Sistema Integrado das Redes de Emergência custa 290 M€

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Marauder

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Sistema Integrado das Redes de Emergência custa 290 M€
« em: Maio 18, 2006, 10:28:23 pm »
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Sistema Integrado das Redes de Emergência custa 290 M€
O Conselho de Ministros aprovou hoje uma resolução em que adjudica por 290,2 milhões de euros a aquisição do Sistema Integrado das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP).

De acordo com o comunicado do Conselho de Ministros, o SIRESP, que se destina a dotar as forças de segurança e serviços de emergência de um único sistema digital via rádio, foi adjudicado ao único consórcio concorrente e que é constituído pela Motorola, Portugal Telecom e Sociedade Lusa de Negócios.

Entre outras entidades, o novo sistema de comunicações será utilizado por forças como a PSP, a GNR, a PJ, os bombeiros, pelos funcionários do Instituto de Conservação da Natureza e do Instituto Nacional de Emergência Médica.

«O SIRESP assegura comunicações móveis de elevada qualidade a estes operadores, bem como a possibilidade de todos comunicarem entre si, o que é decisivo em termos operacionais e não é assegurado pelos actuais sistemas de rádio», refere o comunicado do Conselho de Ministros.

Em termos de custos, o Governo refere que o contrato «prevê pagamentos durante 15 anos, que têm um valor actualizado líquido de 290,2 milhões de euros».

Segundo o comunicado, o executivo PSD/CDS-PP, liderado por Pedro Santana Lopes, esteve em vias de fechar negócio com o mesmo consórcio por um valor superior em cerca de «14,5 por cento», mas com a renegociação levada a cabo nos últimos meses pelo ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, o Estado acabou por poupar «49,4 milhões de euros».

Ainda de acordo com o Governo, o novo valor do contrato «corresponde a um valor acumulado de pagamentos em 15 anos de 485,5 milhões de euros, menos 52,5 milhões de euros do que os 538 milhões de euros previstos em Fevereiro de 2005», quando o executivo tentou adjudicar a aquisição do SIRESP - contrato que seria depois alvo de um parecer negativo por parte da Procuradoria Geral da República.

Diário Digital / Lusa

18-05-2006 15:36:00


de:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?s ... ews=228334
 

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Bravo Two Zero

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« Responder #1 em: Agosto 16, 2006, 11:45:38 am »
Do Público:

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Comunicações das forças de segurança e do Estado inseguras
16.08.2006 - 09h06   Lusa
 


As comunicações das forças de segurança e das altas figuras do Estado, desde o Presidente da República ao primeiro-ministro, estão ao alcance de qualquer cidadão que adquira equipamento próprio, noticia hoje o "Diário de Notícias".

De acordo com o jornal, "por poucas centenas de euros" é possível adquirir rádios e sintonizar frequências proibidas a civis ou de utilização confidencial e restrita, através dos quais é possível interceptar comunicações.

Várias fontes contactadas pelo jornal denunciaram a "gravidade da situação, asseverando que as regras do Estado de Direito e a segurança interna estão ameaçadas", escreve o diário.

Para ter acesso às comunicações proibidas basta ter um equipamento, independente de se possuir uma licença emitida pela Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).

Fonte da Anacom adiantou ao DN que, nos termos da lei, o radioamador só pode aceder a faixas de frequência que não colidam com as das forças de segurança.

O jornal adianta que a lista das possibilidades de escuta é grande e passa pelas diversas forças de segurança, Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), serviços prisionais, Forças Armadas e TAP, entre outros.

De acordo com o "Diário de Notícias", existem listagens de frequências que passam de mão em mão.

A mesma fonte recorda que o Sistema Integrados das Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) poderia vir a pôr um ponto final na intercepção destas comunicações, dado que pressupõe uma rede única e encriptada de comunicações.

Em declarações ao jornal, o Ministério da Administração Interna garantiu que até o final deste ano, o SIRESP deverá estar operacional na zona de Lisboa.


http://publico.clix.pt/shownews.asp?id= ... idCanal=90

Já não era novidade.................................
"Há vários tipos de Estado,  o Estado comunista, o Estado Capitalista! E há o Estado a que chegámos!" - Salgueiro Maia
 

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pedro

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« Responder #2 em: Agosto 16, 2006, 01:51:03 pm »
E depois dizem que vivemos no estado moderno. :roll:
Cumprimentos
 

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lecavo

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« Responder #3 em: Agosto 16, 2006, 05:02:32 pm »
Viva!

Pois é, imaginem o Sr. Presidente da Republica em deslocação de Lisboa para uma qualquer cidade deste cantinho à beira mar plantado e alguém estar a ouvir todas as comunicações dos seguranças!!!!!! Benditos telemóveis!!!!!!! Que vão escondendo muitas fraquezas das redes de comunicações das forças de segurança.

É uma medida há muito esperada (e prometida), será desta? Faço votos para que sim.

E armas? Para quando armamento novo (moderno)? ajustado às necessidades reais dos agentes? Lá diz o ditado: saber esperar é uma virtude!

Um abraço.
Um abraço.

--Lecavo
 

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Luso

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« Responder #4 em: Abril 25, 2008, 10:32:42 pm »
Quem viu a reportagem da... TVI (a TVI, imaginem) a descrever o ESCÂNDALO do processo de aquisição do SIRESP e o arquivamento do processo de investigação por corrupção, tráfico de influências e participação económica?

MUITO ministro lá metido.
MUITO parecer negativo.
E sempre o mesmo a ganhar.

Senhores Generais que muito falam: deixem-se de lamúrias mais próprias de tias velhas e façam o que DEVEM!
VERGONHA!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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lurker

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« Responder #5 em: Abril 25, 2008, 11:25:53 pm »
A TVI não se despacha a pôr o video online. :(
Que constava da reportagem?
 

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Luso

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« Responder #6 em: Abril 26, 2008, 12:06:58 am »
Citação de: "lurker"
A TVI não se despacha a pôr o video online. :(
Que constava da reportagem?


Uma reportagem muito bem feita e sistematizada que mostrava a promiscuidade entre a empresa vencedora (a única) e os políticos e ex-políticos que integravam a sua administração, entre os quais o Ministro da Administração Interna de Durão.
Depois veio Costa (o PC de Lisboa) anulou o concurso e tornou a adjudicar à mesma empresa o sistema. Mais barato (menos €50M) mas com menos capacidades.
Entrou ao serviço passado 3 anos do prazo e de um universo de 50mil utilizadores só 5mil é que o usam efectivamente.
E isto é só um cheirinho.

País de m....!

Reportagem muitto bem feita, e uma das raras peças de jornalismo de investigação que vi nos últimos anos. Se todas as estações fizessem o mesmo isto não estaria tão mal.
Tribunais?

Vergonha! Isto não é democracia, é simplesmente uma vigarice pegada.

E mais:

O processo passou por 3 governos, de partidos diferentes, e passou incólume pela justiça, apesar de todas as informações negativas prestadas pelos diversos serviços.

O caderno de encargos era desde logo suspeito: havia que fazer o levantamento de 200 pontos espalhados pelo país, dos quais não foram fornecidas coordenadas de localização, e que teriam de ser inspeccionadas num prazo de 50 e tal dias (56?), além de serem necessárias autorizações prévias dos comandos...
Nenhuma das concorrentes chegou-se à frente e ganhou a única e a mais cara.

TEM que ser vista a reportagem.
http://www.tvi.iol.pt/informacao/noticia.php?id=944873

Cá para mim...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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lurker

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« Responder #7 em: Abril 26, 2008, 12:34:24 am »
Eu só tenho os artigos do Público de passado dia 13.
Infelizmente, não conta dos conteúdos online gratuitos, pelo que não os vou reproduzir mas passo a resumir:

- O presidente da Siemens afirma que o sistema poderia ter ficado por ~250M EUR mas que não apresentou proposta porque só tinha 52 dias para fazer o levantamento das ~220 antenas e que as localizações não constavam do caderno de encargos. Além disso, o caderno de encargos requeria que o vencedor entregasse uma caução de 5M EUR a reverter para o Estado caso o sistema não estivesse implementado a tempo do EURO2004.

- A EADS apresentou reclamação, primeiro à comissão de avaliação do concurso e depois ao então ministro Figueiredo Lopes por só ter 65 dias para fazer o levantamento das ~220 antenas. Posteriormente fez ainda um pedido ao então primeiro ministro Durão Barroso para anular o processo e lançar um novo concurso público internacional.

Não me perguntem o porquê da inconsistência dos 52 vs 65 dias.

A ver se a TVI se despacha com o vídeo...
Tenho um apontamento a fazer ao que está escrito no site da TVI: segundo a informação disponivel na restante comunicação social a investigação foi arquivada não porque tivesse prescrevido mas simplesmente «O caso foi arquivado por não se ter apurado indícios de qualquer ilícito (criminal)»

Apontamento número 2:
Quem fez parte da administração de uma das empresas do consórcio vencedor foi o Daniel Sanches, MAI do Santana Lopes.
O MAI do Durão Barroso foi o Figueiredo Lopes.
 

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HSMW

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Re: Sistema Integrado das Redes de Emergência custa 290 M€
« Responder #8 em: Junho 21, 2017, 11:32:11 am »
Ressuscitando este tópico devido às recentes falhas.



E o que nos impede de adoptar este sistema?
Custos?
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Luso

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Re: Sistema Integrado das Redes de Emergência custa 290 M€
« Responder #9 em: Junho 21, 2017, 12:18:02 pm »
Também para recordar que em 2013 o Sexta às 9 fez uma reportagem sobre o SIRESP e o resultado?
Zero.
Como os milhares de "Prós e Prós" que não dão em nada.

Quando isto acontece e quando o processo é transversal aos partidos, tal como as PPP´s que não dão em nada, então está-se numa profunda crise de regime e na qual se demonstra a força das "sombras" que manobram o poder em Portugal.

Como diz Ronald Bernard (investiguem o senhor) a propósito dessas mesmas "sombras" que para essa malta "todo o sofrimento humano é um modelo de negócio".
« Última modificação: Junho 21, 2017, 12:20:58 pm por Luso »
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Get_It

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Re: Sistema Integrado das Redes de Emergência custa 290 M€
« Responder #10 em: Novembro 24, 2022, 05:05:50 pm »
SIRESP vai ser reforçado com redes de comunicações das Forças Armadas
(24 de Novembro de 2022)
Citação de: Tek / Lusa
«O Governo vai reforçar a interoperabilidade entre as redes de comunicações de emergência e segurança civis e as redes de comunicações militares do Estado. Pretende-se reforçar a resiliência e disponibilidade da rede SIRESP promovendo a cooperação operacional e o trabalho em rede, a par da actuação conjunta de todas as entidades interligadas nesse sistema», refere um comunicado do Governo.

Para esse efeito, refere o comunicado, foi constituída uma equipa de trabalho entre os organismos públicos com competências nas áreas das operações de emergência e segurança e das comunicações críticas.

O grupo de trabalho é criado através de um despacho conjunto assinado pela ministra da Defesa Nacional, Helena Carreiras, pelo ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro e pelo secretário de Estado da Digitalização e da Modernização Administrativa, Mário Campolargo.

Segundo o comunicado conjunto dos ministérios da Administração Interna e da Defesa Nacional, o presidente da empresa que gere o SIRESP, Paulo Viegas Nunes, coordena esta equipa que integra representantes das Secretaria-Geral do Ministério da Defesa Nacional, Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna, Gabinete Nacional de Segurança, Centro Nacional de Cibersegurança, Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil, Estado-Maior-General das Forças Armadas, GNR e PSP.

Os dois ministérios referem que o grupo de trabalho deve desenvolver e apresentar às tutelas, no prazo de 10 dias, um conceito de operações «para reforço da resiliência e disponibilidade da operação ininterrupta e redundante da rede SIRESP».

Cabe igualmente a esta equipa «garantir a interoperabilidade e o funcionamento integrado, seguro e resiliente das várias redes e sistemas interligados, salvaguardando a sua especificidade técnica e requisitos funcionais», «explorar sinergias e cooperação inter-institucional em matéria de utilização de redes, sistemas e meios no contexto da Protecção Civil, da Segurança e da Defesa» e «analisar a possibilidade de transferir recursos e meios do SIRESP, actualmente instalados em propriedade privada, para infra-estruturas do Estado e garantindo os requisitos de segurança necessários».

«A missão confiada à equipa de trabalho, a par do concurso lançado em Junho para a operação e manutenção do SIRESP, permite incrementar a disponibilidade, segurança e resiliência da operação da Rede SIRESP», precisa o comunicado do Governo.

Segundo o despacho, o grupo de trabalho extingue-se com «a plena implementação do conceito e modelo de interoperabilidade entre o SIRESP e os demais sistemas de comunicações».

O SIRESP é uma rede de comunicações de emergência e segurança com cobertura nacional utilizada pelas Forças Armadas, forças e serviços de segurança, protecção civil e bombeiros, entre outras entidades.

Por sua vez, as redes de comunicações das Forças Armadas podem constituir-se como «uma capacidade de comunicações de contingência» para as missões de apoio militar a emergências civis, refere o despacho.

Em Junho, o Governo lançou o concurso público internacional para o fornecimento de serviços ao SIRESP, composto por sete lotes e com um valor de 75 milhões de euros para cinco anos.

Na segunda-feira, a SIRESP SA anunciou que o primeiro lote do concurso para fornecimento de serviços à rede de emergência SIRESP foi adjudicado à Motorola.

Desde 01 de Julho de 2021 que está em vigor o modelo transitório de gestão deste sistema de comunicações de emergência, que tem uma duração de 18 meses, terminando a 31 de Dezembro deste ano. Este contrato foi feito por ajuste directo por razões de urgência.

Na altura, o Tribunal de Contas advertiu para a necessidade de lançamento de um procedimento de contratação pública, em tempo útil, para impedir a repetição das condições de urgência que levaram à realização do ajuste directo.

Nesse sentido, o concurso público internacional tem de estar concluído até ao final do ano.
Fonte: https://tek.sapo.pt/noticias/telecomunicacoes/artigos/siresp-vai-ser-reforcado-com-redes-de-comunicacoes-das-forcas-armadas

Cumprimentos,
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