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Forças Armadas e Sistemas de Armas => Armadas/Sistemas de Armas => Tópico iniciado por: BC304 em Novembro 20, 2008, 03:27:12 pm

Título: Classe Iowa - Monstro dos mares
Enviado por: BC304 em Novembro 20, 2008, 03:27:12 pm
Esta classe de Battleship surgiu durante a 2ª Guerra Mundial e serviu até à década de 90, a sua bateria de canhões principais numa só rajada fornece tantos explosivos como metade da carga de um B52.
Esta imagem diz tudo do poder deste navio

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2Fthumb%2F2%2F2e%2FUss_iowa_bb-61_pr.jpg%2F800px-Uss_iowa_bb-61_pr.jpg&hash=d930ef8c39eca12d19bfcdc233becec1)


Características:

Código: [Seleccione]
Type: Battleship
Displacement: 45,000 tons (standard);
52,000 tons (mean war service);
58,000 tons (full load)[1]
Length: 861¼ ft (262.5 m) between perpendiculars
890 ft (271 m) overall
Beam: 108 ft (33 m)
Draught: 36 ft (11 m) maximum
Propulsion: 4 screws; geared turbines; 8 Babcock & Wilcox Boilers; G.E. (BB-61;BB-63); West. (BB-62; BB-64; BB-66); 212,000 shp (158,000 kW)
Speed: 33 knots (61 km/h) nominal
35 knots (65 km/h) maximum
Range: 9,600 miles (15,000 km) @ 25 knots (46 km/h);
16,600 miles (27,000 km) @ 15 knots (28 km/h)
Complement:
World War II, Korea and Vietnam
2,700 officers and men
During the 1980s[1]
1,800 officers and men
Electronic warfare
and decoys:
World War II, Korea
None
During the 1980s
AN/SLQ-32(V)
AN/SLQ-25 Nixie
Mark 36 SRBOC
Armament:
World War II, Korea, Vietnam:
9 × 16-inch (406 mm) / 50 cal. Mark 7 guns[A 5]
20 × 5-inch (127 mm) / 38 cal. Mark 12 guns[A 6]
80 × 40 mm / 56 cal. Bofors anti-aircraft guns
49 × 20 mm / 70 cal. Oerlikon anti-aircraft guns
Cold War, Gulf War:
9 × 16-inch / 50 cal. Mark 7 guns
12 × 5-inch / 38 cal. Mark 12 guns
32 × BGM-109 Tomahawk cruise missiles
16 × RGM-84 Harpoon anti-ship missiles
4 × 20 mm / 76 cal.Phalanx CIWS
Armor: Belt: 12.1 in (310 mm),[2]
Bulkheads: 11.3 in (290 mm),[2]
Barbettes: 11.6 to 17.3 in (295 to 439 mm),[2]
Turrets: 19.7 in (500 mm),[2]
Decks: 7.5 in (190 mm)[2]
Aircraft carried:
World War II:
3 × Vought OS2U Kingfisher/Curtiss SC Seahawk
Korea/Vietnam:
3 × helicopters
Cold War/Gulf War:
8 × RQ-2 Pioneer Unmanned aerial vehicle
Notes: Final battleship class completed by U.S. Navy, only remaining battleship class on earth that can be reactivated
Título:
Enviado por: BC304 em Novembro 20, 2008, 03:32:18 pm
Navios desta Classe

USS Iowa
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2F2%2F27%2FUSSIowa.jpg&hash=1a1478a2f96f457169e2e3f837854da4)

USS New Jersey
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2Fthumb%2F5%2F59%2FNew_Jeresy_broadside.JPG%2F772px-New_Jeresy_broadside.JPG&hash=6a0d61ba6ddfeea7f1bef67f5f13b933)

USS Missouri
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2Fthumb%2Fe%2Fe8%2FMissouri_post_refit.JPG%2F800px-Missouri_post_refit.JPG&hash=b7ab009716a267fd79e67627aed71c0e)

USS Wisconsin
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fupload.wikimedia.org%2Fwikipedia%2Fcommons%2Fthumb%2F6%2F6b%2FUSS_Wisconsin_%2528BB-64%2529_launching_Tomahawk.jpg%2F800px-USS_Wisconsin_%2528BB-64%2529_launching_Tomahawk.jpg&hash=b020fe7c5fbbe9c2f35ebd22457bf5a8)
Título:
Enviado por: psaa em Novembro 20, 2008, 03:48:26 pm
Estes navios eram simplesmente impressionantes!
O ultimo a ser retirado (USS Missouri), na sua versão final, com toda a protecção anti-aerea, os Tomhawk para não esquecer as peças principais de artilharia, eram uma arma realmente temivel.
Embora fora dos padrões das armas modernas do século XXI, não podemos esquecer que marcaram o final do século XX, deixando a sua ultima marca no inicio da 1ª guerra do Golfo onde os bombardeamentos com Tomhawk foram iniciados pelo Missouri. Pena o peso da idade...
Título:
Enviado por: Nuno em Novembro 20, 2008, 07:46:40 pm
E este..

  (https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg392.imageshack.us%2Fimg392%2F1868%2F01yamatofittingoutoo9.th.jpg&hash=db33563cb5bdfaa704cf310af83711b6) (http://http)(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg392.imageshack.us%2Fimages%2Fthpix.gif&hash=5da2a92c9a8b3e3f328f84d1f2d5daff) (http://http)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg392.imageshack.us%2Fimg392%2F8304%2F02yamatogs6.th.jpg&hash=ec7e853ded92351e8ef50a5f04e5c53b) (http://http)(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg392.imageshack.us%2Fimages%2Fthpix.gif&hash=5da2a92c9a8b3e3f328f84d1f2d5daff) (http://http)

Japanese Battleship Yamato

Displacement: 65,027 tonnes (empty, including 21,266 tonnes of armor);
71,659 tonnes (full load)[3]
Length: 256 m (800 ft 6 in) (waterline)
263 m (862 ft 10 in) (overall)[3]
Beam: 36.9 m (121 ft) (waterline)
36.9 m (121 ft) (overall)[3]
Draft: 11 m (36 ft) (maximum)
Propulsion: • 12 Kampon boilers, driving 4 steam turbines[3]
• 110 MW (150,000 shp)
• Four 3-bladed propellers, 6.0 m (19.7 ft) diameter
Speed: 50 km/h (27 knots)[3]
Range: 7,200 nautical miles (13,334 km) at 30 km/h (16 knots)[3]
Complement: 2,500–2,800[3]
Armament:
(1941) 9 × 46 cm (18.1 in) (3×3)[3]
12 x 155 mm (6.1 in) (4×3)[3]
12 × 127 mm (5 in)[3]
24 × 25 mm anti-aircraft (8×3)
4 × 13.2 mm AA (2×2)
Armament:
(1945) 9 × 46 cm (18.1 in) (3×3)
6 × 155 mm (6.1 in) (2×3)
24 × 127 mm (5 in)
162 × 25 mm anti-aircraft (52×3, 6×1)
4 × 13.2 mm AA (2×2)
Armor: • 650 mm on face of turrets
• 410 mm side armor, inclined 20 degrees
• 200 mm central(75%) armored deck
226.5 mm outer(25%) armoured deck
Aircraft carried: 7 (2 catapults)

(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fimg407.imageshack.us%2Fimg407%2F4648%2Fillustryamato01tt0.th.jpg&hash=7e982593b18b3cf58850a7bd52ed11f2) (http://http)
Título:
Enviado por: psaa em Novembro 21, 2008, 08:56:24 am
O Yamato e o seu irmão Musashi, foram os maiores couraçados alguma vez construidos, que pertenciam a uma classe que era a mais avançada na época. Contudo o Yamato foi afundado em 07 Abril de 1945 a norte de Okinawa e o Musashi em 24 Outubro de 1944 no mar de Sibuyan.
O USS Misouri foi descomissionado em 31 de Março de  1995, e se for necessário, ainda pode ser reequipado num relativo curto espaço de tempo. Por enquanto vai funcionando como navio museu em Pearl Harbor no Hawaii.
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 21, 2008, 09:20:21 am
"Status" actual da classe Iowa

Citar
IOWA (BB 61)
BATTLESHIP
   UIC: 03061
Class: BB 61  Fleet:  
Status: Stricken, available for donation as a museum and memorial  Homeport:  
Date status changed: 03/17/2006  Berth: Suisun Bay Reserve Fleet, Benecia, CA
Maintenance Category: X
Custodian: NAVSEA INACTIVE SHIPS ON-SITE MAINTENANCE OFFICE, BREMERTON, WA

Citar
NEW JERSEY (BB 62)
BATTLESHIP
   UIC: 03062
Class: BB 61  Fleet:  
Status: Donated as a Museum and Memorial  Homeport:  
Date status changed: 07/20/2000
Remarks:  THE SECRETARY OF THE NAVY RICHARD DANZIG SIGNED THE DONATION CONTRACT ON JULY 20
, 2000 OFFICIALLY TRANSFERRING NEW JERSEY (BB 62) TO THE HOME PORT ALLIANCE, CAM
DEN, NJ.

Citar
MISSOURI (BB 63)
BATTLESHIP
   UIC: 03063
Class: BB 61  Fleet:  
Status: Donated as a Museum and Memorial  Homeport:  
Date status changed: 05/04/1998
Remarks:  MISSOURI IS LOCATED AT THE USS MISSOURI MEMORIAL ASSOCIATED, INC., HONOLULU, HI

Citar
WISCONSIN (BB 64)
BATTLESHIP
   UIC: 03064
Class: BB 61  Fleet:  
Status: Stricken, available for donation as a museum and memorial  Homeport:  
Date status changed: 03/17/2006  Berth:  
Maintenance Category: X
Remarks:  THE WISCONSIN IS BERTHED ADJACENT TO THE NAUTICUS NATIONAL MARITIME CENTER, NORF
OLK, VA.


 

 fonte:
http://www.nvr.navy.mil/nvrships/s_BB.htm (http://www.nvr.navy.mil/nvrships/s_BB.htm)
Título:
Enviado por: zé do bone em Novembro 21, 2008, 12:19:33 pm
Todos eles impressionantes sem dúvida.... pertencentes a um conceito que ficou rapidamente ultrapassado, a partir do momento em que os porta-aviões entraram em cena, primeiro em Taranto e depois em Pearl Harbor.
Título:
Enviado por: psaa em Novembro 21, 2008, 01:06:40 pm
A reactivação do Missouri nos anos 90, foi mais uma tentativa de ter uma grande cruzador que servisse de lançamento para grandes quantidades de misseis cruzeiro, a exemplo do que os russos fizeram nos anos 80 com a classe Kirov. Posteriormente, e já depois de ser testado em batalha (1ª Guerra do Golfo), evoluiu-se para a classe Ticonderoga, muito mais pequeno, mas com dimensão adequada para ser um verdadeiro lançador de misseis cruzeiro e albergar toda aquela panoplia de radares e electronica. Aí o Missouri tornor-se desnecessário.
Título:
Enviado por: P44 em Novembro 21, 2008, 01:19:09 pm
Citação de: "psaa"
A reactivação do Missouri nos anos 90,(...).


anos 80 :wink:
Título:
Enviado por: emarques em Novembro 21, 2008, 01:26:39 pm
Citação de: "psaa"
O Yamato e o seu irmão Musashi, foram os maiores couraçados alguma vez construidos, que pertenciam a uma classe que era a mais avançada na época.

Nem por isso. Eram os maiores, tinham uma bataria principal de um calibre impressionante, mas fora isso não eram particularmente "avançados".

Não eram particularmente rápidos ("só" 27 nós, contrastando com os 33 dos Iowa), tinham AAA insuficiente (veja-se a diferença entre 1941 e 1945, de 24 peças AA de 25mm passou para 162)...
Título:
Enviado por: psaa em Novembro 21, 2008, 01:55:53 pm
Citação de: "P44"
Citação de: "psaa"
A reactivação do Missouri nos anos 90,(...).

anos 80 :wink:


Sim, é verdade, ele foi re-comissionado 10 Maio 1986. Tinha entrado em trabalhos de reconstrução e reequipamento em 1984.
Título:
Enviado por: psaa em Novembro 21, 2008, 02:13:54 pm
Citação de: "emarques"
Citação de: "psaa"
O Yamato e o seu irmão Musashi, foram os maiores couraçados alguma vez construidos, que pertenciam a uma classe que era a mais avançada na época.
Nem por isso. Eram os maiores, tinham uma bataria principal de um calibre impressionante, mas fora isso não eram particularmente "avançados".

Não eram particularmente rápidos ("só" 27 nós, contrastando com os 33 dos Iowa), tinham AAA insuficiente (veja-se a diferença entre 1941 e 1945, de 24 peças AA de 25mm passou para 162)...


Quando a guerra começou, o couraçado mais avançado que existia, era o Bismarck, e nada se lhe comparava (foi comissionado a 24 Agosto 1940). A 16 Dezembro de 1941 é superado pelo Yamato (nesta altura o Bismarck já tinha sido afundado no Atlântico Norte - 27 Maio 1941).
Até o Iowa ser comissionado em 22 Fevereiro de 1943, é o Yamato o maior e mais avançado navio, no cenário da 2º Grande Guerra.   :wink:
Título:
Enviado por: Lightning em Novembro 21, 2008, 03:30:37 pm
No programa Top Ten do Discovery Channel, esta classe é considerada a nº1 no Top Ten Battleships da história.

(site)
http://military.discovery.com/technolog ... ps-01.html (http://military.discovery.com/technology/vehicles/ships/ships-01.html)

(filme)
http://military.discovery.com/video/top ... 1273082176 (http://military.discovery.com/video/top-ships.html?playerId=1676043329&titleId=1273082176)
Título:
Enviado por: nelson38899 em Novembro 21, 2008, 03:45:13 pm
Eu achei um pouco tendencioso essa escolha feita por este canal, à navios russos e japoneses  que também podiam entrar nessa escolha. O navio yamato podia clamaramente entrar nessa lista
Título:
Enviado por: psaa em Novembro 21, 2008, 03:51:39 pm
Citação de: "Lightning"
No programa Top Ten do Discovery Channel, esta classe é considerada a nº1 no Top Ten Battleships da história.

(site)
http://military.discovery.com/technolog ... ps-01.html (http://military.discovery.com/technology/vehicles/ships/ships-01.html)

(filme)
http://military.discovery.com/video/top ... 1273082176 (http://military.discovery.com/video/top-ships.html?playerId=1676043329&titleId=1273082176)


Concordo plenamente. É a unica arma no mundo (que eu conheça), que participou em todos os principais conflitos do século XX, (excepção feita para a 1ª Grande Guerra, claro).
Participou na 2ª Grande Guerra, na Guerra da Coreia, na do Vietnam e na 1ª Guerra do Golfo. Realmente fantástico!
Título:
Enviado por: Lightning em Novembro 21, 2008, 04:13:21 pm
Citação de: "nelson38899"
Eu achei um pouco tendencioso essa escolha feita por este canal, à navios russos e japoneses  que também podiam entrar nessa escolha. O navio yamato podia clamaramente entrar nessa lista


Pois também acho que o material americano tenha preferencia em relação ao material de outras nações, em relação aos navios Japoneses penso que podia bem ter ai um, em relação aos Russos já não concordo, apesar de eles terem grandes navios penso que não participaram em nenhum acção de especial relevo.

Mas isso também varia de equipamento para equipamento, por exemplo no top ten Submarinos, já tem submarinos japoneses, alemães, britânicos e russos.
Título:
Enviado por: emarques em Novembro 21, 2008, 04:35:00 pm
Citação de: "psaa"
Citação de: "emarques"
Citação de: "psaa"
O Yamato e o seu irmão Musashi, foram os maiores couraçados alguma vez construidos, que pertenciam a uma classe que era a mais avançada na época.
Nem por isso. Eram os maiores, tinham uma bataria principal de um calibre impressionante, mas fora isso não eram particularmente "avançados".

Não eram particularmente rápidos ("só" 27 nós, contrastando com os 33 dos Iowa), tinham AAA insuficiente (veja-se a diferença entre 1941 e 1945, de 24 peças AA de 25mm passou para 162)...

Quando a guerra começou, o couraçado mais avançado que existia, era o Bismarck, e nada se lhe comparava (foi comissionado a 24 Agosto 1940). A 16 Dezembro de 1941 é superado pelo Yamato (nesta altura o Bismarck já tinha sido afundado no Atlântico Norte - 27 Maio 1941).
Até o Iowa ser comissionado em 22 Fevereiro de 1943, é o Yamato o maior e mais avançado navio, no cenário da 2º Grande Guerra.   :wink:

Há quem diga que o Bismarck também não era particularmente avançado.

Parece que as subdivisões internas do navio, o sistema de limitação de danos, e certas opções tomadas na questão do armamento eram saídas directamente da 1ª Guerra Mundial, porque os projectistas alemães, por causa do tratado de Versalhes, não tinham podido seguir convenientemente a evolução no desenho de couraçados.

E algumas partes avançadas do desenho, como os sistemas de seguimento de alvos das peças anti-aéreas, acabaram por funcionar contra o navio. As peças tinham sistemas que permitiam o seguimento semi-automático do alvo, só que a velocidade mais baixa do sistema era mais alta do que a velocidade a que operavam os aviões Swordfish que atacaram o navio, por isso a defesa AA do navio não foi capaz de impedir os ataques dos torpedeiros britânicos que lhe destruíram o leme.

O que levou à exposição de outra limitação importante do navio, que por erro de projecto não podia manobrar com o leme avariado, usando só os veios propulsores. Por isso, o Bismarck ficou a andar em círculos, incapaz de tentar escapar aos couraçados britânicos que se aproximavam.
Título:
Enviado por: zé do bone em Novembro 21, 2008, 06:01:53 pm
Citação de: "emarques"
...Parece que as subdivisões internas do navio, o sistema de limitação de danos, e certas opções tomadas na questão do armamento eram saídas directamente da 1ª Guerra Mundial, porque os projectistas alemães, por causa do tratado de Versalhes, não tinham podido seguir convenientemente a evolução no desenho de couraçados.

E algumas partes avançadas do desenho, como os sistemas de seguimento de alvos das peças anti-aéreas, acabaram por funcionar contra o navio. As peças tinham sistemas que permitiam o seguimento semi-automático do alvo, só que a velocidade mais baixa do sistema era mais alta do que a velocidade a que operavam os aviões Swordfish que atacaram o navio, por isso a defesa AA do navio não foi capaz de impedir os ataques dos torpedeiros britânicos que lhe destruíram o leme.

O que levou à exposição de outra limitação importante do navio, que por erro de projecto não podia manobrar com o leme avariado, usando só os veios propulsores. Por isso, o Bismarck ficou a andar em círculos, incapaz de tentar escapar aos couraçados britânicos que se aproximavam.


Posso perguntar-lhe no que se baseia para tirar essas (um pouco erradas) conclusões ?
Título:
Enviado por: Lightning em Novembro 21, 2008, 06:33:34 pm
Citação de: "zé do bone"
Posso perguntar-lhe no que se baseia para tirar essas (um pouco erradas) conclusões ?


A parte do desenho do Navio desconheço, mas também vi num documentário da TV que disse o mesmo que o emarques falou em relação ao armamento do Bismarck e ao modo como foi destruido.

Eu penso que o Bismarck tem o direito a estar no Top Ten, talvez não por ser o mais avançado ou ter o melhor armamento, mas porque pôs toda a Royal Navy a suar.

Então o HMS Hood é que não sei o que faz no Top Ten...
Título:
Enviado por: zé do bone em Novembro 21, 2008, 06:51:25 pm
Sobre o "Top Ten", abstenho-me de fazer comentários.  :?
Sobre o "Bismarck", não quero pôr em causa algumas das coisas que aqui foram ditas sobre o mesmo, mas há outros factores mais importantes a ter em conta na destruição do mesmo, que aqui não foram referidos, como as condições climatéricas, os danos sofridos anteriormente (infligidos pela dupla Hood/Prince of Wales) na batalha do Estreito da Dinamarca, ou ainda a inexistência de uma verdadeira capacidade de detecção radar por parte do "Bismarck".
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 21, 2008, 07:56:31 pm
Citação de: "zé do bone"
Posso perguntar-lhe no que se baseia para tirar essas (um pouco erradas) conclusões ?


As conclusões são absolutamente correctas. Os couraçados da classe Bismarck como o emarques referiu, são resultado de a Alemanha não ter (como os outros países com capacidade para isso) construído uma classe intermédia de navios. Por isso os Bismark são muito parecidos aos «super Dreadnought» alemães da I Guerra Mundial.

Os dois navios eram bastante protegidos, mas tinham uma protecção deficiente na superestrutura, pois a blindagem vertical (a que impedia ataques a grandes distâncias ) estava a um nível muito baixo para não prejudicar a estabilidade do navio.

O resultado, foi a destruição rápida dos sistemas de controlo de tiro do Bismarck, que deixaram o navio cego quando os britânicos se aproximaram.

======

Quanto aos navios russos, não conheço nenhum couraçado russo que pudesse participar em qualquer lista de Top Ten, excepção aos couraçados da classe Borodino, por serem tão bons que se perderam quatro, numa só batalha. E esse estaria na lista Top Ten dos mais azarados navios da História.

= = = = = =

O Yamato era um navio monstruoso, que nunca conseguiria superiorizar-se aos Iowa americanos. A principal razão dessa superioridade eram os directores e radares de tiro dos navios americanos e acima de tudo, o facto de os canhões dos Iowa terem um alcance superior ao dos Yamato (38km contra 30km).
Título:
Enviado por: zé do bone em Novembro 21, 2008, 08:10:23 pm
Citação de: "papatango"
As conclusões são absolutamente correctas. Os couraçados da classe Bismarck como o emarques referiu, são resultado de a Alemanha não ter (como os outros países com capacidade para isso) construído uma classe intermédia de navios. Por isso os Bismark são muito parecidos aos «super Dreadnought» alemães da I Guerra Mundial.

Os dois navios eram bastante protegidos, mas tinham uma protecção deficiente na superestrutura, pois a blindagem vertical (a que impedia ataques a grandes distâncias ) estava a um nível muito baixo para não prejudicar a estabilidade do navio.

Concordo a 100% com isso. Não contesto.

Citação de: "papatango"
..O resultado, foi a destruição rápida dos sistemas de controlo de tiro do Bismarck, que deixaram o navio cego quando os britânicos se aproximaram.


Já não concordo. A razão para a "cegueira" do Bismarck estava muito no quase inexistente (e ineficaz) radar (se é que assim lhe podemos chamar) que possuia. O mesmo acontecia com os britânicos, á excepção dos cruzadores Suffolk e Norfolk, que eram os que na altura providenciavam a informação mais credível à "Royal Navy" sobre a posição do Bismarck. Obviamente que quando começaram a "chover" os primeiros projécteis, este sistema primitivo de radar foi logo, literalmente, ao ar.
E não esquecer que nunca houve, nem nunca há-de haver, um navio que aguente tamanha quantidade de meios utilizados contra ele. Como foi o caso do Bismarck, com a utilização de navios, aviões e submarinos. O Yamato é outro desses exemplos.
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 21, 2008, 09:09:28 pm
O Bismarck, é um navio muito sobrevalorizado, muito por culpa da propaganda Nazi e também pela propaganda britânica que pretendia demonstrar que o HMS Hood tinha sido afundado porque o Bismarck era o senhor dos mares e o mais poderoso navio de guerra do mundo.

A maioria das pessoas ignora por exemplo que durante o primeiro recontro, o Bismarck acertou 8 (oito) vezes com projecteis de 380mm no couraçado britânico «HMS Prince of Wales», o qual retirou com uma torre encravada e porque o comandante do navio recebeu ordem directa para preserva-lo.

Eu já ouvi várias criticas ao Bismarck mas confesso que nenhuma a radares. Normalmente uma das críticas é aos directores de tiro e à incapacidade demonstrada pela artilharia anti-aérea alemã em abater um único dos patéticos Swordfish que foram enviados contra ele.

Eu creio que você se deve estar a referir ao telemetro do armamento secundário. Mas o que acabou com o navio, foi o facto de as instalações de controlo de tiro, estarem na parte menos protegida do navio.
As quatro torres deixaram de ter coordenação possível e passaram a disparar cada uma por si.

o problema, foi a fraca blindagem do navio e a colocação da sala de controlo de tiro numa área pouco protegida.
Título:
Enviado por: zé do bone em Novembro 21, 2008, 09:53:28 pm
Citação de: "papatango"
...Eu já ouvi várias criticas ao Bismarck mas confesso que nenhuma a radares. Normalmente uma das críticas é aos directores de tiro e à incapacidade demonstrada pela artilharia anti-aérea alemã em abater um único dos patéticos Swordfish que foram enviados contra ele....


Realmente, a incapacidade de abater os Swordfish está directamente ligada com a capacidade de os detectar (a qualquer alcance), pois os tectos baixos e visibilidade fraca (que predominavam naquela altura do ano e naquela zona) jogavam a favor das tripulações dos Swordfish, que apenas baixavam o nível de vôo o suficiente para largar os torpedos, já muito próximo do "Bismarck". E aí se revela a ineficácia da capacidade de detecção aérea do "Bismarck" com mau tempo, e por consequência a ineficácia dos directores de tiro (ópticos).
Quanto ao "Prince of Wales", o encravamento deu-se em parte aos impactos recebidos (pelo Bismarck e pelo Prinz Eugen), mas também porque o navio ainda não estava totalmente operacional. Não me recordo em concreto o que se passou (posso investigar, com tempo), mas investigações posteriores vieram a revelar que os problemas que afectaram o "PoW" NÃO decorreram directamente dos impactos sofridos, mas sim de deficiências na concepção/construcção das torres.

PS - A discussão está interessante, mas não nos estaremos a afastar do tema deste tópico? Talvez continuar noutro tópico separado?
Título:
Enviado por: papatango em Novembro 21, 2008, 10:53:55 pm
realmente e verdade.

Há um tópico sobre o Bismarck aqui:
http://www.forumdefesa.com/forum/viewtopic.php?t=3022&highlight=bismarck&sid=1ebb0d5fe767a5e430016bd9daae1f2b
Título:
Enviado por: zé do bone em Novembro 21, 2008, 11:40:44 pm
...e já segui para lá... :arrow:
Título:
Enviado por: emarques em Novembro 22, 2008, 01:39:14 am
Citação de: "papatango"
Quanto aos navios russos, não conheço nenhum couraçado russo que pudesse participar em qualquer lista de Top Ten, excepção aos couraçados da classe Borodino, por serem tão bons que se perderam quatro, numa só batalha. E esse estaria na lista Top Ten dos mais azarados navios da História.


Os couraçados da classe Novgorod também poderiam estar numa lista dos navios mais inovadores da história...

Couraçados Novgorod (http://http).
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fbp1.blogger.com%2F_8IYFcUs7GOI%2FSAIKM1uC3RI%2FAAAAAAAAAAw%2FtG5HkAULhvQ%2Fs400%2FNovgorod_battleship.jpg&hash=67bddb6fd4c8ae95bd6194811edb36b9)
(https://www.forumdefesa.com/forum/proxy.php?request=http%3A%2F%2Fmembers.cox.net%2Fironmonger%2FPictures%2Fnov3.jpg&hash=ef2dafe5b8747c59e285110471f2670f)

Só tinham o pequeno problema de o disparo das peças os fazer rodar sobre si próprios... Bom, tinham mais alguns problemas. Mas foi uma ideia inovadora.