EH-101

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CruzSilva

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Re: EH-101
« Responder #1020 em: Janeiro 19, 2024, 05:25:33 pm »
Nada como uma última viagem em pleno conforto antes de largar a bomba de deixar a vida militar.  :mrgreen: c56x1

Foi basicamente isso, sim. :mrgreen:

É uma situação complexa, com pormenores alguns deles complicados e delicados, e que só quem lá está é que sabe dar o devido valor, e possa explicar o porquê desta tomada de decisão caso o deseje. Conheço uns quantos destes casos, não falarei sobre nenhum deles por razões óbvias mesmo que fosse autorizado a isso, e de facto as queixas prendem-se com um conjunto alargado de factores que vai (muito) para além da vertente financeira. Por exemplo, uma reivindicação comum a muitos é a de se querem ramos profissionais, então que tratem os militares com profissionalismo.
Ai se o fogo alastra...
 
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Re: EH-101
« Responder #1021 em: Janeiro 19, 2024, 06:55:29 pm »
É por estas e por outras que no Exercito não têm direito ao Brevet. :mrgreen:

Brevet civil? O da Força Aérea também não dá.

PS: o exército também não tem curso de piloto de aeronaves  :mrgreen:.
« Última modificação: Janeiro 19, 2024, 06:56:06 pm por Lightning »
 

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Lightning

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Re: EH-101
« Responder #1022 em: Janeiro 19, 2024, 07:59:32 pm »
Chocante.....
Perder efetivamente 4 comandantes de esquadra logo em tão pouco tempo e ainda um quinto? (Não percebo se este quinto era para ser comandante ou não)

Pelo que percebi o 5° piloto não tinha sido nomeado comandante de esquadra, mas seria conserteza um Piloto-Comandante, o EH101 voa com 2 pilotos, um mais experiente normalmente capitão para cima que é o comandante do helicóptero/Piloto-Comandante e um piloto menos experiente normalmente Alferes/Tenente, que é o Co-Piloto.

Se só existem 9 tripulações é porque existem (pelo menos) 9 pilotos para cada posição mais 9 Operações de Guincho e 9 Recuperadores/Salvadores.

Isto significa que o número de Pilotos-Comandantes acaba de perder 5 elementos, no pior cenário agora são só 4, até que mais co-pilotos passem a Piloto-Comandante.
« Última modificação: Janeiro 19, 2024, 08:06:28 pm por Lightning »
 

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raphael

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Re: EH-101
« Responder #1023 em: Janeiro 19, 2024, 09:46:02 pm »
e para passarem a piloto-comandante têm de fazer certificações ministradas por um piloto-comandante... resumindo... manter o alerta nos Açores, em Porto Santo e no Montijo hipoteca 3 (1 tripulação completa para cada) e o 4º piloto comandante com respetiva tripulação seriam os que garantem a rotação com a tripulação do montijo.

Ou seja, durante uns tempos ou não há progressões para piloto-comandante ou falham alertas em alguns dias...

Isto tendo saido os tais 5 pilotos comandante, incluindo o comandante de esquadra e o que lhe iria suceder que seria o oficial de operações...

é caso para ponderar que a reativação da esquadra nos açores em vez de manterem o formato destacamento é capaz de não ter sido boa ideia...e agora para desenrolar o imbróglio ainda vai demorar a resolver...

pilotos comandante adidos (fora da esquadra) oenso que não ha nenhum com as qualificações em dia, por isso, não serão solução...

cada esquadra com as suas dores de cabeça...não está fácil para nenhuma, ou escassez de pilotos ou de mecânicos ou de motores prontos ou de rotores...ou de aviões mesmo...
« Última modificação: Janeiro 19, 2024, 09:48:48 pm por raphael »
Um abraço
Raphael
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Re: EH-101
« Responder #1024 em: Janeiro 19, 2024, 10:39:17 pm »
Infelizmente acontece em pelo menos mais duas unidades sim, e só não é mais notório devido ao rácio tripulações disponíveis vs. aeronaves prontas a voar não ser assim tão mau. O que indica, por outro lado, que a taxa de disponibilidade destas frotas é relativamente baixa, algo que vem aumentar ainda mais todo este problema.

E sendo a missão SAR primordial por todas as razões e mais algumas, esta é uma situação bastante preocupante e que não deveria deixar ninguém descansado. E já nem vou aflorar o facto dos Merlin estarem a necessitar de ser rapidamente modernizados, sob risco de colocarem missões e tripulações em causa a médio prazo.
Por exemplo, uma reivindicação comum a muitos é a de se querem ramos profissionais, então que tratem os militares com profissionalismo.
Deixem estar que está tudo a correr como planeado. Nem deve ser preciso mais uma década para depois virem com a história que é preciso começar a privatizar/subcontratar o SAR e transporte de doentes/evacuações médicas entre ilhas.

Fazem umas grandes festas para comemorar a compra de "novo" material mas depois por trás continuam a desmantelar as FFAA.

Que venham mais Blackhawk e Canadair, que depois sem pilotos de pouco também vão servir, e que venham daí é os ST para as missões no Ultramar.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 
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Re: EH-101
« Responder #1025 em: Janeiro 19, 2024, 10:45:05 pm »
Não tarda, vão sair muitos mais.
Cps,
 
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Re: EH-101
« Responder #1026 em: Janeiro 19, 2024, 11:10:32 pm »
Quase tudo saturado de ser mal tratado e portanto desmotivado.

Chegaram ao ponto de "Pó caralhinho ó meu!".
« Última modificação: Janeiro 19, 2024, 11:12:43 pm por CruzSilva »
 
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Re: EH-101
« Responder #1027 em: Janeiro 20, 2024, 01:44:03 am »
Pessoal, peço desculpa mas no meu post anterior esqueci-me de aproveitar para voltar a mencionar o artigo de 2017 do Pássaro de Ferro. Não posso deixar passar esta oportunidade.

Citação de: António Luís / Pássaro de Ferro
Redacção, Pássaro de Ferro, 29 de Novembro de 2035.
«Termina amanhã, dia 30 de Novembro de 2035, a rotação de 5 caças ingleses F-35 na Base Aérea nº 5, em Monte Real, no âmbito de mais um "Portugal Air Policing".
Estes aparelhos, relembra-se, permaneceram os últimos três meses em Portugal no âmbito do programa da NATO de patrulhamento aéreo nos países que não tem essa capacidade – Países Bálticos, Islândia e agora Portugal, iniciado no nosso caso no princípio deste ano, com a presença de 5 caças Eurofighter espanhóis modernizados, de Janeiro a Abril e depois, de Maio a Agosto, por quatro caças F-35 da Bélgica.

(...)

Tudo isto, aliado ainda às sucessivas dificuldades orçamentais que foram restringindo até níveis mínimos admissíveis o envio de pilotos para formação em países terceiros, por falta de meios de formação próprios e, lá está, por constrangimentos financeiros públicos e notórios, através de sucessivas governações que descuraram a defesa nacional, considerando-a... "redimensionável".
Para agravar a situação, foi-se registando uma forte saída de pilotos militares para a aviação civil, desmotivados pelas fracas condições no meio militar, pelo próprio definhar e decadência das operações e horas de voo, aliciados igualmente pelo "boom" da aviação comercial, situações cuja resolução foi sendo sempre adiada, como já se aludiu, por sucessivos governos.»

(...)
Fonte: http://www.passarodeferro.com/2017/11/futurologia-pesadelo-ou-provavel_29.html

Continuamos a assistir ao desenvolvimento da previsão do futuro acima que publicada a 29 de Novembro de 2017: «FUTUROLOGIA - PESADELO OU PROVÁVEL REALIDADE? (M1938 - 75/2017)».

Acho que é um artigo que vale a pena voltar sempre a referir sempre que saem destas notícias e assistimos a estas situações. Só para mostrar que os partidos e o governo nunca vão levar esta situação a sério nem têm intenções de a corrigir ou prevenir. Todas as "soluções" com que eles vierem agora para prevenir ou remediar a situação não é nada mais do disfarçar as verdadeiras intenções e o status quo. 2017! Já em 2017 e antes de 2017 se falava deste problema e se previa estas situações.

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 
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Re: EH-101
« Responder #1028 em: Janeiro 20, 2024, 03:20:19 am »
As exigências técnico-operacionais são um fardo que estes homens e mulheres têm que carregar, com amplas implicações nas suas vidas e que não parecem afligir muito as chefias.

E apesar de a FAP ter tido a sua quota de casos de corrupção, são casos que se limitam ao plano logístico, não afectando as esquadras operacionais. Já no ramo naval -- onde as exigências técnico-operacionais são, salvo algumas excepções como a EHM e a ES, menos exigentes --, a corrupção que grassa nas capitanias dá de comer a muita gente nos quadros de oficiais, aliviando em grande parte as agruras da vida militar. Na marinheca, são os quadros das categorias de sargentos e praças que carregam o fardo operacional causado pelo sangria de recursos humanos.
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Re: EH-101
« Responder #1029 em: Janeiro 20, 2024, 09:46:52 am »
É acabar com a FAP e transferir os kapace para TAP Cargo.
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 
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Re: EH-101
« Responder #1030 em: Janeiro 20, 2024, 10:11:15 am »
Na impossibilidade de aceder ao artigo do Expresso, vasculha-se a restante imprensa em busca de mais detalhes referidos na notícia de ontem.

Citar
Missão de busca e salvamento da Força Aérea está a ficar sem militares

A Força Aérea está a ficar sem militares devido à falta de meios e exaustão por parte dos pilotos dos helicópteros. Os comandantes da esquadra do Montijo e dos Açores pediram abate ao quadro, ou seja, querem sair antes do tempo a que o estado os obriga a permanecer pagando uma indemnização do próprio bolso.

SIC Notícias
14:07, 19 jan.2024

A missão das tripulações na busca e salvamento tornou-se muito mais dura ao longo dos últimos anos, as tabelas salariais não cresceram e a falta de gente obriga a muito mais horas em alerta constante. O jornal Expresso conta que os comandantes das duas esquadras dos helicópteros EH-101 Merlin no Montijo e nos Açores pediram abate ao quadro. E os dois pilotos que foram nomeados para os substituir fizeram o mesmo, recusaram a nomeação para o comando e fartos da Força Aérea preferiram sair da vida militar, como tem vindo a acontecer a muitos outros ao longo dos anos.

Os pilotos da missão de busca e salvamento da força aérea, conhecidos também por transportar o Papa quando vem a Portugal, são hoje obrigados a dar à instituição 20 anos da sua vida, seis na formação da academia, o resto ao serviço. Quando pedem o abate ao quadro, das duas uma: ou já fizeram o tempo todo e basta dizer "adeus", ou ainda lhes falta cumprir uma parte e têm de indemnizar a instituição. Mas a procura que têm por parte das companhias aérea é tanta que mesmo com valores altos a pagar à força aérea, para muitos não restam dúvidas, compensa sair.

Como não há tripulações suficientes para os helicópteros de busca e salvamento, os militares estão em estado de prontidão permanente de 30 minutos durante meses, quando o normal seria de apenas 15 dias. A SIC pediu esclarecimentos ao ministério da defesa e à força aérea, mas não recebeu resposta. Ao Expresso, a chefia de estado maior admite que tem vindo a alertar a tutela, que o efetivo atual é uma preocupação. No total devia haver 14 tripulações nos helicópteros EH-101, mas atualmente só há nove.

https://sicnoticias.pt/pais/2024-01-19-Missao-de-busca-e-salvamento-da-Forca-Aerea-esta-a-ficar-sem-militares-19af0924

Posso afirmar que neste momento o número de tripulações disponíveis é ligeiramente inferior ao avançado nesta notícia.
Saudações Aeronáuticas,
Charlie Jaguar

"(...) Que, havendo por verdade o que dizia,
DE NADA A FORTE GENTE SE TEMIA
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Luís Vaz de Camões (Os Lusíadas, Canto I - Estrofe 97)
 
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Re: EH-101
« Responder #1031 em: Janeiro 20, 2024, 10:20:46 am »
é caso para ponderar que a reativação da esquadra nos açores em vez de manterem o formato destacamento é capaz de não ter sido boa ideia...e agora para desenrolar o imbróglio ainda vai demorar a resolver...

A reativação da 752 é apontada quase de forma unânime como um completo disparate. Uma fuga para a frente sem qualquer sentido, querendo esticar uma capacidade que já de si é escassa. É compreensível o espírito pelo qual foi feito (principalmente a tentativa de fixação dos militares), mas o tiro saiu pela culatra e o CEMFA tem sido alvo de muitas críticas a este respeito.


cada esquadra com as suas dores de cabeça...não está fácil para nenhuma, ou escassez de pilotos ou de mecânicos ou de motores prontos ou de rotores...ou de aviões mesmo...

Estamos numa situação bastante complicada, e infelizmente com tendência a não melhorar nos tempos mais próximos. E não é apenas com a aquisição de novos sistemas de armas que a coisa se resolve, antes pelo contrário.
Saudações Aeronáuticas,
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Re: EH-101
« Responder #1032 em: Janeiro 20, 2024, 11:02:09 am »
é caso para ponderar que a reativação da esquadra nos açores em vez de manterem o formato destacamento é capaz de não ter sido boa ideia...e agora para desenrolar o imbróglio ainda vai demorar a resolver...

A reativação da 752 é apontada quase de forma unânime como um completo disparate. Uma fuga para a frente sem qualquer sentido, querendo esticar uma capacidade que já de si é escassa. É compreensível o espírito pelo qual foi feito (principalmente a tentativa de fixação dos militares), mas o tiro saiu pela culatra e o CEMFA tem sido alvo de muitas críticas a este respeito.


cada esquadra com as suas dores de cabeça...não está fácil para nenhuma, ou escassez de pilotos ou de mecânicos ou de motores prontos ou de rotores...ou de aviões mesmo...

Estamos numa situação bastante complicada, e infelizmente com tendência a não melhorar nos tempos mais próximos. E não é apenas com a aquisição de novos sistemas de armas que a coisa se resolve, antes pelo contrário.

Se a FAP, continuar a formar, anualmente, o numero de PilAv, que formou este ano, daqui a uns dez anos não os tem em número suficiente para operar 1/4 das aeronaves que a FAP agora dispõe.

Se conseguisse, ter pelo menos vinte pilotos formados anualmente, poderia compensar o número dos que saem da FAP, e dos que abandonam a area operacional.

Com o acréscimo de responsabilidade, combate aos FF, que irá exigir um enorme aumento número de Pilotos Heli, num curto espaço de tempo, quero ver como vão conseguir não só ultrapassar tal obstáculo mas em simultâneo, também aumentar o numero de pilotos a ingressar nas restantes ESQ, de modo a inverter a sangria de pilotos que a FAP tem vindo a sofrer nos últimos 20 + anos.

Quanto à reactivação da 752, nem vou comentar.
Se nem os doze 101 estão operacionais e nem para os que estão a voar, há tripulações, vai-se reactivar uma segunda ESQ?
Mas com que pessoal de voo e com quantos Helis ??

Mais, quando os 390 estiverem operacionais, ou os PilAv da 501 são requalificados para os 295, ou vão ingressando na 506, eu não estou a ver a FAP, a ter pilotos para operar 9/10 cargueiros tácticos em duas ESQ, quando nem tem necessidade para tal, e não me venham com a Estória dos usar nos FF.

E ainda há na FAP, e por aqui especialistas iluminados que defendem a vinda de uma dezena/dúzia de carissimos,  super tutanitos, praticamente dedicados, ao CAS, Africano, bem, só se forem pilotados  pelos instrutores da 101, fora das horas do" expediente ". :bang:

Abraço

« Última modificação: Janeiro 20, 2024, 11:31:56 am por tenente »
Quando um Povo/Governo não Respeita as Suas FFAA, Não Respeita a Sua História nem se Respeita a Si Próprio  !!
 
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Re: EH-101
« Responder #1033 em: Janeiro 20, 2024, 11:34:59 am »
A reativação da 752 é apontada quase de forma unânime como um completo disparate. Uma fuga para a frente sem qualquer sentido, querendo esticar uma capacidade que já de si é escassa. É compreensível o espírito pelo qual foi feito (principalmente a tentativa de fixação dos militares), mas o tiro saiu pela culatra.

Eu percebo a justificação de acabar com as rotações de tripulações a cada duas semanas, que também era um grande fardo para as pessoas, mas para isso era preciso fazer um estudo para saber quantos tripulantes e elementos da manutenção teriam intenção em fixar-se nos Açores, eles existem podem é ser poucos.

O mais razoável talvez fosse um sistema misto, que tanto poderia ser, criar-se na BA4 uma equipa de apoio ao destacamento EH101 onde poderiam estar todos os praças e sargentos interessados em ficar nos Açores, esta equipa trataria da manutenção possível, as tarefas que não tivesse capacidade receberia reforços temporariamente da 751. Algum piloto interessado teria que ficar "formalmente" colocado no Comando, RCC Lajes, algo assim.

Ou o oposto, criar a esquadra 752, com os interessados em ficar nos Açores, mas continuar a receber pilotos e outros elementos a cada duas semanas para completar tripulações de alerta.

No fundo é quase a mesma coisa, manter as pessoas onde elas querem estar, mas não obrigar a ficar onde não querem, para esses o menos mau é as rotações, ou até acabariam por sair na mesma...

Ou os ordenados teriam de disparar, há pessoal que vai trabalhar para o medio-oriente, para a China, para locais remotos do norte da Noruega...
 
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Re: EH-101
« Responder #1034 em: Janeiro 20, 2024, 12:19:44 pm »
Conheço um caso desses, foi trabalhar para as arábias e o ordenado é de tal forma superior ao de cá, que nem dava para pensar duas vezes.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.