Artilharia do Exército

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Lightning

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #960 em: Maio 03, 2023, 09:48:29 pm »
Em relação aos Light Gun acho que ainda podem ser úteis a forças ligeiras transportadas por ar, forças ligeiras em operações em África, as tais de baixa/media intensidade, não me parece provável duelos de artilharia tipo Ucrânia.

A não ser que a diferença de calibre seja mesmo uma grande vantagem, as vantagens que o Light Gun tem, mais variedade de meios aereos que o podem transportar, munições mais leves, mais baratas...

Desde que a parte tecnológica seja actualizada, componentes de pontaria por exemplo, ainda acho um bom sistema.
 

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dc

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #961 em: Maio 03, 2023, 10:25:17 pm »
A Suécia que ainda não é da NATO, e até recentemente nem queria saber disso, está farta de vender para a NATO, alias os canhões Bofors, os CSR Carl Gustav, e se calhar outras coisas são quase o standart NATO para os próprios países NATO.

A própria Finlândia, bem antes de ser NATO, já vendia. Participou no nosso concurso que deu como vencedor o Pandur, com o Patria AMV. Aqui a questão central, é fazerem sistemas já a pensar no padrão NATO (principalmente os suecos), e portanto têm facilidades nesse aspecto. A Suíça e a Áustria também estão fora da NATO, e também vendem. Creio que a África do Sul também vendia, como muitos MRAPs.

Aqui o importante, é diferenciar países não-NATO, mas considerados "amigos" e os países não-NATO neutros mas que sempre tiveram uma vertente meio pró-Ocidente, dos países de fora da NATO que fazem parte do eixo oposto, e cuja probabilidade de mais tarde ou mais cedo se entrar em conflito contra eles, é bem menor.

Em relação aos Light Gun acho que ainda podem ser úteis a forças ligeiras transportadas por ar, forças ligeiras em operações em África, as tais de baixa/media intensidade, não me parece provável duelos de artilharia tipo Ucrânia.

A não ser que a diferença de calibre seja mesmo uma grande vantagem, as vantagens que o Light Gun tem, mais variedade de meios aereos que o podem transportar, munições mais leves, mais baratas...

Desde que a parte tecnológica seja actualizada, componentes de pontaria por exemplo, ainda acho um bom sistema.

Os LG até na Ucrânia têm sido usados. Mas lá terão forçosamente uma doutrina de uso diferente da que teria para nós.

Para nós, concordo e reforço que continua a ter bastante utilidade, face à capacidade de ser transportado por helicóptero. Isto permite soluções a problemas que de outra forma não teríamos nas FA, caso se abdicasse deste tipo de arma. Podemos falar de defesa das ilhas, podemos falar de ter capacidade de transpor obstáculos intransponíveis por estrada, podemos falar em apoiar uma FND, podendo rapidamente destacar estas unidades a dezenas ou centenas de kms da base de operação, no apoio aos Fuzileiros após um desembarque anfíbio ou aéreo, e por aí fora.
« Última modificação: Maio 03, 2023, 11:08:25 pm por Lightning »
 

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Subsea7

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #962 em: Maio 03, 2023, 10:40:48 pm »
Em relação aos Light Gun acho que ainda podem ser úteis a forças ligeiras transportadas por ar, forças ligeiras em operações em África, as tais de baixa/media intensidade, não me parece provável duelos de artilharia tipo Ucrânia.

A não ser que a diferença de calibre seja mesmo uma grande vantagem, as vantagens que o Light Gun tem, mais variedade de meios aereos que o podem transportar, munições mais leves, mais baratas...

Desde que a parte tecnológica seja actualizada, componentes de pontaria por exemplo, ainda acho um bom sistema.

Os M-777 são heli transportáveis por UH-60 e AW-101 e talvez um dia Chinook.
Cps,
 

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imaginário

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #963 em: Maio 03, 2023, 10:50:56 pm »
Em relação aos Light Gun acho que ainda podem ser úteis a forças ligeiras transportadas por ar, forças ligeiras em operações em África, as tais de baixa/media intensidade, não me parece provável duelos de artilharia tipo Ucrânia.

A não ser que a diferença de calibre seja mesmo uma grande vantagem, as vantagens que o Light Gun tem, mais variedade de meios aereos que o podem transportar, munições mais leves, mais baratas...

Desde que a parte tecnológica seja actualizada, componentes de pontaria por exemplo, ainda acho um bom sistema.

Os M-777 são heli transportáveis por UH-60 e AW-101 e talvez um dia Chinook.
Cps,

Há uns anos atrás ainda se falou no interesse dos Cougar holandeses para o Exército, agora Chinook? E são o modelo D que os holandeses vão começar a desactivar?
 

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Subsea7

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #964 em: Maio 03, 2023, 11:00:38 pm »
Em relação aos Light Gun acho que ainda podem ser úteis a forças ligeiras transportadas por ar, forças ligeiras em operações em África, as tais de baixa/media intensidade, não me parece provável duelos de artilharia tipo Ucrânia.

A não ser que a diferença de calibre seja mesmo uma grande vantagem, as vantagens que o Light Gun tem, mais variedade de meios aereos que o podem transportar, munições mais leves, mais baratas...

Desde que a parte tecnológica seja actualizada, componentes de pontaria por exemplo, ainda acho um bom sistema.

Os M-777 são heli transportáveis por UH-60 e AW-101 e talvez um dia Chinook.
Cps,

Há uns anos atrás ainda se falou no interesse dos Cougar holandeses para o Exército, agora Chinook? E são o modelo D que os holandeses vão começar a desactivar?

Os Cougar não vieram, porque a ultima da hora a FA Holandesa voltou atrás e posteriormente foram modernizados.
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dc

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #965 em: Maio 03, 2023, 11:07:07 pm »
Os Chinook parecem-me muita fruta, ainda por cima num Exército com falta de tudo o resto.
 

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Visitante123

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #966 em: Maio 04, 2023, 08:41:42 am »
Em relação aos Light Gun acho que ainda podem ser úteis a forças ligeiras transportadas por ar, forças ligeiras em operações em África, as tais de baixa/media intensidade, não me parece provável duelos de artilharia tipo Ucrânia.

A não ser que a diferença de calibre seja mesmo uma grande vantagem, as vantagens que o Light Gun tem, mais variedade de meios aereos que o podem transportar, munições mais leves, mais baratas...

Desde que a parte tecnológica seja actualizada, componentes de pontaria por exemplo, ainda acho um bom sistema.

Os M-777 são heli transportáveis por UH-60 e AW-101 e talvez um dia Chinook.
Cps,

Não sei se estão a par das perdas da Ucrânia, mas fiquei surpreso com os dados dos M-777 porque têm sido atingidos com muita regularidade. Já foram despachados 50.

Alcance limitado? Má mobilidade? Difíceis de camuflar? Muito tempo no mesmo sítio? Fica a pergunta a quem percebe mais de artilharia.

Esta guerra deve ser vista como importante para perceber mudanças de sistemas e/ou doutrinas de utilização.

 

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Subsea7

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #967 em: Maio 04, 2023, 09:20:26 am »
Em relação aos Light Gun acho que ainda podem ser úteis a forças ligeiras transportadas por ar, forças ligeiras em operações em África, as tais de baixa/media intensidade, não me parece provável duelos de artilharia tipo Ucrânia.

A não ser que a diferença de calibre seja mesmo uma grande vantagem, as vantagens que o Light Gun tem, mais variedade de meios aereos que o podem transportar, munições mais leves, mais baratas...

Desde que a parte tecnológica seja actualizada, componentes de pontaria por exemplo, ainda acho um bom sistema.

Os M-777 são heli transportáveis por UH-60 e AW-101 e talvez um dia Chinook.
Cps,

Não sei se estão a par das perdas da Ucrânia, mas fiquei surpreso com os dados dos M-777 porque têm sido atingidos com muita regularidade. Já foram despachados 50.

Alcance limitado? Má mobilidade? Difíceis de camuflar? Muito tempo no mesmo sítio? Fica a pergunta a quem percebe mais de artilharia.

Esta guerra deve ser vista como importante para perceber mudanças de sistemas e/ou doutrinas de utilização.

Sobretudo falta de camuflagem e redes anti-Lancet...
Ninguém se lembra de operar artilharia em meio de campos abertos... sem vegetação por ex...
 

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Luso

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #968 em: Maio 04, 2023, 09:27:33 am »
Na minha perspectiva de reles amador considero que desde a colocação ao serviço de radares contra bateria que peças de artilharia rebocada apenas servirão combater forças de reduzida capacidade e que saberão utilizar táticas que neutralizarão essa inferioridade...
Shoot and scoot, senão...
Ai de ti Lusitânia, que dominarás em todas as nações...
 

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Lightning

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #969 em: Maio 04, 2023, 10:12:18 am »
Os M-777 são heli transportáveis por UH-60 e AW-101 e talvez um dia Chinook.
Cps,

Mas tudo isso o Light Gun também consegue, a única vantagem que vejo é o calibre parece-me, alguém sabe mais?

O que eu pergunto é, para os cenários em que se pensa utilizar a Brigada de Reacção Rápida (que acho não inclui andar em duelos de artilharia).

Se os Light Gun já estão obsoletos? E necessitam mesmo de ser substituídos?
Se não mas já tendo alguma idade, se podem ser modernizados?
« Última modificação: Maio 04, 2023, 10:12:43 am por Lightning »
 

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Kalil

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #970 em: Maio 04, 2023, 12:35:52 pm »
Possivelmente, os ucranianos também não dispõem de veículos suficientes para deslocar os M777 com a frequência desejada.

Actualmente, com os drones, nem é necessário o uso de radar para fazer fogo contra bateria com eficácia.

Os 105, limitados ou não, são a única coisa que nos permite dizer que temos artilharia. Devem ser modernizados tanto quanto possível, não pelo seu eventual uso mas porque importa, nesta altura, prolongar o tempo de vida dos poucos meios que temos.

O calibre 155mm, sendo um elemento base em qualquer exército, e extremamente útil em cenário de guerra convencional, estará muito em baixo na lista de prioridades do MDN. Mesmo que existisse um significativo aumento do investimento, há tantas lacunas para resolver que, novos sistemas de artilharia com ou sem autopropulsao, só seriam adquiridos daqui a muitos anos. A única excepção será uma compra de ocasião, nas quais somos habitualmente ultrapassados por outros.
 

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dc

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #971 em: Maio 04, 2023, 12:58:13 pm »
A aquisição de sistemas de 155mm é prioritário para substituir os M114. E não é um programa caro por aí além, portante é perfeitamente exequível (e até está incluído na presente LPM). Tem ainda a vantagem de, num EP com falta de efectivo, cada sistema operar com cerca de metade do pessoal do M114.

Isto chega ao ponto em que até manter velharia, tem os seus custos, e o seu peso no pessoal necessário para operar. Também quando queremos umas FA mais apelativas de forma a colmatar a falta de pessoal, convém não andar com meios que já se sabem ser desadequados. Mais uma vez, o futuro do Exército passa por uma reorganização da BrigMec, passando uma "mão cheia" de meios modernos de lagartas a ser integrados numa Brigada Mista, e o resto centra-se em meios de rodas. Isto reduziria custos a médio/longo prazo, que passariam a ser canalizados onde importa, isto é, capacitação desta brigada mista. Simplificando as coisas, é mais fácil dividir um orçamento de 500 milhões (exemplo) por 2 brigadas, do que dividir o mesmo por 3.

Quanto às comparações com a guerra na Ucrânia, são obviamente preocupações que têm de ser levadas a sério. Mas, convém ver que nem todas as guerras são iguais. Peguem num cenário "tipo Ucrânia", e mudem um pequeno factor, o adversário passa a ter superioridade aérea, e toda a artilharia, rebocada ou AP, torna-se "obsoleta". Da mesma forma que, tendo nós superioridade aérea, a utilidade de sistemas rebocados e aerotransportáveis aumenta bastante.

O que não faz sentido, é estar a falar de A, B ou C no Exército servirem ou não para conflitos de alta intensidade, quando nem baterias AA temos, que é um dos pilares fundamentais para uma força terrestre em qualquer cenário de média e alta intensidade.
 

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #972 em: Maio 04, 2023, 02:00:14 pm »
A aquisição de sistemas de 155mm é prioritário para substituir os M114. E não é um programa caro por aí além, portante é perfeitamente exequível (e até está incluído na presente LPM). Tem ainda a vantagem de, num EP com falta de efectivo, cada sistema operar com cerca de metade do pessoal do M114.

Isto chega ao ponto em que até manter velharia, tem os seus custos, e o seu peso no pessoal necessário para operar. Também quando queremos umas FA mais apelativas de forma a colmatar a falta de pessoal, convém não andar com meios que já se sabem ser desadequados. Mais uma vez, o futuro do Exército passa por uma reorganização da BrigMec, passando uma "mão cheia" de meios modernos de lagartas a ser integrados numa Brigada Mista, e o resto centra-se em meios de rodas. Isto reduziria custos a médio/longo prazo, que passariam a ser canalizados onde importa, isto é, capacitação desta brigada mista. Simplificando as coisas, é mais fácil dividir um orçamento de 500 milhões (exemplo) por 2 brigadas, do que dividir o mesmo por 3.

Quanto às comparações com a guerra na Ucrânia, são obviamente preocupações que têm de ser levadas a sério. Mas, convém ver que nem todas as guerras são iguais. Peguem num cenário "tipo Ucrânia", e mudem um pequeno factor, o adversário passa a ter superioridade aérea, e toda a artilharia, rebocada ou AP, torna-se "obsoleta". Da mesma forma que, tendo nós superioridade aérea, a utilidade de sistemas rebocados e aerotransportáveis aumenta bastante.

O que não faz sentido, é estar a falar de A, B ou C no Exército servirem ou não para conflitos de alta intensidade, quando nem baterias AA temos, que é um dos pilares fundamentais para uma força terrestre em qualquer cenário de média e alta intensidade.

Em 2009, esteve prevista a compra de 18 M-777, no entanto pelas razões do costume, não foi para  frente.
CPS
 

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #973 em: Maio 04, 2023, 02:04:12 pm »
E antes disso falava-se dos M198 (para a BrigInt). Mas entretanto a questão da aerotransportabilidade pesou, passando a preferência a ser o M777. Nos trabalhos mais recentes, é que se começou a levar mais a sério os modelos AP para a BrigInt.
 

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Kalil

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Re: Artilharia do Exército
« Responder #974 em: Maio 04, 2023, 04:10:42 pm »
Pois exactamente, vamos adquirir 155mm antes de ter defesa AA?
E para reorganizar/preparar alguma capacidade mecanizada ainda é preciso bastante investimento. Para não mencionar que a frota Pandur precisa tb de vários "reforços".
E já agora, ainda faltam os sistemas anti carro para a infantaria. E os CarlGustav, ou outro equivalente.