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Outras Temáticas de Defesa => Área Livre-Outras Temáticas de Defesa => Tópico iniciado por: Lusitanian em Maio 12, 2011, 02:08:55 am

Título: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Lusitanian em Maio 12, 2011, 02:08:55 am
Não sei se já existe este tópico, se sim façam o favor de mover ao respectivo lugar.

Criei este tópico com o intuito de divulgar a gravissima perda de habitantes portugueses, ou algo que prejudique Portugal, directamente no povo.

Começo com estas....estas noticias fazem-me chorar e ficar muito mas muito preocupado. Estamos a extinguir-nos, e somos nós que o permitimos.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1589534

Esta apareceu hoje nas noticias, há em video mas preferi meter uma noticia em texto (no video é mais esclarecedor): http://noticias.portugalmail.pt/artigo/20110511/populacao-portuguesa-pode-estar-reduzida-seis-milhoes-daqui-90-anos
Isto nem é " previsão" . Está confirmado que, Portugal ao manter-se neste estado, vai acabar com este cenário. E isto nem inclui, o cenário de vários portugueses imigrarem para outros países a partir do inico de 2011. O que piora e imenso....

http://thebests2010.blogspot.com/2011/05/populacao-portuguesa-em-2100-podera-ser.html

Isto é vergonhoso e inadmissivel. Não se pode continuar assim. O que vale, é eu esperar pelas eleições, e ver no que dá. Mas se sair o PS ou PSD vencedor, eu vou juntamente com outras pessoas que conheço, fazer certas coisas que moralmente são erradas, mas justificadas. Estamos fartos, e exigimos mudanças. Perder 4 milhões de portugueses....onde se já se viu? E ficarmos de braços fechados a lamentar? O caraças. Se vencer outro partido, teremos alguma esperança. Mas se continuar este rotativismo, então vai-se ter que acabar. E apelo-vos, se acreditem no nosso país, que é a primeira virtude que devemos ter ao nascermos, fiquem para lutar, mesmos que sozinhos (mas com apoio de outros). A história diz que muitos gestos pequenos, podem mudar a opinião publica. Não imigrem ou desistam, só piora Portugal, e condena mais ainda á sua " morte". Há sempre um limite, e esse tem que ser este ano. Portugal tem que se voltar para o mar, e não para a UE. Só nos traz desilusões. De mim, não ficará assim.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Luso em Maio 12, 2011, 10:05:20 am
Esses números mostram que pelo menos um dos objectivos de quem manda a sério está a ser alcançado.
Quem paga manda, meus senhores.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: PereiraMarques em Maio 12, 2011, 10:38:54 am
A esmagadora maioria dos países europeus também não consegue assegurar a renovação natural das gerações, i.e. uma taxa de fecundade de, pelo menos, 2,1 filhos por mulher.

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fepp.eurostat.ec.europa.eu%2Fstatistics_explained%2Fimages%2Fc%2Fcd%2FTotal_fertility_rate_%2528live_births_per_woman%2529.png&hash=a1965ef56ec72bae07ec29405e9ee86b)

Fonte: http://epp.eurostat.ec.europa.eu/statis ... man%29.png (http://epp.eurostat.ec.europa.eu/statistics_explained/images/c/cd/Total_fertility_rate_%28live_births_per_woman%29.png)
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Vicente de Lisboa em Maio 12, 2011, 10:54:00 am
É uma consequência normal do desenvolvimento económico - no nosso caso agravada pela forma desigual como esse desenvolvimento chega - mas há alguma esperança. O The Economist há uns meses correu um artigo sobre como a taxa de natalidade está a aumentar na Suécia, sugerindo que pode haver um nível de desenvolvimento após o qual a taxa volta a subir, da mesma forma que crasha ali pela altura que um país chega aos 5000$ per capita.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 12, 2011, 11:18:42 am
Eu e a minha mulher ganhamos mal e porcamente e mesmo assim não tivemos direito a qualquer tipo de abono ou ajuda por parte do estado. Ou seja, os aumentos salariais nos próximos anos vão ser reduzidos, os impostos vão aumentar ainda mais, o custo de vida a mesma coisa, e as creches estão cada vez mais caras.

Como é que um jovem casal pode ter filhos? Tem 1 filho, com muita força tem dois e mais nada. Eu vejo pela minha familia, grande parte só tem 1 filho. Eu e a minha mulher sempre fomos pessoas que quisemos ter uma familia grande, mas actualmente é impossível ter mais que a nossa filhota.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: papatango em Maio 12, 2011, 11:32:47 am
já repararam que dos países que atingem os 2.1 filhos por mulher estão a Irlanda, a Grécia e a Islândia ?
= = =


O problema é, como grande parte dos problemas do país, estrutural.
Modificações a longo prazo na sociedade levaram a este resultado. O problema dos arrendamentos, levou ao colapso do mercado de arrendamento. Como consequência as famílias começaram a optar por endividar-se para comprar uma casa.

A compra de uma casa, coloca um stress muito grande no orçamento familiar, exactamente na altura em que os casais são mais novos e em que poderiam ter mais filhos.
Os casais optam por ter menos filhos, para poder pagar a casa.
É claro que existem mil e um outros factores, mas o problema da habitação tem um peso tremendo.

Ainda ontem vi uma reportagem na televisão, em que o Hospital parecia estar especialmente contente com uma regra que proibia a mãe de sair do hospital, sem ter um carrinho para transportar a criança.

As pessoas habituaram-se a vários luxos e hoje as mães não abrem mão deles.
As fraldas descartáveis são um exemplo. A minha mãe por exemplo, nunca deixou de criticar as fraldas descartáveis.
Uma criança média pode gastar até 1000 Euros de fraldas descartáveis até deixar de as utilizar.
As fraldas de pano custariam cerca de 50 Euros.

Pelo que me dizem eu nunca comi comida de criança, porque ou era demasiado cara ou pura e simplesmente não havia disso.

Os gostos das crianças também passaram a contar. Hoje os filhos são incrivelmente caros. Desde a primária, pedem aos pais coisas de marca, desde os estojos novos, cadernos de uma determinada marca etc.
Quando chegam ao ensino secundário a situação fica ainda mais complicada. Os pais têm tendência a ceder, porque não querem que os seus filhos fiquem atrás dos filhos dos outros.
Isto gera uma situação de pescadinha de rabo na boca.

Como conclusão:
Mais uma vez, como cidadãos não somos os únicos responsáveis,  mas também acabamos por influenciar de forma determinante a situação do país.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: PCartCast em Maio 12, 2011, 12:02:23 pm
Infelizmente nalguns casos é uma questão puramente cultural....

Antigamente os miúdos eram educados com a consciência de constituírem família, hoje em dia não é raro encontrar jovens que simplesmente têm pavor em constituir família. Por outro lado temos a vida profissional.... Antigamente trabalhava-se de sol a sol, mas quando chegava a noite praticamente não havia mais responsabilidade profissional (bem como luz eléctrica se me entendem :(.

Por isso, a diminuição populacional não é exclusivamente um factor económico, embora reconheça que seja a maior fatia do condicionamento.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: papatango em Maio 12, 2011, 02:21:48 pm
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Antigamente trabalhava-se de sol a sol, mas quando chegava a noite praticamente não havia mais responsabilidade profissional (bem como luz eléctrica se me entendem :) ).
Esse tipo de argumento é muito interessante, mas cai por terra quando vemos o que acontece em outros países que também têm televisão e luz electrica.


Quanto ao apoio de 500 contos, as famílias pensam quanto vão gastar com os filhos desde que nascem até que possam ser financeiramente independentes. Esse período é cada vez mais longo, o que aumenta muito os custos.
Ter filhos é caríssimo e as famílias não precisavam de apoios de 500 contos por filho, mas sim de 500 contos por filhos por ano.
Pagar pelos filhos não é solução.
Na pior a das hipóteses há ainda a possibilidade de os subsídios serem aproveitados por imigrantes, que se possível vivem disso.

Pessoalmente acho que entre as soluções está o corte de subsidios aos casais que tiverem apenas um filho. Sei que isso pode parecer violento, mas se o objectivo é premiar os casais que têm pelo menos 2 filhos, então a solução também passa por aí.

Na Russia comunista, as mulheres que tivessem 10 filhos, automaticamente recebiam a medalha de herói da União Soviética. A medalha servia de pouco, excepto nas filas para comprar alimentos. As pessoas com medalhas em muitos casos tinham preferência.
É por isso que era tão comum ver pessoas na rua carregando as suas condecorações.

Mas a verdade é que havia incentivos que tinham um significado duradouro.
Dar um apoio quando a criança nasce, permite comprar as fraldas descartáveis e pronto.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: PCartCast em Maio 12, 2011, 03:09:08 pm
Citação de: "papatango"
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Antigamente trabalhava-se de sol a sol, mas quando chegava a noite praticamente não havia mais responsabilidade profissional (bem como luz eléctrica se me entendem :). A taxa de natalidade em algumas regiões, como a Suécia por exemplo, também pode ser explicada por serem pessoas mais reservadas, mais caseiras, ao contrário de nós portugueses que aproveitamos quase todos as oportunidades para dar-mos uma escapadela e ir beber uma mini com os amigos :(.

Penso que se os Estado ajudasse mais nas despesas escolares por exemplo, talvez ter-mos um modelo igual ao francês onde os livros são gratuitos, e os pais apenas compram os cadernos e as esferográficas poderia ajudar a inverter a situação.... Ou talvez não.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Lusitanian em Maio 12, 2011, 04:11:46 pm
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Os gostos das crianças também passaram a contar. Hoje os filhos são incrivelmente caros. Desde a primária, pedem aos pais coisas de marca, desde os estojos novos, cadernos de uma determinada marca etc.
Quando chegam ao ensino secundário a situação fica ainda mais complicada. Os pais têm tendência a ceder, porque não querem que os seus filhos fiquem atrás dos filhos dos outros.
Isto gera uma situação de pescadinha de rabo na boca.

Como conclusão:
Mais uma vez, como cidadãos não somos os únicos responsáveis, mas também acabamos por influenciar de forma determinante a situação do país.

Mas isso é um problema educacional. O meu pai, por exemplo, não alinha nisso. Resultado: Sou muito poupador em relação ao dinheiro, tal maneira, que só com 200 euros, consigo ajudar na despesa da casa com 50 euros, pagar a um ginásio o mais acessivel (por exemplo livre transito a 35 euros, quando noutros é 49 ou 60 euros), e meter dinheiro de parte para o dia-a-dia (comprar o passe, ou comprar uma bebida, ou carregar o telemovel e abastecer o carro a gasolina :N-icon-Axe: ) e ainda meter dinheiro na conta-poupança.
Claro que não seria com todos, mas teriam alguma noção do gasto de dinheiro.

Tenho uns tios que têm uma filha de 5 anos. Eles tentaram anos ter um filho, e por fim conseguiram. Claro que para eles ela é " preciosa", pois devido á dificuldade de terem um filho e á situação economica do país, ela será a unica descendente. Até os avós estão " obcecados".
Os meus tios infelizmente, na maioria dos casos, não dizem não quando ela quer (é quer, não pedir, vejam lá a atitude), e compram. É o jogos, é bonecas, é roupa, é PSP, é Wii...um exagero. Resultado: ela é muito mimada, não tem noção do que é essencial, chorou no aniversário por os avós darem-lhe roupa em vez de bonecas enfim é exigente e vai ser a "menina" dos pais. Gosto muito dela, e ela é intelegente em certas coisas, até a falar. Mas está muito fora da realidade. Já disse aos meus tios isso do exagero das coisas que compram para ela, e eles simplesmente curvaram os ombros, sabendo que eu tinha razão. Entendo o porquê deles fazerem isso, mas tenho pena da personalidade que vão criar na miúda. É esse o problema de muitos: querem mimar os filhos.
"Ah e tal, o trabalho de construção civil é dura, e não quero que vás para lá", e quem disse foi um pai humilde, trabalhador e honesto, com a realidade assente nos pés, que sempre lutou para ter aquilo que queria. Mas depois diz "quero que vás para um trabalho melhor, mais calmo e etc etc" ao filho. E paga-lhe o carro e etc. Esse é o problema: não se apercebem que a "via dura" é que molda a pessoa, é que faz ver. E a "via fácil" é a ilusão de aquilo que não é na verdade a realidade.
Eu há muito que concluí isso, o " facilitismo" é estupido, faz-nos mais fracos, mais burros. E acredito que chegamos assim devido a isso. E isso é a unica coisa boa da crise: abrir os olhos. Há um texto que um "user" meteu aqui no forum sobre a "Geração á Rasca" que de "á rasca" nada tem, que eram na verdade a "geração desenrascada". Podemos estar muito bem da via, mas não podemos perder a humildade, de lutar e começar do zero até ao nosso sonho. E não ir por atalhos. Queriam o quê? A culpa é dos jovens? Não, é dos pais e da educação escolar, que são uma vergonha. O meu pai não é perfeito nem assim tão rigoroso, lá compramos certas coisas que não necessitamos, mas lá está, nós temos dinheiro para isso. Por exemplo somos á PizzaHut e ao cinema. E prontos, podiamos, fomos. Agora se quisermos ir outra vez, é poupar. Tudo se resume a isso, Educação.

Citar
Penso que se os Estado ajudasse mais nas despesas escolares por exemplo, talvez ter-mos um modelo igual ao francês onde os livros são gratuitos, e os pais apenas compram os cadernos e as esferográficas poderia ajudar a inverter a situação.... Ou talvez não.

Eu sempre apoiei esse projecto, de os livros escolares serem gratuitos até á 4º classe, ou 7º ano. Para mim seria perfeito até ao 12º ano, e a partir de aí, na Universidade ou Escola Profissional, pagava-se do bolso (e ainda temos bolsas de apoio). O problema é que seria muito dispendioso para o Estado...mas é por isso que pagamos impostos, e não aqueles ridiculos que nunca quisemos ou defendemos, tais como Imposto sobre Mijar, Imposto sobre Cagar, Imposto sobre Telefonar, Imposto sobre Automovel (então nós pagamos o carro para o ter, e pagamos o combustivel, e ainda tenho que pagar um imposto por ter carro? Palhaços do caraças. Seguindo a "lógica" deste palermas, ia pagar Imposto sobre Computador, Imposto sobre a Casa, Imposto sobre a Rádio, Imposto sobre as Bicicletas...porra).
E tambem apoio sem dúvida, creches e infantários publicos gratuitos, com a condição de terem apenas alunos necessários, ou seja, um infantário só permite uns 50 alunos (não há minimo nem máximo apenas um numero), então não se ultrapassa isso. Senão era uma corrida todos porem os filhos lá...e davam prioridades aos que têm rendimentos baixos. Os que têm rendimentos mais altos, metiam-os noutro lugar ou então nos infantários ou creches privados, e aí já pagavam.

Claro que são ideias não sei se seriam viáveis, não me é lógico, incentivar a natalidade no papel, e na prática penalizá-los por terem um filho. Cambada de imcompententes porra, mete-me nojo.

O que sei é: quanto mais sabemos (mais conhecimento), mais nos auto-extinguimos. Compare-se Europa com Africa ou Ásia ou América do Sul. Devia ser ao contrário, mas por força humana, é assim.

A unica esperança, é diminuir a carga horaria, dar mais oportunidades de natalidade (não significa aumentar salarios, apenas diminuir a "pressão financeira" de ter filhos) e melhores condições de vida.

Quanto ao facto de compararem esses paises europeus, tambem sofrerem com isso, não me é justo. Eles nao têm 37 anos de crise em pleno século, eles não têm imigrações em massa continuas, não têm crise após crise, não têm uma natalidade precária tão grave como nós, e na maioria dos paises, são mais de 20 milhoes de pessoas, pelo que a perda não é enorme (apesar de ser igualmente má). QUATRO milhoes de almas portuguesas? Meu deus...se fosse um milhão ou 2....agora 4 milhoes? E depois disso? É sempre a crescer? Eu digo isto acaba nestas eleições. Não se pode permitir enquanto povo, que isto se continue. Não se pode.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: papatango em Maio 12, 2011, 04:55:52 pm
A ideia dos colégios e infantários pagos pelo Estado, é muito interessante, mas é mais uma demonstração da nossa tradicional tendência para achar que o Estado tem a obrigação de resolver tudo, com dinheiro que tem que inventar.

Mais uma vez:
A pressão provocada pelo peso dos empréstimos para pagar casa, levou a que um casal não consiga pagar a casa sem que os dois trabalhem.
O resultado, é um dos países da Europa com a maior taxa de actividade feminina.
Somos provavelmente o país da OCDE onde mais mulheres trabalham.
O resultado está à vista: Necessidade de infantários e poucos filhos porque não há dinheiro para os infantários.

Em 1978 a nossa TCN, ou taxa de crescimento natural (taxa de natalidade menos taxa de mortalidade) era de 7.3/1000 habitantes.
A TCN da Suécia em 1978 foi de 0.5/1000 (quase 15 vezes menor).
A seguir ao 25 de Abril a nossa TCN aumentou muito, depois de durante vários anos ter sido negativa por causa da enorme emigração.

A título de curiosidade a TCN da Grécia era de 7.1/1000 a da Irlanda era de 11.1/1000, a da Islândia era de 12.2/1000 e a da Turquia era de 29/1000.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 12, 2011, 05:07:20 pm
No meu caso o facto de eu ter comprado um T-2 veio a diminuir os custos, é que eu estava a pagar 350€ de uma moradia arrendada e agora pago 200€ ao banco. Fiquei a ganhar. Já em relação às creches, o que há no mercado é entre o muito caro e o carissimo. Isso sim, vai-nos ao bolso com muita força. De tal forma que eu só vou ter outro filho/a quando a minha filhota sair do infantário.

Eu fiquei com o meus avós até aos 4 anos e por isso os meus pais pouparam imenso dinheiro, actualmente isso é impossível (pelo menos para mim).

Ó PT fraldas de pano? Mete isso no rabo dos teus, porque as assaduras eram mais que muitas. A minha filha tem quase 3 meses e ainda não teve uma única assadura e isso é muito bom para a qualidade de vida dos bébes.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: PereiraMarques em Maio 12, 2011, 05:19:00 pm
Citação de: "papatango"
A seguir ao 25 de Abril a nossa TCN aumentou muito, depois de durante vários anos ter sido negativa por causa da enorme emigração.

Se é Crescimento Natural (natalidade menos mortalidade), o que é que a emigração tem a ver com a assunto? A taxa de Crescimento Efectivo (componente natural = natalidade menos mortalidade, mais componente migratória: imigração menos emigração) é que era negativa.

E para não ficarem mais "tristes" têm aqui uma projecção com cenários para todos os gostos...

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimageshack.us%2Fm%2F62%2F1296%2Fsemttulowom.jpg&hash=83cb2c41d5b5bbaa3a5a32c9466068da)

Fonte: http://www.ine.pt/ngt_server/attachfile ... download=y (http://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=66023625&att_display=n&att_download=y)
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Lusitanian em Maio 12, 2011, 10:25:42 pm
Pereira Marques isso é de fonte segura? Quer dizer, que no minimo, se perdermos população que é o mais provável, iremos ter 8 milhoes de pessoas?
Então a SIC disse aquilo por dizer? É que foi confirmado pela INE. Bem já estou confuso....no entanto perderiamos 2 ou 3 milhoes de pessoas...continua a ser muito grave.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: PereiraMarques em Maio 13, 2011, 02:12:06 am
Este estudo é do próprio INE. Está no site deles e o ficheiro tem o logótipo em todas as páginas.

http://www.ine.pt/ngt_server/attachfile ... download=y (http://www.ine.pt/ngt_server/attachfileu.jsp?look_parentBoui=66023625&att_display=n&att_download=y)

Para os mais incautos, que não percebem plenamente o que estudos disto tipo representam, falo nomeadamente de projecções económicas, projecções demográficas, etc., e que consideram que lá porque são utilizados métodos matemáticas, estes exercícios são "ciência exacta", julgo que o primeiro parágrafo deste estudo é esclarecedor.

Citar
O Instituto Nacional de Estatística disponibiliza em formato digital no seu portal (http://www.ine.pt (http://www.ine.pt)) a publicação
“Projecções de população residente em Portugal, 2008-2060”. Este exercício de projecções de população foi
executado de acordo com o método das componentes por coortes1, método que permite a elaboração de
diferentes cenários de evolução demográfica das componentes fecundidade, mortalidade e migrações. Partindo
da população residente em Portugal em 1 de Janeiro de 2008, os resultados são apresentados em quatro
cenários que evidenciam a incerteza associada ao futuro comportamento demográfico
: o cenário central, que conjuga um conjunto de hipóteses consideradas como mais prováveis face aos recentes desenvolvimentos demográficos, o cenário baixo, o cenário elevado e o cenário sem migrações. Sublinha-se o carácter condicional dos resultados por decorrerem da aplicação de um método de cenários do tipo ”se…então…”.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Lusitanian em Maio 13, 2011, 02:25:35 pm
:wink:
Título: Portugal vai desaparecer, palavras de?
Enviado por: Miguel em Maio 14, 2011, 09:59:13 pm
Oscar Cardoso, heroi da patria e comandante dos Flechas no ultramar.

Havemos de chorar os mortos se o vivos nao o merecerem, dizia Salazar.

A Historia julgara, ultimas palavras de Marcelo Caetano, que quiz evitar o banho de sangue.

Parolos de democratas, socialistas, comunas e essas merdas que conseguiram destruir uma naçao MILENAR

Honra a todos esses que continuaram o combate como Oscar Cardoso, Dany Roxo, Ponciano Soeiro, Robbie Ribeiro e Mourão da Costa etc...
Título: Re: Portugal vai desaparecer, palavras de ?
Enviado por: Pedro_o_Tuga em Maio 15, 2011, 01:22:01 am
Realmente so temos o que merecemos. Se tivessemos apanhado com um ditadores á séria, daqueles que gostam muito de execuções, duvido muito que existissem estes saudosismos. Mas não me supreendo. Afinal um desejo de um "homem forte" é simplesmente para não termos responsabilidades pessoais. Não me venham com tretas de falsos moralismos e patriotismos.
Título: Re: Portugal vai desaparecer, palavras de ?
Enviado por: Dr Oliveira Salazar em Maio 15, 2011, 05:05:21 pm
Citação de: "Pedro_o_Tuga"
Realmente so temos o que merecemos. Se tivessemos apanhado com um ditadores á séria, daqueles que gostam muito de execuções, duvido muito que existissem estes saudosismos. Mas não me supreendo. Afinal um desejo de um "homem forte" é simplesmente para não termos responsabilidades pessoais. Não me venham com tretas de falsos moralismos e patriotismos.

A Ditadura é um sistema político não tem que ter necessariamente execuções ou pena de morte e as Democracias também têm as mãos manchadas de sangue ... parece que o último a ser executado sem direito a julgamento foi o Osama Bin Laden.

A Ditadura ou a monarquia absolutista por terem menos forças de bloqueio (vulgo partidos da oposição) e burocracia pode até funcionar de forma mais fluída e dinâmica que a Democracia ou a  Monarquia Liberal ou Constitucional.

Aliás quando lê a História de Portugal vê que Portugal começa verdadeiramente a definhar a partir das invasões francesas e da Revolução Liberal de 1820 e só a Ditadura do Estado Novo consegue por um período de tempo assinalável pôr ordem na casa.

Também há muita gente que não se revê nesta Democracia representativa (Partidocracia) porque a considera fraudulenta e onde o sistema eleitoral tende a concentrar oligarquias partidárias e  organizações infiltradas nos partidos, de forma mais ou menos organizada, mas com o objectivo claro de definir, condicionar e influenciar as políticas ...

Estas corporações, hoje tão enraizadas nos partidos, estão bem cientes da sua força interna, daí que tendam a apoiar um líder supostamente mais capaz de conquistar votos e de ganhar eleições, a única forma de se fazerem pagar pelo seu “decisivo” apoio, reivindicando então os benefícios que o controlo do Orçamento de Estado permite distribuir. A selecção centralizada dos candidatos a órgãos electivos e a partidarização de tudo quanto é cargo em organismos públicos e para-públicos, bem como a contínua multiplicação destes, insere-se nesta lógica de recompensa aos fiéis.

Consequência óbvia de um tal sistema, é a transformação do partido do poder em Partido-Estado, numa perfeita osmose em que o diálogo é sempre profícuo. O partido sempre ávido de mais gastos públicos em benefício do núcleo duro que sustenta o poder, o Estado sempre pródigo na sua concessão, convicto de estar a investir na “paz social”. Assim cresce um polvo cujos tentáculos abarcam e paralisam todos os poderes do Estado.

O Parlamento jamais exercerá verdadeiras funções de controlo, dado que os seus membros devem obediência aos líderes partidários de quem depende a sua futura elegibilidade nas listas. A maioria dos membros do Tribunal Constitucional, eleitos pela Assembleia da República, dependem da simpatia que por si nutram os chefes dos partidos. Os autarcas, dada a sua legitimidade eleitoral, terão margem de manobra acrescida, porém sempre limitada pela dependência que a lei do financiamento das autarquias estabelece face ao Orçamento de Estado.

Numa conjuntura económica favorável, vai-se conseguindo disfarçar toda esta delapidação de recursos. Entrando-se em recessão e em perda eleitoral, o bode expiatório será sempre o líder, crucificado pela opinião pública geralmente liderada pelos seus apoiantes da véspera, os primeiros a desertarem ao mínimo sinal de desagregação do poder. “O líder afinal era fraco”, há que partir à procura de uma alternativa, de um homem providencial que faça o milagre de nos tirar da crise.

Esta convicção sebastiânica nas capacidades milagreiras de uma pessoa é algo que está totalmente enraizado na opinião pública e que o próprio sistema trata de promover, ao ponto de se transformarem as eleições legislativas em eleições para 1º ministro, pela excessiva personalização que se faz dos líderes. Ninguém conhece os deputados que de facto elege, o sentido de voto é definido pelo carisma ou populismo do líder partidário.

Numa sociedade cada vez mais mediatizada e que tende a gerar “líderes de plástico”,  estas figurinhas vão tendo uma vida útil cada vez mais curta.


Citar
"Para obter um simulacro de existência, a Democracia recorre à Eleição. Sabe-se bem o que é a Eleição. Nem vale a pena salientar os tumultos, os escândalos, as mistificações que nunca deixam de caracterizar a comédia eleitoral. Adiante, aludiremos ainda a um dos seus aspectos dominantes: a feira dos sufrágios.

Mas admitamos que se realize a Eleição com honestidade e verdade. No fim, é a maioria que manda. E basta uma diferença de um voto (que pode ser o de um malfeitor, o de um incapaz, ou o de um vendido) para que um sector prevaleça sobre o sector oposto. Portanto, se sessenta indivíduos têm uma opinião e sessenta indivíduos mais um têm a opinião contrária, são estes que vencem - e aqueles vêem-se esbulhados de tal soberania que, em princípio, fingiram dar-lhes.

A Democracia mostra assim merecer a justa definição de tirania em nome do algarismo, que lhe aplicou Alexandre Herculano. Não são as vontades individuais que lhe importam — embora o proclame; é apenas a soma dessas vontades. Ora, tão sagrada é a vontade de uma pessoa, como a vontade de dez pessoas, como a vontade de cem. Com que direito escravizar as duas primeiras à última?!

Logo, a Democracia, prometendo ao indivíduo uma soberania que só lhe reconhecerá, se ele se encontrar dentro da maioria e que lhe retirará, se ele se encontrar dentro da minoria — é uma mentira."

João Ameal
in «Integralismo Lusitano — Estudos Portugueses», 1932.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Pedro_o_Tuga em Maio 15, 2011, 07:11:29 pm
De facto a crença sebastianista, na minha opinião, é um dos grandes cancros de Portugal.  

Agora, tudo bem pode defender os seus valores aqui que ninguém lhe vai bater a porta. Agora se fosse o inverso, acha que isso acontecia? Não me parece. Oposição é necessária para um funcionamente saidável de qualquer país. Senão a ficamos como outras ditaduras que existem a nivél global. O sistema democratico não tem culpa dos politicos portugueses serem uns bada**** que raramente fazem algo de jeito.

Mas por min defenda os seus valores à vontade, é tudo mt bonito, até ao dia em que lhe vão bater à porta a si ou a familiares seus (a não ser que se torne num esbirro e lambe botas do regime, o que é igualmente desprezivel).

Já o Churchill disse que a democracia pode não ser o melhor dos sistemas, mas sempre é melhor que QUALQUER das outra opções.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Luso em Maio 17, 2011, 06:52:53 pm
http://espectivas.wordpress.com/2011/05 ... -portugal/ (http://espectivas.wordpress.com/2011/05/17/os-traidores-serao-julgados-ou-a-traicao-acabara-com-portugal/)

perspectivas Terça-feira, 17 Maio 2011


Os traidores serão julgados, ou a traição acabará com Portugal

O escritor inglês, G. K. Chesterton, escreveu que a resposta para alguém que fale em “excesso de população”, é a de perguntar-lhe se faz parte desse excesso de população; e se essa pessoa disser que não faz parte do excesso de população, pergunte-se-lhe, então, como é que ela sabe que não participa desse excesso.

O professor João César das Neves escreveu um artigo (http://jesus-logos.blogspot.com/2011/05 ... r-das.html (http://jesus-logos.blogspot.com/2011/05/o-sucesso-do-governo-joao-cesar-das.html)) que chama à atenção para o facto de Portugal ter hoje a taxa de fertilidade mais baixa da Europa ocidental. Ainda há três anos atrás, só a Espanha estava pior do que nós; hoje, a Espanha de Zapatero e a Espanha do aborto legal para meninas de 16 anos, conseguiu mesmo ultrapassar a nossa taxa de fertilidade.

Portugal está hoje a ser vítima de um ataque brutal à sua existência, como nunca aconteceu na sua História. Mesmo durante a ocupação filipina do nosso país, a população portuguesa cresceu sempre e, portanto, tinha uma garantia de futuro que se veio a materializar na recuperação da nossa independência em 1 de Dezembro de 1640. O ataque contemporâneo à existência de Portugal assume uma forma definitiva e diabólica: a da extinção progressiva da sua população.

Quem são os responsáveis pela actual situação?

Em primeiro lugar, a esmagadora dos membros da nossa classe política é responsável. Uma grande parte dos membros da nossa classe política deverá ser levada a tribunal e julgada por crimes lesa-Pátria. Estou convencido de que esse julgamento se fará, quanto mais não seja, pela História.

Por detrás do inverno demográfico português que se agiganta, está a acção da Esquerda política, que inclui o Partido Socialista e mesmo o Partido Social Democrata. Enquanto existe uma esquerda mais radical, composta essencialmente pelo Partido Comunista e pelo Bloco de Esquerda; o Partido Socialista e o Partido Social Democrata fazem parte da chamada “esquerda fabiana” (http://en.wikipedia.org/wiki/Fabian_Society)— são apenas dois partidos políticos, mais ou menos liberais na área económica, mas que se constituem como um momento do processo revolucionário (http://espectivas.wordpress.com/2010/07 ... m-liberal/ (http://espectivas.wordpress.com/2010/07/03/a-diferenca-entre-um-conservador-e-um-liberal/)).

Portanto, a Esquerda que mina e destrói a família portuguesa, através de leis como as do aborto livre, gratuito e a pedido da mulher, a lei do gaymónio, a lei do divórcio unilateral e “na hora”, através de uma sobrecarga de impostos sobre as pessoas casadas e favorecendo, neste particular, as pessoas que “vivem juntas”, etc. — essa Esquerda e esses partidos políticos são responsáveis pela ameaça de desaparecimento da nação portuguesa, e os seus dignitários serão, num dia que poderá não estar longe, julgados criminalmente e encostados ao paredão da nossa História.

Em segundo lugar, por detrás da acção da nossa classe política, está a maçonaria. É bom que se comece a fazer o inventário dos maçons notáveis e dignitários, porque chegará o momento em que a justiça se fará. E se não se fizer essa justiça necessária, será porque Portugal terá desaparecido como país e sobretudo como nação. Portanto, a probabilidade de essa escumalha ser levada tribunal e julgada por crimes de alta traição, é muito elevada.

Em terceiro lugar, os interesses da União Europeia em relação a Portugal não coincidem, em praticamente nada, com os interesses da nação portuguesa e com o seu futuro (iberismo). Pelo menos desde o tempo de Napoleão que a Europa decidiu que Portugal deveria desaparecer como país e também como nação; o que se passa hoje é apenas um prolongamento desse desígnio oriundo da Europa central e continental. Portugal conseguiu contrariar essa força aniquiladora europeia dirigida contra o nosso país, através do apoio das potências atlânticas, como os Estados Unidos e a Inglaterra.

Portanto, e paradoxalmente, a única forma de Portugal estar hoje na União Europeia, é estando lá fisicamente mas não estando espiritualmente. É exactamente isto o que alguns países da União Europeia estão a fazer, nomeadamente a Lituânia, a Irlanda, Malta, entre outros: estão formalmente dentro da União Europeia, mas informalmente recusam a cultura emanada do directório europeu que pretende ser imposta de uma forma coerciva às pequenas nações da Europa.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 18, 2011, 03:08:09 pm
Salvo erro já se fez mais de 30.000 infantícidios desde que o aborto tornou-se legal em Portugal. Isto não é brincadeira, isto é um verdadeiro holocausto apoiado pelo governo Português ao seu próprio povo.

Tudo isto deixa-me sem palavras, eu que já fui um nacionalista convicto estou passos largos de tornar-me num descrente.

A vida dá muitas voltas... :(
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Lusitanian em Maio 31, 2011, 09:29:03 am
Ontem na RTP2 deu uma estrevista a umas 7 pessoas, que falavam do facto de Portugal perder 4 milhões de pessoas. Se encontrar eu ponho aqui.

Entretanto esta noticia já devem ter visto: http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1849352&page=-1
É incrivel a enorme estupidez e a ignorancia dos comentários, mais parece que isto é uma partida ou uma brincadeira, fico parvo ao que isto chegou...


PS: Há uns dias descobri que todas as raparigas do meu trabalho descendem ou são de outros países... :? todas adolescentes, uma é loira e descende dos Espanhóis, outras 2 mulatas são, uma Angolana e outra São-tomense. Até lhe perguntei se gostava de viver cá, e ela encolheu os ombros...e depois tenho lá tres ou 4 brasileiros...epá são pessoas simpaticas mas...sinto-me "cercado", ou melhor, sinto-me que eu é que vivo noutro país. Considero-me boa pessoa e pacifista mas o que é demais é demais. Depois admirem-se que eles (os jovens) não tenham aquele fascinio ao seu proprio país, com tantos filhos de imigrantes até os nossos se convencem que isto é uma porcaria. Futuro de treta desculpem-me lá...e a culpa é tanto do Governo como nossa. O pior? Vamos perder população e vamos continuar na mesma a insistir com a imigração...cambadas de idiotas (os politicos).
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Cabeça de Martelo em Maio 31, 2011, 10:49:04 am
Deixa cá ver, trabalhas onde?

1- Linha de Sintra
2- Cascais
3- Margem sul
4- Lisboa
5-Porto
5- Qualquer outro sitio que o cabeça de martelo não mete os pés... :twisted:  :lol:
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: PereiraMarques em Junho 08, 2011, 09:12:39 am
Citar
Estatísticas: Mortes voltam a ser mais do que os nascimentos

Portugal perdeu 734 residentes

Números divulgados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) apontam, pela primeira vez no século XXI, para uma diminuição da população de Portugal. O País contava em 31 de Dezembro de 2010 com 10 636 979 habitantes, ou seja, menos 734 do que um ano antes. Para o cálculo do INE contribuíram 105 869 óbitos que não foram compensados pelos 101 320 nascimentos, nem sequer pelo saldo migratório favorável de 3815 entradas.

Estas estimativas são actualizações anuais do INE e não têm ainda a ver com os resultados preliminares do Census 2011, feito em Março e Abril. Para já, Lisboa continua a ser o concelho mais populoso do País, seguido de Sintra, Gaia e Porto. Em 2010 registou-se uma variação negativa da população de 0,01 e sobretudo um envelhecimento notório.

O facto sobressai nos concelhos mais populosos há mais tempo, com percentagens de população acima dos 65 anos de 24,2% em Lisboa e 21,3% no Porto. As percentagens são muito maiores em concelhos desertificados [sic] do interior do País, como Idanha, na Beira Baixa, onde 40,1% dos residentes têm mais de 65 anos. Por outro lado, Braga é no top 10 a cidade mais jovem do País. Outras estatísticas apontam para uma idade média em Portugal na ordem dos 40 anos. Segundo os números do INE, 15,2% dos residentes têm menos de 14 anos e 26,1% menos de 24 anos. No total do continente e regiões autónomas, 18,2% têm mais de 65 anos.

http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/notic ... residentes (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/economia/portugal-perdeu-734-residentes)

De qualquer maneira as estimativas demográficas do INE têm sempre de ser encaradas com algumas reservas, aliás como transparece na própria notícia, por exemplo no município em que trabalho e resido, o INE estimava existirem cerca de 65.000 habitantes em 2010 e os dados provisórios dos Censos 2011 mostra apenas cerca de 62.000 residentes.

Ou seja, as estimativas mostram mais a tendência geral, e essa sim é a do envelhecimento e com fortes possibilidades de diminuição de população residente. Agora dizer se essa diminuição ocorreu entre 2009 e 2010, está a decorrer neste ano, vai registar-se no próximo, foi de 700 ou de 1000 habitantes, ninguém sabe dizer.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Lusitanian em Junho 17, 2011, 01:09:13 am
Não sei se é o tópico certo para postar o texto, mas se acharem que não, digam.

Quis meter isto, pois acho que fala por mim. Lembram-se de várias conversas entre mim e outros, entre vocês sobre o futuro que Portugal está a tomar, a sua cultura a ser desprezada em prol da dos estrangeiros, e depois dizermos que somos multiculturais etc etc?
Meto este texto pois acho que fala bem por mim  :)
http://www.recantodasletras.com.br/ensaios/1941883

Abraços.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Lusitanian em Junho 19, 2011, 06:14:39 pm
Vi isto tudo, hoje, pelas 17h, em menos de 15 minutos!!! O quão esforço fazem a "publicidade", e muito acessivel a ela.

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22049

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22048

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22047

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22046

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22056

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22050

http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=22045

Isto irrita-me profundamente! Parece que isto é como "carregar num botão" e voilá! Grande vida! Não entendo o insistamento em fazer este tipo de noticias. Estamos a perder população drasticamente, estamos mal economicamente, e os jornais incentivam a emigração??? Sou muito "verde" em pensar assim? Ainda por cima dão a ilusão de que é facilissimo, e não há nenhum risco em fazê-lo. Não noticiam o insucesso da emigração. Só noticiam o pessimismo, as más noticias, e a emigração.
E viva os filhos de Portugal! Que para eles isto é só a "coisa", ou mais um "país da treta". Emigrar é que é!  :?  E que Portugal fica na treta. Isto entristece-me, e choro por Portugal ter este destino e atitude dos seus cidadãos, sejam dos jornais, dos emigrantes que não pensam em voltar, de tudo.

 E é nestas alturas que eu penso de forma irracional, e prefiro que haja um Salazar do que uma Democracia, pois acredito que ela faz com que haja este comportamento...especificando, eu queria era dizer que em vez de haver partidos como há em todo o mundo, queria apenas um Governo, e esse Governo, é composto por ministros, todos escolhidos a dedo pelo povo, e apesar de ser muito vago, que a sua plitica fosse apenas Portugal. Isto do Governo, dos partidos piliticos, cada um com a sua politica...divide o povo como nós vemos (cumunistas, nacionalistas, esquerda, direita, socialismo, democratas-socialistas e sei lá mais o quê)....pura e simplesmente estamos condenados se não exigirmos uma União Nacional, em prol dos interesses de Portugal (e consequentemente do povo). Havia liberdade, havia tudo, haveria Democracia, apenas o maldito sistema que temos seria mudado. Estou cansado de ler e ver pessimismo por todo o lado, e ver portugueses a defender ideologias que em nada nos interessa, até eu a defender a Direita ou o Nacionalismo é um erro. Devo é defender Portugal, e a sua ideologia era mesmo isso, só Portugal. O Governo, além de defender aquilo que é obvio para protejer o povo portugues, havia outros temas que o Governo não pode decidir, e seriamos nós a decidir isso, como estar na União Europeia, como achar válido ou não, a independencia do Kosovo, como achamos bem a ideia de contribuir ou não para a ajuda dos países-membros, entre muito...desculpem sei que é um conceito muito vago e complicado, e não é assim tão linear, mas ás vezes eu acho que não temos rumo nem objectivos, e perdemos com coisas estupidas. Sempre achei este sistema a qual chamam de democratico, bastante divisório...parecemos um bando de fâs a defender este ou aquele, e o que ganhar diz falar pelo "povo" e não pelos apoiantes. É um tanto contraditório...a causa devia ser uma e unica, apenas decidiamos quem iria liderá-la...
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Cabeça de Martelo em Junho 30, 2011, 02:09:28 pm
População portuguesa aumentou 2 por cento na última década

A população residente em Portugal no dia 21 de Março deste ano era de 10.555.853 indivíduos, o que representa um aumento de cerca de 2 por cento na população residente no território nacional. As regiões que apresentam um crescimento da população residente são o Algarve, as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e Lisboa.

A distribuição da população manteve-se sensivelmente a mesma na última década, face aos Censos 2001. Cerca de 35 por cento da população reside agora na região Norte, 27 por cento na Região de Lisboa e 22 por cento na Região Centro.

"Na última década acentuou-se a tendência para a desertificação dos municípios do interior", diz o relatório do INE. "Paralelamente os municípios do Litoral a norte do Tejo e a Área Metropolitana do Porto, perderam alguma dinâmica para atrair população. Em contraste, a área metropolitana de Lisboa e alguns municípios à volta (Benavente e Arruda dos Vinhos) consolidam-se como os grandes pólos de fixação e crescimento da população residente no Continente."

Os resultados preliminares dos Censos 2011 indicam que a população residente na Região de Lisboa é de 2.815.851 indivíduos. Na última década, o número de pessoas que vivem nesta região aumentou cerca de 6 por cento, o que significa um crescimento três vezes superior à média nacional.

Segundo os dados revelados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (exatamente 100 dias depois do momento do Censos), o número de famílias aumentou cerca de 12 por cento, o que faz descer, na última década, para 2,6 o número médio de pessoas por família.

Quanto ao parque habitacional manteve a trajectória de crescimento já verificada na década anterior. Portugal dispõe agora de mais 12 por cento de edifícios e 16 por cento de alojamentos destinados à habitação.

 :arrow: http://tv2.rtp.pt/noticias/index.php?t= ... ual=3&tm=8 (http://tv2.rtp.pt/noticias/index.php?t=Populacao-portuguesa-aumentou-2-por-cento-na-ultima-decada.rtp&article=456411&layout=10&visual=3&tm=8)
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Lusitanian em Julho 01, 2011, 12:35:33 am
Eu li essa noticia hoje de manha...até que fiquei contente, até me lembrar que são os filhos de imigrantes. Só hoje ao trabalhar (apeamento), encontrei duas familias africanas...nenhuma tinha menos de 5 filhos  :?: ?
Seja como for, é bom para as estatisticas, mas mau para o "português". É impossivel haver uma evolução demográfica do povo portugês, se temos milhares de portugueses a emigrar  :(
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Edu em Julho 01, 2011, 10:59:40 am
Citação de: "Lusitanian"
Eu li essa noticia hoje de manha...até que fiquei contente, até me lembrar que são os filhos de imigrantes. Só hoje ao trabalhar (apeamento), encontrei duas familias africanas...nenhuma tinha menos de 5 filhos  :?: ?
Seja como for, é bom para as estatisticas, mas mau para o "português". É impossivel haver uma evolução demográfica do povo portugês, se temos milhares de portugueses a emigrar  :(

É muito simples, se estiver disposto a por os seus filhos a trabalhar aos 16 anos (com o 9º ano de escolaridade) e não se importar que um ou outro ande no gamanço facilmente consegue ter 5 ou 6 filhos. Agora se quer ter filhos que vão para a universidade e comecem a trabalhar só aos 23-24 anos de facto não é fácil ter mais de 1 ou 2. Isto é tudo uma questão de escolhas, se quer ter muita descendência ou se quer ter boa descendência...

Agora essa sua mentalidade de portugueses serem só os brancos é que não posso concordar. Portugal sempre foi uma sociedade multi-étnica, renegar isso é renegar as nossas origens. Muitos dos mais valorosos combatentes portugueses na guerra colonial eram por exemplo de descendência africana, e há excelentes trabalhadores em Portugal de descendência africana e que fazem cá muita falta. Tenho um professor meu africano (leia-se negro, mesmo muito negro) que é dos indivíduos mais inteligentes que por aqui andam na universidade.
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: PILAO251 em Julho 01, 2011, 12:45:25 pm
Essa treta do preto já chateia.

O preto que anda no gamanço é um caso de polícia.
O preto que andou comigo na tropa é um caso de amizade e camaradagem.

Simples não é.

Saúde e desporto
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Lusitanian em Julho 02, 2011, 02:06:17 pm
Citar
É muito simples, se estiver disposto a por os seus filhos a trabalhar aos 16 anos (com o 9º ano de escolaridade) e não se importar que um ou outro ande no gamanço facilmente consegue ter 5 ou 6 filhos. Agora se quer ter filhos que vão para a universidade e comecem a trabalhar só aos 23-24 anos de facto não é fácil ter mais de 1 ou 2. Isto é tudo uma questão de escolhas, se quer ter muita descendência ou se quer ter boa descendência...

Agora essa sua mentalidade de portugueses serem só os brancos é que não posso concordar. Portugal sempre foi uma sociedade multi-étnica, renegar isso é renegar as nossas origens. Muitos dos mais valorosos combatentes portugueses na guerra colonial eram por exemplo de descendência africana, e há excelentes trabalhadores em Portugal de descendência africana e que fazem cá muita falta. Tenho um professor meu africano (leia-se negro, mesmo muito negro) que é dos indivíduos mais inteligentes que por aqui andam na universidade.
:?
Mas eu não estou a dizer que estou contra eles.
Estou a questionar como conseguem sustentar tantos filhos. Se os portugueses mal um conseguem, como é que um imigrante consegue com 7 filhos? É isso que me intriga. Não estão em Africa, aqui paga-se a casa, os carro, a luz, a electricidade, a comida, e têm fiscais muitos competentes. Como têm então dinheiro para tudo? São pessoas simples como nós, vivem em prédios como nós. Isso é que não entendo.

Agora voce abriu um tema interessante! Portugal sempre foi multicultural? Ah sim, á pelo menos 37 anos, sim visivelmente sempre foi multicultural. Mas daí para trás, o que faz quase 900 anos, Portugal foi o quê? Sempre somos mais tolerantes e envolvemos, mas multicultural não! Multicultural entendo como várias culturas. Ser-se preto ou amarelo não é multicultural, é apenas diferente na cor da pele, mas portugues acima de tudo. Agora com estas influências estrangeiras desde há 37 anos sempre fomos multiculturais? E é bom? Onde está a minha cultura de 900 anos? Não a vejo!!! Nunca consegui ver tanta "publicidade" como fazem com Kizomba ou com outras coisas. Só vejo uma cultura e essa é portuguesa, e reside no interior. No litoral só temos palermas que lá por conseguirem ouvir isto ou aquilo dizem que faz parte de Portugal. Poupe-me, sempre somos multiculturais...essa é boa. Entenda, o preto ou um amarelo que aja como portugues, que tenha o comportamento, a lingua (sem sotaque), isso é bom. Agora portugues a falar com sotaque africano, outro criolo, outro portugues espanholado, poupe-me, dê a multiculturidade aos EUA, que lá abunda. Por exemplo, faça como eu, ouça e dançe o Kizomba, como na discoteça Ondeando, mas não me diga que faz parte da minha cultura. Isso para mim é ser-se degenerativo. Sou portugues e ao sê-lo danço e divirto-me em musicas nos sitios apropriados (discotecas, festas ou um evento de dia nacional á cultura de um grupo estrangeiro) mas nunca direi que faz parte de mim. Esse é o mal, ouvem e começam logo a tomá-la como seu. Falta de respeito pelas suas raízes é o que eu acho, quando se faz isso. É por isso que os portugueses andam "perdidos". Não sabem o que são nem o que foram, por adoptam culturas de outros, como de africanos. Somos tolerantes e misturámo-nos, mas não nos tomámos como outros, somos um povo, e ele deve ser dominante, não dominado por estrangeiros, só porque entendarem ser mais "porreiro".  Mas prontos, é a minha opinião e eu sei lá o que digo...
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: cromwell em Outubro 09, 2011, 09:34:41 pm
Voltei. Tenho estado muito ocupado, e não irei por muitos posts nos próximos tempos.

Gostaria de pôr aqui o que o senhor Cavaco disse no dia 5 de Outubro:

“…Temos de redescobrir o valor republicano da austeridade digna…”

Se o "nosso" Chefe de Estado diz isto, então não tenho dúvidas que o país está a desaparecer aos poucos.

Depois de o PS, é o PSD. Depois de estes meses de governação de Passos Coelho, não vejo nenhuma diferença entre este e Socrátes.
Seja o actual ou o anterior, a austeridade está sempre lá.    

Mas porque é que realmente Portugal desaparece aos poucos? bem, vocês já sabem a minha resposta...
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: vmpsm em Outubro 10, 2011, 10:55:03 pm
Portugal pode deixar de existir como país, alerta o sociólogo António Barreto  

O sociólogo António Barreto admite que Portugal  deixe de existir como estado independente dentro de algumas décadas e esteja  integrado noutro modelo europeu.

"É possível que Portugal, daqui a 30, 50, 100 anos não seja um país  independente como é hoje", disse o investigador à agência Lusa, admitindo  que o país surja integrado "numa outra Europa", com outra configuração,  com outro desenho institucional e político que não tem hoje.

Em declarações à margem da inauguração do 2 ano letivo do Instituto  de Estudos Académicos para Seniores, na Academia das Ciências de Lisboa,  onde foi o orador convidado, o ministro do I governo constitucional (1976)  disse que não faz a afirmação com sentido alarmista ou de tragédia. "Mas convém perguntarmos o que vai acontecer no futuro", recomenda.

No seu discurso de 20 páginas, António Barreto, 68 anos, citou o académico  norte-americano Jared Diamond, que no seu livro "Colapso" fala sobre o desaparecimento  de uma dúzia de povos, numa analogia ao futuro possível de Portugal.

O caso mais conhecido é o da Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, cujos  habitantes desapareceram "pelas decisões tomadas e pela maneira como viviam".

"Ele (Jared Diamond) diz que são gestos e comportamentos deliberados,  não para se matarem nem para se extinguirem, mas que não têm consciência  que estão gradualmente a destruir o seu próprio habitat, a sua própria existência",  explica António Barreto. "Cito o caso (dos povos desaparecidos) porque, muitas vezes, quando  se discute o caso de Portugal ou da Europa tem-se sempre a ideia de que  as coisas são eternas, que tudo é eterno, e agora não é", considerou.

"Os nossos gestos de hoje, as nossas decisões de hoje, sem que muitas  vezes percebamos o quê e como, vão mudar e construir as grandes decisões  daqui a 50 ou daqui a 100 anos", acrescentou.

"Com a crise que estamos a viver há alguns anos e com as enormes dificuldades  que vamos ter para resolver e para ultrapassar, põe-se sempre o caso de  se saber se daqui a dez, 30 ou 50 anos Portugal será o que nós conhecemos  hoje".

 O investigador social, presidente do conselho de administração da Fundação  Francisco Manuel dos Santos, admite que seja igualmente possível uma "alteração  dos dados atualmente conhecidos e que Portugal reassuma um papel de estado  independente". "Depende da nossa liberdade e das nossas decisões de hoje saber o que  vamos construir daqui a um século", considera.  

No seu discurso, o sociólogo que já negou ser candidato às próximas  presidenciais, teceu duras críticas no seu discurso aos dirigentes que governaram  Portugal nos últimos anos, acusando-os de iludir a realidade e omitir factos  que contribuíram para as dificuldades em que o País se encontra.

"A verdade é que se escondeu informação e se enganou a opinião pública.  A acreditar nos dirigentes nacionais, vivíamos, há quatro ou cinco anos,  um confortável desafogo", afirmou.  

Depois de uma situação que permitia "fazer planos de grande dimensão  e enorme ambição", passou-se, "em pouco tempo, num punhado de anos", a uma  "situação de iminente falência e de quase bancarrota imediata".  

http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2011/10/10/portugal-pode-deixar-de-existir-como-pais-alerta-o-sociologo-antonio-barreto-
Título: Re: Portugal desaparece aos poucos...
Enviado por: Cabeça de Martelo em Outubro 11, 2011, 11:19:17 am
Continuando nessa linha:

Citar
Segundo o economista Paul De Grauwe

Unificação política poderá combater crises de dívida

O Banco Central Europeu (BCE) deve ser o credor de última instância no mercado de dívida pública da Zona Euro, o que será, em todo o caso, insuficiente para evitar crises, sendo, por isso, necessária uma maior unificação política, defende o economista Paul De Grauwe.


"Para a governação da Zona Euro é necessário que o BCE se assuma como credor de última instância no mercado de dívida soberana, mas isso não é suficiente. Para prevenir crises na Zona Euro, serão necessários passos significativos no sentido da unificação política", escreve o economista belga, num artigo recentemente divulgado pelo CESifo, um centro de investigação  económica.

No artigo "O Banco Central Europeu: emprestador de última instância nos mercados de dívida pública?”, De Grauwe reconhece que "foram dados passos nessa direcção quando o Conselho Europeu decidiu reforçar o controlo nos processos orçamentais nacionais e nas políticas macroeconómicas dos países". No entanto, essas decisões "são insuficientes e são precisas mudanças mais fundamentais no governo da Zona Euro".  

O professor da Universidade Católica de Lovaina defende ainda que as decisões devem ser tais que o BCE "garanta que as suas responsabilidades de credor de última instância nos mercados de dívida não conduzam a uma dinâmica infindável de criação de dívida".  

Para De Grauwe, "o mercado de títulos dos governos numa união monetária está sujeito a fragilidades porque os governos nacionais emitem dívida numa moeda 'estrangeira'  (...), sobre a qual não têm controlo".  

Como tal, estes governos "não podem garantir aos credores que terão sempre a liquidez necessária para pagar a dívida a uma dada maturidade", explica o conselheiro da Comissão Europeia. A falta desta garantia torna os mercados de dívida "propensos a crises de liquidez e a forças de contágio, tal como os sistemas bancários que não têm credor de última instância".  

Esta instabilidade pode ser travada "mandatando o banco central para ser credor de última instância". Sabendo desta possibilidade, os depositantes ficam mais confiantes, pelo que raramente é utilizada.    

Não sendo o credor de última instância no mercado de dívida soberana  de uniões monetárias, o banco central terá de assumir-se como credor de  última instância dos bancos dos países afectados por uma crise de dívida,  o que é "quase sempre mais dispendioso", sustenta.

 :arrow: http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/notic ... de-divida# (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/ultima-hora/unificacao-politica-podera-combater-crises-de-divida#)