Israel vs Hezbollah no Libano

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ricardonunes

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« Responder #600 em: Agosto 19, 2006, 11:49:43 pm »
Entretanto o Sr. Bica Curta acordou da sua sesta e disse (estou a ironizar):
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Médio Oriente: Israel violou cessar-fogo, diz ONU

O raid israelita deste sábado no sul do Líbano violou o cessar-fogo em vigor, afirma  o Secretário-Geral das Nações Unidas.
Em comunicado, Kofi Annan expressou a sua "profunda preocupação" relativamente "à violação pelo lado israelita da cessação de hostilidades prevista na resolução 1701 do Conselho de Segurança".

"O incidente foi um ataque israelita no leste do Líbano, este sábado", indica o comunicado.


http://www.rr.pt/noticia.asp?idnoticia=173417

Estranho, nem um reparo á transferencia de armas por parte da Siria.
Potius mori quam foedari
 

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typhonman

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« Responder #601 em: Agosto 19, 2006, 11:55:33 pm »
Esse senhor e a sua familia so nos estão a "brindar" com prendas destas..

Quando vai haver um novo secretário geral? Este não convence ninguem..
 

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TOMKAT

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« Responder #602 em: Agosto 20, 2006, 02:41:36 am »
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United Nations S/RES/1559 (2004)
Security Council Distr.: General
2 September 2004

Resolution 1559 (2004)
Adopted by the Security Council at its 5028th meeting, on
2 September 2004

The Security Council,

Recalling all its previous resolutions on Lebanon, in particular resolutions 425 (1978) and 426 (1978) of 19 March 1978, resolution 520 (1982) of 17 September 1982, and resolution 1553 (2004) of 29 July 2004 as well as the statements of its President on the situation in Lebanon, in particular the statement of 18 June 2000
(S/PRST/2000/21),

Reiterating its strong support for the territorial integrity, sovereignty andpolitical independence of Lebanon within its internationally recognized borders,

Noting the determination of Lebanon to ensure the withdrawal of all non-Lebanese forces from Lebanon,

Gravely concerned at the continued presence of armed militias in Lebanon,
which prevent the Lebanese Government from exercising its full sovereignty over all Lebanese territory,

Reaffirming the importance of the extension of the control of the Government of Lebanon over all Lebanese territory,

Mindful of the upcoming Lebanese presidential elections and underlining the importance of free and fair elections according to Lebanese constitutional rules devised without foreign interference or influence,

1. Reaffirms its call for the strict respect of the sovereignty, territorial
integrity, unity, and political independence of Lebanon under the sole and exclusive authority of the Government of Lebanon throughout Lebanon;

2. Calls upon all remaining foreign forces to withdraw from Lebanon;

3. Calls for the disbanding and disarmament of all Lebanese and non-Lebanese militias;

4. Supports the extension of the control of the Government of Lebanon over all Lebanese territory;

5. Declares its support for a free and fair electoral process in Lebanon’s upcoming presidential election conducted according to Lebanese constitutional rules devised without foreign interference or influence;

6. Calls upon all parties concerned to cooperate fully and urgently with the Security Council for the full implementation of this and all relevant resolutions concerning the restoration of the territorial integrity, full sovereignty, and political independence of Lebanon;

7. Requests that the Secretary-General report to the Security Council within thirty days on the implementation by the parties of this resolution and decides to remain actively seized of the matter.



http://www.un.org/Docs/sc/unsc_resolutions04.html


Para quem se limita a apenas condenar Israel como eterno incumpridor de inúmeras resoluções da ONU fica a resolução acima à consideração.

Parece que até a própria ONU se esqueceu dela, com forças no terreno, nada fez para que a resolução se cumprisse, nem mostrou intenções de o fazer.

Israel já todo o mundo sabe ser habitual incumpridor, mas à data desta resolução, no que diz respeito a acções de Israel contra o Líbano, não creio que houvesse algo a apontar.

ps. O negrito é de minha responsabilidade.
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Tiger22

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« Responder #603 em: Agosto 20, 2006, 05:59:30 am »
Isto vai piorar, não tenho dúvidas. O prazo dado ao Irão está a chegar ao fim!
"you're either with us, or you're with the terrorists."
 
-George W. Bush-
 

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TOMKAT

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« Responder #604 em: Agosto 20, 2006, 08:18:22 am »
Citação de: "Tiger22"
Isto vai piorar, não tenho dúvidas. O prazo dado ao Irão está a chegar ao fim!


... E os iranianos, ao aproximar-se esssa data, numa manifesta demonstração de força, começam uns exercícios militares de enorme envergadura, envolvendo todos os ramos das suas forças armadas.... sem data prevista para terminarem... :roll: (ao perfeito estilo estalinista, usual hoje em dia para os lados da Coreia do Norte).
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ricardonunes

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« Responder #605 em: Agosto 21, 2006, 10:23:07 am »

Israel vai analisar erros e preparar "segundo round"


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Israel deve analisar os seus erros e preparar-se para um "segundo round" na guerra contra o Hezbollah, afirmou ontem o ministro da Defesa. Amir Peretz alertou ainda que Telavive não irá aceitar a presença do exército libanês no Sul do país enquanto não tiverem chegado à região os soldados da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (FINUL), sublinhando que, até lá, os militares israelitas irão manter o controlo numa zona de dois quilómetros ao longo da fronteira.

Peretz é responsável pela criação de uma comissão de inquérito para investigar a forma como o exército conduziu a guerra no País do Cedro. Chefiada pelo ex-chefe do Estado- -Maior Amnon Shahak, esta iniciou ontem os trabalhos e deverá apresentar um relatório dentro de três semanas. A iniciativa do ministro foi, contudo, criticada por não permitir, ao contrário de uma comissão parlamentar, avaliar a responsabilidade dos líderes políticos.

O Estado hebraico anunciou ainda que irá prosseguir os ataques contra o Líbano enquanto o reforço da FINUL não chegar ao terreno (ver texto ao lado). O ministro do Ambiente, Gideon Ezra, próximo do primeiro-ministro, Ehud Olmert, garantiu à rádio pública que a aviação vai continuar a sobrevoar o Líbano para "impedir a entrada de armas provenientes da Síria".

Fortemente criticado pela forma como geriu a guerra, o chefe do Estado-Maior do exército israelita, Dan Halutz, foi ao Conselho de Ministros garantir que Israel venceu o Hezbollah "aos pontos", apesar de não ter sido uma vitória "por KO". Halutz tem sido pressionado para se demitir, após se ter provado que vendeu as suas acções horas depois do rapto de dois soldados israelitas pelo Hezbollah; um incidente que deu origem à ofensiva israelita no Líbano.

Raides

Ao sétimo dia de cessar-fogo imposto pela resolução 1701 da ONU, a aviação israelita efectuou voos de reconhecimento sobre o Líbano, violando o espaço aéreo do país. Na véspera, o exército realizara uma operação de comando no vale de Bekaa, no Leste do país, infringindo o cessar-fogo. Israel garantiu que a acção se enquadrava no âmbito da resolução 1701, uma vez que se tratava de uma operação defensiva que visava, segundo Telavive, impedir um carregamento de armas, vindas da Síria, de chegar às mãos do Hezbollah.

Os enviados do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, ao Médio Oriente, Terje Roed-Larsen e Vijay Nambiar, lamentaram o ataque israelita e admitiram que o cessar-fogo pode "fracassar" a qualquer momento. Após uma reunião com o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, Nambiar explicou terem discutido uma troca de prisioneiros; um assunto que irão debater, de seguida, com as autoridades israelitas.

Aviso

Um dia depois do ataque israelita, no qual morreu um soldado e dois ficaram feridos, o ministro da Defesa libanês, Elias Murr, garantiu que quem lançar rockets contra o Estado hebraico será acusado de "colaborar com o inimigo" e julgado em tribunal militar. Numa conferência de imprensa em Beirute, Murr explicou que qualquer violação do cessar-fogo seria usada por Israel como pretexto para atacar o Líbano.

O ministro disse ainda que o aviso não era dirigido ao Hezbollah, que se comprometeu a respeitar a resolução 1701, mas a outras milícias. Murr acrescentou que a primeira fase do destacamento de militares libaneses para o Sul deverá estar terminada nas próximas semanas.

Durante a tarde, Siniora e o presidente do Parlamento, Nabih Berri, visitaram o Sul de Beirute, onde testemunharam a destruição causada por 34 dias de bombardeamentos israelitas. O primeiro-ministro acusou Israel de "crimes contra humanidade". Beirute anunciou que irá dar 13 mil dólares às famílias das vítimas com mais de 10 anos e 6500 dólares às famílias das vítimas com idade inferior a 10 anos. O conflito fez mais de 1100 mortos (na maioria civis) no Líbano, onde ontem prosseguiam os funerais de algumas vítimas.

Mais tarde, Siniora reuniu-se com a ministra sueca para a Cooperação, Carin Jämtin. A Suécia deverá receber, no próximo dia 31, uma conferência de doadores para o Líbano. No final do encontro, Siniora pediu aos países que estarão presentes em Estocolmo para trabalharem no sentido de "salvar o Líbano desta calamidade". O primeiro-ministro garantiu ainda que o cessar-fogo é uma oportunidade para a paz com Israel.

Reunida no Cairo, a Liga Árabe adiou para Setembro a apresentação de um plano detalhado para a reconstrução do País dos Cedros.


http://dn.sapo.pt/2006/08/21/internacio ... r_seg.html
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ricardonunes

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« Responder #606 em: Agosto 21, 2006, 01:37:57 pm »
A revolta dos Reservistas?

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 Defense/Middle East

Reservists to Halutz: You Kept Us From Winning

Hundreds of reservists told Chief of Staff Dan Halutz Sunday of colossal failures in planning, intelligence, equipment and rescue efforts. A senior officer said, "We were guilty of arrogance."
The reservists who met with Lt.-Gen. Halutz complained that the war resulted in a crisis of faith in commanding officers. They spoke of lack of food and water, poor equipment and lack of responsibility. "You prevented us from winning," they told him.

The Chief of Staff and senior commanders have been praising the armed forces for operations in the war, in which nearly 120 soldiers were killed and hundreds were wounded.

One officer said last week that food and water supplies were adequate and were lacking only in rare instances or when fighting prevented supply trucks from arriving.

But reservists in the field told a different story to Lt.-Gen. Halutz. One soldier said they were without food for more than 24 hours. Another said his company had to wait until 6 p.m. Saturday evening to eat their first Sabbath meal. Others said they drank from local wells, and some soldiers admitted they had to break into local Lebanese stores in order to overcome hunger between battles with Hizbullah terrorist guerillas.

They spoke of having to take wounded comrades on stretchers for more than a mile while being without water.

Reservists told the Chief of Staff that decisions by commanders were not based on professional calculations. More reservists are to meet with senior officers on Monday.

The most damning evidence came from outgoing infantry and paratrooper commander Brig.-Gen. Yossi Heiman, who surprised commanders at a changing-of-the-guard ceremony Monday with criticism of top officers - including himself.

"We were guilty of the sin of arrogance," Heiman said at the ceremony at the Kiryat Malachi base south of Tel Aviv, where he was replaced by Brig.-Gen. Yossi Bachar. "Everyone tells about his mission, but not what he did not do and where he went wrong."

He praised the "heroic fighting by the soldiers and commanders, especially at the company and battalion level, [but] we all feel a certain sense of failure and missed opportunity." He previously has commented, "What is clear is that the reserve units have not been trained enough."

Heiman added, "I feel the weighty responsibility on my shoulders. I failed to prepare the infantry better for war. I did not manage to prevent burnout among professional companies and platoons. I feel no relief whatsoever in the face of the array of the well-known excuses, even though they are correct - the various budget cuts [etc.] ... At this time, it is not easy being part of the system. Part of the public, and perhaps also parts of the leadership, is expressing lack of faith in us."

He complained that there has been a basic "failure in understanding the past six years" after former Prime Minister Ehud Barak ordered the hasty retreat of the IDF from Lebanon, leaving Hizbullah terrorists a free hand to build underground bunkers and tunnels and to stockpile modern weapons.

Brig.-Gen. Heiman's comments came at the worst possible time for the government, which is facing calls for its resignation - or at least for a public inquiry into the war and how it was handled. Defense Minister Amir Peretz tried to head off critics by appointing a committee to carry out an internal probe of the war, to be chaired by his close advisor, former Chief of Staff Amnon Lipkin-Shachak. However, opposition MKS, the Movement for Quality in Government, and others have said that such a committee is not sufficient.

Prime Minister Ehud Olmert must decide whether to hand the ionvestigative responsibility to a Knesset committee or to an independent national panel headed by a judge, an idea which the Chief of Staff has opposed.

Lt.-General Halutz was appointed Chief of Staff last year by former Prime Minister Ariel Sharon, who took the unprecedented step of refusing to extend the term of office of Lt. General Moshe (Bogie) Ya'alon. The former Chief of Staff had questioned the plan to destroy Jewish communities in the Gaza and northern Samaria regions and expel several thousands residents. Chief of Staff Halutz replaced him a month before the expulsion.

He managed to survive brief but sharp criticism last week after it was revealed that he spoke to his banker concerning the sale of investments two hours after Hizbullah terrorists kidnapped two soldiers.

A former Air Force commander, Halutz said at the beginning of his term that he envisioned a new technological army that would reduce the need for foot soldiers. He relied on air power in the first few days of the retaliation against Hizbullah terrorist attacks on northern Israel and the kidnapping of two IDF soldiers.

A report in The New York Times Sunday quoted an unnamed senior commander as saying that the army erred in thinking it could force a ceasefire after two weeks of aerial attacks.

As the war lingered longer than anyone expected, failures in the field became evident.

The attack on a naval ship, which killed four people, stunned intelligence officers who were not aware that Hizbullah had the Iranian C-0802 missile.

On the ground, there was such a shortage of equipment that Bank HaPoalim executives donated 400 flak jackets costing more than $80,000. Both enlisted and reserve soldiers had to ask friends and employers to send them army shoes and towels.

Lacking food, soldiers received food from corporations, who also filled the gaping hole left by the government in aiding northern Israel residents, who were under siege from rocket attacks.

Shortly after the war began, one soldier told an Israeli newspaper, "For two days, we barely made any progress. The soldiers simply do not really know what the mission is."

Another soldier stated, "During all the years that I served in the reserves, we had the best equipment, but now that we have reached the moment of truth the equipment has vanished. Many soldiers don't have short-barreled M-16 rifles, communications equipment or even tourniquets."

Another reservist revealed that he had to give his weapon to others who replaced him, and another lamented, "We are supposed to enter the fray against guerilla fighters who have been training for six years."

Hizbullah terrorist leaders have spread the word of the IDF failures. A report this week in the Lebanon Daily Star quoted Hizbullah terrorist guerillas as describing how they killed soldiers at the battle in Bint Jbiel.

Army soldiers met no resistance in the city, a Hizbullah stronghold, and then rolled in several tanks. Hizbullah terrorists then popped out of bunkers and surrounding areas and fired anti-rockets and missiles on the IDF. "They fell into our trap," one guerilla said.


http://www.israelnationalnews.com/news.php3?id=110460
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JoseMFernandes

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« Responder #607 em: Agosto 21, 2006, 05:54:17 pm »
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As Forças Armadas Francesas, especialmente o Exército, não estão
predispostas a reforçar a FINUL.
Foi assim  que a Ministra da Defesa francesa Alliot-Marie informou o Presidente Chirac.
Sem um mandato bem claro não haverão "capacetes azuis" no Libano - é essa a posição dos militares franceses."O problema não será quantos e quando mas sim o que fazer e como.Uma missão pouco clara poderia levar-nos a uma catástrofe" explicou ela.
Um especialista francês de defesa, Serge Sur, confirma "A resolução 1701 da ONU reforça e alarga o mandato da FINUL, sem lhe dar meios suplementares, o que poderá tornar esta Força como refém".
Um engenheiro da Direcção Geral de Armamento pôe a questao nos seguintes termos:
"quando poderemos disparar?...Neste tipo de situação muitas vezes temos de ser os primeiros.O mandato da FINUL  diz respeito a um conflito onde as partes não sao puros amadores"
Um general francês que ja se encarregou de outras missões de paz da ONU, confiou-se em directo "Confesso !!! Nao tenho muita vontade de ir para o Libano...nunca haveria verdadeira 'interposição' frente aos israelitas e com o 'Partido de Deus'  tambem nao será nada fácil.As FA francesas acompanham o que se passa no Iraque e nas zonas fortemente urbanizadas,  vemos a mortandade e como a situaçao é dificil .Como poderemos fazer aquilo  que Israel nao conseguiu?".
O 'sindroma Drakkar' mantem-se vivo ... 58 páraquedistas franceses morreram num atentado com camião explosivo no acantonamento militar francês em Beirute (o edifício Drakkar), em Outubro de 1983... e cujos responsaveis foram precisamente os 'pais' do actual Hezbollah...e esses reflexos sao ainda notados hoje, como refere  Frederic Charillon ( director do CESD-centro de estudos sociais da defesa) "se bem que nao fosse a Argélia ou a Indochina, mesmo assim regressamos fortemente traumatisados" .
Um marinheiro francês desembarcado no Libano diz "quando puserem os pés em terra nem imaginam onde vão estar...o que fará o Exercito Libanês ? desarmar o Hezbollah ? Duvido muito..."
Convém tambem não esquecer que para este mal-estar francês contribui a recordação da FORPRONU nos Balcãs, onde também morreram mais de 80 militares franceses(metade das vitimas militares da ONU) em 1992, para lá do sentimento de impotência e humilhações que ali sofreram[/b].O ten-coronel Philippe Tanguy, ex-capacete azul e actual porta-voz no Min. da Defesa, lembra-se bem como chegou a ser esbofeteado num 'check-point' em Sarajevo.
Além de tudo isto há outras razões de queixa... como falta de meios, independentemente da inflação nos salarios (150% neste tipo de missão) com as Forças Armadas receando um 'sobreaquecimento'."No Iraque os americanos viram-se obrigados a prolongar as comissões.Havia soldados que mal tinham acabado de passar três meses e meio na Costa do Marfim, e que já estavam totalmente esgotados...Agora para rotações de quatro meses, precisamos de 6 000 homens para uma missão anual de 2000.Ora isso põe o nosso Exército nos limites da sua capacidade" considera Bruno Tertrais da FRS (Fundaçao de Pesquisa Estrategica).
"Olhar pelos binóculos...ja o fizemos na Macedónia.Para o Líbano como o Afeganistão ou Costa do Marfim, nao podemos enviar uma força qualquer.
A França nao é uma superpotência - diz Frederic Charillon, do CESD - além de que não podemos reduzir o orçamento e ao mesmo tempo querer enviar os nossos militares pelo mundo fora "

m/trad-adaptação de textos da imprensa francesa de 21/8/2006 sublinhados meus.
 

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Ria

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« Responder #608 em: Agosto 22, 2006, 12:10:02 am »
I know that Portugal is neutral on the issue, but the Portuguese...are more of them for or against Israel/Hezbollah?
 

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JoseMFernandes

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« Responder #609 em: Agosto 22, 2006, 01:12:32 am »
Citação de: "Ria"
I know that Portugal is neutral on the issue, but the Portuguese...are more of them for or against Israel/Hezbollah?


Duvido que o português comum tenha  uma ideia precisa sobre isso.Provávelmente teria de lhe explicar primeiro o que é o "Partido de Deus".
Ser a favor ou contra Israel(os 'judeus' na terminologia corrente) dividiria as opiniões, podendo arrastar a preconceitos pessoais e ancestrais ( que nao são necessariamente de ordem religiosa).
As élites politicas seguem outra ordem de pensamento... e no que diz respeito a alguma esquerda e extrema esquerda bastante arrevezado, por sinal...
E claro existe a Historia milenar,...da região, dos povos, das invasoes, expulsoes, retornos... e afins. História longa e complexa, que não solucionando o problema nos permite uma visão de conjunto mais completa e nos pode fornecer  algumas pistas para o presente... mas não é vocação deste Forum seguir por aí...
« Última modificação: Agosto 22, 2006, 01:27:33 am por JoseMFernandes »
 

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Luso

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« Responder #610 em: Agosto 22, 2006, 01:15:04 am »
Ria, eu falo por mim. Sou a favor de Israel.
Eu sou português mas não represento coisa nenhuma. Todavia , como indivíduo, Israel "representa-me" mais que o Hez.
Muito mais.
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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TOMKAT

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« Responder #611 em: Agosto 22, 2006, 01:26:30 am »
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Reino Unido «armou» Hezbollah
Material de visão nocturna encontrado tem o carimbo: made em Britain

Uma investigação urgente foi lançada pelo Governo de Tony Blair depois de Israel ter acusado o Reino Unido de ter fornecido indirectamente as milícias do Hezbollah no sul do Líbano com material militar de visão nocturna, avança o jornal britânico The Times esta segunda-feira.

O equipamento, 250 sistemas militares de visão nocturna, foi encontrado por tropas israelitas em «bunkers» do Hezbollah. Cada embalagem tinha o carimbo: made in Britain.

Israel expôs o caso ao Governo britânico, depois de se tornar público que Londres vendeu 250 equipamentos de visão nocturna ao Irão em 2003. Tratou-se de uma venda excepcional, explicou o executivo britânico: o objectivo era utilizar os equipamentos no combate ao tráfico de heroína e ópio entre o Afeganistão e Irão.

Inicialmente, o governo britânico negou que o material encontrado pelos soldados israelitas pertencesse ao lote vendido ao Irão, mas as investigações prosseguem através da comparação dos números de série dos equipamentos.

Apesar de haver, em termos práticos, um embargo contra a venda de armas ao Irão, com o objectivo de contrariar os esforços de Teerão de levar a cabo o seu programa nuclear, o Governo aceitou este pedido porque o objectivo era combater o tráfico de droga.


http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id=717247

As voltas que o mundo (dos negócios de armamento) dá....

Os bifes são uns anjinhos mesmo .... Preocupados com o tráfico de droga na fronteira iraniana... bifes de vaca louca, só pode ser... :?
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Luso

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« Responder #612 em: Agosto 22, 2006, 01:39:39 am »
Deixem-nos falar.
Começo a aceitar que a Vida é um sem-fim de ironias.
Terão que ser os atrasados e os labregos a defender a civilização, não tanto por mérito próprio mas mais pelas circunstâncias.
- Caramba, que o seja!
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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typhonman

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« Responder #613 em: Agosto 22, 2006, 02:46:07 am »
Eu também sou a favor de Israel, e penso que em termos gerais o apoio a Israel em Portugal é maior que ao Hezbolah...
 

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Marauder

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« Responder #614 em: Agosto 22, 2006, 12:04:03 pm »
Nem um nem outro: Ambos são culpados, ambos cometem crimes, ambos preferem as armas ao diálogo, ambos assassinam civis de uma forma ou de outra.

Agora se me dizer qual é o lado mais ocidentalizado ou a facção cuja sociedade é mais parecida com a portuguesa, terei a dizer que é Israel, mas isto é irrelevante.

Esta é a minha opinião.