Votação

Qual a melhor aeronave para este tipo para missão para Portugal?

Avião ligeiro de asa fixa (Super Tucano, AT6)
Helicóptero de ataque dedicado (Apache, Cobra, Tiger)...
Avião AC295
Black Hawk armado
outra opção

Aeronaves de apoio aéreo próximo em Portugal

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mafets

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Re: Aeronaves de apoio aéreo próximo em Portugal
« Responder #105 em: Outubro 06, 2022, 04:55:46 pm »


Eu sei as diferenças, mas não são suficientemente relevantes para tornar os custos de manutenção exponencialmente mais caros. A maior diferença física será a cauda dobrável (e pás também, assim de memória). Se um AH-1Z e UH-1Y partilham uns 80% dos componentes, então os Merlin 514/515/516 vão partilhar à vontade 95%.

Eu também tinha essa ideia e porem não foi isso que me disseram na BA6.

E a falta de pessoal, apenas será mais grave com a vinda do ST, que vai obrigar a que seja formado pessoal de terra extra para permitir destacar lá fora (e garantir ao mesmo tempo a manutenção da restante frota cá), e ainda obriga a manter duas outras aeronaves de treino a hélice, exigindo cada uma delas pilotos e pessoal de terra próprios.
Duvido no actual quadro que o destacar lá fora, saia do papel. No que diz respeito à questão dos meios a FAP preferia um jacto o que iria sempre obrigar a manter o Epsilon, Chip ou que viesse a seguir.

E de que adianta falar em Chinook e Kiowa Warrior, quando nós temos é Merlin e, espera-se, UH-60? O UH-60 armado até é melhor opção para escoltar que o Kiowa, e ainda demais missões que pode executar. No fim chegamos à conclusão que, qualquer helicóptero de transporte levemente armado, precisa sempre de outro de apoio.
Resta saber se vai ser armado. O Merlin até hoje não foi. Portanto...


A partir do momento em que a própria FAB já procura outra aeronave de treino avançado, o AMX é para esquecer, que não terá continuidade. Seria, tal como o ST, apenas um remendo, quando há soluções mais lógicas. Mais uma vez, se a prioridade é treino, compra-se 16 a 20 PC-21, para o lugar dos AJ e TB-30, os TB-30 no lugar dos Chipmunk, e reduzíamos a despesa no número de frotas de treino, que passavam de 3 para 2.

A Opção T2 nunca saiu do papel. A própria FAB só vai modernizar parte dos AMX biplace pelo que fica a restante frota encaixotada à espera de Upgrade ou comprador. E para mim a opção do PC21 é viável como sempre foi. Desde que venham com os 5 pontos de armamento que mesmo para mandar uns balázios no CTA tem de se usar os F16.


Mas, nós temos cartéis da droga em tudo o que é canto do país, ao ponto de necessitar de aeronaves para esse fim? Porque é que estamos a ser comparados com países cujas FA têm como uma das principais missões o combate ao narcotráfico? Os ucranianos demonstraram tanto interesse, que depois de lhes serem "oferecidos" os 12 ST em segunda-mão, não os quiseram. E se exemplos não faltam, dá aí um exemplo de um país de primeiro mundo que tem aeronaves a hélice armadas para combater em guerra convencional. Vê lá bem se não arranjas muitos mais exemplos de países que simplesmente usam helicópteros armados e/ou de ataque tanto para conflito convencional como não-convencional? A Suécia até prometeu comprar o ST aos brasileiros, se o Gripen ganhasse o concurso, e que modelo escolheram afinal?

Mas são os EUA que produzem os Super Tucano em Sierra Nevada e os vendem para um conjunto de países, além de o "avaliarem". Salvo erro, do mesmo tipo os américas só produzem o AT6.



Em África por exemplo, ou na frente Leste? Duvido. Mas a acontecer, é porque se revelou que, afinal, em vez de se ter investido no ST, devia-se ter investido em helicópteros, para evitar a utilização dos Koala civis em missões mais exigentes do que conseguem cumprir.
Esse investimento começa nas 120 milenas dos Nh90 que acabaram em zero unidades. Fora outros negócios ruinosos para as F.A.


O Porta-Drones não tem nada a ver com os Caracóis, nem o orçamento vem do mesmo sítio (PRR vs LPM). A não ser que conseguisses financiamento do PRR para comprar aeronaves de treino, o que a conseguir, não seria o ST, made in BR a vir, mas sim um modelo europeu. Mas repara que a LPM não contemplava verba para adquirir aeronaves de treino, e na FAP não havia queixas, estava tudo bem. Surgiu a possibilidade de comprar o ST, e de repente surge verba e a FAP fica toda contente com a aquisição. Entretanto, outras opções já existiam, e se aparecesse cá a Pilatus a testar um dos seus aviões, o governo dizia logo que não íamos comprar porque "não está inscrito na LPM". Resumindo, a "esquadra sem aviões" nunca foi prioridade para ninguém, excepto quando surgiu a opção ST.
No fim, vamos ficar com uma aeronave de treino mais cara e inferior para a função, que o concorrente directo, com o falso pretexto das missões em África, que podiam e deviam estar a ser cumpridas (apenas) por helicópteros.

Os Epsilon e os Falcon tiveram parte da verba da Modernização a vir da UE. Tens os CL515 que parte da verba mais uma vez vem da UE e obviamente não vão apenas apagar fogos. Já para não falar da mega lancha da GNR. Além disso as LPM nunca neste pais quiseram saber de grande coisa nem foram cumpridas na integra. Prioridade para mim sempre foram os Caracóis e a substituição dos Alpha. Falo disso em muitos posts. O resto já não é comigo.


O Koala veio para treino, com o pretexto de ser low cost (daí não se ter comprado um modelo bimotor militar), e que hoje obriga a que seja necessário adquirir mais um modelo de helicóptero militar intermédio entre o Merlin e o Koala. O mesmo acontece com o ST, vai-se comprar porque, hipoteticamente, virão uns 12 em segunda-mão baratos (que ninguém quis comprar diga-se), vai remendar a lacuna do AJ, mas por não ser adequado a todas as etapas de treino, terá que se manter 3 modelos a hélice (custos acrescidos) e no futuro terá obrigatoriamente de ser substituído/complementado por uma aeronave de treino avançado (mais despesa). Com o acréscimo de vir a ser usado para COIN, vai-se ter igualmente despesa em armas (que fará falta noutros lados), despesa em treinar pilotos para o uso das armas e ainda duplicar pessoal de terra de forma a que um destacamento em África não afecte a operacionalidade dos restantes cá. Enquanto isto, nas missões em África, além do ST, será necessário também lá ter helicópteros, para fazer todas as missões que o ST não faz, logo, mais despesa.

Volto a dizer que a questão treino e as missões do Al III teriam sempre que ser contabilizadas. Portanto um terceiro heli teria sempre que ser contemplado. Os Koala pecam pelo baixo número de unidades, pois nem para treino, SAR e os tais apaga fogos dão. Quanto ao ST em Africa só se os Francius pagarem, de resto não estou a ver. Então se formos ao exemplo da RCA só levamos os meios terrestres e andamos a usar os Mi disponíveis pela ONU.

O PNM, é financiado, para ser um navio hidrográfico/cientifico, que, à partida, substituirá os 4 hidrográficos ao serviço (já deve permitir poupar a médio/longo prazo, em custos de manutenção e no pessoal necessário). Certo que dentro da Marinha se inventou muito sobre o navio, pra tornar o navio (financiado) algo mais do que apenas um hidrográfico, e a ver vamos se não dá origem a derrapes financeiros, esses sim já fora do "financiamento". Não é claro que, ao não construir o PNM, os 100 milhões ou lá o que é, iriam para outro tipo de navio para a Marinha (provavelmente não). Mas se fosse, esses 100 milhões davam para 1/3 de um LPD, 1/2 AOR, 1/7 de uma fragata ou 1 NPO e meio. Ou seja, não mudava praticamente nada na Marinha, e continuávamos a ter 4 hidrográficos por substituir mais tarde ou mais cedo.

Quero ver como se mete um navio de 100 metros onde se metia uma Lancha Hidrográfica. 100 milhões da para um AOR e parte dos AOR nem armas levam . Enfim, cenas estranhas...

Este mito que o PNM foi roubar dinheiro de outros programas, tem de acabar, porque não é real. O que é real, é que a compra dos ST (que não tem qualquer verba prevista), essa sim vai roubar verba a algum buraco da LPM, não se sabe bem onde, nem quanto, mas virá de algum lado. Agora sim, podemos comparar com a Marinha, que aquando do abate do Bérrio, não se comprou nenhum AOR porque "a verba não está prevista até 2027". Para uns casos a LPM é inalterável, para outros não é.

Dc, mesmo que tu tenhas um financiamento de 100%, tens a logística, manutenção e emprego operacional. E esse dinheiro como é obvio vem na maior parte da marinha. A questão do AOR e do LPD para mim sempre foi falta de vontade. Até porque um dos LPD italianos é da proteção civil.  Mas por cá além das capelinhas tens as prioridades para ir pedir a Bruxelas. E nesse campo a FAP só teve direito a verba para modernização. Portanto, para mim é político. Mas isto é a minha humilde opinião.

Saudações
« Última modificação: Outubro 06, 2022, 05:03:30 pm por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: Aeronaves de apoio aéreo próximo em Portugal
« Responder #106 em: Outubro 06, 2022, 05:15:53 pm »
Os franceses não vão pagar para comprar-mos ST !
No máximo ajudavam com NH-90 usados, recondicionados e armados !
Cps,
 

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Lightning

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Re: Aeronaves de apoio aéreo próximo em Portugal
« Responder #107 em: Outubro 06, 2022, 08:47:28 pm »
Quero ver como se mete um navio de 100 metros onde se metia uma Lancha Hidrográfica.

Penso que seja para isso que servem os drones :mrgreen:

Deve bastar o porta-drones estar ao largo e enviar o drone de superficie para essas zonas menos fundas...

Eu quero saber é como um unico navio vai fazer o trabalho de 4, mesmo que os D.Carlos por vezes andassem a fazer de patrulha, o que talvez demonstre que não há assim tanto trabalho "hidrográfico"...
 

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mafets

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Re: Aeronaves de apoio aéreo próximo em Portugal
« Responder #108 em: Outubro 07, 2022, 10:13:27 am »
Ou seja, estamos a fazer um levantamento hidrográfico no alto douro e fica o porta drones na foz. Coisa esperta e que deve ser eficaz..  :mrgreen:





Nh90? Depois de 120 milhões perdidos e com os problemas que o modelo dá? Mas depressa os via a passar alguns Tucano para a Fap e nós a aceitarmos.  :mrgreen:



Já agora, também pode ser armado.  :mrgreen:



Saudações  :mrgreen:

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Lightning

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Re: Aeronaves de apoio aéreo próximo em Portugal
« Responder #109 em: Outubro 07, 2022, 01:37:28 pm »
Calma, foi só uma hipótese que me sirgiu, não sou o construtor do dito.

Ou talvez o porta-drones seja apenas para substituir os hidrográficos maiores, mas não as lanchas... ;)
 

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dc

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Re: Aeronaves de apoio aéreo próximo em Portugal
« Responder #110 em: Outubro 07, 2022, 04:35:48 pm »
Duvido no actual quadro que o destacar lá fora, saia do papel. No que diz respeito à questão dos meios a FAP preferia um jacto o que iria sempre obrigar a manter o Epsilon, Chip ou que viesse a seguir.

Eu não duvido, já que vamos servir de montra do ST na Europa, logo não é apenas com a missão de treino que o vai fazer, já que é inferior ao concorrente directo neste aspecto, restando-lhe tentar impressionar no COIN em África. Mais depressa não enviam é os helicópteros de "evacuação", e vão usar a desculpa que "esses meios podem ser fornecidos por outros países", argumento esse que, por coincidência, não toca no ST, apesar de haver vários utilizadores em África.

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Resta saber se vai ser armado. O Merlin até hoje não foi. Portanto...

Com a vinda do ST, o mais certo é os "estrategas" virem dizer que afinal não é preciso armar os helicópteros para África, logo já será uma sorte se receberem metralhadoras nas portas laterais. Lá está, o efeito dominó da vinda de uma aeronave a hélice armada, que vai "bloquear" a vinda de armamento para as demais esquadras.

Citar
A Opção T2 nunca saiu do papel. A própria FAB só vai modernizar parte dos AMX biplace pelo que fica a restante frota encaixotada à espera de Upgrade ou comprador. E para mim a opção do PC21 é viável como sempre foi. Desde que venham com os 5 pontos de armamento que mesmo para mandar uns balázios no CTA tem de se usar os F16.

O ponto fulcral é que nem para a FAB, o ST serve para treino avançado. O que nos vai obrigar mais tarde ou mais cedo a comprar outra aeronave, ou a andar a pagar horas noutro lado. E agora só por curiosidade, hoje em dia ainda é essencial aeronaves de treino serem capazes de lançar armamento (pelo menos no caso das aeronaves a hélice que vão formar pilotos de caças)? Compensa sequer os custos, dadas as diferenças de performance e capacidades entre as aeronaves? Um bom assunto a debater creio, principalmente quando me parece que os franceses por exemplo, não o fazem com os seus PC-21 (creio eu, que nunca vi um PC-21 armado).

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Mas são os EUA que produzem os Super Tucano em Sierra Nevada e os vendem para um conjunto de países, além de o "avaliarem". Salvo erro, do mesmo tipo os américas só produzem o AT6.

E pretendem usar no US SOCOM, ou seja, para missões de nicho, e eles têm dinheiro para essas andanças. Nós precisamos é de meios que sejam o mais versáteis possível, ou meios que, no caso de serem "mono-missão", sejam baratos e simples. O ST não é nenhum dos dois.

Citar
Esse investimento começa nas 120 milenas dos Nh90 que acabaram em zero unidades. Fora outros negócios ruinosos para as F.A.

E isso não tem muito a ver com a vinda do ST. Quanto muito, servirá de alerta para estes negócios da treta para ajudar os amigos, sem quaisquer critérios técnicos em consideração.

Citar
Os Epsilon e os Falcon tiveram parte da verba da Modernização a vir da UE. Tens os CL515 que parte da verba mais uma vez vem da UE e obviamente não vão apenas apagar fogos. Já para não falar da mega lancha da GNR. Além disso as LPM nunca neste pais quiseram saber de grande coisa nem foram cumpridas na integra. Prioridade para mim sempre foram os Caracóis e a substituição dos Alpha. Falo disso em muitos posts. O resto já não é comigo.

Essencialmente tudo o que é meio civil. Mas agora imagina precisarmos de ajuda para modernizar os Epsilon, que são tostões comparados com os restantes programas. O CL515 é para apagar fogos, não é uma fragata. O patrulha da GNR foi com financiamento que a Marinha não conseguiria de qualquer maneira. Pena é não se ter utilizado esse financiamento, para adquirir mais e substituir os Cacine de vez, nem que a GNR ficasse com essa parte da responsabilidade, e a Marinha com a vertente Oceânica.

As LPM nunca se cumprem na íntegra, mas também nunca acontece o Governo aceitar alterar a dita Lei, para adquirir mais meios militares. No caso do AOR, não se pode mexer, mas para os amigos do ST, já pode, e é esta a maior indignação de todas.
Quanto ao que é ou não prioridade, é simples, importa é que o treino seja ministrado, seja comprando horas, seja com aeronaves próprias, seja numa escola conjunta. Por outro lado, para os meios de combate, já não há estas soluções.

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Volto a dizer que a questão treino e as missões do Al III teriam sempre que ser contabilizadas. Portanto um terceiro heli teria sempre que ser contemplado. Os Koala pecam pelo baixo número de unidades, pois nem para treino, SAR e os tais apaga fogos dão. Quanto ao ST em Africa só se os Francius pagarem, de resto não estou a ver. Então se formos ao exemplo da RCA só levamos os meios terrestres e andamos a usar os Mi disponíveis pela ONU.

E um helicóptero ligeiro bimotor militar fazia isso, sobretudo se comprado em número suficiente. Não te ficava é pelos tais 20 milhões. A diferença é que, com a vinda do koala e agora do héli de evacualão, não terás 3 modelos de héli nas FA, terás 4 (Lynx, Koala, Merlin e o que se espera UH-60). Isto sem contar com os de combate aos fogos. Resta a esperança que, para voltar a reduzir esse nº para 3 modelos, venha mesmo o UH-60 para a FAP e no futuro SH/MH-60 para a Marinha.
Então e se o uso do ST em África estiver limitado pelo financiamento dos franceses, isso não revela ainda mais a não necessidade da aquisição deste modelo de aeronave? Vamos acabar a ter um avião de treino a hélice, que é mais caro e pior para treino, que o PC-21.  ::)

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Quero ver como se mete um navio de 100 metros onde se metia uma Lancha Hidrográfica. 100 milhões da para um AOR e parte dos AOR nem armas levam . Enfim, cenas estranhas...

O hidrográfico será operado no Oceano, que é a maior área aquática que temos. Para rios, podes usar perfeitamente uma lancha da dimensão das Argos/Centauro (que até estão a precisar de substituição, por isso fica a ideia) e recorrer a tecnologia de UUVs. Isto de ter hidrográficos de rio, só fazia sentido se tivéssemos o Amazonas.

100 milhões dá para um AOR made in China. Se o Maud, made in Coreia do Sul, custou 150 milhões, então um feito na Europa, custará tanto ou mais. Com 100 milhões, compras um AOR rudimentar. Não esquecer que os NPOs custam entre 50 a 60 milhões cada um, sem armamento nem sensores militares.

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Dc, mesmo que tu tenhas um financiamento de 100%, tens a logística, manutenção e emprego operacional. E esse dinheiro como é obvio vem na maior parte da marinha. A questão do AOR e do LPD para mim sempre foi falta de vontade. Até porque um dos LPD italianos é da proteção civil.  Mas por cá além das capelinhas tens as prioridades para ir pedir a Bruxelas. E nesse campo a FAP só teve direito a verba para modernização. Portanto, para mim é político. Mas isto é a minha humilde opinião.

Isso seria um argumento válido, se o navio não viesse substituir nada. Mas como vem substituir 2 a 4 hidrográficos, acabas por ficar a ganhar. Pode-se sim, é questionar os custos da complicação que será a operação como "porta-drones", já que isso implicará, desde logo, a compra dos drones e treino envolvendo este tipo de meio numa doutrina completamente nova.

O AOR foi sem dúvida falta de vontade, até porque há anos que falamos de um em segunda-mão, e diziam sempre que "na LPM não se mexe", logo não arranjavam verba, já para o ST, esta regra não se vai aplicar. O LPD é mais complicado, já que exige guarnição grande, maiores custos tanto de aquisição como de operação, numa Marinha que tem poucas fragatas, ainda por cima coxas. Se o PNM é despesa para a Marinha, então a besta do LPD é um buraco negro para os recursos.
 

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Red Baron

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Re: Aeronaves de apoio aéreo próximo em Portugal
« Responder #111 em: Outubro 08, 2022, 11:33:56 am »
Duvido no actual quadro que o destacar lá fora, saia do papel. No que diz respeito à questão dos meios a FAP preferia um jacto o que iria sempre obrigar a manter o Epsilon, Chip ou que viesse a seguir.

Eu não duvido, já que vamos servir de montra do ST na Europa, logo não é apenas com a missão de treino que o vai fazer, já que é inferior ao concorrente directo neste aspecto, restando-lhe tentar impressionar no COIN em África. Mais depressa não enviam é os helicópteros de "evacuação", e vão usar a desculpa que "esses meios podem ser fornecidos por outros países", argumento esse que, por coincidência, não toca no ST, apesar de haver vários utilizadores em África.

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Resta saber se vai ser armado. O Merlin até hoje não foi. Portanto...

Com a vinda do ST, o mais certo é os "estrategas" virem dizer que afinal não é preciso armar os helicópteros para África, logo já será uma sorte se receberem metralhadoras nas portas laterais. Lá está, o efeito dominó da vinda de uma aeronave a hélice armada, que vai "bloquear" a vinda de armamento para as demais esquadras.

Citar
A Opção T2 nunca saiu do papel. A própria FAB só vai modernizar parte dos AMX biplace pelo que fica a restante frota encaixotada à espera de Upgrade ou comprador. E para mim a opção do PC21 é viável como sempre foi. Desde que venham com os 5 pontos de armamento que mesmo para mandar uns balázios no CTA tem de se usar os F16.

O ponto fulcral é que nem para a FAB, o ST serve para treino avançado. O que nos vai obrigar mais tarde ou mais cedo a comprar outra aeronave, ou a andar a pagar horas noutro lado. E agora só por curiosidade, hoje em dia ainda é essencial aeronaves de treino serem capazes de lançar armamento (pelo menos no caso das aeronaves a hélice que vão formar pilotos de caças)? Compensa sequer os custos, dadas as diferenças de performance e capacidades entre as aeronaves? Um bom assunto a debater creio, principalmente quando me parece que os franceses por exemplo, não o fazem com os seus PC-21 (creio eu, que nunca vi um PC-21 armado).

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Mas são os EUA que produzem os Super Tucano em Sierra Nevada e os vendem para um conjunto de países, além de o "avaliarem". Salvo erro, do mesmo tipo os américas só produzem o AT6.

E pretendem usar no US SOCOM, ou seja, para missões de nicho, e eles têm dinheiro para essas andanças. Nós precisamos é de meios que sejam o mais versáteis possível, ou meios que, no caso de serem "mono-missão", sejam baratos e simples. O ST não é nenhum dos dois.

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Esse investimento começa nas 120 milenas dos Nh90 que acabaram em zero unidades. Fora outros negócios ruinosos para as F.A.

E isso não tem muito a ver com a vinda do ST. Quanto muito, servirá de alerta para estes negócios da treta para ajudar os amigos, sem quaisquer critérios técnicos em consideração.

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Os Epsilon e os Falcon tiveram parte da verba da Modernização a vir da UE. Tens os CL515 que parte da verba mais uma vez vem da UE e obviamente não vão apenas apagar fogos. Já para não falar da mega lancha da GNR. Além disso as LPM nunca neste pais quiseram saber de grande coisa nem foram cumpridas na integra. Prioridade para mim sempre foram os Caracóis e a substituição dos Alpha. Falo disso em muitos posts. O resto já não é comigo.

Essencialmente tudo o que é meio civil. Mas agora imagina precisarmos de ajuda para modernizar os Epsilon, que são tostões comparados com os restantes programas. O CL515 é para apagar fogos, não é uma fragata. O patrulha da GNR foi com financiamento que a Marinha não conseguiria de qualquer maneira. Pena é não se ter utilizado esse financiamento, para adquirir mais e substituir os Cacine de vez, nem que a GNR ficasse com essa parte da responsabilidade, e a Marinha com a vertente Oceânica.

As LPM nunca se cumprem na íntegra, mas também nunca acontece o Governo aceitar alterar a dita Lei, para adquirir mais meios militares. No caso do AOR, não se pode mexer, mas para os amigos do ST, já pode, e é esta a maior indignação de todas.
Quanto ao que é ou não prioridade, é simples, importa é que o treino seja ministrado, seja comprando horas, seja com aeronaves próprias, seja numa escola conjunta. Por outro lado, para os meios de combate, já não há estas soluções.

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Volto a dizer que a questão treino e as missões do Al III teriam sempre que ser contabilizadas. Portanto um terceiro heli teria sempre que ser contemplado. Os Koala pecam pelo baixo número de unidades, pois nem para treino, SAR e os tais apaga fogos dão. Quanto ao ST em Africa só se os Francius pagarem, de resto não estou a ver. Então se formos ao exemplo da RCA só levamos os meios terrestres e andamos a usar os Mi disponíveis pela ONU.

E um helicóptero ligeiro bimotor militar fazia isso, sobretudo se comprado em número suficiente. Não te ficava é pelos tais 20 milhões. A diferença é que, com a vinda do koala e agora do héli de evacualão, não terás 3 modelos de héli nas FA, terás 4 (Lynx, Koala, Merlin e o que se espera UH-60). Isto sem contar com os de combate aos fogos. Resta a esperança que, para voltar a reduzir esse nº para 3 modelos, venha mesmo o UH-60 para a FAP e no futuro SH/MH-60 para a Marinha.
Então e se o uso do ST em África estiver limitado pelo financiamento dos franceses, isso não revela ainda mais a não necessidade da aquisição deste modelo de aeronave? Vamos acabar a ter um avião de treino a hélice, que é mais caro e pior para treino, que o PC-21.  ::)

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Quero ver como se mete um navio de 100 metros onde se metia uma Lancha Hidrográfica. 100 milhões da para um AOR e parte dos AOR nem armas levam . Enfim, cenas estranhas...

O hidrográfico será operado no Oceano, que é a maior área aquática que temos. Para rios, podes usar perfeitamente uma lancha da dimensão das Argos/Centauro (que até estão a precisar de substituição, por isso fica a ideia) e recorrer a tecnologia de UUVs. Isto de ter hidrográficos de rio, só fazia sentido se tivéssemos o Amazonas.

100 milhões dá para um AOR made in China. Se o Maud, made in Coreia do Sul, custou 150 milhões, então um feito na Europa, custará tanto ou mais. Com 100 milhões, compras um AOR rudimentar. Não esquecer que os NPOs custam entre 50 a 60 milhões cada um, sem armamento nem sensores militares.

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Dc, mesmo que tu tenhas um financiamento de 100%, tens a logística, manutenção e emprego operacional. E esse dinheiro como é obvio vem na maior parte da marinha. A questão do AOR e do LPD para mim sempre foi falta de vontade. Até porque um dos LPD italianos é da proteção civil.  Mas por cá além das capelinhas tens as prioridades para ir pedir a Bruxelas. E nesse campo a FAP só teve direito a verba para modernização. Portanto, para mim é político. Mas isto é a minha humilde opinião.

Isso seria um argumento válido, se o navio não viesse substituir nada. Mas como vem substituir 2 a 4 hidrográficos, acabas por ficar a ganhar. Pode-se sim, é questionar os custos da complicação que será a operação como "porta-drones", já que isso implicará, desde logo, a compra dos drones e treino envolvendo este tipo de meio numa doutrina completamente nova.

O AOR foi sem dúvida falta de vontade, até porque há anos que falamos de um em segunda-mão, e diziam sempre que "na LPM não se mexe", logo não arranjavam verba, já para o ST, esta regra não se vai aplicar. O LPD é mais complicado, já que exige guarnição grande, maiores custos tanto de aquisição como de operação, numa Marinha que tem poucas fragatas, ainda por cima coxas. Se o PNM é despesa para a Marinha, então a besta do LPD é um buraco negro para os recursos.

A USSOCOM não é operações de nicho é o equivalente a BRR+Fuzos.

O ST é um meio para apoiar as operações da BRR.

 

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dc

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Re: Aeronaves de apoio aéreo próximo em Portugal
« Responder #112 em: Outubro 08, 2022, 01:38:42 pm »
É aí que fazes a falsa equivalência. Porque para o SOCOM, o ST não vai ser usado em todos os TOs, mas sim num nicho deles onde seja adequado o seu uso. Eles têm dinheiro, podem dar-se ao luxo de adquirir um meio que se adeque a cada necessidade específica, nós nem blindado 4x4 temos nos fuzos.

As missões das nossas forças especiais, não se resumem a missões em África e semelhantes, existindo também missões contra uma ameaça convencional. E se calhar antes de se comprar um meio para apoiar estas forças, em TOs específicos, deviam ser comprados meios que possam ser usados em vários TOs.

Enviámos Fuzos para o Báltico sem viaturas blindadas, e a vinda do ST não resolve este tipo de lacunas.
 
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Re: Aeronaves de apoio aéreo próximo em Portugal
« Responder #113 em: Outubro 20, 2022, 06:04:18 pm »
O SOCOM não vai usar super tucano nenhum!!!! de onde veio essa ideia?
Os Americanos ofereceram uns super tucano aos Afegão, e tinham 2 em testes para o programa light attack aircraft, dos quais entretanto se despenhou um e foram retirados do programa.
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" Only fools and dead Men don´t change their minds. Fools won´t and dead Men can´t !! "
 
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