ForumDefesa.com

Forças Armadas e Sistemas de Armas => Exércitos/Sistemas de Armas => Exército Brasileiro => Tópico iniciado por: Vitor Santos em Janeiro 12, 2026, 06:06:28 pm

Título: EMADS / Sistema de Artilharia Antiaérea de Média Altura do Exército Brasileiro
Enviado por: Vitor Santos em Janeiro 12, 2026, 06:06:28 pm
Exército Brasileiro formaliza diretriz para aquisição do sistema EMADS, novo armamento antiaéreo de média altura

(https://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2026/01/MBDA-EMADS.jpg)

Citar
O Exército Brasileiro aprovou, por meio da Portaria EME/C Ex nº 1.086 de 22 de dezembro de 2025, a Diretriz de Obtenção do Sistema de Artilharia Antiaérea de Média Altura/Médio Alcance (Sis AAAe Me Altu/Me Alc), documento que confirma a escolha do sistema europeu EMADS, da MBDA, como solução a ser adquirida pelo país. A diretriz detalha requisitos, justificativas estratégicas e o cronograma de obtenção do novo armamento, que será utilizado pelo Comando de Defesa Antiaérea do Exército (Cmdo DAAe Ex).

EMADS será adquirido por acordo Governo-Governo com a Itália

O documento determina que a aquisição ocorrerá por meio de um acordo Governo-Governo (G2G) com a Itália, destacando que o país europeu possui um modelo de cooperação consolidado, ágil e com forte supervisão estatal sobre contratos de defesa — semelhante ao programa FMS dos EUA. Segundo a diretriz, o modelo italiano favorece melhores condições comerciais, maior segurança logística e possibilidade de participação industrial brasileira.

A escolha também está alinhada ao histórico de cooperação Brasil–Itália em defesa, que inclui programas como o AMX, os blindados Guarani e Centauro II e a produção nacional de veículos 4×4 Guaicurus.

Por que o EMADS?

(https://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2026/01/EMADS.webp)

O Exército destaca que o EMADS atende plenamente aos Requisitos Operacionais Absolutos estabelecidos pela Força e apresenta características que o situam na faixa de emprego desejada, com teto de engajamento próximo de 20 km, alcançando parte da faixa de grande altura.

Outros pontos decisivos foram:

Arquitetura aberta, permitindo integração futura com radares nacionais em fases posteriores do programa.

Uso do míssil CAMM-ER, da mesma família que equipará as fragatas Classe Tamandaré da Marinha do Brasil, garantindo interoperabilidade e economia logística.

Viaturas produzidas pela Iveco/Leonardo, favorecendo a manutenção e possíveis nacionalizações de componentes.

(https://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2026/01/CAMM-SAM-007.jpg)

Configuração do sistema para o Brasil

O Anexo A da Diretriz descreve a arquitetura do sistema a ser adquirido, destinado inicialmente ao 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (GAAAe), em Jundiaí (SP). O pacote inclui:

1 Grupo de AAAe com:

1 Bateria de Comando

2 Baterias de Mísseis

Sistemas de Comando e Controle (COAAe Gp e COAAe Bia) integrados ao Link-BR2

Radares Kronus Land (Leonardo), um por bateria

6 lançadores de mísseis CAMM-ER

Remuniciadores, viaturas de transporte, oficinas móveis e depósitos de peças

48 mísseis operacionais + 12 mísseis inertes

Simuladores e estrutura de treinamento

Instalações logísticas de manutenção nos níveis 1, 2 e 3

(https://www.forte.jor.br/wp-content/uploads/2026/01/EMADS-ER-EB.jpg)

Caráter emergencial da aquisição

A diretriz classifica a obtenção como emergencial, citando a piora do ambiente estratégico global e a necessidade imediata de dotar o Brasil de meios de defesa antiaérea de média altura — capacidade atualmente inexistente no Exército.

O texto afirma que a lacuna compromete diretamente a segurança nacional, sobretudo diante da crescente relevância de vetores aeroespaciais em conflitos modernos.

Fases do programa

A aquisição será realizada em duas fases:

Primeira fase – compra de “prateleira”, sem integração com radares nacionais.

Teste de recebimento ocorrerá no Brasil, conduzido pelo COLOG.

Segunda fase – integração com radares brasileiros, já em desenvolvimento.

Avaliação técnica e operacional ficará a cargo do DCT.

Próximos passos

A diretriz autoriza o início imediato das negociações e determina:

Mobilização do COLOG para conduzir a contratação.

Acompanhamento direto pelo Estado-Maior do Exército.

Implantação das novas estruturas no 12º GAAAe.

Capacitação inicial de operadores e mantenedores, inclusive no exterior.

 :arrow:  https://www.forte.jor.br/2026/01/10/exercito-brasileiro-formaliza-diretriz-para-aquisicao-do-sistema-emads-novo-armamento-antiaereo-de-media-altura/