Fabricar o Uro VAMTAC em Portugal

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lf2a

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Re: Proposta para a BOMBARDIER
« Responder #15 em: Maio 07, 2004, 03:41:11 pm »
Citação de: "Jorge Pereira"
Não poderia o governo equacionar a aquisição da fábrica :?:


Discordo completamente!
Não compete ao estado fazer de paizinho! Até já vimos ao longo destes anos todos que o estado não tem capacidades de gestão!
Penso que, no máximo, se houver alguma empresa privada que queira adquirir a fábrica (ou parte dela) o estado poderá dar contrapartidas fiscais ou eventualmente primazia em caso de "empate" num concurso público. Mais do que isso não.
As empresas são, dentro dos limites da lei, livres de abrir e fechar unidades fabris de acordo com o seu conceito de desenvolvimento estratégico. Com que direito é que um, qualquer, estado democrático pode exigir que uma fábrica se mantenha a laborar se a empresa proprietária não estiver a obter lucro (ou pelo menos não tanto quanto pensa que deve ter)? Esse tempo, felizmente para todos nós consumidores, já acabou.
Acho engraçado (de uma forma triste) que haja por aí dirigentes sindicais e partidos de esquerda que dizem que se insurgiram contra a ditadura em Portugal e que agora vêm exigir ao estado que tome o mesmo tipo de medidas.

cumptos,
lf2a
 

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Rui Elias

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« Responder #16 em: Maio 07, 2004, 03:49:26 pm »
Ferrol:

Claro que os espanhois fabricam sempre coisas melhores que os americanos.

Mas sabe o que se diz em Portugal, àcerca dos SEAT's, o pior carro construído a oeste de Varsóvia?

"Yo esborracho tu Seat Marbella con mi pujante UMM !"

 :lol:  :lol:  :lol:
 

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Ricardo Nunes

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« Responder #17 em: Maio 07, 2004, 03:52:54 pm »
Citar
Claro que os espanhois fabricam sempre coisas melhores que os americanos.


Permita-me, mais uma vez, discordar consigo. Por favor não me leve a mal, simplesmente, e por coincidência, temos sempre opiniões opostas.

Bem... nem vou comentar.  :idea:
Ricardo Nunes
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emarques

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« Responder #18 em: Maio 07, 2004, 03:54:03 pm »
Citar
Amigo marques, quéreme vostede mete-los dedos na boca ¿Nonsi?


Por acaso nem tinha reparado que a empresa era galega. :)
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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Rui Elias

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« Responder #19 em: Maio 07, 2004, 03:57:01 pm »
ò Ricardo:

Então você não viu que eu estava a brincar com o colega Ferrol?

Achei piada, porque os espanhoi são muito nacionalistas, e para eles o que é deles é sempre o melhor.

Repare que ele até disse que o Humer deles é melhor que o original (não é que seja impossível, porque parece que os hummers no iraque têm dado problemas com acidentes  e avarias estranhas nas estradas iraquianas) :wink:
 

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emarques

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Re: Proposta para a BOMBARDIER
« Responder #20 em: Maio 07, 2004, 04:05:17 pm »
Citação de: "lf2a"
Citação de: "Jorge Pereira"
Não poderia o governo equacionar a aquisição da fábrica :?:

Discordo completamente!
Não compete ao estado fazer de paizinho! Até já vimos ao longo destes anos todos que o estado não tem capacidades de gestão!
Penso que, no máximo, se houver alguma empresa privada que queira adquirir a fábrica (ou parte dela) o estado poderá dar contrapartidas fiscais ou eventualmente primazia em caso de "empate" num concurso público. Mais do que isso não.
As empresas são, dentro dos limites da lei, livres de abrir e fechar unidades fabris de acordo com o seu conceito de desenvolvimento estratégico. Com que direito é que um, qualquer, estado democrático pode exigir que uma fábrica se mantenha a laborar se a empresa proprietária não estiver a obter lucro (ou pelo menos não tanto quanto pensa que deve ter)? Esse tempo, felizmente para todos nós consumidores, já acabou.
Acho engraçado (de uma forma triste) que haja por aí dirigentes sindicais e partidos de esquerda que dizem que se insurgiram contra a ditadura em Portugal e que agora vêm exigir ao estado que tome o mesmo tipo de medidas.

cumptos,
lf2a


Mas o que se propunha não era obrigar a Bombardier a manter a fábrica a funcionar, ou mesmo competir com eles no mercado das composições ferroviárias. Era sim aproveitar um espaço e o conhecimento no ramo metalo-mecânico que vão ser disponibilizados pelo encerramento da actividade da Bombardier e usar essas capacidades para criar em Portugal uma fábrica de veículos militares. Falou-se de ser o estado a fazê-lo por ser quem pode garantir actividade à fábrica, pois sejam quais forem os veículos que decida adquirir pode conseguir a licença de fabricação nacional. Enquanto que se se tratar de uma empresa privada, essa empresa seria um novo intermediário nos contratos de fabricação de veículos.
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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Rui Elias

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« Responder #21 em: Maio 07, 2004, 04:16:38 pm »
IF2a

Você julga que os liberais EUA não protegem as suas indústrias estratégicas, quando acham que tal é necessário para os interesses da União?
 

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dremanu

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Re: Proposta para a BOMBARDIER
« Responder #22 em: Maio 07, 2004, 04:24:59 pm »
Citação de: "lf2a"
Citação de: "Jorge Pereira"
Não poderia o governo equacionar a aquisição da fábrica :?:

Discordo completamente!
Não compete ao estado fazer de paizinho! Até já vimos ao longo destes anos todos que o estado não tem capacidades de gestão!
Penso que, no máximo, se houver alguma empresa privada que queira adquirir a fábrica (ou parte dela) o estado poderá dar contrapartidas fiscais ou eventualmente primazia em caso de "empate" num concurso público. Mais do que isso não.
As empresas são, dentro dos limites da lei, livres de abrir e fechar unidades fabris de acordo com o seu conceito de desenvolvimento estratégico. Com que direito é que um, qualquer, estado democrático pode exigir que uma fábrica se mantenha a laborar se a empresa proprietária não estiver a obter lucro (ou pelo menos não tanto quanto pensa que deve ter)? Esse tempo, felizmente para todos nós consumidores, já acabou.
Acho engraçado (de uma forma triste) que haja por aí dirigentes sindicais e partidos de esquerda que dizem que se insurgiram contra a ditadura em Portugal e que agora vêm exigir ao estado que tome o mesmo tipo de medidas.

cumptos,
lf2a


Discordo completamente com todas estas opiniões aqui expressas. Especialmente porque:

1. A indústria de defesa não tem nada a ver com questões de esquerda ou direita, mas sim com o desejo do país se manter capaz de produzir material bélico necessário à sua defesa nacional
2. O estado pode ser dono de uma empresa, sem precisar de administrar a mesma.
3. O estado têm mesmo é que ser o "paizinho" da defesa nacional, porque senão for o estado a ser-lo, com certeza não o será o lf2a ou o Manuel, ou o Joaquim que vão comprar material militar.
4. O governo Português, deve e têm a obrigação de, dar o dinheiro que gasta em aquisições militares a empresas Portuguêsas, e não estrangeiras.
5. O zé povinho não é consumidor de nada de material bélico, o zé povinho paga para o governo investir os impostos que cobra ao zé em compras militares que defendem o zé. E como o zé trabalha em Portugal, se o governo Português meter o dinheiro em Portugal dá trabalho ao Zé, em vez de o dar ao Fritz...
6. Os interesses das empresas é lucro, os interesses do governo é defender e independência nacional.
7. Todos os governos que pôdem, ou diretamente, ou indiretamente subsidiam a indústria de defesa nacional, especialmente países como a Alemanha, USA, Israel, França, Espanha, UK, Holanda, Brasil. Só nós em Portugal, hoje em dia, pensamos que isto são ideias económicas ultrapassadas. Por isso é que nós compramos aos outros, e eles nos vendem a nós. Quando é que foi a última véz que se deu o contrário.
8. O estado tem o direito, obrigação, dever, responsabilidade, desejo, de fazer com que fábricas, ou outros meios produtivos de material bélico se mantenham dento do país, assim assegura que pode sobreviver em caso sejá atacado por outro estado. Isto é mais que ÓBVIO....
9. Material bélico não é produtos de consumidor....só este ponto já basta para entender qual é a importância da indústria de defesa, quem não entende está a observar tudo de uma forma muito superficial...

Etc, etc, etc....
« Última modificação: Maio 07, 2004, 04:29:34 pm por dremanu »
"Esta é a ditosa pátria minha amada."
 

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Rui Elias

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« Responder #23 em: Maio 07, 2004, 04:27:00 pm »
Dremanu: Nem mais...
 

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lf2a

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« Responder #24 em: Maio 07, 2004, 04:40:45 pm »
Citação de: "Rui Elias"
IF2a

Você julga que os liberais EUA não protegem as suas indústrias estratégicas, quando acham que tal é necessário para os interesses da União?


Caro Rui,
Proteger as indústrias estratégicas não tem qualquer mal. Pelo contrário, deve ser encorajado. Mas pelo que eu saiba a Lockheed Martin e a Boeing não pertencem ao estado americano. São empresas privadas com accionistas privados a quem o estado americano ENCOMENDA, COMPRA e PAGA material militar. O que deve ser encorajado é a constituição de empresas de construção de material militar privadas e mediante algumas contrapartidas garantir que essas mesmas empresas não dêm à sola passados 10 anos.

Cumptos,
lf2a
 

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lf2a

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Re: Proposta para a BOMBARDIER
« Responder #25 em: Maio 07, 2004, 05:27:55 pm »
Citação de: "dremanu"
Discordo completamente com todas estas opiniões aqui expressas. Especialmente porque:

1. A indústria de defesa não tem nada a ver com questões de esquerda ou direita, mas sim com o desejo do país se manter capaz de produzir material bélico necessário à sua defesa nacional

Estava, como é óbvio, a falar do caso específico da Bombardier. A não ser que o dremanu considere a produção de composições circulantes como produção de "material bélico"! :shock:

Citar
3. O estado têm mesmo é que ser o "paizinho" da defesa nacional, porque senão for o estado a ser-lo, com certeza não o será o lf2a ou o Manuel, ou o Joaquim que vão comprar material militar.
Sim se "paizinho" significar que o estado fôr o comprador principal da indústria de defesa nacional, não o próprio produtor.

Citar
4. O governo Português, deve e têm a obrigação de, dar o dinheiro que gasta em aquisições militares a empresas Portuguêsas, e não estrangeiras.
Ora viu como estamos de acordo! :D Ver minha resposta ao ponto 3.

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5. O zé povinho não é consumidor de nada de material bélico, o zé povinho paga para o governo investir os impostos que cobra ao zé em compras militares que defendem o zé. E como o zé trabalha em Portugal, se o governo Português meter o dinheiro em Portugal dá trabalho ao Zé, em vez de o dar ao Fritz...
Penso que está a repetir o ponto 4.

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6. Os interesses das empresas é lucro, os interesses do governo é defender e independência nacional.
E é assim que deve ser! Nunca afirmei o contrário!

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7. Todos os governos que pôdem, ou diretamente, ou indiretamente subsidiam a indústria de defesa nacional, especialmente países como a Alemanha, USA, Israel, França, Espanha, UK, Holanda, Brasil. Só nós em Portugal, hoje em dia, pensamos que isto são ideias económicas ultrapassadas. Por isso é que nós compramos aos outros, e eles nos vendem a nós. Quando é que foi a última véz que se deu o contrário.
Foi o que eu disse desde o início: "o estado poderá dar contrapartidas fiscais ou eventualmente primazia em caso de "empate" num concurso público". Mais uma vez estamos de acordo!

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8. O estado tem o direito, obrigação, dever, responsabilidade, desejo, de fazer com que fábricas, ou outros meios produtivos de material bélico se mantenham dento do país, assim assegura que pode sobreviver em caso sejá atacado por outro estado. Isto é mais que ÓBVIO....
Já dei respondi a isso no post de resposta ao Rui Elias "mediante algumas contrapartidas garantir que essas mesmas empresas não dêm à sola passados 10 anos". Mais uma vez estamos de acordo.

Citar
9. Material bélico não é produtos de consumidor....só este ponto já basta para entender qual é a importância da indústria de defesa, quem não entende está a observar tudo de uma forma muito superficial...

Concordo mas a ÚNICA coisa que afirmei no post inicial foi que o estado não deverá ser o fornecedor mas sim o cliente. Até agora não discordou de nada do que disse desde o início.

Cumptos,
lf2a
 

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Spectral

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« Responder #26 em: Maio 08, 2004, 01:02:53 pm »
Voltando ao tópico, se pretendessemos estes veículos para missões mais musculadas, uma outra opção interessante seria o FCLV inglês:

http://www.army-technology.com/projects/future/



Pode também parecer um HUMVEE, mas é um veículo bastante diferente.

Cumptos
I hope that you accept Nature as It is - absurd.

R.P. Feynman
 

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emarques

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« Responder #27 em: Maio 09, 2004, 12:32:34 am »
O que ele parece é igualzinho ao italiano... :D
Ai que eco que há aqui!
Que eco é?
É o eco que há cá.
Há cá eco, é?!
Há cá eco, há.
 

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Jorge Pereira

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« Responder #28 em: Maio 10, 2004, 12:55:14 am »
Citação de: "If2a"
Discordo completamente!
Não compete ao estado fazer de paizinho! Até já vimos ao longo destes anos todos que o estado não tem capacidades de gestão!



Eu próprio sou um acérrimo defensor da não intervenção do Estado como proprietário e gestor das unidades de produção.
Quanto a mim o Estado só deve actuar como um regulador da actividade económica e em certos casos (poucos) como detentor  dos sectores estratégicos da nossa economia. É precisamente nesse contexto que defendo que o governo deveria adquirir a fábrica da BOMBARDIER. Esta fábrica dada a sua especialização e o seu Know-how em construções metalo-mecânicas para além da sua dimensão (não estamos a falar de uma simples fábrica de sapatos) poderia com toda a certeza adaptar-se para o fabrico de outro tipo de material para além do que actualmente fabrica, disso não tenho dúvidas. Por outro lado lembro-lhe que a esmagadora maioria das nossas empresas da área da defesa é de capital público, pelo qual não vejo mal nenhum que viéssemos a ter mais uma, ainda por cima quando esta viria a colmatar uma lacuna que existe actualmente, a da construção de veículos militares, entre outras. Repare que as OGMA à pouquíssimo tempo atrás passavam por uma situação difícil e que actualmente, graças a uma política de gestão rigorosa, a parcerias feitas com outras empresas, e a uma boa "campanha" de diplomacia económica parecem renascer das cinzas. Não poderia ser feito o mesmo com a BOMBARDIER? Ou então será preferível deixar que essa empresa (com todas as suas capacidades) desapareça? Sinceramente penso que não.
Um dos primeiros erros do mundo moderno é presumir, profunda e tacitamente, que as coisas passadas se tornaram impossíveis.

Gilbert Chesterton, in 'O Que Há de Errado com o Mundo'






Cumprimentos
 

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TazMonster

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« Responder #29 em: Maio 10, 2004, 07:59:55 pm »
Na minha opinião o que o Governo deveria fazer às empresas que após terem recebido encentivos e beneficios fiscais, pensassem em se deslocalizar, era a EXPROPRIAÇÃO da unidade produtiva com todo o seu equipamento, nomear um gestor e continuar a laborar até se conseguir vender a fábrica a uma empresa da concorrência.
E aos clubes de futebol que não pagam as suas dividas ao fisco, penhorar os passes dos jogadores (os 14 milhões de € que o FCP vai receber davam cá um jeito, era desta que a Segurança Social se endireitava).

Cumprimentos.
Taz