"Frederico, o Grande e o Enigma da Prússia"

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Luso

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"Frederico, o Grande e o Enigma da Prússia"
« em: Maio 05, 2013, 09:38:17 pm »

Que ilações poderemos tirar daqui?...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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TOMSK

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Re: "Frederico, o Grande e o Enigma da Prússia"
« Responder #1 em: Maio 08, 2013, 11:07:54 pm »
Que ilações tira o Luso? Imagino que queira relacionar algo com a posição actual da Alemanha.
 

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Luso

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Re: "Frederico, o Grande e o Enigma da Prússia"
« Responder #2 em: Maio 08, 2013, 11:47:10 pm »
Como transformar um cú-de-judas com poucos recursos numa potência mundial, por duas vezes destruída e por duas vezes reerguida.

Ética e honra no serviço da Pátria por uma elite, capaz e disposta a lutar contra todos.
Um Rei.

Ética e Honra.
Ética e Honra.

ÉTICA e HONRA.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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TOMSK

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Re: "Frederico, o Grande e o Enigma da Prússia"
« Responder #3 em: Maio 09, 2013, 12:09:20 am »
E as "prussian virtues" também.
Fazes cá falta outra vez, Lippe.

 

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papatango

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Re: "Frederico, o Grande e o Enigma da Prússia"
« Responder #4 em: Maio 09, 2013, 02:17:07 pm »
Mas então vejamos ...

A Prussia de Frederico II, do qual Hitler tinha um retrato no bunker hoje não existe, foi pura e simplesmente extinta.
Os nazistas utilizaram Frederico como referência histórica.
Os comunistas alemães da RDA na década de 1980 voltaram a transforma-lo num herói do povo.

Frederico não queria casar, os austriacos queriam uma aliança à força. Frederico tenta fugir para a Inglaterra com a ajuda do amante.
Os austriacos informam o rei da Prussia de que o filho queria fugir com um homem, o rei irritado, manda matar o amante do filho na presença do próprio.

Os austriacos sabendo perfeitamente que o grande principe prussiano é homosexual, forçam o casamento deste com uma princesa austriaca. Do casamento nunca haverá filhos. A Frederico II (ou Frederico o grande) sucederá o seu sobrinho, o indolente e fraco Frederico-Guilherme.
Depois da morte do pai, Frederico II ataca os austríacos, que considera serem os responsáveis pela morte do amante e pelo casamento forçado.
Constrói um palácio para ficar longe da mulher.

Das batalhas em que entra, perde metade delas, e no cerco a que é submetido, é salvo por causa da morte da czarina russa Catarina II.

Exactamente o que é que devemos copiar de Frederico o Grande, e qual é o enigma ?
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 

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Luso

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Re: "Frederico, o Grande e o Enigma da Prússia"
« Responder #5 em: Maio 09, 2013, 03:00:29 pm »
:mrgreen:
Nenhum então, pelos vistos.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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papatango

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Re: "Frederico, o Grande e o Enigma da Prússia"
« Responder #6 em: Maio 09, 2013, 04:17:30 pm »
A chatice, é que dependendo do ponto de vista, todos os países têm a sua historia tragico-cómica.
Um país pode criar um heroi onde na realidade existiu apenas um homem ou uma mulher.

A economia da Prussia por exemplo, ficou num estado lastimável após o longo reinado de Frederico o Grande. O sistema de impostos levou a Prussia a um estado de recessão de que o país levou tempo a sair.

Nós temos em Portugal vários exemplos de grandes homens, que na realidade também têm o armário cheio de esqueletos.
O Marquês de Pombal por exemplo, para muita gente foi um grande homem, mas esquecemo-nos de que só teve direito a estátua quando a república maçónica foi implantada.
D. João II é chamado de «Principe Perfeito», mas durante o seu reinado, matou. roubou, assassinou como poucos.
Vivemos num mundo cheio de gente muito imperfeita e mesmo os grandes herois de uma forma ou de outra têm telhados de vidro.

Podemos falar da disciplina prussiana, mas o que é a disciplina prussiana que não um desenvolvimento das regras e leis da disciplina das legiões romanas ?
E o que é o sistema de disciplina das legiões romanas senão uma tentativa de aplicar de uma forma mais lata o regime de treino da cidade-estado de Esparta ?

No entanto, o que é feito de Esparta ?
Esparta ganhou a guerra contra Atenas, mas Atenas ainda lá está. Os espartanos, para além de alguns códigos de conduta militar, praticamente não deixaram nada para que alguém se pudesse lembrar deles.
Antes da ascenção de Roma, os macedónios controlaram grande parte do mundo antigo e venceram os Persas em Gaugamela com a mesma disciplina ferrea, mas o que aconteceu às conquistas de Alexandre o Grande ?

O que aconteceu a todos os estados que desenvolveram regimes militares baseados na disciplina férrea ?

Mesmo Roma, cujo império durou séculos e não corresponde exactamente a um estado militar, teve sucesso porque manteve as suas legiões sempre nas fronteiras do império, longe da capital imperial.
« Última modificação: Maio 09, 2013, 04:25:15 pm por papatango »
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...
 

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vmpsm

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Re: "Frederico, o Grande e o Enigma da Prússia"
« Responder #7 em: Maio 09, 2013, 04:24:28 pm »
Citação de: "Luso"
Como transformar um cú-de-judas com poucos recursos numa potência mundial, por duas vezes destruída e por duas vezes reerguida.

Ética e honra no serviço da Pátria por uma elite, capaz e disposta a lutar contra todos.
Um Rei.

Ética e Honra.
Ética e Honra.

ÉTICA e HONRA.

Uma elite capaz é coisa que não existe por cá. As elites portuguesas que nem são dignas desse nome são das mais porcas e nojentas que existem. Não hesitam em trair e vender a própria mãe para proveito próprio.

A história Portuguesa é a prova disso.
 

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papatango

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Re: "Frederico, o Grande e o Enigma da Prússia"
« Responder #8 em: Maio 09, 2013, 04:32:53 pm »
Nesse caso o que poderiamos dizer das elites prussianas ?
As elites que se deleitavam com os prazeres da carne, enquanto os nazistas chegavam ao poder.

É a Alemanha uma potência decadente, porque as suas elites num (na realidade vários) período da história se deixaram cegar e levaram o país ao apocalipse ?

A verdade é que todos os países passam por fases e nem todas essas fases são positivas.
Há países que no entanto correm um problema adicional, que na minha interpretação é o mais grave para Portugal.

É o problema de numa crise grave e séria, num desses muitos ciclos, a gravidade dos problemas poder levar à própria dissolução do país.
Esse é um problema que um país da nossa dimensão pode enfrentar. Mas Portugal enfrenta-o como o enfrentam outros países.
E nesse aspecto, nos temos um passado e uma cultura e uma História, que tem um peso tremendo.

Quando em 1640 os nobres portugueses (ou seja, as elites) se levantam contra os Habsburgos hispanicos, já morreram praticamente todos os portugueses que tinham conhecido um Portugal com o rei em Lisboa.
No entanto, foram capazes de reconstituir muito do que tinha sido perdido.

Ainda assim, nada nos garante o futuro. E esse é o principal crime da geração que tomou o poder após o 25 de Abril e dos seus herdeiros políticos, que estão hoje no poder.

Deixaram o país nas mãos de uma Europa que não entenderam poder não ter futuro.
É muito mais fácil enganar uma pessoa, que explicar-lhe que foi enganada ...