Brigada de Intervenção

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tenente

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Re: Brigada de Intervenção
« Responder #15 em: Novembro 02, 2021, 09:57:33 am »
A verdade dura e crua sobre a lamentável situação de falta de efectivos e meios de combate da BrigInt, traduz-se nestes dois diagramas contendo a OB dos nossos dois Bimecs(R), e a de um batalhão Striker do Exército Britãnico !.
A partir desta comparação podemos ver o estado lastimável das apenas duas unidades de infantaria, desta brigada que, entre elas, não conseguem formar sequer, um BiMec(R) completo a três CAt's.

A Orgânica de um Batalhão Striker britânico com 675 efectivos e 86 VBR



O Actual modelo Português de um BiMec(R), com cerca de 300 efectivos e menos de 40 Pandur, sem possuir as versões PM, ACAr, nem VBEngª.



Organização
O 2ºBI/BrigInt tem como acima referimos um QO aprovado e, como todas as outras unidades do Exército, é-lhe definido superiormente em função dos interesses e/ou possibilidades do ramo o seu grau de activação. Estes números do QO são importantes porque apontam o caminho que se segue, nomeadamente a nível dos armamentos que deverão ser recepcionados e, no respeitante ao pessoal, pode muito bem ser que, por exemplo para uma missão expedicionária, seja determinado o preenchimento das faltas. No entanto no âmbito desta reportagem não vamos verter aqui números de pessoas e equipamentos “em ordem de batalha” ou de órgãos do batalhão não activados, e daremos destaque ao que existe de facto e ao que está previsto realmente chegar a Viseu. Acresce como é sabido que muitas missões no estrangeiro obrigam a uma reconfiguração das unidades em função da operação em causa.
O 2ºBI está assim hoje organizado em Comando e Estado-maior, Companhia de Comando e Serviços, 2 Companhias de Atiradores e Companhia de Apoio de Combate. As Companhias de Atiradores estão com composição igual, ou seja, comando e apenas 2 Pelotões de Atiradores. A CAC dispõe de comando, Pelotão de Reconhecimento, Pelotão de Morteiros Pesados e Pelotão Anti-Carro.
Os Pelotões de Atiradores dispõem – de facto – de 4 VBR 8X8 TP Pandur II 12,7mm cada um. O batalhão neste momento apenas tem esta versão da Pandur, distribuídas também pela Companhia de Apoio de Combate. Deverá receber: 2 posto de comando, 3 ambulância, 8 canhão 30mm, 4 míssil anti-carro (TOW, que substituirá os Milan existentes), 8 porta-morteiros 120mm (que substituirá os actuais 120mm rebocados) e 2 de recuperação.


https://www.operacional.pt/um-dia-em-viseu-com-a-%E2%80%9Cinfantaria-da-beira%E2%80%9D-i/

Abraços
« Última modificação: Novembro 02, 2021, 10:48:26 am por tenente »


Quando um Povo não Respeita as Suas FFAA, Não Respeita a Sua História nem se Respeita a Si Próprio  !!
 
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Re: Brigada de Intervenção
« Responder #16 em: Novembro 02, 2021, 10:10:55 am »
Será que a BrigInt vai ter uma unidade da GNR na sua Orgânica ?? :mrgreen:






Abraços

É assim que começa.
Primeiro espreitam, depois mexem os cordelinhos.

Nos anos 90 criaram o POE andando o seu pelotão da 4ª Companhia a espreitar no GOE da PSP e, lá mexeram cordelinhos para terem o deles na sua area de actuação. Embora o GOE seja mais abranjente em competencias e a nível nacional.
Depois vieram os "policias" Bombeiros helitransportados da GNR, embora tenhamos um Corpo Profissional de Bombeiros que precisavam muito de ser desenvolvidos e terem valências como se vê noutros Países, nomeadamente aquelas que acupam os "policias" da GNR. O mesmo para o resgate em montanha.
Depois veio a "marinha dos policias" da GNR embora tenhamos Marinha de Guerra com competências iguais de vigilancia e até a sua própria policia maritima.

No Iraque os "policias" da GNR com viaturas blindadas e MG3, patrulhavam no meio das colunas dos Carabineri italianos e faziam Natal de lagosta e bacalhau para convidados mediaticos e seus oficiais superiores de passagem, menos outros portugueses que se "esqueceram" que estavam lá. Missão que podia e devia ser feita por militares de Brigadas do exército, pois estaria mais dentro da sua competência e seria mais adequado e proveitoso em experiencia.
Mas o tacho das missões é o mal enraizado.

As quintinhas e brinquedos para alguns oficiais da GNR e sua promoção de imagem do toca tudo mas..........como depois diz o ditado......
O futuro será o espaço na fiscalização dos discos voadores com naves espaciais da GNR, embora se queixem de falta de efectivos e meios nos Postos em Terra. Pelo menos é a resposta mais comum.   

Este País é uma anedota feita de bonecos animados, que puxam cordelinhos e gastam à toa sobrepondo competencias à procura de brilho no firmamento.
 
« Última modificação: Novembro 02, 2021, 10:35:52 am por Pescador »
 
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Re: Brigada de Intervenção
« Responder #17 em: Novembro 02, 2021, 09:29:03 pm »
Os Carabineri são a mesma coisa que a GNR.

E do que me lembro na altura, o governo queria enviar uma força do exército, o PR é que não autorizou.
 

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Re: Brigada de Intervenção
« Responder #18 em: Novembro 02, 2021, 10:29:18 pm »
Os Carabineri são a mesma coisa que a GNR.

E do que me lembro na altura, o governo queria enviar uma força do exército, o PR é que não autorizou.

Sim são algo semelhante embora com projecção e recusos de equipamentos diferentes. Mas também existe em Italia a Guarda de Finança com a sua marinha e até com navios bem maiores que a GNR, inclusive equipados com armamento superior aos NPO.
 
Mas não tem a ver as realidades e recursos?
Recursos que depois faltam, de de um lado para GNR fazer a sua função policial e por outro falta recursos à Marinha para a sua função de fiscalização com as lanchas paradas e falta de alguns equipamentos.
Esta duplicação não serve senão alguns com as suas próprias vaidades ou protagonismos.

Poderia cá ficar por exemplo pelas águas interiores.
O melhor seria saber afinal o que é a GNR.
Uma policia, militares, hibridos. Dá jeito ser uma coisa e noutras dá jeito ser outra.
Bombeiros...
Uma policia de fronteira?

Uma coisa é certa, está sempre em conflito de competencias com outros, porque apanha tudo.




 

 
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