Política em Portugal

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Re: Política em Portugal
« Responder #810 em: Novembro 08, 2022, 10:28:45 pm »
Como sou um tremendo apreciador do PCP, igual ao meu tio que chegou a dar o nome de Cunhal..... ao seu cão  :mrgreen:
Não podia deixar de colocar aqui a meme da foto de despedida da vida política do operário....... ou melhor, do político que chegou a ser operário durante meia-dúzia de anos, porque desde 1975 que está na vida política activa!!!!!

 

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Camuflage

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Re: Política em Portugal
« Responder #811 em: Novembro 08, 2022, 10:35:48 pm »
Quem é que se lembrou que este desconhecido iria ser o novo secretário geral do PCP? Nem eleições, nem candidatos, aponta-se um gajo, faz-se uma eleição geral que obviamente não tendo outra pessoa e é tudo de mão no ar, passa.

Falta agora o BE ter coragem de substituir a apagada atriz.
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #812 em: Novembro 08, 2022, 10:41:20 pm »
Quem é que se lembrou que este desconhecido iria ser o novo secretário geral do PCP? Nem eleições, nem candidatos, aponta-se um gajo, faz-se uma eleição geral que obviamente não tendo outra pessoa e é tudo de mão no ar, passa.

Falta agora o BE ter coragem de substituir a apagada atriz.

Nos comunistas sempre houve a democracia deles, meia dúzia de iluminados é que escolhem por todos. Nos outros partidos, bem ou mal, mas há eleições para escolherem quem querem, nos comunistas..... secalhar recebem alguma carta da embaixada de Moscovo com o nome e o fato  :mrgreen:

Ainda me lembro quando foram obrigados a abandonar as votações de braço no ar!!!!!!! Só para não terem oposição!!!!!!
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #813 em: Novembro 09, 2022, 12:03:24 am »
Já tem uns meses, mas vou colocar aqui.

O António Costa é o Rei do Gado  :mrgreen:


a PANelização do PS também está bem conseguida  :mrgreen:
« Última modificação: Novembro 09, 2022, 12:22:40 am por Viajante »
 

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papatango

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Re: Política em Portugal
« Responder #814 em: Novembro 09, 2022, 12:26:52 pm »
Citação de: Camuflage
Quem é que se lembrou que este desconhecido iria ser o novo secretário geral do PCP? Nem eleições, nem candidatos, aponta-se um gajo, faz-se uma eleição geral que obviamente não tendo outra pessoa e é tudo de mão no ar, passa. (...)

É preciso conhecer o partido por dentro para tentar entender aqui alguma coisa...
Em primeiro lugar, é preciso entender que o novo secretário geral vem da DORS.
Mesmo em Lisboa, na Soeiro Pereira Gomes, o pessoal do partido via os comunistas de Setubal com desconfiança, por causa de serem demasiado pró-russos.
Antes das primeiras eleições autarquicas o comunista designado presidente da camara, chegou a remover a bandeira nacional e a hastear a bandeira da União Soviética, para homenagear uma astronauta soviética de visita a Setubal.

O pessoal do PC de Setubal, foi muito beneficiado.
Como havia poucos intelectuais e muitos operários, foi decidido apostar na formação, e os filhos e amigos do partido receberam bolsas de estudo para estudar na União Soviética, como se fazia com os países africanos. União Soviética, Alemanha Democrática e Bulgária, receberam setubalenses.

Há engenheiros e médicos relacionados com o PCP em Setubal. Curiosamente, muitos deles vieram completamente desiludidos...

Depois há o PCP Sociedade Anónima. O partido e as empresas pertencentes ao pessoal, que gravita à volta do secretário geral e que controlam o livro de cheques do partido que mais reservas de dinheiro tem no país.
São as agencias de viagens e turismo ligadas ao partido, que vendem viagens à Russia para visitar o tumulo do Lenine, mas também viagens no transsiberiano até Vladivostok e incluindo viagem de volta de avião até Lisboa, via Moscovo.

Depois há as viagens para Cuba, também controladas por pessoal ligado ou relacionado com o partido.

O incrivel, é que quem compra estas viagens está a fazer um negócio fenomenal, porque o PCP tem sempre os melhores preços.

Dizem as más línguas, que na realidade essas agências não pagam aos russos, mas recebem o dinheiro em Portugal.
E que é assim que o Partido Comunista russo, controlado por Putin, financia o PCP.

E depois, há a Festa do Avante, segundo alguns, uma gigantesca forma de lavar o dinheiro que entra no PCP vindo da Russia e que não podia ficar nas contas.

Alegadamente, o PCP venderá muito, muito mais entradas na "Festa" que aquelas que realmente são compradas e pagas.

O homem das Praias do Sado, ou mais precisamente de um lugar chamado Faralhão, poderá ser apenas um dos funcionários do partido que mais facilmente se move nas aguas turvas e podres do Partido Comunista Português.


Citação de: Viajante
Como sou um tremendo apreciador do PCP, igual ao meu tio que chegou a dar o nome de Cunhal..... ao seu cão  :mrgreen:
Eu tentei mudar o nome do gato para Putin, mas não me autorizaram.
A primeira razão, é que escandalizava os vizinhos. A segunda, o próprio gato podia fugir espavorido  :mrgreen:
« Última modificação: Novembro 09, 2022, 12:28:11 pm por papatango »
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #815 em: Novembro 10, 2022, 08:59:37 am »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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ricardonunes

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Re: Política em Portugal
« Responder #816 em: Novembro 10, 2022, 09:32:21 am »


Citar
Nota curricular

Dados biográficos:

Nome: Tiago Alberto Ramos Cunha.

Data e local de nascimento: 24 de novembro de 2000, Porto.

Habilitações e atividade académica:

Desde 2022 - Frequência do mestrado em Direito e Ciência Jurídica - especialidade em Direito Administrativo na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

2022 - XXIII Curso de Defesa para Jovens do Instituto da Defesa Nacional.

2022 - Licenciatura em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Porto.

2021 - Curso Breve de Contratação Pública da PA Advogados.

Outras experiências relevantes:

2022 - International Visitor Leadership Program (IVLP) do Departamento de Estado dos Estados Unidos.

De 2020 a 2021 - Secretário-Geral do Conselho Nacional de Estudantes de Direito (CNED).

2020 - 2.º Lugar no Hackathon #SOTEU, iniciativa da Representação da Comissão Europeia em Portugal.
Potius mori quam foedari
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #817 em: Novembro 10, 2022, 12:11:47 pm »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #818 em: Novembro 11, 2022, 10:52:07 am »
Isto sim é noticia á lá CM....  :mrgreen:

Ex-presidente da Câmara de Vizela visitava amantes com carro oficial

Passagens na Via Verde, após o horário de serviço, eram às centenas e várias vezes de madrugada.

Correio da Manhã 09:11

O ex-presidente da Câmara de Vizela, Dinis Costa, vai ser julgado dois crimes de peculato e peculato de uso. Segundo o despacho de pronúncia, o arguido usava, enquanto autarca, os carros oficiais para deslocações pessoais e utilizava o cartão de crédito da câmara para pagar despesas privadas. Diz ainda que o então presidente da autarquia vizelense utilizava as viaturas oficiais “aos fins de semana e até para encontros com amantes”.

As passagens na Via Verde, após o horário de serviço, eram às centenas e várias vezes de madrugada. A defesa alega que Dinis Costa tinha isenção de horário.

Quanto aos gastos ilegais, segundo a acusação, entre 2009 e 2017, Dinis Costa pagou despesas de alimentação no valor global de mais de 10 mil euros.

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/ex-presidente-da-camara-de-vizela-visitava-amantes-com-carro-oficial?ref=HP_PrimeirosDestaques
Potius mori quam foedari
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #819 em: Novembro 11, 2022, 12:28:49 pm »
Carlos Costa acusa primeiro-ministro de tentar proteger Isabel dos Santos. António Costa responde com processo

O primeiro-ministro vai processar Carlos Costa por declarações no livro "O Governador", de Luís Rosa, sobre Isabel dos Santos. Magalhães e Silva será o advogado do António Costa.

O primeiro-ministro António Costa vai processar o ex-governador do Banco de Portugal (BdP). Em causa as denúncias feitas pelo homem que esteve à frente do BdP durante dez anos (2010 a 2020), no livro “O Governador”, da autoria do jornalista Luís Rosa, que revelam que o primeiro-ministro António Costa terá feito pressão sobre Carlos Costa, para que Isabel dos Santos se pudesse manter na administração do Banco BIC.

“O primeiro-ministro constituiu seu advogado Dr. Manuel Magalhães e Silva para adotar os procedimentos legais adequados contra o Dr. Carlos Costa, tendo em conta as declarações proferidas que são ofensivas do seu bom nome, honra e consideração“, revelou fonte oficial do gabinete do primeiro-ministro ao ECO.

De acordo com o Observador, na obra são revelados “factos até agora desconhecidos sobre a intervenção da troika, o caso Banco Espírito Santo e a resolução do Banif, entre outros temas”, assim como detalhes sobre as tensões “com José Sócrates, António Costa e Mário Centeno e as guerras com Ricardo Salgado e a família Espírito Santo”.



O episódio remonta a abril de 2016, quando o governador informou Isabel dos Santos, a maior acionista do BIC à data, e Fernando Teles, sócio da filha mais velha do ex-presidente de Angola, que tinham de se afastar do Conselho de Administração do Banco no qual tinham uma participação de 20%. Uma decisão que tinha por objetivo fazer passar aos mercados a certeza de que aquela instituição bancária em nada estava relacionada com os problemas a que estava exposto o BIC Angola.

Isabel dos Santos não aceitou a ideia. Começou por dizer que não havia nada na legislação portuguesa que a impedisse de ser administradora do BIC. E, perante a determinação de Carlos Costa, recorreu, diz o livro, ao primeiro-ministro português, que terá defendido a posição da filha do ex-presidente de Angola.

António Costa, à entrada para a reunião da Comissão Política do PS, considerou as declarações do ex-governador do Banco de Portugal “ofensivas” da sua honra, bom nome e consideração. O primeiro-ministro avançou ainda que contactou Carlos Costa e que uma vez que “não se retratou”, nem “pediu desculpas” constituiu como advogado “Manuel Magalhães e Silva, que adotará os procedimentos adequados contra o doutor Carlos Costa”.

Ao mesmo tempo, na reunião extraordinária do Conselho Nacional do PSD, António Leitão Amaro considera que as acusações do livro seriam uma “situação demasiado grave” para o país. “O primeiro-ministro tem de se responder se e porque interferiu junto a uma instituição independente para manter intocável Isabel dos Santos”, disse o vice-presidente do partido.

https://eco.sapo.pt/2022/11/10/costa-vai-processar-carlos-costa/

E isto é o PS, semelhante ao polvo ou ao eucalipto, que seca tudo e todos à sua volta!

Só pelo facto do Costa meter em tribunal o antigo Governador do Banco de Portugal, por causa deste livro, já me abriu o apetite  :mrgreen:

O público em geral, não pode saber que o regime presta vassalagem aos PALOP, apesar de todos poderem constatar!!!!!  :mrgreen:
« Última modificação: Novembro 11, 2022, 12:30:24 pm por Viajante »
 
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Re: Política em Portugal
« Responder #820 em: Novembro 11, 2022, 02:54:44 pm »
Para enquadrar devidamente porque motivo tombou o Secretário de Estado Adjunto Miguel Alves, deixo a entrevista do empresário que recebeu adiantado para nada fazer:

https://expresso.pt/sociedade/2022-11-10-Criei-uma-empresa-no-Dubai-para-nao-pagar-impostos.-Digo-abertamente-e-uma-metodologia-comum-diz-o-empresario-amigo-de-Miguel-Alves-93a2e386

Outro pormenor, quando voltou a ser chamado pelo PM para trabalhar consigo, o PM já sabia que era investigado/arguído em mais processos........
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #821 em: Novembro 13, 2022, 02:27:55 pm »
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
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Re: Política em Portugal
« Responder #822 em: Novembro 25, 2022, 12:23:23 pm »
A derrocada autárquica do Chega: Partido de André Ventura perdeu um terço dos vereadores no espaço de um ano, mas há mais descontentes na porta de saída

O Chega já perdeu 6 dos 19 vereadores eleitos pelo partido nas Autárquicas de setembro de 2021, mas deve estar prestes a perder mais um (em Vila Verde, Braga). Nuno Afonso foi o último a sair do partido – mas apenas o segundo que não o fez pelo próprio pé –, o que aconteceu dias depois de ter anunciado disponibilidade para concorrer ao lugar de André Ventura. O agora vereador independente da Câmara de Sintra pondera avançar com queixa-crime contra o partido e seus dirigentes

Com a retirada da confiança política a Nuno Afonso – decisão anunciada na última quarta-feira –, o Chega já perdeu um terço dos vereadores municipais eleitos pelo partido nas Autárquicas de setembro de 2021. Em apenas um ano, seis dos 19 autarcas eleitos pelo partido liderado por André Ventura passaram a independentes nos respetivos executivos municipais.

O caso mais recente é o de Nuno Afonso, vereador na Câmara Municipal de Sintra. O militante “n.º 2” do Chega, coordenador autárquico do partido nas eleições do ano passado e antigo chefe de gabinete no Parlamento de André Ventura na anterior legislatura (quando este era deputado único), tem sido o principal rosto da oposição interna à atual direção do partido, situação que se tornou mais visível desde o mês de maio, depois de Nuno Afonso ter sido exonerado do cargo que ocupava na Assembleia da República. Na semana passada, Nuno Afonso manifestou mesmo, ao Expresso, disponibilidade para avançar para a presidência do partido, caso André Ventura coloque o seu lugar à disposição.

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A decisão de retirar a confiança política a Nuno Afonso foi conhecida através de um comunicado da distrital de Lisboa do Chega e justificada com o facto de o vereador ter viabilizado o Orçamento e Grandes Opções do Plano para 2023 da Câmara Municipal de Sintra, liderada pelo socialista Basílio Horta, “contra as indicações e orientações” dos órgãos nacionais, distritais e concelhios do partido. “O seu sentido de voto, à revelia das orientações do partido e da estratégia definida para o distrito, são claros atos de indisciplina partidária e não deixa outra alternativa, a esta Comissão Política Distrital, senão a de retirar, de imediato, a confiança política ao senhor vereador Nuno Afonso”, lê-se na nota publicada, nas redes sociais, pelo órgão presidido pelo deputado Pedro Pessanha.

Seis já saíram…

A debandada de deputados municipais eleitos pelo Chega começou ainda no final do ano passado, apenas dois meses após as Autárquicas. Em novembro de 2021, a primeira a “bater com a porta” foi a cabeça de lista do Chega à Câmara Municipal de Moura, Cidália Figueira, que depois do sucesso alcançado com a eleição para vereadora se queixou de falta de apoio do partido durante e após a campanha, que considerou serem consequência de “divergências” com a distrital de Beja do Chega.

Em declarações ao jornal regional A Planície, Cidália Figueira lamentou o facto de ter andado “sempre sozinha” nas “arruadas” que realizou naquele concelho e de, na tomada de posse como vereadora, não ter sido cumprimentada por ninguém da sua bancada nem por André Ventura. “Vi que não houve qualquer interesse na minha pessoa e uma vez que isso aconteceu (…) resolvi passar a vereadora independente inscrita”, afirmou. 

A fechar o ano, foi a vez de Márcio Souza anunciar o seu afastamento do partido. Eleito pelo Chega para o executivo da Câmara Municipal de Sesimbra, o vereador justificou a decisão com o “desacordo total com a forma de atuação do partido, nomeadamente pela distrital de Setúbal”.

Num curto comunicado, publicado na sua página pessoal do Facebook, Márcio Souza assumiu a decisão de manter o cargo como vereador independente “para honrar os compromissos (…) com a comunidade, de forma a contribuir para a melhoria de vida de todos os sesimbrenses, sem exceção” – o executivo liderado por Francisco Jesus (CDU) atribuiu, entretanto, o pelouro da Proteção Civil Márcio Souza.

Em um ano, Chega perdeu seis vereadores: em Moura, Sesimbra, Seixal, Moita, Entroncamento e Sintra. Vila Verde está “por um fio”

Em fevereiro deste ano, foi a vez do Chega convocar a comunicação social para uma conferência de imprensa, na sede do partido, para anunciar a decisão do partido de retirar a confiança política a Márcio Souza, mas também a Henrique Freire, eleito vereador da Câmara Municipal do Seixal. Em causa: o facto destes autarcas terem viabilizado os orçamentos dos respetivos executivos CDU.

“Isto é inadmissível e nenhum partido antissistema pode viver com isto de forma complacente e de forma tolerante. A minha decisão foi por isso imediata: comunicar à direção nacional do partido que estes dois vereadores deixariam de representar o partido e as suas estruturas, deixariam de representar o seu combate político e passarão a agir como independentes”, afirmou, na ocasião, André Ventura.

A um ritmo de uma “baixa” por mês, seguiu-se o “divórcio” com Ivo Pedaço. Em março deste ano, o vereador eleito pelo Chega para a Câmara Municipal da Moita abandonou o partido em choque com a distrital de Setúbal. Em comunicado, Pedaço e mais cinco deputados municipais eleitos pelas listas do Chega no concelho da Moita justificaram a decisão “pela gestão de expectativas”. “Acreditámos que pertencíamos a um partido ponde teríamos espaço para o debate de ideias e para sermos a voz da população local e o garante que iriamos defender os interesses locais contra os interesses económicos do carreirismo político, não compatíveis com a doutrina apregoada pelo Chega no combate à corrupção, ao compadrio e aos interesses obscuros que pautam a política portuguesa e na qual nós nos revemos”, referia a nota.

Dirigindo as críticas à distrital de Setúbal e, em particular, ao deputado Bruno Nunes, eleito por aquele círculo eleitoral nas Legislativas de 30 de janeiro, os autarcas detalharam que, entre os vários pontos, o primeiro que “despoletou” esta decisão teve origem numa “tentativa de influência do voto favorável do vereador, perante interesses pessoais e financeiros de um membro da distrital de Setúbal e de um investidor por ele apresentado”, sem avançar nomes – com esta saída na Moita (e juntando os casos de Seixal e Sesimbra), o Chega ficou sem autarcas no distrito de Setúbal.

Em abril passado, foi a vez de Luís Forinho, vereador do Chega na Câmara Municipal do Entroncamento, anunciar a sua “desvinculação total” do partido. Num vídeo publicado no seu canal no Youtube, “Portugal Condenado”, Forinho explica as razões que o levaram – e também à líder concelhia, Isabel Sousa, e aos três deputados municipais eleitos pelo Chega (Carlos Monteiro, Fernando Farinha e Carla Sofia) – a abandonar o partido, chegando a mostrar no vídeo o momento em que rasga o seu cartão de militante e arranca da parede a bandeira do Chega que figurava na então sede partidária naquele município.

Numa extensa declaração, Luís Forinho acusou André Ventura de “amiguismo”, criticando duramente os critérios utilizados pelo presidente do Chega para escolher os nomes dos candidatos que integraram a lista de Santarém para as legislativas, liderada por Pedro Frazão (que acabaria por ser eleito deputado), e para a surpreendente contratação da ex-deputado do PAN, Cristina Rodrigues, para o cargo de assessora jurídica do grupo parlamentar do partido.

Nuno Afonso foi a sexta “baixa” – e é, para já, a mais recente desta lista.

… e um está na “corda bamba”

Atualmente, restam 13 vereadores municipais do Chega em funções, mas a debandada de autarcas eleitos pelo partido da direita radical populista pode não ficar por aqui. Fernando Feitor, vereador da Câmara Municipal de Vila Verde (Braga), tem mantido, nos últimos meses, um “braço-de-ferro” com os órgãos distritais e nacionais do partido, a quem acusa de “total falta de apoio”.

Em maio deste ano, este autarca foi suspenso (durante 30 dias) pela Comissão de Ética do Chega, depois de ter entrado em “choque” com a distrital de Braga e com o líder do Chega em Vila Verde, José Luís Moreira, que diz não ser o líder legítimo daquela estrutura concelhia. Ainda na semana passada, numa publicação na sua página pessoal do Facebook, Feitor acusou José Luís Moreira de ser “uma vergonha para o partido e para Vila Verde” e de lhe estar a dever 2.650 euros.

No passado mês de setembro, mais um episódio que permite supor que a rutura pode estar para breve: Fernando Feitor anunciou o encerramento da sede do Chega em Vila Verde, após dois anos sem que a renda daquele espaço tivesse sido paga, o que elevou o tom das suas críticas dirigidas à distrital e à direção nacional do partido, como anunciou o local Semanário V.

“Esperei quase dois anos pelo apoio que nunca tive, nem para a minha campanha eleitoral. Mesmo assim assumi as despesas e lutei pelo concelho de Vila Verde e pelos vilaverdenses”, afirmou, admitindo que “é uma possibilidade” seguir o exemplo dos colegas vereadores municipais que, ao longo do último ano, abandonaram o Chega. Feitor, único vereador do Chega no norte do país, aproveitou o momento para anunciar que será candidato nas Autárquicas em 2025 – falta saber por que partido ou movimento.

Nuno Afonso pondera processo-crime e Pedro Pessanha fala de “desconforto com mais de um ano“

O caso do vereador de Sintra, Nuno Afonso, ganha contornos mediáticos, uma vez que o protagonista ocupou, durante vários anos, lugar de destaque junto da cúpula do Chega, como “vice” do partido e chefe de gabinete de André Ventura, na estreia parlamentar do então deputado único (entre 2019 e 2021).

À VISÃO, Nuno Afonso afirma que está “a ser vítima de uma perseguição política e pessoal” e que “pondera avançar para uma queixa-crime contra o partido e os seus dirigentes”. “Quando assumi que podia ser candidato à distrital de Lisboa, André Ventura arranjou maneira de fazer um Conselho Nacional e, de forma irregular, apresentar uma moção para o adiamento dessas eleições por um ano. Agora, é mais ou menos a mesma situação. Poucos dias depois de anunciar a minha disponibilidade para a presidência do Chega, [André Ventura] tenta arranjar uma forma de me afastar e de denegrir a minha imagem, usando calúnias e mentiras”, diz.

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É o reflexo da forma como André Ventura tem gerido o Chega e demonstra que partido não vive em liberdade e democracia

NUNO AFONSO

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O agora vereador independente da Câmara Municipal de Sintra nega as razões apontadas pela distrital de Lisboa para o seu afastamento, reiterando que não recebeu indicações do partido nem votou favoravelmente para aprovar o orçamento e plano para 2023 daquela autarquia. “Apenas foi viabilizada a submissão do documento para a Assembleia Municipal”, explica, acrescentando que todo este processo é apenas “o reflexo da forma como André Ventura tem gerido o Chega” e que “demonstra que neste partido não se vive em liberdade nem em democracia”.

Já o líder da distrital de Lisboa, Pedro Pessanha – também deputado na Assembleia da República –, órgão que anunciou a retirada da confiança política a Nuno Afonso, nega esta versão. “Uma coisa são factos, outra é o que o senhor vereador de Sintra diz”, afirma.

À VISÃO, Pessanha admite que “existia desconforto” com Nuno Afonso “há mais de um ano”, devido à “dificuldade de convívio e comunicação” entre o vereador e as estruturas do partido. “Um dos grandes problemas, ao longo deste último ano, foi a dificuldade de comunicação. Por várias vezes, a distrital e a concelhia de Sintra tentaram falar [com Nuno Afonso], para coordenar trabalho, mas raramente – ou porque não atendia o telefone ou outra coisa qualquer – conseguíamos que o senhor vereador estivesse disponível”.

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No último ano, chegaram queixas da concelhia de Sintra e dos três deputados municipais (do Chega) contra posições de Nuno Afonso

PEDRO PESSANHA

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O líder da distrital de Lisboa do Chega adianta que, durante este período, “chegaram aos órgãos do Chega “queixas sistemáticas e constantes da concelhia e dos três deputados municipais” (também eleitos pelo Chega) “contra as posições assumidas por Nuno Afonso, que não estavam em linha com as do partido”.

Pedro Pessanha sublinha ainda que “existem canais de comunicação, a nível nacional e distrital do partido, onde estão presentes todos os dirigentes e autarcas, em que são dadas orientações sobre o sentido de voto que cada autarca dever tomar” e lamenta que, “infelizmente, o senhor vereador de Sintra tenha escolhido não segui-las”.

Nuno Afonso é, assim, o sexto vereador municipal do Chega a abandonar o partido no espaço de apenas um ano – a contagem continua?

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7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Política em Portugal
« Responder #823 em: Novembro 25, 2022, 09:46:27 pm »
Mulher do secretário de Estado das Infraestruturas contratada por entidade reguladora do setor tutelado pelo marido



https://multinews.sapo.pt/noticias/mulher-do-secretario-de-estado-das-infraestruturas-contratada-por-entidade-reguladora-do-setor-tutelado-pelo-marido/

Como dizia o Arnaldo Matos:
 

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Re: Política em Portugal
« Responder #824 em: Novembro 26, 2022, 05:36:22 pm »
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