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Geopolítica-Geoestratégia-Política de Defesa => Portugal => Tópico iniciado por: dc em Janeiro 20, 2026, 01:58:29 pm

Título: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: dc em Janeiro 20, 2026, 01:58:29 pm
Como o título indica, abre-se este tópico para debater especificamente o que deve ou não ser incluído num hipotético SAFE 2.0, cujo valor fosse aproximadamente o mesmo do primeiro SAFE - 5800M.

Dica: após ser tornada pública a revisão da LPM deste ano, era aconselhável a inclusão de programas que nela não estejam incluídos.


Veto para a compra de Eurocanards - com o SAFE éramos obrigados a comprar novos de fábrica, que não é o que a FAP precisa, e tal programa absorveria a quase totalidade da verba.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: dc em Janeiro 20, 2026, 02:16:15 pm
Ideias de programas:

-novos submarinos - caso o Governo não tenha coragem de incluir na LPM a compra dos subs sul-coreanos;

-mais fragatas - caso a LPM não contemple a substituição das restantes fragatas em serviço por EPC ou mais fragatas;

-aeronave de treino a jacto;

-defesas AA de longo-alcance e/ou reforço das baterias IRIS-T SLM;

-mais sistemas VSHORAD e C-UAS;

-continuidade ao programa Boxer - depende dos detalhes do que vai acontecer com o SAFE original;

-MLRS/capacidade stand-off do Exército;

-navio/s anfíbio/s - MPSS, LST 100, LPD, LHD, ...

-MRTT, A-400 ou ambos;

-capacidade EW, SIGINT, COMINT, ELINT;

-sistemas não tripulados - UAV/UCAV, USV, UGV, UUV.


Óbviamente que o SAFE 2.0 não daria para tudo, e ainda faltarão coisas que não me ocorreram, mas é um complemento à LPM, portanto nem tudo tem estar incluído no programa.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: miguelbud em Janeiro 20, 2026, 02:29:11 pm
Creio que o mais concensual seriam novos submarinos e reforço da defesa aerea no pós Safe 1.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: sivispacem em Janeiro 20, 2026, 02:43:04 pm
Ideias de programas:

-novos submarinos - caso o Governo não tenha coragem de incluir na LPM a compra dos subs sul-coreanos;

-mais fragatas - caso a LPM não contemple a substituição das restantes fragatas em serviço por EPC ou mais fragatas;

-aeronave de treino a jacto;

-defesas AA de longo-alcance e/ou reforço das baterias IRIS-T SLM;

-mais sistemas VSHORAD e C-UAS;

-continuidade ao programa Boxer - depende dos detalhes do que vai acontecer com o SAFE original;

-MLRS/capacidade stand-off do Exército;

-navio/s anfíbio/s - MPSS, LST 100, LPD, LHD, ...

-MRTT, A-400 ou ambos;

-capacidade EW, SIGINT, COMINT, ELINT;

-sistemas não tripulados - UAV/UCAV, USV, UGV, UUV.


Óbviamente que o SAFE 2.0 não daria para tudo, e ainda faltarão coisas que não me ocorreram, mas é um complemento à LPM, portanto nem tudo tem estar incluído no programa.

Assim por alto:

- Reforço dos meios do corpo de Fuzileiros, a todos os níveis
- Reforço dos meios da Engenharia de Combate
- Renovação profunda dos meios de comunicações do Exército
- Artilharia de campanha: 36 Caeser adicionais
- Viaturas especiais lança-pontes, de recuperação, logísticas de diversos tipos
- Equipamentos de visão noturna em quantidades que se vejam


Por agora é só....
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: Malagueta em Janeiro 20, 2026, 03:24:28 pm
Para não estar a repetir o que já disseram alem disso digo  prioritário

- Leopard 2A8 - 60 unidades ( se possivel serem cá montados na nova fabrica  :mrgreen:) e sistema de engenheiria de combate.
- Corvetas  ( construção em Portugal, após termino dos npo
- sistemas defesa área
- submarinos




Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: Lightning em Janeiro 20, 2026, 03:48:07 pm
Força Aérea:
- caças Rafale/Gripen (se divórcio definitivo com os EUA e o governo disser à FAP que é impossível adquirir F-35).
- radares de defesa aérea (Açores)
- radares de defesa aérea novos para o continente (se os actuais foram antigos)
- baterias SAM para as bases aéreas
- A400M? (Mas se quisermos mesmo talvez se arranje a bom preço quase novos da Alemanha ou Espanha)

Marinha
- dois submarinos (se possível parecidos aos U209PN)
- um PNM militarizado (tínhamos de ter mais um país a querer)
- EPC para o lugar dos NPO1 e NPO2
- material para os fuzileiros

Exército
- material para a Brigada Ligeira
- C2
- plataformas terrestres de mísseis anti-navio?
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: sivispacem em Janeiro 20, 2026, 04:56:45 pm
Força Aérea:
- caças Rafale/Gripen (se divórcio definitivo com os EUA e o governo disser à FAP que é impossível adquirir F-35).
- radares de defesa aérea (Açores)
- radares de defesa aérea novos para o continente (se os actuais foram antigos)
- baterias SAM para as bases aéreas
- A400M? (Mas se quisermos mesmo talvez se arranje a bom preço quase novos da Alemanha ou Espanha)

Marinha
- dois submarinos (se possível parecidos aos U209PN)
- um PNM militarizado (tínhamos de ter mais um país a querer)
- EPC para o lugar dos NPO1 e NPO2
- material para os fuzileiros

Exército
- material para a Brigada Ligeira
- C2
- plataformas terrestres de mísseis anti-navio?

Esqueci-me de uma coisa que é muito necessária em caso de conflito na Europa: guerra de minas!

Precisamos de minas, de equipamentos de lançamento de campos de minas e, claro está, de desminagem.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: Ghidra em Janeiro 20, 2026, 05:24:26 pm
Já aqui existe boas ideias vou só juntar algumas penso serem positivas

Exército:

- Comprar a licença da Scar e produzir em portugal substituição de todas G3 com estas serem reservas de guerra.

-Continuar com o Programa do boxer com a compra de mais variantes incluindo o Skyranger.

- Reservas de munição de artilharia, mísseis anti aéreos,  anticarro,  etc em quantidade industrial!


Força aérea:

- compra de um caça europeu me parece inevitável dado os episódios recentes estamos a falar de chantagem o que se nos torna um alvo  mais fácil se dependemos de fornecimento de manutenção de um único caça...

- Continuação com o projecto dos satélites aumentando a ambição do programa.

- Defesas anti aéreas e electrónicas para todas as bases importantes.

- Reservas de mísseis europeus.


Marinha

- EPCs ( sem aumento dos efectivos da marinha é a solução mais racional e se for necessário reduzir os NPOs)

- Submarinos (existe a possibilidade para o safe2 mais países entrarem nesse programa a Coreia é um deles...)

- Veículos anfíbios para os fuzileiros para juntar ao futuro navio anfíbio aqui falado...
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: Duarte em Janeiro 20, 2026, 05:58:58 pm
1. Marinha — 3,55 mil milhões de euros

2 fragatas (classe FREMM EVO)
Custo: 1,8–2,0 mil milhões de euros

3 MMPCs (família EPC) *   ou possivelmente SAMP/T para a FAP
Custo: 750–900 milhões de euros

1 novo submarino (SSK) totalmente financiado + 1 opção
Custo: 900 milhões de euros

Candidatos: Type 214/212CD, Scorpène, HDS-1500

Pacote USV/UAV
Custo: 80–120 milhões de euros

Subtotal da Marinha: 3,55 mil milhões de euros

2. Exército — 1,15 mil milhões de euros

1-2 baterias MLRS (K239 Chunmoo)
Custo: 225M a 450M de euros
6-8 ou 12–16 lançadores
Apoio de fogo profundo apoiando ambas as brigadas FT2045


Sistema de defesa antiaérea em camadas (IRIS-T SLM + Stinger ou Mistral/Skynex)
Custo: 400–500 milhões de euros
Médio alcance + SHORAD/C-RAM
Função: defender Lisboa, bases-chave e brigadas destacadas

Contra-UAS + Guerra Electrónica
Custo: 150–200 milhões de euros
Sistemas de proteção de brigada e de base

Mobilidade Protegida (Boxer)
Custo: 150–200 milhões de euros
mais Artec Boxer
Função: colmatar as restantes lacunas de mobilidade na frota Boxer

Subtotal do Exército: 1,15 mil milhões de euros

3. Força Aérea — 800 M€
Aeronaves de Patrulha Marítima (MPA)
Custo: 250–350 milhões de euros
ATR-72 MPA ou Airbus A320 MPA

UAVs MALE
Custo: 200–300 milhões de euros
Eurodrone ou Falco Xplorer


Entrada no programa de caças
Custo: 200–250 milhões de euros
Rafale / Eurofighter / Gripen E / KF-21

SAMP/T. 800-900M. *. em lugar dos MMPC da Marinha

Subtotal Força Aérea: 800 M€. (ou 1,7MM)

EMGFA, projetos transversais aos ramos, uso comum — 300 M€

Produção de munições
Custo: 100–150 milhões de euros
155 mm, 120 mm, 40 mm, armas ligeiras

Modernização da MRO naval e aérea
Custo: 120–150 milhões de euros
Manutenção para fragatas, MMPCs, SSKs, MPA

Infraestrutura conjunta C4ISR
Custo: 50–80 milhões de euros
Rede de comando segura e interoperável com a NATO

Subtotal Transversal: 300 M€

Total do SAFE 2.0: 5,80 mil milhões de euros
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: Duarte em Janeiro 20, 2026, 08:26:06 pm
Para o SAFE 3.0   :mrgreen:

1. Exército — Força de Combate Blindada Pesada (1,8–1,9 mil milhões de euros)
Carros de combate de última geração  (MBTs)
Frota de Leopard 2A8 (44 ) a única opção realista da UE.
Substitui a frota de Leopard 2A6 e dá a Portugal um GCC (batalhão blindado pesado)  com credibilidade na NATO a partir de 2035

Veículos de Combate 8×8 adicionais
Artec Boxer (60–90 unidades)
Expande a brigada pesada e uniformiza as plataformas.
Combinação de variantes de VCI, comando, ambulância e morteiro.

Apoio de fogos de longo alcance
+ 2-3 baterias K239 Chunmoo (adicionais)
O SAFE 2.0 inicia o programa; o SAFE 3.0 amplia-o.
Dá a Portugal um regimento de apoio fogo de longo alcance com um alcance de 80–150 km.

Engenharia pesada e sistemas de pontes
Sistemas de pontes Leguan ou M3
Necessários para a mobilidade dos carros de combate e operações da NATO.

2. Força Aérea — Poder aéreo e mísseis estratégicos ( 2,0–2,6 mil milhões de euros)
Acesso à 6ª Geração de Caças
Compra antecipada do FCAS ou GCAP
Portugal ainda não tem condições para adquirir aeronaves completas, mas o SAFE 3.0 pode financiar:

Participação industrial
Formação de pessoal
Infraestrutura inicial
Componentes de longo prazo
Isto garante a Portugal um sistema de armas de caças para a década de 2040 e além.

Aperfeiçoamento Intermédio de caças: EF ou outro
Uma capacidade de transição até à chegada dos caças de 6ª geração. Além de caças 4,5G usados (fora dos programas SAFE) alguns 4,5G novos para complementar.

Defesa Aérea e Antimíssil Integrada
Bateria(s) SAMP/T NG (1–2 baterias)
Defesa aérea de médio alcance + defesa antimíssil balístico.
Complementa o módulo de controlo espacial IRIS-T do SAFE 2.0.

Expansão de UAV MALE
Eurodrone ou Falco Xplorer (2 a 3 sistemas adicionais)
O SAFE 2.0 inicia o programa; o SAFE 3.0 alarga-o para uma esquadra completa.

3. Marinha — Complementos de Alta Tecnologia  800 milhões de euros a 1,2 mil milhões de euros)
O SAFE 1.0 e o 2.0 já financiam consideravelmente a Marinha, pelo que o SAFE 3.0 concentra-se em recursos complementares, e não em navios

Melhorias de Guerra Antissubmarina e Ataque
Stock de torpedos pesados ​​+ novos sensores antissubmarino

Stock de mísseis de ataque naval (NSM, JSM, TESEO Mk2/E, etc.)

Sistemas Marítimos Não Tripulados
UAVs + USVs para guerra anti-submarina e submarina

4. Transversal/Estratégico (500–700 milhões de euros)

Rede Nacional de Defesa Aérea e Antimíssil
Integração C4I para IRIS-T, SAMP/T, radares e caças

Soberania e auto-suficiência munições e armamento:
Alargamento das linhas de produção de munições de 155 mm, 120 mm, etc. e mísseis, SCAR, etc.

Espaço e ISR
Aumentar a constelação de satélites para reconhecimento do domínio marítimo

SAFE 3.0 Total: 5,5–5,8 mil milhões de euros
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: HSMW em Janeiro 20, 2026, 10:20:24 pm
Não conseguimos manter dois submarinos modernos e vamos conseguir adquirir e manter isso tudo?  ???
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: dc em Janeiro 21, 2026, 12:10:46 am
Assim por alto:

- Reforço dos meios do corpo de Fuzileiros, a todos os níveis
- Reforço dos meios da Engenharia de Combate
- Renovação profunda dos meios de comunicações do Exército
- Artilharia de campanha: 36 Caeser adicionais
- Viaturas especiais lança-pontes, de recuperação, logísticas de diversos tipos
- Equipamentos de visão noturna em quantidades que se vejam


Por agora é só....

Só discordo dos CAESAR. Era dinheiro melhor gasto em MLRS.

1. Marinha — 3,55 mil milhões de euros

2 fragatas (classe FREMM EVO)
Custo: 1,8–2,0 mil milhões de euros

3 MMPCs (família EPC) *   ou possivelmente SAMP/T para a FAP
Custo: 750–900 milhões de euros

1 novo submarino (SSK) totalmente financiado + 1 opção
Custo: 900 milhões de euros

Candidatos: Type 214/212CD, Scorpène, HDS-1500

Pacote USV/UAV
Custo: 80–120 milhões de euros

Subtotal da Marinha: 3,55 mil milhões de euros

2. Exército — 1,15 mil milhões de euros

1-2 baterias MLRS (K239 Chunmoo)
Custo: 225M a 450M de euros
6-8 ou 12–16 lançadores
Apoio de fogo profundo apoiando ambas as brigadas FT2045


Sistema de defesa antiaérea em camadas (IRIS-T SLM + Stinger ou Mistral/Skynex)
Custo: 400–500 milhões de euros
Médio alcance + SHORAD/C-RAM
Função: defender Lisboa, bases-chave e brigadas destacadas

Contra-UAS + Guerra Electrónica
Custo: 150–200 milhões de euros
Sistemas de proteção de brigada e de base

Mobilidade Protegida (Boxer)
Custo: 150–200 milhões de euros
mais Artec Boxer
Função: colmatar as restantes lacunas de mobilidade na frota Boxer

Subtotal do Exército: 1,15 mil milhões de euros

3. Força Aérea — 800 M€
Aeronaves de Patrulha Marítima (MPA)
Custo: 250–350 milhões de euros
ATR-72 MPA ou Airbus A320 MPA

UAVs MALE
Custo: 200–300 milhões de euros
Eurodrone ou Falco Xplorer


Entrada no programa de caças
Custo: 200–250 milhões de euros
Rafale / Eurofighter / Gripen E / KF-21

SAMP/T. 800-900M. *. em lugar dos MMPC da Marinha

Subtotal Força Aérea: 800 M€. (ou 1,7MM)

EMGFA, projetos transversais aos ramos, uso comum — 300 M€

Produção de munições
Custo: 100–150 milhões de euros
155 mm, 120 mm, 40 mm, armas ligeiras

Modernização da MRO naval e aérea
Custo: 120–150 milhões de euros
Manutenção para fragatas, MMPCs, SSKs, MPA

Infraestrutura conjunta C4ISR
Custo: 50–80 milhões de euros
Rede de comando segura e interoperável com a NATO

Subtotal Transversal: 300 M€

Total do SAFE 2.0: 5,80 mil milhões de euros

Muitos desses valores não são realistas. Muitos nivelados por baixo, outros muito longe da realidade.

Por exemplo os MPA, com 800M compras no máximo 3 A321 MPA, quando a FAP precisaria entre 5 e 11.

O ATR-72MPA é fraquinho e não oferece muito mais do que o C-295 MPA.

Entrada num programa de caças por 200-250M paga 1 avião/avião e meio.

Já na proposta do SAFE 3.0, não faz sentido nenhum ter comprado 4.5G usados + modernização, e depois ir comprar 4.5G novos, vá-se lá saber porquê, e ainda entrar num programa 6G.

Parece que a cada 5 anos estamos a comprar caças.  :mrgreen:
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: sivispacem em Janeiro 21, 2026, 08:53:25 am
Não conseguimos manter dois submarinos modernos e vamos conseguir adquirir e manter isso tudo?  ???

Num contexto de 3,5% do orçamento para a Defesa, sim. E por falar nisso, repararam como esse patamar de despesa deixou de ser tema de conversa??
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: Duarte em Janeiro 21, 2026, 01:07:05 pm

Entrada num programa de caças por 200-250M paga 1 avião/avião e meio.

Já na proposta do SAFE 3.0, não faz sentido nenhum ter comprado 4.5G usados + modernização, e depois ir comprar 4.5G novos, vá-se lá saber porquê, e ainda entrar num programa 6G.

Parece que a cada 5 anos estamos a comprar caças.  :mrgreen:

Em cada 10 a 12 anos estamos a reequipar uma esquadra.  A ideia é que (se é para ter 3 esquadras em BA5, BA8 e BA4) a sua substituição seja mais espalhada no tempo.
Sendo a evolução mais ou menos assim:

2 Esq. F-16 + 1 EF usados modernizados ou outro 4,5G a†é 2029

1 Esq. F-16 + 1 Esq EF modernizados + 1 Esq EF novos 2034. ou então 2 Esq. EF usados, + 1 EF novos

1 Esq EF modernizados + 1 Esq EF novos + 1 Esq. 6G até 2040

1 Esq EF novos + 2 Esq. 6G 2045 +

Se não houver disponibilidade suficiente de F-16 para equipar uma esquadra (13-15)  até 2034, considera-se uma segunda esquadra de EF usados (2 Esq. com 30 EF )
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: dc em Janeiro 21, 2026, 01:54:29 pm
Não conseguimos manter dois submarinos modernos e vamos conseguir adquirir e manter isso tudo?  ???

Num contexto de 3,5% do orçamento para a Defesa, sim. E por falar nisso, repararam como esse patamar de despesa deixou de ser tema de conversa??

Porque nunca vais gastar esse dinheiro.

Neste momento, nem aos 2% chegas, e da maneira que têm sido feitas as escolhas, o reforço do investimento na Defesa tem sido quase totalmente feito com o SAFE.

Tirando uma ou outra compra pontual, de valor reduzido, e a negociata do 6⁰ KC, que outro programa é que surgiu nos últimos 2 anos, fora da LPM e do SAFE?

Vamos ver agora o que vai estar incluído na revisão da LPM, e vamos ver se não vão inscrever nela as compras do SAFE para inflacionar a despesa.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: dc em Janeiro 21, 2026, 02:20:43 pm
Em cada 10 a 12 anos estamos a reequipar uma esquadra.  A ideia é que (se é para ter 3 esquadras em BA5, BA8 e BA4) a sua substituição seja mais espalhada no tempo.
Sendo a evolução mais ou menos assim:

2 Esq. F-16 + 1 EF usados modernizados ou outro 4,5G a†é 2029

1 Esq. F-16 + 1 Esq EF modernizados + 1 Esq EF novos 2034. ou então 2 Esq. EF usados, + 1 EF novos

1 Esq EF modernizados + 1 Esq EF novos + 1 Esq. 6G até 2040

1 Esq EF novos + 2 Esq. 6G 2045 +

Se não hover disponibilidade suficiente de F-16 para equipar uma esquadra (13-15)  até 2034, considera-se uma segunda esquadra de EF usados (2 Esq. com 30 EF )

De onde veio essa ideia de 3 esquadras? Um boato que alguém inventou? Se esse boato fosse para 5 esquadras, com um total de 100 caças, também se acreditava?  ???

Se 2 esquadras de 20 aviões cada já é irrealista, não só pela parte financeira como pela falta de pessoal, como é que vamos ter 3? 3 esquadras com 12 aeronaves cada só para dizer que são 3 esquadras?

A haver uma "3ª esquadra" esta quanto muito seria a Esquadra 103 com uma aeronave de treino a jacto armada, ou uma Esquadra UCAV que tanta falta faz. Com o poder de um determinado lobby, ainda vais é gramar com uma esquadra adicional de STs.

Em vez de nos preocuparmos com uma pseudo 3ª Esquadra de caças, devíamos pensar nos drones Loyal Wingman que devem complementar o futuro caça da FAP.


Em matéria de caças, deixei logo o veto ao tema, porque comprar Eurocanards novos era uma idiotice financeira, e o SAFE supostamente não contempla meios em segunda-mão. Isto certamente ajudará a criar um SAFE 2.0 mais realista.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: sivispacem em Janeiro 21, 2026, 03:51:01 pm
Não conseguimos manter dois submarinos modernos e vamos conseguir adquirir e manter isso tudo?  ???

Num contexto de 3,5% do orçamento para a Defesa, sim. E por falar nisso, repararam como esse patamar de despesa deixou de ser tema de conversa??

Porque nunca vais gastar esse dinheiro.

Neste momento, nem aos 2% chegas, e da maneira que têm sido feitas as escolhas, o reforço do investimento na Defesa tem sido quase totalmente feito com o SAFE.

Tirando uma ou outra compra pontual, de valor reduzido, e a negociata do 6⁰ KC, que outro programa é que surgiu nos últimos 2 anos, fora da LPM e do SAFE?

Vamos ver agora o que vai estar incluído na revisão da LPM, e vamos ver se não vão inscrever nela as compras do SAFE para inflacionar a despesa.

Sim, as percentagens da despesas com as FA's têm sido marteladas desde há muito. E mesmo o valor aprovado para o MD no OE 2026 está abaixo de 1,5%, apesar de o governo querer enganar os tolos com "o aumento de 20+% face ao realizado em 2025".

Mas as compras do SAFE não entram para a equação nos próximos 10 anos, há o período de carência. Depois sim!
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: Duarte em Janeiro 21, 2026, 04:32:15 pm
Eu não sou contabilista, mas as despesas dos programas SAFE contam `a medida que o dinheiro é gasto, não? Portugal vai receber os 5,8MM em 2026 e quando um contrato é assinado e o pagamento feito ao estaleiro ou fabricante esta quantia neste momento entra na contabilidade das despesas de defesa. Ser ou on não financiado, ou vir dos impostos não interessa `a contabilidade final orçamental.  :conf:

O orçamento de estado inclui não só as receitas provenientes dos impostos, mas também outras fontes, como empréstimos e a venda de obrigações, etc.. Estas receitas adicionais contribuem para o total de recursos financeiros disponíveis para as despesas do governo.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: Drecas em Janeiro 21, 2026, 04:49:58 pm
Sim, já foi dito que o SAFE e PRR vão entrar para a contabilidade da despesa na defesa
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: Duarte em Janeiro 21, 2026, 04:51:20 pm

De onde veio essa ideia de 3 esquadras? Um boato que alguém inventou? Se esse boato fosse para 5 esquadras, com um total de 100 caças, também se acreditava?  ???

Se 2 esquadras de 20 aviões cada já é irrealista, não só pela parte financeira como pela falta de pessoal, como é que vamos ter 3? 3 esquadras com 12 aeronaves cada só para dizer que são 3 esquadras?

A haver uma "3ª esquadra" esta quanto muito seria a Esquadra 103 com uma aeronave de treino a jacto armada, ou uma Esquadra UCAV que tanta falta faz. Com o poder de um determinado lobby, ainda vais é gramar com uma esquadra adicional de STs.

Em vez de nos preocuparmos com uma pseudo 3ª Esquadra de caças, devíamos pensar nos drones Loyal Wingman que devem complementar o futuro caça da FAP.


Em matéria de caças, deixei logo o veto ao tema, porque comprar Eurocanards novos era uma idiotice financeira, e o SAFE supostamente não contempla meios em segunda-mão. Isto certamente ajudará a criar um SAFE 2.0 mais realista.

Falou-se aqui no desejo da FAP de ter caças na BA4, que aliás já teve uma esqaudra de G-91 em tempos passados. Não é invenção. Foi dito pelo Subsea7 mais que uma vez em vários tópicos e ele geralmente sabe do que fala.

Pode ser talvez apenas um destacamento, não sei. Mas os destacamentos por vezes tornam-se em esquadras permanente (Esq 752 renascida..) e possivelmente haverá um segunda esquadra de P-3 na BA4.

Quanto a opções 4,5G e 5G, são cada vez mais restritas. O tempo dirá.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: dc em Janeiro 21, 2026, 05:33:41 pm
Sim, já foi dito que o SAFE e PRR vão entrar para a contabilidade da despesa na defesa

Para surpresa de ninguém.

Não me admirava que na revisão da LPM de 2026 viesse lá inscrita a compra das FREMM EVO, só para inflacionar o valor nela inscrito.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: sivispacem em Janeiro 21, 2026, 05:59:15 pm
Eu não sou contabilista, mas as despesas dos programas SAFE contam `a medida que o dinheiro é gasto, não? Portugal vai receber os 5,8MM em 2026 e quando um contrato é assinado e o pagamento feito ao estaleiro ou fabricante esta quantia neste momento entra na contabilidade das despesas de defesa. Ser ou on não financiado, ou vir dos impostos não interessa `a contabilidade final orçamental.  :conf:

O orçamento de estado inclui não só as receitas provenientes dos impostos, mas também outras fontes, como empréstimos e a venda de obrigações, ect.. Estas receitas adicionais contribuem para o total de recursos financeiros disponíveis para as despesas do governo.

Pois, eu também não sou contabilista, mas se há 10 anos de período de carência (e depois juros mais baixos, mas ao nível dos que a República já paga agora) significa que não há saídas de dinheiro até 2037. O dinheiro do SAFE também não chegará todo de uma vez, como é lógico, mas antes de acordo com os planos e prazos de pagamentos dos contratos que vierem a ser estabelecidos.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: dc em Janeiro 21, 2026, 06:20:13 pm
Falou-se aqui no desejo da FAP de ter caças na BA4, que aliás já teve uma esqaudra de G-91 em tempos passados. Não é invenção. Foi dito pelo Subsea7 mais que uma vez em vários tópicos e ele geralmente sabe do que fala.

Pode ser talvez apenas um destacamento, não sei. Mas os destacamentos por vezes tornam-se em esquadras permanente (Esq 752 renascida..) e possivelmente haverá um segunda esquadra de P-3 na BA4.

Quanto a opções 4,5G e 5G, são cada vez mais restritas. O tempo dirá.

Quanto muito é um sonho molhado do ramo, que está longe de ser uma intenção, por não ser realista. O CEMFA sempre mencionou a compra de entre 20 e 30 caças, logo nunca suficiente para 3 esquadras. Qualquer coisa para lá disto são rumores.

Um destacamento é diferente. É de muito menor dimensão, e não é permanente.
Pegar nos Merlin estacionados nos Açores, e criar uma 2ª Esquadra com eles, mantendo o número total de aeronaves, não é a mesma coisa que ir comprar uma 2ª Esquadra de Merlin.

Uma esquadra de P-3 na BA4 também é algo que terá os seus desafios. Aeronaves em princípio até haverá, falta é o pessoal para elas.

Mas o tema "Presença militar nos Arquipélagos" é algo digno do seu próprio tópico, não do SAFE.

Até lá, vamos supor que teremos 2 Esquadras de caças a jacto.
Título: Re: O (hipotético) SAFE 2.0 - O que incluir?
Enviado por: Charlie Jaguar em Janeiro 24, 2026, 06:35:56 pm
Venha o SAFE 2.0 e 3.0 o quanto antes.

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Nova estratégia de defesa dos Estados Unidos limita apoio militar aos aliados europeus

O documento de 34 páginas deixa claro que a principal prioridade de Washington passa a ser a defesa do território nacional e do hemisfério ocidental, bem como a dissuasão da China.

Rui Frias
Publicado a: 24 Jan 2026, 17:23

Os Estados Unidos preparam-se para alterar de forma significativa a sua estratégia de defesa, reduzindo o apoio militar aos aliados europeus e exigindo que estes assumam um papel mais ativo na sua própria segurança. A mudança consta da nova Estratégia de Defesa Nacional para 2026, divulgada pelo Pentágono na sexta-feira (23), e está alinhada com a doutrina política de Donald Trump, centrada no princípio de America First. O documento de 34 páginas deixa claro que a principal prioridade de Washington passa a ser a defesa do território nacional e do hemisfério ocidental, bem como a dissuasão da China. Nesse contexto, a Europa deixa de estar no centro das preocupações estratégicas dos EUA. “Os aliados tomarão a iniciativa face a ameaças que são menos graves para nós, mas mais relevantes para eles, com um apoio crucial, embora mais limitado, por parte dos Estados Unidos”, lê-se no relatório.

Trata-se de uma rutura com a linha seguida em anos anteriores. A anterior estratégia, publicada durante a presidência de Joe Biden, classificava a China como o maior desafio estratégico e a Rússia como uma ameaça “aguda”. Agora, Moscovo é descrita como uma ameaça “persistente, mas gerível” para os países da ala oriental da NATO, enquanto Pequim surge num tom mais contido, com apelos a relações “respeitosas”. Apesar de sublinhar que os Estados Unidos continuarão comprometidos com a Europa, o Pentágono é claro ao afirmar que esse envolvimento será condicionado. A administração Trump tem vindo a pressionar os países europeus para aumentarem o investimento em defesa e já admitiu, em várias ocasiões, a possibilidade de reduzir o papel americano na NATO. Esta nova estratégia parece confirmar essa intenção.

A mudança está a ser acompanhada com apreensão em várias capitais europeias, sobretudo num contexto de guerra na Ucrânia. Washington tem intensificado a pressão sobre Kiev para alcançar um acordo de paz com Moscovo, mesmo com exigências territoriais russas ainda em cima da mesa, tendo decorrido nos últimos dois dias uma reunião tripartida entre delegações dos EUA, Rússia e Ucrânia em Abu Dhabi.

A Estratégia de Defesa divulgada pelo Pentágono vem na sequência da Estratégia de Segurança Nacional publicada em dezembro pela administração Trump, que provocou indignação entre aliados europeus por afirmar que a Europa enfrenta uma “desaparição civilizacional” e manifestar simpatia por forças políticas de extrema-direita no continente.

Das Coreias à Gronelândia, passando pela “paz estável” com a China

No Indo-Pacífico, o foco da nova estratégia de defesa norte-americana é impedir que a China imponha um domínio regional, sem referência direta a Taiwan. Segundo a Associated Press, o novo documento político considera a China como uma força consolidada na região do Indo-Pacífico, que só precisa ser dissuadida de dominar os EUA ou seus aliados. O objetivo “não é dominar a China; nem estrangulá-la ou humilhá-la”, afirma o documento, que acrescenta: “Isso não exige mudança de regime nem qualquer outra luta existencial”. “O presidente Trump procura uma paz estável, comércio justo e relações respeitosas com a China”, afirma o documento.

Na península coreana, os EUA admitem também um papel mais limitado na dissuasão da Coreia do Norte, transferindo para Seul a responsabilidade principal. Já na América Latina, a estratégia é assertiva: Washington pretende “restaurar o domínio militar” no hemisfério ocidental, evocando uma atualização da histórica Doutrina Monroe. O documento menciona também especificamente o acesso ao Canal do Panamá e à Gronelândia, na semana em que Trump afirmou ter chegado a um "entendimento para um futuro acordo" sobre segurança no Ártico com o líder da NATO, Mark Rutte, que ofereceria aos EUA "acesso total" à Gronelândia, território da Dinamarca, membro da aliança atlântica.

O documento, com o subtítulo “Restaurar a paz através da força”, reflete uma visão fortemente nacionalista e uma redefinição das alianças tradicionais. E, para os velhos aliados europeus, a mensagem é inequívoca: os Estados Unidos continuarão presentes, mas já não como garante central da segurança do continente. A responsabilidade, avisa Washington, passa agora a ser sobretudo europeia.

https://www.dn.pt/internacional/nova-estratgia-de-defesa-dos-estados-unidos-limita-apoio-militar-aos-aliados-europeus

Bom, o agente Krasnov reservou-me mais um serão com leitura indigesta...  :gren:

https://media.defense.gov/2026/Jan/23/2003864773/-1/-1/0/2026-NATIONAL-DEFENSE-STRATEGY.PDF