Novas pistolas para a GNR e PSP

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PereiraMarques

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« Responder #15 em: Outubro 25, 2006, 12:07:14 pm »
Resolução do Conselho de Ministros n.º 140/2006, D.R. n.º 206, Série I de 2006-10-25

Presidência do Conselho de Ministros

Autoriza a realização da despesa de aquisição de um conjunto de pistolas de calibre 9 mm x 19 mm NATO, dos respectivos acessórios, material complementar e demais prestações conexas com vista ao equipamento da Guarda Nacional Republicana e da Polícia de Segurança Pública

http://dre.pt/pdf1sdip/2006/10/20600/73717372.PDF
 

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foxtrotvictor

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« Responder #16 em: Outubro 25, 2006, 06:01:45 pm »
Agora só falta o “pim pam pum” da escolha.

Que escolham bem.
 

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Tropinha

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« Responder #17 em: Outubro 25, 2006, 06:30:35 pm »
nao deu ontem nas noticias, que ja havia uma pistola que estava para vir para as forças policiais?

era capaz de jurar, pela imagem no canto do ecran que é a DESERT EAGLE do jogo de computador, COUNTER-STRIKE...

Cumprimentos,

Tropinha
Rompendo as dunas da praia,
Ao chegar a tua vez,
Mostra a fibra de que és feito,
Fuzileiro Português.

Sente o teu dever cumprido,
Sem ângustias nem porquês,
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Fuzileiro Português.
 

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PereiraMarques

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« Responder #18 em: Outubro 25, 2006, 06:39:54 pm »
O GOE/PSP tem Desert Eagles.
 

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Tropinha

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« Responder #19 em: Outubro 25, 2006, 06:42:55 pm »
Então não estava muito atento a noticia...Também..eu estava a espera da noticia dos B.V. Braga..

E pensava que as armas que era desenhadas para o jogo, era um bocado distorcidas por causa do "copyright"...afinal não são...

Cumprimentos,

Tropinha
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Luso

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« Responder #20 em: Outubro 25, 2006, 09:20:50 pm »
Dados os números do contrato pergunto-me se não seria de aproveitar a oportunidade e adquirir novas pistolas para os três ramos das forças armadas e ter uma pistola realmente regulamentar. Seriam necessárias eventualmente quantas?
Umas 60.000 no total?
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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lecavo

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« Responder #21 em: Outubro 25, 2006, 10:26:52 pm »
Viva!

Parece-me pouco provável que isso venha a acontecer. As exigências conceptuais são distintas. Normalmente as forças armadas optam por modelos de armas com chassis grandes (Sig Sauer P226; Beretta 92F, etc) e com dispositivos de segurança activos.

As forças policiais não têm necessidade de uma arma de chassis grande, serve perfeitamente uma arma mais compacta, de chassis médio. São as mais comuns neste momento em todas as forças de segurança espalhadas pelo mundo. Uma arma de chassis médio, serve melhor as várias necessidades do dispositivo policial. Quanto aos dispositivos de segurança, hoje é comum nas forças de segurança a exigência de armas não possuidoras de qualquer dispositivo de segurança activa.

A menos que os militares abdiquem dos seus modelos conceptuais, não vejo que tal ideia siga em frente. Embora também concorde com o conceito, já que quanto maior for o numero de armas a adquirir, mais peso se tem na negociação, havendo sempre a possibilidade de obter um melhor negócio.
Um abraço.

--Lecavo
 

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Luso

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« Responder #22 em: Outubro 25, 2006, 11:12:47 pm »
Lecavo, o é que numa Springfield XD  - por exemplo - pode impedir a sua adopção pelas formas armadas e de segurança?
Ou uma HK P30, USP ou CZ01?
Por exemplo e sem querer defender qualquer modelo...
Não será preferível escolher versões de gatilhos e seguranças para uma mesma arma, e adoptar um mesmo chassis e "corredeira" para um cano de 4" no máximo?

Poderia apresentar-nos um "comparativo" dessas qualidades para compreendermos as incompatibilidades?

Nestas coisas, a polémica (antiga) que mais me interessou foi a escolha de uma mola mais forte para o gatilho da Glock 17 da Polícia de Nova Iorque que "ajudaria" a impedir disparos "indesejados". Quanto às polémicas mais recentes nada sei.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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foxtrotvictor

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« Responder #23 em: Outubro 26, 2006, 09:34:53 am »
A NYPD, quando tinha como arma regulamentar os S&W, estavam preparados de fábrica para só serem accionados em acção dupla.  O Mayor de NY não deve ter muita confiança nos seus "muchachos". Quanto a adopção de uma mesma arma pela generalidade das Forças Armadas e das Forças e Serviços de Segurança é uma opção praticável. Na Áustria, Forças Armadas e Polícias compartem a mesma arma. A minha experiência a ministrar formação ensinou-me que quanto mais complicadas as seguranças activas mais insegura se torna a arma. O mais lógico seria a adopção de um modelo que compartilhasse características mecânicas com a possibilidade de vários tamanhos, como é o caso da GLOCK. A realidade de um militar uniformizado em teatro de guerra é diferente de a de um polícia descaracterizado em missão de agente encoberto.

« Última modificação: Outubro 26, 2006, 02:22:57 pm por foxtrotvictor »
 

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foxtrotvictor

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« Responder #24 em: Outubro 26, 2006, 02:17:14 pm »
Eu aconselhava a esses senhores de NY que em vez de promoverem “gatilhos mais pesados” para as armas dos seus polícias (os standars 5.5lbs/2.5kg da GLOCK chegam e sobram) o que só vai tornar o arrastar do gatilho mais irregular e logo mais sujeito aos disparos não atingirem o local pretendido, que insistam antes na regra básica de que o dedo só se dirige para o gatilho na eminência do disparo.
 

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lecavo

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« Responder #25 em: Outubro 26, 2006, 10:24:17 pm »
Viva!

Caro amigo LUSO:

Perguntou-me num qualquer destes fóruns, quais eram os defeitos que eu encontrava na FAMAE SAF da GNR. Em primeiro lugar, tenho a informar, que para muita pena minha, ainda não tive oportunidade de experimentar nenhuma. Mas já troquei muitas opiniões a respeito da dita cuja, com alguém que a conhece perfeitamente e a quem considero um VERDADEIRO expert  na matéria.

A opinião que vou expressar a seguir, é um misto de opinião própria e do tal meu amigo.

-- Os carregadores (lábios) da arma partem com muito facilidade. Chegam a partir apenas com a pressão exercida aquando da introdução do carregador na arma. Uma arma sem carregador não funciona. O carregador é o sangue da arma. Se uma situação dessas ocorre no meio de um tiroteio.... São também muito volumosos para a quantidade de munições que albergam. Um carregador tão grande, obriga a que o atirador mantenha uma silhueta muito alta, quando está a dar tiro deitado. Se o carregador fosse curvo como a HK MP5, seria possível baixar a silhueta uns bons centímetros.

-- A coronha ao ser retráctil, não permite ajustar o seu comprimento ao braço do atirador. Os modelos telescópicos permitem um ajuste perfeito, seja qual for a indumentária. Porque não se tem o mesmo comprimento de braço, quando se veste uma camisola de manga curta ou um colete balístico. Uma coronha telescópica permite ajustar rápida e comodamente o seu comprimento à medida do atirador.

-- Este modelo não permite upgrades. A telha não tem rails picatinis, nem há no mercado acessórios para ela. É quase impossível montar uma lanterna ou uma mira alográfica ou outra.

-- O mecanismo é muito pouco suave. Torna o tiro incómodo e pouco preciso em rajadas de 3 tiros ou rajada livre (isto foi-me dito pelo meu amigo)

-- A seu favor tem a grande robustez e a facilidade de desmontagem.

Espero que tenha ficado esclarecido, mas não posso dizer mais nada, porque como já disse nunca tive a felicidade de lhe por as mãos em cima (até hoje).

Quanto à segunda questão, a nova arma para as forças de segurança. Tenho a dizer-lhe que na minha opinião, uma pistola deve ser em dupla e simples acção, com cão à vista e sem qualquer patilha de segurança. Como disse o meu amigo LUSO, sem querer fazer publicidade a ninguém, ficava muito feliz se viesse a ser adoptada a HK P30 (a minha preferida). Mas esta é a minha opinião pessoal. Já tive oportunidade de trocar impressões com o FOXTROVICTOR acerca da pistola ideal. Ele gosta muito da Glock. O que posso dizer é que a Glock tem um grande defeito: é muito cara! – Para mim, apenas para mim, devido ao meu gosto pessoal, não gosto do seu mecanismo de disparo. Aquele meio-termo entre dupla e simples acção não me agrada. Depois, como não tem cão à vista, também não gosto. Mas isto é apenas um preconceito meu, nada mais. A arma é seguríssima e de excelente qualidade.

Quanto aos militares, é melhor perguntar-lhes a eles, porque são eles que querem armas com patilhas de segurança e de chassis grandes.

Nunca uso qualquer patilha de segurança e transporto a arma sempre com munição na câmara. A segurança está na cabeça do usuário da arma e nos conhecimentos que tem acerca do seu funcionamento mecânico e obviamente das regras de segurança. Uma arma é sempre manuseada como se estivesse sempre carregada e pronta a dar fogo. Nunca se aponta a ninguém e o dedo está sempre ao longo da corrediça (não é ao longo do guarda-mato, porque neste caso, o dedo pode escorregar o cair sobre o gatilho, provocando o disparo). Confiar em patilhas de segurança e em câmaras vazias dá sempre mau resultado. Quando alguém faz um disparo involuntário, diz sempre esta frase sacramental: “Julguei que estava vazia!”.

Espero que tenho sido suficientemente claro e explícito.

PS: Gatilhos mais “pesados” resultam em tiros mais imprecisos.
Um abraço.

--Lecavo
 

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Luso

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« Responder #26 em: Outubro 26, 2006, 10:40:21 pm »
Posso depreender então que as seguranças manuais são mais adequadas a militares (ou milicianos) que podem ter pouco treino ou instrução...

Obrigado, Lecavo... e Foxtrotvictor!  :G-Ok:
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foxtrotvictor

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« Responder #27 em: Outubro 26, 2006, 11:18:20 pm »
Essa da munição na câmara de explosão é a eterna pergunta com que me deparo. Eu não aconselho nada, apesar do meu método ser câmara de explosão vazia e patilha de segurança em posição de fogo (apesar de o amigo lecavo me estar quase a convencer do contrario). O conselho que eu dou tanto quanto a transportar a arma com munição na câmara como a patilha de segurança estar activada ou não é que escolham um sistema e que o sigam sempre. Essa do dedo fora do gatilho até a eminência do disparo também tem de ser sagrada. Tal como disse o lecavo não é ao longo do guarda mato. Eu aconselho a colocar no grupo do punho, logo acima do guarda-mato. Em situações de stress temos a tendência de ao mínimo alerta accionar involuntariamente o dedo do gatilho. Já vi em instrução de tiro, no decorrer de progressões dinâmicas, o dedo a querer “fugir” repetidamente para o gatilho, mesmo tendo alertado poucos minutos antes para o risco de isso poder acontecer.
 

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lecavo

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« Responder #28 em: Outubro 27, 2006, 11:08:54 am »
Viva!

O transporte de arma de defesa com ou sem munição na câmara, é uma questão, que apenas em Portugal se coloca. Não conheço nenhuma força policial a nível mundial, que adopte esta ultima “solução”. Em Portugal a situação é bastante diferente.

Tenho conhecimento de apenas dois serviços que adoptaram essa situação. São casos muito específicos e têm a ver com princípios de ordem operacional. São eles os Serviços Secretos Americanos e os Body Guards israelitas. Estes serviços assumem esta postura, atendendo ao facto dos agentes poderem estar no meio de grandes aglomerados de pessoas (todas muito juntas, ou seja em grandes apertos – na verdadeira acepção da palavra), onde facilmente alguém lhe consegue retirar a arma e fazer imediatamente fogo contra a alta entidade que eles estão no momento a proteger. A dar-se uma situação de “roubo” da sua arma, o meliante vai ter de proceder à introdução de munição na câmara e só depois vai poder fazer o disparo. Este “atraso” dá uma maior margem de manobra aos referidos body guards, para poder agir de modo a proteger a alta entidade que estão incumbidos de proteger. Como o seu principal objectivo é proteger a alta entidade, assumem todos os outros riscos (como aceitáveis), inclusive o de colocar o corpo à frente das balas. Actuam em grupos relativamente elevados, o que lhes permite uma acção conjunta contra o agressor, aumentando assim a possibilidade de êxito.

Um pequeno aparte: - Mas nem sempre é conseguido, não nos podemos esquecer do assassinato de Rabin (em Israel) ou a ataque a Ronald Regan, embora estes casos específicos nada tenham a ver com o facto de transportar a arma com ou sem munição na câmara.

No caso de um civil ou um agente policial que actua isolado e que não consegue manter-se sempre em total alerta, no meu ponto de vista, acho muito mais seguro transportar a sua arma de defesa com munição introduzida na câmara. Se tiver de fazer uso da sua arma de defesa, para impedir uma ameaça em execução contra a sua vida, “apenas” vai ter de sacar a arma, apontar ao agressor e premir o gatilho. Parece fácil, mas sobre grande stress, as coisas complicam-se muito. Um gesto que parece simples, pode tornar-se de extrema complexidade ou até impossível de executar.

Por outro lado temos o tempo de reacção. Estando nós total ou parcialmente “desatentos” ao que nos rodeia, quando alguma coisa acontece, demoramos algum tempo a perceber o que se está a passar (mas a ameaça continua em execução e o nosso tempo a escassear). Depois de percebermos que algum de muito mau está a acontecer, temos de tomar a decisão do que vamos fazer (mais tempo perdido). Depois de decidirmos, vamos ainda ter se sacar a arma, introduzir munição na Câmara, apontar ao agressor e só depois fazer o disparo. Com tudo isto, já se passou muito tempo (dependendo da pessoa e do seu treino, com tudo isto podem ter passado alguns segundos – 2 a 3 segundos). Como quem toma a iniciativa é sempre o agressor e só por isto já estamos em grande desvantagem, ao ter de fazer todas estas acções, só vamos aumentar ainda mais a desvantagem. O resultado final adivinha-se pouco animador. Dificilmente vamos conseguir reagir a tempo de impedir a agressão.
Um abraço.

--Lecavo
 

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« Responder #29 em: Outubro 27, 2006, 11:21:01 am »
Se vier a HK P30, para alem do companheiro lecavo ficar com um sorriso de cara inteira, a PSP e a GNR ficavam de parabéns. O meu palpite é que vai ser HK, mas que um dos requisitos é ter patilha de segurança de função dupla (rebate do cão e inoperacionalidade do gatilho). Assim a HK P30 fica de fora. Já sabemos que vai ser uma arma para muitos e muitos anos, por isso que escolham tão bem como escolheram no contrato de 1908.