A China Como Futura Ameaça?

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Cabeça de Martelo

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #135 em: Maio 27, 2015, 11:52:00 am »
A continuar a fazer bases navais em ilhas artificiais em toda a região, hostilizando praticamente todos os seus vizinhos... é provável que algo aconteça.
7. Todos os animais são iguais mas alguns são mais iguais que os outros.

 

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NRSMiguel

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #136 em: Maio 28, 2015, 03:23:57 pm »
Uma guerra entre dois monstros??? Nem quero imaginar!!!

http://www.forte.jor.br/2015/05/27/guer ... al-chines/
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NRSMiguel

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #137 em: Maio 29, 2015, 06:37:56 pm »
As ilhas artificiais a dar que falar...

http://www.military.com/daily-news/2015 ... sland.html
PORTUGAL SEMPRE!!!
 

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mafets

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #138 em: Junho 16, 2015, 10:59:15 am »
http://defence-blog.com/?p=6092
Citar
The Japanese Ministry of Defense is considering whether to shoot down Chinese drones if the PLA decides to carry out routine patrols over contested islands in the East China Sea, reports the Tokyo-based Kyodo News.The islands, known as Senkaku to Japan, which controls them, are also claimed by China as Diaoyu and by Taiwan as Diaoyutai.

An article from an official PLA magazine published last October suggested that the Chinese military is planning to carry out routine aerial patrols over the islands. It stated that coast guard vessels alone cannot defend China’s sovereignty claims and the air defense identification zone set up by Beijing over the East China Sea. The PLA has an estimated 50 unmanned aerial vehicles, according to the report.

China deployed drones for island patrols for the first time in 2013 and has determined to carry out routine aerial patrols using drones as a response to US drone activities over the East China Sea. The US Air Force has deployed two of its RQ-4 Global Hawk unmanned aerial vehicles to Okinawa to monitor Chinese naval activities in the region. China has tried several times to jam the American drones flying over the disputed airspace, said the report.

A defense white paper published by the Japanese Ministry of Defense this year said that the only countermeasure the Japan Self-Defense Force can use against the intruding Chinese drones is to send fighters to intercept them. Defense officials are debating whether it is appropriate to shoot down Chinese unmanned aerial vehicles. Junichi Abe, a Japanese defense expert, suggests that it may be a bad idea as it would be viewed as extremely provocative from the Chinese perspective.


Cumprimentos
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #139 em: Julho 17, 2015, 01:52:26 pm »
Taiwan e EUA vão ter reunião militar secreta


Altos funcionários de Taiwan e dos Estados Unidos vão participar nas chamadas "Conversações de Monterrey", um encontro anual.

Taiwan e os Estados Unidos vão manter diálogo militar secreto em Washington na próxima semana, durante o qual vão abordar a venda de armas e a segurança na região da Ásia, revela hoje o jornal Taipei Times. Altos funcionários dos dos países vão participar nas chamadas "Conversações de Monterrey", um encontro anual secreto, em que vão abordar igualmente as suas perceções sobre ameaças bélicas, escreve o jornal da ilha.

Nesta ocasião, espera-se que as delegações sejam encabeçadas pelo ex-ministro da Defesa de Taiwan Andrew Yang e pelo secretário adjunto da Defesa para a Segurança da Ásia e do Pacífico dos Estados Unidos, David Shear.

Depois da guerra civil ter acabado no continente chinês, com a vitória do Partido Comunista e a proclamação da República Popular da China, em 1949, o antigo governo do Partido Nacionalista (KMT) refugiou-se na ilha de Taiwan, a cerca de 200 quilómetros da costa leste chinesa, onde continua a identificar-se como representante da República da China (sem o adjetivo "popular"). Pequim defende a "reunificação pacífica" segundo a mesma fórmula adotada para Hong Kong e Macau ("Um país, dois sistema"), mas ameaça "usar a força" se Taiwan declarar a independência.

Os Estados Unidos figuram como a principal garantia externa de segurança de Taiwan, graças à Lei de Relações com Taiwan, aprovada pelo Congresso norte-americano em 1979, na qual Washington se compromete a fornecer armas para a defesa da ilha.

"A ilha encontra-se, assim, no meio da pulsação militar e estratégica da China e Estados Unidos, com a necessidade de, por um lado, de não piorar as relações com  a China e, por outro, de manter o apoio norte-americano", assinalou Bai Fangji, professor da Faculdade de Estudos Internacionais de Tamkang, à agência Efe.


Lusa
 

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mafets

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #140 em: Julho 22, 2015, 10:42:18 am »
http://www.forte.jor.br/2015/07/21/relatorio-anual-de-defesa-do-japao-mostra-elevada-preocupacao-com-a-china/
Citar
O Japão destacou a China como uma ameaça na escalada das tensões regionais no relatório de Defesa deste ano elaborado pelo gabinete do governo. O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, vem tentando convencer o público sobre a necessidade de aprovar leis para dar à Força de Autodefesa do país um papel maior.

O relatório foi adiado por mais de uma semana porque o partido de Abe pediu que fossem mencionados exemplos das atividades marítimas unilaterais da China, como a exploração de petróleo e gás no Mar do Leste da China. O governo de coalizão de Abe está tentando aprovar no Parlamento leis controversas para permitir que a Força de Autodefesa do Japão lute por exércitos estrangeiros mesmo quando não estiver sob ataque.

No entanto, muitos japoneses temem a expansão do exército por causa de memórias aterrorizantes da derrota sofrida pelo país na Segunda Guerra Mundial. Parlamentares da oposição afirmam que o partido de Abe pode estar exagerando as ameaças chinesas para obter suporte para uma legislação impopular que muitos analistas consideram inconstitucional.

Nas 429 páginas do relatório, o Japão afirma que o risco para sua segurança tem piorado e cita como exemplos as contínuas ameaças da Coreia do Norte, que possui um programa nuclear, e do Estado Islâmico. Mas a China é, de longe, a maior das preocupações do país e toma um terço de um capítulo do relatório que trata de tendências de segurança globais e fala de oito países e regiões.

“A China, particularmente em relação a questões marítimas conflituosas, continua agindo de maneira assertiva, incluindo tentativas coercitivas de mudar o status quo, e está pronta para cumprir suas demandas unilaterais sem um compromisso”, diz o relatório. “O Japão está fortemente preocupado com as ações da China, que nós precisamos observar de perto”, acrescenta.

FONTE: Associated Press


Saudações
"Nunca, no campo dos conflitos humanos, tantos deveram tanto a tão poucos." W.Churchil

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HSMW

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #141 em: Agosto 10, 2015, 11:00:03 am »
https://www.youtube.com/user/HSMW/videos

"Tudo pela Nação, nada contra a Nação."
 

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #142 em: Agosto 24, 2015, 02:45:15 pm »
A China, como nova potência marítima global
Alexandre Reis Rodrigues


As interrogações, que muitos levantam, sobre se a China vai ou não conseguir “crescer pacificamente”, sem se constituir como um elemento de perturbação ou ameaça à ordem internacional, continuarão sem uma resposta explícita.

O esforço da liderança chinesa em procurar deixar claro que a tradicional política de não-interferência externa não sofrerá qualquer alteração e que Pequim não tem qualquer ambição hegemónica não vai chegar para desfazer as apreensões, mesmo que não houvesse dúvidas da seriedade do propósito anunciado e se confiasse que a cultura chinesa reforça essa perspetiva.  

As preocupações são pertinentes e oportunas. Para se demonstrar a sua validade nem sequer é necessário recorrer à opinião consensual de que a China se tem posicionado de modo a não perder a mais pequena oportunidade de reduzir, passo a passo, a hegemonia global de que os EUA desfrutam, particularmente onde vêm que daí possam surgir ameaças ou contrariedades para os seus interesses. A atestar as inquietações existentes aí está um conjunto de factos, que quase todas as semanas fazem notícia na imprensa internacional, e uma circunstância a que as potências globais, geralmente, não conseguem escapar, que passo a descrever.

Os factos decorrem da forma como a China interpreta o âmbito dos direitos que a Convenção do Mar lhe confere nas águas sob jurisdição nacional (zonas económicas exclusivas), o que é causa de um permanente clima de tensão com vizinhos nos Mares do Sul e Leste da China e no Mar Amarelo, e é origem de incidentes no mar que têm envolvido também os EUA.

A circunstância aparece de forma indireta, como que um reflexo da evolução da postura estratégica por que a China tem estado a passar, a caminho do estatuto de potência com interesses globais. Esta nova realidade coloca-a numa posição que lhe tornará muito difícil permanecer à margem dos conflitos que possam surgir nas suas áreas de interesses. Conciliar a sua política de não-interferência no exterior com uma postura de potência global será, certamente, um objetivo crescentemente irrealista. Veremos seguidamente cada um destes pontos com mais algum pormenor.

 
Em relação às águas de jurisdição


A China tem várias disputas territoriais sobre a soberania de várias ilhas nos mares do Sul e Leste da China2 com países vizinhos e, em relação aos EUA, tem uma disputa de interpretação sobre os seus direitos nas ZEEs. Enquanto para a China a Convenção da Lei do Mar permite-lhe também regular o exercício de atividades militares na ZEE, para os EUA e a maioria dos países, os direitos estão restritos às atividades económicas.  

Mais concretamente, as disputas situam-se no campo dos direitos de investigação científica marítima, que a Convenção considera ser um direito exclusivo do estado costeiro mas sem especificar minimamente do que se trata, e no campo da recolha de informações que a Convenção proíbe nas águas territoriais, sob o entendimento que isso pode pôr em causa a segurança do estado costeiro, mas que é omissa quanto á ZEE.  

Para a China, a prerrogativa do estado costeiro em regular a investigação científica vai para além do campo dos recursos existentes na área. Inclui também os trabalhos de investigação hidrográficos e de natureza militar. Ao contrário, para os EUA, o único propósito de criação da ZEEs foi dar controlo ao estado costeiro sobre os respetivos recursos. É um tipo de jurisdição que não cobre a defesa de interesses de segurança do estado costeiro, até porque, pelo que se disse acima, a Convenção não consagra esse direito nas ZEEs («Under generally accepted principles of international law, any act that is not specifically prohibited in a treaty is permitted»)

Se a interpretação chinesa prevalecesse e fosse universalmente aplicada então os EUA poderiam ficar impedidos de operar a sua marinha de guerra (ou ficariam condicionados pela obtenção de prévia autorização, como exigem alguns países) em cerca de um terço dos oceanos, que é o espaço que as ZEEs ocupam presentemente. Como não é provável que os EUA abdiquem de considerarem as ZEEs como alto mar, quer para livre passagem, quer para a realização de operações de vigilância que a China considera requererem prévia autorização, existe aqui um ponto de contencioso. Esta situação pode facilmente pôr em causa os propósitos anunciados de construção de um clima de confiança mútua, como base de um novo relacionamento entre as duas grandes potências e inclui o risco de, eventualmente, poder evoluir para algo mais sério.

Em relação à postura de potência global

A China tem a vantagem de dispor muitas lições da experiência hegemónica dos EUA e, anteriormente, do Reino Unido, entre outras, para evitar cair no mesmo tipo de armadilhas. Isso poderá ajudar a minimizar a vulnerabilidade de uma maior exposição direta à instabilidade que grassa pelo mundo, que virá com o novo estatuto de potência global, mas não evitará as dificuldades de permanecer neutral nem o risco - que crescerá - de se ver envolvida em conflitos que apenas marginalmente lhe interessariam, como tem acontecido com os EUA.  

Algumas vezes, isso acontecerá por pressões locais que tentarão fazer virar o poder chinês para o seu lado. O conflito que envolve o Sudão Sul já deu a Pequim uma pequena amostra de como a proteção dos seus interesses, neste caso petrolíferos, pode ficar facilmente refém do clima de segurança local. É um tipo de situação que pode surgir, independentemente de haver um propósito deliberado de participar na resolução dos conflitos. Pode acontecer pelo simples facto de que existe uma presença e/ou interesses que precisam de ser protegidos se ficarem sob ameaça.

A China, com alguma frequência, é apontada como tendo uma visão do poder muito diferente da Rússia. Enquanto esta é normalmente olhada como vendo no seu poder militar a base principal do seu poder nacional e capacidade de influência, a China tem mostrado a tendência de ver na capacidade económica, mais do que na sua capacidade militar, o instrumento principal para influenciar comportamentos e atitudes mas esta diferença também não chega para “descansar” os que precisam de estar mais diretamente atentos à situação.  

De facto, o centro da competição entre os EUA e a China tem permanecido essencialmente centrado no comércio internacional, com pouco ou nenhum recurso ao “hard power”, mas é preciso ter em atenção que a China pensa em horizontes de décadas e estabeleceu como prioridade atingir a hegemonia comercial antes da hegemonia estratégica, mantendo entretanto um perfil discreto e sabendo esperar pela sua altura. Essa altura pode estar próxima, como se pode depreender do que nos dizem as mais recentes orientações estratégicas adotadas por Pequim.

A nova estratégia de segurança da China

A mais recente grande mudança por que passou a estratégia da China formalizou-se, em 2014, com a publicação de um novo Livro Branco de Defesa no qual fica clara a ideia de que a China quer ser vista como uma grande potência, com interesses globais, e disposta a assumir as suas responsabilidades. Para esse objetivo Pequim está a construir um aparelho militar desenhado expressamente para apoiar as suas ambições de expansão económica e política, num processo em que as forças armadas deixarão de ser vistas exclusivamente como um instrumento de defesa territorial.  

Esta nova orientação fica patente nos objetivos estabelecidos para os três ramos, nomeadamente o Exército cuja missão sofre uma reorientação de “theater defense” para “trans-theater mobility” e a Força Aérea que passa do campo restrito da “territorial defense” para “defense and offensive tasks”. No entanto, a mudança é mais visível no que respeita à Marinha, tradicionalmente o ramo com melhores condições de base para funcionar como instrumento da política externa de um estado. O seguinte excerto do Livro Branco é esclarecedor:
"The traditional mentality that “land outweighs sea” must be abandoned and great importance has to be attached to managing seas and oceans and protecting maritime rights and interests"

O que é relevante, neste contexto, é perceber que, de facto, a China está num processo de evolução que tem o potencial para, a prazo, alterar substancialmente o quadro de segurança mundial. De uma postura naval que não era mais do que uma extensão da estratégia continental, não indo além de, no essencial, garantir um conjunto de capacidades anti-acesso às suas aproximações («offshore waters defence»), passou para uma estratégia que combina esse objetivo com «open seas protection»  e que requer uma estrutura multifuncional de forças navais de combate(«combined, multifunctional, and efficient marine combat force structure»).  
A questão que se põe é saber que objetivo afinal pretende a China alcançar com esta mudança estratégica e com a procura de capacidades militares que disputarão, principalmente no campo naval, a superioridade dos EUA, estando algumas aparentemente configuradas precisamente para esse efeito. Não obstante a bastante maior transparência do novo documento, a resposta a esta questão terá que ser deduzida.

A situação da Formosa pode muito bem continuar a representar a mais provável possibilidade de um confronto entre os EUA e a China. No entanto, não é provável que a China, para resolver esse seu problema, tenha nos seus planos a procura de uma paridade militar com os EUA que lhe permita provocar uma confrontação militar direta. Os EUA são um rival que, apesar do continuado declínio das suas capacidades, continua a ter uma clara vantagem militar. Esta comparação, no entanto, não nos diz tudo. Temos que entrar em conta também com o grau de envolvimento global de cada uma das duas potências, muito longe de poderem ser equiparados. A manter-se a situação existente, os EUA terão dificuldades em transformar a sua vantagem global em vantagem local, se estiverem envolvidos em crises geograficamente muito separadas.
 
A perceção que, regra geral, prevalece no Ocidente, pelo menos para já, é a de que Pequim prefere seguir vias mais subtis, dando pequenos passos de cada vez e consolidando os respetivos ganhos, em vez de enveredar por “atacar” o problema de frente (o que se costuma designar por salami tactics: "a series of many, small clandestine actions, whose accumulation produces a much larger result that would be difficult or unlawful to perform all at once"). Ou então, contenta-se em reunir condições para negociar a partir de uma clara posição de força os vários conflitos que mantém pendentes na sua vizinhança próxima com países aliados dos EUA.

O que para já se tornou percetível, em função de vários sinais dados, é a preocupação chinesa de não deixar à mercê dos EUA a proteção do seu tráfego marítimo comercial. É uma preocupação que se compreende sob duas perspetivas. Primeira, a do entendimento chinês de que o mundo está decididamente num caminho multipolar em que a China terá que ocupar o seu lugar. Segunda, a de que essa evolução se vai processar num contexto de rivalidade e ausência de confiança mútua, que é afinal o que prevalece, não obstante, os esforços para o desmentir. A China tem perfeitamente presente que é do livre e seguro funcionamento do tráfego comercial por via marítima que depende a sua economia e até mesmo a sua sobrevivência, se tivermos em conta a sua dependência energética em relação ao exterior.

Aparentemente, a China procurará alcançar este objetivo através de três caminhos. O chamado “Silk Road Economic Belt”, uma rede de portos e infraestruturas marítimas para apoio de uma maior presença estratégica nas zonas onde tenha interesses vitais e, finalmente, uma configuração do sistema de forças navais que lhe permita recorrer ao conceito de “Sea Basing”, introduzido pelos EUA há cerca de duas décadas.  

O “Silk Road Economic Belt” nunca foi claramente explicado mas é interpretado como tendo em vista diversificar as rotas comerciais de trânsito, prevendo seis corredores que estão pensados para minimizar os riscos de eventual interdição marítima (dois são totalmente sobre terra) e implicam a construção de vários tipos de facilidades de transporte com benefícios para os respetivos países de trânsito.

A rede de portos e infraestruturas será um desenvolvimento do conceito “string of pearls” que, na leitura dos analistas da postura naval chinesa, constitui um conjunto de pontos de apoio logístico para apoio da operação da Marinha chinesa em águas mais distantes, quer na sua missão de proteção das rotas de navegação do seu tráfego comercial, quer para apoio das comunidades chinesas nos países de investimento. Djibouti e Seichelles são locais já anunciados no decorrer deste ano para o Índico, bem como o caso de Walvis Bay, no Atlântico Sul, que terá sido objeto de conversações com o governo da Namíbia em janeiro deste ano.

Finalmente, a aposta que a Marinha chinesa está a fazer em construções semelhantes às “mobile landing platforms” e “logistic support ships” da Marinha americana o que sugere a opção de adoção do conceito “Sea Basing” criado nos EUA, desenvolvido para o apoio a operações militares longe das bases normais de estacionamento e centros de apoio logístico, através de meios próprios incluídos na própria força. Independentemente da procura de navios militares expressamente construídos para essa finalidade, a Marinha chinesa optou por estabelecer a obrigatoriedade de entre a sua enorme frota mercante fazer aplicar critérios militares a alguns tipos de navios mercantes que poderão dar um contributo relevante às operações navais, quer no campo das operações anfíbias, quer no apoio logístico.

Não obstante ser possível hoje ter uma ideia mais consolidada do que será a China no futuro, persistem muitas questões ainda sem resposta. Chris Parry resume a principal em saber se a China, como grande potência, se vai limitar a defender os seus interesses e valores ou, se paralelamente, tenciona ocupar-se também da defesa de valores universais. Quer tentando manter-se o mais possível fora do sistema internacional, quer procurando assumir alguma liderança, o mais provável é que opte por continuar a observar os acontecimentos cuidadosamente e esperar para ver como evoluem antes de tomar qualquer decisão.  
 

 :arrow: http://database.jornaldefesa.pt/crises_ ... 0china.pdf
 

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #143 em: Setembro 12, 2015, 11:00:02 am »
Obama considera inaceitáveis ataques informáticos realizados pela China


Barack Obama acrescentou que irá procurar um entendimento com Xi Jinping sobre regras de conduta para procurar impedir uma escalada no assunto. "Garanto-vos que podemos ganhar se tivermos" de lançar ataques informáticos, disse.

A visita de Estado do Presidente Xi Jinping, cuja data exata ainda não foi anunciada, deverá ocorrer em torno de 25 de setembro, alguns dias antes do início da Assembleia geral da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.

A recente piratagem dos dados pessoais de vários milhões de empregados federais norte-americanos, atribuída à China por vários meios de comunicação dos EUA, reavivou um assunto que tem envenenado as relações entre os dois países.

Um dirigente norte-americano confirmou no final de agosto que os EUA estavam a preparar sanções económicas contra pessoas e organizações chinesas suspeitas de ligação aos ataques informáticos a alvos norte-americanos.

Durante uma reunião com dirigentes chineses, no final de junho, Obama tinha mencionado este assunto espinhoso, bem como o da "militarização" do Mar do sul da China que, segundo Washington, Pequim está a fazer.

Na altura, apelou à China para que "tome medidas concretas que reduzam a tensão".

Lusa
 

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #144 em: Outubro 28, 2015, 09:35:24 am »
China furiosa com EUA, promete defender a "soberania territorial"


Para os EUA foi apenas uma "operação de rotina", mas para a China, a passagem do destroyer USS Lassen junto às Spratly, umas ilhas disputadas no mar do Sul da China, é "ilegal" e uma clara "ameaça à soberania chinesa". Por isso Pequim deixou o alerta: irá "responder de forma resoluta a qualquer país que empreenda ações provocadoras deliberadas".

Equipado com mísseis teleguiados, com o sistema de defesa Aegis e com dois helicópteros Seahawk a bordo, o USS Lassen entrou nas 12 milhas náuticas que a China reivindica em torno das Spratly, ao abrigo da lei marítima internacional. O Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês garantiu que o navio de guerra foi devidamente avisado, mas insistiu num ato que "ameaça a soberania da China". E o porta-voz Lu Kang garantiu que "se os EUA continuarem a criar tensões na região", Pequim pode concluir que deve "reforçar as suas capacidades".

Mas as ameaças chinesas não parecem assustar os americanos, com o Departamento de Defesa a anunciar que as patrulhas naquela zona irão prosseguir nas próximas semanas. "Vai ser uma ocorrência regular, não um acontecimento único", garantiu à Reuters fonte do Pentágono, acrescentando que as próximas missões passarão junto a ilhas cuja soberania é reclamada por Vietname ou Filipinas. "Não é exclusivo para a China", explicou.

Cada vez mais virados para a Ásia, ao insistir nestas patrulhas, os EUA procuram afirmar a sua influência numa região essencial para o tráfico marítimo mundial - anualmente passam por ali cinco biliões do comércio mundial.

Em disputa

Pequim reclama a soberania sobre a maior parte do mar do Sul da China, onde as ilhas Spratly, Paracel e o recife de Scarborough são disputadas por outros países da região. Tudo porque as águas à sua volta são potencialmente ricas em petróleo. Os recifes, que se encontravam submersos, foram transformados em ilhas pela China, graças a um gigantesco projeto de dragagem iniciado em 2013.

De acordo com a lei marítima internacional, os países podem reclamar as 12 milhas náuticas à volta das suas ilhas naturais. Um direito que não se aplica se tiver havido intervenção humana.

As autoridades chinesas garantem que os trabalhos nas ilhas são legais e num encontro com Barack Obama, em setembro, em Washington, o presidente Xi Jinping garantiu não ter intenções de militarizar as ilhas. Mas os EUA estão convictos de que a China está a construir ali instalações militares, de forma a reforçar o seu domínio marítimo (apesar do aumento de 10% no seu orçamento militar em 2015, a China só tem um porta-aviões, o Liaoning, antes ao serviço da União Soviética e agora remodelado) sobre uma região disputada por China, Malásia, Filipina, Vietname ou Taiwan (República da China). Os críticos acusam ainda Pequim de estar a construir aeródromos nas ilhas sob o seu domínio (ver info).

A China garante que o seu direito sobre as ilhas Spratly e Paracel remonta a vários séculos e detalha as suas reivindicações num mapa de 1947. Uma reivindicação partilhada por Taiwan - para onde em 1949 fugiram os nacionalistas de Chiang Kai-shek após a derrota frente aos comunistas de Mao Tsé-tung e que hoje é vista como província rebelde por Pequim.

O Vietname é um dos países que mais questiona as reivindicações chinesas, garantindo ter documentos que provam o seu domínio sobre as Paracel e as Spratly desde o século XVII. Já as Filipinas usam a proximidade geográfica com as ilhas « para justificar a sua soberania. Enquanto a Malásia também reivindica algumas das ilhas do arquipélago.

DN
 
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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #145 em: Fevereiro 17, 2016, 02:37:38 pm »
China instalou mísseis terra-ar em ilha disputada, revela Taiwan


China instalou mísseis terra-ar numa ilha do arquipélago Paracel, zona disputada no Mar do Sul da China, confirmaram hoje à agência Efe fontes militares de Taiwan, que afirmaram que existem imagens de satélite que o mostram.

As mesmas fontes, que falaram sob a condição de anonimato, escusaram-se a facultar mais detalhes, mas sublinharam que a atividade da China na zona está a ser seguida com muita atenção.

Horas antes, a cadeia norte-americana Fox News informou que a China dispõe de um sistema de lançamento de mísseis terra-ar numa das ilhas do arquipélago, alegadamente rico em petróleo, cuja soberania é reivindicada por Pequim e Taipé e também por Hanói.

A Fox citou imagens capturadas por satélites do ImageSat International, nas quais se veem duas baterias de oito lançadores de mísseis terra-ar e um sistema de radares na ilha Woody, que faz parte do arquipélago Paracel.

Os mísseis chegaram na semana passada, já que as imagens de satélite mostram que uma praia estava vazia a 3 de fevereiro e que, a partir de dia 14, albergava os referidos dispositivos.

Este destacamento vem acentuar as tensões na região, reavivadas no ano passado quando imagens, também recolhidas por satélite, mostraram que a China avançou com construções de grande envergadura em ilhotes e recifes das ilhas Spratly, até as converter em autênticas ilhas artificiais, incluindo com pistas de aterragem e guarnições militares.

Precisamente hoje reúnem-se em Pequim os ministros dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, e da Austrália, Julie Bishop, com a militarização das ilhas Spratly e Paracel a figurar como um dos pontos da agenda de discussão.

Esses dois arquipélagos são disputados por vários países da região.

A soberania de Paracel, controlado pela China, é reivindicada por Taiwan e Vietname; enquanto as ilhas Spratly, mais dispersas, são total ou parcialmente reclamadas pela China, Filipinas, Taiwan, Vietname e Malásia.

DN
 

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olisipo

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #146 em: Fevereiro 18, 2016, 10:56:56 am »


Mísseis HQ-9. Segundo o Jane's este é o tipo instalado por China numa ilha do arquipélago Paracel. O Jane's informa que o número dos HQ-9 instalados pode chegar a ser 32.

http://www.janes.com/article/58071/china-deploys-hq-9-surface-to-air-missiles-to-woody-island
 

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Lusitano89

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #147 em: Fevereiro 24, 2016, 12:25:59 pm »
China envia aviões de combate para ilha disputada no sudeste da Ásia


A China enviou aviões de combate para uma das ilhas disputadas com outras nações do sudeste asiático no Mar da China Meridional, avançou hoje a estação norte-americana Fox News, que considerou que este movimento aumentará a tensão «já volátil» na região.

A Fox citou como fontes dois funcionários do alto escalão do governo dos EUA, segundo os quais o gigante asiático dispõe de aviões J-11 e JH-7 na ilha Woody, que faz parte das ilhas Paracel, cuja soberania é reivindicada pela China, Taiwan e Vietname.
Este é o mesmo arquipélago por onde uma embarcação militar dos Estados Unidos navegou no final de Janeiro, um acto que o governo chinês classificou de «provocação deliberada» e a mesma ilha na qual a Fox News também antecipou na semana passada que a China tinha instalado um sistema de lançamento de mísseis terra-ar.

A Fox referiu-se então a imagens tomadas por satélites da ImageSat International nas quais é possível ver duas baterias de oito lançadores de mísseis terra-ar e um sistema de radares instalados na ilha Woody.

Precisamente hoje, os chefes da diplomacia de EUA, John Kerry, e China, Wang Yi, tentaram aproximar posições numa reunião em Washington face às disputas territoriais no Mar da China Meridional. «Queremos pôr fim à expansão e à militarização de lugares ocupados. Consideramos que todo o mundo beneficia de uma verdadeira desmilitarização», salientou Kerry.

Sem culpar abertamente a China, Kerry disse que «infelizmente, há mísseis, aviões de combate e armas, artilharia e outras coisas no Mar da China Meridional, e isso é uma grande preocupação para qualquer nação que dependa desse mar para o comércio pacífico».
Wang, por seu turno, garantiu que «tanto a China como os Estados Unidos e os países da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) se comprometeram com a não militarização».

«O secretário (Kerry) e eu acordámos continuar o diálogo sobre o Mar da China Meridional para aprofundar o nosso entendimento mútuo. É importante evitar qualquer erro de cálculo», destacou Wang. A China considera que tem um direito histórico sobre quase a totalidade do Mar do Sul da China e construiu sete ilhas artificiais para reivindicar a sua soberania.

Taiwan e outros países da região como o Brunei, Malásia, Vietname e Filipinas reivindicam também os seus direitos numa região rica em recursos naturais e que é fundamental para as rotas de navegação.


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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #148 em: Março 05, 2016, 05:50:12 pm »
Austrália gasta mais em Defesa para enfrentar Pequim no Sudeste Asiático


A Austrália vai aumentar a proporção da despesa militar em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) para fazer face àquilo que considera ser a deterioração das condições de segurança e a multiplicação das ameaças regionais. Em causa, está principalmente a atuação do regime de Pequim na zona do Mar da China do Sul, onde prossegue uma ativa estratégia de ocupação de ilhas e de reivindicações territoriais.

A estratégia australiana consta do recentemente divulgado Livro Branco da Defesa em que se sustenta necessidade do aumento da despesa militar, pelo menos para o equivalente a 2% do PIB, independentemente "de mudanças que venham a ocorrer nas estimativas de crescimento" daquele indicador. Ou seja, o nível da despesa militar não será condicionado pelo desempenho da economia australiana. E irá crescendo na próxima década, passando de 32 mil milhões de dólares australianos (23,7 mil milhões de USD ou 21,5 mil milhões de euros), no ano fiscal que se inicia no próximo 1 de julho, para 58,7 mil milhões de dólares australianos (39 mil milhões de euros) daqui a uma década.

A Austrália torna-se assim o mais recente país a juntar-se à corrida aos armamentos e ao aumento das despesas no setor da Defesa que se vive em toda a região. A quase totalidade dos países do Sudeste Asiático em particular, mas também a Coreia do Sul, o Japão e a Índia têm vindo a gastar mais nas forças armadas em proporção ao PIB. Por exemplo, o Vietname aumentou 314% a despesa na Defesa entre 2005 e 2014.

O primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, explicou no final de fevereiro que um maior investimento na Defesa era resultado direto dos "desafios regionais", do terrorismo e das "mudanças climáticas". Turnbull deu como exemplo a situação de "nas próximas duas décadas, metade dos submarinos em atividade no mundo e também, pelo menos, metade dos mais sofisticados aviões de combate estarão a operar na região do Indo-Pacífico, que é a região onde nos situamos, o que torna mais complexo o planeamento da nossa estratégia de segurança". Um cenário que tem como centro o Mar da China do Sul mas, notou o governante de Camberra, abrange também a península coreana e regiões "mais distantes".

Para responder à nova conjuntura regional, o número de efetivos vai passar de cerca 58 mil para 63 400, é antecipada a construção de 12 novos submarinos, nove fragatas e 12 navios-patrulha - o que revela bem que o principal risco para Camberra é a conjuntura no Mar da China do Sul - e vão ser reforçados os meios de combate aéreo.

Mais aviões de transporte

O Livro Branco australiano refere ainda a necessidade de ser adquirido até 2020-21 diferente equipamento militar, de aviões não tripulados (drones) a veículos blindados, além da criação de um novo centro de treino para helicópteros de combate de última geração a serem comprados. Irão ser adquiridos mais dois Boeing C-17A Globemaster III, dotados de grande capacidade de transporte de homens e material para "reforçar a atual frota de seis" aparelhos. Está ainda previsto o aumento de vencimentos nas forças armadas.

No plano geoestratégico, Camberra reafirma a relação privilegiada com os Estados Unidos, que tem vindo a reforçar a presença naval na área do Mar da China do Sul em patrulhas designadas "operações de garantia de liberdade de navegação". A mais recente das quais sucedeu a 30 de janeiro, originando protestos de Pequim.

Patrulhas no Mar da China do Sul

O investimento na Defesa foi justificado pelo responsável da força aérea australiana, marechal Leo Davies, numa recente entrevista ao Sydney Morning Herald (SMH), com um significativo exemplo: "Quase todos os voos de patrulha no Mar da China do Sul" são advertidos via rádio pelos chineses para abandonarem as áreas onde Pequim ocupa algumas ilhas e rochedos e tem procedido aqui a operações para ganhar espaço ao mar e à construção de estruturas permanentes, como portos e pistas de aterragem.

O chefe militar australiano reconheceu que o número de patrulhas aéreas e navais no Mar da China do Sul aumentou em paralelo com o recrudescimento de atividade das forças armadas chinesas no arquipélago das Spratly. A intenção é mostrar a Pequim que não passa despercebida a sua presença nas Spratly e que há limites a não ultrapassar na forma como se comportam na região, referiu fonte diplomática ao SMH, na edição em que foi entrevistado o comandante da força aérea australiana.

Estas ilhas e rochedos são reivindicadas pela China, Vietname, Taiwan, Filipinas e Malásia, ocupando todos eles alguns territórios.

O militar australiano explicou na referida entrevista que a multiplicação das comunicações via rádio pelos chineses se deve a uma maior presença na área das Spratly.

Entretanto, foi ontem anunciado o orçamento da Defesa chinês, que apresenta um valor equivalente a 150 mil milhões de USD, sensivelmente um quarto do anunciado pelos EUA no ano em curso: 573 mil milhões de USD. Um porta-voz da Assembleia Nacional Popular afirmou às agências que aquele valor representa um aumento de 7-8% face ao ano anterior. Os EUA afirmam que o montante das despesas militares da China é substancialmente mais elevado que é anunciado publicamente.

DN
« Última modificação: Março 05, 2016, 05:53:03 pm por Lusitano89 »
 

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Re: A China Como Futura Ameaça?
« Responder #149 em: Maio 23, 2016, 11:36:49 am »
EUA levantam embargo à venda de armas ao Vietname