U209PN

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Re: U209PN
« Responder #2955 em: Março 29, 2022, 11:37:04 pm »





 :arrow: https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/foi-antonio-guterres-quem-assinou-o-contrato-de-compra-de-dois-submarinos-pelo-estado-portugues

Só para relembrar o suicídio político que seria voltar a falar da aquisição de submarinos.

É tema tabu, esqueçam, tivemos muita sorte em adquirir os U-209PN, pois, o governo seguinte queria o LPD em vez dos 2 SSG.
Cps,

Não acredito nisso agora.
O PCP e o BE ,os cassetes antisubmarinos, são quase irrelevantes. E a estratégia da soberania depende de como é apresentado o assunto aos políticos.
A verdade é que nas FA e na própria Marinha houve vozes discordantes logo na altura que preferiam o mega navio, com a preocupação dos palop.

Resta saber afinal o que é melhor para Portugal perante a conjuntura actual e que se apresenta de futuro e, não outros aspectos.
Existem outras opções validas e mesmo interessantes ao mega navio, que iria ficar parado sem outro a fazer o trabalho. Mas aos submarinos não existem outras opções.
São uma mais valia em Marinhas pequenas. Sempre foram assim vistos e percebe-se que dois não chegam.

Esperemos que o Almirante ex comandante de submarinos tenha pulso para isso. Senão é mais do mesmo.
A comprar em segunda mão era já o reabastecedor que também tem valor acrescido em apoio. De resto a Marinha precisa é de navios novos

Chega de remendos


 
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Re: U209PN
« Responder #2956 em: Março 30, 2022, 09:54:45 am »
 
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Re: U209PN
« Responder #2957 em: Março 30, 2022, 09:58:39 am »
https://www.puentedemando.com/nrp-arpao-en-cartagena-camino-de-dos-misiones/

Excelentes Submarinos, pena é a Marinha ter apenas duas unidades, quatro 214 seria o numero minimo aceitável.

Abraços
Quando um Povo/Governo não Respeita as Suas FFAA, Não Respeita a Sua História nem se Respeita a Si Próprio  !!
 

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PereiraMarques

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Re: U209PN
« Responder #2958 em: Julho 28, 2022, 12:50:36 am »
Citar
------- Despacho n.º 8898/2022:
AUTORIZA O REESCALONAMENTO DA DESPESA COM ENCARGOS PLURIANUAIS APROVADOS ATRAVÉS DO DESPACHO N.º 12413/2021, DE 21 DE DEZEMBRO.
Considerando que através do Despacho n.º 12413/2021, de 21 de dezembro, foi autorizada a realização da despesa, atinente ao programa de modernização de baterias de combate para torpedos BlackShark e contramedidas CIRCE à Leonardo Eletronics Underwater Weapons & Systems (ex-WASS), com encargos plurianuais, distribuídos pelos anos económicos de 2021, 2023, 2024, 2025 e 2026;
Considerando que em 2021 não se realizou qualquer despesa:
Torna-se necessário proceder ao reescalonamento da mesma.
Assim, ao abrigo do disposto no artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho, na sua redação atual, na alínea c) do n.º 3 do artigo 17.º e na alínea a) do n.º 1 do artigo 22.º, ambos do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho, na sua redação atual, determino o
seguinte:
1 — O plano de pagamentos previsto no n.º 1 do Despacho n.º 12413/2021, de 21 de dezembro, é reescalonado como segue, não podendo os respetivos encargos anuais exceder, em cada ano económico, as seguintes importâncias, a que acrescem IVA à taxa legal em vigor:
a) 2022 — € 47 670,00;
b) 2023 — € 8 542 241,87;
c) 2024 — € 8 190 243,90;
d) 2025 — € 12 276 633,62;
e) 2026 — € 9 017 210,61.
2 — O presente despacho produz efeitos desde a data da sua assinatura.
14 de julho de 2022. — A Ministra da Defesa Nacional, Maria Helena Chaves Carreiras.
 

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PereiraMarques

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Re: U209PN
« Responder #2959 em: Julho 28, 2022, 12:54:54 am »
Citar
------- Despacho n.º 8958/2022:
DELEGA, COM FACULDADE DE SUBDELEGAÇÃO, NO CHEFE DO ESTADO-MAIOR DA ARMADA A COMPETÊNCIA PARA A PRÁTICA DE TODOS OS ATOS DE CONTRATAÇÃO PÚBLICA, DE OUTORGA DE CONTRATOS E DE EXECUÇÃO CONTRATUAL NECESSÁRIOS À
COMPLETA E INTEGRAL REVISÃO COM DOCAGEM DO NRP TRIDENTE.
O NRP Tridente foi construído entre 2007 e 2010 nos estaleiros da HDW (Kiel, Alemanha), sendo o primeiro de dois submarinos da classe Tridente.
Desde o seu aumento ao efetivo, em 17 de junho de 2010, na sua ampla exploração operacional, tem vindo a efetuar diversas missões de vigilância da área marítima de interesse nacional e participado em diversos exercícios nacionais, internacionais e NATO,
contribuindo para a expressão da soberania de Portugal no mar como nação e cumulativamente, elemento ativo das instituições internacionais de que faz parte, distinguindo-se e confirmando-se como uma plataforma de reconhecido valor estratégico.
Atenta a especificidade intrínseca destas plataformas e o meio onde operam, concretamente a necessidade, imprescindível e não alienável, de garantir a segurança da plataforma e da respetiva guarnição, é imperativo manter os sistemas e equipamentos dentro dos padrões da operacionalidade e segurança, onde, observando o ciclo de manutenção estabelecido, torna-se vital a realização da ação de manutenção planeada, no período previsto entre setembro de 2022 e fevereiro de 2024, repondo a disponibilidade e operacionalidade do NRP Tridente.
Considerando que compete à Direção de Navios manter as unidades navais e unidades auxiliares da Marinha, seus sistemas e equipamentos, assegurando do ponto de vista técnico-económico a eficiência e operacionalidade do material naval em geral;
Considerando que, nos termos do n.º 1 do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 33/2009, de 5 de fevereiro, foi constituída a sociedade Arsenal do Alfeite, S. A., com a forma de sociedade anónima, com capitais exclusivamente públicos, tendo sido atribuída a esta sociedade, ao
abrigo do artigo 11.º do mesmo diploma, a concessão de serviço público que se subsume na atividade de interesse económico geral de construção, manutenção e reparação de navios, sistemas de armamento e de equipamentos militares e de segurança da Marinha, incluindo todos os sistemas existentes a bordo, do armamento (armamento portátil, torpedos, mísseis e minas) e de outros sistemas navais, a prestação de serviços de sustentação logística dos submarinos, a recuperação de rotáveis, reparáveis e de outros órgãos componentes dos sistemas objeto de manutenção, situação que pode subsumir a relação contratual com a Marinha no âmbito da contratação excluída ao abrigo do disposto no artigo 73.º do Decreto-Lei n.º 104/2011, de 6 de outubro, e na alínea a) do n.º 4 do artigo 5.º do Código dos Contratos Públicos, na sua redação atual;
Considerando ainda que desta relação institucional resulta uma relação que também se pode subsumir no âmbito da contratação considerada in house que afasta a aplicação das regras da contratação pública, nos termos do disposto no artigo 73.º do Decreto-Lei n.º 104/2011, de 6 de outubro, e no n.º 1 do artigo 5.º-A do Código dos Contratos Públicos, na sua redação atual;
Tratando-se de uma autorização de despesa no âmbito da Lei de Programação Militar, não serão aplicáveis as regras constantes do artigo 22.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho, na sua redação atual, nem da alínea a) do n.º 1 do artigo 6.º da Lei n.º 8/2012, de
21 de fevereiro, na sua redação atual;
Assim, ao abrigo do disposto na alínea c) do n.º 3 do artigo 17.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de julho, na sua redação atual:
1 — Autorizo a Marinha a realizar a despesa, e respetivos pagamentos, com a revisão com docagem do NRP Tridente (PR011+D011), até ao montante máximo de 18 661 037,77 € (dezoito milhões, seiscentos e sessenta e um mil e trinta e sete euros e setenta e sete
cêntimos), acrescido do IVA à taxa legal em vigor, na Arsenal do Alfeite, S.A., concessionária do serviço público que se subsume na atividade de interesse económico geral de construção, manutenção e reparação de navios, sistemas de armamento e equipamentos militares e de segurança da Marinha, incluindo todos os sistemas existentes a bordo, do armamento (armamento portátil, torpedos, mísseis e minas) e de outros sistemas navais, a prestação de serviços de sustentação logística dos submarinos, a recuperação de
rotáveis, reparáveis e de outros órgãos componentes dos sistemas objeto de manutenção.
2 — Os encargos financeiros decorrentes do presente despacho serão suportados através das verbas inscritas, na Lei de Programação Militar, «Capacidade Submarina» e Projeto «Sustentação Logística e Técnica SSG», para os anos de 2022 a 2024.
3 — Os encargos resultantes da presente autorização de despesa não podem exceder, em cada ano económico, os seguintes montantes, aos quais acresce o IVA à taxa legal em vigor:
a) 2022 — 7 048 047 EUR (sete milhões, quarenta e oito mil e quarenta e sete euros);
b) 2023 — 8 950 049,44 EUR (oito milhões, novecentos e cinquenta mil e quarenta e nove euros e quarenta e quatro cêntimos);
c) 2024 — 2 662 941,33 EUR (dois milhões, seiscentos e sessenta e dois mil, novecentos e quarenta e um euros e trinta e três cêntimos).
4 — Os montantes fixados no número anterior são acrescidos dos saldos apurados no final de cada ano económico, os quais transitam para o ano seguinte, para reforço das dotações da mesma capacidade e projeto até à sua completa execução, nos termos e ao abrigo do disposto no n.º 4 do artigo 8.º da LPM, aprovada pela Lei Orgânica n.º 2/2019, de 17 de junho.
5 — Delego, ao abrigo do disposto nos artigos 44.º a 47.º do Código do Procedimento Administrativo, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 4/2015, de 7 de janeiro, na sua redação atual, com faculdade de subdelegação, no Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Henrique Eduardo Passaláqua de Gouveia e Melo, a competência para a prática de todos os atos de contratação pública, de outorga de contratos e de execução contratual necessários à completa e integral revisão com docagem do NRP Tridente.
6 — O presente despacho produz efeitos de imediato.
18 de julho de 2022. — A Ministra da Defesa Nacional, Maria Helena Chaves Carreiras.
 

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Re: U209PN
« Responder #2960 em: Julho 28, 2022, 08:49:20 am »
Porque raio em cada despacho têm de contar a vida toda do navio?
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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papatango

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Re: U209PN
« Responder #2961 em: Julho 28, 2022, 08:50:45 am »
O NFS é, essencialmente, um projecto italiano concebido para o Mediterrâneo. Para nós fazia mais sentido o projecto germano-norueguês 212 CD, mais orientado para o Atlântico.

Certo todos variantes do 212. Já até tinha sido abordado esse modelo CD e pelas razões que diz.
O 212CD seria o indicado para o atlântico e foi o encomendado pela Noruega para breve. Era ir na onda

Esta versão do U212 será bastante diferente e na realidade outro submarino. Não há dados suficientes sobre ele para tirar conclusões.

A verdade é que a operação de mais que um tipo de submarino é complicada, especialmente numa marinha que tem dificuldade em fazer reparações rapidamente ou  em tempo útil.

Lembro que a Estória de que o U214 é uma versão de exportação do U212 é uma invenção que não parece ter nada a ver com a realidade.
O U212 também poderia ser exportado. A Italia comprou o U212 porque não havia U214 para comprar.

O U212 precisa de utilizar aço amagnético, porque o mar báltico tem uma profundidade média muito baixa, de apenas 60 metros.
Para fugir, um submarino deve mergulhar tão profundamente quanto possível, evitando a deteção. No Báltico isto não é possivel e por isso a única forma de escapar, é assentar nu fundo. É por isso que os submarinos alemães têm o leme em X.

No Atlantico, Mediterrâneo ou Mar Negro, a profundidade é muito maior e por isso um submarino não precisa assentar no fundo.
O aço dos U214 não é amagnético, mas tem uma rigidez muito maior, o que permite a um U214 merguilhar mais fundo que um U212.

A única aquisição que foi mencionada, foi a possibilidade de Portugal adquirir um ou dois submarinos gregos do tipo U214, que os gregos ameaçavam recusar. A proposta chegou a ser feita a Portugal, mas não só não havia interesse político, como mesmo os submarinos gregos eram diferentes dos portugueses, mesmo sendo do tipo U214.
Manter classes de navios diferentes, é sempre um problema.
As marinhas que vivem de "debicar um-de-cada" têm custos de manutenção maiores e por isso a aquisição de mais classes de navios é sempre um problema.

Na aquisição dos submarinos, Portugal viu-se pela primeira vez perante a realidade dos altos custos das aquisições militares. Esse problema é muito maior hoje, e o custo dos equipamentos assume uma dimensão que assusta.

Os dois partidos comunistas vão se atirar como feras feridas a qualquer aquisição militar. E o  Costa hoje como ontem, é um cobarde.
A começar pelo medo que tem dos 25% de deputados do Bloco de Esquerda  (que estão no PS por causa do acesso à teta ) que vão bloquear ( e estão a bloquear HOJE ) quaisquer aquisições de equipamento militar.
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 

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asalves

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Re: U209PN
« Responder #2962 em: Julho 28, 2022, 10:10:46 am »
Porque raio em cada despacho têm de contar a vida toda do navio?

Acho que se deve à ideia/necessidade que um despacho deve ser auto-explicativo e justificável sem ter que se recorrer a mais nada nem precisar da analise do contexto, ou seja, ler um despacho com 10/20 anos e perceber o pk do mesmo sem recorrer a mais nada. Dai ver sempre com uma introdução e uma justificação para o mesmo.
 
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PereiraMarques

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Re: U209PN
« Responder #2963 em: Novembro 18, 2022, 11:17:11 pm »
------- Despacho do Almirante Chefe do Estado-Maior da Armada n.º 64/22, de 11 de novembro:
ESTRUTURA DE APOIO PARA A MODERNIZAÇÃO DE MEIA-VIDA DOS SUBMARINOS CLASSE TRIDENTE (EA-SSG).
Considerando que os submarinos da classe Tridente (adiante referidos como SSG) foram aumentados ao efetivo da esquadra em 2010, visando assegurar a satisfação das necessidades na capacitação submarina da esquadra, no contexto nacional e no âmbito de
compromissos internacionais assumidos, materializando os requisitos estratégicos e operacionais definidos no Sistema de Forças;
Considerando que, tendo os SSG tido uma exploração operacional intensa desde esse momento, e atendendo à complexidade e morosidade que a adequação destes meios nas vertentes operacional, logística e técnica envolvem, existe a necessidade de implementar um plano que permita estruturar, planear e edificar um programa para a Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente, visando erradicar a obsolescência dos seus sistemas, adequar as capacidades dos navios à realidade dos cenários operacionais atuais, assegurando a sua sustentabilidade até ao final da sua vida útil, de forma a garantir uma Capacidade Submarina credível, prevista no Sistema de Forças;
Considerando que a Lei Orgânica n.º 2/2019, de 17 de junho, que aprova a Lei de Programação Militar (LPM), assegura, na Capacidade Submarina, a programação financeira necessária para a concretização do programa de Modernização de Meia-vida dos
Submarinos da classe Tridente;
Considerando que a estratégia de negociação deste programa deverá estar alinhada com a dos restantes, no contexto da renovação da esquadra prevista na LPM 2019–2030, com enquadramento no Programa Intersetorial de Renovação da Esquadra (PIRE), sendo
fundamental assegurar a coordenação da relação com as diferentes entidades envolvidas, nacionais e internacionais;
Considerando a necessidade de se proceder à análise e ao acompanhamento, sob o ponto de vista da autoridade e da direção técnica, do cumprimento do futuro contrato, assim como de desenvolver as ações tendentes à execução do Programa de Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente, estruturadas sob a forma de um Programa de Modernização específico que englobará, para além dos próprios meios navais, a organização do apoio logístico integrado, formação e treino das guarnições e demais pessoal-chave identificado, bem como da futura integração na Marinha dos meios navais após modernização;
Determino a criação da Estrutura de Apoio para a Modernização de Meia-vida dos
Submarinos da classe Tridente (EA-SSG), com a arquitetura estrutural ilustrada no Anexo e que a seguir se detalha.

I. A EA–SSG é operacionalizada pelos seguintes quatro grupos interdependentes:

a. Grupo de Acompanhamento do Programa de Aquisição da Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente (GA-SSG);
b. Grupo de Trabalho para a Revisão dos Requisitos Operacionais da Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente (GT-SSGREQ);
c. Equipa de Projeto para o Acompanhamento Técnico do Programa de Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente (EP-SSGTEC);
e
d. Equipa de Apoio à Negociação do Contrato de Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente (EA-SSGNEG).

II. Grupo de Acompanhamento do Programa de Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente

1. O GA-SSG tem a seguinte constituição:
a. Superintendente do Material;
b. Subchefe do Estado-Maior da Armada
c. Diretor de Navios;
d. Superintendente das Finanças;
e. 2º Comandante Naval;
f. Superintendente da Informação;
g. Chefe da Divisão de Planeamento do Estado-Maior da Armada;
h. Chefe da Divisão de Doutrina do Estado-Maior da Armada;
i. Comandante da Esquadrilha de Subsuperfície.

2. Este grupo de acompanhamento e coordenação de alto nível reúne quando
necessário, de forma a assegurar o funcionamento articulado entre o GT-SSGREQ,
a EP-SSGTEC e a EA-SSGNEG, garantindo a integridade e concretização plena dos
objetivos da EA-SSG.

III. Grupo de Trabalho para a Revisão dos Requisitos Operacionais da Modernização de
Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente

1. É criado, na dependência do contra-almirante Subchefe do Estado-Maior da Armada (CALM SCEMA), o GT-SSGREQ.

2. O GT-SSGREQ é chefiado pelo Chefe da Divisão de Planeamento do Estado-Maior da Armada e é composto pelos seguintes elementos:
a. Três representantes do Estado-Maior da Armada (um da Divisão de Doutrina, um da Divisão de Operações e um da Divisão de Planeamento);
b. Um representante do Comando Naval;
c. Um representante da Superintendência do Pessoal;
d. Um representante da Superintendência do Material;
e. Um representante da Superintendência da Informação;
f. Representantes de outras entidades ou outros elementos, quando tal for considerado necessário.

3. Compete ao chefe do GT-SSGREQ:
a. Chefiar e dirigir os recursos atribuídos ou agregados ao Grupo de Trabalho;
b. Planear, coordenar e controlar a atividade do grupo e toda a atividade de relacionamento externo, nomeadamente com a EP-SSGTEC e a EA-SSGNEG;
c. Submeter, para aprovação, o Conceito de Emprego e os Requisitos Operacionais dos SSG após modernização, bem como, sempre que aplicável, as recomendações que forem sendo produzidas e que necessitem de validação ou orientação superior.

4. Compete ao GT-SSGREQ:
d. À EP-SSGTEC poderão ser agregados representantes de outras entidades. A designação destes elementos deverá ser aprovada pelo Diretor de Navios sob proposta do chefe da EP-SSGTEC.

3. Compete ao chefe da EP-SSGTEC:
a. Chefiar e dirigir os recursos atribuídos ou agregados à equipa;
b. Coordenar o relacionamento com o GT-SSGREQ e com a EA-SSGNEG.

4. Compete à EP-SSGTEC:
a. Elaborar a Especificação Técnica (ET) que irá fazer parte integrante do Caderno de Encargos para a Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente, a ser estruturada a partir do Conceito de Emprego, Requisitos Operacionais, e das variáveis que influenciam a modernização dos SSG;
b. Contribuir, no aplicável, para as restantes componentes do Caderno de Encargos, em articulação com a EA-SSGNEG, bem como com a entidade responsável pela execução do procedimento contratual;
c. Articular a elaboração da ET com os trabalhos a desenvolver pelo GT-SSGREQ, de forma a assegurar, na máxima extensão possível, a efetiva especificação dos requisitos superiormente estabelecidos;
d. Contribuir para os trabalhos de negociação a desenvolver pela EA-SSGNEG nos termos que vierem a ser determinados.

5. A EP-SSGTEC é apoiada administrativamente pela Direção de Navios.

V. Equipa de Apoio à Negociação do Contrato para a Modernização de Meia-vida dos
Submarinos da classe Tridente

1. É criada, na dependência do vice-almirante Superintendente do Material (VALM SM), a EA-SSGNEG.

2. A EA-SSGNEG é chefiada por um oficial nomeado pelo VALM SM e é composta pelos seguintes elementos:
a. Dois representantes do Estado-Maior da Armada (um da Divisão de Doutrina e um da Divisão de Planeamento);
b. Um representante do Comando Naval;
c. Um representante da Direção de Navios (Superintendência do Material);
d. Um representante do Departamento Jurídico Económico e Contratual (Superintendência do Material);
e. Um representante da Superintendência das Finanças;
f. Representantes de outras entidades ou outros elementos, quando tal for considerado necessário.

3. Compete ao chefe da EA-SSGNEG:
a. Chefiar e dirigir os recursos atribuídos ou agregados à EA-SSGNEG;
b. Coordenar o relacionamento com o GT-SSGREQ e com a EP-SSGTEC.

4. Compete à EA-SSGNEG:
a. Propor e coordenar a estratégia de negociação e os planos de negociação;
b. Promover e coordenar o relacionamento com a entidade responsável pela execução do procedimento de aquisição nos assuntos referentes ao processo negocial;
c. Identificar e propor as equipas setoriais de negociação e coordenar as suas atividades;
d. Promover e coordenar o relacionamento com os restantes públicos de interesse no projeto;
a. Elaborar o Conceito de Emprego dos SSG após modernização;
b. Elaborar os Requisitos Operacionais dos SSG após modernização.

5. O GT-SSGREQ é apoiado, administrativamente, pelo Estado-Maior da Armada.

IV. Equipa de Projeto para o Acompanhamento Técnico do Programa de Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente

1. É criada, na dependência do contra-almirante Diretor de Navios (CALM DN), a EP-SSGTEC.

2. A EP-SSGTEC é chefiada por um oficial nomeado pelo CALM DN e tem a seguinte constituição:
a. Três representantes da Direção de Navios (Superintendência do Material);
b. Um representante do Comando Naval;
c. Um representante da Superintendência da Informação;
d. À EP-SSGTEC poderão ser agregados representantes de outras entidades. A designação destes elementos deverá ser aprovada pelo Diretor de Navios sob proposta do chefe da EP-SSGTEC.

3. Compete ao chefe da EP-SSGTEC:
a. Chefiar e dirigir os recursos atribuídos ou agregados à equipa;
b. Coordenar o relacionamento com o GT-SSGREQ e com a EA-SSGNEG.

4. Compete à EP-SSGTEC:
a. Elaborar a Especificação Técnica (ET) que irá fazer parte integrante do Caderno de Encargos para a Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente, a ser estruturada a partir do Conceito de Emprego, Requisitos Operacionais, e das variáveis que influenciam a modernização dos SSG;
b. Contribuir, no aplicável, para as restantes componentes do Caderno de Encargos, em articulação com a EA-SSGNEG, bem como com a entidade responsável pela execução do procedimento contratual;
c. Articular a elaboração da ET com os trabalhos a desenvolver pelo GT-SSGREQ, de forma a assegurar, na máxima extensão possível, a efetiva especificação dos requisitos superiormente estabelecidos;
d. Contribuir para os trabalhos de negociação a desenvolver pela EA-SSGNEG nos termos que vierem a ser determinados.

5. A EP-SSGTEC é apoiada administrativamente pela Direção de Navios.

V. Equipa de Apoio à Negociação do Contrato para a Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente

1. É criada, na dependência do vice-almirante Superintendente do Material (VALM SM), a EA-SSGNEG.

2. A EA-SSGNEG é chefiada por um oficial nomeado pelo VALM SM e é composta pelos seguintes elementos:
a. Dois representantes do Estado-Maior da Armada (um da Divisão de Doutrina e um da Divisão de Planeamento);
b. Um representante do Comando Naval;
c. Um representante da Direção de Navios (Superintendência do Material);
d. Um representante do Departamento Jurídico Económico e Contratual (Superintendência do Material);
e. Um representante da Superintendência das Finanças;
f. Representantes de outras entidades ou outros elementos, quando tal for considerado necessário.

3. Compete ao chefe da EA-SSGNEG:
a. Chefiar e dirigir os recursos atribuídos ou agregados à EA-SSGNEG;
b. Coordenar o relacionamento com o GT-SSGREQ e com a EP-SSGTEC.

4. Compete à EA-SSGNEG:
a. Propor e coordenar a estratégia de negociação e os planos de negociação;
b. Promover e coordenar o relacionamento com a entidade responsável pela execução do procedimento de aquisição nos assuntos referentes ao processo negocial;
c. Identificar e propor as equipas setoriais de negociação e coordenar as suas atividades;
d. Promover e coordenar o relacionamento com os restantes públicos de interesse no projeto;
e. Contribuir, no aplicável, para o alinhamento deste projeto com os restantes enquadrados no PIRE.

5. A EA-SSGNEG é apoiada administrativamente pelo Estado-Maior da Armada.

VI. Disposições finais

1. Os encargos associados às atividades da EA–SSG são suportados pela Lei de Programação Militar - Capacidade Oceânica de Superfície, e/ou por outra fonte de financiamento que venha a ser determinada.

2. O GA-SSG, GT-SSGREQ, a EP-SSGTEC e a EA-SSGNEG serão extintos após a conclusão do Programa de Modernização de Meia-vida dos Submarinos da classe Tridente e o cumprimento integral dos demais compromissos assumidos neste âmbito.

3. O presente despacho produz efeitos na data da sua assinatura
 
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Re: U209PN
« Responder #2964 em: Novembro 19, 2022, 11:28:16 am »
Haja grupos
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re:
« Responder #2965 em: Novembro 19, 2022, 02:45:36 pm »
velu de novo Guilherme  :mrgreen:

Ficam caros só em wiskey