Choque petrolífero à vista

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #30 em: Julho 08, 2022, 09:44:41 am »
Cazaquistão quer exportar petróleo sem passar pela Rússia

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/materias-primas/petroleo/detalhe/cazaquistao-quer-exportar-petroleo-sem-passar-pela-russia

E a Rússia deixa que um país na área de influência dos seus interesses vire-lhe as costas sem levar com "uma operação especial em cima"?
Se calhar deixa, porque o Cazaquistão é agora protegido da China  :mrgreen:

Está tudo a correr bem para a Rússia.

De facto estamos perto de termos uma ligação de Lisboa a Vladivostoque...... mas do lado da NATO e China!

Chatice esta de não respeitarem os direitos adquiridos de uns países espezinharem à vontade os seus vizinhos sem ninguém os incomodar!!!!!

Realmente a geopolítica mundial está a mudar muito depressa, mas não é a favor da Rússia!!!!!
 

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PTWolf

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #31 em: Julho 08, 2022, 12:35:15 pm »


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E a Rússia deixa que um país na área de influência dos seus interesses vire-lhe as costas sem levar com "uma operação especial em cima"?
Se calhar deixa, porque o Cazaquistão é agora protegido da China  :mrgreen:


Do ponto de vista militar tambem não faria sentido abrir uma nova frente. Por mais com a da Ucrania a correr tão bem  :mrgreen:
 

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Daniel

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #32 em: Julho 14, 2022, 03:41:48 pm »
Brent cai 2,4% para mínimo desde o início da guerra
https://executivedigest.sapo.pt/brent-cai-24-para-minimo-desde-o-inicio-da-guerra/
Citar
O barril de petróleo Brent para entrega em setembro estava hoje a cotar-se a 97,20 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, um mínimo desde o início da guerra na Ucrânia.
Por volta das das 12:35, o petróleo Brent, de referência na Europa, cotava-se a 97,20 dólares, menos 2,4% do que na quarta-feira (99,57 dólares).

Para aumentar o preço foi tudo muito rápido, descer é que são mais lentos FDP.
 
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Daniel

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #33 em: Agosto 30, 2022, 05:05:16 pm »
Petróleo Brent cai 5% devido a receios de recessão
https://executivedigest.sapo.pt/petroleo-brent-cai-5-devido-a-receios-de-recessao/
Citar
O petróleo Brent, de referência na Europa, recuava hoje mais de 5%, penalizado por um novo confinamento na China e por receios crescentes de uma recessão mundial.

Às 15:10 (hora de Lisboa), o barril de Brent do mar do Norte para entrega em outubro baixava 5,05% para 99,78 dólares e o barril de petróleo WTI norte-americano, para entrega no mesmo mês, perdia 4,84% para 92,31 dólares.

Enquanto isso, em Portugal o gasóleo aumentou 11 centimos.
 

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #34 em: Agosto 31, 2022, 04:23:26 pm »
Petróleo Brent cai 5% devido a receios de recessão
https://executivedigest.sapo.pt/petroleo-brent-cai-5-devido-a-receios-de-recessao/
Citar
O petróleo Brent, de referência na Europa, recuava hoje mais de 5%, penalizado por um novo confinamento na China e por receios crescentes de uma recessão mundial.

Às 15:10 (hora de Lisboa), o barril de Brent do mar do Norte para entrega em outubro baixava 5,05% para 99,78 dólares e o barril de petróleo WTI norte-americano, para entrega no mesmo mês, perdia 4,84% para 92,31 dólares.

Enquanto isso, em Portugal o gasóleo aumentou 11 centimos.

Nós estamos a pagar à saída das bombas de combustível, o preço ajustado de combustível que as petrolíferas só vão deitar as mãos no fim deste ano!!!!! Ganham as petrolíferas, ganham os países produtores de petróleo e ganha o estado em impostos faraónicos!!!!! Quem se lixa são sempre os mesmos!!!!

Mas sim, depois de 6 meses de guerra e o petróleo, por muito que se esforcem, não se aguenta para lá dos 100 dólares o barril..... com o arrefecimento da economia que aí vem, é mais que certo que o petróleo só pode descer!!!!!!

Já quanto ao gás pode acontecer o oposto, mesmo com uma crise económica!!!!!
 

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #35 em: Setembro 06, 2022, 02:03:36 pm »
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #36 em: Outubro 01, 2022, 12:22:09 pm »
Citação de: Ursula von der Leyen
Europe has everything it needs to break free from Russian fossil fuels.
 
The inauguration of the Búlgaria-Greece interconnector is a game changer.
 
Together, let’s shape a strong and resilient energy Union.

 :arrow: https://twitter.com/vonderleyen/status/1576129474873139201?s=20&t=wCt2PsoRfgDf5kOHEoZ6RQ
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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Daniel

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #37 em: Outubro 01, 2022, 01:38:17 pm »
Novo gasoduto europeu diminui dependência da Rússia
https://www.cmjornal.pt/mais-cm/especiais/guerra-na-ucrania/detalhe/novo-gasoduto-europeu-diminui-dependencia-da-russia?ref=HP_CMaoMinuto
Citar
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, saudou este sábado início das operações comerciais de um gasoduto greco-búlgaro como uma emancipação da Europa em relação ao gás russo.
"Hoje, começa uma nova era para a Bulgária e o sudeste da Europa", disse Von der Leyen numa cerimónia em Sófia que contou com a presença de líderes da região.

Von der Leyen disse que o novo gasoduto é um "sinónimo de liberdade" e de "emancipação do gás russo", que contribui para a "segurança energética da Bulgária e da Europa".

O interconector IGB, de 182 quilómetros de comprimento, foi inaugurado em julho, mas só começou a funcionar este sábado, disse o primeiro-ministro búlgaro em exercício, Galab Donev.

O novo gasoduto permite à Bulgária, que não recebe gás da gigante russa Gazprom desde abril, diversificar as suas fontes e "ser menos vulnerável".

O país dos Balcãs, que dependia fortemente de Moscovo para a energia antes do conflito na Ucrânia, está agora ligado ao gasoduto Tanap/Tap, que transporta gás azeri do Mar Cáspio para a Europa Ocidental.

A Bulgária vai receber mil milhões de metros cúbicos por ano deste gás, para uma capacidade total de 03 bcm do novo gasoduto.

"Poderá cobrir todo o consumo de gás da Bulgária", disse a presidente da Comissão Europeia.

"Esta é uma excelente notícia em tempos muito difíceis (...). Graças a tais projetos, a Europa terá gás suficiente para o inverno", acrescentou.

Participaram na cerimónia os presidentes do Azerbaijão, Ilham Aliev, da Sérvia, Aleksandar Vucic, da Macedónia do Norte, Stevo Pendarovski, e da Bulgária, Roumen Radev, bem como o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis.

Com um custo de 220 milhões de euros, incluindo 50 milhões de euros de financiamento europeu, o projeto da ligação greco-búlgara nasceu em 2009, mas a sua construção sofreu muitos atrasos.

A guerra na Ucrânia, que a Rússia iniciou em 24 de fevereiro deste ano, e a crise energética precipitaram os esforços para concluir o projeto.

No âmbito dos esforços para reduzir a dependência da UE do gás russo, Von der Leyen assinou, em julho, em Baku, um memorando de entendimento com o Azerbaijão para duplicar as importações de gás em poucos anos.
 

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LuisPolis

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #38 em: Outubro 05, 2022, 11:06:42 am »
Suspeita-se que na reunião da OPEP de hoje em Viena, a Russia e a Arabia Saudita vão propor o corte da produção em 2 milhões de barris de petroleo.

Mais uma desgraça a caminho.

https://www.nytimes.com/2022/10/05/business/opec-russia-oil-output.html
 

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #39 em: Outubro 05, 2022, 11:19:07 am »
Suspeita-se que na reunião da OPEP de hoje em Viena, a Russia e a Arabia Saudita vão propor o corte da produção em 2 milhões de barris de petroleo.

Mais uma desgraça a caminho.

https://www.nytimes.com/2022/10/05/business/opec-russia-oil-output.html

Não acredito!
O ocidente vai passar por uma recessão auto-imposta, para combater a inflação e com uma recessão, o petróleo afunda, é matemático!!!!

Ora confirme os novos contratos futuros de brent a caírem: https://pt.investing.com/commodities/brent-oil
 

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #40 em: Maio 31, 2023, 10:10:25 am »
Continuando o que já tinha dito no ano passado, parece que a rússia está a portar-se..... como a rússia e já nem a OPEP confia nos números russos, porque o mercado continua a ser inundado por petróleo, quando as economias ocidentais estão a estrangular as suas próprias economias para controlarem a inflação!!!!!  :mrgreen:

Petróleo cai mais de 4% com tecto da dívida nos EUA e reunião da OPEP+ na mira



Os preços do "ouro negro" seguem a afundar nos principais mercados internacionais, devido à incerteza quanto à aprovação, no Congresso norte-americano, do aumento do tecto da dívida dos EUA – depois do acordo de princípio alcançado no fim de semana entre o presidente Joe Biden e o speaker da maioria republicana na Câmara dos Representantes, Kevin McCarthy.

Os investidores estão também na expectativa quanto à decisão dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) na reunião agendada para 4 de junho – havendo quem aponte para um novo corte da oferta.

O West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os Estados Unidos, recua 4,28% para 69,56 dólares por barril.

Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude negociado em Londres e referência para as importações europeias, perde 4,36% para 73,71 dólares/barril.

"Os participantes de mercado continuam a escrutinar a adesão da Rússia ao seu compromisso de corte da oferta de crude, mas nós preferimos focar-nos nos dados sobre os inventários", sublinha Giovanni Staunovo, analista de mercados do UBS, numa nota de "research" a que o Negócios teve acesso.

Em fevereiro, recorda a análise do estratega do banco suíço, o vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak comprometeu-se a cortar a sua produção em 500 mil barris por dia a partir de março. Esse compromisso foi depois estendido até junho e depois até ao final do ano, "mas, como a Rússia já não publica dados sobre petróleo, os participantes voltaram-se para outro indicador para avaliarem o corte de produção: as exportações de crude via petroleiros", refere.

Segundo esses dados, "as exportações de crude russo via marítima mantiveram-se elevadas nos últimos meses, levando alguns participantes de mercado a crer que isto resulta do facto de a Rússia não estar de facto a cortar a produção na medida em que se comprometeu", aponta Staunovo.

O UBS prefere estar mais atento às reservas norte-americanas de crude – que na semana passada caíram fortemente. "Com vários membros da OPEP+ a retirarem voluntariamente barris do mercado, num contexto de aumento da procura, estimamos que os stocks continuem a diminuir, sustentando assim os preços", diz o mesmo analista.

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/mercados-num-minuto/detalhe/europa-aponta-para-o-verde-asia-fecha-mista-com-bolsas-chinesas-em-queda
(notícia de 30 de Maio)

Conclusão, a OPEP+ luta por todos os meios para manter o preço alto..... o que não será fácil, primeiro porque o ocidente está a apertar o cinto (combate à inflação, com subida dos juros), depois porque a rússia não cumpre nenhum acordo feito com a OPEP+ de cortar na produção (com o objectivo de manter os preços artificialmente altos). E como o blitzkrieg na Ucrãnia vai de vento em popa, o corte de produção imposto pela OPEP+ é capaz de ser incomportável para quem está aflito para financiar a máquina de guerra bem como os grupos de terroristas contratados!
 
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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #41 em: Novembro 24, 2023, 10:25:04 am »
OPEP+ adia reunião. Fantasma de 2020 é real

O cartel do “ouro negro” e os seus aliados estão em desacordo quanto ao próximo nível de produção? A Arábia Saudita e a Rússia poderão não querer continuar a assumir o encargo do corte adicional da oferta para sustentar os preços. E aí tudo pode voltar a descarrilar.

Abril de 2020 é, para a maioria dos investidores em petróleo, uma recordação que ainda faz estremecer. O braço-de-ferro entre a Arábia Saudita e a Rússia, que não se entendiam quanto às quotas de produção a definir através do acordo que juntava a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e os seus parceiros (o chamado grupo OPEP+), levou a que entrasse mais crude no mercado.

.......

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/opep-adia-reuniao-fantasma-de-2020-e-real?ref=DET_Recomendadas_pb

Ui, o preço do petróleo pode afundar? Não estávamos nada à espera  :mrgreen:
 

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Cabeça de Martelo

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Re: Choque petrolífero à vista
« Responder #42 em: Dezembro 19, 2023, 12:18:52 pm »
América já produz mais petróleo do que toda a OPEP
Os países produtores de petróleo na América são Estados Unidos, Canadá, México, Brasil ou Guiana. Juntos, produzem 34 milhões de barris de petróleo e derivados por dia. Por outro lado, a OPEP já só controla 30% do mercado.

Mariana Bandeira
19 Dezembro 2023, 08h56
A América está a crescer enquanto produtora de petróleo e destronou o Médio Oriente, de onde a energia mundial dependia há alguns anos. O continente onde está a maior economia mundial ultrapassou a antiga fonte global de ouro negro: Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Iraque e Irão, os ‘pesos-pesados’ da OPEP.

Incluindo derivados, a América já produz mais do que todos os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), de acordo com o mais recente relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) analisado esta terça-feira pelo jornal espanhol “El Economista”.

Os países produtores de petróleo na América são Estados Unidos, Canadá, México, Brasil ou Guiana. Juntos, produzem 34 milhões de barris de petróleo e derivados por dia. Por outro lado, a OPEP controlava 40% da produção mundial de petróleo em 2006 e, nos dias de hoje, apenas um terço (31%), segundo os números oficiais da AIE.

Por exemplo, a produção nos Estados Unidos passou de sete milhões de barris por dia em 2013 para mais de 13 milhões diários atualmente, sendo que se prevê que depressa chegue aos 15 ou 20 milhões. No caso do Brasil, a produção de petróleo bruto mais do que triplicou, para 3,5 milhões de barris de petróleo bruto por dia, desde o início do século.

“A mudança no fornecimento global de petróleo dos principais produtores do Médio Oriente para os Estados Unidos e outros países da Bacia Atlântica, e o impacto dominante da China e do seu sector petroquímico em expansão na procura de petróleo, estão a ter um impacto profundo no comércio global de petróleo”, confirma o relatório de dezembro da AIE, consultado pelo Jornal Económico.

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