Votação

Que aeronave de Apoio Aéreo Próximo para a FAP? Para missões em ambiente não contestado.

AH-1Z
7 (14.9%)
A-29N
13 (27.7%)
UH-60 DAP
20 (42.6%)
AC-295
2 (4.3%)
A-10C ex-USAF
2 (4.3%)
MH-6 Little Bird
1 (2.1%)
OH58D ex-US Army
0 (0%)
H-145 H-Force
2 (4.3%)

Votos totais: 47

Votação encerrada: Junho 02, 2023, 10:29:01 pm

CAS

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Pescador

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Re: CAS
« Responder #570 em: Setembro 14, 2023, 01:57:09 pm »
Os Turboproop têm riscos como os helis também os têm. Uma coisa é a RCA onde um Black Hawk pode cumprir a missão, até de dar suporte as tropas, num cenário com mais ameaças aéreas, como umas metralhadoras pesadas ou umas armas de 20mm, o risco é maior para os helis que são mais lentos. E vai aumentando à medida que as MPADS são acrescentadas. O Iraque é um bom exemplo disso.

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_aviation_shootdowns_and_accidents_during_the_Iraq_War



Discordo das avaliações ao A10. Novamente o Iraque pós 2005 é um bom exemplo. Entre fogo amigo e inimigo, e apesar das missões de maior risco dos A10, perdeu-se 1assim como outros tipos. Aliás, o que se perdeu mais foram C130 e ninguém fala em os retirar de serviço. E se novamente verificarmos a tabela de perdas da USAF entre 1990 e 2002, que inclui Iraq e ex Jugoslávia, perdem-se 6 A10, contra 5 F16 e 2 F15 E.



Saudações

P.S. O ST se vier é para treino duvido que faça algo mais.

P.S.2 - O 295 é um bom exemplo, assim como o material Leonardo, de que não é apenas a Embraer a cogitar os interesses de alguns.


"O 295 é um bom exemplo, assim como o material Leonardo, de que não é apenas a Embraer a cogitar os interesses de alguns."

Até pode ser, não faço ideia, mas a questão é somente eles estarem cá e vão continuar a estar. Se depois quando for altura de os substituírem por outros escolhem outra empresa, é outra história. Se cagar uns da Embraer. "se calhar" na minha inocência.
Mas o que se coloca é, estando cá como estão e são 12, o que falta ou se pode fazer com eles? Só isso.

 

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Re: CAS
« Responder #571 em: Setembro 14, 2023, 02:41:34 pm »
Citar

Citação de Pescador:

Até pode ser, não faço ideia, mas a questão é somente eles estarem cá e vão continuar a estar. Se depois quando for altura de os substituírem por outros escolhem outra empresa, é outra história. Se cagar uns da Embraer. "se calhar" na minha inocência.
Mas o que se coloca é, estando cá como estão e são 12, o que falta ou se pode fazer com eles? Só isso.

Pode se fazer tudo desde que exista dinheiro.  :mrgreen: O problema é que não existe e portanto mais de metade da frota Kaputt. Não existe pessoal para a manutenção e mesmo o que existe é aliciado por melhores ordenados por exemplo, dos Sauditas. Resumindo, já para não falar do money das contrapartidas que nunca se viu, a politicagem não dá dinheiro nem para modernizar a nem para comprar kits, seja de armamento ou de combate a fogos, passando por AEW. Por isso os que voam vão fazendo Patrulha Marítima, SAR e transporte, com dinheiro à justa para manutenção. 

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/forca-aerea-gasta-158-milhoes-para-frota-de-avioes-c295 



Saudações

P.S. O Brasil comprou 295. E comprou porque a Embraer nada tem equivalente. Ponto.  ;)

https://pt.wikipedia.org/wiki/EADS_CASA_C-295

https://www.infodefensa.com/texto-diario/mostrar/3124551/airbus-entrega-terceiro-c295-amazonas-sar-brasil



« Última modificação: Setembro 14, 2023, 03:12:25 pm por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: CAS
« Responder #572 em: Setembro 14, 2023, 02:54:05 pm »
Se calhar afinal não vem nada ... já que finalmente tiraram a Esquadra 103 "Caracóis" da lista oficial ...

https://www.emfa.pt/esquadras
 

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Drecas

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Re: CAS
« Responder #573 em: Setembro 14, 2023, 02:57:45 pm »
Era a dos AJ certo?

Posso estar muito errado mas tenho impressão de ela não aparecer já á uns tempos
 

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mafets

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Re: CAS
« Responder #574 em: Setembro 14, 2023, 03:15:02 pm »
O que encontrei foi isto: https://www.emfa.pt/esquadra-50-esquadra-103-caracois

Citar
A Esquadra 103 não foi desativada, aguardando atualmente a atribuição de uma nova aeronave.

Saudações
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dc

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Re: CAS
« Responder #575 em: Setembro 14, 2023, 05:35:07 pm »
Os Turboproop têm riscos como os helis também os têm. Uma coisa é a RCA onde um Black Hawk pode cumprir a missão, até de dar suporte as tropas, num cenário com mais ameaças aéreas, como umas metralhadoras pesadas ou umas armas de 20mm, o risco é maior para os helis que são mais lentos. E vai aumentando à medida que as MPADS são acrescentadas. O Iraque é um bom exemplo disso.

https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_aviation_shootdowns_and_accidents_during_the_Iraq_War



Discordo das avaliações ao A10. Novamente o Iraque pós 2005 é um bom exemplo. Entre fogo amigo e inimigo, e apesar das missões de maior risco dos A10, perdeu-se 1assim como outros tipos. Aliás, o que se perdeu mais foram C130 e ninguém fala em os retirar de serviço. E se novamente verificarmos a tabela de perdas da USAF entre 1990 e 2002, que inclui Iraq e ex Jugoslávia, perdem-se 6 A10, contra 5 F16 e 2 F15 E.



Saudações

P.S. O ST se vier é para treino duvido que faça algo mais.

P.S.2 - O 295 é um bom exemplo, assim como o material Leonardo, de que não é apenas a Embraer a cogitar os interesses de alguns.

Todos os meios têm riscos, portanto é um não argumento. A diferença é que um helicóptero tem muitas vantagens/utilidades que uma aeronave de asa fixa não tem, sobretudo quando olhamos para as missões que podem executar. Isto claro, até vermos um ST ou A-10 a fazer MEDEVAC, ou inserção de tropas. O helicóptero ainda tem a vantagem de poder voar no meio de cobertura, já a aeronave de asa fixa não, e se houver MANPADS, tem que voar mais alto, e aí perde-se toda a utilidade de CAS, sendo preferível fazer a missão com UCAVs.

Convém saber contextualizar o porquê de determinadas aeronaves se perderam. C-130:
Citar
29 December 2004 – An American Special Forces MC-130H Hercules (c/n 382–5054, 16th SOW, 15th SOS) is written off while landing on Q-West airfield near Mosul, Iraq, though no one was hurt. The pilot was unaware a large pit had been dug in the runway.
Citar
30 January 2005 – A British C-130K Hercules C.1P XV179 is shot down north of Baghdad, killing 9 Royal Air Force crew and one British soldier.
Citar
12 February 2007 – A British C-130 Hercules is destroyed by coalition forces after being heavily damaged in a night landing in southern Iraq; two are injured. The aircraft was struck by four improvised explosive devices placed by insurgents, upon landing at a temporary runway in Maysaan Province.
Citar
27 June 2008 – A C-130 Hercules is damaged beyond repair in an emergency landing northeast of Baghdad International Airport. All 38 on board were transported to nearby Sather Air Base for medical evaluation. The aircraft was significantly damaged in the landing, and was deemed a write-off and destroyed.

E o A-10:
Citar
8 April 2003 – A-10A 78-0691 of 124th Wing/190th FS shot down by Iraqi Roland SAM; pilot survived.

Foram abatidos por fogo inimigo, exactamente o mesmo número de C-130 e A-10 no Iraque. E como é para comparar alhos com bugalhos, quantos MQ-1 e MQ-9 foram abatidos nesses mesmos conflitos? Escusado será dizer que, mesmo os que são abatidos, não se perde uma tripulação, nem tem que se ir resgatar quem se ejetou (pondo ainda mais pessoal em risco).

As avaliações do A-10 são simples, na generalidade de um conflito de larga escala moderno, muito dificilmente o A-10 conseguirá desempenhar a missão para a qual foi desenhado. Como tal, das duas uma, ou se adapta e ganha um novo leque de missões, e só depois, se no decorrer do conflito houver condições para desempenhar a sua missão primária, aí sim, lá vai ele fazer CAS. Ou, não há adaptação nenhuma, e para não gastar recursos nas aeronaves (e a formar pilotos, que até a USAF diz que tem falta) as quais não vêem como plausivelmente utilizáveis num conflito contra um adversário de topo, retiram de serviço, e substituem por algo mais versátil.

Hoje em dia, com UCAVs, drones civis capazes de largar pequenas bombas/granadas, loitering munitions que cabem numa mochila, munições guiadas de artilharia, caças e bombardeiros com acesso a armamento preciso com maior alcance e menos danos colaterais, ao que se junta os meios convencionais como os helicópteros, caças, bombardeiros e AC-130, a missão do A-10 torna-se uma missão de nicho.

Eu continuo a achar que pode ter a sua utilidade, mas é preciso também ter bom senso, e perceber que já não vai ser como "antigamente", de ir para a linha da frente e "Brrrrrrrrrt". Dependendo do armamento e sensores que lhes possam acoplar, a função de caçar lanchas e drones de superfície, poderá ser interessante, tirando partido da manobrabilidade a baixa altitude e da quantidade de hardpoints que tem (é só imaginar a quantidade absurda de GBU-53/B ou AGM-179 JAGM que poderia levar).

PS1: o ST vai ser adquirido especificamente para a função CAS. E vai ser mais caro que os concorrentes (de aeronaves de treino a hélice), por ser a versão de combate. Se não for para as missões para África, deitou-se dinheiro fora.

PS2: pena é que não arranjas uma única afirmação de ninguém, de que se devia adquirir produtos de uma determinada empresa, porque tem que ser essa empresa. Pelo contrário, vês debates com bases em critérios técnicos e naquilo que cada um acha que assenta melhor na realidade das FA portuguesas. Se preferir o UH-60, o P-8, o F-35, o PC-21, o Tekever AR3/AR5, o A330 MRTT, etc... é ter interesses com determinadas marcas, bom, não tem assim muito sentido pois não? Mas isto é tudo produtos Leonardo ou Airbus, claro!  ::)
 

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Re: CAS
« Responder #576 em: Setembro 14, 2023, 05:38:29 pm »
Desapareceu a ligação/referência na lista oficial, agora, mas realmente ainda está no site online.
 

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Re: CAS
« Responder #577 em: Setembro 15, 2023, 03:47:13 am »
POR AMOR DA SANTA

Pensava que estávamos em 2023 mas não afinal é 1960 ainda


Parte da notícia da Janes que não diz nada de mais:
DSEI 2023: Paramount targets Europe for Mwari/Bronco II
(13 de Setembro de 2023)
Citação de: Gareth Jennings / Janes
Known as the Mwari in its ITAR-free configuration and as the Bronco II in its ITAR-compliant configuration, Paramount's light attack and ISR aircraft is now set to target European customers following recent success in Africa. (Paramount)

South Africa's Paramount Group is targeting European requirements as it looks to expand the growing customer base for its Mwari/Bronco II light attack and intelligence, surveillance, and reconnaissance (ISR) aircraft, senior company officials told Janes on 12 September.

Speaking at the DSEI 2023 defence exhibition in London, the founder of Paramount, Ivor Ichikowitz, and its CEO Steve Griessel, said that with initial sales of the twin-seat single-engine turboprop aircraft now secured in Africa, European NATO countries offer an avenue for further expansion for the type.

"Absolutely we believe that a lot of NATO countries are going to have operational requirements for this class of aircraft," Ichikowitz said. "We know Portugal [has a light attack and ISR requirement], and we are talking to a number of smaller NATO countries who have limited air force capabilities. There are a lot of countries that have requirements for aircraft like [Embraer/Sierra Nevada Corporation] Super Tucano, but they want a broader capability."

While Ichikowitz did not name these prospective customers, it has been reported that Austria and the Netherlands have an interest in this type of aircraft besides Portugal. It might also be a suitable fit for the Baltic countries of Estonia, Latvia, and Lithuania, which do not currently operate fixed-wing combat or ISR types, but have a need for border surveillance and protection at a reduced cost.

[continua]
Fonte: https://www.janes.com/amp/dsei-2023-paramount-targets-europe-for-mwaribronco-ii/ZnlJK3dHVU9mZ28xajRJVkc5dVI5VFp1cVMwPQ2

Paramount’s Mwari racking up flying hours in Mozambique while weapons integration progresses
(14 de Setembro de 2023)
Citação de: defenceWeb
(...)

On the first day of DSEI, Paramount commissioned and published a market intelligence report revealing that global air capability spending will reach over $476 billion over the next five years, with the Armed Overwatch/ISR market estimated to provide $32.3 billion of opportunities.

"The market report further emphasises the changing threat perceptions in continental Europe and beyond. Increased readiness against near-peer scenarios suggests that traditional 4th and 5th generation fighters will have very limited applicability to modern-day counter-insurgency operations," Paramount stated.

"Made for portable production, the Mwari creates a sustainable security solution for any nation, no longer reliant on foreign powers. We are pleased to showcase at DSEI 2023 the Mwari's critical role in an inter-connected battlefield, providing forces on the ground and in the air with a force multiplier competitive advantage," Steve Griessel, Paramount Global CEO, said.

Speaking at DSEI, Paramount founder Ivor Ichikowtiz said Paramount is aiming to sell the Mwari to European countries. "Absolutely we believe that a lot of NATO countries are going to have operational requirements for this class of aircraft," Ichikowitz told Janes. "We know Portugal [has a light attack and ISR requirement], and we are talking to a number of smaller NATO countries who have limited air force capabilities. There are a lot of countries that have requirements for aircraft like [Embraer/Sierra Nevada Corporation] Super Tucano, but they want a broader capability."

Janes noted that Austria and the Netherlands have an interest in the Mwari class of aircraft in addition to Portugal.

The Mwari is the first new clean-sheet manned military aircraft in South Africa since the Rooivalk attack helicopter. First flight of the Experimental Demonstrator (XDM) was in July 2014, followed by the Advanced Demonstrator (ADM), which was built for testing weapons and mission systems.

The Mwari is marketed as a relatively inexpensive alternative to high-end military aircraft for surveillance, maritime patrol and counter-insurgency operations. It can also be used for training. The Mwari has been designed to easily perform multiple missions thanks to an innovative Interchangeable Mission Systems Bay (IMSB), located in the belly of the aircraft, providing near-endless sensor and payload options which can be integrated and be swapped out in less than two hours. Open-architecture and flexible systems allows for the quick and low-cost integration of new pods, avionics, cargo, special mission equipment, weapons and sensors.

[continua]
Fonte: https://www.defenceweb.co.za/aerospace/aerospace-aerospace/paramounts-mwari-racking-up-flying-hours-in-mozambique-while-weapons-integration-progresses/

Cumprimentos,
:snip: :snip: :Tanque:
 

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Re: CAS
« Responder #578 em: Setembro 15, 2023, 09:50:28 am »
Citar

Citação de Pescador:

Até pode ser, não faço ideia, mas a questão é somente eles estarem cá e vão continuar a estar. Se depois quando for altura de os substituírem por outros escolhem outra empresa, é outra história. Se cagar uns da Embraer. "se calhar" na minha inocência.
Mas o que se coloca é, estando cá como estão e são 12, o que falta ou se pode fazer com eles? Só isso.

Pode se fazer tudo desde que exista dinheiro.  :mrgreen: O problema é que não existe e portanto mais de metade da frota Kaputt. Não existe pessoal para a manutenção e mesmo o que existe é aliciado por melhores ordenados por exemplo, dos Sauditas. Resumindo, já para não falar do money das contrapartidas que nunca se viu, a politicagem não dá dinheiro nem para modernizar a nem para comprar kits, seja de armamento ou de combate a fogos, passando por AEW. Por isso os que voam vão fazendo Patrulha Marítima, SAR e transporte, com dinheiro à justa para manutenção. 

https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/forca-aerea-gasta-158-milhoes-para-frota-de-avioes-c295 



Saudações

P.S. O Brasil comprou 295. E comprou porque a Embraer nada tem equivalente. Ponto.  ;)

https://pt.wikipedia.org/wiki/EADS_CASA_C-295

https://www.infodefensa.com/texto-diario/mostrar/3124551/airbus-entrega-terceiro-c295-amazonas-sar-brasil





Então são bons. Estão é mal aproveitados.
Mas se levaram 2 anos para decidir libertar verba para arranjar o que aterrou de barriga, não admira o estado das coisas. Mas depressa libertam verba para externos esbanjando o dinheiro dos impostos para contentar casos pessoais.
Agora andam a falar de aquisições, mais um 6ª kacete e contudo nem fazem manutenção ao que existe, ou mlus e adaptações conhecidas e comprovadas ´dando mais valências.
O que existe é uma total descoordenação ou desinteresse. A não ser interesses pessoais
 

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Re: CAS
« Responder #579 em: Setembro 18, 2023, 04:22:50 pm »
Um Albatross dado ao Mali já aterriu de emergência no meio do nada e sem trem de aterragem. Canopy da frente solto.

Não sei se será recuperável.
 

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Re: CAS
« Responder #580 em: Setembro 19, 2023, 04:53:54 am »
Um Albatross dado ao Mali já aterriu de emergência no meio do nada e sem trem de aterragem. Canopy da frente solto.

Não sei se será recuperável.


https://twitter.com/fabsenbln/status/1703781911221411952
https://twitter.com/BayeAg1/status/1703772369737687500

Cumprimentos,
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Re: CAS
« Responder #581 em: Setembro 19, 2023, 11:27:55 am »
Cada um avalia de acordo com os seus conhecimentos e com a sua logica. A minha é que um ST faz treino avançado e um heli como o BH não faz. Se vai para Africa ou para os Açores, isso é treta até porque existem 4 bons helis CSAR na FAP e andam a fazer SAR. Se foram uma ou outra vez ao estrangeiro foi muito. E quando se adquire meia dúzia de Black Hawks por meia dúzia de milenas para apagar fogos, quando existe valor para os tais 6 helis de evacuação, estes vêm sem problemas, pelo menos mais meia dúzia e com 10 milhões em amamento, num total de 46 milenas (isto se houver vontade e não entrarem as capelinhas da Leonardo, Airbus, ah e da Embraer que também tem uns cheirinhos nos helis).  Portanto para mim, misturar treino com evacuação ou transporte é misturar alhos com bugalhos. Mas isto é só e apenas a minha opinião.

Contextualizar as perdas das aeronaves A ou B quando se sabe dos riscos, é um não argumento. Alias, no Afeganistão a maior parte das aeronaves que se perdeu nos últimos anos foi por acidente, e o acidente também é um risco.

Por ultimo e para deixar bem claro a minha opinião sobre este tema, sem me alongar em contextualizações e efabulações que não levam a lado nenhum, porque cada um tem a sua opinião e tem direito à mesma, seja mais ou menos sabichão e tenha mais ou menos mania que sabe mais que os outros.  E  também tenho tenho direito a minha, modestamente, estando me pouco borrifando para se A ou B, educadamente, a acha fundamentada ou não: Para mim é logico se uma esquadra de treino não tem aviões que estes venham. E estou me nas tintas para que seja este ou aquele modelo, da mesma forma que digo que para mim podem defender o F35 à vontade, que eu, moi, continuo a achar contra muitos (é a vida), que é um balúrdio, não justifica, é uma torradeira voadora que nem faz torradas, e que vai ser como todos os modelos FAP: quando muito metade a voar ( e sendo mais caro em pouco tempo será o Leo2 da Força Aérea). Além de que uma dúzia destes aparelhos não são os 800 milhões do KC,  nem 200 milhões ou 400 milhões dos ST ( novos ou em segunda mão), nem os 40 milhões para os 6 BlackHawk dos fogos, ou com mais 6 milenas os de evacuação. Felizmente se vier já será lá para 2035, portanto já terá o localizador nos trinques e não andara perdido, como aquele recentemente nos states onde até se pediu informação à populaça para o encontrar. É tipo aquele filme: "Were is my car dude", adaptado à aviação" were is my F35 dude" :mrgreen: :mrgreen:

Citar
We knew the F-35 was stealth, but this is ridiculous.

Rep. Nancy Mace
@RepNancyMace
·
18 de set
Now that I got that out of the way. How in the hell do you lose an F-35?

How is there not a tracking device and we’re asking the public to what, find a jet and turn it in?
2:34 PM · 18 de set de 2023
·
26,6 mil
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Saudações

P.S. O A10 como todos os aparelhos têm riscos. Porem, como nem todos tiveram o mesmo nível de investimento, pois a USAF à muito que o descartou, não investindo em novo sensores e armamento, parece-me que mais uma vez o problema não é o avião, as missões, a capacidade de sobrevivência, o moral das tropas (e é moralizador ver um A10 a razar os militares no terreno), etc, etc, mas sim não gostarem dele. :mrgreen: E já dizia o outro: Mudar a missão porque, se se pode modificar a maneira como ela se faz.  ::)

P.S.2-  O A10 sempre fez muito bem BRRRRRT. Outros nem por isso. Será que já foram arranjados?  :mrgreen:

https://time.com/5774422/f-35-military-jet-assessment/

P.S.3 - Falar de drones numa nação que tem um que lança granadas, onde o resto é de vigilância e enfia 130 milhões num porta drones. Certo.  :mrgreen: :mrgreen:

P.S.4 - Não sei se o 295 é bom ou era o melhor que se conseguia na altura. Existe por aí muita cena a voar que não é grande cartucho e são comprados, alguns às carradas, desde o mercado civil ao militar. Agora a partir do momento que se compra é necessário investir e melhorar. E lá voltamos ao dinheiro. Existiu para comprar, para manutenção já é o essencial (voa metade, as vezes nem isso), mas fica a faltar verbas para upgrade. As do F16 normalmente são às prestações, mas como é o único caça ainda se arranja. Já o 295 tem concorrência no SAR e Transporte na FAP, por isso...  ;) 
« Última modificação: Setembro 19, 2023, 12:16:58 pm por mafets »
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Re: CAS
« Responder #582 em: Setembro 19, 2023, 02:43:25 pm »
Outra vez arroz.  :mrgreen:

O nome do programa que culminará na aquisição por ajuste directo do ST, é para aeronaves CAS. Pode-se dizer que, neste caso, "treino" é um critério secundário. No mundo real, se o principal interesse fosse treino, ter-se-ia feito um concurso, e comprar-se-ia 12 aeronaves por bem menos que os 200 milhões. Se por alguma razão estas aeronaves forem recebidas, e não forem desempenhar a missão de CAS em África, podemos dizer que se desperdiçou dinheiro, e tinha sido mais racional comprar um modelo, ou mesmo o próprio ST, "desarmado", de forma a poupar uns 40 ou 50 milhões no custo total.

Para os helicópteros de evacuação tudo aponta para os UH-60, até porque por serem em segunda-mão, permite encaixar um bom helicóptero, dentro do curto orçamento que existe. Opções de modelos novos, terão que ser forçosamente helicópteros ligeiros e portanto menos capazes. Não há lobby, há concurso, com orçamento definido.

Citar
Portanto para mim, misturar treino com evacuação ou transporte é misturar alhos com bugalhos.

Ninguém misturou nada disso. A diferença, é que podíamos ter adquirido aeronaves dedicadas a treino, sem critério CAS à mistura, e helicópteros de evacuação à parte. No entanto, vai-se adquirir um turboprop para CAS + helicópteros de evacuação.

Entretanto, para comparar alhos com alhos:
https://www.airforce-technology.com/news/pilatus-pc-21-spanish-air-force/

Espanha comprou 24 PC-21 por 200 milhões de euros, o mesmo valor que nós vamos gastar por 12 ST. Ora se a intenção é ter aeronaves para treino, porque estamos a gastar tanto dinheiro? Mas depois os lobbies são os outros...

Entretanto volta a conversa do F-35. O F-35 é um balúrdio... e existe algum outro caça novo no mercado, que não o seja? Ora o custo de aquisição do Gripen, AKA "caça lowcost" é equivalente (só ganha mesmo no custo de operação), o Typhoon, Rafale e F-15EX têm custos de operação idênticos, e custos de aquisição superiores, o F-16V é também mais barato de operar, mas novo custa o mesmo ou mais que o F-35, o Super Hornet idem. Portanto, se é para se gastar um dia 4000 ou 5000 milhões em caças, que sejam de 5ª geração não? Ou é para ficarmos na 4ª geração até 2060/70? Concorda-se sim, que se devia era modernizar parte da frota de F-16 para V (os 19 PA I), e depois em 2035 substitui-se os restantes MLU não modernizados, por uns 12 F-35.

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É tipo aquele filme: "Were is my car dude", adaptado à aviação" were is my F35 dude" :mrgreen: :mrgreen:

*Where  :mrgreen:

A USAF, que tem um orçamento gigantesco, mas não infinito, teve que decidir onde investir ou não. O que relegou o A-10 para segundo plano. E das duas uma, ou o A-10 se adapta a novas missões, de forma a aí sim arranjar uma razão para se investir nele (como aconteceu com o B-52, que se converteu numa plataforma de lançamento de mísseis de cruzeiro e futuramente hipersónicos), ou corre o risco de ser deixado como está, e dar lugar a outras aeronaves que, não sendo desenhadas para CAS, conseguem "desenrascar" recorrendo armamento mais moderno e não estando dependente do uso de foguetes e do canhão. Achar que a forma de operar do F-35 será igual à do A-10, é uma loucura, tal como é uma loucura achar que perante um adversário "near peer" como eles chamam, com defesas aéreas e caças avançados, o A-10 tem sequer a chance de sobreviver na linha da frente, para dar apoio aéreo às tropas.

Numa guerra convencional moderna, o A-10 só teria uso para CAS se os EUA atingissem superioridade aérea na área de operações, e aí sim, poderia usar o seu canhão (factor diferenciador) para atacar posições adversárias que resistam. Mas como o foco é o Pacífico, e uma guerra EUA/China ser combatida maioritariamente no mar e algumas ilhas, torna-se claro que a missão CAS clássica, perde preponderância. Dito isto, ou o A-10 adapta-se, tornando-se um meio ASuW, cuja missão principal passa a ser o combate a milícias armadas no mar, e a drones de superfície, tirando partido do seu payload e incluindo armamento novo, como o StormBreaker e o JAGM (ou até instalando os Hellfire), ou começa a ser visto como inútil dentro da USAF. Atenção que esta adaptação do A-10, seria útil para a ameaça de lanchas rápidas do Irão por exemplo, e a aeronave não perderia em nada a capacidade ar-solo que a caracteriza.

PS3: Então não se pode falar em drones? É ilegal em Portugal? Se calhar o problema é mesmo esse, nos debates sobre defesa, só se podem equacionaras opções que convém...

PS4: O C-295 é bom. É inferior ao C-27J na missão de transporte, mas continua a ser uma aeronave boa e versátil. Ganhou o concurso essencialmente pela versão de patrulha marítima, e hoje possui N versões para quase todos os fins, das quais destaco a AEW e a ISR (armada). Sim, devia ser uma frota alvo de investimento, bem antes de, por exemplo, se fantasiar com o 6º KC-390.
 
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mafets

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Re: CAS
« Responder #583 em: Setembro 19, 2023, 03:58:40 pm »
Prefiro batata frita...  :mrgreen:

Hombre, mas qual programa? O avião já foi adquirido. Deixa lá ser e depois logo se fala? Até agora é só intenções. Tem lá calma que se vier existe muito para falar ;)

https://expresso.pt/politica/defesa/2023-07-08-Defesa-preve-206-milhoes-a-medida-para-comprar-mais-avioes-brasileiros-51986772

No caso da Leonardo não houve lobby? Não parece (alias, o facto de muitas compras terem sido feitas posteriormente a partir da central de compras da NATO, atesta exactamente o intuito de dar a volta à corrupção e aos processos judiciais) .  :mrgreen:

https://observador.pt/2017/05/25/eh-101-defesa-refem-do-fabricante-para-renegociar-manutencao-dos-helicopteros-de-salvamento/

Se formos adquirir é um turboprop para treino. O cas é tipo o porta-drones: Justificar algo para dar a ideia a opinião publica que isto vai ser para A ou B, tipo canivete suisso. Temos o caso dos 50 Alpha e nenhum foi dar tiros para Africa, são 12 ST que vão? Só se alguém financiar tipo ONU, e mesmo assim,meios como os Merlim que são igualmente 12 não saem do burgo pelas razões conhecemos.   

https://www.dn.pt/arquivo/2007/fim-dos-intermediarios-reduzira-custos-de-operacao-de-helis-merlin-para-metade-655621.html

O Pc21 não faz apenas treino. Também dava para is dar tiros em qualquer lado. Já foi um amor da FAP. Porque deixou de o ser não sei. Política, correntes dentro da FAP, Leonardo com o 346?

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Armament

    Hardpoints: Provisions provided for 4× under-wing and 1× centerline external store stations, capable of mounting up to 1,150 kg (2,540 lb) of payload of air-to-ground weapons to operate in the counter-insurgency role.[citation needed

https://en.wikipedia.org/wiki/Pilatus_PC-21

Se existe uma frota de F16, que já é difícil voarem e serem modernizados, por falta de guito, a lógica não é ir para um meio mais caro. Se essa frota está em metade da vida útil, menos sentido faz.  O F35 como todos os aparelhos tem um custo /beneficio: Alta tecnologia versus preço. Se funciona muito bem, se não funciona, é preciso ter cuidado num pais que tem um problema de dinheiro na defesa no geral o que causa que só 50% das frotas esteja disponível. Só e apenas isso. 

https://www.defensenews.com/industry/2023/07/19/f-35-delivery-delays-to-cost-lockheed-hundreds-of-millions-in-2023/

Com mais carcanhol e um avião que voo bem, até pode vir o raptor.  :mrgreen:



A USAF no seu orçamento acha que deve ter 3 bombardeiros estratégicos. Um deles da década de 60, o outro da década de 70 e o último de quinta geração, mas acha que o único aparelho CAS genuíno deve ser retirado de serviço. Enfim, prioridades. ::)

https://www.slashgear.com/1202290/the-incredible-capabilities-of-the-legendary-a-10-warthog-attack-plane/

A Guerra que está aqui à porta é a da Ucrânia-Rússia. E novamente estamos a falar num avião em que a USAF investe o mínimo, ou seja, só  para  manter 4 centenas em serviço. Mesmo com um investimento tipo o biplace cancelado já aumentava em muito as capacidades do avião, em qualquer guerra, então se investissem em software e tecnologia nova ou mesmo num aparelho melhorado. Não querem. Só e apenas.



Saudações

P.S. Pode se falar de drones como de qualquer coisa.  Agora num país que usa sobretudo drones de vigilância, tem que se partir desta lógica para a dos drones de combate ou mesmo estratégicos. Agora passar dos Takever para a General Atomics é tipo construir uma casa começando pelo telhado.

P.S. 1 - Dentro da FAP existe quem ache que o 295 veio por pressões do tipo "tinha de ser Casa, aka Airbus". Que se deve investir no que temos, concordo, mas isso tanto para o F16 como para o C295. Por mim até se tinham aguentado os Alpha mais uns anos e hoje não se falava de ST. Os da Nigéria ainda voam.
   
   

P.S.2 - O problema dos concursos públicos ou falta deles é um caso já várias vezes falado. Os KC e os ST se vierem não vão a Concurso Público, mas os novos NPO já foram. Para dourar a pílula os Tejo foram uma compra directa entre governos. Mude-se a lei em ambos os casos. Senão, seja por ajuste directo ou por negócios entre os governos, o KC ou ST poderiam sempre vir pois a FAB reduz encomendas de um e tem excedentes de outro.  ;) 

P.S. 3 - Agradecido pelo Where.  :G-beer2:   
« Última modificação: Setembro 19, 2023, 04:30:08 pm por mafets »
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Re: CAS
« Responder #584 em: Setembro 19, 2023, 06:26:33 pm »
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P.S.2 - O problema dos concursos públicos ou falta deles é um caso já várias vezes falado. Os KC e os ST se vierem não vão a Concurso Público, mas os novos NPO já foram. Para dourar a pílula os Tejo foram uma compra directa entre governos. Mude-se a lei em ambos os casos. Senão, seja por ajuste directo ou por negócios entre os governos, o KC ou ST poderiam sempre vir pois a FAB reduz encomendas de um e tem excedentes de outro.  ;)


Regra geral não sou a favor de concursos. Estou certo que qualquer compra que é feita acontece depois de falar com vários fornecedores. Fazer um concurso é só para atrasar e impor prazos estúpidos. Vejamos os submarinos por exemplo. No concurso a única coisa que aparentemente se discutiu foi a quantidade de contrapartidas para os políticos. Fez-se de conta que houve concurso. Os franceses ficaram a bufar, os alemães
foram para a cadeia e muitos ficaram com a pança cheia. É como aqueles concursos nas câmaras com candidatos pré-escolhidos.

Querem fazer um concurso para aviões CAS? OK. Quem pensam que vai ganhar no fim? Pois. É perda de tempo.

Mais do que concursos os governos deviam era falar com a oposição para alinhar agulhas e depois não andarem uns a deitar abaixo as aquisições/programas que os anteriores negociaram.