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A moeda comum a 19 países da UE merece destaque próprio.
Resumidamente a moeda foi introduzida, fisicamente, a 1 de Janeiro de 2002 nos países aderentes, apesar de entrarem efectivamente na moeda única com a fixação da taxa de Câmbio a 1 de Janeiro de 1999. No caso português, a taxa de cãmbio fixada foi de 200,482 escudos por cada Euro (e ainda hoje devemos usar esta taxa mais o índice de desvalorização, para podermos comparar valores).
Neste momento é a moeda de 19 países Europeus: Alemanha, Áustria, Bélgica, Chipre, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países Baixos e Portugal.
Onde são Impressas e produzidas as notas e moedas de Euro?
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, as notas e moedas são são impressas apenas na sede do BCE em Frankfurt!
Importa referir que o Banco Central que comanda os destinos da UE e do Euro é o BCE, mas são os Bancos Centrais nacionais que são os accionistas do BCE, onde normalmente cada país que faz parte do Euro, tem um dirigente nacional (no caso de Portugal, normalmente temos um Vice-Presidente do BCE).
Assim, e com autorização do BCE, os países emitem notas e moedas de EURO e na quantidade definida pelo BCE.
Em Portugal as notas e moedas de Euro são produzidas na INCM e podemos distinguir as notas feitas em Portugal, no número de série da Nota, sempre que encontrarmos a letra M
Atenção que só é possível distinguir o país que imprimiu as notas na 1ª séria, porque na 2ª Série já não conseguimos distinguir linearmente, apesar de conseguirmos saber quem as imprimiu (fornecedor): https://clientebancario.bportugal.pt/pt-pt/material/caderno-no-8-do-banco-de-portugal-notas-e-moedas
A 1 de Janeiro de 2023, a Croácia vai aderir ao Euro e passa a ser esta a única moeda vigente!
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/europa/uniao-europeia/zona-euro/detalhe/croacia-o-novo-membro-da-moeda-unica
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Obviamente que há aspectos positivos e negativos de fazermos parte de uma moeda maior que o país.
Começo pelos negativos:
- Perda da independência monetária/cambial (nos anos 70 e 80 tivemos por cá várias vezes o FMI e nessa altura era muito mais fácil resolver o problema, desvalorizavamos a moeda e grande parte dos problemas desapareciam);
- Podemos ter de adoptar medidas que não são alinhadas com os nossos interesses (assim e em primeiro lugar vejo imediatamente o aumento das taxas de juro que vão afectar a nossa dívida pública e privada);
- Deixamos de imprimir a quantidade de notas e moedas que nos aprouvesse, agora cada país só pode imprimir até ao limite que o BCE permitir!!!!!
- Deixamos de controlar totalmente os maiores bancos nacionais, já que o BCE passa a ter a tutela sobre estes (apesar de que a responsabilidade também passa a ser transnacional. Na última crise um dos factores bem identificados, foi o facto dos maiores bancos operarem a nível Europeu ou mesmo mundial, motivo pelo qual e apesar da sede estar num país, as repercussões da sua queda podem ser transnacionais!!!!).
Mas também há aspectos positivos:
- Quem já cá anda à décadas suficientes, sabe que a inflação foi quase exterminada (excepto agora e para mal dos nossos pecados, a principal obrigação do BCE, escrito em pedra imutável, é combater a inflação a qualquer custo!!!!!!!);
- Passarmos também a ter uma moeda forte, ajuda-nos nas importações de matérias-primas e das quais dependemos, porque não temos de trocar escudos por dólares, o Euro é aceite mundialmente, apesar de que neste momento o dólar ainda é rei e é esse o motivo pela qual os EUA ainda são a principal superpotência à face da terra. Ter uma moeda de 1 país, ou conjunto de países, que é utilizada para comprar qualquer mercadoria ou matéria-prima, dá um poder imenso a esse(s) países, já que só esse(s) países podem imprimir essa nota!!!!
- Em termos comerciais e conjugado com a abertura de fronteiras, já todos reparamos que é muito fácil fazer uma encomenda on-line numa loja alemã, pagar e passados 2 ou 3 dias recebemos em casa a mercadoria!!!!!!
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Croácia celebra entrada no espaço schengen e na zona euro
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(https://pbs.twimg.com/media/FlUr5i-WAAEmOhR?format=jpg&name=large)
El €uro desde el año 2000 ha perdido un 40,6% de su poder adquisitivo en España.
100€ (Ene 2000) = 59,4€ (Dic 2022)
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É tão bom , não foi?
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É tão bom , não foi?
Calma. A esta perda de valor chama-se INFLAÇÃO!!!
E perdermos 40% em 22 anos, significa que a inflação andou em média abaixo de 2%!!!! E como o gráfico conta com o ano de 2022, é preciso recordar que só o ano de 2022 contribuíu com 1/4 dessa inflação toda!!!!!!!
O caro P44, se se recorda, nos anos 80 chegavamos a ter mais de 20% de inflação ao ano!!!!! Bastava 2 anos de Escudo para o caro P44 perder exactamente o mesmo poder de compra!!!!!
E o caro P44 já cá anda à anos suficientes para perceber que podemos acusar o Euro de tudo, mas não é certamente de instabilidade de preços!!!! Mesmo em tempos de guerra como o actual!!!! :mrgreen:
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El €uro desde el año 2000 ha perdido un 40,6% de su poder adquisitivo en España.
100€ (Ene 2000) = 59,4€ (Dic 2022)
Sinceramente, quando vi isto, fiquei com os olhos em bico ...
Então ao longo de 20 anos, e com a inflação acumulada, consegue-se comprar menos coisas com um Euro ...
Ahhh... não me digam.
Isto de bater no Euro e bater na Europa tem as suas consequencias.
Há uns anos atrás falei com alguns alemães sobre o fato de na Alemanha se poder andar a 200km/h nas estradas e perguntei se eles não achavam estranho...
A resposta foi que sim, mas que o governo está à espera que a União Europeia imponha um limite de velocidade...
Assim a culpa é da Europa ...
Deitar as culpas de tudo para cima da Europa e do Euro, é fácil e simples e chama-se populismo ... e pode ser perigoso ...
Já agora, se ainda estivéssemos no Escudo, e considerando que os nossos governos já tinham desvalorizado vezes sem conta a moeda para responder às crises e considerando uma inflação média de 10% ao ano, chegados a 2022 o escudo teria perdido 87.7% do valor que tinha em 2020.
Em 2000 tínhamos que gastar 5 Euros para comprar uma nota de conto de réis (lembram-se)
Se ainda tivéssemos contos de réis, bastavam cerca de 60 centimos para comprar a mesma nota ...
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Bem vindos AHAAHAHAHAH
Visegrád 24
@visegrad24
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18h
Croatian consumers are in uproar by the rising prices that have followed the introduction of the euro as the Croatia’s new currency on January 1st.
The Minister of Economy, Davor Filipović, is calling for an urgent meeting with retail groups to discuss the issue. https://pic.twitter.com/jW8d1LpcYK
Ahahahaha bem vindos ao mundo maravilhoso do euro
Ides sofrer que nem cães
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Bem vindos AHAAHAHAHAH
Visegrád 24
@visegrad24
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18h
Croatian consumers are in uproar by the rising prices that have followed the introduction of the euro as the Croatia’s new currency on January 1st.
The Minister of Economy, Davor Filipović, is calling for an urgent meeting with retail groups to discuss the issue. https://pic.twitter.com/jW8d1LpcYK
Ahahahaha bem vindos ao mundo maravilhoso do euro
Ides sofrer que nem cães
Por cá tivemos o mesmo "esquema". Recordo-me perfeitamente de tomar o café a 50 escudos e dias depois, com a introdução do euro, passou a 50 cêntimos!!!!!! Era só o dobro do valor!!!!!
Mas aí a culpa é dos comerciantes.
Recentemente teve outra, este maravilhoso governo baixou o IVA da restauração de 23 para 13% e ninguém notou a descida da alimentação!!!!!!
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Bulgária prepara-se para entrar na Zona Euro na sombra de (mais) uma crise política
O país prepara-se para eleger o oitavo Governo desde 2021 e vê-se a braços com campanhas de desinformação russas que têm minado a confiança na moeda única europeia.
(https://cdn.jornaldenegocios.pt/images/2013-07/img_900x560uu2013-07-22-11-43-00-204264.jpg)
Desde o verão que a data está marcada: a 1 de janeiro de 2026, a Bulgária vai juntar-se ao grupo de países que utilizam o euro como moeda única, tornando-se o 21.º país da Zona Euro. Mas agora que a data se aproxima, a confiança dos búlgaros vacila, minada por uma crise política e uma campanha de desinformação russa.
Um escândalo de corrupção encheu as ruas de protestos, culminando na demissão do primeiro-ministro, Rosen Zhelyazkov, este mês - a poucas semanas da tão aguardada mudança do lev búlgaro para o euro. Zhelyazkov estava no cargo há menos de um ano, com um Governo minoritário. Agora, o país terá de ir a votos pela oitava vez desde 2021.
O colapso de mais um Executivo foi o saldo dos maiores protestos registados nas últimas décadas - contra o orçamento para 2026, que muitos viram como injusto e motivador de aumentos de impostos, mas também, em termos mais amplos, por uma profunda insatisfação com o sistema e o que entendem ser um problema crónico de corrupção.
Este cenário de tensão política está a contagiar o abertura dos búlgaros em relação ao euro. Em junho, quando a adesão à Zona Euro foi aprovada pela Comissão Europeia, deputados do partido de extrema-direita pró-russo Renascimento reagiram de forma violenta, impedindo mesmo o acesso ao pódio da Assembleia Nacional da Bulgária - quando outros deputados, de outros partidos, tentaram desbloquear o acesso, foram empurrados e gerou-se um confronto físico.
Para lá de posições partidárias mais acessas, muitos búlgaros receiam que o euro vá fazer subir os preços, num país onde o salário médio é de cerca de 1.200 euros. Um inquérito recente do Ministério das Finanças, citado pelo Guardian, indica de 51% dos cidadãos estão a favor da adoção da moeda única, 45% estão contra.
Em Bruxelas, a expectativa é que o euro dê força à economia da Bulgária, um dos países mais pobres da União Europeia. Ursula von der Leyen, a presidente da Comissão Europeia, afirmou que com o euro, o país terá mais comércio, mais investimento e mais "empregos de qualidade e redimentos reais". A entrada na Zona Euro é também vista como uma forma de reforçar o percurso pró-Ocidente da Bulgária, numa altura em que a ofensiva russa na Ucrânia gerou incerteza e tensão geopolítica.
Sem surpresa, há dados que indicam que a Rússia tem tentado interferir no processo. Campanhas das redes sociais, levadas a cabo por uma rede russa, têm tentado minar o apoio ao euro e espalhar desinformação. Questionado sobre a influência russa na opinião pública no que toca ao euro, comissário europeu para a economia Valdis Dombrovskis não hesitou em dizer que "não é segredo" que a Rússia está a levar a cabo uma guerra híbrida contra a Europa. "Trata-se de provocações, atos de sabotagem, violação do espaço aéreo europeu, interferência nos processos políticos da União Europeia e também de outros países, além da disseminação de desinformação, afirmou.
https://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/bulgaria-prepara-se-para-entrar-na-zona-euro-na-sombra-de-mais-uma-crise-politica#loadComments
Para comprovar a interferência russo, até entre nós, basta ler os comentários desta notícia no próprio Jornal de Negócios........