Comandos, diamantes, ouro e droga

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HSMW

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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #45 em: Novembro 09, 2021, 10:57:55 pm »
Além do potencial envolvimento de sargentos e oficiais do Exército, este tipo de tráfico será possível sem o envolvimento de elementos da FAP?
Ontem à noite a página do FB da associação de oficiais já reclamava por uma punição exemplar para os envolvidos, sendo que isso é sintoma de que já sabiam não ter nenhum dos deles lá metido.

A notícia do Sol refere o envolvimento de um major CMD.

Pode não ser o mesmo mas foi-me dito que era um Capitão.

Num TO como a RCA, que existe um elevado nível de ameaça, as Praças não têm liberdade nem autonomia para andarem no exterior, a fazer o tipo de contactos e transportes necessários para que o tráfico se realize.

Tem de haver Oficiais por trás ou as coisas não se realizam.
Agora alguém deverá ter ficado a xuxar no dedo e denunciou a situação?
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #46 em: Novembro 09, 2021, 11:42:48 pm »
Além do potencial envolvimento de sargentos e oficiais do Exército, este tipo de tráfico será possível sem o envolvimento de elementos da FAP?

NVF, é completamente possivel, as tripulações não são tidas nem achadas na segurança da aeronave em terra, nas bagagens dos pax, nem no conteudo da carga, pois são os elementos que procedem ao despacho do voo que lhes apresentam os manifestos de carga que contêm os artigos que as unidades a transportar mencionam !

Em ambos os casos, de droga e diamantes a confirmarem-se, mas em especial para os diamantes como o volume destes é extremamente pequeno só com rastreio muito eficaz é que seriam descobertos, já no caso dos estupefacientes, depende do volume transportado, mas mesmo que fossem umas dezenas de kilos, passariam despercebidos no meio das pallets de carga pois os pacotes/sacos whatever, seriam dessiminados por entre os items transportados. 

O rastreio de toda a carga, incluindo todo o armamento é fundamental que se faça, para evitar este tipo de situações.
Claro está a existir rastreio se houver conivência com o staff do aeroporto/base que efectua esse rastreio, lá vai a segurança por agua abaixo, e não há nada a fazer !

Abraços

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Problemas? Houve em todas as épocas.

Mas há muitos anos houve uma "Casa da Índia", repartição da coroa por onde passavam, para serem controlados e vendidos, todos os produtos vindos do Oriente.

No presente, com ou sem SEF, a balda é monumental, seja em Tires, seja no Figo Maduro, seja em outros pequenos aeroportos. Um espectáculo.

https://marrevoltado.blogspot.com/2021/11/ha-problemas-houve-em-todas-as-epocas.html

António Cabral
Contra-Almirante, reformado
 

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Lusitaniae

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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #47 em: Novembro 10, 2021, 12:46:00 am »
E é a Italia que tem fama!  :-X

Abbati, medico, potronoque intima pande
 

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Trafaria

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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #48 em: Novembro 10, 2021, 01:08:17 am »
Além do potencial envolvimento de sargentos e oficiais do Exército, este tipo de tráfico será possível sem o envolvimento de elementos da FAP?
Ontem à noite a página do FB da associação de oficiais já reclamava por uma punição exemplar para os envolvidos, sendo que isso é sintoma de que já sabiam não ter nenhum dos deles lá metido.

A notícia do Sol refere o envolvimento de um major CMD.

Pode não ser o mesmo mas foi-me dito que era um Capitão.

Num TO como a RCA, que existe um elevado nível de ameaça, as Praças não têm liberdade nem autonomia para andarem no exterior, a fazer o tipo de contactos e transportes necessários para que o tráfico se realize.

Tem de haver Oficiais por trás ou as coisas não se realizam.
Agora alguém deverá ter ficado a xuxar no dedo e denunciou a situação?

Esse major surge agora como um dos denunciantes. Teve uma caixa na mão, era para trazer, mas aparentemente mudou de ideias e entregou-a ao cmdt da força ... ele lá saberá se o fez por convicção ou cobardia.
::..Trafaria..::
 
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #49 em: Novembro 10, 2021, 02:54:21 am »
Anjinhos do pior quando começam com a conversa da malta do bairro e da infiltração de gangues...
Em Tancos também foram gangues? E nos outros tantos casos que pululam no passado?
Tráfico de diamantes com senhores da guerra, transporte, vendas nos mercados internacionais, lavagem de dinheiro... Acham que é a malta do bairro? Deixem se dormir....
Corrupção ao mais alto nível. Afecta todos os sectores da sociedade. Militares não estão isentos. Se querem ter orgulho e largar os discursos corporativos e deixarem os populismos da "malta do bairro", pensem é que a descoberta partiu também da estrutura militar. Isso sim um motivo de orgulho.
 
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #50 em: Novembro 10, 2021, 03:03:02 am »
Além do potencial envolvimento de sargentos e oficiais do Exército, este tipo de tráfico será possível sem o envolvimento de elementos da FAP?
Ontem à noite a página do FB da associação de oficiais já reclamava por uma punição exemplar para os envolvidos, sendo que isso é sintoma de que já sabiam não ter nenhum dos deles lá metido.

A notícia do Sol refere o envolvimento de um major CMD.

Pode não ser o mesmo mas foi-me dito que era um Capitão.

Num TO como a RCA, que existe um elevado nível de ameaça, as Praças não têm liberdade nem autonomia para andarem no exterior, a fazer o tipo de contactos e transportes necessários para que o tráfico se realize.

Tem de haver Oficiais por trás ou as coisas não se realizam.

Agora alguém deverá ter ficado a xuxar no dedo e denunciou a situação?

Ora aqui está um argumento com pés e cabeça.

Isto não é tabaco, ou meia dúzia de espingardas... São diamantes. Não só a proveniência tem de meter um tipo de negociata e contacto pouco comum, com senhores da guerra que concerteza terão algum poder político dentro das diversas facções na RCA adjacente ao controlo da mineração, como a jusante é preciso um acesso ao mercado de diamantes e processos seguintes, que obviamente estão fora do alcance de redes criminosas suburbanas ou o que lhes queiram chamar.
É óbvio que existem aqui pessoas com habilitações e poder no terreno e ligações a redes criminosas internacionais.
 

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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #51 em: Novembro 10, 2021, 07:35:07 am »
Convém não esquecer que a dark web veio “democratizar” a criminalidade. No entanto, a estória do gangue de bairro isolado não me convence. Não duvido que elementos de gangues estejam envolvidos no terreno, mas há, obviamente, um estrutura mais complexa por detrás.

Quanto a gangues, chungas, ou que lhes quiserem chamar, há muito que estão nas FFAA. Conheci um sargento pára-quedista no final dos anos 80 (ainda nos tempos da FAP) que chefiava um grupo de seguranças nas discotecas de então e que era, basicamente, um mafioso.
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #53 em: Novembro 10, 2021, 09:11:59 am »
Quando se fala em bandos do bairro, não são os badamecos que não tem onde cair mortos e tem negócios mixurucas.
Há elementos dos Bairros com ligações politicas e outras.

Há que distinguir a conversa do gangue comum, do outro grupo organizado e que usa o Bairro, tem ligações ao Bairro, mas também tem a altas individualidades.
O caso antigo de outros diamantes de Angola roubados a um alto funcionário local por nomeadamente elementos da PSP com ligações politicas tão altas que até um advogado de elite politica o defendeu.
Há ligações privilegiadas de gente dos negócios estrangeiros e do ministério do interior do outro lado.
Há ligações a personalidades de diversas áreas, desportivas, politicas , militares, empresariais, a grupos criminosos ou pessoas com ligações a Bairros.
Não no contexto da malta do Bairro, do ganguezinho da treta, mas sim do senhor com peso no Bairro.

Ainda agora a PJ mexeu no cimo do iceberg. É continuar, mas pegar numa retroescavadora e cavar.

Pudessem ver de onde vem o património e investigar profundamente as "lavagens".
Comecem já no MNE e Empresas com ligações externas


Como alguém aqui disse, não foram mas espingardas, nem pistolas, que isso desde sempre aconteceu. Até diamantes como se soube já foram trazidos por pessoal da TAP.
São outras ligações profundas, onde é necessário grande lavagem e mercado.
 
« Última modificação: Novembro 10, 2021, 09:15:35 am por Pescador »
 

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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #54 em: Novembro 10, 2021, 10:26:31 am »
Chamem o Ivo Rosa para arquivar  :-X
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #55 em: Novembro 10, 2021, 10:57:06 am »
Chamem o Ivo Rosa para arquivar  :-X

É já a seguir, assim que aparecer uma ligação inconveniente. Depois os Zés pagam isso tudo sózinhos, porque depois de cumprirem pena alguém lhes arranja trabalho
 
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #57 em: Novembro 10, 2021, 01:23:35 pm »
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Afinal houve duas denúncias sobre a rede de militares que traficava diamantes da República Centro-Africana

As denúncias foram feitas em janeiro e em fevereiro de 2020 à Polícia Judiciária Militar. Uma por um intérprete local e a outra por um militar que tinha recebido oito diamantes.

Os crimes imputados ao ex-comando Paulo Nazaré, líder da rede de tráfico de diamantes, ouro e droga desmantelada esta segunda-feira pela PJ na Operação Miríade, são vastos. Desde que regressou da sua missão na República Centro-Africana (RCA), em 2017, envolveu-se na contrafação e utilização fraudulenta de cartões de débito/crédito, contrafação e passagem de moeda falsa, tráfico de droga, contrabando de diamantes e ouro, phishing, transferências e pagamentos fictícios, transações de bitcoins, acessos ilegítimos e burlas informáticas, tendo por objetivo o branqueamento de capitais.

Depois de terminar a sua missão na RCA, Paulo Nazaré apresentou Samuel, intérprete da ONU que servia de intermediário nos negócios de compra e venda de diamantes em Bangui, a um outro militar que se encontrava no destacamento português, o capitão Marçal. No final de 2019, este fechou um negócio de diamantes no valor de 10 mil euros, que chegaram a Portugal num avião militar. Mas como Samuel não recebeu a sua comissão de 20% acabou por denunciar o esquema à Polícia Judiciária Militar (PJM) em janeiro de 2020.

Um mês depois, um major português fez outra denúncia à PJM, depois de ter sido apresentado por um outro militar a um cidadão local, Brice, que trabalhava numa organização não governamental local e que lhe iria entregar "artesanato local" que o major deveria enviar num avião militar para Portugal. Em dezembro de 2019 foi-lhe entregue uma caixa com diamantes.

O major, tendo conhecimento da primeira denúncia feita por Samuel, entregou os oito diamantes ao comandante da 6.ª força nacional destacada na RCA, acabando por regressar a Portugal num voo civil nesse mesmo mês de fevereiro e antes dos restantes militares.

Os onze detidos do caso, que envolve ainda mais 60 pessoas e 40 empresas que serviam para branquear o dinheiro do negócio internacional, estão a ser interrogados desde terça-feira pelo juiz Carlos Alexandre no Juízo de Instrução Criminal de Lisboa.

O esquema começava na RCA, envolvendo fornecedores locais de diamantes, ouro e droga, material que era traficado nos aviões militares que não são sujeitos a controlo das autoridades aeroportuárias. Depois, era tudo vendido no norte da Europa, nomeadamente em Antuérpia, na Bélgica.

ALERTA EM 2019 (MAS MARCELO NÃO FOI INFORMADO)
Em dezembro de 2019, o comandante da 6.ª Força Nacional Destacada na RCA avisou o Estado-Maior-General das Forças Armadas sobre o que se estava a passar. A Polícia Judiciária Militar foi ativada, mas depressa o Ministério Público colocou a investigação nas mãos da Polícia Judiciária civil.

O ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, disse ter tido conhecimento do caso nessa altura, tendo alertado as Nações Unidas no início do ano seguinte.

O Presidente da República, que é por inerência do cargo o comandante supremo das Forças Armadas, é que não foi informado. Marcelo Rebelo de Sousa revelou que o ministro da Defesa lhe “explicou” esta terça-feira que “naquela altura [início de 2020] comunicou às Nações Unidas, porque se tratava de uma força das Nações Unidas, que havia suspeitas relativamente a um caso em investigação judicial, e que na base de pareceres jurídicos tinha sido entendido que não devia haver comunicação a outros órgãos, nomeadamente órgãos de soberania, Presidência da República ou Parlamento”.

Na véspera, o chefe de Estado, em visita a Cabo Verde, tinha considerado que a investigação “não atinge minimamente o prestígio das Forças Armadas”. “Pelo contrário”, sustentou o Presidente da República em declarações à RTP: o facto de as Forças Armadas investigarem “casos isolados que possam ter ocorrido” e de terem tomado “essa iniciativa, só as prestigia em termos internacionais”. Desta vez, Marcelo abriu uma exceção, uma vez que “normalmente, em território estrangeiro”, não faz comentários sobre a situação portuguesa. “Mas aqui é uma situação de projeção internacional, de prestígio das Forças Armadas, nomeadamente numa intervenção neste continente, o continente africano”, justificou.

“A ideia é levar as investigações o mais longe possível para apurar o que se passa, confirmar se são casos isolados, como à primeira vista há quem entenda que sejam”, disse ainda. Sendo casos isolados, estes “não afetam em termos de generalização e de prestígio das nossas Forças Armadas, que está incólume”. Um prestígio que o Presidente disse ser “exatamente o mesmo” que testemunhou em março de 2018, quando esteve na República Centro-Africana. Contudo, a denúncia é posterior à sua deslocação ao país, datando de dezembro de 2019.

In Expresso, 10/11/2021
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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #58 em: Novembro 10, 2021, 01:59:05 pm »
Citar
O Presidente da República, que é por inerência do cargo o comandante supremo das Forças Armadas, é que não foi informado. Marcelo Rebelo de Sousa revelou que o ministro da Defesa lhe “explicou” esta terça-feira que “naquela altura [início de 2020] comunicou às Nações Unidas, porque se tratava de uma força das Nações Unidas, que havia suspeitas relativamente a um caso em investigação judicial, e que na base de pareceres jurídicos tinha sido entendido que não devia haver comunicação a outros órgãos, nomeadamente órgãos de soberania, Presidência da República ou Parlamento”.

Tá bem abelha...foi mas foi porque o papagaio ia logo botar a boca no trombone!!!! ;D
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Daniel

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Re: Comandos, diamantes, ouro e droga
« Responder #59 em: Novembro 10, 2021, 02:18:47 pm »
Ganância dos Comandos acabou com denúncia de intermediário
https://ionline.sapo.pt/artigo/752397/gan-ncia-dos-comandos-acabou-com-den-ncia-de-intermediario?seccao=Portugal_i
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Foi a falta de pagamento de uma comissão de apenas 5 mil euros – que fora prometida a um intérprete da ONU que servia de intermediário entre os Comandos portugueses e as redes de tráfico de diamantes na República Centro-Africana – que levou à denúncia de todo o esquema criminoso desvendado pela Operação Miríade, realizada há dois dias pela Polícia Judiciária.

O intérprete da ONU, natural da República Centro-Africana, servia de intermediário entre os Comandos portugueses envolvidos na rede e os fornecedores locais. Tudo corria bem, até os cúmplices militares terem falhado o compromisso. Em 2019, após a entrega de um saco com diamantes, o peão local ‘leva uma banhada’ e denuncia os cúmplices às Forças Armadas portuguesas. Dois anos depois, na Operação Miríade, a PJ executou uma centena de mandados de busca e deteve onze pessoas, entre elas um advogado, cérebro da rede de branqueamento de capitais, que criou 40 empresas que serviam para escoar e branquear os produtos traficados pela rede.

Segundo fonte da investigação, o intérprete em causa prestava serviço na MINUSCA (Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana), servindo de elo de ligação entre os suspeitos portugueses e as redes locais de tráfico. Cobrava uma comissão pelo serviço e, a certa altura, não gostou que os militares portugueses fugissem aos seus compromissos, não lhe pagando uma dessas comissões, de 5 mil euros. Denunciou-os, por isso, ao comandante da 6.ª Força Nacional Destacada (FND) no país, que, por sua vez, alertou os seus superiores.

A denúncia chegaria ao então CEMGFA, que mandou a Polícia Judiciária Militar (PJM) abrir um inquérito. Nessa altura, a PJM identificou seis suspeitos – cinco praças e um major. Mas, perante o tipo de crimes em causa, que extravasam a atividade militar, o caso passou para as mãos da PJ.

Isto de confiar na virgem e não correr é um problema, pois os bufos sempre vão existir seja por que motivo for.