GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS

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Viajante

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Re: GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS
« Responder #450 em: Outubro 22, 2022, 11:35:36 pm »
https://mobile.twitter.com/visegrad24/status/1583778688046628864


BREAKING:

Germany will significantly cut down the expansion of the army due to “high inflation and the expensive dollar”

Several projects will be cancelled or downsized, including:

Puma IFVs
Self-propelled howitzers
Corvettes
Frigates
Eurofighters
potentially F-35s (downsized)



Por cá pensam assim " se a Alemanha está a cortar, nós nem vamos investir" "!

Pode ser uma jogada alemã!

Por causa disto:

https://expatguideturkey.com/germanys-decision-divided-europe-the-french-are-angry-with-scholz-the-critical-meeting-has-been-postponed/

Convém não esquecer que são governados pelos socialistas lá do sítio  :mrgreen:

Mas pode ser uma jogada porque a França está furiosa pelo forte investimento alemão ........ em armas americanas!!!!

Também é preciso recordar o pacote de ajuda à economia de 200 mil milhões de euros!!!!!! Que viola claramente as regras da UE!!!!!

Voltando aos socialistas alemães, se em vez de apostarem em armamento não-europeu (acusação francesa), bastava juntarem o apoio à economia + o aumento na defesa e tinham muito mais retorno (empresas de defesa alemãs), como parece que ambos os mitras, o Scholz e o Costa nunca tiveram nenhuma disciplina de estratégia no curso!!!!!

Nem devem saber o que é alavancagem da economia!!!!!!  ::)

Mas o que se passou pode muito bem ser uma marcha-atrás em alguns investimentos para enveredar em projectos comuns com a França?
Ou então pode significar que vai nascer o já falado fundo europeu para a defesa, com muito mais dinheiro do que inicialmente orçamentado?
« Última modificação: Outubro 22, 2022, 11:44:30 pm por Viajante »
 

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Re: GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS
« Responder #451 em: Outubro 23, 2022, 08:49:09 am »
Eu li que a verba a investir mantém -se a mesma, só que com a inflação vão ter de cortar nas quantidades

P. Ex contas de merceeiro, o que há 3 meses dava para 10 tanques agora já só dá para 6
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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papatango

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Re: GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS
« Responder #452 em: Outubro 23, 2022, 09:48:37 am »


Eu vi logo em Março deste ano, quando a Alemanha disse que ía gastar 100.000 milhões a mais, que havia problemas de tradução, porque o que os alemãe disseram era que passavam os gastos de aproximadamente 50 ou 60 mil para 100.000.

A maioria das armas que os alemães precisam, demoram muito tempo para produzir. É possível baixar custos mas são precisas encomendas. Os alemães andam a arrastar à décadas a substituição dos Tornado, com capacidade para transportar armas nucleares, não há um substituto europeu, e o que existe estaría operacional lá para 2040.

Entretanto, os alemães estão com problemas muito mais complicados, de arrumar a casa.
Há muitas viaturas paradas por falta de manutenção, upgrades que precisam ser feitos.
Há alemães a perguntar como é que vai haver mais tanques dentro de 5 anos, se não há dinheiro para o upgrade dos Leopard2-A6.

Ou seja... Os alemães terão que ver (como todos os outros) que a guerra que se está a desenrolar, é uma guerra muito menos tecnológica e muito mais numérica.

Quem acredita que em Portugal o avacalho vem de dentro, poderá até ter alguma razão, mas enganam-se os que pensam que isto é um problema português.
Isto funciona por contágio. Funciona com o comportamento de cardume e espirito de rebanho. As ovelhas vão umas atrás das outras, sem saber se a ovelha à sua frente sabe o que está a fazer, porque também está a seguir outra ovelha.

Todas as guerras dão para pensar e reflectir sobre tudo o que se fez.
Se amanhã no norte de África um regime islâmico tomar o poder e comprar drones aos iranianos, a que distância está o turismo algarvio dos drones dos aiatolás ?
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 
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Re: GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS
« Responder #453 em: Outubro 23, 2022, 10:17:48 am »


Eu vi logo em Março deste ano, quando a Alemanha disse que ía gastar 100.000 milhões a mais, que havia problemas de tradução, porque o que os alemãe disseram era que passavam os gastos de aproximadamente 50 ou 60 mil para 100.000.

A maioria das armas que os alemães precisam, demoram muito tempo para produzir. É possível baixar custos mas são precisas encomendas. Os alemães andam a arrastar à décadas a substituição dos Tornado, com capacidade para transportar armas nucleares, não há um substituto europeu, e o que existe estaría operacional lá para 2040.

Entretanto, os alemães estão com problemas muito mais complicados, de arrumar a casa.
Há muitas viaturas paradas por falta de manutenção, upgrades que precisam ser feitos.
Há alemães a perguntar como é que vai haver mais tanques dentro de 5 anos, se não há dinheiro para o upgrade dos Leopard2-A6.

Ou seja... Os alemães terão que ver (como todos os outros) que a guerra que se está a desenrolar, é uma guerra muito menos tecnológica e muito mais numérica.

Quem acredita que em Portugal o avacalho vem de dentro, poderá até ter alguma razão, mas enganam-se os que pensam que isto é um problema português.
Isto funciona por contágio. Funciona com o comportamento de cardume e espirito de rebanho. As ovelhas vão umas atrás das outras, sem saber se a ovelha à sua frente sabe o que está a fazer, porque também está a seguir outra ovelha.

Todas as guerras dão para pensar e reflectir sobre tudo o que se fez.
Se amanhã no norte de África um regime islâmico tomar o poder e comprar drones aos iranianos, a que distância está o turismo algarvio dos drones dos aiatolás ?

Finalmente 100% de acordo com  o que escreve.

Potius mori quam foedari
 

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Re: GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS
« Responder #454 em: Outubro 23, 2022, 02:00:21 pm »


Eu vi logo em Março deste ano, quando a Alemanha disse que ía gastar 100.000 milhões a mais, que havia problemas de tradução, porque o que os alemãe disseram era que passavam os gastos de aproximadamente 50 ou 60 mil para 100.000.

A maioria das armas que os alemães precisam, demoram muito tempo para produzir. É possível baixar custos mas são precisas encomendas. Os alemães andam a arrastar à décadas a substituição dos Tornado, com capacidade para transportar armas nucleares, não há um substituto europeu, e o que existe estaría operacional lá para 2040.

Entretanto, os alemães estão com problemas muito mais complicados, de arrumar a casa.
Há muitas viaturas paradas por falta de manutenção, upgrades que precisam ser feitos.
Há alemães a perguntar como é que vai haver mais tanques dentro de 5 anos, se não há dinheiro para o upgrade dos Leopard2-A6.

Ou seja... Os alemães terão que ver (como todos os outros) que a guerra que se está a desenrolar, é uma guerra muito menos tecnológica e muito mais numérica.

Quem acredita que em Portugal o avacalho vem de dentro, poderá até ter alguma razão, mas enganam-se os que pensam que isto é um problema português.
Isto funciona por contágio. Funciona com o comportamento de cardume e espirito de rebanho. As ovelhas vão umas atrás das outras, sem saber se a ovelha à sua frente sabe o que está a fazer, porque também está a seguir outra ovelha.

Todas as guerras dão para pensar e reflectir sobre tudo o que se fez.
Se amanhã no norte de África um regime islâmico tomar o poder e comprar drones aos iranianos, a que distância está o turismo algarvio dos drones dos aiatolás ?
.não estou preocupado, o costa com aquela lábia toda ainda lhes vende uns apartamentos em time sharing :mrgreen:
« Última modificação: Outubro 23, 2022, 02:00:58 pm por P44 »
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Re: GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS
« Responder #455 em: Outubro 30, 2022, 08:03:11 am »

A EUROPA DIVIDIDA FAVORECE A SABOTAGEM GEOPOLÍTICA

. O Eixo franco-alemão da União Europeia emperrou e a EU parece tropeçar nela mesma

A cimeira (franco-alemã) do conselho de ministros que se realiza todos os anos desde 1963 foi cancelada para este ano e adiada para o princípio do próximo ano. O eixo da União Europeia, (suas duas mais fortes economias Alemanha-França), encontra-se em dissonância apesar da tentativa cosmética da visita do Chanceler alemão a Paris (26.10); o encontro não teve sequer uma declaração final comum aos jornalistas.

Desagradou aos franceses o facto de a Alemanha ter, numa atitude isolada virada para ela mesma, deliberado um pacote de ajuda de 200 mil milhões de euros (1) para medidas contra o aumento dos preços do gás e da energia sem informar previamente o seu parceiro francês. Por outro lado, embora a França já esteja a trabalhar com a Itália no escudo de defesa antimíssil “Mamba”, a Alemanha assinou um novo projecto para criar um guarda-chuva comum de defesa aérea, (a chamada “European Sky Shield Initiative”), com cerca de uma dúzia de outros países – mas sem a França. A imprensa alemã informou também que Mácron na cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da UE, anunciou planos para juntamente com Portugal e Espanha construírem um novo gasoduto para hidrogénio e, se necessário, gás entre Barcelona e Marselha, ao contrário dos planos da Alemanha. Por outro lado, não agrada à França a política de expansão da EU para Leste que a Alemanha quer forçar, antes de uma reforma do funcionamento da EU! Também na guerra a desenrolar-se na Ucrânia há divergências entre Berlim e Paris…

Para a Europa, a coisa é mais séria do que parece porque a crise das relações franco-alemãs deve-se sobretudo às diferentes perspectivas politico-geográficas da Europa e dentro da Europa, diferenças estas (Norte e Mediterrâneo) simbolizada nos dois polos da Europa: Alemanha e a França… A Europa tropeça nela mesma, num momento em que o mundo sem a intervenção dela, será dividido entre Ocidente e Oriente.

O facto de a Alemanha se ter colocado ao lado dos EUA poderia ser interpretado como um acto desesperado de ter perdido o seu parceiro de interesses (Inglaterra) na EU e pelo facto de a Alemanha, militarmente ser propriamente uma base americana que no caso de um conflito atómico com a Rússia…

De facto, a Alemanha, depois da sua União, descuidou-se, e com ela a Europa, ao ajudar a construir o cavalo de troia na Ucrânia onde se digladiam os interesses anglo-saxónicos americanos e os da Federação russa.

Numa altura em que o mundo se orienta e a Alemanha se posicionou decididamente ao lado dos Estados Unidos sem ter em conta outros interesses europeus, a França tem afirmado o seu distanciamento relativamente à Alemanha, não aceitando o papel de liderança alemã…

De registo seria ainda o episódio do porto de Hamburgo onde o Cosco Group, com sede em Pequim, terá uma participação de 24,9% no terminal de contentores de Hamburgo em Tollerort…

A Europa, que tem uma irmã de sangue que é a Rússia, vê agora a sua filha América de volta a exigir-lhe que não pense em si mesma e que renegue a sua irmã Rússia… Deste modo, em termos históricos, a América deixa de ter a sua mãe como concorrente fazendo dela uma dependente…

A União Europeia encontra-se dividia interiormente e por isso, embora não de coração, mas por realismo, vê-se inclinada ao comprometimento e solidariedade com os interesses dos Estados Unidos. De evitar será, porém, criar-se na Europa o grupo dos anglo-saxónicos contra o mediterrâneo!

. António da Cunha Duarte Justo, Colunista, Correspondente na Alemanha

Texto completo e nota em Pegadas do Tempo, https://antonio-justo.eu/?p=7911



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papatango

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Re: GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS
« Responder #456 em: Outubro 30, 2022, 09:14:26 am »
Uma opinião curiosa, ainda que venha de uma pessoa que pelo menos pelos dados que ele próprio disponibiliza, vem da área da teologia.
A realidade. é que em qualquer conflito, seja ele qual for, nunca há apenas dois lados. Dentro de cada um dos lados há fações e elas não têm interesses comuns.

Voltando ao maior conflito na história da Europa, durante a II guerra mundial, depois da invasão da Normandia, os americanos não suportavam os franceses e chegaram a ameaçar De Gaulle com o corte total de fornecimentos e peças, e mesmo tanques para a  divisão blindada do general LeClerc.
Os britânicos e os americanos andavam constantemente às turras, porque a América queria que os britânicos deixassem de controlar um império, no qual as empresas americanas estavam interessadas.

Do lado alemão, os italianos sempre vira os alemães como rivais e Mussolini, privadamente chamava Hitler de perigoso racista. No dia em que a Alemanha invadiu a URSS, Mussolini ficou tão indignado por só ter sido informado depois do último soldado alemão, que disse alto e bom som para quem o ouviu ... " Espero que o Reich perca lá muitas penas "
Entre os aliados da Alemanha, foi preciso colocar o exército húngaro e o romeno separados pelo exército italiano na frente leste, porque caso contrário, os romenos e os húngaros atacavam-se uns aos outros em vez de atacar os russos.

Ainda hoje, dentro da própria Russia, vemos as fações mais fanáticas com o Khadirov e o lider do grupo terrorista Wagner, de um lado, a atacarem a fação do ministro da defesa Shoigu do outro, e isto tanto direta como indiretamente.

Neste conflito, a ameaça russa altera-se à medida que se avança para leste. E ao contrário, a perceção do perigo cai, à medida que nos afastamos. Aqui em Portugal, vivemos alegremente fora de uma realidade que nos afeta, mas que nem percebemos como ou porquê.

Ineficiencia alemã

Os alemães foram colocados (por acção direta e indireta da senhora que já conhecemos) numa situação insustentável.
Há algum tempo atrás, chegou a haver semanas em que a Alemanha não tinha um único helicóptero de ataque operacional.
Um único helicóptero ! ! !

Uma curiosidade que tem afetado o brio alemão nas últimas semanas, não tem sequer a ver com a França. Tem a ver com o facto de, após análises variadas, os alemães terem concluido que caso os os russos atacassem os países da NATO (em vez da Ucrânia), a única força com alguma eficácia entre os russos e a Alemanha, ser, o exército polaco.

E isto irrita realmente os alemães.

Citar
De facto, a Alemanha, depois da sua União, descuidou-se, e com ela a Europa, ao ajudar a construir o cavalo de troia na Ucrânia onde se digladiam os interesses anglo-saxónicos americanos e os da Federação russa.
Esta já ouvimos anteriormente ... não deixa de ser engraçada ...  :mrgreen:
Os Anglos e os Saxões esses povos que não têm nada a ver com a Alemanha ...
Citar
A Europa, que tem uma irmã de sangue que é a Rússia, vê agora a sua filha América de volta a exigir-lhe que não pense em si mesma e que renegue a sua irmã Rússia… Deste modo, em termos históricos, a América deixa de ter a sua mãe como concorrente fazendo dela uma dependente…
O autor do texto vive na Alemanha, por isso tem que se desculpar, mas não deixa de ser uma analogia meio bafienta.

Primeiro, a Russia não é irmã de sangue da Europa, é meia-irmã, e também vizinha que mora na cada do lado.

A meia-irmã (Russia) adotou à força uma filha, que explora viola e tortura (Ucrânia) e depois falsificou a certidão de nascimento, alegando que na realidade a Ucrânia não foi adotada, é filha legítima, o que,  na ideia da "mãe" russa lhe permite espanca-la porque está no seu direito de espancar uma criança que é sua propriedade, e mesmo mata-la se ela não se submeter.

A filha da Europa, a América, está apenas a lembrar a Mãe, que a meia-tia (Russia) é e sempre foi uma prostituta abusadora de crianças
E lembra, que o abuso de crianças é um crime público, sendo que a prostituta, não teria direito de bater na filha adotiva, mesmo que os documentos de adoção falsificados fossem verdadeiros.
... lembrando que  esse tipo de gente não interessa nem ao menino Jesus.  :mrgreen: :mrgreen: :mrgreen:

E agora, a Europa está num dilema, porque se a meia-irmã Russia matar a filha adotiva, vai falsificar mais documentos de adoção, para justificar no futuro mais ataques contra crianças.
E o problema, é que há anos e anos, que a vedação que a separa da casa da meia-irmã, é paga pela filha rica, a América.

A Europa, tem ar condicionado, frigorifico, geleira, aquecimento central, dois carros de luxo à porta, mas a filha América, continuou durante anos a mandar reparar a vedação.

E perante a meia-irmã, que do outro lado espanca a filha adotiva, a Europa percebeu que precisava ter capacidade para reparar a vedação.
Mas entre vender o segundo mercedes, desligar o ar condicionado ou cancelar as férias no mediterrâneo, a Europa ainda está indecisa...

Há opiniões para todos os gostos  c56x1
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dc

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Re: GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS
« Responder #457 em: Outubro 30, 2022, 01:56:09 pm »
O costa tem aqui a desculpa perfeita
"É a inflação"

A merda é que à pala da inflação, o orçamento planeado, já nem vai dar para as mesmas coisas que o orçamento actual deu para este ano. Com combustíveis e comida mais cara, mais os aumentos salariais, será um aumento de despesa considerável, para um orçamento que pouco muda. Já sabemos que vai ser cortado é nos meios, como é habitual.

Eu li que a verba a investir mantém -se a mesma, só que com a inflação vão ter de cortar nas quantidades

P. Ex contas de merceeiro, o que há 3 meses dava para 10 tanques agora já só dá para 6

Também é esta a ideia que tenho.

Ou seja... Os alemães terão que ver (como todos os outros) que a guerra que se está a desenrolar, é uma guerra muito menos tecnológica e muito mais numérica.

Os números têm sido importantes (também por culpa da dimensão do país invadido, e por ambos os países usarem muito armamento antiquado). No entanto, a tecnologia (ou falta dela) tem sido chave: a falta de capacidade SEAD moderna por parte dos russos, impediu-os atingirem superioridade aérea parcial ou total do território ucraniano. A tecnologia das defesas aéreas também ajudou, já que podiam ter 1 milhão de bitubos de 20mm e 1000 Chaparral (quantidade), que não teriam o mesmo resultado (limitados em qualidade/tecnologia).

Também vemos o uso extensivo dos drones, que mesmo os mais básicos, dão uma boa vantagem a quem usa. Também temos visto como a capacidade de obtenção e partilha de informação tem sido importante (à pala dos RC-135, entre outros meios, que têm dado informações aos ucranianos). Também vimos o impacto que os poucos HIMARS tiveram no conflito. Também vimos a forma como a baterias costeiras de mísseis anti-navio negaram o acesso à costa Oeste ucraniana até à Crimeia. Também vimos a importância do HARM implementado nos Mig-29. E mesmo no início, vimos o brilharete do NLAW e Javelin. Fora as tecnologias que teriam grande impacto no conflito, mas que nenhum dos lados tem acesso, como aeronaves furtivas.

Também temos de ver que este conflito é muito diferente do que seria se fosse, por exemplo, em Portugal. Nós somos 90% mar, com arquipélagos bastante afastados entre si e o continente, logo a tipologia de meios necessários, tanto para defender, como para quem ataca, será obrigatoriamente diferente dos usados na Ucrânia. O mesmo se aplicará a diferentes países da Europa/NATO, não temos todos as mesas necessidades. Portugal precisa de investir mais em aeronaves e navios, do que em tanques por exemplo.

Quanto aos F-35 da Alemanha, a desculpa para a sua compra, foi a do lançamento de armas nucleares, mas a mim parece-me que farão muito mais que isso. Os alemães devem estar a olhar para os vizinhos todos a comprar F-35, e se calhar até em exercícios vêem os seus Typhoon a perder categoricamente nos confrontos, e viram que não podem esperar quase 20 anos até o FCAS entrar ao serviço. O F-35 além de dar para o transporte de armamento nuclear, dá-lhes caças de 5ª geração, capazes de combater em ambiente contestado onde os Typhoon não podem.

Já a coisa da França, já tinha dito antes, é mais uma questão de egos. Todos querem ser o maior da sua aldeia, e vão ser sempre contra o vizinho tentar ser melhor. Os franceses não podem reclamar muito, que sempre tiveram uma política de fazer tudo sozinhos e à sua maneira, o que os levou a sair de programas como o Eurofighter. Isto ainda não é uma postura de "união", é mais de "quem manda sou eu", que pode ser que um dia mude. Até lá, de pouco adianta falar num "exército europeu", que ninguém se vai entender e cada um vai querer impor a sua.
 

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Lusitano89

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Re: GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS
« Responder #458 em: Novembro 06, 2022, 06:34:56 pm »
Von der Leyen vai propor apoio até 18 mil milhões de euros à Ucrânia


 

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Duarte

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Re: GEOPOLÍTICA EUROPEIA NOS CONFLITOS ACTUAIS
« Responder #459 em: Novembro 30, 2022, 06:20:37 am »

Why Finland Joining NATO Checkmates Russia
слава Україна!

Na boca dos trolls propagandistas e avençados pudinhetas, cada derrota é um sucesso, e recuar covardemente é apenas mais um passo para a "vitória iminente".  :mrgreen:
 
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