Banco Central Europeu - BCE

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #30 em: Abril 13, 2023, 04:28:44 pm »
Responsáveis do BCE convergem para subida de 25 pontos base em maio

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/responsaveis-do-bce-convergem-em-subida-de-25-pontos-base-em-maio

Esperamos que seja o último aumento, em Maio!
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #31 em: Abril 24, 2023, 11:16:09 am »
Governador belga abre a porta a pico de 4% da taxa de juro diretora na Zona Euro

"Não me surpreenderia se chegássemos aos 4%", afirmou  Pierre Wunsch, indicando assim que os custos dos empréstimos podem ir para lá do esperado pelos investidores, os quais para já e segundo o FT apontam para um pico de 3,75%.

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/governador-belga-abre-a-porta-a-pico-de-4-da-taxa-de-juro-diretora-na-zona-euro

Más notícias para os endividados! O mercado esperava que o pico no BCE fosse atingido este ano, no Outuno, com 3,75%. Afinal...... pode chegar aos 4%!!!!
Descidas das taxas só em 2024 (se acontecerem antes de 2024 quer dizer que a economia vai estar pior do que esperado!).
 

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Daniel

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #32 em: Abril 30, 2023, 03:22:17 pm »
Opiniões dos especialistas dividem-se, entre  0,25 e 0,5%, mas qualquer que seja a solução vai penalizar quem tem crédito à habitação. Simulações mostram subidas de 100 euros.
https://ionline.sapo.pt/artigo/798118/juros-voltam-a-subir-em-maio?seccao=Dinheiro_i
Citar
O cerco vai voltar a apertar já no próximo dia 4 de maio. O Banco Central Europeu (BCE) irá aumentar novamente as taxas de juro, mas as opiniões dividem-se junto dos especialistas contactados pelo Nascer do SOL. Há quem seja mais otimista, e aponte para uma subida de 0,25%, mas há quem arrisque os 0,5%. O certo é que irá tornar o crédito mais caro, aumentando por exemplo o valor das prestações mensais das hipotecas. Uma situação que também terá reflexos em quem está a pensar em pedir empréstimos.
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #33 em: Maio 04, 2023, 03:13:39 pm »
BCE abranda aperto monetário ao subir taxas de juro em 25 pontos base

O Conselho de Governadores do Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira aumentar as suas três taxas de juro em 0,25 pontos percentuais, abrandando o ritmo de aperto monetário.



O Banco Central Europeu (BCE) decidiu nesta quinta-feira, 4 de maio, abrandar o aperto monetário para travar a inflação, subindo as taxas de juro em 25 pontos base, um aumento inferior ao registado em reuniões anteriores.

Com esta subida decidida pelo Conselho de Governadores, a taxa às operações principais de refinanciamento sobe para 3,75%, enquanto a taxa de juro aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez avança para 4% e a taxa de depósitos para 3,25%.

Depois de várias reuniões com subidas das taxas de juro em 50 pontos base, o BCE justifica o aumento de hoje, menos acentuado, com o impacto que o aperto monetário pode estar já a ter na economia (e na inflação).

Recorde-se que na última reunião dos governadores do BCE tinha ficado assente que a decisão desta quinta-feira seria dependente de dados (Christine Lagarde não sinalizou qual seria a direção de Frankfurt). Por isso, no comunicado desta quinta-feira, e que antecede a conferência de imprensa da presidente do autoridade monetária, é dito que "a informação recente apoia o entendimento anterior".

Ou seja, a inflação desceu nos últimos meses, mas as pressões inflacionistas subjacentes "continuam fortes".

Ao mesmo tempo, continua o BCE, os dados mostram que as subidas anteriores das taxas de juro "estão a ser transmitidas em força nas condições monetárias e de financiamento da Zona Euro". Ainda assim, admite que o desfasamento e a força da transmissão do aperto monetário à economia real "continua incerto".

A par da mudança nos juros, a autoridade liderada por Christine Lagarde continua igualmente a diminuir "a um ritmo comedido e previsível" a carteira do programa de compra de ativos (APP) ao não reinvestir a totalidade dos pagamentos de capital de títulos que atingem as maturidades.

Tal como previsto, a diminuição ascenderá, em média, a 15 mil milhões de euros por mês até ao final de junho de 2023. "O Conselho de Governadores espera descontinuar os reinvestimentos do APP em julho deste ano", lê-se no comunicado.

Relativamente ao programa de compra de ativos devido a emergência pandémica (PEPP), o conselho do BCE tenciona reinvestir os pagamentos de capital da dívida que atinge o prazo até, pelo menos, ao final de 2024.

Sobre o futuro: BCE diz apenas que vai continuar a seguir dados

Sobre os próximos passos, o Conselho de Governadores do BCE diz apenas que "as decisões futuras vão garantir que as taxas de juro vão ser levadas para níveis suficientemente restritivos para atingir, de forma atempada, um regresso da inflação ao objetivo de 2% no médio prazo - e que serão mantidas nesses níveis enquanto for necessário".

Nesse sentido, o BCE diz que vai "continuar a seguir uma abordagem que dependa dos dados para determinar o nível apropriado e a duração da restrição", causada pelo aperto monetário, com base em dados económicos e financeiros, na inflação subjacente (que ao excluir elementos mais voláteis é vista como mais crítica) e a força da transmissão da política monetária.

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica-monetaria/detalhe/bce-abranda-aperto-monetario-ao-subir-taxas-de-juro-em-25-pontos-base
« Última modificação: Maio 04, 2023, 03:14:38 pm por Viajante »
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #34 em: Maio 24, 2023, 09:22:22 pm »
BCE celebra 25 anos e apresenta euro digital


 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #35 em: Junho 14, 2023, 04:11:07 am »
BCE pede aos bancos europeus para saírem “rapidamente” da Rússia

Alguns bancos europeus, como o austríaco Raiffeisen Bank International e o italiano UniCredit, continuam em atividade na Rússia. Supervisor do BCE apela a que "saiam rapidamente".

Os bancos da Zona Euro presentes na Rússia devem sair rapidamente, disse esta terça-feira o principal supervisor do Banco Central Europeu (BCE), num raro apelo aos credores para encerrar as operações naquele país, mais de um ano após o início da invasão russa na Ucrânia.

“Penso que é importante que os bancos continuem muito concentrados em reduzir ainda mais as suas exposições e, idealmente, em sair do mercado o mais rapidamente possível“, disse Andrea Enria, o principal supervisor do BCE, durante numa conferência.

Passado mais de um ano desde que Moscovo invadiu a Ucrânia, alguns bancos europeus, incluindo o austríaco Raiffeisen Bank International e o italiano UniCredit, continuam a ganhar dinheiro na Rússia.

Embora reconheça que os bancos já não concedem novos empréstimos na Rússia e que é difícil vender devido à pressão de Moscovo, incluindo a exigência de aprovação presidencial, Enria sublinhou, citado pela Reuters, a necessidade de adotar novas ações.

“Este é um processo que não só elogiamos, como pressionamos fortemente os bancos a realizarem, porque há um enorme risco de reputação (envolvido) em continuar a operar na Rússia“, disse o responsável.

O Raiffeisen e o UniCredit, que garantem estar a reduzir a sua atividade na Rússia, desempenham um papel importante na economia russa, que enfrenta sanções da União Europeia e aliados. O Raiffeisen, o mais importante banco ocidental na Rússia, anunciou que está a examinar uma cisão ou venda.

VTB vai vender grande retalhista de cereais

Entretanto, o VTB, o segundo maior banco da Rússia, vai vender a sua participação num dos maiores comercializadores de cereais da Rússia, a Demetra, estando em negociações com compradores russos e estrangeiros, disse o CEO, Andrei Kostin, em entrevista à Reuters.

A Demetra possui uma rede de elevadores de cereais, grandes terminais de cereais em alto mar e a sua própria logística. O VTB detém uma participação de 45% na holding.

“Estamos a sair de lá. Está decidido. Estamos fora de controlo há muito tempo e vamos sair completamente“, reiterou Kostin, assinalando que a participação da VTB será vendida ainda este ano. Questionado se já tinham interessados, respondeu que “até, talvez, não sejam apenas russos”. Sem detalhar, afirmou apenas que são de “países amigos”, expressão utilizada pelo Kremlin para descrever os países que não impuseram sanções à Rússia.

https://eco.sapo.pt/2023/06/13/bce-pede-aos-bancos-europeus-para-sairem-rapidamente-da-russia/

Os Bancos na rússia para concederem empréstimos a alguém, precisam de acordo presidencial!?!?!?! É o absolutismo do Czar e uma das formas de controlar quem não é alinhado! Só recebem empréstimos quem for alinhado e só empresta se o ditador vitalício aprovar!!!!!!
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #36 em: Junho 15, 2023, 02:13:41 pm »
BCE sobe juros na Zona Euro em 25 pontos base para o nível mais alto desde 2001

Apesar de a Zona Euro ter entrado em recessão técnica, a inflação continua acima da meta de 2% do banco central, o que justifica a decisão de voltar a aumentar os juros.



Sem surpresas, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu subir as três taxas de juro de referência na Zona Euro em 25 pontos base, no nível mais elevado desde 2001. Em menos de um ano, a autoridade monetária liderada por Christine Lagarde aumentou assim o preço do dinheiro em 400 pontos base.

"A inflação tem vindo a descer, mas as projeções indicam que permanecerá demasiado elevada durante demasiado tempo. O Conselho do BCE está empenhado em assegurar o retorno atempado da inflação ao seu objetivo de médio prazo de 2%. Por conseguinte, decidiu [esta quinta-feira] aumentar as três taxas de juro diretoras do BCE em 25 pontos base", anunciou em comunicado após o encontro.

A taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento passa assim para 4%, a aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez para 4,25% e à facilidade permanente de depósito para 3,5%.

A decisão corresponde à expectativa do mercado, que começa já antecipar quando é que o BCE irá começar a pensar em fazer um ajustamento até porque desde o anterior encontro do conselho houve um importante desenvolvimento na frente económica: a Zona Euro entrou em recessão técnica.

No entanto, ainda persistem as pressões inflacionistas. Embora as altas de preços face ao ano anterior tenham desacelerado no final de maio, com a inflação global nos 6,1% face aos 7% de abril, o nível da inflação subjacente – nos 5,3% face aos 5,6% em abril – permanece muito elevada em relação à meta de 2%.

"As suas decisões sobre as taxas de juro continuarão a basear-se na sua avaliação das perspetivas de inflação, à luz dos dados económicos e financeiros que forem sendo disponibilizados, da dinâmica da inflação subjacente e da força da transmissão da política monetária", referem os decisores.

Além dos juros, o BCE vai igualmente mexer nos programas de compra de dívida, tal como já tinha anunciado. A carteira do programa regular está atualmente a diminuir a um ritmo "comedido e previsível" de 15 mil milhões de euros por mês até ao final deste mês, mas depois disso os reinvestimentos serão descontinuados.

Já em relação ao programa de compra de ativos devido a emergência pandémica (PEPP), o BCE tenciona reinvestir os pagamentos de capital dos títulos que atingem o prazo até, pelo menos, ao final de 2024. "De qualquer forma, a futura descontinuação gradual da carteira do PEPP será gerida de modo a evitar interferências com a orientação de política monetária apropriada", acrescenta.

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/bce-sobe-taxas-de-juro-na-zona-euro-em-mais-25-pontos-base

Infelizmente é muito provável que o BCE ainda suba os juros um bocado mais. Alívio só lá para 2024!!!!!!!
Infelizmente para a Europa do Sul!!!!
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #37 em: Julho 27, 2023, 05:17:18 pm »
Banco Central Europeu volta a subir taxas de juro de referência



 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #38 em: Julho 27, 2023, 06:18:48 pm »
BCE sobe juros na Zona Euro em 25 pontos base para o nível mais alto desde 2001

Apesar de a Zona Euro ter entrado em recessão técnica, a inflação continua acima da meta de 2% do banco central, o que justifica a decisão de voltar a aumentar os juros.



Sem surpresas, o Banco Central Europeu (BCE) decidiu subir as três taxas de juro de referência na Zona Euro em 25 pontos base, no nível mais elevado desde 2001. Em menos de um ano, a autoridade monetária liderada por Christine Lagarde aumentou assim o preço do dinheiro em 400 pontos base.

"A inflação tem vindo a descer, mas as projeções indicam que permanecerá demasiado elevada durante demasiado tempo. O Conselho do BCE está empenhado em assegurar o retorno atempado da inflação ao seu objetivo de médio prazo de 2%. Por conseguinte, decidiu [esta quinta-feira] aumentar as três taxas de juro diretoras do BCE em 25 pontos base", anunciou em comunicado após o encontro.

A taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento passa assim para 4%, a aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez para 4,25% e à facilidade permanente de depósito para 3,5%.

A decisão corresponde à expectativa do mercado, que começa já antecipar quando é que o BCE irá começar a pensar em fazer um ajustamento até porque desde o anterior encontro do conselho houve um importante desenvolvimento na frente económica: a Zona Euro entrou em recessão técnica.

No entanto, ainda persistem as pressões inflacionistas. Embora as altas de preços face ao ano anterior tenham desacelerado no final de maio, com a inflação global nos 6,1% face aos 7% de abril, o nível da inflação subjacente – nos 5,3% face aos 5,6% em abril – permanece muito elevada em relação à meta de 2%.

"As suas decisões sobre as taxas de juro continuarão a basear-se na sua avaliação das perspetivas de inflação, à luz dos dados económicos e financeiros que forem sendo disponibilizados, da dinâmica da inflação subjacente e da força da transmissão da política monetária", referem os decisores.

Além dos juros, o BCE vai igualmente mexer nos programas de compra de dívida, tal como já tinha anunciado. A carteira do programa regular está atualmente a diminuir a um ritmo "comedido e previsível" de 15 mil milhões de euros por mês até ao final deste mês, mas depois disso os reinvestimentos serão descontinuados.

Já em relação ao programa de compra de ativos devido a emergência pandémica (PEPP), o BCE tenciona reinvestir os pagamentos de capital dos títulos que atingem o prazo até, pelo menos, ao final de 2024. "De qualquer forma, a futura descontinuação gradual da carteira do PEPP será gerida de modo a evitar interferências com a orientação de política monetária apropriada", acrescenta.

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/bce-sobe-taxas-de-juro-na-zona-euro-em-mais-25-pontos-base

Infelizmente é muito provável que o BCE ainda suba os juros um bocado mais. Alívio só lá para 2024!!!!!!!
Infelizmente para a Europa do Sul!!!!

A sério ? Pensei que fosse para a Europa do Norte. ::)
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #39 em: Julho 27, 2023, 09:16:58 pm »
BCE sobe juros na Zona Euro em mais 25 pontos e deixa futuro em aberto

A inflação continua acima da meta de 2% do banco central, o que justifica a decisão de voltar a aumentar os juros. Além desta decisão, o BCE comunicou que vai fixar a remuneração das reservas mínimas em 0%.



O Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta quinta-feira subir as taxas de juro diretoras em 25 pontos base, em linha com o que já era esperado pelo mercado.

A taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento passa assim para 4,25%, a aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez para 4,5% e à facilidade permanente de depósito para 3,75%.

Esta subida não foi uma surpresa, até porque após a última reunião de política monetária em junho, a presidente do BCE, Christine Lagarde, já tinha deixado claro que o banco central iria "subir juros em julho". "Não estamos a pensar em parar", acrescentou.

Olhando para o futuro, o BCE sublinha que as próximas decisões de política monetária "vão garantir que as taxas de juro diretoras serão colocadas em níveis suficientemente restritivos durante o tempo que for necessário", para fazer regressar a inflação à meta dos 2%.

Para determinar "o nível e a duração" desta política monetária restritiva, "o conselho do BCE vai continuar a adotar uma abordagem dependente dos dados" económicos que vão sendo divulgados, acrescenta o banco central.

Assim, o BCE deixa a decisão de setembro em aberto, mas avisa que inflação subjacente – que dá conta da persistência de pressões inflacionistas nas economias - se mantém forte.

"Os desenvolvimentos deste a última reunião apoiam a expectativa de que a inflação cairá mais ao longo do resto do ano, mas ficará acima da meta for um período prolongado", refere a nota da decisão desta quinta-feira.

Mas, "apesar de alguns indicadores darem sinal de alívio, a inflação subjacente permanece elevada em geral".

Em junho, a inflação subjacente da Zona Euro voltou a subir ligeiramente, aos 5,5%.

Reservas mínimas dos bancos no BCE com taxa de 0%
Além de subir os juros diretores, a autoridade monetária decidiu fixar a remuneração das reservas mínimas dos bancos em 0%. O banco central garante que esta medida vai "perservar a eficácia da política monetária", assegurando que as subidas dos juros se refletem nos mercados monetários.

Paralelamente, o BCE defende que esta decisão irá assegurar a "eficiência da política monetária, já que reduz o valor global de juros que tem de ser pago sobre as reservas".

As reservas mínimas obrigatórias - depositadas pelas instituições financeiras junto dos bancos centrais nacionais - deixam assim de ser remuneradas à taxa aplicável à facilidade permanente de depósito.

Relativamente aos programas de compra de dívida, tal como já tinha anunciado, a carteira do programa regular está atualmente a diminuir a um ritmo "comedido e previsível", uma vez que os reinvestimentos foram descontinuados.

No que diz respeito ao PEPP, o Conselho do BCE manteve a intenção de reinvestir os pagamentos de capital dos títulos vincendos adquiridos ao abrigo do programa até, pelo menos, ao final de 2024. "De qualquer forma, a futura descontinuação gradual da carteira do PEPP será gerida de modo a evitar interferências com a orientação de política monetária apropriada", acrescenta.

No que diz respeito o impacto na execução da política monetária dos reembolsos dos bancos dos montantes emprestados pelo BCE, no âmbito do programa de operações de refinanciamento de prazo alargado direcionadas (na sigla inglesa TLTRO), a autoridade monetária explica que vai "avaliar regularmente" este impacto.

Além disso, o BCE recorda que na sua caixa de ferramentas para combater "as dinâmicas injustificadas de mercado que representam uma ameaça à transmissão da política monetária", dispõe do Instrumento de Proteção da Transmissão (TPI), lançado o ano passado e que até hoje não foi utilizado por Lagarde.

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/detalhe/bce-sobe-taxas-de-juro-em-25-pontos-base#loadComments

Notícias esperadas, o BCE subiu mais 0,25% as 3 taxas de juro.
Não há garantia de que o BCE suba ainda mais os juros até ao final do ano, vai depender da economia (que está mais forte do que esperado) e da evolução da inflação, até que chegue pelo menos a 2%.

No entanto o BCE vai continuar a reinvestir as cedências de liquidez feitas do âmbito do PEPP até ao fim de 2024.
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #40 em: Agosto 25, 2023, 10:15:27 pm »
BCE comprometido a "manter as taxas de juro elevadas o tempo que for necessário"

https://www.jornaldenegocios.pt/economia/politica-monetaria/detalhe/bce-comprometido-a-manter-as-taxas-de-juro-elevadas-o-tempo-que-for-necessario

Traduzido por miúdos...... não há garantias que as taxas de juro continuem a subir ou que parem de subir!  :(

A 14 de Setembro logo vemos!
Mas quem tem empréstimo à habitação, de certeza que já levaram com um enorme aumento da prestação mensal...... e ainda não parou de aumentar (depende da maturidade da taxa contratada como a Euribor a 12 meses, 6 meses, 3 meses.......

Uma dica, quando as taxas de juro aumentam, a taxa de juro Euribor a 12 meses protege melhor contra as subidas constantes!

Mas quando as taxas de juro descerem ou estagnarem, aí a melhor taxa é a Euribor a 3 meses (bem mais baixa que a taxa anual e como tem validade de apenas 3 meses, vai apanhar as descidas muito mais depressa)!
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #41 em: Setembro 14, 2023, 07:51:17 pm »
Lagarde acredita que manter atuais taxas por um período "suficientemente longo" vai domar inflação

A presidente do Banco Central Europeu (BCE) sinalizou que a decisão de subir as taxas de juro pela décima vez consecutiva - que não foi consensual - poderá ser a última deste ciclo.



O ciclo de subidas das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE) poderá ter chegado ao fim após 14 meses e 450 pontos base. Depois de anunciar o décimo aumento consecutivo - que não foi consensual dentro do grupo de decisores -, a presidente Christine Lagarde indicou que poderá seguir-se uma pausa. Mas avisou que os juros não irão descer tão cedo.

"Com base na sua atual avaliação, o Conselho do BCE considera que as taxas de juro diretoras atingiram os níveis que – se forem mantidos durante um período suficientemente longo – darão um contributo substancial para o retorno atempado da inflação ao objetivo", disse Lagarde.

Os níveis a que se refere estarão em vigor a partir de 20 de setembro e refletem a subida de 25 pontos base. A taxa de juro dos depósitos vai avançar para 4% - um novo máximo de sempre -, enquanto a aplicável às operações principais de refinanciamento sobe para 4,5% e a de cedência de liquidez para 4,75%.

Christine Lagarde explicou, contudo, que a duração desse período suficientemente longo não está definida e irá depender da evolução dos dados económicos. Até porque o BCE está mais pessimista e atirou o regresso à meta da inflação de 2% para o verão de 2025, deixando a porta aberta a voltar a subir juros se necessário.

"Não estou a dizer que atingimos o pico. [A expressão] por quanto tempo for necessário não pode ser fixada", advertiu a líder francesa, acrescentando: "Não mudo nada do que disse em Sintra", numa referência ao discurso no Fórum BCE, em junho, quando afirmou que seria preciso juros elevados por um longo período de tempo para domar a inflação.

Após as declarações da presidente do BCE, as principais praças europeias encheram-se de otimismo, com várias bolsas do bloco a negociar com ganhos superiores a 1%, estando o "benchmark" europeu Stoxx 600 a valorizar 1,09% para 458,91 pontos.

No mercado obrigacionista, as "yields" das principais dívidas soberanas da Zona Euro aliviam, estando os juros das Bunds alemãs – referência para a região - a subtrair 3 pontos base para 2,616%. Pelo mercado cambial, o euro perde terreno, estando a desvalorizar 0,66% para 1,0659 dólares.

Decisão foi tomada por "sólida maioria"

Em sentido contrário àquele que tem sido levado a cabo pelo BCE, Christine Lagarde garantiu que um corte nos juros de referência não foi sequer referido durante as discussões, que decorreram entre quarta e quinta-feira.

A presidente do BCE relatou que os 20 governadores e os seis membros do concelho executivo tiveram muitos dados para analisar e que o economista-chefe Philip Lane fez a habitual apresentação. "No final das sessões, tínhamos uma opinião partilhada sobre os dados", avançou.

Ainda assim, "nem todos os membros" concordaram em subir juros. "Alguns governadores preferiam uma pausa e reservar [uma eventual subida] para futuras decisões", apontou. "Uma sólida maioria concordou com a decisão que tomámos. Tivemos de nos contentar com esse resultado", acrescentou.

Lagarde não especificou de quem vieram as opiniões contrárias. Contudo, na semana passada, num artigo publicado esta segunda-feira intitulado "Encruzilhada de políticas", o governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, alertou para que o risco de o BCE "fazer de mais" na subida das taxas de juro começar a "materializar-se".

O líder do banco central nacional defendeu que a inflação se tem reduzido mais rapidamente do que subiu e a economia está a ajustar-se às novas condições financeiras pelo que acredita que o objetivo de puxar a inflação para a meta desejada está ao alcance num horizonte próximo.

https://www.jornaldenegocios.pt/mercados/taxas-de-juro/detalhe/lagarde-acredita-que-atuais-taxas-durante-um-periodo-suficientemente-longo-vao-domar-inflacao

Infelizmente o BCE subiu as taxas de juro em 0,25%!
A boa notícia é que em princípio será a última vez que o BCE sobe a taxa de juro, agora falta saber quando é que começam a descer.
Mas duvido que comecem a descer antes do verão de 2024!!!!!!!
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #42 em: Setembro 15, 2023, 07:18:03 am »
Filha de mil put...
"[Os portugueses são]um povo tão dócil e tão bem amestrado que até merecia estar no Jardim Zoológico"
-Dom Januário Torgal Ferreira, Bispo das Forças Armadas
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #43 em: Setembro 18, 2023, 03:24:50 pm »
Filha de mil put...

Temos uma senhora Advogada à frente do BCE!!!!!

Por cá, os manhosos do Centeno (que sabia perfeitamente o que aí vinha) e o Costa, deviam explicar ao comum dos portugueses, que o BCE desde que os bancos estouraram a partir de 2008 e principalmente desde que as dívidas soberanas caíram como baralhos de cartas (nós incluídos), emitiu notas de euro como se não houvesse amanhã. Até à pandemia havia um excedente de liquidez colossal! Com a pandemia ainda injectaram mais dinheiro na economia.......

O que vinha a seguir? Obviamente que vinha a inflação! E como é que se combate? Obviamente com juros mais elevados que levam a uma recessão!!!!!

O Centena sabia perfeitamente o que aí vinha, o Costa não sabia mas de certeza que lhe explicaram!
Agora fazerem-se de sonsos é que não!

Uma economia de mercado (perfeita ou imperfeita), funciona por ciclos, ora recessivos ora de expansão.
Durante mais de 10 anos tivemos taxas de juro de zero ou mesmo negativas (um fartote para os endividados), agora..... é aguentar até 2024/25!

Mas a senhora advogada devia ter agido mais cedo e nunca precisávamos de taxas tão altas! Arrastou os pés desde 2021 (com a inflação alta) até 2022 sem nada fazer!
Outro aspecto é que nos países nórdicos, não há tantos proprietários como em Portugal (por cá, 70% das pessoas são donas das casas!). Os pontos fracos dos países nórdicos não são os nossos!!!!!
 

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Re: Banco Central Europeu - BCE
« Responder #44 em: Novembro 18, 2023, 09:25:15 am »
Boas notícias para quem tem empréstimos habitação! A Euribor a 12 meses estar mais baixa que a Euribor a 6 meses, significa que em 2024, muito provavelmente as taxas de juro vão baixar!!!!!
Esta tendência começou a verificar-se à 1 semana!

Taxas Euribor descem nos três principais prazos

Esta sexta-feira, as taxas Euribor desceram nos três prazos: a três meses para 3,984%, a seis meses para 4,064% e a 12 meses para 3,991%.

As taxas Euribor desceram esta sexta-feira a três, seis e a 12 meses, face a quinta-feira.

A taxa Euribor a 12 meses, atualmente a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação com taxa variável, desceu esta sexta-feira para 3,991% (-0,042 pontos), face a quinta-feira, depois de ter aumentado em 29 de setembro para 4,228%, um novo máximo desde novembro de 2008. Segundo dados do Banco de Portugal referentes a setembro de 2023, a Euribor a 12 meses representava 38,1% do stock de empréstimos para habitação própria permanente com taxa variável. Os mesmos dados indicam que a Euribor a seis e a três meses representava 35,7% e 23,4%, respetivamente.

No prazo de seis meses, a taxa Euribor, que entrou em terreno positivo em 6 de junho de 2022, desceu esta sexta-feira para 4,064%, menos 0,007 pontos que na sessão anterior e contra o máximo desde novembro de 2008, de 4,143%, registado em 18 de outubro.

No mesmo sentido, a Euribor a três meses desceu face à sessão de quinta-feira, ao ser fixada em 3,984%, menos 0,018 pontos, depois de ter subido em 19 de outubro para 4,002%, um novo máximo desde novembro de 2008.

As Euribor começaram a subir mais significativamente a partir de 4 de fevereiro de 2022, depois de o Banco Central Europeu (BCE) ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na Zona Euro e a tendência foi reforçada com o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022.

Na mais recente reunião de política monetária, em 26 de outubro, em Atenas, o BCE manteve as taxas de juro de referência pela primeira vez desde 21 de julho de 2022, após 10 subidas consecutivas. A próxima reunião de política monetária do BCE, que será a última deste ano, realiza-se em 14 de dezembro.

As taxas Euribor a três, a seis e a 12 meses registaram mínimos de sempre, respetivamente, de -0,605% em 14 de dezembro de 2021, de -0,554% e de -0,518% em 20 de dezembro de 2021.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 19 bancos da Zona Euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.

https://eco.sapo.pt/2023/11/17/taxas-euribor-descem-nos-tres-principais-prazos-2/
 
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