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Economia => Países Lusófonos => Tópico iniciado por: ricardonunes em Maio 22, 2006, 04:45:36 pm
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A Galp Energia perdeu hoje para uma das suas accionistas de referência, a italiana ENI, a exploração petrolífera no Mar de Timor, segundo informação do gabinete do primeiro-ministro timorense em comunicado enviado à agência Lusa.
A petrolífera portuguesa integrava um consórcio, juntamente com a malaia Petronas e a brasileira Petrobras, candidato à exploração em dois dos seis blocos off-shore no Mar de Timor, que foi derrotado no exame final do primeiro concurso internacional de exploração petrolífera de Timor-Leste, segundo a mesma fonte.
Os vencedores foram a italiana ENI, que ganhou o direito a explorar cinco blocos, e a indiana Reliance Industries.
Os resultados da comissão de avaliação foram hoje ratificados pelo primeiro-ministro Mari Alkatiri, que detém a pasta dos Recursos Naturais, Minerais e da Política Energética.
A escolha foi feita com base nas melhores condições e vantagens para Timor-Leste, o que fez com que no caso do bloco C, a que o consórcio da Galp concorreu, o retorno oferecido a Timor-Leste tivesse sido apenas de 1 milhão de dólares enquanto a ENI ofereceu 4,5 vezes mais.
Segundo o comunicado, «o processo de avaliação destinava-se a apurar quais as ofertas que reuniam melhores condições e vantagens para cada área de contrato».
A petrolífera italiana ENI detém actualmente 33,34% do capital da empresa portuguesa.
As empresas escolhidas terão agora de celebrar até ao próximo dia 20 de Junho um contrato de partilha de exploração com o Ministério dos Recursos Naturais, Minerais e da Política Energética, conforme as regras estabelecidas pelo edital do concurso público internacional e os demais regulamentos aplicáveis.
Persiste, contudo, uma condição que a empresa italiana necessita de preencher para poder celebrar o referido contrato no bloco E.
«Além do programa de trabalho indicado na proposta, será requerido à ENI que inclua, no terceiro ano do contrato de partilha de exploração, uma perfuração até aos 4.000 metros de profundidade», destacou o comunicado.
O prazo para as empresas petrolíferas apresentarem as suas propostas no concurso internacional levado a cabo pelo governo timorense sobre a exploração petrolífera de parte do Mar de Timor terminou no passado dia 19 de Abril.
Das 11 áreas de contrato postas a licitação neste concurso público internacional, seis receberam propostas de empresas petrolíferas, num total de nove.
O Estado timorense já arrecadou, somente neste concurso internacional, entre taxas de inscrição e levantamento de cadernos de encargos, o total de 2,4 milhões de dólares (cerca de dois milhões de euros).
Diário Digital / Lusa
22-05-2006 14:53:00
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Isto e que e uma vergonha.
Cumprimentos
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Isto e que e uma vergonha.
Cumprimentos
Vergonha pk?
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Por 4,5 vezes mais, dá para perceber..
Não há nada que lamentar...se não se investe dinheiro ali, de certeza que a Galp vai investir noutro lado...
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Por 4,5 vezes mais, dá para perceber..
Não há nada que lamentar...se não se investe dinheiro ali, de certeza que a Galp vai investir noutro lado...
Até compreendo que a Galp não podesse cobrir a oferta da ENI, mas onde é que vão investir, certamente que não é noutro dos nossos amigos da CPLP.
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Por 4,5 vezes mais, dá para perceber..
Não há nada que lamentar...se não se investe dinheiro ali, de certeza que a Galp vai investir noutro lado...
Até compreendo que a Galp não podesse cobrir a oferta da ENI, mas onde é que vão investir, certamente que não é noutro dos nossos amigos da CPLP.
Amigo é uma grande palavra ricardo.
Eu não chamaria amigo a quem so o é para receber ajuda, que quando é para dar qualquer coisa em troca já não é nosso amigo.
Infelizmente é o que se passa com os paises da CPLP em relação a Portugal.
Por exemplo Portugal é o maior doador de Timor com cerca de 50 Milhoes de USD por ano e o que ganha com isso???
Quase nada, ao contario dos outros paises doadores que negoceiam sempre contrapartidas. E não me venham falar na lingua porque se ouver 10% de Timorenses a falar Portugues é muito.
Eu gostaria de saber é quando é que acaba o nosso nacional porreirismo para com a CPLP
Enfim é o pais que temos.
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Por 4,5 vezes mais, dá para perceber..
Não há nada que lamentar...se não se investe dinheiro ali, de certeza que a Galp vai investir noutro lado...
Até compreendo que a Galp não podesse cobrir a oferta da ENI, mas onde é que vão investir, certamente que não é noutro dos nossos amigos da CPLP.
Angola ou Brasil. Ou outros novos projectos..
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Curioso, foi comentado esta noite na SicNoticias pelo Angelo Correia, o possivel relacionamento deste assunto com o pedido que o governo timorense fez a Portugal para o envio de uma força da GNR (e aparentemente recusado).
Cumptos
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Timor-Leste: Empresa indiana e ENI ganham exploração de petróleo
(19:39) Os contratos serão assinados com as empresas vencedoras do primeiro concurso internacional realizado pelo país depois da independência.
O concurso foi ganho por uma empresa indiana e pela italiana ENI, que conseguiu cinco dos seis blocos concessionados.
Esta empresa, uma das principais accionistas da Galp-Energia, de que detém 33%, já manifestou, entretanto, intenção de incluir a petrolífera portuguesa neste negócio.
Fonte da Galp confirmou à RR que as negociações decorrem nesta altura.
Só no final se saberá se a Galp, que foi excluída do concurso, pode afinal explorar petróleo no mar de Timor e qual a percentagem que os italianos da ENI estão dispostos a ceder, bem como os valores envolvidos.
Certo é que já na próxima segunda-feira são assinados os contratos para exploração destes seis blocos, uma informação confirmada à RR pelo Primeiro-ministro Ramos Horta.
"O ministro da Energia, José Teixeira, vai assinar segunda-feira o acordo que concede concessão a duas empresas que ganharam o concurso internacional", avança o Primeiro-ministro timorense.
Ainda assim, mesmo depois da assinatura deste contrato, as empresas vencedoras podem modificar a sua plataforma de consórcio.
É neste quadro que se abre a possibilidade da Galp energia vir - no futuro - a participar na produção de petróleo em Timor-Leste.
No total, a exploração nos primeiros três anos tem um custo estimado da ordem dos 180 milhões de dólares.
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mesmo assim nao gostei.
Cumprimentos
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mesmo assim nao gostei.
Cumprimentos
Nem eu, e, pelo andar da carruagem vamos continuar, e por muitos anos, a reboque dos "outros".
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Nem eu, e, pelo andar da carruagem vamos continuar, e por muitos anos, a reboque dos "outros".
É o que a Galp faz em muitos dos poços..e penso que não se pode queixar muito disso.
Penso que todos os poços no mar, a Galp só detem participações minoritárias, tipo 5%.
Já os poços em terra a situação melhora
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Já os poços em terra a situação melhora
Melhora para quem, para eles, Galp, pois para o consumidor é indiferente, é que estes senhores continuam a negociar o petróleo como se não tivessemos nada, cotas e participações em explorações petróliferas.