefitted.
...
But the concession was awarded to Mr Pachinuapa in partnership with a major mining company.
Thousands of small miners and farmers in the huge concession area were affected.
Last year, Gemfields agreed to pay £5.8m ($7.5m) to settle a London court case brought by 273 people alleging human rights abuses in the clearing of the land. Its subsidiary, which says it has complied with Mozambican resettlement laws, announced in August that 105 residential houses had been completed for a village that is being relocated.
Then in 2010 one of the largest natural gas fields in Africa was discovered off the coast of Cabo Delgado.
Again members of the elite profited by servicing the gas companies, while local people lost out. Environmental campaign groups like Justica Ambiental say the compensation offered has been inadequate.
Local farmers who grow food with no tools other than a hoe lost their land; fishers with tiny boats or only nets on the beach were pushed out.
Young people with some education who hoped for a life better than their illiterate parents lost those hopes.
...
On 17 July 2020 a $14.9bn loan agreement was signed to fund the gas project:
UK Export Finance will guarantee $1bn, which it proudly says will support 2,000 jobs in the UK
The US Export-Import Bank approved a $4.7bn loan, which will support 16,700 US jobs.
The construction project itself will employ only 2,500 Mozambicans.
So more than seven times as many jobs are being created in the US and UK as in Mozambique.
Most of the Mozambican jobs will not be filled by people from Cabo Delgado.
Thus this will not end the feeling of marginalisation and hopelessness of many young men in Cabo Delgado, who will continue to join the insurgents.
The result is a failing, resource-curse state with increasing poverty and inequality, but with profits and jobs for foreign companies and money for key people in government and in Frelimo.
Mozambique is still looking for a military solution. It already has South African mercenaries flying helicopters, and it is talking to South Africa, France, the US and other countries about possible military support - including naval patrols.
But that does not solve the problem of impoverished young men with no hope.
Without redressing the grievance and creating many jobs, the war will continue - and so will the profits.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 22, 2020, 06:48:46 pm
Violência extrema no norte de Moçambique


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Setembro 24, 2020, 02:42:45 pm
Portugal acredita que UE vai ajudar Moçambique


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Setembro 24, 2020, 03:58:06 pm
Claro que vai!
Aliás, vejo mais noticias sobre a situação em Moçambique na France 24 que na RTP.

Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: P44 em Setembro 25, 2020, 06:19:51 pm
Desde que não nos chamem para ir lá limpar a porcaria
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 06, 2020, 10:50:07 am
Número de deslocados aumenta em Cabo Delgado


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Viajante em Novembro 10, 2020, 04:20:27 pm
Grupo do Estado Islâmico decapitou mais de 50 pessoas em Moçambique

Militares de um grupo ligado ao Estado Islâmico decapitaram mais de 50 pessoas no norte do Moçambique. Num aldeia, o grupo montou um campo de extermínio, onde decapitava fugitivos.

(https://bordalo.observador.pt/v2/rs:fill:1000/q:85/c:4842:2725:nowe:0:423/plain/https://s3.observador.pt/wp-content/uploads/2020/11/10152238/GettyImages-846059182.jpg)

Militares de um grupo ligado ao Estado Islâmico decapitaram mais de 50 pessoas, no norte de Moçambique, entre a passada sexta-feira e o passado domingo. Foi o pior ataque levado a cabo por um grupo islâmico em Moçambique de que há memória, avança a BBC.

Na passada sexta-feira, o grupo islâmico atacou de surpresa a aldeia de Nanjaba, na província de Cabo Delgado, disparando contra várias pessoas e incendiando várias habitações. Duas pessoas foram imediatamente decapitadas e várias mulheres violadas. Os atacantes gritaram “Allahu Akbar” (Alá é grande) antes de dispararem.

Depois, o grupo islâmico atacou a aldeia de Muatide, tendo a ofensiva atingido níveis nunca antes vistos: os militares transformaram um campo de futebol nos arredores num campo de extermínio. Os habitantes que tentavam fugir eram transportados para o antigo campo de futebol e eram decapitados, sendo o resto dos corpos conservados no local, ao que avança a BBC, citando a Pinnacle News. Neste ataque, mais de meia centena de pessoas foram decapitadas.

Já não é a primeira vez que o Estado Islâmico ataca de surpresa zonas de Moçambique e no sul de África, sendo que, para além de deixar um rasto de destruição por onde passa, os grupos tentam recrutar jovens para aumentar a influência islâmica na zona.

O governo moçambicano já pediu ajuda internacional para ajudar a travar a insurreição. Mais de 2.000 pessoas já foram mortas por grupos islâmicos e cerca de 430 mil ficaram sem casa em Moçambique, devido aos ataques, diz a BBC.

Em abril, outro ataque do género vitimou mais 50 pessoas e no início deste mês nove pessoas também foram decapitadas na província de Cabo Delgado.

https://observador.pt/2020/11/10/grupo-islamico-decapitou-mais-de-50-pessoas-em-mocambique/

Moçambique um estado falhado?  ???
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Novembro 14, 2020, 04:56:41 pm
ONU pede intervenção urgente em Cabo Delgado


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 26, 2020, 02:41:53 pm
 :arrow: https://www.plataformamedia.com/2020/11/25/portugal-admite-enviar-militares-para-combater-terroristas-em-mocambique/  ::)

Durante muitos anos o bando armado que agora está no poder andou a matar portugueses nesta zona. Agora que outro bando armado anda a matá-los e nós vamos a correr ajudá-los?!

Desenrasquem-se.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Dekas em Novembro 28, 2020, 12:28:54 pm
:arrow: https://www.plataformamedia.com/2020/11/25/portugal-admite-enviar-militares-para-combater-terroristas-em-mocambique/  ::)

Durante muitos anos o bando armado que agora está no poder andou a matar portugueses nesta zona. Agora que outro bando armado anda a matá-los e nós vamos a correr ajudá-los?!

Desenrasquem-se.

Eu como Português oponho-me veemente ao envio de forças militares sem ser no âmbito de formação. Ora para além da evidente falta de meios para lidar com o tipo de ameaça presente, não sei onde vão encontrar evidencias para suportar a afirmação de que somos países irmãos.

Por outro lado é-me humanamente difícil testemunhar atrocidades contra inocentes e apenas acenar. Uma situação um pouco complexa.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: typhonman em Novembro 28, 2020, 05:01:32 pm
Vamos enviar Comandos ? Paras ? Pandur ? ST5?


Fuzos está fora de hipótese, não possuem equipamento adequado, jeeps sem blindagem, coletes anti balas leves ou até armas modernas.


Restam os de sempre...


A menos que se lembrem de enviar F-16MLU....
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabeça de Martelo em Novembro 28, 2020, 05:52:15 pm
F-16... :o

Como já disse no face mandava-se o RG 1 e 2 e dizia-se a cada um que os de lá eram do outro Regimento. Até arrancavam as cabeças aos Turras à dentada! :mrgreen:

Ou então manda-se umas equipas para formar pessoal e o resto eles que arranjem noutro estamine.


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: PMFM em Novembro 28, 2020, 06:52:47 pm
Segundo o CM, são precisamente os fuzileiros que devem ir, mas apenas para formação e assessoria.

Aliás eu creio que Portugal não irá enviar tropas para combate, só se a situação ficar mais complicada e mesmo assim só iriam se inseridas numa missão internacional, até porque não temos meios para ir sozinhos.

Citar
Portugal prepara tropas para combater terrorismo em Moçambique

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, admitiu esta quarta-feira que Portugal deverá enviar militares para ajudar Moçambique a combater o terrorismo que, no norte do país, já fez mais de dois mil mortos e meio milhão de deslocados. O CM sabe que em cima da mesa está a possibilidade de enviar algumas dezenas de Fuzileiros para darem assessoria e formação, no âmbito de uma missão de treino da União Europeia. Isto porque as unidades combatentes do Exército já se encontram “esticadas” com as missões atualmente em curso.

Fonte: https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/portugal-prepara-tropas-para-combater-terrorismo-em-mocambique (https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/portugal-prepara-tropas-para-combater-terrorismo-em-mocambique)
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: tenente em Novembro 28, 2020, 08:47:15 pm
Vamos enviar Comandos ? Paras ? Pandur ? ST5?


Fuzos está fora de hipótese, não possuem equipamento adequado, jeeps sem blindagem, coletes anti balas leves ou até armas modernas.

Restam os de sempre...

A menos que se lembrem de enviar F-16MLU....

Se lermos o que escreveste lá estamos a debater a realidade das limitações das nossas FT, SÓ são os Paras os Comandos, de vez em quando uns Fuzos e quanto a material agora são os Pandur e os Vamtac, sem AAA e sem ATGM nas viaturas e sem apoio de fogos dedicados, os PM, continuam em falta nas duas frotas, mas como vamos tendo uns morteiretes de 60, tudo bem !! :bang:

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/X9UtM2.jpg) (https://imageshack.com/i/poX9UtM2j)
(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/922/OGJjQk.jpg) (https://imageshack.com/i/pmOGJjQkj)

A realidade de Moçambique é muito diferente da da RCA.
Os turras de lá estão muito mais mentalizados para o combate, melhor armados e enquadrados que os grupos armados da RCA!
Se porventura ali empenhassemos um contigente terrestre para possivel combate, teria de ter um efectivo superior ao que está na RCA, pois teria que ser verdadeiramente independente em todos os sentidos, com várias, pelo menos duas, subunidades de manobra, apoio de fogos em todas as vertentes, parte logistica, MNT reforçadas, e não esquecer o apoio aéreo, que deveria ser constituído por um destacamento nunca inferior a três/quatro helis.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/923/EDcfa8.jpg) (https://imageshack.com/i/pnEDcfa8j)
(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/VCYG04.jpg) (https://imageshack.com/i/plVCYG04j)
(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/923/fMb00S.jpg) (https://imageshack.com/i/pnfMb00Sj)

Para constituir tal força, estaremos a falar, no minimo dos minimos, de uns 300 elementos, e para mais e não para menos.

Se fossem os Fuzos a serem os escolhidos, o que acho ser o indicado, porque não atribuir-lhes uns 25 ST5 como VBL's, para equipar uma FFZ ??
Aliás quando foram adquiridos os Vamtac, teria sido correcto, claro que ainda vamos a tempo, colocar no CF um par de ST5, para que os Fuzos se familiarizassem na operação deste tipo de Blindado ligeiro, e, num futuro próximo se venham a adquirir mais umas quantas, já que os Fuzos nunca tiveram a sorte de ter os Pandur ao serviço, para serem atribuídas ao CF.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/923/RXgpvl.jpg) (https://imageshack.com/i/pnRXgpvlj)
(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/924/aNbsGl.jpg) (https://imageshack.com/i/poaNbsGlj)

Abraços
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: typhonman em Novembro 28, 2020, 08:57:34 pm
Vamos enviar Comandos ? Paras ? Pandur ? ST5?


Fuzos está fora de hipótese, não possuem equipamento adequado, jeeps sem blindagem, coletes anti balas leves ou até armas modernas.

Restam os de sempre...

A menos que se lembrem de enviar F-16MLU....

Se lermos o que escreveste lá estamos a debater a realidade das limitações das nossas FT, SÓ são os Paras os Comandos, de vez em quando uns Fuzos e quanto a material agora são os Pandur e os Vamtac, sem AAA e sem ATGM nas viaturas e sem apoio de fogos dedicados, os PM, continuam em falta nas duas frotas, mas como vamos tendo uns morteiretes de 60, tudo bem !! :bang:

A realidade de Moçambique é muito diferente da da RCA.
Os turras de lá estão muito mais mentalizados para o combate, melhor armados e enquadrados que os grupos armados da RCA!
Se porventura ali empenhassemos um contigente terrestre para possivel combate, teria de ter um efectivo superior ao que está na RCA, pois teria que ser verdadeiramente independente em todos os sentidos, com várias, pelo menos duas, subunidades de manobra, apoio de fogos em todas as vertentes, parte logistica, MNT reforçadas, e não esquecer o apoio aéreo, que deveria ser constituído por um destacamento nunca inferior a três/quatro helis.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/923/EDcfa8.jpg) (https://imageshack.com/i/pnEDcfa8j)

Para constituir tal força, estaremos a falar, no minimo dos minimos, de uns 300 elementos, e para mais e não para menos.

Se fossem os Fuzos a serem os escolhidos, o que acho ser o indicado, porque não atribuir-lhes uns 25 ST5 como VBL's, para equipar uma FFZ ??
Aliás quando foram adquiridos os Vamtac, teria sido correcto, claro que ainda vamos a tempo, colocar no CF um par de ST5, para que os Fuzos se familiarizassem na operação deste tipo de Blindado ligeiro, e, num futuro próximo se venham a adquirir mais umas quantas, já que os Fuzos nunca tiveram a sorte de ter os Pandur ao serviço, para serem atribuídas ao CF.

Abraços

Nesta situação, ST5, Pandur II, UH-60V com armamento (foguetes, metralhadoras) e UAV, do estilo Raven, seria os mínimos.

Agora vemos a necessidade de LPD, A-400M e A-330MRTT.

E mais não digo, porque estou farto de bater no cego.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: tenente em Novembro 28, 2020, 09:06:42 pm
Vamos enviar Comandos ? Paras ? Pandur ? ST5?


Fuzos está fora de hipótese, não possuem equipamento adequado, jeeps sem blindagem, coletes anti balas leves ou até armas modernas.

Restam os de sempre...

A menos que se lembrem de enviar F-16MLU....

Se lermos o que escreveste lá estamos a debater a realidade das limitações das nossas FT, SÓ são os Paras os Comandos, de vez em quando uns Fuzos e quanto a material agora são os Pandur e os Vamtac, sem AAA e sem ATGM nas viaturas e sem apoio de fogos dedicados, os PM, continuam em falta nas duas frotas, mas como vamos tendo uns morteiretes de 60, tudo bem !! :bang:

A realidade de Moçambique é muito diferente da da RCA.
Os turras de lá estão muito mais mentalizados para o combate, melhor armados e enquadrados que os grupos armados da RCA!
Se porventura ali empenhassemos um contigente terrestre para possivel combate, teria de ter um efectivo superior ao que está na RCA, pois teria que ser verdadeiramente independente em todos os sentidos, com várias, pelo menos duas, subunidades de manobra, apoio de fogos em todas as vertentes, parte logistica, MNT reforçadas, e não esquecer o apoio aéreo, que deveria ser constituído por um destacamento nunca inferior a três/quatro helis.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/923/EDcfa8.jpg) (https://imageshack.com/i/pnEDcfa8j)

Para constituir tal força, estaremos a falar, no minimo dos minimos, de uns 300 elementos, e para mais e não para menos.

Se fossem os Fuzos a serem os escolhidos, o que acho ser o indicado, porque não atribuir-lhes uns 25 ST5 como VBL's, para equipar uma FFZ ??
Aliás quando foram adquiridos os Vamtac, teria sido correcto, claro que ainda vamos a tempo, colocar no CF um par de ST5, para que os Fuzos se familiarizassem na operação deste tipo de Blindado ligeiro, e, num futuro próximo se venham a adquirir mais umas quantas, já que os Fuzos nunca tiveram a sorte de ter os Pandur ao serviço, para serem atribuídas ao CF.

Abraços

Nesta situação, ST5, Pandur II, UH-60V com armamento (foguetes, metralhadoras) e UAV, do estilo Raven, seria os mínimos.

Agora vemos a necessidade de LPD, A-400M e A-330MRTT.

E mais não digo, porque estou farto de bater no cego.

deixa lá já não falta tudo, ainda temos alguns destes ......só para rirmos um pouco, da triste realidade de efectivos, Praças, e de equipamentos das FFAA !! :bang: :bang:

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/922/M3w88n.jpg) (https://imageshack.com/i/pmM3w88nj)

Abraços e BFS
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: LM em Novembro 28, 2020, 11:25:28 pm
10 milhões de habitantes, 41 em 189 países - a boa distância dos que estão atrás - do indice desenvolvimento... e temos o quê, operacional e capaz de ser deslocado? 1 SOTG, 2 companhias "paras", 1 comandos, 1 fuzos, 2 mecanizadas (Pandur) e 1 m113...? Mais um par de esquadrões Rec? Com falhas terríveis de apoio (VCB, morteiros, armas apoio tipo Carl Gustav, comunicações, ST5 e fuzileiros, etc). Enfim...
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: typhonman em Novembro 29, 2020, 02:21:04 am
Vamos enviar Comandos ? Paras ? Pandur ? ST5?


Fuzos está fora de hipótese, não possuem equipamento adequado, jeeps sem blindagem, coletes anti balas leves ou até armas modernas.

Restam os de sempre...

A menos que se lembrem de enviar F-16MLU....

Se lermos o que escreveste lá estamos a debater a realidade das limitações das nossas FT, SÓ são os Paras os Comandos, de vez em quando uns Fuzos e quanto a material agora são os Pandur e os Vamtac, sem AAA e sem ATGM nas viaturas e sem apoio de fogos dedicados, os PM, continuam em falta nas duas frotas, mas como vamos tendo uns morteiretes de 60, tudo bem !! :bang:

A realidade de Moçambique é muito diferente da da RCA.
Os turras de lá estão muito mais mentalizados para o combate, melhor armados e enquadrados que os grupos armados da RCA!
Se porventura ali empenhassemos um contigente terrestre para possivel combate, teria de ter um efectivo superior ao que está na RCA, pois teria que ser verdadeiramente independente em todos os sentidos, com várias, pelo menos duas, subunidades de manobra, apoio de fogos em todas as vertentes, parte logistica, MNT reforçadas, e não esquecer o apoio aéreo, que deveria ser constituído por um destacamento nunca inferior a três/quatro helis.

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/923/EDcfa8.jpg) (https://imageshack.com/i/pnEDcfa8j)

Para constituir tal força, estaremos a falar, no minimo dos minimos, de uns 300 elementos, e para mais e não para menos.

Se fossem os Fuzos a serem os escolhidos, o que acho ser o indicado, porque não atribuir-lhes uns 25 ST5 como VBL's, para equipar uma FFZ ??
Aliás quando foram adquiridos os Vamtac, teria sido correcto, claro que ainda vamos a tempo, colocar no CF um par de ST5, para que os Fuzos se familiarizassem na operação deste tipo de Blindado ligeiro, e, num futuro próximo se venham a adquirir mais umas quantas, já que os Fuzos nunca tiveram a sorte de ter os Pandur ao serviço, para serem atribuídas ao CF.

Abraços

Nesta situação, ST5, Pandur II, UH-60V com armamento (foguetes, metralhadoras) e UAV, do estilo Raven, seria os mínimos.

Agora vemos a necessidade de LPD, A-400M e A-330MRTT.

E mais não digo, porque estou farto de bater no cego.

deixa lá já não falta tudo, ainda temos alguns destes ......só para rirmos um pouco, da triste realidade de efectivos, Praças, e de equipamentos das FFAA !! :bang: :bang:

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/922/M3w88n.jpg) (https://imageshack.com/i/pmM3w88nj)

Abraços e BFS

Que vergonha !

Ao que se chegou....
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: P44 em Novembro 29, 2020, 11:51:13 am
Mandem a GNR!
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Alvalade em Novembro 29, 2020, 12:15:39 pm
A escassez de material e de pessoal é do conhecimento geral, mas...

Não é Moçambique independente? Não se andaram a matar uns aos outros durante décadas? O que não lhes deve faltar é veteranos e material militar portanto porque raio nos vamos meter num buraco destes?
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: LM em Novembro 29, 2020, 12:37:19 pm
Interessa a Portugal / UE / NATO combater o fundamentalismo islâmico e Portugal ter influência geoestrategica no geral e nos PALOPs em particular... isso tb se consegue com "botas no chão"; mas como temos falta de músculo e 2x Comps infantaria ligeira de elite (e com pessoal apoio já seria complicado) não devem ser determinantes... um SOTG (ou Fuzos) para treino e coordenação já seria bom; para "vender" ao eleitor será a parte de ajudar e família de língua portuguesa.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitan em Novembro 30, 2020, 11:48:05 am
1. A região onde se inserem os combates é muito menor que a RCA.
2. Existindo capacidade para controlar as rotas marítimas, mais cedo ou mais tarde será possível anular o abastecimento dos rebeldes. Algo que a Marinha moçambicana tem vindo a tentar fazer, mas não tem meios de vigilância suficientes. (1 P-3 podia ajudar)
3. Tal como na RCA, não iríamos sozinhos. Seria sempre integrados numa força multinacional.
4. Existe um exército moçambicano capaz de combater, algo que não existe na RCA. Logo, mais importante que enviar tropas de combate, é necessário fornecer informações e reconhecimento ao Exército moçambicano, para antecipar movimentações dos rebeldes. (unidades de reconhecimento do exército ou UAVs?)
5. É preciso fazer uma campanha "hearts and minds" para manter a população local (maioritariamente muçulmana) afastada dos rebeldes. O exército moçambicano (maioritariamente do sul e cristã) precisa de assessoria nesta área. (Cento de Psicologia Aplicada do Exército e CTOE?)
6. A zona é de difícil acesso, mas as forças portuguesas conhecem-na bem desde a Guerra Colonial. Naquela região foi efectuada uma das operações com mais sucesso da Guerra do Ultramar:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Zeta
7. A existência de campos de gás na região levará a um apoio de potências estrangeiras a uma força multinacional de estabilização. É importante estar presente para não ficarmos de fora da partilha posterior de dividendos...
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: tenente em Novembro 30, 2020, 01:00:40 pm
1. A região onde se inserem os combates é muito menor que a RCA.
2. Existindo capacidade para controlar as rotas marítimas, mais cedo ou mais tarde será possível anular o abastecimento dos rebeldes. Algo que a Marinha moçambicana tem vindo a tentar fazer, mas não tem meios de vigilância suficientes. (1 P-3 podia ajudar)
3. Tal como na RCA, não iríamos sozinhos. Seria sempre integrados numa força multinacional.
4. Existe um exército moçambicano capaz de combater, algo que não existe na RCA. Logo, mais importante que enviar tropas de combate, é necessário fornecer informações e reconhecimento ao Exército moçambicano, para antecipar movimentações dos rebeldes. (unidades de reconhecimento do exército ou UAVs?)
5. É preciso fazer uma campanha "hearts and minds" para manter a população local (maioritariamente muçulmana) afastada dos rebeldes. O exército moçambicano (maioritariamente do sul e cristã) precisa de assessoria nesta área. (Cento de Psicologia Aplicada do Exército e CTOE?)
6. A zona é de difícil acesso, mas as forças portuguesas conhecem-na bem desde a Guerra Colonial. Naquela região foi efectuada uma das operações com mais sucesso da Guerra do Ultramar:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Zeta
7. A existência de campos de gás na região levará a um apoio de potências estrangeiras a uma força multinacional de estabilização. É importante estar presente para não ficarmos de fora da partilha posterior de dividendos...

Essa de antecipar as movimentações dos rebeldes, lembra-me a eficácia do nosso serviço de info durante a guerra colonial, que até conseguia saber onde se iriam desenrolar alguns dos ataques da Frelimo, mas daí a saber quais os movimentos do movimento de guerrilha, vai uma distância enorme e uma exigência de meios que não possuímos nem País nenhum, possui para serem empenhados nessa zona.

Como é que podes firmar que a zona onde ocorrem os combates é menor que a RCA ??
Consegues circunscrever a zona onde na RCA se travam combates, bem combates não quando muito escaramuças ?
Nem tú nem ninguém o consegue afirmar, meu caro.

Uma guerra de guerrilha não se compadece com a extenção de uma Nação, o que se está a passar em Cabo Delgado, caso alguma força de contraguerrilha comece a operar nessa frente, depressa irá acontecer no Niassa e se for caso disso em Tete ou noutra Provincia de Moçambique, tal qual o que aconteceu em Angola e em Moçambique durante o período inicial da contrainsurgência.

As forças Portuguesas conhecem bem a zona desde a Guerra Colonial ???
Eu por acaso até conheço a  zona pois estive lá de 68 a 75, mas com o meu pai que estava a combater, agora afirmar que o nosso Exército, a conhece, onde já vai a guerra colonial e quem lá combateu há mais de quarenta e cinco anos.
não te iludas quanto á capacidade do Exército Moçambicano em combater esta ameaça/ataques, se fossem capazes de a combater o País não estava como está, a solicitar ajuda externa !

A provável, deus queira que Não, intervenção Portuguesa, o auxilio possivel a fornecer, que seria para ajudar os Moçambicanos, afinal Não É !!!
Afinal, a tal ajuda, não é mais que um motivo, para colher dividendos, os tais interesses das Nações, muito bem visto, sim senhor, os interesses acima de tudo, digamos que o mercenarismo de estado no seu melhor, que para nós poderia ser visto como uma intervenção Neo-Colonialista, pelos camaradas do PCP/BE/PEV e dos nossos merdia !!

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/JKAtlg.jpg) (https://imageshack.com/i/plJKAtlgj)
(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/QsC8Ym.jpg) (https://imageshack.com/i/plQsC8Ymj)

Abraços
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: LM em Novembro 30, 2020, 02:21:32 pm
A população muçulmana em Moçambique está, geograficamente, delimitada em um espaço relativamente "pequeno" e, não esquecer, tem como vizinhos (que controlam grande parte da fronteira e interior) os macondes - pouco amigáveis ao islão. E a Tanzânia não apoia extremistas islâmicos.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitan em Novembro 30, 2020, 02:24:22 pm
1. A região onde se inserem os combates é muito menor que a RCA.
2. Existindo capacidade para controlar as rotas marítimas, mais cedo ou mais tarde será possível anular o abastecimento dos rebeldes. Algo que a Marinha moçambicana tem vindo a tentar fazer, mas não tem meios de vigilância suficientes. (1 P-3 podia ajudar)
3. Tal como na RCA, não iríamos sozinhos. Seria sempre integrados numa força multinacional.
4. Existe um exército moçambicano capaz de combater, algo que não existe na RCA. Logo, mais importante que enviar tropas de combate, é necessário fornecer informações e reconhecimento ao Exército moçambicano, para antecipar movimentações dos rebeldes. (unidades de reconhecimento do exército ou UAVs?)
5. É preciso fazer uma campanha "hearts and minds" para manter a população local (maioritariamente muçulmana) afastada dos rebeldes. O exército moçambicano (maioritariamente do sul e cristã) precisa de assessoria nesta área. (Cento de Psicologia Aplicada do Exército e CTOE?)
6. A zona é de difícil acesso, mas as forças portuguesas conhecem-na bem desde a Guerra Colonial. Naquela região foi efectuada uma das operações com mais sucesso da Guerra do Ultramar:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Zeta
7. A existência de campos de gás na região levará a um apoio de potências estrangeiras a uma força multinacional de estabilização. É importante estar presente para não ficarmos de fora da partilha posterior de dividendos...

Essa de antecipar as movimentações dos rebeldes, lembra-me a eficácia do nosso serviço de info durante a guerra colonial, que até conseguia saber onde se iriam desenrolar alguns dos ataques da Frelimo, mas daí a saber quais os movimentos do movimento de guerrilha, vai uma distância enorme e uma exigência de meios que não possuímos nem País nenhum, possui para serem empenhados nessa zona.

Como é que podes firmar que a zona onde ocorrem os combates é menor que a RCA ??
Consegues circunscrever a zona onde na RCA se travam combates, bem combates não quando muito escaramuças ?
Nem tú nem ninguém o consegue afirmar, meu caro.

Uma guerra de guerrilha não se compadece com a extenção de uma Nação, o que se está a passar em Cabo Delgado, caso alguma força de contraguerrilha comece a operar nessa frente, depressa irá acontecer no Niassa e se for caso disso em Tete ou noutra Provincia de Moçambique, tal qual o que aconteceu em Angola e em Moçambique durante o período inicial da contrainsurgência.

As forças Portuguesas conhecem bem a zona desde a Guerra Colonial ???
Eu por acaso até conheço a  zona pois estive lá de 68 a 75, mas com o meu pai que estava a combater, agora afirmar que o nosso Exército, a conhece, onde já vai a guerra colonial e quem lá combateu há mais de quarenta e cinco anos.
não te iludas quanto á capacidade do Exército Moçambicano em combater esta ameaça/ataques, se fossem capazes de a combater o País não estava como está, a solicitar ajuda externa !

A provável, deus queira que Não, intervenção Portuguesa, o auxilio possivel a fornecer, que seria para ajudar os Moçambicanos, afinal Não É !!!
Afinal, a tal ajuda, não é mais que um motivo, para colher dividendos, os tais interesses das Nações, muito bem visto, sim senhor, os interesses acima de tudo, digamos que o mercenarismo de estado no seu melhor, que para nós poderia ser visto como uma intervenção Neo-Colonialista, pelos camaradas do PCP/BE/PEV e dos nossos merdia !!

(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/JKAtlg.jpg) (https://imageshack.com/i/plJKAtlgj)
(https://imagizer.imageshack.com/v2/xq90/921/QsC8Ym.jpg) (https://imageshack.com/i/plQsC8Ymj)

Abraços
1. A zona de acção das forças portuguesas na RCA é a RCA. Em Moçambique as movimentações dos rebeldes estão circunscritas à zona norte da região de Cabo Delgado, não tendo capacidade logística para avançar mais para sul. A Tanzânia tem apoiado os moçambicanos e tem vigiado o rio Rovuma. Sabe-se que as rotas de abastecimento dos rebeldes têm sido efectuadas por via marítima, daí que o controlo das rotas marítimas seja essencial. A capacidade de combater dos rebeldes depende da sua capacidade logística. Dependendo das rotas marítimas para sobreviver, e não tendo apoios por via terrestre, naõ têm capacidade para alargar o seu raio de acção para avançar para sul nem para se estabelecer no interior.

2. A guerrilha não tem apoio a nível nacional. Tem tido algum apoio a nível local devido ao descontentamento com o Governo, mas tratando-se de um movimento jihadista, mesmo a população muçulmana local não a vê com bons olhos. Isto também limita a sua capacidade de penetração no país.

3. O conhecimento do terreno estará de certeza documentado, não só em termos de cartografia da região, mas também em termos de conhecimento de locais estratégicos onde esconder uma guerrilha.

4. O exército moçambicano é pequeno e mal treinado. Apoiando a criação de unidades bem treinadas e coordenadas, além do fornecimento de informações e algum material, pode fazer uma grande diferença. Além disso a incorporação de mais homens do norte de Moçambique em unidades de defesa locais pode ajudar a manter a segurança na região.

5. Os Estados não têm amigos nem irmãos. Têm interesses.
A ideia de que devemos enviar tropas para conflictos de alta intensidade só porque somos amigos (e os moçambicanos já mostraram várias vezes que nem gostam assim tanto de nós) é muito bonita, mas estúpida. Nós temos alguns interesses estratégicos no país e devemos defendê-los. Além de que somos um dos principais investidores estrangeiros em Moçambique e não nos convém que esse investimento vá por água abaixo só porque alguém quer impôr a sua religião. Obter condições favoráveis de negócios através de ajuda militar é algo que Portugal faz desde o tempo dos Descobrimentos.

https://www.revistamilitar.pt/artigo/644


 
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lightning em Dezembro 07, 2020, 07:48:04 pm
Segundo o Nuno Rogeiro Moçambique comprou 7 helis militares de fabrico russo a uma empresa sul-africana Paramount Group.

Night Hawk (Mi-35)

Super 17 (Mi-17)

http://www.paramountgroup.com/capabilities/air/
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: mayo em Dezembro 09, 2020, 05:51:04 pm
Nenhum soldado para Moçambique. Quando era nosso, os traidores diziam, nem mais um soldado par a guerra !
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: P44 em Dezembro 10, 2020, 09:16:29 am
O boneco anda lá a passear, devem servir bons acepipes

https://mobile.twitter.com/JoaoCravinho/status/1336958745113485318
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 13, 2020, 07:10:25 pm
Moçambique: "Levaram-no e cortaram-lhe a cabeça"


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitan em Dezembro 15, 2020, 04:44:50 pm
https://www.janes.com/defence-news/news-detail/growing-confidence-of-aswj-militants-presages-increasingly-sophisticated-attacks-over-expanded-area-of-operations-in-mozambiques-cabo-delgado

Growing confidence of ASWJ militants presages increasingly sophisticated attacks over expanded area of operations in Mozambique's Cabo Delgado

At least 25 soldiers were killed and 15 others were wounded during an ambush by Islamist militants in the village of Matambalale in Muidumbe district in Mozambique’s Cabo Delgado province on 29 November. Although at the time of writing no group claimed responsibility for the attack, the perpetrators are likely to be from Ahlu Sunna wal-Jamaa (ASWJ), a local non-state armed group that pledged allegiance to the Islamic State in July 2019 and which operates under the latter’s Wilayat Wasat Afriqiyya, or Central Africa Province. The ambush marks the deadliest attack targeting security forces in the province, recorded by Janes , since 27 October 2019 when at least 20 Mozambican soldiers and five Wagner-linked Russian mercenaries were killed during an ambush in the same district in Cabo Delgado.

Media reports citing an anonymous senior military official stated that the Islamic State-linked militants had attacked the convoy of Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) personnel as they were conducting military exercises amid recent attacks in nearby villages in the district. The military official stated that the militants had opened fire with “heavy weapons” as the military vehicles arrived at a densely-wooded area, before retreating into the forest. The ambush was conducted only days after at least 1,000 security force personnel successfully recaptured the district headquarters of Muidumbe on 19 November from Islamist militants, who had seized the town on an unspecified earlier date. During the 19 November offensive, 16 militants were killed and some of the militants’ logistics infrastructure was destroyed, according to police general commander Bernardino Rafael.

Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Dezembro 23, 2020, 05:34:32 pm
ONU lança novo apelo para para apoiar vítimas em Cabo Delgado


Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: typhonman em Dezembro 23, 2020, 05:44:17 pm
ONU lança novo apelo para para apoiar vítimas em Cabo Delgado



A ONU, deveria sim enviar uma força musculada para acabar com esses assassinos.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Cabeça de Martelo em Dezembro 23, 2020, 05:48:52 pm
E eles pediram-na? Pelos vistos eles não estão interessados em tropa Portuguesa no terreno, excepto para treinar os seus militares.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: HSMW em Dezembro 23, 2020, 06:41:14 pm

A ONU, deveria sim enviar uma força musculada para acabar com esses assassinos.

Quais deles?  ::)

No mínimo uma força da CPLP / ONU.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lightning em Dezembro 23, 2020, 09:16:11 pm
A ONU, ou qualquer outra organização, só pode fazer o que o governo de Moçambique autorizar.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: typhonman em Dezembro 23, 2020, 11:18:23 pm
A ONU, ou qualquer outra organização, só pode fazer o que o governo de Moçambique autorizar.

Eu sei isso.
Título: Re: Tensão em Moçambique
Enviado por: Lusitano89 em Janeiro 20, 2021, 12:30:03 pm
Santos Silva em Maputo para acelerar ajuda europeia contra a violência